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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - O caminho do Príncipe

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MensagemAssunto: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty21.09.18 23:00

I - O caminho do Príncipe

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Fujiwara Koji. A qual não possui narrador definido.


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Azumi
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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty22.09.18 18:59










- Fujiwara Koji -


Depois do navio que carregava Koji afundar, o mesmo teria de se virar para chegar a Briss Kingdom, no qual o mesmo ainda não sabia do nome, já que nem na tal havia chego, por sorte o barranco que viera a naufragar o barco não se encontraria muito longe da ilha, fazendo assim com que o loiro não tivesse que nadar por muito tempo, já que essa seria a única opção no momento para o mesmo fazer, além de se afogar, que no caso não era uma opção. Sem perder mais tempo, o Fujiwara começaria a ação de nadar até a ilha, e no momento em que chegasse à ilha, o mesmo viria a sentar-se em qualquer lugar primeiramente, pois como não era acostumado com tal atividade, isso provavelmente lhe causaria um desgaste físico considerável. Depois de recuperar seu fôlego, Koji levantar-se-ia devagar de onde estava sentado, e assim que o fizesse, se espreguiçaria, no intuito de se sentir mais confortável, e enquanto o fizesse, deixaria os pensamentos tomarem conta de seu ser. - Ainda bem que eu consegui sair daquela ilhazinha. Que lugar horrível para se viver. Mas enfim, me livrei de todos que me tiravam a paciência e tive uma boa luta, foi um ótimo dia. – Com esse pensamento vindo-lhe à mente, Koji terminaria de se espreguiçar e daria um sorriso sarcástico, ao se recordar dos mortos em sua vila natal.

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Mas depois disso, algumas dúvidas que lhe vieram, fizeram com que o sorriso que mantinha em sua face logo desaparecesse, pois não tinha respostas para encerrar as dúvidas. - Onde será que eu estou? O que eu devo fazer daqui para frente? – Essas eram as que mais preocupavam o Fujiwara, mas haviam outras, que não eram tão urgenciais no momento, como: onde deveria encontrar outra arma, já que perdera a sua no naufrágio, onde poderia conseguir mais dinheiro, este que nem sabia se ainda mantinha alguma quantia consigo, ou o que poderia comer, já que a fome viria a bater, pois não comera nada desde que saíra de sua ilha natal. Apesar das tantas dúvidas que o futuro lhe reservava, o ex-príncipe sabia que ficar no mesmo lugar de nada adiantaria, então o mesmo balançaria a cabeça, como se quisesse fazer com que as dúvidas fossem para o fundo de sua mente, não lhe atrapalhando novamente, e começaria a caminhar.

Koji viraria a cabeça a todo instante enquanto estivesse caminhando, pois pelo fato de não conhecer a ilha onde estava, o mesmo procuraria absorver o máximo de informações que pudesse, pois tinha a esperança de que pudesse encontrar algum tipo de quadro de avisos, ou até um painel de turismo, onde pudesse ver um mapa, mas caso não encontrasse algo do tipo, procuraria por uma loja de utilidades, onde poderia procurar por um mapa da ilha. Se acabasse por não conseguisse achar a loja, teria de pedir ajuda, algo que o Fujiwara detestava fazer já que, seu ego era tão grande que chegava a ser astronômico, não o deixava perguntar nada de forma gentil, agindo quase sempre com desprezo para os outros.

- Olá inseto, deixarei que você finalmente tenha alguma utilidade nessa sua mísera vida, e me dê uma informação. – Se dirigiria o espadachim após encontrar alguma pessoa a quem pudesse pedir uma informação, não que a forma que tenha se colocado tivesse sido a melhor, e tal pessoa de preferência fosse alguém que demonstrasse ser submissa, independente do sexo, já que assim teria uma menor chance de uma reação negativa a sua abordagem. - Diga-me aonde posso encontrar um mapa, de preferência aonde eu não precise pagar. E aproveite para me dizer em que ilha estou. – Tudo isso seria dito por Koji com os braços cruzados e um semblante fechado, já que a irritação começaria a tomar conta de si, por ter dificuldade em se localizar na ilha desconhecida.

Se o loiro conseguisse encontrar a loja onde pudesse comprar um mapa com ou sem ajuda, o mesmo a adentraria sem nenhuma hesitação, e assim que o fizesse, olharia ao redor, observando os itens que estavam à venda, e somente após isso procuraria por um balcão, onde se dirigiria assim que o encontrasse, e no caso de não conseguir encontrar um balcão ou a loja não o ter, se dirigiria à primeira pessoa que aparentasse trabalhar no local. - Me dê um mapa dessa ilha, seu(a) paspalho(a). – Diria arrogantemente para a pessoa que o mesmo viria a dirigir-se. Koji esperaria que seu pedido fosse atendido, para então perguntar para a mesma pessoa. - Quanto que custa isso aqui? – Em sua face estaria presente uma expressão de puro deboche enquanto esperava a resposta. Se o valor do mapa pudesse ser pago pela quantia que tinha em mãos, o mesmo não ligaria nem um pouco de fazê-lo, mas caso o valor fosse acima disso, sua expressão mudaria para uma completamente raivosa antes de se dirigir para a pessoa que estava à sua frente. - Mas o quê é isso? É de ouro essa merda? – Com a raiva quase tomando conta de seus pensamentos, o espadachim esperaria por uma explicação plausível do porquê o valor de um item tão simples ser tão caro, mas de qualquer forma não levaria o item, mas não deixaria de “ameaçar” a pessoa com quem estivesse falando. - Você está com muita sorte nesse momento, pois se eu estivesse com uma espada e vontade suficiente para lutar, sua vida já teria sido extinguida. – Diria o loiro pouco antes de virar as costas para o funcionário da loja e dirigir-se-ia para fora do estabelecimento.

Assim que Koji saísse da loja, com o mapa em mãos ou não, o mesmo procuraria por um bar, uma taverna ou um restaurante, onde pudesse comer alguma coisa, pois naquele momento era provável que seu estômago já estivesse roncando pela falta de alimento. Se o mesmo não encontrasse o estabelecimento que almejava, o mesmo voltaria a perguntar para alguma pessoa que estivesse passando por si. - Olá inseto, deixarei que você finalmente tenha alguma utilidade nessa sua mísera vida, e me dê uma informação. – A abordagem do loiro seria a mesma em quaisquer ocasião, pois em sua visão todos eram a mesma coisa, insetos. - Onde posso encontrar alguma espelunca para comer? – E com essa pergunta esperava ter seu questionamento sanado, e pudesse logo ir se alimentar, mas caso a pessoa não tivesse a resposta que seus ouvidos ansiavam, o Fujiwara levantaria sua sobrancelha direita, e novamente se dirigira a mesma pessoa. - Como não sabe, seu verme? Vou te dar 5 minutos para me dar uma resposta satisfatória. Mas caso você não tenha, eu terei de tomar medidas que não me agradam. – Com isso, o mesmo esperaria que enfim tivesse a resposta correta para poder encontrar o estabelecimento onde pudesse se alimentar. Mas se mesmo assim não conseguisse a resposta desejada, sua face tomaria uma expressão irritada e praticamente gritaria com a pessoa à sua frente. - Suma da minha frente maldito(a)! Vá logo, antes que eu mude de ideia e arranque suas tripas! – Após gritar, deixaria que sua respiração voltasse ao normal, e procuraria outra pessoa, onde faria o mesmo processo que fizera com o “verme” que não soubera lhe responder.

Assim que Koji tivesse um caminho para seguir para o estabelecimento que almejava, começaria a caminhar na direção do mesmo de forma apressada, pois a fome que sentia já deveria estar grande. E quando encontrasse o local, fosse um bar, uma taverna ou um restaurante, o loiro logo adentraria o local, e se dirigiria ao local onde se assemelhava com um balcão. - Me dê algo para comer e para beber. E para já! – O mesmo faria seu pedido de forma rude e em seguida procuraria por um assento, no qual pudesse descansar seu corpo até seu pedido chegar e pudesse saciar sua fome.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty25.09.18 15:14



Hail the Prince

O grasnido das gaivotas se misturava com o salgado aroma marinho quando Koji se ergueu majestático e impaciente da carcaça de sua canhoneira, essa que, aos poucos, cedia ao peso e afundava na imensidão azul que rodeava a ilha do reino de Briss. A faixa de terra não estava mais distante do que duzentos metros dali, denunciando o trágico azar do navegador e dos demais tripulantes que perderam suas vidas na imprevisível tragédia. No entanto, alguns metros de água não impediriam o príncipe que, imerso na chama da ambição pela liberdade, lutaria por seus sonhos e desejos naquela ilha repleta de oportunidades. Queria o mundo nas mãos, e não deixaria de modo algum que o mesmo escapasse diante de seus dedos.

