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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 As mil espadas - As mil gaivotas

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

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MensagemAssunto: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyTer 5 Jun - 14:35

Relembrando a primeira mensagem :

As mil espadas - As mil gaivotas

Aqui ocorrerá a aventura do(a) marinheiro Julian D'Capri. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
jonyorlando
Sargento
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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptySex 29 Jun - 15:46


Ao que íamos nos distanciando de Mina um aperto em meu coração ganhava mais força, não literalmente como se fosse um sintoma, mas era um sentimento, uma tristeza tomava conta de meu corpo, Mina, uma jovem tão bela quanto uma rosa ou uma tulipa está desabrochando em minha frente, seu cérebro foi tão afetado que nem mesmo uma reação podia expor? A nossa medicina não estava nesse nível, nem mesmo perto, mas… Eu não quero ver isso nunca mais, não há nada que possa dar um fim a isso? Um fim ao sofrimento dela, um fim ao sofrimento global, doenças se espalham cada vez mais rápido e ninguém consegue fazer nada? Ninguém tem conhecimento ou poder para impedir que isso continue? Eu não quero um mundo assim, quero tornar esse mundo um bom lugar, onde ninguém precise chorar por fome ou por falta de amor, que ninguém precise dizer adeus antes da hora, gostaria de ter um poder para curar tudo isso enquanto também pudesse defender as pessoas para que isso não viesse a acontecer novamente, torço para que algum dia alcance esse patamar, a única coisa que posso fazer no momento é sorrir e conversar, mais nada…
Ao que ouvisse  sobre as lágrimas de Mina um sorriso apareceria em meu rosto, mas não o mostraria e sim guardaria comigo, de costas para a irmã de Asuna e para a situação caminharia para fora do quarto sem olhar para trás.
- Captei a mensagem, senhorita Mina…
Mina podia ter perdido muitas coisas, mas havia alguma coisa ali que ainda podia fazer por ela, ainda podia salvar seu coração, tirar aquelas preocupações que a afligiam, talvez até a deixar mais tranquila com isso, mesmo assim queria poder fazer mais, apesar de saber que não podia, eu queria, mas querer nem sempre é o suficiente e essa foi a primeira coisa que aprendi em minha profissão, e em um assunto como esse, que tange minha especialização, eu já deveria estar ciente disso, por isso deveria agora me concentrar no agora, não mais além. Ao que a enfermeira e Jeremy conversavam minha mente trabalhava enquanto os ouvia, mas todo meu redor ficou preto assim que ouvi a enfermeira confirmando com Jeremy uma localização, a qual havia estado pela manhã, a qual podia olhar, onde começou tudo aquilo…
“A praia do farol” Falaram em forma de eco as vozes de ambos, a de Jeremy e da enfermeira, latejando em minha cabeça as vozes iam e vinham, batiam contra as paredes de meu crânio e faziam meus olhos procurarem um lugar que não existia, um vazio, onde pudessem se perder, ao mesmo tempo que falavam, minha mente mergulhava em um rio de lembranças e como se um peixe puxasse a linha do anzol, uma frase transitava pela minha cabeça, vindo a tona assim que um silêncio surreal tomou conta de tudo.

“Quando eu era pequena eu adorava passar o dia na praia com a minha irmã…”
Essa frase, como não havia me lembrado? Algo tão importante, que foi dito a mim com tanto carinho, palavras que ditavam um momento de alegria… E deixei passar, como pude não prestar atenção em algo tão belo? Era como esquecer de receitar um remédio a um paciente, verdadeiramente sentia-me mal por não ter visto isso antes, não ter lembrado antes, a voz de Asuna falava mansamente e assim que a frase acabava outra vez a voz dela surgia, e mais outra vez, criando um looping, trazendo a mim uma epifania forçada, apesar de perceber que aquilo não era uma epifania, mas sim minha mente ligando os fatos, era como se por alguns segundos eu tivesse virado Jeremy, minha mente havia ligado todos os pontos da investigação, não perderia nenhum segundo a mais ali, ao sentir a adrenalina descer pela corrente sanguínea minhas pernas moveriam-se por conta própria dando início a uma corrida e a linha de chegada era a praia do farol, atrás de mim viria Landini, que estaria mais a trás graças a minha saída repentina da casa de recuperação, nem mesmo teria notado que estava me guiando pelas ruas sozinho, apenas estava seguindo meus instintos, tanto era minha concentração em chegar na praia que nem teria percebido o sol já chegando perto do mar, simbolizando a aproximação do por-do-sol, assim que chegasse na praia não perderia nenhum segundo, mesmo vendo os pedregulhos ou a mata não me renderia a isso, os escalaria e os cortaria, passaria por cima deles até que meus pés tocassem na areia, como não havia mais ninguém ao redor só poderia fazer mais uma coisa, ir até o farol, não mais correria visto que minhas pernas não aguentariam correr o tempo todo, afinal de contas não sou nenhum atleta, assim que Jeremy se juntasse a mim começaria então a andar ao seu lado para chegarmos logo ao farol. Antes que pudéssemos chegar ao fim de nosso percurso mais um obstáculo aparecia em nosso caminho, não uma montanha, nem mesmo mais uma caixa com um gato morto e uma mensagem, ou uma pedra que estaria no meio do caminho, dessa vez era algo realmente físico, um grupo de vândalos, pessoas preparadas para nos matar, era um grupo feito de… Crianças, a cada segundo me perguntava se estava em outro transe e a cada passo das crianças eu ficava mais incrédulo no que estava vendo, o que poderia fazer? A minha única reação a aquele grupo de mini-punks era piscar e me perguntar se ainda estava baleado e desmaiado no meio de uma rua, assim que elas começassem a nos cercar veria seus rostos e após alguns poucos segundos lembraria dos garotos que vi mais cedo, os que estavam a jogar bola durante minha visita a senhora Fifi e reconheceria cada um deles naquele grupo, infelizmente não havia mais nada que pudesse fazer, conversa não iria adiantar mais, então já estaria me preparando para sacar minha katana, ação essa que foi impedida por meu parceiro.
“Julian, deixa isso comigo…” Jeremy falava em um tom calmo, talvez mais calmo que o normal, não discutiria com ele, não queria bater em crianças se ele fosse fazer isso por mim já estaria de bom tamanho, e apesar de ainda não confiar 100% em Landini eu estava com preguiça, menos um trabalho pra mim.
Após a frase abriria minha mão, largando o cabo de uma de minhas katanas, deixando-a cair novamente na bainha infinita e abrindo minha boca para um bocejo.
- À vontade… - Diria ao final do bocejo enquanto massagearia meu olho direito com meu dedo indicador.
Assim que Jeremy havia começado a falar fiquei na minha, na verdade estava pensando em sentar-me na areia, estava um pouco cansado, devia ser algo relacionado a minha preguiça costumeira, estava em uma missão, depois descanso, enquanto pensava nisso nem havia percebido que Jeremy estava começando a apavorar as crianças, ao me dar conta disso e das falas psicopatas de Jeremy eu acharia graça, por algum motivo a vontade de rir veio a tona, não sabia explicar o porquê, talvez pela cara das crianças, talvez pela cara de Landini, não sei, mas tinha que deixar o clima assustador tomar conta do ambiente, por conta disso engoli meu riso e apenas continuei com uma expressão neutra em meu rosto, a mais neutra que podia fazer.
Reação:
 
Logo depois da encenação de Jeremy ele começou a gargalhar enquanto todas as crianças corriam para longe, chorando e gritando, uma cena que era verdadeiramente engraçada, mas estava bocejando na hora então não podia sorrir, estava mais concentrado em mim, o momento de bocejo é sagrado, é como espirrar, se não espirrar fica aquela sensação ruim, a mesma coisa vale para meu bocejo, mas assim que minha boca fechou olhei em volta para ter certeza que não havia mais nenhuma criança nos cercando e assim que constatei que não havia mais ninguém segurando um pedaço de madeira ou um cano olhei para meu parceiro e levantei meu polegar, mostrando para ele minha aprovação no método de afugentar inimigos, iria continuar andando se não fosse pela movimentação de Landini, que levantou sua pistola contra mim, numa reação totalmente defensiva pulei para o lado, ouvindo um disparo logo em seguida, era ele? Landini finalmente mostrou-me a prova que precisava, sabia que não podia confiar nele, no momento em que meus pés encontraram o solo novamente, já estava com a mão no cabo de minha katana e preparando-me para uma investida contra Jeremy, mas minha movimentação foi interrompida assim que o vi cair de costas no chão com sua mão pressionando sua barriga, ele havia sido baleado?!

Ao olhar em volta meus olhos encontravam a imagem do atirador, o garoto, o mesmo que havia atirado contra mim, o mesmo que entregou a carta a Asuna, era ele, aquele garoto, mas havia algo diferente, agora ele estava confiante? Suas mãos não tremiam mais, ele queria atirar, sabia como e tinha como, a expressão em meu rosto continuava a mesma, aquela expressão fria de batalha, ele podia ser uma criança, mas estava com uma arma em mãos, naquele momento ele era meu inimigo.
- Sabe, a principal regra que uso é: Nem eu. Eu te bati? Não, nem eu, estamos quites. Você me bateu? Sim, então agora é minha vez. - Ao mesmo tempo que estaria falando sacaria uma de minhas katanas. - Desculpa, mas não uso pistolas, será que dois cortes valem?
Assim que terminasse minha fala avançaria contra o garoto já segurando minha espada, correria na direção do mesmo não de qualquer forma, mas sim prestando atenção na arma do garoto, para poder ter chance de desviar dos disparos que fossem feitos em minha direção ou quem sabe até defendê-los, poderia ser na pura sorte? Poderia, mas ainda estaria valendo, apesar de achar que meu azar está sempre por perto vai que dessa vez dá certo. Quando estivesse perto o suficiente do garoto golpearia a areia no chão com um corte horizontal, para fazer que a mesma saltasse e fosse para cima do garoto, visando conseguir uma abertura, dessa forma uma vez que a areia tivesse bloqueado sua visão logo em seguida tentaria golpear o garoto, mas não com o gume de minha espada, tentaria o golpear com a parte de trás ou até com o cabo da espada, visaria acertar sua nuca, para conseguir a acertar tentaria realizar um rolamento para parar de frente para suas costas e dessa forma ter uma visão mais clara de onde queria acertar, se não conseguisse atacar sua nuca tentaria, com golpes verticais e de cima para baixo, acertar seu ombro ou até o braço que estaria com a pistola, para tentar desarmar o garoto ou então fazê-lo ficar inconsciente, caso minha movimentação não estivesse boa o suficiente, ao golpear a areia saltaria para cima do garoto e tentaria com um golpe de cima para baixo acertar sua cabeça ou seus ombros, se ele conseguisse esquivar de meu ataque com um rolamento ou saltando para trás ele daria de encontro com minha espada, que teria tomado o cuidado de fincar no chão enquanto estava levantando areia, e apesar de estar me preocupando bastante com a luta contra o garoto manteria minha guarda alta, pois ainda teria a chance de Landini se mostrar um traidor e tentar me atacar pelas costas, pode soar um pouco paranoico, mas não duvido mais de nada, acredito que até mesmo esse garoto pode se transformar no homem de vestes negras a qualquer segundo, mostrando que eu estaria num transe, até posso acabar descobrindo que o doutor Trevor é o homem de vestes negras, isso sim seria muito impressionante, é fantastico o que uma missão investigativa pode fazer com alguém.
Se não conseguisse golpear o garoto ou até mesmo levasse um tiro, não me preocuparia tanto em recuar, pelo contrário, iria avançar com ainda mais velocidade para cima do garoto, tentaria golpear a areia a todo momento, para dificultar sua visão, que por sua vez poderia dificultar sua mira, o que não iria querer era cair inconsciente outra vez ao chão, se viesse a levar um tiro e cair no chão logo em seguida golpearia a areia enquanto rolaria para o lado, para tentar escapar de um segundo tiro.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyDom 1 Jul - 18:15

IDENTIDADE REVELADA


O sol já começava a querer se esconder tornando o céu alaranjado, enquanto no mar o som constante das ondas se quebrando de forma agressiva na areia fina da praia era o que deixava o cenário ao mesmo tempo que belo, tenso, pois ali estava para acontecer o confronto entre um marinheiro e uma criança. Depois que descobriram que o lugar da mensagem era a praia do farol, a dupla Julian e Jeremy foram o mais rápido possível para lá, onde foram cercados por crianças que o soldado Landini as assustou com ameaças e as fez correr para longe dali chorando. O que eles não esperavam era que Jeremy seria baleado pela criança que mais vimos nessa aventura, a mesma que havia atirado em Julian, que agora tendo o seu parceiro ferido, precisava resolver de vez esse problema de haver uma criança portando uma perigosa arma de fogo.

- Não posso deixar... Não posso! - Diria a criança com a arma apontada para Julian.

O marinheiro teria a iniciativa partindo para a ofensiva com uma das katanas em mão e por mais humilde que ele pudesse ser, Julian sabia que seu nível de força era muito superior ao daquela criança que até agora ele não sabia o nome. Diferente da primeira vez que teve aquela arma apontada em sua direção, nesse momento o espadachim estava atento a realização de um disparo por parte dela, por isso atacou a areia em sua frente com um corte horizontal de forma a fazer com que ela fosse arremessada para cima tampando o campo de visão entre a pistola e a espada.

No momento que a parede de areia se ergueu, um disparo foi efetuado, atravessando-a o projétil seguiu as cegas em direção a Julian, porém não o atingiu, pois o espadachim já havia se movido realizando um rolamento no solo da praia para alcançar uma melhor visão do que seriam as costas da criança, onde por fim, com um simples movimento usando a parte sem fio da sua espada, Julian pode golpear a nuca do menor de idade para assim fazê-lo perder a consciência e cair em direção ao chão… De forma rápida e eficiente, o marinheiro terminou o combate mostrando o quão profundo era o mar que simbolizava a força entre o homem e a criança.

Antes de cair com os olhos esbranquiçados e com a saliva espumando pela boca em um estilo clássico de perda de consciência na obra de One Piece, a criança ouviu em sua cabeça a voz de um homem dizendo: “farei de você o mais incrível do mundo se ficar ao meu lado”. Em seguida a própria voz do garoto perguntou: “você não vai me trocar por ninguém, não é?”. E por fim ele ouviu o homem responder: “claro que não, minha criança”.

Com a batalha encerrada e o garoto inconsciente no chão, restava para Julian verificar se seu parceiro estava bem, visto que minutos antes ele havia sido atingido e podia estar correndo risco de vida. Jeremy encontrava-se deitado na areia da praia com a mão esquerda sobre o ferimento em sua barriga enquanto a destra continuava a segurar a sua pistola, ainda que ele não estivesse correndo perigo. Aparentemente ele ainda estava consciente, mas resmungava de dor o que impossibilitava ele de se levantar e seguir caminho com Julian, este que por sinal poderia ser capaz de ajudar o marinheiro baleado, isso se tivesse algum item médico com ele, portanto o máximo que poderia fazer é pedir para que o parceiro pressionasse o ferimento e esperasse até que eles voltassem para o hospital.

- Pegue esse filho da puta, eu consigo esperar… Imagina que patético uma dupla de marinheiros que quase morreram por serem baleados por uma criança, hahaha! - Falou ele de forma não muito animada, já que estava enfraquecendo com a perda de sangue.

Com as palavras de Jeremy incentivando Julian a avançar pela praia e subir as escadas até o topo do farol onde provavelmente se encontrava o homem de vestes negras, então cabia ao espadachim fazer isso o mais rápido possível, não por conta do navio para Karate Island, a essa altura foda-se a viagem para lá, ele precisava fazer isso rápido porque seu parceiro estava sangrando e precisava de tratamento médico… Por conta disso havia também uma segunda pressão em cima de Julian além de correr contra o tempo, a pressão de ser obrigado a vencer dessa vez, pois se falhar, não só há a chance dele morrer, como também a de Jeremy ir junto com ele para o portão do outro mundo.

Subindo as escadas do farol e ouvindo o som das ondas atingindo com força as pedras que haviam ali ao redor, Julian sentia o suor escorrer por sua testa e pelo restante do seu corpo quente cujo coração batia de forma acelerada, cada degrau subido era um passo a ficar mais perto do fim desse mistério, do fim dessa missão!

Assim que chegou ao topo da estrutura, um espaço largo e coberto pelo telhado do farol, haviam aberturas nas laterais por onde o vento entrava com intensidade e também permitia uma vista ampla não só do mar como também de grande parte de Baterilla, porém o mais importante era a pessoa que ali estava, ao lado do canhão de luz que outrora criava a iluminação que saia do local onde estavam e alertava os navios durante a noite de que ali havia uma área de difícil navegação rodeada por pedras.

Quando o homem se virou para Julian o coração do mesmo disparou ainda mais devido a tensão do momento, pois ainda que ele estivesse trajando suas vestes negras, dessa vez não estava com ele o chapéu e os óculos escuros, o que acabava facilmente revelando sua identidade, um rosto que o espadachim já estava familiarizado, o rosto de quem já salvou a sua vida…

- Estaria mentindo se dissesse que estou surpreso em te ver… Soldado Julian D'Capri. - Disse o Dr. Trevor abrindo um sorriso no rosto.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

SRA.FIFI:
 

DR.TREVOR:
 

JEREMY:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptySeg 2 Jul - 14:48


Enquanto a queda do garoto ocorria falaria enquanto embainharia minha espada.
- Desculpe garoto, mas você está em desvantagem e do lado errado.
Ao mesmo tempo que olhava para frente já seguro de minha vitória nessa batalha uma pergunta surgia. Por que e pra que? O que o garoto ia ganhar com aquilo tudo? O que o havia feito escolher aquele mundo? Aparentemente não iria obter aquela resposta no momento, para minha infelicidade, já que meu oponente acabara de ser derrotado, a batalha foi ganha, mas a guerra não. Meu parceiro que ainda se encontrava no chão continuava a sentir as fortes dores de seu ferimento, e mesmo que não pareça um tiro dói muito, no mesmo segundo que a batalha acabava iria o verificar, era meu parceiro que estava caído e ao que tudo indica o tiro era de verdade, anulando a possibilidade de Landini ser o homem de vestes negras, isso me fazia sentir um pouco mal, mas não o suficiente para ficar me culpando, ele me entenderia tenho certeza, ao chegar perto dele a primeira coisa que faria seria colocar meus dois dedos próximos ao seu pescoço, entre o mesmo e o trapézio, para tentar achar sua pulsação, uma vez que visse que ele não estaria morto isso acalmaria meu coração, que já estaria acelerado graças a adrenalina injetada naturalmente em minha corrente sanguínea, como uma medida de emergência, tiraria o lenço azul que estaria em volta de meu pescoço e o colocaria em cima da ferida de Jeremy, colocando sua mão por cima do pano pressionando a ferida.
- Desculpa, não posso fazer muito, mas isso vai ajudar diminuir a perda de sangue, é só continuar a pressionar.
Infelizmente não havia muito o que fazer, eu não tinha nenhum aparato médico em mãos, o certo seria levar Jeremy logo ao hospital e ele sabia disso.
“Pegue esse filho da puta, eu consigo esperar…” Falava Jeremy, provavelmente vendo a situação em que nos encontrávamos, tanto eu quanto ele sabíamos que o culpado pelos atentados estava lá dentro do farol, era a chance que tínhamos e não podiamos a desperdiçar.
“Imagina que patético uma dupla de marinheiros que quase morreram por serem baleados por uma criança, hahaha!” Completou Landini com a piada.
Jeremy era uma boa e brilhante pessoa, não merecia estar passando por aquilo, assim como Mina não merecia estar em seu estado atual, ambos dependendo de terceiros para continuar e completar a missão, por sorte (ou azar meu), eu era esse terceiro e cumpriria minha tarefa. Mostraria um curto sorriso para Jeremy, dando a entender que compreendi sua piada, mas a graça acabava ali, assim como meu sorriso, levantaria do chão já com a expressão séria e seguiria em direção ao farol, não havia tempo a perder e pelo meio do caminho ainda recolheria minha katana que estaria fincada na areia, mas não perderia o ritmo, continuaria correndo em direção ao farol, até adentrar neste.

Eu nem mesmo me preocupava com o tempo ou os céus, havia perdido minha noção temporal por completo, o que existia para mim era aquele momento, pegar o sujeito que seria o causador de todo aquele alvoroço, pegar o homem que teria machucado tantas pessoas, direta e indiretamente, aquele era o momento de descobrir quem era aquele homem, quem seria o responsável por todos aqueles acontecimentos, o homem de vestes negras seria desmascarado e isso é uma afirmação, não venceria apenas por mim, venceria por Mina, por Asuna, pela senhora Fifi e por Landini, carregava a vontade deles comigo e isso seria o suficiente para me manter e se não fosse, teria ainda a motivação de salvar uma vida, Jeremy estava sangrando na praia e se não recebesse um atendimento médico urgentemente iria morrer ali, eu não deixaria isso acontecer, naquele momento estaria correndo contra o tempo, deveria terminar com isso de uma vez por todas, aqui e agora, o farol será o último lugar que este homem irá visitar.
Meus passos ficavam mais firmes a cada degrau, apesar disso, meu coração estaria quase saindo de minha caixa torácica e ao mesmo tempo calafrios se espalhavam por todo meu corpo, desde a cabeça até meus pés e dedos, não podia retroceder, só poderia andar para a frente aqueles calafrios e as misturas de sensações não me impediriam, enquanto subia mais e mais naquela torre ainda era possível ouvir as ondas quebrando-se nas rochas da praia, era um som um tanto quanto acalentador, algo calmo e sereno e esse som continuou durante quase toda minha subida, até que pisei no último degrau, estava cansado, mas não era hora para descansar, não ali, o som que preenchia o local era o do vento batendo contra a construção, apesar que de fundo ainda era possível ouvir o som das águas marítimas, o canhão de luz que iluminava a noite estava ali a minha frente, a estrela principal da cidade de Baterilla, aquilo que salvava as vidas de marinheiros que precisavam se aventurar na escuridão noturna estava a minha frente, assim como Baterilla, as aberturas laterais do farol deixavam além de bastante espaço para apreciar a paisagem, tanto de boa parte da cidade de Baterilla quanto do mar e do céu, deixavam espaço também para a entrada de vento que era muito revigorante, aquela brisa no rosto era muito boa e parecia lavar meus espírito, mas com tristeza tinha que a ignorar, pois além de todas aquelas maravilhas estarem a minha frente havia também outra coisa que estava ali, o homem causador de toda aquela problemática, o homem de vestes negras e pistolas prateadas, o maestro de todo aquele “concerto” estava ali, mas havia algo diferente nele, seu chapéu e seu óculos escuros, ambos não estavam mais sendo usados e graças aquilo podia ver seu rosto, era aquele homem o qual outrora achei tão incrível, era o homem que havia prestado socorro a dona Fifi ajudando-a com seus gatos, o homem que havia me salvado depois de todo o ocorrido, era o doutor Trevor!
“Estaria mentindo se dissesse que estou surpreso em te ver… Soldado D'Capri.” Falava o homem com o mesmo sorriso de quando o encontrei pela manhã atacando os gatos da senhora Fifi.
Com esse acontecimento tão repentino minha feição mudaria, uma expressão mista de confusão com surpresa se instauraria em meu rosto e mente, o nome que havia passado tão poucas vezes em minha mente como suspeito estava ali, era ele, não tinha como negar era Trevor parado ali, apesar da surpresa não podia desfazer minha pose e mesmo querendo retroceder um passo havia dito a mim mesmo que não recuaria, aquele homem era meu inimigo, ele era o culpado, concentrando-me dessa forma firmaria meus pés ao chão, reafirmando minha posição de batalha, e ao mesmo tempo que prepararia meu corpo também prepararia minha mente, com isso, minha expressão fria e costumeira de batalhas voltaria, eu estaria pronto para lutar, tiraria meu boné da cabeça e até permitiria que o mesmo fosse levado pelo vento, ele coçava e a sensação boa do vento era tão gratificante que não me importaria em abandona-lo, com isso já feito encararia meu oponente mais uma vez e sacaria minha katana, apesar de não querer partir para cima dele no primeiro momento a deixaria a postos para quando a batalha viesse a ocorrer, acalmando e resfriando cabeça com minha concentração olharia para meu inimigo e começaria a falar:
- Doutor Trevor… - Várias perguntas surgiam em minha cabeça ao mesmo tempo, todo tipo, mas devia me concentrar e falar com ele calmamente, naquele momento o professor Moriarty e Watson se encontram e deveria pensar (e medir :toy:) minhas palavras. - Para quem verdadeiramente eram aquelas cartas? E como sabia que iria chegar aqui?
Abriria espaço para Trevor dar sua resposta, se em algum momento ele falasse que as cartas eram para Asuna completaria:
- Então para que a tirar da jogada? Por que tentou a matar?
Esperaria mais uma vez a explanação de Trevor e assim que ele a fizesse e se ainda pudesse perguntaria logo em seguida:
- Qual foi ou é sua ligação com a família Urameshi? Ou pelo menos as irmãs Urameshi…
Mais uma vez esperaria uma resposta de Trevor, de qualquer modo toda vez que viesse a esperar sua resposta manteria minha guarda alta, não podia agir sem precauções, a qualquer segundo ele podia realizar um ataque e estaria pronto para isso, se me distraísse, nem que fosse por um segundo, poderia custar minha vida além de minha vida a vida de Landini.
- Por que você recrutou as crianças? Para servirem como peões? Para manter o mistério dos crimes? O que eles eram pra você?
A conversa que estávamos tendo era mais um interrogatório não direto, haviam muitas perguntas em minha cabeça, mas não podia obter tudo, sabia disso e sabia também que Trevor não me daria tudo, deveria encaixar as peças que ele me dava e encontrar elas com as restantes, o quebra-cabeças se tornaria cada vez mais claro em minha mente, até isso acontecer deveria cumprir minha missão.
- O senhor sabe o que acontece agora doutor Trevor, e dessa vez não cairei no chão.
Com minha frase dita avançaria contra o doutor, já era hora da batalha se iniciar, se perdesse tempo conversando Landini perderia sua vida, meu tempo se esgotava.

Minha luta havia começado desde que meus pés tocaram o farol, ao ir contra Trevor tentaria ficar atento em seus movimentos, não só aos de ataque, mas também suas esquivas, de qualquer forma teria que o atacar, já sabendo que ele esquivaria de todos meus golpes, tentaria prever seus movimentos tentando acertar um pouco mais a frente, em um corte vertical não miraria diretamente nele e sim mais ao lado, o mesmo aconteceria com cortes horizontais, miraria um pouco mais em cima ou em baixo (dependendo da situação), para tentar acerta-lo durante sua esquiva, de todo modo prestaria atenção para não morrer, ou levar algum ataque, se ele tentasse atirar contra mim tentaria no primeiro momento acertar sua mão ou a pistola, com a lâmina ou se possível com o cabo de minha katana, se estivesse longe demais ou visse que não teria tempo de reação suficiente tentaria esquivar, realizando um rolamento para o lado e aproveitando-me desse movimento tentaria acertar um corte horizontal em suas costelas ou costas, se desse certo saltaria mais uma vez para o lado, visando tentar esquivar de algum possível próximo ataque. Caso fosse possível tentaria manter Trevor perto, como ele é um atirador ficaria mais difícil para ele manusear sua arma, mas isso não significaria que ele só tinha pistolas, ficaria atento para caso ele puxasse alguma espécie de faca ou espada curta, se minha intuição estivesse certa e Trevor realmente revelasse ter outra arma além de pistolas tentaria esquivar-me de ataques com sua arma secundária. Se em um combate curto conseguisse o impedir de fugir e estivesse conseguindo o pressionar tentaria um golpe surpresa, enquanto empurraria minha espada em direção a Trevor provavelmente ele estaria fazendo força para não deixar meu ataque o atingir, e no mesmo momento que ele estivesse fazendo força contra minha espada em uma movimentação rápida tentaria agachar-me deixando minha katana junto a mim, se Trevor estivesse fazendo força contra minha espada provavelmente quando parasse de fazer força o mesmo projetaria o corpo para frente e isso me daria uma pequena abertura, agachado e utilizando a força das minhas pernas tentaria mandar meu corpo, ou pelo menos minha katana para cima, tentando dessa forma realizar uma estocada no peito do doutor Trevor e atravessando o mesmo, para acabar com aquele combate rapidamente, e sem que meu inimigo sentisse muita dor.
Caso minhas estratégias de batalha não estivessem dando certo teria que apelar para a defesa, os ataques de sua pistola seriam o verdadeiro perigo, ele deveria saber onde me acertar para me matar imediatamente ou me inutilizar por isso deveria tentar me esquivar de seus ataques a todo momento, se conseguisse achar alguma brecha durante seus ataques a usaria avançando contra ele tentando desviar dos tiros, se em meu avanço ele ainda tentasse atirar em minha direção, mas visse que poderia esquivar tentaria realizar um rolamento, ou até um salto para os lados, enquanto continuaria indo em sua direção, para tentar acertar um corte horizontal em seu peito ou abdômen, ou até tentaria saltar para cima dele e aplicar um corte vertical, projetando meus braços até atrás de minha cabeça, para pegar impulso para o ataque.
Caso fosse possível miraria ataques em suas pernas ou abdômen, visando prejudicar sua movimentação, dessa forma eu teria uma chance a mais de o acertar, teria que acabar com o combate logo, não só pelo fato de Landini, mas também por causa que quanto mais nossa luta se estenderia, mais cansado ficaria e isso facilitaria muito o trabalho de Trevor, que me acertaria com mais facilidade, já que pistolas não gastam tanta energia para serem usadas, não tanto quanto espadas, se não conseguisse prejudicar sua movimentação ou sua mira provavelmente não conseguiria o acertar, por isso sempre tentaria ficar com o vento batendo em minhas costas, o vento poderia prejudicar um pouco a visão do doutor e isso já seria uma boa vantagem contra o pistoleiro, não poderia vacilar um segundo ou então seria a última vacilada de minha vida, talvez esse fosse um combate pior do que o com o pirata Draco, mas não seria hora para comparar situações.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQua 4 Jul - 17:46

AGORA ISSO TERMINA


Depois de ajudar Jeremy com o máximo que poderia fazer naquele momento, que era simplesmente pedir para ele pressionar bem a ferida e fazê-lo esperar até que volte para levá-lo a um hospital, uma atitude heróica do marinheiro que estava se dispondo a ficar ali ferido só para que pudessem ter a chance de completar a missão e capturar o criminoso das vestes negras. Ser rápido era de extrema importância para Julian e Jeremy naquele momento, por isso o espadachim iria se apressar para chegar no farol, onde estavam suas últimas esperanças de conseguir encontrar o homem de preto.

Motivado pelo desejo de fazer a justiça por Fifi, Jeremy, Asuna, Mina e até por ele mesmo, Julian subiu os degraus da escadaria do farol com uma determinação que poucas vezes na vida já chegou a ter. Seu coração estava disparado, seu corpo transpirava em excesso e em sua barriga borboletas travavam uma batalha de UFC, mas todos esses sentimentos e sensações não lhe atrapalhavam a prosseguir, pelo contrário, era o que estava te dando forças.

No fim, quando finalmente chegou ao topo da torre do farol, um local que ventava bastante, inclusive o marinheiro optou por tirar o seu boné da Marinha e jogá-lo no chão, que certamente era o mesmo que jogá-lo fora, pois o vento intenso que chegava até ali era forte o bastante para levá-lo embora para o alto-mar. Mesmo com toda aquela bela vista que tinha a partir dali, sabemos que a única coisa que importava era a presença do homem que ali estava, sim, o homem de preto estava ali… E este Julian já conhecia como sendo o Dr. Trevor!

Julian tinha muitas dúvidas a partir daquele momento, sim, inclusive era curioso pensar que Trevor havia salvado sua vida mais cedo, mas salvou ele de ser morto indiretamente por… Ele mesmo! Por mais que fosse difícil sobreviver a aqueles disparos se ficasse lá sangrando até a morte, isso não iria afetar o julgamento do espadachim perante o veterinário assassino de gatos, e se tudo der certo, conseguirá fazê-lo se arrepender de não tê-lo deixado morrer pelos disparos daquela criança.

- Não era para você estar aqui, jovem Julian… Se a Asuna tivesse lido a mensagem, algo que talvez ela até tenha feito, sabendo o que conheço sobre ela, ninguém teria sido avisado a respeito e ela teria vindo sozinha para cá. - Respondeu Trevor de forma tranquila as primeiras pergunta de Julian, que inclusive poderia notar que a arma do veterinário encontrava-se ainda presa à sua cintura.

- Esse é o problema de trabalhar com crianças… Elas são emotivas demais e às vezes podem acabar agindo contra suas ordens, mas tudo bem, todos nós sentimos inveja algumas vezes, não é? Uma punição adequada é suficiente para resolver isso. - Tal resposta de Trevor indicava que aparentemente não estava nos planos dele Asuna ser baleada, então quem teria feito, a criança lá de antes?

- Haha, íntima, meu caro, bastante íntima… - Não era exatamente o que Julian queria ouvir, ele queria mais informações, e essa resposta era certamente uma das mais nojentas de se imaginar, além também de gerar ainda mais dúvidas a respeito desse passado misterioso das irmãs Urameshi.

- Crianças estão em todos os lugares e muitas vezes passam despercebidas pelos olhos investigativos, através delas posso saber de tudo, inclusive ordená-las que façam para mim certos trabalhos… Sim, não são mais do que meros peões, apesar de algumas serem ótimos brinquedos. - E essa última resposta era estranha, principalmente na parte em que ele se referia às crianças como brinquedos, pois sua expressão mudava de uma expressão um pouco mais séria para uma com um sorriso estranho… Que tipo de mal Trevor estaria fazendo com as crianças?

- Sim, eu sei, agora nossa batalha começa… - Diria ele primeiramente, mas então colocaria a mão na sua pistola e completaria sua fala ao erguê-la em direção a Julian. - Não, agora isso termina.

Como já era óbvio que iria acontecer, Trevor iria disparar sua arma de fogo contra Julian, que já atento ao movimento iria realizar um rolando para o lado para desviar do ataque adversário. O que o marinheiro enfrentaria como uma maior dificuldade, é que ele e seu alvo não estavam tão próximos assim um do outro, e por isso o espadachim não conseguiria atingir o atirador a menos que encurtasse a distância entre eles correndo em sua direção, que certamente iria significar em poder ser baleado. Por isso depois do primeiro rolamento, Julian não teria muito tempo de pensar no que fazer que não fosse saltar mais uma vez para o lado, visando também não só desviar, mas até se aproximar mais do atirador, focando primeiro em um combate defensivo para que conseguisse se aproximar com segurança de Trevor.

Apenas após o terceiro desvio que Julian viu a chance para avançar contra o homem de vestes negras usando de um rápido impulso feito por suas pernas, onde no final completaria o movimento com um corte horizontal em seu peito, porém, o adversário do marinheiro era ágil, ataques frontais provavelmente seriam muito difíceis de atingi-lo, mesmo que a lâmina da katana de Julian tenha conseguido cortar parte da camisa preta dele, nem mesmo uma gota de sangue era tirada… Algo que não podemos dizer o mesmo para o espadachim, pois assim que pulou para trás para se esquivar da espada, Trevor sorriu e ergueu sua pistola para Julian, apertando o gatilho ao mesmo tempo que realizava o movimento.

E mais uma vez nesse dia, Julian D’Capri ouviu um BANG!

O som do disparo a quase queima-roupa era alto o bastante para atordoar os ouvidos de Julian fazendo-o perder parte do seu equilíbrio e noção do que estava acontecendo ao seu redor, isso se não bastasse o impacto de ter sido atingido, que fazia-o ser jogado para trás caindo em direção ao chão enquanto o sangue que saia do seu corpo para o ar cairia também logo em seguida por efeito da gravidade. Mas onde o espadachim teria sido atingido? No braço? No abdomem? No peito? Não, não e não, ele havia sido atingido na cabeça!

Então é o fim, certo? Ter o crânio perfurado pela bala projetada por uma pistola, mesmo que de um calibre baixo como é o caso da arma de Trevor, não seria suficiente para matá-lo de uma vez? Bem, há relatos de pessoas que sobreviveram, inclusive Mina Urameshi é uma dessas pessoas, porém o estado atual de seu corpo e mente indicam que continuar vivo nem sempre é um bom sinônimo para sobreviver… Então após ser atingido na cabeça Julian teria uma chance maior que a de Mina ou a morte já estava lhe esperando? Era estranho dizer, mas ainda que seu corpo estivesse fazendo aquilo que disse que não iria fazer, cair, o espadachim não sentia que estava morrendo, na verdade conseguia ainda sentir todas as sensações de seu corpo, conseguir pensar, sentiu a dor do impacto ao bater com as costas do chão, sentia até mesmo que ainda podia se mover, mas como poderia ele dizer que isso não é morrer? Julian nunca havia morrido antes.

Ele estava ali, caído novamente depois de um encontro com o homem de preto, o Dr. Trevor, mais uma derrota? Houve sequer em algum momento uma chance de vencê-lo? Os sons ao seu redor continuavam atordoados pelo agudo som que penetrava seus tímpanos e davam a impressão que nunca mais iriam sair dali, sua vista embaçada girava de uma forma tão esquisita que era até mais vantajoso para ele manter os olhos fechados… Mas e a dor? Aonde ela estava? Teria seu sistema nervoso sido afetado pelo dano do disparo que a dor intensa de ter a cabeça perfurada havia sido substituída por algo simples como um arranhão?

- NÃO!!!!!

Ouviu Julian uma voz feminina gritar pelo farol. Sua audição ainda estava muito confusa, mas ele podia chutar que se tratava da voz de Asuna, poderia ele estar louco? Poderia ele estar ouvindo algo que não está acontecendo? Apesar de ainda se manter de olhos fechados, Julian ouviria o som dos passos de alguém se aproximando dele, depois sentia os dedos dessa pessoa tocarem seu corpo, certamente ela estava chorando, pois sentia o que poderiam ser lágrimas caindo por cima de seu rosto, um rosto que estava sendo coberto pelos seus próprios cabelos agora sujos de sangue.

- Você é um monstro! MALDITO! - Gritou a voz feminina, sim, certamente era Asuna.

- Finalmente veio ao meu encontro, Asuna-chan… Sentiu saudades? Pois eu senti... Sabia? - Disse a voz de Trevor não muito distante dali. - Wow, vai atirar em mim? - E após ele dizer tal frase, Julian ouviu passos rápidos seguidos da voz de Asuna soltando um gemido de dor e o som metálico de algo caindo no chão. - Comporte-se, Asuna, ou você quer estragar a nossa diversão de mais tarde? - E nesse momento o marinheiro sentia os dedos de Asuna que tocavam seu corpo se distanciando, pela pressão que ela fez em sua pele e também o segundo gemido que ela soltava ali, ele poderia deduzir que ela havia sido puxada para cima.

- Me solta, seu desgraçado! Imundo! Nojento! - E junto com a voz chorosa da garota, ouviu-se sons de socos e tapas atingindo um corpo. - Eu vou te matar! Eu vou te matar!

- Você ainda não percebeu, Asuna? Tudo está nos unindo de novo, esse é o nosso destino! - Disse a voz de Trevor que aparentemente não estava sendo afetado pelos ataques da loira.

- Eu pensei que você estava morto… - Disse ela, tornando agora mais fácil de reparar que nessa situação tensa ela não repetia o vício linguístico do “sabia?”..

- Eu deveria, mas não estou, não consegue ver o quão incrível o destino é? Haha, eu te procurei por todos os cantos dessa ilha, mas mesmo sem saber onde você poderia estar, eu sabia que um dia você iria retornar, sabia que um dia voltaria para me encontrar! - Disse a voz de Trevor, que nesse momento Julian, de olhos fechados, não conseguiria entender onde ele e Asuna estavam.

- Eu não vou deixar você sair dessa, eu vou… - E então a voz dela era interrompida pelo som de um forte tapa, certamente feito por Trevor para acertar a sua face enquanto ela estava a falar.

- Cale a boca! Não esperei todo esse tempo para ouvir você dizer essas merdas, você será minha, Asuna! - E então era possível perceber através dos sons que Asuna estava se debatendo enquanto Trevor tentava fazer algo com ela e a voz da garota insistia em mandá-lo parar e se afastar… A essa altura Julian já poderia imaginar que tipo de cena estaria para acontecer.

Mas pera, Julian ainda está ouvindo tudo? Não deveria estar morto ou ao menos inconsciente depois de ter sido atingido na cabeça pelo disparo do Dr. Trevor? Sim, deveria, se o tiro tivesse acertado de fato a sua cabeça, pois na verdade o que aconteceu foi um dano de raspão, o projétil não penetrou o crânio do espadachim, mas apenas feriu a sua pele de maneira superficial, por isso ele apenas ficou atordoado, por isso ele ainda estava ouvindo, por isso ele ainda estava vivo! Mas então porque continuar deitado? Teria o efeito sonoro do disparo sido forte o bastante para fazê-lo ficar tanto tempo assim se recuperando no chão… Ou será que seria essa a única maneira de conseguir vencer o tão ágil homem de preto?


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQua 4 Jul - 21:36



Durante todo tempo que esperava lutar contra Trevor, esperava que podia finalmente bater de frente contra ele, achava que poderia lutar de igual para igual contra ele, achava que poderia finalmente o arranhar, um corte sequer, e consegui, o corte acabou sendo em sua roupa, mas consegui, o cortei, mas não foi o suficiente, os segundos seguintes passaram em segundos, um flash e mais um tiro, mais uma queda… Em algum momento eu tinha chance?

Era isso? Só podia esperar ser derrotado mais uma vez? Só podia ser derrotado? NÃO
Mais um tiro que me desestabilizaria? Ficaria parado ali? Deveria aceitar a situação? NÃO
Chega de ficar parado, chega de ser derrotado, chega de ser baleado, chega de não fazer nada. Não vou aceitar a situação, minha amiga precisa de mim, ela está sofrendo e isso não deixaria, pessoas a cada segundo sofrem, mas as que sofrem e estão à minha frente eu posso ajudar.

Nos segundos que estava ao chão poucas coisas se passavam em minha cabeça, não sabia o que estaria acontecendo ao meu redor, mas saberia que Asuna estava sofrendo, meu corpo não me obedecia, queria apenas ficar quieto, queria sentir o prazer do descanso, “ESSE NÃO É O LUGAR PARA DESCANSAR!!!”

A frase gritava em minha cabeça, meu corpo aos poucos se movia, a movimentação voltaria aos poucos, mas o que me traria de volta seria apenas uma coisa, uma coisa que há muito tempo alguém me disse: “Se alguém chora por você, esse alguém é seu amigo, pois ela se importa com sua segurança...” A voz feminina de minha mãe ecoava pela minha cabeça, lágrimas queriam vir, mas não deixaria, um homem não chora e até onde sei sou homem até o final!

“ESSE NÃO É O LUGAR PARA DESCANSAR!!!”
A voz de meu mestre aparecia, Arej meu mestre, um homem que cuidava de mim como se fosse seu filho, ele era meu mestre e logicamente queria meu bem, ele queria que eu parasse de dormir no chão dizia que poderia ficar doente graças ao clima de Karate Island, o exemplo de homem que queria seguir, justo, forte, sábio e bondoso.

“Você parece que nunca teve amigos… Ou família, tem alguém esperando por você? Se não há, bom, eu estou” Meu mestre Arej, como poderia ignorar meu mestre? Suas palavras sempre vinham em momentos de sofrimento, talvez porque ele sempre sabia o que dizer, e sempre o ouvia… “Não, não há ninguém me esperando… E obrigado por ser meu primeiro amigo”

“Eu não posso acreditar… Lágrimas?!”

“Vai pegar ele… Eu posso esperar…”

“Por favor faça isso acabar…”

“Gostei de você… Sabia?” A voz calma de Asuna vinha em minha cabeça, a ouvia, podia ouvir ela pedindo ajuda, seu gemidos de dor, seus cabelos, seus sangue... Suas lágrimas… Não poderia aceitar isso, NÃO! Não mais, chega de ficar parado! Não poderia aceitar as lágrimas dela, ela… Ela chorou por mim… Ela… Ela é…

Subitamente levantaria do chão, não sabia o que estava acontecendo, não sabia para onde olhar, não sabia como agir? NÃO! Eu sabia muito bem o que estava acontecendo, nada me afetaria, o zunido em minha cabeça? Não! A dor em meu corpo? Não!! O homem que havia feito Asuna chorar? NÃO!!!

- ELA É MINHA AMIGA!!!

Sem nenhum segundo de hesitação e com a adrenalina em meu corpo fazendo minhas veias saltarem avançaria contra Trevor, não ia me importar se ele reagisse, estaria estressado, pela primeira vez na vida alguém teria me tirado do sério, não teria como me controlar, estaria agindo agora com a raiva tapando meus olhos, não queria me acalmar, eu queria era matar Trevor AGORA!!!

Minha espada em punhos já estaria direcionada como uma estocada para perfurar Trevor, usaria toda minha força nas pernas para tentar realizar um impulso para ganhar a velocidade necessária para perfurar somente Trevor em seu peito (primeiro perfuraria suas costas e então atravessaria seu corpo até sair pelo peitoral), se conseguisse usaria minha força e o levantaria, o jogando no chão novamente.

Se ele viesse a saltar ou rolar para esquivar nem pensaria em o atacar no ar, iria logo para a direção em que ele estava indo, usando mais uma vez um impulso, que criaria com minhas pernas, preparando mais uma estocada. Se ele apontasse a arma para mim não faria diferença, iria matar ele ali, se possível desviaria girando meu corpo, ou então me abaixando. Tentaria deixar cada vez menor o espaço entre nós e tentaria cada vez mais forçar meus músculos para que pudesse atacar mais vezes Trevor, diminuindo o espaço de tempo que ele teria para me atacar, iria cada vez mais tentando o cortar, com cortes furiosos atacaria de todo jeito, cortes horizontais, verticais, diagonais, estocadas, fazendo L, fazendo V, eu mataria Trevor, não me importaria como, só pararia de atacar Trevor quando ele estivesse esquartejado no chão, se causasse dor a ele não me importaria, minha fúria era tanta que estava cego, cortaria braços, mãos, pernas, orelhas, olhos, cabeça, pescoço, abdômen, não teria preferência para ataques, só me concentraria em corta-lo por inteiro.

Se ele mirasse em mim, mais uma vez esquivaria, pulando em zig-zag até que pudesse o atingir com minha espada, usaria toda minha força contra Trevor, se necessário cortaria aquele farol por inteiro até que restassem apenas raspas, cada golpe meu teria mais força, se pudesse atingir sua arma, o faria, para a despedaçar, se pudesse cortar seus dedos o faria, qualquer parte dele que pudesse cortaria, se ele apontasse a arma para mim tentaria chegar mais perto dele e com um corte vertical tentaria cortar sua mão fora, junto com a arma, não me importaria, minha calma havia ido embora e ela iria mais e mais embora a cada pedaço que não cortaria de Trevor, se ele viesse a tentar atirar contra minha cabeça novamente, movimentaria minha cabeça para o lado, visando esquivar da bala, se não pudesse esquivar do tiro de forma alguma então usaria a força de meu corpo para se sobrepor a dor, me impulsionaria para frente com toda força que tenho, para evitar que caísse no chão novamente, e a dor que sentisse usaria de incentivo para atacar Trevor com mais força ainda, se mesmo com tudo isso não conseguisse acertar Trevor e estivesse perto o suficiente dele eu sacaria minha adaga e começaria a o esfaquear, só parando quando o corpo dele estivesse rasgado ao meio, não me importaria como ele iria morrer, mas ele iria, cortaria ele, ao meio, em diagonal, decaptaria, perfuraria seu coração, não importa ao final da batalha um de nós iria estar caído ao chão e SERÁ ELE QUE IRA BEIJAR O CHÃO!!!

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQui 5 Jul - 7:49

NÃO DÁ MAIS PARA VOLTAR ATRÁS


Aquele era um momento de reflexão para Julian, mais uma vez ele estava caído, porém mais uma vez ele estava disposto a se levantar, e cada vez que você se levanta de um tombo, você volta mais forte. Vozes do passado passavam pela sua cabeça trazendo-lhe lembranças, sentimentos antigos, uma sensação de que ainda não concluiu o seu dever como homem, o incômodo de saber que suas promessas ainda não foram cumpridas, por mais cansado que estivesse, ficar parado não iria lhe ajudar, sua determinação não virá assim, pois ali caído no chão, derrotado, esse não é o lugar para descansar!

O sentimento de raiva é algo capaz de afetar a todos nós, não importa o quão serena e pacífica a pessoa seja, em algum momento da vida dela essa paciência será quebrada, pois demonstrar sentimentos e emoções é o que nos torna humanos, chorar diante do seu sofrimento ou por empatia ao próximo, rir por estar feliz com alguma coisa, ter medo ao estar de frente de uma situação de risco, e sentir raiva quando se é provocado… Sentimos isso porque estamos vivos, é o nosso instinto natural e aquilo que nos difere de sermos considerados máquinas, e hoje é o dia que Julian D’Capri, se mostrou humano.

Como se já não tivesse motivos suficientes para perder a sua tranquilidade, ouvir a voz amedrontada de Asuna clamando por ajuda, implorando para que Trevor a deixasse em paz, isso era o fim da linha para Julian, o limite que sua vantagem de ter um temperamento calmo podia suportar. Chega! “Ela é minha amiga”, gritou ele antes de se levantar agarrando uma de suas espadas e avançando com velocidade para cima de Trevor, que olharia para trás espantado com a ação de Julian, que ele inocentemente julgou estar morto.

- Mas o que?! - Exclamou ele ao ver o espadachim avançar na sua direção, até mesmo cogitou a possibilidade de desviar, suas pernas se moveram para isso, seus joelhos já estavam se flexionando, mas a vantagem do fator surpresa estava nas mãos de Julian acompanhando a katana que ele usou para perfurar suas costas, fazendo a lâmina atravessar seu corpo e sair pelo seu peito. O veterinário cuspia sangue pela boca e urrava de dor, ainda não conseguindo aceitar que havia cometido esse erro, a sua habilidade como atirador havia falhado, como isso pode ser possível? - E-eu-eu errei?


---/Flashback sobre a história das irmãs Urameshi/---


PS: Tudo dentro do spoiler faz parte de um "extra" sobre o passado de Asuna e por mais que explique boa parte dos acontecimentos da aventura, não é essencial para compreender a conclusão dela. (Avaliador, se quiser você pode pular isso, pois se trata de uma história com cerca de 6000 palavras):
 


---/Fim do Flashback/---


- Julian! - Exclamou Asuna abrindo um sorriso no rosto ao mesmo tempo que levava as mãos para a frente dos olhos, enxugando algumas lágrimas que ali haviam. - Que bom, eu achei que você estava… Estava… - E ela nem mesmo era capaz de completar a frase. A cena que acabou de presenciar, para ela havia sido quase que um indesejável dejavu, certamente a pior lembrança que gostaria de reviver em toda a sua vida.

Depois de ter tido o corpo perfurado pela katana de Julian, Trevor jogou o corpo para frente de maneira a se livrar da lâmina que o penetrava, podendo assim andar pelo ambiente e se afastar daquele que lhe feriu dessa maneira. Acontece que Trevor, cujo primeiro nome nós agora sabemos ser Elliot, não conseguia mais andar como antes, provavelmente seu pulmão havia sido perfurado e era notável o esforço que ele estava fazendo para conseguir respirar.

Ainda enfurecido com o desgraçado do veterinário, Julian precisava descontar um pouco mais de sua raiva, por isso quando o doutor lhe deu as costas, ele lhe aplicou mais um corte, um corte bem dado nas costas do desgraçado de roupas negras que dessa vez ele não foi capaz de desviar. Trevor urrou de dor ao ser cortado mais uma vez por Julian, tropeçou para frente ameaçando que iria cair, mas o maldito parecia se recusar a fazer, inclusive ele acabou optando por usar a parede do local para se apoiar e conseguir dessa forma se virar para ficar de frente para Julian e Asuna, enquanto que o sangue que escorria pelo seu peito, boca e agora ainda mais pelas suas costas, tornavam o seu estado ainda mais deplorável.

- Desgraçado! - Soltou Elliot com a voz extremamente fraca, mas ainda com força suficiente para erguer a pistola contra Julian e disparar uma, depois duas, depois três, mas todos os disparos que ele fez passavam longe de acertar o marinheiro… Foi nesse momento que ele percebeu que aquele provavelmente era o seu fim, deixando a arma cair no chão, ele levou uma das mãos ao peito dolorido e ergueu a outra ensanguentada em direção a Asuna. Haviam lágrimas escorrendo por seus olhos? - Asuna… Por favor…

- Desculpe, Elliot… - E então ela voltava a ficar de pé, pegando do chão a arma que havia sido retirada dela. - Mas não dá mais para voltar atrás.

E ao fim da sua frase, Asuna disparou contra o doutor Elliot Trevor, mas a diferença entre esse disparo e aquele que ela fez ao pôr-do-sol de 10 anos atrás é que dessa vez ela não errou, atingindo em cheio o meio da testa dele e ainda provocava o impacto necessário para que seu corpo fosse empurrado para trás e consequentemente cairia pela segunda vez do topo da torre do farol em direção ao mar… Só que dessa vez era para ficar.

Por mais que não tenha sido ele a dar o golpe final no Dr. Trevor, Julian não poderia negar que não havia nada mais justo, afinal seria esse o acerto de contas entre os dois, mas de todo caso, poderia já se sentir satisfeito por ter feito a sua parte no trabalho, que por sinal também teve uma grande ajuda de Jeremy, sem ele dificilmente teria conseguido chegar até aqui tão rápido… E falando em Jeremy, o mesmo ainda encontrava-se sangrando na areia da praia e eles não poderiam perder muito tempo batendo papo ali, por mais que talvez a vontade de Julian fosse fazer a Asuna boas perguntas, mas não antes, é claro, da loira correr na direção dele para lhe dar um forte abraço.

Ainda bem que todos estavam bem.


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQui 5 Jul - 21:58



Aos poucos minha mente voltaria ao normal, minha cabeça latejava de dor, o estresse não era algo comum a mim então ter um acesso desses era raro, além de ser também dolorido, agora com tudo resolvido minha cabeça voltaria aos eixos, a primeira coisa que deveria fazer seria me acalmar e controlar a respiração, para que meu corpo parasse de distribuir a adrenalina por ele, estava cansado, mas não é hora de descansar, guardaria minha espada em minha bainha, limpando-a em meu próprio uniforme.

Um pequeno sorriso se abriria ao ver que Asuna estava bem, não iria a abraçar, mas quando estava pensando em me retirar senti seus braços me envolverem, seus peitos me apertarem e sua cabeça se encostar em meu peito, não sabia exatamente como reagir àquela situação, graças a isso questionava minha humanidade, assim como a primeira loira que me abraçou, Elizabeth, não tive reação imediata, deve ter sido porque naquela hora eu estava todo quebrado e estava me recuperando em um leito, mas agora é diferente… O que exatamente era para fazer? Era pra dizer algo?

- … Estou feliz por ter uma amiga como você… Sabia? Obrigado.

Assim que terminasse de falar me soltaria de Asuna, apesar de querer a abraçar o tempo era curto e não podia perder mais, se Asuna ainda quisesse fazer ou dizer algo, isso teria que esperar, porque eu já teria saído dali imediatamente, Landini ainda estava na areia e correria imediatamente para seu encontro, repetiria em minha cabeça.

“Não, não, não” A tríplice aliança da negação estaria em minhas frases mentais, Landini tinha que estar vivo, não poderia permitir que ele morresse.

Ao chegar na areia da praia olharia para todos os lados, mas o que faria imediatamente era pegar a criança e a colocar em meus ombros, mesmo que ela tivesse tentado nos matar, era uma criança e uma pessoa inocente que foi manipulada, não a julgaria, ela não merecia ser abandonada ali, forçando meu corpo iria até Landini e o pegaria em meus braços, deixando seu peito e sua barriga virados para cima, não havia como perder tempo, fazer uma maca improvisada seria mais perda de tempo, e o tempo nesse momento seria o maior inimigo, se não pudesse carregar a criança e Jeremy ao mesmo pediria a Asuna:

- Asuna, leve a criança tenho que levar Jeremy até o hospital, a criança só está desmaiada, então o pronto-socorro deve servir, pegue a arma dele, vamos rápido.

Ao chegar perto de Jeremy e me ajoelhar para o pegar, falaria:
- Vamos Sherlock, Watson vai salvar você.

Forçaria meu corpo ao máximo, teria que levar Jeremy imediatamente, mesmo que Asuna exigisse alguma explicação não daria, por ter que me concentrar em algo bem mais importante, correndo em minha velocidade máxima iria na direção do hospital, faria o caminho inverso que fiz com Jeremy para chegar até a praia, seguiria pelas ruas até chegar em Santerilla, depois de Santerilla seguiria para o hospital, graças a minha memória poderia pelo menos lembrar desse caminho, ao que entraria no hospital sairia desesperado pedindo um médico.
- Médico! Um médico rápido! Marinheiro baleado!

Eu não me importaria tanto em ser mal-educado, já que não pedi por favor um médico, mas estou mais preocupado com a vida de meu parceiro que qualquer outra coisa, se o médico viesse a perguntar o nome de meu parceiro falaria.

- Jeremy Landini senhor.


Assim que Jeremy fosse levado para a cirurgia ficaria na sala de espera, não podia aceitar que ele morresse, fui o mais rápido que pude, agora já não poderia fazer mais nada além de torcer para que ele melhorasse, enquanto estaria esperando se eles quisessem tratar do tiro em minha cabeça aceitaria o tratamento, e apesar de estar preocupado sobre minha situação a ignoraria completamente, já que estavam todos bem, um ar de felicidade iluminava meus pulmões, Asuna estava ali comigo, Jeremy estava sendo tratado e o mistério agora estava resolvido, era o fim da missão, talvez agora pudesse descansar…

Assim que tudo estivesse normalizado poderia voltar para o QG para relatar todo acontecido ao capitão Troy, chegando em sua sala daria meu relatório.
- Senhor Troy, sou eu novamente, soldado D'Capri - Falaria na posição de sentido. - Missão concluída, o suspeito o qual atendia pelo nome de Elliot estava agindo sob o nome de Trevor e era um veterinário de Baterilla, o mesmo era quem cuidava dos gatos da senhora Fifi, Elliot foi morto em combate, ele estava recrutando crianças, as quais treinavam tiro ao alvo com os gatos, e esse homem foi o mesmo que há 10 anos deixou uma civil conhecida como Mina Urameshi em estado vegetativo permanente, graças a um tiro em sua cabeça, esse é todo relatório que tenho para dar, o marinheiro Landini está no hospital recebendo atendimento, talvez seja bom dar os créditos a ele, não teria conseguido chegar ao fim desta missão se não fosse por Jeremy, e isso é tudo.
Dado meu relatório, entregaria a arma a mesa do capitão, a arma cujo pedi para Asuna pegar, e cumprido tudo que tinha para fazer completaria para o capitão Troy, antes de sair da sala.
- Obrigado por confiar essa missão a mim capitão, estou me retirando.

Assim que estivesse fora do QG iria até a casa de senhora Fifi, batendo na porta da mesma forma que dá primeira vez, com a caixa em mãos entregaria Niniko, um pouco triste, assim que entregasse a caixa me ajoelharia perante a senhora Fifi.
- Perdão senhora Fifi, não consegui salvar seu gato, tomei as providências necessárias contra quem estava lhe tirando a paz… Ah! Aparentemente doutor Trevor teve que viajar para uma ilha, então sugiro que procure outro veterinário.

Terminado o que tinha pra fazer na senhora Fifi eu iria até Santerilla, mas no meio do caminho compraria algumas flores, as que fossem mais bonitas, assim que chegasse na casa de recuperação levaria as flores até o quarto de Mina Urameshi e de joelhos falaria.
- Minha missão foi cumprida senhorita Urameshi… Obrigado por confiar em mim, suas forças me deram motivação para continuar, de agora em diante ninguém deve lhe perturbar, a não ser sua irmã, estou de saída, espero que goste das flores… Dá próxima vez que vier, posso a roubar para tomarmos um sorvete?

Com essa fala beijaria sua mão e sairia de Santerilla, voltando para o hospital verificar como Jeremy estaria, independente do resultado manteria minha pose, se ele estivesse melhor, claro que tentaria ir vê-lo.
- Por favor deixe-me entrar doutor, ele é meu parceiro.
Se o doutor não deixasse respeitaria a ordem médica.
- Poderia dizer para ele que estarei o esperando para nossa próxima missão? Poderia fazer isso por mim doutor?
Se o doutor deixasse que eu fosse até ele iria sem hesitar e falaria o que podia.
- Falei de você para o capitão, acho que ele gosta mais de você, terminamos tudo parceiro, assim que você puder iremos até nossa próxima missão, quem sabe podemos capturar um assassino que incomoda sua família a tempos? - Diria a última parte em tom tranquilo e descontraído.

Assim que terminasse de falar com todos iria sozinho até a praia e compraria um sorvete no caminho, queria ter um tempo, queria poder observar aquela brisa enquanto tomaria uma casquinha de baunilha, olhando para o mar e para o farol lembraria de minha mãe, lembraria da época em que éramos juntos, não podia mais fazer nada por aqueles que se foram, gostaria de visitar minha família, gostaria de visitar meu mestre, mas são pessoas que estão melhor ali, quem sabe o dia de amanhã? Tenho certeza que algum dia irei trazer honra e orgulho para eles, assim como trarei a mesma coisa para todos aqueles a minha volta e que me observam, algum dia poderei orgulhar todos, mas esse dia não é hoje, portanto tomarei minha casquinha vendo o mar com a mente tranquila, saboreando o momento e a minha companhia…

- Como o mar é grande? Não é? - Com um pequeno sorriso continuaria a comer até que só me restasse a paisagem.

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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyTer 10 Jul - 15:03

CURANDO FERIDAS DO PASSADO


Após a derrota do Dr. Trevor, Asuna e Julian podiam voltar a respirar de forma mais tranquila, sendo que a garota ainda estava um pouco mais agitada devido ao momento que acabou de viver lhe fazendo lembrar do seu passado. Buscando se tranquilizar, a loira correu até o espadachim para lhe dar um abraço caloroso, onde depositaria no peito dele não só a sua cabeça como também as suas lágrimas. Apesar do rapaz não saber muito bem o que fazer na situação, ele disse para Asuna as palavras que seu coração mandou naquele momento, fazendo a garota abrir um largo sorriso no rosto choroso, apertando-o ainda mais forte.

- Obrigada, Julian, muito obrigada por estar por perto. - Agradeceu ela de forma sincera, não precisando dizer nada mais além do que isso.

Mas eles não poderiam perder muito mais tempo ali, Jeremy encontrava-se sangrando na areia da praia e precisava de ajuda médica imediatamente para evitar maiores complicações de sua saúde. Quando enfim chegaram lá embaixo, Julian se apressou em pegar primeiro a criança que havia “enfrentado” e a arma que ela carregava também, dando-os para que Asuna o carregasse até um pronto-socorro, enquanto ele seria o responsável por carregar Jeremy, certamente mais pesado que a criança.

- Haha, depois que a Asuna apareceu eu sabia que esse desgraçado não ia ter chance. - Comentou Jeremy estendendo a mão para a loira que colocava ali uma pistola, na realidade era uma devolução.

- Obrigada, foi muito útil, senhor… Sherlock? - Agradeceu Asuna, que pelas vestes que estava usando certamente havia fugido do hospital, consequentemente não chegou até ali com aquela arma, provavelmente tendo pedido emprestada ao marinheiro baleado na praia.

- Haha, pode me chamar de Jeremy. - Respondeu ele guardando a pistola no coldre novamente.

Dali para frente tudo ocorria de uma maneira mais simples e fácil, pois conseguiram deixar os feridos no hospital para serem atendidos, incluindo Asuna, que ainda não tinha permissão para sair da sala de repouso. Durante o tempo que tinha de esperar até os médicos finalizarem a cirurgia em Landini, Julian fez um pequeno curativo em sua testa onde o disparo de Trevor passou de raspão, por mais que não fosse algo sério, a ardência do ferimento incomodava um pouco e era melhor que fosse tratada corretamente para evitar infecções desnecessárias através de um ferimento tão bobo. Já no fim do dia, o espadachim podia respirar aliviado com o sucesso da missão, a felicidade ao descobrir que Jeremy havia conseguido passar bem pela cirurgia era a última gratificação que precisava naquele momento… Mas será que já era a hora de descansar?

Para Julian encerrar o dia da maneira correta, bastava ainda ele fazer algumas visitas importantes, a primeira entregaria a arma apreendida de Trevor ao seu superior. Infelizmente como ele não tinha o relatório de Asuna para admitir quem realmente foi Elliot Trevor há 10 anos, o capitão não poderia associar os fatos dessa missão com o desaparecimento de crianças durante essa época, o que poderia render ao grupo uma quantia maior no pagamento da missão pela captura de um criminoso foragido. No fim, Julian não só omitiu a participação de Asuna na missão, como decidiu dar todos os créditos dela a Jeremy, que encontrava-se em recuperação no hospital.

- Bom trabalho, soldado D’Capri, desde o começo estava sentindo que havia algo de errado no ataque a esses gatos, meu pressentimento apontava para algo maior… Fico satisfeito em saber que conseguiu se sair bem ao localizar e parar esse indivíduo perigoso. - Dito isso ele tirava da gaveta dois envelopes, onde ali conteria o pagamento pela missão. - Poderia entregar o envelope ao soldado Landini? - Antes de Julian sair da sala depois de receber os envelopes, Troy viria a interromper o seu trajeto quando voltava a falar. - Você queria voltar a Karate Island, não é? Acredito que a essa hora o navio já deva estar partindo, poderá ainda chegar lá se sair correndo… Mas entendo que no momento você deva estar querendo descanso, então volte aqui amanhã, posso te arrumar alguma missão para aquela região. - E com seu estilo frio de proferir as palavras, o capitão finalizava o diálogo, dando a Julian a permissão para se retirar.

Faltavam agora para o marinheiro realizar ainda algumas visitas importantes, sendo que depois de buscar a caixa que Trevor havia enviado para Asuna contendo o cadáver de um gato, Julian se dirigia até a casa da Sra. Fifi, onde devolveria a caixa para a idosa e se ajoelharia perante ela para se desculpar por não ter sido capaz de salvar o inocente Niniko, morto pelas mãos de Elliot, que nada mais era do que um psicopata incapaz de sentir empatia pela vida alheia. Mas agora a senhorinha não precisava mais se preocupar, aquele que estava lhe trazendo medo de desconforto ao atacar seus gatos, não voltaria mais.

- Obrigado, meu querido. - Agradeceu ela depois de se emocionar ao ver que seu gato estava morto dentro da caixa. - Deus irá te abençoar, volte aqui sempre que quiser, você será muito bem vindo.

Sua próxima visita seria em Santerilla, para ver mais uma vez Mina Urameshi, mas antes acabou passando em uma floricultura para comprar a ela as mais bonitas flores que ali havia. Novamente o espadachim ficaria de joelhos para agradecer ou se desculpar, mesmo que Mina à sua frente fosse incapaz de compreendê-lo, o rapaz acreditava que poderia passar para ela suas energias, assim como ela fizera com ele momentos antes. Como de costume, a mulher de cabelos loiros sentada na cadeira de rodas seria incapaz de responder às palavras de Julian, mas ele realmente não precisava ouvi-las para sentir a emoção daquele momento, por isso, depois de beijar a mão dela, o marinheiro se despediu e caminhou de volta para o lugar onde faria sua última visita do dia.

- Uau, nada melhor do que ganhar dinheiro por ter tomado um tiro. - Disse Jeremy ao receber o envelope com o seu pagamento pela missão concluída, certamente ele estava ironizando o fato de não ter enfrentado o verdadeiro inimigo e ainda assim estar na cama de um hospital por ter tomado um tiro. - Não sendo uma missão para capturar um assassino de cachorros eu topo, haha. - Respondeu brincando a respeito do comentário de Julian.

Depois de um tempo de descontração, Julian seria enxotado do quarto para que Jeremy pudesse descansar, por conta disso o marinheiro caminhou sozinho até uma das praias de Baterilla e comprou um sorvete para saborear enquanto observava o vasto mar sob o agora quase finado pôr-do-sol, inclusive se forçasse um pouco a vista seria capaz de ver o navio que o levaria para Karate Island desaparecendo no horizonte. Talvez agora sim fosse a hora para o garoto finalmente descansar, e quando voltasse para os dormitórios da Marinha, dormiria como pedra depois desse exaustivo dia realizando uma missão que sequer pensou que viria a ser tão cansativa.

A pergunta agora é: qual será a próxima missão que o capitão Troy dará a ele? E a resposta ele conseguiria assim que acordasse no dia seguinte e fosse ao encontro do capitão no QG principal de Baterilla.

- Visto que deseja ir para Karate Island, surgiu uma missão importante para um dos nossos capitães, e o navio dele está precisando de soldados para intensificar a segurança da viagem. Temos agora mais três vagas a serem preenchidas. - E então ele entregava o papel da missão para Julian. - A missão consiste em transportar um grupo de civis até Karate Island, mas por serem civis de uma classe um pouco mais elevada, o navio precisará de reforços adequados. Vamos, diga logo se deseja entrar na embarcação, não tenho todo o tempo do mundo aqui.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS - ATUALIZADO:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

SRA.FIFI:
 

DR.TREVOR:
 

JEREMY:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyTer 10 Jul - 22:53


Assim que recebesse os dois envelopes falaria para o capitão:
- Poderia o pedir um favor senhor? Poderia passar a depositar a passar o dinheiro no banco? Não gosto de andar com tanto dinheiro.
Logo depois de comunicar meu desejo ao capitão seguiria para o resto de meus afazeres, terminando meu dia naquela praia, olhando o sol "morrer" ao fundo.
“Não sendo uma missão para capturar um assassino de cachorros eu topo”
As palavras de Jeremy, juntamente com sua risada, ecoavam em minha cabeça enquanto eu tranquilamente terminaria meu sorvete com uma risada, assim que o fizesse encararia aquela casca a qual era usada como suporte comestível e a morderia sem pensar ou falar nada, as únicas palavras que gostaria de ouvir naquele momento eram as do vento, o silêncio vocálico que o mesmo trazia, acompanhado pelo piano do mar, aquela sim era minha sinestesia, aquela era a minha música, o silêncio da alvorada…

Algo bem melancólico não? Perguntaria em minha cabeça sem ter uma resposta, gostava daquela sensação da brisa marítima atingindo-me, assim como o sentimento de calma, era algo tão prazeroso quanto dormir, aqueles belos segundos da vida que passam em um piscar de olhos…

Trevor… Que o vento levasse aquele nome e que as águas limpassem suas ações, ao que terminaria de comer a casquinha do sorvete iria começar minha caminhada para o QG, o lugar que eu mais queria ir desde que toda essa missão teve início, lá era onde estava meu tesouro, minha cama, gostaria de poder dormir ali para sempre e algum dia essa hora chegará, mas ainda tenho muito para fazer, as doenças ainda existem e podendo as curar não poderei descansar completamente até ter feito isso.

O fato de ter perdido meu barco nem foi tão surpreendente, afinal de contas daria para pegar um próximo e ainda teria um prêmio de consolação, capitão Troy por algum motivo me chamou para uma missão, o que era a missão é outra história, e isso me deixaria um pouco preocupado, tomara que não seja mais uma missão de investigação, uma já está de bom tamanho, e apesar de minhas preocupações com qual missão seria incubida a mim, no fundo eu sabia que aceitaria qualquer uma mesmo, se estivesse ajudando alguém já estaria bom demais.

Apesar disso, junto com a dúvida sobre qual missão me seria entregue, uma coisa não saía de minha cabeça, será que o capitão gostou de mim? No final das contas ele havia prestado atenção em mim, ele sabia que eu queria ir até Karate Island, será que é dessa forma que ele resolveu me recompensar? Aparentemente capitão Troy não é o homem mais frio de todos.

Nada disso me importaria agora, nem missão, nem assassinos de gato, nem companheiros feridos e nem mesmo doenças incuráveis, o que fazia questão era apenas deitar-me em minha cama para que finalmente tivesse meu longo e merecido descanso, antes poderia até ir ao refeitório para comer algo, mas meu foco era a cama, ao que finalmente pudesse deitar nela não levantaria por nada, dormindo logo após a minha queda, caindo em um sono mais que profundo quase que instantaneamente.

No dia seguinte com muito esforço, levantaria de minha cama, teria motivos para levantar, mesmo assim gostaria de poder ficar “só mais 5 minutos”, que não seriam minutos e sim mais umas 5 horas, mas tinha coisas para fazer e isso me faria reclamar comigo mesmo, sem abrir espaços para que pudesse pestanejar, iria para o banheiro, obviamente tomar um banho muito bem tomado e escovar meus dentes, em seguida seguiria até o refeitório, para poder me alimentar, seguindo uma última vez para o banheiro para novamente escovar meus dentes, assim quando terminasse todas as minhas atividades matinais, iria direcionar-me para o QG, era para lá que deveria seguir, uma de minhas últimas paradas antes de Karate Island, já que deveria ir até Asuna a avisar que iria voltar a Karate Island, visto que da última vez que saí sem a avisar ela veio cobrar satisfações (é sempre bom poder evitar problemas).

Ao que entrar na sala do capitão Troy o mesmo acabou entregando-me uma missão de escolta, quer dizer, ele não usou essas palavras, ele só falou:
“A missão consiste em transportar um grupo de civis até Karate Island”
Mas sei que isso foi só para preencher linhas de fala, o que ele quis dizer de verdade era:
“Será uma missão de escolta, é só fazer a segurança dos civis e acompanhar o capitão e seu batalhão até Karate Island”
A missão parece ser na realidade algo bem fácil, apesar disso com meu azar tudo podia acontecer, o que eu mais estaria torcendo era para que a missão realmente acabasse quando os civis chegassem a Karate Island.

“Vamos, diga logo se deseja entrar na embarcação, não tenho todo o tempo do mundo aqui”

Falava capitão Troy, e acho que o mesmo já sabia que minha resposta era…
- Sim! - Diria antes de pigarrear para controlar minha grande animosidade. - Sim senhor, adoraria capitão.
Com a finalização de minha frase um sorriso se colocaria em meu rosto.
“Temos agora mais três vagas a serem preenchidas”
A frase que o capitão havia dito antes voltou a minha cabeça alguns instantes antes que eu saísse de sua sala.
- Capitão, seria possível o senhor preencher as outras duas vagas para mim? Poderia o senhor colocar os nomes de Asuna Urameshi e Jeremy Landini?
Caso o capitão respondesse positivamente (ou até negativamente) faria uma reverência de agradecimento para o mesmo e me retiraria de sua sala.

Com minha resposta e minha missão seguiria para o hospital atrás de meus dois parceiros, chegando na recepção me informaria:
- Com licença, poderia por favor indicar-me onde estão Asuna Urameshi e Jeremy Landini?
Se a pessoa pudesse me indicar iria até os quartos, mas caso não obtivesse minha resposta na recepção iria até algum médico ou enfermeira que estivesse disponível e repetiria a pergunta.

Uma vez nos quartos, iria primeiramente no de Landini, porque o melhor fica pro final e falaria:
- Ei Sherlock, temos uma missão, pode andar ou vou ter que te carregar? - Falaria em um tom mais descontraído. - Iremos até Karate Island, vamos escoltar civis até lá, se arruma que iremos partir logo. - Se por um acaso o capitão tivesse aceitado meu comentário e colocado o nome de Landini e Asuna na lista completaria a fala. - Seu nome já tá na lista, então sem problemas. - Se o capitão não tivesse aceito, completaria falando. - Melhor ir falar com o capitão logo, as vagas são por tempo limitado.
Terminada minha conversa com Landini iria até o quarto de Asuna, para enfim comunicar a ela nossa viagem e missão.
Uma vez no quarto de Asuna a encararia com uma expressão séria.
- Estou partindo, voltarei para Karate Island. - No primeiro momento não esboçaria qualquer emoção, queria ver como minha parceira reagiria. - Claro estou indo com uma missão, só vim me despedir, e gostaria de agradecer, você é uma boa pessoa e uma boa amiga. - Mais uma vez manteria-me calmo e apenas observaria Asuna e assim que visse uma brecha diria. - Vamos partir logo então vai se arrumando, estarei a esperando. - Faria a mesma coisa que fiz com o Jeremy, terminando a frase com a confirmação ou negação de seu nome na lista.
Com minha última fala seguiria para o corredor, ou para qualquer lugar que pudesse me sentar e aguardar meus dois parceiros, uma vez com esses seguiria imediatamente para o porto, onde procuraria informações sobre a embarcação que levaria os marinheiros, se visse alguém que pudesse me ajudar (alguém que trabalhasse ali ou que cuidasse do embarque) iria até a pessoa e perguntaria:
- Com licença senhor(a) poderia me informar que barco está indo para Karate Island?

Caso a pessoa conseguisse ou pudesse me dar a informação eu a seguiria e iria ao encontro do barco, ou pelo menos seguiria o que a pessoa me indicou, ao chegar onde os outros marinheiros estariam me apresentaria (claro, se fosse requisitado de mim isso):
- Meu nome é Julian D’Capri senhor(a), obrigado por me permitir estar a bordo, vim com indicações de capitão Troy. - Ao terminar minha fala faria uma reverencia e em seguida uma continência.
Caso não fosse preciso que me apresenta-se apenas seguiria para um local tranquilo e isolado, lá ficando enquanto observaria o mar e minha ilha natal se despedindo.
- Até uma outra hora… Baterilla…
Uma hora ei de voltar
Baterilla me espere lá
Pois uma hora, ei de voltar
Pelo céu, terra, ou mar, ei de voltar
Baterilla a ilha tropical
Rodeada por tudo existente, bem e mal
Lá é minha ilha natal
Onde não existe quente e frio
Só existe Baterilla
E não importa quanto tente
Não há como não olhar para o farol
Não há como se sentir mal
Todas as mentiras que me foram contadas
Sumiram de minha visão
Porque no fim
Baterilla é só uma ilha tropical
Ela é minha ilha natal


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQua 11 Jul - 18:36

TODOS A BORDO! DE VOLTA À KARATE ISLAND!


Conseguir abrir os olhos neste dia significa que Julian foi capaz de sobreviver ao seu primeiro dia como marinheiro, mesmo que durante a sua primeira missão tenha vindo a ser baleado por uma criança, algo que se repetiu para seus outros dois companheiros, Asuna e Jeremy. Lutando contra a força gravitacional que parecia ser mil vezes maior em cima da sua cama, o espadachim foi capaz de se levantar e seguir com as atividades matinais básicas começando pela higiene e depois seguindo para o refeitório onde faria a refeição mais importante do dia. Não demorou muito para que fosse direto ao QG falar com Troy a respeito de uma nova missão, talvez estivesse até mesmo ansioso para poder fazer isso. Chegando lá o capitão lhe explicou sobre o trabalho que deveria fazer e disse a Julian que haviam ainda três vagas no navio, o marinheiro aceitou a missão e perguntou se teria como preencher as duas vagas restantes com Asuna e Jeremy.

- Que seja, apenas não percam o horário… O navio sai em uma hora. - Disse ele concordando em deixar o trio fazer a missão juntos.

Com isso Julian já podia se apressar para chegar no hospital e dar a notícia para os dois parceiros de missão, começaria primeiro por Landini, que ao chegar no seu quarto veria o rapaz em pé, já usando roupas casuais e ao que tudo indica estava pronto para sair dali, aparentemente por não estar usando um uniforme da Marinha ele não tinha muitas intenções de trabalhar hoje.

- É o que? Tá bom, tá bom, não ia fazer nada o dia inteiro mesmo. - Respondeu ele seguindo em direção a saída, provavelmente estava se adiantando para pegar o que fosse necessário para uma viagem dessas.

Em seguida iria para o quarto de Asuna, mas diferente de Jeremy que encontrou já com as vestes trocadas, no caso da loira o espadachim chegaria no momento em que ela estava a realizar tal ação, onde ela ainda estava usando apenas as suas roupas íntimas e colocava no momento a sua saia. Com a chegada do marinheiro no quarto da paciente, era provável que ele ficasse mais constrangido do que o contrário, pois assim que Asuna percebeu a presença de Julian no quarto, ela apenas olhou para ele de cara feia e começou a colocar a sua blusa.

- Hey, bater na porta é bom às vezes, sabia? - Comentou ela abotoando a peça de roupa. - A menos que estivesse querendo me ver trocando de roupa, haha, safadinho. - Um pouco depois disso, Julian começaria dizendo sobre estar partindo de volta a Karate Island, dando a ideia de que estava ali para se despedir. - MAS O QUÊ? Por que você não me falou nada disso antes? Está querendo me deixar de fora das suas atividades como marinheiro de novo? Para mim a opinião dos amigos importa nas decisões, sabia?- Diria Asuna brigando com Julian por não ter conversado com ela a respeito do seu retorno à Karate Island, mesmo que no caso fosse em uma missão. Logo depois disso o espadachim diria para ela se arrumar, pois estariam partindo em breve, algo que apenas deixava a garota mais confusa. - Hã? Eu estou na missão com você?

O ponto que importa é que em meia hora tanto Jeremy como Asuna estariam com tudo pronto para partirem junto de Julian até o navio que iriam escoltar para Karate Island. Ambos os atiradores traziam com eles suas armas de fogo e as devidas munições, além de uma pequena mochila com pertences necessários, algo que aparentemente Julian não estava preocupado em carregar. Prontos para partir, o trio voltaria até o QG do porto onde o espadachim perguntaria a um dos marinheiros no local se saberia dizer qual era o navio que partiria na missão para Karate Island, e o marinheiro em questão, com uma cara de pouca animação e mascando um chiclete, respondeu de má vontade apenas apontando com o dedo, certamente não era o trabalho dele guiar os outros.

Agora a bordo do navio, este que estava repleto de civis de idade e gêneros variados, mas apenas pela vestimenta de alguns era possível perceber que não tinha ninguém de baixa renda nesse lugar. O trio acabaria se reunindo mais próximo de onde estavam alguns dos outros marinheiros convocados para a missão, onde não tardaria a aparecer mais um marinheiro, este trajando uma capa de capitão com os dizeres “Justiça” bordado no tecido. Ele tinha a pele bronzeada, olhos esverdeados, cabelos longos presos por um rabo de cavalo, sendo que tais fios tinham uma coloração prateada. Em sua cintura havia uma espada de lâmina fina, aquelas que lembram as de um esgrimista, algo que faz muitos acabarem subestimando a força do espadachim, porém, no caso desse capitão, Julian já poderia ouvir alguns marinheiros ao seu redor sussurrar a respeito dele, “é o relâmpago prateado”, ouviu alguém dizer.

- Atenção, soldados! - Disse ele de maneira firme e séria, impondo sua superioridade aos demais. - Para quem não me conhece meu nome é Yokira Arashi e estou encarregado de supervisionar essa missão, que ao meu ver é bastante simples, então apenas mantenham-se atentos ao mar e aqueles com especialidades fiquem a disposição de atender aos nossos civis. Entendido? - Falaria ele para os subordinados a bordo, ainda que nem todos ali fossem necessariamente da patente mais baixa. Depois que todos confirmaram terem entendido o capitão, ele ainda não dava a ordem para saírem. - Agora quero que cada um de vocês se apresentem e digam suas especialidades, começando por você! - E nisso ele apontaria para Julian, que rapidamente daria as suas palavras, depois um simples olhar para Asuna já servia para ela começar.

- Asuna Urameshi, senhor! Sou médica e atiradora… - Apresentou-se resistindo ao máximo para não soltar um “sabia” no final de sua frase, pois não queria ser respondida pelo capitão.

- Jeremy Landini, capitão! Também sou um atirador e não possuo dotes para auxiliar nossos civis, meus talentos se destacam no combate. - Apresentou Jeremy em seguida, explicando em que posição era mais útil. Em seguida seria a vez da pessoa ao lado dele falar, uma garota jovem com traços bastante semelhantes aos do capitão, quem sabe eram parentes.

- Me chamo Momo Dokina, tenho dezoito anos, 52kg e 1,66m de altura, amo a carpintaria e luto com esse machado que tenho em minhas costas, o mesmo que uso para cortar minhas árvores. - Disse ela de maneira até que alegre em sua apresentação, que por sinal confirmava a semelhança física ser apenas coincidência mesmo.

- Mestre Arashi, prazer em conhecê-lo, pode me chamar de Buster Bee, minha especialidade? Haha, chutes, óbvio. - Falou o próximo rapaz, chutando o ar durante sua apresentação. - Chuto com os pés, cozinho com as mãos, se tem vaga na cozinha me chame, pois só faço prato bom!

- Danzor McGree, navegador, espadachim. - Respondeu o último marinheiro presente, este que era mais sério que o próprio capitão Yokira e até mais ameaçador que ele, tinha um físico maior, uma cicatriz no nariz e aparentemente mantinha sempre um de seus olhos fechados, talvez nem mesmo tinha mais esse olho. Porém certamente era o tamanho da espada em suas costas que chamava mais atenção.

- O quarto dos marinheiros fica na última estalagem do navio, se quiserem deixar suas coisas lá façam isso depois, agora quero que sigam para seus postos, nossa viagem será longa e se tivermos sorte chegaremos antes do anoitecer! Preparar para zarpar! Levantar as âncoras! Içar as velas! Posicionar leme! Agora! - Dito isso, Yokira não se importava se você era navegador, médico ou cozinheiro, era para todos fazerem o que ele estava mandando fazer.

Danzor seguiu direto para a área de navegação cuidar do leme, enquanto Buster Bee se oferecia a recolher as âncoras, deixando para os restantes a função de içar as velas do navio para que assim pudessem começar a navegar. Aos poucos a embarcação começava a ser guiada pela correnteza, tendo um empurrãozinho do vento para facilitar esse trabalho. Com o navio zarpando, os marinheiros que tinham coisas para guardar iriam até seus dormitórios depositar o que fosse preciso e depois retornariam para o convés, onde era o melhor lugar para se posicionarem durante a viagem. Dificilmente alguém com função além da de um navegador ou cozinheiro teria algum trabalho a fazer durante uma missão de escolta, porém Asuna e Julian estariam errados pensando assim, pois frequentemente seriam abordados por civis que alegavam pequenas dores e sintomas simples que muitas vezes não eram nada grava a se preocupar.

- Essa dor nas costas tá me matando, não tem nenhum remedinho pra mim? - Perguntou um senhor idoso depois de conversar com os médicos a respeito das suas dores, de certa forma comuns para a sua idade.

- Tem certeza que nessa ilha não tem nenhum tipo de doença contagiosa? Acho que estou me sentindo meio enjoada, tenho certeza que já ouvi história sobre doenças perigosas nessas ilhas tropicais! - Comentou uma mulher de vestimentas nobres usando um grande chapéu de palha que protegia seu rosto dos raios de sol.

- Putz, acho que comi alguma coisa estragada, o que eu posso fazer pra parar de cagar tanto? - Perguntou um outro homem já fazendo a pergunta com a mão na barriga e uma expressão de dor.


HISTÓRICO:
 

FERIMENTOS:
 

CONSIDERAÇÕES:
 

CAPITÃO TROY:
 

JEREMY:
 

CAPITÃO ARASHI:
 

MOMO:
 

BUSTER BEE:
 

DANZOR:
 


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MensagemAssunto: Re: As mil espadas - As mil gaivotas   As mil espadas - As mil gaivotas - Página 3 EmptyQua 11 Jul - 21:46


A primeira sensação que teria ao deixar Baterilla seria a de nostalgia, partir em direção a Karate Island me lembraria da primeira vez que havia feito isso há muito tempo atrás, apenas para buscar a flor que salvaria minha irmã, essa sensação faria-me suspirar ao sentir o vento da brisa me golpear, a sensação mais recompensante da terra era sentir o vento em seu rosto, mas não estaria ali para só aproveitar o tempo, havia trabalho a fazer, e o primeiro era içar as velas, coisa que iria logo ajudar ou então corria o risco de levar um esporro de meu capitão, coisa que não queria.

Quando estivesse em alto-mar iria sentar-me em algum local bem aberto onde poderia ser visto por todos, isso facilitaria que me achassem caso alguém precisasse de ajuda ou atenção médica, e assim como todos poderiam me ver, eu também poderia ver todos.
Uma vez parado lá procuraria tentar relaxar um pouco, porque mesmo comigo acordado, teria preguiça, ou talvez tenha um pouco de mim na preguiça, mas mesmo ali com preguiça uma coisa chamaria meu pensamento.
“A menos que estivesse querendo me ver trocando de roupa, haha, safadinho.”
A frase de Asuna me chamaria para o reino dos pensamentos, que seriam interrompidos com a chegada dos “pacientes”.

“Essa dor nas costas tá me matando, não tem nenhum remedinho pra mim?” Falava um senhor, o primeiro que me encontraria, com um pequeno esboço de sorriso olharia para o mesmo e diria:
- Infelizmente não tenho nenhum remédio comigo, mas o que poderia ajudar seria uma compressa com água morna, vai por mim ajuda bastante, faz isso por 15 minutos e também seria bom o senhor evitar ficar numa posição por muito tempo, tudo bem? Se quiser o senhor também pode tomar um chá de erva doce, ela ajuda com dores corporais.

“Tem certeza que nessa ilha não tem nenhum tipo de doença contagiosa?” Dizia a segunda “paciente” uma mulher, aparentemente, nobre, com um sorriso e uma expressão pensativa responderia:
- Eu vivi nessa ilha e o que é mais comum de acontecer é pegar uma gripe, mas se a senhorita quiser uma boa dica, passe repelente acho que é mais possível a senhora ter anemia do que uma doença. - Falaria num tom brincalhão. - É uma piada tudo bem? É que em Karate Island há muitos insetos, principalmente mosquitos, e seu enjoo pode ser por causa do barco, aconselho um chá de camomila, mas se a senhorita não se importar com gosto ruim, pode tentar um chá de boldo também.

“Putz, acho que comi alguma coisa estragada, o que eu posso fazer pra parar de cagar tanto?” Falava um homem que já parecia estar se segurando para ir no banheiro, segurando-me para não rir o responderia:
- Bom, pelo que consigo me lembrar isso pode ser causado por laticínios, bebidas alcoólicas e cuidado com feijões, couves e brócolis, comer em excesso também pode acarretar nisso então é bom que não coma tanto e mastigue direito, um chá de camomila ajuda nisso, mas prefiro uma água de coco ou chá de boldo.

Assim que o homem saísse de perto de mim tentaria manter minha seriedade, usaria todas as energias de meu corpo para tentar controlar minha risada, aquilo era um problema sério, não poderia rir de meus pacientes, tudo bem, ao controlar minha vontade de rir voltaria aos meus pensamentos sobre a frase de Asuna.
- Por que eu seria um safadinho? Tem algo de especial em ver uma mulher se trocando? - Falaria baixo, quase que internamente, estaria querendo apenas refletir comigo o acontecido hoje pela manhã. - Fui criado por mulheres basicamente, é normal isso, nada de especial, por que estou pensando nisso mesmo?

Após minha breve conversa comigo mesmo iria até Buster Bee, onde quer que ele estivesse.
- “Bícepí” tem um momento? - Falaria normalmente, caso ele viesse a me corrigir responderia. - Bruce Lee? - Se ele viesse a me corrigir mais uma vez aí sim entenderia seu nome. - Ah! Buster Bee... Abelha imbecil? Tá esquece, bom o que eu queria falar com você é outra coisa.
Caso Bee me deixasse continuar o faria.
- Bom, você parece ser de Karate Island, queria saber, teve alguma notícia de lá ultimamente?
Se Bee não fosse de Karate Island eu ficaria um pouco triste, mas não desanimaria, ao invés disso perguntaria.
- Tudo bem, mais uma coisa, tem algum motivo especial para você só chutar?
Caso Bee me explicasse o motivo ficaria feliz, mesmo que não houvesse nenhum motivo especial.
- Obrigado por seu tempo Bee, meu nome é Julian, prazer.
Se Bee perguntasse sobre mim diria:
- Bom, sou de Baterilla, mas vivi em Karate Island, enquanto morava lá fui treinado por um grande espadachim que me ensinou tudo que pôde, é isso, o motivo de eu ter ido pra lá foi o de encontrar uma flor para curar a doença de minha irmã, deu certo pelo menos.

Assim que terminasse de falar com o “Abelha” iria até minha colmeia, juntando Asuna e Jeremy.
- Escutem, gostaria de falar logo com vocês, explicar o porque peguei essa missão, existe algo em Karate Island que quero ver, algumas pessoas que quero visitar, portanto vou sair do barco e irei até alguns locais, se quiserem podem ficar no barco, já que isso é uma coisa somente minha, se quiserem podem voltar para Baterilla irei dar meu jeito de voltar outro dia, tudo bem?
Se Jeremy ou Asuna, ou até os dois viessem a querer ficar para me acompanhar com um sorriso encararia os dois.
- Obrigado, a amizade de vocês já é muito, só tenho a agradecer.

Quando terminasse de falar com meus amigos iria até algum local que estaria quieto, mas que ainda sim pudesse ser visto por todos, procuraria me sentar por lá e apreciar os céus e o mar, a principal coisa que gostaria de ouvir seria o silêncio, apesar disso se houvesse alguém precisando de ajuda, me ofereceria, mesmo não querendo, se Buster ou Danzor precisassem de ajuda, me ofereceria, já que seria bom ser útil, pelo menos se fossem coisas simples, se fosse algo mais complexo avisaria logo de minha inexperiência;
- Eu não estou acostumado a fazer isso, poderia me dar um norte ou me dar alguma dica?

Mas caso ninguém estivesse precisando de ajuda aproveitando da calmaria eu andaria pelo barco, não procurando algo específico, só estaria querendo explorar o barco e principalmente tentaria ver que tipos de pessoas estariamos transportando, se não haveria alguém oferecendo perigo ou com atitudes estranhas, assim que terminasse minha ronda iria até o lugar mais quieto do barco e ficaria por lá, matando um pouco de tempo, antes de voltar para minha posição, não gostaria de ficar muito tempo longe desta para não levar nenhuma bronca, tirando isso as únicas coisas que passariam em minha cabeça seriam as de minha aventura contra Draco e sua tripulação em Karate Island.

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