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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap 1.2 - Liberté

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptyTer 19 Jun 2018, 17:21

Relembrando a primeira mensagem :

Cap 1.2 - Liberté

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Elise Von Bernstein . A qual não possui narrador definido.


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King
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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySeg 13 Jan 2020, 09:48

Goliath Vs The Underdogs


E se aquele momento não pudesse se tornar mais desesperador, assim que terminava de avisar Kyomi sobre o que fazer, a criatura falava, eu não fazia ideia de como, mas ela falou e entregou sua identidade, alguém que todos nós conhecíamos muito bem. – G-Goulart? – Com os lábios trêmulos, retruquei a fala dele, era assustador como o homem que já foi uma montanha de músculos havia se tornado aquela aberração. – Merda! – O pior de tudo era que, se eu tivesse matado-o como fiz com seu colega, não estaríamos passando por isso. Teríamos que lutar? Sim, contra agentes que poderiam ser muito fortes, ainda assim, seriam humanos, e não um ciborgue bizarro. Novamente, não fosse o meu despreparo como líder, não estaríamos nessa situação horrível.

O que eu também não esperava era a força colossal do inimigo. Apenas com um braço ele conseguia arrancar uma árvore do chão e atirá-la com a mesma intensidade que uma criança atira uma pedra ao lago, eu tive a sorte de não ser o alvo dessa vez, não acho que seria capaz de suportar aquele ataque, mas o desgraçado preferiu presas muito mais fáceis: Masaki e Asami, ambos desnorteados com o combate, e certamente com a revelação da identidade do nosso oponente também. O arremeso levantou muita poeira no ar ao ponto de não conseguir enxergar o que havia acontecido com os meus companheiros, o que era mais torturante do que vê-los mortos. Diferente de mim, que permanecia paralisada de medo, Kyomi reagia de forma corajosa, acertando uma saraivada de arpões em Goulart, os tiros acertavam a parte biológica do monstro, mas não pareciam surtir qualquer efeito. “O que?! Como a gente vai derrotar essa coisa?” Vendo como ele estava inabalável mesmo sendo atingido, meu foco permanecia nele, se não agisse logo, Kyomi poderia ser a próxima vítima. “Asami, Masaki... Tudo que posso fazer agora é torcer por vocês.” O sentimento era simplesmente uma merda. Me sentir impotente naquela situação deixava um gosto amargo na boca. “Mesmo que eu possa morrer, tenho que descobrir como vencer esse fudido.”

Foi então que tomei iniciativa, mesmo não sabendo se tinha chances de machucar aquela besta ou não, avancei em sua direção, aproveitei o ataque de Kyomi para me esgueirar até suas costas, o que não imaginava é que ele era alto demais para atingir sua parte biológica. “Se eu subir nele, ele vai notar, e um golpe desse braço robô...” A solução que pensei foi atacar aqueles tubos brilhantes e que, aparentemente, eram a fonte do mau cheiro. “Deve ser o suficiente pra chamar atenção.” Só que o resultado do que fiz me deixava boquiaberta, ao atingir um dos tubos, Goulart se contorceu todo, sua dor era nítida e o meu golpe acabava sendo mais bem sucedido do que pensei, quem imaginaria que aquela substância verde seria a parte mais sensível de seu corpo? Estava pronta para bradar aos ventos minha descoberta, mas antes que tivesse a chance de comemorar, o grandalhão reagia em um súbito, dando uma cotovelada que me mandou longe.

– Cacete! – Resmunguei enquanto atravessava o ar. Já tinha noção do quão forte ele era ao arrancar uma árvore com um braço só, mas sentir aquela pressão avassaladora sobre mim conseguia ser pior. “E pensar que ele fez isso com a Asami também.” A região que fui atingida doía, notava também que haviam algumas escoriações pelo meu corpo, não pareciam tão graves quanto as apunhaladas que sofri mais cedo, entretanto, eram um aviso de que não podia brincar naquela situação. Mesmo ferida, saber que ele possuía, sim, fraquezas, me enchia de ânimos, precisava avisar o resto da equipe e tirar proveito dessa informação ao nosso favor. Não conseguía enxergar mais ninguém no matagal, mas os barulhos das engrenagens aumentavam, como também o cheiro pútrido do líquido. “Cara, se todos aqueles tubos forem estourados, minha espada vai feder tanto...” Antes de agir eu já estava aflita de imaginar o resultado daquela confusão, se aquele líquido acabar espirrando em mim, vou vomitar e não vai ser pouco, ainda assim, a chance de vingança me dava forças. “Dessa vez você não vai escapar vivo. “ Até sentia um pouco de pena dele, ser transformado em uma arma do governo mundial, perder a própria liberdade... Eu optaria pela morte.

Começaria a agir me pondo de pé aos poucos, tomando cuidado com os ferimentos que sofri. Meus primeiros passos seriam cautelosos para não atrair a atenção do grandalhão que estava a minha procura. Os sons e cheiros que ele emitia seriam meu guia naquela situação, me esconderia pelos arbustos, árvores que estivessem por perto enquanto tentaria localizar Goulart no meu campo de visão, vendo-o, me aproximaria aos poucos, afinal ele também estava a minha procura. A estratégia seria semelhante a que pensei antes, me locomovendo pelo ambiente, arranjaria um jeto de me posicionar nas costas dele. Nesse momento desabotoaria o manto revolucionário que estava vestindo, sem retirá-lo do meu corpo, colocando uma mão por debaixo dele e segurando-o por dentro, a outra mão se ocuparia de carregar a espada, que também deixaria escondida por debaixo da vestimenta, a manobra que pensava era ousada e corria um sério risco de não dar certo. “Espero que essa transformação tenha ferrado com seu cérebro também.”

Correria ferozmente em direção ao agente, quando estivesse a poucos metros de distância, encheria o ar de pulmões para uma provocação. – GOULART! –Minha frustração estava evidente no tom rouco da voz. – SE VOCÊ É TÃO FORTE, ENTÃO SEGURA ESSA! – Contava com o ego frágil do oponente para o que acontecesse em seguida fosse um sucesso. Durante minha corrida, daria um giro com meu corpo, desvencilhando o manto revolucionário de mim, com a força gerada por esse movimento, arremessaria-o na direção de seu busto, o que ele talvez não esperasse é que aquele movimento era uma finta, o meu avanço não pararia ali, dessa vez correndo em paralelo a seu corpo, empunharia a espada com firmeza e realizaria um corte diagonal descendente no tubo mais próximo ao seu ponto cego, já esperava uma reação violenta do adversário e, por conta disso, tentaria realizar o golpe sem interromper o movimento e se notasse que ele tentaria atacar, evadiria sua ofensiva me agachando e continuando a correr. Quando já estivesse longe o suficiente dele, a direção da corrida mudaria, meu foco seria voltar em direção ao caminhão, região em que a confusão começou e que me lembrava  de ter visto a equipe pela última vez. Inspiraria o máximo de ar que meus pulmões permitiam e, quando chegasse ao local, bradaria. – OS TUBOS! – Sabia que nosso inimigo poderia ouvir aquilo, porém também havia a possibilidade dos meus aliados aprenderem a fraqueza daquela criatura. – OS TUBOS VERDES SÃO A FRAQUEZA DELE! – Depois do aviso esconderia no local mais próximo que conseguisse, arrastando-me pelo chão, me afastaria com cautela de onde gritei, Goulart não teria dificuldades em descobrir aonde o aviso foi dado.