De tal modo mergulhou nas águas temperadas e calmas que regiam o South Blue, trafegando até a faixa de areia sob o atento olhar de corvos que de repente substituíram a presença das gaivotas, seus corvejos incitando a presença de morte. Conforme o nível da água se tornava mais próximo da terra, Koji encontrou outros restos mortais de navios no que parecia ser um cemitério de embarcações, no qual se estendia por diversos metros nas proximidades da praia, denunciando, juntamente com o estado saudável da madeira, que foram recentemente arrastados até ali pela corrente marinha depois de terem sofrido um destino semelhante ao da canhoneira de Fujiwara. Das velas que conseguiu observar ao contornar as embarcações notou uma constante semelhança: o fundo preto e a caveira branca, risonha e livre. Piratas. Derrotados e mortos, boiavam nas águas rasas em dezenas, afogados com seus sonhos e ambições.

As autoridades da ilha ainda não pareciam ter percebido o cenário mortífero e cheio de desgraça, visto que a densa presença de uma floresta separava a civilização da praia e, assim, bloqueava qualquer tipo de visão que a marinha pudesse ter do que acontecia nas areias locais. O vento local era constante e fazia com que os fios dourados de Koji se esvoaçassem no mesmo ritmo das folhas das árvores, muitas dessas que se desprendiam de seus lares para sobrevoar o caminho ensolarado e refrescante do loiro que rapidamente avistou uma estreita passagem de terra por entre a floresta. O caminho improvisado contava com um par de cercas envelhecidas de cada lado, numa ridícula tentativa de bloquear quaisquer animais selvagens que possam surgir pela densa floresta, mas que de certo modo aparentavam dar ao menos uma falsa segurança nos civis que ali passeavam em pares, indicando o pequeno turismo que a ilha proporcionava. Tal atividade era supervisionada por uma pequena e velha cabine situada do lado esquerdo ao início da passagem, onde um pequeno vigia trajando um uniforme escuro enquanto dormia encostado em um poste, no qual dizia ironicamente: "ATENÇÃO PARA O PERIGO, OLHOS ABERTOS!"

Visto que era a única pessoa com certa autoridade e conhecimento local que Koji encontrara no início da ilha, aproximou-se do mesmo com as intenções de adquirir um mapa com seu costumeiro modo grosseiro, percebendo, assim que estava mais próximo, que o vigia se tratava de uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. A farda que a mesma trajava era um tanto apertada para o corpo atraente, de modo que ao se assustar com a repentina e grosseira voz de Koji, a mulher suspirou num curto e cômico salto, fazendo com que o zíper que segurava os seios se abrisse até a metade, não suportando a pressão dos mesmos —Q-quê?! O-onde, quem?! —havia perdido o compasso do coração e da respiração, perdendo até mesmo a pequena boina que caiu ao chão, revelando seus longos fios dourados que caíram aos ombros curvados de susto. Tinha os olhos tão azulados quanto o mar no horizonte, esses que rapidamente encontraram os de Koji, confusos e zangados —E-escuta aqui, quem você pensa que é nessa porra?! —xingou, e ao perceber que o fizera, levou de repente a destra até os lábios, suspirando e assumindo sua postura com o pouco de autoridade que ainda lhe restava —Esse foi o seu primeiro aviso, cidadão. Um mapa custa cem mil berries, cento e dez por você estar sendo multado agora mesmo —Impaciente e um tanto ferida pelo desrespeito de Koji, a mulher se virou para adentrar na pequena cabine de madeira, retornando momentos depois com um incrível mapa detalhado da ilha em um papel 30x30cm, entregando-o nas mãos de Fujiwara com certo desgosto —Não arrume confusão na cidade, seu patife. Já não basta esses piratas que estão infestando as ruas... não conseguimos apanhar eles e já fazem dias que estão à solta, aterrorizando os cidadãos e até mesmo planejando roubo de lojas e bancos —percebendo que tagarelava tarde demais, a loira limpou a garganta num ato de recobrar um pouco de sua dignidade outra vez perdida —Porque estou te contando isso? D-de qualquer forma, suma da minha frente. Estou de olho em você!

Muitos civis perceberam a curta discussão entre o recém chegado e a guarda, de modo que mantiveram uma certa distância quando Koji resolveu caminhar por entre o caminho de terra, seguindo até a cidade ao ser guiado por sua fome, seja por comida ou confusão. O mapa que tinha em mãos era detalhado ao ponto de mostrar todas as lojas e outros pontos de importância na cidade como bancos, bares e escolas, ocultando somente as residências por motivos óbvios de segurança e privacidade. Aquele mapa, no entanto, não parecia ter sido impresso recentemente, de modo que possuía amassos e orelhas nas pontas do papel, tendo diversos rabiscos em alguns pontos de interesse que diziam o valor que cada centro comercial possuía, bem como também o nível de segurança em certos locais da cidade. Mais parecia um mapa maroto de bandidos, com diversos pontos de encontro apontados em alguns becos e ruelas. Na verdade, o fato de ter adquirido aquele mapa das mãos da mulher mais parecia ter sido por conta de um descuido da mesma, visto que não era um objeto com informações comuns.


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De qualquer modo, encontrou os portões das pequenas muralhas de pedra da cidade pouco vigiados, sendo a única proteção ali um conjunto de três guardas que almoçavam sentados em uma mesa próxima de uma das paredes que levava até o enorme portão de carvalho, e de pouco fizeram para revistar o jovem loiro que trazia o perigo para aquela cidade. Jogavam baralho quando Fujiwara passou por eles, e suas risadas se misturavam com as conversas paralelas de uma manhã movimentada nas ruas de pedra de Briss, onde centenas de cidadãos caminhavam para todos os lados, muitos lutando pelo pão de cada dia ao venderem roupas da mais última moda no reino, como parecia ser costumeiro. Quando não eram roupas, eram perfumes e alcatrão para os dentes, e nenhum camponês aparentava estar sujo e mal lavado ali, na capital da moda.

O bar, um grande estabelecimento decorado por uma madeira escura e recentemente polida era o centro das atrações ali, onde diversos bêbados saiam e entravam pela porta-saloon, trazendo o forte cheiro de álcool para fora. Um desses sujeitos, um gordo cuja camisa branca, fedida e molhada de suor revelava o umbigo confundiu Koji com uma mulher, aproximando-se do príncipe com intenções sujas antes de ser impedido por seu amigo, um pouco mais sóbrio que o puxou pelos cabelos —Perdoe esse grandão aqui, teve uma noite e tanto! —risonhos, se afastaram abraçados, ao passo de que Koji adentrou no bar, pronto para degustar das especiarias da ilha. O interior era tão aconchegante quanto era escuro, sendo iluminado somente por várias velas que eram espalhadas pelas paredes do grande e espaçoso salão repleto de mesas redondas e assentos. O local estava praticamente lotado, mas o loiro conseguiu encontrar um local para si em uma das mesas mais próximas de uma pequena lareira no canto esquerdo do salão. Ao ouvir o pedido do recém-chegado, um dos garçons, esse um homem alto, ruivo e esguio que limpava uma mesa recém desocupada lhe respondeu aos gritos, do outro lado do salão —É pra já, gatão! Senta bonitinho em um assento aí que já venho! —muitos dos ali presentes desataram em risadas da brincadeira do ruivo, deitando olhadelas interessadas em Koji, principalmente algumas mulheres que comiam ali.

Enquanto esperava, um misterioso grupo de três homens que trajavam roupas esfarrapadas, fedidas e sujas se sentaram na mesa ao lado, não fazendo nenhum pedido. Se debruçaram sobre a mesa, e conforme o tempo passava, outros dois chegaram e se sentaram na outra mesa adjacente, iniciando uma conversa por sussurros na qual Koji, se interessando ou não, escutou algumas palavras melhor do que outras. "Noite. Reunir. Marinha. Matar." Eles não aparentavam ser famosos, algo facilitado pela simplicidade de seus rostos batidos, mas inspiravam um ar cheio de problemas que qualquer um perceberia. Depois de alguns minutos, no entanto, o garçom brincalhão se aproximou da mesa com um prato de frango frito, o cheiro do mesmo infestando as narinas do príncipe juntamente com o mais puro vinho —Tudo certo, bonitão? Qualquer coisa é só chamar que a gente resolve. Qualquer coisa —repetiu, piscando para o loiro antes de retornar saltitante para o serviço, deixando Koji com sua comida e uma situação tensa com seus vizinhos de mesa.

