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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptySex 18 Jan 2019, 23:43



O quarto número sete


“Quarto sete”, essas foram as palavras ditas por aquele misterioso garoto encapuzado quando este passou ao lado de Hisoka. O historiador não sabia o que isso poderia significar, mas obviamente era um convite para que o revolucionário fosse até o tal quarto descobrir. Por ter coisas melhor para se preocupar, o arqueólogo seguiu com Crisbella até o porão onde viriam a explicar para Helena toda a história envolvendo Daario e a mensagem contida na caixa para entregarem a princesa. Já imaginando que o pior poderia ter acontecido também ao restante da tripulação do major, a comandante pediu para Jovi entrar em contato com o navio de Daario, mas ao não obter nenhuma resposta, todos ali já poderiam entender o que teria acontecido.

Para Crisbella isso seria muito mais impactante do que para os demais, ela chegou a conviver com eles um tempo, almoçou com eles, riu com eles, lutou com eles e também por eles, já que naquela embarcação havia também alguns escravos que foram resgatados. Tudo isso era cruel e pesado demais para o emocional da garota que só começaria agora a entender como o mundo realmente funciona. Então era culpa do Governo Mundial? Sim, aparentemente sim, e pior, era tudo porque aparentemente dois tripulantes desse grupo decidiram sequestrar uma princesa, ou pelo que parece, uma Tenryuubito… Apenas ouvir o som dessa palavra já fazia o coração de Cris se encher de raiva, seus pensamentos tristes rapidamente se transformavam em imagens de ódio onde ela liberava suas frustrações naquela garota que era a culpada de tudo...

A ruiva continuaria perdida nesses pensamentos negativos se não fosse pela chegada da comandante para repreender Hisoka pela decisão de abrir o baú que estava destinado a ela. Sentindo-se mal pelo companheiro levar toda a culpa sozinho, Cris tentou passar essa bola para ela dizendo que tudo na verdade foi ideia dela de ficar e abrir a caixa antes de entregá-la, só que no fim pouca diferença faria para Helena quem iria assumir essa responsabilidade. De certa forma o pensamento do cabo estava correto e ele sabia que pouco importava o que a ruiva tentasse dizer, mesmo que a ideia pudesse ter partido de outra pessoa, quem tem a patente mais alta sempre será o dono da última palavra.

Diante de tanta tensão não seria surpresa pra ninguém que Hisoka e Cris acabassem esquecendo de falar algumas coisas importantes para a comandante, porém esquecer de explicar toda a situação envolvendo Lara era um pouco demais principalmente para duas das mentes mais brilhantes a bordo. Com Helena se retirando do local para começar a montar o plano de combate, algum dos dois precisaria ir atrás dela contar para ela sobre a confusão que estão passando, trabalho que acabou ficando para Cris, enquanto Hisoka tentaria resolver um outro assunto. Jovi, Rin e a princesa continuariam ali, não se sabe o que fariam a seguir.




Crisbella



Ao sair do porão e subir as escadas que a colocaria de volta nos corredores, ao olhar para os lados, Crisbella teria a quase certeza de ver a comandante chorando encostada na parede do navio, mas antes mesmo da ruiva se aproximar, Helena já estava se recompondo e se preparava para continuar andando depois de enxugar as lágrimas de seu olho esquerdo. Apressando-se para alcançá-la, Cris gritaria pelo nome da comandante, que ao ser chamada pararia de andar para dar a garota a atenção que ela desejava, foi então que a ruiva começou a explicar para a sua superior toda a história que envolvia Lara, bem, já não era a primeira vez que ela estaria fazendo isso hoje. Assim que terminou de ouvir, Helena levou a mão direita até o queixo e refletiu por alguns segundos.

- Seu parceiro, Klaus, já tinha vindo até mim me informar sobre essa tal de Lara, mandei que ele a trouxesse para mim… Acredito que depois de terem sido atacados isso acabou não se tornando uma prioridade, eu entendo, mas ainda assim teria sido melhor que ao menos um de vocês viesse me entregá-la. É mais do que óbvio que essa garota sabe de alguma coisa. Bem, de qualquer forma não acho que isso teria mudado alguma coisa… Agora acho que já é um pouco tarde para ela ser uma prioridade no nosso plano. Ainda gostaria de falar com ela, mas tenho que preparar o navio para um possível confronto. - Explicou Helena sobre essa história, não apresentando nenhuma opinião sobre nada, afinal ela não vivenciou esses momentos para poder tirar uma conclusão.

Antes de continuar a expor seus pensamentos sobre o assunto, Cris interromperia a comandante para consolá-la sobre Daario, imaginando que os dois se conheciam bem melhor e a muito mais tempo do que ela. Segurando suas emoções para não voltar a chorar, a ruiva entrelaçou seus braços ao redor do corpo de Helena. Pega de surpresa, a caolha mostrou um espanto no início pela atitude repentina da garota, mas logo depois relaxou e sorriu para ela, retribuindo o abraço como se fosse uma irmã mais velha. A mão direita de Helena caiu sobre os cabelos vermelhos de Crisbella, acariciando-a gentilmente.

- Não trate o choro como um sinal de fraqueza, ele é libertador e tira de você aquilo que lhe está fazendo mal. Um coração forte não é aquele que não sente nada, mas sim aquele que consegue amar demais. - Então ela dava um beijo na testa de Crisbella e flexionava levemente os joelhos para poder continuar falando com a ruiva olhando-a fixamente em seus olhos cor de jade. - Aqueles que são incapazes de sentir, jamais conseguirão transformar seus sentimentos em motivação… Supere essa dor que está sentindo no momento, mas nunca a esqueça, pois é se lembrando daqueles foram que ganhamos força para continuar tentando... É por eles que nós lutamos.

Helena dizia cada uma dessas palavras com um sorriso no rosto, algo que poucos dessa tripulação já tiveram a sorte de poder ver, e se levar em consideração que Cris também acabou de a ver chorando, ela provavelmente já era uma das pessoas mais íntimas da comandante dentro desse navio. Se Crisbella iria ou não absorver a mensagem como Helena gostaria que ela absorvesse, bem, aí depende dela. Depois de, quem sabe, ter sido motivada pelas palavras da comandante, a ruiva poderia voltar a fazer perguntas a ela, começando por essa sobre ter algum comunicador a mais para lhe dar, Helena rapidamente responderia essa negativamente balançando a cabeça.

- Tirando o meu, eu não tenho mais nenhum. Isso você precisa pedir para Gear, ela deve ter algum para te dar. - Quando questionada sobre ter algum plano, Helena olhou na direção de uma das janelas na parede, tentando ver o mar por ali. - Tenho, mas antes preciso ir até o convés olhar melhor os arredores para ver se não estamos sendo seguidos… Ainda tenho minhas dúvidas sobre como essa caixa veio parar aqui dentro. Enfim, vá atrás daquela Lara como eu te falei, tente fazer perguntas a ela ou traga-a até mim se não souber como fazê-la falar. Sobre os demais suspeitos, não há provas suficiente sobre qualquer um deles, nesse ritmo vocês acabariam começando a suspeitar de todos os nossos refugiados que trocassem qualquer palavra com vocês… Enfim, já poderiam ter resolvido isso pegando a lista de nomes com a Fennik, então tente fazer isso e depois me informe o que descobrir. - Depois de ouvir algo que soa como uma ideia estupidamente óbvia, Crisbella poderia se sentir um pouco burra por não ter pensado nisso antes… Ela estava organizando quem deveria dormir em cada quarto, certamente havia com ela uma lista com o nome de todos que haviam sido resgatados em Ilusia.

Depois disso, a comandante seguiria seu caminho pelo corredor, fazendo um trajeto diferente do que aquele que Cris precisaria fazer para retornar a enfermaria onde havia deixado Klaus e Lara. Chegar até a ala hospitalar do Paradise Star não era algo demorado, principalmente se a ruiva fizesse isso correndo ou com passos apressados, entretanto, ela acabaria não conseguindo chegar lá sem antes ser interrompida, ou melhor, sem antes ver algo que lhe chamaria atenção. Quando estivesse caminhando ou correndo pelo corredor, Crisbella passaria próximo de um dos vários banheiros que haviam na embarcação, e seus olhos não deixariam de notar o corpo caído no chão do sanitário masculino.

Existe obviamente a possibilidade e o livre arbítrio da personagem ignorar completamente isso e continuar indo em frente? Existe, mas por favor, eu não vou parar o post aqui para abrir essa possibilidade de algo que eu já sei que a Crisbella faria, que é olhar quem é que tá lá dentro do chão do banheiro. ENTÃO CONTINUAMOS!

Logo de cara a ruiva poderia deixar de se preocupar com a possibilidade de ser algum conhecido, pois não era. O homem caído no chão era um adulto, já devia estar chegando na casa dos trinta, tinha cabelos escuros levemente compridos e suas vestes davam a ele um estilo bastante característico, o que faria Cris rapidamente associá-lo a um músico de uma banda de rock. Caso ela já tivesse tido a informação de que o navio onde está é na verdade um navio turnê para a banda de Sir Jovi, seria fácil dizer que a pessoa ali era um dos músicos que o acompanhava.

O instinto médico da garota com seu conhecimento em primeiros socorros iriam agir naquele momento para tentar ajudar o rapaz que havia sido claramente ferido, pois estava inconsciente no chão, porém levaria muito pouco tempo até ela perceber o quão grave era o ferimento desse homem… Seu pescoço havia sido quebrado e uma enorme mancha roxa cercava essa região, indicando que possivelmente ele foi atingido ali e que muito provavelmente isso foi feito com apenas um único golpe.

Era mais uma morte para a lista e a essa altura seria difícil dizer o que se passaria pela cabeça da jovem Crisbella. Mesmo não conhecendo o homem morto diante dela, sequer havia o visto antes, era dolorosamente triste saber que pessoas estavam morrendo pelo simples motivo de estarem envolvidos nos problemas dos outros. Abalada ou não, antes de sair do banheiro, Cris receberia a surpresa da aparição de Sam, que chegava ao local cambaleando com o rosto pelo visto ferido e o nariz sangrando.

- Maldita… Que soco forte. - Comentou o rapaz ainda sem perceber que não estava sozinho, algo que não durou muito tempo, pois ele logo soltou um leve grito de susto e deu um passo para trás. - Ma-ma-mas o que aconteceu aqui? Não me diga que… - Disse ele surpreso ao notar que o homem no chão provavelmente estava morto, talvez a expressão de Crisbella entregasse um pouco isso. - Puta que pariu… Deve ter sido ela, a maluca que me deu um soco! - Falou Sam limpando o sangue do nariz nas suas vestes acabadas. Se questionado por Cris sobre quem seria essa maluca que o atacou, podendo suspeitar de Nocha, Sam sacudiria os ombros e responderia: - Eu sei lá, nunca vi ela antes, não faço ideia de quem seja. Precisamos ficar espertos, ela pode acabar voltando, não sei o que ela quer, mas parecia estar procurando alguma coisa… - Disse ele olhando para o corredor pela porta do banheiro, mas aparentemente não havia ninguém ali. - Cris, você sabe lutar? Eu posso não ser muito bom, mas eu farei de tudo para te proteger, ok? Você já passou por coisas demais hoje, não deixarei que ninguém mais morra. - E então ele se aproximaria da garota para lhe dar um abraço caloroso, apoiando o queixo na cabeça dela antes de lhe dar um beijo no couro cabeludo. Diante desse choque, seria difícil para ela reagir de outra forma, acabando cedendo ao abraço que criaria essa cena.




Hisoka



Antes de se separar do restante do grupo, Hisoka puxou seu Pidgeon e o usou para avisar o restante dos seus companheiros revolucionários sobre a situação em que se encontram, pedindo para que viessem para o porão do navio onde poderiam planejar melhor o que fazer, por precaução também avisou para que eles não confiassem em nenhum dos refugiados, apesar de não esclarecer para eles o porquê. Dado o aviso, o professor se despediria e seguiria seu caminho sozinho para o quarto de número sete, onde esperava encontrar aquele garoto encapuzado e lhe fazer algumas perguntas… Isso se chegar a ter tempo para isso.

Chegar ao quarto sete não seria tão difícil para o professor que já tinha uma noção de onde ficava cada lugar do navio, sendo os quatro primeiros quartos no primeiro nível da embarcação e os outros quatro no nível 2, bastaria ele subir algumas escadas, virar alguns corredores e conseguiria chegar ao seu destino. Diferente do que imaginou que fosse acontecer, o garoto encapuzado não estava lhe esperando dentro do quarto, mas sim fora dele, encostado na parede ao lado da porta, de braços cruzados. Isso já era um ponto positivo para o arqueólogo, que tendo o suspeito diante dos seus olhos desde o começo poderia deixá-lo um pouco mais tranquilo.

- Acredito que a essa altura você já deve estar sabendo que há inimigos infiltrados no navio, não é? É o mínimo que eu esperaria de vocês. - Disse o garoto logo que Hisoka chegou lhe dirigindo a palavra. Ainda mantendo a serenidade, o professor continuou falando com o encapuzado e disse que não achava o capuz um disfarce muito bom. Ao ouvir isso, o garoto retirou o capuz da cabeça e fez uma cara de surpreso. - Hum? Está achando que eu sou um espião? - Então sem perder tempo, o garoto colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu, sinalizando com a cabeça em seguida para que o historiador fosse dar uma olhada.

Ao se aproximar para olhar o interior do quarto sete, Hisoka iria já de cara se deparar com um grande buraco na parede de madeira que dava entrada direta para o mar (mas não entra água), era praticamente um círculo perfeito, algo que só poderia ser feito com uma ferramenta adequada de carpintaria… Ou por uma arma laminada. Essa segunda opção se tornava ainda mais provável porque o buraco na parede não era a única coisa que chamava atenção ali dentro, havia também um corpo ensanguentado no chão, alguém que de vista Hisoka não seria capaz de reconhecer, então julgando por isso e pelas vestes, tratava-se de um possível refugiado.

- Está morto… Diria que foi um corte de espada, mas poderia ser qualquer outra arma afiada. - Comentou o rapaz para poupar o tempo do professor em tentar ajudar o homem ferido, porém ele não iria impedir o arqueólogo de se aproximar para olhar mais de perto. O que por sinal ele não encontraria nada que não fosse sangue e um ferimento de corte aberto no peito do sujeito.

Por mais que até então o jovem do capuz parecesse estar tentando ajudar ao mostrar um lugar do navio por onde alguém possivelmente invadiu e causou uma vítima, isso ainda não tirava as suspeitas de que pode ter sido ele ou um de seus cúmplices a fazer isso. Portanto cabia ainda ao professor uma variedade enorme de perguntas que poderiam ser feitas ao rapaz de olhos e cabelos claros, este que por sua vez não iria hesitar em responder.

- Stille… Somente Stille. - Responderia o garoto caso fosse perguntado a respeito do seu nome. - Eu era um dos trabalhadores de Pedra Rara, fui um dos que conseguiu escapar de lá com a ajuda da comandante Helena e do Steven. - Explicaria caso alguma pergunta feita por Hisoka tivesse a necessidade dessa resposta. - Como eu falei, estava procurando um banheiro… De fato eu estava, pelo menos no começo, depois que eu percebi que tinha algo de estranho acontecendo no navio eu comecei a fazer minhas próprias investigações, foi assim que cheguei até aqui. Voltei para aquela área porque queria encontrar alguém do exército para contar, como já tinha visto vocês andando muito por aquela região, achei que seria a maneira mais rápida de achar algum de vocês… Seria arriscado demais perguntar para outras pessoas onde encontrá-los e acabar dando o azar de fazer isso para um espião, então me mantive calado a maior parte do tempo, mas geralmente isso é o que eu costumo fazer. - E com isso provavelmente Stille iria responder todas as possíveis perguntas que o revolucionário poderia lhe fazer, agora se ele iria acreditar ou não, bem, isso já é outra história. Por sinal, era notável que o garoto tinha uma certa dificuldade em se comunicar, pois parecia que estava sendo torturado pelo professor para conseguir falar tudo isso. Hisoka saberia disso pois já deu aula para muitos alunos com esse tipo de comportamento mais retraído na hora de apresentar um trabalho para a turma.

- Hisoka?! - Exclamou Klaus que acabaria aparecendo na cena. Ele estava um pouco ofegante, sinal de que estaria correndo por aí a procura dele já há algum tempo. Antes de dar prosseguimento ao que ele queria realmente dizer, o espadachim olharia para o corpo ensanguentado no chão do quarto (que por sinal não estava tão destruído, o restante dos móveis continuava no lugar). - Puta merda! - Xingou o jovem de cabelos brancos, algo que ele não costuma fazer, mas diante desse momento era algo que acabou escapando da sua boca. Talvez nesse momento Hisoka pudesse explicar para ele, mas mesmo que não fizesse, apenas olhando para o cenário ele entenderia do que se tratava, então não seria realmente necessário, principalmente porque ele parecia ter algo urgente para falar. - Quem é esse com você? Ah, que seja, preciso te contar uma coisa. Depois que você e a Bella saíram, aquela Fennik apareceu na enfermaria, nisso eu lembrei que ela era a responsável pela divisão de quartos e pedi para ela me mostrar isso… - Então ele ergueu uma folha de papel que estava segurando em uma das mãos até agora, feito isso ele a entregou para Hisoka poder ler. - É uma lista com o nome das treze pessoas que foram resgatadas em Ilusia, treze é um número ímpar, mas com o espião nós tínhamos 14 refugiados a bordo! A falsa ovelha traz um número par ao rebanho! - Olhando agora com mais atenção para os arredores, Klaus notaria que Crisbella não estava por perto em lugar nenhum.

Com seu gosto particular pela leitura, Hisoka já tinha um talento natural para fazer rápidas leituras, portanto ler treze nomes em uma folha de papel não seria algo que ele levaria mais do que alguns segundos. A partir dali era fácil para ele, sabia o nome dos três principais suspeitos, Nocha era um dos nomes da lista, Stille também era um dos nomes da lista, porém...

