One Piece RPG
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» The Hero Rises!
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Achiles Hoje à(s) 14:36

» Pandamonio, Vol 1 - Rumo à Grand Line!
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor xRaja Hoje à(s) 14:35

» Vol 1 - The Soul's Desires
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Arthur Infamus Hoje à(s) 13:42

» Meu nome é Mike Brigss
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Shiro Hoje à(s) 13:41

» Carregada de Culpa / Amanhecer em Prata
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Veruir Hoje à(s) 13:34

» Um novo recruta: o nome dele é Jack!
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Arrepiado Hoje à(s) 13:09

» [Mini - Aventura] O Imparável Junichi
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor GM.Jinne Hoje à(s) 10:01

» [MINI-XICO] The midnight dawn
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor GM.Jinne Hoje à(s) 10:00

» [MINI-Thop] Onde ?
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor GM.Jinne Hoje à(s) 10:00

» A primeira conquista
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Rangi Hoje à(s) 05:10

» Bitch Better Have My Money
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Kylo Hoje à(s) 03:54

» Pequeno Gigante
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Teo Hoje à(s) 00:53

» VIII - The Unforgiven
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor GM.Alipheese Ontem à(s) 23:41

» Art. 4 - Rejected by the heavens
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Kenshin Himura Ontem à(s) 23:28

» [MINI-*Kan Kin*] *Uma vida de merda*
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Shideras Ontem à(s) 23:25

» [MINI-Koji] Anjo caído
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Makei Ontem à(s) 22:53

» [M.E.P] Koji
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Makei Ontem à(s) 22:52

» ZORO
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Makei Ontem à(s) 22:52

» Apresentação 6 ~ Falência Bombástica
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor Furry Ontem à(s) 20:16

» 11º Capítulo - Cataclismo em Skypeia!
#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Emptypor ADM.Tidus Ontem à(s) 19:46



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 #1 - Mágoas do Passado

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 65
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

Relembrando a primeira mensagem :

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptyQui 02 Ago 2018, 18:25



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 20


Ao que parece, a sorte estava do seu lado, pois ambos os informantes lhe cediam o suficiente para que Hisoka pudesse afirmar que Pelo Enferrujado não era o suspeito correto. Apesar de Furry relutar inicialmente, uma breve insistência por parte de Kurayami foi o suficiente para que o meio-mink deixasse o conflito de lado, seguindo para fora do estabelecimento junto ao arqueólogo, mas não sem antes ingerir o produto comprado por inteiro sem pestanejar. Rin parecia acostumado com este tipo de bebida, tendo em vista que não forneceu um único incômodo ao consumi-la rapidamente. Segundos depois, Hisoka explicou sua linha de pensamento, ganhando a confiança de Rin sem dificuldades, tal como uma adição de sua parte que tirava as chances do ladrão ter usado uma lanterna.

– É, tem razão. Nossa principal chance é a loja de lentes então. – Ratificaria, ouvindo o que Gear tinha a dizer em seguida.

Confirmando as suspeitas da engenheira da tripulação, o comércio já havia fechado, pois já estava um pouco tarde. Apesar disto, Hisoka reconheceu a atendente enquanto ela estava saindo do local, provavelmente dirigindo-se em direção de sua casa. Kurayami apertaria os passos para que pudesse alcançá-la, mas não de forma brusca, afinal, não gostaria de assustá-la. Assim, quando estivesse perto o suficiente, tocaria seu ombro com serenidade, chamando-lhe a atenção:

– Hey, lembra de mim? – Após ser reconhecido, explicaria a situação para a menina, mas infelizmente ela não se lembrava do nome do inquilino requisitado. – Oh... Bem, algo que se lembre na aparência dele ao menos? Cabelo, vestimentas...? – Obstinaria na tentativa de arrancar alguma informação, felizmente com sucesso, pois a jovem revelou que o cliente portava um bastão de ouro. – Bastão dourado... Algo assim me é familiar... – Levaria a mão ao queixo, fitando o chão enquanto buscava resgatar em suas memórias onde havia visto algo do gênero. Sua atenção foi pescada de leve no instante que a menina se despediu. – Oh sim, claro. – Sorriria de leve em resposta ao convite da atendente, afastando-se junto à Furry, dirigindo seu foco completo ao meio-mink em seguida.

O relato lhe trazia lampejos de memórias na mente, mas a curta duração do instante em que havia observado o objeto lhe impedia de resgatá-los com facilidade. Foi preciso uma centelha por parte de Furry para que Hisoka iluminasse o seu hipocampo. Com os olhos mais abertos que o normal, o arqueólogo socaria a palma da mão com o punho destro, bem levemente, somente para demonstrar o insight que tivera:

– Claro, o capitão. – Falaria junto à Furry no instante que lembrasse da cena em que estavam próximos a casa de Clarice. A botânica estava acompanhada de um marinheiro com um bastão de ouro. – É irônico como algo assim não me surpreende. Essa marinha, tsc. – Diria com aversão, afinal, nutre sentimentos bem repugnantes para com a organização e o governo.

O cenário que viria a seguir, entretanto, poderia colocar em cheque o sucesso da missão. Gear e Furry entraram em uma pequena discussão. Aos poucos Hisoka poderia notar um certo orgulho por parte de Rin, o qual foi demonstrado com Izzy, posteriormente com Jeff e agora com a engenheira. Ele não sabe dizer se isto é resultado de sua recente promoção a cabo ou se é nata do feitio do meio-mink. De qualquer forma, seria preciso conversar um pouco sobre isto com ele, afinal, tudo poderia ir por água abaixo. Para seu azar, entretanto, Rin saiu em disparada assim que se livrou dos equipamentos, restando a Hisoka a única opção de segui-lo. Ao contrário de seu companheiro, Hisoka manteria o fone em seu ouvido e, consequentemente, o contato com Gear. Em seguida, buscaria acompanhá-lo lado a lado para que pudesse alertá-lo sobre algumas coisas:

– Ei, Rin, precisa manter a calma. Lembra do que falou para mim? As chances de sucesso em missões aumentaram depois de vocês começarem a trabalhar em equipe com a Gear. – Almejaria lembrá-lo de uma informação que ele mesmo havia dito mais cedo para o professor. – Tente se acalmar e recomeçar. Coloca a comunicação de volta e vamos falar com os ou- Droga... – O foco do diálogo seria interrompido no instante que Furry gritou o nome de Pepper.

No meio do caminho, o corpo flutuante de um ruivo sendo levado pela correnteza ganharia a atenção da dupla. Sem pensar duas vezes, Hisoka iria sacar o seu chicote negro com a mão destra, buscando apanhar a vítima pelo seu tronco, enrolando o flagelo da arma sobre a região e puxando-o em direção à margem. Furry iria ajudar a retirá-lo do rio, trazendo-o para a região seca, permitindo que eles identificassem que ele realmente tratava-se de Pepper. Em meio a engasgos e golfos aguados, o cozinheiro envolto de hematomas confirmaria a principal teoria dos Revolucionários, assim como a quantidade de essência roubada.

– Que bom que está tudo bem, companheiro. – Atenuaria a situação, um pouco mais despreocupado com as circunstâncias em que Pepper estava. Posteriormente, pegaria o Baby Den Den Mushi mais uma vez e articularia com os demais. – Pepper está ferido. Ele não teve culpa desta vez, mas ao menos confirmou que Vick é o nosso ladrão. Ele está numa cabana próxima da cachoeira neste exato momento. Duvido muito que eu e Furry consigamos enfrentá-lo, mesmo que ele esteja sozinho. – Ponderaria após observar o estado de Pepper, que é um dos mais fortes em combate no bando. – Um combate direto seria impossível. Mesmo que ganhássemos, o quartel da marinha é logo aqui perto. Dois minutos lutando contra Vick e já estaríamos cercados. – Diria ao erguer a cabeça e analisar a estrutura do local, atentando para o QG dentre a região montanhosa. – O que eu faço, Gear... – Diria inconscientemente em tom suplicante, pressionando o Baby Den Den Mushi contra sua testa enquanto espremia os olhos e o semblante em busca de encontrar uma solução. – Pergunte para Blink onde nós atracamos. Rápido, por favor. – Morderia o lábio inferior em apreensão, esperando uma resposta. – A cidade é rodeada por uma vegetação, correto? Podemos usá-la para fugir e despistá-los, correndo em diagonal, mas seria preciso que Blink deixe nossa escuna a postos. Poderia pedir isto a ele? Depois ele nos diz para onde correr. Eu e Furry iremos subir a montanha agora. – Desligaria o Baby Den Den Mushi, guardando-o novamente no bolso da calça. – Vamos lá, Rin. – Diria ao seu companheiro, esperando que ele fosse na frente para mostrar o melhor caminho, exceto o que envolvesse a rota próxima ao QG. Se ele escolhesse este, alertaria-o: – Por aqui não. Fica muito perto deles. Poderíamos ser descobertos antes mesmo de chegar ao Vick. – Explicaria, voltando a segui-lo por outro caminho. – Chegando lá, nós iremos nos esconder e esperar o momento certo... Quando ele for entregar a garrafa para sabe se lá quem. Este será o instante em que eu irei pegá-la com meu chicote. Depois correremos em direção da rota que Blink nos der, ok? – Revelaria seu plano para o meio-mink. Se ele não concordasse, deixaria que ele falasse o seu e seguiria.

Após a longa escalada, Hisoka manteria cautela ao máximo, evitando fazer barulho e chamar atenção. Buscaria alguns obstáculos para se manter acobertado, como troncos, pedregulhos ou algo do tipo. Deste modo ficaria longe da visão de Vick. De tocaia, caso o seu plano tivesse sido aceito, iria esperar até o convidado do capitão se apresentar. Sempre que pudesse, isto é, Vick não estivesse olhando, almejaria aproximação junto de Furry. Com seu indicador, apontaria abaixo de seu olho e em direção da orelha, indicando que seu companheiro usasse seus sentidos apurados para captar algo útil. Passo a passo, a distância perfeita para Hisoka seria de três metros e meio, pois este é o alcance máximo de seu chicote. Combinando com o comprimento de seu braço, seria mais que o suficiente para capturar a garrafa de essência assim que tivesse chance. Portanto, usufruindo de seu temperamento calmo, não permitiria que sua ansiedade tomasse conta, tampouco o nervosismo que poderia fazer seus membros tremerem. Confiança era a base desta operação ser bem sucedida, tal como o timing certo para efetuar o bote. Com sua cabeça, acenaria de leve ao companheiro e, no instante que a garrafa estivesse fora da visão de Vick ou sendo repassada dele para o inquilino, ele moveria a mão bruscamente, almejando um movimento com o pulso para o flagelo se enrolar ao objeto. O braço seria puxado em sua direção para que o artefato viesse junto, o qual seria pego com a mão esquerda e entregue ao meio-mink. Em caso de sucesso, Hisoka não pensaria duas vezes antes de correr em direção da rota informada por Blink na tentativa de despistar Vick e os marinheiros na vegetação. Se ele errasse seu bote ou algo não saísse como o esperado, esperaria novas ordens de Furry.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySex 03 Ago 2018, 08:53

Um, Dois, Três!


Aparentemente não era uma grande surpresa para os Revolucionários que um capitão da Marinha poderia ser um ladrão de algo tão valioso como a Essência de Bronze, tanto é que a maior preocupação deles nesse momento era a de como iriam enfrentar alguém supostamente tão forte. Por isso Gear pediu para Rin que esperasse as ordens da Major para ter certeza de que eles poderiam avançar ou deveriam esperar o resto do grupo se reunir, porém o meio-mink não recebeu a ideia muito bem, partindo em direção às montanhas depois de tirar o fone e ignorar as palavras de sua companheira.

Hisoka até tentou conversar com o Cabo a respeito dessa atitude, dizendo que não era a melhor coisa a se fazer, porém com a aparição de Pepper sendo arrastado pela correnteza do rio, ele foi obrigado a encerrar o assunto para dar atenção ao caso. Sacando imediatamente o seu chicote e realizando um movimento perfeito para agarrar o corpo do ruivo com o flagelo, o professor conseguiu puxá-lo para à margem do rio onde foi socorrido pelos dois revolucionários e começou a vomitar a água que havia engolido por acidente, revelando também possuir hematomas e que esses foram feitos pelo capitão Vick, revelando de uma vez por todas de que ele estavam certos em suas suspeitas.

- Darei um jeito de avisar alguém sobre isso… Aparentemente estamos passando por um problema técnico e não estou conseguindo falar com a Major. Porém você está enganado, Professor, no momento Vick não está seguindo as leis da Marinha, ele não pode chamar por ajuda até que sua venda seja efetuada. Acredito o próprio caso do Pepper seja um exemplo disso, mesmo depois de derrotá-lo, nenhum oficial foi chamado para capturá-lo nas margens do rio. - Depois desse momento, provavelmente não muito confiante nas palavras de Gear, Hisoka pedia para que ela contactasse Blink para ele levar deixar a escuna posicionada em uma rota de fuga. - Como eu falei há pouco, estamos passando por problemas técnicos, também não consigo falar com ele, mas tentarei resolver enquanto vocês agem… Merda, porque eu tenho a sensação de que não deveríamos estar fazendo isso sem a autorização da Izzy ou do Jovi?

- Não se preocupe, sabemos a melhor rota possível para subir a montanha. - Respondeu o Cabo assim que o professor se aproximou para que eles começassem a subir a montanha.

O caminho que Rin mostrava conhecer ficava entre as árvores da montanha e era quase que uma escada de pedras e raízes, certamente algo feito por alguém que não queria passar pelo caminho principal, talvez por preguiça ou por motivos semelhantes aos que eles tinham no momento. Apesar de ser possível subir por ali, não era tão confortável e tranquilo assim, se não fosse as recém habilidades de Hisoka em acrobacia, certamente ele teria mais dificuldade de escalar isso que anteriormente. Não sabia se Rin também era detentor de tal arte do equilíbrio, mas talvez seu sangue mink apenas lhe permitisse mais intimidade com esse tipo de terreno, tanto é que ele frequentemente usava as mãos em conjunto com os pés para subir, algo que Kurayami deveria em alguns momentos ser obrigado a fazer também.

Enquanto subiam a montanha nenhum dos dois tinha a total certeza de onde ficava a tal cabana e onde Vick poderia estar, porém, enquanto subiam eles acabariam por ouvir uma voz atravessar as árvores da mata e chegar até seus ouvidos, fazendo com que Rin rapidamente apontasse na direção do som e indicasse para que Hisoka viesse com ele. “Achei que ia se perder, Charles” disse uma primeira voz, “nem que eu tivesse que achar essa belezinha pelo cheiro”, respondeu uma segunda. Andando pelos arredores com bastante cautela, Hisoka e Rin encontrariam um ponto de visão perfeito para a origem das vozes, ambos ainda conseguindo se manter escondidos atrás de uma grande rocha.

