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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #2 Punição Derradeira

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyQui 30 Ago 2018, 19:27

Relembrando a primeira mensagem :

#2 Punição Derradeira

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
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Revolucionário


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyDom 23 Set 2018, 02:51



Punição Derradeira

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#Post 10


Helena não aprovou completamente o plano de Hisoka, realizando algumas modificações para que os imbróglios fossem sanados. Deste modo, utilizando-se como isca, a Major foi isoladamente em direção do caminhão na tentativa de furar os pneus do automóvel, no entanto, tal como já era esperado, os rebeldes estavam na espreita. Dois deles, figuras reconhecidas pelo professor através de suas máscaras, interceptaram Izzy com uma dupla de shotguns. De imediato, a Major foi rendida, indo em direção do depósito. De tocaia, Kurayami observaria a situação com certo pesar, imaginando que o plano poderia cair por terra se a mais forte da equipe já fosse capturada. Todavia, no instante que ousou um passo a frente, sentiu a pesada mão de Muralha em contato com seu tórax. Fitando o grandalhão, Hisoka refletiria em alguns poucos segundos e, mesmo sem a capacidade de falar, o mastodonte pôde repassá-lo o âmago da estratagema.

– Entendo... – Sussurraria e relaxaria os músculos após compreender o real sentido da ação de Izzy.

Depois de clarear a mente, tudo parecia mais óbvio para Hisoka, afinal, se Helena estiver lidando com os rebeldes dentro do depósito, o plano do professor estará sendo exercido, pois eles irão separar os indigentes, podendo defrontar contra os adversários individualmente ou em duplas. Apesar disto, uma certa preocupação foi instaurada no historiador, pois Izzy foi completamente sozinha, podendo enfrentar até quatro inimigos, enquanto o próprio Hisoka e Muralha, por sua vez, duelarão contra um par num duelo franco. Por mais que confie na força de sua comandante, é inconcusso que o arqueólogo fique absorto com o cenário, sentimento enaltecido pela gota de suor que verteria pela têmpora.

Seguindo a estratégia, muralha estava apenas a espera de Izzy entrar no galpão para que pudesse efetuar o seu ataque surpresa. Num rápido avanço, o galalão conseguiu surpreender Maine Coon com um soco em seu rosto, potente o suficiente para jogá-lo no chão, fascinando o professor com sua imensa força. A investida, no entanto, deixou seu flanco livre para ser atingido por angorá. Observando a situação, Hisoka tentaria entrar no alcance de seu pacificador para lançar o flagelo negro em direção da arma do oponente. Promovendo um laço com o chicote, buscaria amarrar a vergasta na shotgun e, num rápido movimento de flexão de seu antebraço destro, arrebatar a espingarda, lançando-a para cima de um telhado em suas costas ou o mais longe possível.

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– Imagino que esta não seja de mentira. – Revelaria a sua silhueta com alguns passos a frente, ganhando espaço no combate. As madeixas negras seriam balouçadas pelo vento, cobrindo parte da face que enaltecia concentração com maxilas tensas e pálpebras semi-cerradas.

A batalha foi brevemente interrompida por uma leva de comentários, com destaque para as palavras proferidas por Maine Coon, que permitiriam o reconhecimento de seu sexo feminino por parte de Hisoka. Imediatamente, uma breve lembrança do momento em que acertou suas partes íntimas viria à tona em sua memória, tal como a revelação do motivo da ineficiência do golpe, promovendo um lépido rubor em suas maçãs do rosto, o qual desapareceria tão rapidamente quanto surgiria no instante que angorá debandou em sua direção na expectativa de atingi-lo com um soco. Ágil, o professor conseguiu efetuar uma ótima evasiva, ganhando uma distância interessante para que pudesse trabalhar contra seu inimigo com o seu pacificador.

– Imagino se irá durar mais do que da primeira vez. – Kurayami provocaria o adversário levando em conta o desfecho do combate anterior, abrindo um breve sorriso cínico no canto da boca ao estirar o depressor.

Após aflar na atmosfera, Hisoka iria liberar o flagelo de seu chicote, sempre buscando manter os olhos fixos no adversário. Se ele avançasse, o professor não hesitaria em dar um, ou mais, passos para trás, também atento ao ambiente para não ser encurralado, mudando a direção de seu fluxo se necessário. Seu objetivo era manter uma distância média de dois metros e meio, na qual poderia abusar de seu estilo de luta principal sem que o oponente compensasse seus ataques. Desta forma, trabalhando em seu espaço ideal, o arqueólogo promoveria a sua primeira acometida, na qual moveria o pacificador em círculos ao redor de seu corpo, concebendo à arma um acúmulo de energia cinética. Por conseguinte, daria um giro em seu próprio eixo em conluio com um lesto salto a frente, liberando a vergasta de maneira brusca, promovendo uma arrebatada firme da ponta do pacificador na direção da cabeça de angorá, a qual tentaria imitar um verdadeiro projétil. Tendo em vista a energia instaurada no utensílio, não seria assustador se o seu crânio fosse quebrado com o impacto do golpe, tampouco se fosse capaz de matá-lo.

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Imaginando uma esquiva por parte de angorá, por mais que seu ataque fosse detentor de uma alta fugacidade, Hisoka estaria apto a mudar a sua estratégia abruptamente, demonstrando versatilidade em combate. Caso seu oponente saltasse, o professor trabalharia em torno de um sutil deslocamento de sua articulação carpo-metacarpial para regressar o pacificador e girá-lo ao lado do corpo, recuperando o controle sobre o flagelo antes de almejar alçar seu braço para que a vergasta novamente avançasse na direção do inimigo e atingisse bruscamente seu queixo verticalmente, mobilizando um novo ataque ao aproveitar que as chances de evasiva do combatente fossem baixas, levando em conta o seu posicionamento no ar. Contudo, na hipótese de angorá desviar sem sair do chão, Hisoka poderia pular uma das etapas de sua nova investida, em que efetuaria o mesmo movimento com seu pulso, porém visando o refluxo do flagelo na direção da nuca do inimigo, suscitando um forte impacto em seu bulbo para desacordá-lo. Dado que o chicote viria de suas costas, a falta de visão seria uma vantagem para o sucesso desta abordagem. Ademais, tal como antes, o historiador não hesitaria em recuar durante as ações para que sempre mantivesse a vantagem da distância.

Caso seus ataques fossem incapaz de desacordá-lo imediatamente e somente o desorientassem, Hisoka repetiria o primeiro movimento após retornar o flagelo, visando sempre o seu crânio como escopo principal. Se, ainda assim, não pudesse deixá-lo inconsciente, retomaria o controle do pacificador, girando-o três vezes do lado direito de corpo para mais uma investida. Entretanto, ao invés de reprisar o ímpeto contra a cabeça de angorá, o professor fintaria-o ao levar a vergasta em direção de suas tíbias, enrolando a corda negra na região para que, com um forte puxão com seu braço dominante, levasse o oponente a um tombo súbito no intuito de fazê-lo bater o crânio contra o pavimento.

Na possibilidade de seus ataques serem inefetivos, sempre priorizaria a esquiva como principal fator defensivo, tendo em vista sua eficácia neste atributo, assim como as perícias aceleração e acrobacia. Desta forma, fintaria, saltaria e rolaria pelo cenário da forma que pudesse, atento ao recinto para não ser posto contra uma parede ou obstáculo. Em conluio com as tentativas de evasiva, encaixaria os golpes estratégicos da melhor maneira que conseguisse, prevenindo que as rédeas da luta fossem tomadas por angorá. Destarte, concentraria em encontrar erros na movimentação inimiga e abusar deles para nocauteá-lo. Se em algum momento o adversário tentasse recuperar uma das shotguns, Hisoka tentaria intervir rapidamente, explorando o maior alcance de sua vergasta para agarrar a arma antes do combatente, lançando-a longe após regressar o flagelo num arco, ampliando a distância entre ela e angorá.

Na eventual probabilidade do oponente conseguir encurtar significantemente a distância entre ele e o arqueólogo, Hisoka continuaria a usar de curtas fintas como primeira opção, movendo e curvando o corpo nas direções contrárias dos ataques de angorá. Entretanto, se elas não forem possíveis, o historiador almejará bloquear as arremetidas do rebelde com os antebraços e cotovelos, regiões mais rígidas e com maior eficiência para suportar os golpes até ser capaz de se afastar, porém só o fará se o inimigo estiver com as mãos nuas. Assim, se ele portar algum objeto cortante, Kurayami buscará imobilizar o membro com a arma em conluio com sua evasiva ao enrolar o chicote furtivamente no início de seu pulso e por toda a extensão de seus dedos. Por fim, irá abaixar, esticar a perna esquerda e girar o corpo no próprio eixo na busca de derrubar o adversário com uma rasteira, imediatamente tentando levar seu cotovelo destro na direção da traqueia inimiga, pressionando-a contra o solo, efetivamente recuando dois metros numa cambalhota. Se, por ventura, angorá tivesse a sua disposição algum projétil, como adagas, senbons, pedras ou afins, Hisoka usaria de seu pacificador para rechaçá-los ao mirar nas armas e movê-lo com potência ao seu redor.

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Derrotando o angorá, Hisoka não pestanejaria em ajudar o seu companheiro muralha. Com o corpo transpirando, enrolaria o pacificador na mão esquerda e correria até o núcleo do combate dos Revolucionários. Usufruindo do potencial ambidestro que ganhou em seu treinamento com Pepper, o professor desenovelaria a vergasta com a mão canhota e a arremessaria como um laço na direção do pescoço da Maine Coon. A utilização da mão sinistra não seria a toa, pois os dedos dominantes logo agarrariam o flagelo na tentativa de firmá-lo na traqueia da brutamonte. De dentes cerrados na feição enaltecendo o esforço, depositaria toda sua força no chicote para imobilizar a inimiga por tempo suficiente para Muralha derrotá-la. Caso falhasse e Maine Coon avançasse em sua direção, Hisoka ganharia a atenção da oponente em saltos acrobáticos para esquivar dos ataques, abusando de sua menor estatura para se manter em vantagem até seu companheiro agir.

– Bom trabalho. – Elogiaria Muralha se ambos os adversários fossem derrotados, bobinando o pacificador na mão esquerda. – Vamos ajudar Helena e Milla. – Esfregaria o antebraço canhoto na testa para enxugar o suor derradeiro com a manga de sua camisa.

Demonstrando preocupação com sua comandante, Hisoka chamaria Muralha para que pudessem adentrar no armazém. Durante a caminhada, finalmente teria tempo para notar que Milla não estava o acompanhando, ausência que seria confirmada ao girar o pescoço em seus flancos e não observá-la. Mesmo que Muralha detivesse o conhecimento do paradeiro da enfermeira, o professor não perderia tempo questionando-o, tendo em vista que ele seria incapaz de respondê-lo. Destarte, seguiria em silêncio até o depósito, confiando cegamente em seus companheiras.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyTer 25 Set 2018, 15:34

Batalha ideológica




Ilusia Kingdom - 3 anos atrás



Helena havia entrado junto com Steven em uma das minas de Pedra Rara, sua baixa luminosidade vindo apenas de algumas tochas tornava difícil a locomoção, mas o rapaz parecia saber o caminho de cor. Mais a fundo na caverna eles fizeram uma curva para uma entrada na parede, agora o breu era total, Helena se perguntava se estavam indo para o lugar certo, ou talvez, se deveria mesmo ter seguido esse desconhecido até ali. Mas então, a luz no fim do túnel ia ficando cada vez mais visível, e mais forte, até que a dupla finalmente chegava no que poderia ser descrito como um esconderijo no meio das minas. Havia ali uma certa quantidade de pessoas sentadas em caixas de madeira, barris, banquinhos e mesas de madeira improvisados, no geral tudo ali dentro era bem simples, mas Helena logo percebeu que ali era um lugar livre, e apenas essa sensação já era confortável o bastante.

- Oh, você trouxe gente nova! Oi, me chamo Katherine, sou a irmã do Steven. - Se apresentou a adolescente de cabelos negros visivelmente mais nova que Helena, mesmo suja e mal cuidada ela tinha um rosto bonito, ainda assim o que mais chamava atenção nela era o pirulito que ela tinha em sua boca.

- Helena, o prazer é todo meu. - Respondeu de maneira educada. - Uau, vocês são os maiores homens que eu já vi na vida! - Exclamou surpresa ao ver dois caras enormes fazendo uma queda de braço.

- Homem? - Perguntou revelando uma voz fina e feminina. - Ahh, eu não sou homem! Droga, essa porcaria vive caindo. - Então meteu a mão dentro da própria blusa e puxou uma peruca, colocando-a sobre a cabeça careca. Helena incrédula reagiu com uma reação de surpresa. ([Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.])