- Não tem nenhum Sam entre os resgatados! Aquele desgraçado está mentindo, precisamos avisar a Bella, onde ela está? - O problema agora é que eles haviam se separado e a essa altura o professor não saberia dizer com certeza em que parte do navio ela estava. A menos que Hisoka mentisse sobre a resposta que daria ao espadachim, a reação dele não seria diferente dessa: - DESGRAÇADO, ONDE ESTÁ A CRISBELLA?! - E com as emoções à flor da pele, Klaus agarrou o arqueólogo pela gola da camisa e o pressionou contra a parede, encarando-o de maneira séria. Mas não tinha o que responder, ele não era nenhum tipo de vidente e respirando com mais calma, o espadachim sabia disso, por isso soltou o professor e disse a frase que dependendo do que acontecesse poderia ser mais dolorida do que ter recebido um soco: - Merda, Hisoka, eu confiei em você para protegê-la. Se alguma coisa acontecer com ela... eu juro que te mato.




Crisbella



“Como você sabe que mais alguém morreu?” - Essa seria a frase que surgiria na mente de Crisbella naquele momento, e teria sido esse o motivo que levou ela entrou em choque ao ouvir Sam dizer aquilo antes de a abraçar. De fato não teria como ele saber a respeito da morte de Daario… a não ser que ele tivesse alguma participação com ela. Talvez Crisbella fizesse essa pergunta para Sam, ou talvez ela continuasse calada para tentar forçar sua atuação para jogar o jogo dele, porém, havia algo que a atuação da ruiva não poderia lhe ajudar… Descobrir que estava sendo abraçada por um espião faria o corpo da garota agir de uma maneira diferente, seu coração iria acelerar, sua respiração ficaria um pouco mais pesada e seu corpo também iria transpirar mais por conta disso tudo, e é por isso que Sam não precisaria que ela falasse alguma coisa para entender que havia sido descoberto por conta do vacilo em sua última fala.

- Oh, Cris, me desculpe… - E antes mesmo de conseguir ouvir as desculpas por completo, Cris seria atingida na barriga por um rápido e poderoso soco. O fato de ser rápido significava que a garota sequer seria capaz de perceber ele vindo, e o fato de ser poderoso é porque não só iria roubar-lhe todo o ar, como também jogá-la alguns metros para trás, levando-a a capotar pelo chão do banheiro masculino e por ali permanecer agonizando a ponto de perder a consciência. - Sou do tipo que evita mortes desnecessárias… Infelizmente esse daqui foi um acidente, ele me viu montando o disfarce e no reflexo do momento eu acabei batendo forte demais. - Enquanto dizia isso, Sam limpava o ferimento falso no seu rosto com algumas folhas de papel, em seguida retirava também o seu gorro e o cabelo escuro falso, revelando que na verdade tinha cabelos brancos, talvez até a cor azul de seus olhos fizesse parte do disfarce. - Eu realmente gostei de você, Cris, então a dica que eu darei para você é… Não saia daqui de dentro, meus companheiros não são tão generosos quanto eu. Quem sabe depois disso tudo a gente ainda não pode sair para tomar aquele café, não é?

Spoiler:
 

Inacreditável… O miserável ainda tem a cara de pau de mandar uma dessas? Não, isso com certeza era demais para a doce e gentil Crisbella aceitar desse jeito. O soco estava doendo, o ar quase não conseguia ser puxado para seus pulmões e seu estômago voltou a ficar enjoado como aconteceu mais cedo, porém nada disso iria impedir a ruiva de voltar a se levantar. Se ela realmente quisesse ficar de pé, ela conseguiria… E isso faria Sam erguer as sobrancelhas com um pouco de surpresa.

- Não, Cris, você não é tão burra assim… Não me diga que você vai tentar me enfrentar... - Diria ele caso visse a garota levantando do chão.

A pergunta é: Crisbella vai mesmo querer lutar?




Hisoka e Klaus



A dupla havia deixado Stille para trás e começaram a correr pelos corredores do Paradise Star a procura de Crisbella, olhando de quarto em quarto e gritando seu nome para saber se a garota não estaria por perto, porém tudo que encontravam eram refugiados assustados com os gritos e funcionários do navio olhando-os com cara feia por estarem trazendo desconforto para o restante da tripulação. Para os dois revolucionários o clima de tensão apenas aumentava a cada segundo que passavam sem encontrar a companheira, principalmente quando se lembram que ele estava ao lado deles durante tanto tempo, o que poderia acabar fazendo a garota deixá-lo se aproximar.

Se já não estavam tensos o bastante, no momento que avistaram aquele homem alto e de terno se aproximando com a espada de Klaus em uma mão e o coelho de Crisbella do outro, seus corações com certeza iria parar por pelo menos um segundo, levando o frio para cada centímetro de suas espinhas. Além da espada de Klaus o sujeito também tinha uma outra presa nas costas por uma corda branca. Ele tinha cabelos escuros arrepiados, olhos castanhos, uma pequena cicatriz no queixo e além do terno ele também usava uma camisa social azul por baixo do blazer. Ao avistar a dupla, o espadachim sorriu.

- Acho que me lembro de você… Isso é seu, não é? - Perguntou o homem erguendo a espada de Klaus em sua mão direita. - Devo admitir que tem bons reflexos, eu estava mirando na menina. - Depois que ele disse isso, provavelmente tanto Klaus tanto Hisoka iriam pensar a mesma coisa.

- Você era o coelho? - Perguntou Klaus de maneira bem séria.

- É, digamos que sim… - Respondia jogando a espada em sua mão para o chão próximo do pé de seu verdadeiro dono. - Acredito que você esteja afim de retribuir essa cicatriz aí no seu peito… - Agora com a mão direita livre, o espadachim puxou a katana das suas costas e a apontou para Klaus e Hisoka.

- Devolvendo a arma para o seu oponente, quanta honra… Para um assassino que ataca pelas costas. - Respondeu Klaus enquanto abaixava para pegar sua espada. - Mas você está certo, estou morrendo de vontade de te cortar… - Depois de dizer isso, ele olhou para o arqueólogo ao seu lado de maneira séria. - Hisoka, deixe esse cara comigo, eu dou um jeito nele, vá procurar a Cris!

- Querendo uma batalha um contra um? Quanta honra… Para alguém que vai morrer. - Disse em resposta a última fala de Klaus para ele. Então ele sorriu, não se importando em deixar Hisoka sair dali caso ele fosse obedecer o pedido do seu companheiro.

Spoiler:
 




Convés



Blink e Helena eram os únicos na parte externa do navio. O breu de nuvens negras cobria o céu por completo, ocultando não só as estrelas, mas também a lua. Apesar de ter recebido a mensagem de Hisoka pelo Pidgeon, o navegador preferiu continuar em sua posição, principalmente porque com a comandante por perto, ela poderia explicar para ele de primeira mão o que deveriam fazer. No momento a capitã responsável pela embarcação havia subido no caralho (OPA) para tentar com muito esforço através de um monóculo enxergar o horizonte escuro da Grand Line.

- Não vejo nada… Nenhuma embarcação se aproxima, isso não faz sentido. - Comentou ela no topo do mastro.

- Eles podem usar alguma técnica de camuflagem para se esconder no mar, já vi embarcações usando névoa. Ou quem sabe eles já sabiam que iríamos para Berlinque... - Disse Blink para a comandante, tentando ajudá-la a entender como teriam invadido o navio e deixado uma caixa sem eles terem percebido.

- Isso não faz sentido, eles atacaram o navio do Daario que foi para uma direção diferente e ainda conseguiram voltar e nos alcançar… A única pessoa que saberia informar nossos destinos é o Karthus, mas eu não quero acreditar que ele seria capaz de uma coisa dessas, mesmo tratando-se do Governo Mundial. - Respondeu ela desistindo de olhar pelo monóculo e respirando fundo, tentando ainda encontrar uma resposta para isso.

- Confusa, Comandante? - E ao ouvirem a voz de uma terceira pessoa, Helena e Blink olharam atentos para a direção onde estava a pessoa que disse isso. Era um cara jovem de cabelos acinzentados levemente compridos, estava com ambas as mãos no bolso, vestia um terno escuro e por baixo do blazer estava trajando uma camisa vermelha. Seu rosto era iluminado apenas pela luz do Paradise Star, porém era fácil enxergar sua expressão séria. - Pela demora em nos responder nós concluímos que não está muito afim de libertá-la… Então tivemos que vir buscá-la.

Spoiler:
 

- Nós? Quantos vocês são? - Perguntou Helena sem tirar o olho do inimigo nem mesmo por um segundo.

- Não está querendo saber demais, Helena? - Respondeu ele ainda chamando-a pelo nome no final, algo que trazia uma certa intimidação ao pensar que ele sabia mais sobre ela do que o contrário. Então ele tirou a mão direita do bolso e a ergueu para cima, foi nesse momento que um raio de luz vermelha foi disparado para cima e explodiu no céu como fogos de artifício, inclusive o som era semelhante ao de um. - No momento você tem um problema maior para se preocupar… Eu. - E depois que o raio de luz vermelha explodiu no céu, outras dezenas de raios vermelhos começaram a descer em direção ao navio.

- Merda! BLINK, TENTE ACERTAR ESSAS COISAS! - Gritou ela ordenando que o atirador tentasse de alguma forma parar esse ataque inimigo, porém nem mesmo ela sabia se seria possível. Sacando sua espada, Helena estava pronta para o combate, mas antes precisaria de alguma maneira se defender dos raios que caiam em direção ao Paradise Star.

Quando o navio começou a ser atingido… O impacto das explosões fariam toda a estrutura tremer e o som da destruição faria todos a bordo saberem que a batalha havia começado.

Spoiler:
 


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

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Destinos Cruzados

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#Post 14


Assim que chegou no corredor dos dormitórios, Hisoka viu o garoto encapuzado ao lado da porta do quarto sete. Embora o arqueólogo estivesse esperando por um espião, ou algo do gênero, o jovem se revelou como um mero refugiado observador. Ainda era muito cedo para o Revolucionário confiar no menino sibilino, mas não havia outra saída senão escutar o que ele tinha para delatar, uma vez que, nas circunstâncias em que estavam, a menor das informações pode ser crucial para o futuro da tripulação.

– Bem, não ache estranho. Sua abordagem não foi nada clara. – Retrucaria ao rapaz, sinalizando a obviedade por trás da resposta com a sobrancelha desigualmente erguida.

Quando a porta do cômodo foi aberta, Hisoka se aproximou calmamente, praticamente arrastando as solas dos sapatos no assoalho. Com a palma da mão direita apoiada no batente, ele inseriu a cabeça no interior do quarto, vislumbrando um círculo perfeito no casco da embarcação. O cheiro da maresia infestaria em suas narinas quase que de imediato e o zéfiro oceânico balouçaria suas roupas e cabelo. Então não estamos lidando com apenas um espião... Ponderaria ao perceber que aquele orifício havia sido um meio pelo qual os invasores tiveram acesso ao Paradise Star. Ratificando a hipótese, um cadáver recente estava estirado no chão em volta de uma poça de sangue.

– Ele estava no lugar errado, na hora errada. – Comentaria com frustração, flexionando o joelho e agachando ao lado do corpo. Já imaginava que a vítima estivesse morta, mas não podia deixar de verificar o seu estado. Havia acabado de ser informado do assassinato de um companheiro Revolucionário, portanto, se existisse a chance de salvar alguém, não hesitaria em fazê-lo. – É... – Sussurraria desanimado em resposta ao comentário do encapuzado, pouco depois de virar o corpo do cadáver e observar o ferimento em seu peito. – O governo não poupa nem os inocentes... – Abaixaria a cabeça, permitindo que suas madeixas negras caíssem sobre o rosto, ao passo que arfaria, expressando seu desgosto para com o governo mundial. – Mas como você descobriu isto afinal? – Diante do cenário meândrico, Hisoka o indagaria ao volutear o pescoço, fitando-o com os olhos contrastados com as melenas remanescentes.

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A história do menino aparentava ter sentido, embora o modo como ele falava, como se estivesse sendo torturado, ainda levantasse suspeições por parte do Revolucionário, que, de semblante irresoluto, pensava numa solução para todos os cabalísticos imbróglios que têm assolado a tripulação. Aplicando força em seus membros inferiores, voltaria a se manter de pé, ainda de olhos fixos no encapuzado. De algum modo, era capaz de ver a silhueta de alguns estudantes que já tivera atrás do menino, todos eles com a mesma dificuldade em se comunicar.

– Okay, garoto. Irei informar a comandante sobre isto, obrigado. – Efetuaria um breve meneio com a cabeça, gesticulando positivamente para Stille. Caminhando em direção à saída do quarto, Hisoka retirava um elástico de um dos bolsos, que usaria para prender seu cabelo num rabo de cavalo, quando foi surpreendido por Klaus. – Hum!? Klaus? – De sobrancelhas arqueadas, mostraria certa surpresa com a presença do espadachim. – Você não deveria estar descansando? – Indagaria de glabela crispada, principalmente ao perceber o esforço do rapaz, evidenciado pela respiração ofegante.

A preocupação pela saúde do companheiro, todavia, não era nada perto da apreensão sofrida no momento que ele mostrou o papel que continha a lista de todos os refugiados. Seus olhos caminharam pelo documento com muita rapidez, captando e associando todos os nomes elencados em pouquíssimos segundos. Um arrepio subiu à espinha assim que Klaus comentou sobre a profecia e seu estômago arrefeceu no átimo que notara a ausência do nome de Sam.

– Tsc, eu sabia... – Seus dedos apertariam a base do papel, amassando-o. De dentes cerrados, Hisoka mostraria sua frustração, pois sua intuição havia o alertado sobre Sam ser um espião. Acabaram deixando ele se aproximar demais, culminando para que ele adquirisse todas as informações que a tripulação tinha até então. – Cris está com Helena neste momento. – Diria sem tirar os olhos do papel, denotando sua falta de preocupação com o paradeiro de Crisbella, afinal, da última vez que conversaram, ela havia dito que estava indo se encontrar com Izzy. Na cabeça do historiador, ela estaria segura. – Vamos nos encontrar com os demais. Precisamos ficar juntos, caso contrário, eles triunfarão. – Proferiria de maneira inflexível, quase como numa ordem. Em seguida, dobraria o papel e o guardaria num bolso antes de, finalmente, prender o seu cabelo. – Tome cuidado, garoto. Como pôde ver, o governo não se importa com os meios, contanto que alcancem o fim pretendido. – Direcionaria o olhar para Stille e, próximo do fim da frase, apontaria com a cabeça para a vítima do quarto sete, buscando reiterar sua observação acerca da organização.

Klaus e Hisoka estavam retornando ao convés, local onde esperavam se encontrar com os demais, quando uma figura estranha barrou a passagem deles num corredor. Não bastando o fato de ser um desconhecido, ele também carregava a espada de Klaus e o coelho de Crisbella consigo. Assim que viu o bichano de pelúcia, o historiador expandiu os olhos ao passo que sua mandíbula combaliu em surpresa. Então foi ele... Refletiria, ligando os fatos a medida que as informações eram soltadas no diálogo entre os espadachins.

– Agora faz todo sentido... Nunca vi um coelho de pelúcia atacar alguém afinal. – Premeria os cantos da boca e balançaria a cabeça em negação, compreendendo o que de fato acontecera naquele quarto. A cada instante, as dúvidas geradas por conta das estranhas situações pareciam estar sendo sanadas. – M-Mas você... Está ferido... Hisoka interromperia a própria advertência no momento que vislumbrasse a feição determinada do companheiro. Os olhos de Klaus deixavam claro que, não importaria o quanto o historiador insistisse, ele não iria ceder. Era uma questão pessoal. – Certo. Confio em você. – Acataria com um gesto positivo de sua cabeça, demonstrando bastante firmeza na escolha e otimismo na força de seu companheiro.

O curto silêncio foi quebrado pelo estampido de uma explosão acima de seu crânio, concomitante ao balançar da embarcação. Se necessário, Hisoka abriria os braços para fomentar o seu equilíbrio, tal como buscaria apoio nas paredes do corredor. A primeira detonação não fora a única, sendo seguida por outras que promoviam o mesmo tremor. Mesmo com a visão trêmula, o historiador não tiraria os olhos do alvo a sua frente e atinaria que não era ele o responsável pelos impactos, ainda que a falta de surpresa em sua expressão transparecesse que ele soubesse quem era o autor.

– D-Droga... Que é isso!? Parece vir do convés. – Ergueria o pescoço, percebendo o teto do andar onde estava vibrando intensamente com os abalos. – Tsc, deve ser obra deles. – Fitaria o espadachim de olhos semicerrados, exteriorizando, em seu semblante, o rancor sentido pelo governo mundial e seus representantes. – Cuide dele e ajude os refugiados! – Falaria com pressa e sem olhar para trás, já acelerando os passos em direção do convés da embarcação. Embora seu primeiro objetivo fosse se unir ao demais no porão, não podia ignorar os danos ao navio, pois, se forem severos, podem acabar avariando definitivamente o meio de transporte da tripulação. – Professor falando! Já estamos sendo invadidos! Há, pelo menos, três inimigos! Klaus está lutando no corredor próximo a área dos quartos! Ele está ferido, Pepper, ajude-o! Jovi, Fennik e Furry, protejam o porão! Gear, Blink e Izzy, estou indo para o convés averiguar o que está acontecendo, precisarei de ajuda! – Enquanto corria até a parte superior do navio, Hisoka recolheria o Pidgeon de seu bolso e transmitiria orientações apressadamente em meio a arquejos, buscando instruir seus companheiros do que deveria ser feito, uma vez que detém informações privilegiadas sobre os acontecimentos.

O professor sabia que sua atitude poderia ser motivo de mais uma repreensão por parte de Helena, já que ele está agindo como se fosse uma figura de autoridade dentro do grupo, apesar de ser somente um cabo. Entretanto, Hisoka acreditava que a tripulação havia sido pega completamente de surpresa. Se nem ele que estava a par das informações tinha conhecimento sobre os invasores, quem dirá Izzy que, há quinze minutos atrás, dissera que ainda iria se preparar para o combate. Num momento como este, o arqueólogo enxergou que, em prol da segurança da equipe, ele deveria assumir esta liderança.

