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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySab 08 Dez 2018, 05:33



Destinos Cruzados

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#Post 7


Com o fim de sua conversa com Furry, Hisoka estava decidido que iria comunicar Helena a cerca do sequestro da realeza. A possibilidade da garota ter relação com o governo mundial traz óbices perigosos para os Revolucionários, uma vez que o Paradise Star pode ser acometido por um ataque a qualquer instante. Aliás, não apenas o Exército está em cheque, como também os refugiados resgatados. Dar-lhes uma pequena parcela de esperança com a alforria para que eles sofram um atentado logo em seguida é, no mínimo, cruel.

No até então solitário caminho de volta ao convés, Hisoka ouvia apenas o som de seus calçados reverberando os seus passos apressados contra o assoalho. O olhar cabisbaixo denotando preocupação, entretanto, foi surpreendido pela aparição de uma figura poucos metros a sua frente. Seu estômago subitamente arrefeceria, trazendo-lhe uma súbita sensação sufocante. Os olhos bruscamente abririam e a cabeça levantaria, evidenciando o espavento ao vislumbrar um indivíduo por estas localidades, majoritariamente pelo seu modo de se vestir. Droga, será que já é um agente do governo!? Tão rápido assim!? Refletiria ao engolir em seco, cessando os passos a medida que sua calma proeminente conflitava com a aflição para não deixar escapar o controle de suas emoções.

– O que está fazendo aqui? – Hisoka quebraria o agoniante silêncio afunilando o olhar, finalmente ganhando acesso à aparência do cabalístico indivíduo outrora alaparda nas penumbras do manto negro. Ao ouvir a resposta do jovem, seus batimentos cardíacos gradualmente decairiam. Sua voz morna repassava certa tranquilidade, apesar da estranheza das circunstâncias. – Não encontrará nada aqui além de tralhas e bagunça. É o porão, afinal. – Mostraria um sorriso social na expectativa de convencê-lo. Por que não me sinto completamente convicto? Pensaria o Revolucionário. Era como se houvesse um empecilho em sua consciência que o impedia de acreditar veementemente no garoto. – Os banheiros ficam no andar dos dormitórios. Acredito que já tenha sido designado um para você, não? – Ergueria as sobrancelhas na pergunta praticamente retórica, entretanto, se porventura ele ainda não detivesse um quarto, Hisoka passaria mais informações para auxiliá-lo a encontrar o cômodo correto.

Independentemente das suspeitas levantadas, o garoto havia ido embora, possuindo seus passos devidamente seguidos pelos atentos olhos de Hisoka até que delisse de sua visão. Após o momento de susto, o arqueólogo suspiraria levemente, franzindo o queixo em preocupação com a situação. Com tantos tripulantes a bordo do Paradise Star, não é difícil imaginar que ao menos um deles não seja um espião. O problema, entretanto, atinado pelo professor, está na desconfiança nos refugiados, o que pode levar Hisoka à loucura ao ver agentes do governo na face de cada ex-escravo. Além disto, sem as devidas provas, começar a acusar inocentes depravadamente não é, nem de longe, um caminho a ser seguido por um Revolucionário.

– Um passo de cada vez... – Murmuraria quase que num pensamento, voltando a caminhar em direção do convés, tornando a ter como foco o diálogo com Izzy.

A medida que saísse das dependências mais internas do navio, Hisoka começaria a se deparar com um aumento na densidade de pessoas, das quais a imensa maioria são os foragidos de Ilusia Kingdom. Ele evitaria encarar demais seus rostos, impedindo que começasse a atinar conclusões precipitadas, tal como havia pensado pouco tempo atrás. Assim, veria de relance somente seus vultos e características mais marcantes, como sexo, cor dos cabelos e, em alguns casos, adereços excêntricos. Tal como a visão, a audição estaria bastante ocupada, captando cicio oriundos de todas as direções, porém com pouca capacidade de discernimento dos assuntos tratados, exceto por aqueles que calcorreiam próximos. Dentre todas as figuras, Hisoka pescaria, de soslaio, uma figura de cabelo esverdeado. Ela passou rente ao seu corpo, talvez de modo que até se tocaram, o que permitiria que o professor escutasse seu insólito cochicho. O que? Argh, foco. Esquece. Suas pálpebras tremeriam ao ouvir as suas palavras, expressando certa confusão no entendimento de seu contexto, porém não remoeria, mantendo o trajeto até Helena.

Como esperado, a Comandante não mostrou nada além de insatisfação ao saber do sequestro da princesa. Contudo, o que Hisoka não esperava é que a raiva de Helena fosse despejada nele. Seu puxão de orelha foi literal, provocando um incômodo excruciante transmitido através de uma forte sensação de queimação no órgão, que parecia estar sendo deslocado de seu crânio. Em resposta, o professor exprimiu um semblante de dor, comprimindo os olhos junto aos demais músculos faciais enquanto buscava levar as mãos contra os dedos da comandante para afastá-los.

– Ei, ei! Não manifesta sua fúria em quem não tem nada a ver com isto. – Criticaria em entonação aborrecida, finalmente sentindo-se livre com a aproximação do companheiro de Crisbella. Ainda que sua orelha não estivesse mais sob as garras de Izzy, o incômodo era constante, enunciado em latejos pelos pulsos sanguíneos que recolonizavam os capilares após a pressão exercida.

Apesar da apropinquação do recém tripulante, Hisoka continuaria ao lado de Helena, mantendo o semblante que denotava incômodo. A mão direita iria de encontro à orelha lesionada, massageando-a cuidadosamente no intuito de apaziguar a dor. Por mais que o sofrimento captasse boa parte de sua atenção, o historiador manteria o ouvido saudável atento na conversa de ambos, assimilando uma informação que imediatamente faria com que esquecesse de sua orelha. Cabelo verde? Será que... Seu olhar estagnaria no solo assim que escutasse Klaus falando sobre uma jovem de cabelo verde, pois Hisoka sabia que havia visto alguém com esta característica há pouco. Então é ela a espiã? Será que está sozinha? Ou aquele rapaz de manto tem algo a ver com isto também? Mas espera... Ela não veio de Ilusia... Então talvez não tenha nada a ver com o sequestro da princesa, porém não podemos ficar desatentos. Integraria sua lógica junto à informação dada por Klaus para atinar que Lara não tem envolvimento com a realeza, dado que ela não é uma refugiada de Pedra Rara, e sim do local de onde Crisbella veio. De qualquer modo, isto não significa que devem baixar a  guarda, principalmente após Hisoka lembrar dos murmúrios da menina mais cedo.

– Eu olhei ela antes de vir para cá. – Comentaria alçando o olhar para Klaus, almejando ganhar sua atenção. Hisoka sabia que talvez pudesse não se tratar da mesma pessoa, uma vez que há vários tripulantes a bordo, porém seria uma enorme coincidência uma menina de cabelo verde comentar algo tão suspeito, então ele preferiu revelar a informação que tinha. – Digo, era uma menina de cabelo verde... Ela falou algo sobre dar um soco... Um soco basta... Algo assim. Para ser sincero, não liguei muito no início, mas agora que você falou isto... – Promoveria um meneio com o ombro esquerdo, desta vez movendo o olhar para Helena a espera de sua resposta. Para seu aborrecimento, entretanto, ela voltava a cutucá-lo sobre o sequestro. Em retruque, Hisoka suspiraria e viraria os olhos, porém não replicaria verbalmente, pois sabe que Helena não é asna e deve compreender que ele não teve participação no evento. – Sim, Comandante. – Responderia sem muito entusiasmo após compreender suas diretrizes, salientando o desagrado com as atitudes da Revolucionária em seu tom de voz.

No fim, Helena acabou saindo às pressas, nem ao menos permitindo que Hisoka comentasse a cerca do garoto de manto negro, nem que perguntasse se ela detinha algum livro pautado em história de antigas civilizações para que pudesse adiantar o Cubo de Ilusia. Com as palavras presas na glote e o braço esticado na direção da Comandante, o professor voltaria a suspirar, levando a mão até a nuca, onde afagaria suas madeixas enquanto ouviria as palavras de Klaus. É evidente que o arqueólogo sabia onde Helena havia ido, mas imaginava que não pudesse revelar nada sobre o sequestro de Thalassa ainda, uma vez que a própria Izzy escondeu ao máximo os informes sobre a tragédia. Assim, ele nem ao menos pestanejaria antes de respondê-lo, concomitantemente apresentando-o a mão livre para retribuir o cumprimento.

– Na verdade, não. Sou novo, então sei pouco sobre estes assuntos confidenciais, hahaha. – De olhos fechados, soltaria uma breve risada no intuito de rebuçar sua mentira em conluio com sua aparência inofensiva, agarrando-lhe a mão para um aperto suave. – Meu nome é Hisoka. Hisoka Kurayami, porém me chamam de Professor aqui. O prazer é meu, Klaus. – Diria cordialmente, desnivelando a sobrancelha numa feição jovial, buscando manter todo o contato com o jovem com um tom dotado de fleuma. Ganhar a confiança do rapaz era o principal objetivo do arqueólogo naquele instante. – Posso ajudá-lo na busca pela jovem de cabelo verde, se quiser minha companhia. – Mostraria momentaneamente a palma das mãos, como se buscasse dizer que estava com tempo livre naquele instante.

Apesar de acreditar que a menina misteriosa não tenha relação com Thalassa, Hisoka experimentaria um sentimento novo que lhe motivava a caçá-la e encontrá-la, expresso pelo cerrar de seus punhos. Esta seria a primeira vez que veria um agente do governo, se ela de fato fosse. De algum modo, imaginar a cena lhe remetia lembranças de sua mãe e todas as tormentas que ela passou por ser procurada por esta organização desprezível.

– Oh, tudo bem então. – Afunilaria as sobrancelhas, transparecendo certa insatisfação caso Klaus negasse seu pedido. Neste caso, o cumprimentaria com um meneio positivo de seu crânio e seguiria para a cozinha, onde poderia saciar sua fome. – Ótimo, vamos lá. – Movimentaria os risórios num sorriso breve na hipótese de uma resposta positiva, posteriormente seguindo Klaus em seu ritmo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

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Luizatomita
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Luizatomita

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySeg 10 Dez 2018, 19:57

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Droga! Eu estava tentando ser legal e ajudar ela… Mas parece que as coisas estão cada vez piores…. Fiquei com um pouco de pena da garota que encontrei no corredor, ela não tinha culpa da situação horrorosa da qual eu me encontrava. A sensação ruim na barriga me deixava cada vez mais fraca, pude sentir minhas bochechas mais frias e meu coração mais acelerado, talvez minha pressão tivesse subido pelo esforço de vomitar… Agarrada a privada, quase que como um velha amiga, eu sentia aos poucos meu estômago ficando um pouco mais calmo. Já não havia nada nele para expelir mesmo, assim levantei lentamente e logo fui até a pia a procura de água. Enxaguei a boca com aquela água, sentia minha garganta queimar após passar por aquilo.

Deixava as gotas de água gelada tocarem meu rosto e escorrerem pelo meu pescoço até que a figura do rapaz ruivo que trabalhava na cozinha apareceu naquele local e em cada uma de suas mãos ele trazia algo. Olhei para ele, senti meu rosto corar um pouco, não queria que alguém me visse nesse estado deplorável. Ele tinha um copo de água e um prato de curry em suas mãos, aquele cheiro estava tão bom que logo senti meu estômago roncar. Humildemente aceitei a comida e a água gelada. - Obrigada… É m-muito gentil de sua parte… - Disse a ele em um sorriso gentil e sereno enquanto dava uma colherada no curry.

Aquela colherada foi o suficiente para quase deixar uma lágrima escorrer de meu olho direito. Fiquei espantada pelo sabor maravilhoso da comida e meu sorriso de felicidade podia jurar que aquilo não era uma comida normal, esse cozinheiro, deveria ser alguma espécie de feiticeiro! Olhei para ele e depois para a porta e logo notei que o local era um banheiro masculino. - Oooooh! N-Não posso ficar aqui! - Disse de maneira sem graça antes de sair do local com a comida ea água em mãos de maneira rápida e tímida. Ao voltar ao corredor, sentei-me no chão e logo voltei a comer, e a cada colherada, sentia meu corpo ficando mais forte e mais vivo. -Vo...cê…*glup* é muito bom… Obrigada… - Dizia de boca cheia, comendo com vigor a maravilhosa comida. - Está muito booooom! Uuuuhm - Dizia com ânimo até ver a última colherada. Levei ela em minha boca, mastiguei e engoli. Logo após terminar o prato delicioso, levei a água para minha boca e bebi todo o conteúdo. Levantei do chão e logo peguei a louça suja, sem saber ao certo o que fazer com ela. Comentei com o cozinheiro a situação atual e pedi sua ajuda para encontrar Lara e de maneira positiva ele aceitou me ajudar. - O-Obrigada! Me sinto bem melhor agora… Pode? - Ofereceria a louça para ele e logo sorriria de maneira despojada. Após ele se afastar, seguiria pelo outro lado corredor, precisava achar alguma escada que me levasse ao convés, avisar Helena era importante sobre a situação atual… Avisá-la que perdi Lara de vista.

