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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento

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MensagemAssunto: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyTer 06 Nov 2018, 00:11

Relembrando a primeira mensagem :

Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento

Aqui ocorrerá a aventura do(a) agente Hornee Diamond. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptySeg 26 Nov 2018, 22:38


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 05


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Uma ironia suave por parte de Magnus até que era um cenário favorável se analisasse todo o contexto. Por mais que Mia ainda estivesse segura junto com o Aproximador, eu não fazia a menor ideia de onde os dois acabaram indo e mesmo que ele não tivesse caído na minha lábia, Lvneel era uma cidade relativamente grande para se procurar uma garota cega sozinho então uma mão extra seria muito bem-vinda...


O misterioso e estiloso homem se recusa à compartilhar dados confidenciais sobre seus rivais da região - *Algo do qual eu humildemente respeito* - e simplesmente segue até uma lojinha próxima como se o mudo da dupla não fosse eu próprio.


Magnus exibe uma moeda e ao mesmo tempo profere palavras um tanto quanto ameaçadoras para o dono da vendinha. Eu sinceramente não conseguia distinguir se ele estava intimidando o homem ou o subornando, ou se aquele sinal de exibir uma moeda fosse algum código da máfia local. Era óbvio que eu estava lidando com criminosos e pelo visto eles eram bem reconhecidos na região então pouco me importava como iria executar seus métodos de ação, apesar de aguçarem minha curiosidade acerca da história e da influência que representavam na cultura local que, para um arqueólogo mafioso como eu, era um prato cheio.


Eu me postaria ao lado de Magnus com os braços cruzados e botando certa banca no ambiente levado de carona pela pompa que o próprio ruivo trazia consigo. Ao ser indicado por estar acompanhando a menina, eu acenaria com a cabeça inclinando-a levemente para frente e para trás confirmando o que estava sendo dito pelo mascarado.


Apesar de Magnus ser obviamente temido na região, mencionar "Uma garota de cabelos brancos" deixava evidente que Mia não era um rosto conhecido dos Hatti ou que pelo menos Magnus e o Lorde não tinham um vínculo tão na cara dura com os civis como eu imaginava que teria - *Mas nada de se surpreender, já que ninguém de fora me vê como braço direito do Mr. Badmoney's...*.


A moeda é entregue ao vendedor que quase por completo responde minha pergunta anterior se ele foi ameaçado ou subornado - *Talvez um pouco dos dois*. Lorde Hatti certamente era rico, mas quanto valeria aquela simples moeda para que um civil corresse tanto risco assim de passar por engano uma informação falsa à Magnus?


Agora pelo menos tínhamos uma direção. Isso significava que dificilmente Mia e o Aproximador tinham voltado para a estação dos zeppelins após nos separarmos. O ruivo do chapéu engraçado novamente faz seu ritual de coleta de informações do qual eu já estava um tanto quanto habituado e agora seu alvo era uma mulher em sua loja de roupas.


Eu me postaria novamente ao lado de Magnus aguardando que ele tomasse a iniciativa de comunicação e subornos aguardando algum milagre de uma informação determinante para que encontrássemos a garota cega, já que era conhecido na região e não era mudo. Talvez subornar loja por loja não fosse a ideia mais inteligente para encontrar dois perdidos em uma cidade grande, mas eu sinceramente estava sem ideias principalmente porque os becos do qual peruaria estariam aparentemente vazios sem sinal de nenhum dos dois fujões.


Sinceramente os dois estarem mortos ou sequer gravemente feridos era algo que não passava pela minha cabeça. Era mais provável o Aproximador ser um traidor - *Las Camp está cheio deles afinal...* - e ter fugido com Mia do que ele ter sido emboscado e capturado por um grupo péssimo de ladrões locais. O tal Agente B não era só um membro influente da Badmoney's e do Governo Mundial como também ficou quase um mês coletando informações do sargento Pou Pay sem que este desconfiasse... e convenhamos que enganar alguém poderoso por tanto tempo não é para poucos.


Logicamente que eu sou superior à ele em qualidades de luta e discrição. Mas eu tenho que dar o braço à torcer e admitir que ele tem seus méritos e não é à toa que ganhou parte de minha confiança - *O que é raríssimo! Portanto NÃO A DESPERDICE MISERÁVEL!!!*

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyQua 28 Nov 2018, 01:24



Ao ver Magnus se aproximando da mulher para questiona-la, Hornee nada fazia para impedi-lo. E assim uma cena similar a anterior se repetia, mas dessa vez, ao ser perguntada se vira a menina passando com Hornee e outro engravatado, a resposta era diferente.

- Sim senhor, a vi passando com um homem de terno, mas esse senhor ao seu lado não se encontrava junto. – Respondia ela olhando para baixo.

- Ahh, você tem certeza disso?

- Sim senhor, essa é a segunda vez que o vejo hoje. A primeira foi quando passou com o senhor mais cedo indo na direção da estação.

A mulher parecia ter uma ótima memória e não hesitava em sua resposta, logo ganhando a moeda de ouro. Se afastando da loja e seguindo na direção indicada por ela, Magnus olhava de lado para Hornee e parecia prestes a dizer algo, quando pensava duas vezes e dava de ombros, permanecendo calado.

O processo se repetia mais três vezes, e tirando a última, a resposta dos outros dois comerciantes foram similares. Viram Mia e o Aproximador mais cedo, e Hornee apenas quando passou com Magnus. O último, no entanto, dizia não ter visto sinal nem de Mia nem do Aproximador.

Imediatamente Magnus confirmava a informação em duas lojas ao lado, e simples assim, sete moedas de ouro já haviam sido gastas.

