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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 As mil espadas - As mil gaivotas

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ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

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MensagemAssunto: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyTer 05 Jun 2018, 14:35

Relembrando a primeira mensagem :

As mil espadas - As mil gaivotas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Julian D'Capri. A qual não possui narrador definido.


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jonyorlando
Sargento
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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptySex 03 Ago 2018, 18:30



Aparentemente a sorte de Julian começava a aparecer (em partes), não precisou de muito para que logo o médico estivesse a bordo do navio inimigo, coisa que ele nunca esperou passar, estar em um navio pirata, o estado do lugar era deplorável, desde como eram seus quartos, até a higiene do local, mesmo assim isso não pareceu incomodar o garoto, já que ele não ficou dentro do quarto por muito tempo.

Enquanto o mesmo passava pela corda ele pode escutar seus companheiros falando, aparentemente os piratas deviam estar os cansando, já que a quantidade deles era muito superior a dos marinheiros, principalmente agora, com 3 a menos no convés, Julian deveria se apressar em achar George, coisa que não demorou para acontecer, uma vez com o guarda das celas morto, o marinheiro facilmente tirou o pequeno Little de lá, tudo graças a um rato.

- Stuart, tu é o cara. - Falaria o jovem antes de entregar o roedor ao dono choramingante. - Vamos sair daqui George, mexeram com a família errada.

Com George agora sendo carregado por Julian o mesmo agora tentaria desesperadamente sair dali, não podia arriscar a vida daquele pequeno, e nem a chance de voltar para ver sua amiga, agora sem seu tornozelo o incomodando ele poderia se mover bem melhor que antes, pois só agora notava que podia pisar no chão sem dificuldades.

Infelizmente para o “little group”, havia um problema, um grande Siad que estava no corredor, o qual eles teriam que usar para poder voltar até o quarto em que Julian invadiu a embarcação, o problema ficava pior assim que o marinheiro percebia que o gigantesco skull head estaria indo para o convés, ou seja, ele provavelmente iria de encontro aos outros marinheiros, que não teriam chance alguma de o enfrentar, visto que deveriam estar mais cansados que o espadachim invasor.

O que o médico devia fazer? Salvar o garoto ou salvar seus companheiros?

- George, não posso deixar que esse homem avance, ele irá para o navio, eu tenho que aproveitar da chance agora, fique aqui, ou então volte lá pra dentro e se esconda, não ouse chegar perto. Se a coisa ficar feia, Stuart vai lhe guiar até a saída, entendeu? - Diria o médico com calma e sussurrando ao ouvido de George.

Terminada a “conversa” entre os dois, Julian iria se aproveitar que o homem não havia lhe percebido e avançaria contra o mesmo (já com suas espadas em mãos), provavelmente esse inimigo devia ser muito mais resistente que outro qualquer, então um ataque letal não funcionaria, não da maneira que o espadachim queria, então nesse primeiro momento o garoto deveria danificar suas vias de mobilidade e ataque, usando de toda sua velocidade o garoto tentaria acertar as mãos do pirata, mirando nos pulsos principalmente, mas se desse tempo, ele tentaria cortar o tendão atrás dos joelhos primeiro, usando ambas as espadas, uma para cada perna, ele tentaria fazer um corte duplo simultâneo na horizontal. Primeiramente colocando seus braços em paralelo, um em cima do outro, mas de forma que não se atrapalhassem, com as espadas viradas para as costas do garoto ele então as projetaria para frente ao mesmo tempo, cortando ambos os tendões, pelo menos seria isso que o garoto tentaria fazer.

Caso o Siad conseguisse pressentir esse golpe de alguma forma e fosse se esquivar, saltando para um dos lados, a ação seguinte do samurai seria tentar acertar um corte só com a espada para o lado em que o homem estaria, já que ele deveria ser mais lento que o espadachim não deveria dar para o mesmo defender ou realizar uma segunda esquiva, pelo menos seria isso que ele pensaria.

Se o skull head ao invés de esquivar mostrasse sinais que iria defender, Julian tentaria, de alguma forma, premeditar sua defesa e se mover para o lado que ele estivesse desprotegido, tentando usar de impulsos proporcionados por suas pernas, assim que tivesse uma visão de alguma área para o atingir, o médico tentaria o fazer da forma que pudesse, seja com cortes horizontais, verticais ou estocadas.

Indiferente se os golpes dessem certo ou não, ele iria tentar recuar, buscando distanciar a atenção do pirata de George, e também, tentando evitar ser atingido pela espada, que certamente cortaria o samurai ao meio, ou em cubos, era só questão do Siad querer.

Caso o marinheiro percebesse que o chão iria ceder (já que a madeira pareceria ser velha e de má qualidade) ele tentaria aproveitar da força do pirata para o ajudar nisso, se posicionando em locais estratégicos para quando o pirata atingisse o local a madeira fosse cedendo cada vez mais (já que não seria uma opção tentar defender os golpe, a única coisa que restava ao espadachim fazer era esquivar), e no final, quando o chão estivesse bem danificado, o espadachim tentaria golpear o chão para fazer o pirata desabar barco abaixo.

Ou então tentaria fazer isso de um jeito mais épico, avançando velozmente contra o pirata e dando uma estocada em seu peito (saltando e cravando a espada lá) dessa forma usando o peso de seu golpe e de seu corpo para tentar forçar o chão a desabar, fazendo com que os dois caíssem juntos, mas claro, Julian tentaria ficar por cima, para não correr o risco de ser esmagado.

Se a opção do chão não fosse viável, o samurai continuaria sua técnica de defesa (dark souls), ele ficaria saltando para os lados, tentando rolamentos, avanços ou só saltos, tudo que pudesse para não levar um golpe daquela espada, apesar de já ter passado por uma situação parecida (inimigo grande e forte) com o pirata Draco, ele continuaria sem confiar muito em sua força, inimigo é inimigo, se o médico pensasse que faria frente a força daquele homem, poderia ser seu fim.

Caso algum ataque do skull head fosse mesmo pegar em Julian, ele, como uma tentativa desesperada, colocaria suas espadas na frente, para pelo menos evitar de levar um ataque total, podendo bloquear parte do dano.

Na cabeça do garoto ele deveria terminar aquela luta logo, ou George começaria a correr perigo, era tudo ou nada, além de proteger o garoto ele também estaria protegendo seus companheiros.

Se Julian conseguisse ganhar a luta ele tentaria pegar a máscara do Siad derrotado, ela tinha uma certa beleza, e seria um bom objeto para intimidar os Siad restantes, os quais poderiam ver o objeto preso em sua cintura quando ele chegasse ao convés do barco onde os marinheiros estavam (ele estaria pretendendo o prender usando seu lenço, que agora podia ser usado, já que seu tornozelo estaria melhor).

Caso algum ataque fosse respaldar em George, ou o Siad tivesse a ideia de atacar a criança, o marinheiro, sem hesitar ou pensar duas vezes, se colocaria na frente do ataque, para tentar aparar o golpe e defender aquele inocente espectador.



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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyTer 07 Ago 2018, 17:51

POR MAYIT!


Resgatar George não foi uma tarefa tão complicada quanto ele achou que seria, mesmo os Siad vivendo em uma embarcação superlotada, como a maioria deles estava tentando invadir o navio de civis, o trabalho do marinheiro em fazer o mesmo acabava sendo bastante simples, tendo que lidar apenas com um único guarda da criança raptada. Por mais que ainda fosse um mistério para Julian o motivo para os piratas terem levado apenas o herdeiro Little para o navio deles, sendo que todos os outros que encontravam eram mortos sem pensar duas vezes, não havia tempo para D’Capri ficar pensando nisso.

Levando George e Stuart pelo caminho que fez para chegar até ali, o trio acabou se deparando com o enorme Siad que iremos apelidar aqui de Skull Head, já que ele não usava uma máscara de caveira, mas sim um capacete inteiro. O monstro humano tinha mais de três metros de altura e certamente a mão dele era maior que a cabeça de Julian, criando pesadelo até nos mais corajosos ao imaginar o que aquelas mãos eram capazes de esmagar. A sorte deles era que o “gigante” não havia o visto onde estavam escondidos, mas mesmo assim isso já era suficiente para fazer o pequeno Little tremer de medo e se agarrar nas pernas do marinheiro.

- Não, não, por favor, não me deixe sozinho! - Implorou a criança segurando a perna de Julian e assim o impedindo de avançar até o inimigo.

Era compreensível o medo do garoto de ser deixado sozinho em um assustador navio pirata logo depois de ter sido levado até o mesmo por homens com máscaras de caveira, Julian não podia culpá-lo por estar assustado, mas se decidisse deixar de seguir seu instinto para ficar ao lado de George, o que poderia acontecer com seus companheiros que receberão em breve a chegada desse monstro? Disposto a seguir com a sua decisão de ajudá-los, o espadachim insistiu em convencer a criança a ficar ali.

- Mas e se você morrer? Como eu vou sair daqui? - Perguntou George com os olhos cheios de lágrimas. Dada a sua resposta, Julian tentaria correr na direção do Skull Head, deixando o garoto Little e seu rato para trás, mas ele mais uma vez se agarrou nas pernas do marinheiro, impedindo-o de avançar. - Não! Não! Não posso deixar você morrer, não antes de me levar até os meus pais!

Neste momento não havia mais o que Julian pudesse fazer, como marinheiro, como parte do seu trabalho, ele seria obrigado a pôr o desejo desse civil à frente da sua vontade de ir ajudar seus companheiros. Diante desse pequeno dilema, D’Capri ficaria parado entre George e o Skull Head cada vez mais distante, e após alguns minutos refletindo chegaria a conclusão de que não havia outra saída que não fosse a de avançar para o convés inimigo, pois pense bem, como ele poderia passar com George por uma janela e levá-lo até o outro navio? Não era tão simples quanto da maneira como ele entrou, e chegar a essa conclusão lhe forçava a ter que levar o garoto junto com ele para a área mais perigosa do momento…

- Vamos, por favor, não quero mais ficar aqui, esse lugar me dá medo. - Disse o garoto subindo nas costas de Julian até se agarrar ao redor do pescoço dele, sendo que logo em seguida, quando o marinheiro começasse a avançar em direção ao convés onde o Skull Head havia acabado de chegar, George mostraria uma cara de preocupação. - Hey, para onde você está indo? Você realmente quer enfrentar aquele cara assustador? - Se Julian por algum motivo estivesse ignorando as palavras da criança, então ele daria alguns soquinhos na cabeça dele para chamar atenção e fecharia a cara. - Para de me ignorar!!!

Spoiler:
 

Por mais que o desejo do espadachim fosse o de travar uma batalha com o Skull Head, ele não podia correr o risco de deixar George sozinho, não podia deixar de seguir as vontades dele, já que seu objetivo ali era apenas salvá-lo, deveria priorizar mantê-lo em segurança e só depois se preocupar em ter que lutar com alguém, até porque com a criança presa em suas pernas ou no caso de agora em suas costas, lutar ficava ainda mais complicado, mas ele ainda poderia arriscar, se assim preferisse.

Depois de seguir o Skull Head até o convés do navio pirata, ainda escondido, Julian, George e Stuart observavam o que estava acontecendo ali e não era difícil ver que por mais cansados que estivessem, os marinheiros estavam levando a melhor, sendo que a maioria dos Siad que ainda restavam do “lado de cá” estavam feridos ou recuados, no caso, sem a permissão do líder para avançar. Poderia Al Sa Bain estar reservando alguns de seus tripulantes para avançar no momento final e dizimar por completo a vida do navio que atacavam? Enquanto continuarem escondidos no corredor onde estão, o trio permanecerá seguro, porém, ficar parado aqui não os fará retornar para o “lado de lá” onde o restante da família Little aguarda o retorno de George.

- Ras Jama, faça sua entrada… - Disse, para a sua surpresa, Al Sa Bain. Sim, aquele homem sabia falar, e por trás daquela máscara havia uma voz grossa e macabra, algo certamente vindo de um filme de terror. - O restante, preparem-se, completaremos em breve a nossa oferenda à Mayit.

Aparentemente suas palavras iniciais eram dirigidas ao Skull Head, que começou a avançar para a ponta do convés com a sua enorme espada ainda sendo arrastada pelo chão. Aparentemente o ataque dos Siad estava chegando ao seu fim, e nenhum deles parecia realmente se importar com as baixas que estavam tendo na própria tripulação ao tentarem atacar marinheiros treinados, talvez a morte não fosse algo que eles temiam, já que aparentemente eles seguem o deus dela.

- Capitão, aquela coisa está vindo para cá? - Perguntou Jeremy espantado com o tamanho do homem que vinha diminuindo a distância entre eles ao andar para a borda do seu convés.

- Danzor, cuide desse aí! - Ordenou Arashi cortando o peito de um Siad no navio que ainda tentava lutar.

- Pode deixar… - Respondeu ele abrindo um largo sorriso no rosto, sinal de que havia gostado da ideia.

- Jeremy, prepare os canhões! Atire quando eu der a ordem, não podemos deixar o restante da tripulação deles avançar. - Comandou outra vez o capitão, guiando seu esquadrão para o que seria fim da batalha. - Cadê o restante dos meus soldados? Merda, porque estão demorando tanto pra voltar? - Indagou Arashi preocupado com o que poderia ter acontecido a Momo, Bee, Asuna e Julian.

- Eles vão ficar bem, senhor, não se preocupe. - Respondeu Jeremy preparando os canhões com as munições. - Aguardando ordens, capitão!

Nesse instante, Ras Jama, ou como preferimos chamar, Skull Head, correu o caminho que faltava do convés e ao chegar bem perto da borda do seu navio, saltou. Para alguém com o tamanho dele e toda a sua força muscular, saltar aquela distância não era um problema, mas ver isso acontecer de perto era ainda um pouco assustador. Quando atingiu o convés do navio dos marinheiros e civis, o impacto do seu pouso foi tão grande que até chacoalhou um pouco a embarcação, fazendo não só seus inimigos darem uma desequilibrada, como também seus aliados, a diferença é que Arashi era um espadachim muito mais treinado e isso acabou dando a oportunidade para que ele, sozinho, avançasse com velocidade pelo convés finalizando os Siad que ainda estavam de pé.

Julgando pela quantidade de piratas derrotados no convés do navio, aqueles que derrotou no interior, mais esses que havia conseguido “fugir” e retornado ao navio dos Siad, Julian poderia chutar que era uma tripulação em torno dos cinquenta membros, sendo que pelo menos mais da metade dela já havia sido eliminada graças ao esforço dos marinheiros de proteger os civis, além é claro, de proteger a eles mesmos. Infelizmente o número de baixas não havia sido apenas do lado inimigo, mas contado que conseguissem salvar o maior número possível de pessoas, essas perdas não se tornarão em vão.

- Homem grande, ataque lento! - Falou Danzor antes de avançar para cima do Skull Head e lhe desferir um corte de cima para baixo com a sua zanbatou.

Por mais que haja o estereótipo de que quanto maior o tamanho, mais lento é, Ras Jama não estava ali para reforçar isso, defendendo o movimento de Danzor com a mesma velocidade em que o ataque era feito. Na sequência o grandalhão girou sua lâmina e tentou desferir um corte pela direita do marinheiro, que ainda sorrindo, posicionou sua enorme espada verticalmente ao lado do corpo e bloqueou o ataque inimigo que tinha potencial para lhe cortar ao meio. Atrevendo-se a usar mais do que sua espada, Danzor tentava chutar a barriga do Skull Head para pegar uma vantagem no combate, mas o Siad foi melhor e segurou o pé do espadachim antes de o atingir, fazendo o sorriso no rosto dele desaparecer em um instante.

- Merda! - Exclamou Danzor tentando usar sua espada na sequência para atacar o inimigo e tentar fazê-lo lhe soltar, mas o amedrontador Ras Jama conseguiu bloquear o ataque usando a sua espada como escudo, permitindo com a outra mão puxar o corpo do marinheiro com força e então o jogar no chão. - ARGH!

- Jeremy, atira nele! - Gritou o capitão em uma medida desesperada de salvar seu soldado que havia dado esse grande vacilo em combate.

Sem pensar duas vezes, o atirador puxou uma de suas pistolas e começou a disparar contra as costas do enorme Siad, porém, mesmo acertando todos os disparo que efetuou, o grandalhão não caiu, o que foi uma grande surpresa para qualquer um dos marinheiros que estava assistindo a cena. Por mais que ser atingido tantas vezes não fosse o suficiente para lhe derrubar, foi o bastante para lhe impedir de atacar, dando a chance para que Arashi surgisse perfurando-o nas costelas e também para que Danzor voltasse a ficar de pé. Mesmo sendo baleado dessa forma e ainda ter uma espada atravessando seu corpo, o Skull Head meteu um socão na cara do capitão, que foi jogado para longe junto de sua fina espada… Nesse momento eles sabiam que não havia sequer como dizer que esse cara poderia ser humano, e Julian, se estivesse atento ao combate esperando uma hora para poder sair de seu esconderijo, poderia se sentir com sorte de não ter enfrentado essa coisa sozinho.

- Grrrrr… - “Rosnou” o espadachim enquanto encarava o inimigo mascarado. Seu semblante sério e agora pouco sorridente indicavam o quão enfurecido ele estava no momento. Danzor desde sua apresentação sempre se mostrou ser um homem misterioso e de uma aura intimidante, alguém que poucos gostariam de ter que enfrentar, agora, irritado, ele mostraria sua verdadeira face, o demônio em seu interior. O marinheiro puxou sua espada para apoiá-la em seu ombro e apertou o cabo dela com força, rangendo os dentes com tamanha a raiva que estava sentindo. - Vou te partir ao meio, pedaço de merda!

E com essa aura enfurecida, Danzor avançou para cima do Skull Head segurando a espada com ambas as mãos, porém posicionada levemente para baixo, para que quando alcançasse uma distância média adequada, o espadachim pudesse aplicar um corte lateral. Para se defender do ataque, Ras Jama foi obrigado a botar a espada na frente do golpe de Danzor, que tinha uma força tão grande que o impacto das duas lâminas criava uma enorme faísca junto de um som estridente. Na sequência, vendo que seu inimigo ainda se recuperava do impacto, o marinheiro ergueu sua espada até o limite e com as duas mãos desceu-a em um golpe retilíneo de cima para baixo.

- MORRAAAAAAAAAAAAA! - Gritou Danzor ao colocar toda sua força nesse golpe final.

Sangue jorrava sobre a madeira do convés, mas para a surpresa de todos, era o sangue do próprio Danzor a cair no chão. A cena impactante se tratava do marinheiro tendo mais da metade do seu tronco perfurado pela enorme espada de Ras Jama, que possuía tanta força em seus braços que conseguiu com apenas o direito, aquele que segurava a espada, erguer do chão o corpo de Danzor, fazendo o sangue escorrer ainda mais de seu corpo e até de sua boca. O marinheiro agonizava de dor, sua espada havia caído no chão e suas mãos agora tentavam inutilmente agarrar a lâmina que o perfurava e tentar de alguma maneira empurrá-la para fora de seu corpo.

- DANZOR! - Gritou Jeremy ao ver a cena trágica de seu companheiro sendo perfurado de maneira brutal.

- Você é lento. - Disse o Skull Head antes de abaixar a sua espada e fazer o corpo de Danzor deslizar para fora dela até cair imóvel no chão.

- Desgraçado… Jeremy, dispare contra o navio deles! AGORA! - Ordenou o capitão olhando com seriedade para o enorme homem mascarado que havia acabado de assassinar um de seus soldados bem na sua frente.

- Não se preocupe capitão, dois disparos são mais do que suficientes para que eu… - E ao dizer isso ele puxou do bolso um isqueiro, olhou para os canhões, abriu um sorriso e completou: - Afunde aquela merda.

- Você se acha rápido, não é? - Perguntou Arashi girando a sua espada ao redor dos dedos da mão direita enquanto dava pequenos passos em direção à Ras Jama, sua postura de batalha era a clara postura de um esgrimista, espada na frente do corpo e a mão livre escondida em suas costas.

- E você acha que vai conseguir fazer alguma coisa com essa espadinha? - Retrucou o grandalhão com outra pergunta. Nesse momento ele puxou a sua enorme espada e a deixou “em pé” com a ponta tocando a madeira do convés, enquanto sua mão direita ainda segurava o cabo dela, pronto para atacar a qualquer momento.

[color:6a7c=#bdbdbd- Um garfo de cozinha já seria suficiente para eu lidar com você… - Respondeu o capitão, fazendo o Siad começar a gargalhar, já que achava um absurdo tal alegação.

- Não me subestime, traidor! - Falou Ras Jama puxando a espada do chão e se preparando para atacar.

- Reconhecer o abismo entre nossas forças, não é te subestimar… - Respondeu avançando com um “dash” prateado em direção ao Skull Head.

Enquanto isso, do outro lado, no navio dos Siad, as quase duas dezenas de piratas permaneceram agrupados observando o combate do companheiro Ras Jama e esperando a ordem de Al Sa Bain para poderem avançar. Acontece que Julian, até então apenas observando e esperando uma oportunidade para se mover, agora já sabia que essa oportunidade nunca iria aparecer, na realidade ficaria cada vez mais difícil sair dali se demorasse mais, já que Jeremy acabou de dizer que pretendia afundar o navio com apenas dois disparos. Se o navio começasse a afundar e ele ainda não tivesse passado para o outro lado, ele certamente iria afundar junto com a embarcação, levando também George e Stuart. Para o marinheiro, ficar no navio enquanto ele afundava não era o maior problema, o problema era descobrir uma maneira de atravessar o convés com quase vinte Siad, além do capitão deles, e de alguma maneira ainda conseguir fazer George chegar em segurança do outro lado.

- É a hora de atacarmos. A essa altura apenas dois deles não são suficiente para nos parar… Mayit enviará a alma dos nossos homens mortos para nos fortalecer. MATEM TODOS! POR MAYIT! - Discursou Al Sa Bain do convés dele, dando motivação para seus tripulantes avançarem na investida final ao navio dos marinheiros.

- POR MAYIT! - Gritaram os mascarados em seguida, erguendo suas armas ao céu antes de começarem a correr em direção a borda do navio pirata, algo que tornava claro o que fariam em seguida: pular para a outra embarcação.

Os próximos passos de Julian iam muito além de apenas lutar contra alguém, ele precisava pensar, pensar em uma maneira de salvar George, salvar os civis no navio, salvar seus companheiros, salvar a si. Todos os marinheiros que o acompanharam nessa missão estavam dando suas vidas para proteger aquele navio, para proteger as pessoas que juraram proteger no dia que decidiram se tornar marinheiros, por isso Julian também não podia fazer diferente, não podia deixar que os inimigos levassem a melhor, mesmo que ele morra, mesmo que todos seus companheiros morram, essas vidas inocentes precisam ser salvas.

No fim, o que vale mais para o espadachim: morrer como um herói ou continuar vivendo sabendo que fracassou em salvar alguém?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

RANDONS DA TRIBO SIAD:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyTer 07 Ago 2018, 22:18



A luta aconteceria naquele momento, se daria início a um grande embate, o espadachim estava pronto, mas antes que ele pudesse agir uma força o impediu, força essa vinda de George, que segurava sua perna.
“Não, não, por favor, não me deixe sozinho!”
Julian queria que o garoto fosse forte e compreendesse a imensidão da situação, porém o desespero do pequeno era tanto, que o marinheiro tinha quase certeza ele nem mesmo o chegara a ouvir ou raciocinar.

“Não! Não! Não posso deixar você morrer, não antes de me levar até os meus pais!”
Era isso, o garoto estava certo, ele não podia morrer antes de o deixar em um local seguro, o Little era quem ele precisava proteger, mesmo que seus companheiros corressem perigo, zelar pela vida daquele pequeno seria o que Julian faria, esse era o sacrifício necessário a se fazer, era o que sua profissão pedia: Colocar a vida dos inocentes em primeiro lugar.

“Vamos, por favor, não quero mais ficar aqui, esse lugar me dá medo”
Dizia o garoto agarrando o pescoço do marinheiro, agora mesmo que o espadachim quisesse, não seria possível uma batalha, não com o garoto em suas costas, então Julian aproveitaria para acomodar o garoto em seu ombro, já que não havia mais nada para se fazer com relação a isso, a única opção de fuga restante no momento seria pelo convés, o lugar mais arriscado, e por coincidência, o mais seguro para escapar.

“Hey, para onde você está indo? Você realmente quer enfrentar aquele cara assustador?”
Naquele momento o jovem D’Capri estava querendo se concentrar no ambiente, por isso ele precisava de calma e concent…
“Para de me ignorar!!!”
- To tentando me concentrar, e não grita, vai ser pior, porque eu posso não ser o único a estar te ouvindo.
O médico queria poder observar o ambiente, para tentar bolar alguma estratégia rápida, algo que conseguiu o salvar em várias ocasiões, por isso ele ficava em silêncio, não estava ignorando George de propósito e nem estava na realidade Julian tinha ouvido o infante, só não queria o responder, talvez por preguiça ou por estar tentando se concentrar.

- Vamos ter que ir para o outro lado, o problema é que com você a tarefa ficou um pouco mais difícil, infelizmente vamos ter que passar por eles. - Falaria o médico apontando para os piratas espalhados pelo convés. - E eu também não gosto de estar aqui, tenho que voltar logo.

Infelizmente não havia nada para se fazer ali, a única chance que o marinheiro tinha era esperar alguma abertura, a qual ele teria que contar com sua sorte para conseguir, e ele sabia que isso poderia nunca chegar, a cada segundo tudo piorava, Skull head, agora Ras Jama, já estaria indo ao encontro de seus companheiros, os quais já deviam estar muito desgastados, se ele tivesse lutado ganharia algum tempo para seus amigos, porque isso está acontecendo? O desânimo batia contra Julian constantemente, ele sentia que todas as escolhas feitas por ele haviam sido as erradas, era tudo culpa dele? Provavelmente sim, e ele sabia.

