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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 II - A estrela da manhã

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MensagemAssunto: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptySab 07 Jul 2018, 02:55

II - A estrela da manhã

Aqui ocorrerá a aventura do(a) agente John Solomons. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptySab 07 Jul 2018, 14:16

Going Back to Home.

Vantagens: Genialidade, Liderança, Voz encantadora e boa aparência.
Desvantagens: Vício: (charutos 1/10), Sedutor incorrigível e distraído.
Perícias: Instrumentos musicais, leitura labial e sedução.
Ganhos: Charutos (3x), Isqueiro (20x), Violão.
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A.
Post: 1.








Enquanto toco essa canção e observo o porto de Lvneel, lembranças voltam de um lugar muito profundo. A algum tempo atrás um grupo de piratas começou a atacar algumas residências nobres próximas ao prostíbulo em que eu tinha sido criado, hoje ele já não existe mais, o líder da célula local achou que esses ataques eram um estratagema do governo e o mal entendido causou um massacre no subúrbio, infelizmente eu estava no meio do grupo que estava sendo massacrado, e bom... Você vai acabar descobrindo que não sou o tipo de pessoa que fica parada vendo esse tipo de coisa acontecer.  

Houve sangue, pedras, socos, lâminas e suor. Foi verdadeiramente uma carnificina em plena luz do dia, até hoje as vezes sonho com toda aquela gritaria, todo aquele mal, todo aquele terror nos olhos da gente que estava entre amigos e inimigos em uma tempestade de golpes, cortes e morte.  Você sabe qual é a sensação de ter dos pés à cabeça seu corpo coberto pelo sangue de outras pessoas? Não é tão ruim assim, normalmente eu diria para você não querer saber, mas minha participação naquela luta gerou mais tarde uma sensação bem pior. Muito pior.

Eu fui criado em meio ao crime e a prostituição, fui feito de saco de pancadas desde cedo e depois de todos aqueles anos vendo as coisas erradas acontecerem, finalmente tinha feito o certo e Deus sabe como aquela sensação de ter feito o certo me alegrou, se fosse uma droga, diria que hoje sou um viciado. Mas nem tudo são flores e para meu bem ou não, algo deturpou minha mente por algum tempo. Digo, eu sabia que aquela luta traria consequências, apenas não tinha noção das proporções que aquilo poderia tomar, não fazia ideia que eles matariam tudo que eu um dia amei, quase tudo.

Ver sua casa queimar é algo doloroso, é triste, faz você chorar por que há lembranças lá em cada pedaço de tábua e prego enferrujado. Imaginei que aquilo seria a pior parte do meu dia, enquanto navegava para longe de tudo, não por opção, obrigado por minha mãe e irmãs, só soube que elas estavam dentro da casa em chamas quando o fogo chegou no quarto andar e uma a uma as janelas começaram a se quebrar, corpos em chamas caindo, gritando, se debatendo. Tenho absoluta certeza de que vi o rosto de minha mãe em uma das janelas antes de uma nuvem de fumaça negra cobrir tudo, lembro que sua mão estava no vidro, ela queimava, mas sorria para mim, quase como se aquela fosse uma simples despedida, como se eu estivesse indo viajar para logo voltar. Nunca mais nos veríamos.

Ah como doeu, dormi no barco por dias até aportar em Micqueot, estava fragmentado, quebrado, estilhaçado, se um dia havia sido um homem bom, agora só havia mal. E foi assim, por anos houve só mal dentro de mim, raiva, ira, odiava tudo e a todos e queria brigar e afastar tudo e a todos. Parecia que a dor não passava sabe? Comecei a fumar mais, procurar mais consolo nos braços femininos, mas nada adiantava, eu precisava de algo que outra pessoa ou entorpecente não poderiam me dar. Eu tinha sede de algo que ninguém poderia me dar, eu teria que tomar, e por muito tempo achei que se tratava de vingança. Hoje, entendo que minha sede é por algo mais puro e claro, mais iluminado, eu tenho sede de justiça.

Pisar em Lvneel de novo era estranho, já faziam seis anos desde minha partida, agora era um homem já formado, mais velho, barbudo, a maioria daquela cidade provavelmente não me reconheceria, de qualquer forma, não gostaria que isso acontecesse mesmo. — Ah a cidade de Lvneel, diga-me Ellen, o que faremos juntos aqui? — Olhava para a mulher que havia me trazido até aquele local, que tinha aberto novamente a porta para o meu passado, mas agora eu era um recepcionista diferente, uma pessoa diferente. — Estou completamente por você, diga, para onde vamos e o que é tão importante assim para que um mero recruta como eu seja solicitado? — Sorria, dando uma leve erguida nas sobrancelhas. — Pode pedir, peça sorrindo que eu faço com um sorriso maior ainda. — Passaria o violão para as costas, conferindo o número de charutos em meu bolso e também se os mesmos estavam bem selados, afinal, sabe-se lá o que eu teria de fazer por aquela maluca com um chicote. — Por falar nisso, não ache que eu esqueci de nosso jantar. Conheço um lugar nessa ilha, a muito tempo atrás eles serviam o melhor vinho com bolinhos de arroz da cidade, não que eu goste de vinho, ou bolinhos de arroz, o atrativo aqui é sua companhia longe de todas essas obrigações legais. — Me abaixava, amarrando o cadarço de meu sapato, não estava acostumado com algo de tanta qualidade, a sarjeta era o que tinha me abrigado por muito tempo, isso e armazéns que os donos de taberna me davam como teto em troca de alguns espetáculos. — Bom, vamos lá, mais tarde toco uma para você. — Sorria, dando um leve tapinha no violão, tinha ambiguidade e maldade, ela sabia, eu sabia, mas não precisa ser tão explícito assim.

Seguiria acompanhando o grupo de agentes do governo para fora da escuna de Ellen, seguiria com passos normais, ritmados em meio a todos, permaneceria ao lado direito da mulher de rebolado arrematador, mantendo sempre meus olhos bem abertos, a cabeça um pouco abaixada de modo que a aba do chapéu cobrisse boa parte de meu rosto, e as mãos com ambas luvas de combate dentro dos bolsos. — "Lembre-se, John, essa cidade não é um lar de amor e boas lembranças, há nobres, piratas e muito mais revolucionários do que o próprio governo gostaria de admitir. Você não pertence mais a esse lugar, não..." — Cogitar ir até o local que um dia havia sido meu lar me fazia vacilar, sentia um calor nos olhos, meus dentes cerrando, as mãos se fechando. — "Não, agora não, primeiro os deveres, mais tarde..." Ellen, você se importaria de passarmos em um lugar antes? — Diria, quase como se as palavras fugissem de mim. — É importante. — E caso a agente aceitasse, iria até aquele ponto onde por anos e anos eu vivi, brinquei, briguei e me diverti. Não sabia bem o que sentiria, qual seria minha reação, podia existir uma fábrica lá no lugar do nosso prostíbulo, poderia ser apenas um terreno baldio, um parque, qualquer coisa. Mas precisava saber, algo dentro de mim queria me fazer ver o que eu havia deixado para trás. — "Demorei, muito mais do que imaginei, mas enfim estou de volta, mãe."




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Última edição por Morningstar em Ter 10 Jul 2018, 04:31, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyDom 08 Jul 2018, 14:43


Quantidade aleatória (1,7) :
5
Rand = 5
Edit By Tonikbelo
A estrela da manhã

Conforme se aproximou do porto de Lyvneel John poderia novamente ter a visão de sua terra natal, enquanto tocava o próprio violão em meio a escuna usada para o transporte de não apenas ele como outros agentes, o clima estava agradável, havia uma brisa suave ao qual poderia acariciar levemente o rosto daqueles que estivessem dentro daquele território, a luz do sol não era forte demais e no geral aquele era um clima que poderia despertar a muitos um sentimento nostálgico e no caso do agente a nostalgia não era algo tão gostoso de sentir. Suas memórias eram carregadas pela dor de seu passado, sobre o massacre que foi obrigado a viver, presenciar e até mesmo lutar, pois não era um homem que era capaz de apenas assistir, John agia pelo que acreditava e esta era uma das coisas que o definiram um dia e talvez ainda o definam. Seu crescimento foi em um ambiente não muito saudável, a violência não era uma realidade distante, todo o cenário de sua própria vida, poderia tê-lo transformado em um homem ruim mas, diferente do que se esperava não foi na violência ou no ódio o caminho ao qual ele pareceu ter se encontrado, não havia entorpecente ou sangue em suas mãos que talvez pudessem naquele momento superar o belo gosto ao qual apenas a justiça poderia lhe trazer aos lábios.


Talvez a sua referência mais forte e que poderia derrubar qualquer um, tenham sido ali em específico o fato de ver a própria casa ser queimada, talvez alimentando um sentimento que uma vez poderia ter lhe ocorrido de impotência quando era apenas um garoto mas, esse não era mais o seu caso, já era hoje um homem, muito mais forte e decidido do que quando sobreviveu ao ser levado pelas águas até Miqueot.

Quando perguntada, a mulher de proporções generosas, parecia ali ter o olhar distante, em direção a ilha ao qual estavam prestes a aportar, seu corpo estava levemente inclinado em uma das pontas, com seus braços sobre parte do barco, ela não chegaria a olhar para  John enquanto conversavam.

