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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyTer 14 Maio 2019, 13:51



Sedativos





Crisbella



Depois de tomar o seu banho e recuperar o Sr. Bigodes com Klaus, Crisbella seguiu de volta para a enfermaria enquanto seu amigo retornou para o próprio quarto para poder finalmente descansar desse dia exaustivo. Assim que chegou na ala hospitalar, Cris precisou conter a impulsividade do chef Pepper que queria se levantar e ir cozinhar o almoço da tripulação, entretanto com o ferimento no seu abdome ainda precisando de tempo para cicatrizar, tudo que o ruivo conseguiu foi abrir alguns pontos e fazer a ferida voltar a sangrar. Se não fosse a ajuda imediata de Crisbella, Shizuo ficaria com os pontos do machucado aberto até que alguma das enfermeiras retornasse da cirurgia de Helena, algo que levou ainda algum tempo para acontecer.

- Tsc, quando o navio pegar fogo a primeira coisa que eu vou dizer vai ser “eu avisei”. - Reclamou o cozinheiro permanecendo com a cara emburrada mesmo depois do seu ferimento já ter sido tratado pela garota. Ele pelo visto não gostava muito desse tipo de ambiente.

Quando as enfermeiras Miyazaki e Hiramoto chegaram e explicaram a situação da comandante para Cris, a ruiva pôde ficar um pouco mais tranquila ao saber que ocorreu tudo bem na cirurgia de emergência e que graças à doação de sangue de Hisoka, Helena teria maiores chances de sobreviver. Dos quatro pacientes deitados nas camas da enfermaria, Shizuo, como já vimos, foi o primeiro a acordar, sendo sucedido por Katherine que abriu os olhos e tentou ficar sentada na cama, mas a enfermeira Miyazaki rapidamente correu até ela para impedi-la de fazer tal movimento devido ao ferimento em suas costas.

- Boa tarde, srta. Katherine, é melhor que permaneça deitada para melhor recuperação da sua ferida, ok? - Disse a profissional tentando colocar a revolucionária deitada novamente da maneira mais confortável possível.

- Tá doendo… Mas ao mesmo tempo eu me sinto esquisita… - Comentou Fennik com os olhos ainda meio perdidos e pouco abertos.

- É a anestesia, ela ainda deve estar fazendo efeito. Farei mais uma aplicação para te ajudar com as dores, espere um pouco. - Falou Miyazaki se afastando da cama para ir buscar o sedativo.

Observando de longe o estado de Fennik, Cris notaria o jeito como a garota olhava para as próprias mãos, abrindo-a e fechando-a, mexendo os dedos, forçando a vista para conseguir voltar a enxergar de forma nítida o que provavelmente estava embaçado e deixando-a um pouco zonza. Foi nesse momento que ela olhou para os próprios pés e sua expressão se tornou um pouco confusa, fazendo-a voltar a tentar ficar sentada na cama usando os braços como apoio para isso.

- Srta. Katherine, você não pode, você tem que ficar deitada de repouso! - Dessa vez foi a enfermeira Hiramoto a vir até Fennik, já que Miyazaki ainda buscava o sedativo.

- Eu quero ficar de pé… Não estou conseguindo mover minhas pernas, preciso exercitá-las… - Respondeu a garota levando uma das mãos a cabeça em uma feição de dor, a cicatriz em suas costas estavam doendo.

- Por favor, senhorita, você não pode, passou por uma cirurgia difícil, quanto mais tempo permanecer em repouso maiores serão as suas chances de recuperação… - Falou Hiramoto com calma para que Fennik entendesse e não tomasse nenhuma atitude imprudente.

- Hiramoto… Por que eu não consigo mover as minhas pernas? - Perguntou Katherine com a leseira da anestesia ainda fazendo efeito em sua voz, mas já era perceptível que ela estava entendendo o que poderia ter acontecido.

- Antes de tudo tenha calma. Como a Miyazaki falou, a anestesia ainda pode estar tendo efeito no seu corpo. Irei fazer alguns testes e você me diz o que está sentindo, ok? Mas por favor, volte a ficar deitada. - Pediu Hiramoto pegando um palito das vestes e indo em direção à paciente revolucionária.

- Não vou me deitar! - Respondeu rapidamente com a voz firme. A enfermeira sabia que não seria uma boa ideia pedir uma outra vez.

- Sente isso? - Perguntou ela passando o palito pela perna esquerda de Fennik, que respondeu negativamente com a cabeça. Em seguida ela repetiu o movimento na perna direita, também recebendo o resultado negativo por parte da paciente. Hiramoto então respirou fundo antes de dar a notícia que a essa altura parecia óbvia para todos que estavam ali. - O corte que você recebeu nas costas causou uma lesão medular na sua oitava vértebra torácica… Durante a cirurgia nós já sabíamos que isso poderia fazer você perder os movimentos dos membros inferiores e por se tratar de uma cirurgia bastante delicada pedimos para Milla não a fazer, mas ela preferiu salvar a sua vida a deixá-la correr o risco de ter complicações no futuro, já que era incerto se Helena iria retornar podendo ajudá-la. Me desculpe, Katherine, mas… Fizemos tudo que estava ao nosso alcance.

- Isso é impossível! - Soltou Fennik com o tom de voz já bem estabilizado e agora com os olhos fechados, ela parecia estar tentando manter a calma. - Isso não pode estar acontecendo! - E então ela começou a tentar se mover para a borda da cama, indicando que iria tentar ficar de pé.

- Srta. Katherine, não faça isso! Ainda pode ter uma chance, talvez com uma nova cirurgia seja possível reverter essa situação, mas para isso tem que ficar deitada e esperar, caso contrário pode ser que você acabe pio… - Disse Hiramoto se aproximando da garota para tentar botá-la deitada novamente, porém ela foi empurrada pelo braço forte da revolucionária e acabou caindo no chão.

- NÃO ENCOSTA EM MIM! EU SOU MAIS FORTE QUE ISSO, EU POSSO CONSEGUIR! - Gritou Kat após empurrar a enfermeira, porém ela nem teve tempo de se jogar da cama, já que os refugiados que estavam ajudando na enfermaria rapidamente se moveram até a cama dela para tentar imobilizá-la.

- Segurem ela, eu vou aplicar o sedativo! - Avisou Miyazaki mostrando uma seringa cheia do medicamento, porém se Katherine não estivesse completamente parada seria impossível fazer a injeção corretamente.

Seria nesse momento que a confusão gerada por Katherine começaria a ser ouvida do lado de fora da ala hospitalar, inclusive levando Gear a acordar e Hisoka a retornar às pressas ao local, podendo presenciar todo o drama da cena de Fennik e descobrir através da conclusão dela o estado atual das pernas da garota. Os holofotes estavam apontando para Katherine, mas com Gear saindo um pouco do controle e iniciando um furdúncio paralelo, Crisbella achou que seria um bom momento para tentar ajudar e se aproximou da engenheira para conversar com ela da maneira que deduziu que seria a melhor para a situação que ela estava apresentando. Usando da sua atuação para encenar uma voz e personalidade para o seu coelho de pelúcia, Cris foi aos poucos conseguindo chamar a atenção de Gine.

- Mentira! É sério? Mas eu sempre me comporto, eu juro! - Respondeu Gine preocupada com a possibilidade de não ganhar os doces que seus pais foram buscar. A ruiva continuou fazendo a voz do coelho para incentivar Gear a deixar as enfermeiras e os demais ali presente cuidarem dela. E funcionou. - Ok, Sr. Bigodes, farei o que está me pedindo, mas eu vou querer quatro bilhões de doces! - Disse ela aceitando o copo de água e dois comprimidos que a ajudante voluntária havia ido buscar na caixa de remédios. As enfermeiras estavam ocupadas com Fennik, mas a refugiada pareceu passar confiança no que estava fazendo. - Não! Não! Melhor ainda, uma ilha inteira de doces, fala pro meu pai que eu quero uma ilha de doces! - Continuou ela empolgada depois de já ter tomado o remédio. Em alguns minutos ele estaria fazendo efeito e a engenheira provavelmente voltaria a cair no sono. Olhando para o lado, Gine veria Katherine chorando de maneira desesperada nos braços de Hisoka após ter caído no chão e cochichou para o Sr. Bigodes: - É sério, essa aí é doida, cuidado com ela.

- Que triste… Se o pai dela for realmente o dono da M.A.T., já vai fazer dez anos que ele morreu. - Comentou um dos refugiados para o grupo de pessoas que estivesse mais próximo.

- Oh, agora me lembro de algo assim, saiu nos jornais e tudo, uma invasão pirata dentro da própria casa, né? - Respondeu a tal ajudante que parecia ter alguma noção mínima da área de saúde.

- É, mas não roubaram nada, se não me engano disseram que a Marinha conseguiu chegar a tempo para impedir que algo pior acontecesse, mas os piratas conseguiram escapar. - Explicou o primeiro homem para concluir a história. - Me pergunto o que pode ter acontecido com as memórias dessa garota, ter que lidar com a morte de um familiar duas vezes não vai ser fácil.

- A amnésia pode ser algo temporário, em algumas horas ou dias ela pode se lembrar de tudo… Mas o pior também é uma possibilidade e talvez ela nunca mais volte a se lembrar desses anos que foram apagados da sua memória. - Disse a ajudante analisando a situação da revolucionária que foi atingida por um raio.

Quando os olhos de Crisbella fossem de encontro a uma das estantes que ficavam no canto da enfermaria, a ruiva acabaria reparando na bolinha roxa que se destacava em cima do vestido negro e sujo de sangue que havia sido retirado de Fennik para que ela passasse pela cirurgia. As demais vestes dos outros pacientes também estavam ali, como por exemplo as enormes luvas de Gear que eram um pouco mais chamativas que o pirulito de embalagem roxa que estava junto das vestes rasgadas de Katherine. Por mais que a embalagem do doce de tutti-frutti estivesse suja de sangue, um pouco de água já seria suficiente para limpá-lo e entregá-lo para Gine.