Hist;:
 
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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty27.09.18 1:49










- Negociando com Estranhos -


Depois de conseguir finalmente chegar a algum lugar que não fosse sua odiosa ilha natal, Koji levantou-se e observou a paisagem ao seu redor, vendo de imediato uma grande floresta. - Uma floresta desse tamanho? Será que eu encontrei uma ilha deserta? – Pensou levemente preocupado, já que se esse fosse o caso, teria dificuldades para seguir em frente. Mas por sorte seu pensamento logo foi quebrado ao ver uma guarita e alguém dentro desta, que provou-se ser uma mulher depois do mesmo se aproximar e abordá-la, não da melhor forma, mas a que ele mais gostava de fazer, mas logo foi surpreendido pela reação da vigia, que o tratou como um vagabundo qualquer. - O que essa maldita pensa que está fazendo? Vou destruir ela! – Pensou o Fujiwara, deixando sua raiva transparecer em sua expressão, mas apesar disso não fez e nem disse nada à mulher que continuou falando.

Depois de pagar o valor que lhe foi cobrado pelo mapa e pela multa de ter insultado a vigia, que tinha a autoridade do local, o espadachim engoliu sua raiva e deu às costas para a mulher, e começou a caminhar, e aproveitou para passar os olhos pelo mapa, onde encontrou informações muito preciosas para si, descrita com detalhes de segurança e valores dos estabelecimentos da ilha. Não sabia interpretar muito bem o mapa, mas podia encontrar alguém que soubesse o fazer, ou até mesmo poderia aprender por conta própria. Vendo o tesouro que tinha em mãos, Koji sorriu, e fechou os olhos para aproveitar a brisa que o vento trazia a seu rosto na trilha que seguia até a cidade.

- Tem alguma coisa errada com esse lugar. Não é possível que a segurança seja tão baixa assim todos os dias. – Foi o primeiro pensamento do espadachim assim que viu os guardas, que supostamente deveriam guardar os portões, estarem comendo e jogando cartas em uma mesa. - Talvez seja uma armadilha. Acho que deveria prestar bastante atenção nas coisas por aqui. – E com esse pensamento, o Fujiwara seguiu para dentro da cidade, onde de cara pode ver a movimentação de muitos cidadãos pelas ruas, fazendo seus afazeres, e como não tinha interesse algum nas vidas de simples insetos, seguiu ignorando como se aquelas pessoas não existissem perante si. Felizmente não teve dificuldade em encontrar um bar, mas se irritou com o que aconteceu quando tentou entrar no estabelecimento, onde um homem gordo partiu para cima do mesmo, que veio a fechar o semblante, e pensou em atacar o ser que o incomodava, quando um amigo deste o tirou de perto do loiro, que voltou a caminhar na direção do bar, ignorando o que havia acontecido a pouco. Dentro do bar teve de usar todo seu temperamento calmo para não se estressar, já que um sujeito que o atendera o tratara com motivos por trás de suas palavras, muito sujos os mesmos, diga-se de passagem, e assim como o homem que o atendera muitas pessoas no bar o olhavam com pensamentos indignos para um príncipe.

Depois de sentar-se, Koji escutou palavras suspeitas vindo de homens suspeitos que sentaram-se perto de si, e em suas palavras pôde ouvir algo como um possível ataque contra a Marinha. Com isso o mesmo deixaria um curto sorriso aparecer em sua face, pois tinha um bom pressentimento sobre isso. - Eu posso usar aquele mapa para conseguir dinheiro, isso é importante. E também posso usar esses caras como iscas. – Pouco depois chegou o pedido do espadachim, que ignorou tanto seu pedido quanto o que o garçom lhe dissera, pois o possível golpe ocupava todo o espaço em sua mente.

Depois que o garçom saísse de perto da mesa em que estava sentado, Koji levantar-se-ia de seu lugar e aproximar-se-ia da mesa onde os homens recém-chegados estavam, e assim que o fizesse, deixaria seu rosto próximo do ouvido de um dos integrantes do grupo, sussurraria para este. - Esperem um pouco e venham para minha mesa. Eu posso pagar algo para vocês. Eu tenho algo comigo que pode ajudá-lo nesse plano de matar alguns marinheiros. O que acham? – Provavelmente nem todos escutariam o que o Fujiwara dissera, por isso acreditaria que demorassem um pouco discutindo se aceitariam ou não sua proposta, e enquanto isso comeria o frango e beberia o vinho que recebera do garçom.

Se os homens aceitassem sua proposta, o espadachim abriria um sorriso malicioso para o grupo assim que se sentassem em sua mesa. - Peçam o que quiserem. Depois discutiremos o que poderemos fazer. – E com isso o loiro esperaria que os homens fizessem seus pedidos e os recebessem, até que alguém lhe perguntasse sobre o possível plano que o mesmo poderia ter em mente. - Eu tenho um mapa que comprei mais cedo. Aqui diz sobre umas quantias, que acredito que devam ser o que os estabelecimentos têm em caixa, e a quantidade de segurança dos mesmos. Vocês querem matar alguns marinheiros e eu quero dinheiro, por quê não juntamos o útil ao agradável e nos juntamos para fazermos tudo de uma vez? – Depois que terminasse de explicar o que tinha em mente, Koji sorriria de uma forma maligna enquanto observaria a reação dos homens que estavam sentados em sua mesa.

Se a reação dos mesmos dessem a indicação de que aceitariam o plano de Koji, o mesmo pegaria o mapa que tinha consigo, e o abriria na mesa. - Como eu disse antes, aqui tem todas as informações que precisamos. Pelo que queremos fazer acredito que só podemos usar dois locais para atacar, o Banco Mundial e a Ores Store, que são estabelecimentos importante dessa ilha, o que significa que devem ter bastante dinheiro e uma boa segurança, o que me deixa satisfeito e que provavelmente trará muitos marinheiros para vocês matarem. – Diria para os homens, mas dessa vez o loiro tomaria uma postura mais séria, já que não podia dar mole em planejar o ataque que fariam. - Talvez o Banco Mundial seja melhor para vocês, já que por ser uma instituição do Governo deve ficar próximo do QG da Marinha, ou então deve ter alguns marinheiros perto. – Depois de dar um último palpite, o Fujiwara esperaria o que os três homens decidiriam. Independente de onde eles escolherem atacar, o loiro precisava de uma espada primeiramente, já que perdera a sua no naufrágio que acontecera mais cedo, portanto deixaria isso claro para seus “sócios”. - [color:fc94=ff3300]Antes de qualquer coisa eu preciso de uma espada, então eu vou comprar uma para mim antes de mais nada. Ah, e vamos marcar um local para nos encontrarmos antes de atacarmos. Digam um lugar para isso, pois eu mal conheço essa ilha, e eu também não sei me localizar corretamente mesmo tendo esse mapa. – Com a chance de ter algumas “marionetes” Koji procurara deixar sua arrogância de lado, apenas neste momento, já que os homens poderiam não aceitar seu plano caso o mesmo os tratasse de uma forma inadequada, mas agora que tinha tudo planejado, o mesmo poderia voltar ao normal. - Acho que seria importante para mim aprender mais sobre isso. Vou procurar saber mais sobre quando me for oportuno. – Um pensamento veio à cabeça do loiro, que descobriu algo em que poderia se aprimorar.

Se a reação dos homens fosse de não aceitar seu plano, o Fujiwara, voltaria para sua mesa e degustaria seu pedido, e após isso chamaria o garçom e pagaria a quantia que devia. Depois de realizar o pagamento, o loiro sairia do bar e procuraria por um local próximo dali onde pudesse se sentar e analisar seu mapa, com privacidade é claro, já que se descobrissem o que o mesmo mantinha consigo, poderia se meter em problemas muito rápido.

