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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyQui 21 Fev 2019, 17:54



À Deriva
Henri de Félin
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Tudo que pude fazer fora soltar um silvo agudo e furioso quando a tentativa de usar Elsa para atrasar os marinheiros se mostrou falha. Juntei o ar nos pulmões e fitei o franco-atirador no fundo de seus olhos — Deveria ter atirado para matar, cão sarnento! — vociferei possesso, não pelo fato de ter me impedido, mas sim por ter achado que um aviso seria o suficiente. O tiro no braço futuramente seria sua ruína se nos encontrássemos novamente. E, para a minha surpresa, aquele marinheiro incompetente não era o único a me tratar como um mero peão, como se fosse um fardo, a própria Elsa em seu bilhete deixava claro seu ponto de vista sobre mim. Ao menos ela serviu de algo, mas nada pude sentir a respeito de sua morte. Alguém que me rotula como ela o fez não merece remorso meu, e a única coisa que me impediu de vibrar diante da tragédia fora a reação de Edmure, por incrível que pareça ele conseguia fazer com que eu sentisse o mínimo de empatia por alguém e o respeitava.

E era esse respeito e empatia que ameaçavam ser minha futura ruína se eu assim permitisse. Pois foi quando encarei o surto do incursor de pedra que me dei conta que sentia um vínculo que nunca havia sentido antes. Para mim Ed era tão humano quanto qualquer outro a primeira vista. Tão descartável e desprezível quanto outros homens. Isso antes de conhecer seu espírito e convicções, que tornavam-o ainda mais temível e valoroso que o próprio Ahab. Vê-lo beirar a loucura mexeu comigo de uma forma que não sabia explicar, sentia a necessidade de ser mais que um predador. Sentia que deveria ceder por algum momento e ser humano. Deixar o orgulho de lado e ser passional com um amigo. Virar-me-ia para Cirilla se ela ainda estivesse ali quando Edmure saísse de cena — Não o siga. Tome um tempo para si moça, com a culpa e remorso assombrando-o não seria bom para ele ter sua companhia agora. — diria para a garota, de forma mansa e nem um pouco invasiva como era de praxe. Cerraria os dentes, com certa raiva de mim mesmo por sentir tamanha vulnerabilidade tomar conta. Retiraria as Neko-te e as guardaria em seu devido lugar.

Suspiraria e andaria a passos vagarosos para onde estivesse o homem. Não sabia ao certo o que faria. Nunca havia servido de ombro amigo para ninguém. Nunca dei conselhos ou senti empatia como estava sentindo. Esgueirar-me-ia à porta do cômodo e o fitaria enquanto estivesse cabisbaixo no canto, nada falaria até então, apenas iria em sua direção e sentaria ao seu lado sem nenhuma ideia em mente. Eu não tinha ideia de como deixar toda a merda que acontecera menos pior. Apenas apoiaria minha mão sobre seu ombro para chamar sua atenção e olhá-lo nos olhos, inclinaria a cabeça para o lado levemente, confuso e curioso a respeito da figura a minha frente. E em um impulso desesperado e confuso levaria meus lábios contra os dele, nem sequer sabia a reação que o rapaz teria, apenas o faria de forma breve para distrair de todos os problemas e ao fim sorriria para ele, um sorriso sincero e puro. — Descanse. Foi um dia péssimo, bem mais longo do que deveria ter sido. Saiba que estou aqui para o que precisar. — nem eu reconheceria tais palavras, não tinha conhecimento que seria capaz de ser tão gentil com alguém sem querer algo em troca, estava me corrompendo. Ou quem sabe melhorando?

De um jeito ou de outro, tiraria um tempo para mim também e deitar-me-ia para dormir, ainda que estivesse ferido, depois que Edmure se recuperasse trataria disso. E quando abrisse os olhos deixaria que conduzisse o procedimento mais uma vez, dando liberdade para que tratasse do meu corpo como achasse melhor e seguindo suas ordens. — Devoção? Não é para tanto. Tenho convicções simples, quero ser reconhecido, quero ser temido e adorado. Fútil? Talvez, mas é o que me basta. — responderia o médico quando terminasse suas falas, ainda que a voz pudesse tremelicar pela dor ou não, sentir-me vulnerável diante dele já não era um problema tão grande, confiava nele e acredito que ele confie em mim igualmente.

Feitos os curativos, seguiria para o cais, apenas para vislumbrar ao longe a grande Reverse Mountain, nem que precisasse usar a luneta para isso. Me posicionaria próximo a Pierre, ficando a sua direita conforme ele navegasse. — Sei que precisa de concentração total agora, Pierre~ — ronronaria e aproximar-me-ia de seu ouvido — mas pretendo continuar a nossa conversa quando descermos a montanha — sussuraria para o navegador. No mais deixaria as garras de prontidão para serem vestidas se necessário fosse para segurar no casco do navio ou mastro se a embarcação chacoalhasse. Se não houvesse tempo para tal, firmaria as pernas no primeiro indício de instabilidade e usaria do meu equilíbrio adquirido graças a acrobacia e alpinismo para não tombar
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySeg 25 Fev 2019, 06:52










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Reverse Mountain
Horário: 05:00





Os curativos eram feitos rapidamente em Henri após o período de luto dos presentes no navio. Cirilla permanecia quieta e ao lado do mastro optava por ficar e portar um olhar vazio sobre o horizonte azul do mar.

