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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 First Round - Waking the Demon

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MensagemAssunto: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptySab 28 Jul 2018, 00:00

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Niwa Daisuke. A qual não possui narrador definido.


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Niwa Daisuke
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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptySab 28 Jul 2018, 14:00


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First Round - Waking the Demon







Outra vez aquele mesmo pesadelo. Acordara mais uma vez com os pés e a palma das mãos suando frio, um pequeno fio de suor escorrendo da testa até as maçãs de minha bochecha. A pequena sensação de aperto em meu peito me fazia falhar a respiração por uma vez ou duas.

Levando a mão esquerda em direção a minha face e aos meus cabelos brancos, os puxava levemente como em um sinal de protesto àquela sensação momentânea, coçava os dois olhos agora com minhas duas mãos para tentar acordar, alguns tapinhas no canto do rosto e estava desperto, com a sensação de sufocamento em meu peito diminuindo gradativamente.

Ainda deitado naquele colchão velho e rasgado tornava a olhar pelas frestas dos tijolos da parede e era capaz de perceber um pequeno fio de luz a entrar por ali, provavelmente era manhã ou tarde, não conseguia distinguir exatamente, ainda estava levemente entorpecido pelo sonho que acabara de ter, o que me fez perder total noção do tempo. No pior dos casos aquilo seria apenas mais uma criança com uma tocha brincando pela floresta gélida de Malkiham em plena noite.

Passei as duas mãos novamente em meus cabelos tentando arrumá-los, ou ao menos deixá-los menos bagunçados. Colocava os dois pés para fora de minha cama e conseguia sentir o frio tomando conta de meu corpo ao jogar para o lado o pequeno cobertor que usava para dormir. Coloquei a meia furada que já era rotineira em meu dia-a-dia, calcei os tênis surrados, peguei um pouco de meu dinheiro e tratei de procurar algo para comer naquele minúsculo aposento que ousava chamar de casa.

Após isso, iria para fora de casa com o intuito de descobrir em que período do dia estávamos e então ir em direção ao centro da cidade — Já faz algum tempo que não vejo essas pessoas — sussurrei para mim mesmo enquanto fazia esse trajeto, me referia justamente aos feirantes e vendedores daquela ilha em North Blue, os quais não eram tão simpáticos comigo a algum tempo, como já foram em outras épocas. Tudo graças a esse maldito olho e essa irônica história familiar que levo.

Histórico:
 

OFF:
 




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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptySab 28 Jul 2018, 21:21

Exórdio


As propagandas da terra prometida levam qualquer pessoa a duvidar de sua existência e de suas atividades em terra. Muitos tendem a acreditar que tal destino seja uma terra sagrada onde a bondade e a riqueza igualitária predomina sobre as cabeças errantes da população e as conceba grande paz de espírito e equilíbrio mundano, enquantos outros tendem a acreditar que qualquer lugar onde sinta-se confortável e/ou possa chamar de lar é a verdadeira terra prometida. Normalmente, essa última categoria de pessoas é a que melhor se relacionada com os prazeres entregues pela vida.

O zoológico local, Malk Zoo, estava vazio, os animais não eram vistos de forma alguma, pois eles estavam escondidos dentro de suas tocas, suas cavernas, seus buracos e suas casas criadas por madeira e prego. As ruas estavam cada vez mais solitárias e os poucos homens de grandiosa bravura que percorriam aquele ambiente inóspito eram corpulentos e carregavam uma grande camada corporal de roupas quentes.
A neve caía aos poucos e ela dançava levemente no ar através do vento das árvores, que ficava cada vez mais fraco por causa do peso proveniente da própria neve em galhos e folhas e dava espaço para um frente fria estarrecedora. Era comum enganar-se e confundir a neve com gotículas congelada da chuva que ameaçava cair. Aquele seria um ótimo dia para se passar em casa, longe das atividades mundanas, aquecendo-se com as lareiras e fogões à lenha.

Dentro de uma daquelas casas, um corpo inconsciente revirava-se com frequência ao transpor tamanho medo e desconforto em uma noite mal dormida. As sinapses cerebrais de Niwa Daisuke eram constantes nos últimos anos e agora o atacavam novamente, causando em seu corpo uma árdua batalha contra o real, o ilusório e a sombra de um passado distante e mal resolvido. Apesar da jovialidade irromper as suas graciosas habilidades e sua personalidade peculiar, entregando-lhe um ar ambíguo de bondade e severidade, Niwa era um garoto que vivia essa dualidade como jamais quisera. Seus movimentos constantes o faziam acordar em um salto sempre que um pesadelo o atacava com a força da tormenta oceânica.

Seus movimentos eram preguiçosos e cansados, o jovem rapaz de apenas dezenove anos, contorcia-se entre os lençóis de sua cama enquanto as manifestações perigosas de seus pensamentos não organizados o atormentavam perante as dúvidas de seu passado e seu futuro. Era possível entender, através dos olhos do garoto, que alguma coisa havia gerado o ser na qual ele acabara de tornar-se, bem como era perceptível a compreensão de seu sofrimento suprimido. Não eram poucas as pessoas que sabiam de sua existência e a negavam graças aos boatos estarrecedores que circulavam pelos quatro cantos da pequena ilha. Cada dia que passava era uma nova história que se moldava nas características ficcionais e baratas dos boatos sem pesquisa.

A casa distanciava-se conforme o jovem encarava com normalidade o frio congelante das ruas e direcionava-se ao centro do vilarejo. Algumas pessoas inocentes o cumprimentavam com educação e amor enquanto outras o olhavam pelos cantos do olho com rostos de desgosto, de medo e de dúvida, enquanto mudavam o rumo do trajeto para não cruzar com Niwa.

