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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 As mil espadas - As mil gaivotas

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyTer 05 Jun 2018, 14:35

Relembrando a primeira mensagem :

As mil espadas - As mil gaivotas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Julian D'Capri. A qual não possui narrador definido.


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jonyorlando
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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyQua 11 Jul 2018, 21:46


A primeira sensação que teria ao deixar Baterilla seria a de nostalgia, partir em direção a Karate Island me lembraria da primeira vez que havia feito isso há muito tempo atrás, apenas para buscar a flor que salvaria minha irmã, essa sensação faria-me suspirar ao sentir o vento da brisa me golpear, a sensação mais recompensante da terra era sentir o vento em seu rosto, mas não estaria ali para só aproveitar o tempo, havia trabalho a fazer, e o primeiro era içar as velas, coisa que iria logo ajudar ou então corria o risco de levar um esporro de meu capitão, coisa que não queria.

Quando estivesse em alto-mar iria sentar-me em algum local bem aberto onde poderia ser visto por todos, isso facilitaria que me achassem caso alguém precisasse de ajuda ou atenção médica, e assim como todos poderiam me ver, eu também poderia ver todos.
Uma vez parado lá procuraria tentar relaxar um pouco, porque mesmo comigo acordado, teria preguiça, ou talvez tenha um pouco de mim na preguiça, mas mesmo ali com preguiça uma coisa chamaria meu pensamento.
“A menos que estivesse querendo me ver trocando de roupa, haha, safadinho.”
A frase de Asuna me chamaria para o reino dos pensamentos, que seriam interrompidos com a chegada dos “pacientes”.

“Essa dor nas costas tá me matando, não tem nenhum remedinho pra mim?” Falava um senhor, o primeiro que me encontraria, com um pequeno esboço de sorriso olharia para o mesmo e diria:
- Infelizmente não tenho nenhum remédio comigo, mas o que poderia ajudar seria uma compressa com água morna, vai por mim ajuda bastante, faz isso por 15 minutos e também seria bom o senhor evitar ficar numa posição por muito tempo, tudo bem? Se quiser o senhor também pode tomar um chá de erva doce, ela ajuda com dores corporais.

“Tem certeza que nessa ilha não tem nenhum tipo de doença contagiosa?” Dizia a segunda “paciente” uma mulher, aparentemente, nobre, com um sorriso e uma expressão pensativa responderia:
- Eu vivi nessa ilha e o que é mais comum de acontecer é pegar uma gripe, mas se a senhorita quiser uma boa dica, passe repelente acho que é mais possível a senhora ter anemia do que uma doença. - Falaria num tom brincalhão. - É uma piada tudo bem? É que em Karate Island há muitos insetos, principalmente mosquitos, e seu enjoo pode ser por causa do barco, aconselho um chá de camomila, mas se a senhorita não se importar com gosto ruim, pode tentar um chá de boldo também.

“Putz, acho que comi alguma coisa estragada, o que eu posso fazer pra parar de cagar tanto?” Falava um homem que já parecia estar se segurando para ir no banheiro, segurando-me para não rir o responderia:
- Bom, pelo que consigo me lembrar isso pode ser causado por laticínios, bebidas alcoólicas e cuidado com feijões, couves e brócolis, comer em excesso também pode acarretar nisso então é bom que não coma tanto e mastigue direito, um chá de camomila ajuda nisso, mas prefiro uma água de coco ou chá de boldo.

Assim que o homem saísse de perto de mim tentaria manter minha seriedade, usaria todas as energias de meu corpo para tentar controlar minha risada, aquilo era um problema sério, não poderia rir de meus pacientes, tudo bem, ao controlar minha vontade de rir voltaria aos meus pensamentos sobre a frase de Asuna.
- Por que eu seria um safadinho? Tem algo de especial em ver uma mulher se trocando? - Falaria baixo, quase que internamente, estaria querendo apenas refletir comigo o acontecido hoje pela manhã. - Fui criado por mulheres basicamente, é normal isso, nada de especial, por que estou pensando nisso mesmo?

Após minha breve conversa comigo mesmo iria até Buster Bee, onde quer que ele estivesse.
- “Bícepí” tem um momento? - Falaria normalmente, caso ele viesse a me corrigir responderia. - Bruce Lee? - Se ele viesse a me corrigir mais uma vez aí sim entenderia seu nome. - Ah! Buster Bee... Abelha imbecil? Tá esquece, bom o que eu queria falar com você é outra coisa.
Caso Bee me deixasse continuar o faria.
- Bom, você parece ser de Karate Island, queria saber, teve alguma notícia de lá ultimamente?
Se Bee não fosse de Karate Island eu ficaria um pouco triste, mas não desanimaria, ao invés disso perguntaria.
- Tudo bem, mais uma coisa, tem algum motivo especial para você só chutar?
Caso Bee me explicasse o motivo ficaria feliz, mesmo que não houvesse nenhum motivo especial.
- Obrigado por seu tempo Bee, meu nome é Julian, prazer.
Se Bee perguntasse sobre mim diria:
- Bom, sou de Baterilla, mas vivi em Karate Island, enquanto morava lá fui treinado por um grande espadachim que me ensinou tudo que pôde, é isso, o motivo de eu ter ido pra lá foi o de encontrar uma flor para curar a doença de minha irmã, deu certo pelo menos.

Assim que terminasse de falar com o “Abelha” iria até minha colmeia, juntando Asuna e Jeremy.
- Escutem, gostaria de falar logo com vocês, explicar o porque peguei essa missão, existe algo em Karate Island que quero ver, algumas pessoas que quero visitar, portanto vou sair do barco e irei até alguns locais, se quiserem podem ficar no barco, já que isso é uma coisa somente minha, se quiserem podem voltar para Baterilla irei dar meu jeito de voltar outro dia, tudo bem?
Se Jeremy ou Asuna, ou até os dois viessem a querer ficar para me acompanhar com um sorriso encararia os dois.
- Obrigado, a amizade de vocês já é muito, só tenho a agradecer.

Quando terminasse de falar com meus amigos iria até algum local que estaria quieto, mas que ainda sim pudesse ser visto por todos, procuraria me sentar por lá e apreciar os céus e o mar, a principal coisa que gostaria de ouvir seria o silêncio, apesar disso se houvesse alguém precisando de ajuda, me ofereceria, mesmo não querendo, se Buster ou Danzor precisassem de ajuda, me ofereceria, já que seria bom ser útil, pelo menos se fossem coisas simples, se fosse algo mais complexo avisaria logo de minha inexperiência;
- Eu não estou acostumado a fazer isso, poderia me dar um norte ou me dar alguma dica?

Mas caso ninguém estivesse precisando de ajuda aproveitando da calmaria eu andaria pelo barco, não procurando algo específico, só estaria querendo explorar o barco e principalmente tentaria ver que tipos de pessoas estariamos transportando, se não haveria alguém oferecendo perigo ou com atitudes estranhas, assim que terminasse minha ronda iria até o lugar mais quieto do barco e ficaria por lá, matando um pouco de tempo, antes de voltar para minha posição, não gostaria de ficar muito tempo longe desta para não levar nenhuma bronca, tirando isso as únicas coisas que passariam em minha cabeça seriam as de minha aventura contra Draco e sua tripulação em Karate Island.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyTer 17 Jul 2018, 17:27

RATOS A BORDO?


Aos poucos a embarcação escoltada pelo pequeno grupo de marinheiros ia se afastando de Baterilla rumando para o alto-mar e tendo como objetivo final a chegada em Karate Island, ilha ao qual Julian já tinha um grande interesse em retornar. Falando no espadachim, ele acabou decidindo sentar-se em uma parte mais elevada do convés onde poderia ter uma visão melhor da tripulação, assim como os tripulantes poderiam vê-lo com mais facilidade. Perdido em seus pensamentos referentes a frase dita por Asuna hoje mais cedo quando a viu apenas com as roupas de baixo, é possível dizer que a mente do médico estava viajando tanto que provavelmente já estava a um post a menos de chegar em Karate Island, mas como isso não é literal, assim que alguns civis vieram procurar Julian para pedir ajuda médica, a mente do rapaz retornou às atividades normais.

Infelizmente o médico não tinha ali com ele um kit adequado para tratar as pessoas de maneira devida, o que de certa forma é um absurdo de se pensar que um médico da Marinha ainda não possui esses itens de suma importância. Contudo, Julian conseguiu se virar sem a ajuda deles, dando dicas e instruções para os pacientes tentarem tratar seus problemas com o que tinham dentro do navio. A última pessoa que o jovem médico atendeu trouxe um caso que era no mínimo cômico, algo que fez o espadachim precisar se controlar para manter o respeito e continuar sério, uma raridade quando estamos falando de Julian D’Capri, não é mesmo?

Após isso ele voltava a pensar no encontro que teve mais cedo com Asuna e a frase da garota vinha outra vez assombrar sua mente, o que fez até mesmo o rapaz começar a conversar sozinho… É, dizem que debaixo do sol quente é comum navegadores começarem a ter esse tipo de comportamento devido a desidratação, mas sabemos que no momento não é esse o caso. Ainda bem que Julian não se estendeu demais em um diálogo com a própria mente e começou a caminhar pelo navio tentando encontrar o marinheiro que conheceu como Buster Bee, visto que ele alegou ser cozinheiro o mais óbvio a se esperar é que iria encontrá-lo na cozinha, exatamente onde ele estava.

- Bíceps? Bíceps Bee? Haha, gostei. - Responderia ele ao primeiro chamado de Julian, e fazia isso mostrando os músculos definidos de seu bíceps enquanto se aproximava do espadachim e deixava a faca e a cebola que tinha nas mãos em uma bancada. - Sim, vim de Karate, mas também tem um tempo desde que não volto para lá e até espero que esteja tudo bem, haha. Enfim, você também é de lá? - Perguntaria o lutador dando a oportunidade para o médico explicar um pouco da sua história. - Ahh, entendi, fico feliz que tenha gostado da minha terra, lá de fato é um lugar maravilhoso. -  Caso Julian ainda fosse perguntar sobre os chutes do cozinheiro mesmo ele tendo respondido a pergunta anterior, este responderia: - Desde pequeno nunca fui muito estudioso, então desde sempre eu respondo tudo na base do chute… E na maioria das vezes eu acerto, há! - E então ele metia um chutão no ar, apenas para fazer cena.

Depois de conversar com Buster Bee, Julian seguiria para encontrar Asuna e Jeremy, não seria muito difícil encontrá-los no momento, já que ambos estariam no convés conversando com a marinheira Momo enquanto faziam a vigia básica dos tripulantes que estavam ali observando o mar. Assim que o espadachim aparecia para conversar com seus amigos, a carpinteira dava a privacidade para eles e se afastava, retornando para a parte interna da embarcação onde provavelmente iria conferir se estava tudo ocorrendo bem por lá. Julian falaria para os dois companheiros os seus objetivos em Karate Island e daria a liberdade de escolha para eles decidirem se iriam ou não continuar o acompanhando na ilha.