Edmure se aproximava de Tobias e fazua comentários a respeito do navio.

Tobias - Na situação em que estávamos.. era subir ou morrer! Hahahahahaha!

E então ele se juntava à sua irmã.

Enquanto isso, Henri não parecia se mostrar tão abalado pela situação anterior uma vez que nenhum era o vínculo que possuía com a falecida. Mas ao menos demonstrava um pouco de compaixão para com o companheiro e tão logo era tratado descansava.

A noite passava rapidamente e com os primeiros raios de sol alcançando o navio, o jovem de Felin se dirigia até Pierre para que pudesse retomar sua conversa.

Pierre - Eu... eu não sei o que mais você quer saber! Mas.. Olhe!!CHEGAMOS!!

E então o navegador apontava para frente e ao fundo a Reverse Mountain se revelava.

Em poucos momentos o navio adquiria muita velocidade de modo que todos os presentes sentissem um tranco inicial e cambaleassem em suas posições. Não tardava para que chegassem na entrada da montanha, que não se mostrava tão larga quanto o esperado.

Tobias - Segurem-se todos! Pierre, mantenha as mãos firmes!!

E então eles começavam a subir, o navio chacoalhava, água respingava, mas até então, tudo parecia tranquilo...

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySeg 25 Fev 2019, 22:05



À Deriva
Edmure de Rivia

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Todos os homens têm segredos e os mares não seriam exceção. Elsa, o tenente e os de Rivia. Ilusia Kingdom e o imã de merda que nos magnetizava. Estava tudo às nossas costas, e a correnteza que afastava-nos às pressas pareceu-me um mistério ainda maior que qualquer outro com que nós topamos desde então. Ela vertia como os chafarizes do vinhedo, em um sentido inconcebível que nos mareava colina acima. Mas não haviam engenhocas por detrás desta montanha, como nos fontanários da mansão. Só a natureza é que daria vida à águas bestiais como aquelas; sorri de canto, deixei que o vento me enxugasse a vista e arreganhei os dentes. O que queria era saltar. Se pôr as botas sobre o convés do cisne, embebedar-me com a maresia e deixar que aquela aberração direcionasse-nos já me aprazerava, então nadar e sentir a voracidade em carne e osso seria um deleite para a alma. Mas os rochedos se fechavam ao nosso entorno, e o corpo deles era mais intimidante que a hoste do tenente e os archotes que nos assombraram. A bagatela com que eu pagaria pela ousadia era a vida; sem ela não há de haver prazer algum. Me dei por farto, firmei os punhos e deixei que os nós dos dedos reforçassem a pegada em torno do mastro à que eu me atrelei.

No intervalo entre a elevação e o pico, serpentearia os meus olhos no entremeio da tripulação, e é Cirilla quem o bote inicial alvejaria. Ainda trocando um abraço com o mastro, como se a vida dependesse disso. E não depende?! Mas o pescoço giraria até que a guria me encarasse a carranca de pedra, onde quer que estivesse. — Cirilla de Rivia! Te segura e não ousa soltar! — A voz banhada num tom austero e azedo, mas a mensagem era agridoce. — Se tu teimares e a correnteza te matar, irei ter com o tinhoso e te tiro do inferno aos puxões de orelha! O que tu ouves é uma ordem! — Se não havia nos deixado à mercê dos marinheiros como o instinto antes apontava, que caminhasse ao nosso lado e me trouxesse assistência na cruzada por poder.  — Tu tens agora a mesma vida que a minha. — Parte do riso que me estampava o rosto morreria; o seu algoz era a voz que àquela altura se amansava. Tê-la conosco não era o planejado e bem sabia que podia não ser apta. Mas os de Rivia e a sua mediocridade sujaram-me o nome que era fonte de influência e de poder, e na audácia o que me deram foi as costas. Tomar Cirilla era o troco amargo que teriam, e a meninota não me era, afinal, má companhia.

Henri viria em conseguinte; ele a memória da sua doce cortesia feita às escuras. Eu não estava bem habituado ao toque dum homem, mas de Félin nem mesmo parecia um. E o prazer que tu encontras te garanto que é o mesmo, seja nos lábios de um pederasta ou nos de uma mulher. Talvez se os mares fossem tão macios quanto os dele eu saltaria. No entanto, os olhos topariam com o rochedo e a correnteza, e eu teria de estreitar minha cabeça. — Henri é um soldado e não uma rameira. Quando eu firmar os pés em terra, são os bordéis quem me confortarão. — Matutaria em relutância. — Não se mistura o trabalho com prazer.Mas e se fossem duas faces da mesma moeda?  Não importava. Eu trataria do dilema noutra hora, quando o cisne de Tobias não estivesse na estica. — Para tu se aplica o mesmo, de Félin! — Que a voz cortasse o silêncio e a praguejada soasse nos moldes do rangir de aço com ferrugem. O que queria era marcar presença. — Te agarra aos mastros ou às cordas, ou à puta que pariu. O que importa é que mantenha as tuas patas no assoalho o coração batendo! — Proclamaria, gesticulando rumo às estruturas que citasse. — Os novos mares nos esperam. — Não se embarca tolo num navio pirata; eles sabiam do nosso destino tanto quanto eu, e uma vez que terminasse o falatório, é para lá que a vista correria: ao topo da Reverse Mountain.

