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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 III - Diante da Lei

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ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySex 31 Ago 2018 - 21:43

Relembrando a primeira mensagem :

III - Diante da Lei

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Karyo Shen. A qual não possui narrador definido.


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Kekzy
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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyDom 30 Set 2018 - 11:54


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Malditas armas de madeira! A estratégia defensiva não ocorreu muito bem, ainda que tivesse certeza de que Ulrich tinha sentido o impacto do próprio golpe. A espada não teve apoio o suficiente para aguentar o tranco, desestabilizando-me e me pondo em uma situação difícil contra o golpe de Thomas. Não consegui reagir a tempo, mas tão pouco ele. Sentia meu ombro adormecer, esse era o pesar dos armamentos de treino, as pancadas eram violentas e sempre deixavam a área formigando, insensível. Havia ido ao chão, também levando Thomas no processo. Claro que ele estava mais ferido. No entanto, era para ser apenas um treinamento, não podia deixar atos prejudiciais se prolongarem demais; afinal, ele ainda possuía outras duas etapas para realizar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No entanto... era como se algo me levasse adianta. Era preciso ver até onde eles podiam chegar. Quais eram os seus limites? Eram bons lutadores, já havia me convencido disso, mas desejava ver ainda mais. De alguma forma, havia-me tomado pelo calor da luta; meu coração pulsava mais rápido; minhas veias pulsavam contra a pele e conseguia ouvir o som da minha respiração. Quando ela ficou tão pesada? Há pouco tempo atrás me recordava de fazer frio. Pelos corredores do QG a sensação não era tão grave quanto do lado de fora, mas ainda assim fazia frio. Ali, no entanto, sentia uma chama crescer em mim. E neles.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Vamos! Façam o seu melhor! Ainda pretendo usar a minha foice hoje! - provocava, deixando claro que eles deveriam me forçar ainda mais. Não havia o "orgulho de um sargento". Não havia problemas em ser acertado. Muito pelo contrário, enchia-me de felicidade quando eles superavam as minhas expectativas. Era disso que precisávamos. Carecíamos de soldados promissores, pois as perdas haviam sido catastróficas contra Eisenberg, mesmo os ganhos sendo extraordinários. Era difícil mensurar tudo isso. Mais complicado ainda quando se tinha que comparar os resultados de vidas perdidas. Afastei os pensamentos da cabeça, pois ao meu redor os irmãos faziam uma ciranda. Era uma boa estratégia para perturbar o ritmo da luta e deixar o oponente confuso - mas não cairia no jogo deles. Queriam construir um ritmo?! Eu não seria um mentor se deixasse isso acontecer.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Aquela estranha dança acabava ali. Avançaria contra Thomas, o mais soturno deles. Se avançasse contra Ulrich, não duvidava que não conseguisse perceber o outro rapaz se aproximando, de tão esguio que era. Destarte, tomei o lado contrário. Havia recuado, abstendo-se daquele primeiro contato, mas não, não daria tão mole assim para ele. Era isso o que queriam. Brandiria a espada esquerda, traçando um arco em direção ao seu ombro; um golpe para doer, mas não para incapacitar. Logo, faria um jogo de pés, esperando que o golpe de Ulrich já estivesse em cima de mim. Efetuaria uma meia lua para o lado, a fim de deixar seu golpe acertar o vazio. Contra ele, era melhor desviar do que amparar o golpe. Até mesmo um Sargento como eu aprendia durante essas lutas.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Nesse momento estaria com as armas em dois lados opostos. Daria continuidade ao último movimento, trazendo comigo as duas espadas e logo as deixando uma ao lado da outra¹, visando o ombro/pescoço de Thomas em um golpe descendente. Iria feroz, esperando que ele pudesse bloquear o golpe, entrando numa disputa de poder a qual ele não ganharia. Todavia, caso notasse que ele não conseguiria bloquear, pararia o golpe repentinamente próximo a ele, encerrando ali a luta — BASTA! - falaria alto, pois no frenesi da luta a mente podia atordoar-se, respondendo tão somente ao instinto.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Havia visto Elena enquanto balançava as armas com os garotos. Não podia deixar o evento passar despercebido — Homens, reconheçam a Sargento Elena - faria uma vênia para a mulher, fintando os olhos bem conhecidos — Deseja juntar-se a nós, Elena? Ainda temos uma dupla para realizar o teste. Creio que sejam os irmãos mais velhos - olharia para os cinco, esperando algum acalento em minha observação — Como és uma genuína espadachim, creio que suas lições seriam ainda mais valorosas a esses últimos - diria, com respeito. Conhecendo Elena, era possível que ela aceitasse a demanda, uma vez que sempre gostava de ficar com o melhor; afinal, vinha de uma família nobre. Em contrapartida, dependendo do dia, ela sequer pensaria em suar as mãos.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Independente da resposta, viraria para Ulrich e Thomas — Alinhem-se - esperaria que o fizessem — Vocês são bons. Surpreenderam-me, pois possuem estratégia... Isso é positivo - lembrava como quase caía na enrascada deles —No entanto, lhes falta treino. Trabalho duro. Espero que, no futuro, estejam dispostos a dar suor e sangue para aprimorar suas habilidades. Vocês só aprenderão com bastante empenho, condicionando o corpo e a mente, acostumando os músculos a reagir durante os treinamentos - terminava a lição.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Esperava que Elena pudesse assumir a última das lutas, assim me daria algum descanso. O meu braço ainda encontrava-se formigando. — São pequenas joias que precisam ser lapidadas. Tenho certeza que, quando eu partir, eles serão os melhores sob o seu comando - eram palavras que ela gostava; sabia o quanto seria tentador. Afinal, não eram mentiras. Sentia que era verdade. O melhor sempre ficava para o final. William ainda precisava treinar muito, enquanto Ulrich e Thomas já estavam uns passos à frente. Marcus e Adam eram os mais sábios, não havia dúvida, não à toa quiseram observar as lutas até o final, como pensaria um bom lutador.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Assim, esperava me postar lado a lado com os soldados que assistiam a luta, chamando-os para perto dos outros irmãos, para iniciar uma integração — Assistam atentamente, homens, não é todo dia que se pode ver a Sargento Elena em ação - declarava. E era mesmo, eu mesmo estava ansioso para contemplar o espetáculo da sua esgrima.



¹ De forma ilustrativa, menciono a posição das duas espadas do Tora Gari, golpe do Zoro, as quais ficam uma ao lado da outra.

Citação :

Nome do Player: Karyo Shen
Nº de Posts: 05
Vantagens: Liderança; Adaptador; Voz Encantadora; Ambidestro.
Desvantagens Código da Honestidade; Código dos Heróis.
Perícias: Forja; Intimidação; Engenharia.
Ofício: N/A
EdC: Ceifador

Ganhos:
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NPC's: Willian Feurbach; Ulrich Feurbach; Marcus Feurbach; Thomas Feurbach; Adam Feurbach.
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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyTer 2 Out 2018 - 21:39



Selene

A ciranda de espadas cortava os ares no ritmo do constante bater das janelas, essas que permitiam entrada do vento gélido da manhã ao local da batalha, seus assovios se misturando com a torcida da platéia que ansiava pela vitória ou derrota daqueles que lutavam com garras e dentes ali. Sim, Thomas e Ulrich se movimentavam como leões encurralados, obrigados a expelir todo o seu potêncial em prol da tão próxima e  tão desejada etapa de suas vidas: o serviço pela justiça. Shen enxergava isso em seus olhos, a chama pela fama e glória estava ali, com algum espaço para o desejo de servir, mesmo que pouco. Era, afinal, fácil de ler novatos, exceto nos raros momentos em que a imprevisibilidade radiava nos mesmos nos momentos em que mais precisavam.

Aquele não fora um deles.