Histórico da garota Chuchu:
 

Informações:
 

Objetivos:
 


Última edição por King em Seg 13 Jan 2020, 14:43, editado 3 vez(es) (Razão : Arrumar erros que passaram batidos)
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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptyQua 15 Jan 2020, 06:24



Story Telling



Presa contra Predador. Aquela luta não seria vencida por força. Afinal esse era o principal ponto de seu adversário, Goulart. Aquela luta deveria ser vencida com estratégia. Elise se escondia na vegetação e graças aos fortes sons emitidos pelo colosso, ela conseguiria se disfarçar, afinal qualquer barulho que ela fizesse seria camuflado, o que permitia uma furtividade mais eficiente.

Ela conseguiu localizá-lo facilmente, afinal os fatores mencionados antes, como som e cheiro, o deixavam muito evidentes, isso sem contar seu enorme tamanho, o que dava destaque visual a ele. A jovem usa do ataque surpresa para tentar causar mais dano em seu forte adversário. Seus movimentos ainda estavam bastante doloridos, mesmo que conseguisse executar a ação, a dor seria bem forte.

Sua estratégia era bem simples, podendo ser eficiente ou não. Era possível de notar a ausência de grandes experiências de combate nesse movimento arriscado. A líder do grupo, grita com força, chamando a criatura, que rapidamente, pelos tremores no chão se aproxima, era possível ver um brilho assassino em seus olhos, a fúria da criatura.

-Goulart vai esmagar você! - Diria a criatura extremamente nervosa, o som dos motores ficava mais alto e intenso. E seu braço direito começava a agitar-se, a serra elétrica começava a funcionar, soltando fumaça por alguns lados. Nesse mesmo momento Elise corre em direção a criatura lançando seu manto revolucionário, que quando se abre no ar é cortado ao meio quase que imediatamente pela criatura, porém nesse meio tempo Elise consegue dar seu golpe, cortando mais uma magueira.

-GRAAAAAAAAAAAAAAAAAAaa!!! - Grita Goulart, sentindo muita dor. Mas dessa vez, a jovem consegue sair sem receber o contra-ataque. A criatura se debate, suas pernas começam a bater no chão gerando um tremor ainda maior, algumas pedras pequenas tremiam no solo e algumas folhas caem das árvores.

Depois da garota conseguir atacar e se desvincular da criatura consegue se esconder novamente,  voltando para o local anterior, onde grita para seus aliados sobre a fraqueza do adversário. Ele novamente avança até o local onde ela grita, ficando de frente com ela novamente, mas dessa vez ainda mais irritado. Porém algo inesperado acontece.

-Sua aberração! - Masaki surge do meio da vegetação, possuíam alguns arranhões em seu corpo, e eles sangravam. Parecia ter sido atingido com tudo pelo ataque das árvores, mas ainda parecia bem o suficiente para lutar. Sua aproximação foi inesperada, conseguindo um ataque surpresa, ele golpeia um dos galões nas pernas de Goulart, um que ainda não possuía seu tubo cortado. O recipiente se quebrava, fazendo o gigante gritar e tremer novamente, mas aquilo parecia realmente eficiente, com o galão quebrado, o líquido verde se espalharam pelo chão e o tubo daquela perna se esvaziava. Masaki se afasta e vai para próximo de Elise. Parecia ofegante e desgastado, estava agindo pelo impulso da adrenalina.

-Voltei.. Voltei! Vamos acabar com isso logo! - Dizia acelerado, parecia realmente energizado e não de uma forma boa, mas sim devido ao evento traumático, naquele momento, nenhum sinal de Asumi e Kyomi.

A criatura volta a si, e se vira para os dois. Ele avança menos rapidamente do que da primeira vez, é possível ver o prejuízo de três de suas seis pernas estarem danificadas, sua velocidade e fluidez dos movimentos são claramente afetadas, mas ainda continua relativamente rápido, ele avança com tudo mirando em Elise com sua serra elétrica, um golpe que poderia gerar muito estrago.

Masaki imprudente avança contra ele, usando seu bastão, mas de forma instintiva, Goulart com seu braço esquerdo o tira de seu caminho, aquele golpe havia sido com extrema fúria, quando o rapaz foi atingido, caiu no chão com tanta força que dava até um “quique” caindo mais para frente. Ele não ficava inconsciente, mas bastante ferido, estava caído no chão sem conseguir se mover direito, seu bastão havia caído um pouco mais longe. Goulart diminuiria sua velocidade, mas continuaria a avançar sobre Elise com sua arma. O corte seria feito da extrema direita para a esquerda, de uma altura entre a cabeça e os ombros de Elise, ela conseguia ver com precisão onde o ataque acertaria, caso não fizesse nada.

Legendas escreveu:

Asumi - Ferida (?)
Masaki - Gravemente Ferido
Kyomi
Enfermeira
Keiji
Goulart - Danificado (3/6)

Status:
 


valeu @ carol!


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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySeg 20 Jan 2020, 00:49

Goliath Vs The Underdogs


Confesso que fiquei surpreendida com o resultado, apesar da mudança de visual, Goulart continuava o mesmo desmiolado que derrotamos antes, minha manobra me custara nada além do manto da revolução que, sinceramente, não era prioridade ali. “Talvez eu saía viva dessa.” Com um pouco de cautela eu conseguia não só destruir mais um tubo dele, como também evitar seus ataques, por mais idiota que ele, não, que aquilo fosse, imaginar sua serra elétrica em ação é de arrepiar. Se a jogada que fiz fora esperta, era óbvio que alguém estúpida como eu erraria feio em seguida. Fiquei tão deslumbrada com a criatura se contorcendo de dor que entreguei a minha posição quando gritei sua fraqueza. Esperava que todos os meus aliados tivessem ouvido a mensagem, céus, por que os outros revolucionários que Keiji mencionou não apareceram naquele momento? Foi uma questão de segundos para que Goulart surgisse. Era notável em seu semblante, o que havia sobrado dele, sua sede por sangue. Estar tão próxima da morte era desesperador, o coração batia tanto que parecia saltar da garganta. “Esse... É o fim?” Era irônico que, no momento que pude escapar, entreguei minha vida de bandeija.

Foi o que imaginava até uma figura conhecida saltar da mata. – M-masaki? – Se safar da morte normalmente gerava boas emoções, mas tudo que conseguia esboçar era a preocupação com o garoto, ele estava bem ferido e, mesmo assim, não perdia as esperanças, destruía mais um dos tubos de Goulart enquanto eu assistia a cena pasma, saber que ele estava bem aliviava um pouco a tensão, mas Asami e Kyomi continuavam desaparecidas. “Isso é... Incrível.” No final das contas, pelo menos um deles tinha ouvido o recado.  Metade dos tubos de Goulart já se romperam, era perceptível o quanto o grandalhão havia enfraquecido. Com a vantagem numérica, a chance de vencermos só aumentava. “Já era, aberração.” Sorri levemente.

