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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptyQui 8 Nov - 1:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySeg 31 Dez - 2:04

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Os gritos abafados de Klaus me causavam muita agonia. A cada espetada de minha agulha em sua carne macia, sentia um arrepio subir por todo meu corpo. Queria chorar, queria gritar junto com ele, mas infelizmente lágrimas e gritos não salvariam sua vida e muito menos agradaria a todos no local. Klaus era mais forte que eu, e isso é algo que tenho que agradecer e muito, sem ele, provavelmente eu estaria muito machucada agora. Terminei o procedimento da melhor maneira que eu pude.  Suspirei fundo ao terminar, limpando o que dava com os lençóis, porém precisava de algo melhor para isso.

Foi decidido que seria melhor irmos a enfermaria. Com a ajuda do professor que começou a carregar Klaus, soltei as amarras de Lara e a encontrei em um típico estado de choque. Cerrei as sobrancelhas para ela e logo a ajudei a levantar. Hisoka dizia que Fennik não havia colocado ninguém junto a eu e Lara no quarto, sendo assim, minha principal suspeita ia para Nocha. Achei estranho o fato da garota me ensinar a ser mais silenciosa e fazer algo assim. - I-Isso está muito mal resolvido… Nocha foi gentil comigo, me salvou de Lara, n-não sei porque ela faria algo assim… Mesmo sendo uma Agente ou da Marinha, ela não teria motivos para me salvar e depois tentar me matar assim… Se ela me quisesse morta, deixaria Lara fazer o serviço… - Disse enquanto acompanhava os passos do Professor, que ajudava Klaus até a enfermaria. Eu o seguia, levando Lara comigo, estando sempre em alerta para caso ela tentasse alguma gracinha.

No meio do caminho encontramos Sam, ele parecia aflito com a situação, talvez a visão de Klaus machucado o fez pensar que estávamos sendo atacados. De fato estávamos, mas não era um ataque externo, o inimigo estava entre nós. Passaria por ele e com um sorriso tímido diria: - E-Está tudo bem Sam, Klaus apenas se machucou um pouquinho. - Deixaria o garoto para trás, mas caso ele nos seguisse, diria: - A-A onde você encontrou o Sr. Bigodes? Jurava que tinha deixado ele no meu quarto antes de sair. - Observaria a reação dele para a pergunta.  Quando chegasse a enfermaria, esperava que Hisoka pudesse sentar Klaus em uma das macas.
Me direcionaria direto para os armários do local, procurando álcool e algodão limpo para usar. Se achasse os materiais necessários, voltaria para Klaus. Olharia para ele e com um sorriso gentil diria: - Vai arder um pouquinho… - Aplicaria o álcool em sua pele macia, limpando o sangue sobre os pontos bem costurados com o algodão. - V-Você foi muito corajoso Klaus… O-Obrigada por me proteger, e-eu não sei o que faria se você não estivesse comigo… - Sentia minhas bochechas pegando fogo, não conseguia olhar Klaus diretamente nos olhos, coma mão direita, tocaria sobre a costura da ferida, como em um carinho singelo sobre sua pele branca. - Macio… - Diria quase que em um sussurro e logo que percebesse que estava gostando de sentir o toque na pele de Klaus, me afastaria de maneira repentina e envergonhada. Nunca havia chego tão perto de um homem sem sua camisa assim, essa situação era totalmente constrangedora. - D-D-D-Digo. é-é está be-bem costurado pe-pelo menos ha ha hahahha - Riria de nervoso antes de ouvir a menina que estava deitada na maca ao lado chamar o professor.

Observei os dois, Hisoka parecia envolvido com a garota, o que me fez pensar que talvez eles fossem algo a mais que amigos, afinal nunca o vi reagir assim tão melancólico com alguém… Ou quem sabe isso era só minha mente sentimental. Me aproximaria dos dois após o professor me chamar. Examinaria a garota, veria se ela estava com febre ou se tinha algum machucado em seu corpo que precisasse ser trocado, se estivesse tudo ok diria: - Ela me parece bem… O que houve com ela? - Olharia para Hisoka aguardando que ele disesse algo. Caso eu não pudesse ajudar a garota, ou se ela tivesse algum problema maior do que meus conhecimentos fossem capazes de resolver, diria: - M-Me desculpa, eu não sei em que posso ajudar…- Diria a ele de maneira melancólica.

Observaria por um instante a reação do professor e logo me voltaria a Lara e Sam caso ainda estivesse ali. Perguntaria a Mila como ela se sentia para poder saber melhor em como ajudá-la. - A onde está doendo? - Perguntaria e se ela me apontasse o problema, examinaria para ver o que poderia fazer. - Hisoka, procure um pouco de água para ela… Ela precisa se hidratar. - Pediria para ele com um sorriso confiante. Entregaria a água para a garota, ajudando-a a beber caso fosse necessário.   - Milla não é? - Olharia para ela com um sorriso.   - Parece que o professor estava bem preocupado com você. - Diria com uma leve risadinha de fundo.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySeg 7 Jan - 1:05



A caixa


Enquanto do lado de fora do navio Blink teria que lidar com uma tempestade repentina, o trio composto por Hisoka, Crisbella e Klaus precisavam lidar com um coelho de pelúcia que ganhou vida e desapareceu depois de atacá-los. Cris havia conseguido de maneira bastante improvisada costurar o ferimento no peito de Klaus, porém seria mais prudente que fossem para a enfermaria fazer uma limpeza adequada para finalizar o tratamento. Deixando o objetivo de procurar o Sr. Bigodes um pouco de lado, o trio de revolucionários junto da refugiada e suspeita, Lara, seguiram pelos corredores carregando o espadachim ferido até a ala hospitalar do navio.

Pouco antes de adentrarem o cômodo eles foram recebidos com a chegada de Sam, também uma pessoa suspeita por ter sido quem entregou o coelho a Crisbella momentos antes dele atacá-los. Apesar de Hisoka tê-lo cortado dizendo que não precisava se preocupar, o rapaz fez questão de ajudá-los a colocar Klaus na cama e andou pela enfermaria procurando pelos materiais que seriam necessários para Cris finalizar os primeiros socorros, seria nesse momento que o professor poderia cochichar com a garota a respeito de suas suspeitas.

- Hum? O coelho? Pois é, ele não estava muito distante do seu quarto quando o encontrei jogado no chão do corredor… Não vi quem foi que o deixou lá e muito menos qual teria sido o motivo para ter feito. Talvez alguém tenha entrado no seu quarto e mexido nas suas coisas… Mas porque levar um coelho de pelúcia? Enfim, pelo menos ele voltou para você, não é? - Respondeu de maneira simpática à pergunta feita pela garota. Em seguida, quando começou a observar o que Crisbella estava fazendo na ferida de Klaus, Sam fez uma cara feia e comentou: - Olha, isso não me parece o jeito certo de se tratar um ferimento desse nível… Tem certeza que essa sutura foi feita da maneira correta? Ok, irei procurar uma enfermeira, não faça muito esforço, rapaz. - E dito isso, Sam se retiraria da enfermaria para procurar por alguém mais adequado para cuidar do machucado de Klaus.

- Arrrrh… Não precisa me agradecer, Bella. - Respondeu o espadachim fazendo careta por causa da dor. - Tenho certeza que você também faria o mesmo por mim… Afinal é isso que amigos fazem, não é? Protegem uns aos outros de tomarem uma espadada de um coelho de pelúcia, haha. - Completou ele com um estranho senso de humor para a situação, talvez a adrenalina estivesse mexendo um pouco com a sua cabeça, ou quem sabe fosse o fato de Crisbella estar muito próxima e isso estivesse lhe deixando um pouco nervoso, é, algum desses dois. Sem a presença de Sam na sala, Hisoka poderia falar mais abertamente sobre o assunto, levando Klaus a opinar a respeito. - Por mais que ele seja suspeito por ter sido quem entregou o coelho… Já parou para pensar que também é estranho o fato dele saber que teria um coelho de pelúcia no quarto, entrado lá dentro e tirado-o de lá, só para então poder passar pelo corredor e entregá-lo de volta à Bella? Você disse que a Fennik não mandou a tal da Nocha para o quarto das meninas, então o que diabos ela foi fazer lá? Se ela entrou no quarto ela pode ter visto o coelho e pode também ter dado um jeito de tirá-lo de lá por algum motivo… Ainda assim, a nossa amiga de cabelo verde aqui também ficou desaparecida por um tempo, quem sabe ela não pode ter tido alguma coisa a ver com o fato do coelho ter saído do seu quarto… Ainda que o medo que ela apresentou dessa coisa me parece um pouco improvável que ela quisesse chegar perto o bastante dele para tocá-lo. - Após a sua conclusão sobre o assunto, Klaus esperaria para ouvir o que seus companheiros tinham a dizer. No fim, sem pegar cada um dos suspeitos e interrogar com as perguntas certas, jamais seriam capazes de chegar a uma conclusão sem ser na base do achismo e de preconceitos.

Enquanto os dois pombinhos fingiam que não rolou nenhum clima, Hisoka ficava pensativo a respeito daquilo que ele sabia a mais do que seus companheiros ali presentes, algo que certamente se os dois soubessem iria trazer uma nova luz para entenderem o que pode estar acontecendo no navio. No entanto, por ironia do destino, segundos depois de abrir a boca para contar a verdade, Milla, que até então parecia estar inconsciente, chamou por Hisoka e assim o interrompeu de continuar a falar. Emocionado com o momento, o professor esqueceu completamente o que estava para fazer e foi em direção a enfermeira deitada na cama

- Você não tem culpa, você não tem culpa… Você me salvou, sem você eu não teria nem chances de estar aqui. - Disse ela com a voz bastante fraca, o que seria preciso um certo esforço e atenção para conseguir ouvir cada palavra que ela disse. Por mais que estivesse visível o desgaste e o cansaço no corpo dela, a garota ainda conseguiu mostrar um sorriso. - Obrigada, professor… Estou me sentindo fraca, mas isso é normal para casos como o meu, não se preocupe. - Um pouco agitado pelo momento, Hisoka chegou a pedir para Crisbella verificar o estado de Milla, talvez se esquecendo que a própria sabia mais do que qualquer um deles como tratar uma pessoa doente. - Está tudo bem… Não se preocupem. Não preciso de água… Só preciso de alguém para verificar a dose dos meus medicamentos e olhar minha ferida. - Respondeu de forma serena para os dois que estavam ali tentando ajudá-la, no entanto, não seria preciso esperar muito para que a ajuda chegasse.

- Graças a Deus, Milla! - Exclamou uma mulher vestindo vestes de enfermeira ao adentrar a enfermaria e ir direto até a cama da garota. Ela era uma senhora já de idade, cabelos brancos amarrados por um coque, não havia nela nada muito atraente para os olhos dos jovens.

- Oh, não era bem para esse paciente que eu procurei ajuda… Mas err… Ok, eu acho, haha. - Disse Sam, que como falou que iria fazer, foi buscar uma enfermeira.

- Deixem comigo, ela ficará bem, não precisam se preocupar. É muito bom que você tenha conseguido acordar. - Falou a enfermeira tentando afastar os dois de perto da cama de Milla para começar a fazer os exames.

- É estranho, mas acho que eu sonhei com meu irmão… Foi como se a voz dele tivesse me dado forças para conseguir voltar. - Comentou Milla sem saber que de fato seu irmão estivera ali mais cedo.

Com o retorno de Sam, ficaria difícil para Hisoka continuar com o que ele pretendia dizer, pelo menos no cenário atual, por isso se quisesse ainda falar sobre isso teria que levar Cris, Klaus e Lara para outro cômodo, porém também poderiam aproveitar que um dos suspeitos na lista voltou para eles e lhe fazer algumas perguntas se é que tinham algo para perguntar, contudo, antes que pudessem questioná-lo a respeito de algo mais sério, Sam olharia estranho para a jovem de cabelos verdes que estava nesse momento agachada com a cabeça baixa e os ouvidos tapados.

- De novo não… De novo não… Tem que ser mentira... - Dizia ela em voz baixa, aparentemente estava falando sozinha.

- O que é que deu nela? - Perguntou Sam que não fazia a menor ideia do quão estranho estava sendo o comportamento de Lara nas últimas horas.

E aparentemente a enfermaria nunca havia ficado tão cheia assim antes, pois Gear acabou sendo mais uma das pessoas a se juntar a cena. A mecânica tinha as mãos e um pouco do rosto sujo provavelmente por conta de algum trabalho recente e carregava com ela uma caixa de madeira com um tamanho médio de 50x50, porém o que mais chamaria atenção seria o bilhete que estava colado em uma folha de papel em um dos lados da caixa e neste estava escrito: “Para a Comandante Helena”.

- Hmm, professor, você por acaso sabe onde a Comandante está? Isso apareceu no convés do navio e aparentemente é para ser entregue a ela… Não sei do que se trata, mas o meu detector de metais não indicou que poderia ser uma bomba ou algo do tipo. - E diante dessa pergunta, a chegada de Gear trazia também… mais um mistério. - Se souber onde ela está, poderia me levar até ela?


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySeg 7 Jan - 23:12

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



A voz de Klaus soava de maneira um pouco nervosa, não sabia ao certo do porque disso, até porque eu estava desconcentrada demais com a vergonha que sentia por vê-lo daquela maneira. Essa sensação era engraçada, o coração bater mais forte como se quisesse criar asas e voar para longe e a barriga revirada me faziam lembrar a primeira vez que andei de barco… Um nervosismo, mas diferente… De certo modo, era uma sensação boa da qual eu já havia experimentado apenas uma vez na vida e a há muitos anos atrás. Logo Klaus começou a dar seu ponto de visto de toda a nossa situação atual. Eu o escutava atentamente até poder dar minha sugestão. - É, de fato não faz muito sentido Sam ter pego… Lara saiu correndo pelo barco e quando eu fui atrás dela, esbarrei com a Nocha, que procurava o quarto número 4 especificamente… - Coçaria o queixo enquanto pensava. - Eu não vi ela antes de ir ao toalete enquanto eu passava mal, o cozinheiro me ajudou ali… O que é estranho ele saber que eu estava mal naquela hora… Em todo caso, encontrei Nocha depois disso, aí fui atacada por Lara e o resto vocês já sabem… - Diria a eles enquanto estalava os dedos das mãos. Odiava ter de desconfiar e acusar alguém… mas que escolha tínhamos?

Relaxando os músculos de minha face enquanto massageava minhas bochechas calmamente, fui em direção a garota que estava ali antes de nós. Ela parecia bem e não precisou de meus cuidados e recusou a água oferecida. Sorri para ela e acenei positivamente com a cabeça enquanto ouvia Hisoka e ela conversarem. Me manteria distante o suficiente para não atrapalhá-los. Ouvi ela dizer a respeito de seu irmão, da qual eu não fazia ideia de quem fosse, talvez alguém deste navio? Se Hisoka comentasse que era Daario, logo interromperia acidentalmente a conversa dos dois. - Oh! Daario é o capitão do outro navio revolucionário, ele salvou a mim e a Klaus em Loguetown. Ele está bem… Parando pra ver, vocês dois até que se parecem um pouco mesmo. - Diria em um tom suave e um pouco curiosa, não sabia que o mulherengo chavequeiro do Daario possuía uma irmã tão bonita. Eu estava de fato curiosa para saber o que tanto Hisoka se sentia mal e como a garota havia ficado naquele estado, talvez mais tarde conversemos sobre. Sorriria para ela com as bochechas coradas e logo toda minha atenção se voltou a figura da enfermeira já de idade que chegou junto a Sam.

Me afastei dali, indo na direção de Sam diria: - O-Obrigada Sam. - Diria a ele com um leve sorriso um pouco antes de Lara começar a ficar apavorada novamente. Isso era um problema, pelo que pude perceber pelo comportamento de Lara, toda vez que ela começava a ficar eufórica, algo ruim acontecia ao nosso redor. Cerrei meus punhos e me coloquei em posição de defesa até ver uma garota totalmente estranha para mim adentrar o recinto com uma caixa de madeira. Se hisoka ou alguém aparentasse que a conhecia, baixaria a guarda por um momento para ouvir suas palavras. Um presente para a capitã? Suspeitíssimo!

Me aproximaria dela com um sorriso curioso. - Oh, pode deixar a caixa conosco, estamos indo avisar a capitã sobre algumas coisas a respeito de Milla, se importa? - Ofereceria meus braços a garota para ela me entregar a caixa, se ela recusasse, seria um pouco mais insistente. - Ahh não se preocupe, prometo que entrego… Até porque você ta toda suja de óleo, isso faz um mal danado pra pele! Porque não toma um banho antes de ver a capitã? Lave o rosto com água fria pros poros hidratarem e ficarem lindos assim. - Viraria meu lindíssimo rosto para ela, de fato, minha pele sempre foi muito saudável e a água fria e os cremes eram alguns dos meus infinitos segredos para a beleza.

