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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyQua 27 Mar 2019, 13:59



O que restou





Hisoka e Crisbella



Após chegaram a enfermaria, a dupla teve seus ferimentos tratados pela enfermeira Miyazaki, não seria uma tarefa rápida já que ambos estavam com queimaduras por todo o corpo, a ruiva por conta das descargas elétricas e o professor por conta do dragão explosivo. Hisoka tinha ainda algumas perfurações pelo corpo que pediam uma sutura e um curativo, o que prenderia a enfermeira mais tempo com ele do que com Crisbella que apenas teria as queimaduras mais graves limpas e cobertas por uma pomada especial. Visto que não trocaram muitas palavras durante o tempo que passaram na enfermaria, os dois poderiam ficar observando Milla tratar dos seus companheiros enquanto esperavam Miyazaki fazer o mesmo com eles.

Seria interessante para o arqueólogo observar em silêncio a medicina sendo usada, pois poderia despertar nele algum tipo de interesse envolvendo o corpo humano. Talvez já tivesse pensando nisso no passado quando viu Milla ser gravemente ferida e não ter nenhum tipo de conhecimento para poder ajudá-la, algo que de certa forma chegou a se repetir hoje com Blink e Pepper, e se a situação tivesse sido pior, com seus talentos atuais tudo que o professor conseguiria fazer para ajudá-los seria vingá-los. Ao menos com Cris ao seu lado, Hisoka sentia que vidas poderiam ser salvas, e quando ambos já estavam com as feridas tratadas, a ruiva sugeriu que voltassem ao interior do navio para buscar por pessoas que estivessem precisando de socorro.

- Hey, Hisoka-san… Tome cuidado, ok? - Diria Milla antes do professor sair pela porta da ala hospitalar. No momento ela estava tratando o ferimento de Shizuo, suas mãos estavam cheias de sangue e seu rosto semi-coberto pela máscara de cirurgia, mas ainda assim era possível ver a preocupação dela pelos seus olhos.

Spoiler:
 

Após a resposta de Hisoka, o olhar de Milla voltaria a ficar sério e focado no seu trabalho, dando instruções a sua enfermeira ajudante para continuarem a cirurgia na ferida do cozinheiro. Dando continuidade a missão de proteger o navio e consequentemente a vida dos seus tripulantes, a dupla seguiu correndo pelos corredores da embarcação, mas nem deram muitos passos e já foram surpreendidos com a chegada de Rin trazendo com ele o corpo sem vida de Klaus. Por mais que fosse triste perder mais um companheiro, para o professor a dor dessa morte não chegava nem perto do que Crisbella estava sentindo, desesperada a ruiva havia sentado no chão com o corpo do companheiro imóvel em seus braços, gritando e chorando numa tentativa inútil de que o rapaz iria ouvi-la e acordar.

Dessa vez, Hisoka sentia-se incapaz de fazer algo para consolar a amiga abalada, assim como outra vez veria-se inútil quando o assunto envolve socorrer alguém, apesar de que, o espadachim já havia chegado ali morto, não havia mais como ajudá-lo. Ainda assim era estranho, mesmo para os leigos, que não havia nenhum sinal que indicasse a causa da morte de Klaus, pois mesmo uma ferida interna poderia resultar em alguma mancha ou inchaço no cadáver. Talvez ele tenha sido intoxicado de alguma forma ou sofrido um ataque cardíaco, a lógica do professor não o levariam para outra alternativa senão algo parecido com isso. Inclusive ele estaria pouco disposto a pensar sobre como exatamente o rapaz teria morrido, foi obra do poder inimigo, mais uma das tais Akuma no Mi, talvez fosse hora do historiador estudar um pouco mais sobre a história dessas tais frutas do diabo.

Enquanto Hisoka dizia suas palavras de despedida para Klaus e se aproximava de Rin segurando sua fúria interior contra os agentes que causaram isso, Cris permanecia com o companheiro em seu colo, esperançosa de que ele iria acordar. Talvez ela acabasse se lembrando do sonho que teve onde o corpo de Klaus afundou no oceano negro, teria sido nesse momento que isso aconteceu? Estaria ele naquele momento de alguma forma lhe pedindo ajuda? Se aquele sonho tivesse algum significado real, poderia ser interpretado então que Mirana também estava… Não! Crisbella não era capaz de pensar em algo assim nesse momento, não poderia perder mais alguém, certamente pensamentos como esse eram apenas fraquezas negativistas envolvendo sua mente abalada pela tristeza.

- Apenas alguns arranhões, ficarei bem… - Respondeu o meio-mink em uma clara mentira, Hisoka poderia não ter conhecimento médico, mas sabia muito bem o que era um corte de espada e o que era um arranhão, e no caso Rin estava cheio de cortes pelo corpo. - Jovi mandou eu vir ajudar o navio depois que nenhum dos nossos apareceu por lá após o seu chamado… Ou seja, ele está sozinho, mas acredito na força dele para proteger a princesa. É bom que voltemos para lá o mais rápido possível, temos que ser otimistas, mas precisamos contar com o pior também...

Crisbella estava passando por um momento difícil, portanto Rin e Hisoka não iriam atrapalhar o luto dela nos próximos minutos, mesmo o meio-mink não conhecendo Cris o suficiente para sentir o sofrimento dela, ele possuía empatia pela companheira revolucionária e no mínimo conseguia entender pelo o que ela estava passando. Aos poucos a ruiva ia começando a aceitar que o pior havia realmente acontecido, chorar e gritar não trariam Klaus de volta, seus dedos afagavam os cabelos brancos do rapaz enquanto suas lágrimas escorriam pelo seu rosto e gotejavam sobre o peito dele.

Enquanto cantava baixinho uma canção de ninar para o amigo, Cris veria a espada dele embainhada em sua cintura, passando a mão sobre seu cabo azul a ruiva poderia pensar no que fazer com a arma, enterrá-la junto com o dono ou ficar com ela como um objeto de recordação? Certamente era difícil para a garota aceitar o ocorrido, era difícil viver onde estava vivendo, basta olhar para trás e ver tudo que aconteceu no dia de hoje. Valia mesmo a pena para Crisbella continuar a bordo desse navio? Valia mesmo a pena continuar sendo uma Revolucionária? Valia mesmo a pena continuar perdendo seus amigos desse jeito?

Após abraçar calorosamente o corpo de Klaus, Cris talvez já estivesse disposta a deixá-lo em algum lugar e partir com His e Rin, ou quem sabe dizer a eles que não iria a lugar nenhum e continuaria ali acariciando o rosto do companheiro falecido. Independente do que estivesse decidida a fazer, isso certamente iria mudar no instante que tomasse um susto com os olhos de Klaus se abrindo e seus pulmões começaram a trabalhar sugando repentinamente uma grande quantidade de ar, algo semelhante com o que aconteceu há pouco com Gear, mas aqui ninguém havia feito nada para tentar ressuscitá-lo.

Spoiler:
 

- Impossível! - Soltou Rin ao ver Klaus acordando do que deveria ser a sua morte. - Já tinham se passado muito mais de dez minutos…

Certamente as palavras do Major pouco importavam para Cris que abraçaria Klaus com toda a felicidade que seu corpo conseguia sentir, talvez nunca tivesse se sentido tão aliviada na sua vida inteira. O espadachim parecia bastante confuso com a animação da amiga, além é claro de não saber exatamente como veio parar nessa parte do navio. Era realmente inacreditável o garoto ter conseguido acordar, mas da mesma maneira que não fazia sentido a maneira como ele morreu, não faz sentido nenhum a razão pela qual ele ainda estar vivo.

- Hey, hey, eu estou bem! - Explicaria Klaus para Cris ou Hisoka, não fazia diferença quem perguntasse. A tranquilidade em que ele falava isso era impressionante, realmente não estava aparentando nem mesmo estar cansado, tanto é que não seria necessário mais do que alguns segundos de abraços de Cris para que ele se irritasse com tanta demonstração de afeto. - Para com isso, contato demais, Crisbella! Será que dá pra alguém me explicar o que aconteceu?

- Você morreu, basicamente. - Respondeu Furry de forma bem direta e ainda intrigado com o que acabou de ver.

- Morri? Impossível se eu estou falando com vocês agora… Vocês me ressuscitaram com algum meio médico, é? - Perguntou ele ficando ainda mais confuso agora que havia descoberto o motivo para Cris estar tão emocionada.

- É… Foi exatamente isso. - Mentiu Rin para que o soldado não ficasse distraído demais com a situação que nenhum deles iria saber realmente explicar o que houve, portanto mentir era o melhor caminho para que a conversa se encerrasse aqui. - Agora se ainda estiver bem para levantar, precisamos sair daqui… Temos um navio e uma princesa para proteger.

- Certo. Não se preocupe, estou ótimo… Na verdade nunca me senti tão bem assim. - Diria Klaus levantando do chão para depois sacudir as vestes e ajustar a bainha da sua espada na cintura.

- Hey, professor… - Falaria o major se aproximando de Hisoka para cochichar alguma coisa com ele. - Fique de olho nesse aí. - E apenas isso já era suficiente para o arqueólogo entender o que o meio-mink estava querendo dizer… Era realmente muito estranho isso que aconteceu e fazia sentido ficar atento a algum comportamento estranho por parte de Klaus. O que morreu definitivamente foi ele, mas o que ficou ainda pode se dizer que é ele?

Apesar do objetivo inicial de Hisoka e Crisbella ter sido ajudar possíveis feridos pelo navio, Rin acabaria guiando o grupo em direção ao porão onde Marin estava sendo mantida e logo que chegaram ao local, avistar a porta do recinto aberta não trazia para eles um bom sinal. Descendo rapidamente os degraus para a parte mais profunda do Paradise Star, o quarteto encontraria o ambiente completamente virado do avesso, os poucos móveis que haviam ali estavam destruídos e até mesmo as paredes estavam danificadas deixando escorrer um pouco de água para a parte interior… Mas isso pouco importa, já que aquilo que mais chamava atenção era o corpo de Jovi estirado no chão e o desaparecimento da princesa das correntes que a prendiam.

- Jovi! - Gritou Rin correndo até o comandante para verificar se ele ainda estava vivo. Apesar de estar com a cara toda arrebentada e inchada, o músico ainda respirava, inclusive com a chegada dos companheiros ele abriu um dos olhos para observá-los. - O que aconteceu? Onde está a princesa?

- O desgraçado era forte… Tsc, subestimei o estilo de combate dele… Ele levou a princesa… Um cara de cabelos brancos. - Explicou o loiro com a voz um pouco fraca devido a surra que ele aparentemente recebeu.

- Cabelos brancos? Algum de vocês sabe de um invasor com cabelos brancos? - E a única pessoa entre eles que poderia dar essa resposta era Cris… Pois na sua verdadeira aparência, Sam possuía os cabelos prateados como os de Klaus. - Merda, para onde esse desgraçado fugiu?!

- Ele também está ferido... Marin está carregando ele... Não devem ter conseguido ir para muito longe… Vocês são os únicos do bando ainda de pé? Então tragam a princesa de volta… Não podemos perdê-la... - Falou Jovi para o quarteto de revolucionários presente. Aparentemente, graças a eles, dentro do navio não haviam mais inimigos para serem parados, eles haviam conseguido pegar o que queria… A missão agora é outra.

- Ok, Jovi, descanse um pouco agora. Daremos um jeito nisso. - Disse Rin olhando para a sua equipe de resgate… ou sequestro… da princesa. - Se os dois estão indo embora, eles precisam de um lugar para alcançar uma outra embarcação… Algum de vocês viu o navio deles do lado de fora? - Dentre os três, o único que viu a parte externa foi Hisoka e não havia qualquer sinal de um navio inimigo por perto.

- E se eles voltarem pelo mesmo lugar que entraram? - Sugeriu Klaus enquanto estava batendo um martelo na parede para pregar tábuas nos locais onde a água estava invadindo o navio… Era um trabalho bem porco, já que ele não era carpinteiro, mas ao menos iria segurar a barra por um tempo.

- E vocês sabem por onde eles entraram? - Perguntou Rin deixando o corpo de Jovi deitado no chão do porão para poder voltar a ficar de pé e olhar a situação com mais seriedade.

Se Sam e Marin estivessem voltando para o local por onde os agentes invadiram o navio, então Klaus e Hisoka sabem bem para onde os dois estão indo, pois estiveram lá mais cedo e viram o buraco deixado na parede... O quarto de número sete.




No quarto



A princesa estava realmente ajudando Sam a andar, da mesma forma que o rosto de Jovi estava todo desfigurado por conta de socos recebidos, o do agente não estava muito diferente disso e por mais que tenha saído com a vitória e conseguido libertar Marin, não teria conseguido nem sair do porão se estivesse sozinho. Quando os dois chegaram ao quarto sete, aquele que havia um círculo na madeira da parede, Sam se sentou em uma das camas do quarto enquanto a princesa foi em direção ao buraco para olhar para o mar.

- Não estou vendo nada nessa escuridão… Tem certeza de que estão aqui? - Perguntou Marin se esforçando para tentar ver alguma coisa lá fora no breu da madrugada.

- Sim… Olha direito que tem que estar aí em algum lugar! - Respondeu Sam antes de perceber que Marin não estava conseguindo mesmo encontrar e então se levantou para ir até o buraco verificar com os próprios olhos. Assim que chegou lá, o agente olhou para baixo e ficou procurando alguma coisa na água. - Merda… Não estão aqui! Onde aqueles imbecis foram parar?!