- Oh! Foi o papai que trouxe? - Perguntaria ela sorridente quando Cris (ou o Sr. Bigodes) lhe entregasse o pirulito. - Cadê ele? Eu disse que queria uma ilha de doces ou no mínimo quatro bilhões de doces!! Hunf... Mas tudo bem, não tem problema, ele vai ficar me devendo e me pagar depois, ele sempre paga! Ele vai me trazer quando voltar… - Então ela encarou com um sorriso o pirulito que acreditava ter sido dado por seu pai, só que mesmo sorrindo, lágrimas silenciosas vieram a escorrer pelo seu rosto. - Hum? Por que eu to chorando? - Se questionou a engenheira limpando as lágrimas com uma das mãos. - Por que eu tô sentindo tanta falta dele? Sr. Bigodes, o meu pai foi embora e me deixou aqui sozinha? Ele não vai vir me ver? - E aos poucos as lágrimas que vieram de maneira repentina começaram a se tornar um choro que a atual mente de Gine não era capaz de compreender… Mas algo dentro dela ainda era capaz de sentir essa dor. Com o remédio começando a fazer efeito, a garota foi deitando na cama, ainda chorando sem conseguir entender o motivo. - Ele me prometeu que ia montar um parque de diversões em cima das nuvens… Será que é isso que ele foi fazer? - E fechando os olhos por conta do efeito dos calmantes, Gear foi entrando lentamente no mundo dos seus sonhos. - Mamãe disse que não tem problema ter dois papais...

Com o clima pesado que se instaurou na enfermaria depois dessas cenas com Katherine e Gine, ficava fácil entender as razões de Shizuo para não querer continuar ali, e o rapaz já havia apresentado o interesse de ir embora muito antes dessas coisas começarem a acontecer. Shott ainda nem havia acordado e já era uma possibilidade que passava pela cabeça de todos que tipo de desgraça poderia ter acontecido com ele, ou no pior dos casos, talvez ele sequer volte a acordar…

Lidar com tudo isso poderia ser um pouco pesado para as emoções atuais de Crisbella, que ao ver que a situação na enfermaria já estava um pouco melhor poderia já começar a considerar a possibilidade de se retirar e ir ver como Sam estava, assim quem sabe essa fosse a hora para ele lhe ensinar os segredos envolvendo a arte do disfarce. Contudo, se não fosse a prioridade da ruiva para o momento, ela poderia continuar junto das enfermeiras ajudando no que fosse preciso ou quem sabe até aprendendo alguma outra coisa que também pudesse lhe ser útil no futuro.




Hisoka



Depois de dormir doando seu sangue para Helena, ouvir o que Rin tinha para lhe dizer, almoçar e tomar seu banho, Hisoka acabaria retornando para o mesmo lugar que Crisbella, a enfermaria. Ouvir os gritos desesperados de Fennik acabaram acelerando os passos do arqueólogo, que ao chegar lá se deparou com a confusão que a companheira estava fazendo por querer sair da cama e estar sendo impedida pelas pessoas presentes no local. O professor mal tivera chance de tentar entender o que se passava com Gear na cama ao lado quando Katherine começou a ameaçar com um pedaço afiado de porcelana aqueles que tentavam dar um passo sequer em sua direção, com sua atenção voltada para a sua professora de acrobacia, Hisoka percebeu ali o quão determinada ela estava em sair da cama no momento que a cerâmica foi apontada para ele.

Quando Fennik desabou no chão, não foi apenas o corpo dela que caiu, aquilo significava muito mais para a mulher do que a cena era capaz de demonstrar, Hisoka sabia disso, Shizuo sabia disso, Gear saberia disso se não estivesse sob um estado de amnésia e Shott também seria se estivesse acordado. Katherine era uma guerreira, uma combatente habilidosa e uma mulher já bastante temida mesmo há tão pouco tempo no mar, perder a força de suas pernas era também perder tudo que conquistou. Suas costas foram dilaceradas pela lâmina, mas foi o orgulho dela o que mais saiu ferido desse confronto contra o sanguinário agente Kou.

Não foi dessa maneira que Hisoka imaginou que seria o momento onde teria Katherine em seus braços. Espera que fosse uma cena feliz onde ambos estivessem sorridentes, mas aqui é o exato oposto, lágrimas e uma situação de extrema tristeza. O choro de Fennik era alto e qualquer um que estivesse ali dentro olharia para ela quando ela começasse a parecer não ter mais controle desse ato. O arqueólogo até tentou acalmá-la, mas que palavras mágicas são essas que ele poderia dizer para conseguir algo assim? Sedá-la como Miyazaki pretendia fazer parece a única possibilidade, pedir desculpas de algo que não era realmente culpa dele não resolveria nada, entretanto o sentimento acolhedor que o professor transmitia com a própria presença ali também era uma ação poderosa. Todos os amigos de Katherine não estavam ali para lhe dar o carinho necessário, e quando o choro dela deu uma leve diminuída, Hisoka compreendeu a importância de se navegar nesse mar acompanhado de companheiros.

- Hisoka… Eu não consigo… Não consigo parar de chorar… Alguém faz isso parar, por favor! - Implorou ela ao mesmo tempo que agradecia o professor por estar ali ao lado dela. Enquanto ele ajudava a amiga a voltar para a cama, ela continuou chorando em soluços. - Por favor, alguém me dá um sedativo! - Gritou com a voz chorosa olhando para Miyazaki que estava nesse momento muito abalada emocionalmente com a situação e por isso demorou alguns segundos para reagir. Quando a enfermeira começou a aplicar a injeção, Fennik segurou a mão de Hisoka com força, força esta que foi diminuindo aos poucos na medida em que o fármaco foi circulando pelas veias da garota. - O-obrigada… - E com essa última palavra, visto que ela já estava com os olhos fechados, ficava a dúvida sobre o real alvo de seu agradecimento. Mesmo diante de uma situação como essa, Fennik ainda era uma pessoa difícil para demonstrar certos sentimentos.

Com Katherine e Gine voltando a dormir, o professor ficava livre para transitar pelo quarto, inclusive quem sabe ouvir alguns diálogos que aconteceram ao redor da cama de Gear. Contudo o objetivo atual do arqueólogo era um pouco mais ambicioso, ele queria aprender mais sobre a anatomia humana, queria compreender com mais clareza os motivos pelo qual Katherine não podia mais andar, queria saber como funcionava o cérebro humano e como memórias podiam ser perdidas dessa maneira, ou até mesmo as consequências de uma queimadura tão grave como a que Shott tinha em sua barriga. Pedindo para a enfermeira Miyazaki lhe ensinar um pouco mais sobre o assunto, a senhora caminhou até uma das prateleiras que havia no canto da enfermaria e trouxe um dos livros de anatomia que havia ali.

- Eu não aconselho que você crie grandes expectativas nessa possibilidade… Recuperar os movimentos depois de um trauma como esse é difícil, sendo bem honesta, diria que é impossível. - Respondeu ela quando foi questionada na primeira vez. Depois disso ela passaria os ensinamentos básicos para o arqueólogo, que para sua sorte, tinha ali ao lado três pessoas feridas que poderiam facilitar alguns exemplos, além de Helena que apesar de não estar ali poderia ser citada.

Quando a ferida de Blink parecia estar piorando, as enfermeiras se juntaram para começar a fazer um enxerto na região afetada, trocando os tecidos danificados por outros que estavam guardados no local apropriado dentro da ala hospitalar. O estrago causado por esse ferimento era bem sério, a infecção estava se tornando complicada de lidar e diferente do caso de Gear ou Fennik, a área afetada pelo ferimento do navegador era muito maior. Hisoka tinha queimaduras de até segundo grau pelo corpo, mas aquilo no abdome de Shott era certamente algo um grau acima, e observar a maneira como as enfermeiras precisavam lidar com isso lhe ajudou bastante a aprender sobre a musculatura daquela região e a funcionalidade da pele como um todo. Katherine e Gear juntas davam para o professor um conhecimento mais amplo sobre o sistema nervoso que era de longe o mais complexo se analisado a fundo.

Após algumas horas de ensino, Hisoka já poderia acrescentar a anatomia humana na sua lista de conhecimento, mas é claro que, ele ainda precisava continuar estudando e lendo sobre o assunto se quisesse saber de maneira mais aprofundada sobre alguns temas, além de ter a perfeita noção das nomenclaturas de cada partezinha do corpo humano. Se ainda estivesse disposto a continuar aprendendo, o professor poderia seguir pro convés do navio e encontrar Rin para receber a sua aula de corrida, pois de acordo com o plano do meio-mink seria essencial para deixar a família real escapar do ataque de Jovi. Pela posição do sol no céu, o fim da tarde se aproximava e com isso o objetivo do comandante ficava cada vez mais próximo de ser colocado em prática.


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 

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Hisoka
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Destinos Cruzados

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#Post 34


Os dedos da bárbara afrouxaram nas costas do professor à medida que seus braços combaliram; o pranto minguou, perdendo forças segundo a segundo; seu mento, então, fincou na clavícula do arqueólogo e os olhos enfim cerraram. O sedativo cumprira sua função e apaziguou a comoção de Fennik; pelo menos por ora. Aquela dor voltaria, dia a dia. Sempre que ela tentasse caminhar, o coração tempestuaria e aquelas lágrimas de suplício tornariam a derramar. Hisoka não sabia o que fazer. Queria estar ao lado dela a todo instante, pegá-la nos braços e tranquilizá-la, como fizera agora, mas seu encargo no Exército certamente dificultaria este anelo.

– Obrigado... – Após colocá-la de volta à cama, seus olhos perdidos em melancolia hasteariam, contemplando a enfermeira responsável pelo sedativo. Agradeceria sem muito ímpeto; ela não deu uma dádiva, fez o que tinha de fazer.

Com o livro de anatomia humana em mãos, Hisoka tentava absorver o máximo possível para aquele instante, usufruindo das mazelas dos próprios companheiros para integrar conhecimentos práticos à teoria. Havia bastante informação, as quais ele certamente demoraria muito mais que uma tarde para aprender por completo. No entanto, o anseio pela erudição ajudaria-o a reaver estes conceitos dali em diante, fruindo da base ofertada pela enfermeira, que já era de enorme auxílio.

– É bastante coisa... – Soltaria um suspiro lasso de olhos lacrados, agarrando o livro com ambos os braços contra o tórax.

