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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 62
Warn : Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
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Localização : 1ª Rota - Karakui

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MensagemAssunto: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyQui 17 Maio 2018, 01:15

Relembrando a primeira mensagem :

Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Fanalis B. Ria. A qual não possui narrador definido.


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Remenuf
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyQui 25 Out 2018, 17:17

"Cartas na Mesa": 27

Ria e Chô

Enquanto a confusão se desenrolava no convés da escuna ocupada democraticamente, e sim, eu to usando a mesma piada. roubada, Ria se aproximava de Yue com uma preocupação maior do que com os outros acontecimentos ao redor. A loira parecia em sono profundo, o cabelo caído levianamente pelo rosto cobrindo a recém cicatriz, não haviam quaisquer danos físicos influenciados pelo velho, e aparentemente nenhum mental também, pois no momento em que a Ruiva chamava por ela Yue começava a murmurar palavras sem significado. Uma resposta estranha, mas normal para alguém em um profundo e bom sonho, como saber que era um dos bons? Simples, ela sorria como talvez nunca antes visto por Ria, curiosamente, lágrimas escorriam por suas bochechas, saudade? Talvez.

Ternura por outro lado não era o sentimento de Chô, o mink direcionava suas palavras de ódio a garota “caçadora” que se segurava para não rir das palavras dou urso. Ria se levantava deixando Yue coberta com o chapéu enquanto agora se dirigia para a jovem misteriosa que até o momento não parecia inclinada a violência, apenas revidando quando atacada, apesar dos tiros de canhão vindo de seus subordinados.

Ao ouvir a pergunta de Ria a jovem fazia uma cara meio confusa, como se estivesse pensando enquanto começava a andar até o parapeito do navio e brincar de se equilibrar enquanto a embarcação fazia manobras bruscas para evitar os tiros. - Hmmmmmmm, acho que você pode me considerar pirata se quiser, embora não tenha recompensa. - Ela então parava de se movimentar se abaixando ainda equilibrada no alto e virando a cabeça pro lado que acabava por desviar de uma das balas de canhão que passava direto até cair no mar. - E sim, eles supostamente devem me obedecer. - olhando para Ria franzindo o cenho ela então completava sua resposta. - Mas eu não trabalho pra aquele verme. Nunca diga isso. - Inflando as bochechas como se emburrada e então tornando a andar ela continuava. - No máximo eu fiz eu favor a ele.

Mais uma vez Chô explanava seu desejo pelo sangue, dessa vez não só se gabando mas dizendo o que faria com a caçadora, pela primeira vez ela olhava pra ele com seriedade, seus olhos se fechavam um pouco enquanto ela lambia o lábio superior meio que provocando o Urso. - Ooooh, então foi você que matou o Genji? Tem certeza disso? - Sua postura era relaxada mas não por subestimar seus oponentes, a impressão que a garota passava era que estava pronta para um combate a qualquer instante.

Novamente Ria interrompia, parecia conversar, e nesse momento a castanha retornava sua atenção a Ria com um rosto novamente brincalhão e interessado, era difícil dizer se ela estava fazendo essa mudança comportamental de propósito, se tinha bipolaridade ou se era simplesmente uma lunática. Fanalis, assim como feito com Elizabeth, oferecia uma proposta, a Ruiva parecia até estar ganhando uma certa experiência na arte da barganha, mas seria o suficiente? Seria essa uma proposta irrecusável como da última vez? Não!

- Oe oe, devagar com as perguntas se não a gente não vai conseguir conversar. - Ela pulava novamente para o convés agora indo até o mastro e apoiando o braço na madeira para rotacionar, de fato alguém bem elétrica. - Trair? Eu já disse que não estou com aquele porco, faça o que quiser com ele e sua mixaria. Meu empregador é outro, e eu sou uma profissional sabe? - Ria continuava a conversação, dessa vez exigindo uma rendição.

- HihihiHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! - O que antes começava como uma risada discreta por parte da jovem em instantes se transformava em uma gargalhada histérica devido às palavras da Ruiva. - Céus… Eu não achei que você fosse do tipo que conta piadas. - Um sorriso verdadeiro percorria em seu rosto enquanto limpava uma lágrima com o indicador esquerdo, subitamente seu rosto era sério de novo. - Quer mandar seu mink? A vontade. - Mantendo-se parada então a castanha aguardava a reação dos piratas, na mesma pose sem postura ainda mas ainda assim, de certa forma, ameaçadora, o mais preocupante? Ela nem havia sacado sua arma estranha ainda.

Ria então caminhava até o navegador, a tensão só aumentava naquele convés enquanto ela parecia ir conversar com ela normalmente, no momento em que o vivre card era mostrado ele assentia com a cabeça memorizando a direção enquanto continuava a se esquiva com maestria das balas de canhão. No próximo instante a capitã ordenava a tripulação que revidasse o bombardeio, no entanto não era possível para aqueles marujos, a castanha se mantinha de pé com um sorriso na frente das armas propositalmente de forma que os dois tinham receio de seguir após presenciar o feito contra duas das bravas guerreiras que mais lutaram durante a fuga.

- Mai era isso que eu tava esperando!! - Diferente de todos o que menos parecia se importar era Matte, que ao ouvir o pedido de Ria ficava mais empolgado ainda. - Vamu animar essa barquinho! - De alguma forma o caipira se pendurava em uma das cordas da vela, e preso no mastro, ficava balançando no ar de um lado pro outro enquanto começava a tocar.


To nem aí!

O Urso finalmente avançava, uma vez que a oponente apenas se encontrava aguardando cabia a ele - com sua empunhadura dupla - proferir o primeiro golpe, o movimento de Chô era composto de um corte horizontal junto do arremesso de sua segunda lâmina para cima, como de costume a garota apenas pulava por cima do mink de mais de dois metros. Lotus então aproveitava a cinética do movimento e seu conhecimento de Hip Hop para se apoiar nas patas dianteiras enquanto que com as traseiras tentava atacar com a lâmina arremessada, sua maestria com tal estratégia no entanto era nula e tudo que ele acabava por fazer era chutar - sem querer - a arma para cima entregando-a de bandeja a sua oponente. O urso já se restabelecia de pé virando a lâmina de seu primeiro ataque em um corte vertical para cima visando a garota que, uma vez ainda no ar, não tinha mais como escapar, ou será que tinha? A castanha aproveitava a katana que pairava arremessada vacilando bem em seus olhos e a apanhava em pleno ar fazendo uma acrobacia suficiente para que se virasse frente a frente com o segundo golpe de Chô bloqueando com sucesso. Seus movimentos eram tão leves quanto uma dança aérea, no entanto toda aquela fragilidade quebrava o estereótipo de fraqueza no momento em que era segurava um ataque do mink sem ser empurrada.

A caçadora caía na retaguarda do mink, agora com sua katana roubada em mãos, seu golpe era rápido e simples, um corte horizontal com a lâmina, apenas como se quisesse testar o oponente. Não era problema para Chô que com novamente um movimento de dança conseguia ficar baixo o suficiente para esquivar, era dito e feito, no momento em que errava o golpe a garota parecia não gostar muito, ela mordia o lábio inferior enquanto soltava um som de sua boca. - Tsch.. - Lotus dava continuidade ao seu movimento com a tentativa de um rolamento, no entanto da mesma forma que se chuta uma bola de futebol a castanha chutava o urso que se encontrava em uma posição desprevenida e por mais incrível que pareça ele era arremessado para longe sentindo uma dor crônica nas costelas, estavam quebradas.

A caçadora sorria, parecia não ter feito esforço algum, mesmo para os padrões de alto nível já presenciado pelos piratas, sua força não parecia humana, ela jogava a espada roubada aos pés de Chô que agora tornava a ter duas armas.

- Sabe, meu trabalho era só eliminar futuros empecilhos no Farol. - Ela dizia logo antes de começar a olhar pros arredores ao mesmo que Chô começava a se reerguer empunhando as duas lâminas. - E não estamos mais lá não é? Hihi. - Continuava com uma risada descontraída enquanto levava a mão a boca. - Eu só vim mesmo olhar quem foi que conseguiu bater no Skrymir e no Genji, mas parece que eu superestimei os dois. - Concluía ela olhando com um rosto de dúvida para Chô, que previamente se anunciara o carrasco do homem de dreads.

O mink se preparava para uma investida final, girando suas katanas em uma forma sincronizada ele avançou rápido e impiedoso visando a finalização, pela primeira vez a castanha levou a mão esquerda até as costas sacando sua arma, no momento do golpe apenas o som de metal se chocando era ouvido a primeira instância, a técnica secreta de Chô havia sido bloqueada com facilidade pela caçadora que travava as lâminas do urso em sua arma estranha sem demonstrar muito esforço. A ação seguinte era rápida e decisiva, pela primeira vez o formato da arma da caçadora fazia sentido, em um simples movimento seu equipamento se dividia em dois cutelos, e enquanto um continuava travando as katanas de Chô o outro ia em uma horizontal impiedosa em direção ao pescoço do mink que, surpreso com a funcionalidade da arma, não tinha reação alguma.

A lâmina parava centímetros antes de acertar o mink e rapidamente a caçadora cortava a luta pulando para trás, instantes depois Ria pousava no chão atacando com sua foice a antiga localização da castanha.

Matte parava de tocar seu tirolês.

- Que estranho, eu achei que fosse sem interrupções. - Ela juntava os dois cutelos novamente em um mantendo-o na mão esquerda. - Como eu vou confiar em vocês assim? Hihihi. Não se preocupe, eu não ia matar ele. - Continuava a caçadora falando com Ria com um bico meio emburrado. - Não teria graça. - Estando não mais do que dois metros de distância da Ruiva ela apenas avançava extremamente rápido até que seus rostos ficassem praticamente colados enquanto que sua arma ficava nas costas de Ria para que ela não escapasse. - Eu só vim dar um aviso pra vocês. - Sua mão direita então foi subindo lentamente passando o dedo pelo braço de Ria, chegando até seus cachos vermelhos, subindo pela garganta por fim chegando no queixo que se apoiava entre o indicador e polegar da caçadora.

A cabeça da Ruiva era forçada a se levantar olhando diretamente para os olhos da castanha que se aproximava cada vez mais, até o momento em que ela retirava a arma das costas de Ria e então pulava novamente até o parapeito do navio com um sorriso “malicioso”. - Se não quiserem mudar de rota tudo bem, façam o que quiser com Savage. Só lhes direi uma coisa, não se metam com os negócios do "Don", ou não terei outra escolha. - Mais uma bala de canhão vinha em direção ao barco prestes a acertar a castanha, dessa vez ela não desviava e sim a cortava com seu cutelo, o projétil explodia causando uma certa fumaça que quando dissipada parecia levar a caçadora junto, pois ela já não se encontrava mais lá.

A garota de boné e cabelo rosa corria até a posição para ver se a garota sumida da mesma forma que apareceu havia pulado no mar, mas após dar um olhada ela se virava para Ria dizendo com um sinal negativo de cabeça.

- Ela sumiu.

Neste momento uma enorme sombra parecia cobrir o Sol momentaneamente, e quem olhasse para cima conseguiria ver uma enorme e bela ave com detalhes brancos e penas negras que se estendiam até uma cauda, o pássaro voava para longe na suposta direção de Wonderful Island, e no momento em que seu voo era alçado o barco que atirava de longe parecia desistir, por fim se distanciando.

Vendo aquela cena a garota de boné se encolhia tremendo um pouco, por fim “explodindo” em agitação. - Isso foi… DEMAIS!!! - A passos ligeiros ela corria até Ria com um bloquinho e caneta na mão. - Você não deve me conhecer… Claro que não meu conhece, eu sou Nana, uma colunista de jornal, fui fazer uma pesquisa no Farol e acabei ficando presa, sabe como é né? De resto vocês já sabem, aquela rebelião foi incrível. - Sua fala era acelerada com praticamente pausa alguma, e quem sabe ainda mais imperativa do que a coelha Kelly. - Ei ei ei, Fanalis é seu nome de verdade? E o que quer dizer o “B”? Esse seu cabelo é assim mesmo ou você pintou? Por que usa uma foice se espadas são claramente a moda do momento? Esse urso aí é seu subordinado? Como decidiu que iria embora do Farol daquele jeito? Seu sonho é mesmo ser a Rainha dos Piratas?

Ela dava uma pausa respirando bem fundo, parecia que finalmente Ria teria um tempo para respostas se a garota não voltasse a falar.

- Quem era aquela garota que saiu voando? Ela parecia gostar de você, você gosta dela? Por que aquele cara do Banjo só canta música assim e como ele tá se balançando sem cair? Aliás pra que ilha a gente tá indo agora? - Ela então olhava para Chô. - E você? Qual o seu nome? Por que seu pelo tem três cores? Seus braços são naturalmente enormes ou você fez cirurgia? Doeu levar aquele chutão? - Ela então parava de falar e começava a dar pulinhos empolgada pela resposta, no entanto novamente antes que qualquer palavra fosse dita para ela, sua faladeira tinha continuidade. - Meu Deus, essa matéria vai ficar incrível, obrigada vocês dois! - E tão rápido quanto chegou ela saia anotando em seu caderno enquanto murmurava como se tivesse feito uma entrevista completa.

- Fanalis B. Ria, aspirante a Rainha dos Piratas, reuniu…

E logo ficava em seu cantinho escrevendo sua coluna para quando retornasse. Auster e Elizabeth começavam a se erguer fazendo barulhos de dor, as duas pareciam ter criado alguma espécie de “amizade” em meio aquela batalha pois a azulada logo ia em auxílio da loira de cachos curtos.

Dessa vez quem se aproximava Ruiva era o navegador, alto, forte e imponente, mas ao mesmo tempo, com uma postura humilde, ele se ajoelhava para ficar do tamanho de Ria então fazia uma breve reverência.

- Peço perdão por demorar tanto a me apresentar. Meu nome é Boujin Hambee, sou de uma pequena tribo no South Blue. Meu povo tem uma profunda cultura de gratidão, o que você fez por mim hoje, Fanalis B. Ria, corresponde a uma dívida de vida, dívida essa que pagarei com minha lealdade duradoura, se permitido. - Ele dava uma pausa esperando por alguma resposta e então continuava. - O curso está certo para a direção indicada, se me lembro bem o destino é Wonderful Island, estaremos lá em poucas horas antes do meio-dia.

Se olhasse ao redor, Ria poderia ver que a canhoneira e sua tripulação continuavam lhe seguindo com vigor, o navio de caçadores já teria sumido de vista, e por mais que não tivesse algum conhecimento temporal, ao olhar para a posição do Sol poderia chutar algo entre oito e dez da manhã, realmente não faltando muito para a chegada. E o mais importante, Yue, despertando por completo, sadia, no entanto confusa.

Rimuru
Na noite anterior...

Ainda na cozinha, o questionamento de John era incômodo para o pequeno detetive que cuidava de seus hobbys domésticos, Rimuru respondia ao navegador rapidamente de uma forma objetiva e evasiva.

- Que isso, não precisava agressivar. - Respondia o homem em uma forma tranquila entregando o eternal e em um ato de solidariedade, ou talvez por não ter muito o que fazer por hora, ele se dirigia até a pia lavando a louça suja. Ainda que não demonstrasse desconfiança, para alguém esperto como Rimuru é sempre bom se precaver em diversas situações, o jovem Tempest desenrolava um pouco mais de sua lábia ao mesmo que servia o que faltava dos pratos à mesa antes de se retirar no cômodo por um breve instante.

Um pouco mais adiante, no corredor, quem aguardava do lado de fora de uma cabine era Robert, o homem tinha uma cara de cansado enquanto alisava seu braço esquerdo enfaixado, muito provavelmente de uma mordida.

- Oh, Rimuru, já está tudo certo, elas estão se trocando. - Ele tirava um charuto de um dos bolsos colocando-o na boca e apalpando sua camisa, procurando por um isqueiro. - Jeanne e a gatinha estão ajudando, no geral a anã e a com orelhas de animal estavam ilesas, as outras que… - Ele se lembrava das mordidas da de cabelo verde e então sentia um leve calafrio, por fim ele finalmente conseguia acender seu fumo que usava eventualmente para relaxar. - Digamos que foi um pouco mais complicado, o físico delas vai ficar bem. talvez você tenha que trabalhar um pouquinho a mente. - Era sua sentença final, Robert então seguia até a cozinha atraído pelo cheiro de comida, antes de abrir a porta, por um questão de bons modos, ele apagava seu charuto e então entrava no ambiente. - Oooh, que cheiro maravilhoso.

Entrando no quarto Rimuru podia observar bem a cena, a jovem cheia de energia e de bandana na cabeça acabava de colocar suas roupas enquanto Jeanne mimava a loirinha, e Emma, parecia acalmar a tontata que junto da felina davam alguns sorrisos discretos uma para a outra, quem sabe uma amizade tenha surgido ali. A híbrida de mink era uma exceção, aparentava sim ter tomado um banho mas insistia nas mesmas roupas, não dirigia a palavra a ninguém e apenas se mantinha calma. Em sua entrada o pequeno detetive acaba roubando um pouco dos holofotes para si, de forma que todos paravam suas ações, logo ele anunciava a janta, e com o auxilio de Jeanne todos acabavam se encontrando na cozinha.

- Vocês vão se sentir melhor após comerem. Rimuru sabe o que faz. Kukuku. Após isso podemos conversar com calma. - Eram as palavras da mulher.

Uma vez na cozinha todos se sentavam confortavelmente para comer, afinal, para um navio de cinco banheiros, seria meio estranho ter menos cadeiras do que vasos sanitários, John era a única exceção, uma vez com a louça lavada ele apenas aguardava de pé no balcão, ansioso e ao mesmo tempo preocupado, Will era o único ausente no cômodo e isso lhe afligia de alguma forma, como um mau pressentimento.

Apesar de nunca ter trabalhado como cozinheiro, o jovem de fato possuía algum talento, quase todos comiam sem hesitação, Emma ia de cara em seus pratos preferidos enquanto que a garota de mechas esverdeadas seguia o exemplo comendo de uma forma animalesca em um prato tão grande ou maior que o nobre roliço. As outras duas - anã e garota loira- também comiam sem problemas, Rimuru podia não ter escutado nada delas ainda, mas através daquele refeição era como se conversassem diretamente. Jeanne se contentava com uma xícara de chá, a meio mink por outro lado nem a esse ponto chegava, ela se mantinha inerte sem tocar em algo ou se dirigir a alguém.

Rimuru se apresentava propriamente para suas novas acompanhantes ao mesmo tempo que abraçava Emma, sentindo em seus braços o leve ronronar da gatinha, uma certa hesitação podia ser sentida quando os nomes eram perguntados as escravas que continuavam a ouvir o detetive, as promessas eram boas, ao menos melhor do que suas vidas até o momento, no rosto da loirinha era possível observar uma certa sensação de alívio, algo como um “enfim”.

- Claro claro isso tudo é legal e tal. - Interrompia a jovem de cabelos cor de alga com a boca cheia de comida e um tom meio jovial misto de um pouco de sarcasmo. - Você, Rimuru, eu, uma vez já tive um nome, Kathie Ashburn, abrigo, comida, blá blá tudo bonitinho e tudo mais… - Ela então soltava o garfo para levar a mão direita ao pescoço, segurando a coleira entre o indicador e polegar ela balançava o aparato enquanto tinha uma expressão meio agoniada. - Mas quando é que você vai tirar isso daqui em?

A resposta negativa era quase que imediata, Ashburn exaltada largava todos seus talheres enquanto que com uma cara confusa, como se não acreditasse ou não aceitasse no que ouvia - claramente uma escrava de primeira viagem - apenas expressava sua indignação com um simples som. - Hãn?! - Neste momento tanto a escrava quanto o detetive olhavam para Jeanne, sua reação? Mais calma impossível. a morena apenas fechava os olhos em descontentamento enquanto levava a xícara à boca dando um gole em seu chá, embora não concordasse, e na ideia de que nenhum fim pode justificar os meios, ela ainda assim sabia que havia um propósito para aquilo tudo.

Rimuru então começava a explicar seu plano, ou melhor, seus motivos, era uma cena de certa forma estranha, pela primeira vez, ou seria segunda? O jovem celestial mostrava aos outros seu lado frio e apenas focado em um único objetivo. Enquanto Tempest discursava, Robert parecia um bocado incomodado, como se tivesse parte da culpa das coisas que o celestial dizia, de fato ele tinha, durante toda a vida o nobre se justificava dizendo ser condicionado para fazer o que fazia, “não havia outra escolha”, as tradições da família devem ser mantidas e a sobrevivência de seu nome priorizada. Agora, ou melhor, já há um bom tempo, ele remoía esse sentimento de pesar enquanto se realizava de que ajudando pessoas daquele porte, ele não era diferente de vigaristas como Clark ou piratas desonrados como Savage.

O silêncio permanecia na cozinha, todos prestavam bem atenção nas palavras do detetive, isto é claro até que o assunto chegava em William West, o pobre rapaz de grandes ambições que fora traído por seu próprio companheiro. John se exaltava no mesmo instante, saindo da pose relaxada apoiado no balcão para algo ofensivo prestes a sacar a katana o homem demonstrava sua hostilidade.

- Como você ousa fazer isso? - West e Silver podiam até se conhecer a pouco menos de um dia, mas eram nativos da mesma vila, vítimas do mesmo desastre e companheiros, em uma mesma ambição, pode não parecer muito, mas para os dois, era quase como um laço entre irmãos.

Em resposta a reação do homem, Rimuru ameaçava seu próprio suicídio, uma ação tola, para alguém em fúria não importa como, mas ver seu alvo caído morto e sangrando já era mais que satisfatória. - Vá em frente! Vai me poupar o trabalho! - John não parecia pensar claramente, ele começava a se aproxima à passos e deslizar sua katana para fora se não fosse por Jeanne, que rapidamente se levantava insinuando um chute que parava antes de seu salto alto acertar a garganta do rapaz. - Ugh… - John Silver engolia em seco, olhando brevemente para Jeanne percebia que assim como ela, a morena não hesitaria em nenhum momento se tivesse que sujar as mãos, digo, pés.

- Dê tempo ao tempo. - Complementava ela. - Tenho certeza de que o Rimuru teve um motivo para tal. - Ela então recuava a perna à medida que o espadachim embainhava sua arma, por fim pegando a própria cadeira e a colocando para que John sentasse. - Relaxe um pouco e escute.

A explicação tinha sua continuidade, além dos motivos da prisão de West, Rimuru também acrescentava mais detalhes ao seu plano, ou melhor, a sua ambição, embora apontasse dedos para as garotas em questão, todas se mantinham silenciosas e desviando o olha pela tensão em questão, com exceção de Kathie é claro, esta se mantinha calada, mas mais por estar emburrada do que por outros motivos.

- Vocês são malucos. - John, agora mais calmo, andou em direção a Rimuru colocando o Log Pose dado por Karthus na mesa. - Querem destruir essa tal de aliança maligna? Fiquem a vontade, não vou lhes atrapalhar. Mas depois disso, não contem comigo. - Dito isto ele saía do lugar em direção ao exterior do navio.

A próxima cena era um tanto quanto rara, a meio mink, esta que se recusava a se alimentar ou falar, acabava pegando um prato de sopa e tomando uma colher, talvez um ato que simbolizasse um voto de confiança para com o detetive, aquilo chocava ainda mais as outras três escravas, no momento, o suficiente para que talvez também dessem uma chance posteriormente.

O jovem celestial então se levantou apanhando seus pertences em direção ao quarto, sozinho e desolado em na maresia fria, Rimuru observava seu diário, refletindo sobre acontecimentos. Três batidas lhe vinham à porta, e em seguida era Jeanne que entrava.