Independente de ter se acertado com o grupo de homens suspeitos ou não, Koji iria a uma loja de armas após sair do bar/terminar de analisar o mapa. O espadachim tinha consigo a esperança de não ter problemas para encontrar o estabelecimento que almejava, mas caso não fosse possível conseguir encontrar a loja sem ter de perguntar para alguém, o mesmo não conseguiria evitar de ser bastante arrogante. - Ei inseto. Onde fica a loja de armas mais próxima daqui? – Perguntaria o mesmo para a pessoa mais próxima de si, não se importando com quem quer que fosse. Se não conseguisse a resposta adequada para sua dúvida, facharia o semblante e diria para a pessoa. - Inútil. – E sairia em busca de outra pessoa para questionar, e faria o mesmo processo até encontrar a loja de armas. Assim que encontrasse o estabelecimento, independente da forma que o fizesse, o loiro avançaria direto para o balcão, ou algo que se assemelhasse com tal e já faria seu pedido, sem pestanejar. - Eu quero a melhor katana que você tiver nessa loja. – Depois de fazer seu pedido, Koji esperaria que a pessoa que o atendera lhe trouxer sua espada e daria a quantia que lhe fosse cobrada, pois como tinha uma quantia relativamente boa, não se importava em pagar caro, já que logo conseguiria mais, era o que o mesmo tinha em mente.

Depois de conseguir sua arma, o Fujiwara seguiria para o local onde havia combinado com o grupo, caso sua negociação fosse bem-sucedida, e perguntaria para os mesmos assim que os encontrasse. - Como vamos proceder? – E esperaria quais eram as ideias que os três homens tinham para o seguimento o plano. Caso a negociação falhasse, o loiro sentaria novamente onde estava antes de ir para a loja de armas, onde voltaria a observar o mapa, procurando tirar o máximo de informações que conseguisse.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty29.09.18 10:40



Aleijados, Bastardos e Coisas Quebradas

Saindo juntamente do garçom de fios avermelhados foram outros clientes de mesas adjacentes, esses que, ao acabarem de comer e sussurrar despedidas à vizinhos de mesa próximos, deixaram Fujiwara e os sujeitos misteriosos completamente sozinhos. Mal sabiam os pobres inocentes que aquele encontro destinado poderia mudar o dia daquele pequeno reino, para o melhor ou pior. De fato, o silêncio ensurdecedor que aquele afastado e suspeito canto do restaurante sofreu após a saída de tantos clientes só fora interrompido quando Koji, interessado em arriscar seu precioso pescoço por uma bela quantia de dinheiro se aproximou dos arruaceiros. Tinha ouro a ser roubado.

O grupo era composto por três homens que faziam do mais suspeito e traiçoeiro negro suas vestimentas. Peças de tecido escuro costuradas de modo grosseiro uma nas outras para formar capas cheias de lama, bem como também uma junção de couro fervido e velho que deu origem às cotas de peito. Um deles, o mais afastado, pequeno e magricela tinha a boca e o nariz coberto por uma máscara de tecido, mas nem mesmo aquela peça de roupa foi capaz de esconder as feições sorridentes que o sujeito fez ao ver Fujiwara sussurrar para seu associado – um sujeito musculoso e corpulento, o couro que vestia mal conseguindo proteger seus braços. O único que não tinha capuz algum, seu cabelo curto e negro possuía uma deformidade em forma de cicatriz no redemoinho do cabelo.

Grom —chamou o pequeno, sua voz tão afiada como o corte de uma lâmina gélida. Chamava pelo grandalhão, que de pouco ouviu o sussurro —Grom. Tem um engraçadinho falando no teu ouvido ruim.

“Tem um safadinho babando, seu atrevido ruim?” —ruiu a voz grave de Grom. Não era o mais audível dos homens, ou talvez só estava fazendo graça com a situação. Seu rosto inexpressível de pouco ajudava para distinguir um ou outro —Grom quer carne. Sem carne, sem Grom.

Nos perdoe, amigo. Ele pode te ouvir perfeitamente, assim como nós —uma troca de olhares foi feita entre o grupo, buscando uma concordância mútua entre os presentes. O terceiro membro ali possuía um corpo ainda mais ésguio, e agora que Koji podia observar o grupo com mais facilidade, percebeu que se tratava de uma mulher. Apenas movendo a cabeça em concordância, a figura cicatrizada parecia não gostar da presença de Koji ali, mesmo que todos agissem como se já estivessem esperando ele, por algum motivo desconhecido. Antes de se levantarem para ir até a mesa de Fujiwara, o rapaz magricela olhou para os outros dois homens que haviam adentrado no bar momentos atrás, esses que estavam sentados em uma mesa próxima à deles, ao lado de um dos seis pilares que sustentava o estabelecimento. Eles também optavam por utilizar de vestimentas escuras, sujas e altamente suspeitas, e pareciam servir de guardas para o grupo principal.

Era claro que muitos do bar não conseguiam tirar a atenção daquele grupo, um fator que não parecia incomodar os membros que, cientes, agiam como se toda aquela atenção não fosse nada mais além de parte de um plano mais profundo e complexo, visto na confiança estampada em seus rostos. Ao se sentarem na mesa oferecida, Koji percebeu de súbito que mais outros três sujeitos encapuzados ocuparam de repente a mesa que acabara de ser desocupada. Pareciam estar em todos os lugares, movendo-se como as sombras. Os três que se sentaram ali não fizeram pedido algum, denunciando sua pressa, e apenas prestaram atenção no mapa que o loiro colocou sobre a mesa. O magricela pareceu satisfeito, Grom não sabia o que pensar e a mulher apenas deitou um olhar furioso no Fujiwara —Ela está dizendo que não é você que faz os planos por aqui —explicou o mascarado, e em seguida colocou a destra sobre uma das mãos da mulher terrivelmente cicatrizada num ato reconfortante —Mas o que a Madame Lydia não pareceu entender é que esse é um bom plano. O dinheiro, no entanto, vai ser dividido entre todos nós e o resto d'gangue —retirou sua máscara, revelando um sorriso amarelado e seco, juntamente com um toco localizado onde era suposto estar seu nariz. Havia sido completamente cortado, de modo que se assemelhava a um porco —Você deve ser novo aqui, temos a ilha na nossa mão.

Temo' não, não mais —corrigiu Grom, parecia escutar perfeitamente agora, mesmo que silencioso —Novo tenente na área, e tudo mais.

Nosso amigo aqui não precisa saber disso —interviu o magricela sem nariz, inclinando-se na mesa para que ficasse mais próximo de Fujiwara. Seu cheiro era insuportável, como de um porco —Tudo que ele precisa saber é que somos bons em acidentalmente esvaziar os bolsos de outros. Tudo bem, Ores Store vai ser sua iniciação, mas não fica apressadinho não, tu vai ter um trabalho diferente nisso tudo.

Aquilo não melhorou o humor dos outros dois.

Jack? Ele tá novin' demais pra isso, vai foder tud

Eu sei, mas se ele acabar sobrevivendo, pode acabar ganhando uma graninha bacana pelo serviço. Homens lutam com mais coragem quando podem ter os bolsos cheios ao final do dia, não? —a tensão na mesa parecia instável, visto que aqueles sujeitos não confiavam no rapaz de modo algum. Era um recém-chegado na ilha, e parecia não entender de nada ainda, algo que poderia comprometer a segurança do grupo até onde sabiam. Jack, por outro lado, parecia um apostador em recém-chegados que podem acabar estragando tudo, como se tudo não passasse de um jogo divertido —Sim, vai precisar de uma arma. Tome isso, cortesia da casa —atirou uma moeda bronzeada para o loiro, essa que possuía um corpo talhado no metal, sem pernas ou braços, olhos ou boca, nariz ou orelhas, um completo aleijado —Entregue uma dessas para qualquer mendigo na cidade, terá sua arma e um pouco mais. Tente não morrer, ou se morrer, não sangre muito. Somos nós que limpamos as ruas. Depois que se equipar, vá até o Distrito Fechado —dizia Jack, apontando para um pequeno beco não muito longe da loja que seria assaltada —Só vive os riquinhos' lá. Vai causar uma distração, os guardas vão achar que somos nós de novo. Depois que as ruas no Distrito Ores ficarem vazias, corra para a loja e começaremos. Cause a distração quando o sino do meio dia tocar, isso é vinte minutos daqui. Vamos deixar o mapa contigo pra' não pensar que tamo' te passando a perna, garotão.

