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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Relembrando a primeira mensagem :

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Pepizkim
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptySeg 26 Nov 2018, 23:52



À Deriva
Aigle d'Argent

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Me chamaram de gênio desde que nasci; a lâmpada era meu ego e às vezes eu esfregava demais, mostrando-me além do que devia. O que fiz ao desafiar Edmure era uma carta suicida, mas felizmente os marinheiros eram burros na medida em que fui descuidado. Os mortos na guerra escravista de Falkland zelavam por mim, decidi. Agradeceria aos santos protetores quando ancorássemos no cais e eu não tivesse a composição salubre da água do mar coçando a virilha.

Imaginei que pudéssemos estar num navio da Marinha antes do final do dia, mas em meus pensamentos não haviam enfermeiros zelando por nossa saúde. Xaropes, roupas quentes e macas. Parece que nem todo marinheiro era um desgraçado completo. Notava de soslaio Edmure sendo analisado e pelo visto, não era nada contagioso. Os deuses que me perdoem, antes morto do que deformado feito lagarto.

— Grato.

Um gole só. Era o que precisaria pra acabar com o xarope e evitar qualquer dessossego no paladar. Em Falkland a medicina era arcaica e os medicamentos tinham gosto de estrume, terra, banha e hortelã. Prevenir é sempre a melhor opção. Falando em prevenir, roupas secas eram uma ótima pedida. Não hesitaria em me trocar na frente deles e orgulhosamente exibir o falo que mais parecia um pé de mesa.

— Quando nasci todos pensaram que era um terceiro braço...

Diria enquanto enfiava as pernas dentro da roupa. Estaria descontraído até que notasse a tempestade lá fora - tão forte que apagava até a centelha de esperança que acendi. Da última vez que estive abordo e não naufraguei fui feito de escravo depois de ver os meus familiares empilhados feito peças de feno. O mar ainda era um pepino cutucando meu reto. Assim que o médico saísse e eu ouvisse as palavras de Henri eu prontamente entenderia, dado meu intelecto.

— Também estou descrente do ocorrido, logo quando tínhamos carregado aquela boa safra de vinho tinto.

Um complemento ao contexto era bem-vindo, acreditava. Que Edmure fizesse o resto, afinal estávamos fadados ao seu comando desde que Ahab virou o maior banquete já servido aos peixes. O problema maior deveria ser inevitavelmente de quem tinha a tara em ser chamado de capitão.

Um espelho pra analisar como estava seria de bom grado. Fazia anos que usava trajes daquele, fina seda prum quimono de escravo, tão caro que rivalizava aos trajes nobres. A gordona que me comprara no leilão nunca tinha poupado desde lá. Sentar-me-ia na maca com o sabre embainhado no colo, aproveitando que os marinheiros deveriam estar ocupados demais com a tempestade lá fora pra relaxar as pernas. Quanto tempo faltava pra estarmos em terra firme? Já não suportava mais o balanço do mar.

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Wing
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Wing

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyTer 27 Nov 2018, 20:17



À Deriva
Edmure de Rivia

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Eu embarquei navio adentro e os trouxe a bordo da mentira. Deixei que a cortesia dos soldados me envolvesse através do algodão, cobrindo o corpo com as toalhas que à nós ofereceram, e manejei-os outra vez através das falsas verdades. — Sim. De fato escórias incapazes de criar o seu próprio sustento. — E, pelos deuses, como queria rir. Não fossem as circunstâncias, eu racharia o mar em dois por meio duma gargalhada. Mas me contive e limitei-me às expressões de cinidez, que estampavam-me a carranca por natureza. Remanescendo, a tempestade de há pouco fez presença como se a endireitar-se para outra empreitada, então me fui logo aos cuidados do doutor. O solavanco que supus ser obra de águas tortuosas pareceu abalar a confiança dos sujeitos no convés, e era lorota o bastante para o dia.

Posto aos meus cuidados, eu guiei Henri à parte interna do navio, e só então me atentei às condições em que a batalha o deixara. — Está em frangalhos, de Félin. Eu diria que estacas numa tempestade são tão mortais quanto qualquer espada. — Afirmaria, de olhos postos sobre o flagelo em suas costas e em mente retornando ao passado. Lembrei-me dos dias duvidosos na prestigiosa universidade de Las Camp, e da mediocridade com que contentavam-se  os outros de bom nome. Lembrei-me de que era médico formado, e que pouco importava uma conquista pequenina à sombra da cruzada por poder. O vinhedo também veio aos olhos, pois fora lá que deixei as ferramentas deste ofício de doutor. Henri teria de contar com a ajuda dos soldados. Quando este mesmo homem-gato impediu-me de imergir aos pensamentos através das cafungadas, aos meus olhos instintivas, foi que entreabri minha matraca e baforei-lhe a fuça em ar quente e aroma de carniça.

Enquanto Henri se submeteu aos bons tratos do doutor, troquei palavras que me instigaram. — Famosa? — Dei trela ao assunto, trazendo o homem à vista. Nem mesmo vô havia registrado outro deste caso. Mas de que sabia o velho, incapaz de me curar? — Reconfortante. Eu não sabia que haviam outros como eu. — E na sentença que se diferia das demais havia um pingo de sinceridade. O saber era em verdade uma espada de dois gumes; num reconfortante, e noutro azucrinante. Escamagris era parte de mim e nisto me sentia deslocado; este deslocamento se tornou, mais tarde, em dom. Um que não me agradava partilhar.

Com a ausência temporária do doutor, era dada a hora de atentarmo-nos à nossa história como bons mercantes. Henri assumiu as rédeas da mentira, a caráter da serpente que ainda mais que gato demonstrava ser. Não era de todo mal, se em meio àquela selva hora ou outra o rapaz se tornasse em sombra ao leão que eu pretendia ser. — Sim. São admiráveis, os gigantes. — Eu seguiria sua deixa e a de Aigle, num tom alto e claro, quando o fosse devido. — E mais engenhosos do que se imagina. — Concluiria, trazendo à mente as ações caóticas do titã Yakira adentro, do escarcéu em frente ao bar à algazarra na oficina de Miko, nonde esmagara com o punho um dos marinheiros. Julguei-o morto, àquela altura; o que seria um desperdício. Queria montar-lhe a carcaça e trazer ao alcance das mãos seu poder. Quem sabe em outra vida.

