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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #2 Punição Derradeira

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MensagemAssunto: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyQui 30 Ago 2018, 19:27

#2 Punição Derradeira

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyQui 30 Ago 2018, 21:35



Punição Derradeira

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#Post 1


Após poucos minutos na proa do navio, Hisoka notou Finn retornando ao interior da embarcação para que pudesse ajeitar seus pertences antes de atracarem em Ilusia Kingdom. Cansado, o arqueólogo suspiraria, girando o corpo em seu próprio eixo para que pudesse fazer o mesmo. Entretanto, os primeiros passos no convés foram acompanhados de uma forte sensação de mal-estar. A parede de seu esôfago foi preenchida com pirose, obrigando o professor a levar a mão destra até a boca do estômago e curvar o tronco levemente na tentativa de apaziguar a situação. Cessou a caminhada e buscou recobrar o fôlego apesar da companhia ácida a cada inspiração. Os olhos notariam o convés ondular a sua frente, resultado das pernas  titubeantes que não mais conseguiam manter o corpo de pé. Sem controle sobre seu próprio equilíbrio, Hisoka tombaria no assoalho, provocando um intenso baque surdo que provavelmente chamaria atenção dos demais tripulantes.

– Argh... O-O q... – Suando frio, levaria a mão até o cachecol branco enrolado no pescoço, almejando estirá-lo para alimentar a aeração da região.

Enquanto a mão esquerda estava ocupada com o cachecol, a mão destra dotada de veias sobressaltadas se esforçaria em alcançar a sola do pé direito, tendo em vista que o local aparentemente era seu maior incômodo. Em meio a tremores, teria dificuldade em retirar o calçado que seria jogado pelo convés antes que pudesse atentar à região recheada de nervuras negras. Seu conhecimento pífio na área médica o impossibilitava de ter ciência a cerca da raiz do problema, mas os sentimentos desagradáveis deixavam claro até ao mais leigo que ele estava propício a uma enfermidade. Os olhos arregalados e dotados de capilares munidos de sangue expressavam a amargura com a situação cabalística.

– D-Droga... M-Major! Helena! – Vociferaria por Izzy, buscando ajuda da médica da tripulação.

Os dentes cerrados resultante dos masséteres tensionados entregavam a forte dor que estava sentindo, a qual nem mesmo sua intensa calma era capaz de despreocupa-lo. Não sabia a gravidade do problema ou até que ponto ficaria consciente, mas esperava ao menos ter contatado Helena para que pudesse ter um diagnóstico base. O local da lesão remete à Hisoka uma lembrança de quando estava perseguindo Charles. Durante a busca, acabou ferindo o pé num caco de vidro, mas nem atentou a lesão, pois ela pareceu ser irrelevante, principalmente após ser tratada por Izzy. Todavia, os dizeres do chefe do laboratório ecoariam em sua mente. Maldito, você vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho. Hisoka engoliria em seco, pois o fato da área da dor ser a mesma da ferida causada por Charles não parece ser mera coincidência.

– Helena, m-meu pé... – Diria em arquejos no momento que Izzy chegasse, apontando a ferida.

As unhas iriam retrair contra o epitélio de sua própria panturrilha, ressaltando a forte dor em conluio com a notória jugular no pescoço. Se, por ventura, ninguém o ajudasse, Hisoka buscaria arrastar o próprio corpo pelo convés com o auxílio dos antebraços até o interior do navio. O tremor muscular ressaltava seu vigor na labuta, mas o arqueólogo almejava manter a persistência sempre tentando chamar atenção dos demais tripulantes ao sorver fôlego e brandar seus nomes:

– Alguém!! Finn! Blink! Pepper! A-Alguém!! – Encheria os pulmões de ar novamente para que repetisse o chamado de socorro quantas vezes fossem necessárias.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptySex 31 Ago 2018, 05:37

Um presente grego, um "Cavalo de Toroa"


Foi tudo muito rápido, quando percebeu o que estava acontecendo, Hisoka já estava sendo engolido pelos efeitos daquilo que invadiu seu organismo e começou a lhe trazer sintomas indesejáveis e muito preocupantes. Mal haviam chegado em Ilusia Kingdom e o arqueólogo já estava precisando de ajuda, andando tonto pelo convés do navio pedindo pela ajuda da primeira pessoa que fosse aparecer em seu caminho. Kurayami poderia nesse momento sentir um pouco de raiva dele mesmo por ter deixado isso ficar desse jeito, mas como ele poderia imaginar? Realmente não havia como prever.

Seu vômito caiu sobre o chão do convés fazendo os respingos do líquido regurgitado molharem sua calça, o calçado esquerdo e o pé descalço. Sua vista foi aos poucos sendo dominada por uma penumbra, mas antes de despencar em cima daquilo que acabou de expelir do interior de seu estômago, dois braços lhe agarraram e o impediram de cair, dando-lhe o suporte necessário para continuar de pé. “Hey, professor, você está bem?” perguntou a voz distorcida da pessoa que lhe ajudava, mas ele no momento já não era capaz de perceber quem era. “Chamem a major”, gritou aquele ao seu lado, pedindo para que Izzy viesse para ajudá-lo.

Quando o breu tomou conta de tudo que conseguia ver, Hisoka percebeu que ficaria inconsciente e a partir daí, tudo que teria acesso eram as alucinações provocadas pela febre e também os efeitos do tóxico que afetava o seu interior. Ao ser carregado para a enfermaria do navio, Kurayami teria a estranha sensação de estar flutuando, pois estava no momento vivendo entre o mundo dos sonhos e a realidade, incapaz de distinguir o que era real ou não, sua mente tomava conta de tudo, trazendo para ele uma experiência única que provavelmente jamais vivenciou em sua vida. Sem a menor noção do tempo, o professor passava algumas horas deitado em uma cama, mas o que acontecia na sua imaginação poderia parecer durar muito mais ou muito menos, onde as cores, as vozes e as sensações que via, ouvia e sentia, o fariam viajar em um mundo nunca antes explorado.

Quando abriu novamente os olhos, Hisoka poderia despertar de maneira assustada, ou então de forma um pouco mais tranquila - o que seria o mais esperado, mas não a única possibilidade - contudo, isso pouco mudaria a reação da pessoa que estava com ele na enfermaria, uma jovem ainda desconhecida que daria um pulinho de espanto ao perceber que o professor havia aberto os olhos. Olhando brevemente ao seu redor, Kurayami poderia perceber o soro que estava sendo injetado em seu corpo através de uma veia do seu braço direito, assim como também iria notar que não estava vestindo as roupas que lembrava de ter colocado depois do seu último banho, sendo que agora tinha apenas a sua cueca e uma roupa branca hospitalar comum para pacientes.

- Bo-boa noite, professor. - Disse a garota gaguejando um pouco no início, sinal de que provavelmente ela estava um pouco nervosa, mas ele provavelmente nem ligaria para isso, já que o fato dela ter dito “noite” já lhe traria surpresa suficiente. - Me-me chamo Milla, e estou responsável de cuidar de você.

Hisoka não conhecia a jovem garota que aparentemente estava cuidando dele, ela tinha olhos e cabelos em uma cor escura, sendo que os fios negros que escorriam pelo seu couro cabeludo eram longos e tinham as pontas cortadas em um estilo um pouco peculiar. O arqueólogo não sabia o que ela estava fazendo ali, sequer sabia se ela fazia parte do exército, mas algo em sua intuição apontavam para que talvez se tratasse de uma enfermeira, já que a parte branca de suas vestes lhe traziam essa impressão. Voltando ao assunto que se diz respeito a sua saúde, o professor não tardaria a perceber o leve inchaço na região do seu pé direito, este que por sinal estava também um pouco avermelhado, mas ao menos aquelas linhas negras que subiam pelo seu membro já havia desaparecido, assim como todos os outros sintomas que estavam lhe trazendo desconforto, sendo que agora apenas a fome lhe incomodava.