Tudo bem, o que precisávamos era agir com cautela, abusar da nossa vantagem e acabar com a luta de uma vez, procurar pelo resto da equipe, pelo caminhão, destruir a carga e pronto, missão cumprida. Sabia o quão empolgado Masaki era com lutas, e eu não podia negar que também tinha certo apreço por uma boa confusão, mas o momento exigia um controle dos ânimos. – Escuta... EI! – Antes que pudesse fazer uma sugestão para Masaki, o garoto se aproximava do inimigo, Goulart também avançava em nossa direção, mas isso não era motivo para agir sem pensar. – NÃO FAÇA ISSO! – Já tomada pela cólera, dei um último aviso, inútil. O choque já era inevitável. Meu colega revolucionário caía longe, mais ferido do que antes. – Merda, merda, MERDA! – Num piscar de olhos perdíamos a vantagem na batalha, os punhos cerravam com força, junto ao ranger dos dentes. “A vitória era nossa! Por que? Por que esse idiota não me ouviu? Tudo começa a desandar de novo..." Era difícil conter o pessimismo numa situação como essa, tinha que lutar não só por mim, mas também  por Masaki. E se a situação não podia piorar, tinha uma motoserra voando em direção ao meu pescoço. “Pera aí, o que?” A forma desajeitada do ataque me mostrava que, talvez, o grandalhão não tivesse tanta vantagem quanto eu pensava. “Ele tá lento demais, é a minha chance!”

Uma brecha aparecia, se eu soubesse usar a velocidade ao meu favor, poderia dar no pé junto com o meu colega ferido. Vendo a lâmina se aproximar minha resposta natural seria abaixar meu corpo para evitar o ataque, eu esperaria o momento em que a motoserra estivesse mais próxima de mim para que a esquiva parecesse mais natural, se Goulart percebesse que estava defasado, ele podia retaliar de forma imprevisível. Com sucesso ou não em evitar o golpe, meu contra-ataque começaria. Com a distância curta e a velocidade de reação de reduzida do oponente, tomaria impulso para me aproximar ainda mais dele, sendo a direção do impulso ao tubo mais próximo de mim, empunharia a Katana com ambas as mãos, precisava de toda a destreza possível para, então, tentar uma estocada no recipiente com o líquido verde, assim que a substância começasse a vazar pelo furo, retiraria a espada com pressa, começando uma corrida na direção em que Masaki havia sido lançado. Na hipótese de Goulart tentar alguma gracinha, me preparia para a esquiva, usando de toda a minha agilidade, acrobacias e saltos para não ser acertada pelo monstro.

O momento em que Goulart esperneasse de dor seria usado para me desvencilhar dele, precisava salvar meu companheiro antes que ele aproveitasse da fragilidade para ceifar sua vida. – Vamos! – Próxima, tentaria me comunicar com o ferido, havia a chance dele ainda estar consciente, mesmo que machucados tenham agravados. – A-a gente tá quase vencendo, você não pode desmaiar agora! – Sabia que aquele garoto tinha uma determinação invejável, escolheria bem as palavras para motivá-lo a enfrentar a dor. Ofereceria meu braço e daria todo o apoio possível para que ele se levantasse, mesmo que tivesse que carregá-lo. Seguiria, então, para dentro da mata. – Viu as outras? – Eu tentaria descobrir o paradeiro do restante da equipe, pelo menos Kyomi estava em condições para ajudar a derrotar Goulart. Se em algum momento notasse a aproximação dele, pararia o movimento, arrastando-me no chão e auxiliando Masaki a se esconder também. Se por ventura tudo ocorresse bem, eu pararia de me aventurar pela floresta quando encontrasse um local seguro, usando como repouso para o revolucionário após todos os danos que sofreu. “Ele tá muito mal, a gente precisa sair daqui, e eu não faço ideia se Asami sobreviveu ou não.” Pensar que a revolucionária poderia estar morta era, também, angustiante. Falhar em salvá-los é o mesmo que falhar na missão, e não havia como retribuir o favor que a revolução me fez sendo um fracasso.


Histórico da garota Chuchu:
 

Informações:
 

Objetivos:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySex 24 Jan 2020, 10:00



Story Telling



O som da morte se aproximava com o chão no fim de um precipício. Elise possui uma ótima noção das limitações de seu adversário, o que a permitia ver além da estupidez daquela coisa. Sua esquiva dava certo, conseguindo se aproximar mais da criatura para dar seu contra-ataque. Tudo ia bem até então, mais uma perna danificada, faltavam apenas mais 2, para que a criatura sofresse ainda mais. Porém algo escapa. Goulart, mesmo com muita dor, após ter um dos recipientes cortados, ele reage. Mesmo que suas pernas estivessem mais lentas, seu corpo ainda se movia “normalmente”.

Antes de Elise se afastar completamente, seu braço humano, consegue agarrá-la, ela poderia sentir a força daquela criatura que a levantava de forma trivial, a pressão em seu braço esquerdo era cada vez mais forte e então a garota ela lançada para o outro lado com muita força, era possível ouvir até aquele barulho de vento rápido em suas orelhas. Enquanto estava no ar, sendo, ouvia o rugido da criatura, não teria como ela diminuir o impacto por si só, sua vista estava girando no ar, sem saber en a direção que estava sendo arremessada.

Numa fração de segundos seu corpo sente alguma coisa, um apoio, um suporte. Elise ficaria um pouco tonto inicialmente, mas conseguiria notar que Asumi a havia agarrado no ar, para proteger ela de se machucar ainda mais. A garota a ajuda a levantar e ficar de pé de novo, ainda tonta.

-Você está bem? - Dizia a garota de forma humilde. Ela parecia machucada, mas nada demais, bem menos que Masaki quando apareceu. Porém Elise já possuía uma desvantagem, seu braço esquerdo estava torcido, não o suficiente para quebrá-lo, mas incapacitado naquele momento, usar suas dua mãos estava fora de cogitação a dor era imensa, a sensação de tontura e a dor, poderiam até lhe causar enjoo - É óbvio que não, desculpe!

Asumi via a situação do braço de Elise, estava inchado na região do antebraço, e cotovelo, deixando sua movimentação bem limitada, era possível ver alguns pequenos cortes sangrando, devido ao torção na pele. A jovem conseguiria lutar apenas usando de seu braço direito, a dor iria ser um obstáculo naquele momento, ela estava muito aguda, então qualquer movimento que Elise fizesse sofreria com as dores.

Agora podendo entender o que aconteceu, Elise havia sido lançada para o lado oposto ao de Masaki, que continuava caído no chão, a criatura parecia ainda mais perturbada do que antes, seu olhar parecia penetrar a máscara que usava, chegando até as garotas, sua sede de sangue era imensurável, sua respiração parecia mais pesada e o som o maquinário também, porém o som soava mais “seco”.

Um som de maceira e folhagem surgia da floresta. Kyomi aparecia em um galho alto de uma das árvores próximas de Goulart, que nem sequer conseguia mais falar de tanta raiva, seu corpo já não raciocinava direito, estava agindo quase que por instinto, o que tornava suas ações ainda mais perigosas e imprevisíveis. Nesse exato momento, Asumi correia da direção da criatura e lançava aqueles dois frascos pequenos que havia colocado em suas coisas quando saiam da base. Aqueles recipientes foram direcionado para as penas laterais, de cada lado, quando eles se quebravam ao entrar em contato com o metal, um líquido gosmento era lançado, deixando as pernas laterais, os dois pares um de cada lado, ainda mais lentas, aquele conteúdo parecia alguma tipo de melaço, que secava rapidamente, deixando a movimentação daquelas pernas ainda mais prejudicado. Asumi voltava para o lado de Elise.

