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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #1 - Mágoas do Passado

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

Relembrando a primeira mensagem :

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptySeg 13 Ago 2018, 04:44



Mágoas do Passado

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#Post 25


Contrariando todas as suas expectativas, Helena revelou à Hisoka que a essência de bronze era, na verdade, matéria-prima para a produção de um fármaco capaz de combater uma doença letal. Tendo em vista o alto valor do extrato, o governo não financia pesquisas ou estimula empresas a manufaturar este remédio, o que acarreta na morte de muitos pacientes. Assim que ouviu a resposta, o professor relaxou os músculos da face e os olhos vagarosamente assumiram uma postura taciturna. Ele simplesmente engoliu em seco, mantendo-se calado até efetuar a sua pergunta sobre a história por detrás do olho da Major minutos depois. Apesar disto, Izzy prontamente a ignorou e simplesmente finalizou os curativos em Hisoka, alertando-o sobre os cuidados que ele deve ter no pós-tratamento. Entretanto, no instante que ela deixou a sala, Pepper se prontificou a esclarecer os nuances de seu passado. A feição do arqueólogo somente ia de mal a pior a cada avanço do relato, chegando a marejar-lhe os olhos e arrancar-lhe uma lágrima no instante que o informou a cerca de seu filho. As semelhanças de Helena com Keiko eram imensas, tendo em vista que ambas foram guerreiras que lutaram até o fim por suas crianças. Todavia, o epílogo dos contos são invertidos, pois enquanto Keiko quem faleceu, fora a filha de Izzy quem não sobreviveu.

– Me lembrou minha mãe... – Ponderou em baixo tom, fungando e limpando a lágrima no canto do olho com o dorso da mão canhota. – É uma boa mulher, apesar de tudo... E forte... Muito forte...– Concluiu após alguns segundos de reflexão em que ficaria com o olhar fixo em Izzy fora da sala, caso pudesse vê-la.

Minutos depois, Hisoka estava devidamente arrumado para que pudesse ir ao Rose Pub. Assim que alertou a sua saída, Gear o lembrou sobre os equipamentos que havia utilizado na missão. O arqueólogo estava tão acostumado com os utensílios que nem havia percebido que ainda estava os portando. Ele arquearia as pálpebras em surpresa e, sem pestanejar, retiraria os artefatos e os entregaria imediatamente à engenheira da tripulação. Ao que parece, Gear não iria para o Rose Pub, pois parecia trabalhar numa invenção. Quem sabe o seu óculos noturno, pensaria Hisoka. De qualquer forma, pouco antes de deixar o galpão, Pepper o questionou a cerca de seu destino. Com um semblante duvidoso, apontado pela inclinação do pescoço e pálpebras cerradas, Kurayami insinuaria que não havia entendido a pergunta, a qual foi prontamente respondida pelo ruivo, revelando que também estava indo para Rose Pub.

– Oh, também está indo? Bem, vamos lá. – Consentiu com sua companhia ao mostrar um breve sorriso.

Por algum motivo, Pepper parecia completamente uma outra pessoa. Desde o acontecimento com Vick, a relação entre ele e Hisoka foi bastante aportada. Após a conversa que tivera na ala hospitalar do esconderijo, o arqueólogo sente-se menos pressionado na companhia do cozinheiro, até a ponto de indagá-lo sobre perguntas mais íntimas, as quais nunca havia imaginado que faria. Sendo assim, depois de saber a cerca das idas passadas do ruivo no Pub, ele o questionou sobre seu passado:

– Então, Pepper, o que te fez se tornar um Revolucionário? – Com as mãos nos bolsos, rotacionou o pescoço para observar o briguento. O seu tom de voz, ao contrário do convencional, demonstraria interesse e, juntamente ao semblante atencioso, parecia ser capaz de cativar Pepper.

Após a resposta dada pelo cozinheiro, a qual respeitou o típico feitio instintivo do rapaz, Hisoka não poderia deixar de gargalhar suavemente, articulando os ombros durante o ato. A ação, entretanto, não duraria muito, pois ele logo atentaria para a grande fila apontada por Pepper. Em reação a quantidade de pessoas, Hisoka suspirou e levou a mão à testa, afinal, somente conseguia imaginar quanto tempo perderia para entrar no estabelecimento. Quando estava prestes a aceitar o trágico destino, Pepper o convidou para ir diretamente até a entrada. O pedido, claro, não seria bem visto pelo professor, principalmente pelo histórico explosivo do cozinheiro.

– Ei, cara, aqui não... – Hisoka diria balançando a mão esquerda em negação, indicando que aquele não era local para fazer algazarra. Apesar disto, contrariando seu pensamento, Pepper não iria ganhar a vaga na base da briga. Seu nome e o de Kurayami estavam, na verdade, na lista VIP. – O que? Bem, tá né. – Apesar de confuso, não hesitaria em acompanhar o ruivo após ganhar uma pulseira que lhe dava admissão ao recinto. Os motivos ele perguntaria depois, apesar que iria descobri-los em breve.

No instante que teve acesso ao Rose Pub, seus olhos iriam vagar por toda a extensão do estabelecimento, buscando associar todas as informações vistas. Inicialmente, Hisoka perceberia que a extensão do lugar é grandiosa, de modo que há várias seções. Deste modo, bastaram poucos segundos de desatenção para que Pepper fosse perdido de seu campo de visão, mas ele não o procuraria, afinal, é seu momento de ter um pouco de descanso.

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– Não acredito... – Diria abrindo um sorriso ao ver os panfletos indicando que Sir Jovi seria o cantor do dia. – Hahahaha, só pode ser brincadeira. – Gargalharia sozinho ao ver o loiro entrando no palco, já iniciando a primeira música de sua apresentação.

Inconscientemente, a ponta do pé direito de Hisoka, assim como o seu pescoço, estariam acompanhando o ritmo da música de seu companheiro. Um sorriso sincero também foi aberto em seu rosto. De olhos fechados, ele inspiraria e expiraria com intensa serenidade, sentindo a melodia expressa nas palavras ditadas por Jovi, tal como os pormenores dentre os traços dos acordes dos instrumentos de corda e as poderosas batidas da percussão. Com as pálpebras lacradas, ele somente teria acesso aos feixes luminosos do estabelecimento, tal como o som abafado em decorrência do breve momento de transe.

– Finalmente... – Suspiraria, voltando a abrir os olhos em seguida. Este momento de paz interior era único e requisitado pelo Revolucionário há anos.

Enquanto caminhava, continuaria a apreciar a música do loiro. Apesar de ser a primeira vez que a esteja ouvindo, Jovi é dotado de um intenso carisma e é realmente um cantor hábil. Hisoka estaria mentindo se dissesse que não está gostando do show do companheiro. Durante seus passos, Kurayami mantinha-se atento as pessoas em busca de encontrar algum conhecido. Coincidentemente, a alguns metros dali, no meio da multidão, a ilustre presença de Fennik foi facilmente notada pelo professor. Ao observá-la, o arqueólogo pararia e franziria os lábios, mordendo o inferior em seguida num sinal de ansiedade. O que a jovem pensaria se ele a cumprimentasse no meio da pista? Será que ela o ignoraria? Não sabe ao certo o motivo, porém seu corpo parecia ter se movido sozinho e, quando mal pôde perceber, sua mão estaria repousando suavemente no ombro da Revolucionária em busca de ganhar sua atenção.

– Fennik? – No instante que a menina virasse, ele desviaria o olhar em hesitação, mas logo retornaria a fitá-la. – Onde estão os demais? Aliás... – Balançaria a cabeça negativamente de forma amena, fechando e abrindo os olhos com ternura ao final. – Qual o melhor vinho daqui? Poderia me dizer? – Forçaria os orbiculares e mostraria os dentes num sorriso pleno. Caso Fennik solicitasse sua companhia, Hisoka iria acompanhá-la até o local designado para a compra do vinho. Se ela somente lhe cedesse a instrução, ele iria sozinho até o lugar.

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#1 - Mágoas do Passado - Página 6 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyTer 14 Ago 2018, 22:17

Vini della Rose


Foi inesperado para o professor chegar ao Rose Pub e se deparar com o que seria um show de Jovi, que aparentemente era mais famoso e popular do que ele conseguia imaginar. O Pub estava cheio e todas as pessoas presentes pareciam ansiosas para o astro da noite, por isso quando o músico subiu ao palco toda a multidão gritou em uma explosão calorosa de emoção. Por mais que ainda não conhecesse aquele som, Hisoka rapidamente se acostumou a ele, curtindo a batida e toda a energia que transbordava do palco para os presentes no local.

Para o antigo professor universitário que passou a vida inteira se escondendo e remoendo um trauma antigo, isso para ele era um momento de paz, uma diversão que jamais tivera em sua vida, uma experiência única onde tudo era incrivelmente novo e apaixonante. Enquanto Jovi continuaria o seu show dando início a novas músicas junto de sua banda, Hisoka se mantinha atento, procurando pelos seus conhecidos (além de Pepper) que poderiam estar por ali, como por exemplo Fennik, que o arqueólogo pode avistar a alguns metros de distância dele, curtindo o show no meio da multidão.

Um pouco receoso quanto a ir cumprimentá-la, Kurayami avançou na direção dela chamando-a pelo nome em voz, já que a música dificultaria um pouco a comunicação em um tom normal e em seguida tocando-a no ombro. Ao ser tocada, Fennik virou para olhar para Hisoka, abrindo um sorriso ao ver que o professor também viera para o show. A garota estava bonita como de costume, trajava novamente o negro em um belo vestido aveludado, e não tinha na cabeça aquela tiara que lembrava uma orelha de feneco, entretanto estava com um pirulito na boca, provavelmente do pacote que Hisoka havia dado para ela.

- Professor! Não sabia que viria. - Disse ela tirando o pirulito da boca pra poder ser melhor entendida. Para que ela pudesse entender o que ele estava falando a seguir, Hisoka teve que repetir as perguntas pelo menos duas vezes, enquanto ela aproximou o ouvido de seu rosto para poder ouvir melhor. - Não sei, o Blink sumiu por aí. - Respondeu a garota falando alto para que o professor conseguisse ouvir. - Melhor vinho? Hmmmm, venha, vou te mostrar.

Dito isso Fennik puxava o companheiro revolucionário pelo braço e ia afastando-o da pista, levando-o para a área VIP, o camarote. Mostrando a pulseira diferenciada, a dupla pode subir as escadas para o andar de cima do Pub, onde lá não haviam tantas pessoas, mas ainda tinha uma quantidade significativa. Apesar de não conhecer ninguém que estava ali, não era difícil pro professor se tocar que quem se sentava nessas cadeiras eram grande maioria pessoas de uma classe econômica acima da grande maioria, seja pelas vestimentas de alta qualidade ou o comportamento mais requintado.

- Todo nosso dinheiro junto não paga nem a meia do pessoal que senta aqui. - Comentou ela com a mão na frente da boca e o rosto próximo de Hisoka. - A maioria aqui são empresários vindo de todos os Blue, é importante para eles ficarem por perto de alguém tão famoso, afinal às vezes eles precisam de alguém pra investir seus produtos. Mas de todos talvez aqueles ali são os mais importantes aqui, tá vendo aqueles caras ali? Rodeados pelos quatro homens de terno… Eles são da realeza de Ilusia, são da família do rei. Não fique encarando demais, podem achar ruim.

Aparência dos 4 de terno:
 

Apesar de não ter apenas quatro pessoas de terno na área do camarote, não era difícil perceber quais eram os quatro que estavam cercando um grupo de pessoas, tanto é que as pessoas não podiam entrar no Pub armadas, mas os quatro aparentemente tiveram essa permissão, visto que aquele com a camisa social azul carregava uma katana nas costas. Já os membros da realeza que estavam sendo protegidos por eles, eram três no total, dois jovens homens e uma mulher, todos compartilhando da mesma cor de cabelos dourados, sendo que um dos garotos tinha as madeixas compridas.

Os loiros:
 

Depois de passarem pelo grupo de Ilusia e chegarem a uma mesa com cadeiras vazias, Fennik e Hisoka poderiam se sentar, ainda podendo ter dali uma vista panorâmica do palco onde o show continuava acontecendo. Assim que se sentaram, um garçom do andar rapidamente veio lhes trazer um cardápio, este que a revolucionária se apressou em ir para a parte de vinhos e mostrar para o professor aquele que seria o seu preferido, um vinho tinto com nome de “Mar de Rosas”, porém uma simples garrafa com 750ml custava 50.000 berries, cinco vezes o preço de um vinho padrão de qualquer mercadinho. Por incrível que pareça esse era um dos mais baratos da lista, já que uma garrafa do “Jardim de Boulevant” chegava a valer 200.000.

- Podemos dividir o valor de um Mar de Rosas, rende cerca de cinco taças para cada um. - Sugeriu ela antes de chamar o garçom para confirmar o pedido, isso é, se Hisoka não decidisse pedir outro tipo de vinho mais barato ou mais caro, visto que Fennik estava disposta a concordar em pagar a metade do valor independente da garrafa escolhida. Porém, se Hisoka decidisse por pagar sozinho a compra do vinho, nesse caso ela não impediria ele de fazer, mas comentaria a respeito. - Tem certeza? Nós não recebemos tanto dinheiro assim pra você ficar gastando, haha, mas se quiser, certamente é um sabor único que nunca provou antes.

Lista “Vini della Rose”:
 

- Ótima escolha, todos os nossos vinhos são de produção Vini della Rose e possuem uma idade mínima de dez anos. Gostariam de estar acrescentando um aperitivo que harmonize com o pedido de vocês? - Perguntou o garçom logo depois de anotar o pedido da dupla.