- Bom trabalho, Sam. - Disse um homem ao adentrar a porta do quarto. Vestia-se com roupas negras parecidas com a dos demais agentes (com exceção de Sam que tinha vestes de refugiado), tinha cabelos cheios de cor loiro escuro e um olhar bastante sério. - Ainda não fomos apresentados, princesa, mas não se preocupe, eu te levarei para casa.

- Kaitto! - Exclamou Sam assim que viu o homem. - Onde estão os irmãos dela? O combinado era ficassem escondidos aqui… Precisamos levá-la para Ilusia logo, não teremos força o bastante para lidar com outras células revolucionárias que podem aparecer para ajudá-los.

- Sim, irei tirá-la o mais rápido possível daqui… - Falou Kaitto se aproximando dos dois com passos curtos, então colocou a mão sobre a cabeça de Sam, acariciando seus cabelos. - Mas você entendeu errado, não é para Ilusia que irei levá-la. - Então a luva na mão dele começou a brilhar e uma rajada de fogo caiu sobre o corpo de Sam fazendo-o começar a queimar e gritar de dor.

Spoiler:
 

- SAM! KYAAAAAAAAAAAAAAAA! - Berrou a princesa em desespero ao ver a cena apavorante do seu salvador e guardião começar a ser queimado vivo. O grito dela poderia ser ouvido por todo o corredor.

Enquanto o agente se debatia desesperadamente para tentar apagar o fogo que o consumia, Marin começou a correr em direção a porta do quarto para tentar fugir de Kaitto, mas ele a agarrou pela barriga e a impediu de conseguir escapar. Sam em uma última tentativa de se salvar, fez a única coisa possível para a sua situação e se jogou no mar, deixando Marin ser capturada por Kaitto.

- ME SOLTA!!! ME SOLTA!!! SOCORRO!!!! SOCORR... - Gritava Thalassa Marin chorando e se debatendo apavorada por conta da nova situação em que entrou.

Ela não teria parado de lutar para se libertar se não fosse pela pancada que recebeu na nuca fazendo-a desmaiar automaticamente. Enquanto perdia a consciência, a princesa tinha um pouco de esperança de que alguém iria conseguir ouvi-la… Talvez ela estivese certa, mas mesmo ouvindo-a, ninguém chegaria a tempo de resgatá-la, pois Kaitto pulou para fora do navio em direção aos pântanos de Berlinque. Enquanto isso, dentro da água, o corpo inconsciente e a beira da morte de Sam boiava em cima de um pedaço do Paradise Star que havia sido destruído e caído dele durante essa invasão… Quem sabe com sorte alguém conseguisse vê-lo ali.

OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 

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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptySex 29 Mar 2019, 06:27



Destinos Cruzados

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#Post 24


Próximo de cruzar o batente da porta da enfermaria, seus ouvidos captaram a doce voz de Milla em seu flanco. Assim que volveu o tronco e o pescoço, fitou os olhos da companheira transbordando preocupação, semblante este que atingiu seu âmago profundamente. Suas sobrancelhas imediatamente caíram num arco e o olhar despencou receoso. Depois de tudo que passara naquele navio, a certeza da própria segurança foi uma das primeiras que desvaneceu. Com o corpo inteiramente ferido, duvidava se conseguiria manter-se protegido, principalmente com adversários tão poderosos lá fora. O silêncio sempiterno oriundo do combate de Helena ainda enchia-o de aflição, afinal ela é a Revolucionária mais forte da tripulação e, se ela está enfrentando tamanha dificuldade para derrotar um dos oponentes, Hisoka certamente não terá a menor chance para o que pode estar por vir.

– Tudo bem... – Agitou os olhos vacantes até encontrar os de Milla, respondendo-a sem asseveração. Queria dizê-la algo a mais; algo que trouxesse um quê de esperança, mas estava cansado de fazer promessas e não cumpri-las, principalmente com a enfermeira. Não queria deixá-la esperando-o convicta de que voltaria se há chance de falhar mais uma vez.

No corredor, Hisoka deixou Crisbella a sós com Klaus para que ela pudesse se despedir do espadachim devidamente. Ao que parecia, o erro de Rin e Jovi havia resvalado não apenas na tripulação deles próprios, como também na célula que a ruiva e o alvo provieram. As mazelas que afligiram-nos eram irreparáveis, pois as vidas daqueles que se foram não voltarão. Além disso, os danos causados na mente dos que ficaram, como Hisoka, não seriam meramente efêmeros, mas moldariam seus caracteres infindavelmente. O mero professor de história havia sido deixado para trás naquele dia; em seu lugar, o Professor Revolucionário despontou.

– Errr... Pequenos arranhões, né? – Com os cantos dos lábios entesados num riso singelo, contemplou seu amigo com um semblante blindado pela antífrase, amparando-se num breve regojizo para espantar a dor da perda. – Estávamos indo para lá na verdade, mas paramos quando... Bem. – Revelou para o meio-mink, suspirando próximo do término do comentário com os beiços escondidos dentro da boca, logo reavendo o inoportuno sentimento lúgubre.

Foi, então, quanto caminhavam pelo corredor, dialogando um com o outro na curta pala, que o súbito frêmito de ar aurido num arquejo sucedido pelo grito de Crisbella chamaram-lhe a atenção. Hisoka virou o tronco de imediato, deparando-se com Klaus de olhos abertos mais uma vez. Ele está vivo!? Uma amálgama de euforia e estuporação percorreu sua espinha num arrepio tão forte que seu corpo estremeceu e arredou um pé atrás. As palavras na ponta da língua simplesmente pareciam atadas à glote ainda pasma, de modo que os lábios tartamudearam atônitos em busca de uma resposta.

– M-M-Ma... Como assim!? Digo... Está tudo bem? – Com os braços esticados com as palmas das mãos expostas a frente do corpo, Hisoka denotava todo seu sentimento de dubiez. O coração batia forte, vibrante e contente em saber que seu companheiro, de alguma forma, estava vivo; no entanto, acima de tudo, pelo espavento guiado pela confusão reinante. – O que aconteceu afinal? – Interpelou com as sobrancelhas arqueadas ao máximo, como se os olhos arregalados tentassem alcançar uma solução em meio à incoerência. Era uma sensação muito estranha vê-lo ali, de pé, como se nada tivesse acontecido após uma despedida num quase funeral. – Que seja... – Suspirou profundamente, relaxando os ombros e o pescoço de olhos fechados. Não havia sentido em buscar uma resposta. Aliás, por que ele estava buscando uma em primeiro lugar? Seu amigo estava ali, mais vivo que nunca. Era para estar saltitando de alegria, de sorriso radiante e lágrimas de alívio tal como Crisbella.

Como é bom vê-la assim... Deixou escapar um riso numa das arestas da boca, acanhado e com certo ciúme, mas repleto de sinceridade. Desde o começo da invasão, o professor apenas tem visto sua companheira ou com os olhos marejados, ou com o medo estampado no rosto. Vislumbrar um sorriso desafogado naquele rosto tão deliciado até enchia-lhe o coração de conforto, embora com um pesar ignoto nas entranhas de seu âmago ao vê-la tão limítrofe do espadachim. Por quê? O aperto no peito seria amordaçado com os dedos sinistros que repousaram no tórax enfaixado, desviando o olhar daquele reencontro tão pulcro, porém com requintes de pungência para o historiador.

– O-Ok... – De maxilar combalido, ouviu as palavras de Rin acompanhadas de seu cálido alento na orelha. Sequer teve tempo de perguntá-lo o porquê, mas, com um pouco de reflexão, compreendeu o meio-mink. Klaus parecia estranhamente animado, ao menos quando comparado com aquele Klaus que Hisoka conhecera, isto é, antes de sua "morte". Bastaram apenas alguns segundos de ruminação para o arqueólogo fechar a feição com o cenho franzido, bastante pensativo, enquanto lobrigava o Revolucionário de madeixas alvas de soslaio.

Chegando próximo do porão, as íris de Hisoka vagaram pelo ambiente babélico, contemplando os móveis revirados e os diversos objetivos destruídos. Sentiu, também, o toque álgido da água uliginosa em seus pés, já muito bem conhecida, junto ao fragor constante do líquido que vertia pelo casco destruído da embarcação. Alguns metros a frente, em meio a desordem, enxergou o corpo jacente do músico, o que imediatamente resgatou sua preocupação junto a um arrefecimento no estômago.

– Droga... – Resmungaria ao direcionar o olhar para o local que antes prendia a princesa, crispando o queixo em tensão. As correntes estavam soltas e, obviamente, Thalassa não estava mais lá. Por um momento, passou na cabeça do historiador que tudo havia sido em vão; todas as perdas, todas as mortes. É isso? Os agentes ganharam? Não... Ele suplicava para que não. – Sam!? – Exclamaria ao ouvir o comentário de Cris, bruscamente volvendo os olhos para a ruiva, de boca entreaberta. – Ele estava disfarçado mesmo... Que desgraçado! – Cerraria os dentes em furor, junto a um soco em pleno ar com a mão esquerda fechada, como quem quisesse exaurir a frustração.

Hisoka caminharia de um lado a outro com a mão direita apoiada no mento. Estava apreensivo, pois sentia que a tripulação havia levado uma rasteira das grandes, daquelas que é difícil se reerguer. Tentava colocar a mente em funcionamento ao máximo, escorando-se no temperamento calmo e na lógica para que pudesse chegar numa dedução útil, mas em completo debalde. Mais uma vez vivenciaria o martírio da inutilidade. Aquele mesmo suplício que tanto o torturou em Ilusia Kingdom, mas que parecia ter sido superado, amofinaria-o novamente. Era ele quem deveria ter sempre uma resposta para tudo; a mente da célula. Foi esse o motivo pelo qual fora convocado para se unir ao Revolucionários e ainda não havia conseguido cumprir com esta função.

– Vamos... Vamos... – Já de cabeça baixa, murmuraria quase que de maneira impercebível, como numa torcida que aguardava eufórica o advento da saída recôndita, quando os ouvidos captaram a pergunta de Rin em segundo plano, na surdina. – Não... Não tem nada lá fora... – Mesmo de costas, balançaria a cabeça negativamente e denegaria resoluto com os dedos apertando o lábio inferior. – Por onde entraram... – Assim que atentou ao parecer de Klaus, seus olhos finalmente fixariam na cavidade ocular. A face contraída sugeriria todo o esforço na busca pelo conhecimento que parecia próximo de ser fisgado na memória, até que, num brado, chamaria a atenção de todos com o olhar voltado para cima, como quem descobrira o óbvio. – Claro! Argh... Como não falei isso antes? – Tapearia a própria testa com a mão, suspirando decepcionado. Certo que teve muitos empecilhos para lidar, mas uma informação tão útil não podia ter sido deixada para trás. – O quarto sete. – Volutearia o corpo de forma a se posicionar de frente para os demais, pausando dramaticamente até que estivesse no foco de todos. – Um refugiado chamado Stille encontrou um quarto com uma vítima morta e um buraco estranho na parede... Tenho a plena certeza que eles entraram por lá. – Contextualizaria os companheiros, intercalando o olhar entre os presentes para passar a informação a todos convictamente, meneando positivamente com a cabeça. – Vamos. Se temos alguma chance de encontrá-los a tempo, será lá! – Sequer permitiria uma resposta, logo preparando o corpo machucado para uma corrida, usufruindo de sua aceleração para que alcançasse o quarto sete o mais rápido possível, ignorando os eventuais véus de água formados a cada pisão resoluto no aguaceiro do porão.

Na suposta caminhada pelo corredor dos dormitórios, Hisoka ouviria um grito agudo que fisgaria sua atenção. Pela falta de informação no clamor, talvez não identificasse que se tratasse de Thalassa, mas saberia que adveio de uma figura feminina. Moveria a cabeça rapidamente desnorteado, buscando atentar para a direção da qual ele proveio, provavelmente reconhecendo-o como oriundo do quarto sete. Sem nem ao menos esperar pelos demais, adentraria no cômodo, abalroando com o ombro mais sadio contra a porta caso ela se situasse lacrada.

– Aqui... – Continuaria a escutar os gritos de rogo, gradualmente cada vez mais distantes. As pupilas tateariam os quatro cantos do recinto celeremente, atinando que estariam a sós, talvez senão pelo cadáver da vítima de mais cedo. – É este o buraco... – Diria com as mãos apoiadas em sua borda inferior, inserindo cuidadosamente a cabeça para fora da cavidade. O característico odor do charco encharcaria as narinas, culminando num recolhimento dos sulco nasolabiais em desgosto. – Ei... Espera... O que é aquilo? – Semicerrando os olhos para que fomentasse a nitidez, Hisoka tentaria identificar o corpo que supostamente veria boiar na região pantanosa. – Parece uma pessoa, não? – Moveria os olhos para quem quer que se aproximasse na expectativa que ela ratificasse suas suspeitas. Julgando pelas vestes, provavelmente sujas pelas pulverulências brejeiras, não conseguiria distinguir aquele indivíduo. Entretanto, seus cabelos prateados chamavam-lhe a atenção, principalmente após as revelações de Crisbella. Será que...? – Não acredito... Sam? – Regougaria colérico se Cris reconhecesse o agente, enaltecendo o beiço superior no semblante aversivo.

A ojeriza pelo governo voltava a efervescer-lhe o sangue e, tratando-se daquele traidor em específico, que conviveu tão próximo de Hisoka e seus companheiros, era amalgamada por um rancoroso fel. Se não fosse a idiossincrasia calma, que o faz refletir duas vezes antes de agir na maioria das vezes, certamente já teria saltado naquele fedegoso pântano e afogado aquele pérfido ali mesmo.