A distribuição dos companheiros não foi mal pensada. No trajeto decorrido, Hisoka tentou ajustar a tripulação de modo que atendessem as demandas da maneira mais eficaz possível. Ele partiu dividindo a célula em seus dois integrantes mais poderosos, Izzy e Jovi, e sugeriu que fossem para as duas zonas mais delicadas: o porão para a proteção da princesa e o convés para a proteção da embarcação, em especial por desconhecer a força dos invasores que continuam ábditos. Por outro lado, Fennik e Furry possuem uma excelente sinergia juntos e, por isso, foram situados juntos a Jovi. Já Blink, por ser um atirador, demanda espaços largos para atingir o máximo de seu potencial, o que explica seu posto no convés, e não no porão. Gear, por ser a engenheira do bando, poderia ser útil na defesa e reparo dos danos à superfície do navio. O inflexível Pepper, por sua vez, dificilmente atenderia um pedido do professor, senão para um combate, por isso Hisoka fez questão de atribuí-lo a função de ajudar Klaus, já que certamente compareceria de imediato na batalha dos espadachins.

Na hipótese de conseguir chegar ao convés em segurança, Hisoka observaria a situação do ambiente. As íris refulgiriam em rubro se os insólitos raios ainda estivessem despencando. Almejando manter sua integridade, o arqueólogo buscaria ficar sob alguma construção resistente, como os mastros do navio. Na eventualidade de não ser possível, não subiria completamente a escadaria até o convés, esperando os fogos cessarem. A chuva vermelha... Lembraria de um excerto da premonição de Lara com um semblante pensativo, já que a cena que havia acabado de ver assimilava-se bastante.

Assim que os raios cessassem, Hisoka imediatamente levaria a mão até a cintura, recolhendo o seu chicote com a mão destra antes de desbobiná-lo e lançá-lo contra o invasor. O flagelo de sua arma cortaria o ar atmosférico, provocando um estrépito característico ao mover-se ao redor do corpo do escopo, almejando imobilizá-lo completamente ao reter seus braços contra o tronco. Se errasse, não desistiria, imitando os passos do oponente de modo a sempre se manter numa distância segura, mas suficiente para atingi-lo. Golpearia seu rosto duas vezes em diagonal, inversas entre si, antes de ousar agarrá-lo pelo seu tornozelo. Se conseguisse, rapidamente puxaria o braço contra o próprio corpo para derrubá-lo no chão.

– Vai, Izzy! – Vociferaria se obtivesse sucesso em imobilizá-lo. – Bem escorregadio... – Se seus ataques falhassem, comentaria em baixo tom, franzindo o cenho de forma a retê-lo no foco de suas fóveas. Com toda a confusão e atenção no adversário, Hisoka provavelmente ainda não havia percebido que Crisbella não estava com a comandante.

Bastante concentrado desde o trajeto até o convés, Hisoka tentaria evitar até mesmo ataques surpresas, inicialmente abusando de sua alta agilidade, aceleração e acrobacia. Assim, rolaria pelo chão e saltaria se necessário para esquivar de golpes a curta ou longa distância. Se não fosse capaz de manter sua segurança com evasivas, o professor usaria partes duras de seu corpo, como cotovelo e joelhos para bloquear. Na eventualidade de ser segurado, seja pela frente ou pelas costas, ousaria cabeçadas e cotoveladas para se soltar, aumentando a distância entre ele e o agressor em seguida.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyQui 24 Jan 2019, 23:24

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Cada passo que eu dava naquela navio ficava de alguma forma marcada em meu ser. Sentimentos de dor, culpa, perda se misturavam em um liquidificador de emoções. Eu queria ser mais forte, precisava ser mais forte, e mesmo conseguindo contar a Helena a respeito de Lara e todo o ocorrido, senti como se tudo tivesse sido feito de maneira burra. Realmente, precisávamos ter entregue Lara… Mas no calor do momento, na adrenalina, não pensamos em tal coisa simples, e isso me deixou com uma cara de tacho gigantesca. Éramos burros ou o que? Coçando a cabeça de maneira pensativa, logo deixei claro a Helena como eu me sentia e que eu estava ali para dar apoio a ela também após a trágica morte de Daario.

O abraço de Helena era aconchegante e sua mão sobre meus fios ruivos era quente e macia. Eu ouvia suas palavras com atenção, agarrada em seus braços, Helena me confortava e dizia que chorar não era fraqueza e sim de um coração forte que tinha amor. Me agarrei em suas palavras da mesma maneira que em suas roupas naquele abraço apertado. Com um suave beijo, ela se abaixou para me olhar diretamente nos olhos. Minha força vinha de todos que me amavam, não lutava apenas por mim, mas sim por todos aqueles que já haviam cruzado meu caminho… Adrian, Rebecca, Leonardo, Eliza, Bruce, Daario, Naharis, Klaus, Lara… Hisoka. Todos eles vieram a minha mente, sendo o último fazendo minha bochecha branca corar um pouco ao lembrar de seu abraço gentil e carinhoso comigo. As palavras de Helena eram reconfortantes e inspiradoras, iria me lembrar delas para sempre em meu coração.   - Obrigada… - Diria de maneira gentil enquanto olhava para ela após o longo e gentil abraço.

Após nosso momento de reflexão e carinho, voltei minhas perguntas a algo mais prático, precisava de um comunicador, era questão de sobrevivência se eu quisesse estar sempre informada do que acontecia a todos. Infelizmente ela não tinha um sobrando, então eu precisava ir até Gear o mais rápido possível para ter um.   - Entendi. - Ela logo comentava a respeito de seu plano, deixando bem em minha cara o quão burra minhas ações tinham sido. Uma lista, como não pensei nisso antes? Era tão óbvio! Coloquei a mão esquerda sobre minha têmpora, fazendo uma expressão de desapontamento comigo mesma.   - Tudo bem, vou confirmar  isso e logo lhe trago a Lara. - Disse de maneira confiante e logo me afastei de Helena dando um simples ‘’tchauzinho’’ com a mão direita para ela antes de virar o corredor e sumir de sua vista.

Iria para a ala hospitalar em passos apressados, quase correndo para buscar Lara, depois disso, Gear seria meu próximo destino, mas antes mesmo de chegar a ala médica, percebi uma pessoa caída dentro de um dos banheiros masculinos, prontamente, freei e me aproximei dele.   - Hey você está...bem? - Perguntei antes de notar que o homem estava morto. Levei as minha mãos para minha boca e dei dois passos para trás. Eu não sabia quem era a pessoa que estava ali… Mas a cada minuto naquele barco, algum inocente perdia sua vida, o que me dava uma sensação de insegurança muito grande.   - Mais um.. Não pode ser… - Minhas mãos tremiam ao pensar que eu poderia ser o próximo alvo… Antes mesmo que eu pudesse correr para fora dali, dei de cara com Sam, que estava todo machucado.

Olhei para ele com uma face espantada. - Sam! O-O que aconteceu? se machucou muito? - Perguntei a ele enquanto levava minhas mãos a sua face, o sangue em seu rosto me deixou preocupada. Escutei o que ele disse a respeito de apanhar para uma garota.   - Fique aqui eu vou.. - Antes que eu pudesse terminar de falar, fui agarrada pelos braços grandes e fortes do rapaz. Eu prestei atenção em suas palavras mas… Como ele sabia que mais alguém havia morrido?...A não ser que… e quando menos percebi, meu corpo dedurou meus pensamentos e ouvindo a voz de Sam se desculpando, senti um soco fortíssimo na boca de meu estômago.

Não sei quanto metros caí para trás, se eu estava desmaiando ou não, apenas sentia dor. Tossi, quase vomitando o meu almoço ali se não fosse o fato de eu já tê-lo digerido. Levei a mão esquerda sobre minha barriga e logo notei que estava chorando e gemendo de dor.   - Ahhh… Aiin… Agh… - Porque Sam fez aquilo?...Porque? E ao olhar para ele para tentar procurar uma resposta, ele a entregou de ,mão beijada. Um agente disfarçado, um cão do Governo estava diante de mim. Olhei para seus olhos azuis e seus cabelos brancos como os de Klaus, e senti mais vontade de vomitar. Não era possível que eu iria morrer ali… Era injusto, mas pela ironia do destino ou sorte, Sam não me queria morta… Pelo contrário, estava tentando, de algum modo, me proteger. - Por...que?... Eu confiei..aaghhh... em você Sam… Eu confiei… - Diria enquanto lágrimas escorriam de meus olhos e caíam sobre minhas pernas… Precisava pará-lo… Eu não podia deixá-lo sair dali e machucar mais ninguém…

Pensei em Klaus, em seu ferimento, como havia sido minha culpa que tivesse se machucado para me proteger. Ele não estava ali agora… Assim como Hisoka que me abraçava com tanta ternura não estava para me ajudar a levantar ali… Eu estava sozinha com o cão que queria me devorar. Aos poucos, fui firmando minhas pernas e consegui me levantar com custo. Respirando forte, olhei para Sam, o encarei com o fogo ardente em meus olhos verdes jade. Eu não era fraca, eu não era frágil ou uma bonequinha de porcelana como ele pensava, e estava na hora de mostrar isso.
- Eu não quero te machucar… Sam, saia daqui agora e eu não conto nada a ninguém… Por favor… Não me obrigue… - Diria enquanto cerrava meus pulsos para frente, mostrando minhas soqueiras enquanto meus braços se posicionavam em defesa.

Se ele me atacasse, usaria meus braços para parar seu ataque, sendo por baixo, usaria minha cabeça para golpea-lo na face, se ele atacasse por cima, me defenderia e aproveitaria minhas pernas para dar-lhe um chute na virilha. Caso eu falhasse em minha defesa e ele me atacasse, olharia para os olhos dele. - Sam… Por favor… Já chega de mortes… - Diria quase que em sussurro a ele, deixando a força de meus braços cederem junto a de minhas pernas, agarrando no pescoço dele caso ele me soltasse. - Porque você está com eles… Mesmo depois de ter visto como os escravos são tratados… Como sofrem… Porque está com o Governo que tirou tudo de mim…? - Se meu corpo permitisse, o levaria para o chão junto comigo, agarrada em seu pescoço o soltaria levemente, levando as minhas mãos até meu peito, apertando-as firmemente enquanto o olhava. - Eu sei a onde a princesa está… Se eu disser, você me promete que ninguém mais vai se machucar…?- Perguntaria a ele de maneira calma.

Se ele aceitasse, o levaria até a ala das celas, mas não a onde a princesa estava, procuraria uma cela vazia e tentaria trancá-lo lá, usando da possível escuridão do local para empurrá-lo dentro de uma cela e fechá-lo lá. Caso minha primeira defesa e ataque em sua virilha ou sua cabeça desse certo, correria para o corredor, indo na direção da enfermaria no pinote, correndo com o máximo que podia para escapar dele, se porventura ele me agarrasse no corredor, gritaria alto, - SOCORRO! - Enquanto tentava defender meu rosto ou meus órgãos vitais que ele poderia atacar.



-x-

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptySeg 28 Jan 2019, 03:52



Deja Vu




Hisoka



Pouco depois de revelar a Hisoka que Sam era na verdade um espião infiltrado, Klaus perguntou a ele onde estava Crisbella, sendo bem notável no tom de voz do garoto a sua preocupação quanto a isso, algo bem diferente do semblante tranquilo do professor ao dar a resposta de que ela estava com Helena. Apesar disso, o espadachim não se convenceu muito dessa resposta e continuou sério ao encarar o arqueólogo.

- Então use aquele aparelho que a engenheira te deu e pergunte a comandante. - Disse Klaus em um tom de voz autoritário que não condizia com a sua posição dentro do exército. Nesse momento se o professor aceitasse fazer o que foi pedido, o roteiro da narrativa seguirá como descrito no meu post anterior, pois a resposta que Helena daria ao atender a ligação seria dizer que Cris não estava com ela. Agora se Hisoka optar por impor sua decisão e confiar (ou querer acreditar) que Cris estava bem ao lado de Helena, então a narrativa seguirá como foi descrito no seu post anterior. Se for o último caso, Klaus não aceitaria isso numa boa, manteria ali sua postura séria ao encarar o cabo a sua frente e sendo forçado a aceitar a escolha dele, então diria antes de prosseguir para o corredor: - Ok, mas se algo acontecer com ela… Eu juro que te mato.

Independente do resultado disso, o rumo da história acabará seguindo para o mesmo destino, sendo este o encontro da dupla com o espadachim que trazia o Sr. Bigodes, o pedido de Klaus para enfrentá-lo, as explosões vindo de fora e depois a seguida solitária de Hisoka em direção ao convés. Antes de alcançar a parte externa do navio, o professor usou o Pidgeon para entrar em contato com seus companheiros revolucionários e passar seu conselho estratégico, porém, o fato de ninguém ter lhe dado alguma confirmação poderia deixá-lo um pouco preocupado, mas ele não teria tempo para repetir ou pedir que alguém lhe respondesse… E bem, de qualquer forma ele não era o líder, não é como se alguém ali tivesse obrigação em seguir seus planos, por mais bem pensados que fossem.

As explosões e os tremores que atingiam o navio não eram suficiente para atrapalhar o percurso de Hisoka até o convés, e assim que teve visão da área externa, o arqueólogo não pode deixar de notar a semelhança dos raios de energia que estavam destruindo o navio com a tal chuva vermelha mencionada por Lara. Não iria demorar muito até que o professor julgasse seguro pisar no convés, a tal chuva explosiva não durou tanto tempo, inclusive Blink e Helena fizeram um bom trabalho ao desviar dos danos, algo que não se pode dizer a respeito do navio que acabou se tornando um cenário semi-destruído por conta dos buracos que foram abertos na madeira, porém nenhum deles grande o bastante para que alguém pudesse cair para o andar debaixo. Com o chicote em mãos, o historiador teria a vantagem de poder aplicar um ataque surpresa, agitando seu flagelo contra o invasor para tentar imobilizá-lo.

Mostrando-se dono de um bom reflexo, o homem conseguiu desviar do chicote mesmo estando de costas para Hisoka quando o ataque foi realizado. Sua esquiva foi feita através de uma explosão que veio da ponta dos seus pés e o jogou para cima com velocidade, explosões estas que eram muito parecidas com aquelas que ele jogou há pouco por todo o navio, eram vermelhas e faziam barulho como se fossem fogos de artifício. Fazendo algumas piruetas no ar e sempre usando seu poder como um auxílio para se movimentar no ar, o invasor ainda foi capaz de desviar do disparo de Blink e se afastar do corte de espada que Helena tentaria aplicar nele em seguida.

- Três contra um? Ótimo, gosto de desafios. - Comentou assim que seus pés voltaram a tocar o chão, e sem perder tempo ele mirou cada uma de suas mãos nos adversários de longa e média distância, Blink e Hisoka, e disparou contra eles uma rajada de fogos de artifício que iam explodindo pelo caminho provocando um efeito visual maneiro. Esse movimento seria também usado como uma maneira de parar a segunda tentativa de ataque do arqueólogo. Independente de como os dois alvos fariam para tentar desviar dessa rajada de energia, o homem não perderia tempo e já encaixaria seu próximo movimento, mas antes disso a seguinte palavra saía de sua boca: - Soru!

Os três revolucionários presentes nessa batalha do convés iriam se espantar com o que viria a acontecer em seguida, o homem de cabelos acinzentados havia desaparecido de onde estava e surgido na frente de Blink que estava há alguns bons metros de distância da sua última posição. De início poderia parecer um tipo de teletransporte, mas olhos mais atentos saberiam que foi na verdade uma incrível e rápida movimentação, ou seja, era apenas uma velocidade impressionante. O navegador que mal havia terminado de desviar do ataque anterior já se viu na situação de ter que desviar uma segunda vez, só que agora ele não teve nem chance, sendo atingido no rosto por um soco que explodiu espalhando as faíscas vermelhas de fogos de artifício.

- Desgraçado, não encoste nos meus tripulantes! - Gritou a comandante logo depois de ver seu companheiro ser atingido pelo oponente.

Com Blink indo pro chão, Helena agiu rápido para tentar acompanhar os movimentos do inimigo, correndo até as costas dele para aplicar um corte com sua espada, entretanto ele conseguiu se virar alguns segundos antes de ser atingido e pronunciou uma palavra em voz baixa. A espada da comandante desceu cortando apenas o vento, pois o invasor havia conseguido desviar, ela por outro lado não parou por ali, ajeitou a lâmina da sua arma e aplicou mais um corte, porém o homem conseguiu dobrar seu corpo para mais uma evasiva… A mesma coisa aconteceu com o quarto corte, o quinto e o sexto, já na hora de aplicar o sétimo, no momento que Helena hesitou para poder tomar fôlego, ele agiu mais rápido e tocou a barriga dela com a palma da mão, explodindo uma rajada de seu poder que fez a espadachim cair no chão de madeira como aconteceu com o navegador há pouco.

Tendo apenas Hisoka de pé, o disparador de fogos de artifício olhou para ele e ergueu ambas as mãos abertas na direção dele, estas posicionadas de maneira horizontal com os dedos bem espalhados, estes que rapidamente foram ficando avermelhados e PEI, dispararam de suas pontas várias linhas vermelhas que seguiam na direção do arqueólogo em trajetórias aleatórias, mas no final todas elas iriam acabar atingindo-o se ele ficasse parado. A dificuldade em sair desse ataque era o fato dele avançar por mais de uma direção e em movimentos de zig-zag.

- Rocket Fingers! - Anunciou ele o nome da técnica logo depois dela ser executada.

Spoiler:
 

Apesar de terem caído no chão depois de serem atingidos, isso não tirou Helena ou Blink da batalha, ambos poderiam ser vistos se levantando alguns segundos depois, o problema é que sem uma estratégia de batalha bem planejada, eles provavelmente teriam dificuldades em conseguir acertar o homem-foguete. Mas será que Hisoka conseguirá escapar ileso do ataque que foi disparo em sua direção?




