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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 As mil espadas - As mil gaivotas

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyTer 05 Jun 2018, 14:35

Relembrando a primeira mensagem :

As mil espadas - As mil gaivotas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Julian D'Capri. A qual não possui narrador definido.


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jonyorlando
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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyDom 29 Jul 2018, 15:09



A única coisa que o jovem médico queria era cumprir seu objetivo, a ilha, a qual agora estava tão perto, estava ficando cada vez mais longe, graças aos obstáculos impostos pela vida (vulgo piratas), devido a isso, Julian até mesmo cogitava a opção de apenas abrir os braços e receber os golpes, quem sabe morrer fosse a melhor opção? Finalmente um descanso digno, um o qual ninguém poderia perturbar e nem impedir, o descanso eterno da morte. O garoto poderia até cogitar, mas não aceitaria a oferta, há pessoas dependendo dele, pessoas as quais não podem se defender no momento e enquanto pessoas assim estiverem dependendo dele, ele não entregará sua vida tão facilmente.

A dor latejante lembrava o garoto a todo segundo de seu ferimento no tornozelo, provavelmente era algo muito grave, visto que a dor era suficiente para o fazer jogar quase todo peso para sua outra perna, buscando um melhor apoio, e isso o fazia repensar em como deveria agir, estava limitado demais, sua defesa, ataque e movimentação estavam prejudicados, por consequência da dor sua concentração também estaria sendo afetada, já que a mesma fazia o médico querer gritar primeiro e pensar depois, a única maneira de externar a dor era mordendo os dentes e soltar alguns gemidos baixos.

Com ajuda da katana fincada atrás de si, ele levantaria e encarando os Siads buscaria apoio na espada, seu equilíbrio não era igual ao deles, e agora já não era igual nem ao seu, o tornozelo o obrigaria a perder tudo? Se avançasse contra eles, perderia, já que com o pouco apoio que tem não conseguiria se manter de pé no mastro por muito tempo, se ficasse parado também perderia, são dois agora o dobro de ataques, e para sua sorte ele teria só metade das defesas eficazes, já que dependeria de suas pernas para lhe apoiar, se desistisse, todos perderiam.
- Quanto azar ainda posso ter? - Perguntava a si mesmo, incrédulo com a situação.

Tudo havia piorado de uma maneira incalculável, as chances da vitória de Julian caíram drasticamente.
- O fim chegou tão rápido assim? - Se perguntava o garoto, tentando conter sua dor.

O pobre marinheiro já estava desistindo aos poucos de sua luta, mesmo que não quisesse admitir sua esperança já havia acabado, ele sempre foi assim, desde criança nunca teve a esperança como uma virtude, o ditado para ele funciona ao contrário, a esperança é a primeira que morre, isso pode acabar sendo desencorajador para outras pessoas que forem lutar ao seu lado, mas ele não procura externar isso é algo que seu inconsciente tem, mesmo que ele negue.

Da mesma forma que estava desistindo de sua vitória Julian se posicionava mais uma vez, mesmo que estivesse machucado ele não desistiria, até podia morrer ali, mas morreria sem deixar de ajudar, não há um guia para mostrar o caminho, não há uma trilha para seguir, não há uma estrada para escolher, então o médico abriria seu caminho, nunca houve uma escolha fácil na vida de Julian, por isso ele se acha azarado, por isso ele está sempre com preguiça, porque ele não quer se levantar pra ter que sofrer mais.

Sem dar um passo para trás o garoto se colocaria em posição de batalha mais uma vez, buscando apoio com sua espada ele com dificuldade ficaria de pé, encarando seus dois oponentes ele bufaria e buscaria novamente recuperar sua concentração, nesse curto período de tempo seus oponentes provavelmente poderiam pensar que sua guarda estaria baixa e partiam para o ataque, um estando atrás e outro na frente, uma cena típica de batalhas desiguais, com poucos segundos de concentração seria possível para Julian voltar a sua pose de batalha, mesmo que pudesse morrer ele não sentiria medo, isso era algo natural e iria acontecer uma hora ou outra, a visão de Julian era bem centrada e algumas vezes poderia acabar sendo fria demais, mas era assim que ele funcionava.

A cena de batalha que se seguiria seria provavelmente a mais difícil de Julian, mais por causa do terreno do que dos inimigos, assim que ambos estivessem perto o suficiente e prontos para o ataque o marinheiro aproveitaria o segundo de abertura que eles deixariam, que todo espadachim deixa, é um segundo crucial que somente poucos conseguem usar ao seu favor, assim que eles levantassem suas espadas, indicando que iriam atacar, o espadachim se aproveitaria disso e tentaria impulsionar seu corpo com o pé bom para cima do Siad a frente, e usando desse rápido avanço Julian faria um corte rápido no abdômen do adversário.

Se desse certo o garoto ainda tentaria usar o corpo do assassino como escudo o jogando contra o ataque de seu companheiro (não segurando o corpo sobre a cabeça, para isso ele precisaria de um apoio melhor, mas sim com um giro), tal ação poderia até dar-lhe alguns segundos de vantagem para que ele atacasse, aproveitando-se da distração o mesmo tentaria avançar contra o Siad e acertar um corte diagonal de baixo para cima, cortando de suas costelas do lado direito ao seu ombro esquerdo, mas só a oportunidade se mostrasse única, caso contrário só distrair o pirata já valeria a pena.

Caso o marinheiro conseguisse acertar o primeiro Siad, mas não fosse conseguir o jogar contra o outro sem receber um ataque, Julian então viraria seu corpo e tentaria colocar sua katana na posição horizontal para poder tentar defender o ataque que poderia vir a receber. Com a defesa feita o mesmo tentaria continuar pressionando o pirata, golpeando suas pernas, para tentar o atrasar, se conseguisse, tentaria golpear o pescoço do homem para o matar de uma vez e sem o fazer sofrer.

Caso as situações dessem certo o médico poderia seguir para a cabine tentar cortar a corda do arpão preso nelas, claro usando o apoio de suas katanas, as quais ele usaria como bengalas, fincando-as na madeira e seguindo em frente, para poder ter apoio e não correr o risco de cair. De todo modo, o objetivo de Julian era eliminar o que estava em seu caminho para a corda, se isso estivesse feito era só se manter vivo até lá e a cortar, após feito isso o marinheiro poderia dar-se a liberdade de concentrar-se na batalha que poderia vir a ter, se visse que não poderia vencer Julian tentaria uma fuga, talvez pulando lá de cima e tentando cair no convés com um rolamento para não prejudicar seu corpo, ou então descendo por um lugar menos perigoso.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyTer 31 Jul 2018, 05:00

O RELAMPAGO PRATEADO


Era uma situação difícil? Sim, porém não era impossível. Por mais desesperançoso fosse ter que enfrentar dois monstros ao mesmo tempo em desvantagem de terreno e com o tornozelo dolorido, haviam pessoas que dependiam da vitória de Julian, pessoas que precisavam da sua ajuda, não apenas como um guerreiro espadachim, mas também um médico de qualidade. Para o marinheiro, lutar por ele mesmo nunca foi algo motivador, sua matriz motora sempre é mais forte quando encontra alguém por quem lutar, alguém para proteger, e no momento não havia um único tripulante desse navio que não estivesse torcendo pela sua vitória.

Os dois Siad se aproximavam, mas Julian permanecia parado, estaria ele abaixando a guarda? Estaria desistindo mesmo com todos precisando dele? Não, ele estava apenas se preparando, se concentrando para entrar em sua posição de combate, pois ele seria aquele a realizar o primeiro movimento, avançando com um impulso do seu pé direito em direção ao mascarado que “descia” o mastro, e então realizando um corte rápido com a sua espada no instante que o pirata erguia a dele para atacá-lo. Sucesso! Julian sentia a lâmina de sua arma atravessar a carne do abdômen do desconhecido e veria na sequência o sangue que jorrava através do ferimento recém aberto fazendo com que o Siad soltasse um pequeno urro de dor e começasse a tombar para o lado, caindo em direção ao chão logo depois.

Sem mais a opção de usar o corpo do inimigo como escudo, para se defender o marinheiro teria que ser rápido na hora de virar o corpo, mas como estava com um dos pés ferido, a melhor forma de conseguir fazer isso seria abaixando-se enquanto girava para trás, ganhando equilíbrio necessário para botar uma de suas espadas na frente do corpo em posição horizontal, tentando assim bloquear o golpe do Siad que vinha de cima para baixo. Com o bloqueio realizado, Julian usaria na sequência uma de suas espadas para realizar um corte nas pernas do mascarado, movimento rápido que dificultava a reação do inimigo de se esquivar ou bloquear, já que a sua arma havia acabado de ser utilizada.

Com ambas as pernas feridas o Siad também viria a cair do mastro, permitindo que finalmente Julian pudesse finalmente voltar a seguir por ele até alcançar o topo das cabines onde estava localizado o arpão e a corda. O marinheiro usava sua espada como bengala para que não perdesse o equilíbrio na subida do mastro e isso acabasse fazendo-o cair para o convés e desperdiçar tudo que havia feito até então. O espadachim mal teve tempo de aproveitar o alívio que era botar os pés para fora daquela ponte improvisada e já teve que correr em direção a corda para cortá-la, movimento com sua espada que ele fazia sem pensar duas vezes e sem se preocupar com os Siad que estavam ainda pendurados nela para tentar chegar ao navio.

Falando em Siad, aqueles que acabavam de ser jogados para baixo por estarem na corda cortada acabavam caindo ou no mar ou no convés, sendo bem poucos aqueles para a segunda opção. Para a sorte de Julian, não haviam Siad no topo das cabines, mas poderia ver dois deles subindo pelo mastro a sua frente, ou seja, tinham como objetivo alcançá-lo para atacá-lo. Julgar se era uma batalha difícil era uma opção dele, portanto se julgasse que não conseguiria vencer, ele poderia pular de volta para o convés e auxiliar seus companheiros de trabalho, mas quem sabe também não fosse o momento para julgar ter uma chance maior de vitória, afinal agora ele está no terreno mais alto.

Mas de volta ao convés onde Buster Bee e Arashi travavam suas batalhas contra outros Siad invasores, o lutador parecia não ter a mesma sorte que Julian ao lidar com um usuário de adagas, que parecia desviar com habilidade de todos os seus movimentos corpo-a-corpo e ainda conseguia contra-atacar cortando-o sempre que o marinheiro errava um ataque. O ponto dessa batalha é que o Siad não parecia ter o interesse de matar o marinheiro de forma rápida, certamente ele já teve oportunidades e a agilidade necessária para realizar um movimento mortal que finalizaria o combate, mas ele pelo visto gostava de brincar com seus oponentes, cortando-os várias vezes antes de pôr fim a sua vida.

- Desgraçado... - Exclamou o lutador depois de ser cortado nas costas e fraquejar levando um de seus joelhos ao chão. - Eu vou quebrar a sua cara!

- Krskrskrskrs. - Soltava o Siad o que parecia ser uma risada baixa, pois acompanhava um sorriso largo em sua boca que não era tapada pela máscara.

Voltando a ficar de pé, Buster Bee correu na direção do mascarado para atacá-lo com um chute simples da sua perna direita que era feito de dentro para fora, mas assim como todos os ataques do lutador, o Siad conseguia desviar e já se preparava para realizar mais um corte com a sua adaga, porém o que ele também não estava esperando é que o chute de dentro para fora iria continuar e completar um 360. Esse pequeno descuido do pirata fez o calcanhar de Bee acertar as suas costas e desestabilizá-lo por um instante, que para o todo cortado marinheiro já era tempo suficiente para utilizar a sua técnica final.

- YOOOOOH! Honey Tornado! - Gritou chamando pelo nome de sua técnica enquanto corria para realizar um chute giratório no ar que tinha a intenção de atingir a cabeça do Siad mascarado. O impacto do chute era forte o bastante para quebrar a máscara do pirata e ainda jogá-lo para longe fazendo-o cair duro no chão. - E é por isso que não se deve enrolar para vencer o oponente… Idiota.