– Vamos interrogá-lo. – Diria austeramente numa entonação e feição revestidos de inflexibilidade, florescendo a chama cada vez mais ardente da liderança, ainda com o olhar fixo no corpo boiante. – E... Se ele resistir... O torturaremos até que fale. – Giraria o pescoço e fitaria os companheiros por cima do ombro, entremeando os Revolucionários com sua expressão ríspida e resoluta.

Sua mão direita deslizaria até o cós da calça, onde recolheria o chicote pelo cabo. Então, alçaria o braço na altura da cabeça e o desceria rapidamente, possibilitando que a vergasta se enrolasse no tronco do corpo se tivesse alcance. Na eventualidade do agente estiver além da extensão de seu flagelo, apoiaria o corpo no buraco e, até mesmo, na lateral da embarcação se preciso, apoiando-se num dos companheiros com a mão livre para que atingisse Sam. Desta forma, com ele enrolado em sua arma, o puxaria fortemente através do buraco, com ajuda dos demais se necessário.

– Ele não parece estar no melhor estado... – Analisaria com a face encrespada em nojo se conseguisse enxergar as suas queimaduras. – Ainda assim, coloque sua espada no pescoço dele, Rin. – Gesticularia com a mão para o meio-mink num tom nem tão severo; algo mais próximo de um pedido lógico que uma ordem. Caso Sam estivesse desacordado, esbofetaria sua face até que despertasse, mas conservando sua força. – Então, atorzinho... Já pode começar a falar. – Seria direto e sucinto, sem uma pergunta direta. Não a toa, claro, pois gostaria de extrair o máximo de informações possíveis e, mesmo que não tivesse sido perfeitamente evidente na interpelação, não aquiesceria uma hesitação ou relutação sequer. Com a glabela crispada e zigomáticos enaltecidos pelo maxilar cerrado, não pestanejaria antes de erguer o pé direito e buscar um golpe direto efetuado com a sola do metacarpo contra o nariz de Sam, afundando-o contra o revestimento de madeira da parede do navio onde estaria encostado. – Juro que meu pior desejo nesse momento é que eu não sinta arrependimento de ter me esforçado para tirá-lo de lá. – Cutucaria ainda de cenho franzido, sem tirar os olhos do meliante por um único segundo. Queria que ele visse o tormento em suas íris carmesins. Ainda que Hisoka não detivesse a aparência mas intimidadora possível, imaginaria que depois de todo o sofrimento passado sua feição ao menos pudesse transpassar parte de seu rancor, que é gigantesco. – Quem são vocês. Por que estão resgatando a princesa. Para onde levaram ela. – Não haveria uma entonação de dúvida em suas palavras, pelo contrário, eram imperativas, isto porque não estava meramente indagando-o e solicitando uma resposta; era uma ordem, e o arqueólogo teria-a, de uma forma ou de outra.

Na eventualidade de Sam não corresponder com o interrogatório, Hisoka continuaria a efetuar os golpes, agora mirando nas partes que julgasse mais sensível, alvejando as regiões cujas queimaduras aparentassem maior gravidade aos seus olhos leigos. Pisaria e esfregaria o pé direito nas áreas sem titubear até que tivesse os esclarecimentos. Na hipótese de Crisbella tentar intervir, não usaria de sua força contra a companheira, apenas pediria para que Klaus ou Jovi a contivessem, uma vez que eles devem perceber a importância da obtenção daquelas informações.

– Por favor... – Solicitaria com a voz frágil e olhar vago, pois era uma atitude a qual não gostaria de recorrer. Ao que parecia, a garota detinha uma visão bem desvinculada da realidade, em que aparenta acreditar veementemente numa humanidade pacífica e livre de conflitos. Não que Hisoka não almeje uma sociedade assim, entretanto, a falta de violência é um benesse destinado somente aos não-agressores; e, de todas as idiossincrasias provindas desses cruéis e inclementes agentes, certamente a agressão é a que mais se destaca, uma vez que não mostraram piedade nos assassinatos dos refugiados inocentes.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptySeg 01 Abr 2019, 12:13

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SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


O medo da perda e a euforia me fizeram entrar em colapso por alguns instantes. Não queria mais mortes, não queria mais dor… Eram demais por apenas um dia, naquele navio tão lindo e esplendoroso que aos poucos se consumia pelas selvagens batalhas. Agarrei o corpo de meu amigo como um filhote agarra sua mãe quando está com medo. Eu não podia deixá-lo ir assim como Mirana foi tirada de mim… Meu choro, meu luto, era inconsolável para aqueles que estavam ao meu redor, não consegui nem ao menos encará-los e eles muito menos sabiam como agir em meio a aquele turbilhão de emoções que consumia minha alma. Ouvi His falar com o mink a respeito do ocorrido, mas isso era indiferente para mim, não me importava como e sim porque tudo aquilo estava acontecendo… Senti raiva ao lembrar que os próprios revolucionários colocaram nossa vida em risco trazendo a princesa no navio… Infelizmente o erro deles custará a vida de mais um… Era isso o que eu pensava.

O susto que levei ao ver Klaus abrir os olhos se misturou a um sentimento inigualável de alegria que só pude transformar em um abraço apertado. - WAAAAAAH KLAAAAAUSSS. - Agarrei o pescoço do rapaz que estava confuso com toda a situação, dando-lhe um abraço apertado enquanto meu choro persistia em meus olhos. Olhei para ele, vendo sua face confusa enquanto ele tentava me afastar. -  Yaaaaaa! Você me assustou, seu bobo! - Soltei o rapaz, levando meu corpo para mais longe dele enquanto ele se levantava. Demorei um pouquinho para me levantar, pois o observei do chão a agir completamente normal, como se nada tivesse acontecido. Era muito muito estranho… Mas eu estava feliz, pelo menos ainda tinha meu amigo ao meu lado. Sorri para ele e logo coloquei-me de pé também e logo enxuguei as lágrimas de meu rosto.

Tínhamos uma missão ainda a cumprir e logo me predispus a atendê-la. Agarrando o braço direito de Klaus, comecei a puxá-lo e comentar com ele a respeito da arma que eu havia usado na luta contra o agente dos raios. Deixando Rin e Hisoka para trás, sem ao menos escutar seus cochinhos e desconfianças a respeito do rapaz que havia retornado do mundo dos mortos. Caminhei calmamente, deixando um pequeno sorriso se alojar em meus lábios enquanto íamos em direção a parte mais funda do navio a encontro de Jovi. Acelerei os passos quando percebi a urgência do problema, infelizmente, não havia tempo de cuidar de feridos… O que me deixou um pouco aflita.

Ao chegarmos ao porão a onde a princesa estava cativa, encontramos Jovi estirado no chão sem dignidade alguma. Rin correu em sua direção e logo pude ver o estrago que havia sido feito no loiro. Anteriormente, me lembrava da figura de Jovi como um homem muito bonito a ponto de eu ficar imensamente sem graça em sua presença, vê-lo daquela maneira era tanto um choque quanto uma lástima. Ajoelharia ao seu lado, abrindo o kit médico de maneira ligeira enquanto minhas mãos iam até o rosto do loiro, examinando seu corpo para poder dar a ele o tratamento mais adequado, embora fosse muito limitado as minhas atuais capacidades.

Enquanto Rin e Jovi conversavam, pude notar que a pessoa que havia causado toda aquela comoção era Sam… Infelizmente, somente eu sabia de seu disfarce e assim tive de dar a notícia ao grupo. - É-É o Sam… Ele estava disfarçado esse tempo todo. - Olharia para Rin, explicando a ele a situação. - Ele estava disfarçado como um dos refugiados do navio… Infelizmente topei com ele no meio do caminho mas não tive força para detê-lo. - Me lembrei do beijo que eu havia dado ao agente, meu rosto rapidamente corou enquanto eu me voltava aos outros. - Ele é muito forte, se fez isso com Jovi… - Disse ao observar o estado nervoso de His. Lembro-me de ver o rapaz não indo com a cara do agora agente infiltrado, talvez ao ‘’sexto’’ sentido dele não fosse algo a ser ignorado.

Os rapazes logo começaram a discutir por onde o agente poderia ter invadido o navio. Eu estava meio avoada, mas consegui prestar a atenção necessária. Quarto número sete, era esse o local para aonde deveríamos ir e, sem delongas, marchamos de maneira ordenada pelos corredores a procura do local onde His apontará. Seguia atrás do grupo, arrumando a bolsa com o suprimento médico, contando o que havia ali até um grito quebrar a minha atenção. - M-Meus Deus o que foi isso? - Perguntei meio assustada pela altura da voz, estávamos perto do nosso destino, seria aquele o grito da princesa?

Ao abrirmos a porta do quarto, notamos o enorme buraco na madeira, mas infelizmente não havia ninguém ali dentro. - S-Saíram? - Perguntei incrédula. Para a onde foram? Seria possível que conseguiram de alguma forma... Voar? - Viraram pássaros, não é possível. - Disse enquanto me aproximava da borda do buraco, olhando as ondas negras do mar enquanto Hisoka se colocava ao meu lado. Semicerrei o olhar para ver se encontrava algo e foi o rapaz a exclamar a respeito de um corpo. Olhei na direção que ele olhava, para o pântano fedorento daquela maldita ilha. - É SAM!! - Disse de maneira exaltada enquanto pegava no braço esquerdo de Hisoka, puxando-o o mesmo. His não parecia contente em ver o rapaz, mas precisávamos de alguém para nos contar o que havia ocorrido e a onde estava a princesa.

Me afastei do corpo do moreno e logo me coloquei atrás dele. - I-Interrogar? - A palavra tortura veio logo em seguida dos lábios carnudos de meu amigo, o que fez meu coração disparar mais rápido de maneira aflita. - C-Como assim H-His… Isso não é certo! Disse com receio na voz. Embora Sam tivesse feito coisas horríveis, ter de ver mais alguém machucado me doía, não por ser aliado ou inimigo, mas por eu sentir muita empatia pelas pessoas em si.

Caso Sam fosse resgatado para dentro do navio pelo habilidoso chicote de Hisoka, Me aproximaria do rapaz, olhando para seus ferimentos… Sua face parecia queimada, tostada o suficiente para ficar marcado para sempre sobre sua pele. - E-Espera! - Disse a Rin ao Hisoka ordenar que ele coloca-se a espada em seu pescoço. -  Deixe-me tratar o ferimento dele… Não tiraremos nenhuma informação de um cadáver! - Diria de maneira firme a Hisoka, me colocando a frente dele enquanto minhas mãos enfaixadas seguravam o kit médico de maneira também firme. Caso ele aceitasse ao menos que eu tratasse Sam, limparia o rosto do rapaz com água boricada do kit médico, colocando o líquido em uma gaze. Levaria minhas mãos até o rosto de Sam. -  Calma, calma… Sou eu. - Diria a ele para se acalmar enquanto fazia o procedimento.

Caso His recusasse meu pedido e os outros rapazes tentassem me impedir, tentaria barganhar mais. - His! Ele precisa de tratamento! Se não fizer isso ele vai morrer! - Diria enquanto relutava o provável agarrão que me vinha de algum deles. -  Me solte agora ou você vai ficar pior que ele! - Olharia para a pessoa com muita raiva nos olhos enquanto cerrava os dentes como um cão raivoso. Se minha esperniação e luta não resolvesse nada, gritaria ao menos: - NÃO SEJA COMO ELES HIS, VOCÊ É MELHOR DO QUE ISSO! - Olharia para os longos e compridos cabelos dele, esperando que ao menos ele me ouvisse.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyTer 02 Abr 2019, 01:44



A missão de resgate





Hisoka e Crisbella



O despertar de Klaus era um alívio, mas o mistério de como teria sido possível se mantinha no ar, sendo preferível deixar o assunto engavetado no momento do que tentar entender o que realmente aconteceu. A felicidade de Crisbella transbordava de seu rosto ao ver que o companheiro estava bem, havia sido apenas um grande susto e dessa vez não iria perder alguém. Com o trio seguindo o major Rin até o porão onde havia deixado Jovi para proteger sozinho a princesa Thalassa, chegando lá eles encontrariam o comandante derrotado no chão e a prisioneira desaparecida, então quando o loiro explicou o que aconteceu, Cris logo identificou que o responsável por isso provavelmente era o Sam… O que é estranho, pois se o sonífero fez efeito nela, o mesmo deveria ter acontecido a ele, bem, agora isso pouco importa mais.

Ganhando de Jovi a missão de recuperar a princesa, o grupo de revolucionários restante seguiu às pressas para o mesmo local por onde os agentes entraram, o quarto de número sete. O caminho até lá não seria longo, mas não sabiam quanto tempo Sam e Marin estavam adiantados e se teriam alguma chance de alcançá-los até chegarem ao cômodo. Durante o trajeto, as orelhas peludas de Rin balançaram demonstrando que ele havia conseguido ouvir alguma coisa, ele logo começou a correr e quando os gritos da princesa ecoaram pelos corredores His, Cris e Klaus tiveram uma noção do que ele estaria ouvindo.

O quarto estava vazio quando chegaram lá, ou melhor, havia um cadáver de um refugiado que a princípio poderia assustar Rin e Crisbella, mas o meio-mink não se importou tanto assim para o desconhecido falecido, sua empatia certamente não era tão grande quanto a da ruiva que talvez lamentasse mesmo que por um breve segundo a morte do inocente. Enquanto o professor ia checar a parte de fora do navio olhando pelo buraco na parede, o major se mantinha intrigado por não encontrar ninguém ali, inclusive caminhou até a marca de fogo que havia no chão e se abaixou para verificá-la, ele ainda conseguia sentir a madeira quente na região escurecida.

