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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cães de Guerra

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MensagemAssunto: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyQua 12 Set 2018, 01:34

Relembrando a primeira mensagem :

Cães de Guerra

Aqui ocorrerá a aventura do(a) caçador de recompensas Aldo Rahner. A qual não possui narrador definido.


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Dante
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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptySex 23 Nov 2018, 06:59

I've Waited Long Enough !


Meu coração se aquecia na medida em que minhas papilas gustativas desfrutavam da melhor fruta. Aquele sabor suculento... O gosto molhado que com o tempo secava em minha boca deixava a melhor sensação que eu já havia provado em toda minha vida, depois é claro de surrar agentes do governo. Entre bater em agentes e comer goiabas eu ficava bastante indeciso, mas no final escolheria bater em agente. Era algo que já fazia parte do meu instinto, assim como comer, beber e dormir.  Assim como sentir medo também, mesmo que raramente... – Hora da verdade – Abri a carta e fiquei sem entender do que se tratava, boquiaberto. “Não estou...?” Quem porras esses caras tão pensando que eu sou? Revolucionários de merda, e essa porra de mensagem nem faz sentido. Eu não tenho a menor ideia de como vou entrar em contato com o exército pra seguir em frente.

O medo de sentir aquela dor novamente era real, mas eu já estava a salvo quando guardei o papel na mochila. - Aaaarf – Soltava o ar agressivamente, junto de toda aquela tensão e meu corpo, jogando-o ao chão e caindo de bunda aliviando-me enfim. Como eu imaginava, se Aldo não estivesse tocando nela ao mesmo tempo que eu, não haveria problema. – Droga cara... Aquela merda doeu. Exercito né? Foi o que eu pensei. – Conversaria sentado mesmo, com pernas de índio em um pequeno repouso. – É, pode contar comigo nisso. Quando eu encontrar essa mulher eu vou enfiar a cabeça encapuzada dela bem no meio da própria bunda dela, e não me pergunte como. – Nem mesmo eu sabia como, mas era uma promessa que eu estava disposto a cumprir. “Como presumi, ele faz o que for necessário por dinheiro e fama. Talvez não seja um problema para mim.” Pensava comigo mesmo, enquanto apenas encarava-o esperando suas próximas palavras com atenção, surpreendendo-me quando ele falava para nunca confiar em nobres.

E... Esse cara não parava de falar, caralho!!! Quando percebi, estava quase dormindo em frente ao homem. Talvez uma parcela de hora eu gastaria ouvindo ele? Felizmente para mim iria valer à pena. “Com essa história toda de tristeza e superação, não parece ser do tipo que apoiaria o governo. E daria um bom soldado a mais no meu exército...” Pensava com um sorriso sútil, que iria se desfazer no mesmo instante tornando-se numa expressão de raiva ao ouvir sua pergunta, dando um tapa em cada coxa minha com meu respectivo braço e levantando-me imediatamente. – OPA, ESPERA AI! EU NÃO FIZ NADA AINDA, E VOCÊ DISSE QUE ELA DEVE TER A MESMA IDADE QUE EU, DESGRAÇADO! – Meu punho se fechava de raiva, porém, não demorou e eu me virava para o lado procurando a garota, ao notar que eu tinha LEVANTADO A PORRA DA MINHA VOZ. – Ehe, Ehehehe, quer dizer. Tá frio aqui não tá? AAATCHIM – Um sorriso bobo e forçado era visível no meu rosto, e tudo que eu podia fazer era cortar o assunto.

– Erm Er... Se eu te contasse toda minha história também, nós perderíamos mais um dia nesse infeliz lugar. – Voltava o olhar para Aldo sorrindo gentilmente, afinal, ele tinha feito apenas um comentário bobo – Tudo o que você precisa saber é que tenho um nome para tornar famoso, como você. – Dava minhas costas e olhava por trás do ombro, abrindo ainda mais meu sorriso orgulhoso – E que te farei mudar de opinião sobre nobres, ou pelo menos sobre este aqui. – Fechava meus punhos com firmeza olhando para o horizonte, lembrando-me de tudo que passei para chegar até aqui. – Eu posso não ter um navio nem uma bussola como você. Contudo, eu tenho esses punhos e te asseguro que a última coisa que farei será hesitar em usá-los quando a situação apertar. – Por fim me aproximaria do lobo de dawn e poria minha mão direita sobre seu ombro. – Eu não faço ideia do que esperar desse mar, portanto sugiro que trabalhemos juntos até chegar em terra... E depois nós veremos o que fazer. Quem sabe eu não te conto a minha história? Ok? – Tirava minha mão sem dizer uma palavra mais e agora suspirando uma vez mais. Desta vez porque eu estava cansado de descansar, e de estar nesse maldito lugar. – Então vamos sair dessa espelunca! Astrid fique com o leme. Eu cuido das velas dessa vez. Lobo... faça o que ela pedir – Puxaria as cordas das velas e daria inicio à nossa viagem, movimentando a direção das velas puxando as cordas quando necessário, ainda utilizando do auxilio de Astrid quando em dúvida. Movimentaria-me com certa delicadeza, visto que queria evitar as dores no corpo e principalmenten as costelas. Subir no caralho era inviável pra mim, depois do que aconteceu da ultima vez... Não consigo esquecer.









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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyTer 27 Nov 2018, 06:21




A brisa fraca tremulava levemente a bandeira, o frescor do litoral parecia cada vez mais ameno, se desfazendo daquela cortina abafada de um sol ao meio-dia. Depois de experiências rápidas, porém intensas, o grupo se reunia na pequena embarcação sem muitos objetivos aparentes, eram muitas as respostas que procuravam, porém quanto mais os dois buscavam, mais perguntas apareciam para serem solucionadas. A origem das cartas era indeterminável, um mistério a ser resolvido somente quando chegassem ao então objetivo apontado na pequena agulha avermelhada da Log Pose, embora não tivesse muita noção de como utilizá-la e navegar, Aldo parecia ser quem tinha mais objetos necessários para resolver os mistérios, porém Edmund também desempenhava um papel importante - ou quase isso - ao oferecer como ajuda as habilidades de Astrid.

Iniciava-se um pequeno relato por parte de Aldo, relembrando um momento sombrio de sua vida onde teve de lidar com a traição e um longo confinamento, empenhado em contar sua história de bravura e superação, demonstrando-se ser o único verdadeiramente interessado nela. Enquanto Astrid revirava os olhos, bufando e de braços cruzados esperando alguma reação de Edmund para intervir, o revolucionário por sua vez conseguia tirar algo que fosse de seu interesse no meio de tantas palavras que lhe davam sono, decidido por manter em segredo, ao menos por enquanto, sua filiação e todos os motivos por trás de ter recebido a carta e estar naquela ilha, ambos voltaram a trocar palavras descontraídas, foi quando em meio à conversa interveio a garota, saturada de tanta enrolação para que pudessem partir de uma vez.

-Ok, Ok! Meu pai é nojento por cortejar crianças e você sofreu muito limpando privadas na cadeia… Agora se os dois já tiverem terminado com as conversas triviais, podemos partir? - Batendo levemente o pé sobre o assoalho do convés, ela fitava um a um nos olhos antes de fechar a cara e virar-se para Aldo uma outra vez. - Bem, meu pai já sabe o que fazer, você pode ir limpar o banheiro ou ir pra lá com essa chaminé na sua boca, na verdade de você o que me interessa é só isso aqui - Apontando para o Log, ela se movia de modo que pudesse tomar o instrumento das mãos do Lobo, uma vez com o artefato em meio aos palmos, esta seguiria para o outro lado do navio, de encontro com o timão para tomar rumo da embarcação e finalmente partirem de um lugar tão inóspito - que curiosamente habitava diversos desafortunados e contingentes.