Assim que as pálpebras desabrochassem, vislumbraria, de esgalho, os fios ruivos dançantes de Crisbella, ainda na enfermaria. Com todos os acontecimentos, mal tivera tempo de conversar com a Revolucionária, algo que não fazia desde o episódio com Kaitto. Não havia como negar a sensação de culpa que apertava-lhe o peito. Esperava que ela não estivesse com ressentimentos pelos eventos, mas somente saberia se palrassem.

– Cris...? – Segurando o alfarrábio na mão esquerda, alçaria a direita na altura da cabeça, evocando-a com alguns dedos flexionados. Abanaria o pulso se ela não o ouvisse, buscando fisgar sua atenção. – C-Como você está...? – Os olhos desviariam por míseros segundos quando uma pontada de embaraço tingisse as maçãs do rosto de rubro. Há muito não sentia-se assim; essa vergonha, essa timidez. Eram sensações que não mais pareciam fazer parte do professor, mas Crisbella as resgatou. – Que ótimo. – Os lábios deslizariam canto afora num sorriso acanhado, mas onusto de sossego. Sentiria-se num dejavu. Seriam as exatas palavras que proferira após a morte de Kaitto, contudo, essas detinham um peso diferente. Não era somente o estado do corpo de Crisbella que Hisoka queria saber, mas também o de sua mente, majoritariamente após ver a situação dos Revolucionários sequelados. – Quer conversar mais tarde...? – De cabeça baixa, esconderia parte do rosto constrangido com as madeixas umbríferas, hasteando as íris cetrinas para acompanhá-la com a vista. – Perfeito... Estarei lá. – Ergueria o pescoço assim que ela respondesse, controlando as marrafas à nuca com os dedos livres, de riso sem dentes. Gostaria de papear naquele instante, mas a mente responsável lembraria-o que tinha um compromisso com Rin. Por sorte, o encontro seria lá mesmo.

I N Í C I O   A P R E N D I Z A D O   C O R R I D A


No convés da embarcação, os olhos de Hisoka rutilariam em virtude do tom alaranjado da abóbada celeste, que indicava a iminência do crepúsculo. Tal como fora avindo, o meio-mink estava lá, a sua espera para que pudessem dar início ao treinamento de corrida. Talvez o professor não fosse capaz de aguentar um outro aprendizado, senão uma técnica física, uma vez que sua cabeça parecia lotada de informações naquele momento. As nomenclaturas e localizações anatômicas eram minuciosas e até agora atormentavam seus neurônios, cujas sinapses não paravam nem por um milésimo.

– Voltei, amigo. – Cumprimentaria Rin, rotacionando as espáduas num breve aquecimento. Seu livro de anatomia humana e seu chicote estavam no assoalho, próximos à balaustrada do navio, sobre sua camisa. Com o corpo meio-desnudo, acreditava que teria maior mobilidade, ao menos nas primeiras etapas do exercício. – Estou pronto! – Músculos saltantes à pele, muito mais marcantes que semanas atrás quando era um mero professor, e radiantes aos feixes do astro celeste; ao cenho moldaria-se um olhar destemido, resoluto, que ancorava uma ânsia pelo aprendizado, no qual obedeceria as instruções de Furry fervorosamente.

F I M   A P R E N D I Z A D O   C O R R I D A


– Argh... Argh... Argh... – Alento quente, exaurindo às golfadas entre os dentes cerrados; coluna envergada, de punhos apoiados sobre os joelhos; cenho em esgar, buscando ao máximo recuperar o fôlego e pele rorejada, de suor estilando a face até gotejar sob o mento. – O-Oi... Argh... – O pescoço volutearia até Crisbella, contemplando-a com um sorriso de lábios rosados, bastante umedecidos. O treino extraíra cada resquício de energia, mas ao menos pôde ser proveitoso. – Trouxe café...? – As narinas seriam infestadas pelo bálsamo da semente tostada e o tronco imediatamente poria-se ereto. – Ahhh, que saudade... – Comentaria em regojizo, referindo-se ao tempo desde a última vez que degustou café. Ele é apaixonado pela bebida; tomava ao menos uma xícara todos os dias quando era professor em Las Camp, mas, desde que se tornara um Revolucionário, nunca mais dispôs da oportunidade de sentir seu fantástico sabor. – Muito obrigado... – Apropinquaria-se de Crisbella, enxugando o corpo orvalhado com sua camisa. Assim que estivesse devidamente seco, abraçaria a xícara com os dedos e levaria o precioso líquido negro à boca. – Q-Que delícia... – Gemeria aos ares instantes depois da especiaria despencar fauce abaixo, captando todas as nuances de seu saibo mágico. Poderia ser coisa da sua cabeça, mas sentia-se revitalizado com todo aquele calor sápido percorrendo as veias. – Olha... Que lindo... – Assim que as pálpebras descerrassem outra vez, notaria o encanto do entardecer e, com a xícara apoiada sobre o balaústre, apontaria à abóbada celeste com a destra.

Queria que Crisbella vislumbrasse a mesma cena que ele; o gigantesco e alaranjado sol poente, que pareceria estar sendo engolido pelo pélago que circunda Berlinque. Suas flamas espalhando-se, como se estivessem alastrando até as nuvens, tingindo-as com aquele belíssimo tom que entremeava o cetrino e a magenta.

– Este lugar inabitado parece ter suas virtudes afinal... – Volveria a cabeça de leve, fitando a ruiva com um meio sorriso; íris resplandecentes ao crepúsculo e melenas balouçantes ao zéfiro. O comentário, claro, disporia de várias interpretações. Hisoka não estaria referindo-se apenas à vista; era muito mais que apreciar o sol poente. Era apreciá-lo junto a Crisbella. Era o momento, o clima. – De onde você veio, Crisbella? – E ele não pararia; uma sorvida no líquido negro depois, indagaria a jovem, ouvindo-a enquanto o gole despencava pela glote, sem tirar as íris carmesins de seu rosto meigo cor de neve. – Shell's Town... – Num suspiro, faria uma breve pausa, tempo em que resgataria à mente de historiador alguns pormenores da ilha. – Detentora de uma das marinhas mais fortes do East Blue... O que uma Revolucionária fazia lá? – Alcearia uma das sobrancelhas de forma desigual, questionando-a em tom sugestivo. Estava curioso para conhecer um pouco da história de Cris; e não apenas por ser um historiador. – Entendo... – Murmuraria ao escutar acerca de Mirana, sua amiga, de olhos fixos na água sob a embarcação, notando seu reflexo oscilante. – Eu também procuro por alguém... Minha mãe foi assassinada quando eu ainda era muito novo... A mando do governo. – O punho livre cerraria em cima do corrimão; havia raiva no meneio, mas, acima de tudo, mágoa. – Foi um marinheiro... Yasuo, seu nome. Não tenho a menor ideia de onde ele está... – Içaria o pescoço, agora vislumbrando o céu. O assunto era bastante pesado para Hisoka, por isso ele evitava olhar diretamente para Crisbella. Era um trauma que ele ainda precisava superar. – Queria ter uma pista... Alguma coisa que seja... Mas nunca achei nada... – Franziria os lábios em desalento, caindo o olhar onusto de melancolia e frustração. – Mas você vai achá-la, Cris. Tenho certeza que vai! – Enfim hastearia os olhos à ruiva; estavam marejados, amparando o líquido salino que não aguentava mais manar naquele dia. Os dentes arreganhados num sorriso sincero buscavam passar esperança à companheira, algo que ele praticamente perdeu no que se refere o assassino de sua mãe. Entretanto, em troca, ganhou uma devoção: derrubará o governo mundial e mostrará a verdade ao mundo; e nada o impedirá.

Histórico:
 

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Objetivos:
 


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Luizatomita
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Luizatomita

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyQua 15 Maio 2019, 19:16

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SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Esse post contém aprendizado de perícia (Disfarce)

Ouvir o choro de Fennik e seu desespero enquanto desabafava com Hisoka era de partir o coração. Senti uma angústia grande ao ver aquela cena mesmo que de relance, evitando dar a devida atenção por ter a minha frente um novo desafio a ser resolvido, Gear. - Ooooh uma ilha de doces! Seria o paraíííííso! - Disse com a voz do coelhinho.

Felizmente, minhas ações e habilidades como atriz me permitiam fazer um gesto simples e singelo para acalmar uma ‘’garotinha’’. Aos poucos consegui convencê-la a tomar o sedativo. Olhei ao meu redor e meus olhos logo fitaram um pirulito perto das roupas de Fennik. Me aproximei do objeto, pegando o mesmo e notando que ele estava coberto de sangue em sua embalagem. Olhei para os lados e logo encontrei um local apropriado para limpar o pirulito, enquanto eu o fazia, ouvi as vozes de duas pessoas, provavelmente refugiadas, conversando a respeito das palavras de Gear. Olhei de canto para elas, exibindo uma face sem expressão enquanto me concentrava nas palavras deles. Pobre Gear, perder sua família amada sendo apenas uma garotinha era algo de fato muito difícil, mas sabia que ela logo deixaria de alucinar e voltar ao normal.

Com o pirulito roxo em mãos, fiz com que o Sr. Bigodes entregasse o doce a menina, com um sorriso amável e uma voz doce. - Hey menininha! Olha o que eu achei! - Entregaria a ela o pirulito na mão do bichinho e logo começaria a ouvir as palavras dela. Aos poucos, Gear parecia que ia recobrando a consciência do que havia acontecido a anos atrás, porém ela ainda se comportava como uma garotinha.- Iremos a ilha do céu juntos!! - Diria com a voz do coelhinho em uma tentativa de animar a menina e fazer com que ela dormisse mais tranquila. Sorri de canto ao ver seus olhos fechados e logo me voltei a observar a enfermaria enquanto guardava o coelho na mochila.

