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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #1 - Mágoas do Passado

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

Relembrando a primeira mensagem :

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hisoka
Revolucionário
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#1 - Mágoas do Passado - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptySab 23 Jun 2018, 05:13



Mágoas do Passado

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#Post 5


Seu plano para ter acesso à moradia da vítima foi um sucesso. Sem despertar atenção dos marinheiros, Hisoka foi capaz de entrar na residência da mulher cujo nome fora descoberto após alguns minutos de investigação. Se tratava de Mary Shin, mãe de Joseph. Infelizmente estas foram as únicas informações obtidas por Kurayami durante sua estadia na casa da moça. Nenhuma pista de quem poderia ser seu assassino ou o que motivou o atentado foi encontrada. Talvez tenha faltado um pouco de especialidades no professor, como um toque de aptidão em rastreio e/ou lógica, ou talvez realmente não havia nada ali que o fizesse chegar em algum lugar.

– Droga, não tem nada... – Lamentou a falta de vestígios na cena do crime. Todos os riscos em que Hisoka se colocou teriam sidos em vão.

Amargurado pelas diversas lacunas que remanescem do atentado, Hisoka iria sair pela mesma janela que entrou, atento para não ser visto pelos marinheiros. Minutos depois, já na volta para sua casa, sua mente fora perturbada por outra cena. Ele havia evitado pensar nisto até então, pois queria seus pensamentos focados completamente em sua missão, mas dado que ela já fora deixada para trás, ele reatou a lembrança. Logo depois que tomou banho, Hisoka percebeu que as vestimentas em seu guarda-roupas estavam num padrão diferente no qual ele normalmente as organiza. Naquele instante, concentrado no encargo que iria fazer, acabou associando a uma mera coincidência, entretanto, correlacionando o acontecimento com os recentes episódios que teve com Finn, acabaria por ficar preocupado. Ele sabe que podem somente ser coisas da sua cabeça, mas receia que sua vida esteja em real perigo depois de todos os esforços de sua mãe para mantê-lo nas sombras da história. Talvez seja o momento de uma mudança radical em sua rotina, como sair desta ilha e começar do zero em outras cidades ou até mesmo em outro blue.

Com os pensamentos completamente distantes, Hisoka nem havia notado o lugar por onde estava caminhando. A penumbra na rua em decorrência do ápice noturno também não favoreceria o reconhecimento da situação. A mente voltou ao presente quando um grito ecoou na madrugada, ordenando-o que parasse imediatamente. Os olhos vagariam atordoados, ainda reatando a sobriedade na busca por compreender sua condição. Assim que fitasse o chão, perceberia as pegadas rubras que seus passos haviam deixado por parte do caminho. Bem próximo de seu corpo, um cadáver de outra mulher. A cena instantaneamente seria comparada com a foto que havia visto de Mary Shin no jornal de manhã. Até mesmo a ferida era idêntica! Não era necessário ser um médico para perceber que se tratava de um golpe feito por um objeto cortante, tal como uma espada - a arma do crime de Mary -. O mesmo assassino havia atacado novamente? Pensaria Hisoka, que agora estava numa situação bem intrincada. Caminhando sozinho a esta hora da madrugada ao lado de uma mulher banhada em sangue. Nem mesmo sua aparência inofensiva seria suficiente para contornar o cenário.

A voz do homem que o ordenou parar veio de um agente que auto-declarava-se sargento da marinha. Hisoka deveria evitar movimentos bruscos por hora, dado que por cima do ombro, de relance, seria capaz de perceber ao menos uma arma apontada em sua direção. Calma como de praxe, sua mente já estava trabalhando a mil na tentativa de encontrar uma saída para este cenário deplorável. Depois de um perfeito planejamento para entrar na cena do crime anterior, um breve desvio de atenção havia o feito se deparar com outro atentado no qual ele era o principal suspeito. O cúmulo do azar ao mínimo.

– Calma... – Buscaria tranquilizar o sargento com seu tom de voz sereno.

De costas para o sargento, seus braços seriam erguidos vagarosamente numa suposta rendição. Tal ação provavelmente tiraria a tensão do marinheiro. Com sorte, ele retiraria o dedo do gatilho, o que facilitaria o sucesso em seu plano. Hisoka já havia pensado em grande parte do cenário que iria criar. Cada passo planejado, exceto um: por mais que suas palavras e entrega dissimulada pudessem reduzir a apreensão do homem, era necessária uma distração para atrasar uma possível reação, o que iria maximizar as chances de Hisoka sair ileso e bem sucedido. Para ganhar um pouco de tempo, seus calcanhares iriam rotacionar vagarosamente em 180º para que seu corpo pudesse virar em direção do marinheiro, assim poderia encará-lo diretamente e ficar a par da situação. Seu cachecol cinza cobriria grande parte de seu rosto, o que evitaria um reconhecimento a posteriori. É claro que seus braços continuariam erguidos anunciando a falsa trégua para não tumultuar os pensamentos do sargento e fazê-lo pensar que Kurayami iria atacá-lo. É provável que obedecendo ao menos uma de suas ordens o conceberia a percepção de estar com a situação sob completo controle. A resolução para o seu problema apareceria em sua mente num brilhante lampejo no pouco tempo que havia ganhado.

– Hey, ela ainda está viva!!
– Declararia Hisoka com uma feição espantada.

Com toda aquela quantidade de sangue, era muito provável que a mulher já estivesse morta, entretanto numa situação como esta é ainda mais provável que o marinheiro seja completamente levado pela emoção e Hisoka agarraria suas esperanças nisto. Um segundo; um único segundo de desatenção era o que Kurayami desejava naquele instante. Um mero desvio de olhar por parte do sargento para averiguar a vítima, praticamente instintivo devido o alerta de Hisoka. Este pequeno intervalo de tempo seria aproveitado ao máximo pelo vigilante. Ele abusaria de sua aceleração, característica que o permite reduzir distâncias num curtíssimo espaço de tempo, para correr em direção do marinheiro. Os músculos inferiores iriam contrair bruscamente enquanto seu corpo iria curvar para diminuir o atrito com o ar. Concomitantemente, as íris estariam focadas no cano da arma do oponente na tentativa de criar o traçado da bala em sua mente. A medida que se aproximaria, usaria a informação para inclinar o tronco na direção contrária, isto é, se averiguasse que a bala seria disparada na região mais a direita, jogaria o corpo à esquerda e vice-versa. A possibilidade da bala estraçalhar o seu crânio seria contestada com o fato de ter vergado a coluna inicialmente para partir em disparada contra o sargento. Caso apurasse que a mira do atirador estivesse mais centralizada no tórax, não hesitaria em dar um passo para o lado direito em sua corrida. É óbvio que isto iria ampliar o tempo necessário para alcançá-lo, porém uma completa confinidade nunca fora seu objetivo inicial. Hisoka somente gostaria de estar à três metros do sargento. A esta distância, poderia sacar, com a mão destra, o chicote pacificador no cós de seu cinto, para que, num movimento brusco de seu pulso, almejasse enrolá-lo no cano da arma do adversário. Não daria espaço de nem ao menos um segundo para encaixar a próxima ação, a qual consistiria em erguer o braço na tentativa de desarmá-lo lançando sua arma aos ares, pois Hisoka sabia que ele não demoraria a encaixar outro disparo.

– Muito lento! – Provocaria enquanto manteria a corrida para, desta vez, aproximar-se de fato. Os cabelos negros esvoaçariam ao vento que sibilava em seus ouvidos.

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Seu chicote foi comprado precisamente para adaptar com seu estilo de luta, pois não o utiliza para danificar o alvo, mas para lhe dar suporte e promover uma maior facilidade para encaixar seus golpes físicos. E tal como a tentativa de desarmar o marinheiro, o usaria novamente para desequilibrar o combate ao seu lado. Ele precisava acabar com esta luta o mais rápido possível, pois os reforços chamados a partir do Den Den Mushi podem chegar a qualquer momento. Assim, buscaria enlaçar as pernas do inimigo com o seu chicote, atando-as para imobilizá-lo e prejudicar completamente a sua mobilidade. Caso conseguisse, chutaria de forma ascendente o oponente, mirando em seu queixo para desmaiá-lo com velocidade. Era provável, também, que ele saltasse para evitar ser amarrado. Neste caso, o objetivo de Hisoka seria alcançado da mesma forma, pois no ar o marinheiro estaria desequilibrado idem. Deste modo, iria acertá-lo com uma forte cotovelada destra na boca do estômago pretendendo atordoá-lo. Por fim, ele poderia recuar num salto para trás, aumentando a distância o suficiente para dificultar um combate direto, pois nesta circunstância sua mobilidade não estaria nada desfavorecida e suas chances de esquiva ou bloqueio seriam francas. Nesta situação, assim como caso seus golpes encaixassem, Hisoka iria dar meia volta e disparar em 'zig-zag' na direção de uma viela ou beco escuro. Suas roupas o ajudariam a se camuflar no ambiente noturno e sua aceleração provavelmente o fariam despistar o marinheiro. Caso sua fuga do sargento fosse bem sucedida, ainda assim não estaria completamente a salvo, pois os demais marinheiros podem estar próximos, então evitaria sair nas ruas diretamente, continuando a usufruir das ruelas para se mover, sempre com calma e paciência, características determinantes em sua personalidade, até que finalmente chegasse em sua casa, mesmo que precisasse pegar o caminho mais longo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos Para Esta Aventura:
 

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyTer 26 Jun 2018, 02:34

The Midnight Killer


O quão intenso seria essa situação para Hisoka, um mero professor de história da ULC (como eu abreviarei Universidade de Las Camp em alguns momentos, leia-se “ulque” rs), que agora estava diante de um corpo assassinado e sendo acusado por um marinheiro de ter cometido esse crime? Durante toda a vida do rapaz, por mais triste e sofrida que possa ter sido, talvez em momento algum ele tivesse sentido tamanha adrenalina, talvez em algum momento de sua infância quando precisou roubar comida para sobreviver o garoto viera a ter uma descarga de adrenalina, mas jamais iria vir a se comparar com o que ele estava sentindo agora.

Por muitas vezes seu temperamento calmo e sua aparência de ser um indivíduo sempre muito cansado podem ter lhe evitado entrar em confusões, mas agora era diferente, isso não só porque estava com parte do rosto coberto pelo seu cachecol, como também pelo dever da marinha de não se deixar levar pelas aparências, a cena do assassinato, ou pelo menos da tentativa, era clara para o sargento que chamou a atenção do professor, e ele como o único no local quando o marinheiro apareceu acabou por lhe tornar o único suspeito, estivesse ele com ou sem as suas vestimentas de vigilante.

Diante dessa situação complicada, Hisoka não teria muitas alternativas para tentar escapar e certamente o caminho mais fácil seria se entregar, mas poderia ele ser capaz de se justificar para a marinha e explicar o que estava fazendo ali? Por mais que fossem incapaz de encontrar a arma do crime com o Prof. Kurayami, isso seria suficiente para inocentá-lo? Talvez tivesse que recorrer a pedir ajuda daquele que já lhe salvara uma vez, Yasuhiro era o principal nome da cidade e certamente tinha um apreço pela sua pessoa, mas será que atualmente Hisoka seria capaz de depender da ajuda do homem que acredita ter matado a sua mãe? Se houvesse orgulho dentre os sentimentos do historiador, certamente ele iria preferir ser preso do que se sujeitar a pedir ajuda a este homem… E quem sabe não tenha sido esse um dos motivos pelo qual ele decidiu escolher o caminho a seguir.

Erguendo os braços em um sinal de rendição, Hisoka faria o marinheiro se sentir mais confiante e achar que já está com a situação sob controle, inclusive percebe-se que o professor sequer tentou argumentar sua inocência com o sargento que lhe apontava uma arma, talvez pelas circunstâncias fosse perda de tempo tentar convencer a autoridade de que poderia não ser culpado pelo que até então parecia ser o mais óbvio… Mas não somos todos inocentes até que se prove o contrário?

Assim que o homem trajando as vestes negras declarou que a vítima ensanguentada em cima daquele lago vermelho poderia ainda não ter dado o seu último suspiro, o sargento mesmo que por um breve momento acabaria por mirar os olhos na direção dela, dando a Hisoka a oportunidade que ele estava procurando. Usando da sua exímia habilidade de iniciar uma investida, o professor de história avançaria de forma veloz até o sargento Ryan, que não estaria tão distante dele a ponto de ser necessário correr muito para alcançar a distância precisa para usar o seu chicote. Com a movimentação brusca do suspeito, o marinheiro viria a apertar o gatilho, mas para a sua surpresa, Hisoka estava atento a essa possibilidade e já se programou para saltar para a direção necessária, evitando o disparo como imaginou que iria acontecer… Mas talvez tivesse sido mais sorte do habilidade física. Sorte ou não o que importa é que o vigilante conseguiu realizar o movimento com o seu chicote para acertar a arma de fogo do marinheiro e jogá-la para o alto, desarmando-o.

- Desgraçado! - Deixaria escapar o sargento Ryan ao ver a sua arma sendo arremessada em direção ao céu.

Aproveitando a brecha que havia criado, Hisoka continuava a avançar na direção do marinheiro, recolhendo o seu chicote para utilizá-lo mais uma vez, agora visando atingir as pernas do sargento onde poderia criar uma vantagem de mobilidade se conseguisse prendê-las com sucesso, porém o marinheiro seria ainda mais ágil ao pular para o lado evitando que a arma de couro chegasse a tocar seus membros inferiores. Aproveitando esse salto do seu adversário, o professor daria um impulso planejando acertar o marinheiro com uma cotovelada na boca do estômago, mas enfrentar um oficial treinado não era tão simples quanto Hisoka poderia estar pensando, pois por mais que tivesse conseguido atingir Ryan com o cotovelo lhe causando dano, o mesmo também foi capaz de revidar, atacando-lhe o ombro direito com uma pancada de cima para baixo que unia ambas as mãos dele em um único punho.

O impacto causado no corpo frágil do professor era avassalador ao ponto dele sentir que a sua articulação havia sido deslocada, a dor gritante que se manifestava na região lhe faria gritar a menos que se controlasse muito para não o fazer. Por maior que fosse a dor que estava sentindo naquele momento, seu braço direito estaria incapaz de realizar outra ação com o seu chicote, mas também de nada importava, pois o sargento também havia sido atingido e a pressão que ele exerceu sobre a boca do estômago do marinheiro era suficiente para fazê-lo cair de joelhos no chão com a respiração ofegante e vomitando suco gástrico.

Com a chance para fugir criada, restava ao professor dar meia volta e correr para a direção oposta com o seu ombro deslocado latejando de dor, enquanto o chicote que agarrava com a mão desse mesmo lado precisaria ser passado para sua parte esquerda ou então acabaria por cair da sua mão em algum momento latente daquela dor. O que Hisoka poderia estar completamente despreparado naquele momento era para o estrondo que ouviria pelas suas costas e depois o impacto que viria a atingir o concreto da calçada a sua frente, aparentemente o sargento Ryan havia recuperado o seu revólver e atirou na sua direção, errando drasticamente… Talvez a sua sorte é que ele não era tão bom de mira assim, mas com a força que ele tinha, o que isso importa?

- Não vou deixar que fuja, maldito!

Antes da chegada de um segundo disparo, o historiador conseguiu se esgueirar para dentro de um beco escuro que havia logo a frente, dentro desse beco ele poderia seguir reto e viria a encontrar uma grade, esta que ele não precisaria chegar a pular para atravessar, pois já haviam feito ali um buraco na sua parte inferior esquerda. Com a certeza de que começaria a ser perseguido não só pelo sargento Ryan como também por toda a patrulha noturna da região, Hisoka precisou abusar do cenário escuro e de suas vestimentas ao atravessar a cidade pelos cantos menos luminosos possíveis para enfim conseguir chegar com segurança a sua residência, momento este que talvez nunca fosse imaginar que poderia ficar tão aliviado em conseguir ter.

Não faltavam ali muitas horas para o sol voltar a nascer, sinal de que precisaria logo mais começar a se arrumar para retornar a ULC para mais um dia de aula. Hisoka nem sequer teria percebido o tempo passar enquanto estava vagando pelas ruas noturnas em sua estreia como um vigilante, que por mais que não tivesse conseguido os resultados que queria acabavam por lhe trazer uma adrenalina que era certamente perigosa, pois a vontade de senti-la novamente era algo que talvez viesse a aparecer.