E aos rodeios eu daria cabo quando o bom homem retornasse ao cômodo. Enquanto desfizesse-me do sobretudo negro, me atendo à camisa de gola e aos trapos cobrindo-me às pernas, daria voz à uma sentença mascarada em despretensiosidade: — Nós precisamos dar satisfação ao vinhedo, é bom que retornemos a Ilusia. Os do meu nome nos cuidarão tão bem quanto o doutor o fez. — Já confortável e limitando o peso do couro aos ombros, procederia, e desta vez diretamente ao homem. — Afinal, Ilusia está em vossa rota, doutor? Seria de tamanha ajuda se nos largassem no cais, donde iremos à minha família. —  Em conseguinte, aguardaria o retruque do doutor, me sujeitando aos seus caprichos e em meu âmago clamando para que a mentirada continuasse a envolver-lhes.


Histórico:
 

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Última edição por Wing em Dom 17 Fev 2019, 21:51, editado 1 vez(es)
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Gehard
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Gehard

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyDom 09 Dez 2018, 22:49


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Narração

A sorte estava virando para o bando de piratas. Por enquanto, suas falácias estavam funcionando, e ironicamente, a mesma organização que fora seu algoz agora está os dando abrigo. De fato, um dia de altos e baixos. Os piratas estavam se recuperando da tempestade, Henri que havia sido o mais afligido pela força das ondas, agora notava suas forças se recuperarem. Os piratas encontravam-se e finalmente, após tanto tempo separados, encontravam-se juntos e sozinhos, prontos para arquitetar seu plano para escapar da Marinha e chegar até Ilusia.

O oceano estava tão agitado como nunca antes viram, o casco do navio movimentava-se descontroladamente, alternando da esquerda para direita e vice-versa. O mar não estava poupando ninguém, e ansiava por novas vítimas. A movimentação na área externa da embarcação da Marinha era intensa, os marinheiros gritavam e corriam, ajustando a posição das velas e preparando o próximo curso. Não seria uma viagem fácil.

Após um determinado momento, o doutor que outrora havia atendido os piratas, havia retornado. - Hm, ótimo, tiveram tempo para conversar? Soube que foram atacados por piratas, que lástima. - O médico parecia se importar com a história dos piratas, sensibilizando-se. Não tardou para mudar de assunto, afinal, havia sido ordenado para tal. - O tenente avisou que o curso do navio fora ajustado para Ilusia, vocês deram sorte... Nós já estávamos indo até lá para repor suprimentos. - O médico aproximava-se de sua mesa, mexendo em alguns documentos e papéis.

- Bom, vocês já estão medicados. O tenente quer falar com vocês, o soldado lá fora vai orientar o caminho. - O médico esboçava um sorriso, contudo, sua feição dava sinais de apreensão. O motivo para tal era incerto, mas assim se manteve. Aproximou-se de Henri, observando-o na maca. - Não é necessário você se manter aí, rapaz. Você estava com sinais de hipotermia, então será normal você sentir o seu corpo enfraquecido por mais tempo, mas não é nada preocupante. - Falaria o médico, aproximando-se de Henri e apoiando às mãos em sua testa.

Afastou-se de Henri após um tempo, direcionando-se para a porta de sua sala. - Enfim, o tenente está aguardando vocês. - O médico abria a porta, demonstrando a orientação que os piratas haviam de seguir. Após saírem da sala médica, o soldado que os aguardava do lado de fora os guiaria até a sala do capitão. Parece que ele já havia sido orientado antes.

O barulho no convés do navio era bastante audível, à medida que andejavam no interior da embarcação. O assoalho estremecia e rangia a cada passo e o marinheiro que os guiava até a sala do tenente não falava nenhuma palavra, estava apreensivo. A embarcação era pequena, portanto, não tardou muito para chegarem até a sala do encarregado do navio. O marinheiro que mantinha-se na vanguarda do bando, abriria a porta da sala, deixando a passagem livre para os piratas.

Quando todos estivessem dentro, o marinheiro fecharia a porta e adentraria junto com o bando. Manteria-se estático na porta, travando a saída da sala. Diante dos três piratas, estava o tenente John, que falou com os três no convés. A sala era enxuta, contudo, aconchegante. O encarregado do navio estava em uma escrivaninha, escrevendo em alguns papéis. - O curso do navio já foi ajustado para Ilusia, não se preocupem. Nós não deixaríamos pobres náufragos atacados por piratas para trás. - Falaria o tenente, após a chegada dos três. Mantendo-se com os olhos em seus papéis e documentos, não desviando o olhar para nenhum dos três em nenhum momento.

Após um momento escrevendo nos papéis em um silêncio ensurdecedor por parte do encarregado, finalmente John havia desviado o olhar para um dos piratas. O sorteado havia sido Henri. - Vocês não se importariam se eu tivesse uma palavrinha a sós com seu amigo, não? - Indagaria para os outros dois piratas. - Ótimo, aguardem um instante lá fora, por favor. - Presumiria a resposta, antes mesmo que os piratas falassem alguma coisa. Acenou com a cabeça para o marinheiro na porta, que abriria a porta para Edmure e Aigle aguardarem no lado de fora, guiando-os. Após serem orientados para fora da sala, a porta seria fechada, deixando Henri a sós com o encarregado da embarcação.

O marinheiro ficaria guarnecendo a porta, mantendo-se de frente para Edmure e Aigle, aguardando ser chamado novamente. A situação podia ser apenas um procedimento de rotina, como poderia ser nada demais. Contudo, os piratas não sabiam de nada, portanto, uma apreensão pairava no ar. Talvez, não estivessem sido salvos de verdade. Talvez, tivessem apenas entrado direto para a boca do leão.

Henri

- Bom, sente-se. Serei breve, farei apenas algumas perguntas. Afinal, os piratas que naufragaram o seu navio podem estar nessas águas, nós precisamos saber de tudo. - O tenente indicava uma cadeira na frente da escrivaninha para Henri se sentar. Vamos começar pelo início, o que vocês estavam fazendo e como foram surpreendidos pelos piratas? - Indagaria o tenente, puxando uma folha de papel em branco para fazer anotações referentes à fala de Henri.