-Bom… Nós viemos com um reforço geral para a segurança da população, antes de tudo há a parte mais burocrática para resolver mas… Isso é algo que eu mesma terei de trabalhar, quanto a vocês… Bom, talvez vocês tenham de lidar com um grupo ao qual se minhas fontes estão certas, há um perigo em potencial, a maior parte dos agentes locais talvez acabem focando na proteção dos nobres e é por isso que foi necessário de mais números, para que pudessem cuidar dos civis… Enfim, quando eu tiver todos os detalhes, você irá saber o que terá de fazer… Quanto ao jantar, não é como se eu tivesse esquecido ou algo do tipo bem.. Tudo pode ser mais interessante a partir do momento em que os problemas forem resolvidos, certo?


Era notável que por mais distante que soasse a voz da mulher, que se pudesse notar um sorriso em seus lábios quando a frase começou a chegar mais ao fim, algo que poderia levantar os ânimos do rapaz pois talvez pudesse ter mais de uma recompensa ao término de suas obrigações. Suas novas vestes eram bem diferentes do que estava acostumado, roupas de boa qualidade diferiam muito e talvez fosse um conforto ao qual o homem poderia começar a se acostumar. A movimentação  que havia no navio havia ali aumentado naquele momento, o desembarque poderia começar a ser feito naquele momento e logo os demais agentes que os acompanhariam naquele momento pela transferência de unidade estavam alinhados, Ellen andaria a frente e o modo como esta poderia andar era um espetáculo a parte, pelo modo como suas curvas destacavam-se enquanto andava, algo que mesmo o rapaz tentando manter-se ao seu lado poderia naquele momento reparar. Uma vez que tivessem desembarcado, havia um pedido pela parte do agente e nesse momento Ellen o olharia e responderia, era difícil pela sua feição imaginar o que se passava em sua cabeça e sua voz, talvez disesse menos ainda.

-É realmente algo importante? Talvez possamos ajustar a rota mas, eu quero que você consiga dar uma boa razão para os demais, assim que estivermos no local.


Ellen era colaborativa naquele momento, talvez até demais, a chicoteadora ali mostrou um lado mais manso, talvez fosse de sua intenção ajudar mesmo o rapaz ali ou talvez só fosse uma boa desculpa para evitar os papéis por mais um tempo, era difícil de saber. O curso era ajustado e todo o caminho ao qual o rapaz pensou conhecer bem era muito diferente de suas memórias, e isso seria notado pelo grande número de árvores altas aos quais traziam um ar mais úmido e escondiam ali um pouco do brilho do sol, caso fosse um homem atento, poderia notar que aqueles que o seguiam estavam todos bem distraídos com a própria paisagem, talvez sequer fossem questioná-lo devido a mudança de rota. Levou um tempo até que ele pudesse chegar ao local onde lembrava de ter crescido, em meio a floresta uma pequena ponte de madeira destacava-se, o local parecia mais iluminado, de modo que  a luz do sol poderia ali fazer com que o rústico caminho parecesse muito mais charmoso, caso decidisse passar pela ponte, poderia ouvir o barulho de um pequeno córrego que passava por baixo da ponte por onde passou, havia  um pequeno banco de madeira em meio a uma área que havia um leve asfaltamento, diversas árvores com flores chamativas aos olhos o local onde havia crescido, hoje havia se tornado uma bela clareira, o aroma ao qual poderia sentir-se inebriado por, caso pudesse respirar profundamente seria a de alguma flor que emitia uma sensação muito agradável aos seus sentidos, mesmo Ellen, tinha uma expressão um pouco confusa em relação ao motivo de estarem ali, esperando por uma maior explicação, era notável pelo brilho em seu olhar, que não era diferente dos demais agentes que os acompanhavam que de fato, aquele lugar era uma boa parada, antes que pudessem se dirigir ao QG.


Ali, eles teriam certa liberdade, desde que pudessem manter-se próximos, Ellen permanecia no local, observando a todos, e a menos que alguém falasse com ela naquele momento, estava disposta a ficar ali por mais um tempo, uma vez que tudo já tivesse sido resolvido ali a mulher pegaria um mapa, tentando localizar-se, antes de voltar a liderar o grupo até a entrada do QG local, todo o caminho até o local, seria bem arborizado e agradável de se caminhar, havia partes que não eram asfaltadas mas, não era um terreno difícil para que pudessem andar, uma vez que estivessem a frente do QG a mulher se viraria para o grupo.

Vocês estarão livres para conhecer o QG, enquanto eu resolverei as demais burocracias, cada um de vocês será chamado quando tudo tiver certo, talvez não seja eu a liderá-los daqui para frente, então tratem de respeitar aos seus superiores.

O tom da mulher era bem firme e não daria muito espaço para respostas, esta daria as costas para o grupo, onde adentraria no QG deixando com que todos ali, pudessem a perder de vista caso não a acompanhassem. O que fariam agora individualmente cada um dos novatos?


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Última edição por DEV.Ryan em Dom 08 Jul 2018, 14:47, editado 9 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyDom 08 Jul 2018, 16:33

Memories.

Vantagens: Genialidade, Liderança, Voz encantadora e boa aparência.
Desvantagens: Vício: (charutos 2/10), Sedutor incorrigível e distraído.
Perícias: Instrumentos musicais, leitura labial e sedução.
Ganhos: Charutos (3x), Isqueiro (20x), Violão.
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A.
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É engraçado como voltar ao começo nos lembra do fim, a cada passo que dava sob a sombra das árvores sentia que estava mais perto do que fugira nos últimos seis anos, e não se tratava de um medo, de um bloqueio, de uma perda, eu fugia de algo muito mais forte, aquilo que te acompanha independe da distância, fugia das lembranças. Um nervosismo foi batendo conforme chegávamos perto do local, aparentemente era o único preocupado no grupo, já que todos rapazes estavam no mínimo felizes com nosso pequeno desvio, me alegrava saber que no fim aquela zona mais pobre e indigna da cidade tinha se tornado um lugar tão agradável.

Suei frio ao olhar novamente aquele córrego, por ali meu barco havia partido, não existia ponte nem nada, apenas um atracadouro para pequenas embarcações poderem descarregar suas mercadorias para a vila local. Exatamente daquele lugar eu tinha visto tudo pegar fogo, o pior e mais comum dos meus pesadelos. — "Eu não sou mais esse cara, não." — Dava um passo para frente, todos no grupo pareciam me esperar para saber o que fazer, mal sabiam eles que nem mesmo eu sabia o que estava fazendo ali, mesmo assim, uma força interna, um sentimento inexplicável — coragem talvez? —, me fez continuar e atravessar aquele pequeno córrego.

Não sei se foi a melhor, mas sem dúvidas aquela tinha sido uma das melhores escolhas tomadas em minha vida. Meu nervosismo ao atravessar aquela ponte me fez fechar os olhos e respirar, podia ouvir o som da água corrente, da natureza, sentir a pureza e o aroma das flores ao meu redor, nem parecia que a alguns anos corpos empilhavam-se naquele canal, tudo era lodo, sangue, cinzas e fumaça. Abri os olhos tentando afastar a imagem que começava a se formar novamente em minha mente, aquela que me atormentava a noite, e quando olhei para baixo, esperando ver escombros, tudo que enxerguei foi paz de espirito.

Fazia tempo que não chorava, mas uma gota de suor másculo escorreu pelo canto dos meus olhos, vários sentimentos me acometeram de uma só vez, e sorrindo deixei que as lágrimas descessem, estava feliz, inexplicavelmente feliz em ver tudo aquilo, em sentir novamente tudo aquilo, agora sem o ódio ou a dor da perda, apenas uma lembrança, uma sensação de conforto ao saber que o espirito de minha mãe, amigas e irmãs de criação, haviam repousado em um local tranquilo, belo e puro como aquele. — "Mãe, desde sempre eu tive essa luz, por muito tempo eu ignorei ela, mas agora entendo. Irei alimentar essa luz, esquecer quem eu era antes, esquecer daquela pessoa que esteve caindo, caindo. Aceitarei essa alma dentro de mim agora, mostrarei que sou melhor que antes, posso voltar a cair, mas dessa vez sei que cairei em segurança no chão." — Limpava os olhos com as costas da mão, retirava o chapéu e me ajoelhava, colando a testa naquele gramado, sentindo o odor da natureza dentro de mim, sentindo como se estivesse ao lado da pessoa que mais amei em toda minha vida. Silêncio.

Não sabia rezar, não foi algo que me ensinaram nos anos em que vivi naquele prostíbulo, o que pude fazer foi apenas me calar, deixar que as energias entrassem e saíssem de mim, deixar que meus sentimentos falassem mais alto que qualquer palavra. Me levantei, limpando as pernas das calças novas, atrás de mim todos olhavam com uma enorme expressão de: "WHAT THE HELL IS GOING ON!?"  — Apenas sorri, limpando mais uma vez meus olhos, fungando um pouco sem jeito. Por anos falar daquilo tinha sido um tabu para mim, bom, não era mais. — Desculpe pessoal, a alguns anos existia um prédio onde agora é essa clareira, esse lugar todo era bem menos bonito e mais movimentado. Eu morava aqui, um incêndio destruiu tudo, e bom... Acabou me deixando órfão também. — Coçava os fios da nuca. — Desculpe fazer vocês andarem até aqui, realmente não era minha intenção, mas depois de todos esses anos longe... Sabe, eu precisava ver onde elas estavam, a alma delas. — Sorria, batendo o chapéu um pouco sujo de terra na lateral da perna e logo o colocando na cabeça de novo. — Vamos? — Diria para Ellen, um olhar de agradecimento e alegria.