Independente das escolhas que o professor tomasse a partir do momento que estivesse no conforto de seu domicílio, incluindo talvez a mais importante delas o que ele faria a respeito do seu ombro deslocado, uma vez que não possui nenhuma perícia para resolver isso sozinho da melhor maneira possível, tendo ele no final decidido ou não ir exercer a sua profissão na universidade, mais tarde naquele dia, quando lhe fosse preciso sair de casa, Hisoka viria a se encontrar com algo que certamente lhe chamaria muita atenção; na capa de todos os jornais do dia haveria uma única e grande manchete carregando a imagem do esboço do que seria o seu rosto coberto por um cachecol cinza, tendo logo acima deste os dizeres:

“Cuidado! O assassino da madrugada ataca novamente! A marinha juntamente com a prefeitura da cidade anunciam que para aquele que conseguir o capturar haverá uma recompensa de 2 milhões de berries!”


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyTer 26 Jun 2018, 16:09



Mágoas do Passado

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#Post 6


Todo o realce e esperteza por detrás de sua estratégia permitiram que Hisoka pudesse tomar as rédeas do combate. O milésimo de segundo adquirido ao desviar a atenção do sargento proporcionou que Kurayami não somente esquivasse de seu disparo como também contra-atacasse ao golpeá-lo fortemente no estômago. Entretanto, seu adversário não deixou a investida barata e, com ambos os punhos cerrados, lesionou com força o ombro direito do professor. A dor aguda captada e transmitida pelas células nervosas provocou um arrepio em sua espinha, modificando seu semblante para um que explanava completa agonia. Os dentes cerraram em meio a um gemido contraído. O olho esquerdo fechou enquanto o esquerdo relutava, por ventura vislumbrando o marinheiro atordoado com a cotovelada.

– Urgh... Droga.– Imediatamente iria alocar o chicote no cós do cinto, pronto para partir em debandada.

Convencido em abandonar a batalha, pois estaria em desvantagem clara em poucos minutos, Hisoka virou de costas e correu em direção da ruela mais próxima. A movimentação estava bizarra, pois o corpo pendia ao lado direito devida a forte dor. O braço destro estava completamente à inércia, balançando enquanto Hisoka apressava os passos. O ombro danificado, por sua vez, estaria seguro pela mão esquerda na tentativa de evitar maiores danos na região. Pouco antes de conseguir refúgio, ainda foi aturdido com um disparo que alvejou uma área próxima, mas Kurayami nem ao menos iria olhar para trás, mantendo o foco em voltar para sua residência.

Minutos depois, estaria completamente a salvo nas dependências de seu lar. Cambaleante, seguiria até o banheiro após jogar o chicote em seu sofá. A mão canhota ainda pairava sobre o ombro que perdurava em latejar. Infelizmente sua falta de conhecimento médico o impossibilitava de saber como agir nesta situação. Também não poderia ir num hospital, dado que é provável que seus funcionários já estejam avisados a cerca do "assassino" com o ombro deslocado. Por outro lado, assim que fitou a janela do cômodo, já poderia perceber o sol à nascer. Os fracos raios da alvorada já iluminavam timidamente seu banheiro. Para um cidadão comum, esta informação poderia ser facilmente ignorada, mas para Hisoka indicava que era hora de acordar e ir à faculdade lecionar. Sua situação era deplorável, pois urrava de dor, assim como estava com os sentidos atordoados pelo sono, porque não dormia há mais de um dia.

– Droga, quando tudo começou a ficar tão difícil? – Lamentaria o cenário em que se encontrava. Há uma semana atrás sua vida corria em fluxo normal como qualquer outro cidadão de Las Camp.

Todos estes anos vivendo na surdina, assim como a experiência que tivera enquanto sua mãe ainda estava viva fez com que Hisoka desenvolvesse uma esperteza muito grande quando o assunto é segurança. Tal como ele sabia que não poderia simplesmente ir ao hospital após o atentado, ele reconhece que não pode faltar na faculdade hoje, pois levantaria muitas suspeitas. Aliás, não pode faltar sem um bom motivo. Assim como também precisa de um motivo para ir ao hospital tratar o seu ombro. Após alguns segundos de reflexão, suspiraria e iria para debaixo de seu chuveiro. Um bom banho lhe daria uma aparência mais renovada, assim como ajudaria a enganar seu sono por ora.

– Ok, você aguenta isto... – Falaria sozinho num enganoso ato de auto-motivação. Ele já sabia o que viria a seguir.

Hisoka iria agachar e recolher uma de suas meias com a mão esquerda. Dentro da peça, colocaria dois sabonetes. Com o auxílio de seus dentes, iria amarrar o aparato improvisado. Devido a proximidade com o nariz, acabaria por sentir o odor exalado da meia usada, mas buscaria ignorar. Após alguns segundos encarando seu rosto no espelho, apertaria com força a região apical, localizada antes do nó do utensílio e, num brusco movimento efetuado com a mão canhota, o jogaria contra seu próprio corpo, na região de seu abdômen, de modo que o 'corpo' formado pelos sabonetes se chocasse contra sua pele. O baque surdo seria seguido de um gemido, o qual espalharia algumas gotículas de saliva no espelho. Hisoka suava frio e parecia relutar contra a vontade de desmaiar, porém seria persistente motivado pela sua sede de sobreviver e fazer valer a pena o sacrifício de sua mãe. Em vista disto, manteria a expressão focada e veemente enquanto repetiria a ação mais duas vezes, até a área ficar bem avermelhada e dolorida. Deixaria a meia cair no chão e curvaria o corpo, contraindo os músculos do abdômen antes de esbaforir de alívio pela tortura ter chegado ao fim. Todavia, antes de colocar seu plano em ação iria se certificar de uma ocasião que tem lhe perturbado.

– Vamos ver se eu não estou realmente ficando louco. – Diria enquanto caminharia em direção de seu quarto.

Com bastante dificuldade e em meio a lamúrias, colocaria sua calça e terno. Os dentes rangeriam de dor quando alguma movimentação de seu ombro destro fosse exigida para vestir as roupas. Com o auxílio de um pente fino, arrumaria o cabelo molhado para trás. Devidamente arrumado, vislumbraria um caderno comum em sua escrivania e rasgaria metade de uma folha sem qualquer simetria ou cuidado. Esta metade seria clivada em mais duas partes, estas bem menores. Hisoka iria dobrar a peça até ela ficar num tamanho suficiente a caber entre o batente e a porta da entrada. Seu objetivo seria deixar o fragmento preso enquanto a porta mantivesse fechada e, no instante que abrisse, ele iria cair. Dado seu tamanho, seria praticamente imperceptível, principalmente por ser posicionado numa região mais basal, próximo do chão. Deste modo, quando retornasse para sua casa, basta que observe o intervalo entre o batente e a porta para certificar que ninguém entrou na residência. Para evitar que o possível invasor adentre pelas janelas, faria o mesmo na porta de seu quarto.

– Bem, vamos lá. – Com a maleta na mão canhota e o braço direito imobilizado rente ao corpo, Hisoka iria seguir seu caminho normalmente.

O rapaz tentava agir da maneira mais natural possível, por mais que a dor o impedisse. Cada passo incomodava bastante devido o sacolejo do corpo, mas não precisaria passar por isto por muito tempo, visto que seu plano já poderia ser posto em ação, só restava o momento certo. Este momento seria quando a rua pela qual estivesse passando em direção à Universidade estivesse pouco movimentada, ou pelo menos sem pessoas em suas costas - pois poderiam ver o que aconteceria a frente -, assim como deveria estar próximo de uma ruela. Para isto, os olhos trabalhariam atentamente, já que não poderia desperdiçar nenhuma chance. Neste átimo preciso, colocaria sua maleta no chão e a seguraria com o joelho esquerdo. Com a mão esquerda, forçaria a alça do objeto de modo a rasgá-la ao menos um pouco. Em seguida, jogaria seu corpo contra o solo, sem muita violência, de modo a cair com o apoio do braço esquerdo.

– SOCORRO!!! FUI ROUBADO!! – Gritaria em êxtase, buscando chamar atenção. – AH, MEU OMBRO!! – Brandaria a dor em seu ombro, como se o causador da lesão fosse o suposto ladrão. Com a mão esquerda, apontaria para a ruela mais próxima. – ELE FUGIU POR ALI! – Diria a suposta rota de fuga do assaltante inexistente.

Seu principal objetivo, por hora, era agregar pessoas, sejam curiosos ou altruístas. Seu semblante naturalmente debilitado o ajudaria a disfarçar e assegurar a postura abatida, dado que não é dotado de habilidade cênicas. Caso ninguém o ajudasse num primeiro momento, voltaria a gritar mais uma vez, para que ao menos um viesse de encontro.

– SOCORRO! ALGUÉM, POR FAVOR! – Suplicaria.

Repetiria a ação o quanto fosse necessário, até que alguém finalmente se aproximasse. Este seria o instante em que tentaria manter-se sentado no chão, apoiando a mão esquerda no ombro direito para que clamasse por assistência. Em sua mente, Hisoka sabia que este era o ponto mais crítico de sua encenação, mas concomitantemente, sua situação real de dor iria sanar a falta de capacidade dramática, afinal, não é como se estivesse fingindo que seu ombro estivesse deslocado. Ele de fato estava; e doía bastante.

– Chame algum médico, por favor! Ele me golpeou no ombro e na barriga!– Pediria para as pessoas que por ventura se aproximaram. – Eu estava indo à faculdade quando fui abordado por alguém! Mal pude ver quem era, porque estava focado em segurar a minha maleta... – Abaixou a cabeça, buscando passar um semblante abatido. – Ele golpeou meu ombro para que eu soltasse ela, e... Não sei, acho que ele está um pouco danificado... Além disto, ele também me deu alguns socos na barriga e depois me chutou... Como eu não sei lutar, nem nada do tipo, não consegui me defender... Tive sorte que ele correu assim que eu comecei a gritar...– Levantaria com dificuldade o terno e a blusa, explanando os hematomas que fizera nele mesmo antes de sair de casa. Esta seria a mentira mais trabalhosa que ele já inventou, entretanto, foi a farsa em que ele trabalhou os passos do modo mais calculista possível, de forma a tentar não deixar rastros. – Vocês... Vocês poderiam avisar os meus meninos? Que... Eu não poderei dar aula hoje. Por favor... – Dois coelhos numa cajadada só. É assim que diz o ditado, não? Não importa, pois fora exatamente o que Hisoka faria. Iria tratar de seu ombro, assim como implicaria numa boa desculpa para ter faltado no trabalho.

Hisoka esperaria que seus ferimentos fossem tratados com afinco pelos médicos, pois imaginava que precisaria voltar a usar seu braço o mais breve possível. Desta forma, assim que fosse completamente examinado e zelado, retornaria a sua residência. Se o atendimento fosse bem sucedido, não mais teria que apoiar a mão direita no ombro, pois ele estaria envolto por ataduras. No caminho de volta, observaria nas paredes um retrato esboçado dele próprio. Na verdade, era difícil reconhecê-lo, dado que seu cabelo estava bagunçado e o cachecol cobria grande parte de seu rosto, mas para ele estava claro de quem se tratava. De professor de Universidade para assassino da madrugada. Sua reputação havia caído bastante, pensaria em ironia. Apesar do sarcasmo, sabia que sua situação não era das melhores e que precisava livrar sua imagem o quanto antes.

Possivelmente de volta a sua residência, antes de tudo, Hisoka atentaria para o pedaço de papel que havia deixado no intervalo entre a batente e a porta. Portanto, antes de entrar, iria visualizar o espaço para constatar se sua casa havia sido invadida ou não. Repetiria o procedimento na porta de seu quarto, visto que havia feito o mesmo lá. A esta altura do campeonato, todo cuidado é pouco, pois sua segurança pode estar em perigo.

Caso observasse que o papel não estava no lugar designado, Hisoka não iria entrar em sua residência de imediato. Ele engoliria seco, averiguando os flancos para certificar de que não estaria sendo observado. Em seguida, rotacionaria a maçaneta com cautela, abrindo a porta devagar para evitar fazer barulho. Passo a passo, iria até o chicote que havia deixado em seu sofá, pegando-o com a mão esquerda. Com o máximo de furtividade possível, investigaria cômodo por cômodo a procura do invasor, sempre atento para se defender de uma provável investida. Não estava em condições de lutar, sendo assim, focaria em esquivar, principalmente com saltos em recuo.

Se o papel estivesse no mesmo local em que fora colocado, Hisoka iria entrar relaxado, suspirando em alívio. Sentaria em seu sofá e ligaria a televisão em busca de repouso, assistindo aos noticiários para tentar acompanhar as investigações a cerca do 'assassino da madrugada'.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyQui 28 Jun 2018, 18:05

Desconfortável


Assim que chegou em casa Hisoka se deu conta de que teria que ir ao encontro de seus alunos na ULC sem nem ao menos ter descansado e ainda com o fodendo ombro direito deslocando. O professor precisava de alguma maneira procurar por ajuda médica para colocar o seu membro no lugar, uma vez que não sabia como fazer isso por ele mesmo e seria mais prudente não arriscar tentar, o problema é que a essa altura da manhã a Marinha já está informada sobre o suspeito que escapou com um ombro ferido, consequentemente a informação também já foi passada para o hospital da cidade.

Depois de pensar sobre o que fazer e resistir muito a dor latente que parecia que iria explodir o seu braço inteiro, Hisoka foi até o banheiro para tomar um banho que lhe deu uma nova carga temporária de energia e uma renovada na sua aparência acabada devido ao encontro com o sargento Ryan. Foi só após a sua limpeza corporal que o professor deu início ao seu plano para fugir dos problemas que lhe rodeavam no momento, com a ajuda de uma meia e dois sabonetes o rapaz criou uma ferramenta para que ele mesmo se agredisse no abdômen, resistindo não só a dor do seu ombro direito, mas agora também as pancadas que estava se dando. O professor universitário precisou de muita força de vontade para se manter de pé e consciente durante esse processo, que quando o finalizou resultou em marcas vermelhas que logo mais iriam se tornar arroxeadas, consequências dos hematomas provocados pelas pancadas que ele se deu.

Mas a pergunta é: tudo isso para quê?

Depois de se vestir adequadamente para o que deveria ser mais um dia de trabalho e armar a sua casa com uma simples armadilha de papel que iria lhe dizer se alguém poderia ter invadido sua casa novamente enquanto estivesse fora, Hisoka seguiu em direção às ruas como de costume faz durante esse horário da manhã. Carregando a sua maleta com a mão canhota e tentando ao máximo deixar o seu braço destro imóvel, o professor caminhou pelas ruas esperando o momento certo para entrar em um beco e começar a simular o que seria uma cena de roubo onde ele teria sido agredido pelo suposto ladrão. Assim que começou a gritar por ajuda, um senhor de meia idade que passava próximo ao local rapidamente correu em sua direção para lhe ajudar a se levantar.
 
- Você está bem? Para onde o ladrão correu? - Perguntou o senhor de forma bastante preocupada enquanto ajudava Hisoka a ficar novamente de pé, exceto é claro, se o mesmo se recusasse a fazer tal ação. - Hey, soldado, temos um rapaz ferido aqui! - Gritou o homem para um marinheiro não muito distante dali próximo ao final da rua em que estavam.

Enquanto Hisoka ia se explicando para o marinheiro e o senhor que ali estavam para lhe ajudar, a dor intensa em seu ombro já bastante avermelhado somada com os hematomas doloridos e inchados em sua barriga junto ainda com a sua aparência de uma pessoa pouco suspeita, resultaram no que seria uma cena convincente, mesmo que não tivesse qualquer habilidade em atuação ou na manipulação das pessoas através de palavras bem usadas. Parte do que ele dizia não era verdade, mas como suas dores eram reais, o próprio marinheiro que lhe auxiliava deixava de lado a parte interrogativa a respeito do que teria acontecido, se dedicando unicamente a levar o professor de história direto para o hospital local.

- Mas é claro, meu caminho ficava para lá, ficarei grato em lhe fazer esse favor. - Diria o senhor que lhe ajudou inicialmente quando Hisoka pedia para que avisasse a seus alunos de que não poderia dar aula hoje. - E claro, poderia me dizer o seu nome para que possa entregar a mensagem? - Provavelmente com a resposta sendo feita corretamente o senhor iria se retirar dali e caminhar em direção a ULC onde avisaria a universidade que o professor não iria poder comparecer hoje.

- Por favor, senhor, deixe-me acompanhá-lo até o hospital. - Falaria o marinheiro dando a Hisoka toda a ajuda que ele necessitasse para conseguir chegar até o local mencionado.