Tenta não estragar o esquema. Se morrer, não vai querer saber o que vou fazer com o teu corpo —Grom não parecia gostar muito daquilo, mas de pouco tinha escolha. Não estava no comando ali. Lydia apenas se levantou, e seguindo ela, os demais. Sem muitas despedidas, deixaram o bar juntamente com os outros que estavam de vigia. Koji podia sentir o chamado do ouro, o crime correndo por suas veias. Era chegada a hora de agir.

Quando saiu da taverna as ruas pareciam menos movimentadas do que antes, visto que o horário de almoço de todos ali se aproximava, muitos resolveram retornar para a casa para se reunirem com suas famílias. O som de portas sendo trancadas e janelas fechadas enchia a rua de pedras. O primeiro mendigo não fora tão difícil de se encontrar, sendo justamente o homem incrivelmente gordo que mais cedo tinha saído do bar, fedorento e violador. Estava sentado junto de uma calçada um tanto descuidada, onde arrancava pequenos pedaços das pedras que compunham a mesma para brincar de malabarismo, um ofício que parecia ser bastante mestrado. Quando viu o loiro se aproximar, no entanto, derrubou todas as pedras, apenas entregando ao jovem príncipe seu sorriso mais alegre, ou talvez o mais mentiroso —Poupa uma moedinha pra'um gordo jogado? —perguntou inocentemente, uma voz completamente diferente em que usou mais cedo. Agora não fingia ser um bêbado, mas sim um mendigo desfavorecido e estúpido, como se não passasse de um ótimo ator. Quando viu a moeda que Koji carregava, no entanto, adotou uma voz acanhada e obediente, se levantando e mostrando o caminho para uma rua estreita —O-obrigado, senhor. Por aqui, o pão acabou de chegar, está fresco —dito aquilo, guiou o loiro pela rua completamente esquecida pelo restante da cidade. Suas ruas eram barro, as calçadas apenas um barro mais elevado. Grama crescia em locais mais afastados e úmidos, e crianças brincavam com bolas furadas por todos os lados, magricelas e ágeis, enquanto suas mães os vigiavam por pequenas janelas de casas mais pequenas ainda. Cheirava a fezes de cachorro, e o ocasional mendigo morto de fome podia ser encontrado em algumas esquinas mais adentro do bairro, moscas sobrevoando seu corpo. Quando chegaram no final da rua, Koji pôde avistar a Ores Store justamente depois do muro, esse que aparentemente dava acesso ao distrito nobre da cidade.

Ali também existia alguns sacos de lixo, e dentro de um deles - assim que o gordo abriu - o loiro avistou uma katana embainhada, juntamente com dois itens que se assemelhavam a bombas de fumaça, e algumas botas de couro que pareciam ser do tipo que amortecia os passos, silenciando-os. Quando fora questionado sobre as armas, o gordo simplesmente gaguejou, simpático —Armas? Não, pão. Fresco, nunca armas, apenas pão. É seu, agora... a moeda, senhor? —ele parecia ter tirado uma pequena bolsa de couro dos bolsos da calça, onde era possível ver a quantidade de outras moedas semelhantes à aquela guardadas ali, aos montes.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty01.10.18 1:20










- Fujiwara Koji -


As coisas no bar começaram a dar errado quando um dos homens quis dar uma ordem a Koji, na verdade tentou pô-lo sob uma espécie de aposta, caso desse certo tudo bem e se desse errado tudo bem também, já que estaria morto, e toda aquela conversa estava deixando-o irritado demais. - Vocês acham que são o quê? Me dar ordens, eu me submeter a vocês? Vocês estão se achando muita merda. – Diria o loiro após receber a moeda da mão do mais magricela do grupo, não que o mesmo fosse um anoréxico. - Eu jamais vou me submeter a alguém, ainda mais a pequenos ladrões, eu vou fazer isso por mim mesmo, e vocês nem ousem me atrapalhar. – Terminaria de dizer o Fujiwara, olhando por cima dos integrantes do grupo. Após esbravejar com o grupo, o espadachim sairia do bar, ignorando quaisquer chamados dos integrantes do grupo ou até dos supostos guarda-costas dos mesmos.

Fora do bar, o rapaz avistou um mendigo, sendo o mesmo homem que tinha visto ao tentar adentrar o bar, sua expressão se tornou amarga quando pôs os olhos no sujeito incrivelmente gordo. - Eu vou matar essa chupeta de baleia. – Pensou o loiro com amargura pouco antes de ser abordado pelo homem que era alvo de seu ódio. O mesmo parecia ser outra pessoa, passando-se por um coitado pedindo esmola, e querendo livrar-se daquele encosto, Koji entregou-lhe a moeda que recebeu do homem esguio anteriormente, mas surpreendentemente o gordo agradeceu-lhe e quis o guiar para algum lugar, oferecendo um pão. - Eu devo negar a oferta dessa rolha de poço? Melhor ir logo, quero me livrar dessa baleia. – Pensou irritado o Fujiwara.

Resignado de que teria de seguir o suposto mendigo, Koji o feria de longe, tentando fazer com que o suposto cheiro de suor, que o fazia parecer um porco pronto para o abate, ficasse longe de si, já que em uma possível ação de esconder-se, o loiro sairia prejudicado. Por sorte as ruas acabaram-se por se esvaziar devido ao horário, o que lhe era de muita ajuda, já que acompanhar um sujeito daquele poderia fazer com que atenções indesejadas e olharas atenciosos caíssem para cima do mesmo. Após chegar a uma espécie de beco, o mendigo parou e abriu um dos sacos de lixo que havia ali, que cheiravam muito mal diga-se de passagem, e retirou uma bela katana branca, duas bombas de fumaça, ou era algo que se assemelhava bastante a esse item, e também um par de botas de couro, que parecia camuflar o som dos passos.

- Boas armas não? – Perguntou o espadachim com um sorriso debochado, mas logo teve resposta do gordo, que gaguejou, dizendo que ali só tinha pães, e não armas. - Certo, chupeta de baleia, me dê esses pães e eu vou embora daqui, aproveite e faça o mesmo. – Diria desembainhando a katana e apontaria a ponta da lâmina na direção do pescoço do mendigo, ou alguma região próxima de tal, na intenção de fazer o gordo sumir do local rapidamente. Estando sozinho ou não, Koji puxaria os itens recebidos próximos a seu rosto, procurando ver se os itens estavam fedidos ou não, mas teria de usá-los de qualquer forma, mas sem um odor que lhe incomodava seria bem melhor de se usar, sendo que se o odor fosse fétido o suficiente para ser sentido de longe, o loiro esbravejaria em voz alta. - Maldita rolha de poço!! – Depois que Koji pusesse seus equipamentos nos devidos lugares, o mesmo sairia rapidamente do local onde os conseguira, não por pressa e sim pelo fato de que os odores exalados pelos sacos de lixo estavam incomodando seu olfato. Assim que saísse da área em que o odor que lhe incomodava o afetava, o espadachim se dirigiria à Ores Store, onde havia avistado anteriormente, durante o caminho para receber seus itens do mendigo.

Assim que o Fujiwara chegasse no estabelecimento que almejava, este viria a adentrá-lo com calma, pois não queria instigar o pânico antes do momento exato, já que aquela era uma das lojas mais importantes da ilha pelos produtos que vendia. Assim que adentrasse a loja, Koji se manteria parado inicialmente, e olharia o entorno, os produtos que vendia, já que em sua mente não era possível que uma loja tão importante vendesse somente Alcatrão e mais nada. Depois de um tempo sem se mover, podia-se esperar que alguém fosse atendê-lo, mas se ninguém o fizesse, iria até algum funcionário do local, e tentaria novamente disfarçar momentaneamente sua verdadeira personalidade, talvez sua tentativa não fosse das melhores, mas se não chamasse atenção para si, seria o suficiente. - Ei, vocês não sabem atender seus clientes direito não? – Indagaria para a pessoa que estivesse falando consigo, seria uma tentativa de passar por uma pessoa rabugenta. - Me dê a melhor porcaria que vocês tiverem nessa espelunca. – Pediria para a mesma pessoa, enquanto manter-se-ia no mesmo lugar à espera de seu pedido.

Por ser uma provável loja grande, o loiro acreditava que a mesma viria a ter um caixa, onde pagaria pelos produtos que desejava levar, e assim que tivesse seu pedido em mãos, perguntaria para a pessoa que o trouxesse. - Onde que eu pago esse troço? – Esperaria uma resposta adequada do(a) atendente e me dirigiria ao local indicado, e se o(a) mesmo(a) não me respondesse direito, eu logo retrucaria. - Eu sou o cliente, me responda direito, seu(a) funcionariozinho(a). – E se mesmo assim se viesse a se recusar me responder direito, eu repetiria o mesmo processo com outro(a) funcionário(a) até encontrar o local de pagamento.