O caminho de volta para o quartel general era mais calmo, agora que havia acertado minhas pendências com o passado, poderia finalmente me focar totalmente no objetivo que me trouxera até Lvneel novamente. Ellen parecia gostar de mim, ela era uma boa mulher, não nos conhecíamos bem ainda, mas certamente poderia fazê-la mudar de ideia sobre nossa condição em um jantar à luz de velas. Bom, isso ou se talvez usasse as velas para gotejar cera em seu corpo nu. —  "Apenas preciso resolver o que ela me passar, apenas isso, vai ser fácil, quem atacaria civis em uma cidade como essa onde a cada esquina há um Montblanc dando sopa? Logo, logo teremos nosso momento." — Sorria aos poucos caminhando no interior do quartel general, havia escutado suas orientações, mas entre ficar sozinho ou em sua companhia, a resposta para mim era no mínimo óbvia.

Acompanharia a mulher de madeixas prateadas pelos corredores do local, descontraidamente caminharia ao seu lado, a voz em um tom calmo, quase despreocupado. — Sabe, estava pensando, eu não tenho uma casa para te levar depois do nosso jantar, e levando em conta que você chegou aqui agora assim como eu, acho que também não tem. — Sorria olhando-a pelo canto dos olhos. — O que quero dizer é: para onde vamos após algumas taças de vinho? Se você me permitir, gostaria de te levar em lugar depois de nosso jantar, não é nada demais, apenas um local que eu costumava ir quando era criança. A vista lá é linda, te faz sentir mais perto do céu, como se pudesse tocar o oceano e as estrelas ao mesmo tempo, sabe? O que acha? — Piscava para a mulher, a acompanhando até que encontrasse um ponto onde minha presença não fosse bem-vinda. Então pararia ao lado da porta, sentando no chão e me encostando na parede, traria meu violão para as mãos, o afinando para tocar e cantar com minha mais doce voz.







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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptySeg 09 Jul 2018, 23:46


A estrela da manhã

O sentimento de voltar ao local de onde era sua origem poderia ali ser adverso o medo e a expectativa ambos poderiam ali preencher seu peito e sua mente naquele momento, mas assim como ele havia retornado como alguém diferente, também estava o seu lar, era um lugar em que diferente do que ele tinha como lembrança era capaz de levar a paz e até mesmo a felicidade de outras pessoas de uma forma muito mais pura, se ali era um túmulo, aquele lugar havia sido abençoado pelo próprio tempo para que pudesse dar a memória um descanso merecido ao homem. A emoção era forte e mesmo o homem ali, diante de todas suas memórias e do desejo de mudar era capaz de entregar-se a emoção, havia sido inevitável. Havia ali como um juramento decidido aceitar a mais bela parte de sua própria natureza.

Diferente do que se esperava a maior parte dos agentes não havia de fato visto um problema em apreciar a vista e tão pouco estavam muito interessados no que ele diria como uma explicação, Ellen por outro lado parecia atenta não só ao movimento de todos, como também a própria explicação que o rapaz havia ali dado naquele momento, pela sua expressão era possível ver um lado mais humano em relação a sádica garota que não demorou muito para tomar a frente e levá-los até o QG, já no local todos eram liberados para fazer o que quer que quisessem ali fazer,  uma vez que estivessem ali, Ellen havia de resolver a papelada para que tudo pudesse ser aceito ali nos conformes e com isso havia seguido em frente, na direção de um dos escritórios que haviam ali dentro do QG, enquanto caminhavam,  uma certa movimentação dada pelo próprio horário poderia ser notada, mas pelo modo como havia um olhar sério por parte de muitos dos marinheiros que passaram pela dupla, era notável que algo talvez estivesse acontecendo ou talvez pudesse acontecer em breve. Frente ao charme de John, Ellen naquele momento se ateu a falar, de uma forma que talvez fosse um pouco seca para o momento, talvez pelo próprio stress daquilo que ela teria de lidar em breve.

-Um lugar privado seria mais divertido, ainda mais após alguns vinhos, mesmo que essa não seja miqueot, nada impede os vinhos dessa cidade de serem bons sobre a companhia certa...Esse lugar parece bem interessante, mas por hora  peço que entenda que algumas coisas precisam ser resolvidas logo para que a tranquilidade nos permita aproveitar o que há de melhor nessa cidade. Você deve esperar aqui para que seja chamado.

A mulher em momento algum olharia para trás enquanto falava e de forma que não era muito educada, quando terminou de falar, coincidiu com um momento em que havia chegado até uma porta de madeira aparentemente bem sólida de coloração branca, era notável ouvir a porta se fechando com certa força e o barulho de papéis era incessante e talvez até irritante aos ouvidos, o chão daquela área do QG tinha um piso azulado, assim como também acompanharam os azulejos  com um tom de azul mais claro, um padrão que talvez fosse diferente do que estava acostumado até então, próximo da porta havia um banco de metal ao qual poderia sentar se quisesse esperar, caso ainda decidisse ficar ali, cerca de quinze minutos depois de Ellen ter entrado na sala, alguém abriu a porta a puxando, fazendo um pequeno ranger devido a total falta de pressa da criatura que a abriu, revelando a figura de um homem com um terno preto de forma que não estava totalmente fechado, mostrando que havia uma roupa branca por baixo e uma gravata lilás com um tom que lembrava muito o próprio cabelo do rapaz, seus traços eram extremamente finos, tão delicados ao ponto de que se o homem pudesse estar ali de vestido, talvez fosse confundido com o sexo oposto, devido a uma pequena androginia, o cabelo do homem era bem longo, e parte dele era preso com um coque.
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Para além do belo homem, que agora fazia-se notável segurar um papel,era possível ver bem ao fundo da sala Ellen atrás de uma pilha enorme de papéis mas, como seria possível saber que era a mulher você me pergunta? Bem, por mais que a pilha pudesse tapar parte da visão vertical, a mulher de grandes proporções ainda poderia ser identificada. O homem de cabelos roxos, finalmente deixou-se sair e fechou a porta por completo, fitando o músico com um ar de seriedade.

-Você por acaso é John Solomons ?  Dentro dessa ilha, sinto dizer que serei o seu responsável, Yuu mas espero um grande trabalho vindo de você. Quanto a Ellen, não se preocupe, é procedimento padrão que a pessoa responsável possa ajustar a papelada antes de poder retomar as responsabilidades. Você terá duas missões, que são diretamente ligadas e que é essencial que você possa completar ambas em ordem, do contrário você irá colocar civis em perigo.

O homem entregaria então o papel que estava em suas mãos, caso John aceitasse, ali haveria as informações sobre a sua missão e até mesmo sobre o grupo.




Detalhes missão:
 


Havia ali a oportunidade para que John pudesse eliminar um grupo ao qual aparentemente representava uma ameaça a população, ainda que a primeira missão não fosse gloriosa, talvez não fosse difícil para que ele pudesse pensar na segunda como a maior e mais interessante parte a se cumprir, talvez não fosse o mais furtivo dos homens mas, até onde poderia ele ir pela sua cabeça ao invés de seus punhos?






histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyTer 10 Jul 2018, 02:02

Wish It Was True.

Vantagens: Genialidade, Liderança, Voz encantadora e boa aparência.
Desvantagens: Vício: (charutos 3/10), Sedutor incorrigível e distraído.
Perícias: Instrumentos musicais, leitura labial e sedução.
Ganhos: Charutos (3x), Isqueiro (20x), Violão.
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A.
Post: 3.


OFF:
 






Às vezes acreditamos que somos únicos, lembro que por muitos anos me senti como uma peça singular dentro de uma enorme caixa de ferramentas, digo, todos em nossa casa tinham suas funções, Ham e Kel possuíam as mais importantes. Se algum marinheiro não quisesse pagar? Eles quem resolviam. Se uma prostituta tivesse apanhado? Eles resolviam. Se a marinha quisesse investigar de mais? Adivinhe, eles resolviam. Eu ao longo do tempo acabei ficando de lado, não me sentia menos importante nem nada do tipo, sabia que era algo natural eles terem mais responsabilidades, eram maiores, mais velhos, mais fortes, o que eu podia fazer a respeito disso? Nada seria uma boa resposta, mas quando se é alguém como eu, alguém que não suporta ver as coisas como são, que não suporta aceitar a vida como ela é, você acaba tomando uma posição e tenta mudar sua condição frente aos problemas. Em alguns casos se exercitar, ficar mais forte, aprender a lutar é o suficiente, em outros não, assim como antigamente, se quisesse ter sucesso naquela missão teria agora que mudar minha forma de pensar, algo difícil, mas não impossível, afinal, quando trava-se de mim, nada era impossível.