- Eles devem ter pulado na água ou talvez no pântano. Eu tenho certeza que ouvi a princesa gritar, mas o que me intriga é isso aqui… Alguém foi queimado. - Comentou ele levando as mãos sujas de fuligem até o nariz para sentir o cheiro. Quando o arqueólogo revelou ter visto alguma coisa na água, o espadachim rapidamente se ergueu e foi até o buraco para que tivesse a oportunidade de analisar o que o rapaz estava vendo, talvez sua genética racial lhe permitisse enxergar melhor no escuro. - Seja quem for, traga-o para cá, professor… O cabelo condiz com o homem que estamos procurando.

Enquanto o trio masculino parecia aceitar bem a sugestão de interrogar e até torturar o agente ferido, Crisbella parecia não aprovar nem um pouco essa postura agressiva, não apenas pela atitude em si, mas porque o agente já estava ferido o bastante e provavelmente não seria capaz de sobreviver a algo tão cruel. Após “laçar” o corpo de Sam com seu chicote, Hisoka recebeu a ajuda de Rin para puxar o agente para dentro do quarto, talvez ele conseguisse fazer isso sozinho, mas com dois braços a mais o professor pouparia uma energia que poderia ainda vir a ser útil na missão que estão encarregados. Assim que o homem foi retirado da água, Cris se colocou na frente dele para começar a tratar seus ferimentos sob a desculpa de que não poderiam retirar informações de uma pessoa morta.

- Cri...Cris? - Comentou Sam ao começar a abrir os olhos e notar quem estava diante dele, assim que ela confirmou sua pergunta, a boca do agente se entortou no que seria uma tentativa de sorrir com o corpo todo dolorido. - Se a primeira coisa que eu vi foi um anjo, devo mesmo estar morto… Corfgh! Corfgh! - Disse ele usando da pouca força que lhe restava para passar uma cantada na garota. Havia sangue na tosse no final de sua frase.

- Não é hora para gracinhas, diga apenas o necessário ou não dirá mais nada! - Ameaçou Klaus puxando sua espada da bainha para dar mais peso a sua voz agressiva.

- Acalmem-se vocês dois! - Ordenou Rin erguendo ambos os indicadores um para cada homem revolucionário que o acompanhava, porém seu olhar se mantinha firme na garota a sua frente que estava tratando as feridas do inimigo. - Crisbella, não é? Não acho que você deveria gastar nossos recursos tratando as feridas de quem estamos tentando eliminar… Deixe-o como está e faremos ele nos contar o que sabe até onde sua resistência conseguir lhe manter vivo. - Pediu o major para a soldado, porém existia uma grande possibilidade dela não o ouvir e continuar cuidando de Sam assim mesmo. - Crisbella, solte esses medicamentos agora mesmo… Isso é uma ordem! - Agora seu tom de voz havia ficado bem mais sério e nem seria necessário da sua parte deixar claro que se tratava de uma ordem, porém mesmo assim a ruiva poderia ignorá-lo e continuar fazendo o que bem entendesse.

- Ele a levou… O homem que me deixou com essas queimaduras. - Revelou Sam antes que a situação de Cris pudesse se complicar por conta dela ainda estar o ajudando, porém ele também diria caso ela tivesse optado por parar de tratá-lo.

- E quem seria esse homem? Pelos gritos da princesa e o seu estado não me parece certo julgá-lo como nosso inimigo. - Perguntou Rin que nesse momento estaria ignorando Crisbella se por acaso esta ainda estivesse indo contra suas ordens.

- Kaitto, o assassino da chama celeste… Ele era o líder do nosso esquadrão de resgate enviado pelo rei Lucas de Ilusia para levar a princesa Marin de volta para casa. - Explicou o agente com a voz dando umas falhadas em alguns momentos por conta da sua saúde em estado crítico.

- Se ele era de fato o seu líder, então o que aconteceu para fazê-lo atacar o próprio aliado? - Perguntou o major ao cruzar os braços, a história parecia estar ficando interessante.

- Ele sabia que eu não o deixaria levá-la para outro lugar senão de volta para o reino de Ilusia… - Respondeu Sam fazendo uma careta no momento que Cris começou a limpar uma queimadura próxima de um osso que Jovi havia fraturado no seu combate anterior. - Kaitto quer entregá-la para seus pais biológicos.

- Ele quer levá-la até os Tenryuubitos… - Concluiu Rin de forma bem rápida já que sabia todo o contexto da história de Marin.

- Então vocês sabem de tudo… Foi o que pensei. Corfgh! Corfgh! - Soltou o rapaz antes de começar a tossir mais sangue. - Posso ter assinado para me tornar um agente e trabalhar para o Governo… Mas devo tudo à Ilusia e ao rei Lucas, não posso desapontá-lo, não posso deixar que sua filha seja tirada dele dessa maneira.

- Você diz a filha que ele mesmo iria vender para ganhar visibilidade dos Dragões? - Questionou Rin tentando pressionar o agente para que entregasse alguma informação mais valiosa.

- Não… Lucas nunca faria isso, ele passou a amar essa menina mais do que seus próprios filhos de sangue. Ele não estava tentando entregá-la ao Governo Mundial, mas sim impedir que eles a tirassem dele. Trazer a CP-3 para o reino foi sua maneira de controlar um possível vazamento dessa informação, colocando seus homens para trabalhar como agentes, o rei conseguia eliminar qualquer um que descobrisse a verdade sobre Thalassa Marin, fosse ele civil ou membro da CP… Ao todo éramos sete, cada um com suas funções, fosse ela de proteção pessoal da princesa, como era o meu caso, ou assassinato e investigação. - Explicou Sam para os revolucionários, e se fosse realmente verdade isso faria a história contada por Jovi não ser tão correta assim… Teria o comandante se enganado?

- Como vocês chegaram aqui sem serem notados pela nossa equipe de navegação? Acredito que esse tal de Kaitto utilizará do mesmo recurso para transportar a princesa. - Perguntou Rin indo de encontro ao buraco na parede para dar mais uma olhada no lado de fora.

- Um submarino… Mas eu duvido que Kaitto esteja voltando por ele. Ele não sabe pilotar e quem nos trouxe até aqui foram os príncipes Eduardo e Afonso. A única maneira dele estar indo embora é com a chegada de um novo veículo para buscá-los, portanto...

- Ele deve estar escondido no pântano esperando. - Concluiu Rin a frase que seria dita por Sam. Com isso as coisas ficavam mais claras agora para o grupo… - Talvez ainda tenhamos uma chance de encontrá-lo e impedi-lo de fugir com a princesa. Ok, façam o que quiserem com esse daí, ele não me parece mais útil. - Falou o major pulando pelo buraco para então cair no solo pantanoso de Berlinque.

- Então é assim que eu vou morrer… Em uma missão fracassada de resgate. - Diria Sam logo depois de Rin praticamente deixá-lo para morrer nas mãos de dois homens que certamente o odiavam. Mesmo assim o agente sorriu para Cris, a única ali que talvez tentaria proteger sua vida, então, se tivesse que dar suas últimas palavras, Sam chegaria sua boca próximo ao ouvido da ruiva e diria baixinho para que só ela conseguisse ouvir: - Por favor, ajude a princesa voltar para casa…

O pedido de Sam poderia ser impactante para Crisbella que nesse momento sabia que estava em desvantagem numérica no objetivo de tentar salvar a vida do agente, isso porque ao saber que provavelmente iria saber, o rapaz fez questão de dizer para ela seu desejo de conseguir devolver Thalassa Marin para o Reino de Ilusia… Porém, estaria Cris tão disposta assim a ajudar alguém que carrega o sangue daqueles que tanto odeia? E seria ela capaz de convencer seus companheiros a pouparem a vida de Sam? Talvez com o seu tratamento ele fosse capaz de sobreviver, só precisaria permanecer descansando. Se ainda for do interesse de Klaus e Hisoka executar o homem aliado ao Governo Mundial, o que a bondosa Crisbella fará para impedir que isso aconteça?


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyTer 02 Abr 2019, 11:22

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SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Embora nossos lábios tivessem se cruzado apenas por um momento oportuno, eu sentia pena de ver Sam naquele estado. Infelizmente, estávamos em lados opostos da guerra em posições diferentes porém, tínhamos sonhos, objetivos na vida assim como o rapaz da armadura de raios também deveria ter tido… Era triste, comovente que o sangue jovem se derramasse sobre a madeira polida do belo navio. Infelizmente, eu não podia converter o coração das pessoas, não podia transformá-las naquilo que elas não eram, mas eu tentava, mesmo assim, salvar uma vida era salvar o mundo mesmo que parecesse errado, eu não era fria ou mesmo cruel o suficiente ainda… Talvez esse fosse meu maior erro.

Hisoka e Rin puxaram o corpo do agente para dentro do navio. Sam estava em estado deplorável, suas queimaduras e a lama pelo corpo não davam nenhuma dignidade a si. Eu não demorei a me aproximar de dele e começar a tratá-lo. Hisoka poderia não ficar muito contente com a minha atitude, mas eu não me importava, apenas precisava fazer o que era preciso ser feito. Os olhos azuis de Sam entraram em contato com os meus e logo seu pequeno sorriso ao me ver e suas palavras me fizeram corar mesmo que de leve.- Shhh… D-Devagar, precisa respirar fundo. - Disse enquanto limpava sua face ferida com a pequena gaze e a água limpa nas mãos, limpando o sangue e a sujeira dele, revelando o estrago que havia sido feito ali. Estava horrível, era uma queimadura profunda e a cicatriz provavelmente ficaria horrível. Enquanto eu aplicava o procedimento no rosto do agente, o mink, Rin se aproximou e disse que não era preciso gastar recursos com alguém que eles estavam querendo ‘’eliminar’’. Meu coração gelou e senti os pelos de meu corpo se arrepiarem com a voz do major.

- M-Mas… - Ele logo aparentou ficar mais nervoso com a minha pessoa, dando uma ordem direta para que eu parasse. Olhei para Sam, de maneira tímida e um pouco triste por ele. - Desculpa… Mas é só isso que posso fazer por você. - Levei minhas mãos para longe de seu rosto, mas continuaria sentada ao lado do rapaz, observando-o de soslaio enquanto ele falava. A ordem era parar de tratá-lo, não me afastar. Guardaria a água boricada no kit médico enquanto a gaze suja de sangue permanecia em minhas mãos. Já havia usado a mesma com Sam, não poderia colocar algo contaminado de volta no kit. Logo o agente começou a falar. Sam comentou a respeito de seu líder, o homem que havia queimado sua face daquela maneira e levado a princesa. Se Sam havia derrotado Jovi havia perdido para aquele homem… Imaginava quão forte e cruel ele seria para ter feito isso a um próprio ‘’aliado’’. Rin e Sam continuavam a discutir o ocorrido e logo os motivos para tal haviam vindo a tona. Eu já sabia que a garota era um filhote de dragão, uma maldita Tenryuubito. Infelizmente, minha raiva e mágoa contra aquelas pessoas era imensa e insuportável, só de ouvir a palavra já sentia meu estômago se revirar. Sam também comentou a respeito de um submarino. Olhei para ele de maneira curiosa, não fazia idéia do que aquilo significava. - Sub o que? - PErguntei para mim mesma em dúvida do que poderia ser. para uma garota simples, tal façanha da engenharia poderia realmente parecer absurda.

Levei meus dedos da destra até a minha face, alisando a mesma de maneira suave e gentil enquanto Rin comentava a respeito do nosso alvo, Kaitto estar na ilha, especificamente no pântano. Olhei pelo buraco, a escuridão da noite e aquele lamaçal fedorento eram nem um pouco atrativos. Fiz uma cara de extrema repulsa ao ver o mink pular pelo buraco e cair sobre a lama. ‘’ - Lama é bom para a pele mas vai saber o que há ali embaixo…-’’ Pensei antes de voltar meus olhos a Klaus e Hisoka. Infelizmente o Major havia deixado Sam sobre nossa custódia e, não sabia ao certo o que seria feito com ele. Em minha cabeça, His e Klaus eram duas pessoas fortes e gentis, mas após ver o comportamento do professor com o garoto da armadura de choque, tive a sensação de que Hisoka não fosse a pessoa mais controlada quando o assunto era os agentes… Tive medo pela vida de Sam e suas palavras a respeito de sua morte me fizeram engolir em seco. Levaria minhas mãos até o rosto dele, de maneira gentil olhando para seus olhos azuis. - Não diga isso… - Disse a ele de maneira melancólica antes de sentir o rosto do rapaz se aproximar de meus ouvidos. As palavras que ele mencionará para mim… O peso que elas traziam consigo, olhei para Sam, meu rosto estava desolado e meu olhar, magoado. Queria chorar, aquele era um pedido egoísta, mas talvez fosse seu último pedido naquela vida. - Você a ama… Não é? - Perguntaria ao rapaz antes de dar um pequeno sorriso para ele.