- É o Charles do laboratório local… Desgraçado, então é ele que vai comprar toda a essência? - Cochichou Furry para Hisoka enquanto observava detrás da pedra.

O cenário em que a dupla revolucionária se encontrava ainda era dentro da mata, uma área um pouco íngreme, cercada por árvores e rochas, enquanto a dupla observada estava em uma parte mais plana da montanha, não tinha tantas árvores ao redor e ao fundo também era possível ver a pequena cabana mencionada por Pepper. Falando no ruivo, dava para entender como ele veio a cair pela cachoeira, já que o rio descia não muito distante dali, sendo até possível ouvir o som da água corrente.

- Então, onde está a nossa maravilha bronzeada? - Perguntou Charles demonstrando ansiedade na voz e esfregando uma mão por cima na outra. O cientista estava usando roupas escuras por baixo de um jaleco branco, seus cabelos castanhos eram completamente despenteados e maltratados, tendo ainda alguns fiapos de barba pelo seu rosto.

- Aqui está, a maldita da Clarice escondia mais disso do que eu imaginava. - Disse o capitão depois de se afastar e retornar para a cena carregando uma garrafa de provavelmente um litro do líquido cor de bronze. - Acredito que agora ela não irá mais produzir na mesma velocidade, ainda mais sabendo que o seu segredo foi descoberto.

- HOAHOAHOAHOA! Olha a quantidade disso! Dá pra produzir um absurdo com mais de um litro! - Exclamou o cientista pegando a garrafa com as duas mãos para olhar mais de perto o conteúdo dela.

- Inclusive tive um problema mais cedo com um baderneiro da cidade, não sei se ele sabe o que é isso, mas começou a me atacar quando me viu voltando para cá com a garrafa… Teria o matado se ele não tivesse se jogado no rio, terei que dar um jeito nisso depois, não podemos deixar isso vazar. - Comentou Vick explicando um pouco mais sobre o incidente com Pepper.

- Filho da puta… - Xingou Rin de maneira baixa, mas Hisoka podia ouvir claramente suas palavras, incluindo o rosnado que ele já ouviu o garoto fazer anteriormente. Pouco depois, Furry olhou para o professor com uma sobrancelha arqueada, estranhando alguma coisa. - Ué, não sabia que você também rosnava.

Após a frase do meio-mink para ele, a mente rápida de Hisoka não poderia deixar de reparar que havia algo de errado nas palavras do parceiro, afinal ele não estava rosnando, e se Rin também não estava isso só podia significar uma coisa… Olhando rapidamente para o lado, Kurayami veria o vulto de um cachorro se aproximando deles, devido a má iluminação da noite o humano não poderia ter certeza de que tipo de cachorro se tratava. Ao seu lado, Rin quase que ao mesmo tempo também notou que tinha algo de errado e olhou para a direção oposta, reparando que por ali também estava se aproximando um animal raivoso. Quando ambos os cachorros avançaram ao mesmo tempo para mordê-los, Rin já se apressava em subir pela rocha onde estava escondido e pular em direção a parte plana onde Vick e Charles estavam a conversar, Hisoka provavelmente faria o mesmo.

- Ora, ora, ora, parece que meus filhotes encontraram algo interessante por aqui. - Comentou Charles assim que os revolucionários pisavam na parte plana, revelando-se.

Não demorou até os dois cachorros os seguirem e aparecerem sobre a luz da lua junto de um terceiro. Agora em uma parte melhor iluminada era possível notar que se tratavam de pitbulls, porém eles eram muito maiores que o normal, e se Charles estivesse falando sério quando os chamou de “filhotes” isso ficava ainda mais bizarro. Os três caninos cercavam Rin e Hisoka e permaneciam rosnando com os dentes à mostra e baba escorrendo pela sua boca, sinal de que estavam bastante enfurecidos com a presença deles ali.

- Que estranho, estou cheio de visitantes hoje, será que é meu aniversário? - Perguntou Vick de maneira irônica, puxando o seu bastão dourado e colocando por cima do ombro.

- Fique tranquilo, V, meus experimentos darão conta disso, eles devem ser apenas alguns caçadores curiosos. - Comentou o cientista erguendo a mão para o capitão, sinal de que ele não deveria fazer nada. Na sequência ele olhou para os seus cachorros com um sorriso convencido no rosto e disse: - Hana, Dul, Set, a janta chegou mais cedo, fiquem a vontade.

- Professor… - Disse o garoto tentando ao máximo ficar parado, incluindo o movimento de seus lábios. Afinal qualquer movimento brusco poderia atiçar os cães a avançarem para cima deles enquanto estão despreparados. - Conte até três, quando eu sacar a minha espada, pule o mais alto que puder…

Mesmo que Hisoka entendesse o que o seu companheiro lhe disse, ele nem teria o tempo necessário para contar esses segundos, pois os três cachorros avançaram na direção deles simultaneamente, o que forçou o espadachim a desembainhar a sua arma o mais rápido possível. Nesse momento Rin esperava que o historiador já estivesse no ar, pois com um rápido movimento de sua lâmina ele iria abaixar o corpo alguns centímetros e realizar um giro de 360º, isto que criava uma zona cortante que quando os cachorros saltaram para abocanhá-los, acabaram sendo atingidos pela espada e repelidos pelo impacto enquanto seus corpos jorravam sangue.

- Hoahoahoa, a mordida deles é capaz de entortar barras de ferro, com um único salto eles conseguem morder o topo de uma árvore, até mesmo a pele deles é mais resistente que a de um rinoceron… - A frase convencida do cientista seria interrompida no instante que seus três cães eram arremessados para longe junto a um jato de sangue que voava de seus corpos e os faziam agora parar de rosnar e sim chorar de dor. Aquele sorriso que antes estampava a face de Charles era rapidamente substituído por um rosto espantado típico do universo de One Piece, com a boca aberta, os olhos arregalados e ranho escorrendo pelo nariz.

Spoiler:
 

- AOIKAITEN! - Gritou o espadachim chamando o nome de sua técnica ao realizar o movimento.

Quando voltava a tocar o chão, Hisoka já veria os cachorros sangrando e se arrastando para longe deles, assustados com o fato de terem sido feridos. Charles estaria bem mais surpreso que Vick, que manteria uma expressão séria ao ver a demonstração de força do espadachim à frente, por conta disso o capitão já se impulsionou para frente e tentou atacar Rin com um golpe aéreo de seu bastão, enquanto o cientista amedrontado com o ocorrido começaria a correr para longe dali, levando com ele a garrafa da Essência de Bronze.

- V-V-Vick, é com você!!!! - Gritou ele antes de começar a correr.

- Professor, não deixe! - Soltou Rin antes de erguer a espada horizontalmente para cima e bloquear o forte impacto causado pelo choque de metais.

Se antes havia um plano que Hisoka pretendia seguir, bem, nesse momento ele foi por água abaixo junto com a correnteza da cachoeira, pois o que ele temia que pudesse acontecer estava acontecendo, eles teriam que enfrentar Vick, um capitão da Marinha, se quisessem levar a Essência de Bronze, esta que no momento estava em posse de Charles e ele correria para o interior da mata escura se Kurayami não fizesse nada para o impedir. E para piorar ainda mais a situação deles, a voz de Gear poderia ser ouvida no interior do ouvido do professor:

-...on.....i...en…..ar....en....on....to…on......vi....e....tá.....ca..…in...o...es…..en..…té.......ar! - Mas tudo que ele conseguia ouvir eram ruídos.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySex 03 Ago 2018, 16:55



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 21


Um imprevisto começaria a preocupar Hisoka, pois a comunicação entre os Revolucionários, principal ponto forte do sucesso nas missões, estava sendo interrompida. Naquele momento, Kurayami conseguia dialogar somente com Gear, o que impedia a formulação do plano de fuga, pois Blink não atracaria a embarcação no local certo. Entretanto, a engenheira aliviava a tensão ao informar que Vick dificilmente chamaria reforços, afinal, o trabalho que está fazendo é corrupto e ter o alarde de seus próprios companheiros o atrapalharia, pois o roubo deve ser mantido na surdina.

– Não se preocupe, Gear. Voltarei junto de Furry caso algo de errado aconteça. – Tranquilizaria sua companheira, guardando o Baby Den Den Mushi em seguida.

A escalada até o topo da montanha era árdua, recheada de obstáculos, rotas íngremes, lama e raízes. Para a sorte de Hisoka, o conhecimento que Fennik havia lhe repassado sobre acrobacias o ajudou bastante, permitindo-o efetuar a subida sem nenhuma queda. Para o meio-mink a atividade também não era ardilosa, pois seu instinto animal o guiou por todo o trajeto, usufruindo dos sentidos e mobilidade apurada. No topo, a atenção da dupla seria fisgada por uma conversa entre dois homens. Enquanto Hisoka somente ouviria ruídos, a audição rebuscada de Furry o permitiu ter os nuances do diálogo, tal como a localização exata. Assim, os Revolucionários puderam se aproximar na surdina, mantendo seus corpos longe do campo de visão dos criminosos. Atrás de um rochedo, poderiam vislumbrar de forma privilegiada as relações entre Vick e Charles, oriundo do laboratório local segundo Rin.

Como plano de fundo do diálogo, Hisoka podia ouvir a queda da cachoeira a alguns metros dali. Vick revelou algumas informações importantes, como a probabilidade de Clarice não produzir a essência com tanta veemência no futuro, sendo assim, esta seria a única chance dos Revolucionários de obterem o líquido ébano. É provável que a própria segurança do recinto seja aumentada, com marinheiros e, quem sabe, até agentes do governo. Era agora ou nunca, refletiria o arqueólogo. Com uma expressão apreensiva, Hisoka buscava manter sua mente trabalhando mesmo neste momento de infortúnio.

Num dado momento, Vick citou o acontecimento que tivera com Pepper mais cedo, revelando que o cozinheiro conseguiu fugiu ao se jogar na cachoeira. Um ato bem perigoso, tendo em vista que há rochedos no córrego abaixo, mas ele decidiu arriscar, afinal, morreria para o marinheiro de qualquer forma. Todavia, o cenário viria se tornar ainda mais conturbado segundos depois, no instante que Furry atentou para um "rosnado" supostamente desferido por Hisoka. Com um semblante confuso, o arqueólogo abaixaria a pálpebra esquerda e franziria o cenho.

– Como assim? – Antes que Rin pudesse explicar, o próprio Hisoka começaria a ouvir o rosnado nos flancos da dupla. Tendo em vista a audição apurada do meio-mink, ele só atentaria depois dos animais se aproximarem. Na penumbra noturna, ele mal conseguia discernir o que eram, mas sabia que sair daquela região íngreme era a melhor opção. – Droga. – Resmungaria em meio ao salto para a região plana, pairando ao lado de Furry.

O plano de Hisoka para furtar a essência e fugir pela vegetação densa até a embarcação havia sido derrubado completamente. O pior cenário possível havia sido formado, o qual envolve um combate direto contra Vick, capitão da marinha. Além dele, há ainda os animais e o cientista, cujas habilidades são completamente desconhecidas. Em suma, a dupla está em apuros, porém o arqueólogo ainda tem o temperamento calmo ao seu lado, que lhe ajudaria a lidar com a situação da melhor forma possível, sem congelar como um medroso ou explodir em fúria, como Pepper fez. Ao que parece, os primeiros adversários dos Revolucionários seriam os três cachorros modificados, os quais ganharam uma introdução digna por parte do cientista, com todas as suas qualidades realçadas com muito orgulho. Furry, entretanto, aparentava ter um plano, pedindo para que Hisoka saltasse após a sua contagem. O que nem ele, nem o professor imaginariam, é que os canídeos não esperariam que ele contasse até três.

– Rápido, Furry. – Alertaria seu companheiro, mantendo-se atento aos seus movimentos para que pudesse pular no instante correto, buscando sair ileso de seu ataque.

A técnica de Furry consistia num poderoso corte circular com sua espada, lançando uma forte onda mutilante que parou completamente a investida dos animais, destroçando suas faces e arremessando-os para trás, arrancando uma expressão icônica por parte do cientista, claramente assustado com seus experimentos sendo derrotados com um único golpe de Rin. Apesar de Hisoka não apresentar um semblante tão marcante quanto Charles, era notável a sua surpresa com a técnica do meio-mink, capaz de ampliar o espaço entre seus lábios e arquear suas pálpebras levemente.

– Incrível... Boa, Furry. – Elogiaria seu companheiro, mas não teria muito tempo para cortejos, pois Charles já partia em debandada. – Deixa comigo. Volto já para acabarmos com o capitão. – Assentiria com o pedido de Furry, contraindo os músculos inferiores para seguir o cientista.

Apesar de respeitar sua ordem, daria uma leve olhada de relance por cima do ombro para vislumbrar sua situação. Hisoka acabou de notar o quão Furry é poderoso, porém ainda se preocupa com o futuro resultado deste embate, pois reconhece que capitães da marinha são imensamente fortes. Ele nunca viu Vick em combate, mas já vivenciou Yasuhiro e sua habilidade com a Ninjaken. Tendo em vista que são da mesma patente, ele teoriza que o nível de poder de ambos seja similar. Ou seja, Hisoka não poderá demorar muito tempo com Charles e deve voltar o mais rápido possível para auxiliar Rin.

Enquanto isto, Hisoka não esperava ter dificuldades em conseguir acompanhar o cientista em sua corrida, tendo em vista que é detentor da vantagem aceleração, isto é, o arqueólogo é capaz de atingir seu pico máximo de velocidade em pouco tempo. Deste modo, sem pestanejar, usufruiria de todo o potencial de seus músculos inferiores e do tronco para alcançar o cientista. Ele ponderaria que não seria interessante tentar derrubá-lo com o chicote ou algo do gênero, pois ele poderia largar a essência e ela ser perdida ao quebrar no chão. Durante a perseguição, Hisoka ouviria a voz de Gear no dispositivo, mas ignoraria, pois não havia conseguido entender nada, mantendo todo seu foco em capturar Charles. Sua estratégia seria simples, baseada principalmente no provável fato de Charles ser um covarde e inábil em batalha pela forma como fugiu. Usufruindo de sua aceleração, iria passar o homem e parar na sua frente, impedindo a sua passagem. Almejaria nem ao menos lhe dar tempo de respirar ou compreender a situação, tentando nocauteá-lo com um forte soco destro no queixo. Sua experiência de luta de rua o permitiriam ter o conhecimento desta ser uma região frágil que balança o cérebro quando atingida. Apesar disto, não o subestimaria, mantendo atenção para caso ele se esquivasse. Se o fizesse, buscaria atingir suas costelas com o joelho. O joelho usado iria depender de para qual lado Charles desviasse. Se ele tentasse contra-ataques, abusaria de fintas para esquivar e, assim que tivesse chance, seguraria seu punho ou perna com a mão esquerda, revidando o ataque com o punho destro no queixo. Assim que ele fosse atingido, seria rápido para pegar a garrafa antes que ela caísse no chão, para evitar que quebrasse.