Após conseguir as primeiras respostas da bateria de perguntas, John engatilharia a próxima. - Vocês são mercantes, certo? Que tipo de produtos vocês comercializam? - O tenente não parava de fazer anotações em seu caderno. Após retirar a explicação do pirata, o marinheiro prosseguiria. - Entendo, entendo. Você sabe dizer qual era o número de piratas que estavam no navio e qual era sua bandeira? - O tenente faria a sua última pergunta, terminando as suas anotações.

Estava claro, que após passar a temporada de acolhimento e boas vindas, o tenente iria averiguar a história dos supostos mercantes, não deixando nenhuma informação para trás. O seu plano estava claro, colher informações separadas de cada um dos náufragos, a fim de, buscar informações que fossem divergentes uma com as outras.

- Obrigado, suas informações serão bastante úteis. - O tenente agradecia, enquanto revisava suas anotações com os olhos. - Por favor, chame o... - O marinheiro folheava as anotações com os olhos, buscando o nome de um dos supostos mercantes. - Êrumed, sim. Mande-o entrar por favor, isso é tudo.

Após Henri seguir a orientação do tenente, o soldado que mantinha-se do lado de fora da sala, abriria passagem para Edmure adentrar na sala. - Só ele e o tenente lá dentro. - O soldado falaria para Henri, deixando claro que os piratas deviam trocar de lugar. Seria a vez de Edmure responder os questionamentos do tenente. Será que as respostas de ambos iriam ser iguais? Não havia como saber. O soldado estático na porta mantinha-se aguçado, observando quaisquer trocar de olhar suspeitas entre Henri e Edmure. Eles não se comunicariam sem que o soldado soubesse.

Edmure

- Senhor Êrumed, sente-se, por favor. - Indicaria o tenente, após o infame pirata entrar na sala. A cadeira indicada era a mesma que Henri sentara anteriormente. - Gostaria de fazer só algumas perguntas, será rápido eu garanto. - Diria o marinheiro enquanto observava a folha que continha suas anotações em sua mesa. - Bom, Irné acabou de dar informações sobre o ataque. A sua memória não parecia muito boa, espero que você consiga esclarecer as coisas. - A partir desse momento, começaria a estratégia de John.

Tudo não passaria de um blefe atrás de outro, observando como Edmure reagiria a cada questionamento. - Ele disse que havia um pirata escondido dentro do armazém de mercadorias de vocês. Houve uma sabotagem interna no navio, de modo que o navio fosse impedido de continuar sua viagem. Após isso um navio pirata apareceu no horizonte, saquearam todas as suas mercadorias e naufragaram a sua embarcação. - O marinheiro prosseguiria com o seu blefe, na verdade Henri não havia dito nada daquela história.

Contudo, a reação de Edmure e a sua resposta seriam cruciais para o tenente analisar a situação. - O que você pode me dizer disso tudo? Irné não estava com a memória muito clara, mas disse que você é quem conseguirá melhor explicar a situação. - O marinheiro continuaria anotando todas às informações que Edmure falava. Caso o pirata falasse uma história diferente ou discordasse da suposta versão dada por Henri o marinheiro o indagaria.

- Não estou entendendo, Irné deu informações completamente contrárias às suas. Que estranho. - Diria o marinheiro, caso fosse o caso. De qualquer modo, após as explicações de Edmure, John anotaria tudo em suas anotações. - Certo, Êremud, você me ajudou bastante em esclarecer as coisas. Chame o Elgai agora, por favor. - O marinheiro folheava suas anotações, comparando o depoimento de Edmure com o de Henri.

Após Edmure seguir às orientações de John, o soldado na porta deixaria Aigle entrar na sala, deixando Edmure de novo do lado de fora, desta vez, com Henri fazendo-o companhia. Nessa altura, Edmure já sabia o que estava se passando. O tenente iria colher um depoimento separado de cada um dos piratas, restando apenas Aigle agora.

Aigle

Restava o depoimento apenas de Aigle, após este entrar na sala do encarregado da embarcação da Marinha, John indicava com a mão a cadeira para o pirata se sentar. - Elgai, sente-se. Está tudo certo até agora, estou colhendo depoimentos de todos. Até agora as informações estão batendo, está tudo ótimo. - Anunciava à medida que Aigle aproximava-se da cadeira para se sentar.

Após Aigle sentar-se na cadeira de frente para John, o marinheiro entrelaçaria ambas às mãos, mantendo-as sob a mesa. - Bom, até agora Êrumed e Irné deram as mesmas informações. Mas é capaz deles terem deixado escapar alguma informação. - Continuaria. - Então a tempestade pegou a embarcação de vocês de surpresa, vocês acabaram fugindo da rota e afastando-se da região que vocês estavam inicialmente. Uma vez extremamente fora da rota, vocês foram surpreendidos por piratas. - O marinheiro blefava.

- Foi isso que os dois conseguiram se recordar. Você se lembra de algo mais? - O marinheiro anotava as informações de Aigle, observando cada feição do mesmo, aguardando que o mesmo caísse no blefe. Anotaria tudo que Aigle falasse, observando as divergências na historia, caso houvessem. Uma vez que o pirata tenha esclarecido todas as indagações que fossem impostas à ele, John levantaria de sua cadeira.

- Certo, muito bem. - O tenente da embarcação matinha as anotações dos três depoimentos em mãos. Uma vez de pé, John guiaria Aigle até a porta de sua sala, abrindo-a e ficando de frente com os dois piratas e o marinheiro que guarnecia a entrada. - Ótimo, entrem, todos. - O marinheiro abriria passagem para Edmure e Henri adentrarem a sala novamente, junto com o soldado que estava de fora junto com eles.

Uma vez que todos estivessem dentro da sala, John retornaria para sua poltrona. Distribuindo os três depoimentos sob a sua mesa. O encarregado manteria-se pensativo, folheando os três depoimentos com os olhos. - Isso foi tudo? - Indagaria para os três, caso faltasse mais alguma coisa que eles quisessem acrescentar.



