One Piece RPG
#2 Punição Derradeira - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Ato 157: Se eu quisesse tua opinião, Eu tirava na Porrada
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Dante Hoje à(s) 19:52

» [MINI-DoflamingoPDC] A pantera negra da ilha montanhosa
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Makei Hoje à(s) 19:43

» [Mini - Nice] A espada que dorme.
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Ryoma Hoje à(s) 19:35

» [M.E.P] Nice
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Ryoma Hoje à(s) 19:34

» [Mini] Albafica Mino
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Makei Hoje à(s) 19:16

» [M.E.P] Albafica
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Makei Hoje à(s) 19:15

» A primeira conquista
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Rangi Hoje à(s) 18:19

» A Ascensão da Justiça!
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor K1NG Hoje à(s) 16:26

» JupaCity Adventures
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor BigDraon Hoje à(s) 16:01

» Mini-PuppetDragon JupaCity
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor BigDraon Hoje à(s) 15:58

» The Hero Rises!
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Achiles Hoje à(s) 15:30

» [M.E.P] Koji
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Proto_ Hoje à(s) 15:29

» A inconsistência do Mágico
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor CaraxDD Hoje à(s) 15:27

» [MINI-Koji] Anjo caído
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Proto_ Hoje à(s) 15:27

» Pirata ? quer se juntar a 2º Frota do Pandemônio ?
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Arthur Infamus Hoje à(s) 13:25

» Seagull Newspaper - Tragédia
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor GM.Alipheese Hoje à(s) 13:22

» Caçadoras Eternas: Almas entrelaçadas!
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Fran B. Air Hoje à(s) 13:01

» Meu nome é Mike Brigss
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Shiro Hoje à(s) 11:59

» [M.E.P] Kan Kin
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor Shideras Hoje à(s) 08:58

» [Ficha] - Arthur Infamus
#2 Punição Derradeira - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 01:15



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 #2 Punição Derradeira

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 65
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptyQui 30 Ago 2018, 19:27

Relembrando a primeira mensagem :

#2 Punição Derradeira

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySeg 15 Out 2018, 05:22



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 15


Hisoka estava prestes a perder as esperanças após vários minutos vasculhando de sala em sala a procura de um kit médico quando um fulgor iluminou um objeto no chão. O rastro luminoso parecia obra divina e certamente teria em sua incumbência a ação de seres sobrenaturais se observada por um indivíduo religioso. Assim que notasse a caixa de suprimentos, o arqueólogo suspiraria aliviado, relaxando os músculos faciais outrora tensionados a medida que levaria o punho direito na altura do coração, palpando o tórax desnudo com as extremidades falangeais. Apesar de ser um indivíduo relativamente desprovido de fé, o historiador deixaria escapar entre os mirrados lábios ressecados um agradecimento ao ignoto.

– Obrigado... Obrigado... – Com o kit médico entre o antebraço e o tronco, o professor não hesitaria em retornar rapidamente até o paradeiro de sua companheira.

De volta ao cômodo onde deixara Milla antes de partir em sua jornada quase infactível, Hisoka agacharia o corpo ao lado da garota e acostaria o kit médico no pavimento, abrindo-o e permitindo que a enfermeira notasse os utensílios disponíveis. Com um sorriso extremamente sincero em seu rosto, tendo em vista que a possibilidade de salvá-la estava cada vez mais fidedigna, o arqueólogo buscaria animá-la e provocar um fomento em seu psicológico. Após limpar o pigarro da garganta ao friccionar os músculos laringianos, Hisoka começaria o tratamento de Milla a medida que recebesse as devidas instruções.

– Não se preocupe, não precisa retribuir... Eu... É simplesmente muito triste ver você assim... Não poderia apenas ignorar.– Enquanto sua mão direita se responsabilizaria no recolhimento de um punhado de gazes na caixa, sua mão sinistra iria de encontro a maçã do rosto da enfermeira e a afagaria com ternura com o dorso dos dedos.

Levando em conta sua falta de habilidade na área médica, Hisoka não iria arriscar realizar um método terapêutico muito complexo, como uma sutura, que envolve perícias das quais o arqueólogo não dispõe. Destarte, seu maior objetivo seria um tratamento primário cujo propósito seria causar um fim a hemorragia e retirar as chances de infecções póstumas. Desta forma, o Revolucionário, guiado por Milla, molharia as gazes nos líquidos anestésicos e passaria os tecidos em suas feridas. Seus movimentos seriam dotados de bastante delicadeza e zelo, evitando causar ainda mais desconforto na garota. É certo que seu trabalho não seria dos melhores, afinal, Hisoka não detém experiência neste tipo de tarefa, porém certamente disponibilizaria maior comodidade e reduziria as chances de óbito da enfermeira.

– Pronto... Argh... – Assim que realizasse seu comentário, Hisoka sentiria uma turbidez em sua visão e uma forte sensação de mal-estar, a qual seria caracterizada por tontura e desnorteamento. – Droga... Acho que... Minhas feridas... – Levaria a mão esquerda à testa, piscando repetidamente em busca de recuperar a orientação dos sentidos.

Provavelmente a adrenalina percorrendo sua corrente sanguínea havia gerado uma reação anestésica em Hisoka, a qual permitira que ele pudesse encontrar o kit médico e tratasse Milla. No entanto, a constante perda de sangue em decorrência das lesões em suas costas podem ter gerado um estado hipotenso no professor, o qual fora mascarado por um bom tempo, mas que já deve estar chegando em condições críticas. Além disto, o incômodo nos ferimentos voltariam a lhe atormentar, circunstância que o obrigaria a cair com os joelhos no chão e arfar na tentativa de recuperar o fôlego.

– Você pode estancar o sangramento...? Acho que não alcanço... – Indagaria à Milla, mostrando seu estado fadigado em seu semblante abatido no átimo que erguesse o pescoço.

Na hipótese de Milla conseguir desempenhar o tratamento, Hisoka sentaria no solo e cruzaria as pernas uma sobre a outra. Com o corpo inerte, esperaria que a enfermeira realizasse o procedimento. No entanto, na possibilidade dela ser incapaz de ajudá-lo, o arqueólogo teria de tentar fazê-lo sozinho, caso contrário desmaiaria em poucos minutos. Assim, Kurayami flexionaria o cotovelo mais próximo na tentativa de alcançar as adagas, inicialmente agarrando-as pelo cabo com os dedos. Depois de inspirar e expirar profundamente, o historiador faria uma rápida contagem mental para que pudesse criar coragem suficiente para puxá-las. No momento que a sequência chegasse ao fim, Hisoka arrepelaria a primeira rapidamente, almejando um deslocamento retilíneo para não causar maiores danos. Os olhos imediatamente marejariam e seus músculos tensionariam em resposta a dor, fechando as pálpebras e deixando escapar um gemido entre os dentes cerrados:

– Urgh!! – Repetiria o processo com a outra adaga, desta vez com um pouco mais de convicção, levando em conta que já esperava a dor consequente.

Por fim, buscaria no kit médico gazes e ataduras remanescentes, as quais seriam usadas para estancar o sangramento ao passá-las pelo seu tórax, formando uma faixa amarrada sobre o tronco. Com o auxílio dos dentes, cortaria os tecidos necessários. Se não dispusesse dos utensílios, teria de usufruir de sua própria camisa, realizando o mesmo procedimento de atracação, objetivando dispor a veste na posição ideal para que pudesse cobrir ambas as lesões. No átimo que forçasse o laço e apertasse os ferimentos, tornaria a mostrar um semblante de incômodo, engolindo em seco e arquejando constantemente.

– Descanse aqui. – Acalentaria as madeixas negras de Milla com o auxílio da mão esquerda, forçando os risórios para mostrar um sorriso remansado à companheira. – Irei ajudar os demais. – Levantaria do chão, movendo a mão ao cós da calça para certificar se o pacificador estava lá. Se não, o procuraria e o colocaria no local de sempre.

Deixaria o cômodo com passos célebres, cerrando os punhos ao lado do corpo e tensionando os masséteres. O olhar determinado tinha em mente colocar um ponto final nesta missão, tendo em vista que muitos imbróglios já haviam decorrido das divergências de ideais. Sangue para os dois lados, sendo que ambos lutam por um mesmo objetivo. Toda esta problemática é extremamente estressante e, agora que Hisoka teve um pouco de tempo para refletir, ele não conseguiria tirar da cabeça a trivialidade destes embates. Afinal, enquanto o cenário de Ilusia Kingdom permanece o mesmo, os Revolucionários, àqueles que podem mudar o status quo, estão matando uns aos outros.

Guiado pelos tinidos oriundos das colisões das espadas, Hisoka finalmente retornaria ao salão principal do galpão, mas desta vez sem esconder a sua presença. De início, notaria que a Major estava a par em seu combate contra Steven, porém, por outro lado, Muralha havia sido completamente dominado por aquele conhecido por Siberiano. O rebelde parecia estar convicto em tirar a vida de Golias, o que despertaria um instintivo reflexo no professor de intervir no combate. Deste modo, o arqueólogo rapidamente sacaria o seu pacificador, entrando no alcance da arma ao dar alguns passos a frente e, após rotacionar a vergasta ao girar em torno de seu próprio eixo, firmaria os calcanhares no solo para impulsionar o flagelo numa potente acometida contra o crânio de Siberiano. O homem, no entanto, desviou do assalto de Hisoka, mostrando atenção e fugacidade em seus movimentos. Apesar da evasiva, Kurayami havia saído na vantagem, pois a segurança de Muralha fora amparada.

– Bem, desta vez está de frente. – Inclinaria o crânio, criando uma penumbra na região de seus olhos, enaltecendo o semblante severo. – Sabem que isto é idiotice, não sabem!? Deveríamos estar lutando lado a lado! – Aumentaria o tom de voz, almejando alcançar a todos no recinto, inclusive Steven. – Estão aniquilando os próprios reforços! Matando àqueles que fazem parte do mesmo exército! É este o plano de vocês? Nos matar e depois ir lutar contra o reino em desvantagem? É no mínimo estúpido! – Volveria o pescoço para fitar Steven do outro lado do ambiente.

Ferido e extremamente cansado pelos dois embates anteriores, Hisoka certamente estaria em situação desigual na batalha. Assim, aliando as circunstâncias ao pensamento que o alumbrou no caminho, ele inicialmente buscaria vencer o duelo na base da argumentação, usufruindo de princípios de liderança para ganhar a confiança dos adversários ao mostrar que o cerne de sua estratégia é completamente parvo. Apesar disto, há a chance do professor ser completamente ignorado e, por isto, ele não tiraria o foco da luta nem por um segundo, mesmo quando fitara Steven, pois manteria o olhar de soslaio em Siberiano para identificar alguma tentativa de avanço por parte do rebelde. Dado que ele usa uma espada, espera-se que seu estilo de combate envolva contendas de curta distância, o que automaticamente configura uma vantagem ao historiador.

– Idiota... – Resmungaria se vislumbrasse um ataque por parte de Siberiano, já preparando o corpo para uma eventual defesa.

