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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III: Destinos Cruzados

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyQui 08 Nov 2018, 01:05

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III: Destinos Cruzados

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Hisoka Kurayami e Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptySex 23 Nov 2018, 02:23



”Iti Malia!”


Karthus havia deixado um enigma para os revolucionários resolverem em troca de um Log Pose, a bússola especial usada para se navegar na Grand Line. Achando que se tratava de um desafio matemático, a Comandante Helena pediu para que Jovi fosse buscar Gear para solucionar o problema, no entanto, para sua surpresa, a pequena Crisbella se aproximou dela e pediu de forma meiga para tentar resolvê-lo. Bastou que Helena erguesse a sua mão direita para o lado e Jovi parou seu percurso até o navio, dando a entender que ele deveria esperar. A comandante fitou a soldado com seu olho dourado, então de maneira séria, acenou levemente com a cabeça dando-a a autorização para tentar passar no teste de Karthus.

Na medida que a menina ia explicando sua linha de pensamento, o velho do Farol ia se mostrando surpreso, arqueando as sobrancelhas a cada palavra de Cris. Quando ela começou a desenhar em seu diário para auxiliar a explicação, o barbudo levou a mão esquerda até os fios grisalhos de sua barba, enquanto a outra ficava posicionada sobre a barriga. Assim que terminou de desenhar, Bella olhou para Karthus na espera de uma resposta, então ele olhou de volta e sorriu com seus dentes amarelos antes de soltar sua característica risada natalina.

- Rowrowrow! Você é boa, sabia que iriam acertar, mas não achei que fossem conseguir tão rápido assim. Uma mente brilhante essa sua, pelo visto o Exército Revolucionário está carregado com a força da nova geração. - Disse ele presenteando a garota não apenas com um Log Pose, mas dois, o que significa que ambos os navios poderiam sair dali e caminhar para alguma rota. Logo que olhasse para as "pulseiras com uma agulha dentro de uma esfera", mesmo não sabendo nada de navegação, Cris iria notar que ambos apontavam para lugares diferentes, podendo achar que algum deles estava com defeito, por isso se ela ou até Hisoka viessem questionar Karthus a respeito disso, ele iria responder: - Oh, não estão quebrados, na verdade a Grand Line é composta por sete rotas diferentes, saindo daqui desse Farol é possível que cada Log Pose aponte para uma direção, pois há sete ilhas que podem ser identificadas por eles. Inclusive, quando chegarem ao destino apontado, é importante que permaneçam nessa ilha o tempo necessário para que o Log Pose seja atualizado para a ilha seguinte, tempo este que pode variar de ilha para ilha. - Após a explicação, quando Cris lhe fizesse a pergunta sobre o destino de cada um desses, ele passaria a mão esquerda sobre a barba e pensaria um pouco a respeito. - Eu não sei, não sou muito bom em navegação, mas ouvi você dizer que queria ir para Mawakun, lamento pequena, mas tenho certeza que nenhum dos Log Pose que saem desse Farol apontam para essa ilha.

Era decepcionante para ela ouvir que nenhuma das bússolas poderia levá-los para Mawakun, enquanto isso, Hisoka, que já tinha um conhecimento prévio sobre a história dessa ilha, soltava comentários a respeito, mas talvez acabasse não recebendo muita atenção, o que seria quase como se estivesse pensando alto. Com um tom de voz um pouco choroso, Crisbella voltava a olhar para Helena, perguntando-a o que poderiam fazer, desejando que a comandante de alguma forma pudesse lhe trazer uma solução, mas tudo que ela recebia em resposta nos primeiros segundos era um olhar frio daquele olho dourado junto a uma face intimidadoramente séria.

- Ownt meu deuso! - Então ela abraçaria Cris de maneira calorosa, apertando as bochechas dela com a sua própria. - Não fique triste, eu vou dar um jeito. Você quer ir pra Mawakun, bebê? Eu te levo para lá, tá bom? - Diria ela fazendo uma voz fofinha para falar com a garota que já havia deixado de abraçar para acariciar os cabelos. Então ela se virou para seus tripulantes no navio e sua expressão mudou para a habitual. - BLINK, TRATE DE DAR UM JEITO DE CHEGAR EM MAWAKUN!! - E aí voltava a olhar para Bella, sorrindo de forma gentil, com o olhinho brilhando e um arco-íris escorrendo pelo canto da boca. - Você precisa de um quarto no nosso navio, não se preocupe, arrumarei um bom quarto pra você… HISOKA! Seu quarto agora é dela, então pegue suas coisas e vá dormir com o Rin! - Ao dirigir a palavra para outra pessoa que não Cris, Helena voltava ao seu tom de voz natural, inclusive ela foi na direção do professor, que provavelmente estava próximo para parabenizar Crisbella, e lhe deu um forte pescotapa. - Você é o professor!! Deveria ter sido você a solucionar o enigma! Deixou aquela pobre garotinha estressar a mente tentando resolver algo que era sua obrigação!

- Sempre soube que você tinha uma mente brilhante, Cris. - Elogiou o major se aproximando dela para pegar um dos Log Pose. - Fico feliz que esteja se entendendo com eles… mas fique longe do Sirggiovi, ok?... Acho que com isso eu posso partir com a mente tranquila de que você está se dando bem.[/b] - Então ele sorriu para ela passando a mão sobre a cabeça de Bella para lhe bagunçar os cabelos. A partir dali, Cris, se já tivesse entregado o Log Pose para Helena, estaria livre para andar para onde quisesse, como por exemplo retornar ao navio de Daario e chamar Klaus. - Só que antes de ir, Comandante Helena, obviamente não posso sair daqui sem vê-la… Então me diga, onde está Milla?

Assim que fez essa pergunta, o clima entre os três tripulantes do Paradise Star poderia ficar um pouco mais tenso, Jovi engoliu em seco, enquanto Helena virou levemente o rosto para olhar para Hisoka. O silêncio pairou sobre o local, apenas o som da Reverse Mountain e das gaivotas pode ser ouvido por aqueles segundos que se sucederam, até mesmo Karthus olhou de maneira curiosa para o grupo, percebendo através do silêncio que algo de ruim teria acontecido, então esperava ouvir uma resposta explicando o ocorrido. Sim, havia ficado bem óbvio através da reação dos três, por isso Daario, que até então estava sorridente, encarou o trio de maneira mais firme.

- Por que estão demorando tanto… O que foi que aconteceu? - Perguntaria ele esperando que alguém lhe fosse responder, porém, Helena e Jovi pareciam estar esperando que Hisoka fosse aquele a fazer isso, por isso enquanto ele não explicasse, o silêncio continuaria. - O quê? Por que diabos vocês permitiram isso?! - Diria ele caso tivesse uma resposta do professor, então reagindo de maneira explosiva, Daario avançaria na direção de Hisoka e pularia contra seu corpo, tentando derrubá-lo. - Seus desgraçados, a culpa é de vocês!

Por conta da atitude inesperada do major, Kurayami acabaria não conseguindo reagir a tempo, ou talvez, sequer tentasse se esquivar dessa explosão de raiva, pois de certa maneira entendia o lado de Daario, mesmo que não soubesse qual era a ligação entre ele e Milla. Ainda enfurecido, o major aplicaria um soco contra o rosto do professor e daria um segundo se Jovi não tivesse aparecido para segurar seus braços e puxá-lo para longe de Hisoka, imobilizando-o para impedir que continuasse agredindo o seu companheiro.

- Calminha aí, rapaz, ninguém aqui tem culpa de nada, a decisão foi totalmente dela. - Disse Jovi fazendo um certo esforço para parar o frenesi de Daario.

- Me solta, Jovi! Me deixe vê-la, eu preciso ver a minha irmã!

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptySab 24 Nov 2018, 02:44



Destinos Cruzados

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#Post 4


O acerto de Crisbella proporcionou ao grupo a aquisição de dois Log Poses, equipamentos sui generis utilizados para a navegação na peculiar Grand Line. Mesmo que não tenha nenhum conhecimento geográfico ou cartográfico, Hisoka não deixaria de notar uma característica peculiar em ambas as bússolas. De olhos atentos, ele perceberia que as agulhas dos instrumentos estavam apontando para dois locais distintos. Em resposta, o rapaz inclinaria a cabeça e crisparia o cenho denotando dubiez, uma vez que, a priori, não havia sentido os utensílios indicarem diferentes caminhos.

– Estão quebradas? – Apesar de não ser sua intenção realizar algum tipo de julgamento, Hisoka pensaria que a frase pudesse cair mal na situação. Assim, imaginando que Karthus poderia acreditar que ele estava duvidando de sua palavra, o Revolucionário corrigiria o comentário após balançar a cabeça negativamente, como se requeresse que sua observação anterior fosse esquecida. – Digo... Impressão minha ou estão apontando para dois trajetos diferentes? – A explicação de Karthus esclareceria seu questionamento, aclaração que seu semblante revelaria com o elevar das sobrancelhas. – Oh... Interessante. – Relaxaria as celhas após a aquisição do mais novo conhecimento.

Em seguida, Hisoka vislumbraria um dos momentos mais icônicos e inesperados em sua jornada até então. Assim que Crisbella soube que os Log Poses não apontavam para Mawakun, ela mostrou certa insatisfação e tristeza, no entanto, para a surpresa do historiador, fora Izzy quem a consolou, revelando um comportamento nunca antes visto. Hisoka jamais havia contemplado a Comandante tão carinhosa com alguém, tampouco demonstrando tamanho contato físico. Tudo bem que ela é realmente fofa, mas quem é você e o que fez com a Helena? Pensaria atônito, observando a situação completamente incrédulo. A cômica expressão inerte externava perfeitamente sua confusão mental ao notar a audaz Helena demonstrando tanta afeição.

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A situação foi ainda de mal a pior no momento que a Comandante anunciou que Hisoka deveria abandonar seu quarto e concedê-lo à Cris. Certo que o arqueólogo não é teimoso e não vê problemas algum em ceder seu cômodo para uma nova integrante, mas a falta de delicadeza na tomada da decisão foi bastante imprevista. Contudo, sempre bem regido pelo seu temperamento calmo, o historiador limitaria-se a suspirar e roçar as unhas contra a sobrancelha direita, porém as notícias infestas ainda não haviam terminado e, desta vez, seria enunciada por um forte golpe contra seu pescoço. Masoq!? Sem que esperasse pelo "ataque", Hisoka titubearia alguns passos a frente para retomar o equilíbrio e evitar que caísse com o tórax contra o chão. O impacto deixaria sua nuca latejando, obrigando-o a afagá-la com a palma da mão canhota em busca de apaziguar a dor.

– Tsc... – Com serenidade, o arqueólogo apenas estalaria a língua contra o céu da boca, evitando retrucar à comandante. Ele imaginava que seria irrelevante levantar uma discussão para mostrá-la que a matemática não é o seu forte, uma vez que é um historiador e arqueólogo. Destarte, deixaria o assunto para trás, contendo-se em ameigar a nuca até que o incômodo esvaísse.

Infelizmente, mal sabia Hisoka que o golpe de sua comandante seria a menor de suas preocupações, assim como representaria a mais ínfima de suas dores, praticamente inexistente quando comparada a que estava por vir. Isto porque, em meio ao cenário descontraído após a resolução do enigma, em que as tripulações já buscavam se organizar para desatracar, o homem que acompanhava Cris levantou uma pergunta que atingiu em cheio o arqueólogo. Seus músculos faciais outrora relaxados imediatamente tensionariam, realçando os zigomáticos no instante que ouvisse o nome de Milla. Engolindo em seco, cada segundo de silêncio eram horas de tortura para o professor. Seu olhar, em grande maioria estático, ora ou outra cruzava o globo ocular de canto a canto para fitar Helena e Jovi, a espera que dessem alguma resposta, mas, assim como Hisoka, eles forneceram apenas remanso. Era visível o estresse na feição de Daario ao reparar que a atmosfera havia ficado pesada, o que o levou a reiterar o questionamento.

– E-Ela... Milla infelizmente está em coma desde nossa última missão. – Cansado de deixar Daario sem resposta, Hisoka cerraria os punhos em apreensão e revelaria a situação de Milla ao homem.

Ele imaginava que era injusto atormentá-lo deste modo, pois neste tipo de circunstância o silêncio é, muitas das vezes, pior que a própria verdade. Entretanto, talvez este não fosse o caso, uma vez que o Major avançou contra o professor e o agrediu. De olhar cabisbaixo, Hisoka mal notou sua aproximação, vislumbrando apenas seu vulto de soslaio. Todavia, mesmo se fosse capaz de esquivar, não o faria, permitindo que Daario o atingisse plenamente. Este é seu castigo. Pensaria o arqueólogo ao sentir o punho do Revolucionário contra seu rosto, golpe que balançaria sua cabeça e o deixaria aturdido. O gosto férrico seria realçado em sua boca e um filete do líquido rubro escorreria pelo canto do beiço. Durante a acometida, Hisoka fitaria o Major profundamente, porém seu olhar estava distante, incapaz de sentir raiva mesmo após observar a ira no semblante de seu agressor. A dor do soco era despicienda quando comparada ao forte sentimento de culpa que o devorava.

Seja pela plena recuperação de seus sentidos após o ataque ou pela saída do estado de êxtase, Hisoka começaria a ouvir a voz de Jovi, inicialmente borchonosa, assim como perceberia o borrão que representava Daario distanciando-se. A pressão contra seu corpo havia se esvaído, uma vez que não estava mais sendo agarrado e pressionado pelo Major. Assim, com o auxílio das mãos, ergueria o tronco do chão e permaneceria inclinado, ainda carregando um distante olhar taciturno. Era como se tivesse retornado a estaca zero. Havia acabado de visitar Milla e aparentemente superado a autoria pelo seu estado, porém bastou um único comentário para seu psicológico ser mais uma vez destruído. Ele sabia que se continuasse desta forma seria a sua ruína. Por isto, respiraria fundo e fecharia os olhos no intuito de ruminar num período de auto-reflexão. Tudo aquilo foi para nada? Você já se desculpou com ela. Prometeu que seguiria em frente. Você fez o que pôde. Num impasse contra ele próprio, Hisoka relutava em retornar a firmeza e estabilidade emocional que havia adquirido, relembrando as recentes memórias de quando esteve com a companheira na ala médica.