Já no hospital, o professor Kurayami teve o bom atendimento padrão de Las Camp, sendo levado até uma área de camas separadas por pequenas cortinas, visto que seu caso não era tão grave a ponto de ser necessário uma sala de operação ou um quarto só para ele. Uma das enfermeiras deixou Hisoka sentado em uma das camas para que ali ele esperasse que um médico viesse ao seu encontro, e para a sua surpresa, a pessoa que abria caminho entre as cortinas era ninguém menos do que Yasuhiro.

Já havia um tempo desde que os dois não se encontravam, principalmente após a descoberta de Hisoka que apontava para o prefeito como o responsável pela morte de sua mãe. Enquanto o médico assim que avistasse o jovem professor abriria um sorriso para o mesmo, a reação do paciente era uma dúvida, iria ele agir de forma gentil fingindo estar confortável com a presença dele ou será que passaria a tratar mal aquele que lhe ajudou a ter a vida que tem hoje? Se a segunda opção viesse a acontecer, Yasuhiro não viria a estranhar, afinal Hisoka aparentemente havia acabado de passar por uma situação complicada e ainda foi agredido, não poderia cobrar muita gentileza da parte dele.

- Hisoka! Que surpresa vê-lo aqui, haha, certamente não é alguém que eu gostaria de encontrar nesse ambiente de trabalho. - Falaria Yasuhiro, que não só era médico e o prefeito da cidade como também o capitão responsável pelo QG da Marinha local e o diretor da Universidade de Las Camp, certamente um gênio com qualidades acima da média. Ele olharia para o prontuário de Hisoka antes de dar seguimento ao seu trabalho. - Hematomas na região do abdômen e ombro deslocado... Voltou a se meter em brigas de rua, é? - Perguntaria ele de uma maneira repreensiva fazendo uma cara de bravo, como se fosse uma relação de pai e filho, mas logo ele mudava para um sorriso mostrando que estava apenas brincando. Se Hisoka neste momento não viesse a explicar sobre a mentira de ter sido roubado, Yasuhiro conseguiria essa informação lendo mais sobre o prontuário do professor. - Tentaram te roubar? Que absurdo, essa cidade está ficando cada vez mais perigosa. Terei que reforçar as patrulhas, dependendo até pedir para que outro QG enfie reforços para nossa ilha. Já não basta esse assassino andando por aí… Ok, agora preciso que você fique parado e respire fundo, tudo bem? - Explicaria o médico, que também era o patrão de Hisoka, enquanto começava a posicionar as mãos ao redor do membro deslocado do seu paciente. - Talvez isso vá doer um pouco, então vou contar até três, um, dois… - E antes mesmo de falar o três, talvez pegando Hisoka de surpresa, Yasuhiro puxou o ombro do professor para trás enquanto segurava o braço destro dele na posição adequada para que o membro voltasse ao lugar que deveria.

Apesar de ter tido o ombro colocado de volta onde era para ele ficar, a dor que ele sentiria nesse processo de deslocamento era ainda maior que aquela que estava sentindo antes, e dificilmente o professor seria capaz de segurar o grito de dor que o seu corpo acabaria soltando. Ainda que parte da região estivesse dolorida, ao menos agora ele podia voltar a mover a sua articulação como normalmente fazia.

- Para as dores na região alguns analgésicos serão suficientes, o que inclui também os hematomas no seu abdômen, visto que aparentemente não houve nenhuma fratura nas costelas ou outra parte do seu corpo. - Explicou o médico entregando para Hisoka uma cápsula com alguns comprimidos. - Tome-os sempre em intervalos mínimos de seis horas caso venha a sentir dores, mas caso volte a surgir uma dor muito intensa retorne imediatamente para o hospital para um novo diagnóstico. - Explicou ele dando uma batidinha de leve nas costas do rapaz. - E essa falta no trabalho de hoje será descontada no seu salário… Haha, brincadeira! Nem precisa pegar um atestado, está tudo bem tirar o dia de folga hoje, você merece. - Diria ele com a sua personalidade mais animada aparentemente se sobressaindo no dia de hoje, algo extremamente raro de se ver por outras pessoas, mas aparentemente Hisoka era capaz de despertar esse lado que praticamente estava morto dentro de Yasuhiro. - E pode aparecer lá em casa para um jantar sempre que quiser, você é sempre bem vindo por lá.

Sem muito mais o que tratar ali no hospital, Hisoka além de receber a cápsula com os analgésicos também seria presenteado pelo médico com uma ombreira ortopédica para utilizar em seu braço de maneira a auxiliar na sua recuperação, mesmo que provavelmente nem fosse algo tão necessário assim. Já no caminho de volta para casa, o professor acabaria por perceber os cartazes colados em postes e paredes a respeito do tal “assassino da madrugada” que já havia assassinado duas jovens mulheres que andavam pelas ruas durante a noite. Apesar do retrato falado que havia no cartaz ser claramente baseado na maneira como o professor de história estava se vestindo quando foi visto pelo sargento Ryan, Hisoka acabaria se surpreendendo ao sentar no sofá de sua casa para assistir um pouco de TV e se deparar com uma pessoa de imagem borrada dizendo a seguinte frase:

- Com aquele cachecol escuro escondendo o rosto e a sua maneira assustadora de andar com as costas curvadas como um animal caçando a sua presa, quando vi a katana que ele segurava já sabia que não podia ser uma boa pessoa, ele ia fazer mal a alguém, por isso corri para ligar para a Marinha e avisá-los que havia uma pessoa estranha na minha rua, mas infelizmente não consegui avisar a tempo, ele conseguiu fazer a sua vítima… Pobre Olivia, era tão jovem, havia acabado de iniciar os estudos na ULC e teria um futuro promissor. - Relatou a testemunha que preferiu não se identificar.

O que era estranho no que Hisoka havia acabado de ouvir é que provavelmente esse assassino da meia-noite vestia-se de forma muito semelhante a ele, o que certamente tornaria sua situação ainda mais complicada se tivesse sido capturado pela marinha algumas horas atrás. A reportagem a respeito do “Midnight Killer” continuou a passar na televisão, e não demorou muito até que Yasuhiro aparecesse na telinha dando as suas palavras sobre o caso.

- Eu, Yasuhiro, prefeito e também capitão do QG da Marinha de Las Camp, declaro que está permitido para qualquer civil ou marinheiro a capturar esse assassino vivo esteja ele vivo ou morto, garantindo que a recompensa será inteiramente 2 milhões de berries independente de como o criminoso seja capturado! Eu mesmo darei as honras de recompensar o homem ou mulher que fizer esse grande favor a nossa cidade, pois aqui jamais será bem vinda ou perdoada atitudes desprezíveis como essa!

E após a sua declaração, a reportagem não iria durar por muito mais tempo, teria alguns alertas sobre as áreas de risco onde as duas vítimas foram encontradas, um perímetro muito próximo um do outro assim como Hisoka já sabia, visto que foi tratado como suspeito justamente por estar vagando por aquela área na hora errada. Talvez seja fácil dizer o quão frustrante deve estar sendo para o professor de história nesse momento, já não basta ter que lidar com o seu problema familiar com o Yasuhiro, recentemente também foi psicologicamente ameaçado por um misterioso aluno novo, e para completar além de estar com dores desagradáveis pelo corpo, ele também tinha essa ligação desconfortável com um assassino… Será que com tantos problemas, a mente de Hisoka começaria a realmente se associar ao culpado? Seria ele o responsável pela morte da jovem Olivia por não ter chegado lá momentos antes dela ter sido atacada? Essas e muitas outras perguntas poderiam começar a perturbar a mente do homem que há essa altura do dia já estava a mais de 24 horas sem dormir, fazendo o seu bem-estar ficar cada vez pior e a sua capacidade de relaxar cada vez mais difícil.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

Imagem no estilo de humor de One Piece que me fez lembrar do Hisoka kkkk:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptySex 29 Jun 2018, 04:31



Mágoas do Passado

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#Post 7


Superando todas as expectativas, o seu plano havia sido um sucesso. Sem levantar qualquer suspeita, Hisoka foi levado para o hospital de Las Camp após ser socorrido por um civil de meia idade e auxiliado por um marinheiro local. No ambulatório, o típico cheiro de éter ergueria sentimentos nostálgicos de quando era tratado diariamente após as constantes brigas de rua. Entretanto, estava tão concentrado em sua estratégia que havia esquecido completamente que o médico principal do leito é ninguém mais, ninguém menos que Yasuhiro. A presença do prefeito fora capaz de arrancar o semblante sossegado de Hisoka em pouquíssimos segundos. Bastou uma troca de olhar para que sua expressão fosse destruída. Engoliria seco e desviaria os olhos para o chão, esperando que a situação pela qual havia passado justificasse sua postura, pois seria incapaz de promover mais uma cena teatral e demonstrar um sorriso para o assassino de sua mãe. Apesar do carisma mágico apresentado por Yasuhiro, Kurayami simplesmente permaneceria inerte. Assim que o capitão se aproximou para averiguar seu ombro, a mão esquerda apertaria o lençol da cama entre seus dedos. A primeira vista, um gesto que poderia ser interpretado pela dor na região deslocada, todavia, era angústia por estar tão perto do homem que ousou ceifar a vida de sua progenitora e ser incapaz de vingá-la. Esta sensação de incompetência é um sentimento extremamente frustante e esgota as energias de qualquer ser-humano, mesmo àqueles com psicológico resiliente como Hisoka. A fisionomia incrédula foi rompida no instante que Yasuhiro retornou sua articulação para o local correto. Ele nem ao menos estava prestando atenção na contagem do médico e fora pego completamente de surpresa.

– ARGH!! – Brandaria o grito entre os dentes cerrados enquanto os olhos seriam fechados. O reflexo nato pela incessante dor era incontrolável.

Apesar do tratamento, ironicamente seu ombro latejava ainda mais que antes. Seu pouco conhecimento médico o impediria de compreender o fenômeno, porém teorizaria que a dor não duraria por muito mais tempo, sendo esta reflexo de uma ação direta na região lesionada, mesmo que para medicá-la. Para auxiliar no prognóstico, Hisoka recebeu uma ombreira ortopédica para manter a articulação imobilizada e evitar novos danos. Deste modo, não precisaria apoiar a mão esquerda no osso escapular, o que facilitaria a sua mobilidade e postura. Por fim, ganhou um conjunto de quatro analgésicos para suportar um pouco a dor no processo de recuperação. Estava tão focado em seu ombro, que até havia esquecido de seu abdômen, o qual estava afetado por golpes que ele mesmo fez. Assim que buscasse levantar da cama e apoiasse o pé no chão, sentiria a região dolorida, gerando um gemido enquanto prenderia a respiração por alguns segundos para evitar o incômodo.

– Ok...
– Seria a única palavra dita para Yasuhiro, sem nem ao menos fitar seus olhos. Com um andar árduo, sairia pela porta da frente em direção de sua residência.

Em sua casa, Hisoka perceberia que sua armadilha não havia sido ativada, isto é, o pedaço de papel inserido entre o batente e a porta continuavam no mesmo lugar. Talvez realmente estivesse louco ao pensar que seu lar havia sido invadido naquele dia. De qualquer forma, sua cabeça latejava demais pelo sono, de modo que nem ao menos gostaria de pensar nisto. Em sua cozinha, Kurayami pegaria um copo de vidro com a mão esquerda, depositando-o sobre o balcão antes de abrir sua geladeira. A aragem álgida colidiria com seu corpo, causando um arrepio na espinha e a ereção de seus pelos. Apanharia uma garrafa d'água com a trêmula mão canhota para preencher o copo. A falta de habilidade com o membro faria com que algumas gotas caíssem fora do alvo, molhando o ábaco amadeirado. Em seguida, recolheria um dos comprimidos do analgésico e o engoliria junto ao líquido vital em busca de atenuar suas dores, retornando à sala logo depois de guardar os objetos usados nos devidos lugares. Hisoka esperava adormecer no sofá enquanto assistia televisão, porém a notícia do "assassino da madrugada" acabou arrancando-lhe mais alguns minutos acordado. Os olhos atentos deixariam de lado a fadiga por um instante e captariam duas entrevistas cedidas para a emissora. A primeira revelaria que o assassino, por ventura, vestia-se de jeito bem semelhante à Kurayami naquela noite, também adotando um cachecol. Porém, ao invés do chicote, utilizava uma espada. A segunda, muito mais próxima de uma declaração que uma entrevista, fora cedida pelo próprio capitão da marinha de Las Camp. A captura do assassino misterioso, seja vivo ou morto, garantirá dois milhões de berrys como recompensa. Não era uma má quantia para começar uma nova vida, pensaria Hisoka, mas em sua situação atual, com o ombro de seu braço dominante ainda em recuperação, qualquer combate seria fadado à derrota. Em todo caso, os nuances da investigação e acontecimentos anteriores não se encaixavam e isto intrigava o professor.

– Não entendo... O marinheiro com quem lutei sabe que eu utilizava um chicote, enquanto as informações que rondam por aí mostram que o assassino da madrugada é um espadachim... – Ponderaria confuso, buscando ordenar as entrelinhas soltas para que chegasse numa conclusão. – Ele não contou aos demais que lutou contra um chicoteador? Ou a marinha já sabe que existem dois...? – Levaria a mão canhota ao queixo, mantendo a expressão pensativa. – Que saco, há tanto para pensar... E ainda há aquele garoto, o Finn... Tsc. – Claramente aborrecido pela situação em que sua vida se encontra, Hisoka iria buscar espairecer, pois grande parte de sua carga emocional estafante é em decorrência de sua falta de descanso. Ele deitaria o corpo sobre o sofá com cuidado para não machucar o ombro lesionado e iria pôr o braço esquerdo acima da testa, almejando fechar os olhos para repousar.

Horas depois, Hisoka iria recobrar a consciência paulatinamente. As pálpebras lutariam para abrir enquanto a imagem do teto de sua residência seria focada aos poucos. A visão iria girar ao levantar e manter o corpo sentado no sofá. Não teria muita noção de quanto tempo passou, pois não havia colocado nenhum despertador. Dado que não dormia há mais de um dia, não estranharia se já tivesse de se arrumar para ir à faculdade lecionar. Assim, caminharia até a cozinha e vislumbraria o relógio no cômodo. Se mais de seis horas tivessem decorrido, pegaria mais um analgésico e engoliria-o com um pouco de água. Em seguida, iria até o banheiro para tomar um bom banho. A dor em sua cabeça que ainda relutava seria amenizada com o auxílio da ducha quente. Hisoka acabaria levando um pouco de tempo a mais para banhar e se arrumar, pois contava somente com a ajuda de sua mão esquerda para as atividades. Apesar do empecilho, treiná-la não seria de má agrado, já que esta experiência poderia vir a ser útil no futuro.

– Droga, que dor de cabeça... – Reclamaria do incômodo completamente previsível, pois não havia dormido no dia anterior. Iria expandir a mão sinistra sobre a cabeça e afagar as têmporas com a assistência do polegar e dedo médio.

Esperaria até apropinquar o horário de sua aula para que pudesse sair de casa, almejando usar o tempo livre para tranquilizar a mente. Quem sabe teria um dia normal hoje, como os demais antes dos acontecimentos recentes. A ombreira ortopédica era mantida em sua escápula direita enquanto a mão esquerda seguraria a maleta marrom com os documentos e papéis necessários para sua aula. A alça da valise permanece danificada, já que Hisoka ainda não adquiriu outra. Com passos serenos, andaria em direção da Universidade de Las Camp com um semblante mais abatido que o convencional. Assim que chegasse na faculdade, iria direto a sua classe, evitando passar pela sala geral de professores.

– Bom dia. – Falaria aos alunos, curvando o tronco com certa dificuldade devido a dor no abdômen. – Peço desculpas pela minha ausência ontem, acabei tendo um imprevisto. – Evitaria entrar em profundidade no motivo de sua falta, pois poderia acabar soltando acontecimentos que não iriam condizer com a versão que contou aos marinheiros. – Estão prontos para apresentar aquele trabalho? – Diria referindo-se à atividade em grupo dada há alguns dias atrás.

Caso a resposta de seus alunos fosse positiva, iria dar à frente da classe para as exibição dos trabalhos, sentando-se numa cadeira na primeira fileira, sempre mantendo o cuidado para não magoar as lesões. Se a resposta fosse negativa, iria ceder-lhes o horário para que finalizassem a tarefa:

– Entendo... Neste caso, terão mais duas horas. Sejam rápidos. – Estipularia o prazo e estaria à disposição para sanar dúvidas.

Enquanto falava em frente à lousa, seus olhos vagariam pela sala de aula em busca de Finn. O misterioso garoto têm levantado muita suspeita e agora que sua mente não estava mais focada no assassino da madrugada, ao menos por hora, era um bom momento para encontrar respostas para as lacunas na história do jovem.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptySab 30 Jun 2018, 13:48

Convite


Depois do longo dia que tivera sem dormir onde chegou até mesmo a passar pelo hospital, Hisoka cairia em um sono profundo que o faria acordar apenas no dia seguinte, já muito perto do horário ao qual ele costumava se levantar para dar aula. As afrontas psicológicas de Finn, a possível invasão de sua residência, os assassinatos do assassino da madrugada, o combate contra um sargento da marinha, o ombro deslocado, o encontro com Yasuhiro, foi tanta coisa que aconteceu que o professor de história precisava de um dia de renovação completo. Abusando do uso de sua mão esquerda para tomar banho e se arrumar, Hisoka levaria alguns minutos a mais do que o costume, mas era necessário se ele quisesse se tornar cada vez menos dependente da sua mão destra.

Já no caminho para a universidade junto ao alvorecer, Hisoka caminharia tranquilo pelas ruas de Las Camp, tendo os analgesicos sendo bem efetivos para minimizar as dores desconfortáveis em seu ombro direito e dos hematomas em seu abdômen. Ao passar próximo de uma banca de jornal o professor poderia notar, na capa do jornal local, a notícia de que houvera durante essa noite mais um assassinato e a Marinha novamente se mostrou incapaz de capturar o responsável pelo crime. Se chegasse a ser do interesse de Kurayami se aproximar para ler a notícia ou até comprar o jornal, ele acabaria por descobrir que a vítima era alguém que ele conhecia por ser sua vizinha, Sara Floribella, uma jovem garota que trabalhava em uma floricultura da cidade que não ficava muito distante de onde estava. Ainda que decidisse não ler a notícia do assassinato no jornal, quando continuasse a andar em direção a universidade, Hisoka acabaria percebendo que a Floricultura Floribella encontrava-se fechada e algumas pessoas estavam indo até o local para deixar flores em sua porta.

- A filha da senhora Floribella foi assassinada essa noite pelo Assassino da Madrugada. - Diria uma mulher caso Hisoka se aproximasse para perguntar a alguém o que teria acontecido, havia um tom de choro em sua voz. - Eu não sei se Las Camp continua sendo um lugar seguro, depois do Ataque da Deusa da Morte essa ilha nunca mais foi a mesma.

- Uma garota andando pelas ruas durante a noite aposto que estava fazendo algo de errado fora dos olhares da família! - Falaria um homem em alto tom para chamar a atenção das pessoas próximas a floricultura, ele não parecia estar sentindo empatia pelo ocorrido.

- Para com esse show! A noite sempre foi perigosa, não quer morrer, não sai de casa de madrugada! - Diria outro homem dando apoio ao que o primeiro falou. As pessoas prestando seu luto não iriam se manifestar para contradizer a opinião.

Sara era uma mulher muito bonita e o fato dela ser vizinha de Hisoka certamente já teria chamado a sua atenção diversas vezes, talvez não por um interesse amoroso por parte do rapaz, mas Sara Floribella era dona de uma incrível simpatia, e o professor poderia se lembrar de todos os dias que ela lhe deu bom dia quando saiam ao mesmo tempo de casa, e como esquecer do seu eye smile, o seu sorriso carismático carregado de alegria e um dos maiores motivos da floricultura atrair tantos homens interessados em flores… E impossível falar de Sara sem lembrar das flores, não por conta do comércio de sua família, mas sim por conta do seu perfume, este que por onde ela passava deixava no ar o rastro do seu cheiro doce. Sim, certamente Hisoka a conhecia, quem sabe até mais do que podemos imaginar, mas agora isso de nada mais importa, pois Sara não seria mais vista, seu perfume não seria mais sentido, seu sorriso não seria mais admirado, e assim como uma flor, sua vida havia murchado.

Quando Kurayami enfim chegou a ULC, ele seguiu caminho direto para a sua sala de aula, evitando o contato com os demais professores. Hoje era novamente o dia de dar aula para a turma de Finn, o que significava também a entrega do trabalho sobre os Blues que havia deixado para eles fazerem, este que por sinal parecia ainda não estar completo pela maioria, por isso o professor estendeu o prazo por mais duas horas. Durante o processo de espera, Hisoka não poderia deixar de notar, e talvez já tivesse notado isso logo que entrou ali, mas Finn não se encontrava na sala de aula com o restante da turma.

- Nós não vemos ele desde o primeiro dia. - Respondeu Marianne, provavelmente a melhor aluna de história dessa turma e a representante do trabalho do West Blue onde Finn fazia parte. - Ele veio com aquele papo de apresentar um trabalho sobre a ilha morta de Ohara, como se fosse importante contar a história de um povo sujo e sem leis que pretendia causar o fim da nossa paz. É melhor que eles sejam esquecidos para não incentivar outras pessoas de má índole. - E até mesmo a melhor das alunas, poderia ser manipulada pelas mentiras dos líderes mundiais.

Com a ausência de Finn na sala de aula, talvez Hisoka acabasse se sentindo um pouco decepcionado, visto que estava completamente curioso a respeito do aluno misterioso, porém seu desaparecimento não era algo que podia ser ignorado, na realidade era até mesmo preocupante, visto que ele apareceu dizendo coisas bastante suspeitas e ainda houve aquela possível invasão a sua residência que o próprio não sabia dizer se poderia ter entregado algo sobre seu passado, visto que nada de sua casa havia desaparecido. Poderia Finn estar de alguma forma envolvido com isso ou é apenas uma paranóia da sua cabeça? Talvez em um momento de distração o professor tenha dobrado suas vestes de uma maneira diferente e não se lembra, o que somado ao encontro com Finn resultou nesse pensamento paranóico.

Que seja, o que importa é que tirando as notícias e o claro medo da população referente aos assassinatos noturnos, nada de diferente chegava a acontecer durante o decorrer do dia, algo que Hisoka já estava acostumado, afinal era assim que as coisas costumavam ser, não é mesmo? Mas digamos que essa normalidade não vingaria por muito mais tempo, pois assim que retornou para sua humilde residência, o professor seria surpreendido com a presença de ninguém menos do que Finn, este encontrava-se sentado em seu sofá com uma perna cruzada sobre a outra.

- Olá, professor Kurayami. - Diria ele em um tom calmo enquanto encarava o professor, ao fim da sua frase, ele sorriu de canto.

Não havia dúvidas de que era Finn que estava ali, jovem, cabelos negros pouco arrumados, olhos azuis, porém o que os olhos de Hisoka rapidamente fitariam seria a espada embainhada posicionada ao lado do rapaz que sentava no sofá, e como ele jamais havia visto essa espada antes, certamente era algo que Finn havia trazido com ele… Mas para quê? Por que ele invadiu a casa do professor trazendo junto com ele uma arma, estaria por acaso pensando em atacá-lo? Se realmente for isso, Hisoka estaria em problemas, pois seu chicote não estava em um lugar onde poderia acessar rapidamente sem ter que se movimentar de uma maneira que indica a sua intenção. Mas afinal, o que realmente Finn queria ali?

- Não vim aqui para assustá-lo, apenas para lhe fazer um pedido, pois meus superiores possuem um grande interesse em seu conhecimento… - Começaria ele a explicar ainda sentado onde estava, mas antes de completar o que ele pretendia dizer, o garoto tirou as costas do sofá, descruzou as pernas e aproximou levemente o tronco para frente, mantendo os olhos firmes aos do professor, então sorriu de maneira a mostrar os dentes e concluiu: - Gostaria de se juntar ao Exército Revolucionário?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyDom 01 Jul 2018, 00:09



Mágoas do Passado

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#Post 8


No caminho para a Universidade, Hisoka já poderia notar a melhora em seu ombro direito, pois era capaz de movê-lo vagarosamente sem incômodo. Seu adbômen, por sua vez, apresentava certo desconforto em cada passo devido o impacto de seu andar. Era preciso um pouco mais de paciência até estar completamente curado, mas só de ter alguma mobilidade com o braço dominante já o deixava mais confortável. De qualquer forma, permaneceria com sua ombreira ortopédica por mais um tempo para evitar quaisquer lesão, já que não desempenharia nenhuma atividade com a região por enquanto.

Enquanto vagaria com seus passos, Hisoka transitaria próximo de uma banca de jornal como de praxe, dado que sempre vislumbra as principais notícias estampadas a medida que segue caminho ao trabalho. Desta vez, entretanto, o folheto local comunicava um informe a cerca de mais um atentado feito pelo assassino da madrugada, relato que o prendeu por alguns minutos. Seus pés cessariam a marcha por tempo o suficiente para Hisoka compreender o resumo exposto na página principal do periódico. Os olhos seriam cerrados, manifestando semblante pensativo ao passo que sua mente foi perturbada por uma insaciável onda de curiosidade. Os pés arrastariam no solo acimentado, levantando algumas partículas de poeira ao passo que Hisoka apropinquaria na banca.

– Bom dia. Gostaria de um jornal, por favor. – Recolheria, com o auxílio da mão canhota, algumas moedas no bolso traseiro, buscando entregá-las para o dono na quantia correta para obtenção do noticiário requerido.

O crime havia sido realizado na noite em que Hisoka estava em recuperação de suas feridas. Talvez se não tivesse sido acertado pelo marinheiro naquela madrugada ele poderia evitar este atentado. Bem, apesar de inteligente, Kurayami ainda não havia encontrado um padrão além do gênero das vítimas nos ataques. Poderia ser qualquer mulher em toda Las Camp. O professor já havia livrado a culpa deste delito, mas assim que leu as informações sobre a mártir não fora capaz de evitar a indignação. Os ombros desabariam em relaxamento, os cantos da boca ruiriam e as pálpebras iriam despencar. Sara Floribella, sua vizinha. Tão próxima. É óbvio que poderia fazer algo se não estivesse debilitado.

– Idiota... – Murmuraria enquanto o papel estava sendo rudemente amassado entre os dedos da mão esquerda.

Floribella não era tão especial para Hisoka à primeira vista, aliás, ninguém era. O rapaz sempre foi muito introvertido e misterioso, fugindo de relações mais profundas com outras pessoas, principalmente relacionamentos. Geralmente este tipo de afeto leva a revelações mais imersas a cerca da história de vida dos conjugues, aspecto que Kurayami sempre evitou. Assim, preferia continuar a se distanciar destes laços para que não acabasse com futuros problemas. Se a verdade sobre seu parentesco viesse à tona, não somente ele, como a pessoa com a qual ele teve afeição, seriam assassinadas. Depois do que aconteceu com sua mãe, Hisoka desenvolveu um forte trauma, pois não queria voltar a perder pessoas importantes em sua vida e isto acabou o fechando para novas descobertas.

Entretanto, ele mantém muitas lembranças de Floribella, afinal ela era sua vizinha. Quase todos os dias quando saía de manhã para a Universidade, era recepcionado por um doce 'bom dia' da moça. Sua beleza era exuberante e difícil de não ser apreciada, mesmo por alguém como Hisoka. Era inegável que sua simpatia cativou seus dias e os tornaram mais felizes, presentando a patife vida do professor com mais ânimo e alegria. O sorriso que o saudava rotineiramente certamente fará falta.

Carregando uma expressão abalada, Hisoka seguiria em frente, deparando-se com a floricultura na qual Sara trabalhava. Estava fechada e rodeada de flores, claramente deixadas num ato de luto pela jovem. Uma das cenas mais irônicas que Kurayami já presenciara em sua vida, pena que guardando um cerne taciturno por trás. Por mais que pudesse chegar um pouco mais atrasado em sua aula, o professor não hesitaria em parar por mais alguns instantes, desta vez em frente ao estabelecimento. Fitando o céu de Las Camp, estaria com a respiração bem mais quieta que o normal. Ao seu lado, havia uma mulher em prantos. Ele poderia indagá-la sobre o acontecimento, mas imaginou que seria muito incômodo. Além do mais, Hisoka já saberia sobre o ocorrido, pois havia lido o jornal há pouco. De cabeça baixa, o rapaz levaria a mão canhota ao nó de sua gravata, almejando ajustá-la enquanto seguiria caminho até sua Universidade. Pouco mais de três passos haveriam sido dados quando uma alta voz masculina ecoou no ambiente, atiçando palavras rudes sobre o caso. Outro homem acompanharia o importuno, mantendo o tom e teor sarcástico na frase, mesmo após um crime tão desumano, demonstrando completa falta de sensibilidade. Hisoka, que nunca se metia nas adversidades de outrem, iria dar meia volta e encarar ambos. Ao seu redor, eram claras e perceptíveis as expressões de incômodo daqueles que vieram prestar condolências à Sara, mas faltavam-lhes coragem para retrucar a impertinência dos imbecis.

– Hey, por que uma dupla de imbecis saiu de suas casas para falar tanta estupidez? – Ao contrário do habitual, sua expressão inerte havia sido substituída por um semblante sombrio e assustador. É provável que, pela primeira vez, alguém poderia não associar Hisoka à uma criatura frágil e indefesa, mas a um assassino em potencial. – Eu conhecia Sara, era uma garota adorável. O culpado de tudo isto é este criminoso da madrugada, não ela. – Redarguiria o primeiro homem, buscando mudar sua ideia a cerca de Sara. – Já você... – Passaria a fitar o segundo homem. – Se não quer morrer, é bom manter a boca fechada. Tsc. – As pálpebras mais compactadas trariam um feitio mais sinistro a sua fala.

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Sua típica aparência inofensiva poderia ser um atenuante para suas palavras não serem levadas à serio pelos homens, mas Hisoka não iria continuar a perder seu tempo ali. O estorvo que apertava em seu coração havia sido retirado no instante que retrucou os impertinentes, dando-lhe mais alívio antes de voltar seu caminho à Universidade de Las Camp. Todavia, havia a pequena possibilidade dos civis o atacarem por terem se sentido incomodados pelo comentário de Kurayami. Neste caso, o professor iria curvar o corpo com serenidade, propiciando-lhe mais leveza em sua movimentação assim como evitaria sobrecarga no ombro e abdômen. Se os adversários lhe atacassem individualmente com investidas frontais, o que seria o mais provável, Hisoka faria uma finta para a lateral, jogando seu corpo para a direita. Em seguida, com o pé de apoio fixo no chão, pegaria impulso para um contra-ataque efetuado com o ombro esquerdo somente no intuito de jogá-lo contra o chão para que pudesse focar no segundo inimigo. Contra este, daria passos para trás em recuo almejando esquivar de seus golpes até que encontrasse uma brecha. Neste instante, aplicaria uma cotovelada canhota contra o nariz do homem para finalizá-lo rapidamente. Se por ventura atacassem em conjunto, Kurayami teria ainda mais facilidade, pois bastaria esquivar do golpe daquele que estivesse na direita, também com uma finta, e jogaria seu ombro contra o corpo do adversário. Em consequência, ele cairia por cima do outro inimigo. Ao fim, em caso de sucesso, manteria a caminhada em direção da Universidade, porque já deveria estar atrasado.

De volta a sala de aula, Hisoka seria recebido com a notícia que sua turma ainda não havia conseguido terminar o trabalho sobre os Blues, o que o obrigou a ampliar o prazo por mais algumas horas. Após o aviso, os olhos iriam vasculhar os alunos e perceberiam que Finn não estava presente. Ele engoliria seco, pois mais uma vez diversas hipóteses iriam passar pela sua cabeça. Por mais que sua armadilha não tivesse sido ativada naquele dia, poderia ser Finn o invasor? Hisoka balançaria o crânio negativo após o pensamento, já que é provável que esteja somente imaginando coisas. Enquanto organizaria os papéis que trouxera em sua maleta sobre a bancada, Marianne se aproximou e comunicou Kurayami a cerca de Finn, mas não somente isto. A garota propiciou um comentário chulo sobre a terra natal de Hisoka, comentário este que não poderia passar batido sem um bom sermão. É óbvio que o professor pegaria leve, afinal, sabia que este conhecimento é em decorrência de relatos falsos do governo mundial que manipula os acontecimentos da forma que melhor os convêm.

– Ao contrário, Marianne, estes relatos são extremamente importantes, pois nós não conhecemos as reais porandubas por detrás de todos os povos, principalmente os extintos. – Contaria com a vista baixa. Após uma pausa para recuperar o fôlego, continuaria, desta vez vislumbrando os olhos da jovem. – Infelizmente a história é facilmente manipulada por àqueles que estão no poder, então nem sempre saber os fatos descritos nos livros significa saber os fatos verdadeiros que aconteceram no passado. Você é uma grande aluna, tenho certeza que é capaz de mais do que isso.– Finalizaria abrindo um sorriso breve para a jovem e afagando-lhe a cabeça com a mão canhota em busca de encorajá-la.

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A manhã passou rapidamente, principalmente pelo intervalo cedido para que os alunos terminassem suas apresentações. No fim, os trabalhos foram interessantes, cada qual com seus nuances particulares. Mesmo Hisoka acabaria aprendendo informações novas sobre cada um dos Blues, afinal, é isto que significa ser professor. O seu limitado conhecimento acaba sendo vagamente preenchido com as experiências daqueles com quem ele trabalha em ensinar. É uma grande troca, apesar de não ser equivalente.

– Gostei dos trabalhos, apesar da demora. – Arquearia a sobrancelha direita com o comentário mordaz. – Amanhã dou suas notas. Estão dispensados. – Curvaria o corpo para reverenciar os alunos e, por um breve instante, iria lembrar dos hematomas no abdômen.

Recolheria os papéis sobre a mesa e os guardaria em sua maleta, esperando para sanar as prováveis dúvidas de seus alunos. Assim que terminasse de respondê-las, ou se não houvesse nenhuma, pegaria a bolsa com a mão esquerda e voltaria a sua residência. Na porta de sua casa, soltaria um suspiro. Finalmente um dia normal, pensaria Hisoka. De olhos fechados e com um sorriso aconchegante na expressão por nenhuma anormalidade ter acontecido até então, giraria a maçaneta da porta. Nunca esteve tão enganado. No instante que buscasse respirar o ar quente de seu lar e abrisse os olhos, a figura de Finn, acomodado no sofá de sua casa, o paralisaria-o completamente, ceifando o sorriso em seu rosto. Por alguns breves segundos, manteria-se inerte, totalmente incrédulo com a situação. Não é possível. A frase era repetida incessantemente em sua cabeça. Por quê? Como pôde ser descoberto? O silêncio fora interrompido pelo cumprimentar de Finn que abriu um sorriso no canto do rosto, mas Hisoka ainda iria manter o feitio imóvel. Os olhos rapidamente focariam na espada que o menino havia trazido e, pensando em sua arma, posteriormente atentariam no sofá em que normalmente deixa seu chicote, mas ele ainda estava muito distante. Uma gota de suor escorreria pela sua têmpora e sua garganta o permitiria engolir em seco. Seu primeiro pensamento foi simplesmente fechar a porta, virar as costas e correr, mas quem garantiria que não seria perseguido? Além do mais, Finn está sozinho? Um cidadão debandando por Las Camp seria muito suspeito. Seria retardar sua captura, somente. Restava iniciar um combate contra Finn, resgatar seu chicote e pegá-lo como refém, mas no momento que desse o primeiro passo, o agudo incômodo em seu abdômen o impediria de continuar. Não era hora de pensar nisto, refletiria o professor. Numa situação de vida ou morte ser impedido por uma mera dor? Imperdoável. Entretanto, antes que pudesse ponderar sobre qualquer outra coisa, Finn voltou a se expressar, revelando que sua presença ali era em paz, citando que seus superiores requeriam seu conhecimento. A primeira vista, Hisoka cogitaria que ele estava se referindo a alguém da marinha, ou até mesmo do governo mundial. Mas porque não simplesmente matá-lo? Todavia, o nome que mencionou em seguida foi ainda mais intenso.

– Re-Revolucionários...? – Finalmente sairia do estado apático, principalmente em decorrência de seu temperamento calmo.

Dado seu conhecimento em história, Hisoka conheceria um pouco sobre o Exército Revolucionário. Àqueles que desafiam diretamente o governo mundial em busca de um mundo melhor. Existem várias células dentro do exército, cada uma com objetivos mais pessoais, mas que no fim convergem em serem verdadeiros inimigos de 'deus'. Mas por que uma organização assim estaria a procura de Hisoka? Eles detém algum tipo de conhecimento sobre seu passado? Eram tantas perguntas, e representam somente o começo, pois Kurayami já estava começando a ligar Finn a outros acontecimentos em Las Camp.

– Como assim!? Você chega do nada em minha classe, começa a me confrontar, invade minha casa e simplesmente quer que eu me junte a você num exército que eu mal conheço!? O que sabem sobre mim? Que tipo de conhecimento eu tenho que possa ser útil a vocês? – Suspiraria fortemente, caminhando mais três passos para que pudesse fechar a porta e ter mais privacidade. Não estava completamente convencido de sua segurança, mas não tinha muitas opções. – Você está envolvido com os assassinatos, não está? Eles começaram assim que você chegou na cidade... Você usa uma espada... – Apresentaria uma feição mais séria, principalmente pelo que aconteceu à Sara, sua vizinha. Com a mão esquerda, iria retirar a ombreira ortopédica, movendo o ombro em círculos próximos ao corpo para acostumar a articulação.

Hisoka era incapaz de imaginar que sua mente poderia estar ainda mais confusa do que há um dia atrás. Ao contrário de suas expectativas, Finn não é um agente do governo que estava o espionando para matá-lo, mas sim um membro do exército revolucionário que quer recrutá-lo. Ele poderia passar literalmente horas enchendo-o de perguntas, mas daria um pouco de tempo para obter respostas das primeiras perguntas. Se ele explicasse sobre o exército revolucionário, Kurayami iria retrucar:

– Sinceramente, eu tenho pensado nos últimos dias em sair daqui, mas algo assim... Me parece ser uma mudança muito radical. Não estou recusando, mas eu realmente preciso saber mais... – Um pouco mais tranquilo, iria encostar o corpo contra a porta, adotando uma postura mais relaxada ao cruzar os braços. – Qual o objetivo de vocês em Las Camp? É algo que me envolve ou simplesmente me descobriram aqui por coincidência? – Hisoka evitaria falar muito sobre ele antes que o próprio Finn falasse o que sabe sobre seu passado.

Caso Finn se negasse a explicar mais sobre o Exército Revolucionário, Hisoka iria persistir em busca de mais informações:

– Como espera que eu aceite um convite se você não me fala sobre do que se trata? – Indagaria com certa adversidade.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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#1 - Mágoas do Passado - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyQua 04 Jul 2018, 03:50

O Exército Revolucionário


O dia de Hisoka já começou intenso com a notícia de que sua vizinha havia sido uma vítima do assassino noturno, inclusive quando passou próximo a fachada da floricultura da família Floribella onde ela trabalhava, pode facilmente notar a comoção de alguns civis que prestaram suas condolências a família depositando flores próximo a floricultura. Mas o que irritaria Hisoka durante aquele início de manhã era ouvir alguns idiotas proferindo palavras que diminuem a já falecida Sara, desrespeitando a imagem dela e até mesmo culpando-a por terem lhe tirado a vida, como se a culpa por ter sido assassinada fosse totalmente dela, e não de um assassino serial killer psicopata. Pelo menos o padrão entre as vítimas era vago demais e até distante demais para que houvesse alguma ligação entre elas ou uma relação que não fosse o sexo das jovens atacadas.

- O que foi que você disse, esquisito de merda? - Retrucou o segundo homem a falar anteriormente, este era mais alto e forte que o outro, mas boa parte da sua aparência força era gordura, e não necessariamente músculo.

- Aposto que é esquerdista esse fudido, quer um pão com mortadela? - Provocou o primeiro homem, baixinho, barbudo e barrigudo, um típico cara que você encontraria em um barzinho sujo de canto de esquina. E este também por algum motivo ele associou a simples fala do professor com o seu posicionamento político.

- Isso foi uma ameaça? Hahaha, vou te mostrar como que se fica de boca fechada, magricelo. - Diria o mais alto estalando os dedos da mão direita enquanto dava pequenos passos na direção do professor.

Certamente Hisoka Kurayami não era o tipo de homem cujo semblante ameaçava alguém, por isso por mais sério que ele tenha sido ao dirigir as palavras aos dois babacas desconhecidos, isso pouco efeito teve para cima deles, que viram graça na sua hostilidade e começaram a se preparar para vir para cima dele, claramente iriam querer começar uma briga. O primeiro cara a avançar para cima de Hisoka era o mais baixo, que diferente do professor claramente não tinha habilidade de combate, duvidava até que ele alguma vez tivesse entrado em uma briga de rua, pois ele era horrível em seus movimentos, por conta disso Kurayami pode desviar sem dificuldades do soco mal feito dele e com um impulso revidar batendo com o ombro esquerdo contra o corpo do barbudo, fazendo-o com o impacto ser jogado para o chão. Já o segundo vinha com uma postura diferente, certamente tinha alguma experiência de luta apenas pela forma como ele avançava e aplicava os seus socos um após o outro, sendo que cada um deles era bem esquivado pelo professor de história, que esperava o momento certo para revidar com uma bela cotovelada que atingia em cheio o nariz do homem alto. Sabia que seu golpe havia sido bem executado no momento que sentiu seu membro afundar contra a face do idiota que o atacou, e não era preciso conhecimento em anatomia para saber que este havia quebrado o nariz, pois já havia entrado em brigas suficiente para entender como essa fratura acontece.

Hisoka havia derrotado aqueles dois homens com facilidade, e se viesse a suar com aquilo era puramente pela adrenalina que mais uma vez seria injetada em sua corrente sanguínea pelo seu próprio corpo. Ele havia passado tanto tempo estudando e vivendo a sua vida comum de professor que teria se esquecido dessa sensação que apenas brigas poderiam lhe proporcionar, ontem havia sido com o sargento Ryan e agora com esses dois desconhecidos. Brigar com alguém em frente a um local onde pessoas estão tendo luto não era uma atitude muito educada da parte do professor, inclusive algumas pessoas em volta estavam olhando para ele de maneira apavorada. De qualquer forma, ele já estava atrasado para dar a sua aula na faculdade e precisava avaliar com atenção o trabalho que havia deixado para seus alunos fazerem alguns dias atrás.

Por mais que fosse sempre interessante passar conhecimento para seus alunos incentivando-os a buscar informações em livros para a realização de trabalhos como este, era certo que a ausência de Finn na sala fez com que o ponto alto da aula fosse o sermão que deu na inteligente e estudiosa Marianne, que ainda sendo uma ótima aluna já havia sido manipulada pelo Governo Mundial com as falsas informações que ele espalhou por livros ou até mesmo omitiu referente a diversos acontecimentos que poderiam de alguma forma manchar a sua imagem.

Ao fim da aula o professor sairia de certa forma orgulhoso dos trabalhos apresentados pela turma, precisaria pensar um pouco mais sobre a nota que daria a cada um dos grupos, uns certamente melhores do que outros, mas no final havia aprendido algo a mais, mesmo que pequenas coisas, sobre cada um dos quatro Blues. Quem sabe o próximo assunto para um trabalho não pudesse vir a ser sobre a Grand Line? Havia uma variedade tão grande de ilhas pela extensão desse vasto mar que certamente apareceriam trabalhos incríveis, como por exemplo a geografia e os climas diversos que cada uma delas pode ter de uma maneira quase inexplicável para a ciência… Quem sabe com o salário de professor chegando, Hisoka não sinta o interesse de buscar em uma livraria algo sobre esse assunto que ia além da sua área de conhecimento.

Quando já não tinha mais dúvidas de alunos para responder e todos eles já haviam se retirado da sala, era chegada a hora do professor fazer o mesmo, podendo voltar tranquilo para sua moradia. Finalmente um dia normal, pensaria ele, se não fosse pela briga que se metera logo cedo, mas o que diabos está acontecendo com você, professor? Ainda que a pequena rixa que teve pela manhã pudesse ser algo fora de um dia normal, ele ainda podia ficar pior no instante que Kurayami abrisse a sua porta e se deparasse com Finn sentado de forma aconchegante no seu sofá. Poucas vezes a mente de Hisoka teria trabalhado tão rápido quanto nesse instante, um momento de tensão que não se diminuía mesmo com o as primeiras palavras do misterioso aluno, talvez porque os olhos do professor já estavam a pensar no motivo do rapaz ter com ele a posse de uma espada, estaria ele ali para lhe confrontar? Seu chicote estava longe, e se fosse o caso Hisoka estaria em uma desvantagem absurda.

Para a sorte dos móveis de sua residência, o professor não precisaria pôr em prática nenhum dos planos que sua mente estava a trabalhar para fazer caso fosse necessário entrar em um combate contra Finn ali mesmo. Contudo, dizer que sua presença ali era pacífica trazia algumas dúvidas a mais para o mais velho, pois o jovem havia citado o interesse dos seus superiores, o que logo o faria se perguntar a que tipo de grupo Finn pertence… A resposta viria logo mais, quando ele lhe fazia o convite para ingressar ao Exército Revolucionário. A chuva de perguntas que Hisoka soltava a seguir era tão intensa que o garoto até mesmo ergueu as mãos um pouco para cima mostrando um sinal de recuo, mas era algo a se compreender, uma vez que o descendente de Ohariano era o tipo de pessoa que o Governo Mundial desejaria morto.

- Calma, calma, calma! Uma pergunta de cada vez. - Diria o garoto tentando tranquilizar o professor que lhe fazia uma pergunta atrás da outra e ele mal conseguia acompanhar o que estava sendo perguntado. - Primeiro, o que nós sabemos sobre você? Haha, tudo, professor Kurayami. Nós sabemos de tudo. Sabemos sobre sua mãe, seu pai, sobre o que aconteceu em Ohara 22 anos atrás e também sobre o trágico fim que tivera Mina Kurayami… Ou melhor, Keiko, não é?

Certamente essa resposta era surpreendente, surpreendente demais para que fosse finalizada sem mais perguntas feitas pelo próprio Hisoka, isso é, se ele não estivesse completamente anestesiado nesse momento, afinal havia se dado ao trabalho de esconder tão bem o seu passado, o passado de sua mãe, e em questão de segundos surge um desconhecido dizendo na sua cara o quão falha foi a sua tentativa de ocultar tudo isso? Mas pera aí, se tivesse realmente falhado em esconder isso da Marinha e do Governo Mundial, a essa altura ele já deveria estar morto ou pelo menos sendo caçado…

- Não, você e sua mãe não esconderam isso tão bem assim quanto você pensa, na verdade o único motivo para que o Governo Mundial não tenha descoberto que Keiko fugira grávida de Ohara é por mérito nosso. Não conseguimos evitar que ela fosse descoberta, mas conseguimos evitar que você fosse… Keiko tinha seus motivos para não se unir a nós, você era o motivo, e para ela sua vida seria melhor se não seguisse pelo mesmo caminho de sua família, o maior desejo dela acima de sua própria vida é que você conseguisse ter uma vida tranquila de um cidadão comum ao invés da de um procurado da justiça. Sei que pode parecer demais para você receber todo esse tipo de informação dessa maneira, você era muito novo quando aconteceu, eu mesmo nem tinha nascido ainda… Ou tinha? Desculpa, isso não faz diferença. Mas a verdade é que existem coisas no seu passado, ou melhor, no passado de sua família, que nem mesmo você, um excelente conhecedor de história, tem conhecimento.

Finn responderia essa primeira pergunta e explicaria tudo com um tom sereno e bastante convincente, ele não parecia estar mentindo, e não faria sentido ele estar mentindo, inclusive havia nas suas palavras muita coerência com o que Kurayami já tinha conhecimento, e se tudo isso fosse mesmo verdade seria tão chocante que Finn saberia mais sobre ele do que ele mesmo, o que era certamente uma das revelações mais chocantes de sua vida, perdendo talvez apenas para o que descobriu sobre Yasuhiro.

- Agora acho que posso responder a pergunta número dois, e ela meio que se completa com o que eu acabei de explicar para você… Ser um Revolucionário é quase que o negócio da sua família, mas como eu mencionei não era da intenção de sua mãe que você se juntasse a nós, esse também é o motivo para que nós tenhamos respeitado isso até então… Pois até então não precisávamos de você. Poucas pessoas nesse mundo conseguem fazer o que você faz, ter o conhecimento que você tem, o talento, o dom, e depois de uma certa batalha contra o Governo Mundial nós tivemos uma perda, uma grande perda… Acho que agora já conseguiu entender o motivo para esse convite, não é?

