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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 #1 - Mágoas do Passado

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MensagemAssunto: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptySex 15 Jun 2018, 16:02

#1 - Mágoas do Passado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptySex 15 Jun 2018, 19:31



Mágoas do Passado

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#Post 1


Baques surdos ecoam pelas paredes de um pequeno quarto a medida que gotículas de suor são derramadas no assoalho. O arraste das solas de pé acompanham a movimentação fugaz do homem moreno enquanto seus golpes assolam um saco de areia improvisado que oscila de um lado a outro. As mãos, cobertas por ataduras surradas e sujas pelo intenso treino, socam sem dó o alvo ao passo que o plano de vingança é perpetuado na mente de Hisoka. Em alguns momentos, as pernas levantam voo e atingem o escopo, fazendo-o ser movido lateralmente antes de retornar ao estado original. Os fios negros de sua cabeleira, agarrados à face pelo líquido salino excretado pela sua pele, balançam em sintonia com as percussões. Os olhos vazios, ocasionalmente cobertos pela franja dançante, revelam um coração de sentimentos escassos enquanto vislumbram os solavancos do saco de pancadas.

– Argh... Argh... – Ofegante, recobrou o ritmo cardíaco aos poucos após fechar os olhos e cessar os ataques. Calmamente, desatou as ataduras das mãos e as jogou no assoalho, produzindo um suave ruído.

Os passos em direção ao banheiro eram pesados, carregando a euforia de guerra em resposta à memória do encontro que tivera ontem. As armas ninjas no escritório de Yasuhiro foram facilmente reconhecidas pela mente de Hisoka, afinal, nunca esqueceria da kunai que extinguiu a vida de sua amada mãe. Os punhos cerrados em conluio com os dentes friccionados, tal como a saliva presa na entrada do esôfago revelavam a situação estressante na qual estava o rapaz. Um forte soco na parede ao lado do espelho de seu toalete era incapaz de afagar as circunstâncias. Lágrimas escorriam de seu rosto, aspergidas na pia até serem unidas no ralo. Era incapaz de encarar seu próprio reflexo, pois estava envergonhado com sua incompetência em sentir tamanho apreço pelo homem que assassinou sua madre.

A ducha quente levantou vapor em contato com o frio lajeado enquanto parecia carregar a tensão de Hisoka a medida que escorria por todo seu corpo. Neste ponto, as lágrimas se misturam à água do chuveiro e escondem completamente a sua agonia. Este era seu ponto de partida. Iria sair completamente da zona de conforto na qual sua mãe sacrificou sua vida para colocá-lo. Todavia, Kurayami seria incapaz de conseguir viver tão plenamente ao lado do marinheiro que cometeu este crime como se nada tivesse acontecido. Seria trair não somente sua mãe, como ele mesmo.

Minutos depois, estava ajustando o nó de sua gravata em frente ao espelho de seu quarto. Fora a primeira vez ao dia que vislumbrou o reflexo de seus próprios olhos. Continuam vazios. Com um pente fino, ajustou seu cabelo negro ao rosto, retirando as mechas que decaem sobre sua visão. Voltou a caminhar, os passos mais leves e serenos, recolhendo sua maleta, na qual leva os pertences para lecionar na universidade. Assim que girou a maçaneta de sua porta, respirou o ar de Las Camp, preparado para mais um dia de aula. Hoje, entretanto, não seria um dia convencional como os demais. Seria a primeira vez que iria encarar a face de Yasuhiro não como o homem que salvou sua vida, mas como o assassino que apagou a existência de sua mãe. Com um suspiro, voltou a ajustar a gravata, mesmo que soubesse que não era este nó que o incomodava, mas sim o nó preso em sua garganta. Então continuaria sua caminhada até a Universidade de Las Camp.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyDom 17 Jun 2018, 21:34

AS DORES DE UM PASSADO OCULTO


Hisoka é um jovem professor da Universidade de Las Camp que carrega consigo a pior de todas as dores, a dor da perda. Uma vez que você perde uma pessoa para o poderoso Deus da Morte, não há mais nada que você possa fazer para trazê-la de volta, até o fim dos seus dias de vida você não poderá mais ter essa pessoa ao seu lado, é isso que traz o sofrimento para aqueles que ficam, é isso que traz a Hisoka a dor que por mais que consiga lidar, jamais vai lhe abandonar, pois nada irá preencher a falta que sua mãe lhe faz.

Depois de mais de uma década sem saber quem seria o responsável pela morte de sua mãe, Kurayami se viu preso em um caldeirão de sentimentos ao descobrir que aquele que lhe trouxera a “boa” vida que tem hoje, fora também aquele que lhe tirou aquela que antes tinha. Yasuhiro, certamente o homem mais brilhante de Las Camp, prefeito da cidade, diretor da universidade, médico e capitão do QG da Marinha, matou há quinze anos aquela que sabemos ser a mãe de Hisoka…

Será que o estudioso professor, depois de anos de estudo, já descobriu o motivo que levou sua mãe a se tornar um alvo ou ainda há nele uma dúvida a respeito disso? Como um professor de história e um amante da leitura, é possível que hoje toda a história de sua mãe e Ohara já faça parte do seu conhecimento geral, mas mesmo sabendo dos relatos de um “Século Perdido”, Hisoka não é capaz de afirmar o que teria acontecido nele… Estaria ele então disposto a descobrir, ou sua paixão pelo conhecimento da história possui um limite?

Em meio ao radiante sol que surgiu em Las Camp nessa manhã, o professor de história precisava seguir para a universidade onde daria a sua primeira aula do dia, tendo a diferença emocional de que hoje, diferente das outras vezes, ele sabia que estaria debaixo do mesmo teto do assassino de sua mãe. Ainda confuso e perdido em meio a tal descoberta, era imprevisível dizer como o professor daria a sua aula, isto é, se ele conseguir se manter a mente focada para o trabalho durante tais horas.

- Hey, Professor Kurayami! - disse uma voz feminina que Hisoka já sabia de quem era.

Vindo na direção do professor, antes dele entrar na sala de aula para dar início ao seu trabalho, a vice-diretora Nia se aproximou dele trazendo com ela um jovem rapaz possuidor de rebeldes cabelos negros e uma expressão desanimada em seu rosto pálido. Não era difícil perceber que aquele se tratava de um aluno devido a mochila que trazia nas costas, porém Hisoka até então nunca havia o visto na universidade.

- Bom dia professor! Esse é o Finn, seu novo aluno. - Falou ela apresentando o calouro para o professor. - Acredito que ele precisará de uma ajudinha por conta das aulas perdidas, então cuide bem dele para que não tenha dúvidas. - E chegando mais perto de Hisoka para falar mais baixo ela completou. - Faça ele se enturmar, sei lá. - Aparentemente essa fala era devido a personalidade do garoto que aparentava ser um pouco quieta. - É isso, boa sorte no seu primeiro dia de aula, Finn, qualquer coisa pode me procurar na minha sala. Até mais.

E sem dizer mais nada, apenas deixando nas mãos do professor a responsabilidade de cuidar daquele novato, Nia se afastou seguindo para uma outra direção do campus. Talvez fosse o momento para que Finn e Hisoka trocassem algumas palavras, mas o aluno preferiu seguir sozinho e adentrar a sala sem a companhia do professor. Já dentro da sala de aula, fosse Hisoka dar aula ou não, o aluno novo permaneceria isolado em um canto, sem se comunicar com os demais, porém aparentando estar bastante atento às palavras de seu professor.


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyDom 17 Jun 2018, 23:29



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#Post 2


Seus passos até a Universidade de Las Camp foram acalorados pelo fulgente sol num céu de pouquíssimas nuvens. Com o antebraço destro, protegeu o rosto da claridade e a visão dos raios luminosos. A pele já havia começado a transpirar em decorrência da temperatura, buscando controlar a temperatura corpórea. As gotículas de suor esforçavam-se em manter a homeostase, varridas pelas correntes de ar tragadas pelas narinas de Hisoka. Após alguns minutos de caminhada, a bela estrutura da faculdade já estava à vista no horizonte. Era questão de tempo até os primeiros passos na escadaria que daria acesso ao portão principal.