Assim que encontrasse o local de pagamento, o Fujiwara esperaria até que fosse sua fez, impacientemente. - Que desgraça, eu, logo eu, ser obrigado a ficar em uma fila qualquer, junto com esse bando de animais acéfalos! Isso é um ultraje, mas ao menos terei minha recompensa. – Pensaria o loiro, enquanto olharia para frente a todo momento, esperando até que chegasse sua vez. - Passa logo isso aí. – Resmungaria o espadachim para a pessoa que o atendesse, esperaria ansiosamente que passasse o(s) item(s) no caixa. Antes que o(a) mesmo(a) viesse a dar-lhe o preço, Koji desembainharia sua katana o mais rápido e discreto que conseguisse, e imediatamente apontaria a lâmina para o pescoço da pessoa que estivesse atendendo-o. - Me passa todo o dinheiro que você tem, bem devagar e sem movimentos bruscos, não queremos alertar ninguém aqui, certo? – Diria o Fujiwara com um sorriso cínico antes de continuar, sem tirar o sorriso do rosto. - Afinal, não queremos que minha lâmina trespasse seu pescoço, não é mesmo? – Assim que a última palavra saísse da boca do loiro, o mesmo tomaria uma expressão mais séria enquanto esperaria que o(a) atendente fizesse o que lhe fora ordenado.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty03.10.18 10:10



Ores Store

Os ladrões nada disseram depois que Fujiwara se recusou a fazer parte daquele pequeno assalto grupal, mesmo que Grom demonstrasse um certo escárnio pelo rapaz loiro depois do ocorrido, enquanto o mesmo se distanciava da mesa para sair do bar. A forma como nenhum deles levantou sequer um dedo para o ato do loiro acabou por deixar um clima tenso no ar, como se ainda precisasse ser dito algumas palavras ali, mesmo que de oposição. Tudo parecia estar seguindo uma trajetória simples e fingida demais —Ei, onde está seu dinheiro?! Volta'qui, porra! —conseguiu ouvir a voz do ruivo, próximo ao balcão, reclamação essa que se dissipou com a distância depois de um tempo.

No beco no qual fora levado pelo mendigo, até mesmo a surpresa nos olhos do gordo fedorento parecia bastante o mais refinado fingimento, como se o mesmo não possuísse emoções ou ideias genuínas, um verdadeiro fantoche para forças maiores ainda desconhecidas na ilha. Assim, com aquela expressão desnorteada e boquiaberta o sujeito partiu em retirada pela pequena rua estreita, deixando o príncipe com seus mais novos itens. Com eles, sua ambição pelo dinheiro e a desordem pareceram voltar a surgir no cenho cheio de superioridade, sua primeira vítima na ilha tão clara quanto aquela manhã: Ores Store.

A loja em questão fazia jus ao famigerado nome que possuía em Briss; uma larga estrutura de paredes esbranquiçadas, lavadas e cuidadas com um zelo parecido, mas não encontrado em nenhuma outra construção local. Possuindo três andares, a loja era enfeitada por flores perfumadas em suas varandas e entrada, essa uma grande porta de vidro usada por diversos civis que entravam e saíam do estabelecimento às dezenas, constantemente, todos com o típico sorriso fingido nos lábios, como aparentava ser costumeiro na ilha da moda. Quando se aproximou da porta, Fujiwara encontrou um panfleto pregado de modo rústico na parede ao lado, onde era dito através de imagens ilustrativas que ocorreria uma peça às quatro da tarde na praça principal, onde mestres da atuação irão reconstruir uma suposta famosa batalha entre piratas e a marinha que ocorreu no reino anos atrás, "A batalha da moeda aleijada" —A Gangue do Ato resolveu fazer outra peça, não é? Mesmo depois daquele fiasco ano passado! Um terço da platéia roubada antes, durante e depois do show! E eles ainda dizem que estamos seguros, ha-ha! —disse uma cliente que lia o cartaz logo atrás de Koji, que aguardava o momento certo de adentrar na loja depois que a multidão deixasse de utilizar da porta.

Depois de alguns segundos, a porta tornou-se novamente acessível e o príncipe tomou aquela chance para adentrar em um dos estabelecimentos mais conhecidos da ilha, e por uma boa razão: o interior da loja mostrou-se mais incrível e cheio de zelo que os cuidados das paredes de fora. O salão parecia ter cerca de vinte metros quadrados, seu interior ocupado por três estantes paralelas às paredes laterais onde era possível avistar as substâncias do alcatrão em pequenas garrafas de vidro alinhadas para a escolha do cliente, bem como também uma variedade incrível de perfumes dos mais diversos sabores, suficientes para encher tanto as três estantes como também as prateleiras encontradas nas paredes. O próprio estabelecimento gozava do aroma de gardênias e alecrim, fragrâncias essas que realçavam o aparente bom humor dos clientes, mesmo que o caso não fosse o mesmo para Koji. Para ele foi reservado a atenção das mulheres que em maior parte habitavam aquele ambiente comercial, sua boa aparência atraindo olhares atenciosos das funcionárias, em principal de uma mulher uniformizada de branco honesto que, ao perceber a aproximação do loiro, corou muito mais do que os fios ruivos de seus longos cabelos cacheados —Posso ajudá-lo? —a voz doce e encantada da ruiva podia ser sentida pela tremedeira de seus lábios rosados; a timidez aparente. Quando lhe foi requisitado o melhor produto da loja, não só arqueou as sobrancelhas em descrença com também cruzou os braços abaixo do busto, um tanto confusa —O melhor, senhor? Bom... —analisou, até mesmo de modo invasivo, as vestimentas de Koji e sua forma de agir. Realmente cheirava à nobreza, e mesmo que não fosse o caso, ela não estava disposta a arriscar perder a cara diante de outros clientes, desenhando outro sorriso tímido e fingido, guiando o loiro para uma prateleira próxima —Por aqui, senhor. Suponho que está interessado nos perfumes da nossa loja, sim? —passando os dedos por uma sequência de perfumes com uma coloração vivida do amarelo e laranja, a ruiva parecia se acalmar novamente na presença daquilo que sabia fazer de melhor, ou assim pensava: vender —Se me permite a ousadia, senhor, a superioridade, pureza e nobreza que emana da sua presença muito se assemelha ao Arôme de jour que, ao meu ver, deixaria indiscutível a aparência que deseja causar. Esse perfume acentua o orgulho e confiança, e também é um dos produtos mais caros da nossa loja, e também o mais procurado. Suponho que deseja comprá-lo? —perguntou ela, e ao ouvir a positividade do loiro sobre a compra, logo o entregou o produto numa sacola cuja qual possuía o logo da loja, uma rosa com espinhos para ambos os lados simbolizando o 't' de 'Ores Store' —O caixa é logo ali na entrada, muito obrigado pela preferência, s-senhor.

O caixa era administrado por um senhor de idade corcunda, careca e de queixo nu, cujo qual usava grandes óculos quadrados e passava o dia inteiro contando pagamentos e averiguando os produtos comprados. Quando fora ameaçado de morte, não pareceu surpreso —Meu jovem —começou ele, a voz quebradiça pela idade —Não vendemos armas aqui, eu só olho perfumes, deve estar no caixa errado... essa loja aqui é de perfumes, não posso te fazer comprar essa katana, entende? Esses jovens de hoje... —a calmaria ou até mesmo inocência do idoso não parecia ser compartilhada pelas funcionárias que, ao avistar a lâmina desembainhada se entregaram aos prantos e gritos. Ores não era assaltada com frequência, ao que parecia —N-não mate ele! Tio Sam, entrega logo o dinheiro pra ele! —pediu uma funcionária loira aos prantos, ao que o idoso apenas suspirou, respondendo: —Por que motivo eu iria impedí-lo? Que diferença isso faria? —parecia ser mais sagaz agora do que a momentos atrás, retirando seus óculos para que pudesse enxergar Koji com os olhos afundados e escuros, cheios de um sofrimento inexplicável, ou seria apenas pena? —Muitos jovens se entregam ao crime esses dias... o mar está cheio deles. Tudo que temos agora é deles, entendem? —riu, aos soluços e tosses, retirando duas sacolas de berries do caixa, pousando-as sobre sua pequena mesinha —O dinheiro é seu, meu pequeno bandido. Mas se eu fosse você, olharia pra trás... tem muitos jovens incríveis do lado da lei também, não é?

