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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyDom 29 Abr 2018, 13:44

Relembrando a primeira mensagem :

O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Sven Bjarke Koza. A qual não possui narrador definido.


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Meursault
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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyQui 17 Maio 2018, 07:21

Laedere facile, mederi difficile ♪


As chamas que se propagavam pela nau faziam com que o espadachim refletisse sobre o inferno. Na religião católica, o inferno era um lugar de eterna punição, as almas pecadoras e corrompidas sofriam com fogo, tridentes, torturas e os mais diversos tipos de crueldades em um ciclo infinito, como Sven desejava que o inferno fosse só isso. O verdadeiro inferno podia ser definido em uma palavra: Solidão. O médico estava fadado a prosseguir sozinho, ciente do peso de suas decisões e atormentado pela memória dos resultados de suas escolhas, havia perdido tudo o que tinha em busca de uma cabeça decepada que valeria uma quantia insignificante, já que qualquer quantia seria insuficiente para compensar a perda de Yennefer.  

Pela primeira vez em sua vida, Bjarke não sabia o que fazer, sempre foi um homem calmo, determinado e responsável, que não hesitava em fazer o que julgava correto, mas, agora, não existia nenhum norte ou bússola moral que guiasse seus passos, a linha tênue que separava o certo do errado parecia ter desaparecido, a cor de seu mundo havia sido roubada pela dor que sentia. A vontade era de simplesmente permanecer naquela embarcação, ficar ao lado de sua amada até que as chamas consumissem seu corpo e sua consciência, assim, cessaria o seu sofrimento e evitaria o trágico destino de se tornar um tipo de homem que repudiava, mas de que adiantaria?

O espadachim havia cortejado a morte e, agora, a cortesia era retribuída. O doce beijo da morte não era capaz de findar o pesar e sofrimento, conseguia apenas transformar todos os sentimentos em nada, de forma vazia e impessoal, se aceitasse abrir mão de todo ódio e toda dor que sentia, abdicaria de todo amor que sentiu e todos os momentos bons que passou com a arqueira, a chama da vida de Yennefer havia se apagado, mas, na memória e no coração de Sven, a mulher continuaria viva. Se corromper sua melhor parte, carregar a dor da perda e viver com o peso da culpa fosse um preço para manter a memória de sua amada, pagaria sem hesitar.

Bjarke olharia para Yenn uma última vez, jurando gravar a imagem em sua alma, apanharia a sua lâmina e caminharia com pesar até a mulher, cortaria uma porção do cabelo e levaria os fios negros de seu amor até o bolso, em seguida, daria as costas, sabendo que aquele adeus silencioso era mais amedrontador que qualquer grito de fúria. O médico não sucumbiria para os seus próprios demônios, sabia que era algo que sua amante não desejaria, já que estava atravessando o inferno, simplesmente não iria parar, para derrotar seus demônios internos precisava apenas ser pior que todos eles e era isso que faria.

Sven abandonaria a embarcação pela escada de corda que usou para subir e, quando suas botas tocassem a areia, saberia que só existia um destino possível: o Quartel General da marinha. A única coisa que havia sobrado era a cabeça de seu inimigo, um amargo fruto de sua ganância. Na medida em que seus passos marcassem a areia, o jovem se sentiria mais calmo, mais racional, aos poucos retornando ao seu estado original, mas sabia que existia algo diferente, o infeliz acontecimento havia forjado seu corpo e sua mente na fornalha mais profunda do inferno, nunca mais seria o mesmo, antes era apenas um garoto, agora, um homem.    

Seus passos trilhariam um caminho até a vila, que anteriormente estava em chamas, ao chegar no local perguntaria para qualquer um que parecesse minimamente prestativo. - O quartel da marinha, aonde fica? - Sua aparência não era nada amistosa, seu humor ainda estava longe da descontração habitual e a cabeça em sua cintura certamente dava um toque macabro para todas as suas ações, mas esperava que a gratidão daqueles homens fosse o suficiente para fornecer uma direção. Se recebesse alguma instrução, seguiria, caso contrário, não se importaria, caminharia aleatoriamente até achar o destino almejado ou até suas pernas pararem de responder.

Quando alcançasse o local que procurava, Bjarke simplesmente adentraria na construção, era provável que algum marinheiro se aproximasse pela condição deplorável de sua aparência, se assim fosse, simplesmente ignoraria e prosseguiria, se resistência fosse grande, encararia o homem que o importunava e diria. - Eu acho melhor você correr pra puta que pariu, se não a sua cabeça vai acabar que nem a do meu amiguinho aqui. - Obviamente se referiria ao Incendiário. Conseguindo chegar a alguma espécie de recepção, colocaria a cabeça do Incendiário sobre a mesa, balcão ou objeto similar da pessoa responsável pelo atendimento. - Acho que vocês estão me devendo alguma coisa, o que tenho que fazer pra receber esse dinheiro? - Entretanto, se a pessoa que fornecesse o atendimento fosse uma mulher, diria. - Desculpe pela brutalidade, meu amor. - O sarcasmo em sua voz seria palpável. - Eu quero a recompensa por essa cabeça, como a gente faz? - O homem seguiria as instruções que recebesse para conseguir o que lhe era devido, mesmo que fosse uma compensação muito pequena pelo que sofreu.  

Ao caminhar pelos corredores da instituição, Sven se dava conta de que aquela organização e disciplina era algo de que necessitava, para não ceder completamente ao lado mais negro de seu coração, aquele estilo de vida podia ajudar o médico a seguir em frente e aprender a lidar com o que tivesse se tornado, a perspectiva de um futuro dissipava um pouco de sua raiva e rancor. - Vocês estão contratando? Eu gostaria de me candidatar para uma vaga. - Perguntaria, para qualquer um que tivesse a autoridade de sanar tal dúvida, se a resposta fosse positiva, buscaria os meios de ingressar na organização, no governo mundial, não na marinha, já que os ternos lhe caiam muito melhor que aquele branco e azul sem graça, faria um grande favor para todas as mulheres que cruzassem o seu caminho com essa escolha. Se existisse algum formulário, preencheria da seguinte forma:

Formulário escreveu:
Nome: Sven Bjarke Koza.
Idade: 21
Sexo: Gosto.
Motivo de querer se alistar: Plano de Saúde e demais benefícios.
Estilo de combate utilizado: Espadachim.
Conhecimentos fora de combate: Anatomia Humana, Primeiros Socorros, Cirurgia, Farmácia e Diagnose.
Estilo de abordagem em uma missão: Sexy sem ser vulgar.

Seu humor retornava, mais ousado e debochado, provavelmente um efeito da renovação que sentiu ao conseguir imaginar algum futuro que não fosse extremamente decadente ou lamurioso. Se existisse algum problema com seu formulário, reescreveria com mais seriedade:

Formulário escreveu:
Nome: Sven Bjarke Koza.
Idade: 21
Sexo: Masculino.
Motivo de querer se alistar: Servir e proteger.
Estilo de combate utilizado: Espadachim.
Conhecimentos fora de combate: Anatomia Humana, Primeiros Socorros, Cirurgia, Farmácia e Diagnose.
Estilo de abordagem em uma missão: Polivalente.