Desde que havíamos nos beijado sentia como se ele fosse interligado aos sentimentos de alguém… Embora tivesse tido piedade de mim, seu coração talvez pertencesse a princesa, por isso queria tanto que ela fosse salva e infelizmente ele não podia estar com ela. Segurei minhas mãos, apertando os dedos entrelaçados enquanto me levantava. Olhei para Klaus e Hisoka, colocando-me à frente de Sam de maneira impositiva, encarei ambos. - Ele vai sobreviver, talvez, se descansar um pouco… - Diria a eles de maneira inocente. - His… Eu vi seus olhos quando matou aquele agente estrangulando-o… Eu senti medo de você, de sua força… Mas entendo que queria me proteger, salvar minha vida embora fosse cruel… Sei que você não é assim… - Me aproximaria dele, em passos curtos e tímidos. - E-Eu não sei porque você luta… Porque está com os revolucionários, mas sei que você não é um assassino… Não é igual a eles. - Diria para ele, olhando em seus olhos, observando os cabelos negros como a noite e seus ferimentos recentes que agora estavam tratados, mas ainda assim levariam tempo para ficarem bons. Levaria minha destra até mesma do moreno, segurando seus dedos e puxando-o para o buraco. Se Hisoka se recusasse a deixar Sam vivo, tentaria pará-lo, segurando sua mão. - His! Não faça isso! Não precisa ser assim! - Tentaria me colocar a frente dele para impedi-lo. Caso Klaus viesse me segurar, olharia para ele com uma face incrédula. - Você também… Porque? - Tentaria me soltar dos braços de ambos caso me agarrasse. - Ele ainda pode ser útil para os revolucionários… Aposto que Helena gostaria de interrogá-lo a respeito dos outros agentes! -  Diria a eles o que eu pensava, afinal ele era um inimigo que ‘’cooperava’’ e mesmo sendo um agente, não o fazia por puro e simples prazer. Se eu me soltasse do abraço de Klaus ou de His, me colocaria a frente de Sam, encarando os dois com os olhos zangados, mas minhas pernas, trêmulas indicavam meu medo deles avançarem com mais força para cima de mim. Um gatinho pequeno, impotente mas ainda assim, corajoso.

Independente de conseguir proteger a vida de Sam ou não, saíria do barco pelo buraco. Pulando dentro do pântano lamacento e fedorento. Levaria o kit médico para cima, apoiando-o no topo de minha cabeça para que ele não se sujasse. Observaria os rapazes saírem a minha frente, seguindo-os pelo pântano de Berlique.


-x-


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyQui 04 Abr 2019, 04:35



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#Post 25


As palavras de Crisbella atingiam-no como flechas ardentes, terebrando o fidagal imo do Revolucionário a ponto de fazê-lo hesitar. A boca quase que completamente mirrada falhou em enviar a última gota de saliva à fauce, que engoliu em seco. Os olhos vacantes observavam a ruiva auxiliando o agente a esmo, ao passo que as ordens de Rin entravam pelos seus ouvidos à surdina, bochornosos em reflexo da mente errante. Perguntava-se o porquê de tamanho devoto por parte da pequena; toda esta ânsia por ajudar até mesmo os oponentes que, há pouco, não demonstraram piedade alguma contra seus companheiros, inclusive levando alguns deles de encontro a libitina. Queria odiá-la acima de tudo, mas era incapaz, e embora sentisse o sangue ferver dentre as veias e artérias, manteve-se inerte.

– Tsc. – Estalou a língua no céu da boca, gerando um frêmito que pareceu retirá-lo do transe. As íris carmesins enfim volveram nas cavidades oculares e o fragor ambiente voltou a ser límpido; o charco colidindo sutilmente contra o casco do navio, o ranger da madeira da embarcação oscilante, os burburinhos oriundos do pântano afora e, claro, a palra entre o Revolucionário e o agente.

Sam revelou que havia um líder comandando a operação e que ele fora o responsável por suas mazelas. Kaitto... O nome reverberou em sua mente inquieta, ao passo que o semblante transbordou preocupação. Os adversários, até então, demonstraram um nível tremendo de poder. O próprio Sam conseguiu derrotar Jovi, um dos mais poderosos da tripulação. Portanto, pensar na força do líder de toda essa trupe trazia certa apreensão para o arqueólogo, principalmente por seu corpo já carregar sequelas dos confrontos anteriores. Aliás, não somente o seu, como o de todos os demais.

– Tenryuubitos... – Cerrou os punhos ao captar a maldita palavra.

Não havia dúvidas para Hisoka que o governo mundial é uma organização tirânica e sanguinária que propaga desgraça por onde seus dedos espurcos tocam. No entanto, ouvir o relato de Sam acerca da relação do rei e sua filha o fez repensar, de olhar combalido e maxilar tensionado. Afinal, até que ponto aquele confronto fazia sentido para os Revolucionários? Eles estão lutando há horas, protegendo uma mulher sequestrada cujo raconto pode ter sido mal interpretado. Vidas se foram e outras continuam em risco, inclusive de inocentes. Os refugiados, cujo resgate tanto custou ao Exército, provavelmente preferem voltar à escravidão que olhar a morte tão propínqua. De certa forma, o historiador parecia propenso a começar a enxergar aquele cenário de um outro ponto de vista.

– Ótimo. – Responderia o meio-mink, responsável pela dedução que o oponente ainda esteja pântano afora. Ele ainda estava receoso, sentimento este esculpido pela gota de suor que escorreu pela têmpora. A sensação de que possa estar aproveitando os últimos minutos de vida é um verdadeiro martírio, que palpita o coração intensamente e traz um aperto na boca do estômago.

Rin demonstrou pressa, sendo o primeiro a saltar em direção do charco, mas não sem antes atroar a índole de Klaus e Hisoka com um dilema. A vida de Sam havia sido deixada nas mãos da dupla, que deveria decidir o que fazer com o agente, uma vez que as informações que ele detinha já haviam sido adquiridas. O historiador engoliu em seco antes mesmo de vislumbrar a face amedrontada e suplicante de Crisbella. Ele pestanejou, ao contrário de quando retirou a vida dos dois agentes de outrora e, embora não demonstrasse a inação em sua feição, a falta de atitude certamente chamaria a atenção dos outros dois Revolucionários. Todavia, bastaria que observasse a intimidade da ruiva com o invasor para que os lábios ressequidos finalmente fossem deslacrados.

– Esse seu afeto me dá nojo. – Revelaria com bastante frieza, mirando-a com seus olhos austeros. Seria a primeira vez que falaria com a companheira de maneira tão ríspida, mas havia enorme sinceridade, a qual estava blindada em seu semblante álgido. – Proteger você...? – Inclinaria o pescoço e recolheria as sobrancelhas confusamente. Em seguida, balançaria a cabeça em negação, deixando escapar um suspiro amalgamado com um riso abafado. – Não... Não matei aquele agente somente para protegê-la. Faria de novo sem pensar duas vezes mesmo se você não estivesse lá. – Crisparia a glabela, iniciando os primeiros passos em direção do corpo de Sam. Sua vista áspera ainda penetrava os olhos de Crisbella, como quem quisesse tirar aquela feição ingênua estampada em seu rosto. – Não sou um assassino. Realmente não sou. Eu não mato inocentes, ao contrário desses vermes. – Deixaria que seus olhos deslizassem por um segundo ao término da frase, lobrigando Sam que antes estava em segundo plano, mas logo retornaria as íris à ruiva. – Quando o sangue de um deles escorre pela minha pele, não me torno um assassino como eles... – Vislumbraria a palma da mão destra de ar resoluto, fechando-a vagarosamente por conseguinte. – Mas um herói... – Continuaria a marcha veemente, ainda que a garota barrasse seu corpo, agora de mento erguido, sem trocar olhares.

Seus passos imponentes provavelmente continuariam até que se aproximasse de Sam, caído e encostado na parede ao lado do buraco. Contudo, da mesma forma que havia deixado de fitar Crisbella, não mirava o agente. Sua expressão estava semota do ambiente, de forma que as retinas pareciam fotografar apenas o lúgubre e umbroso palude. Não tinha convicção alguma, o que ficaria claro ao terminar o andar sem nenhuma ação; apenas atravessou ao lado do inimigo e saltou rumo ao charco, sentindo a aragem esvoaçar as vestes e ataduras que revestiam a pele em recuperação. As pernas flexionariam ao atingir o lamaçal, erguendo um véu de água barrenta e cheia de substrato com o impacto.

– Que droga... – Lamentaria em baixo tom, de queixo franzido e olhar desviado à baixa direita.

Faltou-lhe coragem; não era um monstro afinal. Ao menos não havia se tornado num ainda, se é que se tornaria. Toda aquela cólera de antes, a qual pareceu guiar suas ações para que ceifasse a vida dos agentes, havia esvaído ou, pelo menos, não era tamanha naquele instante. Não somente estava dominado pelo temperamento calmo, como também não conseguia reconhecer aquele homem, de corpo repleto de sangue e queimaduras e num estado de quase-morte, como um inimigo que estimulasse toda aquela neurastenia que outrora alteou seu anelo sevo.

Talvez não fosse o melhor momento para pensar a respeito, mas realmente não conseguia esconder o semblante absorto. E se ele chamar reforços? E se voltarmos a nos encontrar? E se tivermos de lutar novamente? As dúvidas dariam azo a um arrependimento infortúnio, porém Hisoka reconhecia que tinha um objetivo em mente que deveria priorizar. Portanto, de olhos sempre bem atentos e passos cautelosos, ele seguiria logo atrás do meio-mink em busca de Kaitto, voluteando o pescoço nos arredores para ampliar o campo de visão e manter a prudência, de forma que não hesitaria em jogar o corpo para os lados opostos a possíveis perigos, como investidas do adversário.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptySex 05 Abr 2019, 21:31



Lutando na lama





Hisoka e Crisbella



O dilema sobre a vida de Sam criava uma certa discussão no quarto sete no instante que Cris se pôs a frente do agente para impedir que Hisoka o matasse como fez com os seus companheiros. O professor era bastante duro com as palavras, deixando claro para a ruiva que ele não era quem ela estava pensando, ele não era como ela e a maneira dele de ver o mundo seguia para um caminho oposto ao dela. Enquanto os dois discutiam sobre o assunto, Klaus permanecia em silêncio apenas observando, sem citar sua opinião a respeito. De alguma forma, Crisbella acabou conseguindo convencer o arqueólogo a não abater o inimigo de maneira tão fria, para ela poderia ser útil entregá-lo a Helena, mas Hisoka realmente não se importava com isso e seu respeito pela garota provavelmente foi a única coisa que o impediu de agir como queria.

Quando o professor pulou pelo buraco e caiu no pântano para acompanhar Rin, Cris poderia respirar um pouco mais aliviada já que havia conseguido manter Sam a salvo por enquanto. Seu tratamento básico às feridas do agente não eram uma garantia de que ele conseguiria continuar vivo, mas ele parecia ser bem resistente e a garota tinha fé de que ele seria capaz de aguentar essa dor. Ele sorriu para ela e agradeceu com um obrigado tímido momentos antes dela se despedir dele e seguir os passos do professor para o lamaçal, e quando ela o questionou sobre seu amor pela princesa, Sam apenas fechou os olhos e riu, não dando uma resposta clara para a garota. Com a saída da ruiva, Klaus era o último a permanecer no quarto com Sam, e antes de acompanhar a amiga para fora do navio, o espadachim caminhou até o agente e o encarou com seriedade com seus olhos azuis celeste.

- Sempre soube que tinha algo de errado com você… - Mencionou ele puxando sua espada e cravando na parede próximo de onde a cabeça de Sam estava encostada. Para sua ameaça ser mais intimidante, o garoto se abaixou para olhar nos olhos do agente em uma altura equivalente. - A sua sorte é que eu não me importo de fato com as pessoas desse navio… O único motivo pelo qual você ainda está vivo é porque a Cris por algum motivo gosta de você. - Assim que disse isso ele moveu a lâmina da sua espada para mais perto do pescoço de Sam como um guilhotina. - Então espero que você tenha o mínimo de consideração e não faça nada que possa machucá-la... Ou eu juro que te caçarei pelos oito mares para fazer essa espada atravessar o seu pescoço.

- Não se preocupe, não irei machucá… - E antes mesmo de completar a frase, Sam foi atingido na cabeça por uma pancada da bainha de Klaus, fazendo-o perder a consciência e cair no chão do quarto. Em seguida o espadachim guardou sua espada e correu para alcançar os seus companheiros que já haviam atravessado o buraco.

Dentre os três, Hisoka era sem dúvidas o mais incomodado com a sobrevivência de Sam, estava preocupado com o que o agente poderia fazer no futuro caso continuasse vivo, parecia um risco muito grande a se correr para o professor cuja empatia para a vida dos adversários era zero. Andar pelo mangue de Berlinque era tão exaustivamente chato que rapidamente esses pensamentos sobre o assunto sairiam da cabeça do historiador que passaria agora a ficar incomodado com o cheiro fétido do ambiente e a sensação nojenta de afundar seus calçados na lama. Cris também teria os mesmos problemas com o pântano e se ela tivesse algum receio de se sujar ela começaria a desgostar desde já a andar por essa ilha lamacenta ao qual nenhuma civilização parecia estar presente.

Rin parecia estar um pouco mais a frente portanto não haviam o encontrado ainda, mas Cris e His estavam bem perto um do outro, ainda que provavelmente não estivessem se falando. Depois de algum tempo de esforço para ir mais adentro do pantanal, o nível de lama parecia estar diminuindo, aumentando um pouco a velocidade em que eles caminhavam. Os animais da região pareciam ser poucos, mas a maioria peixes e sapos que se afastavam com a presença humana; já a vegetação eram árvores altas, magras, bastante espaçadas uma das outras e com suas raízes muitas vezes grandes o suficiente para se curvar para fora das águas. Mas no geral não parecia ter nada em um raio de quilômetros que parecesse ser interessante… Realmente Berlinque fazia jus ao título de pior ilha do mundo.

- NÃO SE APROXIMEM! - Ouviram eles a voz do meio-mink gritar quando surgiram no seu campo de visão.

Ao menos algo havia acontecido para chamar a atenção deles nesse lugar e acompanhando a direção de onde veio o grito de Rin, Cris e Hisoka notariam que o major estava preso até o pescoço em uma espécie de casulo de lama, algo bizarro de se imaginar acontecendo naturalmente, mas vindo de uma ilha da Grand Line nada podia ser considerado impossível. Fazendo ou não o que Rin pediu, o que aconteceria a seguir não seria diferente, o som característico de faíscas seria ouvido e a lama embaixo dos pés dos dois revolucionários começaria a “borbulhar” até que rapidamente explodiria para começar a subir por suas pernas até cobri-los por completo como havia acontecido com Furry.

- Parados aí! - Ouviram uma voz desconhecida dizer no momento que a lama começou a se mexer para capturá-los.

Seja qual for o motivo para isso ter acontecido, Cris teve uma sorte maior na hora de reagir a essa anormalidade da natureza e portanto conseguiu se esquivar a tempo e com isso não permitiu que a lama cobrisse seu corpo como aconteceu com Hisoka. A apesar de ter começado como lama, a terra molhada rapidamente endureceu tornando difícil para o arqueólogo se mover e quebrar o casulo para se libertar… Se Rin não havia conseguido fazer isso sozinho, ele dificilmente conseguiria também. Porém, a ruiva não podia ficar feliz em ter sido a única a não ser capturada, já que uma sombra de mais de dois metros surgiu pelas suas costas e a agarrou por trás. A criatura que a pegou era gelada e dura, algo parecido com uma armadura… Ou melhor, olhando com mais calma ela podia ter certeza que sim, era alguém de armadura.

- Não se balance demais, você pode se machucar. - Avisou a pessoa que a estava segurando, apesar do tamanho absurdo, sua voz era doce e um pouco infantil. O “abraço” que ele estava dando na ruiva era suficiente para imobilizar a parte superior do corpo dela, mas caso fosse sua intenção tentar dar chutes ou cabeçadas ela podia tentar… Porém só conseguiria se machucar batendo no aço.

- Devem ser eles os desgraçados que a pegaram… Onde está a nossa irmã? Onde está a princesa Thalassa?! - Perguntou o loiro que Hisoka rapidamante reconheceria como o príncipe de Ilusia que havia visto em Toroa no show de Jovi. Ele era o responsável por esses casulos de lama? Como era possível? - Podemos trocar vocês três por ela, me parece justo.

- Solta ela, desgraçado! - Gritou Klaus surgindo de trás de uma árvore e sacando sua espada para atingir a cabeça do homem que estava imobilizando Cris, porém sua espada atingiu a armadura dele e não causou qualquer efeito. - Merda…

O homem na armadura não poderia atacar Klaus sem soltar Cris, mas o loiro não teria problema em fazer isso repetindo a habilidade de manipular a lama para tentar prender o espadachim em um casulo de terra, para isso bastava o príncipe bater uma mão na outra e depois encostar no chão, criando o efeito das faíscas que iriam começar a alterar a estrutura do terreno para tentar agarrar Klaus, este que por sua vez era bastante rápido e conseguiu sair a tempo da técnica… Mas além de rápido ele era esperto, sua espada podia não cortar o aço, mas ela cortava terra, portanto seu segundo corte foi mirando o casulo que prendia Hisoka, podendo assim libertá-lo para auxiliar nesse combate no meio da lama.

Aparência óbvia dos irmãos:
 


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptySeg 08 Abr 2019, 05:44



Destinos Cruzados

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#Post 26


Hisoka sentia a água lamacenta penetrar em seus calçados e impregnar em suas pernas a cada passo no pântano. A sensação era incômoda, principalmente quando atrelada à escuridão lúgubre e os mistérios que ela carrega, ambiente perfeito para sua mente inquieta criar alucinações nefastas. Às vezes podia jurar que havia sombras de animais ou humanos na caligem, mas a falta de reações de Rin, um meio-mink de reflexos apuradíssimos, fazia-lhe logicamente deduzir que eram somente tormentos de seu inconsciente.

Após alguns minutos de caminhada, o odor pútrido exalado daquelas águas às borbulhas aparentava já ser de costume de suas narinas. Seus músculos inferiores, por sua vez, não dispunham da mesma sorte. Andar no charco exigia muito dos miócitos de suas pernas, pois a água pantanosa é pesada, cheia de substrato. Assim, a ardência em decorrência do lactato não tardou a despontar, fazendo parecer que seus membros estavam atolados numa carvoaria.

– Argh... – De dentes cerrados e face crispada, Hisoka tentava esconder a dor e a aflição, fomentadas pelos ferimentos adquiridos nas batalhas anteriores, ainda não completamente sarados.

Foi, então, que ouviu o grito de alerta de Rin; tão súbito que pareceu despertá-lo de uma hipnose. Os olhos sobressaltaram de imediato e as íris tatearam o recinto na busca por informação, principalmente o porquê do aviso de seu companheiro, no entanto, quando vislumbrou o meio-mink preso num casulo insólito já era tarde. Uma espécie de trilha de centelha percorreu pela superfície do paul e interseccionou na direção de Hisoka e Cris. Embora a ruiva tenha conseguido agir a tempo, o historiador sentiu as pernas fisgarem no átimo que tentou forçá-las para um salto, culminando em sua prisão pelo mesmo aparato que agrilhoara Rin.

– O qu-!? – Mal teve tempo de interjecionar e viu sua visão obscurecer, engolida completamente por aquele estranho casulo junto a todo seu corpo. – Droga! – Tentaria socar as paredes da prisão, porém em vão. Sentia o substrato tremer e pulverulência cair sobre seu corpo, mas nada além disso. – O que diabos é isso...? – Desistindo de relutar, sussurraria enquanto a mente tranquila buscava encontrar uma saída. Seus dermatóglifos tocariam o alvéolo com suavidade, captando uma percepção aparentemente já bem conhecida. Era úmido e poroso. Barro? Suporia, baseado na concepção que seu tato o desse.

Dali, o arqueólogo conseguiria ouvir apenas as vozes à surdina, sem reconhecer a do ignoto de antemão. Estranharia de início, pois Sam havia dito que Kaitto o deixara com queimaduras, o que faria Hisoka imaginar que sua suposta habilidade teria envolvimento com chamas, completamente diferente desta aparente manipulação de barro que aprisionou Rin e ele. Droga, quem são eles? Os agentes já chamaram reforços? Ruminaria aflito, deixando escapar uma gota de suor que estilaria pela lateral do rosto.

Sua preocupação aumentaria quando ouvisse os gemidos de Crisbella e o timbre de uma outra pessoa, a qual parecia orientar a ruiva para que ela não resistisse. Ainda que tenham brigado há pouco, não conseguia esconder o afeto que tinha pela Revolucionária. Saber que ela estava em perigo somente deixava-o mais desassossegado, ao ponto de fazê-lo tentar socar aquela prisão mais uma vez. Os sucessivos baques surdos provocados pelo abalroamento de seus punhos quase amoraram as palavras de um dos desconhecidos, mas felizmente o atento historiador conseguiria escutá-las. Irmã!? As sobrancelhas alçariam assustadas ao ouvir o termo e, no exato átimo, relembraria do grupo de loiros que estavam sentados naquela mesa do bar em Ilusia Kingdom.

– É um deles! – Comentaria a esmo, sendo surpreendido em seguida pelo brado de Klaus e um silvo agudo que remeteu um choque entre metais. Um intervalo de silêncio, então, antecedeu os feixes de luz lunar que finalmente irromperam em seu casulo após o espadachim talhá-lo, permitindo-o enfim livrar-se daquela penumbra. – Está atrasado... – Proferiria com o canto da boca, mirando o rapaz de cabelo alvo de soslaio. Não havia rispidez em sua voz, afinal o comentário não fora para motejá-lo.

Seu foco, na verdade, estaria inteiramente na dupla a sua frente. Um deles estava inteiramente coberto por uma lataria de metal aparentemente bem resistente, uma vez que, com sua lógica, Hisoka atinaria que proveio dela o ruído ouvido anteriormente, indicando que Klaus não era capaz de cortá-la com sua espada. Ele ainda detinha Crisbella como refém, o que fazia o arqueólogo pensar duas vezes antes de tomar qualquer decisão, pois a seguridade da garota era a prioridade naquela situação.

– Calma, calma! Eu ouvi de dentro do casulo. Nós não estamos com a princesa! – Apaziguaria a situação com as mãos flexionadas a frente do tórax, de palmas voltadas para o chão. Caso Klaus almejasse atacá-los, agitaria o seu braço mais próximo na direção do peito do rapaz para intervi-lo.– Nós temos o mesmo objetivo! Ela foi pega por um agente que quer devolvê-la ao governo mundial. Nós queremos dar liberdade a ela! Que ela escolha o caminho que quiser! – Tentaria passar convicção em sua voz, ainda que aquele não fosse o verdadeiro objetivo dos Revolucionários; aliás, ele sequer sabia o motivo do Exército ter sequestrado ela em primeiro lugar, no entanto, após tantas mazelas, Hisoka estava começando a pensar que aquele deveria ser o mais correto a ser feito. Por isso, embora não tenha dito com autenticidade, não estava mentindo. Ele genuinamente queria que a princesa detivesse o poder de decidir o próprio destino. – Cooperem conosco, por favor! Não somos inimigos. – Intercalaria os olhos entre os irmãos da princesa, finalmente mirando os de Crisbella na expectativa de passá-la segurança. Sua expressão serena tentava, de todas as formas, passar a mensagem: você vai ficar bem.

Com a possibilidade dos oponentes não aquiescerem tão facilmente, Hisoka teria de estar atento para não ser pego de surpresa mais uma vez, principalmente pela prisão de outrora, já que ela aparentava resistir aos seus socos. Assim, agora com as pernas relaxadas pelo descanso, tentaria antecipar o rastro de faíscas que são criados, dado que provieram delas o alvéolo de antes, então ele inferiria que devem ter alguma ligação. Desta forma, flexionaria as pernas ao máximo para vencer a pressão do charco e, assim que visse a formação de uma das trilhas de corisco, saltaria diagonalmente para o lado mais amplo do recinto.

– Não vamos contra-atacar! Libere nossa companheira e vamos encontrar o adversário juntos! – Sem revidar, almejaria ganhar a confiança da dupla, rechaçando Klaus com um olhar de relance se ele ousasse uma investida. Não era momento de gastar energia com uma batalha, tampouco de perder tempo. – Não podemos esperar mais, o inimigo está fugindo! Parem com isso! – Ratificaria se eles ainda resistissem, entremeando os retruques junto as suas esquivas, as quais seriam incrementadas com acrobacias se necessário, como piruetas no ar, para os lados ou para trás, partindo para uma região menos alagada que não refreasse tanto sua movimentação se possível.

Na eventualidade dos oponentes assentirem com seu pedido, Hisoka caminharia sem violência na direção de Crisbella, enlaçando seu braço esquerdo pelo corpo da menina de forma a cingi-la com um meio-abraço. Seus dedos, então, pressionariam com ternura a pele de seu ombro, novamente entregando-a uma mensagem de amparo com um trejeito. Sabia que havia muito a conversar, mas aquele não era o momento ideal.

– Obrigado... – Menearia a cabeça positivamente, agradecendo ambos por concordarem com a breve aliança. – Libertem meu amigo também, por favor. – Indicaria com o crânio para que abjugassem Rin, se Klaus ainda não tivesse destruído-o. – Vamos, temos de ir atrás deles. Nos guie, Rin. – Tal como supostamente ajudou a dirimir a ocasião, o lampejo de liderança faria Hisoka comunicar os primeiros passos na retomada à busca por Kaitto e a princesa. Assim, voltaria a caminhar charco adentro, seguindo os informes do meio-mink tão atento quanto antes para evitar ser pego desprevenido.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptySeg 08 Abr 2019, 09:45

,,
SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Talvez a pior parte nem tenha sido a luta, o sangue derramado e o meu desespero, a pior parte era ver alguém que eu confiava, que eu tinha certo respeito e carinho mudar completamente perante meus olhos esverdeados. ‘’Esse seu afeto me dá nojo.’’ As palavras de Hisoka me atingiram como uma flecha certeira bem no meio do meu peito. Ele não se considerava um assassino e sim um ‘’herói’’ mas a que preço era esse tipo cego de heroísmo? Recuei dois passos para trás ao ouvir aquelas palavras dele, embora eu ainda o impedisse de avançar sobre Sam como um animal raivoso, eu estava magoada com o que ele havia dito e, sinceramente, muito desapontada por jamais ter esperado tal comportamento vindo dele… Especialmente dele. Ele passou por mim e como se minha presença não fizesse diferença entre seus planos, mas quando me voltei a ele, pude ver apenas suas costas largas descendo o para o lamaçal de fora do navio. Suspirei baixinho, como alguém que estava aliviada por nada de pior ter acontecido. Olhei para Klaus e para Sam e antes que eu saltasse para fora da madeira do barco, vi o semblante de Sam, seu pequeno sorriso enigmático que não responderá a minha pergunta a respeito de seu sentimento para com a princesa de Ilusia Kingdom. Klaus estava imponente como sempre, mas eu tinha certeza que não mataria Sam, ele não era do tipo que via honra em lutar ou assassinar um homem desarmado, ao contrário de Hisoka.