Kyomi saltava sobre a criatura com sua besta, ele notava sua movimentação e iria agir, com seu braço humano, tenta segurá-la, porém a besta é usada, disparando um arpão grande bem no meio da mão da criatura, que soltava mais gemidos de dor. Kyomi, puxava o arpão da mão da criatura, apenas para conseguir controlar aquele braço, ela cai bem em cima da criatura. Seu braço mecânico, com a serra estava imobilizado, parecia que não poderia usá-lo todo momento, após o uso ele se “desligava” momentaneamente.

A jovem segurava a linha que prendia no arpão preso no braço da criatura. Que ficava sem reação, estava estava em pé em cima de duas das pernas imóveis da criatura. De forma ágil, ela segura a linha com a boca, deixando sua mão esquerda livre, ela saca uma adaga e corta mais um tubo da criatura, de modo fluido, chuta o rosto da criatura usando isso e impulso para trás. Ela conseguia sair do alcance de Goulart e tirar mais um de seus tubos e sua máscara, que caia no chão revelando seu temível rosto deformado. Ele ficava atordoado com o golpe direto que recebia e demorava mais alguns instantes para  reagir normalmente, um tempo que poderia ser muito bem aproveitado.

Seu rosto estava com várias cicatrizes, seus olhos contaminados pelo líquido verde, algumas veias em seu rosto e olhos estavam esverdeadas, um possível efeito colateral do uso daquele líquido como “combustível” para seu corpo mecânico. Suas pernas laterais ainda estavam presas, mas já era possível notar algumas locomoção vindo delas. Suas duas pernas frontais já estavam prejudicadas, devido os frascos e tubos estarem danificado. O único tudo restante estava nas costas, em uma das pernas traseiras.

-AGORA! - Gritava Kyomi desesperada, aquele provavelmente seria o último golpe e nenhum deles estava mais em condições de lutar de forma plena, então tinha que acabar logo, se não poderia ser penalizado de forma severa. Goulart ainda parecia afetado devido ao golpe em sua cabeça e as fortes dores. O ambiente já possuía o cheio do líquido que havia escorrido para vários lados. Todos estavam exaustos e/ou feridos de alguma forma.


Legendas escreveu:

Asumi - Levemente Ferida
Masaki - Gravemente Ferido
Kyomi
Enfermeira
Keiji
Goulart - Danificado (5/6)

Status:
 


valeu @ carol!


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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySab 25 Jan 2020, 21:41

Menace


E mais uma vez conseguia golpear e quebrar um daqueles tubos viscosos, quanto mais o líquido nojento se esvaía de Goulart para o ambiente, mais intensa se tornava minha vontade de vomitar, era estranho lutar contra um inimigo que fosse mais máquina do que homem, desconhecer a origem da substância só alimentava meu asco. “Puta merda, não quero que essa coisa encoste em mim!” Não vou negar que lutas são interessantes, uma ótima forma de aliviar meu estresse mas, na situação que estava, acontecia o contrário. Me preocupar com a vida dos outros revolucionários, o objetivo da missão e também com a chance de me sujar com o veneno que corre pelas veias de Goulart...Não haviam palavras para mensurar meu descontentamento.

É, eu não acreditava que a situação podia piorar. Depois que o tubo explodiu, Goulart, como de costume, sentia a dor, o movimento das suas pernas parecia deteriorar, só que não pude prever que a sua parte humana continuava tão veloz quanto antes. “Fala sério... Não é possível!” Fiz o possível para desvencilhar dele, mas de nada adiantava, a pressão que ele colocava no meu braço esquerdo era absurda. Ele me levantava ao ar, céus, ficar próxima daquela criatura era assustador e o pior é que não pudia fazer nada, não bastasse o braço preso, o medo também me imobilizava, eu senti, senti que morreria no exato momento que enxerguei a motoserra acoplada em seu outro braço. “Merda...Se eu tivesse pensado direito, se a raiva não tivesse me cegado...” O que não cogitava era sua próxima ação. Fui arremessada com tamanha velocidade que a visão embaçava, tive pouco tempo para ponderar sobre o assunto. “Por que? Ele perdeu a chance de...” O raciocínio se interrompeu quando cai numa superfície macia, comparada com a última vez fui arremessada, chegava até a ser confortável. Demorei alguns segundos para perceber que era Asami, era aliviante ver que ela estava bem, muito melhor que nosso colega revolucionário, só não esperava que a asneira que diria. – Eu pareço bem? – Resmunguei enquanto me levantava. Foi com o comentário dela que dei conta do estado do braço canhoto, dificilmente conseguiria usá-lo, talvez nem para erguer um talher.  

Se havia algo estranho naquela luta, era o fato de Goulart ter “poupado” a minha vida. “Não faz sentido, ele teve a chance de eliminar a comandante desse esquadrão, e ele me joga do mesmo jeito que uma criança mimada joga fora um brinquedo?" Sem dúvidas, o inimigo não estava raciocinando direito, conforme seu combustível foi cortado seu comportamento ficou mais animalesco, foi então que ele avançou até nós em frenesi, confirmando minhas suspeitas. Não fosse o problema do braço ferido, eu conseguiria tirar proveito da situação, mesmo pequenos movimentos causavam uma ardência irritante. “Esse puto vai pagar.” Apesar da minha situação precária, deixei um sorriso malicioso aparecer quando notei que nossa atiradora aparecia no horizonte. E ela não era a única a agir, Asami atirava frascos contra as pernas de Goulart, o resultado fazia minhas sobrancelhas arquearam de curiosidade. Em que momento ela tinha conseguido aquilo? Diferente do que pensei, a filha de Keiji havia se preparado bem para a missão. Com o grandalhão atordoado, a chance da loira apareceu.  Atiradores normalmente são covardes que se aproveitam da distância para ganhar vantagem, mas o que Kyomi fez fora o oposto, ela se lançava em direção ao adversário, acertava seu tiro em Goulart e executava uma sequência de ataques bem-sucedidos, resultando em mais um tubo estourado nas pernas de Goulart, ela havia, enfim, me impressionado. “Até que ela é bonitinha... PERA AÍ, O QUE DIABOS VOCÊ TÁ PENSANDO, ELISE?” Eu sentia meu semblante ruborizando, não havia a mínima chance daquilo que eu pensei ser real, chacoalhei a cabeça em negação.

Se o ataque de Kyomi foi belo, deixando bem claro que estou falando do resultando e não dela, o resultado era grotesco. A face do novo Goulart conseguia ser pior do que imaginava, todo deformado e com... aquilo pulsando por suas veias, levei a mão destra até a boca, selando os lábios com os dedos pois a vontade de regurgitar já era forte demais. Mais uma vez senti uma leve pena de ver uma pessoa transforma-se em algo tão pútrido. “O governo não tem limites.” Cerrava os punhos, mesmo com a forte dor em um deles, a instituição que enfrento desde que me inscrevi no exército revolucionário era maquiavélica demais. “Não consigo nem imaginar o que vai aparecer daqui pra frente.” Sentimentos conflitantes surgiam, convergendo em uma singela conclusão: A morte de Goulart era a melhor opção para todos. “Ele é uma ameaça para nós, além disso, não existe mais humanidade nele, não passa de uma arma nas mãos do governo...Encerrar sua vida é um ato de misericórdia.”

