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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Wing
Pirata
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptySeg 11 Fev 2019, 19:15



À Deriva
Edmure de Rivia

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Dei os primeiros passos nesta valsa de batalha com Sargento Tom, e as três cabeças assistindo na bandeira que eu tornei em manto. Já há algum tempo não sentia os fervores que trazia a guerra; desde o embate em que desfiguramos o primeiro dos tenentes, nos circundantes de Yakira Town. Beirava o cômico dar conta de que fora a pilhagem feita aos cafundós o que agora nos trazia esta onda de desgraça. Tornei-me um com a face do escudo e as mãos involucras abocanharam ao cabo da espada. Sangue fervendo e os ares cortados num filete à forma de minha silhueta. Pouco adiantou. Ilusia Kingdom girava aos meus entornos quando os olhos se estatelaram para fora de suas caves. E pelos deuses, dói-me ao orgulho ilustrar a expressão que a porrada de Tom me fisgou. O homenzarrão fora covarde e com o auxílio dos seus chamarizes atacou-me às costas; eu também o faria. Salubridade escorreu-me da testa às pestanas enquanto os pulmões se enchiam como sanfonas, ocos às custas do punho de Tom. Caí sobre os joelhos e as mãos amorteceram. De canto, vi a égide encontrar-se com o calçadão. Silêncio sepulcral.

O desgraçado ainda insistia nos seus moldes de um bom samaritano. Sua abordagem complacente me doía mais que a porrada à boca do estômago. Ele nos tinha como cães numa coleira. Mantive as mãos na linha da cintura, uma vazia e a destra abraçando Gladius como pai e filho. Saltei os olhos do peito aos joelhos, procurando a morte. Ouvi disparos, mas a vista dizia que nenhum chegou a mim. Sem sangue rubro no couro. Torci o pescoço com os lábios me amordaçando a língua, à procura de Henri. Se os projéteis não me eram devidos, então dele seriam. Eu engoli em seco e assentei os olhos sobre a coxa lacerada do rapaz; estava em maus bocados. Era o inferno na terra e eu bem sabia, mas o sargento só me levaria se o fosse em um saco preto. Não era a hora. Só morreria quando o poder me vertesse nas veias e um estreitar de dedos fosse o bastante para esmagar tipinhos como este coroa, mas não sabia quanto a de Félin. Era o leão e ele a serpente. O pederasta optaria por retroceder? Ou a ambição lhe era adágio tanto quanto a minha? Esperava que sim.

Minha faceta voltaria ao encontro com os joelhos do saco de carne ambulante. Era cinzenta a carranca de pedra, talvez a luz soturna pincelada pela noite no cenário a ofuscasse. Mas o branco dos olhos abarcava ódio e este último iria destacar. — Sargento Tom. — Seu nome me escaparia entre os dentes, tão rouco quanto o possível e pronunciado célere. Eu o queria apequenar. — Tu não encontra noite fácil conosco por perto. Da nossa parte não há rendição. — Ascenderia o semblante em vertical. Meu nariz que antes lhe topava às botas, agora se empinaria rente ao queixo do patife. — Ilusia Kingdom é um chiqueiro de suínos como tu e os teus soldados. Mas é cidade grande. — O ombro esquerdo elevaria a canhota, lento e vagaroso como um guindaste. De lá os dedos saltariam para apontar o canto de onde nós viemos. — Tu é bem vindo ao meu vinhedo. Temos cavalos que te facilitem a locomoção. — Ainda os tínhamos? As éguas e os garanhões que eu e Ciri escovávamos na infância. Não o sabia e também não era mais conveniente. A língua dançaria nas paredes da bochecha e no céu da boca, e eu pigarreando. — A tua mãe que venha junto e se renda a eles. — E o negro dos lábios se desgrudaria para que eu cuspisse em sua cara. Saliva cor de piche e quente como o sangue. Estreitaria a boca sepultando as feições de cachorrinho através de um arreganho que teci em deboche.

Correria a canhota ao escudo. Quando os dedos calejados o alcançassem, se enlaçariam no entorno da alça metálica. Outra vez eu o tomaria em punho e na extremidade adjacente Gladius voaria, ascendendo em diagonal enquanto lacerasse as canelas do sargento. Em paralelo os calcanhares cantariam na calçada e com destreza eu daria meia volta. O que estivesse antes à direita (S2/S3) agora eu faria facejar o lado externo do escudo, e o soldado solitário (S1) me estaria ao alcance da espada na destra uma vez que o giro se concretizasse. Traria a lâmina ascendente ao seu encontro, engatando outro golpe dos velozes: ao fim da elevação do gume, a sua face lateral avançaria diagonalmente no intento de rasgar o peito do infeliz. Sem um dedal de hesitação, eu deixaria a linha de alcance vertical de Tom ao me lançar sobre o soldado recém alvejado. Abalaria sua postura e tomaria o seu lugar. Em punho a égide iria sobrepor disparos que alvejassem-me ao flanco esquerdo e às costas, bem como afrontas que o brutamontes Tom canalizasse em sentido horizontal. Não haveriam mais soldados cerceando-me a oeste e a sul, e beberia um trago da vitória no sorriso ardente que esboçasse.

Os ombros se arqueariam e eu os estreitaria por detrás do escudo. Outra vez a postura de avanço que adotei na investida de há pouco. Junto do topo da cabeça os olhos é que escapariam no eixo superior do escudo, e mirariam o toureiro Tom. O touro iniciaria outra debandada. Passadas bem cadenciadas como se anunciassem com demora o avanço por vir. Conforme eu marchasse, o intervalo entre uma passada e outra abarcaria uma distância maior, e em contraponto as executaria com menos delongas. Não me toma por tolo, porém. Eu bem sabia que o coroa era astuto e um estratagema que a priori havia sido falho pouco impacto faria. Não esperava que a guarda se elevasse, mas que a carta em sua manga fosse um contra-ataque. E quando ele o fizesse a face externa do escudo encararia esguia o peso de montanha dos seus punhos. Uma vez que amortecesse o impacto, deslizaria a superfície da minha égide através da sua mão. Evitaria o encontro de forças e escaparia à lateral do braço com que me atacasse, correndo às costas do homenzarrão e alvejando-as num talho diagonal e descendente com que abriria uma fenda nos seus calcanhares. Se elevasse sua guarda nonde em verdade eu esperava um ataque, faria o mesmo, executando um desvio e seguindo na ofensiva aos calcanhares. Sargento Tom se prostraria como outrora fez Aquiles, e ao seu flanco eu avançaria fronte os dois soldados.

O que ainda me restasse de vigor, aplicaria no ombro esquerdo. A força verteria dele até a porção superior do braço. Escorreria ao antebraço e através de um soco em que usaria a égide como manopla ela transbordaria na canhota. O alvo seria o primeiro chamariz (S2). Que o escudo lhe partisse a fuça ao meio, quebrando dentes e a estrutura do nariz, enquanto a destra avançasse em um corte retilíneo e limpo contra a parte inferior do bucho, nonde eu julgava estar a aorta. Daquele ponto em diante que abraçasse o tinhoso; seria só questão de tempo. E que até lá me fosse útil. Recuaria o tronco outra vez para tornar a avançar com o peso do corpo contra o seu peito. A gravidade que agisse e levasse o moribundo em um encontrão contra o colega às suas costas, debilitando-lhe a visão e a mobilidade. Avançaria por detrás desta cortina de carne, sangue e vértebras, ao flanco esquerdo do outro soldado (S3). Escudo a postos na linha do peito para que os disparos, a espada e os esforços incansáveis do sargento encontrassem com o aço. E na destra a pequena avançando sorrateira. Sedenta pelo sangue, Gladius o tomaria numa estocada em desfavor da lateral do abdome deste último capacho. Outra porrada através do escudo lhe alvejaria a mão de batalha. Uma vez desarmado, as estocadas se reprisariam até que sumisse o brilho dos olhos.
 


