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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Aqueles que vendem a paz!

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptyDom 29 Abr 2018, 13:45

Relembrando a primeira mensagem :

Aqueles que vendem a paz!

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Avlis Silva, Ivar e Enzo G. Gazzoni. A qual não possui narrador definido.


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Morningstar
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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySex 22 Jun 2018, 02:27






A nossa mente é uma peça curiosa, digo, por vezes ela nos atrai para as mais variadas e dispersivas coisas do cotidiano e as vezes ela nos trai quando menos esperamos. Quem nunca se viu atolado de tarefas, pensando que todo e qualquer minuto seria crucial para o sucesso ou não de uma atividade? Agora quero que atire a primeira, a segunda e a terceira pedra aquele que nunca em meio a essa pressão de prazos e responsabilidades ficou por minutos ou horas que seja, divagando, sobre a forma que a abelha suga o mel, ou por exemplo sobre como São Jorge acabou na lua com um dragão, AIDS passa pela escova de dente? Céus, faço isso agora no momento enquanto digito, divago e sou engano por meu cérebro e com o jovem Enzo não havia sido diferente já que, diante de tamanha beleza, acabara confundindo alhos com bugalhos.

"Uma de minhas amigas me chamou para te ver passar na rua." Era diferente de: "Ela chamara uma amiga pra me ver passando na rua." Mas, por algum motivo que somente os psicólogos poderão explicar, aquilo era exatamente o que passava na mente do jovem rapaz, em uma profusão de pensamentos misturados a nostálgica sensação de euforia, tensão e tesão. Para alguns talvez o dinheiro fosse um grande atrativo, o fato era que quando trata-se de interesse, as pessoas eram tão variadas quanto a fauna ou a flora de um ecossistema, por exemplo, ao olharem as notas de Enzo, Dinna e Cait demonstraram certa surpresa em especial, se comparada a reação das outras duas garotas, é claro.

Junto das palavras do jovem caçador de recompensas, algumas risadas surgiam no ambiente, boa parte delas vindas da mesa ao lado. – Hoje em dia qualquer maricas com um cartaz pensa que tem o direito de achar que é gente, a maldição da sociedade são esses vermes que o governo paga para trazer nossos procurados, fodam-se, faria de graça, ou pela boceta de uma boa puta. – Um enorme homem de barba densa resmungava, trajava roupas da marinha, ou que um dia pudessem ter sido da marinha, enquanto ao seu lado um rapaz um pouco mais baixo, com sotaque bastante estrangeiro, gargalhava baixinho, fitando com olhos desdenhosos as companheiras do caçador. – Acho que isso ele já tem, meu amigo, acho que isso ele já tem.

O clima na taverna claramente se tornava pesado, diabos, havia um maldito elefante branco dentro daquele salão e em resposta a isso, a ruiva apenas passava um batom de tonalidade vermelho bordô. – Dinna, não... – A voz de Mey tremulava em meio as gargalhadas da outra mesa, o taberneiro abaixava-se procurando algo atrás do balcão enquanto que nervosamente Luci tentava fazer as coisas voltarem ao eixo. -  Gazonni é um nome bonito, é o quê? Dê seu pai ou de sua mãe? – Dinna já estava se levantando enquanto Cait, terminava de virar seu copo em uma longa tragada, antecipando-se a resposta de Enzo. – Não importa se é do pai ou da mãe, Luci, o que importa é que é da máfia. – Havia indiferença na voz da loira, mas clara apreensão nos olhos da mais jovem. Nesse momento o jovem caçador começava a perguntar sobre o whisky e podia simultaneamente notar Mey erguer-se abruptamente, enquanto na mesa dos rapazes Dinna agora beijava o pequeno e falastrão homem com traje da marinha.

Houve silêncio, todas garotas pareciam segurar o ar enquanto viam aquela cena, era carnal, era lascivo e com toda certeza, muitíssimo fora do cont... – Isso vai dar merda. – A voz de Cait era claramente de desconforto frente aquilo e enquanto Mey dirigia-se até a porta sem dizer uma só palavra, a mulher de fios loiros passava algo por de baixo da mesa para Enzo. – Você vai precisar. – As coisas dali em diante aconteceram bastante rápido. Uma caneca de vidro se estilhaçou na cabeça do enorme brutamontes, um mortal para trás foi dado e de repente havia um mar de fios rubros cortando ar, a mesa dos marinheiros virando, a loira virando a própria mesa em que estava, a garrafa de uísque ficando salva apenas pela sede excessiva do caçador ao servir. E, apesar de parecer absolutamente previsível, uma calorosa briga explodia no recinto, enquanto Luci a passos desequilibrados quase caia para trás de susto com a ação de suas amigas, desequilibrando-se sobre sua própria cadeira enquanto Cait energicamente, com a força de um enorme homem, abaixava-se atrás da mesa tombada e empurrava-a rumo a dupla de imbecis. – GOOOOAAAAHHH!! – O som da madeira do assoalho sendo arranhada pela madeira da mesa ribombava pelo local enquanto que ao fundo de tudo aquilo Mey agora trava a porta do estabelecimento com o auxílio de uma simples cadeira. O piano que antes estava parado começava a tocar, quem estava ali esse tempo todo? Céus, uma caneca de vidro era lançada pelo brutamontes e se espatifava na mesa que era empurrada sobre ambos, desequilibrando-os sobre suas próprias cadeiras, Dinna por sua vez apenas saltava por cima do obstáculo, caindo bem próxima a Enzo, que agora portava uma arma de fogo carregada, emprestada por sua mais nova amiga, Cait.

Amigos, uma briga de bar é sempre algo muito rápido, mas aquilo tudo acontecia com uma simultaneidade que qualquer um por fora de toda a intimidade das garotas, jamais imaginaria, exatamente por isso o jovem Gazonni, assim como a dupla rival, ficava por momentos extasiada, perplexa com todos aqueles fatos ocorrendo uns atrás dos outros e ao mesmo tempo, uma insanidade. Mas qualquer surpresa acaba e nesse caso, a investida das mulheres acabou exatamente no momento em que o enorme brutamontes recuperou seu equilíbrio e travou o avanço da mesa que Cait empurrava apenas com o auxílio de uma perna, estabelecendo ali uma clara batalha para ver quem fraquejaria primeiro. – GRRRRI!! ATIRA NESSE FILHA DA PUTA!! – O menor dos dois começava a contornar o obstáculo que tinha a sua frente rumo a posição de Luci, que mantinha-se paralisada em meio a todo aquele horror. – Se mova Luci, ele está armado!! – A voz de Dinna estrondava em gritos em meio ao alto som acelerado do piano, os lábios todos manchados após ter esfregue a boca na manga da camisa. – SE MOVA!! – O que faria o jovem Enzo em meio ao imenso Caos? O enorme brutamontes estava bloqueado em uma disputa de poder contra Cait, mas quanto tempo ela aguentaria empurrar a mesa tombada contra a perna de seu rival? Dinna estava ao lado do caçador, mas Luci estava em uma péssima posição e logo seria alvo do maldito gatuno. E Mey? Onde estava Mey em meio a tudo isso?