Caso ela me entregasse a caixa, me aproximaria de Hisoka. - Talvez tenha algo aqui, Lara está agitada daquele jeito de novo… Vamos ver o que querem com a capitã… - Procuraria alguma máscara cirúrgica na ala médica, como não sabíamos com o que estávamos lidando, proteção para a boca eo nariz eram no mínimo necessários, procuraria um pequeno espelho de médico ou de dentista, queria ver o que tinha na caixa sem arriscar abrí-la totalmente.. - Klaus, prepare-se. - Diria ao rapaz antes de abrir a caixa com cuidado, apenas deixando uma fresta aberta de largura o suficiente para usar o espelho para iluminar o local com a luz refletida no mesmo. Se não tivesse espelho nenhum, usaria minhas próprias soqueiras metálicas para tal. Caso o conteúdo da caixa não fosse ofensivo, abriria completamente, analisando primeiro o que se tratava. Caso fosse algo ofensivo, daria um passo para trás tentando me defender esquivar do que saltasse dali. Se eu visse o coelhinho que antes nos atacara, Sr, Bigodes, não me conteria e o pegaria pelo pescoço, segurando-o firmemente e com algum utensílio cortante na sala, o rasgaria para garantir que não voltasse a vida novamente.



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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptyTer 8 Jan - 19:35



Destinos Cruzados

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#Post 11


Não teve jeito. Sam aferrou em seguir com o trio até a enfermaria, escolha que fez Hisoka exprimir um semblante aborrecido ao contrair o bucinador, mas de rosto virado para não deixar ser notado. Ele era o principal suspeito a ter envolvimento com o estranho caso do Sr. Bigodes, uma vez que foi o último a ser visto em contato com o brinquedo de pelúcia. Todavia, após ser questionado por Crisbella, o homem comentou sobre o incidente, apresentando sua versão do caso. Ouvindo atentamente, Hisoka passou a pensar melhor sobre as conclusões que tinha tomado. Até então, ele havia se deixado levar por deduções precipitadas, sendo guiado pelos indícios mais explícitos, como o fato de Sam ter sido o responsável a entregar o coelho antes do surto, porém esqueceu de evidenciar a lógica, que é uma de suas virtudes. Por que ele teria o trabalho de entrar no quarto, tirar o coelho de lá e depois entregá-lo na mão de Cris? Se seu objetivo fosse fazer algo para tornar o Bigodes perigoso, por que deixar nítido que foi ele quem fizera? Não poderia simplesmente realizar com o coelho dentro do quarto?

Talvez se a cabeça do professor não estivesse tão desconexa ele pudesse pensar numa resposta para o dilema. Era um pouco difícil para ele se concentrar com tantos problemas vagando em seus pensamentos, ainda que fosse um rapaz de temperamento calmo. Apesar disto, tem muito a agradecer por tamanha serenidade. O atentado contra seu companheiro, o coelho assassino solto, a profecia de Lara, o sequestro de Thalassa... A maioria das pessoas estaria em completo desespero com tanto conflito e desordem. Hisoka, por sua vez, demonstra ter uma mente bastante inabalável.

– Faz um pouco de sentido, Klaus. Eu, inclusive, estava pensando em algo similar enquanto estava vindo para cá. – Comentaria com o olhar direcionado ao espadachim, ratificando a sua visão sobre o episódio. Em seguida, ficaria alguns segundos em silêncio com o semblante reflexivo, permitindo que Cris ponderasse. – Mas não podemos tirar o olho dele. Talvez ele tivesse que levar o coelho para algum lugar em específico para realizar seu objetivo. Quem sabe não pudesse fazê-lo diretamente no quarto, entendem? – Ainda de olhar voltado para o chão e feição absorta, Hisoka concluiria logo depois da articulação da ruiva. Por mais que os indícios mostrassem que Sam era inocente e que provavelmente apenas queria ajudar, esta insistência no anseio pela aproximação ainda incomodava o professor. – Por outro lado, saber que Nocha queria ir ao seu quarto, mesmo sem ter sido escalada nele, é realmente estranho, mas se ela fosse uma espiã, por que salvaria você de Lara? Faria mais sentido se ela aproveitasse o ataque para te prender e interrogar. É provável que ela tenha algo a ver com o coelho, mas não negativamente... Me parece mais que ela quis tirá-lo do seu quarto... – Seu indicador deixaria de repousar no nariz para que a mão destra deslizasse pelo rosto até parquear no mento, como se buscasse uma explicação para o palpite. – E se ela, de alguma forma, soubesse que o coelho estava em seu quarto e, por isso, quis se aproximar de você? Então quando ela conseguiu tirá-lo, foi vista por alguém e teve de deixá-lo para trás, se não levantaria suspeitas? Foi quando Sam o encontrou e, bem... – Alçaria o beiço, como se seu comentário não tivesse muito sentido a primeira vista. Apesar disto, algo dizia a Hisoka que Nocha não era uma inimiga. Era possível que ele estivesse se deixando ser direcionado pela sua intuição, mas não detinha outra escolha. Havia muitas lacunas nas informações que dificultavam a obtenção de uma ilição verossímil.

Em meio a tantos imbróglios, Hisoka ganhou, no melhor dos momentos, o despertar de sua amiga. Um enorme peso foi tirado de suas costas ao exaurir o sentimento de responsabilidade pela morte de um ente com quem se importava. Ele havia prometido que nunca mais passaria por algo similar, desde o que houvera com sua mãe. Saber que Milla não apenas estava bem, como também não o condenava pelo que acontecera significa o livramento de um imenso fardo para o historiador. Ainda bem... A consciência quieta refletia em suas pupilas refúlgidas e semblante álacre.

Por sorte, Milla acordou sem nenhum empecilho. Estava somente alquebrada, mas como ela mesma havia reiterado, era completamente normal para alguém que passou tanto tempo em coma. A enfermeira solicitada pela jovem de madeixas negrumes, como num toque do destino, compareceu junto a Sam, o responsável por ter demandado seus serviços, apesar que para outro objetivo.

– Certo, muito obrigado. – Diria Hisoka ao curvar o tronco brevemente, agradecendo à senhora pelo seu trabalho. Pouco antes de dar espaço para que ela pudesse exercer sua função, teve sua atenção fisgada por um comentário de Milla. – É... Daario, certo? Ele esteve conosco há um tempo. – Revelaria o professor com um sorriso acanhado e olhar lateralizado. Assim que citou o nome do Revolucionário, seus dedos tatearam a base do olho, como se ainda pudesse sentir o soco desferido pelo homem. – Você tem um bom irmão, Milla. – Voltaria as pupilas à amiga, expressando um singelo riso sincero. Ainda que tenha sido atacado por Daario, Hisoka não guarda nenhum rancor, porque compreende muito bem os motivos por trás da acometida. O professor, inclusive, gostaria que ele estivesse ali para vislumbrar a sua irmã consciente mais uma vez. – Irei avisá-lo, não se preocupe. – Com um breve meneio positivo com a cabeça, o arqueólogo garantiu à Milla que daria a notícia de seu despertar para Daario. Quase que concomitantemente, recuaria alguns passos, permitindo que a enfermeira se apropinquasse da cama.

O pequeno momento de paz não prolongou. Hisoka passou tanto tempo ouvindo os murmúrios de Lara que já havia se acostumado, praticamente sendo capaz de ignorá-lo em segundo plano. Entretanto, o fonema único das palavras incessantemente reditas foi subitamente substituído. Mesmo que a mudança silábica fugisse de sua audição, o parecer de Sam certamente o faria perceber Lara em mais um de seus surtos, novamente numa espécie de prenúncio. De novo? O coelho está vindo? Em reflexo, sua mão direita agarraria o cabo de seu chicote na cintura e os olhos dançariam pelo recinto até parquearem na entrada à espera de um invasor. No entanto, para a surpresa de Hisoka, foi Gear quem apareceu na porta da enfermaria, trazendo em suas mãos uma caixa misteriosa. O rapaz suspiraria, relaxando o braço outrora próximo da vergasta ao atinar que não havia inimigo, ao menos por hora.

– Não se preocupem, esta é nossa engenheira, Gear. – Revelaria com as mãos erguidas na expectativa de acalmar os companheiros, já ganhando o espaço a frente de todos ao se aproximar da Revolucionária. Pelo modo como agiram, assumindo uma posição defensiva, estava claro que ainda não conheciam a garota, mostrando a importância da atitude do historiador.

Uma caixa... Com os olhos fixos no estranho objeto, Hisoka ouviria com atenção as palavras da engenheira. A frenesi de Lara acabaria por deixar seu coração mais acelerado, principalmente pelo fato da menina sempre estar envolvida com os males que assolaram o trio até então. Desta forma, havia certa apreensão com o que poderia ser o conteúdo daquele baú, principalmente pela possibilidade de ser motivo de mais uma calamidade. Entretanto, o arqueólogo não podia simplesmente ficar parado a frente de Gear em estado de torpor.

– Bem... Que tal deixá-la conosco? Pode voltar ao seu trabalho, não se preocupe. – Hisoka sugeriria, provavelmente junto à Crisbella, que elaboraria um bom argumento para que Gear aceitasse o pedido. Com sua lógica, ele já havia compreendido a intenção de Cris em querer abrir a caixa ela mesma. Todavia, se porventura a engenheira negasse, mesmo com a insistência da ruiva, Hisoka franziria o queixo e cismaria balançando a cabeça em negação: – Não posso sair daqui agora, estou ajudando a cuidar de Milla e Klaus, mas como Cris disse, depois iremos comunicar Helena sobre o estado de Milla.– Esperava que, com isto, ela confiasse a entrega do artefato a ele, caso contrário teria de esperá-lo por um longo tempo. – Obrigado, Gear. Depois lhe aviso do que se tratava. – Na eventualidade da engenheira ceder a caixa ao professor, ele a apanharia com ambas as mãos, notando a aproximação de Crisbella. A Revolucionária provavelmente estava certa sobre Lara, afinal seria muita coincidência ela ter começado a êxtase pouco antes de Gear chegar com um objeto tão cabalístico. – Pegue para mim também. – Pediria ao perceber que Cris estava procurando por proteção. Se ela não trouxesse, ele mesmo buscaria por uma máscara para tapar nariz e boca. – Vamos para outro lugar. Não gostaria de envolvê-los nisto. – Propôs à Cris, fitando-a nos olhos com uma feição austera, praticando indicando que ela não redarguisse.

Sua decisão era perigosa, uma vez que, se o conteúdo da caixa apresentasse perigo, seria apenas Crisbella e ele para sanarem o problema. Todavia, Hisoka acreditava que isto seria mais seguro para todos, pelo fato de Klaus, Lara e Milla estarem debilitados e a enfermeira e Sam serem meros civis. Destarte, o professor levaria o baú para um quarto separado da ala médica ou, se não tivesse um cômodo isolado, para um canto distante dos presentes.

– Deixe-me abrir. – Interviria expressando convicção em seu semblante se a caixa não estivesse em suas mãos, insinuaria pegá-la de Crisbella. Se a jovem relutasse, Hisoka iria sacudir a cabeça e crispar a glabela. – Não, é perigoso. Você está com a mão ocupada com o espelho. – Argumentaria preocupado com Crisbella, indicando o objeto num trejeito com o crânio.

A verdade é que o historiador utilizaria o espelho carregado pela ruiva somente como uma desculpa, já que abriria a caixa mesmo se Cris estivesse com as mãos livres. Isso porque, desde que entrou no Exército Revolucionário, Hisoka tem demonstrado cada vez mais aspectos que ele não detinha quando era um mero professor de Las Camp. Determinação, força, coragem. Indo além, até mesmo vontade de viver. Todavia, nenhum destes fora tão egrégio como a ascensão de uma autêntica liderança. Enquanto todas as demais idiossincrasias eram apenas qualidades muitas das vezes adormecidas, isto é, nem tão notáveis, apesar de presentes, a essência de um líder fora uma particularidade que começou a nascer junto ao Professor Revolucionário. Ele não sabe ao certo quando ela foi esboçada, mas a sua conversa com Blink, em Toroa Island, certamente foi uma grande centelha para seu desenvolvimento.

Hisoka não é exatamente um chefe ou comandante, tal como Helena. Sua liderança não surge da necessidade de dar ordens ou orientar um exército; uma figura de autoridade. Ela manifesta-se de seu dever de proteção, essencialmente por aqueles pelos quais nutre afeto. É algo como ir a frente de uma tropa para ser seu escudo e proteção, garantindo que nada de mal aconteça aos seus companheiros. É agarrar suas dores e responsabilidades sem pestanejar em prol de suas seguranças. Isso pois o martírio que o arqueólogo sentiu com o assassinato de sua mãe é algo que ele nunca mais gostaria de experienciar. Desde então, o sangue fatal derramado de uma figura querida se tornou um trauma entranhado em sua personalidade.

– Abrirei apenas um pouco para você tentar ver o que há dentro. – Alertaria com ambas as mãos sobre a parte superior da caixa. Seus braços estavam esticados, de modo a deter uma distância de segurança. Seus polegares, então, encaixariam na borda da tampa, abrindo-a paulatinamente até o ponto de formação de uma pequena brecha. – Consegue ver algo? – Perguntaria sem tirar os olhos do baú, sempre muito atento, por mais que não pudesse ver em seu interior. Se Crisbella concedesse o aval de seguridade, Hisoka terminaria de levantar o alçapão, revelando seu conteúdo.

Se algum tipo de adversário, arma, objeto ou qualquer ser de característica ofensiva saísse da caixa, Hisoka abruptamente tentaria forçar a sua tampa para baixo de modo a prendê-lo novamente. Se falhasse, colocaria o braço a frente do tórax de Cris, jogando seu próprio corpo a frente da garota de modo a protegê-la. Concomitantemente, desbobinaria o seu chicote com a mão livre, uma vez que é ambidestro, e com um brusco movimento de seu pulso, faria o flagelo dançar a sua frente antes de avançar contra o inimigo, almejando imobilizá-lo ao amarrar a vergasta por todo sua extensão. Por conseguinte, deslocaria a mão verticalmente para baixo na expectativa de chocá-lo contra o solo e atordoá-lo.

– Droga, cuidado! – De olhos bem abertos e entonação apreensiva, advertiria Cris ao tentar defendê-la.

Na eventualidade de seu ataque falhar, não esquivaria, uma vez que isto pudesse colocar a ruiva em perigo. Se deixaria ser alvejado ou agarrado, utilizando deste momento para segurar o escopo com suas mãos, levando os polegares para alguma região sensível caso existisse, como olhos ou algo do gênero, buscando furá-los. Por fim, passaria os dedos ao redor do alvo e o lançaria com força contra o chão.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptyQua 9 Jan - 23:54



Sete anos de azar


A conversa do grupo sobre os últimos acontecimentos se estendia mais um pouco depois da declaração de Klaus contando um pouco da sua opinião, mas com Milla recobrando a consciência e o retorno de Sam com a enfermeira, eles acabaram dando fim ao assunto. Hisoka e Crisbella até tentaram ajudar Milla de alguma forma, mas ela mesma disse que não era necessário e depois com a chegada da enfermeira eles não precisaram mais se preocupar com o tratamento dela. Quando a garota revelou sobre ter sonhado com seu irmão e aqueles que estavam presentes reagiram a isso de uma maneira diferente da que ela estava esperando, já que não era para algum deles saber de fato quem ele era, a garota fez uma cara de surpresa e depois sorriu.

- Ele esteve aqui? Ahh, queria ter conseguido falar com ele… Faz tanto tempo que não o vejo. - Comentou ela a respeito de Daario, seu irmão mais velho. - Ele ainda está aqui?

- Não, infelizmente ele precisou seguir com o navio dele para outro destino… Mas acredito que a mensagem da sua recuperação irá chegar até ele, não precisa se preocupar, moça. - Respondeu Klaus de forma gentil, sendo que depois de terminar de falar fez uma rápida expressão de dor, talvez sentindo uma pontada no ferimento em seu peito.