Crisbella



Crisbella era pega de surpresa com a revelação de Sam ser o espião infiltrado… Lara estava certa afinal, havia um falso refugiado a bordo. Talvez para ruiva nesse momento fosse mais difícil aceitar que havia confiado na pessoa errada do que resistir a dor do soco que havia tomado na boca do estômago. Por quê? Se perguntava ela, como pode realmente existir alguém capaz de participar disso? Pode não ter sido ele a tirar a vida de Daario, mas como ele pode se sentir bem em estar fazendo parte do grupo que fez isso? Não o incomoda ter sangue nas mãos? Por mais boa atriz que fosse, Sam pelo visto também muito bom nessa arte, pois conseguiu enganá-la direitinho, tanto é que até agora está sendo difícil para a revolucionária compreender o que está acontecendo.

Quando se levantou do chão, o corpo da garota ainda tremia, tremia de dor, de nervoso, quem sabe até de medo, pois estava diante de um assassino perigoso, um lutador certamente poderoso e o pior é que estava sozinha nessa luta. Cris teria que enfrentá-lo se quisesse sair dali e avisar o resto do grupo que havia descoberto quem era o espião, porém, ela não podia ignorar o fato de que ele acabou de falar “meus companheiros não são tão generosos quanto eu”, o que isso significa? Há mais de um invasor a bordo? O navio está sofrendo um ataque? De qualquer forma, a ruiva estava determinada em encarar Sam em uma batalha, não iria recuar ou demonstrar ser frágil e indefesa, mas isso pelo visto não agradava muito o rapaz.

- Desculpa, Cris, mas você não tem nenhuma chance contra mim… Não tome essa atitude idiota. Estou te dando uma dica, fique fora disso. - Mesmo que ele não tenha partido para um ataque, esse seria o momento ideal para Cris pedir para não haver mais mortes. Ele olharia de maneira séria para ela com seus olhos azuis antes de responder. - Nós apenas seguimos ordens… O mundo é assim, Cris, é preciso escolher um lado nessa guerra, e a minha escolha já foi feita muitos anos atrás. - Então seria esse o momento que a ruiva poderia falar sobre saber onde a princesa está, porém Sam apenas riria com o canto da boca e levaria a mão até a testa. - Oh, minha pequena, eu também sei…

E depois disso, Sam mudou sua expressão facial, tornando-se sério. Bastou um piscar de olhos para Cris perder o homem de vista, até que percebeu no segundo seguinte que ele estava bem na sua frente. A velocidade em que ele encurtou a distância entre eles foi absurda, dentre todos os adversários que já teve na vida, dificilmente a ruiva se lembraria de alguém que fosse tão rápido. Ele estava pronto para acertar um segundo soco na jovem revolucionária, com a velocidade que ele se movimentou era praticamente certo que ele iria conseguir…

Mas não dessa vez, pois sem nem ao menos saber como conseguiu, Cris levou seus braços para bloquear o soco de Sam, um reflexo que ela nunca conseguirá explicar de onde veio. Com o ataque defendido, a ruiva tinha agora a oportunidade de contra-atacar, e com isso agitou a cabeça para frente e aplicou uma cabeçada que atingiu em cheio o nariz do homem que tentou lhe agredir. Sam, que não estava esperando ser atingido dessa maneira, recuou dando alguns passos para trás e levou sua mão direita até o centro da sua face, erguendo a cabeça em um possível sinal de que sua narina estava de fato escorrendo sangue dessa vez.

- Sua rampeira! - Xingou ele com a voz levemente alterada por conta de não estar usando as vias nasais da maneira correta. - Eu não vim aqui para tomar cabeçada de uma qualquer!

Enquanto o seu adversário estava atordoado tentando se recuperar do dano sofrido, Crisbella teria uma janela de oportunidades que ela poderia tentar explorar, poderia ser avançar para um segundo ataque ou tentar fugir… Ela poderia fazer qualquer um dos dois, porém quando uma sequência de explosões puderam ser ouvidas vindo da parte externa do navio, fazendo-o balançar por conta dos impactos, a ruiva acabou perdendo um pouco do equilíbrio que lhe permitiria fazer esse avanço, além de fazê-la perceber que a situação havia ficado mais séria e isso poderia deixá-la preocupada, já que não tinha notícia dos seus companheiros.

Isso já fazia parte do seu plano, então julgando que não conseguiu tirar Sam dali com a mentira de que iria levá-lo até a princesa, desde o princípio os pensamentos de Crisbella estavam voltados para a tentativa de fugir e sair correndo pelo corredor… Então a hora era essa, aproveitando toda a situação gerada por ela e também pelo acaso, a ruiva agitou as canelinhas e correu o mais rápido que pôde para tentar sair do banheiro. Aos gritos de socorro, tudo que Cris queria era ser ouvida por alguém antes que Sam conseguisse alcançá-la, porém, com o barulho das explosões, será que alguém iria conseguir ouvi-la?

O objetivo da ruiva era correr até a enfermaria, por mais que esperasse a chegada de alguém no caminho, havia nela a esperança de que poderia encontrar Klaus quando chegasse até a ala hospitalar. A garota estava dando tudo de si nessa corrida desesperada, sequer olhava para trás para saber se Sam estava a perseguindo, mas isso não seria necessário, pois ele veio a aparecer na sua frente como se tivesse surgido ali magicamente. Era impossível fugir? As aptidões dele eram tão superiores assim? A surpresa em ver o homem bloquear sua passagem poderia fazer o coração de Cris quase parar diante desse desespero que só aumentaria no instante que Sam a agarrou pelo pescoço e a empurrou contra a parede.

Spoiler:
 

- Você ainda não entendeu?! Se você se envolver nisso você vai morrer! Se esconda no banheiro… E não me force a ter que usar a força outra vez para você me ouvir. - Disse ele tentando olhar nos olhos da garota.

Muita coisa passaria pela cabeça de Cris nesse momento, provavelmente sua mente seria recheada de pensamentos sobre Klaus, Mirana, quem sabe até de Hisoka, poderia ainda lembrar da imagem trágica de Daario ou das palavras de motivação ditas por Helena há pouco, mas nenhuma desses pensamentos viria mais forte nas suas lembranças do que a recente memória de hoje mais cedo quando Lara lhe agarrou no pescoço dessa mesma maneira e a empurrou contra essa mesma parede, nesse mesmo lugar… E o deja vu ficou ainda mais estranho no instante que Sam foi atingido por um soco e forçado dessa maneira a largar Cris, pois acabou sendo jogado para o chão por conta da força do golpe. Sim, a pessoa que aplicou o soco foi a mesma da primeira vez, Nocha estava ali.

- Você está bem, Cris? - Perguntou ela ajudando a garota a se levantar caso estivesse nervosa demais e sofrendo com alguma dificuldade de respirar por conta da corrida e da semi-enforcada. - É isso que chamam de Girl Power, não? Hehe.

E depois de ajudar a ruiva, Nocha bateu com a mão esquerda no seu bíceps direito e sorriu para Cris, mas esse sorriso logo desapareceu no momento que o homem atingido começou a se reerguer do chão. Ele fazia isso massageando o rosto com a mão esquerda, provavelmente sentindo que sua mandíbula um pouco deslocada por conta do golpe recebido.

- Você tem um soco forte… - Diria ele momentos antes de ajustar sua postura e encarar de forma séria a mulher que havia se intrometido entre ele e Crisbella. - Mas eu aposto para você que o meu é mais.

Diante disso, Cris teria três opções, a primeira e mais óbvia delas seria se juntar a Nocha nessa batalha contra Sam, porém ela não tinha qualquer certeza se a refugiada era boa de briga, talvez ela nem faça tanta diferença assim nesse combate. A segunda opção seria deixá-la enfrentando Sam sozinha e usar isso para criar a oportunidade de fugir e buscar reforços, mas não tinha garantia que iria encontrar alguém a tempo, ainda correr o risco de encontrar outro adversário no caminho ou pior, isso poderia custar a vida de Nocha. Há também a terceira opção que seria implorar para Sam deixá-las em paz, mas para isso ela teria que ouvir as palavras dele e se esconder no banheiro onde de acordo com ele, ela estaria mais segura. Qual das três Cris escolherá?

OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyTer 29 Jan 2019, 19:04



Destinos Cruzados

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#Post 15


Klaus porfiava com Hisoka para que ele entrasse em contato com a comandante para saber o paradeiro de Crisbella. A obstinação do garoto era tanta que ele chegou a aumentar seu tom com o professor, praticamente insinuando uma ordem. Em resposta, o arqueólogo fechou sua expressão, crispando a glabela e fixando os olhos no espadachim. Embora compreendesse a sua preocupação, ele não podia aceitar ser tratado de qualquer modo, como se fosse um servo ou algo do gênero.

– Ei! Calma! Já disse que ela está bem com Helena. Temos outras coisas para lidar agora. – Retrucou intransigente, batendo o martelo em sua decisão com a voz resoluta.

Apesar de Klaus ter acatado, ainda se mostrou férreo, ao ponto de ameaçar Hisoka caso algo acontecesse com Cris. Em reflexo ao comentário do garoto, o arqueólogo forçou o maxilar e cerrou os punhos, porém se manteve calado. Ainda que quisesse replicar, sentiu-se abalado com a hipótese levantada pelo espadachim. E se Crisbella realmente estivesse em perigo? E se ela estivesse precisando de sua ajuda? Não, ela está com Helena. Foco. Suspirou após a reflexão em que pôs os pensamentos no devido lugar, seguindo Klaus pelo corredor.

Em sua ida ao convés, Hisoka não obteve quaisquer respostas ao tentar contato com a tripulação pelo Pidgeon. Não sabia se suas instruções haviam sido completamente ignoradas ou se ninguém as ouvira. De qualquer modo, não se ateve a este imbróglio e continuou seguindo até o bordo superior da embarcação, onde encontrou Helena e Blink em tremendo esforço para barrarem os fogos que caíam do céu. Eram muitos para apenas duas pessoas, o que culminou numa parcial destruição do Paradise Star. Cheguei tarde... Pensaria decepcionado instantes antes de localizar o autor dos disparos.

Hisoka tentou abusar do elemento surpresa e imobilizar o inimigo com o seu chicote, entretanto, ele mostrou-se extremamente ágil e dotado de um excelso reflexo, tal como parecia dispor de um estranho aparato que o fazia gerar explosões similares a fogos de artifícios. Para a evasiva, ele usou na sola dos pés, de modo a promover uma impulsão ascendente. O que foi isso!? O arqueólogo nunca tinha visto nada parecido, porém, com sua lógica, atinaria que a explosão detinha a mesma origem dos fogos rubros que destruíram o navio.

O arqueólogo estava pronto para continuar sua investida, quando o homem lançou uma rajada da mesma estranha natureza que a anterior. Além da poluição visual, havia a sucessão de estrépidos como de explosões artificiais. Apesar de Hisoka desconhecer o potencial desse ataque, ele preferiu adotar uma esquiva, pois imaginou que fosse tão voraz quanto o de antes que fora capaz de destruir o assoalho do navio. Desta forma, ele esperaria o borbotão de energia se aproximar para que, usufruindo de sua acrobacia, tentasse jogar seu corpo lateralmente contra o chão, imediatamente curvando-o para deslizar pelo solo amadeirado num rolamento.

Como se não bastasse a inaudita habilidade que o permite reproduzir fogos de artifícios, o oponente demonstrou ser capaz de se teleportar. Num átimo menor que um mero segundo, o homem sumiu de sua posição e reapareceu a frente de Blink, atingindo-o diretamente com um golpe explosivo em seu rosto. O semblante de Hisoka, outrora dotado de expressões entesadas em detrimento do esforço pela batalha, seria subitamente modificado para denotar surpresa. Os olhos arregalados e maxilar combalido deixavam mais que evidente o espavento com a cena vislumbrada.

– É-É esse o tipo de gente que o governo tem...? – Engoliria em seco, mantendo-se atônito enquanto sua comandante avançava contra o oponente. Assim como antes, ele mostrou mais uma habilidade que fez Hisoka duvidar se estava enfrentando um ser humano. O seu corpo dobrava-se como se fosse feito de papel, ajustando-se a todos os cortes de Helena de forma a evitá-los completamente.

Cansada após os ataques consecutivos sem sucesso, Izzy acabou abrindo uma brecha que foi aproveitada pelo adversário e, assim como Blink, foi acertada por uma explosão na altura de seu abdômen, caindo no convés do navio. Hisoka, o único de pé, ainda estava inerte, completamente incrédulo com toda a situação, afinal dois dos mais poderosos Revolucionários da tripulação haviam sido derrotados pelo homem sem muita dificuldade. O professor já sabia quem era o próximo e a aflição quase o fez ceder ao medo.

Todavia, neste breve momento de apreensão, a cena de Izzy avançando valentemente contra o homem após ele ter atacado Blink reverberaria em sua mente, funcionando como um gatilho para despertar outras memórias. Não tardou para que Milla viesse a tona; a promessa que Hisoka a fizera, ela ferida em Ilusia Kingdom até, por fim, deitada em coma na cama da enfermaria. Crisbella também lampejou em sua memória; suas lágrimas tórridas após descobrir a morte de Daario, suas palavras insinuando que não queria que ninguém mais morresse... Enfim, sua mãe surgiu; contando-lhe uma história antes que dormisse, posteriormente ensanguentada no balcão. Assassinada a mando do governo...

Proteja seus companheiros! Derrote-o! O pensamento ecoou agudamente em sua consciência e serviu como um estopim para despertá-lo. Por trás dos olhos semicerrados, as íris resplandeceriam em carmesim à energia luminosa nas mãos do adversário. O maxilar entesaria ao ponto de enaltecer os zigomáticos e o olhar, audaz, asseveraria que Hisoka iria encará-lo intrepidamente. Aquele agente não iria machucar mais ninguém.

Assim que a energia foi liberada das mãos do oponente, ela se ramificou em vários vetores que avançaram contra o arqueólogo. Analisando a maneira como a técnica se comportava, Hisoka concluiria que teria poucas chances de se esquivar se permanecesse no mesmo lugar. Além disso, bloqueá-la, claro, também estava fora de cogitação. Portanto, ele virou o corpo e começou a correr na direção contrária das luzes, usufruindo de sua alta esquiva e de sua aceleração para conseguir uma intensa velocidade.

Inteligente e lógico, o professor não correria de maneira aleatória, tampouco tiraria sua atenção dos vetores que estivessem mais próximos de seu corpo. Ele abusaria dos obstáculos dispostos pelo navio, como os mastros e cabines, no intuito de esquivar no último segundo, expectando que as luzes atingissem os entraves deixados para trás ao usá-los como escudos. Para isso, abusaria de sua capacidade acrobática, realizando saltos e rolamentos, tal como súbitas mudanças de direção. Não pouparia cambalhotas, piruetas e cabriolas, enaltecendo e detalhando sua evasiva como se fosse uma harmoniosa dança. Se necessário, embora como última opção, não hesitaria em colocar os braços a frente das regiões vitais, como rosto, pescoço e tórax, para protegê-los dos vetores. Além disso, ficaria atento para não cair ou tropeçar nos buracos dispostos pelo navio durante a corrida.

– Argh... Argh... – Enquanto o suor escorreria pela têmpora, arfaria com o fim da corrida, recuperando o fôlego com os olhos fixos no oponente.

Sem perder tempo, Hisoka entraria no alcance de seu chicote, mantendo uma distância de aproximadamente dois metros e meio de seu adversário. Com a mão destra, ele desbobinaria seu equipamento, movimentando o braço na altura da cabeça, fazendo com que o flagelo realizasse um arco ao redor de seu corpo antes de avançar contra o agente horizontalmente contra seu rosto. Em seguida, seria veloz em flexionar o antebraço, permitindo que a vergasta voltasse para seu controle, trabalhando mais uma vez com o braço na altura da cabeça, porém agora o abaixaria subitamente, provocando uma queda feroz do chicote sobre o pescoço do inimigo junto ao característico estalido agudo. Se o adversário desviasse do primeiro golpe, o segundo se adequaria a sua nova posição.

Se notasse que o agente não seria derrotado tão facilmente, dali em diante o objetivo de Hisoka seria conduzir a sua movimentação, pensando em fazê-lo pisar em falso num dos buracos que ele mesmo fizera com sua primeira técnica. Para isso, abusaria dos golpes verticais e diagonais, forçando-o a esquivar lateralmente. Destarte, elevaria o braço na altura da cabeça e o descenderia de maneira brusca, buscando sempre o inimigo, onde quer que se encontrasse. Quando percebesse que ele estivesse próximo de um dos buracos, seus ataques na diagonal seriam na orientação da fenda, para fazê-lo se aproximar cada vez mais. Durante os ataques, sempre acompanharia seu deslocamento, seja com passos curtos ou largos, para manter a distância média supracitada, porém também focado para não cair num buraco.

Na eventualidade de seu plano ser efetivo, Hisoka não pestanejaria em aproveitar a pequena brecha. Assim que o agente caísse no buraco, o professor imediatamente daria um passo a frente e lançaria seu chicote no intuito de enrolar o flagelo em seu corpo, imobilizando seus braços contra o tronco. Certo. Assim ele não conseguirá usar aquelas duas habilidades estranhas. Em seguida, apoiaria os pés no chão antes de forçar os músculos inferiores e avançar fugazmente contra o oponente, almejando atingi-lo com uma poderosa joelhada em seu tórax.

– Reiji no Tora! – Brandaria durante o salto, possuindo sua silhueta acompanhada da figura estética de um tigre em suas costas.

Caso o inimigo o ataque à distância, utilizando os vetores explosivos por exemplo, Hisoka mais uma vez utilizaria de sua alta velocidade para esquivar, saltando numa cambalhota se vierem numa altura mais baixa ou num rolamento se vierem numa altura mais alta, sempre procurando a direção oposta. Se necessário, também buscaria refúgio numa estrutura resistente, feita de ferro ou madeira bem condensada, escondendo-se atrás até que estivesse seguro. Por outro lado, se o agente optar por ataques à curta distância, como fez com Blink e Helena, o arqueólogo usaria a mão esquerda para bloqueá-lo, enquanto tentaria revidar com um forte soco destro em seu estômago concomitantemente.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyQui 31 Jan 2019, 02:03

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Talvez a maior dificuldade que eu tinha no momento não se resumia em encarar um homem mais alto, mais forte preparado para me matar e sim um coração enganado por um sistema errante que se recusava a ver a verdade. Sam estava certo, tínhamos que escolher um lado naquela ‘’guerra’’, mas para que? qual o propósito de se haver guerras no mundo? Talvez meu coração gentil e amável nunca entendesse a crueldade humana em sua mais perfeita forma, a guerra. Sentia meu coração pulsar disparado, meu sangue estava quente, eu queria correr, queria fugir, mas não podia deixar a alma de Sam ser levada para a escuridão… Eu precisava salvá-lo.