Sim, em pessoa. — Sorria para o agente, notando por cima de seus ombros, Ellen trabalhar. — "Eu ouvi bem?!"Peraí, só um instantinho, seu nome é Yuu? — Franzia o cenho, quem diabos se chama Yuu? Digo, durante meus anos em meio as loucuras da sociedade moderna, havia visto muitas coisas, mulheres que se vestiam de homem, homens que se vestiam e faziam coisas de mulheres, mas céus, que tipo de pai coloca o nome do filho de Yuu?! — Are Yuu kidding me? — Sorria, dando um leve tapinha no ombro do andrógeno para então continuar. — Veja bem, Yuu... Posso te chamar de Yôuh? Como aqueles negros dizem em suas músicas rimadas, sabe? Bom, deixa pra lá, o que quero dizer é que se envolve civis, pode ficar tranquilo, tá comigo tá com Deus. — Piscava, descontraidamente passando a alça do violão na diagonal sobre o meu tronco, colocando-o apoiado em minhas costas. — Mas me diga, você acha que isso de pegar informações demora muito? Eu e Ellen tínhamos algumas coisas para fazer... Enfim, quanto antes eu começar antes terminarei, certo?! Passe essas folhas pra cá e não se preocupe, Yôuh, trarei suas informações em segurança e se quiser ainda descolo um retrato com uma dessas figurinhas que se vestem como pervertidos, pervetidos com um péssimo fetiche diga-se de passagem. — Ria, um pouco surpreso com a fantasia que aqueles revolucionários usavam. — Ia te contar uma história sobre uma mulher que gostava dessas roupas de diabrete, mas fica pra outra hora. Até mais Yôuh!! — Puxava o agente pelo ombro, amigavelmente o trazendo para mais perto, em seguida dava alguns tapinhas em suas costas e partia para as ruas de Lvneel.

"Bôóh, uns revolucionáriozinhos de merda que se vestem como diabinhos não devem ser difíceis de achar em uma cidade como essa. O problema é sair por aí perguntando sobre alguém com essa descrição, as pessoas vão rir da minha cara, olhe só, um homem bem-apessoado como eu atrás de diabos. Mil vezes lavar as roupas que El usa, a parte das calcinhas no fim das contas fez valer a pena aquela tarefa medíocre. Não, perguntar não, farei isso do meu jeito." — Seguia para a praça central da cidade, conhecia Lvneel como a palma da minha mão, criança criada na rua, tinha conhecimento que aquele era o ponto onde os marginaizinhos se uniam para bater carteiras, artistas e mendigos se empilhavam pra lutar por alguns trocados e também, sabia que ali era onde informações podiam ser compradas a preço de banana. Procurava um ponto mais elevado na praça assim que chegava, talvez a perna de uma estátua, o alto de um banco, um memorial, ali me instalaria, sentando, colocando o chapéu no chão e o violão no colo.

KAHAM KAHAM!! — Pigarreava, para acabar com o burburinho de falas ao meu redor, evidentemente dando sinais de que uma apresentação de rua estava para começar. — Essa canção fala sobre uma mulher, uma garota que roubou meu coração e que agora não liga nenhum pouco para onde estou, não liga para como meu coração está em pedaços. Essa música se chama El.






Sentiria cada acorde, o vento soprar, as vozes no fundo, mas aos poucos me afastaria daquele lugar, iria me elevando, sonoramente deixando meu sentimento e talento se extravasar junto de minhas palavras, minha voz. Sentiria aquela música, aquele turbilhão de emoções em uma mensagem sendo diretamente transmitida, transmitida à todos naquela praça que pudessem ouvir o som de meu violão ou minha voz, me expandiria com a magnificência perfeita e melódica de uma de minhas melhores composições. Não estava falando sobre El, aquela canção era sobre minha primeira desilusão amorosa, mas quem liga pra isso? Ela não saberia e os ouvintes muito provavelmente também não. O plano ali não era ganhar uns trocados, apesar de que muito provavelmente fosse o que aconteceria, meu foco era durante a apresentação observar as pessoas ao meu redor e nos cantos da praça, usando minha leitura labial para identificar do que elas diziam, indo de uma conversa para outra até achar algo interessante para a missão. Procuraria os 'passadores' de informação, geralmente mendigos, e focaria neles inicialmente minha atenção, em seguida procuraria por conversas sobre revolucionários, pessoas se vestindo de capeta, ou assuntos que viessem a ser interessantes para o propósito da missão. Por fim, ao acabar a apresentação, faria um leve aceno, dobrando meu tronco para os aplausos, permanecendo colhendo as informações visualmente, caso o diálogo ainda não houvesse acabado, emendaria a próxima canção.

Essa é para você, mamãe.






Respiraria, era difícil separar as coisas, e no momento não queria, tinha muito sentimento dentro de mim, para meu bem ou não, aquela era minha válvula de escape e desde que havia pisado naquela ilha, tudo que eu precisava era dar uma escapada. Deus, como doía cantar aquilo, tinha a leveza de uma rosa, mas batia forte como uma bola de aço, era saudade, amor, desejo de estar do lado, era tudo aquilo do que tinha corrido todos esses anos, aos poucos as lágrimas começavam a molhar meus olhos, céus, como queria que ela estivesse ali entre aquelas pessoas me olhando, vendo o que seu querido filho tinha se tornado, como queria seu abraço quente e apertado, sentir seu cheiro de baunilha, como queria que ela me olhasse com aquele rosto doce e gentil, me dissesse que tudo ia ficar bem, que eu só precisava ser quem eu era, que eu era o bem, que eu era sua pequena imensa estrelinha. —Deus, como você faz falta mãe.





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Última edição por Morningstar em Qua 11 Jul 2018, 16:37, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyQua 11 Jul 2018, 16:11


A estrela da manhã


John lembrou de sua infância, mais especificamente de seus irmãos mais velhos, como eles eram capazes de resolver tudo e como as responsabilidades caiam sobre as costas deles, talvez se o homem fosse outra pessoa, pudesse aceitar isso mas, esse não seria ele e como de sua natureza, tentou mudar sua própria vida, seu próprio jeito de ser de modo a tentar ser melhor do que um dia foi. Ah, mudanças quão ironicamente o destino poderia ser ao lhe propor em pouco tempo uma missão que fugiria por completo de sua zona de conforto?

O homem que havia se apresentado como seu superior, tinha uma feição séria talvez até mesmo como se nunca fosse capaz de sorrir, talvez para alguns o que mais chamasse atenção, fosse na delicadeza de seus traços ou mesmo de seu modo de agir que eram talvez femininos demais, apesar de não parecer a ele algo consciente ou mesmo incômodo, quando perguntado o homem simplesmente confirmaria de forma simples acenando com a própria cabeça em um sinal de positivo, Yuu então levou uma das mãos a parte de trás de suas costas, como se pudesse ali assumir uma postura mais relaxada, enquanto continuou a ouvir o que Solomons tinha a dizer e, era um trocadinho que talvez tivesse ouvido pelo menos mil vezes em sua vida mas, por algum motivo, talvez pela ousadia ou pelo jeitão do próprio agente que era bem diferente ao fazer uma piada com o seu nome dessa forma acabaria ali até mesmo relaxando um pouco os ombros e se permitiria rir um pouco, o som de sua risada era bem agradável aos ouvidos e o modo como o rapaz o fazia era bem contido.

Em relação até mesmo ao jeito único do rapaz lhe chamar, seria possível vê-lo ficar novamente ereto e com um sorriso no rosto dar os ombros, mostrando que realmente não importava-se ali tanto com formalidades, desde que o rapaz pudesse fazer a sua parte.
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- Bem, se vai demorar ou não, tudo isso depende de você, se você tem planos, eu realmente espero que você possa completar sua missão antes do horário do seu compromisso, apesar de que, sendo honesto, talvez a sua dupla vá acabar depois de você, se eu estou certo sobre quem é a sua parceira. De qualquer forma, sobre essa história de diabretes, um dia quero que você me conte mais sobre, talvez quando você for me passar o relatório para a missão ou algo do tipo, detalhes assim são interessantes... Digo importantes.

Era possível ver  pelo tom de voz de Yuu uma calma grande, e seu olhar no geral era mais relaxado, não era o tipo difícil de se lidar, para falar a verdade o próprio homem ali prvávelmente seria aqueles que em outras áreas poderia se classificar como um " chefe gente boa", um ponto engraçado em sua própria postura revelaria-se ali, quando algumas cores pudessem tingir as bochechas do homem, enquanto ele falava sobre a idéia de ouvir mais sobre aquela história, era fácil imaginar que apesar da postura, talvez o rapaz por mais bonito que fosse não tivesse ali muita experiência sobre assuntos do tipo, apesar de ter o interesse. E sua abordagem o puxando, ali o fez por um momento travar um pouco por não saber como reagir a súbita aproximação, algo que mesmo antes de se despedir poderia fazer com que a primeira impressão fosse completamente diferente daquela que ele saiu daquele QG.