Já estabelecido no recinto, estava prestes a entrar em sua sala de aula quando fora surpreendido pela vice-diretora Nia, uma figura muito importante em Las Camp. Logo ao seu lado, Hisoka não poderia deixar de notar a presença de um jovem. Seu semblante era de poucos amigos, o que lembra bastante o próprio Kurayami. Apesar de não deter uma memória excepcional, o tempo de convívio com seus alunos o permite ter ao menos uma vaga lembrança de todos os seus rostos. Aquele ali era um novato, dado que Hisoka era incapaz de fazer qualquer ligação de seus traços com um de seus discípulos. A informação fora ratificada por Nia pouco depois do professor fazer a ligação, fazendo-o arquear as sobrancelhas com leveza em sinal de confirmação.

– Hai. – Respondeu sem muito ânimo, como de praxe.

Nia aproximou seu rosto para sussurrar algo no ouvido de Kurayami, deixando-o um pouco desconcertado. Levemente rubro, inclinaria o pescoço vagamente para o lado contrário ao mesmo tempo que desviaria o olhar. Entretanto, a expressão logo seria modificada no instante que captou a mensagem dada pela vice-diretora. O rapaz pigarrearia duas vezes, portando o punho fechado a frente da boca enquanto permanecia com os olhos fechados.

– Entendo... Bem, não se preocupe. – Buscou tranquilizá-la, mostrando que a situação ficaria sob controle. Em seguida, passaria o olhar para o jovem, indagando: – Finn, não é mesmo? Me chamo Hisoka. Hisoka Kurayami. – Estenderia a mão direita, esperando que ele contribuísse o aperto de mãos. Se não o fizesse, novamente iria pigarrear, desviando o olhar e conduzindo a mão ao bolso da calça.

Seria o último a entrar na sala, coordenando os passos em direção da bancada principal. Passaria a mão horizontalmente sobre a mesa, retirando eventuais sujeiras para que pudesse pairar sua maleta em cima da mobília em seguida. Coçaria a região entre o lábio e o nariz com o dedo indicador direito a medida que os olhos vagavam por toda a extensão da classe. Assim como Nia havia o alertado, Finn estava completamente isolado dos demais. Os olhos cerrariam em semblante pensativo, pois deveria pensar numa forma de resolver aquela situação.

– Bom dia. – Cumprimentaria a todos, curvando o corpo rapidamente. – Hoje iremos fazer uma atividade em grupo. Gostaria que se dividissem em quatro equipes. Cada uma ficará responsável por fazer uma pesquisa sobre a história de cada um dos Blues e me apresentar ao final da aula de hoje. – Explicaria a atividade cujo objetivo tinha promover uma maior interação entre os alunos. Ao fim, fitou o jovem Finn, quase como num convite para que este buscasse um grupo.

Hisoka permaneceria parado por alguns minutos, limitando-se a observar os seus alunos formando suas equipes. Afinidade e similaridade entre qualidades seriam os principais critérios levados em conta para os grupos, porém sua maior atenção estaria em Finn. O garoto, naquele instante, estaria a aberto a três opções: buscar uma equipe, ser chamado para uma equipe ou ficar imóvel. Em caso das duas primeiras, sua meta ali estaria concluída, ou pelo menos encaminhada, já que ele iria ter uma interação inicial. Deste modo, iria sair da sala e dar espaço para que os estudantes façam suas pesquisas, dirigindo-se até a sala geral de professores para que pudesse tomar um café e conversar com outros docentes.

– Are, are... Bom dia. – Comunicaria assim que entrasse na sala, almejando recolher uma xícara e enchê-la até a metade com o precioso líquido negro.

Todavia, a última opção é o maior pesadelo de qualquer professor. Neste caso, Hisoka iria suspirar, indicando que uma atividade delicada viria em seguida, buscando mover-se com serenidade em direção de Finn. Assim que chegasse ao seu lado, iria coçar a garganta para chamar a sua atenção, mantendo-se de cócaras para ficar na mesma altura do menino em sua carteira. Assim que contemplasse seu semblante, perceberia ainda mais a semelhança entre ambos, apesar da infância de Kurayami ter sido bem mais trágica. Por fim, iniciaria a conversa em maior privacidade:

– O que houve, Finn? Não está conseguindo uma equipe? Ou simplesmente não gosta de interagir? – Falaria com calma e atenção, demonstrando interesse em compreender seu mais novo aluno.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyTer 19 Jun 2018, 01:06

O MISTERIOSO ALUNO NOVO


De volta a Universidade de Las Camp para mais um dia de aula, Hisoka era surpreendido com a chegada de Nia para lhe apresentar um novo aluno, Finn. Não era preciso que a vice-diretora informasse ao professor que aquele jovem rapaz não era detentor de uma personalidade sociável, para alguém que trabalha com diversos tipos de pessoas, Hisoka já estava habituado a rapidamente reconhecer o perfil daqueles que daria aula. Com o desaparecer de Nia, restava a Kurayami fazer as formalidades, estendendo sua mão para que o aluno lhe cumprimentasse da mesma maneira.  

- Eu sei, já ouvi falar bastante de você, professor Hisoka Kurayami. - Responderia o garoto de uma maneira estranha, como se estivesse se gabando de alguma coisa.

Finn ignorou o aperto de mão do professor e se dirigiu sozinho para dentro da sala de aula, deixando o mais velho para trás. Pouco depois quando adentrasse a sala, Kurayami perceberia a distância entre Finn e os demais alunos da turma, que certamente já haviam notado a presença do novato. Em uma tentativa de ajudar aquele garoto a se enturmar, o professor anunciou uma atividade de pesquisa que deveria dividir a turma em quatro grupos onde cada um deles precisaria falar a respeito da história de um dos Blues. Durante a divisão dos grupos, para a surpresa de Hisoka, aquele que ele havia depositado a sua atenção durante aqueles minutos, Finn, havia se levantado e caminhado em direção a um grupo mais cedo do que ele imaginara que fosse acontecer, portanto com o garoto aparentemente se enturmando, o seu trabalho inicial como professor já estava no caminho certo.

Dado o tempo que os alunos tinham para fazer a pesquisa em seus próprios livros ou na biblioteca da universidade, Hisoka teria ali um período livre antes de voltar para auxiliar seus alunos na atividade proposta, por conta disso aproveitou para caminhar até a sala dos professores onde poderia tomar o delicioso café que só ali poderia encontrar. Assim que chegou ao recinto, o professor de história encontrou o local vazio, exceto pela presença de Fuyukito, um professor da área de exatas. Com uma idade avançada, poucos cabelos e um grande bigode grisalho, este estava sentado na mesa da sala lendo o jornal do dia enquanto já saboreava uma xícara de café.

- Yo, bom dia. - Respondeu ele de maneira educada assim que o outro professor anunciou sua chegada ao ambiente. - Dia quente, não? - Comentou ele para tentar puxar o início de uma conversa. - O pessoal do laboratório estima que hoje chegará aos 38ºC, algo surpreendente de se imaginar depois de que há algumas semanas atrás estava a nevar.

De fato o calor que o sol estava a produzir no dia de hoje era notável para qualquer pessoa que andasse pelas ruas de Las Camp, ainda mais para aqueles que já haviam se acostumado com o frio causado pelo estranho fenômeno que caiu sobre os Blues recentemente. Ainda que estivessem a sentir um calor dos infernos, era curioso observar que ambos os professores estavam a tomar café, cujo líquido quente apenas ajudaria seus corpos a ficarem mais aquecidos… Talvez um pequeno sacrifício a se fazer pelo prazer.