His parecia cuidar bem de Fennik e, embora eu soubesse algumas coisas de medicina, nada superaria o conhecimento de médicos experientes. Percebi que Shizuo já não estava mais ali, talvez tivesse voltado a cozinha o que era uma má ideia, gravei mentalmente que deveria dar-lhe uma bronca mais tarde. Levantei-me da cama de Gear e logo percebi uma aproximação sutil de meu colega Hisoka. Olharia para ele de maneira tímida, escutando sua voz proferir meu curto apelido. - E-Eu estou bem.. E você? - Respondi para ele antes de sentir minhas bochechas brancas ficarem mais quentes, provávelmente eu estava corando na presença do professor de longos cabelos negros. Ele havia perguntado se eu poderia e gostaria de conversar com ele mais tarde. Segurei minhas próprias mãos de maneira tímida enquanto tentava desviar o olhar dele. - Cla-Claro, seria ótimo poder espairece-cer depois de tudo. - Sorri meio sem graça e como ele não havia dito aonde nos veríamos, tomei a liberdade de dar uma ideia. - N-No convés? - Ele concordou com minhas palavras. Sorri de maneira agradável, tímida porém feliz ao mesmo tempo. - O-Okay! Te vejo lá - Diria de maneira animada antes de ver ele se retirar da enfermaria, dando um pequeno tchauzinho para o professor.

Após a saída de Hisoka, tomaria a liberdade de me aproximar de Fennik. Ela estava desacordada por conta do sedativo que deram a ela. Olharia para o semblante da garota, suas pernas jamais se moveriam de novo… Mas deveria haver alguma maneira de curá-la! Levaria minha destra até a mão da garota. Segurando a mesma de maneira delicada, faria um pequeno carinho nela. Eu não conhecia Fennik tão bem quanto Hisoka assim como os outros daquela embarcação, não eram meus amigos, mas eram bons aliados, pessoas boas que me ajudaram demais naquela longa viagem. Senti pena da garota, sua reputação e fama por ser uma boa lutadora agora seriam colocados de lado… Dei um leve sorriso a ele, um sorriso confiante e com esperança. - Vamos dar um jeito… Eu prometo! - Diria de maneira confiante antes de soltar a mão dela e sair da ala médica.

Me dirigiria até Sam novamente, ele já poderia ter descansado bastante até o dado momento, esperava que ele estivesse bem o suficiente para conseguir me ensinar mais sobre como se Disfarçar tão bem. Andando, pensando em como o dia havia sido perturbado e estava indo embora, chegaria até a entrada do quarto em que ele estava e bateria na porta. - Posso entrar? - Se a resposta fosse positiva, entraria no local, se não, aguardaria ele dizer quando eu poderia entrar.

- Sam, você me disse que poderia me ensinar a me disfarçar… Pode fazer isso agora? - Perguntaria a ele quando o visse, de maneira gentil e curiosa pela resposta, esperava que fosse positiva. Caso ele aceitasse, me submeteria a seus ensinamentos dentro daquele quarto. Eu sempre tive facilidade de aprender coisas, mas caso algo muito específico viesse a ser falado, pegaria o meu diário de minha mochila e anotaria para não perder nada.

Após o aprendizado, sorriria para ele de maneira agradecida. - Obrigada! Isso será muito util! - Diria a ele antes de me voltar a porta de saída. - E-Eu tenho um compromisso agora, nos vemos mais tarde! - Diria a ele antes de sair do quarto. Precisava me encontrar com Hisoka, mas antes de súbir ao convés, teria uma ideia um tanto interessante. Voltaria meus passos para a cozinha do navio. Ao chegar lá, procuraria por Shizuo e caso o encontrasse trabalhando, daria a ele uma bela bronca. - Booonitooo heeeim, costurei você todo pra estar aqui não! - Cruzaria os braços, tombaria a cabeça para a direita e cerraria o cenho em desaprovação.  - Só perdoo você se fizer dois cafés muito bons! - Diria de maneira divertida e caso ele me entregasse, sairia do local, mas antes, me virando e dizendo: - A propósito, volte a repousar, se não na próxima costuro suas mãos uma na outra. - Diria de maneira séria mas no fundo me divertindo com a cena toda.

Meus passos firmes com as xícaras de café iam em direção até o Convés do navio. Se chegasse antes do final do treinamento de Hisoka, observaria seus movimentos, o suor de sua face e seu corpo caírem sobre o chão de madeira do navio. Uma visão exótica e até mesmo bonita. Ele logo notaria minha presença e quase que em um pulo, respondi. -  Ah- s-sim é café… - Me aproximaria dele com passos cautelosos para não derrubar a bebida quente e logo entregaria uma das canecas a ele após que o mesmo terminasse de enxugar o suor do rosto. Sorri de canto ao notar que ele apreciava o cheiro e sentia certa nostalgia e saudade da bebida. - N-Não sabia que gostava tanto assim de café, q-que bom que acertei na escolha da bebida. - Sorri para ele antes que o mesmo apontasse ao horizonte alaranjado. Me aproximaria de seu corpo, observando a onde ele apontava para direcionar meus olhos a mesma visão que a dele. - É realmente muito bonito… - Levantaria um pouco a face, procurando os olhos do rapaz e observando as curvas de seu rosto de perto até ele olhar para mim. Estaríamos próximos de novo, o que de fato, me deixava envergonhada. Senti meu coração bater mais rápido naquele momento, uma sensação estranha mas ao mesmo tempo, gostosa. Desviaria o olhar antes de ouvir suas palavras a respeito da ilha e suas belezas. - S-Sim… E-eu queria ter visto mais de perto… Dizem que é uma ilha hostil e perigosa, mas imagine o tanto de maravilhas intocadas que deve ter por lá… A lama parecia boa para a pele… - Diria de maneira descontraída, soltando-me mais ao lado dele enquanto bebericava a bebida amarga que não me era a favorita.

Ele logo se voltou a perguntar da onde eu era. Sem delongar, responderia de maneira certeira.- Shell’s Town… É uma linda cidade, organizada e muito singela. - Diria com um sorriso ao lembrar da cidade natal, o som das gaivotas de manhã, as casas brancas e as praias com muitas conchinhas. Levaria minha mão até meu pescoço, puxando o lindo colar de concha brilhante que eu ganhara na ilha de um marinheiro gentil. Enquanto eu observava a linda concha ele logo perguntou como entrei para os revolucionários. - Bem… É uma longa história. - Olharia para o horizonte enquanto me lembrava da face de Mirana, seus cabelos loiros e sua cauda azul como o mar. - Eu entrei aos revolucionários por conveniência… Nunca tive o ideal de mudar o mundo ou algo do tipo… Mas a Marinha fez uma coisa atroz contra uma pessoa que amo… Não podia ficar parada vendo isso. - Daria um pequeno sorriso a ele e logo voltaria a contar minha história. - Eu tenho uma amiga de infância, nós crescemos juntas, éramos inseparáveis, mas a Marinha a levou para longe de mim, pois ela possui algo que eu e você não temos… Uma cauda de sereia. - Diria de maneira melancólica. - Um Tenryuubito mandou a Marinha capturá-la e usá-la para seu bel prazer… Ela deve estar em um aquário agora, sendo o brinquedo daqueles vermes odiosos… Eu me juntei aos revolucionários para salvar a minha amiga, resgatá-la… Mas percebi que o buraco era mais embaixo que apenas minha amiga sereia… Escravos, mortes, fome, sofrimento… Eu nunca havia visto isso… E me dói saber que há um mundo inteiro sendo de alguns e o restante não sendo de ninguém… Eu quero acabar com isso, quero espalhar uma mensagem ao mundo, algo bom, algo de amor e fé… Não queria sujar minhas mãos de sangue… Por isso evito o confronto, há maneiras de se conduzir as coisas… - Olharia para minhas mãos enfaixadas antes de continuar. - Quero me tornar uma cantora famosa… Quero mover o coração das pessoas, mas através de meu dom… De quem eu sou por dentro. - Diria com um sorriso no final, um tanto infantil ou talvez um sonho ingênuo, mas era verdadeiro.

Sorrindo, olhei para ele, que logo se pré dispôs a contar um pouco de sua história também. Não demorou muito para eu ligar os pontos do porque ele tinha tanta raiva do Governo. Perder a pessoa que mais amava de maneira abrupta era impensável para mim… O observava de maneira comovida com suas palavras. Ele estava em uma jornada… Mas diferente da minha que era um resgate, ele buscava vingança. Senti um aperto no coração por ele. Sabia que vingança era uma faca sem cabo, que corta os inimigos e a si mesmo. Deixaria a xícara de café de lado, quase cheia porque eu não era chegada em café e me aproximaria mais dele. Com a destra, levaria meus dedos finos e branquelos até as maçãs de seu rosto, dando-lhe um sorriso amável e gentil. -  Eu te entendo… Mas vingança contra um homem não vai mudar o mundo… - Me lembraria da cena vista no navio, do chicote de His sufocar o agente a ponto de quase arrancar os olhos das órbitas. -  Eu sinto que… No fundo, você só quer Justiça… - Diria a ele antes de me voltar ao mar e aos céus do horizonte. - Mas não como ela é agora… Como ela deverá ser… E isso, nós podemos mudar. Devemos mudar. - Daria um sorriso a ele e logo deixaria o vento tocar minha face enquanto o sol se punha no horizonte.


-x-


Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

His
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptySex 17 Maio 2019, 19:46



Destinos Distintos





Crisbella



Assim que terminou de acalmar Gear e marcou com Hisoka de encontrá-lo no convés mais tarde para conversar, Crisbella também foi até a cama de Fennik dizer a ela algumas palavras de apoio, mesmo que estando desacordada ela não fosse capaz de ouvi-la. Diferente do professor, a ruiva não era tão íntima dos membros dessa embarcação, ainda assim ela era capaz de sentir empatia pelo que aconteceu com eles, principalmente o caso de Katherine. Quando enfim saísse da enfermaria, Cris retornaria para o quarto das enfermeiras onde havia deixado Sam descansando, após essas horas que se passaram o agente provavelmente já havia descansado.

- Uh, parece até que ainda estou sonhando, haha. - Disse o agente assim que foi acordado com a chegada da ruiva. - Não se preocupe, já estou bem melhor. - Diria ele caso ela viesse a se desculpar por tê-lo acordado. - Hmmm, não sei por onde começar, nunca ensinei isso para ninguém, mas vamos lá, sente-se na cama, acho que consigo achar alguma coisa aqui no quarto para demonstrar. - Assim que disse isso, Sam se levantou e começou a mexer nas coisas das enfermeiras para tentar achar algumas maquiagens. - Acho que acima de tudo é importante que você saiba se maquiar, isso você sabe, não é? Ficaria ainda muito mais surpreso se toda essa sua beleza fosse 100% natural.

