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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQui 11 Abr 2019, 06:00



Destinos Cruzados

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#Post 27


Com sorte, Hisoka e os demais Revolucionários puderam contar com o apoio dos irmãos reais, ainda que eles mantivessem certo receio, afinal estão realizando uma aliança com àqueles que começaram todo o episódio de antemão. A força de Kaito pareceu ter sido o principal peso que pendeu a balança do dilema, já que eles relataram que não seriam capazes de recuperar a princesa das mãos do agente a sós. Saber disso trateava o historiador com uma pitada de aflição, embora se sentisse bem mais confiante que outrora, em virtude da vantagem numérica fomentada com o acordo.

– C... P...? – De pálpebras cerceadas em seu semblante confuso, Hisoka repetiu as letras em bulício, mostrando desentender a nomenclatura usada por um dos irmãos. Aliás, ele tem sido bombardeado por termos e informações novas desde que chegara na Grand Line. Faz até parecer que veio de um universo completamente diferente, como se Las Camp fosse de outro mundo. O assunto, no entanto, dissipou-se quase tão rapidamente quanto surgiu, afinal não dispunham de tempo a perder. A marcha pelo paul foi então retomada, anunciada pelos fragores quase uníssonos dos pés cindindo o charco.

Durante a caminhada, seus lábios hauriram oxigênio para os pulmões numa intensa sorvida, ínterim em que permitiu a si uma breve fitada na abóbada celeste na expectativa de captar as supostas belas estrelas daquele céu campestre, mas provavelmente vislumbraria apenas os nimbos na penumbra, ora ou outra fulgurados pelos imponentes relâmpagos. O ar preso, então, exauriu fortemente num suspiro audível dentre os beiços delgados, ao passo que um frêmito de interesse percorreu a espinha ao escutar a dúvida do meio-mink.

Akuma no Mi...? O termo soou em seus pensamentos enquanto as íris, no topo da cavidade ocular, pareceram requisitar uma memória no cérebro. Hisoka lembrava do curto diálogo que teve com o adversário da névoa, em que ele citou essas frutas do diabo, inclusive inferindo que o arqueólogo as veria bastante dali em diante, entretanto, ele queria algo mais afundo, principalmente porque uma estranha sensação tilintava em sua consciência, como se já tivesse ouvido falar delas muito antes, talvez num livro que leu ou num que sua mãe lera para ele quando pequeno.

Seus olhos, semicerrados para observar as mãos do rapaz tateando uma árvore qualquer à beira do pântano imerso na caligem, tiveram as respectivas sobrancelhas alçadas ao vislumbrarem a súbita transformação daquele galho num coração, como mágica; e, tratando-se de todas as habilidades que vira até então – produção de fogos de artifício e criação de névoa ilusória –, realmente parecia ser um poder oriundo do sobrenatural. Hisoka, claro, não conseguia controlar a própria imaginação, que entusiasmava dentre os limites da criatividade, idealizando a si com um talento como este. Quais os limites destes frutos do diabo? Humanos que controlam rochas, telecinese, geração de fogo, raios, ou, quem sabe, magma? A quantidade de cenários talvez beirasse o infinito, embora houvessem vieses, como o saibo e a perda da capacidade de nadar.

– Hum... – Cravou os olhos na palma da mão esquerda, como se a sentisse empunhando um destes frutos, mas logo uniu os dedos num punho, carregando um olhar auspicioso. Seu dia chegaria; com certeza chegaria.

O novo tópico abordado não tardou a ser o adversário, Kaitto. Em virtude das queimaduras que Sam sofreu, Hisoka chegou a cogitar a possibilidade dele ser um usuário de uma dessas Akumas no Mi; algo relacionado à produção de chamas. Entretanto, um dos loiros revelou que o poder provinha de suas luvas. O arqueólogo não conseguiu amorar a expressão intrigada, pois não era capaz de imaginar como labaredas tão intensas podiam ser geradas a partir de indumentárias tão simplórias.

– Luvas? Como? Tecnologia do governo? – Volveu as íris rubras para a realeza, bastante curioso com as capacidades da detestável organização. Ao que parece, eles não contam apenas com a atuação de agentes de poderes magníficos, como também mentes invejáveis por traz dos panos.

A caminhada aguaçal adentro não foi nada aprazível, pois bastou que a palra acabasse para que a atmosfera fosse dominada por um clima sobrecarregado. Andar ao lado de ignotos daquela forma mirrava a garganta, que não cessava as engolidas em seco. Os olhares de soslaio constantes, completamente receosos por trás das feições cabreiras, de testa rorejada e suor ruindo à têmpora, evidentemente não somente em detrimento do ar bochornoso do charco. O ambiente desagradável pareceu inclusive alongar o tempo de locomoção, que enfim chegou ao remate no átimo que lobrigaram o agente sobre um rochedo, propínquo a princesa inconsciente.

– Ali está... – Murmurou a obviedade de olhos entreabertos cujas pupilas dilatadas buscavam refúgio luminoso em meio à iluminação às mínguas.

O auto-controle de seu temperamento calmo é de grande ajuda, mas incapaz de subjugar os instintos que compõem sua natureza. Não havia como conter a respiração mais pesada e os batimentos cardíacos mais acelerados em resposta à adrenalina inundando a corrente sanguínea. Era possível ver a caixa torácica realçando a cada sorvida, saltando ao peito no instante que os pulmões pudessem ter o deleite das cruciais hematoses. Sentia que deveria estar mais preparado do que nunca, como se aquele agente fosse o inimigo de sua vida; e quem sabe era.

– Lá vem! – Alertaria a todos no átimo que visse a palma do inimigo brilhar, disparando um impetuoso turbilhão de chamas contra o grupo.

Estava prestes a saltar na direção de Crisbella quando, de esguelho, notou os irmãos protegendo-a em conjunto. A cena o faria mudar sua estratégia de imediato, no entanto, como não dispunha de tanto tempo para uma defesa sublime, teria de agir com mais simplicidade para que obtivesse maior eficiência, sem ceder à vicissitude que lhe custou as queimaduras na batalha contra o agente explosivo. Daquela vez ele havia travado na escolha do melhor caminho para sair a salvo, levando-o a cometer um deslize quase fatal.

De novo não... Pensaria apoquentado, desvencilhando-se da possibilidade de sofrer o martírio de ter a pele queimada novamente e, imitando seus companheiros, flexionaria os joelhos e saltaria lateralmente ao lado contrário dos amigos, almejando cindir a tensão superficial do paul e rojar a salvo pelo aguaçal. Sentiria as feridas reclamando, ainda que o incômodo sequer chegasse aos pés do suplício que o atormentara durante os embates de outrora, quando suas chagas ainda não haviam sido tratadas.

Ergueria o tronco acima do nível da água imediatamente se não sofresse com nenhuma labareda derradeira, haurindo o oxigênio atmosférico pela boca pérvia junto à desagradável graveolência pantanosa; caso contrário, manteria-se submerso até que apagassem por completo. Seus olhos tateariam o ambiente fervorosamente na esperança de localizar o adversário o mais rápido possível e, no instante que o detectasse, deslizaria a mão destra pelo abdômen até o cós da calça, onde recolheria o seu chicote.

– Irei distrai-lo, peguem-no! – Num alto tom estoico, tomaria a iniciativa do primeiro ataque, advertindo aos demais que deveriam estar atentos para utilizarem devidamente a brecha que ele tentaria criar.

O adversário estaria refletido nas íris rútilas pela brasa no momento que Hisoka erguesse o braço destro, cuja mão empunharia a arma pelos dedos veemente ao cabo, suspendendo o flagelo junto a um estampido oriundo da quebra da barreira do som. A vergasta, então, despencaria impetuosamente ao passo que o ombro descendesse na diagonal, permitindo que o azorrague abalroasse contra o marnel lateralmente, propelindo uma camada de água e lama contra o agente na expectativa de cegá-lo ou estorvá-lo ao menos. O pé esquerdo cerraria afrente em seguida, átimo antes do chicote volver acima da cabeça numa rotação da espádua, cindindo o ar num sibilo violento dantes de irromper a porção do substrato outrora jogada no adversário – que supostamente tirou-lhe a visão –, almejando surpreendê-lo ao imobilizá-lo, retendo-lhe os braços contra o corpo; o arqueólogo miraria, na medida do possível, próximo da articulação de seu cotovelo, para que interrompesse os movimentos de seus braços, porém sem dar-lhe chance de queimar a arma com suas luvas.

– Vão! – O brado deflagaria o paul de dentes à mostra, prensando fervorosamente os dígitos contra o cabo do açoite para evitar que o agente se soltasse caso enclausurado.

Independentemente do sucesso de sua estratagema, Hisoka manteria os sentidos sempre em alerta, esperto para as eventuais investidas que o oponente poderia dispor. Para sua sorte, muito daquele ambiente parecia colaborar com o embate, uma vez que a água podia ser utilizada para apagar as imprudentes labaredas inimigas. Por isso, o arqueólogo tentaria, sempre que sofresse um ataque, aproximar o corpo de uma região mais alagadiça, para que pudesse resvalar seu chicote contra sua superfície e impelir a água do pântano contra os jatos de fogo, majoritariamente se pequenos; na pior das hipóteses, no entanto, não pestanejaria em mergulhar todo o corpo para evitar as queimaduras.

Há, também, a possibilidade do oponente dispor da estranha técnica compartilhada pelos agentes que os permitem alcançar altíssimas velocidades, como se fossem capaz de se teleportarem. Sabendo disso, Hisoka teria a atenção redobrada para esses ímpetos bruscos, de modo que intentaria que fosse atingido sem que não pudesse reagir. Para isso, buscaria, ao máximo, esquivar destes ataques repentinos ao projetar o tronco, ou corpo inteiro, para a lateral mais distante do golpe, abusando de sua aceleração e acrobacia, momento em que revidaria com um soco fugaz efetuado com a mão de fora contra o rosto do adversário, no nariz ou têmpora; caso não tenha possibilidade de evasiva, usufruiria do bloqueio com os antebraços cruzados a frente da região que seria atingida.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

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Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptySex 12 Abr 2019, 11:52

,,
SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


As palavras de Rin, minhas e de His pareciam ter convencido o rapaz loiro que usava o estranho poder de colocar as pessoas em um casulo de lama. Olhei para ele de maneira curiosa enquanto a grande armadura ainda me segurava em seus braços gélidos. Rin e os príncipes logo barganhavam suas ideias do que fazer a seguir. Já havia me expressado e, para conhecimento  de todos disse a respeito do líder dos agentes que aparentemente seguia apenas os seus próprios ideais. Não demorou para Rin e o príncipe se entenderem embora não confiassem um no outro, era preciso ao menos tentar ser cooperativo caso quiséssemos que tudo se resolvesse sem mais baixas. Com tudo resolvido e a pequena e temporária aliança formada, a grande armadura de metal me soltou. - Humm, estou bem. - Disse enquanto sentia meus pés tocarem o chão lamacento novamente. A grande armadura logo começou a se desfazer, dando lugar a um rapaz loiro e muito bonito, mais até que o seu irmão. Olhei nos olhos dele, vendo seu sorriso meio sem graça e sua explicação de como era difícil controlar aquele poder. Levei a mão direita até os fios vermelhos de meus cabelos, fazendo um leve redemoinho com os mesmo. - Aaah n-não precisa se preocupar a-assim. - Disse de maneira tímida para o rapaz.