Meus pés saltaram da embarcação e logo se encontraram com a lama fria daquela ilha cheia de mistérios. Olhei para minha frente e avistei Hisoka caminhando de maneira tranquila enquanto vi Klaus um pouco mais atrás de mim. De maneira receosa, segurei a alça da bolsa com o kit médico enquanto caminhava levantando bem as pernas para não enroscar o pé em qualquer coisa que houvesse embaixo da lama. Minha cara de nojo e desconforto era visível até mesmo para qualquer criatura da mata, eu não estava contente, não mesmo, definitivamente não! Coloquei a língua para fora enquanto sentia a lama entrando dentro de meu sapato e a cada passo sentir a mesma se espremer entre meus dedos. A sensação era horrível. Lembrei-me de quando minha mãe havia feito uma máscara daquela substância para mim, era até refrescante ter um pouco sobre o rosto, mas esse não era o caso. Aquela lama não era fedorenta como essa, não parecia ter saído das profundezas do inferno. Tive um pouco de ânsia por conta do cheiro, mas me segurei para não vomitar em meio a aquele inferno. Enquanto eu caminhava com a destra sobre minhas narinas, ouvi a voz grave e poderosa de Rin gritar a poucos metros de distância de mim. De maneira rápida, corri na direção de Hisoka para ver melhor o que estava acontecendo.

A uma distância segura, consegui ver o Mink atolado na lama. Ele parecia bem desesperado para que não chegássemos perto dele, mas o que veio a seguir mudou o rumo de muitas coisas. Uma coluna de lama logo se formou a minha frente e a Hisoka e por pouco, consegui esquivar para o lado e evitar que a mesma me engolisse.- HIS! - Gritei após ver que meu amigo não havia tido tanta sorte em escapar quanto eu tive.  Eu me preparava para correr até meus amigos quanto uma sombra muito grande apareceu sobre minhas costas e quando menos percebi, fui agarrada por um braço gigante e frio. Senti dor mas não porque o suposto braço me apertava contra si e sim pelo meu corpo já dolorido entrar em contato tão imediato com aquela frieza. Uma voz um tanto infantil logo disse para eu ficar parada e não em mexer muito. Tentei olhar para a pessoa que estava ali dentro daquela armadura, mas eu não consegui encará-lo. Acatei o pedido, não havia muito o que ser feito em meu estado atual e logo percebi que Klaus tentava acertar a armadura com sua espada, que óbviamente não fez nada naquele metal pesado.

Encarei o meu companheiro de aventuras - Ajude o His! - E logo que ele pudesse ver, uma onda de lama veio em sua direção, mas assim como eu, seus passos eram rápidos e ágeis, o que deu tempo de libertar Hisoka de seu casulo de lama. Sorri para eles de maneira animada enquanto me movia um pouco nos braços da armadura. Não demorou muito e uma figura baixinha e loira começou a falar a respeito da princesa… Aqueles eram os irmãos dela! Boquiaberta, encarei His que começava a tentar tranquilizar os irmãos a respeito da princesa e a contar sobre como ela havia sido raptada por um agente. Encarei o semblante do professor, seu rosto sereno e olhos maduros me encararam e senti que ele se preocupava comigo e tentava, de sua maneira singela, me passar a sensação de segurança que somente ele era capaz. Suspirei baixinho enquanto meu corpo dolorido dava pequenos espasmos por conta do frio que aquela armadura me causava. - Sim, um tal de Kaitto a levou, temos a informação de um dos agentes chamado Sam, que o líder da CP-03 pretende levar a princesa aos Tenryuubitos. - Diria de maneira calma para complementar as falas de Hisoka, embora ele tivesse uma voz firme e confiante, uma voz delicada e meiga como a minha podia trazer a sensação de veracidade a nossa missão. - S-Se importa de me colocar no chão? E-Está muito frio aqui… - Diria olhando de soslaio para a armadura que me agarrava, talvez ele conseguisse sentir os tremeliques de meu corpo por conta do frio.

- Infelizmente, a princesa está em grande apuros. Eu não sei o que os revolucionários querem de fato com ela, mas entregá-la assim ao Governo também não é uma opção muito boa... Eu a vi apenas uma vez, ela não me pareceu uma pessoa ruim. - Diria aos irmãos enquanto His tentava barganhar uma saída mais eficiente para o grupo. Caso a armadura me soltasse, agradeceria com um gesto simples com a a cabeça para o rapaz na armadura antes de me aproximar de His e Klaus.



-x-


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Royalty
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 8 EmptyTer 09 Abr 2019, 15:05



Aliança





Hisoka e Crisbella



Dentre todos os perigos de uma desconhecida ilha pantanosa, ser atacado por uma dupla de príncipes com poderes estranhos provavelmente jamais passaria pela cabeça deles. Rin e Hisoka acabaram sendo presos em uma espécie de casulo de lama que foi moldado pelo poder do irmão mais velho da princesa Marin, já Crisbella teve um pouco mais de sorte em conseguir escapar, porém acabou sendo capturada também com a chegada do outro príncipe que a agarrou usando uma enorme armadura. Com a chegada de Klaus, o espadachim tentou atacar o rapaz que segurava Cris, mas sua resistente armadura neutralizou seu corte de espada, portanto ele optou por soltar Hisoka que estava preso por algo menos resistente. Os dois príncipes haviam deixado claro estavam fazendo isso para tentar recuperar a irmã sequestrada e por isso estavam dispostos a oferecer os revolucionários capturados em troca da liberdade de Marin… Só não sabiam eles que no momento os revolucionários não estavam mais com a princesa.

- Hum? Kaitto? - Disse o príncipe na armadura quando Crisbella mencionou o nome do agente que estava com Marin no momento.

- Tsc, esse desgraçado realmente estava agindo estranho antes de sair do submarino… Então deve ter sido por isso que ele demorou tanto para agir. - Comentou o loiro passando a mão no queixo de maneira reflexiva. - Ainda assim não sinto que deveríamos confiar em vocês… Afinal tudo isso começou porque pegaram nossa irmã.

- Você pode até estar certo, querendo ou não todos nós aqui estamos com o mesmo objetivo no momento, impedir que aquele cara leve a princesa… Se querem que a irmã de vocês volte para casa então precisam nos ajudar a derrotar esse tal de Kaitto, caso contrário provavelmente nunca mais conseguirão vê-la novamente. - Falou Klaus com a voz firme para passar segurança nas suas palavras, em seguida ele caminhou até o casulo de Rin e o cortou como fez com o de Hisoka.

- Obrigado. - Agradeceu o meio-mink limpando as vestes sujas de barro batendo as mãos sobre elas.

- Eduardo, acho que eles estão certos… Kaitto sabe a verdade sobre Marin, ele deve estar querendo usá-la como uma forma de garantir seu lugar em uma CP-6 ou até 9. Se não o pararmos agora ele vai conseguir levá-la… E sabemos muito bem que o Kaitto não é alguém que a gente tem condição de enfrentar sozinho. - Disse o irmão mais novo ainda segurando Crisbella entre seus braços de metal.

- Se aliar aos antigos sequestradores da minha irmã para derrotar o novo sequestrador da minha irmã… Isso soa ridículo, mas se for a única alternativa que temos para salvá-la, que assim seja. Estamos perdendo tempo, precisamos encontrá-los, para onde eles foram? - E com isso, o príncipe aceitava a trégua e o pedido de aliança, convencido de que as palavras dos revolucionários eram sinceras e verdadeiras.

- Isso pode ter sido um grande mal entendido… Eu como a patente mais alta desse grupo dou a minha palavra de que a princesa retornará para vocês quando tudo isso acabar. A última coisa que queremos no momento é fazer que nossas escolhas erradas continue derramando sangue inocente. - Falou Rin com seriedade antes de fazer um breve aceno com a cabeça para o príncipe Eduardo.

- E que tipo de garantia eu teria da palavra vinda de um grupo de criminosos? Lutarei ao lado de vocês, mas se ao final disso minha irmã não estiver voltando comigo e meu irmão, então voltaremos a tratá-los como nosso inimigo… Mas acho que você já percebeu qual é a escolha certa para evitar brigas desnecessárias. - Disse o loiro dando início a caminhada pelo pântano, mesmo sem saber se estava indo na direção certa. Rin optou por não dar uma resposta ao príncipe, acompanhando ele em seguida.

- Oh, desculpe, desculpe, eu te machuquei? - Se desculpou educadamente o outro príncipe quando Cris pediu para ser libertada por estar sentindo frio. Após largar a ruiva, ela poderia notar que o corpo dele estava encolhendo e todo o aço que cobria seu corpo estava aparentemente sendo absorvido para o interior da sua pele, revelando então sua verdadeira aparência de um jovem loiro dono de rosto gentil como a sua voz. A menos que mentisse a respeito de ter sido machucada, Cris não teria problemas em dizer que estava bem, o que faria o rapaz abrir um sorriso simpático para ela. - Que bom, às vezes não tenho noção da força que consigo aplicar quando uso a armadura, mas fico feliz que esteja bem.

- Não precisa tratá-los tão bem assim, Afonso! - Reclamou o príncipe Ed desaprovando toda a gentileza do irmão mais novo.

Seria difícil para Crisbella não se encantar ao menos um pouco com o jeito meigo do príncipe. Ele era mais alto que ela mesmo estando fora da sua armadura, inclusive parecia ser mais novo também, o que poderia tirar um pouco do charme dele aos olhos da ruiva, ainda assim era um príncipe alto, loiro e bonito, o sonho de muitas garotas pelo mundo. Depois de um dia tão tenso seria pedir demais para o coração de Cris se apaixonar tão rápido por alguém, algo que dificilmente aconteceria, contudo achar o jeitinho do príncipe Afonso fofo não tem nada a ver com o assunto.

- Você não parece ser o tipo de pessoa que se encaixa nesse tipo de situação… Brigar, sabe? - Comentou Afonso para Cris enquanto andavam pelo pântano junto do restante do grupo a procura de Kaitto. Curiosamente a ruiva poderia dizer a mesma coisa do loiro, bem, ao menos enquanto ele está em sua forma humana.

- Ok, não conseguirei continuar isso sem perguntar, a curiosidade está me matando… Esse seu poder, como você faz isso? - Perguntou Rin para Eduardo durante a caminhada, talvez os outros também estivessem interessados nisso… Tá, talvez Klaus não estivesse tão curioso assim, ele não tinha a menor intenção de perguntar algo a respeito.

- Ah, eu e meu irmão somos usuários de Akuma no Mi, sabem, os famosos frutos do diabo. São bastante raros fora da Grand Line, mas quando éramos crianças ouvimos histórias sobre essas frutas e ficamos com muita vontade de tê-las, então nosso pai deu um jeito de comprá-las e nos dar de presente. Se eu soubesse que tinha um gosto de merda eu talvez tivesse pensado duas vezes, mas não se pode esperar um gosto bom de algo que tem “diabo” no nome. - Explicou Eduardo batendo as duas mãos uma na outra e depois em uma árvore do pântano para ativar o efeito das faíscas que iriam começar a alterar a forma dos galhos para formar um coração. - A minha se chama Renkin Renkin no Mi, a fruta da alquimia, é um conceito complexo e eu estudo até hoje sobre isso para explorar todo o potencial desse poder. A do Afonso é a Yoroi Yoroi no Mi, esse fruto permite que ele cubra seu corpo com uma resistente armadura de aço, não se enganem com essa carinha frágil e inocente, pois ele é duro na queda. O gosto de merda e se tornar incapaz de nadar é uma consequência até baixa perto do que conseguimos fazer agora.

- Quando eu era pequeno eu também pedia aos meus pais que me trouxessem algo para comer… Mas no meu caso a minha intenção era não morrer de fome ao invés de ganhar super poderes. - Comentou o meio-mink sobre o assunto que o fez lembrar um pouco do seu passado, então ele acabou deixando um sorriso surgir no canto do seu rosto. - Akuma no Mi, é? Interessante… Algo me diz que vamos continuar tendo encontros com esses usuários por aí.

- Hunf, já vi nobres pedindo presentes estranhos aos pais, mas uma Akuma no Mi é uma completa novidade para mim. Fico pensando se existe algo que o dinheiro não seja capaz de comprar… - Disse Klaus com um pouco de desgosto, já tinha um tempo que ele não tinha contato com nobres e depois de tantos anos afastado desse tipo de gente ele acabou criando uma certa aversão a elas… Porém ele não podia negar que era fascinante o poder que o dinheiro era capaz de fornecer a alguém.

- O que vocês dois sabem sobre esse tal de Kaitto? Talvez possam nos contar algo que nos ajude a derrotá-lo. - Perguntou Rin aos dois príncipes.

- Até onde sabemos, Kaitto luta usando luvas especiais capaz de produzir grandes quantidades de fogo… Não sabemos de uma fraqueza ou algo assim a respeito de suas armas, então vamos ter que vencê-lo com nossa própria força. - Falou Afonso em seguida, já deixando claro que a batalha seria difícil e não tinha nada que pudesse facilitar para eles.