- Bom, nós sabemos até onde eles foram vistos, e onde eles não chegaram. Nesse intervalo não há lojas, apenas casas residenciais e três ruas perpendiculares sendo uma delas um beco no qual nada vi quando olhei. Isso significa que por algum motivo eles entraram em uma das outras duas ruas, sendo que a primeira leva à Mansão Montblanc e a segunda para fora da cidade. Se eles foram para a mansão Montblanc em breve Lord Hatti tomará conhecimento e tudo se resolverá naturalmente, por outro lado se foram para a floresta... – Ele não terminava o raciocínio e nem pedia a opnião de Hornee, apenas voltando a andar e dobrando em uma rua, se afastando cada vez mais da área nobre até a saída da cidade, onde nenhum guarda podia ser visto.

- Tsc, imprestáveis. – Resmungava Magnus tirando um novo cigarro de um maço e o acendendo antes de seguir em frente, rumo a floresta.

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyQua 28 Nov 2018, 23:23


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 06


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No fundo no fundo eu sabia que a vendedora iria ser honesta com Magnus e acabar dedurando que eu não tinha seguido com Mia e o Aproximador a partir daquele ponto. Mas eu acreditava que isso não seria algo muito relevante pois eu tinha meus motivos - *Pessoais, lógico* - que poderiam muito bem serem moldados para transformar em uma história convincente sobre minha separação da dupla, por mais que o soldado do Lorde Hatti não caísse na minha lorota.


Como era de se esperar, a mulher foi honesta com Magnus - *Não é a toa também, já que estavam sendo subornados e temiam o mascarado* - me colocando em uma sinuca de bico suave. Eu tinha apostado que isso não incomodaria Magnus mais do que o objetivo principal que era encontrar a garota certa e eu tinha acertado, já que ele simplesmente ignorou o fato ao tentar dar algum tipo de sermão descabido por sua ignorância da situação e de nossos potenciais e simplesmente partiu para o próximo civil que seria subornado.


Depois de muitas moedas de ouro e muitas ameaças indiretas, nós finalmente chegávamos em um senso comum. Conseguimos traçar mentalmente uma área bem pequena de onde Mia e o Aproximador poderiam ter ido que se resumia basicamente em uma mansão de uma família tal de "Montblanc" da qual eu não conhecia mas que pelas palavras do mascarado ruivo era uma família aliada dos Hatti e a outra opção era a floresta.


As inúmeras possibilidades pipocavam rapidamente e freneticamente em minha mente. Eu não conseguia enxergar claros motivos para os dois terem entrado em uma mansão que não percebia aos Hatti e tão pouco ido em direção à uma floresta. As únicas situações que eu conseguia refletir eram que ou Mia tinha fugido do Aproximador por qualquer motivo que fosse ou meu aliado da Blodmoney's pressentiu alguma ameaça e optou por se abrigar em algum lugar para proteger a humana.


De qualquer modo, tínhamos duas opções de caminhos e por mais que Magnus acreditasse que o caminho mais perigoso era para a floresta, da qual ele já tinha ido atrás, eu aproveitaria que estávamos divididos para excluir de uma vez por todas a possibilidade de que os fujões estariam nessa tal mansão Montblanc.


Enquanto Magnus tomava o caminho para a tal floresta, eu escreveria um bilhete com tranquilidade enquanto tentaria respirar tranquilamente e afastar toda a tensão que a situação atual trazia à tona - *Calma Hornee... tudo vai se resolver...* - fazendo uso de minha mão inábil aproveitando meu momento de calmaria para seguir pelo caminho oposto ao do ruivo, que seria em direção à mansão dos Montblanc.

Papelzinho:
 



Jogaria um "verde" e entregaria meu papelzinho para um dos seguranças ou funcionários que por ventura estivessem na entrada da mansão enquanto observaria atentamente sua reação com meu bilhete fazendo uso de meus óculos escuros para ocultar minhas emoções e expectativas.


Aguardaria alguma reação positiva de que eles de fato estivessem dentro da mansão e retribuiria a confirmação com um sorriso, de modo que eu faria menção de que gostaria de adentrar o local para vê-los.


Se a reação do funcionário Montblanc fosse negativa, eu tentaria focar em seu olhar e lábios para identificar se ele gaguejava ou viraria o rosto como deslize para ocultar a verdade. Caso eu não conseguisse perceber nada de anormal em suas reações de um modo bem frio, eu respiraria fundo e expiraria aliviando a tensão que apertava meu peito - *E lá vamos nós... Magnus vai nos matar...* - para logo após decidir que eu daria meia volta e seguiria pelo caminho da floresta atrás do mascarado ruivo.

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyTer 04 Dez 2018, 01:59



O ruivo não parecia se importar em Hornee se separar dele. De fato, sentia que era melhor assim, teria menos trabalho pela frente...

Ao dobrar na rua que Magnus indicara, Hornee se deparava com diversas casas grandes e chiques, assim como uma quantidade cada vez maior de guardas. Alguns deles inclusive pareciam estar apressados, indo de um lugar para o outro em duplas e procurando por algo. Quanto mais o caprino avançava, mais luxuosas as casas ficavam, mas nenhuma se comparava com a de Lord Hatti, isso é, até a última.

Se a casa de Mordecai era uma mansão, o local em que Diamond chegava era a entrada de um castelo real, com torres de pedra lembrando muito a arquitetura medieval. Soldados com armadura se posicionavam nos portões abertos, mas não impediam os transeuntes de passarem por ali. Do portão era possível de se ver um pátio onde diversas pessoas treinavam com espadas, escudo e lança, enquanto de longe, de trás do castelo era possível ouvir barulho de tiros, indicando outro local de treino ou quem sabe uma área de caça.

Tendo escrito o que desejava no papelzinho, o agente do governo entregava aos soldados que olhavam um para o outro fazendo um rosto estranho antes de um deles dizer – Venha conosco por favor.