Thomas, ao ter seu espaço de defesa invadido por Shen, entregou-se ao pânico e desespero, o suor em suas mãos lhe fazendo escorregar pelo cabo da espada enquanto se esquecia de toda a sua técnica e disciplina. O inimigo avançava, e com ele, a possível reprovação —S-sai de pert —dizia, mas jamais terminou a sentença, substituída rapidamente por um suspiro de medo ao testemunhar a velocidade na qual a lâmina cheia de seriedade do sargento viajava, especialista como era com ela. Quando seu ombro sentiu o contato da mesma a sensação lhe veio sem a menor sutileza, enviando a dor pelo corpo do recruta a ponto de fazê-lo grunhir de sofrimento. Sorria, no entanto, ao perceber algo que o sargento logo se arrependeria de ter dado as costas, um sorriso que representava a satisfação de ver o homem que lhe punia receber aquela dor em dobro nas costas, pois Ulrich certamente vinha sobre si, pronto para o abate. Abate esse que nunca veio. Evitando o ataque surpresa, Karyo esquivou-se assim que a espada do outro caiu dos céus, tenebrosa, golpeando o solo com uma intensidade que enviou um baque para todos os quatro cantos do dojô. O terror e a falta de esperança nos olhos dos dois era tão clara quanto sua derrota —T-Thomas, cuid

Vem, PORRA! —rugiu o irmão esguio, cheio de uma coragem repentina ao perceber que seria derrotado. Cairia atirando, se assim fosse, causando uma última demonstração de potencial para aqueles que quiserem observar. As lâminas de Shen se aproximavam, mas ele faria um ataque em resposta, um tremendamente lento em comparação, mas faria. Trazendo a lâmina de baixo para cima, alvejaria atingir o estômago do sargento num "corte" surpresa, esse que nunca cedeu frutos —Huh? M-mas, a luta ainda não acabou! —havia acabado, e o olhar melancólico de Ulrich pareceu ser compartilhado pelo irmão logo depois. Haviam perdido, e o destino de Will na marinha selado juntamente com eles. Ou pelo menos assim pensavam, iludidos pelo sabor amargo da derrota, clima melancólico esse que não melhorou com a chegada da Sargento Elena e seu olhar sereno e calculista, como se buscasse entender o valor que aqueles derrotados possuíam.

Eles estavam todos alinhados, mas nenhum demonstrava a menor intenção de bater continência, fato esse que não passou despercebido pelos olhos penetrantes da sargento, que adentrava o dojô à passos firmes, o peso de sua presença sentido por todos —Já estão suados? Espero que não tenham se esquecido de como saudar um oficial, soldados —lhes lembrou Elena, sua voz cortante como a lâmina mais gélida. A surpresa nos olhos dos irmãos foi clara quando responderam "Não, senhora!" em união, suas vozes trêmulas pela falta de modos e etiqueta militar. Assim que a proposta de Shen lhe fora feita, no entanto, Elena deitou seu olhar pensativo no colega que claramente havia instigado seu desejo de luta, sua vontade diligente de cumprir o dever assim que o mesmo é proposto. Suspirou em resposta, segurando o sorriso —Vá se sentar, deixe eles comigo. Essa é a última vez que lavo as suas mãos, ouviu?

Antes do combate se iniciar, no entanto, Shen deu as palavras que a dupla mais necessitava no momento: o elogio. Sentiam-se pior que o lixo depois da derrota pelas mãos do sargento, e a esperança surgiu novamente na juventude de seus olhos assim que o rapaz alto disse que estariam sob o comando de Elena, após sua saída para a Grand Line —Não vamos te decepcionar, senhor! —respondeu Ulrich, seu orgulho ferido rapidamente curado pela gentileza e profissionalismo de Shen —Espero poder te cumprimentar como Capitão Ulrich, um dia! Soa bonito, não? Heh —risonho, percebeu sua insolência assim que a havia dito —E-E eu vou merecer o cargo, é c-claro!

Seu idiota. Perdoe o meu irmão, sargento, e agradecemos pela gentileza. Sua espada é mais rápida do que pensei, acho que precisamos de mais treino do que eu pensava, não? —Thomas parecia estar mais calmo, ao contrário de William que se perdia em lágrimas constantes e vergonhosas, felizardo como era no momento. Não era capaz de dizer nenhuma palavra, e apenas emitia soluços depois de soluços, suas bochechas meladas com o choro.

Prontos? —como um sussurro cheio de realeza, Elena os lembrou de que o teste ainda não havia sido concluído. Não era de conversas prolongadas ou de discursos emotivos, muito menos de provocações. Deixava que o oponente conhecesse sua faceta punitiva através de uma simples troca de olhares, e os dela estavam sempre frios, congelados na serenidade. Ao apanhar uma espada de madeira juntamente com as outras armas do mesmo material no canto do dojô, Selene se dirigiu ao centro do local com a arma em ambas as mãos, aguardando os azarados que teriam de passar por ela para que adentrassem na marinha.

Nunca o suficiente —respondeu Marcus, melancólico, brandindo sua espada com a canhota com uma empunhadura reversa, a lâmina posta para trás do braço. Sua serenidade parecia competir com a de Elena, assim como sua calmaria. Parecia não se importar com nada daquilo, ou talvez isso fosse pelo seu jeito rebaixado e cabisbaixo.

Suficiente o bastante, eu diria. Tenho bastante respeito por você, Sargenta! Todos nós ouvimos falar de como vocês lutaram por essas bandas, é realmente uma honra! —Adam era mais confiante, mesmo que não de modo cegante como William e os demais dos irmãos. Altruísta seria uma forma melhor de descrevê-lo, e seu sorriso radiante emitia o tipo de imagem que esculpia os mais valiosos marinheiros, bem como seu queixo erguido e ombros largos, esses que até mesmo criavam uma certa sensação de "segurança" para aqueles que o observavam pelas costas. Ele avançou primeiro, sua lâmina riscando o solo de madeira do dojô, e quando havia encurtado a distância entre si e Elena em apenas um metro, saltou. Saltou para ela, pronto para lhe derrubar com o mais pesado dos cortes, ou o menos gracioso dos chutes. De qualquer modo, Elena não estava para a defesa naquela manhã, pois sua suposta superioridade havia sido questionada pela agressividade do adversário, e aquilo não poderia ser tolerado. Em resposta, atacou, brandindo a madeira num arco diretamente visando o peito de Adam, que literalmente abraçou a oportunidade de receber um golpe da mulher, para surpresa da mesma, havia lançado sua espada para trás —Te peguei agora! Marcus! —ao ser atingido, o loiro havia abraçado com força e tenacidade a lâmina de Elena, bem como também seu braço, e trouxe ela para o chão com o peso de seu corpo. Se fosse uma espada de verdade, é claro, estaria morto, mas aquele não era o caso, e um guerreiro traça sua estratégia de acordo com as necessidades. Marcus veio logo atrás, apanhando a espada que seu irmão lhe havia atirado durante o trajeto para que, agora com uma empunhadura dupla, pudesse atacar Elena que estava completamente submetida no solo, sua derrota tão eminente quanto a primeira vitória dos irmãos naquele dojô.

Selene, no entanto, provou-se mais resistente e cheia de força do que Adam julgou possível naquelas situações, lhe aplicando diversos socos no rosto e, com tenacidade, lançando o loiro na direção do irmão com um chute aplicado diretamente no estômago. O loiro havia sido violentamente ferido pelo ataque de antes, de modo que não possuía forças após sua aposta para se defender dos golpes da mulher, mesmo que a mesma não fosse especialista num combate corporal como aquele. Foi, no entanto, a sensação de vitória mais próxima que os irmãos sentiram naquela manhã, e também a última. Novamente armada e com um irmão fora de jogo, Elene facilmente aparou quaisquer tentativas de ataques que Marcus lhe atirou, nem mesmo a tão testada "força da juventude" lhe servindo como arma visto que lutava com uma oficial incrivelmente jovem também. Ao fim do confronto, estavam ambos desarmados, mesmo que relativamente intocados pela espada da adversária que, satisfeita, acolheu todas as armas derrubadas como um pequeno serviço doméstico, seu olhar antes gélido como uma geleira sem fim agora se contentando como apenas uma brisa refrescante. Havia sido impressionada.

Vocês dois tem futuro por aqui, portanto venham comigo. Estamos precisando de gente nova nas vassouras lá fora. Shen, Wonderful Land... está fora do nosso controle, pelo que sei —estava falando demais do que lhe era normal, e até mesmo ela acabou por perceber aquilo, se apressando para encurtar as palavras para que não quebrasse seu metódico vocabulário —...como futuro almirante, sabe muito bem o que fazer por lá. Jogue a coleira neles, em todos —e com aquilo, partiu, a "preocupação" que tinha com o amigo esclarecida em seu jeito simples e direto, como ele bem sabia. Certamente haviam coisas que ainda precisavam ser ditas entre os dois, mas com sorte, Shen a reencontraria no futuro, em seu navio ou funeral.