- Haha, Mandy é durona mesmo, nunca venci ela. - Comentou o segundo cara, que mesmo sendo maior que a adversária nunca havia conseguido superá-la em força. - Vejo que é nova aqui, me chamo Golias, mas sou mais conhecido como Muralha, prazer. - Se apresentou esticando a enorme mão para ser cumprimentada.

- Enfim, Helena, aqui é onde passamos nosso tempo e conversamos sobre nossos planos… - Explicou indo mais a fundo no lugar, mais especificamente para perto de uma caixa cheia de espadas e outras armas metálicas, incluindo picaretas e pás, algo que eles tinham em abundância devido ao trabalho que faziam nas minas. - Para não chamar muita atenção evitamos vir até aqui em grande número, também evitamos falar a respeito desse lugar para pessoas que não confiamos o suficiente… O motivo é óbvio, acredito eu.

- Prazer, Helena, eu sou Daemon. - Disse um rapaz alto de cabelo castanho e olhos esverdeados que se aproximou de Helena para se apresentar. Quando ele sorriu para ela, ela retribuiu o sorriso e acenou com a cabeça, mas rapidamente desviou o olhar de volta para Steven.

- Mas se você quer fazer parte disso, você precisa ser também uma guerreira. Nós não conseguiremos sair daqui sem que muito sangue seja derramado, nós precisamos enfrentá-los como nossos inimigos… - Ele puxou da caixa uma das espadas e a cravou sobre a mesa de madeira que estava a sua frente. - Então me diga, Helena… Você sabe lutar?




Ilusia Kingdom - Dias atuais



Com a major sendo levada para o interior do depósito e Milla fora de cena, restava para Hisoka e Muralha enfrentarem os dois inimigos apresentados, Angorá e Maine Coon. O segundo, por ser maior e mais forte, Muralha ficava encarregado de cuidar, enquanto o outro era por conta do professor. Uma das maiores vantagens de se lutar usando um chicote como arma é certamente a distância em que se pode aplicar os ataques, quase como se seu braço conseguisse se esticar para acertar um soco, no entanto esse soco consegue acumular uma força muito maior que o do membro comum.

Depois da provação que recebeu, Angorá correu na direção de Kurayami, que não perdeu tempo em usar sua maestria com o chicote para atacar o inimigo com um golpe visando-o acertá-lo na cabeça, e se seus cálculos estiverem certos, o ataque pode sair forte o bastante causar o dano necessário para jogá-lo no chão. Bem, de fato seu adversário foi parar no chão após a chicotada, mas não porque ela o acertou, mas sim porque ele desviou fazendo um rolamento para frente, já pretendendo aproveitar o impulso do movimento para se jogar para cima de Hisoka como um felino saltando para abocanhar sua presa.

Atacar Angorá nesse momento era até possível, mas Hisoka não conseguiria fazer isso efetivamente e a tempo, portanto desviar era o melhor que ele poderia fazer. Após a esquiva, o professor faria o inimigo passar direto por seu corpo, agarrando apenas o ar, com isso seu posicionamento mudaria agora para as costas do “gato”, permitindo que sua próxima chicotada fosse rapidamente mirada na parte de trás do pescoço do adversário. Angorá no entanto não chegou a ser atingido no local exato onde o professor havia mirado o ataque, ainda assim foi um golpe forte o bastante para que o impacto o fizesse cair de joelhos no chão.

- Merda, você é ágil como um rato! - Reclamou o homem antes de se virar e tentar se levantar, porém, por uma falta de reflexos, foi atingido na testa pelo chicote inimigo e veio a despencar no chão, perdendo a consciência e consequentemente a batalha. 2 a 0 para o professor.

Quando pode voltar a sua atenção para a batalha dos quase gigantes, ela também já estava quase em seu fim, viu Muralha desviar de um soco e depois acertar um bem no meio do rosto de Maine Coon, deixando-a atordoada e abrindo a oportunidade para o revolucionário agarrar o seu braço e com um jogo de corpo usar o peso da adversária para jogá-la no chão. Assim que caiu com violência no solo duro, Mandy permaneceu imóvel, reclamando de dor.

- Hehe, depois de tanto tem… - E assim que começou a tentar falar alguma coisa, Muralha lhe acertou mais um soco, tirando-lhe a consciência. Pareceu ser algo pessoal.

Com as batalhas rapidamente encerradas, ambos correram para o interior do armazém após as palavras do professor, passando com calma pelo portão para não fazer muito barulho. Dentro do depósito, a dupla seguiu com passos calmos para tentar ser o mais silencioso possível, guiando-se pelo som das vozes que poderiam ouvir vindo mais do interior. Como se tratava de um local para armazenamento de cervejas, o cheiro da bebida havia impregnado o local, inclusive as caixas e prateleiras onde eram guardadas podiam ser usadas para uma movimentação mais discreta e furtiva.

- Pare com isso, Steven! - Pode ouvir a voz da Major dizer.

- Parar? Não, Helena, se eu parar, isso nunca irá acabar… Você sabe mais do que ninguém. - Respondeu uma segunda voz, podia reconhecer como a do mascarado Siamês, Steven.

- Você não está fazendo isso para ajudá-los, está fazendo isso para se vingar, se vingar daqueles que tanto lhe fizeram mal… Nós não precisamos envolver os inocentes nisso, o povo de Ilusia não precisa sofrer por conta da corrupção de seus monarcas.

- Isso vai muito além da realeza, Helena… A Marinha, o Governo, os comerciantes, todos estão dentro desse sistema sujo que é sustentado pelo sangue de escravos… Que foi construído com o nosso, sangue… Ou você se esqueceu de todos que nós perdemos por culpa disso, hein?!

- Não, Steven, eu não me esqueci… E é exatamente por isso eu sei o quão ruim é perder alguém. Não quero que pessoas inocentes passem pelo mesmo que eu passei, eu quero tirar aquelas pessoas de onde estão, mas não da mesma maneira que você… Eu não preciso causar uma guerra e nem matar ninguém para isso.

- Desculpe, Helena, mas dessa vez você não conseguirá me impedir… - Então ouviu-se o som de uma lâmina sendo sacada.

Após um tempo andando, Hisoka e Muralha poderiam encontrar um lugar onde teriam visão de onde Helena e Steven estavam tendo seu diálogo. Estava um de frente pro outro em um espaço aberto livre de obstáculos, inclusive o mascarado cabeludo, Siberiano, estava presente, porém de braços cruzados apenas observando seu líder falar com a major, e permaneceu imóvel mesmo quando ela sacou sua própria espada, indicando que iria lutar com Steven. Aparentemente a função de Siberiano ali só surgiria no momento que alguém aparecesse para intervir, o que era algo a se considerar dali por diante… No entanto, ainda faltam pessoas a serem citadas para essa cena. O que Hisoka fará a seguir? Tentará se intrometer na batalha para ajudar Izzy? Atacará Siberiano para diminuir o número de ameaças? Ou andará pelo depósito a procura de algo que possa ser mais importante?

- Não preciso te matar para te derrotar, Steven… - Respondeu ela com a espada erguida com seu punho firme.

- Ah é? Então me diga, Helena… Você lembra quem te ensinou a lutar?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 

NPC's da aventura atual:
 

NPC's da antiga aventura:
 


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Última edição por Doodles em Qui 04 Out 2018, 23:49, editado 1 vez(es)
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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyQua 26 Set 2018, 04:13



Punição Derradeira

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#Post 11


Como esperado, o segundo combate de Hisoka contra angorá dispôs do mesmo resultado do primeiro, em que o professor saiu vitorioso. Por mais que o desfecho tenha sido previsível, a facilidade com a qual ele foi alcançado denota um avanço no nível de habilidade do arqueólogo quando comparado com seu início em Las Camp. É certo que ainda exista um longo caminho a ser percorrido para que ele alcance o patamar de seus companheiros, principalmente um escalão tão bem treinado quanto Sir Jovi ou até mesmo Helena, no entanto, vivenciar a sua própria evolução é certamente um atenuante para as reflexões de seu papel no Exército.

Assim que terminou seu combate, Hisoka buscou ajudar Muralha o mais rápido possível, contudo, o seu companheiro também foi capaz de lidar sozinho contra sua adversária. Maine Coon foi acertada sem piedade por um soco brutal do Revolucionário em sua face. A violência foi tanta que o professor teve a sensação de sentir a dor do ataque em seu próprio rosto, espremendo o olho em descompasso e realçando o sulco nasolabial para expressar o incômodo. Próximo do companheiro, daria de ombros e alçaria as sobrancelhas, evidenciando o seu desdém com a situação.

Sem mais ninguém para ser derrotado do lado de fora do armazém, Hisoka e Muralha seguiriam até o depósito com cautela, evitando serem percebidos pelos adversários. O professor buscava depor pouco peso em seus pés para propiciar passos suaves. Também manteria os olhos atentos a eventuais obstáculos em que poderia esbarrar e gerar ruído. Na hipótese de Muralha estar desatento e não observar um empecilho, o arqueólogo tentaria agir rapidamente, intervindo em sua movimentação para que ele prestasse atenção ao colocar a mão esquerda a frente de seu corpo ou, até mesmo, buscando recolher o artefato antes de cair no chão no pior dos casos. Posteriormente, gesticularia com as palmas das mãos verticalmente, insinuando que Muralha fosse um pouco mais prudente. O bálsamo de cevada predominava no recinto e, mesmo que Hisoka não fosse provido de um olfato excelente, era capaz de captá-lo com suas coanas.

– Por aqui... – Sussurraria de modo quase que inaudível, indicando que Muralha o seguisse entre as caixas e prateleiras que o ambiente fruísse. Sem que percebesse, o professor estaria exercendo um papel de líder sem a presença de Izzy.

As íris atentas dançariam por todo o ambiente, sempre a espreita na busca de evitar algum ataque surpresa. Se preciso, Hisoka agacharia o corpo para diminuir as chances de ser visto, pedindo que Muralha faça o mesmo ao palpar o ar continuamente com a mão esquerda. Apesar de seu companheiro ter uma estatura maior que o normal, ele certamente tem ciência das ardilezas necessárias para se esconder. Pouco a pouco, o historiador começaria a escutar a voz de sua comandante, assim como um tom que ele reconheceria como pertencente a um dos invasores. Dado o vocativo referido por Helena, ela estava conversando com Steven. A medida que almejaria se aproximar às espreitas, Hisoka intercalaria a atenção entre o diálogo de ambos e a possibilidade de alguma investida imprevista. Mesmo que não tenha muita ciência do passado da major, pelo pouco que conseguiu captar da conversa e ligando estas informações com a interação que tivera com Pepper, o professor usufruiria de sua lógica para concluir que Izzy e Steven foram escravos e se tornaram Revolucionários juntos, porém divergiram em algum ponto, provavelmente pela diferença de ideais.

Quando finalmente dispôs de uma visão privilegiada do ambiente, Hisoka notou que, além de Izzy e Steven, aquele chamado de siberiano também situava-se no recinto. Com todos de costas, um ataque inesperado muito provavelmente seria extremamente efetivo, no entanto, o arqueólogo rapidamente teria uma lembrança oriunda da invasão no navio, em que foi dominado inesperadamente por uma mulher chamada de "Persa". Ao que parece, eles usam esta rebelde como sentinela, isto é, ela não se mantem com o grupo, mas sim ataca os oponentes que eventualmente flanqueiam a equipe. Destarte, Hisoka não poderia fazer nada antes de encontrar a última oponente, se não poderia levar toda a estratégia de sua tripulação à ruína.

– Dê cobertura a ela... Vou lidar com a última inimiga. – Aproximaria a boca do ouvido de Muralha, provocando um aparato acústico com o auxílio de suas mãos em concha. Assim, murmuraria em tom baixíssimo para que não fossem achados. Durante a mensagem, os olhos não deixariam de atentar nos arredores, pois Persa já poderia estar próxima.

Mantendo os passos suaves, Hisoka começaria a evadir do local, usufruindo das mesmas prateleiras e caixas para se manter de tocaia. Seu objetivo era explorar o ambiente a procura de Persa, saindo pelo corredor mais próximo possível, a menos que este o faça ser visto por Siberiano ou Siamês. Assim como tem feito durante toda a abordagem, o professor nunca deixaria a desatenção tomar conta, vistoriando os flancos quase que constantemente, afinal, não está em seus planos ser contido pelas costas mais uma vez. De porta em porta, exploraria toda a estrutura do armazém, buscando ser o mais silencioso possível ao manejar as maçanetas, também evitando tropeçar em objetos ou gerar qualquer ruído indesejado. Se, por ventura, após averiguar todos os cômodos prováveis do depósito não encontrasse Persa, retornaria para auxiliar Muralha e Izzy.

Na hipótese de encontrar Persa de costas, Hisoka imediatamente cessaria os passos para que evitasse chamar a sua atenção. Calmamente, levaria a mão em direção da cintura, onde encontrará o seu pacificador. Assim, fugazmente agarraria o chicote com a mão direita e lançaria a vergasta na direção do pescoço da adversária ao entrar no alcance necessário. Com ela sob seu domínio, restava a Kurayami manter a força inevitável no flagelo para apertar sua traqueia ao máximo e impedir a circulação de sangue ao seu cérebro, o que resultaria na perda de sua consciência. Por outro lado, se ela esquivasse da acometida surpresa, Hisoka recuaria o chicote e o giraria uma única vez sobre a cabeça antes de encaixar dois outros golpes cortantes, um verticalmente contra seu rosto, de baixo para cima, e outro na diagonal contra seu estômago, da direita para a esquerda, ao afastar o braço de seu próprio corpo ascendentemente. Por fim, dominaria o pacificador mais uma vez, bobinando-o na mão direita.

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Na conjectura de ser atacado imprevisivelmente, mesmo que esteja com a atenção redobrada, ou em meio ao duelo, Hisoka agiria ampliando a distância ao girar no chão numa acrobacia e, após pegar impulso com os membros superiores, realizar um backflip para criar um espaço de dois metros e meio entre seu corpo e o da adversária. Contudo, se estiver numa posição incapaz de realizar uma evasiva, isto é, se fosse agarrado, por exemplo, imediatamente almejaria aplicar uma cotovelada no estômago da inimiga para afastá-la, apartando por conseguinte. Na eventualidade dela recuar o tronco, tentaria surpreendê-la com uma cabeçada invertida ao jogar seu próprio crânio para trás bruscamente, visando lesar a sua região nasal. Com a distância alcançada, o arqueólogo poderia seguir com as suas estratégias ofensivas.

– Nos encontramos novamente. – Pronunciaria com a típica entonação serena oriunda de seu temperamento calmo. Com o auxílio de sua língua, umedeceria os lábios, posteriormente estreitando os olhos para desempenhar maior enfoque no combate.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyQua 26 Set 2018, 22:31

A gata do mato


Em meio a uma típica cena cômica contendo um trapalhão e um espertinho, Hisoka e Golias andaram pelo depósito de cervejas tentando ser o mais silenciosos possíveis, o professor bastante atento para não derrubar nada, enquanto o grandalhão do Muralha bem menos concentrado nisso, acabava esbarrando em algumas garrafas que o arqueólogo precisou se esticar depressa para conseguir agarrá-la antes dela se quebrar no chão. Atrás de todo o conteúdo estocado, a dupla pode ouvir a conversa entre Steven e Helena, o que para Kurayami seria um bom momento para criar deduções e teorias, mas com sua lógica apurada, ele chegava bem perto de compreender como foi o passado dos dois com a pouca informação que tinha.

Dali onde estava Hisoka podia observar bem o cenário onde os dois líderes pareciam estar prestes a iniciar uma batalha, mas optou por não fazer uma intervenção, pois sabia que estava faltando alguém a aparecer no local e não queria ser pego desprevenido duas vezes pela mesma pessoa. Deixando Muralha para fazer o que bem entendesse no que se diz respeito a ajudar a major, o professor se afastou para buscar pela gata persa que costumava perambular ao redor de seu grupo para caçar os ratos que se aproximavam… Mas dessa vez queria ele ser o caçador da história.

Viu Muralha concordar com sua atitude com um simples aceno de cabeça, visto que ele não desfruta de muitos meios de comunicação, em seguida caminhou mais a fundo no armazém tentando encontrar rastros de sua presa ou meros sinais auditivos e visuais que pudessem indicar a presença dela, ainda que como um mero amador no assunto. Hisoka queria ter o fator surpresa ao seu favor dessa vez, então vagar pelo labirinto de cervejas acabava sendo mais intenso do que imaginou, sentindo a adrenalina voltar a percorrer seu corpo antes mesmo de voltar a entrar em um combate. Sentiu-se mais perto de um bom resultado quando estava prestes a abrir uma porta qualquer e ouviu algumas vozes um pouco mais distantes dali, sabia que não eram dos dois que viu conversando lá atrás, então só poderia significar uma coisa…

- Steven é realmente muito bom… Ele sabia que vocês mandariam alguém entrar pela portinha dos fundos, só que na ideia dele não seria alguém de nível tão baixo. - Disse Persa pisando sobre o corpo de alguém caído no chão… Esse alguém era Milla.

- Kyaaa! - Soltou ela um grito abafado de dor. Tudo indicava que ela havia apanhado da Persa, inclusive apresentando um ferimento na cintura que sangrava bastante e também alguns hematomas visíveis no rosto, incluindo um nariz escorrendo sangue.

- Ele tem algum respeito por vocês, então não nos deixa matá-los, porém, eu não cresci com essa ninhada… Eu sou uma gata do mato. - Comentou erguendo a mão direita que segurava uma adaga. Seu par de armas eram como os de Milla, mas não iguais, pareciam ser visivelmente inferiores em qualidade, mas isso não a impediu de vencer a enfermeira em um duelo um contra um. - Você sabia que gatos gostam de brincar com a comida?

Esse seria o momento onde Hisoka surgiria atacando-a com seu chicote, mas com um reflexo bastante aguçado, a jovem de cabelos loiros desviou a tempo ao ouvir o som do ar sendo cortado pela movimentação rápida do chicote. Virando-se depressa em direção ao professor ela conseguiu desviar também da segunda tentativa de ataque dele, mas dessa vez arremessando contra o seu agressor a adaga que segurava com a mão direita. A arma foi atirada na direção de Kurayami com bastante destreza e seguiria uma linha reta com intuito de acertar o revolucionário no peito, tendo potencial suficiente para perfurá-lo. Bloqueando, golpeando ou se esquivando dessa primeira ofensiva, a atiradora de facas não perderia tempo em puxar da cintura uma segunda adaga e arremessá-la novamente contra o professor, dessa vez tentando ser um pouco mais crítica, mirando em sua cabeça.

- Só que dessa vez não vai ter ninguém pra me impedir de te matar! - Exclamou durante o seu ataque para complementar a frase dita por Hisoka.




Ilusia Kingdom - 2 anos atrás



Helena treinou durante um ano inteiro junto ao restante do grupo de Steven, escolhendo a espada para o estilo de combate que iria se aperfeiçoar. Esse tempo no entanto não serviu apenas para ela aprender a lutar, foram meses de preparação para montar a estratégia da rebelião e adquirir recursos suficientes como armas e aliados, tendo em vista que não tinham toda a liberdade necessária para falar a respeito, tudo precisava ser feito no sigilo, incluindo os treinamentos, o que acabava levando um certo tempo.

Tempo esse que Helena também acabou se aproximando mais dos outros trabalhadores mantidos ali na mesma situação que ela, que inclusive era bem simples de acontecer, primeiro ela precisava criar uma dívida qualquer com o reino, depois seria apresentado para ela a solução através da Pedra Rara que garante que com apenas um ano de trabalho nas minas já é possível para o trabalhador quitar a sua dívida… Porém nós sabemos que não é bem assim que acontece aqui. Helena acabou caindo nessa armadilha depois de gastar todo seu dinheiro comprando navios que usaria para transportar o milho de sua família, mas para o seu azar toda sua frota comercial foi saqueada por piratas durante uma viagem de importação e pouco depois uma praga devastou o que restou de suas plantações, levando-a a falência que resultou na sua medida desesperada em assinar um contrato com a Pedra Rara.

A sensação de estarem sendo escravizados vai muito além do salário quase inexistente, pois os dormitórios de má qualidade oferecidos pela empresa que mais parece uma prisão, isso porque eles não possuem permissão de sair dali a não ser que seja para trabalhar, sem contar a maneira como os seus superiores lhes tratam de maneira desumana, agredindo-os de todas as maneiras possíveis. Tudo isso era descrito de maneira bem diferente nos cartazes de propaganda da Pedra Rara.

O lado bom, se é que existe lado bom nisso, é que Helena criou algumas boas amizades, Golias, Mandy, Katherine, até mesmo Steven se tornou bem próximo dela, apesar de parecer não gostar muito da relação dela com Daemon, essa que por sinal começou recentemente a ir um pouco além do apenas amigos. Seria difícil não se apaixonar quando era tão bem tratada por ele nesse lugar horrível onde tem vivido os últimos meses, para ela Daemon era muito mais do que um namorado, ele era o seu porto seguro.

- Daemon… A-acho que eu estou grávida. - Anunciou Helena quando os dois estavam sozinhos trabalhando em uma das minas. Sua maneira de dizer isso não transmitia muita confiança, não acreditando que a notícia pudesse ser bem recebida.

- Não… Mentira! Sério? - Disse o rapaz em resposta, levando a mão suja de terra até a testa, pareceu preocupado por um instante, mas depois disso sorriu e abraçou a mulher a sua frente. - Isso é ótimo, quando sairmos daqui vamos poder começar tudo de novo, juntos, nós três, para todo o sempre, como tanto queremos!

- Não sei… - Respondeu ela não muito animada, mas era esperado da sua parte não estar muito confiante, afinal que futuro ela poderia dar para uma criança nascida nessas condições? - E se não conseguirmos? E se tudo der errado? Sinto que eles estão suspeitando de alguma coisa…

- Helena, confie em mim, nós vamos sair daqui. - Falou Daemon olhando nos olhos dourados dela. - Pode não ser hoje, mas prometo que darei um jeito de conseguir… Nem que para isso eu tenha que cavar por baixo dessas minas até sairmos na praia, haha.

- Obrigada, Dae, você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos… - Agradeceu ela abraçando-o com força. - Talvez em breve acabe se tornando a segunda, mas por enquanto é a primeira. - Brincou para trazer um pouco de graça ao momento e com isso impedir que derramasse as lágrimas que se acumularam em seus olhos.

- Haha, você tem razão, não tenho como competir com ela. - Concordou sorrindo.

- Ela?

- Não sei, senti que poderia ser uma menina. - Respondeu coçando a cabeça ao ficar um pouco sem graça.

- É… Victorie seria um ótimo nome. - Pensou brevemente olhando para a barriga.

- Ehhh, na verdade eu tava pensando em Izobel, haha, mas tudo bem. - Ao ver a expressão de pouca aprovação da companheira, Daemon se adiantou em explicar. - Ah, era o nome da minha mãe.

- Hihi, pensaremos mais nisso depois da noite de hoje… Ainda falta muito tempo para isso acontecer e acho que temos uma prioridade maior por enquanto. - Apesar de Daemon ter tido uma recepção ao assunto muito melhor do que o esperado por ela, Helena não podia perder o foco do que era mais importante no momento, sua liberdade.

- É você tem razão, acho que me empolguei um pouco, afinal o resultado da noite de hoje pode definir todo o nosso futuro…

Após essa conversa ambos sentiram um sentimento pesado deixá-los desconfortável, poderia ser apenas algo comum como a ansiedade, mas no fundo eles sabiam que talvez significasse o medo que sentiam de que talvez algo pudesse dar errado.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptySex 28 Set 2018, 02:18



Punição Derradeira

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#Post 12


Após Muralha acatar com a estratégia do arqueólogo, Hisoka perpetuou o início de seu plano, em que buscaria por Persa nas dependências do galpão antes que ela surpreenda os Revolucionários. Tal como havia entrado no recinto, o professor abusou das prateleiras e caixotes de cerveja para manter sua furtividade, intercalando passos subtis pelo pavimento e olhos atentos nos arredores. Destarte, o elemento surpresa estaria ao seu favor, situação que o permitiria desfrutar de um cenário inverso àquele que adveio no navio.

Entretanto, uma peça do tabuleiro que ainda não havia emergido, Milla, cuja função era uma infiltração pelas portas do fundo da dependência, acabou sendo dominada pela Persa, que, mais uma vez, fez seu papel cabalmente. Deste modo, guiado pelas vozes da rebelde e pelo gemido de sua companheira, Hisoka permaneceu de tocaia a medida que vistoriava os pormenores do cenário. Observar Milla naquela situação apertaria seu coração, engendrando-lhe uma forte sensação de aflição. Engoliria em seco enquanto as retinas fotografariam o sangue da enfermeira manando no chão a partir de sua face e cintura. Com a mão esquerda, o arqueólogo pressionaria a camisa negra sobre o tórax num gesto pacificador na tentativa de apaziguar a angústia. Uma de suas mais gloriosas qualidades, seu temperamento calmo, muitas das vezes era frívolo em decorrência de seu trauma profundo. Depois de presenciar a morte de sua mãe, o prenúncio de perder mais uma pessoa importante garante muita dominância negativa em seu psicológico. Sendo assim, Hisoka sustentaria suas forças em seu desejo de salvar a enfermeira para promover o primeiro avanço, todavia, ao contrário de Angorá, os reflexos de Persa eram muito mais argutos. Sem apresentar dificuldade, a adversária não apenas evitou os ataques do historiador, como revidou ao lançar-lhe uma das adagas que portava.

– Tsc... – Estalaria a língua no céu da boca ao notar que suas acometidas haviam sido inúteis.

As íris de Hisoka refletiriam a lâmina da adaga que cortava o ar em sua direção, a qual seria evitada com uma tentativa de rolamento para a esquerda, permitindo que a arma atingisse o vazio em suas costas. Durante a movimentação, o arqueólogo almejaria retrair o seu chicote para dominá-lo, assim, no instante que observasse o próximo projétil arremessado por Persa, teria outra capacidade de reação. Refletindo que outra esquiva seria atribulada, Hisoka não hesitaria em suscitar uma ondulação em sua vergasta no átimo em que alçasse e flexionasse o braço destro. Destarte, o flagelo seria erguido de baixo para cima na tentativa de rechaçar a adaga em direção ao teto. Contudo, se o historiador percebesse que havia alguma chance de seu bloqueio falhar, agiria fugazmente ao inclinar o tronco e pescoço à esquerda, para que a faca transitasse sem perigo.

– Ao menos desta vez veio de frente. – Retrucaria a medida que tensionaria os músculos inferiores.

Observando que sua adversária estava momentaneamente desarmada, tendo em vista que havia acabado de arremessar as duas adagas que portava, Hisoka buscaria surpreendê-la com um ataque direto e de curto alcance. Levando em conta o fato da inimiga ter visto que ele porta um chicote, ela provavelmente esperaria que o combate fosse sucedido na média distância. Deste modo, usufruindo deste fator em conluio com a sua vantagem aceleração, Hisoka estava convicto que sua investida seria eficaz, dado que o espaço entre ele e Persa seria apropinquado em pouquíssimo tempo, provavelmente antes mesmo dela ser capaz de sacar outra adaga.

Portanto, o professor avançaria com imensa velocidade contra Persa, focando os olhos semicerrados em seu escopo. Provisoriamente guardaria o seu pacificador bobinado no cós da calça, imediatamente rotacionando o tronco e flexionando o cotovelo destro em analogia a uma lança com o membro. Seu objetivo era acertar sua oponente com imensa potência na área de seu queixo, para balançar-lhe o cérebro na caixa craniana e desmaiá-la. Na hipótese dela tentar levar uma das mãos na direção de outra adaga, Hisoka rapidamente notaria o gesto, almejando agir em intervenção ao segurar o seu pulso com a mão esquerda, porém sem cessar a sua técnica.

– Yokusei no Wani! – Falaria de dentes cerrados e orbiculares tensionados, denotando o esforço na efetuação do golpe.

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Na eventualidade de Persa conseguir bloquear o ataque, ou simplesmente não sofrer as consequências do golpe, Hisoka agilmente apoiaria o pé esquerdo no chão, atribuindo à ele um potencial físico de ação e reação, em que impulsionaria o corpo contra o solo na tentativa de aproveitar da energia agregada no avanço para fomentar o seu recuo. Destarte, saltaria e encolheria o tronco no intuito de favorecer um backflip para distar um metro e meio de sua oponente, esquivando, assim, de eventuais contra-ataques de curto alcance. Em meio à acrobacia, desenrolaria o pacificador, de modo que, ao aterrissar, volutearia ao redor do próprio eixo, incorporando energia cinética ao flagelo para contra-atacar com uma opugnação horizontal, da esquerda para a direita, na região pós-orbital do crânio de Persa no intuito de desmaiá-la imediatamente. Hisoka buscaria, ao máximo, promover uma acometida logo após sua esquiva para surpreendê-la com o assalto sagaz.

Contudo, na possibilidade de ser incapaz de realizar uma evasiva, o professor apartaria golpes físicos inimigos ao unir os antebraços flexionados em paralelo, protegendo a região que seria afetada com as rijas ulnas. Caso Persa acometa Hisoka com um objeto cortante, ele providenciará um bloqueio no avanço de seu braço ao atritar o dorso de sua mão contra o pulso adversário, imediatamente vinculando um contra-ataque ao recuar a mão esquerda atrás da linha do tronco e retorná-la fugazmente contra o nariz da inimiga. Por mais que seu soco canhoto não fosse tão bom quanto o efetuado com a mão dominante, Hisoka preferiria usar a última para o bloqueio para lograr de maior firmeza na ação defensiva. Por fim, tornaria a finalizá-la com uma ascendente cotovelada em seu queixo, mas, desta vez, com o braço direito.

Deste modo, se o seu ataque fosse efetivo e Persa fosse afastada de Milla, Hisoka auxiliaria a enfermeira de imediato, agachando o corpo ao apoiar o joelho esquerdo no solo. Com as mãos suaves, apaziguaria a companheira ao afagar-lhe o ombro a medida que a mão oposta seria levada em direção de seu abdômen, próximo ao ferimento em sua cintura, adotando de bastante cautela para não atingir a ferida acidentalmente. Intercalando a visão entre a adversária e Milla, Hisoka fitaria os olhos da menina ao ter certeza que a rebelde estivesse desnorteada e não fosse avançar, alçando a mão, que outrora estava em seu ombro, à maçã do rosto da moça, acalentando-a com as costas dos dedos:

– Eu estou aqui. Desculpe por ter demorado tanto... – Franziria os lábios e arriaria os orbiculares em afogo, vislumbrando, de perto, as feridas na face e cintura da jovem. O cenário remete-lhe lembranças de Keiko e, ora ou outra, ele observaria sua mãe em seus braços. – Me ajude... Como posso te socorrer...? – Hisoka balançaria a cabeça rapidamente para reter mais foco e, de voz alquebrada, solicitaria auxílio à Milla em relação à ferida em sua barriga na expectativa de sanar sua falta de conhecimento médico. De soslaio, focaria em Persa para averiguar sua situação.

Caso a oponente continuasse desacordada ou aturdida, Hisoka continuaria a focar sua concentração em ajudar Milla. Sendo assim, ficaria atento as eventuais instruções recebidas e prontamente as faria se estivessem em seu alcance. Seja, pressionar a ferida para conter a hemorragia, virá-la de lado para um melhor posicionamento ou, se necessário, até mesmo retirar sua camisa e cobri-la para conter os calafrios pela baixa pressão. Contudo, nunca cessaria o aconchego intercalado em seu couro cabeludo, região temporal e bochecha, dado que tem ciência do nervosismo exacerbado da enfermeira - apesar de seu inconsciente elucidar o afago de outro modo -. Destarte, sempre manteria o gesto pacificador para acalmá-la e deixá-la em estado fleumático.

Na hipótese de Persa não ter sido nocauteada, ou levantar após o professor se aproximar de Milla, Hisoka engoliria em seco, imaginando um cenário de opções extremamente limitadas. O foco em suas fóveas entremearia entre sua companheira e a adversária e, inconscientemente, seus braços avançariam ao redor do tronco de Milla, apropinquando-a de seu tórax num ato de proteção. Utilizando seu próprio corpo como escudo, o arqueólogo rotacionaria a coluna para evitar que a enfermeira fosse alvo de alguma acometida inimiga. De olhos espremidos, tentaria resistir à dor dos golpes oriundos de Persa, vigorosamente evitando que seu corpo padecesse com o auxílio de seu joelho como suporte. Com a garota em seus braços, nutriria memórias de sua mãe e sua devoção pelo século perdido, reminiscências em que se escoraria para aturar a sensação incomodante.

– Deixe ela fora disso! – Exigiria à Persa em tom de voz levemente alterado.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyTer 02 Out 2018, 00:44

O motivo para lutar


Hisoka conseguiu sair bem da primeira adaga que foi atirada em sua direção, rolando no chão o arqueólogo fez a arma passar direto por ele e perfurar a parede mais próxima. Na sequência quando a loira atacou da mesma maneira uma segunda vez, o professor não demorou para pensar em como agir, agitando com velocidade o seu chicote ele fez com que o flagelo atingisse a segunda lâmina e a refletisse para longe de seu corpo. Quando o som do metal caindo no chão ecoou aos ouvidos dos três, Kurayami já havia avançado para sua tentativa de ofensiva, aproveitando que sua adversária aparentemente estava desarmada e não poderia revidar a tempo, mesmo que tivesse que puxar uma terceira adaga escondida ou correr para tentar alcançar alguma das outras arremessadas.

Com um reflexo apurado, Persa ainda conseguiu bloquear boa parte do dano do golpe de Hisoka cruzando os braços na frente do corpo em um X, onde o punho do professor acabaria por atingir a parte central do cruzamento dos membros da loira. O impacto do ataque do homem contra o bloqueio da mulher seria suficiente para empurrá-la para trás, não sendo necessário que o arqueólogo se afastasse demais de onde havia parado. Tentando manter a pressão ofensiva e também evitar ser atacado novamente, Hisoka rapidamente usou seu chicote para tentar uma nova agressão contra Persa, dessa vez visando acertá-la na cabeça para tentar desmaiá-la.

Após o som do rosto dela sendo atingido, a gata selvagem caiu para o chão onde permaneceu atordoada, aparentemente inconsciente, mas como Kurayami estava mais preocupado com a saúde de Milla, não se certificou de que a adversária havia realmente desacordado após esse ataque. Ao chegar próximo da enfermeira ferida para auxiliá-la, Hisoka levou suas mãos até a companheira para tentar ajudá-la, uma delas cobrindo o sangramento que a moça apresentava na região do abdômen. Mais pálida e assustada que o normal, mesmo sem conhecimento em medicina, o professor de história notaria o estado grave em que a jovem se encontrava por conta dessa hemorragia que agora molhava-lhe a mão de vermelho.

- Me desculpe… Eu não queria atrapalhar… Só queria ser capaz de orgulhar meu pai. - Disse ela se desculpando por ter falhado na simples tarefa que lhe foi atribuída, até que seus olhos começaram a escorrer lágrimas quando veio a falar sobre o pai. - Não se preocupe comigo, priorize a missão, ajude a major… - Pediu a enfermeira ignorando a fala de Hisoka que pedia instruções para ajudá-la.

Ao se negar a ser ajudada, Milla não sabia o quanto poderia estar afetando o professor naquele momento, que sem conhecimento para salvá-la se veria em uma situação onde praticamente só seria capaz de assistir alguém morrer sem ser capaz de impedir. No entanto não era apenas com a enfermeira ferida que o arqueólogo deveria se preocupar, como dito antes, Hisoka não tinha certeza se a sua batalha contra Persa havia se encerrado, e durante seus pensamentos preocupados para tentar socorrer Milla, a gatuna agiu puxando mais duas adagas de alguma parte de suas vestes e atirou-as contra a dupla inimiga com a maestria anteriormente mostrada.

Não estando tão desatento assim, Kurayami ainda se mostrou rápido em conseguir reagir em defesa dos dois, não da melhor maneira possível, pois isso significaria conseguir se mover dali carregando-a para longe da rota das lâmina, ao invés disso o professor usou seu próprio corpo como um escudo que viria a proteger Milla de ser ainda mais ferida. Quando as adagas perfuraram suas costas, Hisoka sentiu a dor enviada pelo seu sistema nervoso lhe fazer tremer, com o corpo por cima do da companheira, o revolucionário pode olhar de perto os olhos lacrimejados dela se arregalar em surpresa com a atitude do rapaz.

- Não, professor! Não se machuque por mim, não quero vê-lo se ferindo para proteger alguém como eu… Eu sabia que iria atrapalhá-los. - Disse ela em lamento, triste por estar sendo um estorvo para os revolucionários nessa missão.

- Que bonito, protegendo a fêmea, mas até quando poderá fazer isso sem morrer, hã? - Perguntou Persa, que já havia se movimentado para pegar as outras duas adagas que se desfez anteriormente e então jogá-las novamente contra Milla e Hisoka. Se o professor saísse de onde estava, a enfermeira com certeza seria atingida, mas se ficasse, então isso somariam mais duas facas presas ao seu corpo.

Independente do resultado, Persa correria em direção ao seu adversário principal, puxando das vestes mais quatro adagas e então realizando um movimento giratório para atirar contra Kurayami uma lâmina após a outra. Apesar dela ainda estar lutando, não era possível ignorar o sangramento que a loira agora possuía em sua face e inclusive cobria seu olho direito, agora inchado e coberto pelo líquido carmim. Resistindo àquela chicotada, a mulher que o arqueólogo enfrentava se mostrou bastante durona, mas não literalmente, já que sua pele não era feita de aço e um ferimento foi causado pelo ataque anterior, algo que talvez fosse diferente se acontecesse uma segunda vez… Mas até que Hisoka consiga esse feito, como o professor lidará com os fantasmas que começaram a assombrá-lo nessa batalha? Perder tempo demais ali poderia significar sequelas gravíssimas ao corpo da enfermeira, porém continuar lutando também poderia trazer as mesmas consequências a ele, já que continuar servindo de escudo para todos os ataques direcionados a Milla uma hora poderiam lhe deixar em uma situação pior que a dela.



Ilusia Kingdom - 2 anos atrás



Estava chovendo em Ilusia naquela noite, assim como previu Steven ao arquitetar seu plano de rebelião, ela serviria para auxiliá-los na montagem de um terreno propício a armadilhas e emboscadas, atrapalhando os soldados da Marinha que viessem tentar intervir o avanço deles para a liberdade. Dentro do esconderijo deles, a multidão concentrada de trabalhadores escravos já estava armada e pronta para sair para a batalha.

- Vocês estão satisfeitos com o modo em que são tratados? - Perguntou Steven para aqueles que estavam ali com ele, e todos lhe responderam um alto “não”. - Querem passar o resto de suas vidas dentro desse lugar trabalhando como animais sem direitos? - Novamente a massa de pessoas lhe deu a mesma resposta. - Todos nós fomos afastados de nossas famílias, afastados de casa, e se ficarmos parados nunca mais voltaremos a vê-los, morreremos aqui sem que sequer tenham notícias de nós, sem sequer saberem quem nós somos, mas é isso que nós queremos? Morrer como se nunca tivéssemos existido? - “NÃO!” Gritaram eles de novo. - Nós aqui trabalhamos todos os dias dando nosso suor e sangue na esperança de que poderemos recuperar nossa liberdade, mas acham que teremos isso de volta? Não! Não teremos nada a menos que lutemos por isso! Chega de trabalhar para enriquecer aqueles que já estão ricos! Chega desse reino fingindo que nada está acontecendo! Chega de sermos tratados como ninguém! Hoje meus queridos amigos, nós iremos escrever com sangue o nosso nome na história! PELA NOSSA LIBERDADE! - Gritou no final erguendo sua espada, então todos os outros ali presente ergueram também as suas armas, gritando junto com Steven.

Tudo até então estava ocorrendo como o planejado, com a chegada da chuva, fator importante para o sucesso e que nenhum deles tinha total controle sobre, foi inegável a confiança que ela fez transbordar para aqueles que ajudaram a arquitetar o plano de batalha. Inicialmente um grupo menor deles teria que atacar os guardas locais e forçar uma tentativa de fuga pelos portões, os funcionários da empresa sendo pegos de surpresa iriam recorrer ajuda a Marinha, que acreditando não precisar lidar com um grupo muito grande, não mandaria também um exército muito grande, e seria aí que o restante do exército de escravos iria surgir das minas e do terreno lamacento atacando os marinheiros quando eles começarem a se aproximar… No entanto, o que Steven não havia planejado, era o que fazer se ao chegar nos portões o exército marinheiro já estivesse à sua espera.

- Impressionante, você é bastante pontual, Steven… - Disse sorridente o capitão responsável pelo QG de Ilusia três anos atrás. Ele apoiava a sua espada no chão e atrás dele havia várias dúzias de soldados da Marinha igualmente armados. - Rendam-se e poupem que sangue seja derramado em vão... Nós só queremos o líder de vocês.

- Não… - Negou Katherine a acreditar no que estava vendo. - Eles descobriram?

- Steven, o que vamos fazer agora? - Perguntou o ruivo de cabelo quase que todo raspado que estava sempre ao lado de Steven.

Diante dessa situação desesperadora, Helena só conseguia pensar no que havia conversado com Daemon algumas horas atrás e na filha que carregava em sua barriga. Olhando para Steven ela percebeu a feição de espanto em seu rosto, ele parecia não saber o que fazer depois que seu plano havia sido quebrado antes mesmo de começar a executá-lo. Depois ela fitou Daemon ao seu lado, ele sorriu para ela e agarrou sua mão, passando-lhe confiança de que tudo iria ficar bem. Concentrando-se novamente a frente, Helena viu o líder da rebelião dar um passo à frente e dizer:

- LUTEM EM NOME DA NOSSA LIBERDADE! - E ao erguer sua espada, todos os outros fizeram o mesmo, avançando em direção aos marinheiros.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyQui 04 Out 2018, 02:06



Punição Derradeira

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#Post 13


Priorizando a saúde de Milla, Hisoka não certificou corretamente o estado de sua adversária. A primeira vista, ela parecia desacordada, contemplando uma diagnose errônea por parte do historiador. Por outro lado, ao menos o cenário de falsa segurança lhe permitiu ter um maior enfoque na situação de sua companheira. Apesar de Kurayami ser incapaz de descrever um laudo médico apurado, dada sua falta de conhecimento na área, ele ao menos poderia identificar ferimentos críticos no corpo da garota, principalmente o localizado em sua cintura, que manava bastante sangue. O fluxo era tamanho que foram necessários poucos segundos até Hisoka ter a mão repleta do líquido vital, fomentando um forte sentimento de apreensão aturado pelo professor.

– Você vai orgulhá-lo, não se preocupe. – Engoliria em seco ao notar as lágrimas no rosto de Milla, imediatamente buscando acalmá-la. – Não vou abandonar você aqui. Está tudo bem. – Firmou o corpo da enfermeira entre as mãos para garantir maior estabilidade, difundindo seu propósito de protegê-la. – Vamos jun- Droga! – Prestes a contemplar o prosseguimento de seu plano, Hisoka vislumbraria, de soslaio, a dupla de adagas vertendo o ar na direção de Milla. Instintivamente, o arqueólogo rotacionou seu corpo e encolheu o rosto sobre a garota, de modo a promover um verdadeiro escudo à enfermeira com suas costas. – ARGHHH!! – O grito azularia entre os dentes calcados a medida que as orbiculares tensas espremeriam os olhos, denotando a forte dor sentida.

Durante o pequeno momento de distração, Persa recuperou a consciência e atacou a dupla de Revolucionários com um par de adagas. As lâminas foram diretamente fincadas nos músculos dorsais do professor, promovendo-lhe um imenso incômodo. As áreas latejavam intensamente e ele podia sentir os filetes de sangue vertendo sobre a pele de suas costas. Sua luta não era apenas para resistir a dor, pois também buscava evitar apertar a frágil Milla com seus dedos inconscientemente retorcidos. Os olhos marejados tornariam a captar a silhueta inimiga a poucos metros de distância. Ela apresentava um forte entumescimento na pálpebra direita, a qual estava coberta pelo líquido rubro oriundo do golpe de Hisoka.

– N-Não está atrapalhando... Já disse que v-vai ficar tudo bem... – Titubearia entre as palavras, comprimindo os músculos faciais ora ou outra em decorrência da dor.

Assim como antes, Persa buscaria retomar seus ataques de longa distância com o uso de suas adagas. Em busca de ter um pouco mais de mobilidade em combate, Hisoka deixaria Milla deitada suavemente no chão e suspenderia seu próprio corpo. A coluna estaria um pouco envergada, em detrimento dos ferimentos nas costas, mas o arqueólogo ergueria o pescoço para manter o contato visual necessário com a adversária. Ao contrário de antes, sua expressão salientaria uma maior seriedade, manifestada pela glabela tensionada e olhos álgidos. Seu temperamento calmo o impedia de irromper em raiva, mas era incapaz de esconder sua malquerença com Persa.

Para evitar as seis adagas arremessadas pela adversária, Hisoka iria trabalhar na harmonia de sua poderosa esquiva e seu, até então, eficiente bloqueio. Àquelas facas que fossem lançadas numa altura acima de seu tronco seriam preferencialmente desviadas com um jogo de corpo e/ou de pescoço. Se preciso, daria um passo para a direção contrária, criando um espaço vazio para que as armas atravessassem sem perigo. Por outro lado, as adagas que fossem atiradas em áreas abaixo de seu tronco seriam majoritariamente rechaçadas com o auxílio de seu chicote. Destarte, o historiador desbobinaria o pacificador fugazmente e afugentaria os projéteis com sua vergasta imponente. A escolha não seria a toa, afinal, desviar das adagas em altura considerável não implicaria em Milla ser atingida de tabela.

– Vou me certificar de matá-la, desta vez. – Provocaria com os olhos atentos na aproximação adversária, recuando o seu pacificador para um contra-ataque.

Hisoka iria girar o chicote em seu lado direito, evitando movimentos bruscos com o seu corpo, pois exigir contrações dos músculos dorsais agravava os ferimentos das adagas, gerando incômodos inevitáveis que poderiam o atrapalhar. Assim, o professor focaria em ataques simples, nos quais atribuiria muito mais o fator estratégico que a força cinética empregada no manuseio de sua vergasta. Desta forma, fustigaria o braço destro ao flexionar a articulação de seu cotovelo, almejando um ataque frontal na face de Persa similar àquele que a nocauteou, porém com um pouco de inclinação em seu olho sadio. Hisoka esperava que sua oponente não fosse ser atingida pelo mesmo ataque duas vezes, destarte, já expectava uma evasiva, mas este era justamente o seu objetivo. No instante que Persa esquivasse, o professor tocaria horizontalmente no flagelo do pacificador com o dorso da mão esquerda, propiciando um desvio no trajeto do chicote, que faria um arco atrás de Persa e atingiria a têmpora inimiga já danificada. A acometida, bastante surpreendente per se, teria as chances de sucesso medradas ao abusar do ponto cego de Persa, dado que seu olho direito está inutilizado. Independentemente do golpe ser capaz de nocauteá-la, o arqueólogo não cessaria sua investida, retomando o domínio do chicote antes de zurzir o queixo da combatente num movimento ascendente, de baixo para cima, finalizando-a com um deslocamento contrário, de cima para baixo, porém mirando em sua testa. Assim, teria plena certeza que sua inimiga havia sido derrotada, evitando cometer o mesmo erro.

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Na hipótese de Persa desviar de sua sequência, Hisoka bobinaria o chicote e o guardaria no cós da calça, imediatamente preparando a sua postura para um combate de curta distância. Com as íris atentas nas ações da oponente, o professor tentaria antecipar um de seus ataques, sejam eles efetuados com adaga ou com as mãos nuas. Assim, o arqueólogo agarraria o pulso da felina fortemente, imobilizando-a, no mesmo instante que buscaria alçar o joelho contra seu estômago. Por conseguinte, flexionaria o braço livre para atingir seu queixo com uma forte cotovelada com o adjutório de seu osso teso, finalizando-a com o soco contra seu nariz com a mão oposta.

Se, em algum dado momento, Persa segurar o flagelo do pacificador, Hisoka contiguamente levaria as duas mãos sobrepostas ao cabo do chicote na expectativa de realizar um forte puxão, o qual teria como objetivo desestabilizar a inimiga. Em seguida, o historiador largaria a arma e avançaria fugazmente contra a felina, abusando de sua aceleração para encurtar a distância o mais rápido possível. Deste modo, prosseguiria com a estratégia anterior, iniciando com uma potente joelhada contra o estômago da rebelde para nocauteá-la com as sucessivas acometidas dos membros superiores.

Com Persa efetivamente derrotada, Hisoka recuperaria o pacificador, se necessário, e o enrolaria para encaixá-lo no cós da calça. Tendo em vista o efeito da adrenalina em sua corrente sanguínea sendo dissipado, ele tornaria a exibir uma feição dolorida, levando em conta as adagas ainda fincadas em suas costas. Todavia, não trataria delas antes de cuidar de Milla, dado que seu quadro é bem mais grave que o do historiador. Assim, novamente agacharia o corpo ao apoiá-lo no chão com o auxílio do joelho esquerdo. Levaria a costa das falanges canhotas em direção do pescoço da enfermeira numa tentativa de analisar sua temperatura, isto se seu básico conhecimento o permitisse.

– O que eu faço, Milla? – Com um semblante denotando preocupação, indagaria a enfermeira em busca de auxílio com os procedimentos médicos, os quais seriam devidamente seguidos.

Assim como era seu objetivo antes da retomada da batalha contra Persa, Hisoka manteria os ouvidos atentos para captar cada informação cedida por Milla, almejando segui-las cautelosamente. Enquanto mantivesse as instruções, não hesitaria em afagar a jovem com o auxílio dos dedos suaves, focando em seu rosto macio na tentativa de apaziguá-la. Buscaria, também, modificar a sua expressão, tensionando os risórios para denotar um semblante sorridente, essencialmente lutando contra a própria dor para não preocupá-la.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyQui 04 Out 2018, 23:59

Mágoas do Passado




Ilusia Kingdom - 2 anos atrás



As poças de água criadas pela chuva estavam agora vermelhas graças ao sangue de todos aqueles mortos e feridos. Os rebeldes não estavam conseguindo ter sucesso no avanço contra o exército marinheiro altamente treinado para lidar com situações como essa. Depois de um certo tempo, a rebelião parecia estar chegando ao seu fim, com os escravos de Pedra Rara sendo obrigados a recuar ou se render, no entanto, houveram ainda aqueles mais corajoso que se recusaram a seguir com uma das duas opções.

- Resista, por favor, eu irei tratar do seu ferimento! - Disse Helena com seu olho direito sangrando bastante, porém não menos que Daemon que estava com um ferimento grave no abdômen e já havia perdido muito sangue no momento que a garota chegou para socorrê-lo.

- Me desculpe, Helena, eu falhei… - Se desculpou com uma voz fraca enquanto seu sangue escorria pelos cantos da boca. - Falhei com a nossa promessa…

- Cale a boca! Não fale isso, eu vou dar um jeito nisso, eu vou conseguir te salvar. - Retrucou de forma chorosa quando as lágrimas já começaram a pingar de seu rosto junto com as gotas de chuva.

- Não minta para você mesma… Você não vai conseguir tratar esse ferimento somente com primeiros socorros… Acho que o meu fim está próximo. - Daemon disse antes de também dar início ao choro.

- Não… Por favor… - Implorou ela segurando o rosto do amado para olhar em seus olhos que iam ficando cada vez mais fracos.

- Fuja daqui, Helena… Deixe esse lugar e dê a nossa filha uma vida digna… - Então fez uma pausa por ter engasgado em seu próprio sangue. - E continue sempre lutando em nome da liberdade...

- Nós deveríamos fazer isso juntos, viver uma vida digna juntos, criar nossa filha juntos, prometemos que ia ser para todo o sempre… Você não pode ir… Sem você eu não vou conseguir… Daemon… Daemon?

Porém, antes mesmo de Helena terminar de dizer tudo que queria dizer para Daemon, ele já havia dado seu último suspiro, morrendo ainda com os olhos abertos e levando a garota a despencar sobre seu peito em um choro intenso, não acreditando que havia perdido aquele que tanto lhe deu suporte para resistir a merda que era viver ali dentro, havia perdido o pai da criança em seu ventre, perdido o amor de sua vida.

- Helena? - Chamou Steven ao chegar ao local onde os dois estavam. Ele estava sangrando bastante por todo o corpo, principalmente no rosto e em seu braço esquerdo. Assim que ele viu o estado de Daemon, correu para perto dele e se ajoelhou no chão lamacento. - Não… Isso não pode ter acontecido, não! - Se lamentou começando a chorar lágrimas avermelhadas por conta do sangue em sua face. - Daemon… - Então se jogou sobre o corpo sem vida para abraçá-lo, forçando dessa maneira Helena a se afastar. - Me desculpe… Me desculpe, Daemon, eu… - Se desculpou várias vezes aos choros para o companheiro que já não podia mais ouvi-lo, mesmo assim, permaneceu o abraçando por um certo tempo.

Quando voltou a botar o corpo de Daemon no chão, não havia mais lágrimas ou uma expressão chorosa no rosto de Steven, tudo que restou em seu rosto ensanguentado foi ódio e raiva. Ele socou o solo com força espalhando a lama, água e sangue que havia ali, então começou a se levantar, fitando Helena ainda em estado de choque, sofrendo por conta da sua perda.

- Há um maldito traidor entre nós… O desgraçado culpado por tudo isso irá pagar. - Dito isso ele deu as costas para a garota e caminhou de volta em direção ao furdúncio provocado pela rebelião. - Vamos, Helena, a nossa luta ainda não acabou.



Ilusia Kingdom - Dias atuais



A dor nas costas de Hisoka por consequência das adagas fincadas em seus músculos poderiam se tornar um sinal de alerta para o professor de agora em diante na batalha, que diferente do que ele havia pensado, ainda não havia terminado. Persa se ergueu do chão arremessando contra ele as duas facas que lhe causaram esses ferimentos iniciais, porém sem perder tempo ela já sacou mais de suas armas para repetir o ataque contra o arqueólogo, visando não só tentar atingi-lo, como também poderia acabar acertando Milla caída no chão se a esquiva ou defesa fosse feita de qualquer jeito. Para lidar com isso, Kurayami realizou uma esquiva em conjunto com o agitar de seu chicote para evitar ser atingido por alguma das lâminas e também repelir aquelas que poderiam acabar indo de encontro a enfermeira ferida.

- Vem tentar, rato revolucionário! - Disse em resposta a provocação anterior.

Com o professor atacando primeiro dessa vez, o flagelo avançou em direção a gatuna que de maneira bem ágil se esquivou da arma para não ser atingida duas vezes no mesmo local. Assim que desviou do chicote, Persa puxou mais uma adaga de suas vestes (vai saber como ela guarda tantas) e se preparou para arremessá-la na direção de Hisoka, porém, o sábio arqueólogo já havia considerado essa evasiva da adversária e preparou uma estratégia se aproveitando do lado com a visão debilitada dela para com um movimento específico, mudar a trajetória do seu chicote e fazê-lo acertar Persa pela lateral, impedindo-a que completasse seu movimento de ataque.

- Desgraçado! - Xingou a mulher ao ser atingida no braço e largar a adaga. Talvez o braço não fosse o local que Hisoka pretendia atingir inicialmente, o que indica uma necessidade no professor em praticar mais esses movimentos mais complexos.

Preparada para atacar novamente ao se abaixar para pegar sua arma, Persa acabou sendo surpreendida pela velocidade que o seu oponente conseguia lhe atacar, pois bastou mais um agitar do braço do professor para que o chicote se redirecionasse para o rosto da mulher gato e atingi-la em cheio no queixo. Um movimento simples que dificilmente ele conseguiria não executar com perfeição. No fim, um rato era capaz de derrotar um gato, afinal. Então ao certificar-se de que com isso Persa havia sido derrotada,  Hisoka guardou o Pacificador de volta na cintura e correu para ajudar Milla que ainda sangrava aos montes pelo seu ferimento.

- Sem qualquer kit médico a disposição você não vai conseguir tratar desse ferimento, mesmo com minha ajuda... - Disse ela quando o historiador retornou para ajudá-la. - Sinto que o meu fim está próximo.

Ao ouvir tais palavras sendo ditas por Milla, Hisoka poderia sentir uma dor em seu peito lhe atingir com mais intensidade do que as adagas presas em suas costas. Alguém estava morrendo bem diante dele e não havia nada que ele pudesse fazer para ajudar… De novo. Seus conhecimentos adquiridos em livros de história eram capazes de lhe dar informações sobre tudo no mundo, desde verdades e mentiras que podem tanto provocar ou evitar guerras, porém, não lhe davam um conhecimento sequer de como salvar uma vida. No rosto pálido de Milla escorriam lágrimas de uma garota amedrontada, temendo que seu fim estivesse próximo, temendo que pudesse morrer com tão pouca honra.

Apesar das palavras da enfermeira mandarem Hisoka deixá-la morrer para ajudar Helena na missão de impedir Steven e proteger os inocentes do reino, talvez não fosse isso que o professor iria escolher fazer, talvez ele não fosse capaz de o fazer… Como seu psicológico estaria sendo afetado por isso? Seu trauma adquirido por conta do assassinato de sua mãe poderia acabar travando-o ali, negando-o a dar as costas a uma pessoa querida que estivesse correndo risco de vida. Mas como ele poderia ajudá-la? Ela mesma já havia dito que sem um kit médico nada poderia ser feito para salvá-la. Teria alguma chance de conseguir encontrar isso dentro desse depósito? Ou será que a melhor opção seria carregá-la para fora desse galpão até um hospital?

Seria impossível não tirar um paralelo disso com aquele momento onde retornou para ajudar Rin mesmo já tendo recuperado a essência para concluir a missão… Ficar para tentar ajudar Milla poderia fazê-los falhar na missão? A enfermeira certamente achava isso, se recusando a deixar um revolucionário gastar seu tempo com ela quando poderia estar ajudando o restante do grupo, por isso ela seguraria a mão de Hisoka com o pouco de força que ainda tinha e olharia firme nos olhos dele para dizer o que poderiam ser suas últimas palavras:

- Me deixe aqui, professor, não se preocupe comigo… Ajude a major e os outros nessa missão… - Então ela engasgava fazendo um pouco de sangue escorrer pela boca. - Lute em nome da liberdade.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptySex 05 Out 2018, 03:17



Punição Derradeira

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#Post 14


Intercalando movimentos em prol da proteção de Milla e seu próprio amparo, Hisoka não tiritou em seu combate contra Persa, esquivando e bloqueando as adagas arremessadas pela rebelde antes de contra-atacar com uma acometida sagaz. Um forte golpe de sua vergasta no queixo da oponente fora suficiente para nocauteá-la, desta vez definitivamente, permitindo ao professor arfar de alívio, pois finalmente poderia dar toda a atenção necessária à Milla. Ele só não esperava que o duelo pela vida de sua companheira fosse ser mais árduo que a luta que acabara de travar.

Por mais que sofresse com a incessante dor oriunda dos ferimentos em suas costas, Hisoka pugnaria em manter sua prioridade na vida de sua amiga. A voz meiga e taciturna de Milla, aliada as lágrimas que desembocavam de seus olhos, trouxeram um aperto muito forte no peito do historiador, o qual faria suas lesões parecerem irrelevantes. Tamanha afeição por uma pessoa que conhecera há pouco pode soar como algo insólito para muitos, mas para um homem que cresceu grande parte de sua vida sozinho, todo e qualquer laço minguado é extremamente valorizado.

– N-Não! Eu não vou deixar! – Engoliria em seco após escutar a declaração de Milla, intervindo imediatamente.

A expressão desesperada, de maxilar caído e olhos frementes, retrataria perfeitamente uma forte sensação de pânico por parte do professor. Seus músculos travariam, o corpo suaria frio, o ar travaria na traqueia e, naquele instante, toda e qualquer ação aparentava ser um grande desafio para Hisoka. Os pensamentos limitariam-se a culpa, majoritariamente ao vislumbrar um cenário idêntico àquele que ocorrera há quinze anos atrás com sua mãe. Não, não, não. De novo não. A frase repetia-se incessantemente nas profundezas de seu hipocampo, rasgando a garganta de suas memórias mais aflitivas. Pouco a pouco, o arqueólogo almejaria recompor sua sanidade, aliando sua lógica ao seu temperamento calmo para encontrar um meio de contornar a situação. Os dedos rígidos seriam os primeiros a resistirem ao estado de congelamento, até que, gradualmente, os demais membros seguiriam o embalo movido pelo incessante desejo de salvar Milla.

– J-Já disse que não! Eu irei salvá-la! – A frenesia seria completamente profligada ao captar a mensagem da garota, que ansiava ser deixada para trás. Hisoka espremeria os olhos e balançaria a cabeça incessantemente ao respondê-la. – V-Vou tentar achar um kit médico! Um segundo! – Rotacionaria o pescoço ao seu redor na tentativa de ver algum conjunto com uma cruz vermelha. Seria muita sorte encontrar de primeira, porém não poderia deixar de tentar. Se não observasse, franziria os lábios, pensativo. – Aqui, tente segurar o sangramento com minha camisa! – O arqueólogo cruzaria os braços a frente do corpo, segurando a blusa da base, para retirá-la ao alçar os membros. Em seguida, pressionaria a peça de roupa na lesão localizada na cintura da enfermeira no intuito de cessar a evasão sanguínea. – Prometo que voltarei. – Diria em tom seguro, fitando diretamente os olhos soturnos de Milla. Antes de partir, cheiraria e beijaria o dorso da mão esquerda da garota, apoiando-a sobre a camisa em seguida para que continuasse o trabalho de contenção hemorrágica.

No momento que erguesse o corpo, pressionaria a arcária dentária em detrimento da dor em suas costas. De olhos fechados, cerraria os punhos e aspiraria oxigênio atmosférico para contornar o incômodo e canalizar energia suficiente para que pudesse seguir em frente. Com Milla sendo sua prioridade, mais uma vez tentaria ignorar as lesões ao máximo a medida que corresse entre os cômodos e corredores do depósito, dançando as íris pelo recinto na expectativa que sua retina fotografasse um kit médico. Em geral, eles são fáceis de serem reconhecidos pela cruz vermelha marcante, porém Hisoka não hesitaria em revirar algum estojo suspeito sem o símbolo. Com sua aceleração e acrobacia, se necessário, o arqueólogo esperava percorrer todas as dependências do depósito em pouquíssimo tempo, pois cada segundo é crucial para que Milla seja salva.

Na hipótese de encontrar um kit médico, Hisoka elevaria as pálpebras e guardaria um suspiro em sua garganta, incrédulo com a chance de Milla ser curada. Antes de pegar o estojo, o professor confirmaria se havia equipamentos em seu interior. Caso não houvesse, voltaria a procurar por um kit com utensílios. Por outro lado, se a coleção estivesse com os objetos, correria vigorosamente até o paradeiro de sua companheira, bem mais aliviado com a possibilidade de salvá-la. No instante que a encontrasse, tornaria a se agachar e abriria o kit médico ao seu lado.

– Encontrei um! Vamos, me ajude! O que eu preciso fazer!? – Umedeceria os lábios secos a espera de uma resposta. Assim que recebesse, seguiria as instruções de prontidão.

Na possibilidade de não encontrar nenhum kit médico mesmo após todos os seus esforços depositados na busca, Hisoka pararia e descansaria, apoiando as mãos nos joelhos para recuperar o fôlego. Já de olhos marejados, levaria a palma da mão esquerda à boca, friccionando-a em preocupação, soprando em seguida. Neste átimo de decepção, as palavras oriundas de Blink, em Toroa Island, retomaram em sua mente. Para o atirador, seria impossível não haver derramamento de sangue durante a missão Revolucionária, mesmo que Kurayami se esforçasse em não deixar nenhum companheiro morrer.

– Droga... – De punhos cerrados, fixaria o olhar no chão antes de seguir de volta ao local onde estava Milla. – Desculpa, não achei nada... Venha, vou levá-la até Helena! – Sem mostrar desistência, colocaria seus braços por baixo do corpo de Milla para alçá-la contra seu tórax. O esforço exigia muito dos músculos dorsais, o que provavelmente abriria ainda mais suas feridas. Com os dentes fincados no lábio inferior, Hisoka relutaria para colocar a garota em seu colo.

Esta era sua última opção: levar Milla consigo até a major. Era evidente que a deixaria desde o princípio, porém esta escolha lhe renderia muitos problemas, a começar pelos ferimentos em suas costas. No instante que chegasse no paradeiro do duelo entre Izzy e Steven, não tinha outra alternativa se não chamar a atenção de todos. Não tinha certeza do desencadeamento do combate entre os Revolucionários, tampouco se Muralha já havia dado as caras, mas não teria tempo algum para averiguar. Assim que estivesse numa área visível, inspiraria ar para ganhar fôlego suficiente para vociferar:

– Helena!! Salve Milla! – Colocaria o corpo de Milla suavemente no chão. – Eu lutarei contra Steve. – Levaria a mão em direção do cabo do pacificador. Sabia que suas condições de combate eram as piores possíveis, assim como compreendia a possibilidade de seu oponente ser muito mais habilidoso. Contudo, não fraquejaria.

Se preciso, iniciaria o combate com ações defensivas, tendo em vista que seu principal objetivo era ganhar tempo para que Helena fizesse o devido atendimento de Milla. Assim, focaria na espada carregada pelo seu adversário, tal como em seus pés, sempre buscando antecipar sua movimentação. Com o pacificador, manteria uma distância média de dois metros e fustigaria o corpo de Steven em punição por cada avanço. Se necessário, caminharia ou saltaria pelo campo de batalha para preservar o intervalo requerido.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptyDom 14 Out 2018, 09:29

Tratamento


A batalha contra Persa se encerrava com a vitória do professor, que por mais que tivesse adquirido alguns ferimentos no processo, obteve um resultado pessoal gratificante. Desde que se juntou aos revolucionários, Hisoka não teve boas atuações em combate, pecando em diversos momentos e mostrando que a falta de experiência era algo que atrapalhava bastante, no entanto, o arqueólogo veio agora mostrando uma evolução ao vencer dois adversários com uma certa vantagem. Ainda não era motivo para ele abaixar a guarda e ficar confiante demais, mas ao menos poderia começar a se orgulhar mais e até sonhar com uma promoção relâmpago de patente.

Mesmo vencendo, Hisoka não era imune a erros, havia adquirido ferimentos que poderiam vir a desenvolver complicações se não tratados, só que mesmo consciente do perigo, o professor se dedicou a priorizar os ferimentos de Milla ao invés de suas próprias dores. Com um aperto no coração ao ver o estado da enfermeira, para ele os machucados em suas costas não eram nada, temia mais pela saúde dela do que pela própria, tudo isso porque a garota havia conseguido despertar no rapaz um sentimento forte que para alguém como ele era digno de ser valorizado.

Hisoka se recusava a aceitar, se recusava a ver aquilo acontecer de novo. As memórias de seu dia mais sombrio voltavam para atormentá-lo, voltavam para lembrá-lo daquele sentimento horrível que era capaz de destruí-lo por dentro com uma dor muito pior do que a das adagas cravadas em suas costas. Contudo, ao longo dos anos o professor se tornou capaz de lidar com parte dessa pressão psicológica, seu temperamento calmo lhe retornava à realidade após encher com bastante ar os seus pulmões.

Depois de remover a própria camisa, Hisoka entregou-a para Milla usar contra o ferimento, pressionando-o com o pano para tentar diminuir o sangramento. A garota parecia fraca demais para continuar batendo boca, por isso dessa vez ela não insistiu em pedir ao professor que a abandonasse. Ele precisava deixá-la ali para sair pelo depósito procurando um kit médico que pudesse ajudá-lo a realizar os primeiros socorros, mesmo sem esse conhecimento, talvez com a ajuda da enfermeira se tornasse capaz de fazer alguma coisa. Vasculhando as salas que havia por ali, o arqueólogo encontraria todas elas vazias, algumas até tinham algumas caixas, mas ao abri-las ele se depararia com algumas espadas e adagas de baixa qualidade, mas somando todas sequer chegavam a uma dúzia. Após algum tempo procurando e não encontrando nada, o historiador já poderia começar a se sentir pouco esperançoso, parecia perda de tempo continuar insistindo nisso e talvez fosse melhor buscar outra alternativa para salvar Milla.

Já desanimado com o fracasso, Hisoka seguiria para fora da sala onde estava, momento esse que um raio de luz solar atingia seus olhos lhe fazendo desviar o olhar para o chão. Quando viu aquela caixa na parte mais baixa da prateleira, coberta de poeira e teias de areia, Kurayami não acreditaria que estava olhando para um kit de primeiros socorros, com aquela cruz vermelha na maleta branca não tinha dúvidas de que pelo menos um dia aquilo guardou materiais médicos. A luz que atingiu o caminho de suas retinas poderia ser um sinal divino? Se Hisoka fosse do tipo religioso talvez essa possibilidade se fortalecesse em sua mente, no entanto, olhando para as janelinhas abertas no topo das paredes, ele notaria que o fato delas estarem abertas influenciavam no desvio da luz naquela sala.

Assim que retornasse para onde deixara Milla, o professor poderia abrir a maleta médica e analisar o seu conteúdo, não parecia completo ou cheio de variedades, mas tinha ataduras, líquidos anestésicos e anti-inflamatórios, agulhas e linhas para sutura, gaze e alguns outros itens que não saberia dizer para que servem. Talvez com a lógica, Hisoka poderia já começar a agir mesmo sem o auxílio da enfermeira, mas também poderia esperar as instruções dela para não arriscar cometer nenhum erro, ainda que estivesse difícil para ela falar.

- Obrigada… - Agradeceu depois de ver todo o esforço do professor para ajudá-la. - Não sei nem como retribuir... Eu não merecia todo esse esforço...

Se estivesse confiante e calmo o bastante para isso, seria possível com o auxílio da enfermeira fazer uma sutura improvisada após a devida limpeza do ferimento, no entanto apenas cobrir com gaze e ataduras poderia ser suficiente, de qualquer forma qualquer caminho que fosse seguido seria arriscado, e no fim, apenas vencendo essa batalha o mais rápido possível poderia realmente salvar Milla.

Após a despedida, Hisoka poderia correr de volta ao local onde Izzy e Steven travavam uma batalha, mesmo que tivesse esquecido o som das lâminas se chocando lhe indicariam para onde ir. Os dois líderes pareciam estar lutando de igual para igual, mas o mesmo não estava acontecendo com Muralha e a sua batalha contra o cabeludo. Quando o grande humano tombava no chão após o sabre de Siberiano lhe cortar o peito, o ruivo sorriu e pisou com o pé direito em cima do ferimento recém aberto, levando o revolucionário a soltar um urro de dor.

- Não vai implorar pela minha misericórdia, Golias? - Perguntou de maneira sarcástica, aparentemente já sabendo que o adversário não era capaz de falar. - Ah é, como poderia ter me esquecido… O gato comeu sua língua. - Depois dessa fala, Hisoka teria uma abertura para atacá-lo pelas costas, porém, mostrando um bom reflexo e aparentemente uma audição apurada, o Siberiano desviaria da ofensiva e se viraria rápido para o atacante, sorrindo para ele e dando destaque a cicatriz que cruzava sua face. - Ora, ora, voltou para me agradecer por ter poupado sua vida?



Ilusia Kingdom - 2 anos atrás



Quando voltou para o esconderijo dos rebeldes nas minas de Pedra Rara, Helena se deparou com o alvoroço já acontecendo. Aqueles que ainda não haviam sido capturados ou derrotados estavam ali junto de Steven, que pelo visto se preparava para anunciar alguma coisa. Katherine estava sendo impedida de intervir no que iria acontecer por conta de uma barreira de pessoas que a impedia de prosseguir, de maneira violenta ela começou a atacar as pessoas para tentar passar, mas um homem mais alto e forte a agarrou pelas costas e a imobilizou. Mais adiante Golias era segurado por Mandy, enquanto um homem de curtos cabelos ruivos aquecia sua espada em uma fornalha.

- STEVEN, PARE COM ISSO! - Gritava Katherine inutilmente. - Kruv, me solta! Eu não posso deixar ele fazer isso, é o Golias, ele não fez por mal, ele não teve opção!

- Esse é o preço que você pagará pela traição… Muitos dos nossos homens morreram por sua incapacidade em manter a boca fechada, portanto Golias, daremos um jeito de impedir que isso volte a acontecer. - Anunciou o líder enquanto o grande Muralha tentava se libertar, mas Mandy, como já dito antes, era mais forte que ele. - Sinta-se grato por meu respeito a você me impedir de lhe dar um fim pior que este. Zack, faça…

- Eles disseram que iriam matá-los, eu não tive escolha, por favor, Steven! - Implorou o enorme homem em uma situação inferior como se seu tamanho não significasse nada.

- Suas desculpas não trarão de volta aqueles que morreram por conta do seu egoísmo. - Respondeu de maneira fria, sem tirar os olhos da cena que viria a seguir.

- Diga “A”, Golias. - Zombou o ruivo antes de puxar a língua de Muralha com uma pinça e então com a espada absurdamente quente cortar com um único movimento o músculo palatino.

O grito de dor do homem ecoou pelo salão da mina enquanto a maioria ali presente vibrava pela justiça ter sido feita, alguns até gritavam que só isso não era suficiente e que um traidor merecia morrer. Helena ainda em estado de choque e com o corpo coberto de sangue não sabia nem como reagir a tamanha brutalidade, não conseguia processar tanta informação e tentava entender em que momento aquele grupo cheio de esperanças havia se tornado isso. Rapidamente a sala voltou a se esvaziar quando Steven levou o restante dos rebeldes de volta para a batalha em uma tentativa desesperada de se liberdade, deixando Golias, Helena e Katherine para trás.

- Peço desculpas pelo meu irmão, Golias, lamento por isso, lamento. - Disse a garota de maneira desesperada sem saber como ajudar.

- Irei ajudá-lo, não se preocupe. - Falou Helena buscando um pequeno kit médico que havia no esconderijo e então usando-o para tratar do ferimento do enorme homem. - Farei o máximo que posso, ok? E infelizmente isso significava apenas impedir que você sangre até a morte ou pegue uma infecção… - Explicou ela antes de começar o tratamento com o que tinha a disposição. Golias mantinha-se calmo apesar da dor que estava sentindo, tanto é que era Katherine que estava a chorar.

- Eu nunca imaginei que meu irmão seria capaz de algo assim… Eu não sei o que aconteceu, ele parece estar fora de si…

- Daemon está morto. - Contou Helena de maneira direta enquanto ainda continuava o tratamento.

- Não… Oh, não… Helena… Sinto muito. - Lamentou a garota começando a derramar ainda mais lágrimas diante da situação. De alguma forma, isso parecia explicar para ela o motivo para isso estar acontecendo.

- Steven não vai parar até que todos estejam mortos… Mesmo que acaba se tornando nós aqueles que irão morrer. - A seriedade em sua voz era como a de uma pessoa fria que já não se importava com nada, porém poucos seriam capazes de notar o esforço dela em guardar suas emoções para não acabar da mesma maneira que Katherine. - Nós precisamos sair daqui hoje… Temo que depois disso tudo não será mais possível. Podemos aproveitar a confusão e sair por aquela passagem da parte interna. - Percebendo que algo estava estranho, ela parou o tratamento e fechou os olhos respirando fundo.

- Mas nós não temos para onde ir, como vamos… - Então antes da garota terminar sua frase, Helena caia em direção ao chão, aparentemente perdendo a consciência. - Helena? Helena!! - Gritou Katherine tentando acordá-la sacudindo-lhe o corpo, porém parecia inútil… Com todo aquele sangue escorrendo de seu corpo, ela não iria acordar.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

OFF:
 


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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira - Página 3 EmptySeg 15 Out 2018, 05:22



Punição Derradeira

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#Post 15


Hisoka estava prestes a perder as esperanças após vários minutos vasculhando de sala em sala a procura de um kit médico quando um fulgor iluminou um objeto no chão. O rastro luminoso parecia obra divina e certamente teria em sua incumbência a ação de seres sobrenaturais se observada por um indivíduo religioso. Assim que notasse a caixa de suprimentos, o arqueólogo suspiraria aliviado, relaxando os músculos faciais outrora tensionados a medida que levaria o punho direito na altura do coração, palpando o tórax desnudo com as extremidades falangeais. Apesar de ser um indivíduo relativamente desprovido de fé, o historiador deixaria escapar entre os mirrados lábios ressecados um agradecimento ao ignoto.

– Obrigado... Obrigado... – Com o kit médico entre o antebraço e o tronco, o professor não hesitaria em retornar rapidamente até o paradeiro de sua companheira.

De volta ao cômodo onde deixara Milla antes de partir em sua jornada quase infactível, Hisoka agacharia o corpo ao lado da garota e acostaria o kit médico no pavimento, abrindo-o e permitindo que a enfermeira notasse os utensílios disponíveis. Com um sorriso extremamente sincero em seu rosto, tendo em vista que a possibilidade de salvá-la estava cada vez mais fidedigna, o arqueólogo buscaria animá-la e provocar um fomento em seu psicológico. Após limpar o pigarro da garganta ao friccionar os músculos laringianos, Hisoka começaria o tratamento de Milla a medida que recebesse as devidas instruções.

– Não se preocupe, não precisa retribuir... Eu... É simplesmente muito triste ver você assim... Não poderia apenas ignorar.– Enquanto sua mão direita se responsabilizaria no recolhimento de um punhado de gazes na caixa, sua mão sinistra iria de encontro a maçã do rosto da enfermeira e a afagaria com ternura com o dorso dos dedos.

Levando em conta sua falta de habilidade na área médica, Hisoka não iria arriscar realizar um método terapêutico muito complexo, como uma sutura, que envolve perícias das quais o arqueólogo não dispõe. Destarte, seu maior objetivo seria um tratamento primário cujo propósito seria causar um fim a hemorragia e retirar as chances de infecções póstumas. Desta forma, o Revolucionário, guiado por Milla, molharia as gazes nos líquidos anestésicos e passaria os tecidos em suas feridas. Seus movimentos seriam dotados de bastante delicadeza e zelo, evitando causar ainda mais desconforto na garota. É certo que seu trabalho não seria dos melhores, afinal, Hisoka não detém experiência neste tipo de tarefa, porém certamente disponibilizaria maior comodidade e reduziria as chances de óbito da enfermeira.

– Pronto... Argh... – Assim que realizasse seu comentário, Hisoka sentiria uma turbidez em sua visão e uma forte sensação de mal-estar, a qual seria caracterizada por tontura e desnorteamento. – Droga... Acho que... Minhas feridas... – Levaria a mão esquerda à testa, piscando repetidamente em busca de recuperar a orientação dos sentidos.

Provavelmente a adrenalina percorrendo sua corrente sanguínea havia gerado uma reação anestésica em Hisoka, a qual permitira que ele pudesse encontrar o kit médico e tratasse Milla. No entanto, a constante perda de sangue em decorrência das lesões em suas costas podem ter gerado um estado hipotenso no professor, o qual fora mascarado por um bom tempo, mas que já deve estar chegando em condições críticas. Além disto, o incômodo nos ferimentos voltariam a lhe atormentar, circunstância que o obrigaria a cair com os joelhos no chão e arfar na tentativa de recuperar o fôlego.

– Você pode estancar o sangramento...? Acho que não alcanço... – Indagaria à Milla, mostrando seu estado fadigado em seu semblante abatido no átimo que erguesse o pescoço.

Na hipótese de Milla conseguir desempenhar o tratamento, Hisoka sentaria no solo e cruzaria as pernas uma sobre a outra. Com o corpo inerte, esperaria que a enfermeira realizasse o procedimento. No entanto, na possibilidade dela ser incapaz de ajudá-lo, o arqueólogo teria de tentar fazê-lo sozinho, caso contrário desmaiaria em poucos minutos. Assim, Kurayami flexionaria o cotovelo mais próximo na tentativa de alcançar as adagas, inicialmente agarrando-as pelo cabo com os dedos. Depois de inspirar e expirar profundamente, o historiador faria uma rápida contagem mental para que pudesse criar coragem suficiente para puxá-las. No momento que a sequência chegasse ao fim, Hisoka arrepelaria a primeira rapidamente, almejando um deslocamento retilíneo para não causar maiores danos. Os olhos imediatamente marejariam e seus músculos tensionariam em resposta a dor, fechando as pálpebras e deixando escapar um gemido entre os dentes cerrados:

– Urgh!! – Repetiria o processo com a outra adaga, desta vez com um pouco mais de convicção, levando em conta que já esperava a dor consequente.

Por fim, buscaria no kit médico gazes e ataduras remanescentes, as quais seriam usadas para estancar o sangramento ao passá-las pelo seu tórax, formando uma faixa amarrada sobre o tronco. Com o auxílio dos dentes, cortaria os tecidos necessários. Se não dispusesse dos utensílios, teria de usufruir de sua própria camisa, realizando o mesmo procedimento de atracação, objetivando dispor a veste na posição ideal para que pudesse cobrir ambas as lesões. No átimo que forçasse o laço e apertasse os ferimentos, tornaria a mostrar um semblante de incômodo, engolindo em seco e arquejando constantemente.

– Descanse aqui. – Acalentaria as madeixas negras de Milla com o auxílio da mão esquerda, forçando os risórios para mostrar um sorriso remansado à companheira. – Irei ajudar os demais. – Levantaria do chão, movendo a mão ao cós da calça para certificar se o pacificador estava lá. Se não, o procuraria e o colocaria no local de sempre.

Deixaria o cômodo com passos célebres, cerrando os punhos ao lado do corpo e tensionando os masséteres. O olhar determinado tinha em mente colocar um ponto final nesta missão, tendo em vista que muitos imbróglios já haviam decorrido das divergências de ideais. Sangue para os dois lados, sendo que ambos lutam por um mesmo objetivo. Toda esta problemática é extremamente estressante e, agora que Hisoka teve um pouco de tempo para refletir, ele não conseguiria tirar da cabeça a trivialidade destes embates. Afinal, enquanto o cenário de Ilusia Kingdom permanece o mesmo, os Revolucionários, àqueles que podem mudar o status quo, estão matando uns aos outros.

Guiado pelos tinidos oriundos das colisões das espadas, Hisoka finalmente retornaria ao salão principal do galpão, mas desta vez sem esconder a sua presença. De início, notaria que a Major estava a par em seu combate contra Steven, porém, por outro lado, Muralha havia sido completamente dominado por aquele conhecido por Siberiano. O rebelde parecia estar convicto em tirar a vida de Golias, o que despertaria um instintivo reflexo no professor de intervir no combate. Deste modo, o arqueólogo rapidamente sacaria o seu pacificador, entrando no alcance da arma ao dar alguns passos a frente e, após rotacionar a vergasta ao girar em torno de seu próprio eixo, firmaria os calcanhares no solo para impulsionar o flagelo numa potente acometida contra o crânio de Siberiano. O homem, no entanto, desviou do assalto de Hisoka, mostrando atenção e fugacidade em seus movimentos. Apesar da evasiva, Kurayami havia saído na vantagem, pois a segurança de Muralha fora amparada.

– Bem, desta vez está de frente. – Inclinaria o crânio, criando uma penumbra na região de seus olhos, enaltecendo o semblante severo. – Sabem que isto é idiotice, não sabem!? Deveríamos estar lutando lado a lado! – Aumentaria o tom de voz, almejando alcançar a todos no recinto, inclusive Steven. – Estão aniquilando os próprios reforços! Matando àqueles que fazem parte do mesmo exército! É este o plano de vocês? Nos matar e depois ir lutar contra o reino em desvantagem? É no mínimo estúpido! – Volveria o pescoço para fitar Steven do outro lado do ambiente.

Ferido e extremamente cansado pelos dois embates anteriores, Hisoka certamente estaria em situação desigual na batalha. Assim, aliando as circunstâncias ao pensamento que o alumbrou no caminho, ele inicialmente buscaria vencer o duelo na base da argumentação, usufruindo de princípios de liderança para ganhar a confiança dos adversários ao mostrar que o cerne de sua estratégia é completamente parvo. Apesar disto, há a chance do professor ser completamente ignorado e, por isto, ele não tiraria o foco da luta nem por um segundo, mesmo quando fitara Steven, pois manteria o olhar de soslaio em Siberiano para identificar alguma tentativa de avanço por parte do rebelde. Dado que ele usa uma espada, espera-se que seu estilo de combate envolva contendas de curta distância, o que automaticamente configura uma vantagem ao historiador.

– Idiota... – Resmungaria se vislumbrasse um ataque por parte de Siberiano, já preparando o corpo para uma eventual defesa.

Como de praxe, Hisoka abusaria de sua esquiva e aceleração para manter uma distância segura do inimigo, recuando em passos ou saltos se preciso, sempre em vigília com os entornos para não ser encurralado contra uma parede ou obstáculo. A medida que executasse suas evasivas, ele desenvolveria deslocamentos de sua vergasta, os quais serviriam para desanimar os avanços do oponente, tal como para punir seus erros de posicionamento ou postura. Para isto, Hisoka giraria o flagelo sobre a cabeça, movendo a articulação carpo-metacarpial de baixo para cima, gerando uma locomoção ascendente de seu pacificador almejando o queixo de Siberiano, imediatamente retornando para o controle do professor, em que seria corrupiado ao redor de seu corpo antes de mais um assalto, agora em diagonal, da direita para a esquerda, visando a mandíbula do rebelde. Tal como antes, Hisoka recolheria rapidamente o chicote para evitar que o adversário o agarrasse. Entretanto, em seu terceiro ataque, Kurayami mudaria a sua tática, conduzindo uma acometida um pouco menos veloz que a anterior, na diagonal inversa, assim como demoraria a retrair o pacificador, instigando uma falsa brecha na qual Siberiano abusaria para conter a vergasta. Contudo, seria esta a intenção do Revolucionário, pois no átimo que seu inimigo gazofilasse a arma, ele arpoaria o cabo com ambas as mãos e o puxaria fortemente com a finalidade de desestabilizar o adversário e tirar-lhe o equilíbrio. Sem dar chances para ele pensar, Hisoka rapidamente largaria o chicote e usufruiria de sua aceleração para apropinquar a distância entre ele e Siberiano para surpreendê-lo com sua luta de rua, a qual provavelmente não seria expectada, tampouco com tamanha fugacidade.

– Yokusei no Wani! – Na hipótese do inimigo não oferecer resistência, Hisoka brandaria no instante em que, próximo do rebelde, retraísse o cotovelo antes de afundá-lo na traqueia de Siberiano.
– Kensei no... – Na possibilidade de Siberiano ousar um ataque, Hisoka esquivaria ao lançar o corpo na direção contrária, usando o pé de apoio oposto a direção da acometida inimiga. – Neko! – Vociferaria ao flexionar o braço atrás do tronco antes de inseri-lo fortemente no mento de Siberiano.

Para suas conjecturas defensivas, Hisoka sempre iria priorizar a sua esquiva, cessando os ataques intercalados se necessário para adquirir maior agilidade. Seu principal objetivo seria manter a distância entre ele e Siberiano, tendo em vista que os golpes com a espada dependiam do curto intervalo. Por outro lado, se o adversário dispusesse de algum mecanismo de longo alcance, como projéteis de armas de fogo ou improvisados, talvez até mesmo a própria katana, o professor usaria os caixotes e prateleiras do recinto para se proteger após lançar o corpo atrás delas num rolamento acrobático. Se, por imprevisto, Siberiano for capaz de se aproximar a ponto de seus cortes com a espada serem possíveis, Hisoka ousaria uma finta em seu primeiro ataque; se este for na horizontal, lateralizaria o tronco ao girar o calcanhar de base na direção contrária; na hipótese de ser um golpe na vertical, jogaria o corpo para trás, retraindo a região mirada por Siberiano para que o gume não o excisasse. De imediato, logo depois da acometida do adversário, o historiador sacaria o pacificador e o bobinaria na mão dominante do rebelde, agrilhoando seus dedos junto ao cabo da espada, fazendo-o perder o domínio da arma. Por conseguinte, o finalizaria com as técnicas já citadas.

Técnicas:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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