Acreditava que a luta já havia se encerrado, todavia o berro de Kyomi me fazia despertar para o mundo real, não tardou para que o grandalhão começasse, aos poucos, demonstrar que sua vontade de vencer era tão grande quanto a nossa, ele começava a se mexer. “Preciso agir rápido!” Não havia alguém que queria acabar essa luta mais do que eu, afinal, ainda tinha que salvar Masaki e destruir a carga, Goulart era apenas um empecilho. – Proteja Masaki! – Vociferaria para Asami ao brandir a Katana, dessa vez apenas com o braço direito. Não sabia sequer se Asami sabia aonde o revolucionário estava, no momento da pressa foi o que consegui dizer. Dispararia como uma flecha em direção ao oponente, a situação exigia uma resposta rápida, caso contrário, a pequena vantagem qu tínhamos podia desvanecer. Notava que todos os tubos da frente haviam sido estourados, nessa situação, só havia um lugar para o último recipiente estar. “Costas." O sentido da corrida seria para a retaguarda do alvo, se ele já não estivesse com ela exposta a mim. O momento era único, não sabia o que aconteceria depois que o último tubo fosse quebrado, não dava para ter certeza nem que restava algum deles, mas era a melhor hipótese. Ergueria a Katana aos céus, o golpe com uma única mão precisava ser potente o suficiente para compensar a falta de precisão que tinha com duas. Encheria os pulmões de ar e desceria a lâmina sobre o último recipiente. – TE VEJO NO INFERNO! – Não sabia o que esperar, talvez Goulart reagisse, me surpreenderia com um último ataque, ou desabasse em cima de mim, de todos os modos,  tentaria esquivar com um salto para trás. Em último caso, a arma seria colocada frente ao meu corpo para amenizar danos.

Se por ventura eu não me machucasse, a próxima reação seria correr em direção ao Masaki. – Venham até aqui! – Chamaria a atenção das revolucionários. A situação dele era preocupante, com o tempo que se passou e a gravidade dos ferimentos, tínhamos que agir rápido para não perdê-lo. – Ele precisa de cuidados, podem ir pra base, vou conferir o caminhão!  – A missão havia sido cumprida? Não exatamente. O caminhão havia parado, mas não tínhamos visto nenhuma carga especial, e eu precisava ter certeza de que ela fosse destruída, sendo assim, correria ao local que vi o caminhão pela última vez para sanar minhas dúvidas.


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Última edição por King em Sab 25 Jan 2020, 21:48, editado 2 vez(es) (Razão : Erros de pontuação)
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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptyQui 30 Jan 2020, 21:14



Story Telling



A luta se arrastava para seu final, pelo menos era isso que todos ali acreditavam. Goulart estava visivelmente afetado, seu maquinário já possuía um som que remete a “forçar” mais do que deveria para realizar uma ação básica e a partir desse momento, até mesmo seu corpo biológico começava a parecer um pouco mais abatido, mesmo que voraz, sua feição parecia mais pálida e cansada.

Um único tubo separada o grupo do sucesso da missão. O grito de Kyomi faz com que Elise reaja para finalizar seu adversário, mesmo que ela não soubesse a consequência de cortar aquele último tubo. Porém aquele era o único alvo que haviam criado dentro daquele combate, então suas esperanças estavam dirigidas aquele objetivo.

Asumi se direcionava para ajudar Masaki, que parecia meio tonto, ainda caído e ferido de forma severa, não sabiam qual era seu real estado de dor. Kyomi estava se recuperando após seu golpe, aquele movimento foi bem arriscado, parecia cansada, não exausta, mas ainda precisaria do apoio de Elise para acabar com o adversário.

A criatura se virou completamente para a Kyomi, que conseguia se afastar um pouco mais, deixando seu último tubo exposto, entretanto ainda estava imobilizado, o que poderia deixar esse final ainda mais simples. Elise avançava de forma desesperada, afinal todos estavam em seus limites, com uma única mão manipular sua espada com certa dificuldade.

Quando finalmente se aproximou o suficiente para golpear, sua lâmina travava um pouco no corte, a falta de força instantânea. Com isso ela precisou fazer um pouco mais de força para terminar de romper o tubo que deixava seu forte conteúdo escorrer e vazar pelo corte feito até estar completamente rompido. O grito de Elise chamava atenção da criatura que já estava lenta demais para reagir. Seu último tubo era cortado e o resto do resíduo se esvai para o chão.

A criatura solta o maior de todos os gritos dados. Era agonizante ouvi-lo gritar, seu sofrimento era indescritível para humanos, afinal não eram capazes de entender o tipo de dor que aqueles tubos geram em seu sistema nervoso. Ele começava a se contorcer, tanto a parte biológica quanto a mecânica, movimentos que pareciam espasmos musculares, o som do maquinário começava a travar e agarrar. Seus movimentos iam diminuindo aos poucos até parar completamente, com isso, o som de motor cessava, seu corpo caica sobre ele mesmo, quase que “sentado”, suas seis penas completamente fechadas e seu corpo “murcho” sobre uma delas. Haviam vencido. A criatura estava morta.

Com isso todos se moveram até Masaki, para conferir como o garoto estava.

-Ele ele ferido, mas está bem! - Asumi falava de forma aliviada - Acho que não vai conseguir andar muito rápido, mas ele é bem resistente.

-Ainda bem… Eu estou acabada… - Kyomi sem fôlego se expressava, era visualmente perceptível que ela estava realmente cansada.

-Nã.. Não precisam ficar assim.. Eu estou bem… Só um pouco cansado.. - Masaki falava com certa dificuldade, parecia um pouco sem ar.

Elise dava suas ordens, porém nenhum deles parecia satisfeito com elas.

-Não, não vamos deixar você. Vai lá ver a carga e esperamos aqui, vamos todos juntos, o perigo acabou! - Asumi falava de forma determinada, Masaki parecia concordar.

-Se quiser posso ir… Te ajudar… Mas se não quiser vou me sentar um pouco… - Kyomi falava respirando forte, caso não fosse solicitada iria sentar no chão próximo do dois ali.

Na parte de trás do caminhão possuía uma grande caixa de madeira, porém não era qualquer caixa, ela parecia muito bem feita e abria frontalmente. estava com uma corrente enrolada, porém nenhum cadeado, sendo facilmente removida. Quando a caixa se abrisse, com as portas igual a de uma geladeira de duas portas, deixaria seu conteúdo amostra.

Seis cápsulas de vidro com suas extremidades metálicas, dentro delas mais daquele liquido verde, porém ele pareciam mais claro e limpo, embaixo dos seis que estavam encaixados perfeitamente nos suportes, um saco de tamanho médio de tecido, aparentemente cheio de moedas. Caberia a Elise decidir o que fazer com todo esse material e voltar para base.

O caminho de volta seria tranquilo, pelo mesmo que haviam ido, estavam cansados e não conversaram muito, todos pareciam meio abatidos, mesmo que vitoriosos, haviam se cansado bastante.

-Acabou que não vimos nenhum outro agente… - Indagou Kyomi meio indignada - Isso poderia ter sido muito mais fácil.. Humph..

Ela ajudava Masaki a andar, ele estava mancando  e sentindo bastante dor no perna direita e no tronco. Asumi andava com um pouco de dificuldade, mas usava o bastão de Masaki para se apoiar, mas estava bem no geral. A base estava um pouco longe, então naquela velocidade demoraram um pouco para chegar. Elise sentia mais dores em seu braço e seu tronco, seu braço em si ardia bastante e pulsava um pouco, estava inchado na região da articulação, o que incomodaria bastante a jovem durante a caminhada.