Quando estivéssemos no cume da montanha e deixássemos as sombras, bravejaria ao dito Pierre em busca das suas diretrizes de marujo. — Tens tudo em cima, ô rapazola?! Estamos cá se te cagares e quiser ajuda. — Se porventura o condutor nos convocasse, acataria suas ordens dentro do que fosse razoável. Quem sabe tivéssemos de arriar as velas ou tratar de outro canto sinuoso do navio. E se o fizesse, é a cautela que me acompanharia a cada passo: eu chamaria de Félin e os tripulantes para que se atarefassem do determinado à minha cola, e as superfícies que se estendem através da embarcação, fossem os mastros, cordas ou as amuradas, eu tornaria em suporte afim de preservar a estabilidade. Que a decisão de agir ou não ficasse ao seu encargo. Não era devido que domássemos o cisne à nossa conta, os mares eram seu ofício e neste campo não há homem que se equipare ao navegador.

E o que sobe há de descer. O mar dançava a sua valsa coreografada em morte e quem penava era o casco do navio, ardendo em brasa a cada vez que uma das ondas lhe chicoteava. Mas eu sabia que a voracidade dessas águas buscava era nós. Outra vez eu me firmaria em torno do mastro num abraço forte e tão interesseiro quanto os que se dá às curvas de uma meretriz. Toda a extensão dos braços cercearia o corpo circular da superfície. Eu manteria a coluna ereta e o corpo retilíneo e rente ao mastro, e se tivesse de levar a fuça ao seu encontro e beijá-lo para que o abraço se firmasse, eu o faria. Os calcanhares saltariam para que eu vertesse a força das panturrilhas à ponta dos pés, e por detrás do couro que adornava as botas cada um dos dedos lutaria na peleja contra o assoalho, quando os ares investissem e tentassem nos abalroar. Nos colaríamos, eu e o mastro, e dançaríamos sob o compasso que dessem as águas. Se eu não fosse vigoroso o bastante e o cisne me escapasse os braços, eu varreria os ares com as mãos até que encontrasse cordas ou outra superfície à que se agarrar. Puxaria pela adaga com o punho livre e enterraria sua lâmina no assoalho, tomando o cabo da bichana como apoio contra a ventania. As amuradas também serviriam como apoio; é para lá que eu lançaria o peso do corpo se perdesse a pisada, e abraçaria suas ameias com tanto ardor quanto o fiz defronte ao mastro. Olhos estreitos contra o vento que eu julgava estar cortante, e arrebatados pelo anseio de caírem no horizonte.



Observações:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyTer 26 Fev 2019, 23:04



À Deriva
Henri de Félin

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Tudo o que pude fazer foi observar sereno conforme avançávamos na estranha correnteza sob a diligência de Pierre. E por sinal, o navegador ainda parecia incerto sobre a minha identidade, bem como estava eu quanto a dele. Era curioso imaginar que o sujeito não conhecesse os meus feitos como um soldado na corte de Chatte Kingdom. Talvez tivesse ouvido as histórias, mas não pudesse associá-las à minha figura. Ou estaria se passando por um tolo e me apunhalaria na primeira oportunidade? Não sabia e bem e não nutria nele nem mesmo um décimo da confiança que nutri por Edmure, nesse ponto da caminhada. Minhas orelhas se abanaram em intriga e as pálpebras fecharam-se em torno das pupilas cor-de-rosa, fazendo com que um olhar vil caísse sobre as costas de Leblanc enquanto ele exercia o seu ofício. Por hora parecia importante que eu mantivesse os dois olhos à minha frente e um terceiro na minha nuca, ao menos até que esclarecesse as coisas. Sigh, suspiraria fundo e fungaria as costas da mão. O meu cheiro era mesmo agradável.

Pelo contrário, o que não me agradava tanto era o cheiro da água salgada do mar. Talvez os outros tripulantes estivessem aproveitando a maresia, se é que há algo para se aproveitar em um lugar mortal como essa montanha. Mas não era o meu caso. Com instintos tão afiados, cada suspiro era uma luta. O sal parecia subir nas narinas e jorrar numa torrente de ardência até os confins do cérebro. Mas me mantive paciente e antes que pudesse me dar conta já ouvíamos o próximo anúncio de Pierre. — Sim, vamos indo. Você vai saber do que se trata mais tarde. Se preocupe com o leme! — Diria a Leblanc, manso porém com uma certa acidez que escalava da garganta à ponta da língua. Estávamos chegando ao topo da montanha, e talvez lá o aroma fosse agradável.

Ao contrário do que imaginaria, o incursor de pedra parecia insistir na sua postura liderante. Se o visse de fora não diria que era o mesmo homem cujos lábios se tocaram aos meus há pouco tempo, no seu momento passageiro de vulnerabilidade. Era curioso imaginar qual das facetas realmente condizia com a alma do de Rivia, e se o caso que tivemos realmente havia sido algo importante. Assim como eu ele escondia as suas intenções por detrás de uma máscara, por mais que ela não fosse tão sólida quanto as minhas. Pareceu ser outra questão que resolveríamos quando estivéssemos a salvo. — Eu não sou bobo, Edmure. Meu coração continua batendo quer você se esgoele ou não. — Replicaria o homem de pedra quando ele nos atentasse aos perigos da descida que estava por vir. O mesmo tom que havia usado com Leblanc, ambiguidade tanto na voz quanto no conteúdo. Ainda assim, havia certa veracidade nas suas últimas palavras. — Eu aposto que esperam ~nya. — Ronronaria e abriria um sorriso de uma ponta do lábio até a outra, sem dar de dentes. — E são mares muito mais ferozes do que os que já conhecemos. — Ao menos eram os de Chatte, e a ideia não me estremecia. Pelo contrário, tudo até então havia sido uma brincadeira. São esses "novos mares" aos quais o incursor se referiu que estavam à minha altura.