O centro de Malkhiam era o local com o maior número de pessoas em movimento neste instante em toda a ilha, porém apesar de tudo, eram poucas as pessoas que se encontravam presentes nela. Os rumores, como Niwa sabia muito bem, viajavam mais rápido que o vento, e ao que parecia ser, hoje seria o dia da grande nevasca do ano. Momento da qual ninguém gostaria de presenciar.
“Aberto até a hora do almoço” diziam a maioria das lojas no local, com exceção da taverna local que parecia abrigar uma grande quantia de pessoas. O volume de conversa e gritos provenientes de tal estabelecimento era grandioso e chamava atenção de muitas pessoas. Um grupo de quatro marinheiros caminhava com um prisioneiro em direção ao local, enquanto a porta da loja de armas abria-se e um anão saia para apenas girar a placa e anunciar o seu fechamento. Ao fazer isso, o anão encarou Niwa diretamente em seus olhos e cuspiu no chão, direcionando-se novamente para o interior da loja. Aquele seria um dia longo.

CONSIDERAÇÕES:
 

Histórico de Niwa:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptyDom 29 Jul 2018, 05:52


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Enquanto caminhava a passos lentos em direção ao centro do vilarejo muitas coisas passavam pelo meu campo de visão: as folhas caídas e soterradas por até então uma pequena camada de neve que logo mais tornar-se-iam um incômodo para qualquer pessoa que não tivesse calçados apropriados para a ocasião, obviamente, eu era uma destas poucas pessoas, o formato de meu solado marcava o solo a cada passo que dava e fazia com que o trajeto que havia tomado mostrasse-se claramente visível. O som da neve acumulada nas árvores caindo era notável sempre que uma brisa um pouco mais forte fazia-se presente, fazendo com que meus olhos seguissem o caminho de onde o som havia vindo para não ter nenhuma surpresa na saída daquela densa floresta, cuja qual era povoada por pequenos animais, além de alguns outros nem tanto.

Assim que percebi que estava no centro do vilarejo tratei de bagunçar meu cabelo de modo que esconde-se o máximo possível meu olho vermelho, o que de certa forma não adiantou em nada, visto que todas as pessoas que se encontravam naquela ilha já me conheciam, seja pelo meu olho, pelo cabelo branco, ou pelas roupas que utilizava. Alguns poucos cidadãos tinham coragem de fazer breves cumprimentos com acenos de mão ou singelos sorrisos enquanto olhavam para mim, apenas os respondia com o mesmo gesto, afinal uma simpatia deve ser sempre respondida com outra de igual tamanho. No entanto, aquelas pessoas que ousavam atravessar a rua ou passavam apreensivos ao meu lado, me causavam o mais profundo desgosto. A raiva que senti anos atrás, quando todo esse preconceito havia retornado junto do desaparecimento de minha mãe era o bastante para que ficasse de sangue quente a ponto de ignorar a forte brisa gélida em meu corpo, hoje em dia, a visão que tenho destes seres é que não passam de apenas mais alguns degenerados e preconceituosos.

Balancei a cabeça rapidamente para me livrar daqueles pensamentos, a levantando logo em seguida, e ao encarar o céu era capaz de ver o que se aproximava: a grande nevasca anual. As nuvens se moviam com certa rapidez enquanto o vento soprava forte, a neve intensa parecia aumentar gradativamente conforme os minutos se passavam e a temperatura parecia baixar cada vez mais. O fino moletom branco que vestia, a calça rasgada e aquele tênis velho não passavam a confiança que eu precisava para enfrentar a força da natureza em sua demasiada força e agressividade. Engoli em seco ao ver as portas de alguns estabelecimentos se fecharem e outros com placas, em suas entradas, referentes ao horário de fechamento adiantado. Tudo aquilo não estava no script. Cumprimentei e então observei quieto o movimento de alguns marinheiros que carregavam uma espécie de prisioneiro se dirigirem ao local mais movimentado naquela cidade: a Taverna, local onde amigos se encontravam para beber, jogar tempo fora, ouvir alguma espécie de música ao vivo e ver bêbados quebrando garrafas na cabeça de outros ainda mais embriagados. Não era um local que me trazia qualquer tipo de conforto mental ou me interessava por passar um tempo, mas era uma opção. Caso contrário poderia continuar andando até chegar na ponta de Malkiham e talvez acabasse por não encontrar nenhum outro estabelecimento que me abrigasse, e no pior dos casos congelaria vivo caso a nevasca caísse de repente.

Enquanto estava parado e perdido em pensamentos ao ver os marinheiros adentrarem o estabelecimento, fui retirado de meu transe mental com o ranger de uma porta abrindo ao meu lado. Um pequeno homem rapidamente girou a placa da loja de armas que existia ao lado da taverna, provavelmente a fechando, e então tornou a olhar diretamente em meus olhos, com uma expressão facial de poucos amigos. Não passava de apenas mais um em meio a muitos outros, seu cuspe de desdém apenas enfatizou o que seu olhar queria transmitir para mim. “Você não é bem vindo aqui”. Respirei fundo e soltei o ar quente lentamente pela minha boca tentando manter a calma enquanto voltava meu olhar para a entrada da loja de armas. Não gostaria de entrar tão cedo neste local de qualquer forma, ao menos não enquanto esse pedaço de gente estiver por aí — pensei comigo mesmo enquanto me dirigia para a entrada do que seria provavelmente o único lugar barulhento e aquecido nesta cidade, cuja qual em pouco tempo estaria soterrada em neve.

Com o capuz tapando o máximo possível de meu rosto, entraria na taverna e me dirigiria diretamente ao bar. — Uma bebida quente, e caso possível, não alcoólica. — falaria para o primeiro barman que eu avistasse, esmiuçando um pequeno sorriso de canto em meu rosto. Era óbvio que pelo menos noventa porcento das pessoas naquele local estavam ali justamente pelas bebidas alcoólicas vendidas no lugar. Seria no mínimo engraçado ver a reação do atendente ao ouvir o pedido do jovem conhecido como Demônio Branco pela maioria da população.

Durante o processo de preparo da bebida, procuraria visualizar um local mais afastado da multidão para se sentar, e somente após estar com o drink em mãos iria me direcionar para tal lugar. E então me deleitar em pequenos goles daquele líquido enquanto tratava de evitar ser visto pela maioria das pessoas. Nunca é interessante chamar a atenção de bêbados, especialmente quando você é o ser mais odiado daquela ilha.



Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptySeg 30 Jul 2018, 19:48

Vento Aureo


O vento já não era mais uma simbologia de serena ventilação quando as conversas preocupadas sobre a nevasca se instauram como praga no pequeno vilarejo. As pessoas procuravam abrigar-se em grupos para conduzirem calor de forma mais elaborada e alegre ante o perigo que se alinhava torrencialmente no horizonte.
Conforme Niwa observava à tudo e à todos enquanto traçava seu caminho até a Taverna, era possível notar que as pessoas corriam para suas casas e estabelecimentos. Os trinques fechavam com o tilintar das chaves nas maçanetas e as vozes abafadas pelas paredes grossas e resistentes eram de alívio e graças aos deuses da qual tornavam as suas crenças.

O pé direito de Niwa raspou em um solo árduo e áspero pouco antes dele subir os pequenos degraus que direcionam ao deque da taverna. Sua distração e confusão mental não o deixaram perceber que ele acabara de caminhar por pelo menos dois ou três corpos que padeceram ante o congelamento bravo e rígido que se alocava desde o final da noite em Malkiham. Nesta época do ano, era normal os corpos não resistirem às temperaturas extremamente baixas e fatais do clima em tal ambiente. Algumas das pessoas que caminhavam por aquelas ruas testemunharam essas mortes e nada faziam, pois é de conhecimento comum que este tipo ação servirá muito mais como deturpação e perigo do que ajuda em si, tendo em vista que os corpos dobram seu peso e tornam-se mais difíceis de serem carregados, o que pode levar outras pessoas à óbito naquela situação. Estes corpos são retirados do local apenas por membros da família e membros da funerária quando o clima torna-se mais pacífico e é possível fazer a manutenção do terreno.

Conforme Niwa subia os degraus era possível ver a placa do estabelecimento, que denominava-se Taverna DaLench, estava completamente riscada e quase ilegível graças ao gelo em volta. Era possível deduzir que não demoraria muito para a nevasca atacar e começar a congelar os locais.
A porta de entrada da Taverna era um portal que guiava à um mundo paralelo do que se encontrava lá fora, pois dela emanava um calor abafado e aconchegante que destoava da situação anterior. O choque térmico levou o corpo de Niwa á uma sensação calamitosa de desconforto e o fez saltar de arrepio, sem ninguém perceber. Lá dentro os seres mais variados da terra estavam ocupados ao confraternizar entre si com conversas altas, música e muita bebida. A maioria dos clientes da Taverna eram viajantes grupais de diversas outras ilhas do blues que visitavam Malkiham anualmente para presenciarem a nevasca. Havia alguns poucos locais, mais eles se distanciaram dos outros por serem a minoria e fazerem parte de grupos distintos como mendigos e alcoólatras.

Cubo de Gelo era o dono da DaLench e também um dos barmans mais respeitados de todo o blues. Foi a ele que Niwa dirigiu-se e pediu uma bebida não alcoólica, pedido este que reverberou por toda a taverna e lhe dirigiu diversos olhares arrojados e sorrisos amarelados por parte dos clientes. Aqui é uma taverna, garoto. — Disse Cubo com uma expressão facial de descrença e dúvida, franzindo as sobrancelhas com certa discriminação. — Não a porra de um Bar & Restaurante. — Posicionou-se no balcão, puxando com a mão direita um copo de cerveja servido até a metade que pertencia há um homem que dormia no bar. — Ou você bebe, ou você não bebe, simples assim.

Niwa procurava por uma parte afastada para permanecer naquele local, e o único era justamente o que menos lhe agradava: a mesa dos renegados de Malkiham, onde alguns homens com o estado etílico avançado se debruçavam sobre a mesa enquanto outros conversavam sobre política e se algum dia existiria a possibilidade de uma república estocar vento. Niwa aproximou-se e sentou-se na única cadeira livre daquela mesa enquanto observava os músicos bardos tocando com instrumentos de corda, sopro e percussão no canto da extrema esquerda do estabelecimento, enquanto as mesas eram cheias de bebidas e uma mistura bastante gloriosa de seres de diferentes raças e sexos, enquanto, perto do bar em si, estavam os marinheiros com o prisioneiro. Niwa também pode perceber que ele era a pessoa menos agasalhada do estabelecimento, suas roupas eram simples e nem um pouco protetoras contra o frio dramático que se instaurava cada vez mais. Sua pele já estava gelada e ela era aquecida novamente por uma fogueira circulada por pedras que se encontrava no centro da Taverna e assava um javali inteiro.

A porta da Taverna abriu e dessa vez o frio entrou com mais vontade, quem entrava no local era o anão dono da loja de armas e ele direcionava-se até a mesa de bar. Era um ser de pequeno porte mas musculoso e bem agasalhado, foi recebido com um grande sorriso e um forte aperto de mão por Cubo de Gelo, que olhou e apontou para Niwa com certa comicidade no olhar e começou a rir mutuamente com o anão.

CONSIDERAÇÕES:
 

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS:
 

Histórico de Niwa:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptyTer 31 Jul 2018, 00:02


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São em momentos como o da entrada na Taverna que me fazem perceber a situação em que me encontro, aqueles rostos sem vidas, congelados com uma mesma expressão facial por toda a eternidade, são quase que iguais os meus em boa parte dos meus dias naquela floresta. A calmaria que aquele lugar, cujo qual ouso chamar de lar, me passa é o bastante para me manter em uma certa linha de pensamento durante quase todo o momento que me encontro vasculhando-a atrás de pequenas frutas que tenham sobrevivido ao inverno rigoroso, ou alguns animais pequenos como coelhos selvagens e pássaros que ouso chamar de meus amigos, mesmo eles nunca tendo se acostumado com a minha presença naquele local gélido. Pisquei os olhos com força para  tentar afastar-me daqueles pensamentos, afinal, caso contrário logo estaria imaginando que um daqueles corpos poderia ser meu se não encontrasse roupas melhores, ou um lugar realmente aquecido.

