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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyQui 17 Maio 2018, 01:15

Relembrando a primeira mensagem :

Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Fanalis B. Ria. A qual não possui narrador definido.


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Rimuru
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyDom 14 Out 2018, 19:30


E aqui me encontro novamente nesse ponto de vendas fabuloso,o mercado negro é o sonho e realização de qualquer detetive qualificado afinal onde seria melhor lugar para adquirir informações ou bens materiais a um preço acessível?

Muitas vezes eu venho a lugares como esse então a ambientação embora diferente sempre segue um padrão de hostilidade,perigo, e ótimas barganhas.Mas entre elas é a primeira vez que venho com minha aprendiz será ótimo para ela que se habitue a situações parecidas.

Puxaria a para próximo de mim e ficaria com meus braços envolta de sua cintura selando pela sua segurança e sussuraria em seu ouvido felino:

-Fique próximo de mim e evite contatos olho por olho com estranhos,alguns podem vir a querer arrumar confusão por muito pouco, comporte-se e aprenderá bastante assim como poderemos sair mais rápido daqui.

Passaria pelas jaulas apenas por curiosidade em ver os seres vivos em cativeiro e as diferentes espécies que ali residiam,se houvesse algo muito exótico com certeza as operações não estavam centralizadas apenas nessa ilha e envolveria uma rede criminosa ainda mais poderosa do que viria a imaginar.

Após analisar o que pudesse ver e ouvir o que Emma tivesse a dizer se fosse o caso levaria a junto comigo para as construções de madeira tomando todo o devido cuidado para não esbarrar em alguém ou permitir que colidissem comigo,sempre atento para as condições de meus pertences pessoais.

Se notasse algo suspeito ou aparenta-se que tivesse sido roubado  encenaria com convicção para chamar a atenção do público presente e apontaria para o responsável se tivesse conhecimento:

-Então esse é o tipo de recepção que aqui possuímos riririri,sabe eu já entrei em muitos submundo ao longo do meu trabalho mas esse é o primeiro que permite um convidado ser roubado diante de sua segurança.Ajeitaria os cabelos e continuaria a passos curtos esperando que resolvessem a situação por mim através do ego quebrado.

-Se é essa a imagem que desejam demonstrar ficaria lisonjeado em divulgá-la para outros contrabandistas.

Se recuperasse meu pertences ou nenhum problema ocorresse,me dirigiria para uma loja com inúmeros caixotes ou utensílios que pudessem vir ao meu interesse.

Como um ótimo comprador claro que seria exigido de minha parte ótimas maneiras e uma pequena bajulação e pitada de modéstia poderia ser o suficiente para me acolher aos braços de sua alegria:

-Vejo que possui ótimos produtos, com certeza sua experiência e inteligência se torna desejável perante a concorrência.Visto isto em diferença aos demais optei por fazer negócios contigo ao invés de simples comerciantes padrões.

Esperaria que isso fosse interpretado da maneira desejável,porém sabia que alguns deles poderiam ser difíceis de colocar sobre as rédeas da manipulação por isso evitaria parecer controlá-lo agindo naturalmente sem nenhum interesse adicional:

-Eu gostaria de ter em mãos o seu melhor catálogo sobre os venenos existentes assim como um guia comum para investigações de rastros,pegadas e pistas.Minha aprendiz está começando a entrar no ramo e seria interessante ter o ideal para educa-la de maneira correta.

Se ele me entregasse os livros solicitados não deixaria de demonstrar um enorme sorriso de satisfação buscando tratar de toda minha aparência celestial para cativar aos olhos:

-Interessante,sabia que podia contar com você,aliás já que estamos aqui por que não me trata de arrumar todos as ferramentas necessárias para trabalhar com tais soluções perigosas?

Tomaria cuidado para que nenhum pertence falsificado me fosse atribuído se ao mínimo relance notasse que algo não estava em suas verdadeiras condições questionaria:

-Espero que não esteja tentando me enganar com relíquias velhas como essa,riririri,pode não parecer mais a garotinha aqui tem prática com golpes,se desejar me dar uma pequena compensação pelo incidente ficaria honrada do contrário acho que terei que procurar outro interessado.

Se me fosse oferecido uma proposta adequada pouparia o mal entendido do contrário procuraria outro lugar e agiria de igual maneira até ter uma melhor resolução.

Dando continuidade às compras se obtivesse em mãos tudo aquilo relacionado ao ofício químico voltaria a atenção para um tipo de serviço diferente:

-E itens para a confecção de materiais?já que estou aqui irei arrumar um pequeno ou pequena serviçal para reparar minhas armas e equipamentos e seria mais do que adequado ela possuir em mãos tudo que for de sua utilidade.Sinta se à vontade em colocar tudo em uma mochila grande,ficará mais fácil de ser transportado.

Esperaria que o recente pedido fosse atendido já estava pedindo coisas demais e muitas eram simples de dar  impressões negativas sobre meu verdadeiro potencial então era chegado o momento de pegar luxos de fazer inveja:

-Teria um daqueles majestosos caracóis? Faria uma pausa mais do que dramática parecendo estar em dúvida sobre efetuar a compra retrucando com uma imensa remessa para quebrar sua perspectiva.

-Gostaria de um Regular e três modelos pequenos ou bebês se assim preferir

Se fosse questionado como eu levaria um objeto tão pesado como um caracol regular fingiria estar um pouco exaltado mas no fundo estava achando graça de tudo isso:

-Não fale assim,minhas expectativas estavam altas em relação a ti,claro que irei precisar de um funcionário para carregá-lo para mim,será que isso pode ser arranjado?

Finalizando a parte dos caracóis havia outras pessoas com que devia pensar,o nobre poderia seguir jornada conosco ou do contrário ainda teríamos que encontrar um médico para substituí-lo e para isso remédios seriam necessários:

-Posso dar uma olhada na sua categoria hospitalar?em meio ao meu ramo não é assim tão difícil se machucar então seria melhor se prevenir contra futuros incidentes.

Pegaria o que fosse do meu interesse ou questionasse como importante e então pensaria no jovem John o navegador,a pobre alma mal tinha o que utilizar,conforme saímos do farol tendo que se guiar até mesmo pela minha própria bússola:

-E acrescente uma bússola e luneta para outras finalidades, aliás peguei uma câmera fotográfica,um lampião,pincéis,tinta vermelha e preta,elas me serão úteis também.

Caso Emma ficasse em dúvida do porque eu estaria comprando algo que já possuía responderia com cuidado sem parecer rude ao mesmo tempo que acariciaria seus cabelos:

-Por precaução obviamente, um grande detetive como eu Alice, sempre tem que estar um passo adiante as adversidades,sem contar que precisaremos para pintar as bandeiras de nosso bando,quanto mais tivemos mas erros poderemos cometer até chegarmos ao resultado desejado, Riririri.

Cocaria a cabeça um pouco pensativo,vendo se havia algo que estava deixando de lado,como não tinha nada em mente apenas finalizaria a compra,tentando adquirir benefícios pela grande remessa:

-Visando que estou levando mais do que o esperado por um simples indivíduo, o que um grande proprietário(a) como você poderia me oferecer como desconto?Claramente que se for algo de meu agrado retornarei a fazer negócios novamente e quem sabe com outros interessados?Piscaria com o olho esquerdo e esperaria para a certeza contando o dinheiro necessário e entregando em sua posse com cuidado e atenção.

Voltaria minhas atenção aos arredores é procuraria roupas contrabandeadas,disfarces são importantes para serem substituídos com frequência sem contar que a variedade daqui poderia ser maior ou até mesmo mais difícil de ser encontrada ou acessível em demais lugares.

Mexeria uma por uma até encontrar um par de uniformes que poderia ser usado para representar os gatos celestiais,uma para mim e outra para Emma,concluindo isso pegaria um ótimo par de Luvas,Botas e uma pulseira bonita para colocar em meu braço esquerdo,com uma jóia brilhante para destacar glamour.

Não faria muitas cerimônias igual o primeiro apenas pagaria quem fosse o responsável na quantia adequada,guardando as roupas na minha mochila com exceção do outro traje que colocaria na de Emma:

-Um presente pelo ótimo serviço,quando voltarmos ao navio poderemos colocar e apreciar o tecido riririri.

Para concluir faltava apenas um lugar,procuraria por um carpinteiro ou grupo representativo,seria necessário grandes alterações na escuna se quisesse melhor velocidade e conforto:

-E uma grande honra para essa incrível detetive estar sobre seus serviços,riririri,lamento por ser inconveniente mas preciso que realize um serviço de meu agrado pessoal,preciso que aumentem as salas de meu navio,umas três a mais deve ser o bastante, quem sabe alguns mastros,tipo uns dois para facilitar e uma forja para meu futuro funcionário?

Ouviria sua resposta e se aceitassem a exigência pagaria,dando uns leves tapinhas nas costas de Kelly:

-Se importa de guiá-los até lá para começarem o serviço? Creio que os outros ficariam contentes se alguém retornasse com notícias eu terei que ficar aqui por mais um tempo,claro se desejar recusar podemos levá-los quando estivermos de partida.

Voltaria para o ponto de origem em mãos dos novos pertences que poderia ter adquirido e esperaria o retorno de Clark isso se o mesmo já não estivesse ao meu aguardo:

-Certamente que vocês tem um ótimo lugar aqui,teria sido uma pena se o dublê não fosse recuperado,mas enfim,temos negócios a tratar e acho que fosse pode me recomendar com melhor empenho.Vocês por acaso possuiriam uma Ferreira qualificada para trabalhar deliberadamente?Se for de uma raça que precise de pouco alimento ou facilmente camuflada seria um bônus fabuloso.

Se estivesse de acordo seguiria o mesmo dando uma olhada em suas ofertas,questionaria com expressões faciais e gestos de mão o quanto cada uma delas custaria individualmente e um pouco de suas histórias ou habilidades para uma melhor seleção.

Histórico:
 
Histórico NPC-Emma :
 
Feitos:
 
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Lista de Compras 2.0:
 
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Johnny Bear
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptySeg 15 Out 2018, 00:27

Hola!



Posso pensar em inúmeros fins horríveis para minha insignificante vida de Mink, mas nenhuma das intermináveis visões de que passavam de um soberbo felpudo até um fazendeiro de sucesso de um país gélido qualquer ganhando a vida como um daqueles que não se pode ser nomeado, talvez a classe social mais obscura, coberta por uma grande cortina de desespero e solidão, fardado ao esquecimento e à vergonha para o resto dos ciclos da existência, estou falando de um civil; é horrível pensar  em passar a vida como um daqueles, e embora não chegue propriamente a superar o meu destino que ia se contornando até então nessa aventura, ouso dizer que estão há um passo de diferença, minucioso. Lembrei do instante em que meus olhos correram pela ilha, quando pude fitar as almas despojadas sobre o solo pútrido, não sei se era o cheio podre que se espalhara pelo ar, ou se a visão turva de uma vida de infelicidade de decadência, sobretudo, uma aura negra por todo o local, agora me encontrava imerso nela, aceitando a vida escassa, a maré da depressão parecia ter se chocado sobre mim.

“Ficar nesse lugar que fede a bosta? Todo esse cheiro deve ter bagunçado meus neurônios que já não são lá essas coisas! Hah”

Sorri, era como estar bem e vivo de novo, libertando daquela gama de escolhas ruins e má sorte que parecia me rondar, enfim revigorado para fazer novas e sábias escolhas, cujas quais não incluíam ficar em um lugar de profunda melancolia e depressão junto com outros mais coitados, por sorte não me tornaria um daqueles, contudo, já não podia sorrir por TJ, não é mistério algum que no fundo eu ainda esperava que ele fosse tomar jeito na vida e desistir da boemia e farra para continuar a jornada navegando pelo oceano mais serelepe do pedaço.

Talvez eu esteja exagerando e quem sabe meu fim não fosse tão desesperador assim, não tão quanto minhas palavras finais ao bando seriam, era estranho imaginar aquilo sendo dito por mim em qualquer circunstância, eu não passava imagem com nenhuma credibilidade? Fazia imagem de uma espécie de diplomata ou filósofo virtual, já tive meu tempo de falas tortas e ensaios retóricos, os encantos que antes enfeitavam meus pensamentos agora tomavam um ar mais claro e limpo, não era ríspido como uma leitura barroca, sou como um poeta modernista que revoga às práticas rebuscadas e caprichosas da antiga geração, renasço da prosa em linguagem simples e cotidiana, e sem fazer nenhum rodeio retorcido dou-me um tapa na maçã esquerda do rosto.

“Acordei, Acordei!”

- Ei! Calma lá, onde vai a ruiva?! – Exclamaria aos meus confrades que comigo iam em mergulho silencioso para a divisão de destinos, não quis dar a entender a existência de uma relutância em deixar aquele mundo para navegar aos mares, pois o que eu mais queria, desesperadamente, era de fugir daquele local o quanto antes, talvez a aquela altura tudo tivesse se resolvido, já nem me lembro ao certo o motivo de todo aquele tempo parado em um lugar que não parecia nos produzir uma expedição agradável, mas quem sou para reclamar e fazer alarde? Um pobre e, talvez, hipócrita Urso que nada fizera senão afogar as mágoas em uma garrafa de Vodka que carregava há mais tempo que minha própria lucidez – Alto lá! – Exclamei aos ventos para que me ouvissem de longe, ainda jazia esperanças de alcançá-las com o os ventos a carregarem a sonoridade de minhas vagas indagações, quis manter aquele ar misterioso, um salpicar de incerteza e esperança quem sabe reacendesse o interesse da ruiva por mim, depois daquele desfecho patético que havia, teoricamente, encerrado minha participação no bando, não podia passar batido e voltar como se nada tivesse acontecido.

- Acho que poderemos esquecer aquela coisa de caminhos de ódio e os pormenores não é? Talvez seja por que minha Vodka deve ter estragado depois de ficar tanto tempo aquecida debaixo dos meus pelos! Por mil demônios, eu devo ter batido a cabeça em algum tijolo por ai, nunca que eu vou deixar minha aventura e meu sonho de navegar o mundo para ficar em um lugar como esse, plantando... O que eles fazem por aqui para ganhar dinheiro? Esqueça! Não importa, eu vou com vocês e é isso ai. Cadê aquela garotinha que anda pra cima e pra baixo com uma gatinha? Ele fez um sanduba suculento para aquele doidão que estava conduzindo o navio, eu vou querer um daqueles depois, será que ele faz um pra mim? – Ficaria contente em vê-las a frente caso me esperassem, isto é, a Ruiva e aquela moça que está sempre junto dela, uma loira, isso mesmo. Não sei ao certo quando diria isso, se fosse assim que me virasse para concertar os erros que cometi, ou se depois de um longo tempo de caminhada pela cidade em uma tentativa de encontrar o porto.

Lembro de tê-la ouvido falar sobre a partida inesperada de uma parte do grupo, cujo qual o canalha do Will estava incluso, ele e aquela garotinha que fazia um sanduíche gostoso, malditos, eu poderia perdoar aquela criaturinha por sua praticidade em preparar comida, não estava a fim de criar complicações com alguém que cuidava da alimentação do grupo, sabe-se lá o que em seus pensamentos sórdidos podem se abrigar o desejo de vingança, podendo variar entre uma façanha de mal gosto como colocar algum laxante, ou quem sabe ele fosse ainda mais profundo em suas escolhas para que seja capaz de colocar algum tipo de veneno letal. Mas Will... Eu não conseguia imaginar aquele magricelo indo por ai sozinho, ainda mais depois daquela surra que levou para um mero marinheiro, sei que posso estar sendo pretensioso ao colocá-lo em uma imagem inferior por cair para apenas um homem, tudo bem, podemos considerar que ele em teoria teria enfrentado o obstáculo mais forte, mas eu ainda tive que ajudar na contenção dos outros marinheiros no convés junto com as garotas, além, é claro, daquele maluco samambaia voador que chegou no navio.

“Aquela muriçoca do Will não vai sobreviver uma hora sequer sem mim por ai, quem sabe já tenha morrido e eu não tenha idéia do que esteja se passando naquele navio, filho da puta, espero que o cozinheiro esteja bem para me preparar um sandubaaaa!”


Talvez minha obsessão por sanduíches pareça apenas para dar voz a uma personalidade, talvez em partes, mas eu também devo dizer que estou em uma larica como se não tivesse comido por um mês ou mais, e o sanduíche parecia ser o lanche mais simples e suculento de se providenciar em horas alarmantes como estas, que atire a primeira pedra aquele que nunca no meio da noite, aos primeiros resvalos dos pelos da puberdade florescendo ao corpo, caminhou para a cozinha da humilde residência para providenciar aquilo cujos ditos populares classificam como “lanche da madrugada”. Posso contar relatos meus que preencheriam uma boa parte de páginas de meu pequeno diário de bolso, não é como se eu fosse um esfomeado para partilhar de tantas experiências como essa, mas não tem nada mais agradável do que saborear um lanche no calar da madrugada com a sensação de adrenalina correndo-lhe o corpo, sabendo que a qualquer momento pode ser pego.

- Por onde a Ruiva foi? – Perguntaria a outros se não pudesse encontrá-la em minha primeira tentativa, iria consultar os outros membros da recém fragmentada tripulação, que seja Dk ou TJ, ou talvez as garotas soubessem de alguma direção para me apontar, quem sabe até mesmo elas fossem ousadas o bastante para confrontar a casual masculinidade dos outros membros do grupo que aos poucos iam desertando. O espaço começava a ficar pequeno para mim, eu estava prestes a embarcar em um harém repleto de... Humanas. Ser o único macho da tripulação me trazia desconforto posto no fato exclusivo de eu ser um Mink. Talvez possa ser um pouco estranho eu relatar isso como algo desconfortável, mas sou provido de pelos e partilho de uma linhagem de ursídeos que, no geral, são considerados fofos e agradáveis para a visão geral, é fácil ser recebido com elogios e carinhos quando se é uma bola de pelos, apesar de musculoso e com braços que refletem bem minha mutação, não, não é água com músculo ou subir em árvore; mas minha aparência não impediu aquela garota Silk de me achar fofo, ou a ruiva de me apelidar por “ursinho”.

Aguardando a resposta para minha pergunta, feita aos casuais membros, far-me-ia agradecido a quem soubesse me presentear com a resposta clara e objetiva traçando o caminho até a nova embarcação rumo ao nosso cozinheiro e a lombriga de chapéu. Caminhando para mais perto dos antigos companheiros pude sentir a aura de despedida finalmente cingir sobre seus corpos, era diferente de antes, muitas coisas pareciam se concluir naquele instante e, de fato, o fim estava sendo selado em algumas despedidas e outras reviravoltas, tentei ver o lado positivo na situação, falhei tragicamente e deixei escapar um grunhido triste.

- Ei Auster, que tal a gente praticar aquele golpe em algumas dessas carcaças ambulantes por ai? Vai ser engraçado, vamos ver o quão longe eu consigo arremessá-los? – Esperei que a garota aceitasse minha proposta, talvez não fosse o pedido romântico que alguém desejasse receber, mas era uma boa forma de praticar um ataque combinado que antes havia funcionado, sem falar que estaríamos praticando uma espécie de esporte de arremesso... Deixaria de lado se a resposta fosse negativa, ficaria um tanto cabisbaixo de não poder aproveitar o caminho de ida até a válvula de escape daquele cu de mundo. Mas se a garota aceitasse só tornaria meu dia melhor em meio a tantos vislumbres que aconteciam desde que pude voltar a ser gente e deixar de lado o papo budista sobre ódio ou qualquer bosta que eu tenha dito sobre efeito de muito gás carbônico.  Esperando que ela soubesse o caminho, ou que a ruiva estivesse nas proximidades para já seguirmos todos rumo a embarcação, seria breve em minhas escolhas, era tudo traçado bem linear em minha mente, como uma volta da ilusão de uma vida pacífica era difícil compreender o cenário que de fato estávamos enfrentando, optei por deixar os detalhes com os membros mais despertos do bando, eu estava ali pensando apenas em dedo no cu e gritaria, e procurando uma definição menos ofensiva, minha preocupação nula com os problemas e suas resoluções exteriores.

- Vamos lá! Acerta os que você ver usando uma espada enquanto eu tento levantar e arremessar eles usando minhas presas, ok?! –
Se eu posso chamar isso de plano, é a melhor e mais sucinta forma que posso descrever minhas instruções sobre o que se aproximam, também, de regras, na verdade eu estou bastante indeciso sobre como proclamar minha nova idéia que, como muitas outras, tem grandes chances de dar errado e não traz nenhum efeito produtivo para aventura, servindo de um alívio cômico daqueles bem chulos. Com a garota montada em minhas costas, ajeitaria meus braços para tornar a partida e o cavalgar um pouco menos pesado e mais veloz, meu intuito seria de chocar com os alvos de uma forma menos agressiva, não é como se eu quisesse colidir, mas sim levantá-los usando partes especificar do corpo, como o focinho e a cabeça.

“Beleza, a formação perfeita que carinhosamente irei apelidar de Aurso... Ou ficaria melhor como Urster? A DUPLA IMPLACÁVEL ESTÁ DE VOLTA ÀS RUAS DO FAROL!”


Sem pensar muito em outras mais aleatoriedades que tomariam ainda mais tempo desnecessários, iria partir com a garota em minhas costas, com as instruções dadas e, com o caminho traçado para chegar até o novo destino, iria seguir sendo guiado inteiramente pela moça de mechas cerúleas, não se tornava um desafio para mim deixar tudo ao comando desta, havia há certo tempo demonstrado uma grande eficiência em combate e no campo social, tinha desenvolvido com ela a amizade que não havia lhe dado a chance de fazê-lo assim que a conheci, era estranho me ver pensando coisas boas e positivas de alguém que eu não nutria nenhum tipo de afeição.

- Ei Ruiva, nos encontraremos lá! – Dava continuidade, a fala, as ações artroses da investida feral que de solavanco me tiraria do chão, queria dar aquela sensação de empuxo na minha condutora, como um susto inicial ou alguma coisa do gênero que fosse capaz de arrancar um grito de desespero ou um sorriso largo, quem sabe até mesmo os dois. Diferente das oportunidades expressivas que podiam se suceder em uma determinada ordem de fatos, não se contrapõe as idéias, na verdade, estaria pensando, desde o começo, em uma caminhada mais calma e não tão saturada, uma forma de ainda tentar recobrar aqueles sentidos que me fugiram durante alguns momentos, tentar recobrar o que havia acontecido e o que não pude fazer para impedir a ida dos restantes dos tripulantes, no caso de meu caminho ser silencioso e livre das peripécias que armei para ocupar o tempo, estaria ocupando esse tempo para ouvir o que o restante tinha a dizer, talvez as moças quisesse ponderar algo ou recobrar-me daquilo que fora deixado para trás sem que eu ao menos pudesse ver o rastro, me localizar ou colocar alguns pingos nos “i”. Não tinha uma pergunta chave para decifrar tudo o que havia se passado sem que eu tivesse me dado conta, portanto, o velho e manjado discurso iria se repetir.

- O que aconteceu desde que saímos do barco? Acho que não consigo lembrar do que aconteceu depois de então... – Era minha inquietude que bradava com relutância, eu estava fazendo a pergunta por meros caprichos, apenas por fazer-me preocupado e dar ao clima empobrecido uma certa descontraída.

Agora de volta ao plano ocioso, esta parte que sinto mais deleite, por mais que parecesse um avanço de batalha fenomenal ou alguma espécie de armação para provocar tumulto, na verdade, está fundado na idéia de tornar simples e divertido todo o caminho até o novo objetivo, era repudiável caminhar por lá e cá vendo as aparências grotescas que se projetavam a sua frente a cada beco que cruzava, moribundos ou próximos daqueles “zumbis” que muitas obras modernas se aventuram a descrever como novo antagonista de obras que retratam a sobrevivência da humanidade em um mundo destruído por eles mesmos, ali poderíamos sentir uma experiência semelhante, como se eu fosse um enorme caminhão atropelando os corpos mirrados ou exacerbados, enxotando-os para fora do caminho.

- PONTOOOOOOOOO! –
Iria exaltar caso conseguisse chocar algum ou outro pelo caminho, a idéia seria de levantá-los o máximo que conseguisse, mas já me sentiria satisfeito por empurrar seus corpos para o chão ou arremessá-los para longe como resultado de um impacto, resulta que em todos os casos eu teria a clara intenção de avançar sobre estes, iria de encontro mesmo que tentassem desviar do caminho de um gigante desenfreado, e se Auster fizesse sua parte de abrir-lhes cortes com a arma já me faria o Urso mais contente do mundo, seria com esse gargalhar que seguiria.

Mochila:
 

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyTer 16 Out 2018, 10:13

O Prelúdio da Revolução: 25

Ria

A cena com o rapaz do chapéu de palha se seguia, e vendo que não embarcaria no barco naquele momento ele apenas se sentava em um caixote próximo de Ria começando a afinar seu banjo enquanto conversava. - Vivri card eh? Vai dá pro chero. - Ele tocava alguns acordes enquanto ouvia o pedido pelo jornal como se estivesse meio avoado, seus dedos se moviam incrivelmente rápido e era possível notar sua maestria com o instrumento. - Ai dentro. Jornal? Tenho nam, eu escutei a notícia daquele véio arretado, nunca vi alguém tão virado na macaca como ele cês dia. - Ele tornava a toca enquanto Ria, de mãos vazias decidia botar sua prática de leitura com o diário de Betros.

Agora olhando com mais cuidado a Ruiva podia ver que algumas páginas estavam rasgadas, trechos se encontravam riscados, como se alguém tivesse tentado apagar o conteúdo do diário, no entanto um pequeno trecho chamava a atenção de Ria:


Página 78

“Desde os ataques de Kellig e seus comandantes a Grand Line não é mais a mesma, Karthus tem agido um tanto estranho, paranóico, certo dia chegou a desconfiar até mesmo de mim que o conhece há tantos anos, algo está acontecendo por esses mares, como um mero engenheiro pode-se dizer que não sou ninguém para me meter nesses assuntos, mas meu instinto curioso não me deixará em paz, se há algo acontecendo precisa ser revelado às pessoas, ou sérias consequências serão desencadeadas.”
Página 81

“As notícias costumam chegar rápido aqui no farol que se conecta com os cinco mares, as pessoas já estão chamando a singularidade de Midnight Shine. Barcos enormes e misteriosos andam aparecendo por todo o mundo, suas bandeiras negras sem símbolo algum não revelam identidade alguma, não se sabe se são piratas, revolucionários, caçadores de recompensas, agentes secretos do governo ou nem mesmo civis.

Em todos os Blues parece ser possível avistar essas navegações no horizonte, alguns já tentaram alcançá-las, não se sabe se morreram ou se perderam, mas ainda não houve nenhum relato de retorno. Na Grand Line as coisas estão um pouco mais complicadas, tripulações inteiras sumindo no meio da noite, habitantes de diversas ilhas dados como desaparecidos, eu sei que parece meio aleatório, mas creio terem alguma relação. Rumores dizem que os navios são fantasmas, que ninguém nunca foi visto tripulando neles, já outros espalham por aí que figuras negras e encapuzadas ocupam as embarcações, de qualquer forma, isso só pode ser um mal presságio.”
Página 84

“Sinto que estou sendo observado nos últimos dias, a questão é, por quem? Fiz diversos inimigos durante a vida mas não creio que seja o passado vindo me cobrar as dívidas, alguém não está gostando do que eu venho investigando, isso só quer dizer que estou no caminho certo. Não sei se posso contar com Karthus para minha proteção, o velho parece ter enlouquecido de vez, nunca o vi desse jeito.

Ultimamente houve um crescimento na população de insetos daqui, isso é bastante incomum, eram espécimes raras como escaravelhos e besouros, suas movimentações eram ordenadas, parecia que alguém os estava controlando. Nessa tarde eles foram embora, aparentemente seguindo uma dupla de caçadores, é uma pena, pareciam ter futuro, mas ao meu ver Midnight Shine já os colocou em sua mira, que Deus os tenha.”
Página 85

“Se alguém estiver lendo isso é porque eu provavelmente estou morto, pode acontecer hoje, amanhã, a qualquer momento. Essa manhã encontrei meu cachorro pendurado no teto de minha casa com as tripas cortadas, na parede tinha um aviso escrito com seu sangue: “Cuidado”.

É uma mensagem, querem que eu me cale, eu não esperava ser descoberto tão cedo, isso só pode ter sido o recado de um habitante do submundo, “Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você”. De fato era a última organização que eu esperava estar na minha cola, talvez a Midnight não me ache tão significante assim, ou estariam eles trabalhando juntos?”

Com o fim da leitura, aquecimento cerebral e do tocar de música do rapaz era a hora de finalmente fazer algo, não haviam muitas opções para Ria e logo ela chegava a conclusão mais lógica.

- Aah, esse foi o cabra da peste que causou toda aquela confusão néh. Eu num ouvi nada de homi deixado não, mar sei ondi fica as caverna. - O rapaz de chapéu de palha guiava o caminho para as cavernas que ficavam após o próprio farol em direção a reverse mountain. - Pouca gente vai lá, os bebê chorão tem medo dus passarinho azul, mais eu gosto de lá, faiz um eco legal, e as vezes meu mío amigo Ernesto me dá uns peixe, ele eh pescadô. -

No meio do caminho a conversa se desenrolava e antes que percebesse Ria já se encontrava na região das cavernas com tantas entradas que mais parecia um labirinto. Ali, sentado em uma entrada elevada que tinha frente direto para o mar e com as pernas penduradas ao vento estava um garoto de cabelos esverdeados segurando uma vara de pescar, ele tinha roupas desgastadas, um chapéu de papel em formato de barquinho em sua cabeça e um pedaço de palha na boca enquanto fisgava alguns peixes despreocupadamente, o balde de metal ao seu lado balançava um pouco, o que indicava que ele havia pego alto e não morreria de fome pelo menos por este dia.

- Iiih falando no diabo. - O falso Luffy garoto com o banjo estendia então a mão e gritando pela a atenção de seu amigo. - OOH, fi da peste!!! - O jovem pescador demorava um pouco mas finalmente olhava para baixo, ele não dizia nada, apenas acenava em retorno. - O Ernesto é mudo, mais fala pelos cotovelo, pode perguntar qualqué coisa sobri essas caverna que ele vai respondê. - Era o momento de perguntar sobre o ex-capanga de Savage e Ria prontamente o fazia, o jovem com a cobertura de papel parava um momento para pensar e logo mais batia duas vezes no ombro seguido de apontar uma direção, nessa hora o rapaz com o chapéu de palha interpretava a mensagem na hora e traduzia para a ruiva. - Ele disse que eh a última carverna n’quela direção, um pessoal encapuzado foi lá agora pouco e num voltô até agora. - Como ele tinha falado tanta coisa com apenas três gestos? Essa pergunta nem mesmo eu sei lhe responder, mas o importante era que a Ruiva logo seguia pelo caminho e a medida que se aproximava do local podia notar que o fluxo de pessoas diminuía até não ver quase ninguém, dali, “atrás” do farol, ela conseguia avistar onde Don Karthus guardava seus barcos que ainda não haviam sido desmontados, e nem seriam, pois Bedros já não se encontrava mais no mesmo plano terreno.

Em sua maioria eram escunas dos mais variados formatos e tamanhos, alguns brigues também podiam ser vistos, mas com exceção dos botes e canhoneiras que tinha lá, para um amador todo o resto seria classificado simplesmente como um barco ou no máximo um navio. Ao todo eram cerca de oito ou treze embarcações, oito ou treze sonhos destruídos, um pouco mais afastado, longe de ser atracado, havia também uma pequena escuna com velas lisas sem símbolo algum e com uma movimentação quase nula.

Por fim, ao chegar na caverna a surpresa vinha dos dois lados, a princípio a Ruiva não conseguia identificar quem exatamente era a pessoa abandonada por Savage ela estava sentada em um canto escuro completamente suja de sangue, e a seus pés, três daqueles mesmos caçadores de recompensas que haviam atacado o barco, ambos mortos e mutilados pela lâmina que a figura segurava, alerta e aparentemente arisca pelos novos “intrusos” na caverna.

Ria se apresentava para a pessoa em questão, e ao ouvir seu nome a outra pirata relaxava baixando sua lâmina ao mesmo que suspirava, sim, exatamente isso que você leu, “outra”. - Ah, é só você Fanalis, não me assuste assim. - A voz era áspera e um tanto imponente, eu diria até mesmo arrogante, se apoiando na espada ela levantava e era então que a Ruiva podia ver aqueles fios loiros refletindo a luz que agora batia em seu rosto, estava suja e coberta de sangue, mas aquele corte de cabelo curto que deixavam sua boa feição a mostra, luvas e botas de couro junto da forte personalidade deixava impossível de não reconhecê-la, Elizabeth.

- A merda começou quando ele encontrou aquele pirata, Ragnar, Savage não é daquele jeito, Ragnar o convenceu de alguma coisa, algo mudou. - Seu olhar nesse momento parecia um tanto perdido, como relembrando de um passado distante. - Algo mudou já faz um bom tempo… - Ela sussurrava logo antes de voltar em sua entonação normal. - Quando o confrontei… - Seu estado falava por si só, Elizabeth só apontava para si demonstrando seu estado acabado, olhando mais atentamente Ria podia ver que a loira tinha um pano improvisando uma bandagem em uma perfuração no abdômen. - Tch, o que eu estou fazendo? Jogada nesse lugar falando da minha vida justamente pra você? Patético. - Após um bom esforço Elizabeth conseguia ficar de pé sem o apoio da espada olhando séria para Ria. - Veio acabar comigo? Buscar vingança por aquele velho? - Ela levantava novamente sua empunhadura com um sorriso sarcástico no canto de sua feição agarrando-se a vida da forma que podia. - Eu não caí ainda.

Elizabeth estava pronta para um combate ao mesmo tempo em que o garoto do chapéu de palha já tomava fôlego pra se acabar no tirolês enquanto as duas se digladiassem, no entanto para a surpresa de ambos a Ruiva chegava com uma oferta de paz, ou melhor, uma proposta de aliança.

- Não, eu não tenho. - Dizia Elizabeth quanto a pergunta sobre o navio, o pedido de aliança ficava pendente por um instante, a loira parecia hesitar, não imaginava que viria a juntar novamente forças com a Ruiva, e seu orgulho era o que mais a impedia de tal. - A que ponto eu cheguei? - Murmurava ela para si mesma em desânimo. - Muito bem, façamos uma trégua então, até o Savage...

Se no dia anterior as coisas não estavam o ideal, neste não poderia ser melhor, a próxima ação de Ria era um pedido direto para o rapaz de chapéu de palha, que a apesar de não se opor a tudo tinha uma única controversa:

- Eu num sei quem ucê tá chamando de Fake, mais meu nome é Matte, igual tomate, só que sem o “to”. - Logo em seguida ele dava uma pausa mostrando seu sorriso faltando um único dente. - Se existe mais alguém? Qualquer um daria a vida pra sair esses quinto dos inferno. - Quanto ao pedido de reuní-los: - Aguenta um pouquinho aí, eu vou chamar o pessoal e te encontro lá. - Antes que ele pudesse ir embora Fanalis dava seu último brado, o anúncio do seu plano de roubo, Elizabeth ao ouvir aquilo perdia a força nas pernas e quase caía no chão, o rapaz de chapéu no entanto dava uma gaitada enquanto ria. - Ocê é a pessoa mais desmiolada qui eu já vi, gostei! - Rapidamente Matte saía da caverna deixando apenas Ria e Elizabeth, a loira ainda suspeitava dos planos da Ruiva, mas era melhor do que nada, pelo menos em parte.

- O caipira tem razão, você não tem cérebro pra atacar aquele velho, na certa ainda não o deve ter visto em ação. Sabe pelo menos que ele já foi tripulante do antigo Rei dos Piratas? - Elizabeth parecia meio estressada, mas logo dava um longo suspiro se acalmando. - Bom, isso não é de tudo ruim, vá lá e faça um discurso pra esses idiotas, convença eles a tentarem roubar os barcos do Karthus e criarem uma distração. Eu tenho um alvo melhor em mente. - Um sorriso malicioso cobria a face dela enquanto apontava com sua lâmina para um dos cadáveres encapuzados. - Eles devem ter vindo de alguma forma não é? E tenho certeza de que não irão embora até nós duas estarmos mortas. É melhor do que roubar o Don não acha?

Chô

Enquanto isso Chô finalmente acordava para a vida, a sensação para os outros é que ele estava em transe desde o desafio com o Karthus, que tinha algo errado, Lotus não estava vivendo, apenas existindo, tal qual que suas respostas nem ao menos era totalmente sinceras, e sim o fraco reflexo de uma remota personalidade já não mais existente naquele urso. O Mink se erguia subitamente mais uma vez quase desmanchando a barraca, finalmente percebera o quão sem sentido eram suas falas, ele agora buscava por Ria, buscava correr atrás do tempo perdido e o mais importante, buscava sair daquele dito “lixão”.

- A...a Ria foi arrumar um barco pra gente. - Respondia Yue um tanto espantada com o grito repentino, Dk e Tj, ambos desmaiados de tanto beber na noite anterior, continuavam em seus roncos, diferente de Auster que já estava tão sóbria ao ponto de sair do local para pegar um ar, dado históricos prévios, sua recuperação para com o Álcool era quase que imediata. - Por que? Houve algum problema? - Perguntava ela preocupada.

Chô então dizia-lhe tudo, não era exatamente para a capitã mas sua companheira loira se encontrava toda ouvidos, Lotus explicava o quão errado estava na noite anterior, o menor de seus desejos era ficar naquele lugar, redenção por ter dispensado a Ruiva era o que ele buscava.

- Tenho certeza de que ela vai pular de alegria. - Comentava a loira de uma forma sincera e gentil. - Na verdade eu esperava que todos nós pudéssemos seguir viagem juntos. - Por um instante seu olhar era cabisbaixo, ela olhava para a dupla de bêbados sem salvação ao mesmo tempo em que se lembrava do sacrifício de Illya, em especial essa última, dentre aqueles naquela cabana Yue era a que mais tinha visto o lado bom daquela bárbara, como ela moveria montanhas para conseguir salvar um companheiro, no fim, sua morte foi digna para todos. - No entanto respeito às decisões de cada um, apenas fico feliz que você esteja vindo com a gente. - Terminava ela com o indício de um sorriso fechando os olhos levemente, afinal, seu rosto ainda estava um tanto imobilizado pelo ferimento, e Yue podia até não admitir, mas o simples ato de falar lhe era custoso.

- Eu sabia que você não desapontaria! - Entrava Auster na cabana com um sorriso estampado no rosto, aparentemente havia escutado tudo. - Temos que contar à Ria, talvez ela já tenha arrumado o barco. - Concluía a azulada um tanto quanto esperançosa demais. - Hmmm, eu não sei onde ela foi, mas vamos, eu te ajudo a procurar, ele deve estar no porto ou algo do tipo, esse lugar não é tão grande assim. - Disse ela com relação ao paradeiro da Ruiva, já não havia mais muito o que fazer ali e logo a dupla saía em busca de sua capitã.

Durante o percurso uma ideia um tanto quanto incomum vinha da parte do Urso que poderia até se entristecer com a resposta recebida.

- Eu não acho que seja uma boa idéia Chô. - Concluía Auster em sua habitual simpatia que consolava o mink. - É melhor não criarmos confusão até ir embora daqui, essa gente não é fraca como você pensa. - Seu olhar entristecia, o motivo era claro, talvez não para o Urso que não leu os posts do Grimm, mas para a garota de cachos azuis era como água. - Mas se te faz melhor eu posso ir montada em você. - Terminava ela com com uma risada descontraída.

No final não era uma simples brincadeira e logo era possível ver um urso gigante andando de quatro enquanto uma garota se mantinha sentada em suas costas, diferente do habitual Auster se apoiava completamente no tronco do urso se afundando em seus pelos, como se ele estivesse levando um abraço por trás, apesar de sua aparência grotesca diferenciada, o mink ainda assim era “fofo”, e Auster se afagava nele enquanto caminhavam, era como montar uma nuvem, o tamanho e jeito bruto até a lembrava sua velha amiga, resultando assim em mais ternura ainda.

A dupla incomum chegava no porto, nada da Ruiva ainda, Chô então perguntava o que havia acontecido, era o momento em que ele sentia o abraço se apertar e uma sensação molhada em sua nuca, Auster estava aos prantos enquanto tentava explicar. - E… Ela morreu Chô, tentou bancar a heroína salvando a gente… - *Som de catarro sendo puxado. - Ninguém mais havia percebido sua gentileza até o momento, até ser tarde. - afagar o mink era quase como um terapia, o abraço apertava um pouco mais e seria plausível até mesmo para Chô se perguntar qual a real força bruta de Auster e como é tão alta. - Queria que estivesse lá, acabar com aquele encapuzados igual fez com os marines...

Era então que os dois podiam ouvir um certo tumulto, uma movimentação estranha de pessoas ali no porto, no centro da confusão, um rapaz de chapéu de palha que tocava seu Banjo enquanto chamava por todos em nome da Capitã Ruiva.

- Viu.. - Dizia auster com a voz ainda um pouco alterada limpando o nariz na manga de sua camisa e interrompendo o choro. - Eu disse que não ia ser difícil encontrá-la. - A convenção em si era em favor de Ria, mas onde estaria ela naquele momento para motivar “seus homens”?

Rimuru
Na noite anterior.

Rimuru por outro lado aproveitava um pouco mais a vida noturna, seu pensamento era certo até um determinado ponto, talvez fosse mesmo uma boa coisa para a gatinha Emma que aprendesse um pouco sobre as negociações por debaixo dos panos, aquele mercado negro no entanto era diferente, sua própria atmosfera já dizia isso, não era como um lugar em que comerciantes se reuniam, era mais como uma empresa, aliás, mesmo dentro o mundo de sombras era raro ver um lugar que mostrava e judiava de seus escravos tão abertamente para Deus e o mundo, mais e mais mercadoria chegavam do aqueduto enquanto ainda era possível ao fundo ouvir os açoites se chocando no chão ou em carnes.

- Shishou… - Dizia a mink em um tom choroso já abraçando o detetive antes mesmo que ele a envolvesse em seus braços. - A Emma não gosta desse lugar. - Se entregar Will para a Marinha havia provocado alguma mudança na garota, o medo daquele local colocava sua personalidade no lugar. Seu nervosismo logo era então, não cessado, mas acalmado pelas palavras e instruções de Rimuru que mesmo naquela situação tentava ensiná-la, sua resposta era apenas um acenar de cabeça que acabava se arrastando nas roupas do celestial que nem mesmo precisava olhar para deduzir que movimento era.

Uma rápida passada nas jaulas e a conclusão era quase que imediata, não seria tão fácil derrubar um lugar assim, existiam humanos das mais variadas etnias, um pouco mais afastados minks assim como Emma, estes agiam de uma forma mais selvagem e descontrolada dentro da cela, como se seus extintos animais de sobrevivência ficasse a flor da pele, homens peixes tão estavam presentes e até mesmo a raça originada de um tabu proibido furryfilia, se fazia presente, híbridos entre humanos e minks, a única espécie que não podia ser vista era a dos gigantes, muito cedo ainda para tirar conclusões no entanto.

Já na construção, Rimuru adentrava e logo percebia um total de cinco departamentos, o local era maior por dentro do que parecia, estes eram: Roupas, armas, livros, itens em geral e administração e vendas.

- Seja bem-vinda Senhora Cliente, o Biscuit Market lhe agradece pela preferência, em nossos departamentos você poderá encontrar os itens mais importantes e vendidos da categoria, no entanto não nos limitamos a isso, qualquer produto que não tenha visto ou que procure especificamente poderá ser vendido em nosso catálogo. - Quem lhe atendia era uma moça jovem vestida de empregada com cabelos loiros e longos, seu sorriso? Claramente falso e treinado, a coleira de escrava comprovava aquilo enquanto que sua verdadeira expressão era de “me ajude”. - Qualquer dúvida estarei sempre ao seu lado para garantir o melhor conforto e satisfação em nossa loja, meu nome é Ellara e serei sua acompanhante. - Apesar do sofrimento interno ela olhava simpaticamente para Emma. - As Senhoras aceitam uma água? biscoitos? - Relutante a pequena mink aceitava a segunda opção, e logo não se arrependia, pois no instante seguinte estava agarrada em um pote de biscoitos ao mesmo que acompanhava Rimuru.

O primeiro departamento era o de livros, a variedade ali presente era invejável, e seria quase inacreditável para Tempest se não fossem os salões de livros em sua terra natal que deixavam aquele lugar no chinelo. - Creio que estes livros a agradem. - Respondia Ellara após rapidamente apanhar os materiais sem nem mesmo procurá-los antes, sabia exatamente de suas localizações. - Por favor sinta-se à vontade para dar uma folheada e averiguar o conteúdo, seus títulos podem parecer inadequados mas garanto que são os melhores do mercado. - O primeiro livro, sobre toxicologia, tinha um título um tanto quanto peculiar, “Assassinato, a arte silenciosa. Vol 5. Venenos; O segundo por outro lado era mais peculiar ainda, não possuía um título ou muito menos se tratava de um livro, era um diário, escrito por Bedros Ashburn, havia algo escrito em sua contracapa, “Minhas investigações”. Podiam até não ser os materiais mais didáticos ou comuns, mas seus conteúdos eram verídicos, e o melhor de excelência em qualidade.

- Quanto às ferramentas, se me foi informado corretamente a Senhora navega em uma tripulação, sendo assim posso recomendar alguns Kits médicos, equipamentos para mistura de materiais, itens de restrição podem ser úteis, iluminação também nunca é demais… - E assim ela ia acrescentando coisas a lista a medida que Rimuru ia aprovando sem nem pensar duas vezes, um fato curioso, é que esses itens citados não eram mostrados ou colocados na bancada como em lojas comuns, Ellara apenas anotava em uma comanda tudo que lhe era solicitado.

- Os sim, temos bastante trabalhadores das forjas e costuras, providenciarei os materiais mais comprados por ferreiros profissionais. - Ao perguntar do caracol um sorriso se estendia na boca da atendente, já estava difícil até mesmo para Rimuru diferenciar se suas interações eram realmente fingimento, uma habilidade daquela impressionaria até mesmo seu professor Kujaku. Ellara abria uma larga gaveta no departamento de itens gerais e era como se o compartimento tivesse iluminação própria, den-den-mushis de todas os formatos e tamanhos eram mostrados para o detetive, desde caracóis folhados a ouro até alguns personalizáveis com óculos escuros ou chapéus. - Aqui estão nossas opções, por um acréscimo de 25 % no preço nós podemos providenciar um den-den-mushi personalizado e original, avise-me se desejar. - Ela então acrescentava os solicitados na lista e prosseguia com o auxílio, e mais uma coisa estranha para o detetive, ela nem mesmo hesitava em colocar os itens em questão, parecia não se importar com o peso de que a compra ficaria.

- Oh, mas é claro, itens de sobrevivências, acabo de incluí-los. Nossas câmeras são as melhores do mercado, tiram fotos em 4k apesar de em nosso mundo ainda não existirem monitores que possam reproduzir tal qualidade.

Emma até o momento havia se mantido calada entretida com os biscoitos, o único momento em que realmente interrompia era com relação a câmera. - Zhizhou, Shizhou. - Chamava ela por Rimuru ainda com a boca cheia. - Por que outra câmera se já temos duas? - Perguntava apontando para a que tinha em seu pescoço e se referindo a de Rimuru. Enquanto seu mestre explicava a gatinha se acabava nos biscoitos, e quando explicado tudo parecia mais claro. - Aaah… *chomp.

Se Ellara tinha um sorriso tão falsificadamente verdadeiro antes, ele só melhorava no momento em que o detetive falava sobre o desconto no pagamento. - Não se preocupe quanto a isso, nossa loja fornece um desconto de 30% à vista, a cada compra nossa promoção cliente fidelidade lhe dará um desconto de 5% do valor total de sua compra de hoje, e fazendo o cartão da loja parcelamos em até 5 vezes.

Por fim Rimuru ia até o departamento de roupas e acessórios, apenas as peças da melhor qualidade que prontamente eram escolhidas pelo detetive, assim que a escolha estava feita Ellara já apanhava as peças pedindo para que outra empregada levasse.

O último pedido do detetive vinha com desculpas, mas tudo o que a vendedora fazia era demonstrar gratidão.

- Não é incômodo algum, muito pelo contrário, solicitarei uma vaga em nosso estaleiro particular para que nossos carpinteiros possam trabalhar na reforma.

- Se as compras estiverem terminadas basta levar esta comanda até a administração e todos os seus itens serão providenciados, eles estarão dispostos do lado de fora e após avaliado por você mesma serão entregues em seu navio junto de nossa equipe de carpinteiros sem custo adicional. Obrigado por sua preferência e por favor volte sempre. - Ele juntava ambas as mãos na saia e então fazia uma reverência enquanto Tempest se dirigia até o caixa. Olhando bem a comanda era possível ver o preço total de B$ 26.130.000,00; que aplicando o desconto de 30% se tornava B$ 18.291.000,00. O pagamento era imediato e sem pestanejar, uma facada no bolso de qualquer um, mas não parecia ser o caso do detetive.

- Obrigado pela preferência, você será avisada quando o pedido estiver pronto para a fiscalização e entrega, se possível os carpinteiros já estão prontos para ir e agilizar a reforma em sua embarcação, basta que nos indique qual, o aqueduto os levará direto ao porto. - O pedido de guia em questão era logo solicitado para Kelly, que ficava correndo pela loja de um lado para o outro perguntando incessantemente para a atendente o que era cada coisa. Ao ouvir Rimuru ela parava um pouco, olhava para cima, se distraía com o lustre então respondia.

- Pode ser, a Senhora Shao só atende amanhã né? Seria legal avisar os outras né? - Sua fala era apressada e animada, aquela loja até a fazia esquecer de onde estava, mas isso não mudava os fatos, Kelly olhava pela janela e então via todos aqueles minks escravizados. - Acho melhor também não ficar muito tempo aqui… - A garota se colocava no ânimo novamente e logo era guiada até a saída.

Já havia passado cerca de uma hora e meia desde a chegada do pequeno grupo, Assim que as comprar terminavam Clark aparecia abordando o detetive.

- Opa! Pelo visto vocês tiveram uma pequena diversão aqui. - Ele olhava para a atendente com aquele olhar fanfarrão e dentes amarelados de sempre enquanto dava uma piscadela e fazia uma arminha com o dedo. - Fui eu que trouxe ela em, espero minha comissão. Kakahahaha. Brincadeira, e então? - Ele estendia ambos os braços como se apontasse para o lugar como um todo. - O que achou? - Os elogios de Rimuru vinham seguidos de negócios, a feição do homem se tornava pensativa, processando todas as exigências do rapaz.

- Ferreiros? Aah, esses são difíceis, não temos muitos por aqui… E ainda mais de uma espécie exótica. - Enquanto processava as informações o repetitivo movimento de puxar o bigode direito era executado. - Mas eu realmente te devo uma não é? - Prontamente ele voltava a sorrir se dirigindo para fora da instalação. - Vamos achar esse seu funcionário!!

Clark falava com algumas pessoas, gritava e brigava com outras, cerca de dez minutos depois três, ou melhor, quatro jaulas eram agrupadas para que o detetive avaliasse, uma tão pequena quanto uma gaiola, não passava de 30 cm, mas ainda assim contava, todas aliás com panos que mantinham o mistério.

- Muuuito bemm! Rufem os tambores para a candidata número um! - Gritava o tenente animado com a apresentação, ele realmente gostava de aparecer. - Tururururururururrurun… Contemplem, começando pela menor de todas. - Ele retirava o lençol rapidamente revelando uma garota anã de não mais do que 15 cm, tinha longos cabelos roxos, para seus parâmetros é claro, e se vestia de uma forma tão colorida que a tontatta parecia mais um doce de padaria, tinha um rosto assustado com aquilo tudo, soltava alguns grunhidos na hora da apresentação, provavelmente de medo, pois ela tremia como tal.

- Imagino que essa aqui deva comer pouco, então seus gastos vão ser praticamente nulos, basta dar-lhe as sobras do almoço que tudo ficará bem. Kakahaha. A desvantagem é que ela não consegue carregar coisas muito grandes, e provavelmente demoraria o triplo de tempo pra fazer algo de tamanho humano. em seguida temos… - Ele tirava a cobertura e então revelava uma jovem com uma aparência de cerca de uns 20 anos de idade no entanto vestida jovialmente, usava uma bandana roxa cobrindo seus cachos esverdeados da mesma cor do olho, tinha luvas e calças espalhafatosas mas o que mais lhe chamava a atenção era a forma como ela interrompia Clark com sua entonação forte falando diretamente com ele.

- Seu filha da Putaa!! Quando eu sair daqui eu vou martelar a tua cabeça até ela virar pó, então eu vou botar a poeira do teu crânio na mistura de uma espada e com ela eu vou… AAHGSGHA.. - Com um simples apertar de botão do Tenente a coleira da garota começava a brilhar e fazer um barulho estranho junto dela.

- Few, com essa aqui a gente teve que colocar uma coleira anti latido, se é que me entende. só apertar esse botãozinho aqui e ZAP! Ela se cala. Kakaha. Acho que como deu pra perceber ela tem experiência em fazer armas, talvez algumas até exóticas. A pegamos direto de um vilarejo de famosos ferreiros, ela deve ter talento ou alguma merda do tipo. A desvantagem eu diria que é sua… como posso dizer? Personalidade forte. - Mais uma escrava era revelada, dessa vez uma garotinha de grandes cachos loiros e olhos azuis, usava nada mais do que um moletom vermelho e apenas, seus olhos não tinham brilho naquele lugar, indícios de marcas roxas podiam ser vistos na pele nas brechas de sua roupa, especialmente nas pernas, ela não falava, não gritava, praticamente nem mesmo piscava, apenas olhava fixamente para Rimuru, como um pedido de ajuda.

- Sinceramente essa daí já foi vendida e revendida algumas vezes, não tenho muita certeza quanto às habilidades, acho que costurar conta como confecção né? não sei, mas ela é uma criança! Essas dai aprendem rápido! Pode mandar qualquer coisa que ela vai fazer. O que? Não está satisfeito ainda? Eu deixei o melhor para o final, o espécime raro que você pediu. - A última jaula era liberada para a vista e o que havia lá era surpreendente. Uma mulher extremamente bela de roupas que mostravam bem a pele rosada que contrastava com seus fios brancos e olhos magenta, estava muito bem vestida para falar a verdade, diferente das outras, possuindo consigo até mesmo um colar como acessório, não usava coleira como os demais escravos, e sim braceletes explosivos, seu maior diferencial no entanto, é que apesar de parecer claramente humana, ela possuía orelhas e rabo de rato.

- Uma beldade não é? Não se acha essa raça todo dia, alguns morrerão antes de vê-la. É uma híbrida entre uma humano e o mestre Splinter um mink rato, polêmico não achar? Kakahaha. Seu pai era um ferreiro, já foi vendida, parece ter ensinado algo pra essa aqui, Infelizmente ela não fala desde que a trouxemos trouxemos e se recusa a comer, as vezes temos que injetar soro pra impedir que morra.

- Todas normalmente custariam um absurdo. Mas como você praticamente salvou minha vida eu vou deixar isso por debaixo dos panos, esse pessoal lucra tanto no dia que nem vai perceber. Kehe. Bom, tome seu tempo, examine-as, eu vou ficar ali sentadinho esperando.

Qualquer que fosse a escolha de Rimuru, Clark ordenaria que as outras retornassem para o estoque enquanto retiraria a escolhida da gaiola, a garota em questão ficaria calada seguindo-os até a entrada do aqueduto onde os bens comprados de Rimuru aguardavam pela revisão, Clark então entregaria um controle remoto para o jovem celestial lhe explicando como usar. - Bom, é bem simples, esse botão solta a coleira, e esse botão explode. Loucura não é? Eu não por que ainda não tiraram essa função. quem em sã consciência libertaria um escravo. Kahaha.

Escravas (imagens na ordem em que foram narradas):
 




NPC's:
 
Histórico:
 
Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyTer 16 Out 2018, 14:36

Agora Já Era! Lutando Pela Liberdade!

Como eu já esperava, Fake não possuía o jornal que eu tanto queria. De toda forma, informação nunca é demais, esse pensamento fazia com que eu começasse a ler o diário de Betros na esperança de descobrir algo relevante sobre o que realmente estava acontecendo no mundo, qual era a parcela de culpa de Savage nessa situação e o que ele estava tramando. Dadas as circunstâncias, essa era a decisão mais inteligente para o momento, pelo menos ao meu ver.


Mais uma vez, eu abria um dos livros escritos pelo engenheiro lendário, levando em conta tudo que aprendi no último, já estava considerando aquele homem como alguém bastante respeitável, mesmo sabendo que ele está morto e que antes era aliado do velhote. Linha por linha, ia lendo e as informações mais uma vez iam fluindo, de modo que tudo estava ligado e podia ser entendido claramente, durante a leitura, com toda a informação jogada, uma certa imagem de Betros começou a se formar em minha mente, por mais que não o conhecesse pessoalmente, ler seu diário fez com que parecesse que eramos bastante próximos, aos meus olhos era um homem moreno de barba e bastante musculoso, mas tudo ficava em minha imaginação, levando em conta que ainda não tinha visto uma imagem revelando sua aparência.

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O importante é que enquanto lia, minha mente viajava, como se estivesse em uma dança com a mente de Betros, parecia que tínhamos uma grande sinergia, ligação e até mesmo cumplicidade em nossas ideias. Minha mente explodia em pensamentos conforme entendia cada letra, cada palavra, cada frase do que estava escrito naquelas páginas e diante de toda aquela informação sendo inserida de uma só vez, logo as conclusões foram surgindo.


“Kellig... Se me lembro bem, esse é o homem que estava fazendo nevar em todo o mundo. Para ter tamanha área de efeito, devia ser um homem bastante poderoso... Vamos ver... Midnight Shine... Barcos misteriosos aparecendo pelo mundo... Seria uma boa se um desses aparecesse por aqui, poderíamos roubá-lo! Estão aparecendo até mesmo nos Blues? Espero que o pessoal de Conomi Island esteja bem... Fantasmas, hein? Acho que prefiro fantasmas, do que humanos atacando minha ilha natal, ainda mais levando em conta que não existem essas coisas... Espera, ele estava sendo observado?”

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- Pobre Betros, consigo imaginar essa perseguição... -

Falaria baixo comigo mesma, dando uma breve pausa para escutar o som gerado por Fake com seu instrumento musical e refletir um pouco sobre minhas descobertas, mas logo voltaria ao diário.

“Ele estava tentando resolver todo esse mistério ao que parece... Aquele velho não era louco antes? Ele ficou um pouco mais estranho desde que cheguei aqui, mas sempre me pareceu ser doido de pedra. Agora Betros menciona insetos? Que tipo de relação pode existir entre insetos, navios fantasma e um supernova desaparecido? Bem, espera... A situação ficou inesperadamente macabra, um cachorro? Essa é a diferença entre uma mera ficção científica e uma história real, em histórias reais, a regra de que matar cachorros é um dos maiores pecados, não é válida aparentemente.”

- Um cachorro? Ah, se eu descobrir quem foi... –


Sussurrava sozinha durante a leitura, mesmo que embora provavelmente ninguém escutasse, meu tom de incomodo e inquietação era nítido diante de tamanha atrocidade, que mexia até mesmo minha alma ao sentir pena do animal.

“Deixe-me continuar lendo, vamos ver... “Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você.” É uma bela frase de Betros, vou me lembrar dela... Então ele achava que o submundo estava envolvido na sua perseguição, mas que relação poderia ter o Midnight com o submundo e porque eles achariam que Betros poderia atrapalhá-los? Talvez Rimuru possa me ajudar com essas deduções...”


Terminando a leitura, fechava o livro com força e olhava para frente pensando um pouco em todo o novo conhecimento que havia sido passado para mim por aquele que já estava considerando como uma espécie de mentor. Mas essa breve pausa logo se esvaiu, de modo que com um sorriso no rosto, acompanhei Fake até as cavernas, levando em conta que o farol não é tão grande, foi uma rápida caminhada, sendo que na entrada delas, nos encontramos com seu amigo, Ernesto, ele era mudo e falava a língua dos sinais, o que dificultava um pouco para mim a comunicação. Mesmo que eu saiba falar libras, não conhecia os sinais que ele estava fazendo, por sorte Fake entendeu sua frase absurdamente grande feita com apenas dois gestos, de modo que eu apenas sorri para Ernesto e sai andando na direção indicada por Fake com a tradução.

“Pessoal encapuzado? Seriam as pessoas do submundo das quais Betros menciona em seu diário? Preciso ver isso direito... Espera, ali estão os navios de Karthus, isso vai facilitar as coisas!”

Pensava enquanto andava, até que começo a me maravilhar ao perceber onde Karthus guarda todos os navios dos novatos que perdiam para ele em suas apostas infantis, dava um sorriso e começava a tramar meu plano para partir da ilha. De toda forma, mesmo pensando no futuro, estávamos no presente e o presente era a pessoa deixada por Savage, lá estava ela, sentada em um canto e toda ensanguentada em frente a três homens, sendo que eles pareciam com os que atacaram meu navio anteriormente. Apesar de toda a situação, me apresentei e assim que a figura se levantou, percebi quem era, com seus cabelos e trajes exclusivos, não deu outra, se não, abrir levemente minha boca e falar seu nome em voz alta, estando empolgada por ver aquela que uma vez me salvou e não estava junto de Savage no momento da traição.

- ELIZABEEETOOOO! Quando se limpar, eu te comprimento direito... Essas roupas são novas, sabe? Riahahaha. –


Conforme a conversa se desenrolava, fui entendendo sua situação e o porquê de ela também ser traída por aquele idiota. Com o fim de todo aquele drama e a aceitação de Elizabeth em uma trégua, me aproximaria dela com um sorriso, tocando em seu ombro e falando com meu tom natural e alegre, mas apresentando uma leve preocupação em meu semblante ao olhar para o ferimento da garota.

- Melhor irmos ao médico ver isso o mais rápido possível... –

Com essas palavras, perguntava para Fake sobre a situação, de modo que o mesmo falou seu verdadeiro nome, fazendo com que eu simplesmente sorrisse para ele, sem sequer pensar em chama-lo de outra coisa, se não, Fake. A última informação dada por ele antes que saísse me soou como música para os ouvidos, fazendo com que colocasse as mãos na cintura, enquanto olhava para as costas do homem que ia reunir a todos os futuros fugitivos.

“Então eles ainda não perderam a vontade de viver, isso é bom! Não posso deixar essas pessoas nessa situação, como alguém que preza e é a favor da liberdade... Sair da ilha e deixar todos esses vândalos para traz... Seria muita hipocrisia de minha parte... É melhor que morramos lutando pela liberdade, que continuar nessa situação deprimente. Toda essa palhaçada criada por aquele velhote acaba hoje!”

Com a saída do caipira, Elizabeto me fazia uma proposta irrecusável, deixar que todos os idiotas moradores do farol simplesmente se sacrifiquem ao distrair Karthus enquanto nós fugiríamos do farol, deixando tudo e todos para trás. Com certeza aquela seria a decisão mais sensata, mais simples e mais lógica para se tomar, mas escutando aquelas palavras, ficava com um semblante sério a olhando diretamente nos olhos por alguns segundos, apenas para começar a falar mantendo o mesmo tom sério apresentado por minha face.

- Companheiro do Rei dos Piratas, é impressionante mesmo que aquele velho fosse tão importante... Eu já ouvi histórias sobre isso, mas... Bem... Deixar todos esses idiotas aqui para morrer e simplesmente fugir em outro navio? Parece ser a conclusão lógica que qualquer um tiraria, não é mesmo? Venha comigo... –

Começaria a andar para saída da caverna onde nos encontrávamos, assim que saíssemos, olhando para os barracos e qualquer construção que alguém poderia chamar de casa, sem em nenhum momento olhar diretamente para Elizabeto, retiraria minha foice das costas e a usando de apoio, continuaria com minha fala, mantendo a seriedade e o carisma a flor da pele.

- Você acha que é normal toda essa pobreza se concentrar em um lugar por causa de uma pessoa? O farol não é um lugar feito para que haja uma civilização e por mais que aqueles idiotas lá em baixo não passem de idiotas, eles merecem poder lutar para sobreviver e se eu posso ajuda-los a lutar e fugir, vou fazer isso, piratas devem ser livres e não presos em um farol por um semidefunto como aquele... Vou tirar o máximo de pessoas que conseguir daqui, você está livre para ajudar e vir comigo ou simplesmente ficar e definhar com quem mais quiser apodrecer nesse lugar! –


Com essas palavras, viraria meu corpo para a direção de Elizabeto, olhando diretamente para seus olhos, ao dar um sorriso com os olhos levemente fechados e fazer minha pergunta, dessa vez expressando minha felicidade em ter a chance de libertar aquele povo, além de estar supondo sua provável resposta positiva, mas agora com um tom de barganha, como se um demônio estivesse fazendo uma proposta absurda para um religioso.

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- E então Elizabeto... O que vai ser? Você vai querer ficar aqui no farol esperando seu fim chegar ou fugir com os outros? –

Escutaria o que ela tinha a dizer, de toda forma, com ela aceitando minha proposta e me acompanhando ou ficando para trás, sairia daquele lugar me dirigindo até onde os outros estavam ao seguir o som do banjo tocado pelo caipira, que provavelmente estava no primeiro lugar onde o encontrei. Chegando lá, se percebesse Auster e o Urso, faria um sinal para que Auster viesse até mim, se ela se aproximasse, falaria sorrindo para ela, isso se Yue e os outros já não estivessem no lugar, sendo que durante a fala, hora ou outra olharia para a multidão, tentando entender com quem eu teria que lidar.

- Acho que está chegando a hora de irmos, parece que as coisas vão dar certo, você poderia ir chamar Yue e os outros? Bem... Essa garota, Elizabeto, precisa de tratamentos médicos, seria uma boa se enquanto falo com todos, tratassem dela... Talvez não seja bom que Dk e Tj se envolvam nisso, levando em conta que vão ficar aqui, mas gostaria de me despedir deles! –

Com essa fala, buscaria subir em qualquer lugar que me desse uma certa altura e visão de todos, talvez algum barraco, barril, caixa, qualquer coisa que me destacasse da multidão, subiria utilizando qualquer objeto que encontrasse de auxilio ou simplesmente pulando caso conseguisse, caso o Urso se estivesse por perto, eu pularia em cima dele e me sentaria em suas costas, o que provavelmente me garantiria um certo destaque em relação aos outros.

No caso do Urso falar comigo nesse meio tempo sobre o que estava acontecendo, antes, durante ou depois de me posicionar sobre o que estava acontecendo, sorriria para o ursídeo e o responderia alegre e com boa vontade, enquanto faria um leve cafuné em seus sedosos pelos de Urso.

- Nós vamos nos unir para sair desse lugar, não é um show, mas poderíamos ver isso futuramente, estava mesmo pensando em aprender alguns paços de dança e a cantar bem... Aquele é o Faker, ele está me ajudando a reunir o pessoal, depois os apresento melhor, primeiro, tenho que falar com todos sobre o que faremos! -

Se me posicionasse de maneira que ficasse em maior exposição, começaria a falar em alto e bom tom para que todos escutassem, sempre achei que tivesse facilidade para liderar e nesse momento colocaria a prova minhas habilidades.

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“Vamos ver se consigo a determinação necessária para que me acompanhem nessa investida.”


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- Ei Fake, poderia tocar algo? Agora... Escutem todos! Companheiros piratas, eu já me considero uma de vocês, vivendo aqui no farol e definhando aos poucos, aquele velho maluco tomou tudo de nós, vivendo de maneira pior até mesmo que animais... Então eu pergunto a vocês: Por que isso? É porque o capitão de vocês falhou? Porque somos considerados novatos? Porque não conseguimos prever o que vai acontecer? É porque estamos destinados a morrer, então não há como mudar isso? Não! –

- Vários piratas já passaram pelo farol e sobreviveram! Será que somos diferentes dessas pessoas? Eu digo que não! Nós lutamos, mas sobrevivemos mesmo sendo fracos! Todas as tripulações, todos os tripulantes que estão aqui continuaram sobrevivendo mesmo com o velhote mandando em tudo! Me respondam isso pessoal! Por que abaixam suas cabeças? Eu repito, por que abaixam suas cabeças? Somos fracos e nada mudou! Aquele velho pode ter tirado nossos navios e esperanças, mas nada mudou, todos têm sonhos e destinos traçados... Pela última vez, nós podemos ser fracos! Mas temos orgulho disso e vamos cortar esse mal pela raiz! Eu, Fanalis B. Ria, declaro agora, como portadora de um vibre card e futura Rainha dos Piratas, que vamos fugir hoje ou morrer tentando lutar por nossas vidas e liberdade! –


“O que eu estou falando? Talvez esses idiotas sejam fracos, mas eu não sou fraca coisa nenhuma, ao menos espero que essas palavras tenham convencido eles, se minha atuação em meio a tantas mentiras tiver funcionado, vai dar tudo certo...”

Me manteria no lugar encarando os moradores do farol, tentando identificar se meu discurso havia os convencido, os convencendo ou não, já era mais do que a hora de irmos em bora daquele lugar. Vendo que todos os meus companheiros estavam no lugar, desceria de onde estava, isso se não estivesse em cima do urso, nesse caso, apontaria fazendo um gesto para que ele se mexesse um pouco, de modo que me encontrasse um pouco a frente da multidão, daria um abraço apertado em Dk e Tj, dizendo de modo levemente triste e caloroso, embora mantivesse o sorriso.

- Até logo, nos veremos em breve! -

Voltaria para cima do Urso após o abraço, caso tivesse descido do mesmo e então levantaria minha foice apontando-a e olhando para onde se encontravam os navios de Karthus, com isso gritaria para que todos escutassem.

- VAMOS LÁ, VENHAM COMIGO TODOS QUE QUISEREM FUGIR! –

- Não se preocupe Urso, eu indico o caminho! -


"GPS? O que é isso? Analisando as siglas... Bem... Só pode ser Sistema de Posicionamento Global! Até que era óbvio... Boa Urso!"

Nesse momento sairia correndo ou indicaria calmamente para que o Urso corresse na direção dos navios atracados enquanto riria levemente de sua fala, esperando que ninguém tentasse me impedir, caso chegássemos neles sem maiores problemas, esperaria sem embarcar e fazendo um sinal com a palma da mão aberta para que a garota azul, Yue, Elizabeto e o Urso esperassem, olhando para saber se Karthus tentaria nos parar, assim que todos tivessem embarcado, olharia para o Urso levemente surprese e falaria com tom de dúvida sobre o que estava acontecendo e acabara de perceber.

- Espera Urso... Você não disse que seguiria seu próprio caminho, algo sobre a gente estar atrás de vingança e você não? –

Se ele me respondesse falando sobre suas reais intenções, faria uma piada apesar de toda a situação que ocorria naquele momento de euforia.

- Entendi, eu achava que você era um urso meio-polar, então na verdade você é um urso bipolar... Riahahaha. –

- VAMOS, EMBARQUEM TODOS, INVADAM TODOS OS NAVIOS NECESSÁRIOS, FAÇAM TODO O NECESSÁRIO PARA PARTIRMOS, QUERO ESSES NAVIOS NO MAR O MAIS CEDO POSSÍVEL! -

Daria um grito pragmático e determinado para aqueles que até então moravam no farol ficassem espertos para sairmos de lá. Vendo que todos haviam embarcado, subiria em qualquer escuna que coubesse todos os meus companheiros e então zarparíamos, é claro que Karthus poderia tentar nos impedir antes, nesse caso, estaria pronta, aguardando o confronto e esperando para lutar com todas as minhas forças, mas se tal aproximação não ocorresse, assim que os navios começassem a se mover, gritaria para todos os outros com bastante determinação e convicção do que diria.

- Disparem agora com os canhões nas embarcações que ficaram para trás, não queremos um velhote maluco navegando por aí e achando que pode nos impedir! –

“Esses navios devem ser como papel para aquele velho se as histórias forem verdadeiras, deve ser muito fácil para ele acabar com todas as esperanças desses homens... Provavelmente eu poderia detê-lo, mas não quero matar o velho...”

Se em algum momento de minhas ações, percebesse que qualquer um tentaria me atacar, me esquivaria ao saltar para a direção contrária da posição original da pessoa, me afastando um pouco, sendo que se me atingissem sem que eu conseguisse evitar o ataque, apenas me afastaria. Conseguindo me esquivar ou sendo atingida, se fosse algum dos moradores do farol ou mesmo Karthus, correria novamente em sua direção, independente de quem fosse o atacante, desferindo um corte horizontal em seu abdômen com minha foice, tentando o acertar da maneira mais profunda possível e dilacerar suas vísceras no processo.

Durante o ataque, prestaria atenção nos movimentos do inimigo e no caso de a pessoa tentar me atingir de modo que eu identificasse o que faria, rapidamente movimentaria meu corpo, de modo que saísse da direção do ataque, seja ele um chute, soco, bala ou ataque cortante, sempre tentaria evitar qualquer dano, dando preferência a minha esquiva, antes de meu ataque. Se conseguisse me esquivar, aproveitaria o movimento da esquiva para tentar puxar a foice comigo de modo que sua lâmina acertasse a lateral do inimigo, preferencialmente em seu abdômen ou pescoço, se fosse atingida, ainda sim tentaria meu golpe original ou o secundário, se tivesse iniciado o processo da esquiva.

Por fim, se não tivesse conseguido finalizar o inimigo, tentaria um corte diagonal em seu peito, sempre tentando me esquivar caso fosse ser atingida ao remover a parte do corpo a ser atingida da direção do ataque dele. Repetiria esse processo, caso mais lutas individuais surgissem, mas se várias pessoas tentassem me impedir ao mesmo tempo, utilizaria minha técnica secreta na tentativa de para-los, o Ceifamento Das Mil Almas, onde correria em sua direção e daria uma pirueta no ar, de modo que minha foice girasse com meu corpo e cortasse todos ao meu redor que fossem atingidos.

Caso estivéssemos no momento do embarque e o velhote viesse nos impedir, gritaria para os homens que já haviam embarcado em qualquer que fosse o navio, na esperança de ganhar algum tempo perante aquele que todos diziam ser um monstro e temiam, embora eu ache que é uma bobeira da parte deles, qualquer fumaça poderia nos dar algum tempo para fugirmos.

- CARREGUEM OS CANHÕES, DISPAREM CONTRA O VELHOTE E AS EMBARCAÇÕES QUE FORMOS DEIXAR PARA TRÁS! VAMOS GANHAR ALGUM TEMPO PARA SAIRMOS DAQUI! -

Se percebesse que o velhote afundaria o navio onde eu e meus companheiros estivéssemos, daria um grito para todos.

- PULEM NO MAR! ESSE NAVIO VAI AFUNDAR! -

Então pularia para o mar puxando comigo quem quer que precisasse de ajuda e nadaria até o navio mais próximo, até que conseguíssemos escapar. Se desse tudo certo, sem que o velho do farol conseguisse afundar o navio onde eu estivesse por último e percebesse que conseguimos escapar, andaria calmamente até a proa do mesmo, olhando para o mar em toda sua imensidão, pegaria o vibre card que estava comigo para guiar o caminho, dando uma leve olhada para ele e falando comigo mesma em um tom amável.

- Estou indo pessoal! -


Caso o Urso me perguntasse sobre os encapuzados, o responderia calmamente, olhando em seus olhos e informando o que sabia sobre ele e fazendo aspas com os dedos quando mencionava coisas sobrenaturais. Ao final, me viraria para a garota de mechas azuladas se estivesse próxima e a questionaria sobre o que sabia em relação ao que estava ocorrendo e logo depois perguntaria para Elizabeto, ainda mais levando em conta que ela pertencia a tripulação de Savage, mantendo meu sorriso cotidiano e um timbre agradável de voz, ao menos para meus ouvidos.

- Até onde eu sei, eles são caçadores de recompensas, mas não tenho certeza de o quão ligados ao submundo, ao Savage e a Ragnar eles estão ou ao que está acontecendo ultimamente, aparentemente algo estranho está acontecendo no mundo, com "navios fantasmas" e algum tipo de fenômeno chamado "Midnight Shine"... Estamos bastante isolados aqui no farol, devemos descobrir mais na próxima ilha quando nos reunirmos com Rimuru. -

- Você tem algo a acrescentar, Azula? -

- E você, Elizabeto? -


Ceifamento Das Mil Almas:
 

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Última edição por Fanalis B. Ria em Qua 17 Out 2018, 00:41, editado 2 vez(es)
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Johnny Bear
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyTer 16 Out 2018, 20:41

Revolucionários da Ruiva



Pude sentir o peso cair sobre mim, não lapidando a culpa dentro, mas como um grande choque de realidade, toda a pressão e força dos fatos que aconteceram sem que eu estivesse presente então pareciam me abalar, queria eu ser provido da mesma melancolia e sensibilidade, mesmo que eu forçasse meus olhos ao máximo para derramar lágrimas, elas iriam em breve evaporarem com o choque na pelugem, escaldava, mas diferente da moça, quem sabe eu não estaria apenas demonstrando os sentimentos doutra forma. Era expressa minha indignação, plausível, no semblante degradado, como se eu estivesse tomando parte da culpa, no fundo eu sabia que fazia parte dela como todos os outros.

“Will! Como ele... Não... A culpa não é só dele, todos nós falhamos com ela... Mesmo que eu não nutrisse sentimento algum por aquela gorila, reconheço que fora uma companheira honorável na tomada do navio, colaborou conosco sem muito a pedir.”

Era intrigante pensar em como a situação havia se agravado para tal ponto, pensei até mesmo em questionar Auster, mas era notável sua fragilidade emocional momentânea, não queria agravar aquele umedecido em minhas costas para um banho com direito a abraços apertados. – Recomponha-se mulher! – Disse em minha ligeira inocência quanto aos sentimentos alheios, desconhecia sua história com a loira e talvez pudesse ser mais profunda para que alguns tapinhas nas costas pudessem resolver a situação, mas minha inexperiência também não ajudava muito, eu deveria ir buscar alguns lenços de papel?

“Olha Auster, eu sei que está passando por um momento difícil ai atrás, mas se limpar esse catarro nojento nos meus pelos...Urgh! Você vai ver.”


Bradei em minha mente, quieto e de cara fazia a expressão de alguém desconfortável. – Calma, eu não sei de fato o que aconteceu para que eu não estivesse lá, isso não é desculpa e eu também sou cúmplice dessa falha, mas te garanto de que a partir de agora vai ficar tudo bem! Agora vamos roubar a camisa de alguém pra você assuar esse nariz – Continuaria caminhando, agora um pouco menos tenso do que antes, acredito ter dito as palavras certas dessa vez, talvez fosse o momento certo de aproveitar para perguntar mais sobre os assassinos da mulher, é claro que tomei fôlego antes de deixar que escapassem da minha boca as seletas palavras para não provocar outra crise de lágrimas, também proferindo com um teor ameaçador, como quem quisesse falar com seriedade. – Me conte mais sobre esses homens encapuzados que você mencionou... Na verdade, deixe para me falar isso quando acharmos a moça dos cabelos vermelhos, pelo que eu bem me lembre eu ainda preciso usar a foice dela para melhorar minha aptidão com outros tipos de armas. – Silenciei-me.

Por fim a busca não levava grandes esforços, era possível chegar até a ruiva, bom... em partes nós estávamos lá junto desta, mas separados por uma multidão que começava a se reunir ao som de um solo de cavaquinho, ou seja lá o que for aquela porcaria que estava tocando, conseguia ser pior do que samba. – Ela está aqui? Por acaso a Ruiva desistiu da pirataria e resolveu virar uma estrela do axé? Tem muita gente, vamos ter que passar com um pouco mais de incentivo, se segura ai Auster. – Diria assim que avistasse meu alvo, se lá estivesse ela, apoiada na velha e habitual foice, iria me ver com toda certeza, era fácil de diferenciar um urso no meio da multidão de homens, ainda mais um urso cappuccino do jeito que eu sou. Tentaria acenar para a mulher e com isso partir em sua direção, não ligaria muito para a multidão que se aglomerava, mas eu não perderia aquela oportunidade de sair empurrando quem se prostrasse em minha frente.

- Sai da frente Zé ruela! – Abordagem para o primeiro se fosse preciso, se este reclamasse da minha abordagem eu não hesitaria em tentar dar-lhe uma espalmada na nuca, no pé da orelha ou empurrá-lo usando a pata. Não entrava em minha cabeça como e o motivo de todas aquelas pessoas estarem ali, se unindo em especial para Ria, estava tentando ignorar a hipótese dela ter se entregue à vida de uma artista em tempo integral, talvez aquele show fosse uma forma de ganhar dinheiro e arranjar o barco, mas onde ela teria encontrado aquele sertanejo exótico? Se eu conseguisse alcançá-la sem muito esforço, lá se me ia para junto a fim de ouvir o que esta tinha a dizer, pois se não, insuficientes fossem os empurrões e gritos para que saíssem do meu caminho, partilharia da voz de minhas lâminas para que pudessem falar por mim, acredito que somente o ressoar abalável de seu corte ao vento deslizando sobre a bainha seria suficiente para assustar os cagões.

- Olha eu aqui de novo para a alegria de vocês! Chô, o combatente e limpador oficial do bando de apresentando... Me explica uma coisa? O que é toda essa multidão? Você passou a atuar em shows agora? Se for esse o destino de nosso bando receio que eu possa ajudar com meus passos de dança e a gente pode fazer um dueto, heim! E aquele seu novo amigo tocando aquele instrumento, o que exatamente é aquilo, ele está fazendo o Sampley? – Não podia esconder o êxtase, as informações chegavam em minha cabeça com o tempo incapaz de me permitir decodificá-las, mesmo ainda no fundo eu acreditava que um significado mais plausível estava naquela situação, embora, eu tivesse realmente gostado da ideia do nosso bando ter virado um grupo de artistas, cantar e dançar, poderíamos ir para alguma ilha tropical e ganhar a vida vendendo coco ou fazendo miçanga.

Esperaria pela explicação, ou apenas iria aguardar para ver e entender por mim mesmo o que estava acontecendo, uma hora ou outra as coisas iriam se resolver, eu podia sentir que o momento do clímax estava próximo e a mão da espada estava coçando pra cortar vagabundo. “Calma preciosa” Preciosa de agora em diante vai ser o nome da minha espada até que eu encontre outra “Você ainda vai poder espetar marginal, eu só não puxei ainda, pois a Auster me alertou sobre ser errado, eu mesmo quase não consigo resistir ficar muito tempo sem lutar, parece que esse tempo todo que passei fora de mim esteja recaindo sobre meu corpo, todos aqueles que eu podia e não pude matar por essa filosofia de caminho de ódio e purpurina.”

Quando vi a ruiva se aproveitar da saída da moça de cabelos celestes para ocupar o espaço em minhas costas eu só pude pensar “Whatafuck is that bro?” Nada pude fazer de prontidão, mas minha curiosidade de ver o que estava por vir era tamanha para que me tomasse os pensamentos, limpei a garganta com um pigarro antes de abrir bem as pálpebras a fim de fitar o tanto que se agrupava por ali, tentaria fazer um pequeno cálculo mental, se possível, um tanto simples, não preciso, mas que me desse uma boa noção. Calcular o número de pessoas por cada metro quadrado e assim fazer uma média de pessoas.

Estava ouvindo o que a “anfitriã” tinha a dizer, se é que posso chamá-la assim, em certo momento da falácia eu pude notar o alto teor revolucionário posto em prática, o que me pusera em profundo questionamento, o que estaria motivando aquela mulher a dizer todas aquelas palavras se no fundo ainda éramos piratas? Ou estaríamos nos tornando revolucionários, senti o coração pulsão naquele mesmo instante, suava frio com aquele frescor gélido arejando meu orifício anal, pelo qual não passava nem agulha naquele momento. “A coisa é pior do que eu imaginava, nós não somos um grupo de axé, somos um bando de revolucionários! NÃÃÃÃÃO!” Aquela ilha havia afetado não só a mim no fim das contas, mas nada falei a princípio, talvez quando sairmos do local e pudermos captar um pouco de oxigênio ao invés de toda aquela poluição a lucidez torne mais uma vez ao nosso bando, pois se não, que deus o tenha.

Com o calor e a tensão novamente em meus ombros, se chegassem o restante dos integrantes e ex integrantes eu iria permanecer congelado no mesmo local, tanto pelo meu espanto quanto pela minha falta de sentimentalismo naquele momento em específico, eu já havia me despedido de TJ momentos antes e aquele marinheiro louco não era lá um dos meus “camaradas” do peito, não é como se eu fosse até lá dar-lhe um abraço para que nossas memórias juntos se reacendam uma última vez, a menos que eu quisesse sentir novamente a sensação de descer uma montanha de barco.

Com o tempo tive que me mover, ainda mais com toda aquela gritaria da mulher e sua pedida para o avanço até o porto, não pude me negar a fazê-lo, mas também não o fiz de prontidão, tive receio, ouvi as calorosas palavras me dispararem trocadilhos referentes a minha pelugem, esse povo que oprime minha raça pela cor dos meus pelos... #Orgulho. Dei-lhe uma risada falsa, bem como procurei esclarecer os pontos que ficaram soltos desde então, era quase que uma obrigação minha de tê-la dito ao invés desta ter me perguntado, uma explicação plausível para toda aquela ideia estranha de caminho de ódio e divergências morais. – Bem, como eu disse à Auster e Yue, essa coisa toda que você me ouviu falando sobre não querer seguir caminho... Bem, ignore isso, acho que foi a Vodka estragada ou alguma personalidade profunda dentro de mim tenha despertado esse desejo de seguir a vida fazendo palestras públicas sobre a não violência ou algo parecido... Enfim! EU ESTOU DE VOLTA E AGORA NÓS VAMOS TOMAR O BARCO E MATAR OS ENCAPUZADOS! – Aproveitando o movimento intenso do povo que, aparentemente, estava com os nervos a flor da pele, além do instinto de liderança promovido pela mulher, me viera a ideia de aproveitar de tal situação a fim de também reivindicar minhas medidas revolucionárias que surge do fato de eu estar carregando aquela que se autonomeava “A Rainha dos Piratas”, então se estariam seguindo-a por essa alcunha, talvez eu pudesse ser visto por eles como “O Urso da Rainha”, não o que me agradasse, mas o bastante para me fazer ter moral na oratória. – VAMOS TOMAR AQUELE PORTO E VAMOS MATAR OS ENCAPUZADOS, ELES SÃO NOSSOS INIMIGOS E ESTAMOS CANSADOS DESSA PRISÃO, ESSE FAROL É UMA PRISÃO, RIA LIVRE! DATTEBAYO! – Talvez eu devesse ter colhido mais informações sobre esses encapuzados antes de atacá-los tão abertamente, mas minha emoção refletida no clímax que eu tanto previa, assim como o sentimento triste, porém conformado, de agora ter me tornado um revolucionário só contribuíam para toda aquela falácia, e no calor da emoção quem sabe eu recebesse algum clamor ou meus ideias fossem seguidos, era importante sempre tentar no fim das contas.

Não só o discurso da minha companheira, mas como também o teor agressivo que a marcha tinha só contribuíam para minha perspectiva de que aquilo iria acabar em confusão, o sorriso largo teceu meu rosto de lado a lado, finalmente eu tinha ao menos uma esperança de poder sacar a minha Preciosa, e diferente do que possa parecer, não sou nenhum sádico ou homicida que busca lutas por prazer, na verdade talvez eu possa ser um pouco dos dois, mas compreenda que para mim isso é como exercer minha função no mundo e no bando, uns tinham a obrigação de cozinhar, outros de entreter os outros membros com histórias ou canções, e eu me vejo como o encarregado de varrer as ameaças que os outros não podem ou não conseguem dar conta, em minha visão nesse campo limita-se ao ego, sei que posso ser incapaz de lidar com muitas ameaças no meio do caminho, compreendo também que deve haver momentos em que terei de recuar frente a algo que não consigo enfrentar, mas se não sou eu aquele que deve garantir a segurança do bando, quem o fará? Os outros estão ocupados o bastante exercendo suas funções, também tenho a certeza lúcida de que minha falta custou um dos membros da tripulação.

“Ei! Esse tempo todo me deixando levar pela emoção e só agora percebo que estou correndo levando a capitã nas costas, desde quando eu passei de combatente para montaria do bando.” Me remexi inquieto, agora, partindo cada vez mais rápido em direção ao dito barco, esperando que, se fosse pegar carona nas minhas costas, ela ao menos fosse me guiar pelo trajeto até a embarcação correta, afinal queremos ter certeza de fazer a revolução do jeito certo.

- Ow minha tributária, faz favor de ao menos me conduzir pelo caminho já que vai ficar ai nas minhas costas pegando carona, eu não tenho GPS. – Diria caso esta me deixasse a mercê de minha própria intuição para seguir até o barco, como se eu tivesse bola de cristal ou fosse um maldito cadeirante capaz de ler a mente das pessoas. No fim de tudo eu esperava chegar lá o mais rápido possível, até mesmo antes que a própria multidão ou o restante do bando, era necessário ao menos garantir que os principais ícones desse movimento chegassem até a embarcação antes de todos para preparar tudo antes de zarpar, pois pelo que eu havia entendido com meu conhecimento limitado e com os gritos aleatórios e o próprio discurso, teríamos de usurpar o barco de um velho, coitado do velho, deu duro para comprar um barco com a aposentadoria e agora estaríamos roubando ele, ainda sim, algo ainda me fazer questionar toda a rapidez daquela operação, estávamos temendo que o velho viesse atrás de nós na hora do roubo? Não me vinha motivos que justificassem toda a delicadeza e a necessidade de tantos seguidores para um único furto, a menos que aquele velho não fosse alguém comum, talvez um maromba ou mestre das artes marciais? No fim das contas eu não quero ter o desprazer de saber sobre isso pessoalmente.

Se eu conseguisse chegar, meu salto direto para o convés partiria da ponta do porto, aproveitando daquele instante em plena altura para glorificar e concretizar o fim da minha estadia naquele lugar, já podia sentir meu psicológico permitindo que o cheiro salgado do mar me enchesse os pulmões outra vez, ou o som das águas batendo forte contra o casco. – Embarcamos, o serviço de viagens Urso’s agradece pela preferência, agora podemos ir? Acho que ninguém viu a gente entrando no barco.– Diria caso conseguisse concluir meu pouso são e salvo no convés ou em alguma outra parte do navio.

Sempre sonhei com algumas batalhas heróicas, pode parecer um conto de fadas para crianças, mas penso em realizações que um dia possam ser lembradas com boas risadas para mim e meus companheiros, ou talvez, caso eu seja abençoado com a graça e a bondade de um grande trovador, hei de eternizar meus feitos em uma boa canção, antes eu pensava em garantir meu legado em um punhado de papéis, mas de que adianta se um dia eles podem se perder, diferente de uma boa rítmica que de modão cai nas graças do povo. Talvez aquele sertanejo seresteiro pudesse me fazer algumas na viagem, e eu iria me certificar de fazê-lo tocar outras músicas naquele instrumento que não fosse legião urbana. Meu sonho para aquela batalha em questão já estava sendo executada, ficaria contente em travar alguns choques de espada enquanto a embarcação navegasse por águas turbulentas e perigosas, isso de certa forma iria recuperar a aura pirata que aquela ruiva sórdida me roubara, eu precisava também de uma batalha na proa, seria ainda mais épico poder lutar na ponta do navio ou poder soar o tiro de canhões apenas uma vez antes de deixar a ilha, queria marcar minha saída como um digno pirata, nem que fosse preciso soltar um maldito “argh!”, mas eu não vou embora desse lugar como um revolucionário. Com a ausência de comandos da capitã, agora ocupada com outros assuntos diplomáticos que esses generais de exército deveria se preocupar, cabia ao Urso Bombril exercer uma mais de suas mil utilidades em tarefas, embora não fosse eu, dotado da graça da retórica de um líder nato, eu ainda tinha a aparência inabalável coibindo ao meu favor, e se tem alguma coisa que eu aprendi durante anos no programa de treinamento do bigodudo, ter uma aparência forte e uma falácia retumbante dão o contrate de um bom líder, ou ditador.

- Embarcar homens! Vamos mexam essas pernas de gazela de vocês, somos um bando de piratas, não um bando de okamas para que vocês exibam essas canelas finas! Soltar âncora, içar velas! Eu quero um maldito navegador no timão já, pra ontem. Quero homens aqui e ali para preparar os canhões. E quem se recusar a trabalhar leva tiro, quem quiser se voluntariar a ser o primeiro eu vou ter o mais prazer de encher o cu do vagabundo de chumbo! – Diria caso a multidão seguisse até o barco, se eles queriam estar ali então deveria trabalhar, uma velha política que eu aprendi antes de sair da minha ilha natal, me via nada mais do que como um bom imediato que estava distribuindo trabalho e garantindo aos marujos uma vida digna, os que se recusassem a seguir as regras do navio iriam arcar com as consequências apropriadas. Se ainda na chegada ao convés muitos me olhassem com escárnio como quem não tivesse voz alguma para dar mando ou cabo da situação, vociferante seguiria em direção ao primeiro com o intuito de lhe intimidar com a ameaça de meu ataque, a princípio, apenas resvalando a mão sobre o cabo da espada, se necessário eu iria sacá-la sem medir esforços para espetar o primeiro pelo fígado e atirar no mar para servir de comida aos peixes. – Escuta aqui, eu já fazia parte da tripulação antes mesmo de vocês levantarem seus rabos fedidos desse lugar com cheiro de bosta, e todo o tempo que eu estive aqui cada um teve uma função, então por que a madame quer ser diferente e não trabalhar, vagabundo não fica no meu navio! – Terminando o discurso, caso necessário, iria partir para minha próxima ação, garantir que todos entrassem e estivessem de acordo com seus serviços, fosse este limpar o convés ou manusear as velas e a âncora, a maior parte iria ficar com a manutenção e garantir que a embarcação saísse do porto, o quanto antes melhor, e ao pé do ouvido da ruiva lá se me ia perder-me em falácias que guardavam preocupação com o que poderia vir, se é que já não estava ali. – Ria, acho que todos estão a postos, acho que é uma boa hora para você me falar sobre esses encapuzados... na verdade, Auster deve saber melhor do que nós, ou ela pode dar mais detalhes sobre o ataque deles e a morte de Illya. – Compreendendo que a presença da moça era necessária, tentaria encontrá-la com os olhos por todo o convés, se não conseguisse, iria chamar por seu nome enquanto ia de cá a lá procurando. – Ei Auster, precisamos conversar, eu você e a maluca da foice sobre os encapuzados, eles são algum tipo de ordem de assassinos ou o que? – Diria assim que a encontrasse.
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyTer 16 Out 2018, 23:35


Diferente de casa mais ainda assim tão familiar, parece que a arrogância dos tolos perante a vida e a popularidade com a escravidão enriqueceram desde minha juventude.É pensar que estaria disposto a me colocar em tal situação onde antes estavam as pessoas que tanto odiei.

Pequenos gestos que fazemos de profundo significado para a resolução de um caso,mas afinal qual entre elas seria a mais adequada para eu possuir?

Embora eu esteja fazendo isso por pura encenação ainda assim a escolha trará consequências não apenas para mim mas para a envolvida em questão é as remanescentes. Vamos aferir isso em partes, suponhamos que eu decida pela primeira, sua descrição não foi realmente fora do esperado de uma pessoa pequena e ela pode ser útil para investigações sigilosas,no entanto ela de pouco me serviria para o caso atual se permaneceu debaixo de panos esse tempo todo omitindo sua visão. No entanto se eu deixá-la a mercê do destino, claramente que ela encontraria um trágico fim até agora adiado apenas pela sua raridade, assegurado pelo seu valor,ninguém deve ter se alegrado com sua posse,mas ao primeiro oportunista,seu corpo quebraria de maneira irreparável.

A candidata número dois têm um gênio forte, ela seria a testemunha perfeita se não fosse seu temperamento vulcânico,convenhamos que ter uma pessoa jurando vingança contra seus mercadores,teria muito a atribuir contra suas existências,além de ela ser dotada de um dom bem útil para finalidades futuras.Porém sua lealdade questionável seria minha ruína,não existe indícios de que ela de fato me apoiaria ou tentaria me matar a primeira oportunidade por pensar asneiras ao meu respeito.

Em relação a número três estou longe de precisar de algum comentário, para que não pareça desumano,mas o impacto transmitido em meu coração deixado pela sua aparência violada me trás muitas lembranças frustrantes que desejaria esquecer mas ela teria que presencia ainda a flor da pele.Eu não posso deixa-la ou sei que mesmo retornando tenho certeza absoluta que seu corpo nem em um caixão se serviria ao luxo de estar.Alguém que não possui talentos e mesmo assim se submete a tudo para se manter vivo está apenas fadado a contar o tempo para seu trágico fim e pelo seu olhar ela sabe claramente que depende de mim.

Se antes eu duvidava da existência de minks até conhecer minha fabulosa aprendiz hoje conseguiram me dar o prêmio do inesperado com a candidata número quatro, uma mestiça entre duas raças distintas,seriam minks ratos de tamanhos originais aos animais da característica? Provavelmente,quem saiba eu descubra um dia.Apesar de não se alimentar, ela seria uma opção vantajosa não pelos benefícios como Ferreira mas pela valorização exposta,se eu saísse com um escravo de tamanha proporção certamente que atiçaria invejosos de plantão que viriam atrás de satisfação diante de uma segurança menor que um mercado quanto esse,aí que me possibilito a adquirir informações com aqueles envolvidos no submundo.

Apontaria para a mestiça demonstrando um sorriso falso porém agradável para não levantar suspeitas:

-Acredito que isso não seja longe do que esperava. Comentaria tendo certeza que essa seria a escolha mais óbvia que alguém varia em tal situação e a que ele almejava, no entanto se ele pedisse que as demais fossem mandadas embora ergueria a mão em sinal de desaprovação e continuaria minha fala como se tivesse sido interrompido ao mesmo tempo que acariciaria a cabeça de Emma finalmente sorrindo de verdade.

Antigamente eu deixaria por isso,mas acho que seria um desfecho muito triste para que Emma presenciasse melhor demonstrar a ela que não sou tão mal assim quanto me fiz parecer com o Will e além do mais evito ficar com qualquer peso na consciência futuramente:

-Mas ela seria apenas a cortesia pelos meus serviços,às demais eu levarei com aquilo que carrego em meus próprios bolsos riririri.Acredito que isso seja uma comissão mais do que bem vinda você não acha? Tenho certeza também de que alguém majestoso como o senhor não se daria ao trabalho de me garantir uma ótima oferta para uma compra tão vantajosa quanto essa para o ramo,riririri,não se preocupe grandes detetives como eu possuem o necessário para tanto.

Com isso acompanharia os até a entrada do arqueduto e revisaria se todos os pertences estavam em ordem, questionaria se eu podia requisitar o abastecimento do  meu barco já que estava indo para  ele e parecia uma perda de oportunidade não ver a possibilidade de tal ação;

-Será que seria tarde demais para  pedir para abastecerem meu barco com comida,gostaria de testar as habilidade culinárias na pequenina aqui,ririri. Se não tivesse pago nada ainda pagaria agora,depositando boa parte dos pertences  minha própria mochila e a outra na nova dando para a número três carregar.

Não que eu quisesse mal tratá-la no entanto entre as quatro envolvidas,um comerciante não pode deixar sua melhor mercadoria carregar meros utensílios,a número dois parece muito equivocada para uma tarefa banal e a primeira seria praticamente uma sentença para o outro lado.

Ouviria o que Clark teria a dizer e responderia a sua pergunta,não contendo minha opinião mas aquilo que seria mais coerente para que ouvisse:

-Nao e bem para libertar escravos,coleiras como essas são valiosas demais para serem deixadas em cadáveres após seu leito de morte,isso é apenas um jeito prático de retirá-las sem danificar o mecanismo.

Com um comentário como esse acho que teria o seu agrado, me despediria com uma leve referência de donzela e partiria para o meu navio com todos os arranjos.

Chegando nele procuraria pelos meus outros companheiros que haviam ficado,daria sinal para que entrassem e permanecerem lá dentro até poder melhor explicar a situação com exceção de Jeanne que chamaria para perto:

-Algumas melhorias foram feitas no navio,espero que tenha orientado os bem e que Kelly tenha lhe explicado os detalhes..Piscaria de maneira brincalhona e adentraria no convés procurando pelo nobre acompanhado de Emma e do quarteto novo. Abriria a mochila e retiraria os medicamentos entregando para o mesmo apontando para as moças

-Faça o seu trabalho,só tomaria cuidado com aquela ali. apontaria para a de cabelos esverdeados. Sua personalidade e ardente.

Abraçaria minha aprendiz sabendo que ela deve está com muitos pensamentos e ideias a serem esclarecidas no entanto isso teria que esperar mais um pouco:

-Está tudo bem,tente relaxar,olhe eu vou preparar algo para todos,será que poderia esquentar a água do chuveiro,acredito que elas gostariam de um banho quente,se possível auxilie elas lá dentro também.

Me dirigiria a cozinha fazendo uma pequena pausa em um dos quartos onde separaria um conjunto de roupas para cada uma. E quando finalizasse iria até o fogão preparar diversos pratos diferentes para todos os gostos conforme me fosse permitido com a quantidade de alimento adquirida,deixando metade para o dia seguinte.

Terminando,depositária em diversos pratos a disposição e levaria para que todos se servissem.

Histórico:
 
Histórico NPC-Emma :
 
Feitos:
 
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyQui 18 Out 2018, 14:44

"Guerra dos Piores": 26

Ria e Chô

Dando continuidade a cena a loira apenas removia a mão de Ria de seu ombro “educadamente”. - Não se preocupe com isso, é só um arranhão, vou ficar melhor quando sairmos daqui. - Matte já havia saído para reunir as pessoas e assim que recebia a proposta de Elizabeth a Ruiva iniciava com uma resposta um tanto enigmática, quando pedido que a acompanhasse Elizabeth já tinha um mal pressentimento sobre isso, estava certa. Ambas saíram da caverna, a loira em questão ainda usando sua própria lâmina de bengala, era quando ria iniciava seu discurso revolucionário sobre a precária situação que Karthus impunha nos perdedores, sua fala terminava em uma condição, uma contraproposta para o plano de Elizabeth que ficava sem muita escolha.

No final de tudo ela percebia como estava em uma encruzilhada ali, Ria não havia deixado opções, era morrer enfrentando o velho ou morrer de desgosto por ficar presa naquele lugar, no momento em que a Ruiva olhava para Elizabeth com aquela cara de filha da puta um tanto sádica a loira lado desviava um pouco o olhar para os lados, não acreditava no que estava acontecendo ali. - Você cresceu, Fanalis. *Tsch. - A pirata mostrava seus dentes, seu sorriso era de nervoso ao mesmo tempo em que se surpreendia e quem sabe até orgulhava do crescimento daquela garota, Elizabeth também estava com raiva por estar sido chantageada daquela forma. - Certo. - Respondia ela com muito desgosto. - A vitória é sua desta vez, tente não morrer como todos os outros idiotas.

Caminhando mais um pouco ambas não demoravam para chegar no local marcado, este que não era difícil de se encontrar, pois a multidão era enorme e o barulho aglomerado. - Mas o qu… - Elizabeth nem acreditava em seus olhos. - Eu nem sabia que tinha tantos perdedores assim por aqui. - Comentava ela enquanto Matte se aproximava da dupla todo serelepe e pimpão.

- Eu trouxe as alma mai sebosa desse Farol! - Sua felicidade era tão evidente quanto seus resultados, pois dezenas de homens e mulheres aguardavam ali, alguns maltrapilhos, outros bem vestidos e aparentemente fortes, mas todos pelo mesmo motivo, Fanalis B. Ria. - Pessoal! Sá qui é a fia da peste que eu falei! Ela vai tirar todo mundo daqui. - Ele dava um tapa forte nas costas da Ruiva a empurrando até a frente da multidão. - Vai lá muié, mostra pá esse bando de marmanjo qui eu num tô brincando. - As pessoas antes em silêncio esperando por sua salvadora agora começavam a algazarra, alguns subestimando Ria, julgando sua aparência “fraca”, outros tiravam sarro dela, sua fala nem mesmo era iniciada pois ninguém queria parecer ouvir depois da desilusão de saber quem os lideraria.

- Saí dai!!

- Tragam um líder de verdade!!

- Matte! Assume essa porra aí!!

Mas era então que um certo silêncio se iniciava do prelúdio de uma certa confusão, em meio aquela multidão as pessoas começavam a ser empurradas e outras fugiam para os cantos, a princípio a cena era estranha, Ria consegui ver a parte de cima de Auster meio que flutuando acima da confusão enquanto alguns eram jogados para os lados e para trás. - Sai da frente Zé ruela! - Era escutado uma vez, e se as pessoas já se assustavam com a garota montada naquele bicho enorme, era no momento em que ele falava que todos abriam caminho como um corredor, assustados por ninguém menos que Chô, que finalmente entrava no campo de visão de sua capitã já impondo um tanto de respeito.

- Capitãããã!! - Bradava Auster acenando feliz para a Ruiva. - Olha quem decidiu ir com a gente! - Apesar não estar inteiramente bem, aquele era um momento de felicidade para a garota, já que até que estava começando a criar um acerto afeto por Chô. O mink caminhava até a vanguarda, todos naquele instante ficavam em silêncio enquanto ele se anunciava como parte do bando, a associação logo era feita, tanto aquele Urso enorme quanto a mulher com coragem o suficiente para montar naquela coisa se declaravam subordinados da Ruiva de foice, na mente deles, aquela garota não deveria ser subestimada, e era neste momento que o Farol nunca esteve mais silencioso, todos agora esperançosos para com Ria, mesmo que por um breve momento ela ignorasse toda aquela gente apenas para falar com sua tripulação.

O pedido para Auster era simples, ela apenas concordava com a cabeça já indo em direção de Elizabeth para levá-la também, a loira no entanto era contra, ela se afastava da tentativa de aproximação da garota em azul logo a “cortando” com palavras. - Seria muito desperdício de tempo, eu vou ficar bem, vocês podem cuidar de mim quando estivermos num barco velejando pra longe daqui. - Auster não insistia, ela sabia muito bem da situação, e logo corria em direção à Yue e os outros.

- Eu volto logo!

O pedido de música era feito para o bardo, Ria subia nas costas do Urso que permanecia quadrúpede naquele instante e então começava seu discurso, a Ruiva escolhia muito bem suas palavras, gerando primeiro empatia, se colocando não acima mas igual para com todos ali, aos poucos, no decorrer de suas palavras a moral dos piratas abandonados ia aumentando, ela não pedia que lutassem por ela, mas sim ao seu lado por eles mesmos, não era a atitude de um chefe, e sim de um líder. Ao fim de seu anúncio ela bradava sua ambição e a forma de sair dali, Chô rugia com palavras de ânimo e todos acompanhavam com gritos levantando suas armas, punhos, pedaços de madeira ou qualquer coisa sólida que pudesse ser usada.

Um estrondo interrompia tudo, mais uma vez, silêncio, era o próprio Don Karthus quebrando sua porta em cólera. - Mas que porra de algazarra é essa aqui?!- Se reunir em frente a casa do velho talvez não tivesse sido a melhor das estratégias, ele olhava bem para a situação, as pessoas se acoavam, Ria e Chô não conheciam o verdadeiro terror do Don, mas os outros sim. O velho era esperto, percebia o que se passava de imediato e principalmente a causadora de toda aquela confusão, Ria em seu discurso acreditava que os números podiam superar a força, o velho podia não concordar com isso mas também não deixava a hipótese de lado. - Um barco e um log pose pra quem der cabo nessa Ruiva!! - Karthus estava irado, seu comportamento já era estranho nos últimos dias mas agora a pirata havia passado dos limites.

“Dividir para conquistar”, era o que o velho havia feito, dois grupos se formavam naquele lugar, Auster, Yue e os outros chegavam bem a tempo para ver acontecer, uma boa parte dos homens e mulheres se mantinham ao lado da Ruiva, ela já havia ganho seus corações, enquanto que os outros, em sua maioria piratas que estavam na fila para serem campeões do Don em suas apostas, se voltavam contra sua ilustre líder.

No entanto mais uma pessoa se erguia naquele lugar roubando a atenção. Era Matte, que em cima de um caixote olhava para Karthus e o respondia. - Eu tenho uma música especial pro nosso velho amigo aqui, ucê, Karthus, podi ir queimar nos fogo dos inferno com essa sua barganhazinha, seu diabo!. - Os que haviam ficado ao lado de Ria agora se preparavam para enfrentar todos que eram contra suas liberdades e gritavam junto do caipira, suas mãos antes erguidas agora desciam de vez nos acordes do Banjo, e enquanto o caos generalizado começava a se formar, Matte tocava euforicamente seu instrumento enquanto cantava para a vitória.


Os dois grupos nem precisavam correr um para o outro, já estavam lado a lado e as pessoas apenas começavam aquela espécie de guerra em meio ao Farol, Karthus se mantinha parado na varanda apenas observando toda a confusão que apenas uma pessoa havia causado. Ria por outro lado tinha uma pequena janela de tempo, se despedia as pressas mas ainda com ternura de Tj e Dk e logo partia para seu objetivo principal, os barcos.

Ainda em sua fiel montaria ursídea a Ruiva dava um grito de guerra, Yue subia também na fera e então começavam a avançar, alguns piratas acabavam se empolgando com a confusão e ficavam ali só para lutar e matar uns aos outros, os mais espertos no entanto seguiam a ruiva. Em seu avanço Ria e Chô percebiam como as coisas se desenrolaram ao seu redor, algumas cabanas do local já jaziam em chamas enquanto os dois “exércitos”, apesar de terem uma grande diferença de número, pareciam equiparados, muitos tentavam entrar em seu caminho mas a maioria nem conseguia alcançar aquela dupla, haviam certas pessoas que tomavam o foco das atenções por ali, uma delas era Elizabeth, que devido à seus ferimentos ia logo atrás um pouco atrasada e tendo que dar conta de outros retardatários.

A loira naquele momento usava um estilo mais bruto, sua movimentação estava lenta devido às suas feridas e para balancear isso ela fazia ataques amplos usando o peso de sua própria arma, se ela já estava suja antes agora talvez precisasse tomar dois banhos para se limpar por completo do sangue. Cortando os “fracassados” do farol um atrás dos outros chegava um momento em que sua lâmina até mesmo ficava inutilizada por estar toda ensebada de sangue, Auster entrava em combate lado a lado com a loira, a garota em azul defendia todos os tiros com seu escudo enquanto jogava sua espada para que Elizabeth terminasse o serviço ao mesmo tempo em que fazia sua parte usando só dos punhos e de chutes, às vezes até mesmo nocauteando as pessoas com seu próprio escudo.

Karthus se mantinha parado.

Um pouco mais a frente, abrindo de certa forma caminho para Ria, Havia um rapaz alto e forte de pele escura, vestia apenas calças com botas e em todo seu tronco era possível ver tatuagens tribais. Seu estilo de luta era com duas lâminas, uma curta e outra longa, e ele facilmente conseguia se livrar dos obstáculos até os barcos.

Os que chegavam até o grupo principal, eram facilmente atropelados pelo Urso que continuava avançar ferozmente, enquanto os outros apenas conseguiam ver a lâmina da foice vindo de cima do urso e cortando todos ao redor, ela era como o cavaleiro da morte montada em seu urso cavalo ceifando as almas que apareciam pelo caminho, enquanto que Yue, também montada no mink, se mantinha alerta avisando quaisquer possíveis atiradores para que Chô conseguisse desviar.

Karthus continuava imóvel.

Correndo lado a lado com o urso havia uma garota de tamanho médio vestindo uma camiseta e short cobrindo sua pele com um casaco amarrado na cintura e seus cachos rosas com um boné preto. Não parecia uma lutadora, em fato estava mais usando a sombra dos piratas para escapar também, vez ou outra quando era atacada ela conseguia se manter desviando ou bloqueando com a mochila até que alguém lhe salvasse, mas assim como poucos ali, estava ilesa.

E por falar em ileso, Matte não ficava para trás, o jovem de chapéu de palha, por mais incrível que pareça, conseguia acompanhar o ritmo pesado sem nem engasgar durante sua cantoria, ao mesmo em que nunca parava de tocar ele esquivava com maestria por todos os ataques, pulando por cima de lâminas, rolando entre as pernas de inimigo altos, e dando mortalzinhas periodicamente só para se exibir.

O grupo principal finalmente cruzava o farol, Ria olhava diretamente para o Don e era possível ver um semblante claramente irritado no velho, enquanto o grupo passava direto pela frente de sua casa ele finalmente começava a se movimentar andando lentamente até descer da varanda, parecia fazer algo, no entanto imperceptível para meros novatos. Aos poucos as pessoas iam desmaiando um a um, Chô ficava grogue por alguns instantes perdendo seu equilíbrio e cambaleando para os lados, o mesmo acontecia com Ria, que quase caía do Mink devido a fraqueza repentina.

Esse não era o caso de Yue, que acabava desmaiando e ficando totalmente escorada nas costas do Urso que a carregava, no momento que Ria olhava para trás devido a sua companheira ela percebia que todos atrás de si estavam caindo, o ritmo de Chô acabava diminuindo o suficiente para que Elizabeth e Auster, uma apoiada no ombro da outra, alcançassem o grupo. - Eu disse que era suicídio enfrentar esse monstro. - Reclamava a loira como se soubesse que a culpa daquilo tudo era o velho.

Os únicos que aparentavam estar em boas condições era a garota de chapéu e Matte, que ainda em sua música frenética parecia dar forças aos demais, motivá-los com a melodia odiosa. Restavam poucos homens que queriam capturar a Ruiva, por algum motivo nenhum deles pareciam afetados e logo cercavam o grupo da vanguarda, Ria, que parecia não ter sido tão afetada prontamente pulava de cima do Mink com um giro lateral efetuando sua técnica que ainda não reavaliada, logo ainda há a chance dos deuses acordarem e deixá-la impossível de executar como a física diz que deveria ser mortal e abrindo novamente caminho, os remanescentes eram atordoados pelo negro de antes que agora se aproximava mais um pouco incentivando os que ainda estavam acordados.

- Só mais um pouco! Estamos quase lá.

E ele não estava errado, faltavam apenas alguns metros, era apenas os fugitivos remanescentes e Karthus agora, os piratas tornaram a correr enquanto o Don apenas andava em suas direções, a sensação que ele passava era aterrorizante, para Ria por exemplo, era cerca de vinte vezes pior do que havia sentido com Illya. O grupo remanescente no entanto não fraquejava, cerca de trinta pessoas ainda estavam de pé e começavam a chegar nos navios, no final 5 embarcações conseguiam partir até que Karthus chegasse à passos no “porto”.

Ria e Chô embarcavam em uma escuna em um total de dez pessoas acompanhados por Yue, Auster, Elizabeth, Matte, a garota de boné, o homem moreno e mais dois marujos. seguindo por um lado havia outra escuna com mais sete pessoas e do outro um canhoneira com três, já um pouco distante, tomando uma direção contrária a da Ruiva seguiam os outros dois barcos abrigando os remanescentes.

Karthus ficava naquele final de terra observando os fugitivos enquanto Ria ordenava a ordem de ataque e Chô coordenava as outras funções do barco, o homem negro, aparentemente um navegador, pegava o timão a fim de controlar a direção para longe dali, Auster soltava a vela enquanto os outros dois marujos aleatórios preparavam os canhões.

Tiros eram disparados de ambos os 5 barcos na direção do velho destruindo não só alguns barcos remanescentes mas também acertando o Don, a fumaça preta subia intensa, quando os disparos cessaram ninguém conseguia ver o que tinha acontecido, até é claro que um vento absurdo advindo do Farol dispersava toda a fumaça em um instante seguindo em direção a outra escuna que se encontrava do lado de Ria, e como uma torre de dominós a embarcação desmanchava com o turbilhão de vento formado. A origem disso, Karthus, que saia da posição de como tivesse dado um soco, todas as sete vidas perdidas, ou ao menos incapacitadas de fugir, o Don então olhava fixamente para a Ruiva enquanto preparava outro golpe, era uma força surreal destruir um barco daquela mera distância apenas com o vento, e não me venha com teorias de rato, Não havia nada que ela pudesse fazer para impedir, estava pronta para mandar que todos pulassem na canhoneira quando avistou aquele cabelo esvoaçante no vento investindo contra Karthus, era Dk, que atrapalhava a concentração do velho tentando desferir um corte em seu pescoço.

A lâmina do espadachim acertava em cheio, mas havia algo errado, o velho não caía, pelo contrário era uma das espada de Dk que se encontrava quebrada em duas, o soco antes preparado para o barco era acertado com moderação no estômago do espadachim que caía no chão retraído de dor. Tj era o próximo a investir inspirado pela coragem de seu amigo espadachim, o ruivo no entanto nem chegava perto do velho, ele apenas caía no chão desacordado como no fenômeno anterior. Ria presenciava o ato de altruísmo de seus amigos para ganhar tempo, não havia sido em vão, pois agora a escuna se encontrava fora do alcance de ataque do Don que apenas olhava fixo para o horizonte, algumas palavras eram ditas, mas obviamente por conta da distância ela não podiam ser ouvidas, mas tinha algo estranho no rosto do velho, se alguém com visão aguçada olhasse muito bem, veria um sorriso em seu rosto.

- Yyyyyyhaaaaaa!!! - Gritava o caipira pulando e dançando junto da garota de boné que compartilhava da mesma alegria comemorativa perante a liberdade. - Prômessa é prômessa. - Ele tirava seu chapéu de palha (aparentemente limpo até demais) e o colocava na cabeça da Ruiva. - É todin seu agora. - E assim ele saia saltitando pelo convés tocando seu banjo.

Passavam-se alguns minutos e logo a única visão que insinuava o Farol era aquele paredão vermelho da Red Line. Chô reunia os membros mais importantes e questionava sobre os homens de preto, Ria explicava o que havia ocorrido e também compartilhava algumas de suas descobertas, ao questionar Auster tudo que a garota respondia era um balançar de cabeça em negação, como quem não tem nada mais a dizer sobre tal assunto, afinal, era um momento muito sofrido para ela.

Elizabeth por outro lado se colocava a falar um pouco enquanto esperava que Yue acordasse para lhe fazer o tratamento. - Eu não sei nada sobre esse Mid sei lá o que. Mas aqueles caras não eram exatamente caçadores, eu diria que são os “faxineiros” do submundo, como a maioria de seus alvos são piratas acabam ganhando uma grana por fora como caçadores. Dessa vez vieram se livrar de mim, vocês aparentemente também estavam na lista, Savage não deve estar querendo lhe encontrar novamente. - Ela então desviava o olhar meio envergonhada pelas próximas palavras que diria. - Ele me disse antes de tudo acontecer que você poderia ser um problema se crescesse mais um pouco.

- Ooooow, que fofa. Acho que isso foi um elogio pra você. - A voz feminina repentina roubava a atenção de todos no barco, como quem havia surgido do nada uma garota se agachava em cima do parapeito do navio. Tinhas longos cabelos castanhos e olhos grandes que observavam bem a todos, um manto preto cobria boa parte de seu corpo mas era possível ver equipamentos de proteção como joelheiras e ombreiras assim como uma espada com uma lâmina em formato estranho em suas costas. - Vocês descobriram bastante coisa hein, mas acho que não conta se a Eliza-chan tiver dito.

- Vocêêê!! - Exclamava Elizabeth tentando se levantar já empunhando a espada de Auster.

- Ora ora fique quietinha aí, hihihi. Eu não esperava que fosse sobreviver com o corte na barriga, mas ainda conseguiu matar meus homens, interessante. Hihihih.

A garota se aproximava rapidamente de Ria quase sem deixar tempo de reação, seus movimentos no entanto eram leves como se ela pesasse como uma pena. - Sabe, talvez seja uma boa aproveitar a chance de que saíram vivos daquele lugar para mudar seus estilos de vida, talvez pelo menos de rota, não sei. - Ele passava seus dedos entre as mechas da Ruiva enquanto falava com um tom de voz sutil e encantador. - Esqueçam o que quer que tenham lido ou visto, que Savage existe. Vai ser muito mais fácil. - A loira avançava furiosamente com uma estocada investida na garota que pulava por cima de Elizabeth em uma forma suave, quase que planando como se não fosse nada, ainda no ar ela acertava um golpe com a lateral da palma na nuca da loira que caía no chão já não mais conseguindo se sustentar. - Os perdedores devem ficar no chão. - Ela completava com uma expressão séria por um instante antes de se voltar a sua habitual atitude de sonsa. - Não é mesmo? Eliza-Tan?

Auster começava a circundar a garota junto dos outros dois marujos cujo não serão nomeados por agora, por outro lado um tremor era provocado no oceano ao lado da escuna, tiros de canhão, vindos daquele mesmo barco quase vazio que Ria havia avistado antes.

- Hmmm, eu meio que já fui paga então estou na dúvida. - Auster ia para cima dela que apenas fazia outra acrobacia no ar tentando realizar o mesmo golpes, a azulada era esperta e defendia com seu escudo já revidando com um direto de direita esquivado novamente pela garota misteriosa que, irritada por ter errado, tinha um borrão em sua imagem até que era vista com clareza novamente com o punho do estômago da escudeira que caía no chão logo após. - O que será que eu faço com vocês?

Atual Tripulação da Ria:
 

Garota Misteriosa:
 

Rimuru
Na noite anterior...

Rimuru por outro lado se abstinha da ação por um tempo, isso no entanto não quer dizer que ele vivia nem um pouco a menos de tensão, e talvez sua situação fosse ainda mais delicada do que a encontrada no Farol. Por fim o celestial parecia fazer sua escolha sendo ela a mercadoria mais cara e valiosa, no momento em que a híbrida tinha um dedo apontado para si ela apenas fechava seus olhos, não transparecia emoção então era imperceptível saber se aquilo simbolizava desânimo ou gratidão, no momento em que a escolha era feita a garotinha loira e a tontata apenas continuavam na mesmas atitudes enquanto a mais “ativa” parecia desapontada.

- Tsch.. - Seu pensamento? “Não é hoje que vão abrir essa porra pra eu pular no pescoço desse desgraçado”, provavelmente.

- Perfeito! - Exclamava Clark chorando por dentro por ter que extraviar a mercadoria mais valiosa. - Vamos soltar essa aqui então e deixar todas as outra pra… - O homem então era interrompido por Rimuru que despertava novamente o interesse em Clark. - T-todas?! Ótimo ótimo, então vamos tirá-las logo daqui não é? Kahaha. - Até mesmo as escravas se espantavam com aquilo, não esperavam isso chegando e mesmo a garotinha loira que tinha um olhar morto demonstrava alguma reação, embora não soubesse se iria para um lugar melhor ou pior, ou mais, se seria devolvida eventualmente.

Não havia um motivo específico para aquilo, poderia ser para dar um exemplo a Emma, talvez se desculpar indiretamente com a aprendiz, talvez memórias distantes que infernizavam sua consciência? O ódio por aquele sistema? Ou quem sabe o simples fator moral de ajudar alguém necessitado, bom, acho que nunca realmente saberemos aquilo mais determinante na cabeça do detetive.

- Certo, certo. - Clark murmurava concentrado em seus pensamentos, parecia fazer contas mentalmente com o auxílio dos dedos. - Isso vai dar um total de sete milhões trezentos e vinte mil, tem certeza? - A afirmação era feita a ordem para a soltura de todas era dada.

As jaulas eram liberadas da última para a primeira de forma que a híbrida de mink era liberta primeiramente, parecia hesitante, não queria sair dali, mas sabia que seria forçada em uma forma ou de outra e então andava para fora por vontade própria, uma postura impecável, como se Rimuru tivesse comprado uma princesa. A próxima, a loirinha, já havia feito aquilo diversas vezes e sabia como funcionava, ela apenas se levantava batendo a poeira dos joelhos machucados e era então que podia-se ver mais hematomas nela, ignorando tudo ela apenas saia formando fila com a meio mink. A ferreira de cabelo esverdeados era a que mais surpreendia, a jaula se abria completamente e ela parecia se comportar, não xingava, não olhava feio, nem mesmo olhava para Clark, apenas se mantinha quieta, no fundo, ela sabia que não tinha chances enquanto estivesse cercada e com aquela coleira. Mas será que se importava?

No momento em que o Tenente ia pessoalmente liberar a pequena tontata de sua jaula a garota número aproveitava a oportunidade e proximidade para pular no pescoço de Clark com uma mordida animalesca, ela grunhia em ódio enquanto o homem gritava de dor e sangue respingava de si. Emma, que já estava abraçada novamente em Rimuru se escondia ainda mais na manga do detetive que continuava observando a cena, que não durou por muito, Clark afundou seu punho direito no estômago da moça que parou sua mordida para cair cuspindo no chão, o homem uma imensa fúria segurava o pescoço machucado enquanto começava a chutar a escrava já derrotada no solo, o que antes era apenas vômito provocado pelo soco se transformava em sangue tanto pela boca quanto pela pele que se machucava a cada chute.

O homem já havia perdido o controle e Rimuru teria de ser reembolsado pela mercadoria morta se não fosse por sua corajosa aprendiz que saía de seu encalço dando um chute com tudo o que tinha na canela do homem que era enorme em comparação a ela.

- Aai! - Gritava Clark pulando de uma perna para trás sem saber se mantinha a mão no pescoço ou se levava ela até a canela. Quando o homem olhava para Emma se perguntando “por que” mentalmente, a gatinha com uma cara emburrada respondia de uma forma simples e direta.

- Ela não é mais sua! Para!

O tenente respirava fundo, não de raiva mas de dor. - Claro… - Ele olhava para Rimuru e então se desculpava retirando o lenço de seu colarinho para pressionar contra o sangramento. - Peço perdão por isso, mas é só uma escrava certo? Ela vai ficar bem. - O homem dava as costas e começava a andar em direção as mercadorias. A tontata, já com sua gaiola aberta corria até a moça de cabelos verdes para ver se ela estava bem.

- Não esquenta com isso, não foi nada. - Ela levantava colocando a anã no ombro e percebendo a situação protegida em que estava ela se aproveitava um pouco. - Esse viadinho bate igual uma garota. Kek. - Debochava ela de Clark que sentia o impulso de voltar a chutá-la mas mantia a compostura guiando a pequena dupla e suas quatro escravas até a entrada do aqueduto.

Lá Rimuru averiguava todos os seus itens e eles não só estavam todos em ordem mas também eram de melhor qualidade, mais uma evidência de que aquele mercado era especialmente organizado dentre o submundo. O pedido pelo abastecimento era feito e o homem apenas afirmava com a cabeça enquanto evitava falar muito chamando outra garota vestida de “maid” com a mão. - Clarissa providencie um carregamento de suprimentos e acerte todo o pagamento pendente. - A garota se afastava correndo para pedir pelos mantimentos enquanto Clark se despedia de Rimuru. - Bom quando tudo estiver certo vocês podem pegar uma carona com a carroça que vai levar os mantimentos, por esse túnel será mais fácil. Eu iria com vocês mas eu tenho que cuidar dessa ferida senão eu acho que morro. Kahaha… Cof...cof..cof. - Começava ele com uma risada e terminava quase morrendo.

Rimuru se despedia do homem dando-lhe a última dica sobre as coleiras, ele se animava respondendo. - É! tem razão eu nunca tinha pensado nisso. - Olhava então rapidamente com desgosto para a escrava que o havia mordido e então continuava. - Realmente não vale a pena. Amanhã de manhã eu passo no seu barco para levá-los a senhora Shao como prometi mais cedo, e então já teremos tudo resolvido. Até. - Clark voltava para a grande loja amadeirada enquanto tinha a escrava que cabelos verdes cuspindo no chão em desgosto para o homem, parecia ter um rixa especial com ele, e não com negociantes e compradores em si.

Clarissa então retornava e recebia o pagamento de Rimuru que, após organizar todas as suas coisas, entregava as remanescentes para a loirinha. - Aqui. Me dá isso. - Dizia a garota de gênio forte tomando a mochila da criança, ela olhava para Rimuru com um tom de desafio, esperando para ver se teria alguma punição por aquilo, mas o jovem Tempest apenas seguia caminho. Uma vez com todos na carroça o arqueduto levava o grupo diretamente até o estaleiro especial no qual já se encontrava o barco recém reformado, carpinteiros retornando de seu trabalho acenavam e faziam gracinhas quando cruzavam pelo túnel.

Finalmente de volta a escuna o primeiro tripulante que Rimuru avistava era Long John, ele se encontrava relaxando, em fato, dormindo em cima dos mastros, parecia um local relaxante e seguro para ele. Jeanne também estava no convés, parecia limpar suas botas enquanto se perdia em pensamentos, aparentemente felizes, pois sorria naquele sua forma lunática de ser.

Uma rampa de madeira ligava o estaleiro até a entrada da embarcação que estava nova em folha, Ria talvez nem reconhecesse quando a visse novamente, assim que via o detetive subindo a bordo Jeanne percebia fazendo uma cara de felicidade até avistar as quatro moças com coleiras de escravos, sua expressão fechava para seriedade ou talvez até raiva. - Rimuru o que significa iss… - Por um segundo ela perdia a compostura, seu tom era agressivo, parecia ser um assunto delicado para ela, afinal de contas, antes de perder a aposta e se juntar com o detetive ela era uma revolucionária, talvez não a mais disciplinada ou proativa, mas ainda assim fazia parte do grupo.

- Não… O disfarce é claro. - Já respondia ela mesmo sua pergunta com a mão na testa e um rosto um tanto confuso. - Perdão, não era eu mesma ali. E então? Como foram as coisas. - Uma breve conversa se mantinha ali e quando o assunto era a reforma a jovem sorria. - Sim, eu os orientei direitinho, eram trabalhadores muito capazes. Kukuku. - Ela tentava disfarçar mas ainda tinha um olhar meio melancólico enquanto mirava as garotas.

Tempest então adentrava o barco e podia notar que não era só o exterior mas o interior também estava novinho em folha, Robert se encontrava na cozinha petiscando um lanche e lendo um bom livro. - Oh Rimuru, você volt.. - Por um segundo ele se assustava também com as escravas, era algo realmente estranho para pessoas desacostumadas, o rechonchudo nobre havia crescido cercado por diversas serviçais forçadas, ela eram muito gentis com ele de forma que Robert havia sido criado e recebido mais afeição fraternal por suas escravas do que dos próprios familiares, quando herdou a fortuna da família ele libertou todas e até mesmo casou-se com a filha de uma, desde então, apesar de trabalhar para quem trabalhava, o homem se afastava do tráfico de pessoas, empregando apenas trabalhadores honestos e convencionais.

Mas diferente de Jeanne não era algo que o tirava do sério, apenas o deixava pouco desconfortável. - Teve um passeio agradável pela cidade? - Perguntava ele meio descontraído. Rimuru então lhe entregava os materiais de cura e pedia por seus serviços, no momento em que apontava para a garota de cabelos verdes ela sorria maléficamente para o gorducho que engolia em seco. - C...Claro, como quiser. P…Por que não me acompanham até a sala do lado? Eu vou cuidar de vocês.

Quando todos saiam e sobrava apenas o detetive e Emma, ela estava um tanto quanto quietinha, havia sido um dia bem cansativo para ela, mais mental do que fisicamente, mas ela bem que havia dado um belo chute na canela do homem. - Okay Shishou. - Respondia ela antes de sair para ajudar Robert. - A Emma só quer que elas melhorem logo. - Terminava com um sorriso inocente no rosto.

Rimuru deixava então as roupas posicionadas e logo partia para a cozinha fazer um de seus favoritos hobbies, cozinhar. Metade dos suprimentos eram gastos e aquilo era equivalente e um belo banquete, vez ou outra era possível ouvir Robert gritando por estar sendo mordido pela garota de verde e depois algumas gargalhadas de Emma, passava-se uma hora e tudo estava pronto bem posicionado no balcão. O detetive estava prestes a servir quando alguém aparecia à porta, era John, apoiado na entrada impedindo sem querer a passagem.

- Ooh, eai Rimuru! Eu nem te vi chegando. - Cumprimentava ela simpaticamente. - Aliás, você sabe onde está o Will? - Ele tirava o eternal pose comprado por Karthus do bolso. - Eu queria devolver isso a ele já que não vamos mais usar.

Pós crédito (Com Dk e Tj)
Na eclosão da “Guerra dos Piores”...

Era um tanto quanto difícil para os dois rapazes acompanhar o ritmo, ainda mais depois de acordarem de ressaca às pressas, Auster os levava para uma multidão de homens e mulheres exilados no Farol sem terem como escapar, à frente dessas pessoas, montada em Chô, estava Ria, sua ex ou futura capitã discursando para aquele monte de perdedores que tinham a moral elevada a cada segundo.

- O que está acontecendo aqui? - Perguntava Tj logo sendo respondido por Yue que ainda os acompanhava.

- Acho que é assim que vamos sair daqui. - Ela soltava uma risada meio descontraída. - Não esperava menos. Vocês tem certeza de que não vão? Até o Chô mudou de ideia, eu ficaria muito feliz com todos nós juntos de novo, tenho certeza de que a Ria também ficaria.

Dk desviava o olhar, em seu coração ele queria seguir viagem, mas como poderia botar a vida de todos em risco com os deuses que o perseguiam.

- Desculpe Yumeko, mas pode ter certeza que eu as alcançarei quando me livrar de quem me persegue. Quando estiver segura com a capitã diga que preto combina muito bem com ela. - concluía ele sinalizando positivamente com o polegar enquanto se lembrava de sua visão privilegiada na batalha contra o gigante azul.

Repentinamente um caipira de chapéu de palha começava a cantar e tocar enquanto uma briga generalizada iniciava, Fanalis se aproximava dos dois os abraçando e despedindo, não havia tempo para despedidas dramáticas, apenas a promessa de um reencontro era mantida. A Ruiva logo partia embora montada num urso enquanto os dois que se manteria no Farol, diferente do desejo de praticamente todos ali reunidos, apenas se afastavam um pouco da área de risco para não serem baleados sem nem ao mesmo tomarem um partido… Ainda.

- Vai ser melhor assim, sem os deuses pra atrapalhar tenho certeza que ela vai seguir muito bem. - Pensava Dk em voz alta enquanto Tj observava tudo.

- Cara… O que é que você tá falando? - O ruivo começava a se virar para longe de tudo aquilo antes de ser puxado pela camisa por Dk.

- Espera! Você ofereceu ajuda até que ela fosse embora não é? Temos que garantir que a capitã saia da ilha. - Tj olhava para ele com uma cara de deboche.

- Olha pra esse tanto de gente, dois a mais não vai fazer diferença. - Era no fim dessas palavras que aquela onda de medo e desespero recaía por todos os habitantes, as pessoas começavam a desmaiar uma por uma, a dupla não parecia afetada, afinal não estavam contra o Don, mas isso não os excluía daquele sentimento agoniante.

Ali eles presenciaram toda a cena que se seguia, a Ruiva e seus comparças resistindo, o garoto de chapéu de palha tocando freneticamente, o eventual roubo dos barcos e até mesmo os tiros de canhão. Mas a visão apurada de Dk era diferente dos demais, ele percebia que em meio aquela fumaça Karthus preparava algo, algo que exalava mortalidade e pura força.

- Eu tenho um mau pressentimento. - “Isso só pode ser coisa dos deuses implicando com as pessoas que eu me importo”, era seu pensamento. - Vamos! - Exclamava o espadachim para Tj enquanto avançava em direção ao velho. A previsão do jovem estava certa, com um simples soco Karthus destruía navios como se não fosse nada, o próximo? Mirava em sua capitã.

- Morram! Malditos deuses!!! - Gritava ele enquanto atacava Karthus jurando que o velho seria um enviado das entidades que o assombravam, afinal, de que outra forma alguém conseguiria desmaiar tanta gente senão com a ajuda da Deusa do Sono e da Deusa da Fraqueza? O golpe acertava em cheio no pescoço do velho, no entanto nem Dk acreditava em seus olhos naquele momento, o Deus da resistência enegrecia a pele do Don que ficava mais dura do que aço quebrando sua katana com o impacto. - O qu… - Ele nem tinha um tempo de reação, o velho já virava com um soco no estômago que quase fazia o pobre navegador cuspir as próprias tripas.

Tj, antes com medo mas logo encorajado por seu parceiro era o próximo a avançar, tudo que o velho fazia era olhar para ele que o rapaz desmaiava na mesma hora.

- Malditos… Deuses… - Murmurava Dk quase perdendo a consciência. Sua última visão? Karthus sorrindo enquanto olhava especificamente para a Ruiva, poderiam ter perdido mas não era em vão, sua capitã conseguia escapar graças ao tempo ganho.

- Fanalis B. Ria é? Humpf, a bastarda tem o mesmo sorriso daquele idiota. - Dizia o velho relembrando memórias antigas. - Vejamos como se sairá contra o mundo. - A visão do rapaz ia escurecendo aos pouco e logo ele adormecia.

Um sonho estranho se passava na mente de Dk, mas quando ele finalmente acordava, estava vivo, os deuses ainda não acabaram de brincar com ele. Tj ainda estava dormindo no chão logo ao lado, eles pareciam ter sido tratados medicamente e repousavam no único estabelecimento decente do Farol, a casa de Don Karthus.



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Johnny Bear
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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyQui 18 Out 2018, 21:50

Kekkai!



Não entendi ao certo como tudo aquilo passou a fazer sentido para mim, correndo no meio de tanta confusão por um trajeto que dividia o perigo fatal da fuga desesperadora aos recantos do mundo, nosso refúgio estava perto e eu ainda sim podia sentir o peito pulsar com tamanha euforia, como um coelho que passa correndo pelos campos saltitando em inquietação profunda, toda a adrenalina que senti era quase inexplicável com tão poucas palavras, como cada coisa me provocava uma sensação diferente, fosse o calor da chama de esperança que se abria em meu peito frente a grande carreata e o movimento que a Ruiva liderava, ou se não as longas passadas pelo corredor de luta que ameaçavam minha corrida a cada beco, cada encruzilhada. Não sei ao certo definir o que me provocara o sentimento de angústia no momento, se era a temível proximidade com o combate ou a incapacidade de atuar nele. Ressoavam lâminas, disparos e de todos os brados aos cantos que soprava aos meus ouvidos com o vento, mas senti que precisava continuar, quase estive feliz em estar certo nessa escolha, algo dentro de mim parecia indicar a necessidade de aproveitar ao máximo aquela oportunidade para fugir, contudo tive o desprazer de contemplar o motivo de toda aquela comoção, o terror que corria o espírito dos marujos que o faziam temer aquele velho, era minha descrença ou ingenuidade que me permitia a corrida, não bambeava até que pude sentir aquela profunda angustia. Se esvaiam as forças de meu corpo, era algo que limitava e exauria minha vitalidade de uma forma anormal, no mesmo instante que supus daquela força vir do velho, agora mais perto, senti pela primeira vez a necessidade exacerbada de correr para longe daquela ilha.

“Uhr! Carregando a ruiva e Yue fica mais difícil ainda de lidar com toda essa pressão, o que esse velho maldito está fazendo comigo? Eu... Eu estou com medo?... Não... Não pode ser que eu esteja com medo dele!”
No fundo eu sabia que temia o velho por algum motivo, mas o que diabos estaria ele fazendo para provocar tudo aquilo? Conseguia ver que os outros além de mim também se afetavam, de alguma forma ele estava conseguindo nos pressionar sem aparentar nenhuma diferença, o que era todo esse poder? Seria esse o nível de combate que estaríamos enfrentando daquele ponto em diante? Eram duvidas que poderiam ser respondidas com uma única palavra: Corra.

Contemplava o alívio e o frescor do mar ao embarque junto a outros se juntavam à barganha e eu só conseguia pensar naquele velho overpower, coordenei com certa relutância aos fugitivos juntos do bando, queria olhar para trás e ver o que aconteceria, era o fim? Escapamos ilesos e enfim o velho deixou de ser uma ameaça? Em parte, era isso o que acontecia porem novas revelações eram feitas com o desenrolar da história, mais eventos custavam ainda a me surpreender de uma forma negativa, pude presenciar não uma, mas sim duas outras perdas importantes na tripulação, DK e TJ, quando enfim pensei que eles estariam bem após a nossa fuga sou então recebido pelo destino com um soco no estômago, a amargura e o ódio me consumiam pelo velho, ainda mais crescente o ódio por mim mesmo, outra vez incapaz de ajudar, sempre preso independente da realidade que eu estava vivenciando. “Não, Tj! Velho desgraçado, por que ele é tão forte? O que há de errado com as pessoas dessa ilha? São todos estranhos e sem noção, é isso que significa estar na Grand Line?”.Busquei pelo cabo da espada outra vez, agora apenas para apertar com a ânsia de retornar sabendo que seria impossível.

Tentando acalmar os nervos, não recepcionado por boas notícias também na busca por informações sobre aqueles ditos encapuzados, será que nada dava certo na porcaria da minha vida?! As canções iriam dizer o que sobre mim afinal? Como não consegui vingar uma colega de bordo e ainda arreguei uma luta pra um velho. Ai pensei então em tentar me acalmar, seguir para algum canto do navio e tirar um tempo para organizar todos esses pensamentos, além de querer saber para onde estaríamos indo, não me perder em devaneios e conceitos filosóficos, mas sim digerir toda a merda que minha vida fodida estava sendo, com isso só intensificara minha vontade de lutar, isso de certa forma tirava um pouco da minha tensão.

Eu estaria escorado em algum canto ou coordenando algumas funções pelo local quando mais uma vez as coisas pareciam conspirar para me tirar o sossego, fitei aquela cena acontecer no convés, com os olhos corriqueiros vagando pelas silhuetas postas quase que agrupada, logo pensei quando as vi. “Quem são essas duas? E por que não estão trabalhando no navio? Mais essa, quando penso que posso tirar meu momento você continua a me sacanear!” Nesse instante eu estaria olhando para o céu, contemplaria a vista aberta afagando e daria um longo suspiro antes de correr novamente minha visão para o que estava acontecendo. Aberta a mente, daria breves passas em direção a pequena confusão que começava, queria rodear de longe, mas até então eu nem dava importância para o que estava acontecendo por estarem em discussão duas figuras completamente desconhecidas por mim. Olharia para a Ruiva, estaria ela parada frente a tudo isso? Talvez a fuga tivesse abalado seus sentimentos tão quanto fizera com os meus.

“Acabamos de escapar da morte e essas duas querem discutir? Eu e minha preciosa vamos precisar dar umas palavrinhas com essa gente que acaba de chegar no navio e já sai se achando rei da cocada preta, argh! Illya nessas horas seria útil para dar um cacete nessas duas como fez com a Ruiva, ZEHAHAHAHAHA!”

Corri a mão em direção ao cabo quando a intromissão de novos rostos à discussão tomou a frente de minha ação, assisti a tudo com um espanto cingindo o semblante e logo dava forma a uma corredeira de dentes brilhantes e amarelados, passando minha língua pelos lábios enquanto o êxtase e a fúria se intensificavam mais do que já me perturbavam, podia sentir mais deleite do que puramente raiva. – Acabou de chegar no barco e já está causando tumulto, você deve ter alguma relação com aquele homem samambaia de Loguetown! Vocês adoradores de árvores devem ter algum problema com nosso bando, não fode garota, vou cortar sua cabeça igual eu fiz com aquele rastafári de merda e dar pra esse Selvage de quem você deve ser puta! Estava me testando os nervos, não bastavam as confusões com a marinha agora nós estávamos sendo perseguidos por esses paranóicos do tal Vagem. Auster já teria o bastante pelo dia, talvez por alguns dias ela devesse ter alguma folga até estarmos bem distantes do Farol. Apontaria a mulherzinha minha espada, sacaria a mesma antes mesmo de começar expor minha indignação com a posição da mulher e sua apresentação ofensiva, isto pois, se investisse no meio de minha indagação estaria eu preparado para tentar ao menos me defender ou contra-atacar, faria isso tentando postar a parte não cortante da lâmina a frente do possível golpe ou enrijecendo meus músculos com o intuito de prepará-lo para algum impacto, e considerando o que havia visto até agora, não me surpreenderia nem me custaria ficar a mercê de ser pego no mesmo movimento que funcionou com Auster e aquela Eliz alguma coisa. Conhecia minha velocidade, de longe estava perto de conseguir acompanhar o que aquela mulher poderia fazer com aquelas pernas de lebre, por isso, para tentar desviar de seu eventual ataque na minha retaguarda, eu iria abrir um espacate no primeiro momento e logo em seguida tentaria rolar para utilizando as mãos para sustentar o peso enquanto o resto do corpo seria arremessado para frente tentando realizar uma espécie de estrelinha só que de frente.

-Ria me cobre ai! –
Bradaria em resvalo ao convés, caso conseguisse chegar ao outro lado ileso, do contrário, caso algum golpe de esguio ou forma bruta tivesse me atingido eu tomaria outra abordagem, agora mais ofensiva e direcionada especialmente para a piranha do vagem. – Ai ruiva, esse tal de Selvage não é alguém que você está procurando? Vai precisar dela viva? Eu vou cortar a cabeça dela e lhe entregar assim como eu fiz com o amigo arbusto dela de Loguetowm para vocês conversarem– A destra empunharia Preciosa enquanto a canhota estaria segurando o cabo de uma espada genérica qualquer, talvez eu devesse consagrá-la com algum nome caso conseguisse acertá-la em alguma parte do corpo daquela Silk de cabelo castanho. Com a pose tomada e aguardando pelo avanço da garota eu esperei que a mesma viesse a meu encontro, isto é, vi o quanto esta ficara austera quando atacou Auster pela primeira vez e não fora bem sucedida, de alguma forma eu imagino que poderia irritá-la evitando um pouco de seus golpes ou limitando suas ações, a melhor forma de superar aquela onda de velocidade e agilidade para mim talvez fosse investir em uma posição mais defensiva conforme danço pelo campo tentando evitar seus golpes, com cada lâmina me cobrindo partes específicas e chave de meu corpo talvez fosse capaz de suprir um pouco minha deficiência em velocidade.

Colocando a canhota à frente enquanto a outra seguiria cobrindo a retaguarda tentaria evidenciar meu movimento de colocar a lâmina nas costas, contudo, ao colocá-la sob o negrume de meu vasto corpo estaria deixando a mesma oculta, querendo mesmo até insinuar um ataque surpresa com esta ou algo parecido, realizando então meu avanço caso a garota já não tivesse feito o mesmo, tentaria bloquear seu ataque caso fosse realmente necessário. Enquanto avanço, tento puxar o foco de meu alvo para a lâmina que está a frente, enquanto com esforços moderados as minhas costas tento puxar a bainha pela alça ou por sua extremidade superior a fim de entrelaçá-la em meus dedos juntamente com o cabo da espada, objeto este que seria colocado do lado de fora para que fosse efetuada a troca no momento exato. Assim que eu chegasse perto tentaria por em prática meus conhecimentos de dança de rua misturados com os movimentos de capoeira.

No fim, todos meus movimentos tentariam me levar para um único lugar, a execução de uma técnica especial posta na desvantagem de meu alvo, tentaria achar a brecha necessária colocando em jogo uma falsa tática de luta que começaria desde a tentativa de chamar o foco para uma lâmina e tirar o foco de outra. A primeira, a qual eu buscava tornar bastante previsível, seria movimentada de forma a tentar efetuar um corte horizontal na garota, aproveitando o movimento de meu corpo para rotacionar o tronco em diagonal para baixo enquanto deixo a arma de minha outra mão escorregar pelas minhas costas conforme tento movimentar meu corpo para frente. A arma que estava na mão esquerda seria arremessada para cima antes de eu tentar executar o movimento Rabo de Arraia, assim, utilizando a pata traseira direita com o intuito de tentar pegar o cabo da arma entre os dedos e realizar uma estocada. Preciosa, que estava na destra e estaria resvalando pelas minhas costas, tentaria ser empunhada por mim usando a canhota ainda no chão enquanto meu braço direito iria tomar a função do esquerdo de sustentar o peso do corpo suspenso no chão.  

A arma no pé seria deixada para cair enquanto a Preciosa então seria utilizada com o intuito de realizar um corte diagonal para cima, a mão que antes sustentava o corpo seria forçada de forma a executar um giro e me colocar frente a frente com meu alvo, contudo, eu estaria de ponta cabeça até antes de tentar realizar o corte. A espada deixada para cair seria capturada pela minha mão livre assim que saísse de minha posição suspensa, pegaria a arma e a levaria para trás de meu corpo realizando uma troca rápida de minha arma pela bainha utilizando meus dedos. Com a troca efetuada e o corte sendo efetuado com êxito ou não, efetuaria um pequeno dash em direção a garota caso ou não a acertasse, efetuaria um giro se ela pulasse por cima de meu corpo. A Preciosa entraria em constante giro utilizando meu indicador como eixo para essa rotação a provocar um resvalo luminoso durante a ação, com sorte, eu poderia tentar fazer algum feixe acertar os olhos da garota por acidente, durante o giro da Preciosa eu também começaria a rodar. A espada pega com o braço direito seria arremessada de minhas costas para cima em um giro moderado, com a mão livre agora eu iria empunhar e rodar a bainha da mesma forma que eu estaria por rodar da Preciosa, assim, durante meu giro, no momento em que eu estivesse de costas para a garota, a bainha e Preciosa seriam trocadas de mão em pleno ar e, assim que eu conseguisse me virar mais um pouco para conseguir fitar meu alvo, iria arremessar a bainha simulando ser a espada. Eu iria rodar uma outra vez, agora para pegar a arma arremessada para cima e executar com esta o mesmo movimento que eu estava a fazer na Preciosa com meu indicador.

“É minha chance de testar meu novo movimento, todas as minhas façanhas até agora foram feitas com o intuito de construir esse momento, com tanta troca de espada pelo meu corpo substituir a bainha por uma espada pode fazer com que ela se confunda por alguns instantes, vou aproveitar esse tempo para me posicionar!”

Tomando a postura, concentração sendo posta em prática para que todo o arredor fosse ignorado, concentrando apenas em meu interior e enrijecendo meus músculos ao máximo. - Kekkei: Petarusupin! – Com o dash sendo feito a fim de avançar para ainda mais perto da garota, mais especificamente, a uma distância que minha lâmina fosse capaz de atingi-la. A técnica seria efetuada utilizando a arma na empunhadura canhota, que estaria mais uns poucos centímetros a frente que meu braço direito.

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Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 Empty
MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyQui 18 Out 2018, 23:58

Se Inicia A Guerra Dos Piores! Até Logo Farol!

Olhando fixamente para a face levemente nervosa de Elizabeto, eu mantinha meu sorriso sádico perante minha própria proposta, ela não tinha opções razoáveis, ao menos em relação ao que a jovem garota loira queria, sendo que a cena durou alguns segundos, até que ela finalmente cedeu e optou pelo inevitável, decidindo assim me acompanhar, sua decisão era obvia levando em conta que eu a única que poderia lhe liderar para a saída daquele inferno criado pelo velho do farol. Concordando comigo, ela disse para que eu tentasse não morrer, de modo que em resposta a sua desgostosa frase, eu soltaria uma leve risada, acompanhada de algumas palavras em um tom levemente irônico, isso enquanto ajeitaria meus belos fios ruivos, os alinhando com os dedos da mão direita e apontando para a ferida aberta dela com a esquerda.

- Riahahaha. Não precisa se preocupar comigo, tente você não morrer junto daqueles imbecis. –

Logo depois continuamos a andar, seguindo a cantoria e o barulho criado por Fake, até que nos deparamos com uma multidão bem maior do que eu imaginava. Chegando no lugar, eu começava a balançar a cabeça levemente, enquanto meus lábios formavam uma parábola com concavidade para baixo, mas não porque eu estava triste e sim porque estava realmente impressionada com a maestria do caipira em reunir todas aquelas pessoas em tão pouco tempo, eram pelo menos dez vezes a mais do que eu imaginava, fazendo com que eu falasse, ainda mantendo meu semblante impressionado, mesmo sabendo que o rapaz poderia não escutar.

- Nada mal Fake... Nada mal... –


“Essas pessoas... Quem elas acham que estão vaiando? Eu sei que sou maravilhosa, mas estão julgando minha aparência? Eu devia mostrar para esses idiotas de uma vez quem é que manda!”

Foi quando meus pensamentos homicidas, por mais que fossem apenas uma brincadeira interna cessaram, naquele instante, o Urso e a menina-azul chegaram vindo do meio da multidão até mim, eu olhava para os dois sorrindo e pedia que Auster fosse trazer os outros, sendo isso exatamente o que ela fez. Entretanto, enquanto conversava com Auster, noto algo estranho acontecendo, todas as pessoas que me vaiavam, estavam agora em silêncio, como se tivessem parado de me enxotar e até me respeitassem, fazendo com que eu pensasse no que estava acontecendo e logo depois subisse no Urso, dando início ao meu discurso.

“Agora eles estão quietos, será que é a presença do Urso? Eles ainda não perceberam que nesse mundo aparência não vale de tanta coisa? São mais leigos do que eu imaginava...”

Tudo parecia estar correndo bem enquanto eu falava com todos, mas ao término de minhas palavras, um grande barulho foi escutado, quem o fazia era ninguém mais, ninguém menos que Karthus, o velho questionava sobre o que estava acontecendo naquele farol. O que me surpreendeu foi que ele percebeu de cara e fez uma proposta, algo que se eu fosse um dos moradores do farol, não seguiria, ainda mais levando em conta a pessoa incrível que os lideraria, entretanto, o problema era que a maior parte deles estava desesperado por uma chance de fuga e acabaram caindo nas palavras, ou melhor, na palma da mão do velhote, fazendo com que uma recompensa fosse colocada sobre minha cabeça e com isso, grande parte das pessoas que eu já tinha convencido a se juntar a minha empreitada me traíram, criando assim dois exércitos e se instaurando uma guerra.

“Como assim? Com algumas poucas frases, o velho acabou com toda nossa união e começou um conflito? Não esperava que ele teria tamanha influência sobre esses moradores do farol... Realmente, é hora de ir em bora!”

Com a confusão se iniciando junto do glamoroso som de Fake, mal tive tempo de me despedir de Tj e Dk, de modo que logo após a despedida, subi novamente no Urso junto de Yue, que já havia sido trazida pela mulher-azul e iniciamos nossa corrida contra o tempo indo na direção das embarcações. Eu olhava para os lados e tudo que via era o caos criado por aqueles que a pouco tempo me seguiriam para a saída do lugar, Karthus realmente tinha acabado com os sonhos daquelas pessoas, mas aos poucos que continuavam me seguindo, eu queria garantir a liberdade.

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“Azulada, Urso, Yue, Elizabeto, pessoas desconhecidas... Sei que vamos conseguir, é só continuar avançando... Quem é esse homem negro? Uma, duas, tr... Belas espadas, aliás... Foco, tenho que focar para salvar essas pessoas!”

Era o que pensava ao avançarmos, enquanto eu via um homem de pele escura ajudando a limpar o caminho e ao mesmo tempo, ceifava a vida daqueles que me traíram na primeira oportunidade que tiveram. O que me deixava levemente incomodada era o posicionamento de Karthus, levando em conta que desde que começamos a correr, em nenhum momento ele se moveu, como se estivesse tramando algo, mas apesar do incomodo, me mantinha focada em meu objetivo, sempre atenta aos inimigos em minha frente, minha última preocupação no momento era um velho que mal conseguia andar, apesar de todos temerem sua força, até agora eu não havia testemunhado nada. Falaria para todos tentando os motivar em nossa empreitada para a liberdade, mantendo bastante foco e determinação em cada uma de minhas palavras.

- Continuem assim, vamos chegar logo! -

“Essa garota e o Fake são impressionantes, estão conseguindo nos acompanhar e apesar de tudo, Fake ainda está tocando, que coisa mais bizarra! Parece que assim como eu, ele não teme a morte... Acho que acabei subestimando-o por seu modo de falar, agir e viver, assim como fizeram comigo antes do discurso, preciso parar com esse pré-julgamento das pessoas...”


Começava a observar e tirar algumas conclusões sobre aqueles que nos acompanhavam de algum modo, mas não era só com os fracotes em nosso caminho que devíamos nos preocupar, Karthus parecia estar irado com o que estava acontecendo a sua volta, o caos reinava naquele que até então era um calmo e silencioso farol, o lugar ideal para extorquir pessoas sem esperanças, ao menos até o momento. Foi quando o velho se mexeu e junto desse movimento, uma sensação horrível recaiu sobre meu corpo, não sabia descrever aquela sensação, era totalmente única, como se minha vontade de fazer minhas coisas estivesse se acabando, mesmo que momentaneamente, nesse momento, percebo que Yue acabou desmaiando e junto dela, vários daqueles que lutavam naquela guerra caiam desmaiados, eu arregalava os olhos estando surpresa e sem saber o que estava acontecendo.

- Ei, Yue? Você está bem? O que aconteceu aqui? –

“Mas que droga foi essa? Esse velho comeu uma Akuma no Mi? Nós respiramos gás venenoso e os que respiraram mais, desmaiaram? Ele tem o poder de fazer as pessoas desmaiarem? Talvez algum tipo de fruta do sono... Não tenho tempo para ficar pensando nisso, temos que sair daqui o mais rápido possível, ainda não sei como lidar com essas coisas apelações.”

Então prenderia Yue ao Urso e continuaríamos, mas algumas das pessoas que estavam contra nós não desmaiaram, até que chegou o momento em que nos encontramos cercados e junto desse momento, veio minha hora de brilhar, onde usei minha técnica especial totalmente plausível, que não desafia as leis da física e supondo que passasse pela avaliação de deuses, já teria passado pelo menos três vezes, uma quando criei ela, uma quando ganhei alguma experiência e outra no momento que mudaram as regras que regem o mundo, isso se você acredita nessas coisas, eu pelo menos, prefiro não pensar em divindades... O que importa é que ao correr na direção de meus inimigos e realizar uma pirueta no ar utilizando minha foice, abri caminho para que passássemos ao dilacerar todos que estavam em nosso caminho, deixando os remanescentes para que nossos novos aliados cuidassem.

Em relação ao início onde todos os reunidos por Fake iam fugir, eramos poucos, mas nossa determinação em ser livres era gigantesca, provavelmente muito maior que a do velhote em nos deter. Estávamos quase chegando nos navios, mas Karthus vinha em nossa direção, pode até ser que o terror que eu sentia naquele momento fosse vinte vezes maior que o que senti perante Illya, do mesmo jeito que cem vezes, mil vezes ou um bilhão de vezes também era válido, isso levando em conta que o medo que tive de Illya era zero, exatamente a sensação que tinha diante do velhote, sendo que o encarava naquele momento, não por medo, mas imaginando sobre o que aconteceria se lutasse com ele.

“Talvez ele fosse mais forte que eu, o que acho muito difícil, mas com certeza é mais forte que o resto dessas pessoas, por isso é melhor que saíamos logo daqui, não quero mais vítimas e nem quero matar esse velho, coisa que talvez devesse ter feito no princípio, mas depois de todo esse caos, é tarde demais para isso, acho melhor simplesmente saírmos daqui e deixar ele para trás, eu até sinto que criei um certo laço com o coroa.”



Chegando nos navios, começamos a partir, sendo dez de nós em uma escuna e mais vinte distribuídos em outras quatro embarcações, nesse momento, eu e o Urso começávamos a coordenar um ataque tanto a Karthus quanto a seus navios restantes, eu sabia que aquilo não o mataria, ao menos, se as histórias fossem verdadeiras, mas devia atrasá-lo pelo menos. O problema era que mais uma vez, para minha surpresa, apesar de parecer que nosso plano havia funcionado, com a falta de movimentação na fumaça negra formada, algo inesperado aconteceu, a fumaça foi dispersada e junto dela, um vento poderosíssimo foi lançado, acertando em cheio o navio ao nosso lado, o deixando em pedaços e sem sobrar nada, vendo aquela cena, eu esfregava os olhos sem acreditar no que estava acontecendo e falava impressionada com o que acabara de ver.

- Então as histórias eram reais... Incrível! –

“Quer dizer que a Akuma no Mi dele também solta rajadas de vento? Que coisa roubada... Além de fazer dormir, ele faz tornados com as mãos? Ou seria isso apenas força física? Melhor nos afastarmos logo...”


Talvez ele tivesse feito isso com mera força física, o que fazia algum sentido, levando em conta o que as histórias dizem sobre ele ser extremamente poderoso, totalmente diferente de um mero gigante comum que poderia ser morto até por pessoas normais, como aquele que encontramos, apesar de que ele foi morto por uma pessoa fantástica no final das contas, a futura Rainha dos Piratas.

De todo jeito, deixando as águas passadas de lado, eu já ia falar para que todos saíssem do navio ao perceber o próximo ataque vindo, até que percebo ele, ninguém menos que Dk atacando o velho do farol e impedindo que ele desse seu segundo ataque esmagador em nossa direção, mas o jovem espadachim acabava recebendo o golpe em seu estômago, de modo que minha felicidade para com a ajuda dele se invertia em preocupação, falando para mim mesma ao tentar me convencer de que ia dar tudo certo.

- Ele vai ficar bem, não é mesmo? Sim... Com certeza ele vai ficar bem! –

“O Dk nunca me deixou na mão e não vai deixar jamais, tenho certeza de que eles vão ficar bem e vão dar um jeito de se virar com o velhote...”


Andaria rapidamente até a popa do navio, isso se já não estivesse lá, dando um grande e glamoroso sorriso por termos conseguido, então levantaria os braços bem alto e os balançaria acenando para aqueles que ficaram no farol, enquanto gritaria para que escutassem meu agradecimento, esta seria minha despedida final, tanto para Dk e Tj, quanto para o velho, que a pouco tentara nos afundar.

- EI, DK, TJ, OBRIGADA POR TUDO, SE CUIDEM! VOCÊ TAMBÉM, COROA! NOS VEMOS DEPOIS QUE EU ACHAR O ONE PIECE... ISSO SE VOCÊ AINDA ESTIVER VIVO. RIAHAHAHA. –

Depois de toda aquela fuga absurda e dar uma leve olhada para o vibre card pensando nos outros, eu aceitaria o chapéu de palha do rapaz e começaria a pular de felicidade com ele, mesmo que não soubesse dançar, estaria apenas expressando minha emoção do momento aleatoriamente com a sua música. Mesmo comemorando, a vida não era só uma festa, sendo que não demorou até que o Urso viesse me questionar sobre o que estava acontecendo e eu o respondesse dizendo tudo o que sabia, junto de Elizabeto.

Tudo parecia bem, estávamos indo para a primeira ilha, mas a garota loira foi interrompida em sua explicação para conosco por mais uma surpresa, era uma outra garota, dessa vez, de cabelos castanhos, aparecendo do nada em nosso encalço, de cara eu percebia em suas falas sua relação com Elizabeto, os caçadores e Savage, o que me deixava bastante curiosa em relação a ela. Durante suas falas, ela se aproximou de mim e começou a mexer em meus cabelos, o que me levou a ficar levemente corada com a situação, ainda mais que para mim, era uma jovem bastante atraente, até que Elizabeto tentou a atacar, mas teve seu ataque facilmente esquivado, fazendo com que eu sorrisse diante da situação, era evidente que eu estava gostando da atuação da garota, apesar de todo o mal que ela fez a Elizabeto e mesmo trabalhando para Savage por dinheiro.

“Tenho que admitir, essa garota tem estilo...”


- Tudo bem com você, Yue? -

Me aproximaria de Yue verificando se ela já havia acordado e se estava bem com uma voz sutil e doce, estando acordada ou não, colocaria o chapéu de palha recém adquirido em sua cabeça e ignorando as balas de canhão que provavelmente vinham dos aliados da garota misteriosa, andaria um pouco na direção da menina, colocaria as mãos segurando minha cintura e a olhando diretamente nos olhos com meus grandes olhos avermelhados, começaria a conversar desconfiada de toda aquela cena que nos fora mostrada, mantendo a sobrancelha esquerda levemente levantada.

- Então basicamente você é uma pirata trabalhando como caçadora para Savage, foi contratada para nos matar, mas já foi paga integralmente e seus aliados são aqueles vindo no barco? –

“Savage não seria idiota de jogar dinheiro fora, esse grupo deve ter uma reputação bastante alta no mercado negro, para chegar no ponto de pagarem adiantado o valor, então provavelmente ela não vai querer diminuir sua credibilidade sem terminar o serviço, mas ao mesmo tempo, ela pode ter informações relevantes sobre Savage...”

Se percebesse que o Urso ou alguma outra pessoa estariam inquietos, querendo partir para cima da garota desconhecida ou algo do tipo, faria um sinal com a mão olhando para a pessoa e dizendo confiante.

- Espere só um minuto, quero conversar com ela um pouco... -

Então, percebendo que ninguém a atacaria, continuaria com minhas palavras, mantendo minhas mãos segurando a cintura, um certo tom de alegria, junto de meu olhar fixos e atento para com a garota, com isso, faria uma proposta, esperando para ver como ela responderia, se aceitaria de bom grado ou não.

- Escute aqui, qual é o seu nome mesmo? Bem... Acho que tanto faz, vou te chama de Castanha... O que acha de fazer uma aliança conosco? Savage tem um grande tesouro, no caso, meu tesouro... E se nos ajudar, posso lhe dar parte dele... Se você não nos atacou logo de cara, deve ter algo em mente além do acordo com ele também, gostaria de compartilhar o que é? E outra coisa, esses seus homens, eles estão realmente com você? Não me diga que você estaria pensando em trair eles ou algo do tipo? –

Os questionamentos sairiam um após o outro, se havia algo que não faltava naquele momento era desconfiança, não estava entendendo como essa garota tinha surgido do nada e justamente nesse navio, se ela esteve lá o tempo todo, se embarcou depois de nós ou o que quer que fosse. Era incomodo termos acabado de sair de uma guerra totalmente desnecessária, para agora toparmos com essas figuras.

“Savage já me traiu uma vez, no caso de Elizabeto, me pareceu realmente que ela também havia sido traída por ele, acho que seria muito arriscado convidar a Castanha para se juntar a nós, na verdade, pensando bem, mesmo que ela decidisse trair Savage, o que garante que ela não me trairia depois? Acho melhor a capturarmos e tentarmos descobrir alguma coisa sobre o que está acontecendo e depois pensar se ela é digna de confiança ou não, até agora, ao meu ver ela não fez nada de errado ainda...”

- Castanha, você pode se entregar para nós ou pode lutar com o Urso, parece que ele quer sangue, não se preocupe, ninguém vai interferir nessa luta, ele é um guerreiro honroso, vai querer ter a sua vida e de seus companheiros tomada ou quer se entregar? Se sim, faça algum sinal para que eles parem de disparar e deixe que eu te amarre por algum tempo. –

Caso ela decidisse se entregar, eu pegaria uma corda qualquer e a amarraria sentada no mastro principal do navio, logo depois me sentaria em frente para a garota, com as pernas cruzadas e minha foice sobre elas, ajeitaria meus cabelos, sorriria para ela e diria alegre por ter ajeitado as coisas, enquanto manteria o sorriso durante sua fala.

- Pode começar a falar, sou toda ouvidos! –

Já se ela não quisesse se render por livre e espontânea vontade, ao desistir do ataque vindo de seus companheiros ou de ser amarrada, olharia para o Urso séria e acenaria com a cabeça em sinal positivo para que ele partisse para cima dela, mas antes que o mesmo o fizesse, me aproximaria dele e sussurraria em seus ouvidos, em voz baixa para que a mesma não escutasse.

- Não mate a garota, ela pode ser útil. -

Nessa situação,  andaria até o Tatuado, assim que me aproximasse dele, olharia para o vibre card e o diria, assumindo a liderança, para qual direção seguir, além de o instruir sobre o que fazer, sendo que logo depois, faria o mesmo para os dois marujos e o outro navio de aliados que nos acompanha, caso ainda viesse conosco. Ao final de minha fala, daria um grito em tom de felicidade para que Fake escutasse caso estivesse longe ou tocando algo.

- Vamos seguir por ali, nosso antigo navegador conseguiria uma corrente ou ventania para que nos afastássemos daqueles caçadores, de toda forma, tente evitar que sejamos atingidos, faça o seu melhor. Quanto a vocês dois, recarreguem os canhões e tentem atingir o navio inimigo, temos que acabar com eles o mais rápido possível. ESCUTARAM? TODOS ATIREM COM OS CANHÕES NOS INIMIGOS! –

- VAMOS ANIMAR ISSO FAKE, TOQUE UMA MÚSICA BASTANTE ANIMADA PARA ESSA LUTA! -

Quando terminasse de instruir a todos, me afastaria do Urso e de Castanha para assistir a luta, deixando Yue longe dos dois e próxima de mim, caso a mesma ainda não tivesse acordado ainda, então começaria a bater palmas e a sola de minhas botas conforme o ritmo da música se Faker estivesse tocando, sempre mantendo os olhos atentos para qual arma a garota usaria e se usaria alguma ou para o caso de o Urso perder a luta, se percebesse que ele queria minha foice, a jogaria para cima rotacionando, como uma malabarista em um circo, gostaria de ver do que o Urso já era capaz com ela.

Se percebesse que o Urso seria morto em algum momento, imediatamente teria que intervir, nesse caso, correria, de modo que assim que conseguisse o alcance necessário, daria um salto na direção da garota e tentaria uma estocada com a lâmina de minha foice caso estivesse com ela ou com uma de minhas espadas se não estivesse com a foice, sempre atenta para qualquer golpe que ela tentasse usar, o objetivo era afastar ela do Urso para que pudéssemos dar conta dela, mas se ela tentasse me atacar no processo, rapidamente bateria meu pé no chão para desviar meu trajeto, recuando e me esquivando do golpe que a garota tentasse ao evitar que a parte do corpo que ela almejasse ficasse na trajetória de seu ataque, para logo em seguida ir para cima dela novamente, mas dessa vez tentando um corte horizontal em seu abdômen, enquanto pensaria no que fazer dali em diante.

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“Se ela chegou tão longe a ponto de quase matar o Urso, preciso lutar a sério, talvez com intenção de matar essa garota.”

Caso tivesse corrido tudo bem e o Urso a derrotasse, eu focaria no outro navio que vinha em nossa direção, tentando auxiliar os marujos em recarregar os canhões e disparar para afundar os malditos caçadores. Se desse tudo certo, amarraria a garota no mastro principal, como já planejara antes, amarraria meu cabelo em formato de rabo de cavalo, me sentaria em frente a ela e começaria a ler meu livro sobre projeteis enquanto esperaria que ela acordasse, sendo que assim que Yue acordasse, isso se a mesma já não estivesse acordada, falaria sorrindo no caso de a Castanha não estar morta.

- Yue, se estiver tudo bem com você, poderia tratar dos ferimentos dela? –  


Objetivos:
 

Histórico:
 

Feitos:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptySab 20 Out 2018, 20:28


Querido John,obrigado por me colocar justamente na situação que menos gostaria de falar no momento,ficarei lisonjeado em respondê-lo.

Ou ao menos suponho que essas sejam suas intenções e expectativas ao meu respeito,pode então tirar o cavalinho da chuva navegador,estava esperando por perguntas como essa mas para tudo existe momentos ideais e esse com certeza é um inoportuno:

- Não entendo o porquê pretendia entregar isso para Will se fui eu a comprá-lo mas fico grato pela atenção prestada.Poderia me ajudar a levar os pratos?Acho que mastigando alguma coisa faria a resolução de seu questionamento mas fácil de ser aceito se é que me entende.

Pegaria o eternal depositando o junto com meus outros pertences e daria uns leves tapinhas em minhas vestes para tirar a poeira,observaria o navegador com atenção para decifrar seus pensamentos e caso houvesse relutância ou demonstrasse entender a situação apoiaria me levemente sobre seus ombros:

-Os outros com certeza também gostariam de saber e contando de uma vez seria bem melhor do que transmitido via caracol sem fio, Riririri,sem contar que temos convidadas para tratar e tirando a grande detetive que sou,vocês podem apenas imaginar o que elas provavelmente passaram até chegar aqui. Espoçaria um sorriso pretensioso e tomaria a dianteira com as refeições que pudesse carregar levando para os demais,tendo apenas um pequeno e minucioso momento para olhar para trás e proferir algo animador:

-Vamos dar a elas a calmaria após a tempestade que todo viajante almeja.

Entraria no recinto e a primeira coisa que faria era olhar a situação de Emma, como minha aprendiz era importante eu aferir seu bem estar emocional e físico e teríamos muito que discutir brevemente.

Em seguida o nobre seria meu foco,algo de relance apenas para checar se a garota não fora totalmente violenta com sua compaixão.Por fim às escravas,os ferimentos eram intensos demais e mesmo sabendo que apenas um dia seria insuficiente para recuperá-las totalmente tendo ao menos dado início aos curativos já era um caminho andado:

-Vejo que estão se misturando,isso é bom,pois ficaram sobre nossa companhia por um bom tempo,venham, vamos comer, não dá para tratar de assuntos sérios de estômagos vazios,não se preocupem fiz o suficiente para todos até mesmo pensando em repetições,sintam se livre para deliciar se de meus pratos dignos de meu ser angelical.

Quando todos tivessem a refeição em mãos finalmente pegaria a minha,me sentaria ao lado de minha gatinha,mas caso não houvesse acentos o suficiente ficaria em pé ao seu lado ou dividiria a cadeira com a mesma me recusando a impedir o conforto dos demais devido às ocorrências de meu passado sombrio.

Fitaria John e acenaria com a cabeça levemente,sinalizando para que ele esperasse um pouco, agacharia a cabeça de Emma em tempos em tempos e começaria com perguntas casuais para manter um ritmo animador sobre a mesa:

-Se me permitem a apresentação,embora tenham me conhecido como Alice me chamo Rimuru,a melhor detetive do mundo, acompanhada da melhor garota do mundo.

Abraçaria Emma com uma expressão acolhedora e continuaria a tudo com amor no coração,sabia o quão distante elas poderiam estar de mim,mas quanto mais eu demorar para fazer tais investidas menos chances terei de realizá-las no futuro:

-E quais seriam os nomes de vocês? Se estiverem pouco confiantes não precisam me dizer,ou se preferirem podem apenas me contar como gostariam de serem chamadas,mas ter algo a quão pode me referir para identificá-las é importante para qualquer colega ou investigador que se preze.

Limparia a boca com papel ou guardanapo e então olharia para a número 3 dizendo algo estúpido mas que de todas as pessoas acho que ela seria a que mais se acalmaria perante tais palavras:

-É não se preocupe,vocês não voltaram para lá,estão sobre bons cuidados.Terão refeição constante,roupas adequadas,banhos quentes e camas confortáveis para passar a noite e total liberdade de expressão no interior do navio.

Se me fosse questionado o quão grande era essa liberdade e se estava blefando em relação a isso e me fosse pedido para retirar as coleiras para reforçar essa ideia demonstraria o controle e responderia diretamente e de maneira clara:

-Não.

Encararia Jeanne sabendo que ela provavelmente seria a mais revoltada entre todos e responderia mais rápido do que um rebanho em debandada:

É a razão por trás disso e de todas as outras decorridas e futuras irei ter o agrado de esclarecer agora, então estejam de ouvidos limpos e atentos para a doce sincronia de minha voz conforme eu clareie suas mentes para o entendimento absoluto de um mestre.

Estufaria um pouco o peito sem ao menos perceber e arrumaria o colarinho da camisa:

-Claro haverá momentos de raiva, desgosto e quem sabe intenções assassinas?mas espero que guardem seus sentimentos até que eu possa finalizar tudo e entendam minhas razões,acredito que alguns me vêem como egocêntrico,talvez estejam certos mas algo que podem concordar e que independente de tudo minhas ações são bem esquematizada antes de elaboradas e tudo que faço e por intenções maiores.

Com a pronúncia desses dizeres ficaria sério,mas não como esperado de uma encenação ou casualidade,mas demonstrando uma real emoção como se desafiasse qualquer um daqueles aposentos a negar meu conhecimento,sabendo que meu mau humor não seria passageiro começando a falar:

-Já que estamos todos reunidos acho que é chegado o momento de determinar as devidas explicações e para isso terei que localizar todos os indivíduos na situação em que nos encontramos.

Lamberia os lábios e calcularia com cuidado cada mínima letra em sua devida posição para até mesmo leigos fora de meu calibre possam entender o grandioso cenário formulado em minha cabeça:

-A organização a qual estamos, prestes a desmascarar e desmoronar possui Clark como um dos encarregados no entanto sua força e vinda de um poder externo ainda maior que permite todas as negociações manterem foco.

Esfregaria os dedos um nos outros um pouco angustiado, não deixando nenhum membro sequer passar despercebido, visto que seria falta de profissionalismo:

-Qual o motivo de uma atrocidade dessas existir nesse mundo podem me perguntar,convenientemente eu tenho a resposta embora não esteja muito de acordo com ela é assim que o mundo gira meus colegas e farei os compreender de maneira clara.Todas as associações, sejam elas comerciais ou trabalhista estão sujeitas a cobrança de impostos no entanto para um ramo sigiloso como esse tais tarifas não são cobradas de seus proprietários assim como  venda de mercadorias e conteúdos taxados como impróprios pela sociedade são abertos e vendidos aos montes permitindo uma melhor renda monetária.Essa circulação de moedas no entanto também é parte da economia geral do país e o quão rico e desenvolvido ele é em relação ao restante do mundo, afinal um dos seus principais membros envolvidos no geral são pessoas de descendência nobre que desejam manter ou aprimorar suas riquezas.

Olharia para um deles que dividia o local comigo em busca de sua confirmação e então continuaria com todo o desenvolvimento em seguida do plano de ação:

-Uma vez que este é um trabalho vital do bem do mal do mundo,haverá postos de trabalhos que não devem nunca ver a luz para a continuação da função da sociedade.Portanto, através de uma sólida compreensão entre as várias pessoas que dirigem a sociedade,essas associações secretas estão autorizadas a existir.

Fecharia o punho um pouco indignado pois isso era algo que me deixa com a pulga atrás da orelha a muito tempo:

-Por isso a Marinha e o Governo Mundial são potências mais do que capazes de erradicar tais atividades,mas agem apenas quando são expostas para manter a imagem.Uma reclusão dessas a verdadeira necessidade da população foi o que incidiu o surgimento de facções revolucionárias assim como as que Jeanne costumava participar antes de  se juntar a nós.

Apertaria a palma da mão para me distrair um pouco pois isso estava ficando remotamente exaustivo,por que as pessoas não podiam simplesmente ser super gênios como eu?

-Com isso temos o cenário perfeito de três tipos de envolvidos, os negligentes,os autoritários e os opositores e orgulhosamente falando nós somos os otários no meio desse triângulo amoroso e repetitivo que irão trazer a diferença.Para que isso fosse possível eu comecei a agir desde o instante que coloquei meus pés sobre essa ilha.

Levantaria um dedo e ergueria os demais conforme a contagem dos acontecimentos e aumentando minha confiabilidade conforme fosse me exaltando:

-Primeiro, nos infiltramos no território,garantimos o contato com um dos principais envolvidos e realizamos atos que ganhasse sua confiança em prol de nossa segurança.Com isso abertamente informações importantes para a resolução foram adquiridas que nos levam a segunda.

Demonstraria o número dois e riria um pouco ao mesmo tempo que olharia para John tirando minhas arma e colocando sobre a mesa demonstrando que estaria desarmado para o que desse e viesse:

-Fomos até a Marinha recuperar um homem e retornamos com um a menos,Willian West fora mantido em cativeiro pelo próprio capitão Beethoven,a razão disso? Bom,eu mesmo o entreguei de bandeja.

Se John fizesse menção de me atacar eu mexeria com seu psicológico primeiro pegando uma das minhas armas postas a mesa e para a surpresa de todos colocando a sobre minha própria cabeça:

-Se for mesmo para ter um final com certeza que eu mesmo garantirei de morrer pelas mãos da única pessoa que acho qualificada para tamanho feito,agora se me permitir continuar com as explicações,volte a sua posição a menos que deseje algumas últimas palavras.

Suspiraria devolvendo a para a mesa, obviamente que tudo havia se passado de encenação mas uma bem drástica e maluca, recuperaria o fôlego e então explicaria:

-Todos lembram do objetivo de West?acontece que realizando o seria uma medida contrária aos meus e a única maneira de ambos saímos contentes com os acontecimentos seria se o mesmo permanecesse no local.Como Clark havia mencionado existem muitos marinheiros corruptos no alojamento então contanto que Will foi pronunciado como um dos nossos possivelmente estará sobre os cuidados dos infiltrados que são nada mais nada menos que supostos homens do tal Ragnar.Uma maneira de ele garantir sua localização e ao mesmo tempo temos nosso próprio membro no quartel general,ele pode me odiar ou me xingar em suas noites de lamúria,no entanto as conversas que estará disponível para seus ouvidos do seu suposto inimigo passaram pelos seus tímpanos frequentemente,às vezes é necessário sacrifícios para almejar seus sonhos mais profundos e sua fuga não está longe de acontecer.

Com o número três provavelmente estaria ciente de que havia suas atenções,seja pela insanidade que poderiam estar me taxando ou qualquer que fosse suas razões:

-Beethoven se abriu também e ofereceu carta branca para agirmos,com isso a marinha não vai se envolver em meus planos e recuperamos um dos serviçais do Clark,sendo convidados para o mercado negro. A localização do lugar foi confirmada,sua estrutura, desenvolvimento,qualidade e proteção.

Uma das partes que seriam mais importantes para mim se erguia com o número traiçoeiro,dizem que quatro remetia ao azar e mortes e não estava muito longe de sofrimento nessa situação também:

- Através disso tivemos o básico para agirmos,mas ainda a detalhes que permanecem no ar e apesar de ser uma pessoa benevolente a bondade não foi um dos únicos motivos de ter tirado vocês de lá e espero que entendam isso.

Apontaria para a número três começando por ela:

-Informações que não podem ser encontradas a não ser por aqueles envolvidos, por onde entram os escravos e as condições que eles são submetidos e em quão lugar especificamente?

Mudaria a indicação para a número dois:

Como vocês são capturados mesmo tendo tamanha agressividade e potencial?

Apontaria para a número um e quatro:

Ou até mesmo criaturas exóticas a quão o mundo desconhece são localizadas e submetidas,todas esses minuciosos detalhes são coisas que eu estou longe de adquirir pessoalmente.

Me ajeitaria na cadeira me relaxando,cortando minha própria onda:

-Mas eu não forcarei nenhuma de vocês a me dizer ou fazer nada que seja de seus agrados,mantendo minha palavra de que não serão maltratadas,no entanto a respeito dos colares até a organização ser destruída ou fracassamos eles terão que permanecer em seus pescoços vistos que Clark vira nos ver mais de uma vez durante nossa estadia e estragar os disfarces a essa altura dos acontecimentos seria burrice.

Me levantaria guardando minhas armas em seu devido lugar chegando no ápice que seria as ações:

-Agora o que iremos fazer a seguir? provavelmente vocês pensam que iremos invadir e chegar lá como grandes heróis explodindo tudo,salvando o dia com um imenso discurso sobre liberdade e paz estou correto? Bom se isso passou pelas suas mentes tudo que tenho a dizer sobre meu discurso e que eu provavelmente chutaria a bunda do cara mais próximo e diria, até parece que eu vou mesmo fazer isso,liberdade?melhoria de vida? Eu não vou trazer nada disso para vocês,promessas vazias não são do meu carácter e tudo que irei entregar a vocês quando isso acabar e um novo sofrimento, afinal foi culpa deles mesmo por estarem nessa situação e eu teria a enorme satisfação de esfregar isso na cara de cada um deles.Um detetive é contratado para revelar a verdade é exatamente essa tarefa pouco exercida por muitos que eu irei desempenhar,o mundo não é um lugar utópico e após eu destruir essa organização o país estará arruinado e terão que recomeçar de novo. Mas por experiência própria tenho que dizer que apenas quando um anjo cai que ele encontra a capacidade de se erguer novamente de maneira melhor é bem estruturado.

Esfregaria a mão direita na cabeça deslizando as esqueda pela parede enquanto caminharia lentamente em direção ao meu quarto:

-A ideia é fazer as coisas como bem devem ser feitas,começaremos pela suas estruturas,os nobres que lhe financiam derrubando os um por um garantindo melhor conhecimento,apoiaremos o plano de Clark para a queda da marinha e no dia oportuno do ataque destruiremos o mercado enquanto se desenrola o conflito no quartel general. Quando tudo acabar o país não terá economia alguma para se manter,mas terá uma chance para recomeçar como deveria ser,se estão do meu lado ou apoiam meu plano sintam se livres para ficar.

Sem olhar para trás ou pensar duas vezes iria para minhas acomodações deixando apenas palavras ao vento:

-Mas para aqueles que quiserem ficar longe dessa loucura toda,conhecem muito bem a saída,apenas recomendo não ficarem no meu caminho e irem para uma ilha diferente.

Dentro do quarto,fecharia a porta mas manteria a destrancada andaria até a cama retirando os calçados e sentaria na beirada apoiado sobre a cabeceira sussuraria baixinho:

-É pensar que passaria por essa situação novamente.

Retiraria o livro de investigações e meu diário e ficaria olhando atentamente sua capa pensando se seria o momento mais adequado para lê-lo e pegaria em meu caderno pessoal a primeira foto que tirei com minha aprendiz pensando se as coisas poderiam ter sido mais tranquilas para ela se eu tivesse pensado em fazer as coisas mais devagar no começo.

Histórico:
 
Histórico NPC-Emma :
 
Feitos:
 

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MensagemAssunto: Re: Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line!   Aparecem Os Piratas Da Ruiva! Rumo à Grand Line! - Página 13 EmptyQui 25 Out 2018, 17:17

"Cartas na Mesa": 27

Ria e Chô

Enquanto a confusão se desenrolava no convés da escuna ocupada democraticamente, e sim, eu to usando a mesma piada. roubada, Ria se aproximava de Yue com uma preocupação maior do que com os outros acontecimentos ao redor. A loira parecia em sono profundo, o cabelo caído levianamente pelo rosto cobrindo a recém cicatriz, não haviam quaisquer danos físicos influenciados pelo velho, e aparentemente nenhum mental também, pois no momento em que a Ruiva chamava por ela Yue começava a murmurar palavras sem significado. Uma resposta estranha, mas normal para alguém em um profundo e bom sonho, como saber que era um dos bons? Simples, ela sorria como talvez nunca antes visto por Ria, curiosamente, lágrimas escorriam por suas bochechas, saudade? Talvez.

Ternura por outro lado não era o sentimento de Chô, o mink direcionava suas palavras de ódio a garota “caçadora” que se segurava para não rir das palavras dou urso. Ria se levantava deixando Yue coberta com o chapéu enquanto agora se dirigia para a jovem misteriosa que até o momento não parecia inclinada a violência, apenas revidando quando atacada, apesar dos tiros de canhão vindo de seus subordinados.

Ao ouvir a pergunta de Ria a jovem fazia uma cara meio confusa, como se estivesse pensando enquanto começava a andar até o parapeito do navio e brincar de se equilibrar enquanto a embarcação fazia manobras bruscas para evitar os tiros. - Hmmmmmmm, acho que você pode me considerar pirata se quiser, embora não tenha recompensa. - Ela então parava de se movimentar se abaixando ainda equilibrada no alto e virando a cabeça pro lado que acabava por desviar de uma das balas de canhão que passava direto até cair no mar. - E sim, eles supostamente devem me obedecer. - olhando para Ria franzindo o cenho ela então completava sua resposta. - Mas eu não trabalho pra aquele verme. Nunca diga isso. - Inflando as bochechas como se emburrada e então tornando a andar ela continuava. - No máximo eu fiz eu favor a ele.

Mais uma vez Chô explanava seu desejo pelo sangue, dessa vez não só se gabando mas dizendo o que faria com a caçadora, pela primeira vez ela olhava pra ele com seriedade, seus olhos se fechavam um pouco enquanto ela lambia o lábio superior meio que provocando o Urso. - Ooooh, então foi você que matou o Genji? Tem certeza disso? - Sua postura era relaxada mas não por subestimar seus oponentes, a impressão que a garota passava era que estava pronta para um combate a qualquer instante.

Novamente Ria interrompia, parecia conversar, e nesse momento a castanha retornava sua atenção a Ria com um rosto novamente brincalhão e interessado, era difícil dizer se ela estava fazendo essa mudança comportamental de propósito, se tinha bipolaridade ou se era simplesmente uma lunática. Fanalis, assim como feito com Elizabeth, oferecia uma proposta, a Ruiva parecia até estar ganhando uma certa experiência na arte da barganha, mas seria o suficiente? Seria essa uma proposta irrecusável como da última vez? Não!

- Oe oe, devagar com as perguntas se não a gente não vai conseguir conversar. - Ela pulava novamente para o convés agora indo até o mastro e apoiando o braço na madeira para rotacionar, de fato alguém bem elétrica. - Trair? Eu já disse que não estou com aquele porco, faça o que quiser com ele e sua mixaria. Meu empregador é outro, e eu sou uma profissional sabe? - Ria continuava a conversação, dessa vez exigindo uma rendição.

- HihihiHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! - O que antes começava como uma risada discreta por parte da jovem em instantes se transformava em uma gargalhada histérica devido às palavras da Ruiva. - Céus… Eu não achei que você fosse do tipo que conta piadas. - Um sorriso verdadeiro percorria em seu rosto enquanto limpava uma lágrima com o indicador esquerdo, subitamente seu rosto era sério de novo. - Quer mandar seu mink? A vontade. - Mantendo-se parada então a castanha aguardava a reação dos piratas, na mesma pose sem postura ainda mas ainda assim, de certa forma, ameaçadora, o mais preocupante? Ela nem havia sacado sua arma estranha ainda.

Ria então caminhava até o navegador, a tensão só aumentava naquele convés enquanto ela parecia ir conversar com ela normalmente, no momento em que o vivre card era mostrado ele assentia com a cabeça memorizando a direção enquanto continuava a se esquiva com maestria das balas de canhão. No próximo instante a capitã ordenava a tripulação que revidasse o bombardeio, no entanto não era possível para aqueles marujos, a castanha se mantinha de pé com um sorriso na frente das armas propositalmente de forma que os dois tinham receio de seguir após presenciar o feito contra duas das bravas guerreiras que mais lutaram durante a fuga.

- Mai era isso que eu tava esperando!! - Diferente de todos o que menos parecia se importar era Matte, que ao ouvir o pedido de Ria ficava mais empolgado ainda. - Vamu animar essa barquinho! - De alguma forma o caipira se pendurava em uma das cordas da vela, e preso no mastro, ficava balançando no ar de um lado pro outro enquanto começava a tocar.


To nem aí!

O Urso finalmente avançava, uma vez que a oponente apenas se encontrava aguardando cabia a ele - com sua empunhadura dupla - proferir o primeiro golpe, o movimento de Chô era composto de um corte horizontal junto do arremesso de sua segunda lâmina para cima, como de costume a garota apenas pulava por cima do mink de mais de dois metros. Lotus então aproveitava a cinética do movimento e seu conhecimento de Hip Hop para se apoiar nas patas dianteiras enquanto que com as traseiras tentava atacar com a lâmina arremessada, sua maestria com tal estratégia no entanto era nula e tudo que ele acabava por fazer era chutar - sem querer - a arma para cima entregando-a de bandeja a sua oponente. O urso já se restabelecia de pé virando a lâmina de seu primeiro ataque em um corte vertical para cima visando a garota que, uma vez ainda no ar, não tinha mais como escapar, ou será que tinha? A castanha aproveitava a katana que pairava arremessada vacilando bem em seus olhos e a apanhava em pleno ar fazendo uma acrobacia suficiente para que se virasse frente a frente com o segundo golpe de Chô bloqueando com sucesso. Seus movimentos eram tão leves quanto uma dança aérea, no entanto toda aquela fragilidade quebrava o estereótipo de fraqueza no momento em que era segurava um ataque do mink sem ser empurrada.

A caçadora caía na retaguarda do mink, agora com sua katana roubada em mãos, seu golpe era rápido e simples, um corte horizontal com a lâmina, apenas como se quisesse testar o oponente. Não era problema para Chô que com novamente um movimento de dança conseguia ficar baixo o suficiente para esquivar, era dito e feito, no momento em que errava o golpe a garota parecia não gostar muito, ela mordia o lábio inferior enquanto soltava um som de sua boca. - Tsch.. - Lotus dava continuidade ao seu movimento com a tentativa de um rolamento, no entanto da mesma forma que se chuta uma bola de futebol a castanha chutava o urso que se encontrava em uma posição desprevenida e por mais incrível que pareça ele era arremessado para longe sentindo uma dor crônica nas costelas, estavam quebradas.

A caçadora sorria, parecia não ter feito esforço algum, mesmo para os padrões de alto nível já presenciado pelos piratas, sua força não parecia humana, ela jogava a espada roubada aos pés de Chô que agora tornava a ter duas armas.

- Sabe, meu trabalho era só eliminar futuros empecilhos no Farol. - Ela dizia logo antes de começar a olhar pros arredores ao mesmo que Chô começava a se reerguer empunhando as duas lâminas. - E não estamos mais lá não é? Hihi. - Continuava com uma risada descontraída enquanto levava a mão a boca. - Eu só vim mesmo olhar quem foi que conseguiu bater no Skrymir e no Genji, mas parece que eu superestimei os dois. - Concluía ela olhando com um rosto de dúvida para Chô, que previamente se anunciara o carrasco do homem de dreads.

O mink se preparava para uma investida final, girando suas katanas em uma forma sincronizada ele avançou rápido e impiedoso visando a finalização, pela primeira vez a castanha levou a mão esquerda até as costas sacando sua arma, no momento do golpe apenas o som de metal se chocando era ouvido a primeira instância, a técnica secreta de Chô havia sido bloqueada com facilidade pela caçadora que travava as lâminas do urso em sua arma estranha sem demonstrar muito esforço. A ação seguinte era rápida e decisiva, pela primeira vez o formato da arma da caçadora fazia sentido, em um simples movimento seu equipamento se dividia em dois cutelos, e enquanto um continuava travando as katanas de Chô o outro ia em uma horizontal impiedosa em direção ao pescoço do mink que, surpreso com a funcionalidade da arma, não tinha reação alguma.

A lâmina parava centímetros antes de acertar o mink e rapidamente a caçadora cortava a luta pulando para trás, instantes depois Ria pousava no chão atacando com sua foice a antiga localização da castanha.

Matte parava de tocar seu tirolês.

- Que estranho, eu achei que fosse sem interrupções. - Ela juntava os dois cutelos novamente em um mantendo-o na mão esquerda. - Como eu vou confiar em vocês assim? Hihihi. Não se preocupe, eu não ia matar ele. - Continuava a caçadora falando com Ria com um bico meio emburrado. - Não teria graça. - Estando não mais do que dois metros de distância da Ruiva ela apenas avançava extremamente rápido até que seus rostos ficassem praticamente colados enquanto que sua arma ficava nas costas de Ria para que ela não escapasse. - Eu só vim dar um aviso pra vocês. - Sua mão direita então foi subindo lentamente passando o dedo pelo braço de Ria, chegando até seus cachos vermelhos, subindo pela garganta por fim chegando no queixo que se apoiava entre o indicador e polegar da caçadora.

A cabeça da Ruiva era forçada a se levantar olhando diretamente para os olhos da castanha que se aproximava cada vez mais, até o momento em que ela retirava a arma das costas de Ria e então pulava novamente até o parapeito do navio com um sorriso “malicioso”. - Se não quiserem mudar de rota tudo bem, façam o que quiser com Savage. Só lhes direi uma coisa, não se metam com os negócios do "Don", ou não terei outra escolha. - Mais uma bala de canhão vinha em direção ao barco prestes a acertar a castanha, dessa vez ela não desviava e sim a cortava com seu cutelo, o projétil explodia causando uma certa fumaça que quando dissipada parecia levar a caçadora junto, pois ela já não se encontrava mais lá.

A garota de boné e cabelo rosa corria até a posição para ver se a garota sumida da mesma forma que apareceu havia pulado no mar, mas após dar um olhada ela se virava para Ria dizendo com um sinal negativo de cabeça.

- Ela sumiu.

Neste momento uma enorme sombra parecia cobrir o Sol momentaneamente, e quem olhasse para cima conseguiria ver uma enorme e bela ave com detalhes brancos e penas negras que se estendiam até uma cauda, o pássaro voava para longe na suposta direção de Wonderful Island, e no momento em que seu voo era alçado o barco que atirava de longe parecia desistir, por fim se distanciando.

Vendo aquela cena a garota de boné se encolhia tremendo um pouco, por fim “explodindo” em agitação. - Isso foi… DEMAIS!!! - A passos ligeiros ela corria até Ria com um bloquinho e caneta na mão. - Você não deve me conhecer… Claro que não meu conhece, eu sou Nana, uma colunista de jornal, fui fazer uma pesquisa no Farol e acabei ficando presa, sabe como é né? De resto vocês já sabem, aquela rebelião foi incrível. - Sua fala era acelerada com praticamente pausa alguma, e quem sabe ainda mais imperativa do que a coelha Kelly. - Ei ei ei, Fanalis é seu nome de verdade? E o que quer dizer o “B”? Esse seu cabelo é assim mesmo ou você pintou? Por que usa uma foice se espadas são claramente a moda do momento? Esse urso aí é seu subordinado? Como decidiu que iria embora do Farol daquele jeito? Seu sonho é mesmo ser a Rainha dos Piratas?

Ela dava uma pausa respirando bem fundo, parecia que finalmente Ria teria um tempo para respostas se a garota não voltasse a falar.

- Quem era aquela garota que saiu voando? Ela parecia gostar de você, você gosta dela? Por que aquele cara do Banjo só canta música assim e como ele tá se balançando sem cair? Aliás pra que ilha a gente tá indo agora? - Ela então olhava para Chô. - E você? Qual o seu nome? Por que seu pelo tem três cores? Seus braços são naturalmente enormes ou você fez cirurgia? Doeu levar aquele chutão? - Ela então parava de falar e começava a dar pulinhos empolgada pela resposta, no entanto novamente antes que qualquer palavra fosse dita para ela, sua faladeira tinha continuidade. - Meu Deus, essa matéria vai ficar incrível, obrigada vocês dois! - E tão rápido quanto chegou ela saia anotando em seu caderno enquanto murmurava como se tivesse feito uma entrevista completa.

- Fanalis B. Ria, aspirante a Rainha dos Piratas, reuniu…

E logo ficava em seu cantinho escrevendo sua coluna para quando retornasse. Auster e Elizabeth começavam a se erguer fazendo barulhos de dor, as duas pareciam ter criado alguma espécie de “amizade” em meio aquela batalha pois a azulada logo ia em auxílio da loira de cachos curtos.

Dessa vez quem se aproximava Ruiva era o navegador, alto, forte e imponente, mas ao mesmo tempo, com uma postura humilde, ele se ajoelhava para ficar do tamanho de Ria então fazia uma breve reverência.

- Peço perdão por demorar tanto a me apresentar. Meu nome é Boujin Hambee, sou de uma pequena tribo no South Blue. Meu povo tem uma profunda cultura de gratidão, o que você fez por mim hoje, Fanalis B. Ria, corresponde a uma dívida de vida, dívida essa que pagarei com minha lealdade duradoura, se permitido. - Ele dava uma pausa esperando por alguma resposta e então continuava. - O curso está certo para a direção indicada, se me lembro bem o destino é Wonderful Island, estaremos lá em poucas horas antes do meio-dia.

Se olhasse ao redor, Ria poderia ver que a canhoneira e sua tripulação continuavam lhe seguindo com vigor, o navio de caçadores já teria sumido de vista, e por mais que não tivesse algum conhecimento temporal, ao olhar para a posição do Sol poderia chutar algo entre oito e dez da manhã, realmente não faltando muito para a chegada. E o mais importante, Yue, despertando por completo, sadia, no entanto confusa.

Rimuru
Na noite anterior...

Ainda na cozinha, o questionamento de John era incômodo para o pequeno detetive que cuidava de seus hobbys domésticos, Rimuru respondia ao navegador rapidamente de uma forma objetiva e evasiva.

- Que isso, não precisava agressivar. - Respondia o homem em uma forma tranquila entregando o eternal e em um ato de solidariedade, ou talvez por não ter muito o que fazer por hora, ele se dirigia até a pia lavando a louça suja. Ainda que não demonstrasse desconfiança, para alguém esperto como Rimuru é sempre bom se precaver em diversas situações, o jovem Tempest desenrolava um pouco mais de sua lábia ao mesmo que servia o que faltava dos pratos à mesa antes de se retirar no cômodo por um breve instante.

Um pouco mais adiante, no corredor, quem aguardava do lado de fora de uma cabine era Robert, o homem tinha uma cara de cansado enquanto alisava seu braço esquerdo enfaixado, muito provavelmente de uma mordida.

- Oh, Rimuru, já está tudo certo, elas estão se trocando. - Ele tirava um charuto de um dos bolsos colocando-o na boca e apalpando sua camisa, procurando por um isqueiro. - Jeanne e a gatinha estão ajudando, no geral a anã e a com orelhas de animal estavam ilesas, as outras que… - Ele se lembrava das mordidas da de cabelo verde e então sentia um leve calafrio, por fim ele finalmente conseguia acender seu fumo que usava eventualmente para relaxar. - Digamos que foi um pouco mais complicado, o físico delas vai ficar bem. talvez você tenha que trabalhar um pouquinho a mente. - Era sua sentença final, Robert então seguia até a cozinha atraído pelo cheiro de comida, antes de abrir a porta, por um questão de bons modos, ele apagava seu charuto e então entrava no ambiente. - Oooh, que cheiro maravilhoso.

Entrando no quarto Rimuru podia observar bem a cena, a jovem cheia de energia e de bandana na cabeça acabava de colocar suas roupas enquanto Jeanne mimava a loirinha, e Emma, parecia acalmar a tontata que junto da felina davam alguns sorrisos discretos uma para a outra, quem sabe uma amizade tenha surgido ali. A híbrida de mink era uma exceção, aparentava sim ter tomado um banho mas insistia nas mesmas roupas, não dirigia a palavra a ninguém e apenas se mantinha calma. Em sua entrada o pequeno detetive acaba roubando um pouco dos holofotes para si, de forma que todos paravam suas ações, logo ele anunciava a janta, e com o auxilio de Jeanne todos acabavam se encontrando na cozinha.

- Vocês vão se sentir melhor após comerem. Rimuru sabe o que faz. Kukuku. Após isso podemos conversar com calma. - Eram as palavras da mulher.

Uma vez na cozinha todos se sentavam confortavelmente para comer, afinal, para um navio de cinco banheiros, seria meio estranho ter menos cadeiras do que vasos sanitários, John era a única exceção, uma vez com a louça lavada ele apenas aguardava de pé no balcão, ansioso e ao mesmo tempo preocupado, Will era o único ausente no cômodo e isso lhe afligia de alguma forma, como um mau pressentimento.

Apesar de nunca ter trabalhado como cozinheiro, o jovem de fato possuía algum talento, quase todos comiam sem hesitação, Emma ia de cara em seus pratos preferidos enquanto que a garota de mechas esverdeadas seguia o exemplo comendo de uma forma animalesca em um prato tão grande ou maior que o nobre roliço. As outras duas - anã e garota loira- também comiam sem problemas, Rimuru podia não ter escutado nada delas ainda, mas através daquele refeição era como se conversassem diretamente. Jeanne se contentava com uma xícara de chá, a meio mink por outro lado nem a esse ponto chegava, ela se mantinha inerte sem tocar em algo ou se dirigir a alguém.

Rimuru se apresentava propriamente para suas novas acompanhantes ao mesmo tempo que abraçava Emma, sentindo em seus braços o leve ronronar da gatinha, uma certa hesitação podia ser sentida quando os nomes eram perguntados as escravas que continuavam a ouvir o detetive, as promessas eram boas, ao menos melhor do que suas vidas até o momento, no rosto da loirinha era possível observar uma certa sensação de alívio, algo como um “enfim”.

- Claro claro isso tudo é legal e tal. - Interrompia a jovem de cabelos cor de alga com a boca cheia de comida e um tom meio jovial misto de um pouco de sarcasmo. - Você, Rimuru, eu, uma vez já tive um nome, Kathie Ashburn, abrigo, comida, blá blá tudo bonitinho e tudo mais… - Ela então soltava o garfo para levar a mão direita ao pescoço, segurando a coleira entre o indicador e polegar ela balançava o aparato enquanto tinha uma expressão meio agoniada. - Mas quando é que você vai tirar isso daqui em?

A resposta negativa era quase que imediata, Ashburn exaltada largava todos seus talheres enquanto que com uma cara confusa, como se não acreditasse ou não aceitasse no que ouvia - claramente uma escrava de primeira viagem - apenas expressava sua indignação com um simples som. - Hãn?! - Neste momento tanto a escrava quanto o detetive olhavam para Jeanne, sua reação? Mais calma impossível. a morena apenas fechava os olhos em descontentamento enquanto levava a xícara à boca dando um gole em seu chá, embora não concordasse, e na ideia de que nenhum fim pode justificar os meios, ela ainda assim sabia que havia um propósito para aquilo tudo.

Rimuru então começava a explicar seu plano, ou melhor, seus motivos, era uma cena de certa forma estranha, pela primeira vez, ou seria segunda? O jovem celestial mostrava aos outros seu lado frio e apenas focado em um único objetivo. Enquanto Tempest discursava, Robert parecia um bocado incomodado, como se tivesse parte da culpa das coisas que o celestial dizia, de fato ele tinha, durante toda a vida o nobre se justificava dizendo ser condicionado para fazer o que fazia, “não havia outra escolha”, as tradições da família devem ser mantidas e a sobrevivência de seu nome priorizada. Agora, ou melhor, já há um bom tempo, ele remoía esse sentimento de pesar enquanto se realizava de que ajudando pessoas daquele porte, ele não era diferente de vigaristas como Clark ou piratas desonrados como Savage.

O silêncio permanecia na cozinha, todos prestavam bem atenção nas palavras do detetive, isto é claro até que o assunto chegava em William West, o pobre rapaz de grandes ambições que fora traído por seu próprio companheiro. John se exaltava no mesmo instante, saindo da pose relaxada apoiado no balcão para algo ofensivo prestes a sacar a katana o homem demonstrava sua hostilidade.

- Como você ousa fazer isso? - West e Silver podiam até se conhecer a pouco menos de um dia, mas eram nativos da mesma vila, vítimas do mesmo desastre e companheiros, em uma mesma ambição, pode não parecer muito, mas para os dois, era quase como um laço entre irmãos.

Em resposta a reação do homem, Rimuru ameaçava seu próprio suicídio, uma ação tola, para alguém em fúria não importa como, mas ver seu alvo caído morto e sangrando já era mais que satisfatória. - Vá em frente! Vai me poupar o trabalho! - John não parecia pensar claramente, ele começava a se aproxima à passos e deslizar sua katana para fora se não fosse por Jeanne, que rapidamente se levantava insinuando um chute que parava antes de seu salto alto acertar a garganta do rapaz. - Ugh… - John Silver engolia em seco, olhando brevemente para Jeanne percebia que assim como ela, a morena não hesitaria em nenhum momento se tivesse que sujar as mãos, digo, pés.

- Dê tempo ao tempo. - Complementava ela. - Tenho certeza de que o Rimuru teve um motivo para tal. - Ela então recuava a perna à medida que o espadachim embainhava sua arma, por fim pegando a própria cadeira e a colocando para que John sentasse. - Relaxe um pouco e escute.

A explicação tinha sua continuidade, além dos motivos da prisão de West, Rimuru também acrescentava mais detalhes ao seu plano, ou melhor, a sua ambição, embora apontasse dedos para as garotas em questão, todas se mantinham silenciosas e desviando o olha pela tensão em questão, com exceção de Kathie é claro, esta se mantinha calada, mas mais por estar emburrada do que por outros motivos.

- Vocês são malucos. - John, agora mais calmo, andou em direção a Rimuru colocando o Log Pose dado por Karthus na mesa. - Querem destruir essa tal de aliança maligna? Fiquem a vontade, não vou lhes atrapalhar. Mas depois disso, não contem comigo. - Dito isto ele saía do lugar em direção ao exterior do navio.

A próxima cena era um tanto quanto rara, a meio mink, esta que se recusava a se alimentar ou falar, acabava pegando um prato de sopa e tomando uma colher, talvez um ato que simbolizasse um voto de confiança para com o detetive, aquilo chocava ainda mais as outras três escravas, no momento, o suficiente para que talvez também dessem uma chance posteriormente.

O jovem celestial então se levantou apanhando seus pertences em direção ao quarto, sozinho e desolado em na maresia fria, Rimuru observava seu diário, refletindo sobre acontecimentos. Três batidas lhe vinham à porta, e em seguida era Jeanne que entrava.

- Isso que eu chamo de “jantar feliz em família” - ela andava até a cabeceira depositando o Log Pose. - Silver John foi embora. - Uma pausa era dada. - Ele vai voltar. - A morena então se virava dando algumas passadas até a porta mas logo desistindo de completar o percurso, tinha algo mais a dizer. - Eu sei que não é fácil tomar essas decisões, e também não estou questionando-as. Para você foi a decisão mais lógica, a mais eficiente, se está certo ou não acho que não temos como saber. - Seu tom de voz não era a mesma melodia de sempre, dessa vez estava séria mas não em seu jeito brincalhão, apenas, séria. - Mas precisava mesmo ser dessa forma? Silver acreditou em sua desculpa para entregar West, embora não tenha aceitado. Mas foi isso mesmo que aconteceu? O motivo de chegar em tal decisão? - Sem dar espaço para respostas ela continuava em seu discurso, afinal não era a Jeanne que Rimuru tinha que responder, e sim a si mesmo. - E aquelas escravas? Comprou-as por pena? Por que seriam úteis? Queria passar uma boa impressão para o inimigo?

A morena então se virava, em seu olhar, um certo tom de melancolia. - Sabe Rim, eu já lhe contei como me tornei uma revolucionária? - Jeanne então desabotoava sua camisa e blazer mostrando para Rimuru seu tronco exposto, todo coberto de cicatrizes, marcas de feridas e queimaduras que agonizavam os olhos de quem visse, era quase possível sentir toda a dor que Jeanne sentiu em cada uma delas, no entanto uma marca em especial chamava a atenção, e Rimuru a conhecia muito bem, era o selo dos Tenryuubitos, feita com com nada mais do que aço quente.

- Minha primeira memória é de ter sido capturada quando criança, não era fácil, eu diria até pelo estado dessas garotas que eles tiveram sorte. - Enquanto falava, após já ter mostrado, Jeanne começava a se vestir novamente. - Os revolucionários me salvaram e por isso me juntei a eles, estava pagando minha dívida. - Dado o histórico agora era possível deduzir o motivo da morena apostar tão apaixonadamente ao ponto de não se importar de arriscar a própria vida, desde o princípio ela nunca teve nada.

- O que eu quero dizer Rim, é que a única coisa que nos diferencia desses porcos. - E com porcos ela se referia aos nobres e Governo Mundial. - São nossas ações. O fim não justifica os meios nunca, a perda será sempre maior, lembre-se disso. - A pausa de alguns segundos era dada, uma vez de volta ao seu visual normal, Jeanne tinha de novo aquele sorriso malicioso, como se estivesse aprontando algo. - Enfim, eu vim avisar que vou dar uma saída rápida, não me espere acordado. Kukuku - Ela então saía pela porta dizendo algumas poucas palavras antes de fechá-la. - Mas não se preocupe, eu vou voltar.

E assim lá estava Rimuru, novamente sozinho no quarto, olhando para seu diário e refletindo, o que seria feito agora.




Atual Tripulação da Ria:
 

Garota Misteriosa:
 

NPC's:
 

Escravas (imagens na ordem em que foram narradas):
 

Histórico:
 
Considerações:
 

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