OFF:
 


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Beijoqueiro - Azul escuro mais claro:
 
Mey - Morena - Laranja:
 
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Cait - Loira - Amarelo:
 
Luci - Morena - Azul Claro:
 
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Ibn'La-Ahad
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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySab 23 Jun 2018, 21:14

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A sonora advertência provinha de um peito apertado, ronronando o cântico estarrecedor da calmaria antes da tempestade. Que eu me faça furacão! Os falastrões deveriam engolir suas próprias palavras, mas eu não imaginava que fosse eu quem as enfiasse goela abaixo.

Num outro dia qualquer eu já estaria sentindo o peso da pistola colocando todas as minhas forças no dedo indicador direito, prestes a estourar os miolos dos beberrões. A questão é que a noite estava muito boa pra eu estragar com cães do governo. Eu mal sabia que ela ficaria ainda melhor do que antes.

Eu não me importava em ter minhas virtudes questionadas, ser considerado mercenário ou apontado por maricas não são acontecimentos nada ofensivos pra mim, ainda mais quando essas falácias provém de marinheiros tão “santos” e “honestos” que precisam de um termo pejorativo pra se referir a mulheres que não demonstraram interesse por eles.

As meninas, obviamente, não se agradaram com o áspero tom arranhado pelas gargantas encharcadas de álcool dos botas azuis. O irônico é que a Mey, a bela moça que me encontrara sob o voo incandescente dos acendedores, era de ótimos modos e parecia não estar interessada em confusão. Assim como também não pareceu se encantar com o meu quase milhão de berries arrancados do bolso como se fossem merrecas. Que bela mulher. Ela e Luci estavam para a água como Dinna e Cait estavam para o vinho. A loira ainda fazia pouco caso das minhas raízes no submundo do crime organizado. Eu já me distraía com o uísque quando a ruiva decidiu beijar um dos caras.

Oh, droga. Eu já havia presenciado essa cena milhares de vezes nas noites. Viúva negra. Só pude cruzar olhares com a ferreira que me passara uma arma por debaixo da mesa. Analisaria brevemente, olhando-a por cima e tentando decifrar o seu nível de qualidade. Seria uma obra dela própria? Uma pistola? Um revólver? Bem, fosse o que fosse, estando carregada e funcionando eu acabaria me tornando uma fera. A fúria irrefreável que somente um exímio atirador controla: a definição da besta moderna. O verdadeiro assassino. — Obrigado! — Apenas sussurrei, incapaz de saber se a voz vibraria pelo ambiente de tensão palpável e alcançaria seus tímpanos. Se ela não escutasse então eu teria de agradecer com atitudes e por isso engatilhei o presente.

Sendo bem sincero, nem sou capaz de descrever o clímax que foi o estopim da luta. Canecadas, saltos acrobáticos e a minha garrafa quase se perdendo na confusão. Ver a ruiva com toda aquela ginga só me fez pensar “eu PRECISO aprender isso”. Mulheres fortes intimidam homens fracos, mas eu só conseguia ficar mais interessado. Juro que poderia passar o dia inteiro pulando se soubesse fazer aquilo.

O preocupante é que nem todas elas pareciam ser grandes guerreiras. Luci se acovardava e Mey trancava a porta apoiando uma cadeira. Muito sagaz da parte dela. Eu não pude esconder os ânimos quando Cait virou a mesa e empurrou pra cima dos barbados. — Mas que porra... — Eu COM CERTEZA não me veria realizando tamanho feito físico. Não num futuro próximo. Pra falar a verdade eu não estava entendendo nada. Só de vê-las em ação eu já não achava que estar do lado dos caras era uma boa opção, só que agora, vendo o que eu tinha nas mãos... Já era pra eles.

O grandalhão parou a investida de Cait com a perna, isso era previsível tendo em vista seu tamanho... Ele nem se abateu tanto com o caneco de vidro e logo reagiu - o que mostrava sua experiência em batalha. Se fosse minha garrafa eu estaria muito puto, ele nem ligou de perder sua cerveja.  Esses fanfarrões não tinham amor nem pela bebida! Ao que se passava, no mesmo instante o baixinho investia contra a Luci. Que covarde. Foi contra o elo mais fraco da corrente.

O pior é que eu estava num impasse absurdo. De um lado, tinha um armário emburrado medindo forças com uma bela loira franzina e do outro um nanico armado investindo contra a morena indefesa. Eu me via entre os dois confrontos. Só podia aproveitar o que a sorte me deu: agilidade. Mover-me-ia rapidamente entre o caminho que separava o gatuno da garota enquanto disparava na região do estômago do papai urso. Veja bem, mesmo que ele se esquivasse ou bloqueasse, esperava eu que o mínimo desvio de atenção fosse o suficiente pra ferreira derrubar a mesa sobre ele. Se acertasse então seria um bônus e estaríamos quites. Esperava estar na frente de Luci nesse instante e não hesitaria em engatilhar a arma novamente. Caso fosse uma pistola isso significaria que eu estava com sorte.

A verdade é que Cait não era minha maior preocupação, afinal ela parecia saber cuidar de si mesma. Um disparo talvez virasse o jogo. A questão era o filho da puta avançando contra Luci. Que jogo sujo. Eu não podia me esquivar, pois isso deixaria ela indefesa. Eu só podia atirar contra o maldito. No momento em que ele desse um passo, parasse seu pé no chão, então eu puxaria o gatilho. A pólvora e o chumbo que fizessem seu trabalho: abrir um rombo no peito do infeliz assim que estivesse pego pela inércia.

— É assim que aprendeu a lutar na Marinha? Fazendo mulheres de degrau? — Eu podia ser um tremendo filho da puta e esperar ele acertar algum golpe pra então atingir o desgraçado desprevenido, acontece que eu não saberia lidar com a minha própria consciência. Preferia ele rasgando a minha carne do que a culpa rasgando minha alma.

Eu já podia imaginar a cara do médico me recebendo amanhã no consultório de novo. Não tinha nem vinte e quatro horas que ele estava remendando as fendas no meu peito pálido. Acho que é isso que significa ser um herói, né? — Pode contar comigo, lindinha. — Sopraria à plenos pulmões, tentando enchê-la de confiança e quem sabe incentivando a mulher a se mover.

Esquivar-me se resumiria a mover as pernas, quadris, tronco e braços de maneira evasiva, só que sem deixar brechas pra ele fatiar a mocinha. O lema nesse momento era: antes eu do que ela. Não sendo um idiota, evitaria que ele alcançasse pontos vitais do meu corpo, inclinando-me verticalmente e horizontalmente, girando o meu corpo em seu eixo e disparando sempre que visse a oportunidade enquanto tentava causar algum dano mortal à ele. Priorizaria o tronco.

Talvez eu conseguisse atrasar ou distrair ele até a Dinna fazer algo, ou ela mesmo o distraísse pra eu aplicar um tiro no crânio do infeliz. Talvez eu morresse. Talvez no fim da noite eu estivesse todo ferido com quatro mulheres gratas de lingerie tratando das minhas feridas.

A vida é um enorme dado e estou lançando. — Depois disso vamos pra um lugar onde possamos beber sem mais infortúnios, ouviu Mey? Mey? — Onde ela estava? Por que o Sr. Tully não interferira na luta? Que bagunça.



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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySeg 25 Jun 2018, 23:41

Quando bebo além da conta, minha alma fica alerta e os meus olhos brilham mais. Quem me dera todos os dias essa alegria da taberna. Digo, as lâmpadas vermelhas no umbral, o vento dizendo que elas beberam... Pura hesitação, quem conhece intimamente as noites de bebedeira sabe o que as frases acima querem dizer, não necessariamente seu significado em si, mas a situação em que elas surgiram, que, mesmo sendo únicas, podem magicamente, quase que por telepatia, serem entendidas por aqueles que amam uma bêbida, uma briga e uma boa canção.

Aquela noite em Micqueot não era uma noite comum, poderia ter sido não fosse um grupo de garotas enfrentando um par de brutamontes em um combate sanguinário. Havia música, das boas diga-se de passagem, existia bêbida, estava até esparramada no chão, junto a cacos de vidro e sangue, e com toda certeza havia também briga, uma briga nada convencional que se desenrolou de uma maneira unicamente louca. O gatuno avançou contra a morena enquanto Enzo antecipava-se atirando no brutamontes que disputava contra Cait uma espécie de queda de braços, não necessariamente com os braços. A bala acertou o braço musculoso do homem e entrou em sua carne, diabos, como aquela porcaria era grossa, mal houve sangue escorrendo da cavidade, parecia que o projétil tinha entrado apenas alguns centímetros dentro de seu enorme membro, mas não era o ferimento que viria a ser um problema, não, não, não, a distração era o verdadeiro ataque.

O mínimo instante em que a atenção do brutamontes voltou-se para o caçador de recompensas foi o suficiente, apoiando a perna no chão e segurando a mesa por baixo, com um urro estrondoso as veias saltaram para fora do corpo da loira que agora possuía uma tonalidade avermelhada em sua pele mediante tamanha a força que implicava naquele movimento. Santo Deus, ela erguia a mesa com a perna do barbudo em cima e tudo, aquilo o pegava de surpresa fazendo-o se desequilibrar sobre os próprios pés, equílibrio com toda certeza não era seu ponto forte e como um enorme tronco de árvore sendo abatido, de uma só vez Cait terminou de erguer a mesa e o monstruoso veio ao chão. As tábuas de madeira tremeram, o som do piano parou, houve silêncio total na taberna, a não ser pelos grunhidos do barbudo e do som de pequenas lascas de madeira rangendo, rompidas por sua enorme queda. A música voltou.

O impacto podia ser bom para alguns bem como ruim para outros, desequilibrando-se, Luci também caía, indo de bunda no chão, com bem menos danos que aquela criatura meia humana meio estranha, com toda certeza, mas sem sombra de dúvidas tornando a situação de seu protetor ainda pior. Balas para que te quero, a pistola disparou de novo no gatuno que já vinha desequilibrado pelo tremor e a bala errou por pouco, não era sorte nem nada, o fato é que o próprio atirador também tinha sua pontaria prejudicada, não caindo apenas por ter as pernas bem firmes no solo. Então a lâmina veio. O primeiro corte passou na horizontal, e o jovem Gazzoni desviou dela recuando para trás, girando o tronco o gatuno efetuou outro corte horizontal e novamente o jovem atirador recuou, o que mais faria? Estava protegendo a mulher atrás dele, essa era sua prioridade e também sua desvantagem, isso e a velocidade com a qual seu rival imendava golpes um atrás do outro, quase não dando brecha para contra-ataques, quase.

As coisas foram bem rápidas e interligadas, o terceiro corte horizontal do do gatuno se deslocava e prevendo por repetição o que aconteceria o jovem atirador não hesitava e disparva, desviando de igual forma, contudo, havia um obstáculo não incluso no roteiro, esse obstáculo chamava-se Luci. - AAAaaiii!! - Ao saltar pra trás as pernas de Enzo pareceram travar-se a algo, como se alguém estivesse sacaneando ele, se ajoelhando bem atrás de seus joelhos para que outra pessoa empurrasse, o que acontecia de fato não era isso é claro, o pseudo marinheiro havia visto Luci ali no chão, tinha notado o medo e a paralísia da garota e usara ela como parte de sua ofensiva, simplesmente genial, o aliado se tornara um inimigo nas mãos daquele homem. – Filha da puta, você pode ter acertado essa, mas agora você é MEU!! – Durante a queda não ficava muito claro para o herói onde a bala havia de fato acertado, pudera, quem presta atenção nessas coisas enquanto desaba como um abacate maduro? O ombro, a região onde deveria ser a clavícula do marinheiro, agora sangrava, escorrendo muitíssimo mais sangue que o seu aliado, mesmo assim não parando.

Com passos ágeis o homem encurtou o espaço e Enzo no chão agora parecia perplexo com tudo aquilo que acontecia, seu mundo havia congelado? Aquele seria o fim? Pouco a pouco todo o cenário ia se afunilando, os sons tornando-se menos nítidos, a adrenalina tomando conta de seu corpo e sangue, quase não sentindo as dores da queda e em breve não sentindo nad... A música havia parado? ZACIIIIIIII! Uma agulha de no mínimo quinze centímetros atravessava a bocheca do gatuno, ficando presa grotescamente entre ela e seu maxilar, uma ponta para cada lado enquanto urros amorfos, surgiam dos lábios do mesmo, grotescos gritos incompreensíveis de dor e ódio, uma voz obstruída pelo metal e sangue que agora inundava seus lábios e vestes. – S..LUA PLOSTRITURAAA!! – Balbuciava e gritava ao mesmo tempo o homem, fitando agora uma figura conhecida no outro lado do salão, Mey.

A mulher tinha seus cabelos soltos, esvoaçando em madeixas bélissimas ao lado de seu fino rosto, esvoaçando em um semblante ferozmente belo. – Eu não acabei. – Um pequeno brilho surgiu de suas mãos, o que tinha sido aquilo? Os olhos atentos de Enzo mal conseguiam acompanhar o movimento da mulher e logo em seguida um outro gripo pôde ser ouvido. – GRLIIIIAAAAH!!! – Uma agulha havia se crivado no joelho do homem, fazendo-o ir também ao chão para ficar face a face com o herói, olho no olho com Enzo. Existia medo, hesitação, e então ao tentar se mover para trás, houve terror e dor. O que o rapaz Gazonni faria naquela situação? Vendo que a sua frente estava um homem já vencido e em sua diagonal agora aquela aberração da natureza, um pouco sem jeito, se erguia, sendo cercado por Dinna e Cait, loira e ruiva, duas feras, leoas em torno de um javali. – GYAHAHAHAHA!!! Vocês foderam ele mesmo, foderam ele com força. Mas agora é minha, MINHA VEZ!! – Onde estaria Tully? Seriam aqueles homens marinheiros de verdade? Estaria Enzo pronto para o que a vida de um pirata tinha a esconder?
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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySeg 24 Set 2018, 16:08

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“Atire. De novo. Atire mais uma vez. Vamos, não erre. Não deixe que passe impune. Não tenha piedade, pois eles não teriam contra você. Não seja misericordioso e não se coloque no mesmo patamar que homens como eles.” Puxaria o gatilho. — Morra, vagabundo. — Buum. Escutaria a pólvora queimar e o projétil atravessar o duro crânio, passar pela massa encefálica mole e pegajosa até que abrisse um rombo na nuca e encontrasse seu destino contra o assoalho do estabelecimento. Era isso que ele merecia por ter me confrontado.

Só de pensar em meu primo sentado, rodeado por homens com armas eu seus ternos caros prontos pra dar a vida por ele enquanto eu apanhava num bar e era protegido por duas mulheres... já sentia o ódio correndo com o sangue italiano pelas veias finas. Ouvindo o bravejar do brutamonte eu carregaria o pente e partiria em sua direção descarregando tudo que podia: dois no estômago, dois no peito e uma na cabeça. O que sobrasse seria descarregado contra o tronco pra deixa-lo como um queijo suíço ou uma peneira, o que melhor pudesse parecer aquela montanha de carne.

—Sua vez? Ora, não fode. — Prostrar-me-ia diante do corpo moribundo e se não estivesse morto alojaria uma bala em sua cabeça. — Escutem-me, garotas, eu não queria que passassem por isso. Foi mal. Acho que agora podemos voltar a bebedeira até que alguém alerte a marinha e eles venham até aqui esclarecer as coisas. — Apesar da fala mansa, sabia que isso poderia ter graves consequências e me transformar num ser da mesma estirpe daqueles que eu caçava: um criminoso. Eu não era inocente o suficiente pra pensar que a marinha relevaria o fato de que eu havia matado um deles e se isso viesse à público eu poderia ter meu sonho destruído por essa noite de bebedeira.

Agora era hora de me compensar. Dar a outra face é pra idiotas. Eu daria na outra face. — Bem, acho que vou ter de adiantar meus planos. Eu estava esperando as coisas se acalmarem e minhas feridas cicatrizarem pra que pudesse ir atrás do criminoso que está matando civis por aí, mas acho melhor encontrá-lo o quanto antes. Talvez isso alivie minha barra com a marinha. — Abriria o cartaz e debruçaria meus olhos sobre a faceta do assassino, memorizando pra que soubesse quem encher de chumbo.

Clic. Clac. Trocaria o pente, lançando um último olhar sobre a baguncinha no bar. — Obrigado pela ajuda meninas. Me encontrem na sede da Família Gazzoni daqui uma semana e ela com certeza será minha novamente. Preciso de pessoas competentes e astutas como vocês do meu lado. Estamos combinados?

Deixando o ambiente que já tinha se tornado pesado, prostraria-me na escuridão distante dos postes de iluminação e vestiria o capuz. Acenderia um cigarro numa manobra rápida e treinada de saque de isqueiro. — Calma, Enzo. — Dizia pra mim mesmo — vai dar tudo certo, logo você estará sentado na antiga poltrona do seu velho com um relógio de dez milhões de berries, um bom whisky e o melhor cigarro. Essa maré de azar vai passar. — Sentiria a mão com o cigarro tremer enquanto tentava por crédito em minhas próprias palavras. Via a fumaça subir e se dissipar enquanto desfrutava daquele curto momento de paz. Andando na escuridão de olhos e ouvidos abertos, esticaria a manga da blusa até que o elástico se rompesse e ficasse largo, deixando que ocultasse a pistola carregada na mão direita. Atento ao entorno, procuraria pelos pontos mais sombrios onde poderia encontrar a minha caça. A cabeça desse assassino tão perigoso era tudo o que eu precisava pra me firmar no mercado de caçadores, conseguir renome e ser reconhecido pelos meus atos. Logo estaria sendo chamado de Don e tratado com a cordialidade que merecia, apesar da pouca idade. Controlaria a respiração e a ansiedade, sabia que precisaria estar com o dedo firme se meu inimigo aparecesse e de vez em quando lançava olhares discretos sobre os ombros pra ver se não vinha ninguém por trás.



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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySex 28 Set 2018, 00:01

Enzo G. Gazzoni

Aqueles que vendem a paz!


[01/??]

Depois do grito do homem sobrevivente, Enzo teve uma série de pensamentos que o motivavam cada vez mais em matar o homem que estava à sua frente, além do provável trauma de quase ter sido morto pelo mesmo, que agora se encontrava em um estado deplorável para uma pessoa. Quando não aguentou mais, o atirador apertou o gatilho enquanto gritava palavras odiosas ao homem, que no momento parecia estar pronto para morrer, apesar de não ser o que desejava para seu futuro. Por conta da distância, o Gazzoni acabou por não ter problemas para acertar o crânio do homem que se dizia ser um marinheiro, depois do projétil ter acertado seu crânio, o gatuno finalmente tombou no chão, espalhando uma boa quantidade de sangue no piso de madeira próximo ao cadáver. Com essa visão, o grandalhão rosnou com muita raiva, pois jamais imaginaria que seu parceiro perderia a vida em uma briga de bar, ainda mais tendo controle da situação, aparentemente, mas infelizmente não tinha nada que poderia fazer, pois sentia que seria atacado pelas duas mulheres que lhe cercavam caso demonstrasse que começaria uma nova briga. Fora o rosnado do estranho homem, o bar estava em silêncio, que foi quebrado não muito depois pelo trocar de pente da arma que o caçador mantinha consigo.

Cego de raiva, que vinha de outro motivo que não seu primo, Enzo ia para cima do brutamontes, que naquele momento quase teve vontade de implorar por sua vida, mas seu orgulho não deixaria que fizesse tal coisa. Mas antes que o mesmo pudesse fazer alguma coisa, Cait, a loira que havia lhe entregado a arma que segurava no momento, entrara na frente do rapaz, que parou sua corrida abruptamente. - Não se preocupe com esse aqui. Vamos cuidar dele. – Disse a loira dando um olhar nada agradável para o grandalhão, que se apavorou com isso, pois não sabia o que poderia acontecer consigo dali em diante.

Já que não podia mais matar o brutamontes, o Gazzoni disse para as mulheres que ali estavam. - Escutem-me, garotas, eu não queria que passassem por isso. Foi mal. Acho que agora podemos voltar a bebedeira até que alguém alerte a marinha e eles venham até aqui esclarecer as coisas. – Mas a resposta que uma delas deu não era exatamente o que o caçador parecia esperar. - Agora não é hora para isso. Eu não posso te dizer se eles eram marinheiros de verdade ou apenas impostores. Por isso não podemos ficar aqui. Vamos nos separar, então siga seu rumo de uma vez. – Disse levemente exaltada Mey, indo na direção de Luci, que ainda estava prostrada no mesmo lugar onde tinha atrapalhado a luta de Enzo.

Como o caçador não tinha muito o que fazer, acabou por dar mais uma olhada no cartaz do criminoso que faltava capturar antes de voltar-se mais uma vez para as mulheres que ainda estavam no bar. - Obrigado pela ajuda meninas. Me encontrem na sede da Família Gazzoni daqui uma semana e ela com certeza será minha novamente. Preciso de pessoas competentes e astutas como vocês do meu lado. Estamos combinados? – Com uma mistura de agradecimento com uma proposta, todas levantaram uma sobrancelha estranhando o convite, mas a primeira a se pronunciar foi Dinna. - Não pense nisso agora. Primeiro temos que fugir daqui de uma vez, depois nós pensamos sobre isso. – Após sua fala, a ruiva virou para uma porta de saída lateral esquerda do bar e junto com Cait, saiu escoltando o sobrevivente, que cada vez mais sentia medo do que fariam consigo. Depois da chamada que recebera, Enzo acabara por realmente tomar um rumo e saíra por uma saída nos fundos do bar, enquanto Mey e Luci saíram por uma pequena saída que havia na parede direita do bar, e fora nesse momento que Tully levantara de trás do balcão aonde tinha se abaixado pouco antes da confusão se iniciar. - Quem vai limpar essa bagunça no meu bar? – Gritou o proprietário do local.

Do lado de fora, o frio dera uma brecha, não que o frio se fora, mas o suficiente para que se pudesse caminhar sem congelar. Além disso, a noite já seguia alta na ilha de Micqueot, e o breu fazia com que menos pessoas se encontrassem nas ruas, pouquíssimas na realidade, já que o serial killer que estava à solta na ilha amedrontava quase que todos os cidadãos, apenas os mais corajosos se mantinham nas ruas aquela hora. No intuito de se manter parte do ambiente, Enzo pôs um capuz de sua vestimenta por cima de sua cabeça e acendeu um cigarro, o qual utilizou para aliviar seu vício momentaneamente, além de tentar diminuir o nervosismo que sentia, já que os objetivos que tinha em frente não lhe pareciam ser nada fáceis, além de não ter um caminho claro a ser seguido, tirando o fato de ter de enfrentar seu primo pela possível liderança da família Gazzoni.

Depois de se manter um tempo imóvel, aproveitando a paz momentânea que a nicotina causava em seu corpo, o Gazzoni descartou o cigarro e começou a andar em frente, mas não antes de dar um jeito de conseguir arruinar a manga de sua vestimenta do lado direito, de uma forma que pudesse esconder a pistola que estava na mão destra. O tempo passava rapidamente, já que o caçador se movia nas sombras que os lampiões nas ruas lhe proporcionavam, além de forma devagar para não ser surpreendido por algum suspeito na rua, principalmente o homem que era seu alvo. Os barulhos noturnos, que pareciam estar mais alto devido à falta de pessoas nas ruas, faziam com que Enzo muitas vezes tivesse que virar sua cabeça na direção do barulho, tentando não ser surpreendido. Não se soube se foi distração ou se realmente houve alguma coisa na direção, mas o Gazzoni acabou por olhar para a camada de neve que cobria as ruas de Micqueot por tempo demais, e assim que voltou a si, dois homens estavam parados, um de cada lado, e apontavam uma pistola para sua cabeça. - Quem é você, e o que faz nesse lugar a essa hora, suspeito. E tire seu capuz para vermos quem é você! – Ordenou o homem que estava do lado direito do caçador, e o que estava do lado esquerdo completou a fala do parceiro. - É bom você não fazer nenhum movimento bruco ou suspeito, porque não vamos exitar em atirar em você. – A voz firme do homem indicava que a ameaça não era em vão.


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySex 28 Set 2018, 01:57

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A outrora quase doce garota havia sido mais ríspida do que imaginei que poderia ser com alguém que lhe paga a melhor bebida da casa. Despertou-me uma fúria interior tão grande que se externizou e tampou meus ouvidos quando o dono da modesta taberna perguntou sobre quem faria a faxina. Tratei de dar de ombros e dar o fora, beijando o frio arrepiante da cidade noturna.

Talvez fosse minha imaginação, a paranoia de um desentendido caminhando sozinho no completo breu nas ruas desertas de gente, mas virei a minha cabeça atrás de um estranho barulho mais de uma vez. É nessas horas que um dedo gélido percorre a espinha e os pelos da nuca se ouriçam fazendo meu dedo tremer ante o gatilho. A questão é que quando me dei por mim não era a minha pistola que estava prestes a ser disparada. — Uou, rapazes. Vamos com calma. — Diria-lhes mostrando que não esboçava nenhuma reação ofensiva. Eu até poderia trocar tiros se tivéssemos distantes, mas não arriscaria com o cano contra minha testa e nem conseguiria correr no chão coberto de neve. Tiraria o gorro com delicadeza, sem demonstrar qualquer movimento brusco.

Lembraria amargamente que numa situação dessas valia citar que era um Gazzoni e mesmo se fossem inimigos eu seria entregue. Estourar a cabeça do filho do Don era declarar guerra. O caso é que o antigo Don não está mais entre nós e Giancarlo entregaria uma gorda recompensa pra quem arrancasse minha cabeça de cima dos ombros. Era hora de dizer meias-verdades, informação demais é pedir pra morrer. Entendi que declarar que caço foras-da-lei pra homens desses também poderia parecer uma afronta. — Meu nome é Enzo. Eu estava bebendo um pouco, mas já deu minha hora no bar. — Explicaria-lhes. — Desculpe, mas não gosto muito que apontem armas na minha cabeça, sabe? Fico meio desconfortável. — Diria gesticulando com a mão esquerda num sinal apaziguador. Daria uma olhada sobre o rosto deles, suas roupas e características mais marcantes. Pagariam caro por isso quando eu me tornasse Don Gazzoni. Nada passaria impune e eu não poderia deixar homens se gabarem por aí que apontaram uma arma na minha cabeça, afinal isso seria horrível para a moral nos negócios.

Merda. Por mais que eu entendesse a necessidade de ceifar uma vida ou outra eu não me divertia estourando miolos por aí. É sempre trágico arrancar uma vida, contudo às vezes a situação me coloca em xeque. O próximo passo seria ir até a mansão dos Gazzoni e chamar passar pela porta da frente. Provavelmente não seria bem recebido, mas faria questão de conversar com Giancarlo pessoalmente.

— Eu quero falar com Giancarlo. Rápido. Não desonrem a memória do Don me afrontando.  — Diria pra quem quer que me abordasse, logo em seguida tiraria os sapatos e a jaqueta. Não esperava que meu próprio primo me matasse na frente de todos, pois isso não seria aceitável de uma forma geral. Era hora de conversar e mostrar que eu merecia o posto de líder da família. Eu iria convocar uma reunião geral. Pouco tempo atrás decidi que me tornaria um grande caçador de recompensas e esfregaria isso na cara deles, no entanto vi que estavam me negando um direito inato como herdeiro, mesmo que alguns carcamanos não me vissem assim.

— Quanto tempo, primo. Aposto que temos coisas pra resolver, não é mesmo? — Acenderia outro cigarro e daria uma longa tragada jogando a fumaça contra o teto. — Não tem ninguém nessa casa disposto a nos servir algum whisky? A família já não é mais a mesma. Não é assim que se recebe um parente distante. —  Outro longo trago. — Bem, como vão as coisas? — O tom de prepotência seria eminente já que não tinha outra coisa pra lhe entregar senão meu desprezo. Precisava deixar claro do porque estava ali, por mais que pensasse que ele já soubesse. Não estaria com a pistola na mão, porém deixaria-a visível na cintura. Não queria que isso terminasse num banho de sangue, no máximo pretendia tomar o que era meu e colocá-lo apenas como um protegido da família, sem influências pra tentar aplicar outro golpe e tomar meu poder. Era isso ou arrancar seus miolos pelo ouvido.

Colocaria os meus pés sobre um apoio qualquer, apoio de poltrona vazia, centro de mesa ou até sobre a mesa de um escritório. Independente de onde estivéssemos. Bateria o cigarro num cinzeiro e se não tivesse improvisaria um copo. — Você não sabe como é ruim morar numa estalagem. Achei que eu deveria me mudar pro quarto do Don. — Isso era o mais cruel e direto que eu poderia ser. A língua afiada me faria ganhar alguns pontos e Giancarlo perder se não respondesse a altura. Desde pequenos ele sempre foi um covarde acuado usando de meios sórdidos pra conseguir o que quer. A única coisa que ele tinha melhor que eu aparentemente era não ser um bêbado mulherengo.

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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptyDom 30 Set 2018, 03:20

Enzo G. Gazzoni

Aqueles que vendem a paz!


[02/??]

Após ser abordado pelos dois homens que lhe eram desconhecidos, Enzo de imediato pediu calma, o que quase fez com que um dos homens desse uma risada, que acabou por ser parada em seu nariz, apesar do pedido já esperado, nada foi feito e pouco antes de levantar seu capuz, uma expressão nada agradável parecia ter passado pelo rosto do mais novo dos três homens. O Gazzoni, que não era bobo, levantou o capuz de sua vestimenta com a mão canhota, pois caso o fizesse com a outra, a arma que segurava estaria à mostra e isso só faria com que a situação ficasse ainda mais tensa para seu lado. Depois de se desfazer do pano que cobria sua face, o caçador assou alguns segundos pensando no que deveria falar, já que deveria tomar muito cuidado pois uma palavra dita fora do lugar poderia fazer com que sua vida se esvaísse. Quando os homens estavam a perde a paciência, o atirador começou a falar, explicou que estava em um bar, e fez uma espécie de pedido para que tirassem-lhe as armas de sua cabeça, o que foi feito depois de um tempo analisando a expressão do rapaz, que secretamente em sua mente passava o que faria com os homens que lhe importunavam quando chegasse ao poder da família Gazzoni, que era seu objetivo. Vendo que não tinha nada de errado com Enzo, os homens o deixaram passar sem problemas, mas um deles, o que tinha lhe interrogado primeiramente sussurrou para seu comparsa. - Devemos ficar de olho nesse moleque, eu tenho a impressão de que ele pode nos trazer problemas. – Depois disso os homens perderam o atirador de vista.

Parecendo estar apressado, Enzo começou a caminhar na direção de um local que deixara não fazia muito tempo, a mansão do Don, que era comandada por Gaincarlo no momento, mas acabara por perceber que estava longe da mansão ainda, e andar rápido só desgastaria seu corpo, ainda mais que a camada de neve que estava nas ruas era grossa o suficiente para atrasar a caminhada do rapaz. Mas como uma hora se alcança o lugar almejado independente do tempo que se demorava, o Gazzoni finalmente chegara a sua antiga morada, e antes que um dos guardas o abordassem, o caçador se adiantara nas palavras. - Eu quero falar com Giancarlo. Rápido. Não desonrem a memória do Don me afrontando. – Com a frase veio uma entonação na voz do mesmo que a muito os guardas não ouviam, o rapaz estava decidido do que fazer.

Após passar pelos portões, Enzo chegou num hall, e após este uma sala de espera, que ainda era bastante luxuosa, o espaço era grande o suficiente para caber uma ala hospitalar inteira, mas ao invés disso, havia uma espécie de sala de descanso do Don, com diversos sofás e poltronas, vários cinzeiros, algo indispensável na mansão, já que em todo lugar que se ia havia algum fumante, e bem no centro da sala, uma enorme mesa, com espaço para mais de vinte pessoas se sentarem confortavelmente. No canto direito após o arco que fazia a transição entre o hall e a sala de espera, havia um pendurador de roupas de um design bastante incomum, para boa parte das pessoas ao menos, e foi no mesmo onde o atirador deixou os sapatos e a jaqueta, antes de se dirigir a um sofá, que ficava de frente para uma poltrona, que já era ocupada por Giancarlo, que olhava para o primo com um sorriso debochado na face, no entanto não se pronunciou até que Enzo terminasse de falar primeiramente.

O caçador primeiro cumprimentou o primo enquanto acendia um cigarro, e reclamava da hospitalidade da mansão já que não viera a ter um copo de whisky em mãos, nesse momento parou momentaneamente para apreciar um pouco do fumo que tragava, antes de voltar a perguntar como andavam os negócios da família. Por mais que tentasse era inevitável que seu primo não soubesse o porquê do mulherengo estar ali, já que Giancarlo sempre procurou estar um passo à frente daquele que disputaria o cargo de Don da família Gazzoni, mas, mesmo assim, somente continuou olhando o primo com seu sorriso debochado, esperando que isso fosse o suficiente para irritá-lo. Depois de um tempo esperando uma resposta, que não veio, de seu primo, Enzo apoiou as costas no braço direito do sofá enquanto esticava as pernas no assento do móvel, enquanto terminava seu cigarro e o apagava em um cinzeiro próximo de si.

No momento, o clima parecia estar o mais tenso possível quando o atirador disse com a maior arrogância que conseguiu no momento. - Você não sabe como é ruim morar numa estalagem. Achei que eu deveria me mudar pro quarto do Don. – E quando pensava que a situação ficaria ainda mais tensa, Giancarlo solto uma alta gargalhada, quebrando completamente o clima. Muito bom primo, eu sabia que esperar seria o melhor a se fazer. Agora eu pude vê-lo voltar se arrastando como um cão sarnento de volta para a família. – No final da frase, o herdeiro da família deu seu sorriso mais venenoso para o primo, e numa atitude que poderia ser esperada ou não pelo caçador, Giancarlo cruzou as pernas e recostou suas costas na poltrona, antes de virar-se para seus guardas. - Guardas, ele trouxe-me a oportunidade que eu tanto esperei. Matem-no agora. – Alguns guardas se mantiveram no lugar momentaneamente, já que eram tão leais ao antigo Don, e sabiam que não era aquilo que o mesmo quereria para seu filho adotivo, mas um deles avançou rapidamente, já que odiava o fato de um moleque qualquer das ruas pudesse ter a chance de e tornar alguém que pudesse se tornar o herdeiro da família, e não ele, que era filho de um dos membros mais importantes da família.

Mas antes que o mesmo pudesse fazer qualquer coisa contra Enzo, um outro homem, vestido com o uniforme dos cozinheiros saiu em disparada da cozinha, que ficava em um cômodo adjacente à sala de espera, e logo que chegou perto do guarda que pretendia tirar a vida do atirador, o homem chamado Ferrino Damaceno, um antigo conselheiro da família, e que era à favor à ascensão de Enzo a chefia dos Gazzoni, mas acabou por ser retirado do concelho assim que Giancarlo assumiu a chefia da família, virando um dos cozinheiros. - Maldito Giovanni, eu não vou deixar você encostar um único dedo no filho do Don. – Esbravejou o Damaceno, para o espanto de Giancarlo, que havia esquecido da existência do mesmo, que chegando perto do guarda chamado Giavanni, desferiu um potente direto no estômago deste, que desabou no chão com a mão no local, tentando recuperar seu fôlego. Vendo uma brecha para uma rápida fuga, o grandalhão pegou Enzo nos braços e correu até a despensa, que ficava atrás de uma porta na parede do lado esquerdo da sala de espera, o único aposento naquele local.

- Se você quiser escapar vai ter que matar alguns deles, ou então vai perecer diante da ganância de Giancarlo. O quê vai fazer? – Perguntou Ferrino, olhando de forma séria para o atirador, que estava em uma encruzilhada no momento.


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptySeg 01 Out 2018, 11:26

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O retorno do filho pródigo, mas desta vez não fora recebido pelo pai. Estar na mansão outra vez seria incrível se não fosse o maldito Giancarlo que rebatia as palavras que proferi com a mesma impertinência. Cão sarnento? Ora, eu esperava mais criatividade. A única coisa que eu não esperava – ao menos não queria acreditar – é que ele colocaria os homens do meu pai contra mim. Estava prestes a sacar a pistola com a destra e cavar um túnel pela massa encefálica do Giovanni, aquele que ousou me desafiar à ordem de Giancarlo. A questão é que, surgiu das entranhas da cozinha, o único homem vivo que eu ainda confiava: Ferrino Damaceno. O brutamonte em seu traje de cheff arremessou o seu punho que mais parecia um martelo de bater carne no estômago do mauricinho. Aquela montanha de carnes me carregou que nem um saco de batatas até a despensa, lembrando-me de quando era criança e ele fazia o mesmo. Num segundo fui abduzido da sala de espera enquanto ganhava um aliado. — Ora Damaceno, seu maldito troglodita! Venha cá! Me dê um abraço! — Daria-lhe um apertado abraço e logo em seguida a face afetuosa se transformaria numa carrancuda máscara, mas é claro, o ódio não é direcionado pro meu fiel companheiro. — Não acredito que aquele filho da puta te transformou num cozinheiro. Você construiu essa família junto com o Don. — Repulsaria indignado. Escutando suas palavras eu prontamente rebateria:

— Ah, perdão, não pretendo escapar. Eu vim aqui atrás da cabeça do Giancarlo e da poltrona de Don. Eu até pensei em poupar a vida dele em recordação do meu pai, mas não posso fazer isso depois que ele te transformou numa lavadora de pratos. — Olharia-o de cima à baixo — se bem que o avental lhe caiu bem. GYAHAHAHAH! — Gargalharia olhando pro homenzarrão. — Eu não vou poupar aqueles que escolherem o Gian sabendo das vontades do meu pai. Se eles decidirem me confrontar eu pesarosamente os mandarei pro inferno. — Desta vez ergueria a voz, tentando fazer com que as palavras transcendessem o cômodo em que eu estava e atingissem os ouvidos atentos na sala ao lado e abalassem a determinação dos opositores. Carregaria as duas pistolas e deixaria uma de reserva na cintura de fácil acesso pra que eu pudesse pegar quando a primeira estivesse vazia e ambas totalizavam dezesseis disparos.

Posicionaria-me de fronte à porta, sabendo que cruzando-a estaria dando início ao tudo ou nada. Olhando-o por cima dos meus ombros carregados dum fardo familiar, giraria a maçaneta cuidadosamente e chutaria a porta. O primeiro que viesse em meu encontro seria alvejado por dois tiros no tronco com intervalo breve, esperando que ele entrasse em inércia após um passo ou movimento brusco pra que pudesse aumentar minhas taxas de sucesso. Fragilizar um oponente seria metade do caminho pra que Damaceno enfiasse a porrada no desgraçado. Se um deles estivesse com uma arma de longo alcance eu usaria de barricadas: a parede, móveis grandes e coisas do tipo. Com olhos e ouvidos bem atentos, recuaria na hipótese de um lutador corporal avançar enquanto eu me escondia e nesse meio tempo dispararia em resposta à sua investida metendo chumbo em suas pernas; acertar e prejudicar os seus movimentos seria um convite pra finalizar com um tiro na cabeça.

Só usaria a segunda pistola se não tivesse tempo de recarregar a primeira, isso é se eu estivesse exposto e sendo alvejado por ataques. Vindo de um inimigo de curto alcance eu prontamente recuaria meus pés enquanto giraria o tronco e quadril pra me esquivar, envergando-me pra trás se necessário. Cogitando que pudesse ser atingido, usaria desse intervalo pra açoitar o malfeitor com um tiro na cabeça.

Veria se algum deles estava posicionado debaixo de um lustre, por exemplo. Rapidamente atiraria na sustentação do mesmo pra fazer com que desabasse sobre meu oponente; caso ele se esquivasse eu usaria do momento de distração pra disparar quatro tiros em seu tronco. Atiraria também em quem confrontasse Damaceno se esse se expusesse, usando dos meus conhecimentos médicos pra acertar no ponto mais frágil e prejudicial evidenciado.

Tendo em posse o cenho de um templário com fé inabalável em sua cruzada, galgaria o que houvesse entre mim e Giancarlo disparando em suas pernas; não queria que morresse - por enquanto. — Levante as malditas mãos, filho da puta! — Estrondaria segurando firmemente a pistola, esganando seu punho entre os dedos compridos e gélidos e apontando pra cabeça feia do novo Don. A devoção descrita em meus olhos pareceria mais afiadamente hostil que o cano da .38 carregada. — Não me faça emacular a poltrona do meu pai com o seu sangue ou lhe buscarei no inferno apenas pra te matar mais uma vez.

Daria um solavanco no braço e dois tiros no plexo solar se ele tentasse alguma gracinha ao ponto em que me afastaria enquanto amaldiçoava-o — Não se mexe, desgraçado! Temos muito pra conversar antes de eu espalhar os seus miolos no carpete. — Esperaria ele implorar por misericórdia ou coisa do tipo, sabia que não tinha outra escolha senão acabar com sua vida. Assim que ouvisse-o clamar como uma mocinha eu prontamente saberia que estava tomando a decisão correta e então o mataria cravando uma bala entre seus olhos.

Viraria pra Damaceno e daria as ordens quando o confronto estivesse acabado. — Droga, isso aqui tá um caos. Chame TODOS. Quero-os aqui pra jurar lealdade à mim sobre o cadáver de Giancarlo. Também preciso que analise o relatório dos últimos meses e me dê o parecer de como estão os nossos negócios: contrabando, jogos de azar, refinarias e o pizzo. — "Pizzo" era uma taxa cobrada dos negociantes em troca de proteção. Era o negócio principal de toda família mafiosa. Sentaria na poltrona e acenderia um cigarro tentando descongestionar os pensamentos.

— Faço questão de saber quanto cada comerciante está nos pagando e os que estão atrasados. Perdoe somente os que perderam parentes recentemente, no entanto os tire uma única parcela. — Uma longa tragada enquanto olharia a papelada — e Damaceno, pelo amor de Deus, eu não quero o meu consigliere usando avental. — O sorriso se espalharia de orelha à orelha em meu rosto, feliz, apesar do trabalho que tinha pela frente.

Quando todos chegassem eu levantaria-me e estenderia a mão pra que fosse beijada na cerimônia em que eles me aceitariam como padrinho. — Quero que vocês entendam que estou fazendo a vontade do meu pai. — Diria cordialmente. — Você — apontaria pra um novato qualquer — busque um dos ternos dele pra mim. — Quero que aumentem o recrutamento de homens pra nossa causa. E no fim da noite me apresentem um relatório de como andam seus negócios. Estão dispensados. — Assim que saíssem eu me viraria pra Damaceno. — Marque uma reunião amanhã de tarde com nossos contatos políticos e outra de noite com os marinheiros que estão na nossa folha de pagamento. Preciso que os nosso aliados saibam que eu estou no poder e conheçam minhas propostas. Também quero saber como as outras famílias estão desde que Giancarlo assumiu o poder. Ah, mande alguém atrás de garotas chamadas May, Dinna, Cat e Lucy. Quero-as aqui, tenho algo pendente com elas.

Esperaria que Damaceno agilizasse essas coisas e que os homens terminassem seus trabalhos pra vir me entregar o feedback, enquanto isso analisaria os papéis e tentaria entender o que havia ocorrido durante o mandato do meu falecido primo. Precisava disso antes de ir tirar uma boa noite de sono. Era hora de deixar a família bem, precisávamos abandonar grandes negócios criminosos como o tráfico e deixá-los apenas para aqueles que posteriormente fôssemos caçar e lucrar em suas cabeças com uma gorda recompensa. Estava na hora de usar Família Gazzoni em prol da ilha de Micqueot. Gesticularia convidativamente pra que Damaceno se sentasse e depois que ele me dissesse tudo que pedi faria um último pedido — Quero que vá pessoalmente até a fábrica de vinhos amanhã e diga ao dono que quero conversar com ele. A minha intenção é ajudar essa cidade e ele é o aliado mais importante que poderíamos ter. Traga-o para o café. Não esqueça de avisar aos cozinheiros pra preparar um banquete. — Destacaria duzentas mil berries em notas e o entregaria. — Isso é pra cobrir os custos, não sei como estão os cofres da família. — Depois disso aguardaria a chegada dos outros com os relatórios.

Quando eles chegassem eu escutaria o que tinham pra dizer e analisaria-os com calma olhando no fundo dos seus olhos. — Eu não quero mais que essa família tenha ligações com tráfico, prostituição ou assaltos. Das atividades ilícitas por enquanto só prosseguiremos com o contrabando de especiarias. Quero homens à paisana guardando as regiões aonde arrecadamos o pizzo pra que os comerciantes saibam que estão seguros enquanto forem nossos contribuintes. Amanhã terei uma reunião com os nossos contatos na Marinha e no dia seguinte lhes direi como punir aqueles que não nos pagarem o pizzo. O valor, lembrem-se, é de cem mil berries semanais para as lojas e dez mil berries pra comerciantes nas ruas.

Concluindo as minhas palavras deixaria que eles dessem suas opiniões.
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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! - Página 6 EmptyQui 04 Out 2018, 00:07

Enzo G. Gazzoni

Aqueles que vendem a paz!


[03/??]

Depois do aviso dado pelo cozinheiro, Enzo revelou o que pretendia ao mesmo, pois tinha confiança no grandalhão, já que o conhecia desde que era mais novo, Ferrino não se opôs ao pensamento do Gazzoni, já que também não concordava com Giancarlo na liderança da família, mas esperava usar métodos menos violentos, mas se resignara de que aquele era o momento certo para tirar o usurpador dos assuntos da família.

Já que tudo estava acertado, Enzo já quis partir para a ofensiva, e com um belo chute na porta que lhe dava refúgio, assustou alguns dos guardas que estavam próximos, pois acreditavam que o mesmo fugiria em invés de enfrentá-los, e fora o fato de que teriam de seguir as ordens de Giancarlo, já que se o mesmo continuasse no poder após toda a confusão, a primeira coisa que faria seria matar os rebeldes que ousaram desafiar suas ordens. Com o susto inicial, um dos novatos estava de frente para o caçador, que sem perder tempo realizou dois disparos, que visavam o tronco do rapaz, mas o mesmo se recuperou do susto rapidamente e começou um pequeno rolamento para o lado direito, mas não com antecedência suficiente, e seu braço esquerdo foi perfurado no meio do bíceps pelo primeiro disparo, para a sorte do mesmo, que era destro, já que isso não lhe atrapalharia futuramente no embate contra o filho do Don.

Com a tentativa frustrada, o jovem Gazzoni acabou por ficar desprotegido perante o mesmo homem que acabara de ser alvo do atirador, mas antes que o mesmo viesse a fazer alguma coisa, Damaceno surgiu com uma espécie de dash, e com um soco tão pesado quanto um porrete, lançou o guarda a alguns poucos metros, acertando outro guarda próximo, que também tinha a intenção de acertar Enzo, que demorara mais tempo do que deveria para procurar um abrigo entre os móveis e uma pilastra que servia de sustentação para o andar superior da mansão, como estar atrás de uma pilastra era mais confortável para o rapaz, este viera a se esconder atrás da mesma.

Com o cozinheiro grandalhão sendo alvo dos outros no lugar de si, o Gazzoni acabou por se preocupar em acabar com algum dos homens que ameaçavam a vida de seu companheiro, mas ao fazer isso, um dos guardas mais antigos, acertara um disparo que visava acertar o ombro do jovem médico, mas por uma contração involuntária de seu braço, acabou pôr o cano de sua arma abaixar mais do que deveria e o projétil acertou o antebraço destro do rapaz, que imediatamente voltou para trás da pilastra, e nesse momento Giancarlo escolheu para levantar-se de sua poltrona e voltar a se pronunciar. - Enzo, Enzo. Veja bem, você está encurralado, meus guardas são superiores a você e esse paspalho aí. Como estou bastante tolerante hoje vou dar-lhes a opção de se entregarem agora, e assim vou dar uma morte rápida a ambos. Mas se me contrariarem vocês desejarão a morte rapidamente. – E com um sorriso maldoso, o mesmo voltou-se a sentar na poltrona onde estivera o tempo todo.

Mas para a infelicidade do Gazzoni, sua situação só piorava, e no momento seguinte, um homem que portava uma espingarda acabara por acertar Ferrino, que acabara por se distrair no pronunciamento do usurpador. Depois de ser acertado, o cozinheiro caiu para trás, ficando estranhamente sentado com as costas apoiadas na parede que estava atrás de si. - Fuja Enzo, é melhor que somente eu morra do que nós dois, procure por reforços e acabe com esse maldito. – Depois de falar, o Damaceno fechou os olhos, não tinha morrido, apenas desmaiado, mas Enzo não sabia, e Giancarlo aproveitou para dar uma imensa gargalhada antes de se dirigir novamente para o atirador. - Eu te disse, primo. O que você vai fazer agora? – Perguntou debochado o primo do Gazzoni. Era uma boa pergunta do homem, já que a situação ficava cada vez mais tensa para Enzo.


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