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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 What Does The Fox Say?

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ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty08.06.18 16:05

Relembrando a primeira mensagem :

What Does The Fox Say?

Aqui ocorrerá a aventura do(a) agente Roxanne. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Luna
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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty27.06.18 0:32



Olho no lance.



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......."Os nobres iludem-se: enquanto se queixam da perda progressiva dos valores tradicionais, apoiam entusiasticamente o progresso e o crescimento da economia. Aparentemente nunca lhes ocorreu que não se pode mudar rápida e drasticamente a tecnologia e a economia da sociedade sem também causar mudanças rápidas em todos os outros aspectos da sociedade, e que tais mudanças acabam inevitavelmente por sacrificar os valores tradicionais. Parte do crescimento tecnológico do mundo atual foi graças a mim, inevitavelmente, sinto orgulho por ter ajudado a criar o monstro que rompeu esse ciclo corrupto e vicioso em que vivíamos."

.......A guerra é desde o início dos tempos uma fonte de avanço intelectual e tecnológico, digo, nações surgem e morrem por meio dela, ela está presente em todos âmbitos da sociedade, sejam eles micro ou macro e, por vezes o estudo de sua arte trás benefícios. Território, poder, riquezas, ideais, religião, traição, qualquer um desses motivos já iniciou uma sangrenta disputa e levou centenas de milhares à morte, o que poucos entendem é que por de trás de todos esses motivos o verdadeiro incitante do combate sempre se mostrou ser o orgulho. As pessoas em um geral tendem a querer manter as aparências, se mostrar fraco é suficiente para se tornar fraco perante os outros. Os nobres eram nada mais que simples pessoas nascidas em famílias privilegiadas, e isso os fazia menos sujeitos as artimanhas do caos? Nem pensar, estava claro pra mim e para aqueles bárbaros.

.......Entendo, se eu fosse alguém como você também teria receio de sair pelas ruas sozinha. Quero dizer, sendo quem sou, uma simples garota em meio a uma sociedade de homens às vezes já me sinto um pouco alvo, não sinto medo porque não posso me dar ao luxo de sentir. – Porca mentira, não ligava nenhum pouco para ser uma mulher em meio a uma sociedade masculina, era mais homem que a maioria deles, mas isso era algo que aquele gordo não podia saber, devia ficar implícito em minha fala disfarçadamente depreciativa, dissimuladamente ofensiva.

.......As provocações funcionavam como planejado, o velho agia como o bebezão mimado que era e com toda sua humorística masculinidade tentava se impor, ora, queria controlar a controladora. Obedeci e parti, meu trabalho por ali já estava feito, era evidente que havia algo além de uma simples aleatorieadade nas ações daqueles criminosos. Pelo caminho, refleti, o solo de pedra parecendo querer me segurar quando fui aos poucos saindo do centro para a periferia, parecia besteira de minha cabeça, mas aos poucos ia sentindo a paisagem mudar, tornar-se mais natural, bruta, velha e pobre, era exatamente isso, enfim havia chego ao destino da missão, uma zona barra pesada judiada pelo tempo, em certos aspectos lembrava um cenário pós-guerra daqueles filmes onde os personagens após uma batalha assoladora voltam para sua cidade e estão traumatizados demais para ficarem com a família, estão podres demais por dentro para abraçar a mulher e os filhos. A única coisa aqui é que os soldados velhos e insanos me olhavam como se a sua frente estivesse um exército inimigo de uma mulher só, como se se entricheirasem minha posição ali.

.......A resposta para minha chegada veio logo, ou quase isso pois ao ouvir o desespero e descaso daquele homem em relação a minha posição, pude notar que ainda não havia sido descoberta, não completamente pelo menos. – ~ Estou literalmente na merda, literalmente atolada na merda. ~ – Não era para menos, meu efeito surpresa tinha sido jogado no lixo quando aquele rapaz chegou anunciando que o governo logo estaria ali, eu já estava e eles se preparariam para isso, meu prazo que já era curto agora tornava-se minúsculo. – ~ Preciso agir rápido, BEM, rápido. Vejamos... São dois bêbados, um morto, mulheres, crianças e esses dois que estão em prontos para o combate. Ontem a guarda daquele gordo sumiu, isso justifica a morte do amigo deles, então possivelmente, provavelmente estão dizendo a verdade. Não, eles não sabem que estou aqui, não sabem que eu sabia do confronto entre eles e os guardas daquele maldito, não tem como terem feito essa relação, realmente esse homem está sendo sincero, são em quatro homens, mulheres e crianças. ~ – Queria agir, acabar com aqueles arroaceiros ali e encerrar de uma vez por todas com suas ações, mas isso não fazia parte de minha missão, observar e reportar, era isso que tinha de fazer e talvez essa tenha sido uma boa decisão visto que lá seria apenas uma em meio a possíveis quatro homens armados, para fim de combate apenas uma dupla. – ~ Bebida, dinheiro, violência e maconha. Por que escolhi essa vida de merda? Por que???!!! ~Você está aqui para cumprir sua missão Roxanne, apenas isso. ~ Puta que pariu, ter que ficar sussurando para me lembrar do que preciso fazer? O que estou me tornando? Aqueles miseráveis mal devem ter o que comer, provavelmente estão se vingando daquele gordo porco que não precisa de nada disso aqui para viver, e mesmoa ssim aqui estou eu, colhendo informações para um grupo vir até aqui, com contigente suficiente e por fim a esses rapazes, não serei eu quem matarei vocês, mas seu sangue estará em minhas mãos tanto quanto na dos homens que fizerem isso. ~ – Erguia-me lentamente de minha posição, circulando o local sorrateiramente, olhando os galpões, criando rotas e imaginando um mapa visto de cima daquele local, com possíveis acessos, saídas e pontos de fraqueza, procuraria o máximo de informação possível do terreno enquanto manteria-me acima de tudo na surdina, longe de olhos curiosos, longe dos rapazes, não queria confronto, não precisava de um.

.......Partiria cercando a região, procurando por pontos elevados ou colaterais para ter uma melhor visão do local, visaria sempre me manter coberta por obstáculos que impedissem a localização de minha posição, priorizaria também  becos fechados onde armadilhas pudessem ser implantadas, caçaria pequenos corredores ligados a região central onde emboscadas pudessem ser armadas. Criaria possíveis rotas de fuga anotando-as mentalmente em uma imagem 2 d da região, traçando um mapa mental, entre meus pontos de emboscadas, corredores e edificações, essa vantagem era o que me tornava mais perigosa que os demais, uma memória precisa aliada a uma mente traiçoeira. Feito isso, partiria para o quartel general novamente, tomando todos os cuidados e medidas de combate já citadas anteriormente caso fosse descoberta em algum momento.