Juntos, ambos guardas levavam Hornee, um na frente e outro atrás, tendo as mãos no punho da espada e atentos a qualquer movimentação do Mink. Eles passavam pelo pátio e adentravam uma pequena porta lateral, onde um corredor cavernoso iluminado por tochas levava até uma grande porta de ferro – Loki, temos alguém para ver Sir Kallif! – Dizia um dos guardas após bater três vezes nela. Logo, um barulho de chave girando era ouvido e a porta se abria dando lugar a uma pequena sala com uma mesa e cadeira, assim como uma escada que descia para as profundezas, de onde era possível ouvir alguns barulhos que pareciam um misto de conversa, ruídos e gemidos.

Um homem corcunda e caolho era o responsável por abrir a porta, e após acenar para os soldados, fechava a porta e guardava a chave ser afastando um pouco do trio. - Precisamos que entregue seus pertences. – Dizia o mesmo guarda, e era possível ver que ele e seu companheiro estavam tensos.


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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyTer 04 Dez 2018, 23:40


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 07


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Talvez Magnus estivesse certo e ambos tinham pego o tão perigoso caminho para a floresta. Já eu estaria mais esperançoso e confiante que eles não fariam uma loucura tão grande de sair do caminho à troco de nada. Afinal, se é que de fato eles estavam sendo perseguidos por inimigos e preferiam escapar, era muito mais conveniente se abrigarem em uma mansão aliada como a dos Montblanc do que irem para a tal "floresta macabra" onde só iriam encontrar mais vulnerabilidade e desafios pela frente.


*É bem estranha essa movimentação massiva de guardas...* - Eu realmente não conseguia entender o que eles estavam caminhando de um lado para o outro. Estariam procurando Mia que nem eu e o mascarado? Ou talvez tivessem recebido algum aviso de ameaça iminente e estariam se colocando à postos? De qualquer modo, eu me manteria de ouvidos bem abertos e prestando atenção caso algum dos guardas deixasse escapar o real motivo pelo qual estavam tão apressados mesmo que conversassem em algum tipo de código, do qual eu como um mestre em criptografia não teria dificuldades em desvendar.


Se minha mudez permitisse eu assobiaria ao ver a magnificiência das torres da mansão Montblanc. Era realmente algo majestoso - *E como eu gostava de coisas que demonstram poder!* - mas que pelo pouco que pude espiar do pátio e que meus ouvidos conseguiam escutar disparos, aquele lugar poderia nem ser a tal mansão que Magnus havia mencionado...


E mais guardas estavam presentes lá... o que não era de se espantar pois qualquer lugar grandioso que se preze necessita de uma segurança adequada. Entrego meu papelzinho para um dos guardas e aguardaria suas reações, que ao me convidarem para entrar certamente arrancariam um sorriso de meus lábios - *Acho que estou na trilha certa...*.


Talvez sim, como talvez não... a segurança era extremamente reforçada que não me permitiriam escapar de lá sem danos caso assim fosse necessário. Eles me conduziam para uma saída lateral que mais parecia escadarias de algum tipo de masmorra e seria inevitável deixar que uma sobrancelha minha se levantasse em clara desconfiança do tratamento que eu estava recebendo por ali. Não fazia a menor ideia de quem era esse tal Kallif... um membro da família Montblanc talvez? Algo me dizia que em breve eu iria descobrir...


Ficaria na ponta dos pés e me inclinaria para frente ao ouvir os murmuros que provinham provavelmente do outro lado da sala. Meu intuito seria de tentar pescar algumas palavras ou frases proferidas para tentar me situar sobre o que raios estaria acontecendo ali ou, melhor ainda, tentar reconhecer a voz do Aproximador ou de Mia Hatti.


Os esteriótipos de filmes de terror pipocavam cada vez mais rápido na minha frente... primeiro um lugar que parecia mais uma masmorra, depois gritos e gemidos, e para finalizar um corcunda caolho! *Me pergunto se Magnus está tendo mais sorte que eu...*


Cerraria os olhos e inclinaria levemente o pescoço encarando o guarda que me fazia a pergunta. Eles estavam claramente tensos, mas... por quê? Toda essa ambientação estava se desenrolando de uma maneira extremamente desagradável da qual algo não me cheirava nem um pouco bem e eu começava já a duvidar fortemente de que meus parceiros estavam aqui. Porém, eu não poderia arriscar ser descortez e nem violento pois eles poderiam de fato estar aqui dentro e, mesmo que não estivessem, eu não queria que um aliado do Lorde Hatti em Lvneel colocasse um alvo gigante nas minhas costas.


Balançaria negativamente a cabeça de um lado para o outro vagarosamente de modo que meu olhar não desgrudasse dos do guarda que havia me solicitado entregar meus pertences. Sério e cauteloso, manteria uma expressão séria e limitaria-me à puxar o distintivo do Governo Mundial e exibiria para o guarda que estava à minha frente, com o intuito de demonstrar autoridade no local e que eu tinha direito e responsabilidade de portar armas mesmo em locais privados.


Se os homens se recusassem à me deixar prosseguir sem entregar meus pertences e armas, eu escreveria um bilhetinho tranquilamente que seria bem breve e o entregaria nas mãos do guarda que havia me ordenado que lhe entregasse as coisas:


Papelzinho:
 



Atentaria-me porém para qualquer movimentação que poderia vir dos lados ou pelas costas, fosse do corcunda ou de algum outro guarda. Se algum deles me atacasse ou tentasse me imobilizar, eu aproveitaria para pôr em prática de uma vez por todas os ensinamentos que aquele maravilhoso livro que li sobre escudismo me mostrasse que me separar de Mia e do Aproximador não foi assim de todo mal...


Colocaria o meu grande escudo na frente da direção da qual porventura eu escutasse algum barulho de aproximação ameaçador, de modo que a base do escudo estaria encostada com o solo e eu inclinaria meu corpo em sua direção um tanto quanto agachado me apoiando nele para que, desta forma, meu corpo estaria completamente protegido do lado que veio o ataque inicial e eu poderia manter uma base fixa com o chão para que eu não pudesse ser agarrado ou empurrado para trás. Deste modo, eu aguardaria que um choque fosse feito contra meu escudo para empurrar para o mesmo lado com o ombro a pessoa que tentou me agredir em um "efeito catapulta" para tentá-la arremessar para longe. Minha preferência seria com o braço direito, do qual tenho mais força e habilidade.


Caso chegássemos à esse ponto, eu prontamente sacaria uma shuriken com a mão que me era livre (sem segurar o escudo, ou seja, provavelmente a esquerda) e observaria rapidamente ao meu redor para poder mapear com clareza o local de combate. Se neste meio tempo enquanto eu estava mapeando o local para saber o posicionamento inimigo alguém viesse me atacar por um lado não protegido pelo meu grande escudo, eu arremessaria a shuriken de modo elegantemente plástico e "badass" diretamente no seu pescoço para incapacitá-lo de vez. Tentaria portanto utilizar base sólida de ataque e defesa para cobrir meu corpo contra múltiplos adversários e evitar ser ferido no processo. Se eu percebesse que meu arremesso inicial não seria efetivo tão logo a shuriken deixasse minha mão, eu prontamente tentaria repetir o procedimento de sacar outra shuriken e arremessar no pescoço de meu agressor, desta vez com mais velocidade com plasticidade pelo fato de ele estar se aproximando.


Se ainda sim algum inimigo ainda estivesse se aproximando de mim para um ataque e minhas shurikens não tivessem me concedido a tranquilidade que eu gostaria para mapear o cenário de combate, eu alternaria entre meus agressores com o escudo para barrar sua aproximação me deixando ligeiramente vulnerável do lado que o escudo outrora me protegeu para conter um ataque iminente que me seria desferido. Eu portanto executaria o mesmo movimento de alavanca para conter e ao mesmo tempo afastar a aproximação do inimigo para que eu pudesse então ter uma visão clara de seu posicionamento para poder lhe atacar à distância com minhas estimadas shurikens.

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyQua 05 Dez 2018, 22:36


Vendo o Mink a sua frente balançando a cabeça negativamente, os guardas começaram a sacar suas espadas da bainha, mas ao vê-lo tirando a insígnia do governo mundial e os mostrando pararam por um momento. E aquele momento se estendeu com Diamond fazendo algo ainda mais inesperado, pegando um papelzinho e escrevendo algo.

Os guardas não sabiam o que fazer, se deviam pegar ou atacar o agente do governo, aquela decisão era importante demais para duas pessoas do baixo escalão como eles. Assim, quem pegou o papel para ler foi o corcunda chamado Loki. Um silencio tenso se seguia na sala, até que o corcunda fazia uma vênia desajeitada. – Desculpe pela má impressão, meu colega vai buscar Sir Kallif e tudo será explicado em breve.

Apesar de suas palavras, apenas um guarda saía por onde eles tinham visto, e nem o corcunda nem o outro guarda faziam menções de saírem dali ou deixarem que Hornee fizesse o mesmo. Do fundo da escada o caprino podia ouvir algumas risadas, alguns barulhos de choro, alguns gritos abafados, ruídos. Tudo indicava que era uma prisão.

Os segundos se passavam e se tornavam em minutos, e a tensão que tinha se desfeito com a vênia do corcunda voltava a tomar forma no ar. A tocha que iluminava o ambiente dava um tom sombrio a pequena sala, assim como a escada que descia também iluminada por tochas.

---

Em um escritório bem iluminado dentro de uma das torres do castelo, um homem vestido com uma armadura reluzente olhava para o mapa franzindo o rosto. Aquele era o mapa da ilha, incluindo até mesmo a pequena vila da qual os cidadãos não tinham ideia que existia após as florestas. Seu rosto estava franzido como se estivesse com algum problema em mente.

Uma batida pesada na porta fechada podia ser ouvida quebrando sua concentração. – Pode entrar. – Dizia ele, vendo um dos guardas que designara para o portão após as notícias que recebera. “Será que algo aconteceu de fato?” Pensava ele erguendo uma sobrancelha.

- Sir, um mink de terno apareceu nos portões procurando pela menina e o homem que está com ela. Pelas informações ele é o que desembarcou com eles. Tentamos leva-lo até as celas antes de vir informa-lo, mas antes de ser preso ele declarou ser do governo mostrando sua insígnia. Seu nome é Hornee Diamond. – Falando tudo de uma vez só, o guarda se calava mantendo a posição respeitosa que adotara ao entrar no escritório.

De início Sir Kallif teve a tensão em seu rosto aliviada, quase abrindo um sorrisinho pomposo, mas ao ouvir que o homem era do governo e não havia sido apreendido, tomava uma expressão séria. Sua mente corria a mil pensando no que aquilo significava. “Hatti envolveu o governo nisso? Está louco??” Pensava ele com raiva pensando no que fazer. “Isso significa que o outro homem também é um agente? O enviaram aqui para me testar? Buscar uma prova?”

Sua mente estava contorcida entre a vontade de mandar seus homens prender o agente e o medo de estar se precipitando. – Alguém o viu entrando? –

- Sir, ele entrou pelo portão principal mas os levamos diretamente para a passagem lateral. Os soldados nas ruas assim como os homens em treinamento no pátio devem tê-lo visto.

Concordando com o que o soldado dizia, Kallif dava uma acenada de cabeça e pensava mais um pouco, finalmente voltando os olhos ao mapa e deixando um olhar frio assumir lugar em seu rosto. – Avise Hedrid para ir com os homens em treinamento para um exercício nas florestas e manter o olho aberto caso avistem a menina. Não devem retornar até amanhã e passar a noite na floresta ou na vila.

Depois chame Linux e mais três guardas de minha confiança para prenderem o agente caso ele demonstre resistência. Irei em meia hora interroga-lo. E Higor? Já sabe, toda descrição, o rei não deve ficar sabendo de nossas ações aqui, ainda não é a hora certa.