Se por algum motivo Charles fosse imensamente rápido ou usasse outros artifícios, isto é, Hisoka não conseguisse alcançá-lo, não haveria outra opção se não usar o seu chicote. Assim, manteria uma distância de até três metros, sacando o pacificador com a mão destra para que lançasse o flagelo contra o tronco do cientista, dificultando sua esquiva, pois seria difícil para ele pular ou agachar, já que o golpe seria no centro. Usufruiria do chicote de modo a amarrar o corpo de Charles junto aos braços, ou seja, apertando a garrafa, evitando que ela caísse.

– Calme lá, Charles. – Provocaria após capturá-lo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Caso ele ainda não estivesse desacordado, golpearia com força mediana a sua nuca, buscando apagar-lhe a consciência. Recuperaria a garrafa com serenidade, apertando-a com o braço esquerdo contra seu tronco. Guardaria o chicote negro no cós da calça com a mão direita e, com o auxílio de seu pé, chutaria o corpo de Charles colina a baixo, de modo que fosse "rebolando" até chegar na região da cachoeira para ser carregado pela água. Com o objetivo da missão recuperado, não pensaria duas vezes antes de retornar para o local onde Furry e Vick estivessem lutando.

– Estou com a essência, Furry, vamos embora. – Observaria a situação do combate e a resposta do companheiro.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptyTer 07 Ago 2018, 11:49

O bastão dourado


Depois dos três cachorros serem arremessados para longe com os corpos sangrando graças ao movimento cortante de Rin, Charles sabia que seria perigoso para ele continuar ali diante dos dois Revolucionários, por isso começou a correr para o meio da mata. Vick por outro lado tinha a reação oposta, ele sabia que precisava lutar e por isso avançou velozmente para cima de Furry aplicando um movimento de cima para baixo utilizando seu bastão dourado, este bem bloqueado pela espada do Revolucionário. Disposto a segurar o capitão, Rin pediu naquele momento para que Hisoka fosse atrás do cientista que fugiu com a garrafa cheia da Essência de Bronze.

- Nem pense nisso, rapaz! - Disse o marinheiro ao ver que Hisoka estava preparado para seguir o seu cúmplice, dando um passo para ir até ele, mas rapidamente foi forçado a regredir o movimento para desviar de uma lâmina que descia próxima de seu corpo.

- Opa, não perca o foco, capitão. - Comentou Rin, o dono da lâmina, com um sorriso largo no rosto, super empolgado com a batalha que estava para travar.

Sabendo do perigo que seu companheiro poderia estar sujeito por enfrentar sozinho um capitão da Marinha, Kurayami não poderia gastar muito tempo na simples tarefa de capturar o cientista covarde, por isso o Professor se empenhava em recuperar a essência o mais rápido possível e retornar para ajudar o seu parceiro na batalha contra Vick. Graças ao seu talento para corridas, Hisoka alcançou em pouco tempo a distância que Charles havia criado de vantagem, sendo que conseguiria facilmente ultrapassá-lo se não fosse um pequeno problema no ambiente chamado “escuridão”. A falta da visão noturna fazia o professor ter dificuldades em correr entre as árvores sem tropeçar em raízes ou pedras, o que acabava impedindo o revolucionário de alcançar o cientista com a facilidade que esperava.

Vendo a distância entre ele e Charles ficando cada vez maior, Hisoka não veria outra saída se não a de usar o seu chicote para tentar agarrá-lo, já que a sua arma permitia essa vantagem do ataque à média, quase longa distância. Infelizmente sua primeira tentativa de prender o cientista falhou e o flagelo acabou se enrolando em uma árvore que havia no caminho, percebendo que tal arma estava sendo utilizada contra ele, Charles puxou do bolso algo que Hisoka não conseguia enxergar e a arremessou na direção do chicoteador, porém assim como ele, teve o azar de acertar uma árvore pelo caminho.

Pelo som, Kurayami sabia que o cientista havia arremessado um objeto de vidro na sua direção, talvez um frasco ou algo semelhante, que seja, ele não poderia perder tempo, Rin precisava prendê-lo rápido e o cientista estava abusando da flora ao seu redor para dificultar a própria captura. Com isso em mente, o revolucionário precisou ser um pouco mais criativo na execução do seu movimento seguinte, que acabava resultando em sucesso ao ter o chicote pacificador rodeando não mais um tronco de árvore, e sim o de Charles. Sem perder o seu precioso tempo, Kurayami recuperou a garrafa amarrada junto aos braços do homem fujão.

- Maldito, você vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho, sua vid… - Começaria ele a dizer, praguejando Hisoka por ter conseguido o capturar, mas acabaria não conseguindo completar sua frase ao ser golpeado na nuca para perder a consciência.

Se antes havia aparecido na cabeça do professor a dúvida de como Charles estava se dando bem pela floresta e ele não, a resposta para ela surgiria quando se aproximasse do cientista e conseguisse assim visualizar o grande óculos de visão noturna que ele trazia preso em sua fase. Com o homem inconsciente no chão, bastava Hisoka desvincular o seu chicote do corpo dele e chutá-lo morro abaixo, onde com sorte, ou então azar no caso do cientista, ele cairia dentro d’água e seria arrastado pela correnteza.

Agora com essência segura em suas mãos, Hisoka se apressou em fazer o caminho de volta para onde havia deixado Rin lutando sozinho contra Vick, desejando que não tivesse demorado demais para dar a chance do capitão derrotar seu companheiro, ou ainda, sendo mais otimista, que o revolucionário fosse forte o bastante para conseguir lidar com o marinheiro sem problemas. No melhor dos cenários voltaria à região da cabana e já encontraria Vick caído no chão, derrotado, no pior a situação seria exatamente a oposta, sendo Furry a pessoa caída e ferida. Quando chegou lá, infelizmente, foi a segunda opção que ele encontrou.

Rin havia acabado de ser atingido na boca do estômago por um golpe do bastão dourado de Vick, que acabou fazendo-o largar a própria espada no chão devido ao efeito da pancada, mas não parou por aí, pois depois de deixar seu adversário atordoado, o capitão girou sua arma entre os dedos e desferiu com velocidade um segundo golpe, esse de baixo para cima acertou o queixo do revolucionário e o jogou para cima, por consequência ele veio a cair para trás logo depois, onde no chão permaneceu imóvel e Hisoka preferia acreditar que apenas por estar inconsciente.

- Voltou para me entregar a essência, é? - Perguntou o capitão sorrindo levemente com o canto da face. Seu bastão de ouro refletia a luz da lua enquanto ele girava a arma entre os dedos e avançava na direção de Hisoka em pequenos passos, até que com um rápido impulso o marinheiro conseguiu reduzir a distância entre os dois em poucos segundos. - Quem sabe o arrependimento não te ajude… - Disse ao realizar o primeiro golpe, um movimento com o bastão da esquerda para a direita. - A ter uma pena menor na prisão! - Completou ele ao atacar uma segunda vez, agora um golpe que descia de cima para baixo. Eram movimentos bem simples e Hisoka teria total condição de tentar se esquivar deles, inclusive contra-atacar, por mais que a agilidade de Vick fosse ainda superior e nesse momento seus golpes acabariam passando direto. - Ah é, me esqueci… - Comentou antes de realizar um terceiro movimento ofensivo, que por mais que Kurayami tivesse conseguido escapar dos outros dois, desse ele não teria tanta sorte, pois o marinheiro fez um movimento inicial com o joelho, acertando-o na barriga de Hisoka para debilitar sua velocidade. - Vocês não chegarão vivos ao QG! - E finalizou com uma forte pancada do seu bastão de ouro que atingiu com violência a sua face e lhe fez cair completamente desnorteado rumo ao chão.

Todos os movimentos do marinheiro eram tão bem executados que teriam sucesso mesmo se Hisoka viesse a usar a garrafa da Essência de Bronze como um “escudo”, numa tentativa de blefar e fazer o capitão hesitar ao atacar, isso porque ele seria capaz de conseguir alternar a rota do seu golpe momentos antes de atingir o revolucionário, desviando da garrafa e consequentemente tornando inútil essa estratégia.

A rápida movimentação de Vick em um combate a curta distância que ele mesmo provocou foram os responsáveis pelo sucesso do marinheiro nessa primeira fase do combate que terminava com o revolucionário atordoado no chão com a cabeça zumbindo e a vista girando graças à pancada que lhe foi dada no rosto. Com o sangue escorrendo pelo rosto e a respiração nasal tornando-se debilitada, Hisoka podia chutar que seu nariz havia sido quebrado, o que a partir dali seria um grande incômodo.

- Você tinha a essência em mãos, mas preferiu retornar para cá para tentar ajudar seu companheiro em uma batalha que já não significava nada, HAHAHAHA, patético. - Disse o capitão chutando o tronco de Hisoka com a sola do pé para pegar a essência que ele segurava e talvez nesse momento tentasse esconder com o corpo. - Pelo visto ainda lhe falta muita experiência, “Professor”... Ou então você é apenas mais um tolo que valoriza os companheiros acima do sucesso.

Com o fim de sua frase, Vick daria início a segunda fase do combate entre eles, onde logo depois de girar seu bastão entre os dedos da mão direita, ele seguiu com o objeto em um golpe que viria de baixo para cima, mirando acertar o queixo do revolucionário assim como fizera agora pouco com Rin.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptyTer 07 Ago 2018, 18:11



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 22


O trajeto para a recuperação da essência foi árduo, pois a vegetação era fechada e dotada de muita penumbra. Com grande parte de sua visão bloqueada, Hisoka estava incrivelmente desnorteado, mas após alguns minutos de persistência, conseguiu recuperar o artefato. Para sua surpresa, o cientista carregava um óculos de visão noturna, objeto que possibilitou sua caminhada pela mata escura. Com seu objetivo em mãos, Kurayami apagaria Charles e o jogaria na cachoeira. Se ele tivesse sorte, não morreria no impacto com as rochas ou afogado. No caminho de volta para auxiliar Furry, Hisoka recolheria o Baby Den Den Mushi e tentaria contato com Gear:

– Eu recuperei a essência, mas estou indo ajudar Furry. Estamos no topo da montanha, venham ajudar quando puderem. Não sei quanto tempo aguentaremos... – Diria com uma entonação melindrosa. Não sabia, ao certo, se Gear estava lhe ouvindo, tendo em vista a falha no diálogo anterior, mas ele tentaria de qualquer forma.

No instante que retornou, Hisoka observou um cenário bem desfavorável. Seu companheiro havia sido fortemente golpeado no estômago, posteriormente desmaiado com uma pancada em seu queixo. Com a boca entreaberta, Kurayami engoliria em seco, pois sua lógica o permitiria entender que suas chances de vitória naquele combate beiravam zero, tendo em vista que nem mesmo Rin foi capaz de sequer arranhá-lo. Em resposta aos comentários de Vick, o arqueólogo cerraria os olhos e franziria o cenho, apresentando uma expressão de estresse. Apesar disto, iria manter a atenção, pois o capitão apertaria a distância entre ambos, indicando que pretendia atacar. Num breve fragmento de segundo, o marinheiro estava extremamente próximo, arrancando um semblante surpreso de Kurayami, relatado pelo arquear das sobrancelhas e pálpebras. Hisoka buscaria uma esquiva do primeiro ataque saltando em recuo para trás, para que o bastão não pudesse alcançá-lo. Em seguida, tentaria rolar no chão para a esquerda para que o ataque vertical atingisse o solo. Apesar dos esforços, Vick o surpreendeu com uma violenta joelhada no estômago, fazendo-o perder o fôlego e cuspir sangue. Logo depois, Hisoka sentiria um potente golpe em sua face, forte o suficiente para quase forçá-lo a perder a consciência. Sua vista ficaria turva e a audição seria tomada por um zumbido insistente. O líquido rubro escorreria pelas suas narinas e o gosto ferroso preencheria seu paladar. Percebendo a dificuldade em respirar pelo nariz, Hisoka passaria a usar de sua boca para preencher os pulmões com o oxigênio. Ele levaria a mão esquerda para vistoriar o rosto, sentindo uma dor aguda assim que tocasse o nariz. Apesar de não ser médico, chutaria que alguns ossos não estavam no lugar certo. Todo o braço direito seria usado para agarrar a essência contra o corpo, mas em vão, pois Vick chutaria seu tronco, recuperando o artefato em seguida.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

– Argh... Argh... – Arfaria, buscando recuperar as forças para que pudesse continuar com o combate. De relance, iria observar Furry desacordado, retornando o foco para Vick em seguida.

O capitão parecia guardar um enorme rancor pelo acontecimento, de modo que não ficaria contente somente prendendo Hisoka e Furry. Ele estava disposto a matá-los. Com um movimento ascendente com seu bastão, ele tentaria atingir o queixo do professor para desacordá-lo de vez. O arqueólogo cerraria os dentes, almejando rolar o corpo no chão para a direita e recolher impulso ao apoiar os pés no solo para contra-atacar. A esquiva para a direita não seria a toa, tendo em vista que seu adversário está lutando com uma única mão por ora, ou seja, sua mão esquerda estaria ocupada segurando a essência, e seria justamente este lado explorado pelo Revolucionário.

– Yokusei no Wani! – Hisoka brandaria ao investir com seu cotovelo destro contra o pescoço de seu oponente, ataque este que viria pelo lado esquerdo. Sua aceleração em conluio com a briga de rua seriam imprescindíveis para que o ataque tivesse maiores chances de sucesso. Caso Vick abaixasse o corpo para esquivar, Kurayami não hesitaria em levantar o joelho canhoto e golpear diretamente o seu rosto.