.......Por fim, ao chegar no quartel, se assim conseguisse, iria até a sala de Dagny e, chamando a mulher de cabelos loiros, informaria o coletado. - São quatro homens, dois encontram-se bêbados, dois estão saudáveis, há mulheres e crianças também. Ouvi isso da própria boca de um deles, você pode até achar que estou sendo inocente, mas meu conhecimento sobre a psique humana revela que aquele homem estava dizendo a verdade, além disso, ele não sabia que eu estava lá quando disse isso tudo. Ah, existe outro fato que corrobora também, um deles morreu na noite passada, não foi na noite passada que ocorreu um embate entre os guardas do nosso cliente com os supostos arruaceiros?! Bom, posso adiantar que eles são bárbaros, até o momento da chegada da equipe que fará a missão de apreensão pode ser que os dois debilitados já estejam recuperados e se você me trouxer um escrivão, desenhista ou qualquer coisa do gênero, posso lhe passar com detalhes o mapa mental que montei das imediações dos suspeitos, com pontos de interesse, rotas de fuga e emboscadas. Creio que minha participação nisso acabe aqui, certo, senhora? - Diria um pouco exausta mentalmente, esperando minha liberação, afinal, havia completo a missão, merecia um descanso, um digno de uma moça de bem, ou quase isso.


......."Na sociedade como conhecemos hoje a lealdade de cada indivíduo tem de ser primeiro ao sistema e só secundariamente à pequena comunidade porque, se as lealdades internas das pequenas comunidades fossem mais fortes do que a lealdade ao sistema, essas comunidades atuariam para se favorecerem à custa do sistema. Bom, isso foi o que previmos na proposta de sociedade do futuro, o que aconteceu foi bem diferente."





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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty27.06.18 13:18



Lilac and Foxes

 

A prudência cautelosa que a agente tomara ao se retirar do local se mostrou, em grande parte por sua falta de perícia furtiva, completamente falha. Mesmo com a presença do constante matagal, Skall, por sua vez, não deixou-se enganar pela oculta tentativa de Roxanne, e ao notar a presença da batedora, tomou adiante um passo para que pudesse investigar ou até mesmo enfrentar a sujeita. Muito para seu azar, pois não encontrara forças suficientes para manter um caminhar decente e, logo em seguida, cambaleou até tombar de joelhos, apoiando-se na haste do machado que o sustentava como uma bengala. Envenenado? Esfomeado? A fonte para a fraqueza do grandioso líder dos saxões se mostrava desconhecida para a agente que, sem delongas, aproveitou-se daquilo para se afastar rapidamente do beco, as tosses do bárbaro ecoando pelas gélidas paredes e muros da ruela em que percorria ao retornar.

Pareciam completamente acabados e desesperados, uma situação inteiramente diferente da qual fora descrita pelo orgulhoso fidalgo e, principalmente, na duvidosa ênfase que a missão dava aos "bárbaros". Encurralados e fracos demais para fugir, escolheriam um embate até a morte que forçaria até mesmo as mulheres e crianças a empunharem pedaços de pau para se defenderem, para protegerem a mais comum ilusão humana de que aquilo que era "seu" tinha de ser protegido aos custos da única vida que possuíam. Uma aproximação diplomática talvez acarretaria um sucesso mais definitivo e melhor para ambos os lados, no entanto, crimes como roubos, assassinatos e invasões de propriedade raramente eram perdoados ou debatidos, seja lá qual o motivo que levava homens a cometê-los de qualquer forma. Longe dali, o senso de direção estratégico da agente fez com que ela optasse por uma rua elevada, essa que abria caminho entre casas luxuosas e, àquela hora do entardecer, inteiramente frequentada por fidalgos menores cuja presença na pirâmide social não era tão grande quanto seus egos. Festejavam todas as noites, aristocratas de sucesso, banqueiros e proprietários de terra que jogavam ao vento uma matraca cheia de falsa cortesia e mentirosas promessas de negócios. Pela vestimenta e beleza que trajava, assumia um ar profissional mesmo que contra sua vontade, de modo que os únicos olhares que recebia a distância estavam repletos de curiosidade. Afinal, para nobres como aqueles, todo e qualquer ser humano que não fazia parte de seu círculo real serviam o mesmo propósito de animais circenses: entretenimento.

Do terreno elevado que compunha o bairro festivo, Roxanne encontrou um ponto de vista perfeito para a análise do galpão e do beco onde o mesmo se localizava. Sua visão aguçada somada a genialidade lhe davam uma superior habilidade analítica onde, com uma só olhadela, avistara um grande muro de pedra antes escondido por trás do galpão. Provavelmente usado anteriormente pelos saxões para chegarem no local, além do mesmo se encontrava apenas os campos irregulares do lado de fora da cidade. Conseguiu também avistar a presença de mulheres e crianças magricelas que tentavam, sem sucesso, escalar o muro com a ajuda de cordas, espalhando um choro infantil pelas ruelas abaixo. Eles eram incapazes de escalar pela fraqueza, no entanto, agentes treinados facilmente conseguiriam realizar o ato e cercar completamente os "bárbaros" por todos os lados no beco. Mesmo às custas da moralidade, seria uma operação de fácil execução, e finalizando seus serviços de investigação, retornaria ao quartel general com uma lenta e segura caminhada.

Os marinheiros sentinelas lhe deitaram olhadelas curiosas e claramente espantadas, desviando os olhares assim que ela os retribuísse. Talvez por sua má fama, ou até então pela eficiência e rapidez na qual finalizou a missão que lhe fora dada, essa nada menos que além da perigosa floresta que os separava do restante da civilização da ilha, não sabia. Deixando-os nos portões, dirigiu-se com uma exausta rapidez até a sala de Dagny. Talvez movida pela ansiedade na qual servia de combustível para novos agentes, que buscavam promoções e operações mais complexas, ou até mesmo por desejar um travesseiro para repousar a cabeça tonteante depois de um dia de trabalho. Corujas crocitavam no sereno de safira dos céus, a pálida luz noturna se tornando a principal iluminação que atravessava as janelas abertas do estreito corredor. Se aproximando da secretaria onde Dag trabalhava, Roxanne avistou uma porta fechada que pouco fazia para conter os aclamados argumentos que vinham de dentro. "—Ela ainda não está preparada!" Ouvira uma voz masculina em claro protesto; "—Ela já viu mais ação do que muitos recrutas daqui, senão todos. Além do mais, "senhor", fui promovida. Cipher-Cinco, se lembra? Tenho autorização para—"

Encontrou Dagny em discussão com um sujeito alto e de terno branco listrado, portador de um claro porte físico muscular que o fazia parecer ridiculamente apertado nas vestimentas. O cigarro aceso em seus lábios cicatrizados mostrava o descaso que tinha para o ambiente da secretaria, para a perturbação de Dagny. Estavam de pé, agora tendo suas atenções completamente voltadas para Roxanne que, sem delongas, jorrou as explicações sobre os dois —Hmnf, falando no diabo! —fungara o homem que, com pura ousadia, tomou um passo adiante para se aproximar de Roxanne, apenas para ser impedido por uma mão feminina. Dagny mostrava preocupação no semblante, ao mesmo tempo que um orgulho um tanto discreto —Calminha, vamos com calma. Cuidaremos do resto, Roxanne, mas antes quero que conheça o compreensível e "sensato" agente Monterréy, que veio da Grand Line para te conhecer, não é?

A desconfiança era visível nos olhos do agente tingido de branco, esse que jogou o cigarro de um canto a outro na boca, analisando a mulher dos pés à cabeça —Esperava... mais, mas dada as circunstâncias... estarei te levando até a Grand Line comigo, ainda hoje. Tivemos... —os olhos do agente se encontraram com os de Dagny que, por sua vez, inclinou de forma ameaçadora a cabeça para a direita, forçando o homem a continuar com seu discurso: —...Uma conversa saudável a seu respeito. Julgo que esteja apta para operar por si mesma naquele mar, pois está agora oficialmente graduada nas agências operativas governamentais. Termine seus afazeres e me encontre ao porto daqui alguns minutos, seus pertences já foram encaminhados até o barco. No mais... —suspirou, chupando o ar que necessitava após o discurso prolongado. Olhava para ela como um superior que buscava a coragem de deixar o orgulho de lado para parabenizar um empregado, no entanto, se conteve —...é isso.

Deixou a sala a passos largos e apressados, de modo que Dagny agora se encontrava sozinha com sua agente graduada. O sorriso de aprovação e orgulho eram visíveis em seus lábios curvados, diferentemente no escurecimento cansado que possuía debaixo dos olhos. Aproximou-se de Roxanne com um caminhar cambaleante, caindo ligeiramente nos braços do Flagelo assim que se desequilibrou por um descuido breve —Me perdoe, você... deus, olhe pra você —a trêmula voz da secretária transmitia um ar de preocupação, ao que aplicava leves palmadas no terno um tanto empoeirado de Rox, empunhando um sorriso maroto nos lábios —Parece até mesmo que te mando para um chiqueiro as vezes. Vejo que está cansada, serei breve. Sua próxima missão... —parecia mudar de assunto rapidamente, retornando à mesa para que pudesse anotar aquilo que lhe fora dito sobre a missão do galpão. Realizava seu trabalho com diligência, mas a caligrafia torta já sinalizava a exaustão da secretária —...Pegue o Log Pose junto a mesa e o entregue para Monterrey, o maldito o esqueceu aqui. O pagamento pela missão também, já o envelope... —os olhos de Dagny pareciam pesar sobre o objeto, seu sorriso falecendo aos poucos —...É sua próxima missão. E Roxanne... tome cuidado. Sempre que precisar de algo, sabe que estarei aqui. Bem-vinda à CP-5.

O envelope sobre a mesa, este feito de papel negro, dizia:

Spoiler:
 

A missão não parecia ter sido entregue à Roxanne por acaso, suas ligações com agentes minks eram importantes demais para serem descartadas como coincidência, mas Dagny parecia confiar nas habilidades e senso profissional de sua agente formada que, agora com o Log em mãos, tinha um destino incerto em mares desconhecidos diante de si.

Quantidade aleatória (1,7) :
1

-

Info;:
 



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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty27.06.18 14:42



Remember: Go to the Grand Line - 1° Rota.



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......."A reforma é sempre limitada pelo temor de conseqüências dolorosas se as mudanças forem além do previsto. Mas na medida em que a febre revolucionária se espalha pela sociedade, as pessoas voluntariamente dedicam um trabalho árduo e ilimitado esforço em prol de sua revolução. Isto se viu claramente nas revoluções antigamente e atualmente. Pode ser que em tais casos apenas uma minoria da população realmente se comprometa, mas esta minoria é suficientemente grande e ativa para converter-se em força dominante em uma sociedade de estagnados como a nossa."

.......Quem nunca ouviu falar de 'uma filha da minha amiga que foi pra esse lugar e acabou sendo estuprada, desaparecendo, ou nunca mais voltando' que atire a primeira pedra. Homens não entendem até terem suas próprias filhas, mas nós mulheres somos querendo ou não mais protegidas por nossos pais e mães que vocês, garotos. Digo, é algo normal e costumeiro, mesmo pra mim sempre foi muito clara a linha entre o seguro e o nocivo, bom, na realidade não tão clara assim, quase transparente sendo bem sincera... O importante não é isso, me refiro ao quanto somos expostas a perigos relacionados ao nosso sexo durante nossa curta vida, filha de uma prostituta, vivenciei isso desde cedo e senti na pele o que a sociedade tem a nos oferecer, querendo ou não, por instinto ou péssimas experiências as quais fui exposta, sabia que aquelas mulheres com seus filhos sofreriam muito mais que uma simples prisão, ou morte limpa. Mas isso já não era mais da minha conta, ou não era ainda.

.......~ Ora, comecei com um café saudável, fiz uma missão, não fumei nem bebi ainda e não fiz sexo ou sabe-se lá Deus o que. Veja, de brinde não corri risco de ser estuprada, esquartejada, morta e jogada numa vala qualquer de Lvneel por nenhum daqueles bárbaros ou nobres. Santo Deus, o que vem acontecendo nesses últimos dias?? ~ — Olhava para o céu sorrindo, a noite era bela e ainda assim escondia seus perigos, éramos iguais. — ~ Droga, estava crente que havia sido meu instinto selvagem que me fez escolher o caminho difícil, meu jeito arredia e desconfiada de ser. Mas não, estou me tornando a cadela do governo. Que decepcionante. ~

.......Existem alguns momentos em que seu estômago embrulha ao enxergar algo, como quando por exemplo você sente o aroma delicioso de seu prato preferido empestear sua casa e quando se levanta o que está no fogão na realidade é um figado misturado a legumes e arroz integral, ou quando por exemplo um amigo seu te convida para ir a casa dele, beber algo, comer algo, conversar e você coloca aquela lingerie pronta para foder com força a noite inteira e quando chega lá de fato só rola um jantar, com os pais dele de anfitriões para você. O que senti foi quase isso, quando abri a porta da sala de Dagny e me deparei com aquele homem um enorme ranço se abateu sobre mim, algo que ficou claro em minha expressão e reação ao bater os olhos em cima daquele traste. — Are you kidding me? ~ Puta merda, o que eu estou falando? ~KAKAHAM!! Desculpe, me engasguei aqui. Claro, adoraria ser promovida!! — Sorria gentilmente, por dentro me corroendo de vergonha, instantes atrás estava fuzilando o cara que daria minha promoção. — ~ BURRA!! BURRA!! BURRA!! ~ — Aguardaria a resposta do rapaz, estando tudo novamente nos 'eixos' da civilidade, começaria um assunto um pouco manhosamente, como se estivesse pisando em ovos, o que de fato graças a minha idiotice estava.

.......Han, desculpe minha estranheza, bom, se serei promovida a agente do governo acredito que terei acesso a missões mais importantes que a de escolta, certo? Queria ver a cara da Ay ao me ver como sua sup... — A lembrança da Mink assolava minha mente, não tinha parado para pensar ainda, mas desde a escolta de Lestria não havia a visto mais. — ~ O que aconteceu com você, raposinha? ~Senhor, desculpe-me novamente a intromissão, mas temos notícias da agente em treinamento Ay? Ela esteve comigo na escolta da nobre Lestria, foi minha missão anterior a essa, ocorreram alguns imprevistos, eu completei a escolta e trouxe uma refém para interrogarmos, mas não vi mais minha parceira andando pelo quartel. — Encarava-o com olhos acusadores, como de uma só vez sua chegada tivesse tirado uma pessoa querida de perto de mim. — Gostaria de comemorar com ela minha promoção, nós duas criamos um bom laço de amizade, é importante para mim, compartilhar esse momento com ela. — Aguardava uma resposta enquanto o homem com aquele cigarro de merda na boca fazia um cenão ao lado de Dagny, o que estava acontecendo entre aqueles dois? Havia algo que eu não sabia? Uma coisa eu sabia, aquele não era o tipo de cara que atendia as ordens de uma mulher, não uma que achasse inferior, como era meu caso naquela situação. — Sim senhor, sem problema, iniciarei essa missão, estarei logo em seguida me arrumando para partir. Tenha em mente que missão dada é misão cumprida, com o preciosismo e a exatidão de uma bala,diga-se de passagem. - Encarava o homenzarrão se afastar, ficando novamente sozinha com Dag. — Antes de partir gostaria de poder falar com a agente em treinamento Ay, Dag, por fav... — Era interrompida, havia cansaço naquela mulher a minha frente, cansaço e algo mais. — ~ Desejo? ~ — Encarava-a incrédula e animada, logo perdendo todas esperanças quando o serviço falava mais alto e ela partia para sua mesa, dando minhas instruções, pagamento e despedida. — Foi uma honra conhecer e trabalhar com você, Dag, nos vemos em breve. — Gostaria de um encontro, uma outra oportunidade para que pudéssemos nos amar, mas não me era dado nada disso. Com uma continência seguida de um abraço carinhoso, me despedia, seguindo diretamente para o ponto de encontro, ora, estava na hora de partir.

.......Abria o envelope, o frio na barriga me assumindo, Deus, como tinha sido tola, tagalerando, esperneando e questionando minhas ordens, estava tudo ali, desde o começo, o objetivo, a razão de minha promoção, tudo na minha cara o tempo todo e eu com minha boca enorme falando demais para conseguir perceber. Não mais vacilaria diante daquele homem, seguiria até ele entregando o Log Pose assim como Dagny me orientara, e com certo ar de confiança, entusiasmo e seriedade no olhar, o encararia, na voz apenas o tom de uma agente oficial do governo mundial, uma CP-5. — Senhor, Agente do gorverno Roxanne d'Lamour se apresentando para o serviço. — Completaria com uma continência, esperando as orientações no barco ou fora que teria de seguir, ainda alinhando meus pensamentos sobre o que havia lido, tanta coisa estava acontecendo em um tempo tão curto... ~ Ay, eu sei que é você, me espere, estou indo te salvar. ~

......."Digo, antigamente, a natureza humana pôs certos limites ao desenvolvimento das sociedades. Nós podíamos ser empurrados até um certo ponto e não além. Mas hoje isto pode estar mudando, porque a tecnologia moderna está desenvolvendo formas de modificar seres humanos. Não me refiro a frutas, ou melhoramentos cibernéticos, estou falando de avanço intelectual além do que nós foi permitido pelo nosso criador, de previsão e leitura psico-motora."





Objetivos atualizados:
 

Histórico:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty28.06.18 9:39



(1/3) - Wonderful Land

 

Monterrey de pouco se simpatizou com as perguntas frequentes de Roxanne, deixando a sala da mesma forma que entrara: indiferente. A recém graduada agente ainda não havia ganho a confiança do superior, de modo que o mesmo a via somente como um utensílio a ser explorado para os interesses do governo. Agentes Especiais como aquele já haviam se acostumado com a quantidade exorbitante de agentes recém formados perdendo o compasso de suas ações na primeira missão, e muitos destes poderiam muito bem ter sido seus colegas. Afinal, num ofício cujo perigo e audácia se tornam rotina aqueles que alcançam o alto patamar não o fazem sem trazer na bagagem uma vastidão de cicatrizes no coração e humor.

O coração do Flagelo, no entanto, era finalmente perfurado por notícias de sua colega, demarcando uma de suas primeiras cicatrizes que ganharia por conta de um serviço tão "digno", por conta de seu "amado" governo. Valia mesmo a pena sacrificar a sanidade, os companheiros, paixões e liberdade moral por uma instituição? As dúvidas e incertezas lhe atingiam o corpo como o gélido vento noturno que vinha do norte, seus fios negros se esvoaçando contra o rosto. O porto pouco movimentado comportava somente um barco atracado naquela noite, à primeira vista uma escuna de tonalidade irônica. O preto lilás em contraste com o ambiente noturno fazia com que a embarcação, essa de nome "Lavanda", ficasse em seu discreto elemento.  

Está atrasada —advertiu o carrancudo Monterrey que a esparava junto à prancha, recebendo o Log Pose e sinalizando a embarcação com a cabeça —Desça a escada, primeiro quarto à esquerda. Como disse antes, todas as suas tranqueiras já estão lá. Durma e venha ter uma conversa comigo na minha sala ao amanhecer, está horrível —agitado, sinalizou com assobios para que os homens de guarda no porto se juntassem ao barco, aparentemente se tornando um homem completamente diferente daquele que conheceu na sala de Dagny. Suas ações gritavam impaciência, e bateria três palmas repentinas para acelerar a movimentação de todos ali —Anda, seus putos, anda! Vamos perder o vento.

Ele é um fodido desgraçado, né não? —uma voz desconhecida, amistosa e grave vinha de trás, um jovem agente de fios tão negros quanto o sereno e de porte mediano que se aproximava dela com um sorriso convidativo e misterioso, numa curta distância segura. Falava em voz baixa, claramente não querendo que seu superior o escutasse —Vai te fazer nada, se tu não "cagar" na operação. Geralmente ninguém caga, fica tranquila. Sou Sirius, você?

Seguiam para o barco, o rapaz não aparentando nenhuma intenção de "descolar" da recém graduada agente tão cedo, isso é, até que fosse impedido por ela, enquanto alguns seguiram trajeto até a pequena escadaria que levava aos alojamentos no interior do barco, este que já tinha suas velas içadas e curso seguido.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty28.06.18 13:13



Bad Fellings.



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.......As partidas e despedidas nem sempre são fáceis, algumas dela as vezes nos fazem refletir sobre o tempo em que passamos naquele lugar, as pessoas que conhecemos, amamos e magoamos e sentimental ou não, todos no fim acabam tendo esse reflexão, talvez seja algo intrínseco do ser humano, esse sentimento de saudade que fica quando uma etapa da vida se passa e para ser sincera comigo não era diferente. Sentindo a brisa noturna beijar meus fios e arrefecer minha ansiedade, acalmava-me frente aquele pequeno navio, estava arrepiada, com um pouco de frio mesmo aquela não sendo uma noite de baixas temperaturas, um frio que vinha de dentro da barriga.

.......~ Acho que é isso então... ~ - Hesitava, na prancha por alguns segundos, olhando aqueles homens se movimentarem, desconhecidos que serviam a um mesmo propósito, eu fazia mesmo parte daquilo? Lentamente caminhei para dentro da nau e logo fui abordada por Monterrey, o homem era insuportável, o tipo de pessoa que tem necessidade em ser babaca sabe? - Estava me despedindo de uma pessoa importante. - Respondia, poxa, talvez aquilo fosse má conduta diante de um superior, o fato era que o cansaço unido aos inúmeros pensamentos e sentimentos que envolviam àquele momento era mais forte que o juízo em minha cabeça, esses últimos dias vinha me sentindo muito mais exausta que antes, festas, drogas, bebedeiras e ressaca não se comparavam ao que vinha se abatendo sobre mim, estava morrendo moral e mentalmente.

.......~ Está tão na cara assim? ~ - Refleti ao receber as orientações de descanso vindas do brutamontes, confesso que não esperava aquilo e por alguns instantes mantive-me calada, olhando se afastar e despejar suas asneiras e pseudo ira sobre os demais membros daquela embarcação. Apenas chacoalhei a cabeça, desanuviando-me de toda aquelas porcarias, voltando a mim no justo momento em que um rapaz de sotaque no mínimo estranho começava a puxar conversa. - ~ Mais isso agora... ~ - Já começava mal humoradamente a xingar meu novo interlocutor, espantosamente ao deixá-lo falar pude notar um certo ar de camaradagem em sua voz e atitudes. Sorri e por suposto aquele homem teve esperanças, poderia imaginar que estava gostando da conversa, que sua companhia era agradável ou que simplesmente estava feliz, mas não, eu sorria pois minha mente ia longe, desconfiadamente calculando as coisas de antemão. - ~ Você acha que me engana com toda essa balela e companhia parceira, não é?! Monterrey você é rídiculo. Só um imbecil designaria um de seus merdinhas para ficar de olho em mim e ganhar minha confiança antes mesmo de saber quem sou. Talvez possa me divertir aqui, unindo o bobo com o boboca. ~ - Sim, não tem problema, ele manda, eu escuto, unimos o útil ao agradável. - Mentia, caminhando pela escuna até chegar a sua murada, o homem todo momento ao meu lado.

.......A nau agora quebrava as gélidas águas em meio ao mar do norte, eu não era o tipo que sentia frio por muito tempo e logo quando começava a tremer, de cara já acendia um baseado, era minha resposta automática para qualquer tremelique, por vezes, o calor do cigarro e a sensação de êxtase acabava me ajudando frente as baixas temperaturas que tinha de enfrentar. - ~ Se acalme Rox, isso é frio, essa tremedeira é a porra do frio entrando nos seus ossos!!~ - Repetia mentalmente o mantra que diariamente me separava de um viciado em crack. O baseado já estava enrolado entre meus dedos, estivera tão distante assim a ponto de não ter percebido que havia feito aquilo? Talvez fosse mais grave do que pensava, mas ao olhar para aquele fino cigarro de maconha entre meus dedos, algumas lembranças a muito esquecidas novamente acendiam, inundando minha mente e apertando meu coração.

.......- Bjarke. - Pronunciava o nome, sentindo seu sabor em meus lábios, era tudo que havia sentindo daquele rapaz, isso o arrependimento de minhas decisões e a saudade de sua companhia. - ~ E se eu não tivesse te abandonada naquela floresta? E se não tivesse sido eu quando nos conhecemos? Se lhe desse uma chance quando fez aquela cantada ridícula sobre vidros? Talvez agora estivéssemos juntos e eu fosse alguém melhor, com toda certeza, seria alguém mais feliz. ~ - Acendia o cigarro, sentindo seu odor encher meus pulmões, olhava aquela coisinha em minhas mãos, um fino e simples meio de escape de toda aquela merda na qual tinha me metido, de todas as merdas que minhas escolhas haviam causado. Sorri, tristemente me lamentando e com uma fungada sequei uma gota de suor que insistia em escorrer pelo canto dos meus olhos, mesmo em meio aquele frio noturno. - Vou me deitar, garoto, tenha uma boa noite. - Lançava o cigarro ao mar, não queria fumar, não queria saciar meus vícios nem nada disso, o que eu queria e quem eu queria estavam longe demais agora, inalcançáveis pura e simplesmente por minha culpa.

.......Caminhava até meus aposentos e deitava-me, olhando para o teto e torcendo para que pelo menos aquela noite conseguisse ter bons sonhos, com toda certeza não seria meus pedidos e fé que ajudariam, dezenas de mulheres, crianças e homens haviam morrido por minha causa, eu já sabia disso, entendia que o sangue deles estava mais manchado em mim que em qualquer um naquele quartel general, e todo esse conhecimento em nada ajudava. Eu era uma puta genial, expert em foder a própria vida e doutora em sofrer sozinha. Dormi.





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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty28.06.18 16:36



(2/3) - Wonderful Land

 

O cricrilar dos grilos da ilha se distanciava conforme a nau seguia seu ventoso curso para o sul, substituído pelo grasnido de gaivotas. Para terras cujo ponteiro indicava eles velejavam, mas seria a mesma direção que a bússola do coração de Rox insistia em lhe lembrar? Aquele que permite que o pesar da alma aplique incerteza e hesitação em seus passos muitas vezes encontra somente a desolação. De qualquer forma, sabia bem disso. Sua mente astuta lhe mostrava perfeitamente que trafegar um caminho neblinado por melancolia e arrependimentos lhe traria a ruína; afinal, emoção e razão eram como água e óleo. No entanto, nem tudo estava perdido, afinal, estradas diferentes muitas vezes levam para o mesmo castelo, bem como poderia se encontrar novamente com entes queridos num futuro próximo.

Ignorando os avanços daquele desconhecido rapaz, encontrou seu caminho até o quarto que lhe fora indicado nos alojamentos do barco, este que possuía sua inicial talhado na porta de madeira de poucos detalhes. O quarto, por sua vez, dispunha somente de um único e pequeno cômodo de dois por dois, nele uma rústica cama ligeiramente arrumada de lençol claro e batido que ocupava boa parte do espaço. O restante, próximo à janela atrás da cabeceira e ao lado direito da cama se encontrava um pequeno criado onde, empilhado, era visto os pertences da agente como roupas, dinheiro e afins. Sobre as vestimentas, no entanto, era claramente visto uma nova peça: uma gravata feita de uma tonalidade roxo escuro. De pouco se importando com o cômodo, encontrou um caminho rápido e de poucas impertinências para o sono profundo, este que vez ou outra durante a noite fora perturbado por ventos ruins que faziam a nau tombar brevemente de um lado ao outro. Por tal motivo, certa vez a embarcação inclinou-se tanto sobre águas selvagens que as vestimentas no criado se desmoronaram sobre o rosto da mulher. Horas depois, encontraram finalmente uma suave brisa como bom agouro e a viagem continuou em segurança.

Na manhã seguinte, a pequena janela, esta posicionada no lado oriental da embarcação, permitiu que suaves raios solares adentrassem no pequeno e apertado cômodo de forma convidativa, sendo bloqueado pelos parapeitos e, assim, ainda deitando uma tênue cortina de sombra sobre o corpo da agente adormecida. Escutaria um breve bater em sua porta e, em seguida, a mesma sendo aberta ligeiramente.

Senhora? —dizia uma voz tão aguda que, para ouvidos despreparados, soaria facilmente como um timbre feminino, e não estariam tão longe da realidade. Junto à porta, um homem baixo, rechonchudo e de sorriso desastrado trazia consigo uma bandeja. Nela, pão velho, manteiga aguada e um pequeno recipiente de plástico —V-vim lhe trazer isto, querida, perdoe seu intruso. Aliás, um ótimo dia pra "voxê" —o sujeito se aproximara, seus passos sinalizados pelo estranho som de água, afinal, o cômodo havia sido brevemente inundado. Caminhando ao lado da cama, o "homem" tentara deixar a bandeija sobre o criado que, após as roupas terem caído sobre Roxanne, se encontrava vazio. Falhou, muito por conta de seu jeito trapalhão e, por isso, acabara por derramar um líquido quente e negro do recipiente na cama. Café —M-mil perdões, o Ag-gente Monterr-rrr-rey espera por você em s-su-sua sala. A primeira no corredor direito, a propósito.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty29.06.18 9:26



Good Morning Class.



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.......O quarto era minúsculo e o caminho para a Grand Line, como imaginado desde o início, um tanto quanto tortuoso. Variadas foram as vezes que imaginei estar prestes a acordar em um turbilhão, fosse ele de emoções ou físico, não fazia diferença já que boa parte do tempo me encontrava dormindo, acordando e me forçando a voltar a dormir. O cansaço por fim me venceu quando acostumei-me aos balanços da nau e interpretei-os como os braços de uma mãe, algo difícil para a filha de uma prostituta, o que a carência faz com as pessoas...

.......Acordei logo cedo da manhã do dia seguinte, os finos e tímidos raios de sol iluminaram minhas pálpebras através de uma pequena brecha, uma janelinha de nada que servia apenas para impedir que o bolor dominasse os móveis. Me sentei e tive de tirar uma calcinha presa em meu rosto, diabos, as roupas estavam espalhadas por todos os lados em cima da cama, boa parte em cima de mim. — ~ Que porra aconteceu aqui essa noite? ~ — Esfregava os olhos enquanto uma figura um tanto quanto estranha batia  e logo entrava porta adentro. Minha reação em dias normais seria sacar a arma, infelizmente ou felizmente para aquele gorducho afetado, estava apenas trajando uma camisa que me servia agora como camisola.

.......Bom dia. — Cumprimentava-o em um tom de voz um pouco rouco e gástrico, parecia falar como homem do que aquele sujeito. — Não se acanhe, pode entrar e deixar as coisas aí. — Me ajeitava na cama, desdobrando as pernas com cuidado para não mostrar minhas partes íntimas e por sua vez, sentava-me no leito, usando-o como se fosse uma cadeira. — Senhor cristo, o que houve aqui?! — Um gélido arrepio subia por minha coluna quando meus pés encostaram em uma fina lâmina d’água, talvez o susto ou o mal jeito faziam o garoto atrapalhar-se e esse acaba derrubando sobre meus lençóis um pouco de café, por sorte nenhuma peça de roupa tinha sido comprometida. — Não se preocupe, já dormi em cima de coisa pior, obrigada, pode ir.

.......Pacientemente terminava de tomar meu café da manhã, sentia o gosto do pão azedo, típico de um péssimo padeiro, o ranço no céu da boca vindo daquela manteiga gordurosa e por fim, os finos grãos na língua de um café provavelmente coado em uma meia qualquer. — ~ É disso que estou falando. ~ — Sorria, estranhamente familiarizada com todos aqueles sabores e, logo após isso me levantava, pisando na ponta dos pés na água para então subir na cama e me trocar sobre a mesma, não queria molhar nenhuma peça de roupa. Estando pronta, apertaria minha gravata nova, procuraria uma bacia ou pequena pia para escovar meus dentes, lavaria meu rosto, pentearia meus cachos negros cuidadosamente desembaraçando os fios, e por fim procuraria entre minhas sacolas um batom vermelho não muito chamativo para mesclar-se com meu tom de pele, se possível quase bordô.

.......Uma vez pronta, já agora com minhas botas nos pés, sairia da sala, ouvindo o som de água sendo pisada e partiria para o convés sentindo os raios da manhã ofuscarem meus olhos, como uma manhosa me espreguiçaria, virando um pouco o rosto para evitar o incômodo pela luz. Por fim partiria até a sala de Monterrey, batendo em sua porta para entrar assim que convidada. — Agente Roxanne d’Lamour se apresentando, senhor. — Não bateria continência nem nada, não gostava daquele cara, e para ser bem sincera, o estilo bajulador não combinava em nada comigo, talvez futuramente tivesse de treinar essa parte dos meus talentos. — Fui informada que o senhor deseja conversar comigo, aqui estou, a que devo o convite? — Ainda próxima a porta, manteria meu olhar no mesmo nível que o seu, e minha guarda em pé, aguardaria as informações passadas pelo mesmo, orientações e etc e por fim continuaria. — Muito bem. Gostaria de saber mais sobre o lugar para onde estamos indo, sobre a missão que iremos realizar, preciso me preparar para o que virá. — Novamente daria brecha para as colocações de Monterrey e por fim, caso se estabelecesse uma conversa mais amigável, abaixaria a guarda para que prosseguíssemos de uma maneira saudável nosso diálogo.  





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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty29.06.18 11:24



(3/6) - Wonderful Land

 

A refeição matutina tem como seu principal objetivo fortalecer o corpo para um árduo dia de trabalho, no entanto, tudo que pareciam se alimentar ali era de restos de algum jantar de semanas atrás. A intenção daquilo, ainda que oculta, não parecera trazer muitos problemas para o Flagelo que, de certa forma, já parecia estar acostumada com refeições semelhantes. O mesmo não podia ser dito de seus "companheiros" da embarcação que, no estreito corredor um tanto inundado alguns buscavam apoio nas paredes, vomitando no piso. Os gemidos de dor, bem como também agora o cheiro perturbador dos resíduos vomitados se misturavam com o salgado aroma do mar, este que se tornou mais forte quando Roxanne alcançou o convés movimentado da escuna.

Os demais agentes que sobreviveram ao café da manhã conduziam os afazeres diários de uma embarcação com diligência, correndo de um lado para o outro para ajustar as velas na devida velocidade pois, no horizonte, um resquício de terra podia ser visto. Wonderful Land, a terra das maravilhas, como podia ser escutado de conversas paralelas no convés. Ali, a agente também avistou um pequeno grupo de três agentes efetuando um árduo treinamento de combate corporal cujos movimentos pareciam tão desordenados quanto qualquer luta de rua, sem qualquer uso de técnica e, principalmente, utilizando da brutalidade em cada movimento. Os poucos que passaram por ela lhe trataram com uma fria cortesia, despejando um "bom-dia" de má fé, seus olhos tão centrados em seus respectivos serviços que mais pareciam cachorros do que qualquer outra coisa. Sirius estava ali, de costas para a parede ao lado da única porta que dava acesso à cabine principal, também conhecida como "A Sala do Monterrey". O rapaz nada disse a Roxanne, apenas deitando um olhar curioso e um sorriso malicioso na morena, lhe cumprimentando com um breve e quase imperceptível movimento de cabeça.

A sala em seu interior era tão simples quanto a personalidade do agente superior. De tema branco, as paredes eram do tamanho certo para comportar dois criados, três estantes de livros, um pequeno colchão cujo lençol estava bagunçado no canto da sala e, de maior destaque, uma mesa de trabalho repleta de pergaminhos enrolados e mapas abertos. Uma lanterna de vidro se encontrava na ponta da mesa e, quando a nau tombou ligeiramente para o lado, a mesma caiu de encontro ao chão e se estilhaçou em milhares de pedaços, despertando mais a atenção de Monterrey do que a porta se abrindo. Mascava um cigarro e, quando avistou Roxanne, lhe deitou um olhar cheio de um inexplicável desgosto, ao que lhe disse: —Ansiosa para o seu primeiro dia aqui? —lhe perguntou com uma falsa cortesia e interesse, como se a frase viesse de forma automática —Estamos nos aproximando de terra, essa dita "Maravilhosa". Nome ridículo, o lugar é um caos, se assemelha mais a uma terra de ninguém, por assim dizer —fizera sinal para que Roxanne se aproximasse de sua mesa, lhe mostrando em um rústico mapa feito em papel velho e amarelado as estruturas da ilha que, pelo que parecia, comportava apenas uma cidade cheia de desorganização —Toca do Coelho, a única cidade nesse ralo de ilha. O Governo diz pro mundo que temos controle do lugar, mas seria esperta em desconfiar disso. É um inferno sem lei e ordem, ninho de piratas, revolucionários e bandidos. Temos um Quartel-General, isso é certo, mas por quanto tempo? —Monterrey então enrolou o mapa e entregou o mesmo para Roxanne, deitando sobre a mesa ambos os pés num ato cheio de cansaço e desrespeito, suspirando, seu hálito de cigarro presente em todo o cômodo —Temos algumas pistas sobre o paradeiro da mink desaparecida e, consequentemente, da sua missão. Vá até a taverna Hell's Beer, pode vê-la no mapa no lado ocidental da cidade. Fale com Kleber, taverneiro, ele diz que sabe algo sobre os Bandeira Erguida. Faça o que for necessário, intimide-o, suborne-o, até seduza o imbecil se for preciso, mas termine o trabalho. Não precisamos que a raposa retorne viva, apenas que o grupo revolucionário seja exterminado, ficou claro? —retornou os pés para o chão, apanhando mais um cigarro de uma gaveta e, então, sinalizando com a destra para que a mulher fosse embora. Instantes depois, no entanto, lhe chamou novamente: —E mais uma coisa, Sirius vai te acompanhar na metade do caminho. Ele também tem uma missão na ilha, se diz respeito a um teatro de atores, próximo de sua taverna. Dispensada.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty29.06.18 16:32



Highway to Hell.



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.......Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial. Durante minha vida poucas pessoas foram de fato importantes para mim, especiais então nem se fale, talvez minha mãe... O fato é que por toda a situação e ambiente em que cresci ou por meu prematuro gosto pelos venenos, nunca cheguei perto de um fogão e isso obrigou-me a desde cedo a ter estômago forte, bom, isso e os anos naquele manicômio. Felizmente ou não, nem todos homens naquele barco havia tido uma infância como a minha, algo que ficava claro no momento em que saia de meu quarto e me deparava com os ruídos de vômito, reclamações e o costumeiro odor ocre de matéria orgânica em decomposição. — ~ Esse cheiro eu conheço bem. ~ — Sorria, agradecendo por não estar em uma de minhas costumeiras manhãs, vomitando após uma noitada de prazeres, drogas e luxúria.


.......Ao que tudo aparentava, estávamos enfim chegando a nosso destino, longinquamente surgia a silhueta obtusa de uma massa de terra, por suposto o local em que realizaria minha próxima missão. Por alguns momentos aquele sentimento de estar mais perto de Ay mudou meu humor, contudo, logo pude notar novamente a presença Sirius e também de alguns transeuntes com cara de: "você é quem devia estar fazendo isso", me olhando. — ~ Mantenha o foco Rox, primeiro para a sala do imbecil, depois você muda a forma de pensar deles. ~ — Reforçava o que devia fazer em pensamentos, lentamente desviando de todo aquela balburdia que ocorria entre alguns homens treinando no mais brutal dos estilos de luta e dos demais executando suas respectivas tarefas dentro da nau.

.......Monterrey dava o que eu esperava, sua dose de babaquice, um pouco mais comedida para minha surpresa, mas ainda assim de igual forma incomoda. Confesso que o início não foi difícil de aturar, sua expressão corporal, palavras e atitude não eram piores que as do meu suposto pai, no entanto, quando a possibilidade de deixar Ay para trás foi cogitada, meu sangue ferveu, a língua soltou e em uma última e instintiva refreada em minha resposta, redirecionei a frase que provavelmente me tiraria do governo mundial para uma versão mais delicada e aceitável de mim. — Sua lanterna quebrou, devia cuidar mais de seus pertences. — Encarava-o, olho no olho, sustentando-o aquele momento até o último segundo, sentindo a fúria corroer meu estômago por dentro, — isso ou aquela merda servida no café da manhã — para então continuar. — Wonderful Land, já imaginou que isso pode ser uma espécie de ironia? — Encarava seus pés sobre a mesa, enquanto dava uma melhor olhada no mapa, utilizava a todo momento o máximo de minha capacidade cognitiva para gravar o mesmo entre as imagens de minha memória fotográfica. Sem dúvidas em algum momento poderia perdê-lo, aquilo seria muito mais útil que prestar atenção no pequeno circo de Monterrey. — Minha missão aqui então é matar todos? Conseguir informações? Foder com Kleber? — Retrucava, a última parte irônica, como se conectasse aquilo ao nome sugestivo da ilha quando na realidade criticava sua forma de pensar sobre mim. Diabos, daria para o cara, mas e, APENAS, se eu quisesse isso.

.......Obtendo as instruções, iria para a área comum da escuna, meu interior fervorosamente ardendo em pura fúria. Não estava perdida, tinha um destino e um motivo agora para me relacionar com os demais marinheiros e agentes naquela embarcação. Pararia ao lado do grupo que treinava uma forma brutal de combate e encarando-os, sorriria, imaginando o rosto de Sirius e seu sorriso amarelo nojento, a expressão daquele nobre porco e todas pessoas que foram mortas por nós em nome dele, a atitude de Monterrey e tudo o que havia falado instantes antes, canalizaria e partiria, era minha vez de brincar.


~ Início do post de aprendizado em Luta de Rua ~

~ Fim do post de aprendizado em Luta de Rua ~


.......Exausta, sangrando e com os músculos doendo, cogitava possibilidade de saltar nas águas salgadas da Grand Line para lavar todo aquele sentimento ruim, boa parte extinto após os socos, cabeçadas e mordidas, sangue e suor, porém no momento crucial ao salto uma memória atingia minha mente como um coice de uma vaca, estávamos no maldito Calm Belt, o lar dos reis dos mares, santo Deus, o que estava pensando? Suando frio e sentindo o desconforto vindos da adrenalina, afastei-me da murada e caminhei hesitante para trás, por pouco uma escolha errada não tinha me matado e uma coisa tornava-se clara, — não estava mais no North Blue — aqueles eram os perigos que um mar de verdade guardavam, precisaria mudar se quisesse continuar viva e inteira.  — ~ Irei me preparar para você, espero que esteja pronta para min, Grand Line. ~ — Fitava o horizonte, ferida, magoada, sozinha e prestes a entrar em uma ilha que de maravilhosa tinha apenas o nome. 





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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty30.06.18 13:11



(4/6) - Wonderful Land

 

A ira nos olhos do superior tornou-se tão clara quanto os raios solares que adentravam uma janela à direita de Roxanne, lhe sobrepondo uma breve, impressionante e inexplicável aura brilhante que cativou a surpresa e interesse de Monterrey, este que para o azar de seu orgulho tornou-se incapaz de criar mais uma de suas respostas malcriadas, boquiaberto em silêncio. Como se não bastasse, um bater iniciou-se na janela que, ao se abrir, permitiu a passagem de uma constante, porém fraca brisa gelada que fez com que os papéis sobre a mesa, bem como também os cabelos da agente levassem voo. Os olhos de Monterrey tornaram-se um palco onde atuavam em união a incredulidade, fúria e surpresa, e permaneceram assim até o momento quando Roxanne deixou a sala, seus nervos à flor da pele.