Enquanto o vinho e (talvez) o aperitivo não chegavam, Hisoka e Fennik poderiam passar o tempo conversando, mas a verdade é que dificilmente eles poderiam ter uma conversa que fosse mais interessante que o show de Jovi, entretanto, se Kurayami poderia tentar alguma pergunta ou puxar um assunto que prendesse a atenção da moça ao seu lado, que no momento estava bastante focada na música cantada pelo músico revolucionário cuja letra falava algo sobre uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. Ao fim da música, o pedido feito por eles chegaria a mesa e o garçom faria a gentileza de servi-los em taças, esta que Fennik jogaria seu pirulito dentro antes de saborear o vinho… Uma atitude estranha, mas não muito surpreendente vindo da amante de doces.

- Ah, não, não acredito que ele vai fazer isso de novo… Ele sempre faz isso! - Reclamava a jovem de cabelos negros olhando para o palco.

Aparentemente Jovi estava procurando uma menina no Pub que estivesse disposta a subir ao palco com o único objetivo de lhe dar um beijo. Pelo visto isso já era algo que ele costumava fazer com frequência, por isso ficou a impressão que todos já estavam esperando por esse momento do show, pois começaram a vibrar quando o astro fez o anúncio, e claro, as várias meninas interessadas começaram a pular e agitar os braços. Isso por si só não era algo surpreendente, nem chocante, porém, quando uma garota específica do lugar ergueu os braços, aí sim houve a surpresa.

- EU! EU! EU! - Gritou a loira logo ao lado da dupla revolucionária no camarote, aquela que estava na mesa da realeza de Ilusia. - ME ESCOLHE!

- Marin, o que você está fazendo?! - Perguntou o jovem loiro com os cabelos longos, tentando fazer a garota voltar a se sentar.

- Me deixa, Eduardo! - Exclamou ela empurrando o outro para longe.

- Ora, ora! Aquela jovem e bela loira ali de cima, seria você o meu anjo da noite? - Perguntou Jovi pelo microfone, apontando para Marin, que ao perceber que estava sendo chamada levou a mão ao rosto e guinchou de empolgação.

- Princesa, tem certeza que deseja fazer isso? Pense nas consequências… - Perguntou o homem com a espada nas costas.

- Cala boca e me leva logo para lá! - Ordenou a princesa para o espadachim, que logo a obedeceu.

Como se já não fosse chamativo o bastante uma princesa ser a escolhida de Jovi, ela e seu “segurança” optaram por não descer as escadas como uma pessoa normal faria, ao invés disso ele segurou ela no colo e pulou do camarote para o andar de baixo, levando algumas pessoas a ficarem surpresas… Mas não o pequeno grupo de revolucionários que ali estavam. Um pouco intimidadas com a presença do homem armado, as pessoas abriram caminho para que Marin chegasse ao palco como Jovi havia pedido.

- Certamente um dos rostos mais belos que já encontrei pelos oito mares. Senhorita, poderia nos dizer o seu nome? - Perguntou ele depois de elogiar a aparência dela.

- Marin, Thalassa Marin, princesa de Ilusia Kingdom. - Se apresentou no microfone que havia sido colocado na frente de seu rosto. Com tal revelação, muitas pessoas reagiram com espanto, mostrando-se surpresas com a presença da princesa.

- Puta merda, o papai vai nos matar. - Disse o loiro de cabelos curtos com as mãos na cabeça, não querendo ver o que ia acontecer em seguida.

- Alfonso, eu vou matar esse desgraçado se ele beijar nossa irmã! - Ameaçou Eduardo com os punhos cerrados e rangendo os dentes.

- Uau, uma princesa? Que honra! - Falou o cantor, demonstrando estar surpreso.

- A honra é toda minha. - Respondeu a loira aparentando estar um pouco envergonhada.

- Não seja tímida… Pois posso fazer esse ser o momento mais feliz de sua vida. - E dito isso, o astro aproximou-se da princesa, beijando-a como havia prometido que faria com quem subisse ali. Com a cena acontecendo, a galera do Pub foi a loucura, vibrando enlouquecidamente.

- DESGRAÇADO!!! AAAAAAAAA! - Gritou Eduardo ameaçando pular do camarote.

- Calma irmão, não faça isso! Ela tem o direito dela! - Disse Alfonso tentando acalmar o irmãos segurando-o pelo braço. - Hey, vocês não vão fazer nada? - Perguntou ele para os outros três homens de terno próximos a eles.

- Não somos seus conselheiros, não vamos lhes impedir de nada, apenas impedir que outros tentem fazer algum mal a vocês. - Disse o homem com a camisa roxa de maneira bem séria.

- E o que ele está fazendo com a nossa irmã não é um mal absurdo?!! - Indagou Eduardo ainda com os nervos à flor da pele.

- Haha, não vou mentir que estou com inveja do cantor… A princesa é bem gata. - Comentou o homem de cabelo claro e camisa amarela.

- O QUE VOCÊ DISSE? TÁ MALUCO É?! - Gritou o príncipe de cabelos longos, tentando acertar o homem com socos, mas ele acabava desviando de todos enquanto dava risadas.

- Irmão, calma, por favor, não queremos chamar atenção! - Implorou o outro príncipe tentando conter seu irmão.

- É, fale isso para Marin, não pra mim! - Respondeu o jovem Eduardo, finalmente sossegando na cadeira, mas cruzou os braços mostrando-se ainda aborrecido.

Como todos estavam atentos ao beijo do astro do rock e a princesa de Ilusia, poucos realmente notaram a reação dos irmãos da garota, assim como os gritos da multidão abafavam o príncipe escandaloso, mas para Hisoka e Fennik, tão próximos da mesa deles, era bem possível de se entender o que estava acontecendo ali. Prestando atenção ou não no que Eduardo havia dito, o arqueólogo poderia chegar sozinho à conclusão de que o que acabou de acontecer era absurdamente chamativo, e não iria demorar até que todo o reino de Ilusia ficasse sabendo do que aconteceu, ou quem sabe até todo o West Blue.

- Ele é tão ridículo. - Comentou Fennik após franzir a testa e beber todo o vinho de sua primeira taça.

Ao fim do beijo entre os dois loiros, a princesa seria levada de volta para o camarote pelo seu segurança, ou melhor, seria carregada, já que ela estava tão abobada que parecia até que havia desmaiado, foi também por conta disso que ela pareceu nem ouvir o que Eduardo reclamava com ela quando voltou para a mesa. Enquanto isso, Jovi, que aparentemente pouco se afetou por ter beijado uma princesa, continuou seu show como ele deveria continuar, afinal ainda estava longe de terminar.

- Acho que nessa vida todos nós já demos um beijo inesquecível… Aquele beijo especial com aquela pessoa que sempre terá um espaço no seu coração… Aquela pessoa que você sempre amará. - Disse o músico antes de começar a cantar a sua próxima [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], agora um pouco mais calma e com a letra mais romântica.

- Às vezes fico surpresa com o quanto ele consegue ser hipócrita... - Disse a garota ignorando possíveis olhares do músico para ela. - Enfim, o que achou do vinho, professor? - Perguntou ela já se preparando para botar mais um pouco do líquido em sua taça, caso houvesse ali algo para comer, ela comeria também. - E o ambiente? A música e tudo mais? Você não me parece ser o tipo de pessoa que frequenta esses lugares.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyQua 15 Ago 2018, 02:44



Mágoas do Passado

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#Post 26


No instante que Fennik se virou, Hisoka perceberia que ela estava mais bonita que o comum, tendo em vista que suas novas vestes a tornaram mais madura. O som alto do ambiente impedia a Revolucionária de ouvi-lo, situação que obrigou a jovem a se aproximar do ouvido de Kurayami. A distância encurtada permitiria ao arqueólogo captar sua fragrância com suas narinas, fazendo-o arquear as sobrancelhas em surpresa com o magnífico eflúvio.

– Decidi vir, haha. – Sorriria levando a mão esquerda à nuca em sinal de leve embaraço, indagando-a sobre o vinho em seguida.

Neste momento Fennik iria surpreendê-lo, agarrando seu braço para que pudesse guiá-lo no meio da multidão. O destino era o camarote, área do salão que havia sido vista pelo professor no instante em que chegou, mas que ele não havia criado interesse, pois muitos dos que residiam detinham um aspecto esnobe. Durante o caminho, sentir a quente pele macia da Revolucionária provocaria um leve rubor em suas bochechas, tal como aumento da frequência cardíaca e uma breve queda do maxilar pelo ato repentino.

No camarote, a dupla teria acesso a uma mesa isolada em que poderiam sentar lado a lado. Com os cotovelos paralelos apoiados sobre a távola, Hisoka iria vislumbrar de relance os indivíduos ao seu redor, buscando não ser percebido durante o gesto. Ironicamente, ele e Fennik pareciam completos indigentes, comparando os trajes e posturas dos ricos empresários e os nobres instalados na seção. Em especial, a Revolucionária atentaria para o quarteto de terno que estava protegendo uma família real, os loiros. A moça chegou tão próxima de Hisoka para o cochicho que ele poderia sorver o seu cálido hálito adocicado pela guloseima. No momento que ela citou a cidade natal das realezas, oriundos de Ilusia Kingdom, o arqueólogo engoliria em seco, pois as lembranças provenientes da história relatada por Pepper vieram à tona. Saber que estes indivíduos podem estar envolvidos com os acontecimentos que culminaram no passado terroroso de Izzy e Muralha o açulou. Apesar disto, captaria a mensagem de Fennik e desviaria o olhar rapidamente, voltando a ser consumido pelo seu temperamento calmo, focando na escolha dos vinhos após a chegada do cardápio cedido pelo garçom. Mesmo que tenha vistoriado todos os sabores, ele seguiria a preferência da Revolucionária:

– Pode ser. Eu posso pagar desta vez, tudo bem? – Assentiria ao pedido do vinho de Fennik com um sorriso serene. Em seguida, balançaria negativamente a cabeça com suavidade enquanto mantinha os olhos fechados após sua reivindicação. – Não se preocupe, ainda tenho um pouco de meu salário de professor. Você paga na próxima, pode ser? – Hisoka não sabia ao certo se haveria uma próxima vez e quem acabaria por articular os dizeres fora seu inconsciente. Apesar disto, provavelmente serviria como um decreto para sanar o impasse. – O mar de rosas, por favor. – Levantaria o pescoço para observar o garçom, devolvendo-lhe o cardápio. – Por mim, não. Você gostaria? – Perguntaria à Fennik com relação aos aperitivos.

Após a saída do garçom para que pudesse buscar o vinho pedido, Hisoka iria virar o pescoço almejando atentar ao show de Jovi. Ora ou outra, ele olharia Fennik de viés, voltando a observar o loiro em seguida. Ele gostaria de conversar com a bárbara, porém ela parecia estar curtindo as músicas, sendo assim, o professor preferiu não interrompê-la. Apesar disto, a garota não aparentou se incomodar com o silêncio, o qual não durou muito, pois a música perdurou por pouco tempo. Coincidentemente, o fim da melodia marcou a chegada do "Mar de Rosas", o qual foi profissionalmente servido pelo garçom em taças. Assim que levasse o utensílio próximo dos lábios, contemplaria uma atitude estranha por parte de Fennik. A moça havia despejado o seu pirulito no líquido, recebendo uma expressão de imprevisto por parte de Kurayami. Apesar da momentânea surpresa, ele correlacionaria a conduta com o vício da Revolucionária, abrindo um sorriso antes de sorver o primeiro gole do vinho, captando os pormenores por detrás do fermentado, o qual detinha um leve sabor adocicado e baixo teor alcoólico.

– Você é cheia de surpresas. – Comentaria em facécia.

O clima entretido seria revogado com o presenciamento de uma cena bem inusitada, a qual a Revolucionária já esperava, pois já esteve em outros shows do músico. Para Hisoka, entretanto, era um cenário inédito, dado que este é o primeiro concerto de Jovi que ele aprecia. Deste modo, ao fim de sua canção, o loiro convidou para o palco uma moça sortuda para que ele pudesse beijar. Para a surpresa de Hisoka, a mulher escolhida estava próxima dele, pois tratava-se da menina da realeza mostrada por Fennik há pouco. Em razão de seu susto, o arqueólogo virou a cabeça para a Revolucionária e arregalou os olhos, movendo os lábios em silêncio:

– Como assim...!? – Tatalaria em espavento.

A cena foi sucedida por uma confusão entre a própria família e seus guardas, situação tão inesperada quanto a escolha da jovem por Jovi. Neste momento, Hisoka levantaria dúvidas a cerca da ciência do loiro sobre a mulher. É certo que ela acabou se revelando no microfone a todos os presentes, mas ele já sabia disto antes? Se sim, o acontecimento audacioso poderia trazer problemas futuros aos Revolucionários, principalmente ao levar em conta que Ilusia Kingdom é a próxima parada da tripulação. Apesar disto, Hisoka também notaria que Fennik não parecia muito irritada, demonstrando mais aflição a façanha de Jovi que a própria escolha de sua pretendente.