S-senhor, se puder dar as últimas palavras para eles? Seu barco já deve estar preparado a essa hora, se tiver interesse em conhecer a tripulação. Esses aqui já vão direto para o trabalho, se assim decidir —dizia o soldado assistente com a prancheta. Mesmo que feridos, os irmãos lutaram para se colocarem de pé, formando uma fileira em frente à Shen no centro do dojô. Aguardavam instruções, mesmo que seja de retornar para casa.

Hist;:
 

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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyTer 2 Out 2018 - 22:59


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Thomas e Ulrich com certeza eram cheios de motivação. E não só isso, a ambição também queimava em seus âmagos. Era disso que a marinha precisava, sangue novo, vibrante e pronto para servir à justiça. Dada as nossas recentes perdas, urgiamos por novos soldados aptos e qualificados para exercer a função. Se promissores, melhor ainda, pois eram as maiores patentes que precisavam ser renovadas.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A nossa luta havia terminado subitamente. Eu sabia. Sabia que eles tinham ficado com um gostinho de querer mais. Sabia que não havia sido o suficiente para eles. Mas eu já havia passado lições valiosas. Bastava que eles aprendessem com aquilo. Não me cabia dizer com clareza o que era; afinal, fazia parte do processo aprender a pensar por contra própria e aprimorar-se a cada combate. Com esse resquício de vontade que havia deixado neles, esperava que um dia eles me buscassem. Nossa história não tinha acabado. Estava apenas começando — Receberei-os com prazer. Vocês têm futuro. Mas não ficarei parado até lá. Se quiserem me acompanhar, se apressem em ficar mais fortes. O caminho de vocês sequer começou, corram atrás do prejuízo com todas as suas forças - dizia-lhes. Não havia se passado tanto tempo desde que subi à patente de Sargento, mas já me acostumava com as frases motivacionais e coisas do tipo. Faziam parte do trabalho.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Considerava que a luta havia sido boa. Mas a melhor parte do dia ainda estava para acontecer. E a estrela principal era Elena Selene. Até mesmo eu estava concentrado. Havia muito a se aprender com a minha mestra. Tive que conter o sorriso que brotava no meu rosto quando notei que havia sido bem sucedido em minha tentativa de inserir Elena naquele teste de admissão. Quanto mais os recrutas pudessem aprender, melhor. Me via como espectador, junto aos três irmãos, momento esse que me permitiu conhecer um pouco mais deles. Nesses momentos que um pouco mais sobre os homens é revelado. Podia ver que eram boas pessoas. Não tinha duvidas que possuíamos lugar para eles.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Meus olhos acompanhavam a luta com afinco; chegava até mesmo a reduzir conscientemente a quantidade de vezes em que piscava, para não perder nenhum detalhe. Não só Elena, mas também estava interessado na performance dos últimos dois irmãos, Adam e Marcus. Pareciam melhores e mais preparados para a vida do que os outros três. Estava pronto para assitir um espetáculo, mas nos primeiros momentos minhas expectativas foram frustradas. Encontrava-me pronto para falar que agarrar era uma trapaça, mas me detive, em razão da minha posição e por saber que em uma luta de verdade devemos nos adequar à situação. Nesse ponto de vista, toda estratégia de combate era válida.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Continuei a acompanhar a luta. Elena encontrava-se no chão. Não estava olhando para a reação dos irmãos, mas podia imaginar que seria um misto de ânimo e espanto. Ah, eu sabia que não duraria muito tempo. Confiava cegamente na mulher. Suas habilidades eram superiores às minhas, só estando abaixo das do Capitão Eric. Dito e feito. Em questão de segundos a espadachim se recuperou, derrotando os dois irmãos. Mais do que uma simples derrota, havia os desarmado, uma grande ofensa às habilidades de um espadachim. Era, de fato, uma lutadora superior. "Bem, eles conseguiram tirar Elena de seu conforto, de seu estilo refinado, da esgrima nobre..." - ponderava. Olhando sob esse viés, os dois haviam ido muito bem. Em nossos treinos, poucas foram as vezes em que conseguia fazer Selene abandonar os seus requintes.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Logo que a primeira parte do teste acabava, Elena me informava sobre a situação em The Wonderful Land. Era como eu havia suspeitado. Do contrário, não estaria sendo enviado para lá com tamanha urgência. Não obstante, me era informado que a embarcação já estava prontoa. Um dilema. De um lado, havia a ordem e o dever de cumprir a incubência que o Capitão Eric havia me passado; de outro, a urgência de chegar à Wonderful Land, na Grand Line. Respirei fundo, refletindo sobre — Partirei em breve, tenho algumas pendências para cumprir aqui. Há mais alguma informação que eu precise saber? - me comunicava.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Havia escolhido ficar mais um pouco. Precisava terminar aquele teste de admissão. Queria terminá-los junto aos garotos e a marinheira. Seria a minha despedida. Nunca era fácil deixar para trás uma casa. Mas o dever clamava meu nome. O meu lugar era sob a égide da justiça. E, onde quer que eu fosse necessário, estaria lá — Irei participar. Precisamos terminar o teste. Será a minha despedida, antes de partir - diria para a Sargento, dando ênfase no precisamos, no plural. Nunca havia feito uma exigência para ela. Ela bem me conhecia. Partilhamos o sangue na batalha, o suor dos treinos e a responsabilidade da posição.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Essa era a minha primeira reivindicação desde que jurei a espada a ela. A primeira e última. E não daria para trás.


Citação :

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Perícias: Forja; Intimidação; Engenharia.
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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySab 6 Out 2018 - 21:05



Undying Name

A s palavras de Shen, mesmo que simples para ele, soaram de modo trovejante e inspirador para os espíritos daqueles que, com sorte, um dia viriam a se tornar um dos pilares que seguravam a paz entre as nações, lâminas a serem empunhadas pelo governo com os fins de purgar desse mundo a desordem dos criminosos que o infestam como futuros oficiais. Em união, todos ali, inclusive os irmãos mais sábios que ainda não haviam se retirado bateram continência para o sargento, suas vozes unidas em sangue e, agora, pela justiça, claramente gratos pelas palavras de encorajamento do mesmo, bem como também suas dicas e instruções. Era claro que a primeira impressão de Shen nos novatos fora resplandecente —Obrigado, sargento! Faremos o possível para não te decepcionar! —gritaram numa união tão cômica e inesperada que fora capaz até mesmo de arquear uma das sobrancelhas de Elena, causando também um certo riso nos lábios do soldado que, com sua prancheta, agendava tudo que ocorreu ali. Depois de observar a técnica e astúcia de luta de ambos os sargentos, o soldado pareceu adquirir um vigor ainda maior em seu serviço, como se escrever mais rápido em sua prancheta fosse fazer com que ele acordasse amanhã como Shen ou Elena, a quem passou a sentir uma grande admiração.

Elena, ao perceber a hesitação de Shen ao cogitar a saída da ilha tão depressa, interrompeu seu trajeto até a porta para lhe encarar, primeiro por cima do ombro e, então, se virando com o corpo inteiro para ele, cruzando os braços abaixo do busto enquanto seus fios negros se esvoaçavam com a refrescante entrada do vento no cômodo pelas janelas de madeira. Mesmo com sua costumeira face inexpressiva, algo no ar da mulher denunciava seu bom humor, como se não sentisse inveja alguma por seu amigo estar sendo promovido até o verdadeiro Mar dos Perigos ou, como muitos outros marinheiros aspirantes à patentes mais altas o viam, o Mar das Oportunidades. Sabia que ele possuía a chama necessária dentro de si para superar quaisquer desafios que lhe fossem atirados lá fora, e que um dia, quando ambos possuírem a jaqueta de oficiais com o símbolo da justiça se reencontrariam de novo. É claro que disso ela nada revelou em palavras, mas a sintonia de ambos já havia atingido um nível em que Shen, com somente um olhar no semblante da morena, podia ler claramente aqueles sentimentos se assim desejasse.