O motivo do alistamento não era uma verdade, mas também não era necessariamente uma mentira, Bjarke queria servir, para evitar que os pensamentos que acompanhariam o tempo ocioso massacrassem sua mente e sua alma, e queria proteger, a si mesmo do que poderia se tornar.

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Histórico Bjarke:
 

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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyDom 20 Maio 2018, 15:01


NARRAÇÃO
Tied Dog
O olhar vazio e pensativo de Sven, reflexo da dor e dos sentimentos abalados viam a tona. Seus pensamentos antes perdido em raiva agora se acalmavam, o lobo que caça os deuses havia voltado para a sua caverna no coração do rapaz. Não sabia o que havia acontecido, mas tinha gostado de sentir aquele fogo queimar seu peito e enche-lo de sentimentos tão humanos e verdadeiros que jamais sonhou em ter antes. Isso só podia ser uma peripécia dos deuses, uma brincadeira de extremo mau gosto.

As chamas começavam a subir rapidamente, o espadachim em seu último ato, cortou uma mecha de cabelos negros de Yennefer, uma lembrança daquela que havia despertado o melhor de seu ser e consequentemente o pior também. Deixou o corpo da mulher encostado em uma viga de madeira, sabia que o fogo iria consumi-la. ‘’Do pó viemos e ao pó voltaremos’’ - Pensou o rapaz que, com grande dificuldade se levantou. As pernas doíam, mas não era uma dor de um ferimento, sentia-se como se sua alma tivesse um grande fardo nas costas, sua respiração funda sugava o ar ao seu redor, muita fumaça começava a surgir naquele andar e Sven já podia ver as chamas tomando conta aos poucos das madeiras do barco. Andou até o convés, passando pela trilha de corpos mortos, todos ceifados pela sua espada. Não sentiu remorso por eles e fechando seus olhos para o ocorrido, tendo apenas a cabeça de seu inimigo a cintura como lembrança do ocorrido, desceu do barco pela mesma corda que havia subido.

Sobre o píer, Sven cortou as amarras que prendiam o barco ao porto e aguardou, por alguns minutos, a embarcação se afastar. As chamas altas tomaram mais cor e brilho ao ouvir uma explosão vinda do barco. ‘’Pólvora’’. As velas brancas em chamas agora se deitavam em cima da proa, ia sendo destruído aos poucos assim como seu mundo e seus sonhos, não teria uma vida como havia imaginado, não com Yennefer e talvez, dentro do seu mais profundo ser, queria nunca mais passar por tal sofrimento novamente. O barco em chamas havia se tornado um símbolo para seu espírito, um símbolo da morte e do recomeço, seguiria em frente e com um longo suspiro após voltar-se para a pequena vila e seu porto, pode ver apenas aquilo que seu coração sentia: Desolação.

Seus pensamentos calmos agora se organizavam, precisava dar um jeito de seguir em frente, sua missão de captura do pirata maldito ainda não havia acabado e com passos lentos mas firmes conseguiu encontrar um guarda, que procurava nos escombros das casas junto a um cachorro, a informação que precisava. - Em Lvneel tem um escritório da marinha.- O homem estava chocado pela aparência do espadachim, mas mesmo assim o indicou a direção certa e sem delongar ou mesmo agradecer, Sven seguiu em frente. O caminho até Lvneel fora sem perturbações ou imprevistos, os portões da cidade estavam abertos, recebendo as pessoas vítimas do incêndio recente. Muitos ali estavam cheios de sangue, com fuligem sobre o corpo, se fosse uma competição, Sven teria ganho facilmente. Seus passos seguiram até o escritório da marinha, adentrou o local e imediatamente foi barrado por um guarda. - Hey você, está ferido? - O guarda parecia assustado e preocupado. As palavras do homem não fizeram Sven parar e foi abordado novamente pelo guarda, que entrava a sua frente. - HEY! Está surdo? - O guarda ficou a frente de Sven, que após responder-lhe de maneira rude e mostrar a cabeça decapitada, fez o marinheiro perceber do que se tratava. Engoliu seco reconhecendo a cabeça do Incendiário que era igual ao do cartaz que havia na parede. - É-É por aqui…- Disse o guarda, levando Sven até uma pequena sala.

O local parecia uma delegacia, possui 2 andares o térreo que era a recepção, celas de prisioneiros e o pátio de treinamento e o andar de cima na qual ficavam os escritórios da marinha junto a biblioteca de informações e registros de documentos.  Sven adentrou a salinha que possuía alguns gaveteiros de documentos, uma cadeira e atrás de uma mesa cheia de papéis uma moça jovem e bonitinha que levou um susto ao ver Sven.

A aproximação do espadachim e o ato de mostrar a cabeça a garota fez a mesma ter seu estômago revirado. Ela tapou a boca com a mão esquerda antes de pedir que ele entregasse a mesma para o marinheiro que o acompanhava. Sem delongar muito e sem olhar tão diretamente a Sven, a moça começou a preparar a documentação de registro, informando, alegando que o Incendiário havia sido morto e sua recompensa seria entregue. O colar que ela trajava tinha um formato parecido com o de uma chave, e Sven notou que atrás da mesa dela havia um grande cofre.

A menina se levantou de sua cadeira após preencher os formulários e pedir para que ele assinasse uma guia dos mesmo, para deixar registrado sua captura. Enquanto o jovem assinava, a garota abriu o cofre e separou a quantia de dinheiro informado no cartaz do procurado. Ela entregou o dinheiro após ver a assinatura do espadachim sobre o papel e com um sorriso torto dissera: - Tenha um bom dia senhor, obrigada por ajudar a Marinha a manter a paz no mares. - Ela voltou-se a seus documentos e Sven agora tinha o dinheiro em mãos.

Nenhuma quantia no mundo seria capaz de curar as feridas de seu coração, estava completamente ciente disso, mas nunca é tarde para um recomeço, nunca é tarde para decidir o que se fazer da vida. Caminhando junto ao marinheiro que o havia abordado recentemente, Sven pode perceber a organização que o local tinha. Uma boa espiada no pátio o fez ver vários marinheiros treinando e ao passar pela recepção, avistou a figura de um homem, muito bem vestido, sentado em um dos bancos com uma cara de sono e de jeito entediado. O homem não tinha o braço esquerdo e aguardava na recepção. Sven logo pode notar do que aquela figura se tratava, já havia ouvido falar dos agentes do governo e como seu porte e vestimentas deixavam bem claro quem eles eram. Sven nunca teve um preconceito grande com o Governo e sabia que podia ser uma boa oportunidade para controlar seus instintos mais loucos dentro de si. Ser disciplinado, usar belas roupas e quem sabe atrair belas mulheres não seria nada mal para ele, fora o salário e a oportunidade de fazer justiça. Sven se aproximou do homem que abriu apenas o olho esquerdo ao notar que o rapaz se aproximava.