O beijo levou a plateia à loucura, arrancando muitos gritos, majoritariamente femininos. Apesar do ato fazê-lo refletir, Hisoka seria muito mais atingido pelas palavras póstumas de Jovi. Com o semblante cabisbaixo, ele apoiaria a taça pouco preenchida em suas coxas, mirando o chão enquanto mordiscaria as bochechas e ponderaria sobre o comentário do Revolucionário. A verdade é que ele nunca deu sequer um beijo, quem dirá um inesquecível, tampouco chegou a amar alguém. Apesar de, como qualquer outro ser-humano, já ter tido um certo afeto por algumas meninas em seus vinte e dois anos, nunca tivera nenhum sentimento mais profundo por uma delas. Sua vida sob as sombras o impediu de criar muitos laços e o omitiu de muitos envolvimentos que os adolescentes normais vivenciam. Com o polegar direito, afagaria a superfície do cálice num gesto pacificador, buscando afastar estes sentimentos de arrependimento que o afligem.

– Vocês não parecem ter um passado muito bom... – Avaliaria Hisoka a cerca do comentário de Fennik sobre a hipocrisia de Jovi. Buscaria fazê-lo antes que ela percebesse a sua postura taciturna em resultado da reflexão anterior, levantando a cabeça para que pudesse fitá-la, apesar de continuar o gesto pacificador. – Entendo, desculpe... Vamos mudar de assunto. – Diria se ela o respondesse rispidamente ou não tivesse interesse em falar sobre. – Oh, Entendo... Bem, vamos mudar de assunto. – Responderia se o seu retruque fosse qualquer outro. – Eu gostei, Fennik, obrigado por me apresentá-lo. – Agradeceria com um sorriso, abrindo um pouco mais sua postura, mostrando maior conforto. Ergueria a coluna e o pescoço, mantendo-se ereto e afastaria um pouco mais as pernas que estavam muito reclusas. – Sabe, você está bem diferente. – Franziria o queixo e olharia Fennik completamente, porém com previdência, evitando parecer estar analisando-a. – Digo, não somente em aparência. – Beberia todo o vinho na taça, colocando-a na mesa para que pudesse repor o líquido. – Não, não. Mudou para melhor... Para melhor... – Caso Fennik mostrasse insegurança com o comentário de Hisoka, ele acrescentaria, revelando um sorriso tímido enquanto negaria a dúvida de Fennik com a palma da mão esquerda.

O escólio não foi a toa, pois Hisoka já havia notado esta diferença desde que a viu pela primeira vez no salão. A bárbara está com um aspecto mais maduro e com uma aparência ainda mais encantadora que o normal. Apesar de seu corpo dotado de poucas curvas e volumes, sua vestimenta e fisionomia atuais a evidenciam como uma grande mulher. Talvez o fato de estarem bebendo vinho juntos num Pub tenha engrandecido a análise, porém, além disso, ele ainda não presenciou suas típicas histerias infantis ou os avanços pervertidos até então, o que motivou Hisoka a enxergá-la com outros olhos. Aliás, não foi uma mudança que ele percebeu somente em Fennik. Pepper também estava distinto, bem menos explosivo e mais compreensivo, assim como Izzy havia mostrado um lado mais humano. Pode ser somente coincidência, mas o professor acredita que seja algo relacionado com a sua maior estadia no grupo, isto é, ele está vislumbrando muito mais que somente o superficial dos membros da tripulação. Finalmente pode vivenciar quem eles realmente são de verdade.

– Está tudo muito bom, apesar de ser a minha primeira vez num show como este. A música do Jovi é agradável, o ambiente calmo, a companhia maravilhosa... – Hisoka demoraria um pouco para perceber que seu comentário havia sido um pouco embaraçoso, desviando seu olhar para a plateia e sendo preenchido por vermelhidão assim que notasse, almejando amenizar a situação deglutindo um pouco de vinho. Todavia, passados alguns poucos segundos, ele iria sorrir e soltar ar subitamente pelo nariz, indicando aceitação. – Eu realmente não frequentava... Eu passei grande parte da minha me escondendo, sabe... Quando criança, minha mãe me proibia de ter amigos, porque ela dizia que poderia ser perigoso... Eu não entendia na época, mas obedecia... – Reduziria os lábios e engoliria saliva antes de continuar. – Depois que ela morreu eu fiquei na rua... Não tinha tempo para brincar, porque estava ocupado demais tentando sobreviver... – Apreensivo, Hisoka dilataria as têmporas ao tensionar os masséteres, novamente desviando o olhar, mas desta vez almejando esconder as íris cintilantes. – Tinha esperança que quando crescesse as coisas seriam diferentes... Que eu finalmente teria uma vida normal, sabe? Mas quando eu cresci e me tornei professor já era tarde... Eu comecei a entender minha mãe, então fiquei ainda mais preso. Basicamente só ia da minha casa para a Universidade todos os dias... Infelizmente perdi toda minha infância e adolescência, mas enfim... – Voltaria a olhar para Fennik, forçando o zigomático para mostrar-lhe um sorriso, o qual seria enaltecido pelos olhos marejados quase despejando lágrimas. – Desculpa trazer a tona um assunto tão triste, não era meu objetivo... Espero não ter estragado sua noite... – Passaria o dorso da mão canhota sobre as pálpebras para limpar o líquido salino remanescente, voltando a beber a segunda taça de vinho, preenchendo a terceira em seguida. – Quer me contar um pouco sobre você? Eu lhe conheço tão pouco. – Inclinaria o pescoço para a esquerda e saltearia o lábio inferior num ato de súplica. – O que te fez mudar de vida... ? Sabe... – Como estavam num ambiente inadequado para falar o nome da organização em alto tom, Hisoka iria olhar ao redor, deixando a taça sobre a mesa antes de inclinar seu tronco para se aproximar de Fennik. – Se tornar uma Revolucionária... – Sussurraria pausadamente em seu ouvido para que ela compreendesse.

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O historiador estava prestes a voltar para a posição natural em sua cadeira e ouvir a resposta de Fennik, mas imobilizaria seu corpo no instante que ficasse face a face com a bárbara. Suas pálpebras ampliariam, as pupilas dilatariam e as bochechas seriam coradas. A este ponto, era difícil discernir se pelo álcool do vinho ou por constrangimento; provavelmente uma harmonia entre ambos. De qualquer forma, com o apoio de seus pés, conduziria o tronco até extinguir a distância entre ele e a Fennik, buscando encaixar seus beiços nos da Revolucionária. Se a garota permitisse, ele continuaria o beijo, movendo os lábios carinhosamente em harmonia com os seus. Para apimentar o laço, Hisoka levaria a mão direita até o pescoço da bárbara, estendendo os dedos até a nuca, afagando-a com delicadeza a medida que inseria sua língua na cavidade oral da moça, trocando saliva durante a ação. Era capaz de sentir sua temperatura crescer, os batimentos cardíacos aumentarem e sua respiração se tornar mais intensa. Completamente isolado do ambiente exterior, não ouviria nada além do próprio fôlego e, inerte no ápice, relembraria as palavras ditas por Jovi: [...] Acho que nessa vida todos nós já demos um beijo inesquecível [...]. Após pouco mais de um minuto tateando os macios e úmidos lábios de Fennik, Hisoka se afastaria com bastante fleuma, abrindo os olhos vagarosamente. Levaria alguns segundos para que sua visão voltasse a se acostumar com o brilho do ambiente, mas logo focariam na bárbara. Com o semblante banzado, iria inspirar e expirar fortemente buscando recuperar o fôlego:

– Perdão... Eu... Eu deveria ter lhe perguntado... – Diria independentemente de Fennik ter aceitado seu beijo ou não.

Caso Fennik tivesse recusado o seu beijo, Hisoka iria afastar a cadeira e se levantar, deixando o pagamento sobre a mesa. Engoliria em seco, completamente constrangido, porém seguiria em direção do galpão, ignorando quaisquer um que tentasse diálogo. Se, por ventura, a garota consentisse com o beijo, ele somente iria recuar carinhosamente e sorriria ao mesmo tempo que desviaria o olhar, mordiscando o beiço inferior com os incisivos superiores. Após alguns segundos, começaria a gargalhar suavemente, cobrindo a boca com a mão esquerda.

– Algo me diz que eu deveria ter feito isto há algum tempo... – Hisoka voltaria a fitar Fennik, continuando a sorver do vinho. – Minha pergunta ainda está de pé, a propósito... – Arquearia as sobrancelhas enquanto manteria os lábios na borda da taça, finalizando o terceiro cálice.

Ouviria a resposta da bárbara, continuando a acompanhá-la até que o vinho fosse completamente finalizado. Com a visão um pouco titubeante em decorrência do efeito do álcool, Hisoka iria redobrar o cuidado em seus passos para que evitasse uma queda desconcertante. Sempre associado como o membro mais erudito da tripulação, uma cena como esta certamente derrubaria completamente sua reputação. Deste modo, tal como havia prometido, efetuaria o pagamento de toda a bebida, mantendo-se ao lado de Fennik na volta para o galpão. Se a Revolucionária ousasse diminuir a distância, seja entrelaçando os cotovelos ou dando as mãos, Hisoka não relutaria em consentir.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyQua 15 Ago 2018, 21:06

Paraíso


Com a ida de Fennik e Hisoka para uma mesa na área VIP, a decisão de qual vinho iriam pedir ficou na mão do professor, apesar da garota ter deixado sua opinião a respeito de qual era o seu preferido. Optando por atender o gosto da companheira, Kurayami confiou no paladar da revolucionária e pediu o vinho suave chamado “Mar de Rosas”. Quando questionados se queriam pedir também algo para comer, Hisoka levou a decisão para Fennik, que balançou a cabeça negativamente, não fazendo questão de ter um acompanhamento harmonioso. Após a chegada do vinho, o arqueólogo tinha uma leve surpresa ao ver a jovem bárbara depositar o pirulito dentro do líquido rosé.

- Você não faz nem ideia… - Disse ela em resposta ao comentário do professor, olhando para ele com um sorriso de canto antes de levar a taça até os lábios.

Logo no primeiro gole do refinado Vini della Rose, Hisoka pode notar o sabor adocicado da bebida alcoólica a base de uvas, o que já devia esperado se considerar que é a bebida preferida de Fennik. Entretanto, ainda que levemente doce, o sabor suave do vinho Mar de Rosas era superior a qualquer outro que já tivesse tomado em sua vida, talvez não fosse esse o seu tipo preferido, mas poderia reconhecer a qualidade do que estava tomando, sendo que até a fragrância desse vinho era agradável… Ou talvez fosse apenas um cheiro padrão de vinhos, já que Hisoka pode não ser tão familiarizado assim com esse tipo de produto. Se esse que nem era o mais caro já é bom, quão majestoso é o Jardim de Boulevant? Ou então quão grandioso são os vinhos de Micqueot, os mais saborosos do mundo?

Com o álcool agora já percorrendo suas correntes sanguíneas, aos poucos o comportamento de Fennik e Hisoka poderiam ir mudando, assim como a maneira como eles enxergam as coisas ao redor poderiam ter algumas alterações, ficando quem sabe mais engraçadas ou interessantes. A garota talvez chegasse a um estado alterado com mais velocidade, já que provavelmente estava bebendo o vinho mais rápido que o professor que a acompanhava. Enquanto toda a cena do beijo acontecia e a maioria dos presentes no local ficavam eufóricos, Hisoka era aquele que ficava pensativo, refletindo principalmente sobre o comentário de Jovi antes de dar início a mais uma de suas músicas. O clima romântico instalado no Pub deixava, com uma boa razão, Kurayami cabisbaixo.

Evitando pensar sobre o assunto de ser um adulto que nunca teve uma experiência amorosa em sua vida, o arqueólogo se atentou as palavras ácidas de Fennik que se referiam à Jovi, aproveitando o momento para puxar uma conversa com a revolucionária sobre o passado dela com o músico, mas era notável só pelo olhar dela para ele que não tinha interesse em comentar sobre o assunto. - Não, não temos, na realidade ninguém tem, porque ele não vale nem um centavo de berry! - Respondeu ela para logo depois mudarem de assunto e falarem sobre o vinho que haviam comprado, por sinal Fennik já estava indo para sua segunda taça nesse exato momento. - Diferente? Diferente como? Me sinto normal, a menos que esteja querendo dizer que eu engordei… - Comentou Fennik em resposta ao comentário do professor, que rapidamente ele se apressou em explicar do que realmente se tratava. - Hummm, obrigada então, kikiki. - Agradeceu dando uma risadinha e um golinho no seu vinho adocicado pelo pirulito de tutti-frutti.

Hisoka continuou a conversa, elogiando o show, a música, o ambiente e também sua companhia, que apesar de ouvir o elogio, não disse nada, apenas deu uma piscadinha no estilo Blink para o rapaz, talvez mais um ponto da personalidade da bárbara, que pode demonstrar ser um pouco convencida. Depois de ter ficado pouco constrangido pelo que falou, ainda que Fennik nem tenha dado muita importância, Kurayami seguiu contando para a companheira mais sobre seu trágico e solitário passado, algo que provavelmente ele fez poucas vezes na sua vida, ou até mesmo nunca, provando assim o quanto ele estava confortável com a presença da bárbara para contar à ela sobre isso. Até então, Fennik, que estava muito mais atenta a apresentação de Jovi do que a presença de Hisoka, mostrou-se um pouco mais atenciosa ao rapaz.

- Não, não precisa se desculpar, acho que esse tipo de momento é bom pra você desabafar, acredito que você teve poucas vezes essa oportunidade. - Disse ela levando a mão esquerda até as mãos de Hisoka, segurando-as para incentivá-lo a se abrir mais, não se importando se ele começasse a chorar.