Os minutos seguintes seriam marcados por toda a explicação de Sam para ensinar Cris seus truques de como se disfarçar, no fim tudo girava em torno de saber como se maquiar e se vestir, sendo também incluso o uso de perucas. O agente também não deixou de fora o conselho da atuação, algo que Crisbella já tinha conhecimento e certamente iria apenas agregar a tudo que estava aprendendo com o rapaz. Quando a aula tinha seu fim e Sam já tinha passado para a ruiva tudo que sabia sobre o assunto, ela já podia se retirar agradecida pela ajuda.

- Não há de que, depois de tudo que fez por mim era o mínimo que eu poderia fazer por você. - Disse ele sorrindo para a garota no momento que ela agradeceu e começou a se despedir para seguir pro seu outro compromisso. - É inacreditável, você é realmente parecida com ela… Tirando a cor dos cabelos. Se não fosse tão nova poderia jurar que é ela se disfarçando. - Quando Sam disse isso, Cris entenderia na hora que ele estava falando de sua mãe, pois como Afonso já havia lhe contado, as duas eram parecidas de alguma forma. Caso a ruiva comentasse algo sobre isso, o agente mostraria surpresa. - Uou, sim, como você sabe? Enfim… Acho que não faz diferença. Vai lá, Cris, nos vemos mais tarde.

Assim que deixou o quarto e começou a caminhar pelo corredor, a garota acabou passando por Rin, que acenou para ela com a cabeça e continuou seguindo em frente para o caminho oposto ao dela em direção a cozinha. Assim que chegasse ao seu destino ela acabaria encontrando Shizuo, este que já estava começando a preparar o jantar, ele que por sinal não estava ali sozinho, Nocha também estava presente e segurava uma sacola de gelo na cabeça. Da última vez que a viu ela foi atingida por Lara na cabeça por uma barra de ferro, então era fácil entender o porque ela estava fazendo isso. Apesar do reencontro com a sua professora de furtividade, foi com Pepper que ela falou primeiro, afinal já foi avisado que não era pro cozinheiro estar ali fazendo esse esforço.

- Olha só se não é a beijoqueira, hehe. - Soltou Nocha assim que a ruiva adentrou a cozinha.

- É… Desculpa, não curto muito o ambiente hospitalar, não me traz boas lembranças. E beijoqueira? Hã? - Respondeu ele para Cris assim que ela veio lhe dando sermão por estar de pé cozinhando. Assim que ela pediu para ele fazer duas xícaras de café para ser perdoado, o ruivo sorriu. - Haha, prepare-se para provar o melhor café da sua vida. - Disse ele se preparando para começar a fazer o café.

- Hey, Cris, desculpa pelo mal entendido de antes… Lara me explicou tudo. Fico feliz que no final tenha tudo dado certo, ainda que tenhamos tido muitas perdas. - Se desculpou a refugiada puxando um pouco de assunto enquanto Shizuo fazia o café. Bem, talvez as duas não tivessem tanta coisa para conversar assim, mas ao menos poderiam falar sobre qualquer coisa só pro tempo passar mais rápido e a água do café ferver.

- Aqui está, senhorita. - Falou o cozinheiro alguns minutos depois entregando para a ruiva duas xícaras cheias de café. Antes de sair, ela pediu junto de uma ameaça para que Pepper retornasse a ficar de repouso, porém ele fechou a cara para ela e respondeu: - Tsc, só estou deixando tudo preparado para aqueles idiotas não fazerem errado. Inclusive cadê eles? AJUDANTE 1, AJUDANTE 2, VEM PRA COZINHA SEUS IMPRESTÁVEIS! - E depois desse grito, Crisbella provavelmente iria se retirar da cozinha e caminhar para o convés do navio onde marcou de se encontrar com Hisoka. Com os ouvidos da ruiva já longes dali, Shizuo seguiria na direção de Nocha. - Mas sério, que história é essa de beijoqueira?




Convés



Depois de aprender mais sobre anatomia humana com a enfermeira Miyazaki, Hisoka teve um rápido diálogo com Crisbella para marcarem de conversar mais tarde e em seguida ele deixou a ala hospitalar, dirigindo-se para o convés do navio onde encontraria Rin para fazer o treinamento em corrida como haviam combinado. O dia estava ensolarado e com poucas nuvens no céu, os ventos frequentes traziam um frescor nesse fim de tarde e por isso os dois não sofreriam muito com o calor provocado pelo sol durante a prática da perícia. Graças aos poderes do príncipe Eduardo, o convés havia sido reformado com velocidade, sequer parecendo que um dia chegou a sofrer algum dano. Os corpos, incluindo o de Golias, também foram recolhidos e colocados em caixões em um canto, provavelmente um funeral será feito em breve assim que mais pessoas estiverem bem para tal cerimônia.

- Oh, até que você aprende rápido. O mais importante aqui é saber controlar a sua respiração durante a corrida, isso permite seu corpo a aguentar mais tempo praticando tal atividade, mas é claro que pra isso você precisa ter o preparo físico necessário, e isso eu não posso te ensinar a ter, depende apenas do seu próprio treinamento. - Explicou Rin enquanto treinava o professor correndo pelo grande convés para ensiná-lo a se tornar um verdadeiro corredor de maratonas. - É importante manter o tronco ereto e movimentar os braços e pernas dessa maneira aqui, mas você pode tentar desse jeito também se preferir um impulso maior de velocidade, porém a longo prazo essa postura lhe cansa mais. - Continuou o major dando as instruções adequadas de como Hisoka poderia mover seus membros durante a corrida. Após algum tempo explicando, algo que certamente era mais rápido do que aprender anatomia, o arqueólogo já estava com o conhecimento necessário para saber correr das melhores maneiras possíveis. - Agora se me dá licença, preciso começar a pôr o nosso plano em prática. - E então ele riu antes de sair em direção ao interior do navio.

Diferente do meio-mink que ficou apenas um pouco suado após a aula dada, Hisoka não apenas ficou duplamente mais suado, como também muito mais cansado, ofegante e com a musculatura das pernas tensas e levemente doloridas, mas nada que alguns minutos de descanso não resolvam. Quando Crisbella chegou no local onde o professor estava, o café que a garota trouxe era tudo que o arqueólogo precisava para recuperar suas energias, além de também matar a saudade da bebida que já não degustava tinha um bom tempo.

O café era sem dúvida alguma um dos melhores, ou até mesmo o melhor café que Hisoka já provou em toda a sua vida, e talvez ele sequer sabia que era possível ter uma diferença tão absurda assim do café que ele preparava em sua casa para este que estava provando agora, o que acabava trazendo a impressão que esse tempo todo esteve tomando a bebida errada. Bem, o líquido quente não ajudava muito o professor a se refrescar, mas comparado a todos os outros prazeres que ele trazia, manter seu corpo aquecido nesse calor acabava se tornando facilmente ignorável.

Dali por diante, a dupla permaneceu conversando por um tempo, falavam sobre o passado, contavam suas histórias e revelavam um para o outro os seus objetivos para o futuro. Enquanto Cris busca uma maneira de resgatar sua amiga sereia que foi levada pelos Tenryuubitos, His busca encontrar o homem que assassinou sua mãe, ambos desejam encontrar uma pessoa, porém o motivo são extremos opostos, pois enquanto ela quer salvar sua amiga, ele quer matar seu maior inimigo. Os olhos do professor acabaram marejando durante a conversa com a ruiva, os dois já haviam derramado muitas lágrimas nas últimas 24 horas e quem sabe não seja por isso que tenha voltado a se emocionar com facilidade.

Depois de passarem ali alguns minutos juntos, o pôr-do-sol já estava começando a acontecer no horizonte e em poucos minutos o globo ardente desapareceria de suas vistas trazendo a escuridão noturna como sempre há de ser, entretanto, o sorriso de Hisoka acabaria por desaparecer antes do sol no momento que avistasse Sam, os príncipes e a princesa de Ilusia vindo do interior do navio para a parte externa. Talvez o clima descontraído provocado pela conversa com Cris tenha feito o arqueólogo se esquecer do que estava para acontecer nesse horário, mas agora era inevitável para ele deixar a seriedade de lado, principalmente porque diferente da ruiva, ele já sabia o que estava para acontecer.

Quando o historiador viu Jovi se aproximando do convés, ele sabia que a hora havia chegado. Como dito com Rin na conversa que tiveram na cozinha, o comandante precisava primeiro avistar os príncipes e a princesa, em seguida ele provavelmente notaria a falta do major no local e se aproximaria de Hisoka para qualificá-lo como o único revolucionário ali apto a fazer esse trabalho no lugar dele, e o meio-mink estava certo, pois foi exatamente isso que o músico fez.

- Crisbella, poderia me deixar a sós com o Hisoka? Preciso falar com ele sobre algo importante. - Pediu Jovi de maneira educada com um sorriso forçado no rosto. Assim que a ruiva desse aos dois essa privacidade, o semblante do comandante mudaria completamente para algo mais sério e centrado. Seguindo o combinado, nesse momento His já podia assumir para o astro que estava ciente do que deveria fazer, também acrescentando a mentira de que Rin havia se retirado para o pântano para não se envolver com o que ele não estava de acordo. - Ótimo, isso poupa meu tempo. Já sabe como vai fazer, não é? O agente é seu… Seja rápido, acabe com um golpe só. Cuidarei dos príncipes em seguida.

Aqui, seguindo ainda o plano de Furry, Hisoka poderia mostrar o punhal que o meio-mink deixou com ele para simular toda a situação de que trabalharia ao lado de Jovi nesse assassinato, entretanto, no momento que o comandante desse o sinal para o professor agir, ao invés de acelerar para cima de Sam, o arqueólogo iria de encontro a princesa Marin, agarrando-a pelo braço e correndo em direção a borda do Paradise Star para pular de volta ao pântano. Como se a atitude de Hisoka já não fosse suficiente para deixar Jovi surpreso, Eduardo também agiria simultaneamente ativando o poder de sua Akuma no Mi para bater as mãos no chão e fazer a madeira do convés se moldar ao redor da estrela do rock e prendê-lo dentro de uma caixa.