Então eu me prepararia para o que estava por vir. Escolheria um mastro ou uma corda logo à frente de onde estivesse Edmure, próximo ao convés, e agarraria a superfície com firmeza. Durante o início da descida, empregaria esforços em manter o equilíbrio através das técnicas de alpinismo e acrobacia. Se estivesse a tombar para um lado, me jogaria em sentido contrário e sempre tomando as cordas ou o mastro como o alicerce principal ao qual eu buscaria voltar. Se o vento fosse forte o bastante para me fazer tombar, afundaria as garras da neko-te contra os mastros ou o assoalho do navio para continuar no convés, e tentaria levantar se notasse que a força dos ventos não era suficiente para me impedir. Os atos de cautela então se repetiriam, até que contemplássemos todo o declive da montanha vil.

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyQui 28 Fev 2019, 00:17










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Reverse Mountain
Horário: 06:00





A primeira parte da viagem já se encerrava e mantendo-se seguros o grupo permanecia agarrado a uma parte da embarcação. A subida demorava e ao chegar no pico da montanha revelava um belo horizonte azul.

A gravidade parecia tirar folga e por alguns minutos todos pareciam voar, flutuando.

Tobias abria um sorriso, assim como Cirila e Pierre. Parecia que um novo começo era mostrado a eles e na adrenalina da viagem um dos estagiários colocava as mãos na cabeça. Nesse instante ele se desprendia do navio e se perdia no mar.

Fechando a cara, Tobias apenas dizia.

Tobias - Mantenham se firmes! Escragiario é burro mesmo!

Cirila- sabe o que tem lá embaixo, ed?

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Última edição por Thorv em Qui 28 Fev 2019, 19:32, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyQui 28 Fev 2019, 16:52



À Deriva
Edmure de Rivia

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Me embebedei nos prazeres da natureza uma vez que o cume da montanha pôs-se sob os nossos pés. Escamagris e as suas fendas, marcando a pele, brilharam ardentes fronte a luz dourada da manhã. Retorci os meus lábios numa espécie de risota e só metade da arcada dentária revelou-se por detrás da carne, enquanto na outra parcela reluzia o negro cor de piche nos beiços umedecidos pelo encanto. A maresia foi um anestésico às narinas e o som das ondas retumbou atrás de mim. Era o aroma das curvas de uma mulher, e nas águas o ressoar do bafo fumegante dela numa noite calorosa de verão. Eu senti algo se avolumar por detrás das braguilhas. Saliva escorreu pelas frestas de pedra até o queixo, pingando à altura do peito e enfim minguando no tecido cor de breu do sobretudo. Quem precisava de bordeis quando se têm os mares? Naquela altura eram tão belos quanto o corpo de qualquer donzela. E se eram estas as preliminares, o que encontrei à frente era o desfecho de uma manhã escrita por tinteiros de prazer. Caí os olhos sobre as cataratas da Reverse Mountain e vi um declive longo e nebuloso como nunca antes eu julguei haver.

Então a vista se elevou e empinei a napa em sentido às águas que se aprofundavam adiante, no pé da montanha. O azul-ciano era incomparável. Nenhum dos mares pelos quais passamos fez menção a esta grandeza com que eu topei na Grand Line. — Bem como quando a velha Elsa me trazia vinho tinto para que eu curasse, com mais do álcool, a ressaca das manhãs. — E vistas céticas diriam ser só mais do mesmo; mas este mais era melhor. Talvez pudesse beber Paradise em um trago só. — Henri! — Partilharia do meu regozijo com o rapazola. — Tu vê bem?! É claro que vê, ô pederasta. Tem dois bons olhos com que enxergar! — Voz tremulante e alterada, e a excentricidade que a tocava era perceptível. — Mesmo um cegueta entenderia esta porra de grandeza! Suas narinas e as orelhas pintariam o cenário com o som da correnteza e o aroma forte do mar. — Guiado pela ousadia e entorpecido pelo êxtase em prazer, arriscaria três passadas do meu mastro até a extremidade do convés. — São destes mares, de Félin! — Peito aberto, ombros pendendo em meios ares e um arreganho me cortando a fuça de orelha à orelha. — São destes mares que falei! — E fecharia o falatório através duma cortina de risadas.

Abençoando cada passo em uma dose farta de cautela, eu voltaria à segurança posto que assumi no intervalo em que a correnteza se elevou; destra serpenteando em torno do mastro até que o braço o abraçasse. Um dos rapazes de Tobias já escorregara à garganta da montanha, eu que não seguiria à sua cola. Já ia tarde, este tolo que escolheu o afago do mar. Em seu respeito eu cuspiria a sepultura na forma de um embromado de saliva cor de piche rente ao canto de que ele caiu. Era um a menos com que dividir a maresia; não que houvesse algum mal nisto. Quanto a Cirilla, retrucaria a ratinha quando a voz perdesse o seu ardor e o êxtase das águas já minguasse. — Oh, Cirilla. Se eu vejo?! — Retruque na ponta da língua e predisposto a saltar, mas os meus olhos correriam na horizontal uma última vez. Estava certo de que quando eu voltasse a vislumbrar da correnteza, a minha réplica se reafirmaria. — O que eu vejo, meninota... — Encontraríamos os olhos e outro sorriso nasceria à sombra das covas labiais. — ... o que eu vejo é o poder. — E não havia nos dizeres nenhum toque de floreio ou de insinceridade. Só a verdade que enxergava por detrás da lente com que eu via o mundo.