O som da lâmina de Fujiwara não fora o único escutado ali, e logo atrás de si um homem corpulento e de vestes comuns como de qualquer outro civil desembainhava sua espada longa da cintura, apanhando-a com a destra e apontando o corte justiceiro do aço para as costas do loiro. Tinha um rosto barbeado e cicatrizado, uma pele morena e olhos ferozes. Não aparentava estar nem um pouco feliz —Mãos para cima e armas ao chão. Você está preso em nome da marinha.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty07.10.18 16:22










- Resultado do Plano - Primeiro Combate -

Ao entrar na Ores Store, a loja que virara seu alvo pouco tempo antes, Koji percebeu o quão grande a mesma era e ficou bastante impressionado, apesar de não demonstrar em sua feição. Seguindo com o plano que tinha em mente, o mesmo pediu por um produto, que veio a ser um perfume indicado pela vendedora que lhe atendera, o que parecia perfeito para si pelo que a mulher dissera sobre o produto, que ao ser utilizado pelo mesmo conseguiria realmente passar a impressão de realeza, e pegando o produto das mãos da mulher, o loiro viera a sorrir, ansioso pelo seguimento do plano, além de ter conseguido algo que poderia acentuar seu porte nobre. - Dessa forma até meus inimigos vão me olhar com respeito e admiração. HAHAHA – Pensou o mesmo arrogantemente e imaginando uma espécie de risada maligna, o que poderia ser inútil, já que o mesmo não tinha experiência alguma nisso.

Indo para perto da entrada, como indicado pela vendedora, o Fujiwara seguia de cabeça erguida na tentativa de deixar o mais altiva possível sua caminhada, já que mesmo que seja algo tão banal, o espadachim queria mostrar até nisso que era superior aos outros. Por sorte o mesmo não teve de esperar em uma fila, o que era menos problemas para o mesmo, já que por estar perto de começar suas ações, o nervosismo começava a tomar conta do mesmo, mesmo que este tentava negar para si em pensamentos. - Você está bem, nervosismo é só para vermes. Só seguir o plano que tudo ficará bem. – Com esse último pensamento o mesmo deu uma funda respirada antes de se dirigir ao caixa onde encontrou um senhor de idade, com uma aparência que chegou a dar nojo ao loiro. - Como alguém tem coragem de deixar o lixo atender as pessoas desse lugar? – Pensou enojado Koji na hora de dar início a suas ações.

Tudo seguia bem com o plano do espadachim, conseguira render o balconista e algum funcionário dissera para o velho entregar o dinheiro para o loiro, que sorrira em satisfação. Mas algo que fugira de seu plano ocorrera, o balconista em meio a seu lamurio indicara que havia um homem atrás de si que queria impedi-lo de conseguir o dinheiro que acabara de receber do próprio velho. O homem, que aparentava ser mais velho que o próprio Fujiwara olhava descontente para o mesmo enquanto lhe dava voz de prisão. Nesse momento, Koji sem mover-se começaria a rir, mas de uma forma completamente bizarra.

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- Vocês bando de vermes têm muita audácia, não é mesmo? Hhahhaha! – Gargalharia Koji, em sua concepção a ideia de um simples homem pará-lo era inconcebível, e não satisfeito, o loiro continuaria a falar. - Mas assim que eu gosto, esse bando de lixo mais junto, você, um mero inseto acha que têm algum direito de se dirigir a mim? Hã? – Esbravejaria o Fujiwara, dessa vez mostraria um tom extremamente arrogante. - De qualquer forma, saia daqui antes que eu realmente tenha que lutar com você, e garanto que não será uma experiência agradável para você. - Assim que terminasse de falar, o espadachim virar-se-ia para o balconista e diria para o mesmo. - Me dê logo esse dinheiro, não estou a fim de perder tempo com você, carcaça podre. – Koji esperava que o mesmo lhe desse logo os sacos de dinheiro, os quais seguraria com a mão esquerda enquanto manteria sua katana em riste com a destra.

¹            Assim que virasse de costas, antes mesmo de sequer tentar pegar o saco de berries, o homem que almejava prendê-lo viesse a atacá-lo, o Fujiwara virar-se-ia o mais rápido que conseguisse e poria sua arma horizontalmente se lhe fosse desferido um golpe vertical, se no caso fosse um golpe horizontal, sua katana estaria verticalmente, se acabasse por ser um golpe diagonal, o loiro poria sua arma verticalmente com a ponta da lâmina apontada para cima, se a origem do golpe fosse de cima, e vice-versa, na realidade a intenção era somente aparar, já que com apenas uma mão seria difícil a tarefa de realizar um bloqueio, se viesse uma estocada, Koji realizaria um leve giro com o corpo para o lado onde tivesse maior espaço para movimentação, e assim que o fizesse, utilizaria sua espada para tentar desviar o curso da arma adversária.

Se não lhe fosse possível bloquear o golpe que lhe era direcionado, Koji procuraria esquivar, mesmo sabendo que sua eficácia neste quesito era menor, em estocadas e golpes verticais, o mesmo saltaria para o lado mais espaçoso, a fim de ter mais espaço para manobrar seu corpo, e em caso de golpes horizontais ou diagonais, o loiro saltaria para trás, e caso um único salto não fosse suficiente, ele realizaria quantos fosse necessários para evitar ser atingido.


Independente do resultado final, o espadachim teria que se distanciar do barbudo, e o faria com pequenos saltos para trás, de preferência que conseguisse sair de dentro da loja, já que se não o conseguisse poderia ter sua mobilidade prejudicada. Se Koji se saísse vitorioso desse curto embate, este viria a tomar uma pose arrogante, com os braços abaixados, a cabeça alta e o peito estufado, e diria para seu adversário. - Eu disse a você para sair, você não é páreo para mim, por quê não vai embora de uma vez? Assim você me poupa trabalho e poupa sua miserável vida! – Debocharia o loiro. Mas caso viesse a sair perdedor, o espadachim teria outro discurso, apesar de que a postura arrogante seria a mesma. - Você deu muita sorte dessa vez, por quê não se manda daqui? Porque se eu tiver que pegar pesado você não vai ter nenhuma chance. – E finalizaria com um sorriso convencido.

²            Se o Fujiwara conseguisse pegar os sacos de berries e virar-se para o homem, que almejava prendê-lo por um simples delito, o loiro começaria a caminhar na direção deste, com calma, os sacos estariam na mão esquerda e sob o ombro para não causar nenhum atraso desnecessário para o espadachim, e sua katana estaria na mão direita, que o mesmo levantar-se-ia até a altura do ombro, onde a apoiaria, e desleixadamente Koji aproximar-se-ia do barbudo, procuraria deixar sua face neutra, de forma que conseguisse não demonstrar o que se passava em sua mente. - Eu vou destroçar esse maldito, me prender? Quem esse miserável acha que é? – Pensaria irritado com a ousadia do homem. Assim que tivesse uma distância desejável para que pudesse fazê-lo, Koji aproveitaria a posição do braço e realizaria um corte vertical de cima para baixo, com a maior velocidade que conseguisse impor, na tentativa de deixar seu adversário desconcertado.

Se o golpe fosse bem-sucedido, o loiro de imediato realizaria o movimento contrário e se afastaria com pequenos saltos para trás, onde esperaria por uma investida do barbudo, que poderia vir a estar irritado ou furioso pelos golpes recebidos, mas também poderia não ter sido afetado pela situação, independente da reação do homem, o espadachim estava preparado mentalmente, e de imediato, afastaria moderadamente as pernas, e poria a perna direita levemente à frente e deixaria sua arma diagonalmente com a ponta da lâmina apontada para a esquerda e para cima.

- Você se intimidou com só isso? – Diria o loiro enquanto menearia a cabeça, decepcionado. - Eu realmente esperava mais de você – Sua intenção era de desestabilizar o adversário, e caso conseguisse ou não, abriria um sorriso convencido e utilizaria o braço que segurava sua espada para sinalizar como se o indicasse para lhe atacar enquanto diria ao mesmo. - Vamos, me ataque. O que está esperando seu inútil! – Nesse momento, o Fujiwara olharia ao redor, procurando um local onde pudesse deixar os sacos de dinheiro sem se preocupar com o mesmo, se encontrasse deixaria no local, mas caso não encontrasse, deixaria perto do balcão da loja que tentava assaltar no momento.