Talvez ainda fosse demais para o professor entrar tão a fundo nesse assunto, pois ele preferiu não falar mais sobre isso e passar a bola para a revolucionária, também fazendo a ela a sua pergunta já recorrente entre os companheiros revolucionários, tendo a diferença que dessa vez, por estar em um ambiente bastante movimentado, Hisoka teve que se aproximar bastante da garota para falar mais perto de seu ouvido. Graças a essa distância tão curta criada entre os dois, Kurayami sentiu algo dentro dele dando-o coragem para fazer aquilo que o calor do momento sugere que ele faça: beijar Fennik.

- Bem, é uma história bastante… - Estava ela já contando quando foi interrompida pela ação repentina do professor em lhe tapar a boca com os próprios lábios. Incrível como uma guerreira tão habilidosa consegue ser pega de surpresa por um simples beijo.

Saborear o Vini della Rose foi sem dúvida uma experiência única para o Hisoka, porém não será algo que marcará sua vida para todo o sempre, algo bastante diferente se comparado ao seu primeiro beijo, momento que certamente será eternizado em sua memória como uma grande conquista. O Mar de Rosas era um vinho bom, tinha um sabor excepcional, mas era um vinho, algo que ele já conhecia, um beijo era ainda algo desconhecido, um caminho inexplorado e uma surpresa bastante positiva para o rapaz, que sentia nesse simples ato um mar de emoções. Talvez o fato de ter sido Fennik a primeira de Hisoka torne tudo isso mais grandioso para ele do que de fato é, mas isso importa? Não, pois o professor aproveitava cada segundo do momento, podendo sentir o gosto doce desses delicados e macios lábios, além do suave perfume que entravam sem permissão por suas narinas. Inesquecível, sim, essa era a palavra.

- Desculpe, Hisoka, eu… eu…

Então o que parecia ser o caminho para um aberto céu azul, um paraíso, o professor viu rapidamente se transformar em uma tempestade, pois enquanto ele estava saindo do beijo feliz (digamos que sim), a bárbara parecia ainda chocada, mesmo que tenha permitido que o beijo não fosse interrompido. Naquele instante Fennik tinha uma expressão que ultrapassa a barreira do espanto, mostrando-se algo mais parecido com o pavor. Havia sido tão ruim assim? Era realmente apavorante para ela ter beijado Hisoka?

- Eu não posso. Desculpa. - Completou ela, levantando sem dar mais explicações e se retirando do camarote às pressas.

Sem entender o que aconteceu e sentindo-se culpado pela sua ação, Hisoka ficaria sozinho na mesa com ainda metade da garrafa de vinho disponível e um show de Jovi que não parecia estar nem perto de acabar. Se havia interesse do jovem professor em continuar no local, ao menos ele tinha álcool suficiente para encarar a noite, mas se tivesse perdido completamente o clima para isso, então bastaria pagar pela bebida e não se esquecer de levar o resto da garrafa embora.

Se Hisoka optasse por ir embora do Pub e sua garrafa de vinho estivesse vazia, talvez ele tivesse um pouco de dificuldade para se lembrar no dia seguinte de como foi parar na sua cama, mas se a garrafa ainda estivesse próxima da metade, então era um sinal de que ele não teria muitos problemas para retornar ao esconderijo revolucionário. Se fosse do seu interesse procurar por Fennik, o professor falharia em encontrá-la, seja ainda no Rose ou onde costuma ser o seu quarto no galpão, portanto qualquer pedido de desculpas ou algo do tipo teria que ficar para o dia seguinte.

Entretanto, o que o arqueólogo, talvez de ressaca, não estava esperando é que teria que ter seu precioso sono interrompido por conta de Izzy, que o acordava umas quatro horas depois de ter caído no sono. - Hey, Hey, Hey, Kurayami, acorda! Já estamos de saída! Só arrume suas coisas e saia, não temos tempo para nada além disso. - Disse ela em alto tom para que sua voz penetrasse por seus ouvidos da pior forma possível. Por mais que a ressaca pudesse não existir, suas dores musculares certamente ainda existiam, e isso já poderia ser suficiente para atrapalhá-lo a sair da cama.

Levasse o tempo que fosse preciso para o professor conseguir sair do seu quarto temporário com todos os seus pertences arrumados, quando ele botasse os pés para fora iria perceber que todo aquele galpão bem organizado havia desaparecido, pois os móveis haviam sido arrastados para um canto e cobertos por uma lona. Exceto o que podia ser levado dentro de caixas como por exemplo os itens da ala hospitalar e as tecnologias de Gear, todo o resto parece que seria deixado ali mesmo, já que poderia ser facilmente substituído quando chegassem a um novo esconderijo.

- Bom dia, Professor, aqui está o que você havia me pedido. - Disse Gear se aproximando dele com o projeto de óculos de visão noturna quase idênticos aos que ele havia pedido para ser feito. - Realmente essas lentes são melhores do que aquelas que eu sugeri, mas não é como se eu fosse uma especialista no assunto, não é? Enfim, preciso lhe informar alguns extras que consegui implementar e também o básico da funcionalidade desse apetrecho. Primeiramente, você me pediu para que fosse feito um óculos que lhe permitisse enxergar no escuro, mas também não fosse exatamente assim o tempo todo, então você pode simplesmente ativar a visão noturna apertando esse botão verde aqui na parte superior direita. - Explicou ela mostrando onde no óculos ficava o pequeno botão mencionado, porém, era notável que também havia um botão vermelho logo ao lado desse. - Para desativar basta apertar novamente o mesmo botão. Como eu fiquei um pouco na dúvida se sobre qual tipo era mais vantajoso, também instalei no óculos uma visão de calor, portanto basta apertar o botão vermelho para que seja ativado. Agora umas informações importantes, ambas as visões não podem ser ativadas ao mesmo tempo, sempre que optar por ativar uma, a outra ficará automaticamente inativa. Cuidado na hora de usar a visão de calor, ela permite que você veja com facilidade alguns movimentos de pessoas, mas não vai lhe favorecer em uma batalha no escuro, já que você perde total visão daquilo que não é uma fonte de calor. Ele não é à prova d’água, portanto se cair com ele no mar ou algo do tipo vai ter que trazer pra consertar. E ele consome bateria, então é bem óbvio que você precisará trocá-la de tempo em tempo. Enfim, alguma dúvida? - Perguntou ela depois de explicar tudo sobre o objeto feito por ela mesma, que por sinal era incrivelmente melhor do que o Pigeon, seria isso apenas uma consequência da qualidade dos materiais? Se Hisoka viesse a perguntar alguma coisa sobre o óculos a garota responderia com prazer, mas caso não acontecesse, ela mudaria um pouco seu semblante sério para algo mais bobo e com os olhos brilhando. - E ficou lindo, não ficou? Olha que criação incrível! Tenho certeza que se a gente vender essas coisinhas vamos ficar ricos.  

Depois de dada a explicação e o diálogo entre o professor e a engenheira tivesse fim, Hisoka estaria livre para fazer o que quisesse, fosse isso ajudar Muralha a carregar as caixas para o navio - este se recusando a receber ajuda, sinalizando que poderia fazer sozinho - ou então procurar inutilmente por Fennik pelo galpão ou arredores, assim como perguntar para seus companheiros sobre ela não ajudava em muita coisa, Blink e Jovi não estavam a vista, e Pepper, que também havia saído com eles ontem, parecia ainda mais humorado e de ressaca que Kurayami.

- E eu lá vou saber onde ela tá? Nem vi ela ontem… Grrr, minha cabeça vai explodir. - Reclamou ele enquanto andava como um zumbi a procura de água pelo esconderijo. - Mas hein, ontem foi do caralho, haha, não sei se você viu a parte que eu pulei do palco pra cima da galera, animal demais!! - Comentou ele logo depois, mudando um pouco seu humor para fazer uma expressão mais radical com a língua pra fora, mas durava pouco, pois sua cabeça voltava a doer e sua mão ia parar na testa.

Se Hisoka decidisse sair para a cidade seja para procurar por Fennik ou seja para entregar o óculos para a garota da ótica, a Major perceberia a movimentação dele e o impediria um pouco antes. - Hey, onde pensa que vai? Não quero ninguém se atrasando… Daqui meia hora, uma hora no máximo já é para estarmos a caminho de Ilusia! - Alertaria ela dando um prazo para o professor estar no porto.

No caminho para a ótica, Hisoka poderia ter mais tempo para testar o óculos, sendo que o de visão noturna não sabia se estava funcionando corretamente por questão do horário diurno, mas a visão de calor era impressionante, já que funcionava em qualquer situação. Como Gear havia dito, era difícil de se locomover com precisão com a visão de calor ativa, mas não deixa de ser algo que pode vir a ser útil no futuro, desde que não estrague ou funcione corretamente… Algo que ele só vai descobrir depois de apresentar a moça da ótica ou usar por mais tempo.

- Uau, esse óculos é incrível, a pessoa que fez parece realmente ser boa nisso. - Comentou a garota assim que Kurayami lhe mostrou os óculos para serem checados. - Darei uma olhada neles para ver se está tudo certo, mas olhando assim por fora as lentes me parecem estar em um bom estado… Ok, espere aqui, volto em uns dois minutos. - Disse a atendente levando o óculos para o interior da loja, mas demorou um pouco mais do que dois minutos para retornar. - Ok, Sr…… Kurayami, parece que não tem nada de errado com seus óculos. - Informou ela dando uma demorada no início da frase, esperando que o professor falasse seu nome para que ela pudesse chamá-lo corretamente. - Se não tiver nenhum erro de funcionamento acredito que a bateria dure bastante tempo, pelo menos as lentes estão fazendo a função que deveriam fazer e sem trazer nenhum prejuízo. Pelo visto acabou optando por usar aquelas lentes que eu falei, não é? Haha, estava certa quando disse que eram melhores.

Independente de como a conversa se estendesse a partir dali, no final Hisoka já teria liberdade para poder partir satisfeito com praticamente todos os seus feitos em Toroa, bem, todos exceto um, mas esse parecia fugir dele como o diabo foge da cruz, então ficava difícil tentar consertar o erro que pode ter cometido na noite anterior. No caminho de volta, o arqueólogo acabaria por avistar o já conhecido Blink, o navegador estava conversando com um rapaz jovem, bastante alto e com os cabelos escuros caídos sobre os ombros, pela maneira como os dois estavam se comportando era possível deduzir que estavam se despedindo, pois após um longo abraço, cada um foi para um canto, e por estarem indo para o mesmo caminho, o atirador acabou percebendo Hisoka.

- Oh, bom dia, Professor, que surpresa vê-lo por essas ruas, já se acostumou com o lugar? - Perguntou o jovem de maneira educada, aproximando-se dele para seguirem juntos pelo resto do caminho. - Acredito que já deva estar indo para o navio, certo? - Dada a resposta do professor, se por algum motivo ele viesse a perguntar ao navegador sobre Fennik, o mesmo levaria a mão no queixo, mostrando-se pensativo e responderia: - Bem, não me recordo de tê-la visto indo embora do Rose ontem, mas ela não estava no esconderijo? Bem, talvez já tenha ido para o navio.

Indo direto para o porto, Hisoka poderia ficar surpreso com o fato de que eles não estavam entrando no já conhecido navio “Show do Milhão”, mas sim o navio de viagem de Sir Jovi. Como um famoso astro do rock, Jovi não poderia ter um navio qualquer, tanto é que a embarcação era maior que a escuna que trouxe o professor para cá, a madeira usada para a construção do casco era quase que brilhante devido a tamanha qualidade, a proa na parte da frente tinha o formato de uma estrela e as cores azul e dourado das velas traziam os dizeres “Sir Jovi - Paradise Star” estampado na principal. Como se não bastasse haviam ainda algumas luzes piscantes nas bordas do navio, assim como nos mastros, mas como estava claro, eles não podiam presenciar a beleza que esse navio deve ser durante a noite.

- Grande, né? Haha, Jovi também costuma usá-lo como uma casa de show marítima, basta parar próximo de uma ilha e começar a tocar que todos poderão presenciar seu som. Foi a maneira como ele começou, mas hoje com a fama é difícil encontrar uma ilha que não lhe dê um espaço para se apresentar. Vem, vamos subir, o interior é ainda mais incrível. - Explicou o navegador de maneira simples sobre o Paradise Star, o navio conhecido pelo mar afora por pertencer ao astro Sir Jovi.

Só o fato do convés não ser poluído com caixas e barris cheios de milho já era uma coisa incrível, não imaginava que a embarcação pudesse ser tão surreal como ela é. Começando pela parte da frente onde provavelmente Jovi e sua banda se apresentavam quando iam tocar, havia uma parte elevada próximo da proa, provavelmente o palco do navio. Depois do palco era somente o espaço aberto onde ficam os mastros, tendo as portas de entrada para a parte interna e nas laterais das cabines haviam escadas para a parte superior delas. Entretanto o mais incrível da parte externa fica nos fundos do navio, onde há uma área gramada com cadeiras de praia, guarda-sol e uma banheira de hidromassagem, certamente um bom lugar para relaxar.

- Oh, acho que a Major está me chamando, devem estar querendo partir. Enfim, tente conhecer o local por você mesmo, irei cuidar para que consigamos chegar na ilha certa, hahaha. - Comentou de maneira alegre antes de acenar para o professor e caminhar para onde ficava o leme do navio.