Então os dedos calejados da canhota correriam ao encontro do cinturão. Arriaria o sobretudo na altura da parcela que caía cintura abaixo, para que a mão tocasse o couro das fivelas e as amarras que adornavam minha cinta. Só cessaria o rale-e-rolla dos meus dedos com as alças uma vez que eu tomasse nota de que gládio e a adaga estavam firmes nos seus coldres. Por conseguinte, estreitaria o casaco e o abotoaria. Cada botão em sua respectiva cova, da minha gola à altura do abdome, para evitar que os medicinais me escapassem no declive que o cume antecedia.

Nós desceríamos a foz da Montanha Reversa como soberanos, e não como ratos. Que estes últimos ficassem ao encargo do lacaio de Tobias, que nesta altura bebia o licor dos mares numa cova à sete palmos. Talvez no fundo eu o invejasse. Mas só seu feito e o abraço para com as águas desta dita Grand Line, não sua morte de plebeu. E é por isto que eu cercearia o mastro com bem mais resiliência do que em todas outras vezes. Desta vez não haviam valsas ou rodeios, só uma rota alternante no que se seguia: os novos mares, ou o inferno. Quando eu sentisse a proa do navio bamboleando em vertical e antecedesse a arrancada montanha abaixo, o meu abraço àquele mastro seria o de um filho em torno dos seios de uma mãe. Destra se encontraria com canhota conforme eu o envolvesse, e então as mãos se agarrariam ao ombro oposto. Subjacente, a perna esquerda seguiria nos passos do tronco; envolveria a parte inferior do mastro por detrás da cova do joelho, numa espécie de chave de perna. Quanto à estabilidade, a manteria através de uma pisada firme com o pé direito. Sola da bota chutando o assoalho a cada vez que ameaçasse escorregar, para que a força se lançasse em uma vertente ascendente até os braços, meu firmamento principal. Caninos com caninos e molares com molares, estreitaria a mordida até que sentisse a mandíbula tremer em desconforto. — Não ousa morder-te a língua, Ed de Rivia. — Que em diante o vento se encarregasse do ademais.



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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyQui 28 Fev 2019, 20:03



À Deriva
Henri de Félin

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Quebraram-se expectativas conforme subimos ao topo da tal montanha reversa. O vento gelado me correu na espinha, eriçaram-se os pelos e as pupilas dilataram-se, incrédulas. Eu esperava que haveriam ares frescos e agradáveis ao meu faro, mas a catinga marítima ainda imperava no aroma daquele lugar. O cheiro remetia a bacalhau e, por esse lado, não era lá tão ruim. Mas pensar em ter meu corpo tocado e arruinado pela água salgada trazia aos meus olhos visões tenebrosas. E por sinal, no que tocavam as visões, o seu vislumbre era mesmo invejável e nisso o incursor de pedra tinha alguma razão. Ainda assim os seus defeitos ofuscavam quaisquer qualidades com que a montanha pudesse contar, e tive certeza disso no ato da fungada que se seguiu. Ser aguçado tem lá os seus reveses.

A reverse pareceu fazer sua primeira vítima, e também um lembrete de que não estávamos viajando a passeio. Levaria a destra entreaberta até as sobrancelhas enquanto eu me certificava de recobrar o equilíbrio, e deixaria os olhos sob a palma da mão para que não tivessem que encarar raios solares conforme eu tentasse entender o que acontecia. Confesso que não esperava uma reação tão despretensiosa e até debochada por parte de Tobias, mas ele havia dado a mesa e escolhido a as suas peças, então eu jogaria a partir delas. — Parece que aqui os fracos não tem vez mesmo. — Diria em resposta ao comandante da trupe, e era de fato muito bom poder dizê-lo. Só afirmava que estava vivo e bem, e que até então havia superado os perigos da montanha conforme as minhas capacidades.

Em relação à minha pessoa, de Rivia pareceu estar bem mais satisfeito com a montanha e outra vez já esbravejava por meu nome. Então vinha a tormenta de satisfação que inexplicavelmente o homem parecia ter. Sua postura ambiciosa era entendível e houve muito nela que contribuiu para que, finalmente, eu pudesse formar algo que se aproximasse de um laço. Porém a excentricidade do incursor ainda era um tanto ardil de se compreender. — Re...Realmente. Queria poder concordar com tudo, mas ainda há muito o que se admirar, querendo ou não. — O momento em questão podia não ser dos mais agradáveis, mas numa coisa Edmure estava certo: na Grand Line os holofotes estariam sobre mim. E estando certo disso, era difícil controlar o impulso de rir baixinho. Que mal faria ronronar um pouco em meio a todo aquele barulho?

Não trema na base agora, Pierre ~nya! — Cutucaria a ferida do soldado no que era provável ser o momento mais frágil da sua carreira como um navegador. Queria apenas pôr a pulga atrás da sua orelha e reafirmar que o controle era meu, e mais tarde conversaríamos. — Nós ainda temos aquele assuntinho a tratar. — Os olhos se afiariam e os dentes mostrar-se-iam em um sorriso vasto que eu estamparia nos meus lábios.