- Isso que eu chamo de “jantar feliz em família” - ela andava até a cabeceira depositando o Log Pose. - Silver John foi embora. - Uma pausa era dada. - Ele vai voltar. - A morena então se virava dando algumas passadas até a porta mas logo desistindo de completar o percurso, tinha algo mais a dizer. - Eu sei que não é fácil tomar essas decisões, e também não estou questionando-as. Para você foi a decisão mais lógica, a mais eficiente, se está certo ou não acho que não temos como saber. - Seu tom de voz não era a mesma melodia de sempre, dessa vez estava séria mas não em seu jeito brincalhão, apenas, séria. - Mas precisava mesmo ser dessa forma? Silver acreditou em sua desculpa para entregar West, embora não tenha aceitado. Mas foi isso mesmo que aconteceu? O motivo de chegar em tal decisão? - Sem dar espaço para respostas ela continuava em seu discurso, afinal não era a Jeanne que Rimuru tinha que responder, e sim a si mesmo. - E aquelas escravas? Comprou-as por pena? Por que seriam úteis? Queria passar uma boa impressão para o inimigo?

A morena então se virava, em seu olhar, um certo tom de melancolia. - Sabe Rim, eu já lhe contei como me tornei uma revolucionária? - Jeanne então desabotoava sua camisa e blazer mostrando para Rimuru seu tronco exposto, todo coberto de cicatrizes, marcas de feridas e queimaduras que agonizavam os olhos de quem visse, era quase possível sentir toda a dor que Jeanne sentiu em cada uma delas, no entanto uma marca em especial chamava a atenção, e Rimuru a conhecia muito bem, era o selo dos Tenryuubitos, feita com com nada mais do que aço quente.

- Minha primeira memória é de ter sido capturada quando criança, não era fácil, eu diria até pelo estado dessas garotas que eles tiveram sorte. - Enquanto falava, após já ter mostrado, Jeanne começava a se vestir novamente. - Os revolucionários me salvaram e por isso me juntei a eles, estava pagando minha dívida. - Dado o histórico agora era possível deduzir o motivo da morena apostar tão apaixonadamente ao ponto de não se importar de arriscar a própria vida, desde o princípio ela nunca teve nada.

- O que eu quero dizer Rim, é que a única coisa que nos diferencia desses porcos. - E com porcos ela se referia aos nobres e Governo Mundial. - São nossas ações. O fim não justifica os meios nunca, a perda será sempre maior, lembre-se disso. - A pausa de alguns segundos era dada, uma vez de volta ao seu visual normal, Jeanne tinha de novo aquele sorriso malicioso, como se estivesse aprontando algo. - Enfim, eu vim avisar que vou dar uma saída rápida, não me espere acordado. Kukuku - Ela então saía pela porta dizendo algumas poucas palavras antes de fechá-la. - Mas não se preocupe, eu vou voltar.

E assim lá estava Rimuru, novamente sozinho no quarto, olhando para seu diário e refletindo, o que seria feito agora.




Atual Tripulação da Ria:
 

Garota Misteriosa:
 

NPC's:
 

Escravas (imagens na ordem em que foram narradas):
 

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Johnny Bear
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Warn : Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 9010
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyQui 25 Out 2018, 23:49

Off: Editando



Senti-me como se estivesse tendo uma luta com algum irmão mais velho, daqueles que te enche de cascudos enquanto você futilmente tenta dar um ou dois golpes, minha crescente persistência em um erro que se demonstrava claro desde o começo parecia vergonhosa, reconheço que embarquei em uma empreitada que não pude lidar, só podia lidar com o fardo de inutilmente dar um ou dois golpes que facilmente eram defendidos pela garota, de alguma forma parecia que meu inimigo natural eram as Lolis, pois de três que surgiram em minha jornada, nenhuma consegui triscar sem não humilhar ao meu próprio ego, salvo nossa tripulante que faz sanduíches gostosos, estou remoendo esse sentimento dentro de mim e cada vez mais aceitando que tenho um fraco inexplicavelmente natural por essas baixinhas que curiosamente despertam a virilidade de alguns humanos. Mas no fim de tudo eu consegui tirar duas boas lições daquela luta que iriam mudar meu modo de abordagem com o mundo que estávamos prestes a entrar. Primeiramente e como já ressalvado, temer as lolis que frequentemente cruzavam meu caminho, de todas que contei elas sempre aparecem com algum poder especial além de se demonstrarem aliadas de grande valor. A Boo/Silk com suas habilidades furtivas e a incrível capacidade de desaparecer e aparecer nos lugares mais inusitados. Agora esta que me aparece com uma performance admirável e, nada surpreendente, a capacidade de sumir de uma forma inusitada.

Eu estaria ainda no mesmo lugar estático, olhando para o que estava acontecendo e engolindo o seco, passando a pata sobre meu pescoço na região onde a lâmina havia encostado de fustigar-me, só conseguia imaginar como o destino era irônico ao me ameaçar arrancar a cabeça, a vida de combatente estava começando a ficar mais difícil, mas ao menos não saí sozinho nessa surra generalizada, mesmo que Elizabeth e Eu fossemos os que mais apanharam, Ria ainda teve seu pequeno instante de humilhação enquanto conversava com a Joana-de-Barro. No fim das contas Matte fora o que se saiu mais ileso da situação, a boa pinta de artista sempre salvava de algumas surras, os músicos em geral são os que menos saem ferrados de uma briga, até mesmo admiro a posição deles em meio a uma luta, enquanto cadeiras e sangue voam para todos os lados, eles apenas ficam cantando vendo o pau comer.

- Ai! Por acaso eu acabei de enfrentar uma Loli que saiu voando depois de tomar um tiro de canhão? Esse tipo de coisa deveria ser comum por aqui? Eu acho que não estamos lidando com um mero grupo de vegetais e legumes que querem nos matar, a situação é mais intensa, estamos lidando com a mãe natureza inteira, quando matamos aquele maluco samambaia a gente deve ter irritado a Joana-de-Barro que morava por lá! ZEHAHAHAHAH! –

O importante era não perder o senso de humor, especialmente depois de certa humilhação. E como agora estávamos também lidando com pássaros, não tenho mais certeza o que viria adiante, quem sabe esse tal de Savage fosse na verdade um canário ou um quero-quero, ouvindo mencionar sobre os negócios, logo imagino que poderíamos estar prestes a prejudicar um comércio clandestino de alpiste, agrotóxicos ou alguma coisa desse tipo. Talvez a calmaria, que eu tanto desejava depois de uma complicada fuga, havia finalmente sido instaurada, buscando algum lugar para sentar, iria para alguma escada ou propriamente uma cadeira que pudesse me dar conforto enquanto aquela dor na costela latejava. Para aquele momento ficar perfeito só faltava uma boa Vodka e um pão ou um prato de sopa, refeições típicas da minha cultura. – Certo, preciso saber agora se vai demorar muito para que a gente chegue nessa tal Grande Linha, preciso comprar um pouco de Vodka e uns quitutes, alguém aqui sabe se alguma daquelas gaivotas que vimos quando descemos a montanha vermelha entrega comida também?  Sinto que poderia comer um urso! –

“Pera... Eu disse urso? “

Esperando alguma resposta, desejava algo breve ou que me desse alguma esperança, algo como “Estamos chegando” ou “Já avistei a primeira ilha” me daria de volta as energias perdidas. No entanto, se a resposta fosse algo que não me desse tantas esperanças, cairia no convés enquanto gemia em protesto, minha face refletindo bem a insatisfação. “Uuuuuuuuuuuuh! Eu só queria dar uma beiçadinha em uma Vodka, maldito vício que eu tenho.” Depois de certo tempo, eu iria cansar de ficar ali e então iria tentar fazer algo de útil dentro do navio, lembrando mais uma vez de que vagabundos não tinham lugar no meu navio. Seria quando eu fitaria de longe aquela garotinha de boné falando com a ruiva, ela parecia entusiasmada com o que havia acontecido, talvez a luta houvesse a deixado ouriçada, sabia que meu espetáculo de luta misturada com dança renderiam mais aplausos do que um solo de cavaquinho, apenas esperei de longe, me atentando as perguntas que eram feitas, a garota mais parecia uma jornalista do que meramente uma fã, talvez fosse esse o caso.

- Ei, ow ow, calma são muitas perguntas para responder de uma vez, vamos por partes – Diria após ser recebido pela chuva de questionamentos que a moça fazia acompanhada de seu bloquinho de anotações e o brilho pulsante no olhar de alguém em profunda admiração e êxtase. – Bem, meu nome é Chô, pode me chamar de Soviético também, eu não ligo muito. Essa história dos pelos é bem engraçada na verdade, sou um Panda Napolitano, meus pais eram de uma tribo mais ao Sul da ilha, pandas dessa localidade apresentam a pelugem mais clara com relação à tribo do Norte, eu acabei nascendo com os pelos marrons por conta de uma anomalia ou algo desse tipo, foi o que me disseram no laboratório. Quando fui enviado para pesquisas eles acabaram derrabando um líquido na metade esquerda do meu corpo o que acabou me tirando a coloração marrom dos pelos e me deixando apenas branco, não sei ao certo o que eles tinham deixado cair em mim, mas de todos os poderes de alguém pode ganhar após ser exposto a um elemento químico, acho que a mudança de cor de pelos é o mais inútil até agora, tsc... Meus braços não são enormes, eu só fazia boas sessões de musculação e alongamento, também sou muito saudável, portanto não, eu não passei por nenhum experimento ou cirurgia para ficar assim, isso tudo na verdade é fruto de muito treino e dieta para ficar com esse físico invejável, sou um Bodybuilder. E aquele chute... Bem, eu na verdade não, nem senti, rs! “Nem senti uma porra, minha costela ta latejando aqui dentro, foco Urso foca bem e não fraqueje diante de uma entrevista, o que os leitores vão pensar se você admitir que penou para um chute?” – Ela só teve sorte de me pegar desprevenido, da próxima vez que nos barrarmos eu estarei pronto para devolver o chute nela com minha técnica “Pinguins Glaciais” que eu ainda estou criando. –

Com o fim do meu breve relato, iria retornar aos meus afazeres, agora imaginando o que seria feito com aquelas valiosas informações ao meu respeito e a respeito da ruiva, estava claro de que os principais focos daquele evento até então haviam sido eu e a ruiva, falo com base no fato de ninguém mais ter sido entrevistado aparentemente. “Estamos aos poucos conquistando fama nesse mundo, está acontecendo Joseph, finalmente estou me tornando o monstro que você sempre quis que eu fosse, é uma pena você não estar mais aqui para ver meu sucesso.” Lamentei com âmago meu falecido líder. Estou incerto sobre o que faria agora, deveria ajudar no timão? Içar as velas ou algo assim? Talvez eu não devesse preencher meu tempo livre tomando as funções de outros tripulantes, olharia para cima tentando localizar o sol, caso a luz resvalasse sobre meu rosto descrevendo através da sua posição a hora exata em que estávamos, meus conhecimentos e aptidão para calcular o tempo exato teriam utilidade naquele momento. – Vou verificar o que tem lá dentro do navio, se essa era a embarcação daquele vovô hippie talvez deva ter alguma comida, se bem que essa galera que abraça a natureza não costuma comer carne, são cheios daqueles negócios de comer verde tipo rúcula, quem nesse mundo come rúcula em plena sanidade mental?  -

Iria então caminhar em direção a cabine ou qualquer outro lugar que tivesse uma porta por onde eu pudesse entrar, é cabível pensar que talvez ela pudesse estar trancada nessa ocasião, é valido pensar que se caso ela estivesse trancada eu iria providenciar uma entrada mais agressiva no cômodo, me distanciaria com velocidade para a outra extremidade do navio, beirando à amurada para tomar aquele impulso e então seguir em direção a porta com a intenção de arrombar. – Sai da frenteeeeee! – Diria para alertar quem estivesse no meio de minha marcha até a porta. No entanto, se a porta simplesmente estivesse aberta, eu iria entrar e fechá-la logo atrás de mim com um sonoro baque com o intuito de deixar clara minha entrada no cômodo, talvez pudesse ter alguém escondido ali dentro por desprazer do destino, como a fuga tinha sido às pressas não tinha como perceber alguma movimentação ali dentro.

- Muito bem! Se tiver alguém ai dentro escondido pode sair! De preferência com comida se não quiser ser meu almoço, zehahahahahah! – Iria analisar o local por dentro, talvez tentar achar alguma coisa que fosse de valor ou até mesmo que pudesse ser interessante, objetos brilhantes e comida, seriam meus principais alvos depois de tentar encontrar alguém em locais que dessem para ocupar o espaço de um corpo humano, não sendo muito difícil deduzir onde alguém pudesse se esconder, como por exemplo um armário, um baú de tamanho mediano ou grande. Se por acaso eu encontrasse um tripulante clandestino, iria tentar pegá-lo pela gola da vestimenta ou mesmo pelo pescoço para carregá-lo até o convés e entregá-lo aos pés da ruiva, quem sabe ela pudesse usar o rapaz para tirar informações já que infelizmente não conseguimos derrotar a garota e tirar algumas informações dela, quem sabe aquele fosse de algum valor, ou se não apenas serviria para agregar à tripulação e limpar o chão ou algo parecido que fosse designado por mim. Se eu encontrasse alguma coisa que me chamasse atenção, dando prioridade aos brilhantes e alimentícios, iria pegá-lo nos braços e encher o colo com estes. Assim que recolhesse todos ou tivesse uma quantidade enorme de coisas reunidas, iria seguir para fora da cabine e convidar a ruiva para analisar comigo o que eu havia encontrado. – Olha, encontrei isso lá dentro, vai lá ver se há mais coisas que despertem seu interesse, eu estava procurando mesmo por comida ou alguns itens brilhantes que pudessem ser de valor. – Diria assim que saíssem do lugar com ou sem itens. Depois de dar uma boa analisada no que eu havia pegado, se é que eu tivesse conseguido achar alguma coisa, no fim eu ficaria mesmo com os alimentos que conseguisse achar, nada de plantas ou matos, pois eu já estava cansado dessa gente de protecionismo ao meio ambiente me caçando. Carnes, massas ou frutas seriam as únicas coisas que eu colocaria na boca desde então.

Sem muito o que fazer desde então, resolvi que seria hora de buscar por mais coisas que pudessem melhorar meu desempenho em batalha, desde que lutei com os marinheiros no começo da jornada eu senti a necessidade de melhorar meus movimentos de dança, percebi que a garota conseguia girar audaciosos giros no ar assim como outros que eu combati ao longo do tempo, já tinha um tempo que eu nutria esse desejo de aprender a dar piruetas e saltos carpados para tornar meus golpes mais estilosos e versáteis, era tudo uma questão de capricho que faziam um sentido na minha cabeça, nada melhor do que alguém para me ensinar aquilo do que aquele astuto músico.

~Aprendizado de Perícia: Acrobacia~

Não sabia como me aprochegar do dito cujo, eu não havia falado nem sequer um “oi” para ele desde que nos vimos naquele palanque arrojado do Farol, quem sabe não fosse a melhor das ideias chegar como quem não quer nada e pedir a ele umas aulas de acrobacia, mas o que eu tinha a perder afinal? Não tive que pensar por mais do que dois segundos para ter a certeza de que eu não teria nada a perder, nem ao menos fiquei remoendo isso em minha mente conforme eu seguiria, quando mais perto, tentaria me apresentar de forma calorosa, com um gingado amistoso, o famoso naipe de artista e pique de jogador. – Acho que não nos conhecemos ainda, sou Chô, O Soviético – Assim que terminasse de me apresentar e ele fizesse o mesmo, ou não, iria logo apontar o gesto de um aperto de mão para cumprimentá-lo, demonstrando um pouco mais de interesse neste antes de propriamente sugerir que me treinasse, embora realmente me intrigasse a relação tão rápida e sólida que ele e a tal Elizabeth haviam construído com a ruiva, cada vez mais eu ficava desnorteado com essa capacidade de convencimento que ela tinha para influenciar as pessoas a seguirem-na. – Tens talento para música e combate, vi que sabe utilizar-se desses... Movimentos acrobáticos iguais ao daquela garotinha que me rendeu umas dores na costela, será que você poderia me ensiná-los? – Com o olhar audacioso, me pus breve e direto, entendi que para o bem de nós dois talvez não fosse muito amistoso prolongar uma conversa sem sentido.

- Ara, num é que o caboclo sabe falar, ocê pode me chamar de Matte, o mió musicista desses cafundós tudo sô. –
O homem parava o palavrear pausado para repousar o banjo que estava bulinando, ele se ajeitava como quem estava se preparando para se exercitar, uma alongada aqui e outra ali. – Muito bem, se ocê quer aprender a dar piruleta eu posso ti ensinar, mas vão ter regras, regra número 1: Sempre escute o Matte; regra número 2: É... Bem, vamos começar então! Primeiro o cabra vai ter que andar ao redor do navio por cima das mureta treis veiz, vai ter que se equilibrar e andar divagar, nada do cabra véi arretar e desembocar pelas águas do mar, anda com carma que vai dar tudo certo, quando terminá ocê mi procure, vou estar ali no canto afinando pra mó di dispois nóis toca um xote du bão! -

Lá se ia o matuto com o andar folgado, eu conseguia sentir uma estranha alegria vinda daquele homem, sua estima que contagia e o jeito que me cativara. Sorri antes de deixar cair a despreocupação de meu rosto, agora eu olhava o objetivo que o homem havia me dado de bom grado, era uma tarefa aparentemente simples, mas que melhoraria meu equilíbrio se encaixando perfeitamente no tipo de habilidade que eu queria aprender, com os passos inicialmente desajeitados pelo estado dolorido de um dos lados de meu corpo, cambaleei até a amurada onde pude sentir o cheiro do mar próximo, tentei me segurar em algum frio preso ao mastro ou alguma vela, iria utilizá-lo para dar o solavanco necessário em meu corpo de modo que eu conseguisse subir para sentir os primeiros ventos baterem em meu corpo, como tudo ficava mais intenso com o perigo, de um lado a segurança do convés e do outro um mar azul e interminável que escondia uma série de ameaças, era melhor ficar longe dele por mais tempo possível. Respirei, uma ou duas vezes antes de fechar os olhos e me acalmar, o ponto chave necessário para atingir o equilíbrio era acalmando os batimentos e a tremedeira de seu corpo, era só tentar se concentrar e controlar a ansiedade, como mesmo Matte havia sugerido: com calma nada podia dar errado. Abri os olhos para fitar meu caminho, um longo e sibilante traçado que contornava a embarcação em subidas, curvas e descidas.

- Beleza, vou começar com um passo de cada vez! –
Tentaria colocar um pé a frente do outro logo após me virar e posicionar o corpo na linha necessária para seguir reto, vez ou outra pendendo para um dos lados, aspecto que eu tentava corrigir inclinando os braços para a direção contrária, logicamente distribuindo o peso para me impedir de cair e novamente encontrar uma estabilidade. Assim, iria seguindo com calma e concentração, um pé após o outro raspando na madeira pouco a pouco me colocando cada vez mais de frente com meu primeiro obstáculo, uma pequena subida que dava passagem para a primeira curva que eu deveria fazer, a qual passava por detrás da cabine. Tomei fôlego necessário para dar o primeiro salto, peguei impulso e assim fui com o intuito de cair de pé, mas nem sempre a primeira tentativa é bem sucedida, foi por pouco que senti meu pé resvalar pela úmida madeira e por pouco não caio ao mar, nesse momento confesso que tive sorte ao pensar rápido e jogar meu corpo para trás, caindo sobre o convés e tendo de reiniciar meu trajeto. Sem muita demora eu já estaria no começo do percurso, com Matte ainda ocupado ajeitando o banjo, fui devagar como na vez anterior e logo estava no primeiro obstáculo em que eu tinha caído, dessa vez fiz diferente, ao invés de cair em pé eu tive a segurança de dobrar os joelhos e equilibrar bem o corpo antes de voltar à postura ereta para continuar o caminho. Já na curva a dificuldade vinha em conseguir se manter seguro enquanto virava de costas para o mar, talvez em qualquer mínimo tropeço eu poderia encontrar meu fim em uma porcaria de treinamento, mas por sorte e com grande esforço eu conseguia compreender que a melhor e eficiente forma de passar por aquele obstáculo era ficando de lado e afastando calmamente as patas uma da outra. Dali em diante eu pude seguir tranquilo, era só ter o mesmo cuidado e repetir os mesmos procedimentos que eu fiz anteriormente, dessa vez apenas se atentando à descida ao invés da subida.

A segunda volta fora ainda mais confortável, agora habituado com o trajeto eu pude sentir uma facilidade e equilíbrio ainda maiores, até mesmo me servindo de inspiração para tentar algo novo na terceira volta. – Ei ruiva! – Gritaria se a visse passar pelo convés ou então eu iria até ela antes de começar a última volta. – Pode me emprestar sua foice mais uma vez? Preciso para treinar um pouco do meu equilíbrio, quero dar a volta na amurada do navio equilibrando ela na palma da mão – Talvez o maior desafio a partir de então fosse manter a foice ereta na palma da mão, sendo o peso de sua lâmina muito maior do que o do cabo eu teria de estar sempre tentando impedi-la de cair. – Certo, agora eu vou! – Pegaria a arma de me dada, ou então uma espada comum mesmo, colocando a base em meu palmo e tentando equilibrar a ponta bem acima de minha cabeça enquanto eu seguia por um trajeto já decorado.

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptySex 26 Out 2018, 01:46

Eu Quero! Avistada a Primeira Usuária de Akuma No Mi!


Vendo que Yue estava viva e aparentemente bem, eu dava um sorriso ao perceber que ela estava sorrindo e chorando, aparentemente de alegria, mas não demorava até que a encrenca no navio se iniciasse, de modo que me obrigasse a intervir. Coloco meu chapéu recém adquirido sobre a cabeça de Yue e me direciono até a garota que havia aparecido do nada em nosso navio, a perguntando sobre quem era, o que fazia lá e o que sabia sobre Savage e seus homens, conforme ela ia respondendo, eu mantinha a concentração, tentando pegar cada detalhe e entender o que estava acontecendo, já haviam muitas informações na mesa e ela parecia saber de algumas coisas, talvez até mais do que descobri no diário que antes lera.

“Então ela se considera uma pirata, ein? Aqueles homens estão com ela e ela não trabalha para Savage? Um favor... Será que ela ainda quer matar Elizabeto? Acho que não... Provavelmente se quisesse, já teria o feito. O que é isso? Ela não quer se aliar a mim? Estranho... Quem em sã consciência recusaria essa oferta? Com certeza ela não sabe do que está falando ou tem algo de errado com essa mulher... Que lute com o Urso, quero ver do que ela é capaz! E é claro que não existe uma boa luta sem música!”


Foi então que dei as ordens aos tripulantes, inclusive para Fake, levando em conta que queria ver do que a garota e o Urso eram capazes em grande estilo, ainda mais porque a principio, iria apenas observar. Com todo o cenário montado, fiz o sinal para que o Urso partisse para cima da garota e me coloquei a dançar mesmo que com pouco ritmo, apenas batendo palmas e me mexendo um pouco, enquanto escutava aquela música estranha, mas contagiante, da qual o estilo nunca havia escutado, entretanto, mesmo assim com um sorriso no rosto e gostando do que ouvira, tanto da melodia, quanto da letra, aparentemente improvisada, até mesmo soltaria um pedaço do refrão da letra algumas vezes por impulso, mesmo não sendo a melhor cantora do mundo, isso enquanto olhava para a luta que se desenrolava.

“Esse Fake é um ótimo músico, perfeito para uma tripulação pirata! É exatamente o que precisávamos!”