Legendas escreveu:

Asumi - Levemente Ferida
Masaki - Gravemente Ferido
Kyomi
Enfermeira
Keiji
Goulart - Danificado (6/6)

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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptyQui 06 Fev 2020, 00:46

Harsh Victory


Por mais que a vitória fosse garantida naquele ponto eu ainda estava incrédula ao ver o corpo de Goulart cair sem vida. Um súbito de felicidade surgia em mim, após tanto esforço por todos nós, depois de dar nosso sangue, a luta havia, enfim, acabado. Soltei um suspiro de alívio, guardei a espada na bainha e encarei o cadáver do monstro por uma última vez. Não senti culpa por matá-lo, sequer sabia que cortar todos os tubos resultaria nisso, mas tinha certeza de que não havia melhor opção. Voltei a atenção para a equipe que se reunia novamente, corri em direção aos machucados e para a minha surpresa a situação não parecia tão grave. Masaki parecia já ter se recuperado um pouco. “Ou esse cara é muito forte ou ele é um doido completo, tanto faz...” Também não notava muitos problemas no estado de Asami e nem de Kyomi. Examinei a última com cautela, depois de meus pensamentos vergonhosos. “Bom...Parece que vencemos.”

Tudo se encaminhava na direção certa, deixando um tímido sorriso surgir no semblante. Só não esperava o banho d'água fria que eles me deram logo em seguida. Ninguém concordou com minhas ordens. De imediato fechei a cara. Eles tinham suas razões, não havia como prever o que aconteceria quando eu entrasse no caminhão, mas será que era tão perigoso assim? A falta de confiança me frustrava, apesar dela ser mútua. “Também não confio 100% neles...É difícil admitir, mas talvez eles tenham razão.” Relutante, me virei em direção ao caminhão. – Tá, tá bom, vocês que sabem. – A chance de encontrarmos algum inimigo tão forte quanto Goulart era baixa, então não ia perder mais tempo ponderando sobre o assunto pois precisava achar a tal “carga preciosa do governo” o mais rápido possível.

Quando adentrei o veículo me surpreendi em não encontrar mais ninguém. “Talvez o bunda mole do motorista deu no pé.” Não que eu conhecesse muito sobre esse tipo de máquina, mas até onde sei, era impossível aquilo ser pilotado sozinho, ou então um ciborgue com pernas de aranha fazê-lo enquanto descansa na parte de trás. Caminhei atenta aos arredores, a mão boa sempre próxima da espada, mas o lugar realmente parecia vazio, a única coisa que chamava atenção era uma caixa com várias correntes. "Xeque mate.” Usei da espada para rompê-las e o conteúdo era de arrepiar. Vários tubos similares aos de Goulart estavam guardados lá, a cor e o recipiente eram iguais e juro que cheguei a sentir o mesmo cheiro de quando enfrentei o grandalhão. "Sem chance, seus planos acabam por aqui!” Para o quê aquilo seria usado era óbvio, não podia deixar sobre hipótese alguma que o governo transformasse mais pessoas em máquinas de matar, por pior que elas sejam, ninguém merece esse fim. Apertava a espada com força, única válvula de escape que possuía no momento. “Não vou deixar...Isso vira o jogo a favor deles.”

Eu tinha que destruir tudo que estava ali, exceto um certo objeto que despertou minha curiosidade. Havia um saco bem cheio, daqueles que se usam para guardar moedas, depois de todo meu esforço, não parecia errado pegar um pouco pra mim. Abriria o saco e guardaria metade de seu conteúdo nas minhas vestes, o restante ficaria para a revolução. Assim que retirasse minha parte eu o amarraria do jeito que encontrei, depois iria para fora do caminhão, chamando uma conhecida para ajudar a cuidar do que restou. – Kyomi? Vou precisar de você. – A loira já havia oferecido ajuda antes e com razão, ela era a que menos havia se machucado ali. Eu voltaria em direção a caixa e mostraria o que encontrei , inclusice fingindo que não havia encontrado o dinheiro antes. – I-Isso vai ajudar o exército. – Retiraria o saco de novo,  colocando-o de forma gentil próximo a mim. – Vamos pegar esses recipientes e quebrar todos no chão da trilha. – Evitaria conversar e fitar Kyomi, por ainda estar constrangida pelo o que imaginei anteriormente, focaria minha atenção em quebrar a carga do governo, com isso finalizado, pegaria o dinheiro que sobrou e andaria em direção aos outros dois revolucionários. – De volta pra base – Seria curta e grossa, ficar mais um segundo nesse lugar me daria náuseas.

A caminha parecia tranquila. Não havia muito com o que se preocupar, a experiência de quase morte deixava o clima sério demais para conversar, e eu até que gostava do silêncio. O único infortúnio era o comentário de Kyomi. “Ela tá reclamando? Céus...” O comentário rabugento dela me pertubava ao ponto de reclamar da reclamação dela, meu humor acabava azedando como de costume. “Tudo que é bom dura pouco né? Puta merda...” Fitei o céu e bufei de leve, permaneceria tranquila até que chegássemos a base, onde eu procuraria pelo primeiro revolucionário a vista. – A gente precisa de um médico. – Continuaria. – S-Sabe aonde está o...Keiji? – Acabaria por não me lembrar da patente do pai de Asami, me engasgando com as palavras e me envergonhando. Se essa fosse uma situação normal eu procuraria pelo meu superior e reportaria sobre o sucesso da missão, mas por estar bem machucada, como os outros membros da equipe, daria prioridade para o tratamento dos ferimentos. – Avise que a cabo Elise voltou com novidades. – Se fosse instruída para a ala médica, seguiria as instruções até o local, caso isso não ocorresse eu mesma iria até lá, chamando o restante da equipe também.

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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySeg 10 Fev 2020, 20:42



Story Telling



Nenhuma sensação era melhor do que aquela vitória, mesmo que fosse meio amarga, seu sabor descia suavemente. Todos haviam se esforçado bastante para aquele sucesso e isso deixaria todos minimamente satisfeitos com os resultados. Porém a jovem Elise ficava insatisfeita com a resposta do grupo, que se negavam a ir na frente, mas pelo contrario que ela pensava, não por falta de confiança, mas por anseio de existir algum perigo ali, todos naquele momento haviam se colocado em risco um pelo outro, algo que talvez Elise não havia entendido.

A líder do grupo se vê de frente a frente com o que poderia ser o início de um novo ciborgue do governo, o que a deixa completamente incomodada. Uma pequena surpresa, um saco com moedas, a jovem se vê no direito de pegar parte delas para ela, que totalizavam vinte mil berries, os outros vinte ficariam para a revolução. Depois de saquear, chama Kyomi que foi rapidamente.

-Certo, eu acho que poderia quebrar ela ali mesmo, com sua espada. É vidro afinal de contas, deve se romper facilmente. - Dizia a jovem de forma aliviada por não ter aparecido nada.

Kyomi pega dois dos recipientes  e os arremessa numa árvore, eles se quebram e escorrem pelo tronco até o chão, o cheiro era menos forte do que o outro, por último ela jogava mais um em outro direção. Elise conseguiria quebrá-los de forma igualmente fácil, tanto com sua espada ou jogando eles em algum lugar, eram realmente bem frágeis.