Ao ouvir a pergunta do colega, Elena deitou o olhar nos pés durante um instante pensativo, retornando-os para o rapaz alto com uma resposta incerta —...Bem, mais cedo eu ouvi de uns rapazes que ouviram de pescadores... alguns barcos colidiram próximos da primeira rota, talvez filiados ao Farol, quem sabe? Ninguém foi investigar ainda. Parece que um parente do Chefe dos Pequenos Pescadores de Lvneel desapareceu no incidente —enquanto discursava, Selene se aproximou de Shen de modo casual, tocando seu ombro direito no esquerdo do rapaz para que pudesse sussurrar próximo dele, de modo discreto e que não fosse desrespeitoso aos outros presentes no cômodo —Dizem ter visto a bandeira de Ofo pelas redondezas de lá, e muitos da região parecem estar escutando um nome em rodas de conversas recentes —ela virou o rosto para ele, a tensão no cômodo um pouco engrandecida pelo sigilo das notícias da sargento —..."Eisenberg". Parece que temos alguns pontos soltos nessa história, não? Seu nome ainda vive, mesmo depois de tudo —a expressão que Elena adotou em sua face era de um certo cansaço, como se de algum modo a vitória que obtiveram dias atrás não fora o sucesso que todos pensaram - que ela pensou. Via a sobrevivência do crime daquela que tinha o mesmo nome que si como uma sujeira em sua carreira, e parecia contar com Shen para que resolvesse o assunto, mesmo que não o obrigasse a tal.

Quando percebeu que havia prolongado o mistério no cômodo por tempo o suficiente, limpou a garganta para chamar a atenção dos irmãos para si, simplesmente concordando com a "proposta" de Shen quanto às provas de admissão daqueles recrutas. Não sabia ao certo quando veria o rapaz novamente, então o que custava realizar uma última missão ao lado dele? —Vocês demonstraram certa perícia com a espada, alguns mais do que outros, mas uma espada arruinada pode ganhar seu corte assim como todas as outras, se suportar uma rígida pedra de amolar. Ganharam minha atenção, agora se provem dignos de cultivá-la —apontou para a porta, onde alguns soldados desocupados tentavam bisbilhotar o que acontecia ali dentro, afinal, não era todo dia que se conseguia ver dois sargentos em ação, mesmo que tivessem chegado tarde demais para tal. Elena os ignorou por hora, prosseguindo: —A sujeira da obra está por todos os cantos no quartel, prova de que as construções tão dando fruto. Aquele que carrega uma rocha e aquele que empunha o esfregão possuem o mesmo valor aqui, por isso, vocês todos irão lá fora agora mesmo pra fazer justamente isso. Quero ver o meu reflexo no pátio —após dar as ordens, Elena se virou para Shen quanto os recrutas seguiam o soldado até a porta, para onde efetuariam a próxima etapa. A porta havia sido aberta, e no corredor que levava até o dojô era possível avistar Gunther de costas para uma das paredes, com seu costumeiro hábito de leitura obrigando sua atenção a se fixar em um pesado livro nas mãos —Eu pego os dois que lutaram comigo, você fica com o resto. Tudo certo? Afinal, acho que alguns deles até tem interesse em ir contigo até a Grand Line. O capitão não reclamaria.

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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySeg 8 Out 2018 - 14:38


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]"Mais do que um caminho, a justiça é a única verdade onde um homem pode cultivar as maiores virtudes. Uma vez que ele não seja justo, só lhe sobrará pátios fúnebres, marcados por sua própria arrogância e devaneios, de onde ele não poderá mais voltar" - refletia sobre as minhas próprias palavras. Foi o pensamento que me viera quando estava rumo ao Quartel General em Wars Island. Por nenhum momento hesitei em tomar aquela decisão. Mas agora me perguntava se ir para The Wonderful Land seria uma boa escolha.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Por aquele pouco momento, encontrei-me absorto. Não havia muito o que pensar, na verdade. Não haviam escolhas a serem feitas. The Wonderful Land não era uma opção. Era um dever. E como tal, via-se obrigado a cumpri-lo. A única coisa fazia-me pensar diferente era... bem, não precisava pensar nisso. Bastava-me cumprir o meu papel. O teste de admissão ainda restava a ser finalizado e a minha embarcação já marejava ao meu aguardo. Desde o início sabia que o caminho de um marinheiro não era fácil; devia abraçar e receber com acalento as novas oportunidades.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O que me tirava do breve período absorto era a menção de um nome familiar. Ofo. Para ser mais preciso, Fof Ofo — Então as suas entranhas ainda velejam por esses mares... - tomava um golfada de ar, indo atrás de minha foice — Vamos terminar com isso, então, há muito por terminar. Um trabalho deve ser bem feito, não deixaria isso se perdurar - respondia. Pegaria a minha foice; no exato momento em que a tocasse, as palavras de Elena me levariam àquela sórdida caverna, onde acontecia o maior esquema de corrupção da marinha em Lvneel.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A nefasta mulher sussurava ao meu ouvido verdades que nunca vieram à tona. Verdades que iam contra tudo aquilo que Kurai Hoshiken um dia acreditou. Não muito depois, os meus braços ensanguentados carregavam o corpo inerte em direção à luz. Era o corpo de Elena Eisenberg. Deixávamos a escuridão para trás. Ainda assim, eram tempos sombrios, os quais nos atormentariam por muito mais tempo do que o sol daquela manhã perdurou. Nunca havia respeitado uma inimiga. Sentia o remorso, ainda que o ódio houvesse se esvaído; a tristeza e a desolação por seu infortúnio destino. Mesmo assim, me apiedava dela e conseguia ver o quão um dia foi igual à Elena Selene. Justa. Implacável. Virtuoso. Mas lhe fatou a coragem para tomar uma única decisão. Uma única decisão que tudo lhe custou.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Voltei assim que o som da bala ressou em minha mente. No mesmo segundo pude rever Tuudus caindo no chão. Aquilo me trouxe de volta à realidade, onde estava em meio aos recrutas, aliados e Elena — Vocês não deem mole. Se querem superar os seus irmãos, botem o dobro do esforço que estavam pensando em empregar. Três não podem limpar pior que dois, botem o orgulho de vocês nisso! - me dirigia a Thomas, Ulrich e William. Deixaria meus olhos encontrarem-se especialmene com os do mais novo, mostrando que estaria à par de seu desempenho, como mais uma forma de motivá-lo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Quando se fossem, responderia Elena — Tudo certo. No entanto, não creio que é tempo de levá-los comigo. O Capitão precisa de bons soldados aqui. Sem a ameaça de Elena, o ambiente tornou-se propício para cultivá-los, pois ainda a necessidade de se fortalecer paira no ar. Pode ser perigoso demais para eles na Grande Rota. Temo não poder protegê-los caso algo dê errado. Não poderei levá-los, seria irresponsável de minha parte arriscar sementes tão promissoras - diria com certo brilho no olhar. Eram os meus pensamentos a respeito da questão. Seria um erro levá-los. Eles ainda precisavam sentir na pele o que era ser um marinheiro, antes de partir para aventuras ainda mais árduas.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Deixemos tudo ao seu tempo. Afinal, eu tenho uma ideia de quem gostaria de levar - abria um sorriso amistoso, já avistando Günter — Aquele ali segurou um dos principais lacaios de Ofo sozinho, assim como Jordan, enquanto eu enfrentava o Capitão. Sem eles nada teria sido possível. Apesar de ter passado grandes dificuldades, Günter se mostrou muito capaz, além de estar envolvido diretamente nessa trama lúgubre. Foi nele que tudo começou... - a luta havia sido difícil, principalmente para o meu amigo, que carregava consigo toda uma carga emocional. Lembrava de ter visto o pirata em cima dele, com o sabre próximo ao seu pescoço, enquanto ele lutava para sobreviver. Não podia ajudá-lo naquele momento, ele sabia. Por isso deu tudo de si, conseguindo virar o jogo e derrotar o oponente. Mal pude conter a felicidade ao vê-lo vivo quando voltei com Eisenberg em mãos.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Via em Jordan um melhor combatente do que Günter. Mas o este último possuía a inteligência e uma mente estratégica, mesmo com desazo em confrontos tão diretos. Juntos, podíamos nos virar melhor com os novos desafios a surgir. Me aproximaria dele — Não gostaria de ir comigo até o pátio e acompanhar o teste de admissão de alguns recrutas? - indagaria, repetindo novamente caso notasse aquela tão bem conhecida expressão de quem estava centrado em algo e não escutara uma palavra. Dito isso, iria com o meu fiel amigo até o pátio, ficando de olho nos três irmãos mais novos, enquanto discutiria com ele a possibilidade de partir comigo — O que você acha de uma transferência para The Wonderful Land... comigo? - introduziria a ideia, esperando por sua reação, muitas vezes indecifrável.