Independentemente de seus ataques serem bem sucedidos ou não, Hisoka iria recuar imediatamente, avançando para a região mais plana da montanha. Buscava sempre manter uma distância de, ao menos, 4 metros. Vick era um combatente de curto-médio alcance, sendo assim, ele poderia manter-se íntegro caso abusasse da vantagem de extensão que seu chicote o permite ter. Desta forma, o arqueólogo iria sacar o pacificador, lançando o flagelo de um lado para o outro a frente do capitão para impedir sua aproximação. A cada passo de avanço do marinheiro, Kurayami repetiria em recessão. Hisoka iria usufruir de toda sua maestria como chicoteador para usar o máximo de sua arma, balançando o braço destro e o tronco como numa coreografia, mantendo fluidez e rigidez em conluio para sempre arrancar todo o potencial do estilo de combate. O chicote negro parecia dançar em combate, indo de um lado a outro horizontalmente e diagonalmente, buscando um ponto fraco em Vick para açoitá-lo sem piedade. Um golpe direto provavelmente seria capaz de causar-lhe fortes dores e, quem sabe, até fraturas. O deslocamento do flagelo seria intenso, carregando sibilos das correntes de ar geradas, esforçando-se em evitar que Vick conseguisse segurá-lo, seja com sua mão nua, ou com seu bastão. Caso ele tentasse, Hisoka faria de tudo para puni-lo com um golpe direto, visando o pulso do homem, pois um ataque nesta região poderia fazê-lo perder o controle de sua arma. Este seria o instante que o professor ousaria um movimento de rebote, para tomar o bastão dourado do homem para si, desarmando-o, continuando a atacá-lo em seguida.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Se Vick não tentasse desarmá-lo, Hisoka iria manter o braço destro balançando para que seu chicote continuasse a dançar pelo campo de batalha. A atenção do arqueólogo seria dividida entre os braços do capitão, focando em seus golpes, e suas pernas, focando em seus avanços. A distância aproximada de 4 metros ainda era o foco do historiador, pois a extensão de sua arma é de 3,5m, a qual adicionada com seu braço, seria suficiente para atacar Vick, enquanto este, por sua vez, não conseguiria fazer o mesmo contra Hisoka com seu bastão. Gradualmente, Kurayami continuaria a ousar alguns ataques contra o capitão na medida do possível, para que, na melhor das hipóteses, pudesse atingi-lo fortemente ou, ao menos, o cansasse nas árduas defesas. Naquele instante, seu foco era manter Vick ocupado para que ganhasse tempo, pois tinha esperança que Furry acordasse ou que os demais Revolucionários tenham ouvido seu pedido.

Caso, por algum motivo, tudo desse errado, isto é, Hisoka não conseguisse manter a distância pretendida, Vick conseguisse pegar seu chicote sem sofrer danos, ou algo do gênero, Kurayami teria de usufruir de esquivas com sua aceleração e luta de rua. O Revolucionário adotaria de fintas para os lados contrários aos dos ataques de seu oponente, girando no chão ou saltando, o que quer que fosse possível para não ser atingido, porém sempre na busca de se afastar de Vick para não prolongar o combate a curta-média distância. Sempre que fosse possível, recolheria objetos do ambiente, como mobílias da cabana, pratos, jarros, para que os jogasse no marinheiro. Se ainda assim nada desse certo, teria de defender as regiões vitais com seu antebraço e pernas, apesar de defesa direta ser sua última opção, pois o bastão ainda assim o machucaria.

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptyQui 09 Ago 2018, 22:45

Underdog


Enquanto perseguia Charles, por conta de um pequeno descuido, Hisoka acabou pisando em um caco de vidro do frasco que o cientista havia arremessado em sua direção e acabou se quebrando ao atingir uma árvore. Mesmo usando um calçado, o vidro foi capaz de penetrar o material e atingir a sola de seu pé, ainda que não fosse um ferimento grave, esse pequeno vacilo acabaria criando um certo desconforto ao professor na hora de se locomover. Mesmo esse pequeno corte não era suficiente para atrapalhá-lo na captura de Charles e da Essência de Bronze, onde o revolucionário retornou para ajudar Rin assim que empurrou o cientista morro abaixo, parando apenas por um instante para mandar uma mensagem para Gear, porém não obtendo resposta.

Ao retornar para as proximidades da cabana onde avistou Vick e Rin pela última vez, o professor história não teve a melhor das recepções ao encontrar ali seu companheiro já desmaiado após uma surra que recebeu do capitão, para piorar sua vez de apanhar veio mais rápido do que ele imaginava e o revolucionário tomou tanta pancada do marinheiro que pareceu até comunista apanhando de militar em época de ditadura. Seu prêmio no final disso tudo era falta de ar, um nariz faturado, sangue escorrendo pela face, dores, além de também acabar perdendo a posse da Essência de Bronze. Parecia ser uma derrota clara para o inexperiente Hisoka Kurayami, antigo professor de história de Las Camp e agora um soldado revolucionário, se todos no mundo precisassem apostar suas fichas no vencedor dessa batalha, quantos teriam coragem de apostar no nosso protagonista?

Por incrível que pareça, talvez mais pessoas do que se espera, já que há sempre aqueles que simpatizam mais com o mais fraco, o desacreditado, o underdog, mas por quê? Poderia ser uma reação comum daqueles que não gostam de seguir a maioria, seguir o óbvio? Ou seria porque é mais emocionante assistir a glória do depreciado do que o sucesso do enaltecido? Todos nós sabemos que Vick, um capitão da Marinha, está níveis acima de Hisoka, um soldado revolucionário, por isso os golpes que ele acertou no professor já seria algo esperado de uma plateia, muito diferente de qualquer golpe que for acertado por Kurayami, por esse mesmo motivo, quando ele conseguiu desviar do bastão dourado de Vick e revidar um contra-ataque com sua técnica “Yokusei no Wani”, a sensação que teve em seu interior foi a de ouvir uma multidão vibrando ao seu redor.

A cotovelada de Hisoka atingia em cheio o pescoço do marinheiro pelo seu lado esquerdo, este escolhido sabiamente pelo professor ao reparar que Vick estava segurando a garrafa com a mão esquerda e por isso teria uma abertura por esse lado para ser atingido. Depois de ser atingido, o capitão chegou a cambalear para o lado oposto ao do seu atacante, precisando usar o bastão de ouro para se apoiar, caso contrário viria a cair no chão. Mostrando uma face enfurecida, Vick encarou o revolucionário com ódio por trás de seus olhos acastanhados, arrumou sua postura, e com uma rápida investida diminuiu a distância entre os dois para voltar a atacá-lo com seu taco dourado.

- Considere-se morto, desgraçado! - Exclamou o capitão de maneira ameaçadora antes de avançar contra o alvo de toda sua fúria.

Graças ao rápido pensamento do professor de recuar depois de acertar o marinheiro na primeira vez, isso o colocou a uma distância segura do seu adversário, por isso Vick não conseguiria chegar até Hisoka com tanta facilidade como fez anteriormente, principalmente porque agora o arqueólogo estava armado com seu chicote e estava a utilizá-lo para golpear o capitão à longa distância, atrapalhando a investida dele. Contudo, Vick ainda era ágil o bastante para desviar dos ataques do revolucionário, sendo que quando ele não conseguia fazer a evasiva ele usava o próprio bastão para golpear o flagelo e por assim bloqueá-lo. A batalha ficava cada vez mais intensa à medida que o marinheiro ia conseguindo se aproximar, visto que sua habilidade era superior, Kurayami não conseguia manter a pressão adequada para parar ou fazer o seu inimigo recuar. Em meio às rajadas de vento provocadas pelo agitar do chicote, Vick foi se aproximando do professor até alcançar uma distância que julgou segura para arriscar uma segunda investida.

Foi nesse instante de aproximação que Hisoka tentou se esquivar como sempre soube fazer muito bem, mas por um azar do destino, aquele ferimento na sola de seu pé veio a lhe trazer uma ardência indesejada no momento em que usou seu pé direito como apoio para realizar o movimento, e em uma batalha onde cada fração de segundo importa, esse pequeno acaso permitiu que Vick alcançasse Kurayami antes dele conseguir terminar sua evasiva, recebendo assim uma pancada nas costelas que o jogaria no chão com as dores na região se intensificando imediatamente.

- Talvez fosse diferente se te chamassem de "Lutador"... Escolheu a profissão errada, Professor. - Disse logo depois de acertar Kurayami e o derrubar. Novamente girando o taco de ouro entre os dedos, Vick se preparava para um possível ataque final.

No chão, Hisoka poderia começar a pensar se voltar para ajudar Rin teria sido um erro, se o contato com Gear não tivesse sido perdido, ela teria dito para ele voltar assim que conseguiu a essência? Ou então se ele tivesse voltado para o esconderijo sem seu companheiro, iriam julgá-lo por essa escolha? Teria ele feito a escolha certa, mas errado ao não ter escondido a garrafa antes de voltar a aparecer na frente do capitão Vick? Independente do que viesse a sua mente, seus arrependimentos de nada importam para o momento, ele não pode alterar o passado, sua escolha já foi feita, e mesmo que ela possa ter sido um erro, mesmo que esteja passando por dificuldades, tudo que Kurayami precisa fazer agora é tentar se superar, superar esse obstáculo, lutar.

Por mais que acredite na possibilidade de alguém do Exército Revolucionário aparecer para ajudá-lo ou de Furry acordar e lutar ao seu lado, sua vontade de continuar lutando não podia depender apenas disso, suas chances de vitória não podiam depender apenas disso. Se ele é o underdog desse combate e suas chances de sair vitorioso serem baixas, mesmo que elas sejam de 1%, significa que em alguma das possibilidades de ação durante o confronto ele pode vencer… Ou mesmo que não vença, seria a vitória o caminho certo? Há alguma chance de escapar dali fugindo ou se jogando ladeira abaixo? Bem, com o ferimento que ganhou no pé direito ele dificilmente poderá apostar em algo que envolva uma corrida. Contudo, mesmo que algum plano esteja surgindo em sua cabeça no momento, como poderia botá-los em prática se o bastão dourado de Vick conseguisse acertar sua cabeça no movimento que o capitão estava prestes a executar?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySex 10 Ago 2018, 03:40



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 23


Hisoka está em sua primeira situação real de combate, apesar de já ter presenciado trocas de golpes anteriormente, como as que tivera com o sargento em Las Camp, mas não pode chamá-las de uma batalha como a que está vivenciando contra Vick. Apesar disto, o capitão parece estar num nível superior, dada sua movimentação e ataques experientes, sempre passos a frente do Revolucionário, como se fosse capaz de ler sua mente. Mesmo que Kurayami tenha sido capaz de atacá-lo diretamente, sua técnica não pareceu surtir muito efeito no marinheiro, pois ele se manteve firme no duelo, evasivando e defendendo as poderosas chicotadas efetuadas pelo arqueólogo até ser capaz de se aproximar, contrariando o plano A do historiador que era manter a distância. Após conseguir uma brecha nos ataques de Hisoka, Vick efetuou uma investida com seu bastão nas costelas do Revolucionário. Ele estava ciente que iria conseguir desviar, mas uma forte pontada de dor em seu pé direito, relatada com um espremer do olho esquerdo e dentes cerrados, o impediu. Por um breve segundo, a cena do acidente retornou a sua mente num flashback, a qual ocorrera no instante que estava perseguindo Charles. O vidro que ele havia jogado em Hisoka, apesar de não ter o atingido diretamente, acabou por deixar um caco no chão que machucou o pé do professor.

– Drog- Argh! – Mal teve tempo de resmungar, pois foi acertado em cheio na região das costelas.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

De joelhos no chão, Hisoka levaria a mão esquerda à região afetada num gesto instintivo. Os dedos destros cerrariam no cabo do chicote em busca de amenizar a forte dor, tal como os dentes pressionados uns contra os outros. Seu olhar penetrante, estampado na face ensanguentada, refletia o seu temperamento calmo no limite, pois havia uma forte chance de sua vida ser encerrada, acontecimento que ficava mais próximo a cada passo dado por Vick. O corpo do marinheiro trajando o bastão poderia ser visto em suas íris, as quais estavam focadas no adversário na busca de encontrar alguma saída para a situação. Até então, praticamente todas as jogadas de Hisoka estavam sendo previstas. O reflexo e mobilidade do marinheiro eram surreais, dignos de sua posição de capitão afinal.

– V-Vocês da marinha... Sempre tão corruptos... – Diria com pouca força nas palavras, pois arfava durante a articulação, tendo em vista que respirava pela boca. – M-Minha mãe... – Estreitaria as pálpebras, cerrando o cenho em sinal de estresse. A imagem de sua mãe veio a tona após o comentário, inicialmente sadia, depois morta no balcão do estabelecimento. – Vocês não vão matar mais um de nós!! – Apesar de Vick não fazer noção de quem sejam "nós", o povo de Ohara, buscaria arrancar energias de onde desse com o brandar para efetuar sua defesa.

Após tantas tentativas, Hisoka já havia percebido que seu oponente não seria vencido com ataques simplórios, pois todos são facilmente previsíveis pelo capitão, provavelmente por toda sua experiência acumulada. Além disto, apesar de ser um ataque similar, não se daria o luxo de efetuar a mesma esquiva novamente, pois Vick já deve esperar pelo mesmo rolamento. Deste modo, no instante que o bastão descesse na direção de sua cabeça, Hisoka iria erguer a perna destra, dar um passo a frente e deslocar o tronco para a direita, para que a ponta da arma atingisse o solo em suas costas, enquanto ele estaria a salvo. Simultaneamente, moveria a mão dominante, portando o pacificador, para passar o flagelo sobre a mão do alvo rapidamente, objetivando enrolar o corpo do bastão contra o membro de Vick para que ele perdesse o domínio sobre a arma. Com sua estratégia sendo eficaz, ou não, imediatamente após levantaria bruscamente o joelho esquerdo visando os testículos do inimigo. Se o plano de imobilizar o bastão dourado do capitão fosse efetivo, ele não o teria para efetuar a defesa, mas caso ele tivesse acesso ao bastão, Hisoka aproveitaria do momento para utilizar o chicote e passá-lo sobre o pescoço de Vick, almejando enforcá-lo ao tensionar fortemente o flagelo de sua arma.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Quanto aos possíveis ataques que possam vir a ser efetuados por Vick, Hisoka tinha ciência que não poderia usufruir de sua alta mobilidade devido o corte em seu pé. Sendo assim, trabalharia com fintas curvas ao invés de recuos bruscos, enrolando o chicote na mão destra para facilitar sua atividade. Esta situação, inclusive, seria perfeita para que ele pudesse fazer uso de uma nova habilidade. No instante que o marinheiro viesse a investir com golpes verticais com seu bastão, o professor iria deslocar o tronco para a direita e impulsionar o corpo visando um forte soco na face do capitão, usufruindo, assim, não só dos músculos de seu braço, como também do peito e costas para potencializar o golpe. A mesma técnica seria efetuada se Vick buscasse um golpe com seu bastão na altura da cabeça de Kurayami, a diferença seria em sua esquiva, a qual seria baseada em agachar o tronco.

– Kensei no Neko! – Brandaria durante o golpe.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Se os ataques de Vick fossem efetuados na horizontal e abaixo da linha na qual ele possa desviar agachando-se, ele teria de recorrer ao bloqueio, pois, nesta circunstância, suas chances de esquiva com o pé lesionado e as dores nas costelas eram baixas. Se eles viessem da esquerda de Hisoka, ele levantaria o seu braço na vertical almejando conter a investida com seu cotovelo, uma região mais rígida que sofreria menos com o impacto. Se viessem pela direita, ele ergueria o joelho destro, também uma região rígida, porém com muita firmeza para não se desequilibrar e cair. Em hipótese nenhuma usaria o braço direito, pois ele é necessário para manusear o seu chicote, tendo em vista que detém sua mão dominante. Ele faria isto até que tivesse a chance de desempenhar a sua técnica.