Edmund sabendo como prosseguir, tomava as cordas das velas para içá-las, o solavanco da embarcação desestabilizava por breves instantes todos presentes no convés, Rosy que estava debruçada à amurada até então sente seu corpo ser puxado e cai de costas com a foice entre as duas mãos, a água do mar escorria pela lâmina misturada com sangue e, na ponta da foice, espetado havia os restos mortais do que parecia ser a perna do homem que havia se suicidado há não muito tempo. Com o resultado da “pesca” a garotinha se animava e logo corria com as duas mãos segurando o cabo da arma, mostrando o que havia pego para Aldo.

-Aldo! Veja só o que eu consegui pegar, é a perna daquele homem, infelizmente não consegui pegar o resto porque o barco me tirou o equilíbrio… - A fala animada aos poucos perdia a entonação, podia se perceber que ela se demonstrava um tanto triste e culpada por não ter conseguido pegar as outras partes do corpo moribundo e roliço. Caso o homem não estivesse muito interessado em ver ou descobrir o que Rosy havia pego, ela simplesmente iria se virar e tomar outro rumo, sem perder o sorriso amistoso que havia em seu rosto, bem como o olhar de admiração incompreensível por uma perna decepada, vez ou outra podiam-se ouvir pequenas risadas abafadas e tímidas.

Já não era muito tarde quando o navio finalmente deixou o litoral, talvez um experiente observador pudesse presumir que as horas estariam por volta das 14 às 15:00, o sol já não era tão predominante no céu e as águas começavam a ficar mais mais agitadas conforme as nuvens acinzentadas cobriam o horizonte para qual eles seguiam na pequena embarcação, o vento vinha de encontro à vela dando rumo e movimento, apesar de ser pequena, ela era rápida e compacta o bastante para dar ao grupo uma viagem mais curta, embora isso ainda não diminuísse tanto o prolongado tempo que passariam na Canhoneira. Com os primeiros minutos do grupo na embarcação podia se notar uma estranha fumaça esverdeada fugindo do andar de baixo, ela escapava pelos buracos entre as madeiras e rapidamente contaminava o convés, não era tão densa, mas seu cheiro de lodo e esgoto era desconfortável, provocava ânsia, até mesmo para Rosy que deveria estar acostumada com os cheiros ruins - dado ao seu histórico e gostos peculiares por matar pessoas e por sangue.

Do compartimento abaixo do mastro, de uma pequena portinha que se abria do chão, surgia um grisalho, de idade avançada e um tamanho ainda menor que a acompanhante de Aldo, o rosto era murcho como uma laranja chupada, lhe faltavam alguns dentes na boca enquanto outros mais amarelados se destacavam, trajando vestes de alta proteção, recomendada para uso em laboratórios e afins, ele saia liberando mais uma enorme quantidade daquela fumaça para fora do cômodo, pigarreava fortemente enquanto corria para fora com um frasco em mãos, de tamanho médio e com um líquido de cor esverdeada, no meio da fuga, deixou seu pequeno óculos cair por um buraco maior nas madeiras do piso.

-Cof, Cof! Finalm… Cof! Finalmente eu… cof cof… Desenvolvi a bomba de PUM! - Com seu sorriso orgulhoso e erguendo acima da cabeça o frasco em mãos, tateando o rosto em busca dos óculos, não demora muito para que ele perceba que não estava em porte destes, seu sorriso logo dá espaço para uma expressão de decepção. - Ah droga! É o terceiro só esse mês, eu falei que precisávamos reformar esses buracos no convés, isso sempre acontece comigo… - A cortina se dissipa rápido, mas não sem antes deixar para trás o cheiro horrível. Com os olhos pequenos , ele era praticamente um cego sem os óculos, a visão embaçada era tamanha que precisou forçá-los, mesmo assim, era como tentar olhar por um espelho após receber vapor quente. - Puxa! Meninas, como vocês cresceram! - Dizia este se voltando para Edmund e Astrid. - Parecem até diferentes, pintaram o cabelo? - Com a voz empolgada e uma feição de admiração ele facilmente os confundia como os antigos membros da tripulação. - E você Boris! Emagreceu muito, até tirou aquele bigode feio que parecia mais um rato na sua cara, quanto tempo eu fiquei naquele laboratório desde que descemos a Reverse? Como fizeram para ficar tão diferentes? Aaah! já sei! Foi aquela minha fórmula mágica para estrias e rugas, eu sabia que funcionava! -

Um pequeno pombo branco saltava de dentro do mesmo cômodo que o velho havia saído, igualmente utilizava um óculos para enxergar melhor, pousava no ombro de seu dono com um tímido “Pruu!” lhe escapando ao término do voo.

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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyTer 27 Nov 2018, 11:54

A navegadora se mostrou muito cheia de espírito, e um tanto indelicada. Traguei mais uma vez o meu charuto, respirando fundo e buscando paciência. - Criança… Seu pai pode ser bom em alguma coisa, mas com certeza não é bom em educar os filhos. E eu não sei se entendeu bem, mas esse navio aqui é meu… A bússola é minha, e vocês são meus convidados até a próxima ilha. Em nenhum momento os insultei ou fiz algo que provocasse qualquer reação negativa. Então aqui vai o meu conselho… Tente ser mais humilde e apenas faça o seu trabalho, certo? - Pisquei com apenas um dos olhos, sem quebrar a postura. Aquela fumaça parecia me encher de confiança, cheia de sabor. Soprei-a e ela acompanhou a brisa sem relutar.

Foi o instante em que Rosy trouxe do mar uma perna decepada. Era do homem que a algum tempo se suicidou ao nos ver chegar à embarcação. Aquele cara era realmente precipitado. - Ah que coisa fofa… Vai fazer mais um daqueles rituais satânicos, não é mesmo? - Então me viraria para Astrid, fazendo menção à Rosy. - Por que não pode ser meiga como ela? - Por fim, pegaria a perna e a jogaria no mar outra vez, por precaução. - É melhor nos livrarmos disso. Não quero doenças ou coisas do tipo por aqui.

Finalmente partimos, e a embarcação parecia desenvolver boa velocidade. Talvez estivessemos a favor do vento, ou das marés, mas tanto faz. Queria chegar o mais rápido possível e me livrar de companhias indesejáveis. Foi quando mais um tripulante se revelou, com uma explosão fedorenta e falando besteiras. - Masoque…? - Um velhote louco, no fim das contas. Parecia confuso e identificou Dante e Astrid como as gêmeas que matamos. Aquilo me fez rir. - HAHAHAHA… Muito bem velhote, é melhor parar de cheirar essas coisas, está ficando louco. As gêmeas apostaram este navio no farol e perderam, então agora somos a nova tripulação. Eu sou Aldo Rahner, e aquela é Rosy Ninor. Estes são Edmund Dante e sua filha mal educada. - Então com um olhar observador, percebi que aquele parecia um estereótipo de cientista. - Então gosta de fabricar bombas… Talvez você me seja útil. Diga velhote, quem é você e o que anda desenvolvendo para as garotas. Pense bem em suas respostas, ou lhe colocaremos para nadar com seus amigos. - Não que eu seja do tipo persuasivo, mas até então não havia faltado com a verdade. Realmente lhe jogaria ao mar se não fosse útil.

Ainda havia algo de misterioso que me incomodava. O homem que cometeu suicídio, parecia preocupado o suficiente a ponto de fazer tal loucura. Com que tipo de problemas aquelas gêmeas estavam envolvidas? Talvez alguma dívida, ou trabalho específico… Seja o que for, talvez este velho saiba a resposta. Tenho que lembrar de perguntar em algum outro momento. Vai que ele se mata também. Seja qual fosse a resposta dele, eu estaria inclinado a deixá-lo ficar, mais por conta da minha curiosidade do que por qualquer outra coisa. Ainda existem muitos passados nebulosos para o qual a minha curiosidade está voltada.