– Sim, é minha culpa... – Voltaria a abrir os olhos, ainda de olhar fixo no convés amadeirado. – É minha culpa... Desculpe. – Levantaria as íris, fitando Daario diretamente. Hisoka sabia que não importava o que fosse dito, ele simplesmente não seria capaz de convalescer o Major naquele momento, no entanto, ao menos poderia exortar ele mesmo. Em seguida, tensionaria os músculos do antebraço para erguer o corpo e, numa breve reverência ao flexionar o tronco, findaria: – Não acontecerá com mais ninguém... Eu ficarei mais forte. – Suspiraria, inculcando retirar um forte fardo dos pulmões junto ao ar expelido.

No caminho para o interior do navio, Hisoka limparia o sangue vestigial em sua boca com as costas do punho direito. Com o término da discussão, ele focaria em esvaziar o seu quarto, como pedido por Helena, transferindo todos os seus pertentes para o quarto de Rin. Apesar de realizar a atividade com um semblante inexpressivo, uma vez que ainda sente-se acanhado pela baderna, o professor sabia que havia conseguido dar alguns passos em direção à superação pelo acontecimento com Milla. Destarte, de algum modo, o desentendimento o agraciou com bons frutos.

Se porventura Hisoka não encontrasse Rin para que o garoto pudesse abrir o cômodo, ou algo do gênero, ele o procuraria pelas dependências do navio até que o achasse.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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Última edição por Hisoka Kurayami em Sab 24 Nov 2018, 16:53, editado 1 vez(es)
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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptySab 24 Nov 2018, 16:14

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



O rapaz de cabelos negros logo comentava ao vento sobre Mawakun. Eu não sabia muito o que havia naquele lugar, mas ter alguém com certo conhecimento sobre não seria nada mal. Sorri de maneira gentil a ele, levando minha mão direita as fios vermelhos de meu cabelo. - I-Interessante, não sei nada sobre aquela ilha a não ser do leilão de escravos… - Diria a ele de maneira curiosa, afinal, não é todo dia que eu encontrava alguém que soubesse desse tipo de coisa. ‘’ - Talvez ele seja algum tipo de historiador… - ‘’ Pensei enquanto me dirigia ao enigma de Karthus.

Após toda a minha explicação, senti uma gota de suor escorrer sobre meu rosto, o nervosismo em minha barriga vinha em formas de borboletas festeiras que não paravam de se agitar. Segurando minhas mãos firmemente, esperei pela resposta e, a risada natalina do homem veio para quebrar meu nervosismo. Suspirei fundo, enchendo de ar os meus pulmões em um suspiro longo. Logo ele me entregou não um mas dois log poses. Segurei o objeto de maneira firme em minhas mãos e, notei que cada um apontava para um lado diferente. - Ta com defeito? - Perguntei inocentemente enquanto revirava o pequeno objeto, olhando para ele de maneira curiosa e dando pequenos tapinhas no objeto para ver se a seta mudava de direção. O velho homem logo tratou de explicar o que estava acontecendo, e com um breve relance abri a boca num: - ahhhhmmm… Interessante. - Assim, perguntei para onde eles apontavam e infelizmente, meu destino final teria que ser adiado, pois nenhum levava a Mawakun. Sorri de maneira desapontada, infelizmente Mirana teria de esperar um pouco mais.

Assim, com os dois Log poses em minhas mãos, me aproximei de Helena, explicando a ela que eu precisava ir para Mawakun e, a reação da garota foi extremamente inesperada para mim. Senti os braços fortes dela me abraçando e nossas bochechas encostarem uma na outra. Senti meu rosto corar novamente e minha primeira reação seria de tentar me afastar um pouco daquele abraço. Logo a garota começou a dar ordens e… Broncas nos rapazes que estavam por ali. - E-E-Eu não quero incomodar, n-não preciso de um quarto só para mim e-eu posso dividir com os outros sem problemas! - Diria agitando as mãos para frente de maneira rápida como se pedisse desculpas aos outros tripulantes.

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Observei de lado o golpe que Hisoka havia levado. Levei minha mãos para minha boca, me aproximaria do rapaz e com cuidado observaria o local da batida. - M-Me desculpe… - Diria a ele oferecendo o restante de minha garrafa de água gelada, talvez ele pudesse aliviar um pouco a dor com o geladinho da garrafa. Independente se ele aceitasse ou não, observaria Daario se aproximando. Seu elogio tirou um sorriso bobo de meu rosto junto com uma reboladinha de meus quadris de maneira acanhada.   - O-Obrigada pela dica… Manterei os olhos abertos para que ele não tente nenhuma gracinha. - Diria com um sorriso alegre logo em seguida. Os dedos quentes do Major alisaram meus cabelos, trazendo uma sensação gostosa em todo meu corpo junto a um arrepio. Sem delongar, entregaria o segundo Log Pose para Helena e correria em direção ao navio a qual eu havia chego no Farol.

Subiria a rampa de madeira e correria até o convés. - Klaus? - Perguntaria pelo rapaz, chamando seu nome com um tom de voz mais alto que o normal. - Klaaaauuuusss! - Gritaria pelo barco e caso ele aparecesse, sorriria para ele. - Ah q-que bom que te achei, conseguimos Log poses para nossa viagem… Eu vou seguir com o outro navio para Mawakun em breve… V-Você gostaria d-de v-vir comigo?- Sentia minhas bochechas queimarem ao fazer a pergunta enquanto meu tom de voz diminuía a cada palavra que saia de minha boca. Se ele aceitasse, o abraçaria quase que involuntariamente. Agarrando a cintura do rapaz em um abraço fofinho. O soltaria depois de alguns segundos caso ele ficasse muito incomodado com tal ato e logo o soltaria e abaixaria a cabeça para evitar o contato visual.

Procuraria minhas coisas, e juntamente com o rapaz, sairia do navio. Se a briga entre Daario e os outros ainda estivesse acontecendo, correria até eles. - DAARIO! Pare com isso! - Correria na direção dele, caso Klaus fosse ajudar Jovi a contê-lo, iria na direção de Hisoka. Estentendo minha mão direita para ajudá-lo a se levantar. - Consegue me ouvir? - Examinaria brevemente o local da pancada, meus conhecimentos em primeiros socorros poderiam ser úteis sempre, mas nada parecia quebrado de primeira vista. Se o rapaz segurasse minha mão, forçaria meu corpo para trás para ajudá-lo a se levantar. Eu não sou a mais forte das garotas, mas também não sou tão franga como pensam.

Após a confusão toda, eu estava sem entender muito bem o motivo da briga, mas havia ouvido a palavra ‘’irmã’’ vinda de Daario enquanto me aproximava deles. Alguma coisa muito ruim havia acontecido e, talvez não fosse o certo perguntar ali o que era. Olharia para o rosto do moreno e diria a ele: - Precisa de um pouco de gelo... Se não sua cara vai ficar inchada. - Meus olhos serenos exibiam uma expressão compassiva com toda a situação.

Seguiria Helena para dentro do navio dela após toda aquela confusão, Daario provavelmente iria atrás da irmã dele e, como eu não queria arrumar mais bagunça, pediria a Comandante para que me deixasse ficar alojada a onde não tivesse problemas.   - C-Comandante Helena! E-Eu não quero ser um incômodo para você e nem para sua tripulação, n-Não acho justo Hisoka ter de abrir mão de seu quarto por mim. M-Meu companheiro de viagem, Klaus precisa de um lugar para ficar, o que acha dele dividir o quarto com o Hisoka? E-Eu posso ficar na cozinha, caso vocês não tenham um cozinheiro no navio… O-Ou posso dividir o quarto com o Hisoka! A-Assim ele não vai ficar magoado com minha presença… Né? - Sorriria de maneira desajeitada, dando uma leve risadinha acanhada no final. Se ela aceitasse um dos termos, iria até o cômodo que seria meu novo quarto, seja o de Hisoka ou a cozinha. Deixaria minha mochila em um cantinho enquanto observaria o local.


-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

NEW FRIEND
IT'S A BEAUTIFUL DAY
SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyTer 27 Nov 2018, 02:18



O intruso a bordo


---/Crisbella/---


Era um alívio para a garota o momento em que Karthus lhe presenteava com os Log Pose por conta do seu sucesso em resolver a charada, dali em diante ela fez algumas perguntas ao velho, depois foi surpreendida pela personalidade melosa de Helena, teria também o tapa que Hisoka receberia, este que ela ofereceria sua garrafa gelada para tentar ajudar no alívio da dor e por fim recebeu as últimas palavras de Daario em uma despedida. Após entregar as bússolas especiais para cada um de seus superiores, Crisbella se apressou para retornar ao navio em que chegara ao Farol, perdendo a confusão que o major iria criar logo em seguida.

Como dito antes que iria fazer, Klaus estava organizando o grupo de refugiados na embarcação, colocando-os em quartos, dando-lhes o que comer e explicando também os segredos para se viver bem em alto mar. Quando Cris veio gritando seu nome navio adentro, o garoto fechou um pouco a cara e ergueu uma das sobrancelhas, não entendendo porque tanto escândalo, chegou a acreditar que poderia ter acontecido algo sério, mas depois quando a companheira explicou o motivo disso, o espadachim não conteve a pequena risada que veio espontaneamente.

- Mas é claro que eu vou, esse é o tipo de coisa que nem deveria ser perguntado… Eu estarei ao seu lado independente da tempestade, Cris. - Respondeu ele de maneira natural, mas logo depois que percebeu que foi carinhoso demais nas palavras, o garoto rapidamente foi perdendo o sorriso e ficando um pouco mais constrangido, só que sem perder o rosto sério. Quando Bella o abraçou por estar feliz com a resposta que ouviu, Klaus rapidamente começou a empurrá-la para afastá-la desse contato físico. - Hey, para com isso, contato demais! - E então sorriria.

Depois desse momento, a dupla de revolucionários não perderia tempo em reunir seus pertences, dar uma última olhada no navio que os trouxe até aqui e então se despedir dele indo em direção ao Paradise Star, a enorme embarcação do outro grupo aliado. Quando chegaram lá a confusão envolvendo Daario já teria terminado há um bom tempo, mas Helena ainda estava do lado de fora do navio conversando com Karthus sobre algum assunto sério, pois logo quando Cris e Klaus se aproximaram os dois encerraram a conversa e se despediram.

- Foi um prazer recebê-los aqui. Espero voltar a ter boas notícias de vocês pelo jornal, acho que é o que eu mais faço aqui… Haha! - Disse o velhote se despedindo deles e caminhando em direção à sua cadeira de praia para dar uma descansada.

- E você quem é? - Perguntava Helena à Klaus assim que notava o rapaz ao lado de Cris… E lá estava aquele olhar intimidador de seu olho dourado que era capaz de trazer calafrios ao interior da espinha da mais nova, mas o rapaz ao lado dela mantinha-se firme perante a presença da comandante.

- Klaus Wilhelm, e será uma grande honra poder me juntar a vocês. - Respondeu ele fazendo uma breve reverência por pura formalidade, já que não queria ter algum desentendimento com membros do outro grupo, mesmo sem saber que a pessoa a sua frente era quem estava no comando de tudo.

- Ok, seja bem-vindo. Procure um quarto para você, Fennik poderá lhe ajudar nesse assunto melhor do que eu. - Disse ela começando a caminhar em direção ao navio e sendo seguida pelos dois. Crisbella aproveitando que o tema dos quartos foi mencionado de novo, pode ali pedir para a comandante reavaliar a decisão dela “roubar” o quarto de Hisoka. Novamente, quando era para falar com Cris, Helena mudava sua postura séria para a de uma pessoa carinhosa e gentil. - Ohh, bebê, não poderia deixar você dormindo no quarto de um menino! Com certeza temos lugar para todos dormir, só precisamos reorganizar isso, mas procurem a Fennik, ela está responsável por essa parte da organização dos tripulantes. Ela é uma mulher de longos cabelos negros e normalmente está comendo algum doce, vão saber quando a encontrarem, ok? - Então ela dava uma apertadinha na bochecha de Cris e se apressava para ir até a área de navegação do navio, provavelmente entregar o Log Pose ao navegador e conversar sobre a rota em que iriam seguir… Será que ela estava falando sério sobre irem para Mawakun?

- Bem, acho que não temos escolha, né… Vamos procurar essa tal de Fennik. - Diria Klaus assim que a comandante os deixava, porém, antes de prosseguir com o que foi pedido, o espadachim notaria algo no navio e sinalizaria com a cabeça para que Cris olhasse na direção apontada.

Escondida atrás de um dos enormes mastros do Paradise Star, Lara estava os observando, contudo, no momento que os olhares de Cris e Klaus iam na sua direção, a garota tentava se esconder ainda mais atrás da pilastra, fingindo que não estava olhando para eles antes. A essa altura talvez a própria Crisbella já tivesse ido até Lara, mas se não fosse o caso, Klaus o faria para saber o que ela estaria fazendo ali. Quando foi revelada em seu esconderijo, a ex-prisioneira fingiu estar surpresa abrindo a boca em um sinal de espanto, mesmo que já fosse bem óbvio o que ela estava fazendo. Para continuar fazendo a pose firme, Lara tentou continuar sem demonstrar muita emoção, mesmo que no fundo ela estivesse um pouco constrangida com a situação.

- Então você decidiu vir? - Perguntaria o espadachim caso a companheira não fizesse esse tipo de pergunta antes dele.

- Vocês me libertaram, sinto que estou em débito com vocês… - Respondeu Lara virando a cara para não olhar diretamente para eles enquanto falava algo tão constrangedor (para ela).