Eduardo o irmão mais velho não havia ficado contente com o tratamento que Afonso me dava, talvez ele fosse mais rebelde entre os dois e não soubesse de fato como se tratar uma dama, mas eu não me importava. Mostrei a língua para o mais velho e baixinho loiro quando ele dirigiu suas palavras ao mais novo, dizendo para não ser tão gentil comigo. Logo começamos a andar em meio a aquele lamaçal infernal e fedorento, era bem desagradável de fato, sentir a lama entre os dedos dos pés era sinistro. Afonso voltou suas palavras a mim. Eu andava ao seu lado e ao ouvir suas palavras, levantei a cabeça para encarar o rosto branco do rapaz e seus cabelos dourados. - Ahh bem, eu n-não gosto de brigar, mas infelizmente algumas si-situações demandam negociações calorosas. - Disse de maneira alegre para o rapaz. - V-Vocês são de Illusia não é? Como é por lá? - Perguntaria com certa curiosidade na voz para o príncipe. Ter passado a vida inteira em Shell’s Town e nunca ter saído de lá até recentemente me privou de muitas coisas, embora eu tivesse estudado, não era como se eu soubesse de todos os lugares, até porque até mesmo nossos estudos eram limitados. Se ele perguntasse a mim da onde eu era, responderia de maneira alegre: - Eu nasci e cresci em Shell’s Town, é uma ilha linda, mas não tem tanto verde quanto eu gostaria que tivesse. - Diria lembrando de casa, das ruas estreitas da cidade e suas casas brancas, o grande QG da marinha que contava com os rapazes mais bonitos de toda a ilha… Lembrei do meu tempo com Mirana, quando éramos mais novas, por volta dos quinze, dezesseis anos, como a sereia adorava flertar com os soldados e como eu ficava sem graça, sem saber o que falar.... Esses mesmos soldados que ela admirava e muitas vezes se aproximava, levaram-na embora…

Minha conversa com Afonso seria breve até eu prestar atenção aos rapazes a frente. Príncipe Eduardo comentava algo sobre uma tal de  ‘’fruta do diabo’’.  Prestei atenção na conversa dos rapazes enquanto andava, quieta e tranquila, com passos lentos em meio a lama. Um poder como aquele não seria uma coisa ruim eu acho, mas não poder nadar me parecia uma desvantagem e tanto, como eu veria Mirana se eu tivesse algo assim? Teria de me afastar das águas do mar, só vendo-a na terra. O pensamento logo se voltou as palavras de Klaus. O que o dinheiro e o poder não poderiam conseguir? Refleti um pouco sobre isso quando Mirana foi raptada… Infelizmente no nosso mundinho, um homem com o sangue daqueles que fundaram a instituição mais poderosa do mundo, podia ter o que quisesse. Nossas casas, nossas roupas, nosso corpo, nossa vida, até mesmo nossa alma eles podiam comprar… Mas menos nossa fé.

O príncipe também comentou a respeito das ‘’forças especiais’’ de foras da lei a qual protegiam e cuidavam de Marin. Os nomes citados por ele não me eram familiares, mas estranhei Sam não estar engajado naquele grupo já que, ele e a princesa parecessem tão próximos. - Sam não era um criminoso então? - Perguntei já esperando os olhares ruins de Klaus e Hisoka sobre minha pessoa. Eles poderiam achar que eu estava envolvida demais com o rapaz de cabelos cinzas, mas a verdade é que eu queria ligar todos os pontos em minha mente, queria saber porque ele tinha tido piedade comigo… Não podia aceitar o fato que ele havia ‘’se apaixonado’’ por mim, tinha que ter explicação.

Entretidos em uma conversa e em pensamentos, logo chegamos a avistar nosso inimigo. Kaitto estava com a princesa em sua posse e, de maneira agitada o grupo se colocou a postos depois das palavras do homem. Olhei para aquelas luvas que eles haviam comentado, ela lançava chamas de alguma maneira… Seria uma boa arma para ser usada, talvez, se eu conseguisse, levaria essas luvas de presente para Gear quando tudo acabasse. Olhei para todos ali, buscando Hisoka e suas costas largas em meio a aquela escuridão até que, de repente, uma grande chama veio em minha direção. Por sorte ou benção dos deuses, Afonso prontamente me agarrou, cobrindo seu corpo com o metal frio que sua fruta do diabo proporcionava e me protegeu das chamas. Agarrei em seu braço, procurando me proteger também, mas logo notei que as chamas desviaram para longe de nossos corpos. Uma parede de lama estava entre o fogo e a armadura viva. - Obrigada! - Diria a Afonso antes de me levantar de seus braços. Olhei para trás, vendo a enorme barreira, era incrível como aquele poder era útil e forte. Olharia para os lados a procura de His e Klaus. Logo ouviria a voz do moreno e suas palavras que iria distrair o inimigo. Fechei os punhos e logo levei o kit médico para minhas costas. - Afonso, precisamos chegar em Kaitto, pode me ajudar? - Perguntaria de maneira firme mas não impositiva. Se ele aceitasse me ajudar, pedia para o rapaz que fosse uma espécie de escudo para eu me aproximar do agente. - Preciso que me de cobertura, vou me aproximar de Kaitto enquanto His e Klaus o distraem… Não deixe que ele me veja atrás de você. - Diria ao rapaz e logo partiria em direção ao inimigo, seguindo os passos de Afonso, usando seu grande tamanho e largura para me encobrir e andar de modo furtivo que Kaitto não me visse.

Se o príncipe não me ajudasse, daria a volta nos mangues, procurando cobertura na lama e na vegetação da ilha para poder me aproximar mais de nosso inimigo. Se ele me atacasse, usaria meu leve corpo para me jogar sobre a lama, cobrindo partes vitais do corpo com a mesma para que a água acumulada evitasse queimaduras mais graves.

-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Berlique
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptySex 19 Abr 2019, 05:36



Aliança





Hisoka e Crisbella



Durante a caminhada com os irmãos Thalassa, Hisoka e Klaus se mantiveram mais quietos enquanto Rin e Cris interagiram mais com os loirinhos. De início a ruiva ficou um pouco tímido com a presença do galante príncipe mais novo, algo que levou seu amigo espadachim a acelerar o passo para não ficar perto dos dois e andar mais próximo de Hisoka. O jeito doce da Crisbella permitiu que ela ficasse rapidamente a vontade ao lado de Afonso, tanto que quando mostrou a língua para o irmão dele, o garoto riu de leve para ela, dando sequência a uma conversa que levaria a ruiva a perguntar para ele como era o reino de Ilusia.

- Sendo bem sincero, não é a mais bonita das ilhas do West Blue… A cidade ocupa boa parte do seu território e o que não está ocupado são os rochedos onde estão as minas de exploração. - É, Hisoka e Rin conheciam bem essas minas, ou melhor, o Cabo se envolveu em uma missão paralela ao do restante dos agentes e acabou não participando da libertação dos trabalhadores, mas mesmo assim ele sabia o que acontecia ali. - Eu particularmente prefiro Toroa, é uma cidade linda repleta de flores pelas ruas e jamais respirei um ar tão puro e cheiroso como aquele… É como se fosse um paraíso, você deveria visitar um dia, tenho certeza de que vai gostar. E você, de onde é? - Perguntou ele aguardando a resposta da garota que não demorou para entregar de forma alegre. - Oh, entendo, já ouvi falar… É, se gosta da natureza acho que você iria gostar de Toroa, os perfumes de lá são ótimos e os vinhos são um dos melhores! Sem falar os músicos, ahhh… - Completou o loiro com mais elogios a Toroa, era possível ver o brilho em seus olhos enquanto falava da tal cidade que Hisoka e Rin já haviam visitado e teriam que concordar que o que ele não estava exagerando em nada.

Quando a conversa do grupo passou a envolver os poderes de Akuma no Mi dos dois príncipes, apenas a voz de Eduardo podia ser ouvida entre eles, pois todos estavam bastante atentos e curiosos para saber mais sobre esses frutos. O mais surpreendente é que Kaitto mesmo sendo muito poderoso não era detentor de uma dessas frutas do diabo, o que de certa forma era até que algo bom, já que sua principal força vem de uma tecnologia, talvez existam fraquezas a mais que possam ser exploradas além da incapacidade de um usuário em nadar. Explicando um pouco mais sobre o grupo de agentes que atacou o Paradise Star, Eduardo revelou coisas interessantes sobre o passado deles que levou Crisbella a questioná-lo também sobre Sam.

- Não, Sam, Rai e o Dr. T. eram apenas pessoas talentosas muito fiéis ao rei… No caso do Sam ele era filho de uma cozinheira do castelo, após um acidente na cozinha ela acabou falecendo e meu pai decidiu deixá-lo morando com a gente já que seria cruel demais colocar uma criança para viver sozinha. Ele basicamente cresceu ao nosso lado durante muitos anos e nem foi preciso um pedido do meu pai para ele se oferecer como um dos guardiões da Marin… Enfim, a história do Sam não vem ao caso, acredito que ela não nos ajudará em nada daqui em diante. - Explicou Ed como Cris provavelmente queria saber, mas ele estava certo, a história de Sam não iria ajudá-los em nada na batalha que está por vir.

- A tia Cristina, a mãe do Sam, foi para a gente a mãe que nós nunca tivemos… Também foi difícil para nós quando aconteceu. Hmmm, acho que de certa forma ela lembra um pouco você. - Completou Afonso olhando um pouco melhor para a jovem de cabelos vermelhos.

Pouco depois, quando encontraram Kaitto e a princesa Marin inconsciente sobre uma pedra, o grupo de resgate sabia que a batalha estava para começar, porém foi o agente o primeiro a atacar, disparando na direção deles um turbilhão de fogo que seria preciso agilidade para se jogar pro lado e assim conseguir evitar ser consumido pelas chamas. Com exceção de Cris que foi protegida pelos príncipes, o restante dos revolucionários precisaram mergulhar na lama para evitar os danos, um pouco nojento, mas na adrenalina nenhum deles iria se importar com isso.

A ruiva parecia ter um plano em mente para enfrentar Kaitto e pediu para que Afonso lhe desse cobertura para chegar até o agente, a enorme forma de armadura do príncipe era capaz de cobrir o corpo de Cris, mas eram suas habilidades furtivas adquiridas com Nocha que fariam a verdadeira diferença nessa estratégia. - Ok, fique atrás de mim e tome cuidado, os ataques dele podem chegar bem longe… - Disse o loiro olhando para o outro lado da parede criada por seu irmão para ter certeza de que estava seguro para pôr o corpo todo para fora e chamar a garota para acompanhá-lo.

Enquanto Crisbella e Afonso faziam um plano a parte, Hisoka, Klaus, Rin e Eduardo cuidavam de atacar Kaitto pela frente, sem perder tempo pensando em estratégias que poderiam não funcionar, porém, essa era a vantagem deles estarem em maior número, nem todos eles precisavam atacar ao mesmo tempo e pela frente. O arqueólogo foi o primeiro a agitar sua arma contra o inimigo, levando seu flagelo a avançar velozmente para cima do agente… Ou melhor, para o terreno próximo a ele, pois a intenção do professor era inicialmente levantar água e lama de maneira a atrapalhar a visão de Kaitto para o ataque que faria em seguida, visando aproveitar da ação anterior para conseguir agarrar o adversário com seu chicote.

Mesmo ficando um pouco surpreso com a jogada de Hisoka, Kaitto contornou a estratégia do historiador explodindo fogo pelas suas luvas e usando isso como uma maneira de se impulsionar para cima, meio que voando por cima da lama e do chicote que avançaram na sua direção. Por mais que Hisoka tenha falhado em acertá-lo, sua ação não foi inútil, já que agora Klaus e Rin podiam achar uma brecha para atacar. Klaus avançou primeiro, pulando para encurtar a distância entre ele e Kaitto e então desferir um corte de cima para baixo visando cortá-lo ao meio. O problema é que mesmo ambos estando no ar, somente o agente ainda é capaz de se mover sem ter os pés no chão, para isso basta ele usar a propulsão de suas chamas. Desviar do corte de Klaus foi fácil para Kaitto, que ainda foi capaz de encaixar um chute contra a face do espadachim e jogá-lo com violência de volta para o pântano.

Hisoka talvez pudesse usar dessa oportunidade para atacá-lo a longa distância com o chicote, mas acabaria errando por conta do movimento aéreo do agente faria girando no ar para avançar contra o meio-mink e atacá-lo com um soco de fogo. Rin conseguiu bloquear o soco colocando sua espada na frente do golpe, porém, ele não estava esperando que Kaitto poderia abrir a mão e disparar contra ele outro turbilhão de fogo à queima-roupa… Literalmente.

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Enquanto o Cabo era arrastado pelas chamas e forçado a mergulhar nas águas de Berlinque para se livrar de maiores danos, Eduardo agiu tentando fazer aquele seu casulo de barro para prender o agente, mas antes mesmo da lama borbulhar embaixo dos pés de Kaitto, o próprio já havia se movido com auxílio do Soru para as costas do príncipe e socado as costelas dele com seu punho flamejante.