O comportamento esquisito de Lara chamaria a atenção daqueles presentes no quarto hospitalar, mas as enfermeiras não estavam disponíveis no momento para fornecer algum auxílio, deixando que os demais fizessem suas próprias deduções do porque a garota estava agindo estranho de novo. Os ares mudaram quando Gear chegou ao recinto trazendo uma caixa que estava destinada à Comandante Helena, porém seu conteúdo era um mistério já que ainda não havia sido aberta. Foi então que Cris se ofereceu para segurar a caixa e entregar ela mesma, mas a engenheira pareceu um pouco relutante em aceitar.

- Hum? Você é nova? Não sei se é certo deixar algo dessa responsabilidade com você… - Falou Gear quando a ruiva se aproximou para pegar a caixa, porém com a fala de Hisoka, a engenheira acabou aceitando ceder esse trabalho para o arqueólogo. - Ok, pode ser… Estou realmente precisando tomar um banho, foi um dia exaustivo trabalhando na oficina. - Antes de se retirar, a garota começou a mexer nos bolsos da sua calça larga e retirou dali um aparelho de comunicação já conhecido pelo professor, o Pidgeon. Ela então o jogou para Hisoka. - Toma, professor, qualquer coisa é só entrar em contato. Fiz uns ajustes, acho que eles estão funcionando bem melhor agora. Até mais.

E com isso ela seguiu andando pelo corredor, deixando para eles a caixa que precisava ser entregue para a comandante. Crisbella chegava a comentar que acreditava na possibilidade de ter algo perigoso ali dentro, por isso o comportamento de Lara havia ficado mais esquisito. Hisoka concordava com isso, portanto sugeriu que eles abrissem a caixa em um outro lugar longe deles para não colocá-los em risco caso algo acontecesse.

- É, talvez seja melhor… Não que eu goste muito da ideia de ficar de fora, mas eu entendo. - Comentou o espadachim ainda sentado em uma cama esperando pela hora que a enfermeira poderia olhar seu machucado.

- Pera, vocês vão mesmo abrir isso? E se for algo pessoal da Comandante, sabe… Uma encomenda que ela não gostaria que os outros vissem. - Disse Sam fazendo um gesto com a mão que indicaria mais ou menos sobre o que ele estava se referindo... O que poderia fazer alguns ficarem levemente constrangidos ao pensarem a respeito.

- Antes de irem, tem algo que eu estive pensado ao observar essa garota mais um pouco… - Falou Klaus de maneira séria e ignorando o comentário de Sam para retornar ao clima tenso em que se encontram. - Bella, você disse que Nocha lhe salvou quando Lara te atacou, mas sinceramente, você em algum momento esteve em perigo naquela situação? Essa garota parece falar coisas sem sentido a maioria das vezes, mas talvez naquele momento ela não estivesse falando tanta bobagem assim… Talvez ela realmente soubesse de algo. E se… Essa Nocha na verdade não atacou para te ajudar, mas sim para fazer Lara parar de falar? Nada prova para nós que aquela mensagem está completa… Enfim, posso estar enganado, mas é apenas algo que me veio à cabeça.

- Caras… Vocês falam de umas coisas muito estranhas, sabiam? - Comentou Sam por estar completamente avulso no tema da conversa.

Seja lá o que Hisoka e Cris decidirem comentar sobre o que Klaus acrescentou, isso não mudaria o fato de que logo depois os dois saíram a procura de umas máscaras de cirurgia na enfermaria, isso porque dependendo do conteúdo da caixa seria mais seguro que estivessem com o mínimo de proteção… Ainda que essas máscaras não sejam eficientes o bastante para protegê-los de um gás tóxico. Depois de pegarem o que queriam, a dupla seguiu caminho para o corredor até chegarem a um banheiro que por estar vazio no momento seria perfeito para o que eles pretendiam fazer. Enquanto Cris iria segurar um espelho para poder ver o que tinha dentro da caixa, Hisoka iria segurá-la e abri-la lentamente, porém antes de realmente começar a fazer eles provavelmente tomariam um susto com a voz de Blink saindo do além pelo navio inteiro.

- Atenção! Conseguimos passar pela tempestade, mas o mar continua agitado por consequência dela, por conta disso será mais seguro para nós ancorar na ilha de Berlinque e permanecer aqui por algumas horas até que ela passe. Espero pela compreensão de vocês e qualquer dúvida sobre onde estamos podem vir me procurar. - No fim a fala de Blink era apenas para explicar que haviam parado de navegar e haviam chegado em uma ilha, não era tão importante quanto o que estavam prestes a fazer.

Enfim, voltando ao que interessa, quando o professor começasse a abrir o baú misterioso, a ruiva poderia tentar ver através do reflexo do espelho o que teria ali dentro, era difícil compreender de início do que se tratava, mas logo que entendeu o que havia ali dentro, a reação de Crisbella não seria outra a não ser largar o espelho que estava em sua mão, fazendo-o cair no chão e se despedaçar em vários pedaços. O choque da cena poderia fazer a ruiva soltar um grito ou talvez o espanto seria tamanho que ela sequer teria reação, entrando apenas em um estado de choque. Diante da reação da garota, Hisoka acabaria tendo o reflexo de puxar a tampa da caixa de uma vez, podendo então enxergar de perto o que havia ali dentro. Se a garota deixou cair o espelho, o professor não faria diferente com a caixa que estava segurando, por mais que pudesse ter passado por traumas muito maiores que Cris durante a sua vida, isso certamente era algo que até mesmo ele ainda não tinha vivenciado, principalmente em um momento onde não estava esperando por algo do tipo. Quando a caixa caiu no chão, seu conteúdo rolou para fora, encarando-os com os olhos abertos...

“Entregue-a ou o mesmo acontecerá a todos vocês.” - E era isto que dizia no bilhete sujo de sangue que podia ser encontrado ao lado da cabeça de Daario.


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySex 11 Jan - 0:23

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Embora minhas palavras não tivessem convencido Gear diretamente, Hisoka se colocou à minha frente para me ajudar com ela. De fato, estar em um navio a onde eu não conhecia ninguém não era algo relativamente bom. Sorri de canto para o homem de cabelos negros que pegou a caixa sem problemas da mão da engenheira. Eu sorri para ela, de fato ela precisava de um banho, e infelizmente para ela graxa não era algo fácil de sair da pele, mas talvez ela estivesse acostumada com isso.

Hisoka não demorou em dar idéia de abrir a caixa em um local longe de todos, eu não havia pensado em tal possibilidade e concordei com ele a respeito assim como klaus também o fez. - Ótima Ideia. - Disse de maneira calma enquanto olhava para Sam, o garoto não queria que a caixa fosse aberta por conta de seu conteúdo ser um tanto...Constrangedor. Senti minhas bochechas ficarem quentes enquanto meu rosto corava, totalmente sem graça ao imaginar tal coisa naquela caixa. - EEEEEEEH? S-S-Se-Seu pervertido! - Diria de maneira envergonhada enquanto segurava minhas próprias mãos sobre meu peito. Helena não parecia ser do tipo de pessoa que curtia algo assim, ainda mais depois de tantos abraços e bajulações que ela me dava, talvez nem daquilo ela gostasse, mas isso não era problema meu e muito menos assunto para tal situação.

Klaus logo começou a falar, ignorando as palavras de Sam enquanto eu respirava fundo e dava pequenas batidinhas em meu rosto para voltar ao normal. Klaus começou a questionar se eu realmente estava em perigo com Lara quando fui atacada. Tocando meus lábios com os dedos da mão direita, comecei a pensar e rever os fatos. Klaus tinha razão, eu não estava em perigo eminente com lara, até porque eu derrubaria ela facilmente, mas talvez Nocha não soubesse do que eu era capaz, até porque meus pulsos finos e dedos não calejados não tinham marcas do que eu era realmente capaz. - E-Eu não estava em perigo… Mas Nocha também não sabia disso, em todo ca-caso, vamos ficar de olhos abertos. - Diria com um sorriso confiante para Klaus. Me aproximaria dele, chegando perto de seu ouvido, sussurraria baixinho algo que somente ele pudesse ouvir. - Conte a verdade se sentir que ele não é suspeito… Talvez ele possa nos ajudar. - Olharia para o rapaz de cabelos brancos e com um sorriso sem graça e expressão tímida diria: - Te-Tente descansar Klaus, vai dar tudo certo. - Meu sorriso era gentil, queria que Klaus melhorasse logo, sentia de alguma maneira, que precisava dele ao meu lado.

Encontramos as máscaras que precisávamos e o espelho pequeno e assim logo saímos da enfermaria. Andamos pouco até encontrarmos um banheiro vazio no navio. Olharia para a indicação do banheiro, se fosse masculino, entraria nele com o rosto meio envergonhado. Observaria o local e logo deixaria a caixa em cima da pia. - Muito bem… Pre-preparado?- Perguntaria a ele, e quando confirmasse, flexionaria os joelhos para ficar na altura da abertura da caixa. Usando o pequeno espelho, eu tentava algum reflexo ali dentro, demorei um pouco, mas logo a luz do banheiro tocou a superfície reflexiva e assim, pude apontar diretamente para a caixa. No começo, vi algo parecido com fios dourados,e ao virar mais o espelho, a luz refletida agora me dera uma boa visão do conteúdo da caixa…

Senti um arrepio em toda a minha espinha… Não podia ser verdade o que eu estava vendo, não.. Não podia ser verdade, mas era. A ficha caiu quando a luz passou sobre os olhos da face que haviam ali. Olhos verdes, sem vida que me fizeram pular para trás, o cheiro de sangue que saia da caixa me deram a certeza que não era uma boneca... Meu coração acelerado queria fugir para fora de minha boca, no susto, larguei o espelho de minhas mãos e as coloquei sobre minha boca. Meu grito foi abafado, mas logo senti lágrimas quentes escorrerem pelos meus olhos. Hisoka abriu a caixa e se assustou ao ver o rosto de Daario ali, o susto dele foi tão grande que derrubou a mesma e deixou ela rolar para perto de mim. Minhas costas encontraram a parede, fechei os olhos para não ter de olhar aquela cena horrorosa. Ficaria imobilizada, chorando como uma criança por um bom tempo.

Se Hisoka ao perceber minha reação e meu desespero, fosse até mim, abraçaria sua blusa, colocando meu rosto diretamente em seu peito enquanto as lágrimas escorriam de meus olhos.

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Ficaria ali por um tempo e aos poucos quando estivesse me acalmando, soltaria His e olharia para ele. - H-His… Porque fa-fariam isso…? -  As lágrimas não paravam de escorrer, mas eu já conseguia falar. Ouviria o que ele tinha a dizer. - Ele era uma pessoa tão gentil… ELe salvou a mim e ao Klaus e Loguetown, nos trouxe em segurança até o Farol… Ele só queria nos p-proteger… Ele… - Levaria minhas mãos aos meus olhos, não podia ver aquilo de novo, não queria vê-lo, eu não era corajosa o suficiente. Se His colocasse a cabeça de volta na caixa e me avisasse que estava tudo bem, olharia para ele.

- O que nós vamos fazer? - Perguntei enquanto acariciava meus próprios braços em um gesto de medo e angústia. - N-Não quero que ninguém mais morra...Que se machuquem...His...Eu estou com m-medo… - Olharia para ele, meus olhos brilhantes e assustados exibiam minha cara chorosa de um animal indefeso. Deixaria que ele tomasse alguma decisão a respeito do ocorrido e o seguiria para fora dali andando atrás dele, segurando a ponta de sua blusa e andando de cabeça abaixada. Não conseguia ainda parar de chorar.



-x-

Histórico:
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Dados:
Spoiler:
 

NEW FRIEND
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySab 12 Jan - 1:24



Destinos Cruzados

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#Post 12


Como esperado, Gear não aceitou ceder a misteriosa caixa para Crisbella, uma vez que ela ainda é uma mera novata na tripulação. Apesar disso, ela confiou o artefato para Hisoka, que tomou a frente e assumiu a responsabilidade de entregá-lo para Helena, sua veraz destinatária. Ademais, antes que saísse para limpar o corpo das nódoas de graxa e óleo derradeiras, a engenheira deixou com o arqueólogo um equipamento já conhecido por ele, o pidgeon. Ele funciona como um baby den den mushi, mas atua em frequências diferentes do primeiro, assim como detém certas limitações. Entretanto, não deixa de ser um excelente apetrecho que propicia comunicação à distância entre os Revolucionários.

– Oh! – Interjecionaria ao agarrar o objeto em pleno ar, levando alguns segundos para reconhecê-lo, em especial pelos novos ajustes. – Obrigado, Gear. Senti falta dele. – Agradeceria com os olhos direcionados ao utensílio, analisando-o completamente ao girar o pulso e sorver cada detalhe antes de guardá-lo no bolso. – Até mais. – Ergueria o olhar, expressando um sorriso lhano à engenheira. Gear é uma das tripulantes que Hisoka menos observa pelo navio, levando em conta que quase sempre ela está abarrotada de trabalhos ou imersa em seus projetos. Todavia, foi uma das primeiras pessoas que conheceu ao se tornar um Revolucionário, por isso deve muito da perda de sua timidez a ela.

Com o baú em mãos, a sugestão dada por Hisoka foi muito bem aquiescida por Klaus. Por outro lado, Sam, que provavelmente não estava nem um pouco a par de toda a confusão, demonstrou certa renitência com a escolha. Contudo, seus pensamentos estavam destoando bastante de qualquer hipótese levantada naquele momento. Destarte, concomitantemente à reação de Crisbella, o professor expressaria uma feição cuja denotação era perfeitamente evidenciada em sua face. Seus pensamentos, por sua vez, entremeavam a bacântica criatividade e a honrosa sisudez.

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– I-Idiota... – Murmuraria com os zigomáticos ruborizados, constrangido pelos libidinosos pensamentos provocados por Sam, afinal imaginar sua própria comandante em seus momentos mais íntimos trazia-lhe certo sentimento de culpa.

Por sorte, Klaus revitalizou o clima circunspecto, alvitrando uma nova forma de enxergar os acontecimentos anteriores, majoritariamente o papel de Nocha em toda a trama. Segundo o rapaz de cabelo albino, a mulher não teria salvo Crisbella, mas impedido Lara de compartilhar todas as informações de sua cabalística premonição. De início, Hisoka manteria o silêncio, avaliando os próprios pensamentos com os olhos voltados para o chão ao passo que Cris ponderava suas ilações.

– Isso explicaria o porquê da mensagem estar tão incoerente... – Falaria com certa convicção. Hisoka não queria passar a impressão de estar usando o silogismo de Klaus como desculpa, já que ele não fora capaz de desvendar a acepção por trás das palavras de Lara. Por outro lado, não tinha como ficar calado após a inferência do espadachim, a qual detinha algumas evidências. – Se acostume. – Retrucaria com a cabeça voltada para Sam enquanto Crisbella falava a só com Klaus. Hisoka não adotaria um tom muito incisivo, mas não fora muito amigável, tendo em vista que ainda desconfia do homem. – Klaus, sei que não está na melhor das condições, mas tente falar com Lara. Ao menos conseguir alguma informação, entende? Repita algumas palavras daquela predição. Quem sabe ela não entre no modo premonição e volte a falar. Assim poderemos saber se há algo a mais além do que já temos. – Pediria Hisoka denotando paciência, afinal reconhecia o estado do companheiro. Ainda assim, arriscou requisitá-lo, uma vez que se o espadachim conseguisse fazer Lara recitar o enigma, o professor não somente poderia desvendá-lo, como também findariam um veredito a cerca de Nocha.

Com a máscara cobrindo parte de seu rosto, Hisoka saiu da enfermaria acompanhado de Crisbella. No corredor, a primeira porta vista cedia acesso a um banheiro. Apesar de ignorar o gênero do cômodo, o arqueólogo não deixaria de expor seu constrangimento, em especial nas coradas maçãs do rosto. O sentimento de vergonha, todavia, não perduraria, uma vez que sua corrente sanguínea seria preenchida por cortisol em decorrência da ansiedade. Após lacrar a entrada do compartimento girando a chave do trinco, Hisoka encostaria as costas contra a porta e fecharia os olhos, inspirando e expirando profundamente.

– Bem, agora sim. – Responderia a companheira com convicção, voltando a abrir os olhos após o breve momento de atenuação do alento. Embora fosse uma pessoa naturalmente calma, Hisoka ainda estava exposto às fraquezas humanas, como a insegurança, nervosismo e ansiedade. Por sorte, dispõe deste talento que o faz saber lidar muito mais facilmente com as pusilanimidades.

