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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato II: À Deriva

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySex 09 Nov 2018, 00:17

Ato II: À Deriva

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) piratas Edmure de Rivia, Henri de Félin e Aigle d'Argent. A qual não possui narrador definido.


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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySeg 12 Nov 2018, 13:45



À Deriva
Henri de Félin
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Independente de quem seja, todos têm seus altos e baixos e comigo não era diferente. Muito embora eu tenha feito de tudo até então para manter uma rotina interessante, com mais pontos positivos do que negativos, agora eu enfrentava um destino pior que a própria morte. Era uma sensação mais desesperadora do que estar no corredor da morte, oferecida por um inimigo indomável e imprevisível: o mar.

Em meio aquela valsa demoníaca em que as ondas me colocavam, precisava lutar contra meus demônios; eu simplesmente odeio água, especialmente se em uma situação tão aleatória quanto essa, tentava acalmar-me os nervos para não acabar me afogando e, respirando calmamente e com cuidado para não ingerir o líquido salgado e maligno, tentei alcançar o pedaço de madeira que flutuava a minha frente. Instintivamente, no entanto, não tive escolha senão gritar. Um grito alto, estridente e meio rouco, desesperado e que simulava muito ao de um felino doméstico ao ter água jorrada contra si.

Conseguindo sustentar meu corpo, agora encharcado e frio, na boia improvisada, tentaria manter-me no lugar ao balançar as pernas submersas enquanto olharia e analisaria os arredores na tentativa de achar Edmure, Ahab e o outro sujeito de cara pintada. Mais importante, em meio ao meu quase afogamento eu tinha quase certeza que havia avistado de relance um borrão que assemelhava-se a uma embarcação, caçaria a todo custo com meus afiados olhos e, no instante que visse, faria o possível para me aproximar o suficiente para conseguir a atenção dos tripulantes, sem necessariamente sofrer danos do grande corpo de madeira.

Se necessário em meio a toda essa algazarra, prender-me-ia contra minha mini jangada, utilizando as neko-tes que adquiri mais cedo, torcendo para que fosse o suficiente para evitar que eu afundasse na imensidão azul. Aproveitando do susetento fornecido pelas garras fincadas na superfície de madeira, usaria a mão livre, ainda que não muito precisa ou forte, para remar na direção desejada; alvejando o grande barco se estivesse longe demais ou tentando me aproximar dos outros piratas se o nosso possível resgate já estivesse próximo o suficiente.

Ajudem! Nosso navio afundou, fomos vítimas de um saque! — gritaria, uma mentira óbvia e descarada, com o único intuito de conseguir o tão necessitado socorro.


Henri de Félin:
 


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Wing
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySeg 12 Nov 2018, 18:02



À Deriva
Edmure de Rivia

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Senti a dor abraçar-me, bem como a fúria dos mares. E para um homem atrelado ao controle e ao poder, a sensação foi das piores. Tão impotente quanto o corpo, num rodopio incessante pelos ares, estavam os pulmões. Pareceram criar garras e arranharem-me as entranhas peito adentro. Não havia ar algum em minha carcaça. Rangi os dentes e cerrei meus punhos, lutando contra o inevitável numa tentativa de agarrar os ares. Então, veio o baque. Quando caí sobre as águas, jurei por tudo que estavam a esfolar-me às costas através do laço dum chicote. Punhos ou lâminas não me fariam aquele estrago, e a batalha de há pouco, de onde saí impecável, reiterava este ponto. Mas a natureza não trouxe duelo ou troca de golpes, ela os deu de mão beijada.

Quando os ventos cessassem e a gravidade deixasse de exercer controle sobre mim, eu buscaria forças para emergir. Tornaria as pernas numa nadadeira que, oscilando em paralelo às braçadas, lutaria contra a possibilidade de afundar. E o couro negro de meu sobretudo eu levaria de encontro às pálpebras, varrendo a água salina para que a luz pudesse me invadir aos olhos outra vez. Vez que o fizesse, os meus pulmões se tornariam numa espécie de sanfona, absorvendo uma corrente ininterrupta de ar. Inalaria aos meus limites; o bastante para que o peito à esta altura oco produzisse um ou outro som de rouquidão. O que queria mesmo, em verdade, não era um ruído tímido deste calibre, e sim berrar. Berrar em contraponto à desgraça recaída sobre nós, e à ausência de poder em minhas mãos numa ocasião cujos pilares eram nosso infortúnio.

TITÃ?! — Um brado grave e amargurado em ódio buscaria os ouvidos do colosso, e os meus olhos rondariam as cercanias, como um farol sobre os mares que buscava me trazer à vista Brice e seus três outros tripulantes. — HENRI?! — Daria procedência, desta vez em busca dos tecidos cor-de-rosa do homem-gato em meio àquele caos. E nesta conjuntura nonde eu tornaria minha voz num chamariz, o garoto Aigle não seria exceção; eu berraria o seu nome à imagem de como fizera com os demais, caçando-lhe a silhueta com os olhos. Quando me visse situado sobre o paradeiro dos demais, eu buscaria entender como diabos nós escaparíamos deste revés; transitaria o meu olhar de norte à sul e leste à oeste, fuçando os horizontes na procura por escombros do náufrago que, por vez, me servissem como forma de suporte em alto-mar. Da mesma forma, eu buscaria a costa. Fosse ilhéu ou uma cidade grande, é para lá que escaparíamos, e o reboque já estava à vista.