Observações:
 

Histórico:
 


Última edição por Wing em Ter 12 Fev 2019, 14:50, editado 1 vez(es)
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Kenway
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Kenway

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyTer 12 Fev 2019, 00:58



À Deriva
Henri de Félin
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Foi difícil me dar conta de que aquilo era real, tudo que queria no momento é que não passasse de um pesadelo. Em questão de instantes, fui de um homem investindo em marinheiros à um homem caído, com projéteis alojados na coxa e sangrando no chão como se fosse um pobre animal abatido. Ter de ser encarado por de cima para baixo por aqueles marinheiros imundos, mas logo isso mudaria. Não importa se tenho a perna avariada ou se eles estão em maior número, de um jeito ou de outro eu olharia mais uma vez com desprezo para os ratos de farda. Nem que eu tivesse de morrer para levá-los comigo.

Meu trunfo estava no incursor de pedra que andava em minha companhia. Eu devia aproveitar de suas ações, que possivelmente distrairiam os soldados, para pegá-los desprevenidos. Conhecendo-o como conheço, jamais se renderia, era questão de tempo até sua língua espalhar o veneno e sua égide chocar-se contra os inimigos. Aproveitava os poucos instantes para analisar a situação mais uma vez com a visão aguçada que tinha; encarava os marinheiros que me cercavam e os outros que vieram resgatar os feridos em batalha.

E, se ocorresse como planejado e Edmure investisse contra os malditos, eu agiria o mais rápido que pudesse, aguentando a dor o máximo possível, apoiando-me na perna sadia e arrastando a que sangrava contra as próprias pernas do soldado ao lado, enquanto vociferava — Terão o que merecem CÃES SARNENTOS do inferno — diria conforme os corpos se colidissem, aproveitaria do baque para fincar a neko-te direita no abdômen do homem e usar o braço canhoto para agarrar seu pescoço e fazê-lo de refém.

Todos os meus esforços seriam direcionados a aproveitar o máximo da perna sadia, a utiliziaria tanto como apoio como forma de impulso para chegar mais rapidamente detrás do soldado em questão, afim de usá-lo como escudo humano ao mesmo tempo que serviria de moeda de troca. Se tudo desse certo, teria contornado perfeitamente os desgraçados. Durante o ato, se o homem reagisse com a lâmina, tentaria esquivar-me jogando o corpo para a lateral mais favorável para a perna que estava planejando utilizar, em último caso chocaria a própria mão esquerda para golpear a lâmina e pará-la, por mais que fosse me ferir em tal caso, era melhor que deixar me atingir uma vez que não tenho proficiência em bloqueios.

Tendo o rapaz como refém, mais uma vez ameaçaria os homens da lei — Acho bom que não se aproximem — era tudo o que diria enquanto, em minha face, esboçaria um sorriso forçado e debochado que, ainda que fosse evidente o sofrimento proveniente da dor na ferida. De conseguinte, caminharia com a vítima na direção em que Ed estivesse.
OFF:
 
Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 




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Thorv
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyTer 12 Fev 2019, 15:46










- Ato II: À Deriva -
Clima: 15ºC
Localização: Ilusia Kingdom - Porto/QG
Horário: 22:00





O golpe que Edmure levara do sargento fazia com que sua cuspida fosse acompanhada de sangue e ao levantar ele acabava por atingir a bochecha do adversário.

Nesse mesmo instante a feição de Tom mudava, sua compostura dava lugar à ira e em meio à esse novo sentimento ele se distraia, sendo atingido na canela pela espada do pirata. Mesmo que tal golpe o fizesse ficar de joelhos, o sargento era capaz de se erguer rapidamente, embora cambaleando. E assim se portava em posição de combate como se aguardasse seu desenrolar.

No entanto, embora Edmure fosse capaz de golpear e tirar mais um soldado de cena, ocupando o local onde outrora estivera o primeiro soldado (S1), algo acontecia...

Enquanto isso, não muito longe dali, Henri reunia todas as forças que lhe eram possíveis para ficar de pé. A investida de seu companheiro contra o sargento fazia com que os presentes ficassem boquiabertos com o ferimento que de Rivia era capaz de causar, e nesse descuido o de Félin conseguia fazer um refém.

O jogo finalmente estava virando para a dupla, se não fosse....




Dentre a escuridão da noite, as três figuras de branco que há pouco haviam levado os soldados feridos daquele improvisado campo de combate voltavam.

Um deles posicionava uma arma na cabeça de Edmure, perto o suficiente de modo que o jovem fosse incapaz de reagir.

Já os outros dois, nas costas de Henri.

Tobias - Edmure possui uma doença... seu sangue pode infectá-lo! Sugiro que vá até a enfermaria, Sargento! Assumimos daqui.. essa foi a sua derrota!

Soldados! Levem seu superior para a enfermaria!
, e quando Henri cambaleava pela perda de sangue que passava, o soldado refém se libertava e assim obedeciam o homem, cuja face estava coberta.

Sgt Tom - Maldito! Na prisão te farei sofrer! Antes que vá para Ennies Loby!

Embora estivesse perto de perder a consciência, Henri era capaz de ver que o trio não tinha em suas vestes brancas o símbolo da marinha.

E quando os marines estivessem longe o suficiente, o que havia se intitulado como sargento, diria.

Tobias - Me chamo Tobias! Venha! Vocês dois... carreguem-no, e virando as costas para Edmure ao mesmo tempo que guardava a pistola na cintura, eles começavam a andar em outra direção, diferente da do QG.



Em um pequeno casebre próximo ao cais eles se dirigiam e quando abriam a porta duas novas figuras se revelavam: Cirilla e um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].

Cirilla- Irmão! Ainda bem que está a salvo! Me separei de vocês para encontrar com meus amigos.. pensei que fosse querer sair dessa ilha.. é perigosa! Eles são da Companhia de Teatro Katcha! Começarão turnê na Grand Line!

Tobias- Hehehehe.. é como a moça diz! Sou o Tobias e esse ao lado dela é Pierre Leblanc! Já os dois carregando seu amigo, são estagiários! É perigoso sair agora... então passaremos a noite aqui!, e pegando a pistola do bolso, atiraria na cara de Edmure, revelando ser uma arminha de água.

Tobias:
 

Agora Henri recobraria a consciência e seria capaz de interagir. Na janelinha do casebre, Edmure seria capaz de ver Elsa se dirigindo até o QG. A ferida de Henri ainda estava aberta e algo teria de ser feito.

Legenda:
 


Tenente John:
 

Sgt Tom:
 

Off:
 

____________________________________________________

Legenda

-Fala''Pensamento''

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyQua 13 Fev 2019, 17:32



À Deriva
Edmure de Rivia

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Sentei-lhe o aço nas canelas e senti a espada mordiscar a carne espessa. A cova dos lábios tornou-se em nascente para um sorriso, e o sangue quente do sargento num troféu. Os maldizeres com que eu sepultei-lhe a paciência foram valorosos. Fosse ou não uma muralha concretada com tijolos de carne ruim, a guarda baixa ainda era inimiga. E Gladius uma víbora a se esgueirar nas sombras à procura de um vacilo, enquanto fosse o seu titeriteiro. Sargento Tom que estreitasse os olhos, afiasse a língua e nos pusesse à sombra da sua silhueta de homenzarrão. Eu já vi homens com três vezes seu tamanho e o dobro de culhões, e não dobrei os meus joelhos para eles. Levei o próximo capacho a ter com o fio da lâmina, e na cabeça esvaziada à conta dos furores da batalha um desses homens retornou. Titã Ahab e o seu punho colossal pesavam tanto quanto o teto abobadado da nossa mansão sobre as cabeças. Ainda assim a égide transpôs-lhe as forças e seguimos como iguais. Quem era Tom e de que serve a sua falsa piedade? No fim das contas tudo se resolve na ponta da espada.