E depois de se culpar tanto, ele via a cena de mais um companheiro sendo morto, Danzor havia perecido pelas mãos daquele monstro, será que era esse o destino que estava aguardando Julian? Se o médico fosse o oponente do pirata teria sido ele o morto? Essa resposta é a qual ele nunca teria, e agora haviam apenas duas pessoas no convés, sendo que Bee provavelmente ainda está guardando o quarto de da senhora Little, isso faz com que hajam somente 3 pessoas capazes de lutar naquele navio, e o marinheiro não foi o único a notar isso, todos os Siads, mesmo feridos, já pareciam estar prontos para lutar, e com esses números, não há pessoa no mundo, que tenha stamina o suficiente para os enfrentar sem cansar.

A abertura, tão aguardada pelo espadachim, deveria ser criada por ele, não havia como esperar mais, caso isso fosse feito ambos, capitão e Landini morreriam, alguma coisa devia ser feita, mas o que? Logo logo seus companheiros virariam oferenda a Mayit, e Asuna ainda tem que ser salva, o pequeno Little devia ser salvo, seus companheiros tem que ser salvos, os civis têm que ser salvos, mas quem vai salvar Julian? Com tanta informação o garoto estava prestes a explodir, ele tinha que agir.

- Garoto, tive uma ideia, mas você vai ter que se esconder, se eu lutar contigo em meu ombro vamos morrer. - Falaria ele procurando algum lugar onde o garoto pudesse ficar escondido, perto de caixas, ou dentro de uma ou quem sabe dentro de um barril, assim que visse um local que estaria dentro de sua visão e fosse seguro ele apontaria para este. - Fique lá, prometo que tiro você daqui, não morro antes disso, mas se eu não estiver bem quando terminar tudo... Se lembre de falar para alguém procurar Asuna, ela está no banheiro feminino, prometa para mim que fará isso.
Se o garoto estivesse com muito medo entregaria a ele meu lenço (o do uniforme) e o amarraria em sua testa.
- Me empreste sua força garoto, que a minha já está acabando.

Uma vez terminada a despedida do samurai o mesmo sacaria suas espadas e iria na direção dos Siads sem que os mesmos percebessem, verificando se George estaria seguro, ele pararia a uma boa distância dos piratas e enchendo seus pulmões falaria, com uma expressão séria:
- Vocês todos lutam pela deusa da morte não?! Ela mandou-me cobrar a dívida.
O marinheiro não daria um passo para trás e tentaria ao máximo manter sua pose, encarando os seus adversários com seu coração quase saltando do peito.
- Al Sa! Seu mentiroso! A cada campanha que se lança pensa que matando seus companheiros orgulha uma deusa, um infante que ainda nada sabe sobre a morte, mas que também não respeita a vida, o pós-vida clama seu nome, e o arauto sou eu. - O marinheiro queria fazer um discurso que poderia ser ouvido até mesmo no outro barco, para saberem que ele estaria no barco inimigo. - Do barco inimigo duas vidas foram chamadas e uma ainda é aguardada, tirando os que não lutam, quatro ainda vivem, mas no seu barco, 30 vidas foram chamadas, e a mãe da noite está apenas na espera da queda do navio pelo aço e fogo, um sacrifício jovem não adiantará, mesmo que ele tenha sido conquistado.

Os inimigos poderiam não entender o que Julian queria passar com sua fala, e esse era o plano, na verdade o que ele estava tentando fazer era um relatório para que seus companheiros soubessem o que estava acontecendo, mas se isso acabasse por intimidar seus inimigos ajudaria também.

- O MAR CHAMA! - Gritaria o espadachim, querendo sinalizar para que Landini atirasse contra o navio.

Terminada a fala do samurai o mesmo encararia seus inimigos, aguardando seus avanços, os ataques dos inimigos seriam defendidos pelo espadachim, que habilmente tentaria manter seus inimigos longe de onde George se encontrava, com golpes rápidos o jovem tentaria golpear as espadas de seus inimigos, para mantê-los longe, o principal foco de Julian seria a defesa, apenas atacando seus inimigos caso houvesse uma brecha (usando cortes laterais e horizontais, já que estocadas poderiam oferecer muito risco), e tentando não os deixar aglomerar em cima de si, então travar as espadas dos inimigos não seria a melhor estratégia de todas, pois os números estão totalmente contra ele.

Caso o próprio Al Sa Bain fosse contra o marinheiro o mesmo poderia tentar defender dos golpes inimigos enganchando suas espadas na abertura da foice, para tentar evitar seu inimigo de fazer mais ataques (por exemplo, um ataque vem pelo lado Julian tentaria se adiantar e virar seu corpo para o lado, colocando as espadas na vertical e tentando parar o ataque inimigo) caso o ataque viesse de cima ou dos lados o jovem tentaria fazer o mesmo, mas se acabasse sentindo insegurança para defender dos ataques ele usaria de sua técnica (dark souls) de tentar um rolamento para perto de seu inimigo, tentando evitar de estar no raio de alcance e dificultando os ataques inimigos, caso fosse levar o ataque, o marinheiro tentaria evitar o máximo de dano, colocando suas espadas na frente de seu corpo.

Para ataques o marinheiro tentaria “dashes” e cortes, mirando sempre nas pernas, já que como um usuário de foices o mesmo devia ter uma agilidade inacreditável, e como ele era alto, um bom alvo seria suas pernas, caso ele abrisse uma abertura, (quando fosse golpeado ou subestimando o garoto mostrando-se desatento no primeiro momento) o samurai tentaria aproveitar disso e realizar um corte rápido nas costelas ou tronco, talvez fosse a única chance que o médico teria de acertar seu inimigo, Julian também tentaria fazer com que Bain atacasse o chão, tentando esquivar para o lado quando o mesmo realizasse um ataque vertical, dessa forma poderia acabar fazendo com que sua foice ficasse presa, abrindo uma oportunidade de ataque, o samurai não tentaria fazer seu inimigo cair no mesmo truque duas vezes, seria perigoso, um erro e poderia significar a morte, não só de Julian.



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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyQui 09 Ago 2018, 16:04

O QUE ESTÁ MORTO NÃO PODE MORRER


Antes de Julian pensar em como agir, a batalha entre Arashi e Ras Jama já havia começado e o seu clímax estava prestes a acontecer, sendo que no momento o Skull Head atacava incessantemente o capitão usando sua enorme zanbatou, mas este desviava mostrando grande agilidade e tudo que o Siad conseguia era destruir a madeira do convés onde estavam. Apesar de todos os ataques desviados, Arashi não contra-atacava, mesmo quando aparentemente ele tinha a chance para isso, contudo, seu primeiro movimento ofensivo, um corte contra a cabeça do adversário, parecia ter como a única função destruir a máscara de caveira do Siad, que se partiu em dois e caiu no chão revelando seu rosto., que por incrível que pareça era completamente normal.

Enquanto Arashi mostrava um sorriso, Ras Jama mostrava agora apenas uma face enfurecida, foi então que, perdendo por completo a paciência, o Skull Head mirou no chão do navio e acertou na estrutura um poderoso golpe com a sua arma, este forte o bastante para não apenas cortar, mas também quebrar a madeira ao redor de onde estavam, o que acabaria por dificultar as evasivas do marinheiro no seu próximo ataque.

- MORRA ESMAGADO, VERME PRATEADO! - Gritou o Siad com ódio em cada uma de suas palavras.

Mais uma vez o convés era destruído com o ataque do enorme espadachim, fazendo um pouco de poeira se erguer e assim criar a dúvida se Arashi havia ou não sido atingido, resposta que não demorou a aparecer, já que o cabelo prateado do capitão surgiu em meio a poeira e aos poucos com o sumiço dela revelou-se que o marinheiro estava em pé com a ponta da sua espada apontada para o pescoço do Siad, que permanecia imóvel após sua lâmina ter passado tão perto de matar o capitão.

Spoiler:
 

- Você é lento. - Disse Arashi segundos antes de sua lâmina atravessar a garganta do Siad e fazer o sangue dele jorrar através dela. Ras Jama levaria as mãos até a garganta, tentando fechar o ferimento mortal que havia recebido, mas nós sabemos que isso é inútil, por isso logo depois seu corpo caia em direção ao chão, atravessando os buracos que fez no convés e caindo em direção ao chão.

Com um inimigo a menos, os marinheiros agora só precisariam lidar com os Siad minions e o próprio Al Sa Bain, que certamente era a maior ameaça no momento. Porém, se o plano do capitão junto de Jeremy desse certo, eles poderiam fazer o navio inimigo afundar e uma luta direta talvez não fosse necessária. Agora vamos voltar ao nosso protagonista, Julian D’Capri, e o momento em que ele conversa com George a respeito do seu plano para saírem dali, sendo que primeiramente ele pediria para o jovem Little se esconder atrás de uns barris que havia no canto do convés onde estavam.

- Não posso deixar você fazer isso, senhor marinheiro… Se você for pra cima desse monte de monstros, você vai morrer! - Avisou a criança, só que para Julian, essas palavras poderiam não ser nenhuma surpresa. Foi então que para tentar acalmar George, visto que ele poderia voltar a chorar a qualquer momento, o marinheiro tirou o lenço azul do seu uniforme e amarrou ao redor da testa do garoto como se fosse uma bandana. - Eu prometo que irei procurá-la, mas por favor, não morra, senhor marinheiro!

Então enquanto George corria para o meio dos barris onde viria a se esconder, Julian faria o oposto ao correr para o meio do convés, se revelando. Com suas espadas já em mãos, o marinheiro enchia os pulmões para começar um discurso aos Siad, que viraram as cabeças em sua direção ao notarem que ele estava ali, algo que ao menos servia para atrasar o avanço deles ao navio que Julian precisava defender. Contudo, os piratas não eram os únicos a se surpreender com a aparição do marinheiro, já que no outro navio seus companheiros tinham uma reação ainda maior.

- Julian? O que diabos você está fazendo aí?! - Se perguntava Jeremy antes de acender o pavio dos canhões. - Capitão, ainda devo atirar?

- Sim, deve, essa é uma distração perfeita… Bom trabalho, Julian. - Respondeu o capitão, que por mais que soubesse que seu soldado estava fazendo algo para ajudar, aquilo também soava como um sacrifício. Porém, como se já não bastasse essa surpresa, Arashi arregalava os olhos e dava alguns passos para frente, aparentemente avistando mais alguma coisa. - Landini, espere!

- SOCORRO, ME TIREM DAQUI, SENHORES MARINHEIROS, SOCORRO! - Gritou o pequeno George do navio pirata, indo contra o pedido de Julian de se manter escondido, mas como ele poderia ficar parado depois de ver que o navio onde deveria voltar estava bem na sua frente e com marinheiros para ajudá-lo? Acontece que sua inocência era também o seu erro…

Com George estragando tudo que haviam planejado ao se revelar, Julian se via obrigado a dar tudo de si para não deixar nenhum Siad passar por ele e alcançar o garoto. Para sua sorte não eram todos os vinte mascarados que avançaram para tentar pegar George, mas meia dúzia deles já era suficiente para dar trabalho ao espadachim, que precisava entrar na frente deles para atacá-los com golpes de sua espada ao mesmo tempo que tentava bloquear os ataques recebidos. Com a adrenalina percorrendo cada célula do seu corpo, Julian tinha seu desempenho elevado de uma maneira que nem ele acreditava que podia fazer, abusando do seu talento como ambidestro, o espadachim conseguiu lidar com pelo menos quatro espadas ao mesmo tempo, sendo que aquela que seria a quinta ele já havia atingido o dono, fazendo-o cair ferido no chão.

- Uma criança? Mas o que… - Comentou o atirador espantado assim que avistou George do outro lado, forçando-se novamente a apagar o seu isqueiro e adiar de novo os disparos de canhão.

Antes mesmo de Jeremy completar sua frase, Arashi já havia pulado para o navio inimigo, caindo próximo de onde George estava para poder protegê-lo do avanço dos Siad. Por mais que Julian estivesse, depois do seu discurso, defendendo o garoto da aproximação da maioria deles, ainda houve um que conseguiu passar e avançar contra o jovem Little, entretanto, com a chegada do capitão, ele agarrou a criança e a protegeu com o próprio corpo. Assim que viu o marinheiro à sua frente, o Siad atacou-o com sua espada, cortando as costas de Arashi, mas ao menos George estava seguro, então realizando o próximo movimento, o relâmpago prateado girou o corpo desferindo um corte no peito do mascarado e na sequência perfurou o abdômen dele com sua fina espada, onde depois o chutou para o mar.

- Você está bem? - Perguntou Arashi à George, que se agarrou no mais velho e escondeu seu rosto encostando-o no peito do capitão.

- CAPITÃO, MANDE-O PARA CÁ! - Gritou ninguém menos que Buster Bee, que havia acabado de retornar para o convés.

- Merda… Não temos outra opção, hey, garoto, espero que você não tenha medo de altura. - Falou Arashi segurando George com uma das mãos, como se o garoto fosse na verdade uma bola de futebol americano.

- HEY, NÃO FAÇA ISSO! - Gritou a criança já assustada com o que iria ser feito com ela.

- BUSTER, PEGA!

- PODE MANDAR!

- PUTA QUE PARIU, QUE MERDA VOCÊS TÃO FAZENDO?!