A partida de Toroa Island foi meio que às pressas, visto que o professor nem teve tempo de tomar banho e conversar direito com seus companheiros a respeito da viagem, que não era simplesmente um passeio, pois como são revolucionários isso também significa que estão indo para uma missão. Bem, ele poderia fazer isso depois, já que agora precisa gastar seu tempo conhecendo o navio melhor, talvez o primeiro lugar que fosse procurar seria onde ficam os quartos, já que por lá ele poderá se acomodar e quem sabe terminar de descansar o que não conseguiu por ter sido acordado por Izzy… Ou quem sabe a escolha de começar pelos quartos seja para tentar encontrar Fennik. Mas também não seria uma má ideia se o professor decidisse ter notícias de Rin, já que essa partida logo pela manhã acabou não permitindo que ele soubesse como está o estado de saúde do companheiro.

Agora ao olhar para trás e vislumbrar o horizonte, Hisoka veria o paraíso da cidade das flores ficando cada vez mais distante. Uma nova jornada está para começar.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyQui 16 Ago 2018, 03:30



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#Post 27


No instante que Fennik buscou falar sobre o motivo que a levou a se tornar uma Revolucionária, Hisoka roubou-lhe um beijo, sendo este o primeiro do professor. Não sendo negado, a cena durou alguns segundos, os quais foram muito bem aproveitados pelo arqueólogo, adquirindo novas experiências a cerca dos diferentes sentimentos que tivera durante o ato. Apesar disto, no instante que separou seus lábios da bárbara, ele notaria que sua expressão representava o completo contrário daquilo que ele havia sentido. Incrédula, Fennik mostrou um semblante espavorido, deixando a entender que havia reprovado completamente o gesto. Hisoka, por sua vez, sentiria o seu coração perfurado diretamente ao vislumbrar a Revolucionário de costas, sumindo na multidão do Rose Pub. Ele, em estado gélido, foi incapaz de segui-la, engolindo em seco antes de ter a sua postura destruída. Abaixaria a cabeça e levaria as mãos as têmporas, imaginando o que teria feito de errado. Será que seu primeiro beijo foi tão ruim? Foi muito brusco? Estava com o hálito forte? Inúmeras eram as hipóteses, mas algo o informava que ele não acertaria sem falar com a bárbara.

Após alguns minutos estarrecido, Hisoka arrastou a cadeira e articulou os joelhos para que pudesse se erguer. Deixaria a garrafa de vinho pela metade sobre a mesa acompanhada dos cinquenta mil berrys, o valor exato da especiaria. Taciturno, moverias as pernas em direção da saída do ambiente, retornando sozinho para o galpão secreto. Sentia que precisava conversar com Fennik, mas estava muito apreensivo e completamente dominado pela timidez. A melhor noite da sua vida havia se tornado a pior de uma hora para outra e a mudança se deve a uma escolha errada; uma única ação inesperada. Estava tudo fluindo tão bem, por que ele teve de fazer aquilo? Pensaria Hisoka, que não tem a menor noção de como voltaria a olhar para Fennik após o acontecimento, restando-lhe esperar que ela não se recordasse pelo vinho ingerido, apesar de duvidar muito, pois fora um gesto muito marcante. De qualquer forma, somente jogaria o corpo em cima de sua cama e desabaria, adormecendo após alguns minutos de reflexão sobre o acontecimento.

A noite passou muito rapidamente, pois já havia chegado tarde no recinto. Deste modo, a voz imperativa de Izzy acordando-o subitamente acabaria lhe agraciando com uma dor de cabeça. Com os olhos espremidos e os lábios tensionados, Hisoka levantaria o tronco e levaria a mão direita à testa, suspirando ao relembrar imediatamente do evento na noite passada. Com a mão esquerda, retiraria a coberta de cima das pernas e ergueria o corpo, ficando ereto. No banheiro, escovaria os dentes e analisaria as olheiras marcantes em sua face. O cabelo estaria bem desajeitado, com as mechas aleatoriamente dispersas sobre o couro cabeludo. Tendo em vista que Izzy havia dito para ser o mais rápido possível, acabaria não banhando, dedicando seu tempo somente para recolher seus pertences. Por fim, arrastaria os pés numa postura pesada em direção à saída.

– Droga... – Resmungaria irritadiço, fechando os olhos em arrependimento.

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Hisoka buscaria levar a sua pequena mochila com algumas vestes, assim como seu grande companheiro pacificador na mão oposta. No caminho, Hisoka encontraria Gear com o seu projeto finalizado. Com bastante alegria, a engenheira apresentou-lhe o seu óculos de visão noturna, atentando para um mecanismo paralelo, a visão térmica. Talvez se o encontrasse num outro momento, Kurayami demonstraria um pouco de entusiasmo, mas a ocasião era péssima. Com a postura cabisbaixa, o professor recolheria o óculos e o testaria, porém não esboçaria sorriso algum.

– Agradeço, Gear... Fez um ótimo trabalho. – Falaria com morbidez após atentar as explicações sobre o modo de uso do equipamento. Até mesmo seu olhar refulgente em frente à beleza e intelecto de Gear havia desaparecido. – Desculpe incomodá-la. – Apesar da postura lúgubre, seu feitio ainda era dotado de certa educação.

Passaria a corda do equipamento sobre sua cabeça, deixando-o pendurado em seu pescoço, uma região de fácil acessibilidade, deste modo poderia sacar o óculos com certa facilidade num combate. Em seguida, Hisoka olharia ao redor em busca de Fennik, mas não a encontrou. Próximo a ele estava Muralha, sempre silente, carregando os caixotes até o navio da tripulação. Como estava sem afazeres, caminharia em sua direção e, ainda com entonação desmotivada, o indagaria:

– Gostaria de ajuda? – Girou a palma da mão direita ao oferecer-lhe suporte, mas foi negado.

Hisoka daria de ombros em resposta, mas não entenderia de forma errada. Sabendo que Muralha é bem gentil, ele provavelmente está se sentindo no dever de fazer o trabalho pesado, tendo em vista que seu corpo é propício a isto. Além do mais, Kurayami possivelmente seria incapaz de carregar as caixas, pois suas costelas lesionadas não o permitiriam. Deste modo, procuraria por alguém mais no recinto em busca de ter informações sobre o paradeiro de Fennik. Além de Gear, Muralha e Izzy, havia somente Pepper. Talvez antigamente relutasse em iniciar uma conversa com o cozinheiro, mas desta vez o fez sem hesitar, aproximando-se com serenidade e perguntando-o:

– Viu Fennik por aí, Shizuo? – Utilizaria seu nome verdadeiro, o qual ele descobriu na lista VIP do Rose Pub. Para seu azar, entretanto, Pepper não sabia onde a bárbara estava, mas parecia eufórico com algum feito que realizou no show, o qual não foi visto por Hisoka, pois ele não ficou até o fim.

Onde será que Fennik estaria? A dúvida perseguia Hisoka ferrenhamente, mas ele sabia, mediante sua lógica, que a melhor opção seria aguardar o início da viagem, pois ela estaria no navio. Sendo assim, o professor iria esperar até que a tripulação embarcasse. Além do mais, está com os sentimentos bem debilitados, o que lhe retiraria qualquer vontade que um dia tivera de fazer algo. Com a mente pesada pela ressaca, Hisoka gostaria de um pouco de paz, o que o fez ir caminhando sozinho em direção do porto, onde encontraria o navio. Todavia, para sua surpresa, os Revolucionários não viajariam no típico "Show do Milhão", mas sim no navio de turnê do Sir Jovi. A embarcação é bem maior e dotada de muita mais beleza, a qual seria apresentada, em partes, por Blink. Tal como acontecera com os demais membros, Hisoka não teria motivação para falar nada, mesmo que o navegador tenha dito muitas informações.

– Tudo bem... – Se despediria de Blink, imediatamente procurando pelo banheiro do navio.

Como o arqueólogo não banhou após chegar da festa no Rose Pub e não o pudera há pouco, pois Izzy o apressou, ele tiraria o tempo para ir até os sanitários da embarcação. Lá, iria retirar as suas vestes e o óculos, colocando-se debaixo do chuveiro posteriormente, esfregando o corpo para livrar a pele do suor e mau cheiro. Em seguida, adotaria novas vestes, as quais relembram muito o seu momento de vigilante noturno em Las Camp. Tanto a camisa quanto a calça são pretas, separadas por um cinto de coloração cinza na cintura, no qual fixaria o pacificador. No pescoço, escondendo o óculos de visão noturna, ele enrolaria o seu cachecol branco. Pentearia as madeixas negras para trás convencionalmente, esguichando alguma fragrância pelo corpo caso tivesse acesso.

Devidamente arrumado e com a mente um pouco mais governada, Hisoka iria subir novamente até o convés, caminhando a passos lentos até a popa da embarcação. De olhos fechados, permitiria a captação da maresia a partir de suas danificadas narinas. O esforço ainda gerava desconforto, mas ao menos as cartilagens haviam sido realocadas nas posições naturais por Helena. O forte vento do litoral balançaria suas vestes, tal como o liso cabelo úmido, cedendo-lhe uma brisa amansadora. Passaria alguns minutos nesta posição, abrindo os olhos para que pudesse notar Toroa Island cada vez menor no horizonte. A primeira ilha que Hisoka visitou lhe rendeu boas aventuras, mas um péssimo desfecho, cujo conserto ele terá de se esforçar para ter. Depois de refletir sobre os momentos que tivera, acabaria por lembrar de Rin, o qual não vê desde a batalha contra Vick. Respiraria fundo e se viraria, procurando por Izzy. Assim que a encontrasse, questionaria com um semblante mais ativo, apesar de longe da normalidade:

– Major, como está Rin? Ele melhorou? – Esperaria a sua resposta. Se ela pedisse que a acompanhasse para visitar o jovem, Hisoka a seguiria.

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Caso tivesse acesso ao meio-mink e ele ainda estivesse em coma, Hisoka iria segurar carinhosamente a sua mão direita, buscando enviar-lhe energias para que pudesse voltar à consciência. Seu conhecimento pífio em medicina o impediriam se saber os nuances por detrás de sua problemática, sendo assim, esperaria pela provável explicação de Helena, ouvindo-a atentamente. Com as sobrancelhas erguidas, almejava entender o máximo possível.

Em seguida, seria o momento de maior tensão durante a viagem. Apesar de ainda não se sentir devidamente pronto, Hisoka sabe que não pode manter essa tênue atmosfera entre Fennik e ele por muito tempo, pois isto poderia ocasionar em conflitos indesejados durante as missões, o que resultaria em possíveis brechas que poderão ser exploradas pelos futuros inimigos em Ilusia Kingdom. Desta forma, caminharia por todo o navio em busca da bárbara e, se por ventura não a encontrasse, andaria até o seu quarto. Suavemente, colidiria o punho sinistro em triplicata contra a sua porta, buscando chamar sua atenção.

– F-Fennik...? Posso entrar...? – A entonação frágil revelaria seu arrependimento. Ansioso, o arqueólogo esperaria que a Revolucionária o permitisse acesso ao seu quarto. Dentro do cômodo, imediatamente desviaria o olhar e, após engolir em seco, articularia: – M-Me desculpe... Não quero que fique esta barreira entre nós... Então vim me desculpar... – De viés, vislumbraria a moça, mas seria consumido pela timidez novamente. Ironicamente, parece que toda sua evolução em ter perdido o constrangimento na presença da bárbara foi jogada por água abaixo. Se ela não autorizasse sua entrada, Hisoka suspiraria e retornaria para o convés.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyQui 16 Ago 2018, 18:54

Pedido de desculpas


Em meio ao enorme sentimento de constrangimento que engolia o jovem professor de história, Hisoka saiu do Rose Pub deixando o resto da sua caríssima garrafa de vinho para trás, mas a verdade é que ele nem estava muito preocupado com isso e a bebida seria rapidamente esquecida em suas lembranças graças ao incômodo que sua principal atitude da noite havia lhe causado. No dia seguinte, Kurayami não sabia se havia acordado com dor de cabeça por conta do pouco tempo de sono, ou se três taças de vinho eram suficientes para seu organismo desacostumado ficar de ressaca. Enfim, com Helena lhe apressando para arrumar as coisas e seguir para o porto, o arqueólogo não teve muito tempo para pensar, sendo forçado a resistir às dores de cabeça e também as que se mantinham pelo resto do seu corpo por consequência da batalha contra Vick.

Já no galpão, que estava sendo “desmontado”, Hisoka não teria muito no que ajudar, já que Muralha estava se disponibilizando a fazer tudo sozinho, ainda que o trabalho pesado não fosse algo que o professor cheio de fraturas conseguiria fazer com maestria. Ao menos uma notícia boa lhe apareceu pela manhã, já que Gear havia conseguido em uma única noite montar o seu tão desejado óculos de visão noturna, e depois da explicação dela de como o item funciona, era fácil notar que ele havia saído bem melhor que a encomenda. Mesmo que a garota da ótica tivesse pedido para que Hisoka levasse o óculos para um check up quando estivesse pronto, por conta do seu desânimo o professor sequer se lembrou disso, optando por seguir direto para o navio logo depois de perguntar a Pepper se ele sabia onde poderia estar Fennik.

Ainda com o mesmo semblante triste, Kurayami acabou por se encontrar com Blink no caminho até o porto, que acabou mostrando a ele o navio turnê de Jovi que eles usariam para ir até Ilusia Kingdom. Mesmo que fosse aparente que o arqueólogo não estava bem, nenhum de seus companheiros de fato reparou nisso, talvez por ainda não conhecerem bem o professor e acreditarem por uma primeira impressão que ele não era uma pessoa muito animada. Depois de subirem a bordo do navio e se despedirem, Blink seguiu para o lado da navegação e Hisoka a procura de um banheiro onde poderia tomar seu banho matinal.