- Viu a notícia sobre o assassinato que ocorreu durante essa madrugada? - Perguntou Fuyukito de uma maneira que expressava uma reação de espanto para este ocorrido que lera no jornal. Independente da resposta dada por Hisoka, o mais velho continuaria a falar a respeito. - Uma mulher foi morta praticamente na porta de casa. A perícia diz que ela foi assassinada pelo golpe de uma espada, e a Marinha ainda investiga quem poderia ser o autor do crime. De acordo com a notícia, os vizinhos da vítima disseram que ela era viúva e não possuía nenhum inimigo, visto que não pareceu ter sido um assalto, é possível que o assassino tenha a matado por engano ou até sem qualquer motivo pessoal aparente. O pior de tudo é que a pobre coitada tinha um filho pequeno para cuidar, e eu espero muito que Deus ilumine a vida dessa criança para que ela consiga seguir em frente após essa tragédia, primeiro o pai, agora a mãe…

Após anunciar para Hisoka o que havia lido no jornal, Fuyukito se levantou da cadeira onde estava sentado e caminhou em direção a garrafa de café que usaria para encher novamente a sua xícara. Caso o professor de história viesse ter o interesse de pegar o jornal para ler ele mesmo a notícia do assassinato, poderia lá encontrar mais detalhes a respeito da vítima e também da rua onde o crime havia sido cometido, por outro lado não encontraria qualquer informação sobre o menino que veio se tornar órfão. O jornal também alertava as pessoas para tomarem cuidado ao andarem pelas ruas sozinhas durante a noite, visto que o assassino ainda não foi identificado.

Hisoka poderia esse tempo dado aos alunos andando pela universidade se lhe fosse de seu interesse, ou se preferisse poderia até mesmo sair dela para caminhar pelas ruas da cidade. O que importa é que quando tivesse de voltar para a sala de aula para ver o andamento da turma com relação a atividade, o professor não ficaria surpreso ao ver que nenhum dos quatro grupos estava sequer perto de concluir a pesquisa sobre o seu respectivo Blue, o que acabava fazendo-os apelar para que Kurayami estendesse o prazo de entrega, visto que era impossível para eles fazer algo de qualidade em um período de tão pouco tempo.

- Professor Kurayami. - Chamou Finn erguendo a mão para que o professor lhe desse a permissão e a atenção para o que gostaria de falar, se conseguisse ele daria sequência as suas palavras. - Nosso grupo pode dar uma demonstração do que queremos apresentar? - Perguntou o novato que aparentemente já havia conseguido se enturmar dentro daquele grupo. Caso Hisoka lhe desse essa permissão, o que muito provavelmente aconteceria, Finn iria levantar de sua cadeira e andar até o quadro negro, assim que chegasse lá ele iria se virar para a turma e respirar fundo antes de começar a falar. - Meu grupo é aquele que falará desse mar onde vivemos, o West Blue. Este que se trata de um mar rico em conhecimento e repleto de histórias interessantes, e a minha preferida dentre elas é aquela que provavelmente poucos de vocês ouviram falar… - E então seus olhos moveram-se em direção ao seu professor. - A extinta ilha de Ohara.

Quanto tais palavras eram pronunciadas por Finn, a reação de Hisoka provavelmente não seria outra se não a do espanto. A maneira como o garoto lhe olhou antes de falar de Ohara era certamente ameaçador, seria ele algum tipo de agente do Governo Mundial enviado para lhe investigar? Teriam eles depois de tantos anos conseguido descobrir sobre seu passado? Sobre sua mãe? A dúvida sobre quem realmente poderia ser Finn poderia ser mais presente na mente de Hisoka do que a possibilidade de que tudo era apenas uma grande coincidência… Uma coisa era certa, o assunto tocado pelo aluno era perigoso, fosse ele um enviado do Governo ou não, falar demais sobre o incidente de Ohara em uma turma de estudantes de história poderia plantar uma semente que traria problemas não só para o professor como também para os outros alunos.

Se Hisoka deixasse a aula fluir normalmente, então Finn continuaria a contar de maneira resumida o que fôra a ilha de Ohara, explicando a qualidade do lugar em realizar pesquisas ao longo da história, os donos do que era a maior biblioteca do mundo, e também de um grupo de moradores que conspirava contra o Governo Mundial, o que acabou resultando na ativação do que a Marinha chama de Buster Call. Mas se algum motivo o professor achasse melhor impedir o rapaz de continuar a falar sobre o assunto, fosse pela segurança dos presentes ou por uma razão emocional que envolve o tema, então o rumo dessa história seguirá de uma maneira diferente, ainda que independente de qual deles seja, a mesma pergunta continuará a ser feita: quem realmente é Finn?


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyTer 19 Jun 2018, 03:01



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#Post 3


Contrariando seu pensamento, Finn fora bem veloz em interagir com a turma, formando logo cedo uma equipe. Sua ação tranquilizou Hisoka, tendo em vista que aliviou a carga a cerca de seu trabalho. Deste modo, ele poderia partir um pouco mais acomodado até a sala geral de professores. No meio do caminho, entretanto, sua mente foi pega por uma lembrança recente, a qual retomou a fala do jovem assim que o conheceu: Eu sei, já ouvi falar bastante de você, professor Hisoka Kurayami. No mínimo curioso, pensou Hisoka. Todavia, até então permaneceu sereno, pois é provável que Finn o conheça por ser um professor de Universidade.

Somente Fuyukito, um experiente veterano na Universidade, estava na sala geral de professores. Assim que apertou o botão da cafeteira, ouviu o chiado do café preenchendo a xícara a medida que o vapor ascendia em direção de suas narinas, preenchendo seu olfato com o maravilhoso bálsamo da especiaria. Enquanto isto, Hisoka estava atento à história contada pelo docente, a qual cobria um assassinato que ocorrera na madrugada. Aparentemente uma mulher viúva foi vítima de um atentado por um espadachim. O café já fluía pela sua faringe, esquentando toda a região de seu esôfago, quando Kurayami subitamente parou de beber, pairando sua xícara sobre a mesa. Ele o fez assim que ouviu o contexto da vida da moça, que deixou uma criança órfã. A situação resultou num cerrar de punhos, demonstrando certa indignação por parte do rapaz, principalmente pelo sentimento empático, afinal, ele sofreu do mesmo há mais de uma década e tem completa certeza de como o filho da falecida está se sentindo com a perda.

– Tsc... – Estalou a língua no céu da boca, demonstrando um semblante austero.

Pouco tempo depois que Fuyukito levantou para preencher sua xícara com mais café, Hisoka recolheria o jornal sobre a mesa com a mão direita, fazendo-o curvar levemente na superfície de seus dedos de apoio. Seus olhos iriam focar na notícia do assassinato enquanto a mão canhota iria de encontro à xícara, agarrando-a pela alça para que pudesse apreciar mais um pouco do líquido negro. Bastante atento, o rapaz almejou gravar o endereço do atentado, tal como reconhecer alguns padrões dentre os nuances da reportagem. Algo ali não parecia certo e ele tinha noção disto, porém não era detentor de um grande intelecto tampouco lógica capaz de deduzir o que não se encaixava nas entrelinhas. Conquanto, estava afetado por uma intensa sensação de dejavú, sendo atraído pelo seu trauma a indagar as circunstâncias e os pormenores que envolvem este delito.

– Tenho de voltar à aula, Fuyukito-Sama, meu intervalo acabou. – Alertaria o veterano, sempre mantendo cordialidade e respeito. Após o último gole de seu café, deixaria o jornal sobre a mesa e retornaria a sala.

No centro da bancada, Hisoka perceberia que seus alunos estavam com um pouco de dificuldade em entregar a atividade no prazo. Kurayami focou tanto em auxiliar Finn que acabou não notando que uma tarefa tão trabalhosa iria exigir bem mais que uma manhã. Estava prestes a alertar a cerca do novo prazo e liberar sua classe quando Finn levantou sua mão, ato que não demorou a ganhar a atenção do professor. Para sua surpresa, sua equipe parecia ter uma noção daquilo que iriam apresentar e o menino misterioso gostaria de pronunciar uma pequena introdução. Dentro de poucos segundos, Hisoka deu de ombros e respondeu o rapaz:

– Bem, claro. – A priori, Hisoka imaginava que seria interessante para os demais alunos compreenderem as bridas da tarefa, por isto cedeu espaço para Finn. Todavia, não tinha nenhuma noção do que estava por vir.