Ou no bocal de um revólver.

Eu abraçava a meia-espada com a destra e o frio do metal na nuca trouxe um comichão. Gladius voltou à linha da cintura e a canhota recuou com o rabo entre as pernas. Tu não te moves com o ferrolho de uma arma te fungando o cangote, não se quiseres ver o amanhã. Meu amanhã eu trataria de ver hoje. Saltei os olhos ao canto d'onde julguei surgir nosso carrasco e rangi os dentes. O que sabia o desgraçado sobre Escamagris? A sentença fez-me engolir em seco. Passou-se o tempo e cada minuto se tornou pesado e cansativo. Já não haviam mais homens fardados e a petulância do sargento esvoaçou consigo para além do porto. Só os triarcas daquela batalha, e eu e Henri à sua mercê. Por que é que o homem supunha saber sobre os meus males? E por que havia nutrido os soldados com mentiras? O doutor que encontramos sob a tutela de Tenente John bem o sabia: Escamagris não contagia. Não é doença inerente ao sangue e não houve homem neste mundo que pudesse diagnosticá-la. Se do contrário fosse, eu não seria pedra. Para além disto, que tipo de soldado não desarma os seus cativos? Um amador que não conhece a guerra. Ou que não a deseja.

Teceu o fim dos meus anseios quando o seu revólver encontrou o coldre. Era capacho de Cirilla? O fosse ou não, segui na sua cola. Que a cortesia nos levasse à segurança. O negro meia-noite que pintava a carranca desapareceu na Ilusia Kingdom soturna, até que a andança e os tramites de Tobias pareceram conclusivos. Segui casebre adentro e lá estava a meninota. — Cirilla. — As mãos que antes a estrangulavam no ardor duma suposta traição amorteceram. Subi a égide às dorsais e a engatei por intermédio da alça de couro que rodopiava duma extremidade da cintura à axila oposta e com o feixe mais acima, no meio das costas. — Por que diabos tu deixaste o porto e onde porra é que te meteu? — Não era justo que eu fosse duro com a garota e bem sabia. Não tendo ela nos livrado da batalha que ainda seguiria tortuosa. Mas os dizeres me escapariam com a naturalidade com que saquei a espada uma vez que Tom se tornou ameaça. — Veja o estado. E se o pederasta morre às custas de uma cabeça a menos em batalha? — Eu guiaria os olhos dela à vertente de sangue na coxa do homem-gato. Só então é que me daria conta de que era devido tratá-lo.

Separaria o couro dos ombros para que o sobretudo descansasse no chão. Navegaria ambas as mãos no mar de bolsos ocultos à parte interna do casaco, trazendo à luz uma porção dos utensílios com que Ciri nos muniu no armazém. — Te encosta a um canto e te prepara, de Félin. — Com rigidez nos olhos e a cara tesa, lhe apontaria um assento em que as costas dessem com a parede. Quanto à perna maltratada, elevaria retilínea sobre uma cadeira, caixote ou qualquer outro objeto que as mãos pudessem alcançar. — Cirilla, tu pressiona a perna dele à altura da canela contra o assento e não deixa escapar. O pederasta vai chutar de dor. — E o canto da vista correria ao sujeito mais próximo, fosse Tobias ou outro dos seus. — Segura os braços do rapaz e trata de impedir que se contorça. — Com a dupla a postos, eu voltaria aos medicinais. Um sexto do álcool que eu carregava deixaria o engradado, e com metade desta dose higienizaria as mãos. O que restasse, derramaria sobre a coxa do homem-gato, espalhando o líquido no entorno das feridas e varrendo o sangue seco ou ainda corrente que as poluísse. — Aguenta esta porra e lida como homem. — Meus olhos correriam de encontro aos dele e o conformaria à minha forma, já esperando que grunhisse quando o álcool encontrasse com a fenda das balas. Eu sacaria uma das pinças, a envolvendo o topo com o indicador e o médio enquanto o nó do dedão a sustentasse. Então sua ponta correria à primeira cavidade, nonde mora o perigo. A medicina é que remediava a guerra e o seu manejo era o oposto. As mãos teriam de fluir como a nascente de uma cachoeira, e desde a universidade eu não cutucava uma ferida ou trazia ao punho o bom e velho bisturi. Mas tinha punhos rijos como pedra, e os conduziria como tal. — Tu agiste bem no campo de batalha, de Félin. Agora aguenta. — Escorreria a extremidade da pinça através da ferida até que a sentisse topar com o projétil. Quando o fizesse, exerceria com cautela um bocado de pressão para que o utensílio se fechasse em torno da bala. Respiração cadenciada e que à esta altura eu cessaria por completo, mantendo o braço tão estável quanto o possível. Recuaria a destra e, envolvido pela pinça, o projétil saltaria carne afora. E o processo se repetiria aos mesmos moldes, até que a pólvora não mais fosse flagelo a de Félin. Descartaria a pinça e seguiria. É o cautério quem tomava seu lugar. Manejaria este último sobre as fendas ainda entreabertas e o agente químico trabalharia em nosso favor: nitrato de prata e ácido caustico mordendo a carne e a deformando em fogo para que cauterizasse. Com a mão livre envolveria o punho da canhota do homem-gato e o apertaria com firmeza. "Não ouse urrar", eu o diria em qualquer outra ocasião. Mas nesta altura bem sabia que seria um pedido vão.

[...]

Tratando o concreto como pluma e os tijolos como travesseiros, descansaria a nuca na parede um terço de hora. Quando peleja-se da alvorada ao pôr do sol, qualquer pocilga em que haja paz se torna confortável. Eu não sabia quem eram os homens que nos cerceavam e o que teriam de ver com Cirilla. O que sabia era que agiram com perícia fronte ao sargento e nos livraram de uma penca de desgraça que estava por vir. O meu ardor pela batalha ainda respirava, e eu teria resistido. Mas de Félin já se emaranhava na arapuca de gato, e de onde sai um só rato fardado outros cem se seguem, cedo ou tarde. Estreitando a cabeça e reivindicando o tempo que me era devido a pensar, eu vi Tobias como um destaque. O seu ferrolho encarava a mim, mas quem deixou a luta intimidado às contas do falso contágio de Escamagris fora Sargento Tom. O sujeito brandiu a língua, e não a espada. Suas palavras manejaram a cabeça do sargento como fazem mestre e cão, enquanto as minhas atraíram-nos um mar de fúria. Se eu deixasse a modéstia de lado, talvez tivesse o que aprender com ele. — Tu. — Eu o sentenciaria. — O que fizeste com Sargento Tom lá atrás fora interessante. Escamagris não contagia, mas o coroa agora pensa o contrário e foi limpar as fraldas. — Nariz torcido e a boca arreganhada e cheia de dentes. — Me mostra o teu truque e eu farei valer. — E no tempo que se seguisse eu deixaria que Tobias liderasse a marcha, em teoria e prática, rumo aos campos curiosos da intimidação.