Sua intenção era bloquear um primeiro golpe e em seguida realizar um contra-ataque, portanto se viesse um golpe vertical, o loiro seguraria sua arma com ambas as mãos e poria a mesma horizontalmente, e assim que conseguisse parar o avanço do adversário, o mesmo poria toda sua força para movimentar a espada do barbudo na direção contrária da que vinha anteriormente, e em seguida o espadachim faria um golpe lateral da direita para a esquerda.

Se o golpe fosse horizontal, a katana de Koji estaria posicionada verticalmente, e tentando uma forma de contra-atacar melhor, o mesmo daria um passo atrás, na intenção de escapar do alcance da lâmina inimiga e em seguida bateria com uma espada na mesma direção do golpe do barbudo, para fazer com que a espada deste se movesse até um ponto que não conseguisse utilizá-la para se defender rapidamente, e aproveitando a brecha, o loiro utilizaria ambas as mãos e faria uma estocada, daria um passo à frente para aumentar o alcance, mas se na hora de se afastar da espada do “guarda” o Fujiwara conseguisse perceber que não conseguiria sair ileso viria a pôr sua katana verticalmente, e quando bloqueasse a lâmina do oponente, forçaria a mesma na direção contrária, e em seguida faria o movimento de corte a partir de onde sua lâmina estava.

Se fosse uma estocada, o espadachim daria um passo para o lado, para escapar do alcance da espada do barbudo, caso um passo não fosse suficiente, o mesmo daria outros passos, até conseguir atingir seu objetivo primário, e em seguida, faria um golpe da direita para a esquerda, caso tivesse se movido para a direita, ou da esquerda para a direita caso o(s) passo(s) fosse(m) para a esquerda. Se fosse um golpe diagonal, Koji saltaria para trás até escapar do alcance da lâmina, já que com o impulso a chance de bloquear e contra-atacar era bastante baixa, por isso o mesmo apostou numa esquiva, e em seguida o loiro faria uma estocada avançando previamente, tentando ferir o máximo possível o homem contra quem lutava.

Independente do que ocorresse, o espadachim saltaria para trás buscando espaço ao final do embate, e  caso Koji se saísse vitorioso desse curto embate, este viria a tomar uma pose arrogante, com os braços abaixados, a cabeça alta e o peito estufado, e diria para seu adversário. - Eu disse a você para sair, você não é páreo para mim, por quê não vai embora de uma vez? Assim você me poupa trabalho e poupa sua miserável vida! – Debocharia o loiro. Mas caso viesse a sair perdedor, o espadachim teria outro discurso, apesar de que a postura arrogante seria a mesma. - Você deu muita sorte dessa vez, por quê não se manda daqui? Porque se eu tiver que pegar pesado você não vai ter nenhuma chance. – E finalizaria com um sorriso convencido.

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MensagemAssunto: Re: I - O caminho do Príncipe   I - O caminho do Príncipe Empty11.10.18 17:36



Justice

A tensão naquela pequena loja de perfumes cresceu ainda mais quando o marinheiro a paisano desembainhou o aço nu, criando um som metálico e ameaçador ao se preparar para o combate, o desejo pela justiça claramente visto em seus olhos indignados. De fato, o medo também era perceptível no semblante de todas as funcionárias presentes que, paralisadas e trêmulas, rezavam para que Koji simplesmente aceitasse a prisão, e que sangue nenhum fosse derramado na loja. Recuadas, simplesmente confiaram o serviço para o marinheiro, enquanto o velho senhor permaneceu em seu balcão, entediado como se já convivesse com aquele tipo de cena à anos.

Eu disse MÃOS PRA CIMA, ARMAS NO CHÃO! Não vou falar de novo!—gritou ele, interrompendo a conversa de Koji com certa agressividade, a voz grave ressoando pelo cômodo. Claramente não estava para conversas ali, e quando percebeu que o criminoso não obedeceria o comando, o marinheiro deixou cair ao chão sua sacola de compras para empunhar a espada bastarda com ambas as mãos, avançando quando Koji se virou para apanhar os sacos de dinheiro no balcão. Saltou ao alto antes de descer a lâmina de cima para baixo sobre o loiro, para que o mesmo não soubesse com exatidão a hora certa onde fosse se aproximar para o ataque, demonstrando a astúcia que o soldado tinha para a batalha. No entanto, falhou, seu golpe meramente bloqueado pela katana recém adquirida de Fujiwara que se virou para se defender —Seu filho da... —xingou quando o som do aço contra aço fez com que as funcionárias tampassem os ouvidos com puro terror. A defesa do loiro, por mais que sucedida, não foi das melhores pela falta de preparo para a mesma, visto que foi efetuada rapidamente e, por ter recebido o peso do golpe do adversário, teve os músculos dos braços brevemente adormecidos depois do ataque.

Seguindo sua defesa bem executada, o loiro buscou executar um ataque surpresa contra o marinheiro que, por instinto, tentou bloquear a espada que viria para lhe tirar a vida. No entanto, fora comicamente enganado pelo loiro que parecia criar um circo de tudo aquilo, partindo aos saltos para fora da loja. Buscava um espaço mais adequado para seus movimentos de combate, sendo seguido quase que de imediato pelo oponente que rugia para que Fujiwara parasse ali mesmo, como se suas ordens pudessem causar algum efeito àquela altura —Parado, porra! Pare já aí! Isso não é um tipo de brincadeira, pirralho! —assim que ambos saíram da loja, Fujiwara percebeu a existência de uma pequena garotinha loira por trás de uma das estantes, essa que observava tudo aquilo com lágrimas nos olhos juntamente com uma mulher de cabelos semelhantes, essa que segurava a sua mão. Foi só quando o soldado e o pirata voltaram ao embate fora da loja que a pequenina gritou, aos prantos: —Papai, acaba com o homem mal!

Aquelas palavras eram direcionadas até o soldado que, ao ouvi-las, se encheu novamente de uma fúria justiceira ao avançar novamente na direção de Fujiwara, que já aguardava sabiamente pelo próximo movimento do marinheiro: uma investida selvagem, essa que veio em foram de uma estocada audaciosa e letal, sendo sinalizada pelo brado de batalha do homem que assustou vários pedestres que caminhavam pela rua. O aço veio ao encontro de Koji, pronto para eliminá-lo, e obteve sucesso em lhe atingir na barriga de modo certeiro, visto que a esquiva do loiro estava longe de ser adequada para se desviar do golpe do inimigo. Em contra-partida, a fúria do marinheiro fez com que seu ataque não aprofundasse devidamente no corpo do loiro, tendo a espada rebatida pelo mesmo em seguida e, assim, entregando para Fujiwara a sua chance de efetuar uma estocada, essa que de modo letal atravessou tecido, carne e ossos do marinheiro —Ungn...! —ele grunhia, agarrando violentamente o ombro de Fujiwara para que o loiro não escapasse depois daquilo, mas suas mãos não possuiriam forças por muito tempo. O sangue da justiça era derramado aos montes nas calças e nos pés de Koji, sinalizando o fim daquele curto embate.

NÃO! —ouviu a garotinha gritar juntamente com sua mãe dentro da loja, e logo em seguida a menina já havia corrido na direção dos dois, tentando separar o pai da espada do pirata que havia lhe apunhalado —Sai de perto dele, seu... seu bobo, idiota! —gritava ela, golpeando de modo inofensivo o corpo do loiro com soquinhos. Chorava, e sua tristeza atraiu a atenção de outros policiais e marinheiros locais que, a um quarteirão de distância, passaram a correr até a cena e chegariam ali em breve. O marinheiro, por sua vez, mais e mais deixava com que o peso de seu corpo caísse sobre o de Fujiwara, lhe agarrando com cada vez menos força.

Lutar na rua também tinha suas desvantagens, visto que vários civis, ao invés de se entregar ao medo e terror, preferiram tentar se tornar heróis naquele dia. Três desses correram até Koji para tentar lhe imobilizar, empunhando simples pedaços de pau e uma coragem inusitada. O primeiro desses fez um golpe de cima para baixo para golpear o loiro na cabeça, enquanto o segundo veio para lhe golpear horizontalmente na região do torax. O terceiro permaneceu para trás, pronto para avançar na primeira oportunidade.

Hist;:
 

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