Depois disso o grupo se direciona para a base. Após a chegada, novata uma certa movimentação próximo da entrada da base. muitos pareciam feridos, suas expressões eram de medo ou de preocupação. Keiji estava ali e se surpreende ao ver os jovens chegando, ele rapidamente mais alguns homens vão imediatamente em direção ao grupo.

-Vocês estão bem… Isso é um alívio… O que aconteceu? Conte-me detalhadamente! - O homem não parecia ligar muito para formalidades, mas estava agitada, ele falava como se tivesse acontecido algo muito sério. Ele esperava a resposta da garota, que deveria contar os detalhes da luta e tudo mais para ele.

-V..Vocês conseguiram matar aquela coisa? - Dizia meio perplexo - Aquilo quase aniquilou os grupos que estavam lá.. Tivemos algumas perdas…. Mas estou realmente surpreso e aliviado de terem conseguido executar tudo… Não tenho palavras para agradecê-los! Bom, já chega disso, vocês merecem um bom descanso!

Com isso ele e todos ali começam a bater palmas para o grupo que era levado para dentro, até a enfermaria, onde poderiam se limpar, trocar, descansar e receber auxílio médico. Após as enfermeiras, limpares os ferimentos e os tratarem de forma adequada, elas os deixavam sozinhos.

-Nós conseguimos de novo… Aiiii - Dizia Masaki sendo interrompido pela dor, dessa vez os curativos lhe causavam certo desconforto.

-Ainda bem… Dessa vez nenhum de nós se machucou muito… Igual da ultima vez… - Dizia Asumi meio envergonhada.

-Mas essa luta foi doentia.. Literalmente! - Kyomi complementava - Como se sente Elise? - Surpreendentemente Kyomi fala com Elise de forma cordial, sem parecer ter segundas intenções.

Naquele local teria comida e bebida, camas para se descansar. O braço de Elise ficaria enfaixado por algum tempo, apenas para terminar a regeneração, alguns remédios ficavam do lado de sua cama, como da ultima vez, Keiji deveria entregar sua recompensa logo mais, era algo que não precisaria se preocupar naquele momento.

-E agora, o que iremos fazer? Será que ficaremos juntos? - Dizia Masaki.

-Humph.. - Kyomi bufava pensativa.

-Eu espero que sim, somos um ótimo grupo, trabalhamos muito bem juntos! - Ela olhava para Elise esperando algum tipo de comentário ou posicionamento sobre a possibilidade dada por Masaki.


Legendas escreveu:

Asumi - Ferida
Masaki - Ferido
Kyomi
Enfermeira
Keiji

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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptyQui 13 Fev 2020, 18:54

I'm Sure We'll Meet Again


Era muito difícil acreditar que tínhamos vencido. No calor do momento os ânimos deturpavam o raciocínio, mas enquanto voltava para a base, numa situação mais calma, ficava claro que fizemos o impossível. “Quatro revolucionários de baixa patente derrotando uma coisa daquela...Isso dá uma ótima história.” E eu não era a única a pensar dessa forma, chegamos na base sendo recebidos por uma multidão de compatriotas, contando com Keiji no meio deles. Nosso líder ansiava por informações. – B-bem... – A quantidade de pessoas me assustava, fazendo as palavras saírem com dificuldade. – Lutamos contra algo....É difícil descrever. – A pressão de todos os olhares voltados a mim só dificultava ainda mais. – Era um agente...Meio homem e meio máquina, ele era bizarro! Mas conseguimos derrotá-lo e destruir a carga do governo. – Comunicava o ocorrido com pressa, queria sair daquela situação o mais rápido possível. – Eu...tô muito ferida, se precisar de mais detalhes, por favor, peça pros outros! – Me aproximaria mais de Keiji, falando mais baixo uma frase que, sem dúvidas, poderia ser mal interpretada como uma ofensa pelos outros revolucionários que ali estavam. De qualquer forma, o que havia dito foi o suficiente para ser ovacionada. Até mesmo Keiji parecia impressionado com nossa façanha. “Não dá pra acreditar que conseguimos sair vivos dessa confusão." Não tivemos sequer uma perda, a luta havia sido uma grande vitória para nós, mas eu não conseguia sentir nada se não a vontade de sumir dali. Eu odiava ser o centro das atenções, continuei o percurso até a base cabisbaixa, tentando inutilmente me esconder. Procurei pelo manto para cobrir o rosto, mas já era tarde demais. “Tá se fingindo de idiota, Elise? Foi você quem jogou ele fora.” Em resumo, a experiência não havia sido nem um pouco prazerosa. Foi um alívio  chegar até a enfermaria e fugir da multidão.

Difícil de explicar a absoluta calma que sentia comparada ao momento anterior. Ser remendada pelas enfermeiras, sem uma única troca de palavras, olhares, aliviava o coração. ”Tanta gente gritando, os aplausos... tudo isso lembra o maldito circo!" A cólera me fazia cerrar os punhos. Talvez comparar minha infância maldita com o exército revolucionário não fizesse sentido, mas não conseguia ver com bons olhos os gritos, assobios que recebia, por melhor que fossem as intenções. “A maioria deles mal deve saber meu nome, não devem nem se importar se você voltou viva. Que merda, por que eu ligo pra isso?” Eu não conseguia enxergar a situação por uma ótica diferente, e a pouca satisfação que senti por cumprir a missão desaparecia. “De volta ao mundo real.” Enquanto pensava nas bobagens de sempre, os meus três companheiros conversavam sobre a missão. “Eles não tem assunto melhor? Céus...” Ficava ansiosa só de imaginar que, eventualmente, pediriam minha opinião naquela conversa. O que não esperava era o comentário de Kyomi que me deixava desconcertada.

– Oi? Estou bem...Eu acho. – Era inesperado ver Kyomi se preocupando comigo, não conseguia digerir a mensagem a tempo e disse a primeira coisa que pensei. O assunto prosseguia, com Masaki perguntando algo surpreendente. “Permanecer juntos?” Não cogitava essa ideia. Apesar de gostar da companhia deles, em alguns momentos, não conseguia imaginar como podíamos permanecer unidos.  Ser responsável pela vida deles era demais...Se eles morressem por algum erro meu, não conseguiria lidar com um fardo tão grande. Todos deram seu parecer, exceto eu. – Não. – Seria direta com eles, criar falsas esperanças seria pior. – Voces são muito... – Me doía admitir aquilo, seguraria os lábios com força, mas acabaria por dizer. – Legais, sério! – Daquele ponto em diante minha visão ficaria cravada no chão. – Não podemos fazer isso, é muito perigoso. Eu estou sendo procurada por um dos caras mais influentes dessa ilha, lembram? – E não estava mentindo, por sorte, todos os agentes que sabiam da minha ligação com os revolucionários haviam sido abatidos, se os regentes da ilha soubessem disso, o exército ficaria em maus lençóis. Precisava sair de Briss antes que a caçada pela minha cabeça comece. – Vou pedir para Keiji para sair dessa base e ser transferida para outra ilha. – Lutaria contra a timidez para fitar o grupo, um por um, antes de dizer minhas palavras finais. – Briss Kingdom precisa de vocês...Eu sei que vocês vão dar um jeito de se virar sem mim. – Merda, eu gostava da companhia deles, mas será que eles não enxergavam que permanecer comigo seria um atraso em suas vidas? – E não pensem em desobedecer sua líder! – Dito essas palavras, a carga emocional seria forte demais para permanecer naquela sala. Em um subito sairia para o corredor, em procura de Keiji. – Senhor! – Mesmo medicada, procuraria pelo pai de Asami e ao encontrá-lo prestaria continência. – Preciso de sua permissão para sair de Briss, haveria alguma outra operação no South Blue em que seria útil? – Não conseguiria esconder o nervosismo, acostumada com poucas palavras, acabaria cometendo um erro ou outro ao falar uma frase tão grande. Precisava sair da ilha antes que meu vínculo emocional ficasse mais forte.