 O emotivo em seu interior tentava caminhar ao lado do dever, ao lado da vontade de se tornar maior numa organização que pouco a pouco revelava seu desinteresse até mesmo no bem estar de seus agentes. Deles era esperado que, enquanto em campo, conseguissem por si mesmos suprir suas necessidades e segurança, de modo que atuam como uma arma do estado, e não uma extensão de seu corpo. Afinal, assim como soldados, agentes graduados e em treinamento fazem parte de uma massa a ser descartada, de modo que aqueles que atingem um alto patamar na instituição muitas vezes deixam para trás não só seus prazeres e amores, como também o senso único de opinião que os faziam humanos. Para alguns, um pequeno sacrifício, para outros...

Puta merda! —gritara alguém no convés, aqueles que se encontravam numa pausa dos deveres correram em união até a murada oriental onde, em plena sintonia com o amanhecer, um rei dos mares mostrou "as caras". Seu corpo serpente com incontáveis barbatanas surgia por cima da imensidão oceânica a poucas centenas de metros da embarcação, de modo que bloqueava o sol no horizonte e, assim, enviava longas cortinas de sombra até o convés. O cheiro de mijo logo infestou o ambiente, e aqueles que correram para os alojamentos se denunciaram antes mesmo de serem descobertos. "Tu viu aquilo?", "Estamos na merda" foi só o início das reclamações que se seguiram pela manhã, essa utilizada por Roxanne para aperfeiçoar seus movimentos de luta com aqueles que, ainda centrados, treinavam arduamente para se prepararem. O mar tornou-se mais calmo depois de alguns minutos, o vento permaneceu constante e o curso interrompido, de modo que todos os presentes com a exceção de Monterrey se sentaram próximos ao mastro principal, onde pressionavam os colegas a compartilhar suas histórias, até mesmo assobiavam para Roxanne, como se pedissem para que ela se juntasse ao grupo.

Sim, histórias bacanas, mas... "cês" não tão ligados no que rola nessa ilha aí —dizia um dos agentes, esse o mais alto do grupo e mais barbado também, sua aparência incrivelmente semelhante ao saxão Skall —Wonderful Land, cara, a galera desaparece nas ruas se não for esperta. Não, se tu for esperto desaparece primeiro, eles não curtem os espertinhos, fardado ou não —advertiu o mais velho, agora sinalizando para seu olho direito que estava faltando, claramente a vista de todos ali como se não tivesse vergonha do mesmo —Os piratas, velho.

Mas o que tu fez? —perguntou um rapaz magricela que abraçava os joelhos, sentado e tão interessado na história do ruivo barbudo que não percebeu a aproximação de outro agente em suas costas, este que tinha um malicioso sorriso brincalhão nos lábios.

Bem, tiraram meu olho por... —o homem segurou a tensão no ar, ao mesmo tempo que aparentemente segurava o riso —...não lavar o sovaco DIREITO! —o rapaz já havia se assustado com o grito do homem, mas iniciou uma desesperada gritaria quando o sujeito atrás de si lhe agarrou com força nas axilas, de modo que o restante da tripulação jogou risadas ao vento marinho.

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MensagemAssunto: Re: What Does The Fox Say?   What Does The Fox Say? - Página 2 Empty30.06.18 14:05



Wind and Wather.



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.......A sensação em meu interior consumia, dilacerava e se apoderava de mim, um misto de desgosto e perdição, o que estava fazendo da vida? Amigos, deveres, pessoas, a justiça.... O mundo melhor que havia prometido para minha mãe estava tão longe, tão distante, longe demais para que sequer pudesse traçar um caminho, sequer conseguisse ter a esperança de que aquelas eram escolhas certas, de que tudo que tinha feito e teria de fazer valeria a pena, de que era por um objetivo maior, para algo maior...  — ~ Você não vai ficar para trás, Ay, nem que todos nessa ilha precisem morrer para que você seja salva, sem exceções. ~ — Encarava o horizonte, distante, longe de tudo e de todos, como se transcendesse meu corpo físico, estava quebrando.

.......Às vezes me espanto com a força de meus pensamentos, algumas pessoas dizem que tem visões do futuro, são sensitivas e coisas do tipo, quando se tratava de mim o negócio era mais para um imã de problemas do que para qualquer outra coisa.  Uma lágrima começava a escorrer de meus olhos enquanto encarava o local onde meu destino se resolveria e, de repente, uma monstruosa criatura rompeu as águas, tudo tremeu e quando digo isso me refiro a meu corpo também. Sorri, um sorriso boquiaberto enxergando aquela monstruosidade que tapava os raios solares e lançava sobre todos sua imponência, seu poder naturalmente magistral. — ~ Santo Deus, santo Deus, santo Deus, como é belo!! ~ — As pessoas surtavam, deixavam a coragem escorrer pelas pernas e desabavam escondendo-se, mas não Rox, essa não era a postura de uma d’Lamour, minhas pernas firmes mantinham-me ali, cara a cara com o monstro. — Bem-vinda a porra da Grand Line. — Sussurrava como uma criança, extasiada frente a um parque de diversões enquanto a monstruosidade partia para seu destino, deixando-nos com o nosso.

.......Um pouco mais calma e de certa forma mais feliz também, me aproximei de alguns marinheiros que começavam nervosamente a especular sobre a ilha em que desembarcaríamos, histórias vagas, mais para contos de pescador que para relatos de alguém que realmente encarou o diabo e voltou, mesmo assim, interessantes de ouvir, isso e as gargalhadas dos rapazes. — ~ Descontração fará bem a eles, talvez fizesse bem para mim também. Se não fosse eu a executora dessa merda toda. ~ Garotos, brinquem agora, divirtam-se, isso fará bem para a alma, mas lembrem-se que quando pisarmos naquelas terras, nada do que foi dito aqui terá som ou sabor de piada. — Encarava a silhueta da ilha que cada vez mais se aproximava, em pé ao lado do grupo. — Uma agente do governo está naquela ilha, foi sequestrada, uma mulher que queria apenas provar seu valor para todos, ajudar as pessoas mesmo que nunca pudesse ser reconhecida por isso. Ela tinha pessoas queridas assim como vocês têm, divirtam-se e riam agora, mas tenham claro em suas cabeças, quando nossos pés encostarem na costa daquela ilha, não existem amigos ou lugar seguro, temos de ser leões, temos de arrancar deles cada pedaço que nos for possível. — Os encararia, olhando no olho de cada um, meu coração acelerado, o cenho sério, quase mecânico. Sorri, um sorriso amigável, camarada e descontraído, abaixei a cabeça enquanto apanhava minha seda, maconha e balançava, os cachos tremulando e tampando meu rosto. — Mas por agora, apenas vamos nos divertir. — Acendia meu baseado, dava uma longa e demorada tragada, sentindo toda dormência, toda leveza, expirando toda preocupação e apreensão sobre o que estaria por vir. Tragava mais uma vez e esticava o braço oferecendo o cigarro aos garotos, erguia a cabeça sentindo a brisa marinha, a brisa da maconha, expirava e sorria, finalmente pronta. — ~ Você virá comigo Ay, você virá. ~ 





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Histórico:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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