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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Aqueles que vendem a paz!

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyDom 29 Abr 2018, 13:45

Aqueles que vendem a paz!

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Avlis Silva, Ivar e Enzo G. Gazzoni. A qual não possui narrador definido.


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Ibn'La-Ahad
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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyDom 29 Abr 2018, 18:42


O Apanhador!

Ah, droga. Que mulher era aquela? Eu sem dúvidas não teria outra igual pelos próximos meses. O único problema era que não lembrava o seu nome e nem onde morava. A minha recordação mais profunda - se é que me cabe o trocadilho - era o seu corpo quente. Decidi que iria chama-la de verão até que nos encontrássemos, quem sabe numa próxima estação, e eu descobrisse o seu nome. Quem sabe descobrisse seu corpo de novo, despindo o mesmo vestido branco de seda que parecia estar costurado na sua pele perolada.

A minha vontade era de entrar naquele bar, pedir aquela dose e senta naquela mesa que estávamos quando começamos a conversar. Fazia tempo desde que os meus ouvidos se encantavam mais que os meus olhos e olha que eles estavam encantados! Os homens costumam serem conquistados com belos pares de pernas, principalmente os cafajestes e eu admito sou o pior dentre eles. Pergunto-me o que ela tinha que a tornava tão especial. É claro, eu sabia a resposta.

Ela leu todas as minhas cantadas baratas e riu quando eu disse que era tímido. Disse sobre eu já ter tido com as suas primas da cidade, pelo o jeito ela estava de passagem pela ilha e isso já era motivo pra conhecer minha fama entre a população feminina. Conversamos sobre a Cosa Nostra e isso foi um diferencial, passei a sentir interesse por cada palavra que saía dos seus lindos lábios avermelhados e cheios como um tomate maduro. Por que será que eu não me recordava do seu bendito apelido?

A garota era ruiva, meio palmo mais baixa que eu e tinha ótimo gosto para uísque. Também fumava filtro vermelho. Seríamos o par perfeito? O seu único problema até agora era o sotaque sulista, mas até aí era tolerável. O restante parecia tão perfeito quanto relógios roubados sendo vendidos por um quinto do preço real.

Lembranças. Lembranças. Lembranças. — Que seja, Enzo. Deixe isso para lá. — A minha voz sairia carregada de um forte sotaque italiano conforme abria meus olhos e cortava meus pensamentos. A pronúncia do meu nome saía como "Endzo" para ser mais exato. Primeiro precisava averiguar onde estava. Eu não muito exigente para cair no sono - ainda mais depois de um porre daqueles. Estaria na minha casa? Na casa de uma completa estranha? Na rua? Num gramado? As opções eram infinitas. Eu ainda estava em posse dos meus pertences? Carteira? Arma? Cigarro? Conferiria apalpando minhas roupas que tendiam a estarem amassadas, meio pra tirar a poeira e meio para saber o que tinha ou não comigo.

Um longo bocejo quem sabe e uma espreguiçada daquelas para despertar com estilo. Sorrateiramente farejaria sob minha axila tentando entender em que estado eu realmente me encontrava. Sempre fui vaidoso. Também passaria a mão desgrenhando meu cabelo à gosto. Preferia-o bem desengonçado. Dava um toque desleixado de charme. A sensação de ter as madeixas escorrendo entre meus dedos finos e caramelados uma hora seria incômodo e justo ali que eu deveria parar de bagunçar o penteado.

A realidade, depois do meu ritual sagrado da manhã, bateria na minha porta tal um martelo acerta um prego. Eu havia sido destituído do direito de herdeiro da Família Gazzoni e o meu primo estava para assumir o cargo. O pior é que aqueles malditos carcamanos apoiavam essa heresia. Os velhos, figurões da máfia, não me levavam a sério pelo jeito de vestir e vida boemia. A capacidade de um homem não vale nada se ele não se encaixa nos seus padrões deturpados e antiquados de se trajar e falar. Se eu trocasse as calças rasgadas por ternos e o “cê sacou” por “si capisce” me tornaria o sucessor ideal num piscar de olhos.

Só de pensar em mudar meu estilo para agradar um bando de abutres me traria a reação de nojo, franzindo o cenho e trazendo a língua pra fora num estupendo “bleeeh”. Preferia ver a família explodindo com as múmias antiquadas indo a falência enquanto eu enriquecia no ramo de caçador de recompensas. Eles não acreditavam que eu era a escolha certa? Tudo bem, no entanto teriam que digeriro o fato se eu esfregasse bem no meio da cara deles no melhor estilo de — ENGULAM MEU SUCESSO SEUS MARICAS BUNDA-MOLE COMEDORES DE MACARRÃO! — Reprimiria ensaiando a cena. Obviamente teria de iniciar a carreira de caçador antes de qualquer coisa.

-

A disparidade entre os recursos que eu possuo e os do G.G aumentou na proporção da distância entre o solo e as nuvens. Nesse momento ele deve estar sendo escalado para a sucessão do “trono”, já eu... Lembraria desanimado. As circunstâncias não eram favoráveis, mas ficariam ainda pior se eu andasse por aí sem uma pistola. Minha família tinha muitos inimigos ainda me associando aos Gazzoni. Tenho minha memória por um cemitério de lembranças fúteis, talvez pudesse desenterrar as coordenadas da loja de arma mais próxima. Ou seria melhor não? Decidiria perguntar.

A visão enaltecida é uma dádiva divina, serve para caçar as mulheres mais lindas e os relógios mais caros na multidão. Aquela que mais me interessasse teria a minha concorrida atenção e abordagem clássica. — Olá, minha querida. — Diria abruptamente deixando escorrer meus sorriso fácil pelos lábios — sabe aonde posso comprar uma pistola por aqui? — Questionaria. Era provável que a primeira não soubesse, então procuraria por outras e outras até que obtivesse minha resposta da boca de uma bela mulher. Só em último caso perguntaria para um homem. Casualmente, sendo respondido por uma senhorita, convidaria-a para me acompanhar até o comércio sugerido.

Adentraria a loja e esperaria pela minha vez analisando o perímetro com meus olhos afiados. Assim que terminasse a espera já pediria pelo meu objeto de desejo. — Quero uma pistola e munições para ela! — Explicaria ao atendente(a); uma moça ganharia meus cortejos, piscadelas e eu faria questão de gesticular graciosamente enquanto informava minhas necessidades. — Que horas termina o seu expediente, para eu saber? Podemos tomar alguma coisa? — Dependendo da sua resposta eu tentaria associar com o horário atual, gozando da minha boa exatidão com o tempo. Faltava muito para que ela saísse? Se tudo desse certo, eu já teria uma gorda recompensa de caça forrando o meu bolso para lhe pagar o melhor vinho da cidade.

Tendo recebido a arma, agradeceria e testaria o seu peso e balanceamento. Substituiria o pente vazio por um cheio, armazenaria as munições restantes no bolso, a pistola presa a calça e a camisa ficaria solta por cima para ocultar o brinquedo. O passo seguinte era ir atrás de uma recompensa. Andaria pela cidade atrás de cartazes, procurando em bares e se necessário indo até o QG. Perguntaria aos cidadãos se eu não me recordasse do caminho, então insistiria até que me indicassem. — Com licença, que rota me levará até o Quartel General da Marinha? — Seguiria quando tivesse as informações e esperava que não fosse muito difícil de encontrar. Pegaria os cartazes em mãos e analisaria cada um deles para escolher a minha vítima.

Objetivos:
 

OBS: O Ivar não vai mais jogar. O narrador nesse caso pode postar depois do Avlis.


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptySeg 30 Abr 2018, 23:54



Aqueles que vendem a paz



Micqueot, uma ilha do North Blue, poderia ser uma ilha que vivia à base da agricultura, se não fosse por seus vinhos, que eram de tamanha qualidade, que até mesmo os nobres do mundo, conhecidos como Tenryuubitos, compravam ocasionalmente, quando lhes dava na telha. Nessa ilha, uma cena estranha ocorria, um homem acordava, perdido em pensamentos sobre uma mulher que o encantara tanto que chegava a parecer um bobo apaixonado, o que era hilário, considerando que ele era um dos maiores cafajestes da ilha, o mesmo ao levantar-se via que estava no sopé de uma montanha cheia de neve, a sua frente havia um lago parcialmente congelado, a sua direita haviam algumas árvores, como à sua esquerda, mas com a diferença que nesse havia uma casa de madeira. Depois de se localizar, o jovem bateu em suas roupas, coisa que adiantou para retirar boa parte da neve que se acumulava em sua roupa, e também para ver o que carregava consigo, e a única coisa que conseguira manter fora um bocado de dinheiro, mais precisamente, 50.000 berries. Depois de verificar quais os pertences que ainda mantinha, o rapaz, que se chamava Enzo Gazzoni, se espreguiçara e virara sua cabeça para cheirar sua axila, constatando que não estava fedendo tanto, bagunçou seu cabelo para deixá-lo mais a seu gosto.

E o jovem Gazzoni demorou-se mais um tempo parado antes de se mover, estava lembrando-se da situação de sua família adotiva, que lhe era bastante desagradável, já que seu primo estava a se tornar o novo chefe da família por conta de política e bons modos, e não por suas habilidades, mas Enzo havia de lhes dar o troco, não naquele momento, mas futuramente, e para isso deveria se tornar um caçador de recompensas de renome, tanto que gritou ao vento, como que ensaiasse o que diria quando tivesse a oportunidade. - ENGULAM MEU SUCESSO SEUS MARICAS BUNDA-MOLE COMEDORES DE MACARRÃO! – E com isso, Enzo se manteve mais um tempo pensando, dessa vez tentava se recordar de uma loja de armas, mas acabou por não conseguir, e teria de perguntar para alguém, mas no local onde estava, não tinha ninguém com quem falar, a não ser que fosse na pequena cabana de madeira que havia ao lado da montanha que estava atrás de si.

E seguindo em direção à moradia, o mesmo bateu na porta, e poucos segundos após a batida, uma mulher o atendeu, a mesma era bastante bonita, seus cabelos eram amarronzados e presos em um coque desleixado, deixando uma boa quantidade de cabelos soltos, tanto próximos ao rosto quanto no coque propriamente dito, vestia uma roupa casual que não era possível de se ver, graças a um sobretudo de cor azul-claro que cobria seu corpo, deixando apenas a cabeça à mostra, mas, mesmo assim, era possível ver que a mulher além de possuir uma beleza exímia, era dona de um belo corpo, o que parecia agradar o gosto do Gazzoni. - Bom dia, o que deseja? – Perguntou-lhe a mulher que atendera a porta, e Enzo logo respondeu de volta. - Olá, minha querida. – Cumprimentou o jovem, já abrindo um sorriso. - sabe aonde posso comprar uma pistola por aqui? – E finalizou com uma pergunta concreta, a mulher franziu o cenho perante o cumprimento, mas ignorou o mesmo e logo deu a resposta que seu visitante queria. - Está meio longe de onde se pode comprar uma arma, mas tudo bem. Dê a volta no lago aqui em frente, e quando estiver de frente pra essa casa, siga em frente, que chegará à cidade, a loja de armas fica ao lado de uma loja de vinhos chamada Adega One, acredito que saiba onde é. – Respondeu a mesma, com um sorriso sarcástico. E antes que pudesse dizer mais qualquer coisa, um homem apareceu por trás da mulher, com seu semblante fechado, o mesmo olhou com uma feição de poucos amigos para o Gazzoni. - Já conseguiu o que queria, agora saia! – Vociferou o homem, que aparentava estar irritado. - Amor!! – Gritou a mulher, de forma repreendedora ao marido. - [color=#ff00cc]Eu já lhe disse como deve tratar as pessoas. Me desculpe por isso garoto, siga na direção que eu disse que você chegará aonde deseja.[c/olor] – Voltou a dizer a mulher, dando um sorriso a Enzo, e logo depois puxava o marido pela orelha, e batia a porta de entrada, deixando o garoto de frente para a porta, com um caminho a seguir para a loja de armas.




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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyTer 01 Maio 2018, 10:11


O Apanhador!

O beijo glacial me impregnava da carcaça ao cerne. O que me fez vir parar aqui? Já não sabia se o embaraço se dava mais por estar perdido na falda de uma montanha nevada ou ter apenas cinquenta mil berries. Veja bem, isso pode até ser expressivo para alguém, no entanto para a Família Gazzoni era um bocado de migalhas e os caçadores menos experientes conseguiam uma centena desse valor com seus alvos. Para mim, antigo herdeiro desse “império”, a sensação de estar falido era tanta que me sentia prestes a tombar de fome e dormir nas ruas. Só de pensar que o maldito Giancarlo está acordando numa das mansões, sendo recebido honradamente na mesa do café... Que raiva.

Galguei a neve em passos largos, precavendo-me para que os pés não afundassem mais que o devido. Esses sapatos são muito caros pra perder nesse finzinho de mundo. Pensaria, olhando de soslaio para as solas e verificando se não haviam sido danificadas. E se o couro ficasse com um aspecto ruim depois dessa aventura? Um homem como eu não poderia se dar o luxo de ser desleixado. Eu mirava a cabana de madeira com tanto afinco que parecia que ia derrubar a edícula. Assim que me aproximei bati com o punho na porta e perdi o fôlego pela terceira vez na manhã.

Era linda do seu jeito próprio. O sobretudo azulado era o mar no qual eu queria me afogar e de repente, temendo perder por completo o ar, poderia até alçar minhas mãos em seus cabelos castanhos. Os meus olhos de águia não deixavam que a bela silhueta, apesar de coberta, fosse notada. Aquela bela dama se encaixava em todos os padrões de beleza possível e era muito difícil para mim a tarefa de desgrudar os olhos. Não pude deixar de soar interessado, mas ela não pareceu compactuar com o flerte e franziu o cenho para mim. A expressão deixava-a uma gracinha. Além disso ela foi muito útil para a empreitada, eu mesmo tentei absorver o máximo possível a sua deliciosa voz. É claro que apareceu o marido. Ele era o típico corno irritado: tem ciúme de todo homem, acha que pode se impor na força e quando menos percebe está com longos galhos brotando na testa.

O seu tom de voz não me agradou nem um pouco, mas se eu fosse separar os caras em quem eu enfrentaria sem uma arma e quem não enfrentaria, ele com certeza estaria na segunda categoria. Minha insignificância sem a boa e velha pólvora era do meu conhecimento. É claro, se eu estivesse bem equipado confrontaria ele sem pensar duas vezes só pelo tom desrespeitoso. Maldito sortudo... Pensei comigo mesmo, retirando-me enquanto o corno era repreendido pela mulher. Nem liguei muito para o que eles discutiam. Tinha uma jornada mais importante pela frente.

Contornaria o lago numa distância segura da beirada e quando estivesse ao outro lado, olharia para trás procurando me alinhar com a cabana. Assim que constatasse esse fato, então andaria em direção da cidade de acordo com as coordenadas fornecidas pela dona de casa gostosona. Perguntava-me se faltava muito até a cidade, caminhadas extensas me deixavam cheio de tédio e o aborrecimento não caía bem ao meu rosto angelical. A Adega One era um dos pontos mais famosos da ilha, para não dizer que era o mais. Me lembraria? Bem, iria procurar até que encontrasse. Segundo a mulher a loja de armas estaria ao lado, mas se ela estivesse errada eu perguntaria aos cidadãos por lá. — Bom dia, sabe onde posso encontrar uma loja de armas? — E assim por diante.

Se chegasse até a bendita entrada, seja partindo dos conhecimentos da boazuda ou dos caras de Micqueot, eu entraria. Talvez mais feliz do que estive antes de ver aquele pai de família cortar meu barato com a mulher dele. Se eu fosse colocar uma ordem das coisas que eu mais amo na vida estaria assim: relógios -> mulheres -> pistolas. O fator determinante é que as pistolas me traziam dinheiro e isso por consequência angariava os outros dois itens supracitados com uma facilidade absurda.

Na loja esperaria pela minha vez tamborilando os dedos numa prateleira qualquer. — Preciso de uma pistola — diria a princípio - — tem que ter um gatilho firme, mas não daqueles muito duros, deve ser fácil de recarregar também. — Tendo a arma em mãos eu realizaria o pagamento e partiria a procura de uma taverna.

As tavernas sempre são os melhores lugares para encontrar brigões e gente querendo faturar umas verdinhas, por isso adentraria e anunciaria rapidamente as minhas intenções. Reunindo a coragem dentro de mim e puxando o ar numa longa baforada, esbravejaria aos quatro cantos do salão:

— PRECISO DE UM GUERREIRO HABILIDOSO PARA ME ACOMPANHAR NUMA AVENTURA! VOCÊ TERÁ UMA GRANDE RECOMPENSA! — Eles me reconheceriam? Saberiam que se tratava de um Gazzoni? Perto deles eu era praticamente um nobre. Jamais se equivaleriam ao status do meu sobrenome. Quem se pronunciaria? Esperaria por instantes e se ninguém dissesse nada eu partiria. Não precisava desses imprestáveis. No entanto, caso uma alma viva se dirigisse até mim, perguntaria o nome do nobre guerreiro e indicaria que me seguisse.

Era hora de procurar os cartazes. Pelos postes, tavernas, pontos comerciais e tudo mais. Eu faria uma fortuna com esses criminosos bundões. Mal esperavam por ter seus rabos enchidos de chumbo grosso. Pegaria todos os cartazes que visse e no fim ficaria com o de maior recompensa. Minha primeira reação seria perguntar aos moradores se sabiam de quem se tratava, pois informações nunca são demais se tratando de prováveis inimigos.

Objetivos:
 

OBS: Não precisa esperar o Avlis até ele se manifestar.


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyTer 01 Maio 2018, 18:26



Aqueles que vendem a paz



Meio emburrado, Enzo saiu de perto da porta da casa de madeira, onde conseguira a informação que necessitava, e pudera ver uma mulher que lhe agrara demasiado, e assim o mesmo acabara por seguir o caminho que a dona de casa lhe indicara, rodeando o logo e seguindo em frente a seguir. Durante seu caminho, o tédio passou a ser constante, já que não havia nada além das árvores, do solo e muita, muita neve ali, esta que era muito bonita de se ver, mas acabava por atrapalhar a todos, tanto os seres humanos quanto os animais, já que andar nesta era bastante complicado. E apesar do tédio e toda a neve, o Gazzoni não teve problema algum para chegar à cidade, e logo ao chegar, pôde ver a fachada da Adega One, que se posicionava atrás de todas as construções que haviam em sua frente, mas por precaução resolveu perguntar a uma pessoa que passava por ali, que acabou sendo um senhor, que passeava lentamente tentando pegar os poucos raios de sol que davam sua presença naquela ilha tomada pela neve.

- Bom dia, sabe onde posso encontrar uma loja de armas? – Perguntou o ex-mafioso, que logo obteve sua resposta. - Bom dia, meu filho. Tem uma loja de armas do lado direito daquela fachada, que é uma loja de vinhos, se tiver dinheiro deveria experimentar. – Disse o senhor, com um sorriso simpático, onde faltava alguns dentes. E com isso, Enzo voltou a seguir seu caminho, tendo a certeza de que seguia o caminho correto, dado tanto pela senhora de casa quanto pelo senhor de idade. Durante a caminhada até seu destino, o rapaz pôde ver diversas casas dispostas uma ao lado da outra, e pareciam ser feitas de materiais de baixa qualidade, e nas janelas, haviam as senhoras, que observavam bastante e ocasionalmente falavam com as pessoas que passavam, fosse reclamando quanto cumprimentando, além das crianças que passeavam livres pelas ruas, estas que estavam relativamente cheias, por conta das pessoas que seguiam em direção à adega, além das que trabalhavam, as que estavam para fazer compras e as que só queriam curtir o tempo frio.

Chegando à loja de armas, o Gazzoni logo encontrou um homem acompanhado de sua filha atrás de um balcão, talvez já estivessem à espera de clientes ou tinham acabado de chegar, mas a filha logo se pôs a frente e cumprimentou o cliente que entrava na loja. - Bom dia, senhor. O que deseja? – Perguntou alegremente a atendente da loja. - Preciso de uma pistola, tem que ter um gatilho firme, mas não daqueles muito duros, deve ser fácil de recarregar também. – Explicou o rapaz, tendo em mente um modelo que gostaria de levar. - Eu tenho um modelo perfeito para o senhor. – Disse a adolescente, que demorou 5 minutos até voltar com uma arma. - Aqui está senhor, são 30.000 berries. – E com isso, Enzo teve que desembolsar boa parte da pouca quantia de dinheiro que dispunha, mas ao menos tinha o armamento do qual necessitava.

Tendo cumprido o que desejava, o Gazzoni saiu da loja de armas, e assim que o fez, se deparou com uma cena nada bonita de se ver. Um homem de aparência delinquente batia em uma mulher, a mesma era bastante bonita, com cabelos loiros e olhos castanhos, as pessoas ao redor viam a cena e sentiam pena da mulher, mas nada faziam para mudar o que acontecia, e Enzo, o que faria? Ajudaria a mulher ou também fingiria que nada acontecia e sairia dali calmamente?



Considerações:
 


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyTer 01 Maio 2018, 20:28


O Apanhador!

Ela parecia muito alegre. Gostava disso. Essa atitude animada em pleno serviço fazia parecer com que fosse uma garota muito ativa. Infelizmente o seu pai estava perto e flertar com a sua filha enquanto ele estava cercado de armas não parecia a coisa mais inteligente do mundo. A voz da menina soava tal seda se rasgando, estimulando meus neurônios aos pensamentos mais perversos. Só me desfiz da promiscuidade na mente quando ela voltou com a arma. Parecia ótima pelo preço que estava pagando. A aquisição me deixara contente, fazendo-me passar do estágio de lagartixa para dragão em um instante. Sorri maliciosamente ao entender que o antigo Enzo estava de volta.

A sensação era de ser um lutador e ter mais quarenta quilos de massa muscular sem abdicar da movimentação. Perfeitamente indescritível. Eu achei que meu humor não podia melhorar, até que... Antes de tudo deixe-me explicar, não tenho nenhum afinco por covardes que batem em mulher. Eu jamais apoiaria algo assim. O problema é que minha mente pouco sã só via uma donzela em perigo, um brutamonte metido a besta e a oportunidade perfeita para testar meu novo brinquedinho. O que poderia dar errado?

Sentiria o veneno praticamente escorrendo pelos meus lábios rubros e macios ao passo que perscrutaria o ambiente habilmente em tom dos olhos abençoados pela sorte. Se eu pudesse listar atitudes eficientes de um atirador, colocaria “não chamar atenção para si até estar bem posicionado” dentre as primeiras. Reposicionar-me poderia custar à moça umas boas bordoadas do seu agressor, no entanto eu iria intervir enquanto os outros ao redor não pareciam muito interessados em compartilhar o castigo. Ajuda tardia parecia melhor que morte por espancamento.

O primeiro impulso de um defensor da justiça seria intervir. As coisas comigo não funcionam assim. Tenho que ter uma entrada triunfal, reunir a atenção nas redondezas e finalizar o combate prostrado no trono de herói. Do que vale ser um benfeitor no anonimato? Essas coisas nunca entraram na minha cabeça. Reconhecimento é uma dádiva. Para aceitar esse presente do destino eu deveria estar estrategicamente posicionado.

Atiradores comuns pareciam medíocres ao competir comigo. Eu nunca fui de praticar incessantemente com um revólver desde a infância, porém sempre tive a vista boa para mandar chumbo grosso nos que eu não gostava. Fluía naturalmente e quando peguei a primeira arma de fogo parecia estar com algo tão familiar quanto meus dedos da mão.

Só precisava me manter a uns dez metros, garantindo de preferência que não tivesse barreiras às minhas costas no caso de precisar recuar. A distância que eu tentaria manter seria essa. Deixar a arma amostra não parecia uma boa ideia e por isso manteria minhas mãos ocultas dentro do manto sobre meus ombros arcados por boas intenções e pensamentos positivos. cofcof. Esfregar uma pistola dessas na fuça dele antes de começar a briga pode fazer esse covarde tomar ela de refém. É mais fácil que venha ter comigo, assim ela escapa e eu encho ele de buracos no peito. Concluiria em pensamento. O medo de errar e acabar machucando a vítima não me afligia, pois eu sabia que errar não era cogitável. — O que acha de me enfrentar? Seu monte de merda! — Diria, prezando que minha voz ecoasse e atingisse o coração de todos nos arredores. Quem sabe tocaria a alma da bela dama e a restituísse de esperanças diante daquela ocasião de impotência.

Se ele investisse com o corpo inclinado, então eu faria o primeiro disparo. O mais rápido e claro possível tendo a região do pulmão por alvo. O recuo característico provocado bombardearia meu sistema de adrenalina, fazendo-me recordar da sensação que me mantinha vivo. O estrondo da pólvora só ficava atrás do gemido estridente de uma mulher alinhada nos meus braços. Prejudicar o sistema respiratório era um método ágil e eficiente de desfalcar o rendimento e até levar à óbito.

Se porventura minha provocação fosse ignorada eu daria um dash para a frente e dispararia uma bala contra sua cabeça.

As lutas são como danças, movimentos pesados desgastam mais e os leves costumam não serem tão repensados - há exceções óbvias. As minhas informações estridentes acerca do corpo humano que foram adquiridas em razão do meu ofício permitiriam que eu conhecesse o funcionamento do mecanismo biológico durante uma peleja. Acentuado ao meu tato apurado sobre intervalos de tempo e a visão aguçada para fazer uma leitura corporal, esperava ter bons resultados. As minhas esquivas seriam sempre visando exigir dos seus movimentos, tentando-o a exaurir seu fôlego e energia em balanços me alvejando. Ex: se ele realizasse um movimento vindo da esquerda, então eu pularia para a direita e assim por diante. Jamais me moveria mais rápido que o necessário, pois isso poderia entregar informações valiosas sobre minha velocidade. No instante em que eu sentisse a oportunidade ideal, uma quebra em seu ritmo, uma fagulha de hesitação, cansaço ou pausa para repor as energias numa fração de segundo seria quando eu efetuaria o contra-ataque para punir o malfeitor.

Os  tiros subsequentes caso acertasse seriam com o intuito de neutralizar completamente o dito cujo. Balas alojadas no joelho, por exemplo, estariam na primeira escolha se eu obtivesse ângulo. Se carregasse uma arma eu não hesitaria em disparar contra a região do braço/ombro segurando a ferramenta de combate. Sempre prezaria pela distância ideal, no mínimo seis metros do inimigo.


Objetivos:
 

OBS: Não precisa esperar o Avlis até ele se manifestar.


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyQua 02 Maio 2018, 18:14



Aqueles que vendem a paz



A cena à frente de Enzo o fez ficar pensativo por algum tempo, este que foi suficiente para fazer com que as pessoas que estavam por ali se afastassem um pouco, afinal ver um homem saindo de uma loja de armas e vendo tal cena à frente os fazia pensar que ali haveria uma provável morte de uma, duas ou mais pessoas, e nenhum deles queriam se envolver com algo tão problemático, por isso, se mantiveram longe. Mas diferente do que pensaram, o rapaz recém-saído da loja, não começou a disparar no homem, e sim caminhar com o olhar baixo e os ombros curvados, suas mão estavam perdidas em um dos diversos bolsos de suas vestimentas, durante a caminhada feita pelo Gazzoni, este foi observado a todo instante pelo homem interrompera os socos que desferia na mulher que mantinha em seus braços para olhar para o jovem que passava por si.

- Eu odeio fracotes e medrosos, vaza daqui logo antes que eu te dê umas bofetadas, panaca. – E com uma risada, o marginal parou de olhar para Enzo, e voltou-se para a mulher que tinha em seus braços. O mesmo teve tempo de dar apenas mais um soco na mulher, este que acertara o estômago dela, mas teve que interromper por conta de algo que escutou. - O que acha de me enfrentar? Seu monte de merda! – O dono da frase fora o próprio Enzo, de forma levemente arrogante, e a mesma fizera veias de irritação surgirem na testa do espancador, que logo esbravejou em direção ao rapaz. - Maldito, está querendo morrer, não é? Pois eu vou te dar uma morte limpa. - – A multidão em volta se assustou, pois sabiam do poder que o homem dispunha, este acabou por largar a mulher e correr na direção do Gazzoni, em alta velocidade.

Pouco depois do início da corrida, Enzo sacou sua pistola e realizou um disparo, que seguiu rapidamente na direção de seu oponente, que desviou para a direita apenas por puro instinto, e este logo paralisou. - Você tem uma arma? Maldito covarde. – E com isso voltou a correr, mas dessa vez com uma velocidade ainda maior, que deixou com que o mesmo alcançasse o Gazzoni rapidamente, e acertou um soco no ombro esquerdo do atirador, mas acabou por receber um disparo em seu ombro esquerdo. Com o soco, Enzo caiu no chão e deslizou por 5 metros. - Seu maldito, se prepare agora, porque quando eu me recuperar eu vou te destroçar. – Disse o homem, enfiando a mão no ferimento, com o intuito de retirar o projétil, que havia se alojado ali. Não se sabia quanto tempo seria necessário para o mesmo, será que seria suficiente para Enzo se preparar?



Considerações:
 


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyQua 02 Maio 2018, 22:39

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NÃO LEIA ENQUANTO ESSA MÚSICA NÃO ESTIVER TOCANDO!

Oh, droga. O meu fim seria desse jeito humilhante? Apanhar até morrer pelas mãos de um troglodita numa manhã nevada e melancólica? Às vezes supervalorizamos nossa capacidade e tomamos nossos sonhos de grandeza por real, fazendo-nos pensar ser mais do que realmente somos. O Enzo cru, verdadeiro e despido das suas ilusões poderia ser notado por todos: um atirador covarde que esperou até o momento certo aos custos das bofetadas que a garota levava e interviu só pra apanhar junto. Tão insignificante que foi arremessado no chão ao primeiro soco, até a menina tinha suportado mais da crueldade.

O terreno me abraçou e o impacto me fez marcar a neve conforme deslizava. A minha dignidade deveria ter caído e se perdido na atmosfera alva. Por sorte não tinha sido separado da pistola na queda, pois enforcava a empunhadura entre meus dedos finos, gélidos e caramelados. O seu sumiço só dispararia num alvo certeiramente: a esperança. Sem a ajuda da pólvora eu não seria páreo àquele cara nem em um milhão de anos. Os punhos desse maldito pareciam mais marretas do que outra coisa.

Tinha como consolo dentro desse antro palpável de tensão o fato de também ter ferido o dito cujo e se não fosse isso eu me consideraria com um pé adiantado na cova. Mesmo com a visão da qual sentia tanto orgulho não via com muita nitidez expectativa ou fé. A sensação era do meu ego ter engolido meu medo minutos antes quando adquiri o .38 e agora estava prestes a regurgitar o sentimento ruim depois do poderoso soco. Um sorriso obscuro se formaria no meu rosto áureo, estava pressionado e fazia muito tempo que não tinha essa sensação prazerosa.

Enquanto um brigão de rua fosse desafiador o Giancarlo continuaria sendo uma linha inalcançável no horizonte e agora superar meu primo parecia um sonho tão infantil que soava ridículo. Até ele estaria decepcionado, eu praticamente poderia sentir o seu olhar lancinante dilacerando meus ombros frágeis e incapazes. Perguntar-me-ia se todos os outros cidadãos sentiriam o mesmo desprezo nesse instante. Aquele que me pusera nessa situação humilhante soava muito decidido de que terminaria a luta vitorioso.

O cara simplesmente meteu os dedões no hematoma. Ele sabia o que estava fazendo? Não importava pra mim, afinal eu não simpatizava nem um pouco com o sujeito antes e agora menos ainda. Essa era a oportunidade de triunfar, logo entendi. Impregnado de inspiração quase poética, ergueria o braço num solavanco decisivo e buscaria desenhar a trajetória do cano até o estômago do infeliz. Puxaria o gatilho resoluto da escolha. A situação não poderia ser desperdiçada e por isso eu seria tão veloz quanto fosse possível. O bobalhão deveria estar distraído cavocando a ferida. Apoiando-me na mão direita e tomando as precauções para não disparar, também levantaria agilmente e me posicionaria. É aí que o segundo disparo viria buscando esburacar seu peito. Erguer-me ia com convicção na mente e neve no manto.

A minha intenção ao ficar de pé era me afastar e recobrar a dignidade, no entanto eu não tinha tempo para fazer os dois, por isso ficaria com o primeiro. O segundo seria decidido pelo disparo. Ágil como tinha se mostrado, ele provou ser digno de se esvair dos meus projéteis e portanto um outro acompanharia sua trajetória seguidamente. Decidi que não poderia disparar à mesmo contra oponentes capazes igual ao moleque e o tiro que viria em seguida se basearia na ação que ele tomasse com o anterior, visando o abdômen do malfeitor no instante em que ele realizasse sua ação, seja pisar para o lado, girar ou sabe-se lá o quê. Independente disso ele alcançaria a inércia quando pusesse o pé no chão e seria a brecha pro meu disparo.

Teria a dor latejante no ombro como lembrança do perigo que enfrentava e eu não precisava convocar a enciclopédia médica na minha cachola pra entender que uma porrada dessas na cabeça poderia muito bem encurtar minha vida. Eu zelaria pelo nosso afastamento como uma mãe zela pelo seu filho e pra isso deslizaria meus pés para trás em guisa alternada e urgente. Se tudo ocorresse conforme planejado atualmente teriam três balas no pente da pistola calibre trinta e oito. Infelizmente ele era veloz e felizmente ele não era blindado, afinal eu tinha o perfurado antes. Os deuses seriam bons o bastante para me permitir que essa não fosse minha última batalha? Valer-me-ia do egresso e trocaria o pente por um totalmente carregado.

Sob a premissa de que ele poderia sobrepujar meus esforços e novamente me tornar no mais completo fracasso eu evitaria ao máximo que ele me acertasse do pescoço pra cima, seja saltando para trás, para os lados, inclinando o tronco para trás, com jogos hábeis de cintura ou uma mescla eficiente dos recursos. Aproveitaria a ocasião e olharia no fundo dos seus olhos tentando analisar o que ele sentia. Ademais, traria a pistola colada à minha cintura e desfrutaria da sua ofensiva, aspirando escavar uma fenda no seu torso com tiros à queima-roupa. O cano estaria levemente angulado para cima, portanto eu pretendia atingir além da linha do umbigo. Mesmo que ele me atingisse eu estava convicto que não perderia a oportunidade de atirar o quanto fosse possível nele enquanto tentava absorver o golpe ou até mesmo durante a queda, quiçá mirando seu peito e puxando o gatilho como quem declara a sentença de morte.













Objetivos:
(✓) Obter uma pistola;
(  ) Conseguir um NPC acompanhante;
(  ) Comprar um cigarrinho;
(  ) Entregar um pirata ou revolucionário para a marinha;
(  ) Aprender Acrobacia & Criação de Projéteis;
(  ) Treinar ambidestria;
(  ) Comprar um fucking relógio;
(  ) Descer a porrada no Giancarlo;





Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home





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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyQui 03 Maio 2018, 10:55



Aqueles que vendem a paz



Perdendo pouco tempo vendo o que o homem que lhe acertara, Enzo levantou seu braço e votou a disparar contra seu adversário, pretendia atingi-lo no abdome, mas as coisas novamente não ocorreram como o planejado, já que, de repente o encrenqueiro parou de mexer na ferida e sorriu de forma cruel para o atirador. - É hilário como os fracotes aceitam qualquer tipo de esperança e atacam sem pensar. – Disse o mesmo, podia parecer sem sentido para alguns, mas para o mesmo fazia total sentido. - Como se eu fosse me desligar da batalha por algo tão idiota, seu imbecil! – Gritou o loiro, partindo para cima do atirador, e desviando novamente do seu disparo, partiu para cima deste, e preparou um soco com a mão esquerda, visando acertar o rosto do Gazzoni, mas este saltou para a direita, seu progresso foi afetado por conta do braço, fazendo com que o mesmo não fosse acertado por bem pouco.

Aproveitando o embalo do golpe, o delinquente girou seu corpo e fez um chute de costas com a perna direita, acertando o estômago de Enzo, que sem perder tempo, realizou dois disparou seguidos enquanto estava no ar, o primeiro foi evitado novamente pelo homem, mas o segundo o acertou, alguns centímetros à esquerda do umbigo deste. - Seu merdinha, eu vou acabar com VOCÊ!!!! – Gritou, de forma explosiva o loiro, que começava a se mover, bem devagar, na direção do Gazzoni, que se encontrava ainda caído, à cerca de 6 metros do mesmo, mas teve de parar, já que um disparo para o alto fora ouvido por todos no local. - Mas que porra vocês pensam que estão fazendo? – Esbravejou um homem com o uniforme da Marinha, com isso, muitos dos cidadãos ali sorriram, aliviados por conta da ajuda ter chegado. - Hã? Você de novo Shiro? Mas que merda, por que você não some dessa ilha de uma vez?! – Gritou o mesmo, irritado com o loiro, que parecia, se possível, ainda mais irritado. - Quem você pensa que é seu corno?! – E com isso os xingamentos entre os dois só pioravam, e ao lado de Enzo um outro marinheiro parou, e perguntou-lhe. - E quem é você garoto? O que faz aqui? – E com uma expressão meio séria, meio impaciente, o mesmo esperava por uma resposta por parte do ex-mafioso.



Considerações:
 


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MensagemAssunto: Re: Aqueles que vendem a paz!   Aqueles que vendem a paz! EmptyQui 03 Maio 2018, 13:00

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Ele era impressionante. Forte demais. Hehe. Não pensei que encontraria um lutador tão poderoso naquela ilha além dos marinheiros mais experientes e caçadores da minha família. Esvair-se das balas parecia uma tarefa fácil desde que ele estivesse distante, mas por sorte o mesmo não se aplicava em curta distância.

Suas palavras me faziam entender: aquele cara não gostava nem um pouco de atiradores e me tinha por um covarde. Azar o dele, afinal eu não ligava para o que ele pensava ou deixava de pensar sobre a minha classe. Foi por pura habilidade que me esvaí do seu soco de esquerda, sentindo que ele poderia findar o combate, no entanto o moleque girou em seu eixo e me chutou na barriga com força esplendorosa e tão potente que fui mandado pelos ares. Eu também era sagaz, não deixei que saísse impune e atirei duas vezes. A primeira ele desviou e a segunda furou seu estômago.

Sorriria avaliando os danos imparcialmente. Um atirador depende do seu dedo indicador e somente dele, contudo um lutador usa de todo o seu corpo para confrontar seus oponentes. Se prosseguíssemos trocando dano ele iria ver o seu rendimento cair prejudicando esquivas e ataques enquanto eu estaria bem desde de que mantivesse a pistola na mão. Sendo médico eu sabia das consequências de um tiro no estômago e isso deixaria sequelas graves. O menino precisaria de uma cirurgia para remover o projétil e costurar seu órgão caso esse tivesse sido afetado. Ou talvez eu estivesse me preocupando demais...

Mantive-me firme enquanto ele bravejava sobre me destruir, não deixaria suas palavras entrarem na minha mente e abalarem minha determinação. Sabia que a vitória era só questão de tempo. Escutei um disparo e então me levantaria o mais rápido possível. Era um marinheiro. — Esse maldito acaba de ser salvo pelo gongo. — Esbravejei. Seu nome era Shiro. Prometi pra mim mesmo que na próxima vez que nos encontrássemos ele passaria por maus bocados. Já o anotara na minha lista mental de rivais do lado do Giancarlo.

Ele e o cachorro do governo pareciam estar familiarizados. Por falar em cachorro do governo, tinha um sarnento deles se coçando no meu lado e querendo saber quem eu era. — Meu nome é Enzo. Sou um caçador de recompensas. — Expliquei. Que saco. Ainda devia satisfações aos imbecis. — Esse babaca estava socando uma mulher e eu resolvi intervir já que os cidadãos só ficaram assistindo. Isso me custou caro. — Diria levantando a camisa. Provavelmente o hematoma seria visível.

Respiraria profundamente. Agora que a Marinha estava ali eu já podia me acalmar e voltar para o que estava fazendo. Lidar com o caos na cidade era tarefa deles e não minha, mas por algum motivo eu estava satisfeito por ter interferido por bem da menina. É verdade, aonde ela estava? Procuraria com os meus olhos aguçados. Se a visse iria até ela e perguntaria se estava tudo bem tentando demonstrar preocupação, tocaria sua mão e acariciaria olhando nos seus olhos.

— Espero que esteja tudo bem, posso examinar os seus ferimentos se quiser. — Diria demonstrando segurança sobre o que estava fazendo. Eu deveria me tornar mais forte à todo custo. Não tinha outra escolha. Por sorte Shiro não me matara com um soco na cabeça. A minha evolução iria depender do que eu fizesse a partir de hoje. Pensei em procurar por plantas venenosas e banhar as balas nas substâncias, porém a neve seria um empecilho gigantesco na busca. Que inoportuno. Isso atrasaria meus planos.

O conhecimento não valeria agora e portanto restava meu corpo. Manobras acrobáticas e essas paradas que os caras dos circos fazem deveria ser um diferencial a mais. Criar projéteis seria igualmente interessante se eu misturasse com os meus conhecimentos sobre toxicologia. Antes de tudo eu precisava comprar ou filar um cigarro. — Alguém aí tem um cigarro? — Pediria aos cidadãos, eu estaria usando meu status de herói que interviu na briga pra tentar conseguir um cigarrinho. Se um deles me oferecessem eu solicitaria um meio de fazer fogo, então acenderia e andaria por aí dando uns tragos.

— Ei marinheiro! Preciso de uns cartazes de procurados e um lugar pra produzir venenos. Sabem onde posso encontrar um dos dois ou talvez ambos? — Perguntaria aos marinheiros. Iria seguir o caminho indicado caso me informassem uma das alternativas, mas se não o fizessem perguntaria aos que andavam por aí sobre isso. O veneno seria um adicional genial, algo com efeito de paralisação muscular teria detido aquele patife no primeiro tiro que levou e ele já estaria de joelhos pronto pra receber uma bala na cabeça antes de começar a proferir ameaças ou se achar o dono do pedaço. Eu detesto caras igual esse Shiro. Eles são iguais à mim. Eu sou o único que pode ser tão prepotente.

O pior de ter tomado uns sopapos por causa de alguém era que eu estava me sentindo bem. Quase um herói. Maldição o que estava acontecendo com a minha cabeça? As pancadas foram realmente fortes pra eu achar heroísmo algo prazeroso. Eu não conseguia parar de me sentir mal por estar feliz com isso.




Objetivos:
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