- Bem, eles parecem ter espaço aqui… Acabaram de resgatar um grupo de pessoas, nem vão notar que tem mais uma ex-prisioneira a bordo. - Comentaria Klaus quando a conversa já estivesse perto do fim. - Vamos, temos que encontrar essa tal de Fennik e falar sobre nossos quartos, quem sabe vocês não dividam o mesmo.

- Por mim pode ser… Já estou acostumada. - Disse a mulher sem esboçar uma reação, depois seguiria Cris e Klaus para onde eles fossem. - Quem diria que um astro do rock seria na verdade um membro do Exército Revolucionário… Fico me perguntando quantas pessoas por aí não se possuem uma vida dupla, quantos não escondem uma mentira. Um civil que na verdade é um pirata, um pirata que na verdade é um marinheiro, um escravo que na verdade é um agente do governo... - Assim que ela disse isso, Klaus parou de andar e olhou para ela com um olhar frio, levando sua mão até o cabo da espada.

- O que você quer dizer com isso? - Perguntou ele com seriedade em seu tom de voz, nesse momento Crisbella poderia sentir a tensão surgir ao redor deles. A fala suspeita de Lara fazia o coração da dupla disparar, o que ela quis dizer com isso? Seria ela uma espiã do Governo Mundial que usa navios de escravo para se infiltrar no Exército Revolucionário e capturá-los? O suor escorria pela têmpora de Klaus enquanto ele ia entrelaçando seus dedos em seu sabre, não tirando os olhos nem um segundo da misteriosa prisioneira resgatada.

- Não é o meu caso se é o que está pensando… Mas em meio a tantas pessoas que são libertadas por vocês, o que garante que não possa haver um espião entre os resgatados? - Explicou ela se dizendo inocente, mas ainda assim plantando em suas mentes essa sementinha da dúvida.

- Lara, por acaso tem algo que você gostaria de nos dizer? - Ao fazer essa pergunta, ainda mantendo um olhar sério para a ex-prisioneira, Klaus largava sua espada, mas ainda não largava sua desconfiança.

- Não… - Deu ela a resposta de maneira seca, sem muita expressão e sem olhar para eles.

Era impossível negar que havia ali algo de diferente em Lara, ela estava de fato um pouco esquisita, falava de uma maneira diferente, agia de uma maneira diferente, e não, isso não era apenas porque houve uma mudança de narrador. Por mais que Cris e Klaus notassem que a menina estava estranha, não podiam julgar demais já que não a conheciam o suficiente para determinar se isso era ou não normal na personalidade dela, mas é fato que eles não poderiam negar o comportamento suspeito que ela apresentou gratuitamente em seu comentário anterior. Seria melhor manter os olhos bem atentos nela por precaução.

Explorar o Paradise Star era algo que iria demorar um pouco, isso porque o navio era gigantesco se comparado ao outro que navegaram. O fato dele ser feito para uma banda conseguir fazer seus shows em alto mar ou no porto das ilhas era o que trazia o diferencial para a embarcação, algo que podia ser notado já no convés onde havia uma espécie de palco. A qualidade da madeira do navio era visivelmente de alto nível, não tinha um mofo e chegava algumas vezes a brilhar de tão limpas, isso sem contar toda a decoração que os corredores internos possuíam, vasos de planta, quadros nas paredes, um tapete vermelho por todo o chão e claro, iluminação fornecida através de energia elétrica. A quantidade de dinheiro que deve ter sido gasta para construir esse navio era algo que somente Klaus teria capacidade de imaginar, já que Cris poderia não conseguir processar tamanha luxuosidade do novo lugar que ela iria morar.

E agora, para que parte do navio iriam primeiro?

Lara:
 

---/Hisoka/---


O soco que Hisoka recebeu de Daario chegou a machucar seu rosto, mas depois de tantos ferimentos adquiridos pelo professor recentemente, este poderia ser facilmente ignorado pelo mesmo, na verdade, com tudo que estava passando pela cabeça dele, essa dor era quase que inexistente, era quase como se seu corpo e mente desejassem a ele esse tipo de punição. Se não fosse Jovi para tirar o Major de cima do arqueólogo, não se sabe quantos socos o Cabo continuaria recebendo, sequer sabemos quando Daario iria parar, mas para a sorte de Hisoka seu corpo ficava livre para voltar a se erguer antes que sofresse mais danos.

Respirando fundo, o professor tentou se livrar outra vez da culpa que acabou de voltar para assombrá-lo. Suas palavras ao Major eram para se desculpar, mas ele sabia que isso pouco importava, pois não iria diminuir o sentimento causado ao irmão da enfermeira em coma na ala hospitalar do navio. Quando veio a dizer as palavras para se motivar a ficar mais forte, Hisoka fez uma breve reverência à Daario, talvez ele até aceitasse esse pedido de desculpas, mas a verdade é que essa frase era mais importante para ele do que para qualquer outro… Enquanto continuar sendo fraco, pessoas ao seu redor com quem se importa continuarão a se ferir.

- Suma da minha frente! Todos vocês! - Gritou Daario, que por ser de uma patente maior que a de Hisoka, ao menos para ele isso era uma ordem, para os demais era apenas um pedido dito de maneira grosseira.

Quando Jovi veio a soltar o major, este não voltou a avançar no professor como fez antes, mas tanto faz, nesse momento ele já estaria se retirando para retornar ao navio e recolher suas coisas do quarto como Helena havia dito para ele fazer. Provavelmente Daario iria esperar um pouco até ir à enfermaria visitar Milla, então saberia onde encontrá-lo caso quisesse voltar a falar com ele. Mesmo tendo sido uma situação estressante para o seu corpo e principalmente para o seu psicológico, essa discussão parecia ter ajudado Kurayami a seguir o caminho da superação, algo que ele ainda mostrava-se com dificuldades em aprender a lidar… talvez um reflexo de suas mágoas do passado.

Depois de organizar seus pertences para movê-los a outro cômodo, Hisoka acabaria percebendo que não sabia exatamente onde ficava o quarto de Rin, afinal quando chegou ao Paradise Star o meio-mink estava em uma situação parecida com a de Milla e depois que ele se recuperou acabou chegando a sua vez de ir parar na cama… É, os médicos e enfermeiros a bordo estão tendo bastante trabalho ultimamente. Enfim, o melhor que ele poderia fazer era deixar suas coisas de lado e procurar pelo companheiro nos corredores do navio, perguntar se alguém teria o visto acabaria sendo uma boa forma de tentar, mas poucos tripulantes saberiam lhe responder com certeza a localização de Rin, o que levaria o professor a ficar um certo tempo procurando-o para conseguir finalmente encontrá-lo.

- Vocês não deveriam ter feito isso… Vocês tem noção do problema que estão trazendo para vocês? - Disse uma voz feminina do outro lado da porta na escadaria que levava até o porão do navio.

- Sim, nós temos… Mas é um mal necessário. - Respondeu a voz de Rin vindo do mesmo lugar.

- Quem são vocês afinal? O que querem comigo? - Perguntou a mulher com uma voz um pouco mais agressiva. Nesse momento Hisoka poderia ouvir o barulho de correntes chacoalhando.

- Somos do Exército Revolucionário, princesa… Não temos a intenção de te machucar, mas precisamos que você colabore. - Respondeu Rin novamente as perguntas da mulher.

- Revolucionários? Não passam de piratas com um nome menos assustador! Não irei ajudá-los em nada! Quando vierem me buscar todos vocês estarão mortos, incluindo o idiota daquele músico que me fez de trouxa! - Gritou ela se negando a aceitar colaborar.

- Está enganada quanto ao lance dos piratas… Nós somos os mocinhos… Ou pelo menos deveríamos ser. - E então nesse momento, Hisoka abriria a porta do porão, trazendo a luminosidade do interior do navio para o local mal iluminado, podendo ver ali uma mulher acorrentada, um rosto já conhecido por ele no Rose Pub… Era a princesa de Ilusia, Thalassa Marin! - Oh, professor… Não era assim que pretendia contar aos outros… - A cena poderia ser um pouco chocante para o recém formado Cabo, que talvez não estivesse esperando esse tipo de atitude dos membros do seu grupo, principalmente por conta do peso que toda essa situação possui. Caso Hisoka perguntasse o motivo para isso, Rin respiraria fundo antes de responder: - Durante a nossa última missão em Ilusia, eu e Jovi descobrimos algumas coisas interessantes sobre a princesa… Incluindo um cubo estranho que eu acredito que já esteja com você. Só precisávamos do cubo, mas pelo visto Jovi achou melhor trazê-la junto. Não, Izzy ainda não sabe sobre isso.

- Vocês são loucos! O que é que vocês querem de mim? Dinheiro? Estão muito enganados se acham que meu pai vai deixar isso barato! Ele nunca perdoou quem encostou em mim! Vocês nunca vão conseguir o que querem! Nunca! - Bradou ela ainda enfurecida com a situação.

- Por favor, princesa, cale a boca e pare de falar besteiras. Desculpe desapontá-la, mas não vai ser por amor que seu pai vai querer resgatá-la… Na verdade, princesa, Thalassa Lucas sequer é seu verdadeiro pai.

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyTer 27 Nov 2018, 06:14



Destinos Cruzados

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#Post 5


O golpe que Hisoka recebeu de Helena rendeu um pedido de desculpas por parte de Crisbella. O arqueólogo não entendia ao certo o motivo pelo qual ela estava se desculpando, mas pensava que talvez ela acreditasse que detivesse alguma parcela de culpa, uma vez que o ataque da Comandante foi promovido por um ato em que ela estava envolvida. Apesar disto, é evidente que ele compreende o papel desempenhado por Crisbella na resolução do enigma e que sua atitude fora mais do que necessária. Assim, para evitar quaisquer desentendimentos, ele buscaria acalmá-la:

– Não se preocupe, não é sua culpa. – De olhos fechados e sorriso acanhado, o professor balouçaria a cabeça negativamente a medida que comichasse as madeixas na região occipital com a mão sinistra. – Oh, obrigado. – Elevaria as sobrancelhas rapidamente ao notar a oferta da garrafa d'água, colhendo-a suavemente com a mão dominante. Seus sensíveis dermatóglifos imediatamente captariam a baixa temperatura do utensílio, resultando no eriçamento dos pelos do antebraço. Em seguida, apoiaria o objeto na região lesionada paulatinamente. Seu toque gélido promoveria um brusco trejeito involuntário dos ombros e o suor meneando sobre as costas arrepiaria sua espinha. Gradualmente, no entanto, iria se acostumar com a peça álgida, mantendo-a na expectativa de impedir uma inflamação.

Pouco tempo depois, momentos após ter sido derrubado por Daario, Hisoka recebeu o compadecido amparo de Crisbella mais uma vez. Era como se ela sempre estivesse nos locais e instantes certos para ajudá-lo de algum modo e, apesar do breve desnorteio em detrimento do impacto do golpe em sua cabeça, o que faria-o levar alguns segundos para discernir a silhueta da mais nova companheira, ele a reconheceria no átimo que os cristalinos fossem estabilizados, em especial pelos seus inconfundíveis fios ruivos.

– V-Você novamente... O-Obrigado... – Murmuraria com o resíduo de fôlego remanescente nos pulmões, o que geraria um breve engasgo. Em seguida, corresponderia a sua ajuda, cedendo-lhe as mãos para que ela pudesse erguê-lo. O momento fora curto e, dada as circunstâncias, quase passara desapercebido, porém a macia pele de Crisbella oferecia certo conforto à Hisoka. Para sua sorte, os instantes de arrimo perduraram por mais alguns segundos, referentes aos primeiros socorros oferecidos pela garota. – Digamos que eu já esteja acostumado. – Diria à Crisbella, respondendo sua indicação de aplicar gelo no local. Por mais que o comentário trouxesse uma atmosfera cômica, não era dotado de inverdades, afinal Hisoka tem sido um saco de pancadas desde o início de sua estadia no Exército.

A breve interação com Crisbella não apenas relaxou Hisoka, como também o fez esquecer completamente a presença de Daario até então, somente reavendo-o ao ser surpreendido pelo seu grito eufórico. De certo modo, independentemente das palavras do Major, o historiador já estava de partida, visto que estava preocupado em resolver as estadias dos mais novos Revolucionários. Desta forma, Hisoka caminhou até a ala dos quartos da embarcação, mas não encontrou Furry em seu cômodo e, uma vez que precisa da chave de seu aposento para fazer a transferência de seus pertences, ele começou a procurá-lo pelas dependências do Paradise Star.

– Estranho, ainda não o vi hoje... – Pensaria alto, notando que não havia encontrado o meio-mink desde que acordou. Como Rin é um rapaz sempre bem extrovertido e palrador, Hisoka sequer ter ouvido sua voz levantava certa desconfiança.

Seja por coincidência ou por ingerência do destino, a busca por Furry levou Hisoka até as acomodações mais internas do navio, aproximando-o de regiões em que o silêncio intercalava o domínio junto aos seus passos no assoalho. Entretanto, gradualmente um ábdito burburinho começou a ganhar a atenção do arqueólogo. Curioso, ele cessaria a caminhada e fixaria o olhar concentrado no intuito de polir a audição. Imóvel, buscava captar o foco do cicio quando o chacoalhar de correntes promoveu um característico ruído metálico. O que está acontecendo afinal...? De menor frequência e teor agudo, encontrar o cerne dos brandos rumores seria uma tarefa mais fácil. A cada passo de apropinquação, os tons de voz tornavam-se mais familiares e o conteúdo da conversa mais notória. Este é... Rin? De quem é a outra voz? Parece feminina... De glabela crispada, denotaria um semblante de surpresa com requintes de seriedade ao reconhecer o companheiro. Por mais que houvesse encontrado Furry, era incapaz de sentir fleuma, pois a segunda voz ainda o incomodava. A pesada e apreensiva atmosfera, entretanto, representava somente o início do roldão. Assim que Hisoka empurrasse a porta do porão vagarosamente, os ruídos oriundos das dobradiças pareciam tecer a cantilena da tragédia a medida que a entrada da luz trazia a tona o desastroso cenário em meio à penumbra.