Terminadas as apresentações, me colocaria um passo à frente como o capitão do navio (talvez o menos respeitado de todos os tempos) e determinaria. - Muito bem. Navegaremos até a ilha para a qual esta bússola aponta. Está livre para ficar e nos acompanhar até terra firme, velho louco. - Então voltaria aos afazeres da navegação. Criação de explosivos parece ser uma habilidade interessante, e bem criativa.


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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyQua 28 Nov 2018, 11:17

I've Waited Long Enough !


Minhas expressões se resumiam a uma cara de desanimo e tristeza quando ouvia a garota começar a me interromper, mas isso não se devia pela interrupção, e sim por outro motivo mais moral. – Mas Astrid... Eu não cortejei nenhuma garotinha. – Minha voz tremia, na verdade, eu não estava tão certo se eu havia dado em cima de alguma garotinha ou não. Eu dei? – Pelo menos não ainda... Quer dizer, talvez quando eu era criança? – Colocava o meu dedo indicador direito sobre o queixo e encarava o céu em meu semblante pensativo. – Então isso quer dizer que todos nós somos potenciais pedófilos no fundo, pois todos nós flertamos com crianças quando éramos crianças? – Meu corpo ficava ereto e minha cabeça inteira entrava em colapso, sendo acometida por diversas descargas elétricas que arrepiavam todos os meus fios de cabelo em tal pensamento mil anos a frente do nosso tempo. Era demais para eu suportar, uma informação desse tipo deveria ser escondida do mundo senão todos nós seriamos queimados no fogo do inferno.

Começaria a tremer com o corpo curvado e cambaleando, gemeria. - Eu preciso... De um copo d’água, acho que minha pressão baixou. – Mas não demoraria muito para eu me recuperar, ao ver a resposta de Aldo para Astrid. Da minha parte nada seria feito, aquela garota sabia se proteger e Aldo não parecia ser um desafio pra ela. Só esperaria para ver sua resposta e o tanto que Aldo iria apanhar, fosse à porrada ou na verbalidade mesmo, para no término da discussão eu então falar – Se você não é capaz de aguentar as birras de uma jovem adolescente, é com pesar que te digo que não está preparado para esse mundo, Aldo. – Era até que surpreendente para eu ver um homem impiedoso de outrora se ofender com as palavras de um docinho como Astrid. “Heh, não se fazem homens como antigamente.” Pensei, enquanto manuseava as cordas.

A pouca concentração que eu tinha era tomada por um odor sem igual, era tão espantoso quanto o fato de todos sermos potenciais pedófilos. – CA-RA-LHO! Essa fedeu MESMO. Foi aquele peixe que você comeu Astrid? – Perdia as cordas por alguns segundos para pressionar minhas narinas com uma das mãos. – Isso que você fez deveria ser um crime. Tu deveria ir presa por profanação de narina alheia. – Um sorriso era inevitável, mas no fim eu estava errado sobre o malfeitor que havia feito um ato tão vil como este. “Bomba de pum? Ele não deveria se preocupar com coisas mais importantes, como a camada de ozônio ou sei lá o que?” Olharia para Aldo rindo da situação e continuaria apenas babando com a cabeça inclinada para o lado, sem entender nada. Viraria-me de volta para as velas e continuaria concentrado na tarefa, ignorando aquele homem já que ele não apresentava perigo algum.

Até que me viraria mais uma vez ao ouvir suas últimas palavras. – Fórmula mágica para estrias e rugas? – Um sorriso grande se abria em meu rosto, e meus olhos brilhavam ao imaginar tal invenção milagrosa para a jovialidade. – Cof Cof – Aquecia minha garganta e começava a espremer minhas cordas vocais para soltar uma voz o mais fina possível, por mais que fosse reconhecido pela voz grave imponente – Er, doutor, você pode me conseguir mais um pouco da fórmula? Acho que perdi meu último frasco... – Ali estava a maior invenção desta era e eu não poderia perdê-la. Ainda assim, continuaria meus esforços para fazer aquele navio andando, prosseguindo com o trabalho nas velas quando necessário e mantendo sempre o mesmo cuidado para não esticar muito meu corpo ou sentir dores, evitando assim piorar meus ferimentos.










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Tiro de sorte? Sorte é não tomar um tiro meu
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Última edição por Galaxy Dante em Qua 28 Nov 2018, 21:53, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyQua 28 Nov 2018, 14:01




2 de 11 Posts Navegando

Enquanto se seguiam uma atmosfera neutra, regada de interações entre o quarteto que cada vez mais começava a tomar uma forma amigável e casual, os personagens se apresentavam de maneira única e cada qual partia para empenhar sua função, já outros - como Rosy - ficavam em algum canto fazendo o que lhe dava na telha, Aldo reforçava para todos sua posição de liderança na embarcação, frisando bem sua autoridade e mérito em conseguir o barco durante uma aposta justa momentos antes; Astrid não se sentia muito bem e nem convicta de que aquele seria o fim dos turbulentos conflitos entre os dois, por hora ela rumou em silêncio, conduzindo o navio sem muito se importar com as farpas lhe direcionadas, era possível até mesmo vê-la de relance repetindo as falas do Lobo fazendo uma careta, como as crianças fazem para irritar as outras.

Rosy não gostou muito da ideia de ter a perna que acabara de pescar ser atirada ao mar novamente, ela olhava boquiaberta para o pedaço ser arrancado de sua foice e então mergulhar no profundo azul e poético oceano deixando para trás um rastro sutil de sangue. Olhando emburrada para Aldo, ela colocara as mãos na cintura fazendo bico e lhe dando um chute na canela. - Ei! Eu demorei pra conseguir pescar aquela perna! Agora você vai me dar outra ou eu pego a sua, hmpf! - Agora chateada, ela seguia em direção à amurada para repousar, caso Aldo fosse ao seu encalço para tentar conversar ou pedir desculpas, ela apenas iria virar o rosto na direção oposta, indicando não estar muito disposta para conversar no momento.

Edmund e Aldo eram os que mais pareciam se importar com a presença do velho, enquanto Astrid tinha de lidar com a névoa que sorrateiramente começava a inundar o ambiente, tomando parte do navio e ofuscando a visão do horizonte - esta que aparecera repentinamente, sem aviso prévio ou prelúdio, era como se tivesse surgido do fundo do mar e aos poucos começava a engolir o navio para suas misteriosas entranhas -, a princípio era o Lobo que interagia com o homem, proferindo algumas palavras que não faziam muito sentido para aquele bom senhor, e como em um cabo de guerra, enquanto por um lado aquele grisalho descontruia a ilusão de que as gêmeas ainda estavam vivas, o ex-nobre alimentava aquela realidade, assumindo uma fala mais fraca e aguda tentando se passar por Louise - ou era Linda? Quem sabe afinal?