Como de praxe, Hisoka abusaria de sua esquiva e aceleração para manter uma distância segura do inimigo, recuando em passos ou saltos se preciso, sempre em vigília com os entornos para não ser encurralado contra uma parede ou obstáculo. A medida que executasse suas evasivas, ele desenvolveria deslocamentos de sua vergasta, os quais serviriam para desanimar os avanços do oponente, tal como para punir seus erros de posicionamento ou postura. Para isto, Hisoka giraria o flagelo sobre a cabeça, movendo a articulação carpo-metacarpial de baixo para cima, gerando uma locomoção ascendente de seu pacificador almejando o queixo de Siberiano, imediatamente retornando para o controle do professor, em que seria corrupiado ao redor de seu corpo antes de mais um assalto, agora em diagonal, da direita para a esquerda, visando a mandíbula do rebelde. Tal como antes, Hisoka recolheria rapidamente o chicote para evitar que o adversário o agarrasse. Entretanto, em seu terceiro ataque, Kurayami mudaria a sua tática, conduzindo uma acometida um pouco menos veloz que a anterior, na diagonal inversa, assim como demoraria a retrair o pacificador, instigando uma falsa brecha na qual Siberiano abusaria para conter a vergasta. Contudo, seria esta a intenção do Revolucionário, pois no átimo que seu inimigo gazofilasse a arma, ele arpoaria o cabo com ambas as mãos e o puxaria fortemente com a finalidade de desestabilizar o adversário e tirar-lhe o equilíbrio. Sem dar chances para ele pensar, Hisoka rapidamente largaria o chicote e usufruiria de sua aceleração para apropinquar a distância entre ele e Siberiano para surpreendê-lo com sua luta de rua, a qual provavelmente não seria expectada, tampouco com tamanha fugacidade.

– Yokusei no Wani! – Na hipótese do inimigo não oferecer resistência, Hisoka brandaria no instante em que, próximo do rebelde, retraísse o cotovelo antes de afundá-lo na traqueia de Siberiano.
– Kensei no... – Na possibilidade de Siberiano ousar um ataque, Hisoka esquivaria ao lançar o corpo na direção contrária, usando o pé de apoio oposto a direção da acometida inimiga. – Neko! – Vociferaria ao flexionar o braço atrás do tronco antes de inseri-lo fortemente no mento de Siberiano.

Para suas conjecturas defensivas, Hisoka sempre iria priorizar a sua esquiva, cessando os ataques intercalados se necessário para adquirir maior agilidade. Seu principal objetivo seria manter a distância entre ele e Siberiano, tendo em vista que os golpes com a espada dependiam do curto intervalo. Por outro lado, se o adversário dispusesse de algum mecanismo de longo alcance, como projéteis de armas de fogo ou improvisados, talvez até mesmo a própria katana, o professor usaria os caixotes e prateleiras do recinto para se proteger após lançar o corpo atrás delas num rolamento acrobático. Se, por imprevisto, Siberiano for capaz de se aproximar a ponto de seus cortes com a espada serem possíveis, Hisoka ousaria uma finta em seu primeiro ataque; se este for na horizontal, lateralizaria o tronco ao girar o calcanhar de base na direção contrária; na hipótese de ser um golpe na vertical, jogaria o corpo para trás, retraindo a região mirada por Siberiano para que o gume não o excisasse. De imediato, logo depois da acometida do adversário, o historiador sacaria o pacificador e o bobinaria na mão dominante do rebelde, agrilhoando seus dedos junto ao cabo da espada, fazendo-o perder o domínio da arma. Por conseguinte, o finalizaria com as técnicas já citadas.

Técnicas:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptyQui 18 Out 2018, 13:42

Shutdown!


Com o auxílio de Milla, Hisoka conseguiu tratar o ferimento dela fazendo uso dos materiais disponíveis no kit médico que havia encontrado em uma das salas desse depósito. Por não ter as perícias necessárias para um trabalho bem feito, o professor decidiu não arriscar fazer nada que não fosse limpar e cobrir os ferimentos da enfermeira, que claro, estava ali para lhe passar as instruções exatas, já que ela sim sabia o jeito certo de fazer. Graças a toda a sua calma, Kurayami foi capaz de tratar inicialmente o machucado alarmante da companheira e deixá-la com a saúde estável por mais algum tempo, ainda não descartando a necessidade dela ser devidamente consultada por um profissional e consequentemente não poderiam continuar ali por muito mais tempo.

- Irei tentar… Chegue mais perto. - Disse ela gaguejando um pouco por estar fraca e trêmula, mas mesmo assim se dispôs a ajudar o professor para com o ferimento dele.

Com Milla podendo alcançar melhor as suas costas, as duas adagas que estavam lhe perfurando foram removidas e depois as feridas deixadas abertas foram tratadas da maneira correta para limpá-las e cobri-las. Apesar de ter sido levemente anestesiado, a dor não teria ido embora por completo, Hisoka por conta da adrenalina havia ignorado o seu ferimento durante muito tempo, mas ela logo se foi depois que terminou o combate e precisou abusar de sua calma para ajudar a companheira. A perda de sangue também era um perigo para o professor, mas não tanto quanto na enfermeira caída, ele ao menos ainda era completamente capaz de ficar de pé e lutar, ela por outro lado mantinha-se fraca e assustada. Também foi por esse motivo que o arqueólogo precisou ser mais ativo no seu próprio tratamento, fazendo todas as ações que poderia fazer e assim poupar a energia de Milla.

- Estarei lhes esperando… Por favor… - Falou a garota fechando os olhos para descansar no momento que Hisoka se despediu para poder retornar ao combate.

A caminhada do rapaz até o local onde as batalhas estavam sendo travadas era um momento de reflexão onde ele concluía que essa briga era uma grande idiotice, afinal estão ambos os grupos do mesmo lado, possuem o mesmo propósito, ainda que com vertentes diferentes em seus pensamentos de como alcançá-los, porém, se ambos se ajudassem, o objetivo em comum teria mais chances de ser alcançado… Então por que motivo continuam a brigar? Soava como uma infantilidade que incomodava tanto Hisoka que ao chegar até a área de confronto ele não demorou para começar o seu discurso a respeito.

- Exatamente, Steven, não precisamos fazer isso, nós podemos resolver isso de uma maneira que não envolva tanto sangue, por favor, me escute! - Pediu Helena para o amigo de muito tempo.

- Vocês não sabem de nada, parem com tanta burrice! - Gritou Siberiano em resposta aos dois, porém Steven continuou calado.

Depois que o professor havia conseguido salvar Muralha de provavelmente ser executado, o Siberiano, também conhecido como Zack, passou a concentrar sua atenção apenas em Hisoka, avançando na direção dele com a espada em punhos pronto para atacá-lo. Já imaginando que algo assim poderia acontecer, o arqueólogo se preparou para realizar a esquiva necessária para a primeira tentativa de corte, seus músculos dorsais quando tensionados acabavam lhe trazendo uma dor incômoda que limita parte do seu potencial como chicoteador, mas isso não se mostrou um problema na hora de tentar atingir seu adversário com o agitar de seu flagelo.

O ruivo desviou do primeiro ataque de Hisoka girando o corpo de maneira lateral, depois se impulsionou contra o professor para atacá-lo de frente, mas ele foi rápido o bastante para continuar mantendo uma certa distância e também poder atacar uma segunda vez, no entanto, nesse seu segundo ataque que o pior acontecia… Deixando de mirar seu ataque ao corpo do arqueólogo, Zack preferiu fazer o movimento contra o Pacificador que avançava em sua direção ao seu rosto, cortando-o antes que pudesse atingi-lo. Ter a arma danificada dessa forma poderia ser um choque para Kurayami, afinal era sua principal fonte de dano e perdê-la dessa maneira poderia ser desesperador, ainda que, seu temperamento calmo o ajudaria a não se deixar abalar tão rapidamente, mesmo que pudesse ser um pouco triste ver sua primeira arma ter um fim como esse.

- Acabou para você! - Anunciou avançando para uma sequência de cortes na intenção de finalizar o confronto.

O Pacificador poderia ter tido um fim trágico, mas isso não significava o mesmo para Hisoka, pois mesmo sem uma maneira tão efetiva de atacar, ele ainda era bastante ágil, desviando das ofensivas fazendo bom uso de seus reflexos e acrobacias, até encontrar um momento oportuno e avançar para utilizar sua técnica Yokusei no Wani mirando golpear diretamente a traquéia do ruivo. Quando tal movimento foi executado, Zack conseguiu outra vez se esquivar, encaixando um contra-ataque na sequência, este que pela curta distância não cabia a oportunidade de ser feito um corte efetivo com o sabre, por isso ele usou apenas o cabo da espada para golpear o olho do professor. A pancada em seu olho direito doía bastante, sendo talvez mais doloroso que levar um soco no mesmo lugar e sabia que ficaria roxo em alguns minutos, tanto é que sua pele já havia sido ferida pelo impacto e sentia o sangue escorrer pela sua face.

Sentiu-se atordoado de início pelo choque de ter o crânio atingido, por isso usando de seus conhecimentos de luta de rua, Hisoka sabia que seria atacado novamente nesse tempo se não fizesse nada a respeito, então ele precisava desviar… Foi então que abusando do potencial máximo de seus instintos, Kurayami conseguiu se esquivar da lâmina de Siberiano no limite máximo, tanto que alguns de seus fios de cabelo até foram cortados, encaixando na sequência um poderoso soco no queixo do ruivo. Nunca antes havia dado um soco tão forte em sua vida, sentiu só pelo toque que provavelmente havia deslocado a mandíbula do seu adversário, assim como também pode ter fraturado alguns dos ossos de sua mão, já que a dor que viria aos seus dedos em seguida poderiam indicar isso, porém, diferente das outras dores que sentia até então, essa era a mais prazerosa delas.

O que o professor talvez não soubesse que iria acontecer é que seu soco bem dado no queixo do ruivo iria também chacoalhar o cérebro dele dentro de sua caixa craniana, Kurayami perceberia que havia ali nocauteado seu oponente, podendo agir rapidamente para desarmá-lo e ainda encaixar mais algum golpe se assim desejasse. Era o fim da batalha, e a finta do gato havia derrotado o tigre. Hisoka pela terceira vez no dia de hoje havia conseguido derrotar o seu adversário, uma sequência que talvez poucas vezes em sua vida ele havia conseguido, o que certamente o faria perceber o quanto estava evoluindo, trazendo-lhe o orgulho por estar ficando cada vez mais forte.

Obviamente as consequências de tantas batalhas estavam ali em seus ferimentos e também na sua arma que havia perdido quase metade do comprimento original. Já acumulava um olho inchado e sangrando, uma mão fraturada e os trapézios latejando de dor enquanto sequer era capaz de saber quanto de sangue já havia perdido por ali, sentindo-se cada vez mais tonto, o professor sabia que nesse rítimo acabaria desmaiando se não parasse para descansar. De fato ele acabaria vindo a desmaiar em breve, mas não por conta desses ferimentos mais básicos, e sim pelo corte que Steven lhe acertava nas costas fazendo-o automaticamente ser puxado para o chão como se a força da gravidade tivesse triplicado. Conseguia sentir o sangue jorrar pelo seu mais novo ferimento, mas sinceramente a essa altura a dor nem era mais algo que lhe incomodava.