– O-O que isto significa, Rin? – Ainda com o braço que acabara de abrir a porta esticado a frente do corpo, Hisoka engoliria em seco enquanto cravaria as íris na garota acorrentada. Ao vê-la, sabia que a reconhecia de algum lugar. Sua mente vasculharia desesperadamente as memórias relacionadas a fisionomia da jovem. Não pode ser... Seu estômago pareceria ser consumido por chamas no instante que as lembranças oriundas da noite em Toroa Island vieram à tona. – A-A princesa... Rin, não me diga que... – Por sorte, seu temperamento calmo o fazia segurar as rédeas de seu emocional. Assim, sua frustração seria sugerida ao esfregar a mão esquerda no rosto em conluio com um forte arquejo. – Estamos literalmente com um alvo em nossas costas. Sabe disto, não? – Perguntaria retoricamente, subjugando Rin com um semblante severo. Num gesto pacificador, mordiscaria o beiço pensativo, imediatamente desviando o olhar à princesa após alguns segundos de silêncio. De algum modo, Hisoka literalmente era capaz de ver uma frota da marinha na cola do Paradise Star ao fitar o rosto da realeza. – Por que afinal? – Friccionaria o polegar e o indicador canhotos dos zigomáticos até o lábio inferior, distendendo-o antes de mostrar a palma da mão e fitar Rin, como se tentasse exasperadamente compreender os nuances por trás da ação julgada como burra pelo arqueólogo.

Por mais que estivesse completamente decepcionado com a atitude de Furry, no instante que o Cubo fora citado pelo meio-mink, era como se o fardo dos imbróglios fossem retirados de suas costas. O olhar, até então perdido, seria aclarado num súbito meneio do alçar de sua cabeça. Como uma criança curiosa, Hisoka fotografaria a menina com suas retinas, imediatamente imaginando que ela pudesse ter alguma ligação com o Enigma de Ilusia. Se ela possuir mesmo que um pequeno conhecimento a cerca dos estranhos hieróglifos, quer seja o idioma ao qual eles estejam relacionados, ou os povos que o usavam, certamente proporcionará um grande adjutório ao professor para a solução do cabalístico quebra-cabeça.

– Este cubo. O que você sabe sobre ele? – A medida que apropinquasse da prisioneira, retiraria o cubo do bolso em que estava outrora guardado, mostrando-o com os dois braços esticados. Teria cuidado para manter uma distância segura, pois não gostaria de ser alvo de alguma ação ardilosa da princesa. – Qual o idioma desses símbolos? Que civilização falava isto? – Na hipótese da realeza relutar em mostrar alguma informação, Hisoka utilizaria de sua lógica para criar alguma forma de fazê-la revelar algo: – Se você me contar algo, eu revelo para você sobre seus pais. – Alçaria uma das sobrancelhas e tensionaria um dos risórios, como se apresentasse uma proposta imperdível. Para ele, era óbvio que estava blefando, ou algo próximo disto, pois não possui informações alguma sobre seus pais, mas Rin está logo ao seu lado e aparenta saber sobre os pormenores da sanguinidade da princesa. Destarte, Hisoka apenas uniu o útil ao agradável para que, quem sabe, possa arrancar algum frutífero conhecimento.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyQua 28 Nov 2018, 18:08

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



A reação de Klaus ao sentir meu abraço apertado foi comum do que se esperar dele. Embora fossemos bons amigos a essa altura, ainda não estávamos acostumados a ter tanto contato físico exceto… Pelo incidente na entrada do esconderijo em Loguetown. Eu sorri feliz ao ver sua concordância em viajar comigo, me sinto bem perto dele, de alguma maneira, mais segura e confortável. Senti minhas bochechas arderem um pouco ao pensar nisso e logo que arrumamos nossas coisas, fomos em direção ao outro navio, maior e mais bonito.

Meus passos eram lentos e eu aproveitava todo o tempo que eu podia em terra, a brisa que vinha da Reverse era boa, sentia a mesma tocar meu rosto como um beijo suave e calmante. Procurei a nossa Comandante novamente e dela recebi a informação sobre os quartos, pelo jeito, não teria outro jeito a não ser perturbar a paz do homem de cabelos negros.

Suspirei baixinho de maneira emburrada ao sentir o aperto em minha bochecha. ‘’ - Por que raios as pessoas insistem em me tratar como criança ou como um simples pedaço de carne bonito…? Estou cansada disso - ‘’ Pensei enquanto a mulher se afastava, deixando a mim e Klaus com a tarefa de procurar uma tal de Fennik. Levei os dedos da minha mão esquerda sobre meus cabelos, ajeitando-os por conta do vento que batia em mim. Distraída, não percebi a figura de Lara que Klaus tratou prontamente de apontar para mim. Olhei para ele e logo voltei os olhos para onde ele apontava. A garota de cabelos verdes se escondia de nossos olhares e logo Klaus tomou a iniciativa de confrontá-la. Eu ouvia atentamente as palavras deles, e dei uma breve risadinha ao ouvir o motivo da garota nos seguir.

- Não precisava se esconder assim, venha, vamos entrar. - Estenderia a mão para ajudá-la a levantar da onde se escondia antes de adentrarmos o navio. O local era magnífico. Embora eu não tivesse noção nenhuma da qualidade ou dos estilos dos adornos, para mim parecia tudo muito chique e sofisticado. - Nossa! É tudo tão lindo! Digno de um rei! - Diria de maneira empolgada, com os olhos brilhantes ao notar toda a beleza e limpeza impecável do lugar. - HEY! O que é isso??!? - Diria enquanto me aproximava de uma das lâmpadas elétricas, levando meus dedos da mão direita para próxima à mesma. Os olhos brilhantes ao ver tal coisa iluminando todo o corredor do navio enquanto as plantas e o tapete vermelho convidavam mais ainda para adentrarmos aqueles corredores. Em minha distração e fantasia, Lara e Klaus vinham logo em seguida, e assim, a garota fez um comentário infeliz a respeito de uma vida dupla.

Klaus prontamente ficou tenso com aquilo, me virei para os dois, sentindo minha respiração ficar mais intensa e o meu coração a acelerar. Lara já tinha sido alvo de minha desconfiança em Loguetown e aquilo que ela dissera regou mais ainda a plantinha da desconfiança que eu tinha em mim. Minhas sobrancelhas cerraram em desaprovação e logo meu sorriso foi morto por aquele comentário, mas se ela era uma espiã, eu entraria no jogo dela.

Logo que a discussão dos dois cessava, me aproximaria de Lara pelas suas costas, e de maneira amigável a abraçaria. - Que isso Klaus! Lara é nossa amiga, você é muito desconfiado! - Diria com um sorriso ao final, olharia para Lara de maneira inocente, deixando toda a fofura que eu tinha desabilitar qualquer desconfiança que ela poderia ter sobre mim. - Agora vamos! Precisamos achar Fennink, tenho um palpite de que ela possa estar na cozinha.. Já que gosta de doces! - Diria a eles de maneira animada e enérgica e com passos moderadamente rápidos, iria procurar a cozinha.

Caso não tivesse nenhuma placa, procuraria a primeira alma viva que morasse ali e perguntaria: - V-Você viu a Fennik? Estou p-procurando a cozinha e ela, talvez ela esteja lá. - Diria de maneira gentil e ao receber a informação, ou continuaria procurando, ou seguiria a direção apontada. Caso encontrasse a mulher, me aproximaria dela com um sorriso.

- Olá! M-Meu nome é Crisbella, a Comandante H-Helena nos mandou aqui para conseguirmos um quarto. T-Teria algum disponível, nós duas podemos dividir. - Diria apontando para Lara e depois para mim mesma, sinalizando que seria um quarto meu e dela. - N-Não precisa ser nada muito grandioso, só um local para dormir e-está bom! E esse é Klaus, e-ele também precisa de um lugar para ficar. - Diria de maneira sem graça, até porque essas coisas luxuosas e glamurosas eram demais para minha cabeça processar.

Caso a garota aprovasse, iria para o novo quarto especificado, andando ao lado de Lara de maneira contente. - Eu não ronco, você ronca de noite? - Diria de maneira divertida para a garota enquanto andava calmamente para o novo quarto. - E-Eu durmo com um coelhinho de pelúcia, n-não sei se você tem alergia ou algo assim. - Diria pegando o bichinho de minha mochila e mostrando-o a Lara. - Ele me ajuda a dormir! - Abraçaria o coelho de maneira carinhosa e depois  mostraria o mesmo a Klaus, entregando a pelúcia na mão dele quase que em um abraço, ficando muito próximo de seu corpo. - Eu cuido dela. - Diria a ele em um sussurro antes de agarrar o pescoço do garoto e colocar o coelho em volta do mesmo. - HAHAHA ele gostou de você!! - Mexeria o coelhinho em volta do pescoço do garoto, fazendo uma espécie de ‘’cavalinho’’ com ele antes de soltá-lo. Me aproximaria novamente de Lara, sorrindo como uma criança feliz.

Ao chegar ao quarto, deixaria Lara entrar primeiro e quando ela se afastasse, diria bem baixo a Klaus. - Avise a comandante - Daria uma olhada rápida para Lara, sinalizando com os olhos que Klaus deveria reportar a comandante sobre a garota, para não haver problemas futuros. Entraria no quarto, observando tudo ao meu redor, Se a cama fosse macia e confortável, me jogaria sobre ela de maneira alegre e sorridente. - Hahhaa venha Lara! - Convidaria a garota a se juntar a mim naquela maciez, testando as molas do colchão da melhor maneira, pulando sobre ele.


Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyQui 29 Nov 2018, 22:37



Mistérios



---/Crisbella/---


Crisbella ficava impressionada com toda a majestosidade do navio turnê de Sir Jovi, se surpreendendo bastante ao ver as lâmpadas que produziam luz nos corredores. Ao aproximar sua mão direita de uma delas, a garota poderia notar o calor que o objeto produzia, podendo até mesmo queimar o dedo se checasse a tocá-lo. Klaus era aquele que lhe respondia explicando sobre a invenção tecnológica acessível por um número bem restrito de pessoas.

- Isso é uma lâmpada, com um sistema de energia elétrica é possível acendê-la para produzir luz, como você está vendo aí. Existe uma complexidade envolvendo a física e a mecânica no assunto, algo que eu não conseguiria lhe explicar no momento. - Diria ele em resposta à pergunta anterior da companheira.

Pouco depois desse momento um pouco mais suave, o clima entre o trio se tornava mais pesado por conta do comentário de Lara envolvendo agentes duplos, algo que fazia Klaus imediatamente se posicionar contra a jovem de cabelos esverdeados, mas após uma troca maior de palavras a tensão entre eles diminuía e Cris surgia sorridente para tentar mudar o foco do assunto com toda a sua inocência. Dada a sugestão de tentarem procurar por Fennik na cozinha, o trio guiado por Bella começava a ir mais a fundo na embarcação, tendo o auxílio do cheiro de comida boa, eles não tiveram muita dificuldades em achar o cômodo culinário, bastaria subir uma escada logo no início do corredor. O andar de cima além de conter a cozinha, também possuía um refeitório, um grande salão com mesas compridas e muitas cadeiras.

- EU FALEI QUE ERA PRA BOTAR MENOS! SAI DAÍ, DEIXA QUE EU CONSERTO ISSO! - Gritou um cozinheiro de cabelos vermelhos que trajava o branco com uma dólmã e um toque blanche (chapéu de cozinheiro). Assim que disse isso, o jovem ruivo tomou conta de uma panela, pegou a colher de pau e começou a mexer o que estava ali dentro, jogando mais alguns ingredientes na mistura para consertar provavelmente o sabor. O cheiro que saia da cozinha faria qualquer um questionar se era possível algo ali dentro não estar gostoso. Cris que já tem um certo conhecimento no meio culinário saberia mais facilmente identificar que o almoço de hoje seria um tipo de curry.

- Chef Shizuo, temos visita. - Disse o ajudante de cozinha que diferente do chef usava apenas um avental, assim como o outro rapaz que estava ali presente atuando junto com o cozinheiro de cabelos vermelhos.

- Hum? Quem? - Perguntava ele se virando para ver Cris, Klaus e Lara na porta da cozinha. Desconhecendo os três, Shizuo erguia uma das sobrancelhas sem saber o que é que eles queriam ali. Como as únicas três pessoas ali eram homens, as chances de Fennik ser um deles eram bem baixas. - Quem são vocês? O que querem? - Nesse momento o trio poderia fazer as devidas apresentações de seus nomes, mas Lara e Klaus mantinham-se mais calados, evitando responder. Cris provavelmente seria a única a responder o cozinheiro, podendo então fazer a pergunta referente a Fennik depois de uma breve explicação de como chegou ali. Shizuo mudaria a expressão de dúvida para uma um pouco mais agressiva, fechando a cara para Bella para lhe responder de maneira grosseira, bem diferente da forma como os outros homens do bando, Jovi e Hisoka lhe trataram. - E eu lá tenho cara de Vivre Card pra ficar dizendo onde alguém está? Ela vai aparecer para almoçar, então podem esperar em silêncio no refeitório ou procurá-la no quarto dela, é o que tem uma porta roxa. Só não me encham mais a porra do saco, preciso terminar isso aqui. Xô! Xô!

No caminho de volta eles nem precisariam perder muito tempo procurando a tal porta, pois logo que descessem as escadas de volta ao corredor, o trio iria se deparar com uma bela mulher de longos e sedosos cabelos negros que poderia ser facilmente identificada como Fennik por estar não só com um, mas dois pirulitos na boca. O encontro com Fennik acabaria acontecendo se decidissem ficar no refeitório esperando-a chegar para comer, portanto no fim Crisbella estava certa quanto a encontrá-la na cozinha, apenas errou por pouco o tempo em que isso iria acontecer.