Ainda sentado ao lado daqueles bêbados, escutava o som dos instrumentos manuseados pelos Bardos que por meio de suas músicas animadas tentavam espantar o frio e traziam em suas vozes histórias que muitos creem serem apenas um amontoado de mentiras, olhava de canto para os renegados que estavam sentados na mesma mesa que eu e conseguia perceber o quão bêbado todos eles estavam simplesmente pelo cheiro etílico que exalava de suas bocas, o suor que escorria pelas suas testas deixava claro que faziam algumas horas que estavam dentro da taverna e, talvez, sequer sabiam ou se lembravam da nevasca que iria soterrar aqueles que estivessem desabrigados . Juntei minhas mãos em frente a minha boca e soprava o ar mais quente de meus pulmões em ambas, tentando esquentá-las o mais rápido possível junto do calor proveniente das próprias pessoas no local e da fogueira acesa no centro da Taverna conhecida como DaLench.

Era fato, Cubo de Gelo não passava de mais um escroto naquele lugar, a brincadeira que havia feito ao pedir uma bebida sem álcool foi justamente para me mostrar sua real personalidade. Meu olho percorreu todo o estabelecimento tentando achar um padrão nos seres que ali se encontravam, enquanto dava um gole naquela cerveja nojenta. Obviamente uma tentativa fracassada devido a grande variedade de raças e sexos que ali estavam.

Foi justamente no momento em que analisava os clientes da taverna e o estabelecimento por si só que meus olhares seguiram as risadas do Anão e de Cubo, em uma decisão rápida e talvez pouco inteligente, dava mais um belo gole naquele líquido enquanto me levantava da cadeira em que estava sentado e me dirigia até aos dois amigos, provavelmente de longa data, junto do copo já vazio em minhas mãos. Meu corpo já estava se acostumando ao calor do local e conseguia sentir meus membros se mexendo com uma certa facilidade conforme o frio ia se despedindo de meu corpo. Com a mão livre, tirei o capuz de minha cabeça e baguncei meus cabelos brancos os jogando para trás, especialmente tirando a franja de minha testa e consequentemente de meus olhos. Era hora de me divertir um pouco às custas dos outros, assim como faziam comigo durante a vida inteira.

Assim que me aproximei de ambos coloquei o copo na mesa, exatamente na frente do rosto do provável dono da loja de armas — Uma da mesma pro meu pequeno amigo aqui e outra para mim. — falei com um tom de voz amigável enquanto sorria para Cubo de Gelo, mas sem nem mesmo tornar a olhar para o anão ao meu lado. Assim que vi o dono do local se afastando para pegar a bebida que lhe havia peço, continuei — Então, vamos ser sinceros aqui, meu amigo, o que te faz achar que é diferente de mim? — Minha  voz estava ríspida e séria nesse momento, me mantia com o tronco e o rosto virados para Cubo de Gelo, sem nenhum tipo de expressão facial, mas apenas olhando de canto para aquele espécie de macaco com músculos ao meu lado. Sua resposta provavelmente seria feita em algum tom agressivo julgando pelo cuspe que havia dado ainda pouco, tornaria a encarar o anão enquanto interrompia sua frase com — Você é menos humano do que boa parte dessa cidade. Você é menos humano do que um ‘demônio’. — falei, obviamente me referindo a mim mesmo como demônio, dei um leve sorriso de canto ao final da frase enquanto continuava a encarar o homem. Não esperei sua reação e tornei a me afastar indo em direção aos marinheiros, com a bebida já em mãos caso Cubo de Gelo tenha me entregue a mesma, ficando atento para qualquer sinal de agressividade para cima de mim por parte do Anão, para que pudesse me esquivar de qualquer tipo de golpe do minúsculo com alguns passos para o lado e então bater com a caneca em seu rosto de forma não forte para que a mesma não se quebrasse.

Caso o anão não tentasse nada, apenas me aproximaria  dos marinheiros e os cumprimentaria antes de iniciar uma conversa simpática, com intuito de conseguir algumas informações aleatórias naquela espécie de bar — O que os senhores fazem em uma cidade tão fria quanto essa e não tão conhecida pela presença da marinha? — Tornando a olhar para o prisioneiro, falaria — Tem a ver com esse daí? — então analisaria aquele rapaz algemado enquanto dava um gole em minha cerveja, dando pequenas olhadas de tempos em tempos para Cubo de Gelo e o Anão.

Não havia um motivo em especial para eu tê-lo provocado, mas o simples de fato das pessoas fazerem o que quiserem comigo me dava um gosto amargo na boca, e agora, outro ser que também era minoria naquela cidade queria me tratar de maneira diferente? Nunca, ponha-se em seu lugar.

OFF:
 

Histórico:
 





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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptyTer 31 Jul 2018, 17:46

Opróbrio


Os olhos relaxados, e meio abertos, de Niwa passeavam por DaLench como crianças brincam em volta de cerejeiras: ele estava extremamente calmo e deixava o ambiente ser absorvido levemente pela sua memória, conforme deduzia a vida exasperada de cada pessoa pela qual sua atenção fixava-se. Aquele local era um antro para a felicidade e a alegria de diversos viajantes curiosos que finalmente estavam prestes a realizar um sonho, que às opiniões de outrem era considerado loucura. Entretanto, as suas características mais primitivas não conseguem separar as suas faculdades mentais e as suas atitudes são resultados de impulsos e de exageros não-pensados. Niwa focava-se apenas em uma pessoa, deixando de lado toda a receptividade e calor amoroso do local para dirigir-se novamente ao bar, onde Cubo de Gelo e o anão conversavam com deveras euforia, denotando um grande prazer mútuo.

Conforme Niwa deixava a mesa e direcionava-se para o bar, a sua mente era corroída por pensamentos e idealizações perturbadoras de um passado não muito distante que machucava o interior de seu corpo e fazia as suas angústias queimarem como um corpo jogado ao ácido. As suas tristezas nunca foram trabalhadas e o choro entalado em sua garganta lhe trazia o rancor de uma vida destruída e extremamente arrependida.
Ele sentava-se no bar, ao lado do anão que era proprietário de uma franquia de lojas extremamente conceituadas da região e pedia para Cubo de Gelo as melhores bebidas do estabelecimento para ele e seu companheiro desconhecido e desprezado. Cubo encarou profundamente Niwa e enchergava naqueles olhos os gritos calados de uma história não resolvida. Olhava normalmente para o Anão, como se ele estivesse esperando uma resposta e ela foi concebida com apenas um balançar de cabeça positivo. Cubo deu uns passos trás encarando Niwa com desprezo e então dirigiu-se para o lado esquerdo do bar, onde encontravam-se as bebidas e os copos.