- ED! - Gritou Afonso saindo da formação estratégica que estava tendo com Cris para correr na direção de Kaitto e impedir que ele fizesse mais algum mal ao seu irmão. Porém o príncipe nem precisaria se esforçar demais para chegar até o agente, já que ele mesmo tratou de encurtar a distância com um dash usando a propulsão de fogo das suas luvas.

Quando chegou perto o suficiente dele, Kaitto tocou o peito de aço de Afonso com ambas as luvas e liberou contra ele um turbilhão duplo de chamas que engolia toda a parte superior da armadura e o arrastava para trás. Como Crisbella estava até então escondida atrás do príncipe, quando este foi empurrado pelas labaredas, a ruiva acabaria sendo atingida também, não pelo fogo, mas pelo corpo de Afonso. Mesmo não sendo engolida pelas chamas, o calor produzido por elas ainda era alto e Cris seria perfeitamente capaz de senti-lo em sua pele, além é claro do impacto do corpo duro do príncipe lhe acertando e fazendo-a sair rolando pela lama de Berlinque.

Com Klaus, Rin, Ed, Afonso e Cris sendo atingidos e jogados para “fora” da arena, o último alvo restando de pé ali era Hisoka… Quando Kaitto se virou na direção do professor para encará-lo com seus olhos alaranjados, o revolucionário precisaria se manter firme e determinado para não tremer diante do inimigo que estava ali com ele. Se ninguém voltasse a se levantar teria que lidar com esse cara sozinho, mas seria capaz de fazer isso? Seu primeiro movimento fracassou, mas o segundo não pode ter erros, precisa enfraquecê-lo de alguma forma ou então achar uma brecha no seu estilo de combate, algo que possa ser aproveitado por ele e seus aliados quando retornarem para a batalha. O arqueólogo tinha a água ao seu favor, não tomaria muito dano se fosse rápido o bastante para mergulhar, mas é aí que está a dificuldade desse confronto… Como superar um oponente capaz de usar da técnica Soru e ainda se impulsionar através da propulsão de suas luvas produtoras de fogo?

Não muito distante dali, Crisbella estaria tentando se da lama com uma leve dor na cabeça por conta do seu encontro forçado com o corpo armadurado de Afonso. O príncipe diferente dela ainda estava imóvel dentro do pântano e a área do seu peito onde os turbilhões atingiram estava avermelhado como metal ao atingir uma alta temperatura. Tonta e atordoada pelo ocorrido, Cris teria uma certa dificuldade em ficar de pé, principalmente por conta do terreno escorregadio onde estava pisando, porém quando uma mão se estendeu na sua frente para ajudá-la, a ruiva veria um rosto conhecido sorrindo para ela.

- Oi, Cris. - Era Lara.


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptySab 20 Abr 2019, 12:37

,,
SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


O príncipe Afonso se encaixava em como eu havia ouvido nas histórias a respeito de nobres jovens montados em cavalos brancos, gentis e corajosos que protegiam suas princesas e reinavam absolutos sobre seu povo, mas um pouco diferente talvez da maioria, o rapaz era um lutador, um usuário das mais recentes descobertas Akuma no Mi pela minha pessoa. Todas aquelas informações a respeito tanto das frutas como do passado de Sam me deixavam intrigada. Ele não era um traidor do rei no final das contas, talvez com essa pequena aliança com os príncipes, eles pudessem levar o agente de volta para casa no final das contas. Olhei para Afonso com um sorriso gentil quando ele me comparou a mãe de Sam. Talvez fosse por isso que ele havia se apegado a mim afinal? Geralmente os homens buscavam nas mulheres o espelho que tinham de suas mães. - AH talvez seja por isso… - Disse quase em um sussurro para mim mesma enquanto caminhávamos.

Não demorou muito ao ataque e por sorte, Afonso havia me protegido junto ao príncipe Ed. Porém eu sabia que não podia ficar parada só observando os homens lutarem, era minha luta, meu destino também participar e ajudar aqueles que me eram preciosos, assim, dei uma ideia a Afonso sobre o que fazer. Ele acatou e juntos com a minha Furtividade conseguimos nos aproximar do nosso alvo. Mas como nem tudo no mundo é flores, ao ver o irmão ferido, Afonso logo saiu de formação, me deixando desprotegida e, caindo como uma mosca na teia de aranha do agente. Meus olhos arregalados encararam o corpo queimado de Afonso que avançou contra mim. Não tive tempo de reagir se não sentir o impacto da armadura sobre meu corpo pequeno e frágil. - Waaaaaah - Disse de maneira espantada quando o mesmo caiu sobre mim, de primeiro senti o impacto e depois o calor que o metal quente da armadura emitia. - Ai Ui ai ai ai - Tentava me levantar para sair de perto daquela massa quente, mas meu corpo estava molenga, minha cabeça doía com o impacto de Afonso sobre mim.

Mordendo meus próprios lábios de dor, movimentava meu corpo para sair dali o mais rápido possível. A lama grossa daquele pântano era terrível e tentava nos sugar cada vez mais. Olhei para Afonso, ele estava imóvel, com o metal vermelho e quente por conta do fogo. Precisava ajudá-lo, mas primeiro, tinha que sair dali. Enquanto eu levava minhas mãos para fora da lama, uma outra se estendeu a mim, uma mão limpa e conhecida. Olhei para cima e vi um sorriso que me fez dar uma leve risadinha. - Oi Lara… - Disse em um suspiro curto antes de pegar na mão da garota.

Com a ajuda de Lara, me colocaria de pé, firmando os joelhos e os pés para um apoio firme. - Chegou na maior hora, estamos precisando de ajuda… - Disse a garota de cabelos verdes antes de olhar para ela. - Preciso cuidar do príncipe Afonso, essas queimaduras não parecem nada boas… Nosso inimigo é muito ágil, nunca vi alguém com tamanha velocidade como ele… - Disse a garota enquanto me aproximava de Afonso. - O que faz aqui, Lara? - PErguntaria de maneira curiosa enquanto eu checava se o príncipe Afonso ainda estava vivo. Se notasse que ele estava, jogaria um pouco de lama sobe o metal de sua armadura para resfriá-la, enterrando-o na lama para depois tentar tratá-lo ou acordá-lo. - Afonso, você está bem? - Perguntaria ao rapaz enquanto tentava ajudá-lo. Se notasse que estava morto, fecharia os dedos em punho, com raiva do que havia acontecido.

Independente se tivesse ajudado Afonso ou não, esperaria a resposta de Lara do porque ela estava ali. - Eu preciso ajudar os outros, mas não posso me aproximar sem me queimar...- Diria a garota com um sorriso de canto antes de encarar o inimigo novamente. - Eu tive uma ideia, me ajude aqui! - Diria a garota enquanto abria a minha mochila, pegando o Creme Coçadinha, a Frigideira, a Colher de Pau, Meu kit de Costura e o Tecido Branco.

Colocaria o creme todo dentro da frigideira e com a ajuda da colher de pau, pegaria um pouco da lama e misturaria junto ao creme, batendo o material pastoso que se formaria. Ao ver que a consistência estava boa, levaria minhas mão até o tecido branco que eu tinha, cortando-o rapidamente e costurando-o como uma luvinha de esquimó bem improvisada e simples. Colocaria o creme sobre a luva, espalhando o mesmo com a colher de pau. Teria apenas um par de luvas entuxada de lama com creme, que pela cor não faria o inimigo desconfiar que tinha algo de coçava ali. - Certo, eu vou me aproximar dele e passar isso em seu rosto… Este creme é bem forte, já vi reagir em outras pessoas, deve deter o agente de tentar nos atacar por hora. - Diria a Lara de maneira firme e confiante antes de me levantar dali e deixar minhas coisas com ela. - Cuide bem disso pra mim. - Entregaria a ela também o kit médico junto com toda a minha mochila, precisava estar leve, sem nenhum peso caso eu quisesse acertar o agente dessa vez.

Me levantaria e tentaria dar a volta novamente, pelo mesmo caminho que eu fazia com Afonso. Usando dos mangues e da lama como abrigo, me aproximaria devagar do agente a passos de felino, e quando estivesse bem próxima, correria em sua direção, pulando sobre suas costas, agarrando-o e levando a luva cheia da substância até seu rosto, deslizando a mão até a seu pescoço e as costas. Saltaria de trás dele e logo me afastaria para evitar algum ataque de suas luvas flamejantes. Se ele me visse antes de meu ataque, tentaria desviar caso me atacasse, movendo meu corpo em zigue zague ou mesmo jogando-me ao chão para desviar do fogo que ele pudesse usar contra mim, ainda assim, correria na direção dele e a qualquer abertura, pularia sobre ele, agarrando seus braços ou pernas e passando o creme sobre sua pele a onde conseguisse.


-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Berlique
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyDom 21 Abr 2019, 05:31



Destinos Cruzados

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#Post 28


Como muitos dos inimigos enfrentados pelo professor, Kaitto mostrou-se um combatente extremamente hábil. Seus reflexos céleres combinados à agilidade marcante e, claro, seu utensílio tecnológico, permitiam-no uma mobilidade invejável, aliando ataque e defesa como ninguém, até mesmo em pleno ar. Por isso, a distração de Hisoka de nada serviu, já que o agente manifestou ser capaz de se movimentar na atmosfera como se estivesse em terra firme, negando todas as ofensivas de seus companheiros e revidando com suas chamas veementes.

– Tsc... – Um estalido foi provocado pelo choque de sua língua contra o céu da boca, ao passo que os olhos volveram pelo ambiente, entremeando um a um de seus aliados jacentes em meio ao paul. À primeira vista, não pareciam inconscientes, mas aparentavam que demorariam um tempo para se recuperarem, o que deixava Hisoka a sós com aquele representante do governo.

As íris em rútilo às labaredas remanescentes refletiam a figura de um homem calmo; calmo até demais para sua situação. Kaitto transbordava uma confiança extraordinária em sua postura repleta de brio, o que é extremamente anômalo para alguém que está em completa desvantagem. Ele parece agir como se tudo estivesse sob seu controle, quer sejam seus passos, quer sejam os passos de seus oponentes. Hisoka não pode negar que essa idiossincrasia o preocupa, uma vez que torna difícil para o historiador imaginar como eles poderão sair vitoriosos desse embate. São cinco derrotados em questão de segundos. Ele não podia deixar que fosse o próximo de maneira alguma; a segurança de seus companheiros depende dele.

Como funcionam essas luvas afinal? Deve haver um limite de tempo, ou mesmo de potência. Aliás, levando em conta que as chamas não provêm de uma fruta do diabo, a origem deve ser explicada de alguma forma além de mera "magia". Era difícil para um professor de História deduzir quaisquer informações diretas de uma engenhosidade como aquela, contudo, ainda assim, ele buscava arrancar algo que trouxesse vantagem para seu time com sua lógica, trazendo uma breve ponderação à batalha, esculpida em seu semblante intrigado, de cenho franzido.

Ser o único de pé trazia-lhe certa apreensão, com requintes de ansiedade. Por outro lado, dava-lhe uma certeza: ele será atacado, resta saber quando. E, levando em conta as duas últimas investidas do algoz, em que ele usufruiu daquela estranha técnica de velocidade, Hisoka suporia que ele poderia repetir a estratégia, até mesmo numa tentativa de finalizar o embate o mais rápido possível. É uma habilidade formidável, sem dúvidas; mal dá tempo de piscar com o susto e você já recebe o ataque. Entretanto, após vê-la em ação tantas vezes naquele dia, quem sabe o Revolucionário já não tivesse criado certa adaptação as suas nuances; o estrugido que ela produz, os vultos deixados para trás, a aproximação inimiga. Com seu temperamento calmo e aceleração, talvez consiga uma chance de revidar.