- A minha irmã de novo não, seu desgraçado! - Gritaria Eduardo no instante que mostrasse o seu poder, até então desconhecido para Jovi.

- Se quiser pegá-la terá que passar por nós dois! - Bradou Afonso transformando seu corpo em uma armadura de aço.

Caso Crisbella tivesse tentado voltar para o interior do navio, talvez indo para o seu quarto ou alguma outra área do navio, ela seria impedida por Klaus, que mantendo uma feição bem séria, pediu para que ela fizesse silêncio e ficasse ali esperando, dessa forma ela acabaria vendo a confusão tendo início no navio, mas diferente dela, o espadachim não mostrava nenhum sinal de surpresa com o ocorrido, indicando que estava por dentro do que iria acontecer… E provavelmente ela era a única ali que não sabia.

- Só podem estar de brincadeira comigo, não me façam perder tempo com essa merda! - Disse Jovi de dentro da caixa de madeira, e com um único soco ele fez uma grande parte dela ir pelos ares, abrindo um buraco que permitiu ele sair de lá e correr em direção aos príncipes… E passar direto por eles para pular no pântano. Seu objetivo era a princesa, por isso não podia permitir que Hisoka e Rin a deixassem fugir pelo pântano. - Droga! Preciso alcançá-los a tempo antes que aqueles dois coloquem ela pra fugir pelo mar de alguma forma.




Hisoka



Era aqui que tudo aquilo que foi ensinado por Rin minutos atrás era botado em prática pelo professor ao correr outra vez pelo pântano de Berlinque. Era até um pouco triste ter que pensar em tomar banho de novo porque voltou a meter o pé nessa lama fétida, mas infelizmente o plano de Rin era realmente a melhor maneira de lidar com a situação. A princesa, mesmo usando um vestido, também estava correndo bem, não ficando muito atrás do revolucionário que a ajudava a fugir do comandante que corria logo atrás deles para tentar diminuir a distância.

Como o meio-mink havia dito horas atrás na cozinha, a partir do momento que Jovi estivesse correndo atrás dele, tudo que eles precisavam fazer é continuar correndo e tentar demorar o máximo possível para não ser alcançado. Por mais que Hisoka tivesse um preparo físico aceitável, ele sabia bem que o seu comandante possivelmente era superior a ele em diversos atributos, incluindo a velocidade e o vigor, por isso não demorou muito para que o professor e a princesa acabassem sendo agarrados pelo astro.

- Acharam mesmo que podiam correr de mim? - Falou Jovi no instante que suas mãos circularam o braço musculoso da princesa.

- Na verdade, não. - Respondeu Marin com a sua voz masculina… Voz masculina?

- Filhos da puta… - Xingou o músico no momento que viu que quem estava diante dele na verdade era Rin disfarçado de Thalassa Marin. - Seus idiotas, vocês tem noção do que acabaram de fazer?! - Automaticamente, ele soltou os dois revolucionários e olhou para os lados tentando entender o que estava acontecendo, então virou-se para olhar para trás… Ele precisava voltar, portanto começou a correr todo o caminho de volta para o navio.

- Desista, Jovi! Deixe-os em paz! Você não precisa se rebaixar a esse nível para concluir uma missão! - Tentou o meio-mink dizer para o comandante, porém ele não deu ouvidos e continuou correndo em direção ao Paradise Star. Começando a se sentir um pouco desconfortável por estar vestido como um mulher, o major tirou a peruca loira da cabeça e limpou a maquiagem do rosto com ela. - É horrível correr com esse vestido, mas vamos, temos que voltar. Não é garantia que eles cons… - Então ele parou sua fala pela metade, suas peludas orelhas de gato havia se mexido indicando que ele havia ouvido alguma coisa, algo que Hisoka não percebeu, pois sua audição não era tão aguçada quanto a do companheiro. - His, tem alguém aqui…

Puxando seu companheiro pelo braço, Rin foi arrastando Hisoka pelo pântano e usando as árvores para tentarem se esconder de seja lá quem o meio-mink estava ouvindo. Na medida em que foram adentrando o pântano, Hisoka começou a ouvir uma voz baixa vindo um pouco mais adiante. O sol ainda não havia ido embora por completo, mas já estava iluminando muito pouco do local, algo que os dois revolucionários ali já estavam acostumados, afinal lutaram aqui no breu da madrugada. Inclusive, ao seguir Rin pelo mangue, Hisoka poderia acabar achando uma ou outra árvore bem familiar, indicando para ele que já estivera ali antes.

- Sim, tenho certeza que é o Kaitto. - De onde estavam, já era possível ouvir com clareza um homem falando. A iluminação não favorecia muito, mas era possível notar que se tratava de um cara alto e bastante musculoso que estava usando um Den Den Mushi para se comunicar. - Cortaram a garganta dele e pelo visto ele perdeu uma mão também, haha, o desgraçado levou uma surra, levaram até as luvas dele.

Aparência:
 

- Algum sinal da pessoa importante que ele mencionou? - Perguntou a voz reproduzida pelo caramujo.

- Não, já revirei boa parte desse pântano maldito, não tem ninguém aqui, ninguém quer viver nessa merda. Seja quem for a pessoa, ela já fugiu, sorte a dela estar longe desse lugar. - Respondeu ele chutando para longe um sapo que queria pular na sua perna.

- Ok, Tarban, retorne logo para cá, acho que precisarei de você para uma missão. - Falou o Den Den Mushi que imitava uma voz masculina.

- Certo, a viagem deve demorar alguns dias. Mas, hein, Yasuo, acha que eu consigo ser promovido? - Perguntou ele para o tal homem com quem conversava.

- Apenas retorne logo. - E então a ligação foi encerrada.

- Tsc, filho da puta! - Xingou Tarban metendo uma bicuda na cabeça degolada do cadáver de Kaitto. Sua força era tão grande que ele acabou causando a decapitação completa do corpo morto do agente, atirando seu crânio alguns metros para frente. Em seguida ele deu as costas e caminhou pela lama indo na direção oposta à costa onde estava o Paradise Star.

- Humm, deve ser um agente… O Kaitto precisava fugir daqui através de um navio. Melhor não nos envolvermos com ele, não sabemos sua força e muito menos se está sozinho. - Disse Rin assim que o homem começou a se afastar de onde estavam, porém, Rin não fazia ideia de que naquele momento, Hisoka havia ouvido um nome conhecido… Não podia ser coincidência e isso certamente mexeria com a cabeça do professor. - Hey, His, você tá bem?




Crisbella



Logo depois que Jovi saiu do navio para perseguir Hisoka e a princesa que na verdade era o Rin disfarçado, Klaus correu para o interior do Paradise Star para retornar segundos depois com a verdadeira Thalassa Marin. A princípio, provavelmente Crisbella ficaria confusa, já que assim como o comandante, ela não sabia de nada que estava acontecendo, mas não seria difícil entender que estavam tentando criar uma rota de fuga para a princesa escapar sem ser capturada novamente por Jovi.

- Eu posso te explicar depois, mas agora apenas vamos ajudá-los a entrar no submarino e sair daqui. - Disse Klaus para Cris no momento que se reuniu com os Thalassa e Sam.

Sabendo agora que a verdadeira princesa estava o tempo inteiro no navio, o fato de Eduardo e Afonso terem deixado Jovi passar por eles com tanta facilidade até que fazia sentido. Se Jovi tivesse pensando com calma, esse descuido poderia tê-lo feito perceber e acabar com todo o plano do meio-mink. De qualquer forma, eles não sabiam quanto tempo Rin e Hisoka ganhariam para eles fugirem, portanto não podiam perder tempo ficando parados ali e por isso já foram os próximos a descer do navio para o pântano e correr em direção ao local onde os príncipes haviam deixado escondido o submarino. Klaus e Crisbella seguiriam eles para certificar de que tudo ocorreria bem.

- Bem, acho que é aqui que nos separamos. - Disse Sam para a dupla de revolucionários que estava com eles. Klaus não fazia nenhuma questão de se despedir do agente, mas talvez Crisbella estivesse disposta a aceitar o abraço que ele iria dar nela. As queimaduras pelo corpo dele o fariam soltar um leve gemido de dor. - Haha, elas vão melhorar em breve. Foi um prazer conhecê-la, Cris. - Diria ele caso o abraço tivesse realmente acontecido e então daria uma piscadinha para ela antes de ser o primeiro a entrar no submarino.

- Obrigada pela ajuda… Vocês são boas pessoas. - Agradeceu Marin mostrando seu sorriso para eles pela primeira vez. Sorriso este que fora tirado dela quando foi sequestrada e mantida presa no porão do Paradise Star. Nesse momento era difícil para Crisbella associá-la a um Tenryuubito… Por mais que o sangue dela fosse o mesmo daqueles malditos, não é isso que determina quem uma pessoa é ou quem ela vai se tornar. A princesa seguiu Sam e também entrou no submarino. - OH NÃO, CADÊ O MEU CUBO? PRECISAMOS VOLTAR! - Então ela pulou para fora do submarino, mas antes de fazer alguma besteira maior foi rapidamente puxada para dentro de novo por Sam.

- Impossível! O cubo tá com aquele professor, não tem mais como pegarmos isso com ele na situação em que estamos. Você teve a tarde toda para pegar de volta e só lembrou agora? - Disse Sam repreendendo a amiga que fez uma cara de choro.

- Poxa, mas é meu presente mais antigo… - Falou com a voz chorosa e uma carinha triste, porém ela sabia que agora não tinha mais jeito mesmo, portanto retornou para o submarino aceitando que provavelmente havia perdido o cubo.

- A Marin é um pouco esquecida mesmo, haha. Enfim, venha visitar o West Blue qualquer dia, como te falei, Cris, Toroa é um belo lugar, você com certeza iria gostar de lá. - Falou o príncipe acenando para ela de forma meiga antes de ser atravessar a portinhola para adentrar o seu meio de transporte.