- Nunca visitei Karate Island, mas eu com certeza não vou perder essa chance de dar uma olhadinha em como ela é, me parece ser um lugar interessante, então acho que a viagem de volta para Baterilla vai ter que esperar. - Respondeu Jeremy primeiro, logo depois sorriu e olhou para Asuna.

- Bem, acho que estou com saudades de lá, apesar de ter pouco tempo que eu saí, tenho algumas amigas lá que acabei não me despedindo adequadamente, hihi. - Também respondeu ela indicando que ficaria em Karate Island com Julian, que logo em seguida sorriria e agradeceria aos dois pela amizade.

No fim disso tudo é possível que não haviam se passado nem uma hora de viagem ainda, o que para o espadachim poderia começar a se tornar bastante cansativo e tedioso, por isso procurar por um bom lugar para descansar era uma saída simples para esse problema. O dormitório era uma boa opção para Julian se ele quisesse algo realmente silencioso, confortável e fresco, mas se ele estivesse a fim de experimentar sensações diferentes, o melhor para o espadachim seria sentar no caralho. Ainda que não fosse muito confortável e balançar demais em cima dele possa trazer enjoo para o marinheiro, ao menos ele poderia ter uma boa vista no topo do mastro, que é onde fica essa cesta usada para os tripulantes das embarcações conseguirem enxergar melhor o mar ao horizonte.

- Hey, soldado D’Capri. - Viria o capitão Arashi interromper o espadachim antes dele tomar a sua decisão de qual lugar escolher para descansar. - Parece que alguns tripulantes estão reclamando de terem visto alguns ratos no andar de baixo. Desagradável, não acha? Pois bem, acho que você deve ser a minha melhor escolha a bordo para fazer esse trabalho, vá até o depósito do navio onde essas pragas costumam se esconder e elimine todos que conseguir encontrar. - Dito isso ele entregava para o marinheiro um lampião aceso, sua função era óbvia, já que o depósito não deve ser um lugar muito bem iluminado. - Irei até a cozinha alertar os cozinheiros, espero que não estejamos com esse tipo de problema pela parte de lá também… E ao menos se você fizer um bom trabalho isso não virá acontecer. Boa sorte.

E com isso o capitão se retirava do local e ia provavelmente em direção a cozinha, deixando nas mãos de Julian não só o lampião aceso, mas também essa missão extra dentro do navio que é eliminar os ratos do depósito. O problema é que a frase final de Arashi dava a entender que qualquer rato que fosse encontrado perdido pelo navio acabaria por se tornar culpa dele por não ter feito um trabalho adequado, ou seja, além de ter que lidar com os ratos do depósito, o espadachim precisaria também contar com a sorte de já não ter ratos espalhados pelo resto da embarcação… Isso se o depósito for realmente o lugar onde os ratos estão escondidos. Ao menos assim Julian teria algo para gastar seu tempo até chegarem em Karate Island.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyTer 17 Jul 2018, 18:17




Antes de meu descanso uma missão surgiria, uma missão chamada assassinar ratos, talvez minha próxima missão seja sequestrar cães, quem sabe? Com minha sorte tudo é possível e graças a ela levarei uma bronca, já que se algum rato estiver por fora do depósito a culpa será minha, em minha cabeça já teria aceito que levaria a bronca, mas o que me perguntava era o porque o capitão havia me escolhido? Provavelmente porque minhas armas não fazem barulho, como pistolas, porque podem ser usadas em locais mais apertados, sem ter que destruir metade do depósito e do barco, diferente de um machado ou uma espada gigante, e também porque eu posso espetar os ratos, diferente de os esmagar e manchar todo o depósito com sangue, ou seja artes marciais estão descartadas também, tradução, fui a única, e provavelmente, última opção do capitão.

- Fazer o que? - Falaria enquanto já seguiria para o depósito, já que nem poderia pedir ajuda dos outros para vigiarem o lado de fora, isso pioraria a situação, como? Eu não sei, sou azarado.

Agora já fui incubido da missão e teria que a cumprir, o melhor a se fazer agora seria realizar a “missão” de boa vontade, ou então vou levar mais do que um puxão de orelha, odeio encheção de saco, talvez se der duro o capitão não corte um dedo meu, mas deveria antes de tudo ir até Buster novamente.
- Bee, você tem algum saco vazio? Um que eu possa usar pra guardar e despachar os mortos? - Ao que me referia aos mortos estaria querendo dizer os ratos, se ele não entendesse dessa maneira então explicaria. - Os ratos sabe, vou ter que me livrar deles.
Caso Buster pudesse me dar algum saco agradeceria com uma reverência, e mesmo que ele não pudesse agradeceria, indo logo em seguida na direção do depósito.

Uma vez dentro do depósito procuraria (com a ajuda de meu lampião) locais própricios para os esconderijos dos pequenos roedores, os locais mais escuros provavelmente seriam onde eles estariam, também procuraria por comidas que estivessem desprotegidas, mas claro, antes disso tiraria minha camisa e “vedaria” a parte inferior de porta, visando tentar impedir/dificultar a saída dos ratos do depósito, uma prova clara de haverem ratos no depósito seriam as fezes dos roedores, com isso teria certeza da existência de ratos, caso não encontrasse fezes minha dúvida sobre haverem ratos aumentaria, mas não seria por isso que pararia minha procura, deveria pelo menos verificar o depósito por inteiro.

Uma vez verificado o depósito deveria ter minha resposta, se não houvessem ratos sairia do depósito e voltaria para meu local calmo, o mesmo de antes e lá tentaria descansar um pouco, voltando meu corpo e minha mente para o estado habitual.
Mas caso houvesse sinais de ratos ou até os próprios, meu local teria que esperar mais um pouco e partiria em busca de os eliminar, claro, usando minha espada como um espeto, tentando ao máximo realizar estocadas precisas e letais, para que os pobres animais pudessem ter uma morte rápida e indolor, se isso viesse a acontecer seria um bônus também para mim, que não estaria espirando sangue para todos os lados.

Assim que terminasse de espetar todos os ratos com minhas katanas os guardaria no saco (isso se tivesse conseguido um) e então os jogaria no mar, porque não daria para fazer muita coisa, visto que seus corpos apodrecendo no barco seriam outro problema, além de que suas pulgas poderiam trazer doenças aos passageiros e se isso viesse a ocorrer seria um problema, já que não possuo nenhum objeto médico para trabalhar com, estando nessa situação a água do mar deveria ser a melhor saída e seria a que eu usaria.

No momento em que terminasse meus afazeres, me arrumaria e com cuidado observaria se ao sair do depósito não levaria uma bronca, para que eu pelo menos tivesse tempo para preparar minha mente, seguindo calmamente, como sempre, iria até a proa onde poderia aproveitar um pouco do silêncio, para mim estar naquele lugar seria o melhor local para descansar, sem muita coisa para se fazer no barco estar descansando seria a melhor opção de todas, deveria pensar em como conseguir poder para curar e proteger as pessoas, mas no fundo eu sabia que isso não me levaria a nada, fechando meus olhos meditaria ali ao chão, claro debaixo de uma sombra, poderia até parecer que estaria dormindo, mas na verdade estaria muito bem acordado, portanto se alguém viesse conversar comigo eu teria a reação mínima de abrir um de meus olhos acompanhado de um:
- Sim?

Tirando alguma interação comigo, não procuraria falar nada com ninguém, apesar de em minha cabeça estar pensando em como falaria para o capitão Arashi que iria descer em Karate Island, assim que tivesse oportunidade, mas principalmente vontade, perguntaria do capitão: (Isso se não tiver falhado na missão dos ratos, caso tenha nem procuraria Arashi)
- Senhor Arashi, tens um momento? - Se ele confirmasse, continuaria. - Eu estou querendo desembarcar em Karate Island, tenho algumas pessoas que preciso ver, essas as quais sofreram nas mãos de Draco, um pirata, se o senhor puder me conceder permissão para que eu vá para ilha apreciaria muito, claro, esqueci que a permissão não seria só pra mim, mas como também para Asuna e Jeremy, visto que eles querem vir comigo.

Esperaria a resposta do capitão e independente de ser sim ou não, o agradeceria por seu tempo cedido e me retiraria logo em seguida, procurando ir para os dormitórios, talvez lá pudesse descansar bem, uma vez descansando nem me preocuparia em sair de lá.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyTer 17 Jul 2018, 21:46

PROTEJA O NAVIO DAS AMEAÇAS


Após receber a tarefa do capitão para cuidar de uma possível infestação de ratos no depósito do navio, Julian se dirigia primeiro até a cozinha para tentar conseguir com Buster Bee ou algum outro cozinheiro um saco onde poderia colocar os cadáveres dos ratos que fosse conseguindo capturar. Sem dificuldades para conseguir isso, o espadachim caminharia para o depósito já carregando consigo um saco de batatas vazio e também o lampião dado por Arashi. Restava agora a chata tarefa de encontrar os roedores e eliminá-los para evitar possíveis problemas com o seu superior.

Com a ajuda do lampião aceso em sua mão, Julian foi iluminando os locais mais escuros do depósito para tentar encontrar não apenas algum rato, mas também rastros da existência deles no local, como por exemplo presença de suas fezes e urina. Por incrível que pareça, o espadachim procurou por cada canto do depósito, olhou atrás de cada caixa e até dentro de algumas delas, mas não encontrou ali nenhum rastro do que poderia indicar que haviam passageiros indesejáveis no navio. Talvez em algum outro cômodo do navio haja um rato escondido, mas talvez seja apenas um único animal perdido, e não uma infestação como o capitão veio a sugerir. Ainda havia a grande possibilidade da pessoa que disse ter visto um rato na verdade ter se enganado e visto outra coisa, de qualquer forma, se realmente fosse verdade, Julian não estava procurando no lugar certo.

Confuso e ao mesmo tempo insatisfeito por não ter conseguido achar nenhum rato, o que poderia ser um grande perigo para sua relação com o capitão caso outra pessoa viesse a encontrar um antes dele, o espadachim retornou para os andares superiores do navio onde caminharia para relatar seu trabalho, ou a falta dele, para Arashi. Acontece que quando estava já nos corredores, quase virando para a “esquina” que chegava aos dormitórios, Julian se deparou com uma criaturinha esbranquiçada andando pelo chão, sim, sem dúvidas aquilo era um rato. Já com a ideia de que iria usar suas espadas para espetar o animal e assim matá-lo rapidamente, o espadachim levou sua mão a uma de suas katanas e já se preparou para sacá-la, até que algo o fazia hesitar em tal ação.