Niwa então elaborava um discurso motivador e sem significado algum que não para si mesmo, e suas palavras calmas e eloquentes refletiam a sua juventude ainda inexperiente perante ao mundo agressivo e culto que esperava por todos na fase adulta. Suas falas eram insignificantes para os ouvidos alheios, principalmente para o anão, que ao término da conversa recebeu a sua cerveja gratuita e fez um gesto de agradecimento à Cubo de Gelo, ignorando completamente as atitudes de Niwa, que agora direcionava-se para a mesa onde a Marinha enquanto a porta abria para dois novos visitantes.

A mesa dos marinheiros estava vazia, apenas um lampião apoiava-se ao centro dela e uma garrafa de cerveja estava logo à frente do homem capturado. Era um homem alto e magricela, sua pele negra enganava a sua idade em alguns anos abaixo do que ele realmente tinha e os seus cabelos eram tranças grossas e pesadas, formando os clássicos dreadlocks, que combinavam com um ralo cavanhaque. Seu rosto trazia uma beleza peculiar e ele não parecia ser o tipo de homem que estaria sendo preso por três marinheiros com o dobro de seu tamanho. Ele estava calado e era possível notar a sua respiração calma e seus olhos baixos, uma divergência gritante ao comportamento de seus superiores que conversavam em um alto tom de voz e com palavreados de baixo calão.

— O que os senhores fazem em uma cidade tão fria quanto essa e não tão conhecida pela presença da marinha? Tem a ver com esse daí? — Disse Niwa apontando para o prisioneiro. Assim que a sua manifestação encerrou, a Taverna inteira ficou em silêncio, apenas a música continuava a tocar, fazendo Daisuke sentir o olhar pesado e julgador de todas as pessoas em sua direção e fazendo o ar afinar e torna-se suprimido. Os marinheiros trocaram olhares tensos entre si e um deles levantou-se da cadeira e apontou a sua arma diretamente ao rosto de Niwa, que ficava imobilizado e sem reação.

— É assim que eles falam com a marinha? — Disse o prisioneiro com um sorriso sarcástico no rosto. — Não é assim que eles falam com Snoop Zopp, cara. — Pôs ambos os pés na quina da mesa e reclinou-se para trás, enquanto o marinheiro puxava a trava de sua arma e perguntava à Niwa quem ele era e o que ele faria com aquela informação, porém naquele instante de hesitação e confusão, as duas últimas pessoas que entraram no estabelecimento retiraram suas armas de seus coldres e dispararam diversos tiros na direção de Niwa, que sofreu as consequências de sua indolência.

Os momentos que sucederam os estrondos geraram pavor e confusão entre todas as pessoas que estavam na Taverna e tudo o que podia se escutar era o vento forte ao lado de fora, pois nenhuma daquelas pessoas conseguiu esboçar alguma reação. O medo e o perigo sugava as almas delas ao enfrentarem uma situação inesperada.
Os tiros foram certeiros e os dois visitantes acabaram por assassinar os marinheiros e acertar um tiro de raspão no cabelo de Niwa, que foi cortado pelo vento, e que causou uma distorção auditiva que lhe deixou surdo por alguns segundos.

O homem que intitulava-se como Snoop Zopp levantou-se calmamente e então deu de costas para os visitantes e para o resto do bar. Um deles aproximou-se e deu outro disparo, mas dessa vez foi na algema de seu colega, que agora erguia as mãos em um exercício de alongamento. Snoop aproximou-se de Niwa e disse algumas palavras que não eram muito bem divulgadas graças ao zumbido constante em seu ouvido, mas pela expressão facial do homem, era possível entender que ele estava feliz e falava de forma passiva e conforme a sua boca se mexia, parecia que a realidade retornava aos sentidos de Daisuke e era perceptível entender as mudanças em Snoop, que não era um homem, mas sim um Mink. Snoop Zopp era a mistura perfeita entre um homem e um cachorro violento de raça.

Snoop Zopp e seus aliados davam uma boa olhada na Taverna, certificando-se de que quem estava ali presente não portava nenhum instrumento que os pudesse causar danos. Snoop assoviou e um de seus companheiros o vestiu com um longo casaco de couro azul revestido em um capuz de pele branco, igual aos que eles estavam usando. Ele ajeitou o casaco, cumprimentou Niwa com um balançar de cabeça e saiu do local.

Houve alguns instantes de silêncio na Taverna até que uma mulher começou a chorar e os outros começaram a balbuciar algumas palavras. Uma confusão instaurou-se e alguns ameaçaram sair do local, mas não fizeram isso por que agora o céu era negro e o dia havia virado noite. A nevasca estava prestes há chegar e ela não duraria apenas alguns segundos.
O único corajoso capaz de fazer tal feito era o Anão, que disse algumas palavras de ordem e disse que cuidaria do caso pessoalmente, pois o seu vilarejo não seria alvo de tamanha tragédia.

No local, todos estavam inconformados com a tragédia, porém um dos marinheiros ainda estava vivo. Ele recebera diversos disparos em seu corpo, porém ainda respirava. Lá fora, tudo o que restavam eram as pegadas do grupo e as pegadas do anão.

Histórico de Niwa:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptyTer 31 Jul 2018, 20:11


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Aparentemente não conseguiria tirar diversão nenhuma daquele anão, o que me irritava de verdade. Era incapaz de acreditar que aquele desgraçado não ligava para a opinião de outras pessoas, assim como eu me importava. Cubo de Gelo aparentava ter ficado mais irritado do que o próprio alvo de minhas palavras, o que era inevitável de acontecer, acredito eu. Dei de ombros e tornei a minha atenção e meus passos para os marinheiros barulhentos.