A sua técnica seria essencial para ganhar um pouco de tempo, o qual Hisoka esperava ser suficiente para que pudesse recuar e aumentar a sua distância contra Vick, mesmo com o pé machucado. Novamente atentaria para os 4 metros, sacando mais uma vez o pacificador com a mão direita. Iniciaria com os ataques convencionais anteriores propositalmente, para fazer o marinheiro pensar que Hisoka iria manter o mesmo ritmo e padrão nos movimentos. Apesar disto, o professor estava somente esperando a chance certa para que, no instante que o flagelo de seu chicote fosse horizontalmente em direção de suas costelas, ele pudesse usufruir do dedo indicador esquerdo perto da base da arma para desviar o curso de seu trajeto, o qual passaria a ter um percurso ascendente e na diagonal, visando o olho esquerdo de Vick. Por mais que fosse um homem experiente, a mudança súbita no ataque de Hisoka poderia ser capaz de surpreendê-lo, principalmente por ser a primeira vez que ele o faz neste combate. Independentemente de seu ataque ser efetivo, ou não, o arqueólogo iria abusar desta fração de segundo para, também com o uso de seu chicote, resgatar a essência de bronze que ainda estava em posse do homem, puxando-a de volta para si, a qual seria pega com a mão esquerda. Se não o pudesse fazer com a mão esquerda, então o faria com a direita.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Técnica Utilizada:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySex 10 Ago 2018, 20:42

Showtime!


Vick nem sequer se dava ao trabalho de entender as palavras de Hisoka, talvez o próprio marinheiro já estivesse acostumado a ouvir bobagens de pessoas que estava prestes a executar, portanto pouco o importava o que havia sido dito pelo professor. Enquanto Kurayami permanecia a sentir as dores do ataque adversário e pronunciava palavras, Vick já partia para aquilo que ele esperava ser o seu último golpe, e talvez fosse, se o revolucionário não tivesse reagido mais uma vez. Ainda com forças para lutar, o arqueólogo se esquivou bem do ataque do capitão, que acabou acertando o nada, e com um belo uso do seu Pacificador, o professor agitou o chicote fazendo o flagelo se enroscar na mão direita do marinheiro, assim deixando preso o bastão ao membro amarrado, o que dava à Hisoka um controle maior sobre a situação.

No instante que viu ter sucesso com o movimento do seu chicote, Hisoka não perdeu tempo em avançar contra Vick para atacá-lo com uma joelhada, suja, digamos assim, nas partes baixas do marinheiro, que por ter se distraído um pouco com o fato de ter tido o seu taco dourado “dominado”, acabou deixando suas bolas douradas serem “esmagadas”. Kurayami, como um homem, sabe a dor latente causada por esse tipo de golpe, e por mais resistente que seu oponente seja, ao menos por alguns segundos ele teria uma vantagem clara no combate, e foi nesse momento que o professor se permitiu usar o chicote para não só ter o controle sobre a arma do capitão, mas também usar o flagelo para enforcar Vick rodeando-o pelo pescoço dele.

Nem nas suas visões mais otimistas ele poderia se enxergar na situação atual, enforcando o capitão da Marinha, que no momento estava sendo completamente dominado pelo professor e sua simples arma de combate, um chicote. A falta de ar causada pela pressão exercida em seu pescoço faria Vick ser forçado a largar a garrafa com a Essência de Bronze no chão e usar seu único braço livre para tentar se libertar. A vitória estaria certamente garantida se não fosse a sorte do marinheiro em ter acertado há poucos segundos atrás aquela pancada nas costelas do lado esquerdo do revolucionário, que no momento era o mesmo lado do braço que o capitão tinha disponível para realizar cotoveladas.

A primeira cotovelada que Vick acertava nas costelas de Hisoka doeu como nunca imaginou que pudesse doer, mas ainda era possível resistir, faltava tão pouco para vencer… Mas após a segunda não daria mais, a dor era tão grande que levaria Kurayami a largar a pressão que estava fazendo e libertar o seu adversário, que teria ali a oportunidade de se desvincular por completo do chicote enquanto o arqueólogo estaria a resmungar de dor, por isso aproveitou a brecha para puxar com força a arma do professor, que na situação em que estava acabaria por não ter como disputar força com o marinheiro, assim sendo desarmado. Mesmo com dificuldades em respirar, Vick não recuou após ter jogado o Pacificador no chão, pelo contrário, ainda tossindo e com a mão esquerda massageando a região agora avermelhada do pescoço, o marinheiro andou, sim, andou até Hisoka e já partiu para atacá-lo com um golpe de cima para baixo de seu bastão dourado.

Esperando esse tipo de movimento do seu oponente, Kurayami aproveitou a oportunidade para realizar uma finta que já havia nomeado, desviando do ataque do marinheiro, o professor terminaria a finta aplicando um soco direto na face de Vick, porém, o que ele não estaria esperando é que o capitão também era bom no gingado e se esquivava bem do seu soco, aproveitando a distância que havia sido encurtada, o marinheiro terminaria seu movimento encaixando uma joelhada na boca do estômago de Hisoka. O impacto ativaria o refluxo do seu corpo e o faria vomitar suco gástrico, mas de longe esse era o maior problema, já que as dores na costela, o nariz fraturado e agora essa pancada no diafragma, o arqueólogo ficaria completamente incapacitado de respirar, como se já não fosse suficiente para lhe derrubar, veio na sequência uma pancada dourada lhe atingindo o queixo.

Ao cair no chão, o revolucionário sabia que suas chances de vitória haviam chegado a zero, porém não podia deixar de pensar no quão perto dele chegou de vencer, uma coisinha que fosse diferente e o resultado poderia ser outro. Vick já havia deixado claro que não deixaria nem ele, nem Rin sobreviverem, então seria esse o seu fim? É isso então? Saiu de casa para se tornar um revolucionário e morrer na primeira missão? Sua mãe já dizia que não queria que ele seguisse esse caminho, estaria ela certa desde o início? Voltar a pensar em sua mãe certamente lhe faria sentir um arrependimento a mais por ter perdido, não vai conseguir descobrir a verdade por trás da história, não vai conseguir vingá-la… Yasuhiro também é um capitão da Marinha, teria o resultado sido o mesmo se Hisoka tivesse o desafiado? Não, pera, ele não é o seu verdadeiro alvo, Yasuhiro não é o culpado pela morte de sua mãe… Qual era mesmo o nome dele?

- Deveria ter ficado em casa hoje, rapaz. - Disse o capitão pisando sobre o peito de Hisoka e cuspindo no chão. O rouco da sua voz indicava que ainda estava sentindo o incômodo na garganta. - Quis se intrometer em assuntos que não é da sua conta e infelizmente terá que ser apagado por isso… Mas não se preocupe, continuarei a dar para Toroa aquilo que eles querem ter: segurança.

Com as dores espalhadas pelo corpo, a falta de ar predominante e a vista completamente turva, Kurayami mal conseguia entender o que estava acontecendo ao seu redor, porém o borrão branco à sua frente certamente se tratava do capitão Vick, enquanto o dourado ao lado dele o seu bastão, prestes a lhe esmagar a cabeça. Como será que é morrer com pancadas de ouro na cabeça? Esse então é o seu fim? Sim, é. É? Não, não é. Talvez ele acreditasse que fosse, talvez Hisoka demorasse a entender que ainda não havia morrido, o bastão havia se movido, mas seu corpo não foi atingido, por quê? Porque alguém havia aparecido, alguém segurou o braço de Vick, alguém havia lhe salvado a vida. Mas quem? Quando a sua visão aos poucos foi voltando ao normal, o professor pode ver quem mais estava em pé ali… Sir Jovi era a ajuda a caminho.

- O músico?! - Se perguntou o capitão com a chegada do loiro atrapalhando seus planos.

- Desculpe, cheguei atrasado para o show? - Ironizou jogando o braço de Vick para trás, afastando também o seu bastão, então em seguida ele deu um impulso para frente e tentou chutar a barriga do marinheiro, que bloqueou o ataque colocando o braço esquerdo na frente, ainda assim isso não foi suficiente para impedir o impacto que o arrastava para trás. - Professor, consegue se levantar? Vá ver como está o Furry.

Após tal pergunta, Hisoka faria o esforço para se erguer da terra gelada, confirmando que sim, podia se levantar, por mais que as dores pelo seu corpo no momento fossem intensas mesmo com toda a descarga de adrenalina que seu organismo estava liberando em sua corrente sanguínea. Ao conferir o estado de saúde do meio-mink, o professor poderia confirmar que ele ainda estava vivo, apesar de não saber exatamente o nível das sequelas que ele pode ter ao acordar, já que não tem capacidade para saber apenas com os olhos se há algo de errado na parte interna do garoto.

- Mais visitas, tsc, alguém deve ter vazado a informação… Quem são vocês? Como sabem sobre a essência? - Perguntou Vick cuspindo mais uma vez no chão e depois girando o bastão pelos seus dedos, percebendo que seria idiota demais da parte do seu inimigo revelar esse tipo de informação, o próprio capitão ignorava as perguntas e fazia uma terceira. - Vocês acham que vão conseguir sair daqui com isso? Eu já memorizei o rosto de vocês, inclusive o seu já é bem conhecido…

- Haha, então te desafio a contar essa história, Capitão Vick, a sua palavra contra a minha, a sua fama contra a minha… Quem de fato possui mais chances de estar envolvido com a essência roubada, o marinheiro que certamente sabe sobre a existência dela, ou o músico de passagem pela cidade? - Disse, Jovi mostrando um sorriso com seus dentes absurdamente brancos, enquanto Vick apertava com força o seu bastão, claramente desconfortável com a situação. - E é engraçado ouvir como você já está falando parecendo um derrotado.

Ao fim de sua frase, o músico avançou com velocidade na direção do capitão, aparentemente Jovi era tão rápido quanto Vick, podendo arriscar que talvez seja até mais. Assim que os dois ficaram próximos o suficiente, o primeiro a atacar foi justamente o marinheiro, mas o revolucionário não decepcionou ao desviar do bastão com um giro pro lado e contra-atacar acertando uma cotovelada no rosto do seu adversário. Mesmo sentindo o impacto, Vick não caiu, atacando logo depois com mais um golpe de seu taco dourado, novamente esquivado pela agilidade do músico que acertou dois socos no capitão, o primeiro na barriga e o segundo novamente na maçã do rosto da autoridade local.

- Qual é, você nem mesmo parece tá tentando, cadê o cara que surrou os dois atrás de mim? - Provocou o loiro passando as mãos pelo cabelo, nem mesmo estava suando.

- CALA A BOCA, MALDITO! - Gritou enfurecido, partindo para cima do músico para o que parecia ser um ataque horizontal, mas momentos antes de completar o movimento, o marinheiro girou o bastão para baixo e o subiu com um golpe rápido na intenção de acertá-lo no queixo, mas falhou novamente, pois Jovi conseguiu desviar no limite, curvando levemente o corpo para trás, fazendo o taco dourado passar raspando pelo seu corpo.

Em seu contra-ataque, o revolucionário rapidamente encaixou um soco no mesmo local que Vick queria atingi-lo, o queixo. O ataque de Jovi era forte o bastante para fazer o marinheiro ser jogado para cima, tirando os pés do chão. - Encore… - Pronunciou o músico quando o capitão ainda estava “no ar”, então começou a socar o ar para baixo como se estivesse “tocando guitarra”, até que chegou a hora que a gravidade puxou Vick de volta para o chão e Jovi aproveitou o momento para completar sua técnica acertando um soco bem no meio do rosto do marinheiro. - PUNCH!

Talvez Hisoka nunca tivesse presenciado um soco tão forte em sua vida, já que o ataque do seu superior e vice-líder do seu bando havia criado uma corrente de ar por conta própria após atingir a face do capitão da Marinha. O vento gerado pelo ataque não foi apenas visual, o impacto da técnica realmente era poderoso, tanto que o corpo de Vick foi arremessado para trás capotando pelo terreno da montanha até atingir a cabana e rachar parte da madeira da estrutura. Com uns dentes a menos e o nariz escorrendo sangue, o marinheiro permaneceu atordoado no mesmo lugar onde seu corpo parou.

- Merda… - Xingou o loiro balançando a mão depois do soco e levando-a em seguida para a sua têmpora, onde enxugou uma gota que escorria por ali. - Eu suei.

Com a batalha aparentemente terminada, Hisoka tinha agora a liberdade para buscar seu chicote e se assim preferisse, também poderia ser o responsável por pegar a garrafa caída no chão. Enquanto isso, Jovi colocaria as mãos no bolso de sua camisa cor de vinho (diferente da roupa que o viu usando uma hora atrás) e caminharia até Vick para lhe dizer alguma coisa.

- Espero que tenha entendido o recado, capitão… Não vai querer estragar sua carreira como marinheiro porque foi descoberto roubando. - Lembrou o músico em um tom de ameaça, para que ficasse bem claro ao marinheiro que ele deveria ficar de boca fechada.

Sem muita condição de responder por estar com a boca toda estourada, Vick apenas observou Jovi carregar morro abaixo o corpo desacordado de Furry e Hisoka a tão preciosa Essência de Bronze, esta que ele nem mesmo sabia dizer quantos milhões de berries poderia custar, mas todo cuidado era pouco, já que deixar a garrafa cair poderia não seria algo interessante de se acontecer. Se o professor questionasse a decisão do seu superior de deixar o marinheiro vivo, Jovi lhe responderia de maneira bem calma:

- Não é do nosso objetivo provocar esse tipo de morte gratuita, não ganharemos nada com isso e as consequências de um assassinato são sempre maiores do que qualquer outro crime que a gente costuma cometer.

Assim que chegaram ao pé da montanha eles também “recolheram” Pepper, que apesar de bastante machucado, ao menos estava consciente, então não precisava de tanta ajuda quanto Furry, que permanecia desacordado. - Que desgraça, nem consegui ajudar… Tira a mão de mim! Eu sei andar sozinho! - Reclamaria o cozinheiro quando seus companheiros voltaram com a “missão concluída”. Agora à caminho do esconderijo, o fone no ouvido de Hisoka voltaria a funcionar como antes, dando a entender que talvez fosse apenas um problema de sinal relativo a distância entre a base e o local onde estavam, já que provavelmente os revolucionários nunca antes precisaram mudar a rota da missão de forma tão drástica como aconteceu hoje.

- Alô, alguém? Testando. Testando. - Disse a voz de Gear pelo fone, aparentemente Jovi também estava ouvindo, mas ele deixaria a resposta e as demais informações do ocorrido para ser dada por Hisoka. - Oh, ótimo, ótimo, ainda bem que conseguiram pegá-la, mas o melhor ainda é que estão todos bem. Voltem para cá imediatamente, precisamos tratar seus ferimentos acima de tudo.