- Stuart! Finalmente te achei. - Gritou uma criança que rapidamente correu em direção ao ratinho branco e o agarrou tirando-o do chão para então apoiá-lo no peito e começar a acariciá-lo. Percebendo a presença do alto e intimidador marinheiro, o garoto de óculos, cabelos dourados e vestes formais de cor branca se afastou dando um passo para trás. - Você ia fazer alguma coisa com o Stuart, não é? - Perguntou ele com um tom de voz assustado, porém sem abaixar a cabeça ou desproteger o rato cobrindo-o com as suas próprias mãos. Caso Julian viesse a dizer alguma coisa ou até mesmo questionar o nome do garoto, ele acabaria lhe dando a resposta adequada. - George, George Little. - Como se trata de uma criança, talvez o melhor que o médico pudesse fazer é perguntar para saber se George não havia encontrado esse rato dentro do navio e resolveu adotá-lo como se fosse um animal adequado para ser domesticado, sendo que Julian sabe muito bem os perigos que um rato selvagem pode trazer para saúde de uma pessoa. - Não! Não! Stuart é da família! Se alguém fizer alguma coisa com ele, essa pessoa estará mexendo com os Little!

Poderiam ainda haver mais dúvidas para o marinheiro tirar a respeito desse garoto e seu rato, mas muito provavelmente esse assunto não passava de um grande mal entendido onde alguém achou ter visto uma ratazana no navio, sendo que na verdade se tratava de um rato doméstico. Sem muito mais o que se preocupar, bastava dizer para a dupla dos pequenos Little tomarem mais cuidado ao andarem sozinhos pelo navio, pois poucas pessoas estão acostumadas a ver ratos domésticos, principalmente em um ambiente quase nobre como esse. Com isso Julian teria agora que ir até Arashi dar a notícia do que realmente teria acontecido, porém, antes de se afastar de George começar a voltar a subir as escadas para retornar ao convés, um estrondo seguido de um tremor atingiam o navio fazendo com que os dois personagens em cena perdessem o equilíbrio, sendo que o marinheiro ainda era capaz de se manter de pé, mas a criança era jogada para o chão. O susto do que acabou de acontecer rapidamente começava a gerar o tumulto referente a gritos apavorados e também uma movimentação desesperada dos tripulantes a bordo, principalmente para aqueles que estavam na parte interna e não faziam ideia do que estavam acontecendo.

- O navio está afundando? O que é isso? Nós vamos morrer! Mamãe, papai, socorro! - Gritou a criança desesperada levantando do chão sem entender bulhufas do que estava se passando no navio, até que uma segunda explosão trazendo novamente um tremor fazia-o cair outra vez no chão, levando-o ao choro estridente. - AAAAAAAAAAAAAA!

Se Julian resolvesse seguir para a parte externa do navio, rapidamente ele notaria a movimentação das pessoas por aquela área, que estavam sendo aconselhadas pelo capitão Arashi a retornarem para a proteção da parte interior, pois o navio não havia batido em um iceberg e estava afundando como em um filme clássico dos cinemas, pelo contrário, ele estava sofrendo um ataque, pois estamos dentro do universo de One Piece, portanto o nosso filme não é um Titanic, mas sim um Piratas do Caribe.

- MARINHEIROS, PREPAREM-SE PARA UM COMBATE, AGORA! - Gritou o capitão com todo o fôlego que tinha, logo depois ele correu em direção ao Den Den Mushi que havia dentro do navio e começou a ligação para o QG de Baterilla. - ATENÇÃO, CAPITÃO ARASHI PARA QG DE BATERILLA, ESTAMOS SOFRENDO UM ATAQUE, REPITO, ESTAMOS SOB ATAQUE!  MANDE REFORÇOS PELA CORRENTE MARÍTIMA DE KARATE ISLAND IMEDIATAMENTE!

Olhando para o horizonte, não muito distante dali era possível ver um navio se aproximando, suas velas brancas tinham estampadas sobre ela o desenho característico do homem que comandava aquela tripulação, tal desenho que também estava presente na bandeira negra que balançava no topo do mastro daquele navio, era esse o símbolo de um pirata, uma Jolly Roger. A bandeira em questão era representada por uma caveira com olhos vermelhos em cima de um X assimétrico amarelado, enquanto isso o navio dele também se destacava por ter a sua proa em um formato muito semelhante a mesma caveira da Jolly Roger. O navio pirata atirava uma terceira vez com seu canhão frontal, mas dessa vez o disparo acertou a água e gerou uma pequena onda que apenas balançou o navio e molhou parte do convés.

- Capitão Arashi, peço sua permissão para entrar no navio e verificar se há pessoas feridas, dois disparos de canhão acertaram a embarcação e pode ter machucado alguém. - Pedia Asuna se aproximando do capitão.

- Droga, não temos um grupo muito grande para defender esse ataque… Mas está bem, também não podemos deixar possíveis tripulantes feridos sem tratamento adequado. Vá, mas retorne para cá assim que puder! - Autorizou Arashi claramente preocupado com a aproximação do navio pirata e o baixo número de soldados que ele tinha a seu dispor. - Momo, entre junto com a Asuna e procure por civis que estejam dispostos a ajudar e saibam como disparar canhões, também procure as regiões que foram atingidas e tente repará-las! Buster Bee, busque as balas de canhão no depósito! Julian e Jeremy, posicione os canhões nas bordas do convés! E Danzor, continue navegando em direção a Karate Island o mais rápido possível! Não podemos deixá-los invadir o navio.

Dada essas ordens o pequeno grupo de marinheiros começavam a se espalhar para suas funções, sendo que Julian e Jeremy ficavam com a simples tarefa de mover os canhões do convés para as laterais do navio onde ficaria mais fácil de realizar os disparos. Inclusive o navio que estavam no momento não é adequado para batalhas marítimas, por isso conta com apenas dois canhões internos fixos um de cada lado da embarcação, e dois móveis na parte do convés que são exatamente os que Julian e Jeremy estão movendo no momento.

- Senhor, eu posso disparar os canhões, tem certeza que precisaremos envolver os civis nisso? - Perguntou Jeremy assim que começou a empurrar um dos canhões do convés para a melhor posição possível.

- Não podemos deixar o convés desprotegido, portanto se conseguirmos pessoas para usar os canhões internos podemos deixá-los atirando no navio enquanto lidamos com possíveis invasores sem ter que nos preocupar em deixar nossos homens cuidado dos canhões. - Explicou o capitão para o soldado.

Nesse momento mais um disparo era efetuado contra o navio dos marinheiros e civis, agora esse acertava um dos mastros da embarcação e fazia-a cair para dentro do convés como uma árvore que cai ao ser cortada ao meio, porém antes do mastro atingir o chão ele acabava atingindo o teto da cabine mais elevada do navio, criando assim uma espécie de ponte entre o convés e o teto daquela região. Certamente o mastro caído significava uma vela a menos para auxiliar na navegação, consequentemente reduzindo a velocidade em que eles avançavam até Karate Island… Não só isso, como também aumentava a velocidade em que o navio inimigo se aproximava, deixando sua bandeira cada vez mais nítida.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyQua 18 Jul 2018, 09:10


Ao ver o pequeno mamífero Julian instintivamente moveu sua mão até a bainha infinita, assim, segurando no cabo de uma de suas três katanas, a consciência de Julian não o indagava, impedia ou censurava, apenas estava em silêncio, o dando um passe livre perante a situação, era como se um policial encarasse um homem igual a um bandido e o julgasse como um, mas nem sempre agir vem antes da pergunta, como um falcão, o marinheiro mataria aquela criatura somente por instinto, mas isso deveria nos separar dos animais não? Será que quando a pessoa ignora sua consciência ela entra em estado natural? Pois foi isso que aconteceu.

Mas aquele não era uma criatura qualquer, não era culpada, ela estava apenas ali e para ela a felicidade do destino havia interceptado a atenção do marinheiro, destino esse chamado de amor e carinho, seu dono irrompia o corredor, tirando assim a concentração e o olhar de Julian, aquela criança que interrompia a cena fez Julian largar seu armamento no mesmo instante, e então vinha a sua cabeça uma pergunta:
- O que?

Os lábios de Julian nem mesmo chegariam a se separar, não teria tempo de reação o suficiente vinda do marinheiro para com aquela situação, mas quem tinha era o garoto, e o mesmo a usou.
“Você ia fazer alguma coisa com o Stuart, não é?”
Ele ia? Julian se perguntou e mesmo tento a resposta a sua língua a analisou, repensou e usou. Ele ia… O marinheiro nem mesmo havia pensado na possibilidade dessa opção, mas isso fez o mesmo se questionar.
- Sim garoto, desculpe, recebi uma missão de achar ratos pelo navio, mas pelo que vejo ele não é um rato, sou o soldado Julian D’Capri, e o jovem senhor é? - Tentaria falar o marinheiro, buscando amenizar o fato da tentativa de assassinato, que para ele, apesar de parecer nada, era algo muito grave já que Julian machucaria alguém, o garoto.
“George, George Little”

Julian sabia que iria machucar alguém se tivesse continuado, ele poderia ter acertado o garoto, que apareceu do nada, mas para ele a perturbação veio a cabeça com a opção de ele ter golpeado o animal, não faria diferença alguma, mas na vida daquele garoto faria, e provavelmente faria o garoto ter uma visão errada da marinha e seus marinheiros, os talvez que se escondem nas sombras do amanhã é que são o verdadeiro perigo, e Julian sabe.

“Stuart é da família! Se alguém fizer alguma coisa com ele, essa pessoa estará mexendo com os Little!”
Reafirmou o garoto, firmando sua posição e mostrando certa autoridade em suas palavras, algo que deixava o marinheiro levemente contente, era bom ver alguém com espírito, já que Julian não sentia essa força vital tão grande dentro de si, mas ele alegrava-se ao ver outros com essa chama acesa.
- As pessoas não tem muito afeto por esses animais, por isso é raro ver um doméstico, sugiro que não o deixe correr por aí ok? - Dizia Julian, querendo evitar que mais problemas pudessem vir a acontecer.

Infelizmente não haveria mais tempo para próximas discussões, perguntas ou respostas, a única coisa que Julian tinha em mente foi se equilibrar, uma onda de choque ameaçou levar seu corpo ao chão, mas por incrível que pareça o corpo do marinheiro não obedeceu a física e permaneceu em pé, ignorando a vontade do causador externo, ao contrário do garoto George, que foi ao chão com o abalo, um terremoto? O navio havia batido em algo? As únicas opções na cabeça do jovem foram essas, mas ele nunca esperaria ouvir de seu capitão a opção real:
“MARINHEIROS, PREPAREM-SE PARA UM COMBATE, AGORA!”