Seus dedos aterrariam na tampa do baú, deslizando adjuntos de um singelo sibilo até as laterais da caixa. A base dos polegares encaixariam no eixo do alçapão, erguendo-o vagarosamente enquanto os demais dígitos serviriam de suporte, firmados nas alas do objeto. A tensão voltaria a tomar conta de sua mente, traduzida em seu corpo pelos pulsos cardíacos acelerados, fôlego carregado e apêndices trêmulos. Logo nos primeiros centímetros alçados, a repentina voz de Blink nos alto-falantes da embarcação promoveram um sobressalto em Hisoka, que, com o susto, deixou os dedos escorregarem, fechando o baú bruscamente.

– Nossa... Que susto! Hahaha. – Com a palma esquerda sobre o peito, o professor tatearia os batimentos céleres, desvelando um sorriso amarelo à Crisbella junto a um suspiro de alívio. – Parece que estamos em terra firme. – Comentaria direcionando o olhar à Cris e reavendo a sua postura, talvez ainda pálido em decorrência do espavento. Berlinque? Eu nunca ouvi falar deste lugar... Bem, pelo menos não estamos mais no mar... Refletiria o arqueólogo, reforçando a falta de conhecimento histórico da ilha onde desembarcaram. Talvez trata-se de uma localidade mais recente, não descrita nos livros antigos que sua mãe lia para ele quando mais novo. Ou, quem sabe, trata-se de um ambiente não povoado por civilizações, quer sejam atuais, quer sejam arcaicas, o que explicaria a falta de gnose ao menos da cultura local.

Embora o repentino comunicado de Blink tenha assustado Hisoka, a sua posterior recomposição rompeu a atmosfera aflita que ele estava encarando pouco antes de abrir a caixa. Naquele momento, ele imaginava que, independentemente do teor do baú, sua carga emocional não seria tão abalada quanto fora com a súbita voz de seu navegador nos alto-falantes. Mal sabia o arqueólogo que estava enganado; muito enganado. Talvez este fora seu maior erro. Derrubou as piores expectativas possíveis, deixando escapar as que estavam além de sua imaginação.

Crisbella foi a primeira a sucumbir, uma vez que carregava o espelho que a privilegiou em ser a primeira a vislumbrar o conteúdo da caixa. O ingênuo sorriso do professor, ainda carregado de gozo em virtude do gáudio transato, paulatinamente diluiria em sua expressão. Os olhos direcionados à arvoada companheira não compreendiam o tamanho baque emocional refletido em sua postura. Assim, o descontraído brioso retornaria ao estado tremebundo mais uma vez e, tal como um miserável indigente remexendo uma alfurja em busca de vitualha, foi consumido pela tibieza e desesperança.

– N-Não... – Titubearia em murmúrios ao lobrigar uma cabeça no interior do baú. Seus pelos se eriçariam e um frio incontrolável tomaria conta de seu interior, em especial no seu estômago. A feição, estupefata, explanava a falta de crença no que estava sendo fotografado pelas suas retinas.

No átimo que a tampa foi completamente aberta e Hisoka reconheceu Daario, suas mãos fraquejaram instintivamente. O estampido acre da caixa contra o solo foi sucedido pelo baque surdo do crânio do Revolucionário. A cabeça rodopiou pelo chão, espargindo sangue por onde passou. Os olhos abertos do cadáver davam a impressão que Daario ainda estava vivo e a mandíbula combalida fazia parecer que continuava agoniando de dor.

Evitando que a cabeça o tocasse, Hisoka recuou alguns passos involuntariamente, como se aquele crânio estivesse infectado ou algo do gênero. Fazia tempo que não sentia seu corpo tremer. A fraqueza; a apatia; o aperto no peito e a constrição na garganta. A dor da insuficiência tocaria seu coração mais uma vez e, antes que percebesse, suas bochechas detinham fileiras de lágrimas, porém não eram como as de Crisbella. Claro, estava triste pela perda de um companheiro Revolucionário, mas era algo além. Estava com raiva. Sentia ódio pela sua incompetência, despreparo e inabilidade. Os mesmos que quase acarretaram na perda de Milla, desta vez levaram o irmão dela.

Cerrando os punhos, sentiria as unhas pressionadas contra a epiderme das palmas, quase como se estivessem dilacerando-as. Queria gritar, extravasar aquela cólera. No entanto, assim que voluteasse o pescoço, notaria Crisbella completamente abatida ao seu lado. Que tipo de líder eu pretendo me tornar? Que tipo de segurança estou passando? As palavras em sua mente serviriam como um gatilho. Os braços de Hisoka se apropinquariam de Crisbella segundos depois, cercando e agarrando suavemente seu corpo antes de trazê-lo de encontro ao dele. Seus movimentos seriam dotados de imensa sutileza, evitando ao máximo machucá-la.

O historiador sentiria todo seu tronco quente em decorrência do contato com Crisbella, principalmente em seu tórax. As abrasadas lágrimas da ruiva estavam sendo despejadas naquela região, vertendo até sua cintura. A camisa molhada não lhe incomodaria nem um pouco, muito menos o sutil peso do corpo de Cris ancorado no seu. Enquanto os dedos canhotos do professor afagariam as madeixas no topo da cabeça da companheira, o braço direito serviria de suporte na altura de sua cintura.

Mesmo naquele curto momento silencioso, a mente de Hisoka processava o incessante ruído de chuva. Seus olhos fechados permitiriam uma desconexão daquele banheiro e, por um breve instante, o arqueólogo veria-se como uma pobre criança maltrapilha. Ele estava sozinho num beco pouco iluminado pela penumbra lunar, sentado sobre o chão lamacento e com os antebraços apoiados nos joelhos flexionados, sustentando a cabeça baixa. Além dos assíduos pingos da bátega, a região em que ele se encontrava também recebia choro oriundo de seus olhos desolados.

Hisoka sabia que não era um mero pensamento, tampouco um devaneio. Era uma lembrança. A criança era ele com sete anos, há uma quinzena atrás. Naquele momento, ele não apenas sentia-se inconformado pela morte de sua mãe inocente. Além da dor da perda, havia também a dor da solidão. Não havia ninguém naquela viela escura. De longe, seu desejo mais ambicionado naquela noite, além do retorno de sua mãe, era de um simples abraço. Por isso ele mal hesitou assim que percebeu o que deveria ser feito.

– M-Me desculpe... Eu d-demorei... – Desta vez com lágrimas genuinamente tristes, em memórias de uma desamparada criança de sete anos à ermo, Hisoka reforçaria o abraço em Crisbella, aproximando o rosto da garota de seu ombro com o auxílio do antebraço esquerdo sobre sua nuca.

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Decorridos alguns minutos, Cris perguntou sobre os responsáveis do horrendo crime. Hisoka não sabia dizer com exatidão, mas tinha uma forte suspeita, principalmente pelo teor da mensagem que viera junto à cabeça do companheiro, porém, para além disto, experiência própria. Este é o modus operandi do governo mundial afinal. Eles detém o monopólio da violência. Assassinam de forma truculenta mesmo àqueles que não possuem nenhum tipo de envolvimento com seus imbróglios. Fizeram anteriormente com Keiko, a mãe de Hisoka, e não há dúvidas que possam ter feito com Daario também. Por isso, de zigomáticos tensionados e olhar sisudo, o historiador retrucaria:

– O governo. – Havia rancor em suas palavras. Era uma perfeita réplica do ódio sentido pela instituição quando sua mãe havia sido assassinada. Este furor estava, de certa forma, adormecido. Com o levante de sua vida normal como professor na Universidade de Las Camp, Hisoka nem ao menos lembrava da existência da organização criminosa. Agora que é um Revolucionário, cada vez mais a entidade parece fazer parte de sua vida; e provavelmente será assim até o leito de sua morte. – O governo mundial fez isto... Fizeram isto como um aviso. – Diria severamente ao passo que caminhava até um rolo de papel higiênico. – Querem mostrar do que são capazes... – Mantendo o tom, cobriria as mãos com algumas folhas de papel, devolvendo a cabeça de Daario para a caixa, junto à mensagem, em seguida. Na eventualidade de não haver papel, faria com as mãos nuas, lavando-as ao fim.

O emocional de Hisoka começaria a se estabilizar, majoritariamente em decorrência de seu temperamento calmo, no entanto, ainda o preocuparia o estado de Crisbella. Ela continuava visivelmente abalada, não apenas por contemplar a horripilante cena da decapitada cabeça do companheiro, mas pelo persistente sentimento de insegurança.

– Não se preocupe, vai ficar tudo bem. – Direcionaria o olhar à Cris enquanto limparia as mãos numa toalha após lavá-las. Não estaria com um largo sorriso, tampouco seu tom era resoluto, mas esperava passar algum tipo de confiança a amiga. – Sabe, não quero bancar um super-herói, nem algo do tipo... Mas eu estou aqui... Vou lhe proteger sempre que puder! E você me protege sempre que puder, tudo bem? – Após se aproximar de Crisbella, Hisoka apertaria a cabeça da garota contra seu peito delicadamente, beijando o topo de seu crânio depois de alguns segundos, tempo suficiente para captar o excelso bálsamo de suas madeixas ruivas.

Pensar nos próximos passos era uma tarefa dolorosa, uma vez que a trágica notícia deveria ser passada adiante. A morte de Daario, ao contrário do sequestro de Thalassa, não poderia simplesmente ficar em sigilo. O primeiro nome que passaria na mente de Hisoka seria o da comandante Helena. Ele sempre requeria a sua ajuda quando as coisas apertavam. Gostaria de se livrar dessa espécie de amarras, mas restava-lhe experiência. Ela já deve ter passado por muitas situações como esta. Muitos companheiros mortos... Somente em pensar nessa possibilidade, o estômago do professor arrefece em aflição.

– Vamos falar com Helena. – Revelaria denotando convicção. Não tinha jeito, a comandante saberia tomar as devidas providências. Além do mais, ela passou todo este tempo com Thalassa. É possível que já tenha pensado num plano. – Não, não se preocupe. Lembre do que eu disse, tudo bem? – Hisoka sentiria a garganta coçar ao ouvir as palavras de Crisbella. Ele se recordaria imediatamente de sua conversa com Blink em Toroa Island, em que proferiu quase que exatamente a mesma frase. Todavia, ao contrário do navegador, o professor daria uma resposta positiva. – Ninguém vai morrer... Ninguém mais... – Abraçaria a lateral do corpo da ruiva e afagaria o seu braço com a mão. Hisoka compreendia que suas palavras eram inverossímeis, mas entendia, muito mais, a necessidade delas. Num momento como este, pessimismo apenas abalaria ainda mais o psicológico de Cris, assim como Blink abalou o seu naquele diálogo.

Para agilizar o encontro, Hisoka usaria um presente ganho recentemente. Colocando a mão no bolso, pegaria Pidgeon e realizaria os ajustes necessários para ligar diretamente para Helena, ou em algum canal comum em que ela estivesse. Segurando o botão que acreditava não ter sido modificado nos novos ajustes de Gear, o professor perguntaria:

– Helena? – Repetiria seu nome se necessário, até ser atendido pela comandante. Ao ouvir seu comando, continuaria: – Está onde eu penso que está? – Indagaria em tom sugestivo, dando a entender estar se referindo ao porão da embarcação. – Precisamos conversar. É urgente. Estou chegando aí. – Diria na hipótese de Helena ainda estar junto à Thalassa, indicando que não saísse de lá. – Vá até o local, estou indo para lá. – Pediria na eventualidade de Helena não estar no porão. Acreditava que a comandante, inteligente, entenderia o local mencionado. – Está na hora, Cris. Vamos lá. – Direcionaria o olhar para Crisbella e moveria a boca num sorriso sem dentes na expectativa de encorajá-la.

Destravaria a porta e sairia do banheiro com o baú em mãos. Logo de início, sentiria um fisgar em sua camisa e, curioso, notaria que Cris estava segurando-a com sua mão. Ela ainda estava extremamente cabisbaixa e possivelmente derramando lágrimas. Mesmo após todas suas palavras e tentativas de encorajá-la, provavelmente o melhor que Hisoka poderia fazer seria deixá-la extravasar seus sentimentos quieta. Por isso, o arqueólogo não apressaria muito os passos para que ela não ficasse para trás, respeitando o ritmo da ruiva.

– Klaus, Cris e eu estamos indo falar com Izzy agora. – Revelaria pela porta da enfermaria. Não queria entrar para não perder tempo. Além disso, como ele estaria na entrada do cômodo, poderia esconder Crisbella atrás de seu corpo, o que não levantaria perguntas sobre seu estado. Ele apenas gostaria de falar com Helena o quanto antes. – Voltamos em breve. Estamos bem a propósito. – Menearia positivamente com sua cabeça, expectando despreocupá-los.

No porão da embarcação, Hisoka esperaria por Helena caso ela ainda não estivesse no local. Se ela já se encontrasse, ou assim que chegasse, o historiador iria deixar o baú sobre alguma mobília, como uma mesa ou algo do gênero. Sua mente já estaria pensando nas palavras ideais para repassar a notícia e é provável que seu semblante inquieto deixasse isso claro. Se a comandante não tivesse nenhuma nova informação para repassar, Hisoka relataria:

– O governo já está agindo, Helena... – Com os braços atrás do corpo, suspiraria ao repassar a notícia, utilizando a breve pausa na escolha do melhor meio de informá-la da morte de Daario. – Nós recebemos esta caixa. Ela era para você desde o início, na verdade, mas acabamos abrindo-a... Infelizmente o Daario foi assassinado. – Abaixaria os olhos ao divulgar o fato, mordiscando o beiço num gesto pacificador à espera de uma resposta. – Precisamos fazer algo com a princesa. Queria usá-la para descobrir um pouco mais sobre o cubo, mas ela não parece saber muito... – Diria caso fosse solicitado por Helena, fitando a comandante em seus olhos. Abaixaria a entonação no decorrer da frase e estiraria o bucinador, demonstrando a decepção em não obter nenhuma pista sobre o artefato com Thalassa.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptyQua 16 Jan - 20:13



Negação


Os dois revolucionários não estavam nem um pouco preparados para o que encontraram dentro daquele baú de madeira, esperavam um coelho de pelúcia assassino, um animal peçonhento, uma bomba ou algum produto tóxico, no pior dos cenários eles abririam a caixa e se deparariam com um kit erótico… Mas estavam enganados, e é certo que nesse momento qualquer um dos dois iria preferir que Sam estivesse certo, o desconforto do constrangimento jamais chegaria aos pés do choque e da dor que a cena atual trazia para ambos. Uma cabeça decapitada dentro de uma caixa, uma cabeça conhecida, isso era cruel, sujo e pesado ao ponto de imaginar que tipo de gente teria a capacidade de fazer algo assim… Mas isso Hisoka já sabia bem como responder, já havia passado por algo parecido e ao menos a respeito de quem teria feito isso ele não ficaria nem um pouco surpreso.

Para Crisbella ver Daario desse jeito seria um choque muito maior do que para o arqueólogo ao seu lado, isso porque ela tinha com o Major uma ligação emocional mais forte. Ela foi salva por ele, recebeu abrigo em seu navio e foi super bem recebida a bordo da sua tripulação, havia com ele uma gratidão que ela nunca retribuiu… E agora infelizmente não poderá mais. O máximo que Cris poderia fazer por Daario nesse momento é honrá-lo de alguma maneira, quem sabe vingá-lo, mas isso pelo visto não era algo que passava pela cabeça da ruiva por agora, ainda estava na primeira fase do luto, a negação, no entanto quem sabe o que poderá mudar nos pensamentos da garota quando for para a segunda fase…

Diferente daquela que o acompanhava, Hisoka não passava pelo estágio de negação, já havia aprendido a aceitar a morte muito tempo atrás, e mais do que isso, ele já sabia muito bem do que o Governo Mundial é capaz de fazer para alcançar seus objetivos próprios. Para o professor apenas a raiva estava presente, é claro, havia a empatia pelo companheiro revolucionário e por aqueles próximos a ele que precisarão lidar com isso, afinal como não pensar em Milla depois de ver a cabeça do irmão dela decapitada rolando pelo chão? Ao lado dele o professor poderia ver o estado abatido de Crisbella, aos prantos encostada na parede com os olhos fechados para não ver o pior, desejando com todas as forças que ao abri-lo de novo teria sido apenas uma alucinação… Não, não era, e sabendo disso, Hisoka se aproximou dela para lhe fornecer um carinhoso abraço, uma simples ação, mas era tudo que a garota precisava.

