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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cães de Aluguel

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MensagemAssunto: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptySeg 30 Abr 2018, 13:29

Relembrando a primeira mensagem :

Cães de Aluguel

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Roxanne D'lamour. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Luna
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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptySeg 14 Maio 2018, 10:08



Missão - 2.



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......."A maioria das pessoas odeia conflitos psicológicos. Por essa razão elas evitam pensar seriamente sobre qualquer problema social grave, e gostam que esses problemas lhes sejam apresentados em termos simples, preto no branco. Levando em consideração a vida de merda que levei até me tornar uma agente, hoje você pode me chamar de a dama do cinza."

.......O refeitório do quartel general aquela manhã estava demasiadamente agradável, os marinheiros andavam pelos corredores, faziam fila e serviam-se, entre os uniformizados estavam alguns pontos peculiares, pessoas com roupas sociais discretas, claramente agentes do governo que esmagadoramente aos olhos de Rox aparentavam ser a minoria ali. – ~ É de se esperar, uma operação precisa de muitos braços e canos de arma, mas apenas de algumas mentes pensantes. ~ – O café era algo animador, uma fatia de pão com geleia e queijo, uma banana com amendoim, algo que fazia tempo que não comia, para ser bem sincera, tomar café em uma mesa logo cedo era algo que a muito tempo não fazia.

.......Não tardou até que o grupo suicida da noite anterior se encontrasse novamente, conversas colocadas em dia e preocupação afastada da mente, pela primeira vez estava de bem comigo mesma, exceto é claro pelas pequenas fisgadas que de tempo em tempo martelavam meu ombro. – ~ Que bom que todos estão bem, ou quase isso. ~ – Sem muita cerimônia, tive de partir rumo a enfermaria, comigo pela manhã era assim, pouco papo e muita ação, conversar logo cedo era algo no mínimo desconfortável, dotada de um humor nada linear, poderia pela noite ser sua amante e logo ao raiar do sol sua algoz.

.......O engraçado nisso tudo, nessa inconstância humana ao lidar com tempos e situações pelas quais passa, estava justamente em alguns poucos seres dotados de uma paciência e bom-humor inabalável. Digo, sem sombra de dúvida aquele médico era uma dessas pessoas iluminadas, veja bem, se logo pela manhã uma mulher grossa entrasse em meu consultório se queixando de dor e me enchendo a paciência, o máximo que teria ao sair dali seria uma pílula de metal no estômago. – Certo. –  Sem enrolação logo de cara tacava uma das capsulas para dentro, de início descia ardendo a garganta, uma água teria caído bem e por alguns curtos segundos desejei a garrafa de vinho em minha cabeceira. No entanto, agora era outra mulher e tomar remédio com bebida alcoólica era coisa da antiga d’Lamour, não da atual mulher da lei.

.......Com tudo em mãos e parcialmente medicada, partia para a sala de Dagny, sabia que se quisesse teria pelo menos aquele dia para descanso, mas porque deixar para manhã aquilo que se pode fazer hoje, não é mesmo? Bateria na porta e caso estivesse aberta adentraria o recinto, sorrindo, um pouco mais disposta e bem-humorada de acordo com o passar da manhã, ter algo forrando o estômago sem dúvidas ajudava nesse ponto. – Agente d’Lamour se apresentando para a próxima missão, senhora. – Encenava uma disciplina que não era do meu feitio, passado o momento de descontração, relaxava a postura e aproximava-me da mesa de Dag, puxando a cadeira e me sentando de uma maneira despreocupada. – Sei que você acha que devo descansar, mas estou bem, juro, estou pronta para a próxima missão. – Sorria, confiantemente encarando minha chefe, aguardaria sua resposta e caso positiva, lhe solicitaria o máximo de informações possível. – Isso é tudo que preciso saber? – Aguardaria procurando entender ao máximo a tarefa a mim designada, estando a par de tudo, partiria até meu dormitório, me vestiria de acordo com a necessidade da missão, serviria uma pequena taça de vinho, deixando-a ali para meu deleite ao voltar de minha tarefa, uma motivação para se sair bem, para sobreviver ao próximo desafio. – ~ Bebo você na volta. ~ – Por fim, partiria indo de encontro com meu possível parceiro, alvo ou se fosse o caso, local alvo da missão. Tudo estava pronto, e logo não mais seria apenas uma agente em treinamento.

......."Quanto às consequências negativas da eliminação da sociedade como a conhecemos, bem, dois proveitos não cabem num saco só. Para ganhar uma coisa, é preciso sacrificar outra. Ganhei poder, em troca de quem eu era."





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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyTer 15 Maio 2018, 23:31


A necessidade de agir surgia e Rox partia ao encontro de Dagny, que de imediato desaprovava aquela ideia, porém entendia a vontade da mulher. – Tudo bem, posso fazer isso por você. Dessa vez será algo mais básico. – Por um longo tempo ela permaneceu quieta enquanto observava certos documentos, procurando algo que poderia encaixar alguém com ferimentos. Normalmente as missões de agente do governo é algo que pode ser muito complicado ou muito simples, variando muito o nível de uma missão para outra, pois nem sempre existe o combate e mesmo que aconteça não é sempre necessário que todos lutem.– Acho que isto pode servir. – Calmamente ela colocou duas fotos sobre a mesa, uma de um garoto loiro de olhos verdes vestindo terno branco e a outra era de uma garota com cabelo preto e olhos dourados que também usava roupas brancas, porém não eram tão nobres quanto as do homem. – Estes dois são nobres e suas famílias já estão organizando o casamento deles, provavelmente é algo mais político do que escolha de ambos. Hoje vai existir um encontro entre os dois, mas existem problemas relacionados a proteção deles. As duas famílias possuem problemas e inimigos, por isso é necessária a ajuda do governo na proteção deste pequeno encontro. – Nenhum papel foi entregue e as informações por hora terminaram, pois a loira pegava seu comunicador, ligando para alguém pedindo que fosse até sua sala.

Após alguns minutos o barulho de batidas surgia e após Dagny permitir sua entrada, Ay surgia pela porta, sentando-se ao lado de Roxanne. – Vamos continuar... Os dois são nobres e precisam da proteção de vocês duas, mas isso é apenas para a parte da garota. Quem irá proteger o homem serão outras pessoas, deixando mais simples para vocês duas. – Dagny mostrava um mapa de onde as duas casas eram e onde o encontro seria feito, traçando no mapa a rota bem direta que eles fariam para nunca ficarem sozinhos no meio do nada. – A ideia é que vocês se disfarcem de amigas da garota, principal para esconder que Ay é uma mink, pois este será o elemento surpresa caso alguém tente atacar a nobre. Por hora não é necessário que usem roupas especificas, mas ao chegar na casa dela existirá a necessidade de se trocarem por lá mesmo já que aqui no QG não possuímos roupas casuais. – A missão até então seria simples se não houvesse qualquer ataque aos nobres, podendo ter uma escolta tranquilo até que eles fossem levados de volta a suas casas. – A garota se chama Lestria Pröll e o garoto é Bryt Kiefer, ambos são filhos únicos. – Dagny pegava um baby den den mushi de uma das gavetas e entrava à Roxanne. – Deixe guardado e não use sem necessidade, a ligação fixa será direcionada até o meu den den mushi. Somente se complicar para vocês é que deverá usar este comunicador. – Por fim ela dispensava as duas e deixava que a missão pudesse prosseguir.

No caminho até a casa Ay não falou nada por estar totalmente focada no trabalho e exatamente por isto o caminho foi rápido, atravessando novamente a floresta até chegar ao reino e por fim na casa de Lestria. O local era enorme e parecia ter vários andares, parecendo até mesmo um prédio. As decorações do lado de fora eram lindas e possuem diversos detalhes que chamavam a atenção, principalmente os detalhes dourados. Na porta existiam dois guardas e ambos esperavam a chegada das mulheres, permitindo sua entrada, sendo assim guiadas até um quarto no andar inferior onde possuíam uma variedade enorme de roupas expostas e penduradas pelo quarto, todas estas variavam e podia existir qualquer estilo no meio delas. Todas se focavam em algo mais casual, um estilo muito diferente do uniforme do governo. Duas empregadas estavam ao lado das agentes para ajudar em qualquer situação, principalmente na hora de vestir-se, pois elas precisavam parecer pessoas normais e somente quem entende desse tipo de disfarce poderia deixar as duas vestidas da maneira correta. A escolha de roupa seria delas e os detalhes terminariam nas mãos das empregadas, podendo existir mudanças leves no que Roxanne e Ay escolheriam.

Fotos dos nobres:
 

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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyQua 16 Maio 2018, 11:34



Por Fora é Rosa. Por Dentro Espinho.



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......."O código moral de nossa sociedade é tão exigente que ninguém pode pensar, sentir e atuar de uma forma completamente moral. Por exemplo, supõe-se que não podemos odiar a ninguém, no entanto quase todo mundo odeia ou odiou alguém alguma vez, quer admita ou não. Eu por exemplo, por anos tentei ser o modelo politicamente correto do governo mundial, abri mão de quem eu era, quando acordei para isso, achei ser tarde demais."

.......A contragosto, Dag liberava uma missão que inicialmente não demonstrava grande risco, algo simples, proteção de um alvo em um evento em específico. Quase sempre esse tipo de missão demonstrava-se monótona, assassinos tendem a ser imprevisíveis e discretos e atacar em reuniões costumava chamar bastante atenção, infelizmente, assassinos revolucionários eram a escória que não se importava em chamar – ~ Isso pode ir de paraíso a inferno em um piscar de olhos. ~ – Ponderava sobre as possibilidades que implicavam naquela tarefa que me era passada.

.......Alguns momentos passavam e logo Ay juntava-se a nós, com um sorriso acenava para a garota, me alegrava ter a jovem mink como parceira de missão, ela já havia provado seu valor e demonstrado que era bem mais versátil do que aparentava. – ~ Ela parece mais confiante, com duas feridas isso deverá ser algo simples. ~ – Dagny seguia explicando o que teríamos de fazer, a proteção de uma garota em meio a uma reunião entre partes interessadas, nobres eram pior que animais em uma análise política da coisa, digo, se fosse necessário um acordo entre casas, venderiam a própria mãe desde que seu ego pessoal não fosse ferido e muito provavelmente aquela união não tratava-se de amor, mas sim algo imposto pelos chefes de família.

.......Há algum problema em ser uma mink? – A voz carregada de desconforto questionava Dag, ora, a garota era tão boa quanto qualquer humano, senão melhor, não conseguia pensar em outra pessoa que gostaria de ter mais ao meu lado naquela missão, sabia que se precisasse Ay improvisaria uma forma de colocar o alvo em segurança. Apanhando o den den mushi, com certo desgosto ainda estampado em meu rosto devido ao comentário sobre a raça de minha parceira, acenava sem delongas, demonstrando que havia entendido o que precisava e estava irritada demais para prolongar aquela conversa o mínimo que fosse.

.......O percurso até a mansão alvo do alvo era bastante calmo, as florestas eram um tanto quanto monótonas após um breve conhecimento das mesmas, ainda lembrava do primeiro dia naquela ilha e de toda as tripas e terra no meu corpo após ter sido atacada por uma dupla de anacondas.  – Você aceita isso numa boa? – Quebrava o silêncio, me dirigindo a Ay. – Quero dizer, ela falou de você como se fosse algo indesejado para os outros, não de você, mas da sua raça. Não é revoltante? – Seguia caminhando olhando para o caminho soturnamente silencioso, não forçaria aquele assunto, apenas deixaria que a garota respondesse, não buscava explicações de fato, só queria sentir menos raiva.

.......O edifício que nos esperava era colossal, composto por vários pavimentos formava aquilo que parecia ser um cortiço de luxo, uma pequena torre em meio a Lvneel.  Alguns arabescos e desenhos arquitetônicos enfeitavam o lado externo, mesclavam-se em variados tons, o dourado sendo predominante sobre os demais.  A entrada do local era guardada por um par de guardas que permitiam nossa entrada sem problema algum, não prestava muito atenção no interior da mansão, estava distante, imaginando o tipo de vida que a garota daquela foto havia vivido, comparando nossos estilos de vida, isso era desanimador inicialmente, mas afinal, o que de valioso ela tinha tirado daquilo? Qualquer um podia aprender a ser rico e viver bem, mas ser pobre e viver como uma miserável era para poucos.

.......~ Por sorte, nasci em um bordel e não em uma mansão dessas, jamais trocaria uma bala por uma flor.~ – O guarda-roupas era diversificado, possuía roupas para abastecer uma pequena vila, quase inacreditável imaginar que aquilo tudo pertencia a uma única pessoa e tinham o mesmo intuito, vestir um só corpo. Sem demoras apanhava uma roupa de couro, bastante apertada e flexível o suficiente para não me limitar os movimentos, a cada peça vestida checava no espelho se tudo estava 'ok', em seguida recolocava meus coldres, pistolas e estojos de munição no lugar, conferindo se estavam bem presos ao corpo para que não balançassem durante a caminhada. Por fim, apanhava um modelito preto, um vestido solto e fácil de tirar que cobrisse dos ombros ao calcanhar meu corpo, escondendo cada pedaço de couro por baixo, se não existisse algo assim, pegaria um vestido próximo ao desejado e solicitaria as empregadas que fizessem ajustes para que puxando alguns fios a roupa caísse e me deixasse livre para o combate. O plano era simples, se as coisas saíssem do planejado não estaria em maus bocados por conta de minha veste, lutar com um vestido seria no mínimo desconfortável, senão mortal.

.......Com tudo pronto, solicitaria uma maquiagem leve e um penteado bastante cuidadoso, deixando pescoço e ombros a amostra, cabelos presos para não cobrirem o rosto em uma fuga e ainda assim, de maneira atraente completarem aquela combinação para o encontro. Ao notar que estava completamente arrumada, partiria até Ay aguardando que ficasse pronta e em seguida seguiria até nosso alvo, ou contratante que fosse.  – Olá, sou a agente Roxanne d’Lamour e hoje serei parte da sua equipe de proteção, gostaria de saber o que esperar desse encontro. Algo em especial ao qual devêssemos nos atentar, um tipo de pessoa, alguma cor, um padrão, qualquer coisa já ajuda. – Com profissionalidade questionaria, partindo junto da caravana rumo ao encontro assim que chegasse o momento.

.......Durante o caminho, vasculharia os arredores com minha visão aguçada em busca de alguma pista dada anteriormente ou simplesmente algo suspeito, procuraria pessoas ou movimentações estranhas e traçaria algumas rotas alternativas para uma fuga, regiões comerciais, movimentadas, com um número elevado de saídas seria a prioridade. O que queríamos ali era manter o alvo vivo e nada melhor para sobreviver do que uma tática de dispersão em meio a uma multidão. Me manteria todo tempo atrás do alvo, cobrindo suas costas com meu corpo e usando meu ângulo de visão para cobrir um raio de cento e oitenta graus a sua frente.

.......Mantinha as mãos na lateral do corpo, próximas aos coldres escondidos abaixo do vestido, pronta para levantá-lo e sacar diante de uma ameaça, e era justamente isso que faria, percebendo um ataque a nossa 'caravana', sacaria minhas pistolas e abraçaria o alvo por trás, cobrindo seu corpo com o meu, passando ambos os braços por cima (caso fosse maior que ela) ou por baixo (caso fosse menor que ela) de seus ombros, atirando nos rivais e girando o corpo da mesma junto do meu enquanto disparava em todos que se aproximassem com o intuito de feri-la, se por ventura notasse algum risco eminente do alvo ser ferido giraria a mesma e o colocaria atrás de mim, me desvencilhando para em um salto lateral seguir disparando no atacante. Se identificasse um atirador, enfiaria a mão em cima da cabeça da jovem nobre e a empurraria para baixo de seu tronco, cobrindo a mesma com meu corpo em um abraço, sem parar correndo lateralmente até algum ponto de cobertura, parede, loja, barril, o que fosse. Por fim, questionaria a mulher. – Está inteira? Consegue continuar? – Certa irritação e euforia na voz em meio a adrenalina inesperada do momento.

......."Considere o exemplo hipotético de alguém que passa a ter tudo o que quiser sem esforço. Embora tenha poder, essa pessoa há de ficar com problemas psicológicos graves. Pense, de início ela irá se divertir muito, mas aos poucos se sentirá fortemente aborrecida e desmoralizada. Acabará até ficando clinicamente deprimida. A História demonstra que as aristocracias desocupadas tenderam a se tornar decadentes. Digo, por não terem a necessidade de se aplicar em nada geralmente se aborreciam, tornavam-se hedonísticas e desmoralizadas, mesmo que detendo o poder. Isto mostra que o poder por si só não é suficiente. É necessário algum objetivo que oriente o exercício desse poder. Hoje sou poderosa, talvez uma das pessoas mais temidas no mundo, mas não por tudo que conquistei e passei, sou forte por que sei no quê e para quê uso e usarei todo meu poder."



Objetivos:
 

Histórico:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyQui 17 Maio 2018, 22:48


O problema de ser um mink não era realmente para o governo ou marinha, mas sim os nobres. Qualquer pessoa normal sabe que pessoas ricas não gostam de qualquer coisa diferente, muito menos uma raça diferente. Alguém que se parece com um animal só serviria como servo dos nobres, por conta disto a aparência de Ay poderia atrapalhar a missão e deixar bem claro que o governo estava protegendo a garota, pois um nobre nunca andaria por ai com uma mink sendo sua amiga. – Nossa líder não é assim, ela não se importa com quem você é se estiver fazendo seu trabalho direito. Quem liga para essas coisas são os outros humanos, pois é normal minha aparência incomodar outras pessoas e as fazer ter medo. – Não importava se fosse bonito ou feio, os humanos tinham preconceito até mesmo com pessoas da mesma raça, porém de cores diferentes. Ay era linda, não existia qualquer problema em sua aparência quando se é uma pessoa que não liga para isto, mas quem se sente superior aos outros nunca aceitaria uma mink ao seu lado. – Minha raça odeia os humanos e eles nos odeiam, é algo bem normal. Não ligo mais para isto... Se eu conseguir fazer meu trabalho e ajudar eles, não me importo de ser tratada desta forma, enquanto eu estiver ajudando as pessoas um dia eu serei aceita e é isto que espero. – Um trabalho bem feito poderia trazer melhor visibilidade aos minks e um dia fazer eles serem reconhecidos pelos humanos e aceitos na sociedade de maneira mais respeitosa.

A dupla arrumou-se como achava melhor, pegando as roupas que lhe agradava, sendo ajustada ao fim pelas empregadas que tinha certo talento em tais preparações. Roxanne ficava exatamente como queria e Ay tinha a necessidade de cobrir suas orelhas, além do rabo e seus pelos que poderiam chamar a atenção. Por fim a mink estava usando algo todo preto tendo uma touca e um capuz que cobriam e escondia as partes que poderiam identificar ela como mink. A roupa dela era bem simples e mal precisou de ajustes, tendo apenas a touca adicionada por ser necessário a segurança de que mesmo ao retirar o capuz suas orelhas não fossem vistas, pois seria assim que descobririam ela e acabaria com toda a missão. As empregadas davam os retoques finais na maquiagem e vestimentas, colocando tudo no final até liberarem as duas garotas que seguiam ao encontro da pessoa que teriam de proteger.

A garota estava esperando encostada na entrada da casa enquanto observava o céu sem dizer nada, podendo apenas escutar os passos atrás de si e virar-se assim para conhecer quem lhe protegeria. As agentes se apresentavam e tudo seguia ao plano, dando espaço para ela dizer o que seria possível em tal encontro. – Podem me chamar de Lestria... – Ela sorria e fazia uma breve pausa, observando melhor suas companheiras no encontro. – Nada que eu consiga ajudar... Eles podem aparecer de qualquer lado e vestindo qualquer coisa, talvez nem mesmo se aproximem de nós. É apenas uma suspeita de meus pais, isso pode ser tão tranquilo que vocês apenas vão dar uma volta pela cidade e retornar ao QG. –Existiam diversas possibilidades e ninguém poderia imaginar por onde um ataque surgiria, exatamente por isso o governo tinha se envolvido nessa situação e as duas agentes estavam ali.

Uma carruagem levou as três até o centro da cidade e por lá elas desceram na frente de um restaurante bem bonito e vazio onde apenas uma pessoa estava sentada no interior deste. Ao entrarem conseguiam ver que o único cliente por lá era Bryt, o nobre que poderia também ser alvo de ataques e possuía dois agentes trabalhando ao seu lado. As garotas não viam os guardas dele, porém eles estavam por ali, só não podiam ser detectados facilmente por terem se escondido muito bem. Lestria foi ao encontro de homem, sentando-se na mesa com ele enquanto as duas agentes tinham espaço para andar pelo local ou ficar parada em algum canto esperando qualquer coisa acontecer. O pior de tudo isto é que nada de interessante surgiu e eles continuaram por lá parados enquanto conversavam e comiam, tendo um belo encontro para decidir coisas sobre o futuro de ambas as famílias e todos os problemas de seus pais que afetavam diretamente o casal. A única movimentação suspeita pela região foi um homem todo sujo passar correndo na frente do restaurante, fugindo de outros dois homens vestindo roupas sociais que passavam alguns segundos depois atrás dele. Fora este pequeno problema nada mais surgiu e as agentes tinham tempo para descansar após a missão da noite anterior.

Roupas dos nobres:
 

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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptySeg 21 Maio 2018, 10:52



Shit Happens.



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......."Atendendo à tendência masoquista das táticas revolucionárias: eles protestam, deitam na frente dos veículos, provocam intencionadamente à marinha ou aos racistas para que os maltratem, etc. Estas táticas com frequência são efetivas, mas muitos as usam não como meios para um fim, mas porque PREFEREM táticas masoquistas. O ódio pelo ódio é a característica dos revolucionários e, antes que você chegue a conclusões erradas sobre mim, deixo claro aqui que preferiria morrer a servir um exército desse tipo novamente."

.......A verdade era mais crua que nua, antes fosse nua, afinal algo nu é algo que pode ser desejado, algo que biblicamente é cobiçado e atiça a luxúria, aquela vizinha, amigo da sua mãe ou prima distante vêm próximo a madruga nus em sua mente pervertida, não?! Por outro lado, algo cru é aquilo que ainda não ficou pronto, que precisa ser preparado para despertar seu desejo, é o posto do que está nu, digo, não é apetitoso, é real e indigesto, assim como as palavras de Ay. – Não somos todos assim. – Sorria para a mink enquanto nosso assunto discorria, um sorriso íntimo e descontraído.

.......Armadas como militares, maquiadas e vestidas como damas, partíamos em nossa carruagem rumo ao encontro amoroso. Lestria parecia ser uma garota bastante tranquila, não tinha aquele ar de superioridade clássico da nobreza, me pergunto se de fato ela era diferente ou aquele tratamento quase de igual para igual se dava apenas pelo o que agora aparentávamos ser. O fato é que ainda martelava em minha cabeça as palavras de Ay, aquela incômoda sensação de estar ao lado de alguém injustiçado que mesmo sendo tratado diferente tentava diariamente se firmar como alguém digno de confiança, como se precisasse disso. Era complicado ter que pôr na boca, mastigar e engolir toda aquela merda, engolindo com um sorriso no rosto, agradecendo e dizendo: "Volte sempre. Estou esperando a próxima cagada!!"

.......O restaurante onde o casal se encontrava era bastante ornamentado e sem dúvidas caro, algo digno da dupla de nobres. Até então nunca havia estado em um lugar como aquele, rata de rua, tudo o que conhecera até então resumia-se a tabernas e prostíbulos.  – Sabe Ay, existiu uma vez em que meu ex-namorado pensou ser de meu agrado um encontro a luz de velas em um lugar como esse, tolo, preferia tê-lo amarrado na cama e pingado a cera das velas por seu corpo. Bebemos, fingi sorrisos, e demos as mãos assim como aqueles dois, aquilo era mais para ele que para mim, quando contei a verdade o maluco surtou, uma bala pôs fim a nosso conturbado relacionamento, não queria que tivesse acabado assim. Talvez o amor e o romantismo seja privilégio da nobreza. – Ironizava falando baixinho enquanto olhava para o casal, um pouco de rancor, um pouco de remorso.

.......Quero dizer, sei que é nosso trabalho arriscar nossas vidas por pessoas como eles, recebemos por isso e com toda certeza existem formas bem menos agradáveis de ganhar dinheiro. Mas não se trata apenas do dinheiro, não é? – Olhava para os olhos da mink, meu rosto transmutado em uma máscara de incredulidade. – Minha mãe acreditava nas pessoas e no que elas podem fazer, era um ser humano de luz, viveu para trazer alegria e amor ao coração de alguns pobres coitados. Era uma prostituta sim e todos a julgaram por isso durante toda sua vida, nunca se deram ao direito da dúvida, nunca quiseram saber quem ela realmente era, bastava saber o que fazia e o que aparentava ser, assim como fazem com você. – A voz calma e distante prosseguia, como se por devaneio refletindo sozinha. – Veja, eles sangram como a gente, cagam como a gente, morrem e apodrecem como a gente. A única diferença entre nós e eles foi quem nos colocou no mundo, precisaria de apenas duas balas para pôr fim nisso, mas estranhamente não fazemos. Digo, eles acreditam que podem nos comprar e nós que podemos nos vender. No fim somos prostitutas, não... Somos piores que prostitutas. – Sorria dando a volta no bar, apanhando uma garrafa de Whisky e servindo uma dose.

.......O líquido marrom translúcido por momentos me encarou, o que estava fazendo? Fugindo daquilo? Criando uma outra válvula de escape para meus problemas? Girei o líquido no copo curto e largo, senti seu odor e o ocre teor alcoólico e por fim, com um baque leve, pus novamente o entorpecente sobre o balcão. Sorrindo, um rosto triste e infeliz com toda aquela situação. – Espero que tudo dê certo para gente, e para eles também, no fim somos apenas duas faces da mesma moeda. – Ia até a frente do restaurante onde uma movimentação estranha acontecia, mas não importava, tudo se resumia a manter aquela pequena garota herdeira de uma família capaz de sustentar meia cidade, viva. Se a dupla de perseguidores iria por fogo ou violar aquele homem? Tanto faz, ele não era rico o suficiente para ser digno de nossa atenção, atenção essa que no momento estava todo voltado para Lestria, acompanhando-a pelo resto de seu trajeto, tomando se necessário as medidas de segurança já citadas anteriormente.

......."Palavras como autoconfiança, segurança, iniciativa, empreendimento, otimismo, etc. Jogam um papel muito pequeno no vocabulário liberal e revolucionista. A revolução é antiindividualista, é procoletivista. Querem a sociedade para que ela resolva as necessidades de todo mundo, por eles e para cuidar deles. Não é o tipo de gente que tem um sentido interior de confiança em suas próprias habilidades para resolver seus próprios problemas e satisfazer suas próprias necessidades. O revolucionário opõe-se ao conceito de competição porque, interiormente, sente-se perdedor. Nisso quase todos somos semelhantes e por isso eles são tão incômodos, afinal, pouco ou muito, nos sentimos perdedores também."



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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptySeg 21 Maio 2018, 14:21


Entendo o que diz... Isso também não faz muito o meu estilo, prefiro algo mais reservado e solitário. Sair para algum restaurante famoso onde podem comer algo, não vejo motivo para isto. A casa dela já é grande o bastante, mas eu nunca poderia entender pessoas da nobreza. – Boa parte dos humanos são podres, mas os nobres estão em um nível elevado. Alguns podem até serem boas pessoas, porém em sua maioria eles são apenas pessoas que se sentem superiores aos outros e gostam de mostrar isso em encontros daquele tipo. – Nosso trabalho é proteger todos as pessoas inocentes, eles sendo nobres ou não... O problema é que essas pessoas possuem o dinheiro e influência e dá acesso ao serviço direto do governo, nos obrigando assim a cuidar deles sempre que existir um chamado. – O governo era como um empregado desse tipo de gente, sendo sempre obrigados a servir eles de diversas maneiras. As duas não tinham visto nada, elas nem mesmo conheciam o real problema desses humanos superiores. Nessa parte do mar eles até mesmo são pessoas boas comparando aos podres que vivem sobre a red line.

Poder e dinheiro dominam o mundo. Qualquer um com força ou dinheiro o bastante consegue alcançar a grandeza, tal feito pode ser conseguido de diversas maneiras e nem todas são boas. – Escolhemos esse tipo de trabalho por gostarmos, dificilmente seremos reconhecidos por isso. Estamos aqui para servir essas pessoas, proteger elas e dar nossas vidas por elas... Eu salvaria qualquer civil que me odeia, pois esse é o meu trabalho. Se não existir pessoas como eu, provavelmente boa parte do mundo seria pirata que matam todos. Eu gosto de viver e sei que muitas pessoas gostam então proteger eles de criminosos e impedir que ataques aconteçam é empolgante. Posso não ter salvado muitas pessoas diretamente, pois não sou marinheira e faço as coisas secretamente, mas em missões como a nossa anterior nós salvamos pessoas ao impedir que certos bandidos façam algo. – Ela sorria enquanto dizia todas aquelas palavras, Ay estava feliz por ter um trabalho assim e mesmo sem reconhecimento ela continuaria trabalhando. – Estou no governo justamente por isso. As pessoas podem não saber que estou fazendo certas coisas, mas a organização sabe e isso me deixa feliz... Que ao menos alguém sabe que estou sempre tentando ajuda-los. – Ay ficava em seu canto observando o casal enquanto sua companheira estava olhando os arredores.

O tempo passava e nada mudava onde elas estavam. Aparentemente o ataque não iria acontecer no restaurante, facilitando muito o trabalho das duas agentes. – Eles estão terminando. – A mink estava observando o casal e rapidamente percebeu que eles estavam comendo doces para finalizar a refeição, sorrindo um para o outro enquanto conversavam e comiam. – Eles devem ter percebido nossa presença, acredito que não vão atacar hoje. – Mesmo sabendo disso ela ainda estava atenta e seguia observando Lestria. Levou alguns minutos até o casal comer tudo e finalizar a refeição, chamando assim um garçom que limpava a mesa, levando tudo aos fundos do restaurante. Lestria aproximava-se do homem, falando algo bem baixo em seu ouvido e logo se movimentava até as duas agentes. – Podemos ir. – Com calma o trio seguiu até a carruagem, andando com atenção para qualquer movimentação suspeita. Antes de conseguirem subir na carruagem elas escutaram algo fincar no chão, podendo ver que uma flecha preta estava ali ao lado de Roxanne. Ay imediatamente olhou por todos os lados, percebendo que o piloto da carruagem estava vestindo as mesmas roupas, mas ao virar seu rosto era óbvio que não era a mesma pessoa. Rapidamente a mink puxou Lestria para trás, ficando de costas para o suposto motorista que atravessava uma espada por trás de Ay, passando até a barriga e ficando presa ali. – Cuide dela, eu vou lidar com as coisas por aqui. – Mesmo com a lâmina atravessada em seu corpo ela virou-se já empurrando a nobre até Roxanne.

Ao levar Lestria para longe, Roxanne protegia o corpo da garota e recebia alguns danos pelas flechas que cortavam de raspão os braços e pernas da mulher. – Ele está em cima dos prédios. – A garota não estava desesperada, conseguia pensar bem e mesmo sendo protegida parecia entender a situação. Ainda que ela fosse corajosa o atirador não parava, levando a dupla até um ponto onde podiam se defender dos disparos por hora, entrando em uma loja de doces. Por algum tempo tudo ficou quieto e Lestria conseguiu se esconder atrás do balcão com a atendente que ali estava dando espaço para Roxanne observar o local. Passaram-se apenas dois minutos e uma mulher com roupas pretas surgiu na entrada da loja, observando as diversas prateleiras que criavam pequenos corredores na loja e podiam servir de esconderijo para a agente. Na direita da arqueira estava uma flecha pronta para ser usada e cuidadosamente ela encaixava no arco, puxando este até o ponto onde poderia disparar a qualquer momento. Cuidadosamente ela entra loja mirando nos pontos onde ninguém estava e logo se movimentaria até onde poderia ver Rox.

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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyQui 24 Maio 2018, 10:04



Heroes Dress In Black.



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......."Quando as pessoas não têm de aplicar-se para satisfazerem as suas necessidades vitais é frequente que estabeleçam objetivos artificiais por si próprias. Em muitos casos acabam por esforçar-se com a mesma energia e envolvimento emocional que teriam posto para a satisfação de necessidades vitais. Ay era assim e isso me fazia gostar dela, era alguém cujo qual você sabia o que esperar, já eu, bem, minha necessidade vital era duvidosa e ainda estava em processo de lapidação."

.......A beleza assim como os fatos é algo relativo aos olhos de quem vê, um juiz pode condenar você a cadeira elétrica enquanto um júri pode lhe inocentar, não que um seja melhor que o outro, o que acontece nesse caso é que o juiz perdeu algo durante sua vida, nada tão direto, ele nem mesmo sentiu aquilo ser retirado dele. Após anos de serviço o juiz deixou de ter comoção, as pessoas do júri não passaram por essa experiência repetidamente, então estão muito mais sujeitas a serem conduzidas e direcionadas a uma conclusão errada. Ay ainda pensava como alguém que faz parte da comissão que julga o condenado, eu estava mais para a pessoa que liga a cadeira elétrica.  – Entendo. – Dava o assunto por encerrado, notando que nosso momento de partida havia chego.

.......A rua estava calma, sem movimentos suspeitos, era de se esperar isso visto que durante todo o caminho sequer havíamos sido seguidas. A carruagem não tardou a chegar, mas uma seta atingiu o solo antes que pudéssemos adentrá-la para partir rumo a mansão. – ~ Sério? ~ – Um arqueiro era a última coisa que esperava, ao longo de meus anos portando armas de fogo um certo preconceito havia sido formado em relação aquele tipo de armamento, era silencioso, bom para ataques furtivos, mas muito menos nocivo, afetável por ações de vento e, sem sombra de dúvidas, menos eficaz que um rifle de longa distância.

.......As coisas então aconteceram muito rápido, em um instante tudo ia muito bem e no outro Ay sangrava com uma espada atravessada em seu tórax, eu corria com Lestria para dentro de uma loja e sangrava sendo ferida de raspão em meio a saraivadas de flecha, inevitavelmente lembrando da dor em meu ombro e agradecendo por não serem balas.  – Já usou uma dessas alguma vez na vida? – Dizia enquanto retirava o vestido rapidamente e apanhava a pequena pistola escondida em minha bota, olhando para a nobre abaixada atrás do balcão. – É bem simples, você aponta o cano para a outra pessoa e puxa o gatilho, o importante é acertar ela em cheio. – Sorria um pouco nervosa, entregando a arma para a garota enquanto olhava para a atendente. – Pegue uma você também, vocês duas precisam se proteger. – Retirava a pistola que o governo havia me entregue e colocava nas mãos da balconista, em seguida sacando minhas duas armas presas aos coldres que anteriormente eram escondidos pelo vestido. – Se eu voltar viva, o código será Rox, quero que vocês descarreguem o pente dessas armas em qualquer um que se aproximar sem falar isso. – Concluía, acenando confiantemente para ambas e partindo para me por entre as prateleiras do comércio.

.......Não tardava para a arqueira surgir na porta, a mulher trajava roupas escuras e trazia consigo algumas flechas, uma já armada em seu arco. Era estranho, nós duas éramos mulher, nós duas estávamos completamente de preto, nós duas éramos atiradoras e apenas uma de nós sairia dali com vida. – ~ Se prepare, puta. ~ – Me deslocava tentando ficar com uma prateleira entre mim e a mulher, lentamente acompanhando seus passos, no caminho apanhava uma de minhas bolinhas de massagem e aguardava o momento certo, notando a oportunidade, lançaria a bola mirando em um ponto contrário a minha posição para chamar a atenção da arqueira e ao mesmo tempo daria um encontrão com meu ombro na prateleira ao meu lado, empurrando-a com toda minha força visando derrubar a mesma sobre a mulher ou por um efeito dominó causar uma reação em cadeia tentando por fim a atingir de igual forma. Não perderia tempo e simultaneamente a queda do móvel, subiria no mesmo pisando nas peças de madeira e com ambas pistolas em mãos começaria o show. Esquerda, direita, salto para o lado contrário ao do balcão, esquerda, direita, salto para fora da prateleira direção a porta da loja, esquerda direita. Essa seria a ordem dos disparos e movimentações evasivas se por ventura alguma flecha rumasse em minha direção. Tentaria mirar o primeiro disparo (o da esquerda) no corpo da mulher e o segundo (o da arma na mão direita) um pouco a frente caso a mesma conseguisse de alguma forma se deslocar para uma possível fuga. Visaria em qualquer sinal de perigo saltar em diagonal e continuar disparando, sempre buscando usar as prateleiras possíveis como barricadas, correndo entre os intervalos de recarga do arco para um ângulo de possível disparo, repetindo o processo, se necessário me lançando de costas no chão para deslizar até a posição da arqueira, contando com o elemento surpresa para descarregar minhas balas na mesma, se preciso girando para o lado para desviar de possíveis projeteis.

"Os que têm baixa suscetibilidade a bens e a fama são pessoas não muito interessadas em dinheiro. Necessidades materiais não satisfazem sua necessidade de afirmação pessoal. Quando entrei para o governo presumi que o estava fazendo por dinheiro, fama e poder, que era parte de algo maior e que salvaria inúmeras pessoas. Pura balela, não sabia na época, mas matei muito mais que salvei durante os anos em que servi aos Gorosei."



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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptySex 25 Maio 2018, 14:47


Roxanne deixava ambas as garotas armadas, ensinando rapidamente como usar as pistolas, dando assim uma chance para elas fazerem algo de útil caso a arqueira estivesse muito perto. Lestria não dizia nenhuma palavra, apenas observava a arma e se preparava para o combate que logo começaria. Os movimentos de Rox eram bem pensados e provavelmente daria certo, isso se a mulher fosse lenta em perceber o que ocorria. Esse foi o real problema do plano, pois Roxanne não conhecia quem estava enfrentando, ela sabia coisas superficiais da outra atiradora e tinha em mente que derrotar ela seria a única forma de sair daquela loja. Nisso a agente estava certa, mas sua ideia mesmo boa estava longe de ser o suficiente para acabar com a luta. Atenção para um lado e as prateleiras caindo do outro, mesmo desatenta a arqueira ainda conseguiu saltar com rapidez para longe, escapando assim do primeiro ataque que poderia ter terminado a luta.

Os movimentos seguintes não foram muito bem vistos por nenhuma delas. A confusão na loja iniciou com a queda das prateleiras, fazendo subir um pó branco para o ar e incomodar a visão de quem estava por lá. Roxanne ainda conseguia mirar e executar sua movimentação, porém a arqueira estava um pouco atordoada e perdida por conta de tal pó, sendo recebida por diversos disparos. Dois deles se conectavam com sucesso, o primeiro acertava a barriga enquanto o segundo ia à perna esquerda da arqueira. O som dos disparos e das coisas quebrando podia dificultar qualquer intenção de escutar coisas fora isso, sendo tudo muito focado na confusão que ocorria loja, podendo assim trazer a atenção de outras pessoas ao local. Ao se recuperar e escapar de todos os tiros restantes a arqueira conseguiu ver claramente Rox saltando pelo local, abrindo assim a possibilidade de executar disparos com seu arco. Uma, duas e por fim a terceira flecha. Todas elas voavam na direção da agente e mesmo que ela fosse rápida o bastante, provavelmente seria acertada da mesma forma, recebendo dois cortes laterais em ambas as pernas, mais especificamente na coxa. As flechas não ficaram apenas passaram ao lado e conseguiram fazer um corte não tão profundo, mas dificilmente seria visto como superficial.

Observando de maneira geral estava claro que Roxanne tinha conseguido trocar muito melhor do que a arqueira, fazendo ferimentos mais profundos e preocupantes. Ambas tinham a movimentação levemente reduzida pela dor e não teriam muito mais para enfrentar, pois nenhuma das duas tinha força o bastante para continuar correndo e saltando por muito tempo. A arqueira tinha entendido a seriedade da situação e ainda não tinha encontrado seu alvo, ficando um tanto desesperada com o desenrolar de toda a sua perseguição. Um lugar fechado onde a distância nem o vento seriam problemas. Ainda que a arqueira fosse muito boa, dificilmente seria tão rápida quanto uma bala naquela curta distância. Roxanne tinha a vantagem e nada poderia tirar isso dela, nem mesmo os ferimentos nas pernas. Lestria e a atendente estavam seguras, nenhum barulho mais surgia naquele instante e por hora não havia ninguém por perto da loja. Toda a confusão e tiros provavelmente assustaram os civis, fazendo todos fugirem e restar apenas a cena de luta na carruagem e naquela loja de doces.

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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyDom 27 Maio 2018, 20:09



Jesus Negão.



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......."O sistema governamental não entrou em colapso exclusivamente por causa de uma ação revolucionária. Ele não foi vulnerável ao ataque revolucionário, ruiu  pois seus próprios problemas internos de desenvolvimento o levaram a dificuldades muito sérias. Achávamos que o sistema podia entrar em colapso espontaneamente ou através de um processo híbrido, em parte espontâneo, mas auxiliado pelos revolucionários, infelizmente esse colapso foi repentino e muita gente morreu por isso."

.......Um instante foi o suficiente para sangue, poeira e suor se misturarem junto a adrenalina do combate. O fino ardor em minhas pernas martelava enquanto uma nuvem empesteava o local e cobria tanto a minha visão quando a de minha oponente, por pouco tudo não saíra como planejado e esse pouco era mais que suficiente para me causar alguns ferimentos e uma situação nada agravável dentro daquela loja de doces. A insanidade do momento não era nós duas estarmos nos matando por uma garota que muito provavelmente sequer importava para gente, a loucura de fato era tudo isso ocorrer em meio a doces em uma lojinha que muito provavelmente instantes antes de nossas chegada estava povoada por crianças comprando suas guloseimas.

.......~ O doce amargor da vida. ~ — Passava o braço sobre o corte, pressionando lateralmente enquanto a fisgada se intensificava em minha carne, não era profundo, mas tinha acertado perto o suficiente para se tornar um incômodo em batalha. — ~ Isso não pode levar mais tempo que o necessário. ~ — Abrigada perto as prateleiras caídas, me abaixava, meio deitada, meio sentada, mantinha a respiração sobre controle, o pó apenas dificultando ainda mais o processo. —  ~ Ela tem uma bala na barriga e outra na coxa, não vai ir longe, mas não posso ficar aqui esperando essa puta morrer, pode haver um reforço, uma segunda leva de ataque. ~ —  Inconscientemente fitava a vitrine, a rua estava pouco movimentada, as pessoas aparentemente tinham fugido diante de toda aquela arruaça violenta. —  ~ Ou pior, Ay pode estar precisando de minha ajuda e se estou pensando nisso, muito provavelmente ela está também. ~ — Me inclinaria sobre minha cobertura e olharia envolta da loja, procurando possíveis espelhos, peças de metal reflexivas, qualquer coisa que pudesse me ajudar a localizar a arqueira ou no caso a ajudar a me achar, atiraria nos que revelassem minha posição e me manteria atenta nos que pudessem revelar a dela. Ao mesmo tempo apanharia algum objeto próximo a mim, denso e pesado o suficiente para quebrar a vitrine, uma vez tendo alguma noção de onde a mulher estava, atiraria o objeto contra o vidro visando causar um estrondo grande o suficiente para simular a passagem de uma pessoa vitrine a fora e ao mesmo tempo me viraria para o local onde suspeitava estar minha rival.

.......Com armas em punhos, respirando fundo, não perderia tempo, partiria correndo em zigue-zague para dentro da nuvem de poeira, dispararia em qualquer vulto que visse em movimento naquela região, tentando aproveitar da suposta brecha causada pela dúvida entre minha partida ou não do recinto, saltaria por cima das prateleiras se necessário para isso, a cada tiro uma respiração pausada, ajudando a tornar mais precisa a pontaria, procuraria me movimentar e atirar, contornaria a possível cobertura de minha rival e a todo momento seguiria atacando para não dar brecha a suas flechas, ou pelo menos punir qualquer tentativa de contra ataque. Miraria um pouco a frente de seu deslocamento sempre, tentando compensar suas movimentações evasivas e o tempo de deslocamento de meus projeteis, por vez, miraria em regiões do tronco e cabeça dessa vez, a missão era trazer o alvo vivo para casa, não conseguir suspeitos ou informações.

.......Baixando a poeira me colocaria de joelhos, montando a postura de disparo. Alinharia o corpo perfeitamente na direção da mulher de negro ou de sua suposta cobertura, encaixaria a soleira da arma na palma da mão, apoiando a mesma no outro braço para maior precisão e pressionaria lentamente o dedo no gatilho até sentir o martelo da pistola afastar-se de sua área de descanso. Então, lentamente soltaria o ar pela boca, esvaziando meu peito, segurando a respiração, a arma apontada para a região onde a mulher estava, de onde provavelmente viria o ataque.

.......— ~ Preto, branco, azul, não quero saber se o pato é macho ou fêmea, o que quero é o ovo. ~ — Dispararia alvejando a cabeça da arqueira, sentiria o coice da arma subindo e deixaria ela descer, a serenidade em seu corpo e mente. Quando a arma voltasse a sua posição original, novamente miraria a cabeça ou a região onde deveria estar sua cabeça e dispararia, repetindo o processo mais uma vez logo em seguida. Caso a rival se colocasse em manobras evasivas, de zigue-zague  tentaria esperar seu corpo começar a se locomover em uma direção, miraria um pouco a sua frente e então dispararia. Uma, duas, três vezes. Acabando minha ação de ataque, novamente ficaria de pé, recuando alguns passos em pequenos dashs enquanto conferiria quantas balas ainda havia para serem disparadas.

.......Durante esse processo, procuraria ficar atenta caso a mulher resolvesse contra atacar com alguma flechada. Nesse caso então, Rox saltaria para o lado, virando ambas pistolas para a mulher e disparando na direção de seu peito/cabeça. Continuaria a recuar com saltos e a disparar contra a mesma. Até que por fim aquele caos tivesse acabado, para então me aproximar do cadáver ou da mulher bastante ferida, desarmá-la com atenção a qualquer movimento seu e assim colocar a pistola em sua cabeça, caso ainda estivesse viva, falando em alto e bom tom. — ROX!! Podem sair daí de trás já. — O código era esse, esperaria ambas virem até mim e com bastante calma, um pouco ofegante pelo embate, pediria caso a arqueira ainda estivesse viva.  — Por acaso você tem alguma corda aí nos fundos? Preciso levar essa mulher sob minha custódia. — Estando a mulher devidamente detida, executaria algumas coronhadas em sua cabeça para desacordá-la, em seguida rasgaria alguns trapos do vestido, usando-os para estancar meus sangramentos mal e porcamente, em seguida, partiria com Lestria rumo a sua mansão, a missão era levar a mulher com vida para sua residência, e mais que qualquer coisa, a missão era o que deveria ser cumprido, isso era o que eu assim como Ay faríamos.

......."As pessoas morreram pois a população mundial se tornou tão excessiva que não conseguiu se sustentar por muito tempo sem uma nobreza ou fonte de poder de ordem acima delas. Digo, o ideal era o colapso ser gradual o suficiente para que a redução da população ocorre-se mais por causa da redução da taxa de nascimento do que pelo aumento da taxa de morte, o processo que realmente ocorreu, o que hoje chamamos de libertação, foi mais caótico e implicou muito sofrimento. O fato era que queríamos um novo mundo, e o que conseguimos foi um mundo em que ninguém mais gostaria de viver, até hoje não ouso voltar a ilha do dia D."




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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyTer 29 Maio 2018, 15:05


O combate estava se aproximando do fim e Rox entendia a necessidade de acabar aquela luta, pois os ferimentos recebidos não facilitavam nada em uma luta longa. O confronto prosseguiu de maneira estranha, tendo muito barulho e saltos por todos os lados. Roxanne podia escutar normalmente quando seu disparo acertava ou não algo, diferenciando tudo pelo som. Foram poucos os tiros que realmente acertavam a arqueira, mas ao acertarem era certeza que tinha ficado dentro do corpo dela. A atiradora também recebia outras flechas de raspão, porém a luta estava sobre seu domínio e nada poderia a deter. O fim da luta estava bem ali, uma das duas estava no chão enquanto a outra se aproximava cuidadosamente para conferir sua oponente. A agente tinha toda a atenção voltada a arqueira, porém sua percepção estava longe de ser o suficiente para perceber que sua adversária estava apenas fingindo a derrota. A velocidade que ela realizou seu movimento seguinte foi surpreendente, atingindo em cheio o antebraço direito da agente, provocando a queda da arma ao chão. Tal disparo abriu uma janela de oportunidades enorme para a arqueira, que aproveitou desta chance sem medo algum. A mulher tinha uma habilidade incrível de encaixar as flechas no arco, fazendo tal ação com maestria de uma verdadeira arqueira e mostrando assim que sua arma podia ser tão boa quanto a de Roxanne.

Ainda que a velocidade dela estivesse superior, alguém estava ali para ajudar. Antes de a arqueira soltar a flecha, um disparo foi executado e Roxanne conseguiu ver a bala atravessando a mão direita da arqueira, fazendo-a largar seu arco e logo em seguida receber mais um disparo, só que desta vez era na mão esquerda. Dentro da loja de doces só existiam duas pessoas além de Rox que possuía armas, e foram exatamente elas que fizeram aquilo. Tinha sido Lestria, que estava de pé atrás do balcão enquanto a atendente permaneceu abaixada. A nobre possivelmente sentiu ou viu como a luta estava acontecendo e a parte final poderia levar todas elas a morte, sendo necessária ajuda de fora para que a agente conseguisse acabar com o combate. Desta vez foi Roxanne que teve a chance de dominar o combate e fez isto em segundos, pousando a arma na cabeça da criminosa, impedindo que esta pudesse se mover. O pedido da corda foi dado a atendente, que correu até os fundos da loja e trouxe uma grande corda. Calmamente a arqueira perdeu a consciência e foi amarrada sem qualquer resistência.

Eu sinto muito por tudo isso... Sua parceira foi ferida e você também. Realmente sinto muito, me desculpe por tudo isso. – A missão do governo estava para ser completa. A atendente entregou a arma recebida de volta e Lestria decidiu ficar com ela por hora. Roxanne acompanhou a garota até sua casa andando, pois a carruagem já não estava mais no local. Ay poderia muito bem já estar no QG, mas isso pouco importava para a tarefa que Rox tinha de cumprir. Indo de maneira cuidadosa até a casa, sem problemas elas chegavam ao local, onde a nobre levantou sua mão esquerda, entregando a arma para sua protetora. – Eu não posso dar dinheiro nem nada do tipo, seria errado um nobre fazer isso... Mas eu quero que fique com estas roupas. – Por fim a garota entrou em sua casa, sendo recebida por guardas e diversos empregados enquanto a agente seguia sozinha ao QG. Alcançar a construção da marinha não era um problema, mas Roxanne devia decidir o que fazer ao chegar lá, pois a missão já tinha chego em seu fim e a criminosa capturada seria útil ao governo.


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MensagemAssunto: Re: Cães de Aluguel   Cães de Aluguel - Página 4 EmptyTer 29 Maio 2018, 22:09



Cães de Aluguel - Fim.



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......."Nunca lhes confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava aos poucos perdidamente me apaixonando."

.......O som agudo das balas cortando o ar, perfurando as paredes, móveis, piso e carne dava ritmo ao combate. Diabos, fazia tempo desde a última vez que tivera uma batalha tão franca, era excitante, extasiante, um misto da sensação de alvejar e ser alvejada, era aquilo que meus rivais sentiam? A angústia e a ansiedade em meio a cada projétil cortando ar? Não demorava para o combate chegar ao fim, bom, pelo menos era isso que achava até ser surpreendida por uma jogada traiçoeira de minha rival, sinceramente não esperava aquele golpe baixo, a vida seguindo os limites que as leis preconizavam havia deixado minha guarda baixa.

.......Sua puta... — O som dos disparos ecoou no curto silêncio antes de meu próximo insulto, sentia o antebraço queimar fortemente com o virote cravado dentro da carne, sim, arcos eram bem menos eficazes que armas de fogo e nada nunca mudaria minha opinião a respeito disso, mas sem dúvida as flechas eram bem mais traiçoeiras que as balas. — Eu deveria meter uma bala na sua testa!! — Injuriada me erguia, Deus, aquilo havia passado perto, um simples descuido quase custara minha vida, vida essa que uma nobre tinha salvo.

.......Alguns passos a frente da arqueira parava, imóvel fitando suas mãos sangrarem enquanto Lestria agora se mostrava, a fumaça da pólvora ainda deixando o cano de sua pequena pistola. — ~ Por essa eu não esperava. ~ — Encarava a garota agora amarrada, era uma mulher de certa forma bastante comum, trajava uma roupa tipicamente utilizada para ações noturnas e trazia consigo apenas um arco como arma, algo comum à pessoas com aquele estilo de batalha. — Com os olhos fechados assim, nem parece que enfiou essa flecha no meu braço. — Brincava, um pouco descontraída, um pouco dolorida diante dos inúmeros pequenos ferimentos de raspão combinados com a seta que de segundo em segundo latejava entre os tecidos musculares.

.......O caminho até a mansão de Lestria era calmo, se bem comparado ao que tínhamos enfrentado alguns instantes antes, qualquer cenário poderia ser julgado como bastante amigável. — Não se preocupe, só estamos cumprindo nosso dever. — Sorria um pouco mais afetuosa que o normal, nunca havia sido uma mulher de crer em carma ou destino, mas senhor Cristo, alguns minutos antes estava criticando aquela garota e agora devia minha vida a ela, já dizia minha mãe que a língua paga. — Agradeço a gentileza, senhora, passe bem em seus aposentos, obrigado por sua ajuda com esse pequeno imprevisto. — Dizia apanhando a arma e olhando para a mulher ainda desacordada ao meu lado.

.......O quartel general parecia estar calmo como era de costume, o percurso até lá não havia revelado muitos problemas, a não ser é claro a perda de sangue, as fisgadas a cada movimentação, mesmo que leve, do antebraço e, para ser sincera, o incômodo em carregar aquela puta desacordada que  não ajudava em nada durante todo o trajeto. Olha, não foi uma e nem duas as vezes em que pus o cano de minha pistola na têmpora daquela mulher durante o trajeto, seria tão mais simples, uma bala em sua cabeça e tudo estaria resolvido, minha missão concluída, meu salário recebido... Mas afinal, não havia me tornado parte de algo maior? Algo para o bem maior? Bom, se aquela puta estava tentando matar Lestria, poderia também ter informações sobre quem planejava seu sequestro ou execução, poderia me ajudar a retribuir o favor que a nobre havia me feito, não só isso, onde estaria Ay? E se ela tivesse acabado sido pega pelos malditos criminosos? Levada como refém para ser interrogada também? Minha única solução seria levá-la até Dag e justamente isso era o que faria.

.......Bom d... Que horas são mesmo? — Puxava uma cadeira para o lado, sentando-me um pouco cansada, a voz já falhando por conta da exaustão e da perda de sangue. — Temos que parar com isso, toda vez que te vejo estou sangrando, suada e cansada. — Sorria baixinho, olhando para a loira, os cabelos grudando em meu rosto, ao meu lado estaria a arqueira amarrada, desacordada ou o que quer que fosse. — Saímos do restaurante acompanhando Lestria, quando Ay abriu a carruagem notou algo de errado e foi atingida por uma espada, foi atravessada por uma espada para ser mais exata. Peguei o alvo e levei para um lugar seguro, no caminho essa vagabunda começou a nos alvejar com saraivadas de flechas, algumas acertaram, outras não, no fim minhas balas venceram. Trouxe ela aqui por não sei onde Ay está, não consegui procurá-la, estava... Não, estou, fraca demais para isso. Para ser sincera, não sei de onde tirei forças para levar Lestria em segurança para sua casa e ainda conseguir chegar aqui, preciso tirar essa merda do meu braço, preciso ser remendada, e com todo respeito senhora, preciso foder. — Apoiaria a cabeça para trás, esperando as orientações para assim segui-las, priorizaria as medidas de atendimento médico, é claro, depois manteria o repouso, aquele dia havia sido uma merda e para mim já estava na hora de acabar.

......."Privatizaram nossa vida, nosso trabalho, nossa hora de amar e o nosso direito de pensar. Digo, é da empresa privada o nosso passo em frente, nosso pão e nosso salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à nós pertence. Querem me impedir de implantar o projeto Alfa pois as pessoas melhoradas não atendem as suas expectativas, afirmam que são 'máquinas', discordo plenamente, os novos de nós são quem atendem o necessário, os outros que eles chamam de 'normais' é que são as verdadeiras máquinas da sociedade em que vivemos. Eles dizem que nós somos incapazes de sentir, querem tirar nosso direito de amar, para mim pelo menos, sempre foi claro que amar é muito mais complexo que duas pessoas de sexo diferente se envolverem uma com a outra, a verdade é que só quem ama sabe o que é amar e eu ainda estou descobrindo isso junto de minhas criações."



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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


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|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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