Se sua memória não estivesse lhe enganando, o professor conseguiria reconhecer pelos corredores alguns membros da banda de Jovi, sinal de que o navio dessa vez não estava transportando apenas os revolucionários… Isso é, se os membros da banda não fazem parte do exército e ele não sabe. Mas enfim, eles seriam educados sempre cumprimentando o arqueólogo com um “bom dia” e caso lhes fosse feita alguma pergunta, não se recusariam a responder, como por exemplo a localização do banheiro, ou melhor, um dos banheiros, que por sinal eram bem fáceis de se encontrar mesmo que Hisoka não chegasse a perguntar.

O banheiro que o professor encontrou não era muito grande, tinha uma pia, um espelho, um vaso sanitário e uma banheira com uma cortina, sendo que também havia um chuveiro na parte superior dela, podendo assim ser escolhido a forma de se banhar. A água do chuveiro podia ser tanto fria quanto morna, desde que fosse usada a torneira com o aquecedor, mas levaria um certo tempo até o mecanismo da embarcação esquentar a água. O banheiro também tinha a disposição um pote com sabonete líquido, shampoo e condicionador, além da parte de fora da banheira ter papel higiênico e um creme dental de sabor neutro, ou seja, não faltaria nada para Hisoka ter sua tranquilidade, exceto talvez uma toalha, mas aí ele provavelmente deve ter uma que trouxe de casa.

Ainda com dores no corpo, o banho era uma boa forma do professor relaxar, não só a tensão muscular, mas também a emocional. Além do curativo do nariz precisar se trocar, o chicoteador acabaria por reparar também na vermelhidão ao redor daquela pequena ferida na sola do seu pé direito provocada pelo caco de vidro do frasco quebrado que havia sido arremessado por Charles. Não parecia ser algo grave, pois não era uma dor suficiente para lhe fazer mancar, apenas um incômodo formigamento. Lavar a ferida com bastante sabão já deveria ser um bom começo para não deixar que infeccione, fora isso é provável que o professor não tenha muito com o que se preocupar.

Ao fim do banho, vestido com suas roupas escuras como de quando foi vigilante e exalando um bom perfume, Kurayami caminhou até o convés onde passou um bom tempo olhando o horizonte, apreciando a vista que deixava Toroa cada vez mais distante e o cheiro da maresia cada vez mais forte. Sua aventura havia acabado de começar e já tinha tantas histórias para contar, era realmente incrível como a simples ida para o mar pode mudar tanto a vida de um homem comum. Depois de refletir o suficiente e avistar pelo menos três tipos de animal marítimo, Hisoka voltou a passear pela embarcação, procurando encontrar Izzy para perguntar sobre o estado de Rin.

Quando encontrou a Major na enfermaria do navio, o professor teria provavelmente sua primeira grande reação do dia, pois antes mesmo de poder completar a pergunta que desejava fazer, Hisoka se depararia com um Rin agitado em sua cama que tentava ser contido sozinho por Izzy, que não conseguia parar o frenesi do revolucionário. - Hisoka? Me ajude a conte-lo! - Pediria ela ao notar a presença do arqueólogo na enfermaria, mas provavelmente nem seria preciso pedir para que a ajuda chegasse. De perto o professor conseguiria ver o rosto enfurecido de Rin, uma face selvagem que ainda não havia conhecido do rapaz, que até mesmo a pupila dos olhos havia se afinado como as de um gato.

- MARINHEIROS DESGRAÇADOS, IREI MATÁ-LOS! GRAAAAAAAAAAR! - Gritava o garoto enquanto se debatia na cama onde estavam o segurando.

Graças a ajuda de Hisoka, Helena conseguiu pegar um tranquilizante em uma das gavetas do local e injetá-lo no braço do revolucionário através de uma agulha. Aos poucos o meio-mink foi se acalmando, perdendo toda sua euforia, até que já não era mais preciso contê-lo, pois havia voltado a dormir. Com uma dor pulsante nas costelas por ter sido necessário muito esforço para segurar o ex-aluno, Kurayami poderia ficar um pouco impressionado com o que acabou de presenciar, novamente conhecendo algo de seus companheiros que ia além de uma breve primeira impressão.

- Obrigado, professor… Acho que você ainda não está acostumado com isso, mas Rin possui um lado mais selvagem que às vezes foge um pouco do controle. Não se preocupe, não deve acontecer de novo, ao menos foi um bom sinal já que mostrou que ele pode acordar em breve.

Dada a informação, Izzy poderia deixar Hisoka um pouco mais tranquilo, ou talvez não, já que é um comportamento que se existe, pode muito bem voltar a aparecer em um outro momento… Inclusive um onde pode não haver um tranquilizante para pará-lo. Ainda haveria a oportunidade para o professor segurar a mão do adormecido Rin e passar para ele suas boas energias, mas poderia também não o fazer se estivesse assustado demais com o ocorrido.

Em continuidade a cena, depois de quem sabe um diálogo mais estendido com Helena, Hisoka voltaria a caminhar pelo navio procurando dessa vez por Fennik (bom trabalho inclusive em priorizar o Rin, bros before hoes sempre), tendo em vista o pensamento que seria melhor não ter nenhum incômodo com a bárbara para que isso não pudesse ser usado contra eles em uma batalha decisiva em Ilusia… Ou pelo menos é o que o professor que acreditar que seja o verdadeiro motivo para estar procurando por ela. Enfim, procurar pela garota no enorme navio não era uma tarefa fácil, Hisoka conheceria a cozinha, as salas de estar, de treino, a biblioteca, mas nem sinal da revolucionária, que a essa altura só poderia estar no seu quarto, por isso em sua última escolha o professor caminhou até onde ficavam os quartos (ainda sem saber onde fica o seu próprio) e bateu na porta que não tinha muitas dúvidas em ser a do quarto de Fennik, pois era roxa e tinha uma plaquinha de doce na frente.

Após os três toques a porta roxa se abriu revelando Fennik em seu pijaminha de mesma cor, a revolucionária parecia ainda estar sonolenta, coçando o olho direito com uma das mãos enquanto bocejava ao olhar para Hisoka à sua frente. Com a permissão para entrar concedida, o professor poderia observar a decoração do quarto da companheira, que além de ter alguns potes de doce, havia também muitos ursinhos de pelúcia, mas no geral o quarto tinha as cortinas e roupas de cama em tons de roxo e preto, ainda possuindo em alguns cantos do quarto breves tons de vermelho.  

- Bom dia, professor. - Disse ela ainda com a voz rouca e sonolenta de quem acabou de acordar. - Ah, tudo bem, não ligue pra isso… - Respondeu a garota após o pedido de desculpas de Hisoka. - Não sabia que você tinha esse tipo de sentimento por mim e fui pega um pouco de surpresa, peço desculpas se te desapontei, mas acho que será melhor para você… Quero dizer, para nós, como revolucionários. Esse tipo de relação pode nos atrapalhar em missões, sabe? - Explicou ela de maneira bem tranquila, ainda que o arqueólogo pudesse ter suas dúvidas se ela estava sendo totalmente sincera, por mais que também fosse bastante verdade aquilo que ela estava dizendo agora. - Você não vai ficar mal com isso, vai? - Perguntou para finalizar o que tinha a dizer naquele momento, sendo assim, olhava para o professor com bastante atenção esperando uma resposta positiva.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptySex 17 Ago 2018, 02:28



Mágoas do Passado

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#Post 28


A medida que seus passos plácidos o deixavam mais próximo da enfermaria, Hisoka notaria uma descontrolável algazarra, recheada de gritos e objetos despejados no solo. Com o cenho franzido, demonstrando dubiez e inquietação, Hisoka pôs o pescoço dentro da sala, assegurando o corpo com a mão esquerda no batente da porta. Para sua surpresa, Rin estava acordado, mas não nas melhores condições. Completamente agitado, o meio-mink foi consumido por um estado de frenezi, de modo que seu espírito animal havia dominado-lhe por inteiro. Sem pensar duas vezes, o professor correria em sua direção, buscando auxiliar Izzy da maneira que pudesse para acalmar o companheiro. Seus comentários lhe renderiam lembranças de seu combate contra Vick, em que ambos foram brutalmente derrotados pelo usuário de bastão. Seu maior enfoque seriam nas pernas do Revolucionário, almejando agarrá-las para que ele permanecesse imobilizado até que Helena pudesse atordoá-lo com uma droga. Para seu azar, entretanto, o esforço nos músculos superiores promoveu uma intensa dor nas costelas, região ainda em recuperação. Com os orbiculares extremamente tensionados, Hisoka fecharia os olhos e cerraria os dentes para resistir ao incômodo até que Furry estivesse desacordado.

– Argh... – Levaria à mão esquerda na área contundida, expressando um semblante doloroso na face. – Entendo... – Após ouvir a explicação da major, suspiraria, recuperando o fôlego até que o desconforto nas costelas o deixasse.

Um pouco renovado, Hisoka seguiria em seu objetivo de encontrar Fennik para que pudessem resolver as entrelinhas. Apesar disto, o navio era realmente imenso, de forma que não fora uma tarefa fácil achar o cômodo em que a bárbara estava, mas ao menos pôde conhecer a embarcação quase que por completa. No momento que achasse o seu quarto, o qual seria reconhecido pela coloração e uma guloseima estampada em sua porta, Hisoka inspiraria e expiraria fortemente, ganhando coragem para que efetuasse a tripla chamada com o punho direito. Poucos segundos depois, a estrutura de madeira foi aberta, gerando um ruído agudo que promoveu uma chuva de borboletas no estômago do professor. A sua frente, Fennik apresentou-se sonolenta e ainda de pijama, indicando que esteve dormindo por todo este tempo. Com as íris no canto dos olhos e cabisbaixas, ele se desculparia pela sua atitude do dia anterior.

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– Tem razão. – Responderia com uma entonação rúptil, evitando que seus olhos vislumbrassem Fennik, pois estava envergonhado demais para isto. – Não, estou bem. Foi uma boa noite, afinal. – Sendo um péssimo mentiroso, Hisoka provavelmente não conseguiria convencer Fennik com estes dizeres, mas não esperaria para saber, caminhando de volta para o convés após uma despedida com balançar de sua cabeça. Se ela tentasse contê-lo, ele giraria o pescoço e a vislumbraria por cima do ombro. – Relaxe, já disse que estou bem... Preciso me preparar para o que me espera em Ilusia Kingdom. – Neste momento não cessaria mais, retornando para o convés. De costas para Fennik, devolveria para sua feição o semblante cabisbaixo de outrora, suspirando descontente com o desfecho.

No caminho de volta ao convés, Hisoka refletiria sobre o que Fennik havia dito, afinal ela realmente não estava errada, apesar de não saber dizer se há precedentes para que ela relute em avançar num laço, como um relacionamento anterior com Jovi. Ironicamente, o arqueólogo imaginou que, unindo-se aos Revolucionários, ele se tornaria um indivíduo mais livre, porém algumas situações parecem ser bem semelhantes com sua vida anterior. No fim, ele ainda está algemado de certa forma. Sacolejando a cabeça negativamente, evitaria remoer o pesar, almejando livrar os pensamentos negativos de sua mente.

De volta a parte superior da embarcação, Hisoka regressaria lembranças de sua batalha contra Vick e o quanto ele foi subjugado pelo capitão. Apesar de não ter reconhecido erros efetivos em seu duelo, exceto pelas claras vantagens físicas de seu adversário, como maior força e velocidade, é evidente que há uma larga falta de experiência por parte do professor. Esta análise o faz pensar que ele não poderá ser um estorvo para seus companheiros em Ilusia Kingdom, pois se seus inimigos no reino forem como Vick ele nada poderá fazer. Sendo assim, é estritamente necessário que Kurayami melhore as suas habilidades em combate na medida do possível e, como está desocupado durante parte da viagem, usufruiria deste tempo para fomentar suas capacidades.

Depois de procurar por uma região espaçosa do convés, onde não atingiria acidentalmente ninguém durante seu treino, Hisoka iria sacar o seu pacificador com a mão direita, promovendo o badalar de seu flagelo na atmosfera, respeitando perfeitamente a inércia no instante que o professor deslocou o braço direito a frente do corpo. A ação provocaria um estalar em pleno ar, assim como o fluxo de uma corrente de vento. Sem cessar, continuaria a movimentar seu antebraço, controlando sua arma ao seu modo com o auxílio do pulso. Seus pés seriam arrastados no assoalho e o corpo acompanharia os membros inferiores, sendo rotacionado sempre que buscasse um novo ângulo de ataque, apesar de manter cautela para não danificar as costelas. A respiração seria manejada de forma a não perder o fôlego, inspirando e expirando controladamente com a boca para obter maior eficiência. As íris dançariam na órbita ocular em simetria com o flagelo negro, acompanhando-o onde quer que fosse para que Hisoka tivesse noção do próximo movimento. Após alguns minutos de ações relativamente sutis, o arqueólogo iria girar o corpo no próprio eixo, propiciando maior potência no próximo golpe com o pacificador, o qual teria sua ponta ereta contra um alvo invisível em pleno ar. Se fosse um humano, certamente estaria em maus bocados, talvez com o osso fraturado, tendo em vista a onda de choque gerada com o impacto da arma na atmosfera.