- Sim milord. – Respondia o soldado chamado Higor, fazendo uma vênia e saindo do quarto.

"Hornee Diamond... onde foi que eu ouvi esse nome antes?" Pensava Kallif fanzindo os olhos e olhando pela janela para a cidade que se estendia aos seus pés.

---

Mais de vinte minutos haviam se passado quando finalmente barulho de botas podiam ser ouvidas através da porta. Mais de um par. Com a batida e a voz de Higor anunciando seu retorno, o corcunda abria a porta e permitia que cinco soldados com espadas desembainhadas entrassem na sala, e ao ver isso o que ficara para trás sacava a sua já entendendo o que iria acontecer.  

Se vendo de frente para um semicírculo de homens armados com espadas e usando armaduras, Hornee imediatamente colocava o escudo a sua frente, tendo às suas costas a escada.

- É melhor se render. Sir Kallif disse que virá conversar com você e se tudo for apenas um mal entendido assumirá as consequências e se desculpará com o governo. – Dizia Higor.

Espadas em punho apontando para Hornee, se o caprino não pusesse o escudo imediatamente no chão, uma batalha teria início.

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptySex 07 Dez 2018, 00:17


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 08


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Em um primeiro momento exibir minha insígnia do Governo Mundial parecia ter sido a melhor saída possível para aquela situação. Os ânimos haviam sido apaziguados e, após devida leitura de meu papelzinho, o corcunda educadamente se desculpou e disse que iria trazer o tal Kallif até mim para explicar o que estava havendo - *Bom... o jeito é aguardar...*.


Apesar das palavras do serviçal, os gritos e lamúrios que vinham do andar inferior eram um tanto quanto perturbadores. Não pelas vidas que estavam sofrendo naquele inferno subterrâneo - *Eu não me importava nem um pouco com eles na verdade* - mas sim por uma em específica... Mia Hatti... cuja missão que recebi aqui em Lvneel fora entregá-la em segurança ao seu pai e eu nem tinha certeza mesmo que ela estava por aqui. Se tivessem a prendido e estivessem a torturando, a situação que já era ruim para o meu lado iria decolar em direção ao desastre.


Conforme eu já tinha sentido e percebido anteriormente, aquele cenário mais parecia um filme de terror do que um palácio propriamente dito. Todos os elementos clichês dessa ambientação pareciam ter sido estrategicamente colocados lá para causar tensão em quem adentrava aquele local. Eu procuraria me manter calmo, pois meus nervos já estavam tensos com a possibilidade de uma missão tão simples ter sido falha por uma confiança excessiva em meu aliado, e eu não tinha motivos para deixar meu psicológico ser abalado por conta do ambiente bizarro do qual eu jazia.


Vinte longos e árduos minutos se passaram desde que o tal corcunda Loki deixou o recinto. Todavia, aquele canalha não voltava só. Pude perceber que trazia consigo mais cinco guardas já prontos para o combate ao entrar o local, o que não me surpreendia muito - *Ora, ora... quer dizer que os Montblanc não são tão aliados dos Hatti como Magnus acreditava!* - e deixava transparecer um sorriso irônico interno que eu guardaria para mim e desmontava um pouco da soberba e orgulho que o ruivo empunhava consigo como se fosse um estandarte.


Minha testa instintivamente franzia com as palavras do corcunda. Eu realmente não entendia o motivo de tanto alvoroço e para que trazer tantos guardas consigo. Se eles faziam tanta questão de me desarmar é porque tinham com eles uma razão da qual eu não me identificava e não conseguia prever bons frutos advinda dela. Aquele local não era um centro religioso e minha insígnia oficial era prova suficiente de que eu não vim até aqui com o intuito de lutar.


Para mim era óbvio que eu conseguiria derrotar todos ali e ainda sair com poucos ferimentos - *Mas será que essa é a resposta correta?* - eu me indagava enquanto varria todos os guardas, um a um, trocando olhares enquanto tentaria extrair mais informações dos subordinados desse tal Kallif.


A dúvida da tomada de decisão era enorme e martelava em minha cabeça de uma forma que quase doía - *Psicologicamente falando*. Lutar naquele instante era uma saída mas poderia me comprometer na cidade de uma forma desnecessária pois Mr. Badmoney não tinha uma atuação sequer na região e, o pouco que tinha, era por causa de Lorde Hatti até onde eu sabia.


A barreira formada pelos guardas deixava claro que eles não me deixariam escapar dali sem uma luta. Eu já tinha a certeza de que se Mia estava ali, ela não estava sendo tratada como a filha de um lorde aliado, e, portanto, uma rendição não seria um bom caminho...


*Pensa Hornee... PENSA!


Talvez eu me arrependesse desta decisão, mas o meu idioma possuía regras muito claras de linguagem, e nele deixava explícito que o orgulho e o poder estão acima de qualquer esforço físico que possa ser feito. Acredito que lutar contra prováveis aliados do meu chefe e ainda colocar o Governo Mundial em cheque e entregar minha posição como agente duplo eram muito mais arriscado do que entregar minhas armas momentaneamente e ser traiçoeiramente atacado enquanto estava desarmado, pois foram estes chifres que ceifaram a vida de Holff e é impossível deles reterem eles de mim... lutarei até o fim se for preciso!


Muito à contragosto eu encosto delicadamente meu escudo novo no chão, bem como minha ninjaken, kunais e grande parte das minhas shurikens. Eu deixaria apenas uma por precaução escondida no meio do paletó e, caso eles chegassem ao cúmulo de fazer uma revista, eu simplesmente arquearia os ombros e balançaria a cabeça como se não tivesse percebido que ainda tinha uma comigo. Devido ao fato deu estar armado até os dentes, acabar esquecendo uma shuriken sem querer no bolso era possível, apesar de improvável...