Enquanto o garoto chorava e pedia por sua mãe e seu pai, Julian por outro lado queria pedir pelo descanso, piratas ou revolucionários? Não importaria mais, a resposta era irrelevante, mas agora o jovem médico sabia que aquilo não foi o choque do navio com algo, e sim o choque de algo com o navio, Julian sem hesitar foi até o garoto e o pegou nos braços.
- Onde eles estão George? Seus pais, onde estão? - O marinheiro perguntaria enquanto corria para onde estariam os civis.
Enquanto andava em busca dos pais do garoto o marinheiro se deparou com sua amiga Asuna conversando com o capitão Arashi, com o fim da conversa dos dois Julian apenas sabia que ela estava indo junto de Momo para a ala dos civis, sem hesitar o jovem andou até Asuna e a entregou o garoto em seus braços
- Esse é George, levem-no com vocês para os civis, a família dele é a Little, boa sorte para ambas.
Após cuidadosamente entregar George o marinheiro ainda se despediu.
- Cuide do Stuart e fique calmo.
Uma vez que as garotas tivessem partido com a criança em seus braços, Julian iria correndo realizar a função dada a ele por seu superior, mover os canhões, coisa essa que ele faria com a ajuda de seu parceiro Landini, que após começar a posicionar os canhões indagou o capitão Arashi.

Na cabeça do marinheiro tudo estava confuso, os eventos estão acontecendo em uma sequência tão rápida que Julian não teve tempo para processar tudo, talvez porque essa seria a primeira vez do médico experimentando os perigos dos mares, pelo menos sob as ordens de alguém e isso faria uma pressão maior ainda ser exercida nas costas do garoto, ele tinha apenas que seguir ordens? Aquilo acabaria ali? Provavelmente não, e Julian sabia que o pior podia acontecer, ainda mais com a queda de um dos mastros da embarcação, o pobre marinheiro nem sabia como deveria se portar, mas ele sabia que com a perda de velocidade os piratas alcançariam aquela embarcação, era o fim?

Julian não sabia de quem era aquela Jolly Roger, nem sabia seu significado, mas se estava ameaçando vidas inocentes ela deveria ser confrontada, não importando seu ideais, tripulação, capitão ou qualquer coisa parecida, e graças aos seus ideais Julian estaria pronto para encarar qualquer um que saísse do navio pirata, mas isso deveria esperar mais um pouco, primeiro o médico seguiria a ordem de posicionar os canhões, claro, orientado por Landini, que por ser um atirador, deveria saber o local ideal para os colocar.

Sem que o jovem soubesse em seu corpo a adrenalina já se espalhava por sua corrente sanguínea, graças a grande quantidade de hemoglobinas em seu corpo a substância dominava a mente do garoto, que começou a ficar apático, característica que indicaria que Julian já estava pronto para a batalha, uma preparação um pouco estranha, já que há muitas pessoas com essa dificuldade portanto optam por manter uma só pose, esta servindo para o social e para o campo de batalha, porém o médico, que já não é muito extrovertido, consegue acessar diretamente sua fase mais fria, dando quase um 180 em sua personalidade, se é que restava alguma.

Para pessoas como Jeremy, que nunca lutaram ao lado de Julian, ou pelo menos nunca o viram em ação, essa seria provavelmente uma novidade, já que o sentimento, ou a falta deles, resultaria na apatia praticamente completa, apesar dos ideais de Julian ainda se manterem visíveis o resto sumiria, como se tivessem sido varridos.

Assim que tivesse uma oportunidade o médico tentaria visualizar a situação, buscando ver como tudo estava correndo, indo até um lugar onde este sabia que poderia ver o campo de batalha de um melhor ângulo seria a missão do jovem, com suas veias pulsando de adrenalina e vitalidade uma pequena corrida seria iniciada tentando, naquele momento, alcançar a melhor posição possível.

Julian sabia que a batalha estaria vindo e ele, a uma altura daquelas do campeonato, estaria somente esperando o estopim, suas mãos indo em direção das katanas sinalizariam isso, o jovem sabia que deveria proteger a cabine onde estaria Danzor, e apesar de achar que o navegador deveria saber se defender muito bem, Julian queria que ele não precisasse tirar a atenção da navegação, ele era quem mantinha o curso do barco e isso era muito importante no momento, Jeremy, por esse ser um atirador não deveria ser muito bom em lutas a queima-roupa, mas seria uma peça essencial, já que os dois parceiros poderiam eliminar grande parte dos piratas com essa combinação de espadachim e atirador, e por último e mais importante, Julian deveria impedir que os piratas chegassem até a ala dos civis, lá apesar de estarem Momo e Asuna, o médico preferiria deixar com elas a missão de ajudar as pessoas que precisassem, nesse primeiro momento ele gostaria de evitar que elas se envolvessem em batalhas, Buster Bee devia saber se defender mais que bem e o capitão para estar em sua posição deveria ser melhor que todos, então Julian não se preocuparia tanto com eles.

Julian manteria a pose mais defensiva, sua missão era defender o local, ele não partiria para cima, pelo contrário, somente atacaria caso os inimigos estivessem indo para as áreas as quais o marinheiro quisesse defender, ou estivessem indo contra ele, eliminar rapidamente era o que ele queria e o faria se pudesse.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyQua 18 Jul 2018, 22:23

A TRIBO DOS SIAD


Após o primeiro tremor do navio, Julian já percebia o perigo eminente, priorizando naquele momento tentar manter a segurança do pequeno George que havia entrado em desespero pensando que o navio poderia estar afundando… Mal sabia a pequena criança que a situação deles era pior do que simplesmente isso, pois estavam lidando com um ataque pirata, e esses criminosos se chegassem a invadir o navio faria coisas muito piores do que simplesmente fazer o navio afundar. Assim que Julian pegou George para tirá-lo dali, o assustado menino entrelaçou seus braços ao redor do pescoço do marinheiro, foi então que o rato Stuart saiu das mãos do garoto e correu pelas suas vestes até se esconder em seu bolso. Preocupado com a segurança da criança, o espadachim perguntou a ela sobre seus pais e onde eles poderiam estar.

- Eu-eu não sei! Eu esqueci! Me desculpaaaaaa. - Respondeu o garoto derramando lágrimas pelo seu rosto.

- Não se preocupe, iremos encontrá-los. - Disse Asuna para acalmar a criança logo depois de Julian explicar para ela a situação. - Vem comigo, eu vou te levar até seus pais, sabia? - E dito isso a garota pegava a criança do colo do espadachim e colocava no chão, segurando sua mão para trazê-lo para dentro.

Caos era a palavra que definia o estado em que o navio se encontrava naquele momento, civis desesperados tentando entender o que estava acontecendo correndo de um lado para o outro, gritos, choros, pânico, medo, tudo estava assombrando o navio naquele momento. Acontece que diferente dos civis, aquele pequeno grupo de marinheiros que haviam sido colocados ali para protegê-los, eles não podiam agir da mesma maneira, eles não podiam se desesperar, não podiam ter medo, não podiam fugir, pois eles eram a solução, o escudo, e a única esperança daquelas pessoas de sobreviver. Qualquer sinal por parte deles que demonstre incapacidade, apenas aumentará ainda mais o terror que paira por cada um desses inocentes.

Era notável o esforço do capitão Arashi para livrar o navio dessa situação de alta periculosidade, deu para cada um dos marinheiros ali a melhor função possível para cada um, Asuna cuidaria de possíveis feridos no interior do navio; Momo tentaria reparar os buracos das bolas de canhão que atingiram o navio e poderiam abrir espaço para a entrada de água e consequentemente o naufrágio; Bee era encarregado de trazer as bolas de canhão para serem ativadas no canhão, visto que tinha um físico avantajado seria o que carregaria as caixas com mais facilidade; Danzor continuaria seu trabalho de navegador, ainda que agora com um mastro a menos seu trabalho tenha sido dificultado; e por fim Jeremy e Julian auxiliariam na proteção do convés, além da pequena tarefa de posicionar os canhões móveis… Porém a pior notícia que poderiam receber naquele instante acabava por acontecer.

- Mestre, temos um problema! - Alertava Bee ao retornar para o convés carregando uma enorme caixa de madeira em seus braços, porém o tamanho da caixa não condizia com a facilidade em que ele fazia isso, indicando que talvez ela estivesse vazia.. - Estamos sem balas de canhão! Tudo que eu encontrei foi essa caixa com duas delas!

- Mas o quê? Não pode ser… - Bradava o capitão se aproximando da caixa que havia acabado de ser colocada no chão, e de fato, só haviam duas munições de canhão ali. - Merda! Não devem ter renovado o estoque do navio. DESGRAÇA! - Xingava ele ao chutar a caixa praticamente vazia e quebrar a parte em que atingia.

- Duas é realmente muito pouco… Mas não é o fim, podemos conseguir alguma coisa com isso. - Dizia Jeremy tentando manter a situação sob controle, porém era realmente complicado a essa altura, principalmente com o navio pirata ficando cada vez mais próximo.

- Mestre, você por acaso sabe de quem é esse navio que nos ataca? - Perguntou o lutador olhando fixamente para o horizonte enquanto o navio pirata ficava cada vez mais próximo.

- Sei… Al Sa Bain, o ceifador de vidas. - Respondia encarando a embarcação que se aproximava, inclusive agora já era possível notar que havia alguém de pé em cima da proa do navio, estava com os braços cruzados e aparentemente também estava encarando o grupo. - Existe uma pequena ilha nos arredores de Torino, ela não faz parte dos mapas devido a sua localização que dificulta a navegação, como se não bastasse, seus nativos são extremamente agressivos e não aceitam visitantes, por isso o próprio Governo Mundial prefere manter a ilha fora do conhecimento público… Eles são chamados de a Tribo dos Siad.

- E o que leva membros dessa tribo a se tornarem piratas? Algo me diz que com esse nome o capitão deles não está aqui a fim de conhecer melhor a nossa cultura... - Perguntava Jeremy com um tom de voz firme, não demonstrando estar tão apavorado quanto deveria perante essa tribo hostil.

- Um Siad no mar significa um Siad exilado… E um Siad exilado significa um Siad sem honra, sem propósito. Eles perdem o direito viver por Alhaya, o deus da vida, e passam a servir Mayit, o deus morto, por isso vestem o negro e as máscaras de caveira. - Explicou ele de maneira ainda mais profunda sobre os tal Siad, algo que provavelmente ninguém ali saberia explicar quem eram.

E agora já era possível ver melhor o vulto negro em pé na parte da frente do navio, em cima da proa em formato de caveira estava um homem alto, provavelmente com uns três metros de altura, tinha a pele extremamente escura, apesar de ser difícil dizer se era realmente a sua cor ou uma pintura especial. Ele era despido na parte superior do corpo e vestia uma calça de pano bege amarrada por uma faixa amarela, tanto seus braços e pernas estavam enfaixados, provavelmente apenas por uma questão estética, inclusive essas ataduras pareciam deixar fixo algumas lâminas nos braços do pirata. Por fim, as características mais marcantes seriam as pinturas amarelas que ele tinha pelo seu corpo, algo semelhante com uma tatuagem, a enorme foice que ele carregava com uma das mãos e claro, a máscara de caveira símbolo de sua bandeira e também do deus que obedece após ter sido exilado. Esse era Al Sa Bain, o ceifador de vidas.