Em conseguinte eu vaguearia em mar aberto, varrendo as águas através de uma ou outra braçada nas quais levaria as mãos à um formato côncavo de concha. Eu cobriria a distância entre os meus pés e a embarcação há pouco vista ao chutar os mares, dispondo nesta ação qualquer resquício de energia que ainda estivesse no tanque. — RAPAZES! — Quebraria o silêncio outra vez, quando o fôlego estivesse em falta e uma pausa me caísse bem. — RESISTAM, MARICAS! HÁ UM NAVIO NO HORIZONTE! — Anunciaria no intento de pô-los à par desta deixa, se já não o estivessem. É nela que eu procederia, usando os braços à imagem de um remo e me impulsionando de escombro a escombro, até que me visse no encalço do navio. E lá estando, outro intervalo se faria necessário: neste hiato eu encheria os meus pulmões e lutaria contra os batimentos que à esta altura certamente estariam no compasso dos de um cavalo. Não me faria mal algum postergar-nos a abordagem até a chegada do homem-gato e do garoto Aigle.

E então preservaria o silêncio, em prol do que julguei ter planejado Henri em sua amostra de volatilidade. — "Vítimas?" — Um riso retraído e carente de dentes viria à luz na canhota dos meus lábios, detrás do qual esconderia o impulso de gargalhar. — "É mesmo uma serpente, este de Félin." — E que soasse controverso, mas este era um atributo que eu sabia admirar. O meu carisma nunca esteve na carranca alvinegra e suas rupturas de Escamagris, mas nos dizeres que tomava como uma arma tão valorosa quanto outra qualquer; e em frangalhos como estava, dada a circunstância, não haviam exceções. — ACUDAM-NOS! — Aplicaria na sentença um tom evidente de desespero, seguindo a brecha que criara o homem-gato. — NOSSO NAVIO, E AS MERCADORIAS. TUDO ENTREGUE AOS INFERNOS PELAS MÃOS DE UM BANDO DE PIRATAS PATIFES — A ênfase de que faria uso eu limitaria às palavras, pois o semblante esconderia por detrás de uma ou outra mecha de cabelo. O alvinegro do meu rosto era a bandeira que hastearia como um dito pirata, e ofuscá-la nos seria de conveniência em meio àquela mentirada. Ouvidos ou não, procederia martelando as extremidades do casco da embarcação através de porradas; estas, desferiria com a lateral do punho destro, enquanto o oposto continuasse a trabalhar, em paralelo às pernas, para que os mares não me afogassem. Dada a oportunidade, abraçaria nossa salvação ao embarcar navio adentro, e que a maré da sorte tornasse ao nosso favor após tanto tratar-nos como calangos.


Observações:
 

Histórico:
 

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Última edição por Wing em Seg 18 Fev 2019, 13:02, editado 3 vez(es) (Razão : CORREÇÃO DA FORMATAÇÃO NA ADV — COR DOS PENSAMENTOS)
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Gehard
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Gehard

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptyQua 14 Nov 2018, 14:07


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Narração

O momento era de frustração. Para o bando de piratas, a única palavra plausível que se encaixaria na situação em que se encontravam era essa: frustração. Não era por menos, Brice havia afundado junto com todos os seus espólios, deixando-os à revelia de sua própria sorte. A única proteção que tinham contra a fúria de um mar aberto, seriam os destroços de seu próprio navio. Seria cômico se não fosse trágico. Nada parecia dar certo, afinal de contas, nesse enfático dia o mar estava agitado, e o céu nublado anunciava a chegada de uma tempestade. As ondas contribuíam para dispersar ainda mais os destroços de Brice pelo oceano e com a turbulência da maré a locomoção encontrava-se cada vez mais difícil. Principalmente para quem encontrava-se com apenas um pedaço de madeira para sustentar o seu copo diante toda aquela turbulência.

Henri

O mar estava castigando o bando de piratas. Ficar ali por muito tempo era garantir uma morte certa. Dentre toda a tripulação, certamente Henri sera o mais afastado do restante, e consequentemente, o que mais se encontrava em perigo. Ancorando-se em um pedaço de madeira oriundo do naufrágio de sua embarcação, a maré castigava-o tornando quase impossível a sua locomoção. Um gasto de energia desnecessário. Seria como se por mais que ele se esforçasse, seus esforços não davam resultado algum, a maré mantinha-o estático no mesmo lugar em que se encontrava. Uma palavra retornaria à tona: frustração. As ondas castigavam-o, chocando-se contra suas costas, fazendo com que de forma esporádica, seu corpo fosse submergido no mar e retornasse a superfície, devido o efeito de boia que o pedaço de madeira em sua posse fornecia. Por enquanto.

Aigle

Por sorte, ainda que difícil a comunicação entre eles, o bando conseguiria se comunicar entre si. Isso é, se tivessem força o suficiente para gritar. Aigle estava bem próximo de Edmure, sendo castigado pela força das ondas, de uma forma até pior do que Henri, já que Aigle não tinha nenhuma estrutura sob sua posse para apoiar-se. Para ele que encontrava-se em confronto com força do maré, a comunicação no momento era impossível. Passava a maior parte de seu tempo submerso devido às ondas que o afugentavam e quando submergia, preparava-se para o próximo "caldo". Não tinha noção nenhuma de direção.

Edmure

Edmure estava ancorado em um dos escombros do naufrágio, uma estrutura de madeira bem avantajada, estava seguro. Seu senso de direção não era lá essas coisas, o mar não permitia isso. As ondas chocavam-se contra seu corpo, ofuscando sua visão e a embaçando, era horrível. Mas ele observava que a situação de seu companheiro Aigle, era bem pior do que a dele. Já Henri só seria uma distante silhueta em sua visão, que não seria identificada se não fosse pelos gritos do rapaz.