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Em seguida, Hisoka provocaria um rebote no flagelo, de modo que ele seria enrolado novamente e seguro pelos dedos de sua mão direita. Com o dorso do metacarpo oposto, limparia uma gota de suor na têmpora, suspirando antes de partir para a segunda etapa de seu treino, a qual envolveria um aperfeiçoamento de suas habilidades com a mão não-dominante, dado que este tipo de capacidade pode vir a ser bem útil numa luta, não somente com seu chicote, mas também com sua luta de rua, afinal, poderia vir a ter seu soco sinistro tão potente quanto o destro. Desta forma, passaria o pacificador para a mão esquerda, a qual seguraria a arma pelo cabo. Logo de início, Hisoka perceberia o quão estranho o ato é, pois ele perdeu toda sua compostura. É como se nem ao menos soubesse como manusear o chicote.

– Nossa... Não é possível que seja tão complicado assim... Até parece que eu nunca peguei num. – Ponderaria analisando a palma da mão aberta, a qual sustentaria o apoio do pacificador.

Pé no chão, o professor iniciaria com movimentos simplórios, visando balançar a mão esquerda a frente do corpo para provocar um "oito" com o chicote. Pouco a pouco, avançaria na velocidade, para que o flagelo adquirisse maior consistência em sua ação. Apesar disto, a falta de coordenação motora com a mão canhota era evidente, de modo que os círculos formados estavam bem imperfeitos. Ora ou outra, a vergasta não era empunhada com a firmeza ideal, nem ao menos concebendo um dos aros corretamente, indo ao chão sem potência devida ação gravitacional. Entretanto, o árduo começo não desanimaria Hisoka, pois ele já imaginava o quão difícil seria.

– Eu tenho muito tempo para isto, não posso desistir assim. – Mordiscaria o interior da bochecha, continuando os movimentos base para ganhar mais firmeza com a arma.

De início, seu objetivo era ao menos ter estabilidade com a arma, para que o flagelo tivesse solidez durante seus deslocamentos. Por isto, manteria as ações simplórias, ainda a balançar a mão esquerda na altura do tórax. Sua expressão demonstrava sua concentração, detendo os olhos vidrados no pacificador e, algumas vezes, em sua própria mão, na tentativa de analisar seu desempenho para que reconhecesse os possíveis erros. No instante que identificasse algum equívoco numa ação, ele cessaria os movimentos e passaria o chicote para a mão direita, repetindo as mesmas execuções para que averiguasse o modo correto de desempenhá-las, copiando-as em seguida na mão não-dominante.

– Hum... Então é assim. – Diria após sondar a dinâmica da atividade.

Apesar de não esperar grandes resultados imediatos, passados pouco mais de duas horas de repetições, Hisoka esperava ter avançado ao menos na firmeza ao empunhar seu chicote com a mão esquerda. Ter os movimentos alicerce fluidos é um grande passo para ganhar experiência na execução dos demais estágios, os quais devem ser seguidos etapa a etapa. Assim, cansado e com os músculos superiores fadigados, principalmente do lado esquerdo, o professor iria parar o treino, guardando efetivamente o pacificador após enrolá-lo e fixá-lo no cinto de sua veste.

Dado o tempo livre, Hisoka iria desfrutá-lo realizando uma de suas atividades preferidas: ler. Desta forma, recolheria um livro em seus utensílios, preferencialmente um sobre o século perdido caso tivesse acesso. De qualquer modo, independentemente do assunto de sua leitura, Hisoka a passaria deitado no convés do navio, apoiando a nuca no antebraço direito enquanto os dedos sinistros segurariam o exemplar na altura de sua cabeça. A medida que seus olhos deslizassem sobre as palavras, ele iria adquirir a erudição que a obra detinha.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptySex 17 Ago 2018, 14:44

Sentimentos amargos


Quem sabe em um outro momento isso possa ser diferente foram as palavras finais de Fennik para Hisoka quando este estava prestes a sair do quarto dela. Era um pouco irritante pensar que ela havia acabado de dizer isso usando mais uma vez do seu jeito sedutor, sorrindo para ele como se nada tivesse acontecido, levando o professor a se perguntar o que caralhos essa garota realmente quer… Mas então as palavras que Rin uma vez disse quando foi apresentá-la poderiam fazer ainda mais sentido. Poderia Fennik ser maldoso o bastante para gostar de brincar com os sentimentos das pessoas? Talvez fosse melhor acreditar nisso para tentar superar mais fácil…

Depois de um tempo refletindo e remoendo essa dor que talvez fosse uma grande novidade para o professor, Hisoka acabaria decidindo por fazer algo que poderia ser realmente produtivo em sua vida: treinar. Com a motivação sendo o resultado que obteve na batalha contra o capitão Vick (e quem sabe uns sentimentos a mais), o arqueólogo buscou uma parte do convés que poderia treinar os movimentos de seu chicote sem atrapalhar ninguém, por isso acabou ficando próximo da região dos mastros, onde poderia até mesmo usá-los como “bonecos de treino”. Depois de um bom tempo treinando ali, sozinho, uma pessoa surgia no local lhe parabenizando com algumas palmas, este era Pepper, que pelo pó branco que saía de sua mão ao bater palma significava que provavelmente ele havia feito alguma massa ou então usado muita droga.

- Uau, nunca imaginei que esse tipo de arma poderia fazer tanto. Eu teria realmente te subestimado se fosse seu inimigo antes de ver isso. - Comentou se aproximando do professor já alongando o braço ao girar bastante os ombros. - Mas que tal um treinamento em duplas? Preciso melhorar minha esquiva e você aparentemente quer aprender a usar a mão esquerda, então acho que podemos fazer bem isso juntos… Paramos no momento que você conseguir me acertar com metade dessa intensidade que você acabou de me mostrar. - Visto que não havia muitos motivos para recusar, é provável que o professor fizesse isso sem problemas, mas se tivesse o interesse de treinar sozinho, isso também não mudaria a decisão de Shizuo. - É uma pena que novato aqui dentro não tem voz. Anda logo ou eu deixo você com fome, desgraçado! - Depois de tal ameaça (que ele provavelmente usa bastante), o professor seria meio que forçado a treinar com o companheiro, que desviaria sem dificuldades do primeiro ataque todo e correria na direção do arqueólogo. - Só esqueci de avisar… Eu vou revidar! - Então atacou Hisoka com um soco mirando atingi-lo no rosto, mas não no nariz pra não ser pesado demais. - Hehe, não vai arregar, vai?

Com a ajuda de Pepper, o treinamento de ambidestria de Kurayami não teria muitas alterações no que estava planejando, a diferença é que com a presença do lutador simulando um adversário real, o chicoteador seria testado mais próximo de uma situação real, portanto o resultado do treinamento poderia ser prolongado ou quem sabe até melhorado, já que a pressão poderia agir de duas maneiras para o professor.

- Vai desistir assim, professor? - Perguntou Shizuo depois de fazer Hisoka cair no chão com uma rasteira. A dor nas costelas poderia ser realçada um pouquinho, mas a emoção do momento impedia o historiador de querer parar. - É isso que eu quero ver, seu merda! Vem, ainda estou esperando aquela chicotada potente que você mostrou com a outra mão!

Por mais que fosse um treinamento e o seu treinador fosse muito pouco delicado com o aluno ferido, aquilo também acabaria se tornando uma boa diversão e descontração por parte dos dois, tanto é que depois de um tempo talvez nem faria mais tanta importância para Hisoka o treinamento em si de sua habilidade canhota, mas sim o objetivo de acertar Pepper ao menos uma vez com um golpe do seu chicote. Nesse momento o professor poderia conhecer o lado do cozinheiro que amava brigas e talvez o motivo pelo qual ele entra em tanta confusão, mesmo sendo um amistoso entre os dois, o ruivo sorria de canto a canto como se estivesse brincando em um parque de diversões, mas ao mesmo tempo tinha uma seriedade no olhar como se estivesse travando a batalha mais importante de sua vida.

O fato é que ao final de tudo isso, Hisoka não conseguiria acertar Pepper, mas pouco importava, já que o treino feito não seria desperdiçado e muito menos toda a diversão que tiveram ao ficarem se provocando e tentando se atingir, mesmo que tenha sido o ruivo tenha lhe feito de saco de pancadas. As dores pelo seu corpo continuariam e Izzy provavelmente ficaria muito pistola se visse os dois, que deveriam descansar o corpo, estarem se batendo desse jeito para dificultar ainda mais a recuperação. Enfim, mesmo sem ser atingido, Shizuo deitava no chão do convés, exausto e suado, haviam ficado horas nisso e o lutador agora parecia ter uma relação um pouco mais próxima de Kurayami.

- Haha, quem sabe na próxima você consegue me acertar. - Disse para o professor ao seu lado, mas antes de ouvir uma resposta muito longa, o ruivo levantou do chão assustado. - PUTA QUE PARIU ESQUECI O EMPADÃO NO FORNO! - Exclamou em um grito já se apressando para correr de volta para a cozinha. - E hey, o almoço tá pronto… Só não sei se tá bom!

Depois dessa rápida cena que poderia ser cômica para o professor, ele poderia seguir o ruivo para a cozinha e comer do tal empadão, que por sinal não havia queimado… Muito. A parte de cima havia ficado um pouco torrada, mas de acordo com Shizuo isso era pra dar um charme na comida. Talvez houvesse uma mesa onde todos poderiam comer juntos, mas se Hisoka preferisse pegar o seu prato e saboreá-lo sozinho, ninguém iria se importar, talvez fosse exatamente isso que todos iriam fazer, já que estavam ocupados demais para se reunirem em um momento exato para comer. De qualquer forma, o empadão de frango feito por Pepper era bem gostoso, e é, realmente não tinha muita pimenta em sua comida.

- Já não aguentava mais cozinhar aquele monte de milho, se me pedirem pra enfrentar o capeta ou comer uma espiga, eu enfrento o capeta três vezes. - Comentou enquanto comia um pedaço da sua refeição, mas fazia isso em pé mesmo, sem apoiar o prato em uma mesa ou algo do tipo.

Bem, depois de treinar e se alimentar, Hisoka teria todo o tempo restante da viagem para gastar em uma boa leitura, esta que ele faria no convés do navio, local onde ele já demonstrou gostar de ler, visto que já fizera isso anteriormente. Por mais que não pudesse ter ali um livro sobre o século perdido para ler, já que praticamente todos esses livros foram destruídos pelo Governo Mundial, Kurayami poderia desfrutar de uma boa leitura com um livro clássico de história.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptySab 18 Ago 2018, 00:57



Mágoas do Passado

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#Post 29


Ela é ridícula. Pensaria Hisoka após a provocação de Fennik. Apesar do sentimento de desgosto, Kurayami não retrucaria, continuando seus passos ao convés enquanto tensionava os masséteres. Sua primeira paixão havia desabrochado tão rapidamente quanto floresceu, provavelmente fechando portas para futuros romances. O afeto desconhecido lhe surpreendeu negativamente, mesmo que seja iníquo a tomada de decisões baseada num só laço. Grande parte de sua preocupação é dada pela dúvida de como será o seu futuro com a bárbara, pois a atmosfera do desfecho aparenta estar ainda pior que póstumo ao acontecimento na noite anterior.

Buscando esquecer as insatisfações e refletindo sobre o seu baixo nível, Hisoka almejou treinar no convés do navio, focando em fomentar a manipulação de seu chicote com a mão esquerda. Para sua surpresa, em meados de seu treinamento, Pepper se dispôs a auxiliá-lo. Ele pareceu se surpreender com a capacidade que uma vergasta possui quando manuseada por um hábil combatente. Provavelmente nunca lutou contra algum, ou se chegou a lutar, enfrentou um adversário inepto na arte. Independentemente dos conceitos do ruivo, Hisoka não pestanejou em consentir com o treino em dupla:

– Vamos lá. – Arqueou a sobrancelha direita ao responder Pepper.

Ao contrário de Jovi e Furry, Pepper faz parte da lista dos Revolucionários que ele nunca observou lutar, junto à Fennik, Blink, Izzy, Gear e Muralha. É certo que em algum momento os olhará e seu instinto lhe diz que será em Ilusia Kingdom. De qualquer forma, seria interessante vislumbrar uma palhinha das capacidades do cozinheiro, pois ele é bem respeitado na tripulação como um dos principais combatentes. Sendo assim, não demorou muito para que Hisoka notasse o seu nível que, assim como os demais, é superior ao do professor. Apesar do incômodo sentido pelo historiador, ele compreende que ainda é um novato, isto é, resta-lhe muito a aprender. Certamente com um pouco mais de tempo ele chegará no patamar de seus companheiros.

Mesmo que Hisoka esteja utilizando a sua mão não-dominante, Pepper mostrou muita agilidade ao esquivar de todas os golpes de Kurayami, que tentava em vão acertá-lo com o pacificador. De alguma forma, a insistência em atingir o ruivo parecia ter desenvolvido mais rapidamente sua habilidade com a mão sinistra, porém pode ser somente uma ilusão criada pela competição. Explosivo, não demorou muito para que o cozinheiro saísse da postura defensiva e realizasse a sua primeira investida, buscando um soco na face de Hisoka. Buscando esquivar, o professor iria jogar o corpo para a esquerda em coluio com um passo lateral efetuado com ambos os pés. Entretanto, sempre muito hábil, poucas tentativas foram suficientes para que Pepper conseguisse derrubar o arqueólogo no chão após lhe aplicar uma rasteira. A queda brusca acabou fisgando-lhe as costelas, região ainda não completamente curada depois de sua batalha contra Vick.

– Opa, opa... – Tartamudearia enquanto levantava com dificuldade, levando a mão direita à área lesionada. Uma expressão de certa dor seria notada em sua face em decorrência do incômodo.

Após alguns minutos de recuperação, o treinamento não pararia, de forma que Hisoka nem notaria o tempo passar. Os esforços de horas para que pudesse aprimorar suas habilidades acabaria sendo transformado em diversão, representado pelo sorriso em seu semblante enquanto efetuaria os movimentos junto à Pepper. O cozinheiro era realmente muito habilidoso, pois mesmo após Kurayami mudar o pacificador para sua mão direita, minutos antes de finalizar o treino, ele não foi capaz de atingi-lo sequer uma única vez.

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– Hahaha, é... Você ganhou desta vez. – Movimentaria o punho direito para recuar o flagelo do chicote e enrolá-lo para que o guardasse. – Argh... Argh... – Apoiaria as mãos nos joelhos e curvaria o tronco, recuperando o fôlego em arquejos.

O fim do treino lembrou o ruivo da comida que ele havia colocado no forno, promovendo uma cena cômica na qual Pepper correria em desespero até a cozinha. Para a sua sorte, e a dos demais tripulantes, o empadão não queimou tanto. Após recolher o seu prato na cozinha e servir o alimento, Hisoka retornaria para o convés e, na proa da embarcação, iria sorver da comida, colher a colher sem qualquer pressa. Apesar da crosta na superfície, o interior do empadão estava macio, mantendo o aspecto suculento da massa e recheio.

– Está muito bom. – Elogiaria o cozinheiro, gesticulando com o polegar esquerdo e um largo sorriso contente, pois fazia um bom tempo desde o último banquete apetitoso como este.

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Ao término da refeição, Hisoka iria voltar à cozinha, jogando os farelos do empadão no lixo e lavando seu prato em seguida. Após guardar o objeto, pegaria um copo d'água e manteria o líquido no interior da boca. Pouco tempo depois, na enfermaria, observaria o estado de Rin mais uma vez. As bochechas cheias acabaram por esconder seu semblante aflito, mas o professor sentia preocupação com seu companheiro, principalmente após o estado de frenesi há pouco. De qualquer forma, seu objetivo ali seria recolher o analgésico no lugar orientado por Izzy, colocando-o na boca para que pudesse finalmente deglutir a água, permitindo que o comprimido arriasse em seu esôfago. A medicação possivelmente aliviaria um pouco seu incômodo nas costelas, que acabou sendo agravado em seu treino com Pepper.

De volta ao seu quarto, Hisoka procuraria os livros que tinha acesso, recolhendo um clássico de história antes de retornar ao convés. Deitado tranquilamente, com a nuca sob o antebraço direito flexionado, Hisoka seguraria o exemplar na altura dos olhos com três dedos da mão esquerda. Se a obra detivesse o assunto, buscaria os pormenores a cerca do passado de Ilusia Kingdom, principalmente quanto à época escravagista e seus principais nuances. Quem sabe adquirisse alguma informação útil que poderá ser revelante em sua próxima missão.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyDom 19 Ago 2018, 19:17

Prazeres do Futuro


Em tão pouco tempo como membro do exército revolucionário, Hisoka não imaginou que teria um mix tão grande de sentimentos, alguns deles que o professor até então nunca havia experimentado. Um lugar que ele conseguiu se encontrar de uma maneira tão natural e fácil que é como se ele tivesse nascido para estar ali, como se fosse parte do seu destino, como se ser um revolucionário já estivesse desde o começo em seu sangue, assim como Rin outrora havia lhe explicado. Para alguém como Hisoka, que tivera poucos, ou talvez nenhum amigo em toda sua vida, para ele, que nunca soube o que era ter uma verdadeira família, estaria agora conseguindo descobrir o que é isso? Estes sentimentos desconhecidos estão sendo provocados por essa nova vida?

Sim, certamente sim, afinal botar os pés no navio dos revolucionários foi como nascer de novo. Las Camp era como o ventre de sua mãe, que existe para protegê-lo até que esteja pronto para sair, pronto para viver. E assim como a vida, ser um revolucionário se mostrou uma aventura perigosa, emocionante e sentimental, mas Hisoka sobreviveu, se adaptou e continuará essa jornada onde tudo parece ser incrivelmente novo. Engraçado pensar que um professor de história, uma pessoa com conhecimentos diversos sobre a origem de tantos lugares, culturas e povos, ainda não tem o conhecimento necessário para conquistar uma mulher. Sua primeira viagem, sua primeira missão, sua primeira surra, seu primeiro amor, seu primeiro beijo, sua primeira decepção, e agora, o que falta mais para o arqueólogo descobrir? O que ele ainda tem para experimentar?

Depois de treinar com Pepper e saborear a boa culinária do rapaz, membro do exército que poderia chutar facilmente como aquele que teria mais dificuldades em se aproximar, Hisoka tirava o tempo para descansar deitado no convés do Paradise Star, desfrutando da boa leitura de um de seus livros preferidos. O sol da manhã estava quente, mas a temperatura do alto-mar trazia uma brisa refrescante que tornava o lugar de fato uma boa escolha para se deleitar, por isso o arqueólogo acabou por nem ver o tempo passar, submerso na em sua leitura, Kurayami voltaria a realidade apenas quando a aparição de Rin lhe tirava totalmente o foco do livro. O meio-mink surgiu pelo convés sorridente ao ver o professor, estava andando de maneira um pouco manca e tinha o corpo enfaixado em algumas áreas, visto que ficou tanto tempo desacordado, ver o garoto andando seria uma surpresa gostoso para Hisoka, principalmente depois de vê-lo algumas horas atrás naquele estado de frenesi.

- Haha, que surra, hein, professor? - Comentou de maneira bem humorada tirando sarro da situação, apesar de que depois da cena na enfermaria, Kurayami poderia deduzir que talvez ele estivesse escondendo seu verdadeiro sentimento quanto a isso. - Foi você que venceu o Vick? O que aconteceu? - Perguntaria ele se sentando ao lado de Hisoka, olhando para o céu azulado enquanto prestava atenção na explicação do professor. - Entendo… Então se não fosse o Jovi estaríamos nós dois mortos, não é? Haha, acho que devemos uma pra ele. - Disse apertando levemente a calça que estava vestindo. - Mas acho que também devo uma a você, professor, afinal se você não tivesse voltado eu provavelmente não estaria aqui tendo essa conversa com você… Só que eu também não quero que você continue fazendo isso, numa próxima vez, priorize a missão, não precisa se preocupar com a minha vida, certamente eu não sou tão importante assim. - Complementou o espadachim, apesar da personalidade sempre mais entusiasmada de Rin, dessa vez ele falava isso de maneira bem séria, entretanto, a resposta do professor mudaria o semblante dele independente de qual fosse, fazendo-o voltar a dar uma risada. - Haha, obrigado por isso, professor. Quem diria, não é? Acho que esse é realmente o seu lugar, sabe? Assim como o meu, assim como o de todos aqui. Independente de quão diferente somos em nossas personalidades, temos todos algo em comum… Você sabe qual é, não sabe? - Perguntaria ele, que se Hisoka não respondesse nada ou demorasse demais, ele próprio completaria com: - A vontade de mudar o mundo. - Então daria sequência ao assunto. - Nós somos os filhos da revolução, pois herdamos o propósito de nossos pais, professor, quem você acha que realmente é capaz de trazer a paz para todos os povos? A marinha? Não, eles são apenas cães do desse governo corrupto… O mundo todo depende de nós, nós somos o futuro, nós somos a verdadeira esperança, nós é que vamos criar a verdadeira paz.

Depois que o professor tivesse seus comentários a dar, isso se ele realmente fosse fazer algum, o clima do belo discurso feito por Rin seria quebrado quando o meio-mink tombasse pro lado levando as mãos às costas e se contorcendo no chão do convés reclamando de dor. - Ai, ai, ai, minhas costas! - Isso era algo que provavelmente preocuparia Hisoka e o faria tentar ajudar, mas logo o espadachim começaria a rir, mesmo ainda estando com a dor evidente. - Olha só que merda, tô todo quebrado, hahaha, puta que pariu vou ficar parecendo um velho desse jeito. - E esse era o Rin que ele conhecia de verdade, um Rin divertido e carismático, muito diferente daquele que o acompanhou durante a missão ou então aquele que presenciou na enfermaria com Izzy, bem, podia não ser realmente o seu lado verdadeiro, mas ao menos era o melhor dele.

- Já estamos chegando, Ilusia a vista! - Gritou a voz de Blink de alguma parte do navio, fazendo Rin e Hisoka prestarem atenção no horizonte, procurando a ilha do reino de Ilusia se aproximando.

- É, professor, é agora que o desafio começa, espero que você esteja preparado, hehe. - Comentou o garoto levantando para se esticar um pouco, pois talvez assim melhorasse as suas dores.

Estaria o professor realmente preparado para mais uma missão? Se a primeira quase lhe custou a vida, uma segunda e mais perigosa tarefa não seria demais para ele? Nunca foi um verdadeiro guerreiro, sua vida inteira passou seus dias de treinamento na biblioteca e não na academia, sua mente é realmente poderosa, mas seu corpo ainda deixa a desejar, ainda precisa melhorar… Mas ele terá tempo para isso? Bem, nunca foi dito que sua função no exército era lutar, então porque Hisoka ainda continua insistindo em aprender a ser um combatente? Seria suposto pensar que foi por conta do seu alistamento, mas a verdade é que essa vontade já surgia no professor muito antes da chegada de Rin. Há um homem que o arqueólogo deseja matar, uma vingança que precisa cumprir, aquele que matou sua mãe, não Yasuhiro, como achou que teria sido, mas sim seu irmão, e Yasuo é o seu nome.

Kurayami não sabe onde esse homem está, mas ele certamente irá procurá-lo, e então quando o encontrar, precisará já ser forte o suficiente para conseguir matá-lo, então esse é o motivo para continuar insistindo em treinar tanto? Talvez não… Talvez esse dia de fato chegue, mas mesmo que sua vingança demore anos para se concretizar, pode ser que ela não seja mais tão importante quanto um dia foi, pois Hisoka sabe que não é dela que ele precisa para tratar essas feridas deixadas pelo seu trauma. Agora, sabendo como é ter amigos de verdade, o professor finalmente entendeu o que sempre faltou em sua vida para conseguir fazê-lo superar as suas mágoas do passado.


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 6 EmptyDom 19 Ago 2018, 20:27



Mágoas do Passado

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#Post 30


Seu cristalino desfocaria das páginas do livro de história, observando a aproximação de seu companheiro meio-mink de relance sobre o exemplar. Somente o fato de notar a sua recuperação engrandeceria o semblante de Hisoka com um largo sorriso. Em seguida, ele ajustaria sua postura, forçando o tronco para que pudesse sentar apoiando as costas no tabique do convés. A obra foi deixada oclusa no assoalho ao lado direito de suas pernas flexionadas, de modo a ter toda sua atenção em Furry, acompanhando-o com o pescoço.

– Hey, você melhorou? – Indagou preocupado, apesar que vê-lo acordado já era um claro sinal de convalescença. – Pois é, que surra, hahaha. Eu não sai tão diferente de você, mas ao menos fiquei acordado. – Explicaria, dando de ombros e levantando as sobrancelhas. – Eu? Claro que não. Jovi chegou minutos depois e nos ajudou. Consegui segurá-lo até que ele chegasse, mas nada muito além disto. Estaríamos mortos se não fosse pelo Jovi. – Arrastaria o corpo para o lado, abrindo espaço para que Rin pudesse sentar. – Não se preocupe com isto... Eu faria novamente sem pensar duas vezes. Não posso permitir que mais ninguém morra, sabe? – Fitaria o convés cabisbaixo após lembrar de sua mãe. Apesar de ter noção do que era o sentimento em comum partilhado pelos Revolucionários, preferiu ouvi-lo da boca de Furry, inclinando o pescoço para que ele revelasse: – Sim, claro... Vou derrubar o governo com a verdade sobre o século perdido. – Falou ambicionado, erguendo o pescoço para que vislumbrasse as nuvens sob o céu.

Depois de alguns segundos de silêncio, Rin acabou se desequilibrando e caindo, reclamando de dor nas costas. Um pouco assustado, Hisoka não pestanejou em ajudá-lo ao curvar o tronco e levar suas mãos de encontro ao seu corpo. A priori, almejaria auxiliá-lo a se levantar, já averiguando se alguma lesão mais profunda havia aparecido ao procurar por sangue em suas ataduras. Todavia, ao notar o meio-mink rindo, constataria que fora somente um susto e que não havia nada de errado com seus ferimentos. Com os olhos fechados, suspiraria, mostrando alívio.

– Ei, não me assuste. – Postularia em entonação suave.

Voltaria a abrir os olhos no instante que ouvisse Blink alertando sobre a chegada em Ilusia Kingdom. Ao captar a mensagem, Hisoka engoliria em seco, pois estava ansioso quanto as aventuras que o local reserva para ele e sua tripulação, principalmente após ter ciência dos acontecimentos com Helena e Muralha. Em seguida, recuperaria o livro com a mão esquerda e, com o apoio de seu braço direito, o professor ergueria o corpo para se manter ereto sobre o convés. Apesar de ainda sentir uma pequena fisgada nas costelas lesionadas, elas já estavam quase completamente cicatrizadas e provavelmente não seriam um incômodo durante grande parte de sua estadia no reino. Curioso, o arqueólogo caminharia em direção da proa da embarcação para que pudesse observar Ilusia Kingdom. Com os cotovelos apoiados sobre a peça de madeira, Hisoka atentaria aos pormenores do terreno da ilha com os olhos semi-cerrados.

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#1 - Mágoas do Passado
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