Quase que em um piscar de olhos estava com a arma do homem apontada para o centro de meus olhos e apenas o som da brisa fria que entrava pela porta recém-aberta da taverna era possível de ser ouvido. Engoli em seco sem fazer qualquer outro movimento, estava pasmo, não sabia o que fazer. A morte chega para qualquer um — pensei, aparentemente, minha família estava destinada a morrer toda naquela ilha ao norte do mundo.

Meus olhos se direcionaram para o prisioneiro e portador da provável última voz que iria ouvir em minha vida. Queria berrar para que ele calasse a boca, mas sabia que isso seria minha morte. Mais alguns segundos e as palavras furiosas que saíam das bocas dos marinheiros desesperados e nervosos não me davam tempo para sequer formular uma resposta, senti minhas mãos tremerem e um pingo de suor escorrer pelo lado de meu rosto ao perceber que se não fizesse nada estaria indo dali para o inferno. Dois estrondos se seguiram e fechei meus olhos em resposta ao alto som.

Consegui abrir meus olhos, ou seja, ainda estava vivo. Os marinheiros estavam todos caídos no chão, cambaleei em seguida ao ouvir um zumbido em meus ouvidos. Estava tudo tão confuso. As expressões faciais das pessoas na Taverna eram de apavoro e surpresa, meu coração parecia que ia sair pela boca em alguns segundos pela força com que batia. Engoli em seco quando vi o homem que se intitulava Snopp Zopp se levantar e ir em direção aos capangas responsáveis por serem os carrascos dos marinheiros. E de certa forma, meus salvadores.

Mais um tiro seguiu, fechei meus olhos novamente, e graças a Deus consegui abri-los. Desta vez a bala tinha como destino as algemas de Snopp, Palavras se seguiram, mas de nada adiantaram já que ainda estava ocorrendo uma grande confusão em meus ouvidos. Respirei fundo e o efeito do tiro começava a se dissipar, neste mesmo momento tornei a olhar para Zopp e ver sua real identidade. O prisioneiro dos mortos agora era uma mistura de humano com cachorro, meus olhos se arregalaram a ver aquilo, faziam alguns anos desde que havia tido qualquer tipo de interação com um híbrido como ele.

Seus capangas lhe entregaram algumas roupas e partiram do local. Assim que o caos se instaurou aquele mesmo Anão tratou de acalmar as pessoas no estabelecimento, os quais em sua maior parte eram turistas, e saiu correndo do local provavelmente com o intuito de confrontar o bando de Snopp Zopp. Fiquei paralisado, mas sabia que alguém devia fazer alguma coisa, os homens estavam armados aquele mero homem não seria capaz de derrotá-los ou sequer encostar neles. Tornei a olhar para o lado de fora da Taverna e avistei o céu negro. A nevasca se aproximava. Eu precisava urgentemente de algum tipo de roupa. Procurei rapidamente por Cubo de Gelo e berrei que me emprestasse algum tipo de jaqueta ou roupa que pudesse me proteger contra a neve, na esperança de que aquele homem que me desprezava conseguisse me ajudar. — Precisamos ajudar aquele homem, ele vai ser morto por aquele Mink! — berrei para todos na Taverna em caso de hesitação.

Se por acaso ninguém ousasse me ceder uma proteção para aquele frio, iria me ajoelhar perto dos marinheiros mortos e roubaria algumas de suas roupas — Me desculpe por isso, mas é um caso de vida ou.... — sussurrei enquanto vestia suas roupas e me dirigia para fora daquele estabelecimento.

Assim que passava pela porta da DaLench senti o vento em meu rosto, meus pelos se arrepiaram e o frio tomou conta de meu corpo mesmo com as vestes em meu corpo. Vou morrer — pensei ao sentir a temperatura de meu corpo diminuir aos poucos. Tornei a olhar para os dois lados da rua, que provavelmente esta hora já estaria coberta de neve, a procura do Anão e daqueles assassinos.

Se eu for até eles sem qualquer equipamento, não serei nada mais que outra vítima. — alertei-me. Meus olhos seguiram em direção a loja de armas e corri em sua direção batendo várias vezes em sua porta de madeira, na esperança de que alguém abrisse para mim e pudesse adquirir alguma espécie de luva de boxe, ou qualquer tipo de arma que me ajudasse. Caso não houvesse resposta de dentro da loja, teria de recorrer a métodos mais bruscos. Pegar uma pedra de tamanho mediano e tentar jogar em uma possível janela, com o intuito de quebrar o vidro e me esgueirar para dentro com o máximo cuidado para não me cortar em seus cacos e então coletar o equipamento.

Após esse pequeno ‘assalto’ as coisas começariam a esquentar. Caso houvesse conseguido ver para qual lado o bando de Snopp Zopp havia corrido iria seguir pelo mesmo caminho da maneira mais rápida possível, e se por acaso não tivesse visto nem mesmo o Anão, procuraria por qualquer pista de suas direções, principalmente por pegadas na neve que talvez não tivessem sido apagadas caso tivesse agido de maneira rápida na loja de armas.

Não sabia o exato motivo de estar agindo, mas sabia que aquele Anão era importante para algumas pessoas naquela cidade e esse tipo de pessoa não pode simplesmente ir correndo atrás do perigo sem qualquer plano ou maneiras de resolver as coisas. Eu só precisava chegar perto o bastante para visualizar a confusão e o terreno ao redor e então poder analisar a forma mais discreta de me aproximar sem ser visto, explorando ao máximo de minha furtividade e acrobacias caso fossem necessárias.

OFF:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptyQui 02 Ago 2018, 13:40

Banho de Sangue


Cada vez mais o céu enegrecia e aqueles momentos eram um prelúdio para a catástrofe. Niwa caminhava em direção à loja de armas conhecida como Corredor da Morte com uma jaqueta de couro, sem capuz, que Cubo de Gelo, com muita relutância e apreço aos rumores locais, emprestou à ele. A neve caía dos céu como lágrimas de anjo, geladas e melancólicas. Elas tocavam o rosto de Niwa com delicadeza, mas afundavam os seus passos com revolta e brutalidade.