- Quando decidiu criar uma equipe secreta para proteger os segredos de Marin, meu pai precisava de pessoas que fossem ficar ao seu lado acima de tudo, então uma de suas medidas foi usar prisioneiros do reino de Ilusia e libertá-los em troca de serventia… Dentre esses criminosos estavam, Kaitto, Kou, Tom e Mit, mais da metade do grupo. Sempre soube que dar toda essa liberdade a assassinos uma hora não acabaria bem, mas meu pai precisava de pessoas fortes e enquanto seu dinheiro estivesse os pagando ele estava confiante de que estaria bem… Kaitto é poderoso, mas não seria capaz de derrotar sozinho os agentes do meu pai se resolvesse sequestrar a Marin, então é possível que tudo isso faça parte do seu plano, deixar que ambos os grupos recebam baixas para assim conseguir fugir sem problemas com a preciosa princesa. - Explicou Eduardo contando um pouco sobre a história de origem desse grupo de agentes que os atacaram.

- Que tipo de garantia você teria da palavra vinda de um grupo de criminosos... Não é? - Provocou Rin tirando sarro da frase que o próprio príncipe havia dito para ele mais cedo. Eduardo acabou deixando escapar uma leve risada.

Andar pelo pântano escuro por conta do horário não era uma tarefa fácil e por mais que estivessem conversando algumas coisas, o clima entre os príncipes e os revolucionários ainda não era tão confortável assim. Eles estavam juntos para concluir um único objetivo de resgatar Thalassa Marin do assassino da CP-3, Kaitto, porém eles precisavam encontrá-lo para isso, algo que acabou não demorando tanto tempo assim de busca. Quando acharam o agente e a princesa, ela ainda estava desacordada, com o corpo apoiado em uma elevação rochosa enquanto ele observava o horizonte do mar noturno, aparentemente esperando pela chegada de alguma coisa. Mesmo que estivessem se movendo silenciosamente, Kaitto notaria a presença deles no local e olharia para trás, encarando-os com seriedade sem temer a desvantagem numérica.

- Se juntaram ao inimigo, príncipes Thalassa? - Perguntou ele ao ver Eduardo e Afonso andando livremente ao lado dos revolucionários.

- Nosso inimigo será sempre aquele que ameaça a nossa família… E esse no momento é você, Kaitto! - Respondeu Ed apontando o dedo para o agente traidor.

- Família? Até onde eu sei a garota aqui do lado não faz parte da família Thalassa. - Provocou Kaitto se referindo ao fato de Marin ser na verdade uma Tenryuubito.

- Cale a boca, desgraçado! - Xingou Eduardo ativando o efeito da sua habilidade e batendo as duas mãos no chão para fazer um espinho de lama endurecida surgir diante de Kaitto para tentar perfurá-lo.

Obviamente o agente já estava esperando o surgimento de alguma coisa, já que a técnica do príncipe deixava bem claro quando e onde ele iria usar seu poder, portanto não foi difícil para ele destruir o espinho de lama com um soco. Enquanto os pedaços de barro eram jogados para cima por conta do ataque de Kaitto, ele apontou sua outra mão em direção ao grupo e através da sua luva especial disparou um turbilhão de fogo que avançou com velocidade para cima dos príncipes e revolucionários. Afonso rapidamente ativou sua habilidade revestiu seu corpo com sua armadura, aproveitando a curta distância que ele estava de Cris, o príncipe usou seu corpo de escudo para protegê-la do ataque, porém seu irmão Eduardo já havia sido mais rápido em criar uma grossa parede de lama a frente deles para proteger os três. Klaus, Rin e Hisoka teriam que se virar do seu próprio jeito para escapar das chamas, sendo que os dois espadachins fizeram isso se jogando para o lado e rolando no lamaçal… Se quisessem realmente vencer essa batalha eles não poderiam ter receio de se sujar.

Príncipes protegendo a Cris:
 


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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Destinos Cruzados

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#Post 27


Com sorte, Hisoka e os demais Revolucionários puderam contar com o apoio dos irmãos reais, ainda que eles mantivessem certo receio, afinal estão realizando uma aliança com àqueles que começaram todo o episódio de antemão. A força de Kaito pareceu ter sido o principal peso que pendeu a balança do dilema, já que eles relataram que não seriam capazes de recuperar a princesa das mãos do agente a sós. Saber disso trateava o historiador com uma pitada de aflição, embora se sentisse bem mais confiante que outrora, em virtude da vantagem numérica fomentada com o acordo.

– C... P...? – De pálpebras cerceadas em seu semblante confuso, Hisoka repetiu as letras em bulício, mostrando desentender a nomenclatura usada por um dos irmãos. Aliás, ele tem sido bombardeado por termos e informações novas desde que chegara na Grand Line. Faz até parecer que veio de um universo completamente diferente, como se Las Camp fosse de outro mundo. O assunto, no entanto, dissipou-se quase tão rapidamente quanto surgiu, afinal não dispunham de tempo a perder. A marcha pelo paul foi então retomada, anunciada pelos fragores quase uníssonos dos pés cindindo o charco.

Durante a caminhada, seus lábios hauriram oxigênio para os pulmões numa intensa sorvida, ínterim em que permitiu a si uma breve fitada na abóbada celeste na expectativa de captar as supostas belas estrelas daquele céu campestre, mas provavelmente vislumbraria apenas os nimbos na penumbra, ora ou outra fulgurados pelos imponentes relâmpagos. O ar preso, então, exauriu fortemente num suspiro audível dentre os beiços delgados, ao passo que um frêmito de interesse percorreu a espinha ao escutar a dúvida do meio-mink.

Akuma no Mi...? O termo soou em seus pensamentos enquanto as íris, no topo da cavidade ocular, pareceram requisitar uma memória no cérebro. Hisoka lembrava do curto diálogo que teve com o adversário da névoa, em que ele citou essas frutas do diabo, inclusive inferindo que o arqueólogo as veria bastante dali em diante, entretanto, ele queria algo mais afundo, principalmente porque uma estranha sensação tilintava em sua consciência, como se já tivesse ouvido falar delas muito antes, talvez num livro que leu ou num que sua mãe lera para ele quando pequeno.

Seus olhos, semicerrados para observar as mãos do rapaz tateando uma árvore qualquer à beira do pântano imerso na caligem, tiveram as respectivas sobrancelhas alçadas ao vislumbrarem a súbita transformação daquele galho num coração, como mágica; e, tratando-se de todas as habilidades que vira até então – produção de fogos de artifício e criação de névoa ilusória –, realmente parecia ser um poder oriundo do sobrenatural. Hisoka, claro, não conseguia controlar a própria imaginação, que entusiasmava dentre os limites da criatividade, idealizando a si com um talento como este. Quais os limites destes frutos do diabo? Humanos que controlam rochas, telecinese, geração de fogo, raios, ou, quem sabe, magma? A quantidade de cenários talvez beirasse o infinito, embora houvessem vieses, como o saibo e a perda da capacidade de nadar.

– Hum... – Cravou os olhos na palma da mão esquerda, como se a sentisse empunhando um destes frutos, mas logo uniu os dedos num punho, carregando um olhar auspicioso. Seu dia chegaria; com certeza chegaria.

O novo tópico abordado não tardou a ser o adversário, Kaitto. Em virtude das queimaduras que Sam sofreu, Hisoka chegou a cogitar a possibilidade dele ser um usuário de uma dessas Akumas no Mi; algo relacionado à produção de chamas. Entretanto, um dos loiros revelou que o poder provinha de suas luvas. O arqueólogo não conseguiu amorar a expressão intrigada, pois não era capaz de imaginar como labaredas tão intensas podiam ser geradas a partir de indumentárias tão simplórias.

– Luvas? Como? Tecnologia do governo? – Volveu as íris rubras para a realeza, bastante curioso com as capacidades da detestável organização. Ao que parece, eles não contam apenas com a atuação de agentes de poderes magníficos, como também mentes invejáveis por traz dos panos.

A caminhada aguaçal adentro não foi nada aprazível, pois bastou que a palra acabasse para que a atmosfera fosse dominada por um clima sobrecarregado. Andar ao lado de ignotos daquela forma mirrava a garganta, que não cessava as engolidas em seco. Os olhares de soslaio constantes, completamente receosos por trás das feições cabreiras, de testa rorejada e suor ruindo à têmpora, evidentemente não somente em detrimento do ar bochornoso do charco. O ambiente desagradável pareceu inclusive alongar o tempo de locomoção, que enfim chegou ao remate no átimo que lobrigaram o agente sobre um rochedo, propínquo a princesa inconsciente.

– Ali está... – Murmurou a obviedade de olhos entreabertos cujas pupilas dilatadas buscavam refúgio luminoso em meio à iluminação às mínguas.

O auto-controle de seu temperamento calmo é de grande ajuda, mas incapaz de subjugar os instintos que compõem sua natureza. Não havia como conter a respiração mais pesada e os batimentos cardíacos mais acelerados em resposta à adrenalina inundando a corrente sanguínea. Era possível ver a caixa torácica realçando a cada sorvida, saltando ao peito no instante que os pulmões pudessem ter o deleite das cruciais hematoses. Sentia que deveria estar mais preparado do que nunca, como se aquele agente fosse o inimigo de sua vida; e quem sabe era.

– Lá vem! – Alertaria a todos no átimo que visse a palma do inimigo brilhar, disparando um impetuoso turbilhão de chamas contra o grupo.

Estava prestes a saltar na direção de Crisbella quando, de esguelho, notou os irmãos protegendo-a em conjunto. A cena o faria mudar sua estratégia de imediato, no entanto, como não dispunha de tanto tempo para uma defesa sublime, teria de agir com mais simplicidade para que obtivesse maior eficiência, sem ceder à vicissitude que lhe custou as queimaduras na batalha contra o agente explosivo. Daquela vez ele havia travado na escolha do melhor caminho para sair a salvo, levando-o a cometer um deslize quase fatal.

De novo não... Pensaria apoquentado, desvencilhando-se da possibilidade de sofrer o martírio de ter a pele queimada novamente e, imitando seus companheiros, flexionaria os joelhos e saltaria lateralmente ao lado contrário dos amigos, almejando cindir a tensão superficial do paul e rojar a salvo pelo aguaçal. Sentiria as feridas reclamando, ainda que o incômodo sequer chegasse aos pés do suplício que o atormentara durante os embates de outrora, quando suas chagas ainda não haviam sido tratadas.

Ergueria o tronco acima do nível da água imediatamente se não sofresse com nenhuma labareda derradeira, haurindo o oxigênio atmosférico pela boca pérvia junto à desagradável graveolência pantanosa; caso contrário, manteria-se submerso até que apagassem por completo. Seus olhos tateariam o ambiente fervorosamente na esperança de localizar o adversário o mais rápido possível e, no instante que o detectasse, deslizaria a mão destra pelo abdômen até o cós da calça, onde recolheria o seu chicote.

– Irei distrai-lo, peguem-no! – Num alto tom estoico, tomaria a iniciativa do primeiro ataque, advertindo aos demais que deveriam estar atentos para utilizarem devidamente a brecha que ele tentaria criar.

O adversário estaria refletido nas íris rútilas pela brasa no momento que Hisoka erguesse o braço destro, cuja mão empunharia a arma pelos dedos veemente ao cabo, suspendendo o flagelo junto a um estampido oriundo da quebra da barreira do som. A vergasta, então, despencaria impetuosamente ao passo que o ombro descendesse na diagonal, permitindo que o azorrague abalroasse contra o marnel lateralmente, propelindo uma camada de água e lama contra o agente na expectativa de cegá-lo ou estorvá-lo ao menos. O pé esquerdo cerraria afrente em seguida, átimo antes do chicote volver acima da cabeça numa rotação da espádua, cindindo o ar num sibilo violento dantes de irromper a porção do substrato outrora jogada no adversário – que supostamente tirou-lhe a visão –, almejando surpreendê-lo ao imobilizá-lo, retendo-lhe os braços contra o corpo; o arqueólogo miraria, na medida do possível, próximo da articulação de seu cotovelo, para que interrompesse os movimentos de seus braços, porém sem dar-lhe chance de queimar a arma com suas luvas.

– Vão! – O brado deflagaria o paul de dentes à mostra, prensando fervorosamente os dígitos contra o cabo do açoite para evitar que o agente se soltasse caso enclausurado.

Independentemente do sucesso de sua estratagema, Hisoka manteria os sentidos sempre em alerta, esperto para as eventuais investidas que o oponente poderia dispor. Para sua sorte, muito daquele ambiente parecia colaborar com o embate, uma vez que a água podia ser utilizada para apagar as imprudentes labaredas inimigas. Por isso, o arqueólogo tentaria, sempre que sofresse um ataque, aproximar o corpo de uma região mais alagadiça, para que pudesse resvalar seu chicote contra sua superfície e impelir a água do pântano contra os jatos de fogo, majoritariamente se pequenos; na pior das hipóteses, no entanto, não pestanejaria em mergulhar todo o corpo para evitar as queimaduras.

Há, também, a possibilidade do oponente dispor da estranha técnica compartilhada pelos agentes que os permitem alcançar altíssimas velocidades, como se fossem capaz de se teleportarem. Sabendo disso, Hisoka teria a atenção redobrada para esses ímpetos bruscos, de modo que intentaria que fosse atingido sem que não pudesse reagir. Para isso, buscaria, ao máximo, esquivar destes ataques repentinos ao projetar o tronco, ou corpo inteiro, para a lateral mais distante do golpe, abusando de sua aceleração e acrobacia, momento em que revidaria com um soco fugaz efetuado com a mão de fora contra o rosto do adversário, no nariz ou têmpora; caso não tenha possibilidade de evasiva, usufruiria do bloqueio com os antebraços cruzados a frente da região que seria atingida.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 


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Capítulo III: Destinos Cruzados
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