Com seu típico semblante letárgico, Hisoka acompanharia Finn até a lousa e lhe entregaria um giz consumido para que pudesse transpor em escrita sua apresentação. O menino misterioso, então, iniciou sua explicação, atentando que o Blue escolhido pela sua equipe fora o West Blue. Todavia, curiosamente o rapaz resolveu comentar sobre Ohara, trocando olhar com Hisoka assim que citou o antigo reino, quase como numa ação provocativa. O garoto que até então não tinha levantado suspeitas alguma por parte de Kurayami estava começando a inquietá-lo. No curto espaço de tempo que ele assimilaria a informação; no mesmo instante em que encararia a vista afrontosa de Finn, a frase que iniciou o convívio entre ambos viria a tona mais uma vez em seu córtex cerebral: Eu sei, já ouvi falar bastante de você, professor Hisoka Kurayami. Seu coração palpitaria mais rapidamente, tal como arquejaria enquanto cerraria as pálpebras, apresentando um semblante tensionado. Apesar de estar diretamente ligado com seu passado, Hisoka era um homem tranquilo e de grande calmaria emocional, não podendo se deixar levar por um comentário possivelmente suspeito de seu mais novo aluno. Ele buscaria respirar fundo e tentaria controlar a situação, retomando a fala, mesmo que isto acarretasse em interromper Finn:

– Na verdade, Finn, estava pensando que seria mais interessante vocês esperarem o prazo. Afinal, seria injusto vocês mostrarem um pouco de seu trabalho e as demais equipes não. Tenho certeza que nem todas estão aptas a dar sequer uma introdução. – Moveu o olhar para os demais alunos, levantando a mão aberta pouco a frente do tórax. – Pois bem, este trabalho deve ser apresentado na quinta-feira sem falta. Por hoje é isto, estão liberados. – Encerraria sua aula, dispensando sua classe.

Ao contrário dos demais dias, nos quais era o último a sair da sala, principalmente para responder dúvidas dos alunos, desta vez guardaria seus pertences em sua maleta e iria se retirar carregando-a com a mão canhota sem esperar, apesar de ainda manter os passos serenos, pois não gostaria de causar alarde. Antes de passar pela porta, entretanto, fitaria rapidamente Finn, buscando entender os nuances por detrás de sua figura. Se negava a crer que um menino tão jovem estava sendo usado pelo governo mundial para espionar a sua vida, mas pela experiência que tem, sabe que nunca poderia subestimar uma organização tão criminosa que é capaz de cometer os atentados mais cruéis para passar pano sobre seus próprios delitos.

Por um breve momento, buscou esquecer o acontecimento com Finn para focar em seu plano para a noite de hoje. Estava convicto que iria investigar mais a fundo o crime que ocorrera na madrugada, mas para isto precisava de alguns aparatos. Sabendo disto, antes de ir para sua casa, iria passar pelo centro da cidade, cuja localização seria bem conhecida por Hisoka tendo em vista sua convivência em Las Camp há anos. Assim que estivesse em seu objetivo, inicialmente iria buscar por uma loja de armas para que pudesse arranjar um chicote simples. Se não a encontrasse por conta própria, iria pedir informação a qualquer comerciante local, que deve ser fácil de identificar e certamente detêm conhecimento do lugar:

– Olá, poderia me indicar uma boa loja de armas? – Indagaria com palavras calmas, repletas de serenidade para não assustá-lo.

Assim que conquistasse a resposta, caminharia até o lugar designado, ou mesmo se já detivesse o conhecimento do estabelecimento. Lá, passaria pela entrada com quietude, vagando com os olhos pelos possíveis armamentos visíveis. Esperaria paulatinamente na fila da recepção até que chegasse sua vez. Assim que fosse o próximo, daria um passo a frente, mantendo-se rente à bancada. Fitando o recepcionista, questionaria-o a cerca do chicote:

– Olá, gostaria de um chicote simples, por favor. – Falou a espera do atendimento.

Hisoka estava disposto a entregar até 30 mil Berrys pelo item, pois ainda precisava de um pouco mais para que pudesse adquirir o seu óculos de visão noturna e só detinha 50 mil Berrys ao total. Infelizmente seu salário mensal ainda não havia caído em sua conta, então era tudo o que tinha naquele momento. Se o item fosse além de 30 mil Berrys, Kurayami iria pechinchar com o homem, negociando ao máximo para que ele abaixasse o valor:

– Desculpe, só disponho de 30 mil Berrys aqui. Se o valor passar disto, posso ajudá-lo com algum trabalho. – Iria dispor de outras opções ao homem. Durante toda a negociação, sempre manteria o semblante inerte, demonstrando estar aberto a barganhar.

Caso o preço coubesse no orçamento pretendido, Hisoka iria recolher a arma em troca das moedas e a guardaria numa sacola, pois não seria interessante mostrá-la ao público. Em seguida, seu próximo objetivo iria rondar em encontrar uma loja de conveniências para obter seus óculos de visão noturna. Inicialmente faria a procura por conta própria, mas sempre estaria disposto a pedir ajuda em decorrência de não achar o lugar sozinho.

– Olá, onde posso encontrar uma loja de conveniências? – Indagaria ao primeiro comerciante caso não achasse o local só. Assim que obtivesse a informação, iria caminhar até o estabelecimento designado.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyTer 19 Jun 2018, 22:37

PLANOS PARA A NOITE DE HOJE


Algo no interior do professor de história o fez concordar que era melhor impedir Finn de continuar a falar sobre o tema de Ohara, usando uma desculpa de que seria injusto para a sua equipe começar a falar sobre o seu trabalho e as demais não, Hisoka conseguiu impedir o aluno de entrar nos detalhes do incidente de vinte dois anos atrás. Mesmo sendo interrompido, Finn não demonstrou nenhuma emoção negativa pela escolha do professor, na realidade ele aceitou muito bem e depois de poucas palavras retornou para onde estavam os seus pertences.

- Entendo, você tem razão, professor. - Responderia ele com um sorriso no rosto.

A partir daquele momento o clima entre os dois ficaria um pouco mais pesado, como se a energia hostil que saía de Finn fosse a de um lobo gigante pronto para atacar, enquanto a de Hisoka seria a de uma lebre amedrontada que precisa encontrar um lugar para se esconder e tentar sobreviver. Tão grande foi o seu desconforto dentro da sala de aula que o professor saiu às pressas do ambiente deixando os seus alunos para trás, algo que ele não costumava fazer e que fazia alguns alunos acharem estranha a atitude, ainda que não fosse o bastante para qualquer um deles ir até o professor lhe questionar sobre. “Eu sei, já ouvi falar bastante de você, professor Hisoka Kurayami” foi essa a primeira frase dita por Finn depois que os dois se conheceram, e junto com a lembrança dela, Hisoka poderia se questionar sobre o que exatamente o seu mais novo aluno sabe a seu respeito. Se Finn realmente fosse um espião do Governo Mundial como estava tendendo a crer, então seria preciso um pouco de cautela em seus movimentos, até mesmo com as pessoas que conversa e os livros que guarda em sua casa.

O misterioso aluno que chegou hoje para frequentar suas aulas era algo que mexia com a cabeça do professor, mas as vantagens de seu calmo temperamento acabavam lhe garantindo manter sobre controle sua situação emocional, não se desesperando ou pensando demais a respeito do assunto. Longe da sua sala e longe da universidade, Hisoka tentaria distrair a sua mente ao se concentrar naquilo que já havia começado a planejar mais cedo quando esteve conversando com o professor Fuyukito. Portanto logo que colocou os pés nas ruas comerciais de Las Camp, Kurayami se dirigiu até a loja de armas que julgava ser a mais bem falada da região, a Happy Weapon.

A Happy Weapon era uma empresa de armas popular na cidade, sua fama vinha da produção de armamentos de qualidade e também pelo fácil reconhecimento de seus produtos devido ao selo que marcava todos os itens produzidos por ela, um smiley. O sorriso era a marca registrada da Happy Weapon e o rostinho feliz poderia aparecer em espadas à machados tendo cores e tamanhos diferentes, sendo que a única garantia é que ironicamente o smiley estaria presente nas mais qualificadas armas de assassinato.

- Boa tarde, no que posso ajudar? - Responderia a atendente com um dos sorrisos mais forçados que Hisoka já vira na vida. - Um chicote de 30.000? Hmmm, nós temos alguns modelos nesse preço, mas preciso alertá-lo que não são tão resistentes quanto os de um preço maior, ok? - Ainda que fosse avisado, nada mudaria o fato de que Hisoka só poderia conseguir um desses.