- Oh, olá! Acho que eu não conheço vocês... conheço? - Perguntou a jovem tirando um dos pirulitos da boca, mas ainda deixando o outro entre os dentes e a bochecha.

- Wow, você é Katherine Gilland, a viúva negra! - Exclamou Klaus logo que avistou Fennik, o que poderia fazer Cris ficar um pouco espantada e até curiosa sobre o fato dele reconhecê-la. Se chegasse a acontecer, Klaus iria notar pela expressão/fala da companheira e então se explicaria. - É uma procurada extremamente perigosa por conta da sua brutalidade contra adversários do sexo masculino. Sua alcunha surgiu depois de uma série de assassinatos de homens que tiveram o azar de tentar levá-la para a ca...

- É falta de educação falar assim de alguém quando se está de frente para a pessoa, sabia?! - Diria ela de maneira um pouco séria para cortar a fala de Klaus, apesar da tentativa, seu jeito de falar e sua expressão facial não passavam tanta intimidação assim. Após a apresentação de Cris e toda a explicação envolvendo quartos disponíveis, Fennik tirava da cintura um caderninho com uma caneta, folheando-o com atenção para saber o que poderia fazer a respeito. - Por conta da chegada dos refugiados nós estamos precisando reorganizar a divisão dos quartos temporariamente, então pode ser que fique um pouco apertado por enquanto. Hmmm, deixe-me ver… Vocês duas podem ficar no quarto 4, como há espaço para até quatro pessoas, assim que eu organizar melhor essa divisão vocês conhecerão suas outras roommates, ok? - Ela parecia estar anotando tudo que falava, provavelmente organizando ali no caderno onde cada um estava. - Agora você, rapazinho, pode ficar no quarto 5 junto com o Professor, Furry e Blink, porém será muito bem vindo no meu se quiser me fazer uma visita. - Falou ela passando a mão no rosto dele de forma provocativa, porém era notável o tom leve de ameaça em sua voz se levar em consideração o que o próprio Klaus havia acabado de contar sobre ela, mas o garoto pareceu não ter gostado muito da ideia. - Hihi, bem, agora me deem licença, pois estou morrendo de fome e preciso comer alguma coisa, o curry do Pepper é ótimo!

- Eles todos parecem ter codinomes, será que teremos que escolher um também? - Perguntou Klaus assim que Fennik se afastou em direção a cozinha. Os gritos do chef podiam ser ouvidos dali falando algo sobre ainda não estar na hora de comer e deveriam parar de atrapalhá-lo na cozinha.

- Nunca me falaram se eu ronco… Talvez se eu tivesse um poder capaz de projetar meu espírito para fora do meu corpo eu fosse capaz de me observar dormindo, mas acredito que isso traria muitas outras utilidades, acredito eu. - Respondeu Lara quando Cris lhe fez uma pergunta já a caminho do quarto onde iriam dormir, logo depois, quando a revolucionária tirou o seu coelho de pelúcia da mochila e o mostrou à ex-prisioneira, ela rapidamente o agarrou de forma violenta e o jogou no chão para longe dela. - Tire essa coisa de perto de mim! Jogue isso fora! - Gritou ela de forma agressiva, provavelmente revelando algum tipo de trauma envolvendo coelhos ou bichinhos de pelúcia.

Klaus era aquele que pegava o coelho no chão e o devolvia a Cris, abrindo a oportunidade de rolar a aproximação que faria ela sussurrar para o espadachim, podendo brincar com ele o fato de que gostou bem mais dele do que de Lara, que mostrou outra vez um comportamento estranho. Apesar dos dois quartos serem uma sequência numérica, a partir do número 5 era preciso descer as escadas um nível abaixo, o que acabava impedindo os amigos de de serem vizinhos de dormitório. Com a porta do quarto feminino aberta, Lara era a primeira a entrar, às pressas, parecendo ainda um pouco perturbada por causa do lance envolvendo a pelúcia de Crisbella.

- Tome cuidado… Lembre-se que não fazemos ideia de quem ela pode ser de verdade. - Disse Klaus para a companheira assim que ficavam a sós e ela o pedia para avisar a comandante.

Com um simples troca de olhares e um aceno com a cabeça, os dois entendiam o que precisavam fazer e então seguiam caminhos diferentes, o espadachim voltaria para o convés para procurar Helena e Cris entraria em seu quarto para continuar interagindo com Lara, sendo que nesse caso ou ela era muito boa em ser falsa, ou de fato era muito difícil deixá-la para baixo, visto a sua empolgação ao deitar na nova cama e ainda conseguir continuar tratando a ex-prisioneira como se nada demais tivesse acontecido. Isto é, se o acontecimento anterior do coelho não abalar o comportamento de Crisbella e com isso alterar as suas ações seguintes, mas se seguir como foi descrito anteriormente, Lara permaneceria sentada na parte debaixo de um dos beliches, quieta e pensativa.

O quarto em si era bem simples, tinha quatro colchões e duas camas beliche, por isso as duas como chegaram primeiro poderiam escolher onde iriam dormir. Havia ali duas janelas circulares com um mecanismo “blackout” que permitia cobrir o vidro com uma tampa negra que bloqueava a luz que vinha de fora. As paredes eram de madeira comum, assim como os quatro baús que estavam ali provavelmente para cada um poder guardar suas coisas, sendo essa a única fonte de decoração do cômodo, algo bem destoante da realidade fora dele se comparado com o resto da embarcação.

Quando percebeu que o navio já estava navegando por conta das janelas abertas, a sensação de enjoo que a jovem revolucionária sentiu anteriormente poderia acabar voltando, principalmente por conta da sua barriga ainda vazia. Bem, quem sabe também não seja isso que esteja deixando Lara agindo estranho desse jeito, e falando nela, a mesma levantou de maneira brusca do colchão onde estava e saiu correndo de volta para o corredor sem dizer uma só palavra. Bella no entanto, sentindo na mesma hora seu estômago se embrulhar como uma folha de papel amassada, acabaria não conseguindo seguir a garota de cabelos verdes no instante que ela correu, criando assim a distância necessária para perdê-la de vista… Nesse momento estar enjoada era o menor dos problemas, afinal, para onde Lara foi?

Quando saísse para procurá-la, como se já não bastasse tê-la deixado “escapar”, Crisbella teria parte do seu tempo perdido ao esbarrar em uma pessoa no corredor, talvez a pressa ou estar concentrada demais em Lara a fizessem perder um pouco dessa atenção. O encontro entre os dois corpos era capaz de fazer ambos caírem no chão, mas Cris teria total condição de impedir a própria queda se fizesse o esforço necessário, diferente da outra que iria chocar o traseiro no chão e logo depois reclamar de dor.

- Te-te-te-te. - Diria a mulher massageando a bunda enquanto se levantava. Apesar de jovem, era fácil identificá-la como uma pessoa mais velha que Crisbella (o que não é muito difícil), assim como também era maior que ela. O mais notável em sua aparência seriam as suas vestes esfarrapadas que a entregavam como sendo mais um dos refugiados no navio. Se Cris tivesse chegado a cair no chão também, a mulher logo depois de se levantar estenderia a mão para a garota usar de apoio para se erguer. - Desculpa, estava distraída com a luxuosidade desse lugar. Eu fui colocada no quarto 4 então estava procurando-o, por acaso você sabe onde ele fica?

Personagem:
 


---/Hisoka/---


O fato de Rin ser o único de seus companheiros que ainda não viu hoje deixava Hisoka um pouco intrigado. Saindo para procurá-lo pelo navio, o professor acabava chegando na parte mais profunda da embarcação, um porão pouco visitado pelos tripulantes, mas que no momento parecia estar bem ocupado, pois conseguiu ouvir duas vozes vindo do outro lado da porta que separava o ambiente das escadas que davam entrada a ele. Ouvindo a conversa que se estava tendo ali dentro, Kurayami logo identificou uma delas como sendo a de Furry, mas faltava ainda a segunda pessoa, aparentemente uma mulher, então, ao abrir a porta e iluminar o local com a luz externa, Hisoka pode entender o que é que estava acontecendo ali.

Rin responderia algumas das perguntas feitas pelo professor a respeito desse sequestro, apesar de não ter muitos detalhes e mesmo podendo não concordar com essa atitude, Hisoka sabia que tinha algo a mais nisso por trás disso tudo, diferente da princesa que continuava achando que ela estar ali era apenas por questões fúteis como o dinheiro que sua família possui e poderá pagar por um resgate. Após algumas falas do meio-mink, o arqueólogo não poderia deixar de ligar os pontos do cubo com Thalassa Marin, pois se os dois possuem alguma relação, talvez ela pudesse lhe contar mais sobre o objeto que guarda um difícil enigma. Retirando o item do bolso e mostrando para a prisioneira, Hisoka fazia a ela algumas perguntas referente ao objeto, mantendo uma distância segura para não ser alvo de possíveis ações agressivas da princesa.

- Esteve comigo desde minhas lembranças mais antigas, meu pai disse que foi um presente que ganhei de quando eu era muito pequena. TIRE AS MÃOS DELE! - Explicou Marin dando um grito no final e mostrando se sentir incomodada com o professor estar segurando o cubo. Sentindo ainda que podia tentar mais, Hisoka oferecia falar sobre os pais da princesa se ela lhe contasse algo. - Parem com essas mentiras! Vocês não vão conseguir me enganar! Vocês nunca vão conseguir desvendar o enigma do cubo, ninguém nunca conseguiu.

- Você parece bastante apegada a esse cubo, princesa… Como se sentiria se ele fosse destruído? - Perguntou Rin em um tom de ameaça, mas tudo que Marin fez foi rir.

- Haha, boa sorte, não há nada nesse mundo capaz de destruí-lo, meu pai disse que já tentaram de tudo. - Respondeu ela.

- Então nossa teoria estava certa afinal, o cubo provavelmente guarda algo de valor… E resolvê-lo parece ser a única maneira de o abrir. - Furry então olhou para o professor e sinalizou com a cabeça para que saíssem do porão junto com ele.

- Vocês nunca vão conseguir! Cometeram o maior erro da vida de vocês! Quando meu resgate chegar todos vocês vão morrer, TODOS! - Gritou ela agitando as correntes que a prendiam nesse calabouço.

Do lado de fora do porão, Rin esperaria o professor atravessar a porta para poder fechá-la, então ainda nas escadas eles poderiam conversar em um baixo tom sem que nem a princesa nem alguém do navio os ouvisse.

- Ela não parece saber sobre a origem do cubo, ao menos não me pareceu que ela estava mentindo. - Disse o meio-mink levando a mão direita ao queixo e se mostrando um pouco pensativo. - Você já teve algum sucesso na tradução dessa escrita antiga? - Perguntou ele olhando para o cubo, caso ainda estivesse nas mãos de Hisoka e não em seu bolso. Tendo a resposta não muito positiva sobre o progresso do professor em suas pesquisas, Rin faria uma rápida careta. - Nós imaginamos que seria fácil… De qualquer forma precisamos tomar cuidado com o vazamento dessa informação, acho que quanto menos pessoas souberem da existência desse cubo melhor, digo isso pelo bem da segurança de todos… E isso inclui a comandante, ok? Falando nela, precisamos encontrar uma maneira de dizer conta pra ela sobre a princesa sem que ela nos mate, mas acho que o Jovi dará um jeito nisso. - Depois de falar tudo isso, Rin aguardaria a confirmação do professor de que havia entendido tudo, mas provavelmente a conversa não iria terminar aqui, já que a curiosidade de Hisoka poderia fazê-lo continuar a fazer perguntas ao companheiro, principalmente no que se diz respeito ao rei de Ilusia não ser o pai da princesa Marin. Se questionado a respeito, o espadachim faria uma expressão um pouco mais séria antes de dar continuidade ao assunto. - Ele pelo visto não te contou muito, talvez esteja querendo evitar que você se envolva demais e acabe entrando em perigo, mas eu te conheço melhor do que ele, sei como é a sua sede pela verdade, professor. - Então ele mostrou um breve sorriso antes de continuar. - Bem, se prepare, pois será uma longa história...

Já faz um tempo que Jovi vem investigando isso sozinho, mas recentemente ele me incluiu nisso para ajudá-lo, pois percebeu o sério rumo para onde essa história está indo… Dezoito anos atrás um navio se chocou contra uma montanha e naufragou no West Blue não deixando sobreviventes, uma notícia trágica que repercutiu no mundo todo por conta da alta nobreza que estava a bordo, esse incidente foi um marco na história do West Blue. Acontece que durante suas viagens pelos mares como um músico famoso, Jovi acabou descobrindo uma outra história, a história do bebê que foi encontrado flutuando no mar dentro de uma bolha, a história de origem de Thalassa Marin… Juntando os pontos ele descobriu que naquele dia houve sim um sobrevivente daquele navio que afundou no West Blue, e quando foi encontrada, Marin trazia junto com ela somente um objeto, esse cubo que agora está em suas mãos. Você já consegue imaginar o que aconteceu, professor? Não foi um acidente, não foi um rocha que afundou aquele navio e matou todos que estavam a bordo dele… Aqueles que o fizeram estavam atrás de alguma coisa, porém não o encontraram, não o encontraram porque alguém conseguiu jogá-lo no mar dentro de uma bolha com um bebê, sim, o Cubo de Ilusia. Não foram os Thalassa que a encontraram desse jeito, por isso é difícil ligar Marin a esse bebê, porém, de alguma forma ela acabou sendo adotada por eles, de alguma forma o rei Lucas já sabia quem realmente era a criança, pois todos que de alguma forma sabiam a verdade acabaram sendo mortos e foi ficando cada vez mais difícil descobrir sobre tudo isso.