- Pode parecer meio rude… Mas tudo que eu mais quero agora é não voltar encontrá-los de novo, esse navio é problema, prefiro não ter o azar de cruzar com ele outra vez. - Apesar de ter sido uma frase rude, ele falou em um tom irônico, como se estivesse contando uma piada, porém era óbvio também que ele não estava mentindo sobre o que disse. E assim se despediu o príncipe Ed, que após um breve aceno com dois dedos, também entrou no submarino.

Crisbella estaria vendo esse tipo de veículo pela primeira vez e tudo nele poderia ser uma grande surpresa para ela, fosse a maneira de adentrá-lo ou a forma diferenciada que ele navegava no mar como se fosse um peixe. Com a princesa Marin ficando cada vez mais distante do Paradise Star, Klaus e Cris podiam respirar tranquilos, pois sabiam que ela não seria mais um problema para eles e nem eles seriam um problema para ela. Ela finalmente estava livre… E pensar em liberdade talvez trouxesse Mirana de volta a mente da ruiva.

- Então, Bella, você quer voltar?

Nesse momento Crisbella sabia que a pergunta de Klaus não era exatamente a respeito de voltar ou não voltar para o navio agora, mas sim se ela queria continuar sua jornada com ele… A morte parecia navegar junto com o Paradise Star e provavelmente Berlinque não era o destino final dela. O destino cruzou seus caminhos, mas assim como acontece com duas retas que se encontram em um ponto, em seguida elas continuam caminhando para direções opostas. Seria essa a escolha de Cris no final?

OFF (editado porque eu esqueci de escrever antes de postar kkkkk:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 

FERIMENTOS:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyDom 19 Maio 2019, 04:18



Destinos Cruzados

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#Post 35


O toque dos dedos meigos de Crisbella espalhou um frêmito esbraseante por todo o corpo de Hisoka, eriçando seus pelos e incandescendo o rosto em cetrino. Seus lábios, por sua vez, pareceram mover-se em harmonia com os da ruiva, bordando um sorriso afetuoso ao passo que os olhos rútilos cruzaram uns aos outros. Ela é realmente linda. Pensou ao vislumbrá-la sob o lume carmíneo do crepúsculo; era ainda mais bela com sua pele resplandecendo ao escarlate e com suas madeixas rubras, esvoaçantes ao zéfiro, reproduzindo as labaredas do astro poente.

– Talvez... Sinto que as coisas não são mero preto no branco... – De beiços arqueados, responderia vagamente. Aliás, mal podia chamar isso de resposta, mas não tinha culpa; é um assunto realmente bastante complexo. – Obrigado, Cris... – Curvaria a coluna, aproximando o rosto da jovem, momento em que encostaria a boca no topo de sua cabeça. Captaria o bálsamo do cheiro de suas madeixas átimo antes de beijar aquele montante avermelhado, enlaçando os ombros dela com seu braço direito. – Cris... Bella. – Afastaria a cabeça, esculpindo o cenho mais uma vez com um sorriso enquanto faria questão de focar no sufixo de seu nome; o motivo? Mais do que óbvio. – Espero que nos reencontremos logo. – Diria de maneira sibilina, já marchando em direção de Jovi, que vira há pouco. Ela até poderia ficar confusa com o teor do comentário, mas entenderia em breve. – Obrigado pelo café, a propósito. – Ergueria a xícara, a esta altura vazia, na linha da cabeça. Não volveria o pescoço, nem por cima do ombro, de forma a amorar o meio sorriso gravado no semblante.

C
hegara a hora; coração palpitando tórax afora, fauce seca negando-se a sorver o que quer que restasse na boca e estômago retraindo-se de frio. Somente de ver Jovi, toda aquela irrupção de sensações que tivera com Crisbella simplesmente esvaiu, dando lugar a uma mente aflita, onusta de apreensão e, por mais calma que detivesse, não havia como escapar do medo. Se tudo desse errado, o que sofreram até então seria debalde. Não havia espaço para descuidos; e o primeiro dependeria completamente da maneira como Hisoka responderia à abordagem do músico.

– Sim, ele me contou... – A mão deslizaria roupa adentro até os dermatóglifos tocarem o álgido gume do punhal. O mostraria à Jovi na surdina em seguida, guiando-o até a peça com as retinas que despencariam à cintura. – Disse que não quebraria a promessa por nada... Até foi ao pântano para não ver o trabalho sendo feito... – Engoliria em seco ao explanar o falso exílio de Furry; não era um mentiroso de primeira afinal. Restava esperar que a calmaria em sua voz mascarasse sua falta de experiência. – O-Ok... – Íris correriam pela órbita até que fitassem Sam de soslaio; propínquo a ele, a princesa. Hisoka sabia o que fazer. Rin havia informado-o do plano horas atrás. Bastaria que fosse rápido o suficiente e não titubeasse. Jovi certamente cairia.

Suas vestes umbríferas, então, farfalhariam ao vento no instante que partisse em debandada na direção de Sam. Com sua aceleração nata e os breves conhecimentos de corrida e anatomia, sua velocidade poderia até chegar a surpreender o loiro, uma vez que se mostraria mais célere que antes. Todavia, metro antes de alcançar o agente, Hisoka cerraria o calcanhar de apoio no assoalho e mudaria seu trajeto abruptamente, agarrando a princesa – ou melhor, Rin – pelo braço.

– Vão! – Brandaria aos irmãos para que eles seguissem com o plano, ganhando tempo suficiente para que o arqueólogo adquirisse um intervalo de vantagem junto a Furry.

Segundos depois, os pés estavam mais uma vez afundados no paul. Por sorte, já estava acostumado com o fetim e a asca sensação do substrato impregnando nos calçados. Passo a passo, Hisoka ofegava durante o mantimento da corrida; havia nervosismo transitando pelas suas veias que, amalgamado à fadiga do treino de outrora, o fazia arquejar intensamente. Fazia questão de olhar sobre o ombro às vezes, porém sempre que espiava, Jovi estava mais próximo. Como raios Sam ganhou desse cara? Ruminaria, observando o músico que parecia uma besta cindindo as pesadas águas pantanosas como se estivesse em terra firme.

– Tsc! – Estalaria a língua no céu da boca, de cenho apreensivo; a carranca, no entanto, daria espaço a um sorriso cínico que seria moldado paulatinamente instantes depois da revelação do disfarce de Rin. – Chega, Jovi! Acabou. – Indicaria a palma da mão aberta a frente do corpo, num trejeito de pare. Todavia, o loiro sequer deu ouvidos e, ignorando completamente o pedido de Hisoka, tornou a correr de volta à embarcação. – Argh... – Suspiraria aos ares, balançando a cabeça negativamente. As mãos, então, iriam de encontro aos respectivos joelhos, vergando o tronco. – Que droga... Espero que tenhamos ganho tempo suficiente. – Volutearia o pescoço ao meio-mink, comentando de testa franzida, esperançoso.

Um silêncio inquietante então tomaria conta do recinto. Rin parecia extremamente concentrado; as orelhas chacoalhando, como quem estivessem captando a origem de um som. E de fato estava. Hisoka mal tivera tempo de retrucar; quando viu, havia sido puxado pântano adentro pelo meio-mink, utilizando as árvores para manterem-se de tocaia. Confuso, o historiador encararia o companheiro de cenho crispado, pedindo explicações, mas elas viriam por conta própria.

Uma voz irromperia a quietude; era roufenha e grave, e assim que o professor pudesse vislumbrar seu proprietário, podia ter plena certeza que fazia jus ao dono. Suas íris até demoraram a percorrer todo aquele corpo mastodôntico repleto de carne e músculos. Ele falava num Den Den Mushi, aparentemente acerca de Kaitto. Talvez o fato dele não ter retornado tenha chamado a atenção de seus superiores, que estranharam a situação e mandaram reforços. Hisoka evitaria se mexer ao máximo, pois quaisquer movimentos, mesmo que mínimos, podiam balouçar folhas e esgalhos. E ele estava indo bem ao que parece, até que um nome em peculiar chamou-lhe a atenção.

Ya...Yasuo!? Os olhos esgazeariam de imediato; à têmpora desceria uma gota de suor, que tiritava à veia saltante. Foi como um soco no estômago. E ele realmente chegaria a sentir uma ojeriza no órgão, como se fosse vomitar. Parecia motejo do destino; há pouco falara com Crisbella acerca disso. Sua frustração em saber que nunca havia conseguido uma informação sequer sobre o assassino de sua mãe desde sua conversa com Yasuhiro. O desassossego pela possibilidade de nunca conseguir uma chance de vingança pelo acontecido. Mas agora tinha uma; estava em suas mãos, porém, ao mesmo tempo, a sentia escapando entre os dedos, como um líquido. Não podia deixar escapar; não podia!

– R-Rin... – A voz às mínguas quase não sairia, mas faria questão de mostrar todo seu desespero no olhar ao comunicar o companheiro. Queria ajuda, e esperava que o meio-mink atendesse a ela. – N-Não posso deixá-lo ir... D-Desculpe. – As pálpebras trepidariam junto ao beiço; a cabeça balançaria suavemente pra lá e pra cá. Não havia escolha; era o primeiro passo da desforra que ele sempre anelou.

O corpo irromperia as folhas, espargindo penca e esgalhos a torto e a direito, e, num vulto umbroso, cindiria a região de mata até que entrasse na área aberta na qual o grandalhão estivesse caminhando. O chicote estalaria no ar, desbobinado com a destra átimo antes, zunindo ao cruzar na retaguarda do agente, culminando num estalido ao abalroar contra o chão. Queria chamar-lhe a atenção antes de qualquer ataque surpresa, afinal era uma informação que gostaria de ter, não sua morte.

– O pântano não está tão inabitado assim. – Enunciaria de cenho ríspido; sobrolhos unidos à glabela, maxila tesa e lábios franzidos. – Não gostaria de tirar meu tédio desta ilha monótona? Que tal me contar um pouco mais sobre esse... Yasuo? – Inclinaria a cabeça de leve ao passo que o flagelo oscilaria à aragem junto a sua indumentária negra à espera de uma resposta por parte do homem.