Tenente John:
 


OFF:
 

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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptySex 21 Dez 2018, 14:08



À Deriva
Henri de Félin
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A excitação de enganar os marinheiros não mais queimava no meu ser. Por mais divertido e desafiador fosse brincar com os pobres homens fardados aquilo estava sendo fácil demais, monótono, queria ficar a sós para espairecer, fazer companhia a mim mesmo. O médico no entanto não percebia, o sorriso constante em meu rosto não se via presente conforme eu resmungava ao receber as boas notícias do curso junto com a péssima notícia de que teria que sair do conforto da maca. Estiquei ambos braços e pernas, formando um arco com minha coluna de forma a me espreguiçar conforme grunhia.

Me levantaria, tiraria o quepe, deslizaria a mão pelo cabelo, da testa a nuca e poria o chapéu novamente. Segui o soldado fazendo corpo mole, andando vagarosamente atrás dos demais até estar face a face com o tal John, o único que parecia no fundo suspeitar de algo, mas agia como se não tivesse bolas para nos confrontar a respeito. Entediante. O segui sala adentro, os olhos pesavam conforme a vontade de me isolar daquela baboseira crescia assim como as pernas queriam bambear com a fraqueza física, mal esperei seu convite para sentar-me e já estava em cima da cadeira, descansando ambos pés e mãos sobre o assento tal qual um gato faria.

O tenente seguia com mais uma série de perguntas… ele queria fazer uma checagem dos fatos uma segunda vez? E ainda por cima com os integrantes separados uns dos outros? De fato ele não parecia ter engolido totalmente nossa história. Precisava ter extremo cuidado se quisesse sair dali sem arranjar outra luta contra marinheiros. Inclinaria o pescoço para a direita, encarando-o nos olhos e indicando curiosidade. — Hm? Estávamos tentando voltar para o curso principal depois de encarar uma tempestade se me lembro bem… — respondi, não era totalmente mentira, visto que foi isso mesmo que fizemos antes da invasão ocorrer, a única diferença era que os piratas éramos nós.

Ele prosseguia com mais e mais perguntas conforme anotava algo em seu caderno. — Mercantes, sim, sim ~nya comercializamos vinho! Bem. Ao menos Êrumed sim, eu fui contratado por ele como um guarda apenas. — respondia com um pouco mais de empolgação tentando disfarçar o nervosismo por mentir tão descaradamente — A quantidade ao certo não sei dizer. Mas não eram muitos, cinco no máximo… um deles tendo cerca de cinco metros — por fim saía da sala, um pouco aflito e com pressa. Encarava brevemente Edmure conforme — Sua vez colega — dizia conforme passava por ele e prosseguia para o mastro que pudesse me levar para o cesto da gávea se este estivesse desocupado, se não, procuraria qualquer ponto alto e isolado que eu pudesse chegar mesmo com a fraqueza do meu corpo, afim de me afastar e aproveitar um pouco a solidão.


Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptySab 22 Dez 2018, 23:39



À Deriva
Edmure de Rivia

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À Ilusia, então?! — Regojizei nos meus bons ânimos quando o doutor agraciou-me com o anúncio de que o curso fora acertado para o ilhéu. Lá fora os mares pareciam revoltados mesmo após nos abalar em suas ondas de azar, mas navio adentro os deuses estavam ao nosso favor. É desta forma que as divindades nos manejam, afinal: de mãos bem postas sobre os ombros, para o nosso auxílio, até que resolvam não fazê-lo mais. E era este o caso, eu concluí quando a boa vontade do homem tornou-se em malícia, propondo que tratássemos diretamente com o dito cabeça da asquerosa frota. — Sim, é claro. — Eu consenti de imediato e com firmeza nas palavras, acompanhando o soldado apontado e lhe lançando um sorriso amistoso e que pouco condizia ao descaso em que estávamos. — É um alívio que haja gente como tu para tirar-nos de uma dessa. Não partilho do talento que tenho no vinho com a espada, e os dois rapazes não são tão ferozes quanto um pirata em sua gana por ouro. — Contorcendo as minhas tripas noutro esforço contra as gargalhadas, afirmei-o, quando o silêncio do sujeito prolongou-se o bastante para preocupar-me.

Quando o assoalho acabou por ranger uma última vez, perturbado pelos passos que eu recém cessara, foi que a figura do tenente nos voltou à vista. A agitação em nosso embarque impediu-me de pôr olhos sobre o rapaz, e só então eu me dei conta de sua silhueta. O fiz, porém, com a devida cautela que o intervalo em que deu voz às saudações nos garantiu, e ponderando sobre o que faria mar adentro um noviço inofensivo daqueles. — Nós somos gratos por nos resgatarem. É bom saber que o nosso retorno à Ilusia não tardará. — Dei-lhe o prazer de outra falsa cortesia quando reafirmara o que já havia dito o doutor. E o padrão seguiu em sua bendita linha, pois por detrás da boa notícia ele ocultara a má. Eu limitei a réplica a um aceno com a cabeça, levando o queixo de cima a baixo e a posteriori abrindo espaço, sala afora, para que Henri e o rapaz tivessem da privacidade que este último queria. Soube, porém, que o ratazana respondendo por tenente tinha lá suas razões para nos separar, e que elas não trabalhariam ao nosso favor. — Nem é ainda um homem feito, o pirralho. Ele usará sua cabeça ao invés da espada. O intelecto é uma arma tão volátil que qualquer outra. — O meu olhar incrédulo caiu sobre a faceta de Aigle. Esbugalhei os olhos como nunca antes e os lancei como um berrante a alertar-lhe da enrascada que os soldados pareciam armar.

Uma vez que Henri deixou o cômodo e tomei seu turno por acabado, eu tomei nota de que era a minha vez. Mantive o sobretudo negro a oscilar sobre os meus ombros, sem que os punhos, descansando à linha da cintura, preenchessem suas mangas. Em conseguinte, fechei a porta às minhas costas e elevei o queixo, estático e no centro da sala. Só quando o rapazola ordenou que me sentasse foi que amasiei as expressões e abençoei meu rosto com certa amistosidade, para dar corda a outra baboseira: — Então é tu quem nos fez felizardos. Erumêd de Rivia, grato em demasia por tirar-nos daquela desgraça. A vida de mercante lhe ensina a nadar e a brandir uma espada, mas nunca tão bem quanto a negociar. Não fomos páreos para os piratas. — E lorota após lorota, eu esperava que esta última doesse menos ao orgulho que eu carregava, pois o poder me era de mais valia. Deixei que o jovem retornasse à sua abordagem e me pusesse à par do que, em suposto, dissera Henri. — Infiltração, sabotagem e por fim o saque. Muita engenhosidade a uma memória que pouco parece boa, como dissera o pentelho. — E a incongruência em sua sentença confirmou, à minha vista, as suspeitas que vieram-me à cabeça quando o mesmo separou-nos.