Não tardou até que o professor fosse atingido pelas suas mágoas do passado, conseguia ver um paralelo entre a cena da sua infância e o atual momento, conseguia entender a dor que Crisbella estava sentindo, até porque ele lembra dela até hoje. Ficando cada vez mais difícil controlar sua tristeza, Hisoka também deixou-a extravasar de seu corpo na forma de lágrimas, chorando junto de Cris em uma emocionante cena para aqueles que estariam vendo de fora. Na mente do historiador ele podia ver aquela criança de sete anos novamente, suas memórias faziam-no pedir desculpas à garota, ele demorou para abraçá-la, e ele sabia a importância disso, pois quinze anos atrás ninguém estava lá para fazer isso por ele. Suas palavras não iriam mudar nada, Cris provavelmente nem as ouviria direito, mas quem sabe no fundo do coração do arqueólogo, o pedido de desculpas não seja para ele mesmo, que agora poderia até se imaginar abraçando-se com sete anos diante do falecido corpo de sua mãe.

Explicando essa cena:
 

Envolta de medo e muitas dúvidas, a jovem ruiva começou a desabafar com o professor, confusa com tudo isso perguntava quem teria feito isso, ainda se negando a acreditar que alguém poderia ser tão cruel para fazer isso com alguém tão gentil e protetor quanto Daario. Notando que seria melhor tirar a cabeça da vista da garota, Hisoka com a ajuda de um rolo de papel higiênico devolveu o crânio para dentro do baú e em seguida foi lavar as mãos, sendo que durante o tempo que realizou essa ação o arqueólogo esteve a explicar para Cris tudo que poderia dizer sobre as perguntas feitas por ela.

Para o historiador, abençoado com uma facilidade em manter a calma, se recuperar do choque seria algo que viria a acontecer com mais facilidade, porém não conseguiria deixar de se preocupar com Cris, principalmente agora que ela sabia que o governo tinha algo a ver com o que acabou de acontecer. A princípio a ruiva poderia não pensar demais no assunto e nem queria tentar muito entender, porém uma hora ou outra uma lembrança atingiria sua mente como uma bala de canhão, podia ouvir perfeitamente a voz de Lara em sua cabeça repetir o que disse mais cedo:

“Fico me perguntando quantas pessoas por aí não se possuem uma vida dupla, quantos não escondem uma mentira. Um civil que na verdade é um pirata, um pirata que na verdade é um marinheiro, um escravo que na verdade é um agente do governo…”

“Não é o meu caso se é o que está pensando… Mas em meio a tantas pessoas que são libertadas por vocês, o que garante que não possa haver um espião entre os resgatados?”


Coincidência? No começo poderia ser apenas um pensamento aleatório da refugiada, mas depois disso o comportamento dela foi ficando cada vez mais esquisito, e agora se tornou praticamente impossível dizer que a garota não sabia de nada do que estava para acontecer… Algum dos resgatados era de fato um espião? Se ela não estava falando dela, então de quem ela estaria falando? Por que ela não foi mais específica? Ahhh, Cris não tinha capacidade para pensar nisso, ao lembrar do assunto dos refugiados lembraria dos momentos que passou junto de Daario, havia salvado um navio de escravos, Lara era uma dessas pessoas… Ele havia ficado tão feliz, mesmo sendo um número pequeno, sete, ele se orgulhava demais disso e se orgulharia do mesmo jeito se tivesse sido apenas um.

Quem sabe pudesse surgir um leve sorriso no rosto da ruiva ao lembrar da discussão que o Major teve com aquele loiro sobre qual tripulação teria salvado mais pessoas e Daario acabou perdendo nessa já que a equipe de Helena resgatou um grupo de treze prisioneiros em Ilusia. Por mais que lembranças felizes de seu antigo líder pudesse lhe trazer uma paz, ela era temporária e perigosa, pois sabia que isso não voltaria a acontecer e a dor de saber disso era horrível. Cris não queria mais passar por isso, ela não sabia se seria capaz de suportar esse sentimento mais vezes, não sabia o que poderia acontecer a ela, não era nem capaz de imaginar. Ela não queria que ninguém mais morresse, porém ao dizer isso, Hisoka sabia que teria que mentir na sua resposta… Como Blink já havia lhe dito uma vez, em uma guerra sempre haverá mortes.

Sem mais demoras dentro do banheiro, depois de tentar tranquilizar Crisbella, algo que talvez ainda fosse demorar para acontecer de fato, Hisoka usou do apetrecho tecnológico entregue a ele há pouco por Gear para tentar entrar em contato com a comandante. “Helena?” perguntou ele através do Pidgeon esperando uma resposta. “Comandante Izzy na escuta, o que quer, professor?” respondeu a voz dela pelo aparelho, algo que talvez fosse notado por Kurayami é a qualidade de som que havia ficado muito melhor que a versão usada por ele anteriormente. Seguindo com a conversa, Helena também respondeu a pergunta do professor a respeito de onde ela estava, confirmando que sim, ela estava no porão. Depois de desligar o Pidgeon, Hisoka poderia já começar a se apressar e levar a mensagem dentro da caixa para a sua real destinatária. Cris o acompanhou segurando-o pela camisa.

- Ok, estarei procurando vocês assim que terminar isso aqui… - Respondeu Klaus quando Hisoka parou na enfermaria para avisá-lo.

O espadachim já estava sendo atendido pela enfermeira para tratar adequadamente do seu ferimento. Se batesse os olhos na cama de Milla poderia vê-la olhando para ele, talvez esperando que fosse falar algo com ela também, mas como ele poderia? A cabeça do seu irmão estava literalmente dentro de uma caixa na sua mão… Nem mesmo com toda a sua frieza o professor seria capaz de encará-la agora. Ainda poderia notar também que Lara continuava sentada em um canto da enfermaria, de cabeça baixa, enquanto Sam já não estava mais presente, provavelmente foi procurar alguma coisa melhor para fazer. Ninguém chegou realmente a notar o clima de tensão que o arqueólogo carregava, também não repararam em Crisbella atrás dele completamente arrasada, o que facilitou a dupla a sair dali e seguir em direção ao local onde encontrariam a comandante.

Sabendo o caminho que precisaria seguir para chegar até a parte mais interna do navio, Hisoka caminhou de maneira tranquila pelos corredores do Paradise Star, ritmo que talvez ele não estaria tendo se estivesse sozinho, pois o estado emocional de Crisbella acabava fazendo-a andar um pouco mais devagar. Por sorte, a dupla não se deparou com nenhum conhecido no trajeto até o porão, porém passaram por alguns refugiados e funcionários da tripulação que acabavam encarando um pouco a ruiva chorosa, meio que julgando o professor como o culpado por ter feito a garota chorar. “Ele não te merece, moça”, Hisoka podia jurar que ouviu uma mulher falar algo parecido quando estavam passando pelo corredor de quartos.

Os olhares tortos para cima do casalzinho poderia incomodar, mas não chegariam nem perto da atenção que uma única pessoa conseguiu prender de Hisoka apenas ao aparecer no seu campo de visão. Chegando próximo da área com as escadas para o porão, lá estava aquele garoto outra vez, baixinho, olhos claros e um capuz escuro para torná-lo mais misterioso ainda. O que ele estava fazendo ali, de novo? Da primeira vez disse que estava procurando um banheiro, mas agora ele diria o que? Olhando assim o professor poderia até imaginar que o garoto estava ali esperando alguém ou alguma coisa acontecer. Assim que notou a aproximação do historiador, o encapuzado caminhou com as mãos no bolso na direção dele, porém seus olhos azulados não estavam mirando nele.

- Quarto sete… - Comentou em voz baixa o garoto quando passou ao lado do professor, porém seu tom foi perfeitamente audível para os ouvidos de Hisoka.

Então ele seguiu o restante do caminho pelo corredor sem dar nem olhar para trás, mesmo que o arqueólogo insistisse em chamá-lo. Como estava segurando a caixa com ambas as mãos, seria difícil para o revolucionário segurar o encapuzado de alguma maneira e seria pedir demais para Crisbella tentar alguma coisa, até porque ela dificilmente conseguiria ouvir ou entender o que ele sussurrou para o mais velho. Ok, Hisoka tinha um assunto mais importante para tratar no momento do que perseguir um desconhecido, porém “quarto sete” seja lá o que ele esteja querendo dizer com isso, é mais uma coisa para a lista de mistérios.

Quando chegou ao porão, o professor deixou a caixa destinada a Helena em cima de uma mesa velha que havia ali, já começando a explicar o ocorrido para os três revolucionários presentes, Helena, Jovi e Rin. A princesa Marin ainda estava acorrentada no mesmo lugar de antes, mas nesse momento estava recebendo a ajuda do meio-mink para ser alimentada com sanduíches e um pouco de água. Chegava ser um pouco assustador a maneira como Helena abriu o baú, olhou para a cabeça decapitada em seu interior e apenas arqueou as sobrancelhas, fechando o olho antes de respirar fundo e fazer uma cara mais séria.

- Não! Não! Não! Não pode ser! - No entanto a reação do astro de rock foi bem mais emocionante que a da comandante. Com os olhos levemente marejados, o loiro deu um soco na mesa onde a caixa havia sido colocada, toda a poeira que estava sobre o móvel se levantou e a madeira não se partiu por muito pouco. - Desgraçados… É minha culpa, droga! DROGA!

- Sim, é sua culpa… Vocês nos colocaram na mira do inimigo, infelizmente para o Daario eles acabaram chegando nele antes de chegar na gente, coitado, provavelmente nem sabia o motivo para isso. Jovi, ligue para o Den Den Mushi do navio dele, veja se ainda há sobreviventes. - Disse Helena de maneira tão calma que soava até como insensibilidade.

- Ok… - Respondeu Jovi puxando do bolso um Baby Den Den Mushi para fazer a ligação com o outro navio revolucionário. Porém depois do molusco sinalizar que não havia sinal para iniciar uma chamada, o loiro apenas abaixou a cabeça e o guardou de volta no bolso, o motivo era óbvio.

Se Cris imaginava que não poderia ficar pior, bem, ela estava enganada, pois não foi apenas Daario a ser vítima do inimigo que estavam enfrentando, toda a tripulação que chegou a conhecer também tiveram o mesmo destino trágico. Até mesmo os escravos que libertaram, será que estão todos realmente mortos? Todos os sacrifícios e esforços para salvá-los, para lhes dar a liberdade, foi tudo em vão? Quando finalmente conseguem ficar livres isso precisa durar tão pouco? Era cruel, cruel demais… Então é assim que é viver como um membro do Exército Revolucionário?

- Mas era óbvio que isso ia acontecer… Meu pai é um homem de grande influência, ele sempre teve agentes fortes ao lado dele, até mesmo meus irmãos foram treinados para me proteger! - Comentou Marin ao perceber o que estava acontecendo entre os revolucionários.

- Eu já te falei, princesa... O rei Lucas quer apenas te usar para subir ao reino de Mariejoa, para a família Thalassa você é somente uma valiosa moeda de troca. Ele não te protegeu esse tempo todo porque te ama, mas sim porque deseja demais o que você pode dar a ele. - Explicou Rin levando a mão ao rosto, estava claramente incomodado com tudo que estava acontecendo. - Merda, Jovi, porque fomos nos envolver nisso…

- De novo essa mentira sobre eu ser filha desses Tenryuubitos?! Não vou cair nessa, sei muito bem o que vocês revolucionários querem, querem chamar atenção do mundo com essa história, mas vocês não vão conseguir, meu pai vai me salvar e o plano sujo de vocês de me usar vai por água abaixo… Literalmente! - Respondeu a loira em resposta ao que Furry disse, parecia ainda bastante relutante em acreditar na história contada por seus sequestradores.

- Peço desculpa por nos envolver nisso… Mas agora não podemos mais voltar atrás, precisamos decidir, entregamos a princesa de volta para as garras do rei Lucas, ou lutamos contra esse inimigo desconhecido? - Perguntou Jovi em meio ao seu pedido de desculpas.

- É por motivos como esse que mensagens destinadas a mim precisam ser entregues a mim… - Comentou Helena ao observar o estado psicológico abalado de Crisbella. Obviamente ela estava dizendo isso para Hisoka, e não havia qualquer sinal de gentileza em sua voz. - Esse tipo de atitude em uma situação diferente poderia colocar em risco toda a nossa tripulação, você tem consciência disso, não tem? Ficarei apenas com esse aviso dessa vez, mas não quero vê-lo voltar a tomar decisões sem me consultar, não serei tão generosa na próxima. - Então ela ergueu a mão, algo que o professor sabia que seria seguido de um soco ou um tapa para cima dele, mas ao invés disso ela apenas tocou seu ombro. - Avise ao restante do bando sobre o ocorrido, precisamos de todos prontos para lutar e também para proteger aqueles que não podem fazer isso por conta própria. A princesa ficará conosco. - Depois disso, Helena pegou a caixa enviada para ela caminhou em direção à saída, sem nem ao menos olhar para trás, mantendo sua postura séria e fria diante dos seus subordinados. - Estarei me preparando, encontro vocês em breve.

Com a saída da comandante do porão, o clima entre aqueles que ficaram poderia ficar um pouco pesado, principalmente porque Crisbella ainda estava ali e depois de ouvir tudo que ouviu ali dentro a cabeça dela estaria ainda mais confusa do que quando entrou, sendo bem possível que ela ainda estivesse chorando por conta disso tudo. Seja o que Hisoka escolherá fazer a partir de agora, como foi pedido por Helena, ele deveria avisar e reunir o restante do grupo revolucionário para a batalha que está por vir, o problema é que ele ainda não chegou a avisar aos seus companheiros que o inimigo já pode estar a bordo do navio há muito tempo…

Se por algum motivo Cris ou Hisoka decidissem sair do porão nos próximos minutos, assim que chegassem ao topo das escadas e retornassem aos corredores do Paradise Star, poderiam ver Helena sozinha lá longe no final, encostada em uma das paredes do navio, segurando a caixa entre os braços enquanto uma de suas mãos escondia o seu rosto choroso. Seu olho dourado fazia lágrimas escorrerem pela sua face, enquanto soluços libertavam de seu peito a tristeza e o stress acumulado por conta desse momento. Sem notar que poderia estar sendo observada, a comandante limpou as lágrimas com a manga de suas vestes e respirou fundo antes de prosseguir para o interior da embarcação… Para proteger os tripulantes, ela precisava continuar se mantendo forte.


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptyQui 17 Jan - 19:18

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Estava nos braços de alguém enquanto meus sentimentos ecoavam livres de meu coração… Não seria a primeira vez, e de certa maneira, tinha a certeza que não seria a última. A sensação do corpo quente de Hisoka me abraçando me confortava, me fazia sentir de certo modo, segura e amada. Seus braços eram fortes… Pude sentir pela primeira vez meu coração palpitar de maneira estranha...Eu não estava com vergonha, não estava tímida de estar ao seu lado, estava feliz por ele estar comigo, de me proteger, de se preocupar comigo… Minha mente estava confusa com tantas informações horríveis e visões me me feriam cada vez mais e mais, mas ele estava ali. Embora minhas lágrimas marcassem sua roupa, ele estava ali, mesmo que eu agarrasse minhas unhas em sua pele, ele continuava ali comigo, me sentia como um globo de neve, frágil e intocável que começou a rachar, mas graças a uma mão gentil, poderia resistir um pouco mais, um passo, um dia a mais.

Soltei seu corpo após ouvir suas palavras, ele podia não ser um herói, mas já era um amigo e isso me deixava mais calma. Comecei a respirar mais fundo, deixando que o ar entrasse em meus pulmões e limpassem as mágoas aos poucos de meu corpo. Observei brevemente o peitoral de Hisoka, sua camiseta toda molhada de minhas lágrimas frias. Olhei para ele, encarando seus olhos escuros e dando um pequeno sorriso a ele. - Obrigada...Já estou um pouco melhor… - Diria baixinho enquanto enxugava o resquício das gotas salgadas que havia em meu rosto. Aproveitei o tempo que Hisoka começou a falar em uma espécie de comunicador para lavar meu rosto na pia. Deixei a água fria tocar minha face, entrar em meus olhos e molhar meus cabelos. Olharia para os lados, procurando uma toalha por ali, limparia o rosto nela se estivesse limpa, se não, a minha própria roupa iria servir. Se tivesse algum espelho no recinto, o encararia de maneira melancólica. Observando minhas próprias feições, meu rosto avermelhado, meus olhos da mesma cor, eu estava acostumada a ficar vermelha, mas não daquela maneira, por aquele motivo.

Para minha sorte e benção, Hisoka era do tipo calmo de pessoa, embora eu tenha visto lágrimas em seu rosto, chorar não era um sinal de fraqueza e sim de humanidade. De qualquer modo, ele estava calmo o suficiente para lidar com a situação. Ouvi ele falando com o comunicador que infelizmente eu não tinha acesso e logo era decidido que precisávamos sair dali. Tínhamos que avisar os outros, mas eu não sabia se tinha coragem de encará-los, sabia que ao ver o rosto de Klaus eu começaria a chorar de novo e se eu me atrevesse a encarar Mila… Quem sabe o que poderia acontecer. Decidi andar vagarosamente atrás de Hisoka, segurando sua camisa como uma criança acanhada. Mantive meu olhar para baixo a todo o momento, não queria que ninguém me visse naquele estado emocionalmente abalado e visível. Ele andava com calma e aos poucos pude começar a refletir melhor… Lara havia dito que as pessoas podiam ter vidas duplas, lobos em peles de cordeiro estavam entre nós e se eu descobrisse quem era o assassino de meu amigo, eu não sei como reagiria, não sei nem o que pensar direito sobre.

Chegamos a ala médica, fiz questão de ficar bem quietinha atrás de Hisoka, o que poderia ser bem estranho para os outros ali dentro. Seguimos reto em direção ao porão, pude notar alguns olhares maldosos sobre mim e o rapaz, ao ouvir tais comentários, levaria minha mão para perto de seu braço, segurando-o como um jeito de demonstrar que ‘’eu estava ali’’. meus dedos finos já não eram tão suaves do que antes, lutar com as próprias mãos tinha seu preço e infelizmente eu estava sem nenhum creme a disposição para ajudar com isso, mas mesmo assim, ainda eram dedos carinhosos.  Hisoka era mais alto, seu corpo era um tanto magro, mas eu gostava de observá-lo dali, seus cabelos tinham um cheiro de certo modo… Bom, e que eu não sabia descrever, talvez fosse o cheiro dele mesmo, sua própria essência. Meu coração palpitou forte, mas era um sentimento gostoso de se sentir, não eufórico e tranquilizador. Andamos um pouco até chegarmos ao fundo do navio. Eu estava pensativa, e isso era notável pelo meu olhar fixo.

Chegando no recinto, pude ver Helena, Jovi e duas pessoas que eu não conhecia. Encarei todos eles e ao ver Helena abrir a caixa, Jovi foi o primeiro a cair. Sua reação era menos emocional que a minha, mas pude sentir sua dor e agonia naquele momento. Estamos todos abalados, mas de algum jeito, Helena se mantinha em pé. A comandante tinha um coração firme, embora no fundo eu sentisse que ela estava tão triste como todos nós, suas lágrimas não seriam um luxo de serem vistas por apenas subordinados. Jovi tentou entrar em contato com o navio de Daario...E nada.

Lembrei de todos lá, éramos poucos, mas estávamos juntos. Lembrei do velho senhor que me ajudou com os refugiados, Naharis, amigo de Daario que também salvou minha vida, o Mink traumatizado pelos anos de escravidão, meu tempo com eles.. O jantar que eu havia preparado para todos no navio na noite anterior… Todos estavam, muito provavelmente, mortos agora. Senti um nó em minha garganta tremendo. Era para eu estar naquele navio com Klaus e Lara… Mas Daario pediu para trocarmos de navio… mesmo sem saber, talvez, ele salvou minha vida de novo. Apertei meus dedos nos de Hisoka, segurando a mão dele com firmeza, não queria chorar de novo, estava farta de chorar, mas eu não pude evitar.

A conversa entre Helena e uma garota amarrada era estranha, mas não pude deixar de ouvir a palavra maldita: ‘’tenryuubito’’. Senti meu coração congelar, olharia para a garota, encarando-a no fundo de seus olhos a ponto de desejar tirar-lhe a alma. Embora eu seja encantadoramente bonita e infantil, os tenryuubitos me despertavam mais do que raiva e repulsa, era um ódio alimentado por um desejo de vingança. Continuei observando a conversa, mordiscando o canto de minha boca em um sinal de ansiedade. Deixei que eles conversassem e só voltei mais a realidade e ao presente quando Helena se aproximou de mim e Hisoka, ela começou a acusá-lo de ter aberto a caixa, ela não sabia o real motivo, nessa hora, cerrando os dentes, me colocaria a frente de Hisoka e diria a ela: -E-Ele não tem culpa, e-eu que achei melhor abrirmos a caixa… Algumas coisas aconteceram e suspeitamos que podiam tentar te machucar… - Diria a ela, esperando alguma reação da mesma, de todo modo, precisava lhe contar a respeito de Lara, das palavras dela e a respeito do coelho. Olharia para Hisoka após o esporro de Helena e diria a ele: - O-Obrigada His… Acho que já consigo pensar melhor… Precisamos colocar as cartas na mesa, mas ainda estamos em perigo… - Diria a ele, esperando sua resposta. Caso o rapaz comenta-se a respeito do quarto de número sete, eu olharia para ele com uma expressão de dúvida, virando a cabeça para o lado esquerdo como um cãozinho confuso. - Sete? A onde ouviu isso? - Se ele me contasse a respeito do garoto suspeito, colocaria minha mão esquerda sobre meus lábios em um movimento um tanto pensativo. - A-Acho que vou falar com Helena, contar toda a história de Lara… O coelho, tudo, o que acha? - Se ele aprovasse a ideia, sorriria para ele de maneira gentil. - O-Ok. Farei o meu melhor. - Diria antes de me afastar um pouco, olharia para trás. - Hi-His… Tome cuidado… - Diria de maneira meio acanhada, a voz baixa e aguda um tanto quanto fofa. Meus cabelos ruivos entraram em contraste com meu rosto um tanto rosado e assim eu partiria ao encontro de Helena.

Se eu encontrasse Helena, notaria seu simples choro e melancolia de longe. Agarraria minha blusa com a mão direita e me aproximaria dela. - He-Helena! - A chamaria na esperança dela ouvir, caso não me ouvisse a distância, me aproximaria em passos rápidos. - Helena, preciso falar com você… - Se eu recebesse a atenção devida dela, logo pediria para ela me escutar. De maneira calma e gentil, começaria a explicar o ocorrido com Lara, a profecia, o coelho que atacou Klaus, Nocha e o garoto Sam, junto ao novo desconhecido que Hisoka fora atrás. Ao final de toda a explicação, olharia para ela e suspiraria de maneira melancólica. - Sinto muito por Daario… Acho que você o conhecia melhor do que eu… - Se eu percebesse alguma oportunidade para abraçá-la, o faria de maneira gentil e repentina. - Eu não posso chorar mais… Eu preciso ficar forte… Preciso proteger a todos que amo. - Diria para Helena enquanto sentia uma lágrima querendo cair de meus olhos. Fechei os mesmo, na tentativa de fazê-la sumir. Após o ocorrido, olharia para Helena e diria: - Tem como me arrumar um comunicador também? Se-Se não for problema, é claro… - Esperava que ela pudesse me ajudar com a comunicação, pois ficar sem poder falar com meus aliados era muito ruim. Se ela me desse ou não o objeto, voltaria  a perguntar: - Você tem algum plano? - De maneira prestativa, estaria ao lado dela.

Caso eu não conseguisse localizar Helena a tempo ou ela me dispensasse, iria na direção de Jovi, contando-lhe a mesma história a respeito dos acontecimentos meus e de Hisoka e no final, perguntaria a ele: - Nada ainda do outro navio…? Eu me sinto mal por eles… Era para eu estar lá… E se… Eu estivesse lá, talvez nada disso teria acontecido… - De maneira melancólica olharia para Jovi, sentia o peso da culpa em meus ombros. - Me conte mais sobre essa tenryuu… Porque ela está aqui? Se estivermos sendo caçados por causa dela… Não é melhor entregarmos ela logo? - Questionaria o rapaz.

Esperaria ordens da comandante e caso não me passassem nada, voltaria a ala médica, andando calmamente, olhando tudo ao meu redor, não podia confiar em ninguém.  Se eu encontrasse Klaus, Lara e Mila, me aproximaria deles tentando segurar o choro, eu não podia contar a Mila, não podia fazer isso sem me sentir culpada… Respiraria fundo e me concentraria em minhas habilidades de atriz para não transparecer tanto meu choque. - Klaus, conseguiu alguma coisa? - Perguntaria diretamente, e ouviria a resposta. - Entendo… - Se ele me disesse algo realmente importante e eu tivesse o comunicador comigo, diria imediatamente a Helena, se não, contaria a Klaus que precisávamos ficar juntos, pois um assassino estava à solta no navio. Se em algum momento, eu ouvisse um grito ou algum barulho suspeito, iria atrás do som, usando minha furtividade para chegar sem fazer barulho e ir atrás do que estava havendo. Caso necessário, usaria meus braços para me defender de qualquer ataque antes de observar o inimigo e retrucar com um soco de direita e uma rasteira.


-x-

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Destinos Cruzados

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#Post 13


Com o auxílio do Pidgeon recebido de Gear, Hisoka conseguiu entrar em contato com Helena, marcando de encontrá-la no porão do navio, local em que iria informá-la do atentato contra Daario. Antes de ir, no entanto, não esqueceu de alertar a Klaus sobre sua saída junto à Crisbella, buscando tranquilizá-lo acerca do conteúdo da caixa. Por outro lado, devido seu estado em decorrência da tragédia vista, o arqueólogo foi incapaz de falar com Milla, escolha que remoeu seu coração por grande parte do trajeto até o interior da embarcação.

Ainda assim, o imo penoso não foi o único estorvo no caminho ao porão do Paradise Star. Pelos vários corredores e passagens que a dupla andou, olhares torpes e murmúrios inconvenientes foram comuns, quase sempre carregando comentários bem infortúnios sobre Hisoka, embora a execrável cena - aos olhos dos coscuvilheiros - não passasse de um mal-entendido.

Depois de tudo, ainda ter que passar por isso... De semblante cabisbaixo, o arqueólogo não apressaria os passos em respeito ao ritmo de Crisbella, por mais que a atmosfera ao seu redor o trouxesse bastante desconforto. Ele não sabia ao certo se era pelo momento em si, ou se pela sua honra estar sendo eivada, mas aquelas palavras o atingiam dolorosamente, ao ponto de fazê-lo refletir se era realmente culpado e merecedor das difamações.

As pálpebras seladas, entretanto, vagarosamente seriam abertas ao notar o toque de uma tenra mão em seu braço. De soslaio, Hisoka perceberia que se tratavam dos dedos de Crisbella e, ainda que não pudesse observar seu rosto, captaria a mensagem que ela queria passar com esse gesto. Obrigado... Apesar de parecer despretensioso, o singelo meneio era tudo que o arqueólogo precisava naquele momento. Encorajado, ele sequer pensaria duas vezes antes de erguer a cabeça e continuar as curtas passadas, ignorando completamente quaisquer difamação ou injúria por parte de terceiros. Por mais que não os fitasse diretamente, era possível que seus olhos firmes e feição austera fossem suficientes para espavori-los de algum modo.

Em contrapartida, a cabeça alçada e olhar compenetrado também o permitiriam notar uma figura conhecida em meio a tantos ignotos. Assim como no primeiro encontro, o cabalístico garoto encapuzado estava próximo ao porão da embarcação. Ele detinha uma aura sibilina capaz de prender as pupilas de Hisoka com muita facilidade. Esse cara... Refletiria de olhos semicerrados como se o avaliasse. Ele não conseguia deixar de fitá-lo, mesmo que a cena pudesse ser embaraçosa a ambos. No átimo em que cruzaram um ao lado do outro, era como se todo o ambiente ao redor estivesse em câmera lenta. Hisoka pôde ouvir perfeitamente a dupla de palavras aludidas pelo encapuzado. Parecia um convite para que o historiador comparecesse naquele local.

– O qu- – Ciciaria inconformado, voluteando o pescoço por cima do ombro. Para seu azar, o garoto apenas seguiu seu caminho sem virar de costas, até ser perdido de vista na próxima esquina.

Sem opções, Hisoka engoliria em seco e se manteria pensativo pelo resto do trajeto. Quando viu o rapaz pela primeira vez, o arqueólogo lembra que levantara algumas suspeitas sobre ele. As circunstâncias do encontro, buscando um banheiro em pleno porão, tal como a ratice em esconder a aparência, diferentemente de qualquer outro refugiado... Agora, quando se veem novamente, ele cita um quarto ao professor, praticamente convocando-o no lugar. Será que ele é realmente um espião infiltrado...? Não posso envolvê-la nisto, terei de ir lá só. Comentaria em seu cerne, observando Crisbella de viés por cima do ombro.

No porão, o ambiente foi tomado por uma espécie de dejavu. Jovi foi subjugado pela tristeza e culpa ao ver a cabeça de seu falecido companheiro. Não fora tão profundo quanto Crisbella, mas há de se levar em conta a experiência de ambos com a morte. O mais interessante, e notado por Hisoka, é o modo como Daario e o músico levavam sua amizade em vida. Eram como rivais, porém havia um respeito mútuo muito forte entre ambos, o que ficou explícito com a reação do loiro.

Helena, por sua vez, comportou-se de forma reservada. Quem não a conhece a fundo até poderia dizer que se tratou de uma reação insensível. Todavia, Hisoka imaginava a mágoa que ela estava guardando em seu interior. Era uma questão de ser forte naquele momento, afinal, se a comandante da célula não fosse, quem mais seria? Ela não poderia se entregar num cenário crucial como esse, pois a sua derrota significaria a derrota de toda a tripulação. É este o papel de um líder no fim das contas.

Quando Jovi ligou para o navio de Daario na busca por sobreviventes, a falta de sinal já insinuava o óbvio. Hisoka franziria os lábios e abaixaria a cabeça em resposta, sentindo o clima álgido se apoderando do ambiente a cada segundo. Em meio à atmosfera carregada, o historiador sentiu sua mão esquerda acalorar. Ao que parece, desde que se livrara do baú, estava de mãos dadas com Crisbella. Ele não havia percebido o gesto até a ruiva acentuar o meneio. Suas bochechas corariam com leveza ao notar, mas ele não sentia-se incomodado, pelo contrário, sentia-se amparado. Com seu polegar, o arqueólogo afagaria as falanges próximas de Cris. Era sua vez de dar-lhe força. Sua vez de dizer: Eu estou aqui.

Embora a mão esquerda de Hisoka acariciasse sutilmente a de Cris, seu punho direito cerraria ao ouvir as palavras de Thalassa. Ainda que estivesse nessa situação, ela fazia questão de ironizar o cenário em que os Revolucionários se encontravam. O historiador geralmente não é uma pessoa violenta, mas de uns tempos para cá tem revivido uma imensa aversão ao governo e todos aqueles ligados à organização. Ver a Tenryuubito escarnecer da morte de Daario fazia sua tensão altear, expressado pelo vedar da arcária dentária e olhar fixo na realeza.

Terminado o bate-boca entre Thalassa e Furry, era o momento de discutir os próximos passos do Exército. Antes de apresentá-los, entretanto, Helena não deixou passar o fato de Hisoka ter aberto a caixa sem sua permissão. A cada palavra do sermão, o historiador sentia sua relação com a comandante estreitando cada vez mais. Até hoje, quase que todos os seus diálogos foram iniciados ou terminados em algum desentendimento. Era quase como se fossem inimigos.

– Desculpe, Helena. – Responderia decepcionado após a repreensão da comandante. Apesar da dureza nas palavras e sua ameaça de agressão, Hisoka não deixou de fitar Izzy por um segundo sequer, mostrando firmeza no reconhecimento de seu erro. Contudo, para sua surpresa, Crisbella interviu e pôs-se a frente, tentando justificar a abertura do baú como sendo um erro dela. – Não, Cris... Fui eu quem acatei... Não se culpe por isso. – Pediria o historiador passando a mão em sua sobrancelha, como quem buscasse encerrar o assunto. Como Hisoka é cabo e Cris soldada, acaba possuindo autoridade na decisão, então era compreensível que a responsabilidade caísse sobre ele.

A saída precoce de Helena fez o professor lembrar de alguns assuntos inacabados. Seu objetivo era conversar com a comandante sobre muito mais que apenas a morte de Daario. Há outras inúmeras informações que deveriam ser compartilhadas, como a premonição de Lara, a possibilidade de um espião e o misterioso coelho, mas que a situação não permitiu. É provável que Cris tenha tido a mesma sensação, uma vez que solicitou seu ponto de vista.

– Eu também agradeço... É preciso bastante coragem para encarar a comandante. – Recrearia enaltecendo os risórios, expressando um sorriso jocoso em meio ao momento tão delicado. Hisoka sabia que, se continuassem abatidos, não seriam capazes de ajudar a tripulação no que estava por vir. Infelizmente o luto deveria ser deixado de lado, ao menos até que o pior passasse. – Tem razão. Ainda não falamos com eles sobre o coelho e sobre Lara, né? – Perguntaria retoricamente, sem tirar os olhos de Cris. – Eu vou avisar a todos sobre o ocorrido e pedirei para que se reúnam aqui. Além disso... – Engoliria em seco e aproveitaria a breve pausa para refletir se realmente valia a pena correr o risco de ir ao tal quarto sete. Ele tinha quase certeza que era uma armadilha, mas reconhecia que a luta estaria perdida se continuassem combatendo um alvo invisível. Se existe a possibilidade do encapuzado ser um espião infiltrado, o professor deve imediatamente confirmá-la e repassar a informação para seus companheiros, pois ela pode mudar o desfecho da iminente batalha. – Preciso ir a um lugar também. – De lábios franzidos, é provável que Hisoka tenha sido vago demais, mas ele não mudara seu ponto de vista. Não queria trazer mais uma preocupação para Cris. – Perfeito. Conte tudo a ela. – Assentiria com um sorriso singelo e de sobrancelhas arqueadas. Não foi muito diferente do que ele próprio ia sugerir, então entraram em um consenso muito facilmente.

Enquanto ajustava o Pidgeon no canal correto, Hisoka teve a atenção fisgada por Crisbella pouco antes dela deixar a sala, quando ela pediu que ele tomasse cuidado. Era quase como se ela soubesse que ele realmente passaria perigo. Em resposta, o historiador levantaria a cabeça e direcionaria o olhar à ruiva, fitando-a boquiaberto por alguns poucos segundos. Talvez a última vez que a tenha visto de frente e notado a sua aparência com calma tenha sido quando se conheceram. Ele não sabia dizer ao certo o que, mas captava algo de diferente em sua fisionomia. Estava mais bonita.

– T-Tome cuidado também. – Titubearia antes de respondê-la, sorrindo constrangido ao desviar o olhar. Em seguida, retomaria a atenção ao equipamento de comunicação e, assim que conseguisse sincronizá-lo num canal comum a todos, pressionaria o botão correto e alertaria: – Professor falando. A comandante pediu para que todos se reúnam no porão do navio o mais rápido possível. Precisamos nos preparar para o combate que está por vir. Não confiem em nenhum refugiado da embarcação, venham direto para cá. – Após ouvir o bip do equipamento indicando o término da chamada, Hisoka suspiraria de olhos fechados. – Volto já, Jovi. – Com Pidgeon no bolso, o historiador avisaria seu companheiro com uma entonação inflexível. De semblante resoluto, ele seguiria até a saída do porão sem dar mais nenhuma palavra.

O objetivo de Hisoka era o quarto sete, cuja localização ele encontraria por pontos de referências, já que ele conhece o paradeiro do quarto quatro. Destarte, seguiria até o cinco e assim sucessivamente até o sétimo. Se a porta estivesse fechada, o arqueólogo fitaria a madeira por alguns segundos, refletindo em sua última chance de desistir. Não tem mais como voltar atrás. Ponderaria ao girar a maçaneta e revelar o interior do cômodo subitamente. Os olhos atentos vagariam por toda a dependência em busca de algo ou alguém, em especial o rapaz encapuzado.

– Serei um cavalheiro. Pode dar as honras e dizer o motivo pelo qual me trouxe até aqui. – Diria de forma serena se visse o garoto. Embora seu coração estivesse acelerado em decorrência da circunstância, seu temperamento calmo o ajudaria a passar uma impressão de quietude. Na eventualidade do menino se revelar como um espião infiltrado, Hisoka retrucaria: – Sou obrigado a dizer que o capuz não é um bom disfarce, mas me sinto triste de não tê-lo capturado na primeira vez que o vi. – Semicerraria as pálpebras, expressando um pouco mais de sisudez nas palavras ao saber da verdadeira face do encapuzado. Caso ele perguntasse algo sobre Thalassa, Hisoka responderia: – Bem, receio que o dragão não possa ser entregue assim tão facilmente. Antes disso, que tal me dizer quem foi o assassino de Daario e os demais? – Indagaria austeramente, tensionando o maxilar de modo a enaltecer os zigomáticos. Seus punhos também estavam cerrados em reflexo do assunto levantado, uma vez que guardava rancor pelo responsável.

Na hipótese de ninguém aparecer em sua vista, Hisoka abriria o braço de modo a escancarar a porta em toda sua totalidade, até ela tocar a parede adjacente para se certificar de que não havia ninguém atrás dela. Com esta certeza, daria um passo a frente até ficar embaixo do batente. Sem inclinar muito a cabeça, moveria os olhos até o topo, almejando saber se havia alguém escondido no teto ou diretamente acima de seu corpo. Se, mais uma vez, não observasse nada, falaria em alto tom:

– Já podemos acabar com o esconde-esconde. – Deixaria que a voz reverberasse pela sala supostamente vazia, expectando que alguém aparecesse.

Durante todas suas ações, Hisoka buscaria sempre manter a atenção em todos os detalhes, trabalhando em conjunto com todos os seus sentidos para evitar ser pego desprevenido. Deste modo, na possibilidade de ser atacado, o arqueólogo não pestanejaria antes de usar seus dotes acrobáticos para as esquivas mais complexas ou meros jogos de corpo para evasivas comuns, seja com saltos ou passos em recuo. Se fosse incapaz de desviar, não hesitaria em colocar os antebraços a frente das regiões vitais ou que estiverem sendo alvejadas, mesmo que o bloqueio não seja sua melhor opção.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 4 EmptySex 18 Jan - 23:43



O quarto número sete


“Quarto sete”, essas foram as palavras ditas por aquele misterioso garoto encapuzado quando este passou ao lado de Hisoka. O historiador não sabia o que isso poderia significar, mas obviamente era um convite para que o revolucionário fosse até o tal quarto descobrir. Por ter coisas melhor para se preocupar, o arqueólogo seguiu com Crisbella até o porão onde viriam a explicar para Helena toda a história envolvendo Daario e a mensagem contida na caixa para entregarem a princesa. Já imaginando que o pior poderia ter acontecido também ao restante da tripulação do major, a comandante pediu para Jovi entrar em contato com o navio de Daario, mas ao não obter nenhuma resposta, todos ali já poderiam entender o que teria acontecido.

Para Crisbella isso seria muito mais impactante do que para os demais, ela chegou a conviver com eles um tempo, almoçou com eles, riu com eles, lutou com eles e também por eles, já que naquela embarcação havia também alguns escravos que foram resgatados. Tudo isso era cruel e pesado demais para o emocional da garota que só começaria agora a entender como o mundo realmente funciona. Então era culpa do Governo Mundial? Sim, aparentemente sim, e pior, era tudo porque aparentemente dois tripulantes desse grupo decidiram sequestrar uma princesa, ou pelo que parece, uma Tenryuubito… Apenas ouvir o som dessa palavra já fazia o coração de Cris se encher de raiva, seus pensamentos tristes rapidamente se transformavam em imagens de ódio onde ela liberava suas frustrações naquela garota que era a culpada de tudo...

A ruiva continuaria perdida nesses pensamentos negativos se não fosse pela chegada da comandante para repreender Hisoka pela decisão de abrir o baú que estava destinado a ela. Sentindo-se mal pelo companheiro levar toda a culpa sozinho, Cris tentou passar essa bola para ela dizendo que tudo na verdade foi ideia dela de ficar e abrir a caixa antes de entregá-la, só que no fim pouca diferença faria para Helena quem iria assumir essa responsabilidade. De certa forma o pensamento do cabo estava correto e ele sabia que pouco importava o que a ruiva tentasse dizer, mesmo que a ideia pudesse ter partido de outra pessoa, quem tem a patente mais alta sempre será o dono da última palavra.

Diante de tanta tensão não seria surpresa pra ninguém que Hisoka e Cris acabassem esquecendo de falar algumas coisas importantes para a comandante, porém esquecer de explicar toda a situação envolvendo Lara era um pouco demais principalmente para duas das mentes mais brilhantes a bordo. Com Helena se retirando do local para começar a montar o plano de combate, algum dos dois precisaria ir atrás dela contar para ela sobre a confusão que estão passando, trabalho que acabou ficando para Cris, enquanto Hisoka tentaria resolver um outro assunto. Jovi, Rin e a princesa continuariam ali, não se sabe o que fariam a seguir.




Crisbella



Ao sair do porão e subir as escadas que a colocaria de volta nos corredores, ao olhar para os lados, Crisbella teria a quase certeza de ver a comandante chorando encostada na parede do navio, mas antes mesmo da ruiva se aproximar, Helena já estava se recompondo e se preparava para continuar andando depois de enxugar as lágrimas de seu olho esquerdo. Apressando-se para alcançá-la, Cris gritaria pelo nome da comandante, que ao ser chamada pararia de andar para dar a garota a atenção que ela desejava, foi então que a ruiva começou a explicar para a sua superior toda a história que envolvia Lara, bem, já não era a primeira vez que ela estaria fazendo isso hoje. Assim que terminou de ouvir, Helena levou a mão direita até o queixo e refletiu por alguns segundos.

- Seu parceiro, Klaus, já tinha vindo até mim me informar sobre essa tal de Lara, mandei que ele a trouxesse para mim… Acredito que depois de terem sido atacados isso acabou não se tornando uma prioridade, eu entendo, mas ainda assim teria sido melhor que ao menos um de vocês viesse me entregá-la. É mais do que óbvio que essa garota sabe de alguma coisa. Bem, de qualquer forma não acho que isso teria mudado alguma coisa… Agora acho que já é um pouco tarde para ela ser uma prioridade no nosso plano. Ainda gostaria de falar com ela, mas tenho que preparar o navio para um possível confronto. - Explicou Helena sobre essa história, não apresentando nenhuma opinião sobre nada, afinal ela não vivenciou esses momentos para poder tirar uma conclusão.

Antes de continuar a expor seus pensamentos sobre o assunto, Cris interromperia a comandante para consolá-la sobre Daario, imaginando que os dois se conheciam bem melhor e a muito mais tempo do que ela. Segurando suas emoções para não voltar a chorar, a ruiva entrelaçou seus braços ao redor do corpo de Helena. Pega de surpresa, a caolha mostrou um espanto no início pela atitude repentina da garota, mas logo depois relaxou e sorriu para ela, retribuindo o abraço como se fosse uma irmã mais velha. A mão direita de Helena caiu sobre os cabelos vermelhos de Crisbella, acariciando-a gentilmente.

- Não trate o choro como um sinal de fraqueza, ele é libertador e tira de você aquilo que lhe está fazendo mal. Um coração forte não é aquele que não sente nada, mas sim aquele que consegue amar demais. - Então ela dava um beijo na testa de Crisbella e flexionava levemente os joelhos para poder continuar falando com a ruiva olhando-a fixamente em seus olhos cor de jade. - Aqueles que são incapazes de sentir, jamais conseguirão transformar seus sentimentos em motivação… Supere essa dor que está sentindo no momento, mas nunca a esqueça, pois é se lembrando daqueles foram que ganhamos força para continuar tentando... É por eles que nós lutamos.

Helena dizia cada uma dessas palavras com um sorriso no rosto, algo que poucos dessa tripulação já tiveram a sorte de poder ver, e se levar em consideração que Cris também acabou de a ver chorando, ela provavelmente já era uma das pessoas mais íntimas da comandante dentro desse navio. Se Crisbella iria ou não absorver a mensagem como Helena gostaria que ela absorvesse, bem, aí depende dela. Depois de, quem sabe, ter sido motivada pelas palavras da comandante, a ruiva poderia voltar a fazer perguntas a ela, começando por essa sobre ter algum comunicador a mais para lhe dar, Helena rapidamente responderia essa negativamente balançando a cabeça.

- Tirando o meu, eu não tenho mais nenhum. Isso você precisa pedir para Gear, ela deve ter algum para te dar. - Quando questionada sobre ter algum plano, Helena olhou na direção de uma das janelas na parede, tentando ver o mar por ali. - Tenho, mas antes preciso ir até o convés olhar melhor os arredores para ver se não estamos sendo seguidos… Ainda tenho minhas dúvidas sobre como essa caixa veio parar aqui dentro. Enfim, vá atrás daquela Lara como eu te falei, tente fazer perguntas a ela ou traga-a até mim se não souber como fazê-la falar. Sobre os demais suspeitos, não há provas suficiente sobre qualquer um deles, nesse ritmo vocês acabariam começando a suspeitar de todos os nossos refugiados que trocassem qualquer palavra com vocês… Enfim, já poderiam ter resolvido isso pegando a lista de nomes com a Fennik, então tente fazer isso e depois me informe o que descobrir. - Depois de ouvir algo que soa como uma ideia estupidamente óbvia, Crisbella poderia se sentir um pouco burra por não ter pensado nisso antes… Ela estava organizando quem deveria dormir em cada quarto, certamente havia com ela uma lista com o nome de todos que haviam sido resgatados em Ilusia.

Depois disso, a comandante seguiria seu caminho pelo corredor, fazendo um trajeto diferente do que aquele que Cris precisaria fazer para retornar a enfermaria onde havia deixado Klaus e Lara. Chegar até a ala hospitalar do Paradise Star não era algo demorado, principalmente se a ruiva fizesse isso correndo ou com passos apressados, entretanto, ela acabaria não conseguindo chegar lá sem antes ser interrompida, ou melhor, sem antes ver algo que lhe chamaria atenção. Quando estivesse caminhando ou correndo pelo corredor, Crisbella passaria próximo de um dos vários banheiros que haviam na embarcação, e seus olhos não deixariam de notar o corpo caído no chão do sanitário masculino.

Existe obviamente a possibilidade e o livre arbítrio da personagem ignorar completamente isso e continuar indo em frente? Existe, mas por favor, eu não vou parar o post aqui para abrir essa possibilidade de algo que eu já sei que a Crisbella faria, que é olhar quem é que tá lá dentro do chão do banheiro. ENTÃO CONTINUAMOS!

Logo de cara a ruiva poderia deixar de se preocupar com a possibilidade de ser algum conhecido, pois não era. O homem caído no chão era um adulto, já devia estar chegando na casa dos trinta, tinha cabelos escuros levemente compridos e suas vestes davam a ele um estilo bastante característico, o que faria Cris rapidamente associá-lo a um músico de uma banda de rock. Caso ela já tivesse tido a informação de que o navio onde está é na verdade um navio turnê para a banda de Sir Jovi, seria fácil dizer que a pessoa ali era um dos músicos que o acompanhava.

O instinto médico da garota com seu conhecimento em primeiros socorros iriam agir naquele momento para tentar ajudar o rapaz que havia sido claramente ferido, pois estava inconsciente no chão, porém levaria muito pouco tempo até ela perceber o quão grave era o ferimento desse homem… Seu pescoço havia sido quebrado e uma enorme mancha roxa cercava essa região, indicando que possivelmente ele foi atingido ali e que muito provavelmente isso foi feito com apenas um único golpe.

Era mais uma morte para a lista e a essa altura seria difícil dizer o que se passaria pela cabeça da jovem Crisbella. Mesmo não conhecendo o homem morto diante dela, sequer havia o visto antes, era dolorosamente triste saber que pessoas estavam morrendo pelo simples motivo de estarem envolvidos nos problemas dos outros. Abalada ou não, antes de sair do banheiro, Cris receberia a surpresa da aparição de Sam, que chegava ao local cambaleando com o rosto pelo visto ferido e o nariz sangrando.

- Maldita… Que soco forte. - Comentou o rapaz ainda sem perceber que não estava sozinho, algo que não durou muito tempo, pois ele logo soltou um leve grito de susto e deu um passo para trás. - Ma-ma-mas o que aconteceu aqui? Não me diga que… - Disse ele surpreso ao notar que o homem no chão provavelmente estava morto, talvez a expressão de Crisbella entregasse um pouco isso. - Puta que pariu… Deve ter sido ela, a maluca que me deu um soco! - Falou Sam limpando o sangue do nariz nas suas vestes acabadas. Se questionado por Cris sobre quem seria essa maluca que o atacou, podendo suspeitar de Nocha, Sam sacudiria os ombros e responderia: - Eu sei lá, nunca vi ela antes, não faço ideia de quem seja. Precisamos ficar espertos, ela pode acabar voltando, não sei o que ela quer, mas parecia estar procurando alguma coisa… - Disse ele olhando para o corredor pela porta do banheiro, mas aparentemente não havia ninguém ali. - Cris, você sabe lutar? Eu posso não ser muito bom, mas eu farei de tudo para te proteger, ok? Você já passou por coisas demais hoje, não deixarei que ninguém mais morra. - E então ele se aproximaria da garota para lhe dar um abraço caloroso, apoiando o queixo na cabeça dela antes de lhe dar um beijo no couro cabeludo. Diante desse choque, seria difícil para ela reagir de outra forma, acabando cedendo ao abraço que criaria essa cena.




Hisoka



Antes de se separar do restante do grupo, Hisoka puxou seu Pidgeon e o usou para avisar o restante dos seus companheiros revolucionários sobre a situação em que se encontram, pedindo para que viessem para o porão do navio onde poderiam planejar melhor o que fazer, por precaução também avisou para que eles não confiassem em nenhum dos refugiados, apesar de não esclarecer para eles o porquê. Dado o aviso, o professor se despediria e seguiria seu caminho sozinho para o quarto de número sete, onde esperava encontrar aquele garoto encapuzado e lhe fazer algumas perguntas… Isso se chegar a ter tempo para isso.

Chegar ao quarto sete não seria tão difícil para o professor que já tinha uma noção de onde ficava cada lugar do navio, sendo os quatro primeiros quartos no primeiro nível da embarcação e os outros quatro no nível 2, bastaria ele subir algumas escadas, virar alguns corredores e conseguiria chegar ao seu destino. Diferente do que imaginou que fosse acontecer, o garoto encapuzado não estava lhe esperando dentro do quarto, mas sim fora dele, encostado na parede ao lado da porta, de braços cruzados. Isso já era um ponto positivo para o arqueólogo, que tendo o suspeito diante dos seus olhos desde o começo poderia deixá-lo um pouco mais tranquilo.

- Acredito que a essa altura você já deve estar sabendo que há inimigos infiltrados no navio, não é? É o mínimo que eu esperaria de vocês. - Disse o garoto logo que Hisoka chegou lhe dirigindo a palavra. Ainda mantendo a serenidade, o professor continuou falando com o encapuzado e disse que não achava o capuz um disfarce muito bom. Ao ouvir isso, o garoto retirou o capuz da cabeça e fez uma cara de surpreso. - Hum? Está achando que eu sou um espião? - Então sem perder tempo, o garoto colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu, sinalizando com a cabeça em seguida para que o historiador fosse dar uma olhada.

Ao se aproximar para olhar o interior do quarto sete, Hisoka iria já de cara se deparar com um grande buraco na parede de madeira que dava entrada direta para o mar (mas não entra água), era praticamente um círculo perfeito, algo que só poderia ser feito com uma ferramenta adequada de carpintaria… Ou por uma arma laminada. Essa segunda opção se tornava ainda mais provável porque o buraco na parede não era a única coisa que chamava atenção ali dentro, havia também um corpo ensanguentado no chão, alguém que de vista Hisoka não seria capaz de reconhecer, então julgando por isso e pelas vestes, tratava-se de um possível refugiado.

- Está morto… Diria que foi um corte de espada, mas poderia ser qualquer outra arma afiada. - Comentou o rapaz para poupar o tempo do professor em tentar ajudar o homem ferido, porém ele não iria impedir o arqueólogo de se aproximar para olhar mais de perto. O que por sinal ele não encontraria nada que não fosse sangue e um ferimento de corte aberto no peito do sujeito.

Por mais que até então o jovem do capuz parecesse estar tentando ajudar ao mostrar um lugar do navio por onde alguém possivelmente invadiu e causou uma vítima, isso ainda não tirava as suspeitas de que pode ter sido ele ou um de seus cúmplices a fazer isso. Portanto cabia ainda ao professor uma variedade enorme de perguntas que poderiam ser feitas ao rapaz de olhos e cabelos claros, este que por sua vez não iria hesitar em responder.

- Stille… Somente Stille. - Responderia o garoto caso fosse perguntado a respeito do seu nome. - Eu era um dos trabalhadores de Pedra Rara, fui um dos que conseguiu escapar de lá com a ajuda da comandante Helena e do Steven. - Explicaria caso alguma pergunta feita por Hisoka tivesse a necessidade dessa resposta. - Como eu falei, estava procurando um banheiro… De fato eu estava, pelo menos no começo, depois que eu percebi que tinha algo de estranho acontecendo no navio eu comecei a fazer minhas próprias investigações, foi assim que cheguei até aqui. Voltei para aquela área porque queria encontrar alguém do exército para contar, como já tinha visto vocês andando muito por aquela região, achei que seria a maneira mais rápida de achar algum de vocês… Seria arriscado demais perguntar para outras pessoas onde encontrá-los e acabar dando o azar de fazer isso para um espião, então me mantive calado a maior parte do tempo, mas geralmente isso é o que eu costumo fazer. - E com isso provavelmente Stille iria responder todas as possíveis perguntas que o revolucionário poderia lhe fazer, agora se ele iria acreditar ou não, bem, isso já é outra história. Por sinal, era notável que o garoto tinha uma certa dificuldade em se comunicar, pois parecia que estava sendo torturado pelo professor para conseguir falar tudo isso. Hisoka saberia disso pois já deu aula para muitos alunos com esse tipo de comportamento mais retraído na hora de apresentar um trabalho para a turma.

- Hisoka?! - Exclamou Klaus que acabaria aparecendo na cena. Ele estava um pouco ofegante, sinal de que estaria correndo por aí a procura dele já há algum tempo. Antes de dar prosseguimento ao que ele queria realmente dizer, o espadachim olharia para o corpo ensanguentado no chão do quarto (que por sinal não estava tão destruído, o restante dos móveis continuava no lugar). - Puta merda! - Xingou o jovem de cabelos brancos, algo que ele não costuma fazer, mas diante desse momento era algo que acabou escapando da sua boca. Talvez nesse momento Hisoka pudesse explicar para ele, mas mesmo que não fizesse, apenas olhando para o cenário ele entenderia do que se tratava, então não seria realmente necessário, principalmente porque ele parecia ter algo urgente para falar. - Quem é esse com você? Ah, que seja, preciso te contar uma coisa. Depois que você e a Bella saíram, aquela Fennik apareceu na enfermaria, nisso eu lembrei que ela era a responsável pela divisão de quartos e pedi para ela me mostrar isso… - Então ele ergueu uma folha de papel que estava segurando em uma das mãos até agora, feito isso ele a entregou para Hisoka poder ler. - É uma lista com o nome das treze pessoas que foram resgatadas em Ilusia, treze é um número ímpar, mas com o espião nós tínhamos 14 refugiados a bordo! A falsa ovelha traz um número par ao rebanho! - Olhando agora com mais atenção para os arredores, Klaus notaria que Crisbella não estava por perto em lugar nenhum.

Com seu gosto particular pela leitura, Hisoka já tinha um talento natural para fazer rápidas leituras, portanto ler treze nomes em uma folha de papel não seria algo que ele levaria mais do que alguns segundos. A partir dali era fácil para ele, sabia o nome dos três principais suspeitos, Nocha era um dos nomes da lista, Stille também era um dos nomes da lista, porém...

- Não tem nenhum Sam entre os resgatados! Aquele desgraçado está mentindo, precisamos avisar a Bella, onde ela está? - O problema agora é que eles haviam se separado e a essa altura o professor não saberia dizer com certeza em que parte do navio ela estava. A menos que Hisoka mentisse sobre a resposta que daria ao espadachim, a reação dele não seria diferente dessa: - DESGRAÇADO, ONDE ESTÁ A CRISBELLA?! - E com as emoções à flor da pele, Klaus agarrou o arqueólogo pela gola da camisa e o pressionou contra a parede, encarando-o de maneira séria. Mas não tinha o que responder, ele não era nenhum tipo de vidente e respirando com mais calma, o espadachim sabia disso, por isso soltou o professor e disse a frase que dependendo do que acontecesse poderia ser mais dolorida do que ter recebido um soco: - Merda, Hisoka, eu confiei em você para protegê-la. Se alguma coisa acontecer com ela... eu juro que te mato.




Crisbella



“Como você sabe que mais alguém morreu?” - Essa seria a frase que surgiria na mente de Crisbella naquele momento, e teria sido esse o motivo que levou ela entrou em choque ao ouvir Sam dizer aquilo antes de a abraçar. De fato não teria como ele saber a respeito da morte de Daario… a não ser que ele tivesse alguma participação com ela. Talvez Crisbella fizesse essa pergunta para Sam, ou talvez ela continuasse calada para tentar forçar sua atuação para jogar o jogo dele, porém, havia algo que a atuação da ruiva não poderia lhe ajudar… Descobrir que estava sendo abraçada por um espião faria o corpo da garota agir de uma maneira diferente, seu coração iria acelerar, sua respiração ficaria um pouco mais pesada e seu corpo também iria transpirar mais por conta disso tudo, e é por isso que Sam não precisaria que ela falasse alguma coisa para entender que havia sido descoberto por conta do vacilo em sua última fala.

- Oh, Cris, me desculpe… - E antes mesmo de conseguir ouvir as desculpas por completo, Cris seria atingida na barriga por um rápido e poderoso soco. O fato de ser rápido significava que a garota sequer seria capaz de perceber ele vindo, e o fato de ser poderoso é porque não só iria roubar-lhe todo o ar, como também jogá-la alguns metros para trás, levando-a a capotar pelo chão do banheiro masculino e por ali permanecer agonizando a ponto de perder a consciência. - Sou do tipo que evita mortes desnecessárias… Infelizmente esse daqui foi um acidente, ele me viu montando o disfarce e no reflexo do momento eu acabei batendo forte demais. - Enquanto dizia isso, Sam limpava o ferimento falso no seu rosto com algumas folhas de papel, em seguida retirava também o seu gorro e o cabelo escuro falso, revelando que na verdade tinha cabelos brancos, talvez até a cor azul de seus olhos fizesse parte do disfarce. - Eu realmente gostei de você, Cris, então a dica que eu darei para você é… Não saia daqui de dentro, meus companheiros não são tão generosos quanto eu. Quem sabe depois disso tudo a gente ainda não pode sair para tomar aquele café, não é?

Spoiler:
 

Inacreditável… O miserável ainda tem a cara de pau de mandar uma dessas? Não, isso com certeza era demais para a doce e gentil Crisbella aceitar desse jeito. O soco estava doendo, o ar quase não conseguia ser puxado para seus pulmões e seu estômago voltou a ficar enjoado como aconteceu mais cedo, porém nada disso iria impedir a ruiva de voltar a se levantar. Se ela realmente quisesse ficar de pé, ela conseguiria… E isso faria Sam erguer as sobrancelhas com um pouco de surpresa.

- Não, Cris, você não é tão burra assim… Não me diga que você vai tentar me enfrentar... - Diria ele caso visse a garota levantando do chão.

A pergunta é: Crisbella vai mesmo querer lutar?




Hisoka e Klaus



A dupla havia deixado Stille para trás e começaram a correr pelos corredores do Paradise Star a procura de Crisbella, olhando de quarto em quarto e gritando seu nome para saber se a garota não estaria por perto, porém tudo que encontravam eram refugiados assustados com os gritos e funcionários do navio olhando-os com cara feia por estarem trazendo desconforto para o restante da tripulação. Para os dois revolucionários o clima de tensão apenas aumentava a cada segundo que passavam sem encontrar a companheira, principalmente quando se lembram que ele estava ao lado deles durante tanto tempo, o que poderia acabar fazendo a garota deixá-lo se aproximar.

Se já não estavam tensos o bastante, no momento que avistaram aquele homem alto e de terno se aproximando com a espada de Klaus em uma mão e o coelho de Crisbella do outro, seus corações com certeza iria parar por pelo menos um segundo, levando o frio para cada centímetro de suas espinhas. Além da espada de Klaus o sujeito também tinha uma outra presa nas costas por uma corda branca. Ele tinha cabelos escuros arrepiados, olhos castanhos, uma pequena cicatriz no queixo e além do terno ele também usava uma camisa social azul por baixo do blazer. Ao avistar a dupla, o espadachim sorriu.

- Acho que me lembro de você… Isso é seu, não é? - Perguntou o homem erguendo a espada de Klaus em sua mão direita. - Devo admitir que tem bons reflexos, eu estava mirando na menina. - Depois que ele disse isso, provavelmente tanto Klaus tanto Hisoka iriam pensar a mesma coisa.

- Você era o coelho? - Perguntou Klaus de maneira bem séria.

- É, digamos que sim… - Respondia jogando a espada em sua mão para o chão próximo do pé de seu verdadeiro dono. - Acredito que você esteja afim de retribuir essa cicatriz aí no seu peito… - Agora com a mão direita livre, o espadachim puxou a katana das suas costas e a apontou para Klaus e Hisoka.

- Devolvendo a arma para o seu oponente, quanta honra… Para um assassino que ataca pelas costas. - Respondeu Klaus enquanto abaixava para pegar sua espada. - Mas você está certo, estou morrendo de vontade de te cortar… - Depois de dizer isso, ele olhou para o arqueólogo ao seu lado de maneira séria. - Hisoka, deixe esse cara comigo, eu dou um jeito nele, vá procurar a Cris!

- Querendo uma batalha um contra um? Quanta honra… Para alguém que vai morrer. - Disse em resposta a última fala de Klaus para ele. Então ele sorriu, não se importando em deixar Hisoka sair dali caso ele fosse obedecer o pedido do seu companheiro.

Spoiler:
 




Convés



Blink e Helena eram os únicos na parte externa do navio. O breu de nuvens negras cobria o céu por completo, ocultando não só as estrelas, mas também a lua. Apesar de ter recebido a mensagem de Hisoka pelo Pidgeon, o navegador preferiu continuar em sua posição, principalmente porque com a comandante por perto, ela poderia explicar para ele de primeira mão o que deveriam fazer. No momento a capitã responsável pela embarcação havia subido no caralho (OPA) para tentar com muito esforço através de um monóculo enxergar o horizonte escuro da Grand Line.

- Não vejo nada… Nenhuma embarcação se aproxima, isso não faz sentido. - Comentou ela no topo do mastro.

- Eles podem usar alguma técnica de camuflagem para se esconder no mar, já vi embarcações usando névoa. Ou quem sabe eles já sabiam que iríamos para Berlinque... - Disse Blink para a comandante, tentando ajudá-la a entender como teriam invadido o navio e deixado uma caixa sem eles terem percebido.

- Isso não faz sentido, eles atacaram o navio do Daario que foi para uma direção diferente e ainda conseguiram voltar e nos alcançar… A única pessoa que saberia informar nossos destinos é o Karthus, mas eu não quero acreditar que ele seria capaz de uma coisa dessas, mesmo tratando-se do Governo Mundial. - Respondeu ela desistindo de olhar pelo monóculo e respirando fundo, tentando ainda encontrar uma resposta para isso.

- Confusa, Comandante? - E ao ouvirem a voz de uma terceira pessoa, Helena e Blink olharam atentos para a direção onde estava a pessoa que disse isso. Era um cara jovem de cabelos acinzentados levemente compridos, estava com ambas as mãos no bolso, vestia um terno escuro e por baixo do blazer estava trajando uma camisa vermelha. Seu rosto era iluminado apenas pela luz do Paradise Star, porém era fácil enxergar sua expressão séria. - Pela demora em nos responder nós concluímos que não está muito afim de libertá-la… Então tivemos que vir buscá-la.

Spoiler:
 

- Nós? Quantos vocês são? - Perguntou Helena sem tirar o olho do inimigo nem mesmo por um segundo.

- Não está querendo saber demais, Helena? - Respondeu ele ainda chamando-a pelo nome no final, algo que trazia uma certa intimidação ao pensar que ele sabia mais sobre ela do que o contrário. Então ele tirou a mão direita do bolso e a ergueu para cima, foi nesse momento que um raio de luz vermelha foi disparado para cima e explodiu no céu como fogos de artifício, inclusive o som era semelhante ao de um. - No momento você tem um problema maior para se preocupar… Eu. - E depois que o raio de luz vermelha explodiu no céu, outras dezenas de raios vermelhos começaram a descer em direção ao navio.

- Merda! BLINK, TENTE ACERTAR ESSAS COISAS! - Gritou ela ordenando que o atirador tentasse de alguma forma parar esse ataque inimigo, porém nem mesmo ela sabia se seria possível. Sacando sua espada, Helena estava pronta para o combate, mas antes precisaria de alguma maneira se defender dos raios que caiam em direção ao Paradise Star.

Quando o navio começou a ser atingido… O impacto das explosões fariam toda a estrutura tremer e o som da destruição faria todos a bordo saberem que a batalha havia começado.

Spoiler:
 


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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