Te agradeço. — Retrucaria o trabalho feito com uma mesura. O queixo desceria e sem rodeios voltaria a empiná-lo. Nonde também não haveriam mais delongas era nossa em estadia neste cu de mundo. Era devido que deixássemos Ilusia nesta noite, e os conflitos não dissimularam os meus planos. De volta ao sobretudo, desataria a Quimera da gola de couro e a dobraria. As três cabeças se esconderiam num dos bolsos do casaco, junto de todos os medicinais. — Nos apresenta aos teus amigos, Ciri. — Que ela o fizesse enquanto eu me vestisse. O couro assentaria do ombro à cintura, outra vez. E quando Ciri cumprisse com sua parte, eu correria atrás da minha. — Agora ao que interessa. — Tom amistoso caindo por terra. — Estes amigos teus tem barcos que nos possam conduzir até a Grand Line? — Olhos estreitos e voz grave. — Se o tiverem, que nos arranjem um. Eu pagarei do próprio bolso. — A canhota oculta à linha da cintura subiria. Carregava um maço enorme de notas. — Quem possa navegar o bicho também será recompensado. Seja com ouro, glória ou poder. Nós teremos os três. — E trataríamos de um negócio se houvesse um a se tratar. — Caso contrário, Henri e Cirilla, nós pegaremos um do cais. A velha Elsa e todos os outros nos traíram como víboras. Esta cidade é a desgraça em forma de reino e eu darei o fora. Seja como mercante ou como larápio. — O corno de guerra em que tornei a minha boca que os convencesse. Era além Red Line que eu encontraria o poder. Só restava saber se embarcaríamos aqui, com o auxílio da trupe, ou esgueirando-se no cais em busca de um navio que surrupiar. Eu agiria de acordo.
 


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyQui 14 Fev 2019, 18:49



À Deriva
Henri de Félin
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A ferida, a dor, o perigo, o sangue escorrendo e os soldados me cercando, nada disso realmente importava. O fato de eu ser o foco daquelas pestes imundas, isso sim era importante, a verdade era que se aquele soldado rendido ia viver ou não dependia de mim e o fato de eu estar correndo um enorme risco e há pouco ter sido posto para beijar o chão só melhorava tudo. O perigo me alimentava junto com a atenção que tinha dos meus inimigos. Era um êxtase tão puro quanto maligno e só aumentava conforme o campo de batalha esquentava.

Encarei Edmure nos olhos, o incursor de pedra se mantinha tão firme quanto eu, contornava a desvantagem numérica com exímia habilidade. Era nosso. Aqueles inúteis de farda pereceriam diante dos pés de nós dois sozinhos, era só questão de tempo, não importava se tivéssemos que fugir arrastando depois. — Um batalhão inteiro derrotado por uma dupla — vociferei enquanto exibia o sorriso dolorido e eufórico por cima do ombro do refém — isso vai dar o que falar. — complementei em mesmo tom. E foi quando terminei de falar que pude sentir o que é karma. Que por um mísero instante passei a acreditar em algo maior que eu. Pois foi justo quando brinquei com minhas vítimas, como bom predador que sou, que me vi mais uma vez encurralado como um animal indefeso. O frio do aço encostava em minha cabeça e não fosse o bastante ainda eram em três.

Pensei por um instante no que fazer. Podia tentar tirar a vida do soldado que tinha em meus braços e ainda revidar em um dos pistoleiros. Seria morte na certa, mas levaria-os comigo. Aquela altura eu praticamente ouvia o tique-taque de um relógio me apressando, quando enfim veio a tona uma informação que só eu tinha. Não fui idiota ou inocente mais cedo a ponto de ignorar os enfermeiros que entravam em cena, notei que tinha algo de errado, não eram marinheiros. Mas isso era realmente bom? Seriam eles nossos salvadores ou novos algozes, com outro propósito em mente? Por Deus, poderiam ser até soldados de Chatte que vieram me punir pela traição. A mente borbulhava com as milhões de possibilidades que corriam por ela. Abaixei a guarda relutantemente e me deixei ser rendido, ao menos por hora.

(●ↀωↀ●)

E foi então que me dei conta, quando finalmente chegamos ao armazém, ainda que estivesse praticamente desacordado aquela altura, as dúvidas eram sanadas assim que batia o olho em Cirilla, de alguma forma eu sentia uma mistura de alívio e decepção, como se quisesse que ela estivesse de fato nos abandonado e esperasse que fosse preso ou algo do tipo. Embora estivesse ferido por conta da desvantagem numérica em que a garota nos deixou, tinha de ser justo em admitir que saímos bem menos feridos do que sairíamos sem o resgate, coisa que Edmure não parecia se dar conta dada a sua forma de reagir.

Encarei-o nos olhos, soltando um sorriso meio abafado em tom de deboche — Não precisa ser tão duro com eles, carrancudo, já passei por coisa pior. — era mentira, estava mais humilhado e ferido do que jamais tive mas não podia admitir isso — Além do mais, duvido que artistas como eles mudariam em algo num campo de batalha — impossível resistir a oportunidade. No fundo era grato pela trupe, mas uma víbora não deixa de ser venenosa nem nos dias mais ensolarados e alegres.

E foi quando Edmure encarou-me nos olhos que soube o que me aguardava, a antecipação já fazia meu coração bater forte e os pelos eriçarem conforme o calafrio subiu a espinha. Não precisava ter muita experiência no campo da medicina para ter uma ideia do que aconteceria. Sentei relutante na cadeira, fazendo certo esforço para não deixar o sorriso desmanchar completamente conforme persistia em encarar o cara-rachada — Difícil acreditar que alguém como você seja bom com tarefas delicadas assim — diria, em tom zombateiro apenas para espantar a tensão que crescia dentro de mim — vê se não me mata. — concluiria conforme seguiria suas instruções e me deixasse guiar por Cirilla, que agora era sua assistente.

E as palavras de “conforto” do guerreiro que se portava como médico, serviam apenas para alertar que o pior estava por vir. Sentia a carne queimar como se fogo estivesse a correr pelo meu corpo, mantinha a perna ferida firme, cerrava os dentes e esforçava para não emitir sons e, quando inevitavelmente o fizesse, seria abafado. Seria mais difícil quando a pinça invadisse o corpo e retirasse o projétil, mas ainda assim tinha confiança que resistiria, ainda que por instinto apoiasse um dos braços no ombro de Ed ou sua irmã, apertando firmemente paa suportar o sofrimento. A mais forte das dores ainda não haveria de ter chegado a essa altura, no entanto, cortes e afins eu já estava de certa forma acostumado, feridas de batalha não eram tão estranhas para mim, cederia mesmo quando chegasse a hora de cauterizar, quando os reagentes fizessem parecer que corroeriam minha carne até o osso, aí sim que deixaria fugir um urro de dor, mesmo que tentasse conter para conservar o único orgulho que tinha. Os próprios olhos encontraria-se com os deles mais uma vez — Para um bastardo bruto como você, até que foi bem — diria, suspirando, falava com sinceridade e sem intenção de realmente ofender — tão eficiente em combate quanto fora dele, capitão. — diria, apalpando-o o ombro direito e sorrindo.

(●ↀωↀ●)

Caçaria conforto onde fosse possível no armazém, repousando em algum lugar que pudesse deixar a perna imóvel e se possível ainda descansar a cabeça. Apenas por alguns minutos até que estivesse menos grogue pela dor e adrenalina da batalha. E, quando enfim estivesse pronto para ao menos tentar andar sem chegar a beira do desmaio, me poria de pé mais uma vez e olharia mais uma vez para o grupo que havia salvado minha vida há pouco. Eles com certeza não eram idiotas uma vez que seus disfarces enganaram os olhos treinados e experientes de um sargento. E portanto levantaria a questão sobre a menta por trás de tal trabalho. — Ei vocês — falaria olhando para Tobias e Cirilla — Teatro, vocês disseram? Quem foi o responsável por se mesclar com os marinheiros tão bem? Não faria mal aprender um truque desses, inclusive… — pausaria conforme agarraria o uniforme de marinheiro que conseguira durante o saque — Tenho isso para praticar ~nya — completaria a frase conforme esticaria a farda na direção de quem me fosse indicado, com um sorriso malicioso no rosto por ser uma vestimenta autêntica. Ao fim da lição ainda teria uma última dúvida a ser levantada — Espero que tenham um alfaiate também, esse pano maldito fica mais justo do que eu gostaria — e assim sugeriria uma mudança no uniforme.