Deixaria empilhadas minhas armas e meu escudo com todo o esmero que aqueles equipamentos louváveis da Badmoney's mereciam, bem como o grande aparador de golpes que, apesar de não ter sido um presente do meu mentor, já havia conquistado certa simpatia do seu novo dono.


Eu então, caso tivesse permissão para escrever, destacaria um papelzinho do meu bloquinho para redigir a seguinte mensagem que entregaria para o corcunda, pouco antes de acompanhá-lo para enfim conhecer o tal "Kallif" do qual eles tanto falavam e vangloriavam:

Papelzinho:
 



Se caso eu percebesse algum movimento claramente hostil de ataque de um dos guardas, ou por ventura conseguisse perceber que mais alguém estava vindo subindo as escadas por trás de mim por conta da audição ou visão periférica, eu prontamente tentaria me esquivar com uma finta de corpo jogando meu tronco para o lado contrário do ataque desferido e ligeiramente me agacharia para obter meu escudo e o colocaria em riste, deixando-o postado no chão entre mim e o meu agressor.


Contra tantos inimigos ao meu redor eu sabia que tentar me agachar novamente para me armar e contra-atacar seria um luxo neste instante. Obtendo novamente meu escudo, eu tentaria empurrar com ele como uma tropa de choque usando o próprio peso do agressor para aparar seu ataque e executaria um movimento de alavanca com a minha força bruta para arremessá-lo em cima dos outros guardas. Vendo um espaço de distância suficiente para fugir entre os guardas e eu, aproveitaria das minhas habilidades de corrida e do meu grande fôlego e correria em sentido à escadaria para fugir do combate mesmo sem ter um destino certo para onde aquele calabouço me levaria...

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyDom 09 Dez 2018, 19:15


Vendo que o agente do governo baixava as armas, os soldados claramente ficavam mais relaxados também. Assim, com apenas seu bloquinho de papel e caneta, além de uma shuriken escondida no casaco, Hornee era levado escada abaixo, impulsionado a não parar pelas pontas das espadas atrás de si.

A escada de pedra em forma de caracol parecia leva-lo para um mundo diferente. Escuro, úmido, fedorento. Na sua base, uma pequena sala bem similar a anterior se fazia presente, a diferença era a presença de dois homens gordos jogando cartas sob a mesa ao invés de um corcunda. Um portão com grades de ferro estava fechado, mas ao ver os vários guardas com espadas em punho, um dos gordos levantava apressadamente e abria o portão usando um molho de chaves.

Além daquele portão haviam diversas celas, sendo cinco delas ocupadas por seres imundos que um dia haviam sido gente. Uma delas em particular tinha um homem amarrado com os braços abertos, pendurado de forma que os pés não tocavam o chão. Suas costas lanhadas de marcas de chicote diziam a Hornee de onde os gritos tinham vindo.

Ratos percorriam os corredores e cela, e na sexta, Hornee era forçado a entrar. – Sir Kalliff vai falar com você assim que estiver livre. – Dizia Higor, retornando com todos soldados e saindo daquele lugar imundo.

---

Obviamente Sir Kalliff era um homem muito ocupado, pois as horas passavam e ele não aparecia. Ali embaixo seria difícil de dizer, mas a noite já havia chegado, madrugada se aproximando.

“Clank Clank” O barulho das chaves se movendo e o portão por onde Hornee passara mais cedo se abrindo soavam pela prisão, assim como barulho de botas. – Estão liberados pelos próximos quinze minutos. – Soava uma voz autoritária.

- Sim senhor. – Vinha a resposta.

O barulho de botas batendo no chão aumentava a medida que o homem avançava até a frente da cela de Hornee. Alto, com uma armadura que tinha uma coloração um pouco avermelhada, seus sobrancelhas e os traços do seu rosto faziam com que ele lembrasse um ave de rapina. – Me desculpe pela recepção pouco calorosa e a acomodação... impropria. Mas não é todo dia que temos um agente do governo envolvido no desaparecimento da princesa do reino, não é mesmo?

O tom do homem era calmo e um leve sorriso amistoso estava em seus lábios. Ainda assim, ele apenas se comunicava com Hornee através das grades, sem abrir a porta e entrar na cela. – Agora, para que não haja nenhum mal entendido entre nós, queira por obsequio me contar como entrou em contato com a Princesa Mia, e ainda mais importante, para onde seu parceiro a levou.

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptySeg 10 Dez 2018, 21:22


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 09


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Rendição era o mais prudente na situação em que eu me encontrava. A quantidade de armas apontadas para minha direção era esmagadoramente superior e colocar meu orgulho na frente da consciência poderia significar na falha definitiva da missão com a Badmoney's. Respiraria profundamente, piscaria seguidamente e, calmamente com o orgulho engolido secamente eu amontoaria minhas armas em uma pilha acima do escudo que também seria largado no chão.


Minha rendição foi cordialmente aceita sem traição - *Era o mínimo que eu esperava daqueles guardas sem noção...* - enquanto me conduziam forçadamente para adentrar cada vez mais próximo do inferno. O cheiro horrível de provável mofo em um local úmido e abafado me causaria náuseas em um ponto tão extremo que me faria sentir saudades da cama do quartel em Las Camp.


A sensação de um filme de terror se esvaia um pouco quando notei que dois homens em claro despreparo físico guardavam o portão de metal - *Humpf, se fossem esses dois exigindo minha rendição eles já estariam no chão há muito tempo...* - mas atrás do tal portão eu sabia que tinha acertado e que aquele local não era apenas uma masmorra prisional, como também um local de tortura dos próprios prisioneiros.


A visão dos homens presos seria devastadora para qualquer pessoa com um mínimo de coração - *Não para mim, portanto.*. Minha única preocupação ali seria se o Aproximador ou Mia estivessem no conjunto com os presos e eu, imbecilmente, acabei sendo levado também ao invés de salvá-los - *Tomara que Magnus tenha tido mais sorte...*.