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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyQui 11 Out 2018 - 8:52



Beggar King

B em, a decisão é sua, afinal. Novatos como eles precisam é de calos nas mãos depois de um dia de limpeza, não de ferimentos ensanguentados —Elena não pareceu se importar com a escolha de Shen, afinal, nunca demonstrou nenhum receio quanto a carga de trabalho que tinha de fazer no quartel, mesmo agora tendo de cuidar de mais recrutas que provavelmente trariam mais bagunça do que avanços para a reconstrução da fortaleza —Falando no Günter, eu o vi murmurando "Wonderful Land" recentemente enquanto enfiava seu nariz em um livro qualquer. Talvez estava procurando por um meio de te ajudar?—finalizou, entregando uma vênia respeitosa para seu amigo antes de voltar ao trabalho. O pátio, por sua vez, mostrou-se mais vivido agora que anteriormente visto, agora que o dia transitava para a tarde e a posição acanhada do sol enviava vastas cortinas de sombra, para a felicidade dos trabalhadores. O ressoar dos martelos contra pregos, tábuas sendo posicionadas ou derrubadas e até mesmo as risadas e conversas aleatórias atribuíam uma cor diferente no bastião da justiça em Lvneel, como se os dias de morte, luto e terror fossem tão longínquos como as nuvens distantes.

Foi ali onde os irmãos foram dispersados para seus devidos afazeres, onde somente o timbre inspirador de Shen sendo capaz de incitar uma certa luz nos olhos desanimados dos Feurbach. Queriam lutar por aquilo que acreditavam ser certo, embarcando em viagens audaciosas em mares infestados pela pirataria e a bandidagem para purgar o mundo desses males. Queriam o cheiro de pólvora infestando o convés, as recompensas pelas missões bem sucedidas e, é claro, o clamor da glória por seus feitos lendários. Ao invés disso ganharam esfregões e vassouras, postos para embelezar um ambiente de trabalho que novamente se tornaria sujo em questão de horas —Bem, não temos escolha, temos? —apaziguou Marcus, seus fios rosados, assim como os dos demais esvoaçando pela constante do vento.

O velho lá em casa mandou a gente aqui com um propósito, lembram? Temos de lutar pelo que é certo aqui, e se isso significa ajudar com essa sujeira, que assim seja —os lembrou Adam, disfarçando a serenidade com o mais discreto dos sorrisos, levando o indicador direito até a testa num sinal desconhecido para todos ali, mas que fora imitado pelos irmãos de modo rápido e desajeitado, como se aquilo tivesse lembrado-os do dever que juraram cumprir. Assim, dispersaram para as limpezas indicadas, enquanto Shen foi de encontro ao exímio leitor que era seu colega.

Günter murmurava para si mesmo algumas palavras quando Shen se aproximou, completamente imerso enquanto folheava o conteúdo daquele pequeno livro cuja capa parecia ser feita do mais velho e escurecido couro chamuscado, como se tivesse sido encontrado na culatra abandonada da biblioteca —Wonderful, Wonderful, Wonderful...  —jogava aquele nome de um lado para o outro da boca, como se buscando desvendar algo que ninguém conhecia, ou que ninguém se importava. Quando percebeu a proximidade do amigo, se "assustou" do seu jeito fingido e forçado, arregalando os olhos sem nenhuma emoção evidente. Não eram poucas as vezes que havia sido interrompido em sua leitura, e pareceu desenvolver essa reação para que os outros soubessem quando estava sendo atrapalhado. Algo que saiu do controle, no entanto, pois passou a usar ela para todas as situações, sempre que lhe era dirigido a palavra —Vamos lá, foi você que lhes deu uma surra no dojô? —perguntou, mesmo que com pouco interesse. Tinha a atenção reservada somente para seu livro, e evitou até mesmo o contato de olhos com seu colega, mesmo que Shen pudesse sentir a amistosidade que Günter passava ao ficar do seu lado. Foi somente quando o sargento mencionou a ilha que havia sido transferido que a completa atenção dos olhos do estudioso fora roubada para si, perplexo —W-Wonderful Land?! —gritou ele, até mesmo assustando vários soldados ao seu redor enquanto caminhavam pelo pátio. Por fim, repousou a destra sobre o ombro de Karyo, lhe entregando o mais profundo dos olhares assustados —Aquele lugar é amaldiçoado! Olhe! Sua vida corre perigo ali! —mostrou para Shen a página em que lia com tanta atenção anteriormente. Eram folhas pequenas e rasgadas nas extremidades, completamente amareladas ao ponto de muitas das letras estarem borradas pelo descuido, mas era claro e legível o título do tópico: "As lendas da Maravilha". A imagem que acompanhava o conteúdo extenso ilustrava um sujeito de pé, magro e acompanhado por vários outros semelhantes, esses aparentemente tão empobrecidos quanto a população de Lvneel. Mendigos, e ele, o mais alto de todos, trajava uma máscara de couro deformada que lhe cobria o rosto por completo —O rei mendigo. Ele se ergueu contra o governo já faz séculos, e foi punido com a mais terrível das execuções. Eles dizem que caminha pelas ruas da cidade empobrecida toda noite, e já foi louvado como o salvador da ilha! —estava falando mais do que era de costume, pois claramente parecia excitado com o assunto, mesmo que um pouco preocupado. Estava apenas usando a desculpa de alertar o colega para que pudesse contar para ele sobre a descoberta conveniente, visto que Shen estava indo para a ilha —O lugar está amaldiçoado, eu lhe digo, e amo isso. Irei com você. Que tipo de medalhas eles devem dar para Caça Fantasma?

Quando retornaram para o pátio, Marcus e Ulrich varriam a poeira que caía das tábuas de madeira sendo marteladas no andar de cima para montes onde depois iriam ensacar, ao passo de que William, já tendo rapidamente varrido sua parte do pátio naquele curto espaço de tempo, agora estava buscando um trabalho além daquilo que lhe fora ordenado, oferecendo ajuda para alguns soldados no carregamento de tábuas de madeira para uma das extremidades do quartel. Foi então que, à poucos passos de Shen, uma das diversas rochas recém colocadas na muralha se separou da parede, caindo para a direção da cabeça do irmão mais novo. Todos estavam concentrados em seu serviço, de modo que somente Shen acabou por perceber o possível acidente.

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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyTer 16 Out 2018 - 18:44


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Antes preferia o meu sangue derramado do que o deles - respondia Elena, com certa melancolia na voz, pensando em todas perdas que tivemos — Mas isso irá apenas fortalecer a determinação - complementava. Era bom estar ali, acompanhando o esforço e o desenvolvimento das novas raízes. Ver os recrutas de um lado para o outro, o trabalho tornando-se resultado... Tudo isso era sempre muito recompensador.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ao falar em Gunter, abri um sorriso — Tenho certeza que sim. Eu ficaria chateado se ele não viesse comigo, depois de tudo. Sei que deve estar mirabolando algo, pro nosso bem, ou... - lembrei de toda confusão que havíamos nos metido. Com certeza podia completar aquela frase. "... para o mal" - todavia, agora estava mais preparado para lidar com os desafios que viessem a surgir. Falando nele, não pude deixar de ir ao seu encontro. Como era de se esperar, estava imerso em sua leitura, tal como a primeira vez que o encontrei lendo quando deveria estar sendo o sentila do navio.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pelo que me lembre, assim que pisamos aqui, as nossas vidas já corriam perigo. Corriamos perigo enquanto dormiamos. O próprio Quartel General era o nosso pior inimigo - redarguia, sabendo que aquilo não levaria a lugar nenhum, pois Gunter já estaria ciente disso; ele era o mais inteligente, afinal — Mas... Rei mendigo? - as duas palavras me pareciam contraditórias, de forma que não podia muito bem compreender como elas se relacionavam — É uma história... uma lenda urbana, não? - esperaria algum tempo — Você não está pensando em ir atrás dessa história, também, né? - eu já sabia a resposta — Precisaremos descobrir, suponho... - encostaria a minha mão em seu ombro — E descobriremos juntos, claro - alimentava aquele devaneio - pois para mim, no momento, não passava disso.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ver os jovens dando tudo de si até me enchia de vontade de por a mão na massa. Ponderei por alguns instantes se seria propício fazer aquilo. No final das contas, me deter era mais difícil do que pensei — Bem, eu não sou homem de apenas ficar olhando, acho que isso nunca irá mudar - arregaçaria as mangas e iria mais a fundo no pátio — Preciso pegar em algo pesado para conter essa ansiedade - refletia em voz alta, para Elena, que já bem conhecia a minha personalidade.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]VAMOS POR ESFORÇO NISSO! - me juntaria aos irmãos, estralando os dedos e começaria a auxiliá-los no trabalho. Havia muito o que fazer. Seria humanamente impossível que eles fizessem tudo. O importante era mostrar o valor do trabalho. E que alias todos trabalhavam. Soldado ou Sargento. Todos nós davamos o sangue pelo que achávamos correto. Sentia que essa era a minha forma de liderar. Eu e Elena eramos líderes diferentes. Muito diferentes, apesar de todas as semelhanças. Eu preferia estar ali, junto aos meus, partilhando do mesmo sofrimento e suando o mesmo suor de todos. Todavia, ainda havia muito o que aprender com ela, que possuia um dom para cativar e uma habilidade sem igual para fazer os demais brandirem a sua espada por ela.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Meus olhos avaliadores acompanhavam os três rapazes, enquanto os outros dois deixava ao encargo de Elena. Estavam indo bem, especialmente William. O vigor juvenil era capaz de muita coisa. Estava contente de que ele tivesse pisado aqui, justamente na marinha. O seu caminho era esse. Talvez fosse o ambiente que estava se tornando cada vez melhor de trabalhar, à medida que esquentava, razão pela qual também sentia necessidade de engatar as marchas e trabalhar. Estava tudo indo bem.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Não tardou, no entanto, para algo sair de meu controle — PEDRA! - gritaria, já correndo e olhando para William. O alerta "pedra" era algo intuitivo, e meu olhar para ele indicava que era ele quem deveria se proteger. Naqueles rápidos momentos, em que tanto se pensava em tão pouco tempo, um insight me dizia que se chamasse por seu nome era possível que ele parasse e batesse continência. Assim, ele estaria avisado; esperava que seu pensamento rápido e seus movimentos esguios pudessem salvá-lo daquele acidente. No entanto, já me adiantava para fazer algo, caso conseguisse chegar a tempo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Era difícil. Nunca fui muito rápido. Nas corridas para o teste de Sargento não fui tão exitoso. Destarte, caso visse que não o alcançaria a tempo, já pegaria a minha foice, A Sinfonia dos Céus, sempre disposta, e a tiraria em um movimento circular por cima da cabeça de William, visando acertar a pedra. Miraria alto o suficiente para tentar interceptar a rocha e não acertá-lo. Não era possível que ele quisesse se esquivar para cima.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A sorte estava lançada.


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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySab 20 Out 2018 - 12:35



Loss of Thought

Quando William cruzou olhares com Shen, o pavor havia tomado conta de si. Não um medo aterrorizante que faz um homem urinar nas próprias calças, tampouco o terror que o faz gritar. Não, era uma profunda apreensão repentina que fazia o homem questionar se viveria por mais um segundo, um curto momento onde todas as memórias de sua vida são jorradas para fora, deixando-o incapaz de qualquer expressão além de arregalar os olhos, boquiaberto. Estava entre colegas e amigos, completamente exposto para qualquer perigo sem nenhum tipo de preocupação, de modo que ao ver seu superior correndo até si para lhe salvar de um perigo que não conhecia ou compreendia, paralisou —A-a-ah? —balbuciou no curto instante em que tudo aconteceu. Shen, ao se aproximar velozmente, foi capaz de golpear a rocha com precisão e audácia, um movimento que mesmo servindo para salvar a vida de William, apenas o deixou ainda mais confuso e assustado.

S-Sargen...? —incapaz de fala, o rapaz caiu sentado no solo de costas para a parede instantes depois que a rocha caiu ao chão, um pouco longe dali. Havia sido salvo, e o barulho do embate de lâmina contra rocha atraiu a atenção de todos no pátio, que se reuniram para ver do que se tratava. Cabeças surgiam de janelas e por cima de paredes em construção, criando um silêncio ensurdecedor, seguido por conversas paralelas e sussurros confusos. William estava tão confuso quanto eles, trêmulo e suando bastante, completamente pálido —O que... o que aconteceu? Por quê o senhor tentou me atacar e... aquela rocha... —respirava de modo acelerado, quase como se seu peito fosse estourar. Parecia estar se lembrando de várias coisas por conta das expressões de esclarecimento que fazia, olhando para os céus e depois para Günter, em especial para o livro que o mesmo lia —O Rei... Wonderful... ARGHHH! —rugiu, completamente imerso numa dor desconhecida antes de desmaiar. Seus irmãos vieram correndo até ele, preocupados, e tentaram despertar o irmão mais novo com tapas no rosto, balançando seu corpo através dos ombros.

Will, Will! Acorda, seu vagabundo! —gritavam em união, como de costume, erguendo a cabeça do irmão —Vocês tem um médico aqui? Acho que ele teve um derrame ou coisa do tipo. Por favor!

Os médicos do quartel estão com as mãos cheias ainda, tratando dos sobreviventes, ele vai ter que esperar. Não conhecem ninguém na cidade? Vocês vivem aqui, certo? —perguntou Elena, preocupada mas não tão simpática com a situação. Havia visto o pavor de William como uma fraqueza, fraqueza essa que não tinha lugar na marinha. De toda forma, suas perguntas fizeram os irmãos hesitarem, como se estivessem escondendo alguma coisa. Marcus, limpando a garganta para aliviar a situação, prosseguiu:

É feriado, eu acho, e duvido que existam hospitais naquele ralo de cidade perto do porto —tinha razão. A pobreza da Velha Cidade comportaria somente a ralé dos médicos da ilha, que mais poderiam piorar a situação de William do que ajudá-lo de fato. O silêncio, no entanto, fora novamente quebrado por um estranho sujeito magricela e uniformizado que mordia uma maçã, de costas para um muro próximo. Não parecia ter mais do que vinte anos, mas as cicatrizes em seus braços magros e a dureza no olhar mostrava que não era qualquer soldado, muito menos um que atuasse na ilha.

Eu conheço um cara —disse, terminando a maçã que comia —veio com a gente da Grand Line. Senhor Septão, manja de umas coisas. Podemos levá-lo até o barco antes que seu cérebro saia pelos ouvidos —disse a barbaridade casualmente, esperando consentimento de um dos oficiais que estava ali. Elena não queria ser responsável por um fiasco daqueles debaixo de seu nariz, de modo que apenas assentiu para o magricela loiro, que guiou os irmãos até os portões do quartel.

Acham que podem ficar vagabundando agora? De volta pro trabalho, todos vocês! —rugiu Elena, frustrada por todos terem parado com seus serviços. O trabalho no quartel retornou ao normal depois de um tempo, e Elena usou daquele momento para se aproximar de Shen. Estava tão limpa quanto antes, demonstrando que não havia colocado a mão na massa ao lado dos recrutas como seu colega —Acho que já é o suficiente. Chame todos eles e vamos distribuir as medalhas de recruta, ao seu chamado.

Günter, por sua vez, pareceu um tanto curioso sobre o ocorrido, até mesmo fechando seu livro depois da cena —Acho que ele deve ter ficado insano, é sempre uma possibilidade. Já vi casos semelhantes. As coisas que disse... sobre o rei... —guardando seu livro em uma bolsa que carregava junta ao torso, o rapaz de fios rosados retirou dali uma agenda e uma caneta, rabiscando algumas ideias no papel como lembrete. Já não mais parecia se lembrar de onde estava ou da conversa que tinha com o amigo logo ao lado, completamente perdido em ideias que se desenvolviam na cabeça misteriosa —Teorias, teorias...