Desta forma, manteria-se em guarda, de tronco levemente curvado para a frente de modo a ter o centro gravitacional ao seu favor. Se o agente utilizasse o Soru, Hisoka tentaria lobrigar o seu padrão de ataque de imediato, quer seja com ele surgindo à vanguarda, quer seja com ele surgindo à retaguarda – neste último, volutearia o pescoço por cima do ombro para observá-lo ao menos de esguelho –. Na hipótese de um ataque direto, como uma rajada flamejante à queima-roupa, tal como fez com os seus companheiros, o arqueólogo não pestanejaria antes de jogar o corpo contra o chão num rolamento rasteiro. Contudo, ao contrário de antes, em que somente se escondeu no charco, ele giraria o corpo lateralmente e, no meio do movimento, deslocaria o braço mais próximo pela água, carregando um véu do líquido dentre a mão, o qual espargiria contra o agente ao ser impelido em sua direção, mirando especialmente em suas mãos; o objetivo, claro, molhar suas luvas. Seria um primeiro grande passo para arrecadar algum dado sobre aquele equipamento. Vamos ver se ele funciona úmido.

Hisoka também não limitaria-se somente a isso, pois logo que completasse o giro, recuaria o punho destro atrás da linha do tronco e o avançaria com velocidade contra o joelho mais propínquo do agente, intentando diminuir sua mobilidade se detivesse sucesso. Imediatamente após, deixaria escapar um suspiro dentre os dentes num arquejo defesso, curvando o tronco num arco de modo a apoiar os braços no substrato e realizar uma pirueta invertida num recuo fugaz, distando-se cerca de sete metros com rápidas passadas recessivas.

– Hum... Crisbella? – Os olhos semicerrados esforçariam-se em identificar a companheira diante da penumbra, supostamente irrompendo a caligem furtivamente numa investida contra Kaitto. A atitude arrancaria um semblante preocupado no Revolucionário, mas que logo aquiesceria numa feição fleumática junto a um suspiro, como se ele carreasse a tensão embora; já era o momento de começar a confiar em sua companheira que, assim como ele, estava ali para derrotar o adversário.

– Droga, cuidado! – Contorceria o rosto de maxilar rijo se algo no plano da ruiva desse errado e ela ficasse em perigo. Neste caso, não pensaria duas vezes antes de desbobinar seu chicote e dar um passo a frente - ou quantos forem necessários -, entrando no alcance do flagelo que dançaria em pleno ar e se agarraria no corpo da garota, enlaçando suavemente em seu tronco antes dela ser puxada na direção do historiador, almejando tirá-la de risco.

– Anh...? – As sobrancelhas como uma abóbada crispariam a testa que, junto as pálpebras bem abertas, denotaria toda seu espavento se Kaitto sofresse com o creme de Crisbella. – Que seja... – Espantaria afora a surpresa, observando o ínterim perfeito para que pudesse atingir o seu oponente, ainda que não entendesse ao certo o que estivesse acontecendo.

Seus pés começariam a cindir o pântano em passos velozes, marcando sua aproximação com mantilhas d'água que cobririam suas pernas e esvoaçariam gotículas a torto e a direito. Por fim, assim que estivesse próximo o suficiente do agente, flexionaria os joelhos para acumular força suficiente para um salto capaz de quebrar a tensão superficial da água de forma a não ter empecilhos com sua ofensiva. Destarte, num ímpeto frenético, tal como um touro furibundo, volveria o tronco, de modo a apontar o cotovelo direito à frente, este amparado pela mão oposta rente ao pulso destro, intentando afundar seu rijo osso contra a traqueia de Kaitto.

– Yokusei no Wani! – Vociferaria no átimo do impacto com os dentes cerrados e olhos fixos no alvo.

Na possibilidade do agente optar por ataques à longa distância, ao contrário da súbita aproximação com o Soru, Hisoka voltaria a usufruir de sua estratégia anterior, que tem sido bastante eficaz até então, em que jogaria o corpo contra o charco sem medo, visando sempre uma direção oposta à ofensiva do adversário. Ainda assim, esperaria pela oportunidade criada por Crisbella para entrar em cena.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptySeg 22 Abr 2019, 01:35



A primeira vez





Hisoka e Crisbella



Depois de ser arremessada junto de Afonso pelo turbilhão flamejante de Kaitto, Crisbella meio tonta se esforçou para tentar levantar da lama, sendo surpreendida pela aparição de Lara que estendeu-lhe a mão para ajudá-la a se levantar. O príncipe protegido pela sua armadura continuava imóvel, seu peito estava avermelhado devido ao calor elevado da região que foi atingido, e tentando abaixar a temperatura do metal, a ruiva jogou um pouco de água e lama em cima de Afonso. A ação de Cris parecia estar funcionando, a vermelhidão foi desaparecendo, mas junto com ela a armadura de Afonso também ia sendo absorvida pelo seu corpo, fazendo-o retornar a sua forma humana comum. O corpo do príncipe não estava ferido, mesmo assim ele estava inconsciente, mas ao menos parecia ainda estar respirando.

- Vim ajudar… Você entenderá em breve. - Respondeu Lara quando foi questionada sobre o que fazia aqui. - Ele está vivo, não se preocupe. - Disse ela em seguida quando a ruiva tentou acordar o príncipe para saber se ele estava bem.

Nesse momento, Crisbella veio a ter uma ideia do que poderia fazer para ajudar seu grupo a derrotar Kaitto, então puxou da sua mochila alguns acessórios, mas o principal entre eles sem dúvidas era o seu Creme Coçadinha, sua arma secreta. Usando uma frigideira e uma colher de pau, Cris fazia uma mistura do creme com um pouco da lama de Berlinque para camuflá-lo de maneira a aparentar ser simplesmente uma bola de lama. Usando seu talento em costura, a ruiva com a ajuda de Lara criava uma luva improvisada de pano para poder segurar sua mistura sem sofrer os efeitos de coceira. A revolucionária explicou brevemente o seu plano para a refugiada e deixou com ela todo o seu inventário para que reduzisse ao máximo o seu peso e também os ruídos que poderia fazer ao carregá-los pelo pântano tentando se aproximar do agente de forma furtiva.

- Ok, pode ir, cuidarei disso e do príncipe… Mas não tenha medo, Cris, na segunda vez será mais fácil. - Falou a garota de cabelos verdes recolhendo os itens da companheira. Sem tempo para os enigmas de Lara, a ruiva seguiria pelo pântano fazendo seu trajeto até Kaitto usando de todos os truques furtivos que aprendeu com Nocha.

Enquanto isso, Hisoka e Kaitto se encaravam com os pés afundados na lama não muito distante dali. O professor era o único revolucionário ainda de pé e a responsabilidade desse confronto estava nesse momento toda em suas mãos. Observando o agente mexer nas suas luvas, o historiador se perguntava como elas funcionam, pois entendendo a mecânica delas, provavelmente conseguiria também saber um jeito de lidar com tamanho poder. Kaitto parecia regular as manoplas girando um círculo que havia no topo do seu dorso, seria aquilo a ferramenta que determina a potência das suas chamas?

O professor precisava manter a calma acima de tudo, ele sabia o quão rápido o agente conseguia se mover por causa da sua técnica de velocidade e ainda por cima ele era capaz de voar e se impulsionar usando o disparo de fogo como se fosse um foguete, um combate corpo-a-corpo era perigoso, mas seus disparos a longa distância eram também bastante assustadores. Com o suor de tensão escorrendo pela sua têmpora, tudo que Hisoka podia fazer era abusar do seu temperamento calmo, respirar fundo e confiar que seria capaz de se esquivar do primeiro movimento do agente que depois de mexer nas suas luvas o fitou com um sorriso convencido no rosto.

Sem dizer uma palavra, Kaitto avançou em alta velocidade com o Soru, a técnica de movimentação que Hisoka já havia visto esses agentes usarem mais de uma vez no dia de hoje e portanto já estava começando a notar alguns padrões na técnica que lhe permitiu saber com um pouco de antecedência o momento que ela seria utilizada e assim desviar do soco flamejante que o adversário usou contra ele. Rolando pela lama para escapar do ataque, o professor sabia que se tornaria alvo no momento seguinte, já preparado para a possibilidade, Hisoka usou uma das mãos para puxar a água do pântano e jogar na direção da palma da luva direita de Kaitto que estava apontada para o seu corpo sujo.

O professor pode ver naquele momento as chamas se concentrando no centro da mão do agente pouco antes de serem liberadas de alguma forma, porém quando a água atingiu a manopla, o típico chiado de fogo sendo apagado pode ser escutado e uma fina camada de fumaça subiu da manopla fazendo aquele início de fagulha flamejante desaparecer por completo. Seguindo a sua a lógica, até que estivesse seca novamente, aquela luva não seria mais capaz de produzir fogo, e a expressão de descontentamento de Kaitto parecia entregar que Hisoka provavelmente estava certo. Aproveitando-se disso, o arqueólogo se impulsionou na direção do inimigo uma outra vez, mirando acertá-lo no joelho com o seu punho direito, entretanto, Kaitto era ágil e ainda tinha uma outra luva funcionando para ajudá-lo, portanto com uma rápida explosão de fogo ele usou o impacto para se esquivar do ataque de Hisoka indo para a direção oposta e girando seu corpo no processo ele ainda conseguiu encaixar um chute na sua nuca que terminaria por jogar o revolucionário de bruços na lama.

Seria esse o momento que Crisbella chegaria ao campo de batalha de maneira furtiva, vendo ainda um pouco de longe o professor caído de joelhos no pântano com Kaitto mirando a luva esquerda na direção da cabeça dele, pronto para disparar uma rajada de fogo que com certeza iria matá-lo. Era desesperador para a ruiva saber que precisaria fazer alguma coisa a tempo ou veria Hisoka ser queimado vivo bem na sua frente… Mas ela tinha a vantagem, tinha o fator surpresa a seu favor, Kaitto não estava a vendo ali e por isso podia se aproximar dele sem ser notada. Avançando então na direção do agente com a “Lama Coçadinha” ainda em mãos, tudo que Cris precisava fazer era se jogar nas costas dele e acertá-lo no rosto com essa mistura improvisada.

Mas era mesmo possível andar no meio daquela lama toda e chegar nas costas de um agente treinado sem ser notada? Não, a resposta definitivamente é não… Por mais que tivesse tentado manter sua furtividade, o cenário de Berlinque não era muito favorável para isso, um passo, dois passos, três passos, e ainda faltavam alguns para chegar perto o bastante do inimigo que continuava olhando para Hisoka com a mão esquerda carregando o disparo de fogo…. E no instante que Cris viu aquela gaivota ao fundo mergulhar próximo a água do pântano para capturar um peixe com suas garras, também foi o momento que Kaitto desapareceu de onde estava, até que ao ouvir a voz dele proferir a palavra “Shigan” ela sentiu a dor em seu peito lhe indicando que algo havia lhe perfurado, este algo era o próprio dedo do agente que agora estava visível aos seus olhos por estar bem na sua frente.

Por mais que a dor de ter o pulmão ou o coração perfurado, a garota não era apta a dizer onde exatamente foi atingida, ela ainda tinha forças para empurrar a lama em sua mão até o rosto de Kaitto… Seu plano havia sido bem executado, mas a custo de que? Sua vida? Quando o dedo do agente saiu de dentro da ruiva, seu corpo também foi ao chão por conta da dor e na intensa dificuldade em respirar. Hisoka já estaria apto a levantar e veria perfeitamente o que ocorreu com sua companheira, porém tarde demais para salvá-la… Ao menos ela havia feito algo que poderia servir de algo para o restante da batalha.

- MAS QUE MERDA É ESSA!? - Gritou o agente levando os dedos até o rosto para coçá-los incessantemente. O professor não sabia o que Cris havia jogado na cara de Kaitto, mas estava funcionando e isso já era suficiente para ele aproveitar.

Correndo na direção do inimigo com toda a velocidade que era capaz de alcançar sobre o pântano, Hisoka queria atingi-lo com a sua principal técnica ofensiva, esta que ironicamente tinha o nome de um animal que pode ser encontrado nesse tipo de bioma. Entretanto, o “debuff” da coceira não parecia impedir Kaitto de continuar sendo um adversário perigoso, pois utilizando a sua luva esquerda, o agente usou-a para se impulsionar para cima e passar girando por cima do corpo do professor… A grande surpresa no entanto nem era a sua esquiva acrobática, mas sim o fato de que nesse momento sua luva direita voltava a ser capaz de produzir chamas e ele pode assim explodir uma rajada de fogo nas costas do arqueólogo.