Diferente de um lugar novo, trabalhar onde se conhece bem ou se tem uma boa noção sobre é totalmente diferente, isso o ajudaria a seguir objetivamente até a praça, que havia uma grande mudança, em relação ao que ele talvez pudesse lembrar. Havia uma espécie de poço ou fonte feito de madeira ao centro dela, assim como também haveriam algumas lojas em especial ferrarias aos q quais talvez pudesse dar uma experiência diferente ao local, haviam muitas pessoas passando por ali, das mais diversas castas sociais, ao canto poderia ver um homem com vestes engraçadas, fazendo malabarismo e pessoas depositando ali alguns trocados que pudessem ter para o artista, o número de pessoas era grande e até mesmo para que pudesse achar um bom lugar ao centro poderia ser difícil
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Ainda que não fosse um ponto mais elevado, ele teria ali um meio de espalhar igualmente o som, pela posição onde se encontrava, próximo da fonte, com El em sua mente a música começaria a fluir lentamente pela sua voz, pelos seus dedos que fervorosamente começavam a chamar a atenção de muitas pessoas que se não paravam devido a rotina apressada, pelo menos eram capazes de olhar e despertar certa curiosidade, era um plano interessante de chamar atenção para si mesmo para camuflar suas ações como agente e usar de suas habilidades de leitura labial para  em meio a população, tentar encontrar alguém que fosse suspeito ou pudesse lhe dar uma direção de como seguir dentro de sua própria missão. Haviam muitos burburinhos e comentários que talvez pudessem ali tê-lo feito sentir-se lisonjeado ou até mesmo ofendido, as pessoas tinham gostos diferentes e isso era algo como artista que ele deveria saber lidar.No entanto, um homem de cabelos brancos e longos, chamou-lhe mais atenção, diferente dos outros seu comentário não era sobre a sua música ou sobre uma assunto aleatório, as palavras que John era capaz de pegar pela leitura labial, devido a distância eram apenas uma, " bomba".

As pessoas ao fim da música, começaram  a deixar o dinheiro próximo do agente, como se tivessem  apreciado a música que havia sido por ele tocada, quase como um show,  tinha uma quantidade grande de moedas, o que fazia com que o volume fosse muito maior do que o valor que realmente tinham, caso fosse paciente o suficiente para contar, poderia ver que ali haviam cerca de 250.000 Berrys, algo que por uma música só não havia sido nem um pouco ruim, já que ali havia ganhado mais do que talvez fosse recompensado em uma eventual missão, o suspeito, não havia ali  mostrado que simplesmente deixaria o local, estava com os olhos vidrados no músico e em sua música, dando espaço para que ele tocasse uma segunda música, emocionado por lembrar-se de sua mãe, ali seria onde poderia através do som tocar as pessoas mas, infelizmente não os seus bolsos, sendo assim o rapaz havia recebido uma salva de palmas intensas, com direitos até a assovios por parte da população, algo que seria muito gratificante ao rapaz, provavelmente. No entanto ao invés de ele ter ir atrás do suspeito, o  mais improvável acontecia, seu suspeito havia chegado mais próximo e encarando nos olhos de solomon, o homem de cabelos longos e brancos com um emaranhdo de notas, amarrados por um elástico, deixaria o dinheiro próximo aos demais, pelas notas era facilmente notável que não só o volume era menor em relação a tudo que havia recebido em formato de moedas e poucas notas amassadas, como teria ali como certeza de que havia muito mais do que tudo que jntou até aquele momento pela população local. Enquanto virou as costas o homem de cabelos brancos diria:

- Um talento como o seu... Não esteja na praça pela noite, ou mesmo em restaurantes próximos... Na verdade se puder deixe a cidade, mesmo que por um dia. Um talento como o seu, o mundo choraria ao perdê-lo.

Era uma voz tranquila e amigável, pela própria estatura do homem,  se poderia ver até mesmo pelo timbre da voz que o rapaz não era bem um homem completo ainda, deveria ser alguém bem novo e talvez bem aficionado a música, mas talvez o detalhe que mais lhe chamasse atenção ali seria que o mesmo capuz que ele havia visto anteriormente no cartaz de sua missão, seria o mesmo que o rapaz escondia por baixo das vestes, o que faria agora John? Simplesmente o seguiria? O pararia ali? Suas ações poderiam determinar o futuro de todos ali, incluindo o dele mesmo, a palavra bomba, poderia inclusive levar o agente a pensar que naquele momento o combate ou uma abordagem mais invasiva, pudesse condenar a todos que estivessem ali caso o homem  pudesse ativar algo antes da hora. Todos os próximos rumos, dependeriam exclusivamente de suas escolhas, um peso que poderia repousar sobre o seu ombro.



histórico:
 

off:
 

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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyQui 12 Jul 2018, 10:54

John - Smells Like Teen Spirit.

Vantagens: Genialidade, Liderança, Voz encantadora e boa aparência.
Desvantagens: Vício: (charutos 4/10), Sedutor incorrigível e distraído.
Perícias: Instrumentos musicais, leitura labial e sedução.
Ganhos: Charutos (3x), Isqueiro (20x), Violão.
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Ferimentos: N/A.
Post: 4.


OFF:
 






Muito tempo tinha se passado desde meus últimos aplausos em Lvneel, era incrível como as coisas mudavam, a praça de anos atrás pouco se parecia com o lugar que durante toda minha infância tinha sido um segundo lar e, a sensação de voltar a me apresentar ali apenas tornava aquele momento mais gostoso de se viver. O tempo não parava para ninguém, as estações continuavam independente de nossa vontade, a evolução era continua para todos e após tudo, após o afastamento resoluto do mundo, daquilo que sempre amei, pude finalmente entender que aquele era meu lugar, do lado do bem, fazendo o bem, fazendo as pessoas mais felizes, fazendo o mundo delas um lugar melhor para se viver. Por minha música ou pelos meus punhos.

Os sentimentos para mim sempre foram algo muito delicado, digo, precisei ser casca grossa desde novo e nem mesmo isso fez com que eu me tornasse um cretino, acredito em carma e que recebemos de volta tudo aquilo que fazemos para os outros. Seis anos, por seis anos eu devolvi o que tinha ganho, dor, raiva, solidão, mas minhas reservas desses sentimentos já tinham acabado, eu não era mais aquele garoto explosivo e irresponsável, a trancos e barrancos aprendi sozinho a simplicidade da vida, não precisava de um lar ou de dinheiro para ser feliz, deitar a cabeça em meu sobretudo velho e puído para mim já era suficientemente satisfatório, era o bastante. E pode parecer loucura, Deus, pode parecer loucura, mas eu sabia como fazer aquela praça pegar fogo, sabia disso muito antes daquele garoto imaginar ser gente, afinal, para meu orgulho ou não, junto de meus irmãos por anos naquela cidade eu tinha sido um dos piores agentes do caos.

Perdão, mi Lorde? — Indagava incredulamente ao homem de cabelos brancos, como se não fizesse ideia do que falava, tinha escutado, ou melhor, lido, sua curta conversa sobre bombas o que apenas corroborava com suas falas, apontando para um eminente ataque em massa a cidade de Lvneel. — "Merda John, pense rápido, pense rápido, pense rápido, pense rápido!!" — Tinha de detê-lo, pará-lo ali mesmo, mas sabia que minhas ações como agente seriam estabanadas demais para interromper a caminhada e os planos daquele rapaz, tinha certeza que acabaria ferrando com tudo, o mundo mais que nunca precisava do garoto de rua John Solomons, e eu dos garotos de rua do mundo.  — Perdão pela canção de tristeza meus queridos... — Pegava o chapéu do chão, enfiava rapidamente o bolo de notas e metade das moedas nos bolsos para sem perder a atenção do público, continuar, caminhando para o meio do povão. — Vamos animar nossa manhã agora com o bom e velho Rock’n ROLL!! — Pegava o restante das moedas, muitas diga-se de passagem, e lançava todas para o céu, na direção em que o suposto revolucionário começava a seguir, ao mesmo tempo tomava o violão em mãos e começava uma de minhas mais animadas canções, uma daquelas músicas que traz o mais bestial de cada um sabe? Aquela que faz o povo bater cabeça, aquela que faz a galera pular e se socar como crianças. — É DA PESADA!! VAAAAAAAAAAAI!!!






Os acordes viriam um a um enquanto meu corpo acompanharia as batidas em meio a plateia, iria caminhando e tocando, pulando e balançando a cabeça junto a toda emoção, fúria e ódio que aquela música trazia do fundo da alma, queria que as crianças corressem para pegar as moedas e criassem uma barreira, queria que os mendigos corressem para as moedas e se amontoassem em meio as pessoas, queria que os mais pobres da plateia dessem atenção para o dinheiro e começassem a se aglomerar, queria que todos sentissem a vibração agressiva daquela música, de minha voz, das palavras e acordes, queria que pulasse, se empurrassem, queria uma loucura generalizada na praça de Lvneel e mais que tudo isso queria que aquele homem não saísse dali.

Iria caminhando e tocando, e entre as pausas longas entre um acorde e outro procuraria me aproximar de uma criança de rua, um daqueles garotos que são bons em atividades pouco ‘legais’, entende? Me ajoelharia ao seu lado e sussurraria ainda tocando a etapa instrumental da canção. — Garoto, te pago cinquenta mil para você seguir aquele cara de cabelo branco, voltar aqui e me contar os lugares onde ele entrou e com quem ele falou.  Te espero no poço. — Faria um gesto de queixo na direção do revolucionário que agora muito provavelmente estaria tentando abrir um espaço entre o público. Sabia que alguém do meu tamanho e características chamaria muita atenção em uma perseguição, mas um menino de rua ágil? Por si só no dia-a-dia todos ignoravam esses garotos, eram ótimos perseguidores, o meio mais utilizado pelos chefes de quadrilhas quando o objetivo era conseguir informações com ótimo custo benefício.