Os meus passos rápidos me levaram em direção a garota dos cabelos roxos novamente. Ela me abordou com certo entusiasmo e logo respondi:   - Desculpa por antes… Eu estava passando muito mal, na-não queria causar problemas. - Disse de maneira descontraída e logo sorri para ela, sua animação era evidente, mas precisava logo encontrar Lara.   - Pode me chamar de Cris, prazer em conhecê-la Nocha.. - Diria de maneira simpática antes de perguntar se ela havia visto Lara. A garota gentilmente aceitou me ajudar e de quebra, me ensinou alguns truques pessoais a respeito de andar e se esconder dos outros. No jogo de gato e rato, eu tinha que ser o rato mais esperto que Lara e assim, aos poucos que Nocha passava seus conhecimentos para mim, eu me distraía da missão principal, que era justamente encontrar a garota dos cabelos verdes.

Em minha distração, uma mão gelada tocou meu ombro, dando uma sensação de arrepio passar por todo meu corpo, pelo primeiro momento pensei que seria Klaus pela finura dos dedos.   - Kla...us?.. - A pergunta morreia ao ver os cabelos finos e esverdeados de Lara. Senti os dedos dela agarrando-me como se quisessem tirar um pedaço de meu corpo fora, seus olhos branco e sua voz bizarra fizeram meus olhos se arregalarem em um tamanho susto.   - La-la-la-la-Lara??? - Daria um passo para trás enquanto a garota começava a falar algumas frases estranhas com aquela voz. Aos poucos ela avançava sobre mim, levando seus dedos ao meu pescoço.

Sabia que ela não conseguiria me estrangular, não com apenas uma mão. Assim deixei que ela falasse, enquanto não tivesse as duas mãos sobre meu pescoço, estava segura de mim. ’’ - Sol ilumina o dragão…? Estrela? Chuva? - ‘’ Pensei comigo mesma enquanto ouvia as palavras da garota, que foram cessadas pela mão firme de Nocha. Respirei fundo quando Lara foi ao chão, puxando o ar para meus pulmões.

Aquilo era aterrorizante… Era como se ela tivesse sido possuída por algum fantasma, algo assim. Levei minha mão direita em direção ao meu coração. Repetiria as palavras ditas para guardas elas comigo, já que não tinha meu caderno e minha mochila por perto. - A falsa ovelha traz um número ao rebanho!... As escolhas erradas derramarão sangue. Enquanto o sol ilumina o...o que mesmo? a chuva vermelha cai sobre a estrela… - As palavras que eu lembrava eu repetia baixinho para não esquecer, embora eu não lembrasse de tudo… Afinal eu estava assustada demais para prestar tanta atenção assim.
Olharia para Nocha e agradeceria a ela com um sorriso. - Obrigada… Não sabia que era tão forte…- Diria antes de ouvir a história da garota e seu relacionamento com o trabalho escravo. -  Acho que devíamos levá-la para o nosso quarto, ela pode acordar a qualquer momento e não sabemos do que ela é capaz. Me ajude aqui. - Pegaria um dos lados do corpo da garota, levantando-a. Eu não sabia a onde era a enfermaria, aquele navio era um labirinto, assim ir para a onde eu sabia ir era o mais sensato a se fazer, em minha mente, é claro.

Iria andar devagar até o quarto de número 4 novamente. Recebendo a ajuda de Nocha, ou não, carregaria Lara até o local, abriria a porta e deitaria seu corpo na beliche de baixo que era dela. - Pegue aqueles lençóis, vamos amarrá-la. As duas pernas e os dois braços, em um formato de X, assim ela não vai poder se soltar. - Diria de maneira confiante antes de buscar os lençóis da outra beliche e amarrar aos pulsos de Lara, prendendo cada ponta do lençol em uma parte do beliche, impedindo que Lara se movimenta-se demais para sair dali. Olharia a cabeça da garota, a onde ela havia levado um soco. Se tivesse sangue ali, enfaixava a mesma para parar o sangramento. Minha feição era de preocupação, tanto com Lara quanto a todos dali. Se ela fosse uma espiã, talvez seu destino fosse pior que a morte…

Se a outra menina que ficaria no quarto estivesse por ali, pediria a ela de maneira gentil para ajudar a mim e a Nocha. - D-Desculpe incomodar, mas você pode nos ajudar? Ela está ferida e agindo estranho, precisamos que chame a comandante Helena ou o comandante Jovi para cá, é urgente! - Pegaria nas mãos da garota, pedindo quase que como uma súplica pela ajuda dela, meus olhos brilhantes e meu rosto bonito a encarariam até que ela aceitasse, se não fosse o caso, agradeceria. - T-Tudo bem… Desculpe incomoda-lá. - Me voltaria a Nocha antes de pegar minha mochila, escreveria em meu diário as palavras ditas por Lara, pelo menos as coisas que eu me lembrava.

- E-Eu não sei o que ela quis dizer com isso… Mas de todo fato, não parece algo bom... - Passaria minha mão direita sobre meu pescoço, estava dolorido e vermelho, marcado pela violência sofrida. Faria uma careta de dor ao sentir dor ali… Talvez eu tenha dado um mau jeito nele quando fui jogada na parede. Minhas costas também doiam. ’’- Que inferno, pareço saco de pancada… - ‘’Pensei antes de observar Lara. - Eu fico de olho nela, desta vez ela não vai escapar! - Diria de maneira confiante para Nocha. - Encontre Jovi ou Helena… Ou até mesmo Klaus, um rapaz de cabelos brancos e olhos azuis.. Tem cara de mau assim. - Tentaria imitar o rosto de meu companheiro para ela antes de sentar ao lado de Lara e esperar ela acordar.

Se algum dos superiores viesse até nós, ou mesmo algum aliado conhecido, contaria a eles o ocorrido e mostraria as palavras ditas por Lara a mim, de maneira pensativa diria. - Eu não sei o que significa… O estado dela era muito estranho, como se tivesse algo dentro dela, falando por ela…Não era a Lara! - Minha voz firme tinha dentro de si um pouco de temor ao lembrar da maneira estranha da garota.



-x-

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SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptyTer 11 Dez 2018, 17:29



O coelho



---/Crisbella/---



Depois de saborear o curry de Shizuo, o cozinheiro do navio, Crisbella devolveu a tigela e o copo para o ruivo e deixou que ele os levasse de volta para a cozinha, momento este onde os dois acabaram se separando. Pepper se propôs a ajudar na procura de Lara, mas Cris não poderia depender apenas dele se quisesse encontrar a garota desaparecida, portanto agora com boa parte das suas energias revigoradas, a revolucionária poderia dar início a sua busca pela jovem de cabelos verdes. Foi durante sua caminhada pelo navio que Bella acabou se reencontrando com Nocha, a mulher ao qual esbarrou alguns minutos atrás quando saiu enjoada de dentro do seu quarto. As duas pareceram se enturmar rapidamente, inclusive Nocha se mostrou disposta a ajudar Crisbella na sua procura, se voluntariando até a ajudá-la na arte da furtividade, algo que gastava alguns minutos a mais do tempo da revolucionária, mas que no final valeriam a pena.

A grande surpresa veio quando aquela que estava sendo procurada apareceu agarrando Crisbella por trás e proferindo palavras estranhas com uma voz distorcida e os olhos esbranquiçados, trazendo a bizarra impressão de que ela estava naquele momento sendo possuída. Lara não era detentora de uma força muito grande, o que deixava Cris um pouco mais despreocupada com a maneira em que era agarrada, porém Nocha não viu isso dessa forma e atacou Lara com um forte soco que a fez cair inconsciente no chão logo em seguida. Depois de ter ouvido aquelas frases esquisitas que pareciam não fazer nenhum sentido com a realidade, Bella tentou repetir tudo que lembrava para memorizar com mais facilidade, considerando que talvez fosse importante saber disso uma outra hora.

- Levá-la para o nosso quarto? Essa doida tem que ser levada para bem longe daqui! Não tem nenhuma prisão nesse navio enorme? - Questionou ela parecendo não concordar muito com a ideia de levar uma pessoa perigosa para o lugar onde irá dormir.

Mesmo um pouco incomodada com a sugestão de Cris, Nocha ajudou-a a carregar Lara pelos corredores, cada uma segurando a garota por um lado de seu corpo. Como o dormitório era um dos poucos cômodos que a novata a bordo sabia onde ficava, inclusive Nocha não parecia saber muito mais do que ela, as duas acabavam levando a jovem inconsciente para o quarto de número quatro mesmo. Chegando lá, a quarta pessoa que dormiria ali ainda não havia dado sinal de que havia aparecido, portanto a primeira coisa que fariam era colocar o corpo de Lara na parte de baixo de um dos beliches e buscar maneiras de amarrá-la com na cama usando vários lençóis. Assim que terminaram de prendê-la e se certificaram de que estava bem firme, Cris usaria dos seus conhecimentos em primeiros socorros para tratar a pequena ferida que se abriu na cabeça da ex-escrava.

- Você ainda lembra o que ela disse? - Perguntou Nocha ao ver Crisbella buscando em sua mochila o diário onde iria começar a escrever aquilo que Lara disse anteriormente. Com a adrenalina ainda percorrendo suas veias, a mente genial da revolucionária era capaz de lembrar praticamente tudo que foi dito naquele momento, talvez tendo algumas trocas de palavras aqui e ali, mas no geral já era um trabalho fantástico que deixava Nocha boquiaberta. - Incrível! Eu mal lembrava da primeira frase! - Logo depois, Cris pediria para a colega de quarto procurar por Helena, Jovi ou Klaus, sendo que para esse último ela fazia a simulação de como seria a sua expressão facial, o que fazia Nocha dar uma risada breve. - Ok, tentarei encontrá-los… Mas se eu demorar pode significar que eu me perdi.

Após concordar em procurar pelos superiores ou Klaus, Nocha se retirou do quarto deixando Crisbella e Lara novamente a sós, só que dessa vez a jovem de cabelos verdes estava não só inconsciente, mas também completamente amarrada em sua cama por lençóis. Agora que tudo que tinha para fazer era ficar ali esperando, Cris poderia voltar sua atenção para outras coisas do quarto, inclusive as suas próprias coisas, então é bem provável que acabasse notando bem rápido o sumiço do seu coelho de pelúcia. Se viesse a tentar procurá-lo dentro do quarto, debaixo ou dentro dos móveis, Bella infelizmente não teria nenhum resultado positivo, porém se fosse até a porta e olhasse para o corredor, ela conseguiria vê-lo vindo na sua direção sendo transportado por um homem desconhecido.

Como precisava ficar de olho em Lara, Cris não poderia andar pelo navio procurando pelo seu coelho, mas pelo visto a sorte o trazia de volta, seja lá o que possa ter acontecido para ele ter sido levado para fora do seu quarto. O rapaz que o carregava era relativamente jovem, usava uma touca que ocultava seu corte de cabelo, mas pela cor escura de suas sobrancelhas dava para saber ao menos a cor, usava vestes de baixa qualidade, rasgadas e sujas como era de costume entre os refugiados a bordo que ainda não tiveram oportunidade de adquirir roupas melhores, outra característica notável em sua aparência eram as mãos e pulsos enfaixados, provavelmente por conta dos calos e outros machucados provocados pela mineração exagerada. Mesmo que Bella prefira não chamar pelo homem para pedir de volta a sua pelúcia, ele assim que passasse em frente a sua porta e notasse a sua presença, pararia ali diante dela e então diria:

- Oh, esse coelho é seu? Desculpa, achei ele jogado no chão, imaginei que alguém poderia tê-lo deixado cair. - Explicava devolvendo o item para a dona e sorrindo de maneira simpática. - É um prazer conhecê-la, pode me chamar de Sam. - E então estenderia a mão direita enfaixada para Crisbella lhe conceder um cumprimento, feito isso ele também faria uma breve reverência como um agradecimento ainda mais formal. - A senhorita gostaria de sair comigo para uma caminhada pelo navio? Preciso conhecê-lo e você parece ser alguém que já é “da casa”. - Pediria ele com seu jeito educado, porém, como Crisbella tem uma garota amarrada em uma das camas do seu quarto, ela provavelmente iria negar tal pedido, afinal, era um assunto muito mais importante do que ajudar um desconhecido a conhecer o Paradise Star.


---/Hisoka/---



Apesar das suspeitas em cima do misterioso garoto encapuzado, Hisoka seguiu um caminho diferente do dele, que continuou caminhando sozinho após ter as instruções de onde ficava o banheiro, não dando muita conversa para ser debatida com o arqueólogo. Com tantos desconhecidos pelo navio, era difícil para o professor não imaginar qualquer um deles como um agente infiltrado para resgatar a princesa, mas sem provas para acusar qualquer um deles, não havia nada que o revolucionário pudesse fazer no momento a não ser ignorá-los e priorizar o que estava indo fazer.

Não foi difícil encontrar Helena na parte externa do navio e contar para ela o que estava acontecendo, difícil foi lidar com a reação dela e se não fosse a chegada de um garoto desconhecido - provavelmente um novo revolucionário do navio de Daario, - Hisoka teria sofrido bem mais do que apenas um puxão de orelha. Aparentemente o que o espadachim veio dizer à Helena também tinha alguma relação com um possível espião infiltrado, o que é bastante conveniente e não pode ser mera coincidência.

Quando foi mencionado a suspeita sobre a garota de cabelos verdes, o professor acabaria lembrando de ter visto alguém com essa característica andando pelo navio, porém seu pensamento ia um pouco mais além ao associar que talvez ela não tivesse relação com a princesa de Ilusia, afinal ela veio de um outro mar, como poderia ter realmente uma ligação com o caso? A não ser que ela esteja atuando em um grupo maior e assim como os navios revolucionários se encontraram, ela também acabou se encontrando com seus companheiros.