- Steven, pare com essa merda, agora! - Ouviu ele uma voz feminina gritar de um lugar para ele tão distante que soava como se fosse de fora desse depósito. Porém a voz não era de Milla ou da major… Ele sabia quem era, era Fennik.

Diferente do corte que Siberiano fizera nele mais cedo, esse foi bem mais profundo, ou pelo menos “pegando carona” no ferimento anterior acabaria se tornando um mais grave, mesmo que não tivesse sido com a força máxima. Hisoka poderia tentar se levantar, mas não conseguiria, tudo porque outra vez fora atingido pelas costas sem ter como reagir, a diferença é que pelo menos antes disso já havia derrotado toda a ninhada de gatos… Restando apenas o líder do bando para ser parado, o professor viria a fechar os olhos deixando sua confiança nas mãos das mulheres do seu bando. Já está ficando chato desmaiar assim o tempo todo...

HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySex 19 Out 2018, 03:27



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 16


Com o sangue frio após o término de seus combates, o tratamento de Milla acabava sendo bastante dolorido para o professor. Hisoka sentia cada centímetro da adaga sendo retirada de seu corpo, processo pelo qual ele precisou passar duas vezes. De olhos fechados e orbiculares espremidas, o arqueólogo tentava relutar contra a dor ao forçar as expressões faciais e contrair os punhos, os quais estavam sendo afundados em suas coxas a medida que Milla limpava as mossas com as gazes. Ao fim, ao menos teve suas piores lesões fechadas, o que evitaria sintomas hemorrágicos, os quais, inclusive, o historiador já havia começado a sentir. Destarte, ele poderia continuar a realizar a sua missão, por mais que os traumas exigissem tratamentos feitos com maior afinco e calma no futuro para evitar infecções e agravantes.

– Eu voltarei, não se preocupe. – Desta vez Hisoka pouparia carinho, abrindo apenas um breve sorriso sincero para rematar sua promessa.

Descansou poucos minutos, somente o suficiente para se acostumar com o incômodo nas costas e recuperar a energia derradeira que ainda lhe restava. De passos firmes, não hesitou em retornar ao salão principal do armazém para averiguar a situação do combate entre Helena e Steven, assim como entender o papel que Muralha havia adquirido em meio as circunstâncias. Ao chegar lá, encontrou seu mudo companheiro derrotado por Siberiano e prestes a ser abatido. Sem pestanejar, Hisoka interferiu no duelo e chamou a atenção do rebelde, buscando, também, agregar uma união entre as duas equipes ali presentes, mas foi ignorado. Siberiano avançou contra o arqueólogo, obrigando-o a recuar e contra-atacar com seu pacificador. Seu movimento de arrebate, no entanto, fez suas feridas nos músculos dorsais fisgarem, incômodo enaltecido pelo cerrar de seus maxilares.

– Droga... – Reclamaria das dores, fechando parcialmente o olho esquerdo.

Mesmo com as lesões, Hisoka estava determinado a não desistir, principalmente após tudo que passou e viu seus companheiros Revolucionários passarem, majoritariamente Milla. Era incapaz de deixar ser vencido por dores em suas costas e, por isso, lutou bravamente contra Siberiano. Contudo, logo em seu segundo ataque, o professor viu seu chicote ser cortado pela espada afiada do rebelde, cenário nem um pouco esperado a esta altura da batalha. Um imprevisto assim nunca havia acontecido com Hisoka que, apesar de ser um bom lutador corpo-a-corpo, dependia da longa distância para evitar os cortes da katana inimiga. Apesar do empecilho, o seu temperamento calmo o ajudaria a dominar o imbróglio e dar a volta por cima na escaramuça.

Ainda que estivesse sem seu chicote e o amparo de seu estilo de luta principal, Hisoka não hesitou e avançou contra o adversário, buscando usufruir de uma de suas técnicas especiais para abatê-lo. A acometida, entretanto, não fora tão veloz, possibilitando a esquiva adversária, assim como um contra-ataque. A visão do professor rapidamente foi coberta por uma mancha negra em conluio com uma forte dor sentida em seu olho direito. A priori, sua preocupação era de que havia perdido o órgão, principalmente ao levar os dedos na região e, com seus dermatóglifos, sentir o quente líquido rubro manando do local. Contudo, ele enxergava com dificuldade, situação que o agraciou com um suspiro ao ver que ainda estava com os dois olhos, apesar dele apresentar um espesso edema.

Aparentemente seu inimigo havia enxergado um bom ponto para investir contra Hisoka, porém este átimo já era esperado pelo experiente professor que, usufruindo de sua lógica e conhecimento em luta de rua, esquivou do gume adversário, perdendo somente alguns fios de suas madeixas negras. Por conseguinte, o historiador acumulou bastante força no punho direito, utilizando não apenas os músculos do membro superior, como também os do tórax, ombro e costas, este último que mais uma vez o incomodou, porém o Revolucionário relutou bravamente contra a dor. Sua intrepidez o permitiu atingir Siberiano em seu queixo com tanta potência que algumas de suas falanges foram luxadas com o impacto.

– Tsc, frente a frente parece ser outra história. – Debocharia do adversário desacordado, concomitantemente segurando o pulso direito com a mão oposta, apoiando-o contra a barriga.

Os segundos de glória, no entanto, duraram pouquíssimo. Os passos tropegantes denotavam a sua falta de energia em decorrência da grande quantidade de sangue perdido, este que rorejava por seu rosto até ir ao chão em pingos vagarosos. A visão turva e a audição bochornosa deixavam claros a evasão dos sentidos, impedindo-o de notar quaisquer avisos a cerca do ataque que viria a lhe talhar as costas - mais uma vez. Assim como fez Siberiano, desonrosamente Steven cortou a retaguarda de Hisoka, fazendo-o abrir a boca num urro de dor. Após tantos anos longe das brigas contra patifes arruaceiros, o professor simplesmente havia esquecido que combatentes lutando pela própria vida são desprovidos de probidade.

– ARGHH! – Esbravejaria antes de tombar os joelhos e desmoronar com o tórax contra o chão.

Pouco antes de ser vencido pela inconsciência, a voz de Fennik se fez presente em sua mente. Hisoka era incapaz de dizer se era realidade ou fruto de sua imaginação. Se fosse o segundo, certamente ficaria profundamente decepcionado consigo mesmo ao ser incapaz de deixar para trás um amor incorrespondido. Infelizmente ele não ganharia sua resposta tão cedo, pois fora questão de segundos até cair em silêncio profundo por tempo indeterminado. Ao contrário de antes, desta vez não sonharia, seja lá o que isto signifique.

Assim que pudesse, abriria os olhos palatinamente, permitindo às retinas o costume com a luminosidade local e aos cristalinos um melhor foco no ambiente. Rotacionaria apenas o pescoço com suavidade, procurando, nos entornos, a figura de algum conhecido. Engoliria um pouco de saliva, imediatamente sentindo a boca seca em resultado do tempo que passara desacordado. Buscaria umedecer os lábios pecos com o auxílio da língua, cobrindo os órgãos vagarosamente enquanto as narinas captariam o quente alento acumulado na mucosa oral. Se dispusesse de alguém próximo em sua pequena vistoria, esforçaria as cordais vocais calejadas, inicialmente em balbucios, na tentativa de uma comunicação:

– Eg... Olá... O-Onde estou...? – Indagaria com o olhar alquebrado fixo na silhueta.

Na hipótese de não encontrar ninguém, tentaria ceder energia aos músculos torácicos para alçar o tronco e girar a pelve, levando os pés de encontro ao chão em seguida. Com as solas dos membros sendo arrastadas no pavimento em decorrência da falta de coordenação e equilíbrio, Hisoka iria em direção da porta do cômodo e apoiaria a mão na batente da estrutura, carregando somente o pescoço para o corredor, onde iria volutear as cervicais para a esquerda e para a direita em busca de alguém. Na ocasião de encontrar alguma companhia, a perguntaria a mesma frase. Na hipótese de não achar ninguém, continuaria a caminhada lenta até que se deparasse com algum indivíduo para que, por fim, a questionasse igualmente.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySex 19 Out 2018, 23:15

Recuperação


Hisoka conseguia ouvir algumas vozes em sua cabeça mesmo antes de perder a consciência. Ouvia discussões, gritos e choros, mas isso não tirava ele da imersão que sua mente havia lhe levado para poupar-lhe o sofrimento de toda a dor que estava a sentir. Se seus aliados saíssem com a vitória da batalha contra Steven, então ele seria levado à uma cama e receberia o devido tratamento para suas feridas expostas, mas fariam o mesmo com Milla? Ele havia deixado a garota ferida no interior do armazém, mas alguém mais sabia que ela estava lá ferida? Alguém poderia salvá-la? Hisoka havia prometido voltar para buscá-la, mas acabou caindo antes de cumprir sua promessa. Seu belo e aconchegante sonho rapidamente ia se transformando em um pesadelo onde a imagem do corpo sem vida enfermeira estava deitado em um chão frio coberto de sangue. Era sua culpa. De novo.

Quando abriu os olhos lá estava a silhueta dela. Podia sentir o aroma de seus cabelos sedosos e o calor de suas mãos macias que lhe apertavam o punho. Milla estava bem, poderia pensar… Mas na medida em que a luz foi penetrando mais a fundo as suas retinas, o professor logo percebeu que quem estava ali na verdade era Fennik. A revelação poderia ser decepcionante para ele, mas para a revolucionária era o oposto, abrindo um sorriso ao ver que o companheiro havia acordado, mesmo que o restante de seu rosto indicassem uma grande tristeza, principalmente por parte de seus olhos inchados e avermelhados.

- Fico feliz que você já acordou, mas você ainda precisa descansar, ok? - Pediu ela segurando um pouco mais firme a sua mão esquerda, pois a direita pelo visto estava enfaixada e imobilizada.

Realmente era necessário um pouco mais de descanso por parte de Hisoka, podia sentir isso por conta das dores em seu corpo, principalmente em suas costas. Sua cabeça também doía um pouco, tanto por conta do seu olho inchado, como pelo seu desgaste físico e mental, afinal derrotou três inimigos numa sequência e de certa forma já havia enfrentado todos os três algumas horas antes de encontrá-los novamente. O professor não sabia quantas horas haviam se passado desde que desmaiou, mas olhando ao seu redor notaria pelas janelas que já estava de noite, inclusive acabaria se localizando por estar na ala hospitalar do Paradise Star. Ao lado de sua cama ele encontraria penduradas uma bolsa de soro e uma de sangue, ambas sendo necessárias para manter seu corpo vivo.

Também na mesma enfermaria, mas em uma cama ao lado, estava Milla, para o seu alívio ela não havia sido esquecido, porém uma sensação que duraria pouco, já que o estado de saúde dela parecia bem mais grave que o seu. A enfermeira estava ligada a uma máquina de monitoramento cardíaco ao qual o professor não saberia dizer muito bem pelo monitor se estava em uma boa frequência, ela também parecia respirar com o auxílio de um aparelho de oxigênio sobre seu rosto, além da necessidade de repor o sangue perdido assim como ele. Seria difícil para Hisoka ver tal cena e não sentir um aperto no peito. Ela nunca se mostrou preparada para entrar em combates, era evidente que isso poderia acontecer, mas mesmo assim deixou que Helena a colocasse sozinha em uma tarefa. Era culpa deles ela estar neste estado?