- É difícil para alguém comum entender a seriedade da situação, mas acredito que um grande historiador como você deva se lembrar muito bem desse incidente, quantas aulas já não deve ter dado sobre isso, não é? Sobre esse famoso navio de Tenryuubitos…


OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyDom 02 Dez 2018, 04:44



Destinos Cruzados

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#Post 6


Segurando o cubo com veemência, Hisoka ouvia os dizeres da realeza com atenção. De início, ele realmente imaginava que a garota fosse revelar alguma informação valiosa que o ajudaria a resolver o enigma, no entanto ela somente esbravejou em cólera ao ver que o artefato estava nas mãos do professor. Ao que parece, isso é muito precioso para ela, mas por que exatamente? É realmente por ser uma lembrança de seu pai ou ela sabe algo a mais? Refletiria o arqueólogo mordiscando o beiço, praticamente ouvindo em segundo plano o brandar da princesa, cujo conteúdo já não mais lhe importava, uma vez que não trazia conhecimento profícuo.

O momento de ponderação foi interrompido quando Hisoka ouviu a voz de Furry. Com a atenção readquirida, o historiador imediatamente levantaria o olhar outrora fixado no cubo e giraria o pescoço para contemplar o meio-mink. Apesar de sua ameaça, tudo que Rin ganhou da realeza foi uma risada debochada, todavia ele soube usar muito bem da nova informação obtida. Em resposta ao comentário do companheiro, Hisoka promoveria um breve meneio com a cabeça que, aliado a breve ascensão das sobrancelhas, indicava seu consentimento. Antes de sair, no entanto, permaneceu parado, praticamente servindo de alvo para o ódio descontrolado da acorrentada princesa, apesar do irritante barulho de sua voz aguda e do trepidar metálico das correntes.

– Não somos inimigos, Thalassa. – Enquanto o polegar destro era vagarosamente atritado contra a superfície do cubo, Hisoka fitaria a princesa com certa seriedade, formando um bico quase jactancioso com os lábios.

Após a curta frase, Hisoka viraria de costas e se aliaria a Furry do lado de fora do porão, esperando que ele fechasse a porta para que continuassem o diálogo. Ele aconteceria bem próximo, na escadaria, onde o professor sentaria num dos degraus, situando o cubo a sua direita. Desde que descobriu o episódio, o arqueólogo tem estado bem mais sisudo que o convencional. A verdade é que ele está um pouco preocupado, uma vez que as ameaças de Thalissa tem fundamento. Aliás, ela nem precisaria dizer que há resgate por vir, pois isto já era algo imaginado. Entretanto, saber que o Cubo é um artefato valioso torna a situação um pouco mais aflita.

– Na verdade, sim. – Pararia de mordiscar a unha do polegar sinistro com os incisivos, respondendo Furry com uma feição receptiva. – Reconheci um dos ideogramas. Significa amanhecer. Não que isto seja algo muito bom... Restam cinquenta e três hieróglifos. – Com a ponta dos dedos apoiados na têmpora, Hisoka soltaria um sorriso preso entre os dentes, como se buscasse esconder o tormento com certa recreação. – Sinceramente, precisamos avisá-la o mais rápido possível sobre a princesa. Podemos ser atacados a qualquer momento, sabe? Temos de estar prontos. Não esqueça que carregamos ex-prisioneiros. Depois dos esforços de vocês em resgatá-los, perdê-los por uma besteira destas? – Sugeriria com o cenho crispado, argumentando sobre a segurança dos refugiados. Por mais que não tenha efetivamente participado do resgate, Hisoka sente a responsabilidade de mantê-los incólumes. – Se vocês não falarem, eu vou, ok? – Arquearia a sobrancelha desigualmente, voltando a cutucá-lo a cerca do sequestro. Nestes momentos, apesar de estar numa hierarquia abaixo, Hisoka nota a necessidade de assumir um papel de liderança e dispor de maior firmeza nas tomadas de decisão. – Ta, ta, mas deixando isso de lado por enquanto. Como assim Thalassa não é filha do rei? – Hisoka abanaria o ar com a palma da mão esquerda, como se estivesse expulsando o assunto anterior. Todavia, o que ele não esperava era que os temas estivessem intrinsecamente ligados e que, na verdade, a história sobre o passado da realeza apenas tornasse a situação ainda mais tensa. Pouco a pouco, a medida que Furry elucidava mais sobre a narrativa, os olhos do professor se abririam cada vez mais e sua feição enunciaria requintes de preocupação. Em sua mente, era como se um quebra-cabeça estivesse sendo montado, uma vez que as informações dadas pelo meio-mink condiziam com um conto supostamente já bem conhecido pelo historiador. Este relato, aliás, faz parte de um conteúdo base de suas aulas, já que é um clássico do West Blue. – Não pode ser... Aquele acidente dos Tenryuubitos... Então... Então esse cubo é coisa do governo. – Concluiria com o auxílio de sua lógica, fixando os olhos no artefato ao seu lado direito. O momento de inquietude era uma tormenta, refletida em seu corpo pela transpiração que fazia sua pele cintilar. Com a unha do polegar mais uma vez dentre seus dentes num gesto pacificador, Hisoka negativaria com a cabeça ao desacreditar na situação em que estavam. – Isto significa que não somente os guardas reais virão até nós, mas o próprio governo mundial... Furry, irei avisar Helena imediatamente. – Nem ao menos esperaria alguma resposta de Rin, rapidamente recolhendo o cubo e o guardando nas vestes antes de subir a escadaria em direção do convés, onde procuraria por Izzy.

Na parte superior do navio, Hisoka não geraria muito alarde, pois não gostaria de chamar atenção, o que não seria difícil para ele, já que é um homem dotado de um temperamento bastante calmo, idiossincrasia que o auxilia em manter a fleuma para tomar as decisões mais racionais. Assim, no convés, volutearia o pescoço junto ao corpo tranquilamente em busca de Helena, analisando todas as direções nos arredores até encontrar a mulher de silhueta insigne. Iniciaria pelo último lugar em que a viu, partindo para os demais sítios posteriormente se necessário.

– Viu Helena? – Indagaria ao primeiro companheiro que encontrasse na hipótese de não achá-la. – Helena? Precisamos conversar. – Na possibilidade de achá-la, pousaria a mão em seu ombro para chamar sua atenção. Se estivesse só, continuaria ali mesmo, todavia, se estivesse acompanhada, a guiaria para uma região em que pudessem dialogar isolados. O semblante carregado em sua feição denotaria a seriedade do assunto, porém sem entregar seu cunho preocupante. – Estamos com um problema... Rin pediu para esconder ao máximo, mas acredito que, para nossa segurança e dos refugiados, seja importante que você saiba do que possa acontecer... – Na pausa para recuperar o fôlego, engoliria em seco. Estava aflito com a reação que a Comandante poderia ter, principalmente por conhecê-la, porém maior que sua preocupação com o comportamento de Helena, certamente era sua preocupação com o que estava por vir. – Nós temos a princesa de Ilusia a bordo do navio... – Revelaria ao aproximar o rosto de seu ouvido para sussurrar a informação, inclinando levemente o tronco para alcançá-la. – É provável que tenhamos guardas do reino nos seguindo. Podemos encontrá-los em alto-mar ou em nosso destino... Enfim, precisamos estar preparados. – Finalizaria retornando o corpo para a posição inicial, fitando-a com um olhar austero, passando firmeza na veracidade da notícia.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyDom 02 Dez 2018, 19:20

SUNSHINE
Capítulo III: Destinos Cruzados



O bom cheiro nos levou ao local certo. Lá tive o desprazer de conhecer a figura que provavelmente é o chefe de cozinha. Apenas ignorei e esperei a figura de Fennik aparecer, sentada em qualquer canto que tivesse disponível naquela cozinha. O cheiro do curry me deixava um pouco mais contente, e não demorou muito para a garota aparecer por lá. Klaus foi o primeiro a falar com a garota, notando que ela era uma pessoa reconhecida. Eu nunca havia ouvido falar dela, e para mim, sinceramente, uma má fama como a que ela carregava não me deixava muito segura, afinal não quero que meu amigo perca a cabeça!

- E-Ela tem razão Klaus… I-Isso foi bem rude de se dizer. - Diria a ele com um sorriso torto e uma expressão negativa para o rapaz. Após isso, Fennink nos indicou o quarto de número 4 para mim e para Lara, e o de Klaus seria o número 5 junto a outros rapazes. Sorri de maneira contente, pelo menos agora tínhamos um destino novo e descansar em uma cama não seria nada mal depois de tanto rodeio na Reverse. Andei calmamente pelos corredores e logo ouvi a pergunta de Klaus. - Provavelmente sim, qual seria o seu? - Independente da resposta, daria uma risadinha de leve.

Assim, aproveitando a companhia dos 3, fiz a pequena brincadeira com meu coelho de pelúcia, mas o resultado foi bem diferente do que eu esperava. - H-Hey! - Diria para a garota após ela jogar o coelho para perto de Klaus. Me aproximei do rapaz, pegando o bichinho de suas mãos. - O-Obrigada - Logo em seguida comentando com ele sobre o que fazer. Ele concordou e logo em seguida coloquei o coelho de volta em minha mochila, não quero causar mais problemas…

Chegando no quarto, observei o local, simples porém confortável, os dois beliches ali indicariam a companhia de outras garotas, mas o local ainda parecia intocado, assim podiamos escolher a onde dormir. Arremessaria minha mochila para o alto, deixando-a em cima do beliche mais próximo a porta. Assim, caso alguém saísse à noite, eu poderia ouvir o ranger da madeira e saber quem estava deixando o local. Não havia muito espaço para pular em cima da cama, até porque ela tinha um ‘’teto’’, assim sentaria de frente a Lara, de maneira pensativa e olhando para ela, perguntaria: - V-Você tem medo de coelhos? - Se ela confirmasse, ou não, continuaria: - D-Desculpa… - abaixaria a cabeça em sinal de vergonha, minha voz baixa e sensível indicaria empatia para a menina. Mas de repente, ela se levantou e saiu correndo do recinto antes mesmo que eu pudesse conversar melhor com ela. - L-Lara? - Olhei para a porta a qual ela deixava aberta antes de correr, me levantei rapidamente, o que me fez sentir o balançar brusco do barco. Levantar tão rápido com aquele movimento fez meu estômago revirar. Coloquei a mão sobre minha boca, segurando uma possível ânsia que subia a mim. Olharia em volta, se o quarto tivesse ligação com  algum banheiro, correria para ele, caso não, saíria do recinto, dando de cara com mais uma pessoa.

A garota caiu ao chão e junto a ela eu quase fui também, por pouco. O enjoo batia em minha garganta e a vontade de vomitar vinha novamente após aquele trombo. Sem poder esperar, apenas disse: - Desculpa! É esse aqui.- Indicaria o quarto para ela antes de colocar a mão na boca novamente e correr pelo corredor. Klaus havia ido falar com Helena, então muito provavelmente eu não o encontraria ali. Correria pelo corredor a procura de um toalete, ao encontrar o banheiro feminino, entraria nele e correria até o vaso, ajoelhando no chão, com o rosto pálido e enjoado. Caso não tivesse o banheiro feminino disponível, iria tentar o masculino mesmo, emergências demandam empatia!

Ficaria pronta para soltar o que meu estômago achasse mais viável, embora eu estivesse sem comer a muito tempo e recém passado mal na reverse, talvez nada estivesse ali dentro a não ser água. Após o evento, levantaria da privada, me proximaria da pia e lavaria o rosto com água. Olhando meu reflexo no talvez espelho que tivesse ali. - Desgraça… - Enxugaria o rosto e logo depois sairia do local. Precisava encontrar Lara, assim, seguiria pelos corredores, gritando o nome da garota em voz alta. - Lara! Cadê você? -

Caso encontrasse alguém conhecido, Jovi, Helena, Klaus ou Fennik, diria a eles dobre Lara e  minha suspeita a respeito dela ser uma espiã. - A garota de cabelos verdes, ela saiu correndo do meu quarto, não consigo encontrá-la, Pode me ajudar? Tenho receio quanto ao que ela pode fazer… - - Diria de maneira calma e baixa, afinal o enjoo trazia muita fraquesa ao meu corpo, somado a falta de alimento em meu organismo. Minhas pernas já haviam sido mais fortes e saudáveis, precisava comer algo e descansar… Já fazia muitas horas que eu não havia dormido também.

Caso encontrasse Lara em meio a busca, tentaria me aproximar dela, agarrando seu pulso de maneira firme. - HEY! O que foi? Porque correu assim? - Mesmo com minha fraqueza, caso ela tentasse me atacar, ou revidar de alguma maneira, tentaria uma esquiva rápida para trás. olhando nos olhos dela. -  Lara, me diz, o que tanto te incomoda? Você está agindo muito estranho! - Diria da maneira mais firme que eu conseguisse e mesmo assim, minhas palavras assim como meu rosto indicavam uma certa empatia pela garota.


-x-

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Spoiler:
 

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SKY FALLS, YOU FEEL LIKE IT'S A BEAUTIFUL DAY! DON'T LET IT GET AWAY, YOU'RE ON THE ROAD BUT YOU'VE GOT NO DESTINATION YOU'RE IN THE MUD IN THE MAZE OF HER IMAGINATION...


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III: Destinos Cruzados   Capítulo III: Destinos Cruzados - Página 2 EmptyQui 06 Dez 2018, 15:06



O número par no rebanho de ovelhas



---/Crisbella/---



Depois que Fennik lhes disse em qual quarto deveriam dormir, o trio de novatos caminhou pelo navio a procura das portas que marcassem os números de seus dormitórios. Quando questionado por Crisbella sobre qual seria o seu codinome, Klaus virou a cara, fingindo que não ouviu a pergunta para não ter que responder. Antes de adentrarem o quarto de número quatro, aconteceu aquele incidente estranho da Lara com o coelho de pelúcia e depois o espadachim seguiu sozinho o caminho de volta para alertar Helana sobre o perigo da suspeita da jovem de cabelos verdes ser uma possível espiã do Governo Mundial. Depois de escolher a cama de cima de um dos beliches do quarto, Cris tentou voltar a interagir com a ex-prisioneira, porém ela agindo estranho outra vez, correu para fora do cômodo, desaparecendo da vista da revolucionária.