E, após agradecer devidamente, afastaria-me do tutor e voltaria para a companhia de Edmure e os demais e, só quando o fizesse e se Cirilla nos apresentasse que perceberia algo peculiar: o uniforme do um dos integrantes me era familiar. E portanto, aproximar-me-ia do sujeito de cabelo monocromático que parecia ser um tanto quanto introvertido. O encararia por algum tempo e chegaria perto do rapaz de forma vagarosa enquanto analisasse-o da cabeça aos pés e quando estivesse próximo o suficiente daria mais uma checada, olhando-o com afinco e estudando seu uniforme e face — Eu conheço esse uniforme — diria, em um tom sério e sombrio bem incomum para mim — você é de Chatte Kingdom não é? — o questionaria e, antes que pudesse responder, me deixaria tomar pela empolgação e o interromperia — Como diabos você fugiu daquele inferno? Não é possível que não estejam procurando por ti a essa altura. Desgraçados paranóicos. — o bombardearia mais uma vez, adotando uma postura um tanto quanto rara para mim conforme falava demais e deixava que a ansiedade tomasse conta.
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyQui 14 Fev 2019, 23:46










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Edmure repreendia a irmã por ter sumido antes que a batalha se iniciara, mas antes que ela pudesse respondê-lo, optava por ajudá-lo com os curativos do companheiro. E ao terminar, tratava de trocar palavras com Tobias a fim de aprender mais a respeito de intimidação.

Já Henri, optava por tomar conhecimento de técnicas de disfarce, e exibia um uniforme da marinha que tinha consigo.

De Rivia começava a expor seus planos para deixar a ilha e demonstrava interesse em adquirir um barco. No entanto, tanto Ciri quanto Tobias interagiam.

Tobias - Não vejo problema algum em nos acompanhar até o farol, pelo menos... Acredito que você consiga comprar algum pela manhã sem problemas algum! Só não vendo o meu porque está todo decorado e teremos apresentação em pouco tempo! Não teríamos condição de arrumar algum outro...

Cirilla - Não acredito que Elsa seja capaz de tamanha crueldade! Mas se o diz.. o jeito é deixarmos a ilha o quanto antes! Os de Rivia terão sua fama recuperada, mais uma vez! Irei com você, irmão!

Enquanto isso, Pierre empalidecia ao ouvir Henri citar reconhecer a origem do uniforme que vestia e então respondia.

Pierre - Você não gosta do pessoal de Chatte Kingdom? Mas.. como conhece esse uniforme??, era evidente o medo em sua voz.

E antes que a conversa pudesse continuar, batidas na porta podiam ser escutadas. Um dos estagiários de Tobias prontamente se dirigia até ela e a abria, e para surpresa do grupo era Elsa.

Elsa - Então vocês estão mesmo aqui? Pensei ter dito que vir para essa ilha fora o maior erro que cometera até então, Edmure! Tolice carregarem um ferido e deixarem traços de sangue pelo caminho para guiar quem quer que fosse até aqui!

E então eles podiam sentir o chão tremer. Olhando pela janela Henri seria capaz de ver cerca de 50 soldados com tochas em mãos e logo a frente deles o conhecido Tenente John. Caso se virasse para o lado, ele ainda veria Pierre sair correndo em direção a um barco.

Tobias- Pierre é nosso navegador! Começo a duvidar se foi a melhor escolha tê-los ajudado.. mesmo que tenha sido um favor para você, Ciri...

A velha então saia da frente da porta e ao fazê-lo permitia que os dois estagiários corressem em direção ao mesmo barco que Pierre optara seguir.

Tnt John - Devo reconhecer suas habilidades ao derrotar o Sargento John, Sir Edmure e Sir Henri! Mas não achavam que suas mentiras durariam por tanto tempo, não é? Vão soldados!, e de longe as falas do tenente poderiam ser escutadas.

Tobias se virava para o trio e dizia.

Tobias- Seguirão conosco? Irei até meu navio!, e então ele correria em direção ao navio.

Mais uma vez a dupla parecia se enrascar e talvez o fim seria inevitável...

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptySab 16 Fev 2019, 18:37



À Deriva
Edmure de Rivia

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O som que as batidas trouxeram foi oco. Soava como pinho caindo dos galhos e topando com o calçadão. Como as passadas que anos mais cedo Ciri dava num andar acima e que ecoavam através do assoalho amadeirado por toda mansão. Como o aço, se aterrasse nas nossas cabeças e moesse os ossos. Soava como o fim. — Henri. — Mas era o deles, e não o meu. O instinto de guerra já tamborilava na cabeça. Saquei a adaga e murmurei aviso ao pederasta. Depois de tanto pelejar com Tom e os seus lacaios me sentia era empoderado; eu lhes daria uma dose da vertente de poder que me subia à espinha sem pestanejar. E o faria através da espada. — O quê?! — Meus olhos se tornaram gelo. O troço velho e moribundo que cruzou aquela porta não trazia a silhueta que esperávamos. Retrocedi o punhal ao coldre e o ouvi cantar, desapontado. — Tu tens a audácia de pisar aqui depois do que fizeste? — Embora Elsa dispusesse da força de um camundongo, ela nos era ameaça. À minha vista a meretriz nos dera as costas e ainda dividia a cama com meus pais; a sua astúcia cortava tão fundo quanto qualquer faca. Talvez devesse ter mantido a gládio em punho e lhe cortado a goela antes que desse o bote. Não deixaria que ela se tornasse noutro empecilho à minha cruzada por poder.

Mas não tardou até que a discórdia precedida pela língua frouxa da velhota se concretizasse. Eu vi a sombra dos archotes estampada na janela e conforme avançavam a luz se tornava soberana cômodo adentro. E já puxava pela espada, não fosse a marcha ensurdecedora com que abordaram-nos. Cada passada me soou como um tambor de guerra. Não era um homem, não eram dez; era uma hoste. — Henri de Félin. — Sentenciaria o seu nome com o peso de um martelo se afundando na bigorna no intento de moldar o aço. — Nem nos teus sonhos. — Quando os olhos se estreitaram e mirei ao pederasta, senti as fendas de Escamagris lutando por espaço na carranca. A pele rija parecia se calcificar ainda mais. Eu bem sabia que os miolos do homem-gato não estavam alinhados quando o mérito era a batalha. Sempre abracei-a como a uma taça de vinho amargo; como aos seios de uma meretriz; como as doses de prazer. Mas com prudência. Henri era como uma serpente se arrastando sob os tapetes do deserto e dando o bote a tudo aquilo que pusesse os pés na areia. Voracidade em excesso não nos traz poder; nos traz a morte. — Tu vem comigo e com Cirilla. Nós trataremos destes ratos noutra hora. — Engataria a destra de pedra em torno do seu antebraço, e a canhota trataria de Cirilla. O pederasta era esguio, mas minha força sobrepunha a sua e o traria à minha cola mesmo que de arrasto.