Por fim, me certificaria de que estava pronto para a descida por vir. Agarraria uma das amarras das cordas que se estendiam através do mastro mais próximo, onde os tripulantes escalavam ao cesto da gávea. Por maior que fosse a força que os ventos exercessem contra mim, eu tentaria me manter enganchando com as amarras, ainda que tivesse que passar as mãos ou mesmo os braços através das suas frestas para aproximar-me mais e ficar mais estável. Se as mãos escapassem e caísse, eu saltaria até uma superfície espessa de madeira e cravaria as garras de neko-te onde me fosse mais conveniente, tudo para que o estirão não acabasse me jogando para fora do navio. Talvez chegasse a esse ponto, e nessa última instância eu faria o mesmo com as amuradas da embarcação, cravejando as garras nelas ou no assoalho afim de descontinuar a queda.
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptyQui 28 Fev 2019, 22:33










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Reverse Mountain
Horário: 07:00





E por fim a travessia da Reverse Mountain ocorria de forma tranquila para o grupo. Apenas uma perda. Isso apenas revelava que a dupla de piratas e os demais tripulantes valorizavam suas vidas e tomavam as devidas precauções para se manterem a salvo.

A velocidade com que desciam impedia o grupo de manter seus olhos abertos por muito tempo, mas mesmo que não fosse possível fazê-lo, Henri conseguia enxergar o surgimento de pontos prateados em trechos próximos à base da montanha.

A descida se encerraria com um vigoroso choque na parte mais plana do relevo que ali adentravam. Nesse instante todos os presentes cederiam e cairiam no convés, mas sem se ferir.

Tobias correria então para dentro do navio e sairia de lá com cinco espantalhos em mãos e diria.

Tobias - Não tenho bonecas infláveis! Mas.. bem vindos à Grand Line!!!Estagiário fica sem!, e assim entregaria a cada um dos presentes, com exceção do dito cujo.

Cirilla - Fiz amizade com o Pierre, esse Tobias é meio maluco..., comentaria com o irmão.

E então eles poderiam ver alguns casebres montados e uma espécie de farol. Henri seria capaz de enxergar um indivíduo encapuzado de verde com um den den mushi em mãos.

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySex 01 Mar 2019, 18:44



À Deriva
Henri de Félin

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Terminar a travessia em grande estilo foi compensação o bastante para o trajeto inoportuno que havíamos tido até então. O vento não trazia nenhuma caricia ou coisa do gênero. Pelo contrário, senti como se as paredes do meu rosto estivessem prestes a se deslocar do corpo, e foi custoso aos olhos se manterem entreabertos com a força dos ares agindo em contraponto a eles. Ainda assim o som da correnteza era ofuscado pelo assobio da ventania, e ela varreu o aroma péssimo da maresia que até então me vinha sendo o maior empecilho. Com o cheiro de peixe morto indo embora, também senti partirem os grilhões. A sensação de liberdade ao extremo era agradável, mas não deixei que me subisse a cabeça. Lutei do cume até o pé da montanha com garras e unhas para me manter preso às cordas e não naufragar, porque de náufragos e água já tive demais.

Quando um tranco atuou como o freio do navio e anunciou o fim do percurso, eu já estava obstinado a mostrar os dentes e comemorar. Geralmente estou certo, e mesmo agora a razão retornaria em outro momento, mas a priori eu me equivoquei. Rolei junto dos outros pelo convés da embarcação, e a visão antes embaçada pelo vento agora era só um borrão conforme a minha cabeça rodopiava. SCCHIII. Não teria escolha senão sibilar enquanto empregava forças em sentido oposto e tentava me levantar. Sibilos altos e estridentes como os de um gato brigando com ratos, e esperava que eles não acabassem por me constranger. Mas mais ainda, queria que a água marítima e eu fossemos dois entes à parte. Tão cedo quanto o possível, me colocaria novamente em duas patas, para que o pedaço de mar que o choque trouxesse não passasse da altura dos meus pés.

Novamente Tobias agia, aos meus olhos, de maneira inusitada. Talvez Cirilla ou o de Rivia entendessem um pouco melhor sua cortesia pois, sendo sincero, eu não havia contemplado as suas intenções. — Hm. Espantalhos? — Não era lá um rolo de linha ou outra bugiganga que me fosse trazer diversão. Mas seguiria na sua deixa com perspicácia e certa intriga; queria saber o que vinha em diante. — Hã... Obrigado?! — Eu complementaria qualquer que pudesse ser a reação da dupla, e por hora aceitaria o espantalho que entregou. Pareceria à percepção ingênua dos demais só uma ação impensada e inocente, mas tive um vislumbre de utilidade ao boneco de palha quando combinado a outro presente dado pela trupe de Tobias: os dotes do disfarce. Era um assunto para outro momento e, por hora, o deixaria projetado apenas em minha mente. Eles provavelmente não estavam prontos para entender.