De qualquer forma era melhor não ignorar isso e ir verificar, por isso a própria comandante deixou para eles o trabalho de fazer isso enquanto ela cuidava de um assunto um pouco mais delicado e importante. Depois que Helena se afastava da dupla, ambos se cumprimentavam e faziam as devidas apresentações, inclusive quando Hisoka mencionava seu codinome de “Professor”, Klaus arqueava uma das sobrancelhas e o encarava por um certo tempo, fitando-o do pé à cabeça.

- Não parece ter idade para ser chamado desse jeito… - Diria o garoto que apesar de ter praticamente a mesma altura que Hisoka tinha traços bem mais joviais em sua face do que o professor, só que ainda assim não era uma diferença significativa para dar a impressão que o historiador era muito mais velho. - E novamente esses apelidos… Então é verdade que todos aqui possuem um? - Independente da resposta, logo depois a conversa continuaria para onde ela realmente deve ir. - Ok, venha comigo. Você disse que viu uma garota de cabelos verdes andando sozinha por aí, certo? …Isso me incomoda, quando vim para cá Bella disse que ia ficar de olho nela, então algo pode ter acontecido, antes de mais nada precisamos ir até o quarto delas.

Dito isso, Hisoka e Klaus já teriam o caminho deles definido, ir até o quarto de Crisbella e Lara para verificar se elas ainda estariam lá, algo que não levava muito tempo para ser feito, por isso assim que chegaram ao cômodo se depararam com ele completamente vazio, apesar das coisas da revolucionária ainda estarem em cima da cama dela, no caso sua mochila e seu coelho. Intrigado com o sumiço da companheira, Klaus olhava atentamente para o chão e depois para os corredores para ver se não avistava nada que pudesse dar uma pista do que aconteceu, porém não encontraria nada.

- Talvez a Lara tenha fugido, pelo menos é o que eu espero… De qualquer forma isso não está me cheirando bem. - Diria ele, que apesar de preocupado, não estava tão desesperado assim, afinal não tinha sangue no local ou qualquer sinal de briga. Por mais que os dois ficassem ali esperando algum sinal de que Lara ou Cris fossem aparecer, isso não aconteceria tão cedo, portanto a melhor decisão para o momento seria os dois continuarem procurando por elas nos corredores do navio. - É melhor continuarmos procurando, acho que elas não vão voltar… Pelo menos não por agora.

Apesar da caminhada pelo Paradise Star ter sido ótima para Klaus conhecer a embarcação, ela não trouxe qualquer resultado para a investigação da dupla, seja para encontrar Crisbella, Lara ou alguma outra pista de que há entre eles um espião, tudo ao redor deles parecia acontecer como se fosse um dia normal na vida de todos os tripulantes. Somente quando decidiram voltar ao quarto para ver se alguma das meninas teria aparecido é que eles foram encontrar Cris conversando com um dos ex-trabalhadores de Pedra Rara que estavam ali refugiados. Com a chegada dos dois revolucionários, o rapaz se mostrou um pouco desconfortável e parou de falar com a garota, apesar de não terem conseguido ouvir a conversa, minutos antes ele estava convidando Bella para uma espécie de encontro, então ele provavelmente estava constrangido com a situação.

- Boa tarde, senhores. - Cumprimentou ele acenando com a cabeça. Hisoka com certeza já teria o visto antes pelo menos uma vez, pois diferente de Klaus e Crisbella, o professor já andou por esse navio mais vezes desde a chegada dos escravos libertados. Sem muito mais o que fazer ali, ele acenou para a garota também e então partiu às pressas para não ser julgado pelos revolucionários. - Até mais, senhorita, foi um prazer.

- Enfim… O que aconteceu? Por acaso a Lara saiu correndo de você? - Perguntou Klaus ignorando a saída de cena de Sam e seguindo por conta própria para o interior do quarto quatro, onde lá se depararia com a garota de cabelos verdes amarrada em uma das camas. - Ok, Bella... Acho que você vai ter uma boa história para nos contar...


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySeg 17 Dez 2018, 19:57

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Toda aquela situação era muito estranha para mim. Amarrar uma aliada a cama daquela forma era meio desconfortável, mas eu não podia correr o risco dela escapar. Nocha parecia muito impressionada com minha capacidade de decoração, o que para mim era algo comum, a facilidade em decorar coisas,lembrar de algo que li ou ouvi era grande… Talvez o cérebro bom seja uma compensação pelos meus músculos não tão fortes como eu gostaria que eles fossem.

Sorri de canto para ela quando a garota aceitou procurar ajuda. Teria de esperar, infelizmente eu não tinha poder o suficiente e conhecimento para saber o que estava acontecendo com Lara. Suspirei baixinho, passei a mão sobre meu rosto, enxugando o suor de minha face. Tudo aquilo me deixava pensativa. O que seria as frases que ela falou? Algum tipo de magia? Previsões do futuro? Já havia ouvido falar de pessoas que tinham o dom de ver o futuro, adivinhos e médiuns, mas se Lara fosse uma, o que significava suas palavras? A única coisa que vinha em minha mente era, perigo.

Não demorou muito para que eu fosse até a porta checar se havia algum sinal de Nocha, e para minha infelicidade, vi meu pequeno coelho nas mãos de uma pessoa desconhecida. - Sr. Bigodes! - Exclamei enquanto o homem andava em minha direção. Olhei para ele com ar preocupado, meu coelhinho frágil e sapeca havia caído nas mãos de outro rapaz… Começo a desconfiar que seja uma coelha!! - M-Mas como, ele estava em minha bolsa… - Pegava o coelho das mãos do rapaz, dando uma leve conferida nele, se estivesse rasgado em algum lugar ou mesmo sujo. Olhei para ele, notei seu jeito humilde de se vestir e a aparência rústica e bruta, era um rapaz trabalhador, suas faixas podiam indicar que trabalhava com o pesado… - Me cha-chamo Cris, prazer em conhecê-lo Sam. O-Obrigada por cuidar do Sr. Bigodes, ele é muito travesso e as vezes some sem eu saber… Coelho mau! - Diria para a pelúcia antes de abraçá-lo com um sorriso um tanto infantil no rosto. Cheiraria o brinquedo de leve, esperava que o cheiro de casa ainda estivesse ali.
Fecharia a porta do quarto discretamente com minha mão livre antes de voltar meus olhos para o rapaz novamente. Seria aquilo um...Encontro? Senti minhas bochechas corarem e ficarem mais quentes. - E-Eu? Eu não sou daqui... Que-Quero dizer, eu era do outro navio, eu mesma não conheço esse lugar muito bem… - Diria com vergonha, dando pequenas reboladas no quadril e apertando a pelúcia bem forte e logo não demorou para eu avistar Klaus e… Hosoka? Acho que esse era o nome.

- Klaus!! - Correria na direção do rapaz e o abraçaria, procurando aconchego e segurança em seus braços. Talvez ele ficasse tímido e Sam envergonhado após tal cena fofinha. Após o abraço, olharia para Sam e me despediria dele com um sorriso e um aceno positivo com a cabeça. Meus olhos se voltariam a Klaus e logo sentiria as lágrimas formando em meus olhos. - PoOooOOrquEeEee demorou tAaaAaanto…. - Diria em um choro um tanto infantil. Suspirava entre um soluço e outro em meio aquele choro sentimental. Aos poucos começamos a entrar no quarto e quando Klaus viu Lara, me questionou sobre tudo.

Eu queria falar pra ele do ocorrido, mas estava muito emocionada ao vê-lo. Aquele dia estava sendo horrível, deixei Rebecca para trás com Leo e Daario, passei mal, DUAS vezes no mesmo dia, vomitei até minhas tripas… E de quebra tive que lidar com gente sem noção de espaço pessoal… Não estava muito agradável e felizmente ou infelizmente, Klaus era meu único porto seguro em meio a aquele vasto oceano.

- E-E-Eu estava com ela, -ma-ma-mas ela saiu correndo do quarto, eu passei ma-aml e o co-cozinheiro veio me ajudar,ele me deu comida, eu melhorei, daí ele foi embora e ai encontrei a colega de quarto… Não não não não, ela veio antes… - Minha cabeça estava meio confusa e estar perto de Klaus e His só me deixava mais constrangida. Respiraria fundo caso os meninos questionassem ou me acalmassem e assim contartia todo o ocorrido a eles, tentando manter o máximo de calma possível. Se me perguntassem da veracidade de minhas palavras, mostraria meus pescoço marcado a eles junto as minhas anotações sobre a garota. - Ela falou essas coisas para mim… Mas não sei o que significa… A-Alguma idéia Pro-professor? - Perguntaria a Hisoka enquanto lhe mostrava meu caderno com as frases ditas por Lara.

Se a garota acordasse, iria na direção dela, tentar acalmá-la. - Hey está tudo bem, não se mova muito, você está machucada. - Se ela perguntasse o que havia acontecido, ficaria quieta e só contaria a ela caso Klaus e o Professor concordassem, alisaria os meus fios de cabelo delicadamente e contaria a ela o ocorrido.


-x-

Histórico:
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NEW FRIEND
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptyTer 18 Dez 2018, 06:06



Destinos Cruzados

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#Post 8


As recentes vicissitudes fizeram Hisoka se deparar com Klaus, um dos novos Revolucionários que vieram da embarcação que atracou no farol junto ao Paradise Star. De início, o arqueólogo notaria que o rapaz tem um comportamento bem ocluso com requintes de prepotência. Apesar desta idiossincrasia que dificulta o convívio, o professor é dotado de uma calmaria bem marcante, feitio que o agracia com certa facilidade em laborar com o rapaz. Ter seu corpo mirado de pé à cabeça pelo olhar acentuado de Klaus faria Hisoka acentuar as sobrancelhas, meneio que teria um breve sorriso adscrito após ouvir o comentário do garoto.

– Bem, não necessariamente os mais novos tem menor intelecto. – Retrucaria com pouca incisividade, mantendo o tom fleumático de praxe em conluio com um semblante esclarecedor. Hisoka não gostava de passar uma má impressão e com Klaus não seria diferente. Ainda que o comentário do rapaz fosse invectivo, o arqueólogo buscaria responder à altura, mas sem hostilidade explícita. – Sim, é verdade. Como somos Revolucionários e, para o governo mundial, fora da "lei", manter nossa identidade segura garante muito de nossa segurança como um todo. – Hisoka faria questão de explicar à Klaus o motivo por trás dos apelidos, uma vez que estava começando a pensar que o rapaz acreditava que os codinomes faziam parte de uma espécie de brincadeira infantil. Além disto, assim que citasse a palavra lei, o historiador elevaria os braços até a altura do tronco, enaltecendo as aspas com um trejeito efetuado com os dedos indicador e médio de ambas as mãos. Ele fez isso, pois presume que a lei do governo mundial é antiética e imoral, tampouco podendo ser levada a sério e como padrão correto. Assim, Hisoka não crê que os Revolucionários são fora da lei, pois a lei do governo mundial, em si, é errada. – Geralmente o apelido é uma referência a alguma característica marcante do Revolucionário. A medida que formos te conhecendo melhor, provavelmente surgirá um para você. Eu sou um ex-professor de história, por exemplo. – Explicaria à Klaus enquanto gesticularia com suas mãos. Assim que comentasse o motivo por trás de seu apelido, ergueria as sobrancelhas buscando ressaltar a obviedade atrás dele, mostrando que não existe complexidade na construção do codinome.

O breve comentário também faria Hisoka lembrar da vida que ele detinha há alguns meses atrás. A calmaria que prevalecia em Las Camp, atuando rotineiramente como um simples professor de história. Seus dias, até então, perfeitamente normais até que encontrou Furry, o meio-mink que o recrutou para o Exército Revolucionário. Inclusive, é provável que a desculpa que o arqueólogo deu para Yasuhiro já tenha sido tombada, pois alguma imagem sua já deve estar circulando pelo West Blue após os acontecimentos em Ilusia Kingdom. Estes pensamentos, todavia, seriam silenciados assim que Klaus voltasse a falar sobre a garota de cabelo verde e sua relação com Crisbella. O olhar vago de Hisoka, então, seria focado no rapaz de madeixas albinas, assentindo ao fim de seu comentário com um meneio positivo de sua cabeça.

– Bem, ela realmente estava estranha... Me pergunto se a pessoa quem ela se referia nas palavras era Crisbella... – De olhar baixo e com a mão esquerda apoiada no mento, Hisoka transparecia certa preocupação, pois a menina misteriosa havia mencionado a intenção de socar alguém. Como ele não conhece Crisbella, acabaria julgando-a pela sua aparência inofensiva que denota certa fragilidade, o que corrobora o seu receio. – Vamos lá. – Comentaria rapidamente, concordando em iniciar a busca pelo quarto de Cris.

Chegando lá, Hisoka e Klaus observariam o cômodo completamente vazio. Numa vistoria minuciosa, Hisoka notaria que os utensílios de Cris ainda estavam no local, como sua mochila e coelho de pelúcia. Também não havia sinais aparentes de combate, o que serviria para deixar o arqueólogo mais tranquilo. Parece que nada demais aconteceu e ela simplesmente saiu por hora. Atinaria o professor. Klaus, por sua vez, estava um pouco mais inquieto, como se farejasse certos imbróglios nos nuances da circunstância.