Algo parecido com isso:
 

Cris, mesmo ferida e caída na lama ainda podia ver todo o ocorrido, sua vista estava ficando cansada e a respiração cada vez mais difícil, mas era nítido para ela a maneira como Kaitto desviou de His e o contra-atacou em seguida fazendo-o cair outra vez na lama, mais uma falha, mais uma vez tudo foi inútil. Enquanto a ruiva podia ver claramente o agente apontando a mão esquerda para His, o professor por estar de costas para ele só conseguia ver a luz da fagulha no cenário noturno. Antes por conta da chegada de Cris ele foi salvo de ser engolido por esse disparo de fogo, talvez fosse arriscado demais tentar desviar ou fugir já que o inimigo poderia acompanhá-lo, porém tentar molhar outra vez o equipamento do agente fosse a melhor opção… Seja qual for a decisão de Hisoka para esse momento, no instante que ele decidisse tomá-la sua vista seria consumida pelo vermelho alaranjado das “chamas da justiça”, algo que aconteceria tão rápido que sequer daria tempo de sentir a dor de sua morte. O corpo negro carbonizado do professor cairia em direção às águas de Berlinque e afundaria desaparecendo da vista da ruiva.

- PROFESSOR! - Gritou a voz de Rin correndo pelo lamaçal com a espada em mãos para se aproximar de Kaitto. Sua expressão enfurecida esbanjava seu claro desejo de vingança.

O tempo que o Major levou para chegar até o agente foi suficiente para ele coçar com a mão direita mais um pouco a sua face suja pelo creme de Crisbella, a essa altura já era possível ver que essa ação estava tornando seu rosto um pouco avermelhado. Com a manopla esquerda ele apontou a mão para o meio-mink em impeto, porém não realizou nenhum disparo de fogo nesse momento, o que permitiu Rin chegar perto o bastante para saltar para cima de Kaitto e cortar o ar de cima para baixo para feri-lo com um corte vertical. No entanto o agente desviou de maneira bastante suave deslizando seu corpo para o lado esquerdo, movimento que se repetiria nos cortes seguintes do espadachim que não importava o quão rápido e por onde atacasse não tinha sucesso algum em atingir o corpo ágil e leve do agente.

Spoiler:
 

Uma hora esses ataques incessantes teriam que parar devido ao cansaço de Rin, e seria nesse momento que um chute destro acertaria o queixo do meio-mink e o levaria a sair alguns centímetros do chão, tempo suficiente para Kaitto repetir a técnica Shigan e perfurar o estômago do revolucionário com o dedo indicador esquerdo. Rin ficaria ali suspenso do chão sendo segurado por apenas um dedo do inimigo, que ainda tendo a mão direita livre viria a mirar a palma flamejante dela para a cabeça do Major e assim descarregando um turbilhão de fogo como fizera com Hisoka… E o resultado para Rin seria exatamente o mesmo.

Com mais um companheiro morto diante de seus olhos, Crisbella tinha certeza que essa era uma batalha que eles não eram capazes de vencer, nem mesmo a vantagem numérica fez alguma diferença, nem mesmo todo o seu creme coçadinha parecia enfraquecer o monstro que estavam tendo que lidar. Nesse ritmo era certo que não sobraria nenhum deles, Kaitto mataria todos que aparecessem em seu caminho… E talvez nem mesmo ela sobreviveria com o peito perfurado. De onde estava deitada, a ruiva poderia ver o corpo do príncipe Ed ainda inconsciente na lama, mas onde estava Klaus?

- Sua maldita, o que foi que você jogou na minha cara? Essa merda não para de coçar! - Xingou Kaitto coçando mais e mais o seu rosto, a essa altura talvez fosse possível ver algumas feridas aparecendo na sua pele. Aproximando-se da ruiva ainda viva, o agente mirou a luva direita para ela e… Nada aconteceu. - Tsc.

Nesse instante ele mexeu em seus bolsos para pegar alguma coisa, era possível ouvir o som metálico vindo de suas vestes, porém, os olhos do agente olharam para algo que lhe chamou mais atenção, a espada de Rin caída na lama não muito distante dali. Caminhando até ela, Kaitto tirou as mãos do bolso e agarrou a espada, caminhando de volta até onde Crisbella estava caída e a essa altura sem entender direito o que estava acontecendo devido a perda de sangue em sua hemorragia interna.

- Deveriam ter ficado no navio de vocês… Morra! - E agitando a espada para perfurar a ruiva e tirar-lhe a vida, sangue jorrou e caiu sobre as águas lamacentas de Berlinque, mas não havia sido Cris a atingida e sim Klaus que pulou de dentro do pântano onde estava camuflado, nadando dentro da lama como um predador desse tipo de habitat provavelmente faz para capturar sua presa. O espadachim queria acertar Kaitto distraído enquanto ele estava falando com a ruiva, porém foi mais uma estratégia que não funcionou e o resultado foi uma espada enfiada em seu coração. - Tolos. Estou sempre um passo à frente… Vocês agem como amadores.

E depois que a espada foi puxada do peito de Klaus, o rapaz acabou caindo de joelhos na lama, lágrimas escorriam do seu rosto enquanto ele olhava para Crisbella e tentava inutilmente dizer o seu nome antes da vida desaparecer por completo de sua face e seu corpo sujo cair por inteiro no pântano. Todos os seus companheiros estavam mortos e provavelmente ela seria a próxima… Não havia motivo para Kaitto executar os príncipes desde que eles não voltassem a atacá-lo, talvez eles fossem ficar bem. Já muito cansada para manter os olhos abertos, Cris ia aos poucos fechando-os enquanto seus pulmões feridos realizavam seu último suspiro.

Sem perceber como foi parar ali, assim que se deu conta de onde estava, Crisbella estava olhando novamente para Lara, segurando a mão dela enquanto o corpo de Afonso estava caído ao seu lado com a armadura ainda avermelhada na região do peitoral… Mas ela já não havia jogado lama e água em cima dele para esfriar a temperatura do metal? Não só isso, seu kit médico, sua mochila, tudo ainda estava com ela ao invés de estar com Lara como havia sido entregue. A garota de cabelos verdes sorria para ela deixando-a ainda mais confusa, principalmente porque não havia ferimento algum em seu peito e se olhasse para trás veria seus companheiros ainda vivos no campo de batalha.

- Agora que já sabe como será, a segunda vez será mais fácil… Mas ande logo, se enrolar demais chegará atrasada, me entregue o creme, eu farei a mistura e você começa a costurar a luva. - Disse Lara ficando um pouco mais séria e se apressando para jogar lama e água na “ferida” de Afonso até que o corpo humano dele voltasse a surgir. Certamente Cris estaria confusa e sem entender o que estava acontecendo, perguntas poderiam ser feitas e algumas delas Lara já estava pronta para responder… Ou talvez não. - Antes eu acreditava que o que eu via não podia ser mudado, mas eu estava errada… De alguma forma vocês fizeram acontecer de um jeito diferente, vocês escolheram um novo caminho para o futuro. E agora é a hora de você fazer o mesmo, Crisbella… Eu já te mostrei como será, então use isso a seu favor… Esteja um passo à frente.

Se tudo que ela viveu minutos atrás era realmente uma visão do futuro e não o efeito de algum esporo de cogumelo alucinógeno que contamina o ar de Berlinque, então Lara estava certa quando disse que ela precisava correr para não se atrasar, já que em momento algum da “primeira vez” houve-se uma perda de tempo para a produção desse tipo de diálogo. O que a garota havia feito para Cris era dar a ela uma segunda chance, uma chance de evitar que ela e seus companheiros sejam mortos neste pântano… Ela já viveu isso uma vez e sabe como vai acontecer, sabe os movimentos do inimigo, as fraquezas da sua arma e até a hora que seus aliados irão retornar a batalha.

- Eu já te falei isso antes e irei repetir, você pode não ser a mais forte dentre todos esses homens… Mas a sobrevivência deles ainda está nas suas mãos. - E se nesse momento Crisbella já tivesse terminado a luva improvisada, Lara iria virar a panela de “Lama Coçadinha” sobre a sua mão coberta… Algo que poderia simbolizar também a responsabilidade que estava sendo deixada para ela. - Você não tem muito tempo, Hisoka será morto se você não aparecer para tirar o foco do agente. Vá, Cris, mas dessa vez, vença!

Após ouvir isso a ruiva poderia partir de volta para o pântano como já havia feito em uma realidade alternativa. Talvez Crisbella estivesse assustada com a possibilidade de não conseguir, afinal sabia o que aconteceria se falhasse e quem sabe sabendo disso fugir não seja a melhor e a única opção que lhe manterá viva no final… Repetir os passos anteriores lhe dava uma vantagem de saber o que iria acontecer, tentar uma rota diferente pode tirar seu trunfo e trazer um resultado ainda pior que o já conhecido, a melhor alternativa era caminhar pela lama como fizera antes e tentar chegar em Kaitto pelas costas, o problema é que da primeira vez que tentou isso o agente percebeu sua aproximação e lhe perfurou o coração com o dedo. Cris até sabia que ele iria atacá-la, mas seria capaz de lembrar o momento exato que ele a atacaria e desviar? Ela não é uma guerreira como os seus companheiros, não tem a agilidade e o reflexo necessário para evitar alguém que se move tão rápido… Essa responsabilidade é assustadoramente complexa e certamente irá exigir um grande esforço mental da mente genial da ruiva, pois qualquer movimento errado ou qualquer segundo atrasado podem significar não apenas a sua morte, mas a de todos os outros.

O momento do dejavu aconteceria quando Crisbella chegasse ao campo de batalha de maneira furtiva, vendo um pouco de longe o professor caído de joelhos no pântano com Kaitto mirando a luva esquerda na direção da cabeça dele, pronto para disparar uma rajada de fogo que com certeza iria matá-lo. Era desesperador para a ruiva saber que precisaria fazer alguma coisa a tempo ou veria Hisoka ser queimado vivo bem na sua frente… Mas ela tinha a vantagem, o fato de que já havia visto o que aconteceria a seguir.

A grande dúvida é: Lara estava certa? É realmente possível mudar o futuro?


DICA DE COMO FAZER O PRÓXIMO POST:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQua 24 Abr 2019, 09:33

,,
SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Um suspiro fundo e aliviado saía de meus pulmões quando Lara finalmente conseguiu confirmar que Afonso estava bem. Mesmo que inconsciente, o príncipe parecia respirar normalmente. - Obrigada! - Disse a Lara de maneira gentil enquanto nós duas preparamos a receita caseira e improvisada do creme coçadinha e as luvas que seriam usadas para abrigar o creme. Minha habilidade de costura era formidável, tinha orgulho disso e logo quando Lara me ajudou a utilizar o creme sobre a luva, ela comentou algo um tanto estranho. ‘’ - Como assim segunda vez?’’ - Me perguntei enquanto olhava para ela de maneira confusa antes de dar de ombros para sua explicação. Levantei-me da lama e logo comecei a seguir com meu plano, Lara e Afonso estariam bem naquela posição mas eu, precisava achar um local mais coberto para me esconder.

Com passos largos e firmes, eu me esgueirava por entre os mangues, sentindo a lama adentrar minhas botas, a me incomodar como um inferno entre os dedos. Não sabia  que havia naquela ilha, cobras, sanguessugas ou mesmo criaturas maiores como jacarés podiam estar a espreita, mas eu não me importava com isso agora, precisava lidar com um animal ainda maior e mais perigoso, um agente. Em meio a meus passos, consegui avistar Hisoka com os joelhos prostrados sobre a lama, seu corpo parecia cansado e Kaitto logo apontou a mão esquerda para seu rosto. Senti meu coração pulsar em uma mistura de preocupação e euforia que me fez correr em direção ao agente. Ao mergulho de uma gaivota naquele cenário macabro, o agente se ‘’teleportou’’ a minha frente, enfiando o dedo sobre meu corpo. Senti como se meus órgãos se rasgassem, meu pulmão não estava mais normal assim como meu coração começava a bater de maneira descompassada. Meu peitoral ardia, queimava e logo pude perceber um pouco de sangue saindo pela minha boca.