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Depois que Arashi arremessou a bola, opa, quero dizer, George Little, a criança percorreu a distância entre os dois navios gritando com a boca aberta e os olhos lacrimejando, expressão que se repetiu com o rato Stuart, que estava na cabeça do garoto durante o trajeto aéreo. Para receber o arremesso, Buster Bee já estava posicionado do outro lado, mas ao perceber que seu capitão havia jogado George com muita força, ele foi obrigado a correr pelo convés para conseguir alcançar a criança. Em um grande suspense em saber se iria conseguir ou não, Bee, correndo, pulou pelo buraco que estava aberto no chão e agarrou George ainda no ar, rolando no chão em seguida para amortecer a queda tanto dele quanto do garoto, e depois o botou em pé no chão.

- YES, TOUCHDOWM! - Gritou o pequeno Little empolgado com o que havia acontecido.

- BOA, MOLEQUE, BATE AQUI! - Respondeu Bee com a mesma empolgação, em seguida os dois deram um High Five.

- Não acredito que isso realmente aconteceu… - Comentou Jeremy incrédulo com a cena de alívio cômico que o narrador acabou de fazer no meio da tensão da batalha final.

Terminado o problema que envolvia George Little, os marinheiros podiam se concentrar novamente no que realmente importa: eliminar o restante dos Siad e seu capitão Al Sa Bain. Para a sorte de Julian, o capitão Arashi chegava ao seu lado para auxiliá-lo no combate contra os mascarados, aliviando a pressão que o marinheiro estava sofrendo ao ter que enfrentar quatro ao mesmo tempo. Mesmo com os dois marinheiros impedindo o avanço dos Siad para o outro navio, eles ainda seguiam as ordens do capitão e tentavam pular para lá, sendo que alguns até tinham a sorte de conseguir, mas como Jeremy e Bee estavam do outro lado, eles rapidamente eram atacados por eles, impedindo que fizessem alguma coisa arriscada, principalmente atacar o pequeno George.

- Garoto, vá para o interior do navio, sua mãe está te esperando, vai, vai! - Ordenou o cozinheiro para o menino assustado, que sem pensar duas vezes correu para dentro das cabines que o levaria para a área com os quartos.

Com a criança fora de perigo, Bee pode voltar com tudo para o combate, acertando um soco em cheio na máscara de caveira de um Siad que avançou em sua direção. Jeremy ainda sem a autorização do capitão para atirar, se viu forçado a usar suas armas de fogo para atirar nos piratas que voltavam a tentar, inutilmente, invadir o navio deles. Enquanto isso, Julian e Arashi, espadachins, lutavam juntos ao redor de um bando de sete Siad, cinco deles usuários de espadas, um deles usuário de lança e o outro segurava duas adagas. Talvez com medo da presença do capitão da Marinha, eles não avançavam para atacar todos ao mesmo tempo, indo primeiro o lanceiro para tentar golpear Julian com um golpe de cima para baixo que tinha como objetivo perfurar o peito do médico. Ao mesmo tempo um dos espadachins avançou contra Arashi, tentando atacá-lo com um corte horizontal, mas o Relâmpago Prateado bloqueou o ataque com a sua espada e revidou com velocidade fazendo um corte que ao acertar o Siad, jogava o mesmo para trás. Independente do que aconteceu com Julian no ataque anterior, um dos quatro espadachins restante correu na direção dele e tentou aplicar um corte diagonal de baixo para cima. Na sequência o usuário das adagas e mais um dos de espada correram até Arashi para atacá-lo ao mesmo tempo, o gatuno pelas costas e o espadachim pela frente, contudo, um giro bem executado do capitão junto de sua fina espada foi suficiente para repelir ambas as lâminas que iriam perfurá-lo, ainda dando a oportunidade para com dois movimentos muito rápidos, o capitão finalizar os piratas com sua velocidade característica. Restavam agora dois espadachins, um que Arashi não demorou para avançar contra e cortar-lhe a garganta, enquanto o outro, completamente intimidado, restaria para Julian eliminar, isso se este tivesse conseguido realizar os movimentos de esquiva dos ataques anteriores.

- Hey, soldado D’Capri, você tem medo de água? - Perguntou o capitão para o seu subordinado na missão atual. Mesmo com um sangramento em suas costas, Arashi permanecia de pé, com um sorriso confiante no rosto e apenas uma leve demonstração de cansaço devido a sua respiração ofegante. Julian, não estaria diferente, apesar de ferimentos mais leves pelo corpo, seu cansaço também estaria aparente, por isso talvez ele não respondesse o seu superior, ainda assim, não o impedia de gritar a seguir: - LANDINI, METE BALA NESSA MERDA!!

- Finalmente, porra!! - Exclamou animado, dessa vez acendendo seu isqueiro para não apagá-lo antes de queimar o pavio do primeiro canhão. - Hora de afundar esse navio de merda!

Antes de Jeremy realizar o disparo, que de acordo com ele, dois seriam suficiente para conseguir fazer o navio inimigo afundar, o soldado Julian e o capitão Arashi já haviam levado ao chão todos os Siad que restaram na tripulação de Al Sa Bain, este que permanecia parado no mesmo lugar onde sempre esteve, pois até então o capitão pirata não havia feito nenhum movimento ofensivo, apenas dado ordens para seus tripulantes atacarem, ou melhor, se matarem, pois mesmo conseguindo fazer algumas vítimas, Julian estava certo quando disse que ele havia perdido mais vidas do que conquistado assassinatos. Ao apontar sua espada para Al Sa Bain, Arashi de maneira séria concluiu o que seriam suas últimas palavras para o criminoso mascarado.

- Seu fim chegou, Al Sa Bain! Sua tripulação foi dizimada, não há mais o que você possa fazer para nos derrotar… É só questão de tempo até o reforço da Marinha chegar, renda-se e poderá continuar vivo… Resista e não teremos outra escolha a não ser matá-lo.

- Você está enganado, Albar Fadiq… - Respondeu o ceifador para o capitão da Marinha, sua voz grossa e macabra parecia confiante em suas palavras. - Minha tripulação nunca foi dizimada, nós somos seguidores do Deus Morto, a morte para nós é apenas o começo... YUBARIK ALMAYIT!

Ao fim de suas palavras, o mascarado ergueu os braços e algo que parecia ser impossível veio a acontecer. Alguns daqueles Siad que pareciam ter sido derrotados, ou melhor, mortos, começaram a erguer-se do chão como zumbis de um filme de terror. Pegos de surpresa por tal acontecimento, os quatro marinheiros ainda de pé eram atingidos pelas lâminas dos mortos, por conta disso, Bee caia de joelhos no chão após cuspir sangue e Jeremy, que já havia acendido o pavio do canhão, acabou perdendo a mira do seu disparo e o tiro atingiu um local de pouca influência no que poderia causar o naufrágio do navio inimigo. Já Arashi e Julian, que estavam nesse navio, tinham um pouco mais de sorte, pois o capitão conseguiu empurrar seu aliado para o lado quando um dos “zumbis” apareceu por trás deles tentando lhes perfurar, resultando apenas em um corte superficial no ombro de cada um.

- Mas que merda é essa?! Não, isso não pode ser possível… - Falou o capitão incrédulo com o que estava vendo. Seria esse o fim de toda a esperança que tinham? Seria realmente possível derrotar Al Sa Bain e sua tripulação Siad?

- O que está morto não pode morrer, então volta a se erguer... - Disse o mascarado com uma assustadora frase que indicava que talvez ele e sua tripulação não podiam ser derrotados.

Lentamente os mortos começaram a se levantar e rodear aqueles que ainda estavam vivos, todo o esforço que os marinheiros tiveram para derrotá-los parecia não ter servido para nada ao ver que eles estavam voltando a ficar de pé como se nada tivesse acontecido. Nunca na vida qualquer um deles havia presenciado uma cena tão desesperadora, nunca em suas vidas haviam se sentido tão derrotados, sem uma única luz de esperança… Havia para eles alguma chance de lidar com isso? Iriam desistir e se entregar à morte? Dariam a Al Sa Bain a vitória que ele veio buscar?

- Vivo ou morto, foda-se, tudo que eu consigo cortar, eu também posso derrotar. MARINHEIROS, LUTEM CONTRA OS MORTOS, LUTEM PELA VIDA!

E depois da tentativa de fazer desse curto discurso ter palavras inspiradoras, Arashi correu para cima dos cadáveres que ergueram-se do chão e saiu “costurando” eles com cortes de sua fina espada, fazendo-os voltar a cair no chão com maior facilidade do que a primeira vez, sendo que seu objetivo final era apenas um, alcançar Al Sa Bain do outro lado e enfrentá-lo de uma vez. Pegos pelo grito de seu capitão, mesmo feridos, Jeremy e Buster Bee voltaram a ficar de pé, partindo para cima dos zumbis com o restante das forças que tinham para poder derrotá-los uma segunda vez, sendo que agora cada chute do lutador era suficiente para derrubar um Siad, algo que também acontecia com os disparos do atirador… Mas diante dessa situação, o que faria Julian? Cercado por zumbis carregando espadas e lanças, iria ele se deixar ser perfurado, ou lutaria para sobreviver e ajudar seu capitão na batalha contra Al Sa Bain?


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptySex 10 Ago 2018, 00:48



Julian estava um pouco mais feliz, seu plano poderia dar certo, a atenção dos piratas estava nele, e era isso que ele queria, daquela forma George estaria seguro, isso se George tivesse ficado no lugar combinado, quando o marinheiro viu o garoto sair pelo convés gritando sua reação não foi outra além de se desapontar, mais uma vez o azar havia ganhado.

Sem pensar duas vezes o espadachim correu para defender o civil, a criança desesperada estava a um passo da morte, mas talvez a inocência dela fosse seu maior erro, a cena seguinte passou tão rápido que a cabeça de Julian não havia processado tudo, quando o garoto percebeu ele já estava lutando contra os piratas, golpeando suas espadas e mantendo os ataques longe de quem ele queria defender, George, pela primeira vez o espadachim se sentiu capaz, uma felicidade preencheu seu peito, era bom se sentir útil, já que até agora o médico não havia feito nada para se orgulhar.

Infelizmente nem tudo era perfeito e um dos Siads havia passado por Julian, para a sorte deste o capitão  Arashi, mais uma vez mostrando o porque ele era um capitão da marinha, saltou de seu barco até o barco inimigo, levando um golpe em suas costas, mas salvando o garoto, com outro movimento o capitão girou e abateu mais um inimigo, mostrando o quanto era incrível e rápido, o jovem espadachim se impressionava com aquilo, ele conseguia ver os movimentos do capitão a distância, mas acompanhá-los era algo totalmente diferente, apenas dava para ver um rastro prateado passando, e depois disso os inimigos caiam mortos, mas não era momento para refletir o quanto o capitão era incrível, e sim matar piratas, isso é, se a cena de George sendo jogado como uma bola de baseball não fosse tão inacreditável, fazendo o queixo de Julian cair.

- Mas que merda foi essa? - Pensou o espadachim incrédulo.

Graças a chegada de seu capitão agora os dois poderiam ter uma chance maior de sucesso, já que o médico estava tendo dificuldade em lidar com quatro oponentes, o que fez com que ele fosse rapidamente cercado por sete Siads, mas Arashi agora aliviava a pressão sobre o garoto, que podia relaxar um pouco. Mas não houve nem tempo de respirar um pouco melhor, já que logo em seguida um lanceiro avançou contra Julian, obrigando-o a se defender de seu ataque, como o golpe estava sendo feito de cima para baixo o espadachim teria a ideia de usar suas espadas em forma de X para aparar o golpe, com isso feito ele tentaria empurrar a lança para trás/cima para tentar criar uma abertura, caso fosse conseguido uma abertura, ele avançaria contra o pirata e usando sua espada na mão esquerda tentaria realizar uma estocada no peito do homem, mas se o garoto não pudesse conseguir uma abertura ou nem pudesse tentar conseguir, ele tentaria prender a lança do homem no chão, desviando de seu ataque e golpeando a arma do pirata com sua espada, fazendo a mesma perfurar a madeira, deixando o Siad sem arma, dando espaço para que Julian tentasse golpear o homem.

Mas a batalha não havia terminado e estava longe disso, um dos piratas ainda tentou ir contra o espadachim, que tentaria usar de uma suas espadas para bloquear o golpe que vinha na diagonal, colocando a espada na horizontal para impedir a continuidade do ataque e usando de sua outra espada para tentar cortar o abdômen de seu oponente, ele usaria a melhor mão disponível para defesa e ataque, e caso visse que a defesa usada (bloqueando com a espada) não seria a melhor ele tentaria golpear a espada para tirá-la do caminho, já que Julian era ambidestro ele devia abusar de sua vantagem, nem que fosse um pouco.

O último espadachim, o que estaria com medo, seria eliminado rapidamente pelo médico, que sem hesitar foi até ele e cortou-lhe a cabeça, se o pirata estivesse com muito medo o marinheiro iria até a nuca do homem e a golpearia com sua espada, impedindo que ele sentisse dor, em nenhum momento Julian abaixaria sua guarda, ele ainda era um inimigo, e enquanto estiver respirando pode tentar matar.

“Hey, soldado D’Capri, você tem medo de água?”
Estava perguntando o capitão Arashi, e apesar do médico estar cansado ele responderia com um curto sorriso:
- Só quando ela falta no chuveiro senhor!

O pavio do canhão estava aceso, os Siads mortos e seu capitão era o único de pé, o que seria tudo isso? Apenas depressivos com tendências suicidas? Isso fazia o samurai questionar se isso era tudo, o capitão não havia feito nada apenas ordenado, o que ele estava ganhando? Será que eles gostavam tanto assim da morte?

A resposta veio quando Arashi intimou Al Sa Bain a uma rendição.
“YUBARIK ALMAYIT!”
Exclamou o pirata.
O que o marinheiro não esperava, nunca em sua vida, era ver uma cena típica de filmes de terror acontecer diante dos seus olhos, e na vida real, os mortos começavam a se levantar, um por um, como se fosse algum feitiço, uma orquestra morta, para o garoto aquela situação devia envolver alguma espécie de magia, porque pela ciência é que isso nunca será explicado, os mortos estavam se levantando, que tipo de pesadelo era esse? Seria Al Sa Bain um usuário de um poder o qual pudesse fazer os mortos o obedecerem?
Graças a essas perguntas o marinheiro nem notou que seria atacado por um dos zumbis que estava se levantando atrás dele, mas o seu capitão demonstrando mais uma vez sua enorme agilidade, teve tempo de reação o suficiente para empurrar Julian, evitando que o mesmo levasse danos mais sérios.

“Mas que merda é essa?! Não, isso não pode ser possível…”
Falava o capitão da marinha, enquanto junto com o samurai encaravam o que estava acontecendo em volta abismados.
“O que está morto não pode morrer, então volta a se erguer…”
Dizia o pirata.
- Essa frase não faz o menor sentido, o que está morto permanece morto, não se ergue e nem merda nenhuma.

“MARINHEIROS, LUTEM CONTRA OS MORTOS, LUTEM PELA VIDA!”

Julian viu seu capitão ir rapidamente contra os zumbis e matar um por um, era incrível ver apenas uma linha prateada passar pelo meio dos corpos vivos e os matar, era como ver uma linha de costura passando por um fino pano, mas o que inspirava o médico não eram as palavras do capitão, qualquer um pode bolar um discurso e recitá-lo para os outros, mas um homem de verdade honra suas palavras, e era isso que Julian admirava, o modo como alguém superior continuava fiel a suas raízes, como continuava a fazer tudo da maneira que achava certo, como confiava em si, as ações falavam mais que mil palavras e o jovem samurai seguiria aquele homem, mesmo que morresse morreria lutando, ainda tinha alguém que precisava dele.
- Aguente firme Asuna, por favor… - Sussurraria o médico para si.

Vendo a situação em que estavam o que o marinheiro faria seria acompanhar seu superior, eles deveriam matar aquele que estava acima dos zumbis, Al Sa Bain.
- Estou atrás do senhor capitão! - Diria o garoto avançando contra os zumbis.
Com as katanas em mãos o espadachim correria em sua velocidade máxima e começaria a golpear os zumbis a sua frente, sempre tendo o cuidado para tirar a arma dos oponentes do caminho, usando uma de suas katanas para golpear ou se defender da arma, e a outra para golpear o corpo do inimigo, seja para defesa ou ataque, o garoto estaria mirando sempre no pescoço, isso deveria impedir que os corpos levantassem uma terceira vez, com cautela o samurai iria eliminando zumbi por zumbi, tentando também imitar o capitão passando pelos zumbis e os cortando, com a intenção de limpar o caminho para ele e Arashi, talvez se o capitão fosse poupado daquele embate o mesmo deveria conseguir lidar melhor com Al Sa Bain, mas isso não diminuía a vontade de Julian de poder ajudar o capitão mais ainda, tudo que ele pudesse fazer faria e daria seu máximo para poderem tirar todos os sobreviventes com vida, ele honraria a vontade daqueles caídos.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptySex 10 Ago 2018, 15:30

O ÚNICO SOBREVIVENTE


Três Siad assassinos do mal e um Julian com duas espadas, quem vence? PS: Julian está motivado. A resposta está na vitória tranquila que o marinheiro teve ao lutar lado a lado com seu capitão, que derrotaram os juntos um total de sete piratas da tribo Siad sem muitas dificuldades, ainda que Arashi fizesse isso com muito mais maestria e beleza em seus movimentos, Julian também conseguia segurar os dois piratas que o atacou e ainda finalizar o último cortando-lhe a garganta. Com Jeremy e Bee tendo sucesso no outro navio ao parar os Siad que conseguiram pular para lá, os marinheiros podiam até ficar mais tranquilos, já que aparentemente toda a tripulação pirata havia sido derrotada.

Por mais habilidoso que o capitão Arashi fosse em combate, não podemos negar que a decisão dele de autorizar os disparos de canhão ao navio Siad depois que todos os tripulantes haviam sido derrotados não fazia muito sentido, mas com apenas duas munições para disparar os canhões é aceitável que ele tenha preferido valorizar o combate ao invés da batalha naval. Se Julian não tinha medo de água, então não veria problema em lutar em um navio que está afundando, apesar de que, Al Sa Bain é certamente mais assustador do que a ideia de se molhar.

Porém, o que poderia ser mais assustador do que próprio Ceifador de Vidas é aquilo que veio a seguir, quando os marinheiros acharam que estavam vencendo, aqueles Siad que já haviam caído voltaram a se levantar, “o que está morto não pode morrer”, foi o que disse Al Sa Bain depois que os mortos voltaram para atacar seus assassinos. Julian teve a sorte do capitão estar ao seu lado para salvá-lo do que poderia ser uma golpe mortal pelas suas costas, entretanto Jeremy e Buster Bee não puderam contar com o mesmo, o que resultou nos dois recebendo ferimentos daqueles que julgaram terem derrotado, e também foi por causa disso que o atirador errou o disparo que daria início ao naufrágio do navio inimigo.

Por mais bizarro que fosse ver pessoas com gargantas cortadas e corações perfurados se levantando do chão ainda conseguindo lutar, Arashi não parecia temer essa situação, proferindo palavras que poderiam servir de inspiração para que seus subordinados continuassem a lutar, e mesmo que tivesse que fazer isso sozinho, o capitão avançou contra os mortos-vivos e dançou entre eles com sua lâmina prateada, cortando-os um por um para ficar cada vez mais próximo de Al Sa Bain, aquele por trás de tudo isso.

Arashi não era o único a desistir, Jeremy e Bee mesmo feridos ergueram-se do chão para continuar lutando contra a ameaça dos Siad que aparentemente foram revividos pelo deus deles, Mayit. Seria essa realmente a explicação para o que está acontecendo? Existe um deus capaz de fazer mortos se levantarem? Ou seria Al Sa Bain um usuário daquelas frutas demoníacas que são bastante comuns na Grand Line? Independente de qual seja a resposta, Julian não podia ficar parado tentando entender, ele precisava lutar, sobreviver, e por isso com uma katana em cada mão, o espadachim correu para acompanhar seu capitão na batalha contra os piratas zumbis.

De maneira bem pensada, D’Capri mirava acertar os inimigos unicamente no pescoço, pois acreditava que talvez assim eles não voltassem a se levantar, porém estava enganado, mesmo que os mortos-vivos caíssem mais facilmente agora, cortar suas gargantas não servia para muita coisa, entretanto, uma decapitação se mostrava bastante efetiva. Com uma espada em mãos podendo ser usada para defender e a outra pata atacar, Julian se sairia bem abusando da sua ambidestria para dar cobertura ao seu capitão, que avançava enfurecido em direção ao líder pirata.

- D’Capri, proteja minhas costas! - Pediu Arashi antes de chegar ao seu alvo principal, pois visto que se começasse a lutar contra ele, seria bom se não tivessem zumbis lhe atacando e assim diminuindo seu desempenho em combate.

Enquanto isso, no outro navio, Jeremy e Buster Bee também eram obrigados a lidar com os mortos renascidos, entretanto, era curioso notar que apenas os Siad ergueram-se do chão, Danzor continuou com seu corpo imóvel no chão do convés, e a menos que ele ainda estivesse respirando, seja o que estiver fazendo os mascarados voltarem a ficar de pé, isso parecia ser algo exclusivo deles. A tensão para a dupla de atirador e cozinheiro se intensificou no instante que a enorme mão do Skull Head saiu pelo buraco do convés e o grandalhão que havia tido a garganta dilacerada começou a subir pelo buraco.

- Mas que monstro é esse?? - Perguntou Bee assustado com o tamanho do Siad que havia sido derrotado por Arashi quando ele ainda estava no interior do navio, portanto não chegou a conhecê-lo.

- Bee, cuidado com esse! Ele é barra pesada! - Alertou Landini metendo o dedo no seu gatilho como nunca antes fez, já que mesmo atirando contra os piratas, eles voltavam a se erguer. - MAS QUE MERDA, ESSES MALDITOS NÃO MORREM? - Logo depois disso um zumbi conseguiu se aproximar dele e lhe acertar uma facada na barriga, mas depois de um tiro bem dado na cabeça do pirata, o mascarado caiu no chão, não levantando mais. - Head Shot? Ok… BEE, MIRE NA CABEÇA!

- Ok, vamos lá! HUH! - E com isso ele correu na direção do Skull Head Zumbi para lhe acertar um chute na cabeça.

De volta a batalha que nos interessa, Julian precisava seguir o pedido de seu capitão de proteger sua retaguarda enquanto ele estaria ocupado lidando com Al Sa Bain. Para a sorte do marinheiro, os zumbis não eram tão habilidosos quanto os Siad quando estavam vivos, por isso não era um trabalho tão difícil para ele defender os ataques e revidar. Entretanto, todos nós sabemos que a verdadeira dificuldade de se enfrentar esse tipo de inimigo está na quantidade em que eles atacam, e não na maneira que se deve matá-los. Por isso, ao ser cercado pela horda dos mortos, Julian receberia alguns cortes pelo corpo, ainda que seu esforço em lutar com ambas as espadas fosse bastante efetivo para jogar os zumbis de volta para o chão, desde que mirasse sempre em cortar por completo suas cabeças ou danificá-las de alguma maneira.

- Acha que consegue me derrotar, Albar Fadiq? - Perguntou Al Sa Bain retirando a foice de suas costas, sinal de que pela primeira vez nessa aventura ele iria lutar.

- Não tenho a menor dúvida… - Respondeu o capitão da marinha saltando na direção do pirata para golpeá-lo com a sua fina espada.

No instante que o Siad ergueu sua foice para se defender e ambas as armas se chocavam, o combate entre os dois se iniciava de maneira intensa, ataques extremamente rápidos eram feitos de um lado, enquanto com uma velocidade ainda maior o outro defendia ou desviava. O Relâmpago Prateado atacava uma, duas, três vezes, enquanto o Ceifeiro de Vidas girava sua foice ao redor do corpo bloqueando cada um dos golpes com uma maestria incrível, ainda tendo oportunidade para atacar com sua enorme lâmina, que na maioria das vezes Arashi não tinha outra opção a não ser a de desviar, já que seu estilo de combate não era tão bom no bloqueio.

- Você pretendia fazer daquele garoto o Naji Faqat, não é? - Perguntou o espadachim depois de desviar de um ataque da foice que perfurou a madeira do convés.

- E ele vai ser. - Respondeu o pirata, que aparentemente estava se referindo a George Little, mas Julian não seria capaz de entender tal vocabulário da tribo Siad.

- Não enquanto eu estiver de pé! Tempête D'Argent! - Exclamou o marinheiro avançando contra Al Sa Bain para usar a técnica que já mostrou anteriormente.

Quando usada contra vários inimigos, Arashi consegue golpear todos de maneira bastante veloz ao se mover de um lado para o outro, porém, quando usada contra uma única pessoa, a técnica do esgrimista é ainda mais perigosa, já que sua rápida movimentação lhe faz atacar um mesmo alvo várias vezes, porém em lugares diferente, o que acaba ficando difícil de acompanhar e consequentemente de se defender. A prova disso estava nos cortes que Arashi ia deixando pelo corpo de Al Sa Bain enquanto o “relâmpago prateado” se movia ao redor dele criando tais ferimentos, até que no golpe final, aquele que dá fim a habilidade, o marinheiro surgiu pelas costas do pirata para perfurá-lo com sua espada, era o fim… Mas tão rápido quanto Arashi, talvez prevendo que isso fosse acontecer, o líder da tripulação Siad girou a sua foice verticalmente e moveu a lâmina para as suas as costas, sem nem ao menos olhar para trás ele já sabia que havia atingido o marinheiro.

- Bluargh… - O dano recebido fez com que o capitão vomitasse sangue imediatamente.

A lâmina de Al Sa Bain havia atravessado o corpo de Arashi ao entrar pelo seu abdômen e sair pelas suas costas. Junto com o sangue que havia cuspido, a espada do Relâmpago Prateado também caiu no chão, sendo que seu corpo foi logo em seguida, quando o Siad em um “movimento reverso” retirou a lâmina da foice do corpo do marinheiro. Aparentemente Jeremy e Bee estavam tendo dificuldades para lidar com o Skull Head Zumbi, por isso a cena da derrota de seu capitão seria mais impactante para Julian que estava mais próximo dele e lutava para protegê-lo dos mortos que poderiam atrapalhar seu combate.

Visto o perigo que seria se aproximar do corpo do capitão Arashi para tentar ajudá-lo de alguma maneira com suas perícias médicas, tudo que Julian podia fazer era observar o declínio do seu superior perante o assassino mascarado de nome Al Sa Bain… O que ele teria que fazer agora? Dos marinheiros que restaram, ele era o único ali que poderia ser capaz de lutar contra o estilo de combate do pirata, mas se até o Arashi, um capitão, havia sido derrotado, como ele, um soldado, seria capaz de evitar o mesmo destino? Talvez a resposta para isso viria a seguir…

Ao tentar ajudar Bee a não ser esmagado pelos punhos de Ras Jama, Jeremy entrou na frente para atirar contra a cabeça desprotegida do Skull Head, porém o atirador não esperava nesse momento sua munição teria acabado, impedindo-o de finalizar o zumbi e virando agora o novo alvo do monstro assassino. Esmagado contra o chão como uma formiga, Jeremy soltava um urro de dor, talvez tendo mais de um osso do corpo quebrado por conta desse golpe, sem falar é claro dos ferimentos que recebeu graças aos Siad zumbi. Insatisfeito com apenas um ataque, o Skull Head se preparou para atacar Landini mais uma vez, mas foi surpreendido com a chegada de Buster Bee, agarrando-lhe pelo pescoço e puxando para trás.

- Hora de fazer um mergulho… - Disse Bee fazendo força para levar o grandalhão até o buraco que ele mesmo havia feito pouco tempo atrás. - Caia de cabeça, maldito!

Feito isso, Buster Bee conseguia arrastar o Siad para dentro do buraco, onde ambos caiam juntos e se seu plano desse certo, faria o Skull Head bater com a cabeça do chão, julgando pelo tamanho e peso dele, talvez fosse suficiente para derrotá-lo, mas se não fosse, o lutador teria nesse momento caído para sua própria cova. Ao olhar para o outro navio, Jeremy percebeu a merda que havia acabado de acontecer com seu capitão, e usando o restante das forças que ainda tinha, começou a se arrastar em direção ao canhão que ainda havia uma bala de canhão restando. Com o braço esquerdo torto por claramente ter sofrido uma fratura, Landini resistiu às dores e o usava para ajustar o canhão na mira que ele desejava, usando em seguida a mão direita para acender o isqueiro que botaria fogo no pavio.

- Merda, Julian… - A princípio, Jeremy tentou mirar o canhão direto em Al Sa Bain, mas visto que poderia errar ou simplesmente acertar seu aliado, ele direcionou novamente o disparo para o plano inicial… O atirador disse que duas munições eram suficientes para ele fazer o navio inimigo naufragar, mas depois de ter errado no primeiro disparo, poderia ele conseguir fazer o mesmo feito tendo agora apenas uma chance? - Faça esse desgraçado afundar, ou eu volto dos mortos para te matar.

BOOM!

O canhão era disparo em direção ao navio Siad e Jeremy, exausto, acreditando que estava morrendo, despencou ao chão perdendo a consciência, fraco e ferido demais para continuar lutando… Mas e se ainda tivessem zumbis andando pela parte interna do navio, poderiam eles estar assassinando os civis que não tinham mais proteção de nenhum marinheiro? Todos os companheiros de Julian haviam sido derrotados, alguns já estavam mortos, mas outros poderiam ter o mesmo destino em breve… Vencer poderia significar uma chance de ajudá-los a continuar vivo, enquanto perder significaria morrer junto com eles. A missão havia fracassado? Falharam em transportar os civis com segurança até Karate Island? Oh, Karate Island, irá D’Capri conseguir voltar a ver essa ilha? Tudo havia começado nela… Então seria por ela o fim de sua jornada?

Não! Julian não pode desistir, não foi isso que seu mestre lhe ensinou, não foi isso que Asuna e Mina lhe ensinaram, não foi isso que George espera dele. Julian precisa lutar. Julian precisa viver! Depois que o tiro de canhão disparo por Jeremy atingia o navio e o fazia tremer, o espadachim sabia que a embarcação pirata começaria a afundar em poucos minutos… Essa era a sua chance de vencer! Se as lendas estiverem certas e sua intuição também, quem come uma fruta amaldiçoada perde a capacidade de nadar, e se Al Sa Bain for de fato um usuário desse poder, ele não morrerá se Julian conseguir fazê-lo afundar junto com o navio. Porém, e se não for essa a resposta? Se Al Sa Bain e sua tripulação estiverem usando de outros meios para “zumbificar”? Fazê-lo afundar ainda seria uma alternativa, mas ele só conseguiria fazer isso se afundasse junto com ele… Seria o sacrifício a chave para tudo isso? Morrer como um herói. Morrer para salvar a vida daqueles civis assustados…

- Então você deve ser o único que restou… Infelizmente para você, nosso Naji Faqat já está decidido, agora sua alma pertence apenas a Mayit. - Dito isso, o pirata avançou contra Julian para lhe atacar com um rápido ataque de sua foice, um corte vertical de cima para baixo.

O Ceifador de Vidas veio para levar sua alma, mas a vida de todos os sobreviventes estava agora nas mãos e nas espadas de Julian D’Capri.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

RANDONS DA TRIBO SIAD:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptySex 10 Ago 2018, 19:10



De alguma forma o marinheiro havia conseguido, ele estava conseguindo lutar contra aqueles zumbis, adversários de baixa qualidade, mas que ainda sim eram adversários, matá-los era uma tarefa até que simples após o garoto descobrir a efetividade de uma decapitação, infelizmente não havia muito tempo para respirar e muito menos para se perder, o capitão avançou imediatamente contra o líder pirata, pedindo para que Julian cuidasse de sua retaguarda, o que deixaria o jovem mais feliz, ele estava sendo importante e aquilo já era bom o suficiente, talvez porque o samurai nunca gostou de estar no centro das atenções.

De qualquer forma, com as palavras de seu capitão Julian teria mais algo para lutar, ele apenas deveria impedir que os inimigos menores passassem e seria isso que ele faria, lutando com tudo que podia o espadachim tentaria eliminar todos os zumbis, nenhum deles passaria, mesmo com os números contra o médico tinha algo maior para ele proteger a vontade de todos aquelas pessoas estava em seus ombros, e aquilo pesava mais que qualquer espada.

Mesmo de costas o marinheiro conseguia ouvir a conversa de Arashi e Al Sa, algo sobre um tal de Naji Faqat, talvez um título que seria dado a George, mas aquilo não importava a Julian, era algo sobre religião e costumes os quais ele não conhecia, quem seria o espadachim para falar algo? A situação é algo totalmente diferente daquela de alguns minutos atrás.
Enquanto o médico lutava com tudo o que tinha contra os zumbis, sua forma de batalha tomava conta, sua feição fria era a única expressão em seu rosto, durante sua dura batalha o espadachim ainda conseguia ouvir os choques de lâminas atrás de si, eram os dois capitães se enfrentando, e assim como todos os marinheiros Julian estava torcendo para seu capitão.

Infelizmente para todos a situação estava piorando, ao ver seus companheiros o marinheiro percebia a situação crítica que eles se encontravam, infelizmente todos estavam bem piores que Julian, Landini estava terrivelmente ferido e com o braço quebrado, e Buster havia acabado de pular levando consigo Skull head, ou seja, havia a possibilidade dele também estar morto, mas a cada segundo a situação piorava, já que no barco do samurai, seu capitão acabava por ser ferido mortalmente, mesmo com todas suas habilidades, técnicas e experiências, nada pôde ser feito, era isso? O fim iria ser tão cruel? O último de pé era Julian, como?

BOOM!


O impacto fez com que o samurai procurasse apoio para se manter de pé, aquilo havia sido o sinal da contagem regressiva para o naufrágio, infelizmente Julian não era o único de pé, seu inimigo agora era Al Sa Bain, o homem que havia derrotado seu capitão, supostamente o garoto é quem deveria derrotar aquele monstro, mas como? Não importava como ele devia, por todos que tentaram ele deveria conseguir.

“Então você deve ser o único que restou…”
Disse Al Sa Bain indo contra o samurai médico.
- E eu com isso? Não faço a menor idéia do que tu tá falando bainha, problema é da seita de vocês, manda um abraço pra eles quando tu chegar lá.

O ataque feito pelo assassino seria impedido por Julian, que tentaria golpear a foice do inimigo para a tirar do caminho, o garoto esperaria até a foice vir contra si e ele estaria se concentrando, no momento em que o capitão pirata projetasse seu braço para cima o marinheiro, que teria concentrado todas suas emoções até aquele momento, o mesmo usando ambas as espadas golpearia a arma do inimigo com um corte em X, tentando a jogar para trás, se esse movimento fosse bem sucedido talvez o pirata pudesse ver a raiva nos olhos castanhos do jovem, que sem perder um segundo iria contra aquele homem, o assassino de todos aqueles que eram seus companheiros, o embate deveria ser resolvido o mais rápido possível, não havia tempo a perder, tudo o que Julian fez foi pensando em indivíduos isolados, mas agora ele estaria pensando em todos aqueles que lhe acompanharam até aquele momento, usando uma katana para defender e outra para atacar ele não pararia de colocar pressão para o inimigo.

Se ele realizasse algum ataque vertical vindo de cima, o samurai bloqueiaria com suas espadas na horizontal mirando para a mesma direção, em caso de cortes horizontais ele tentaria bloquear com suas espadas nas verticais, mas se o pirata tentasse atingir o marinheiro com um giro vindo de baixo para cima, Julian tentaria esquivar para o lado, uma batalha numa distância mais curta deveria ser o mais ideal, para tentar evitar que seu oponente conseguisse girar sua arma, se o capitão Siad se mostrasse muito forte, fisicamente, Julian tentaria evitar defesas, já que ele perderia muitas energias o fazendo para não conseguir nada, se esse fosse o caso o garoto então tentaria a técnica de esquivas, usando o rolamento para tentar golpear o capitão pelos lados, caso o pirata tentasse acertar a cabeça do marinheiro este tentaria realizar um rolamento ou agachamento para escapar do ataque, e se ele tentasse ataques mirando as pernas do samurai o mesmo tentaria saltar, para escapar de perder as pernas.

Caso Julian conseguisse analisar os movimentos do Siad ele tentaria travar a arma do mesmo, fincando suas espadas no chão, uma de cada lado da foice, impedindo que ela se movesse para os lados e consequentemente para cima também (Graças ao tsuba das katanas), ou então tentando golpear a parte de trás da foice durante um golpe vertical, para que ela ficasse presa na madeira do navio, abrindo espaço para Julian atacar com suas espadas.

Os ataques do médico seriam todos mirando em áreas importantes do inimigo, como nos braços, para tentar prejudicar seus ataques e defesas, nas pernas, para tentar prejudicar seu apoio e mobilidade, e no tronco, para tentar finalizar o capitão o mais rápido possível, tudo tinha que ser feito rapidamente, quem sabe ainda houvesse como salvar o capitão, Landini, Buster e Asuna, Julian estaria pagando pra ver, ele queria poder salvar todo mundo.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptySab 11 Ago 2018, 15:35

A ESPERANÇA INFINITA!


Para Julian pouco importa o que Al Sa Bain tem a dizer sobre sua tripulação, sobre sua cultura, sobre sua religião, foda-se é a palavra que mais se encaixa ao espadachim nessa situação, pois seu único desejo agora é vencer o capitão dos Siad o mais rápido possível e em seguida correr para ajudar seus companheiros feridos. Talvez a dúvida em não saber se Al Sa Bain pode ou não ser morto trouxesse um pouco de medo para D’Capri, que precisava segurar firme suas espadas, sem tremer, pois um único erro poderia ser fatal para o marinheiro. Julian não pode morrer, seus companheiros não podem morrer, os civis não podem morrer, mas Al Sa Bain DEVE morrer!

Enquanto o navio já começava a afundar por consequência do canhão disparado por Jeremy, a batalha tinha início graças a um movimento do próprio ceifador, que atacou o espadachim com um golpe de cima para baixo, mas Julian foi rápido em se defender do ataque cruzando as espadas em um X à sua frente para bloquear a lâmina inimiga de o atingir. No instante que as armas se chocaram, o marinheiro já sentiu a pressão exercida pela força do pirata, pois não foi capaz de empurrar a foice como gostaria, provando que Al Sa Bain era detentor de um físico forte. Como parte do seu plano de combate, Julian a partir desse momento iria evitar gastar sua energia tentando bloquear a foice do inimigo, visto que a diferença de força entre os dois poderia lhe trazer desvantagem em uma disputa.

Com o pensamento acima, o soldado D’Capri se concentrava apenas em desviar dos rápidos ataques do pirata, que girava sua foice com maestria tentando realizar cortes horizontais e verticais um atrás do outro. Sentindo a pressão da batalha, Julian era obrigado a apenas desviar, realizar rolamentos e às vezes se submeter a bloqueios com suas armas para não ser atingido. O cenário onde lutavam aos poucos ia afundando, inclinando o barco para frente, o que também trazia uma certa dificuldade, principalmente para o marinheiro, de se equilibrar enquanto lutava.