Há poucos instantes, enquanto descíamos pela reverse, os meus sentidos haviam se afiado e algo no horizonte fisgou minha atenção; pareceu um vislumbre do que se projetava no pé da montanha. Não costumo questionar meus olhos, mas desta vez foi um tanto quanto inevitável. "Tem mesmo vida nesse local... Curioso." Concluí ao notar o estranho farol e os casebres que se espalhavam na base da montanha. — Edmure... — Transmitiria a minha perspicácia ao resto do grupo, começando pelo incursor. — Eu não costumo me enganar, e estou vendo um farol e algumas casas adiante. — Era inusitado que houvessem residências em meio ao mar aberto, num local periculoso como esse. Eu estreitaria a minha visão e tentaria enxergar mais longe, seguindo quando encontrasse o sujeito encapuzado no local. — Tem alguém pronto para dar as boas-vindas logo à frente. — Diria de maneira irônica em tom de calmaria. Quando eles dessem suas atenções ao apontado, eu me afastaria das extremidades do navio e voltaria até onde estivesse Pierre, antes que fosse tarde demais.

Após sair de cena, abordaria vagarosamente o navegador. Havia algo de estranho em relação a Pierre e eu sabia disso pelo uniforme que vestia. A Chatte Kingdom que conhecia era diplomática, e os seus soldados, exceto por mim, não costumavam navegar a deriva pelos mares como o grisalho parecia fazer. O fitaria com certo afinco e insistiria na troca de olhares até que ele estremecesse ou, ao menos, estranhasse a situação. — Pierre ~nya. — Bombardearia seus ouvidos, proclamando o nome com um tom ácido e arrastado, como se o ronronasse. Continuaria acompanhando os seus olhos e estudando as suas feições, e ao notar um mísero sinal de medo ou de angústia eu continuaria. — Nesse ponto eu já imagino qual seja o seu segredo. — Abriria um sorriso escancarado no meu rosto, uma expressão um tanto quanto assustadora. — Mas continue ao meu lado e seja um bom menino. O guardarei a sete chaves. Nós poderemos conversar melhor quando desembarcarmos, então por agora, cuide disso. Sim? — Completaria a frase dando ainda mais malícia ao sorriso, e passaria a palma dos dedos, delicadamente, pela ombreira do rapaz. Por fim, escalaria um mastro que pudesse me levar até as alturas do navio e buscaria a solitude temporária no cesto da gávea, de onde averiguaria o perímetro.
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySex 01 Mar 2019, 19:19



À Deriva
Edmure de Rivia

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Quando Pierre tratou de dar vida ao declive, esvoaçaram-se os meus cabelos e à companhia deles todo o deleite e a quietude que o cume havia nos trazido. O coração se esgoelava por detrás do peito, e a ventania injetava os seus ardores direto na veia, tornando sangue e adrenalina em homogêneo. Dei meu melhor sorriso munido nos dentes cor de piche, sem que ninguém chegasse a vê-lo; tanto fazia. Era um cortejo para os mares e a intimidade era só nossa, como uma dama e o seu amante em quatro paredes. Se a maresia e o som sereno da tal correnteza já não mais me acariciavam, o prazer com que a descida compensava era de outro calibre, mas ainda equivalente. E foi demais para que os olhos dessem conta. Os protegi por detrás das minhas pálpebras, e foi o vento escorregando pela cara marcada em cal e pedra que ilustrou-me o momento. Como eu bem havia dito ao homem-gato, a natureza não te pede olhos para que desfrute de um ou outro entre o seu enorme acervo de prazeres. Naquela altura já nem mais sentia tanto pela torpe consequência das ações da velha Elsa. Não me alembrava de que, à parte do poder, o que mais almejava era pão fresco e vinho tinto para o desjejum. Talvez mirtilo e mulheres; mas não importa. Não me alembrava. E tudo às custas desta outra forma de prazer. Enquanto houverem eles, eu te garanto: haverá eu.

Mas o infortúnio também te acompanha, e nesses mares algo me dizia que ele era maior. O sacolejo da embarcação roubou-me a pisada e rodei como um engradado. Edmure de Rivia do mastro ao convés, e adiante. Senti na pele a cabeça pesada e o mundo girar nos meus entornos; o que entornava à semelhança era o vinho e os sanduíches da tarde anterior: ácido gástrico subindo pela goela, e eu sob a ameaça de regurgitar se a gravidade não nos concedesse logo a inércia. Tão vigoroso quanto a algazarra permitia, tratei de resistir. Eu cerraria os joelhos pela articulação e encontraria a sola da bota com o assoalho. Ambos os punhos e os calcanhares a serviço do corpo caído, e me ergueria novamente no que seguiria do meu estreitar. — Pois bem. — O nariz soerguido que fizesse jus à minha postura vigorosa que mesmo o passar dos anos não abarrotava. Nada havia acontecido. Casaco desabotoado, eu livraria ambos os ombros do flagelo que é o peso do couro molhado, e usaria da canhota como uma fivela, mantendo-o preso aos nós dedos desta mesma mão. Quanto aos trapos que vesti por baixo, desataria as amarras que fechavam-se em torno da camisa de tecido vagabundo, na altura da gola. Eu precisava de um trago de ar puro, e o queria salpicando na minha pele.

Mal haveria o feito e o saltimbanco que julguei Cirilla ter tirado de um mausoléu já abordava-nos nos moldes trapalhões. O seu regalo era sem nexo e as bonecas à que referiu-se me teriam mais utilidade, mas a careta que estampava o boneco fibrado em palha até que era promissora. — Eu preferia as bonecas infláveis, mas vou tratar de encontrar uso ao meu. — Retrucaria o caduco com uma mesura e gratidão na forma de uma risota. — Maluca é tu por te envolver com um louco de pedra. — O tom discreto em relação à troca de palavras com Tobias, mas era brando e não carregava a severidade. Mesmo em palavras ríspidas Cirilla entendia a minha despretensiosidade, se acompanhasse-nas com um sorriso e a língua lustrando o beiço em lambidelas. E era este o caso. Eu seguiria aninhando o espantalho num dos meus alforjes e que lá ficasse; talvez pudesse espantar os corvos quando arranjássemos nosso navio. Cavalo dado não se olha os dentes.