Se porventura a ira tomasse conta do homenzarrão e ele decidisse arremeter sem antes conversar, Hisoka manteria a longa distância, tal como de início – cerca de cinco metros. Desta forma, daria passos à retaguarda em mímica aos de avanço do adversário. Para ataques a longa distância, buscaria fazer a leitura da ofensiva para que pudesse esquivar da maneira mais fácil, sem muito esforço, quer seja com saltos, quer seja com rolamentos. Por outro lado, se ele encurtasse a distância rapidamente – usufruindo da técnica de velocidade por exemplo, o historiador estaria atento para evasivas de corpo; pescoço jogado para os lados contrários contra ataques altos, tronco para ataques médios e troca de base de perna para ataques baixos. Posteriormente voltaria a aumentar a distância com saltos em recuo.

C O N T I N U A  N A  P R Ó X I M A  A V E N T U R A

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyDom 19 Maio 2019, 16:20

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SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados


Meu aprendizado junto a Sam havia sido muito produtivo. Embora o rapaz estivesse queimado após sua luta contra Kaitto, o mesmo não parecia abalado e, seu bom coração de certo modo tinha tempo para ensinar a uma pequena ruiva como se disfarçar. Aquilo seria útil para meu futuro… Se eu quisesse continuar nesse caminho tortuoso que era ser uma revolucionária, teria de aprender a me esconder das pessoas e chamar pouca atenção. Ao final de minha pequena e interessante ‘’aula’’, Sam comentou em como eu era parecida com alguém que ele conhecida. Lembrei de Afonso ter comentado que eu era parecida com a mãe dele e isso era interessante. De qualquer modo, abri um largo sorriso a ele, não questionando seu passado ou expondo o que Afonso havia dito, aquilo estava guardado somente para mim agora. - Até mais! - Diria de maneira animada após sair do quarto enquanto eu ia em direção a cozinha.

Chegando ao local, como esperado, vi Shizuo dando ordens e mais ordens como o chefe estressado que ele era. Também no local estava Nocha, que me recebeu com uma frase solta e que me fez cerrar os olhos para ela em desgosto. Não gostava de Nocha, não da maneira que ela me tratava após eu inúmeras vezes ter explicado o porque havia beijado Sam, mas aparentemente explicação nenhuma surtiria efeito ou respeito sobre ela. Se eu quisesse que ela parasse com isso, teria de me impor. Pedi a Shizuo dois cafés, notando que ele havia perguntado a respeito do ‘’beijoqueira’’, quando ele se afastasse, me aproximaria de Nocha e diria de forma séria e firme. - Tudo bem, só por favor não espalhe por aí meus métodos de combate. - Terminaria olhando nos olhos dela, a face fechada e os olhos fixos notariam se ela demonstrasse alguma fraqueza, em briga de cão, quem abaixar a cabeça primeiro, perde.

Não demorou muito para Shizuo trazer as duas xícaras de café e logo as levei de encontro a Hisoka, me despedindo do cozinheiro com um sorriso. passos curtos e firmes me levaram até o rapaz de cabelos negros. Nossa conversa ao entardecer havia sido produtiva, pude que pelo menos poucos minutos apreciar um descanso ao lado do rapaz. Ele era bonito, simpático e corajoso, coisas que eu apreciava e estar ao seu lado me era agradável. Em dado momento, senti um abraço do rapaz ao meu lado e seus lábios tocarem o topo da minha cabeça, junto a ação, senti que ele respirava o ar, como se estivesse sentindo o cheiro de meus cabelos. Meu rosto, com toda certeza havia se corado, eu não sabia o que fazer, qual atitude tomar, apenas pude sentir sua aproximação até que de repente a figura de Jovi interrompeu o nosso lance. Eu ouvi as palavras do loiro, meio anestesiada pelas ações do moreno e logo tratei de sair dali. - TU-TU-TUDO BEM!! - Disse de maneira nervosa enquanto me afastava dos dois, cabulada demais para ouvir as palavras de Hisoka, embora tivesse certeza que ele havia falado algo importante para mim.

Quase de maneira robótica, levei as duas xícaras de café em mãos, deixando os dois homens para trás. Meu rosto queimava como fogo e eu tentava não pensar no chamego e no carinho que Hisoka me proporcionava.-  ‘’’Porque ele faz isso?’’ - Em minha inocência e cabulação, acabei voltando para dentro do navio e trombando com Klaus em meu caminho e, antes que eu pudesse conversar com ele, notaria uma certa confusão se formar dentro do navio, em especial pela parte da voz de Jovi. - O-Oque? - Logo que questionei, Klaus foi o primeiro a tomar atitude e andar ao encontro da princesa. Segui meu companheiro de viagem até encontrar a princesa e Sam juntos, de acordo com as palavras de Klaus, tínhamos que tirá-los dali. Concordei com a cabeça de maneira positiva. Fomos até o exterior do navio, entrando novamente no pântano fétido daquela ilha abandonada por Deus. Estava escurecendo e ficar a noite ali não seria nem um pouco agradável. Agarrei o braço de Klaus quase que por instinto enquanto pisávamos no lamaçal.

Após uma pequena caminhada, chegamos até a onde a embarcação da princesa aguardava. Eu de fato, nunca havia visto um submarino e, a visão do grande ‘’peixe’’ metálico me fez abrir um largo sorriso. - Uau, que incrível! - Disse de maneira animada enquanto tentava adivinhar como o veículo funcionava. Logo começaram-se as despedidas e assim, pude abraçar Sam pelo que talvez fosse a última vez. - Se cuide ta bom? - Diria a ele e ao final, daria-lhe um sorriso singelo ao ver sua piscadinha. A segunda a se despedir era Marin, ela comentou como éramos gentis e boas pessoas. - Princesa, com grandes poderes, veem grandes responsabilidades, espero que, ao contrário dos outros dragões celestiais, você consiga ser amada, mas para isso, deve-lhes mostrar a sua compaixão com os que estão abaixo de você. - Diria isso com um sorriso sereno no rosto antes da garota ficar em desespero por algum objeto que eu não fazia ideia do que era.

Sorri de maneira desleixada até perceber a aproximação do príncipe Eduardo e Afonso. O mais novo foi o primeiro a se pronunciar. - Tenho certeza que sim Afonso, espero que possamos nos reencontrar um dia. - Daria a ele um caloroso sorriso enquanto ele partia para dentro da embarcação. Em seguida, príncipe Eduardo se aproximou, ao contrário do irmão, Ed comentara que não queria nos ver nunca mais, porém de maneira sarcástica, o que me fez dar uma pequena risadinha. - Hahahaha pois é, cuide bem do Afonso, se não o fizer vou ser obrigada a puxar sua orelha nanica! - Diria com um sorriso no rosto antes de ver a embarcação se fechar e adentrar o mar e ao horizonte.

Meu dever com aquelas pessoas estava cumprido. Segurei meus ombros enquanto cruzava os braços e os observava, parada em meio ao pântano. Meu sorriso singelo logo se transformou em uma face pensativa… Eles estavam livres, mas minha amada amiga ainda era mantida em cativeiro. Olhei para Klaus e ouvi suas palavras simples e diretas, com um sorriso respondi. - Não há volta para pessoas como nós, só há apenas nós e um horizonte desconhecido. - Diria a ele, estendendo a mão direita para que ele a segurasse. - Você vem comigo? - A pergunta direta refletia em meus olhos verdes fixos nos azulados dele. Ainda havia muita coisa a ser feita, muitos lugares a serem visitados e muitos perigos… Mas se estivéssemos juntos, estaria tudo bem.




-x-


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 11 EmptyDom 02 Jun 2019, 12:18



Thalassa Marin





Em algum lugar da Grand Line



Dentro deste grande e desconhecido salão luxuoso, um trono estava posicionado no extremo oposto da porta de entrada. É possível ver a silhueta de uma pessoa sentada na majestosa cadeira ornamentada com pedras preciosas e metais nobres, porém seu rosto permanece oculto pelas sombras (do mistério).

Ao lado dessa pessoa havia uma mulher de pé, suas madeixas douradas estavam amarradas em um rabo de cavalo e ela segurava nas mãos uma prancheta para anotações. Para chegar até o tal trono, era necessário subir uma escada, e sentado em um dos degraus dela, havia um homem de longos cabelos prateados com uma expressão característica de tédio, totalizando assim três indivíduos nesse cenário.

O quarto a chegar na cena veio atravessando a porta principal, trajava o negro e usava uma máscara de crânio que cobria metade do seu rosto, deixando apenas a boca e olhos à mostra. Havia um grande número de armas brancas presas em sua cintura e até mesmo um par de katanas em suas costas. O mascarado caminhou até o centro do salão e se ajoelhou diante da pessoa sentada no topo da escadaria.

- Majestade, de acordo com um dos meus informantes pessoais, o paradeiro de uma das chaves foi encontrado no início da rota 4. Ela se chama Thalassa Marin e é conhecida atualmente como a princesa do reino de Ilusia. - Falou o homem mascarado logo depois de se ajoelhar.

- Thalassa? Diga ao seu informante que ele cometeu um erro. - Disse a voz suave da pessoa sentada no trono.

- Perdão, majestade, Thalassa Marin é como ela é conhecida atualmente depois de ter sido adotada pelo rei de Ilusia… Mas de acordo com ele, o sangue que corre em suas veias é o da nobre família Chelsey de Climax Island. - Explicou o mascarado ainda ajoelhado para falar com sua alteza.

- Oh… Interessante. - Assim que ouviu isso, o homem misterioso se ajeitou no trono, mostrando-se mais interessado no assunto. - Verifique a procedência dessa informação, busque tudo que for possível sobre a história da princesa de Ilusia, Thalassa Marin… Talvez isso nos leve a localização atual do Hagnav. - Disse para a mulher ao seu lado.

- Certo, majestade, farei agora mesmo. - Respondeu a loira se afastando do trono e descendo as escadas para fazer a pesquisa que lhe foi ordenada.

- Majestade, se me permite, posso enviar um grupo de assassinos para lhe trazer Thalassa Marin? - Perguntou o mascarado mantendo o respeito para com a pessoa que estava falando.

- Sim… Traga-a para conhecer o nosso jardim. - E seus olhos púrpura brilharam junto com o anel em seu dedo que produzia uma luz de mesma cor.

OFF:
 


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