– É, parece que sim. Vamos dar uma volta, então. – Daria de ombros em resposta ao comentário de Klaus. De certa forma, Hisoka compreendia que ele não estava errado, afinal, eles perderiam bastante tempo esperando o retorno de Crisbella, pois não sabiam ao certo quando ela voltaria. Destarte, seria bem mais eficiente se continuassem a procura pelo navio e, com sorte, se esbarrarem durante a busca.

Uma vez que Klaus desconhece as dependências do Paradise Star, Hisoka tomaria as rédeas da inspeção, guiando o rapaz dentre os vários andares e inúmeros compartimentos da embarcação, sempre que possível elucidando suas dúvidas e relatando os aposentos que se deparavam no caminho. Entretanto, infelizmente eles não acharam nem Crisbella, nem a garota de cabelo verde no fim da expedição, restando o retorno até o quarto da Revolucionária para que a esperassem. Seja por sorte, ou porque realmente demoraram muito na jornada pelo navio, a dupla encontrou a ruiva em frente ao seu quarto. Ela, no entanto, não estava sozinha, mas acompanhada por um homem que, pelas suas roupas, Hisoka deduziria que se tratava de um refugiado.

– Boa tarde. – Retribuiria o cumprimento do homem, acrescendo um meneio com o crânio.

De início, Hisoka não se importava com sua presença, nem com o que ele estava conversando com Crisbella, pois estava com os pensamentos voltados na menina misteriosa. Entretanto, o fato de Crisbella correr até Klaus e abraçá-lo como se não o visse há meses o inquietou. Será que ele planejava fazer algo com Crisbella? Pensaria enquanto volutearia o pescoço para ver o refugiado por cima do ombro. A essa altura ele já estava relativamente distante, permitindo que Hisoka vislumbrasse somente suas costas. Contudo, talvez o arqueólogo apenas esteja pensando longe e Crisbella e Klaus namorem, o que explicaria tamanho afeto. Todavia, antes que pudesse indagá-los sobre isto, o garoto severo tomou a frente e levantou o questionamento sobre Lara, a garota de cabelo verde. Sem nem ao menos receber uma resposta, Klaus abriu a porta do cômodo, revelando a menina amarrada e desacordada numa cama. Imediatamente Hisoka ampliaria a abertura ocular e alçaria as sobrancelhas. Sério isto? Quantas prisioneiras estamos mantendo afinal? Comentaria em sua mente, referenciando o fato de já manterem a princesa de Ilusia Kingdom no porão. Aflita, Crisbella atropelava as palavras em sua tentativa de explicação, inclusive apontando acontecimentos que não eram relevantes naquele instante. Na tentativa de acalmá-la, Hisoka chamaria sua atenção:

– Ei, calme. – Levaria sua mão esquerda até o ombro da Revolucionária enquanto manteria a direita aberta em frente de seu corpo, indicando que ela parasse de falar por enquanto. Pouco a pouco e com suavidade, a guiaria em direção do interior do quarto. Assim que Klaus também adentrasse, Hisoka fecharia a porta, retornando seu foco para Cris, novamente acalentando seu ombro. – Estamos aqui. Está tudo bem... Respire fundo, vamos. – Inspiraria fortemente, enchendo os pulmões de ar atmosférico, designando que ela fizesse o mesmo. Assim que ela reproduzisse a ação, expiraria paulatinamente, permitindo que o ar quente exaurisse dentre seus lábios. A todo instante, Hisoka fitaria os olhos da menina, almejando cativá-la com seu temperamento calmo.

Durante os momentos que passou com os olhos fixos em Crisbella, o arqueólogo notaria as equimoses ao redor de seu pescoço. Uma vez que não tem conhecimento médico, não saberia inferir se eram recentes pela coloração, tampouco que tipo de agressão teria motivado o trauma, mas ao menos seria capaz de compreender que, de algum modo, Cris se machucou, o que seria ratificado no relato da moça.

– Ela está estranha desde que a vi no convés algumas horas atrás. Ela falava de socar alguém. Que tudo acabaria com um soco. Felizmente está tudo bem. – Hisoka relembraria algumas das falas ditas por Lara no instante que se deparou com ela, comentando-as com Crisbella. Durante sua articulação, o arqueólogo trocava o foco de sua vista entre a menina de cabelo verde e a Revolucionária, mantendo a glabela crispada em detrimento da atmosfera cabalística. Aliás, o clima ficaria ainda mais sibilino no instante que Cris o apresentasse uma caderneta com algumas anotações. A falsa ovelha traz um número par ao rebanho. As escolhas erradas derramarão sangue inocente. Enquanto o sol ilumina o dragão, a chuva vermelha cai sobre a estrela e a tempestade. Mais um enigma para a lista, então? A priori, Hisoka não conseguia chegar em nenhuma conclusão concreta, principalmente porque as frases pareciam extremamente poéticas. – Estes termos provavelmente estão utilizados em linguagem conotativa. Digo, se isto é realmente verídico, não esperem por dragões verdadeiros ou pingos de chuva rubros. Talvez o dragão represente alguém. Alguma pessoa importante. Quanto a esta chuva vermelha, é possível que retrate um banho de sangue. – Com o auxílio de suas perícias em Criptografia e Lógica, Hisoka buscava elucidar, ao máximo, os pormenores dentre os trechos, captando as informações na medida do possível para a construção de uma ilação sólida. Suas unhas coçariam sua barba por fazer na bochecha e os lábios franziriam enquanto articularia sua fala, mantendo o olhar fixo no caderno ao invés de passear com os olhos entre os demais Revolucionários, denotando certa concentração na análise. Em seguida, Hisoka passaria um tempo em silêncio, pressionando o polegar entre os dentes a medida que tentava assimilar um pouco mais da mensagem que o enigma trazia, voltando a concluir após umedecer os lábios com a língua. – Esta falsa ovelha aqui... – Apontaria a região em que há a citação no papel. – Talvez relate um espião, como pensávamos. Ovelhas são comumente descritas como frágeis, o que figuradamente representaria os refugiados... Então seria um falso refugiado, compreendem? – Pela primeira vez levantaria a cabeça, fitando ambos e balançando a cabeça positivamente na expectativa que estivessem entendendo a decifração. – Traz um número par... Talvez outros dois soldados...? – Hisoka arfaria e negativaria com a cabeça, como se não confiasse na própria conclusão. – Nem tudo está claro... Existem certas partes que são bem ambíguas. – No átimo que explicava à ambos a dificuldade na compreensão do enigma, Hisoka passaria os olhos num segmento que lhe chamaria a atenção. As escolhas erradas derramarão sangue inocente. Talvez estivesse sendo extremamente parcial, mas o professor detinha quase plena certeza que este fragmento se referia ao sequestro de Thalassa, dado que ele certamente foi uma escolha muito errada. Para manter em segredo o cativeiro da realeza, ele não comentaria este trecho, pulando para o último.– Hum... Talvez uma escolha que precisemos fazer no futuro. Não sei. – Diria Hisoka na possibilidade de Klaus ou Cris o indagarem, oscilando em negação com o crânio e projetando o lábio inferior sobre o superior, como se não soubesse de nada, prosseguindo com o restante.

Droga... Droga... Engoliria em seco assim que os olhos captassem mais uma vez o segmento a seguir. Suas pupilas dilatariam ao ler a palavra dragão. Ele estava certo em sua primeira análise, mas apenas ao lembrar de Thalassa que sua mente aflorou, praticamente criando uma rede que entrelaçava todas as sentenças do enigma. O dragão realmente representa uma pessoa importante, mas não é qualquer pessoa importante. É difícil para alguém comum entender a seriedade da situação, mas acredito que um grande historiador como você deva se lembrar muito bem desse incidente, quantas aulas já não deve ter dado sobre isso, não é? Sobre esse famoso navio de Tenryuubitos… As palavras de Rin ecoariam em seu hipocampo e, por um breve momento, Hisoka se veria naquele porão ao lado do meio-mink e a frente de Thalassa, tal como estava há algumas horas. Tenryuubito. Dragão Celestial. O professor desabaria os cotovelos sobre a mobília mais próxima, segurando o crânio pela testa com o auxílio do carpo de ambas as mãos. Com os olhos fechados, respiraria profundamente na expectativa de, com seu temperamento calmo e lógica, garantir a sanidade para entender que nem tudo estava perdido. Ao menos ainda. Calma, calma... Respire fundo. Há uma saída em tudo, apenas pense. É sua maior arma. Ironicamente, a mesma pessoa que estava auxiliando Crisbella há pouco parecia precisar das mesmas palavras para sopitar.

– Que... Que horas são? – Ainda na mesma posição, Hisoka perguntaria com o tom de voz alquebrado. Ao perceber a fraca entonação, retiraria o pigarro da garganta em seguida, retrucando caso fosse questionado pelo motivo da pergunta. – Não é nada demais, acho que perdi a noção do tempo depois de passar tanto tempo rodando pelo navio. – Com um pouco mais de calma, Hisoka ergueria a cabeça e sorriria levemente para àquele que o questionasse, buscando apaziguá-lo se necessário.

Havia muitas características em seu feitio que Hisoka deveria agradecer, mas sua serenidade é certamente uma das que mais merecem aplausos. Talvez se fosse outra pessoa, mesmo com o intelecto tão avantajado quanto, o desespero já tivesse o engolido vivo. Travaria e seria incapaz de raciocinar em possíveis soluções, tampouco ter outras compreensões do enigma. Além disto, seu semblante fleumático é responsável por não explanar esta inquietação extra para Klaus e Crisbella. É provável que, para ambos, Hisoka esteja somente preocupado com as informações que ele deu a cerca do enigma até então, e não com toda a história aterrorizante por trás.

Tudo bem, vamos por partes. Partindo do pressuposto que este enigma fale de Thalassa, preciso levar em conta que a falsa ovelha também possa ser ela. Vieram dois espiões recuperá-la? Lara é uma delas? Então há apenas mais um solto? Pensativo, acabaria vindo à tona a imagem do encapuzado que Hisoka encontrou próximo do porão. Enquanto o sol ilumina ela... Isto acontecerá num período entre 6 da manhã e 6 da tarde, então... Friccionando os molares uns contra os outros, Hisoka mostraria uma imersão profunda em sua ruminação, de forma que ignoraria completamente quaisquer comentários ou perguntas oriundas de seus companheiros naquele momento. Resta entender o que significa a estrela e a tempestade... Não faz sentido que estrela represente a noite, pois haverá sol... Mas tempestade pode significar chuva... Teremos de ficar atentos com estas duas informações. Sol e tempestade. Com uma lapiseira, Hisoka traçaria dois círculos imperfeitos ao redor destas duas palavras. O fizera com tanta velocidade, que o som marcante do atrito do carbono seria bem expressivo.

– Desculpem, estava pensando um pouco. – Hisoka se desculparia com Klaus e Crisbella, uma vez que pode não ter respondido um deles. Em seguida, suspiraria e passaria os dedos sinistros entre as madeixas negras, retirando as mechas que porventura estivessem sobre o rosto, colocando-as para a parte de trás da cabeça. – Bem, podemos ter espiões entre os refugiados, mas vamos focar naqueles que temos certeza da suspeição. Evidentemente, Lara é uma de nossas principais suspeitas. Vamos mantê-la sob nosso sigilo. Podemos revezar quem ficará cuidando dela aqui. Obviamente as duas outras pessoas que moram com você não mais morarão. Eu posso cuidar disto. – O arqueólogo faria uma breve pausa, estalando a língua no céu da boca ao lembrar que a responsável pela triagem dos quartos é Fennik. Droga, terei de falar com ela... Coçaria a sobrancelha com esgar. – Também fiquem atentos com àqueles que queiram se comunicar com vocês a todo custo, como o homem que estava contigo, Cris. – Voltaria seus olhos para a ruiva, aproveitando o momento para recuperar o fôlego. Por um instante, Hisoka pensou em falar sobre o encapuzado, mas suas características morfológicas foram pouco reveladas, o que poderia gerar ambiguidade desnecessária. Além disto, teria de falar sobre a situação na qual o encontrou, o que poderia deixá-lo numa saia justa quanto à Thalassa. – Voltarei assim que comunicar Fennik sobre o ocorrido. Klaus, fique do lado de fora impedindo que entrem no quarto. Independente de quem seja. Cris, tome conta de Lara e não deixe que ela escape. Se tiver algum problema em contê-la peça ajuda ao Klaus. Eu não demorarei. – Apesar das sentenças imperativas e diretas, Hisoka buscaria repassá-las com tranquilidade, sem parecer um tirano, mas sim um líder, sempre gesticulando com as mãos, meneando com a face e voltando os olhos para quem estava direcionando a fala. Era preciso que alguém estivesse no controle da situação e, uma vez que ele possui informações privilegiadas, garantir este equilíbrio é essencial.

Após repassar os informes para seus companheiros, Hisoka os deixaria a sós, abrindo e fechando sutilmente a porta do cômodo de forma furtiva, sem deixar que ninguém do lado exterior espie o que se passa dentro do quarto. Antes de continuar, voltaria a suspirar, encostando as costas contra a porta trancada. Estava um pouco reflexivo com o fato de estar escondendo informações de Klaus e Cris. Se porventura o pior acontecer, é justo que eles não saibam de antemão? Bem, parando para pensar, nem eu gostaria de estar sabendo disto neste momento. Com o comentário, o professor voltaria a caminhar pelos corredores do Paradise Star em busca de Fennik. Antes de qualquer busca, passaria pelo seu quarto, o qual seria facilmente reconhecido pela porta roxa. Bateria com a mão fechada contra a estrutura de madeira em triplicata, esperando ser atendido. Na hipótese da pervertida não se encontrar, teria de buscá-la pelas dependências do navio.