Hisoka provavelmente era sagaz o bastante para compreender que ele estava sendo procurado para suprir o papel de uma outra pessoa que poderia ter sido capturada e presa, ou no mais provável dos casos, morta pelo Governo Mundial. Com isso ficava claro que o objetivo deles ali em Las Camp era apenas o de tentar recrutar Hisoka para o exército, mas caso ainda fosse do seu interesse perguntar sobre as intenções de Finn na cidade, inclusive sobre os assassinatos, o mesmo reagiria dessa maneira:

- O que?! Não, que absurdo, professor! Eu certamente sou um criminoso aos olhos do Governo Mundial, mas não sou esse tipo de criminoso, não, não! - Se apressou a dizer em uma resposta que certamente havia lhe ofendido de alguma maneira ao ser associado ao assassino da meia-noite. - Minha única intenção aqui é tentar te recrutar, ou melhor, eu preciso ainda te levar até minha superior, eu não tenho ainda o direito para fazer isso por conta própria. - Era notável a ênfase que ele dava no ainda, como se indicasse que estava perto a subir na sua patente dentro do exército. - Sou o que nós chamamos no exército de Cabo, minha missão aqui é tentar te convencer de ir comigo e minha tripulação para Toroa Island, que é onde o nosso principal grupo se encontra no momento, de lá partiremos para o Reino de Ilusia, onde daremos início a uma importante missão aqui no West Blue… Hey, pera aí, porque estou te contando isso tudo se nem sei se você vai se juntar a nós? - Se perguntou o garoto que aparentemente poderia estar falando demais, mesmo que dificilmente Hisoka fosse caguetar os planos dos revolucionários, principalmente por ser muito difícil da parte dele conseguir explicar o motivo para ter conseguido esse tipo de informação. - Sei que é difícil para você aceitar algo assim, é de fato uma mudança radical demais, tudo que você está acostumado a fazer iria mudar, sua zona de conforto iria sumir e sua vida seria virada de cabeça para baixo… Eu basicamente estou te chamando para se tornar um criminoso, qual é! Isso é demais, eu sei, eu sei! Mas eu também sei que dentro de você, em algum lugar aí dentro, existe uma vontade de mudar o mundo, mudar esse sistema, de expor a verdade… De conhecer a verdade. E qual melhor lugar para você conseguir tudo isso, se não conosco? Do lado da revolução!

Inclusive, para sanar de vez as dúvidas do mais velho a respeito disso, se viesse perguntar a Finn sobre ele ter invadido a sua casa alguma outra vez além dessa, ele responderia o seguinte:

- Haha, é verdade, tem esse detalhe… Tenho investigado você para ter certeza de que poderia ser uma boa pessoa a se juntar a nós, bem, foi o que me instruíram a fazer, então desculpa por ter invadido a sua privacidade, mas agora já foi né, haha. Inclusive eu vi você lutando contra aquele sargento, achei que você não conseguiria sair daquela, realmente me surpreendeu, na verdade foi o que me fez parar de ficar te observando e vir de uma vez lhe fazer esse convite.

Depois dessa conversa intensa com Finn, um agora descoberto Cabo do Exército Revolucionário, Hisoka Kurayami estava com a proposta de se unir a causa dele bem em suas mãos, restava saber se valeria a pena aceitar ou não… De um lado poderia lutar ao lado de pessoas que sejam o mesmo que ele, poderia descobrir coisas que jamais sonharia em descobrir, poderia até mesmo alcançar a tão sonhada e misteriosa verdade, a verdade por trás do Século Perdido. Mas do outro lado ele tinha a perda de seu conforto, de sua vida de professor, poderia vir a perder a sua identidade, arriscar sua vida como criminoso, e principalmente, estaria indo contra o desejo de sua mãe, o desejo dela de que ele não se juntasse a essas pessoas, pois ela temia que seu filho viesse a ter uma vida que não fosse “normal”... Mas que tipo de normalidade seria viver preso dentro de uma casa sem nem ao menos poder sair para sentir como é tomar um banho de chuva? Ou não poder sair para ver o mar e sentir pela primeira vez o seu gosto salgado? Certamente ela fez tudo que fez pois queria o bem para ele, mas até onde a essa altura de sua vida a sua vontade deveria ser respeitada? Ali havia para Hisoka um grande dilema, e como se ainda não bastasse, haviam outras dúvidas que poderiam surgir na cabeça de Hisoka… Como assim Finn sabia sobre seu pai? Qual era a relação da sua família com os Revolucionários? Qual é a missão que eles pretendiam fazer em Ilusia? E ainda mais além… Qual é o verdadeiro objetivo do líder deles ao querer desafiar o Governo Mundial? Poderia ele apoiar alguém que ainda nem sequer conheceu? Que nem sequer sabe quais poderiam ser suas reais intenções ou ao menos sua índole? Certamente essa conversa entre professor e aluno poderia durar horas, mas também Hisoka teria de se controlar, não tem como ele perguntar tantas coisas para Finn, até porque um mero Cabo poderia não ter tantas informações para dar assim, inclusive já mostrou que não responderia nada mais profundo do que o básico sobre seus planos.

- Então, acho que já te disse o suficiente para poder me dar uma resposta prévia, irá se juntar a nós, sim ou não, professor? - Ao fazer tal pergunta, o cenário seguinte mudaria de acordo com a resposta, caso fosse ela negativa, Finn levantaria do sofá, agarraria sua espada embainhada com a mão esquerda e depois caminharia até Hisoka, estendendo-lhe a mão para um cumprimento. - Tudo bem, imaginei que não seria fácil, é realmente uma pena perder um talento como o seu, mas não podemos forçá-lo a se unir a nós, afinal seria escravidão, e hipócrita de nossa parte, não é? Haha. Tenha uma boa noite, professor, e desculpe por incomodá-lo… Não voltará a acontecer. - E dito isso, o jovem garoto iria se retirar da casa de Kurayami, desaparecendo de vez assim que a porta fosse fechada.

Porém, caso a resposta fosse positiva, viesse ela depois de Hisoka mudar de ideia antes que o rapaz atravessasse a porta ou simplesmente logo de primeira, a reação de Finn seria um pouco mais empolgada, começando por um bem dado “YES!” enquanto fechava o punho direito e o erguia no ar, uma reação que parecia que o time de futebol dele havia conseguido marcar um gol, mas percebendo que poderia ter exagerado um pouquinho, o garoto viria a forçar uma tosse levando a mão a boca e voltaria a ficar um pouco mais sério.

- Ótima resposta, professor. E não se preocupe, não precisa ter pressa para seguir conosco, na verdade estamos dispostos a esperar todo o tempo do mundo, ou melhor, nem tanto tempo assim, mas o suficiente para que consiga arrumar as suas coisas e terminar o que tiver que terminar pela cidade, talvez se despedir de amigos ou coisa parecida… É, avisar que está largando o emprego é uma boa coisa a se fazer também, não seria bom sair notícias por aí de que você está desaparecido. Ah, inclusive… - Então Finn estenderia a mão para Hisoka, talvez mais uma vez. - Desculpe, mas meu nome não é Finn, na realidade me chamo Rin, e meu apelido no exército é Furry… Mas posso explicar isso depois, quando já estivermos no navio. Enfim, acho que isso é tudo, certo? Posso responder mais alguma coisa antes de partir, mas primeiro preciso que me fale o dia e o horário que para você estaria bom para abandonar a ilha, como eu disse antes, pode levar ainda algum tempo, desde que não exagere. - Depois que fosse dada a resposta, Finn, ou melhor, Rin, faria mais um aperto de mãos, só que dessa vez um de despedida, e sairia dali carregando a sua espada, assim deixando Hisoka sozinho em sua casa.

No cenário onde a resposta de Hisoka não fosse nem sim nem não, mas um pedido para pensar, então a resposta de Finn, que não revelaria seu nome real, não seria muito diferente da parte em que pergunta ao professor que dia e horário ele gostaria de voltar a vê-lo, dessa forma daria o tempo necessário para que Kurayami pensasse a respeito e desse a resposta final para o jovem Revolucionário.


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptyQui 05 Jul 2018, 00:01



Mágoas do Passado

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#Post 9


Aparentemente, a aparência inofensiva de Hisoka serviu de gatilho para que os dois homens o atacassem após suas provocações. Como imaginado, o professor conseguiu derrotá-los sem dificuldades, pois sua experiência em combate era bem superior, sendo capaz de esquivar de todos seus ataques e nocauteando-os com somente um golpe. A situação fez seu coração acelerar similar a sua batalha contra o sargento que deslocou seu ombro, apesar de terem sido bem rápidas. Apesar dos mau-olhados daqueles que ali estavam, Kurayami sairia da região com uma sensação de dever cumprido para com Sara.

Na faculdade, nenhum acontecimento anormal havia chamado sua atenção, exceto pela ausência de Finn. Marianne pareceu ter compreendido o seu simples sermão, dada que não retrucou. Os trabalhos foram finalizados, abrindo espaço para que Hisoka começasse a pensar em outras atividades com o mesmo âmago. Aliás, isto se fosse realizar outras atividades, tendo em vista que o acontecimento em sua residência faria sua vida virar de ponta cabeça, abrindo diferentes possibilidades para o seu futuro.

Em seu lar, o professor foi surpreendido pela figura sublime de Finn. O garoto, seu aluno, revelou-se como cabo de uma célula do Exército Revolucionário. De início, a mente de Hisoka estava congestionada, lotada de perguntas que decidiram aflorar no mesmo instante, dado o choque sofrido por Kurayami. Com a palma de sua mão erguida, Finn solicitou uma pequena pausa nos ânimos do professor para que pudesse esclarecer suas dúvidas uma a uma. Apesar de parecer uma atitude nobre, era o mínimo a se esperar de um espião-invasor. Para sua surpresa, Finn revelou que sua mãe já havia sido cogitada para entrar no Exército Revolucionário antes dele, mas ela negou para que pudesse cuidar de seu filho. Neste átimo, Hisoka abaixaria a sua cabeça e seus olhos iriam ser preenchidos com líquido salino a medida que memórias de ótimas lembranças maternas o encantariam. O semblante deslumbrado fora substituído por uma postura pasma assim que Finn revelou que os esforços de sua mãe foram em vão e que o Exército Revolucionário tem os ajudado por todo este tempo para esconder seu passado e deixá-lo vivo. Mas por quanto tempo estaria a salvo? Será que eles estariam por perto a ajudá-lo no instante que o governo mundial fosse matá-lo, tal como fizeram com sua mãe? Este pensamento seria extremamente importante para a tomada de decisão de Hisoka tendo em vista o convite de Finn.

– Entendo... Então mesmo nestes momentos ela só queria que eu tivesse uma vida normal... – Sorriria enquanto manteria os olhos lacrimejados no assoalho de sua residência.

Ao que parece, não somente o passado de alianças entre sua família e o Exército Revolucionário o moveram para recrutá-lo. Um homem com papel semelhante ao que Hisoka pode fazer, talvez um historiador ou arqueólogo, foi morto pelo governo mundial. Apesar da notícia, Kurayami não se assustaria, pois sabe que o papel dos revolucionários é banhado em insegurança e incerteza. Apesar dos esforços, é uma guerra que sempre deixa sangue por onde passa. Após confrontar Finn a cerca de sua possível participação nos atentados da madrugada, o professor recebeu um retruque ofendido do garoto, mas que o aliviou bastante. A sinceridade nas palavras de Finn aliado ao seu papel como revolucionário foram suficientes para convencê-lo. A espada do menino era somente uma coincidência com a arma do crime e nada mais que isto.

– Perdão... Estes crimes têm me deixado um pouco perturbado, principalmente porque estou sendo taxado de assassino... Então estou bem convencido a encontrá-lo. – Limparia o nariz com o punho direito, assim como os olhos avermelhados para que pudesse encarar Finn. – Além disto, ele tirou a vida de uma pessoa que eu conhecia. – Falaria referindo-se a Sara, franzindo os beiços em seguida.

Atentamente, Hisoka ouviria as palavras de Finn, o qual estava contando-o sobre as próximas ilhas em que os Revolucionários iriam agir. Neste momento, sem perceber, estaria perdido em seus próprios pensamentos, atrelando as informações para que concluísse uma resposta ao garoto. Sua parte emotiva já havia aceitado a proposta, mas Kurayami decidiu raciocinar um pouco e captar os nuances da oferta, afinal se tornar um Revolucionário seria uma transformação radical em sua vida. Ele deixaria de ser um mero civil comum; não mais o professor de Las Camp. Todos os esforços de sua mãe seriam em vão. Não... É certo que Keiko sacrificou muito dela para que permitisse à Hisoka uma vida normal, mas seu principal objetivo sempre foi deixá-lo vivo em primeiro lugar. Até que ponto Kurayami conseguiria esconder sua ascendência? Aliás, ele nunca conseguiu. Por todo este tempo, foram os Revolucionários que garantiram sua sobrevivência. Sem eles, já estaria morto há anos, quiçá décadas. Hisoka falhou completamente em manter o segredo e nada garante que os Revolucionários o conseguirão fazê-lo eternamente, afinal nem sempre estarão em Las Camp para acobertá-lo do governo. A melhor decisão naquele momento certamente seria se juntar ao Exército Revolucionário, porque com eles poderá ter um porto seguro e continuar vivo, tal como era o desejo de sua mãe.

– Eu aceito. – Retrucaria antes mesmo de Finn terminar sua explicação, provavelmente o surpreendendo. Pela primeira vez na conversa, Hisoka iria se aproximar do garoto, estendendo a mão para cumprimentá-lo. – Eu quero descobrir a verdade sobre o nosso mundo e derrubar o governo... Além disto, não posso ficar dependendo de vocês para manterem meu segredo... – Revelaria os principais motivos que o fizeram consentir com a oferta. – Entretanto, antes de partir... Gostaria que me ajudasse com o assassino da madrugada. Eu não posso sair daqui até que o capture, desculpe. – Diria a condição para a sua saída com o bando, esperando que Finn aceitasse. Se ele negasse, opção provável, pois eles podem não ter nada a ver com isto em seu planejamento, Hisoka replicaria: – Neste caso, somente poderei ir até Toroa Island depois que pegá-lo. Vocês me esperam lá ou algo do tipo. Eu darei meu jeito. – Passaria os dedos entre as mechas do cabelo negro sobre a face, jogando-o para trás. Caso sua resposta fosse positiva ao seu pedido, responderia: – Neste caso, você tem alguma pista sobre ele? Ele aparentemente somente ataca mulheres, mas eu não tenho a menor ideia de quem será a próxima vítima. Não consegui criar um padrão dentre as que ele já assassinou... – Apoiaria os dedos indicador e médio da mão direita no queixo e fitaria o solo pensativo. – Me encontre aqui às meia-noite. Tente falar com o resto de seu bando para caso eles saibam algo sobre o assassino. Se não, o jeito será ouvirmos o rádio atentamente em busca de alguma ocorrência e então iremos direto para lá! – Socaria verticalmente o punho destro contra a palma da mão esquerda, buscando algum prévio delineamento. – Espero que possa contar com você, Furry. – Cumprimentaria-o novamente com um aperto de mãos, desta vez em despedida, todavia, o chamaria pelo seu apelido, o qual acabara de descobrir, almejando passar a mensagem que já fazia parte do Exército, já que é o modo como o chamam lá.

Assim que Furry saísse, Hisoka iria fechar a porta, gerando um ruído grave. O rapaz iria manter um semblante pensativo por alguns minutos para que pudesse assimilar as informações. A ficha ainda não havia caído de que sua vida seria mudada. Não mais acordaria todos os dias na semana e iria até a faculdade de Las Camp lecionar. Em poucos dias, seria considerado um inimigo do governo e seria caçado com uma recompensa pela sua cabeça. Ao menos não seria pela sua família, pensaria o professor em meio a um riso sarcástico. Era necessário se preparar para um possível embate nesta madrugada, sendo assim, antes de tudo iria pegar mais um analgésico para que pudesse tratar suas dores no abdômen, tendo em vista que elas poderiam prejudicar movimentações bruscas no combate. Deste modo, com o auxílio de um copo de água, iria engolir o comprimido e esperar alguns minutos antes de partir para a sua sala de treino. Lá, contrairia os bíceps e deixaria os punhos a frente do rosto, gerando potentes golpes contra o saco de areia a medida que deslocava os pés lateralmente, atacando o saco em toda sua circunferência, alternando os braços e a altura dos socos. Após algumas repetições, usufruiria de seus pés, almejando gerar chutes potentes capazes de levantar o saco em pleno ar. Por fim, alternaria as pancadas entre socos, chutes, cotoveladas e joelhadas, fazendo jus ao seu estilo excêntrico que foi aprendido e aperfeiçoado durante sua adolescência.