Caso fosse negado, ou ignorado, voltaria ao trecho de canto da música repetindo minha apresentação insanamente pesada e articulada enquanto procuraria um outro rapaz, já indo na direção do mesmo para na parte instrumental novamente me ajoelhar e repetir a proposta. Se por ventura, e leia-se apenas e se, por ventura algum dos garotos fizesse alguma contraproposta, responderia com um sorriso no rosto. — Seu ratinho de esgoto miserável, sua mãe sabe que você está rouban... Esquece, vá logo e me traga o que pedi, pago na volta. — Com uma expressão de orgulho, me levantaria  vendo naquele garoto algo que eu já tinha sido, um menino de rua, me concentraria novamente para com entusiasmo continuar minha apresentação em meio a todas aquelas pessoas.

Sentiria os acordes finais, contente com minha conquista, a alegria de todos, de alguma forma havia feito o dia deles melhor, menos comum e rotineiro, sorriria fazendo uma longa mesura, encerrando minha apresentação enquanto a massa de pessoas aos poucos se desfaria, não perderia tempo e entre agradecimentos partiria para fora do aglomero, observando de longe se meu menino estava mesmo indo atrás do homem de cabelos brancos. Se o jovem estivesse cumprindo com o combinado, me focaria em permanecer na praça para encontra-lo após o fim da perseguição, ficaria pelo ambiente central próximo ao ponto de encontro e enquanto isso procuraria algum artista de rua que pudesse me passar suas artimanhas circenses.

Tenho certeza que vi um malabarista por aqui... — Procuraria ao redor até encontrar novamente o animador urbano para sem demoras o abordar. — Diga lá meu consagrado, notei que você é bastante desenvolto e elástico, que acha de me ensinar essas maluquices de circo em troca desse bolinho de notas aqui? — Sorria para o garoto tirando o maço de dinheiro do bolso. Aguardaria a resposta do homem e caso fosse positiva então seguiria ao máximo seus ensinamentos.

Caso o garoto não estivesse cumprindo com o combinado ou nenhum dos rapazes atendesse meu pedido, me colocaria, mesmo a contragosto, no encalço do marginal, iria seguindo-o de longe, utilizando postes, caixas, lojas e aglomerados de pessoas para me misturar e em caso de ruas mais vazias, me manteria o mais distante possível, notando um cenário muito complicado para perseguição discreta, partiria para o plano B. Escondido em uma viela, energicamente começaria a rasgar minhas roupas, me deitando no chão e rolando em meio a poeira e imundice urbana de Lvneel, tiraria meu chapéu e o enfiaria no bolso, passaria terra no rosto e me descabelaria, bem como também despiria os sapatos e cinto, deixando minha calça agora suja e rasgada em uma altura mais baixa, meus pés descalços no chão e meu terno rasgado nas mangas e lateral. A camisa? Completamente desabotoada, e suja de marrom enquanto a gravata a essa altura já teria sumido de vista, manteria meu violão escondido em minhas costas e em uma ação, no mínimo pouco católica, daria uma cabeçada contra a parede, sentindo toda dor e calor do sangue escorrer pelo meus lábios e nariz. Céus, como aquela porra doía. Desferiria mais um soco em meu olho e outro na parte superior de minha coxa esquerda urrando de dor, enquanto qualquer um que olhasse perguntaria o que diabos estava acontecendo naquele beco.

Não era um bom intérprete, mas sabia como era ser um garoto de rua em Lvneel, não conhecia nada de disfarces, mas qual era o mistério em rasgar as próprias roupas e se esfregar no chão? Não sabia nada de atuação, mas tonto pela cabeçada e mancando pela pancada em minha perna, qualquer um poderia me dar um Oscar. Irreconhecível e agora com muitas dores, sairia daquela viela arrastando minha perna, arrastando os pés, um pouco atordoado pelos últimos acontecimentos, volta e meia cambaleando, de longe continuando minha perseguição ao homem de cabelos brancos, sabia que aquilo tudo tinha me fodido, mas ser descoberto foderia a cidade inteira e, entre me ferir ou ver pessoas de bem se ferindo, bom, para mim era uma escolha fácil.  — "Bem-vindo ao Governo Mundial John, bem-vindo ao governo mundial."




OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyTer 17 Jul 2018, 15:40


A estrela da manhã


Como a mais conveniente das situações, havia não só se apresentado a ele uma das pessoas do grupo ao qual ele ali estava perseguindo, como também este havia lhe dado uma boa recompensa por sua apresentação, talvez em meio aos ideais revolucionários do rapaz havia uma alma de artista ou mesmo uma admiração deste em relação a arte?Dificilmente as coisas poderiam ser pretas ou brancas o cinza era o mais comum e mesmo o revolucionário que tinha a população como alvo talvez tivesse algum motivo, justificaria o sacrificio de inocentes pela causa? Era algo pertinente ao qual provavelmente o homem havia ali pensado muitas vezes para que pudesse estar decidido daquela forma. John estava em uma situação complicada, talvez agir e pensar de forma comum o levasse a ruina mas o que faria de um artista de fato um artista se não sua capacidade de sair da caixinha do comum para a criação de sua arte? Tomando a mais incomum das rotas, pegou o dinheiro recebido, enfiando o bolo de notas e metade das moedas em um dos bolsos mas, ainda sem perder a atenção do público caminhou em meio as pessoas, como um verdadeiro showman havia ali captado olhares de todos os lados, estavam curiosos ao que o homem de voz e talento singular poderia fazer ali, o que é belo atrai mas, as vezes o que é bizarro ou foge do senso comum pode atrair ainda mais e descobriu isso no momento em que lançou 125 mil berrys ao alto, fazendo com que uma parte da população acabasse indo na direção do homem de cabelos brancos e o passando para que pudessem recolher as moedas, ou pelo menos era assim para a parte mais pobre do local, que não estava naquele local pela música e sim por uma oportunidade possível de conseguir algum trocado. O homem de cabelos brancos se viu obrigado a parar, sua rota havia sido bloqueada naquele momento e Solomons soube naquele momento que o seu plano havia dado certo, começando a tocar uma nova música, dentro do que era possível ali uma aglomeração havia se formado, alguns pela música com uma vibração mais agressiva e intensa ao qual atraia um público mais jovem e muitos outros que esperavam pelo rapaz jogar novamente dinheiro ao alto, uma coisa era clara, havia publico, talvez o maior publico ao qual John já tocou a frente um dia e isso poderia lhe trazer vários sentimentos, a aglomeração era ao mesmo tempo seu maior trunfo para que o homem de cabelos brancos não saisse dali, como também era talvez uma perdição, estava cada vez mais difícil para poder diferencia-lo em meio a população e nesse momento ele teria de agir rapido. Enquanto caminhou, procurou novamente a saída mais incomum ao seu problema, buscaria depender de uma criança mais carente para lhe ser a fonte de suas informações, era o plano perfeito certo? As pessoas convenientemente os faziam quase como fantasmas que misturavam-se com a população, era na teoria o tipo de pessoa perfeita para acompanhar alguém sem que chamasse atenção, no entanto a vida tinha outros planos para John e assim que aproximou-se de crianças que pareciam ter essa caracteristica mais ágil e malandra, estas botaram-se a correr como um pobre diabo ao ver a cruz, teria sua aparência viril agora os assustado? Era difícil saber naquele momento mas, uma pequena mão havia lhe puxado levemente pela calça, o que chamaria a sua atenção. Quando pudesse ali ver, poderia ver uma garota que não deveria ter mais do que uns 9 anos de idade, seu corpo era pequeno e haviam muitos machucados pelo seu corpo que eram péssimamente cuidados, de modo que não seria difícil, pensar que se a mesma não recebesse um tratamento apropriado, poderia até mesmo perder a visão, do olho ao qual tinha um tapa-olho, a garota tinha olhos azuis em um tom bem bonito e vestia o que parecia ser um pequeno vestidinho, estava abraçada a um coelho de pelucia que provavelmente havia sido jogado fora por uma criança de maior poder monetário, a garota o olharia por um tempo e era claro pelo modo como ela tremia que estava assustada, com medo mas que talvez a necessidade a fizesse se portar dessa forma, era uma figura que por si só, poderia cortar o coração de alguém que tivesse um.

-D-Desculpa senhor eu... Eu não sou tão  rapida, na verdade meu corpo não é muito forte... mas... mas eu posso ajudar... Não precisa me pagar os mesmos cinquenta mil... Não seria justo... Apenas o suficiente para que eu possa comer alguma coisa já seria o suficiente...

