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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 What Does The Fox Say?

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MensagemAssunto: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptySex 08 Jun 2018, 16:05

Relembrando a primeira mensagem :

What Does The Fox Say?

Aqui ocorrerá a aventura do(a) agente Roxanne. A qual não possui narrador definido.


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Luna
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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptySab 30 Jun 2018, 14:05



Wind and Wather.



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.......A sensação em meu interior consumia, dilacerava e se apoderava de mim, um misto de desgosto e perdição, o que estava fazendo da vida? Amigos, deveres, pessoas, a justiça.... O mundo melhor que havia prometido para minha mãe estava tão longe, tão distante, longe demais para que sequer pudesse traçar um caminho, sequer conseguisse ter a esperança de que aquelas eram escolhas certas, de que tudo que tinha feito e teria de fazer valeria a pena, de que era por um objetivo maior, para algo maior...  — ~ Você não vai ficar para trás, Ay, nem que todos nessa ilha precisem morrer para que você seja salva, sem exceções. ~ — Encarava o horizonte, distante, longe de tudo e de todos, como se transcendesse meu corpo físico, estava quebrando.

.......Às vezes me espanto com a força de meus pensamentos, algumas pessoas dizem que tem visões do futuro, são sensitivas e coisas do tipo, quando se tratava de mim o negócio era mais para um imã de problemas do que para qualquer outra coisa.  Uma lágrima começava a escorrer de meus olhos enquanto encarava o local onde meu destino se resolveria e, de repente, uma monstruosa criatura rompeu as águas, tudo tremeu e quando digo isso me refiro a meu corpo também. Sorri, um sorriso boquiaberto enxergando aquela monstruosidade que tapava os raios solares e lançava sobre todos sua imponência, seu poder naturalmente magistral. — ~ Santo Deus, santo Deus, santo Deus, como é belo!! ~ — As pessoas surtavam, deixavam a coragem escorrer pelas pernas e desabavam escondendo-se, mas não Rox, essa não era a postura de uma d’Lamour, minhas pernas firmes mantinham-me ali, cara a cara com o monstro. — Bem-vinda a porra da Grand Line. — Sussurrava como uma criança, extasiada frente a um parque de diversões enquanto a monstruosidade partia para seu destino, deixando-nos com o nosso.

.......Um pouco mais calma e de certa forma mais feliz também, me aproximei de alguns marinheiros que começavam nervosamente a especular sobre a ilha em que desembarcaríamos, histórias vagas, mais para contos de pescador que para relatos de alguém que realmente encarou o diabo e voltou, mesmo assim, interessantes de ouvir, isso e as gargalhadas dos rapazes. — ~ Descontração fará bem a eles, talvez fizesse bem para mim também. Se não fosse eu a executora dessa merda toda. ~ Garotos, brinquem agora, divirtam-se, isso fará bem para a alma, mas lembrem-se que quando pisarmos naquelas terras, nada do que foi dito aqui terá som ou sabor de piada. — Encarava a silhueta da ilha que cada vez mais se aproximava, em pé ao lado do grupo. — Uma agente do governo está naquela ilha, foi sequestrada, uma mulher que queria apenas provar seu valor para todos, ajudar as pessoas mesmo que nunca pudesse ser reconhecida por isso. Ela tinha pessoas queridas assim como vocês têm, divirtam-se e riam agora, mas tenham claro em suas cabeças, quando nossos pés encostarem na costa daquela ilha, não existem amigos ou lugar seguro, temos de ser leões, temos de arrancar deles cada pedaço que nos for possível. — Os encararia, olhando no olho de cada um, meu coração acelerado, o cenho sério, quase mecânico. Sorri, um sorriso amigável, camarada e descontraído, abaixei a cabeça enquanto apanhava minha seda, maconha e balançava, os cachos tremulando e tampando meu rosto. — Mas por agora, apenas vamos nos divertir. — Acendia meu baseado, dava uma longa e demorada tragada, sentindo toda dormência, toda leveza, expirando toda preocupação e apreensão sobre o que estaria por vir. Tragava mais uma vez e esticava o braço oferecendo o cigarro aos garotos, erguia a cabeça sentindo a brisa marinha, a brisa da maconha, expirava e sorria, finalmente pronta. — ~ Você virá comigo Ay, você virá. ~ 





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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyDom 01 Jul 2018, 10:32



(5/6) - Wonderful Land

 

O clima de camaradagem era intenso no convés onde, ao vento, risadas eram jogadas de forma despreocupante. Todos ali seguiam a dolorosa estrada que futuramente não teria espaço para momentos emotivos e amigáveis, muitos deles até mesmo entrariam naquela ilha para nunca mais retornar com vida, se tiverem a amarga sorte de ter seus corpos encontrados. Reservavam uma pequena pausa para sentirem a humanidade que ainda sentiam no peito, e até mesmo olharam com uma incrédula descrença para as palavras e advertências de Roxanne que, centrada, parecia entender bem o peso que carregava ao se tornar uma agente oficial.

Tá de brincadeira, né? —perguntara o ruivo com seu tom rouco e despreocupado, se espreguiçando ao repousar as costas no mastro principal —Bem, eu estava. Tem piratas lá e uns 'revolixonários', mas... são só uns bandidinhos, né não? —os demais pareciam concordar com o mais velho, murmurando repostas positivas em união, ao que deitavam olhares de reprovação na mulher.

Tem razão, são só uns rebeldes de merda, e os piratas são piores —dizia o rapaz magricela, massageando as axilas feridas —Nenhum dos dois tem coragem de vir peitar a gente de frente, são uns fracotes. Ficam escondidos e fogem no primeiro sinal de perigo, né? —buscou apoio nos demais colegas, que, ao rirem daquelas palavras, se tornaram ainda mais convencidos e despreparados. A falta de profissionalismo era facilmente vista na tripulação, mas não em Sirius que, com seu sorriso misterioso e reservado, se sentava afastado do grupo na murada direita da nau, os observando com interesse e pena. Quando um breve silencio tomou conta do convés, sua risada sutil e encoberta podia ser ouvida, os fios desembaraçados escondendo o cenho.

Vocês... —seu tom possuía um ar diferente, bem como a forma na qual as palavras soavam de sua boca. De braços cruzados, mais parecia um sonambulo conversando do que um sujeito se divertindo —...farão bem em escutar a agente Roxanne. Não, não me olhem assim, ela está certa em uma coisa... —dizia, se levantando com leveza e assumindo uma postura que, de relance, mais parecia ameaçadora do que amistosa —...temos mesmo que nos divertir, afinal! Não?! —os demais, mesmo que inicialmente hesitantes, se juntaram a ele numa comemoração infantil e inexplicável, se perdendo em gritos que por algum motivo não pareciam ser interrompidos por Monterrey, mesmo que sua sala não estivesse a poucos metros dali. O sorriso de Sirius parecia querer dizer mais do que aquilo, muito mais, de modo que seu semblante se assemelhava ao de um mentiroso nato, cujas motivações eram desconhecidas para todos ali. Era esperado que um agente tenha seus segredos, mas aquele jovem parecia ser feito de uma ilusão, envergando o manto da fraude sem levantar suspeitas de ninguém.

A nau seguia seu curso para a ilha e, com a proximidade da mesma o número de gaivotas aumentou de forma alarmante, de modo que agora circulavam a embarcação de um modo convidativo, se não místico. Seu grasnido a princípio convidativo parecia querer dizer algo a mais, como se cantassem em desespero. Como se quisessem que a embarcação desviasse seu curso.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyDom 01 Jul 2018, 16:24



What Does The Fox Say? - Página 3 325310319 WONDERFULL. What Does The Fox Say? - Página 3 325310319



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.......— "Agora venha roubar minha alma, espere lá fora até que eu entenda, não quero sentir o gosto, quero subir e ir, conseguir ouvir aquilo que tento sentir em meu coração, não sentir o gosto, quero subir nesse trem fantasma e ficar do seu lado. Hoje gostaria de morrer, não pelo que fiz, mas pelo que terei de fazer."

.......O gélido toque da madeira fazia um arrepio subir da ponta dos dedos à dos mamilos.  Mas não era isso que me incomodava, estava acostumada com o frio do North blue e sentir arrepios tornara-se ao longo dos anos tão natural quanto respirar, o medo do que encontraríamos naquela ilha era o que me deixava desconfortável. — ~ Roupas... Armas... Roupas... ~ — Verificava meus pertences, me colocando a par de tudo que dispunha para aquela missão, ia até meu cômodo e vasculhava as bolsas para ter certeza de que não estaria deixando nada de importante para trás, ao mesmo tempo começava a calcular o que precisaria para aquela missão. Sabia que não seria o tipo de tarefa que estava acostumada a realizar, tinha uma mórbida certeza de que haveriam vítimas, precisava garantir que todas fossem do lado inimigo.

.......Acho que é issso rapazes. — Uma enorme plateia, um tanto boquiaberta, um tanto animada, seguia comentando, brincando rindo e ignorando as advertências vindas de mim e Sirius. — ~ Esse cara é no mínimo estranho, preciso ficar atenta, dar as costas pra alguém desse tipo pode não ser uma boa ideia.  ~ — Olhava de relance para o homem. — ~ Aqui é a Grand Line, os revolucionários são bem mais influentes, podem até mesmo ter agentes duplos infiltrados...  ~ — Analisava-o, seria aquele homem um infiltrado ou aquilo era apenas paranoia de minha cabeça? — ~ O tempo irá dizer, espero que se revele um bom aliado, para o seu bem. ~

.......Ali está ela. — Dizia, virando-me para a ilha que nunca estivera tão perto. — Temos algum rosto conhecido pelo qual procurar, Sirius? Cartazes, fotos dos membros desse grupo? — Tragava mais uma vez o cigarro, estava quase acabando, sendo já possível sentir o calor de sua ponta em meus dedos.  — Espero que a gente não precise acabar matando, já faz muito tempo desde que matei pessoas por aqui. — O mistério em minhas palavras deixava em aberto meu passado para aquele homem, era isso que queria, causar confusão.  —Precisarei passar no quartel general e também precisarei comprar alguns aparatos, o North Blue não tem nada se comparado a esses mares. — Olharia para o céu, fingindo pensar de maneira irresponsável. — Granadas, bombas de fumaça, gás inflamável, mascará de gás. Gostaria de me ajudar com isso? — Começaria a rumar para o local onde a prancha desceria, lentamente, esperando ser acompanhada pelo rapaz. — Ah, esqueci de comentar, mas sou uma cientista. — Sorriria, reforçando minhas palavras. — Não precisa se preocupar, apenas quero ter certeza de que as baixas acontecerão apenas do lado deles hoje..

....... Ergueria a mão, os dedos indicador e médio imitando o cano de uma pistola, mirando a ilha. — Hoje é o início do fim. — Ergueria a mão, simulando um coice de um disparo e então me aproximaria do mesmo, agora ficando a cerca de três passos do rapaz. — Me acompanha?~ Vamos ver de que lado você está agora.  ~ — Sorriria, caminhando a esmo, deixando as lapelas do terno abrirem-se lentamente a cada passo. Viraria, um olhar maldoso, a pistola imaginaria em riste em uma mão, o baseado agora sendo apenas uma ponta na outra. Tragaria, rindo como uma criança inocente, sentindo o calor da chama quase queimar minha pele e então jogaria a  ponta no mar, expiraria aquela fumaça e me aprontaria, para que no momento em que aquela prancha descesse eu pudesse seguir ilha a dentro, com o mapa mentalmente gravado, seguiria até o quartel general onde pegaria o que fosse possível para a missão e tentaria ali coletar mais informações do que provavelmente encontraria.

.......Verificaria as notas no bolso e faria meu balancete para ter noção de quanto conseguiria gastar e logo poderia notar minha declarada falência, tentaria no quartel general conseguir o que precisava como itens apenas para a realização da missão, já tinha recebido uma pistola em Lvneel, o que eram alguns explosivos para Wonderfull Land? Estando devidamente armada e pronta, pararia para observar o dia que estava em seu manhoso e preguiçoso início. — ~ Agora falta pouco, Ay, aguente, estou quase lá. ~

....... "Terroristas não saqueiam para possuir, nem matam para saquear. Matam para punir e purificar através do sangue. No puro e literal sentido, era uma terrorista, uma habilitada, munida e livre de qualquer culpa legal por seus atos. Infelizmente, não livre dos meus próprios julgamentos."









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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptySeg 02 Jul 2018, 15:13



AwfulWonderful Land

 



Conforme a proximidade da ilha se tornava evidente, os demais membros do convés finalizaram seus afazeres, ou melhor, a falta dos mesmos, para retornar ao trabalho de manobrar a embarcação até o porto que se tornava cada vez mais visível. O terreno montanhoso dominava a maior parte da ilha em seu centro, onde cortinas de fumaça podiam ser vistas se espreitando por entre os picos rochosos, partindo de uma longínqua fábrica que era claramente avistada pelos olhos afiados de Roxanne. Dos pés das montanhas até a praia se estendia um disforme e denso aglomerado de casas das mais diversas cores, e da mais diversa falta de ordem estrutural. Mais se assemelhava a um território criminoso e hostil que, de acordo com os relatos, era exatamente aquilo. Isso, é claro, se não fosse pelo evidente quartel general que se erguia firme e dominante sob um morro próximo ao porto, este que separava cidade da areia da praia.  

Sirius respondeu as primeiras perguntas de Roxanne ao simplesmente lhe entregar três folhetos que aparentemente foram impressos recentemente. Tinha uma expressão brincalhona e misteriosa no cenho, e se posicionava ao lado da mulher conforme a nau alcançava a baia, manobrando por entre outras quatro embarcações atracadas, essas de propriedade da marinha. Não foram recebidos por urros de boas-vindas dos soldados que faziam a manutenção diária nos barcos e no porto, de modo que o humor negro na cidade se tornara tão palpável quanto o mau cheiro. Os cartazes também de pouco fizeram para melhorar a situação, mostrando as altas recompensas que os revolucionários tinham em suas cabeças, claramente mostrando o potencial perigo que apresentavam para os interesses do governo —Sei pouco, na verdade. Pontas cuida das rondas matutinas e Aluado das noturnas, dizem que seus homens patrulham a "Cidade baixa" —dizia ele, apoiando o pé direito sobre a murada próxima da prancha —A parte da cidade onde o governo não... bem, governa. Até os cidadãos estão do lado deles, esperando qualquer faísca que seja, qualquer sinal pra nos tirar do jogo, tá ligado? O Irisé o cabeça por trás de tudo, chefe da célula. Não sabemos muito sobre ele, foi ferido por um corte no peito no último confronto que teve conosco e não foi visto desde então —conforme a conversa se seguia, a nau atracava no porto. A tripulação subiu ao mastro para prender as velas e garrafas de vinho foram abertas, a viagem havia acabado —Sei, sei sim. Na real, um colega meu vivia nessa ilha e eu fui enviado pra cá muitas vezes, sinto que tenho de te explicar isso. Quanto aos itens, bem, eles abrigam um sujeito idoso lá no quartel, do tipo que explode coisas pra passar o tempo. Ele pode te ajudar com isso, acho. Não conheço o pessoal de lá, ma—

Que vocês dois estão esperando? —trovejante e indignada, uma voz de tom superior surgira por trás dos dois agentes, partindo de Monterrey que, à passos largos e rápidos, se aproximava da prancha para descer ao porto. Tinha uma expressão um tanto fatigada, como se estivesse doente ou desesperadamente cansado —A ilha pode não sair do lugar, mas os revolucionários sim. Marchando —disse por fim, subindo na murada e saltando para uma das pistas de madeira do cais onde, com a chegada de mais um barco, o nível da água havia subido quase ao nível da madeira, inundando um pouco a mesma. Nem Monterrey ou Sirius haviam percebido, mas um pequeno pedaço de papel havia escapado dos bolsos do superior, caindo no cais e sendo parcialmente molhado. De relance, uma pequena foto de família —Ignore ele, vamos —disse Sirius, saltando ao cais em seguida e iniciando uma lenta caminhada para a cidade.

Seguindo adiante, o clima de tensão no porto tornou-se ainda mais pesado quando os agentes começaram a ocupar espaço por entre os trabalhadores apressados e empobrecidos, que carregavam caixas, cordas ou bacias com peixes ensanguentados e doentes para todos os lados, afinal, uma pequena e humilde feira se abria nos pés da cidade que mais se assemelhava a uma favela. Vendiam alimento e utensílios para barcos, e deitaram olhares curiosos em Roxanne, Sirius e Monterrey que agora trafegavam na rua principal. O cheiro de dejetos se encontrava tão presente quanto no porto, e o cheiro salgado do mar se misturava com o mau hálito dos cidadãos que de pouco faziam para tomar um banho, optando por se sentarem em bancos e observar a pequena comitiva que seguia caminho para o quartel general. Viraram a primeira esquina e um pequeno cachorro pelado e sarnento, de súbito, veio correndo na direção do Flagelo, farejando curiosidade no cheiro da mulher e começando a segui-la por um tempo, emitindo um som engraçado que fez com que Sirius caísse na gargalhada. Parecia com fome, como dizia seus olhos interesseiros. Adiante, o Quartel-General se erguia orgulhoso por de trás de seus muros tão polidos que faziam o resto da cidade mais parecer ser feita de barro. Os guardas que estavam ao portão estranhamente não pareciam uniformizados, optando por trajar vestimentas de couro escuro e um armamento um tanto curioso, diferente da famosa uniformidade que os equipamentos da marinha eram conhecidos. As saudações que fizeram para Monterrey também pareceram forçadas e completamente fajutas, um tanto quanto improvisadas.

Aquela porta ali —disse Sirius assim que adentraram no espaçoso pátio central, onde alguns pelotões de marinheiros, esses uniformizados, treinavam flexões em conjunto em um dos cantos afastados. O rapaz apontava para uma pequena residência na extremidade direita do quartel, cuja porta de ferro era facilmente reconhecível —Sei que vive um velho tenente, meio que aposentado. Ele tá encarregado dos suprimentos... "diferenciados" do quartel, se me entende. Sujeito inofensivo, bacana at—iria completar, caso não tivesse sido interrompido por uma pequena explosão, essa vinda ironicamente de dentro da casa indicada. A porta havia sido arrebentada, mas ninguém pareceu correr ao socorro de quem estivesse lá dentro —Acontece sempre. Bem, até mais tarde, olho na nuca lá fora.

Dito isso, Sirius dirigiu-se até o edifício principal da fortaleza, deixando o Flagelo sozinho no pátio. A cortina de mistério ainda rondeava a ilha, onde faíscas de revolução podiam ser vistas por aqueles que as procuram. O fogo que se seguirá pode engolir e incendiar completamente os descuidados, aquecendo aqueles que precisam fugir do frio da pobreza e tirania.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyTer 03 Jul 2018, 00:21

Cidade Baixa.



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.......A proa aportou e podemos sentir o odor salgado das brisas marinhas ser substituído pelo maldito cheiro de vala, peixe morto e fumaça, uma nuance típica de cidades industrializadas como aquela. Longe no horizonte variadas pocilgas chapinhavam os montes enquanto borras negras, cinzas e vez ou outra em tons mesclados infectavam o ar, enfim chegávamos a maldita e fodida ilha de Wonderfull Land, que diga-se de passagem de maravilhosa tinha apenas o nome.

.......Minha boca parecia um aeroporto para mosquistos pousarem quando analisei cartaz por cartaz, aqueles três homens somados poderiam me dar dinheiro suficiente para viver no mínimo os próximos cincos anos sem me preocupar, dependendo de minhas festas, drogas e arruaças, talvez até mesmo seis. — ~ Grandes recompensas implicam em grandes riscos. Mas até agora o que ganhei? Salvei nobres, acabei com grupos revolucionários e tudo que recebi foram alguns trocados e um uniforme imbecil. ~ — Olhava desconfortavelmente para meu terno, odiava ter de usar aquilo, gostava mesmo era do couro apertado, das cores chamativas, dos decotes cavados...

.......~ Mas o quê? ~— Virava-me e notava Monterrey partir ilha dentro, estava puto da cara, assim como seu tom de voz, algo que aos poucos ia se tornando costumeiro. — ~ Quando ele chegou? ~  — O seguia com os olhos, fuzilando as costas daquele brucutu engomado, por coincidência ou não, um pequeno papelzinho me dava uma vantagem sobre o homem.

.......Avançamos navio a fora, e no meio da prancha simulei notar algo incômodo em meu calcanhar, abaixando-me, apoiava a mão destra em cima do papel que o mascador de cigarros havia cair, enquanto que com a canhota ajustava algo por baixo da barra de minha calça. — Desculpe, a pistola estava frouxa. — Erguia-me, sorrindo e enfiando ambas mãos nos bolsos, deixaria lá aquele papelzinho, para quando fosse apropriado poder analisa-lo com mais calma. — Parece que o circo chegou na cidade dos pobres. — Sussurrava para Sirius que estava ao meu lado em meio àquela multidão de caras feias, como podia uma ilha tão grande, com fábricas e marinha ter tanta gente esfomeada?  Suja? Fedida? — Que agradável. — Analisava os arredores, procurando possíveis ameaças com minha visão aguçada enquanto o odor ocre de podridão infectava todo o doce aroma de minha maconha.

.......Um novo companheiro surgia conforme enveredávamos pelas ruas da cidade, inicialmente fingi não perceber ele ali, mas conforme avançava seus pequenos granidos e cheiradas tornavam-se mais enérgicos, até que mesmo contrariada não pude mais ignorá-lo. Nunca tive animais, digo, quando deixei a casa de minha mãe para visitar a Grand Line e ser tratada de minha doença, conheci alguns animaizinhos, infelizmente para eles minha paixão por venenos era mais forte que pela fofura, todos acabavam morrendo. Ali diante daquele animalzinho, parada encarando-o, um olhar faminto e uma carcaça seca, senti vontade de ter alguma coisa que pudesse cuidar, algo para criar e dar carinho, talvez receber o carinho que me faltava. Comecei a me curvar mas logo ao perceber que todos me olhavam, hesitei, era uma agente do governo e todos naquele lugar já sabiam disso, chamar atenção poderia ser a diferença entre viver e morrer em uma ilha como aquela, de modo que mesmo contra minha vontade, virei e parti.

.......O interior do quartel era um lugar belo, em sua conjuntura total destoava de tudo que o cercava, me senti mais limpa ao entrar muros a dentro, como se atravessasse um portal entre o céu e o inferno, besteira pura, estávamos tão fodidos no julgamento final quanto aqueles miseráveis da cidade de baixo. — ~ Esses bostinhas são mais vendidos que os peixes daquela feira. A situação aqui será bem delicada. ~ — Ponderava enquanto Sirius me indicava um casebre que aparentemente estava sobre intenso bombardeio, fogo amigo nesse caso. — Certo, obrigado por isso. — Acenava com um sorriso amigável, abrindo caminho até a casa do pseudo marinheiro. — ~ Que não seja louco, que não seja louco, que não seja louco... ~ — Enfiei um olho para fora da cobertura que o batente da porta me proporcionava, chequei o local interior, procurando possíveis ameaças, notando o território seguro, entrava, dando leve batidas na porta ao passar pela mesma. — Oláááá... Alguém? — Aguardava a resposta para logo em seguida prosseguir.

.......Boa tarde, me chamo Roxanne, é um prazer conhecer o senhor. — Esticava a mão, um pouco hesitante e tímida com toda aquela situação. — Vim do North Blue, cheguei agora, fui direcionada para uma missão envolvendo alguns grupos locais e bom, dado o que vi desde que desci no porto, decidi que seria bom estar preparada para qualquer situação. — Erguia as sobrancelhas, estava sendo inacreditavelmente sincera. — O senhor é a mente cientista por trás dos armamentos daqui, não é? Bom, estou procurando algumas coisas em específico para essa missão. Preciso de algumas granadas de fumaça, um lançador, uma máscara de fumaça e bom... Algumas granadas de verdade. O que você tiver que exploda, entende? Ah, caso tenha algum rifle de grosso calibre e boa precisão. — Sorria, gentilmente me encostando em alguma de suas paredes, esperando sua posição, recolheria os itens e pediria para que anotasse a retirada dos mesmos, agradecendo novamente e partindo para dentro do quartel general, onde procuraria saber mais sobre os procurados, qual sua relação com minha missão e se havia algo a mais que devesse ser me passado ou dado.









Objetivos atualizados:
 

Histórico:
 


Imagem Rifle pesado + Lança granada explosiva:
 

Imagem Lança bomba de fumaça, munição e máscara:
 

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyTer 03 Jul 2018, 16:25



Old man, Old treasures

 



O interior da residência abrigava uma cortina de fumaça, essa que se esvaia pela porta numa densa neblina que, por sua vez, dificultava a visão de Roxanne, mas não impedia a mesma. Seus olhos aguçados avistaram uma pequena silhueta sombreada mais adentro, bem como também escutara uma série de tosses contínuas, roucas e fatigadas —Mas que porcaria! Essa bagaça nunca func-Oh? Sim, sim, entre, entre. Entre, eu digo! —seu tom parecia alternar do furioso para o amistoso num piscar de olhos que também dissipou a cortina de fumaça, revelando uma pequena sala repleta de curiosidades para o olho. Em cada uma das quatro paredes existia uma estante repleta de livros com orelhas nas páginas, rabisco nas capas de couro e, claro, uma pequena escada posicionada para o auxílio do pequeno senhor que ali residia. No centro da sala existia uma longa, porém baixa mesa de trabalho feita de uma maciça tábua de madeira pálida, onde era presente a vasta quantidade de pergaminhos abertos que revelavam planos e plantas de arquitetura e mecânica. Todo estava empoeirado e, agora, tingido de um cinza escuro graças a uma explosão que aparentava ter tido início em outra mesa encostada na parede ao lado.

Seu nome é Rosane, certo?! Sim, sei quem você é, é claro que sei —tinha uma expressão assustada por algum motivo, e logo começou a entrelaçar os dedos uns nos outros num ato de nervosismo. Parecia um senhor pacato e sábio, visto as rugas e uma pequena barba que alcançava os pés. Atingia não mais do que um metro e vinte, aparentemente, e perdera muito do cabelo —Recebi ligações do quartel de Lvneel, superiores assustadores você tem, mocinha. Muito... assustadores mesmo, mas enfim —tossira novamente, abanando o ar fumacento com a canhota ao que se dirigia para sua mesa, onde se sentou com uma certa dificuldade num pequeno banco —Quem é você mesmo? —olhava incrédulo para a mulher, a sagacidade deixando e voltando para si sem aviso —Ah, sim. Romilda, tenho o que precisa. Do que você precisa mesmo? Pare de me olhar assim, está me dando os arrepios. É algum tipo de louca? —estava fora de si, e quando tentou continuar falando, arrotou —Érm... bem, máscara de gás? Queria eu ter uma que sirva em mim, mas pro seu rostinho bonito deve encontrar na segunda gaveta—dizia, apontando para a primeira gaveta da mesa ao lado ao invés da segunda, mas somente dessa vez tinha acertado —Na quinta gaveta... —só existia três, mas ele parecia se lembrar disso —...na terceira, vai encontrar suas granadas. Vinte delas —não havia nada na gaveta, além de papel higiênico grudado num bolor horroroso que denunciara o lazer do homem —Sobre a mesa vai encontrar suas armas, e no baú... na verdade, não me lembro o que tem no baú, e não me importo. Pegue o que precisa, pegue o que quiser. Ninguém me visita mais nos dias de hoje, sabe? É tão sozinho aqui, mas... —pareceu se esquecer de tudo novamente, pousando no Flagelo um olhar incrédulo —Quem é você?

No baú afinal não aparentava existir nada de valor, além de uma misteriosa fruta cujos detalhes eram feitos em linhas circulares, presentes por toda a extensão da iguaria. Estava sozinha no pequeno baú cujo qual era feito de notáveis detalhes em ouro, esquecido no canto da mesa entre diversas sacolas nas quais se encontravam pergaminhos enrolados e empoeirados. A fruta, no entanto, não parecia suja. O pátio agora estava vazio, pois com o soar de um sino recente, os soldados haviam partido para o almoço, de modo que mais orientações sobre a missão não pareciam ter chegado à Roxanne. Tinha seus novos aparatos, um valioso mapa da região e o aperto das saudades no peito. Ay estava próxima, bem como o perigo.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyQua 04 Jul 2018, 09:50

Shut the Fuck Up.



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.......Uma nuvem de fumaça inundava os pulmões e fazia surgir uma leve irritação em minha garganta, não que eu não estivesse acostumada com ter fumaça transitando por meus orifícios, muito pelo contrário, estava mais do que ambientada em meio àquele mundaréu de fuligens e neblina escura, no entanto, havia algo a mais naquele ar que era inspirado pesada e sofregamente, deixando-me nauseada e tonta por alguns segundos. — ~ Química... Preciso ingerir açúcar para normalizar isso, céus, onde vou encontrar doce por aqui?? ~ — Aos poucos o campo de visão ia se abrindo, revelando um típico laboratório científico, livros, mesas, aparatos e utensílios que apenas corroboravam com minha intuição.

.......Meu nome é Roxanne, com 'X' de xícara, mas pode me chamar de RoX. — Dizia amigável e descontraidamente, entonando o xis em meu nome para o anão a minha frente. Era engraçado encontrar alguém tão louco quanto eu um dia havia sido, os anos naquele sanatório tinham me feito bem, a pesar dos pesares, algo que faltava àquele senhor sem sombra de dúvidas. — Pode me chamar de Romilda também se quiser. — Sorria amigavelmente caminhando pelo recinto enquanto procurava o que precisava conforme as indicações, nada precisas, do cientista. — ~ Ora ora, um amante de solos. ~ — Ria internamente ao notar o hobbie secreto daquele rapaz, algo comum a todos homens, sem sombra de dúvidas, mas guardar na gaveta? Enquanto ia vasculhando tudo, notava o nervosismo em sua voz, era confuso, não em seus estudos e conhecimento, mas em se relacionar com os outros. — ~ E pensar que um dia eu fui assim, que poderia ter acabado assim. ~

.......Coincidência ou não, em um dos compartimentos encontrava uma fruta, muito estranha, diga-se de passagem, mas algo que sem dúvidas poderia servir de fonte de glicose para estabilizar meu subido mal estar. Sem muita cerimônia apanhei a mesma e logo de cara dei uma boa mordida, notando um sabor amargamente péssimo. — ~ MAS QUE PORRA É ESSA???? ~ — Sentia aquele gosto de merda mal maturada em minha boca enquanto mastigava, em um primeiro momento pensei em cuspir no chão tudo que estava comendo, mas meu olho grande tinha feito com que desse uma enorme mordida naquela porcaria, seria no mínimo muita falta de educação cuspir na casa de alguém, principalmente se o cuspe fosse um bolo alimentar. Na falta de opções, engoli.

.......Ah como amaldiçoei minha maldita gula, mas não era uma imbecil, escondi o resto daquela porcaria no bolso do meu terno enquanto terminava de pegar tudo que precisa, para minha felicidade, estava agora pronta para enfrentar o próprio Deus e o Diabo, juntos, de uma só vez. — Bom, não sei o seu nome, mas já lhe sou eternamente grata, tenho uma missão para realizar e uma amiga muito querida para salvar, mas voltarei aqui para que nós possamos conversar mais. — Repousava a mão no ombro do senhor, meu rosto de uma alegria inenarrável ao portar todos aqueles aparatos de destruição em massa. — Nos vemos, meu pequeno amigo. — Passava afetuosamente a mão por seus cabelos, ainda sentindo o péssimo gosto na língua, partindo para o interior do Quartel General.

.......O pátio agora estava vazio, provavelmente era hora de troca de turno de modo que apenas atravessei o mesmo até adentrar a edificação. Seguia pelos corredores acenando para os fardados da marinha que encontrasse, até me deparar com alguém de terno para abordar. — Bom dia. Agente Roxanne d’Lamour, CP5, se apresentando para o serviço. — Mostraria minha insígnia comprobatória, para em seguida prosseguir. — Gostaria de ajuda com algumas coisas, acabo de chegar aqui e fui destacada para uma missão, bom, preciso saber mais sobre a célula revolucionária Bandeira erguida e também sobre esses três procurados, o que esperar, como devo me portar, quanto eles valem... — Mostraria os cartazes, aguardando respostas ou a indicação de algum lugar que precisasse ir para obtê-las, o que eu faria com as mesmas perguntas. Por fim, procuraria Sirius para que partíssemos para as ruas locais, já era hora de entrar em ação, no caminho lhe contaria sobre a porcaria que havia ingerido. — Céus, vocês não sabem plantar por aqui? A merda que caguei ontem era mais saborosa que a fruta esquisita que acabo de comer. — Reclamaria, enquanto partiria para as ruas de Wonderfull Land, acompanhando o agente até nosso próximo destino, a taverna Hell's Beer.









Objetivos atualizados:
 

Histórico:
 


Imagem Rifle pesado + Lança granada explosiva + 5XGranada Explosiva:
 

Imagem Lança bomba de fumaça + 7 BOMBAS de fumala + Máscara de gás:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 3 EmptyQua 04 Jul 2018, 13:45



Streets of Hell

 



O sabor nocivo que se assemelhava a excremento percorreu pelo estômago de Roxanne como um vírus agressivo após a mulher se alimentar da fruta desconhecida, de modo que sua barriga emitira um som um tanto medonho, ainda que engraçado. Não sentira dores pelo ato, mas o desgosto se tornava claro e presente por todo o corpo. O edifício principal do quartel, por sua vez, se encontrava fechado por algum motivo de segurança desconhecido, aparentemente expondo as paranoias dos oficiais para com a população local que, mesmo diante da majestosa estrutura que era o quartel, caminhavam de forma despreocupada nas ruas, muitos armados com pistolas ou espadas curvadas. A autoridade do governo parecia não ter se solidificado na população, talvez por falta de tempo, recursos ou até mesmo coragem de danificar a frágil balança que impede o caos de tomar conta da cidade novamente. De fato, até mesmo os guardas dos portões pareciam sujeitos descartáveis pela falta de músculos ou formalidades, podendo muito bem ser novos recrutas que não impediriam o avanço de nem mesmo dois ou três civis curiosos ou violentos. Em frente à porta principal que levava ao edifício central do quartel, Roxanne encontrou apenas um sujeito sentado de modo desleixado sobre um velho banco de mármore ao lado da porta, afiando a ponta do que parecia ser uma longa flecha metálica com uma faca.

O homem em questão limitou-se a erguer um olhar desconfiado e repleto de olheiras para Roxanne, não interrompendo o ato de afiar a flecha. Tinha longos cabelos louros e somente alguns resquícios de fios dourados no queixo de uma barba feita recentemente, os olhos donos de um forte verde natureza. Trajava vestes de um oficial, tendo somente algumas alterações no uniforme que mais parecia um colete de couro branco com diversos bolsos no peito —...Entendo, sou Capitão Varyon, agente —disse, sua voz repleta de uma calmaria paciente e sensata. Rodopiou a flecha nos dedos e a guardou em uma aljava que se encontrava ao seu lado no banco, juntamente com um arco metálico de detalhes em prata —...Sabemos da sua missão, nem tanto dos seus alvos. Sabemos, no entanto, que também vieram do North Blue a não muito tempo atrás, e fizeram muito mais do que sequestrar uma raposa. Muitos agentes desapareceram naquele tempo, e continuam a desaparecer apenas para retornar dias depois, um tanto... diferentes, mudados. Se tornaram mais agressivos, muitas vezes infinitamente quietos, resmungões e mal-educados. Não podemos prender soldados e agentes sem que apresentem um nível de perigo, mas estão sob vigia. Dizem que não se lembram de suas famílias, algo entre essas linhas —disse, e por fim se levantou numa leveza tão ágil que mais parecia ser capaz de flutuar, apanhando o arco e aljava e, então, deitando um último olhar por cima do ombro em Roxanne —Se for capturada por eles, não espere ajuda. Espero que entenda nossa situação na ilha... é uma balança muito fragilizada. Enviarei reforços se a situação apresentar uma brecha para agirmos, mas não conte com isso de forma alguma.

Assim, deixou o local para adentrar no edifício principal, fechando a porta atrás de si ao fazê-lo. Parecia um homem confiável, mesmo que insensível e um tanto indiferente, mas confiável. Suas palavras carregavam um ar de honestidade, de modo que, ao menos, a célula Bandeira Erguida havia conseguido um anonimato dificilmente encontrado em inimigos diretos do governo. A falta de informações de seus membros era assustadora, até mesmo suspeita. De qualquer modo, Sirius retornara instantes depois da conversa com Varyon, surgindo misteriosamente por trás de Roxanne antes mesmo da mulher se virar para procurar o rapaz. Tinha um sorriso curvado e um tanto sinistro, ainda que cativante, e seus olhos estavam flamejantes e excitados para se aventurar na floresta urbana que era Toca do Coelho. Estava armado com duas pistolas na cintura, guardadas em seus respectivos coldres, bem como manoplas enluvadas de preto para proteger e armar os punhos. O rapaz se perdeu momentaneamente na gargalhada assim que escutou a desgraça alheia, seguindo ao lado de Roxanne para fora dos muros —Tava' tão desesperada pra comer assim? Aquele velho nem lava as mãos. Mas não pense muito nisso, não ajuda no gosto —seu costumeiro tom amistoso fora esmagado pela conversa paralela das ruas, assim que adentraram em território desconhecido.




Seguindo para o sul, caminharam por ruelas cujo asfalto surgia e desaparecia, bombardeados por olhares curiosos que apareciam nas janelas tortas e abertas. As casas, muitas dessas feitas de uma madeira escura abrigavam sujeitos humildes e desconfiados, a maioria armada até mesmo na porta de casa, seja com facas de cozinha, panelas ou pedaços de pau afiados na ponta de forma rudimentar. Muitos estavam feridos, de modo que o cheiro de sangue que se encontrava em esquinas se misturava com os dejetos de animais por todos os lados. O cheiro da carnificina também estava presente, já que a aparição de alguns corpos abandonados em pontos cegos de terreiros infestava as narinas da mulher com frequência. Sirius não aparentava se importar com nada daquilo, caminhando pelas ruas como se fosse sua própria casa, sempre se mantendo próximo da agente como se de certo modo fosse capaz de afastar qualquer problema durante o caminho —Então...  —disse de repente, quando os ouvidos encontraram um breve descanso das gritarias ensurdecedoras dos civis —Pra onde pretende ir depois daqui? Não vejo um olhar de alguém que pretende se aposentar com a recompensa daqueles revolucionários  —perguntou simplesmente com seu jeito amigável e invasivo de sempre, caminhando de maneira despreocupada como se estivessem finalizando o percurso. No fim do mesmo, se aproximaram de uma rua um tanto mais movimentada que as demais, e também mais limpa. Mais adiante, dentre as casas, facilmente se destacava uma estrutura de paredes avermelhadas.

Ali, tá aí tua taverna. Não olhe nos olhos de ninguém, por favor, não vai gostar. É aqui que nos separamos, por agora, não morra nas minhas costas —entregou um último sorriso de canto para a mulher, ao que se afastou, caminhando em linha reta para o outro lado da esquina. Tinha sua própria missão, e parecia ter pressa para executar a mesma, denunciando uma breve ansiedade. Diante da pequena rua, apenas a taverna chamava atenção além de uma pequena e esquentada briga que tinha início em frente ao estabelecimento. Um sujeito musculoso, seminu e careca apanhava um magricela pela gola dos trapos que vestia, lhe aplicando em seguida diversos golpes no estômago, obrigando o jovem a gritar e espernear por sua vida. Gritavam, mas a distância impedia Roxanne de entender do que se tratava.

Spoiler:
 

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