Eu seguiria com os meus às costas de Tobias. Trotearíamos até que o dito navio se projetasse à nossa frente. — Tu vai primeiro, Ciri. — Embarcaria a meninota para que o pederasta pudesse seguir. Um empurrão com a palma pousada no centro das costas findaria a inércia, e que seguisse com a ação das pernas. — Segue a garota, de Félin. — Se o homem-gato ainda ronronasse em controvérsia, eu tornaria a usar a força e o palmo e meio de altura que nos separava em meu favor. Na extremidade inferior da rampa uma muralha de pedra e cal se ascenderia, e de Félin que encontrasse outro caminho. Deste ponto em diante eu desengataria a égide da alça de couro e trataria de empunhá-la na canhota, transpondo balas com o aço numa conjuntura onde as fileiras do Tenente John já avançassem. Enquanto aquele meio homem alvejasse-nos com o discurso e escoltasse os seus à guerra, traria a bordo os homens de Tobias e quem mais se dispusesse a embarcar. Escudo em punho e a destra vazia para que enganchasse as amuradas no segundo terço do embarque, e deixaria o cais. Quanto à rameira Elsa, que apodrecesse neste reino dos infernos ou se esgueirasse embarcação adentro; não era mais problema meu. Naquela altura ela era só lama nas botas.

Tobias, manda o teu gaiato nos tirar daqui. — Eu tornaria a matraca num berrante imponente como a marcha do exército de John. Ter tomado as rédeas do vinhedo até aqui não fora má ideia. Ainda estávamos em águas tortuosas, mas caminhávamos com grevas de convicção. E se tivesse de agir nos moldes de um estandarte para que remassem-nos à rota nonde vi poder, eu o faria com mérito e honra. — Que vá direto ao leme e nós leve à Montanha Reversa, antes que partam teu navio ao meio. — De mesa posta com as diretrizes para que seguíssemos no rastro da Quimera, eu correria ao centro do navio ainda no entrefalas. — Quanto aos demais, vós que me ajudem a tratar das velas. — Tendo cortado a distância entre as amuradas e o mastro, recorreria ao auxílio de Félin. — Senta o sebo nas canelas e vem cá, ô homem gato! — O meu posto eu tomaria na extremidade paralela aos archotes de Tenente John. Se porventura escutássemos disparos, alinharia o escudo com o tronco e estreitaria os ombros por detrás da sua face interna. Que minha ação também tratasse de cobrir o pederasta, pois na altura em que encarássemos as velas estaríamos no ombro a ombro.

Então o olhar criterioso escolheria as velas arriadas, e eu envolveria suas respectivas cordas com as mãos. — Te deixa nostálgico? — Gracejaria quando Henri e eu nos encontrássemos. Não éramos mestrados na arte dos mares, mas o Titã Ahab fez um bom trabalho em direcionar-nos na içagem ainda nas alturas de Yakira Town. Quando o colosso manejava o leme, Henri e eu tratávamos das velas. Como nas outras vezes eu afrouxaria os nós da corda e a desataria em sentindo contrário, até que a vela retornasse ao formato côncavo e se rendesse às correntes de ar. Reprisaria o processo quantas vezes fosse necessário, munindo todo o tramite com cautela: não usaria força em demasia para que as cordas não nos escapassem. Se o fizessem, nos laceariam como um chicote. Eu não seria chibateado. As minhas mãos avançariam para repreendê-las e, uma vez que envolvidas, eu lançaria o peso do corpo no sentido oposto e daria fim ao desenlace das amarras, atando as cordas novamente uma vez que as velas se hasteassem.

Naquela altura tomaria nota da guarda aberta de Pierre, o condutor. Deslizaria os calcanhares no assoalho do navio, do mastro à proa, e cobriria o flanco que estivesse exposto à artilharia de Tenente John. Nos alvejassem com projéteis, javelins ou a desgraça de uma bala de canhão, minha canhota ascenderia o escudo e por detrás do aço negro o antebraço e os ombros agiriam para que eu findasse a ameaça. Estava cônscio de que a natureza não vestira este navegador numa couraça de gigante, como ao último. Era devido que sua couraça fosse eu. O meu punhal correria do coldre às amuradas se houvesse infelizes invadindo a embarcação; eu talharia os seus dedos para que a pegada amortecesse, e a gravidade trataria de fazer o resto. Quando estivéssemos longe da costa, serpentearia a destra ao conforto do meu sobretudo. De um dos bolsos saltariam as três cabeças. Cintura colada às amuradas e a égide à sua linha; mas subiria na primeira evidência de outra afronta. Os olhos frios que tanto haviam visto neste reino miserável se lançavam no horizonte. Veria o náufrago; veria Aigle e sua silhueta repartida por detrás das grades; também Cirilla e o vinhedo, com Henri e eu sob o arvoredo e o mundaréu de baboseiras e, então, a traição. Mas o que a vista buscaria agora era o fogo cintilando dos archotes. Era Tenente John. — SEUS DESGRAÇADOS! — Hastearia a nossa bandeira usando a destra como mastro. — SÃO TODOS VERMES NO NOSSO CAMINHO! — Conforme a goela se estatelasse aos urros, eu enrouqueceria. Quanto à Quimera, daria asas quando oscilasse as mãos. — TE LEMBRA BEM DESTA BANDEIRA, JOHN! — Que Ilusia Kingdom sumisse às nossas costas.  — AS TRÊS CABEÇAS TE ASSOMBRARÃO! — Seria este o meu adeus.


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptySeg 18 Fev 2019, 18:43



À Deriva
Henri de Félin

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Uma reação saborosa a do tal Pierre. Sentia o medo em sua vez e o desespero em seus olhos, seria divertido brincar com ele se não acabasse por nos trair como a serviçal ou morresse feito um rato no campo de batalha. Aproveitei o momento um pouco mais, esgueirei-me para ainda mais perto e cafunguei o homem, olhos fixos, a garganta àquela altura ronronava pela ansiedade. Satisfeito com aquilo, quando abri a boca na intenção de respondê-lo fui rudemente interrompido pelo som da porta batendo. Não eram soldados, tampouco reforços, era a bruxa maldita que nos deu as costas, deixei que Edmure tratasse ela com palavras, era mais pessoal para o homem, se necessário quem conversaria com a velha seriam minhas garras.

E como se não bastasse Elsa, nosso velho amigo John apresentou-se em conjunto com seu  esquadrão. Olhei cada um deles. Empolgava-me. Sentia o calafrio correr a espinha novamente, o ferimento na perna nada seria, se lutasse ao lado de todos que estavam ali venceríamos, estou certo disso. — Conto cinquenta ao todo — soltei em alto e bom som, como se não fosse passar de um passa-tempo enfrentá-los, encarei a carranca de pedra do de Rivia com um sorriso no rosto e olhar afiado conforme vestia as neko-te. Até que ele intercedeu o meu chamado. Audácia de sua parte ser tão autoritário, mas não podia enfrentar o incursor naquele momento, seria minha morte se ele me atrasasse e os soldados me cercassem. Deixei os lábios esconderem os dentes por completo e a sobrancelha franzir em uma expressão de descontentamento.

Agiria sob suas condições por hora, não por livre espontânea vontade ou por pura lógica na ação, mas por sua teimosia e insistência em me impedir a força se necessário. — Seguirei sim. Só não deixe o poder subir a cabeça. — responderia o homem que outrora havia admitido ser meu capitão — Ou já se esqueceu da aposta? — cuspiria o veneno como uma víbora desprezível. E, antes de seguir de fato a Cirilla, pararia e encararia Elsa, a infeliz traidora, que só nos seria um fardo se decidisse redmir-se a essa altura — Quanto a você. Te tornarei útil. Bem mais útil que seus conselhos vazio. — e assim que terminasse a fala desceria a destra contra seu bucho, a ponto de debilitá-la e deixar para trás, mas não matar. Duvido que os marinheiros parariam por um cadáver, mas por uma idosa em perigo? Bem capaz.