As palavras do espadachim abriram um sorriso na boca do homem que logo relaxou mais ainda o corpo no banco. - Estamos sempre precisando de pessoas dispostas, se você for uma delas, não vejo problemas. - O homem se levantou e Sven pode perceber que ele era mais alto e muito mais robusto do que si. O homem olhou para o marinheiro e fez um sinal com a mão, dispensando o mesmo. - Você deve ter muita coragem ou muita loucura para tomar um banho de sangue como esse, eu acabei de voltar do porto daquela vila que pegou fogo e me disseram que o criminoso havia sido capturado por um espadachim de cabelos negros. Hmm interessante. - O homem seguiu para uma sala do lado oposto da que Sven entrara da última vez.  Era uma sala maior, mais confortável e não havia ninguém.

O homem sentou-se a mesa de madeira escura, revirou uns papéis e entregou um outro formulário a Sven. - Preencha esse formulário para se candidatar ao cargo, mesmo que eu veja que tem potencial, você precisa ser testado em algumas tarefas por aqui… - O homem relaxava em sua cadeira enquanto esperava o formulário ser preenchido.

Sven olhou aquelas perguntas e sua mão coçou para zoa-las, o fez e com um sorriso, apagou o que havia escrito com uma borracha antes de passar a caneta em cima do papel, preenchendo seriamente o formulário. Após o término, ele entregou o papel ao agente a sua frente, que o pegou em mãos e sorriso. - Muito bem Sven, seja bem-vindo ao Governo Mundial, mas antes de se tornar um valoroso recruta, preciso testar seus ânimos para com a instituição. - Ele cruzava os braços e fazia uma cara debochada. - Eu sei que parece bobeira, eu realmente as acho, porém regras são coisas que visamos cumprir a risca aqui, então como sua primeira tarefa, quero que vá ao vestiário, tome um banho, cuida dessa ferida ai na sua cara e aproveite e limpe todo o banheiro beleza? Depois volte para me avisar ok? - O homem adotou uma postura mais ereta e firme na cadeira, sua voz era confiante e Sven pode notar que de certo ponto era um tanto gentil e preocupada, não queria que seu novo recruta fosse um pé rapado, por assim dizer.






Histórico Bjarkinho nosso amiguinho:
 


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Última edição por Luizatomita em Seg 28 Maio 2018, 14:11, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyTer 22 Maio 2018, 04:08

Auribus frequentius quam lingua utere ♪


A raiva era como um cão agressivo, que tentava avançar sobre tudo o que via, controlar tal sentimento era uma tarefa árdua, que exigia um alto grau de disciplina e paciência, na maioria absoluta das vezes, Sven dominava essa arte, mas os eventos recentes o afetaram severamente, de forma que não conseguiu exibir a serenidade habitual quando lidou com o marinheiro e a bela moça, deixando o cachorro escapar do domínio de sua coleira, agora, se sentia culpado por isso, não podia usar sua tristeza como justificativa para agir com brutalidade, estupidez e grosseria. Precisaria corrigir esses erros no futuro.

Sem Yennefer, o médico acreditava que estava fadado a um terrível castigo, andar pelo vale da sombra e da morte, amaldiçoado com a sua própria vida e acompanhado pela solidão. Diante da perspectiva assombrosa, o agente e o governo em si pareciam iluminar um caminho que antes era sombrio e tortuoso. Seu corpo e sua mente não eram tocados pela felicidade, mas a esperança que sentia já era mais do que o suficiente para prosseguir. Bjarke sempre teve facilidade para lidar com as pessoas, mas aquele agente o cativava com uma facilidade incomum, talvez por causa do seu desespero para se agarrar em algo, talvez por carisma. Mesmo com a falta do braço, o homem não transparecia fraqueza ou debilidade, de forma que não era possível sentir pena, apenas admiração.  

A pergunta do agente que envolvia coragem e loucura era algo que nem mesmo o espadachim sabia responder, a única certeza era que o sentimento final se traduzia em um arrependimento amargo. - Eu escutei histórias semelhantes também, um espadachim extremamente belo e bem humorado que sabe trabalhar em equipe e daria um ótimo agente. - Autoconfiança era um aspecto fundamental de qualquer processo seletivo e Sven sabia disso. A sala mais espaçosa e mais confortável fazia o jovem ter certeza da sua escolha, o garbo e elegância do governo combinava mais com o seu perfil.

Todo o glamour se dissipava quando o médico recebia as noticias dos seus afazeres, mas sabia que teria de cumprir o que foi determinado, então faria de boa vontade. - Pode deixar chefia, se der pra arrumar alguma roupa enquanto eu faço isso ficaria agradecido, as minhas morreram em combate. - Após essas palavras, simplesmente darias as costas e caminharia para o vestiário, não tinha nenhuma ideia de onde o local ficava, mas o Quartel General deveria ser bem sinalizado, na pior das hipóteses, simplesmente teria que pedir auxilio para alguém. Chegando ao vestiário, se despiria, deixando sua calça, seus pertences e suas botas bem separados e guardados em segurança. Desnudo, Sven caminharia até um dos chuveiros e liberaria a água, fazendo o líquido correr pelo seu corpo, lavando o sangue, a fuligem e a dor. Esfregaria com força seus braços e tronco, tentando se livrar de qualquer coisa que lembrasse o navio do Incendiário, limparia seus cabelos com afinco e lavaria suavemente o rosto, levando em contra o ferimento.        
Com o banho tomado, o médico procuraria por uma toalha e se enxugaria com sutileza, em seguida, se vestiria e pegaria o seu kit médico, encharcaria um pedaço de algodão com álcool e limparia o ferimento, normalmente não seria necessário, mas considerando a natureza traiçoeira do seu inimigo precaução nunca era demais, além disso, a dor do álcool não seria nada comparado com o que passou. Depois de limpar o ferimento, procuraria um espelho e, com uma boa visão do próprio rosto, pegaria os materiais de sutura, dividiria uma linha em duas com a tesoura e usaria uma metade para cada parte do ferimento, o processo poderia ser agonizante para alguns, mas Bjarke conseguia lidar com a situação com serenidade.

Remendado e um pouco mais apresentável, o espadachim se dirigiria até a mulher que havia lhe atendido anteriormente, mas dessa vez com um semblante muito mais amigável, ao encontrar a mesma, diria: - Eu vou ser bem direto, esse dia provavelmente foi o pior que eu já tive em toda a minha vida, mas isso não é um passe livre pra ser babaca, então gostaria de pedir desculpas. - O jovem esperaria uma resposta e, independentemente de qual fosse, prosseguiria. - Talvez eu fique aqui por um tempo, então acho que devo me apresentar, meu nome é Sven. - A apresentação seria acompanhada por uma mão estendida e um sorriso no rosto, o médico esperava seus pedidos de perdão fossem aceitos, mas mesmo que a moça fosse inamistosa, prosseguiria. - Por algum acaso você teria um caderno e uma caneta pra me emprestar por um período longo e indeterminado de tempo sem a necessidade de devolução? Antes que você pergunte, é pra algo muito importante, começar a escrever a história do nosso belo romance. - Bjarke diria tais palavras com certo tom de ironia, de forma que pareceriam mais uma piada que uma cantada, sem dar um tempo de resposta, para evitar qualquer fora, prosseguiria. - Mas sério, um caderno e uma caneta ajudariam muito, são muitas ordens, lave isso, pegue aquilo, traga aquela coisa e por aí vai, eu tenho a impressão de que se eu esquecer algo o agente não vai ficar muito feliz. - O rapaz se manteria atento a expressão da mulher quando mencionasse o agente, se não notasse nenhuma feição negativa, tentaria se aprofundar no assunto. - Falando nisso, você sabe o nome dele? Nosso contato foi meio rápido, esqueci de perguntar. Depois de trocar tais palavras, o homem se despediria, partindo em busca dos materiais de limpeza.

Bjarke esperava encontrar uma espécie de despensa com certa facilidade, mas, se sentisse alguma dificuldade no caminho, pediria a ajuda de qualquer um que trabalhasse no local. O homem tentaria pegar água sanitária, esponja, escova, escova sanitária, panos diversos, um borrifador com uma solução de água e água sanitária, removedor, um esfregão e luvas. Com os itens em mãos, ou o mais próximo disso possível, vestiria as luvas, se tivesse, e começaria a limpeza. Primeiro lidaria com os vasos, que pareciam ser a parte mais árdua do processo, despejaria um pouco de água sanitária no vaso e esfregaria a parte interna do objeto com a escova sanitária, até bilhar, na parte externa dos vasos, usaria o removedor na limpeza. Após lidar com os vasos, trataria das pias, usaria a bucha da esponja e o borrifador dessa vez, com as pias limpas, trataria dos ralos, usaria a escova sanitária para tirar a sujeira, usando o removedor no processo enquanto esfregava com afinco. Depois dos ralos, a maior parte do trabalho já estaria feito, mas já que tinha que fazer, Sven preferia fazer bem feito, limparia todos os vidros com a bucha da esponja e o borrifador novamente, em seguida, lavaria as torneiras e demais partes de metal com o borrifador e um pano, essa etapa feita, restariam apenas o piso e o as paredes. O jovem pegaria o esfregão, mergulharia o mesmo em água sanitária e esfregaria todo o piso do local com diligência e esforço, no processo, cantaria, visando tornar a tarefa menos penosa. - ♫ Raro encontrar alguém que raramente faz questionar, se encontrar alguém na minha idade é fantasiar. ♫ - Terminando de lidar com o chão, pegaria o borrifador e a escova para lidar com as paredes, mantendo sua determinação, esmero e cantoria. - ♫ Tem vezes que parece que ela já viveu tantas versões, de histórias de mulheres que criei na mente com adições. ♫ - Após finalmente finalizar as suas tarefas, Bjarke usaria os panos para secar o que estivesse de molho, guardaria os materiais que pegou e retornaria para a sala do governo, esperando encontrar o agente responsável pela sua inscrição. - Se for no banheiro e disser que não é o mais limpo que já viu é mentira. É só isso ou tem mais alguma coisa? - Perguntaria, com o sorriso habitual no rosto.

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Histórico Bjarke:
 

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyQui 24 Maio 2018, 16:49


NARRAÇÃO
No Pain No Gain
O sorriso na cara do agente era de satisfação e animação ao ouvir a resposta do espadachim. - Hahah claro, no vestiário do Governo tem alguns armários, o meu é o número 4, deve ter alguma camisa lá que te sirva, pegue - O homem jogou uma pequena chave para Sven, que a pegou em mãos quase que em um susto. - É emprestado heim, se passar em todos os testes a gente te arruma um uniforme sob medida ok rapaz? Agora vá lá e boa sorte. - O homem  se recolhia a papelada em sua mesa enquanto Sven, com passos já pouco mais confiantes, seguia em direção ao vestiário.

Seus olhos atentos procuraram por plaquetas de indicação do local, para sua sorte, haviam algumas nas paredes, a marinha e o Governo são instituições que se preze, sendo assim sua acessibilidade e sinalização eram boas para pessoas de fora do meio deles como Sven. Seguindo a plaqueta que indicava o local desejado, o espadachim se deparou com a porta e ao abri-lá, teve o vislumbre do vestiário do Governo As paredes divisórias de mármore negro junto às pias brancas de porcelana fria davam ao local um aspecto elegante, fino, algo que Sven não estava tão acostumado a ver, mas que de alguma maneira o deixava muito a vontade.

Os armários se encontravam do outro lado da sala, havia cinco deles ali mas somente um podia ser aberto. O espadachim usou a pequena chave no armário número 4, abrindo-o, Sven olhou dentro do local e encontrou uma muda de roupas, uma toalha branca e vários itens de higiene pessoal ali, olhou bem e pode ver que junto a todas as coisas, na parte de trás da porta do armário, havia várias fotos.

Sven reparou naquelas fotografias, várias pessoas juntas, jovens sorrindo usando roupas finas, e lá estava seu instrutor, com os dois braços, abraçando uma garota que ele reconheceu de imediato sendo a garota da qual entregara a ele a recompensa pelo incendiário. Eram fotos bonitas, felizes e que fizera um leve sorriso surgir na face do espadachim. Atrás de uma das fotos havia um bilhete com o número 1  e junto a ele estava escrito ‘’Pegue-me’’. Achando que aquilo poderia ser um teste, Sven o fez e deixou o bilhete junto a suas roupas.

Aliviado por ter o que precisava. Foi até os chuveiros, deixando suas coisas em um local onde pudesse ver. Despiu-se e deixou que a água quente que saía daquele chuveiro lavasse todo resquício de sua luta e sua perda. Uma banho não só para seu corpo, mas também para sua alma. As lágrimas salgadas se juntaram as gotas de água doce enquanto banhava todo o seu corpo, deixando a tristeza escorrer ali por um tempo, Sven lavou seu ferimento no rosto, precisava cuidar dele. Secou-se e logo utilizou de seu kit médico novamente. Limpou o ferimento com seu alcol e o costurou enquanto olhava para o espelho que havia atrás das pias do local. A dor da agulha atravessando sua pele era costumeira para si, respirava fundo e apenas mantinha a calma e as mãos firmes. Sabia que o ferimento deixaria uma cicatriz, e achava isso de certo modo, charmoso.

Vestiu as roupas do agente, estavam limpas, cheirosas, mas eram um pouco mais largas que seu próprio corpo, já que o homem era mais alto que si. Arregaçou as mangas para as mesmas não o atrapalharem seus movimentos. Pegou suas coisas e saiu do local. Os cabelos molhados, recém penteados para trás, davam-lhe um aspecto mais nobre, assim como suas roupas finas. Andou calmamente até a pequena sala a onde o grande cofre se encontrava junto a garota que o mantinha sob sua proteção. Ele se aproximou dela, que ao vê-lo arrumado tomou um susto, mal havia o reconhecido. - Ahh nossa, é você… Ahhh não se preocupe com isso, estou acostumada a ser recebida de maneira pior pelos caçadores que vem aqui, pedido de desculpas aceitos. - Ela sorriu para ele de maneira gentil enquanto pegava em sua mão estendida, comprimentando-o de maneira cortês. - Meu nome é Rose, Rose Ivanov. Hahahaha. - Ela riu de maneira fofa ao ouvir o rapaz dizer a respeito do ‘’romance’’ entre eles. - Bem, eu acredito que não tem problema em te dar um… - Ela se levantou de sua cadeira, foi em direção a um pequeno armarinho, abrindo-o era possível ver vários materiais de escritório, ela pegou um caderninho azul e uma caneta da mesma cor e entregou a ele. - Ah você quer dizer aquele cotoco de quase dois metros? - Ela segurava o riso em seus lábios. - O nome dele é Klaus Harris, o Agente mais preguiçoso de todos os Blues, quando encontrá-lo, peça a ele para me entregar os relatórios e diga que ele ainda me deve um encontro. Por favor. - A voz dela era suave e gentil e Sven pode notar que suas bochechas coraram ao citar o nome de Klaus.

Sven deixou a sala após a conversa com a garota, agora estava limpo, arrumadinho e com o caderno e a caneta que desejava, mas ainda tinha trabalho a fazer. Voltou ao vestiário e encontrou os materiais de limpeza dentro de uma armarinho perto da janela, lá havia tudo o que precisava, desde luvas a todo quer tipo de escova de esfregar privadas e pias. Pegou o equipamento necessário, sabia como esteriliza o local e limpá-lo e não demorou para começar a fazê-lo. Ficou ali durante uma hora e trinta minutos, limpando desde os vidros das janelas até os ralos dos chuveiros, na onde encontrará um segundo bilhete com o número 2 escrito: ‘’Desvende-me’’. Teve uma certa dificuldade com uma privada que não dava descarga e ao colocar a cabeça próximo, a mesma soltou muita água em sua cara. Nada agradável, mas após isso teve de lavar o rosto com um pouco de raiva. Cantarolava baixo, para si mesmo a fim de espantar o cansaço físico e mental que sentia.

Que dia estranho, de uma escada que o mordera a uma privada que queria afogá-lo, realmente não era um bom dia para si.  Querendo ou não, aquele era um trabalho braçal, tanto que tivera de ter certo cuidado para não abrir nenhuma de suas feridas. Limpou tudo e mais um pouco e ao terminar, foi imediatamente até a sala de seu instrutor. A porta estava fechada e Sven conseguiu ouvir vozes de lá de dentro, um tom feminino e masculino que reconheceu sendo de Klaus e Rose, parecia uma discussão e após dois minutos a garota saiu do local, bufando como um boi bravo. Sven se assustou com a reação e em seguida entrou na sala.

Avistou seu instrutor coçando a cabeça e com um sorriso sem graça antes de começar a falar com ele a respeito do vestiário estar totalmente limpo. Klaus olhou para ele e levantou-se de sua cadeira. - Bem vamos ver então. - Os dois caminhavam lado a lado até em um suspiro Klaus dizer: - Porque as mulheres são tão complicadas Sven? - A pergunta era sincera e o tom de voz do homem era calma. Mulheres, anjos e demônios que podiam muito bem deixar os homens em um paraíso de amor e carinho e em um inferno de brigas e discórdia, no caso de Klaus, estava com um pé em cada lado com Rose e Sven não imaginava o porque disso.

Chegaram até o vestiário e Klaus o analisou friamente, sua expressão calma e relaxada era agora análitica e detalhista, mas para a sorte de Sven, Klaus parecia satisfeito com o trabalho. - Eu não esperava ver as janelas limpas, digo, a maioria das pessoas não nota que elas ficam sujas, mas um bom Agente é sempre muito minucioso. Todo tem de estar em seu devido lugar. - Ele passava perto dos chuveiros, abrindo o ralo para ver se tinha algo ali, estavam limpos. - Os lugares mais improváveis podem esconder as mais diversas pistas sobre um crime. Quando se trata de piratas e Revolucionários, Sven, tens sempre que ter os olhos atentos, nunca se sabe a onde encontrará as mais diversas coisas. - O homem passou a mão entre o espelho e a parede que estava à frente das pias e tirou dali um pequeno bilhete com o número 3 escrito sobre si junto a palavra: ‘’Procure-me’’. - Deixei três espalhados pelo vestiário, o intúito da missão não era apenas limpar, isso qualquer idiota faz. Eu queria que você investigasse, essas pistas, não é nada demais, só um jogo que costumo fazer com os agentes que podem ser treinados hahaa. - A voz animada e o sorriso cativante logo se voltaram a Sven.   - Bem você encontrou dois de três, está apto para o próximo teste. Siga-me. - Deixando o vestiário para trás e com a sensação de realização em seu peito, Sven seguiu Klaus até o pátio de treinamento, alguns soldados estavam ali, mas ao verem o Agente todos bateram continência para ele e se retiraram do local as pressas.

Sven pode ver naqueles homens seus olhares perante Klaus. Eram olharem de devido respeito e admiração. O agente se dirigiu até um armário, um pequeno arsenal com vários instrumentos, pegou dali um pequeno relógio cronômetro e se aproximou de Sven. - Quero que corra vinte vezes em volta do campo e quando acabar, a gente começa o treino de combate ok? - Ele olhou para Sven com um olhar um tanto gentil enquanto pegava uma cadeira para se sentar, esperando que o rapaz terminasse o exercício. - A propósito, o que houve com a moça que te acompanhava? - A pergunta fora direta, ele a fizera de maneira comum, sem nenhum tom a mais na voz.






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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptySab 26 Maio 2018, 04:48

Veritatis simplex oratio ♪


Sven não acreditava em sorte ou azar, tais coisas não existiam, Deus não jogava dados, o jovem confiava em seu esforço, seu trabalho, sua determinação e seu discernimento, julgava que um homem era livre para fazer suas próprias escolhas, mas era eterno prisioneiro das consequências. Os últimos eventos abalavam um pouco essa crença, até os objetos inanimados pareciam ter se voltado contra o espadachim, primeiro a escada e depois a privada, se sentia tão azarado que, se quisesse achar uma agulha no palheiro, apenas se sentaria nele.  

Apesar de nem tudo serem rosas, também não eram apenas cinzas, Rose e Klaus eram boas pessoas e, de certa forma, o homem se sentia acolhido por aquela instituição. Após terminar a lavagem do banheiro, Bjarke se dirigia até a sala de Klaus, ou melhor, do Governo, apenas para se deparar com uma Rose totalmente diferente da que havia conhecido há pouco. A pergunta do agente era um dos grandes mistérios do mundo e o médico não fazia ideia da resposta, mas isso não queria dizer que deixaria de expressar sua opinião. - Elas não são complicadas, nós que somos idiotas. - O espadachim daria um sorriso debochado. - Ao menos é o que elas dizem, eu nem discuto mais, desisti de tentar entender elas já faz um tempo, tem coisas que você simplesmente deve aceitar. - Apesar da ironia, as palavras continham uma certa verdade. - Ela até tinha pedido pra eu dar uns recados pra você, mas acho que já falou tudo o que queria. - A situação divertia o jovem, ver o lado mais humano de seus companheiros era algo que ajudava a criar empatia e confiança.

O julgamento do serviço feito no banheiro condizia com o que o jovem esperava, mas o verdadeiro objetivo da tarefa era, de certa forma, surpreendente, já havia encontrado os dois primeiros papéis, apesar de não dar a devida importância a eles. Suas ordens eram claras, então julgou que era melhor cumprir o que foi dito sem se perder em nenhuma distração, mas aparentemente isso era o oposto do esperado. - Desculpe por isso chefe, eu achei que o objetivo era justamente ser um idiota e seguir ordens sem perguntar. - Diria em um tom bem humorado, mas sem a intenção de passar qualquer ideia de desrespeito. - Mas pensando bem, acho que isso faz mais o perfil da Marinha, é o que você pode esperar de uma instituição que não tem ternos como uniforme. - Bjarke esperava que seu superior achasse a piada tão engraçada quanto ele achava, para o seu próprio bem.

Era algo natural que os soldados deixassem o local com a presença e o pedido de Klaus, era o respeito que realmente impressionava. O homem pegava um relógio, o que deixava claro que Sven seria julgado pelo seu tempo, mas talvez fosse apenas outro truque, como no teste anterior, o médico vacilava por um momento, mas concluía que, se prosseguisse por essa linha de raciocínio, apenas ficaria paranoico, de forma que simplesmente seguiria as instruções dadas com clareza. O jovem alongava os braços e as pernas, com o intuito de aquecer o corpo, estava pronto para começar, mas a pergunta de Klaus o pegava totalmente desprevenido. O primeiro impulso era responder. - A mesma coisa que aconteceu com seu braço. - Ou algo similar, mas Bjarke não era mais um ser raivoso e descontrolado como era no navio, ao menos não no momento, sua serenidade habitual imperava, de forma que simplesmente respiraria fundo e responderia de forma sincera. - Ela morreu. - Na medida em que as palavras sairiam de seu boca, o espadachim cerraria os punhos, instintivamente. - Por minha culpa, ela era a única coisa que eu tinha, a única pessoa que eu amava e, por minhas más escolhas, ela morreu nos meus braços. - Falar aquilo era uma espécie de libertação, Sven não sentia vontade de chorar, aflição ou um impulso que dizia para amaldiçoar todos ao seu redor, apenas dor e tristeza, que não passariam tão cedo. - Quando ela morreu, eu perdi tudo o que tinha, esse é o motivo de estar aqui. - Movido pelos seus sentimentos, o jovem pegaria o caderno e a caneta que havia recebido de Rose, para escrever uma mensagem na primeira folha.

Caderno escreveu:
Para Yennefer -

Você sempre vai estar no meu coração,
em minhas memórias,

e no mar que é seu túmulo.  

A mensagem eram um lembrete, que fazia com que o espadachim não tivesse dúvida nenhuma em relação ao caminho que escolheu traçar. Guardaria o caderno e a caneta após escrever, em seguida, se prepararia para correr. - Pode começar a contar. - Diria, pouco antes de começar a avançar, Bjarke não gastaria todo seu fôlego e energia no começo da corrida, se conteria, visando manter um ritmo constante e veloz, não adiantaria nada se esforçar nas primeiras voltas se estivesse morto nas últimas, ainda mais sabendo que um combate o esperava. Apostando na estabilidade para conseguir um bom tempo, Sven tomaria um cuidado com o número de voltas, para não fazer um esforço desnecessário, usando um ponto qualquer para marcar uma volta enquanto contava o seu progresso mentalmente. - Espero que não tenha nenhuma pegadinha dessa vez. - Comentaria com o seu instrutor, após realizar as primeiras voltas.

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptySeg 28 Maio 2018, 14:08


NARRAÇÃO
No Pain No Gain
Klaus deixou escapar uma risada ao ouvir as palavras de Sven, realmente, os homens eram completos idiotas quando o assunto era as mulheres. Como podiam ser tão ingênuos? Talvez pela maneira de pensar e de sentir o mundo ao seu redor seja completamente diferente, uma incógnita que jamais seria respondida.- É, concordo plenamente. - Disse Klaus antes de adentrar o banheiro já limpo por Sven.

- Seguir ordens é de suma importância, um marinheiro que segue as ordens de seus superiores está propenso a agradá-los, e feito isso, poderá subir de cargo mais fácilmente. Precisamos seguir ordens, como cães encoleirados, mas não somos vendados e muito menos julgados se mordemos a mão de alguém que tenta nos ferir, se é que você me entende. - O sorriso malicioso se estendeu. - A marinha tem esse perfil mais ‘’quadrado’’ mesmo, eu particularmente não gosto de vestir azul. Haha - Disse apertando a gravata roxa em seu pescoço antes de se voltar ao pátio de treinamento.

Sven anotou em seu caderno, na primeira página, um pequeno lembrete daquilo que jamais deveria esquecer, Yennefer. Klaus sentiu uma pontada de tristeza ao ouvir as palavras do médico e com uma expressão serena mas ainda firme disse: - Ah… Me desculpe, sei como é essa dor, eu já passei por isso… - Os dedos da única mão apertaram o relógio com força. O tempo é algo relativo, mas se existe uma coisa que não muda, é que o tempo não volta.

O treinamento não demorou a começar, e dessa vez Klaus pretendia apenas ver a capacidade física do seu pupilo, sem ter de lhe impor algum tipo de ‘’puzzle’’. O relógio cronômetro movia seus ponteiros rapidamente. O Agente observava as ações de Sven, seu ritmo, a respiração e seu modo de andar, anotava tudo em uma pequena prancheta enquanto o médico continuava a correr ao redor da pista. Embora Sven estivesse concentrado correndo, o Agente começou a contar-lhe uma história. - Eu também tinha muitos amigos… Mas com o tempo, as coisas foram ficando mais difíceis e um a um os meus amigos menos atentos foram se perdendo. Eu em uma dessas quase fui também, mas não sei se é sorte ou destino estar aqui hoje, vivo e inteiro… - Ele olhou para o braço inexistente. - Bem, quase inteiro. - riu de maneira descontraída.

Não demorou muito e Sven logo terminou as vinte voltas, respirava pela boca, arfando pelo esforço, mas nada que não fosse o normal esperado após um esforço daquele. As costelas quebradas doíam um pouco, uma lembrança de que seus ossos ainda não estavam totalmente bem recuperados para algo como aquilo.Klaus se levantou da cadeira e aproximando-se de Sven. Começou a anotar algumas coisas na prancheta. - Depois do incidente com meu braço não pude continuar com esses trabalhos de campo mais exigentes, é necessário ter uma boa saúde, um porte físico adequado… Mas ainda me sinto muito útil aqui, é uma cidade bonita, organizada,  e quando posso, vou atrás de um ou dois piratas, mesmo que isso deixe Rose enfurecida por estar cabulando a papelada chaaaata que ela me passa. - O homem logo deu uma volta ao redor de Sven, analisando seu físico. - Alguma doença crônica, bronquite, sinusite, rinite? Problemas de diabetes na família? Pressão alta? Sabe como é esses formulários, eu acredito que esteja tudo ok com você, mas preciso perguntar mesmo assim. - Independente da resposta de Sven, Klaus anotaria tudo o necessário em sua prancheta antes de deixá-la de lado e logo pegar um bastão de metal do arsenal de armas.

-Bem, o treino físico já passou, agora preciso ver como está suas habilidades de combate… Embora isso seja algo físico também.. Ah bem, você entendeu.  Prepare-se! - A lança nas mãos de Klaus e sua figura elegante mas ainda firme eram estranhas, Sven nunca havia visto um agente do Governo lutando. Embora tivesse somente um braço, os dedos longos de Klaus eram muito habilidosos, o que proporciona movimentos rápidos com o bastão metálico em suas mãos. O homem sorria para Sven, esperando seu movimento.





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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptyTer 29 Maio 2018, 03:11

Silent inter arma leges ♪


A história contada por Klaus fazia com que Sven nutrisse ainda mais afinidade pelo homem, já que seus históricos pareciam ser similares quando se tratava de perdas. O senso de humor de ambos os homens também continham certa afinidade, tal fato era evidenciado pela piada que o agente fazia com a falta do próprio braço. Ao fim do exercício, as roupas emprestadas estariam encharcadas de suor, sua respiração descompassada, ofegante e seu coração acelerado. Além do cansaço, certa dor também surgia nas costelas, como resultado do esforço, uma amarga lembrança dos ferimentos sofridos anteriormente.  

Enquanto o espadachim tentava se recompor, seu instrutor falava sobre a natureza burocrática de seu ofício e as qualidades de Lvneel, que realmente condiziam com a realidade, quando indagado sobre seu estado de saúde, o jovem seria lacônico, devido ao cansaço que sentia. - Não tenho nenhum problema de saúde, nem histórico na família. - Bjarke acreditava que o processo havia sido concluído após a avaliação física, de forma que se surpreenderia ao ver o bastão metálico nas mãos, ou melhor, mão de Klaus.    
A etapa final do alistamento causava um certo desconforto no jovem, não acreditava que seu instrutor fosse um oponente incapaz ou inábil, mas era inegável que existia uma vantagem física nesse confronto. Da forma que fosse, o espadachim não estava em posição de recusar o que fora imposto, assim sendo, pegaria sua espada e caminharia lentamente até Klaus, parando quando existisse uma distância justa entre os dois, já posicionado, encararia o homem e esboçaria um sorriso. - Só pra ficar claro, se eu perder, foi por que tive pena da sua condição, agora, se ganhar, a falta do braço definitivamente não influenciou em nada o resultado. - Comentaria em tom bem-humorado e amistoso, esperando que seu adversário lidasse bem com as palavras.

Apesar da deficiência, Klaus provavelmente era mais forte e, com certeza, mais experiente, o mais simples vacilo eliminaria qualquer chance de vitória e, bem, já que aquilo era um teste, Sven daria o melhor de si, tratando o agente como se realmente fosse um inimigo. O médico respiraria fundo, apagaria de sua mente qualquer sentimento que atrapalhasse o rumo do combate e seguraria a lâmina com ambas as mãos, proporcionando assim mais firmeza e velocidade, abrindo mão de certa parte do alcance que teria caso utilizasse apenas uma mão. Pronto para o combate, o jovem avançaria, imprimindo a maior velocidade possível em seus passos.

Mesmo com a iniciativa do espadachim, o primeiro golpe provavelmente seria feito por seu instrutor, já que o alcance do bastão era maior que o da espada, levando em conta tal fator, Bjarke estaria pronto para se defender durante seu avanço. Caso fosse alvejado por uma estocada, usaria sua lâmina para golpear o bastão metálico, imprimindo força e selvageria no momento, afinal, acreditava que, por seu adversário utilizar apenas uma mão, talvez não fosse tão difícil desarmá-lo. O intuito do golpe, entretanto, não era o desarme em si, mas alterar a trajetória da arma de haste, o movimento consistiria em uma investida diagonal, da direita para esquerda em um arco descendente, na hipótese de acertar a arma, tentaria travá-la, imprimindo sua força e o peso de seu corpo contra o bastão, por meio da espada, enquanto avançava, visando diminuir drasticamente as chances de defesa de Klaus.

Na hipótese de sofrer a tentativa de um golpe vertical, tanto ascendente quanto descendente, tentaria saltar para um dos lados, de forma a evitar a trajetória do golpe, continuando o avanço após o movimento, porém, por precaução, tentaria manter a lâmina entre o seu corpo e o bastão do agente, pronto para efetuar um bloqueio. Caso percebesse uma tentativa de golpe horizontal ou vertical, vindo de qualquer lado ou altura, tentaria contra-atacar a investida, rebatendo a arma de Klaus com o fio de sua espada, usaria toda a sua força e brutalidade no movimento, buscando atrapalhar uma recomposição e, na melhor das hipóteses, desarmando seu oponente. Ficaria atento a outra ponta do bastão, já que, quando rebatesse o golpe, o agente poderia habilmente reverter o ataque com um simples movimento de dedos, então estaria sempre pronto para realizar a mesma defesa em sequência, só que no lado oposto.

Conseguindo se aproximar o suficiente para desferir um golpe, Sven buscaria as pernas de seu instrutor, na altura dos joelhos, em um corte horizontal, da direita para a esquerda, em seguida, aproveitaria a posição da lâmina, na hipótese de ter conseguido movê-la como desejava, e executaria um movimento diagonal ascendente, da esquerda para a direita, buscando o tronco de seu adversário, da costela até os ombros, em seguida, tentaria finalizar a investida, com outro corte horizontal, da direita para a esquerda, visando acertar o pescoço de seu instrutor. Se percebesse que qualquer movimento ofensivo realizado realmente fosse ferir Klaus, pararia a lâmina, quando prestes a rasgar a pele do homem, sorriria, adotaria uma postura mais amistosa e diria. - Acho que ganhei, não é? - Entretanto, caso percebesse uma derrota iminente, simplesmente largaria a espada e levantaria as mãos. - É, acho que você teve mais sorte hoje. - Independentemente do resultado, estenderia a mão para Klaus, agindo com cordialidade e hombridade em relação ao desfecho.  - Então, eu fui aprovado não fui? - Na hipótese da resposta ser positiva, saltitaria de alegria, caso contrário, diria. - Certo, vamos lutar sério agora então, achei que isso era só o aquecimento. - Realizando com sucesso o teste, o médico se espreguiçaria, estaria exausto depois do esforço físico realizado e dos eventos que teve de superar. - Eu não consigo mais ficar em pé, não dormi nada e os últimos dias não foram muito gentis, por favor, me diga que o governo mundial tem uma cama para abrigar os agentes em treinamento. - Caso a resposta fosse positiva, procuraria pelo local mencionado e iria de encontro ao merecido descanso.       

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MensagemAssunto: Re: O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição   O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 EmptySex 08 Jun 2018, 16:19


NARRAÇÃO
In the end
O sorriso no rosto de Klaus indicava o gosto que ele tinha sobre Sven. Soldados promissores apareciam uma vez ou outra, mas para ser um agente do Governo, era necessário um brilho a mais e o homem reconhecia isso quando o via. Posicionado, Klaus aguardou o movimento de Sven, que avançou contra seu instrutor de maneira confiante mas não orgulhosa a ponto de segar-se. Tinha consciência que, mesmo com a falta de um braço, Klaus poderia vencer, afinal era visivelmente mais forte e mais experiente.

A velocidade do espadachim junto a sua postura, fizera com que Klaus deixasse a sua guarda um pouco mais fechada, utilizando o bastão como uma defesa, Sven ao notar isso, sabia que a única maneira de vencer seria desarmando o homem, ao ver o bastão chegando próxima a sua face pelo lado direito, abaixou-se em um reflexo quase que instintivo e deu uma estocada na direção do instrutor. - Opa, quase! - Dissera o homem antes de voltar o bastão para o apoio do chão. Ao analisar seu oponente, Sven percebera que a única mão de Klaus o obrigava a apoiar a ponta do bastão sobre o chão caso ele quisesse virar o mesmo ou ajustar o toque.

Não demorou muito para se aproximar novamente, dessa vez visando as pernas de seu adversário junto ao apoio do bastão. A espada junto a uma rasteira tiraram o equilíbrio do instrutor, que não esperava que Sven notasse seu esforço para girar o bastão apenas com uma mão. Klaus foi para o chão e ao olhar para cima, viu apenas a lâmina de seu adversário sobre sua face. - É, desta vez eu vou considerar que ganhou, mas na próxima espero poder ver o contrário. - O sorriso caloroso do homem era como um raio de sol, quente e acolhedor e logo se transformou em uma risada animada.

- Muito bem rapaz, agora me ajude aqui. - Levantou-se com a ajuda de Sven, e com o sorriso ainda no rosto, colocou a mão sobre o ombro do rapaz. - Vamos lá para dentro. - Os dois tapinhas no ombro de Sven fizeram o rapaz respirar mais fundo, era hora de saber a verdade sobre o resultado do teste.

Klaus seguiu até sua sala com o espadachim atrás de si, os dois entraram no local e lá estava Rose. Sorrindo para os dois com uma pequena caixinha nas mãos. - Parabéns Sven! Sabia que iria conseguir! Bem vindo ao Governo Mundial! - A garota sorria e ao abrir a caixinha, Sven pode ver uma pequena insígnia dentro da mesma, um broche que simbolizava seu posto na hierarquia do Governo. Klaus abriu um armarinho na sala e tirou um uniforme completo para Sven. - Pode não parecer, mas Rose é uma ótima costureira, ela bateu os olhos em você e logo conseguiu remodelar um uniforme que lhe sirva. - A garota ficou com o rosto corado de vergonha pela fala do homem. Sven com o uniforme e a insígnia, logo perguntara se não haveria um lugar para descansar.

Sorrindo Klaus disserá: - Claro, o segundo andar tem um pequeno dormitório, nada muito requintado, mas é bom para seu descanso novo recruta!. - Ele sorria. - Experimente suas roupas lá, se algo não servir, peça a Rose para arrumar, descanse, se tiver fome, o refeitório é seguindo esse corredor a esquerda. - O homem olhava para o espadachim, seu sorriso era sincero e Sven pode sentir que o homem estava muito feliz. - Parabéns Sven e bem-vindo a nossa família.-

Os passos do Espadachim ao sair da sala eram orgulhosos, havia conseguido o que queria, agora era um agente em treinamento, muito viria pela frente. Problemas, lutas, sorrisos e lágrimas, tanto de alegria quanto de tristeza, mas a vida era assim, uma eterna caminhada a frente e Sven subira aquelas escadas, procurando o dormitório, ao achá-lo, adentrou o local que era bem cuidado e limpo, mas ainda simples. Deitou sobre uma das camas que aparentava não ter dono e deixou seus olhos pesarem assim como toda a sua alma. Dormiu tranquilo como uma criança, que agora estava mais perto de alcançar seus sonhos.




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Avaliação Bjarke


Perdas:
● Espada Simples (LVL 1) - OK
● Bandagens (3 usos) - OK
● Camisa simples - OK
● Álcool (3 usos) - OK
● Algodão (3 usos) - OK
● Linha de sutura (1 uso) - OK
● Yennefer (NPC Acompanhante) - OK - Lembrando que, pela nova regra, atributos, EDC, pericias e o oficio do NPC novo (caso venha a ter) devem se manter os mesmos do NPC que morreu/foi embora.


Ganhos:

● Flamígera (Espada mediana) (Level 2) - OK
● Joias diversas (Valor inestimável) - OK - Valor de B$ 3.000.000
● Cabeça do Incendiário (1.845.000 B$ - 90% da recompensa original mencionada na aventura anterior) - OK
● Cabelos negros de Yennefer - OK
● Caneta e Caderno - OK
● Roupas sob medida - OK - Uniforme do Governo
Citação :
Camisa Tradicional: Camisa social completamente branca com gravata preta.
Paletó: Paletó social simples e preto.
Calça: Calça social da cor preta.
Sapatos: Sapatos escuros sociais.

● Insígnia do Governo - OK
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CP1
● Alteração de grupo para Governo Mundial - OK - Cargo de Agente em Treinamento
● Dupla Personalidade - NEGADO - Por mais que tenha existido o gatilho, não é assim que se ganha uma vantagem/desvantagem em uma única situação. Apesar do grande trauma ocorrido (e eu poderia dar, no lugar da dupla personalidade, a desvantagem "Trauma Profundo", mas não é o caso pois o Bjarke conseguiu "seguir em frente"), não caracteriza a geração de uma segunda personalidade. Infelizmente isso fez com que a narração do Bjarke fosse contra sua personalidade, visto que é um personagem de Temperamento Calmo, que deveria conseguir lidar com a situação (mesmo que traumática) de forma calma.

Enfim, para a criação da dupla personalidade, o player precisa passar por experiências constantes no qual seu cérebro faça um "sistema de defesa" para se fragmentar em duas personalidades, como se protegesse a personalidade original de ter que lidar com aquele tipo de situação traumática, botando outra personalidade no lugar pra ter que lidar. Como não foi o caso, fica o negado, mas deixo a dica para adquirir futuramente.

● Mudança na personalidade - OK

● Feridas tratadas e Cicatriz no rosto - OK

Relação de personagens:

● O Player faz. OK.

Exp: 5
EdC: 5

Localização: North Blue - Lvneel - OK

Créditos:

Luiza - 1

Opinião quanto a narração: Sinceramente, me surpreendi muito do que o Bjarke conseguiu narrar. Possui uma narração sem muita enrolação, porém ao mesmo tempo não é direta ao ponto. Consegue formar um texto que torne a leitura extremamente agradável e eu me surpreendi mesmo com isso, sendo um player tão recente no fórum. Sua personalidade foi seguia a risca e deu para sentir a personalidade dele fluindo bem em suas ações, exceto quando ocorreu a morte de Yenn. Como citado no motivo de ter negado a Desvantagem, o personagem acabou saindo dos eixos naquele instante (o que não foi totalmente errado, afinal ele é um ser humano também e tem sentimentos, precisa expor eles), mas sua vantagem e principal característica de ser calmo foi posto de lado. De qualquer modo, extremamente promissor, parabéns O ouro é testado pelo fogo. Os bravos pela aflição - Página 3 3997999705


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