Se não fosse o maldito enjoo que voltou para atormentá-la, Bella certamente teria conseguido alcançar Lara, mas assim que levantou para persegui-la, seu estômago se revirou e sentiu que botaria para fora tudo que estava dentro dele, o que neste momento trava-se apenas da água que bebeu justamente para aliviar o momento anterior onde já havia vomitado. Assim que saiu do quarto, Cris esbarrou em uma mulher que logo depois a perguntou sobre o cômodo de número quatro, o mesmo de onde ela acabara de vir, dando-lhe a resposta desejada, mas sem tempo para conversar, a revolucionária saiu correndo em busca de um banheiro, desejando que conseguisse encontrá-lo antes que o pior acontecesse.

Assim que avistou a primeira porta que lembrava a de um banheiro, Bella adentrou às pressas e foi direto até a privada mais próxima onde lá despejou todo o líquido que ainda residia em seu pobre estômago. Era horrível a desagradável sensação de vomitar, ainda mais duas vezes no mesmo dia e em um período tão curto, além do formigamento que passaria a sentir em algumas partes do corpo como rosto, mãos e barriga, a garota também poderia se incomodar com a sensação de queimação em seu esôfago. Depois de passar cerca de um minuto ali para ter certeza de que não iria voltar a vomitar antes de se levantar, Crisbella pode então ir até as pias para lavar o rosto, as mãos e claro, a boca, até que enquanto estava fazendo isso, um rapaz de rosto já conhecido se aproximou dela trazendo algo em cada uma de suas mãos.

- Toma, isso vai te ajudar com o enjoo. - Disse o cozinheiro de cabelos vermelhos trazendo em uma das mãos uma tigela de curry e na outra um copo de água aparentemente bastante gelada. - Não que esse seja o melhor lugar para se fazer uma refeição… mas você pode comer onde se sentir mais confortável. Se continuar se sentindo mal e precisar de mais alguma coisa para repor os nutrientes, me procure por aí… ou então vá para a enfermaria do navio, tanto faz. - Caso Cris pensasse em recusar a gentileza do ruivo, ele rapidamente fecharia a cara para ela mostrando um olhar ardente de raiva. - Não ouse recusar, garota! É inadmissível que alguém no meu navio não recomponha os nutrientes perdidos dessa forma! Aceite ou eu farei você comer isso a força!

Apesar do jeito não muito carinhoso de falar, era bem fácil de identificar a vontade do jovem chef Shizuo em querer ajudá-la, mesmo dando as costas para a garota bem cedo, Cris sabia que havia sinceridade naquelas palavras e também nessa atitude, pelo menos havia ali algo a ser admirado no companheiro da sua nova tripulação. Talvez depois que Pepper já tivesse ido embora ou até mesmo um pouco antes disso, Bella iria perceber que na verdade estava dentro do toalete masculino, o que depois da emergência poderia deixá-la um pouco constrangida e forçá-la a sair dali mais depressa, podendo então buscar um local mais adequado para fazer sua refeição… Apesar de ser totalmente possível comer enquanto anda e procura por Lara.

Quando começasse a saborear a comida de Shizuo, Cris logo iria reparar que o nível da culinária do rapaz era muito superior a sua, havia ali técnicas de cozinha que ela ainda não conhecia, não apenas no sabor elevado, mas também na maneira como cada colherada (ou se preferir não usar o talher e virar o conteúdo da tigela direto na boca, whatever) parecia lhe trazer de volta todo o vigor perdido por conta do enjoo, isso sem falar que a água em suas mãos na verdade era água de coco, o que ajudava bastante na sua hidratação. Assim que terminasse de comer, a vontade de ir até a cozinha repetir poderia surgir na cabeça da revolucionária, além da sua imaginação que pode acabar viajando nas outras possibilidades de receitas gostosas que pode vir a saborear no navio.

A possibilidade de rejeitar o prato de Pepper ainda estava de pé, desde que fosse feito depois que ele fosse embora, mas se fosse o caso, Crisbella teria dificuldades em continuar andando pelos corredores com a barriga vazia e o corpo bem fragilizado. Se quisesse realmente não perder tempo comendo, beber só a água de coco poderia ajudá-la por um breve momento, mas somente se alimentando do curry ela iria se curar por completo dessa desagradável sensação de enjoo. Ainda trabalhando com as possibilidades, Bella poderia aproveitar o encontro com Shizuo para perguntar a ele se por acaso teria visto Lara andando por aí, podendo também contar a ele sobre as suas suspeitas dela ser uma espiã e pedir sua ajuda para procurá-la.

- Hmmm, se a desgraçada for realmente uma espiã eu mesmo chuto ela pra fora desse navio! - Diria Shizuo após ouvir a história de Cris sobre todo o assunto envolvendo Lara. - Conheço esse navio melhor do que você, por enquanto tente descansar e recuperar suas forças, eu irei procurá-la e fazer umas boas perguntas quando encontrá-la. - Dito isso, o cozinheiro acenaria brevemente com a cabeça e então se retiraria de fato do ambiente, indo a fundo pelos corredores do grande Paradise Star.

Independente da decisão que Cris tomará em seguida, seja acompanhar Pepper na busca por Lara ou seguir um caminho diferente, o resultado será o mesmo, alguns passos pela embarcação - esteja procurando por Lara ou indo descansar em algum lugar - e voltaria a encontrar aquela mulher que esbarrou pouco depois de abandonar seu quarto às pressas. Essa moça também seria a primeira pessoa a ser encontrada por Bella caso desde início ela optasse por não falar nada com Shizuo sobre a Lara e preferisse falar contar isso somente para aqueles (citados por ela no post anterior) que conhecia um pouco melhor, ou seja, no final o encontro com ela seria inevitável.

- Oh, você de novo! - Exclamaria ela ao ver Cris se aproximando, então faria o mesmo para encurtar a distância entre elas. - Obrigado por ter me falado sobre o quarto, parece que já tem gente dormindo lá, apesar de não ter conhecido as outras meninas, não estavam quando eu cheguei. - Após esse comentário, estaria aberta a oportunidade para Bella revelar ser uma das moradoras de lá, se fosse o caso, a mulher responderia: - Nossa, jura? Que ótimo, bom que já nos conhecemos, não é? Prazer, me chamo Nocha. Eu era uma das trabalhadoras presas nas minas de Pedra Rara no Reino de Ilusia. Apesar da aparência eu consigo ver que há bastante força dentro de você… Tenho pena daqueles que te subestimam, haha. - Pelo visto, Nocha parecia estar querendo se aproximar de Bella a qualquer custo, tanto é que começaria a segui-la mesmo que fosse pedido de alguma forma para ela se afastar. Se Cris resolvesse contar a mulher ao menos que estava procurando por uma menina de cabelos verdes, sem entrar em muitos detalhes, então Nocha reagiria de maneira feliz por ter recebido uma atividade para fazer. - Hmm, pode parecer que estou querendo me gabar, mas esse tipo de trabalho é a minha especialidade… O segredo para encontrar alguém que está se escondendo de você é procurá-lo enquanto se esconde melhor do que ele. Venha, tente fazer o que eu fizer.

Por mais que não pudesse confiar muito em Nocha por ter acabado de a conhecer, ao menos ela poderia lhe ajudar nessa busca por Lara, além de ainda conseguir lhe ensinar alguns truques sobre furtividade durante o processo, dependendo do nível de interesse de Crisbella no assunto ela poderia acabar até perdendo o foco do assunto principal para desenvolver melhor essas técnicas, caso contrário poderia buscar aprender melhor sobre isso uma outra hora. Fosse por conta da ajuda de Nocha ou não, uma hora Cris acabaria voltando a encontrar Lara, mas não da maneira que ela gostaria que acontecesse, isso porque na verdade quem parecia ter encontrado alguém foi a própria ex-prisioneira, que chegou pelas costas da revolucionária colocando a mão direita sobre seu ombro. Quando Cris olhasse para trás e visse que era Lara que estava ali, ela teria uma surpresa maior do que apenas esse reencontro.

- A falsa ovelha traz um número par ao rebanho! - Disse a jovem de cabelos verdes apertando o ombro de Bella com força, porém isso era o de menos perto da sua voz rouca e os olhos virados que deixavam apenas a parte branca visível. - As escolhas erradas derramarão sangue inocente! - Na medida em que as suas frases iam ficando mais longas, sua voz ia ficando mais rouca e a pressão exercida por seus dedos ia aumentando cada vez mais. Usando a mão esquerda, Lara agarraria o pescoço de Crisbella e tentaria jogá-la contra a parede mais próxima, apertando seu pescoço e dificultando a sua respiração. A revolucionária teria total condições de parar essa ofensiva, mas se o fizesse acabaria fazendo a refugiada também parar de falar. - Enquanto o sol ilumina o dragão, a chuva vermelha cai sobre a estrela e a tempestade...!

E antes que ela pudesse completar o que estava dizendo, Nocha acertava um socão na cabeça de Lara que a fazia tombar imediatamente em direção ao chão, largando o corpo de Cris, caso esta já não tivesse o feito antes. Se Bella chegasse a questionar a ex-escrava ou simplesmente a olhasse torto, a mesma iria sorrir de forma sem graça botando uma das mãos na cabeça antes de se explicar.

- Hehe, acho que todo esse tempo batendo em pedra com uma picareta serviu para alguma coisa. - Se ainda assim Crisbella mostrasse algum desapontamento com a atitude de Nocha, ela então diria: - Ué, eu estava tentando te ajudar, ela claramente estava tentando de enforcar! Ah, que seja, acho melhor levá-la para a enfermaria… Ou para uma cela, ela parece perigosa demais para ficar andando por aí assim, pode acabar prejudicando a segurança da tripulação.

Após esse momento de tensão, a cabeça da revolucionária provavelmente estaria trabalhando mais rápido do que nunca. Assim como o curry (que talvez esteja) em seu estômago, toda essa informação precisava ser digerida antes de tomar uma decisão do que fazer em seguida, inclusive Shizuo não estava mais por perto dela independente se lá no começo escolheu começar essa jornada o seguindo pelos corredores, ou seja, estava completamente sozinha agora na escolha do que fazer com o corpo inconsciente de Lara.


---/Hisoka/---



A conversa entre Hisoka e Rin se desenrolava depois de deixarem o calabouço onde Thalassa Marin estava sendo mantida em cativeiro. A princesa não agregava em nada na pesquisa do arqueólogo sobre o Cubo de Ilusia, mesmo que fosse bem claro a ligação que ela tinha com tal objeto e mais tarde durante a história contada por Furry essa relação ficava ainda mais clara. A verdade é que Marin, de acordo com a teoria de Jovi, tratava-se de uma Tenryuubito perdida que foi adotada pela família real de Ilusia, algo que vem sendo mantido em segredo pelo rei Lucas há bastante tempo, assim como o misterioso cubo que foi encontrado junto com ela no passado.

- Não sei se a essa hora Jovi já contou a comandante sobre esse nosso pequeno problema, mas sinta-se a vontade para falar com ela… Se tiver coragem o bastante para isso. Eu infelizmente, ou felizmente, não posso deixar essa área desprotegida, portanto terei que continuar aqui. - Respondeu o espadachim depois que Hisoka disse ter interesse em contatar Helena para explicar a situação em que o navio se encontrava, mas quase ninguém estava sabendo. - Mas você está certo, Professor, estamos brincando com fogo… E se não nos prepararmos para o pior podemos acabar nos queimando quando o incêndio começar.

Partindo então em direção ao lugar que esperava encontrar Helena, o convés do navio, o arqueólogo seguiu para a parte superior da embarcação, atentando-se aos arredores para ter certeza de que não acabaria deixando-a passar despercebida pelo caminho. No entanto, poucos metros de distância das escadas que davam ao porão, Kurayami iria se deparar com um jovem de cabelos claros puxados para o tom azulado assim como a cor de seus olhos. Esse garoto estava usando um manto negro que escondia suas vestes sujas e maltratadas, assim que percebeu a presença do professor, o desconhecido parou de andar e o encarou por alguns segundos esperando ser questionado por estar ali. Se fosse apenas ignorado, ele seguiria na direção de onde o revolucionário veio.

- Estou procurando um banheiro mais privado… Sabe me dizer se tem algum por essas partes debaixo do navio? - Responderia ele ao mesmo tempo que fazia uma pergunta. Sua voz era tranquila e difícil de ser ouvida, assim como sua aparência pouco chamativa, com exceção do capuz negro, lhe tornavam alguém facilmente ignorável se não fosse pelo fato de estar em uma área tão delicada. - Ah, ok. - Diria ele caso fosse chamado para se retirar dali por algum motivo qualquer inventado por Hisoka. No entanto, se fosse respondida sua pergunta e depois apontada uma direção para seguir, o garoto apenas agradeceria antes de se afastar. - Obrigado.

Independente do que o professor decidisse responder ao rapaz perambulando pelos corredores mais profundos do navio, o mesmo iria se afastar dali depressa não importa a resposta dada ou mesmo a situação onde ambos se ignoravam, mostrando que ele não queria a companhia do revolucionário para onde estava querendo ir. Durante a caminhada até a parte externa, Hisoka teria se deparado com várias pessoas, alguns rostos já conhecidos por conta do dia em que Steven invadiu o Paradise Star e os colocou junto como reféns, porém alguns ainda desconhecidos por conta do resgate de Ilusia. Dentre estas pessoas por quem passou, o professor não poderia notar em todas as conversas paralelas, até porque não estava focado para isso, entretanto, seria difícil não reparar na moça de cabelos verdes que passou ao seu lado de maneira apressada e cabisbaixa enquanto roía a unha do dedão de sua mão direita.