- TIRU LIRU LIRU LIRU LEIUUUU... –

A luta se desenrolava naturalmente, apesar de não entender muito bem os movimentos do Urso, que mais pareciam passos de dança durante tentativas inusitadas. Dava a entender que o Urso nunca tivesse tentado aqueles movimentos antes, não demorando para que a garota tivesse uma oportunidade e o acertasse com um chute, já me deixando alarmada, embora já tivesse me decidido de não interferir até que achasse necessário, mesmo assim vendo aquele golpe em cheio, ao menos pegaria minha foice e ficaria em guarda, mesmo que ainda desfrutasse da música de Fake.  Não demorou até que Castanha falasse algo que me fez arregalar os olhos e ficar bastante intrigada, parando com a dança, enquanto me lembrava dos caçadores que vimos em Loguetown, até mesmo repetindo comigo mesma os nomes em uma voz levemente baixa, ao me recordar de nossas batalhas épicas, das quais fui vitoriosa.

- Genji e Skrymir!? -


“Esses não eram os caçadores de Loguetown? O Cara do Dread e o Gigante? Estranho como tudo está se interligando, quadro por quadro, é como se o destino não gostasse ou não quisesse ver nenhuma ponta solta na história, parece até que tudo tem uma explicação... Até que eu gosto disso, para alguém com o destino tão grandioso quanto o meu, seria estranho se muitas coisas aleatórias ocorressem...”


Mas antes que concluísse meu pensamento, percebia o avanço do Urso na direção da garota, um avanço falho, onde ele foi facilmente bloqueado, dando a oportunidade perfeita para que a garota o acertasse em cheio e ao mesmo não me dando opções, se não acabar com aquela luta naquele momento. Então, mais uma vez, Castanha voltou com sua clássica ladainha sarcástica para cima de mim, a pessoa que a encarava com um semblante de irritação, esperando para ver qual seria seu próximo movimento.

“Como se eu fosse deixar o Ursinho morrer... Não ia matar ele? Sei... Se eu não te impedisse, o ursídeo provavelmente já estaria morto... grrr”

Foi ai que mais uma vez ela se aproximou de maneira brusca, ao deixar sua arma em minhas costas, naquele momento eu não sentia medo, aquela cena onde era encurralada por aquela bela mulher era no mínimo excitante, por isso, ficava ao mesmo tempo surpresa e entusiasmada com sua ousadia, não sabia nem o que me excitava mais, se era aquela lâmina totalmente diferenciada das convencionais ou se era a presença da garota, de modo que me mantivesse quieta e a deixasse ela dizer o que tinha para falar, antes que reagisse a sua abordagem um pouco mais agressiva que o usual. Me mantinha na mesma posição, a olhando diretamente nos olhos e com o rosto levemente corado, isso tudo, enquanto escutava o que a garota tinha a dizer.

“Essa arma... Me pergunto quem a fez, será que o ferreiro que a criou está na ilha que estamos indo? Talvez eu possa fazer uma dessas depois... Mas então quer dizer que Savage está mesmo neste caminho que tomamos? Mas mais importante... “Don”? Seria este o Don Karthus? Não... Não faria sentido, o velhote cuida apenas do farol, não teria influência ou juventude o bastante para administrar outras ilhas... De qualquer jeito, ela ganhou minha atenção, quer dizer, o que seriam esses tais negócios do xará do velhote?”

Foi quando mais uma bala de canhão veio voando, eu já estava as ignorando a algum tempo, ainda mais levando em conta os acontecimentos, mas essa bala em específico veio de maneira inusitada, levando em conta que passaria próxima da garota, que a cortou e desapareceu em meio a fumaça causada pela mesma. Nesse instante, percebendo seu sumiço, começaria a olhar para os lados rapidamente algumas vezes, me perguntando curiosa sobre para onde ela havia ido, até que percebo um pássaro gigante, talvez alguma espécie de coruja enorme.

- Hã? Cadê ela? Ela sumiu... Para onde... Mas o quê? –

“Isso é uma coruja gigante em alto mar? Castanha está em cima dela? De onde ela tirou essa coruja, afinal?”

Se escutasse o Urso comentando em relação a querer chegar na Grand Line para conseguir Vodka e quitutes, além de sua curiosidade em saber sobre as gaivotas entregadoras, eu colocaria a mão direita sobre minha boca para segurar o riso diante de suas suposições hilárias sobre gaivotas entregando comida e falaria para ele assim que contivesse a risada. É claro que ainda manteria minha alegria para com aquele momento depois da fuga do farol, enquanto apontaria para o oceano e logo depois para o céu, explicando sobre as questões levantadas e rindo ao final, por perceber o que ele disse.

- Ah, então você não sabia, é até engraçado, mas já estamos na Grande Linha, desde que passamos por aquela montanha com a cachoeira, estamos aqui no maior oceano do mundo. Já em relação aos pássaros, até onde eu sei, eles só entregam jornais, ao menos é o que as aves que passam pelo East Blue fazem... Mas quem sabe das aberrações que podem acontecer aqui na Grand Line? Não é mesmo? Riahahaha. –

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“Um urso? Ele disse mesmo que comeria um urso? Isso soa bem estranho vindo do Ursinho, se bem que eu também estou com bastante fome e ele é um... Bem, melhor não pensar nisso, tenho certeza de que quando nos encontrarmos com Rimuru, ele fará uma daquelas deliciosas sopas para mim!”

Depois de toda essa conversa, o desaparecimento da garota e o surgimento da ave, ao menos seus subordinados pararam de nos atacar com seus canhões e foram em bora. Dando a brecha que aparentemente a garota de cabelos rosa estava esperando, de modo que ela partisse para cima de mim, começando uma entrevista de emprego repentina. Com sua ação, eu guardaria minha foice nas costas e olharia para a garota de cima em baixo, até que meus olhos avermelhados se fixassem nos dela e eu entendesse com clareza o que ela tinha a falar. Percebendo o que era e toda a agitação da garota, minha sobrancelha direita começaria a tremer, enquanto eu soltaria um sorriso, colocaria as mãos na cintura e fecharia os olhos para responder suas perguntas de maneira carismática. O problema era que ela não me dava espaço para falar, de modo que apenas escutei o que ela tinha a dizer.

“Que garota energética, ah, os jovens de hoje... Eu já estou parecendo uma velha, riahahaha. Uma jornalista, hein? Espera, ela disse que a garota saiu voando? Então ela realmente foi em cima daquele pássaro gigante, mas eu não vi a Castanha... Será que ela... A GAROTA SE TRANSFORMOU NAQUELA AVE? Primeiro aquele velho escutando um sussurro, depois um gigante com poderes de vento e agora uma pessoa que se transforma em animais... Será possível que essas foram as famosas Akuma no Mi? Tenho minhas dúvidas sobre os dois primeiros, mas essa garota... Uma pena eu não ter visto com meus próprios olhos, bem, estamos na Grand Line agora, é uma possibilidade bem mais plausível para explicar o repentino sumiço dela, do que o velho e o gigante em Loguetown terem comido as benditas frutas..."

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Meus olhos chegariam a brilhar diante daquela que aparentava ser a realidade, por alguns segundos relembrava da coruja gigante voando, ficaria com a imagem na cabeça de como seria voar pelo céu com os poderes de se transformar em alguma criatura alada, estava adorando a ideia de ter a oportunidade de fazer aquilo, soltando até mesmo uma pequena palavra no ar, mesmo que não explicasse o que queria dizer com aquilo para os demais presentes.

- Quero... -


"Acabamos de chegar e já está assim, estou ficando cada vez mais ansiosa com as próximas aventuras! Espera... Ah, a garota de cabelo rosa já está escrevendo ali e tirando as próprias conclusões, acho que tanto faz... Não me importo com o que ela for publicar, acabei dando uma viajada e esqueci dela... Será que ela quer entrar para a tripulação? Hum...”

- Tudo bem, então... -

Falaria sozinha, mantendo meu sorriso e os olhos entreabertos, enquanto coçaria minha nuca e olharia para a garota escrevendo em seu caderno. Até que percebia o movimento da Azulada e de Elizabeto, sendo que naquele momento, meu corpo praticamente me obrigou a ir até elas imediatamente na tentativa de auxiliá-las na árdua tarefa de se levantar depois da surra que haviam levado. Estando alarmada com o estado delas, enquanto ajudaria as garotas, perguntaria com tom de preocupação e carinho.

- Vocês estão bem? A Castanha acabou pegando pesado com vocês, eu ainda não conheço vocês muito bem, mas acabo me preocupando... Quando percebi que ela derrubou vocês, me deu vontade de partir para cima dela, mas algo nela acabou me hipnotizando, não sei explicar bem o que era... –

Sendo que antes que eu percebesse ou tomasse alguma atitude, quem vinha falar comigo era o navegador que estava nos guiando até aquele momento. Se ajoelhando em minha frente, eu o olhava, tentando identificar e memorizar seus traços, para que nunca o esquecesse, com sua fala, colocaria a mão direita sobre seu ombro esquerdo e diria sorrindo e empolgada, pouco antes de dar dois leves tapas de amizade em sua bochecha.

- Certo, Black, nosso antigo navegador tinha algumas coisas para fazer, então nos deixou, saiba que você é livre para ir quando quiser, não possui nenhuma divida comigo, mas se quiser me seguir, seja bem-vindo aos Piratas da Ruiva! –

- Wonderful Island, é? Estou ficando empolgada! -

Se Yue estivesse acordada, falaria para ela levemente preocupada, apesar de manter meu sorriso e o indicador da mão direita apontando para os outros que estivessem feridos, se ela ainda não estivesse consciente, faria o mesmo em outro momento, mas apenas quando ela acordasse.

- Yue, está tudo bem com você? Se estiver, poderia dar uma olhada nos feridos? Eles tiveram uma luta difícil... Ah, esse chapéu é um presente para você se cuidar com o Sol. -

Enquanto ela cuidasse dos feridos, eu me sentaria em alguma sombra e observaria, tudo que precisava era de um momento para relaxar depois de toda aquela confusão, que havia começado quando saímos do consultório abandonado do pai de Yue e praticamente não teve fim. Logo depois do tratamento, percebendo que as garotas e o Urso estavam tratados e bem, olharia para a garota de cabelos rosados e falaria na tentativa de um momento de descontração, expondo um tom de ao mesmo tempo animação, sarcasmo e felicidade, enquanto apontaria para o céu e logo depois para os membros do bando. Caso ela confirmasse a transformação da garota, além de que seguraria minha barriga e daria uma gargalhada ao fim de minha falas, isso se meu raciocínio em relação à Akuma no Mi estivesse correto.

- Ei, é Nana, não é mesmo? Vou te chamar de Ná, é mais fácil de lembrar, me diga uma coisa, Ná, aquela ave de antes... A garota se transformou no pássaro ou saiu voando em cima dele? –

- Puffffff. Então quer dizer que eles apanharam para um passarinho? Riahahaha. –

- Hahaha. Ah, melhor eu também dar uma olhada no navio e ir descansar um pouco depois, talvez com uma boa leitura. EI, BLACK, MANTENHA O CURSO. –


Falaria para que meu mais novo companheiro e navegador, escutasse, então andaria tranquilamente, praticamente exalando felicidade com meu caminhar,  sem que nada pudesse me atrapalhar, já que meu objetivo seria averiguar qual era a situação do navio e o que havia nele, indo primeiramente nos lugares onde ninguém decidisse investigar e depois nos demais, mas tentando focar primeiramente em sua parte interna, checando cada barril e caixa que encontrasse. Ficaria de olhos bem abertos, enquanto procuraria por comida, que comeria no momento que encontrasse, devido a minha fome atual, roupas e qualquer coisa que pudesse ser útil, como relógios, lunetas, instrumentos musicais ou joias, sendo que caso encontrasse alguma coisa, guardaria na bolsa que havia pego da gaivota de antes para analisar depois.

Assim que terminasse de vasculhar o navio, me juntaria ao Urso, isso se ele já não tivesse vindo até mim e mostraria as coisas que havia encontrado de útil, se possuísse alguma, dando um sorriso e demonstrando o funcionamento do objeto, isso se não fosse algo pervertido, se fosse, deixaria guardado em minha mochila para utilizar em futuras oportunidades, de maneira adequada e em outras condições. Se ocorresse o primeiro caso, onde acho algum objeto útil, falaria animada para o Urso.

- Isso é bem legal, posso usar para muitas coisas... –

Depois dessa interação, pegaria alguma mesa e cadeira, se as achasse e iria até o convés, deixando os móveis na sombra se os tivesse encontrado e me sentando na cadeira, se não, simplesmente me sentaria em alguma sombra no chão, de toda forma, pegaria o livro deixado para mim pelo velhote, sobre criação de projeteis, o abriria e começaria a lê-lo, deixando que todo o conhecimento deixado por Betros mais uma vez entrasse em minha mente e desse início ao show que sempre tive quando li aqueles livros, do mesmo modo que foi com o diário e o livro sobre mecânica. Se durante minha leitura ou em qualquer outro momento, o Urso pedisse minha foice emprestada, eu a daria para ele, mantendo o sorriso estampado em meu semblante e diria rindo um pouco ao ouvir o que ele falava.

- A foice? Quer saber, por que você não fica com ela? Pode ficar, é toda sua, só não vá cair do navio e virar comida de Rei dos Mares enquanto você brinca com ela. Riahahaha. -

Se tivesse começado a ler, no momento em que acabasse o livro ou se já estivéssemos próximos da ilha, o fecharia com força, o deixando em meu colo e me manteria sentada por mais alguns minutos descansando, eu não gostava de ficar sem fazer nada, mas mesmo que não conseguisse ficar parada por muito tempo, precisava de algum jeito para descansar. Até que me levantaria, indo até Fake e diria para o bardo, mantendo minha animação habitual, com o intuito de descansar ao me divertir.

“Quase todos já cantaram desde Loguetown, é minha vez de brilhar!”

- Ei, Fake, isso é um navio pirata, toque alguma coisa, vamos, eu te ajudo, posso cantar, mesmo que não seja a melhor nisso, eu canto no chuveiro às vezes. Eu começo, me acompanhe! Riahaha. –

Começaria a andar pelo navio, cantando e dançando, mesmo que sem maestria, enquanto encostaria levemente nos tripulantes para que me acompanhassem em minha pequena diversão, não me importaria com o que achassem, continuaria fazendo meu pequeno número, por mais estranho que ficasse naquele momento, tentaria ao menos manter um ritmo constante em minha voz, como geralmente faço no chuveiro.


- Você quer treinar de leve?
Um dueto quer fazer?
Vamos nos divertir, venha aqui
Senão eu vou morrer
Não vou te acertar
Juro de coração
Mas o que importa meu bem
Você quer treinar de leve?
Não tem que ser um dueto

Vai embora, Ria
Tudo bem

Você quer treinar de leve?
Alguma coisa que eu não sei?
Faz tempo que eu não treino com mais ninguém
Até com os quadros nas paredes já falei
"Firme aí, Nana?"
É meio solitário, tão vazio assim
Só vendo o relógio andar

Urso?
Por favor, me escuta
Todos perguntam sem parar
E me encorajam para te dizer
Mas espero por você
Me deixa falar
Só temos uma foice, o que vamos fazer?
Temos que decidir
Você quer treinar de leve? –


- Hahaha. Muito bom, adorei. Wonderful Island, lá vamos nós! –


Hora ou outra, enquanto estivesse no navio, conferiria o vibre card para ter certeza de que estávamos seguindo na direção correta, até mesmo durante a leitura e a cantoria, caso acontecessem. De toda forma, quando avistássemos a ilha, rapidamente andaria até a proa do navio e me equilibraria em cima de sua ponta, contemplando aquele pedaço de terra em alto mar, ao tentar entender com o que exatamente teríamos que lidar, olhando atentamente para ver se avistava algum navio, floresta, montanha, civilização, qualquer coisas, tentaria me ater a todos os detalhes possíveis do lugar, esperando pelo país das maravilhas que o próprio nome da ilha incita. Não demoraria até que falasse em voz alta comigo mesma, ainda esbanjando felicidade, desde que nada de errado tivesse acontecido.

- Então está é a ilha em que Rimuru os outros estão... Wonderful... –

Antes de iniciar minhas questões, iria até a lateral do navio, me posicionando o mais próxima possível da canhoneira que nos seguia, então, da escuna tentaria observar quantos eram os integrantes dela, logo depois perguntaria para aqueles que lá estavam em voz alta e demostrando bastante carisma, liderança e determinação, tentando fazer com que os que lá estavam me escutassem em bom som.

- Vocês vão continuar conosco somente até a próxima ilha ou vão ficar por mais tempo? Lembrando que eu fui, sou e serei a salvadora de vocês pelo resto de suas vidas, independentemente do que aconteça. Aqueles que quiserem, vão poder continuar comigo ou ir em bora quando quiserem, sintam-se livres para fazer o que quiserem! -[/color]

Assim que dissesse isso, me viraria para os tripulantes, tanto os novos, quanto os antigos e perguntaria demonstrando bastante dúvida, tanto em minha voz, quanto em minha face, era algo que eu já devia ter perguntado tempos atrás, em algum momento durante a viagem, mas me lembraria apenas ao ver a ilha, levando em conta todos os acontecimentos até o momento que enxiam minha mente.

- Escutem, algum de vocês sabe exatamente qual é a situação dessa ilha? Ou ao menos tem alguma noção básica? Eu não tenho ideia do que está acontecendo no lugar, o melhor momento de falar é agora, antes de atracarmos. Ná? Você é jornalista, deve saber de algo... –

No caso de alguém decidir se pronunciar, me sentaria com as pernas e os braços cruzados, enquanto escutaria atentamente o que a pessoa teria a dizer, olhando diretamente para ela, tentando compreender cada fala, enquanto ligaria os fatos com o que já sabia até o momento sobre o Midnight Shine, o mercado negro, Savage, Ragnar e o Don. Se ninguém soubesse de nada ou nada de relevante em relação a ilha, sorriria, enquanto desviaria meu olhar para Wonder e falaria, ainda mantendo meu sorriso, mas dessa vez com um ar de empolgação.

- Se não sabemos de nada, vamos descobrir, é só contar com... A sorte! -

Se não conseguíssemos atracar por algum motivo que impedisse que o navio se aproximasse da ilha, observaria se teríamos algum bote em nossa escuna e faria o sinal com a mão para que alguém me ajudasse a levá-lo para o mar, se não houvesse nenhum, jogaria um barril e pularia na água, nadando para cima dele, me sentando em cima do mesmo, com isso, estando em um bote ou no barril, falaria alto para que o Urso me escutasse, caso tivesse lhe dado a foice.

- Ei, Urso, poderia me emprestar sua foice um pouco? Gostaria de lhe demonstrar mais uma das funções desse exímio item! -

Então remaria até a margem da ilha utilizando-a, mas logo depois que o Urso chegasse, o entregaria de volta a foice, depois de balança-la no ar algumas vezes para remover a água e dando um sorriso levemente sádico, enquanto diria calmamente.

- E então, o que achou? -


De toda forma, independentemente do que acontecesse, pegaria o vibre card em meus pertences e o utilizaria para seguir a direção apontada, indo me encontrar com Rimuru. Assim que chegasse onde quer que ele estivesse, viraria a cabeça, olhando os arredores e tentando entender exatamente a situação na qual ele e possivelmente nós, que acabávamos de chegar, nos encontrávamos, enquanto falaria sutilmente e sorrindo caso ficássemos em algum tipo de situação inusitada e inesperada naquela ilha.

- Vai dar tudo certo... -


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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyDom 28 Out 2018, 08:16


Começo a questionar se existe uma única alma presente neste navio que não tenha um passado sombrio envolvendo a escravidão, mas não importa o que ela diga realmente foi a atitude mais lógica e se estou certo sobre algo provavelmente é a única verdade que existe.

Porém...se eu mesmo questionar meus melhores ideais ainda estarei certo de que não cometi erros,apenas mudei de pensamentos e obviamente apenas alguém como eu seria capaz de chegar a essa conclusão.

Tendo essa lógica em mente não deixarei de estar correto e ao mesmo tempo jamais cometi enganos, perfeito.

Deitaria na cama colocando metade do travesseiro sobre minha cabeça para aliviar os pensamentos e abriria o livro de investigações.

Se alguém adentrar o quarto fingiria não ter notado sua presença mas começaria a ler em voz alta como se estivesse interessado em compartilhar a história mesmo sem a pessoa conseguir compreender se esse era ou não meu interesse.

~Inicio do aprendizado da perícia rastreio~

Tomaria toda minha atenção ao conteúdo de suas páginas,olharia linha por linha e palavra por palavra manifestando as com minha voz de maneira a eu mesmo narrar aquilo que estava a captar.

Esquematicaria em minha cabeça a lógica ali estipulada tentando interligá-la com fatos e ocorrências do meu dia a dia para uma melhor resolução.

Conforme viraria as folhas,buscaria meu diário e sobre ele anotaria as partes que mais parecessem importantes,embora tenha inicialmente pensado em adquirir tal livro visando o aprendizado da Emma,saber sobre seu conteúdo me permitiria passar tais informações.

Se fosse necessário,repetiria o processo alguns momentos para aderir melhor as ideias ali expostas.

Claro que como um detetive glorioso jamais iria acreditar que tal conhecimento fosse melhor do aquilo que possuía,mas até mesmos mentes brilhantes entendem que é claramente exigido compreender como os outros analisam as coisas em seus pontos de vista.

Permaneceria nesse ritmo pelo tempo que fosse necessário para me dar por concluído independente de quantas horas seriam necessárias.

~Fim do aprendizado de perícia~

Terminando de estudar fecharia o diário e o livro guardando o primeiro em minha mochila e o segundo sobre a cabeceira para o caso de minha aprendiz viesse ao quarto com intenções de dormir e retiraria o Log analisando sua direção e guardando o finalmente depois de uma leve analisada passageira.

Espero sinceramente que ela não esteja magoada comigo e tenho certeza que muitas coisas foram difíceis de absorver mas isso era pela melhor das razões:

-Ou ao menos assim espero.Sussuraria baixinho para mim mesmo.

Meus pensamentos borbulhavam sobre meu interior me remoendo por completo a tal maneira que para me aliviar dessa pressão precisava expô-lo para fora mesmo que em um tom relativamente pequeno:

-Eu deveria ter apostado com ela, ririririri,teria sido divertido,gosto da maneira que ela interage comigo e quase como se nós conhecêssemos através de anos e ela sabe exatamente como estou pensando embora nunca revele para ninguém além de Emma e às vezes nem para mim mesmo.

Se houvesse uma coberta faria questão de pegá-la para me aquecer e abraçaria aquilo que estivesse à minha frente para um melhor conforto.

Sorriria não permitindo ficar cabisbaixo e fecharia os olhos com entusiasmo:

-Não se preocupe,confio em você,sei que irá voltar, e em relação a tudo aquilo,porque não aguardamos para ver minhas ações e descobre em primeira mão os meus interesses?

Quando acreditasse estar próximo de meu devido descanso concluiria como um hábito noturno:

-Boa noite minha aprendiz,eu te amo gatinha

Dormiria,aguardando pelo dia seguinte de consciência limpa e calma,apenas quando acordasse olharia para os lados buscando ver os arredores,se Emma estivesse deitada ao meu lado como de costume acariciaria a sem a intenção de acordá-la ajeitando sua posição ou conforto se fosse necessário deixando sua roupa nova ao seu lado.

Iria até a cozinha preparar o café da manhã e deixaria a mesa pronto para todos aqueles que tivessem permanecido no local,caminharia até o chuveiro e me limparia como pudesse colocando meu novo traje e o chapeuzinho de gaivota sobre minha cabeça.

Retornando a mesa,não comeria muito,apenas o suficiente para ter um estômago cheio,de maneira devagar e com calma  acenando para aqueles que surgissem tomando um copo de algo não alcoólico tal como leite.

Histórico:
 
Histórico NPC-Emma :
 
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyQua 31 Out 2018, 15:56

"Legado": 28

Rimuru

A batida de porta de Jeanne simbolizava um momento de reflexão para o pequeno detetive, em parte, uma anotação mental, “Não se conhece um homem sem antes conhecer seu passado”, e aparentemente todos ali tinham algo com o crime hediondo da escravidão. Bom, parando para pensar um pouco, haviam quatro servas forçadas naquele navio, todas devidamente traficadas e vendidas, de certa forma, a escravidão fazia parte da história de todos ali desde o momento em que acolheram as garotas. Como outra parte de seus pensamentos, Rimuru refletia também em seus atos, suas escolhas, se ele estava errado? Era convencido demais para admitir, digo, “é claro que não! Tola fora Jeanne a contestar seu conhecimento supremo”. O jovem podia não admitir, mas o importante é que a mensagem estava dada, e quem sabe não fique ali remoendo no fundo de seu coração na próxima escolha.

Uma vez deitado na cama, Rimuru tomava tempo para um passatempo comum dentre detetives, ler, o livro em questão era um diário de investigação, o autor tinha um nome peculiar, Bedros Ashburn, a princípio algo completamente aleatório solto ao vento, mas será que os pontos já não estavam interligados? Em meio a leitura a porta abria, era Emma, que mesmo após toda aquela cena se mantinha fiel e amável, mesmo que conhecidas a pouco tempo, havia algo no celestial que atraía a companhia da mink.

Ela deitava do outro lado da cama colando suas costas com a de Rimuru, e apenas ficava ali quietinha sem fazer barulho, Tempest começava a ler em voz alta e vez ou outra escutava um indício de ruído por parte de Emma impressionada com a história, no entanto se passavam cerca de vinte minutos e ele sentia algo tremendo em suas costas, era a gatinha ronronando enquanto dormia profundamente com uma boa história.

Você, que já leu alguns trechos sobre as leituras de Ria, já deve ter relacionado o autor e estar se perguntando por que ainda não houve menção ao livro certo? Bom, não se preocupe, pois a hora é agora. O diário se encontrava datado com mais de vinte e cinco anos de idade, a princípio, se tratava da simples história de um jovem porém brilhante ferreiro de vinte e seis anos que decidiu quebrar a tradição de sua família e fugir para o mar para seguir o sonho que tanto almejava, ser um grande investigador, ele não era muito forte, mas tinha exímia perícia e inteligência, saía de todos os problemas com a mente e não apenas no combate físico, mesmo suas poucas lutas vitoriosas eram cheias de estratégias malucas que dificilmente dariam certo se replicadas por outra pessoa, no entanto tudo era escrito de uma forma tão sincera que era difícil não acreditar em suas palavras.

Sua história começava desde os blues, onde ele ia de ilha em ilha investigar casos diversos que a Marinha, ainda enfraquecida em comparação aos tempos de hoje, não conseguia dar conta. Em meio a tantos casos de descobertas, perseguição, e casos de amor, a história começava a ficar cada vez mais emocionante, o homem tinha até um rival, Ernesto Paragon, um outro rapaz no qual Bedros chegava a conclusão de ser o culpado, mas nunca conseguindo alcançá-lo ou realmente prendê-lo. Até para Rimuru, era um diário cheio de informação rica e útil, Ashburn se mostrava quase tão genial quanto o pequeno detetive, e mesmo que através do passado, ele ainda conseguia ensinar certas habilidades para o celestial, sua especialidade? Rastreio.

Tudo isso era facilmente absorvido na primeira hora de leitura, mas era após isso que o diário começava a cativar cada vez mais; com alguns trechos em especial que chamavam a atenção de Rimuru.

Página 84

Hoje eu conheci um grupo curioso, eles se dizem piratas mas não parecem agir como bandidos, muito pelo contrário, estão mais para heróis entre o povo. O nome de seu líder era Will D. Chris, tinha um sorriso claramente idiota no rosto mas que chamava a atenção, parecemos ter um inimigo em comum, piratas estão aterrorizando este pequeno vilarejo e eles não gostaram muito em saber da história, irônico, eu diria, talvez até hipócrita.

É uma possibilidade que estejam mentindo para mim, talvez só queira se vingar dos outros bandidos, roubar seu ouro ou quem sabe a glória. De qualquer forma me interessei por esse caso, considere-o resolvido, irei desvendar a verdade por detrás desses Wild Pirates e como bônus ajudar a salvar a cidade. No entanto tem algo que me dá receio em meio a tal teoria, a forma como aquele Chris falava, com sinceridade e convicção, uma pessoa assim estaria mesmo mentindo para mim? Que motivos eles teriam para fazer isso?[...]
Trecho da Página 85

Caso resolvido, em fato, hoje foi extremamente fácil, ajudei Chris e seu bando a encontrar os oponentes e eles os derrotaram sem o menor esforço, são absurdamente fortes. Acontece que no final todas as minhas teorias estavam erradas, pela primeira vez… Eles apenas derrotaram os outros piratas e distribuíram todo o dinheiro conquistado para a reconstrução da vila, quando foi perguntado por uma recompensa eles apenas pediram uma noite de graça no mar. Não sei se são piratas extremamente bondosos ou apenas idiotas.

Essa noite fui chamado para ingressar no bando, navegar com eles. Partirão amanhã, sinceramente não tenho certeza, pedi um tempo para pensar, aquele garoto, tem uma… “aura” ao seu redor, que me faz querer seguí-lo, o que seria? “D”... Às vezes ainda me pego curioso sobre o significado dessa única letra em seu nome, teria algum significado especial?

Por hora estou caindo de bêbado, não consegui detalhar muito bem o dia,acho que terminarei os relatos do dia por aqui.
Trecho da Página 86

Estamos na manhã seguinte, decidi navegar com eles, talvez não dê em nada, talvez estejam mentindo para mim, pode ocorrer de eu acabar entregando-os para a Marinha, mas ela não parece dar tanta importância pra esse pequeno grupo. O máximo que pode acontecer é seu ser morto na prancha, bom, acho que vale a pena por uma boa aventura[...]
Página 87

Já estou a dez dias com a tripulação, sinceramente o barco já está começando a feder. Mas há bons homens aqui, desde simples espadachins até ótimos cozinheiros, músico e navegador, todos são muito simpáticos, nem parece que estou aqui a poucos dias, bem, nem todos, por algum motivo não consigo ir com a cara desse Karthus, e acho que ele também não vai com a minha. Será que percebeu minhas intenções?[...]

[...] Acabamos de atravessar a tão temida Reverse Mountain, o fenômeno é tão incrível quanto inexplicável, como pode um corrente que corre para cima? Mas o risco vale completamente a pena, ao se chegar ao topo, nada mais importa, por um pequeno instante, vocês está voando aos céus, acima de todas as pessoas e problemas, apenas você, seus companheiros e a bela visão do mundo.

Lá em cima não consegui me segurar, indaguei se seria possível, sabe, navegar nos céus, se as nuvens na verdade não seriam ilhas. Todos riram da minha cara, todos menos Chris, ele se manteve com convicção no olhar, e sem tirar sarro de mim ele apenas sorriu e disse: “Vamos descobrir”. Começo a estimá-lo cada vez mais, talvez aquela sensação de segurança não seja uma simples impressão, talvez esse tal Will D. Chris seja mesmo alguém com o suficiente para mudar seus arredores.

Grand Line, aqui estamos nós.
Página 107

[...] Estranho, nossa jornada não parece apenas uma viagem de exploração, sempre que visitamos uma ilha Chris se foca em procurar por ruínas e antiguidades, quando perguntei ao capitão ele me disse que procurava por Poneglyphs, como se isso fosse o bastante para que eu entendesse. Mais tarde Karthus me explicou a contragosto, parecem ser escrituras anciãs, que contam a história de uma civilização perdida, “a verdade sobre o mundo”. Não tenho certeza se ele estava me falando a verdade, averiguarei com Chris depois.

Toda essa história sobre legado me faz lembrar de minha terra natal, como deixei as obrigações de meu clã para estar aqui, me pergunto como vai minha família. Me lembrei do rosto de meus pais a três dias atrás, estava em uma situação de quase morte, mas tudo o que eu via em seus rostos naquele momento era desgosto, devo tê-los desapontado bastante, estão me assombrando até em delírios.

Mas não posso voltar atrás agora, já é tarde demais para isso. Talvez eu retorne a fabricar armamentos, deixe alguns protótipos e projetos para trás, faça meu nome no mundo. Sim, aproveitarei desta viagem, talvez assim eles se orgulhem de mim[...]
Página 154

Hoje eu que ri da cara de todos, quando falei sobre ilha no céu apenas Chris acreditou em mim, mas agora eles terão seus queixos caídos, essa nova ilha que aportamos, Jaya, tem uma pequena lenda sobre a cidade de ouro que foi perdida, alguns sonhadores acham que foi entregue aos deuses, eu tenho outra teoria. No momento em que chegamos aqui um gêiser enorme foi disparado das profundezas adjacente a ilha, estou certo que isso deve ter levado o pedaço de terra embora, meu maior questionamento é o por que dessa terra não ter caído, quando apresentei minha teoria para Chris ele apenas sorriu como naquela vez na Reverse Mountain, convenceu a todos de o seguirem, ninguém hesitou, é até estranho ler isso que estou escrevendo, mas eu nunca vi suas decisões darem errado, hoje a tarde iremos investigar o fenômeno, agora mesmo o barco está sendo carregado com suprimentos.

[...]

Conseguimos! Quase morremos no processo, mas conseguimos! Não consigo crer em meus próprios olhos, estamos realmente velejando em meio às nuvens, alguma espécie de praia estranha foi avistada, chegaremos em poucos minutos.

[...]

Assim que atracamos no local ninguém teve a coragem de descer do navio, Chris e eu fomos os primeiros a pular, por sorte não passamos diretos das nuvens e caímos infinitamente no mar como se fosse concreto. Para uma surpresa maior ainda, há uma civilização nesse lugar, pessoas estranhas com asas nas costas que usam uma tecnologia de conchas, me sinto em um conto de fadas, talvez entrar nessa tripulação tenha sido como pular na toca do coelho.

O povo daqui parece cultuar uma espécie de “Deus” que no entanto é mortal, sua localização é em uma ilha sagrada proibida para os não merecedores, é claro que iremos até lá, afinal, somos piratas. [...]
Página 156

Chegar aqui não foi fácil, mais absurdo ainda foi encontrar com esse tal de Deus, talvez ele seja mesmo um, podia ouvir nossos pensamentos, até mesmo agora tenho desconfiança escrevendo nesse diário.

Pelo visto a tão falada cidade de ouro não era um mito, apenas estava escondida aqui no céu, no entanto nada disso pareceu do interesse do capitão, encontramos outra daquelas escrituras, essa um tanto quanto diferente, Chris diz já ter cumprido seu propósito aqui em cima. Não sei como, mas amanhã voltaremos para a Grand Line. [...]
Página 209

Muito inteligente esses estudiosos de Ohara, eu mesmo nunca consegui aprender sobre os Poneglyphs, Chris no entanto conseguiu ensiná-los em tão pouco tempo. Dentre todos uma garota me chamou atenção, Eliza, ontem a noite cruzamos olhares, ela me pareceu envergonhada, me pergunto se eu teria alguma chance. [...]
Página 245

Após chegar ao céus, finalmente estamos nas profundezas, é simplesmente extraordinário, uma civilização inteira no fundo do mar, estamos a poucos passos do Novo Mundo, olhando para trás agora, a única coisa de que me arrependo é de ter deixado Eliza, mas não podia ficar, não quando estamos tão perto de nosso objetivo, o Governo parece querer nos eliminar para valer, mas nos manteremos de pé. Infelizmente trazê-la não foi uma opção, não com sua condição especial, eu não poderia arriscar perder as duas vidas com que mais me importo.[...]
E assim o diário se seguiu, contando as demais aventuras daquele bando pirata na visão de Bedros, talvez Rimuru já tivesse ouvido falar dos nomes escritos, talvez não, mas a história continuava, cada descoberta nova, cada confronto, o forma como Beldros e Karthus com o tempo foram criando amizade, até mesmo o grande confronto conhecido como “A batalha de Jin Yahira”.

Página 405

Foi uma jornada longa e difícil, especialmente aquela luta contra o Almirante. Já estão chamando Chris de “O Rei dos Piratas”, não dá pra acreditar. Nossos esforços no entanto valeram a pena, finalmente descobrimos toda a verdade, preciso registrar esse momento, essa história, não é algo que deveria ficar guardado para mundo. Agora entendi por que o governo estava tão desesperado atrás da gente, nossa sociedade tem uma fundação muito mais sombria do que imaginávamos…
Infelizmente todo o resto do diário estava rasurado ou com páginas rasgadas, muito provavelmente pelo seu próprio autor, ainda haviam, no entanto, duas páginas ainda bem legível em seu final.

Página 450

Já faz tanto tempo que não escrevo… Imagino até que já perdia a prática. Hoje o mar chora, pois seu Rei está morto, mas seu legado continuará, e sua história, viverá para sempre. Aquele Vice-Almirante tem razão, Chris não irá para o mesmo lugar que Jin Yahira, e sim um lugar muito melhor.

Infelizmente não tivemos como agir com o que obtivemos no final de nossa busca, as mãos de Chris estavam atadas e ele sabia disso. Eu sempre me considerei muito inteligente, mas mesmo com aquele sorriso idiota ele conseguiu me superar, deixar um tesouro, um legado para a próxima geração que descobrirá a verdade, imagino se estarei vivo para ver isso acontecer, mas respeitarei seu último desejo, meu amigo, apagarei a verdade escrita neste diário, aquele que o encontrar deverá trilhar o próprio caminho.

Hoje, em meio a esse dia chuvoso de tristeza, eu bebo feliz e em solidão, brindando a tu amigo, que fostes meu capitão, em nosso caminho certamente houveram incertezas, mas em meio a tanta conquista, mesmo após tua morte, eu brindo por nossa sorte, pois tenha certeza, que seu lugar na história você usurpou, deixando tamanho legado, como o homem que um dia os mares governou…
xx/xx (20 anos atrás)
Página 451

A Marinha não descansará até eliminar todos os traços de Chris, estamos sendo caçados, nenhum lugar será seguro por um tempo, todas as ilhas por que passamos estão sendo investigadas, preciso retornar a Ohara, tirar Eliza e minha pequena filha de lá antes que seja tarde, talvez levá-las até minha terra natal, e então desaparecer do mundo, a última coisa que quero é que elas fiquem em risco por minha culpa.

Quanto a este diário, deixo aqui também meu legado, não para o próximo Rei dos Piratas, mas para os que querem descobrir a verdade, se pensou que a verdade seria revelada tão facilmente através deste livro então você se enganou. Eu não sei se ainda estarei vivo, quantos anos se passaram até você estar lendo isso, ou mesmo se alguém já encontrou o tesouro, mas está é uma mensagem através do tempo, direto a você, caro leitor que leu tudo chegando até aqui, você agora deve me conhecer melhor do que eu me lembro de mim mesmo, busque pelas respostas que eu busquei, e faça o que nós não conseguimos fazer, encontre o One Piece, e este último caso, meu caro amigo, este último e único caso que nunca consegui resolver, peço cordialmente para que você, buscador e revelador da verdade, o faça em meu lugar.
Bedros Ashburn
Terminando seus estudos, com tanta coisa para absorver, o que Rimuru mais precisava no momento era uma noite de sono, enquanto murmurava podia ouvir Emma fazendo um barulho como se perguntando o que ele estava fazendo, mas não passava de falas noturnas enquanto a mink ainda sonhava. Assim, abraçando sua aprendiz em uma calorosa e confortável cama, os olhos de Rimuru foram se fechando aos poucos, e então ele adormeceu.

Ria e Chô
No dia seguinte...

Uma vez que toda a confusão tinha acabado, os piratas liderados pela Ruiva,  junto de alguns civis pegando carona, podiam finalmente seguir o curso em paz, Ria e chô conversavam brevemente, perguntas aqui, explicações ali, piadinhas, trocadilhos ruins e goladas de vodka depois cada um tomava uma atividade diferente para fazer. Ria andava em direção da dupla de mulheres se levantando uma ajudando a outra, e assim que falava seu comentário tinha uma resposta diferente de cada uma.

- Sim, estamos bem. Na medida do possível. - Respondia Auster com aquele mesmo sorriso caloroso e simpático. Elizabeth por outro lado olhava para Ria com uma cara desconfiada, irônica.

- Sei… Algo te hipnotizou. Não imagino o que tenha sido. - Comentava ela ironicamente insinuando algo enquanto devolvia a espada de Auster para a dona. - De qualquer forma não ia adiantar, aquela garota era muito forte, nossa sorte foi ela ser uma lunática. - Mal tendo levantado, a loira se dirigia até a amurada do navio apoiada na garota de mechas azuis e então sentava novamente aguentando as dores de seus ferimentos e lutando para não desmaiar ali.

Boujin, o navegador, ainda aguardava uma resposta, e era após esse momento que Ria lhe dava as boas vindas, cortando todo o papo de gratidão eterna, mas para um nativo tão tradicionalista, o homem não deixaria isso para lá tão cedo. - Muito obrigado, Ria-Sama. - Era como ele respondia alimentando o ego da Ruiva.

Enquanto isso Chô se ocupava de sua maneira, logo após uma boa virada em sua garrafa de bebida, o mink averiguava a hora com sua noção temporal que eu esqueci no último post, eram exatas oito e quarenta e cinco, se esses números tinham significado para aquele ser, aí já era com ele mesmo, logo mais Chô adentrava nas cabines para dar uma pequena explorada, para sua surpresa, ou não, nenhuma porta se encontrava trancada, e isso viria e facilitar bastante seu passatempo.

Em meio a isso a ruiva finalmente andava até sua companheira, Yue, que já se encontrava bem acordada recém levantada do chão. - Sim, não precisa se preocupar. Só foi de certa forma… Estranho, um sentimento estranho me preencheu, algum tipo de incômodo, quando me dei conta estava dormindo aqui. - Ela sorria levemente enquanto olhava para sua amiga com uma pontada de orgulho. - Então deu tudo certo. Eu não esperava menos. Você se machucou em algum lugar? - Já perguntava com um certo tom de preocupação. Ria aparentemente estava bem, milagrosamente, ilesa, os outros que já não se encontravam na mesma situação, com o pedido da Ruiva, Yue afirmava com a cabeça. - Claro, pode deixar comigo. - Ela começava a andar em direção às outras pessoas mas então parava por um instante, momento este que caía a ficha de quem estava lá, Elizabeth, uma ex-subordinada de Savage, encarando fixamente e com um rosto entristecido, a médica engolia em seco antes de forçar um sorriso e caminha em direção a outra loira, iniciando assim o tratamento.

Por fim, Ria até Nana perguntar sobre o pássaro que os sobrevoou, quando questionado sobre a transformação, a garota cortava a atenção dada ao seu caderninho de anotação e então respondia a Ruiva. - Sim sim sim, eu acho que talvez, você não viu a coruja usando roupa, e que diabo de coruja sai durante o dia? - No momento em que Ria zoava das companheiras, até a garota de boné tinha uma feição séria. - Oe, vai dizer que você não sabia? Essas akumas no mi que transformam em animal são extremamente fortes, multiplicam a força do usuário em várias vezes. A gente tem sorte de ela ter ido embora. - Uma vez que a Ruiva continuava sorrindo e se afastava, a garota apenas dava de ombros e retornava a suas anotações.

Chô voltava de dentro das cabines, acontece que os barcos que ali estavam guardados seriam desmontados, logo não possuíam de item algum. Sem muito o que fazer, a próxima ação de Chô era mais como um pedido, sim, um auxílio para que Matte o ensinasse a arte de sair de uma luta sem apanhar, digo, a arte da acrobacia. Ria também não ficava para trás e aproveitava o tempo de forma que, enquanto Chô brincava de se equilibrar na parede enquanto manuseava a foice ganha, ela lia o livro de Bedros sobre projéteis, e para sua surpresa, encontrava a penúltima página rasgada, dessa vez não tinha muita coisa, apenas uma simples frase.

Não sei o que está acontecendo.. Não sei se comi algo ruim, estragado, ou se fui envenenado por alguém, mas sinto uma estranha sensação ruim. Aqui não está nada bom, parece que muitos estão se traindo, preciso buscar novos ares, como aquela vez na qual eu sempre me lembrarei, parecia tudo um sonho e eu me sentia extremamente leve.

Chô concluía a primeira parte do treinamento, e Matte o chamava para o canto a fim de distribuir a próxima lição. - Agora cê vai ter que dá umas mortalzinha. - O caipira subia na amurada do barco e então pulava para trás rotacionando completamente no ar. - Primeiro ucê tenta aqui do arto, vai ter que acerta deiz vez seguida. Depoi disso é a merma coisa só que jogando esse seu graveto pá cima. - Dizia ele se referindo a foice. - Por último faz isso aí no chão, o negoço é tu tê controle do corpo.

Enquanto o urso tentava, o rapaz que agora já não tinha um chapéu de palha, junto da Ruiva, que havia acabado de ler seu livro, começavam a cantar um dueto improvisado. Quando eles acabavam, e Chô por fim concluía todo o seu treino e mais, as exatas nove horas e quarenta e três minutos da manhã, eles começavam a avistar a o pedaço de terra que aos poucos ia se formando em Wonderful Island, local exato para onde apontava o vivre card. Quando Ria se virava para embarcação vizinha a fim de esclarecer certas que precisavam ser acordadas, quem lhe respondia era a aparente capitã da outra tripulação. Ela tinha longos cabelos longos presos em uma bandana vermelha, parecia usar um biquíni coberto por uma camisa de mangas e decote que destacava bem a região, diferente dos outros pobretões do Farol ela parecia, em sua vida de pirata, ter acumulado um certo dinheiro, com vários adornos, acessórios e jóias caras em suas vestes, para completar usava uma calça jeans azul e botas de couro. Todos os outros marujos da canhoneira não conseguiam deixar de seguí-la, ao menos de olhá-la, parecia ter conquistado seus corações.

- Sim! Estamos em dívida com você Fanalis, no entanto eu e os rapazes pretendemos arranjar um navio maior e seguir viagem. Não esqueceremos o que fez, quando precisar de ajuda, pode contar comigo, Alex, e minha tripulação. - Ela sorria piscando um olho para a Ruiva enquanto levava um cigarro a boca. Aos poucos a canhoneira começava a desviar o caminho, pareciam querer aportar pelo outro lado da ilha. - Até mais, futura Rainha dos Piratas! - Boujin então se afastava um pouco do timão a fim de se aproximar dos demais e perguntar:

- Mais a frente parece ter uma base da Marinha. Devemos nos preocupar com isso e dar a volta também?- Quem lhe respondia de imediato era Elizabeth, devidamente tratada e recém acordada de um cochilo.

- Não será necessário, a Marinha dessa ilha funciona um pouco diferente das demais, o QG é novo então eles ainda não tem poder o suficiente, se começarem uma briga grande desnecessariamente o caos pode se instalar no lugar. Além de que, é só anunciar o nome “Savage” e ao menos conseguiremos chegar lá sem problemas. - Ao escutar o nome do “Capitão Gancho”, Yue se mostrava claramente desconfortável, ela se afastava de Elizabeth indo até o lado de Ria, e então com um sorriso no rosto comentava.

- Eu sei que não faz nem um dia direito, mas fico feliz que vamos ver os outros tão cedo. Espero que estejam bem.

Em seguida Ria perguntava aos demais sobre a ilha, Elizabeth já havia dado uma pequena informação, mas não o bastante, e é nessa parte que o narrador chora no banho. Nana dessa vez fechava seu diário por completo o guardando na mochila, pensava por alguns instantes reunindo informação e então começava a falar.

- A única cidade da ilha se chama Toca do Coelho, como aquele conto de fada, sabe? Foi originalmente construída por piratas até que eles foram todos derrotados e expulsos por um pequeno grupo revolucionário, eles optaram por não tomar controle e o local ficou um tempo apenas sendo controlado por gangues e outros grupos que disputavam o poder. Como a loirinha disse a Marinha chegou a pouco tempo então não tem muita moral dentro da cidade, apesar de ser bem vista pelos cidadãos, os demais grupos não recuaram, continuam tendo pequenos confrontos em meio às ruas que acabam virando um battle royal contra os bonés brancos. O lugar é quase como uma guerra fria, pequenas lutas aqui e ali, mas todos os poderes disputando politicamente pelo território e poder, dizem que se todos entrarem em guerra de uma vez seria o fim da ilha. Boatos também correm a solta, ninguém quer ser rei de uma terra de ninguém, na tentativa de minimizar os danos, constantemente ocorre infiltração de soldados de uma facção em outra, sejam eles do governo ou do submundo… Isso é tudo que eu sei do lugar. - Terminava ela olhando bem séria para a ilha, em fato, um olhar profissional de uma repórter narrando uma história.

Finalmente, terra firme, a tripulação de Ria chegava até o porto relativamente bem, todos vivos ao menos. Quem os abordava no entanto, logo em sua chegada, era um grupo de três marinheiros que faziam a vistoria dos barcos locais. Dois soldados homens iam na frente portando um rifle cada, enquanto uma mulher, com o cap cobrindo o rosto, de pompa superior e sem armamento algum se mantinha atrás.

- Ei! Quem são vocês e o que vieram fazer nessa ilha?! - Gritava um dos soldados logo acompanhado pelo segundo.

- Isso mesmo, apresentem-se ou serão punidos pela lei. - Pela falta de profissionalismo, eram claramente novatos, estavam tensos, nervosos, e doidos para sacarem suas armas. Do lado de Ria, Boujin, Auster e Yue ficavam tensos, se preparando para o combate, o primeiro inclusive levava as mãos às costas, alertando um dos marinheiros.

- Ei! Fica frio aí! - A luta poderia começar a qualquer momento, e uma confusão ali no porto não podia ser coisa boa, no entanto o som de passos parava toda a ação dos soldados, a mulher andava lentamente ainda cobrindo seu rosto, enquanto andava, suas pernas eram o que chamavam atenção devido ao short que ela usava no lugar de uma calça, não só isso, mas características botas de salto alto que Ria, e talvez Chô, se ficasse um pouquinho mais atento, poderiam achar muito familiar.

A mulher se virava de lado deixando a mostra apenas sua boca, um sorriso sádico, em questão de segundos aplicava uma joelhada no estômago do soldado número um que se curvava até o chão de dor.

- Desde quando eu permito que soldados rasos como vocês falem a minha frente? - Perguntava ela cruelmente em retórica, não só isso como ela tirava seu chapéu, virando-se de frente para Ria, os longos cabelos pretos se soltavam em suas costas e a beleza no rosto se mostrava completamente, para o s que ainda não havia reconhecido ali, agora estava claro de quem se tratava, Jeanne. Yue arregalava os olhos, começava a esboçar um sorriso e quase gritava seu nome, mas o dedo na boca da morena que pedia por silêncio era visto bem a tempo.

- N-nos perdoe por isso! Sargento Eliza! - No momento em que o segundo soldado tentava se desculpar ela virava em cento e oitenta graus acertando as canelas do jovem que caía de imediato, e no chão, levava outra bronca.

- É Senhora, Sargento Eliza… Senhora. Kukuku. - Ela parecia estar se divertindo com aquilo, talvez gostasse de maltratar soldados. - Vocês são burros ou o que? Eles não são criminosos, são artistas itinerantes veja só a situação daqueles dois pobres coitados. - Completava a mulher apontando para os dois marujos aleatórios que Ria tinha consigo. - São testemunhas importantes sobre o caso do roubo a nossa escolta de ontem, o Capitão Rim deseja vê-los pessoalmente. - Ela se virava e dava outra piscadinha enquanto os soldados ficavam se perguntando quem diabos era Capitão Rim.

- Irei levá-los pessoalmente, vocês dois estão dispensados o resto do dia, repensem bem suas ações e indisciplina. Este navio está liberado. - Ela se aproximava do navegador entregando-lhe um papel, parecia um mapa, após isso sussurraria algo para ele e então continuaria. - Vamos, venham comigo, deixem três de vocês para levar o navio a um lugar mais seguro.

O homem moreno apenas ficaria de pé olhando Ria, aguardava sua aprovação, uma vez que a Ruiva permitisse ele, comandando os outros dois marujos, assim que todos desembarcassem, velejaria até o porto secundário no qual se encontrava Rimuru.

A dupla optando por seguir Jeanne, caminho semelhante ao do vivre card, alguns caminhos ali se dividiam. Nana mais uma vez se aproximava de Ria pegando sua mão em um comprimento rápido, exagerado e repetitivo de cima para baixo enquanto dizia:

hora de me livrar dos npc’s. Muahahahha

- Muito muito muito muito obrigado mesmo por nos tirar de lá, pode ter certeza que escreverei sobre você. Será minha melhor matéria! - Ela soltava a mão da Ruiva e começava a dar pulinhos de felicidade. - Já sei até qual vai ser o título, “A Guerra dos Piores”! - Após ilustrar o título com suas mãos como se estivesse mirando um letreiro ao longe, Nana por fim se despedia ao mesmo que partia. - Adeus Ruiva! Eu te vejo por aí. - O próximo a se manifestar era Matte, o homem tinha algumas lágrimas no rosto, não pisava em uma cidade já havia anos.

- Eu num acredito… Eu consegui! - Começava a saltar batendo um pé no outro. - Nunca mais vo comer peixe duado dus outro, vô é consegui meus próprio trocado pra comer cumida de verdade. - Rapidamente e pego pelo ânimo do momento ele dava um abraço em Ria, e então se afastava. - Se ucês me dão lincensa, eu vou procurar um barzinho, qualqué coisa sabe onde mim encontrá. - E assim o caipira saía saltitando enquanto tiroleava com seu banjo em mãos.

- Amigos novos seus? - Perguntava Jeanne, neste momento ela também olhava para Elizabeth com uma certa desconfiança, a loira também não entendendo tudo corretamente, apenas seguia Fanalis por enquanto. Não era necessário andar muito em meio aquelas vielas e becos sujos para chegar no lugar em que a primeira escuna da Ruiva estava aportada, no entanto tinha algo diferente, se não fosse por Jeanne, o vivre card e a figura de proa, talvez eles achassem ser uma outra embarcação.

Todos  Ohhhh S-s-senpai...

Alguns minutos antes...

Rimuru acordava um pouco mais tarde naquele dia, havia gastado muita energia e feito muita coisa na data anterior, quando despertava, estava sozinho na cama, Emma já havia levantado a um tempo, e após mordiscar carinhosamente seu mestre para ver se ele acordava, o que podia ser percebido por marcas pontudas em sua mão, a gatinha optava por deixar Tempest dormir um pouco mais do que o habitual. O relógio na cabeceira apontava para nove e meia da manhã, a rotina inicial de Rimuru era simples, apenas levantava, trocava suas roupas, e partia para fazer um café da manhã.

Não via Emma esse tempo todo, provavelmente estava brincando ou tentando ingenuamente se enturmar com alguma escrava. No momento em que sentava na mesa para comer, quem lhe acompanhava era a híbrida de mink rato, não falava, não se manifestava, e mal tomava uma xícara de chá, mas sentia confiança na presença de Rimuru, e de certa forma, confortável perto daquele que a salvou.

- Queridaaa… cheguei! - Era a voz que o celestial ouvia, Jeanne, prestes a entrar pela porta da cozinha.

Ria e Chô por outro lado, em alguns instantes antes adentravam o barco, lá em cima, logo no convés, duas figuras, a primeira era o nobre Robert, que apenas acenava meio surpresa para as pessoas que chegavam. Seu pensamento? Algo como: “Agora que a ruivinha está aqui talvez o senhor detetive fique sobre controle”. A segunda pessoa no entanto era desconhecida, se tratava de uma garotinha com longos cabelos loiros, estava sentada encostada no mastro com o queixo apoiado nos joelhos e desenhando com o dedo na madeira, o que mais chamava atenção no entanto, até, de diversas bandagens em suas pernas, era seu pescoço, com uma coleira de escrava.

Se Ria ou Lotus explorassem o barco mais tarde, veriam como tudo estava mudado, com salas novas, um quarto onde havia um marinheiro amarrado e torturado, fisicamente intocado, mas mentalmente traumatizado de alguma forma. E havia até mesmo uma cabine com correspondentes materiais ao ofício de ferreiro. Nessa sala em especial, veria a garota de cabelos verdes, Kathie Ashburn, organizando toda a oficina do jeito mais eficiente e arrumado possível, analisando instrumentos e materiais, mesmo que por enquanto estivesse na embarcação contra a vontade, ao menos ali, junto das ferragens, ela gostava de ficar, e claro, com Emma ao seu lado fazendo perguntas sobre o ofício.

Mas voltando a anteriormente, com as falas de Jeanne a morena abria a porta, sendo a primeira visão de Rimuru, ela mesma vestida de marinheira em um estilo um pouco mais vulgar, atrás dela, uma certa comoção, enquanto o celestial acenava bebendo seu como de leite, finalmente notava aquele vermelho com o misto de três cores logo atrás de si, Ria o Chô, que finalmente se reuniam de volta ao bando.

Bem-vindos de volta guys.


Atual Tripulação da Ria:
 

Garota Misteriosa:
 

NPC's:
 

Escravas (imagens na ordem em que foram narradas):
 

Histórico:
 
Considerações:
 

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Johnny Bear
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Don Bear



Enquanto a meio de muitas situações e desfechos meu ritmo não parava nunca de acelerar, descrevo meu clímax como constante, e minha posição no meio de tantos acontecimentos não passa batida como um simples controle automático, e é nesses casos que permaneço sem muita voz, passo reflexivo e em aberto para novas surpresas, nunca sei o que esperar e por isso minha reação no momento se torna ainda mais vívida, e foi assim que pude sentir ao avistar o primeiro pedaço de terra ao longe, era um pequeno grão no meio da imensidão azulada, como se não pudesse mais sentir o clima degenerativo do Farol deixado para trás, agora só o seco e incerto de que poderíamos fazer ali, não me ocorrera grandes ideias para a próxima aventura, eu estava pronto para perguntar a Ria o que faríamos então, mas deixei simplesmente que o destino me apresentasse suas reviravoltas.

Com a apresentação de alguns novos membros na tripulação pude me sentir mais calmo quanto aos novos seguidores, eram bom reconhecer ao menos um pouco sequer de suas histórias e as intenções que nutriam a bordo, agora que o navegador se demonstrava um homem devoto e a jornalista uma experiente pesquisadora que nos rendera informações importantes – mesmo que agora não estivesse mais interessada em seguir viagem com o bando – pude relaxar quanto a esse quesito, tentei procurar Auster resvalando o olhar pelo convés, desde o desentendimento com a mulher passarinho eu não tinha dado tanta atenção a situação dos outros tripulantes, se alguém tivesse em estado crítico eu nem ao menos teria prestado atenção.

- Ei Auster, quando chegarmos nessa tal Wonderfull eu quero que me ajude a encontrar algumas coisas, não sei bem os planos da ruiva enquanto estivermos nesse lugar, talvez devêssemos ver aonde ela quer ir e então decidirmos um plano quando estivermos todos juntos, embora isso não mude o fato de que eu ainda preciso de algumas coisas para estar preparado em nossa próxima empreitada, talvez alguns produtos que eu vá usar e umas habilidades novas que vão me ser úteis, mas acredito que minha prioridade seja aprender a lidar com armas de fogo e criar alguns experimentos, também tenho que dar uma passada na loja de conveniência, preciso de algumas roupas mais... Sutis, e minha Vodka acabou – Com a garrafa posta ao palmo fechado, com desleixo a arremessaria para trás rumo ao mar, já estava velha e vazia, seu gosto já não me trazia o mesmo deleite, como se tivesse perdido parte da essência e fragrância com todos os dias colocada em ambientes mormaços, não refrigerado, sendo assim seu gosto puro na temperatura ambiente se tornava quase que um castigo para se tomar, apenas servindo para saciar o vício e nada mais.

A garota poderia escolher em me ajudar ou não, eu precisava desse pequeno tempo só para mim, me desviar dos outros e buscar por mim mesmo o que eu precisava para ficar mais forte, agora minha humildade estabelecida me permitia enxergar que os homens do Saldage, Selvage... Savage poderiam ser um desafio assim como o próprio, era importante ampliar meus conhecimentos não só em combate, mas eu sentia uma maior necessidade de trabalhar minha profissão como Químico, aproveitar das substâncias ao meu favor e criar armas utilizando-as, em suma seria esse o motivo por trás de toda minha inquietação. Não podendo me dar o luxo de fazer escolhas precipitadas, eu precisava de contatos e de boas alianças, qualquer que fosse nosso plano para com a ilha, meus próprios ideais poderiam ser alcançados com os nomes certos em minha lista, quisera eu me tornar apresentável para saudá-los.

Sentindo enfim a quietação da embarcação, segurei-me a amurada para ser um dos primeiros a saltar para fora daquele trambolho, eu sentia saudades do meu verdadeiro navio, aquele que Will e Eu havíamos tomado, talvez devêssemos dar um nome a ele, assim como os grandes piratas dão nomes bacanas a suas embarcações, pensei em algo legal como “Circo de Soled”, talvez algum hora essa discussão fosse recair em nosso grupo – Estamos em terra enfim! Já estava ficando cansado de sentir o chacoalhar daquele barco com fedor de velho, Zehahahahah! Agora que chegamos pod... – Tive que silenciar meus comentários “irônico-otimistas” para algo maior, mais importante que abalava a chegada. Para uma ilha com uma formação da marinha seria esperado um maior reforço em sua base, mas estranhamente podíamos ver soldados inexperientes atuando no local, o que me fazia questionar mais uma vez se a marinha estaria mesmo interessada em tomar territórios para a proteção da população total, ou se seus interesses estavam somente ligados a alguns pedaços de terra onde a burguesia tem grande influência. Estava pronto para me armar, eu estava pronto para me queixar mais uma vez do maldito destino que insistia em me prover situações desagradáveis, mas por algum motivo eu mordi minha língua quando pude perceber que sairíamos daquela sem precisar derramar sangue ou alguém sair voando. Não conhecia bem a garota, me era familiar, cerrei os olhos tentando reconhecer a face bem, era difícil não reconhecer seus traços marcantes como os longos cabelos negros, mas por todo esse tempo eu nem havia sequer notado ou me dado o trabalho de ir conversar com a tripulante provavelmente amiga da ruiva que me pareceu nada mais do que um rosto conhecido, não era minha companheira e muito menos amiga, mas usava um nome diferente, ao qual eu não estava familiarizado.

“Sargento Eliza? Por que uma sargento estaria nos deixando passar assim? O nome dela era Eliza? Eu me lembro dela ser chamada de outra coisa por aquele maluco dos deuses, ou foi pela ruiva? Cacete eu nem ao menos sei quem é essa guria ou o motivo dela estar nos ajudando, estou perdendo total controle sobre esses tripulantes que a maluca vermelha me arruma, o maldito harém está se tornando mais real a cada dia, eu preciso de alguém que seja da minha laia, um parceiro, camarada e atencioso... Quero um cachorro!”

Não sei ao certo por onde começar, mas de longe pude ver a imensa dificuldade que eu teria para interar naquele meio social, não é fácil imaginar, principalmente para mim, uma forma de estar por saber de tudo e conhecer bons nomes, era uma experiência completamente nova para alguém que só vivia de matar e trucidar, mas os motivos que me fizeram repensar na ideia de sair ilha a fora matando que fosse se prostrar ao meu caminho foram dois. O primeiro era a incompleta certeza do que achar ali, assim como a loli me fizera perceber o quão malucas eram as habilidades que poderiam ser vistas por toda parte daquela grande linha, aquele lance de virar pássaro e sair voando me deixou completamente chocado, ainda era incompreensível para alguém cético como eu, nunca entendi muito bem a fonte de inspiração para a escrita de alguns contos místicos com habilidades sobre-humanas, mas agora eu podia ver que tudo não passava da mais pura realidade, por mais louco que pudesse ser. O segundo motivo era, como já ponderado, minha necessidade de estudos, e que não me faz a vontade aprofundar-me novamente nesse tema.

Quis deitar no próprio convés quando voltei a ver aquele lindo barco, estava diferente, parecia mais arrumado e um tanto maior do que antes, talvez a loli do sanduíche tivesse dado um trato na embarcação no tempo em que esteve na ilha. Outras presenças eram notórias no lugar, rostos que eu nunca vi, talvez que eu nunca fosse me familiarizar, eram traços marcantes na pele que me deixava o desconforto, era o gesto simples que me fazia repensar, sacaria nesse instante a foice me dada de presente pela ruiva, com o pequeno esforço de girar o tronco levando a arma junto da canhota, tentaria nesse movimento arremessá-la aos pés daquele homem no convés.

- Tsc, isso já está virando um circo, esses são seus aliados ruiva? Escravos e Sargentos? Eu vou me juntar ao Matte no bar depois de ir comprar algumas coisas na cidade. – Não demonstrava minha insatisfação de modo extravagante, na verdade eu só precisava fazer o que eu sempre fiz para fugir daquele meio banal, me isolar do restante, na minha visão cada vez mais afundávamos para um verdadeiro bando revolucionário do que para um bando pirata, onde estavam os guerreiros? Os caras que colocam medo aos nomes ecoarem pelos mares? Não parecia estar certo, aquela formação e o que carregávamos, nada parecia estar certo, acelerando o passo para seguir em direção ao convés mais uma vez, minhas veias faciais latejando em fúria e insatisfação. “Então nos tornamos isso? Eu vou escrever no meu diário como libertamos escravos ou destruímos a marinha? Não, não, Joseph me deu a força para fazer o que eu quisesse, eu sou o monstro que ele criou e não uma atração de circo, essas mãos foram feitas para matar, com o sangue seja de inocentes ou de marinheiros, sujá-las-ei sem remorso ou piedade.”

- A foice é sua ruiva, só o que eu preciso é da minha espada! – Iria sacar a lâmina secundária que eu havia comprado em Loguetown, a que não muito me significava, eu não era um Urso que lutava utilizando duas armas, me renegava a utilizar a dança para o combate, agora só me parecia ainda mais ridículo do que antes, lutar e dançar ao mesmo tempo? Eu não estava me exibindo para algum empresário ou platéia, eu luto por um motivo e se eu pretendo continuar a fazer deve ser com serenidade e frieza. “Um verdadeiro espadachim não precisa de duas espadas” E daquela lâmina profana eu me despojaria, com seu aço quebradiço e de má qualidade deixaria com que se perdesse ao mar, nas salinas águas encontrasse um refúgio para seu lamento, pois à minha bainha somente prostraria Preciosa, a primeira que comprei.

- Auster! Estou dando o fora desse plano, se não quiser vir tudo bem. – Diria me juntando para perto da amurada, lá observando a terra por onde eu pudesse pular e voltar para a ilha, estaria esperando para que a mulher, caso concordasse em me seguir, saltasse em minhas costas para que então o desembarque fosse feito. – Preciso encontrar alguma loja de conveniência por aqui, tipo aquela que eu vi quando estava em Logue, aquele senhor me deu uma promoção bacana pelo tanto de equipamento que eu comprei com ele, talvez encontre algum por aqui que possa me vender vestimentas e uma garrafa de bebida nova, na verdade eu ainda preciso de mais uma coisa... – Iria parar bruscamente minha corrida. – Poderia pegar minha bolsa no navio? Nela estão meus equipamentos químicos, tudo aquilo vai ser necessário caso eu queria iniciar meus experimentos a menos que eu encontre alguém que já tenha um laboratório. – Diria para Auster caso ela estivesse comigo. – Me encontre na taverna, estarei chegando lá por volta das dez e meia, não devo demorar muito, mas creio que vai levar um tempo até o alfaiate tirar minhas medidas. – Caso sozinho na empreitada, não havia nada a fazer senão pegar por conta própria o que era meu, voltando ao navio e buscando no mesmo lugar em que havia o deixado.

Não muito distante dali, eu seguiria até a beira do mar, afundando as patas em meio a terreno noviço até o toque da gélida água matinal, feito o salto para dentro das águas salinas de como que meu corpo por inteiro fosse molhado, com os palmos esfregando a pelugem debaixo d’água tentando remover a grossa camada de sangue coagulado, removendo por breve os odores e sujeiras. Assim que terminado o banho, após algumas esfregadas pelo torso, pelos membros superiores e inferiores, seguiria para fora deixando para trás o resvalo da sujeira, com a água pingando sobre o corpo com pelos pesados por estarem molhados. Chacoalhei-me, da mesma forma que os outros animais faziam após o banho, tirando o excesso de água no corpo e ficar um pouco mais apresentável, passei por breve os palmos sob os pelos arrepiados tentando arrumá-los. Tudo isso para me tornar mais apresentável em algum lugar de nobreza, também não iria me aventurar de comprar trajes novos e caros vestindo-os em um corpo imundo e coberto de sangue.

Rumaria, com passos moderados e a preocupação no olhar franzino, por entre as ruas mais pavimentadas, caso estas estivessem preenchidas por pessoas e não somente pelos ladrilhos e fachadas. Tentaria observar um padrão, buscando em meio a minha marcha alguma loja de demonstrasse em suas vitrines os artigos em questão, eu buscava por ternos, chapéus em um estilo mais gangster, calças e sapatos que pudessem combinar com o estilo elegante que eu buscava. Embora novo na cidade, eu tentaria buscar um certo padrão criterioso para uma pesquisa de preços que pudesse estar na margem do que eu poderia pagar, dentre minhas opções deixadas a mercê, a simples busca visual já seria de grande ajuda para descartar lojas que não deixassem à mostra os produtos que eu procurasse, tentaria também observar um padrão, onde homens mais bem vestidos geralmente caminhavam, talvez ruas mais nobres por estreitas calçadas de teor mais fino, por fim encontrar o melhor preço seria uma tarefa mais delicada.

- Boa tarde senhor(a), estou procurando por algumas roupas elegantes, com bom acabamento e durabilidade visto que meu tamanho não é dos mais comuns, em especial eu vou querer um terno, camiseta branca, gravata escura, sapatos e uma calça com costura alta. Poderia me dizer quanto ficaria no total? – Os gastos seriam então calculados com base no que eu tinha ainda no banco, tentaria cobrir o máximo que pudesse, mesmo que ultrapassasse um pouco o valor total eu ainda iria tentar um último recurso antes de desistir de uma das peças. – Pode me dar algum desconto se eu pagar à vista? Se não, irei me desfazer do chapéu e levar o restante. Preciso esperar algum tempo até ficar pronto ou eu posso sair com ele daqui agora? – Tentaria ao máximo acelerar o processo de aquisição do meu novo visual, estava na hora de realizar algumas mudanças da minha vida, andar para cima e para baixo usando tangas talvez não fosse facilitar minhas relações com aliados importantes, eu não passaria a visão de mais do que um mero misthios – mercenário –.

Sairia do estabelecimento assim que eu já estivesse com todas as peças em corpo, passando o palmo pelos cabelos arrepiados tentando ajeitá-los para trás antes de colocar o chapéu, ou se não o tivesse pegado por conta do preço, iria apenas continuar andando enquanto sentia o ar bater gélido contra os pelos umedecidos, seguiria agora em direção a taverna para encontrar Auster, esperava já não ser muito tarde, por infelicidade do destino eu não estava muito com condições financeiras para comprar um relógio ou algum óculos de sol para melhorar ainda mais o visual, contudo, meus planos futuros iriam envolver a aquisição de alguns bens caso tudo desse certo, mas com o pouco que eu havia conquistado naquele meio tempo talvez fosse o perto do necessário para causar uma boa impressão. À porta do local, não restando muito para entrar, continuaria seguindo com o olhar inquieto em busca do rosto amigo, e com sorte, carregando os materiais que dariam início a minha pesquisa.

– Ria tem os próprios planos para essa ilha, mas eu acredito que podemos encontrar muitas outras coisas por aqui se simplesmente pudéssemos agir em alguns grupos, na verdade, eu imagino que podemos criar uma boa confusão por aqui e atacar o QG em um momento de distração, os grupos são bem divididos, eu tenho certeza de que não iriam dar moral para um novato na cidade, mas creio que eles vão dar atenção caso passemos a vender armas que valham a pena, vamos financiar os diferentes grupos e deixar que eles se ataquem e tomem a atenção dos marinheiros, acho que esse vai ser o momento perfeito para a ruiva atacar. O meu problema é que eu ainda não tenho o conhecimento necessário para projetar bombas e coisas do tipo, vou precisar me especializar tanto na área da própria ciência, mas acho que poderíamos encontrar algum ferreiro para criar o equipamento. –

Iria calar-me para então ouvir o que a garota teria a dizer, isto é, se estaria ela ali. Após meu breve e murmúrio relato, seguiria em direção ao balcão portando de alguns trocados que haveriam de ter me sobrado, ou se não, o simples afagar de mãos e o andar calmo até o balcão para reprisar uma das mais clichês cenas de investigação do universo fictício, pedir informações para o taverneiro, o que me custaria certa paciência e, acima de tudo, sorte para que ele não me cobrasse muito ou nada pela informação que eu busco. – Bom dia senhor! Estou a procura de algumas informações, creio que deve estar por essas bandas há algum tempo, deve ter conhecido muitos homens ao longo desse tempo não é? Bom, não estou procurando um homem específico, apenas alguém que siga a minha única exigência, estou a procura de algum Químico ou alguma instituição que ensine química por aqui, deve haver alguma não é? Se puder me dar um nome seria de grande ajuda, um endereço ajudaria ainda mais. – Diria enquanto calmamente iria passar o dinheiro por cima do balcão, ou pediria para que Auster o fizesse, apontando a cabeça para o homem atrás do balcão e indicando para que ela desse o dinheiro caso minha situação financeira não fosse das melhores no momento. Iria aguardar pelas informações, se fossem me dadas, só me restaria então seguir em direção ao homem que fora apontado ou ao endereço me passado, sem nem mesmo esperar um minuto sequer ou tomar uma dose, iria dispensar demais formalidades e festejos.

- Obrigado por bancar essa Auster, eu acabei gastando o dinheiro que me restava nessas roupas, acho que caíram bem em mim, o que achou? Zehahah, chega! Precisamos encontrar o químico o quanto antes, eu acho inclusive que você poderia ir tentando descobrir sobre as gangues por aqui, o que acha? Assim já teríamos os contatos necessários para ganhar os primeiros financiamentos, vamos vender os projetos e faturar bastante com isso, ao menos é o que eu espero. – Com um sorriso confiante e nada a perder, iria expor meus pensamentos para a moça em meio ao caminho.


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Fran B. Air
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyQui 01 Nov 2018, 03:03

O Que Aconteceu? Compras no Submundo!

Com minha piada por terem apanhado da mulher-pássaro, ao notar que ninguém estava rindo comigo, com todos ao meu redor mantendo a seriedade diante da situação onde levaram uma surra, olharia para cada pessoa que havia lutado com a coruja em sua forma humana, depois para a jornalista e falaria ainda mantendo meu tom irônico de escárnio para com o que havia ocorrido a pouco tempo, soltando mais uma de minhas piadas sem graça, pouco antes de segurar o queixo com a mão direita, olhando para a imensidão do mar, por onde a garota havia voado e refletindo sobre o que a jornalista havia acabado de dizer.

- Bahahaha. Público difícil... –


“Akumas no Mi que transformam em animais, hein? Imagino se teria como eu ficar ainda mais forte do que sou, levando em conta meu nível absurdo de poder e apenas comendo uma dessas frutas, não sei se seria suficiente... Quem sabe eu não encontre uma por aí, nesse oceano maravilhoso.”


Logo depois, percebendo que o navio estava vazio, sem nada de útil ou valor, começava a ler o terceiro livro das obras deixadas por Betros Ashburn, dessa vez, sobre criação de projeteis e assim como os dois outros, este não deixava a desejar nem um pouco, tudo estava mais uma vez explícito de forma bastante lógica e simplificada, explicando detalhadamente cada ação e gesto necessários para se criar todo tipo de munição a ser usada, algo que poderia ser muito útil em minhas aventuras e aumentava infinitamente meus conhecimentos e habilidades como ferreira, sendo que mais uma vez vale destacar que o conhecimento obtido nas livrarias de Conomi Island não se aproximavam nem de longe do potencial das anotações de Betros.

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Seus ensinamentos tinham toda uma estrutura a ser seguida e novamente, aquela arte alcançava meu coração, de forma que meus sentimentos se aflorassem e entrássemos em sintonia, como um casal de dançarinos de tango em uma eterna busca pela perfeição, era como se minha mente novamente se entrelaçasse com a dele e suas descobertas fossem passadas, por mais que não estivesse vivo. Seu potencial era enorme e se em vida ele queria deixar uma marca, ele conseguiu, me deixando seu legado, de ferreiro para ferreira, até que chegando ao final da obra, noto algo diferenciado do resto de conhecimento técnico já lido e adquirido, me forçando a parar por alguns segundos para pensar a respeito.

“Envenenado? Será que essa foi a causa de sua morte? Até então eu imaginava algo sangrento e extremamente doloroso. Aqui diz que uma vez que ele buscou novos ares e sempre se lembrará daquilo que parecia um sonho... Talvez seja algum tipo de droga, que o rapaz estava usando, tomara que eu descubra sobre isso um dia.”

Acabando de ler, depois de cantar um pouco com Fake, pergunto para os que estavam no outro navio nos acompanhando até Wonderful se continuariam conosco, mas o que não esperava era que a pessoa no comando fosse uma bela pirata de cabelos brancos. Se os marujos em seu navio estavam cativados, a olhando e apreciando sua beleza, comigo não seria diferente, mais uma vez meu rosto começava a ficar corado, enquanto minha boca se abria, dando um aspecto abobalhado a minha face e meu olhar se mantinha fixo ao admirar a garota durante sua resposta,  que logo seria respondida por mim com a mão levantada e acenando para a canhoneira que partia, mantendo o sorriso no rosto.

- Adeus, nos vemos qualquer dia desses, Albina! –

“Eu devia ficar brava por ela estar levando a canhoneira em bora, mas não tem como ficar brava com um rostinho desses. Que fique sendo um presente dado pela futura Rainha dos Piratas.”

Escutava o que Elizabeto tinha a falar sobre a ilha e o quartel general da marinha, coisa que não me incomodava muito, levando em conta que não me assustavam, mas se não pretendem nos atacar para evitar o caos, é uma picada de mosquito a menos para lidar, pelo menos aos meus olhos. Com a aproximação de Yue após a fala da outra loira, eu colocaria a mão na cintura, olhando para ela e mantendo meu sorriso, enquanto falaria ao demonstrar minha alegria por termos alcançado os outros em fim.

- Eu também, já estava com saudades dos outros. –

“Então Savage tem alguma influência sobre a ilha, interessante, talvez possamos usar isso em nosso favor para encontra-lo e acabar com ele, isso se ele ainda estiver aqui.”

Mas ainda me faltavam algumas coisas, coisas essas que precisava descobrir o quanto antes, me forçando a perguntar aos que estavam no navio sobre a ilha, já que não seria tão inteligente simplesmente adentrar na mesma sem ideia alguma do que estava acontecendo, ao menos com Savage a solta por ai, levando em conta que ele se tornou meu maior inimigo desde que sai de minha terra natal. Com meu pedido por informações, quem levantava a voz era Ná, fazendo com que enquanto a energética garota falasse, eu cruzasse os braços a olhando, dessa vez mantendo um semblante levemente mais sério e balançando a cabeça em afirmação ao fim de cada frase.

“Toca do Coelho? Eu me lembro de um conto sobre a garota que entrava em uma toca e ia parar na terra das maravilhas, até que faz sentido levando em conta o nome da ilha. Pelo que entendi, basicamente é uma ilha controlada por gangues em guerra, onde a marinha não tem quase influência nenhuma... Me parece uma ilha facilmente dominável, mas não tenho interesse em controlar e conquistar nada. O que quero saber é o que os outros fizeram nesse dia em que estavam afastados.”

Depois de aprender um pouco mais sobre com o que teria que lidar, não demorou até que desembarcássemos e nesse tempo, fossemos parados por três marinheiros. Algo que aparentemente era comum em um lugar como aqueles, apesar do claro nervosismo por parte daqueles que nos interrogavam e dos que me acompanhavam, mas com sua pergunta, eu daria um passo a frente, colocando meu braço a frente dos outros, para começar a me anunciar, como se não me importasse com o que eles fizessem, enquanto os encararia com um olhar profundo.

- Olá, eu sou a futura ra... –

Mas antes que terminasse minha frase, era interrompida ao perceber uma presença notável entre os marinheiros, era uma mulher, que parava a aproximação cuidadosa da marinha, que tentava averiguar sobre aqueles que chegassem na ilha. Logo depois de dar uma joelhada em um dos marinheiros, ela se virava dando um sorriso sádico, um sorriso familiar e dificilmente confundível, era Jeanne, que havia se aliado a nós, ficando facilmente reconhecível ao retirar seu boné e soltar seus longos cabelos negros, fazendo com que eu abrisse a boca e ficasse sem entender nada do que estava se passando naquela ilha, enquanto observava a cena que se seguia e tentava compreender a situação.

- Jea... Sar-gen-to E-li-za? –

“Senhora, sargento Eliza? Burros? Você está mesmo gostando disso, não é? Sua sádica desenfreada. Capitão Rim... Aparentemente eles estão disfarçados, melhor não estragar tudo, talvez tenham um bom motivo para isso. De qualquer jeito, é impressionante terem se infiltrado na marinha até esse ponto em um dia, nada mal.”

Balançava a cabeça em sinal de confirmação, mantendo os braços cruzados e admirando a facilidade da garota em se fingir de marinheira, com uma atuação talvez quase tão boa quanto a minha. Vendo-a se aproximar e entregar o papel para Black, olharia para ele e depois para os dois marujos que vinham conosco, mas não haviam se apresentado, então diria tranquilamente, concordando com o que Jeanne falava, mantendo meu tom rotineiro e amável.

- Façam o que ela diz, nos encontraremos logo. –

Logo depois, quando começávamos a andar com Jeanne, a Jornalista e Fake vieram se despedir, falando sobre o que fariam a seguir, não me deixando escolha, se não sorrir para ambos com os olhos fechados e os responder feliz, demostrando que eu não me importava que partissem e fossem seguir com suas vidas por livre e espontânea vontade, dando um grito ao final, somado ao meu aceno de despedida para com aqueles que foram meus companheiros, mesmo por um breve momento.

- Até logo, Jornalista, pode apostar que vou ler sua matéria, quando sair! Fake, tenho certeza de que a gente vai se ver de novo e cantaremos juntos mais uma vez, algum dia, até lá, vou continuar praticando. –

“Guerra dos Piores? Eu chamaria de Guerra dos Melhores, levando em conta que a melhor, no caso, eu, estava lá, mas tudo bem, acho que vai ser uma ótima matéria.”

Enquanto andávamos e Jeanne perguntava a respeito de Elizabeto, eu passaria rapidamente meu braço esquerdo por trás do pescoço da loira e diria ao esfregar levemente o punho direito sobre a cabeça da garota, bagunçando um pouco seu cabelo. Talvez em um gesto de confiança com aquela que agora nos ajudaria a encontrar seu ex-capitão e recuperar o tesouro que me pertencia por direito.

- Ah, é.. Ela se chama Elizabeto, Elizabeto, o nome verdadeiro dessa morena que nos interrompeu antes com os marinheiros, é Jeanne. –

Depois de andar um pouco, finalmente chegávamos ao nosso navio, e para minha surpresa, ele estava completamente diferente da última vez que havia o visto, me forçando a demonstrar claramente minha empolgação para com a situação, o sorriso de ponta a ponta enquanto subíamos no mesmo, seria cada vez mais notável, olhando para cada canto para confirmar e ter certeza de que realmente era a nossa escuna, depois de sofrer uma grande melhoria.

“Entendo, então eles gastaram o dinheiro que conseguimos dos nobres para fazer algumas melhorias. Não me consultaram, mas de toda forma, eu apoiaria totalmente a decisão, ainda mais levando em conta que é nossa casa, mas quem são essas pessoas? E essa coleira na garota? Não me parece um mero acessório de moda, mais uma vez, não tenho certeza de que sei o que está acontecendo aqui.”

- UMA ESCRAVA?! -


Gritaria olhando fixamente para a garota de coleira, era algo que nunca tinha visto e não esperava ver naquele lugar, mas sabia que os outros não escravizariam alguém sem um bom motivos. Vendo Rimuru, não conseguiria me segurar, correria em sua direção, lhe dando um forte abraço e talvez até mesmo o levantando do chão e girando no ar, havia se passado pouco mais de um dia, mas para mim parecia uma eternidade toda essa separação. Logo depois, o colocaria de volta no chão, me lembrando de que a última refeição que havia tido, tinha sido preparada por ele e já estava morta de fome, dando um sorriso, educadamente faria meu pedido para ele. É claro que ele poderia reagir a minha aproximação tentando me dar alguns tapas no rosto ou coisa parecida, nesse caso, eu rapidamente inclinaria minha cabeça para retirá-la do caminho de seu movimento ou se ele fosse tentar acertar outra parte de meu corpo, eu pularia para trás me afastando dele, antes que pudesse me atingir. De toda forma, depois do reencontro, falaria animada com meu aliado.

- Ei, Rimuru, então você fez algumas modificações no navio? Legal, amei. Comprou algo de legal para mim no processo? Hahaha. -

- Na verdade, enquanto fala, poderia preparar algo para mim? Estou cheia de fome, não como nada desde aquela sopa que você tinha feito, aliás, estava deliciosa. –


“Melhor tomar cuidado com o que eu falo, a primeira aproximação, quando nos conhecemos, não foi das melhores.”


Com Rimuru indo preparar algo ou não, me aproximaria de Jeanne ou qualquer outra pessoa que estivesse por perto e a olhando diretamente nos olhos, dando um sorriso quase tão sádico quanto o da garota morena, a perguntaria, enquanto ajeitaria meu longo e delicado cabelo vermelho, mas logo juntando as palmas das mãos ao perguntar sobre a ferraria, sendo que depois manteria a atenção constante em sua resposta e concordaria com o que falasse ao assentir com a cabeça, se a mesma me respondesse.

- Me explique o que está acontecendo aqui exatamente, quem são essas pessoas que eu não conheço, porque estão pagando de marinheiros e por favor, me diga que colocaram algum tipo de ferraria no navio, quando fizeram as mudanças. –

Conforme ela falasse, me sentaria aguardando que a comida ficasse pronta, isso se a mesma estivesse sendo preparada, de modo que a comeria instantaneamente, assim que fosse servida, se não, pegaria qualquer fruta e me alimentaria na tentativa de restaurar um pouco de minha energia. Depois de satisfeita e ter escutado o que Jeanne ou a pessoa para quem eu perguntasse tivesse para dizer, me levantaria e iria explorar o navio, tentando identificar qual seria seu novo formato, suas salas e equipamentos, além de onde estariam as coisas que Rimuru havia comprado para mim, caso existissem.

Se durante minha caminhada pelo navio, avistasse um marinheiro ou alguma outra pessoa, não falaria com ela, a menos que viesse falar comigo, sendo assim até que chegasse na ferraria, sendo que se chegasse nessa situação, onde avistasse Emma ou alguma garota de cabelos verdes, me aproximaria delas, sorrindo para Emma e falando suavemente, enquanto passaria a mão delicadamente em sua cabeça, como um gesto de carinho, durante o processo da fala ao atuar, já que não era exatamente o que eu pensava.

- Olá, Emma, cuidou das coisas para mim durante meu período de ausência? Desde que te vi a primeira vez, soube que era uma líder nata e daria conta do serviço. –

“Ela me parece tão ingênua, mas isso só faz ela ser mais fofa.”

- Entendo, muito obrigada pelo serviço, gatinha. –

Terminaria a respondendo caso ela afirmasse ter cuidado de tudo, então arrumaria os cabelos de sua cabeça por onde antes passava a mão os bagunçando, com isso, começaria a olhar para a sala melhor, tentando entender como tudo estava organizado. Depois de uma melhor análise, passando a mão delicadamente pela bigorna e os outros equipamentos do lugar, olharia para a garota de cabelos verdes se a mesma ainda estivesse no local e me apresentaria sorrindo, mantendo a alegria do momento, enquanto seguraria qualquer objeto utilizado para forjar, como uma marreta ou martelo, a olhando fixamente.

- Eu não te conheci ainda, meu nome é Fanalis B. Ria, você também é uma ferreira? Estava pensando em ir no mercado comprar algum aço e testar esse lugar, se quiser me ajudar... Mas qual o seu nome mesmo? –

Se ela dissesse seu nome, ficaria por um momento sem palavras, soltando o que quer que estivesse segurando, então pegaria na mochila que carregava comigo o diário de Betros Ashburn e perguntaria com a voz um pouco alterada em relação ao meu estado habitual, estando extremamente curiosa em relação a garota e seu passado.

- Você é parente de Betros? Eu li alguns livros dele, o homem era um gênio, poderia me dizer o que sabe sobre ele? –


"Não tão gênial quanto eu, é claro."

Com ela me dizendo ou não algo sobre o ferreiro lendário, eu sorriria, guardando o diário novamente em meus pertences e começaria a andar em direção a saída, sendo que assim que estivesse próxima da porta, pararia de andar por um instante, olhando para trás e falaria para Emma e a garota, mais uma vez, de maneira natural, se não estivessem me acompanhando.

- Vocês não vêm? Vai ser legal! –


“Provavelmente Black já deve ter chegado com o navio, levando em conta que aquele navio não vai me servir de nada, é melhor tentar vende-lo, não deve ser muito difícil aqui no mercado negro da ilha, se não me engano, Rimuru deve ter uma facilidade maior para isso, mas estou com pressa, acho que vou vende-lo logo, deve valer pelo menos B$ 1.500.000.”

Após chama-las, andaria até o convés do navio e procuraria pelo outro que já deveria estar no lugar, se o encontrasse, andaria até ele e falaria normalmente para Black e os outros, caso estivessem por perto ou mesmo no navio, como se vender um navio fosse algo totalmente natural e acontecesse normalmente no dia-a-dia.

- Vou vender esse navio do Karthus, não precisamos de dois, me ajudem a achar um comprador! -


Então colocaria as mãos a frente da boca para que o som da minha voz fosse maior e ecoasse com mais facilidade, então começaria a gritar para que as pessoas que estivessem no mercado negro escutassem o que queria fazer, sendo que sempre que alguém perguntasse, falaria o valor que queria pela escuna, me mantendo firme e determinada no processo de venda, como uma maluca obstinada em conseguir o que queria, até que conseguisse algum comprador pelo preço que pretendia vender.

- VENDO ESCUNA! VENDO ESCUNA! OFERTA ESPECIAL, SÓ HOJE! –

- São B$ 1.500.000, aceito apenas em dinheiro. –


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Caso conseguisse finalmente vender a escuna roubada de Karthus, pegaria o dinheiro, o guardando no bolso, olharia para aqueles da tripulação que estivessem próximos dando um sorriso sádico e diria empolgada com o dinheiro.

- Vamos às compras! –

Se não conseguisse vendê-la depois de algumas boas horas tentando, voltaria para nosso outro navio, onde me aproximaria de Rimuru, com um sorriso carismático e pediria por dinheiro para comprar algumas coisas, ao estender a mão direita, para que ele me entregasse, sempre contando que o mesmo me daria a quantia.

- Rimuru, teria sobrado algum dinheiro? 1.500.000 de berries seria o suficiente para suprir minhas necessidades. -

Com o dinheiro em mãos, sairia andando pelo local favorito das pessoas do submundo, procurando preferencialmente por lojas que vendessem aquilo que euqueria, sendo roupas, aço, armas, serviço de tatuagem e serviço de costura e pintura personalizada, de forma que conforme encontrasse alguma que vendesse o que queria, me aproximaria falando de maneira carismática com o primeiro vendedor que encontrasse.

- Olá, gostaria de comprar três conjuntos de roupas simples, um relógio de pulso e um óculos de sol... Pago 10.000 berries por conjunto, 100.000 berries no relógio e 5.000 berries pelo óculos. –

- Queria alguns tarugos de aço para forjar algumas coisas, acho que cinco seriam suficientes, pago 50.000 berries por tarugo. –

- Gostaria de um chicote simples, posso pagar 30.000 berries. –

- Por favor, quero fazer uma tatuagem na bochecha esquerda, como se fosse uma lágrima vermelha escorrendo de meus olhos. Dou até 50.000 berries. –

- Gostaria que fizesse para mim três bandeiras piratas, algo baseado em minha aparência estaria bom. Acredito que 15.000 berries por bandeira, seria mais do que justo.


Sequer tentaria negociar, simplesmente diria o preço que me lembrava mais ou menos de Conomi Island, sendo que compraria apenas se aceitassem a oferta ou um valor abaixo, se não, iria até outra loja que oferecesse a mesma coisa e faria a mesma pergunta em relação ao produto e o preço, guardando essas coisas comigo assim que as conseguisse e as levaria até o navio, no momento em que acabasse de comprar tudo. Chegando lá, procuraria por Black, se ele já não estivesse comigo e o entregaria as três bandeiras piratas caso tivesse conseguido comprá-las, fazendo o pedido em estado de animação e empolgação.

- Black, poderia colocar essas bandeiras no mastro para mim? Vou forjar algumas coisas lá em baixo. –

Dito isto, andaria até onde se encontra a bigorna na ferraria do navio, pegaria das barras de aço que acabara de comprar, então forjaria uma foice para substituir minha antiga e uma armadura para mim, sendo que embora fosse usar as coisas, o objetivo principal seria testar minhas habilidades como ferreira e ver os resultados nos quais conseguia chegar naquele momento, por mais que os conhecimentos passados por Betros estivessem bastante frescos em minha mente.

Depois de fazer o que queria, vestiria a armadura, colocaria a foice em minhas costas, guardaria as roupas extras que havia comprado em meus aposentos, mantendo comigo as coisas que achasse relevante, como o dinheiro remanescente da venda do navio, o óculos de sol que comprara, as roupas e o casaco que estava usando, sendo que vestiria as roupas por baixo da armadura e o casaco por cima, um baby den den mushi, se achasse algum da reforma feita, alguma câmara fotográfica, se achasse alguma pelo navio assim como o den den mushi, uma luneta se encontrasse, dois isqueiros se achasse alguns, o chicote e o relógio que havia comprado, mantendo todo o resto na sala mais superior do navio, sendo o lugar que faria ser meu quarto.

Depois de me organizar, andaria até rimuru novamente, deixando que o barulho de minha nova armadura, se eu a tivesse forjado ressoasse pelo navio e quando eu me aproximasse da detetive, sorriria para a mesma e pediria um favor como sua capitã ao estender meu braço mais uma vez.

- Oi, Rimuru, poderia deixar comigo o Log Pose, gostaria de ficar com ele para ter certeza de que não tenhamos problemas em nossas viagens, ah, é verdade, eu não vi o Will ainda, onde está aquele espadachim que se acha? –


Objetivos:
 

Histórico:
 

Lista de compras 3.0:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptySex 02 Nov 2018, 15:26


Sabia que estava sendo uma manhã agradável demais para ser verdade, devido a noite passada estava esperando um navio vazio ou quem sabe algumas palavras de desaprovação.

No entanto cá estou eu tomando um copo de leite tranquilamente enquanto Jeanne anuncia sua chegada como se fosse um pai de família acompanhada de seus filhos problemáticos.

Entre eles minha capitã lunática, um urso coberto de sangue,a médica boazinha e alguns novos integrantes, tenho que admitir, apesar de ter uns parafusos a menos ela sempre soube convencer as pessoas a acompanhá-la.

Mas ainda lhe falta o comum bom senso, se não fosse eu no comando das coisas sérias provavelmente estaríamos todos arruinados com seus esquemas.

Esperaria pela sua aproximação e não impediria seus movimentos aceitando o abraço com certa indiferença, porém assim que terminasse olharia a com um sorriso simpático e comentaria com certo entusiasmo:

Já terminou? Pois bem também estou muito feliz em te ver mas tem algo que precisamos deixar bem claro.

Sacaria o revólver amor para demonstra todo meu afeto batendo a base sobre sua cabeça com força:

Diga escravos novamente e eu farei questão de destacar um motivo para vermelho ser sua cor predominante.

Suspiraria olhando para os recém chegados para alguns talvez a ação fosse muito desrespeitosa,mas eu já tive que empenhar muito esforço para chegar até aqui e conseguir o respeito das garotas para deixar alguém aparecer e representar superioridade, se eu quiser manter aquilo que batalhei tenho que demonstrar ser autoritário o suficiente para refletir a segurança que a elas prometi:

São nossas convidadas por tempo indeterminado, tratem as bem e não teremos problemas qualquer equívoco terão que se ver comigo.

Beberia um gole tranquilamente do meu leite e analisaria os outros de baixo para cima, pegaria a ruiva pelas bochechas esticando a hora ou outra:

Bem vamos às apresentações meu nome é Rimuru sou o maior detetive do mundo e segundo em comando desta tripulação, peço que levem em consideração que qualquer desrespeito contra a nossa capitã poderá ser visto como um ato inadequado pela minha pessoa.Apontaria a mão livre para o homem e mulher que não conhecia em busca de maiores informações:

-Gostaria que se identificassem por gentileza e rude das pessoas adentrarem sobre o lar de alguém sem intenções de se manifestarem.

Esperaria pelas suas pronúncias e caso o homem comentasse algo sobre lealdade eterna perante a capitã cortaria sua fala pela metade:

Papo furado, se tem mesmo isso em mente não precisa ficar revelando aos demais, suas palavras são insignificantes,se tem mesmo esse interesse demonstre através de ações. E acha mesmo que agir dessa maneira faz as coisas melhores?

Agitaria Ria com ambos os braços como se fosse um boneco:

Essa garota aqui é o símbolo da liberdade então agir de maneira a não representar seu própria personalidade ou vontade apenas para demonstrar seu respeito é o mesmo que ir contra os seus ideais. Então pare com essa frescura,as pessoas tem que ser abertas para fazer o que bem entenderem.

Soltaria a ruiva coçando a parte de trás de minha cabeça e procuraria ouvir qualquer outro interesse que tivesse em mente:

Um presente? Você e mesmo gananciosa ririririri, a embarcação nova não lhe foi o suficiente? Depois dizem que eu sou convencido demais.

Retiraria dois entre os três baby den den entregando um para a mão de Fanalis:

Este caracol aqui tem uma função digna de honra,então tome muito cuidado ao manuseá-lo, ele pode ser muito sensível.

Faria um gesto para Auster se aproximar e daria um abraço tranquilo e depois eu mesmo me afastaria mostrando o segundo den den mushi para que fosse pego pela azulada:

Ainda lamento pela sua perda,estava pensando em fazer uma cerimônia assim que chegassem tenho uma maneira digna para um funeral, algo de casa sabe e gostaria que tomasse as honras do gesto mais importante. Faria uma pequena pausa esperando sua resposta e então comentaria. Assim que esse urso decidir tomar um banho entregue esse apetrecho a ele. Acabamos de remodelar esses cômodos e já teremos que limpá-lo novamente, olha que dessa vez nem estou vestido como uma empregada riririri.Mas convenhamos temos cinco banheiros, se isso não for o suficiente vou ter que fazê-lo andar pela prancha frequentemente para um mergulho matinal.

Iria até Yue e daria uns tapinhas de leve em sua cabeça e deslizaria os dedos pela cicatriz:

Você ficou mais bonita desse jeito, desde que não se esqueça de trocar de roupa quando elas estiverem molhadas como da última vez tenho certeza que os tripulantes não morrerão de sangramento nasal, ririririri, desculpa e que foi uma ocasião muito engraçada então não poderia deixar de comentá-la novamente.Daria uma gargalhada sarcástica querendo apenas provocá-la como no passado piscando com apenas um dos olhos.Aliás poderia dar uma olhada nas garotas? Robert cuidou de seus ferimentos mas é sempre bom dois médicos cuidarem de um mesmo paciente pois assim coisas que passaram despercebidas por um podem ser tratadas por outro.

Iria em direção a cozinha deixando em aberto se prepararia ou não uma refeição. E então esvaziaria a geladeira novamente visto a quantidade imensa de pessoas procurando fazer o prato que mais lhe agradaram na noite anterior.

Terminado todos os preparativos iria primeiramente a forja deixando a refeição matinal de Ash e solicitando a companhia de minha parceira:

Obrigado por cuidar de Emma em minha ausência ela é uma ótima pessoa,um dia ela será uma detetive ainda melhor do que eu, ririririri. Aqui você deve estar com fome vou deixar seu prato aqui do lado para se servir. Olharia para a Mink com um ar misterioso não revelando a surpresa apenas pedindo para que me acompanhasse:

Gatinha poderia me acompanhar? Preciso de ajuda para levar o resto das refeições para o pessoal e não tenho mãos suficientes para isso,riririri.

Com a ajuda dela levaria os pratos para todos os tripulantes para que pudessem ter uma refeição qualificada. Apoiaria a palma esquerda sobre a híbrida rato depositando sua refeição logo a frente:

Olha,sei que tem passado por muita coisa e não estou em condições de dizer que o que enfrentei foi o melhor ou pior ou falar para ignorar isso,mas uma coisa que sei é que seu corpo precisa de nutrientes para continuar a disposição.

Acariciaria o topo de sua cabeça e comentaria conforme me retirasse:

Então se permitir ao futuro uma nova chance quem saiba eu seja capaz de le atribuir novas memórias agradáveis ririririri, só faça questão de sobreviver até-lá.

Pegaria um prato e iria até a loira me sentando ao seu lado deixando Emma se alimentar sossegada eu já havia tomado café da manhã então não estava com tanta fome assim então faria meu papel auxiliando aqueles que precisavam seja tentando convencê-lo a ou agradá-los:

Aqui deixe me ajudá-la essa é uma das minhas obras favoritas, abra a boca e diga ahhhhh.

Com uma colher ou garfo seja o que estivesse usando como talher recolheria uma quantidade adequada e depositária sobre sua boca com cuidado,repetindo o processo até que a mesma se sentisse satisfeita. Recolheria as coisas e faria um movimento de aprovação tentando expressar ao máximo minha confiança para ela:

Você fez bem, se precisar de alguma coisa apenas me diga, estarei cuidando de outros assuntos mas estou sempre atentando aos interesses dos outros.

Esperaria que Ria já houvesse se alimentando e então concluiria algo que pudesse vir a alegra-la:

Se for do seu interesse tem uma mochila com alguns itens lá na forja.Sinta se à vontade com elas.Onde ela seria?procure você mesma.

Obviamente que poderia dar orientações mas queria que ela explorasse o lugar e visse as mudanças com os próprios olhos.

Sentaria por fim em algum canto ao chão e fitaria a todo o ambiente esperando para ver o que tivesse por vir.

Caso uma das escravas fizesse questão de acompanhar Ria para fora bloquearia o caminho.

Se ela reclamasse apenas ignoraria segurando suas mãos com a esquerda e retirando meu cachecol com a direita tapando o pescoço da garota, procuraria por Jeanne e diria de maneira rápida e curta:

Melhor acompanhá-los.

E voltaria para meu canto apoiado à parede onde ficaria por algum tempo se Emma viesse me fazer companhia apoiaria a sobre meu colo e ficaria acariciando e ouvindo o que tivesse a me dizer por todo esse tempo.

Se a capitã tivesse interesse em me pedir dinheiro retiraria do bolso a quantia solicitada e jogaria em suas mãos:

Cuidado para não dizer o quanto possui ou estipular valores fixos,isso dificulta um pouco as negociações.

Se Emma quisesse brincar de algo recomendaria jokenpo, ou outra coisa que utilizasse as mãos.

No momento que a capitã retornasse se em posse de uma armadura comentaria sem falta de discrição:

Se tentar ser furtiva com isso me avise com antecedência para tomar a direção contrária ririririri.Entregaria o log pose que havia adquirido com o Will e manteria o Eternal guardado:

Provavelmente no mesmo lugar que o espadachim que te acompanhava. Assobiaria uma canção de ninar de meu povo e olharia para cima como se estivesse me distraindo após uma tirada por fim dando a resposta verdadeira:

Eu o entreguei para a Marinha, foi até que divertido, mas deixando isso de lado o que você gostaria de fazer agora?

Olharia a com um olhar inocente enquanto esquematizaria em minha cabeça os planos astutos que dariam continuidade em uma próxima vez.

Histórico:
 
Histórico NPC-Emma :
 
Feitos:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptySex 16 Nov 2018, 05:28

"Queria expressar minha indignação que vocês não ficaram UM post juntos": 29

Todos

O reencontro a princípio poderia até ter sido algo bonitinho, sentimental, daria até pra descrever Ria e Rimuru correndo na praia um para o outro a fim de um abraço enquanto tocava “The Chariots of Fire” de fundo, mas sabemos que é bem assim. Digamos que Ria é espontânea ao extremo, e ali, enquanto se abraçavam, Rimuru parecia se incomodar mais e mais com os comentários da garota. O que mais dizer? Lidar com a Ria é foda Ele vinha tendo um dia cansativo desde a alvorada passada que talvez, só talvez, ainda que não percebesse, o estivesse deixando extremamente puto incomodado com terceiros.

O detetive sacava seu revólver “Amor” e tentava aplicar uma coronhada na cabeça de sua capitã, Ria no entanto era uma combate hábil, era extremamente fácil para ela se esquivar para trás fazendo com que Rimuru acertasse um arco no ar. A cena em si se tornava até mesmo cômica, e talvez para o detetive, uma surpresa agradável, pois ele percebia a híbrida mink soltar um breve sorriso com aquilo, não com sua falha, mas talvez com o ambiente em geral, como a atmosfera do navio havia mudado apenas com a chegada de uma pessoa em particular.

Mas você acha que Rimuru perdeu nem que um pouco de sua pompa? Errado, como se nada tivesse acontecido ele continuava com suas falas, ou deveria chamar de aviso? O fato é que talvez fosse melhor para Ria aprender a não chamá-las de escravas, melhor ainda, aprender a chamar as pessoas pelos nomes, ou poderia vir a ficar tão colorida quanto Chô estava naquele momento. Observando a figura estranha que olhava da porta com uma cara séria, Elizabeth, Rimuru fazia sua capitã de boneco de pano apertando-lhe as bochechas e balançando enquanto tratava de se apresentar.

Elizabeth olhava para aquilo com desprezo, não para com os outros, ok, talvez um pouquinho para com os outros, mas o foco de sua ira era consigo mesmo por - em sua cabeça - se rebaixar tanto ao ponto de acompanhar Ria.

- Maldita Ruiva e seus malditos lunáticos. - Murmurava ela olhando para baixo enquanto levava a mão esquerda a testa. Chô usava esse estopim para também dar um piti demonstrar sua insatisfação, o mink partia dali incomodado se desfazendo de suas armas no caminho.

- Cho? Ei! Agora que a gente se juntou. - Dizia Auster chamando a atenção do mink. Mas ele não mudaria de ideia, apenas chamava pela companhia da escudeira - se ela assim quisesse - e então seguia.

Neste momento a loira que reclamava internamente andava até se sentar na mesa ainda em uma expressão cansada. - Elizabeth. - Respondia ela brevemente para com a pergunta de Rimuru.

Ainda incomodada com a situação, Auster insinua ir atrás do mink com uma passada que travava para que pudesse avisar aos outros. - Eu trago ele de volta. - Antes de a garota ir, Rimuru a chamava para perto primeiramente entregando um pequeno caracol comunicador, da mesma forma que também fora entregue a Ria. Em seguida ele falava da falecida amiga da escudeira, Illya, e como receberia um funeral adequado quando o tempo convir.

A garota dava um fraco sorriso como resposta, e pensar que a pessoa que conhecia a menos de um dia se importava mais do que os outros. - Sim, agradeço por isso. - Então ela parava um pouco, pensava em sua falecida, por fim abrindo um verdadeiro sorriso. - Mas tenho certeza que ela já festejou o mais do que em vida enquanto ri da nossa cara triste. - Se dirigindo para a saída ela se virava uma última vez para concluir sua fala. - Não se preocupem com o urso sujo, eu trago ele de volta limpo. - E assim saía da embarcação em busca do mink.

O próximo alvo de Rimuru então era Yue, que apesar de elogiar a garota ainda apresentava uma pontada de provocação. A loira apenas abaixava seu chapéu para o lado esquerdo - escondendo a cicatriz - e então respondia um pouco envergonhada.

- Não vai acontecer de novo. - O que quebrava um pouco a vergonha e nervosismo de Yue era o pedido seguinte que Rimuru fazia, neste momento ela tornava a si. - Claro. Vou dar uma olhada.

Uma vez com as interações feitas, o detetive se dirigia novamente até a parte funcional da cozinha enquanto os outros se sentavam na mesa, Ria perguntava sobre os acontecimentos mais importantes, e era Jeanne que lhes explicava tudo.

- Hmm, vejamos, pra resumir tudo. - Ela dava uma pausa pensando um pouco o que deveria ou não falar e então continuava. - O caminho pra cá foi relativamente tranquilo, Robert tratou quem precisava e então nos explicou a situação da ilha, de como há marinheiros corruptos a serviço de uma organização no submundo, a instabilidade da ilha e o tal do Tenente Clark de que precisariamos para aportar despercebidos. - Jeanne olhava um pouco para cima enquanto coçava a bochecha com o indicador enquanto continuava filtrando as informações que seria melhor não contar por agora. - Acabou que foi Clark que nos encontrou, batemos em alguns marinheiros, sequestramos um aqui e ali, e como uma proposta do próprio Tenente, Rimuru foi até a Marinha com Will para ganhar a confiança do homem. De lá eles foram para o mercado negro e foi quando compraram todas essas coisas, inclusive a melhoria do barco. Hmmm. - Após uma pequena pausa para respirar, agora enrolando os próprios cabelos no dedo ela dava continuidade. - Houve um discussão com o navegador novo, ele foi embora. E enquanto todos foram dormir eu juntei algumas informações que consegui e fui dar uma investigada na Marinha daqui, com as pessoas certas foi até bem fácil me passar por uma superior. Descobri umas coisas interessantes lá, mas foi essa manhã que recebi a ligação de uma Ruiva causando a maior confusão no Farol, sabia que era você. Kukuku. Por isso fui lhe esperar e porto, e cá estamos nós.

As refeições iam sendo prontas uma a uma, de forma que a de Ria saía primeiro, e ela comia tão rápido que quando Rimuru se aprontava para levar aos outros, a Ruiva já havia terminado. Ambos desciam até a forja, Kathie finalmente havia terminado de organizar o local e parecia empolgado em martelar algumas vezes em tanto tempo, mas claro que a pequena dupla de Ria e Rimuru chegavam para “atrapalhar”.

Rimuru primeiro falava com a ferreira que ainda tinha um rosto estranho para com o rapaz, no entanto, apesar de sua “ferocidade”, Ash tratava as pessoas com o respeito que mereciam, sendo a maior prova disso o fato de como estava se dando bem com Emma.

- Claro, sem problemas. A gatinha me ajudou bastante. - Emma sorria como se estivesse orgulhosa do que havia feito, e quando feita a pergunta de Ria era quando ela realmente estufava o peito empinando o nariz e passava o indicador na parte superior do lábio, como se vangloriando.

- Nyan nyan nyan nyan, pelo visto você continua bem espertinha. - Dizia a mink se divertindo com seu fingimento tão na cara que só ela não percebia. - Sim, eu mantive a tripulação de pé enquanto nesse último dia, claro que a Shishou fez muita coisa, mas quando ela não estava aqui eu mantinha a tripulação unida. - Pegando sua máscara de felino e cobrindo metade do rosto enquanto olhava para baixo ela continuava. - Não vou mentir que foi fácil, perdemos alguns membros. - Seu tom era o máximo de seriedade que ela conseguia. - Mas no fim estamos todos aqui. Te-he. - Concluía ela retirando a máscara por completo e mostrando um sorriso brincalhão.

Rimuru por fim chamava Emma para lhe acompanhar, e na mesma alegria de sempre, a gatinha seguia seu mestre.

Ria ia falar com Ashburn, que um pouco mais alta, a olhava de baixo para cima, mas logo, e surpreendentemente, mostrava um sorriso simpático em seu rosto.

- Heee? Se você sabe como usar um martelo direito então já tem meu respeito. É, acho que pode me considerar uma ferreira, mas eu diria que sou melhor do que isso. - Respondia a garota orgulhosa, ainda sim apertando a mão de Ria com uma certa firmeza. - Kathie Ashburn.

Por um instante a Ruiva soltava o cumprimento, parecia surpresa, ao perguntar sobre Betros enquanto mostrava o livro, Ash franzia o cenho.

- Hmmmm, acho que meus avós me contaram de um cara que fugiu da ilha a mais de uns vinte anos atrás, isso foi antes de eu nascer então nunca o vi, mas não tem boa reputação. - Ela pausava um pouco para se recordar melhor. - Gênio? Ele até que escrevia umas coisas legais, minha mãe tinha umas cartas desse cara, nunca cheguei a realmente ler. No fim foi só um perdedor que abandonou tudo. - Concluía ela pegando o livro. Após uma folheada ou outra ela até que parecia ver uma coisa ou outra interessante, mas nada surpreendente ou que já não soubesse.

Kathie devolvia o diário e Ria prontamente o guardava, em seguida pegando a mochila com itens comprados por Rimuru, e se dirigindo a saída, a ferreira de cabelos esverdeados era chamada para acompanhá-la. Ashburn pensava por um instante, ela era bruta mas não idiota, não foi difícil ligar os pontos a partir do diálogo com Emma para perceber que aquela Ruiva era a capitã, e se Rimuru não removeria sua coleira tão cedo, talvez uma amizade com a Ruiva lhe garantisse a liberdade,

- Certo. Não é como se eu tivesse algo melhor para fazer.

Enquanto isso Rimuru retornava a cozinha junto de Emma, a mink rato era quem ele tentava confortar, após não receber nem uma letra como resposta e deixar o prato, o detetive ia se retirando, isso é claro até sentir suas vestes serem puxadas. Era a escrava que lhe prendia ali, falando pela primeira vez, em um tom fraco porém sereno.

- O...gada. - Iniciava ela um pouco falhada, mas melhorando a cada palavra posteriormente. - Você é como nós não é. - Apontava com o polegar para as próprias costas, muito provavelmente se referindo as asas de Rimuru. - Diferente. E ainda assim falou com aquele homem em pé de igualdade sem medo. As outras podem não ter entendido ainda, mas eu sim, obrigada por nos salvar. - Eram de certa forma poucas palavras, no entanto, em meio aquela ocasião, parecia o bastante. - Irei ajudá-la quanto ao assunto de ontem. - Era a última coisa que ela falava antes de se calar novamente e se alimentar assim que o celestial deixasse o cômodo.

Emma permanecia ali na cozinha comendo e se divertindo até mesmo enquanto brincava com a comida, Rimuru por outro lado ia até o lado de fora do navio - no convés - e se sentava ao lado da loirinha que havia comprado no dia anterior. O celestial a alimentava e até conseguia arrancar um sorriso, com relação a o que ele dizia, recebia um acenar de cabeça positivo como resposta. Assim que se levantava ele avistava Ria e Ash prestes a sair para um passeio, a escrava era barrada, tinha uma feição de contestação que logo cessava quando via que era apenas para receber um cachecol.

Assim ambas saiam em direção a segunda escuna que se encontrava a uns três barcos de distância, o navegador logo as recebia, inclusive com uma sugestão quando dito sobre a ideia de vender o barco.

- Bom, se não se importar pra quem seja, por que não vende para esses dois? - Dizia o homem se referindo aos dois marujos que vieram juntos. Talvez pela primeira vez Ria prestava atenção em ambos, eram humanos, extremamente parecidos, talvez até irmãos, um tinha o cabelo azul enquanto o outro era tingido de vermelho. Um fato curioso é que, assim como a outra capitã da canhoneira que os acompanhou, os dois não pareciam com os outros pobretões do Farol, talvez mal estivessem perdido para o velho e viram a chance de sair dali diante de seus olhos.

Com a sugestão de Boujin os irmãos olhavam um para o outro, se perguntando se seria justo, afinal eles haviam participado do roubo, e Ria ficar anunciando o preço na cara dura não ajudava muito. Mas o navegador usava de uma certa lábia, e acabava os convencendo.

- De qualquer forma vocês a estão devendo uma não é? Comprem o barco e considerem tudo resolvido.

Um tempinho era necessário para pensar, mas logo os dois aceitavam e juntavam suas economias para entregar o valor de 1.500.000 que a Ruiva tanto exigiu. Assim, o trio da capitã, a escrava e o navegador saiam em busca de uma loja.

O impulso original seria seguir o aqueduto até o grande departamento que havia ali naquele subterrâneo, mas Kathie sabendo que provavelmente seria reconhecida, insistia em procurar por algo na própria toca do coelho, alegando que seria muito mais proveitoso. Não demorava muito para que a Ruiva encontrasse um quiosque com uma placa “Vende-se tudo”. A princípio um anúncio duvidável, de fato uma mentira, pois eles não vendiam um serviço de tatuagem, no entanto era surpreendente como possuíam todos os outros itens vendendo-os sem problema algum.

Boujin no entanto surpreendia positivamente, ele pediu que comprasse algumas ferramentas arcaicas porém higienizadas, e ali mesmo fez uma tatuagem na Ruiva.

- Isso é uma prática comum dentre meu povo, com o tempo fiquei bom com tatuagens. Pode doer mais que o usual mas o resultado é ainda melhor. - Ele tinha razão, a dor era agoniante, especialmente sem anestesia alguma, mas por ser uma figura pequena tudo era finalizado rapidamente.

Cho

Você agora deve estar se perguntando pra onde foi aquele enorme panda, extremamente ensaguentado e incomodado com a cena vista em sua chegada. Bom, Auster - carregando o den den mushi novo e a mochila deixada por Chô - o encontrava tomando um banho ali em alto mar. A garota gritava por seu nome, perguntando o porque daquilo tudo, inclusive lhe entregando seus itens junto do comunicador novo.

- Viu, isso esse caracol aqui serve para nos falarmos a distância com os outros, eles se importam com você, então vamos voltar. Agora que tá todo mundo junto de novo. - Seu argumento no entanto era em vão. O Urso pedia para que ela aguardasse no bar enquanto ele providenciava alguns novos trajes, com uma certa insatisfação, ela concordava.

- Ok, mas prometa que vai voltar comigo quando terminarmos tudo. - Dizia ela já saindo em direção a cidade.

A Toca do Coelho, única cidade da ilha, era um pouco incômoda para um urso daquele tamanho, com tantas vielas e becos estreitos, achar uma localização decente se apresentava um real problema. Por sorte, com algum tempo de caminhar, Chô encontrava um que parecia perfeito; “Alfaiataria Kingsman”, era o que dizia na vitrine de vidro que demonstra alguns ternos luxuosos.

Entrando lá quem lhe recebia era um senhor baixinho de cabelos calvos bem grisalhos e muito bem vestido, usava óculos de grau redondos e uma fita de medidas pendurada em seu pescoço.

- Um cliente novo? Você realmente precisa de um trato meu rapaz, hohoho. - Era o que dizia o senhor não se importando nem um pouco com a aparência do mink. Medo era de longe o último sentimento que sentia, talvez por se sentir protegido por algo ou alguém, o máximo de emoção que o vendedor tinha era empatia, empatia por aquela pobre criatura mal vestida que pedia com ajuda.

- Você é grandão mesmo, mas eu já vesti maiores em meus tempos de glória. Venha, vamos tirar umas medidas.

Cho então provava algumas peças e era constantemente envolto pela fita métrica daquele senhor, no fim, ao perguntar se demoraria muito para a confecção o velho parecia um pouco desapontado.

- Oh, é uma pena que esteja com pressa, ajustarei algumas peças para você rapaz. Mas trate de voltar aqui quando tiver mais tempo, e farei um terno sob medida para você.

Mais um tempo se passava com Cho esperando na recepção e logo o velho retornava com um conjunto de roupas dobradas, ajudando o mink a se vestir, Lotus no fim se encontrava com uma calça social e paletó pretos, acompanhado de uma camisa branca e gravata cor de vinho, os sapatos sociais, mesmo em patas tão brutas se encaixavam perfeitamente, e a cartola finalizava o toque de classe que faltava.

- Pronto, agora você é um legítimo cavalheiro, o primeiro terno é sempre o mais importante. Como gostei de você rapaz vou cobrar apenas seiscentos e cinquenta mil Berries. - Cho pagava sem pestanejar, e com um sorriso no rosto, enquanto se despedia de seu cliente, o velho acenava da porta. - Volte sempre rapaz, não se esqueça do terno sob medida, é como encontrar uma alma gêmea.

Cho então seguia em direção a taverna mais famosa da cidade, não era difícil encontrar, a música e empolgação caipira e familiar podia ser sentido a metros de distância. Ao adentrar o lugar não havia erro, o homem, agora com um novo chapéu de palha, tocava alegremente em troca de alguns muitos trocados. Auster se encontrava sentada no balcão, bebia uma bebida transparente mas que certamente não era água, a espera havia sido longa e a moça já parecia um pouco avariada. E o mink sabia o que acontecia com a personalidade dela quando bêbada, digamos que ficava um pouco mais brigona e rude.

- Você realmente gosta de causar confusão né? Hahahah. - Gritava ela bem alto para cima antes de virar de vez seu copo, e só não chamava toda a atenção pois o barulho ao redor era maior ainda. - Ótimo, me lembra até um pouco a Illya, me coloca nessa que eu chuto algumas bundas por você. Te-hehe. - Ainda meio avariada ela tombava para o ombro do mink por um instante, puxava o tecido do paletó averiguando as roupas, e então tornava a posição original. - Nada mal em, parece até um urso de negócios.

A próxima ação de Lotus era chamar pelo taverneiro lhe perguntando por uma informação em específico, era um homem alto e esguio com cabelos castanhos e um uniforme preto, em seu peito tinha uma plaqueta com o nome de “Black”. E após tentar se recordar um pouco ele respondia sem apresentar muitos problemas.

- Com uma descrição assim, acho que só consigo me lembrar de uma pessoa. Tem um velho cientista louco que costuma ficar por ali na região das Indústrias Paniki, acho que seu nome era Merley. Se perguntar a alguém por lá com certeza vão saber te indicar.

Auster passava o dinheiro pelo balcão, não pela informação mas sim pela bebida que havia pedido antes. O taverneiro apenas pegava o dinheiro e então se distanciava para servir outros.

- Bom, vamos procurar esse velho então! - Exclamava a escudeira.

Durante o caminho chô explicava um pouco mais do que tinha em mente, e quando comentado sobre as gangues locais, Auster demonstrava um interesse um pouco maior.

- Hmm, parece uma boa ideia. Mas não deve ser fácil achar essas gangues, talvez o Rimuru ou Jeanne saibam de algo.

A conversa era boa e antes que percebesse, Chô já havia atravessado a cidade e chegado na área industrial. O local era de extremo contraste com o resto da ilha, um conglomerado de fábricas que se localizavam ao lado nas minas de alguns minérios. O barulho de maquinário era pesado junto do som de trabalhadores, se tratava de uma área relativamente grande. A pergunta da vez, é onde Cho acharia esse tal Doutor Merley.

Ria e Rimuru


Enquanto Cho tratava de deixar de usar tanga e buscava um aprimoramento, Ria fazia quase que o mesmo à sua maneira. Uma vez que retornavam a escuna principal, Boujin ficava encarregado de trocas as velas enquanto que Ria e Kathie se trancavam na forja fazendo o que fazem de melhor. A presença da jovem Ashburn ali era de extrema ajuda, até mesmo agilizando o processo, durante as confecções Ria podia observar que a garota de cabelos esverdeados detinha de técnicas e aplicações equiparáveis até mesmo com o próprio Bedros. Após umas boas horas elas forjavam, respectivamente, uma foice e uma armadura completa, sendo estas que a Ruiva equipava.

Rimuru, que se distraía com sua aprendiz enquanto esta demosntrava alegremente alguns truques que havia aprendido, logo conseguia ouvir o som de metal pesado se movendo, era Ria, que saía de dentro das cabinas com aquela armadura pesada. Ambos dialogavam um tanto e o log pose acabava novamente trocando de posse para a Ruiva. Sendo a última pergunta desta onde se encontrava o espadachim cabeça dura de antes. A resposta de Rimuru não poderia ser mais curta e grossa, na prisão, fadado ao fracasso pela traição do próprio celestial.



NPC's:
 

Escravas (imagens na ordem em que foram narradas):
 

Histórico:
 
Para o Avaliador:
 
Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptySex 16 Nov 2018, 16:14

Volto Logo! O Inicio dos Preparativos!


Estranhamente tudo havia ocorrido de acordo com o que eu havia planejado desde que tinha colocado os pés naquela ilha, sendo que quando comecei a martelar os equipamentos para que o metal adquirisse as propriedades e espessura necessárias para o uso, começava a viajar em minha própria mente com pensamentos aleatórios sobre eu estar em uma canoa remando com minha foice até uma ilha de chocolate, como sempre fazia em confecções, sendo que para mim eram bastante rotineiras, mas logo se tornavam pensamentos sérios e reflexivos sobre as coisas que havia descoberto desde que tinha chegado em Wonderful, principalmente aquelas dita por Jeanne e Kathie Ashburn da qual apesar de não ter intimidade, já a chamava pelo nome em respeito ao seu parente do qual eu tinha algum tipo de admiração, algo que nem eu mesma compreendia inteiramente.


“Marinheiros corruptos... Organização do submundo... Tenente Clark... Marinheiros sequestrados... Eles até mesmo estiveram em uma base da marinha e a investigaram. Jeanne é realmente mais cautelosa que eu, mas faz sentido investigarem já que Rimuru é a maior detetive do mundo, ao menos pelo que ela diz, é claro que eu não esperaria menos de uma companheira minha. Então a situação dessa ilha não vai bem, acho que preciso de mais informações antes de tomar alguma atitude em relação à marinha e ao submundo...”

Nesse momento olharia para Kathie Ashburn, dando um sorriso de volta, enquanto fecharia levemente os olhos e interromperia um pouco as marteladas se ela olhasse para mim, mas logo voltando ao processo de forja que estava fazendo, refletindo ainda mais sobre ela e os Ashburn, ainda mais porque Betros não havia saído de minha mente e provavelmente não sairia tão facilmente com todo o conhecimento que me passou.

“Ashburns, essas pessoas estão me intrigando cada vez mais, pelo que Kathie Ashburn me disse, parecem algum tipo de clã de ferreiros ou coisa parecida, imagino em qual ilha essa família vive e se todos realmente tem o potencial de Betros ou superior, ainda mais com as críticas feitas por essa garota em relação ao renegado, a jovem Ashburn ao menos não deixou a desejar, até o momento sua forja tem sido impecável. Tudo que sei é que queria muito colocar as mãos naquelas cartas, quem sabe os projetos que poderiam estar descritos nelas...”

Talvez saliva quase escorresse de minha boca no momento em que me recordasse das cartas escritas por Betros, mas as cartas não eram o foco do momento, de modo que passaria o braço na boca o arrastando horizontalmente para evitar que tal falta de etiqueta ocorresse. Assim que acabado a forja dos equipamentos, me equipava e logo me dirigia até Rimuru para tentar sanar algumas dúvidas que haviam surgido, fazendo questão de fazer com que minha armadura fizesse barulho para que percebessem, apesar de ela ter sido projetada para manter minha mobilidade e furtividade em combates, dava um jeito de suas partes baterem uma na outra durante o andar, o que provavelmente causaria um barulho relativamente chamativo.

O problema era que quando me aproximava da detetive e a questionava sobre o Will, ela me dava uma resposta nua e crua, coisa que fazia com que meu olhar se mantivesse centrado em seus olhos e apesar de ter entendido o que estava acontecendo quase que instantaneamente, era obrigada a fazer uma piada com a situação, não poderia perder a oportunidade, então ainda mantendo meu olhar, piscaria meus olhos algumas vezes já imaginando o que havia ocorrido, antes de continuar a falar tranquilamente e logo mudar o meu semblante e meu tom de calmaria para o de uma pessoa bastante surpresa, embora ainda confiasse na celestial e tivesse motivos para acreditar que ela fez o que fez por algo maior.

“Rimuru não deve ter entregado aquele idiota sem algum motivo forte, com certeza o espadachim convencido aprontou alguma coisa ou agora está envolvido em algo maior do que simplesmente ter sido preso e capturado...”

- Aaah, entendi então você entreg... QUÊÊÊ? VOCÊ ENTREGOU ELE PARA AQUELES MALUCOS DA MARINHA? –

Olharia para a face inocente de Rimuru, sendo que aos meus olhos parecia até uma criança que não sabia diferenciar o certo do errado e acabara de realizar uma traquinagem absurda sem sequer perceber o que realmente estava fazendo. Nesse momento, andaria vagarosamente até ele, me aproximando um pouco mais e me sentando próxima do celestial em qualquer móvel, mureta ou até mesmo no chão, mas mantendo contato visual a todo momento, enquanto sorriria levando o que acabara de me ser passado com naturalidade, assim como a detetive estava fazendo, com isso falaria normalmente, como se não achasse que nada absurdo estivesse acontecendo, apesar de achar e aos olhos de quase qualquer um a situação ocorrida ser provavelmente uma coisa bizarra, digna de um andar na prancha e morte em qualquer navio pirata que se preze.

“Não vou tomar nenhuma atitude ousada antes de saber o que realmente está acontecendo aqui, vamos ver o que Rimuru me diz, no pior dos casos, deve ter alguém nesse navio que possa me responder, ainda mais com tantos novatos brotando do nada...”

- Então você entregou ele para a marinha? Okay... Teve algum motivo específico para ter feito isso? Ele fez alguma coisa para você ou para algum outro? Isso faz parte de algum plano de vocês ou coisa parecida? Acho que você pode desenvolver um pouco mais essa história... –


Se Rimuru me desse a resposta falando que entregou Will por um motivo que para mim não fosse suficiente, como alguma atitude idiota ou um funeral mal feito por parte do espadachim, sorriria enquanto acenaria com a cabeça em sinal de concordância daquilo que estivesse sendo me passado, sendo que caso ele dissesse que havia a chance de me entregar, eu diria surpresa, mas logo me acalmando ao pensar um pouco melhor, enquanto apoiaria a bochecha em uma das mãos e olharia para cima com um olhar um tanto quanto pensativo.

- ME ENTREGAR? Se bem que acho que poderia ser divertido fugir de uma dessas prisões da marinha... Hahahaha. -

"Parece que aquele homem está mesmo preso, só preciso confirmar essa história..."

Com o celestial me explicando ou não o que queria saber, olharia para os lados procurando pelo médico que havia ajudado a todos até aquele momento, o vendo ou não, gritaria chamando por seu nome e faria sinal com a mão direita para que o mesmo viesse até nós e me respondesse uma simples pergunta, que faria com minha voz normal e carismática de sempre, esperando a melhor resposta possível.

- Você é o tal Roberto, não é mesmo? Me diga uma coisa, Roberto, o que acha dessa história sobre o Homem-Chapéu ter sido entregue para a marinha? –

Caso ele ou Rimuru tivessem me respondido, me levantaria pegando minha foice recém forjada, como se fosse uma espécie de cajado ou bengala, de modo que seu cabo encostasse no chão e eu o usasse de apoio, então me afastaria um pouco até uma das bordas do navio, o mais próxima possível da rampa ou escada que nos conectasse ao píer, assim que o fizesse, pisaria com minha perna direita utilizando de bastante força na madeira, de modo que a bota de ferro do conjunto da armadura ressoasse pelo lugar, então diria demonstrando minha determinação e empolgação para com a situação de Will.


- Você me perguntou o que eu faria, não é mesmo, Rimuru? Bem... Depois de escutar tudo, tenho algumas ideias que tirei de alguns livros que li, já ouviu falar sobre Betros Ashburn? Aqui, fique com esse diário, se descobrir algo sobre ele, me avise, vou sair um pouco, devo voltar em algumas horas, só preciso me preparar um pouco, quanto aos outros, sempre mantenham ao menos uma pessoa no navio, assim que eu voltar, vamos resgatar Will do QG! –

Arremessaria o diário em minha posse na direção de Rimuru de modo que chegasse o mais próximo possível, já que não era das melhores em pontaria, sabia que poderia acabar errando, com isso abdicando de minha posse sobre o caderno e transferindo para ele. No caso de ele me entregar algum documento de Betros ou algo parecido, o pegaria e guardaria em minhas coisas confirmando com minha cabeça ao acenar ela para baixo rapidamente.

Se Rimuru parecesse indignada e me questionasse sobre o porque de eu querer resgatar o homem que a pouco havia sido prendido por ele, levantaria o óculos de sol que a pouco comprara e colocar em meu resto, o deixando como uma espécie de tiara, daria um grande sorriso enquanto fecharia meus olhos, olhando para trás, mais especificamente para a celestial e a responderia convicta de que sabia o que estava falando e pretendia fazer.

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- Por que salvar aquele idiota? Isso não é óbvio? Porque ele é meu companheiro! -


Mais uma vez abaixaria o óculos, sendo que com tudo resolvido e Rimuru me entregando ou não algo sobre Betros, sorriria novamente e pularia dando uma pirueta no ar, indo do navio para a ilha. Assim que caísse no chão, começaria a andar para encontrar alguma biblioteca, livraria ou algo do tipo, onde esperava achar alguns livros sobre ferraria para aprender mais sobre o assunto e ver se as ideias que eu tinha desenvolvido seriam realmente proveitosas ou simplesmente mais alguma loucura a frente de nosso tempo, criada por minha mente genial e impossível de ser desenvolvida em nossa geração.

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Se Rimuru pedisse animado que eu trouxesse o Urso indignado de volta enquanto caminhava, sem olhar para trás levantaria meu braço direito acenando para o navio e gritando para ele em resposta a sua frase, logo depois de pensar um pouco em relação a sua fala.

"Ser capturada? Eu? Nem em infinitas vidas, saiba que eu sou e vou ser sua superiora para sempre se levarmos em conta sua frase. MUAHAHAHA"

- PODE APOSTAR QUE SIM! CUIDEM DO NAVIO! -

Objetivos:
 

Histórico:
 

Feitos:
 

OBS:
 

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Última edição por Fanalis B. Ria em Dom 18 Nov 2018, 15:49, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 14 EmptyDom 18 Nov 2018, 11:50


Começo a pensar que deveria escrever um livro de minha autoria. “Como eu prendi o pirata West” de tantas pessoas que me questionam de tal motivo com certeza seria um best seller aclamado pela crítica.

Nele eu explicaria todas minhas razões,motivos e interesses e quem sabe uma pequena entrevista com Emma por ser uma participante do ocorrido,isso poderia render lucro apenas pelo fato de ter sido escrito por mim.

Afagaria Emma aproveitando que ela estaria do meu lado e olharia para minha capitã com o humor revigorado,até que isso pode ser algo engraçado de se falar,será que consigo bugar sua mente com minhas informações sarcásticas e triviais?Quero ver quais tipos de reação ela é capaz de fazer:

-Ahhhh não,claro que não o entreguei para os malucos da marinha, acha que sou boba ririririri,com aquele intelecto inferior dos jaquetas eles não saberiam o que fazer.Por isso eu mesmo abri a cela coloquei ele lá dentro e tranquei a porta.Muito mais eficiente confiar na minha própria ação do que de seres banais e inferiores a minha índole.

Ajeitaria meus cabelos coçando a parte de  trás da orelha de Emma com meus dedos de maneira suave e calma, claro que o questionamento viria, por sorte já estava tão preparado com as frequentes repetições que já tinha as palavras na ponta da língua:

-Para os outros foi para um plano bem elaborado,com Emma,Jeanne e até mesmo ti não vejo motivos para fugir às minhas razões.Não gostei de sua atitude,a maneira a quão descartou o corpo de uma companheira a um funeral tão medíocre ou até mesmo seu jeito até a presente situação.Achei ele um perigo para nós todos,uma peça volátil nesse jogo que poderia se virar a qualquer momento contra sua rainha.Eu não quero lidar com pessoas assim.

Ficaria um pouco irritado e provavelmente aflito com minha tamanha indignação,procuraria o conforto no olhar de minha parceira e a abraçaria se me fosse permitido buscando revigorar emoções positivas:

-Mas eu prometi agir com maiores prudências da próxima vez,então não precisa se preocupar.Dificilmente lhe entregaria enquanto trazemos maiores benefícios em conjunto ririririri.

Se Emma parecesse um pouco indignada logo me explicaria de antemão:

-Estava apenas brincando um pouco com ela ririririri,já faz um tempo desde a última vez que tive tamanha oportunidade.

Esperaria pela sua conclusão sem mais delongas, era crucial saber a maneira como ela trataria a situação antes de continuar com o meu fluxo de ideias.Porém para minha surpresa era um pouco diferente do que eu esperava, pegaria o livro em pleno ar me movimentando em sua direção e até mesmo gesticulando para Emma me ajudar caso minha capitã tivesse uma péssima mira e no pior dos casos se houvesse uma queda,procuraria planar com minha e a segurança de minha parceira para um lugar estável:

-Isso é brincadeira?Eu não me importo de você surgir do nada e simplesmente preferir ir embora de imediato, ou me pedir para adquirir informações.Mas porque você procuraria libertar o homem que prendi?

Chutaria o ar meio bolado com a situação,arrumaria minhas vestes e olharia para a silhueta ruiva conforme ela se afastava pelo horizonte.Sem me contentar com tudo isso e a maneira clichê que alguém de alta reputação como eu era tratado reforçaria meus pulmões para chamar sua atenção com uma alegria nunca antes vista:

-Não se esqueça de trazer aquele urso idiota com você ririririri.Nem se atreva a ser capturada.Se descobrir que conseguiu se deixar aprisionar por alguém diferente de mim mesmo e potencial glorioso  não a reconhecerei como minha superior.

Daria uma leves risadas internas e comentaria baixinho para minha adorável companheira:

-Como se algum dia ela fosse ser superior a mim, ririririri,nós vamos apenas atrás dela a seu socorro.Deixe suas coisas arrumadas se a necessidade pedir iremos imediatamente.

Voltaria para o interior do navio pedindo para que todos entrassem lá dentro faria uma suposta nova reunião breve com apenas uma pergunta em mente:

-Serei breve iremos nos dividir em grupos.Clark irá a qualquer momento vir atrás de nós para ajudar em relação ao serviço da Kelly,então a mesma eu e Emma somos membros certos para tal participação.

Procuraria Jeanne em meio a multidão e muito antes de expressar minhas intenções acenaria com a cabeça buscando demonstrar o que pediria:

-Jeanne será a encarregada do outro grupo visando proteger o navio de possíveis invasores em nossa ausência. Com isso sobra a vocês se decidirem,quem irá querer ficar e quais dentre vocês possuem o desejo de vir?

Pegaria os meus pertences colocando minha mochila nas costas e ajudaria Emma a arrumar os dela,pegaria um dos controles das coleiras e mostraria antes de colocar de volta em seu devido lugar:

-Obviamente que estarei levando isso por questões de segurança.Mas quando tudo acabar eu as libertarei de certeza.So peço que confiem em mim até lá.

Esperaria que eles manifestassem seus interesses,se uma das escravas decidisse por ir junto adentraria em um dos quartos procurando cachecóis ou roupas que auxiliassem a tapar as coleiras.

Iria até Jeanne e abraçaria a um pouco parecendo estar demonstrando afeto o que de fato estaria não poderia negar mais minha real intenção era passar uma mensagem:

-Você não é a única que passou por aquilo,estamos juntos nisso.Eu e Emma somos sua família agora,então tente não fazer nada suicida pois queremos tê-la ao nosso lado para sempre.Família protege a família.Se as coisas complicarem ligue para meu den den mushi.Tente não fazer nada precipitado em minha ausência.Sorriria e faria questão de demonstrar tamanho sorriso.Até porque quero estar presente quando isso acontece ririririri.

Ficaria atento a possíveis ligações e caso ouvisse a voz clara e reconhecível do jovem urso me perguntaria em que arbustos o curioso havia se enfiado para precisar de informações tão precisas.Levantaria o den den mushi rente a cabeça analisando um pouco a situação e então passaria o mesmo para Jeanne após dizer umas breves palavras no comunicador:

-Porque eu deveria revelar minha localização se podemos passar tais detalhes sobre distância com a mesma finalidade?Essa é a função primordial desses caracóis e suspeito que contar onde estamos pode ser perigoso.Nunca saberemos se as chamadas não estão sendo interceptadas.Isso é um assunto delicado então passarei para Jeanne conversar com Auster ela saiu ontem a noite e tem mais dados do que possuo no momento.

Emprestaria o den den mushi até às devidas perguntas do outro lado recebessem os detalhes necessários e acabando pegaria o comunicador de volta.


Me certificaria de que todos estivessem bem e aguardaria até que o homem chegasse para dar início em minha próxima e fadada aventura.
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Última edição por Rimuru em Seg 19 Nov 2018, 07:26, editado 1 vez(es)
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