Enfim seguiria Tobias e Cirilla, ainda que no tom de um destes ainda tivesse dúvida sobre nos ajudar, na pior das hipóteses teria que lhe garantir o mesmo destino da caseira. No melhor dos casos, teríamos um aliado novo por mais inútil que ele aparentasse ser no combate de fato. No navio, recordaria do que foi me passado por Ahab e içaria as velas junto de Edmure, que aparentemente também fazia questão de lembrar do gigante — Um bocado. Torço para que o mar não nos pregue peças dessa vez. — responderia com um sorriso inocente, a verdade era que não havia tido experiências boas em alto mar até então e isso poderia me custar a vida mais cedo ou mais tarde.
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyTer 19 Fev 2019, 20:37










- Ato II: À Deriva -
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Adotando a sugestão de Tobias, Edmure auxiliava Henri e juntos optavam por seguí-lo para que pudessem sair da ilha que até então pareciam estar os amaldiçoando. No entanto, antes que o de Felin assim o fizesse, optava por tentar desferir um golpe em Elsa e dessa maneira ele se feria.

No momento em que Henri descia sua mão para que pudesse atingí-la, ele sentia um calafrio no antebraço e aos poucos percebia que ele esquentava. Olhando para si ele perceberia que mais uma vez era acertado por um tiro. Olhando para os soldados ele seria capaz de observar o tenente John se revelando como um exímio Sniper.

Tnt John- Acabou por aqui para vocês, piratas! Não deixarei que mais ninguém saia ferido! Esse foi um aviso!

E então finalmente eles corriam para junto de Tobias, chegando próximo do navio eles encontravam os estagiários e Pierre com tudo pronto para deixar o porto.

Tobias - Melhor navegador que você, Pierre, não há! Vamos! Deixaremos a ilha agora!

No entanto, enquanto Edmure subia com Henri ao seu lado, um barulho de um novo tiro era ecoado e então um líquido quente começava a escorrer pelo corpo do de Rivia, sangue ...

Continuacao do Post:
 



Legenda:
 

Tenente John:
 

Sgt Tom:
 

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyQua 20 Fev 2019, 03:38



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Edmure de Rivia

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Houve mais ardor que o esperado no adeus que dei à hoste de Tenente John. Caí os olhos sobre o horizonte no último vislumbre que tivemos do rapaz e seus lacaios. Rangi os dentes com tamanha força que o aperto nos molares deu-me a impressão de que a mandíbula se romperia. Eu aspirei todo o ar de que os pulmões cansados deram conta, e acrescido em circunferência o peito inchava por detrás do couro que adornava ao sobretudo. Ambas as mãos de pedra recostaram-se detrás da nuca e uma expressão inconsolável condenou-me a carranca. Não era rocha, era argila. E no primeiro solavanco que Pierre deu, eu despenquei os braços sobre a amurada. Senti os ombros se enrijecerem e também dor lancinante no flanco dos punhos, uma vez que o carvalho se mostrou mais rígido que a carne. — PORRA! — Uma das das pernas recuou no calor do momento. Qual delas eu não soube bem dizer. — PORRA! — Tornei as botas em um ariete e avancei contra as paredes do navio; um mar de chutes se seguiu. — PORRA! — Um. — PORRA! — Dois. — PORRA! — Três. — PORRA! PORRA! PORRA! — Só então a vista estatelada que encarava o meu feito se elevou. O bafo quente de leão tomou os ares e o resgatei quando senti um embrulho na altura pulmonar. Eu me dei conta do que havia feito e do que John fizera contra mim. Me recobrei da sensação de que a vida era mais que uma cota de bicudas contra o cisne de Tobias. E ainda mais que tudo: me alembrei do que era dor.

Eu dei de ombros para o mundo e jorrei-lhes uma dose farta das minhas costas. — Eu vou tratar de achar-me um quarto. — Usei da última centelha de vigor que havia na goela. Ardia quente como os infernos, e as palavras arranhavam suas paredes no caminho de saída. Segui marchando a bombordo; os pés pesados como âncoras. Que me levassem aos aposentos assentados no interior do casco, sob o assoalho amadeirado do navio, ao breu de um canto escuro em que o alvinegro da carranca desaparecesse. Um tão escuro quanto a minha vida. Pus o traseiro contra o chão e me aninhei aonde a luz não alcançava. E outra vez eu escutei o sopro do último suspiro da velhota Elsa. — Todo esse tempo. — Os cinco dedos calejados da canhota viajaram pelo corpo do meu sobretudo, onde o sangue da mulher havia salpicado. Eu tomei nota do aroma amargo que tinha a pólvora, e igualmente amarga era a morte. Nunca antes me fora, brandir a espada era um feito ordinário como proferir palavras. Mas desta vez não fora eu o dito algoz. Tenente John fez as nossas cabeças como um titeriteiro manejando marionetes. Foi Elsa quem pagou a conta. Os olhos úmidos se estreitaram vez que murmurei: — Eu quero ter deste poder. — E soei mais como pedinte que conquistador, mas auferi no canto da cabeça que Tenente John e os marinheiros beberiam do destino. Cedo ou tarde, eles teriam o que é seu.

Enquanto houvesse sombras, tomaria aquele ninho às escondidas da tripulação por meu. Eu desejei estar no centro dum prostíbulo, com uma taça de vinho antigo e as rameiras se aglomerando ao meu redor. Mas o que havia era o maldito canto escuro. Talvez quisesse a companhia de Cirilla. Talvez quisesse a de Henri e um pouco das suas cores pederastas; depois de tanto pelejar, o alvinegro me cansara. Talvez quisesse um pouco de prazer. Que o véu do sonho me envolvesse, com a cabeça reclinada nas paredes. E aceitaria o que quer que o destino viesse a trazer.

Quando desperto, eu seguiria aonde quer que o pederasta estivesse. Na sua cola sacaria o estojo de medicinais que aninhei casaco adentro. Nem bem sabia como se sentia quanto à velha Elsa, e tão sucinto era o conhecimento no que cerne a ferida que o antebraço arranjou. Mas de Félin me era tanto amigo quanto um peão, e como dito, eu trataria de os deixar lustrosos. — Tu precisa de uns remendos. — E fecharia dois dos dedos da canhota em torno da pinça remanescente. — Traz este rabo de felino ao meu alcance. — Quanto à destra, onde havia a maior força, que dispusesse o indicador e o médio para entreabrir a fenda na área ferida e permitir que a ponta dupla do instrumento avançasse. — Uma desgraça e tanto, de Félin... — Mais um praguejo se escaparia, mas de olhos firmes na altura do flagelo e manejando a pinça de forma que ela topasse com o corpo do projétil. Quando o aço encontrasse com a parede das entranhas e grunhisse, eu seguiria em consolo. — ... mas é assim que as coisas são. — Por conseguinte a pinça içaria a bala para fora da cova aterrada no antebraço do rapaz, e todo o resto era história: cautério à mão e carne ardendo em fogo até que se fechasse. Outra dose do álcool deixaria o engradado; restar-me-iam quatro sextos. — Eu não sei bem quanto a tu, mas há algo a que eu sou devoto. — Com esta segunda higienizaria tanto a pinça quanto o braço do homem-gato e os meus punhos, naquela altura regados em sangue. — E a rota até que eu vislumbre o meu adágio é tortuosa. — Desejaria que não fosse isopropílico, mas uma dose do bom vinho tinto ou de destilado. — Elsa foi outra mal-aventurada e bebeu dum trago amargo do poder. — E que o sangue que as mãos abarcavam fosse só de de Félin.

O baile segue. — Ainda que a voz carregasse pesar e remorso, lhe atestaria de que a vontade não se abala. Alguns tijolos destruídos e o disparo do trabuco fora doloroso, mas a muralha segue firme e anseia por poder. Eu voltaria a pinça esterilizada e os medicinais ao meu estojo, e este último aninharia num dos bolsos. Então a rota que tivesse me trazido a esse canto se reprisaria em sentido oposto, e eu tornaria ao convés. Mas desta vez sem que me desse por vencido: risota negra como piche cortando o semblante de uma extremidade à outra. O riso vil era habitual e se avizinhava ao rosto mais que uma vez ao dia; o seu destaque na ocasião era mostrar o contraponto da voracidade com que agi na última noite. Olhos estreitos, peito estufado, coluna reta e os dedos da destra a tamborilarem no cabo da adaga. Quando Tobias terminasse o seu chamado eu estaria às suas costas. O meu feitio esbanjaria confiança, e o rancor que me ardia no peito que esperasse eu puxar pela espada. É esta a imagem que estamparia enquanto nós cruzássemos os mares no rastro deixado pelas patas da Quimera. — É adorável teu navio, caro Tobias. — Sentenciaria no mais cínico dos tons que encontrasse em meu acervo; e no estado em que a goela estava ele não era mais lá tão extenso. — Rezemos para que haja mais virilidade nos culhões da tua tripulação. — A voz tão áspera quanto as palavras, e marcharia pela dianteira do navio.

Boas ou más, todas as línguas apontavam para o cume da dita Montanha Reversa. E se há um cume há de haver uma ladeira pela qual se elevar. Os mares revoltosos que nos receberam nas alturas de Kyanon Island tornariam a calhar como uma lição, e como prova de que os respeitava eu me aprochegaria ao mastro dianteiro, no alcance das cordas. Da elevação da proa em diante uma das mãos de pedra fecharia no entorno das amarras, enquanto a outra, junto do braço adjacente, abraçaria a extensão do mastro. Se porventura os esforços fossem vãos e perdesse a pisada, eu fincaria o meu punhal contra o assoalho com força o bastante para que o mordiscasse num talho profundo. E a destra agarrada ao cabo que tratasse de ganhar-me tempo. O dia não corria lá tão bem e e eu sabia que estas conjunturas não me eram nem a terça parte. Então se as águas se enfurecessem e a montanha agisse em descaso, já esperava ir de encontro às amuradas. Num último esforço os dedos rijos as envolveriam; unhas tecendo rastros no carvalho e a palma abocanhando as bordas do navio. Em paralelo agiriam as dorsais: através da força delas executaria a elevação nos moldes de uma barra. E esta última seguida por um sobressalto através dos muros do navio. Embarcaria novamente e o processo se reprisaria tantas vezes quanto o necessário. O que importava era seguir à cola de onde os sonhos me apontaram a Quimera.



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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 5 EmptyQui 21 Fev 2019, 17:54



À Deriva
Henri de Félin
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Tudo que pude fazer fora soltar um silvo agudo e furioso quando a tentativa de usar Elsa para atrasar os marinheiros se mostrou falha. Juntei o ar nos pulmões e fitei o franco-atirador no fundo de seus olhos — Deveria ter atirado para matar, cão sarnento! — vociferei possesso, não pelo fato de ter me impedido, mas sim por ter achado que um aviso seria o suficiente. O tiro no braço futuramente seria sua ruína se nos encontrássemos novamente. E, para a minha surpresa, aquele marinheiro incompetente não era o único a me tratar como um mero peão, como se fosse um fardo, a própria Elsa em seu bilhete deixava claro seu ponto de vista sobre mim. Ao menos ela serviu de algo, mas nada pude sentir a respeito de sua morte. Alguém que me rotula como ela o fez não merece remorso meu, e a única coisa que me impediu de vibrar diante da tragédia fora a reação de Edmure, por incrível que pareça ele conseguia fazer com que eu sentisse o mínimo de empatia por alguém e o respeitava.

E era esse respeito e empatia que ameaçavam ser minha futura ruína se eu assim permitisse. Pois foi quando encarei o surto do incursor de pedra que me dei conta que sentia um vínculo que nunca havia sentido antes. Para mim Ed era tão humano quanto qualquer outro a primeira vista. Tão descartável e desprezível quanto outros homens. Isso antes de conhecer seu espírito e convicções, que tornavam-o ainda mais temível e valoroso que o próprio Ahab. Vê-lo beirar a loucura mexeu comigo de uma forma que não sabia explicar, sentia a necessidade de ser mais que um predador. Sentia que deveria ceder por algum momento e ser humano. Deixar o orgulho de lado e ser passional com um amigo. Virar-me-ia para Cirilla se ela ainda estivesse ali quando Edmure saísse de cena — Não o siga. Tome um tempo para si moça, com a culpa e remorso assombrando-o não seria bom para ele ter sua companhia agora. — diria para a garota, de forma mansa e nem um pouco invasiva como era de praxe. Cerraria os dentes, com certa raiva de mim mesmo por sentir tamanha vulnerabilidade tomar conta. Retiraria as Neko-te e as guardaria em seu devido lugar.

Suspiraria e andaria a passos vagarosos para onde estivesse o homem. Não sabia ao certo o que faria. Nunca havia servido de ombro amigo para ninguém. Nunca dei conselhos ou senti empatia como estava sentindo. Esgueirar-me-ia à porta do cômodo e o fitaria enquanto estivesse cabisbaixo no canto, nada falaria até então, apenas iria em sua direção e sentaria ao seu lado sem nenhuma ideia em mente. Eu não tinha ideia de como deixar toda a merda que acontecera menos pior. Apenas apoiaria minha mão sobre seu ombro para chamar sua atenção e olhá-lo nos olhos, inclinaria a cabeça para o lado levemente, confuso e curioso a respeito da figura a minha frente. E em um impulso desesperado e confuso levaria meus lábios contra os dele, nem sequer sabia a reação que o rapaz teria, apenas o faria de forma breve para distrair de todos os problemas e ao fim sorriria para ele, um sorriso sincero e puro. — Descanse. Foi um dia péssimo, bem mais longo do que deveria ter sido. Saiba que estou aqui para o que precisar. — nem eu reconheceria tais palavras, não tinha conhecimento que seria capaz de ser tão gentil com alguém sem querer algo em troca, estava me corrompendo. Ou quem sabe melhorando?

De um jeito ou de outro, tiraria um tempo para mim também e deitar-me-ia para dormir, ainda que estivesse ferido, depois que Edmure se recuperasse trataria disso. E quando abrisse os olhos deixaria que conduzisse o procedimento mais uma vez, dando liberdade para que tratasse do meu corpo como achasse melhor e seguindo suas ordens. — Devoção? Não é para tanto. Tenho convicções simples, quero ser reconhecido, quero ser temido e adorado. Fútil? Talvez, mas é o que me basta. — responderia o médico quando terminasse suas falas, ainda que a voz pudesse tremelicar pela dor ou não, sentir-me vulnerável diante dele já não era um problema tão grande, confiava nele e acredito que ele confie em mim igualmente.

Feitos os curativos, seguiria para o cais, apenas para vislumbrar ao longe a grande Reverse Mountain, nem que precisasse usar a luneta para isso. Me posicionaria próximo a Pierre, ficando a sua direita conforme ele navegasse. — Sei que precisa de concentração total agora, Pierre~ — ronronaria e aproximar-me-ia de seu ouvido — mas pretendo continuar a nossa conversa quando descermos a montanha — sussuraria para o navegador. No mais deixaria as garras de prontidão para serem vestidas se necessário fosse para segurar no casco do navio ou mastro se a embarcação chacoalhasse. Se não houvesse tempo para tal, firmaria as pernas no primeiro indício de instabilidade e usaria do meu equilíbrio adquirido graças a acrobacia e alpinismo para não tombar
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