“Só com um soco, um soco e acabou, um soco…” dizia ela em voz baixa durante a sua passagem pelo corredor. Certamente isso seria praticamente ignorado pelo professor da mesma maneira que o restante das conversas foram ignoradas, porém talvez a cor de cabelo da mulher tivesse sido o diferencial para lhe chamar um pouco mais de atenção mesmo que por apenas poucos segundos. Quando chegou ao convés e avistou a comandante atuando como a capitã do navio, a memória da senhorita de cabelo verde foi desaparecendo depressa da sua mente.

- Pode falar. - Permitiu ela enquanto olhava para o horizonte azul da Grand Line, aparentemente orgulhosa de estarem navegando por essas águas. Assim que Hisoka começou a tornar sério o assunto que precisava falar, a revolucionária olhou para ele com seu olho dourado semi fechado. - O que é que vocês fizeram…? - Perguntou antes de ouvir a conclusão do professor sobre a princesa de Ilusia estar sendo mantida presa no navio. Ficou bastante claro na sequência que Helena queria explodir e gritar um palavrão, mas isso provavelmente chamaria a atenção dos tripulantes ao redor, portanto ela preferiu segurar sua fúria e fingir que estava tudo bem. - Haha, deixa eu ver se eu entendi… Vocês resolveram capturar uma figura pública de envolvimento com o Governo Mundial e trazer para o meu navio? - Depois dessa pergunta ela agarrou a orelha de Hisoka com tanta força que ele teria a sensação de que esta estava sendo arrancada de seu corpo. - Me de um bom motivo para não te jogar daqui agora mesmo!

- Comandante Helena! - Disse um jovem de cabelos brancos e com um rosto ainda desconhecido que trazia com ele uma espada na cintura. Para a sorte do professor, a chegada dele fez a comandante largar sua orelha e prestar atenção no que o rapaz tinha a dizer. - Tenho uma informação para compartilhar e considero ela importante… - Comentou olhando firme para o rosto sério da sua superior, visto que ela não lhe impediu de continuar, o garoto prosseguiu com o que veio dizer. - No navio do Major Daario nós resgatamos um grupo de prisioneiros que estavam sendo levados para um leilão, entre esses resgatados estava Lara, uma jovem de cabelos verdes. A princípio ela parecia ser uma prisioneira como todas as outras, mas com o tempo, principalmente agora que ela nos seguiu até esse navio, nós reparamos que seu comportamento se tornou um pouco estranho, inclusive fazendo comentários suspeitos a respeito da possibilidade de ter um espião a bordo. Eu e Crisbella acreditamos que ela possa de fato ser uma espiã do Governo Mundial e por isso vim até você pedir sua opinião do que devemos fazer… No momento a Cris está de olho nela, então acredito que esteja tudo sobre controle.

- Hmmm, talvez essa informação tenha vindo na hora certa, já que eu acabei de receber uma outra que parece se encaixar bem com essa que acabou de me contar… - Falou a comandante dando uma encarada gelada ao arqueólogo ao seu lado. - Por via das dúvidas não deixem que essa tal de Lara fique solta por aí, quero que a capturem e me levem até onde ela estiver para que ocorra um interrogatório. Caso ela resista não hesitem em atacá-la, não sabemos qual é a sua força e o real perigo que ela pode trazer para nossos tripulantes. Fui clara?

- Sim senhora! - Respondeu o espadachim com uma breve reverência.

- Agora se me dão licença… Tenho um assunto mais importante para tratar. - E após tais palavras, a capitã do navio se retirou do convés e adentrou os corredores da embarcação, desaparecendo, porém, Hisoka sabia muito bem o que ela estava indo procurar.

- Acredito que você já conhece bem esse navio… Sabe então um lugar para onde ela poderia ter ido? Inclusive, me chamo Klaus, prazer. - Perguntava o espadachim ao mesmo tempo que estendia a mão para ser cumprimentada da maneira mais formal possível.


Encapuzado de cabelo azul:
 

OFF:
 

HISTÓRICO DA AVENTURA:
 


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Destinos Cruzados

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#Post 7


Com o fim de sua conversa com Furry, Hisoka estava decidido que iria comunicar Helena a cerca do sequestro da realeza. A possibilidade da garota ter relação com o governo mundial traz óbices perigosos para os Revolucionários, uma vez que o Paradise Star pode ser acometido por um ataque a qualquer instante. Aliás, não apenas o Exército está em cheque, como também os refugiados resgatados. Dar-lhes uma pequena parcela de esperança com a alforria para que eles sofram um atentado logo em seguida é, no mínimo, cruel.

No até então solitário caminho de volta ao convés, Hisoka ouvia apenas o som de seus calçados reverberando os seus passos apressados contra o assoalho. O olhar cabisbaixo denotando preocupação, entretanto, foi surpreendido pela aparição de uma figura poucos metros a sua frente. Seu estômago subitamente arrefeceria, trazendo-lhe uma súbita sensação sufocante. Os olhos bruscamente abririam e a cabeça levantaria, evidenciando o espavento ao vislumbrar um indivíduo por estas localidades, majoritariamente pelo seu modo de se vestir. Droga, será que já é um agente do governo!? Tão rápido assim!? Refletiria ao engolir em seco, cessando os passos a medida que sua calma proeminente conflitava com a aflição para não deixar escapar o controle de suas emoções.

– O que está fazendo aqui? – Hisoka quebraria o agoniante silêncio afunilando o olhar, finalmente ganhando acesso à aparência do cabalístico indivíduo outrora alaparda nas penumbras do manto negro. Ao ouvir a resposta do jovem, seus batimentos cardíacos gradualmente decairiam. Sua voz morna repassava certa tranquilidade, apesar da estranheza das circunstâncias. – Não encontrará nada aqui além de tralhas e bagunça. É o porão, afinal. – Mostraria um sorriso social na expectativa de convencê-lo. Por que não me sinto completamente convicto? Pensaria o Revolucionário. Era como se houvesse um empecilho em sua consciência que o impedia de acreditar veementemente no garoto. – Os banheiros ficam no andar dos dormitórios. Acredito que já tenha sido designado um para você, não? – Ergueria as sobrancelhas na pergunta praticamente retórica, entretanto, se porventura ele ainda não detivesse um quarto, Hisoka passaria mais informações para auxiliá-lo a encontrar o cômodo correto.

Independentemente das suspeitas levantadas, o garoto havia ido embora, possuindo seus passos devidamente seguidos pelos atentos olhos de Hisoka até que delisse de sua visão. Após o momento de susto, o arqueólogo suspiraria levemente, franzindo o queixo em preocupação com a situação. Com tantos tripulantes a bordo do Paradise Star, não é difícil imaginar que ao menos um deles não seja um espião. O problema, entretanto, atinado pelo professor, está na desconfiança nos refugiados, o que pode levar Hisoka à loucura ao ver agentes do governo na face de cada ex-escravo. Além disto, sem as devidas provas, começar a acusar inocentes depravadamente não é, nem de longe, um caminho a ser seguido por um Revolucionário.

– Um passo de cada vez... – Murmuraria quase que num pensamento, voltando a caminhar em direção do convés, tornando a ter como foco o diálogo com Izzy.

A medida que saísse das dependências mais internas do navio, Hisoka começaria a se deparar com um aumento na densidade de pessoas, das quais a imensa maioria são os foragidos de Ilusia Kingdom. Ele evitaria encarar demais seus rostos, impedindo que começasse a atinar conclusões precipitadas, tal como havia pensado pouco tempo atrás. Assim, veria de relance somente seus vultos e características mais marcantes, como sexo, cor dos cabelos e, em alguns casos, adereços excêntricos. Tal como a visão, a audição estaria bastante ocupada, captando cicio oriundos de todas as direções, porém com pouca capacidade de discernimento dos assuntos tratados, exceto por aqueles que calcorreiam próximos. Dentre todas as figuras, Hisoka pescaria, de soslaio, uma figura de cabelo esverdeado. Ela passou rente ao seu corpo, talvez de modo que até se tocaram, o que permitiria que o professor escutasse seu insólito cochicho. O que? Argh, foco. Esquece. Suas pálpebras tremeriam ao ouvir as suas palavras, expressando certa confusão no entendimento de seu contexto, porém não remoeria, mantendo o trajeto até Helena.

Como esperado, a Comandante não mostrou nada além de insatisfação ao saber do sequestro da princesa. Contudo, o que Hisoka não esperava é que a raiva de Helena fosse despejada nele. Seu puxão de orelha foi literal, provocando um incômodo excruciante transmitido através de uma forte sensação de queimação no órgão, que parecia estar sendo deslocado de seu crânio. Em resposta, o professor exprimiu um semblante de dor, comprimindo os olhos junto aos demais músculos faciais enquanto buscava levar as mãos contra os dedos da comandante para afastá-los.

– Ei, ei! Não manifesta sua fúria em quem não tem nada a ver com isto. – Criticaria em entonação aborrecida, finalmente sentindo-se livre com a aproximação do companheiro de Crisbella. Ainda que sua orelha não estivesse mais sob as garras de Izzy, o incômodo era constante, enunciado em latejos pelos pulsos sanguíneos que recolonizavam os capilares após a pressão exercida.

Apesar da apropinquação do recém tripulante, Hisoka continuaria ao lado de Helena, mantendo o semblante que denotava incômodo. A mão direita iria de encontro à orelha lesionada, massageando-a cuidadosamente no intuito de apaziguar a dor. Por mais que o sofrimento captasse boa parte de sua atenção, o historiador manteria o ouvido saudável atento na conversa de ambos, assimilando uma informação que imediatamente faria com que esquecesse de sua orelha. Cabelo verde? Será que... Seu olhar estagnaria no solo assim que escutasse Klaus falando sobre uma jovem de cabelo verde, pois Hisoka sabia que havia visto alguém com esta característica há pouco. Então é ela a espiã? Será que está sozinha? Ou aquele rapaz de manto tem algo a ver com isto também? Mas espera... Ela não veio de Ilusia... Então talvez não tenha nada a ver com o sequestro da princesa, porém não podemos ficar desatentos. Integraria sua lógica junto à informação dada por Klaus para atinar que Lara não tem envolvimento com a realeza, dado que ela não é uma refugiada de Pedra Rara, e sim do local de onde Crisbella veio. De qualquer modo, isto não significa que devem baixar a  guarda, principalmente após Hisoka lembrar dos murmúrios da menina mais cedo.

– Eu olhei ela antes de vir para cá. – Comentaria alçando o olhar para Klaus, almejando ganhar sua atenção. Hisoka sabia que talvez pudesse não se tratar da mesma pessoa, uma vez que há vários tripulantes a bordo, porém seria uma enorme coincidência uma menina de cabelo verde comentar algo tão suspeito, então ele preferiu revelar a informação que tinha. – Digo, era uma menina de cabelo verde... Ela falou algo sobre dar um soco... Um soco basta... Algo assim. Para ser sincero, não liguei muito no início, mas agora que você falou isto... – Promoveria um meneio com o ombro esquerdo, desta vez movendo o olhar para Helena a espera de sua resposta. Para seu aborrecimento, entretanto, ela voltava a cutucá-lo sobre o sequestro. Em retruque, Hisoka suspiraria e viraria os olhos, porém não replicaria verbalmente, pois sabe que Helena não é asna e deve compreender que ele não teve participação no evento. – Sim, Comandante. – Responderia sem muito entusiasmo após compreender suas diretrizes, salientando o desagrado com as atitudes da Revolucionária em seu tom de voz.

No fim, Helena acabou saindo às pressas, nem ao menos permitindo que Hisoka comentasse a cerca do garoto de manto negro, nem que perguntasse se ela detinha algum livro pautado em história de antigas civilizações para que pudesse adiantar o Cubo de Ilusia. Com as palavras presas na glote e o braço esticado na direção da Comandante, o professor voltaria a suspirar, levando a mão até a nuca, onde afagaria suas madeixas enquanto ouviria as palavras de Klaus. É evidente que o arqueólogo sabia onde Helena havia ido, mas imaginava que não pudesse revelar nada sobre o sequestro de Thalassa ainda, uma vez que a própria Izzy escondeu ao máximo os informes sobre a tragédia. Assim, ele nem ao menos pestanejaria antes de respondê-lo, concomitantemente apresentando-o a mão livre para retribuir o cumprimento.

– Na verdade, não. Sou novo, então sei pouco sobre estes assuntos confidenciais, hahaha. – De olhos fechados, soltaria uma breve risada no intuito de rebuçar sua mentira em conluio com sua aparência inofensiva, agarrando-lhe a mão para um aperto suave. – Meu nome é Hisoka. Hisoka Kurayami, porém me chamam de Professor aqui. O prazer é meu, Klaus. – Diria cordialmente, desnivelando a sobrancelha numa feição jovial, buscando manter todo o contato com o jovem com um tom dotado de fleuma. Ganhar a confiança do rapaz era o principal objetivo do arqueólogo naquele instante. – Posso ajudá-lo na busca pela jovem de cabelo verde, se quiser minha companhia. – Mostraria momentaneamente a palma das mãos, como se buscasse dizer que estava com tempo livre naquele instante.

Apesar de acreditar que a menina misteriosa não tenha relação com Thalassa, Hisoka experimentaria um sentimento novo que lhe motivava a caçá-la e encontrá-la, expresso pelo cerrar de seus punhos. Esta seria a primeira vez que veria um agente do governo, se ela de fato fosse. De algum modo, imaginar a cena lhe remetia lembranças de sua mãe e todas as tormentas que ela passou por ser procurada por esta organização desprezível.

– Oh, tudo bem então. – Afunilaria as sobrancelhas, transparecendo certa insatisfação caso Klaus negasse seu pedido. Neste caso, o cumprimentaria com um meneio positivo de seu crânio e seguiria para a cozinha, onde poderia saciar sua fome. – Ótimo, vamos lá. – Movimentaria os risórios num sorriso breve na hipótese de uma resposta positiva, posteriormente seguindo Klaus em seu ritmo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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