O velho por breves instantes parava, confuso e um tanto irritado olhando para baixo, pensando - aparentemente - em quem estava falando a verdade, e demorou cerca de alguns segundos para sua expressão séria passar novamente para uma gargalhada. - Hohohoho, entendi entendi, Boris e suas piadinhas, você sempre gosta de me pregar essas peças quando eu perco meus óculos, Hohohoho! Por um momento eu achei que você estivesse falando a verdade e fossem mesmo invasores! Dá pra acreditar? O chefe iria me matar por não conseguir levar o estoque de Tabaco pra ele, você sabe Boris, estava comigo lá - Ele fazia uma pausa, pegava um charuto do bolso e colocava na boca, era uma marca cara e bem valiosa, talvez a melhor do mercado se os dois notassem bem os arranjos no material, com um pequeno isqueiro prateado a ponta era acesa, contudo, no instante em que a chama era acionada o fogo, uma cortina de chamas tomava o local. - Eita Preula! - Exclamou o velho ao vê-las, não demorava muito para que elas se dissiparem, desaparecendo tão rápido quanto apareceram, mas ainda sim causavam um certo susto e desespero momentâneo, parte da barba do velho havia sido incinerada pelas chamas, ficando com metade de seu rosto liso e a outra metade peludo. - Ah droga! Esqueci que o gás dessa bomba é inflamável… hoje não é o meu dia - Voltava a tragar o charuto e, lembrando da pergunta de Edmund, ele arregalava os olhos e buscava por alguns frascos presos no coldre da cintura, lá ele pega alguns frascos e muda outros de lugar, busca com os olhos semicerrados um em específico, quando o acha, pega e dá nas mãos do revolucionário. - Aqui está Linda, ou você é a Louise? Sua voz parece um pouco estranha, deve ser um efeito colateral não se preocupe -

O senhor parecia não se importar muito com o que Aldo dizia, parecia uma história bem convincente aos seus olhos, mas para ele não passava apenas de uma brincadeira de mau gosto devido ao seu problema ocular. - Sim sim, e eu sou o maldito Merlin! Para de tentar me sacanear - Ele parecia estar mais sério, enquanto os dois conversavam, o clima local parecia não estar colaborando, uma frente gélida parecia invadir cada vez mais a embarcação e abraçar os corpos dos tripulantes, Astrid parecia agora mais confusa do que nunca, nada fazia sentido e navegar agora parecia mais como atirar no escuro, sua única garantia estava no Log Pose que continuava apontando para o caminho, contudo, por breves instante o ranger de tábuas junto com o balançar de velas enormes começavam a preencher o local, acima de todos os outros sons.

- Tem algo de errado aqui, ei Zé Chaminé, ao invés de ficar discutindo com o velho peidorreiro ai sobe no mastro principal e tenta ver por cima dessa névoa, não consigo ver nada nessa porcaria! Maldito tempo, estava sol agora há pouco - Ela estaria olhando para os lados tentando encontrar alguma coisa, caso o homem grisalho tentasse refutá-la ou repreendê-la pelo modo que falava, a garota iria fazer breve descaso das reclamações, dando mais importância em tentar observar ao redor. - Tá, tá, você gosta de ficar ai falando que é dono deste navio, mas não vai ter nada pra você navegar se nós batermos em alguma coisa dentro dessa névoa, vai logo! - E caso este subisse no mastro como requisitado, iria conseguir ver, lá de cima, uma estranha silhueta tomar o horizonte, em questão de segundos já estaria rente com sua canhoneira, a embarcação era - pelo menos - duas vezes maior a qual Aldor se encontrava, era completamente negra, suas velas rasgadas e as madeiras gastas eram as características mais acentuadas.

Os que estavam no convés de começo não conseguiam enxergar nada, foi num pequeno instante que aparecera, quando já pudessem ver, a embarcação já estaria rente ao casco da canhoneira sem muita possibilidade de desviar do choque entre as duas. - Merda, vamos bater, Pai amarra as cordas! - Astrind tentava manobrar a pequena embarcação para o lado para evitar uma forte colisão, uma vez que colidir com aquele repentino aparecido navio seria impossível. - Uh! Um navio pirata? - Indagara Rosy um pouco entusiasmada com a ideia e a que menos se importava com o possível novo perigo para o quinteto.


Velho:
 
Navio:
 


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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyQui 29 Nov 2018, 08:14

I've Waited Long Enough !


Era inegável que eu odiava receber ordens tanto quanto Astrid, mas com os anos fui desenvolvendo formas melhores de lidar com pessoas que pensam estar no comando. De toda forma, me orgulhava ver que ela era um espírito livre como eu, era um dos traços dos quais eu mais gostaria de vê-la puxando, e isso estava se concretizando. Ou não. Talvez ela só quisesse implicar com Aldo mesmo. O fato é que algo muito mais importante eu ou minha filha estava em jogo, e esse fato era justamente a fantástica fonte da juventude que aquele velho oferecia.

– Er, sim sim, é o efeito colateral da última dose. – Nos primeiros segundos minha voz sairia até mais grossa que o normal e eu reviraria os olhos para consertar a entonação para o agudo de novo, desesperado para que o velho não descobrisse, por fim pegando o frasco e pondo-o na mochila. Tudo que me restava fazer era observar aqueles dois conversando e o lobo branco zombando do velho, que, por sua vez, acabava se envolvendo em uma pequena cortina de fogo. – CARALHO, FOGO DE NOVO! PORRA SURTUR SEU INFELIZ DO CACETE, NÃO TEM O QUE FAZER NÃO, DESGRAÇADO CARENTE!!! – Estava prestes a me tornar irado com aquele maldito deus que não nos deixava em paz, já tinha certeza que a fonte daquilo provinha da mesma queimação que das cartas, mas então o cientista falou sobre sua fórmula ser inflamável. – Ah, ainda bem. – Suspirava aliviado por ser algo mais natural e do conhecimento humano. – Velho desgraçado, quando eu te conheci tu não tão era duas caras assim. – Largava o comentário no ar com um riso forçado e envergonhado, notei antes de todo mundo que aquela piada literal não tinha graça nenhuma, mas não antes de fazê-la, infelizmente.

Meu instinto primitivo pela auto-preservação voltava a dormir quando ouvia Astrid falar sobre algo errado, tomando a razão de novo. – Fumaça? De novo? – Olhava ao meu arredor, percebendo enfim a situação em que nos encontrávamos. – Não... É névoa. – E então eu sentia o frio que a acompanhava. Embora combustão espontânea toda hora fosse algo que eu não compreendia, não me era estranho o clima mudar do nada. Era algo bem comum no novo mundo, mesmo do pouco que viajei eu sabia.  – Estamos na Grand Line Astrid, coisas assim acontecem o tempo todo, fique atenta! – Dizia com um semblante totalmente sério e convicto, enquanto olhava para o nada quase me esquecendo das cordas. – Aé Caralho! – Corria em direção à elas procurando amarrá-las com bastante força, fazendo dois nós se necessário.

Ao ver que estávamos muito próximos do navio e parecia impossível não bater, minha primeira reação era me agarrar na parte mais próxima do navio, provavelmente no mastro em que amarrei as cordas ou algo assim. – Nós temos canhões?! – Indagava em meio à adrenalina, já me aprontando para o combate. – Se preparem para um possível conflito! Aldo, aos canhões! - A Grande Linha se mostrava perigosa antes mesmo de chegarmos nela, a Reverse Mountain havia sido impiedosa e eu teria que devolver na mesma moeda.

Portanto, iria olhar de um lado pro outro procurando os canhões do lado em que o navio desconhecido se mostrava. Se houvessem, soltaria o que estava me agarrando e correria até um deles para procurar a munição e recarregá-lo. Manteria sempre o meu equilíbrio pendendo meu peso para o lado contrário do qual eu estivesse caindo, flexionando minhas pernas também para me manter firme no chão.

Num primeiro momento, iria apenas recarregar, deixando para disparar apenas se eles realmente se mostrassem hostis. – DIGAM O QUE QUEREM TÃO PERTO DA GENTE AGORA DESGRAÇADOS, OU EU VOU TER O PRAZER DE AMASSAR A CARA DE CADA UM DE VOCÊS! – Gentileza não era o meu forte quando um infeliz batia contra o meu navio sem dizer o porquê. A todo o momento estaria atento para entrar em combate, colocando minhas manoplas então e me preparando de inicio para bloquear qualquer golpe com a palma da mão se surgisse algum. Sobretudo, estaria de olho em Astrid, não iria permitir que ninguém hostil chegasse perto dela sem antes levar um socão na cara. - PAI DELA AQUI SEU MERDA! -











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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptySex 30 Nov 2018, 01:59

A confusão estava instaurada naquela embarcação. Dante acabava por se fazer de Linda na frente do velhote viciado, e acabou dando certo. A conversa seguiu de um modo extremamente estranho, com o idoso quase tocando fogo em si mesmo. Tive que deixar tudo isso de lado quando fui alertado pela garota insuportável sobre uma névoa que poderia nos fazer naufragar. - Que seja… - Então subi no mastro principal para tentar ver algo com a minha boa visão e tentar ficar longe de toda aquela loucura, mas o que vi ali me deixou preocupado.

Um grande navio estava quase se chocando contra o nosso, de uma forma provavelmente inevitável. Uma embarcação completamente negra, com suas velas rasgadas dando um aspecto sinistro notável. Talvez aqueles tripulantes não tenham a intenção de nos acertar, e estejam perdidos na névoa repentina assim como nós. Huh… É pagar pra ver. - Vamos ver o que tem pra nós. - Disse em voz baixa para mim mesmo, observando o navio enquanto os outros membros tentavam evitar a colisão. Saquei a minha espada e segurei firme para me preparar para o impacto. Seria aquele um navio pirata? Talvez a resposta fosse óbvia. Tentaria ver do meu ponto de vantagem, algum tripulante ou bandeira hasteada, qualquer detalhe que pudesse me dar informações dos possíveis novos “amigos”.

Se após o impacto eu ainda estiver vivo, saltaria para o convés o mais rápido possível e me prepararia para uma possível luta. Ficaria atento para a amurada do navio inimigo, pois de lá poderiam vir os maiores perigos. Será que usaram a névoa para se aproximar furtivamente? Se alguém tentasse contato, responderia. - Não sei quem são vocês, mas alguém vai ter que pagar o meu prejuízo! - Então aguardaria qualquer resposta. Se forem realmente piratas, a situação vai complicar com toda certeza. E dependendo de suas forças, principalmente a julgar pelo seu navio imponente… Seremos saqueados, na melhor das hipóteses.

Caso o embate se encaminhasse para uma batalha naval, correria até algum canhão (se houver) e o carregaria. Em seguida, usaria do meu isqueiro para acender o pavio, mirando o navio inimigo. - MORRAM FILHOS DAS PUTAS! MORRAM! - Eu sempre quis falar isso. Gritaria com todo o ar do meu pulmão podre, enquanto faria aquela arma cuspir bolas de metal.

Em uma possível luta no convés, usaria de minhas habilidades com a espada para ceifar a vida de alguns, sem me importar com meus companheiros viajantes. Tenho certeza que todos conseguem se cuidar direitinho. Da minha parte, usaria de cortes na diagonal mirando o peito dos invasores, isso apenas se estes se mostrassem hostis. Tentaria ficar por perto da Rosy, para que a mesma cobrisse minha retaguarda, enquanto eu faço o mesmo com ela. - Se morrermos aqui, saiba que eu te odeio de toda a minha alma, e espero que queime no colo do capeta que tanto adorou todos esses anos. - Diria para a sedutora criança incorrigível.

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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptySex 30 Nov 2018, 15:47




3 de 11 Posts Navegando

O clímax parecia ter chego mais cedo, em tão pouco tempo a morte batera à porta dos aventureiros que pouco podiam prover do descanso, Astrid, a que manejava o barco, inclinou o corpo sobre o próprio peso para rodar o timão na direção oposta, as velas mal conseguiam aguentar o impacto repentino das correntes frias batendo na direção oposta, tudo parecia coibir contra a tentativa do grupo de não bater no outro navio. Então o impacto parecia ser mais danoso a Aldo, que diferente dos outros, estava a uma altitude considerável e na possibilidade de cair de lá poderia lhe render alguns ossos quebrados.

-Ai vem ele! - Gritou Astrid para avisar a todos enquanto ela se atirava para o lado largando o leme, uma vez que já não conseguiria mais virá-lo e nem escapar da colisão, rumando em direção ao mastro para se segurar e proteger-se do impacto, junto a isso, outros também o fizeram, o velho se segurou no mastro, já Rosy, sem muito espaço para abraçar a estrutura que já estava sendo utilizada de apoio por Edmund, não teve outra escolha se não se segurar no revolucionário, envolvendo-o com seus pequenos braços brancos na altura da cintura, a distância entre os dois se diminuía e logo ela já estava colada em seu corpo. -Canhões? Tem um na proa e dois nas laterais, mas acho que não vamos ter bala! Talvez você possa utilizar uma das minhas bombas de pum! - Indagou o com a pergunta de Edmund sobre os canhões, e de fato lá estavam, três eram eles em muito bom estado, pareciam até mesmo nunca terem sido utilizados antes, talvez por conta disso não tivessem balas à disposição, quem sabe até mesmo o barco não tivesse sido comprado com esse intuito, por mais estranho que possa parecer.

E quando parecia ser o momento do impacto, onde ambas o choque psicológico já estava preparando todos para o susto, parecia demorar mais do que o comum, um, dois, três segundos e nada, passou-se um tempo e nenhum estremecer, o navio negro parecia aos poucos engolir a amurada da canhoneira, como um mar a se abrir, a embarcação de Aldo aos poucos começava a ser tomada por uma estranha escuridão, o céu antes acinzentado ficava negro a medida em que entravam no casco do outro navio. - Que merda está acontecendo? Por que nosso navio está entrando no casco do outro? - Astrid era a primeira, mas não a única, a questionar o estranho evento que estava por acontecer com o grupo, talvez um evento sobrenatural, era sem explicação, mas quando já estavam totalmente imersos dentro do navio outras vozes pareciam sussurrar para os aventureiros.


-HIHIHAHAHAHAHAHAH! - Podiam ouvir vindo de todos os cantos, uma risada profunda e estridente, como o aço gélido que fere e mata, a brisa pouca agora mais fria, como o toque profundo da neve, as correntes dessa brisa não tinham nenhuma lógica ou direção, elas iam e vinham passando ao pé da orelha de Aldo e Edmund, algumas passavam em suas costas arrepiando os pelos e só tornando a situação cada vez mais macabra. Os ventos paravam de soprar a vela, cada segundo parecia aumentar dentro daquele local, e aos poucos uma voz distante se apresentava, como se estivesse cantarolando ao passo que batidas pesadas eram dadas em tambores, os dois ouviam sussurros desconexos, sem nenhum significado aparente, em uma língua incompreensível e, talvez, muito antiga. Todos no convés eram surpreendidos com o som de algo se chocando no convés, o baque pesado lembrando a queda de um corpo, pois de fato era, Aldo que havia se desprendido do mastro pouco tempo antes do navio mergulhar completamente na escuridão, caia ao lado de Edmund, Rosy e o Velho sem nenhuma perspectiva ou noção de quão perto estaria o convés, desse modo, sentiu seu corpo chocar-se contra as madeiras gélidas.

-Aaah! Um fantasma! - Gritava aquele químico enquanto se abraçava mais forte no mastro, já Rosy tinha uma abordagem mais saliente da situação. - Um corpo? Será que eu posso brincar com ele? - E Astrid que parecia ser a mais sensata afinal. - O que foi isso? Ei! Será que não foi o fumante caindo do mastro? Acho que alguma coisa bateu nele! -

Ao passo que a embarcação se aprofundava mais e mais no casco, outros sons isolados eram ouvidos, o ranger da madeira, o bater de martelos em aço, o tinir de correntes; que vinham acompanhados do cheiro podre de corpos em decomposição. - Péssima hora para soltar outra dessas bombas de pum heim! - Dizia Astrid ao ser invadida pelo odor que imaginava ser fonte de outras daquelas bombas bizarras do químico- Mas eu não soltei nada, isso está vindo depois que entramos nesse barco, não consigo ver absolutamente coisa alguma! - Dizia o senhor com a voz fraca, um tanto assustado por sua visão estar completamente nula, o que não era muito diferente dos demais, uma vez que nenhum outro podia ver nada mais do que a profunda escuridão.

-Eu também não consigo ver nada! Que droga de navio é esse? Eu disse que não era normal pai! - Rosy não falava uma palavra sequer, mas sentindo já estar segura para se soltar de Edmund, ela aos poucos desprendia os braços da cintura do homem, vez ou outra tateando seu corpo por precaução de não cair desestabilizada. - Sinto… Cheiro de morte, há gente morta por aqui? Eu adoraria brincar com eles, mas não consigo ver nada - Nada mais acontecia no tempo em que ficavam dentro do casco, aos poucos a canhoneira parecia sair de dentro e ser novamente banhada pela luz acinzentada do céu.

Uma vez fora, a luz ao chocar com os olhos do grupo iria forçar todos a fecharem-no, uma vez que os olhos estariam sensíveis a luminosidade repentina depois de um bom tempo na escuridão. Astrid era a primeira a se recompor, tomando o leme às mãos e o girando para a direção oposta ao navio negro, aproveitando agora que o vento parecia estar outra vez a favor das velas. - Isso foi realmente estranho e macabro, soltar as velas! Vamos sair daqui o mais rápido possível! - Bradava enquanto ajustava o percurso do navio e dava outra olhada para o Log Pose para ver se haviam saído muito da rota.

Caso Edmund, após soltar as velas, tentasse ir para algum canhão com o intuito de dispará-lo contra o navio negro, aquele velho químico iria retirar de sua bolsa um punhado de frascos amarronzados, outros mais esverdeados, ao todo uma dezena de frascos, dando-lhes ao revolucionário para que pudesse carregar o canhão. - Podem não ser grande coisa, mas essas bombas de pum podem ser facilmente incendiadas, só precisamos atirar com os canhões e depois atear fogo neles com alguma pistola - Mas quem haveria de ter uma pistola naquele lugar? Mesmo assim, os disparos efetuados seriam de completa inutilidade, assim que os fizesse, Edmund perceberia que os frascos nem ao menos pareciam se chocar contra o navio, apenas mergulhavam em seu convés profundo e enegrecido antes de desaparecer para sempre.

-Aquela coisa parece não ser capaz de entrar com contato com nada! Mas então como navega sobre o mar? Pior! Está nos seguindo! - Iria ponderar Astrid para que todos pudessem ouvir, até mesmo Aldo, que estaria estirado no chão após saltar do mastro. - Ah! Então o corpo que caiu era do Boris, santo deus, você quase me matou do coração! Mesmo naquela situação tensa você continua tentando me pregar peças né seu desgraçado?! - Disse aquele velhote implicando com Aldo assim que se deu conta e ligou os fatos, recordando-se do baque que ouviram momentos antes. Enquanto a canhoneira continuava a avançar pelo oceano, ainda podiam ver ao encalço aquela outra embarcação, navegando de forma rápida e ligeira, como se estivesse perseguindo o grupo.

Velho:
 
Navio:
 


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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptyDom 02 Dez 2018, 12:44

O navio nos atingiu mas nada aconteceu, não houve impacto e nem destruição. Atingi o convés totalmente desconsertado, tendo que resistir à dor e ouvindo sussurros dos fantasmas tripulantes daquela coisa me arrepiando até a espinha. Quando tudo passou, o velhote cheiradasso me chamou de Boris outra vez, fazendo gracejos. - Cala a boca velho doido! - Aquele navio de alguma forma nos atravessou. Chegou silencioso na névoa, e quando poderia ter nos destruído passou por dentro de nós. Não consegui enxergar nada mesmo com a minha boa visão na penumbra. Seriam realmente fantasmas?

Mas os desgraçados não desistiram e como num passe de mágica manobraram seu grande navio e iniciaram uma perseguição em nossa direção outra vez. Como aquilo foi possível? As coisas estava realmente ficando loucas a cada passo dado dentro da Grande Linha. As questões que ficaram foram: Por que não nos atacaram quando passaram por nós? Será que estavam perdidos na névoa? Na verdade, a névoa foi bem conveniente para eles em uma aproximação silenciosa. Seja como for, aquela coisa deve precisar de bastante gente para ser manobrada tão rapidamente, o que pode significar um bando numeroso. Temos um navio menor e apenas quatro pessoas que podem lutar, sem contar o velho senil. Mas o que eles querem? Nos saquear? O que de interessante uma canhoneira simples com uma tripulação de cinco pessoas poderia oferecer a ponto de fazer um navio tão grande mudar o curso? A resposta é… Nada. Não temos nada a oferecer.

Minha intuição me diz que eles reconheceram o navio ou alguém que está nele, e agora precisam nos alcançar. Se eles forem inimigos, vão nos atacar à distância daqui a pouco. Se forem amigos ou estiverem aqui para cobrar algo, vão nos atacar assim que souberem o que fizemos às gêmeas. De toda forma, precisamos sair daqui e nos distanciar sem sair do curso. - Eu faço isso! - Diria à Astrid, me pondo a soltar as velas indicadas e auxiliar a manobra.

Se nos atacassem usando canhões, gritaria ordens ao Dante. - DANTE! CONTRA-ATAQUE!!!! - Se ele se recusasse, eu certamente ficaria muito puto. Me dirigiria ao mesmo e olhando em seus olhos, ergueria meu dedo indicador apontando para seu rosto, com a expressão totalmente séria. - Não ajuda com o navio e nem a disparar nos filhos da puta… Pode me lembrar o que tá fazendo aqui mesmo? - Seria melhor amarrar uma corrente nos pés dele e usar como âncora. Então eu mesmo me dirigiria ao canhão, e o recarregaria. Se o velhote oferecesse as bombas, eu colocaria parte delas no canhão e em seguida sacaria meu revólver. - É melhor dar certo… - Então dispararia o canhão tomando cuidado com seu recuo, mirando o navio que persegue nossa popa. Instantâneamente miraria meu revólver e atiraria na mesma direção da bomba, com o intuito de criar uma centelha para incendiar os desgraçados. A ideia ali seria criar um problema, para que pudéssemos ganhar distância em relação aos miseráveis.

Se desse certo, com toda certeza comemoraria. - HAHAHAHAHA! VOCÊS SE METERAM COM O LOBO BRANCO DE DAWN ISLAND!!! ESTOU DE VOLTA FILHOS DA PUTA!!! - Então ergueria minha espada, balançando-a no alto. Por fim, voltaria as minhas atenções ao Dante (se ele não tivesse feito nada para ajudar). - Que merda foi aquela???? Olha aqui palhaço, é melhor se mostrar mais útil da próxima vez, entendeu bem??? - Estava pronto para entrar em combate contra aquele cara a qualquer momento. Mais uma dessas e eu quebraria aqueles dentes irritantes. Agora não tinha certeza se poderia contar com aquele desgraçado em um momento de necessidade.

- Muito bem, quais foram os nossos danos? - Perguntaria agora mais calmo, esperando que alguém se pronunciasse sobre algo que eu não conseguisse ver. Analisaria o navio com calma, mas não que eu soubesse o que fazer. Se os danos fossem muito grandes a ponto de colocar nossa viagem em risco (aqui ouviria atentamente as informações de Astrid), precisaríamos de um carpinteiro para fazer os reparos. - Muito bem… Quem aí pode consertar o navio? - Se não houvesse alguém para fazer os reparos, e o naufrágio ou a deriva fosse a nossa única escolha, então uma decisão difícil precisaria ser tomada. - Não temos escolha então. Preparem-se… Seremos interceptados pelos inimigos. É isso ou morreremos à deriva. - Resta decidir se vai ser do modo fácil ou do modo extremamente difícil. Conhecendo bem a Rosy, vamos escolher a segunda opção querendo ou não. - Não posso lutar sozinho, então escolham como vai ser. Nos entregaremos sem lutar, aguentando todas as retaliações por conta de nosso contra-ataque... Ou lutaremos e tomaremos um navio fantasma, se houver como. A escolha é de vocês. - Uma escolha difícil, mas ambas certamente terminariam em dor e morte.

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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptySeg 03 Dez 2018, 00:48

Touch the Untouchable, break the unbreakable !


Eu não sabia o que pensar sobre tudo aquilo. Minha razão já tinha ido pro caralho quando me segurava no mastro e nenhuma colisão acontecia, e ainda por cima, agarrado em mim estava uma anja. Uma que deveria ter em torno de 13 ou 12 anos. Não é algo muito confortável a se pensar... – Er... Amiga... Eu senti que você acabou dando um passo a mais na nossa relação... – Já soltava o mastro ao perceber que não haveria impacto algum, retirando também os braços da anja psicopata com as minhas mãos – Tira essa mãozinha boba daqui, você está me sufocando nessa relação abusiva, acho que deveríamos ir com mais calma. – Minha atenção envergonhada se desviou repentinamente olhando para a direção em que eu ouvia um grande estrondo, algo semelhante a um corpo caindo no navio. Alerta apenas por instinto, meu intelecto ignorava completamente aquele cenário, parecia ser só algum tipo de pegadinha dos deuses para mim. – Isso aqui não tem graça ok. Esse corpo caindo é algum tipo de zombaria relembrando a bosta que eu fiz na Reverse? – Minha voz ecoaria por toda a canhoneira em um tom misto de raiva e seriedade pura, porque era realmente o que eu sentia. – Agora você Hela? Achei que Surtur fosse o único deus a realizar pegadinhas comigo. Nada sensato da sua parte. – Cruzava meus braços e olhava de um lado para o outro encarando todo aquele momento com uma única emoção, e essa com certeza não era medo. Era desprezo.

Escuridão e alguns malucos sussurrando no meu ouvido, quanta ousadia, eu nunca dei toda essa intimidade para esses fantasmas de quinta. Só pode ser coisa da Hela agora, aquela gótica medíocre. Mas afinal, o que eles querem? Me dar uma mensagem? Um presente? Só os deuses sabem, literalmente, só pode ser coisa deles, mas não apostem suas bundas que eu vou ficar intimidado com isso. Não mesmo.

A luz voltou a nos dar atenção depois de um tempo, mas isso não bastaria para mim. Eu havia concluído, ao observar aquilo, que realmente se tratava de um presente. Como pude ser tão ignorante!? Um navio gigante e negro, que fica intangível, é perfeito! – Como assim sair? Eu me recuso a sair daqui sem esse chuchuzinho dos mares, caralho! -Descruzei meus braços e abri um sorriso entre meus punhos que se levantavam fechados na altura do meu rosto, estava pronto para tentar tomar aquela coisa com tamanha convicção que eu jamais tive depois que cheguei no farol todo fudido. Nada poderia me impedir de ter o que eu queria agora, nem mesmo meus companheiros, o presente dos deuses seria recebido de braços abertos. – EU RECEBO HELA, DÊ-ME O SEU PRESENTE! – Literalmente, de braços(longos) abertos.

Encarando aquela escuridão, não teria foco ou concentração para mais nada que não fosse à espera de uma mensagem da Deusa dos mortos. Estaria ali por vários minutos, na mesma posição... Esperando uma mensagem, com dificuldade para ficar imóvel daquele jeito, tremendo e talvez até ouvindo grilos em tamanho silêncio sem resposta, e em meio à minha distração, meus próprios companheiros se aproveitavam para me apunhalar pelas costas... – NÃO, ALDO, QUE QUE VOCÊ FEZ?! NÓS DEVERIAMOS ESPERAR LÁ! – Minha indignação era tamanha, gostaria de bater na cara daquele espadachim agora mesmo... Mas eu compreendia o medo deles. Não estavam prontos para receber algo tão grandioso como eu estava. Como poderiam? Mesmo para alguém que fora imperador, era difícil lidar com essas coisas. Para plebes como eles... Eu entendo. Encarava o chão melancólico aceitando os defeitos dos meus companheiros, era triste, mas eu deveria aceitar... – Compreendo seu medo. Haverá outras oportunidades, marquem minhas palavras. – Um sorriso esperançoso surgia em meio àquela tristeza, eu sempre soube que os deuses nunca me abandonariam.

- DANTE! CONTRA-ATAQUE!!!! – Era o que eu ouviria se de fato nos atacasse, mas isso de nada importava para mim. Uma canhoneira e um navio grande e gostoso como aquele, eu não poderia danificá-lo de forma alguma, mesmo que eu quisesse. Seria um pecado, uma afronta contra a deusa Hela. Eu apenas ignoraria a atitude herética e ingênua do meu companheiro, ele não compreendia a profundidade daquele momento, e o que os deuses queriam nos proporcionar. – Não, com pesar devo-te dizer que não irei ferir as estruturas de uma obra de arte como aquela. – Cruzava meus braços novamente e fechava meus olhos balançando a cabeça em um gesto de desapontamento. Reclamações e mais reclamações, eu ignoraria tudo o que Aldo ou quem quer que fosse faria agora, era compreensível que não entendessem o que os deuses queriam, e eu não poderia interferir nas escolhas deles nem em seus pensamentos. Seria Antinatural, todos deveriam evoluir no seu próprio tempo, e eu torcia do fundo do meu coração para que eles conseguissem me entender no fim daquilo.

Agora, se nossa situação mudasse, e de fato houvesse a mudança na escolha de meus companheiros, eu me alegraria, abriria meus olhos e junto deles um sorriso grandioso tal como meu orgulho. – AGORA SIM! – Abria minha palma esquerda e socava ela com a direita fortemente, avançando meu corpo com entusiasmo – AGORA ESTAMOS CONVERSANDO! VAMOS ESMAGAR AQUELES INFELIZES DESGRAÇADOS E ARRANCAR AQUELAS BUNDAS HECTOPLASMÁTICAS DO MEU NAVIO! – O que mais poderia ser dito? Iríamos dominar um navio grande e sobrenatural, digno de ser meu.












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MensagemAssunto: Re: Cães de Guerra   Cães de Guerra - Página 4 EmptySeg 03 Dez 2018, 22:26




4 de 11 Posts Navegando

Até mesmo a fuga parecia impossível para o bando, a grande embarcação negra não exibia uma premeditação de alterar o curso atual , ele continuava aos poucos a se afastar no horizonte, mas sem não antes apresentar outro grande desafio para o grupo, de pouca distância se faziam ambas embarcações quando ainda aqueles dentro da canhoneira puderam ouvir os sons do aço, até mesmo antes de saírem da escuridão, pouco sabia o grupo de que na verdade eram sons dos canhões sendo carregados, das balas pesadas escorregando lentamente pelo cano de disparo.

E não demora para que o desenrolar das ações aconteçam, Edmund que estava a adorar a deusa Hela pelo “presente” sem um motivo em específico, o tempo perdido pelo grande adorador era reposto por Aldo que corria para içar novamente as velas que tanto abriam e fechavam naquela tarde, Astrid que ainda conduzia a canhoneira, olhando para trás tentando captar alguma nova do Navio, quer fossem perigos ou para ver se eles se afastaram sem muitas novas surpresas. Rosy parecia ser a única que estava menos contente com a fuga do bando, mas de certa forma ela arranjava outra forma de diversão momentânea após perceber o desconforto do revolucionário ao tocá-lo. O velho cientista observava a tudo de longe, parecia mascar algumas castanhas e dar milhas de alguns pedaços que esmagava entre os dedos para o Pombo repousado em seu ombro.