Se era de fato a história posta à mesa por Henri, não haviam meios de se descobrir. E bem por isto é que eu tomaria o mais esguio dos caminhos, trazendo a falta de detalhes ao nosso favor: — Se houve ou não infiltração e sabotagem, eu não sei dizer. Estava à postos no convés, averiguando aos mares através duma luneta. E após uma breve turbulência, tenha sido pela ação dos mares ou de um homem, nos abordaram e tomaram as mercadorias. — Assim que desse voz à esta sentença carregada em pesar, eu me faria cabisbaixo e estamparia a carranca de pedra com feições de lamento. — É uma pena. Os de Rivia nunca atrasam seus carregamentos. Nós não devemos nada à ninguém, exceto quando a escória cruza nosso caminho e nos sabota desta forma. — Eu concluí, enquanto o jovem se ateve às anotações, e retruquei-o quando liberou-me a partida: — Não há de que, caro tenente. Será um prazer retribuir ao teu favor. — E me abstive do inquérito, marchando porta afora. — É teu agora o prazer da palavra, Elgai. — O afirmei, por fim, trazendo ênfase ao codinome que lhe havia dado. Tardasse ou não até que o patife abordasse-nos de volta, eu tornaria sala adentro para retrucar-lhe, pondo a canhota à altura de minha espada. — Do que vem de mim é tudo. — E estava batido o martelo.


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Última edição por Wing em Dom 17 Fev 2019, 21:58, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptySab 29 Dez 2018, 19:19










- Ato II: À Deriva -
Clima: 18ºC
Localização: à caminho de Ilusia Kingdom
Horário: 17:00





Naquele momento, o Tenente John não se via em uma situação fácil de lidar, esperava que os náufragos realmente fossem simples criminosos, e estavam utilizando uma identidade escondida para conseguir uma carona, mas se esse fosse o caso, suas respostas não seriam tão esguias, o único que parecia entregar o trio era Aigle, que no momento em que fora interrogado mantivera-se em silêncio, talvez estivesse nervoso com a situação, ou realmente o que diziam fora real, e o albino estava chocado, de maneira que não conseguia falar abertamente do que aconteceu naquele local.

Dentre Henri e Edmure, que se saíram bem em deixar o Tenente confuso, o De Rivia saiu-se ainda melhor, já que o marinheiro queria pô-lo na fogueira, mas foi claramente surpreendido pelo atual Capitão do Grupo conseguir escorregar como uma enguia pergunta após pergunta, na qual, suas respostas não continham informação alguma que pudessem usar, diferente do De Félin, que deu algumas informações que poderiam ser utilizadas por John para realizar por uma busca, com o objetivo de confirmar a veracidade das respostas do moreno. Não tendo muitas coisas a fazer até ter o resultado de uma busca completa pelos fatos que conseguira juntar após interrogar o trio de náufragos, suspirou enquanto fechava os olhos antes de dar sua sentença.

- Irné e Êrumed podem se retirar, mas como Elgai nada nos disse, penso que pode ter uma ligação com os piratas, não sei de que tipo, mas deve manter-se sob minha custódia até os fatos serem confirmados por mim. – Disse o Tenente, endurecendo seu olhar a cada palavra, o que fazia os marinheiros a bordo irem encolhendo-se a cada momento que a voz do comandante da embarcação tornava-se mais dura. - Vocês dois podem fazer o que quiserem, comer, descansar, dormir, não me interessa. Só mantenham-se longe de Elgai, se tentarem comunicar-se com ele, e desobedecerem minhas ordens, tratar-lhes-ei como inimigos, e não mercadores de vinho, como parecem ser. – Tentando pôr em uma situação que poderia lhe causar problemas, John parecia se irritar cada vez mais.

Muitos não sabiam, mas os relatos de piratas que se disfarçavam e depois matavam tripulações inteiras da Marinha eram bastante rotineiros, então fora emitido um alerta para redobrar a atenção nesses casos. Além de que isso era um problema pessoal para o Tenente, visto que seus pais vieram a falecer desta forma, piratas disfarçados mataram toda a tripulação que estavam com os dois, sem nenhuma piedade, nenhum escrúpulo, por isso o albino parecia ser mais velho do que era, e se esforçava o máximo para descobrir a verdade, não queria sofrer do mesmo mau que seus pais, e dar esse destino aos que compartilhavam a embarcação consigo.

Quando John pareceu se acalmar, o marinheiro que os guiara até o local onde estavam, guiou Henri e Edmure de volta ao convés, e no meio do caminho disse algo que poderia ajudar os piratas, ou simplesmente algo que ambos poderiam ignorar, sem mais nem menos. - O Tenente é paranoico com náufragos disfarçados de piratas. Então não precisam ficar tão preocupados, quando ele confirmar a história, vai liberar seu companheiro sem mais nem menos. – Disse o marinheiro despreocupadamente, e com Aigle, o mesmo era levado a um compartimento próximo da cabine do Tenente, que era parecido com uma pequena prisão, era uma gaiola de pequenas proporções, onde cabia apenas uma pessoa, e confinado naquele local, pouca coisa poderia fazer.

- Preciso fazer uma busca, estou mandando-lhes uma imagem por um Visual Den Den Mushi, preciso dessa resposta o quanto antes. – Disse John, falando em um Den Den Mushi comum, estava falando com a Central da Marinha no West Blue. Em seguida, com a confirmação vinda do outro lado e com o barulho de muitos passos, o Tenente pôde fechar os olhos momentaneamente e encostar-se na cadeira que sentava-se. - Espero resolver isso logo, e tirá-los do navio, ou mandá-los para a prisão de uma vez. Essa incerteza não me é nem um pouco agradável. – Resmungava de forma baixa o albino para si.


Ferimentos:
 

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Última edição por Raiden Fuji em Qua 02 Jan 2019, 03:12, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyDom 30 Dez 2018, 18:13



À Deriva
Edmure de Rivia

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Perdi sorrisos em demasia pelo curso da bendita viagem, e este último seria só mais um. A nossa lábia pareceu ser o bastante em contraponto à inocência do tenente, mas Aigle d'Argent era outra vez a exceção. — Por que diabos fazes questão de pôr a mão na merda em toda oportunidade? — Eu questionei-me ainda inerte e na companhia do silêncio, trazendo à mente as ações inconsequentes do rapaz Yakira adentro. Por detrás dos lábios cor de chumbo eu rangi os meus dentes e deixei que a repulsa escapasse através de uma baforada de ar quente. — Um pirata?! — Indaguei em cinidez, buscando o hiato em que tentava encontrar razões para agir em prol de Aigle. — Eu não posso acreditar. — Então meus olhos recaíram sobre a canhota, nonde eu vi a cicatriz que provocara Aigle através de sua estupidez. — Ele será minha ruína, não traz nem mesmo um resquício de poder.Mas não mais o seria, eu concluí. — Se for mesmo este o caso, que tu apodreça atrás das celas. — Não mais o seria.

Deixei que o mesmo marinheiro de há pouco nos guiasse até o convés, enquanto as mangas do casaco me envolveram das munhecas à linha do ombro. O peso do couro jamais me fora incômodo, mesmo quando ensopado em água salina, e esperava que o sol nos fosse complacente o bastante para escorrer o encharcado. Foi quando a égide voltou-se às minhas costas, desta vez sobre o couro e não tecido mequetrefe, que dei ouvidos ao que disse o soldado. Eu encolhi as pálpebras e envolvi meus olhos em tristeza. As rupturas de Escamagris se enrugaram em seus entornos, salientando o desalento que afligia o meu alter ego. — É uma pena que um dos nossos mercenários possa ser tão vil quanto um pirata. Nos resta rezar pelo equívoco do tenente, ou celebrar a captura de um facínora. — Naquela altura o destino do rapaz estava em suas próprias mãos e nas de John. Não moveria palha alguma ou poria o meu na reta em seu favor; então que a sorte estivesse ao seu lado, como dera a entender o falador.

O que viesse doravante, aceitaria de bom grado, desvincilhando-me da sombra do soldado e me esgueirando até o centro do convés, ou nonde quer que estivesse de Félin. Repousaria de ombros postos sobre o mastro à mim mais próximo, e uma vez que meu cangote estivesse livre da peçonha de um ou outro marinheiro, é que içaria a silhueta do homem-gato com os olhos. Eu esperava que um olhar dos penetrantes e um semblante impassivo fossem o bastante para fisgar-lhe a atenção; e do contrário, removeria meu escudo de sua alça, o empunhando na canhota e chocando suas extremidades contra o mastro, para que o baque atiçasse a audição do pederasta. — Henri. — Sussurraria, só então. — Não. — E com cautela é que daria procedência, acompanhando a sentença com um balanço de pescoço em sentido horizontal. Que o pesar em minha voz e a firmeza nos meus olhos lhe dissessem o bastante; que não pusesse o seu em risco pelo rapazola; que continuasse a me servir e exercesse o seu poder.

Quando a réplica de Henri estivesse dada, ou o silêncio fosse tudo o que tivesse a oferecer, me voltaria à outro canto do navio. Eu buscaria o contato com as amuradas, tomando-as como escoro à altura dos quadris. Antes que a égide voltasse às costas, transpassaria a parte interna de meu sobretudo, ainda úmido, sobre sua superfície, buscando varrer para além do escudo os dejetos trazidos pela batalha precedente ao naufrago. Da mesma forma trataria Gladius, a removendo da bainha e limpando com cautela os pontos cegos de sua lâmina. Quanto à adaga, resvalaria-a através da manga esquerda, e que o couro absorvesse-lhe as impurezas e a fizesse refletir a luz do sol uma outra vez. Trazer à mão meus artefatos de batalha certamente me trariam à mente a batalha em si; e que batalha foi a última. — O titã nos fora uma arma e tanto. — Esboçaria um arreganho tímido e de pouca vividez mesmo para os meus lábios negros. — Primeiro Ahab, e agora o rapazola. — E outro sorriso morreria em seu ninho. Nem mesmo os deuses e o destino estavam ao nosso favor.  — Mas que se danem estes malditos deuses. — Que se danassem todos. — E o destino é tu que irá fazer. — Cochicharia a mim mesmo, e com a vista agora elevada eu contemplaria o horizonte.


primeira página completa e narrador novo?:
 

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Última edição por Wing em Dom 17 Fev 2019, 22:10, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyDom 30 Dez 2018, 21:39



À Deriva
Henri de Félin
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A empolgação de outrora há muito já se esvaira, a ficha finalmente caiu após o interrogatório, finalmente me dei conta de que estava cercado de idiotas. Cãezinhos que ladravam, mas não mordiam, John tinha suspeitas claras sobre nós, mas era passivo demais para fazer qualquer coisa além de tentar nos encurralar pateticamente. O ápice da decepção foi ter de presenciar Aigle mais uma vez falhar miseravelmente, não porque queria, não porque planejava algo, era como se o fracasso lhe fosse inato. Se em algum lugar existe algum espírito, alguma entidade reconhecida por sua estupidez e inocência, aquele índio certamente era seu receptáculo.

Tudo aquilo era estranho, eu me sentia como um fantasma, sozinho apesar de estar cercado. Eu estava completamente à deriva ainda que dezenas me fizessem companhia. Malditos sejam os estúpidos e fracos incapazes de me propôr um desafio, inaptos a me representar perigo e me proporcionar a adrenalina tão desejada. O único que ao menos parecia ser uma exceção era Edmure, ainda que sua aparência não seja das mais convincentes, chegava a ser hilário se dar conta que o único que eu temia ali, o único que tinha o mínimo respeito de minha parte era um enfermo. Em meio a tamanha paz, incômoda e indesejada, nem sequer pude pensar em uma resposta afiada, apenas acenei positivamente, com olhos cansados e sem o sorriso cínico estar presente, fingi demência e nada mais. Ajeitaria as vestes, garantindo que estava arrumado e adequado ainda que não fossem as melhores circunstâncias, as neko-te se veriam penduradas a lateral direita de minha cintura, ainda que meu desejo fosse banhá-las com o sangue do ex-escravo ou do tenente John, quiçá ambos.

Tudo que me restava agora era minha própria companhia, meus pensamentos, minhas fantasias, precisava me afastar fisicamente daquele cenário e nenhum lugar melhor para isso que o cesto da gávea, cuja localização ficava onde possivelmente Edmure se apoiava ou próximo. Não sabia o que lhe responder, ele adotava uma postura superior, o que me irritava de certa forma, mas o respeitava por isso. O silêncio não seria adequado, tinha que deixar claro minha opinião sobre nosso agora ex-companheiro de bando — Patético. — fora tudo que escapou por entre meus lábios, era tudo que me vinha a mente quando pensava no rapaz de madeixas esbranquiçadas, uma pena não existir um adjetivo monossilábico a altura, pois era tudo que merecia. O assunto acabaria por ali e eu enfim me poria a escalar o mastro, buscando o local alto que desejava.

Já no topo, suspiraria, olhos cansados porém fixos no horizonte”A diversão durou pouco, pelo visto” pensaria enquanto recobrava a trajetória, Yakira valeu a pena, uma bela de uma luta, o saque melhor ainda ”A morte quase pareceu uma possibilidade ali” sorriria involuntariamente ao recobrar tal cena, lembraria do gigante que lutara ao nosso lado e consequentemente acabaria por recordar que ganhara presentes do outrora capitão, uma neko-te e uma luneta, a destra ligeiramente caçaria o objeto e eu poria o olho sobre a lente, avistando o horizonte, me questionando o que eu enfrentaria agora, o que me aguardava naquela imensidão azul longe da pacata Chatte Kingdom. Éramos só eu e Edmure contra sabe-se lá o que nos espera.


5 postzinhos fechados, sabe o que isso significa?:
 
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyTer 01 Jan 2019, 16:57










- Ato II: À Deriva -
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Depois de levá-los até o convés e explicar o motivo pelas ações do Tenente, o marinheiro voltou para onde estavam antes, deixando Edmure e Henri sozinhos, o espadachim foi de encontro a seu único parceiro restante, já que um deles, o gigante, havia desaparecido, e agora Aigle, não correspondera ao que John esperava, e por isso estava preso, mas de certo que nenhum dos dois arriscariam suas peles pelo jovem dos longos cabelos brancos, que se encontrava em maus lençóis. Entre os mesmos, poucas palavras foram ditas, como que o de Rivia, que não dissera mais pois parecia estar receoso, o que não era de fato errado, pois estavam em um navio inimigo, e se desses brechas desse tipo, estariam em enrascadas. Enrascadas que seu parceiro, de Félin parecia ansiar por, tanto que a falta de ação dos marinheiros parecia dar-lhe um gosto amargo da covardia alheia, já que o mesmo só parecia estar com o portador da Escramagis por respeitá-lo.

Depois do quase monólogo de Edmure, o mesmo foi para o bombordo e encostou-se no mesmo, fazendo uma leve limpeza nas armas e no escudo que carregava consigo e parou um pouco para refletir o acontecera com o quarteto nos últimos tempos. Henri também tinha os mesmos pensamentos, porém tinha escalado o mastro até chegar à parte superior do mesmo, onde tinha uma espécie de sala de observação que normalmente era utilizada para ver o que havia ao redor do navio, mas pelo estado do mesmo, não estava nada bem, já que era bem sujo, com bastante poeira, alguns fungos e garrafas de bebidas, mas estranhamente, havia uma parte que não estava suja, pelo contrário, estava bastante limpa, e foi nesta parte que o mesmo sentou-se, após seu olhar se perder no horizonte por alguns segundos.

Com cada um dos piratas em seu lugar escolhido, em cerca de trinta minutos, um marinheiros chegou no convés e gritou para os mesmos. - Estamos chegando em Ilusia, se preparem para desembarcar. – Avisou o mesmo, provavelmente a mando do Tenente, que estava de olho nos dois depois de ter pego o companheiro de ambos, agora ex-companheiro. Cinco minutos depois do aviso e o trabalho incessante dos marinheiros para controlar o navio a amando de um navegador, chegaram ao porto da Ilha, que era o objetivo de Henri e Edmure. Quando viam os marinheiros descendo do barco, a população que estava no local gritava para os mesmos, animados e felizes pela proteção que os mesmos traziam à ilha, mas olharam sem entender para os piratas disfarçados, e com bastante ódio, além de vaias e ofensas dirigidas ao prisioneiros, sendo Aigle um deles, que novamente nada dizia, só andava com a cabeça baixa, e nem mesmo dirigira o olhar a seus antigos companheiros.

Os supostos mercadores e John foram os últimos a descerem do barco, sendo que o marinheiro virou-se para ambos, e de uma forma claramente forçada. - Aqui estão em seu destino, senhores. Agora me vou, preciso ir ao QG da Marinha. – E com uma mensura se retirou junto de seus subordinados, deixando os piratas disfarçados livres para fazerem o que quiserem, mas foram parados por uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] pouco tempo depois. - Ed? – Perguntava a mesma, parecendo não ter certeza do que dizia, mas estava claramente surpresa por ver ao menos um deles. -Você é meu irmão Ed, não é mesmo? – Dizia a mesma correndo até o espadachim e pulando neste, sua voz parecia conter uma grande emoção, até mesmo um pouco de desespero em sua voz, e agora esperava pela resposta do pirata.



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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyQua 02 Jan 2019, 09:19



À Deriva
Henri de Félin

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É verdade que sou convencido, traiçoeiro e as vezes até violento, mas dentre muitos dos meus defeitos escondem-se algumas qualidades também e uma delas é que eu sou quase sempre otimista. Conforme o navio aportava e eu sentia aquela brisa fresca da tarde eu sentia que algo interessante aconteceria, só não sabia o que ainda.

Era um alívio estar finalmente prestes a me livrar daqueles idiotas de farda, mas também uma pena não ter deixado minha marca, eles sequer sabiam que eu estava os enganando. Era o que passava pela minha cabeça enquanto estava prestes a descer do cesto, até que uma ideia me veio a mente ao ouvir o tilintar do aço das neko-te. Vestiria então uma das luvas na destra e levaria as pontas das garras até a madeira, de forma a encravar uma mensagem em tal.

gravura:
 

Terminado ali, deixaria meu quepe para trás como recordação, guardaria a arma e enfim desceria do topo do navio e seguiria para a saída da embarcação, onde daria de encontro ao tenente mais uma vez e com um sorriso convencido e cínico no rosto o responderia — Nem sei como agradecer. Boa sorte na caça aos piratas. — dizia e, ao fim da sentença, prestaria continência ao marinheiro, seguindo agora definitivamente para terra firme.

Já de encontro com a suposta irmã de Edmure, nada diria, apenas acenaria como gesto que expressasse o famoso “prazer em conhecê-la” e deixaria que o meu companheiro cinzento mesmo me apresentasse. No mais, não sabia para onde seguir, não podíamos ficar parados ali por muito tempo e nem sequer tínhamos um barco ou alguém para conduzir o meio de transporte.

Apenas caso Ed não se pronunciasse com ideia parecida que eu o faria — Não seria bom ficarmos aqui de bobeira. Precisamos arranjar carona. De novo. — disse, cutucando o incursor de pedra para chamar-lhe atenção. De qualquer forma, quando fossemos partir em busca dos objetivos, lamberia a palma direita e a passaria nos cabelos duas vezes, começando pela testa até alcançar a nuca, hábito costumeiro quando noto a falta do quepe.


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Última edição por Kenway em Qua 02 Jan 2019, 20:48, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva - Página 2 EmptyQua 02 Jan 2019, 20:10



À Deriva
Edmure de Rivia

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O tempo me era moeda tão valorosa quanto qualquer outra, mas naquele ponto o que queria era vê-lo passar. Que escorressem as areias da ampulheta e eu abrisse mão de alguns punhados desta dita moeda, em troca de nossa chegada à Ilusia. Eu me mantive de olhos presos no horizonte e a render-me à brisa dos mares, na esperança de que ela varresse o ensopado d'água para além do couro e das madeixas. Gladius e a égide já repousavam em seus coldre e alça, respectivos à cintura e a dorsal, e a adaga eu mantive a serpentear-me os dedos da canhota. A espera era menos pesada assim. Quando o horizonte preencheu-se em algo mais que o próprio mar e o solavanco retirou-me da inércia, foi que senti um aperto ao peito e o bucho a embrulhar-se em ansiedade. Toquei ao gume da adaga com os lábios, acariciando-a com um beijo, e descansei-a em seu coldre avizinhado ao da espada; em conseguinte eu me rendi ao fluxo dos tripulantes e fui-me embora da embarcação, deixando Henri a quaisquer que fossem os seus afazeres.

E a despeito do que havia me afligido quando a sombra de Ilusia veio ao alcance de minha vista, eu me atrelei à compostura e marchei deque abaixo, de queixo alto e ombros tesos como pedra. O reconforto eram os prazeres que a ilhota me viria a oferecer: dos seios quentes de uma dama ao vinho tinto que nascia no vinhedo e terminava nas latrinas de uma ou outra das tavernas. Tempos de guerra e a rigidez do mar aberto me afastaram dos caprichos do cotidiano, e a curto prazo mesmo os vagabundos serviriam. Mas o embrulho que senti navio adentro deu-se ao ar da graça outra vez, e eu jurei que haviam tripas me escalando das paredes do intestino à boca do estômago. — Cirilla? — Eu deixaria que os lábios cor de chumbo tremulassem à imagem duma bandeira; uma fajuta e carente de convicção. Não foram as alegorias de Ilusia que me agoniaram quando dei-me conta de que lá estava, mas o iminente reencontro com os de Rivia e, entre estes últimos, a jovem Ciri.

Cirilla era, neste mundo, o pouco à que eu me daria ao trabalho de agradar. A meninota, entre os de Rivia, estava ao norte, beirando as rotas que a levavam ao trajeto que anos antes escolhi cruzar: o de uma ovelha negra. Eu via nela a beleza que Escamagris tomou de mim, e Ciri pouco se importara com os rumos que tomei ou a desgraça que me afligiu. Quando os deuses me tornaram a pele em rocha e a conclusão fora de que este infortúnio era a consequência duma vida de mundanidade, o dedo dela não estava entre os que apontaram. — Tu não devia estar aqui. — Eu tocaria os seus cabelos com a palma entreaberta, lhes afagando por não mais que um instante e com tanta rigidez quanto a aplicada na sentença. — Eu não a quero neste mundo. — E o contato dos meus lábios com os dentes formariam na carranca, vez que a carne fosse abocanhada, a expressão que mais se assemelhava à um abismo; um em que eu lançaria todas as pendências para com Cirilla, pois em diante nosso tempo era escasso e sem prudência o destino era cruel.

Eu rolaria os meus olhos outra vez até o convés, os repousando uma vez que encontrassem a silhueta do homem-gato. Abanaria a mão direita contra os ares, articulando um sinal que carregava o mais evidente dos recados: venha. Quando o garoto estivesse ao nosso encalço e ao alcance de uma braçada, repousaria o antebraço sobre um de seus ombros, lhe encarando com meus ares de soberba.  — Este é Henri de Félin, um... companheiro. — Sussurraria em um tom devidamente comedido, para que a voz não escapasse para além de nossa roda. E a procedência eu daria em mesmos moldes: — E tu, Ciri, tu o conhecerá quando o tempo estiver ao nosso favor. — Introduzido o pederasta, me voltaria à um dilema em que eu era o meu próprio alicerce. Eu buscaria peito adentro a coragem necessária para pôr-me, como em outras vezes antes, sob os cuidados de Cirilla. E me feria ao orgulho sujeitá-la a um desencontro como este, mas do abrigo é que viria a procedência de nossa jornada. — Nos leve ao bendito vinhedo. — E não havia àquela altura outro abrigo que senão o lar.


Cirilla:
 

Histórico:
 

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