A estalagem era de péssima qualidade. Eu já esperaria pelo pior pois isso não era forma de tratar um aliado, e muito menos um agente do Governo Mundial. Minhas horas preciosas de busca por Mia eram consumidas pouco a pouco enquanto eu aguardaria pacientemente pelo maldito Kallif naquela cela imunda e nojenta. Estaria já no meio do planejamento de fuga quando eis que uma voz surge pela porta da qual eu tinha chegado aqui.


Meu olhar não conseguiria ficar imóvel com o comentário patético daquele homem de armadura ruborescida - *Quer dizer que me prendeu aqui por ser um agente? Que desgraçado...* - e se aquilo foi uma piadinha, estava repleta de mau gosto já que eu tinha jogado tanto tempo fora de minha vida simplesmente para me reunir com um ser tão desprezível como aquele.


Apesar de ser imponente e autoritário como Magnus, o tal Kallif me causava repulsa ao invés de admiração. Sentimentos completamente opostos para homens tão semelhantes... mas convenhamos que eu tinha meus motivos para encará-los de maneira tão diferente assim.


Escreveria então um papelzinho contando, como já havia se tornado um costume, a situação repleta de meias verdades. Essa era minha forma de comunicação e já que o guarda engraçadinho estava claramente receoso em abrir a cela e conversar como um homem, eu teria que ganhar sua confiança sem saber exatamente até que parte da história eu poderia contar e de que lado ele realmente estaria:

Papelzinho:
 



Minha carta teria palavras afiadas e de ordem ligeiramente agressivas. Mas o que mais eu poderia fazer além de arriscar? Eu estava atrás de grades, com apenas uma shuriken e sem as chaves da minha cela. Não tinha mais tempo a perder naquele local imundo...


Caso meu bilhete não fosse o suficiente para o guarda avermelhado me liberar, eu procuraria pela minha cela algum instrumento afiado que pudesse me servir para destrancar a porta ou alguma brecha na parede da qual eu poderia quebrar para sair dali... - *Se não for por bem, será por mal!*

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyQui 13 Dez 2018, 03:20


Pegando o papelzinho entregue por Hornee, o sorrisinho presunçoso de Kalliff não saia de seus lábios nem por um instante. Balançando a cabeça de forma negativa, ele olhava para prisioneiro após ler o conteúdo. – Acho que deposita sua confiança nas pessoas erradas, senhor Diamond. Deixe-me explicar o que me foi relatado. Após a sua chegada com seu parceiro e a princesa, o senhor se afastou deixando que os dois seguissem sozinhos rumo a mansão dos Hatti. Seu parceiro, pouco tempo depois, pegou na mão da menina e se desviou do caminho. Quando meus guardas, que foram ordenados para vigiar a chegada de vocês e a entrega segura da princesa, perceberam o ocorrido, eles tentaram perseguir seu parceiro mas ele conseguiu fugir com sucesso.

Dando uma pausa e assumindo uma feição indignada, ele continuava – Agora, não sei qual o objetivo do seu companheiro, por que ele faria isso. O sumiço inicial da princesa permanece um mistério e até agora não sabemos como ela foi parar em Las Camp para início de conversa, de forma que tudo e todos são suspeitos. Inclusive o senhor que pode estar em conluio com o homem, que como o senhor mesmo disse, é o seu parceiro! Até onde eu posso dizer, a sua vinda até aqui não é nada mais que uma distração para tirar nosso foco, ou até mesmo, tirar o seu da reta e manter sua reputação intacta com o governo. Afinal de contas não se pode esperar menos de alguém que é conhecido como “O Início do Fim”, não é mesmo?

- Então veja bem senhor Diamond. Se tudo não passar de uma confusão, terei que pedir perdão por ter sido muito cuidadoso, mas se eu estiver certo... –
Dando uma olhadinha para o homem na cela da frente, aquele que havia sido torturado, ele dava uma pausa. – Espero que seja valioso o suficiente para o governo abafar a fúria do rei. Ele ama muito sua sobrinha.

Jogando o molho de chaves para cima e para baixo e observava Hornee por alguns segundos – Sigh, mas se quer saber, desde que nos revele a localização de seu companheiro, tenho certeza que tudo isso pode ser colocado para trás. Na verdade Lord Hatti acaba de anunciar uma recompensa para aqueles que a encontrarem e a entregarem a salvo para ele, e todo o assunto se tornou público, com o reino todo buscando por ela, logo se for o senhor a revelar a localização dela, a recompensa pode ser sua. Isso eu te prometo. O que acha?

Ficava claro que o homem não tinha a mínima intenção de liberar Hornee, e para mudar isso o caprino teria que usar de toda sua lábia via papel e raciocínio logico, encontrando falhas na forma de pensar de Kalliff e o convencendo que solta-lo era mais vantajoso para si. Uma tarefa difícil considerando que o homem estava ponderando naquele momento se deveria mata-lo ou não.

Na cela, um balde para fazer necessidades e uma esteirinha de palha para que deitassem eram os únicos objetos. No entanto o caprino tinha consigo sua caneta com que escrevia, seu bloquino de papeis e a shuriken em seu bolso, mas sem a perícia necessária, dificilmente conseguiria abrir a porta da cela sem as chaves. E por mais que fosse um local sombrio, encontrar um buraco na parede seria difícil. Talvez fosse possível cavar um com o passar dos anos...

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MensagemAssunto: Re: Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento   Frenesi Ep.II: Formação de um Delírio Violento - Página 2 EmptyQui 13 Dez 2018, 22:59


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HORNEE DIAMOND



LVNEEL / POST 10


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Minha assunção remanescia exatamente a mesma de antes. Kallif para mim não tinha se quer um pingo de respeito que eu depositava em Magnus. Talvez eu estivesse redondamente enganado, mas minhas percepções eram muito difíceis de serem modificadas e o sorriso irônico do guarda, para mim, representava apenas um pobre coitado que dependia mais de sua condição hierárquica do que sua posição como homem para transmitir a autoridade que seu cargo requeria - *Nada mais do que uma ovelha em carcaça de cordeiro...* - concluía comigo.