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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySeg 17 Fev 2020, 01:04



Story Telling



A jovem lidaria de forma bem estranha com o jeito que os demais integrantes pensavam em permanecer juntos, sua resposta e imediata sobre isso deixava todos meio intrigados. Afinal possuíam até boa química, mas aos olhos de Elise isso não era o suficiente para criar laços mais fortes. Kyomi permanece com a mesma expressão, Masaki fica meio sem graça e Asumi bem desconcertada. Nenhum deles conseguiria falar nada durante a saída dramática da jovem líder, esperando esperançosamente que todos seguissem suas últimas ordens como líder daquele pequeno grupo de revolucionários novatos.

Ao sair pelo corredor, quase que em poucos segundos encontra Keiji. De forma rápida e sem nenhuma pausa ela joga sua fala sobre ele, que parece demorar um pouco para processar aquelas informações.

-Sim? - Pausa - Mas existe algum motivo específico para querer sair de Briss tão repentinamente, depois de seu último feito, achava que ficaria mais conosco! - Diria meio surpreso, a rápida passagem de Elise por ali não era bem o que ele planejava - Eu creio que deva existir outros locais que precisam de auxílio nesse momento, irei averiguar imediatamente, volto em um instante! - Dizia o homem indo até a sua sala, onde fechava a porta.

Seguinte a saída de Keiji, Kyomi aparece sorrateiramente.

-Você realmente acha que vai sair assim? - Ela parecia zangada ou minimamente incomodada com a postura de Elise - Nós fizemos um ótimo trabalho juntos para que você nos coloque como três indefesas e inexperientes crianças, todos nós estávamos lá e todos nós somos responsáveis pelo o que aconteceu, é injusto você colocar todo o peso nas suas costas… Nenhum de nós três vai concordar com isso… Quer ser a lider? Tudo bem, aja como uma líder e lídere, iremos falar com Keiji para que sejamos enviados para o mesmo lugar que você!

A fala de Kyomi parecia bem profunda, não visualmente emocional, mas era possível sentir certo apego ou pelo menos alguma conexão, que a jovem não gostaria de perder, ela parecia exaltada, mesmo que falasse num tom de voz comum. Isso poderia deixar Elise ainda mais incomodada, mas Kyomi não dava a minima. Logo Keiji voltava e via as duas conversando.

-Que bom que estão aqui… Suas recompensas! - Ele entregava um saco de moedas para cada uma - Elise, acabei de ver alguns locais que poderiam ser do seu interesse, são eles Baterilla ou algumas ilhas menores. Infelizmente apenas esses dois locais estão disponíveis de imediato.

-Keiji, independente para onde ela for, o grupo já se decidiu, iremos com ela! - Kyomi falava.

-Isso depende exclusivamente dela, se Elise quiser continuar como líder desse esquadrão ou não. - Ele olhava para a garota esperando alguma resposta final.

-Isso não é justo! - Falava Kyomi saindo irritada dali, voltando para a enfermaria.

-Bom,parece que eles gostaram de você, quer mesmo deixá-los? Vocês parecem se dar bem, talvez na próxima não encontre um grupo tão conectado.. Mas não irei intervir, sua decisão irá decidir o que vai acontecer! Mas pense rápido, os navios irão sair em breve, preciso de uma resposta logo! - Dizia ele sendo bem flexível.

A resposta da garota iria gerar grandes mudanças, afinal o grupo poderia ser dissolvido e separado, ou um deles, provavelmente Kyomi seria a nova líder, ou algum outro líder seria colocado no cargo. Elise seria mandada para outro local e começaria do zero todas as relações com novas pessoas sozinha, ou poderia ir como líder de um grupo completamente fechado e conectado, tudo isso dependerá da resposta que ela desse naquele segundo, tudo poderia mudar, assim como um segundo durante um combate letal, uma decisão poderia gerar ótimas ou terríveis consequências.

Legendas escreveu:

Asumi - Levemente ferida
Masaki - Em recuperação
Kyomi
Enfermeira
Keiji

Status:
 




valeu @ carol!


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MensagemAssunto: Re: Cap 1.2 - Liberté   Cap 1.2 - Liberté - Página 7 EmptySex 21 Fev 2020, 11:17

Farewell



– B-bem...Eu preciso mesmo sair daqui, acabei mexendo com as pessoas erradas. – Keiji se espantava com a minha escolha, achava sua reação plausível, julgando pelo o que acontecera até ali, a minha escolha não fazia sentido para eles. Eu não posso permanecer junta daqueles três, não seria produtivo para nenhum de nós. “Eu gosto deles mas....eles não podem vir comigo. É melhor que fiquem aqui, é mais seguro” Tudo parecia se encaminhar como o planejado, Keiji foi averiguar para onde eu iria, enquanto permaneci parada no corredor. Por mais que sentisse uma pequena dor no meu peito, sabia que estava fazendo o certo.

Em um súbito Kyomi aparecia a minha frente. Ela despejava seu rancor contra mim, sua revolta era perceptível na sua fala, postura, olhar...Aquelas palavras inflamadas me irritavam. A garota não estava disposta a me obedecer. “Não faça isso mais difícil do que precisa ser...” Eu sequer tinha forças pra encarar a garota. – Kyomi... – Cabisbaixa, soltei um murmúrio, eu entendia o por quê dela estar tão raivosa comigo, cruzei meus braços, ajeitei a postura e tentaria respirar com calma.

Keiji aparecia novamente, carregava nossas recompensas novas e dizia para onde poderia seguir meu rumo. “Baterilla? Acho que já ouvi falar dessa ilha antes. Dizem que é um lugar bonito.” E era longe de Briss, não precisaria me preocupar com os homens influentes correndo atrás de mim, parecia o lugar ideal. – Vou para Baterilla – Antes que pudesse terminar minha frase, Kyomi implorava para Keiji para que o grupo viesse comigo. A garota era simplesmente teimosa demais. Nosso líder reforçava de quem era a escolha ali. O silêncio pairava no ar, o ritmo do coração acelerava. “Que merda, vou ter que dizer isso de novo?” A loira me forçava a fazer algo que não queria. Ela sabia que meu pavio era curto, não deveria ficar testando a minha paciência repetidamente. Fitaria o líder revolucionário, com o olhar sério. – Quero ir sozinha. – O olhar seria, então, direcionada para a revolucionária. – Ainda vamos nos ver de novo, Kyomi. – Dito isso, esperaria a permissão do líder para poder sair dali e reunir meus pertences. Era hora da mudança. "Já perambulou por tantas ilhas, inúmeras vezes e ainda não se acostumou...Patético, Elise."



Histórico da garota Chuchu:
 

Informações:
 

Objetivos:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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