Mesmo levando uma ‘’agulhada’’, pude ter tempo e aproximação o suficiente para passar a lama coçadinha no rosto do agente. Ele logo levou o dedo para fora de meu peito e ao mesmo instante senti o mesmo ser rasgado. Meu corpo estava sem forças, minhas pernas não se firmavam e o sangue começava a ser tossido de minha boca. Não consegui me mexer, mas pude ouvir bem que meu adversário sofria com o efeito do creme, mesmo estando misturado à lama. Nesse instante, pude ver His se levantar e correr em nossa direção. Ele ainda podia lutar, ele ainda podia salvar a todos dali. Minha respiração ofegante era pra manter o máximo que conseguia de minha visão, embora não perfeitamente nítida, pude ver o agente usar a manopla para saltar sobre o corpo de His e atacá-lo pelas costas com uma enorme rajada de fogo, rápida e alta o suficiente para encobrir todo o corpo de meu amigo. Me deparei poucos segundos depois com o corpo negro e queimado de Hisoka, ajoelhado, logo se tornará cinzas. - HIIIIS! - Gritei com um dos meus últimos fôlegos, senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, gélidas como pedras de gelo, ouvi o grito desesperado de Rin e logo seu corpo grande de mink se aproximar em um ataque contra o agente.

Uma mistura do que ele havia feito comigo junto a Hisoka. O corpo negro do mink caiu sobre a lama de Berlique, comecei a sentir meu peito doer mais ainda, tanto pela tristeza e angústia como pelo ataque anterior do agente. Ele reclamava que o rosto coçava de maneira infernal, de fato deveria estar, aquele creme era bem potente, lembro-me do estrago que fizera nos guardas de Shell’s, o homem logo se aproximou de mim, apontando sua luva diretamente a mim, mas nada aconteceu. Suspirei ao ver que meu fim ainda não era chegado, mas no momento eu já não me importava, ver His e todos os outros caídos ali era demais para eu suportar. Respirando fundo, lutando contra meu próprio corpo para não perder a consciência, Kaitto logo foi em direção a espada de Rin e a pegou para si. Seria assim? Um furo de espada selaria minha morte? Não tão cedo, vi o corpo de Klaus saltar da lama pouco antes da espada acertar minha pele. Vi Klaus em uma tentativa desesperada de salvar minha vida, receber um furo em seu coração. Olhei para os olhos azuis como o oceano e os cabelos platinados como a lua cederam ao chão. Ele me olhou com o que parecia a sua última despedida antes de cair sobre a lama. Eu não tinha forças para gritar o nome dele, não tinha forças para me levantar e ajudá-los, vingá-los, estava impotente e quando menos percebi, dei meu último suspiro.

O espasmo que senti em meu corpo todo fora como acordar de um pesadelo sem fim. Abri meus olhos em choque e avistei Lara a minha frente, segurando minha mão. Em um susto, larguei-a e logo levei ambas ao meu peito, sentindo o ar entrar pelos meus pulmões de maneira normal, sem dificuldade. Olhei para a armadura ao meu lado e para trás, avistei meus companheiros ainda vivos, respirando sobre o lamaçal. - O que… - Confusa, olhei para meus objetos ainda ali, e logo Lara se voltou a mim. Suas palavras me deixaram confusa… Como assim a segunda vez? Aquela visão era meu futuro…? Ela pediu o creme e sem delongas o entreguei. Ela continuou falando, como se a visão que eu tivera pudesse ser mudada, que o futuro não estava escrito com pena e tinta, que podíamos usar ao nosso favor o dom dela. Pisquei algumas vezes, ainda um pouco incrédula, porém a sensação da morte e meu sofrimento que eu havia passado junto as perdas me parecia real demais para ser descartado.

Ajeitando o creme sobre a luva novamente, pude sentir que era a hora de agir, dessa vez mudando o ‘’futuro’’ que Lara havia me mostrado. Ela me incentivou a protegê-los, tentava me colocar como a protetora deles embora eu nunca tivesse visto a mim mesmo desta maneira. Não sou forte fisicamente, mas talvez pudesse fazer algo usando a minha mente brilhante mais uma vez. - Cuide do Afonso.. - Diria a ela de maneira baixa e gentil, não sabia se os meus novos planos funcionariam, mas eu tinha de tentar mudar as coisas, não deixaria ninguém mais morrer!

Colocando as luvas com o creme, logo parti ao encontro de Hisoka, ele seria o primeiro a sofrer com as mãos do agente. Meus passos sobre a lama eram apressados e mesmo que eu fosse cautelosa, ele me veria se assim fosse como da vez anterior, assim, apressaria o passo, não sendo tão furtiva assim. Ao fundo, meus olhos mirariam em  Hisoka e próximo a si a Gaivota que mergulhava para pegar seu sustento. Jogaria meu corpo sobre a lama, deixando que meus joelhos se arrastassem sobre o chão, tentando desviar de seu ataque sobre meus pulmões daquela vez. Próximo a mim, agarraria a perna do agente com o braço, puxando-lhe para o chão enquanto firmava a direita sobre a lama para me levantar, tentaria desestabilizar a postura do agente antes de levar minhas mãos de creme até seu rosto e seu toráx. Após feito, pularia para a direita, próxima a onde Klaus havia saído da lama da última vez e encararia meu adversário. Se ele me acertasse, tentaria bloquear seu dedo em meu pulmão ou coração com meus braços caso me atacasse.

Eu sabia que o agente tinha mais dois disparos com a sua arma antes de precisar recarregar. Em uma provocação tentaria fazê-lo soltar pelo menos um desses disparos. - Você deve estar com sarna para se coçar tanto, cão do governo. - Diria dando uma risadinha travessa antes de me jogar na parte mais funda do pântano, sentindo a água fria do mar. Nesse momento de guarda baixa do agente, poderia ser ideal para Hisoka atacar, mas eu sabia ou melhor, eu já havia visto o resultado daquele embate. - ATRÁS DE VOCÊ HIS! - Gritaria para o companheiro revolucionário com o corpo parcialmente dentro da água pouco antes do agente aparecer atrás do meu amigo. Esperava que com meu aviso ele conseguisse desviar a tempo de levar uma rajada de fogo no corpo. Se tudo ocorresse bem e tanto His quanto os outros estivessem bem, saíria da água, nadando até a parte mais lameada em que Klaus havia aparecido. Se encontrasse o garoto em meio a aquilo, seguraria sua mão, impedindo que ele atacasse o agente de primeira, esperaria um brecha, sabia que o próximo a atacar seria Rin. - Cuidado com os dedos dele! - Diria a Rin antes que ele pudesse dar ‘’charge’’ novamente no agente. Eu não sabia como Kaitto era capaz de fazer aquilo com os dedos, que tipo de poder era aquele… Mas me preocupava, sabia qual era a sensação do ataque do rapaz.


-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Berlique
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQui 25 Abr 2019, 07:04



Destinos Cruzados

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#Post 29


Uma atroada antecedeu a súbita aproximação do agente, que deixou para trás apenas um vulto umbroso no espaço que átimo antes guardava seu corpo. Hisoka havia acertado; ele realmente utilizou aquela estranha habilidade. Desta vez, no entanto, o habituado historiador conseguiu acompanhá-la, ainda que tenha sido amparado pelo seu reflexo em primeira instância. Sentiu a água pantanosa penetrar no interior de suas vestes mais uma vez, agora devido o rolamento fugaz que contemplou a sua perfeita evasiva, acompanhada de um manto do charco que cobriu a mão direita de Kaitto. Tssss; ouviu a luva rechinar, incapaz de produzir chamas. Eu estava certo.

Havia, de fato, sido certeiro em sua previsão; a arma não conseguia emitir as labaredas se estivesse encharcada, sugerindo um pormenor para sua utilização. Era uma tecnologia afinal, tem dessas. O que o arqueólogo não esperava, entretanto, era a superioridade física de seu adversário, que demonstrou plena independência daquele aparato que calçava suas mãos. O sorriso sinuoso que começou a ser formado no esgar do Revolucionário, então, não tardou a ser desmanchado no instante que seu soco afligiu somente o ar; o cenho franziu de imediato com o impacto em sua nuca, que por pouco não o desmaiou. Ainda sentiu a vertigem subjugando a visão pouco antes de beijar o paul com seu rosto, erguendo um véu pantanoso com sua queda.

– D-Droga... – O resmungo saiu entre borbulhas. Ele sabia que estava em maus lençóis, situação que trouxe um rápido aperto no peito e na glote. As íris rutilaram ao vislumbrar o brilho da luva sinistra de esguelho; Não... Não... Não aqui. Os orbiculares preguearam tamanha a força dos olhos cerrados e o ar prendeu nos pulmões. Já havia aceitado que teria as costas incineradas. Já sentira a dor antes; não estava nem um pouco a fim de sofrer o martírio novamente.

Contudo, os passos acelerados de Crisbella pelo aguaçal irromperiam a tênue linha que separava-o da morte; a ruiva debandaria na direção do agente, esvoaçando água a torto e a direito com aquele seu semblante apoquentado, cheio de ternura. Então, outro ribombo; o desgraçado avançara impetuosamente contra a ruiva, largando-o a ermo como se ele fosse uma presa com a qual ele poderia lidar depois sem dificuldades. Seu consciente foi infestado por uma amálgama de sensações; o grito travaria na glote, naquilo que seria seu alerta à Revolucionária. O que veria, no entanto, soergueria as sobrancelhas e esgazearia os olhos como nunca. Ela desviou!?

– C-Como...? – Murmuraria incrédulo se Crisbella efetuasse a esquiva; a mandíbula tiritante, completamente atônita com o que acabara de vislumbrar.

Não havia tempo para surpresas. Kaitto ulularia ao ser afetado pelo creme especial da pugilante, reabastecendo os miócitos de Hisoka com o viço necessário para que ele se reerguesse. Sem delongas, os joelhos flexionariam; sentiria o entusiasmo ascendendo dos calcanhares ao tronco e, num átimo, debandaria como um guepardo indômito. A cintura volveria junto ao salto, cindindo o corpo d'água pouco antes de erguer o cotovelo retilíneo contra o inescrupuloso agente, visando sua traqueia num golpe fatal. Estava tão perto... Quando o estrugido das chamas, numa implosão, jogou o adversário para cima. A vista foi completamente fintada; antes tinha aquele corpo agonizante em mira, e num instante fitava o vazio do charco. Para onde!? Não sabia, mas seu corpo agiria só. Os ouvidos captariam o clamor de sua companheira e, num ato reflexo, pressionaria o calcanhar mais próximo do solo segundo antes de impulsionar o corpo para a lateral correspondente, usufruindo do pináculo de sua aceleração. De algum modo, graças a ruiva, saberia que ele estava em suas costas.

– Desgraçado! – Vociferaria de veia saltante à têmpora e, no instante que o pé de apoio tocasse o chão novamente, deslizaria a desta pelo abdômen franzino até o cós da calça, vedando o cabo do azorrague com seus dedos rábidos ao mesmo tempo em que volutearia o corpo, outrora de costas, abrindo o braço e rotacionando o ombro para que o açoite deflagrasse o ar violentamente na direção do olho correlato daquele cão do governo, lateralmente, intentando arrancá-lo fora.

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De veias encharcadas pela adrenalina, não pararia suas investidas, abusando do suposto momento de fragilidade do agente. Desta forma, num singelo movimento de seu pulso, recuaria o flagelo de volta ao seu controle, propiciando que o cordame rodopiasse pelo entorno de seu corpo junto ao próprio através de um giro completo dos calcanhares; a vegetação do paul percorreria pelas pupilas bruscamente, até cessarem com Kaitto na mira mais uma vez ao passo que o braço destro fosse erguido e descendido repentinamente, permitindo que o açoite decaísse verticalmente contra a base do pescoço do oponente num estalo agudo.

Sua mente, ainda confusa, perdurava em ruminação na busca por compreender como Crisbella sempre parecia um passo a frente de tudo. Ela não somente guiaria o historiador, assim como todos os outros Revolucionários; numa das orientações, alertaria acerca de algo envolvendo os dedos de Kaitto e, apesar de Hisoka não assimilar ao certo como seu dedo poderia ser perigoso, não deixaria de manter os olhos atentos a eles; o que não seria nada difícil, levando em conta que estavam calçados pelo pior empecilho ali, suas luvas flamejantes.