Para a sorte do bando, um navio aproximava-se. Era uma embarcação mediana, com dois mastros robustos e com três velas por mastro. A pintura era uma base-mar azul-esverdeado modelado com listras mais escuras dos mesmos, em semelhança com às ondas. Mas o que mais chamava a atenção na embarcação, sem dúvidas, era a bandeira hasteada no topo: a bandeira da Marinha. Talvez não seria sorte afinal. O navio da Marinha estava mais próximo de Edmure e Aigle, mantendo ainda uma distância mediana entre eles. O navio avançava com cautela, não sabia o que havia ocorrido em meio aquelas águas turbulentas. - Tenente John, parece que têm um naufrágio aqui. Devemos averiguar? - Um soldado aproximava-se do tenente no convés do navio, prestando uma continência.

- Essas águas sempre foram pacíficas.. Os problemas sempre eram mínimos, só alguns arruaceiros de sempre. Busquem por sobreviventes e mantenham-se em alerta, podem ser piratas. - O tenente matinha-se com uma feição de cautela com a situação. A brisa oceânica jogaria seus cabelos grisalhos para trás, e ele regozijava-se com o frescor. Aparentava ser jovem, não devia ter mais de 24 anos. Por fim, com a ordem do tenente que parecia ser o responsável pelo navio, a embarcação aproximava-se dos destroços. A movimentação no convés era intensa, os marinheiros alinhavam o navio em direção aos destroços, o mar estava inquieto.

O bando gritava por ajuda ao observar a embarcação aproximar-se. Se soubessem que era da Marinha, talvez prefeririam manter-se em silêncio e enfrentar a natureza. O grito do bando não estaria muito audível para os marinheiros, o que mudou-se gradativamente, com a aproximação do navio. - Hm..? - John surpreendera-se, haviam sobreviventes afinal. - Estou ouvindo alguma coisa.. Pedidos de socorro? - O marinheiro concentrava-se de maneira mais assídua, buscando compreender os gritos do bando pirata em meio a imensidão do mar azul.

- Um sobrevivente, tenente! Parece que foi atacado por piratas! - O soldado berrava, o navio havia chegado uma distância boa o suficiente para conseguirem detectar Edmure ancorado em um destroço. Sua mentira parecia ter tido efeito. Os marinheiros movimentavam-se no convés, buscando algo que pudesse socorrer o náufrago. Uma corda serviria. E isso que fora feito, um marinheiro jogaria uma corda em direção às águas turbulentas, bem próximo de Edmure, buscando ajudá-lo. - O quê houve? - Questionaria o soldado que jogou a corda para o pirata subir no convés, caso Edmure conseguisse.


Foto do Navio & Tenente John:
 

Considerações:
 

OFF:
 

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Gehard Belmont


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptyQui 15 Nov 2018, 20:18



À Deriva
Edmure de Rivia

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De escombro a escombro foi que fiz meu caminho ao encalço do navio, mas o mar não foi tão brando aos demais quanto o foi para mim. Notei que Henri ainda persistia em sua peleja contra a correnteza, e o jovem Aigle os meus olhos não haviam encontrado até então; para eles, as águas se tornaram em correntes tão firmes quanto o aço. Eu deixei, por um instante, que o homem-gato escapasse do meu campo de visão, e no soslaio do olhar foi que avistei a tal bandeira que os benfeitores hasteavam. — Mais destes canalhas. — O concluindo, hesitei; não era louco afinal. A frota de há pouco havia nos sido o bastante, e nesta altura o paradeiro de Ahab era incerto. Sem o auxílio do titã, outro embate daqueles soou-me tão conveniente quanto a morte. Mas quando os olhos retornaram ao sul e vi no maremoto a única alternativa, dei-me como convencido: é a mentira que nos levaria até a costa, sob a escolta de outra tropa marinheira.

Envolveria a extremidade inferior da corda a mim lançada com ambas as mãos, no limite do alcance de um braço estendido. Quando o fizesse, firmaria os dedos, buscando evitar quaisquer brechas pelas quais a amarra pudesse vir a me escapar. Uma vez seguro da pegada, traria a corda em direção ao peito com o auxílio das dorsais. Eu esperava que através do movimento estivesse a pender sob os ares, um palmo ou outro acima do ponto anterior, e só então é que a sola da bota iria de encontro ao casco do navio, trazendo ambos os pés ao contato com a embarcação. Meus joelhos, a priori flexionados, se estenderiam no intuito de formar ambos impulso e forças para o movimento por vir. Corda contra o peito, bota contra o casco, e o processo se repetiria sem cessar. Se me faltassem forças, eu as suplicaria. — PUXEM!! —  E que esta súplica me encaminhasse ao encontro das amuradas, sobre as quais me lançaria em busca dos interiores do navio.

Quando estivesse à companhia dos soldados, eu tornaria as palavras em um artifício ao nosso favor. Meu queixo facejaria o assoalho do navio, e cabisbaixo os cabelos me ofuscariam ao rosto. Ambas tosse e falta de fôlego servir-me-iam como um ganha tempo enquanto formasse, cabeça adentro, a sentença por vir. — Foi nosso navio. Pilharam-no e nos deixaram à deriva. Não tenho nada à que voltar, mas meus rapazes ainda estão em alto mar. — E o dizendo, elevaria o ombro destro, lançando o dedo indicador em direção à correnteza de que havia escapado. — Não há mais tempo para esta balela. Estão morrendo, os coitados. — Mentira adentro aquele era um sentimento verossímil. Ambos haviam me servido o bastante em nossa ação nos circundantes de Yakira Town, e uma ou outra ferramenta que se perde é um passo extra a te distanciar do que oferece o poder. Portanto a corda que me trouxe embarcação adentro eu lançaria sobre os mares, em direção à silhueta que mais próxima estivesse do navio, fosse esta de Henri ou mesmo Aigle.