Seus passos o direcionaram para dentro da loja, pois a porta encontrava-se aberta, que abrigava uma quantia gigantesca de entulhos acumulados em pequenos corredores separados por estantes compridas de madeira, semelhantes às encontradas nos mercados locais. Elas estavam recheadas com os mais variados materiais, desde munições á armas à chaves de fenda, enquanto as paredes não possuíam janelas, que não fossem as da frente, e estavam repletas de cartazes de procurados e desenhos de mulher nuas desenhados pelo cartunista local, conhecido como Monoro. Ao fundo do estabelecimento estreito e comprido era possível identificar alguns sussurros e balbucios que pertenciam ao anão, que era pego de surpresa pela presença do jovem Niwa, que decidira comprar luvas de boxe.

— Elas não servem para esquentar as mãos do frio, rapaz! — disse o anão em um tom ríspido enquanto aceitava o dinheiro de Niwa e retirava a mercadoria de uma caixa que encontrava-se abaixo de seu balcão. — Aí, Brown, pega aquela espada lá no fundo e trás para cá. — Gritou para um homem que encontrava-se no depósito atrás do balcão, enquanto entregava as luvas, em perfeito estado para Niwa, que dirigia-se até o lado de fora do estabelecimento.

Niwa analisava o terreno com precisão e convicção, sabia e sentia que aquele era o momento que havia esperado a vida inteira participar e sabia que aquele seria um portão sanguinário para um futuro não muito distante baseado nas suas premissas e vontades. Seus cruzavam aquele mar de neve que intensificava cada vez mais e a sua atenção estava extremamente focada no que poderia resultar um trabalho investigativo. Porém seus pensamentos e suas ideias foram cessadas por um estrondo que incomodava o seu ouvido, ainda sensível pelo estrondo dos tiros.

— Se esta tentando seguir os passos de Snoop Zopp e o bando dele, vai ter que usar isso. — Disse o anão após fechar a porta e jogar uma lupa na direção de Niwa. — Por que não tem mais nenhum passo para ser seguido à olho nu.

— Mas tem um lugar que podemos ver daqui. — Disse o outro homem desconhecido apontando para a montanha de gelo, onde sinais de fumaça estavam sendo emitidos. — Sou Mano Brownie, mas todo mundo me chama de Brown. — Disse ao estender a mão. — Esse é meu irmão, Notorious Small — Apontava para o anão. Diferentemente de Notorious, Mano Brownie era um homem de estatura normal, magricela e musculoso, com diversas insígnias e palavras distintas escritas e desenhadas pelo corpo. Seu rosto expressava feições de raiva e seu bigode simplório mostrava as suas missões

— Eles fazem parte de um grupo chamado Sangues — Disse, Notorious. — Já vieram aqui algumas vezes para saquear e fazer outros crimes menores, mas parece que o antigo lider, Gabriel, O Procrastinador, morreu e agora eles elegeram um mais maluco e covarde que o anterior, Sikspac Shakur dizem ser o nome dele.

— Ouvi dizer que ele já foi baleado algumas vezes antes e conseguiu voltar dos mortos.

— Depois da linha de sucessão, quem pega o cargo é o Snoop Zopp, que estava preso lá taverna. Pelo o que eu ouvi dizer, ele foi pego em uma emboscada trabalhada entre a marinha e o próprio Sikspac. Ninguém quer ter alguém em cima do seu pescoço mesmo.

— Meu irmão me falou que vocês encontraram outros dois na taverna hoje.

— Sim, eram dois membros que não estavam com Snoop quando ele foi pego. Um deles era médico, Dr. Dri e o outro ninguém sabe o nome, mas ele é conhecido pelo apelido de Eazy Bee, por ser pequeno e rápido como uma abelha.

— Não temos muito o que fazer por aqui. Temos que ir atrás deles agora — Disse Mano Brownie, afastando-se e direcionando-se até as montanhas. — Se demorarmos, isso aqui vai virar uma chuva de sangue.

Niwa os acompanhou conforme eles caminhavam pelos caminhos sinuosos e difíceis daquela planície até a subida prolongada graças ao atrativo nada bem vindo e extremamente complexo. Aquela pequena elevação rochosa onde encontrava-se Snoop Zopp e seu bando era de extrema dificuldade e trazia vários impasses não vistos pela neve, como pedras e aberturas no chão bem como o provável acontecimento de avalanche. Niwa e o grupo precisavam ser diretos e extremamente objetivos se desejassem chegar na localização de Snoop, que estava cada vez mais perto.

CONSIDERAÇÕES:
 

Histórico de Niwa:
 

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MensagemAssunto: Re: First Round - Waking the Demon   First Round - Waking the Demon EmptySex 03 Ago 2018, 05:21


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Engoli em seco no momento que vi Notorious dentro de sua loja, em minha cabeça e pelas palavras que o mesmo havia proferido minutos atrás jurava que ele iria correr cegamente em direção aos bandidos. O que inclusive era o que tinha em mente para fazer após arranjar minhas luvas. Mais uma prova de que eu era apenas um garoto em meio a tudo que estava acontecendo, agindo por impulso e sem pensar nas consequências. Achei que você estivesse sendo morto essa hora —  sussurrei para o irmão de Brown enquanto virava minhas costas para a saída da loja, já com o equipamento em minhas mãos.

Enquanto analisava o terreno num geral, percebi que havíamos demorado tempo demais dentro da loja, ou simplesmente a neve que estava caindo com uma velocidade absurda. A nevasca era iminente. Cumprimentei Brownie com um aperto de mãos rapido — Daisuke… — respondi logo após ele se apresentar, e após uma breve pausa completei — Mas você já deve saber. — O tom presente em minha voz não era nenhum pouco incisivo, mas sim uma vocalização triste e baixa, era no mínimo estranho ter de se apresentar para alguém naquela ilha após tantos traumas e fofocas acontecerem.