A balconista depois de saber o que o cliente desejava iria adentrar uma porta nos fundos do balcão e retornaria cerca de dois minutos depois com quatro modelos diferentes de chicotes para que Hisoka pudesse escolher o que mais lhe agradava. Todos os quatro eram muitos distintos um do outro, até mesmo em suas cores, sendo um deles preto, outro branco, outro azulado e um até mesmo verde. Ela começaria a explicar as qualidades de cada chicote e também mencionaria sobre seus preços, deixando para o cliente a decisão de qual levaria.

Os chicotes apresentados e os comentários da vendedora sobre eles:
 

Depois que as armas eram apresentadas, cabia a Hisoka decidir qual delas levar, poderia gastar ali o tempo que fosse necessário, a loja não estava muito movimentada no dia de hoje portanto ninguém iria atrapalhá-los. Caso o chicoteador resolvesse por escolher um dos chicotes com preço acima do valor que ele pretendia pagar, não importa o quanto ele tente, o preço não iria ser abaixado, ou era isso ou era nada.

- Me desculpe, mas não tenho permissão para abaixar o preço de qualquer um dos produtos da loja. Pode tentar voltar aqui quando um deles entrar em promoção. - Diria ela em resposta a uma tentativa de pechincha. Se Hisoka decidisse por comprar algum dos chicotes, independente de qual fosse, a vendedora entregaria para ele a arma escolhida e sorriria após receber o pagamento. - Obrigada por escolher a Happy Weapon e volte sempre.

Depois de comprar a sua arma, restaria para o professor de história procurar por uma loja que vendesse o acessório que desejava, um óculos de visão noturna. Bem, independente do valor que tenha pago no chicote, Hisoka não encontraria uma loja de conveniências que vendesse aquilo que ele queria pelo preço máximo de 20.000 berries, mas ele sabia que ali por perto havia uma área de camelôs que poderiam vender para ele um produto parecido e de valor muito mais barato, ainda que este certamente tenha uma qualidade muito inferior. O preço dos óculos originais seriam em média de 100.000 berries, algo que ele certamente não tinha condição nenhuma de pagar, já os “falsificados” beiravam a bagatela das 30.000 berries, e por incrível que pareça, um os comerciantes tinha até mesmo o modelo que Hisoka desejava comprar.

- Esse aí nóis faz por 20 pila, patrão. - Responderia o vendedor com um dialeto e gírias de alguém pouco culto, mas ao dizer “20 pila” ele se referia a 20.000 de berries. - Se tú quiser negociar a gente sempre dá um jeito, né meu parceiro? Aqui só não sai de graça porque se não falta o que comer em casa, sabe como é tenho três irmãos pra alimentar. - Explicaria a respeito de possíveis negociações sobre o preço e também sobre os seus motivos de trabalho. - Pô, esse desconto aí nóis não faz não… - Falaria caso fosse proposto uma queda no valor mencionado anteriormente, só que independente da mudança, o desconto não seria feito. - Esse aqui é o mais barato do mercado, senhor, pode confiar que é barato porque nóis é humilde, a qualidade é a mesma, pode botar aí pra você ver. - Ele então faria uma simulação para que caso o professor botasse os óculos no rosto, ele tapasse a luz lateral com ambas as mãos, porem por mais que a visão noturna parecesse funcionar, ele não saberia diferenciar a qualidade de um falso para um original, já que não possui nenhum dos dois. - Faz assim pra você ver, vai enxergar tudinho. - Então caso Hisoka tivesse o dinheiro necessário para pagar e também optasse por levar o produto falsificado, assim que a troca de dinheiro e mercadoria fosse feita, o vendedor abriria um sorriso largo no rosto e guardaria o dinheiro no bolso. - Não vai se arrepender, patrão, é nóis!

Depois do dia de compras, tendo ele conseguido comprar aquilo que queria ou não, Hisoka já poderia começar a se preparar para a chegada da noite onde teria tempo para descansar ou se tudo estivesse como ele gostaria que estivesse, já poderia dar início ao plano que esteve pensando durante o dia… Mas o que exatamente o professor de história estava planejando fazer nas ruas noturnas de Las Camp?


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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptyQui 21 Jun 2018, 04:28



Mágoas do Passado

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#Post 4


Hisoka não demorou muito para encontrar uma loja de armas, aliás, a melhor e mais conhecida de sua cidade: Happy Weapon. Para sua sorte, o estabelecimento estava vazio, o que agilizou o seu atendimento. Diretamente atrás do balcão, uma moça o recepcionou, demonstrando entusiasmo e bastante disposição a ajudá-lo, ao menos externamente, pois seu falso sorriso seria de fácil reconhecimento mesmo para um leigo em psicologia. Apesar disto, Hisoka pareceu não se importar, afinal, somente queria fazer sua compra e retornar até sua residência e fazer os preparativos para a noite. Passados alguns poucos minutos, a mulher retornou dos fundos da dependência com alguns caixotes. Os receptáculos detinham diferentes chicotes, os quais diferenciam entre si pelo material, tamanho e até mesmo modo de uso. Alguns mais ofensivos, outros mais defensivos, contornando a posição de suporte. Ao certo, Hisoka gostaria de uma arma para lhe dar apoio num combate, principalmente diminuindo a distância entre ele e seus adversários para que possa agredi-los diretamente. Portanto, não demorou muito a escolher a arma que mais se encaixava em seu estilo, a solicitando após pouquíssimo tempo. Ele recolheria o chicote três e passaria os dedos por sua costura, almejando analisar a qualidade do tecido. Em seguida, seguraria o cabo com a mão esquerda enquanto distenderia a ponta do chicote com a direita para ter certeza de sua firmeza.

– Bem, este mesmo, somente gostaria mudar a cor. Este verde é exuberante demais. – Sorriu de leve, retornando-o para a caixa. – Um preto, por favor. – Revelaria a cor que gostaria.

Assim que a atendente retribuísse seu pedido, Hisoka iria entregar a quantia de trinta mil Berrys, recolhendo a caixa do armamento em troca. Faria um movimento sutil com sua cabeça em sinal de agradecimento antes de sair do estabelecimento. O caixote estaria rente as suas costelas, apoiado com a ajuda de seu braço esquerdo. O rapaz iria fitar o céu antes de partir, suspirando devido o forte calor que o incomodava. O pulso destro iria polir a testa para enxugar o suor que escorria. Tal como havia planejado, após a compra do chicote, iria despender parte de seu tempo para tentar adquirir um óculos de visão noturna. Suas esperanças não estavam depositadas com muito afinco, pois ele imagina que o preço de um item como este esteja além de seu orçamento atual, todavia, não seria má ideia dar uma chance para os camelôs convencionais.

Hisoka pretendia encontrar a localização de uma loja de conveniências com comerciantes locais, mas para sua sorte - ou não -, o homem com o qual fora tirar sua dúvida tinha o item que Kurayami queria comprar. De início, somente a mera aparência do óculos já havia desanimado Hisoka, mas ele decidiu esperar um pouco mais. Colocou a mercadoria em seu rosto, buscando testar sua qualidade, porém seria perda de tempo, pois estava de dia. Ele não queria ter de levar o produto para casa e certificar, na hora 'h', que ele não funciona. Demonstrando certo aborrecimento, Hisoka balançaria a cabeça negativamente, franzindo o queixo para o vendedor passando a clara informação que não compraria o óculos. Nem ao menos disse algo, somente devolveria ao homem o produto e voltaria para sua residência. Num outro momento, assim que recebesse seu salário, voltaria para adquirir o artefato.

Em sua residência, Hisoka iria despender um pouco de seu tempo para aquecer seu corpo, pois é provável que ele tenha que usa-lo esta noite. Retiraria a gravata e seu paletó, jogando-os sobre o sofá de sua sala ao lado da caixa que guarda seu chicote. Seus calçados já estavam posicionados na entrada da casa, pois os tirou assim que entrou. Trajava somente sua calça jeans e uma camisa branca de botões. Com o auxílio da mão esquerda, desabotoaria os dois primeiros para que pudesse transpirar. Hisoka estava frente a frente com o saco de pancadas que servia para descarregar seu ódio de tempos em tempos, assim como manter seu corpo sempre disposto. Sua experiência de briga de rua, a qual ele guarda de seu passado arruaceiro, finalmente viria a ser útil mais uma vez.

Passaria longos trinta minutos trocando golpes com o saco de areia, buscando socar e chutar toda sua extensão, de todos os ângulos e posições possíveis. Decorrido este tempo, seu semblante já apresentaria sinais de fadiga. A respiração ofegante e a camisa encharcada de suor transmitiriam todo o esforço que ele pôs nos ataques. Todavia, antes que finalizasse, seria um bom momento para inaugurar o chicote que havia acabado de adquirir. Caminharia rapidamente até a sala, retirando a tampa do caixote verticalmente, para que pudesse contemplar o chicote negro em seu interior. O pegaria com a mão direita a partir de seu cabo, retornando a sua sala de treino enquanto a ponta do armamento deslizava rente ao assoalho.

– Arg! – Balbuciou antes de seu primeiro ataque, o qual usaria os músculos do braço destro, costas e peito. Uma rápida movimentação que levou o chicote a dançar ao seu lado antes de se agarrar ao saco de pancadas.

Assim como sempre pensou, Hisoka planejava utilizar o chicote como uma arma de suporte para inutilizar seus adversários. Se o saco de pancadas fosse um humano, estaria com o corpo praticamente imóvel. Os braços presos as costelas e o equilíbrio afetado o tornam uma presa fácil de ser abatida. Um brusco movimento com a mão direita seria realizado para puxar o alvo em sua direção para que o finalizasse com um forte chute alto. Seria a altura média de um queixo humano, alvo perfeito para ser golpeado, dada que as chances de nocaute são altas.

– Já está ficando tarde... – Havia treinado tanto que esquecera do tempo passando. Vistoriando o céu pela janela do quarto, veria que o sol já estava se esvaindo e a noite desabrochando. Era o momento de agir.

Após um bom banho para esfriar a mente, Hisoka iria recolher um conjunto de roupa completamente preto em seu guarda-roupas. A ação não seria a toa, pois seu objetivo é ser o mais furtivo possível. Na calada da noite, a coloração de suas vestes seria muito importante para se camuflar ao máximo no ambiente e ser imperceptível tanto quanto for capaz. Deste modo, trajava uma camisa simplória sob a calça atada a um cinto, todos em tom negro. A única exceção seria um cachecol cinza ao redor do pescoço, cobrindo grande parte de seu rosto, deixando somente os olhos à mostra. Seria imprescindível para manter seu disfarce, ao menos enquanto não possui seu óculos. O chicote estaria amarrotado em círculo, preso na parte direita de seu quadril a partir do cós.

Iria esperar um horário mais próximo da madrugada, tendo em vista que as ruas estariam menos movimentadas, o que poderia tornar seu trabalho mais simples. Sendo assim, por volta das vinte e três horas iria sair de casa, protegendo o rosto com seu cachecol. Seus passos seriam tranquilos, sem despertar alarde, mesmo que trombasse com alguém pelo caminho. Somente ignoraria, como se fosse um cidadão comum. Em sua mente, buscava resgatar o endereço que havia tentado decorar no instante em que leu o jornal pela manhã. Com esta informação ele poderia seguir até o local do crime.

A medida que situava-se mais próximo do lugar, teria uma cautela maior. De longe, seu principal objetivo era reconhecer se havia algum agente da marinha ou do governo protegendo a residência. Eles geralmente o fazem para conservar a cena do atentado e se mantém na entrada. De toda forma, não hesitaria em dar uma volta no quarteirão para contemplar os fundos do domicílio e ter a plena certeza que não estariam por todo o perímetro.

– Yare... yare... – Murmurou para ele próprio. Apesar de ser um homem bem calmo, seria a primeira vez que estaria numa situação como esta. Seria impossível não sentir borboletas no estômago, então manter o controle seria imprescindível para que sua "missão" fosse bem sucedida.

Se a moradia estivesse completamente exposta, sem proteção de agentes, Hisoka somente iria esperar pelo momento certo para entrar, atento ao redor para que não o vissem. Caso houvesse alguém na rua no instante, daria mais uma volta no quarteirão até que pudesse invadir a casa sem ser notado. Estava bem paciente para isto e não iria se estressar por perder cinco ou dez minutos a mais, afinal, bem pior seria se fosse capturado.

Caso a moradia estivesse com a proteção de seguranças, sejam marinheiros ou agentes do governo, Hisoka buscaria entrar pelo local oposto. Isto é, se estiverem a proteger a porta da frente, iria pelos fundos. Se estiverem a proteger os fundos, iria entrar pela porta da frente - sem muito mistério -. Todavia, sempre atento ao redor para que permanecesse furtivo. No entanto, havia ainda uma terceira condicional: ambas as entradas bloqueadas. Nesta circunstância, seria necessário que Kurayami criasse uma situação para chamar a atenção de um dos seguranças. Uma ação perigosa, porém se bem planejada é provável que fosse efetiva.

– Droga... – Resmungaria diante da chata conjuntura.

As íris iriam dançar ao seu redor na tentativa de encontrar uma pedra. Um pequeno fragmento do tamanho de seu punho já seria mais que o suficiente. De tocaia, Hisoka iria arremessá-lo de um local abscôndito, como uma viela ou um simples beco. Seu objetivo era acertar uma janela de vidro de uma residência, a qual não estivesse nem tão próxima de seu escopo, porém nem tão distante a ponto dos agentes não ouvirem. Neste pequeno instante de abertura, esperaria os seguranças correrem para averiguar a ocorrência e partiria agilmente em direção da casa da mulher assassinada. Hisoka é bem veloz, outra qualidade adquirida em seu passado baderneiro, o que lhe provavelmente lhe propiciaria aproveitar o curto intervalo com perfeição.

– Vamos lá. – Sussurrou na tentativa de encorajar a ele mesmo.

Com o conhecimento que agregou ao ler o jornal, Hisoka imagina que a casa esteja abandonada, já que ela era viúva. Apesar de ter deixado um filho, é improvável que esteja morando sozinho, pois ele é pequeno. Portanto, em tese não teria surpresas indesejadas no interior do domicílio, assim como ele não estaria trancado, o que facilitaria seu acesso. Entretanto, havia a possibilidade da porta estar aldravada, o que obrigaria Kurayami a criar outros meios de ingressar na moradia. Para isto, o rapaz iria vislumbrar ao redor a procura de janelas e tentaria entrar através de uma delas. Na hipótese de finalmente ter conseguido acesso, seus batimentos cardíacos iriam finalmente aquietar, pois o pior já havia sido deixado para trás. Inclusive, serenidade era imprescindível naquele instante, pois seria o momento de recolher provas e analisar as informações que o lar da vítima podem lhe proporcionar. Iria examinar um cômodo por vez, começando pela sala, em seguida quarto(s), banheiro e, por fim, cozinha. Tentaria ser o mais perfeccionista possível, sem abandonar detalhes. Abriria gavetas, leria cartas, contemplaria fotografias. Nada passaria desapercebido pelos seus olhos atentos e devotos a compreender este caso.

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptySex 22 Jun 2018, 17:14

PARADO AÍ!


Durante a compra do seu chicote, Hisoka optou por levar o terceiro modelo apresentado, este que por sua vez tinha a coloração esverdeada, mas o professor pediu para que houvesse uma troca para uma versão de cor negra, a atendente então atendeu ao pedido de bom grado, indo até o estoque para buscar um chicote negro da linha “Pacificador”. Após o pagamento ser efetuado e o produto entregue ao cliente, Hisoka se retirou da loja e rumou em busca de seus óculos de visão noturna, que ao contrário do que imaginava não eram tão baratos assim, por isso cogitou levar uma versão falsificada na região dos camelôs da cidade, mas achou melhor não arriscar gastar dinheiro levando um produto que não tinha certeza sobre suas qualidades, e por hoje compraria apenas o seu chicote.

De volta a sua humilde residência, o professor de história não perderia muito do seu tempo parando para relaxar, ao invés disso foi direto para o seu saco de pancadas onde já começaria a se aquecer aplicando nele bons golpes de seu estilo livre de luta de rua. Já com o corpo encharcado pela sua transpiração, Hisoka mesmo ofegante decidiu por inaugurar o seu mais novo chicote, segurando-o com a sua mão direita, o historiador realizou o movimento de execução da arma para que ela se enroscasse no saco de pancadas e assim ele pudesse usar a força de seu braço para puxar o objeto para mais perto, onde teria a distância necessária para finalizar com um chute alto. A ideia era simular que o saco de areia fosse um corpo humano que ele poderia prender com o chicote e depois puxar para acertá-lo com um chute no queixo, porém, mesmo conseguindo fazer tal movimento com um objeto inanimado, não poderia ter total certeza de que iria funcionar com uma pessoa.