- Vocês possuem o mesmo tipo sanguíneo… Foi difícil conseguir duas bolsas de sangue para salvá-los. Agradeça ao Jovi e a sua grande influência por isso. - Explicou Fennik ainda abalada. - Peço desculpas pelo meu irmão… Não era pra isso ter acontecido com você, ou com ela, lamento.

- Eu por outro lado digo o contrário, professor. - Disse a voz da Major do outro lado do cômodo, aparentemente ela havia acabado de chegar. - Você fez um ótimo trabalho na missão que lhe dei, superou minhas expectativas… Derrotou três do grupo do Steven e ainda aguentou o tranco de um ferimento desses. Bem, acredito que com esses resultados uma cicatriz não será a única coisa que você irá ganhar. - Notando em seguida a possível preocupação de Hisoka com Milla, ou até mesmo uma fala dele referente a ela, Helena ficaria um pouco mais séria antes de responder: - Eu sinceramente não sei te dizer se ela ficará bem… Quando resolvemos o combate com Steven e voltamos com vocês para cá, ela já havia perdido muito sangue. Agora a única pessoa que pode fazê-la sair dessa, é ela mesma.

Isso era muito triste. Realmente era frustrante para o arqueólogo mesmo depois de ter conseguido ajudá-la ouvir uma notícia como essa, então o que teria acontecido se ele não estivesse lá para estancar o sangramento? É como já foi dito, Hisoka era apenas um arqueólogo, e não um médico, não fazia parte de suas perícias tratar de ferimentos como o que Milla tivera, então ele não poderia se culpar pelo ocorrido… Porém, o quão difícil seria para ele tirar tirar da sua cabeça a ideia de que era sim o culpado por isso?

- Mas temos também notícias boas, o restante do grupo também conseguiu ter sucesso nas missões que lhes dei, se tudo der certo conseguiremos cumprir com nosso objetivo aqui e partir para a Grand Line onde mais pessoas precisam de nossa ajuda… A Essência de Bronze não pode demorar para alcançar seu objetivo. - Após essas palavras da sua superior, mais pensamentos poderiam invadir a mente de Hisoka. - Continue descansando, professor, e tome cuidado, apesar de estar se mostrando um ótimo guerreiro, não é para combates que nós precisamos de você.

De fato, sua função ali não era lutar, isso já havia sido dito muitas outras vezes… Mas como poderia mostrar seu valor, como poderia ajudar tantas pessoas se não se arriscasse em batalhas como essas? Poucos dias como membro do exército revolucionário e seu livro pessoal de história e ganhando cada vez mais páginas, ainda que muitas delas estivessem faltando palavras para serem concluídas.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptyDom 21 Out 2018, 05:05



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 17


A escuridão brumosa do longo período de letargo sucumbiria vagarosamente a medida que as pálpebras de Hisoka fossem abertas. Com esforço, as pupilas aquerenciariam à luminosidade do novo ambiente, situação que promoveria um franzir da testa e cenho por parte do arqueólogo. A visão desfocada caminharia pelo recinto, de cabo a rabo, até localizar uma silhueta irreconhecível à sua esquerda. A priori, era capaz de vislumbrar suas madeixas negras e pele branca, perfil que remeteria imediatamente a uma única pessoa na mente do Revolucionário: Milla. Sua cabeça seria inundada por um choque elétrico no átimo que as lembranças viessem a tona, fenômeno que provocaria uma sensação de cefaleia extremamente desconfortável. Não havia cumprido sua promessa, afinal. Não havia retornado. Hisoka simplesmente não tinha a menor noção de como iria encará-la agora.

– Mi-Milla, me... – Interromperia a frase quando seu cristalino aclimatasse e o possibilitasse reconhecer a figura ao seu lado. – Fennik... – Engoliria em seco, desviando o olhar de imediato. Era a primeira vez que estavam cara a cara após a conversa no quarto da bárbara. – Agradeço a preocupação, mas... – Recuaria sua mão esquerda serenamente, retirando-a do alcance dos dedos de Fennik. Em seguida, levaria-a de encontro a sua própria coxa, onde agarraria sua veste com os dedos, ainda de olhar apartado e semblante claramente desconcertado. O constrangimento, no entanto, seria rapidamente substituído por um forte sentimento de culpa. – Droga, Milla! Eu... Eu havia dito que voltaria por ela... – As pálpebras seriam erguidas e a respiração se tornaria mais pesada, denotando a súbita preocupação.

Hisoka apoiaria a mão direita na cama numa pífia tentativa de erguer o corpo, porém seria acometido por uma dor aguda oriunda do membro recheado de luxações, o que causaria um desequilíbrio, que seria amainado com o cotovelo destro. Concomitantemente, o deslocamento de suas costas em contato com o lençol sobre o colchão o faria sentir o incômodo na região repleta de lesões, situações que o fariam lembrar rapidamente de seus ferimentos oriundos dos combates que tivera, sendo o mais agravante o grande talho na retaguarda.

– Droga, eu preciso... Preciso ajudá-la... – Com os sentidos mais aprumados, Hisoka notaria os constantes "bips" provenientes do equipamento cardiovascular na maca ao seu lado. Seu pescoço voltearia paulatinamente para a região, pois ele já imaginava quem iria encontrar. – N-Não... Eu... – No instante que o arqueólogo observasse Milla completamente carcomida, seus olhos opulentariam em líquido salino. Os sulcos nasolabiais seriam tensionados, a mandíbula afrouxaria e as pálpebras esmoreceriam a medida que as maçãs do rosto fossem cobertas da lágrimas. O fluído lôbrego gotejaria vagarosamente no lençol que cobria seu corpo, guarnecendo-o com gotas aleatoriamente dispostas. – É-É minha culpa... E-Eu havia prometido... Eu havia prometido a ela... – O professor balançaria a cabeça negativamente e fecharia os olhos, tendo a fala interrompida nos momentos em que a garganta fosse incomodada em razão do choro. – E-Ela deve ter ficado esperando... Perdendo s-sangue... – Hisoka abaixaria a cabeça e apertaria a coberta com a mão esquerda, novamente indignado com a sua fraqueza. Mesmo que tenha derrotado três adversários, ainda não era o suficiente. Assim como foi com Furry, mais uma vez um aliado teve sangue derramado em razão de sua falta de habilidade.

Seu estado de plangor e reflexão acabaram o impedindo de atentar as últimas palavras de Fennik, tal como a aproximação de Helena, somente notando-a quando ela articulasse seu comentário e começasse a discorrer sobre os acontecimentos. Com a palma da mão e antebraço esquerdos, Hisoka tentaria limpar as lágrimas derradeiras que ainda vertiam dos olhos avermelhados, sendo um pouco mais cauteloso com o olho machucado. Por mais que estivesse sendo elogiado, era incapaz de se sentir feliz, tampouco orgulhoso. Sua autocrítica apenas seria ainda mais fortificada no momento que Izzy elucidasse os nuances a cerca da saúde de Milla. Ao que parece, ela está entre a vida e a morte, de forma que sua recuperação dependerá completamente de sua força de vontade.

– Grand Line... – Enquanto ponderaria a cerca do mar desconhecido, moveria o olhar para a direita, mais uma vez observando Milla, desta vez com um pouco mais de equilíbrio emocional. Durante a ruminação, continuaria atento as palavras de Helena, captando o sucesso na missão por parte dos demais Revolucionários, assim como os próximos passos da tripulação. – Entendo... Para onde iremos? – Indagaria Helena, pois seu conhecimento histórico poderia dar pistas sobre a próxima ilha em que embarcarão. Posteriormente, ao escutar seu último comentário, cerraria levemente os olhos e a fitaria: – Eu ficarei mais forte. – Num retruque, deixaria claro que faria de tudo para não cumprir apenas a sua função como uma grande mente dentre o Exército, mas também um poderoso guerreiro.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Por conseguinte, Hisoka inflaria profundamente e, de olhos fechados, soltaria o ar acumulado nos pulmões. Depois de liberar o pigarro preso na garganta, relaxaria o corpo sobre a cama e cobriria-o completamente com o lençol. Por mais que estivesse com ânsia de treino para que pudesse honrar suas palavras à Izzy, o historiador reconheceria que, em seu estado atual, de nada poderia fazer. Destarte, sua melhor opção é realmente descansar, para que, ao menos, suas feridas mais superficiais sejam recuperadas. Para isto, viraria o corpo para o lado esquerdo, deixando as costas - e seus ferimentos - fora de contato com a cama. O movimento poderia ser desconcertante, tendo em vista que Fennik ainda poderia estar deste lado, porém Hisoka ignoraria, rapidamente fechando os olhos e umedecendo os lábios antes de deixar a mente límpida para repousar.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySeg 22 Out 2018, 21:20

Onde os sonhos começam


- Não é culpa sua, professor. - Falou Fennik para tentar acalmar o companheiro que havia começado a chorar por conta da grande carga de culpa que estava carregando graças ao estado atual de Milla. Hisoka estava realmente muito abalado, um lado sentimental que até então não havia mostrado para os demais revolucionários, por isso Katherine emocionada com a situação acabou por dar um abraço no arqueólogo, deixando-o que pudesse chorar em seu ombro. - Ela vai ficar bem, não é sua culpa. Milla é uma garota forte, da mesma maneira que ela teve forças para querer lutar, ela também terá forças para sobreviver. Não se culpe pela escolha dela de querer ir atrás dos seus sonhos.

Era horrível a sensação que Hisoka sentia naquele momento, por mais que Fennik lhe dissesse para não se culpar, não era tão fácil assim deixar esse sentimento de lado, algo que estava lhe corroendo por dentro de uma maneira que até mesmo lhe fez começar a chorar. Poderia ser desconfortável o contato que ambos os revolucionários acabavam tendo por conta do abraço que ela deu início, isso porque o professor talvez não estivesse ainda muito bem emocionalmente com a garota que lhe havia lhe rodeado com os braços, ou então ele poderia não se incomodar com o fato e a atitude ter um resultado positivo ao ajudá-lo a se acalmar, confortando-o com esse abraço caloroso. A maneira como Hisoka reagiria a tal aproximação é também o que determinaria o clima no ambiente quando essa tivesse fim e o restante dos diálogos já incluindo Helena tivessem início.

- Nossa próxima parada dependerá de quão bom será o nosso sucesso hoje. - Respondeu a major a respeito da pergunta de Hisoka sobre o lugar que deveriam ir, indicando que ainda não era muito certo qual era a primeira ilha que visitaria ao entrar na Grand Line.