- VOCÊS TEM SORTE DE TER DADO CERTO, BANDO DE INCONSEQUENTE! PODERIAM TER ESTRAGADO TUDO! - Gritou pelo fone a voz que sabia se tratar da Major Izzy.

- Calma, Helena-chan, houve uma falha nos aparelhos, eles não sabiam o que fazer. - Falou Jovi puxando o seu Baby Den Den Mushi com uma mão e falando através dele para tentar acalmar a Major. -  E outra coisa, tem algo que você não sabe sobre a essência…

Alguns minutos depois, no esconderijo:

- OLHA O TAMANHO DESSA COISA! - Exclamou Izzy em voz alta, não acreditando no que estava vendo. - VOCÊS SABEM O QUANTO QUE CONSEGUIMOS COM ISSO AQUI?

- Eu nem sabia que existia isso tudo no mundo. - Comentou Gear também apreciando a garrafa transparente.

- Será que tem um gosto bom? - Perguntou Fennik com um dos dedos sobre os lábios, ela realmente estava falando sério, já que seus olhos quase brilhavam ao imaginar a essência como algo parecido com calda de chocolate.

- Com essa quantidade toda acho que vai até sobrar... - Disse Blink, não deixando de lado o seu comentário a respeito da garrafa cheia da Essência de Bronze, que por sinal eles planejavam encontrar somente um pequeno frasco.

Diferente dos seus companheiros, Hisoka ainda desconhecia as propriedades do líquido bronzeado, então não ficava tão impressionado quanto eles, além também de estar cheio de ferimentos pelo corpo e essa dor incômoda o atrapalhava a ter algum tipo de empolgação. Aparentemente agora estando todos fora de perigo e com a missão concluída, Professor, Furry e Pepper poderiam receber o tratamento adequado, e talvez para a surpresa do novato, a médica do bando era ninguém menos que a própria Major, que entrou na “ala hospitalar” do galpão trajando um jaleco branco por cima das suas vestes comuns e começou a examiná-los um por um, dando preferência a Furry, que ainda estava desacordado.

- Ele vai ficar bem, não me parece ter sido algo muito grave… Queria poder dizer que foi bem feito pela atitude imprudente, mas estaria mentindo, já que a última coisa que eu quero é ver meus aliados machucados desse jeito. O sucesso da missão não me deixa mais aliviada, já que eu sei que isso poderia ter sido evitado se eu ou Jovi fossemos atrás de Vick ao invés de vocês. - Desabafava a Major antes de começar a examinar os ferimentos de Hisoka.

Alguns curativos, bolsas de gelo e analgésicos eram suficiente para tratar os ferimentos do arqueólogo, que aparentemente havia quebrado o nariz e as costelas, mas como não foi grave ao ponto de ser necessário fazer alguma cirurgia, o professor seria rapidamente liberado, sendo preciso apenas de tempo para que suas dores desaparecessem. Algo bastante semelhante com Pepper, que teve apenas alguns hematomas e fraturas leves pelo corpo, nada que um bom descanso não resolva depois de alguns dias. Bem, com a missão concluída, seus ferimentos tratados e nada para fazer até o início do dia seguinte, Hisoka e o restante dessa célula revolucionária poderiam fazer o que bem quisessem, pois hoje a noite é livre.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI (Atualizada pro momento):
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySab 11 Ago 2018, 03:53



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 24


Utilizando como pilar a sua mãe para se manter no combate, Hisoka foi capaz de esquivar do golpe de Vick, contra-atacando com uma forte joelhada em seus testículos e enforcando-o com o auxílio do pacificador. Pela primeira vez na batalha, era o professor quem detinha as rédeas do duelo, finalmente acendendo a chama da possibilidade de uma vitória. O arqueólogo cerrou os dedos no flagelo de seu chicote como nunca, até a ponto de senti-los doer tamanho era o esforço desempenhado para manter Vick sobre seu controle. Ele podia ver o desespero do capitão em tentar recuperar o fôlego, mas o cenário durou por pouquíssimo tempo. As chances do triunfo foram completamente derrubadas no instante em que o marinheiro acertou Hisoka com seu cotovelo em suas costelas já lesionadas.

– ARGH! – Com o corpo pouco resistente a dor, Hisoka se viu obrigado em largar o chicote ao ser perturbado por uma incessante aflição no segundo golpe. O impacto em suas costelas já contundidas arrancou um grito involuntário do professor que cambaleou para trás enquanto mantinha a mão esquerda sobre a região.

Apesar de pouco resistente, Hisoka parecia estar sendo movido por algo além de si mesmo. Espiritualmente, sua mãe aparentaria guiar os seus movimentos para que o jovem não perecesse. Mesmo com tantos machucados, o rapaz ainda manteria-se de pé e seria capaz de evasivar de mais uma investida de Vick, buscando um contra-ataque em vão logo depois. Sua mais nova técnica não havia tido uma boa estréia. Talvez as pancadas tivessem afetado completamente seus reflexos, ou Vick simplesmente era superior, de modo que seu soco foi facilmente desviado pelo capitão que não hesitou em atacar o estômago de Hisoka com uma potente joelhada. O arqueólogo sentiria seu esôfago queimar com o suco gástrico regurgitado e, aliado ao nariz quebrado, sua respiração estaria cada vez mais debilitada. A baixa oxigenação em seu cérebro provocaria uma turbidez em sua visão, assim como uma audição extenuada, a qual somente captaria um zumbido agudo com o impacto do bastão adversário em seu queixo. A essa altura, todo seu corpo doía e a inconsciência, que já tomava conta de sua mente, o impedia de desfrutar da dor para sentir-se vivo. Então é esta a sensação da morte? Pensaria o Revolucionário antes de tombar no chão arenoso, provocando um baque surdo com sua queda, assim como o levantar de um afluxo de poeira. A visão completamente enegrecida esvairia pouco antes da audição, que outrora o incomodava com o impertinente chirriado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Num ambiente preenchido por escuridão, Hisoka observaria em terceira pessoa momentos de sua infância compartilhados com sua mãe. O som do quarto era preenchido pela hélice do ventilador, que produzia uma brisa suave que titubeava as madeixas de Keiko enquanto rotacionava ciclicamente para refrescar o professor, doze anos mais novo, sentado com as pernas flexionadas uma sobre a outra próximo de sua mãe em cima de uma cama. Ela reservou um pouco de sua tarde livre para contar-lhe sobre o assunto que o historiador mais gostava: o século perdido.

– Entre oitocentos e setecentos anos atrás, houve uma série de acontecimentos que foram barrados da história pelo governo mundial. Muitos especulam que o século perdido revela a farsa por detrás do sistema de tenryubitos, outros dizem que foi um século recheado de guerras e mortes. A verdade é que ninguém sabe ao certo o que aconteceu... – Keiko viraria a face para seu filho, mostrando um semblante frustado, passando para a próxima página em seguida.
– Como assim ninguém? Esse conhecimento não pode ter sido deixado para trás... – Articularia o garoto numa entonação decepcionada.
– Calma... Está vendo? Nosso povo chama isto de poneglyph. – Ela apontaria para uma gravura estampada no canto inferior esquerdo da folha. A gravura ilustrava uma grande rocha com inscrições que Hisoka desconhecia. – Reza a lenda que há vários destes espalhados pelo mundo e que cada um conta uma parte da história do século perdido. Aquele que conseguir unir o conhecimento de todos os poneglyph saberá a verdade sobre o século! – Com um largo sorriso no rosto, Keiko cativou seu filho a sorrir também.

A lembrança seria interrompida quando Vick pisasse no tórax de Hisoka, provocando-lhe dor, entretanto, a letargia ainda tomava conta do arqueólogo. Seus olhos seriam abertos vagarosamente, focando com dificuldade no capitão. Sua cabeça latejava intensamente e cada pequeno movimento no tronco provocava uma imensa dor em sua caixa torácica devido os sucessivos golpes sofridos, principalmente os que levaram algumas de suas costelas à ruína. Praticamente em estado modorrento, o professor tentava relutar para não ser morto, balbuciando e engasgando no próprio sangue:

– E-Eu não... N-Não posso... Cof, cof... O sécu... Século... – Sua devoção serviria de sustentáculo no que Hisoka acreditava se tratar de seu último suspiro, todavia seus olhos vislumbraram o brilho dourado emanado do bastão do corrupto cessando bruscamente próximo de seu crânio. As mãos tremulavam em luta contra a dor para se manterem próximas do rosto num ato reflexo de proteção, porém ele não havia sido atingido. – O... O-O que... – Atordoado, a visão dançaria em busca de foco, mas seu cristalino simplesmente não parecia responder aos comandos cerebrais. Apesar disto, sua audição reconheceria muito bem de quem era a voz icônica: Sir Jovi. – N-Nã... E-Ele é... Ele é for- Forte demais... – Os lábios machucados seriam cobertos de sangue a cada tentativa de completar uma palavra, mas ao que parece Jovi não havia compreendido a mensagem, ou simplesmente a ignorou, requisitando que Hisoka averiguasse o estado de Rin. Ele passaria a mão no rosto, sentindo o quente líquido rubro preencher sua pele, e apesar de hesitar, consentiria com o Revolucionário.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

O professor nunca havia visto o companheiro músico em combate, mas após vislumbrar o potencial de Furry e ver que ele havia sido derrotado sem nem tocar em Vick, não conseguia imaginar como Jovi poderia vencer. Para sua sorte, ele estava completamente enganado a cerca do verdadeiro potencial do loiro. Enquanto o Revolucionário e o marinheiro trocavam golpes, Hisoka buscava forças para arrastar seu corpo em direção de Furry. Os antebraços firmados contra o solo arenoso eram constantemente empurrados para que o arqueólogo pudesse rastejar até Rin. As regiões chegariam a sangrar tamanho era o esforço devido o atrito contra o chão, porém este era o único meio de locomoção que Hisoka poderia usufruir naquele instante, pois todos os ossos de seu corpo pareciam destruídos. Assim que chegasse próximo do meio-mink, ele certificaria de balançar o seu tronco com o auxílio da mão direita para acordá-lo, mas em vão. Em seguida, levaria os dedos indicador e médio na direção de seu pescoço. Tendo em vista que não detém conhecimento médico, tampouco perícias na área, Hisoka não tinha certeza se acertaria a sua carótida, porém ele buscaria algum sinal de vida em Furry pela sua pulsação. Para recuperar o fôlego, apoiaria a cabeça sobre o tórax do companheiro, relaxando o braço sobre seu abdômen ao mesmo tempo que almejava captar sua respiração. Ao que parece, seus sentidos estavam se recuperando gradualmente e, em conluio, a forte dor nas regiões golpeadas por Vick. Enquanto isto, de soslaio, somente com o olho direito aberto, Hisoka vislumbraria a cena final da batalha de Jovi. A técnica usada pelo músico promoveu uma forte onda de choque na região, a qual moveu o pescoço de Kurayami e balançou suas madeixas negras.

– Incrível... – A reação que teve foi semelhante com a técnica usada por Furry. As pálpebras saltearam, chegando a abrir o olho esquerdo, e o queixo decaiu em surpresa aliada a um pouco de admiração. Apesar disto, desta vez ele conseguia reconhecer uma vasta superioridade por parte do loiro, afinal, ele havia derrotado o capitão que espancou Hisoka e Rin sem sequer se esforçar. – É... É um nível completamente além... – Ponderaria em baixo tom, refletindo se em algum ponto de sua jornada ele será tão forte quanto o músico. – Jovi... E-Ele não está acordando... – Em tom taciturno, Hisoka alertaria seu companheiro que Rin permanecia desacordado.

Os poucos minutos de relaxamento permitiriam que Hisoka recobrasse ao menos parte de sua lucidez. Com bastante dificuldade, utilizaria o joelho esquerdo para apoiar o resto do corpo e finalmente se erguer. Cambaleando, caminharia em direção de seu chicote pacificador para recuperá-lo, assim como a essência de bronze. Enquanto o primeiro voltaria ao cós da calça, a segunda seria muito bem protegida com o braço direito pelo historiador, esforçando-se ao máximo para não deixá-la cair, afinal, todo este trabalho seria em vão se isto acontecesse. A mão esquerda iria servir de apoio para as costelas danificadas, buscando reduzir o impacto gerado em cada passo. Apesar do andar trôpego ser humilhante, era sua melhor opção para evitar maiores danos. No caminho de volta, Hisoka se aproximaria do músico e o agradeceria:

– Obrigado... Sem você estaríamos mortos... – Apesar da autêntica personalidade narcisista de Jovi dispensar motivações de agradecimentos, Hisoka não poderia deixar de fazê-lo, afinal teve nada mais, nada menos, que a sua vida salva pelo Revolucionário. – Por que o deixou vivo...? Ele não pode revelar tudo e nós pagarmos o pato pelo roubo? – Perguntaria preocupado, afinal, Vick poderia culpá-los pelo sumiço da essência de bronze e isto, além de livrá-lo de suspeitas, traria péssimas consequências para o bando. Apesar disto, a resposta engenhosa de Jovi o calou completamente, pois Hisoka não demoraria a aceitar que ele tinha razão. Isto o fez pensar sobre Charles, pois ele pode possivelmente ter sido morto por Kurayami ao ser jogado inconsciente daquela altura. A reflexão, todavia, foi interrompida pela voz de Gear no aparelho em seu ouvido. – Já estamos retornando... – Com pouquíssimo ânimo, informaria à engenheira com o Baby Den Den Mushi empunhado pela mão esquerda, a qual logo retornaria a função original de proteger as costelas após guardar o utensílio no bolso. Devido estar esgotado, não se deu ao trabalho de voltar a pegar o artefato para responder à Major, somente suspirando após seu sermão. Todavia, para tranquilizar a situação, Jovi a aliviou.

Após longos minutos de uma exaustiva caminhada, tendo em vista a situação de seu corpo, Hisoka, Jovi e Furry finalmente retornaram ao galpão secreto, completamente a salvos, apesar de nem tão sãos, principalmente Rin que parecia estar em coma, pois não dava sinal algum de vida. Nas acomodações do salão, para o completo desprezo de Kurayami, todas as atenções dos Revolucionários estavam voltadas para a essência de bronze. Mesmo que Hisoka não saiba do que se trata, ele acredita ser inadmissível ter arriscado sua vida pelo artefato e não receber o mínimo de preocupação por parte dos demais, como se pouco importasse a sua morte, ou a de Furry, mas sim que a essência fosse recuperada. Sem retrucar uma única palavra, o arqueólogo arrastou seu corpo em titubeios até que chegasse a ala hospitalar do recinto. Lá, deitaria seu corpo sobre a cama, relaxando os músculos que até então estavam tensionados, porém ainda sentia fortes incômodos toda vez que forçava o tronco ou o braço esquerdo devida as costelas fraturadas, gerando expressões de dor, cerrando os dentes e apertando as pálpebras.