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Diria a garota em um tom frágilizado, como se estivesse usando das ultimas forças para ficar ali de frente com ele e encará-lo, poderia jurar que um movimento súbito de sua parte poderia ali fazer com que ela acabasse por literalmente se urinar de medo e muitas pequenas decisões ali do agente poderiam mudar a vida dessa pequena criança, aceitaria a sua ajuda? Aproveitaria a oportunidade para desenbolsar menos dinheiro? Naquele momento como agente tentaria dar a oportunidade para que a garota pudesse ter algum tratamento digno no QG e uma alimentação boa no refeitório quando tivesse concluido a sua missão? No fim eram pequenas decisões, que poderiam afetar uma pequena vida, que talvez pudesse ou não refletir em como o mundo poderia lhe ser gentil ou cruel no futuro, se é que o rapaz pudesse acreditar em algo como Karma ou na lei do retorno. Caso John desse o minimo sinal de que aceitaria, a garota se colocaria a fazer o seu trabalho e algo no coração de John poderia dizer a ele que poderia confiar, talvez ainda mais do que em um garoto de rua que pudesse lhe roubar o dinheiro e sumir de vista.

A população aos poucos perderia o encanto e tanto a pequena garota como o homem de cabelos brancos sumiam a visão de John, não havia muito que pudesse fazer ali se não esperar ou gastar seu tempo de forma mais produtiva, sua cabeça talvez pudesse ter uma pequena gota de realidade em relação a desigualdade que Lvneel tinha entre os nobres e a população mais carente e a maior vitima daquilo sem dúvida eram crianças.

Procurou nesse momento o malabarista, ao qual poderia lhe ensinar algo sobre acrobacias, o público no entanto não parecia gostar dele tanto quando o próprio John já que era notável que sua caixinha de doações estava quase vazia, frente a oferta do rapaz o artista de rua, apenas poderia concordar com a cabeça e fazer alguns ruídos com a boca difíceis de serem entendidos, mesmo através de leitura labial, no momento que o rapaz tentou se comunicar usando as mãos, havia tornado-se claro, o homem era surdo. Por mais que não houvesse nenhuma caracteristica física ou de personalidade mais marcante do que esta, quando aceitou o dinheiro de John, se mostrou um professor bem competente para alguém com suas limitações físicas em não poder dar uma instrução verbal, fazendo com que pudesse rapidamente ali passar um tempo até que pudesse replicar com a mesma precisão os movimentos do acrobata, tempo o suficiente para que John pudesse ver a menina no poço, confusa, procurando por ele, caso se aproximasse mais, poderia ver que ela segurava um papel de péssima qualidade com força nas mãos, e que em seus braços, haviam alguns hematomas a mais que não estavam ali, a feição da mesme era de choro, apesar de lagrimas ali não serem capazes de cair. Caberia a John aproximar-se da garota agora, caso fosse de sua vontade, ela entregaria o papel assim que o visse, e nesse papel havia um mapa desenhado a mão, que iria desde a praça até o local marcado com um X, junto a algumas anotações, dentre as informações,  haviam coisas muito relevantes: Haviam mais duas pessoas junto ao homem de cabelos brancos, todos vestiam roupas vermelhas com pequenos chifrinhos, pareciam pessoas perigosas, havia uma arma de fogo, uma espada e um soco inglês na mesa, o que provavelmente revelaria ali sobre o estilo de combate que teriam os três revolucionários, junto a isso havia um pequeno desenho, sobre algo que a garota não entendeu mas que facilmente seria identificável como um detonador por John. Como ele iria prosseguir com essas informações? Havia ali sequer o motivo para que ele desconfiasse da garota?  A mesma com seu olho azul o olharia para cima com medo, certamente não havia sido pega pelos revolucionários espiando, mas a julgar pelo papel  e  por ela ter preenchido aquilo, certamente era fácil ligar os pontos de que ela teve que dar um jeito de conseguir os materiais para que conseguisse ali sua fonte de sustento. Havia muito mais informações do que ele esperava conseguir, talvez fosse o improvável resultado para suas improváveis ações?



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MensagemAssunto: Re: II - A estrela da manhã   II - A estrela da manhã EmptyQua 18 Jul 2018, 13:29

Father.

Vantagens: Genialidade, Liderança, Voz encantadora e boa aparência.
Desvantagens: Vício: (charutos 5/10), Sedutor incorrigível e distraído.
Perícias: Instrumentos musicais, leitura labial e sedução.
Ganhos: Charutos (3x), Isqueiro (20x), Violão.
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A.
Post: 5.







Lembro de quando era pequeno as pessoas dizerem que meu coração era mole demais, que eu precisava ser mais duro ou a vida continuaria me batendo, me jogando para baixo, e realmente era engraçado pois em grande parte das vezes eles estavam certos, meu excesso era também meu inimigo, muitas vezes tive de me dobrar e me adaptar para as situações que surgiam, digo, quando minha mãe morreu foi um tempo difícil, por alguns anos fui esse cara que todos queriam que eu fosse, alguém que não se curva, recua ou dobra, alguém que se coloca acima do resto, que tem um objetivo e está aquém dos demais. Porra, esses anos me quebraram para valer e ainda hoje junto os pedaços do que sobrou de mim.

Sempre tentei acreditar em carma, digo, fiz coisas péssimas na vida e recebi coisas péssimas dela também, dei para o mundo o que recebi dele, nos anos felizes fui feliz e, bom, nos anos tristes eu fiz muitos se sentirem assim também. O que quero dizer é que eu vivi cada momento como achava que deviam ser sido vividos, sabe? Sorri e sofri até não conseguir mais, para quando olhasse para trás não tivesse nada segurando meu tornozelo, nada para o qual voltar. Não acredito que eu receba o que faço para os outros, fui uma criança de rua, nunca tive mais que uns trapos e o dinheiro que ganhava roubando ou aplicando golpes nos mais nobres, não era opção, era sobrevivência, se acreditasse nisso mesmo, hoje seria alguém insano, afinal, o que teria feito de tão mau e sujo para ter de ver minha casa e meus familiares queimarem vivos? Não tem explicação, o que quero dizer é que não existe destino, nem carma, nem predestinação... O que existe são atitudes e decisões que devemos tomar sem titubear, posso hoje conviver com as minhas, e pretendo continuar assim por muitos e muitos anos.

Aquela menina me fazia lembrar de alguém que eu já tinha sido, na realidade, alguém que eu teria sido sem meus irmãos e família, aquilo me cortava o coração, digo, era triste de verdade pois eu sabia que aquela criança não chegaria aos treze no ritmo que vinha levando sua vida. Ela tinha escolha? Não, não tinha, nem ela e nem eu. — "Deixe isso pra lá John, ela é só uma garota de rua, você não pode salvar todos, você não pode ser o maldito salvador de tudo, deixe isso pra lá, deixe isso pra lá..." — Pensava enquanto olhava aquele rostinho infantil me encarando, era frágil e fraca, só queria viver, era sozinha, carente, era quebrada, diabos, estava olhando um maldito espelho. — Tudo bem. Te espero aqui. — Diria, notando a mesma partir enquanto aos poucos meu ritmo ia diminuindo e a plateia se arrefecendo, eles queriam mais, mas para mim aquele espetáculo já havia chego ao seu grand finale, sem muitas delongas, agradeci a todos com gestos simples, um pouco aborrecido partindo para fora daquela massa de pessoas.

Deus, como eu fervia de raiva olhando aqueles imbecis sorrindo, qualquer um deles em sua rotina diária poderiam me chutar em uma calçada se estivesse sujo, poderiam cuspir em mim se lhes pedisse uma moeda para um pão, mas comigo vestido daquela forma, tocando e cantando daquela forma, todos me tratavam como uma centelha do divino, como se eu fosse o motivo de suas verdadeiras alegrias. Era algo normal, no fundo sabia disso, e na realidade esse tipo de coisa nem devia mais estar me incomodando, mas que diabos... — "A  garota, estou pensando como se fosse ela... Ela tremeu na minha frente não por que sou grande, mas porque pareço um deles." — Chacoalhei a cabeça, desanuviando meus pensamentos enquanto ia ter com o artista circense, o cara era surdo e mudo, ou simplesmente não gostava muito de conversa, isso inicialmente dificultou um pouco nosso relacionamento, mas no fim aprendi o que precisava, ele ganhou o que de certa forma também precisava e cada um seguiu sua vida, eu bem feliz já que aquele rapaz parecia não estar tendo muita sorte em suas apresentações e agora, indiretamente, ambos, tanto eu quanto ele, tínhamos resolvido parte de nossos problemas com a ajuda um do outro.

Aqui!! — Chamava a menina enquanto me aproximava a passos rápidos, meu terno no ombro, a camisa desabotoada, abaixo dela o corpo um pouco suado. — Que bom que voltou!! — Me jogava ao seu lado, sentando no chão, olhando para a mesma dos pés à cabeça. — "Esses hematomas não estavam aí antes... Céus John."Vamos, sente-se, aqui, deixa eu te ajudar. — Colocava meu terno dobrado ao meu lado, fazendo sinal para que a menina sentasse sobre o mesmo, as ruas de Lvneel podiam machucar uma bunda magra e, para ser bem sincero, aquela garota de tão seca, a qualquer brisa poderia se partir em dois. Apanhava o papel de suas mãos de forma gentil, esperando que ela sentasse para então prosseguir minha leitura.