E falando na Grand Line, como não ficar no mínimo ansioso com a ideia de entrar nesse mar? Ainda que os livros contenham toda a informação verídica a respeito dele, era inegável que os mitos e histórias sobre uma assustadora grande rota eram no mínimo curiosos. Saber dos perigos da Grand Line não o torna menos perigoso ou amedrontador, ainda mais vendo o estado de seu corpo frágil após enfrentar meros humanos, imagina a dificuldade que seria ter que enfrentar um temido rei dos mares, no momento seu corpo certamente não está forte o bastante para isso e infelizmente ainda não aprendeu uma maneira de parar um desses monstros marinhos apenas com a força da sua mente, já que se dependesse do seu conhecimento suas batalhas teriam um índice muito maior de sucesso. E é por isso que o professor não pode mais aceitar sua fraqueza, ele precisa ficar mais forte, seja para sobreviver, seja para proteger aqueles que se importa, sendo assim, com toda essa motivação guardada em seu interior, ele poderia voltar a dormir e descansar tudo o que precisava para então acordar em seguida e estar pronto para recomeçar seu intensivo treinamento.

- Tenha um bom descanso, professor, voltarei depois para ver se está bem, qualquer coisa é só chamar que viremos lhe ajudar. - Falou Fennik se despedindo de Hisoka em sua cama, para isso ela dava uma leve acariciada nos cabelos negros do historiador e erguia-se na sequência do banquinho onde estava sentada para ficar ao lado da cama.

Dormir não seria uma tarefa fácil tendo tantos ferimentos quanto tem o professor, mas mesmo assim o cansaço falava mais alto na hora de forçá-lo a fazer essa tarefa essencial para a saúde do corpo humano. Quando fechou os olhos ele sabia que era noite por conta das janelas, e depois ao abri-los percebeu que ainda estava escuro do lado de fora do navio, sinal de que ou havia dormido muito pouco ou havia dormido demais, porém com base na sua fadiga atual e nas suas dores ainda bem incômodas, era mais provável que tivesse dormido menos do que deveria. Ainda assim não havia qualquer dor ali que o impedisse de se levantar, por sinal seus braços estavam livres de soros, o que indica que pelo menos nesse momento ele não estaria precisando dele.

Assim que tivesse vontade de se levantar e sair da ala hospitalar, Hisoka acabaria por ouvir um som alto vindo da parte externa do navio que indicavam que algum tipo de algazarra estava acontecendo. Era de se notar também que o navio estava em movimento, então é possível que já estejam se afastando do reino de Ilusia. Quando chegasse ao enorme convés da embarcação, Kurayami poderia chegar a pensar que Jovi estava fazendo um show com sua banda, isso porque a quantidade de pessoas que estavam ali presentes ia muito além do número de tripulantes que já havia visto a bordo. Ainda que pudesse estar sonolento e com dores que lhe tirassem parte da percepção, o professor não deixaria de reparar que esses desconhecidos eram na verdade alguns dos escravos que Ilusia mantinha em segredo, isso por conta de suas vestimentas bem acabadas e pelos seus corpos sujos cheios de machucados.

Tão relevante quanto essas novas pessoas a bordo era a chuva que caía sobre todos que estavam no convés, e não era qualquer chuva, tendo em vista o breu que estava o céu coberto de nuvens negras que cobriam qualquer estrela e até mesmo a fonte de luz da lua. Os relâmpagos de trinta em trinta segundos eram a única maneira de se iluminar o mar ao redor deles, esse que estava tão escuro quanto o céu, trazendo uma sensação de que estavam navegando no interior de uma névoa negra. Por mais que tudo do lado de fora estivesse apagado, o navio turnê de Sir Jovi era como o sol no meio do sistema solar, produzindo a luz necessária para se ter ao menos uma visão daquilo que estava a bordo.

- Quando vocês decidiram subir nesse navio hoje, vocês não estavam apenas escolhendo um meio de navegação para uma outra ilha, vocês estavam escolhendo o caminho da liberdade! - Gritou a major de cima do palco luminoso do Paradise Star. - Aqueles que foram salvos hoje graças a nós, o Exército Revolucionário, todos vocês receberão o apoio necessário para continuar esse maravilhoso caminho de suas vidas que nós tanto lutamos para que seja direito de todos! Comerão se estiverem com fome, terão suas doenças e feridas tratadas se estiverem com dor e terão a disposição de vocês todo o conforto que é preciso para uma ótima noite de sono… Mas saibam que todos aqui tem todo o direito de partir a hora que desejarem e para onde desejarem, porém aqueles que decidirem ficar, ficarão para lutar... Lutar pela liberdade! - Com o fim desse discurso, Helena ergueu sua espada e a grande maioria das pessoas presente ergueram os punhos fechados em um grito de empolgação. - E lembrem-se que sem ele provavelmente não teríamos conseguido salvar tantos de vocês… Sejam para sempre gratos à Gilland Steven, o herói de Ilusia Kingdom!

- STEVEN! STEVEN! STEVEN! - Começaram todos a gritar pelo nome do homem que aparentemente não estava presente.

Depois de ter desmaiado graças ao ferimento deixado em suas costas pelo mesmo homem que estava sendo chamado de herói, Hisoka poderia ter uma certa dificuldade em entender o que poderia ter perdido para que ocorresse esse plot twist onde aquele que estava prestes a enfrentar como um vilão havia se transformado no salvador de todas essas pessoas. Por mais confuso que fosse, não era um cenário impossível, visto que o próprio professor já havia dito momentos antes de ser atingido que uma união entre os dois grupos era o melhor jeito de se ter sucesso nessa batalha contra o reino corrupto, então ele poderia até se sentir um pouco orgulhoso de que suas palavras podem ter incentivado de alguma maneira o início dessa mudança tão importante para essas pessoas. Por mais que Steven provavelmente fosse lhe deixar uma cicatriz de recordação, essa dor nem se compararia com a beleza que era ver o sorriso no rosto daquelas pessoas que agora eram totalmente livres. Se fosse do interesse de Kurayami ter mais informações sobre o ocorrido, procurar por Helena ou Fennik seriam a melhor alternativa, ainda que outros revolucionários pudessem lhe passar uma história resumida que poderia ser mais do que suficiente se assim quisesse.

Agora falando sobre a viagem que o Paradise Star estava fazendo, bem, o fato do mar estar sendo iluminado apenas pelas luzes do navio e pela luz da lua iriam dificultar o arqueólogo a conseguir visualizar onde exatamente eles estavam, mas se tivesse interessado em chegar mais perto das laterais do convés para ver o quão distante eles estavam do reino, então acabaria por descobrir que já teriam partido de lá há algum tempo, visto que sequer conseguia ver a ilha no horizonte, sabendo apenas que ela estava ali por conta da luz distante do que provavelmente era o farol para o porto de Ilusia.

- PREPARAR VELAS, NÓS ESTAMOS CHEGANDO! - Gritou Blink diretamente do timão do navio.

Assim que disse isso os revolucionários já conhecidos da tripulação começaram a se mover depressa para partes específicas da embarcação, soltando e puxando cordas e mais cordas para conseguir ter total controle de todas as velas do grande Paradise Star. Diante do seu conhecimento sobre os mares, ainda que pouco se comparado a um navegador, Hisoka sabia qual era o provável lugar em que estavam chegando… A Reverse Mountain! Uma cachoeira onde suas águas correm na direção contrária, arrastando os navios para o topo ao invés do contrário. São poucas as tripulações que conseguem sobreviver a esse desafio e muitos piratas morrem antes mesmo de sonhar em chegar à Grand Line, pois a Reverse Mountain nada mais é do que o portão de entrada para o mais famoso dos oito mares.

- HOJE É O DIA QUE MARCARÁ O COMEÇO DE SUAS NOVAS HISTÓRIAS E NÃO O FIM DELAS! NÃO DEIXAREI QUE O SONHO DE TODOS VOCÊS ACABE AQUI! - Gritou o navegador com bastante determinação para trazer confiança para os tripulantes mais assustados com todo o caos que estava sendo essa navegação. - SEGUREM-SE TODOS, NÓS VAMOS SUBIR!


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySex 26 Out 2018, 01:49



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 18


Com o rosto embebido de líquido salino, Hisoka sentiu uma leve pressão em suas costas, a qual, proporcionada por um par de mãos, aproximou seu corpo de Fennik, viabilizando às narinas a captação do doce bálsamo oriundo da revolucionária. Por mais que a situação o deixasse desconcertado, sua condição em prantos o fizeram aquiescer ao gesto da bárbara. Com a testa contra o ombro da garota, o arqueólogo liberou as lágrimas remanescentes enquanto mantinha os olhos fechados, escondendo a face sob a clavícula da companheira na busca de amorar a cena vergonhosa. Não somente sentia constrangimento pelo choro, como também por recorrer àquela que havia negado seus sentimentos. No entanto, pela primeira vez não sentia-se irritado com Fennik, pois reconhecia sinceridade em sua atitude, a qual ele nunca havia lobrigado anteriormente.

– Desculpe... – Fungaria fortemente após o pedido para abluir a faringe, ainda mantendo o rosto mergulhado em sua clavícula no intuito de evitar que ela visse seu estado medíocre.

De masséteres bastante tensionados, Hisoka afastaria a cabeça da espádua de Fennik paulatinamente, promovendo a nutação de suas madeixas negras, exceto por alguns fios apegados a sua pele em detrimento das lágrimas ressecadas. Engoliria em seco, conservando o olhar fixo no ombro da bárbara e ainda completamente sem palavras. Com a palma da mão esquerda, jogaria o cabelo para trás, desfazendo os nós entre as fibras rebeldes. Aproveitaria, também, para enxugar o choro derradeiro com o dorso do carpo e o antebraço antes de finalmente trocar olhares com Fennik. Seu semblante era bastante genuíno e, apesar da atmosfera silenciosa, sua feição trazia a tona um sentimento tácito. Desejava falar com ela, principalmente conhecê-la um pouco mais. Era tão estressantemente misteriosa, sempre utilizando de seu feitio sarcástico, que dificulta a leitura do afeto por trás de suas atitudes. Cada trejeito, cada sinal, cada fala. Hisoka queria captar a sinceridade de cada nuance assim como compreendeu a franqueza de seu afago há pouco.

– E-Hm... – As palavras simplesmente travariam na garganta, seja por nervosismo ou pelo pigarro das lágrimas.

Hisoka apenas desistiu, ação denotada pelo seu suspiro semoto e o olhar desviado, tornando a relaxar os músculos do tronco para se deitar na cama. Sentiu seu corpo entregue ao móvel macio, assim como o fisgar oriundo das feridas, que imediatamente ardiam em contato com o colchão. O historiador ainda não as viu, mas tem certeza que deixarão marcas eternas em seu corpo, das quais ele nunca esquecerá, seja pelo cunho físico como pelo cunho sentimental que elas representam. De olhos fechados, prestes a repousar, acabaria sendo surpreendido por outro gesto proveniente de Fennik. A jovem acariciou seus fios negros antes de ir embora, meneio que o fez reabrir as pálpebras, garantindo-o o vislumbre de sua suave mão alva distanciando-se cada vez mais. Não vá. Pensaria o Revolucionário, e talvez seu olhar refletisse o terno sentimento, mas novamente ficaria em silêncio.