O relato de Kallif era um tanto mais esclarecedor dos que eu havia recebido até o momento. Porém, muito me intrigava que o Aproximador simplesmente tivesse desviado sua rota simplesmente para raptar Mia - *Isso não faz o menor sentido...* - e, por mais que o histórico de nossos aliados em Las Camp fosse péssimo, eu tinha de fato me afeiçoado pelo rapaz - *E isso não acontece com muita frequência, para não dizer nunca!* - o que tornava tudo aquilo uma história ainda mais mal contada sobre o ocorrido.


Realmente eu não sabia o que a "princesa" estava fazendo em Las Camp para início de assunto, mas se eu fosse obrigado à escolher apenas uma virtude do meu chefe para que remanescesse, eu certamente escolheria a franqueza. Minhas missões - *Por mais que difíceis* - sempre foram muito claras e objetivas e não tinha porque ele me ocultar algo tão importante como trair a confiança de um grande parceiro de negócios.


A cereja do bolo, é que eu vagamente me recordava das "habilidades" da garota que, apesar de cega, sabia perfeitamente onde eu estava e minha raça sem nunca ter antes me visto. Era quase como se ela não fosse realmente cega - *Ou tivesse algum tipo de dádiva sobrenatural* - e que, na verdade, o Aproximador poderia muito bem estar fugindo dos próprios guardas liderados por Kallif! - *E por que não?*


Um sorriso discreto escaparia de minha boca, e não seria para menos - *Vejo que minha reputação me precede...* - pois, para mim, o insulto do homem que me trancara atrás das grades mais parecia um elogio à minha qualidade como profissional. Se ele me reconheceu por uma alcunha que deveria ter se mantido às fronteiras de Bingo Bingo Island, ele iria saber para quem eu realmente trabalhava - *Ou era muito estúpido ao ponto de fazer suas pesquisas em partes esmiuçadas...*


Suas ameaças, novamente, me mostravam o covarde que ele era. Desarmar alguém e torturá-lo apenas por temer rebeldia era sinal de alguém fraco - *Pelo menos internamente* - e que me deixavam relativamente tranquilo. Por mais que ele me ferisse terrivelmente, minha calmaria me impedia de ficar ansioso com dores proporcionadas por alguém tão baixo como o tal Kallif. Suas palavras simplesmente entrariam por um ouvido e sairiam pelo outro.


Se de fato Mia era intitulada como princesa por ser sobrinha de Montblanc, e se cartazes eram colocados pelas ruas apenas após o suposto "sequestro", porque ninguém tomou a mesma atitude quando nem ao menos sabiam que a menina estava em Las Camp? - *Esse discursinho idiota não faz sentido nenhum Kallif... comigo ele não cola!*


Era óbvio que o dinheiro de sua proposta seria agradavelmente bem vindo. Mas depois de tanta lorota, eu só conseguiria enxergar aquilo como mais uma balela para plantar uma tensão paranóica em minha mente, bem como ele movimentar o molho de chaves como se fosse algo palpável e simples de conseguir na minha situação - *Pelo menos ei de reconhecer que ele sabe como agredir psicológicos abalados... pena para ele que o meu não está* - o que não seria tão simples assim dependendo das palavras que eu colocasse em meu próximo papelzinho, pois eles poderiam ser os últimos.


Respiraria profundamente e começaria a escrever aquele papelzinho que, pelo menos para mim, seria um passaporte para a liberdade - *Pelo menos por ora...* - e, após redigí-lo entregaria para Kallif aguardando um alvará de soltura. Manteria minha estratégia de meias verdades - *Até porque nenhum jogador entrega suas estratégias de mão beijada* - e, com a tranquilidade que ainda se mantinha segurando minha mente sã no lugar e com meu sangue de barata, aguardaria pacientemente pela minha soltura instantânea caso um mínimo de prudência existisse ainda dentro daquela carcaça imunda de chefe da guarda:


Papelzinho:
 



Minha serenidade só não seria mais evidente pois meus óculos escuros escondem grande parte de minhas emoções - *Algumas até inexistentes, é verdade...* - e eu tinha absoluta certeza que eu conseguiria sair logo dali e voltar para minha missão. No fundo ninguém se importava com a pobre garota cega - *Talvez nem mesmo seu pai* - já que eu sentia que era tudo "business". Mr. Badmoney manteria os laços com Lorde Hatti, uma provável herdeira de Lvneel amadureceria a ponto de ocupar um cargo na monarquia, eu receberia pagamento e prestígio - *E Kallif não precisaria chegar em um momento de sua vida que sonharia em ser o homem torturado da cela ao lado...*


Sendo de fato liberado, eu recolheria novamente meus pertences - *Que nunca deveriam ter deixado a minha pessoa em primeiro lugar...* - e acompanharia Kallif ou seja lá qual seria o homem que ele indicaria para me acompanhar nesta empreitada. Minha próxima parada seria obviamente o caminho da floresta pelo qual Magnus havia adentrado mais cedo, e tomando a dianteira sem dar muita bola para o que o guarda que me acompanhava comentava, seguiria atenciosamente para aquele local tão "perigoso" que o ruivo tinha ido procurar.


Olharia atentamente para as copas das árvores e matos caso estivessem mexendo ou proferindo barulhos não costumeiros. Estaria com o meu escudo corporal em riste pronto para me proteger de um ataque animal ou humanóide que fosse, protegendo meu corpo por completo atrás do objeto enquanto tentaria identificar a direção do qual o ataque foi desferido e assimilar a situação.

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