Com o período ardente do dia se esvaindo, a gélida e escura noite começava a surgir no céu sem cor enquanto a lua cheia ia se destacando cada vez mais com o seu brilho. Com a chegada da hora noturna o plano de Hisoka ia ficando cada vez mais próximo do seu início, por isso partiu para refrescar o corpo suado em um banho relaxante, mas quando saiu deste e foi em direção ao seu guarda-roupas para escolher as suas vestes, Kurayami logo percebeu que havia algo diferente ali, algumas de suas roupas não estavam dobradas da forma como ele fazia, o que só podia significar uma coisa: alguém havia mexido ali.

Por mais que vasculhasse a sua casa, o professor não encontraria ninguém escondido ou sequer outros indícios de que alguém esteve ali, a única falha da pessoa ou pessoas que invadiram sua residência foi exatamente a forma como as roupas foram dobradas. Caso procurasse por objetos, documentos, livros ou até dinheiro que pudesse ter sido levado, não sentiria falta de nada, o que era realmente muito estranho e acabaria por gastar boa parte da noite de Hisoka até que ele voltasse a se arrumar para sua saída às ruas pela madrugada.

Seu plano era ir até a residência da vítima do assassinato que havia lido no jornal hoje mais cedo, por mais que não soubesse exatamente qual casa a mulher residia, foi fácil descobrir isso quando chegou na rua e se deparou com um único marinheiro andando de um lado para o outro próximo a uma casa com uma faixa amarela em sua porta, na mão dele havia somente uma espingarda… “Somente”. Olhando pelo local onde estava, Hisoka não seria capaz de ver outros marinheiros, talvez realmente não tivesse nenhum, mas graças a sua paciência em esperar o momento certo, o professor, que agora agia como um agente secreto dos filmes de espionagem, viu a chegada de um segundo marinheiro, este trazia duas espadas na cintura e viera dos fundos do terreno guardado, ou seja, cada um da dupla deveria estar vigiando uma entrada para a casa, porém, se um dos marinheiros saiu de seu posto, esse era o momento perfeito para Hisoka agir.

Enquanto os marinheiros conversavam sobre sabe-se lá o que, talvez apenas para matar o tédio durante a madrugada, Kurayami poderia aproveitar para ir até os fundos da casa e assim tentar adentrá-la, não pela porta, fechada, mas sim por uma das janelas. Após invadir a residência, Hisoka procuraria por alguma informação útil nas coisas da família, obviamente fazia isso no maior silêncio possível e também tentaria por não deixar nenhum indício de que estava xeretando por ali. Porém, mesmo depois de muitos minutos ali dentro procurando por alguma coisa, o professor acabaria chegando à conclusão de que a vítima, Mary Shin, não passava de uma cidadã comum, então qualquer suspeita que tivesse a respeito dela ou do seu assassino acabariam na conclusão de que nada mais é do que um crime qualquer do dia-a-dia.

O que poderia tirar dali, através das fotos da família, é a informação de como era a aparência do filho da falecida mãe, e também o seu nome, Joseph, como marcavam as palavras coladas na porta do quarto dele. Talvez desapontado por não ser um caso tão semelhante assim como o que ocorreu com a sua mãe, Hisoka sairia dali pelo mesmo lugar  por onde entrou, visto que aparentemente os marinheiros já estavam cagando para a vigilância da casa de uma qualquer assassinada.

Depois de sair da residência que havia invadido, o professor de história seguiria pelas ruas escuras da madrugada fria de Las Camp, estivesse ele voltando para casa ou não, durante o seu trajeto para o local desejado, Hisoka acabaria por se deparar com algo inusitado, mais uma cena de crime! A fraca iluminação dos postes de energia daquela região não permitiram que ele tivesse a visão disso com antecedência, realmente os óculos que queria comprar faziam falta, por conta disso ele acabaria por se aproximar demais daquilo que agora já era o cadáver de uma mulher. A poça de sangue ao redor do corpo indicava que havia sido um ferimento brutal, sua falta de conhecimento nessa área não poderia lhe dar a certeza do que foi, mas sua memória sim, e a vítima do caso que havia lido no jornal também era uma mulher jovem e havia sido assassinada com um golpe de espada… Então seria ela mais uma vítima de um mesmo assassino? Estaria Las Camp habitando um serial killer?

- PARADO AÍ! - Gritou uma voz masculina vindo das suas costas. - EU DISSE PARADO AÍ! - Repetiria ele caso Hisoka fizesse algum movimento que não fosse exatamente aquele que a voz pediu, nenhum.

Infelizmente não havia nada naquele momento que ele pudesse fazer, ter acidentalmente se aproximado tanto da cena de um crime lhe botaria em uma situação complicada principalmente se fosse visto por alguém… E pela forma como a pessoa ali lhe dirigiu a palavra ele já sabia que não se tratava de qualquer um.

- Mãos para o alto e se ajoelhe, eu sou o Sargento Ryan da Marinha e você está preso por ser pego em flagrante em uma cena de crime! - Anunciou o marinheiro com uma voz firme. - Atenção, esquina da 40 com a 42, uma mulher parece ter sido golpeada, tenho o suspeito na mira, homem caucasiano vestindo preto, envie reforços e uma equipe médica imediatamente. Repito, esquina da 40 com a 42, tenho o suspeito na mira, envie reforços imediatamente e uma equipe médica, tenho uma mulher ferida! - Diria ele através do que certamente se tratava de um Den Den Mushi. - PARADO AÍ, FILHO DA PUTA, AINDA NÃO ENTENDEU? - Repetiria ele se visse as pernas de Hisoka ameaçando se mexer, e caso ele demorasse para fazer o que foi mandado ele também completaria com um: - MÃOS NA CABEÇA E AJOELHA, SEU MERDA, OU QUER QUE EU TE FAÇA BEIJAR O CHÃO?

Mesmo de costas para o Marinheiro, Hisoka poderia tirar algumas conclusões, a primeira delas é que ele estava lhe apontando uma arma, não sabia qual, nem quantas, mas visto que ele deve ter usado uma das mãos para falar pelo Den Den Mushi muito provavelmente se tratava de uma arma de mão única. A situação agora era uma questão de escolha, sendo que duas delas são bem óbvios, o professor poderia se render e tentar explicar sua inocência no QG da Marinha, ou ele poderia se virar e lutar contra o Marinheiro isolado para tentar ao menos desarmá-lo e assim poder ter uma chance de fugir. O que Hisoka escolherá?

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Última edição por Shinsuke em Seg 25 Jun 2018, 23:23, editado 1 vez(es)
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Hisoka
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Hisoka

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MensagemAssunto: Re: #1 - Mágoas do Passado   #1 - Mágoas do Passado EmptySab 23 Jun 2018, 05:13



Mágoas do Passado

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#Post 5


Seu plano para ter acesso à moradia da vítima foi um sucesso. Sem despertar atenção dos marinheiros, Hisoka foi capaz de entrar na residência da mulher cujo nome fora descoberto após alguns minutos de investigação. Se tratava de Mary Shin, mãe de Joseph. Infelizmente estas foram as únicas informações obtidas por Kurayami durante sua estadia na casa da moça. Nenhuma pista de quem poderia ser seu assassino ou o que motivou o atentado foi encontrada. Talvez tenha faltado um pouco de especialidades no professor, como um toque de aptidão em rastreio e/ou lógica, ou talvez realmente não havia nada ali que o fizesse chegar em algum lugar.

– Droga, não tem nada... – Lamentou a falta de vestígios na cena do crime. Todos os riscos em que Hisoka se colocou teriam sidos em vão.

Amargurado pelas diversas lacunas que remanescem do atentado, Hisoka iria sair pela mesma janela que entrou, atento para não ser visto pelos marinheiros. Minutos depois, já na volta para sua casa, sua mente fora perturbada por outra cena. Ele havia evitado pensar nisto até então, pois queria seus pensamentos focados completamente em sua missão, mas dado que ela já fora deixada para trás, ele reatou a lembrança. Logo depois que tomou banho, Hisoka percebeu que as vestimentas em seu guarda-roupas estavam num padrão diferente no qual ele normalmente as organiza. Naquele instante, concentrado no encargo que iria fazer, acabou associando a uma mera coincidência, entretanto, correlacionando o acontecimento com os recentes episódios que teve com Finn, acabaria por ficar preocupado. Ele sabe que podem somente ser coisas da sua cabeça, mas receia que sua vida esteja em real perigo depois de todos os esforços de sua mãe para mantê-lo nas sombras da história. Talvez seja o momento de uma mudança radical em sua rotina, como sair desta ilha e começar do zero em outras cidades ou até mesmo em outro blue.

Com os pensamentos completamente distantes, Hisoka nem havia notado o lugar por onde estava caminhando. A penumbra na rua em decorrência do ápice noturno também não favoreceria o reconhecimento da situação. A mente voltou ao presente quando um grito ecoou na madrugada, ordenando-o que parasse imediatamente. Os olhos vagariam atordoados, ainda reatando a sobriedade na busca por compreender sua condição. Assim que fitasse o chão, perceberia as pegadas rubras que seus passos haviam deixado por parte do caminho. Bem próximo de seu corpo, um cadáver de outra mulher. A cena instantaneamente seria comparada com a foto que havia visto de Mary Shin no jornal de manhã. Até mesmo a ferida era idêntica! Não era necessário ser um médico para perceber que se tratava de um golpe feito por um objeto cortante, tal como uma espada - a arma do crime de Mary -. O mesmo assassino havia atacado novamente? Pensaria Hisoka, que agora estava numa situação bem intrincada. Caminhando sozinho a esta hora da madrugada ao lado de uma mulher banhada em sangue. Nem mesmo sua aparência inofensiva seria suficiente para contornar o cenário.

A voz do homem que o ordenou parar veio de um agente que auto-declarava-se sargento da marinha. Hisoka deveria evitar movimentos bruscos por hora, dado que por cima do ombro, de relance, seria capaz de perceber ao menos uma arma apontada em sua direção. Calma como de praxe, sua mente já estava trabalhando a mil na tentativa de encontrar uma saída para este cenário deplorável. Depois de um perfeito planejamento para entrar na cena do crime anterior, um breve desvio de atenção havia o feito se deparar com outro atentado no qual ele era o principal suspeito. O cúmulo do azar ao mínimo.

– Calma... – Buscaria tranquilizar o sargento com seu tom de voz sereno.

De costas para o sargento, seus braços seriam erguidos vagarosamente numa suposta rendição. Tal ação provavelmente tiraria a tensão do marinheiro. Com sorte, ele retiraria o dedo do gatilho, o que facilitaria o sucesso em seu plano. Hisoka já havia pensado em grande parte do cenário que iria criar. Cada passo planejado, exceto um: por mais que suas palavras e entrega dissimulada pudessem reduzir a apreensão do homem, era necessária uma distração para atrasar uma possível reação, o que iria maximizar as chances de Hisoka sair ileso e bem sucedido. Para ganhar um pouco de tempo, seus calcanhares iriam rotacionar vagarosamente em 180º para que seu corpo pudesse virar em direção do marinheiro, assim poderia encará-lo diretamente e ficar a par da situação. Seu cachecol cinza cobriria grande parte de seu rosto, o que evitaria um reconhecimento a posteriori. É claro que seus braços continuariam erguidos anunciando a falsa trégua para não tumultuar os pensamentos do sargento e fazê-lo pensar que Kurayami iria atacá-lo. É provável que obedecendo ao menos uma de suas ordens o conceberia a percepção de estar com a situação sob completo controle. A resolução para o seu problema apareceria em sua mente num brilhante lampejo no pouco tempo que havia ganhado.

– Hey, ela ainda está viva!!
– Declararia Hisoka com uma feição espantada.

Com toda aquela quantidade de sangue, era muito provável que a mulher já estivesse morta, entretanto numa situação como esta é ainda mais provável que o marinheiro seja completamente levado pela emoção e Hisoka agarraria suas esperanças nisto. Um segundo; um único segundo de desatenção era o que Kurayami desejava naquele instante. Um mero desvio de olhar por parte do sargento para averiguar a vítima, praticamente instintivo devido o alerta de Hisoka. Este pequeno intervalo de tempo seria aproveitado ao máximo pelo vigilante. Ele abusaria de sua aceleração, característica que o permite reduzir distâncias num curtíssimo espaço de tempo, para correr em direção do marinheiro. Os músculos inferiores iriam contrair bruscamente enquanto seu corpo iria curvar para diminuir o atrito com o ar. Concomitantemente, as íris estariam focadas no cano da arma do oponente na tentativa de criar o traçado da bala em sua mente. A medida que se aproximaria, usaria a informação para inclinar o tronco na direção contrária, isto é, se averiguasse que a bala seria disparada na região mais a direita, jogaria o corpo à esquerda e vice-versa. A possibilidade da bala estraçalhar o seu crânio seria contestada com o fato de ter vergado a coluna inicialmente para partir em disparada contra o sargento. Caso apurasse que a mira do atirador estivesse mais centralizada no tórax, não hesitaria em dar um passo para o lado direito em sua corrida. É óbvio que isto iria ampliar o tempo necessário para alcançá-lo, porém uma completa confinidade nunca fora seu objetivo inicial. Hisoka somente gostaria de estar à três metros do sargento. A esta distância, poderia sacar, com a mão destra, o chicote pacificador no cós de seu cinto, para que, num movimento brusco de seu pulso, almejasse enrolá-lo no cano da arma do adversário. Não daria espaço de nem ao menos um segundo para encaixar a próxima ação, a qual consistiria em erguer o braço na tentativa de desarmá-lo lançando sua arma aos ares, pois Hisoka sabia que ele não demoraria a encaixar outro disparo.

– Muito lento! – Provocaria enquanto manteria a corrida para, desta vez, aproximar-se de fato. Os cabelos negros esvoaçariam ao vento que sibilava em seus ouvidos.

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Seu chicote foi comprado precisamente para adaptar com seu estilo de luta, pois não o utiliza para danificar o alvo, mas para lhe dar suporte e promover uma maior facilidade para encaixar seus golpes físicos. E tal como a tentativa de desarmar o marinheiro, o usaria novamente para desequilibrar o combate ao seu lado. Ele precisava acabar com esta luta o mais rápido possível, pois os reforços chamados a partir do Den Den Mushi podem chegar a qualquer momento. Assim, buscaria enlaçar as pernas do inimigo com o seu chicote, atando-as para imobilizá-lo e prejudicar completamente a sua mobilidade. Caso conseguisse, chutaria de forma ascendente o oponente, mirando em seu queixo para desmaiá-lo com velocidade. Era provável, também, que ele saltasse para evitar ser amarrado. Neste caso, o objetivo de Hisoka seria alcançado da mesma forma, pois no ar o marinheiro estaria desequilibrado idem. Deste modo, iria acertá-lo com uma forte cotovelada destra na boca do estômago pretendendo atordoá-lo. Por fim, ele poderia recuar num salto para trás, aumentando a distância o suficiente para dificultar um combate direto, pois nesta circunstância sua mobilidade não estaria nada desfavorecida e suas chances de esquiva ou bloqueio seriam francas. Nesta situação, assim como caso seus golpes encaixassem, Hisoka iria dar meia volta e disparar em 'zig-zag' na direção de uma viela ou beco escuro. Suas roupas o ajudariam a se camuflar no ambiente noturno e sua aceleração provavelmente o fariam despistar o marinheiro. Caso sua fuga do sargento fosse bem sucedida, ainda assim não estaria completamente a salvo, pois os demais marinheiros podem estar próximos, então evitaria sair nas ruas diretamente, continuando a usufruir das ruelas para se mover, sempre com calma e paciência, características determinantes em sua personalidade, até que finalmente chegasse em sua casa, mesmo que precisasse pegar o caminho mais longo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos Para Esta Aventura:
 

OFF:
 


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