Portanto, tal como antes, intentaria não perder o agente de vista sequer por um segundo, pois aparentemente já estava se acostumando a sua técnica de velocidade, o que não permitia-o ser atingido sem ver nada ao menos. Desta vez, ao contrário de outrora, ousaria um movimento mais arriscado; ao invés de apenas se defender, contra-atacaria também. Desta forma, caso Kaitto apropinquasse bruscamente com sua habilidade, inicialmente Hisoka focaria em seu dedo; o que quer que fizesse, jogaria o tronco para trás, fomentando a distância, e seguraria seu braço ofensivo com ambas as mãos, nos meados do antebraço, almejando interceptá-lo. Na eventualidade do adversário disparar algo através do dedo, ou de sua luva, o arqueólogo lançaria o corpo para a lateral, ao invés de para trás, para que o projétil irrompesse o vento. Por conseguinte, independentemente das escolhas de evasiva, flexionaria os joelhos de imediato, agachando-se, e entesaria a perna direita; por fim, rotacionaria o corpo com o pé oposto de apoio, numa rasteira visando os tornozelos de Kaitto para derrubá-lo no paul e molhar suas luvas consequentemente.

– Ele está sem as chamas! – Alertaria em caso de sucesso, enrijecendo as pernas para se erguer logo depois, concomitantemente a um salto em recuo, intentando uma distância de dois metros.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyTer 30 Abr 2019, 05:15



A segunda vez





Hisoka e Crisbella



Após ter acesso ao seu futuro graças ao poder estranho de Lara, Cris tinha agora todo o conhecimento sobre o que aconteceria nos próximos minutos da batalha contra Kaitto, podendo assim tentar de alguma maneira mudar o destino do que viu acontecer. Questionar a ex-escrava sobre como ela fez isso não era algo que a ruiva pretendia fazer no momento, não tinha tempo para esse tipo de pergunta, mas sabendo que acabou de conhecer uma dupla de príncipes que ganharam habilidades estranhas depois de comer um fruto raro, esse tipo de coisa já não parecia tão bizarra assim. O cenário da batalha entre Hisoka e Kaitto continuou a acontecer como a visão disse que aconteceria, não recebendo nenhuma alteração no que resultaria na derrota do professor e a preparação do agente para executá-lo com sua luva esquerda, já que a direita havia sido molhada.

A cena repetida:
 

Hisoka teria sido morto ali se não fosse pela chegada de Cris que se aproximou com a sua furtividade para pegar Kaitto pelas costas assim como se viu fazendo na primeira vez, a vantagem é que agora a ruiva sabe com exatidão o momento que o agente iria deixar de atacar o historiador para perfurar seu peito com o dedo fortalecido. Graças a visão a garota sabia que no instante que a gaivota no fundo começasse a voar, Kaitto apareceria na sua frente para lhe atacar, portanto jogando-se na lama quando isso aconteceu, a revolucionária conseguiu escapar da morte e deixou o agente confuso por conta do seu reflexo estranhamente rápido. Aproveitando o seu movimento de esquiva, Crisbella puxou seu inimigo pela perna para usá-lo de apoio para voltar a ficar de pé ao mesmo tempo que desestabilizaria a postura dele, podendo então acertar sua “lama coçadinha” no rosto de Kaitto com mais facilidade, sendo que dessa vez não ganhando um ferimento mortal no processo.

- MAS QUE MERDA É ESSA!? - Gritou o agente levando os dedos até o rosto para coçá-los incessantemente. O professor não sabia o que Cris havia jogado na cara de Kaitto, mas estava funcionando e isso já era suficiente para ele aproveitar.

Assim como havia visto antes, Crisbella sabia que o seu companheiro iria usar desse momento para tentar atacar o agente pelas costas, o problema é que Kaitto não se deixaria abalar pelo efeito do creme em seu rosto e conseguiria mesmo assim desviar da ofensiva de Hisoka usando um disparos de sua luva esquerda para saltar por cima do arqueólogo e depois com a esquerda - que voltou a funcionar - contra-atacar o revolucionário com uma explosão de fogo em suas costas. O que impediu no entanto a cena ser exatamente igual àquela vista por Cris foi o fato dela ter avisado para o professor por onde o inimigo iria atacá-lo, permitindo que dessa vez Hisoka tivesse um reflexo mais rápido e assim conseguisse desviar das chamas que lhe queimariam por trás.

Nesse momento já seria possível notar que Crisbella parecia estar um passo à frente nas ações de Kaitto, tanto é que agora já estava passando pela cabeça dos dois rapazes a dúvida de como a ruiva estava ciente de como reagir antes mesmo da ação inicial ser criada, porém nenhum dos dois iria parar a batalha para ficar tentando entender isso. Depois de errar o disparo nas costas de Hisoka, o agente mirou sua mão esquerda para começar a carregar o turbilhão de fogo que Cris viu anteriormente que iria matar o professor, a diferença é que antes o revolucionário estava caído na lama, enquanto agora estava em pé e já havia agitado o seu chicote para atacar Kaitto.

Quando o flagelo atingiu a face do agente o sangue jorrou de seu olho que rapidamente saltou para fora de sua órbita levando o loiro a recuar alguns passos para trás e por conta disso acabou perdendo a mira exata do disparo de sua luva que acabaria passando direto por Hisoka e atingiria as árvores do pântano. Após o urro de dor, Kaitto levou a mão destra até o ferimento do seu olho direito que nesse momento já havia afundado na lama e manchado-a de vermelho. Com o efeito do creme ainda ativo, o agente aproveitou a oportunidade para começar a coçar a face suja, agora tendo que lidar com a dor de ter perdido um olho e a sensação desagradável de coceira. Enquanto isso Crisbella ia se locomovendo em direção ao local onde ela imaginava que Klaus poderia estar se escondendo na lama, pois havia visto na sua visão ele surgindo próximo daquela região. O garoto avistou a ruiva indo na sua direção e olhou para ela através dos seus olhos azuis, acenando negativamente com a cabeça para que ela não se aproximasse demais.

Hisoka então aproveitaria para aplicar mais um ataque, dessa vez mirando acertar a chicotada no pescoço do adversário, que desviou bem da ofensiva saltando para a lateral, o problema é que ele não esperava ser surpreendido com a chegada repentina de Rin cortando-o pelas costas com um corte de sua espada. O sangue espirrou pela ferida que foi aberta no corpo do agente que rapidamente se virou para o espadachim e começou a desviar com agilidade dos demais ataques que estavam sendo feitos contra ele. Cris já havia visto essa sequência de cortes ser desviada desse jeito antes e deixou um alerta para Rin tomar cuidado com os dedos do inimigo.

Spoiler:
 

O problema no entanto é que ela deveria ter avisado para ele tomar cuidado com os pés dele, já que havia sido um chute no queixo que o parou da outra vez. Assim como foi na visão, uma brecha acabou surgindo na postura de Rin para que o agente pudesse fazer o seu movimento ofensivo, foi então que Kaitto acertou o pontapé na mandíbula do meio-mink que o jogaria alguns centímetros para cima do solo e em seguida permitiria que o seu Shigan perfurasse a barriga do major deixando-o suspenso no ar para que fosse carbonizado em seguida com um disparo da sua luva esquerda. Nesse momento Cris teria o vislumbre da cena onde viu Rin ser morto por Kaitto, algo que ela não deveria ter deixado acontecer, era para ter sido diferente… E seria, pois na sua visão não havia a presença de Hisoka para tentar intervir.

Independente de como o professor optasse por ajudar a salvar a vida do espadachim, fosse com uma aproximação corpo-a-corpo para uma de suas técnicas ou o uso do chicote para tentar acertar ou segurar o agente. No instante que sua ação fosse realizada, Kaitto iria virar o seu corpo para o arqueólogo e apontar a luva da mão esquerda para ele, um sinal claro de que iria disparar uma rajada de fogo, o que talvez implique no reflexo natural do revolucionário em tentar desviar e assim atrasar um pouco sua ação anterior… O grande porém é que nada iria acontecer, nenhuma chama seria produzida e o braço de Kaitto ficaria estendido sem trazer nenhuma consequência, algo que Crisbella já sabia que iria acontecer pois cada luva dele tinha capacidade de realizar um único turbilhão de fogo, e a luva esquerda já havia sido utilizada há pouco para tentar carbonizar Hisoka. A ruiva poderia notar também que na sua visão o braço pelo agente para acertar o Shigan foi o esquerdo, pois Kaitto já sabia que aquela luva estava descarregada e para matar Rin precisava disparar com a direita… E essa mudança pode ter sido simplesmente ocasionada pelo fato de que o agente possa ser destro.

No mesmo instante que o ataque de Kaitto falhou deixando tanto Hisoka tanto Rin vivos, Klaus surgiria da lama subindo com sua espada em um corte de baixo para cima que acertaria o braço esticado do agente cortando-o por completo e fazendo o membro amputado rodopiar pelo cenário até cair nas águas escuras de Berlinque. Novamente o loiro deixou escapar um berro de dor, precisando do braço direito para segurar o absurdo sangramento, Kaitto largou o corpo de Rin e saltou para a direção que o deixasse mais distante do grupo de revolucionários.

- FILHOS DA PUTA, EU VOU ACABAR COM A VIDA DE VOCÊS! - Gritou ele enquanto se afastava deles coçando desesperadamente o rosto ainda afetado pelo creme de Crisbella. A essa altura, sem um dos olhos, um corte nas costas e um braço a menos, era possível ter esperança de que ele não conseguiria ir muito longe e morreria se não tivesse ajuda médica imediata. Fugir era uma atitude desesperada de alguém que já imagina a sua derrota...

- Hey, Kaitto, não está fugindo, está? - Perguntou o príncipe Ed em um tom provocativo enquanto estava de joelhos na lama no momento que o agente se aproximou dele correndo para a direção oposta a dos Revolucionários.

- Vá pro inferno! - Exclamou Kaitto mirando seu braço direito na direção do loiro e já preparando sua luva especial para realizar um disparo de fogo.

- Você primeiro… - Respondeu o príncipe batendo as duas mãos uma na outra e depois tocando na lama do pântano sem reproduzir nenhum efeito visual aparente… Até a explosão de fogo azul cobrir o cenário diante dele e engolir o corpo do agente jogando-o para longe por conta do impacto.

Spoiler:
 


Usando sua habilidade para liberar o metano presente no pântano, Eduardo criou uma armadilha que seria ativada pelo próprio Kaitto no momento que ele fosse usar o seu poder de fogo, fazendo que dessa maneira todo o gás que o cercava entrasse em combustão e o explodisse no processo. Adicionando agora as queimaduras pelo seu corpo como mais um ferimento acumulado, o agente “aterrissou” próximo do local de onde estava querendo se afastar. Seu corpo todo acabado era digno de pena e dificilmente ele seria capaz de se levantar para continuar lutando, provavelmente nem mesmo seu braço restante conseguiria se erguer para realizar um disparo. Tamanha era a dor que ele estava sentindo que o efeito do Creme Coçadinha se tornou completamente ignorável e o loiro já não se mexia para fazer o esforço de se coçar.

- Tsc… Desgraçados… - Xingou Kaitto com a voz fraca e com dificuldade para respirar provavelmente por conta das suas vias respiratórias terem sido danificadas pelo calor da explosão. - Acabem logo com isso… - Disse em seguida como um pedido para que terminassem logo com seu sofrimento. Restava saber quem seria aquele a dar o golpe final. Klaus e Rin já estavam com a espada empunhada, bastaria um único movimento para dar fim a vida do inimigo, mas quem sabe Hisoka não acabe fazendo isso primeiro…


OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQua 01 Maio 2019, 02:07



Destinos Cruzados

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#Post 30


O líquido carmesim borbotado rutilou à lua e à flama, arrancando beiços franzidos por parte de Hisoka, que pouco remorso sentia ao grito de suplício do oponente, agora sem um dos olhos. No instante que o flagelo recuou de volta ao seu controle, ele não hesitou em colocá-lo à ativa novamente, agora contra seu pescoço. O adversário, entretanto, esquivou, trazendo ao rosto do Revolucionário uma faceta de insatisfação, de glabela franzida. No meio tempo, os olhos rubros acompanharam o arremate do meio-mink debalde, que foi nocauteado com um forte golpe no queixo, provocando um arrepio que subiu a espinha do arqueólogo ao perceber que seu companheiro estava prestes a ser morto. Mais um não!

– Rin! – O brado antecederia o estrilo do chicote, cujo flagelo enlaçaria no punho de Kaitto; os dedos cerrados no cabo, então, forçariam ao máximo junto ao tronco, de corpo firme no charco através dos pés rijos, buscando mudar a direção de sua mão na expectativa de fazê-lo errar o disparo. Ao notar que o meio-mink não seria mais o alvo, e sim o historiador, a glote travou e os olhos esgazearam, de pupilas dilatadas. A sofisticada tecnologia, entretanto, pareceu ter falhado, já que nenhuma labareda exauriu da luva.

O farfalhar da água, então, anunciou a investida de Klaus, de tocaia por todo esse tempo. Irrompendo o véu lamacento, sua lâmina zuniu ao arrancar fora o braço do agente, que ululou de dor. Assim que ele largou Rin, Hisoka correu até o companheiro, entremeando a vista entre seu estado de saúde e a fuga do adversário, interrompida por um ótimo ataque de um dos príncipes. O historiador não soube ao certo como ele havia conseguido tamanha explosão, mas deve ter sido a partir do uso de sua fruta do diabo, talvez modificando algo no ambiente. Independentemente do que ele fizera, vislumbraria aquela cena atentamente, de cabelos ao vento e antebraço frente ao rosto crispado, protegendo os olhos relumbrantes.

Diante da fumaça cada vez mais às mínguas, as retinas fotografaram a silhueta de Kaitto derrotado; corpo coberto por queimaduras, de pele em carne viva. Hisoka já sentira aquela sensação e sabe o quão cruciante é. Não a toa trouxe à tona o esgar esculpido no rosto, carregando nas pregas da pele da carranca toda a aflição do martírio que sofrera mais cedo contra o agente explosivo.

– Bom ataque... – Elogiaria o loiro fleumaticamente. De nariz em fungadas, estranharia o fétido odor que ascendeu às narinas, muito pior que o do característico paul, que já havia adquirido certo costume de tanto sorver. – Klaus... – O nome do espadachim irromperia o provável silencio inquietante instaurado após o comentário do oponente. Instantes depois de evocá-lo, Hisoka volveria o pescoço na direção do garoto de cabelo alvo, entesaria os lábios e acenaria positivamente, de maneira bem singela. O que queria dizer com aquilo era óbvio: mate-o. Se ele não o fizesse, faria o mesmo com Rin. Infelizmente usar um chicote traz seus vieses; um deles a incapacidade de causar uma morte súbita no inimigo. E, cá entre todos ali, ninguém estava a fim de observar um estrangulamento naquela situação.

Hisoka observaria a vida do agente esvaindo de seus olhos indiferentemente. A esta altura, seu corpo e mente estavam sendo completamente subjugados pelo cansaço; não apenas por aquela batalha, mas por toda a guerra. O último inimigo de pé enfim ruíra, e o arqueólogo não foi capaz de reagir de outra maneira senão com inércia. Conseguia ouvir os batimentos cardíacos saltitando tórax afora, o alento pesado, quente, repleto de estafa. Era difícil acreditar que tudo havia chegado ao fim, principalmente depois de todas as desgraças que acometeram a célula. Muitas mortes, muitos feridos, muito sangue derramado; e a troco de quê afinal?

– Fu... – Quando a ficha caiu, um suspiro foi dispersado dentre os lábios tostados. As pálpebras cerraram, o queixo caiu e seu ombro relaxou como se tivesse retirado um gigantesco peso das costas; e realmente havia. Há horas atrás encarara a libitina de perto e em nenhum instante o medo da morte o abandonou. Saber que viveria, ao menos um pouco mais, era de um regalo imenso. – E- Cof. Estão todos bem...? – A voz às mínguas titubearia, até ser ressarcida com uma pigarreada. Mais um suspiro, então, e os olhos volveram por todo o ambiente; um a um, contaria os aliados, inclusive os irmãos flavos, até as íris em rútilo sob o fulgor lunar pararem em Crisbella, mirando-a com zelo, tateando seu corpo na busca por uma chaga. – Que ótimo. – Sem tirar os olhos da ruiva, responderia caso recebesse um respaldo positivo. As arestas dos lábios então mover-se-iam vagarosamente, até formarem um pleno sorriso, ainda que repleto de lassidão. Seu rosto não estava o dos melhores; cheio de suor, sangue, queimaduras e pulverulência. Certamente não era o pináculo de sua elegância, mas pouco importava. Estava cheio de brio acima de tudo. Nós vencemos. – Vencemos... – Confirmaria o pensamento em alto tom, de modo que todos pudessem ouvir. Em seguida, sua saliva escorreria glote adentro, sem óbice desta vez, pouco antes do pescoço alçar aos céus, vislumbrando aquele maravilhoso satélite que esplandecia na abóbada celeste.

As nuvens deslizariam pela sua vista até que os olhos alvejassem o corpo jacente da princesa. Tudo começara por ela e terminou com ela. Nunca uma luta pela liberdade havia custado tanto, mas não importava mais. Os mortos não voltariam a vida, infelizmente. Restava ao Revolucionário seguir em frente, traçar seu próprio caminho, tal como ele gostaria que a realeza fizesse. Aliás, não deixaria de relembrar os príncipes do propósito de tudo.

– Deixem-na ser livre... – Proferiria sem muito poder na voz. Os olhos fixos na jovem não colidiriam com os irmãos, porém eles saberiam com quem o arqueólogo estava conversando. Certamente saberiam.

Uma última contemplada ao charco e os primeiros passos foram dados, agora no caminho reverso, sem qualquer pressa ou inquietação. Tamanha era a mansidão que sequer fazia questão de tirar o pé por completo do aguaçal e, sem um único pingo de melindre, continuava arrastando as pernas fadigadas sob o corpo d'água, empurrando o substrato paul adentro despretensiosamente. Cruzando ao lado de Crisbella, moveria a mão direita lentamente até a linha de sua cabeça, onde deitaria delicadamente a palma sobre suas madeixas úmidas, afagando-as com ternura, enfim mantendo os passos até a embarcação.

– Acabou... – Articularia de voz roufenha e, apesar da feição atra, guardava uma emoção enorme no peito; saber que finalmente havia cumprido uma promessa o enchia de orgulho. Crisbella estava bem.

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Luizatomita
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Luizatomita

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 9 EmptyQua 01 Maio 2019, 12:28

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SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Curioso para não dizer que era intrigante, a mão dos deuses que pesavam sobre a roda do destino de nossas vidas havia ao menos nos dado uma oportunidade única… Estranha, bizarra, mas única. Eu sabia que a visão de Lara para mim não era em vão, sentia isso. Ela era uma pessoa tocada pelo poder dos deuses com certeza, agora eu não sabia se esse tal poder era uma benção ou uma maldição… Corri na direção de meus amigos, aliados para poder dessa vez, mudar o rumo da roda… Talvez eu pudesse mudá-la por completo? Improvável, mas sabia, sentia que talvez o destino, nossas vidas não deveriam acabar ali como os deuses avisaram. Não podia deixar acontecer!

Tudo acontecia como previsto até  a minha chegada. Abri um largo sorriso ao ver a expressão do agente quando eu consegui ‘’prever’’ seu movimento para me matar… Aquela gaivota havia sido bem útil mesmo, agradeci mentalmente por ela ter estado ali para me dar um ‘’timing’’. O creme coçadinha foi passado com sucesso sobre o rosto de nosso inimigo e, de quebra, eu não havia perdido meu coração no processo, mas consegui fazer com que seu corpo jovem caísse sobre a lama de Berlique. O meu plano estava dando certo e, após conseguir salvar a vida de Hisoka, de que fosse queimado vivo, me joguei na lama. Tentei achar Klaus, mas ele era realmente muito bom em se esconder. Minha ação seguinte era avisar Rin sobre o poder do Agente. Infelizmente, eu não havia prestado tanta atenção no que havia ocorrido anteriormente em minha visão do futuro, assim Rin acabou sendo golpeado, mas felizmente, não morto.

Suspirei baixinho ao ver tal cena e logo comecei a sair da água a qual eu havia me jogado. Hisoka estava bem, Rin se machucou um pouco mas parecia bem, Klaus também, sorri de canto ao ver que meu trabalho estava dando certo. Não demorou muito para o príncipe Ed também se juntar aos combatentes. His foi o primeiro, atacando o agente e levando com a ponta de seu chicote, um olho do homem. Não bastasse o rosto coçando, os ferimentos de espada e agora um olho a menos… Era uma carnificina sem tamanho, algo que eu tinha repulsa de ver. Os gritos do homem me fizeram estremecer por um segundo antes dele soltar uma enorme rajada de fogo que, por pouco não acertou a todos se não fosse o príncipe Ed.

O agente se encontrava no chão, machucado, queimado e a beira da morte. Não seria eu a sua algoz, não tinha frieza em sangue o suficiente para isso e esperava nunca ter… Vi Rin, Klaus e Hisoka se aproximarem do homem caído. Desviaria meu olhar da cena, não queria ver quem havia de levar a vida de Kaitto para o mundo dos mortos. Repararia na aproximação de Hisoka, tendo certeza de que ele não seria o assassino de Kaitto. Sorri para ele de maneira gentil. - Estou sim… - Diria de maneira simples antes de reparar que ele parecia sorrir de volta. Senti minhas bochechas corarem um pouco ao ver seu sorriso, era uma cena rara vinda dele e fiquei um pouco sem graça ao vê-lo assim. - E-Eu  preciso ver s-se La-Lara e o Afonso estão bem… Nos encontramos perto do navio… O-Ok? - Diria ao professor antes de começar a correr na direção oposta a onde os rapazes se encontravam.

Me aproximaria de Lara caso ela ainda estivesse ali. - Estamos bem… - Diria a ela de maneira a tranquilizá la de todo o ocorrido. Me aproximaria do príncipe Afonso, checando para ver se ele estava bem. Pegaria minhas coisas com Lara e olharia para ela com um sorriso de canto. - Você já nasceu com isso…? Esse seu poder. - Perguntaria de maneira curioso mas não invasiva, se ela não respondesse, não ficaria chateada, cada um sabe o quanto sobre pela mão firme dos deuses. Ajudaria o príncipe Afonso caso ele ainda precisasse de cuidados, ele tinha de ir com o irmão para poder voltar ao seu reino. - Sua irmã está bem Afonso… Está tudo bem. - Diria ao rapaz a fim de tranquilizá lo caso ele perguntasse.

Ajudaria-o a se levantar e logo em seguida, esperaria que os meninos voltassem ao navio. Observaria todos se aproximando. E como era hora talvez de cada um seguir seu rumo, me despediria de Ed e Afonso. - Obrigada pela ajuda, príncipe Ed, príncipe Afonso… Espero que tenham uma boa viagem de volta para casa. - Diria a eles de maneira educada e gentil enquanto Hisoka novamente se aproximava ao meu lado mas dessa vez, sua mão quente tocou o topo de minha cabeça, acariciando os fios ruivos de meu cabelo com certa ternura. Eu estava envergonhada, sem graça pela ação dele. - S-Sim… Acabou… - Diria de maneira acanhada quase que em um sussurro. Voltaria meus passos de volta para o Paradise Star, o pobre navio havia sofrido demais com todas aquelas batalhas, mas ainda me sentia segura dentro dele.

Chegando ao navio, teria um lapso em minha memória. - Ahh e quanto a Sam? Ele não vai voltar com os príncipes? - Perguntaria quase que para mim mesma, mas de maneira audível o suficiente para todos ouvirem. Se ele ficasse no navio, provavelmente seria morto por outros revolucionários, isso se, já não estivesse. Senti uma pontada no peito, precisava fazer algo.



-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Berlique
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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