– Olá, viu Fennik? – Perguntaria para os companheiros da tripulação que encontrasse pela expedição. Assim que obtivesse a informação, sorriria em agradecimento e voltaria a procurá-la seguindo o parecer.

Tem sido bem desconfortante interagir com Fennik após o acontecimento em Toroa Island. Hisoka não tem certeza se é por ter sido a sua primeira vez ou se pelo feitio provocador da garota, mas apenas vê-la já lhe oferece certo incômodo. Se pudesse, gostaria que ambos seguissem seus caminhos separadamente, porém, fazendo parte da mesma tripulação, acaba sendo um desejo bem impossível. Certo que estão se comunicando bem menos, entretanto este contato ainda existe e, para a inquietação de Hisoka, a bárbara sempre age como se nada tivesse acontecido.

– Olá... – Engoliria em seco ao vê-la, mordiscando a parte interna de seu lábio inferior. Se a garota tentasse uma de suas provocações pervertidas, Hisoka buscaria esquivar ou segurá-la. – N-Não é hora para essas suas provocações insensíveis... – Desviaria o olhar com certo rubor nas maçãs do rosto. Havia certo orgulho em suas palavras, afinal, de certo modo ele sente falta dos vitupérios libidinosos de Fennik, por mais que fossem falsos. – É algo sério... Preciso que mude de quarto as duas garotas que estão com Crisbella e Lara. Não sei se Helena já comentou com você, mas há certas suspeitas quanto a esta Lara, então Crisbella ficará de olho nela. – Voltaria a encarar os olhos da bárbara durante o pedido, apesar de ora ou outra ainda desviar suas pupilas ligeiramente. – É... Complicado. Muitos problemas... Por favor, não me faça passar por isso. – Na possibilidade de Fennik pedir para que Hisoka explique de forma mais aprofundada o motivo da mudança, ele suspiraria e balançaria a cabeça em negação. Esfregando os pés uns nos outros, já demonstrava certo incômodo com o prolongamento da conversa. Assim, em tom de súplica, tentaria convencê-la a acatar com o pedido sem maiores especificações.

Na eventualidade de não encontrar Fennik, mesmo com o provável auxílio dos companheiros que achasse no caminho, Hisoka iria esperá-la na porta de seu quarto por certa de duas horas. Ao fim, independentemente de não encontrá-la ou conseguindo convencê-la, retornaria ao quarto de Crisbella, onde esperava que a situação estivesse exatamente como estava quando saiu.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptyQui 20 Dez 2018, 16:12



O coelho - Parte 2



---/Todos/---



O reencontro de Crisbella com Klaus trazia para a garota um grande alívio, visto que até o momento ela não tem tido o melhor de seus dias. Com a chegada dos dois garotos, Sam já se adiantava para sair dali, tendo devolvido o coelho de pelúcia para a dona, não havia muito mais o que ele fazer sem ser tentar convidar a revolucionária para dar uma volta, mas como ela se mostrou bem mais interessada no jovem espadachim de cabelos brancos, o refugiado saiu um pouco nervoso, até mesmo depois de notar que Hisoka parecia olhar para ele de maneira diferente.

- Calma, Bella, calma! - Diria ele quando a amiga começava a chorar. - Me conte o que aconteceu, foi algo com a Lara?

Retornando para o quarto e fechando a porta para ter mais privacidade, Hisoka e Klaus podiam ali ouvir toda a história contada por Crisbella a respeito do que aconteceu enquanto estava sozinha. As perícias do professor ajudavam-lo a compreender com mais velocidade o que estava sendo dito, diferente do espadachim que chegava às vezes até a pedir para a amiga repetir, não que ele estivesse se comportando como uma pessoa burra, é só porque é um assunto um pouco complicado e sem muito sentido. Logo que ela terminava de explicar o que lhe aconteceu e mostrava as evidências do ocorrido, Hisoka começava a manifestar seus pensamentos, mostrando a eles pela primeira vez o seu talento para a coisa.

- Então você está dizendo que alguém vai se ferir? Mas isso não faz sentido, como ela poderia saber disso? Será que ela tá arrependida e está tentando nos ajudar? - Complementava com perguntas após o professor fazer seus primeiros comentários, em seguida quando ele veio a falar sobre a possibilidade dos espiões a bordo, Klaus levou uma mão até o queixo e o massageou brevemente. - Hmmm, não sei, dois é um número par, mas não é o único, se for esse mesmo o significado as chances de ser quatro espiões é a mesma de serem dois, afinal ambos são pares. Mas quanto as ovelhas simbolizarem os refugiados, acho que está certo, me parece o mais fácil de se deduzir nisso tudo…

Por um certo tempo o quarto permaneceu em silêncio enquanto o trio se mostrava pensativo a respeito do assunto, mas esse silêncio logo foi quebrado quando o arqueólogo perguntou as horas para Klaus, que sem ter um relógio ou algo do tipo por perto, caminhou até a janela mais próxima e olhou para o céu e afirmar que não faltaria muito para que o sol fosse embora e cessasse a luz do dia. A verdade é que o professor sabia muito mais sobre o assunto do que seus dois companheiros, isso porque ele tinha informações privilegiadas a respeito do que estava acontecendo no navio que lhe davam uma luz a mais do que poderia significar essas palavras, contudo, ainda assim toda a fala de Lara não soava de maneira muito limpa, parecia faltar alguma coisa e era tudo muito estranho, principalmente quando ele coloca isso lado a lado com o fato de que ela veio de um mar diferente da princesa Thalassa.

- Ok, me parece o ideal a se fazer… Vamos tentar mantê-la nesse quarto, talvez forçá-la a acordar e fazer algumas perguntas. - Concordou Klaus quando Hisoka sugeriu que deveriam ficar de olho nela enquanto ele cuidaria para mudar de lugar as colegas de quarto de Cris falando com Fennik. Antes do professor sair pela porta, o espadachim retirava sua espada da bainha e um paninho do bolso para poder limpar sua lâmina, já imaginando que talvez fosse necessário usá-la. - Estaremos esperando o seu retorno, Professor.


---/Hisoka/---



Seguindo agora sozinho pelo navio para dar continuidade ao trabalho de investigação que estava fazendo, Hisoka procurava por Fennik para pedir a ela que retirasse do quarto quatro as duas meninas que faziam companhia a Lara e Crisbella. Logo de cara o professor decidiu ir em direção ao quarto da jovem bárbara, e para sua surpresa, foi recebido por ela ao bater em sua porta roxa. Katherine girou a maçaneta e abriu um sorriso ao ver o arqueólogo na frente de seu cômodo, fitando-o do pé a cabeça com um olhar sensual e um pirulito na boca.

- Hmmm, olá, professor… Veio me fazer uma visita? - Disse ela com seu jeitinho sedutor que para Kurayami já estava bem manjado, por isso ele cortou essa provocação de forma séria e deu continuidade ao assunto, fazendo Fennik fechar um pouco a face. - Hum? Mudar o quarto? Pera aí… - Então ela retornou para o interior do cômodo e voltou segundos depois com uma prancheta onde foi procurando os devidos nomes. - Mas eu ainda não coloquei ninguém no quarto delas, elas são as únicas no número quatro.

A princípio o professor poderia pensar que é um trabalho a menos para fazer, contudo, se não tivesse distraído com a presença de Fennik ele notaria rápido que tinha algo estranho nessa história… Cris havia contado sobre ter encontrado a colega de quarto chamado Nocha, também sobre terem ficado amigas e ela até ter lhe ensinado mais sobre furtividade antes de acontecer o incidente com Lara e acabar desmaiando-a com um único soco. Se Nocha não estava na lista de Fennik, então como ela sabia sobre o quarto que deveria ir?

- O que foi, professor, algum problema? - Perguntaria Kat caso algo no comportamento de Hisoka lhe chamasse a atenção. - Quem é essa Lara, afinal? - Porém, o arqueólogo não parecia muito disposto a explicar sobre a situação para ela, principalmente porque se a Comandante não chegou a falar nada sobre isso, não era dever dele ter que envolver mais alguém… Mas na verdade tudo parece uma desculpa inventada por ele mesmo para evitar manter um diálogo prolongado com a sedutora mulher. - Hunf, ok, não precisa explicar… Mas seja o que for, tome cuidado… Temos muitas pessoas a bordo, incluindo crianças, começar uma confusão aqui dentro não seria nada bom. Tem certeza que não quer me falar o que está acontecendo?


---/Crisbella/---



De volta ao quarto de número quatro pouco depois de Hisoka ter o abandonado, Klaus ainda lustrava a lâmina da sua espada enquanto ouvia possíveis comentários de Crisbella sobre a situação, se não fosse o caso, ele seria o primeiro a fazer isso. - Não vou mentir que estou um pouco impressionado, mal chegamos no navio e já fomos colocados neste mistério… Essa sensação me deixa um pouco animado. - Diria ele antes de notar que a prisioneira amarrada na cama havia aberto os olhos.

- Não… Por favor não… - Começaria ela a implorar ao olhar para os lados e perceber que estava amarrada. - Tirem o coelho daqui, tirem ele de perto de mim! - Para a surpresa da dupla, Lara não falava a respeito do fato de estar amarrada, mas sim voltava a tocar no assunto do coelho de pelúcia que tanto a assustava. Para representar esse medo, a garota começou a se sacudir e gritar no colchão de maneira desesperada tentando se libertar. - TIREM ELE DAQUI! TIREM ESSE COELHO DAQUI!

- Bella, vamos segurá-la! Não podemos deixar ela se balançar demais e continuar gritando assim, pegue aquela fronha e cubra a boca dela! Se continuar assim ela vai acabar chamando muita atenção! - Sugeriu o espadachim largando a sua espada no chão para correr até a cama de Lara e começar a tentar segurá-la para fazê-la parar de se debater.

Durante esse tempo, Cris poderia ir até a fronha indicada para pegá-la e então usá-la para cobrir a boca da ex-escrava. Não seria nada fácil conter o desespero da garota, mas depois de um certo esforço eles finalmente conseguiram deixá-la imobilizada e amordaçada, entretanto ainda era possível ver o desespero em seus olhos verdes cheios de lágrimas… Por um momento, seria difícil para eles não sentirem uma certa pontada no peito por estarem tratando Lara desse jeito.

- HMMM! HMMMMMM! - Por debaixo do pano que cobria sua boca, a garota tentava dizer alguma coisa, mas não era possível entender…

- !!! Bella, cuidado! - Então de maneira repentina, Klaus empurrava sua amiga para longe dele e o som da lâmina cortando o ar ecoava dentro do quarto.

Ao ser empurrada, Cris foi salva de ter as costas atingida por um corte de espada, mas ao mesmo tempo também acabaria batendo a cabeça na parede do navio e com isso perdendo um pouco a noção do que estava acontecendo ao seu redor. Quando o segundo som de vento sendo cortado atingia seus ouvidos, Crisbella ouviu o urro de dor que Klaus soltava ao mesmo tempo que a cor vermelha invadia suas vistas e o cheiro de sangue penetrava suas narinas. O espadachim caiu no chão, mas quem estava empunhando a espada não era ele… Talvez estivesse ficando louca por conta da pancada na cabeça, mas por um momento Bella poderia jurar que era o Sr Bigodes que havia acabado de os atacar.

Com a vista turva e embaçada, Crisbella não sabia se chegara a desmaiar, porém quando voltou a abrir os olhos e ver tudo de maneira plena, Lara continuava amarrada em sua cama, Klaus sangrava no chão com um corte aberto no peito, e o seu coelho de pelúcia havia desaparecido... outra vez.

---


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySex 21 Dez 2018, 05:02



Destinos Cruzados

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#Post 9


O desenlace no pequeno enigma trago por Crisbella era recheado de certas controvérsias e discordâncias, as quais foram captadas principalmente por Klaus. A situação já era esperada por Hisoka, não apenas pelo pouco tempo que tivera para a obtenção de uma conclusão, como também por estar trabalhando em duas versões do emblemático arcano. Em virtude do arqueólogo não poder revelar à dupla a verdade por trás do mistério, já que precisaria divulgar o sequestro de Thalassa, ele teve de expor conclusões inautênticas, majoritariamente constituídas de suas primeiras deduções sobre o problema.

Eu realmente não consigo entender como ela tem este tipo de conhecimento. Pode ser uma espécie de premonição ou meramente uma mensagem de alguém repassada através dela. – Diria Hisoka enquanto daria de ombros, como se buscasse mostrar que está tão confuso quanto Klaus. Ele continuava sem ser capaz de compreender a relação de Lara com Thalassa. Será que o destino está brincando tanto conosco a ponto de uma mera refugiada do East Blue ter envolvimento com uma realeza do West Blue? Não, há algo a mais nisto... Atinaria o professor, retornando sua atenção à Klaus no instante que ele falasse suas ilições a cerca do primeiro trecho do enigma. – Tem razão, talvez eu tenha visto a situação mais favorável para nós. Podem ser dois, quatro, dez, vinte... – O semblante de Hisoka vagarosamente iria se tornando mais cabisbaixo, assim como seu tom de voz, até finalizar a alocução com um suspiro. As mãos levadas à cabeça bagunçariam as madeixas negras já pouco arrumadas. Se eu fosse mais forte... Não teria desmaiado em Ilusia e certamente os convenceria de não sequestrarem à garota... Havia certo sentimento de culpa em seu interior e, por mais que não tenha participado ativamente da detenção de Thalassa, o arqueólogo acredita que sua voz um pouco mais madura e consciente poderia ter feito a diferença no Reino a ponto de evitar a tragédia.