À imagem de como auxiliaram-me é que eu trataria o primeiro dos rapazes a apossar-se das amarras; aplicaria minhas forças através da corda numa tentativa de aliviar-lhe a escalada e trazê-lo ao navio. Se houvesse boias salva-vidas nos meus arredores, eu agiria de acordo e as arremessaria, dentro das capacidades, ao alcance de Henri e Aigle. E o processo se repetiria uma vez que o primeiro entre ambos embarcasse, buscando romper a dita corrente dos mares entre nós e o felizardo restante.

A procedência à mentirada eu daria só então, quanto trouxéssemos ambos rapazes ao navio. À sombra das velas marcadas em azul-ciano é que eu faria uso dos frutos que o tempo investido no resgate nos proveu. No intervalo em questão era o caos que se sobressaía, mas cuca adentro a mente construía, tijolo após tijolo, uma mentira em que houvesse cabimento. — Nós somos mercantes, transportando vinho de um vinhedo à outro através dos mares do Oeste. — Não havia lorota melhor do que aquela em que houvesse um bocado de verdade. O vinhedo em meu nome, nos arredores de Ilusia, é ao que poderia recorrer como embasamento a esta mentira. E bateria o martelo quando o digo: não há na terra homem que conheça mais do vinho do que eu.  — Eu sou Êrumed. Nós de Rivia temos vinhedos em Ilusia e noutros cantos do aclamado West Blue. O nome não lhes deve ser estranho. — Prosseguiria sob o uso de um tom esnobe. — Estes são Irné e Elgai, meus companheiros mercantes. — À companhia da afirmação eu lançaria um trejeito com o uso de meu dedo indicador sobre as figuras de Henri e Aigle, respectivamente, associando-os aos anagramas que viriam a lhes nomear. — Estamos gratos por nos acudirem. — Concluiria. E a reverência em conseguinte, mascarada em gratidão, esconderia a risota que ocultava o impulso de render-me e gargalhar.


Considerações:
 

Histórico:
 

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Última edição por Wing em Seg 18 Fev 2019, 13:00, editado 4 vez(es)
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Pepizkim
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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySex 16 Nov 2018, 23:33



À Deriva
Aigle d'Argent

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O mundo é a latrina dos deuses e eu estou submerso em seu mijo divino. Digo que a ravina do destino corria pro inverso do que pensava, se é que me cabe, mero mortal, cogitar seu rumo. Sei que agora parte dessa torrente era mais invasiva do que eu desejaria que fosse e me batia com o descaso de um alcoólatra chutando cães sarnentos nas ruas solitárias do seu bairro. O cão sou eu. O bêbado é a vida. O bairro é o mar.

Agitaria os braços feito um macaco desorientado de início, mas sabendo que o desespero era ladrão e minha riqueza o fôlego que ainda guardava no peito, diminuiria a frequência com que me movia e controlaria a respiração pra resguardar o tesouro da existência. Aja fé pra tentar. Eu mesmo já não a tinha como combustível, restando-me substituir pela vontade inabalável de proteger o meu povo patrocinando as energias pra cada braçada na água. "A vida que tenho é um meio pelo bem do meu povo e não um privilégio que me foi dado" lembrar-me ia ao rezar pra não aparecer um tubarão querendo fazer macarronada das minhas entranhas.

Digo que no começo da jornada eu me senti uma rocha inabalável e só agora percebo: o mar esculpe sulcos profundos na mais dura das rochas sem que ela possa oferecer resistência. É, eu precisava traçar outra analogia pra manter aquecido o meu ego que nem sob o açoite do oceano pensava em ceder. Refletir sobre ego, rochas e desgaste enquanto quase morria afogado fez-me lembrar de Falkland. Lembrei de Muzzike. Lembrei do abraço apertado e macio de Ketty quando os seus seios pressionavam meu peito. Dos anseios da Sra. Cavallena. Da sombra que Ahab projetava. Do jeito de Henri. Da cara feia de Edmure que se retorcia de na mais perfeita expressão de dono da razão que aquela figura horrenda podia reproduzir.

Merda, talvez eu tivesse vivido pouco, aliás, menos do que eu imaginava. Era a quarta tragédia seguida dentro das minhas quatro tentativas de ficar em cima do convés de um barco - a tarefa mais difícil que já enfrentei na vida. Se dessa vez sobrevivesse, decidi que aproveitaria melhor o presente. Viveria por Falkland sem abdicar de Aigle.

Na esperança de um salva-vidas boiando - qualquer coisa que não pudesse me devorar - agarraria sem pestanejar. A prioridade seria uma embarcação, pois nadaria em sua direção e usaria dos subterfúgios disponíveis pra ascender ao convés: escalando ou usando de meios oferecidos pelos tripulantes. Na embarcação surpreenderia-me ao deparar com Edmure, O Horrendo. Ele que é feio, contudo passa intelectualmente distante do que definiria um imbecil. Sabendo disto, entenderia que o cara de pedra já teria escrito o roteiro do musical em que eu teria de cantar com ele. Deixaria que falasse ao passo em que me esforçava pra obter a informação e fazer escutar com naturalidade.

A sensação de ter a sola dos pés contra algo rijo é confortante e se tem algo mais enjoativo que o balanço do navio é apenas ser feito de bola de gude no jogo bizarro das ondas. — Elgai d'Argent, grato pela gentileza de vocês. — Saudosamente curvaria o tronco ao acentuar as palavras de Edmure numa fala macia e descontraída. A distância estética entre nós era inegável, ele assustava criancinhas enquanto eu parecia peidar flores, no entanto o espadachim de Rivia ainda tinha seu ar nobre. Sinceramente não vi a necessidade de anagramas, talvez fosse um jogo mental doentio de Edmure.

Falando em nobreza, nosso capitão - quase um cavaleiro templário - estava desaparecido. Não sabia em que diabos tinha se enfiado. Alguém lá em cima não pensou em nós meros humanos quando deu tantos músculos prum ser ambicioso feito Ahab. No final das contas ele quase tinha um coração. Perder Ahab era como ter um dos braços amputados, afinal não poderíamos ignorar a força de um brutamonte daquele. Era como se ele fosse um encouraçado e nós três, por enquanto, canhoneiras. Por outro lado eu duvido muito que os marinheiros fossem recolher aquele gorila do mar.

Nós três já tínhamos lutado contra marinheiros e a natureza três vezes e ganhado, não poderíamos arriscar uma terceira. Estávamos cansados e numa desvantagem numérica impressionante. Qualquer deslize significaria a prisão ou a morte. Apenas por obrigação, mania ou impulso de sobrevivência, atentaria-me à insubordinações ou fraquezas dos tripulantes: se mancavam, tinham alguma deficiência e qual eram seus lados dominantes. Também seria interessante prestar atenção nas armas que usavam e quantos eram.

Falando em subordinação, Edmure provavelmente seria nosso novo líder. Ele com certeza era o mais experiente e o que tinha mais coração de guerreiro, mesmo Henri ainda conhecia mais da maldade do mundo do que um nativo de terras distantes como eu. Isso não significava que eu deveria ficar calado.

— Poderiam me arrumar uma toalha e roupas secas? Tenho a saúde frágil. — Diria aos marinheiros enquanto balançava o quimono encharcado. — Se nos levarem até Ilusia podemos pagar um gordo agrado por terem nos prestado o serviço de resgate. Seria ótimo pra todos nós. — Trocaria-me em algum lugar que fosse indicado se recebesse as roupas. Se assim fosse perscrutaria os interiores tentando entender a planta do navio, onde poderiam ter coisas de valor e que portas tinham chaves nelas.

Eu até queria parar e pedir um livro ou tirar um cochilo, mas duvido muito que conseguiria me distrair sabendo que estou cercado de marinheiros aptos a entender a recompensa por trás da minha cabeça e de meus companheiros. Aproximaria-me de Edmure quando garantisse que não pudéssemos ser ouvidos. — Seria pretensão demais se praticássemos a esgrima? — Nada mais justo do que tomar sua opinião. Eu estava sedento por provar a espada do horrendo.

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySeg 19 Nov 2018, 12:53



À Deriva
Henri de Félin
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O mar não era como os seres vivos, era indomável e incontestavelmente forte até mesmo para mim. Não havia a menor possibilidade de eu conseguir dobrá-lo com minha astúcia ou superá-lo com a minha força. Em verdade, quanto mais eu tentava, mais difícil ficava sequer manter-me firme naquela boia improvisada, água salgada batia em minha face e quase invadia-me a boca, por vezes negando até mesmo a visão que já não era perfeita naquela situação. Sigh suspirei, pernas e braços imóveis, garras fincadas na madeira cuja qual eu abraçava como se fosse uma paixão, se é que sou capaz de ter uma.

Edmure cooperava com o plano traçado pela minha mente traiçoeira, aquele infeliz por mais convencido e feio que possa ser, nunca decepcionava. Portanto, tudo que podia fazer por ora era esperar, torcer para o socorro vir. Ao menos aquele tempo ficando de molho era o suficiente para pensar no que fazer, em como sustentar a mentira que eu havia armado. Eu precisava pedir ajuda médica pelo menos e ainda podia mencionar que fomos atacados por um gigante, considerando que há a possibilidade da notícia ter chegado até algum Quartel General de alguma forma. Na melhor das possibilidades, ainda havia a chance de não acreditarem em nós, de simplesmente nos executarem ou tentarem uma luta os outros e eu. Meu coração acelerava só de pensar no risco que eu estava correndo, lamberia os lábios com a ansiedade se não repousasse tanta água salgada sobre minha face.

Assim que o resgate ocorresse, uma vez que estivesse no convés dos cães do governo, pegaria o quepe com a destra e o chacoalharia para secar o máximo possível, em seguida, tremeria meu próprio corpo tal qual um gato doméstico, a fim de me livrar do excesso de líquido que me encharcava no momento, visto que odeio estar molhado. — de Rivia já me apresentou por mim, então irei dispensar formalidades. Obrigado pelo resgate, mas teria algum médico a bordo? O máximo que consegui da nossa embarcação foram bandagens, mas nem sequer sei como usá-las. — diria, após sacudir meu corpo como descrito anteriormente, esperaria pela resposta e seguiria com o plano.

A prioridade seria a saúde, mas também faria o possível para conseguir ficar seco com o que fosse fornecido, no mais, caso perguntassem o que aconteceu, pouparia os detalhes na história para evitar que mais questionamentos fossem levantados, e explicaria de forma rápida e simples — Foi tudo muito rápido, sabe? E a tempestade ainda não nos favoreceu. A única coisa de que tenho certeza é de que eu vi um gigante, um homem forte de no mínimo quatro metros de altura. — responderia a autoridade ou marinheiro curioso que perguntasse


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptyTer 20 Nov 2018, 17:08


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Narração

O mar é um agente da natureza que não pode ser controlado, diferente de animais que você controla com rédeas e coleiras, o mar mantém-se indomável e imprevisível. A trupe de piratas parece ter descoberto isso da pior forma. Mas apesar dos perigos que o mar oferece, os piratas dependem de sua boa vontade para a sua sobrevivência, e prontamente, o mar às vezes os ajuda. Mas, infelizmente ou felizmente, o mar não os atendeu dessa vez. O céu azul oceânico representa um agente que apenas observa o desenrolar dos conflitos, e como um juiz, profere a sua sentença, e o seu julgo da última vez, não foi em favor dos piratas de Edmure. Pelo menos por ora.

Edmure

Edmure jogaria-se em direção de sua única salvação: a corda dos marinheiros. A mesma organização que resultou no naufrágio de seu navio e sua quase morte, agora estendia mão a ele, e ele sabia disso. Buscando forças para não deixar por escapar a corda entre as mãos, Edmure puxou-a e manteve perto do peito, mantendo-se focado em não perder a fagulha que representava a sua sobrevivência. Uma vez, aproximado do casco do navio, o marinheiro que outrora havia jogado a corda para ele, agora jogava uma escada de madeira para o pirata subir no convés. E assim Edmure o fazia.

Uma vez abordo do navio de patrulha da Marinha, o soldado recebia Edmure com uma toalha que cobriria o seu corpo, mantendo-o aquecido. - Escória pirata! Eles são sujos com quaisquer pessoas, não esperava nada menos do que isso! – O soldado bufava de raiva, o seu ódio por piratas parecia legítimo. Edmure não perderia tempo, queria trazer sua trupe para o convés do navio, antes que fossem engolidos pelo oceano. Prontamente, tomou posse das mesmas amarras que o trouxeram para o convés, jogando-a em direção a Aigle, que estaria mais próximo dele e do navio.

Afogou as mãos em um dos vários salva-vidas distribuídos ao longo do convés, jogando-o para Aigle, facilitando a sua aproximação do casco do navio, em meio aquelas águas turbulentas. Uma vez que Aigle chegasse ao convés da embarcação, o mesmo seria feito para Henri, que estaria mais afastado. Enquanto o desafio de trazer a sua trupe à bordo acentuava-se, o tempo começava a se fechar, as nuvens negras e carregadas tomavam forma no céu e gotículas de água começavam a cair. Era o anúncio de uma tempestade.

Aigle

O mar não estava sendo agradável com Aigle, o que fomentava para o seu imaginário refletir sobre a sua trajetória até o exato momento presente. Sem uma base para lhe fornecer apoio, Aigle em breve, estaria no fundo dos oceanos e ele sabia disso. A sensação era de apreensão e de adrenalina, afinal, era uma luta por sua sobrevivência. O seu adversário, nunca perdera nenhuma luta, o seu adversário era o único que mantinha-se invicto em todas às histórias: o mar.

Mas, por sua sorte, Aigle não estava sozinho na imensidão do mar azul. Em um dos poucos momentos que não estava lutando com a força das ondas, Aigle observou um salva-vidas e uma corda corroída e velha vindo em seu encontro. Era a sua porta de entrada para sua sobrevivência. E não deixou passar a oportunidade, agarrando-os com todas as suas forças. Com os instrumentos que assegurariam a sua passagem em direção ao convés do navio, Aigle puxava a corda corroída para si, aproximando-se cada vez mais do casco da embarcação. Uma vez bem próximo dele, subiria pela escada de madeira que fora usada por Edmure.

Na altura do momento, o convés já estava aglutinado de soldados da marinha, inclusive o encarregado da embarcação, o tenente John.  - Ah, mais um náufrago! - Um soldado aproximava-se, cobrindo Aigle da mesma forma que cobrira Edmure, com uma toalha para aquecê-lo. As gotículas de água que caia dos céus, estava começando a se acentuar, e em breve encharcaria todo o convés. - Vocês precisam ir para entrar e ir para a enfermaria, vão pegar uma hipotermia se ficarem aqui. - Falava o marinheiro, preocupado.

O tenente que mantinha-se em silêncio até então, aproximava-se esboçando um olhar de desconfiança. - Ilusia, é? - O encarregado da embarcação mantinha-se interessado em Aigle e Edmure. - Algum problema, senhor? - Indagava um dos marinheiros, na tentativa de descobrir o que se passava na mente de seu tenente. - Nada, levem-os para a enfermaria. Conversamos melhor lá dentro. - O encarregado da embarcação dava às costas para Edmure e Aigle, guiando o caminho até a enfermaria. Contudo, parou por um instante, a chamada eufórica de Aigle para um duelo com Edmure parecia ter tido alguma reação no tenente. - Hm..? - Bufava, como se a proposta alimentasse seu interesse pelos dois náufrago. Afinal, que interesse seria esse? No mínimo, seria suspeito.

Henri

Enquanto a situação desenrolava-se no convés do navio da Marinha, Henri era o único que mantinha-se ainda no mar. Ancorado em uma parte do naufrágio de seu antigo navio, a situação para ele estava piorando de maneira exponencial. Afinal, o céu já anunciava uma tempestade e as gotículas de água que caiam endossavam esse anúncio. Ficar no mar em meio a  sinais como esses, certamente não seria recomendável. E o pirata sabia disso, afinal de contas, não queria receber o mesmo destino de seu antigo navio: engolido pelo oceano.