Ninguém parecia querer fazer um movimento tão brusco, a tensão planava no local, ainda se tinha uma ambientação de alarme quanto ao que acontecia em seguida, já não demora muito para que enfim viesse a tona o que todos pareciam temer, se tinha certo pressentimento negativo, era uma sensação coletiva, ou pelo menos grande parte já esperava pelo uso dos canhões do navio negro, afinal, se tivessem provocado a colisão de modo proposital e a considerar o eventos macabros passados dentro do casco o que não faltavam eram motivos para acreditarem no posicionamento agressivo.

Edmund estava lá, de joelhos na popa da embarcação fitando com desejo aquele magnífico navio negro, Astrid começava a sentir um frio inexplicável na espinha, diferente do pai ela não via aquilo como um presente, era mais como uma maldição. - Pai… eu acho que… - Estava prestes a falar sobre sua relutância e pressentimentos, mas o disparo repentino a assustou de modo que da sua calma fala formou-se um estridente brado, o susto e o medo não eram por acaso, todos puderam ouvir aquele som ecoar, era de se observar ao longe a bola negra se aproximando. - SAI DAÍ! - Foi tudo o que ele pôde gritar, não conseguiria chegar a tempo de salvar Edmund, nem mesmo ele teria tempo o bastante para sair dali sem ser atingido pelo disparo.-Pelas barbas de Merlin! A garota vai virar chili! - Podia se ouvir aquele velho louco falando ao fundo, mas para a surpresa de todos, nada além de um repentino susto. Por outro lado, quem mais pudera sentir o toque gélido da morte fora Edmund, quando a frente de seus olhos passou aquela bola negra, ela atravessou seu rosto desafiando sua sanidade e crença, seu psicológico forçando o corpo a travar, como quando se espera receber um forte impacto, mas na verdade ele não acontece, o corpo permanece rígido em um estado natural de choque.

Com o término da terrível sensação de ter uma bala de canhão atravessando o rosto, pode sentir o que seria um forte puxão, o bastante para levantá-lo do solo por alguns segundos até ser capaz de tocá-los com os pés outra vez, cambaleou para trás e deu algumas passadas antes de se estabilizar com a ajuda de Rosy ao suspender-lhe pelo tronco.-Seu idiota! Tá querendo morrer?! Rosy, vigia esse dai pra mim por favor? Ele acabou de sair de um tratamento, provavelmente já está querendo entrar em outro! - Pela primeira vez em muito tempo ela parecia estar verdadeiramente séria, além da raiva expressa em seu olhar, podia se notar uma preocupação e até mesmo um grande pavor, a face de como quem estava prestes a ver o próprio pai ser morto bem na frente de seus olhos. Rosy por outro lado via uma situação que pudesse tirar proveito - Cuidar desse aqui? - Ela parecia surpresa, dava um sorriso malicioso passando a língua pelo lábio inferior, respondia olhando para Edmund - Claro! Vou cuidar muito bem dele hihihihi! - Dizia abraçando-o antes de ajudá-lo a se levantar, parecendo saber como isso provocaria grande desconforto no homem.

A se deixar pelo clima mais ameno, outros não podia desfrutar da mesma condição, outras balas negras voavam em direção a canhoneira, o velho que até então estava quieto passou a correr pelo convés com sua meia barba repleta de migalhas ao movimentação daquele que acreditava ser Boris, disposto a utilizar por si mesmo os canhões, no intuito de ajudá-lo então seguiu, dividiu os frascos, ajudando também a carregar o canhão, não demora muito para o pavio ser aceso e o disparo efetuado, alguns frascos voam na direção apontada por Aldo, estranhamente alguns cacos de vidro pareciam voar avulso, possivelmente alguns tivessem sido quebrados no momento do lançamento, por conta disso, um rastro de gás se forma até o navio negro, não exigindo muito da pontaria do caçador para incendiar o gás.

A bala passava por aquela cortina esverdeada, em instantes as chamas começavam a cobrir o local, espontaneamente ela se abre à frente do velho e do caçador quase que instantaneamente obrigando os dois a se atirarem no chão para não serem atingidos pelas chamas, estas por sua vez vagam até o casco do alvo, não demora muito para que o rastro de chamas se abra nos céus e encontre fim nos poucos frascos que ainda estavam voando inteiros, a enorme concentração daquela substância em um único ponto provoca uma explosão mediana, estranhamente a inflamação daquele gás resultava na emissão da densa e fedida fumaça verde-amarronzada no lugar de onde estava o navio negro.

Astrid tinha o leme em mãos e agora conduzia a canhoneira para de volta ao traçado, estranhamente a névoa não parecia diminuir conforme se distanciavam, na medida em que a fumaça resultante da explosão se dissipa, nada além da névoa cobria o local. - Parece que funcionou! Considerando a enorme quantidade de fumaça que eu inalei hoje, não me surpreenderia se eu desenvolvesse algum problema respiratório… - Agora com a aparente destruição do estranho navio, Aldo parecia comemorar.-A canhoneira não possui danos aparentes, está navegando tudo certo, acho que agora podemos nos descansar, eu acho… - Com o sucesso da fuga e ataque ao navio inimigo, outras interações entre os membros poderiam acontecer. Rosy estaria vez ou outra observando Edmund, claramente tentando seduzir ou envergonhá-lo durante esses momentos, se olhasse para ela, a veria ajustando a meia cinta liga, exibindo para ele - e muito bem - tudo por baixo da saia.

A situação parecia normalizada, embora ainda a névoa estivesse lá, cada vez mais densa, ao ponto de impedir a visão de mais do que cinco metros a frente dos olhos, para alguns poderia ser normal na Grand Line a incrível variação de clima e condição ambiental, mas para alguns mais desconfiados, aquilo não indicava o fim da fuga. - Droga, esses desgraçados estão aqui de novo, como eles chegaram aqui tão rápido?! - E não mentia, a garota era a primeira a perceber o navio negro que, novamente, crescia do lado da canhoneira, só que agora ambas navegavam em paralelo, na mesma direção, mas como poderia ela ter aparecido tão rápido? Eles haviam conseguido despistá-lo há algum tempo não é? Quanto tempo havia se passado desde que eles conseguiram fugir? Eram questões pertinentes que poderiam surgir na mente de alguns. O químico, percebendo se tratar de uma situação delicada, decide por fim intervir com uma cartada inusitada e, até mesmo, surpreendente.

-Chefe?! - Dizia ele após colocar a mão no bolso e retirar um Den Den Mushi personalizado, era um caracol de cor amarelada, possuía um longo cabelo loiro, sobrancelha enrolada, uma quantidade considerável de barba - também loira - ao redor do maxilar, se é que caracóis possuem um, além de um característico cigarro na boca. Uma voz saia da boca articulada da criatura, não era muito fácil de distinguir as palavras, mas falava em um tom sério. - O que foi dessa vez Nefário? Espero que não tenha acontecido nada com a carga… - Realizando uma pausa, o grupo enfim sabia o nome daquele velho que, apesar da aparição misteriosa e ter pronunciado a importância da viagem, nunca buscaram saber exatamente quem era aquele homem estranho.- Não chefe! Ela está em perfeitas condições, mas estamos sendo perseguidos por um estranho navio negro! Acho que são saqueadores, eu estou em uma canhoneira sem nenhum armamento especial, poderia mandar um pessoal aqui pra fazer a escolta?! - Após a fala, um silêncio, o caracol não produzia nenhum ruído, era como se a pessoa do outro lado estivesse considerando o pedido. - Certo, estarei mandando o Wolf!-

Nefário:
 
Navio:
 
Den Den Mushi:
 


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