- Fo-foi a senhora ma-major que te curou. - Comentaria a garota independente do paciente fazer ou não alguma pergunta a respeito, em seguida ela caminharia em direção a ele para lhe entregar um comprimido e um copo d’água. - Toma, você precisa beber isso aqui. - Diria ela ainda com um espírito um pouco assustado, temendo que pudesse ser tratada mal pelo rapaz que acabou de acordar e ela ainda não sabia que tipo de pessoa era. - Ela e os outros foram para o esconderijo em Ilusia. - Continuaria a jovem enfermeira explicando, novamente não sendo necessário uma pergunta do professor, mas era bem possível que a curiosidade dele o forçasse a questionar todo o ocorrido. - Vo-você foi envenenado por uma toxina presente em uma das plantas de Toroa, p-por sorte a major já tinha conhecimento de todas elas com antecedência e por isso conseguiu agir a tempo para lhe dar o antídoto. - Contaria ela na sequência, apressando-se para buscar um termômetro e checar a temperatura de Hisoka. - Desculpa, mas eu posso checar a sua temperatura? É importante. - Perguntaria ela pedindo com educação, e um pouco de medo. - Os efeitos podem permanecer por mais algum tempo, então é preciso que você continue se hidratando e descansando para melhor recuperação. Estarei aqui para lhe ajudar se estiver precisando de alguma coisa, o-ok?

Se Hisoka tivesse o interesse de sair da cama e andar, ele não teria muitas dificuldades para isso, pois apesar do inchaço e da vermelhidão, seu pé não estava doendo o suficiente para lhe atrapalhar de caminhar, havia apenas um pequeno formigamento pela região da sola do seu pé, mas nada muito além disso. Contudo, ele poderia ainda respeitar as condições da sua recuperação e continuar descansando ali na enfermaria, talvez ler algum livro ou pedir uma refeição para que possa comer ali mesmo. Entretanto, se fosse escolhida a primeira opção e o professor levantasse da cama, a enfermeira entraria em um pequeno desespero para tentar fazê-lo mudar de ideia, balançando os braços e entrando na frente dele para impedir o seu caminho.

- Você não pode, aaaaaaa, senhor professor, você precisa se recuperar, seu corpo ainda está fraco! - Pediria Milla bastante nervosa caso precisasse contra a decisão do seu paciente, afinal ela sabe o que é melhor para ele.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptySex 31 Ago 2018, 23:51



Punição Derradeira

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#Post 2


Sem controle da própria glote, Hisoka despejou seu suco gástrico pelo convés do navio e conspurcou sua própria vestimenta. A visão enturvava vagarosamente até o momento em que foi completamente consumida pela escuridão, esvaindo em conluio com os demais sentidos, resultando no prelúdio de uma absoluta queda na embarcação. Contudo, seu corpo foi agarrado em pleno ar por uma figura desconhecida cuja voz não foi reconhecida pelos resquícios da audição derradeira. O maxilar caído guarnecia os lábios sórdidos pelos resquícios de conteúdo estomacal e saliva. Sua mente pensava pouco, pois estaria confusa com a situação, limitando-se a reservar os pensamentos remanescentes à sobrevivência. Após alguns segundos laboriosos, sua consciência finalmente cedeu e as pálpebras pesadas o levaram a um sono profundo.

Hisoka vislumbraria um ambiente consumido pelas trevas, exceto por um feixe de luz incandescendo o seu corpo nu. Confuso, giraria o pescoço para observar os arredores, mas em vão, pois o blecaute o impedia de ver qualquer silhueta. Os passos carregariam o corpo leve que seria seguido pelo clarão como numa organizada peça teatral. O arqueólogo manteria o ritmo sereno por vários metros, porém continuou sem nenhum achado. Não sabia se estava andando em círculos, tampouco onde estava. Não havia som, cheiro, clima; era como se não estivesse ali. Passados alguns minutos de desorientação, um brilho áureo surgiria em sua direita. Aproximando-se, Hisoka notaria a sombra de Vick, o capitão de Toroa Island, junto ao seu bastão dourado entre os dedos calejados. O professor engoliria em seco, recuando subitamente no instante que o marinheiro avançou em sua direção. Entretanto, seu toque não foi sentido pelas mãos erguidas a frente do corpo, pois ele dispersou no ar em nevoeiro. Atônito, Kurayami cambalearia, girando o corpo em busca de Vick, mas em vão. Ao fundo, finalmente ouviria o primeiro som no recinto, oriundo de uma risada característica, a qual pertencia à Charles. A figura do cientista irromperia com um revólver de tambor apontado em sua direção. O sorriso estampado em seu rosto sobressairia no instante que apertasse o gatilho, produzindo um alto estrépido.

– ARG-!? – Elevaria o tronco subitamente, praticamente saltando na maca. O tórax inflaria e murcharia em ritmo acelerado em respeito à respiração frenética.

Os olhos dançariam no ambiente na tentativa de identificar o local onde estava situado. O pesadelo acabaria lhe concedendo um forte susto, resultando num despertar alvoraçado. A pele transpirada buscava regular a temperatura corpórea e apaziguar a inquietação, a qual seria mantida no instante que notasse a moça de madeixas negras. Apesar do tratamento educado, o fato de nunca a ter visto anteriormente fazia Hisoka deter certa apreensão. Engoliria em seco, preservando a voz por alguns segundos mesmo após a apresentação da jovem. Inconscientemente, cerraria os dedos no lençol a medida que esforçaria a visão em analisar o recinto. Almejava reconhecer quaisquer vestígios que remetessem a algum lugar familiar, mas em vão, tendo em vista que está num esconderijo novo.

– Quem é você... ? – A glabela seria tensionada e os olhos semi-cerrados na tentativa de intimidá-la. Apesar disto, ela se aproximou com um copo d'água e um comprimido. – Se afaste de mim. – Apartaria o corpo na maca, arrastando-o sobre o colchão até encontrar a borda.

A súbita enfermidade em harmonia com o tenebroso pesadelo acabariam deixando Hisoka extremamente estressado, sentimento que seria intensificado ao acordar num ambiente desconhecido e acompanhado de uma menina anônima. Apesar disto, poucos segundos seriam necessários para que o seu temperamento calmo e lógica tomassem as rédeas do cenário. Durante o intervalo, manteria os olhos fixos na menina, provavelmente assustando-a. As informações cedidas pela garota acabariam agilizando o seu conforto, auxiliando em sua eutimia, pois elas aparentavam ser coerentes. Deste modo, com o fluxo cardíaco controlado e a respiração amena, pararia de enxergá-la como uma adversária e começaria a contribuir para a sua própria melhora, iniciando pela medicação.

– Obrigado... – Diria timidamente, pois estaria desconcertado com sua reação anterior.

Pegaria o copo com a mão canhota trêmula, jogando o comprimido na mucosa oral com o membro oposto. O líquido percorreria a sua faringe, arrastando a droga com a breve corrente gerada. Além de usufruir da medicação, também usaria a água para refrescar a boca e irrigar os lábios secos, umedecendo-os com o auxílio da língua. Em seguida, esticaria o braço para que pudesse devolver o utensílio à Milla, suspirando para eliminar a tensão relíqua. Pela primeira vez, analisaria a jovem com mais calma, notando sua aparência meiga e reparando principalmente em seu forte nervosismo, o qual Hisoka não saberia dizer se era proveniente de seu feitio nato ou por estar a só com ele.

– Não se preocupe, não farei nenhum mal. – Apesar da voz lúgubre não repassar muita confiança, tentaria acalmá-la da forma que pudesse. – Pode sim. – Consentiria com a medição de sua temperatura, seguindo as suas instruções para ajudar em sua tarefa.

Com tamanha inquietação, Hisoka até havia esquecido do motivo que o levou até ali. Portanto, em estado de maior comodidade, o arqueólogo curvaria o tronco para que pudesse analisar a sua perna direita, notando que o ferimento estava com um aspecto bem menos assustador. As linhas negras que pareciam consumir o seu membro haviam esvaído e, apesar do inchaço e vermelhidão perdurarem, era evidente a convalescença. Para que averiguasse a sensibilidade local, transitaria os dermatóglifos da mão esquerda suavemente sobre a região, percebendo que a dor também havia diminuído. A experiência acabaria lhe levando a uma conclusão precipitada, resultando no giro de seu quadril para que tivesse acesso ao chão. Contudo, poucos passos coxeantes foram dados até que Milla o interceptasse, segurando seu corpo e impedindo-o de continuar.