Confesso que foi um espanto não enxergar letras e sim rabiscos, meneei o rosto para a pequena em sinal de aprovação enquanto voltava minha atenção para os desenhos, ela era boa de verdade naquilo, um talento em tanto para ser bem sincero. Ali, com o auxílio de suas anotações, tinha um pseudo esconderijo, a forma de combate dos três diabretes e a clara identificação de um detonador, o que apenas corroborava para a idoneidade daquelas informações, já que não havia como a menina saber meu real interesse naquele grupo, sorri, como um bobo.  — Diga menina, como você se chama? — Aguardava sua resposta, amigavelmente conversando, os braços apoiados em meus joelhos, a nossa frente a praça da cidade. — Você tem família? Digo, irmãos, irmãs, um pai ou uma mãe, quem sabe alguém. — Aguardava sua resposta e, caso negativa, prosseguiria. — Eu também não. Quando tinha sua idade eu tive irmãos e irmãs, vários, eles não eram de sangue, mas eram os melhores que a vida podia ter me dado. — Sorria, lembrando de Ham e Kell, das prostitutas do saloom, tirei o chapéu e alisei meus cabelos para trás, novamente olhando para a criança. — Já vivi nessas ruas, igualzinho você, tinha eles para me protegerem, mas mesmo assim, vez ou outra acabava tudo dando errado. — Ri, tirando com alguns tapinhas a poeira do tecido marrom de minhas calças. — Diabos, eu não sei o que fazer, sabe? Digo, você quer vir comigo? Posso ajudar você com esses machucados, te dar uma refeição e um teto decente para dormir, é o mínimo que você merece depois disso tudo. "É o mínimo que qualquer ser humano merece." — Olhava o papel, dobrando-o e colocando apertando entre meu cinto e meu abdômen. — Venha. — Me levantava estendendo a mão para a pequena se erguer também, em seguida, quando a mesma tivesse se levantado, pegaria o paletó do chão, chacoalhando o mesmo para o lado e o jogando por cima dos ombros. — Vamos, vou te apresentar para alguns amigos. — Sorria, gentilmente colocando a mão em sua nuca para com carinho, lhe dar aquele 'empurrãozinho' amigável, aquele incentivo que nos faz andar quando ainda estamos travados diante de alguma situação inusitada.

Iria, calmamente caminhando para o quartel general, no caminho conversando com a pequena. — Eu me chamo John, John Solomons, me diga menina, você por acaso sabe tocar algum instrumento? Notei que é muito boa com um lápis e um papel. — Puxaria assunto enquanto caminhávamos pela rua da cidade, mantendo-a sempre bem perto da minha perna, olhando ao redor para fuzilar com os olhos qualquer um que nos olhasse com ranço ou superioridade. — Esse seu olho, a quanto tempo está fechado? — Incrédulo, olharia seu olho bom, questionando-a ao chegarmos em frente ao quartel. — Muito bem, venha, vou te levar para ver um médico, diamantes como esse devem sempre ficar a amostra. — Sorria abrindo o portão para que a menina me acompanhasse e, uma vez dentro do quartel, partiria diretamente para a ala médica, buscando cruzes, paredes brancas, pessoas de jaleco que me ajudassem a encontrar o lugar. Uma vez lá, procuraria um doutor ou uma doutora e com delicadeza guiaria pela nuca a menina até a minha frente. — Bom doutor(a), essa pequena aqui precisa de alguns cuidados, olhe só como a tadinha está, o(a) senhor(a) pode nos ajudar? — Sorria, um pouco sem jeito por trazer uma criança para ser tratada no quartel. — Olhe só esses olhos azuis, é um pecado um deles estar coberto, não acha? — Me abaixaria, encarando a pequena nos olhos e lhe dando uma breve piscadela, em seguida me erguendo e lhe fazendo um cafuné. — Fique aqui com o(a) doutor(a) e deixe ele(a) cuidar de você, sim? Vou para o bloco de inteligência entregar as informações que nós conseguimos, se você não se importar, passarei seus desenhos para eles. — Me manteria ali de pé, aguardando uma resposta da pequena, para em seguida com um aceno e um sorriso, partir até a sala de Yuu.

Procuraria Yuu pelos corredores até o ponto onde havíamos nos encontrado pela primeira vez, tentaria falar com o mesmo, mas caso não o encontrasse repassaria as informações para Ellen, sem muita graça dessa vez, minha atenção estava voltada para a pequena na sala de tratamento, não estava com cabeça para isso. — Olá, a primeira missão já foi, aqui nesse papelzinho... Só um minuto. — Vasculhava o interior do meu cinto, procurando o papel dobrado, até acha-lo e retirá-lo dali, desdobrando o mesmo e passando para as mãos do(a) meu(minha) superior.  — Aqui está, um mapa até o esconderijo dos revolucionários, a identificação do estilo de luta das três figuras vistas por lá, e uma peça um tanto quanto... Bom, um tanto quando peculiar, um detonador. Eles vão explodir a porra da praça, restaurantes e outros lugares da cidade essa noite. — Encararia nos olhos a pessoa a minha frente, com certa tranquilidade na voz e em minha expressão, não temia, pois sabia que custasse o que custasse, aquilo não iria acontecer hoje, não no meu turno.  — Senhor(a), se não se importar, gostaria de minha próxima missão, gostaria de impedir esses revolucionários. — Aguardaria minhas orientações, prestando atenção em cada uma delas ao máximo, enquanto isso em plano de fundo pensando também na pequena menina que agora estava sendo tratada, Deus, quando tinha sido sua última refeição? A última noite tranquila de sono? Será que aquele olhinho ainda se abriria para ver a luz do sol? Me manteria ali parado até ter todas informações necessárias, e caso fosse questionado novamente sobre algo mais, sem muitas delongas, responderia. — Não, é só isso. — Por fim, com tudo em mãos para minha próxima tarefa, daria um apressado aceno com a aba de meu chapéu, agilmente correndo novamente até a ala médica para sem muita cerimônia abrir a porta e de antemão já ir entrando na sala de tratamento.

Desculpem a demora, então doutor(a), como ela está? — Aguardaria a resposta e com calma após isso iria até a pequena, sorrindo gentil e carinhosamente para a mesma, em seguida estando ela tratada, acenaria agradecendo o atendimento, indo até a porta e chamando-a com um aceno de mãos para que me acompanhasse. — Quanto te devo, doutor(a)? — Aguardaria a resposta e caso fosse de fato colocado um valor, displicentemente responderia. — Certo, coloque na conta do Agente John Solomons. Ah, mais uma coisa, pode me explicar como faço para ir até o refeitório? — Tomaria nota mental das explicações para em seguida partir até o local, agora lentamente caminhando ao lado da pequena. — Então, como se sente agora? — Olharia de cima seu olho bom, esperando uma resposta, com uma expressão contente, a acompanharia até a ala alimentar e lá, pegaria uma bandeja tanto para mim quanto para ela. — Vamos, se sirva do que gostar, tem bastante coisa por aqui, para ser sincero eu não sei se é bom, é a primeira vez que como a comida deles... Ei ei ei, vai com calma, a comida não vai fugir. — Sorriria para a pequena vendo ela se servir enquanto colocaria algumas frutas em meu prato, um copo de suco e alguns ovos. Sabia que não podia comer nada pesado, que a minha tarde seria no mínimo agitada demais para estar de estômago cheio.

Caminharia após a pequena ter se servido, iria até um banco e me sentaria, ajudando-a caso precisasse. — Sabe menina, as informações que você conseguiu hoje podem ter salvo dezenas de vidas, inclusive a minha. — Comeria uma banana, falando com a boca um pouco cheia entre mastigadas. — Eu sei que tudo aqui parece meio frio, as pessoas fardadas, as paredes brancas, as bandejas, as mesas, os corredores, mas é melhor que a rua, sabe? Eles me dão uma cama aqui dentro, você pode dormir nela, eu me viro em algum lugar por aqui, você precisa de uma boa noite de sono. — Revirava os olhos, puxando a pele em baixo deles para baixo e colocando a língua pra fora. — Se não vai acabar igual um zombie. — Sorria, oferecendo uma mordida da minha banana para ela, tranquilo, calmo e bem comigo mesmo. — "Não seja tolo John, você não pode ser um pai para essa criança, nem pra nenhuma criança, você nunca vai ter uma mulher, muito provavelmente não viverá até os trinta anos, pare de pensar besteira, pare de pensar besteira!!"— Terminaria meu café e aguardaria a pequena terminar o dela, em seguida partiria esperando que ela me acompanhasse, iria até o local onde os homens treinavam, lá me sentaria no chão mesmo, dobrando os joelhos e apoiando os cotovelos neles, olhando os marinheiros treinarem em sua rotina diária. — Bom, eu sei que parece ser uma loucura, digo, eu nem deveria estar vivo hoje, sabe? Há seis anos acordo esperando o dia em que vou acabar ficando pelo caminho, muito provavelmente, não, com certeza, nunca terei uma mulher que me ame de verdade, que queira construir uma família comigo, nunca terei filhos ou alguém para levar meu nome, não sou um exemplo a ser seguido nem muito bom em cuidar de pessoas, você também não tem ninguém que olhe por você, bem, bom... Você quer ser minha filha, garota? "QUAL É O SEU PROBLEMA, JOHN SOLOMONS?!!" — Fitaria os olhos da menina, um pouco sem jeito, um pouco aturdido, em minha mente um sentimento de 'que merda eu estou fazendo', mas em meu coração uma sensação acalentadora, por me identificar com ela, sentir culpado por seus machucados ou não, aquilo me fazia e faria muito bem.




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