Sem perceber, Hisoka havia acabado pegando no sono enquanto a major atendia Furry, que estava em estado mais grave. No instante que ela retornasse, ele acordaria ao ouvir seus passos e perceber sua aproximação. Vê-la vestida de jaleco é até cômico, pois não reflete a sua postura dominante e imperante que o professor está acostumado, mas sim a de uma guardiã preocupada em salvar seus companheiros. Aliás, para sua surpresa, era exatamente isto que Izzy mostrava ao articular sua breve fala. Tinha um leve toque de sermão, claro, afinal, a atitude de Furry e Hisoka realmente foi arriscada, porém o cerne delicado e, inclusive, de guarnição de responsabilidade pelo ocorrido trouxeram a tona um feitio da major que surpreendeu Kurayami. Com o semblante cabisbaixo, principalmente pelo que acabara de acontecer com seu retorno, Hisoka saberia que os cuidados de Izzy levariam bastante tempo, especialmente porque haviam diversas feridas por toda a extensão de seu corpo. A atmosfera pesada e o clima tênue entre ambos não era do agrado do professor, sendo assim, ele ousaria um diálogo para interagir e conhecer um pouco mais sobre sua líder:

– Por que dão tanto valor a esta essência? Da forma como agiram faz parecer que ela é ainda mais importante que nossas vidas. – Poderia estar beliscando um assunto delicado, mas depois de quase ter sua vida ceifada pelo objeto, ter o conhecimento sobre sua relevância era o mínimo. Entretanto, se a major recusasse, Hisoka insistiria. – Sabe, eu quase morri por isto. Eu tenho o direito de saber, não acha? – Apesar de não elevar o tom de voz, os nuances de sua articulação eram mais irreverentes. Enquanto a major exercia os cuidados médicos, Hisoka relataria semblantes de incômodo todas as vezes que a mulher tocasse em regiões doloridas, como as costelas e o nariz quebrados. Após alguns minutos de silêncio, retomaria a conversa, desta vez com um assunto mais íntimo: – Como você perdeu olho? Foi em combate? – Se ela preferisse não contar, o historiador não insistiria desta vez e iria se calar até o fim do tratamento. Caso ela respondesse, manteria a comunicação, deixando de lado a tensão e sentindo-se mais a vontade perto da major. – O que te fez se tornar uma Revolucionária? – Se, por ventura, ela não se aborrecesse até o final da conversa e se abrisse para Hisoka, ele diria em entonação serene ao fim dos curativos: – Parece que tem uma mulher gentil por trás da guerreira tempestuosa. – Forçaria os orbiculares e abriria os lábios num sorriso gracioso, dotado de bastante humildade e complacência, bem diferente daquele petulante de quando se conheceram.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Algumas horas depois, o efeito dos analgésicos já começariam a surgir, amenizando consideravelmente suas dores. Deste modo, já poderia caminhar com um pouco mais de normalidade, apesar de ainda pesar o corpo levemente para a direita para afagar os incômodos nas costelas do lado oposto, resultando num leve andar manco. Hisoka iria em direção do banheiro, retirando suas vestes com dificuldade, repousando seu chicote sobre alguma mobília e efetuando seu banho com ainda mais estorvos. Por um breve momento, lembraria-se de quando teve o ombro danificado pelo ataque do sargento em Las Camp, pois passou pelos membros contratempos, apesar destes serem bem mais pertinentes.

Após retirar todo o sangue e suor de seu corpo, Hisoka iria procurar por vestes novas na mochila que trouxe de sua residência, buscando adotar uma camisa social branca adornada com uma gravata preta. A vestimenta inferior ficaria por conta de uma calça preta jeans, segura na cintura por um cinto de couro comum. Os pés seriam calçados por um par de sapatos sociais também pretos. Caso tivesse acesso, perfumaria o seu corpo com alguns bálsamos de uma fragrância. Em seguida, o professor sairia do banheiro provocando alguns estrépidos no solo a medida que caminhava, resultado de seus calçados, apesar da falta rítmica devida a perda da coordenação por coxear durante os passos.

– Já que não iremos embora hoje, irei sair por algumas horas. Volto em breve. – Encostado numa parede, levaria as mãos as madeixas negras molhadas, almejando usufruir de um simples prendedor para cingir o cabelo num rabo de cavalo, deixando alguns fios soltos nas têmporas. Enquanto isto, avisaria a qualquer um que estivesse na sala de estar, para que este pudesse alertar caso sua falta seja questionada.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Finalmente os momentos de tensão haviam terminando, indicando que Hisoka poderia desfrutar de algo que não faz há vinte e dois anos: apreciar a noite acompanhado de uma boa taça de vinho. Ele seguiria o conselho de Blink e iria até o Rose Pub, estabelecimento bem elogiado pelo atirador do bando por dispor de ótimos músicos e um maravilhoso fermentado. Apesar de não convidar ninguém da tripulação, caso alguém criasse interesse em acompanha-lo, ele não relutaria, inclusive esperaria que a pessoa se arrumasse sentado no sofá da sala. Por fim, giraria a maçaneta do galpão e sairia, respirando o ar noturno de Toroa Island, sempre provido de um majestoso aroma oriundo das atrações florísticas. Acompanhado, ou não, ele possivelmente saberia a localização, porque Blink já havia o mostrado durante as compras dos materiais para seu óculos escuros. Todavia, se estivesse com algum companheiro(a), a caminhada não seria tão silenciosa.

– É a sua primeira vez lá? – Seu tom de voz apresentaria um pouco de indiferença devido o acontecimento anterior, tal como seu semblante, apesar que estas características podem não ser lidas facilmente tendo em vista que Hisoka geralmente é apático desta forma, mesmo que já tenha começado a mudar depois de se aliar aos Revolucionários. – Não tenho muito, mas espero ser o suficiente para beber ao menos uma taça. – Explicaria com certa preocupação, pois desconhece o preço de bebidas, já que nunca bebeu anteriormente, e como é um bar muito conhecido da região, há a possibilidade dos preços subirem.

Tempos depois, assim que chegassem no bar, Hisoka iria vislumbrar a sua fachada, estando disposto a pagar alguma taxa de entrada no estabelecimento caso coubesse em seu orçamento. Dentro do recinto, esperava relaxar os nervos com alguma canção, buscando se acomodar numa das mesas do PUB, preferencialmente próximo do local onde situam-se os músicos. Observando o menu, atentaria para um vinho que pudesse arcar, afinal, não seria nada interessante sair de Toroa Island endividado. Usufruindo de seu pescoço, iria rotacionar o crânio para constatar o ambiente, reparando em todas as suas peculiaridades. Assim que algum garçom fosse atendê-lo, iria pedir pela bebida escolhida apontando-a no cardápio:

– Esta aqui, por favor. – Solicitaria com cordialidade, sempre usufruindo de sua aparência inofensiva como mediador cativante.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
GM.Doodles
Game Master
Game Master
GM.Doodles

Créditos : 102
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 08/08/2017
Idade : 25

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptyDom 12 Ago 2018, 15:31

Você dá ao amor uma má reputação


Graças a chegada de Jovi na batalha contra o Capitão Vick, Hisoka e Rin tiveram suas vidas salvas pelo músico que demonstrou ser bastante poderoso ao derrotar o marinheiro sem muitas dificuldades. Agora com a Essência de Bronze finalmente conquistada, os revolucionários voltaram para o esconderijo para comemorar a vitória do dia e também tratar os machucados dos feridos, sendo os de Furry os mais preocupantes no momento, já que o garoto ainda sequer havia acordado. Quando enfim chegou ao depósito abandonado usado de base secreta, o professor se surpreendeu com a recepção pouco calorosa que tiveram, onde todos os holofotes recaíram sobre o litro da essência e pouco se parabenizou aos três que se feriram para consegui-la, como se arriscar suas vidas não vale-se tanto quanto o sucesso da missão.

Pela primeira vez desde que ingressou nesse bando, Hisoka criava um sentimento desconfortante pelos seus colegas, tendo a impressão que ele era menos valioso para o exército do que um líquido que vale milhões… Seria de fato esse o pensamento dos revolucionários? Seus soldados são apenas números pouco importante? Se tivesse de fato morrido hoje para conseguir para eles essa tal essência, seria seu nome lembrado na história ou esquecido em poucos dias? E como professor, Kurayami sabe bem como já existiram centenas de milhares de pessoas que morreram em prol de alguma coisa ou alguém e nunca receberam qualquer reconhecimento após a morte.

Tentando ignorar esse desconforto, Hisoka seguiu para a ala hospitalar do esconderijo junto com os outros dois companheiros feridos, onde lá acabou pegando no sono na confortável cama que o local disponibiliza. Dormir sentindo tantas dores pelo corpo era a prova do quão exausto o professor estava depois dessa que era para ser uma simples primeira missão, mas acabou se tornando uma batalha contra um capitão da Marinha que quase lhe tirou a vida. Com a chegada da Major no ambiente, o arqueólogo voltou a abrir os olhos, percebendo não só pelas ações dela, mas também pelo jaleco que ela usava, que Izzy também era a médica do bando. Enquanto ela cuidava de Furry, o professor foi notando algumas personalidades que até então desconhecia de sua superiora, algo que de certa forma a tornava mais humana e menos assustadora, por isso ele aproveitou o momento para fazer a ela algumas perguntas, como por exemplo qual é a importância da Essência de Bronze.

- Desculpa… Talvez tenhamos nos empolgado um pouco com a quantidade dela que adquirimos, não estávamos esperando por isso. - Respondeu ela no que se diz respeito ao material ser mais importante que a vida de um membro do exército, contudo, ainda não respondia toda a pergunta do professor. - A Essência de Bronze é um dos materiais necessários para a produção do remédio capaz de tratar uma doença letal… Mas como você já sabe, essa essência não é algo fácil de se conseguir e tem um custo muito alto, portanto o Governo Mundial não se dispõe a pagar por tal tratamento para aqueles que não tem condição de pagar. Um único frasco dela é suficiente para produzir o suficiente para tratar pelo menos meia dúzia de pessoas, mas com uma garrafa como essa, podemos curar uma cidade inteira. O esforço de vocês hoje é o que salvará a vida de dezenas de pessoas. - Explicou ela enquanto ia analisando e cuidando dos ferimentos do professor.

Após conseguir a resposta que queria, Hisoka poderia refletir um pouco sobre isso e todo o esforço que esse pequeno bando teve para conseguir algo que não teria um valor direto para eles, já que nem ao menos tinham a intenção de vender a tão cara e rara essência. Com algumas palavras a mais, Izzy comentou quais eram os cuidados que o professor precisaria ter para cuidar de seus machucados, que apesar de dolorosos, não eram nada muito grave.

- Há analgésicos naquela gaveta caso você sinta muitas dores, mas evite tomar mais do que dois em um intervalo de seis horas. Bolsas de gelo sobre as regiões mais doloridas e inchadas também irão ajudar, então recomendaria fazer no mínimo três vezes ao dia por pelo menos trinta minutos. O mesmo serve para você, Pepper. - Terminaria a fala olhando para o ruivo, que havia sido examinado mais rapidamente.

Visto que as próximas perguntas de Kurayami não eram relacionadas ao tratamento de suas lesões, Izzy fingiu que não as ouviu e se retirou do quarto deixando seus pacientes como antes estavam. Como também estava na sala e ouviu a pergunta de Hisoka, Pepper riu de maneira leve, em seguida cruzou os braços e encostou na parede enquanto ainda estava sentado na cama.

- Não vai conseguir fazê-la falar sobre esse assunto de maneira tão simples… Poucos aqui sabem sobre a história da Major por terem ouvido isso da boca dela. - Comentou Pepper para explicar a atitude de Izzy em ignorar o professor. - A Major e o Muralha já foram escravos do Reino de Ilusia… - Revelou o ruivo de uma maneira que soaria mais chocante. - Não é de conhecimento geral o que realmente acontece no reino porque a alta hierarquia de Ilusia consegue disfarçar tudo graças a empresa de mineração que foi instalada no local. O que para a população parece ser uma oportunidade de trabalho e a salvação da classe baixa, na verdade é uma armadilha para escravizar e colocar pessoas sob condições deploráveis… A Major foi quem organizou uma das rebeliões para libertá-los, mas houveram complicações no meio do caminho que resultaram em algumas perdas. - Nesse momento, Hisoka já conseguiria se tocar como ela teria perdido o seu olho, mas o semblante cabisbaixo de Pepper lhe chamava um pouco de curiosidade, já que talvez ele não estivesse se referindo a isso. - Helena estava grávida naquela época, mas durante o conflito acabou perdendo muito mais do que apenas o seu olho direito. Ao lutar para dar a sua filha uma condição de vida digna, a Major conseguiu sua liberdade, mas custou tão caro que depois disso nem sabia mais qual era o seu propósito… Até encontrar os revolucionários e se aliar a causa, usando desde então o nome Izzy para sempre lembrar o motivo pelo qual ela ainda luta.

Contada a história de sua superiora, Hisoka poderia pensar em fazer alguns outros comentários ou perguntas para Pepper, mas dificilmente ele responderia, já que não tinha muito mais o que responder depois disso tudo. Talvez surgisse a dúvida de quem seria o pai da filha perdida da Major, mas pensando um pouco melhor no fato de que ela era uma escrava, talvez não fosse muito confortável tocar nesse assunto, deixando para ele imaginar o que melhor preferisse até que a resposta lhe fosse dada sem precisar perguntar.

Um pouco depois desse momento na ala hospitalar do esconderijo, já sobre o efeito dos analgésicos, o arqueólogo caminhou para tomar um banho, este que não só serviu para limpar sua pele, como também para purificar seu espírito, já que o ambiente acabaria sendo um bom lugar para relaxar. Após o banho, o professor vestiu algumas vestes limpas que trouxera de casa, assim como um perfume barato que borrifou pelo seu corpo antes de sair do banheiro e retornar a sala onde seus companheiros costumavam ficar e lá anunciar que estaria saindo para “curtir a noite”. Porém, não encontraria muitas pessoas no local, na verdade apenas Gear, Izzy e Muralha estariam sentados por ali, em lugares diferentes e fazendo atividades bem distintas.

- Ok… - Comentou a Major sem nem tirar o olho do livro que estava lendo.

- Deixe os itens que usamos em missão dentro daquela caixa ali, não quero que você corra o risco de perdê-los por aí fazendo sabe-se lá o que. - Pediu Gear apontando para uma caixa que tinha em um canto da sala. A garota estava aparentemente ocupada construindo alguma coisa, já que usava seus óculos especiais e mexia com ferramentas.