O clima pesado seria interrompido com uma pergunta audaz de Hisoka, a qual não apenas o acalmaria, uma vez que, se suas conclusões estiverem certas, eles não serão atacados à noite, como também tranquilizaria Klaus e Crisbella, não permitindo que eles percebessem a sua aflição com a associação de Thalassa com o enigma. Ótimo... Temos cerca de doze horas pelo menos. Pensaria a medida que se aproximaria da mesma janela vistoriada por Klaus, onde abriria os braços lateralmente, de modo a apoiá-los na parede, e fotografaria o ambiente externo com suas retinas.

Depois de explicar os próximos passos a serem feitos à Klaus e Crisbella, Hisoka deixou ambos vistoriando Lara para que pudesse se encontrar com Fennik. Por sorte, a bárbara estava em seu quarto, recepcionando o professor após algumas batidas contra a porta púrpura. Como de praxe, a garota adotou sua típica abordagem libidinosa, garantindo a ruborização das maçãs do rosto do tímido arqueólogo. Ao que parece, seu mais recente sentimento antagônico era inferior ao seus instintos hormonais, todavia, a razão logo tomou as rédeas da situação, interrompendo o clima lascivo para tratar do assunto solene da vez. Para a surpresa de Hisoka, Crisbella e Lara ainda eram as únicas alocadas no quarto quatro. Perfei- Não! Havia outra garota! De glabela crispada e sulco nasolabiais tensionados, o historiador retrucaria Fennik após lembrar do relato da ruiva:

– Espera! Como assim!? Cris havia mencionado ter encontrado uma colega de quarto. – Um pouco perplexo com a informação, Hisoka imediatamente se posicionaria ao lado de Fennik e aproximaria a cabeça da prancheta trazida pela menina, mesmo que o espaço fosse apertado, na expectativa de confirmar a notícia. – Era uma das resgatadas de Pedra Rara... – Comentaria em baixo tom a medida que as íris dançariam nas listas do papel em busca dos informes do quarto quatro, sendo auxiliadas pelo indicador canhoto que impedia o arqueólogo de se perder em meio aos nomes. Encontrando, ou não, Hisoka perceberia que havia se apropinquado demais de Fennik, o que faria ele se distanciar rapidamente, retornando a posição anterior. – D-Desculpe. – Levemente corado e constrangido, se desculparia com o olhar desviado. Antes de responder à pergunta de Fennik, colocaria o punho esquerdo fechado a frente da boca e pigarrearia. Por conseguinte, disposto a retornar ao quarto, Hisoka inclusive já havia dado os primeiros passos quando parqueou os pés para ouvir a bárbara. – Podemos estar com alguns problemas... Possíveis espiões... – Volutearia a cabeça e olharia Fennik de soslaio por cima do ombro. – Esteja pronta para lutar se necessário, Katherine. – Fecharia os olhos e engoliria em seco, não apenas pela mensagem passada, mas também porque era a primeira vez que chamava Fennik pelo seu nome verdadeiro, o qual descobrira antes de desmaiar em Ilusia Kingdom. É um nome lindo. Para Hisoka, soou pulcro ao ser exaurido dentre seus lábios, pois denota força e coragem, representando bem a guerreira que ela é.

A descoberta que Hisoka obteve com Fennik foi alvo de seus pensamentos por grande parte do trajeto de volta ao quarto de Crisbella. Com o encapuzado do porão, o homem de anteriormente, Lara e agora esta suposta companheira de quarto temos quatro suspeitos. Refletiria o arqueólogo, contando com os dedos da mão direita a medida que estimava os possíveis espiões em sua mente. Quatro é um número par, como relatava o enigma, mas o que Klaus disse deixa claro que é completamente indefinido se simboliza o verdadeiro número par da profecia. De qualquer forma, preciso voltar e informar isto aos dois. Convicto, ergueria a cabeça e continuaria a caminhada em direção do quarto.

Assim que se aproximasse do corredor dos dormitórios, Hisoka notaria a possível ausência de Klaus tutelando o cômodo como haviam acordado. A cena faria o arqueólogo franzir o cenho e inclinar a cabeça, expressando certa confusão, porém mantendo a marcha até a porta do quarto. Se ela estivesse fechada, o Revolucionário iria bater três vezes contra a estrutura com a ajuda de seu punho fechado, esperando alguma resposta. Caso não obtivesse, voltaria a abalroar a mão contra a madeira, desta vez com um semblante salientando sua preocupação.

– Cris!? ... Klaus!? – Sem obter resposta, Hisoka apoiaria o ouvido rente a porta na expectativa de ouvir algo no interior da dependência. Que estranho... Na hipótese de não obter resultados, levaria a mão ao trinco e rotacionaria a maçaneta para que pudesse ter acesso ao quarto. Se estivesse trancada, forçaria o giro contra a tranqueta enquanto pressionaria o corpo contra a porta. – Droga... O que significa isto? – Limparia a gota de suor escorrendo pela têmpora, efetuando três largos passos para trás em seguida. Posteriormente, num ímpeto pujante, lançaria a lateral do tronco contra a porta, majoritariamente o ombro, na expectativa de arrombá-la. – Arrrghhh!!! – Rangeria os dentes para apaziguar a dor, repetindo o processo até que fosse capaz de adentrar no quarto.

Na possibilidade de encontrar a porta aberta ou após ser capaz de enfrentar os imbróglios necessários para ter acesso ao cômodo, Hisoka poderia se deparar com seus companheiros feridos. Com os olhos bem notáveis e a boca entreaberta, o arqueólogo demoraria alguns poucos segundos para compreender a cena. Suas íris correriam pelo quarto na tentativa de vislumbrar os pontos cruciais do cenário, captando Crisbella caída, Lara ainda amarrada e Klaus... Sangrando. Sangrando bastante. O-O que!? Já começou? Não deveria ser apenas pela manhã!? Quem foi!? Lara!? Sua mente estava aturdida e anafada de perguntas, o que dificultava sua concentração e tomadas de decisões. O baque inicial fora como um forte soco no diafragma, em que pouco a pouco Hisoka retomaria a sua respiração. Neste caso, a reintegração do fôlego seria o seu temperamento calmo liderando suas emoções.

– Sua... – Precipitadamente Hisoka teria como a principal suspeita Lara. Apesar da jovem estar amarrada e aparentemente desacordada, tal como estava quando ele saiu, o historiador atinaria que ela estivesse fingindo, afinal é a única junto a ambos no cenário. Assim, após fitá-la com os olhos repletos de capilares nas bordas e maxilar tensionado, Hisoka levaria a mão destra em direção de seu mais novo chicote, agarrando-o pelo cabo e liberando seu flagelo. Num ágil movimento com o giro da articulação carpo-metacarpal, rotacionaria a vergasta em pleno ar antes de lançá-la contra o pescoço da menina de cabelo verde almejando imobilizá-la ao forçar as suas vias aéreas. Imediatamente após, mas ainda segurando firme a arma, correria até Klaus para examiná-lo. – Klaus!? Klaus!? Consegue me ouvir!? – Agacharia o corpo ao lado do rapaz, mantendo o equilíbrio com o joelho esquerdo flexionado. Com a mão livre, sacolejaria seu ombro serenamente. Concomitantemente, seus olhos seguiriam a trajetória do sangue para encontrar o foco da hemorragia. – Droga... Não sei como tratar isto... – Comentaria cabisbaixo lamentando a falta de perícia na área médica se observasse o corte em seu peito, balançando a cabeça negativamente enquanto apoiava a palma da mão próximo à fissura. Por cima do ombro, enxergaria Crisbella alquebrada, porém, a primeira vista, em melhor estado que o garoto de cabelo albino. – Cris? Consegue se levantar? Pode chamar ajuda? – A princípio, Hisoka não sabia que a ruiva detém conhecimento em primeiros socorros. Assim, seu primeiro pensamento seria solicitar que ela conseguisse algum auxílio, preferencialmente de um médico. Todavia, se ela chegasse a frisar a sua erudição, o professor suspiraria em alívio: – Ótimo! Venha, venha. – A mão esquerda faria movimentos sucessivos, como num convite para que Crisbella se aproximasse. Se ela estivesse tão fraca a ponto se não conseguir se mover, Hisoka iria se levantar e pegá-la em seu colo. Nossa, que leve... Atinaria ao sentir seu peso, carregando-a até Klaus, onde a pousaria com cuidado no assoalho. – Ei, me diga... O que aconteceu? – Com a palma das mãos abertas, demonstrava imensa confusão com a cena que havia vislumbrado. Há pouco tudo estava nos conformes, como o planejado, e bruscamente tudo virou de ponta cabeça.

À todo instante, Hisoka faria questão de ficar atento com os seus flancos de forma a evitar ser atacado de surpresa pelo que quer que seja. Destarte, assim que fosse alvo de algum tipo de investida, o professor buscaria usufruir de sua alta esquiva e acrobacia para realizar evasivas, indo em direções contra as acometidas, seja com simples recuos e movimentos laterais de tronco, até saltos e cambalhotas rasteiras.

Na hipótese de Crisbella alertar que Lara não é a verdadeira culpada, ou pedir para que o ataque seja cessado, Hisoka retiraria a força imposta no cabo do chicote, afrouxando o flagelo sobre o pescoço da garota de cabelo verde de modo a permitir que ela volte a respirar normalmente.  

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySeg 24 Dez 2018, 00:12

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



De certo modo, eu sabia que o professor era inteligente, mas não tinha idéia de quão surpreendente pudesse ser sua cabeça. Eu ouvia atentamente as suas palavras, suas conexões e suas interpretações com as palavras que Lara havia jogado ao ar. Boquiaberta, encarei ele após o mesmo finalizar seu raciocínio. - N-Nossa… Eu jamais pensaria em tão complexo plano assim… Mas concordo com o Klaus, podem ser mais de duas pessoas, o que é bem perigoso...Me pergunto porquê de tudo isso, sendo que apenas resgatamos prisioneiros comuns… Agentes do Governo não vêem tão longe a ponto disso… - Colocaria a mão esquerda sobre meu queixo em uma posição pensativa. Talvez Hisoka estivesse escondendo alguma coisa, ou sabia de algo confidencial… De todo modo, Klaus e eu agora estávamos presos nessa teia de aranha de intrigas.

Não demorou muito para Hisoka sugerir buscar novas informações. Concordei com ele acenando com a cabeça de maneira positiva. - T-Tenha cuidado para não te emboscarem… - Diria de maneira tímida e baixa para Hisoka, embora não o conhecesse tão bem como gostaria, sentia-se bem na presença dele, pessoas inteligentes sempre foram um charme a mais para mim. Sentei na cama contrária a Lara, observando Klaus desembainhar sua espada de maneira confiante.   - C-Cuidado, isso ai pode furar um olho! - Diria de maneira preocupada, uma espada desembainhada em um espaço tão pequeno era perigoso demais. Meu sossego não demorou muito e logo que Klaus comentou a respeito da tramóia toda em que estávamos metidos, Lara começou a acordar. Diferente do que eu pensei, ela não reclamava por estar amarrada, mas novamente reclamava do coelhinho de pelúcia que eu tinha.

Seguindo o conselho de Klaus, me aproximei da garota, segurando o um pedaço de tecido da fronha de um dos travesseiros. - Lara! Não tem nenhum coelho aqui, é só uma pelúcia! Você está fazendo muito barulho, se calme!! - Quando menos percebi, quase estava gritando para a garota. Minha vontade era de desmaiá-la de novo propositalmente para evitarmos de chamar mais ainda a atenção, mas ainda tinha dó dela, não era justo vê-la sofrer daquela maneira, ainda mais que suas cicatrizes de er uma escrava ainda estavam muito abertas em seu coração. - Por favor! Se acalme! - Ao ver as lágrimas no rosto dela, senti as mesmas se formarem nos meus olhos, minha mão perdeu um pouco a força e por um instante, senti meu corpo ser empurrado para a parede. 1...2...3...Abri os olhos novamente e só o que eu conseguia sentir era minha cabeça rodando com a pancada que eu acabara de levar. Meus olhos semi cerrados foram na direção de Klaus e pude ouvir seu grito de dor, juntamente com uma figura pequena e peluda antes de meus olhos apagarem de novo. -...Bigo...des? -Soltei a palavra ao ar antes de desmaiar novamente. Acordei com o grito abafado de Lara e quando olhei para ela, vi o Professor a enforcando com seu chicote. Em uma tentativa de pará-lo, joguei meu corpo para frente, caindo novamente ao chão. - Pare! - Meu grito abafado era quase um suplício enquanto minha visão voltava ao normal assim como meus sentidos. Sentia minha cabeça doer muito, com certeza ficaria com um galo dos grandes ali.

Me levantei com a ajuda do professor, senti suas mãos quentes segurarem as minhas e logo me apoiei em seu corpo para poder me equilibrar melhor. - Eu to bem.. - Diria de maneira suave antes de olhar ao meu redor, Lara continuava amarrada mas Klaus… Estava muito ferido. Meus olhos se arregalaram ao ver a quantidade de sangue sobre o chão, minha mão direita agarrou a de Hisoka com mais força, o nervosismo tomava conta de mim. Respirei fundo, não podia deixar Klaus daquela maneira, eu sabia o que tinha que ser feito. Em um movimento rápido, me agachava de frente para meu amigo, olharia o corte feito pela espada, se fosse algo superficial seria mais fácil de tratar, caso não fosse, precisávamos levá-lo a ala médica imediatamente.