Por mais que as duas cordas ligadas ao convés já haviam sido cortadas, o número de invasores nessa parte do navio já havia chegado a casa decimal, e excluindo aqueles que foram derrotados por Julian, Buster Bee e Jeremy (que por sinal conseguiu derrotar aquele Siad que o atacou anteriormente), todos os outros se concentravam em atacar o Capitão Arashi, provavelmente já tendo conhecimento de que era ele o mais forte da tripulação. O surpreendente é que o espadachim estava conseguindo lidar com todos eles ao mesmo tempo sem apresentar muitas dificuldades, sua espada de lâmina fina ia se movimentando com velocidade ao seu redor bloqueando e atingindo os Siad um por um na medida em que eles se aproximavam para atacá-lo.

Mesmo depois de atingidos eles pareciam querer continuar lutando, voltando a se levantar com o corpo ferido para tentar uma segunda vez, tanto é que havia chegado o momento em que seis deles atacavam ao mesmo tempo. Foi então que Arashi ficou parado onde estava, sorriu, e sem esticar o cotovelo ele ergueu sua espada verticalmente em frente ao corpo… Esse era o momento em que os piratas iriam presenciar o motivo para Arashi ser conhecido como o Relâmpago Prateado.

- Tempête D'Argent... - Mencionou com uma voz serena e suave antes de fechar os olhos e avançar em direção aos inimigos com uma extrema velocidade.

O primeiro Siad era cortado, depois o segundo, o terceiro, tudo acontecia de maneira tão rápida que a única coisa que era possível ver com clareza era o cabelo prateado do capitão se movimentando de um lado para o outro enquanto o sangue em seguida jorrava pelo corpo do inimigo que havia se aproximado. Ao final do seu movimento, os seis Siad que haviam corrido para atacá-lo ao mesmo tempo estavam agora caídos no chão junto com muitos outros piratas mascarados.

- Landini, continue atirando! Não deixe mais deles entrarem no navio! - Gritou o capitão para o seu soldado, que tinha o importante papel de limitar a quantidade de inimigos que entravam no navio pela parte interna. - Julian! Bee! Voltem para a parte interna e auxiliem as meninas na proteção dos civis! - Ordenaria assim que ambos estivessem fora de combate. - Danzor! Desista da navegação e venha para o convés! Precisamos lidar com isso aqui imediatamente!

Dada as três ordens, restava aos marinheiros obedecer, porém, porque o capitão havia se preocupado tanto assim para ter ordenado o navegador a parar de navegar? Bem, se Julian viesse a olhar na mesma direção que Arashi ele iria perceber assim como ele que o perigo estava próximo, pois o navio dos Siad ainda estava avançando em direção ao deles e ficando cada vez mais próximo, ou seja, era só questão de tempo até que não fosse mais preciso para eles usar cordas para invadir a embarcação, e isso certamente era uma ameaça iminente.

- Capitão, permissão para atirar com os canhões! - Pedia o atirador em voz alta para que o capitão lhe desse essa honra.

- Permissão negada! Nós vamos precisar da oportunidade perfeita! - Respondia o capitão com seriedade, passando a confiança necessária para que seus subordinados confiassem nele.

- Julian, vamos! - Gritaria o lutador para que o espadachim viesse com ele para dentro do navio.

Quando ambos estivessem agora adentrando novamente a parte interna, não iria demorar até que eles encontrassem dois Siad tentando cada um quebrar uma porta que dava para um dos quartos dos tripulantes do navio. A situação ali dentro era um verdadeiro caos, era possível ouvir gritos e choros por todos os lados e o pior de tudo era ainda conseguir ver que as lâminas desses piratas já estava suja de sangue, um péssimo sinal para eles que deveriam proteger a segurança dos civis, só que independente do que tenha acontecido, ainda dava tempo para eles impedirem que mais vítimas fossem feitas, bastava agora acabar com todos os inimigos que encontrassem pelo caminho. O problema é, se os Siad conseguirem chegar até aqui é porque eles conseguiram passar por Asuna e Momo, então poderia o sangue nas armas dele serem delas?

- Malditos! - Diria antes de avançar com raiva para cima de um dos Siad.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

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AL SA BAIN:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyTer 31 Jul 2018, 16:26



Finalmente o garoto havia conseguido, a corda fora cortada e agora ele podia respirar um pouco, imediatamente, se aproveitando do momento menos agitado, o médico usando suas perícias iria com as mãos até seu tornozelo e tentaria verificar o que havia de errado consigo e o que lhe causava tanta dor, se fosse uma torção, como esperado por Julian, o mesmo tentaria amenizar sua situação amarrando o lenço de seu pescoço em volta do tornozelo, para formar uma espécie de tornozeleira, de resto não haveria mais nada para se fazer além de tentar usar suas espadas como bengalas, já que evitar fazer peso sobre o tornozelo ajudaria na recuperação.

Para ele a luta contra os Siads que vinham em sua direção podia ser travada sem problemas, agora sem a preocupação infernal de cair, ele poderia lutar talvez de igual para igual, apesar de seu tornozelo estar machucado, o que poderia debilitar suas ações mais do que o esperado, porém Julian não recuaria por escolha e sim por uma ordem.
“Julian! Bee! Voltem para a parte interna e auxiliem as meninas na proteção dos civis!”

O capitão Arashi parecia verdadeiramente preocupado e deveria estar, desde que tudo começou os piratas não pararam um segundo de invadir o barco, situação essa que até mesmo o médico sentiu, ele estava bem feliz consigo mesmo, uma euforia vinha de seu peito, havia superado obstáculos difíceis, toda aquela situação valeu a pena só por causa desse seu duelo, mas deitar em uma cama ainda lhe parecia a melhor opção, apesar disso suas companheiras poderiam estar em perigo então não haveria tempo a perder.

Com a adrenalina e a felicidade correndo por seu corpo, Julian se sentia revigorado e pronto para a batalha, mesmo com sua dor ele parecia ter voltado um novo homem, bem diferente daquele que subiu ao mastro, mas tinha algo mais importante para ele fazer no momento, ignorando os inimigos vindo em sua direção o marinheiro voltaria para o convés o mais rápido que pudesse, sendo descendo pelo mastro ou pulando da cabine (caso optasse pelo pulo, um pouco antes de encontrar o chão ele já estaria preparando um rolamento, para conseguir evitar maiores danos).

Para apressar seu passo ele tentaria pisar somente com a parte da frente do pé, sem usar todo o peito, e sem deixar o calcanhar encostar no chão, se movendo de uma maneira mais desengonçada e estranha que o normal, o que ele não daria importância.

O marinheiro estava impressionado com seu capitão, que era verdadeiramente mais forte que todos juntos, uma vez que, Julian e Buster estavam feridos e o capitão não. Ao contrário de ambos os companheiros, Arashi foi capaz de, em poucos segundos, acabar com múltiplos inimigos num só instante, e isso deixava o espadachim imensamente impressionado, pois nunca viu alguém tão poderoso assim, mesmo que já imaginasse a grande diferença entre ele e o capitão, ver isso acontecendo a sua frente era outra coisa, isso mostrava a Julian o nível abissal que ainda lhe faltava evoluir, quem sabe se ele conseguiria?
- Uma pedra de cada vez. - Falaria o jovem marinheiro enquanto estaria indo ao encontro de Buster.
No meio do caminho o espadachim até pode visualizar o perigo iminente, o barco dos Siad a cada segundo aumentava de tamanho, a poucos segundos ele apenas era algo distante, agora já estava provavelmente a poucos nós da embarcação e a coisa que mais preocupava Julian era a silhueta do capitão Al Sa Bain, que estava ficando cada vez mais nítida, quando aquele homem entrasse a bordo seria provavelmente o ápice da batalha, mas a atenção do jovem foi puxada novamente para a situação atual graças a seu companheiro.
“Julian, vamos!” Gritava Buster Bee.

Sem demora ambos correram pela parte interna do barco, com a esperança de encontrar suas companheiras bem e ainda de pé, esperança essa, que foi destruída rapidamente ao verem dois dos invasores piratas tentando quebrar as portas que levariam até os quartos dos tripulantes, mas a situação começou a ficar mais desesperadora quando Julian percebeu a lâmina dos piratas sujas de sangue, aquilo significaria que ambos já haviam conseguido ferir alguém, mas o que mexeu com Julian foram o gritos e choros vindos dos passageiros, não havia mais opção alguma senão lutar e o marinheiro faria isso com prazer.

- Buster! - Falaria o jovem colocando seu braço a frente do corpo de seu companheiro, impedindo sua passagem. - Ataque depois de mim, não podemos deixar eles revidarem, pense direito, não temos tanto tempo para gastar.

Terminada sua frase o espadachim, já com sua espada em mãos, avançaria contra os piratas, ele, usando seu pé bom para lhe garantir um impulso, se projetaria contra os inimigos, e com um rápido movimento, tentaria usar sua espada para bloquear a espada de seu inimigo, ou dos dois se fosse possível, ele não queria os acertar, mas sim bloquear seus ataques (se fosse necessário, Julian usaria duas espadas), para que Buster pudesse os golpear.
- Agora Bee! - Exclamaria o espadachim, sinalizando para o cozinheiro que era hora dele atacar.

O que Julian tinha em mente era que ele bloqueasse os ataques inimigos, enquanto seu parceiro os atacaria usando seus chutes marciais, o espadachim se ocuparia de deixar os inimigos longe, enquanto que o lutador se ocuparia de os acertar, um trabalho em equipe para tentar evitar perca de tempo e maiores ferimentos, em ambos os marinheiros, o médico só se preocuparia em atacar se o cozinheiro deixasse algum dos Siad com a guarda aberta, se o espadachim visualizasse uma boa chance de eliminar um dos inimigos a aproveitaria, isso se esta não fosse comprometer Buster (caso houvesse chance de ele ser golpeado por culpa de Julian não o estar protegendo), mas o plano principal do espadachim era só proteger seu companheiro.

Se o espadachim não fosse conseguir bloquear os ataques, ele então tentaria fazer igual aos seus inimigos, golpearia as espadas dos mesmos, para desviá-las de seu curso e evitar de ser ferido por elas (ou evitar que Bee fosse ferido).
Julian manteria essa pose até que não pudesse mais, e quando não pudesse ele falaria:
- Bee, não consigo manter o ritmo, escolhe um deles e mete o cacete, o outro é meu.

Se assim fosse feito Julian agora teria um inimigo para enfrentar no mano a mano, e tentaria o vencer o mais rápido possível, ainda mantendo sua defesa normal (aparando os golpes com suas espadas na vertical para cortes horizontais ou diagonais inferiores, e usando suas espadas na horizontal para aparar golpes verticais e diagonais superiores) tentaria se defender o máximo possível, como os inimigos parecem ser assassinos o principal pensamento do marinheiro seria defender sua perna, pois assim que a percebessem poderiam tentar a atacar, e se ele fosse atacado na perna ferida seria um problema muito maior que apenas o tornozelo.

Isso não poderia acontecer.

Caso suas defesas normais não fossem surtir tanto efeito ele tentaria continuar com a defesa ofensiva (golpeando as espadas), para atacar seu inimigo ele tentaria golpes rápidos vindos das diagonais, que poderiam acertar de seu ombro direito, ou esquerdo, até suas costelas do lado oposto, com cortes horizontais, tentando atingir seu abdômen (de costela a costela), ou verticais, tentando cortar de seu peitoral até o abdômen, se houvesse a oportunidade Julian até mesmo tentaria uma estocada, visando perfurar o peito ou o abdômen do oponente bucaneiro.

Se houvesse uma oportunidade o espadachim correria até seu inimigo, com o gume da espada apontando para a frente, e quase arrastando sua katana no chão a movimentaria num corte rápido de baixo para cima, girando levemente seu corpo e levantando a espada com somente o braço direito, mirando fazer um corte do abdômen até o peitoral do assassino.

Caso a luta acabasse ali o espadachim olharia em volta e diria:
- Não se preocupem, estamos aqui! Mantenham-se em seus quartos, não abram as portas, se houver alguma forma de montar uma barricada na frente da porta façam! Usem malas, cadeiras ou qualquer móvel que possa ser movido, estamos numa situação de emergência, por favor mantenham a calma é tudo que peço, sei que pode parecer muito, mas se fizerem isso, tudo terminará bem, sou Julian D’Capri e voltarei aqui em breve para ver se está tudo bem, prometo com minha vida que ninguém passará por mim, assim que tudo acabar estarei voltando aqui para ajudar quem estiver precisando.

Assim que terminasse seu discurso ele seguiria para mais adentro do navio, com o objetivo de achar suas companheiras


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQua 01 Ago 2018, 16:41

O DILEMA DO TREM


A sorte dos soldados da Marinha e dos civis que estavam dentro desse navio é que o capitão Arashi também estava com eles, pois se Julian e Bee tiveram tanta dificuldade em derrotar alguns deles, imagina como seria se acabassem sendo cercados por meia dúzia, assim como aconteceu com o capitão ao mostrar seu potencial eliminando todos os Siad em grande velocidade. Contudo isso ainda não era uma situação de alívio, mesmo com as duas cordas do convés tendo sido cortadas, havia ainda outras duas ligadas às paredes do navio que estavam dando liberdade para os piratas invadir o interior da embarcação, e para piorar tudo, o navio de Al Sa Bain estava ficando cada vez mais próximo, portanto logo mais não seria mais necessário o uso das cordas para que os mascarados chegassem até eles.

Sentindo algumas pontadas na seu tornozelo devido a uma pisada de mau jeito, Julian decidia verificar o estado da sua articulação logo depois de ter cortado a corda, descobrindo apenas com o toque de seus dedos e alguns movimentos do pé que havia tido sorte o suficiente para não ser nada grave, sendo essa dor apenas temporária e conseguirá ficar bem daqui a alguns minutos. Por via das dúvidas o médico optava por enfaixar seu pé com o lenço (do uniforme da marinha?) que tinha ao redor do seu pescoço, limitando um pouco os movimentos dele, mas também podendo ajudar na velocidade em que seu tornozelo iria se recuperar.

Percebendo que alguns Siad estavam subindo o mastro para irem em sua direção, Julian optava por descer de onde estava, pulando do alto das cabines até o chão do convés, tentando realizar um rolamento no final do processo para que a força do impacto não machucasse ainda mais o seu pé, acontece que isso acabaria por não ser uma boa ideia, já que o espadachim não era a pessoa mais acrobática possível o movimento acabava dando errado e ele batia a cabeça no chão na hora de tentar rolar, ainda por cima batendo as costas no chão de um jeito que acabaria lhe trazendo algumas dores… Talvez teria sido mais fácil tentar empurrar o mastro para tirá-lo da posição de ponte ou então apenas balançá-lo para ver se com sorte os Siad iriam cair, depois com um pouco mais de calma quem sabe não conseguisse descer sem precisar realizar um pulo arriscado.

Para sorte do soldado D’Capri, ninguém via a cena vergonha que era a sua queda, inclusive quando Buster Bee aparecia para chamá-lo, ele já estaria se levantando, não ficando claro que estaria fazendo isso porque havia caído de mau jeito depois de pular. Enfim, seguindo as ordens do capitão, o cozinheiro e o médico entrariam às pressas de volta a parte interna do navio, onde não demorava para se depararem com dois Siad tentando invadir os quartos de civis que tentavam se proteger por detrás das portas de madeira.

Ainda bem que a adrenalina percorrendo o corpo de Julian foi capaz de impedir que o espadachim viesse a se incomodar com as dores da queda, principalmente a psicológica que poderia vir a desanimar o rapaz a continuar lutando, mas talvez houvesse nisso um motivo mais nobre do que efeitos biológicos, já que ouvir o grito e o choro desesperados dos civis dentro do navio pedindo por socorro era suficiente para que Julian continuasse lutando mesmo que viesse a perder um braço.

- Entendido! - Respondia o lutador quando o espadachim pedia para que só atacasse depois dele.

Incomodado com o fato de que os dois Siad à frente estavam com as espadas pingando sangue, sinal de que alguém havia tido o infortúnio de ser violentado por elas, Julian não perdeu seu tempo e avançou em direção aos mascarados para fingir um ataque com suas lâminas que acabava por provocar uma reação dos inimigos que avançavam juntos para revidar da mesma maneira, acontece que a intenção do marinheiro era apenas a de deixar as armas de seus adversários ocupadas para que seu parceiro pudesse ter a chance de atingi-los na sequência.

- YOOOOOOH! ORANGE HURRICANE! - Gritou o lutador ao correr na direção dos dois mascarados e realizar um movimento giratório que seria finalizado com ele acertando dois ou mais chutes na cara de cada um deles.

A escolha de Julian em trabalhar em equipe era o ponto essencial para essa vitória fácil, ainda mais quando dava a oportunidade para seu parceiro ser aquele a finalizar os adversários com sua técnica. Por falar nisso o chute que Bee acertou na face de cada um dos Siad foi forte o bastante para quebrar suas máscaras e deixá-los agonizando no chão, ainda conscientes, portanto o marinheiro se apressou em pisar uma segunda vez no rosto deles com a força necessária para apagá-los. Na sequência ele também se preocupava em tirar as espadas das mãos deles, já que poderia ainda haver a chance deles acordarem e se isso acontecesse seria melhor que estivessem desarmados.

Enquanto Bee cuidava desse assunto envolvendo os Siad, Julian soltava a sua voz para um discurso que tinha a intenção de acalmar os civis que estavam ouvindo e escondidos em seus quartos, dando a eles todas as instruções necessárias para continuarem seguros onde estavam até que conseguissem resolver a situação complicada pela qual estavam passando. Logo depois de terminar de falar, o que o marinheiro esperava era que as portas continuassem fechadas, algo que não aconteceu, já que uma das portas se abriu e uma mulher desesperada correu até ele com rios de lágrima escorrendo pela sua face avermelhada.

- Socorro! Por favor, socorro! - Implorou ela chorando enquanto caia nos braços de Julian praticamente incapaz de se manter de pé. - Eles levaram o meu filho! Eles levaram o meu filho! - Disse ela engasgando com o próprio choro, uma cena emocionante para os marinheiros que viam a tristeza da mulher desesperada ao imaginar o pior que poderia ter acontecido. Mesmo que Julian viesse a pedir para ela ter calma, obviamente isso não adiantaria, porém ela conseguiria responder para ele algumas perguntas, como por exemplo nome. - Eleanor...Little.

Tal resposta certamente faria o marinheiro sentir um certo choque emocional, por mais que pouco, ele sabia quem era o filho dela, já havia o conhecido há poucos minutos atrás, o pequeno George junto de seu ratinho Stuart. Por mais que fosse sua obrigação proteger a todos do navio, crianças sempre parecem ter um peso maior, assim como são tão mais fáceis de se apegar do que os adultos, e agora aquele garoto que conhecera pode nem mesmo estar vivo… Tudo por causa dessa invasão desgraçada de piratas. Seria difícil acalmar as emoções da Sra. Little nesse momento, já que a única maneira de fazer isso seria trazendo de volta o filho dela, entretanto ainda poderia tentar perguntar para ela mais algumas coisas que poderiam ser úteis para encontrar o garoto, como por exemplo onde os Siad o pegaram e para onde ela viu eles o levando.

- Aconteceu logo depois que uma marinheira o trouxe até eu e meu marido… Estávamos no andar de baixo próximo ao banheiro... Eles apareceram em um grupo de três, já estavam no interior do navio… Nós nos assustamos, tentamos ficar atrás da garota, mas foi tudo tão rápido, havia tanto sangue, tentei proteger o George com meu corpo, mas fui empurrada… Eles, eles… Arrastaram ele para longe e me deixaram no chão… Meu marido tentou correr atrás deles, mas… - E antes de completar a frase ela voltou a chorar com ainda mais intensidade do que antes e então… Desmaiou.

- Droga, isso é ruim! Será que a Asuna… Eles… Será que ela está bem? - Perguntou Buster Bee preocupado com a saúde da companheira de trabalho, então logo depois que Julian desse a sua resposta, o cozinheiro iria entregar para ele as duas espadas que retirou das mãos dos Siad. - Toma, aparentemente sua bainha é grande o bastante pra caber isso também, é melhor recolhermos isso para não ter o risco deles acordarem e ainda estarem armados. - Explicou o lutador o motivo para estar fazendo isso, em seguida foi até a Sra. Little desmaiada nos braços do espadachim e segurou ela, levando-a para o seu colo. - Vou levar ela pro quarto e ficar de vigia, não podemos deixá-la desacordada por aí com a situação do jeito que tá, ela acabaria virando uma vítima fácil para qualquer Siad que conseguisse abrir a porta.

Sobre as espadas dos Siad que Julian provavelmente passaria a carregar com ele, elas não são armas de uma alta qualidade, e um espadachim como ele perceberia isso facilmente ao manuseá-las por alguns segundos, inclusive ao tocar as lâminas já notaria que o metal usado para a forja dessas espadas não era o melhor possível, ou talvez o ferreiro que as fez não seja bom o bastante para usar a técnica de forja corretamente.

Concordando ou não com a escolha de Bee, Julian seria quase que obrigado a aceitar, já que dificilmente teria ideia melhor que essa para manter a mulher segura o suficiente, porém, se houvesse alguma outra saída para isso ele poderia sugerir para saber se o cozinheiro aceitaria seguir a ideia. Mas se não houvesse, restava para o espadachim correr navio à dentro e tentar encontrar não só as suas companheiras, principalmente Asuna que poderia estar ferida, como também o Sr. Little e o pequeno George. Como a própria Eleonor já havia dito, havia tudo ocorrido no andar debaixo e próximo ao banheiro, portanto seria o mais óbvio que Julian seguisse para lá.

Porém o caminho até lá não seria fácil de se ver, principalmente quando reparava nas marcas de sangue pelo caminho, algumas delas bem característica de mãos que foram molhadas pelos ferimentos no corpo e depois se apoiaram na madeira do navio. Nesse ritmo Julian já sabia que era só questão de tempo até encontrar aquilo que não desejaria ver… Um corpo. De frente para o banheiro deste mesmo andar onde ainda estava, um pouco antes de chegar às escadas para o próximo, o médico se depararia com um homem caído sobre uma poça de sangue, ferido por algo que havia atravessado seu peito, tirando-lhe a vida. E o pior é que Julian sabia quem era esse homem…

“Putz, acho que comi alguma coisa estragada, o que eu posso fazer pra parar de cagar tanto?”

A frase que antes havia lhe feito dar boas gargalhadas agora voltava para lhe trazer tristeza. Ele estava reclamando de dores de barriga, então seria até possível imaginar que ele estava saindo de lá quando tudo começou, sendo pego de surpresa e sem a mesma chance que os demais tiveram para se esconder a tempo. O homem que não sabia o nome ainda estava com os olhos abertos quando veio a perder a vida, estes arregalados em uma expressão apática de um corpo sem vida. O espadachim poderia ficar horas ali se lamentando pelo ocorrido, mas isso não iria trazê-lo de volta, sua vida já havia sido ceifada pela tripulação de Al Sa Bain e não é papel de um médico lidar com os mortos, e sim cuidar dos vivos, portanto Julian precisava correr até as escadas e chegar logo ao banheiro que ficava logo abaixo de onde ele estava.

Lá a cena era um pouco diferente, não havia um corpo caído no chão, mas havia muito sangue, sangue o suficiente para ele saber que algo havia acontecido ali, inclusive se seguisse o rastro vermelho que marcava o chão indicando que alguém ferido havia se arrastado para longe dali, Julian iria adentrar o banheiro feminino, deparando-se lá dentro com Asuna apoiada em uma das paredes e com um enorme corte aberto em sua barriga. O médico nem precisava do seu conhecimento nesse ofício para saber que o ferimento era grave, até porque bastava ver a quantidade de sangue que a garota estava perdendo por conta disso, manchando por completo as vestes e o corpo dela, além também de todo o chão por onde ela passou.

- Julian… - Dizia ela com uma voz fraca, porém não era por isso que ele sabia que ela ainda estava viva, já que ao se arrastar até o banheiro a médica havia chegado até um kit de primeiros socorros e estava tentando por conta própria fechar o seu ferimento, algo que certamente ela não estava conseguindo fazer no estado em que estava. Como Julian certamente correria para ajudá-la, assim que ele o fizesse e se abaixasse para pegar a mata com materiais médicos, a loira iria segurar a mão dele impedindo que continuasse. - Não, me deixe aqui… Você precisa proteger o navio. Se parar para me ajudar estará perdendo muito tempo…

Nesse momento Asuna deixava nas mãos de Julian algo muito maior do que o peso do kit de primeiros socorros, talvez o maior dilema de todo o universo, a situação pela qual ninguém no mundo deseja passar… A de poder salvar a vida de uma pessoa querida, mas acabar podendo perder a de muitas outras, ou salvar a vida de muitas pessoas e correr o risco de perder aquela com quem se importa. Se antes a força de Julian como espadachim havia sido quase que testada ao limite, agora era a vez dele ser testado ao extremo de sua moral.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS (EDITADO):
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQua 01 Ago 2018, 18:55



- Orange Hurricane? Seus golpes são baseados em comidas? - Perguntaria o jovem espadachim assim que os inimigos fossem finalizados pelo seu companheiro.
Independente da resposta de seu colega ele completaria seu raciocínio parabenizando seu colega.
- De qualquer forma, bom trabalho, foram bons chutes.

Assim que seu discurso foi feito Julian não estaria esperando nenhuma palavra dos civis, tanto era verdade que o espadachim já estava se preparando para continuar a seguir pelo navio, infelizmente seu plano havia sido comprometido, graças a intervenção de Eleanor Little, mulher que revela seu nome depois de clamar por ajuda, ajuda essa que era a de salvar seu filho, o qual o marinheiro já havia encontrado mais cedo.

Obviamente o médico não pediria calma da mulher, afinal de contas, era uma mãe acima de tudo, a única coisa que o garoto pediria seria.
- Tudo bem minha senhora, irei atrás de seu filho, mas por favor, peço que explique o que aconteceu, pode fazer isso?

A senhora Little não parecia ser uma mulher ruim, era apenas uma mãe preocupada e desesperada, seu filho foi levado para longe, claro que seria natural ver uma reação dessas, infelizmente a cada palavra que Eleanor proferia o marinheiro só ficava mais preocupado, ele lembraria que ao deixar George com Asuna o mesmo ainda estava chorando, se naquele momento “mais” ameno, o garoto já estava em desespero imagina agora.

Assim que a explicação da senhora Little acabou o choro veio, e então o desmaio, era o ápice do desespero, antes que a mesma desabasse Julian tentaria impedir que ela caísse, a segurando, visando evitar um possível ferimento de queda.
“Será que a Asuna… Eles… Será que ela está bem?”
Essa era a pergunta de Bee, o cozinheiro estava verdadeiramente preocupado com sua colega de trabalho, enquanto que Julian estava preocupado com sua amiga.
- Não sei… Espero que sim. - Falaria o marinheiro, querendo evitar criar fortes expectativas.

O problema é que o médico tinha esperanças que Asuna estivesse bem, mas ele queria impedir que seu cérebro formasse uma falsa esperança, ele sabia que na situação atual eram 50 contra 50, ela podia estar mal assim como bem, e Julian não queria a primeira opção.

“Vou levar ela pro quarto e ficar de vigia”
Ao ouvir a frase o médico entrega-a Bee, mas com receio, agora ele havia perdido seu companheiro, com isso o marinheiro deveria seguir sozinho e encontrar não só Momo e Asuna, mas agora também George e Sr. Little, a missão que havia começado como algo tão fácil virou uma situação inimaginável, se isso estava acontecendo e Julian era apenas um marinheiro, ele ficava imaginando o que deveria acabar enfrentando quando chegasse a patente de capitão.

Ao mesmo tempo que o marinheiro entregou a mulher ele recebeu de volta duas espadas novas e totalmente inúteis, as espadas dos Siad, e mesmo elas parecendo mais um pedaço de ferro, o espadachim achou que elas poderiam ser usadas para fazer uma nova espada, e sabia também que poderia pedir para um ferreiro específico fazer esse trabalho, mas isso ficaria para quando o marinheiro chegasse em Karate Island.
- Tomara que Sora aceite esse desafio.
Dita a frase o garoto iria até os Siad caídos no chão e perfuraria, com suas espadas, seus peitos, com o intuito de os matar rapidamente, caso Bee falasse algo Julian responderia:
- Eles querem nos matar não é? Então eu também quero os matar, olho por olho.
Assim que terminasse sua “cerimônia” o marinheiro limparia suas espadas, (golpeando o ar com elas) e as guardaria, seguindo para sua missão.

O espadachim estava correndo contra o tempo, ele devia, em tempo recorde, achar suas companheiras e os civis, objetivo esse que ficava cada vez mais distante graças às marcas de sangue pelo interior da embarcação, seguindo os relatos de Eleanor o marinheiro passou pelo corpo do desconhecido conhecido, infelizmente o garoto já não podia fazer nada por ele, e ciente disso ele continuou seu caminho. A cada passo dado um aperto no coração do garoto se intensificava, não era nenhuma sequela de batalha ou muito menos um ataque cardíaco, era apenas uma sensação ruim, sensação essa que aumentava cada vez mais, até que o jovem médico encontrou o que ele não queria, Asuna gravemente ferida, ele sabia que não era algo que poderia ser tratado com uma solução rápida e simplificada, era algo assustadoramente sério.

“Julian…”
A voz fraca de Asuna fazia o coração de Julian parar, uma situação de cortar o coração, como era possível aquilo, o garoto abismado sem nem hesitar foi de encontro com a amiga, em uma ação desesperada ele pegava o kit médico e ao examinar as ferramentas nele presente começaria a se preparar para ajudar sua amiga caída, pegando os materiais necessários e sem falar nada, até que foi impedido de continuar pelas mãos macias da atiradora.
“Não, me deixe aqui… Você precisa proteger o navio. Se parar para me ajudar estará perdendo muito tempo…”
A frase de Asuna faria Julian arregalar os olhos, ele apenas tinha que a ajudar, mas o que sua amiga estava falando era verdade, ele perderia muito tempo se parasse para ajudá-la e por ela estar certa lágrimas começavam a querer escorrer dos olhos do médico, mas ele deveria se controlar, um homem não pode chorar, não é?

Em suas mãos estavam duas escolhas, salvar sua amiga, ou salvar o barco, se ele parasse para ajudar Asuna o que poderia acontecer? Ela já havia perdido muito sangue, iria sobreviver? Será que enquanto ele parasse para a ajuda George perderia sua vida? Será que Al Sa Bain iria pessoalmente até o convés? Eram tantas coisas passando na cabeça do garoto que ele nem mesmo estava processando tudo, ele não sabia o que fazer, não sabia como ajudar, não sabia como salvar tantas pessoas, seus olhos podiam não estar chorando, mas seu peito estava, seu coração estava pesado e a única coisa que serviria como critério de desempate seriam os ideais de Asuna, Julian e ela construíram um forte laço graças a isso, a vontade dos dois era o que os movia e o marinheiro se culparia pela vida toda pelo que faria a seguir, mas ele preferia se arrepender pela morte, do que pelo sonho, e com esse pensamento as lágrimas de Julian começavam a despejar, de seus olhos uma chuva saia e o arrependimento entrava.

- Por que tanto azar?! Merda! Eu vou voltar ouviu?!
Rapidamente o jovem se levantaria e com o kit médico em suas mãos ele começaria a correr o mais rápido possível, com toda a velocidade que suas pernas pudessem o proporcionar, mas sabendo que talvez não voltasse aquele lugar e a principal coisa que passava na cabeça do médico era que Momo poderia ser uma traidora, porque ela não estava com Asuna? Não importa agora, as conclusões sempre veem por último, o que ele devia fazer por agora era achar quem devia, a uma altura dessas seu choro deveria ter parado, mas sua cabeça ainda doía, graças a ele.

- Sorte de merda. - Falaria o garoto enquanto continuaria seu caminho.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQui 02 Ago 2018, 04:17

ENTRE RAZÕES E EMOÇÕES


Depois que Bee chutou os Siad com sua técnica giratória e os levou ao chão, Eleanor Little apareceu para lhe dar as más notícias sobre o desaparecimento de seu filho, e também não mais importante, seu marido. Sobrecarregada de sentimentos, o stress acabou fazendo a Sra. Little desmaiar nos braços de Julian e logo depois foi retirada pelo cozinheiro que aceitou ficar para protegê-la, deixando com o espadachim as espadas dos Siad derrotados, estas que ele logo cogitaria a possibilidade de entregar a um ferreiro de qualidade para que criasse uma espada de melhor qualidade.

Depois de aceitar a proposta de Bee, D’Capri iria até os piratas caídos no chão e usaria sua espada para perfurá-los no peito, algo que certamente iria matá-los, acontece que assim que notou o que o espadachim estava para fazer, Buster Bee se apressou em usar uma de suas pernas para desviar ou simplesmente bloquear o braço de Julian para que ele não fosse capaz de acertar os criminosos invasores. O que diabos ele está fazendo? Protegendo bandido?

- Que merda você vai fazer, Julian?! - Perguntou ele com uma expressão bastante séria no rosto ao encará-lo no olho. Foi quando houve a resposta por parte do espadachim, que explicava o seu motivo. - Esse é o seu motivo de merda para tirar a vida deles dessa forma suja e sem honra? Eles matam porque são piratas, criminosos que não seguem as leis, uma escória para o nosso mundo, mas nós somos marinheiros, se esqueceu?! Se você os matar estará se rebaixando ao mesmo nível que eles! Eu sou um cozinheiro porque não quero ver ninguém passando fome, NINGUÉM! Você é um médico! Você deveria lutar a favor da vida e não como esses selvagens que lutam a favor da morte! Salve vidas, Julian, e não o contrário…

As palavras de Bee eram duras, um grande sermão para o espadachim que também era médico, o que acabava sendo curioso, já que uma hora estaria carregando em suas mãos instrumentos capazes de salvar alguém, e em outro momento armas capazes de matar. Julian poderia não concordar com as palavras de seu companheiro, mas certamente não poderia negar a parcela de suas palavras que estavam corretas, ainda que o pensamento dele como médico e espadachim pudesse entrar em conflito, talvez as palavras que mais teriam peso para ele ali seriam aquelas que envolviam a sua honra, já que atacar inimigos desacordados é o golpe mais covarde que ele poderia dar em sua vida… Mas será que Julian realmente se importa com isso?

Enfim, independente da decisão que o espadachim tomasse, fosse ela capaz de gerar um atrito maior que Bee ou não, ele terminaria por avançar mais a fundo do navio. No caminho encontraria o corpo do paciente que atendeu mais cedo, não lhe dando muita atenção, já que não poderia fazer nada a respeito de uma vida que já foi perdida, algo completamente do que acontecia quando desceu as escadas e seguiu um rastro de sangue que o levou até Asuna, gravemente ferida, mas ainda viva.

Ela tentava por conta própria e com a ajuda de um kit de primeiros socorros tratar o seu ferimento que a fazia perder grandes quantidades de sangue, mas também por causa dele a garota não estava mais tendo a destreza necessária para conseguir usar das suas habilidades cirúrgicas para fechar o machucado. Foi nesse instante que Julian chegou para poder ajudá-la, mas aparentemente a médica parecia negar a presença do médico que salvaria sua vida, já que ele ficar parado ali cuidando dela iria resultar na perda de outros civis que estavam a bordo. Asuna com certeza era mais importante para ele do que os civis que nem ao menos sabia o nome, mas poderia dizer que a vida dela era mais importante do que a de uma dezena? Ela certamente sabia que não, por isso pedia para que seu amigo fosse capaz de deixá-la ali, sangrando e resistindo ao máximo a dor que sentia.

Uma das decisões mais difíceis da vida de Julian precisava ser tomada em questão de segundos, e por isso era difícil até mesmo para o espadachim controlar suas emoções, deixando escapar lágrimas que escorriam pelo seu rosto… Sua escolha já havia sido feita e era a de obedecer as palavras de sua amiga e partir de volta para o navio, deixando-a ali. Voltando a ficar de pé, Julian optava por levar com ele o kit de primeiros socorros, o que de certa forma acabaria por ser como matar Asuna com as próprias mãos, já que sem a ajuda da única coisa que ela poderia usar para estancar o sangramento, sua morte era praticamente certa.

- Julian… Espere… - Dizia ela momentos antes do rapaz sair do banheiro feminino, o que poderia fazê-lo pensar que talvez ela estivesse se arrependendo da escolha de ser deixada ali, talvez ela fosse pedir ajuda. Então ela olhou com seu rosto pálido para o Marinheiro enquanto lágrimas começavam a cair de seus olhos. - Existe um “Fruto do Diabo” na Grand Line que é capaz de curar… - Disse ela tossindo um pouco e parando sua frase. - Então se o pior acontecer comigo, por favor… Salve a minha irmã. - Pediu ela visivelmente muito fraca, uma cena que marcaria as memórias de Julian e com certeza também atingiram o seu peito, levando-o a ficar ainda mais emocionado do que já estava e consequentemente o levaria a voltar a pensar se estaria fazendo a escolha certa.

Nesse momento, com o kit de primeiros socorros na mão e a poucos passos de sair do banheiro, o marinheiro teria a sua segunda chance de decidir o que fazer, se voltasse estaria escolhendo a emoção, Asuna, mas se avançasse estaria escolhendo a razão, os civis… Por isso que nesse momento podemos dizer que Julian estava entre razões e emoções, sua saída era fazer valer a pena, se não agora, depois, não importa... Por Asuna ele pode esperar?

Se a resposta fosse sim e ele voltasse até ela para curá-la, então ela sorriria para ele e diria:

- Fico feliz em tê-lo como amigo, sabia?

Mas se por acaso ele decidisse por salvar as outras pessoas, também sorrindo, Asuna olharia para Julian e diria:

- Eu não vou morrer, sabia?

As duas palavras seriam marcantes de qualquer maneira, mas se ele optasse por salvar Asuna e fosse até ela com o kit médico para tentar fechar o ferimento, ele levaria alguns minutos para se sentir seguro o bastante para dizer que a sua amiga estava fora de perigo, mesmo com o apoio da perícia de cirurgia que a loira tinha, Julian por não ter o mesmo conhecimento acabaria não conseguindo fazer uma sutura da melhor forma possível, talvez nem mesmo poderia dizer que havia conseguido fazer alguma coisa… Seria um bom momento para ele perceber que já passou da hora de aprender isso. No fim do tratamento improvisado, Asuna mal estaria consciente, o que forçaria o espadachim a deixá-la ali e seguir o seu caminho como faria se optasse em não ajudá-la.

Por mais que deixar a garota sem tratamento fosse lhe garantir um tempo a mais, isso não iria mudar os acontecimentos a seguir (porém ainda há outros acontecimentos que podem ser alterados por essa decisão), portanto ajudando-a ou não, nesse post não se verá diferenças.

Quando voltasse aos corredores do navio e começasse a avançar para mais a fundo na estrutura da embarcação, deparando-se com as marcas de sangue e ainda ouvindo muitos gritos através das paredes de madeira, Julian estaria caminhando para o local onde encontraria um dos quartos que foi atingido por um dos disparos de canhão e acabou abrindo um buraco que permitiu a passagem dos Siad para o interior do navio. Ele ainda não havia chegado a passar pela porta, mas sabia que havia encontrado o lugar devido a enorme bola de ferro que estava rolando pelo corredor, tendo uma única parede quebrada que indicava que ela havia atravessado por aquele quarto. Inclusive ele conseguia ouvir o som do que parecia ser umas marteladas, ou ao menos o som de algo se chocando com a madeira, o que rapidamente o faria associar isso a marinheira Momo, que já havia se apresentando como uma carpinteira.

Era estranho pensar que na cabeça do marinheiro estava surgindo a possibilidade de Momo ter sido uma traidora apenas por ela não estar com Asuna quando esta foi atacada, mas o objetivo dela ao entrar para a parte interna do navio nunca foi o de ficar junto com a loira, mas sim o de consertar os buracos feitos pelos tiros de canhão, algo que inclusive ela mesma havia dito antes de entrar. Certamente isso era algo triste de se pensar, já que a última imagem que o espadachim teria de sua companheira antes de vê-la morta seria a de que ela é uma traidora.

Sim, ao entrar no quarto Julian rapidamente iria se deparar com uma imagem horrível de Momo Dokina decapitada no chão. A cena teria duas pequenas diferenças de acordo com a decisão anterior do soldado D’Capri, sendo que se chegasse mais cedo ao ambiente iria encontrar o momento exato onde o Siad com um machado começava a acertar o pescoço de Momo repetidas vezes até que houvesse a brutal decapitação, já que aparentemente sua arma não era de alta qualidade para fazer isso em um único movimento. Porém, se o espadachim chegasse mais tarde, ele veria o corpo de sua companheira já mutilado no chão e também o homem mascarado usando o seu machado para quebrar a madeira do quarto, aumentando o buraco provocado pelo tiro de canhão que aparentemente Momo já tinha começado a fechar, tanto é que a corda que dava acesso dos Siad ao navio por tal buraco já havia sido cortada.

De alguma maneira mística ou simplesmente sorte, o Siad com o machado percebia a presença de Julian antes mesmo do espadachim avançar para um possível ataque furtivo, o que acabaria dando a ele a oportunidade de defender qualquer ofensiva feita pelo garoto naquele momento. Enfrentar alguém com um machado era muito diferente do que alguém com uma espada, inclusive o machado desse inimigo em questão tinha um cabo curto, porém uma lâmina larga e de corte duplo, tanto é que ele podia usar o tamanho de sua arma também como um escudo, bloqueando os possíveis cortes iniciais de Julian. Na sequência ele iria empurrar o machado para frente para também empurrar as espadas do marinheiro, atacando com um chute que tentava atingir as partes íntimas do espadachim quase que ao mesmo tempo que já descia com o seu machado em um corte de cima para baixo que tinha como objetivo acertar o seu ombro direito.

Infelizmente se Julian tinha o objetivo de sair dessa invasão sem nenhuma perda, ele já não poderia realizá-lo, além do senhor que encontrou morto no andar de cima, havia também o Sr. Little desaparecido, Asuna à beira da morte no banheiro e agora Momo, que assim como o homem anterior, não havia nada que ele pudesse fazer para salvá-la. Estavam sofrendo um ataque pirata, piratas que aparentemente o único objetivo que possuem é matar para servir a um deus, nem mesmo aparentam querer tesouros ou coisas do tipo… Lembrando das palavras de Bee, Julian poderia voltar a se questionar: essas pessoas realmente merecem viver?


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS (EDITADO):
 

CONSIDERAÇÕES:
 

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JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO (ATUALIZADA):
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQui 02 Ago 2018, 10:44



“Esse é o seu motivo de merda para tirar a vida deles dessa forma suja e sem honra?”
As palavras de Bee que ecoavam na cabeça de Julian faziam o mesmo refletir, e era verdade, aquela era uma forma sem honra de fazer aquilo, e ele não deveria ter tentado os matar, apesar de que a oferta foi tentadora, suas palavras eram bem inocentes na visão do marinheiro, já que não matar um inimigo que estava totalmente errado era uma burrice, cada um tem seus motivos, quem é Julian para julgar alguém?
- Me perdoe. - Teria dito o médico antes de se retirar.

Asuna, sua amiga e sua companheira, mas também uma médica excepcional, o jovem médico não queria deixar sua amiga, preferia mil vezes perder todo o navio do que a deixar ali, provavelmente uma das poucas pessoas a fazer Julian repensar seus passos por conta de emoções, o critério usado como de desempate foi seu sonho, seus sonhos, o mesmo sonho que Julian têm: Salvar pessoas inocentes e tornar o mundo um lugar melhor.

O médico se via no lugar de sua amiga, se ele estivesse na mesma situação ele iria querer que ela fosse forte e seguisse em frente, mas ele não estava conseguindo fazer isso, sua cabeça já doía de tanta dor no peito, deixar Asuna ali e simplesmente ir embora seria a matar.
O que ele deveria fazer? O que ele deveria fazer? O que ele deveria fazer?
Suas pernas não obedeciam, não por ele estar com dor muscular, mas sim por estar com dor emocional, seu corpo não obedecia, nada o obedecia, ele queria ficar, mas sabia que tinha que ir.
O que ele deveria fazer? O que ele deveria fazer? O que ele deveria fazer?
Era o fim de tudo? Fim para Asuna, o fim para sua amizade, o fim de sua parceria?

A pergunta que gritava na cabeça do médico era: “O QUE EU FAÇO?!!!”
Pergunta essa que fazia a cabeça dele latejar de dor, a coisa mais difícil para Julian seria andar em frente ou olhar para trás? Seu coração pesava mais que seu cérebro? Que julgamento ele deveria fazer para falar: “Estou certo?”
A resposta era nenhum, nenhum julgamento diria ao garoto que ele estava certo, ele estava errado de qualquer maneira, deixar ou ficar estavam errados, ir ou voltar estavam errados, andar ou parar estavam errados, tudo estava errado, Julian estava errado, ele era o errado… ?

“Julian… Espere…”
Falava Asuna, o que para Julian foi mais uma flecha em seu coração, que já estava acelerado o suficiente para o fazer ter um ataque cardíaco ali mesmo, mas o que mais feriu seu emocional foi ver sua amiga chorar, de novo, mais uma vez, outra vez, era essa a despedida deles? “O QUE EU FAÇO?!!!” A cabeça do garoto latejava de tanta dor, seu coração já estava quase virando uma moeda e ele virou assim que ela terminou de falar.
“Existe um “Fruto do Diabo” na Grand Line que é capaz de curar… Então se o pior acontecer comigo, por favor… Salve a minha irmã.”

Foi a pior coisa que o garoto podia ouvir em toda sua vida, a pior despedida que ele podia ter, pra que ele foi virar amigo de alguém? Ele precisava tanto de uma amizade? Como foi ganhar e perder tão rápido?! Seu choro copioso mostrava que ele já não queria ir, mas também mostrava que ele não queria ficar, a decisão mais difícil de sua vida era essa, aceitar ou não ir? O importante era fazer valer a pena, mas o que seria valer? Ele não queria, não devia, não podia? O que ele foi fazer para ter tanto azar? Ele só pode ter matado uma divindade para ganhar tanto azar, que maldição era essa? Ele iria perder cada um dos que ele amava? Cada um dos que o ajudaram? Cada um dos que ele se importava? Que tipo de pessoa quer isso? Que tipo de maldição foi essa lançada sobre o garoto?

Ele sentia uma onda chegar por debaixo dele, ele se via e outra metade, sentia a dor lhe puxar pra baixo, viu que nunca haverá nós, sentiu o sorriso que desejava ter, uma parte morreu e uma vivacidade se perdeu… E uma luz esmaecida escorregou por seus dedos... Tudo foi quebrado como se fossem apenas cacos de vidro… Quanto tempo falta para recuperar o que foi perdido? Ele pode conseguir de volta?
Nenhuma alma no espelho, apenas morte se aproximando, um absurdo como um teorema era dizer que os céus estavam ficando mais claros, o desespero dessas coisas nunca irá sair, e os erros do passado ainda estarão aqui… A distância do mar é a quantidade de lágrimas a deixar pra trás e o fraco barco de papel navegará na tempestade e afundará… Um conjunto de esperança morre porque ele sabe que não vai voltar, toda aquela esperança e alegria, a confiança e o cuidado, o sonhos de garoto, todos vão ruir... Todo amor e o que vale a pena, o toque de um surto, a sensação da terra… Tudo vai cair… A confiança para liderar, a vontade de sangrar, tudo fica aqui… A depressão de todo um trajeto que reverbera nos tambores… Tudo acaba aqui…

“Eu não vou morrer, sabia?” A última frase que Julian queria ouvir, a única mentira que ele não queria ouvir, a última despedida… Que ele queria ouvir… E com o choro ele não conseguiria dizer nada, somente fazer, e com o kit médico nas mãos o que ele faria era continuar a ir mais a fundo no navio.

O choro de Julian se transformava em raiva, a cada segundo andado seu sangue fervia e isso fazia sua adrenalina voltar mais que rapidamente, era isso que movia o médico, raiva. Infelizmente agora ele encontrava mais um corpo, aquele ele conhecia, e ao ver o Siad decapitando sua companheira era a gota d'água, o marinheiro não se importava mais com a vida de nenhum daqueles insetos, eles eram apenas isso, baratas do mar, era só esmagar, pisar, estraçalhar, queimar, tanto faz, Buster Bee não estava ali para impedir merda nenhuma, e o Siad estava bem consciente, o que fazia dele um cadáver ambulante, Momo estava morta e isso já era um bom motivo para matar o Siad, mesmo que por um momento o espadachim tenha julgado a carpinteira isso não faria ele se arrepender disso, ele sabia que ela não podia ser uma traidora e mesmo que fosse, ele apenas aceitaria tal fato com alguma comprovação, a qual não viria mais, viveu como heroína e morreu como uma, era essa a imagem que Julian venderia da colega.

Não importava para o espadachim se ele havia virado ou não, sacando suas duas katanas ele avançaria contra o pirata, pouco importava aquela merda de arma que ele usava, o cadáver estava andando, era só enterrar, com a força de seus braços, somada com seu ódio, o espadachim estava quase torcendo o cabo de suas espadas, sua velocidade para ir contra o Siad era grande, como era de se esperar, o espadachim não perderia nenhum segundo e começaria golpeando o machado do pirata, o tirando do caminho, fosse esse de ataque ou defesa, com seu braço esquerdo tendo golpeado o machado o direito faria um corte em seu peito, subindo do abdômen até o peito esquerdo, o espadachim não pararia a sequência de ataques e continuaria agindo, golpeando com sua espada na esquerda ele tentaria cortar o abdômen do Siad, enquanto que com a espada na direita ele tentaria de novo golpear o machado, para impedir o pirata de fazer algo, se o Siad ainda tentasse um ataque seria impedido com mais sequências de golpes, ou então com uma defesa de Julian, o qual colocaria as espadas na vertical para defender ataques vindos das laterais ou então colocaria as espadas na horizontal para ataques vindos de cima ou de baixo, uma forma que Julian tentaria usar para se defender seria golpeando o cabo do machado até este quebrar, mas isso seria difícil de fazer, então ele provavelmente continuaria com suas defesas normais, ele continuaria com seus ataques sem parar, golpeando o machado e o corpo do Siad, querendo finalizar a luta o mais rápido possível, se o espadachim ainda conseguisse a oportunidade ele tentaria fazer um corte em X no meio do Siad, cortando seu peitoral e suas costelas, o importante era que o pirata estivesse morto, e Julian continuaria seu método, afastar o machado para evitar defesas ou ataques e continuar acertando o Siad como pudesse, cortes no peito, abdômen, estocadas para perfurar o corpo do pirata, tanto faz, assim que o Siad estivesse no chão MORTO, Julian sairia do local e continuaria a seguir em frente, no caso, ir atrás de George, já que sua missão principal era resgatar o garoto.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQui 02 Ago 2018, 12:54

A MORTE ESTÁ A BORDO


O que fazer? Essa pergunta era repetida na cabeça de Julian incansáveis vezes no momento em que tinha em sua frente a difícil decisão de ajudar ou não a sua companheira, Asuna. O sangue ainda quente dela sujava suas mãos quando havia se aproximado dela, assim como os dedos manchados pelo líquido vermelho deixavam marcas em seu braço depois que ela o agarrou para impedir que o médico fizesse o seu trabalho de salvar uma vida.

Naquele instante a dor que sentia em seu tornozelo, costas e cabeça de nada eram se comparados a dor que o marinheiro sentia em seu peito, pois cada um de seus batimentos cardíacos lhe causavam uma dor tão intensa que era impossível para ele conter as lágrimas, dor esta que não era como a dor física de seus ferimentos, mas sim uma dor sentimental, uma dor que o médico era incapaz de curar com qualquer uma de suas técnicas em medicina, remédios ou até mesmo Akuma no Mi… Essa é a dor de uma perda.

Julian sabia que sair por aquele banheiro poderia significar a última vez que veria o sorriso de Asuna, a última vez que olharia em seus olhos, a última vez que ouviria sua voz, a última vez que poderia dizer palavras para ela… Mas mesmo assim ele não o fez, atravessou a porta sem falar com ela, sem se despedir, mas como ele poderia? Não havia coragem dentro dele o suficiente para se despedir, pois se o fizesse estaria aceitando que o pior iria acontecer, estaria aceitando que sua amiga iria morrer.

Ela não pode morrer, Asuna não pode morrer agora, não pode deixar sua irmã presa em Baterilla sem esperança de futuro, Mina precisa dela, Julian precisa dela, o mundo precisa dela, pois no fundo o espadachim sabe que talvez não exista ninguém com o coração melhor que o dela, mas então porque é ela nessa situação e não ele? Porque a vida deveria ser tão injusta? O deus morto que os Siad renegados veneram é tão mais forte que o deus da vida? Que tipo de bom deus deixa algo assim acontecer? Demônios invadiram o navio para tirar a vida de boas pessoas, e os marinheiros, a única esperança dessa embarcação infeliz, não conseguem pará-los…

Se antes havia fé no coração de Julian para acreditar que seriam capazes de vencer, ver sua companheira Momo ser brutalmente decapitada na sua frente poderia ser suficiente para fazê-lo acreditar que o pior estava por vir, um mero azar do destino colocou ele no navio errado, o navio que Al Sa Bain ceifaria todas as vidas. Talvez fosse melhor se ele tivesse entrado no navio que saiu ontem, sozinho, enquanto Jeremy e Asuna ficariam se recuperando no hospital… Ele os colocou aqui, ele é o culpado por lhes botar nessa missão, ele os chamou, ele os escolheu, e no momento que o fez, trouxe eles para a morte. Se seus companheiros morrerem, o peso dessa perda não estará na conta de Al Sa Bain e sua tripulação devota à morte, mas sim a ele próprio, Julian D’Capri.

Foi assim com Trevor e será assim de novo, não há como controlar tamanha raiva quando existe alguém na sua frente tentando matar seus companheiros, MATANDO seus companheiros! Toda sua dor nesse momento seria transformada em ódio, um ódio exclusivo para esses mascarados assassinos da tribo dos Siad. Aquilo que sentia em seu tornozelo já não era nada se comparado ao que estava lhe movendo no momento, raiva e adrenalina, apenas isso era suficiente para fazê-lo avançar em direção ao pirata que empunhava um machado.

O espadachim havia soltado o seu kit médico em algum lugar, pois quando chegou na frente do mascarado, usou o próprio braço esquerdo para golpear o machado do homem negro, uma atitude impulsiva, pois um simples movimento do Siad foi suficiente para fazer a lâmina de sua arma ficar virada para o braço de Julian, portanto quando acertou o metal propositalmente com o próprio corpo, ele acabou provocando uma ferida em seu membro esquerdo. A sorte do médico é que o machado não tinha um corte tão bom assim, visto anteriormente com a quantidade de ataques que ele precisou fazer para decapitar a pequena Momo, ainda assim era suficiente para lhe provocar tal ferimento, este que o espadachim parecia não se importar, pois na verdade criava a abertura perfeita para que ele pudesse com seu braço direito usar a sua espada para realizar um corte no peito do infeliz mascarado.

Ao ser atingido pelo corte no peito, o Siad deu alguns passos para trás, mas ainda não era o bastante para fazê-lo cair, pois o mesmo era relativamente maior que os outros mascarados que entraram no navio. Ao erguer o machado para um segundo ataque, Julian se adiantou em usar o braço esquerdo para sacar uma segunda espada, tendo em mente que esse estava ferido, foi bastante sábio decidir usar a espada da mão direita para bloquear o golpe, podendo assim usar a da mão esquerda para cortar o abdômen do assassino.

Após esse segundo ataque, Julian percebia a chance que havia gerado para finalizar a batalha, no instante que o mascarado sentia a dor do corte e dava alguns passos para trás, o espadachim avançou mais uma vez para realizar um corte em X, cruzando suas espadas de maneira a penetrar a carne do Siad ao mesmo tempo que depositava toda sua força para empurrá-lo ainda mais para trás, o que poderia fazê-lo perder o equilíbrio. Como o que tinha atrás do pirata acabava sendo um enorme buraco que ele mesmo havia feito, não havia nada onde ele pudesse se apoiar, levando-o a cair pelo buraco e em seguida afundar no mar.

Com o inimigo derrotado, Julian teria que sair daquele quarto o mais rápido possível. Infelizmente ele não tinha talento na carpintaria para fechar o buraco e assim quem sabe impedir que no futuro isso levasse a embarcação a afundar, quem poderia fazer esse trabalho perfeitamente era Momo, mas o corpo dela jazia no chão sem a própria cabeça, algo que o espadachim teria que ver mais uma vez ao retornar para os corredores, exceto, se optasse por fechar os olhos.

De volta aos corredores do navio, Julian estaria um pouco perdido, afinal não saberia onde procurar, portanto apenas andava aleatoriamente para direções que ainda não havia ido, e aos poucos acabou acumulando mais corpos de pessoas sem vida, sem Asuna e Momo para proteger adequadamente os civis na parte interna, muitas vítimas começaram a ser formadas, e o método dos Siad era tão cruel que nem mesmo dava tempo para que o médico chegasse a tempo de tentar fazer o seu trabalho de salvar alguém.

Entretanto ele havia conseguido em meio a esse mar de cadáveres encontrar alguém que ainda conseguia respirar, era um homem com um pouco mais de trinta anos, cabelos escuros e vestes de primeira mão, estas agora rasgadas devido a um corte que atingiu seu peito e o fazia sangrar enquanto ele se arrastava segurando-se nas paredes para não cair. Julian chegou no instante em que o homem não tinha mais forças para andar e tombou no chão, onde permaneceu parado, provavelmente sinal de que estava perdendo suas últimas energias, estava morrendo.

- Meu filho… Pegaram meu filho… - Foram as primeiras palavras que ele disse quando Julian se aproximou para socorrê-lo. Finalmente uma pessoa ainda viva que poderia tentar salvar, e de acordo com suas palavras, havia grandes chances dele ser o Sr. Little, porém nem precisou que ele dissesse o seu nome para Julian perceber isso, pois junto do homem havia também um pequeno rato de pelagem branca, este que ele poderia rapidamente reconhecer como sendo o Stuart. - Frederick Little… Pegaram o George… Pegaram o meu filho… Por favor… - Dizia ele sem muito mais forças para formular uma frase, talvez nem mesmo ele saiba onde está e tenha chegado até aqui apenas com a sua força de vontade. - Stuart sabe… Stuart sabe…

Depois dessas últimas palavras o Sr. Little veio a perder a consciência, deixando totalmente nas mãos de Julian a responsabilidade de tratar o seu ferimento na esperança de que apenas parar o sangramento fosse suficiente para salvar a sua vida, já que sem o apoio de um hospital não havia muito mais o que fazer. Entretanto, “Stuart sabe” eram palavras bastante curiosas, inclusive imaginar o que completaria essa frase não era muito difícil, uma vez que o rato estava sempre acompanhado de George, era bem provável que ele realmente soubesse o lugar para onde os Siad haviam o levado.

Quando já estivesse pronto para partir, Julian poderia continuar o caminho pelo navio seguindo Stuart, algo talvez ele nunca imaginou que fosse fazer… Seguir um rato para chegar até alguém. Aos poucos o espadachim já começou a se tocar para onde estava sendo levado, pois havia ido até lá hoje mais cedo justamente para matar o Stuart, o depósito!

Por mais que o número de civis mortos fosse grande, não pense que durante todo esse trajeto o marinheiro não se deparou com nenhum cadáver de Siad, muito pelo contrário, encontrou três deles, sendo que dois provavelmente foram mortos por Momo e o outro por Asuna. Era fácil reconhecer isso quando encontrou um dos mascarados sem um braço e mais a frente um com as tripas vazando por um corte em sua barriga, a julgar pela distância em que se encontravam, é possível crer que eles correram até ali provavelmente fugindo de mais ataques da carpinteira. O outro cadáver, aparentemente morto por Asuna, foi por um tiro na cabeça, esse que inclusive destruía a máscara do Siad e também parte de seu crânio, o que era até estranho imaginar que o maldito conseguiu se arrastar toda essa distância com metade da cabeça estourada.

Quando chegou ao depósito junto com Stuart, Julian poderia esperar encontrar mais Siad ali dentro, mas acabou não sendo o que aconteceu, já que o local em si estava vazio, então poderia o rato ter se confundido? Bem, é o mínimo que ele podia esperar ao confiar na memória de um animal cujo cérebro deve ser do tamanho de uma azeitona. Contudo, ao ouvir o som de algo rolando pelo chão, pelo barulho sabia que se tratava de uma bala de canhão, Julian notaria que o depósito estava bem melhor iluminado do que antes, já que quando veio aqui pela primeira vez precisou de um lampião para enxergar e agora havia luz no cenário. Andando em direção a origem dessa vontade de luz, o marinheiro terminou encontrando um buraco, este certamente provocado pelo impacto do tiro de canhão, porém o mais surpreendente disso não era o buraco, mas sim a corda que ainda estava ali ligando ambos os navios graças ao arpão que penetrava a parede. Era talvez a ação mais natural que o espadachim poderia ter, usar uma de suas espadas para cortar a corda, porém quando viu o pequeno Stuart subia por ela e apontar com suas patinhas para a outra ponta, Julian rapidamente se tocou que ele não havia o levado para o lugar errado… George havia sido levado para dentro do navio pirata.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

RANDONS DA TRIBO SIAD:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptyQui 02 Ago 2018, 16:39



A batalha havia se finalizado rapidamente, assim como queria o espadachim, que com desdém olhou para o mar pelo rombo no casco do navio, que foi por onde seu inimigo acabará de cair, sua raiva estava tanta que ele queria continuar cortando aquele assassino, mas era hora dele voltar a se concentrar, rangendo os dentes o jovem foi novamente até o corredor e antes de sair encarou o corpo de sua companheira caída ali, o que deixava-o triste, assim como Asuna ela parecia ter um grande coração, e falando nesta, Julian se lembrou do kit médico e rapidamente o usou para estancar seus ferimentos no braço, algumas poucas bandagens deveriam ser o suficiente para isso, já que o corte não foi terrivelmente sério, com isso feito o garoto mais uma vez voltaria a andar pela embarcação.

O médico repensava todas suas ações até agora e após uma boa análise ele via que o culpado principal de tudo não era Al Sa Bain, mas sim ele, Julian podia ter deixado seus amigos, mas como ele sabia que isso iria acontecer? Será que o Deus que o observa estava querendo apenas brincar com ele? Isso não era hora para ficar choramingando por aí, se o marinheiro fosse rápido ele poderia salvar George e também Asuna, ele tem que voltar, ele vai voltar, e agora, nem que quisesse, ele não poderia controlar seu cérebro, ele criaria esperanças de qualquer forma, e eram fortes esperanças, ele queria que sua amiga permanecesse viva, era impossível o destino ser tão sádico assim, era impossível que o azar do espadachim fosse tão grande.

Seguindo pelo corredor o médico mais uma vez encontraria corpos, mais vítimas dos piratas e isso faria sua raiva crescer ainda mais, mas do que importaria isso mesmo? Não havia mais nada que o garoto podia fazer. Assim que o garoto se colocasse a correr novamente ele acabaria por encontrar um homem vivo, algo que encheu o peito do médico com esperanças, ele foi até o homem e antes do mesmo cair ele tentaria o pegar, coisa que talvez fosse sem sucesso, já que o homem parecia acabado, seu ferimento parecia grave e ele apresentava já estar bem fraco, provavelmente estando de pé só por causa de sua força de vontade, mas agora era tarde?

Não! O médico rapidamente foi até o homem com o corte no peito e usando os instrumentos do kit médico tentaria impedir a saída de mais sangue do homem, mas algo chamou a atenção do garoto assim que ele começou o procedimento, um rato, mas não um rato qualquer.
- Stuart?! - Falaria o garoto surpreso ao ver o roedor albino.
“Frederick Little… Pegaram o George… Pegaram o meu filho… Por favor…” Falava o homem caído, o qual se identificava como um Little, e assim que Julian ouviu o homem falar isso ele perguntaria.
- Para onde o levaram senhor? Pode me dizer?
“Stuart sabe… Stuart sabe…”

O garoto não estava acreditando no que ouvia, o rato sabia? Como assim? Era estranho ouvir algo do tipo vindo de um homem que parecia ser tão centrado, será que a falta de sangue tinha o feito alucinar? O médico não sabia ao certo, já que a quantidade de sangue que o senhor Little havia perdido devia ser o suficiente para ele estar desmaiado, e foi isso que aconteceu assim que a última frase foi dita.
Feito o curativo o espadachim viu que não haveria mais nada a ser feito se não colocar o senhor Little em uma posição melhor, e feito isso ele acabou por repensar a frase de Frederick, e como em uma cena de comédia o garoto olhou para o rato vagarosamente e o encarou por alguns segundos.
- E então… Pra onde ele foi?
A cena seguinte era uma a qual o espadachim nunca pensou em passar na vida, ele estava correndo pelos corredores seguindo um rato branco, algo realmente inesperado, mesmo assim isso não tirava o risco do que o navio ainda poderia abrigar, então Julian já estava com uma de suas katanas em mãos e preparado para a batalha.

Depois de alguns segundos corridos (tanto literalmente quanto como forma de expressão), o médico acabou notando para onde estavam se dirigindo, para o depósito, e isso fazia o garoto se sentir um pouco mal, já que ele foi mandado para lá com a missão de matar quem agora era seu guia, pelo caminho mais corpos podiam ser avistados, inclusive Siads que foram mortos por suas companheiras, o que faria Julian se lembrar de Asuna e apressar cada vez mais seu passo.

Chegando no depósito o espadachim já estava preparado para enfrentar um grande grupo de Siads, o que ele acabou não encontrando, pelo contrário, a única coisa que estava lá era uma grande quantidade de nada, não havia um só pirata ali, o que fazia os dentes do médico rangerem.
- Merda! - Falaria ele, quase arremessando o kit de primeiros socorros no chão, mas parando assim que ele viu o que estava prestes a fazer.
- Eles vieram para cá?! - Perguntaria o garoto olhando para o rato e logo depois percebendo a doidice que estava fazendo. - Estou falando com um rato… Rápido, eles devem estar em algum lugar.

O médico quase entrando em desespero começaria a andar pelo depósito vasculhando cada canto deste, porém quando o mesmo ouviu o barulho de algo rolando pelo chão percebeu que um buraco dos Siad devia estar próximo (ele deduziu isso também por causa que o depósito estava bem mais iluminado), dito e feito, assim que ele explorou o local, que deveria ser escuro, acabou achando a entrada dos pirata e o mais surpreendente para ele seria ver a corda, que assim como um cordão umbilical, estava ligando os dois barcos.

O espadachim aproveitando que sua espada já estava em mãos foi até a corda e preparou-se para cortá-la, felizmente sendo impedido pelo pequeno roedor, que subia na corda, com essa ação os olhos de Julian se arregalaram e o mesmo olharia pelo buraco para ver o barco inimigo e depois olharia para o rato.
- Eu sou muito azarado mesmo. - Diria o garoto ao analisar a situação.
Guardando sua katana o médico agora agarraria Stuart e o colocaria no bolso de seu peito, sim ele levaria o rato consigo.

Imaginando que aquela foi a pior decisão de sua vida, o espadachim subiria na corda e, deixando o kit médico no depósito (já que não conseguiria o levar consigo), ele seguiria para o barco pirata. Segurando na corda com seus braços e pernas para evitar de cair, com cuidado, mas continuando o mais rápido que podia, o garoto avançaria pela corda até achar um local por onde poderia entrar.

Assim como ele havia observado do navio onde os marinheiros estavam, era impossível entrar no navio inimigo pelo convés, uma vez que o capitão Al Sa Bain está lá, então, como o suicídio não era uma opção, Julian tentaria entrar no navio de outra forma, seja essa achando uma abertura no casco, como as aberturas para os canhões, ou então uma janela, o que fosse mais fácil.

Caso o espadachim conseguisse entrar no navio ele seguiria, cuidadosamente, por dentro dele, para tentar achar alguma área onde estivessem os prisioneiros, tentando desesperadamente achar George, se ele viesse a achar algum Siad distraído e que estivesse atrapalhando seu avanço ele teria que o eliminar rapidamente e furtivamente, usando sua espada, ele tentaria chegar despercebido até o pirata e então tentaria perfurar as costas do pirata para o matar.
Se ele conseguisse o matar o médico agora tentaria achar um lugar para jogar o corpo do morto no mar, e teria que fazer isso sem ser percebido, caso fosse mais fácil esconder o corpo, Julian o faria.

A missão do marinheiro era voltar com George vivo, e isso ele faria, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptySex 03 Ago 2018, 15:42

SKULL HEAD


Depois de tratar os ferimentos do Sr. Little, Julian se via obrigado a seguir um rato, pois de acordo com o próprio Frederick, Stuart era o único que sabia para onde George havia sido levado. Por mais idiota que ele se sentisse fazendo isso, o marinheiro não tinha outra alternativa se não essa, portanto seguiu o caminho do roedor que o levou diretamente para o depósito do navio, onde lá não encontrou nenhum pirata ou criança ou civil, chegou a achar que poderia estar sendo burro de confiar em um animal, mas pouco depois chegou à conclusão que na verdade Stuart estava provavelmente certo em levá-lo até ali, pois a última corda que ligava ambos os navios tinha o depósito como entrada, e de acordo com o caminho que o pequeno rato branco apontava, George não está mais nesse navio, e sim no navio dos Siad.

Julian não era um acrobata para se equilibrar em uma corda bamba, assim como o seu braço ferido talvez dificultasse ele a segurar e se pendurar na corda por tempo demais, mas para a sua sorte, o navio pirata já estava tão próximo do navio deles que o marinheiro não precisaria de muito esforço para conseguir alcançar a outra embarcação, sendo que acorda presa ao seu navio era na verdade o auxílio perfeito para ele conseguir fazer essa transição. Por isso, mesmo crendo que poderia ser a pior escolha da sua vida, o espadachim guardou suas espadas, largou no chão o kit médico e se segurou na corda para conseguir chegar até o navio inimigo.

Como mencionado antes, ambos os navios estavam tão próximos que era possível passar de um para o outro sem muito esforço, até mesmo pulando, por isso foi bastante aumentado o clima de tensão no convés onde seus companheiros da Marinha estavam dispostos a proteger. Ainda segurando-se na corda, Julian poderia olhar para trás e ter uma certa visão do que estava acontecendo no convés onde estavam Arashi, Jeremy e Danzor, que por sinal estavam tendo que lidar com alguns Siad que corriam do navio deles e pulavam a distância até alcançar o outro, mas rapidamente eram parados pelos marinheiros e suas habilidades ofensivas de combate.

- Caralho, quantos desses caras há nesse navio? - Ouviu Jeremy dizer enquanto dava os últimos disparos com a sua arma e era obrigado a recarregar. - Já estou ficando sem munição!

- Não sei, mas eu realmente não esperava tantos assim… - Respondeu o capitão movendo-se de um lado para o outro para cortar os Siad que vinham na sua direção.

- YOAAAAAAAAAAAAH! - Gritou Danzor cortando um mascarado ao meio com um golpe de sua enorme espada.

A explicação para haver tantos Siad era até plausível se comparar o tamanho da embarcação deles, pelo menos duas vezes maior que esse navio de viagem onde eles se encontravam. De qualquer forma, se os piratas estavam ocupados tentando invadir o navio, isso quer dizer que na parte interna não deve haver tantos, inclusive a corda onde ele estava se pendurando não era mais necessária já que agora eles podiam pular de um navio para outro sem o auxílio dela.

Sabiamente, Julian optava por não invadir o navio inimigo pelo convés onde Al Sa Bain e outras dezenas de Siad estavam posicionados, por isso procurou entrar por alguma outra abertura, no caso uma janela que encontrou na lateral do casco. Para passar pelo estreito buraco da janela, o espadachim precisaria primeiro passar a sua bainha com as espadas e só depois o seu corpo, mas fazendo isso ele conseguiria invadir o navio sem muitos problemas.

Mesmo pelo pequeno quarto em que entrou, Julian já pode reparar na diferença de ambiente entre as duas estruturas. Aqui o quarto era escuro, tinha um cheiro estranho e dava para perceber facilmente que não era muito limpo, já que havia lodo e fungo pelas paredes, não duvidando que poderia em algum momento encontrar urina e fezes onde não deveria encontrar. As camas espalhadas pelos quartos do navio eram apenas um amontoado de folhas e palha, sendo que raramente encontrava algumas com colchões, mas nenhum deles em cima de uma estrutura de madeira.

Procurar por George dentro desse navio desconhecido seria como encontrar uma agulha num palheiro, exceto, se Julian não tivesse em seu ombro o pequeno Stuart Little, que o acompanhou até ali talvez sem ele mesmo perceber. Mais uma vez o marinheiro se viu seguindo as instruções de um rato, quem sabe se ele subisse em sua cabeça e começasse a puxar seus fios de cabelo para controlar seus movimentos ele não acabasse mostrando que é um espadachim melhor que o próprio Julian.

Enfim, como era esperado, o navio não estava cheio e com a ajuda de Stuart, D’Capri não demorava a achar o depósito onde George estava preso e chorando baixo devido ao medo de ter sido levado para tal lugar assustador. Sim, a criança ainda estava viva e melhor, não havia um único arranhão em seu corpo. Ele estava preso dentro de uma gaiola de ferro simples, mas infelizmente o espadachim ainda não era bom o bastante para conseguir cortá-la com suas espadas, então precisaria procurar pela chave, que não seria difícil encontrar enrolada no pescoço do único Siad que guardava o local.

Aproveitando-se da vantagem que tinha de estar escondido, Julian avançava pelas costas do pirata e cravava sua espada nas costas dele, fazendo-o soltar um gemido de dor e em seguida cair no chão agonizando enquanto sua vida era lentamente perdida. Com a chave facilmente adquirida, restava apenas pegá-la e abrir a gaiola que libertaria a criança assustada. Completamente agradecido, George correria até Julian e o daria um abraço caloroso, chorando sobre seu peito de maneira desesperada.

- Obrigado, obrigado! Me tire daqui, por favor, eu quero meus pais! Me tire daqui! - Implorou ele derramando lágrimas no uniforme do marinheiro.

Para fazer o pedido do garoto se realizar, Julian precisaria arrumar uma maneira de levar o menino com segurança de volta para o navio onde estavam seus pais, portanto fazer o caminho de volta seria a primeira coisa que ele deveria pensar em fazer, o problema é que um pouco depois de saírem do cômodo onde George estava aprisionado, o trio iria se deparar com um enorme Siad andando pelo corredor do navio, forçando-os a parar onde estavam e ficarem o mais silenciosos possível, pois aparentemente o grandalhão, de costas para eles, ainda não havia notado suas presenças.

Se o Siad com o machado era grande, esse aqui nem se compara, pois além de grande ele tinha músculos e uma enorme espada larga e negra que ele arrastava a lâmina pelo chão, maior ainda que a de Danzor, e diferente dos outros dessa tripulação, a sua máscara era um crânio inteiro, podendo dizer que era maior até que a do próprio capitão Al Sa Bain. O gigante musculoso caminhava em linha reta pelo navio, provavelmente seguindo em direção ao convés e não seria um problema para eles exceto se Julian optasse por chamar a atenção dele, ou então tentar de alguma forma atacá-lo pelas costas, porém, se ficassem apenas esperando em silêncio, ele não seria mais problema seu.


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FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

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BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 

AL SA BAIN:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 5 EmptySex 03 Ago 2018, 18:30



Aparentemente a sorte de Julian começava a aparecer (em partes), não precisou de muito para que logo o médico estivesse a bordo do navio inimigo, coisa que ele nunca esperou passar, estar em um navio pirata, o estado do lugar era deplorável, desde como eram seus quartos, até a higiene do local, mesmo assim isso não pareceu incomodar o garoto, já que ele não ficou dentro do quarto por muito tempo.

Enquanto o mesmo passava pela corda ele pode escutar seus companheiros falando, aparentemente os piratas deviam estar os cansando, já que a quantidade deles era muito superior a dos marinheiros, principalmente agora, com 3 a menos no convés, Julian deveria se apressar em achar George, coisa que não demorou para acontecer, uma vez com o guarda das celas morto, o marinheiro facilmente tirou o pequeno Little de lá, tudo graças a um rato.

- Stuart, tu é o cara. - Falaria o jovem antes de entregar o roedor ao dono choramingante. - Vamos sair daqui George, mexeram com a família errada.

Com George agora sendo carregado por Julian o mesmo agora tentaria desesperadamente sair dali, não podia arriscar a vida daquele pequeno, e nem a chance de voltar para ver sua amiga, agora sem seu tornozelo o incomodando ele poderia se mover bem melhor que antes, pois só agora notava que podia pisar no chão sem dificuldades.

Infelizmente para o “little group”, havia um problema, um grande Siad que estava no corredor, o qual eles teriam que usar para poder voltar até o quarto em que Julian invadiu a embarcação, o problema ficava pior assim que o marinheiro percebia que o gigantesco skull head estaria indo para o convés, ou seja, ele provavelmente iria de encontro aos outros marinheiros, que não teriam chance alguma de o enfrentar, visto que deveriam estar mais cansados que o espadachim invasor.

O que o médico devia fazer? Salvar o garoto ou salvar seus companheiros?

- George, não posso deixar que esse homem avance, ele irá para o navio, eu tenho que aproveitar da chance agora, fique aqui, ou então volte lá pra dentro e se esconda, não ouse chegar perto. Se a coisa ficar feia, Stuart vai lhe guiar até a saída, entendeu? - Diria o médico com calma e sussurrando ao ouvido de George.

Terminada a “conversa” entre os dois, Julian iria se aproveitar que o homem não havia lhe percebido e avançaria contra o mesmo (já com suas espadas em mãos), provavelmente esse inimigo devia ser muito mais resistente que outro qualquer, então um ataque letal não funcionaria, não da maneira que o espadachim queria, então nesse primeiro momento o garoto deveria danificar suas vias de mobilidade e ataque, usando de toda sua velocidade o garoto tentaria acertar as mãos do pirata, mirando nos pulsos principalmente, mas se desse tempo, ele tentaria cortar o tendão atrás dos joelhos primeiro, usando ambas as espadas, uma para cada perna, ele tentaria fazer um corte duplo simultâneo na horizontal. Primeiramente colocando seus braços em paralelo, um em cima do outro, mas de forma que não se atrapalhassem, com as espadas viradas para as costas do garoto ele então as projetaria para frente ao mesmo tempo, cortando ambos os tendões, pelo menos seria isso que o garoto tentaria fazer.

Caso o Siad conseguisse pressentir esse golpe de alguma forma e fosse se esquivar, saltando para um dos lados, a ação seguinte do samurai seria tentar acertar um corte só com a espada para o lado em que o homem estaria, já que ele deveria ser mais lento que o espadachim não deveria dar para o mesmo defender ou realizar uma segunda esquiva, pelo menos seria isso que ele pensaria.

Se o skull head ao invés de esquivar mostrasse sinais que iria defender, Julian tentaria, de alguma forma, premeditar sua defesa e se mover para o lado que ele estivesse desprotegido, tentando usar de impulsos proporcionados por suas pernas, assim que tivesse uma visão de alguma área para o atingir, o médico tentaria o fazer da forma que pudesse, seja com cortes horizontais, verticais ou estocadas.

Indiferente se os golpes dessem certo ou não, ele iria tentar recuar, buscando distanciar a atenção do pirata de George, e também, tentando evitar ser atingido pela espada, que certamente cortaria o samurai ao meio, ou em cubos, era só questão do Siad querer.

Caso o marinheiro percebesse que o chão iria ceder (já que a madeira pareceria ser velha e de má qualidade) ele tentaria aproveitar da força do pirata para o ajudar nisso, se posicionando em locais estratégicos para quando o pirata atingisse o local a madeira fosse cedendo cada vez mais (já que não seria uma opção tentar defender os golpe, a única coisa que restava ao espadachim fazer era esquivar), e no final, quando o chão estivesse bem danificado, o espadachim tentaria golpear o chão para fazer o pirata desabar barco abaixo.

Ou então tentaria fazer isso de um jeito mais épico, avançando velozmente contra o pirata e dando uma estocada em seu peito (saltando e cravando a espada lá) dessa forma usando o peso de seu golpe e de seu corpo para tentar forçar o chão a desabar, fazendo com que os dois caíssem juntos, mas claro, Julian tentaria ficar por cima, para não correr o risco de ser esmagado.

Se a opção do chão não fosse viável, o samurai continuaria sua técnica de defesa (dark souls), ele ficaria saltando para os lados, tentando rolamentos, avanços ou só saltos, tudo que pudesse para não levar um golpe daquela espada, apesar de já ter passado por uma situação parecida (inimigo grande e forte) com o pirata Draco, ele continuaria sem confiar muito em sua força, inimigo é inimigo, se o médico pensasse que faria frente a força daquele homem, poderia ser seu fim.

Caso algum ataque do skull head fosse mesmo pegar em Julian, ele, como uma tentativa desesperada, colocaria suas espadas na frente, para pelo menos evitar de levar um ataque total, podendo bloquear parte do dano.

Na cabeça do garoto ele deveria terminar aquela luta logo, ou George começaria a correr perigo, era tudo ou nada, além de proteger o garoto ele também estaria protegendo seus companheiros.

Se Julian conseguisse ganhar a luta ele tentaria pegar a máscara do Siad derrotado, ela tinha uma certa beleza, e seria um bom objeto para intimidar os Siad restantes, os quais poderiam ver o objeto preso em sua cintura quando ele chegasse ao convés do barco onde os marinheiros estavam (ele estaria pretendendo o prender usando seu lenço, que agora podia ser usado, já que seu tornozelo estaria melhor).

Caso algum ataque fosse respaldar em George, ou o Siad tivesse a ideia de atacar a criança, o marinheiro, sem hesitar ou pensar duas vezes, se colocaria na frente do ataque, para tentar aparar o golpe e defender aquele inocente espectador.



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