Semicerrando ambos os olhos, os lançaria no encontro do horizonte, já esperando a visão turva à conta da vista medíocre. Em contraparte eu bem sabia que o homem-gato era nossa luneta. Sem delongar, recorreria aos fortes do meu bom peão. — Que é que tu vê, ô de Félin? — E quando Henri agraciasse-nos com seu vislumbre e estivéssemos mais próximos, eu seguiria nos seus passos. — Sim. Uma desgraça de um farol no fim do mundo. — Assentiria o que afirmava o rapazola; um tom incrédulo, mas que tecia a verdade. É a verdade que não pareceu tão crível. Por que haveriam faróis e casebres às margens de uma cascata que escoava a escória do mundo para a Grand Line? Eram escórias de um tipo pior, ou corajosos procurando a morte? Destra à altura do cabo, ainda incerta e farejando briga. Mas que por hora limitasse-se a isso; era devido que tivesse alguns dedais da bendita cautela. Quando estivéssemos mais próximos da costa ou o pederasta nos nutrisse com as suas novas, me atentaria ao exibido encapuzado às beiras do farol. — E lá está seu faroleiro. — Eu trataria de elucidar Tobias e os demais, e os meus olhos se arremeteriam aos do mal-encarado. Lhe encararia, afinal, como é devido: rosto severo e olhares crus. Se as interações cessassem na troca de olhares, retornaria às cercanias do convés e em conseguinte ao leme, sendo assertivo quanto ao canto para onde de Félin esvoaçou.

Eu correria até Pierre e o poria à minha sombra. — Sem mais gracejos com o pederasta, ô rapaz. Seta teu curso para lá. — O braço livre se hastearia para que apontasse aos circundantes do farol. — Põe os rapazes de Tobias ao encargo das velas do Cisne. Eu tratarei da âncora uma vez que estivermos na costa. — Seis pés e meio de carne rochosa à conta da escamagris lhe esmagando a moral enquanto manejava o leme, e a voz profunda como o ressoar de um berrante. Que acatasse o sugerido. Nosso destino estava prorrogado; é uma viagem ao encontro do farol com que os caminhos sinuosos da Reverse Mountain pareciam condenar-nos. Quando estivéssemos à beira de ancorar, deslizaria em passadas céleres de encontro às engenhocas que julgasse controlar a ancoragem da embarcação. — Deixa de loucura, ô Tobias! Segue nos meus passos e nos traz alguns dos teus! — Manejaria o instrumento à imagem de como os demais o fizessem; a minha cooperação não seria destreza, mas a força. E dela eu entregaria em doses cavalares, até que a âncora se enterrasse nos lençóis marítimos e atracássemos à beira-mar. De quando vi a silhueta do encapuzado em diante, desconfiança me nasceu no peito. Ela jorrava pelos olhos como um nevoeiro negro, mas minha gana em desbravar o mundo era maior. Talvez a luz destes faróis nos revelasse, ao fim das contas, um fragmento de poder. 



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Última edição por Wing em Sab 02 Mar 2019, 14:25, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 6 EmptySab 02 Mar 2019, 00:39

O jovem de Felin parecia ignorar os pontos brilhantes vistos pelo caminho e tampouco reconhecia algo que há poucos momentos observara.

A estranha atitude do tenente John em nem ao menos começar uma perseguição em alto mar revelava ser uma armadilha e sua comunicação no dendenmushin também. Pois do outro lado da linha estava o encapuzado de verde. Claramente descrições a respeito do navio que fugira haviam sido passadas e era questão de tempo até que a perseguição fosse concluida.

Encapuzado Verde- Por ordem do tenente John, Henri e Edmure,vocês têm permissão de dizer oi para o capeta!! BEM VINDOS À  GRAND LINE!! FOGOOOO!

E com os pontos prateados se mostrando como canhões, tiros eram disparados contra o navio.

Tobias e seu estagiário ficavam boquiabertos. Já Pierre, impedia que Henri subisse no mastro porque ficava temeroso e curioso a respeito das intenções do rapaz para consigo, e lhe dizia

Pierre - Eu sei seu ponto fraco! Ouvi de Cirila! Não voltarei pra Chate Kingdom! ,  e então ele fazia menção de ir até a borda do navio, com o espantalho em mãos para se atirar no mar.

As balas de canhão atingiam a embarcação com ferocidade, originando fogo e muita fumaça.

Cirila - irmão... o azar ainda nos persegue! O que faremos?? , perguntava a moça, abraçando ainda mais forte seu espantalho.

A aventura dos blues parecia chegar ao fim no mesmo passo que a da Grand line se iniciava, e logo de cara uma sabia decisão era exigida da dupla de piratas.

Obs: tudo que coloco na aventura tem uma motivo.. acho que deu para perceber =) tento deixar a aventura um pouco enigmática..  para conectar alguns pontos e tentar deixa la imprevisível..  foi um prazer narra-los! So mais  um e mando para avaliação
Vlw flw

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