Mesmo com os ferimentos deixados por Arashi, Al Sa Bain não parecia estar enfraquecido por conta dos sangramentos, o que poderia fazer Julian pensar na possibilidade de ser preciso cortes mais poderosos para tentar finalizar o pirata, tanto é que durante uma de suas esquivas, o marinheiro conseguiu encaixar um corte no braço direito (o mesmo da foice) do inimigo, mas não obteve nenhum resultado, visto que o Siad chutou-lhe o peito e acertou a face de Julian com a parte interior do cabo da sua arma. Esse ferimento fez rapidamente sangue escorrer pelo rosto do espadachim, que por sorte não teve o nariz atingido, o que poderia se tornar um problema durante o resto do confronto.

Depois dessa pequena abertura que criada contra o seu adversário, Al Sa Bain saltou em direção à D’Capri, tentando lhe aplicar um corte diagonal de cima para baixo, contudo, Julian foi capaz de desviar realizando um rolamento para o lado, ao mesmo tempo que ao erguer novamente o tronco, realizou um corte com sua katana que atingiu o peito do pirata mascarado, fazendo sangue jorrar pelo ferimento. Convencido de que havia feito um bom movimento, o espadachim não esperava, que mais uma vez, ele não fosse ser efetivo, pois quase como se não tivesse sentido nada, Al Sa Bain revidou o ataque com um corte de baixo para cima de sua foice, este que atingiu o quase todo o tronco do marinheiro, rasgando suas vestes e também a sua carne. O impacto e a dor do golpe inimigo fez Julian ser jogado para trás, batendo as costas no convés que agora já estava ficando um pouco molhado com a invasão da água salina.

Era realmente possível vencê-lo? “O que está morto não pode morrer”, estaria essa frase sendo aplicada ao próprio Al Sa Bain? Tanto os ataques de Arashi quanto os de Julian não pareciam trazer dor ao pirata que continuava de pé mesmo com o sangue avermelhando sua pele obscurecida. Como Julian poderia sair com a vitória se nada parecia dar certo? Seu mestre em algum momento ensinou-lhe a derrotar o que parece imortal? Como poderia cumprir com suas promessas se nem ao menos consegue vencer uma batalha? Enquanto sentia a água gelada do mar tocar suas costas e o sangue quente escorrer por seu peito, D’Capri se perguntava se seria capaz de levantar dali, ou talvez se ele realmente queria levantar dali…

Ao fechar os olhos, Julian viu a imagem de sua irmã à sua frente, ela estava estendendo a mão para ele e havia um belo sorriso em seu rosto. Pouco depois foi a vez de seu mestre surgir, olhando para ele com um sorriso simples, depois Elizabeth surgiu ao lado deles, seguido por Valter, Perseu e Sora, todos que conheceu em Karate Island estavam ali. Mais pessoas apareceram assim que Asuna surgiu em sua visão, ela estava alegre como sempre, e ao lado dela surgia Mina, aqui ela tinha o mesmo sorriso caloroso que a irmã, apareceu também a Sra. Fifi com um gato no colo, as pessoas de Baterilla também estavam ali, a capitã Yoko, com Lucy e Diamond, até mesmo o capitão Troy, frio como sempre, surgiu entre eles. Depois veio Jeremy, Buster Bee, Momo, Danzor, o capitão Arashi, a família Little com Stuart no ombro de George e também todos os civis que veio para proteger nessa missão.

Todos estavam ali, uma quantidade incontável de pessoas estavam confiando nele nesse momento, por isso ele não podia desistir, por isso Julian precisava se levantar. Sua bainha infinita podia não estar carregando mil espadas, mas ela carregava a esperança de todos que conheceu, de todos que ele ajudou e precisa ainda ajudar… A energia positiva enviada por essas pessoas rapidamente percorreu o corpo do espadachim, estava tudo em sua bainha, suas espadas, essa era a sua força, maior que o seu próprio estilo de luta, essa era a esperança infinita!

Quando voltou a abrir os olhos, D’Capri só teria tempo de ver a foice de Al Sa Bain se aproximando de seu corpo, o que com um rápido reflexo ele poderia ser capaz de desviar se rolasse para o lado, espalhando a água do mar que agora já tinha altura para molhar os tornozelos. Com o sucesso da esquiva, a foice do pirata acertaria a madeira do navio, fazendo a água se agitar e gotículas serem jogadas para cima e o Siad mascarado encarar o marinheiro por trás da caveira.

- Ainda não desistiu de lutar, espadachim? - Perguntou ele retirando a foice do convés e se preparando para continuar a batalha.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

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RANDONS DA TRIBO SIAD:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyDom 12 Ago 2018, 12:45



“O que está morto não pode morrer”
A frase do início e do fim, a que começou o combate e a que iria o terminar, a diferença de força dos dois oponentes era gritante, isso era perceptível até para um cego, já que o pobre marinheiro viu seu capitão morrer a sua frente graças ao capitão pirata, Julian sabia que vencer estaria longe, suas costas molhadas banhavam-lhe não só o corpo, mas o espírito, seu ferimento profundo o lembrava e reforçava a ideia de não conseguir continuar a luta, por que o samurai ainda tentava mesmo? Ele ainda queria levantar? Talvez fosse hora de esperar a dor acabar, para nunca mais voltar.

“As vezes quando se lembra de sua origem, você pode ultrapassar seu limite… Nem que seja por um curto período de tempo”
A frase de seu mestre ecoava por sua cabeça, latejando como uma ferida, a lembrança dele vinha a tona, o homem que o ajudou e o treinou. Porque ele fez isso? Tudo aquilo para ajudar um garoto que nunca havia visto, o que ele ganhou com isso?
Julian sabia que o seu mestre apenas agiu por impulso, ele viu um garoto com problemas e quis ajudar, não queria ver aquele jovem morrer e entregou sua vontade a ele, o garoto nunca viu uma bondade tão grande.

Como mágica, ao fechar os olhos, a figura de seu mestre aparecia a sua frente colocando a mão sobre a sua, sua irmãzinha chegava logo em seguida e fazia o mesmo, fazendo com que Julian ficasse intrigado com sua aparição, o sorriso da irmã do samurai fez com que ele automaticamente também abrisse um, logo depois a sua irmã apareceram Elizabeth, Valter e Sora, pessoas as quais ele havia ajudado e também sido ajudado, e assim continuavam a vir várias pessoas, colocando as mãos sobre o espadachim, que espécie de visão era aquela?

De alguma forma, as forças de todos aqueles presentes pareciam ser despejadas sobre o garoto, o samurai sentia suas espadas brilharem mais que ouro, prata ou qualquer outro metal, sua bainha agora carregava não só a vontade de seus companheiros marinheiros, mas também as de todas as pessoas a sua volta, que um dia ele conheceu e deixou de conhecer, sua bainha podia não estar cheia, mas seu espírito estava.

Sem pestanejar ao abrir os olhos o espadachim rolaria para o lado, vendo que a foice de seu inimigo iria o atingir.
“Ainda não desistiu de lutar, espadachim?”
Perguntava aquele que era o assassino dos marinheiros e civis, mesmo com a pergunta sendo direcionada ao marinheiro o mesmo nem mesmo se daria o trabalho de responder, a batalha estaria séria, o garoto já estava muito machucado, e provavelmente o Siad não iria querer estender a luta muito mais, agora era matar ou morrer, as feridas no corpo não poderiam distrair o samurai, apenas quando o homem à sua frente cair morto é que ele poderá se diagnosticar e cuidar de si, talvez até dormir um pouco, mas não antes de ir atrás de Asuna.

O espadachim rodaria suas espadas e encarando seu inimigo avançaria contra o mesmo, com ambas em mãos, o garoto agora precisava atacar e seria isso que ele faria, até que o homem à sua frente caísse morto, Julian não poderia parar de atacar.

Usando suas pernas para lhe dar um impulso o samurai avançaria contra o Siad, e usando de suas espadas tentaria um corte duplo diagonal no abdômen do pirata (vindo de cima para baixo), se o mesmo tivesse ameaçado atacar o espadachim pelo meio do caminho o mesmo tentaria desviar, saltando para o lado, mas tentaria voltar a tentar atacar seu inimigo dessa mesma forma, se o ataque do espadachim desse certo ou não, ele nem esperaria para ver, apenas se moveria para trás do pirata e realizaria o mesmo ataque uma segunda vez, ele ficaria realizando esse ataque inúmeras vezes, cada uma delas com suas katanas fortalecidas pelas vontades daquelas pessoas que ele havia visto.

Os ataques seriam realizados da seguinte forma: Avançar contra o Al Sa Bain, e tentar fazer dois cortes diagonais paralelos em seu abdômen, feito isso, Julian iria tentar já estar atrás do pirata para realizar mesmo ataque uma segunda vez (avançar e fazer dois cortes no pirata), e depois uma terceira, até completarem, numa visão panorâmica um hexágono, sendo as bordas desse as linhas de movimentação/esquiva de Julian, que tentaria se antecipar para não ser golpeado por Al Sa Bain, ele faria isso sempre trocando de posição, para o ataque não ter um padrão, e cada um dos pontos de encontro do hexágono seriam de onde o espadachim avançaria para golpear o pirata.

Pega a visão:
 

O espadachim estaria sempre saltando para os lados caso fosse atacado com golpes verticais, vindos de cima ou de baixo, e saltaria para cima, ou se agacharia (dependendo da altura do golpe inimigo), caso fossem golpes horizontais, se o garoto estivesse no ar e fosse atacado ele tentaria usar suas espadas para bloquear os golpes.

Se os ataques de Julian não fossem tão efetivos o mesmo prepararia seu último golpe, apenas com uma das katanas em mãos ele fecharia seus olhos se concentrando nas palavras daquele que um dia tudo ensinou, movendo-a calmamente entre seus dedos ele sentiria o pesa, da mesma forma que fez assim quando encontrou seu mestre, que pediu para o garoto repetir aquele movimento algumas vezes mais, o que o samurai precisava era sentir a força que lhe faltava, apagar sua mente do mundo e deixar que todo o resto fosse apenas vácuo, a confiança que todos haviam depositado nele, toda aquela esperança que ele viu era em vão?

O marinheiro não podia deixar aquele momento se gastar daquela forma, não com todo o peso de ganhar estando em suas mãos, a primeira espada que ganhou, quela que derrotou o pirata Draco, aquela espada traria a vitória ao jovem, ao abrir os olhos, mesmo que seu inimigo estivesse prestes a dar um golpe Julian não se desesperaria ou tentaria desviar, apenas soltaria o último suspiro, esvaziando tanto seus pulmões quanto mente, o jovem seguraria a espada com as duas mãos e avançaria, com toda a força que suas pernas pudessem dar-lhe, e tentaria um corte no abdômen ou no peito de Al Sa Bain, aquele seria o golpe decisivo, tanto para Julian quanto para o pirata, ele teria dado tudo de si nessa última sequencia de golpes, a única coisa que conseguiria fazer após isso, seria desviar.

Se o jovem conseguisse de alguma forma ganhar do pirata e estivesse ainda podendo se mover, Julian tentaria tirar seu capitão de lá e quem sabe até pegar a máscara de Al Sa Bain, mesmo que Arashi estivesse morto, seu corpo merecia um lugar para descansar em paz, o samurai então tentaria voltar para o barco dos marinheiros e embarcar de alguma forma, assim que estivesse lá ele iria rapidamente até o depósito pegar o kit médico e cortar a corda do arpão, antes que essa puxasse o barco para o fundo junto com o barco pirata, uma vez já tendo assegurado tudo, o garoto iria atrás de seus companheiros ( Landini, Buster Bee e Asuna), para os reunir no convés, fazendo uma tala improvisada para Jeremy, usando um pedaço de madeira que pudesse achar, mas Asuna ainda seria a mais importante, feito tudo isso, com orgulho iria até as cabines dos civis e diria:
- Os piratas não irão incomodar mais esse barco, vocês estão seguros agora.

No final de tudo o jovem podia descansar, e se suas forças estivessem no fim ele iria até uma parede, se escoraria nela e fecharia seus olhos, para ver se podia descansar um pouco, com um sorriso no rosto ele demonstraria sua felicidade em poder descansar um pouco, poderia ser estranho ver que depois de uma luta daquelas o garoto apenas pensava em descansar, porém era mais estranho pensar que Julian desde o começo da luta só queria descansar, um verdadeiro preguiçoso.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyDom 12 Ago 2018, 19:59

AS MIL ESPADAS. AS MIL GAIVOTAS!


Sentindo a força de seus companheiros percorrer cada célula do seu corpo, Julian desviou do ataque de Al Sa Bain que ceifaria sua vida ao realizar um rolamento para o lado, podendo voltar a ficar de pé outra vez. O pirata parecia levemente surpreso com o fato do marinheiro insistir em continuar lutando, tanto é que dessa vez a iniciativa foi tomada pelo espadachim, que se usou as pernas para se impulsionar com velocidade para cima do mascarado e tentar cortá-lo usando ambas as suas espadas em um ataque diagonal.

Seria muito fácil se Julian conseguisse acertá-lo dessa maneira, todas as suas aptidões físicas são inferiores às do pirata e ele também não possuía nenhuma vantagem natural contra o adversário, que até então se mostrou quase imune a dor. O ataque do espadachim foi bloqueado com um simples movimento de Al Sa Bain que colocava o cabo de sua foice na frente da rota de corte das espadas do marinheiro, que logo após as faíscas provocadas, levantou a água sobre o convés ao recuar pulando para trás.

Motivado pela energia de todos aqueles que acreditavam nele, Julian estava a ultrapassar o limite de suas capacidades, ele sabia que era inferior ao capitão Siad, e de fato ele era, mas toda a esperança depositada no protagonista dessa história fazia com que ele quebrasse seus limites, rompendo a barreira da diferença de nível entre ele e Al Sa Bain. Rápido como jamais esteve e precisando usar mais força nas pernas que o normal, graças a água que agora batia em suas canelas, Julian se moveu para as costas do seu inimigo e com outro impulso tentou repetir o corte duplo, falhando novamente graças a um bloqueio bem sucedido do ceifador com sua arma principal.

Como da outra vez, logo depois de atacar, D’Capri saltou para trás e correu para outra direção onde repetiu o movimento, que também foi bloqueado pelo capitão pirata que apenas precisava girar a foice ao redor do corpo para realizar as defesas de maneira maestral. Percebendo que os movimentos do espadachim estavam padronizados demais, no instante que Julian pulou para trás para recuar, Al Sa Bain o atacou com um golpe horizontal de sua foice, este que tinha potencial para cortá-lo ao meio, se o marinheiro já não estivesse atento para isso e colocasse suas espadas em frente ao golpe para se defender. Mais um show de faíscas era produzido com o choque dos metais, e depois do impacto, caindo em pé sobre o convés submerso, Julian correu para a posição do seu quarto ataque.

Mais uma falha, Al Sa Bain conseguiu defender de novo, mas dessa vez ele não esperou o espadachim recuar para atacar, logo depois de realizar o bloqueio, o Siad tentou cortar a cabeça do soldado com um movimento rápido de sua foice, mas este também foi desviado pelo rapaz que jogou seu corpo para trás no estilo matrix, fazendo a lâmina curvada da arma passar à alguns centímetros de atingir seu nariz. Mais uma vez prejudicado por não ser um acrobata, após esse movimento, Julian acabava caindo para trás, que por sorte a água amorteceu sua queda e deu a ela tempo para girar novamente para desviar da foice que iria o perfurar.

Esse foi o momento que o espadachim viu que era ideal para o seu quinto ataque, com a foice “presa” alguns segundos na madeira do navio, Julian aproveitou para se posicionar e com outro impulso avançar contra Al Sa Bain para atacá-lo com um corte duplo de suas espadas. O sangue do pirata jorrou caindo sobre a água que estava afundando o navio, a sensação gratificante de acertar o inimigo dava a D’Capri a confiança para finalizar a luta com seu sexto ataque, o último da sua movimentação hexagonal, portanto antes que o capitão lhe contra-atacasse, Julian recuou pela última vez e avançou com um impulso que daria a chance de cruzar suas espadas no corte que finalizaria Al Sa Bain.

Ao menos era o que ele acreditava que seria capaz de fazer, pois ele sequer chegou a realizar o movimento com os braços para cortar o adversário, já que a foice do ceifador atingiu seu queixo para cancelar o ataque final. Para a sorte do marinheiro, o que o atingiu foi a parte de trás da lâmina, onde ainda faz parte do cabo, pois caso fosse a parte laminada, ela certamente teria atravessado seu crânio e agora seria um homem morto. Contudo, o importante no momento é que Julian havia caído mais uma vez, e agora ele conseguia sentir o gosto de ferro pela sua língua, sinal de que havia algum ferimento na parte interna da sua boca, mas não poderia se preocupar com mais um ferimento agora.

Ao tentar se levantar, Julian sentiu seus braços e pernas tremerem, seu corpo todo estava tremendo e ele sabia porque, já que além de ter exigido demais de seus músculos, o espadachim também já estava perdendo uma quantidade significativa de sangue pelo ferimento aberto em seu peito. O ataque que o atingiu no queixo fez o marinheiro perder uma de suas espadas, ela havia afundado na água ao seu redor, que por estar de joelhos já ultrapassa a sua cintura. Só havia uma espada em suas mãos, a espada que usou para derrotar Draco, a espada que já lhe trouxe uma vitória antes, a espada que valia por mil, mas como ele poderia usá-la, se não havia mais forças em seus braços?

Al Sa Bain se aproximou do espadachim ajoelhado e ergueu seu rosto puxando os longos cabelos claros dele para trás. - Sinta-se honrado em poder morrer olhando para mim. - Disse o pirata erguendo sua foice agora com uma única mão, julgando pela forma como ele segurava as mechas de seu cabelo, era certo de que o ceifador tentaria decapitá-lo em seguida. Julian precisava lutar, bastava ele parar de tremer, bastava ele ter forças em seus braços para atacar mais uma vez, bastava a motivação final…

- SENHOR MARINHEIRO, EU FIZ O QUE VOCÊ ME PEDIU, EU BUSQUEI ELA, MAS VOCê PROMETEU QUE NÃO IA MORRER! - Gritou a voz que ele logo reconheceu ser a de George, ele estava vivo no outro navio.

- JULIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN! - Foi então que para a sua surpresa, ele pode ouvir mais um grito, esse era de uma voz feminina que ele conhecia muito bem, era Asuna, ela ainda estava viva! Mesmo com o cabelo sendo agarrado por Al Sa Bain, Julian podia ver de relance a imagem de sua companheira de pé na borda do navio de lá, junto com ela estavam George e a Sra. Little. Asuna estava claramente fraca, mais pálida que o normal e coberta de sangue, mas ainda estava viva, e gritava por seu nome. - VOCÊ DISSE QUE IA VOLTAR, SE ESQUECEU? NÃO DEIXE ESSE DESGRAÇADO SE DAR BEM! EU NÃO QUERO QUE VOCÊ MORRA, SABIA?!

- Tsc, esperança é algo patético… Vocês serão os próximos a serem levados por Mayit. - Comentou a voz macabra do Siad por detrás da máscara, então em seu último movimento, Al Sa Bain moveu a foice para decapitar Julian.

Só que o pirata não estava contando com a força que as palavras de Asuna dariam para o marinheiro à beira da morte, mesmo há segundos atrás não tendo forças nem mesmo para segurar sua katana sem tremer, no momento que estava prestes a ser assassinado, Julian D’Capri puxou de seu interior toda a sua força restante e ergueu seu corpo da água, levantando a espada em suas mãos em um corte de baixo para cima enquanto a lâmina da foice de Al Sa Bain passava deslizando pelo seu tronco fazendo-o gritar… Mas estaria ele gritando de dor ou gritando por ter conseguido forças para atacar?

O espadachim sentiu a sua lâmina penetrar a barriga do Siad de maneira profunda e depois se arrastar por todo seu abdômen, peito e por fim sair rasgando pela lateral de seu pescoço negro. O sangue jorrado de ambos os corpos caiu para todos os lados como um chafariz vermelho que rapidamente tomou conta da cor da água do mar ao redor deles… Sem mais uma única energia em seu corpo para lhe sustentar de pé, Julian voltou a cair, afundando aos poucos no mar junto com o navio pirata que já não lhe tocava os pés. Entretanto ele ainda conseguiu ver Al Sa Bain de pé, o mascarado mesmo com tanto sangue perdido iria se manter de pé? Seria ele realmente imortal? Mas a foice do Siad era a primeira a cair, sendo que logo depois seu corpo mergulhava na água, afundando junto com o corpo do marinheiro.

Julian estava sentindo tanta dor naquele momento que seu cérebro já não estava mais reagindo a tal estímulo nervoso, enquanto afundava no mar gelado coberto por sangue, D’Capri já não sentia mais nada. Sua vista aos poucos ia ficando embaçada e o som dos gritos de Asuna iam ficando cada vez mais distantes “Por favor, salvem ele! Alguém vá salvá-lo!” pode ouvir a voz dela dizer antes de seus ouvidos serem tomados apenas pelo som do mar. O espadachim estava afundando junto com o corpo do seu capitão, junto com os corpos dos Siad, junto com todas aquelas lâminas e espadas, estava afundando enquanto olhava para o céu, lindo, limpo, azul, onde as gaivotas sobrevoavam aos montes para caçar os peixes do qual se alimentavam. Então esse era de fato o seu fim? Quando a escuridão tomou conta de tudo e a água começou a invadir seus pulmões como se estivessem queimando por dentro, Julian sabia que dali ele não voltaria mais…





...

Quando se deu conta do que estava acontecendo, o espadachim estava deitado na areia de uma praia desconhecida, vomitando e tossindo a água que ingeriu contra sua vontade. Ainda estava vivo? Isso não podia ser possível, na verdade, só pode ser um milagre! Al Sa Bain queria levá-lo para o seu deus da morte, mas no fim, o marinheiro acabou sendo salvo pelo deus da vida. Contudo, os cortes em forma de X em seu peito ainda sangravam bastante, os músculos de seu corpo ainda doíam por todos os lados, estava completamente sozinho nesse local desconhecido e não havia sequer sinal de seus pertences, com exceção da sua bainha infinita presa ao seu corpo e a sua espada principal que pelo mesmo milagre veio parar no mesmo lugar que ele. Olhando para o mar, Julian não via nem sinal de outras embarcações… Onde é que ele foi parar?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

RANDONS DA TRIBO SIAD:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 6 EmptyDom 12 Ago 2018, 20:54



O fim veio tão rápido que não houve momento para se recuperar, era algo realmente impressionante se fosse parar para pensar, toda a aventura até agora, todas as desventuras até agora, isso tudo passou como flashes na hora do duelo, que acabou por um empate, pelo menos assim pensou o garoto assim que estava afundando, coisa que ele jamais pensou que fosse acontecer, morrer no mar, em combate talvez, mas afundando… Em sua cabeça jamais tinha tido essa opção.

Pelo menos Julian podia ter uma certeza, seu papel foi cumprido, sua vida acabaria bem ali, e seria um bom fim, ele defendeu quem deveria, e era isso, o fim.

O marinheiro afundaria pelo mar com um sorriso, não achava que a morte era tão bela, olhando para o “céu” marítimo ele viu aquelas luzes penetrarem a água e formarem um efeito incrível, nunca havia visto algo tão belo, se o fim era tão bonito porque as pessoas os temiam? Algo mórbido de se pensar, mas o jovem médico sempre foi assim, sempre encarou as coisas normalmente, a situação era aquela, e estava fora de seu alcance, não havia com quem reclamar, nada ia voltar no tempo, então como um bom morto, ele fez o que devia, fechou os olhos.

Na sua mente o vazio tomou conta, mas logo foi preenchido por memórias, boa e ruins, algo tão bom de se ver quanto um filme no cinema, mas a memória mais intrínseca naquele vazio todo era talvez algo que fosse apenas uma foto, mas seria a foto a qual ele estaria guardando pela eternidade, ele e sua irmã tomando sorvete na praia de Baterilla, talvez fosse bom ter feito uma última visita…

Assim que o garoto se deu conta ele já estava pensando sobre Asuna, sua querida amiga que o havia acompanhado, era uma pena não ter se despedido dela, aquela garota podia não saber, mas foi a heroína de Julian, se não fosse por ela, ele não teria conseguido matar aquele Siad, era uma bela última lembrança que o marinheiro tinha sobre todos, boas pessoas, que morreram defendendo aquilo que acreditavam, talvez ele pudesse os ver do outro lado…

Dizem que a passagem para o outro lado é como uma cortina prateada, que se estilhaça e para de mostrar apenas o reflexo, a porta para o outro lado se mostra assim que tudo se acalma, quando a pessoa menos espera a porta está ali, aberta, e quando Julian chegou perto dessa uma luz brilhou, o que havia do outro lado?

O garoto acabou acordando abruptamente, cuspindo a água salgada do mar, a qual ele já devia ter vomitado litros, ele encarava aquela areia com surpresa, como estava vivo? Foi por causa de que que ele havia ficado vivo? Seus pensamentos não conseguiam ser concluídos, graças a dor gritante que estava em seu peito, o grande X marcava o tesouro, mas este era apenas dor, o garoto podia até gritar, se ele soubesse como, o que havia acontecido? Ele também não sabia, a dor é que era grande demais, e o choque de estar em um local desconhecido o surpreendesse tanto que sua voz era engolida.

Ao encarar o horizonte marítimo nada era visto, onde será que ele podia ter ido parar? A pior opção que vinha a sua cabeça era a ilha dos Siad, quanto azar aquele jovem ainda podia ter?

De qualquer forma ele não queria ficar ali à deriva e a mercê da sorte, coisa que ele sabia que iria morrer se fosse depender, com muito esforço o garoto tentaria tirar a água e areia que provavelmente estariam em sua bainha infinita, e também colocaria nesta a sua espada principal, assim que olhasse para a mesma sorriria.
- Vou te chamar de Ninau, tudo bem? - Sabendo que a arma não o responderia ele olharia em volta e seguiria em frente, buscando algum lugar que pudesse achar ajuda.

Apesar de tudo aquilo parecer bem real o samurai pensava que aquilo também poderia ser seu pós vida, mas ele não iria pensar nisso agora, só quando estiver melhor, até lá ele devia achar ajuda.



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Última edição por jonyorlando em Seg 20 Ago 2018, 16:15, editado 1 vez(es)
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