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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySab 20 Out 2018 - 16:04


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ocorreu como em um piscar de olhos. Em um instante me encontrava à distância para apenas observar o iminente acidente. Foi como os meus instintos me alertassem e me movessem em frente. Bastou um momento para estar colado a William, brandindo a minha foice e impedindo que a pedra lhe caísse sobre a cabeça.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Em um outro momento, em mais um psicar de olhos, me encontravam olhando vagamente para ele, com a respiração pesada e um aperto no peito. "E se eu não tivesse conseguido chegar a tempo?" - me via obrigado a refletir. A pedra não havia-lhe machucado, mas teria sido a minha abordagem adequada? Aconteceu de forma contrária ao que pretendia. William ficou inerte. Felizmente o acidente foi evitado. Continuava a respirar fundo, sentindo meu coração se acalmar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Acalme-se, pode ficar tranquilo. Tudo está bem - dizia palavras acalentadoras, a fim que chegasse até ele como um abraço morno, o qual pudesse afastar seus medos — Nada de ruim vai aconte... - e aconteceu, antes que eu pudesse completar a frase. Entre uns balbúrdios que quase se fizeram indistintos para mim, com a guarda baixa, William gritava de dor — Acalme-se! Acalma-se! Eu estou aqui! - segurei forte em seus ombros, tentando mantê-lo estável — William... Willliam - repetia o seu nome, a fim de que ele me escutasse. Mas não houve resposta. Resposta alguma.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Senti uma preocupação crescente encher o meu peito. Olhei para o lado, buscando os seus irmãos, os quais se aproximavam apressadamente — Isso já aconteceu outra vez? - indagava, procurando manter a calma. Nesses momentos se fazia imprescindível sustentar a paciência e considerar as melhores opções, a fim de alcançar os melhores resultados. No entanto, seria eu capaz disso? Me encontrava um tanto nervoso, sem saber bem o que fazer. Era um homem de batalhas e de origens carentes, sequer tive acesso a um médico decente em minha vida; todos os meus ferimentos tratavam-se em casa, pelo meu velho, razão pela qual ostentava feias cicatrizes em minhas mãos, todas fruto do meu esforço nas forjas — Pois que ele seja levado para o tal Septão! - pouco sabia sobre médicos, mas se eles podiam cuidar do rapaz, que fosse assim.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Não pude deixar de notar a figura que deu a sugestão, que não passaria despercebida, como apenas uma sugestão jogada ao ar. Me aproximaria do homem — Obrigado pela dica, este Sargento agradece a intervenção. Como se declara? - questionava, de forma mais branda. Não havia-o visto aqui no último mês e ele não me era nada familiar. Todavia, meu instinto de combate me alertava algo — Peço que se encarregue disso. Há ainda um teste a ser completo - dizia.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]E realmente havia. Faltava-nos ainda uma etapa do teste de admissão. E nisso estava em discordância com Elena. Como havia ponderado antes, possuíamos muito em comum, mas também muitas diferenças. Faria as coisas à punho rígido. Essa é a vida de um marinheiro, todo pesar faz parte de nosso caminho — Deixe comigo, então; um infortúnio como esse não pode nos fazer esquivar dos procedimentos formais. Não foi fácil para nós. Não será fácil para eles. Precisamos de soldados fortes; e soldados fortes só se constroem em períodos difíceis - iria expor o meu pensamento para Selene.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Em linha! - ordenaria para os irmãos restantes — Ótimo trabalho com o pátio, tomem três minutos de fôlego e comecem a dar oito voltas ao redor do pátio, alternando entre corrida e trote. O corpo de um marinheiro precisa estar em condições para enfrentar todas as adversidades; um marinheiro deve ser capaz de agir mesmo sob situações de grande estresse; deve-se cumprir o seu dever mesmo diante dos imprevistos! - proclamava, batendo o fundo da haste da foice no chão — Comecem! - daria a última ordem, a qual começaria a últiam etapa daquele teste de admissão.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Esperava que Elena não tivesse nenhuma objeção. Sabia que ela se preocupava com os seus homens, e que, de certa forma, ela possuía o coração mole, à sua maneira. Mas eu estava pronto para lidar com essas situações. Estava pronto para ir para The Wonderful Land. Pronto para a Grand Line, onde as grandes adversidades me esperavam — Tome nota de tudo e depois me conte o que você acha, Gunter. Parece que esse tal de... Rei Mendigo... possui assuntos ou influência em bons e nossos homens. Parece, assim, que temos assuntos a tratar com ele - falaria sério, com a cara fechada e minha mão a fechar fortemente no cabo da foice — E temo que isso não acabe de forma amigável - profetizaria, assistindo os Feurbachs correrem, no aguardo do fim da atividade.




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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptyQui 25 Out 2018 - 21:45



Parting Ways

D epois de levar Adam até os portões do quartel, esse que não estava muito longe dali, o rapaz magricela e loiro apontou até o porto da ilha, indicando a localização do barco, bem como também outras direções que viriam a ser importantes para o irmão mais velho. Adam parecia espantado até demais, talvez realmente se importasse com a saúde do irmão, mesmo que não parecesse ser algo grave. O marinheiro e magricela loiro parecia ter intenções de sair logo dali, aparentemente apenas aproveitando suas últimas horas em terra firme, pois carregava o cheiro salgado do mar como um perfume em si, parecendo ser do tipo sábio que não permanecia no mesmo lugar por muito tempo, por obrigação ou escolha própria. Ouvindo as saudações de Shen, o rapaz sorriu para ele de modo sincero e simples, como se tratasse de uma "conversa" de homem para homem, e não de sargento para soldado —Sou de Micqueot, mas já não provo os vinhos daquela terra à tempos. Não, depois que fui mandado pra Grand Line nunca mais voltei aqui, até agora —cruzava os braços bisbilhotando o serviço dos outros soldados como se não tivesse mais nada pra fazer —O resto da tripulação também, todos do North Blue. Talvez seja por isso que o Capitão Beethoven nos mandou até aqui, pra te buscar —retirou a franja da testa, revelando seus olhos tão azuis quanto o oceano visto além dos muros em construção —Tu é aquele, né? Que parou Eisenberg e os piratas? Não é todo sargento que começa a construir uma lenda, geralmente só ficam delegando ordens e coçando o saco até que um pirata famoso caia nas suas mãos... coço o meu todos os dias, mas ainda não me apareceu pirata algum —encurtou a distância entre si e Shen em quatro passos, lhe estendendo a destra enquanto afiava ainda mais seu sorriso, deixando claro uma certa admiração que tinha pelo sargento novato —...Sargento Cory, e não se preocupe, não coço com essa mão aí. Te vejo no barco, se não mudar seus planos, Wonderful precisa de você, assim como Beethoven.

Depois daquele breve encontro o sujeito não foi mais visto ali, saindo pelo portão e caminhando cidade adentro. Shen foi deixado com um serviço incompleto que, para ele, não poderia acabar daquela maneira. Os procedimentos de uma admissão eram tão sagrados e importantes quanto os feitos que o marinheiro viria a trazer para a marinha depois de aceito. Eram divinos e, como um oficial, estava encarregado de carregar não só o peso de suas patentes nas costas como também as tradições daqueles que vieram antes de si, aqueles que construíram a organização que defende. Elena, ao ver a discordância no colega, perdeu o compasso da calma. Pressionou os lábios, juntou as sobrancelhas e coçou ligeiramente o nariz, levemente desconfortada. Respeitava Shen, e aparentava ter seus motivos por ter feito o que fez, mas não queria ser vista por ele como uma oficial que desleixava nos serviços. Sua imagem era importante, ainda mais para alguém que havia literalmente lutado pelo seu respeito. De modo taciturno e direto como lhe era de costume, respondeu simplesmente —Como preferir, trabalhe eles até chorarem, como eu faria. Mas não demore muito, o almoço deles é em vinte minutos  —"Você está errado, mas lhe respeito e não me importo o suficiente para contestá-lo, ainda mais por o serviço ser seu" estava escrito em seus olhos estranhamente expressivos , e com aquilo se retirou, dando as costas para Shen e caminhando até o corredor que levava até a sala do Capitão, onde encontrou dois sujeitos que aparentavam ser os tenentes que viria a receber anteriormente, como lhe foi ordenado mais cedo. Antes de partir, no entanto, deitou um último olhar no colega por cima do ombro direito. O reencontro deles era tão incerto quanto os ventos marinhos.

Finalizando aquela conversa, Shen percebeu que somente Adam havia levado Will até o Septão, de modo que todos os outros irmãos, até mesmo aqueles que queriam ir até o porto instantes atrás permaneceram ali. Tinham o próprio terror nos olhos, quase como se fossem eles as vítimas daquilo que havia acontecido com o irmão mais novo momentos atrás. Balbuciavam palavras uns para os outros, trêmulos e suados, e não melhoraram depois de escutar as ordens do superior. Se alinharam e lutaram para permanecerem normais naquela linha, mas suas expressões estavam cheias de dúvidas, quase como se estivessem amaldiçoados, como contavam histórias infantis. Quando a etapa final do teste fora declarada, somente Thomas encontrou a coragem necessária para responder em rugido, mesmo que trêmulo no timbre —S-sim senhor! V-vamos, seus molengas! Ouviram o sargento!

E então correram em fila, trotando em alternância conforme foi indicado. O pátio era largo e espaçoso, de modo que uma única volta demorava trinta segundos ou mais. Vários soldados abriam caminho para os irmãos, e alguns até gritavam palavras de encorajamento, enquanto outros caçoavam dos novatos, demonstrando a diversidade de marinheiros que existia até mesmo ali, naquele quartel. O mundo era um lugar muito maior e perigoso, no entanto, e os interesses de Shen por aquela pequena lenda de Wonderful pareceram deixar um gosto diferente no ar, como se fosse proibido mencionar o assunto. O Rei mendigo ilustrado no livro de Gunter parecia ser o suficiente até mesmo para satisfazer inteiramente a curiosidade do pesquisador até então, e a fascinação que ele tinha pelo tópico apenas se engrandeceu após ouvir o pedido do amigo —Pediu para o cara certo, ou para o livro certo. Nem mesmo cheguei na parte onde consta sacrifícios de sangue, como é dito no culto mostrado no livro. Fascinante, não? Wonderful me parece um lugar muito histórico e rico em fábulas —deu início à tagarelice, fechando seus livro novamente —Acha que ele é real? O rei, quero dizer. Que está causando problemas por lá? Parece se encaixar com as cartas que a polícia de lá manda pra cá, que as ruas estão fora de controle e tudo mais. Isso pode dar uma bela história um dia, talvez?


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MensagemAssunto: Re: III - Diante da Lei   III - Diante da Lei - Página 2 EmptySex 26 Out 2018 - 12:34


Karyo Shen

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Era complicado me apartar de Elena assim. Me dava um aperto no peito, mas era necessário obedecer todos os procedimentos formais. Eram nossos últimos momentos juntos naquele lugar e só os deuses sabem quando voltariamos a nos ver novamente. Arfei, passando as mãos entre os cabelos. "O cenário mudou e há mais coisas a se considerar antes de partir..." - ponderava. Queria checar qual era a relação dos Feurbachs com a tal história do Rei Mendigo. Talvez os próprios pudessem nos oferecer alguns indícios por onde começar. Ou talvez fossem o próprio começo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Conhecer o Sargento Cory me dava um novo ânimo, apesar dele não fazer, de primeira vista, o tipo de marinheiro o qual eu apreciava. Muito desleixado e de ar despretencioso, ainda que prestativo — Não fui eu que a parei sozinho, as histórias ganham um ar maior do que realmente as coisas são. Comandei um destacamento e parei os seus oficiais, mas a chefona ficou nas mãos do Capitão Eric, Bolton, o caçador e do Agente Matty Tuudus. Ela morreu em minhas mãos, mas não a matei - explicava. Não havia motivos para sustentar falsas condecorações e fantasias sobre os meus feitos. Eu era quem eu era - da forma mais simples que podia dizer essas palavras - e só. Um homem que vivia de verdades, e não de mentiras — Estarei lá em breve - respondia, me referindo à nossa partida para The Wonderful Land.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]"As histórias ganham um ar maior do que realmente as coisas são..." - repetia as palavras que acabava de dizer em minha mente. Eram algo para se tomar nota e bastante cautela. Com elas em mente, podíamos seguir em frente quanto ao mistério que rodeava essa fábula do Rei Mendigo. Junto a elas, misturava-se em minha cabeça a expressão de Elena. Estaria eu sendo rígido demais? Injusto demais com a situação? Desumano? Não... estava preparando-os para a vida... Diferente de Elena, eu não havia vindo de um berço de ouro. Serviçais, banquetes, etiqueta... nunca conheci essas coisas. Vim de baixo, forjando o meu caminho à punhos de ferro, rigor e vontade. As minhas cicatrizes não me deixavam mentir.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Observei os recrutas se alinharem. Apenas Adam e William não estavam ali, mas os outros três irmãos mantinham-se em pé. Mas nem tão em pé assim. Percebia como eles estavam trêmulos e cansados. As minhas palavras não foram suficientes para trazê-los de volta a si. Mesmo assim, eles seguiam em frente. "Serão ótimos marinheiros, tenho certeza... - ajustei o boné da marinha. Se podia fazer algo por eles no momento, era me aproximar dos marinheiros que os caçoavam. E assim faria. Chegaria de passos pesados, batendo a haste da foice no chão e olhando-os para intimidá-losSe estão rindo, creio que esteja sobrando tempo e energia, não é mesmo? - olharia para os soldados — Dez voltas! Comecem, agora! - ordenaria, com um tom imperativo. Não daria vida fácil para esses marinheiros — Vocês com certeza podem fazer melhor que uns novatos. Então, melhor, por suas honras, doze voltas! - mandava. A disciplina devia ser feita de forma árdua e, às vezes, incomplacente com certas atitudes.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Daria palavras de incentivo quando eles tivessem passado da metade do desafio, enquanto cobraria rigorosamente dos outros marinheiros caçoadores. Preferia que homens assim não estivessem na marinha. Estava de saída, mas deixaria aqui as minhas sementes. Tinha certeza de que Elena também desaprovaria suas atitudes, talvez até agissemos da mesma forma diante disso, apesar das divergências. Quando tudo acabasse, chamaria-os — Em fila! - esperaria — Sei que podem estar odiando tudo isso agora - aguardaria suas expressões — Mas não mentirei para vocês. Vocês possuem um grande futuro, se decidirem explorar o potencial de cada um. Para vocês, a vida de marinheiro não se resumirá a ficar plantado no quartel, fazendo guardas e sendo sentinelas. Não, o mundo precisará de vocês; eu precisarei de vocês. Para nós, que decidimos seguir sempre em frente, o caminho é árduo. Às vezes, cruel. Espero que tenham isso em mente - respiraria, olhando no olho de cada um — Agora se dirijam ao refeitório, recrutas - diria — Suas coisas serão entregues em breve - me despediria, virando-me e indo atrás de Gunter.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No caminho, chamaria os primeiros quatro soldados que estivessem próximos, pedindo-os para trazerem quatro novos uniformes de soldados, junto a quatro espadas longas de nosso arsenal — Levem até o refeitório e recebam os novatos. Falem com a Sargento Elena antes, estarei lá em breve - comandaria. Encontrando Gunter, deliberaria — Se ele é real ou não, iremos descobrir. Irei saudar os novos marinheiros e partirei para o navio. Se quiser ir indo e juntando informações sobre, seria bom. Tenho certeza que o Sargento Cory possui algo a dizer-lhe a respeito - me dirigiria até o refeitório logo depois.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ficaria próximo de Elena — Creio que todos passaram por sua avaliação? - indagaria, já assentindo que haviam me deixado satisfeito. Quando estivesse com tudo em mãos, chamaria pelos homens — Sejam bem-vindos à marinha - vos diria, entregando o uniforme e a medalha aos meus — Não poderei acompanhá-los, pois estou de partida para The Wonderful Land, mas tenho certeza que estarão em boas mãos - profetizaria. Havia citado a ilha da Grand Line a fim de checar se algum deles possuia assuntos não resolvidos ou o desejo de ir para lá. Se houvesse, e ele fosse intenso, diria — Pois siga-me. Estamos deixando Lvneel agora - partiria, fazendo uma grande e demorada vênia para minha companheira Selene — Até mais tardar. Deixe o meu obrigado ao Capitão Eric - daria adeus; talvez o meu último. Não queria mais saudosismo que isso. Era necessário sempre seguir em frente. E por essa razão que decidia levar quem quisesse comigo, desde que possuíse pendências lá. Era necessário enfrentar seus próprios medos e desafiar as paredes que se erguiam em nossas vidas. Só assim podíamos crescer.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Partiria em direção ao navio, deixando para trás todas as memórias e despedidas ainda a serem feitas. "Adeus, Lvneel" - pensaria, olhando para trás, enquanto andaria naquelas ruas as quais já havia me familiarizado.



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