- Oh, também vai para lá? - Perguntou Pepper ao sair de seu quarto, inclusive estava tão arrumado quanto o professor. Se houvesse a pergunta seguinte “para onde”, o ruivo completaria: - Para o Rose, ué.

Com o objetivo de irem para o mesmo lugar, Pepper e Hisoka acabariam fazendo juntos o trajeto para o Pub que havia sido mencionado e apresentado por Blink mais cedo. Com o cozinheiro ao seu lado, o professor não precisaria se preocupar em se perder, mas sendo bem sincero ele teria que ser um extremo desnorteado para não conseguir encontrar o lugar mais movimentado da cidade na noite de hoje, mas isso era algo que o professor ainda não havia sido avisado. Para não tornar a caminhada tão silenciosa, Hisoka faria algumas perguntas ao colega acompanhante.

- Nah, já frequentei o Rose algumas vezes. Acho que você vai gostar, até porque hoje vai ser uma noite bem diferente. - Visto que Pepper é um dos membros que Kurayami ainda não fez tal pergunta, caso tivesse ali o interesse de perguntar, o ruivo responderia da seguinte forma: - Por que eu entrei para o exército? Haha, quer a resposta simples? Porque eu cansei desse sistema de merda que controla nossas vidas, não sei se é uma resposta válida para você por enquanto, mas quem sabe outro dia... Oh, ali está! Até que não está tão cheio quanto imaginei.

O final da frase de Pepper se referia a enorme fila de pessoas que queriam entrar no Rose Pub, esta que já estava dobrando a esquina na hora que a dupla chegou, certamente algo que Kurayami não estava esperando ver quando decidiu sair para “a noite” hoje. Pela quantidade de pessoas na espera para entrar, Hisoka chutava que eles teriam que ficar ali cerca de uma hora até a fila toda andar, mas aparentemente seu colega ruivo não queria respeitar a fila, indo para o início dela logo de cara, o que poderia causar uma preocupação no professor com medo de que o cozinheiro começasse uma confusão ali.

- Haha, relaxa, professor. - Diria ele se Hisoka comentasse alguma coisa para tentar convencê-lo de ir para o final da fila. Ele estava bastante relaxado com a situação, inclusive sorria ao falar com o segurança na porta de entrada. - Lista VIP, Shizuo Akarashi… E Hisoka Kurayami. - Talvez para mais uma surpresa do professor, o segurança confirmava o nome dos dois na lista VIP e liberava a entrada para a dupla revolucionária, colocando em seus pulsos uma pulseira que indicava a entrada particular.

Assim que entrou no Pub, Hisoka já poderia ficar impressionado com o tamanho do ambiente, que por sinal era dividido em algumas áreas, sendo talvez a mais chamativa delas o palco de apresentações, depois temos a pista que fica de frente para o palco e é talvez a maior área da casa; na parte de cima temos o camarote, que traz a visão tanto da pista quanto do palco e é liberado apenas para aqueles que são VIPs ou que pagaram mais caro na entrada; na parte de trás da pista, que é onde a dupla se encontra no momento, temos uma área cheia de mesas e cadeiras para pessoas que querem apreciar o ambiente sentados; por fim teria nas laterais os bares e o caixa onde poderiam ser feitos os pedidos para bebidas e demais produtos; o espaço também contava com uma área externa para fumantes.

- Cara, se vira aí, acho que você sabe o caminho de volta, só toma cuidado para não ser preso ou desmaiar por beber demais, porque aí a gente não vai conseguir te encontrar. - Aconselhou o cozinheiro antes de sumir no meio da galera, o que era até curioso, já que ele era a pessoa que mais tinha chances de ser presa por alguma atitude errada.

Apesar de estar bastante cheio, o local não estava insuportável a ponto de não ser possível andar sem esbarrar em alguém, talvez na parte dos bares houvesse mais fila e tumulto, mas visto que o professor tinha acesso ao camarote, ele poderia evitar o aglomerado de pessoas se assim quisesse. Entretanto, antes de decidir para onde seguir e que tipo de bebida escolher, sendo grande a curiosidade e a vontade de provar os vinhos locais, Hisoka notaria que a banda da noite estava se locomovendo para o palco e muitas pessoas estavam eufóricas (principalmente mulheres), ansiosas para ouvir o som da atração convidada. Por mais que a essa altura fosse difícil o professor não ter notado quem iria tocar devido aos cartazes e anúncios espalhados por todo o ambiente, inclusive na parte de fora, ver seu companheiro de trabalho provocando tudo isso lhe traria uma sensação única.

“Uma noite de rock com Sir Jovi, a música mais incrível dos oito mares!”

Este era o que diziam os cartazes com a foto de Jovi estampada. Aparentemente o músico era realmente muito famoso, não só aqui, como no mundo todo, o que por si só já era mais incrível para Hisoka do que qualquer música que ele tocasse, já que uma presença como essa no Exército Revolucionário é com certeza algo muito grande. Assim que subiu no palco, Jovi balançou os braços de baixo para cima, como se estivesse pedindo para gritarem mais.

- VOCÊS ESTÃO PRONTOS PARA O SHOW!? - Gritou ele no microfone, onde pouco depois já começou a cantar aparentemente uma de suas músicas mais famosas, pois grande parte das pessoas ali cantaram juntas. - Shot through the heart, and you’re to blame, you give love… - Então ele apontou para o público, parando de cantar.

- A BAD NAME! - E eles completaram a canção, fazendo apenas nesse momento a banda começar a tocar as notas da música.



A energia da música parecia contagiar as pessoas, pelo menos para aquelas que já eram fãs de Sir Jovi e foram ali apenas para apreciar seu show, se teria o mesmo efeito em Hisoka, que até poucos minutos atrás nem sabia que iria encontrar essa atração musical no Pub, bem, isso eu já não sei dizer. Contudo, mesmo não curtindo a música cantada pelo músico que algumas horas atrás havia lhe salvado a vida, pelo menos seria interessante notar como as pessoas no Rose gostavam dele e do seu som, aqueles que estavam na pista pulavam e cantavam a cada segundo, mas observando aqueles sentados ou no camarote, a reação não era muito diferente. Graças a algumas reações do cantor durante a canção, Hisoka poderia notar a presença de Fennik no meio da multidão da pista, analisando um pouco a letra da música, talvez ele estivesse cantando para a companheira revolucionária. Ao final da primeira canção, Jovi abriu os braços e deixou que ela fosse finalizada apenas com a voz do público,que cantava o trecho final e aplaudia o músico de maneira calorosa.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CONDECORAÇÃO “REVOLUTION”:
 

FINN/RIN/FURRY:
 

GEAR:
 

FENNIK:
 

BLINK:
 

PEPPER:
 

SIR JOVI:
 

MURALHA:
 

IZZY:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
(Link da ficha na imagem)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hisoka
Revolucionário
Revolucionário
Hisoka

Créditos : 17
Warn : #1 - Mágoas do Passado - Página 5 10010
Masculino Data de inscrição : 15/06/2017

#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 EmptySeg 13 Ago 2018, 04:44



Mágoas do Passado

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

#Post 25


Contrariando todas as suas expectativas, Helena revelou à Hisoka que a essência de bronze era, na verdade, matéria-prima para a produção de um fármaco capaz de combater uma doença letal. Tendo em vista o alto valor do extrato, o governo não financia pesquisas ou estimula empresas a manufaturar este remédio, o que acarreta na morte de muitos pacientes. Assim que ouviu a resposta, o professor relaxou os músculos da face e os olhos vagarosamente assumiram uma postura taciturna. Ele simplesmente engoliu em seco, mantendo-se calado até efetuar a sua pergunta sobre a história por detrás do olho da Major minutos depois. Apesar disto, Izzy prontamente a ignorou e simplesmente finalizou os curativos em Hisoka, alertando-o sobre os cuidados que ele deve ter no pós-tratamento. Entretanto, no instante que ela deixou a sala, Pepper se prontificou a esclarecer os nuances de seu passado. A feição do arqueólogo somente ia de mal a pior a cada avanço do relato, chegando a marejar-lhe os olhos e arrancar-lhe uma lágrima no instante que o informou a cerca de seu filho. As semelhanças de Helena com Keiko eram imensas, tendo em vista que ambas foram guerreiras que lutaram até o fim por suas crianças. Todavia, o epílogo dos contos são invertidos, pois enquanto Keiko quem faleceu, fora a filha de Izzy quem não sobreviveu.

– Me lembrou minha mãe... – Ponderou em baixo tom, fungando e limpando a lágrima no canto do olho com o dorso da mão canhota. – É uma boa mulher, apesar de tudo... E forte... Muito forte...– Concluiu após alguns segundos de reflexão em que ficaria com o olhar fixo em Izzy fora da sala, caso pudesse vê-la.

Minutos depois, Hisoka estava devidamente arrumado para que pudesse ir ao Rose Pub. Assim que alertou a sua saída, Gear o lembrou sobre os equipamentos que havia utilizado na missão. O arqueólogo estava tão acostumado com os utensílios que nem havia percebido que ainda estava os portando. Ele arquearia as pálpebras em surpresa e, sem pestanejar, retiraria os artefatos e os entregaria imediatamente à engenheira da tripulação. Ao que parece, Gear não iria para o Rose Pub, pois parecia trabalhar numa invenção. Quem sabe o seu óculos noturno, pensaria Hisoka. De qualquer forma, pouco antes de deixar o galpão, Pepper o questionou a cerca de seu destino. Com um semblante duvidoso, apontado pela inclinação do pescoço e pálpebras cerradas, Kurayami insinuaria que não havia entendido a pergunta, a qual foi prontamente respondida pelo ruivo, revelando que também estava indo para Rose Pub.

– Oh, também está indo? Bem, vamos lá. – Consentiu com sua companhia ao mostrar um breve sorriso.

Por algum motivo, Pepper parecia completamente uma outra pessoa. Desde o acontecimento com Vick, a relação entre ele e Hisoka foi bastante aportada. Após a conversa que tivera na ala hospitalar do esconderijo, o arqueólogo sente-se menos pressionado na companhia do cozinheiro, até a ponto de indagá-lo sobre perguntas mais íntimas, as quais nunca havia imaginado que faria. Sendo assim, depois de saber a cerca das idas passadas do ruivo no Pub, ele o questionou sobre seu passado:

– Então, Pepper, o que te fez se tornar um Revolucionário? – Com as mãos nos bolsos, rotacionou o pescoço para observar o briguento. O seu tom de voz, ao contrário do convencional, demonstraria interesse e, juntamente ao semblante atencioso, parecia ser capaz de cativar Pepper.

Após a resposta dada pelo cozinheiro, a qual respeitou o típico feitio instintivo do rapaz, Hisoka não poderia deixar de gargalhar suavemente, articulando os ombros durante o ato. A ação, entretanto, não duraria muito, pois ele logo atentaria para a grande fila apontada por Pepper. Em reação a quantidade de pessoas, Hisoka suspirou e levou a mão à testa, afinal, somente conseguia imaginar quanto tempo perderia para entrar no estabelecimento. Quando estava prestes a aceitar o trágico destino, Pepper o convidou para ir diretamente até a entrada. O pedido, claro, não seria bem visto pelo professor, principalmente pelo histórico explosivo do cozinheiro.

– Ei, cara, aqui não... – Hisoka diria balançando a mão esquerda em negação, indicando que aquele não era local para fazer algazarra. Apesar disto, contrariando seu pensamento, Pepper não iria ganhar a vaga na base da briga. Seu nome e o de Kurayami estavam, na verdade, na lista VIP. – O que? Bem, tá né. – Apesar de confuso, não hesitaria em acompanhar o ruivo após ganhar uma pulseira que lhe dava admissão ao recinto. Os motivos ele perguntaria depois, apesar que iria descobri-los em breve.

No instante que teve acesso ao Rose Pub, seus olhos iriam vagar por toda a extensão do estabelecimento, buscando associar todas as informações vistas. Inicialmente, Hisoka perceberia que a extensão do lugar é grandiosa, de modo que há várias seções. Deste modo, bastaram poucos segundos de desatenção para que Pepper fosse perdido de seu campo de visão, mas ele não o procuraria, afinal, é seu momento de ter um pouco de descanso.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

– Não acredito... – Diria abrindo um sorriso ao ver os panfletos indicando que Sir Jovi seria o cantor do dia. – Hahahaha, só pode ser brincadeira. – Gargalharia sozinho ao ver o loiro entrando no palco, já iniciando a primeira música de sua apresentação.

Inconscientemente, a ponta do pé direito de Hisoka, assim como o seu pescoço, estariam acompanhando o ritmo da música de seu companheiro. Um sorriso sincero também foi aberto em seu rosto. De olhos fechados, ele inspiraria e expiraria com intensa serenidade, sentindo a melodia expressa nas palavras ditadas por Jovi, tal como os pormenores dentre os traços dos acordes dos instrumentos de corda e as poderosas batidas da percussão. Com as pálpebras lacradas, ele somente teria acesso aos feixes luminosos do estabelecimento, tal como o som abafado em decorrência do breve momento de transe.

– Finalmente... – Suspiraria, voltando a abrir os olhos em seguida. Este momento de paz interior era único e requisitado pelo Revolucionário há anos.

Enquanto caminhava, continuaria a apreciar a música do loiro. Apesar de ser a primeira vez que a esteja ouvindo, Jovi é dotado de um intenso carisma e é realmente um cantor hábil. Hisoka estaria mentindo se dissesse que não está gostando do show do companheiro. Durante seus passos, Kurayami mantinha-se atento as pessoas em busca de encontrar algum conhecido. Coincidentemente, a alguns metros dali, no meio da multidão, a ilustre presença de Fennik foi facilmente notada pelo professor. Ao observá-la, o arqueólogo pararia e franziria os lábios, mordendo o inferior em seguida num sinal de ansiedade. O que a jovem pensaria se ele a cumprimentasse no meio da pista? Será que ela o ignoraria? Não sabe ao certo o motivo, porém seu corpo parecia ter se movido sozinho e, quando mal pôde perceber, sua mão estaria repousando suavemente no ombro da Revolucionária em busca de ganhar sua atenção.

– Fennik? – No instante que a menina virasse, ele desviaria o olhar em hesitação, mas logo retornaria a fitá-la. – Onde estão os demais? Aliás... – Balançaria a cabeça negativamente de forma amena, fechando e abrindo os olhos com ternura ao final. – Qual o melhor vinho daqui? Poderia me dizer? – Forçaria os orbiculares e mostraria os dentes num sorriso pleno. Caso Fennik solicitasse sua companhia, Hisoka iria acompanhá-la até o local designado para a compra do vinho. Se ela somente lhe cedesse a instrução, ele iria sozinho até o lugar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




#1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 5 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
#1 - Mágoas do Passado
Voltar ao Topo 
Página 5 de 7Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: West Blue :: Las Camp-
Ir para: