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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyQua Maio 23, 2018 9:20 pm

Relembrando a primeira mensagem :

Al mare!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil John Knudarr. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Edward Jack
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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyQui Maio 31, 2018 2:48 am

-Mas porque isso Jack? Porque não um emprego honesto? Viemos até aqui para uma vida nova!
-Sim Annie, mas não há vida com o salário que oferecem! É a mesma coisa que ser roubado!
-Então oque você fará? Vai roubar é isso? É apenas isso que sabe fazer não é?
-Cale-se mulher! Sabes muito bem que nunca tive escolha!
-Eu sei meu amor mas agora você tem escolha, não precisa mais fazer isso. Mas se é isso que desejas, vou voltar para Micqueot!
-A escolha de trabalhar como um escravo e não ter dinheiro nem para satisfazer minha fome? Faça oque quiser mulher! Já lhe disse para onde eu vou! Se quiser venha comigo, se não quiser, volte de onde veio que uma vida miserável a aguarda! E de miséria já estou farto!


Despertaria de um pesadelo, aquele a qual me atormentava desde que minha esposa me largou, nem me embebedar nas tavernas daquela ilha tirava aqueles pensamentos de minha cabeça. Talvez porque ela tinha razão, mas não, com certeza não, já passei muito tempo em meio a pobreza que nem mesmo um emprego com salário descente iria me satisfazer. Aquela foi a primeira mulher que eu amei, na verdade foi a única, então isso explicaria o motivo na qual aquele "pesadelo" me perturbava. -Maldita seja mulher! Saia de minha cabeça! -Diria dando leves tapas em minha testa.

Seria hora de esquecer aquilo tudo, deixar tudo para traz e ir em busca de um novo começo e o objetivo principal era encontrar meios de deixar aquela maldita ilha. Ilha que foi meu primeiro passo rumo a Grand Line e foi também minha primeira decepção. Sabia que para deixar aquela ilha me seria necessário no mínimo um barco e alguém que saiba navega-lo, pois nunca havia feito isso, mas a raiva daquele local era tanto que apenas um barco que iria rumo ao nada já me faria feliz. Mas antes de tudo iria em busca de me armar. Duas adagas me seriam ideais, mas era bem possível que não teria dinheiro para tanto, então teria que usar de minha lábia para convencer o vendedor a me fazer um bom preço ou roubar, duas coisas que eu passei minha vida inteira fazendo.

Com meu capuz em minha cabeça caminharia pelas ruas em busca de loja de armas, ficaria de olho também caso encontrasse algum delinquente distraído que possuísse uma adaga na qual um roubo seria fácil. E caso encostrasse uma possível vítima, tentaria usar de minha furtividade, me aproximaria bem devagar por suas costas, como se minha presença não existisse e em um movimento leve com minha mão direita tentaria desarma-lo, puxaria sua adaga com apenas dois dedos, o mais sutil possível, na tentativa de que ele nem percebesse oque aconteceu. Poderia de fato funcionar sem mais problemas, mas como a muito tempo estava nessa ramo, sabia também que a vítima poderia perceber tal furto, e se esse fosse o caso, tentaria escapar da enrascada com meu carisma e daria um grande sorriso para ele -Você deixou isso cair! Tome mais cuidado -Esticaria a mão direita entregando-lhe a adaga.

Obtendo ou não sucesso ainda estaria caminhando na procura de uma loja, a essa altura talvez com uma adaga já em mãos, mas estaria em busca de duas, já que meu combate seria mais efetivo assim. Encontrando uma loja, não perderia tempo e adentraria na mesma. Caso minha tentativa de furto anterior fosse um sucesso apenas iria até o vendedor e lhe pediria uma adaga simples -Olá meu senhor(a), tudo bem? Estou procurando uma adaga! A mais barata que tiver por favor, não estou esbanjando dinheiro!- Diria sendo o mais carismático possível e rindo de mim mesmo.

E caso minha tentativa de roubo anteriormente não fosse um sucesso, abordaria o vendedor de outra forma, na tentativa de barganhar um valor na qual me fosse possível comprar duas adagas e não apenas uma. Sabia que muitos daquela ilha admiravam os caçadores de recompensa e deviam muito a eles, já que praticamente supriam as necessidades do povo. -Olá meu senhor! Não vou mentir para você que caçar piratas está difícil ultimamente, principalmente de mãos vazias! Eu estava querendo um par de adagas! Metade do preço nas duas já me seria fantástico! Estou caçando um cachorro grande dessa vez! E o preço por sua cabeça não é nada mal, passo aqui mais tarde para lhe pagar o resto e uma bebida também. Hahaha! -Diria usando de minha lábia e boa aparência para tentar convencer o mercador. De fato já havia feito muitas barganhar como aquelas e com a experiência necessária sabia também que nem todas dão certo e se esse fosse o caso tentaria uma última cartada -Ta bom meu senhor, vou lhe dizer a verdade! Estou querendo impressionar o Ferry Kurt pegando esse pirata que ele persegue a muito tempo, mas não tenho dinheiro suficiente para comprar essas adagas, e como esse pirata é perigoso eu não conseguirei sem elas! Lhe prometo que voltarei e pagarei o dobro por elas! Afinal dinheiro não me faltará após eu capturar esse infeliz! Oque me diz? -Diria falando bem baixo em seu ouvido.

Talvez aquele homem não fosse facilmente manipulado por minhas palavras, mas isso foi oque fiz durante boa parte de minha vida e esperava apreensivo pela resposta do vendedor. Caso minha barganha obtivesse sucesso, retiraria de meu bolso o valor combinado, 2 por 1 e agradeceria o vendedor -Não irá se arrepender meu amigo! E não feches suas portas cedo, pois eu ei de voltar!- Diria me retirando da loja.

E se por um acaso não fosse o suficiente para convencer o mesmo, com um olhar de raiva e decepção que estaria quase a engolir o vendedor, pegaria as moedas com minha mão direita e bateria ao balcão -Aqui está! -Pegaria a adaga com raiva e sairia do local.

Estando ou não com 2 adagas em posse, caminharia pelas ruas com o capuz tampando boa parte de meu rosto. Já possivelmente armado, dessa vez procuraria algo maior, um roubo que me renderia dinheiro o suficiente para sair daquela ilha, ou alguma recompensa que me renderia alguns bons Berries. Meu olhar só seria desviado caso alguém me chamasse a atenção.


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John Knudarr
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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyQui Maio 31, 2018 6:27 pm

Já estava prestes a anoitecer e a neve já havia tomado o chão, mostrando que o clima não havia melhorado nem um pouco desde o momento em que comecei a andar pelas ruas. O frio pouco a pouco sobrepujava minhas roupas e eu já temeria não ser capaz de me manter aquecido, por isso permaneceria com minhas mãos nos bolsos da minha jaqueta até conseguir chegar em um restaurante, onde fui servido de um prato de macarrão a bolonhesa que custava 10.000 berries. Isso é um terço do que paguei no meu bastão. Espero que eu consiga fazer dinheiro de verdade em breve. Riria, pensando que poderia ter investido em algo um pouco melhor.

As pessoas ao redor conversavam animadamente sobre vários assuntos diferentes, o que dificultava muito a minha tarefa de ouvir algo específico sobre uma possibilidade de roubo, afinal, quem fala esse tipo de coisa assim em público? Talvez eu fosse um idiota por esperar que algo caísse no meu colo do nada. Como foi que isso aconteceu comigo? Até algum tempo atrás eu estava me sentindo tão bem ajudando aquelas pessoas e agora já quero ganhar dinheiro da pior forma possível. O que minha mãe pensaria? Olharia para meu prato por alguns segundos, enquanto brincaria com minha comida ao lembrar que nunca tivemos uma conversa de fato sobre temas como a pirataria. — A honestidade nunca a salvou. — Diria pra mim mesmo, mastigando uma grande quantidade de comida.

— Fiquei sabendo de um velho rico não muito longe daqui. — Falava um homem na mesa de trás, quase que como um sinal divino, isso é, se existe um deus capaz de abandonar as orações das boas pessoas que realmente precisam dele para abençoar pessoas como ladrões. Aquela cidade não era fácil, realmente, havia um clã de caçadores de recompensa servindo como uma espécie de liderança moral para o povo, o que me fazia duvidar até mesmo do objetivo dos homens que falavam em público sobre uma possibilidade dessas, mas sabia que ganhar dinheiro de forma honesta seria muito demorado e queria aproveitar minha liberdade ao máximo nos oceanos, o que seria muito mais fácil se eu carregasse muita grana comigo. Se quisesse mesmo virar um pirata, precisaria aprender a me sair bem de roubos e uma ilha dominada por caçadores de recompensa era perfeita para tal. Assim sendo precisaria de toda a ajuda que me fosse possível, então continuaria agindo normalmente, enquanto me manteria atento a conversa dos homens.

Aparentemente, o homem era um velho marinheiro que morava perto do Zoológico. Os problemas pareciam se desenhar com perfeição diante dos meus olhos. O Zoológico da cidade é regido pelo prefeito e um velho marinheiro definitivamente não se permitiria roubar com muita facilidade. Os homens não pareciam ter feito um grande estudo ou planejamento, mas precisaria deles para completar a missão com perfeição. Assim sendo, pegaria meu prato e me aproximaria de sua mesa, tomando cuidado para que eles não me vissem como alguém hostil e colocassem tudo a perder. — Perdão pela interrupção, mas sinto que nós podemos nos ajudar em uma coisa. Posso me sentar com vocês? — Aguardaria a resposta deles, ignorando qualquer tom rude ou debochado. Se me permitissem sentar na mesa, agiria como se houvesse encontrado velhos amigos, enquanto pediria para que continuassem agindo como antes. Caso me fosse questionado sobre o que falava, responderia tomando cuidado para que ninguém me ouvisse. — É sobre um velho marinheiro que mora perto do Zoológico. — E me sentaria junto a eles logo em seguida, fazendo o citado anteriormente.

— Eu devo admitir que ouvi o plano de vocês e percebi que precisam de um pouco mais do que esperar o momento certo. Sabem algo sobre a rotina dele? — Minha aparência inofensiva provavelmente faria com que questionassem minha capacidade em ajudá-los com o roubo, mas no momento certo sabia que seria útil. Caso tivessem algum plano, ouviria com calma e tentaria chamá-los a atenção para a divisão de tarefas, destacando minha habilidade de luta e o fato de que numa cidade dominada por caçadores não se poderia desperdiçar nenhuma ajuda, me oferecendo para entrar na casa e servir como uma espécie de suporte. Se não tivessem um plano, diria. — É o seguinte, por mais que não seja uma divisão perfeita de atribuições, a cidade é dominada pelo prefeito, que é dono do Zoológico e pelos caçadores. Não podemos simplesmente agir perto da menina dos olhos do Prefeito e esperar que nada aconteça. — Assumiria um tom um pouco mais sério, enquanto ainda tomaria cuidado para não ser ouvido pelas pessoas ao nosso redor. — Vocês tem alguma capacidade de combate? — Não era um exímio estrategista, mas poderia planejar superficialmente um bom roubo.

Tentaria dividir as tarefas de uma forma que aquele que lutasse a curta-distância entrasse primeiro na casa e enfrentasse o marinheiro com meu apoio, enquanto o outro ficaria próximo a porta. No caso de ambos lutarem a curta-distância, o que me favoreceria, ambos enfrentariam o homem, enquanto eu cuidaria da porta e poderia denunciá-los para os caçadores e me passar por refém caso o plano desse errado. Se ambos lutassem a longa-distância, pediria para que um me desse suporte, enquanto o outro olharia a porta e denunciaria qualquer movimentação estranha na rua.

Caso aceitassem minha ajuda e meu plano, abandonaria meu prato na mesa e seguiria junto a eles até a casa do homem e, no caminho, tomaria cuidado para não ser atacado pelos dois, dando um salto para trás e sacando meu bastão caso algum deles apontasse sua possível arma para mim. Se negassem minha ajuda, insistiria e, em caso de nova negativa, me aproveitaria do fato de ainda não ter cometido crime algum e os denunciaria para o primeiro caçador de recompensas que encontrasse, apontando o planejamento do roubo como sendo relacionado a um navio que viria para a cidade e não dando a localização real, para qual eu seguiria sozinho logo em seguida.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySab Jun 02, 2018 1:50 am



Al Mare!



Edward


O seu pesadelo lhe atormentava sempre que pensava naquela mulher, maldita seja e suas verdades mais doloridas, independente de o quanto aquilo sempre lhe atormentava, havia de seguir e ir em busca do seu dinheiro, mesmo com várias decepções, não havia desistido de seu sonho de se tornar rico e poderia esperar diversas mulheres quando o dinheiro estivesse em suas mãos. Vivido do roubo, o gatuno caminhava pelas ruas de Malkiham a procura de alguém desatento com uma adaga a mostra e conseguia ver um homem conversando com outro, este mesmo tinha uma adaga em suas costas que repousava em suas costas. Furtivamente, Jack se aproximava com seu capuz no rosto e em um movimento sorrateiro retirava a adaga de suas costas, mas o companheiro o alertava e rapidamente o homem virava. Em um sorriso carismático de quem não havia muita escolha, devolvia a adaga tentando usar uma desculpa esfarrapada e dava certo. - Ah! Agradeço. – Como quem escapava de uma furada, Edward voltava a andar a procura de uma loja de armas, conseguindo encontrar uma e entrando na mesma. Um velho vendedor olhava-o por cima de seus óculos redondos, os poucos fios de cabelo em sua cabeça meio calva balançavam com o ar que entrava pela porta. A sua roupa branca e calça preta compunham as suas vestes e parecia ser um homem experiente no mercado.

Ele ouvia o carismático homem que adentrava o seu estabelecimento e soltava um sorriso ao ouvir que ele era um caçador. - Um caçador entrando pelas minhas portas?! Mas que surpresa! Se você é mesmo um, como não tem dinheiro para me pagar por simples adagas? – Ele soltava uma risada e ouvia a segunda e última cartada de Edward. - Está bem, está bem. Você surpreenderá tanto a mim quanto ao Ferry Kurt então. Lhe farei as duas adagas pela metade e você me pagará o dobro por elas da próxima vez que nos encontrarmos, nem que eu tenha que viajar meio mundo para te achar. – Ele retirava as adagas de sua vitrine colocando-as a mesa e troca era bem-sucedida retirando do bolso os trinta mil combinados. Antes de sair, um grandalhão de capuz de, pelo menos, dois metros e dez estava parado na porta, seus músculos eram enormes e haviam cicatrizes em seus braços das suas mangas curtas, ele encarava o garoto com o cenho fechado olhando diretamente em seus olhos. - É bom você voltar com o dinheiro assim que capturar esse cara, pois assim que você piscar, eu estarei te cobrando. – Ele dava um passo para frente. - Acha que estou brincando? – Ele era mais do que intimidante e dava passagem para o gatuno saindo pela porta com suas novas adagas em mãos, voltando a caminhar pelas ruas repletas de neve e o clima ficando cada vez mais frio conforme a noite sobrepujava o dia.

John


John tomava uma atitude, pedia para se sentar com os homens oferecendo a sua ajuda para alguma coisa e eles olhavam olho a olho e no fim permitiam que o garoto sentasse ali ouvindo o que ele tinha a dizer em seguida. - Mas que diabos? – Ele puxava uma adaga de seu bolso colocando sobre a barriga do jovem. - Quem diabos é você e o que mais ouviu? – Eles ouviam Knudarr ignorando a pergunta citada pelo homem. - ]Você acha que estamos brincando? – Ele dava um belisco com a adaga em John, mas o outro homem dizia para ele recuar. - E o que você sugere? – O médico começava a falar e ninguém parecia ouvir a conversa do trio, um tinha habilidade com adagas e o outro resolvia a questão em sua pistola, o plano era dito por John e a dupla parecia gostar do que estava ouvindo, o médico havia razão e eles reconheciam aquilo. - Você está dentro.

Eles abandonavam os pratos e as bebidas que tinham ali e começavam a andar em direção a casa. - Como é o seu nome? Me chamo Ken. – Ken tinha cabelos vermelhos e um casaco preto aberto com um cordão vermelho que chamava atenção tendo um asterisco prata e uma camiseta branca por baixo, calças de couro e botas, ele era o gatuno. - Eu me chamo Oac. - Oac era mais quieto, seus olhos azuis e seu cabelo preto escondido por debaixo do capuz de seu casaco azul também aberto, uma corrente dourada e uma camiseta preta por debaixo, calças jeans e o coldre marrom em sua cintura acompanhado de sua pistola. Ambos eram bem diferentes.

Ambos

- Vamos efetuar isso depois de analisarmos melhor. – Dizia Ken, sendo ouvido por Edward que passava por perto e que lhe chamava a atenção. O ruivo acendia um cigarro colocando-o em sua boca. O caminho era tranquilo até a casa do ex-marinheiro. O trio parava na esquina e de longe conseguiam avistar a casa vermelha da qual efetuariam o roubo, eles olhavam diretamente para lá. O portão estava fechado e os muros haviam alguns espetos bem divididos dos quais não parariam qualquer assaltante usando um pouco da cabeça. Haviam caixas de madeiras em um estabelecimento perto dali que estava começando a fechar as suas portas, o céu já havia escurecido bastante e vários postes estavam acesos. De tempo em tempo passavam dois homens que pareciam dar uma volta por ali a cada cinco minutos estando sempre circulando.

O gatuno de capuz não estava longe deles, havia sido atraído pela palavra do ruivo de antes e parecia estar no local certo para um roubo, o trio lhe chamava a atenção, um garoto de aparência inofensiva de cabelos pretos, um ruivo e um homem de capuz azul. Apenas o tempo diria suas ações.


Considerações:
 

Dicas:
 

Legenda:
 


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySab Jun 02, 2018 9:10 am

Enquanto andava pelas ruas de Malkiham consegui encontrar um homem com uma adaga em suas costas, aquela seria vítima perfeita. Foi um movimento perfeito, retirei a adaga de sua posse com maestria, já poderia ser visto um leve sorriso em meu rosto, mas eu fui descuidado e havia me esquecido literalmente do homem na qual ele conversava, esse que como um verdadeiro dedo duro alertou a vítima de meu furto. Minha cabeça estava tão fissurada naquela adaga que me distrai e não analisei bem a posição do outro homem quando fui rouba-lo. Por um milagre ou idiotice dos homens a minha desculpa esfarrapada foi o suficiente para não arranjar uma encrenca, foi quando rapidamente sai dali e continuei seguindo meu rumo a procura de uma loja de armas, oque não demorou muito a encontrar.

O vendedor era um velhote, experiente o suficiente para não cair na minha conversa da primeira vez. Mas da segunda vez a fato de ter oferecido o dobro pelas adagas fez o velho reconsiderar minha proposta, certamente eu a faria no desespero pois necessitava daquelas adagas. Uma mentira esfarrapada para conseguir oque eu queria, até porque a intensão era nunca mais ter que voltar naquele lugar, muito menos naquela ilha "amaldiçoada".

O velhote pegaria as adagas da vitrine e as entregaria em minhas mãos, a essa altura meus olhos já brilhavam e um grande sorriso em meu rosto se mostraria. Guardaria as mesmas em minha cintura, uma de cada lado, oque me facilitaria o saque das armas -Muito obrigado senhor! Garanto que não irá se arrepender! -Diria dando as costas ao mesmo e indo em direção a porta "Espero nunca mais vê-lo novamen..." -Meu pensamento seria interrompido ao ver um "gigante" parado na saída me encarando, quando disse -É bom você voltar com o dinheiro assim que capturar esse cara, pois assim que você piscar, eu estarei te cobrando. -Aquele grandalhão realmente me assustou, afinal desde quando aquele armário foi parar ali? Tentaria olhar em seu rosto, mas ele era alto demais, o mesmo se aproximou de mim dando um passo na minha direção, minha reação automática foi dar um passo para trás -Acha que estou brincando? -Indagou dando-me passagem para finalmente sair dali. -Não se preocupe com isso grandão! Dentro de alguns dias estarei de volta com seu dinheiro! -Diria saindo dali levantando meu braço como um sinal de despedida.
Era de fato alguém bastante intimidador, seu tamanho por si só ja provava isso e eu certamente não queria encrenca com aquele homem, então sair daquela ilha o mais rápido possível seria o mais plausível, mas não havia recursos para tal e aparentemente estava longe de conseguir.

Sairia da loja e o frio começava a tomar conta de meu corpo, aquela neve na qual ainda estava mal acostumado, a minha sorte era que minha roupa era longa o bastante para não deixar-me congelar. A primeira ideia que me veio a cabeça para esquentar meu corpo seria ir até um bar, não há maneira melhor de passar a noite do que tomar um delicioso Rum, ou seria mais interessante um roubo? Eram as únicas coisas que eu fiz durante anos que na falta de um o outro me supria.

Andando pelas ruas algo me chamou a atenção uma simples fala de um homem - Vamos efetuar isso depois de analisarmos melhor. -Seria quando meu olhar se voltaria ao mesmo, esse que era ruivo e estava na companhia de outros dois homens, um garoto que aparentava ser inofensivo e um homem de capuz azul. Chamaram-me tanto a atenção que resolveria os seguir, obviamente sempre sorrateiro para não chamar-lhes a atenção. A essa altura a céu já havia escurecido e oque iluminava as ruas eram apenas os postes de luz.

Os 3 suspeitos paravam em uma esquina e pareciam observar uma casa, se eu não fosse do ramo apenas acharia uma coincidência, mas com certeza aquilo aparentava ser um planejamento de um roubo. "Hahaaaa espertinhos. Seria uma oportunidade perfeita! Talvez eu consiga roubar essa casa sozinho, mas esses vacilões não vão deixar. Talvez deva mostrar para eles que posso ser útil! Ou posso passar a perna neles." -Pensaria comigo mesmo, imaginando qual seria a melhor abordagem. Me apresentar diante deles poderia ser a melhor opção, mas com certeza seria estranho, então tive uma ideia. Lentamente me aproximaria deles, a intenção seria que me vissem e quando isso acontecesse levantaria minhas mãos até a altura dos ombros mostrando ser inofensivo e diria -Boa noite senhores! Parece que estão de olho no mesmo premio que eu! Que coincidência não? - Seria obvio que eles até pelo susto agissem inicialmente de uma forma agressiva, mas minha intenção seria mostrar minha inofensividade e que não estaria ali como um inimigo e sim como um aliado e talvez minha lábia me ajudasse nisso. -Não quero tomar o premio de vocês mas... digamos que... não me seria justo. Uma mão lava a outra, eu ajudo vocês e vocês me ajudam! Não quero me gabar mas sou bom nisso! Afinal, me chamo Jack -Diria a todo instante com com as palmas de minhas mãos avista, mostraria de tal modo apenas estar ali para ajudar.

Seria de fato um suicídio caso não aceitassem, afinal eu seria uma testemunha na qual não iriam querer vivo, mas eu confiava bastante em minha lábia, afinal cheguei até aqui com ela.
Mas caso aceitassem minha proposta logo iria lhes perguntando -Qual o plano de vocês? Tem algum cofre lá dentro? Ou vão apenas rende-lo? A melhor opção seria apenas entrar e sair sem sermos vistos!. A essa altura já esperaria obter as respostas dos mesmos e primeiramente observaria ao redor da casa e calcularia as possibilidades -Bom, aparentemente dois homens fazer a guarda o local de cinco em cinco minutos! Talvez essa seja a nossa oportunidade de entrar lá, cinco minutos apenas. E aparentemente a maneira mais fácil de entrar é pulando o muro, mas para isso iriamos precisar das caixas daquela loja! Se alguém tiver alguns grampos ai me dê que eu posso abrir alguma coisa com eles lá dentro.  -Diria esperando a resposta deles.

Caso as caixas estivessem de uma maneira fácil de serem pegas, pegaria 2, uma em cada mão e esperaria que os outros também pegassem 2 cadas, oque já seria o suficiente para dar altura no muro. Mas caso o vendedor da loja não nos deixasse pegar, tentaria convence-lo -Desculpe meu senhor, mas poderíamos pegar algumas caixas? É que não tivemos a sorte de nascermos grandes sabe. Hahaha. É coisa rápida, antes mesmo de fechar lhes devolvo - Diria dando um sorriso e mostrando todo meu carisma na esperança de ter funcionado.

Obtendo as caixas, seriamos capazes de adentrar pelo muro que aparentemente tinha 2 metros de altura, faria meio que uma escada com as caixas, daria altura o suficiente e com um certo cuidado com os espetos no muro adentra-lo não seria de grandes problemas. Então esperaria o momento exato em que os guardas de ronda se retirassem, as caixas estariam posicionadas e daria uma olhada para além do muro, observaria se não haviam mais guardas patrulhando o casa então esperaria o momento perfeito para pular o muro. Haviam espaços entre os espetos então minhas mãos poderiam facilmente entrar nelas e usando isso pularia o muro. Uma vez lá dentro furtivamente me esgueiraria entre o muro e buscaria me aproximar da casa vermelha se assim fosse possível e não houvessem guardas por perto. O plano inicial seria entrar sem fazer barulho, pegar o dinheiro e sair sem chamar a atenção. Mas é claro que tudo na teoria é fácil, na prática as coisas são bem diferentes e eu sabia muito bem disso, afinal essa era a minha vida. Buscaria me aproximar das janelas e olharia por elas buscando algo de valor ou até mesmo algum cofre e o mais importante de olho em alguém lá dentro. -Não façam barulho! Você de capuz entra comigo! O ruivo e o de óculos ficam de guarda. Qualquer coisa vocês dão um sinal! -Diria enquanto tentaria furtivamente adentrar por alguma janela que estivesse aberta ou semi-aberta. Só entraria se a área estivesse limpa e lá dentro procuraria algo, colocaria em meu bolso tudo que mostrasse algum valor. Procuraria também algum cofre para arrombar caso estivesse com as ferramentas para isso. Renderia a primeira pessoa que visse, levaria minha mão esquerda até sua boca e com a ponta de minha adaga encostada em suas costas, tentaria rende-lo. -Não reaja! Apenas me guie até onde guarda o dinheiro e ninguém irá se machucar! -De modo algum daria uma brecha para que ele tentasse abrir a boca, então se me levasse até onde eu queria, permaneceria segurando-o e daria um sinal para Ken recolher o dinheiro. Caso fosse o bastante, tentaria prender-lhe a respiração para que ele desmaiasse e sairia dali pela mesma janela que adentramos.


[spoiler=OFF] Yo \o Particularmente senti dificuldade para dar continuidade as ações em alguns momentos por não ter ciência direito do local e tals mas fiz oque pude, espero que não tenha ficado ruim o post rsrs

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySab Jun 02, 2018 9:14 pm

- Mas que diabos? - Dizia um dos homens, sendo pego de surpresa pelas minhas palavras logo após conceder-me permissão para me sentar junto com ambos. Poderia rir da situação ou tentar me explicar melhor, mas a sensação de ter algo cortante encostado em minha barriga não era das melhores. Saberia que matar alguém no meio de um restaurante localizado em uma ilha controlada por caçadores de recompensa não seria a primeira escolha de ninguém e isso me manteria tranquilo nessa situação, possibilitando que assumisse até um certo ar superior enquanto questionado sobre o que mais sabia sobre a situação. Apesar disso, o outro homem na mesa parecia um pouco mais equilibrado, pedindo que seu comparsa afastasse sua adaga de minha barriga e me perguntando qual seria meu plano, me ouvindo atentamente em seguida.

Os homens pareciam aceitar meu plano e não seria capaz de ver neles alguma vontade de me trair no meio do roubo. O homem com a adaga inclusive havia aceitado se pôr na linha de frente juntamente comigo. Parecia o grupo perfeito preparado para o assalto perfeito, mas poderia sentir que algo ainda faltava. — Pode me chamar de John. Responderia de forma seca ao homem de cabelos vermelhos que até pouco tempo estava me ameaçado com sua adaga. Ken e Oac não pareciam exatamente fortes, mas minha própria aparência não me permitiria usar o tipo físico de ninguém como medida de força. Me restava confiar neles. O quanto eles realmente sabem sobre esse homem? Um velho marinheiro moraria mesmo nessa ilha abandonada pelos deuses e não teria proteção nenhuma? Estaria um pouco incerto sobre o que viria a seguir, mas não os questionaria sobre meus pensamentos. Guardaria tudo para mim e deixaria que tudo se revelasse quando fosse chegado o momento. Os pratos e copos haveriam sido abandonados na mesa e caminharíamos pelas ruas com calma. Oac e Ken pareciam como gelo e fogo, suas personalidades só não eram mais diferentes que sua aparência. Talvez passar alguns minutos perto dessa interessante dupla fosse o que eu precisaria para me animar mais um pouco, mas não seria hora de me ocupar com isso. O roubo era mais importante.

Algumas caixas poderiam ser vistas em uma loja ali perto, poderíamos usar algumas delas para pular o muro da casa, começando pelo Ken, depois eu pularia com cuidado para não me espetar com os obstáculos sobre o muro e, por último, Oac, o qual ficaria mais perto do portão. A ideia seria estar preparado para o confronto desde o início e o ruivo seria essencial para isso, pois ao entrar na casa primeiro, possivelmente tomaria para si a atenção do marinheiro, me permitindo atacar o cão de caça do Governo, enquanto este estivesse distraído. — Precisamos pegar algumas caixas naquela loja pra sermos capazes de pular o muro, se conseguíssemos seis seria ótimo. Depois disso, pulamos um após o outro, com o Ken indo na frente e o Oac indo por último. É essencial que seja nessa ordem porque assim o Oac pode se manter fora de um possível confronto inicial e até mesmo nos avisar caso aconteça alguma merda na rua e a gente precise desistir por alguma razão. Não saberia dizer ao certo quantos problemas os guardas acabariam causando, mas com um pouco de inteligência eles seriam tão inúteis quanto os espetos colocados sobre o muro. Bastava escolher o momento perfeito e tudo correria bem. Se se rejeitassem a seguir meu plano, insistiria com um sorriso no rosto, dizendo. — Esse é o melhor jeito de nos mantermos seguros. Eu preferia que fosse diferente, mas não vejo opção melhor agora. Reconheceria que não sou nenhum estrategista condecorado, mas a primeira vista me pareceria um bom plano. Dessa vez, esperaria que aceitassem meu plano. Se aceitassem minha ideia, apenas seguiria com o plano novamente.

— Olá, vai usar essas caixas para alguma coisa? Preciso de algumas delas. Se for o caso, prometo que devolvo depois. Manteria meus olhos focados no rosto de quem me atendesse e um sorriso no rosto, tentando me passar por alguém com ótimas intenções. Minha aparência inofensiva provavelmente me seria útil nesse momento, pois ninguém desconfia do garoto de óculos na hora de denunciar um criminoso. Caso me fosse questionada a razão de precisar das caixas, diria. — Meu primo August perdeu sua chave e o seu pai aparentemente está dormindo, o portão está trancado e ele esqueceu sua mochila em casa. Por isso precisamos entrar. Apontaria para o Oac, apontando-o como sendo meu primo. Não era exatamente um especialista em mentiras, então haveria entrado em detalhes de mais, mas esperava que minha calmaria fizesse-me parecer sincero. Se me fosse perguntado qual era a casa, diria que fica a uma rua de distância dali, para não correr o risco de acabar indicando alguma residência conhecida e consequentemente estragar o plano. Se me permitissem levar as caixas, pediria para que Ken e Oac me ajudassem. Nesse caso, cada um carregaria duas.

Se alguém surgisse de repente e nos questionasse algo, permitiria que Ken e Oac tomassem a frente da situação, seguindo qualquer decisão que não envolvesse me excluir do roubo, quando diria. — Pode não parecer, mas sou um ótimo lutador e toda ajuda pode ser necessária aqui, no caso do marinheiro oferecer resistência ou aqueles caras acabarem interferindo. Tentaria convencê-los a me manter por perto, utilizando os prováveis guardas como argumento. Sabia que ninguém ali queria se ferir e definitivamente não era o momento de desperdiçarem qualquer ajuda que os fosse disponibilizada. Caso a conversa apontasse para mais alguém ajudando a efetivar o roubo, aceitaria de bom grado, sugerindo. — Tudo bem, quem entrar vai precisar de ajuda lá dentro, eu ajudo o outro a vigiar o portão. Tal sugestão teria como único objetivo me afastar de possíveis batalhas dentro da casa. Sugeriria meu plano inicial, mudando o número de caixas de seis para oito e alteraria a ordem de entrada, me colocando como o terceiro a saltar o muro, cedendo a segunda colocação para o desconhecido, apesar de tentar fazer com que seguissem minha ideia inicial, aceitaria qualquer plano que parecesse melhor e tivesse a aprovação dos dois que já estavam comigo anteriormente. Caso fosse alguém desconfiando de nossa presença ali e dando sinais de que nos denunciaria, agiria da mesma forma que Ken e Oac e em último caso, sacaria meu bastão para intimidar tal pessoa.

Uma vez dentro da casa, tomaria cuidado com qualquer movimentação estranha, quando sacaria o meu bastão e colocaria meu pé esquerdo a frente do direito, pondo minha mão direita na base do bastão e a mão esquerda um pouco abaixo do meio do bastão, permitindo que ele ficasse como uma lança diante do meu corpo. Caso sofresse algum ataque físico na altura do meu corpo, usaria meu bastão para bloquear o golpe, aplicando minha força na minha arma para tentar afastar o braço do inimigo para a direita, colocando em seguida meu pé direito na frente do esquerdo, desferindo em seguida um golpe retilíneo na altura do pescoço do oponente, visando acertar seu pomo-de-adão (gogó). Acertando ou não, retomaria minha guarda inicial, e aguardaria um novo movimento do oponente, onde saltaria para a direita em caso de ataque retilíneo e desferiria um golpe diagonal, vindo da direita para a esquerda em seu joelho direito. Em caso de um ataque da esquerda para a direita visando atingir minha cabeça, me agacharia e rolaria para a esquerda, quando levanria o meu bastão para a esquerda do meu corpo e em seguida fazendo o movendo para a frente com força, visando atingir o oponente com toda a força no lado esquerdo do corpo do seu corpo, na altura de suas costelas, em caso de ataque da direita para a esquerda visando atingir minha cabeça, rolaria para a direita e elevaria o meu bastão a altura da minha cabeça, o pondo a destra da mesma e tentaria atingir a parte de trás do seu joelho com um golpe diagonal. Em caso de ataque mirando os meus pés, saltaria para trás e tentaria atingi-lo no rosto com um golpe da esquerda para a direita. Acertando ou não em qualquer um dos casos, me afastaria e manteria minha guarda inicial, olhando atentamente para meu oponente.

Caso me atacassem com um golpe a longa distância, saltaria para trás e para os lados, para tentar desviar, mantendo meu bastão diante do meu corpo, enquanto correria em zigue-zague em direção ao meu inimigo e, ao me aproximar, tentaria atingi-lo em seu rosto com um golpe vindo da direita para esquerda e, acertando ou não, giraria e me agacharia, desferindo um golpe lateral em sua canela direita, este também vindo da direita para a esquerda. Acertando ou não, tentaria empurrá-lo com meu ombro, elevando o meu bastão acima de sua cabeça e o abaixando com força em seguida, visando acertar um golpe de cima para baixo em meu oponente. Acertando ou não, me afastaria e manteria minha guarda inicial, saltando sempre que imaginasse que um novo golpe seria desferido e mantendo meus olhos atentos em meu oponente.

Caso fosse escalado para entrar na casa e tudo ocorresse pacificamente, me manteria próximo a quem entrasse junto comigo e, tomando cuidado para não ser pego de surpresa, vasculharia a casa procurando algum cofre, baú ou caixa suspeita. Caso não encontrasse, olharia embaixo do colchão e nas estantes. Por último, olharia no guarda-roupas procurando algum dinheiro ou objeto que parecesse ter valor. — Talvez tenha algo na cozinha. Diria para quem estivesse comigo, no caso de não encontrar nada em nenhuma das minhas tentativas. Entenderia se soasse estranho, mas insistiria em tentar procurar lá, afirmando que um velho marinheiro provavelmente não esconderia um tesouro em seu quarto. Chegando na cozinha, pediria para que quem estivesse comigo vasculhasse as coisas, enquanto ficaria atento ao meu redor para que nenhum ataque surpresa nos atingisse. Caso alguém tentasse nos atacar, faria o citado anteriormente.

Caso minha função fosse ajudar a vigiar a entrada, manteria meus olhos e ouvidos atentos tanto ao que acontecesse na rua quanto ao que acontecesse lá dentro. Caso alguém tentasse atacar os ladrões de surpresa, os avisaria, informando a posição do inimigo e alertando o homem mais próximo dele para que tentasse atacá-lo. Não sairia da minha posição até que o roubo fosse efetuado com sucesso ou que os ladrões se vissem em desvantagem numérica, quando atacaria o oponente mais próximo fazendo o citado anteriormente.

Caso o roubo desse certo, pediria minha parte e tentaria abrir o portão para que pudéssemos ir para as ruas. Se o portão estivesse trancado, pediria que o Oac me ajudasse a pegar uma quantidade de cadeiras igual ao número de ladrões dentro da casa, as quais colocaria enfileiradas no portão e as usaria para, com cuidado para não me espetar, subir no muro e poder fugir do local com sucesso.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyTer Jun 05, 2018 5:19 am



Al Mare!



John começava a detalhar mais o seu plano para a dupla dando uma grande importância para as caixas das quais haviam perto de uma loja, a ideia era boa e eles concordavam com aquilo, sem questionarem, deixavam que o jovem tomasse as rédeas da situação e assim que o garoto se aproximava da loja do senhor das caixas, era questionado pelo mesmo pedindo pelas caixas. - Você pode tê-las, mas para que precisa das mesmas? – Perguntava o velho senhor com um sorriso em seu rosto, para ele, as caixas eram um empecilho e ter alguém que poderia levá-las era algo bom. - Oh, sim! Lhe desejo boa sorte, não precisa devolvê-las. Não precisarei mais delas. – E os homens iam pegando uma por uma começando a levá-las em direção ao muro enquanto que o velho voltava para o lado de dentro de sua loja. Os guardas que faziam a ronda ainda não estavam sequer a vista e isso lhes dava tempo de sobra para fazerem o que precisassem, mas nesse momento, um inesperado homem chegava observando toda a ação deles e surpreendo ao trio que estava se preparado para subir.

- Que porra! Cada vez aparece mais um! – Gritava o ruivo e para a sorte de todos, não haviam ninguém para escutar enquanto que Oac dava um chute em sua panturrilha para ele calar. - Não temos escolha, você está dentro, espero que ele tenha muita grana para ficar bom para nós quatro. – Edward contava o que sabia sobre o que havia visto e combinavam o plano, mas uma das coisas que incomodavam era que Ken não queria ficar vigiando o portão. - Me chamo Ken e nem fodendo que fico aqui. Vou com você e o de óculos vêm junto. – Oac parecia concordar e explicava o ponto. - É mais suspeito dois do que um, além que posso só estar de passagem. Sobe os três. – As caixas eram empilhadas da maneira em que John havia pedido e feito e o trio começava a subir. Ken ia primeiro tomando cuidado com os espetos para que não fosse machucado e era este mesmo detalhe que faziam cortes nas roupas e na pele dos próximos dois, deixando algumas áreas doloridas em suas coxas e um leve corte do qual emitia um pequeno sangramento de John e Edward.

Tinha um pequeno corredor que separava a casa do muro e uma janela aberta para ventilação da qual levava para uma das salas da casa grande e o trio entrava por aquela abertura, tomando todo o cuidado para não fazerem nenhum barulho, começavam a vasculhar. O velho marinheiro não parecia ter coisas bastante valiosas, a maioria era livros, moveis grandes demais para carregar independente de sua qualidade ser boa e o que era pequeno não parecia ser de grande valiosidade. Os ladrões continuavam se movendo pelo imóvel seguindo-se pela orientação de Ken que ia mais a frente e não encontravam sequer o marinheiro. Toda a casa estava com a sua iluminação no mínimo, tendo poucos abajures ligados e as poucas velas que davam iluminação, o cômodo que havia mais iluminação era a cozinha e era para onde o trio de ladrões iam e conseguiam ver as grandes facas que haviam naquele local, a cozinha era bem trabalhada e com grande variedade de alimentos. O forno estava quente o que indicava que havia alguém dentro da casa e Ken seguia mais a frente enquanto que a dupla de ladrões ficavam mais atrás tentando achar algo valioso dentro dos armários.

- Argh! – Gritava Ken logo após virar para a direita em uma das portas, ao virar os olhos para aquela direção, conseguiam ver o ruivo caído no chão com um corte em sua coxa direita e sendo levantado pelo pescoço. - Parece que o amigo de vocês não é dos mais espertos. – Ele tinha uma espada no pescoço do ruivo enquanto que no coldre em sua cintura havia uma pistola. O Velho era bem musculoso e tinha uma barba e cabelo grisalhos, suas vestes eram simples e não parecia ser do homem mais rico, mas ainda sim era um marinheiro, ele parecia controlar bem suas emoções e não parecia nada desesperado ou sem saber o que estava fazendo devido a sua experiência em combate pelo que parecia. Os olhos de Ken exibiam a dor que sentia em seu ferimento. - Vocês tem cinco minutos para voltarem por onde vieram, esse ruivo ficará para os caçadores. Aproveitem a oportunidade. – O homem não parecia blefar e a qualquer momento parecia querer cortar a garganta do ruivo, o que a dupla deveria fazer?


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyQua Jun 06, 2018 1:34 am

Após seguir os 3 suspeitos continuei os observando, tiveram uma boa ideia de pegar as caixas para subirem o muro, os guardas estavam em seu curto intervalo e eles pareciam querer agir naquele momento. Foi nesse instante que me apresentei a eles e tentei engana-los para fazer parte daquilo, quando um deles se assustou - Que porra! Cada vez aparece mais um!- De fato foi bastante repentino e sem noção de minha parte, mas eles pareciam tão desesperados e perdidos que me inseriram sem questionamento. Nesse momento não me fez sentido algum, nem se deram o trabalho de perguntar quem sou e o grito do ruivo me chamou a atenção "Cada vez aparece mais? Oque ele quer dizer com isso?" Era a pergunta que me fazia a partir do momento que aquela frase saiu de sua boca. Expus oque seria o meu plano a eles, mas o ruivo que disse se chamar Ken ficou incomodado de ficar no portão como guarda então disse que iriamos juntos e o homem de óculos também.

Aquela altura não tinha poder de questionar nada, apesar de achar que com quantas menos pessoas entrar menos alardes faríamos, mas mesmo com minha tentativa de tomar as rédeas ali o ruivo que o fez então seria o seu plano a ser seguido. As caixas foram empilhadas da maneira que fosse possível pularmos o muro, Ken foi na frente e passou sem muitas dificuldades, quando foi minha vez não tomei o cuidado suficiente e acabei cortando minhas coxas. Realmente foi frustante, passei grande parte de minha vida pulando muros e outras coisas mais, aqueles simples espinhos acabou de ferir-me, talvez a sorte não estava de meu lado aquele dia, ou fosse um presságio de que as coisas a partir dali só iriam piorar. Apesar de leves os cortes doíam e sangravam um pouco, mas era hora de relevar aquilo e continuar com o plano.

Conseguimos avistar uma janela, essa que só estava aberta para a ventilação da casa, uma vez la dentro permanecia abaixado e dando passos leves para evitar ao máximo algum tipo de ruido, não seria difícil para mim mas para os outros dois talvez sim. Nada tinha naquela casa, parecia apenas uma casa comum de um velho aposentado, apenas livros e móveis enfeitavam a residência e nesse momento o pensamento de ter entrado em uma furada veio em minha cabeça "Esses caras sabem realmente oque estão fazendo? Essa casa de longe não me parece de alguém que tenha dinheiro!" -Permanecia seguindo o ruivo que aparentemente sabia oque estava fazendo, mas muito me duvidava. A casa estava pouco iluminada e a luz mais forte parecia vir da cozinha, possivelmente alguém poderia estar ali, mas enquanto procurávamos algo de valor dentre os armários o Ken resolveu ir mais a frente sem a nossa cobertura e foi quando ouvi um grito, nesse exato momento retiraria uma de minhas adagas de minha cintura.

Aquele ruivo certamente não fazia ideia do que estava fazendo, parecia uma criança brincando em um parque de diversões sem medir as consequências de seus atos. Mas o fato era que o burro seria eu, sim, por me meter nessa sem informação alguma, não conhecia meus "aliados" muito menos meu inimigo, apenas vi uma oportunidade de ganhar dinheiro e me agarrei a ela tolamente, essa certamente era onde eu falhava na maioria das vezes, o dinheiro deturpa minha mente, oque não me faz pensar direito.

Um velho empunhava uma espada, esta que estava prestes a cortar o pescoço do ruivo e com uma pistola no coldre, aquele senhor não parecia nem um pouco desesperado, suas vestes humildes pouco transparecia sua experiencia em meio aquela situação. O velhote nos deu a opção de sair dali, mas o ruivo ficaria. Sinceramente eu não me importava com aquele cara, sua garganta ser cortada ali pouco me faria diferença, afinal o conheci a minutos atras. Certamente sair dali e deixar aquele cara lá era o melhor a ser feito, mas oque eu ganharia com isso? Muitos diriam a oportunidade de continuar vivo. O curioso era que em muitas das vezes quando menor cheguei a quase perdê-la, mas oque me mantinha de pé era o fato de que sempre tive que lutar para sobreviver e o medo da morte a muito tempo havia esvaído.

E lembram quando disse que a oportunidade de ganhar dinheiro sempre deturpava a minha mente? Então não seria diferente dessa vez, não poderia sair dali de mãos abanando, talvez não fosse a escolha certa, mas sempre foi mais forte do que eu, oque me restava ali seria tentar usar de minha lábia com o velho, provavelmente de nada adiantaria pois aquele homem não tinha cabelas brancos atoa, a experiencia estava estampada em sua cara, mas eu já disse que é mais forte do que eu.

Após o velho render o ruivo, minha reação seria de pegar o carinha de óculos pelas costas segurando em seu ombro com minha mão esquerda e com a direita que estaria empunhando minha adaga, apontaria para as suas costas o rendendo também, falaria bem baixo em seu ouvido para que somente ele escutasse -Confie em mim 4 olhos! -Aquele cara não tinha motivos algum para confiar em mim, nem eu confiaria em mim mesmo, mas estávamos encurralados e foi a única coisa que me veio a cabeça caso não quiséssemos sair dali de mãos abanando. Com o 4 olhos já rendido direcionaria minha fala ao velho -Que merda velhote! Sabe a quanto tempo estou atrás desses idiotas? Tempo o suficiente para você não ter que dividir o prêmio por eles com um velho aposentado! Aaahhh, que merda! Porra, oque vou dizer ao Ferry Kurt quando disser que um velho me ajudou a pegar esses caras? Logo agora que eles se reuniram depois de tempos. Aff! -Diria em um tom decepcionante e com raiva, para tentar ser o mais convincente possível. A essa altura esperaria uma resistência do 4 olhos e caso ele fizesse algum movimento brusco encostaria minha adaga o mais perto de suas costas e diria novamente para que apenas ele escutasse -Apenas fique quieto cara! -Era  de fato muito audacioso o meu plano, mas foi oque me veio a cabeça e minha intenção seria claramente vender todos eles aos caçadores e se tivesse que dividir o prêmio com aquele velhote que assim fosse, talvez  com um exceção pro 4 olhos, caso cooperasse, apesar de não tem motivos para tal.

Esse seria o cenário perfeito para mim é claro, mas não poderia esquecer que aquele velho tinha experiencia o suficiente para que não caísse em minha conversa, apesar de ser muito bom nisso a algum tempo atrás com um mesmo velho minha barganha não foi o suficiente e porque seria agora com esse? Estaria bem claro que se o velho não fosse convencido nos restaria lutar, pelo menos para mim essa seria a opção, para o 4 olhos talvez não, mas com certeza eu lutaria para sair dali com minha grana, ou melhor com a grana de quem quer que seja.

-Não deu certo neh? Acho que estou perdendo a prática então. Falar costumava a funcionar antes. Mas acho que vocês falam com a força por aqui! -Diria enquanto soltaria o 4 olhos e deixando livre para podermos juntos enfrentar o velho -Me desculpe por isso cara! Esse velhote é mais esperto do que parece, ou eu sou burro demais por achar que isso funcionaria, mas enfim! Não estou disposta a sair de mãos abanando, se quiser pode ir mas vou dar uma lição nesse velho! -Diria ao jovem ao meu lado e sacaria minha outra adaga, estaria agora com as duas em minhas mãos, assumiria uma postura de lutador, meu punho esquerdo estaria segurando-a horizontalmente na altura do peito, com a ponta para baixo e o fio de corte voltado para frente, o mesmo valeria para a adaga em minha mão direita. Minhas chances sozinho contra aquele velho não seriam muitas, a experiência em batalha do mesmo seria infinitamente superior a minha, mas sempre confiei muito em meu pés, minha maior virtude sempre foi a velocidade e poderia aquele velho ser mais veloz que um jovem de vinte anos? Não que isso me garantisse a vitória mas era com certeza uma condição para tal. E ainda tinha a esperança do 4 olhos me ajudar nessa apesar de tudo. -E não pense que tenho alguma relação com essa ruivinha velhote! Ele é de fato mais burro do que eu pensei! -

Com minha postura de luta daria dois passos a frente e usando minha aceleração logo arrancaria o mais rápido que conseguisse em direção ao velho sempre em zigue zaque para evitar de levar um tiro do velho, já que não poderia esquecer do fato de ter uma pistola em sua posso. A essa altura caso o 4 olhos fosse me ajudar nessa, seria o momento perfeito para um ataque em conjunto, não sabia de fato o quão hábil ele era em combate mas isso de certo dificultaria o velho de desviar de 2 golpes ao mesmo tempo mesmo sendo tão experiente em combate. Meu ataque se consistiria em tentar-lhe aplicar um corte diagonal de baixo para cima com minha mão direita, a esquerda seria usada para bloquear uma possível investida de sua espada contra mim. Seria um bloqueia simples tentando visar a usar o peso do movimento dele para trincar as lâminas e joga-la para o lado, caso o ataque viesse da esquerda movimentaria seu peso para direita e vice versa. Tentaria criar assim uma abertura, cravaria minha adaga no seu braço que segurava a espada na tentativa de desarma-lo. Possivelmente criaria assim uma outra abertura para o 4 olhos atacar caso ali estivesse.

Caso o velho fosse mais rápido do que minha mente acharia e conseguisse me atacar antes de me aproximar, usaria minha aceleração para me abaixar rapidamente caso sua lâmina viesse a altura de minha cabeça/peito, tentaria usar a possível abertura para estoca-lo nos dois joelhos, usaria minha duas adagas para tal, então impulsionaria minhas pernas para traz tentado dar uma rápida cambalhota e sair do raio de alcance de sua lâmina. Caso fosse um corte vertical de cima para baixo, uniria minhas duas adagas e faria um X e tentaria bloquear sua investida, tentaria então lhe aplicar um chute frontal no peito. Caso fosse um corte diagonal, usaria minha perna direita como apoio e empurraria meu corpo para a esquerda, tentando uma esquiva rápida o bastante e tentaria lhe cravar a adaga em seu ombro. Caso viesse a  ser surpreendido por algum ataque, tentaria levar imediatamente minha adaga até ela caso fosse com sua espada, caso surpreendido por algum chute ou soco, tentaria levar meu corpo junto ao movimento para minimizá-los.
Caso sua arma em algum momento fosse sacada me restaria usar de minha velocidade para buscar algum cover entre os móveis, provavelmente rolamentos para tentar assim evitar os disparos. Aqueles cortes nas minhas coxas em algum momento certamente poderia prejudicar meus movimentos, mas tentaria ao máximo suportar toda a dor, até porque minha vida dependeria disso.

Talvez o sucesso do ataque em conjunto dos dois pudesse pelo menos deixar o velho desacordado ou bastante machucado, mata-lo não seria a intenção e a essa altura Ken estaria agonizando no chão ou possivelmente morto, poderia ser assim a oportunidade para levar o dinheiro do velho, sairia o mais rápido possível com o Ruivo, vivo ou morto.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySex Jun 08, 2018 8:59 am

O homem da loja não necessariamente parecia se importar com as caixas, na verdade, poderia até dizer que elas apenas o estavam atrapalhando, mas ele ainda insistia em saber a razão pela qual eu as pedia. Talvez minha tentativa de me manter tranquilo durante a explicação tivesse sido crucial para que o homem concordasse em nos ceder os objetos que seriam usados para possibilitar a invasão, mas não era hora de me envaidecer ou me preocupar com coisas tão pequenas. Tudo acontecia como o planejado até ser pego de surpresa por um imenso barulho. - Que porra! Cada vez aparece mais um! – Ken gritava em alto em bom som, enquanto eu agradecia aos deuses por ninguém estar passando na hora e acabar percebendo nosso plano. Ninguém aqui fora nos está ouvindo, mas posso falar o mesmo sobre o cara lá dentro? Isso está cheirando cada vez pior. Meus pensamentos seriam interrompidos por um chute desferido por Oac na panturrilha de Ken, calando-o e fazendo com que ele retomasse a sanidade, aceitando a ajuda do homem que havia acabado de surgir.

Ken parecia firme em sua posição de entrar juntamente comigo e com o homem de cabelos loiros relativamente longos, enquanto Oac dava uma desculpa nada convincente para ficar lá fora. Não era muito capaz de compreender o ponto de Oac, nem muito menos confiava no ruivo ou no suposto novato, o qual, até onde eu sabia, já fazia parte do plano deles desde o início. Ignorando a desconfiança, continuaria com o plano normalmente com o Ken passando o muro sem problemas, enquanto eu e o novato cortamos nossas coxas e um pequeno sangramento poderia ser identificado em minhas pernas. Não parecia nada grave e o dinheiro ganho ali provavelmente me permitiria comprar os itens necessários para me curar rapidamente daquilo, então não me preocuparia de início, apesar de evitar movimentos bruscos, enquanto seguiria por aquela casa.

O marinheiro parecia levar uma vida mais simples do que eu esperava, mas algo me dizia que não tinha porque dois homens fazerem ronda pela área da casa de um velho marinheiro sem nada de valor. Bastava procurar mais um pouco e, em breve, encontraríamos algo que desse valor a nossa invasão. Cada momento parecia durar horas, enquanto procurava algo brilhante entre os livros e demais coisas inúteis dentro daquela casa. Poderia classificar aquele como o momento mais chato do meu dia, se minha atenção não tivesse sido tomada pelo fato de que a forte iluminação vinda da cozinha destoava da fraca luminosidade presente no resto da casa, o que me fazia questionar-me se o marinheiro já não sabia da nossa presença ali, levando minha mão ao meu bastão em vários momentos, mas a contendo em seguida, sem sacá-lo.

Na cozinha era possível ver algumas facas assustadoramente grandes e uma grande variedade de alimentos, mas o que mais chamava a atenção era o fato de que o forno ainda estava quente, revelando que alguém estava ali a pouco tempo. Parecia uma armadilha, mas não deveria teríamos que nos preocupar com isso desde que andássemos juntos. O problema é que, aparentemente, Ken não pensava como eu. Enquanto o novato e eu olhávamos os armários, o ruivo seguia na nossa frente e instantes depois, podíamos apenas ouvir seu grito. Em sua coxa havia um corte e em seu pescoço uma espada. O marinheiro tinha em seu coldre uma pistola e em sua face rugas que revelavam que sua experiência poderia minimizar as desvantagens trazidas pela diferença de idade e minhas pernas machucadas poderiam me atrapalhar em combate. Talvez distraí-lo e atacá-lo seria a minha melhor opção.

— Merda, sério mesmo que eu falhei tão facilmente assim? — Diria assim que me deparasse com a situação, dando uma breve risada e levantando minhas mãos em sinal de rendição. — Antes de ir embora, só tenho uma dúvida. Quando foi que você nos descobriu? — Esperava que minha fala ganhasse tempo o suficiente para que o loiro pensassem em alguma coisa. Algo me dizia que ele era um rapaz inteligente, talvez ele planejasse algo que fosse capaz de nos salvar. Era uma ilha conhecida pela liderança exercida pelos caçadores de recompensa, por isso fingir ser um normalmente faz com que as pessoas se mostrem mais voltadas a aceitar seu ponto. Faltava apenas saber se o homem ao meu lado tinha alguma noção disso. Se o plano do meu companheiro de roubo se baseasse em fingir que ambos eramos caçadores, diria. — Na verdade, somos uma dupla de caçadores. Estávamos perseguindo esse homem há semanas para entregá-lo ao Kurt. Poderia dar ele pra gente? — Tentaria soar o mais natural possível e aguardaria resposta do homem. Caso o loiro seguisse uma linha que o colocasse como caçador e me pusesse como criminoso, falaria. — Eu devia ter imaginado isso desde o início. Quem mandou confiar em qualquer um? — Tentaria parecer revoltado, mas em nenhum momento atacaria o loiro ou daria a entender que tentaria alguma fuga, pois isso poderia fazer com que Ken fosse assassinado ou sofresse alguma lesão séria. — Quanto vai ganhar vendendo a gente, 30 moedas de prata? — Questionaria o loiro, para tentar soar convincente. Caso o plano do loiro seguisse uma linha não imaginada por mim, apenas seguiria os passos sugeridos por ele da melhor forma possível.

Se o plano do loiro não desse certo, colocaria meu pé esquerdo um passo a frente do direito e sacaria meu bastão, colocando minha mão direita próxima a base do bastão, enquanto minha esquerda ficaria um pouco abaixo do centro do mesmo, mantendo minha arma diante do meu corpo e apontada para o pescoço do marinheiro. Avançaria em sua direção mantendo minha base e tomando cuidado para não ser atingido por tiros, saltando para os lados e retomando meu avanço em zigue-zague caso ele apontasse sua pistola em minha direção. Se fosse um golpe físico, tentaria esquivar saltando para trás, elevando o meu bastão o máximo que fosse possível e desferindo um golpe de cima para baixo, visando acertar sua cabeça logo em seguida. Ao estar próximo ao homem, buscaria ir para a sua esquerda, quando desferiria um golpe vindo da esquerda para a direita na parte de trás de seu joelho levantando-me e desferindo um golpe vindo da direita para a esquerda, tentando acertar seu rosto. Tentaria não atacar durante os avanços do loiro ou mesmo de Ken, pois a falta de sincronia poderia fazer com que atacássemos um ao outro sem querer. Após os golpes, me afastaria e observaria o homem, saltando para trás dos móveis e buscando cobertura para fugir dos tiros e usando meu bastão para bloquear os golpes físicos desferidos contra mim. Tentaria aproveitar o espaço de forma a fazer com que a vantagem numérica dividisse a atenção do homem, tentando me manter sempre do lado oposto ao do loiro, fazendo com que o homem não pudesse atacar ambos ao mesmo tempo.

Caso o homem sacasse sua pistola e a apontasse em nossa direção antes do loiro me apresentar algum plano, saltaria para trás de algum móvel grande o suficiente para que meu corpo não ficasse a mostra, atrás do qual eu me esconderia, sacando meu bastão e mantendo meus ouvidos atentos para a aproximação do homem, quando, ainda agachado, tentaria desferir um golpe retilíneo em sua canela mais próxima, levantando-me e tentando atingi-lo no rosto com um golpe de baixo para cima com meu bastão. Acertando ou não, me afastaria e manteria minha base, com o pé esquerdo a frente do direito e minha mão direita na base do bastão com a esquerda pouco mais a frente, próxima ao centro do bastão, e meus olhos atentos ao homem. Caso ele estivesse atordoado ou aparentasse estar dolorido, daria um golpe vindo da esquerda para a direita, visando atingir seu rosto. Após isso, me afastaria e saltaria para trás dos móveis sempre que ele tentasse desferir algum ataque em minha direção. Caso ele me seguisse e não tivesse tempo hábil para saltar, usaria o bastão para me defender, aplicando força no bastão e movendo seu braço de forma a deixar sua guarda aberta, quando pisaria em seu pé e tentaria aplicar toda a força do meu corpo em seu peito, afastando-o e atirando-o na direção do loiro, para que este pudesse atacá-lo.

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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySab Jun 09, 2018 4:02 am



Al Mare!



O velho parecia ser bem confiante em si mesmo e demonstrar boa experiência de sua vida naquele simples momento, o loiro traçava um plano rápido colocando John entre um braço e o ameaçando com o outro tentando se passar por um caçador depois de Knudarr ter perguntado ao velho quando ele havia descoberto o trio, mas o marinheiro parecia não querer responder. A encenação começava, Jack ameaçando o seu refém, tinha conhecimento da personalidade importante da ilha e o marinheiro reconhecia aquilo, mas o que estraga todo o plano era John e suas falas das quais não passavam confiança nenhuma, não estava sentindo medo e o velho não sentia sequer uma ameaça naqueles dois. - Acha que sou tolo, moleque?! Lidei com piratas minha vida toda, vocês não passam de simples ladrões! – E o plano ia por água abaixo.

Não tendo como continuar a farsa, Edward jogava o plano principal pelos ares e liberava o garoto, soltando o refém. Como imaginava, o marinheiro estava certo e pressionava mais a sua espada no pescoço do ruivo dando para ver uma gota de sangue escorrendo pela lâmina afiada de sua espada. - Vocês tem um minuto ou este perde a cabeça. – E os dois homens não queriam recuar. O primeiro a se movimentar era o gatuno, como suas adagas em posição e usando da sua aceleração para cobrir a distância que os separava no menor tempo possível.

O marinheiro não hesitava em soltar o ruivo na direção dele fazendo-o trombar com Edward e ambos caírem no chão perdendo o equilíbrio, antes que ambos se batessem, o velho foi capaz de executar um golpe nas costas do ruivo lhe deixando ferido com um corte na diagonal. Pelo outro lado, vinha John, usando do lado esquerdo do velho para tentar acertá-lo com seu bastão e conseguindo acertar um duro golpe em seu joelho, mas o homem parecia ser mais resistente do que aparentava, conseguindo resistir bem ao golpe e puxando a sua pistola do coldre para acertar um disparo a queima-roupa na parte esquerda da barriga de Knudarr que sentia bastante da dor do disparo e a ardência/queimadura que o tiro provocava caia ao chão um pouco afastado do homem. - Seus pais deveriam ter lhe dado mais educação e lhe ensinado como seguir o caminho de um verdadeiro homem. Atacando um velho marinheiro em sua própria casa?! – O homem dizia com voz grossa, mas não parecia verdadeiramente irritado e sim como ele estivesse gostando daquela adrenalina, não sabiam qual era o passado daquele homem, mas ele era esperto.

Algumas facas haviam caído no chão quando Ken tentou procurar um apoio para se levantar, mas o ruivo não estava bem e sangrava bastante devido ao golpe levado, seria inútil em um combate por não conseguir se movimentar e era um a menos quem poderiam contar. Não sabia se mais alguém havia ouvido o disparo do lado de fora, mas era certeza que Oac tinha ouvido. O barulho do tiro mais do que alto e em um espaço fechado provocava uma leve surdez nos ouvidos de quem lhe escutava, o velho não se incomodava, talvez por estar acostumado com o tiro ou seus ouvidos que já não ouviam tão bem. A leve surdez faziam com que sussuros fossem mais difíceis de serem escutados e talvez tivessem que se aproximar para combinar alguma coisa. A porta atrás do marinheiro ainda estava aberta e o homem não parecia querer sair dali, percebia uma grande oportunidade após estar contra uma quantidade numérica inferior. - Vocês tem uma última chance para abandonar a minha casa. Vão agora! – Gritava o homem dando ordem a ambos.


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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptySeg Jun 11, 2018 10:07 pm


O Velho Marinheiro.
Havíamos nos colado em uma situação complicada, um de nós foi rendido pelo velho, esse que nos deu a opção de irmos embora mas com certeza não sairia dali de mãos vazias. Bolei um plano ambicioso, tentei me passar por um caçador, pois sabia da fama dos mesmo naquela ilha, esperei que o velho fosse cair na minhão conversa após eu render o 4 olhos, mas o outro estragou tudo, palavras vazias saiam de sua boca, nada que convença alguém, foi ai que o velho percebeu tudo e o plano havia ido por água abaixo, nos restou então lutar.

Com a farsa descoberta soltei o jovem e tomei posição de luta, o velho ameaçava o ruivo a todo instante mas não recuei, talvez poque aquele ruivo não me importava nem um pouco e talvez para ele a melhor opção fosse a morte ao ser entregado para os caçadores. A confiança excessiva em minha velocidade  me fez falhar em meu avanço, do que adianta saber usar os pés mas não a cabeça? O velho aproveitando de minha ingenuidade usou o corpo do ruivo para parar meu avanço, dei de cara com ele e caímos feito jaca podre no chão. Deu-lhe tempo inclusive de ferir o ruivo com sua espada. O choque de minhas costas contra o chão foi realmente dolorido, enquanto ainda tiraria o corpo daquele inútil de cima de mim poderia observar que o 4 olhos investia contra o velho, conseguiu lhe desferir um golpe no joelho, mas o velho era resistente demais para sofrer algum dano, um tiro a queima roupa acertava meu "parceiro", nesse momento até eu poderia sentir a dor daquele disparo. Não estava nada bom para nós, eramos 2 contra 1 mas nem conseguimos chegar perto daquele homem, com certeza sua experiencia era o fator de desequilíbrio ali, além da confiança que mostrava apenas em seu olhar.

-Seus pais deveriam ter lhe dado mais educação e lhe ensinado como seguir o caminho de um verdadeiro homem. Atacando um velho marinheiro em sua própria casa?!- Palavras essas saiam da boca do velho. Foi ai que tudo se esclareceu para mim, era um marinheiro e isso justificava sua destreza em suas ações junto ao seu semblante de soberba -Isso mesmo velho... Pais esses da qual nunca vi na vida...e se achas que me fazem falta está enganado... foi justamente a falta deles que me tornei oque sou... aos olhos da sociedade, apenas um ladrão, mas para quem me conhece, um sobrevivente... Se bem que para quem viveu na miséria ser reconhecido como um ladrão não me é de tão mal... Mas como um marinheiro entenderia isso? Não lhe culpo velho... apenas quem viveu na minha pele entenderia. -Diria enquanto levantaria após tirar o corpo de quem de cima de mim.

Essa de fato era minha visão deturpada da vida. "Nada justifica um furto", era o pensamento de quem nunca precisou de fazê-lo para sobreviver. A vida era feita de escolhas e no momento que sai de Micqueot minha escolha foi nunca mais viver na pobreza, seria melhor não viver do que retornar aquela miséria.

O tiro do velho no local estreito ecoou de tal forma que meus ouvidos já não estaria em condições normais, provavelmente mais alguém havia escutado, o quarto elemento do furto provavelmente iria vir para checar, a essa altura o tempo estava contra nós, torcia para que os guardas não ouvissem tal disparo pois se assim fosse estaríamos perdidos. - Vocês tem uma última chance para abandonar a minha casa. Vão agora! -Diria o velho dando-nos mais uma chance de sairmos dali. Mas com certeza as demasiadas chances que nos dava para irmos embora seria de fato duvidoso, já que o velho aparentava confiar demais em si mesmo. Pelo visto não era burro, estava em menor número apesar da experiencia equilibrar as coisas. Esse foi para mim um sinal de que ele possivelmente estivesse blefando, apesar de já ter me provado sua experiência, talvez não aguentasse muito mais tempo. -Por favor velho, desista de me fazer sair daqui de mãos vazias! Você é experiente ... e esperto também! Talvez esteja me precipitando ao julgar que está blefando... mas ponha uma coisa em sua cabeça grisalha! Não sairei daqui sem nada! -Com certeza um ladrão qualquer não pensaria duas vezes antes de ir embora, mas eu era de fato determinado, o bastante para colocar minha vida em risco confesso, já disse que a morte não me põe medo algum, só tenho medo de ter que voltar a miséria na qual vivi por tantos anos. Com minhas falas tentaria demonstrar para o velho o tamanho de minha determinação e que não sairia dali mesmo que minha vida dependesse disso.

Havia falhado miseravelmente em meu ataque, dessa vez usaria alguma distração para investir novamente, esperava fielmente que tal distração fosse proporcionada pelo 4 olhos ou até mesmo por Oac. Agiria então nesse intervalo de tempo em que uma possível distração fosse feita pelos meus "parceiros". Um grito, um tiro, um lançar de objeto, qualquer coisa que fizesse o velho por alguns instantes tirar o olho de mim. Investiria então com minhas adagas em mãos, o punho esquerdo buscaria crava-lo em seu peito e com o peso de meu corpo enquanto corria em velocidade máxima, tentaria empurra-lo contra o chão ou até mesmo alguma mesa ou parede. A mão direita usaria para evitar algum ataque de sua espada enquanto chocava com o mesmo.

Caso conseguisse levá-lo ao chão, cravaria minha adaga em sua mão direita e em seguida levaria a outra até seu pescoço tentando rendê-lo. Caso uma conseguisse empurrá-lo até uma parede ou mesa, tentaria segurar seu braço direito e cravaria a adaga na mesmo, a essa altura o velho estaria livre para me acertar com sua mão esquerda, mas teria esperança de que fosse tempo o suficiente para um de meus "parceiros" me cobrir para tentarmos imobilizar o velho.

Poderia também não haver de nenhuma distração ou oque tentassem não fosse o suficiente, nesse caso seria eu a distração, dessa vez o velho não tinha o ruivo para lançar em mim mas possuía uma pistola, por isso usando minha aceleração avançaria em zigue zague para que o disparo fosse difícil. Caso tentasse uma me acertar com sua espada, bloquearia com a adaga da esquerda e com a direita tentaria lhe cravar em baixo de seu braço que segurava a espada e consequentemente cravaria minha outra adaga em cima de seu mesmo braço, criaria uma abertura para que me acertasse um tirou ou qualquer outra coisa, mas a esse ponto também haveria de criar uma abertura para que meus "parceiros" agissem e pudessem rende-lo.



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MensagemAssunto: Re: Al mare!   Al mare! - Página 2 EmptyTer Jun 12, 2018 6:16 am

- Acha que sou tolo, moleque?! Lidei com piratas minha vida toda, vocês não passam de simples ladrões! - Dizia o homem, desdenhando de nossa encenação e mostrando que sua experiência de luta sobrepujava qualquer estratégia improvisada na hora. O fato de não nos conhecermos bem acabaria fazendo com que até o melhor dos planos não tivesse sucesso imediato e saber desse fato me impedia de ficar irritado com nossa falha conjunta. Eu era extremamente calmo, o que sempre se revelou útil na medicina, mas dificultava situações como essa, em que eu precisava transparecer alguma emoção. Meu comparsa, em contrapartida, parecia ser um pouco mais irracional e, apesar de mostrar um bom raciocínio lógico para tentar tirar vantagem de alguma situação, seus movimentos pareciam muito descuidados. A prova máxima disso, foi o corpo de Ken sendo lançado contra ele, impedindo seu avanço.

Com ambos os aliados momentaneamente incapacitados, seria minha hora de confrontar o homem. Seu corpo parecia forte e resistente, em suas mãos tinha uma espada e em sua cintura uma arma. Vencê-lo não seria tão fácil, mas desde que eu fosse capaz de atingir uns dois ou três pontos críticos, a sua idade entregaria-me a vitória. Após minha bem-sucedida aproximação, um golpe era desferido em seu joelho e, apesar do forte impacto que poderia se sentir pela minha arma, o homem mantinha-se em pé diante de mim e sacava sua arma, apontando-a em minha direção. No momento que seu dedo alcançava o gatilho, um estridente som surgia, dando lugar logo em seguida para alguns instantes de silêncio. O que diabo é isso? Será que alguém ouviu essa merda? A gente tem que terminar essa merda logo, não dá pra um som alto desses surgir em uma rua pacata de uma ilha protegida por caçadores e isso não chamar a atenção de ninguém. Meu corpo estava sendo atirado para trás, mas só seria capaz de entender a gravidade da situação ao colidir com o chão e ver o sangue em minhas vestes. Apesar de não precisar utilizar óculos para enxergar direito e daqueles nem sequer terem lentes, os ajeitaria em meu rosto, antes de olhar novamente para o meu corpo e ver que o sangue saindo de mim não era coisa da minha imaginação, mas eu havia sido ferido por um tiro e aquela batalha era séria, alguém poderia sair ferido e esse alguém provavelmente seria eu. Teria de abdicar da minha rejeição por batalhas e passar a encarar aquilo como uma situação de vida ou morte se quisesse vencer. Por sorte, a calma necessária para exercer a medicina se manifestaria em mim de forma louvável, permitindo que meu semblante retomasse a seriedade habitual e tentasse controlar o tremor das minhas mãos.

Apesar do que muito se imagina a respeito, sentia dor apenas no momento exato de ser alvo do tiro, após isso, me restava apenas uma ardência na parte esquerda de minha barriga. Minha mente percorria cada centímetro daquele local, buscando algum tipo de refúgio ou alguma coisa que pudesse ser usada contra aquele homem. Apenas enquanto o marinheiro balbuciava alguma coisa, no entanto, teria sido capaz de notar que a porta atrás dele permanecia aberta e ele buscava se manter diante dela como um peão protegendo seu rei. Talvez ali estivesse o pote de ouro no fim do arco-íris, o problema é que o duende não era nenhum anão mágico sorridente que usava roupas verdes, mas sim um exímio guerreiro, que portava uma espada e uma pistola.

- Vocês tem uma última chance para abandonar a minha casa. Vão agora! – O ouviria, enquanto pegaria uma faca no chão com minha mão direita e me levantaria, utilizando minhas costas pra esconder minha mão direita e colocando o bastão em pé no chão ao meu lado esquerdo, mantendo minha mão esquerda sobre ele e utilizando como apoio, enquanto me acalmaria antes de dizer. — Na Marinha, ninguém te ensinou a não demonstrar misericórdia perante seus inimigos?  Devo dizer que você perdeu sua única chance de me matar. Agora eu juro que vou enfiar esse bastão na sua boca, nem que essa seja a última coisa que eu faça. — Terminada minha frase, atiraria a faca na direção do marinheiro, visando acertar seu peito. Atirar coisas não era o meu forte e reconhecia que haviam mínimas possibilidades do meu golpe atingir o homem, mas esperava que essa distração fosse o suficiente para que o loiro pudesse investir em um novo ataque contra o homem sem que mais ninguém ali tomasse um tiro. Sabia que irritar o homem mais forte da sala nunca era a melhor opção, mas esperava que nossos movimentos juvenis fossem o suficiente para que minha cabeça não fosse arrancada do corpo sem dar ao marinheiro uma boa luta. Assim sendo, retomaria minha guarda, colocando minha mão direita próxima a base do bastão, enquanto minha esquerda ficaria um pouco abaixo do centro do mesmo, mantendo minha arma diante do meu corpo e apontada para a altura do pescoço do meu oponente, aguardando o avanço do loiro para poder seguir em direção ao marinheiro em seguida, visando ficar cerca de dois passos atrás dele e três a sua esquerda. Usando meu bastão para bloquear qualquer golpe físico desferido contra mim no processo e saltando para um dos meus lados caso o homem sacasse a sua arma, retomando meu plano inicial em seguida.

Caso conseguisse ficar na posição anteriormente citada, utilizaria o fato de que meu estilo de luta me permite lutar em uma distância maior do que a do utilizador de adagas, para assim poder ficar focado unicamente em auxiliá-lo e, com isso, dominar o poderoso velho que nos enfrentava. Como primeiro movimento, atacaria o homem com um golpe vindo de cima pra baixo, como uma batida de baseboll, visando acertar a parte de trás de seu joelho. Caso acertasse o homem e ele se mantivesse firme ou meu golpe falhasse, desferiria  rapidamente um golpe no mesmo ponto de seu corpo, esperando que o golpe em conjunto com as ações do loiro o fizessem cair, quando eu me afastaria três passos para um lado e deixaria o loiro assumir a situação, mantendo minha guarda e saltaria para um lado caso ele tentasse atirar o loiro em mim, me acertar com sua espada ou me acertar mais um tiro, desferindo um golpe de cima pra baixo, visando acertar sua cabeça, logo em seguida, me afastando com um salto e me preparando para seus movimentos, utilizando meu bastão para bloquear golpes físicos e saltando para um dos lados, para me esquivar de qualquer tiro que ele pudesse dar.
Caso o segundo golpe falhasse, iria para trás do homem e moveria o meu bastão para a esquerda e, contendo a dor, colocaria todo o peso do meu corpo em um movimento para a direita, visando acertar as costas do homem. Me afastando em seguida e buscando me manter sempre ao lado esquerdo do homem, enquanto cobriria os movimentos do loiro, me abaixando e utilizando meu bastão para tentar atingir a  perna do marinheiro caso ambos estivessem lutando em pé e o loiro estivesse em uma posição desfavorável ou tentando atingir as costas do marinheiro com um golpe vindo da esquerda para a direita, com o objetivo de criar uma abertura para que meu comparsa pudesse realizar um ataque bem sucedido.

Caso o loiro estivesse sobre o homem no chão quando eu me aproximasse, ficaria há quatro passos a esquerda deles, mantendo meu bastão como uma lança apontada na direção da dupla. Caso o homem tentasse atirar o loiro em mim, saltaria para trás e para a direita e retornaria em seguida, desferindo um golpe de cima para baixo visando acertar sua cabeça e, acertando ou não, tentaria desferir um golpe vindo da direita para a esquerda, também visando acertar sua cabeça. Acertando ou não, me afastaria e manteria minha guarda, ficando atento para cada movimento do homem. Se ele sacasse sua arma, buscaria saltar para trás de algum objeto que pudesse cobrir meu corpo e me proteger dos disparos, tomando cuidado para não me machucar com as facas no chão. Se fossem golpes físicos, tentaria bloqueá-los com meu bastão, saltando para trás após cada bloqueio, visando fazer com que o homem tivesse que utilizar de um balanço maior para me atacar e isso aumentasse suas chances de erro.

Caso o marinheiro estivesse sobre o loiro no chão, elevaria meu bastão ao máximo e em seguida, o desceria com um movimento digno de um lenhador no auge de sua carreira, atribuindo toda a força do meu corpo no bastão e tentando acertar as costas do idoso. Caso o homem se mantivesse firme, o atacaria novamente com um golpe similar, buscando atingir o mesmo ponto. Se ele conseguisse esquivar e meu golpe fosse atingir meu companheiro de crime, tentaria frear meus movimentos ou, perante tal impossibilidade, faria força par cima, visando que, ao acertá-lo, meus golpes já não tivessem tanta força. Caso meu comparsa conseguisse reverter a situação após isso, faria o anteriormente citado.

Em todo o tempo, tomaria cuidado para não me machucar com os objetos no chão, evitando-os durante minha movimentação e visando saltar para áreas com menos concentração de itens que pudessem me ferir. Caso alguém tentasse interferir na luta em algum momento, deixaria que o loiro duelasse sozinho com o homem e tentaria desferir um golpe retilíneo, visando atingir o peito do novo ser que entrasse no local, utilizando saltos para os lados na tentativa de me esquivar de todos os seus golpes e mantendo meus olhos atentos nele para que pudesse absorver o máximo de informação possível antes de pensar em um plano de ação.

— Caso ele derrube ambos ou consiga nos afastar, acerte-o bem nas bolas. Depois cuidamos do Ken — Diria se Oac se aproximasse antes, durante ou após os movimentos anteriormente citados, na tentativa de fazê-lo assumir nossa guarda e nos auxiliar naquela árdua batalha e, com isso, nos ajudasse a conseguir a vitória. Se fosse Ken a se aproximar, pediria para que ele não interferisse na batalha, a menos que sentisse que poderia se mover sem muitos problemas ou que a situação ficasse crítica durante o duelo promovido pelo loiro e eu contra o velho marinheiro. A situação já não estava das melhores e precisaria minimizar as perdas.

— Vamos entrar ali. — Diria apontando para a porta que inicialmente estava atrás do homem, caso este estivesse desmaiado. Sentia que havia um valor imenso em algo ali que aquele homem queria proteger. Caso já estivéssemos no outro cômodo ao fim da batalha, apenas vasculharia a área, buscando algo de valor. Se o homem estivesse fora de combate, mas ainda estivesse acordado, apontaria meu bastão em sua direção e diria. — Diz agora Epaminondas, quais segredos essa casa esconde? Onde tem algo de valor por aqui? — Tentaria fazer com que ele nos dissesse onde


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