– Argh... Argh... Argh... – Arfaria enquanto a face estaria encharcada de suor. Efetuaria um último soco com a mão esquerda antes de dar as costas e ir em direção do banheiro, lavando o corpo e preparando-se para a noite.

A poucos minutos da meia-noite, Hisoka estaria com sua vestimenta padrão de vigilante. O conjunto de camisa de manga comprida e calça folgada pretos, separados por um cinto cinza, o qual carregaria seu chicote preto no cós. O cachecol cinza seria levantado até a altura do nariz, almejando cobrir grande parte do rosto e deixar sua aparência acobertada. Estaria com a televisão e rádio ligados simultaneamente, esperando qualquer notícia a cerca do assassino da madrugada. Se Rin aceitasse seu pedido e trouxesse pistas sobre o próximo ataque do homem, nem ao menos esperaria e já iria com o rapaz em direção do local suspeito. Caso ele não conseguisse nenhum vestígio ou não consentisse com o que foi requerido, teria de aguardar atentamente os meios de comunicação, para que, no instante que qualquer notícia fosse lançada à tona, buscasse seguir até a área em alta velocidade. Na condição de não conseguir nenhum sinal sequer do paradeiro do assassino, restaria-lhe sentar e lamentar em seu sofá até que pegasse no sono.

– Vamos! – Diria caso estivesse acompanhado de Furry.

Tendo em vista que Rin é mais experiente em missões que Hisoka, ele seguiria o plano do garoto caso ele tivesse algum, buscando atacar o inimigo quando designado ou quando tivesse alguma chance. Se ele não sugerisse nenhuma conduta, seja por querer ver Kurayami em ação, suas capacidades de liderança ou qualquer outro motivo, Kurayami evitaria furtividade, pois poderia ser tarde demais para a possível próxima vítima do assassino. Assim que o localizasse visualmente, tentaria uma aproximação veloz, sempre abusando de sua aceleração, até cerca de dois metros e meio, distância com a qual ele poderia usufruir de seu chicote para almejar desarmar o criminoso ao amarrar o flagelo contra sua espada e puxá-la para a direita, pretendendo jogá-la contra o solo. Se Hisoka não conseguisse desarmá-lo, como ele detém a informação que o oponente utiliza uma espada para lutar, a cada esforço de seu inimigo em se aproximar para revidar Kurayami retribuiria num recuo, empenhando-se em manter uma distância mínima de dois metros e meio, a todo instante buscando manter-se atento com suas costas para que não ficasse preso contra um obstáculo, como uma parede, coluna ou algo do gênero. Focado, iria usufruir dos erros do adversário para imbuir novas tentativas de desarmá-lo, adotando de seu chicote na mão destra conquanto as íris dançariam nos esforços de fazer a leitura da movimentação inimiga. Se chegasse a desarmá-lo, seria o instante de mudar sua estratégia. Não mais recuaria, mas sim utilizaria do pé de apoio para uma forte e rápida investida tentando um golpe com o cotovelo esquerdo contra o estômago do criminoso. É claro que, desta vez, estaria precavido em não cometer o mesmo erro que fizera contra o sargento. O antebraço direito seria posicionado defensivamente contra os contra-ataques do assassino, mantendo firme o chicote na mão destra. Se ele carregasse uma arma cortante de pequeno porte, como uma adaga, Hisoka evitaria usar do antebraço direito para bloquear o ataque. Ao invés, largaria o chicote e agarraria o pulso do combatente firmemente para livrar seu corpo de ser cortado.

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– Tsc... – Resmungaria em meio a batalha, almejando recuar e recuperar o fôlego independentemente de seu ataque ter sido bem sucedido ou não. Assim, daria três saltos para trás e manteria três metros entre ele e o inimigo. Caso tivesse de usar a estratégia de largar o chicote para se defender, tentaria recuperá-lo durante o recuo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado - Página 2 EmptySeg 09 Jul 2018, 18:41

Pombo Correio


Finn, que inicialmente se apresentou como um misterioso aluno novo, agora havia revelado ser um integrante do Exército Revolucionário, e não só isso, como o motivo para ele estar em Las Camp era exclusivamente por causa de Hisoka Kurayami, um professor detentor de um conhecimento incrivelmente amplo sobre a história do mundo, ainda que ele desejasse saber muito mais, atualmente ele já poderia ser considerado um dos melhores do mundo no assunto. Toda essa capacidade de Hisoka chamou a atenção desses agentes revolucionários, que enviaram Finn para tentar recrutá-lo, este que não só fez o convite, como também explicou para o professor coisas sobre o seu passado que nem o próprio tinha conhecimento, como por exemplo o maior desejo de sua mãe, a ligação da sua família com o Exército Revolucionário e até a proteção deles para que Hisoka jamais tenha sido descoberto pelo Governo Mundial. No fim de toda essa explicação o professor emocionado com essa chuva de informação estaria agora com os olhos molhados, mas restavam ainda dúvidas, restavam ainda perguntas a serem respondidas e talvez aquela que mais nos deixava ansiosos era: Hisoka aceitará ou não se unir ao Exército Revolucionário?

“Eu aceito” disse o professor de forma tão rápida e decidida que até mesmo fez com que Finn arregalasse os olhos surpreso, ele não estava esperando que fosse tão fácil. Rapidamente Hisoka se prestou a estender a mão para Finn cumprimentá-lo, sinal de que estaria ali selando a sua palavra, mas havia um porém, antes de partir, Kurayami precisava resolver o assunto referente ao assassino da madrugada, aquele que havia assassinado não só Sara Floribella como também outras mulheres inocentes, e algo dentro dele queimava dando-lhe a sensação de que isso era algo que ele precisava resolver, como se estivesse completamente ligado aos casos.

- Ehh, me desculpe, não faço ideia do que está acontecendo aqui nessa cidade ou qualquer coisa sobre esse assassino aí… - Responderia Finn para a pergunta de Hisoka sobre o assunto. - Porém, acho que posso te ajudar. - E ao dizer isso, o garoto começava a tirar do bolso interno de suas vestes um apetrecho cinza bastante peculiar, lembrava uma espécie de walkie talkie antigo, possuía uma antena que podia ser estendida e não era ligado a nenhum tipo de fio. - Um dos membros da minha tripulação construiu isso, o plano dele é tentar superar os Den Den Mushi, mas acredito que ainda terá um longo caminho pela frente… Enfim, ele chama isso de Den Den Shobato, ou Pigeon, se quiser algo mais simples, a função desse objeto é receber e enviar vozes através de sinais, nada muito diferente do que um Den Den Mushi faz, a diferença é que esse é um protótipo de merda que não funciona direito.

Se é uma merda, como isso poderia ajudá-lo?

- Contudo, isso tem nos sido útil de uma certa forma, pois algumas vezes ele intercepta sinais de Den Den Mushi, como comunicações entre marinheiros ou agentes do governo… Uma criação por acidente, creio eu, mas pode ficar com esse por enquanto. - Então ele ao terminar de falar entregava o Pigeon para Hisoka, que era esperado aceitar. - Para usar é muito simples, esse botão aqui liga e desliga, e esse aqui você aperta para entrar em contato com outro Pigeon que esteja por perto, assim, olha: Furry para navio. - Logo depois uma voz feminina super chiada saía do aparelho, mas era possível entender que ela respondia “prossiga”. - Estou apenas realizando um teste. - Respondeu o garoto para o Pigeon em sua mão, então a mesma voz saiu de lá dizendo com bastante interferência, “Ok, es...mos es...rando a sua v...olta”. - Câmbio, desligo. - E então ele soltou o botão e voltou a olhar para Hisoka.

- Enquanto ele estiver ligado você poderá receber mensagens a qualquer momento, além de conseguir ouvir a transmissão de alguns Den Den Mushi… Se tiver sorte. Por enquanto recomendo que deixe ele ligado apenas para tentar ouvir alguma coisa sobre o assassino, assim como a localização de marinheiros patrulhando pela cidade. - Com isso ele terminava de explicar o que era necessário, tendo apontado no Pigeon para cada botão que mencionou. - Fique atento a possíveis mensagens que enviaremos para você, ou pode tentar fazer o mesmo, se quiser, não precisa se preocupar, por ser ondas em uma frequência diferente da dos Den Den Mushi, eles não podem nos detectar com os White. - Talvez o professor de história não entendesse essa parte, mas com “White” ele estava se referindo aos White Den Den Mushi. - Não poderei ir com você, mas acredito que você tem potencial para conseguir isso sozinho.

Nesse momento, Finn, ou melhor, Rin, terminaria de se despedir do professor e iria deixá-lo por conta própria. Restava agora para Hisoka processar todas informações que lhe bombardearam sobre os revolucionários e aproveitar o tempo que ainda restava até o limiar da noite onde um assassino se espreitava pelas ruas de Las Camp. Sua preparação nada mais era do que um aquecimento, tomaria mais um analgésico para controlar as dores em seu abdômen e até quem sabe evitar que voltasse a sentir pontadas em seu ombro direito, que pelo menos durante todos os seus ataques contra o saco de areia não voltou a lhe incomodar. Como de costume, caminharia para um banho após o treino, limpando o seu corpo do suor que lhe encharcava.

Já vestido com as roupas que escolheu usar como vigilante, Hisoka agora esperava não só com o Pigeon ligado, mas também com o rádio e a TV, pois assim se o estranho Den Den Shobato não fosse capaz de lhe entregar alguma coisa, quem sabe os aparelhos convencionais fossem. A vantagem de ter esse “walkie-talkie” é que o professor poderia optar por não esperar demais dentro de casa, já partindo para as ruas tentando se esgueirar pelos cantos e com um pouco de sorte evitar esbarrar em marinheiros ou até quem sabe encontrar o seu alvo, o assassino. Ainda que não tivesse certeza se tal de Pigeon funcionava ou não para receber sinais de Den Den Mushi, restava para Hisoka a esperança que sim… Mas antes de perdê-las por completo, uma voz chiada voltava a sair do aparelho, dessa vez uma masculina, talvez fosse o que ele desejava ouvir.

“Patr...ha do oeste, verifi...e a região da lanch...te p...sma, recebi uma ligação avisando sobre um pos...el sus...to.”

De fato a qualidade do som era horrível se comparado a um Den Den Mushi, mas talvez fosse suficiente para Hisoka entender o que havia sido dito. Era um pedido para a patrulha do oeste verificar a área perto de uma lanchonete, pois aparentemente alguém havia avistado um possível suspeito pela região. A única dúvida que ele teria sobre a mensagem era a da lanchonete em si, “p...sma”, apesar de haver algumas ideias mais fortes na cabeça do que poderia ser, o professor não poderia perder tempo tentando achar a resposta exata para tal palavra, qualquer lanchonete na região oeste que tivesse essas palavras em seu nome era a resposta…

Mas não precisamos nos preocupar, pois isso não seria nenhum tipo de problema assim que Hisoka alcançasse a zona oeste da cidade ele começaria a se situar e confirmar em sua memória que a lanchonete era a “Prisma”, um estabelecimento bastante popular entre os jovens de classe média-alta que buscam não só uma comida de qualidade, como também marcar encontros românticos… Isso explica porque Hisoka teve tanta dificuldade em sacar quais eram as letra que faltavam para completar o nome da lanchonete. Já próximo a área que havia ouvido no Pigeon, restava ao professor vigilante esperar pela aproximação de algum suspeito, além de ter que fazer todo o necessário para evitar marinheiros.

Talvez a primeira surpresa que Kurayami teria ao chegar lá seria encontraria sua aluna Marianne saindo da lanchonete acompanhada de um rapaz, que mesmo não sendo um de seus alunos o professor iria reconhecer como um estudante da ULC. Conhecendo o padrão das vítimas do assassino, Hisoka não poderia ignorar o seu sexto sentido, além do sentimento mínimo de afeto pela sua aluna, de deixá-la caminhar pelas ruas a essa hora da noite, pois mesmo acompanhada daquele garoto, ele não parecia ser o tipo que conseguiria parar um assassino. Optando por segui-la, Kurayami poderia vir a ter um pouco de constrangimento em desconforto no momento que os dois jovens começavam a se beijar intensamente próximo a parede de uma ruela, pelos sinais que eles já vinham apresentando, era possível que ambos estivessem bêbados.

- Mary, pode me esperar aqui? Preciso muito fazer xixi… - Disse ele parecendo um pouco constrangido com a ideia.

- Aff, por que você não foi antes? Ok, ok, mas não demore! - Respondeu ela cruzando os braços irritada com o fato de ter que esperar.

Em seguida o jovem de nome desconhecido correu para dentro do beco escuro, deixando Marianne na situação perfeita para que o assassino conseguisse mais uma vítima, uma rua deserta e mal iluminada onde uma jovem garota levemente bêbada decide se enfiar para ter uns amassos com um rostinho bonito, até que ele decide deixá-la sozinha e se afasta para poder mijar em algum canto… Um cenário tão clichê de histórias de terror que Hisoka poderia facilmente associá-lo a história de todas as outras vítimas do assassino da madrugada, mortas porque estavam sozinhas à noite em alguma rua de Las Camp… Ou será que elas não estavam sozinhas desde o começo? E se de alguma forma elas foram forçadas a ficar nesse ambiente propício a um ataque? Foi graças a essa linha de pensamentos que Hisoka perceberia a ausência de um som que normalmente ninguém presta atenção, o que acabou lhe dando a ideia de que alguém com tanta vontade de ir ao banheiro não demora mais do que 20 segundos para começar...

Com uma veloz e antecipada aproximação, o professor vigilante surgia atirando seu chicote na direção de onde já estava visualizando o garoto que tinha como principal suspeito, sua intenção era acertar a mão dele, a mesma que ele provavelmente estaria segurando uma espada, pois essa seria a sua aposta… E bingo! No instante que o garoto reaparecia mostrando sua intenção assassina, o flagelo se enroscava em uma lâmina e quando Hisoka puxava-o para a direita, ele acabava fazendo a espada cair no chão, desarmando o assassino, e sim, aquele garoto provavelmente era o serial killer que estava aterrorizando as noites de Las Camp. Com a arma do crime no chão, Kurayami não pensou duas vezes em avançar com um impulso em direção ao suspeito, desferindo contra ele uma forte cotovelada que acertava em cheio a boca do estômago do jovem rapaz, que era jogado para o chão anestesiado e confuso devido a tudo que acabou de acontecer.

- KYAAAAAAAAAA! - Gritou Marianne ao ver Hisoka, que tinha a mesma aparência do assassino da meia-noite, sem perceber que o mesmo havia desarmado o verdadeiro vilão da história e assim salvado a sua vida.

O grito certamente chamaria a atenção dos moradores ao redor, o que limitaria o tempo do professor em cena para tentar resolver a situação. Ele sabia que havia encontrado o verdadeiro assassino, mas como poderia provar para a Marinha de que ele estava certo? Como provar que ele, vestido como na imagem dos cartazes, era inocente e o aluno universitário um psicopata serial killer? Como poderia fazer sua aluna Marianne ajudá-lo nisso? Ele tinha pouco tempo para isso, e o criminoso estava ali nas suas mãos, fugir significaria deixá-lo escapar pelos seus dedos e se revelar poderia ser arriscado… Poderia o professor de história ser capaz de reverter essa situação?


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FERIMENTOS:
 

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FINN/RIN/FURRY:
 


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#Post 10


Infelizmente Rin não tinha conhecimento a cerca do paradeiro do assassino da madrugada, tampouco seria capaz de lhe ajudar diretamente em sua captura. Hisoka já imaginava este cenário, tendo em vista que possivelmente os revolucionários tenham vindo à Las Camp com outros interesses e não poderiam desviar seus focos. Apesar disto, Furry entregou-lhe um equipamento especial chamado de "Den Den Shobato", um aparato feito por um cientista dentre os revolucionários. Ainda é um protótipo e, como grande parte das invenções, seu verdadeiro potencial passa distante do objetivo de sua criação. Ainda que o sinal de sua comunicação seja horrível, o apetrecho é eficaz na captação de ondas de Den Den Mushi's, interceptando-as e permitindo que seu proprietário ouça conversas alheias. Bem, grande parte das vezes será preciso uma espécie de dom divino para reconhecer as frases, pois o equipamento corta o diálogo em demasia, mas certamente será útil.