AL SA BAIN:
 

- E como você sabe sobre tudo isso? - Perguntou Buster Bee olhando de maneira duvidosa para o seu superior. Diferente de Jeremy, Bee demonstrava em sua faca que não estava tão confiante assim.

- Porque eu já fui um deles… - Respondeu o capitão puxando da cintura a sua fina espada de esgrima. - MARINHEIROS, PREPAREM-SE!

Mesmo depois da revelação do capitão, o grupo de marinheiros presente nem teria tanto tempo assim para refletir sobre isso, pois o navio pirata começou a atirar na direção deles arpões de ferro que penetravam a madeira da embarcação com facilidade. Ao todo eram quatro arpões, dois aparentemente erraram o convés e acertaram as laterais do navio, enquanto os outros dois acertavam a região onde eles estavam, um deles na parte mais alta das cabines e a outra na parte alta de um dos mastros ainda de pé. Se seguissem os olhos pelos arpões viriam que eles estavam ligados por cordas saiam justamente do navio dos Siad, e com isso começava a ficar claro a intenção deles com isso.

- Eles querem invadir o navio! Tirem os arpões! Cortem as cordas! - Ordenou o capitão em voz alta. A tensão naquele momento havia atingido o seu ápice e os nervos de todos estariam a flor da pele.

Jeremy, Buster Bee e Julian certamente obedeceriam Arashi e correriam o mais rápido possível na direção dos arpões para tentar tirá-los do navio ou então arrebentar as cordas, o problema é que eles iriam precisar escalar um dos mastros se quisessem alcançar um dos arpões, enquanto o segundo estava na parede mais alta do navio, uma área que é difícil de acessar já que eles não tem escadas para chegarem até lá. Se houvesse alguma forma de alcançar uma das cordas, Julian poderia cortá-las com suas espadas sem muita dificuldade, o problema mesmo ficava para Buster Bee e Jeremy que não tinham muito o que fazer nessa situação… Ou pelo menos é o que você pensaria se não conhecesse as capacidades do cozinheiro lutador, que correu na direção do mastro perfurado por um dos arpões e começou a escalá-lo usando apenas a força de suas mãos e pés descalços.

- Droga, não consigo tirar! - Alertava Bee tentando puxar o arpão do mastro assim que alcançou a altura dele. Percebendo que não iria conseguir, o marinheiro começava a golpear a corda com as mãos para tentar arrebentá-las, mas também não estava sendo efetivo.

- Eles estão vindo! - Gritou Jeremy assim que avistou os tripulantes do navio pirata se pendurarem nas cordas e começarem a se arrastar com velocidade em direção à eles.

O curioso dessa ação era ver que os piratas estavam usando todas as quatro cordas e não apenas as duas que acertaram a parte do convés, por conta disso, Jeremy se apressou para chegar até a borda do navio e olhar a parte onde os arpões haviam atingido naquela região, foi então que ele se tocou do perigo do que estava acontecendo.

- Puta que pariu, Capitão, eles vão invadir a parte interna pelos buracos abertos no navio! - Avisou ao seu superior assim que viu o primeiro deles deslizar pela corda e entrar no navio pelo buraco que um dos tiros de canhão fez. Não tendo como destruir as cordas, Jeremy via como a única alternativa começar a atirar nos piratas enquanto eles deslizavam por elas, ainda que fosse difícil acertá-los em movimento, a mira do atirador garantia que alguns piratas fossem atingidos e caíssem no mar.

Mesmo que Julian consiga pensar em uma maneira para alcançar a cabine mais alta do navio onde um dos arpões que havia atingido, ele não chegaria a tempo de cortar a corda antes do primeiro Siad invadir a embarcação por ali, portanto ele seria obrigado a enfrentar ao menos um deles antes de alcançar a corda e tentar cortá-la. Acontece que cortando a corda ou não a merda já estava acontecendo, haviam piratas invadindo o navio por dois buracos pelas laterais, o que certamente era um perigo para os tripulantes internos, e havia ainda a corda ligada ao mastro que faziam os Siads invadirem com velocidade o convés do navio um por um, obrigado Buster Bee a descer do mastro para auxiliar o capitão Arashi no combate contra os piratas invasores.

Se os marinheiros são a esperança dos civis a bordo… Então qual será a esperança dos marinheiros?


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyQui 19 Jul 2018, 01:56


O navio e o estopim da batalha estavam se aproximando, a batalha iria ocorrer ali em alto mar, e apesar de Julian já ter experimentado batalhas bucaneiras essa era diferente, era algo até que novo para o médico, isso poderia até acontecer com mais frequência durante sua continuidade na marinha, mas a primeira vez seria agora e a primeira vez ninguém esquece, ainda mais com a sorte de Julian, que ao ouvir a notícia das balas de canhão começa a se culpar, em sua mente ele pensava que se não estivesse no barco nada daquilo estaria acontecendo, poderia ou não ser verdade, quem sabe? A outra surpresa viria assim que o capitão explicasse sobre o inimigo, a primeira coisa que passou na mente de Julian é que seu capitão deve ser muito fã do livro “A arte da guerra”, pois ele levou a história de conhecer o inimigo ao pé da letra, pelo menos isso acabou se revelando juntamente com sua confissão sobre os Siad e seu capitão Al Sa Bain… Assa bem… Alça bainha… A salsinha… Era um nome estranho.

Era isso, o caos da batalha mostrava algo para todos. Necessidade.
Essa era a palavra que estava motivando os marinheiros, a necessidade de protegerem, Julian via em seus colegas necessidade de esperança, nos civis necessidade de defesa e via nele necessidade de eficácia, o jovem queria mostrar do que era capaz, sua mente precisaria trabalhar mais rápido quando sobre pressão, e naquela situação, Julian se sentia muito mais pressionado, era a motivação que ele teria para pensar em estratégias, isso antes de seu raciocínio ser interrompido pelo abalo dos arpões, quase indo ao chão mais uma vez o marinheiro mostraria um rápido reflexo, jogando suas forças para as pernas e impedindo sua queda.

Ao ver aqueles objetos presos na madeira do navio Julian não conseguiu entender o que eles pretendiam, nunca viu, ou ouviu falar, de tal tática, era para dificultar a fuga do navio em que eles estavam? A resposta viria logo em seguida pelo seu próprio capitão.
“Eles estão querendo invadir o navio! Tirem os arpões! Cortem as cordas”
Arpões?! Eram isso?! O jovem encarando os objetos via suas cordas tensas, mostrando que as mesmas estavam firmes, eram cordas até que simples, ou seja, poderiam ser cortadas, a dificuldade viria com a posição em que elas se encontrariam, elas estavam altas demais, o marinheiro não podia pular tanto, mas viu alguém que podia escalar.

“Droga! Não consigo tirar!”

Exclamava Bee ao alcançar um dos arpões, o médico nunca pensou em ver alguém escalar tão rápido algo tão grande, em alguns segundos o cozinheiro havia saído do chão para ir até quase o topo do mastro, porém como o mesmo havia reportado, tinha um problema, Bee mesmo com seus socos não conseguia tirar o tal objeto fincado na madeira, nem mesmo seus socos pareciam fazer efeito, o que fazia Buster descer rapidamente do mastro caralho.
Com um gesto rápido Julian sacaria sua adaga e gritaria:
- Bee! Minha adaga, corte a corda com ela!
Dita a frase o marinheiro sabendo que sua mira não seria das melhores iria tentar uma aproximação rápida até seu parceiro, visando entregar ao mesmo o utensílio que poderia facilitar a retirada do arpão, mas se caso Julian percebesse que o tempo não estava ao seu favor o mesmo viraria para Jeremy e falaria:
- Entregue minha adaga ao Bee, atire-a na parede próxima a ele. - Dito isso o médico colocaria nas mãos do atirador sua adaga, a qual estaria antes, guardada em seu cinto.
Não, Julian não havia pensado em ser contrariado pelo capitão, já que o mesmo deveria saber que aquilo era o certo e mai prudente a se fazer, e mesmo se fosse repreendido o médico continuaria com sua pose e ação.

Feito isso o garoto correria para ver o que estava acontecendo, e seria naquele momento em que Julian veria a silhueta negra ao fundo, o ceifador estava no barco invasor, sua tripulação, bem como ele, usavam as máscaras de caveira, assim como havia alertado Arashi, se fossem somente decorativas ou tivessem a função extra de intimidação somente o tempo diria, mas Julian não temeria perante seus rostos e sim perante a situação em que se encontravam os civis, os piratas estavam tentando embarcar logo na área dos civis, a única coisa que o médico teria medo seria de perder alguém, mas ele estaria disposto a não deixar isso acontecer, já que o mesmo estava com o problema batendo à sua porta, a única opção restante seria lutar até a morte, nenhum nome escroto o faria recuar ou mesmo ter medo, perante aquela situação todos os fatores dariam ainda mais motivos para que Julian viesse a ficar de pé e enfrentar o perigo pelos que não poderiam, se não fosse sua imagem, suas ações trariam esperança e forças aos companheiros, pelo menos seria isso que ele queria e gostaria.

O espadachim com seu organismo todo revirado graças ao misto da situação com a adrenalina, correu pelo barco até chegar ou até achar um jeito de alcançar a corda do arpão fincada na parede do navio, provavelmente o jovem usaria o mastro caído, algo que veio a calhar, talvez o azar do marinheiro fosse tanto que às vezes se tornaria positivo, pelo menos era assim que ele pensava, subindo pelo mesmo, com cautela para não cair, o jovem iria até o arpão, coisa que não seria tão difícil, o difícil seria o obstáculo à sua frente, um Siad, o corpo negro e descoberto na parte superior seria sua maior característica, além da máscara gótica claro, algo que intrigaria o jovem médico, tudo bem que a variação de tons de pele pode chegar aquele, mas a tripulação toda é assim, seria algum gene recessivo que acabou se tornando dominante ou apenas uma tintura tribal? Resposta essa não seria dada pelo inimigo, muito menos qualquer outra, aquele era um campo de batalha e não uma festa social.

A primeira ação do jovem espadachim foi sacar sua espada, parar sua corrida atrapalharia sua investida, portanto o mais prudente seria usar força + velocidade para tentar derrubar ou golpear o adversário, o foco de Julian estaria no arpão, portanto o espadachim estava querendo chegar ao mesmo o mais rápido possível, visando impedir a entrada de mais invasores, o obstáculo deveria ser superado em tempo recorde, e assim Julian tentaria. Em sua rápida investida o garoto tentaria realizar uma espécie de “dash” e acompanhado deste um corte horizontal, tentando cortar o abdômen ou o peito do Siad, se isso não fosse o suficiente para tirar/eliminar seu oponente o jovem daria continuidade a série de ataques com um corte diagonal, o qual desceria de cima e acertaria desde o trapézio até o abdômen do pirata, em seguida o jovem tentaria um corte horizontal no abdômen do inimigo, e logo depois tentaria um vertical de baixo para cima, tentando um corte desde seu abdômen até o ombro esquerdo do oponente.

O jovem não esperaria muita coisa anormal, se o homem conseguisse o atacar com uma armadilha isso seria um problema para o espadachim, que não esperaria ser surpreendido por uma tão rápido e tão cedo, caso o oponente fosse usuário de espadas Julian saberia muito bem como defender seus cortes, seria fácil para o espadachim impedir seus ataques usando de sua katana, mas o que poderia piorar a situação seria se o pirata fosse muito rápido, por mais que Julian soubesse defender conseguir acompanhar o movimento seria algo totalmente diferente, se ele visse que não poderia defender, como reflexo corpóreo ele saltaria para trás ou lados, dependendo do golpe (horizontais e verticais respectivamente).

Se o oponente lutasse com o corpo (punhos e pernas) Julian teria o inimigo natural da pele em suas mãos, era como se o Siad tivesse jogado papel e ele tesoura, se o homem tentasse golpear o espadachim, esse tentaria golpear o mesmo membro que estaria sendo usado por seu inimigo para o acertar, apesar de o principal das técnicas marciais ser a mobilidade Julian tentaria contrapor isso com defesas ofensivas, se o médico percebesse que não conseguiria acertar o oponente antes de levar um golpe o mesmo trocaria sua pose de luta, procurando agora defender e esquivar de socos e chutes, como Julian não sabe muito sobre técnicas marciais seria um desafio lutar contra um usuário destas, o espadachim tentaria defender com a espada socos e chutes que estivessem tentando acertar a parte superior de seu corpo, e com esquivas e saltos ataques que estivessem sendo feitos visando acertar a parte inferior de seu corpo.

Se o inimigo fosse um lanceiro isso também seria um desafio, mas para isso Julian tentaria não estar muito longe do inimigo, já que lanças envolvem muitas estocadas e ataques a distância, um combate a queima roupa seria o melhor a se fazer, quanto mais longe da ponta melhor, defesas contra as mesmas só se fossem para desviar o curso do ataque, pois não há uma maneira certa de defender um ataque de uma lança, acertar a base e mudar a trajetória da lança para outra direção seria a melhor defesa e Julian tentaria a pôr em prática.

Caso o oponente fosse de um estilo mais “gatunesco”, como um usuário de adagas, Julian também saberia como lidar contra um desses, já que o espadachim lutou previamente contra um subordinado de Draco que era usuário deste mesmo estilo, o principal fator que o garoto deveria focar seria a defesa, já que o Siad deveria ser rápido, mas não deveria estar preparado para um estilo totalmente defensivo de luta, era só observar onde o oponente estaria mirando e tentar defender usando sua espada ou esquivar com saltos e giros de corpo.
Caso o jovem visse uma abertura durante os ataques do Siad o mesmo tentaria se aproveitar disso, golpeando-o com cortes rápidos e precisos, mesmo isso contrariando seus princípios de causar menos dor possível ao oponente.

O forte de Julian, de qualquer maneira, é se adaptar a luta, em meio a uma o médico consegue analisar a movimentação inimiga e bolar táticas para“counterar" seus ataques e às vezes prever certos movimentos repetidos, provavelmente nesse primeiro instante seria o momento de análise de ambos os lados, então Julian não estaria esperando finalizar o Siad de primeira, mas o que ele queria, no momento, era afastar seu oponente, com isso feito talvez ele conseguisse uma abertura, um curto espaço de tempo e isso era tudo que ele precisava, o jovem então usaria a tal abertura para tentar cortar a corda do arpão, assim cumprindo parte de seu trabalho e plano, além de impedir temporariamente a chegada de mais piratas Siad, isso daria algum tempo de descanso para os marinheiros, além de ganhar tempo para eles se prepararem e reposicionarem.



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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyQui 19 Jul 2018, 18:53

BATALHA NO MASTRO


Com o início da invasão da tripulação de Al Sa Bain ao navio em que estavam, os marinheiros eram obrigados a começar a agir e rápido, caso contrário teriam que lidar com um número muito grande de inimigos, e com o grupo pequeno que tinham isso poderia vir a ser um problema. Assim que os Siad começaram a deslizar pelas cordas ligadas ao navio de viagem por um arpão, Bee correu de maneira veloz e começou a escalar o mastro onde um dos arpões havia perfurado, tentando arrancá-lo de lá sem sucesso. Percebendo que a melhor solução seria cortar as cordas, Julian puxou sua adaga da cintura gritou para que o cozinheiro a usasse, então o espadachim avançou até o mastro enquanto Bee descia do mesmo para pegar com ele a arma afiada.

A invasão acontecia de maneira bem veloz, e esse curto tempo onde Julian se movia para entregar a adaga a Buster Bee foi suficiente para que alguns Siad botassem os pés no navio através das quatro cordas que davam a eles essa ponte de entrada. Quando o lutador de Karate Island subiu novamente o mastro e usou a adaga para cortar a corda ligada ao arpão, três Siad já haviam pulado de lá para dentro do navio, sendo que quando a corda caiu, um quarto invasor foi forçado a cair de mal jeito no chão do convés e outros três acabavam por cair na água do mar.

- YES! Engole água agora, otários! - Gritou Bee depois de conseguir cortar a corda com a adaga de Julian. Assim que o cozinheiro desceu do mastro, ele foi surpreendido por um desses piratas com máscara de caveira que o atacou com uma adaga tentando perfurar sua barriga, mas o lutador foi ágil em desviar e revidar com uma cotovelada na cabeça do agressor, assim iniciando o combate entre os dois. - Pode vir com tudo pro x1, seu lixo, ainda nem comecei a usar meus pés! Hehe.

Os outros três Siad que já haviam invadido o navio por essa mesma corda espalharam-se para atacar Jeremy e Arashi, o que acabou forçando o atirador a parar de atirar nos piratas que tentavam invadir o interior do navio pelos buracos na lateral, caso contrário acabaria sendo atingido pelo único pirata que avançou para atacá-lo.

- Puta que merda, sai de mim, desgraça feia! - Gritou Jeremy mirando as suas pistolas no Siad que veio na sua direção empunhando uma espada de lâmina curta que não possuía uma proteção de mão, apenas o cabo. Por incrível que pareça o pirata era ágil e conseguiu desviar de todos os disparos de Jeremy, sabe-se lá como, conseguindo alcançá-lo para então atacá-lo com um corte de cima para baixo, este que o atirador também fez bem em desviar. - WTF! - Exclamou surpreso ao ver que o pirata escapou de todos os seus tiros.

Voltando o foco para Julian, que já tinha começado a correr em direção ao segundo arpão no convés antes mesmo de Bee conseguir cortar a primeira corda, usou do mastro que havia caído recentemente para alcançar com mais velocidade a parede do navio que o arpão havia perfurado. Porém, como eu já havia dito, o tempo que o espadachim levou para entregar a adaga ao cozinheiro foi suficiente para fazer alguns Siad chegarem na embarcação, e os que vieram pela corda da cabine apesar de no momento serem apenas dois, um deles vinha ao encontro do médico descendo pelo mastro, enquanto o outro pulava do alto da cabine até o convés para atacar aqueles que estava lá embaixo.

O Siad que avançou contra Julian era um usuário de espadas, nesse caso um tipo de katana cumprida, porém que não possui a parte que protege a mão, característica aparentemente comum nas armas desse bando. Como eu mencionei, o pirata não interceptou o marinheiro quando este já havia chegado na parte alta das cabines, pelo contrário, Julian ainda estava subindo pelo mastro quando o homem com a máscara de caveira e a pele completamente negra lhe forçou a parar para defender o ataque que ele efetuava com a sua katana. Rapidamente os dois espadachins começaram a travar em cima do mastro uma batalha com as suas lâminas, sendo que além das habilidades do oponente, também precisariam lidar com o próprio equilíbrio em conseguir se manter de pé na estrutura onde estavam.

Julian dedicado a passar pelo Siad o mais rápido possível, tentava avançar com velocidade pelo mastro para cortar o pirata pela horizontal na altura do abdômen, mas ele desviaria pulando para trás, algo surpreendente já que ele caia novamente no mastro com tamanha maestria que até parecia estar andando sobre um terreno completamente plano. Empenhado em manter a pressão, o marinheiro se apressou em realizar mais um corte, agora diagonal de cima para baixo, que seria bloqueado pela lâmina do Siad, forçando Julian a atacar novamente e assim tentou mover sua espada para outro corte horizontal na barriga do adversário, que também era ágil na movimentação da espada e bloqueava o ataque com a sua própria arma. Após mais uma tentativa falha, o soldado puxou a sua espada para trás e tentou um corte vertical que viria por baixo, mas para a sua surpresa o pirata repeliu a lâmina que o atacava golpeando-a com a sua katana, abrindo assim a chance para ser a sua vez de atacar.

Agora botando a pressão que ele queria, o Siad (que é destro) atacou primeiro com um corte horizontal da esquerda para a direita mirando o pescoço do marinheiro, acertando ou não, para ele não fazia diferença, pois agora pela direita ele iniciaria um corte rápido pela diagonal visando atingir do ombro direito até a costela esquerda de Julian. Todos os movimentos do Siad eram executados enquanto seus pés iam andando pelo mastro, ou seja, cada defesa ele andava um pouco para trás e cada ataque ele andava um pouco para frente, sendo que nesse último caso servia também para aumentar a pressão em cima do marinheiro que precisava não apenas defender, como também se equilibrar no poste de madeira enquanto é forçado a andar para trás. Independente do movimento que Julian faça para tentar se defender, haveria ainda um terceiro ataque por parte do pirata que consistia em uma investida com o pé esquerdo ao mesmo tempo que usaria o direito na sequência para adquirir o apoio necessário para realizar uma perfuração que mirava o abdômen do espadachim.

De maneira resumida, visualize o ataque do Siad como um corte em Z, onde primeiro ele corta da esquerda para a direita, depois em uma diagonal e por fim realiza uma estocada tentando perfurar a região da barriga de Julian, sendo que todos os seus movimentos são realizados enquanto ele praticamente caminha pelo mastro, sem demonstrar dificuldade em se equilibrar na estrutura. Caso o marinheiro compre essa briga no mastro e tente defender os golpes para contra-atacar, a cena da batalha passaria a se tornar algo parecido com isso… Quem sabe algo que no futuro Julian ao relembrar o seu passado chame de “aquela batalha do caralho”.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyDom 22 Jul 2018, 21:23



Se havia algo que Julian não queria era isso, essa situação, na realidade tudo que ele queria era totalmente ao contrário. Porque mais batalha? Seria a pergunta que estaria em sua cabeça, já não bastando todo o ocorrido em Baterilla com Asuna e Trevor agora piratas estariam o tentando matar, não somente a ele, como também a todos os civis e marinheiros a bordo. Isso sim é azar.

No barco que os está perseguindo estão não somente assassinos naturais vindos de uma tribo, os Siad, como também um homem com a alcunha de “Ceifador de vidas", nomenclatura essa que com toda certeza não veio de um hobby como tricotar, a não ser que você substitua linhas por tripas e agulhas por foices, Al Sa Bain, um nome que também não aparenta ser agradável.

Em meio a um conflito perigoso rodeado de caos e destruição há um médico, Julian, um garoto que apenas queria ir a uma ilha ver se pessoas que o ajudaram estariam bem, um espadachim preguiçoso o qual trocaria toda a situação por uma cama aconchegante. Mas a vida é cheia de surpresas e com a sorte de Julian a maioria será ruim, em pouco tempo o garoto conseguiu se arrepender de ter um dia levantado de sua cama.

Junto do sol, da água e do som do mar batendo no casco de madeira do barco, vinha também a fermentação de esperança, pois quanto mais perigo, mais medo, e quanto mais medo, maior será a esperança gerada, e quanto mais esperança, mais felicidade, Julian queria atingir o êxtase da felicidade, o total, se ele conseguisse fazer isso conseguiria também levantar o ânimo de seus companheiros e civis, mas para poder fazer isso eles deveriam derrotar aqueles piratas, quanto maior a quantidade de inimigos caídos maior a moral.

No momento Julian encontrava-se em um perigoso embate, um duelo “maestral” onde ambos os duelistas estão em um terreno que seria no mínimo, peculiar, um mastro. O oponente do garoto era, assim como ele, um usuário de espadas, um bem habilidoso ao ver do garoto, já que além de o mesmo ter uma katana sem tsuba (guarda), também conseguiu defender de todos os ataques do garoto.

Como se não bastasse o oponente ser quase um equilibrista de circo, ao contrário do marinheiro, o mesmo ainda conseguia, com maestria, o atacar enquanto realizava uma movimentação complexa, o objetivo era simples, passar pelo Siad e cortar a corda do arpão, feito esse que impediria mais homens da tripulação de Al Sa Bain de ter acesso ao convés, infelizmente para Julian essa tarefa não seria fácil, se ele já estava com dificuldades para lutar contra um, qual seria a força de seu capitão? A grande silhueta negra ao fundo da batalha.

O marinheiro estava certo em uma coisa, um passo de cada vez, primeiro o homem à sua frente, depois a corda, depois o resto, mas para a sorte de Julian, o Siad agora o atacava, piorando a situação que, se o marinheiro acabasse sendo atingido o marinheiro entraria numa desvantagem maior do que está no momento, portanto o garoto deveria defender todos os ataques, com o primeiro ataque (o corte feito mirando seu pescoço) Julian tentaria usar de sua ambidestria para surpreender seu inimigo e passar a utilizar sua espada na mão esquerda, tentando bloquear a espada do oponente antes da mesma chegar perto o suficiente de sua jugular, isso seria feito tentando colocar sua espada de forma reta com a lâmina para baixo na frente da do inimigo, se desse certo a defesa acabaria interrompendo a trajetória da lâmina e também fazendo com que o mesmo buscasse outra forma de o atingir.

O segundo golpe (a diagonal pelo ombro direito) seria defendida com a espada na posição horizontal, com um giro rápido (visto que a espada estava com a lâmina apontando para baixo, graças a última defesa) o jovem médico tentaria colocar a espada na horizontal e assim segurar com as duas mãos no cabo, para ter melhor apoio, se ele defendesse, mais uma vez, o Siad teria seu golpe aparado pelo jovem e deveria buscar outra forma de o atingir, se o espadachim ainda tivesse tempo tentaria afastar seu oponente, empurrando sua espada para trás.

O terceiro golpe seria o mais difícil de se defender, já que o marinheiro estava travando duas batalhas, uma contra o gótico de cor preta (no caso a pele dele é literalmente preta) e contra a gravidade, que o fazia tentar ao máximo manter o equilíbrio sobre o mastro caído, coisa que seu inimigo já dominava, com uma série de movimentos complicados e que deixariam Julian cada vez mais preocupado o ataque vinha, em um rápido avanço o Siad ficou em sua melhor posição e o realizou, uma estocada visando perfurar seu abdômen, coisa que Julian não deixaria, e tentaria ao máximo desviar ou defender o ataque, utilizando sua espada tentaria fazer igual ao oponente e procuraria golpear a espada para alterar seu curso, evitando um golpe que poderia ser letal, se o marinheiro visse que não conseguiria, ele pularia para trás tentando evitar o ataque, mas se ainda fosse possível o jovem tentaria girar seu corpo para o lado dessa forma deixando o ataque passar direto por ele e utilizando seu braço esquerdo tentaria golpear as costelas do oponente.

Se nenhuma das defesas desse certo e Julian percebesse isso, ele tentaria parar pelo menos parte do ataque, para não levar o dano total.

Agora livre da pressão inimiga Julian voltaria seu avanço com força total, fincando uma espada a frente de si enquanto avançaria contra o assassino já sacando outra, tentando, como primeiro golpe, golpear o inimigo com sua espada de baixo para cima, golpeando desde as costelas do lado direito, até seu ombro esquerdo, logo em seguida descendo a espada, com o mesmo embalo do golpe anterior, ele golpearia o trapézio do Siad, e como terceiro golpe Julian ainda tentaria fazer um corte no peito do oponente, descendo do peitoral até as costelas.

Se ainda pudesse, em uma forma de surpreender o inimigo, o jovem voltaria alguns passos, dando a entender que havia parado seus ataques, e puxaria a espada fincada, assim utilizando duas espadas, a fincada que estaria agora em suas mãos e outra a qual ela já estaria utilizando, com ambas ele tentaria fazer um corte em X no peito do oponente subindo com as espadas ao mesmo tempo, golpeando em diagonal de baixo para cima, rasgando desde a cintura até os ombros, ou então, caso o marinheiro percebesse a dificuldade de acertar o inimigo e visse que não conseguiria acertá-lo no tronco, ele tentaria melhorar sua situação, Julian faria o corte em X nas pernas do Siad. Uma outra forma de tentar surpreender o inimigo também seria usada, mas essa somente quando houvesse o choque de espadas, onde Julian tentaria deixar suas espadas juntas, em um embate, e aproveitando da falta do tsuba da katana inimiga ele tentaria fazer com que sua katana golpeasse os dedos do mascarado, assim tentando os cortar e prejudicando o inimigo.

Agora se defendendo o médico estaria da mesma forma, mas dessa vez tomando cuidado com as acrobacias do oponente, se caso o mesmo tentasse realizar mais uma o garoto procuraria impedir a mesma de continuar, golpeando seus membros, ou até mesmo avançando contra o mascarado, para o impedir de continuar, o foco do médico agora seria diminuir a mobilidade inimiga, tentando afetar suas pernas, para ver se isso facilitaria sua vitória.

Contra ataques vindos de cima na vertical, Julian, tentaria os aparar com sua espada na horizontal, impedindo sua passagem ou até diminuir danos que poderiam ser sofridos, contra ataques horizontais o garoto tentaria os defender com sua espada na vertical e contra estocadas o garoto tentaria ou andar para trás ou golpear a lâmina inimiga para alterar sua direção, em qualquer uma das formas escolhidas para defender os espadachins acabariam por ver “raios” saindo de suas espadas, uma luta de espadachins sempre é emocionante, pois a qualquer momento um lado pode ganhar assim como pode perder subitamente, é uma batalha emocionante por ser imprevisível, mas o que Julian estaria pensando no momento era em vencer logo, ou aquela luta poderia se repetir mais e mais vezes, graças a mais invasores que caíriam no barco, e aquilo seria o que o marinheiro não queria de forma alguma. Suas técnicas eram boas, mas até que ponto?

Mas Julian tinha uma preocupação acima da de cortar a corda, acima daquela luta, ele queria saber se Asuna e todos estariam bem, uma invasão daquelas era perigosa, ainda mais quando os piratas estariam tentando entrar por todos os buracos possíveis, e ela estava se tornando mais perigosa a cada segundo, com chegada de mais e mais homens, todos estariam batalhando com tudo de si, mas isso seria o suficiente? A resposta só viria assim quando tudo estivesse calmo e ele visse seus companheiros. Por agora, foco na luta.
- O graal que você procura não está aqui. - Falaria o garoto com uma frieza glacial, enquanto encararia seu oponente.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyDom 29 Jul 2018, 08:03

SEMPRE DA PRA FICAR PIOR


Julian parecia ter dificuldades para enfrentar o mero tripulante do bando de Al Sa Bain, o ceifador de vidas, que mesmo aparentando não ser o mais habilidoso dos espadachins, sua habilidade em se equilibrar pelo mastro onde estavam lutando trazia para ele uma boa vantagem se comparado ao marinheiro. Para o oficial D’Capri, vencer ali era importante, não apenas pelo seu orgulho, como também pelo objetivo principal de cortar a corda logo adiante e impedir que mais piratas invadissem o navio, que por sinal, enquanto lutava, Julian podia reparar que os Siad que vinham ao navio através daquela corda, pulavam do topo das cabines para alcançar o convés, por isso no momento ele não fazia mais ideia de quantos inimigos já haviam invadido a embarcação.

Seu adversário havia sido bom o bastante para desviar ou bloquear todos os seus ataques, então agora era a hora de Julian fazer o mesmo, segurando uma de suas katanas na mão esquerda, ele colocaria a lâmina na vertical apontada para baixo na frente do seu corpo, movimento que fez para bloquear com sucesso o primeiro ataque do Siad que mirava logo de cara atingir sua garganta com um corte mortal. Já visualizando o movimento seguinte que o oponente iria fazer, o médico girou a sua espada noventa graus para botá-la numa posição horizontal e segurou o cabo dela com as duas mãos para adquirir maior firmeza na hora de absorver o impacto do choque das armas.

Com o intuito de buscar uma oportunidade para desestabilizar o adversário, Julian tentou empurrar a espada do Siad depois de bloqueá-la com a sua, mas tal movimento acabou sendo prejudicial ao seu equilíbrio, fazendo-o tremer um pouco as pernas e acabar tendo que recuar alguns passos para trás na sequência até conseguir se recuperar totalmente. O problema é que isso gerou também a oportunidade perfeita para o espadachim inimigo avançar contra ele com o seu ataque perfurante, e visto que o marinheiro ainda lutava para se manter em pé no mastro, o único movimento viável que ele poderia fazer era golpear a espada assassina com um rápido ataque da sua, algo semelhante com o que o seu adversário já havia feito anteriormente.

Mesmo conseguindo se livrar dos três ataques do Siad, a falta de habilidades acrobáticas do médico lhe custavam caro nessa batalha que exigia uma extrema maestria nessa área, o resultado disso começava a aparecer no instante em que Julian pisava de mal jeito na lateral do mastro e sentia uma forte fisgada no seu tornozelo que ele rapidamente iria identificar como uma torção, forçando-o a se abaixar e fincar a sua espada na madeira para que assim pudesse usá-la para se segurar e com isso não lhe provocar uma baita queda.

Mesmo com um possível tornozelo torcido, Julian ainda não desistia de continuar prosseguindo por essa plataforma estreita, então ao voltar a se erguer ele sacou uma segunda espada e se moveu em direção ao Siad com a velocidade debilitada por conta da sua dor no pé, seu intuito era atacar o inimigo com um corte de baixo para cima, mas acabou errando o ataque graças a uma evasiva do adversário que dava alguns majestosos passos para trás. Na sequência, sem dar mais chances para o médico completamente em desvantagem por conta da sua falta de habilidade em se equilibrar e agora com o pé esquerdo lesionado piorando ainda mais a situação, o Siad bloqueou a espada de Julian com a sua lâmina afiada e empurrou-a usando a força de seus braços, mesmo que isso por si só já fosse suficiente, o assassino negro também usou a sola do seu pé direito para tentar atingir o marinheiro, forçando-o a recuar pelo mastro.

Se não fosse a espada que havia fincado na madeira segundos antes, Julian teria caído de costas no estrutura em que estava, mas graças a ela quando deu alguns passos para trás ele conseguiu se apoiar e continuar de pé. Sua vontade era de puxar essa segunda katana e avançar contra o mascarado para lhe pressionar com ataques duplos, porém, o que poderia ser a sua chance de surpreender o inimigo acabava desaparecendo por conta da aparição de um segundo Siad que vinha subindo o mastro em direção aos dois. Se já não fosse desesperador o suficiente ter que enfrentar um desses caras em cima desse mastro, como seria ter que lidar com dois?

O segundo mascarado caminhada em direção ao marinheiro com as costas curvadas e a espada arrastando na madeira. Mesmo com o seu temperamento calmo, Julian D’Capri poderia vir a sentir medo do que estava prestes a enfrentar, dois assassinos mascarados vestindo o negro e avançando em sua direção com espadas prontas para cortar-lhe a garganta, enquanto ele precisava se preocupar também com o fato de estar com o pé esquerdo dolorido e mal conseguia se equilibrar em cima do mastro sem o apoio de uma de suas espadas que havia deixado fincada na madeira. Mesmo sendo um habilidoso espadachim ambidestro e possuir um arsenal de três katanas (não está com posse da adaga no momento), o marinheiro seria capaz de sair vitorioso desse confronto?

O lado bom é que talvez isso dificilmente fosse ficar pior, já que não havia espaço para mais Siad subirem pelo mastro e aparentemente nenhum deles é um usuário de armas de longa distância para começar a atacá-lo diretamente do convés, por outro lado isso não era tão tranquilizante assim já que se ele não conseguir melhorar a sua situação atual ele acabará morrendo de qualquer maneira. A verdade é que suas chances de sair vitorioso acabaram de cair drasticamente, mas ainda há algumas possibilidades que podem lhe garantir o sucesso, basta conseguir encontrar uma maneira válida de se manter de pé em cima do mastro ao mesmo tempo que consegue bloquear os ataques inimigos vindo das duas direções, tarefa extremamente difícil e com baixas taxas de sucesso, mas quem sabe com sorte não fosse possível.

Fugir e desistir de cortar a corda também era uma opção bastante válida, de certa forma ele não precisa se preocupar com os Siad que invadirem o navio vindos pela parte de cima das cabines desde que ele e os demais marinheiros sejam capazes de pará-los quando descerem para o convés, porém era uma escolha arriscada, já que a estamina deles poderia acabar depois de um tempo enfrentando os piratas, que por sinal eles não fazem ideia de qual seja o tamanho da tripulação.

Quem sabe uma boa opção para o marinheiro também seja a de arriscar uma investida “berserk” subindo o mastro com velocidade de maneira imprudente enquanto ataca o Siad no caminho com golpes de sua espada, mesmo que possa vir a ser atingido no processo, as suas chances de derrubar o inimigo dessa estreita plataforma são até que altas, ainda que isso não elimine o segundo mascarado avançando para atacá-lo por trás ou o seu maior ponto fraco no momento que era a torção no pé.

Ficar parado também seria uma opção para Julian? Não sei, mas independente do que ele fizer, o movimento dos seus adversários não irá mudar. Avançando com velocidade na direção do marinheiro eles erguerão suas lâminas para o alto para tentar atacar o espadachim com um corte diagonal de cima para baixo. Ambos estavam sincronizados o suficiente para fazer isso quase que ao mesmo tempo, então se D’Capri optasse por tentar defender ele teria que se preparar para responder simultaneamente… Mas a pergunta agora é: será que o entediado Julian terá a disposição necessária de se esforçar tanto assim para vencer essa batalha?


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CONSIDERAÇÕES:
 

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JEREMY:
 

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 4 EmptyDom 29 Jul 2018, 15:09



A única coisa que o jovem médico queria era cumprir seu objetivo, a ilha, a qual agora estava tão perto, estava ficando cada vez mais longe, graças aos obstáculos impostos pela vida (vulgo piratas), devido a isso, Julian até mesmo cogitava a opção de apenas abrir os braços e receber os golpes, quem sabe morrer fosse a melhor opção? Finalmente um descanso digno, um o qual ninguém poderia perturbar e nem impedir, o descanso eterno da morte. O garoto poderia até cogitar, mas não aceitaria a oferta, há pessoas dependendo dele, pessoas as quais não podem se defender no momento e enquanto pessoas assim estiverem dependendo dele, ele não entregará sua vida tão facilmente.

A dor latejante lembrava o garoto a todo segundo de seu ferimento no tornozelo, provavelmente era algo muito grave, visto que a dor era suficiente para o fazer jogar quase todo peso para sua outra perna, buscando um melhor apoio, e isso o fazia repensar em como deveria agir, estava limitado demais, sua defesa, ataque e movimentação estavam prejudicados, por consequência da dor sua concentração também estaria sendo afetada, já que a mesma fazia o médico querer gritar primeiro e pensar depois, a única maneira de externar a dor era mordendo os dentes e soltar alguns gemidos baixos.

Com ajuda da katana fincada atrás de si, ele levantaria e encarando os Siads buscaria apoio na espada, seu equilíbrio não era igual ao deles, e agora já não era igual nem ao seu, o tornozelo o obrigaria a perder tudo? Se avançasse contra eles, perderia, já que com o pouco apoio que tem não conseguiria se manter de pé no mastro por muito tempo, se ficasse parado também perderia, são dois agora o dobro de ataques, e para sua sorte ele teria só metade das defesas eficazes, já que dependeria de suas pernas para lhe apoiar, se desistisse, todos perderiam.
- Quanto azar ainda posso ter? - Perguntava a si mesmo, incrédulo com a situação.

Tudo havia piorado de uma maneira incalculável, as chances da vitória de Julian caíram drasticamente.
- O fim chegou tão rápido assim? - Se perguntava o garoto, tentando conter sua dor.

O pobre marinheiro já estava desistindo aos poucos de sua luta, mesmo que não quisesse admitir sua esperança já havia acabado, ele sempre foi assim, desde criança nunca teve a esperança como uma virtude, o ditado para ele funciona ao contrário, a esperança é a primeira que morre, isso pode acabar sendo desencorajador para outras pessoas que forem lutar ao seu lado, mas ele não procura externar isso é algo que seu inconsciente tem, mesmo que ele negue.

Da mesma forma que estava desistindo de sua vitória Julian se posicionava mais uma vez, mesmo que estivesse machucado ele não desistiria, até podia morrer ali, mas morreria sem deixar de ajudar, não há um guia para mostrar o caminho, não há uma trilha para seguir, não há uma estrada para escolher, então o médico abriria seu caminho, nunca houve uma escolha fácil na vida de Julian, por isso ele se acha azarado, por isso ele está sempre com preguiça, porque ele não quer se levantar pra ter que sofrer mais.

Sem dar um passo para trás o garoto se colocaria em posição de batalha mais uma vez, buscando apoio com sua espada ele com dificuldade ficaria de pé, encarando seus dois oponentes ele bufaria e buscaria novamente recuperar sua concentração, nesse curto período de tempo seus oponentes provavelmente poderiam pensar que sua guarda estaria baixa e partiam para o ataque, um estando atrás e outro na frente, uma cena típica de batalhas desiguais, com poucos segundos de concentração seria possível para Julian voltar a sua pose de batalha, mesmo que pudesse morrer ele não sentiria medo, isso era algo natural e iria acontecer uma hora ou outra, a visão de Julian era bem centrada e algumas vezes poderia acabar sendo fria demais, mas era assim que ele funcionava.

A cena de batalha que se seguiria seria provavelmente a mais difícil de Julian, mais por causa do terreno do que dos inimigos, assim que ambos estivessem perto o suficiente e prontos para o ataque o marinheiro aproveitaria o segundo de abertura que eles deixariam, que todo espadachim deixa, é um segundo crucial que somente poucos conseguem usar ao seu favor, assim que eles levantassem suas espadas, indicando que iriam atacar, o espadachim se aproveitaria disso e tentaria impulsionar seu corpo com o pé bom para cima do Siad a frente, e usando desse rápido avanço Julian faria um corte rápido no abdômen do adversário.

Se desse certo o garoto ainda tentaria usar o corpo do assassino como escudo o jogando contra o ataque de seu companheiro (não segurando o corpo sobre a cabeça, para isso ele precisaria de um apoio melhor, mas sim com um giro), tal ação poderia até dar-lhe alguns segundos de vantagem para que ele atacasse, aproveitando-se da distração o mesmo tentaria avançar contra o Siad e acertar um corte diagonal de baixo para cima, cortando de suas costelas do lado direito ao seu ombro esquerdo, mas só a oportunidade se mostrasse única, caso contrário só distrair o pirata já valeria a pena.

Caso o marinheiro conseguisse acertar o primeiro Siad, mas não fosse conseguir o jogar contra o outro sem receber um ataque, Julian então viraria seu corpo e tentaria colocar sua katana na posição horizontal para poder tentar defender o ataque que poderia vir a receber. Com a defesa feita o mesmo tentaria continuar pressionando o pirata, golpeando suas pernas, para tentar o atrasar, se conseguisse, tentaria golpear o pescoço do homem para o matar de uma vez e sem o fazer sofrer.

Caso as situações dessem certo o médico poderia seguir para a cabine tentar cortar a corda do arpão preso nelas, claro usando o apoio de suas katanas, as quais ele usaria como bengalas, fincando-as na madeira e seguindo em frente, para poder ter apoio e não correr o risco de cair. De todo modo, o objetivo de Julian era eliminar o que estava em seu caminho para a corda, se isso estivesse feito era só se manter vivo até lá e a cortar, após feito isso o marinheiro poderia dar-se a liberdade de concentrar-se na batalha que poderia vir a ter, se visse que não poderia vencer Julian tentaria uma fuga, talvez pulando lá de cima e tentando cair no convés com um rolamento para não prejudicar seu corpo, ou então descendo por um lugar menos perigoso.


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