– Mas... Meus companheiros... – Não forçaria a passagem, desviando o olhar para o canto inferior direito enquanto as sobrancelhas tombariam demonstrando descontentamento. – Tudo bem... – Levaria a mão esquerda à testa, assentindo ao dar meia volta e retornar a sua cama. – Quem é você, Milla? Uma Revolucionária? – Com o olhar fixo no teto e os dedos cruzados sobre o tórax, buscava se informar um pouco mais da nova conhecida. Após sua resposta, pediria: – Pode me trazer algo para comer, por favor? – Após uma breve pausa, viraria o pescoço em sua direção e acrescentaria: – Prometo não fugir. – Abriria um sorriso no canto do rosto.

Apesar de ter aceitado priorizar a sua recuperação, o sentimento de impotência consome seu espírito a cada segundo que passa deitado. Não tem a menor ideia de quanto tempo passou dormindo, desconhecimento que leva-o a interpelar a situação em que estão os demais Revolucionários. Não precisa pensar muito para que as lembranças que remetem Ilusia Kingdom assomem em sua mente, torturando-a a medida que especula pelo que seus companheiros podem estar passando enquanto ele está relaxando numa cama. Inquieto, percuti com os dedos na superfície das próprias mãos durante o tempo em que Milla não retorna. Se ela retornar com o seu alimento, Hisoka usufruiria dos talheres necessários para que deglutisse o desjejum em sossego, evitando que as náuseas sobressaíssem e o vômito regressasse. Apesar disto, antes de encher a boca com a primeira remessa do alimento, buscaria sanar sua principal dúvida ao indagar a jovem:

– Onde estão os demais? – Mastigaria enquanto atentaria à resposta.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyTer 04 Set 2018, 04:28

Estorvo


O pesadelo que tivera por consequência dos efeitos colaterais do veneno que percorria sua corrente sanguínea fizeram Hisoka acordar com o humor um pouco alterado, estranhando a pessoa que estava cuidando dele e até mesmo o ambiente onde estava, porém, com um pouco mais de concentração ele logo perceberia que na verdade ainda estava na enfermaria do navio turnê. Ao ver a jovem que aparentemente cuidava dele ficar tão assustada por conta do seu comportamento anterior, talvez o professor fosse assombrado por um breve sentimento de culpa, fazendo-o poucos segundos depois de tratar com grosseria a garota, o revolucionário aceitou a ajuda e se propôs a tomar da medicação oferecida.

Depois que o professor se mostrou mais calmo, algo bem mais próximo de quem ele realmente é, Milla conseguiu - mesmo que ainda assustada - continuar cuidando do paciente, medindo sua temperatura e em seguida dando a ele algumas instruções finais. Sem muitas respostas do que aconteceu no navio durante a sua “ausência”, Kurayami questionou sobre seus companheiros, já tendo recebido previamente a resposta da enfermeira sobre eles estarem no esconderijo de Ilusia. Inquieto, o arqueólogo decidiu que precisaria partir dali imediatamente e encontrar seus parceiros de trabalho, mas Milla corajosamente o impediu de sair da enfermaria, fazendo o professor mudar de ideia e voltar a deitar em sua cama onde continuaria a descansar.

Para tentar conquistar um pouco mais da confiança e aproximação com a recém-conhecida enfermeira, como um amante do conhecimento, Hisoka não deixaria de perguntar sobre a pessoa que estava lhe ajudando nesse exato momento, por isso ao questionar a garota sobre quem ela realmente era, se também era uma revolucionária, a própria se mostrou um pouco tímida e olhou para o chão antes de responder.

- Nã-não… Sabe… - Começou ela a falar, se distanciando um pouco da cama do professor. - Eu não sou uma guerreira, sou atrapalhada e não tenho nenhum talento, seria um estorvo para o exército revolucionário e com certeza só traria problemas… - Completou a garota com uma voz baixa e mexendo bastante os pés e mãos enquanto falava, apesar de não ter a perícia psicologia, Kurayami, como um professor que provavelmente já viu isso antes, poderia chutar que ela estava bastante nervosa ao falar sobre o assunto. - E-eu… Eu serei útil… Com tarefas simples como essa.

Diferente dos demais que conheceu ao entrar nessa aventura, Milla não era de fato uma revolucionária, por algum motivo os indícios da baixa autoestima da garota poderiam fazer o professor ter vontade de perguntar “mas você gostaria de ser uma revolucionária?”. Porém ao invés disso ele acabou usando as suas cordas vocais para pedir à enfermeira que lhe trouxesse comida, já que estava sentindo o vazio do estômago correr as paredes do seu órgão interno trazendo-lhe desconforto, este que ele não queria estender em uma conversa desconfortável com alguém que ainda não tem intimidade.

- O-ok, eu pego… Mas não saia daqui… Por favor! - Pediu ela depois de concordar em lhe trazer alguma refeição.

Poucos minutos depois de sair da enfermaria e retornar para ela com um prato de comida na mão, Milla se dirigiu até Hisoka para entregar-lhe o que aparentemente se tratava de um bentou (ou a famosa marmita). Dentro do recipiente retangular haviam várias divisões, uma delas com arroz, outra carne de porco, outra com algumas verduras temperadas, uma com fatias de peixe cru e por fim uma contendo molho de soja. Porém, o professor não poderia deixar de notar que as vestes da enfermeira estavam completamente sujas de molho de soja e até mesmo alguns grãos de arroz presos ao seu manto branco, o que poderia o levar a questionar se ela teria derrubado a sua comida no chão, vai que ela resolveu botar tudo de volta no prato e lhe servir mesmo assim.

- E-eu deixei cair…. Desculpa!!! - Se desculparia ela se fosse questionada a respeito da roupa manchada. - O-o que caiu ficou na cozinha, esse… Era pra ser meu… Mas não tem problema, eu-eu encontro outra coisa pra comer. - Explicaria ela sobre a procedência desse alimento, logo depois dando continuidade sobre a origem dele: - Pe-pepper… Que fez. E-ele disse que era pra-pra guardar pra você… Vai te ajudar.

A pobre coitada da garota parecia estar completamente perturbada com o fato de que poderia ser repreendida por ter desperdiçado comida, algo que certamente Shizuo não aceitaria e é possível imaginar o motivo pelo qual ela está tão amedrontada. Enfim, depois de aceitar a refeição e dar início ao desjejum, Kurayami notaria a extrema qualidade do sabor dos alimentos, todos que ficavam ainda mais saborosos quando misturados com o molho de soja especial de Pepper, levemente picante, porém algo que somava ao sabor da comida e parecia revigorar as energias do arqueólogo. Se alimentar por completo do bentou deixaria o estômago de Hisoka renovado e praticamente pronto para se levantar dali disposto, efeito que obviamente seria cortado pela metade se decidisse dividir com Milla, ou então, se recusasse a comer a comida que seria dela, então tais efeitos benéficos sequer chegariam perto de serem realizados. (Falas da Milla referente a escolha de Hisoka serão criados somente no próximo post, isso se for realmente necessário)

- De-demais? Você diz onde eles estão… De-de querer que eu te leve até onde eles estão? - Respondeu Milla à última pergunta feita pelo professor, gaguejando de nervoso com a possibilidade de ter que fazer o que provavelmente estava sendo pedido. - E-eu preciso trocar de roupa… Não sai daqui!! - Disse ela saindo às pressas da enfermaria para não ter que se submeter a resposta nesse momento.

Por mais que não soubesse responder com certeza os motivos da garota em ter tanta dificuldade para falar sobre o assunto, talvez dar um pouco mais de tempo para ela se soltar seja melhor para ela conseguir dizer, isto é, se é mesmo que ela sabe onde eles estão, afinal ela não faz parte do exército, então como ela saberia onde fica o esconderijo? Enfim, no pior dos casos, Hisoka teria que ele mesmo procurar saber onde seus companheiros estão, mesmo que isso signifique andar pela ilha desconhecida a procura de pistas e informações sobre os revolucionários. Só que né, a saída mais confortável é que Milla realmente consiga lhe dar uma boa resposta ou então ela mesma lhe levar até lá. Falando nisso, quem sabe não tenha alguma outra pessoa a borda que possa fazer esse papel.

- KYAAAAAAAAAAAAAAA!

Ouviu-se um grito feminino da enfermaria, Hisoka poderia chutar que se tratava de Milla. A princípio, vindo de uma garota tão assustada, um preconceito do professor poderia fazê-lo demorar para se importar com o que realmente aconteceu com ela, mas quando o estrondo de uma arma de fogo sucedeu o berro abafado que vinha dos corredores do navio, Kurayami logo soube que não se tratava de algo fútil, mas sim uma possível ameaça ou confusão no interior da embarcação. Sem sinal de suas vestes comuns e seu chicote na enfermaria, se fosse do intuito do professor sair para averiguar o que estava acontecendo, então ele teria que fazer isso desarmado e vestindo uma roupinha hospitalar de paciente. Como o arqueólogo irá agir diante dessa situação?


HISTÓRICO:
 

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyTer 04 Set 2018, 16:09



Punição Derradeira

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#Post 3


Contrariando as expectativas de Hisoka, Milla revelou que não é uma Revolucionária, utilizando como justificativa o fato de ser desengonçada, característica que acaba muito mais atrapalhando que ajudando grande parte das vezes. Apesar de sua curiosidade em compreender um pouco mais sobre a enfermeira, o arqueólogo preferiu mudar de assunto, tendo em vista que a menina ainda não parece nem um pouco a vontade na sua presença. Deste modo, solicitou uma refeição para que pudesse apaziguar a sua náusea e revitalizar suas energias. De início, Milla ficou um pouco preocupada com a possibilidade de Hisoka fugir, mas acabou acatando após ser tranquilizada pelas suas palavras.

Enquanto a enfermeira tratava de recolher a refeição rogada, o professor manteve o corpo relaxado, fixando seus olhos no teto do cômodo. Por mais que esteja dominado pela quietude, ainda há parte de seu âmago que reflete certa preocupação para com seus companheiros. Este momento de reflexão, entretanto, não perdurou por muito tempo, pois Milla logo retornou da cozinha da embarcação, trazendo consigo um simples bentou. Contudo, o fato de estar com suas vestes sujas de comida acabou intrigando Hisoka, sentimento apontado pela inclinação de sua cabeça e contração das pálpebras.

– O que aconteceu, Milla? – Indagou enquanto utilizaria os braços como apoio para elevar o tronco, sentando-se na cama e usufruindo da cabeceira do utensílio para apoiar as costas.

Apesar do cenário desastroso, o feitio humilde e meigo de Milla reclusava o levantamento da possibilidade dela ter recolhido o alimento do chão. No instante que ouviu sua explicação, Hisoka franziu os lábios, utilizando dos poucos segundos para refletir numa solução para o problema. Durante o raciocínio, seus olhos vislumbraram a beleza do alimento e as narinas captaram o fragor que alavancava seu paladar, preenchendo a sua mucosa oral de saliva. Por mais que estivesse recheado de fome e com uma vontade insaciável de amainar suas náuseas, Hisoka não poderia puni-la por um acidente.

– Venha, coma comigo. – Giraria seu corpo sobre a cama de forma a pendurar os pés em sua lateral, abrindo espaço para que Milla possa sentar ao seu lado. Se ela hesitasse, Hisoka tapearia levemente o colchão com a mão esquerda. – Vamos. Vou acabar não me alimentando se você não comer também. – Se ela recuasse sua oferta, Hisoka buscaria chantageá-la, erguendo uma das sobrancelhas durante a articulação.

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Se Milla aceitasse dividir o alimento, Hisoka colocaria o bentou sobre a cama, posicionando-o entre seu corpo e o dela, segregado por suas coxas. Com o auxílio de um par de hashi dispostos nos dedos da mão esquerda, o professor levou a primeira remessa da refeição a sua boca, mastigando algumas poucas vezes antes de enviar o bolo empapado ao esôfago. O paladar interceptaria o sabor dos ingredientes separadamente, atentando essencialmente ao cerne picante e o acentuado molho de soja especial. O palato extremamente saboroso acenderia uma chama de curiosidade em Kurayami que, após deglutir completamente a porção, volutearia o pescoço para observar Milla e questioná-la:

– Você quem fez? – Alcearia as sobrancelhas num gesto afável. Contudo, ouvir que o cozinheiro foi Pepper o fez protuberar os lábios e levar os olhos à região apical, mostrando falta de surpresa. – Se importa em dividir o hashi? – Estirou o braço de forma a posicionar a mão com os hashis propínquos à Milla. Caso ela não demonstrasse pestanejo, entregaria a ela os talheres sem imposição. Se ela recusasse, voltaria a flexionar o braço, exortando em seguida: – Pegue um par para você então. Irei esperar. – O professor a fitaria e mostraria um sorriso aprazível almejando passar confiança.

O bentou estaria vazio dentro de alguns minutos e por mais que Hisoka não estivesse completamente satisfeito, sentiria alguma melhora em sua nutrição, tal como a sensação de mal-estar. Com o dorso da mão esquerda, buscaria limpar os cantos da boca de migalhas remanescentes, umedecendo os lábios com a língua por conseguinte. Antes de certificar os próximos passos, Kurayami preferiu descobrir um pouco mais sobre o resto da tripulação, indagando Milla a cerca de seus paradeiros, ganhando uma tímida pergunta como resposta.

– Sim, pode me levar? – Ela pareceu acolher o pedido, porém demandou um pouco de tempo para que pudesse trocar de roupa, pois a atual estava suja de comida. Sem imbróglio, Hisoka acenou rapidamente com a cabeça em consentimento.

No instante que Milla deixou a enfermaria, Hisoka alçaria os braços acima da cabeça, buscando esticá-los em espreguiço. A ação foi subitamente interrompida no momento em que ouviu um grito oriundo da enfermeira. Os olhos foram abertos e o bocejo cessado, porém ele se manteria quieto durante os aflitos segundos silenciosos. Confuso sobre a motivação que levou a exclamação, Hisoka preferiu esperar por um novo sinal da menina, mas ganhou o soído de uma arma de fogo ao invés. O estopim motivou o professou a partir em debandada no máximo de velocidade que seu pé ferido o permitisse, carregando em sua mão esquerda o recipiente do bentou. Seus passos seriam acalentados ao se aproximar do cômodo que gerou o grito para evitar ter a presença notada. Durante o caminho, condicionaria a atenção aos flancos para que não fosse pego por ninguém. Caso alguém buscasse agarrá-lo, Hisoka almejaria antecipar a movimentação com uma brusca cotovelada no estômago desprotegido da vítima enquanto usufruiria de fintas corporais para eventuais esquivas ou, no pior dos casos, o antebraço esquerdo para bloqueios, esperando finalizá-lo com um soco ascendente no queixo. Após derrotá-lo, teria como principal objetivo alcançar Milla. Na entrada do quarto, Kurayami inicialmente tentaria localizar os inimigos e contabilizá-los em tocaia. Se fossem até dois adversários, o arqueólogo entraria no cômodo com serenidade e sem apresentar perigo, almejando usufruir de sua aparência inofensiva para ganhar alguns minutos de argúcia.

– Calmem, calmem. Quem são vocês? O que querem?– Com sua típica expressão indiferente em conluio com sua roupa hospitalar, tentaria espaço para caminhar até se manter a frente de Milla, protegendo-a com seu corpo. Caso ela estivesse extremamente nervosa, tendo em vista sua personalidade, Hisoka entrelaçaria seus dedos nos da garota numa tentativa de acalmá-la. – Estou aqui. Não se preocupe. – Articularia em entonação serena, no entanto evitaria virar o rosto, de forma a sempre ter os adversários em seu campo de visão.

Se houvessem mais de dois oponentes, Hisoka manteria a espreita enquanto sua mente trabalharia na construção de algum plano. Se fosse enfrentar todos simultaneamente as chances de vitória seriam baixíssimas, principalmente com o ferimento em sua perna. No entanto, se duelasse individualmente com cada um, possivelmente sairia com a vitória e salvaria Milla. Deste modo, lançaria o recipiente do bentou bruscamente contra uma porta adjacente na tentativa de chamar a atenção do grupo. Encostado na parede propínqua à entrada do cômodo, Hisoka esperaria alguém ir averiguar o motivo do barulho para encaixar o seu punho destro no queixo do curioso na tentativa de desequilibrá-lo. Por conseguinte, giraria o seu pescoço com o auxílio de suas mãos para retirar-lhe a vida, imediatamente levando seus olhos de encontro a sua cintura para certificar se ele possuía um cinto. Se tivesse, o retiraria para que tivesse um protótipo de chicote, enrolando-o sobre o metacarpo destro. Se, de alguma forma, o combatente conseguisse evitar seus ataques, o professor iria evasivar de suas eventuais investidas com sua aceleração e acrobacia, assimilando um contra-ataque com o punho direito na região de seus testículos, caso ele atacasse com as mãos, ou traqueia, caso atacasse com os pés, tentando suceder os golpes com a quebra de seu pescoço.

– Corra, Milla! – Diria do lado de fora do quarto pouco antes de entrar bruscamente com o corpo do oponente morto sendo usado como escudo humano contra os disparos do atirador.

Dentro do cômodo, Hisoka teria de lidar com os demais adversários. Ele começaria lançando o cadáver do adversário contra o atirador para que o atrapalhasse ainda mais. Se tivesse acesso ao chicote improvisado, tentaria alçar seu flagelo para recolher a arma de fogo do invasor, roubando-a para sua mão esquerda. Por conseguinte, iria recuar o cinto e, num rebote efetuado pelo seu pulso, lançar a região da fivela contra o crânio do inimigo mais próximo. Se não conseguisse um utensílio para substituir o pacificador, Hisoka utilizaria do átimo de distração ao jogar o cadáver do oponente para lidar com o adversário mais propínquo, focando as íris em sua movimentação para que pudesse esquivar de sua investida, acometendo um contra-ataque com sua mão direita contra sua traqueia:

– Kensei no Neko. – Falaria rispidamente durante a efetuação do ataque.

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Tal como fez com o primeiro inimigo, buscaria um cinto em sua cintura. Se ele portasse, o arrancaria a força para usá-lo como chicote, tornando a usufruir de sua estratégia anteriormente descrita. Caso também não tivesse um cinto, Hisoka o usaria como escudo humano para proteger seu corpo e o de Milla enquanto efetuam uma fuga. No mais, durante o combate, tentaria ora ou outra prestar atenção na enfermeira para averiguar seu estado, mas evitando desvincular o foco do duelo.

Ao fim, se tudo ocorresse como o planejado, teria dois adversários mortos, um do lado de fora e outro dentro do cômodo, um desarmado e outro sob sua mira. Apesar de Hisoka não saber utilizar uma arma de fogo, tendo em vista a falta da vantagem adaptador, ele esperava ao menos ser capaz de intimidar o inimigo com o cano do objeto apontado em sua direção.

– Quem são vocês? O que querem? – Alternaria o olhar entre os restantes. Em qualquer passo em falso, Hisoka não hesitaria em puxar o gatilho. Se errasse o primeiro tiro, dado a falta de habilidade, não cessaria, parando até acertar ao menos um, mas atentando para mirar entre os disparos, diminuindo assim a taxa de erro.

Caso a sua entrada no ambiente seja tranquila, Hisoka somente tentaria trazer quietude ao cenário, usufruindo de seu temperamento calmo para expandi-lo ao recinto, tal como a aparência inofensiva. No entanto, se em algum momento o inimigo demonstrar irritabilidade, o professor lançaria o recipiente de bentou contra o atirador, distraindo-o de modo que ele acertasse o seu primeiro disparo no utensílio, promovendo a continuidade do combate com uso da estratégia anterior.

Se, por ventura, tudo desse errado, Hisoka levantaria as mãos em rendição, flexionando os joelhos de forma a apoiá-los no solo em claro sinal de entrega. Cansado, arquejaria para que recuperasse o fôlego, imaginando que continuar o combate somente traria ainda mais empecilhos. Sendo assim, a estratégia mais plausível no momento seria perder a batalha para que pudesse ganhar a guerra. Por mais que o cenário não o agradasse, era a informação que a lógica o repassaria e, aliado ao temperamento calmo, suplicaria aos invasores:

– Por favor, deixem ela ir. – Giraria o pescoço para vislumbrar Milla, indicando a quem se referia. – Ela não tem nada a ver com isto. Deixem ela ir. – Repetiria o clamor, promovendo uma entonação alquebrada propositalmente. Com os olhos fechados e cabeça levemente acabrunhada, buscava repassar a sensação de submissão para que acatassem à petição.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyQua 05 Set 2018, 01:59

Invasão Felina


Ao realizar o seu pedido e lhe trazer comida, Milla deu para Hisoka um bentou bastante “recheado” contendo uma boa variação de alimentos e pelo aroma que apresentava era quase impossível que estivesse ruim. Depois que a garota explicou o motivo para estar com as vestes sujas pelo molho de soja, o professor não conseguiu negar a possibilidade de oferecer para ela a sua própria refeição para que pudessem dividi-la, temendo que talvez sem isso ela acabasse passando fome enquanto Pepper estivesse ausente. Assim que foi chamada para comer ao lado do arqueólogo, Milla se mostrou bastante nervosa e constrangida com a ideia, levando as mãos a frente da boca e ficando com o rosto vermelho.

- Aaaah, eunãopossoaceitar, éasuacomida, ireiatrapalharasuarecuperaçãosedividircomvocê. - Respondeu ela de forma acelerada, misturando uma palavra em cima da outra o que poderia dificultar a compreensão de Hisoka. (A menos que criptografia e lógica ajudem em algo nisso, vai saber kkk) Por mais difícil que fosse de entender a exatidão das palavras, era bem óbvio que ela estava se negando a comer com ele, por isso ele pode dar uma resposta simples tentando chantagear a menina a dividir o bentou. - Hey, vo-você não pode fazer isso! - Exclamou a enfermeira ao ficar presa na situação onde a única forma do seu paciente comer alguma coisa seria dividindo a refeição com ele. - Tu-tudo bem, eu como o restinho.

Ainda bastante nervosa, Milla caminhou em direção a cama onde Hisoka já estava acomodado e sentou-se entre ele e o bentou. O professor lhe fez a pergunta a respeito do cozinheiro, que ela logo em seguida gaguejou a resposta sobre ter sido Pepper. Já saboreando mais uma saborosa refeição do cozinheiro do navio, Kurayami percebeu que só havia um hashi a disposição e ofereceu a opção dos dois dividirem o mesmo, Milla, apesar de continuar bastante nervosa com a ideia, aceitou ao balançar a cabeça concordando. Bastante tímida, quando os hashis lhe foram entregues, a enfermeira pegou-os com a mão direita e agarrou um dos brócolis para levá-lo até o molho e depois até a boca. Sempre que a vez da garota de comer chegava, ela optava por pegar uma peça de cada alimento, assim não tirando do paciente a variação de nutrientes.

- O-obrigada pela refeição. - Agradeceu ela à Hisoka, juntando as mãos em um gesto de gratidão.

Não demorou para o recipiente do bentou ficar vazio, entretanto, o tempo em que passaram comendo pode ter sido um pouco silencioso, já que a timidez de Milla impedia a garota de fazer perguntas ou comentários. Dado o momento onde o professor perguntaria sobre o paradeiro de seus companheiros e receberia a resposta tímida da enfermeira, ela voltaria a ter uma reação de nervosismo e correria para fora da enfermaria dizendo que precisava se trocar. Acontece que Hisoka mal teve tempo de começar a criar teorias sobre a garota, pois pouco depois dela ter se retirado, o grito dela seguido pelo som dos disparos chamou sua atenção, forçando-o a agir em uma tentativa de socorro.

Quando deixou o cômodo e seguiu para os corredores, a primeira vista o arqueólogo não encontrou nada de anormal, inclusive surgiria na cabeça dele a dúvida de qual direção ir, esquerda ou direita, mas independente do caminho que ele terminar escolhendo, sua trajetória por ele manteria-se atenta para não ser pego de surpresa por um ataque inimigo. Mesmo sem saber o que realmente havia acontecido, Kurayami não poderia abrir a guarda, cogitando a pior possibilidade possível que era a do navio estar sendo invadido, restava saber por quem ou melhor, quantos.

Enquanto caminhava em direção aos quartos ou a algum dos banheiros (locais mais prováveis que Milla estaria indo), Hisoka seria surpreendido com a aparição de um adversário, este que tentou atacá-lo pelas costas, mirando agarrá-lo no pescoço, mas graças ao estado de alerta do professor, ele se saiu bem em esquivar da ofensiva e revidar com uma cotovelada no estômago do estranho. O golpe foi bem sucedido e deixou o mascarado atordoado, reclamando de dor, permitindo assim que o revolucionário terminasse atingindo nele um soco no queixo que o jogava em direção ao chão, onde lá ele permaneceria, aparentemente desacordado.

Como dito, o atacante estava usando uma máscara, essa sendo facilmente identificada como a de um gato, ainda que o professor não soubesse dizer que tipo de raça se tratava, parecia um felino comum de pelagem branca. Ele vestia roupas em tom mais claro, branco e cinza, mas nada muito chamativo, no geral sua característica mais aparentemente era realmente a máscara, tanto que sequer havia uma arma junto com o invasor. Decidindo por seguir caminho, Hisoka deixava o inimigo no chão e avançava pelo corredor, ainda em busca de Milla e o autor dos disparos.

Quando finalmente a encontrou, a enfermeira não estava sozinha, havia junto dela um grupo de três pessoas, todos eles com máscaras de gato, mas cada uma era diferente da outra, assim como o porte físico e o cabelo dos três também era diferente. Por outro lado os invasores não estavam mirando suas armas apenas para Milla, há bem mais reféns no local, sendo eles alguns dos membros da banda de Jovi, algumas ajudantes do Pepper que ele já havia visto na cozinha anteriormente e também um senhor de idade segurando uma vassoura, provavelmente um faxineiro do navio.

Já os três mascarados apresentados tinham suas diferenças físicas bem claras, o primeiro e mais chamativo era um pouco mais musculoso e alto, com cerca de dois metros de altura, sua máscara era a de um gato malhado com tons de cinza; o segundo mais chamativo era aquele com um longo e cheio cabelo alaranjado, carregava na cintura um sabre, mas tinha também em mãos uma arma de fogo apontada para os reféns, sua máscara era um gato de pelagem laranja; por fim, o terceiro e menos chamativo, o menor dos três, um homem mais magro de cabelos escuros, também tinha uma arma de fogo na mão, mas seus braços estavam cruzados, a máscara dele era a de um gato com rosto negro, mas tinha uma pelagem mais clara nas extremidades ao redor, com exceção das orelhas que também eram escuras.

Achando que não seria capaz de vencer os três se lutasse na desvantagem, Hisoka planejou uma maneira de enfrentá-los individualmente, por isso jogou contra uma porta do corredor o recipiente do bentou para tentar chamar a atenção de um deles e consequentemente separá-lo do restante do seu grupo. Ao menos a parte do barulho foi bem executado, pois os três notaram o ocorrido.

- Maine Coon, vá ver o que é, pode ser alguém tentando se esconder. - Disse o terceiro homem, o menor entre os três.

Aparentemente Maine Coon se tratava daquele de porte maior, o que era um pouco intimidador para Hisoka, que certamente iria preferir enfrentar o menor ou então o outro com a espada, talvez alguém tão grande não fosse derrotado com tanta facilidade, mas ele precisaria tentar, então se preparou para atacá-lo quando a hora chegasse… Até que ouviu o som de um “click” vindo de suas costas e algo gelado tocar sua nuca.

- Parado aí, espertinho. - Disse uma voz feminina que provavelmente estava apontando uma arma de fogo para o seu pescoço. A menos que queira arriscar a sorte de tomar um tiro, Hisoka não iria reagir naquele momento, o que dava a chance para a pessoa lhe chutar as costas e empurrar para o meio do corredor onde os outros mascarados poderiam vê-lo. - Acho que achei um rato no corredor, acho que esse desgraçado nocauteou o Angorá. - Anunciou ela para seus companheiros.

Maine Coon, que já estava a caminho de onde o professor estava o esperando, pegou-o do chão e o imobilizou com seu par de braços enormes, levando-o contra sua vontade para o meio do restante dos reféns. Ele poderia tentar se debater ou chutar onde quer que fosse, o grandalhão não iria lhe soltar sem ser para jogá-lo no chão ao lado de Milla. Com a arma do cabeludo apontada para ele, Hisoka se via na mesma situação daquela que veio para salvar. Ao menos ao olhar para os demais que estavam com ele, o professor notaria que não havia nenhum ferido, o que indicava que os disparos anteriores não haviam atingido ninguém.

- Esse carinha aí derrubou o Angorá? Hahaha, duvido. - Disse o homem atrás da máscara de gato alaranjado.

- Siberiano, não se deve subestimar alguém pela aparência, acho que você sabe muito bem disso. - Falou aquele do gato de rosto negro.

- Exato, não sabemos se esse maldito é forte, devemos matá-lo antes que ele queria bancar o herói. - Disse a voz feminina por trás de uma máscara de gato cujo rosto era bem diferente dos demais, pois esse tinha o focinho achatado e a pelagem amarelada, cor um pouco semelhante da cor de seus cabelos loiros.

- Persa tem razão, precisamos dar um jeito nele, Siamês. - Concordou o Siberiano mirando a arma para Hisoka. Tal ação fez Milla dar um pequeno pulinho de susto, era visível o desespero que a garota estava sentindo, algo muito mais extremo que os demais reféns do navio.

A situação do professor não era nada boa, afinal estava sendo feito de refém no navio onde todos os seus guerreiros estavam ausentes e tudo que ele tinha ao seu lado eram sete pessoas comuns que são incapazes de se proteger contra inimigos armados, só que para deixar tudo ainda pior, Hisoka também não tinha sua arma para se defender. Graças a seu temperamento calmo, Kurayami conseguiria pensar em alguma maneira de lidar com esse problema, isso é, se realmente existe uma forma dele sair dessa. Havia uma arma de fogo apontada para a sua cabeça e o atirador parecia não querer hesitar em atirar, porém, ele olhava para o tal Siamês aparentemente esperando por uma resposta… Ao que tudo indica, a vida de Hisoka estava nas mãos, ou melhor, nas palavras daquele homem mascarado.

- Não, será como combinamos antes... Nada de vítimas. - Respondeu o homem enquanto olhava para Kurayami por trás da sua máscara de gato.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptySeg 10 Set 2018, 21:33



Punição Derradeira

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#Post 4


À primeira vista, a timidez de Milla foi captada insolitamente por Hisoka, mas a medida que seu tempo de convívio com a garota aumentou, ele passou a se habitar à excentricidade. De certa forma, é um caráter relativamente meigo, apesar dos momentos exacerbantes que o feitio traz a depender das circunstâncias, como a prossecução de palavras quase irreconhecíveis ao ser convidada a dividir o alimento. No entanto, apesar da hesitação inicial, ela acabou cedendo ao pedido, degustando a maravilhosa refeição acanhadamente. Conquanto, por não sorver de toda a comida, Hisoka acabou não recuperando todas as suas energias, retendo resquícios do enjoo que outrora o incomodava. Mesmo diminuto, estaria mentindo se dissesse que a estuação em seu esôfago não importunava-o.

Minutos depois, o grito oriundo de Milla chamou a atenção do arqueólogo, a qual foi fomentada ao escutar o estrépito de um disparo. Apesar de não ser um herói ou algo próximo a isto, Hisoka não esbambeou e, enunciando preocupação com a enfermeira, rapidamente se deslocou em direção do barulho ouvido. No trajeto, foi surpreendido pela aparição de um agressor, todavia, já praticamente esperando pela investida, o professor foi capaz de se defender e contra-atacar com maestria, demonstrando sua perícia na luta de rua e acrobacia ao acertar o estômago do inimigo e golpear seu queixo, desacordando-o sem dificuldades. Sem perder tempo, continuou em direção do paradeiro do estampido, encontrando Milla e alguns outros indivíduos do navio amarrados, claramente sendo feitos de reféns. Os criminosos ocultavam seus rostos com máscaras de felinos, dificultando o reconhecimento por parte de Hisoka, no entanto, ele pôde notar ao menos o porte físico e sexo dos três invasores.

Buscando colocar seu plano em prática, Hisoka gerou uma distração com o recipiente do bentou, forçando a saída de um dos adversários. Contudo, no átimo em que fora atacá-lo, foi interceptado por um ruído de arma engatilhando em suas costas. Suspiraria, relaxando os músculos imediatamente, atentando as palavras desferidas pela única mulher do grupo, ao menos por enquanto. Tendo em vista que as chances de sucesso numa provável reação eram mínimas, Hisoka entregou sua postura, recebendo um chute nos músculos dorsais, forte o suficiente para jogá-lo ao chão. Evitando cair com a face no solo, abriria as palmas das mãos contra o pavimento para apartar a queda.

– Bem longe de inteligente o que estão fazendo... – Ponderaria com calma na tentativa de intimidá-los de algum modo. Sua aparência inofensiva não o ajuda neste ponto, mas certamente seria melhor que ficar calado.

Por mais que relutasse, não conseguia resistir aos poderosos braços do grandalhão nomeado "Maine Coon", sendo jogado junto aos demais reféns. De relance, giraria seu pescoço para vislumbrar Milla, almejando analisar o seu estado, procurando por alguma ferida em seu corpo. Por conseguinte, acenaria levemente com sua cabeça, sempre transparecendo o semblante sereno oriundo de seu temperamento calmo para atenuá-la. Pelo pouco que a conhece, notou que ela é uma menina extremamente nervosa, principalmente na presença de desconhecidos. Desta forma, um cenário como este certamente está além de seus limites, circunstância que poderia levá-la a fazer alguma besteira. Tranquilizá-la e fazê-la se sentir bem seria seu primeiro passo para que, posteriormente, levantasse as demais peças do quebra-cabeças e começasse a construir algum plano para contornar a situação.

Em meio a algazarra, os invasores aparentavam discutir entre si o destino de Hisoka, promovendo palavras que atingiram em cheio a ansiedade de Milla. Quieto, o professor novamente iria observar a menina, negativando vagarosamente com sua cabeça conquanto mostrava um sorriso meigo, buscando passar-lhe uma mensagem de sossego. A serenidade de Kurayami não era a toa e tampouco encenada. Por mais que seu nome estivesse caminhando de boca em boca pelos adversários e sua vida se encontrasse num fio tênue, Hisoka, usufruindo de sua lógica, reconheceria que se os agressores realmente almejassem uma espécie de massacre, ao menos alguma gota de sangue já haveria sido derramada, mas eles fizeram questão de trazer todos do navio e mantê-los de refém. Além do mais, o que não restaram foram chances de assassinar o arqueólogo, principalmente quando estava de costas para a mulher que o dominou.

– Sábia escolha. – Retrucaria ao comentário do homem, novamente numa pífia tentativa de intimidá-los. A estratégia que vincularam para a tomada do navio aparenta remeter ao fato de serem amadores ou ao menos algo não muito distante disto. Desequilibrá-los psicologicamente pode ser um bom segundo passo, refletiria Kurayami. – O que planejam invadindo o navio? Um assalto comum e nós fomos os felizardos? Ou algo mais específico como não gostar da música de Sir Jovi? – Inclinaria a cabeça em desdém, estirando o bucinador em leve desprezo. A glabela tensionada revelaria sua dúvida enaltecida em sua tentativa de compreender um pouco mais dos objetivos dos invasores.

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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyTer 11 Set 2018, 07:46

Sem vítimas


- Tsc… Que seja. - Resmungou o gato Siberiano deixando de apontar a arma para Hisoka assim que o outro homem disse que não deveriam matar ninguém.

Com isso ficava bem claro o motivo pelo qual Hisoka e as demais pessoas estavam sendo deixadas ali como reféns ao invés de simplesmente virarem alvo de tiros, se fosse a intenção deles causar mortes, já teriam feito isso sem problema nenhum, afinal todos que estavam ali junto do professor parecem ser meros civis que trabalham para o bando. Por outro lado, a dúvida do que essa trupe quer no navio de Jovi era algo que surgiria na mente de Kurayami pouco depois. O Siamês, suposto líder do grupo, disse para não haver vítimas, mas que diferença isso faz? Já não estariam cometendo um crime ao realizar essa invasão? Vieram roubar alguma coisa? Vieram procurar alguém? O que está acontecendo aqui então?

- A curiosidade matou o gato… - Respondeu o Siamês para Hisoka. - Para você isso pouco importa, em meia hora sequer nos verá novamente.

Sem a resposta do objetivo do que eles vieram fazer ali, restaria para o professor pensar em alguma maneira de contornar essa situação. Baseando-se na sua localização atual, o arqueólogo sabia que estava no corredor dos quartos, inclusive o seu estava à algumas portas dali, pois estava vendo a porta roxa do quarto de Fennik logo atrás do sujeito com a máscara do gato siamês. Correr até o seu quarto não era uma boa ideia, certamente não o deixariam fazer isso, mas pelo menos sabia que não estava tão longe da sua arma se surgisse alguma oportunidade para sair dali. Falando em arma, baseando-se no que os outros reféns estavam carregando com eles, as únicas coisas que o professor poderia tentar fazer proveito seriam a vassoura do faxineiro ou os cintos dos músicos, sendo que pelo menos no segundo caso ele teria algo que se assemelha mais ao item do seu estilo de luta.

- Enfim, Siamês, venha comigo, eu encontrei a sala, mas acho que você conseguirá abrir aquilo melhor do que eu. - Falou a gata Persa para chamar o líder para ir junto com ela até um cômodo não muito especificado.

- Maine Coon, Siberiano, cuidem disso aqui e não os deixem escapar. Se mais alguém aparecer, deixe-o preso aqui junto com os outros… E repetindo, tentem não matar ninguém, ok? - Proferiu o Siamês antes de se retirar do local junto com a Persa.

- Ouviram que ele disse “tente não matar ninguém”, não é? - Perguntou o mascarado cabeludo para os reféns à sua frente. - Então não me obriguem a ter que tentar...

Enquanto Maine Coon permanecia de um lado quase como se fosse uma parede de carne bloqueando a passagem por um dos lados do corredor, Siberiano permanecia andando de um lado para o outro, às vezes verificando se alguém se aproximava pelos corredores ou então abrindo as portas dos quartos para ver o que havia dentro deles. Por mais que o grandão estivesse desarmado, Hisoka sabia que esse era o menor dos problemas na hora de lidar com ele, já que derrubá-lo não seria uma tarefa fácil mesmo se estivesse lutando com tudo de si. Enquanto um dos mascarados estava de mãos vazias, o outro estava duas vezes armado, carregando uma pistola em sua mão direita e também o sabre preso no lado esquerdo da sua cintura. Se fosse realmente a intenção de Kurayami impedir que esses caras consigam seja lá o que eles vieram pegar, então era bom ele já começar a pensar em uma maneira de conseguir fazer isso. Ou será que existe algum outro tipo de pensamento circulando a grande mente do professor que não envolva uma briga?

Por mais que tenha sido dito que eles não matariam ninguém, o medo não desapareceu do rosto das pessoas que estavam presas ali, era visível que estavam assustadas e incapazes de confiar nas palavras de um desconhecido. - Pro-professor, eu estou com medo, nós realmente não vamos morrer, né? - Perguntou Milla se aproximando do corpo de Hisoka para chorar em seu ombro.


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MensagemAssunto: Re: #2 Punição Derradeira   #2 Punição Derradeira EmptyQui 13 Set 2018, 02:56



Punição Derradeira

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#Post 5


Sem muita surpresa, os inimigos não revelaram nenhuma informação sobre eles, seja seus objetivos ali ou quem são. Por ter ficado desacordado por todo este tempo, Hisoka acabou sendo afetado por uma desorientação inconveniente, situação que o deixou perdido a cerca do tempo decorrido desde seu desmaio. Desta forma, é muita prepotência deixar o destino do navio sob a mão do acaso, no qual os demais revolucionários lhe dessem reforços. No mais, ele possui pouca ciência a cerca da meta dos invasores, circunstância que acarreta no levantamento de hipóteses de prováveis escopos por parte do arqueólogo. Na melhor das hipóteses, estão atrás dos instrumentos musicais da banda ou dinheiro propriamente dito, o que tornaria a usurpação um mero assalto. No entanto, há a possibilidade da informação da posse da essência de bronze por parte dos revolucionários ter vazado e eles estejam atrás do artefato. Neste pior cenário possível, Hisoka certamente terá de intervir de alguma forma.

Durante o ensejo de elucubração, Hisoka moveria as íris pelo ambiente, notando que estava próximo de seu quarto, tendo como referência o cômodo de Fennik, mas não conseguiria chegar lá facilmente sem antes ao menos derrotar uns dos inimigos. Atento, também perceberia que os músicos possuíam cintos, porém provavelmente não seria capaz de pegar um sem ser visto. No mais, o professor atinaria que o mascarado mais galgaz, ao contrário do rotundo, movia-se a todo instante, abrindo portas em curiosidade. De glabela tensionada ao usufruir de sua lógica, Kurayami lobrigaria uma chance de escape, cujo alicerce seria o diletantismo do mascarado cabeludo. Enquanto isto, sentiria a apropinquação de Milla, a qual carregava um semblante extremamente sorumbático e denotando preocupação. A suave pressão de sua cabeça em seu ombro era tranquilizante, mas concomitantemente contristante, pois vê-la nesta situação atarraxava-lhe o coração.

– Claro que não. Eu estou aqui, não se preocupe. – Com sua mão esquerda, aproximaria a cabeça da jovem em sua espádua paulatinamente, afagando-lhe as madeixas negras com o auxílio dos dedos com ternura na tentativa de acalmá-la. O olhar estaria cabreiro, dividindo a atenção entre Milla e o mascarado cabeludo, a espreita que ele abra a porta do quarto mais próximo.

É a primeira vez que Hisoka se encontra numa situação como esta, em que a responsabilidade de outrem está sob suas mãos. Qualquer passo em falso e não somente sua vida pode ser ceifada, como também a de inocentes, como a da meiga Milla. Não sabe ao certo o motivo, mas a menina cativou o arqueólogo muito facilmente, pois a conhece tão pouco, porém há tempo suficiente para gerar um sentimento de necessidade de protegê-la. Contudo, ver ao seu redor e notar tantas vidas em sua incumbência resultou numa ponderação paralela, afinal, basta que Hisoka mude o ângulo pelo qual está os observando e as cartas sobre a mesa podem mudar o ritmo do jogo. Afinal, se o arqueólogo parar de vê-los apenas como civis a serem amparados, mas como aliados, um motim pode ser desenvolvido. Para evitar tragédias, basta que ele finalize o homem detentor das armas e que, no fim, junte-se a todos para derrotar o grandalhão, pois ele pode ser grande, no entanto é somente um. Contudo, para motivá-los, é preciso que ele adote uma postura de liderança e os guie pelo caminho do triunfo, como um verdadeiro revolucionário, comandando-os não somente com palavras, mas também com ações. Assim, seu primeiro gesto seria eliminar o mascarado esbelto.

Com os olhos sempre atentos, Hisoka esperaria o momento certo, que seria no átimo em que o oponente fosse abrir a porta do quarto mais próximo possível. Tendo em vista que ele utiliza uma das mãos para girar a maçaneta, um ataque surpresa teria ainda mais chances de ser bem efetuado. Para isto, o arqueólogo buscaria impulsionar seu corpo com o pé sadio na tentativa de obter a maior celeridade possível, usufruindo de sua vantagem aceleração e alta esquiva para se aproximar do oponente subitamente, notoriamente evitando machucar Milla na investida. Próximo do mascarado cabeludo, imediatamente almejaria um soco destro em seu estômago para fazê-lo perder o fôlego, contiguamente rolando no chão em direção de suas costas, adotando da acrobacia, pretendendo segurar o seu único braço livre e flexioná-lo para trás ao limite para luxar seu ombro. Por conseguinte, mais uma vez aplicando sua perícia acrobacia, levaria o corpo ao chão para aplicar uma rasteira no invasor, mantendo-se ereto logo depois. Por fim, buscaria roubar-lhe a pistola com a mão direita e, a queima-roupa, disparar contra seu crânio após engatilhar a arma, evitando assim um provável erro de acerto pela inabilidade com a arma.

Caso o inimigo tentasse interceptá-lo logo durante o avanço, Hisoka abusaria do fato de estar num corredor, lançando o corpo contra a parede para que, num gesto acrobático, almejasse uma rápida evasiva. Com a sola do pé no muro, propeliria o próprio corpo, fomentando o dano de uma joelhada nas costelas do oponente. Assim, revitalizaria a estratégia anterior após tirar-lhe o fôlego, tentando luxar seu ombro para inutilizar o único braço livre e matá-lo com a própria arma rapidamente. Para maximizar seus movimentos, Hisoka sempre efetuaria as respirações nos átimos corretos, já desfrutando da perda do enjoo que não mais o incomoda.

Se o adversário fosse capaz de defender o seu primeiro ataque, responsável por tirar-lhe o fôlego, e/ou Hisoka não esquivasse de sua primeira investida, ele partiria de imediato para uma rasteira aplicada com o seu calcanhar, levando o corpo ao solo rapidamente com o auxílio de sua acrobacia para surpreender o inimigo. Se ele pulasse, elevaria a perna oposta para pegá-lo em pleno ar, o que também o desequilibraria. Com o oponente caído, retomaria a estratégia que envolve a luxação de seu ombro para roubar-lhe a arma e disparar contra sua cabeça na tentativa de efetivamente matá-lo.

Se, por ventura, seu plano fosse efetuado corretamente, ele teria um dos adversários mortos no chão. Em fleuma, Hisoka limparia as gotículas de sangue na roupa da própria vitima, esfregando sua mão e a arma no tecido. O típico semblante atônito, contudo, seria modificado após inflar os pulmões com o ar atmosférico e erguer seu corpo em estado ereto. De olhos bem abertos, peito estufado e braço esquerdo estirado, Kurayami disseminaria o olhar dentre os civis reféns e brandaria valentemente, retendo uma eloquência forte e viril, sem demonstrar fraqueza, medo ou hesitação:

– Vamos derrotar este outro adversário juntos! Iremos recuperar este navio e fazer os invasores pagarem pelos males que nos causaram! – Cerraria o punho e franziria o cenho em direção do grandalhão, esboçando confiança na feição serena. – Milla, tente achar os demais e os avise sobre o que está acontecendo no navio! – Pediu à enfermeira e, imaginando que estaria colocando muita carga de responsabilidade em suas costas, mostraria um sorriso crédulo e a acicataria: – Você consegue, eu sei disto! – Acenaria com a cabeça, esperando que cumprisse o pedido. Assim que passasse ao seu lado, lhe entregaria a arma roubada. – Para se defender. Vai! – Enalteceria o breve sorriso entusiasmante.

Retornando o foco para o mastodôntico impedindo a passagem para a outra área do corredor, Hisoka buscaria o primeiro ataque para que pudesse ganhar a confiança dos civis e os estimulasse a se juntarem ao combate. Assim, o professor novamente avançaria em alta velocidade, atribuição cedida pela sua aceleração, mas atento à postura do inimigo. Seu objetivo seria esquivar de um golpe adversário, se necessário com sua acrobacia, para retribuir num forte contra-ataque. Independentemente da acometida do oponente ser com as mãos ou pés, Hisoka usaria de seu tamanho contra ele mesmo ao girar no solo na diagonal, mas em direção contrária ao ataque, buscando aproximação suficiente para um soco ascendente em seus testículos. Para evitar que fosse agarrado ou atingido, mais uma vez usaria da arquitetura estreita do corredor ao seu favor, saltando entre as paredes para se manter seguro a partir das habilidades acrobáticas.

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– Vamos!! – Falaria aos demais para que o acompanhassem. – Me diga, o que querem aqui? – Indagaria caso estivessem dominando o adversário. Se ele relutasse, seria um pouco mais intimidador. – Vamos lá, não quer ter o mesmo destino do companheiro, correto? – O pressionaria utilizando como exemplo o primeiro inimigo morto. A articulação seria feita com a tensão desarmônica do bucinador, enaltecendo certo desprezo para com a resiliência inimiga.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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