- Me ajude aqui! - Pediria a Hisoka para me ajudar a levantar o corpo de Klaus, precisávamos colocá-lo na cama. Com a ajuda do Professor, deitaria a cabeça de meu amigo em um travesseiro e logo examinaria com mais precisão o corte feito. Se estivesse jorrando muito sangue deveras escuro, saberia que alguma artéria havia sido atingida, o que era um estado clínico gravíssimo. Se o caso fosse esse, enrolaria o corte em um lençol a fim de estancar o sangue, seria necessário uma cirurgia para aquilo, pediria a Hisoka para procurar um médico, ele conhecia o navio, seria mais fácil para ele sair dali do que eu. - Ele precisa de um médico cirurgião e rápido, está perdendo muito sangue!! - Diria para o professor com a voz cheia de desespero, estava correndo contra o tempo. Esperaria o homem voltar com ajuda enquanto eu segurava a mão de Klaus com a minha direita enquanto a esquerda fazia pressão sobre o ferimento para que o fluxo de sangue diminuísse. - Eu estou aqui! Você vai ficar bem! - Diria ao rapaz das madeixas brancas a fim de tranquilizá-lo.

Caso o corte não fosse tão grave, apenas superficial sobre a pele, pediria a Hisoka ajuda da mesma maneira, com o corpo de Klaus deitado sobre a cama, procuraria em minha mochila meu kit de costura. Limpando o corte com o lençol da cama ou algum outro tecido limpo disponível, colocaria a linha preta fina em uma agulha, minhas mãos tremiam bastante e seria preciso ajuda externa de um amigo para conseguir fazer tal coisa. Se Hisoka me confortasse, ou mesmo Klaus, pegaria o remédio para dormir que eu tinha em minha mochila e entregaria ao meu amigo. - Beba, se estiver consciente isso vai doer demais! - Se ele bebesse o remédio, esperaria um minuto para o efeito logo começar e assim, daria início ao procedimento, levando a agulha para o contato da pele branca e macia de Klaus. Costuraria o ferimento da maneira mais calma que conseguisse, tremendo as mãos de vez em quando. A sensação de costurar carne era estranha, mas era preciso. Ao terminar o procedimento, tombaria para trás e limparia o sangue restante do corpo de Klaus. - Preciso de álcool para limpar o ferimento, nada aqui estava esterilizado... Vamos levá-lo a enfermaria. - Olharia para Hisoka, se ele concordasse, desamarraria a boca de Lara, olharia para ela e diria: - Você vem com a gente, se tentar alguma gracinha, acabou para você! - Soltaria a garota e ficaria em alerta para caso ela tentasse de algum modo me atacar. Esperava que Hisoka pudesse carregar o corpo de Klaus, até porque eu não podia. Saíria do local atrás do Professor, em direção a enfermaria.

Aproveitaria para no caminho contar o ocorrido. -Foi o coelhinho, o Sr. Bigodes! Eu o vi nos atacando, foi ele quem cortou Klaus... - Pensaria a respeito... Primeiro o coelhinho havia sumido de meu quarto e recuperado por aquele garoto misterioso... Será que?


-x-

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Dados:
Spoiler:
 

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IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySex 28 Dez 2018, 18:19



A enfermaria



Assim que terminou a conversa com Fennik e voltou a caminhar em direção ao quarto das meninas, Hisoka viu pelas janelinhas de um dos corredores o clarão de luz que antecedeu o estrondoso som de que o céu estava sendo partido ao meio por um raio. Mesmo que o horário ainda indicasse que o sol deveria estar presente no fim da tarde, as nuvens negras que cobriam o céu pareciam trazer a noite um pouco mais cedo. Nos corredores o professor conseguiria então ouvir a voz de Blink sendo projetada através de algum aparelho tecnológico muito provavelmente criado pela Gear.

- Atenção tripulantes, estamos nos aproximando de uma tempestade, mas não precisam se preocupar, farei o possível para nos colocar na rota mais segura possível. Tenham uma boa noite. - Disse o navegador provavelmente da cabine de navegação.

Com a chegada literal de uma tempestade, Hisoka poderia começar a se perguntar se isso poderia ter alguma coisa a ver com o que Lara disse mais cedo, mas achar uma resposta para isso parecia não ser uma tarefa fácil, principalmente quando a parte envolvendo a tempestade parecia ser o que menos fazia sentido. Enfim, ele não tinha tempo para ficar parado pensando nisso, portanto continuou seguindo em direção ao quarto número quatro.

Na cabeça do professor haviam quatro possíveis suspeitos, apesar de que qualquer um ao seu redor era um suspeito, já que ele não sabe exatamente quem são ou quantos refugiados há a bordo do Paradise Star. Lara é a primeira dessas opções, seu comportamento parece entregar que ela sabe mais do que o normal, além das suas atitudes recentes não favorecem o seu lado; o segundo rosto em sua mente é o garoto de capuz vagando aleatoriamente pela parte onde a princesa Thalassa está sendo mantida, por mais que possa ser apenas coincidência, não se pode deixar passar; tem também o rapaz que entregou o coelho de pelúcia para Cris, mas até então o arqueólogo não tinha muito para acusá-lo a não ser sua intuição; e por fim a mais recente descoberta, Nocha, a companheira do quarto quatro que não foi colocada lá por Fennik, o que coloca nela uma interrogação para algumas dúvidas. Era sempre um número par envolvido, mas quanto mais o professor tentava ver ligação entre os pares, mais distante ele parecia ficar da resposta.

Assim que fez a curva para o corredor que levaria ao quarto das meninas, Hisoka já notou que havia algo de errado, pois Klaus não estava de vigia na porta como disse que faria, e ao encontrá-la aberta ele sabia que iria se deparar com algo ruim. O espadachim estava caído no chão com um ferimento de espada no peito fazendo o seu sangue escorrer pelas suas vestes e cair no chão de madeira. Crisbella estava logo ao lado encostada na parede, parecia estar inconsciente, mas apenas olhando era difícil dizer o que levou ela a ficar assim. Movido pelo calor do momento, Hisoka rapidamente puxou seu chicote e o agitou na direção da única pessoa suspeita ali entre eles, o flagelo então se enroscou no pescoço de Lara e se não fosse pela interceptação de Cris, talvez o professor acabasse matando-a enforcada, mesmo que sem ter essa intenção no momento.

- Droga… Por sorte não foi um ferimento muito sério. - Disse Klaus passando a mão na sua ferida. - Talvez o fato de ter sido um bicho de pelúcia tenha feito alguma diferença. - Cris então se moveria até o companheiro para ajudá-lo no tratamento do machucado, que não seria uma tarefa muito difícil com base nos seus conhecimentos. - Obrigado, Bella, mas eu prefiro ficar acordado. - Diria ele se negando a tomar o remédio que o faria dormir, ao invés disso ele aceitou encarar a dor e pegou um travesseiro que havia ao seu lado para mordê-lo enquanto a sutura improvisada era feita.

Provavelmente Hisoka ficaria um pouco confuso com a revelação do espadachim sobre ter sido atacado por um “bicho de pelúcia”, mas analisando bem o cenário ele poderia notar que o coelho de Crisbella havia desaparecido, assim como também a espada de Klaus, o que poderia fazer o professor ligar os pontos antes mesmo da garota explicar o que aconteceu. Por mais estranho que fosse imaginar um objeto inanimado atacando alguém, as reações de Lara para o coelho de pelúcia começavam a não ser tão absurdas assim… Ela tem medo de coelhos, de pelúcias, ou seria desse coelho de pelúcia em específico? Novamente a refugiada parece mostrar saber mais do que deveria.

Enquanto olhava Cris fazer sozinha o tratamento na ferida de Klaus, Hisoka conseguiria imaginar perfeitamente a reação da Comandante no momento que ela ver o que a garota fez para fechar essa ferida, ou melhor, conseguia imaginar como ela reagiria se fosse ele fazendo isso, já que aparentemente Helena trata a novata com um carinho especial. Era notável a dor do jovem ferido tentando resistir acordado ao seu corpo sendo costurado, mas a determinação dele em continuar consciente era algo que muitos no lugar dele também iriam considerar na situação em que se encontram. Apesar de ter fechado o corte no peito do espadachim, Bella sabia que não podia deixá-lo assim, portanto o que deveriam fazer agora era levá-lo à enfermaria e limpar o ferimento da maneira correta.

- Está acontecendo… Está acontecendo… - Falou a garota de cabelos verdes no momento em que sua boca ficou livre outra vez ao ser libertada por Crisbella. Lara parecia estar bastante transtornada, seus olhos estavam arregalados, estava pálida e parecia tremer por todo o corpo. Ela continuou repetindo a mesma coisa enquanto era forçada a seguir o trio de revolucionários até a enfermaria.

- Essa história está me dando uma dor de cabeça desgraçada… Eu não consigo entender mais nada, onde está esse maldito coelho? Como ele começou a atacar a gente? E porque essa garota esquisita não cala a boca?! - Falou Klaus que ia recebendo ajuda dos seus companheiros para fazer o caminho até a ala hospitalar.

- Wow, o que aconteceu com você, cara?! - Exclamou a voz de um personagem já apresentado, Sam, o mesmo que devolveu o coelho de pelúcia para Crisbella. - Vocês precisam de ajuda para carregá-lo? - Disse se aproximando do quarteto e se oferecendo para ajudar. - Não me diga que… Estamos sendo atacados? São piratas?

Independente da reação do grupo para a chegada do suspeito, a aparição dele não seria muito distante da entrada da enfermaria, por isso poderiam entrar lá seja para continuar essa conversa ou para continuar o tratamento de Klaus. As enfermeiras ou Helena não estavam no ambiente, porém a jovem Milla ainda estava deitada em sua cama da mesma maneira que Hisoka a viu da última vez. Não seria difícil para Cris procurar ali dentro álcool ou demais ferramentas médicas que pudessem lhe auxiliar a dar um tratamento melhor ao machucado de seu amigo. Quando já estivessem dentro da ala hospitalar do navio e começassem a discutir a respeito dessa situação, estejam os diálogos envolvendo Sam ou não, algo completamente aleatório acabaria por acontecer… A garota deitada em uma das camas do quarto abriria os olhos e com uma voz bem fraca diria:

- ...Pro-professor?


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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Destinos Cruzados

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#Post 10


Enquanto Hisoka retornava para o quarto de Crisbella, um forte clarão reluziu pelas janelas do corredor da embarcação, iluminando o seu trajeto e ganhando sua atenção. O fenômeno natural fez o professor cessar seus passos por breves segundos e semicerrar os olhos pela vidraça na tentativa de captar a distância do relâmpago. Momentos depois do refúlgido, um estridente rimbombo fez parecer que o céu estava sendo destruído logo acima de sua cabeça. Por mais que não fosse a primeira vez que o historiador vivenciasse a maravilha natural, esta descarga elétrica, em específica, acelerou seus batimentos cardíacos e fez seu estômago arrefecer, uma vez que carrega um significado muito mais profundo que somente o prenúncio de uma mera tempestade. Até mesmo a súbita voz de Blink nos equipamentos acústicos promoveu certo sobressalto em Hisoka, fazendo-o mover a cabeça de supetão em direção do som.

– Será que... – Hisoka engoliria em seco, preocupado que esta tempestade seja o espectro da profecia de Lara. Apesar do temor, o professor iria até a borda da janela, apoiaria os dedos em sua base e vislumbraria o céu caliginoso sobre seu olhar. – Mas o sol... É a única coisa que não faz sentido... Porque sol, tempestade e estrela estão juntos... Se eu tivesse a resposta para isto poderia resolver todo o resto e antecipar esta droga... – De dentes cerrados, esfregaria os dedos canhotos pela têmpora, lamentando a sua falta de dedução para a obtenção de uma conclusão categórica. Ao menos é Blink quem está no controle do Paradise Star. Pensaria na seguridade da navegação, ratificando a plena confiança em seu companheiro. Entretanto, o comentário interno não demonstraria apenas sua convicção nas habilidades do ex-marinheiro, como também abriria seus olhos para uma ilição ainda não percebida. Assim que finalizasse o nome de seu navio, Hisoka passaria alguns segundos inerte, até salientar sua expressão com o alçar de suas sobrancelhas, denotando um sagaz lampejo. – Star... E se a estrela da previsão for uma conotação para a embarcação...? – De olhar baixo e pensativo, o professor massagearia o queixo com a mão destra enquanto manteria o caminhar em direção do quarto quatro. – Tsc... Preciso ter foco no agora... – Após estalar a língua no céu da boca, Hisoka balançaria a cabeça em negação, mostrando que havia deixado o assunto de lado para que pudesse canalizar sua atenção em Klaus e Crisbella.

No quarto, Hisoka foi capaz de chegar a tempo de ajudar seus companheiros Revolucionários. Por sorte, o ferimento do rapaz não foi tão profundo e, após ser vistoriado por Crisbella, houve a confirmação que estava fora de perigo. Durante a costura do talho de Klaus, o semblante do arqueólogo se manteve onusto, com os sulcos nasolabiais tensionados e glabela crispada. Era como se compartilhasse o sofrimento do jovem, já que ele preferiu não ser anestesiado antes do tratamento e, por mais que seus gritos estivessem sendo contidos pela almofada entre seus dentes, os urros bochornosos ainda eram bem enternecedores.

Assim que Crisbella finalizou o curativo preventivo de Klaus, ela pôde contar à Hisoka o que havia acontecido desde de sua saída para comunicar Fennik sobre a situação do quarto. De início, a informação que a dupla havia sido finalizada por um coelho de pelúcia simplesmente não entrava em sua cabeça. Com uma expressão confusa, o arqueólogo retrucaria quase que imediatamente:

– Que!? O seu coelho? Tem certeza que não bateu a cabeça forte demais? – Ele fez questão de indagar mais uma vez, levantando a sobrancelha esquerda de forma desigual. – Então temos uma profecia que praticamente nos sentencia à morte, um coelho de pelúcia assassino... Qual será a próxima loucura? – Era para ser uma mera pergunta retórica com requintes de comédia em meio ao caos, mas Lara começaria a ter mais um de seus surtos, repetindo incessantemente "está acontecendo". – Oh... Ótimo. – Fecharia os olhos e suspiraria de corpo mole, praticamente entregando-se em desalento. – Estou tão confuso quanto você. Vamos terminar de conversar na enfermaria. – Buscaria acalmar Klaus, enlaçando o braço do rapaz por trás de seu pescoço para ajudá-lo a caminhar se necessário. Havia uma pitada de mentira em sua frase, afinal Hisoka sabia um pouco mais que seus companheiros. No entanto, fora o conhecimento do sequestro da Tenryuubito olvidada, sua cabeça realmente andava bem caótica. Desde que chegamos na Grand Line estes revés não param de acontecer. Nem ao menos atracamos na primeira ilha e já estamos abarrotados de problemas... Refletiria calado enquanto seguia com o trio até a ala médica. Durante o trajeto, o olhar cabisbaixo do professor seria fisgado por uma figura já conhecida. Era o mesmo homem que estava conversando com Crisbella pouco antes dele e Klaus encontrá-la em frente ao seu quarto. Espera... Não foi ele quem deu o coelho para a Cris? Ele foi a última pessoa a ter contato com o Bigodes antes dele se tornar uma ameaça. Apenas uma coincidência...? De olhar semicerrado, a intuição do arqueólogo insistia em lhe avisar que a situação não poderia ser mera obra do acaso. Todavia, dada a circunstância em que estava, ele apenas rechaçaria o refugiado com certa sutileza, sem dar-lhe tempo de réplica, para que canalizasse os esforços no atendimento de Klaus: – Não se preocupe, não é nada demais. – Moveria a palma da mão livre para apaziguá-lo. – Foi apenas um acidente, nada de ataque ou algo do tipo. Pode ficar tranquilo. – Finalizaria com um breve sorriso na busca de validar a informação, apressando os passos até a enfermaria que já estava próxima.

Quando chegaram na ala médica, Hisoka se deparou com um ambiente vazio, exceto por Milla ainda desacordada. Quando passou ao seu lado, o historiador não deixaria de fixar seu olhar no rosto pálido da garota, entristecendo a sua feição ao relembrar do motivo pelo qual ela se encontra assim. Ilusia Kingdom foi palco de muitos acontecimentos, muitos deles marcantes para o Revolucionário. Entretanto, é preciso um pouco mais de foco para lidar com os episódios atuais. Assim, auxiliaria Klaus a subir numa das macas para que ele se acomodasse e, com a situação um pouco mais controlada, exceto pela repetida frase na cada vez mais inquietante voz de Lara, o trio finalmente poderia discutir melhor os eventos. Destarte, com o quadril encostado na cama em que Klaus está, Hisoka cruzaria os braços e iniciaria o diálogo, imediatamente relembrando um tópico pendente:

– Há algo que acabei não conseguindo dizer quando estávamos lá. Fennik me informou que você e Lara estavam sós no quarto. – Direcionaria o olhar para Crisbella, promovendo um meneio com a cabeça para ratificar que estava se referindo a ela. – Sabe o que isto significa, correto? – Inclinaria levemente o crânio após a pergunta retórica, complementando em seguida: – Que a garota com quem estava lhe enganou. Ela não era do quarto quatro. Provavelmente apenas queria se aproximar de você... Ou dela. – Moveria as íris até Lara, mais uma vez acusando o cerne do assunto. Por conseguinte, ficaria calado por um tempo, dando espaço para que Cris ou Klaus fizessem seus comentários. Na hipótese de algum deles proferir algo a cerca do coelho ou Sam, o professor diria: – Sabe... Ainda estou incrédulo, mas algo me diz que aquele homem tem algo a ver com isso, afinal foi ele quem te entregou o Bigodes, não? – Mencionaria Sam, dada todas as suspeitas já levantadas até então pelo historiador. Pouco depois de finalizar a pergunta, adicionaria: – Olha que nem ao menos entrei no mérito de como vocês foram derrotados por um coelho de pelúcia... – Com a mão aberta sobre o rosto, Hisoka abafaria uma risada prolongada, tentando, de algum modo, uma descontração para derrubar a atmosfera tão tensa. – Perdão... Fale... – Com os dentes a mostra em decorrência da gargalhada retida, faria um trejeito com a mão esquerda para dar voz à Cris. Após a manifestação da ruiva, mais uma vez agarraria o papel de líder para mencionar os próximos passos à dupla, afastando-se da cama para ocupar o espaço entre ambos: – Precisamos encontrar o coelho o quanto antes e tentar entender o motivo pelo qual ele ganhou vida própria. Se possível o capturem, sem matá-lo... Se é que isso é possível... – Faria um bico com a boca e ergueria uma sobrancelha, como se buscasse encontrar sentido nas próprias palavras.

A medida que o conciliábulo prosseguisse, Hisoka começaria a escutar Lara, cuja voz até então estava em segundo plano. A repetição da mesma mensagem não incomodava apenas por ser impertinente, mas também pelo teor que ela detinha, uma vez que, se de fato estivesse certa, a tempestade que o arqueólogo havia visto mais cedo seria o estopim para os acontecimentos sugeridos pela premonição. Até que ponto é justo esconder isto deles...? Eles nem ao menos tem culpa... Foram trazidos para cá e irão ser punidos por algo que nem fizeram... Ponderaria o professor, se desconectando da conversa por alguns segundos para considerar se era correto ainda manter o sequestro de Thalassa em sigilo. Me desculpem, Rin e Helena, mas eles merecem saber a verdade... Comentaria mentalmente com os olhos fechados, esperando até que o assunto da vez fosse encerrado para que pudesse repor a palavra:

– B-Bem, eu gosta- – O parecer de Hisoka, no entanto, seria interrompido no instante que seus ouvidos captassem a voz de Milla. Seu rosto congelaria com os olhos arregalados. As pupilas imediatamente dilatariam até que, vagarosamente, o pescoço voluteasse em direção da garota. – M-M... Milla? – Engoliria em seco ao vislumbrar a sua companheira de olhos abertos após tanto tempo. Suas íris estavam mórbidas e denotavam um olhar bem alquebrado, mas certamente indicavam que ela estava consciente. As mãos do professor tateariam em titubeio pela cama de Milla até que encontrassem seu braço esquerdo. – N-Não acredito... Você... Finalmente... – De olhos marejados, Hisoka era incapaz de conter o sorriso, recolhendo a mão sinistra da garota antes de levá-la até sua própria bochecha, de modo a praticamente abraçá-la contra seu rosto. – E-Eu peço desculpas... Não pude voltar por você... Fui fraco e por isto fui derrotado... – Derrubaria o olhar em desaprovação pela própria atitude, evitando olhar constrangido para a garota. – Como você está se sentindo...? – Levaria o dorso da mão direita até a testa de Milla, afastando cautelosamente sua franja se preciso para sentir sua pele e aferir sua temperatura. Em seguida, sua mão deslizaria suavemente pela lateral de sua face até parquear na maçã de seu rosto, onde seus dedos afagariam com ternura. – Cris? Pode verificar se está tudo bem? – Direcionaria o pescoço e os olhos para a ruiva em busca de sua ajuda, uma vez que seu conhecimento médico mais apurado poderia trazer conclusões mais confiáveis.

Na eventualidade de Milla apresentar algum problema ou enfermidade, Hisoka buscaria solicitar a ajuda de Cris de forma mais ágil, almejando auxiliá-la da forma que pudesse para apaziguar a complicação, atendendo seus pedidos e intervindo com o que fosse necessário.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 3 EmptySeg 31 Dez 2018, 02:04

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



Os gritos abafados de Klaus me causavam muita agonia. A cada espetada de minha agulha em sua carne macia, sentia um arrepio subir por todo meu corpo. Queria chorar, queria gritar junto com ele, mas infelizmente lágrimas e gritos não salvariam sua vida e muito menos agradaria a todos no local. Klaus era mais forte que eu, e isso é algo que tenho que agradecer e muito, sem ele, provavelmente eu estaria muito machucada agora. Terminei o procedimento da melhor maneira que eu pude.  Suspirei fundo ao terminar, limpando o que dava com os lençóis, porém precisava de algo melhor para isso.

Foi decidido que seria melhor irmos a enfermaria. Com a ajuda do professor que começou a carregar Klaus, soltei as amarras de Lara e a encontrei em um típico estado de choque. Cerrei as sobrancelhas para ela e logo a ajudei a levantar. Hisoka dizia que Fennik não havia colocado ninguém junto a eu e Lara no quarto, sendo assim, minha principal suspeita ia para Nocha. Achei estranho o fato da garota me ensinar a ser mais silenciosa e fazer algo assim. - I-Isso está muito mal resolvido… Nocha foi gentil comigo, me salvou de Lara, n-não sei porque ela faria algo assim… Mesmo sendo uma Agente ou da Marinha, ela não teria motivos para me salvar e depois tentar me matar assim… Se ela me quisesse morta, deixaria Lara fazer o serviço… - Disse enquanto acompanhava os passos do Professor, que ajudava Klaus até a enfermaria. Eu o seguia, levando Lara comigo, estando sempre em alerta para caso ela tentasse alguma gracinha.

No meio do caminho encontramos Sam, ele parecia aflito com a situação, talvez a visão de Klaus machucado o fez pensar que estávamos sendo atacados. De fato estávamos, mas não era um ataque externo, o inimigo estava entre nós. Passaria por ele e com um sorriso tímido diria: - E-Está tudo bem Sam, Klaus apenas se machucou um pouquinho. - Deixaria o garoto para trás, mas caso ele nos seguisse, diria: - A-A onde você encontrou o Sr. Bigodes? Jurava que tinha deixado ele no meu quarto antes de sair. - Observaria a reação dele para a pergunta.  Quando chegasse a enfermaria, esperava que Hisoka pudesse sentar Klaus em uma das macas.
Me direcionaria direto para os armários do local, procurando álcool e algodão limpo para usar. Se achasse os materiais necessários, voltaria para Klaus. Olharia para ele e com um sorriso gentil diria: - Vai arder um pouquinho… - Aplicaria o álcool em sua pele macia, limpando o sangue sobre os pontos bem costurados com o algodão. - V-Você foi muito corajoso Klaus… O-Obrigada por me proteger, e-eu não sei o que faria se você não estivesse comigo… - Sentia minhas bochechas pegando fogo, não conseguia olhar Klaus diretamente nos olhos, coma mão direita, tocaria sobre a costura da ferida, como em um carinho singelo sobre sua pele branca. - Macio… - Diria quase que em um sussurro e logo que percebesse que estava gostando de sentir o toque na pele de Klaus, me afastaria de maneira repentina e envergonhada. Nunca havia chego tão perto de um homem sem sua camisa assim, essa situação era totalmente constrangedora. - D-D-D-Digo. é-é está be-bem costurado pe-pelo menos ha ha hahahha - Riria de nervoso antes de ouvir a menina que estava deitada na maca ao lado chamar o professor.

Observei os dois, Hisoka parecia envolvido com a garota, o que me fez pensar que talvez eles fossem algo a mais que amigos, afinal nunca o vi reagir assim tão melancólico com alguém… Ou quem sabe isso era só minha mente sentimental. Me aproximaria dos dois após o professor me chamar. Examinaria a garota, veria se ela estava com febre ou se tinha algum machucado em seu corpo que precisasse ser trocado, se estivesse tudo ok diria: - Ela me parece bem… O que houve com ela? - Olharia para Hisoka aguardando que ele disesse algo. Caso eu não pudesse ajudar a garota, ou se ela tivesse algum problema maior do que meus conhecimentos fossem capazes de resolver, diria: - M-Me desculpa, eu não sei em que posso ajudar…- Diria a ele de maneira melancólica.

Observaria por um instante a reação do professor e logo me voltaria a Lara e Sam caso ainda estivesse ali. Perguntaria a Mila como ela se sentia para poder saber melhor em como ajudá-la. - A onde está doendo? - Perguntaria e se ela me apontasse o problema, examinaria para ver o que poderia fazer. - Hisoka, procure um pouco de água para ela… Ela precisa se hidratar. - Pediria para ele com um sorriso confiante. Entregaria a água para a garota, ajudando-a a beber caso fosse necessário.   - Milla não é? - Olharia para ela com um sorriso.   - Parece que o professor estava bem preocupado com você. - Diria com uma leve risadinha de fundo.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

NEW FRIEND
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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