Minha tentativa de negociação havia falhado e com uma risada cínica e assustadora, senti meu coração gelar quando o rapaz desaparecera de minha vista. Ele era rápido… Rápido demais! Minha defesa foi uma reação quase que sem pensar, meu corpo apenas se mexeu. Percebi     ue havia parado seu golpe, o que causou certa dor pois ele era muito forte, sem pensar duas vezes, dei-lhe uma cabeçada no meio do nariz. Ele deu uns pulinhos para trás, atordoado e surpreso pelo meu golpe. ‘’CORRE’’! Nessa hora, senti meu corpo todo vibrar com a adrenalina que se passava em meu sangue, corri, como um coelhinho assustado que fugia de uma raposa astuta. Atrás de mim, Sam reclamava e gritava algo que eu não pude prestar atenção de tão amedrontada que eu estava.

Meus passos seguiram retos até grandes explosões chocarem contra o barco, fazendo-o se remexer sobre o mar. Meu corpo tombou para a esquerda e acabei indo de lado contra a parede de madeira, batendo meu braço com tudo ali. - Aii...Aii… - Eu choraminguei baixinho sentindo meu ombro doer enquanto tentava me equilibrar.

Canhões? Uma bomba? O que seria aquilo? Eu não sabia, de todo modo, era perigoso estar ali, não estava segura e provavelmente o navio todo também não. ‘’ - Maldita Tenryuu…- ‘’ Pensei enquanto firmava meus passos para correr novamente. Infelizmente, não havia ninguém para me ajudar, eu gritei por ajuda, mas ninguém apareceu. Continuei a correr sem olhar para trás, a presa que olha para seu caçador não tem chance de viver… E nisso, como mágica, Sam apareceu em minha frente a poucos metros de mim. Meu coração parou naquele instante, Sam foi capaz de testemunhar meu rosto de mais puro medo, meus olhos verdes arregalados e a boca trêmula. Ele avançou para cima de mim, agarrando meu pescoço e me jogando contra a parede. Senti a madeira bater em minhas costas e gemi quando a dor passou por minha espinha.   - Aaghh.. - Instintivamente, minhas mãos iam de encontro com as dele para soltar meu pescoço. As mãos de Sam eram grandes, fortes e ásperas, sua pele calejada era um contraste com meu pescoço pequeno e sensível, uma boneca de porcelana que ao menos aperto, racharia.

Ele logo começou a falar, aquele papo de novo sobre me esconder naquele banheiro com um cadáver. Eu não podia fazer isso, não poderia abandonar meus amigos e aliados… E isso inclui Sam. ‘’Você pode não ser forte de corpo, mas seu coração, é. ‘’ As palavras de Mirana vieram em minha mente enquanto eu tentava me soltar, ela estava certa… Eu não venceria Sam em uma batalha física ou de resistência, nossa diferença era gritante… Eu precisava usar o que eu tinha de melhor. Nem meus pulsos, nem minha língua afiada… Meu coração, é a minha maior força. Respiraria fundo, puxando o ar para meus pulmões de uma vez, me acalmando. ‘’ - Me diga… Como salvar uma alma que se perdeu na escuridão… -’’ Pensei comigo mesma, buscando um conselho de Mirana em minha mente.

Soltaria a mão do rapaz e levaria meus dedos finos e quentes até seu rosto, depositando  mão direita sobre a sua bochecha e a esquerda próxima a seus cabelos. - Desculpe Sam… Eu não posso…  - Meus olhos singelos e gentis transpareciam uma serenidade muito grande. Eu estava pronta para aceitar o que o destino quisesse, mas independente de minha decisão, não o abandonaria o rapaz. Ele tinha seus motivos para me querer viva mas eu não sabia o porque ainda.   - Eu não quero você como meu inimigo… A decisão é sua, mas saiba…Que acima de tudo Sam… Eu te perdoo. - Diria para ele enquanto meus olhos se fechavam e um sorriso sereno nascia de meus lábios. Soltei o peso de meu corpo, relaxando-o sobre a parede. Eu estava nas mãos de Sam, mas por pouco tempo…

Do nada, o meu pescoço havia sido liberado, proporcionando mais ar aos meus pulmões. Abri meus olhos e logo percebi a presença de Nocha. Ela veio em meu resgate e acertou um soco em cheio no rosto de Sam. Olhei para o rapaz caído e para a garota que estava contente em me salvar.   - Obrigada Nocha… - Eu disse baixinho enquanto passava a mão sobre meu pescoço, estava dolorido e provavelmente bem vermelho pois minha pele era muito branca e se marcava fácil.Olhei para Sam, ver seu corpo ao chão me deu certa pena, mas ele logo se levantou, encarando Nocha e a provocando.

Olharia para os dois, ambos se encaravam e estavam prontos para lutar. Eu estava entre os dois, vendo seus pulsos cerrados e seus braços em posição de batalha. Não podia ser verdade, de novo queriam lutar… As pessoas não aprendem, sempre tinham que lutar, lutar e lutar… Nada mais era importante que a força para alguns. Esticando meus dois braços, seguraria a mão de Nocha com a mão esquerda e a da Sam com a direita. Estaria olhando para o chão. Eu sabia que Sam não mudaria de ideia, mas caso ele tivesse sido tocado pelas minhas palavras anteriores, olharia para ele. E como uma súplica.diria:   - Por favor… Deixe eu ajudar meus amigos… - Meus olhos estavam cansados, eu estava cansada de tudo aquilo, as lutas, a tristeza e a sensação de perigo. Se ele continuasse a negar meu desejo, olharia para ele, e perguntaria abertamente:   - Porque me salvar? Eu sou...Especial? - Minhas palavras soariam em tom de dúvida e um tanto curiosas… Só podia ser isso, Sam me queria viva porque gostava de mim? O que ele queria exatamente comigo e… Porque eu? Se Nocha desconfiasse de algo, olharia para ela de relance, expressando um ‘’vai dar tudo certo’’ em formato de sorriso confiante.

Se o rapaz fosse estóico e não me desse nenhuma opção, ficaria ao lado de Nocha, não atacaria primeiro, esperaria ele vir até mim.   - Você não me deixa escolha Anakin! Eu sinto muito por isso… Sam. - Me prepararia, deixando meus braços a frente de meu torso em posição defensiva, se ele viesse me atacar, tentaria segurar seu golpe com meus braços e contra atacaria com uma rasteira quando sentisse menos força dele nos braços. Esperava que Nocha me ajudasse, se ela conseguisse alguma abertura contra Sam, usaria a mesma para tentar acertá-lo, posicionando meus pés em ponto de equilíbrio para derrubar o rapaz e ao mesmo tempo, não cair.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

NEW FRIEND
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyQua 06 Fev 2019, 10:42



Protejam o navio!





Fennik e Gear



Logo depois de receberem a primeira chamada de Hisoka pelo Pidgeon avisando que deveriam se reunir e se preparar para um ataque, Fennik e Gear pegaram suas armas cada uma e saíram às pressas de seus cômodos, correndo pelos corredores em direção ao porão como o professor havia pedido. Por estarem seguindo para o mesmo lugar, as duas acabaram se encontrando no caminho, mas elas não precisaram parar de andar para conseguir manter um diálogo.

- O que você acha que está acontecendo? - Perguntou Gear que aparentemente havia tomado um banho, pois estava sem qualquer mancha de graxa pelo corpo e usava uma roupa mais social ao invés do macacão de mecânica.

- Não sei, mas o Hisoka me pareceu estranho hoje mais cedo, ele parecia saber de algo… Depois aquele novato veio me procurar para pedir a lista de refugiados, com certeza tem errado acontecendo e nós ainda não ficamos sabendo. - Respondeu Fennik que trazia nas costas o seu enorme machado de batalha.

- É, o professor disse pelo Pidgeon sobre não confiar em nenhum refugiado, não é difícil ligar os pontos. E ainda tem aquela caixa que eu entre-... Puta merda! - XIngou a engenheira ao se deparar com a cena no corredor a sua frente. Fennik também se espantou e soltou um grito levando as mãos até a boca.

Havia três pessoas ensanguentadas caídas no chão do corredor, a julgar pelas vestimentas mais humilde das vítimas, eram todas refugiadas, portanto Fennik e Gear não saberiam identificar com facilidade seus rostos, e mesmo se conseguissem, havia tanto sangue no cenário que seria difícil fazer a identificação sem limpá-los primeiro. Os ferimentos em seus corpos eram graves o bastante para as duas saberem com um simples olhar que estavam todos os três mortos, até porque um deles havia sido degolado. O autor do assassinato ainda estava ali, em pé diante delas com o sangue escorrendo de suas armas, um par de tonfas laminadas, ele tinha o cabelo curto, escuro e trajava um terno com uma camisa roxa por baixo. Ouvindo os ruídos provocados pelas garotas, o homem olhou para elas com um olhar frio e sorriu, um sorriso sádico de alguém que estava se divertindo em matar pessoas.

Spoiler:
 

- Vejo que as duas estão carregando armas, acredito que sejam guerreiras desse navio… - Comentou ele com uma voz serena olhando para as duas mulheres armadas.

- Desgraçado, eles não tinham nada a ver com isso! - Gritou Fennik puxando o machado das costas e o segurando com as duas mãos. Sua expressão facial nesse momento só transparecia o ódio que ela estava sentindo desse sujeito desconhecido.

- Hm… Não sou muito bom em diferenciar criminosos. “Dead or alive”, no final não importa se estão vivos ou mortos, não é? - Então ele abriu ainda mais o sorriso e ajeitou as tonfas ensanguentadas para a posição de batalha.

- Fennik, quem diabos é esse cara? - Perguntou Gear ajeitando a sua luva robótica no punho para poder participar do combate.

- Isso não fará diferença depois que eu o fizer engolir o meu machado! - Respondeu a bárbara avançando para cima do inimigo com o machado preparado.

E com o impacto da arma dos dois se chocando, as faíscas e o som do choque das lâminas indicavam o início dessa batalha.




Hisoka



Depois de ver Helena e Blink serem facilmente levados ao chão sem causar um único dano, Hisoka ficou surpreendido com a força do inimigo. Além de rápido e ágil, o desconhecido também apresentava um poder peculiar que não parecia vir de um apetrecho tecnológico, seria ele então um possível usuário de Akuma no Mi? O professor certamente já havia ouvido falar delas, mas nem mesmo em seus livros havia algo que falasse a respeito da história desses frutos do diabo, lendas e teorias era tudo que ele poderia tirar de conhecimento disso, porém sem ter qualquer certeza sobre o que é realmente certo ou apenas uma opinião preconceituosa ou errônea dos autores.

Quando o arqueólogo virou alvo da técnica do inimigo que disparava pelos dedos feixes de sua energia avermelhada, ele precisou pensar rápido para desviar dos pequenos foguetes que avançavam por direções aleatórias para atingi-lo, por isso fez o que pareceu mais sábio e correu na direção oposta, tomando cuidado para não tropeçar nos buracos e usando os obstáculos do convés como um escudo para interceptar os disparos. Cambalhotas e saltos foram necessários para Hisoka conseguir escapar de todos os dez raios de energia, algo que já faria o historiador ofegar devido ao esforço e também a adrenalina que invadia suas veias deixando-o acelerado.

O plano de contra-ataque do professor era simples, manter a distância padrão que sua arma poderia oferecer e tentar atingir o inimigo com violentas flageladas. O grande problema dessa ofensiva é que o seu oponente era ágil o suficiente para se esquivar dos ataques não importava a direção por onde o chicote se aproximava, de quebra ele ainda era capaz de revidar com um disparo vermelho pela palma da mão toda vez que realizava uma esquiva, forçando o arqueólogo a se movimentar enquanto tentava atacar. O plano do professor era bastante simples, aproveitar dos buracos no chão para fazer o adversário tropeçar em um deles e assim criar a oportunidade para amarrá-lo com sua arma… Entretanto, algo tão simples daria certo com um inimigo experiente? Talvez tenha sido sorte ou uma boa execução de Hisoka, mas o inimigo chegou a pisar em um dos buracos, criando ali a oportunidade para que o chicoteador o agarrasse com o flagelo e executasse assim sua técnica ofensiva, Reiji no Tora.

- Tsc, merda! - Reclamou no instante que foi preso pela arma inimiga e teve o corpo puxado na direção.

Com os braços amarrados ao tronco ele de fato não conseguiria usar suas habilidades pelas mãos de maneira tão livre como vinha fazendo até então, por isso que o Revolucionário conseguiu naquele momento trazer o adversário próximo o bastante para conseguir acertá-lo com uma joelhada no tórax. O sujeito sentiu a pancada e fechou um dos olhos devido a dor, no entanto não era uma dor que ele não conseguiria lidar, tanto é que pouco depois de tê-la recebido, o homem de cabelos acinzentados ergueu as pernas na direção de Hisoka e usou os pés para explodir em cima dele uma poderosa rajada de energia vermelha.

Para movimentar as pernas com velocidade no ar, ele usou sua habilidade como um propulsor, podendo assim erguer o corpo de maneira horizontal e acertar o ângulo correto, tirando proveito da distância encurtada pelo próprio chicoteador para poder atingi-lo no mesmo lugar, porém com uma força muito mais violenta que uma joelhada. Consequentemente ser atingido à queima roupa pela explosão dos fogos-de-artifício fariam o historiador largar o chicote, principalmente porque agora ambos estariam sendo impulsionados para direções opostas. Enquanto Hisoka atingia a lateral do navio e quase era jogado para fora dele, seu adversário capotava no chão sendo assim libertado do flagelo que o amarrava.

- Atenção! - O professor poderia ouvir Helena dali onde estava, não só pelas caixas de som espalhadas pelo navio, mas da própria cabine de navegação onde ficava o microfone para esse tipo de chamada. - Estamos sofrendo um ataque, por isso peço para que todos que não sabem ou não podem lutar que se escondam nos cômodos do navio e não saiam de lá até que a situação esteja resolvida… Já aos meus soldados, isso não é um pedido, é uma ordem, protejam o navio!

Apesar de estar de pé, a comandante ainda não havia se recuperado totalmente do dano anterior, o mesmo servia para Blink, porém ambos estavam com as armas em punho e prontos para atacar. Quando voltou a se erguer, o invasor abriu um sorriso convencido no rosto, olhando para os dois Revolucionários que miravam suas armas para ele, enquanto isso Hisoka ainda estaria lutando para fazer o mesmo que os três, ficar de pé, mas a queimadura em seu peito lhe traria uma dor incômoda, além da preocupação de como faria para recuperar sua arma que estava praticamente debaixo do pé do inimigo.

- Gosto de desafios, mas não vão conseguir me parar se não vierem com tudo… Eu esperava mais dificuldade para um três contra um. - Diria ele mirando a palma da mão direita para Blink e Helena, porém ambos permaneciam parados, sem realizar qualquer ação, apenas encarando o oponente. - O que fo-...

Antes mesmo de terminar a frase, ele mesmo se interrompeu ao ver o tamanho da sombra que surgiu cobrindo seu corpo. Olhando rapidamente para trás, ele sequer teve tempo de usar uma das suas técnicas de agilidade, o soco daquela enorme mão havia acertado em cheio a sua face e o pressionado com violência contra o chão. Golias, ou Montanha, como também é chamado, havia surgido no convés e esmagou a cabeça do intruso na madeira do navio.

Spoiler:
 

- ATAQUEM, AGORA! - Gritou Helena correndo na direção de Golias e do inimigo caído, já prevendo que talvez só isso não fosse suficiente para pará-lo.

Ela estava certa, uma explosão de fogos-de-artifício ocorreu onde ele estava e seu corpo foi impulsionado para longe do seu enorme adversário ao mesmo tempo que também o atingia forçando-o a cobrir o corpo com os braços para minimizar os danos. Acompanhando a movimentação do adversário, Helena saltou na direção dele e aplicou um corte de cima para baixo, porém o agente conseguiu realizar um bloqueio explodindo sua mão esquerda para cima, criando assim um “escudo explosivo” que mudava a trajetória do corte da Revolucionária. O combate havia ficado acelerado, a espadachim intensificou a velocidade que realizava seus ataques, forçando o usuário de Akuma no Mi a acompanhar a movimentação da espada para contra-atacar cada corte com uma explosão simples que iria repelir a lâmina para longe do seu corpo. Em uma distância segura, Blink posicionava seu rifle e mirava no inimigo esperando o momento certo para atacar, agora restava somente Hisoka fazer o seu movimento.




Crisbella



A ideologia da jovem ruiva parecia crer que todos possuem luz e trevas em seu interior, que ninguém é capaz de ser totalmente bom ou mau. Talvez seja um reflexo de seu coração de bondoso demais, incapaz de fazê-la acreditar que seja capaz de existir alguém tão mergulhado na escuridão que a luz não consiga alcançá-lo. Por mais que Sam estivesse do lado inimigo, tenha invadido o navio e até matado um inocente, algo dentro de Cris a fazia enxergá-lo como uma pessoa que pode ser salva, alguém capaz de fazer a escolha certa… E a escolha certa é lutar ao seu lado, e não contra ela.

Nenhum dos outros revolucionários a bordo pensaria duas vezes em atacar Sam, mas Crisbella não era como seus companheiros, por isso que alguns poderiam chamá-la de tola, ingênua, fraca, covarde… Por que ela prefere escolher o caminho mais difícil? Por que ela se recusa a lutar mesmo estando dentro de um exército? Lutar e matar não são as funções dos soldados? Muitos diriam que sim, mas talvez nos pensamentos de uma jovem revolucionária de coração puro, fazer parte de um exército significa acima de tudo proteger aqueles que precisam ser protegidos.

A própria Crisbella deve saber que nem mesmo ela possui um coração tão puro assim, a escuridão também é capaz de consumi-la, basta o uso do gatilho certo para isso acontecer… Então por que o mesmo não poderia acontecer de forma inversa? Existe algo que ela possa falar ou fazer que ilumine Sam da maneira correta para que ele pare de fazer o que está fazendo? Existe mesmo uma maneira de parar isso de forma pacífica ou o único caminho possível para isso é sujar o chão do navio com o sangue de pessoas?

Quando a garota foi jogada na parede e agarrada pelo pescoço, ela tinha certeza que ali seria o seu fim, o seu destino, a sua vida, estava tudo literalmente nas mãos de Sam, que a sufocava lentamente ao pressionar seus dedos contra a garganta dela. Ela podia reagir, podia tentar impedir, podia lutar pela sua sobrevivência, mas ela não queria, não conseguia, ao invés disso ela olhou nos olhos dele, tocou-lhe o rosto com sua mão direita e usou o que ainda restava de sua voz para direcionar a ele sua habilidade mais forte, nada de socos ou chutes, apenas a bondade de seu coração refletida através de palavras.

- Por que diabos... - Começou ele a dizer mostrando-se um pouco confuso antes de ser interrompido pelo soco que Nocha lhe daria em seguida.

Antes da chegada de Nocha para salvá-la, Cris poderia sentir, mesmo que por um rápido momento, os dedos de Sam relaxarem ao redor do seu pescoço, provavelmente estavam prestes a soltá-la. Apesar de refugiada ter aparecido para salvá-la e a ruiva ter até mesmo agradecido por isso, poderia surgir a dúvida se ela realmente precisava dessa ajuda, isso porque talvez a ajuda de Nocha possa acabar piorando a situação, já que a aura e a expressão no rosto de Sam haviam se tornado bastante sérias.

Percebendo que os dois iriam começar a lutar a qualquer momento, a ruiva se colocou entre os dois e estendeu os braços para eles em um sinal de pare, não estavam pertos o suficiente para conseguir segurá-los, mas poderia fazer isso com Nocha se assim preferisse. Quando a garota voltou a olhar para Sam e pedir para que ele a deixasse ir, ela também perguntou o motivo dele para querer ajudá-la. Diferente de Cris que estava confiante em conseguir convencer Sam com suas palavras, Nocha não abaixava a guarda, mantendo-se firme na sua posição de batalha enquanto o encarava com fogo nos olhos.

- Tome cuidado, Cris, não confie demais nas pessoas assim… - Sugeriu ela em voz baixa no ouvido da garota, porém não faria diferença alguma se Sam ouvisse ou não.

- Você não tem o perfil desse lugar, Crisbella. - Respondeu Sam logo depois da garota lhe fazer a pergunta. - Você não é o tipo de pessoa capaz de aguentar uma guerra, você parece não saber a seriedade disso tudo… Basta olhar em seus olhos para saber que você não é uma guerreira. Você não é fraca ou covarde, mas sua força e coragem não são armas que funcionarão aqui. - Os olhos azuis do rapaz estariam sempre conectados aos de Cris, exceto se ela por algum motivo decidisse desviar o olhar. Por mais que as palavras de Sam pudessem ser interpretadas como uma simples compaixão e pena por ela parecer ser uma garotinha frágil e indefesa, a ruiva sentia que havia algo a mais ali. - Se quer mesmo ajudar seus amigos, vá, corra e fuja de mim… Mas lembre-se do que eu falei, meus companheiros não irão lhe oferecer esse tipo de saída. - Em um sinal de pacificidade, Sam levou as suas mãos enfaixadas para dentro dos bolsos de seu moletom, mostrando que não iria reagir a uma tentativa de fuga da garota. - Entretanto… Não sairei daqui sem a princesa. Ela vem comigo, e eu passarei por cima de qualquer um, até mesmo você, para chegar até ela.

- Atenção! - Assim como aconteceu mais cedo quando estava no banheiro com Hisoka, uma voz foi projetada por todo o navio, mas diferente de antes que foi o navegador anunciando uma tempestade, agora a pessoa que falava era Helena. - Estamos sofrendo um ataque, por isso peço para que todos que não sabem ou não podem lutar que se escondam nos cômodos do navio e não saiam de lá até que a situação esteja resolvida… Já aos meus soldados, isso não é um pedido, é uma ordem, protejam o navio!

E com esse complemento, ficaria claro para Crisbella o que sua decisão significava… Deixar Sam para trás significa deixar que ele fosse de encontro ao objetivo dele, que por mais que esteja sendo protegido por pessoas fortes, ela não sabe também o quão forte Sam pode ser. Pará-lo agora significa priorizar a missão, proteger a princesa e evitar que seus companheiros sejam feridos por ele, porém como ela poderia saber se nesse momento outros de seus companheiros não estariam precisando de uma ajuda mais urgente… Klaus, Hisoka, Helena. Quem é mais importante para Cris, uma Tenryuubito ou seus amigos?




Klaus



A lâmina dos espadachins se encontrou produzindo faíscas junto ao estampido metálico. Klaus segurava a sua espada com ambas as mãos e pressionava o inimigo usando toda a sua força, cena completamente oposta para o agente, que defendia o golpe do jovem de cabelos brancos segurando sua espada com apenas uma mão e mantinha em sua face uma expressão tranquila. Klaus recuou sua lâmina e tentou um outro ataque vindo pela lateral, mas seu oponente girou a sua espada e realizou mais um bloqueio, então ele rapidamente passou a arma para a mão esquerda e aplicou um corte de baixo para cima no peito do Revolucionário, que com os reflexos em dia conseguiu saltar para trás e evitar ser atingido.

Klaus já estava se sentindo ofegante após os primeiros minutos de combate, mesmo sobre o efeito de analgésicos o seu peito ainda doía por conta do ferimento causado pelo Sr. Bigodes pouco tempo atrás, o coelho de pelúcia que de alguma forma também é o inimigo a sua frente, mas não sabe ainda explicar exatamente como isso seria possível. Apoiando-se com a ajuda da espada, Klaus levava a mão esquerda ao ferimento e respirava fundo para tentar lidar com a dor, enquanto isso seu adversário permanecia parado, observando a cena.

- Você não precisa lutar se não quiser… Vejo que já está cansado, posso terminar isso rapidamente se quiser se poupar.  - Disse o espadachim apoiando a parte sem fio da espada no ombro esquerdo.

- Tsc, não fale besteiras, não tem ninguém cansado aqui. - Respondeu de forma séria retornando a sua postura de batalha e segurando a espada com as duas mãos.

Voltando a avançar na direção do inimigo, Klaus fez um movimento circular com a espada, ação feita para dificultar a percepção do seu adversário para bloquear o seu ataque. Escolhendo atacar com um corte vindo de baixo para cima, o Revolucionário percebeu que teria sua espada defendida outra vez pela lâmina do oponente, portanto antes mesmo das lâminas se tocarem, Klaus realizou uma finta com as mãos que iria inverter a posição da sua espada em direção ao seu braço. Ao mesmo tempo que ele fazia isso, seus pés giraram de maneira a permitir que todo seu corpo fizesse o mesmo movimento, fazendo com que ele passasse girando pela lateral do inimigo e assim poderia encaixar um corte rápido contra o mesmo, impulsionando-se na direção dele enquanto sua espada junto ao movimento de corte iria retornar a posição inicial.

Spoiler:
 

- Phantom Blade! - Bradou Klaus durante a execução da sua técnica que atingia o peito do espadachim adversário e fazia o sangue dele jorrar pelo ferimento.

O fato de ter atingido o peito do inimigo e não as costas é justamente porque ele conseguiu acompanhar o movimento do Revolucionário, porém acompanhar não seria suficiente para evitar ser atingido se ele não conseguisse bloquear a técnica. Agora ferida, o agente dava alguns passos para trás e levava a mão direita ao peito ensanguentado, havia dor em sua face que agora olhava para o sangue que manchava sua mão. O ferimento havia acelerado a respiração dele, que ainda não havia retomado sua postura de batalha, e Klaus não conseguia olhar para isso sem abrir um leve sorriso no rosto.

- Já está cansado? Pois eu estou só começando! - Provocou voltando a segurar sua espada com duas mãos. Após ouvir isso, o invasor olhou para Klaus sorrindo de forma convencida.

- É bom que esteja, afinal estava pegando leve com você esperando pelo momento que conseguisse me acertar e igualar nossa situação. - Dito isso, ele ergueu um pouco a sua espada e toda a extensão da sua lâmina foi coberta por um tipo de chama de energia azulada. - Mas agora que estamos quites… Posso finalmente lutar a sério, justo, não acha?

Spoiler:
 


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyDom 10 Fev 2019, 00:01

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Por um segundo, eu podia jurar que as mãos de Sam sobre meu pescoço haviam se afrouxado. Seus dedos ásperos traziam o contraste e a sensação estranha em minha pele. O soco de Nocha e minha intromissão no meio dos dois fazia meu coração acelerar. Eu precisava acabar com aquilo… Infelizmente, meu coração bondoso e puro não enxergava vingança e assim, eu podia tentar ajudar Sam da maneira que ninguém poderia. Me voltando a Nocha, diria a ela de maneira gentil: - Está tudo bem… Pode deixar que eu resolvo isso. Encontre Klaus e Hisoka, eu já vou. - Diria para a garota, esperando que ela cumprisse o meu pedido. Sorria para ela de forma confiante enquanto ela me dizia a respeito de confiar nas pessoas. De fato, eu não deveria acreditar em todos daquela maneira… Bem, era isso o que todos pensavam, não a mim.

Caso Nocha não se fosse, não mudaria meu plano… Precisava parar Sam, não poderia arriscar que ele machucasse mais alguém no navio. Aproximando-me de Nocha, daria uma abraço nela, sussurrando em seu ouvido: - Vá a enfermaria…- Minha mão direita a braçaria e após feito, levaria a mesma discretamente para dentro de meus bolsos. Eu ainda tinha comigo o frasco do sonífero que eu ofereci a Klaus… Agora era a hora de utilizá-lo. Fingindo uma tosse forte, me seguraria na garota e levaria o ‘’remédio’’ para a boca. - Eu vou ficar bem… Não se preocupe, eu te vejo mais tarde. - De costas para Sam, fingiria que bebia o remédio, mas na verdade, eu o passei em meus lábios… Só precisava deixá-lo com Sam. A ideia de como eu iria fazer isso fazia minhas bochechas se avermelharem.

Me voltei a Sam em seguida. Minha pergunta havia surtido efeito e logo ele começou a se explicar. A cada palavra dele, eu me aproximava um pouco mais em passos lentos, ele encarava meus olhos, fiz o mesmo, mas era difícil ter de encará-lo sabendo o que viria a seguir. Desacordá-lo era a melhor maneira de fazé-lo não machucar mais ninguém, mas meu tempo era curto, eu sabia que o remédio não demorava tanto a surtir efeito com cinco gotas… Talvez apenas com um demorasse um pouco mais. Me aproximei o suficiente para ficar frente a frente com ele, olhando em seus olhos azuis. Ouvindo suas palavras para mim. Daria um singelo sorriso a ele.  - Eu vou ficar bem Sam… Sei que precisa cumprir sua missão… E isso me machuca, essa guerra sem sentido toda me entristece… - Levaria minha mão direita para o tórax de Sam, depositando a mesma ali enquanto me aproximava. Poderia sentir a respiração dele próxima, fechando meus olhos, levaria meus lábios ao encontro dos dele, dando um leve beijo sobre os mesmos. Sentia minha face corar em chamas por conta do ato. Meu primeiro beijo… Dado a alguém que era considerado meu inimigo, mas que eu via como um aliado em potencial.

Após o beijo, encararia o resto do rapaz. - Para dar sorte… Tome cuidado. - Diria baixinho enquanto me afastava um pouco dele. Ao final, daria as costas para ele e correria pelo lado contrário do corredor. Se ele me rende-se aos seus braços em nosso beijo, deixaria fazê-lo, eu estava dando a ele meu primeiro beijo, não por uma obrigação ou por amor, mas para proteger meus amigos e ele incluso.Correria pelo corredor, com as bochechas em chama… Meu primeiro beijo… Havia sido ao Governo, roubado por essa guerra interminável… Correria até a enfermaria, precisava de algo que me desse adrenalina para não sucumbiar aos efeitos do sonífero. Em meu caminho, a voz de Helena soou por todo o barco, estávamos sendo atacados… Mas por quantos? Não sabia, a única coisa que eu sabia era que Sam era um dos Agentes e que ninguém era confiável.

Chegando a enfermaria, perguntaria a enfermeira se ela tinha algo assim.

- Oi… Preciso de algo para tirar efeito sonífero, acabei ingerindo um pouco de remédio para dormir… É uma longa história. - Caso a mulher me entregasse algo ou me desse uma injeção de adrenalina, me sentaria em uma das macas até me sentir forte o suficiente para ir a procura de Klaus e Hisoka. Se Lara estivesse por ali, a levaria comigo.



-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

FIRST KISS
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyDom 10 Fev 2019, 02:14



Destinos Cruzados

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#Post 16


Assim que viu o adversário cair em sua armadilha, Hisoka não pestanejou e o atingiu com sua técnica, aplicando uma forte joelhada contra o seu tórax. Contudo, embora o Revolucionário tenha sentido o seu joelho abalroar completamente contra o esterno do agente, ele não apenas resistiu à dor, como aplicou um contra-ataque ao efetuar um movimento sagaz com o auxílio de sua habilidade peculiar.

O professor sentiu um brusco impacto contra seus pulmões, forte o suficiente para retirar-lhe o fôlego. Com a arremetida, ele foi lançado em pleno ar, sendo obrigado a deixar o seu chicote para trás. Em seu voo, saliva e sangue foram ejetados de sua boca em decorrência do baque que não se limitou somente ao ataque imprevisto, já que seu corpo foi brutalmente impelido contra a lateral do navio. Na nova concussão, Hisoka grunhiu de dor, abrindo a boca ao vento e cerrando os dentes em seguida.

– ARRGH! – Além da dor, uma forte sensação de queimação veio a tona, percebida quando o incômodo em suas costas deixou de ser o foco de seu sistema nervoso.

Sua mão tiritaria pelo seu tronco, tateando desde o abdômen até o tórax. O cheiro de tostado ascenderia em suas narinas, sinalizando, junto ao toque dos dermatóglifos no sangue seco e pele exposta, que seu peitoral tinha sido queimado. A derme da borda da ferida tostada havia se unido ao que restou da camisa preta numa cena nada agradável, contrastando com o vermelho vivo da carne viva e do líquido rubro ressecado. Ao menos o ferimento havia sido cauterizado, o que não agravaria a sua situação para um quadro hemorrágico.

– Droga... – Murmuraria de cabeça pesada, ainda com a visão túrbida e trêmula em virtude da queda. A mão direita, repleta de sangue e sujeira, iria de encontro à testa, retirando as madeixas negras sobre a face enquanto um suspiro de dor buscava expulsar o desejo da inconsciência.

A voz de Helena zuniria abafada em sua cabeça confusa, ainda que estivesse sendo transmitida num amplificador elétrico. Poucas palavras foram captadas de forma audível e, destas, ainda menos foram compreendidas. Em contrapartida, as mais importantes seriam fixadas em sua mente. Proteja o navio. A tarefa não foi passada apenas ao professor, mas ele daria o sangue mais que qualquer outro para cumpri-la. Naquele instante, seu corpo combalido se ergueria em titubeios e cambaleios, motivado, pela primeira vez, não somente por um instinto de proteção. Hisoka queria vingança.

O filete de sangue que escorria pelo canto da boca seria limpo com o dorso da mão esquerda. Os olhos semicerrados notariam seu adversário de pé, vangloriando-se da situação em que se encontrava. Próximo a ele estava seu chicote. Não que dependesse dele para lutar, mas, naquele instante, seria muito mais importante o seu suporte e a sua capacidade de auxiliar imobilizando o inimigo que golpes diretos, dado que a sua técnica mais poderosa não foi capaz de fazê-lo sequer arquejar.

Distraído pelo próprio orgulho, o agente não notou a apropinquação de Montanha em seu flanco. Aproveitando a abertura, o silencioso Golias aplicou um potente soco contra o rosto do oponente, afundando-o no convés do navio com toda sua força, culminando no esvoaçar de lascas de madeira pelo ar. Ao ver a cena, Hisoka combaliria o queixo e dilataria as pálpebras, denotando sua surpresa com o golpe direto do Revolucionário. No entanto, quando estavam prestes a acatar com a ordem de Helena, uma explosão carmesim lançou o grandalhão longe. Como alguém sobrevive a um soco deste!? Parecia impossível afinal.

– Eles são monstros, tsc... – Comentou rispidamente, não escondendo a preocupação nem nas palavras, nem no semblante aflito.

Ainda que o agente tivesse suportado o possante punho de Golias, houve a criação de uma brecha, a qual foi muito bem agarrada por Helena. A Comandante avançou, fomentando o ritmo de seus ataques, o que obrigou o adversário a usufruir de bloqueios, ao invés da estranha habilidade em que ele dobrava o próprio corpo para esquivar. Ao que parece, não teria tempo suficiente para efetuar esse tipo de evasiva com a cadência emplacada pela experiente espadachim. O embate fez com que o homem saísse de sua posição, o que permitiria que Hisoka pudesse recuperar o seu chicote.

– É minha chance... – Atinaria com a respiração pesada em decorrência da ferida, focando o equipamento no chão com os olhos esperançosos.

Desta forma, com a sua aceleração, o professor faria um sprint até a arma, buscando recolhê-la com a mão direita. De imediato, rotacionaria os calcanhares para efetuar um giro em seu próprio eixo, voluteando o antebraço em cima da cabeça concomitantemente. Com a volta, ele esperava garantir um pouco mais de velocidade em seu próximo movimento, em que daria um passo a frente, suficiente para entrar no alcance do chicote, e esticaria o braço, culminando num súbito avanço do flagelo na direção do crânio do agente que possivelmente estaria focado em Helena.

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A ponta do chicote seria propulsionada como um projétil contra a lateral da cabeça do adversário, provavelmente suficiente para desnorteá-lo ao menos, uma vez que ele aparenta ter uma alta resistência, mas, na melhor das hipóteses, promoveria uma fratura em seu crânio. O movimento seria efetuado com uma enorme atenção, esperando o momento certo para que evitasse atingir Helena acidentalmente. Por outro lado, se errasse o golpe ou ele fosse defendido, ao menos criaria uma abertura para que Helena ou Blink pudessem atingi-lo, pois desviaria a sua atenção, mesmo que por um mísero segundo, que certamente seria muito bem aproveitado pelos seus companheiros.

Durante qualquer momento do combate, o adversário poderia tentar atacá-lo de algum modo, principalmente usufruindo de sua habilidade que se assemelha a um teleporte. Como de praxe, Hisoka focaria em esquivas, já que possui uma grande aptidão para efetuar acrobacias e atingir uma enorme velocidade em pouquíssimo tempo. Desta forma, se o agente tentasse um golpe a longa distância com seus fogos de artifício, Hisoka não hesitaria antes de saltar lateralmente e aterrissar numa cambalhota, sempre buscando um refúgio resistente, como o mastro. Entretanto, na eventualidade dele aparecer bruscamente em sua frente com golpes físicos, o professor ousaria efetuar uma defesa com o antebraço esquerdo ao passo que o direito agarraria o pulso do oponente, prendendo-o por um instante que seus companheiros pudessem atacá-lo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptySeg 11 Fev 2019, 10:41



Raiva





Crisbella



Mesmo com Nocha estando ali ao seu lado disposta a lutar com Sam para ajudá-la, Cris não queria que a refugiada continuasse ali durante os próximos minutos. Ela queria resolver as coisas do seu jeito e não sabia até onde a presença de Nocha ali poderia atrapalhar os seus planos, por isso decidiu pedir para ela se retirar e ir procurar por Hisoka e Klaus, mas a expressão confusa da mulher indicou bem que ela não fazia ideia de quem eram esses dois. Apelando um pouco mais para o emocional, Crisbella abraçou Nocha e disse para ela ir para a enfermaria e a esperar lá, entretanto todo esse movimento fazia parte da sua encenação para pegar o frasco de sonífero que havia colocado em seu bolso mais cedo quando precisou cuidar de Klaus.

- Não sei se eu deveria deixá-la assim… Mas você deve ter mais experiência nisso do que eu, tome cuidado. - Respondeu Nocha adentrando o corredor na direção oposta da de Sam, para evitar ter que passar ao lado dele. - Lembre-se do que eu falei, Cris, não confie demais nas pessoas…

Estando de costas para Sam, Crisbella passou o sonífero ao redor dos lábios e virou-se para ele novamente, aproximando-se dele enquanto ele respondia a pergunta que foi feita por ela anteriormente. A ruiva estava nervosa por conta do que pretendia fazer, por mais que houvesse o fator estratégico na sua ação, era inegável como isso iria mexer com suas emoções, jogando todos os seus sentimentos em um caldeirão temperado com seus hormônios de uma adolescente inocente. As palavras ditas por Cris naquele momento não foram criadas com ajuda do seu talento em atuação, eram tão sinceras quanto o toque de suas mãos no peito do rapaz. Ela podia sentir a respiração quente de Sam atingir seu rosto, agora com os olhos fechados, era isso que iria guiá-la até o rosto do rapaz e então tocar-lhe os lábios com um beijo. O seu primeiro beijo.

Ele poderia ter negado, poderia ter impedido ela de fazer isso, poderia tê-la afastado, mas ele não fez, ele aceitou receber o beijo e mais do que isso, ele retribuiu o ato. Ruborizada e bastante nervosa com a situação, Cris iria sentir o calor se espalhar do seu rosto para cada uma das pontas de seus dedos. Era uma experiência única que ela dificilmente iria conseguir compreender como o simples toque entre duas bocas poderia provocar tantas mudanças em seu corpo. Sam chegou a levar a mão até o rosto de Crisbella, mantendo o beijo por mais alguns segundos, tempo suficiente para ela compartilhar com o rapaz todo o sonífero que havia depositado em seus lábios e agora estava sendo absorvido pelos seus organismos através da saliva.

Spoiler:
 

Ao fim do que seria o primeiro beijo de Cris, ambos afastaram lentamente os rostos fazendo o verde e o azul de seus olhos se encontrar criando ali um clima diferente entre os dois. Para a ruiva aquilo não era uma prova de amor ou uma tentativa de sedução, porém seria mais fácil para ela pensar assim antes da descarga de ocitocina que seu corpo iria receber após dar o seu primeiro beijo. Era uma situação confusa para a jovem Revolucionária que havia acabado de beijar o inimigo, porém ele parecia estar tão confuso quanto ela, por isso que Cris explicou rapidamente sua atitude com um “para dar sorte”, fala esta que pode ter uma dupla interpretação, já que no caso dela a sorte seria se seu plano funcionasse e Sam caísse de sono por conta do efeito do remédio… O único problema é que o mesmo aconteceria com ela em breve e ela precisava sair dali o mais rápido possível para tentar reverter a sua situação.

- Então eu devo considerar esse o nosso primeiro encontro? - Perguntou ele em um tom de brincadeira enquanto a garota se afastava… Bem, ele não sabia muito bem o que dizer depois de Crisbella o atacar com essa habilidade de nível altíssimo, o melhor para os dois seria de fato cada um ir para um canto e evitar maiores constrangimentos.

O objetivo de Cris no final continuava sendo o mesmo de quando saiu do porão, chegar a enfermaria, mas dessa vez não apenas para tentar encontrar Klaus, mas também encontrar uma maneira de reverter o efeito do sonífero, este que ela sequer sabia se era possível fazer, mas pelo menos se ela cair, Sam cairá junto, o que significa uma pessoa a menos do grupo inimigo para machucar seus companheiros. Por mais difícil que fosse esquecer o fato de que acabou de dar o seu primeiro beijo, a ruiva não podia perder o foco da missão dada pela comandante, por isso era importante que ela conseguisse se manter acordada ao chegar na enfermaria, mas quantas vezes mais ela continuará sendo interrompida antes disso?

Havia sangue espalhado no corredor por onde Crisbella precisava passar para chegar até lá, sangue que vinha de uma pessoa caída no chão, imóvel em cima da poça que se formava por conta do ferimento aberto em seu corpo… Diferente daquela vez no banheiro, quem estava ali tinha um rosto já conhecido.




Hisoka



Mesmo já tendo demonstrado possuir uma força excepcional, o invasor começava a se sentir pressionado na batalha com a chegada de mais um adversário, Golias, a Montanha. Enquanto Hisoka ainda se recuperava do ferimento recebido no peito, Helena partiu para cima do agente para atacá-lo com diversos cortes, porém ele sabia exatamente o que fazer ao enfrentar um espadachim, se defendendo dos ataques da comandante com certa facilidade. Com o inimigo ocupado, o professor teria a oportunidade de ir até onde havia caído o seu chicote e recuperá-lo, podendo se juntar a comandante na ofensiva contra o invasor.

O ferimento no peito do arqueólogo iria lhe incomodar um pouco dali para frente, principalmente por conta da ardência provocada pela queimadura, mas o impacto que atingiu a sua região torácica também lhe traria pelos próximos minutos uma dificuldade em respirar por conta da dor. Ainda assim seu ferimento não iria lhe impedir de continuar lutando, a diferença é que agora teria algo a mais para tirar sua concentração e poderia acabar diminuindo seu desempenho em combate.

Depois de recuperar sua arma, Hisoka não perdeu tempo e já agitou seu chicote para mandar o flagelo com violência na direção do inimigo que se mantinha focado na batalha contra Helena. Como da primeira vez que o historiador tentou fazer esse tipo de ataque, o agente percebeu a aproximação do chicote por conta do barulho provocado pelo objeto ao cortar o ar, entretanto o invasor não teve a mesma sorte ao tentar desviar agora do ataque feito pelo arqueólogo, pois quase que simultaneamente Blink também realizou um disparo contra ele, forçando o inimigo a escolher o que iria deixar lhe atingir e do que iria desviar. Por isso que foi Hisoka conseguiu acertá-lo dessa vez, fazendo-o receber o impacto da chicotada na cabeça e consequentemente cambalear em direção ao chão.

- Bom trabalho, pessoal! - Elogiou Helena não perdendo tempo em acompanhar o inimigo e se possível realizar o ataque que iria finalizar a batalha. Golias tomou a mesma atitude da comandante, correndo na direção do adversário para dar auxílio a Helena no ataque.

- Desgraçados… Vão acabar me forçando a destruir toda essa merda! - Comentou ele ainda caído no chão, mas já tentando voltar a se levantar. O sangue estava escorrendo de sua testa e manchando a parte direita do seu rosto, mas o que realmente chamava atenção em seu visual era a cor vermelha que sua pele estava ganhando com velocidade. - SCARLET TEMPEST!

E assim que gritou o nome da sua técnica, uma explosão de fogos-de-artifício saiu de seu corpo e espalhou uma onda de energia vermelha ao seu redor quase que como uma parede de explosões que avançavam para os lados danificando a madeira do navio e engolindo todo o resto que havia no caminho, o que incluía Helena e Golias, porém Hisoka e Blink teriam tempo suficiente para recuar e sair da área de perigo. Enquanto a comandante foi atingida e repelida para longe do inimigo por conta dos fogos, Montanha resistiu bem o impacto do ataque, mantendo os pés firmes no chão e usando os próprios braços para bloquear uma boa parte do dano.

- Mas o que?! - Exclamou o agente espantado com a perseverança do Revolucionário.

Resistindo cada vez mais da energia explosiva do invasor, Golias foi diminuindo a distância entre eles mesmo que isso estivesse claramente queimando seu corpo. Deixando de se impressionar com a capacidade do adversário, o agente passou a levá-lo mais a sério e apontou uma das mãos para o grandão de maneira a intensificar a rajada de fogos que iria disparar contra ele, mas isso não funcionou e Montanha continuou resistindo e avançando, forçando o homem a ter que colocar uma segunda mão na jogada para aumentar ainda mais a energia liberada… Porém antes de conseguir realizar essa ação, Golias já havia chegado a uma distância considerável para saltar na direção dele e agarrá-lo pelo pescoço.

Spoiler:
 

As queimaduras no corpo do humano-grande eram bem visíveis e haviam ficado bem feias, se Hisoka já estava sofrendo por conta do ferimento em seu peito, imagina a dor que seria estar com o braços queimados desse jeito em um estado que é praticamente duas vezes pior que o seu. Depois de ser agarrado pelo inimigo, o invasor percebeu que estava em apuros e segurou com as duas mãos o braço que o prendia, pretendendo explodir seu poder mais uma vez, só que antes de conseguir fazer isso, Golias lhe acertou um soco na barriga, deixando-o atordoado com falta de ar. Não perdendo tempo o revolucionário já encaixou um soco na cara do invasor, apenas um soco já foi suficiente para abrir um ferimento em sua face, o segundo provavelmente quebrou algum de seus dentes, e o terceiro… Bem, o terceiro não chegou a acontecer.

Um corte foi propagado pelo ar e atingiu em cheio o braço de Golias que segurava o inimigo de nome desconhecido. O sangue jorrou pelo braço atingido do Montanha e o fez largar o homem, que por estar bastante ferido caiu no chão praticamente inconsciente. Enquanto Golias urrava de dor, o restante dos revolucionários no convés poderiam olhar na direção de onde o ataque veio, então notariam a chegada de mais um homem de terno. Ele tinha cabelos negros e usava uma camisa social roxa, entretanto eram o seu par de armas que mais chamavam atenção, pois não só elas como também boa parte das vestes desse homem estavam manchadas de sangue.

- Recue agora antes que eu mesmo tenha que te matar por essa incompetência, Tom. - Disse ele de forma fria e bastante séria, não demonstrando estar fazendo algum tipo de provocação ou brincadeira entre amigos.

- Vai se fuder, Lou… Eu tinha tudo sob controle. - Respondeu claramente mentindo, pois mal estava conseguindo se levantar.

- Professor… Volte para dentro do navio, procure por pessoas feridas e leve-as até as minhas enfermeiras. - Ordenou a comandante, apesar do seu tom de voz indicar algo mais parecido com um pedido do que uma ordem.

Ao dizer isso para o professor, Helena nem mesmo olhava para ele, seus olhos estavam fixos no tal de Lou que acabou de chegar no campo de batalha. O motivo para ela estar tão tensa provavelmente também seria o mesmo que faria Hisoka se sentir incomodado… O sangue que estava escorrendo por suas tonfas laminadas e também presente em boa parte de suas vestes, sinal de que para isso ter acontecido ele teria que ter ferido uma boa quantidade de pessoas do navio, ou ao menos ferido gravemente uma única pessoa a ponto dela jorrar todo esse sangue. Quem sabe não seja esse o momento onde o arqueólogo daria conta de que Crisbella não estava junto com Helena…

- Onde pensa que vai, hein?! - Disse Blink antes de disparar contra Tom que já havia se levantado e estava cambaleando para fora do convés, recuando como seu aliado mandou ele fazer.

A partir daqui tudo aconteceria de maneira muito rápida, o barulho do tiro do rifle do navegador, o som provocado pelo Soru usado por Lou para se movimentar com velocidade para a frente de Tom, o barulho do projétil atingindo sua tonfa metálica e refletindo para a madeira do convés ao mesmo tempo que a sua segunda arma era arremessada na direção do atirador, que acabaria sendo pego de surpresa com toda essa velocidade e por isso viria a ser perfurado pela lâmina inimiga, fazendo-o largar o rifle e dar uns passos para trás por causa da dor de ter tido o abdômen penetrado pelo aço afiado.

- SHOTT! - Gritou Helena preocupada com a saúde do seu companheiro, tanto é que acabou chamando-o pelo nome verdadeiro, algo que ela costuma não fazer, principalmente durante uma missão como essa.

Depois de proteger seu companheiro e ainda atingir o lutador de longa distância, Lou rapidamente girou sua cabeça na direção do seu próximo alvo, Hisoka, cravando seus olhos negros no professor, o invasor mostrou um sorriso intimidador de um verdadeiro assassino, desaparecendo por conta do seu Soru e consequentemente diminuindo a distância entre eles. Tendo agora apenas uma tonfa na mão, Lou girou-a para o lado de fora, segurando-a de maneira semelhante a uma espada, então realizou um corte contra o arqueólogo, que por mais que pudesse tentar desviar do ataque, não precisaria se esforçar demais, pois Helena também surgiu na sua frente para fazer um bloqueio. A onda de choque entre as duas lâminas empurrava o ar ao redor deles criando uma rajada de vento que indicava a intensidade da força dos dois.

- VÁ AGORA! - E agora sim a fala dela teria um tom de ordem.




Crisbella



Cris rapidamente reconheceria a pessoa ferida no chão como um dos membros do Exército Revolucionário que está a bordo no navio, Fennik, a bela moça que precisou procurar mais cedo para descobrir que quarto ela e Lara deveriam ficar. A beleza dela já não era a mesma com o corpo coberto de sangue, a ruiva sequer sabia se a mulher ainda estava viva, porém ela não era a única que estava inconsciente no corredor, um pouco mais distante ela poderia ver mais uma pessoa debaixo dos destroços de uma parede, julgando pela cor rosa dos cabelos poderia chutar que se tratava de Gear, a mulher que lhe entregou a caixa com a cabeça de Daario.

Como Fennik estava mais próxima, Cris se quisesse ajudar iria começar por ela, podendo já de cara verificar se a garota ainda tinha pulso, e sim, ela tinha, o que já era um grande alívio mesmo que a pulsação dela estivesse bem fraquinha. O motivo para ela estar perdendo tanto sangue era por conta de um enorme corte em suas costas, algo que Crisbella poderia tentar ajudar com seu conhecimento em primeiros socorros, mas sem o material médico para isso a garota não conseguiria fazer muita coisa a não ser sujar as mãos de sangue.

- AAAAAAAAAHR! - Então Gear saiu debaixo dos destroços respirando fundo por conta da falta de ar que estava sentindo.

Ela rapidamente foi tirando a madeira e a poeira de cima do seu corpo e quando ficou completamente livre, rasgou a própria camisa para ter visão do colete metálico que havia por baixo desta. Algumas faíscas de curto-circuito e o enorme amassado na região abdominal do tal colete indicavam que ele havia sido danificado por alguém, além de ser bem fácil deduzir que talvez fosse por causa dele que Gear não estava no mesmo estado de Katherine nesse momento. Ao ver o estado da companheira, a mecânica foi cambaleando na direção dela para dar auxílio a Cris.

- Droga, Kat, precisamos levá-la para as enfermeiras urgentemente! Me ajude a levantá-la. - Pediu Gear tentando gentilmente levantar Fennik do chão ao puxá-la por um dos braços, esperando que Cris fizesse o mesmo pelo outro.

Entretanto, Crisbella não conseguiria realizar essa ação tão facilmente, o stress provocado pela imagem de mais uma vítima poderia ser pesada demais para sua cabeça, ou talvez fosse apenas o sonífero fazendo efeito. Mesmo que ela tentasse não iria conseguir ajudar Fennik, não iria conseguir estancar o ferimento dela e muito menos ajudá-la a chegar na enfermaria, sua vista já estava embasando, seu corpo estava ficando mole, seu rosto começaria rapidamente a formigar, suas pálpebras começariam a ser puxadas para baixo contra a sua vontade e suas frases começariam a perder o sentido das palavras, ficando até mesmo difícil explicar para Gear o que ela queria realmente dizer. Quando já não era mais possível para Cris resistir ao efeito do remédio, a ruiva seria forçada a se entregar ao mundo dos sonhos, mergulhando na escuridão da sua própria mente.




Helena



Tivesse Hisoka obedecido ou não, Lou e Helena começaram uma trocação rápida de golpes, porém sempre que um tentava um ataque o outro defendia com a sua lâmina, criando uma chuva de faíscas e explosões de ar enquanto eles se moviam pelo convés esburacado com velocidade. Era difícil saber quem estava levando a melhor nessa troca, porém a primeira vantagem no confronto surgiu quando Lou tentou aplicar uma perfuração para cima de Helena, que conseguiu desviar com bastante eficácia e revidar golpeando a tonfa com a sua espada, abrindo dessa forma uma brecha para ela encaixar sua próxima investida com um corte rápido. Conseguindo bloquear a espada da comandante, Lou evitava ser atingido, porém não conseguia recuperar sua posição de vantagem na luta, começando a ser pressionado pela revolucionária que avançava com ainda mais intensidade com seus golpes, forçando o agente a praticamente só recuar enquanto tentava se defender. No final seu movimento final dessa sequência de golpes, Helena girou o corpo no ar para pegar acumular mais energia para o seu corte, que mesmo sendo defendido outra vez, criava um impacto poderoso o bastante para empurrar Lou para trás… Na direção de Golias.

Resumo visual:
 

- Tekkai… - Pronunciou o agente depois que a força do impacto acabou e seu corpo ficou parado, foi então que ele entrou em uma postura diferenciada.

Com o inimigo sendo jogado praticamente na sua direção ficou fácil para Golias acertar um soco na cabeça de Lou, porém, muito diferente do que aconteceu com Tom minutos atrás, o corpo desse aqui sequer se mexeu ao ser atingido. Golias teria nesse momento a sensação de ter socado um bloco de ferro, seus dedos se entortaram ao atingir Lou, mas o rosto dele parecia não ter sofrido dano algum. Aproveitando que o grandalhão estava confuso, o agente saiu da postura da sua técnica defensiva e virou rapidamente para aplicar um corte na perna do Montanha, fazendo o joelho da perna atingida vir a cair em direção ao chão. Preocupada com o companheiro, Helena avançou para atacar o inimigo pelas costas, mas ele já estava atento a essa possibilidade e se virou na mesma hora para realizar um bloqueio bem efetivo e ainda conseguir emendar em seguida um poderoso chute na barriga dela que iria arremessá-la para longe.

Aproveitando esse momento, Golias tentava agarrar Lou pelas costas para lhe esmagar com um abraço de urso, mas sem nem mesmo olhar para trás, o agente realizou um movimento com sua tonfa laminada contra o mesmo braço do grandalhão que já havia atingido anteriormente, então com a soma dos danos que esse membro já havia recebido, não haveria outro resultado senão a mutilação do mesmo. Enquanto o braço caia no chão e o sangue jorrava pelo ferimento de Golias, Lou se virou para ele, observando-o urrar de dor sem poder dizer uma palavra sequer por conta da sua língua já ter sido arrancada anos atrás… Sem pestanejar, o agente fez um movimento rápido e limpo, cortando a garganta do revolucionário.

- NÃÃÃO! - Gritou Helena ao ver a cena do seu companheiro ter ferido dessa maneira bem diante dos seus olhos.

Spoiler:
 

Por causa do sangue que espirrava do ferimento de Golias, Lou era obrigado a recuar alguns passos para trás, levando a mão livre para a frente do rosto de maneira a impedir que se sujasse mais. Helena poderia atacá-lo nesse momento, mas ao invés disso ela passou direto por ele e foi ao encontro do amigo que tombava no chão com sua única mão restante tentando segurar a própria garganta para não perder sangue demais… Ao ver a cena, a médica já sabia que não teria como reverter a tempo essa situação a menos que começasse imediatamente a tratar do ferimento, algo que certamente o inimigo atrás dela não lhe daria oportunidade de fazer enquanto estivesse vivo.

Da mesma maneira que lágrimas escorriam dos olhos de Golias, lágrimas escorriam do olho de Helena. A mão dele era grande bastante para ser pelo menos quatro vezes maior que a mão da comandante, e diante dos seus últimos segundos de vida, o revolucionário escolheu segurar a mão de sua amiga, mesmo que isso fosse acelerar o sangramento que o levaria a morte. Os dois já se conheciam há bastante tempo e para a amizade entre eles nunca foram necessárias palavras, às vezes bastava ela olhar para os olhos dele e já conseguia entender o que ele estava querendo lhe dizer… Quando Golias sorriu, Helena soube na mesma hora que ele estava lhe agradecendo por tudo que fez por ele.

- Me desculpe, Golias, me desculpe… - Lamentou ela aos prantos quando o companheiro deu seu último suspiro.

Spoiler:
 

- Tsc, esse maldito sangrou demais… Que droga. - Reclamou Lou limpando o sangue no rosto com uma parte das suas vestes que ainda estivessem limpas.

- Cale essa boca imunda, seu maldito psicopata! - Xingou ela enquanto voltava a ficar de pé. Era notável o tamanho do ódio que ela estava sentindo, não apenas pela sua voz, como também pelo seu corpo que tremia e tinha até algumas veias realçadas.

- Não me insulte dessa forma por fazer o que é certo… O inimigo da paz são vocês, matá-los é um favor que faço para o mundo. O nome disso é justiça. - Respondeu erguendo sua tonfa para continuar a batalha.

Com praticamente a mesma velocidade que Lou e Tom demonstraram ter, Helena avançou com um impulso na direção do seu inimigo. As lágrimas ainda molhavam seu rosto e ela fazia questão de deixá-las ali para não se esquecer nem por um segundo o motivo para querer matar esse maldito. O ódio e a vingança era o que estavam motivando-a no momento, e a força que isso trazia para ela resultaram no estrago que ela provocava ao atingir Lou com sua espada. Por mais que o agente tivesse conseguido bloquear o ataque a tempo, o impacto provocado pela pressão de Helena foi tão grande que o esmagou no chão do convés e o arrastou para fora do navio destruindo toda a madeira pelo caminho.

Spoiler:
 

Até então a comandante estava se segurando para não acabar destruindo o Paradise Star… Mas completamente cega por causa do desejo de vingança, Helena não se importava mais com o que seria destruído pelo caminho para ela conseguir isso.




Crisbella



Quando foi dito que Crisbella havia mergulhado na escuridão da sua mente isso era para ser apenas uma metáfora, mas o mundo dos sonhos acabou transformando isso em uma realidade onde a ruiva estava de fato nadando no fundo do oceano, podia sentir o gelado da água, ouvir o som das profundezas e também ver toda a natureza marinha ao seu redor. O que tornava esse sonho mais especial é que a garota não estava sozinha, Mirana estava com ela, nadando ao seu lado, sorrindo, se divertindo, as duas estavam felizes juntas. Por um momento Cris sentia como se também fosse uma sereia, mesmo que seu corpo ainda continuasse normal como sempre, a diferença é que podia respirar debaixo d’água… Pelo menos até certo ponto do sonho.

A água onde estavam nadando eram claras, podia ver a luz do sol ao olhar para cima e tudo era muito bonito e alegre, algo que infelizmente não durou para sempre... A água começou a escurecer, as algas marinhas começaram a morrer assim como todo o restante da vida que havia ao seu redor, porém ainda era possível ver a luz do sol na superfície, bastava ela nadar para lá e iria conseguir sair desse pesadelo. Mas ela não podia ir sozinha, ela precisava levar a Mirana, o problema é que a sereia parecia estar sendo puxada para a direção oposta, levada para mais a fundo na escuridão desse mar negro. Cris poderia nadar na direção da sua amiga, mas parecia que não importava o quanto tentasse, mais distante elas ficavam, chegando ao ponto onde seu corpo começou a ser puxado para cima contra a sua vontade, levando-a em direção a luz.

Os pedidos de socorro de Mirana aos poucos foram ficando mais baixos, seu corpo foi engolido pela escuridão e Cris já não sabia mais dizer onde ela estava, sequer sabia dizer se ela conseguiria sobreviver… Mas é só um sonho, não é? Sim, é só um sonho, ela sabe disso. Ela iria acordar em breve, assim que seu corpo fosse jogado para fora do mar e alcançasse a luz ela iria abrir novamente os olhos. Entretanto, pouco antes de alcançar a superfície, uma segunda pessoa mergulhou no mar de onde ela estava saindo, era Klaus… O rapaz também estava sendo levado para o fundo do mar, afundando em direção a escuridão. Ele esticou a mão para Crisbella, mas suas mãos não conseguiriam se tocar. Ele continuaria a afundar e ela continuaria a subir.

Quando seu rosto finalmente saiu debaixo d’água e seus pulmões voltaram a respirar ar, Cris ainda desnorteada nem teria tempo de pensar e já seria engolida por uma onda que quebrava bem em cima da sua cara. A água da onda era estranhamente gelada se comparada com a água do mar onde o restante do seu corpo estava… Até que uma segunda onda apareceu fazendo a mesma coisa e seus olhos finalmente se abriram fazendo-a acordar desse sonho estranho.

A ruiva não sabia mais onde estava, ainda estava lesada por conta do sono provocado pelo sonífero e tudo ao seu redor estava turvo e parecia estar girando, por mais que não soubesse identificar quem estava ali com ela, não seria preciso muito esforço para entender que haviam acordado ela jogando-lhe água fria na cara. Por conta das gotas que escorriam pelo rosto, seria natural Crisbella tentar se enxugar usando as mãos, seria nesse momento que ela perceberia que tinha algo muito errado com o seu corpo, seus braços não estavam se mexendo como ela queria que se mexessem… Eles estavam presos.

Sua visão aos poucos ia voltando ao normal e ela podia finalmente compreender que estava sentada em uma cadeira e correntes com cadeados prendiam seus pulsos nos braços dessa cadeira. Olhando mais atentamente para o local, que era bem iluminado por sinal, a ruiva poderia identificar o ambiente como uma espécie de oficina mecânica, e o fato de que Gear era uma das pessoas presente no local facilitaram ela a ter essa dedução. A engenheira estava encostada em uma mesa, encarando Crisbella de maneira bem séria enquanto seus braços estavam cruzados. A outra pessoa que lhe fazia companhia no ambiente era Nocha, o que tornaria toda essa situação extremamente confusa para a cabeça da jovem ruiva.

- É como eu falei para você, Cris, não confie demais nas pessoas… - Disse Nocha também encarando-a com seriedade. Mas o que isso quer dizer? Nocha é uma espiã? Então Gear também é uma cúmplice dela?

- Não estou afim de perder muito tempo com isso, então me diga logo como vocês chegaram aqui, onde está o navio de vocês? Eu não aconselho você mentir para mim, eu sou bastante criativa. - Perguntou Gear em um tom de ameaça, inclusive havia um alicate na sua mão, o que poderia acabar sugerindo o que ela pretende fazer. A garota poderia ficar ainda mais perdida depois dessa, sem saber muito bem o que responder.

- Não vem com esse papo! Eu vi quando você beijou aquele cara! - Diria Nocha ao qualquer sinal de que Cris iria enrolar na hora de responder o que elas realmente queriam ouvir… Porém isso explicaria muita coisa, é apenas um mal entendido afinal, o problema é: como ela iria conseguir convencê-las do que realmente teria acontecido?


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 5 EmptyTer 12 Fev 2019, 11:48

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Destinos. A muito tempo havia pensado sobre como a vida e como as deusas do destino brincam conosco. Tecendo fio por fio da linha da vida, cruzavam olhares, mãos e palavras entre outros tecidos, marcando uns ao outros permanentemente. Mesmo que nossos olhos não vissem ou nosso coração senti-se, os fios do destino jamais se arrebentariam até nosso último suspiro de vida. E assim, traçado como deveria de ser o meu e o de Sam, nos encontramos corpo a corpo de maneira especial. Um beijo suave entre dois inimigos, duas pessoas que jamais estariam destinadas uma a outra, mas que por ocorrência das deusas, haviam se entregue, que pelo menos por um instante um ao outro.

Nossos olhos se encontraram em um sentimento estranho, uma mistura de angústia com preocupação crescia dentro de mim. Eu não tinha outra escolha melhor… Pelo meu bem, por todos ali e por Sam eu estava certa que impedi-lo era o melhor a ser feito. Minhas mãos em seu peito logo se afastaram, deixando sobre o tecido de sua camisa um sútil carinho. Meu rosto todo estava corado e o gesto carinhoso de Sam sobre meu rosto me deixou mais sem graça ainda. Tinha certeza agora, por mesmo que fosse um pouco, ele me queria, mas seu coração parecia tão confuso quanto o meu. ‘’Como poderíamos levar algo adiante? Somos inimigos mas ao mesmo tempo como podemos nos sentir tão...Bem?

Me afastei dizendo que o beijo era para ‘’dar sorte’’, uma desculpa esfarrapada, mas que ao certo parecia ter convencido o rapaz. Enquanto eu andava, ele me perguntou se aquele seria nosso primeiro encontro… O mesmo que ele havia pedido a um tempo atrás, se eu poderia sair com ele… Bem, digamos que eu havia ‘’avançado’’ um pouco mais do que o normal por conta das atitudes que tomei, mas não me arrependia ao todo… Embora o meu primeiro e desejado beijo devesse ser com alguém que eu amasse, mas infelizmente, ninguém preenchia a vaga a não ser talvez…

- Quem sabe… - Respondi sem olhar para trás. talvez fosse melhor assim, se nunca mais nos vissemos e a última lembrança que eu teria de Sam eram seus maravilhosos olhos azuis que me fizeram mergulhar em um oceano de novas sensações através de meu corpo todo. Comecei a caminhar lentamente e quando percebi, estava correndo. Minha mão direita sobre minha boca, tapando os indícios de um choro enquanto as lágrimas em meu rosto começavam a se formar. Eu estava distraída o suficiente para perceber, mas aos poucos que meus passos avançavam, comecei a ver o corredor inundado em sangue.

Meus olhos se arregalaram e logo pude ver a figura de Fennik caída em meio aquele sangue. Minha reação de choque me fez correr diretamente até a garota, precisava checar se ela estava viva. Pegando em seu pulso, senti que seu coração ainda batia, estava fraco, mas ainda estava viva. Não demorou muito para do meio dos escombros Gear aparecer. - Ela está viva, mas o coração está fraco… Perdeu muito sangue. - Eu estava ajoelhada ao lado de Fennik e Gear logo pediu minha ajuda para levá-la a enfermaria. Só sei que, na tentativa de me levantar e ajudar a carregar a garota, minhas pernas travaram e logo ficou tudo escuro.

Caí em um profundo sono, o remédio havia finalmente feito efeito. Abri meus olhos e me encontrei em um profundo oceano iluminado pela luz do sol e recheado com corais e mais lindos peixes. Nele estava Mirana ao meu lado, ela sorria para mim e nos abraçamos e rimos juntas até um enorme vortex levar ela e Klaus que havia entrado na água também, para longe de mim. Aos poucos comecei a voltar para a superfície, sentindo as ondas geladas quebrarem em meu rosto até que meus olhos se abriram e me encontrei com o rosto molhado.

Meus olhos ainda estavam embaçados e na tentativa de tirar a água do rosto, percebi que minhas mãos não saíam do lugar, eu estava amarrada. Começaria a me sacudir tentando me soltar, mas isso fora em vão. aos poucos minha visão ficava mais clara e pude ver Gear encostada em um balcão, me encarando com o rosto fechado. Próxima ela estava Nocha, que repetiu as palavras anteriores: ‘’não confie demais nas pessoas.’’ meus olhos zonzos encararam a garota, eu estava confusa. Como assim? Elas eram agentes também? - O que…? - Perguntei enquanto minhas forças voltavam e a sonolência diminuía aos poucos. Gear foi logo diretamente fazendo perguntas a respeito de como cheguei ali, de onde eu tinha vindo e onde estava meu barco. Arqueei minha sobrancelha direita em uma expressão de dúvida e surpresa. - Como assim? Eu era da tripulação de Daario junto com Klaus e Lara. Ele me deixou com Helena… - Após as minhas palavras, perceberia que assim como eu havia acordado… Sam poderia ter feito o mesmo. - HEY, por quanto tempo eu dormi? - Perguntaria as duas de maneira firme mas receosa. - Fennik.. Ela está bem? - Se ambas as perguntas não fossem respondidas, insistiria nelas e ouviria Nocha comentar a respeito em meu beijo em Sam. Nessa hora, ligaria os pontos. Eles acham que eu era um deles… Por isso me amarraram e estavam dispostos a me torturar.

Meu rosto ruborizou ao lembrar do beijo que eu e Sam tivemos. E pensar que Nocha nos viu me fez ficar mais sem graça ainda. Infelizmente ela havia me vigiado, talvez por temer minha segurança com o rapaz, mas para a surpresa dela eu havia feito algo diferente, eu entendia a suspeita dela sobre mim até porque, não é normal inimigos se beijarem em meio ao campo de batalha.. Mas não era esse pensamento que eu tinha.  - E-Eu não beijei ele por querer, eu precisava fazer isso. - Soltando um suspiro continuaria.  - Eu usei um sonífero nele e a maneira mais efetiva de fazer isso foi através do beijo naquele momento… - Se a garota questionasse o porquê de eu não lutar ao invés de fazer aquilo, responderia com um sorriso melancólico no rosto:  - Ele é forte demais… Um soco dele me fez voar alguns metros, eu tenho certeza que ele seria forte demais para nós duas e… Se eu pudesse preservar Nocha de uma luta para enfrentar outros adversários, melhor seria. Uma estratégia simples. - Eu como não era uma lutadora tão boa, apenas poderia preservar os que lutavam e isso inclui deixar fora de combate.

- Ele estava infiltrado, disfarçado de prisioneiro e… De algum modo… Pude sentir que ele carregava algum sentimento a mais por mim… - Meus olhos brilhantes se voltariam a Gear, encararia a garota de maneira confiante.  - Se eu acordei, ele provavelmente deve estar acordando também! É perigoso demais deixá-lo solto.. Agora tenho certeza que ele vai querer me matar pelo o que eu fiz… - Abaixei minha cabeça novamente. Se ambas não mostrassem convencidas o suficiente, diria:  - Pergunte a Helena a Klaus a Lara e o Hisoka… Eu não sou covarde, mas eu sei lutar de maneiras superiores a força bruta! Uma mente precisa é mais forte que músculos torneados! Eu sou uma pacifista, eu não estou em meio a guerra para derramar sangue, estou aqui para impedir que ele escorra!- Diria confiante. Esperava que Gear entendesse a respeito da minha estratégia de eliminar um inimigo em potencial usando pouca força e sem ferir ninguém. Como uma boa pacifista, essa era a melhor estratégia que eu havia encontrado. Se nenhuma de minhas palavras surtisse efeito em ambas, aguentaria as consequências de meus bons atos em uma tortura.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

PRISONER
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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