– Obrigado, Furry. – Agradeceria o jovem após observar o objeto em ação, assim como as instruções para sua utilização cedidas por Rin. Hisoka associaria a voz feminina no outro lado da chamada com a "superior" que Rin mencionou na conversa anterior. Kurayami provavelmente a conheceria em breve.

Com o equipamento em sua mão direita, Hisoka testaria os botões previamente, buscando replicar aquilo que Rin havia lhe ensinado para certificar que havia aprendido. Viraria a mão em 180º, vislumbrando o aparato em sua frente e costa, inspecionando-o num ato de curiosidade. Enquanto isto, ouviria Furry, que havia mencionado a possibilidade do professor receber mensagens dos Revolucionários, então deveria manter-se atento, tal como poderia iniciar diálogos sem preocupações, dado que o aparelho não é captado por Den Den Mushi Whites. Hisoka exibiria uma expressão levemente confusa, já que nunca havia ouvido o termo, porém acharia impertinente interromper o garoto, deixando-o seguir adiante.

– Tudo bem, Furry, sem problemas. – Buscaria tranquilizá-lo do peso de não poder acompanhá-lo, isso se ele estivesse sentindo algum. – Obrigado novamente. – Giraria a maçaneta de sua porta e permitiria a sua passagem ao esgueirar o corpo. Após Rin sumir de sua visão, fecharia a entrada e retornaria aos seus afazeres.

Algumas horas depois, Hisoka já havia terminado seu treinamento e trajava sua vestimenta padrão, mantendo o foco tanto na televisão quanto no equipamento que ganhara de Furry. Sua expressão era determinada, mas sentiria um certo frio na barriga pela ansiedade. Apesar da confiança que Rin depositou em Kurayami antes de sair, ele não têm informações a cerca do nível de habilidade do assassino da madrugada e, de certa forma, poderia estar indo em direção a uma missão suicida. Balançaria a cabeça em negação para expulsar os pensamentos pessimistas e retornaria o foco para os meios de comunicação. Bastaram alguns pacientes minutos para que o ruído de interferência fosse captado pela sua audição; era o Pigeon, quase inaudível como de praxe. Hisoka aproximaria o equipamento em sua orelha esquerda na tentativa de melhorar suas chances de sucesso no entendimento da mensagem. Enquanto se esforçava na tarefa, já sairia de sua residência em debandada, acelerando em meio as ruelas de Las Camp.

– Oeste... Ouvi perfeitamente... – Buscaria analisar as informações uma a uma para construir seu destino. Seria algo semelhante com seu experiente tracejado ao investigar mensagens criptografadas, uma de suas perícias, a qual certamente seria extremamente útil neste momento. – Então ele está em algum lugar do oeste. – Mudaria o curso de seu trajeto, desviando o corpo para a região oeste de Las Camp. Dedicaria em manter sua presença nas surdinas, tendo em vista que não gostaria de criar alarde. Apesar do horário, é provável que algumas pessoas ainda estejam caminhando pelas ruas. – Lanch- te? Droga de equipamento... – Resmungaria enquanto forçaria a mente a trabalhar na tentativa de gerar uma palavra. As pálpebras seriam forçadas e as veias na têmpora salteariam com o esforço, até o momento que uma luz iluminaria seu caminho. – Lanche... Lanchonete? Seria isto? Mas não consegui entender o nome... P- sma? Lanchonete Plasma? – Chutaria algum nome convencional, porém nunca havia ouvido falar de nenhum estabelecimento com este título.

O sibilo do vento era forte em seus ouvidos devido sua rápida movimentação, a qual não cessaria mesmo sem ter descoberto o nome da lanchonete. Não poderia perder tempo em tentar descobrir o lugar, pois a vítima já poderia estar em apuros. Sendo assim, continuaria a mover-se em direção ao oeste a medida que suas íris dançariam em busca de associar os outdoor's e letreiros com a "palavra" ouvida: P- sma. A angústia já estava começando a lhe consumir, porque a cada segundo que passava parecia que o assassino estava cada vez mais escorregando de suas mãos. Hisoka não conseguiria lidar com mais um sentimento de culpa. Os dentes estariam cerrados e a mente conturbada quando os olhos fitariam o nome "Lanchonete Prisma" num estabelecimento. O cérebro trabalharia rapidamente e confirmaria que o nome bate com a mensagem captada pelo Pigeon. Apesar do sentimento de dúvida que apertava-lhe o peito, já que poderia ser uma outra lanchonete, Hisoka teria de depender da sorte, pois sair dali poderia significar perder o assassino da madrugada. Ele não conhece a região, a qual é uma área mais nobre, então a possibilidade de não encontrar outro estabelecimento que batesse na descrição era baixa. Era arriscar ali ou nada.

– Tem de ser aqui... – Murmuraria em tom preocupado enquanto recuperaria o fôlego vagarosamente, porque seu coração estaria a mil e a respiração elétrica pela corrida.

Uma gota de suor escorreria pela sua bochecha no instante que Hisoka reconhecesse a voz de Marianne. Estaria na espreita, evitando ser visto ao máximo, seja atrás de um beco ou dum canteiro. Eventualmente teria inúmeras opções de esconderijo na região e não hesitaria em usá-las. Sua vestimenta negra o ajudaria a se camuflar na escuridão noturna. De relance, avistaria a sua aluna acompanhada de um garoto, provavelmente num encontro. Por algum motivo, não conseguia deixar aquilo de lado, mesmo sentindo-se um "stalker". Havia um sentimento intrínseco, quase como um sexto sentido, que o impediria de sair, possivelmente a sua proximidade com a jovem, algo semelhante com o que tinha com Sara. Hisoka seria incapaz de se perdoar caso uma pessoa próxima novamente fosse vítima do assassino.

De tocaia, Hisoka teria de presenciar algumas cenas um pouco desagradáveis. Enquanto os jovens trocavam saliva intensamente, Kurayami já estaria pensando onde aquilo chegaria e em como estaria a sua índole caso ele espiasse a sua aluna em seus momentos mais íntimos. Estava prestes a desistir, na verdade. Aceitar que havia errado a lanchonete e que provavelmente o nome correto era "Plasma" ou algo do gênero, mas uma cena chamaria-lhe a atenção. Em meio as ocasiões calientes, o rapaz subitamente decidiu ir ao banheiro. Bem, Hisoka não era um profissional do sexo, tampouco tinha alguma experiência, mas ir urinar quase na hora 'h'? Simplesmente não parecia certo. A situação ficou ainda pior no instante que o garoto havia sumido por longos trinta segundos e não estava acompanhado de nenhum ruído da urina caindo, tampouco do cheiro típico de ureia. Estava escolhendo o local perfeito no beco? Dificuldades em abrir o zíper da calça? O menino foi a primeira vítima do assassino e Marianne seria a próxima? Inúmeras possibilidades passariam pela cabeça de Hisoka, o inquieto professor com instinto protetor. De toda forma, ele finalmente perceberia que aquilo realmente não estava nada certo.

Seu corpo iria agir sem pensar no instante que observaria a silhueta do garoto no beco escuro. Num movimento fugaz, lançaria o flagelo de seu chicote negro contra o punho do agressor e, para sua surpresa, uma espada seria lançada em pleno ar; o metal da lâmina cintilaria em contato com a luz lunar antes de cair no chão acimentado, provocando o típico ruído agudo. Seguiria sua ação num avanço em direção do suspeito, a qual seria vislumbrada como um vulto enegrecido por Marianne, acertando-lhe uma poderosa cotovelada a sua boca do estômago. Um movimento típico de Hisoka que ele insiste em repetir, dado que sabe a potência por detrás do golpe. Apesar do impacto, ele ainda parecia consciente, sendo assim, Kurayami buscaria desferir um forte soco em sua face no intuito de desacordá-lo até a chegada da marinha. Se o adversário conseguisse uma defesa ou esquiva, Hisoka iria insistir, aproveitando-se do fato dele estar desnorteado, almejando pressionar suas costelas com seu joelho para causar-lhe dor e tirar seu foco para que pudesse golpear-lhe a cabeça lateralmente com o cotovelo esquerdo. Em caso de sucesso, iria amarrá-lo com seu chicote, procurando imobilizar os braços rente ao corpo.

– Marianne, está tud- – Viraria para a sua aluna e buscaria saber de seu estado, mas seria interrompido por um grito da jovem.

Claro... Por um breve momento, havia agido por puro reflexo no intuito de proteger a sua estudante e esqueceria completamente que a sua aparência estava retratada de forma idêntica a do assassino da madrugada devido o seu confronto contra o marinheiro há algumas noites atrás. Um erro que poderia custar-lhe muito e, sabendo disto, Hisoka tentaria manter sua calma, tal como é de seu feitio. Sua primeira ação seria retirar o cachecol que esconde seu rosto, dedicando-se a revelar a sua face para Marianne.

– Sou eu, Hisoka, seu professor. – Diria com serenidade para confortá-la. – Vim lhe ajudar. Desculpe assustá-la, porém tudo indica que este rapaz é o assassino da madrugada e você seria a próxima vítima. – Suspiraria e recuperaria o fôlego na espera que a sua aluna confiasse em suas palavras. Se não fosse o suficiente, evidenciaria uma outra informação. – Lembra do dia que eu faltei? E no outro dia estava com o ombro quebrado? Foi porque tenho andado à noite em busca dele. – Viraria o rosto e encararia o criminoso, atentando a sua consciência para que certificasse se ainda estaria desacordado.

Era provável que o grito da garota trouxesse alarde à situação, possivelmente trazendo curiosos que iriam averiguar o cenário e as circunstâncias em que Marianne se encontraria. Em caso de já ter convencido a sua aluna, eventualmente o contexto estaria a seu favor, dado que a menina confiaria em Kurayami e não demonstraria medo de sua presença. Todavia, havia a chance de Marianne não acreditar em suas palavras e encarar Hisoka como um inimigo que atordoou seu namoradinho. Este seria um cenário horrível, mas um em que o professor iria se esforçar para manter a mente trabalhando em busca de estratégias a medida que sua serenidade dominasse seu semblante, buscando passar tranquilidade aos moradores em conluio com sua aparência inofensiva, ao menos o suficiente para que eles não voassem furiosos em sua direção, o que obrigaria-o a saltar em recuo, apesar do foco em manter os dedos apertados no cabo de seu chicote para não perder o assassino.

– Calmem, calmem. Já disse que o assassino é este rapaz e eu posso provar! – Brandaria determinado, apontando com a mão livre para a espada no solo. – Lembrem-se que nos noticiários as vítimas haviam sido mortas por uma espada, não por um chicote! Eu sou um chicoteador, não um espadachim. – Argumentaria demonstrando firmeza, abusando de sua forte eloquência como professor e de seu temperamento calmo. – Não se deixem enganar. O causador de todas as mortes é este patético rapaz. – Apontaria para o verdadeiro criminoso.

A grande verdade é que o principal objetivo de Hisoka não era convencê-los, mas ganhar tempo. É óbvio que com os moradores do seu lado a situação seria facilmente amenizada, entretanto, se na pior das hipóteses eles não estivessem convencidos, mesmo com toda a argumentação e embasamento de Kurayami, o tempo ganhado provavelmente seria o suficiente para a chegada dos marinheiros, os quais já estariam a caminho pelo alerta captado pelo Pigeon. Ele deve ter sido o primeiro a aparecer pela sua alta velocidade dada sua aceleração. Sendo assim, Hisoka usaria mais uma informação para que as circunstâncias estivessem a seu favor, porque com a chegada da marinha, possivelmente os moradores iriam acalmar os ânimos e deixariam que eles resolvessem o contratempo. Desta forma, no instante que os marinheiros surgissem no local, Hisoka iria suspirar em alívio e novamente buscaria elucidar a adversidade:

– Aqui está o assassino da noite. Eu o capturei. – Apontaria com a palma da mão aberta para o rapaz. – Como sabem, ele é um espadachim. Aquela é a espada dele. – Moveria a mesma mão em direção da arma do meliante. – Estava prestes a atacar a minha aluna, Marianne, então o deti. – Voltaria seu olhar para a jovem, buscando continuar passando tranquilidade.

Bem, as vezes, entretanto, as coisas simplesmente podem sair completamente do controle. Mesmo a sua aparência inofensiva, temperamento calmo e argumentos poderiam não ser o suficiente para convencer Marianne, os moradores e a própria marinha. Hisoka estaria inteiramente cercado e teria de fazer uma importante decisão: viver, o que implicaria em soltar o criminoso, ou ser capturado e, quem sabe, ter a sorte de mostrar a verdade à marinha. Ele cerraria o punho esquerdo e, num rápido movimento, tentaria jogar o corpo do assassino em direção dos marinheiros, focando naqueles que poderiam ter armas de fogo, de modo a ter um "escudo humano". Guardaria o chicote no cós da calça e correria em direção do mesmo beco que o rapaz havia entrado para supostamente urinar, porque provavelmente era o mais próximo de Kurayami naquele instante. Em meio a escuridão, pegaria o Pigeon com a mão esquerda e, assim como havia aprendido com Rin, ligaria o aparelho no primeiro botão e pressionaria o segundo para pedir por ajuda:

– Aqui é o Hisoka! Estou sendo perseguido neste exato momento na região oeste de Las Camp, alguém poderia me ajudar!? – Diria rapidamente, rezando para que a interferência no sinal não impedisse que a sua mensagem fosse repassada coerentemente. – Repito, aqui é o Hisoka! Alguém poderia me ajudar? Estou na região oeste de Las Camp cercado por marinheiros! – Por via das dúvidas, transmitiria mais uma vez, independentemente de alguém ter solicitado ou não.

Enquanto solicitaria por auxílio, não pararia de se movimentar, abusando de sua aceleração para despistar os marinheiros o mais rápido possível. Esperaria algum comunicado no Pigeon, o qual tentaria decifrar com a sua criptografia para chegar numa informação mais próxima da realidade. Se fosse dada alguma instrução, Hisoka iria segui-la veementemente, seja ir a um determinado local ou fazer determinada ação. Se ninguém respondesse, lidaria com a situação por conta própria, ganhando tempo até alguém dizer algo. Se fosse encurralado, teria de cessar a corrida e focar nos adversários, inicialmente almejando contá-los e quais eventuais estilos de luta usam. Se houvesse algum atirador dentre os inimigos, buscaria usar seu chicote para pegar algum espadachim ou lutador pelo tronco, jogando-o na linha de tiro para que ganhasse tempo suficiente para voltar a fugir.

– Droga! Já disse que o assassino não sou eu! Estão sendo burros! – Não desistiria de argumentar e retrucaria mesmo em perseguição.

Se não houvessem atiradores, Hisoka não fugiria, pois sabe que suas chances de vitória em combate corpo a corpo são bem superiores. Deste modo, esperaria que os oponentes tivessem a iniciativa, almejando abusar de sua alta esquiva e aceleração para fazer fintas com seu corpo nas áreas contrárias aos golpes, alimentando as chances de sucesso com seu temperamento calmo, característica que o permitiria analisar friamente a movimentação dos inimigos e evitaria deslocamentos precipitados por parte de Hisoka. Por conseguinte, assim que tivesse a primeira oportunidade, a qual seria quando o combatente estivesse em estado de desequilíbrio, acionaria o pulso direito com precisão para amarrar o pescoço do primeiro inimigo com o chicote, deslocando a mão direita rapidamente para baixo na tentativa de colidir seu crânio contra o chão. Após, continuaria o foco em esquivar das investidas dos demais oponentes enquanto chutaria o desacordado contra o próximo que o atacasse na tentativa de derrubar ambos.

– Que persistentes... – Cerraria os olhos nos adversários restantes, assim como vislumbraria ao seu redor para certificar que não estaria sendo flanqueado. Se estivesse, iria girar o corpo rapidamente buscando uma rápida cotovelada contra o meliante. Se ele esquivasse, Hisoka ergueria seu joelho de encontro a sua face enquanto já planejaria o próximo ataque contra os oponentes a sua frente.

Hisoka buscaria utilizar de seu longo chicote para amarrar dois inimigos de uma única vez, unindo seu corpos um contra o outro, imobilizando-os antes de tentar saltar com ambos os pés em suas faces, almejando derrubá-los e acometer suas cabeças contra o chão. Logo após, voltaria a correr pelas ruelas escuras a espera da comunicação por parte dos Revolucionários com os quais tentou contato.

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