Apesar das dores, o sono não demoraria a dominá-lo, levando em conta o cansaço e as distantes reflexões a cerca de Fennik, ou melhor, Katherine. Então era este seu nome, afinal. É um lindo nome, apesar do significado questionável; pura, casta. Talvez não denote a seu feitio lascivo, mas sim a uma idiossincrasia desconhecida por parte do professor. Quem sabe o clima entre ambos não melhore no futuro e eles tenham uma boa conversa a cerca dos sentimentos de cada um, contudo, isto apenas o tempo poderá elucidar.

Momentos depois, Hisoka desprenderia as pálpebras, permitindo às retinas a assimilação da luz. Um pouco desorientado com o tempo que passara dormindo, o professor levantaria da cama ao jogar as pernas para a lateral do móvel e amparar os pés desnudos no chão. Ele sentiria sua cabeça bem menos tensa e os ferimentos um pouco mais mansos, exceto o grande talho nas costas e a mão direita imobilizada. Levando em conta este imbróglio, ele terá de usufruir majoritariamente de sua mão canhota, apesar disto não ser algo que o assusta, tendo em vista que o historiador já possui certa habilidade no uso do membro sinistro.

Pouco antes de sair da ala médica, o arqueólogo fixaria o olhar em Milla na esperança de ver alguma reação que esboçasse seu despertar. Com um sorriso efêmero, afagaria a maçã de seu rosto com as costas dos dedos canhotos antes de caminhar até a porta, onde rotacionaria a maçaneta ao girar o pulso esquerdo. Logo do corredor, os ouvidos captariam murmúrios oriundos do convés, os quais não estavam sendo muito bem discernidos pela sua audição. No pavimento de bordo da embarcação, Hisoka vislumbraria, na penumbra, o recinto repleto de escravos, condição atinada logicamente pelas vestes em trapos e corpos com escoriações. O ambiente estava bastante escuro, apenas sendo alumbrado pelos relâmpagos intercalados com trovões nos céus onustos de nuvens negras. Exceto pelos clarões, a única área iluminada no navio guarnecia Helena, que aparentava realizar um discurso. Isolado da multidão, o arqueólogo ouviria as palavras, inclinando a cabeça e tensionando levemente os músculos faciais com o brandar dos súditos libertos.

O fim da arenga suscitou várias dúvidas na cabeça de Hisoka, as quais aliavam-se a questionamentos que ele já tinha anteriormente, porém não perguntara pelo cansaço, pois havia priorizado seu repouso. Entretanto, agora que está hígido, o professor poderá dialogar com alguém que presenciou os acontecimentos enquanto ele esteve inconsciente. Para isto, o historiador caminharia entre a aglomeração de escravos, desviando assim que necessário para evitar uma colisão, até que se apropinquasse de Helena ou algum outro Revolucionário. Próximo o suficiente, chamaria sua atenção ao fitá-la, alçando as sobrancelhas em conluio com a expressão serena de praxe.

– Tem um tempinho, Major Helena? – Indagaria, aumentando os passos em sua direção caso a resposta fosse positiva. – O que aconteceu após eu ter desmaiado? – Tensionaria a glabela, denotando concentração em sua resposta. – E Steven, onde está? – Perguntaria sobre o paradeiro do rebelde, levando em conta que ainda não havia o visto. Na hipótese dela informar que ele foi capturado ou morto, Hisoka voltaria o olhar para o chão e arquearia as sobrancelhas. – Entendo... No fim minhas palavras valeram de algo, afinal. – Tornaria a fitar seus olhos dourados, mantendo a feição indiferente. – Estão todos bem? – Questionaria a cerca dos demais Revolucionários da tripulação, pois havia visto somente Fennik e a própria Izzy. Se a resposta fosse positiva, faria um breve suspiro em alívio, complementando em seguida: – Então resta somente Milla se recuperar. – Passaria a mão verticalmente sobre todo o rosto ao relembrar o estado de sua amiga, liberando ar pelo nariz concomitantemente.

Momentos depois do diálogo, Hisoka teria a atenção fisgada pelo grito de Blink. A ação o surpreenderia, pois era a primeira vez que ouvia o navegador adotando um tom de voz mais alto, apesar de haver razão por trás de sua ação. Ele estava solicitando ajuda no manejo da embarcação, alertando que estavam próximos do destino. Com a cabeça inclinada, o professor estava desacreditado que já haviam chego na Grand Line, porém teria pouco tempo para refletir, porque os demais Revolucionários começariam a se movimentar rapidamente pelo convés, deslocamentos notados ao girar o pescoço pelo espaço. Por mais que estivesse com ferimentos que o impedissem de imbuir força em suas ações, Hisoka também não ficaria parado, buscando alguma tarefa que pudesse realizar para auxiliar Blink.

– O que posso fazer, Blink? – Perguntaria com a palma da mão côncava ao lado da boca em analogia a um alto-falante, almejando aumentar o alcance da voz.

Apto a fazer o que fosse pedido pelo navegador, Hisoka também desfrutaria de outras preocupações, levando em conta os trancos que o navio sofreria ao entrar na corrente da Reverse Mountain. Destarte, para evitar que caísse no convés ou até fosse lançado para fora da embarcação, o professor se agarraria firmemente a uma estrutura com sua mão esquerda, como uma coluna ou corda. Gradualmente, o historiador sentiria uma força contra seu corpo, resultado da ação da gravidade, afinal, eles estariam indo contra a tendência da lei física, subindo ao invés de descer. O cenário o remeteu a um ambiente que, por muitas vezes, é retratado como uma lenda, porém de fato existe e está bem abordado em livros supostamente lidos por Hisoka. Se trata da Reverse Mountain, um lugar que acumula a força de tração dos quatro mares, proporcionando um estreito cuja força d'água é tanta que o curso corre ascendentemente.

– Entendo... Então esta é... – Espremeria os olhos e o sulco nasolabial em detrimento da pressão gravitacional e da maior tensão dos músculos canhotos para evitar um acidente. – A Reverse Mountain... – As veias sobressaltariam o epitélio dos bíceps sinistros com tamanha força posta no suporte no qual está se segurando.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySex 26 Out 2018, 15:18

A visão do topo


Parecia o fim do mundo na parte externa do navio quando Hisoka chegou lá. Havia muitas pessoas a bordo que ele de fato não conhecia, mas a sensação de apocalipse vinha da tempestade que ocorria bem acima deles trazendo uma chuva pesada e uma série de relâmpagos e trovões com intervalos de poucos segundos. Para entender o que estava acontecendo e também aquilo que aconteceu para Steven estar sendo idolatrado, o professor precisaria encontrar algum companheiro para fazer perguntas, visto que em seu contato com Fennik horas atrás ele não conseguiu dizer muitas palavras, mesmo aquelas que no momento tivera vontade de dizer. Seguindo com o objetivo de sanar suas dúvidas, Kurayami se direcionou até Helena e lhe fez algumas perguntas.

- Você não deveria estar aqui, Hisoka, ainda precisa descansar. - Foi essa a primeira coisa que a major lhe respondeu quando se aproximou. - Mas pode falar. Não temos muito tempo, em breve podemos ter problemas. - Disse ela dando liberdade para o professor prosseguir com o que queria. - Depois que você desmaiou eu e Katherine conseguimos convencer Steven a não iniciar uma guerra civil no reino de Ilusia… Foi então que ele decidiu nos ajudar no plano de libertação dos escravos em Pedra Rara seguindo o nosso plano que já estava sendo colocado em prática pelos outros membros do grupo. - Explicou ela de maneira um pouco cabisbaixa ao tocar no assunto, inclusive dando ainda mais brecha para que Hisoka fizesse a próxima pergunta. Ao ouvi-la, Helena ergueu o rosto e olhou nos olhos do professor. - Durante a tentativa de libertá-los a Marinha e o CP-3 apareceram para intervir… Steven optou por ficar e lutar para dar a oportunidade da missão ser bem sucedida, seus aliados Zack, Mandy, Kruv e Addison também decidiram ficar para ajudá-lo. Desde então não tivemos mais contato com eles, mas Steven disse que iria nos encontrar de novo...Na Grand Line. Tudo isso começou com ele, e terminou também com ele. Ainda não sabemos se Pedra Rara continuará a escravizar seus trabalhadores dessa maneira, mas enquanto existir o Exército Revolucionário, não deixaremos que empresas como essa tirem a liberdade das pessoas. - Olhando para os lados a major notou que estavam se aproximando de alguma coisa, passando a dar menos atenção para as palavras do arqueólogo. - Sim, estão todos bem. Inclusive, professor, recebi uma mensagem de meu superior, pode parecer loucura e muito cedo para você, mas concordamos que alguém com tanto potencial não poderia estar nesse exército com um título que seja inferior ao de um cabo. Parabéns pela promoção, soldado.

Logo após dizer isso, Helena nem ficou para olhar a reação de Hisoka ou ouvir suas palavras de agradecimento ou até mesmo negação em caso dele ainda não se considerar digno de tal patente dentro do exército, afinal está dentro dele há apenas alguns dias. Enfim, também não teria muito tempo para pensar a respeito, pois os gritos de Blink chamavam facilmente sua atenção para algo maior, e bota maior nisso, pois olhando para cima sequer era capaz de ver o topo daquela montanha, a Reverse Mountain. Chegando mais perto do navegador, Kurayami esperava receber melhores informações do que fazer nessa situação inédita onde tinha apenas uma mão para usar, o que certamente dificultava bastante sua utilidade para com o todo.

- AFASTEM-SE DAS BORDAS! Segure-se em algo, professor! - Exclamou Blink assim que viu o companheiro andando sem estar se mantendo firme em alguma coisa… E ele estava certo, pois no instante que o navio bateu naquela cachoeira reversa o impacto chacoalhou todo o Paradise Star fazendo aqueles que não estavam se segurando caírem no chão, alguns até arriscaram cair para fora da embarcação, mas graças aos Revolucionários mais experientes que estavam  por perto eles acabavam sendo salvos da morte certa.

Realmente não tinha o que o professor fazer agora, manter-se vivo era provavelmente a sua prioridade ali e também a melhor forma de ajudar o restante da tripulação em ter sucesso nessa subida onde a tensão subia na mesma velocidade em que essas águas. A emoção deles parecia ter sido levada ao extremo nesse momento, mas como não, estamos falando do cemitério de um embarcações, uma montanha onde mais da metade dos navios piratas que tentam atravessar são destruídos e engolidos por essas águas violentas. Se não fosse pelo talento de Blink como navegador, Hisoka se perguntava o que teria acontecido com os revolucionários a bordo, pois o professor teve a sorte de estar ao lado dele durante a entrada da Reverse Mountain e pode ver cada detalhe do seu esforço em guiar aquele leme que parecia pesar toneladas na hora de ser controlado pelas mãos do ex-marinheiro. Chegaram a ficar poucos centímetros de atingir as paredes da montanha, mas Blink conseguiu a curva certa que colocou o navio na correnteza que os faria subir com tranquilidade. Eles haviam conseguido, estavam indo em direção à Grand Line!