Mas a solução para seu problemas já estava à vista, Henri observava a silhueta de seus companheiros sendo socorridos pela embarcação da Marinha, e sua hora avia chegado. Uma vez com Aigle dentro do navio, Edmure faria o mesmo para socorrer Henri, atirando ao mar uma corda e um salva-vidas para Henri. Com a corda corroída em mãos, Henri puxaria-a, de modo que, aproximasse-se da embarcação da Marinha. E assim o fez, não antes que durante o trajeto, o mar o castiga-se mais um pouco, mas enfim, chegaria até o casco do navio.

Uma vez lá, subiria pela escada que seus companheiros haviam subido. - O último! Tem mais um, tenente John! - O marinheiro aproximava-se de Henri, apoiando seus braços em seus ombros, oferecendo um suporte. De fato, o mar havia castigado Henri, suas forças estavam no limite. - É o último? - Indagava o tenente John para a trupe de piratas, e após receber a resposta afirmativa, ordenaria que recolhessem a escada para o convés. - Sim, nós temos um médico a bordo! O tenente já estava conduzindo seus amigos para a ala médica do navio, vamos. - O soldado que dava apoio para Henri o respondia, guiando-o junto com o tenente John e o resto da trupe até a enfermaria.

- Um gigante, você diz? - Indagaria o encarregado da embarcação para Henri, buscando mais detalhes da versão do pirata. O tenente conduzia os piratas até a parte interior da embarcação, uma vez adentro dela, o tenente seguiria um percurso diferente da trupe. - Soldado, leve-os até a enfermaria. Irei ajustar o curso do navio e buscar certas informações nos meus aposentos...Apresente-os à mim quando forem vistos pelo doutor. - O tenente falava às orientações que o soldado que conduzia a trupe teria que seguir. Prontamente, o soldado prestaria uma continência para o encarregado do navio, guiando os piratas até a enfermaria do navio.

Todos

O que antes eram apenas gotículas de chuva, agora já era uma tempestade. O mar estava extremamente inquieto, as ondas aumentavam, chocando-se contra o casco do navio. Os relâmpagos eram intensos, se a trupe achava que seria uma viagem fácil, estavam extremamente errados. O soldado conduzia os piratas até a ala médica do navio, mantendo os braços de Henri em seu ombro, ajudando-o. A gritaria vindo do convés era bastante audível, o restante dos marinheiros enfrentavam a força dos ventos e do mar, ajustando às velas do navio para facilitar a navegação.

- É aqui. Vou esperá-los aqui fora, o doutor está esperando vocês. - O soldado passaria Henri para Edmure, que era o mais apto fisicamente no momento. Uma vez dentro da ala médica, o doutor apresentava-se. Era uma sala de tamanho médio, havia um armário com remédios, duas macas e três cadeiras. - Então vocês são os náufragos, vamos, sentem-se. - O médico mostrava a área para os piratas acomodarem-se. - Esse daí, você coloca em uma das macas. - Indicaria o médico para Edmure, mostrando aonde Henri deveria ficar, por ora.

O médico analisaria os dois primeiro: Edmure e Aigle. Analisaria suas pálpebras e a suas situações físicas atuais, mas o médico intrigava-se com a doença de Edmure. - Então essa é a famosa Escamagris! Você tem sorte, rapaz. Nunca vi alguém com essa doença ficar vivo por muito tempo. - O médico demonstrava estar intrigado. Porém, não perdeu tempo, ofereceu um xarope para os dois. - Isso deve bastar. É claro, vocês precisam manter-se aquecidos, tem roupas limpas em cima daquela maca. - Indicava o médico, para a segunda maca, ao lado de Henri, que estava inutilizada.

O médico ia até Henri, analisando-o e colocando um cobertor sob o seu corpo. - Sinais de hipotermia... Não se preocupe, rapaz. Você ficará bem. - O médico prontamente buscava um remédio em seu armário, sussurrando o nome de vários medicamentos que listaria com às mãos. Após achar o certo, buscaria uma seringa em sua mesa, aplicando-a no braço de Henri. O pirata mantinha-se com leves dormências nas mãos e dos pés, os primeiros sinais de uma hipotermia, mas que com a injeção aplicada, aos poucos iria-se vendo uma melhora.

- Vou deixá-los a sós, volto em um instante. Não esqueçam-se de colocar roupas quentes. - O médico sairia da enfermaria, rumando para outra área do navio. O momento era raro, o momento que a trupe estaria a sós para conversar e por em prática o seu plano. Mas o momento poderia ser curto e arriscado, afinal o doutor poderia voltar a qualquer instante e um soldado os esperava do lado de fora da sala.

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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySeg 26 Nov 2018, 19:26



À Deriva
Henri de Félin
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Se existe algum deus nesse vasto universo, ele com certeza está do nosso lado ou aqueles marinheiros eram burros demais para considerar que pudessemos estar mentindo, mesmo com Aigle sugerindo uma justa em meio ao desespero de ser resgatado, o único que parecia curioso era o líder daquele grupo, que ainda lidava com a situação na maior calma do mundo, questionando pouco e querendo saber só dos detalhes que lhe chamavam mais a atenção. — Sim, um gigante. Barba longa, roupas chamativas… acho que é só isso que me recordo no momento — dizia, ofegante e com certo esforço, sentia o cansaço castigar o corpo com força e o que parecia ser sinais de consequencias da água fria também me atacavam com vigor.

Permaneci quieto como prefiro ficar a partir dali, também não queria fazer qualquer esforço desnecessário, portanto não achei tão ruim ter que me apoiar em outrem, por mais que me doesse admitir que era necessário. Quando fui deixado aos braços de Edmure, aproveitei a oportunidade para examinar mais de perto sua pele, que a primeira vista já havia despertado minha curiosidade, mas não havia tido antes a chance de checar. Investiguei suas rachaduras e o líquido negro com meus afiados olhos e meu interesse por aquela peculiaridade me compeliu a também cheira-lo, aproximando o nariz de sua pele escamosa para sentir a fragrância que sua doença produzia, se é que produzia qualquer cheiro em particular, continuaria fazendo até me dar por satisfeito, ser impedido ou finalmente ser posto na maca.

Já na ala médica, deitar-me-ia como pedido, o faria de bruço, com o corpo apoiando-se nos braços que estariam dobrados assim como os joelhos, e o cobertor estaria cobrindo todo o corpo, deixando a vista apenas meu rosto. Talvez achassem estranho, mas não ligava, era assim que eu preferia me aconchegar na maioria das vezes, e acredito que dessa forma eu me esquente mais rápido ainda que possa ser apenas impressão minha. Na hora da aplicação do remédio, estaria um tanto quanto relutante e primeiro me deixaria levar pela curiosidade novamente, farejando com cautela a seringa que o médico tinha em mãos, com o nariz bem próximo da ponta do objeto, para enfim permitir que o homem aplicasse em meu braço.

A tensão agora pairava no ar com a saída do profissional. O capitão do navio havia ido investigar alguma coisa e provavelmente nos faria mais perguntas depois que estivessemos melhor. Se fôssemos combinar uma história ou elaborar um plano, a hora era agora, mas se o fizessemos poderiam nos escutar e tudo ser jogado pelo ralo. Tentava me acalmar, respiraria e pensaria no que seria melhor naquele instante, olhos afiados e fixos em um único ponto enquanto me mantinha estático. A única solução que me veio em mente seria tentar parecer natural e ao mesmo tempo arranjar um jeito das nossas histórias baterem. Era o que eu tentaria, mas para isso precisava da atenção e capacidade mental dos outros dois para entenderem o que eu estava fazendo.

Pois é… — roubei a palavra para mim, fazendo sumir o silêncio ensurdecedor — Que dia. Justo quando aceito ser contratado pelos de Rivia como um guarda, somos atacados… — suspirei — Foi a primeira vez que vi um gigante na vida, sem contar na fúria dos mares que caiu sobre a gente no momento. — disse, olhei para Aigle no fundo dos olhos e movi meu olhar para de encontro aos de Edmure em seguida, torcendo para que ambos decifrassem minhas ações.


Objetivos Atualizados:
 
Henri de Félin:
 


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MensagemAssunto: Re: Ato II: À Deriva   Ato II: À Deriva EmptySeg 26 Nov 2018, 23:52



À Deriva
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Me chamaram de gênio desde que nasci; a lâmpada era meu ego e às vezes eu esfregava demais, mostrando-me além do que devia. O que fiz ao desafiar Edmure era uma carta suicida, mas felizmente os marinheiros eram burros na medida em que fui descuidado. Os mortos na guerra escravista de Falkland zelavam por mim, decidi. Agradeceria aos santos protetores quando ancorássemos no cais e eu não tivesse a composição salubre da água do mar coçando a virilha.

Imaginei que pudéssemos estar num navio da Marinha antes do final do dia, mas em meus pensamentos não haviam enfermeiros zelando por nossa saúde. Xaropes, roupas quentes e macas. Parece que nem todo marinheiro era um desgraçado completo. Notava de soslaio Edmure sendo analisado e pelo visto, não era nada contagioso. Os deuses que me perdoem, antes morto do que deformado feito lagarto.

— Grato.

Um gole só. Era o que precisaria pra acabar com o xarope e evitar qualquer dessossego no paladar. Em Falkland a medicina era arcaica e os medicamentos tinham gosto de estrume, terra, banha e hortelã. Prevenir é sempre a melhor opção. Falando em prevenir, roupas secas eram uma ótima pedida. Não hesitaria em me trocar na frente deles e orgulhosamente exibir o falo que mais parecia um pé de mesa.

— Quando nasci todos pensaram que era um terceiro braço...

Diria enquanto enfiava as pernas dentro da roupa. Estaria descontraído até que notasse a tempestade lá fora - tão forte que apagava até a centelha de esperança que acendi. Da última vez que estive abordo e não naufraguei fui feito de escravo depois de ver os meus familiares empilhados feito peças de feno. O mar ainda era um pepino cutucando meu reto. Assim que o médico saísse e eu ouvisse as palavras de Henri eu prontamente entenderia, dado meu intelecto.

— Também estou descrente do ocorrido, logo quando tínhamos carregado aquela boa safra de vinho tinto.

Um complemento ao contexto era bem-vindo, acreditava. Que Edmure fizesse o resto, afinal estávamos fadados ao seu comando desde que Ahab virou o maior banquete já servido aos peixes. O problema maior deveria ser inevitavelmente de quem tinha a tara em ser chamado de capitão.

Um espelho pra analisar como estava seria de bom grado. Fazia anos que usava trajes daquele, fina seda prum quimono de escravo, tão caro que rivalizava aos trajes nobres. A gordona que me comprara no leilão nunca tinha poupado desde lá. Sentar-me-ia na maca com o sabre embainhado no colo, aproveitando que os marinheiros deveriam estar ocupados demais com a tempestade lá fora pra relaxar as pernas. Quanto tempo faltava pra estarmos em terra firme? Já não suportava mais o balanço do mar.

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