Escutei atentamente a história por trás daqueles três bandidos, tive a impressão de já ter ouvido seus nomes, ou algo parecido com os mesmos, mas dei de ombros e segui em frente. Guiado em boa parte do caminho por Brown era perceptível a dificuldade que teríamos em subir aquela montanha. Os perigos que nos esperavam eram diversos, desde o momento em que demos o primeiro passo para fora daquela taverna até chegar ao topo da montanha e confrontar aquele Mink e sua gangue estaríamos correndo risco de morte, isso era sabido tanto por mim quanto pelos irmãos que me acompanhavam.

Tomei a dianteira assim que chegamos à base da montanha, sabia que seria uma tarefa complicada mas deixar um Anão ir na frente seria ainda mais perigoso, não só para ele como para todos nós. Devido a seus pequenos membros, a possibilidade de que o mesmo tropeçasse ou não alcançasse algum apoio seria muito maior e isso poderia pôr em risco toda nossa incursão. Brown não seria uma má ideia de líder neste momento, mas como não conhecia todas suas habilidades não queria confiar tanto assim no rapaz. Vivi praticamente minha vida inteira tendo de desviar de obstáculos em meio às florestas gélidas de Malkiham, era o mais capacitado para subir a montanha de maneira rápida e ‘segura’. Ainda como um comandante devia perceber as incapacidades de meus companheiros de jornada, especialmente S.M.A.L.L, e achar um caminho alternativo para o mesmo.

Precisamos fazer o mínimo de barulho possível conforme subimos esse monte de gelo, não queremos ser pego de surpresa por qualquer tipo de animal, além do eco que pode ficar maior conforme fomos subindo possibilitando dos bandidos nos escutarem. — falei enquanto olhava alternadamente para ambos e com um tom de voz firme. Analisei por alguns minutos a montanha tentando procurar uma rota boa até o topo, afinal, Snopp já estava lá em cima o que confirmava o fato de que havia uma maneira segura de se chegar até lá. Preocupado, engoli em seco, e cerrei meus punhos, sabia que seria uma missão complicada, mas não era nada impossível. Se eu fizer algo de errado, vai ser uma vida a menos e a culpa vai ser somente minha — pensei, a desconfiança em mim mesmo pesava em minha mente. Pisquei meus olhos repetidas vezes tentando afastar esse tipo de pensamento de minha cabeça mas parecia em vão, somente quando meus olhos repousaram sobre os de Notorious foi que consegui tirar esse tipo de coisa de minha cabeça graças. Eu preciso provar pra ele e todos os cidadãos dessa cidade, que eu não sou um demônio, eu não sou alguém que eles devam temer. Eles podem confiar em mim, assim como confiam em seus demais vizinhos.  

O primeiro ponto que percebi foi o fato de existir uma espécie de trilha até uma certa altura da montanha, mas que aparentemente sumia conforme chegava a uma determinada altura, talvez pela dificuldade que as pessoas tiveram de continuar escalando e ao mesmo tempo demarcando o trajeto. Decidi que iríamos por ali. Um atrás do outro, com alguns metros de distância. Sendo que eu estaria na liderança, Notorious vinha em segundo para que pudesse me avisar caso fosse incapaz de subir em algum lugar que fossemos passar e Brown em último para que pudesse servir de apoio para seu irmão em alguns casos específicos, como ser um pezinho em locais que já houvesse um certo solo para se apoiar mas o Anão não tivesse altura suficiente para alcançar o próximo objetivo, por exemplo.

Durante os primeiros trinta minutos de escalada, tudo parecia ocorrer tranquilamente, o caminho estava facilmente demarcado por todo o trajeto, mas foi a partir daí que as coisas começaram a complicar. Alguns saltos eram necessários para chegar de uma rocha até a outra e então ter um caminho mais tranquilo até alturas mais elevadas, o que nos gerou um certo receio e em algumas ocasiões optamos por ir pelos locais mais complicados mas que não nos faziam ter de dar grandes pulos, não podíamos arriscar, existia a possibilidade de em um desses a rocha não estar completamente aderida à estrutura da montanha e acabar por desabar conosco em cima. Por sorte, isso não ocorreu, talvez pelo fato de nenhum de nós ser realmente pesado, eu não era alto e muito menos corpulento, Notorious deveria ser o com maior peso mas sua altura não seguia a mesma lógica, e Brown tinha um corpo aparentemente igual o meu.

Paramos alguns minutos para respirarmos, fiquei focado em procurar boas rotas de subida enquanto o tatuado analisava a fumaça não tão acima de nós, Zopp estava próximo. Notorious parecia ser o mais cansado de nós todos, muito provavelmente devido a não ter um biotipo adequado para trabalhos muito aeróbicos e não precisava ser nenhum tipo de expert para enxergar isso. Continuamos nossa empreitada por mais alguns minutos, sendo enganados por apoios que estavam se soltando da gigante montanha de gelo e rochas, ou por locais que estavam realmente difíceis de manter uma estabilidade graças a água congelada. Até que conseguimos chegar bem próximo do cume da montanha. Notorious e Brown estavam um pouco atrás ainda, mas seguindo meus passos com sucesso. O caminho que utilizaríamos para chegar ao cume era visível e não era de todo complicado, já tínhamos passado por coisa pior desde o final da trilha. A decisão agora era, ir direto para o combate ou esperar alguns minutos para que recuperássemos o fôlego e então partir para a luta.

Enquanto esperava os irmãos chegarem ao mesmo local de apoio que eu, aproveitei para me lembrar do que tinha visto até então. A quantidade de inimigos, as armas que consegui visualizar ainda na taverna, a roupa que estavam utilizando e o porte de seus corpos. Assim que ambos chegaram, já estava decidido do que faria. Tentaria subir primeiro que ambos, de preferência em um momento que os bandidos estivessem desatentos e então chegar em um ponto cego, provavelmente atrás de alguma rocha ou coisa do gênero utilizando-me de minha furtividade, para logo após analisar o local com maior precisão e só então me dar ao luxo de ir em direção aos meus oponentes, já com a ajuda dos donos do Corredor da Morte que seriam indagados a subirem ao ouvir um assobio vindo de mim. Sussurrei as instruções de meu plano para Brownie e pedi para que ele passasse as mesmas para seu irmão.

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Histórico:
 




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