- HAHA! Conseguimos! CONSEGUIMOS! - Gritou o navegador explodindo de felicidade pelo sucesso. No impulso, Blink nem pensou direito na hora de abraçar Hisoka com empolgação, algo que provavelmente faria ele gritar de dor ou pelo menos expressar esse sentimento, já que poderia também estar anestesiado com toda essa euforia. - Opa, desculpa, desculpa, haha, me empolguei. Mas nós conseguimos! Estamos entrando na Grand Line!

Enquanto o navio subia a correnteza da montanha, a tempestade que havia lhes acompanhado até então também ia desaparecendo. As nuvens negras iam ficando para trás e o céu amarelado do início da manhã ia surgindo graças ao sol que ia crescendo cada vez mais no horizonte. Quando finalmente chegavam ao topo, local onde as águas dos quatro mares se encontravam, o navio chegou a flutuar por um breve momento, porém para aqueles que estavam dentro dele esse breve momento pareceu ser muito maior do que alguns segundos. Muitos ali estavam vendo pela primeira vez a vista da Grand Line, o mar mais famoso do mundo e também o mais perigoso, o mar onde as maiores histórias foram e ainda são escritas, e claro, como também não falar do mar que abriga o maior tesouro de todos, o One Piece.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Não havia mais nem sinal de uma tempestade ali, o céu estava limpo, estava lindo. Era sem dúvidas o nascer do sol mais belo que Hisoka já vira e talvez o mais importante que verá. Não era simplesmente um nascer do sol, era também o nascimento da sua aventura, o início da sua história.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySex 26 Out 2018, 21:27



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 19


Por sorte, Hisoka conseguiu cruzar a multidão de escravos libertos e alcançar Helena minutos após o término de seu discurso. Apesar de sua impugnação com relação ao fato dele não estar descansando, a Major acatou com seu pedido para explicar os pormenores dos acontecimentos em Ilusia Kingdom. De início, ela imediatamente revelou que Steven consentiu em se aliar aos Revolucionários e unir suas forças para arrematar o plano da tripulação, desistindo, assim, de sua guerra civil armada. No entanto, a marinha teve auxílio do governo mundial, que enviou a CP-3 para lidar com o Exército. Ao fim, Steven e os rebeldes ficaram para cessar o avanço inimigo enquanto os Revolucionários libertaram os escravos. Em resposta, Hisoka levaria os dedos indicador e médio canhotos ao lábio inferior, franzindo-o contra os incisivos. Estava pensativo com o sacrifício feito por Steven e, de certa forma, orgulhoso, pois imagina que suas palavras tenham surtido algum efeito àqueles que foram seus adversários.

– Bom que se agarraram às origens. – Comentaria, soltando os lábios e pregueando o queixo.

Após indagar Helena a cerca do estado de saúde de seus companheiros, Hisoka recebeu não somente uma boa notícia, mas duas. Izzy não apenas respondeu que a tripulação estava inteiramente bem, como repassou ao professor a sua mais recente promoção. Com a finalização de sua missão em Ilusia Kingdom, ele havia aspirado de soldado à cabo. Apesar de parecer ser meramente uma questão hierárquica, ser agraciado com uma subida de cargo tão rapidamente era uma resposta direta aos seus esforços dentro do Exército. É um sinal que seus feitos estão sendo observados e que eles têm surtido resultado, ratificando que, mesmo as atitudes mais simplórias, como as palavras que articulara com os rebeldes, representam muita importância para o sucesso de uma missão.

– Nossa, obrig- – Suas pálpebras elevariam e os olhos cintilariam com o anúncio, tal como um sorriso havia começado a se formar, no entanto, Izzy apenas ignorou a reação de Hisoka, imediatamente saindo após a divulgação da notícia. A ação fez sua feição voltar à indiferença, celebrada por um suspiro desiludido.

Apesar do trejeito ignorante, Helena tinha suas razões, as quais seriam explanadas pelo grito de Blink no comando da embarcação. A Reverse Mountain estava próxima e, assim como os demais Revolucionários, a Major estava com pressa para que pudesse arcar com os imbróglios que advém da perigosa entrada na Grand Line. Hisoka deveria fazer o mesmo, sendo rapidamente alertado pelo navegador do navio. Foram poucos segundos de seu alarme até o Paradise Star entrar na forte corrente marítima da montanha, manobra que gerou um caloroso solavanco. O professor sentiria suas pernas titubearem no convés, ocasionando numa desestabilização pelo súbito tranco. Sua primeira opção, de imediato, seria encontrar uma coluna, corda ou estrutura estável para que pudesse se agarrar com o antebraço esquerdo, firmando o corpo contra o material.

– Droga, quase... – Comentaria em murmúrio, observando principalmente a grande quantidade de escravos sendo salvos pelos companheiros da tripulação.

De glabela pregueada, Hisoka manteria os olhos semicerrados em detrimento da forte ação gravitacional que jogaria zéfiros potentes contra seu rosto, assim como gotículas provenientes da maresia. Se necessário, posicionaria o antebraço direito a frente da testa para proteger o par de órgãos sensíveis. Por mais que a força exercida com os músculos canhotos acabassem machucando suas costas, o arqueólogo não tinha outra escolha se não relutar contra a dor, levando em conta que soltar o apoio neste momento pode lhe trazer um futuro letal. Destarte, a medida que Hisoka se esforçava em manter sua estabilidade, as retinas fotografariam a árdua batalha de Blink contra a temerária Reverse Mountain. O historiador não tinha muita certeza de como o navegador estava manejando aquele leme que parecia ter vida própria, manobrando perfeitamente o navio de modo a esquivar dos rochedos funestos, restando-lhe apenas a opção de confiar em suas habilidades.

– Incrível... – Mencionaria mais uma vez em baixo tom, elogiando a atuação de seu companheiro no exercício de sua função.

Depois de alguns instantes de inquietação no mar, o navio aparentava ter parado de trepidar, indicando que o pior male já havia passado; ledo engano aliás. Animado com sua atuação, Blink acabou abraçando Hisoka fortemente, gesto que não foi muito correspondido pelo arqueólogo, dado que suas costas apitaram agudamente em dor. De olhos arregalados recheados de capilares, dentes cerrados e feição rija, Hisoka estremeceu as falanges da mão esquerda, gemendo em detrimento do incômodo até que a sensação sufocante cessasse. Nem ao menos conseguiria forças para responder Blink, retrucando-o ao rotacionar as íris em sua direção e balançar a cabeça verticalmente com bastante tensão.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Paulatinamente, o céu recheado de nuvens negras parecia ter sido atravessado e rompido, dando origem a um espetáculo de paisagem. Ao fundo, no horizonte, um lindo sol incandescia entre lindas nuvens brancas, parecendo flutuar sobre o vasto mar azul. Inerte, as íris castanhas de Hisoka fulgurariam ao vislumbrar o maravilhoso cenário. Estava tão banzado que mesmo suas feridas atiçadas pelo abraço de Blink não aparentavam o incomodar mais. De maxilar caído, o Revolucionário permanecia incrédulo com a beleza e imensidão da Grand Line, que, a partir de então, fará parte de toda sua história, gradualmente alimentando as páginas vazias do livro que representa sua vida.

– Que mágico... – Ponderaria com o olhar inaudito, mostrando um breve sorriso encantado. – Mas... Espera... – Pouco a pouco, o sol parecia ser engolido pelas nuvens. Concomitantemente, seus pés não teriam mais o apoio do convés e, sem que percebesse, seu corpo estaria flutuando em pleno ar. – Como as-!? – Sem notar que estava no topo da montanha, Hisoka acabou sendo pego de surpresa e, em instintivo reflexo, mais uma vez agarraria, com a mão esquerda, algum objeto firme para que não fosse deixado para trás pela inércia provocada pela queda da embarcação.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptySab 27 Out 2018, 21:18

O Cubo de Ilusia


Quando o Paradise Star voltou a tocar as águas da Reverse Mountain que agora seguiam na direção padrão imposta pelas leis da física, os tripulantes puderam finalmente respirar aliviados por estarem livres da tempestade, livres do perigo da montanha e livres, livres para viver a liberdade que merecem. O calor suave desse sol matinal ainda baixo no céu era tranquilizante assim como a brisa gelada das águas da Grand Line que passava pelos seus corpos enquanto a embarcação descia a cachoeira como um skate desce uma ladeira. No pé da montanha, Hisoka poderia notar a presença de um farol, se ainda estivessem em um ambiente noturno ele certamente seria útil. Um pouco antes de alcançarem o tal farol, Jovi se aproximou do professor trazendo um item em cada uma das mãos, na direita, aquela que ele ergueu primeiro, o músico oferecia uma bolsa térmica gelada.

- Aqui, professor, coloque no olho, deve ser suficiente para fazer isso desaparecer em algumas horas. - Disse ele para que Hisoka aceitasse a ajuda, no entanto, o arqueólogo provavelmente estaria mais interessado no que ele tinha em sua outra mão, um cubo.

O cubo era grande o bastante para precisar de uma mão inteira aberta para conseguir segurá-lo e ainda assim pessoas com os dedos mais curtos poderiam ter dificuldade em agarrá-la se usasse apenas uma mão, no caso de Jovi ele conseguia segurar o cubo com facilidade por ser um homem alto e de longos dedos firmes. No entanto não era o tamanho ou a forma do cubo que chamava atenção, mas sim as estranhas escrituras que haviam por toda sua estrutura. Só de bater o olho o arqueólogo sabia que aquilo era antigo, muito antigo, e mesmo com todo seu conhecimento histórico ele não fazia a menor ideia da origem daqueles símbolos e muito menos o que significava, apesar de ter quase certeza que já havia os visto antes em algum livro que leu.

- Acho que chegou a hora de mostrar ao exército sua verdadeira especialidade, haha. Em nossa última missão, Furry e eu conseguimos botar as mãos nisso aqui, no momento estamos chamando-o de “O Cubo de Ilusia”, mas provavelmente não é algo que tenha surgido lá, duvido até que seja algo original dos Blues. - Enquanto explicava sobre o objeto misterioso, Jovi começou a girá-lo com suas mãos, movendo as escrituras de um canto para o outro, revelando um mecanismo parecido com o de um cubo mágico. - Consegue entender alguma coisa que está escrito nele? Bem, se estivermos certos isso provavelmente guarda algo de valor, mas a única maneira de abri-lo é descobrindo a combinação certa dessas peças, e... bem, sem saber o que essas escrituras significam fica complicado entender qual é a combinação certa.

Com uma das mãos imobilizadas e a outra provavelmente segurando a bolsa térmica, seria impossível para Hisoka agarrar o cubo, inclusive já seria bem complicado ele fazer isso apenas com a mão esquerda, pois como dito antes ele era um pouco grande, um tamanho aproximado de uma bola de handebol. Da mesma maneira que um cubo mágico, cada um dos seis lados era dividido em nove quadradinhos, estes que poderiam ser movido para outra parte do cubo se fosse girado a sua fileira. Não havia segredo algum no mecanismo de movimento do objeto, o conhecimento lógico do professor não teria dificuldade em notar isso, no entanto, diferente de um simples cubo mágico onde só há seis possibilidades de cores nos quadradinhos e o objetivo é preencher cada um dos lados com uma única cor, esse “Cubo de Ilusia” tinha muito mais variedade em seus cubinhos, tendo até algumas escrituras que só apareciam nele uma única vez.

Resumindo, o cubo era completamente monocromático e possuía 54 símbolos/escrituras que o arqueólogo ainda não sabia o que significava. Cada face do cubo podia ter 9 escrituras em seus quadradinhos, sendo que alguns desses símbolos podem aparecer mais de uma vez, não tendo nada que indique qual é o lado que ele deveria pertencer. Poucos segundos olhando o objeto na mão de Jovi e Hisoka já saberia que sem decifrar o significado de cada um daqueles símbolos ele nunca seria capaz de preencher corretamente cada lado do cubo. Era um desafio e tanto para o professor, que precisaria fazer uso não apenas da sua perícia lógica, mas também no seu conhecimento em criptografias.

- Acho que vai ficar difícil para você segurar isso desse jeito, pera aí, irei te ajudar nisso. - Então o músico colocaria o cubo debaixo do braço que Hisoka achasse melhor, permitindo que o professor segurasse o objeto pressionando-o contra o corpo. - Não há um prazo para você resolver o enigma do cubo, então sinta-se a vontade para fazer tudo no seu tempo. Se precisar de algum livro talvez consiga encontrá-lo na nossa biblioteca, sim, nós temos uma biblioteca aqui, haha. Enfim, considere essa uma missão especial para você, então se descobrir alguma coisa informe a algum dos outros membros do exército, estarei por aí, me procure para qualquer coisa que precisar.

Depois de toda a explicação sobre o cubo, Jovi se afastou do professor, podendo ficar ali apenas se fosse necessário responder alguma dúvida muito grande, mas aparentemente ele estava com pressa e não daria muita atenção ao arqueólogo no momento, afastando-se para o interior do navio até desaparecer de vista. Restava agora ao revolucionário fazer aquilo que ele provavelmente mais tinha tesão em fazer: ler. Sem saber o que as escrituras no cubo significavam, mas tendo a impressão de já tê-las visto anteriormente, não havia dúvida de que teria lido sobre elas em algum livro durante a sua vida, o problema seria tentar lembrar qual era o tal livro e também encontrá-lo, tendo grandes chances de sequer ter um exemplar do mesmo nas prateleiras do navio.

Quando o Paradise Star atracou na frente do farol no pé da Reverse Mountain, Hisoka muito provavelmente não estaria mais dando a mínima para o que tinha ali, deixando para que os demais revolucionários cuidassem do contato com o responsável pelo local. Aparentemente eles ficariam um tempo parados ali e não sabia ainda o motivo para o navio ter sido ancorado, se quisesse saber teria que perguntar à Blink ou a Helena, o que certamente atrasaria sua pesquisa para tentar decifrar o cubo misterioso. O sentimento de empolgação a essa altura poderia estar percorrendo por cada uma de suas veias, algo que o faria se perguntar quando tivera sido a última vez que se sentiu dessa maneira. Havia acabado de atravessar a famosa Reverse Mountain e sem nem ter tempo de digerir tal informação já foi presenteado com essa missão que era de longe o maior enigma que já tentou resolver. É, pelo visto a jornada na Grand Line já havia mesmo começado.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #2 Punição Derradeira - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 EmptyDom 28 Out 2018, 01:58



Punição Derradeira

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 20


Felizmente a descida pelo borbotão da Reverse Mountain se mostrou um pouco mais remansa que a subida, provavelmente pelas grandes habilidades de Jovi no manejo do navio. Num suspiro de alívio, Hisoka soltaria os dedos da coluna em que se apoiava, posteriormente limpando a gota de suor que escorria da têmpora com o antebraço esquerdo. Desta vez ele poderia apreciar a bela paisagem sem truculência e, mesmo que a vista não seja tão esplêndida comparada com a vista no topo da montanha, ela guarda muito mais que apenas um lindo cenário, como também a perspectiva para um futuro por parte do professor, que cada vez enxerga-se mais próximo de sua devoção. A Grand Line certamente será o palco em que os maiores mistérios se revelarão ao historiador, principalmente a verdade sobre o século perdido.

Com as íris estáticas no ignescente astro que raiava e alumbrava o céu azul da Grand Line, Hisoka mal percebeu a aproximação de Jovi, notando-o apenas quando o chamasse. Suas pupilas voluteariam dentre as órbitas oculares, captando a silhueta do músico. No instante que ele revelasse o motivo de sua apropinquação, entregando-o um saco cheio de gelo, o historiador ergueria as sobrancelhas e inclinaria levemente a cabeça. Já de braço esquerdo esticado prestes a pegar a bolsa térmica, os olhos atentos do arqueólogo conceberiam um estranho artefato na outra mão do loiro.

– Hum, o que é isto? – De glabela franzida, Hisoka perguntaria com curiosidade, indicando o teor da dúvida a partir de um suave gesto efetuado com a cabeça, figuradamente apontando o cubo com o mento. Concomitantemente, apanharia a bolsa de gelo com a mão sinistra, imediatamente sentindo a fria sensação térmica captada pelos dermatóglifos. – Obrigado. – Agradeceria rapidamente antes da explicação do músico, erguendo o antebraço canhoto para acoplar a bolsa térmica em seu olho tumefacto, segurando-a com os firmes dedos esquerdos. Enquanto isto, o olho livre seria usado para fitar Jovi durante a elucidação dos nuances por trás do artigo misterioso.

Quanto mais Jovi explicava sobre o cubo cabalístico, maior era o esmero de Hisoka para com o utensílio. As inscrições que cobriam praticamente toda sua superfície não eram completamente desconhecidas pelo historiador, mas ele não sabia dizer do que se tratavam ao certo. É provável que já tenha as visto em algum lugar, talvez num livro, porém a sua memória não está trazendo a tona as informações necessárias. No entanto, saber que fora reconhecido pelos seus companheiros como o responsável por decodificar o objeto o contenta, afinal, este foi o verdadeiro motivo pelo qual foi convidado a se juntar aos Revolucionários.

– Bem, tenho certeza que já vi os hieróglifos em algum lugar, mas... – Elevaria metade dos lábios, indicando insatisfação. – Não lembro ao certo o significado... – Com certa apreensão, denotaria um gesto pacificador ao mordiscar o beiço inferior. Hisoka sabia que carregava grande incumbência nas costas e não era seu desejo decepcionar os companheiros. – Porém, eu certamente irei descobrir, não se preocupem. – Promoveria um aceno confiante com a cabeça, buscando passar segurança à Jovi. – É, realmente. – Assentiria com relação a dificuldade em carregar o artigo, rapidamente erguendo as sobrancelhas. Destarte, permitiria que Jovi acoplasse o cubo entre sua ulna direita e suas costelas, restando a Hisoka firmar o objeto para evitar que ele caísse.

A rápida vistoria no utensílio misterioso deixaria claro à Hisoka que seria necessário, antes de tudo, desvendar o significado dos hieróglifos. Sem entender a linguagem do cubo, de nada adiantaria toda sua lógica designada na solução da ordem das fileiras e colunas das faces. Para isto, seria importante dar uma volta no passado, como um bom historiador. A resposta para este idioma está em algum livro guardado em seu memória, a qual solicita apenas um breve lampejo para ser despertada. Desta forma, nada melhor que se aventurar numa biblioteca para aflorar as lembranças e buscar o livro ou, ao menos, seu título a partir de outros exemplares, afinal, quem sabe alguma obra não remeta à epígrafe do alfarrábio.

– Certo, procurarei lá. – Hisoka se despediria com um sutil trejeito efetuado com a cabeça, virando-se para se deslocar até o interior do navio. Todavia, poucos passos depois, sua mente seria fisgada por uma memória importante, a qual estaria vinculada a um comentário feito por Helena na enfermaria. – Hey, Jovi! – Cessaria o andar e chamaria a atenção do músico, fitando-o por cima do ombro com um olhar serene. – Obrigado pela transfusão. – Agradeceria-o por ter salvo sua vida, cedendo ao loiro um breve sorriso sincero.

Após a gratidão, Hisoka manteria a marcha rija, levando em conta que estava sendo guiado por um só olho, já que o órgão machucado estava sob tratamento térmico. Por outro lado, o antebraço direito colado ao corpo para manter o cubo firme também restringia sua movimentação. No entanto, as maxilas tensas, enaltecendo os zigomáticos, e olhar determinado denotavam que o historiador não se importava com o andar desregrado, pois sua mente estava focada na resolução do enigma.

Durante o trajeto, Hisoka amentaria que nem ao menos sabia da existência de uma biblioteca no navio, tampouco sua localização. Assim, o caminho poderia acabar sendo um pouco mais alongado que o convencional, dado que ele dificilmente conseguiria efetuar a rota mais curta de primeira, no entanto, ele apenas excluiria as dependências do Paradise Star que ele já conhece, explorando os cômodos e andares ainda não vistos, o que facilitaria seu percurso. Destarte, assim que encontrasse a livraria - mesmo que precisasse rodar toda a embarcação -, Hisoka sondaria, com os olhos, algum cômodo ou estante livre para que pudesse amparar o cubo misterioso. Para isto, primeiro situaria a bolsa térmica, deixando a mão esquerda livre para pegar e conduzir o artefato e, posteriormente, voltar o saco de gelo para o olho lesionado.

– Bem, vamos lá... – Encheria os pulmões com o ar atmosférico, soltando-o num suspiro demorado pela boca e narinas.

Hisoka sabia que havia muito trabalho a ser feito, pois aquele enigma ainda estava níveis acima de sua capacidade. Talvez apenas sua lógica e criptografia não sejam suficientes para sua resolução, mas desistir sem nem ao menos tentar certamente não é uma opção para o arqueólogo. No mais, há ainda a hipótese de não haver a informação dos hieróglifos na biblioteca do Paradise Star, hipótese esta que é bem plausível na verdade. Além disto, durante sua caminhada até a livraria, Hisoka ponderou na possibilidade de seu conhecimento ter vindo de alguma obra que sua mãe leu, há cerca de mais de quinze anos atrás, o que reforça o fato dele não lembrar dos significados das escrituras.

De qualquer forma, o professor iniciaria a busca resoluta pelo livro, começando pela seção de idiomas antigos, ou algo próximo disto, se a biblioteca dispusesse. Não estava com pressa, pelo contrário, era bem analítico, tateando obra por obra, sempre foleando-as na tentativa de vislumbrar alguns dos símbolos durante a rápida vistoria. A cada cinco exemplares, voltaria ao local onde havia deixado o cubo para fotografar os hieróglifos mais uma vez, para ter certeza que estivessem bem cravados em sua memória e não confundisse com algum outro ideograma. Na eventualidade de encontrar algum bom livro a cerca do tema, sentaria no chão da biblioteca e efetuaria uma leitura mais crítica. Se a cabeça começasse a doer, faria pequenas pausas, intercalando descansos importantes para alongar o tempo de pesquisa.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




#2 Punição Derradeira - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 4 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
#2 Punição Derradeira
Voltar ao Topo 
Página 4 de 5Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: West Blue :: Ilusia Kingdom-
Ir para: