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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capt 1 - Terra Firme

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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyTer 01 Maio 2018, 12:43


The Kraken

A fish in the sea

  Passando pela praia, Hokori havia se esquecido da temperatura local, estando bem mais frio que o normal, seria mesmo um bom dia pra pescar? A neve formava lindos círculos das ventosas dos seus vários tentáculos, deixando-o escapar um sorriso, nunca tinha visto uma coisa assim antes.

"Olha! Da pra formar qualquer desenho nessa coisa macia e fofa!"

  Não desperdiçando mais nenhum tempo, sabia que precisava mergulhar e passar por tudo para entregar os peixes na hora, não era só uma questão de espaço, mas de prazo. Assim fez, passando pelas pedras molhadas e com limo, usando de sua metade polvo para se agarrar e passar sem muita dificuldade.
  Ouvir o som das ondas, o frescor do oceano e até mesmo o frio anormal do vento a fizeram respirar fundo antes de mergulhar, ela conseguia lembrar agora da Floresta do Mar da Ilha dos triões, com seu contato direto ao mar.

"Que saudade de casa.. Queria saber o que a minha mãe  sentiria de mim agora.. Eu vou vingar-la, eu prometo. Os homens passarão a respeitar mais o mar na minha presença! A Deusa do Oceano os aguarda!"

  Se jogando para as águas, ela estava novamente entregue ao oceano, ele era seu guardião agora. Depois que entrou dentro das águas geladas da praia, sentiu um calafrio estranho, não parecia ser a temperatura normal da região, mas não tinha como dizer isso ao certo, afinal não conhecia tanto de geografia ainda para julgar. Seu corpo estava tentando se adaptar a temperatura, mas, por ser uma sereia, já estava acostumada com praticamente qualquer coisa relacionada ao mar que viesse dele. Foram necessários somente alguns nados rápidos em busca de peixes para voltar a soprar a vida em seus tentáculos e braços, as partes que mais ficavam geladas, as extremidades.

"Ui! Ainda bem, o gelo do mar nunca é fácil de aguentar de primeira, sempre precisamos nos mexer um pouco para contorná-lo." - o que na sua cabeça era um pouco controverso, já que quanto mais você se mexe mais frio sente dentro d'água, pelo menos a curto prazo.

  O oceano parecia estar silencioso naquele dia, não sabendo se era uma impressão dela ou se de fato estava, mas as coisas certamente não se encaixavam no normal. Primeiro, um casal tem problemas com sua mercadoria, até ai tudo bem, mas depois ela acaba ajudando eles e mergulhando em um mar estranho, com temperaturas estranhas. Seria obra do próprio destino ou da vontade dos deuses dos mares? Não sabia, e de fato ignorou isso por um tempo, indo atrás de pistas de peixes e cardumes.
  Com isso, conseguiu avistar um lindo grupo de atuns, grandes fortes e velozes, parecia ser um desafio para a menina, finalmente pegar um desses. Entretanto, devido a suas limitações, seria um desperdício de vida, ela não conseguiria leva-los para o restaurante sem danificar a carne ou coisa parecida.

"Sortudinhos, acho que terei que deixa-los para outro dia!" - pensou a menina por um instante, até que se lembrou de algumas coisas que observara durante seus anos no oceano. Não era incomum achar esses peixes tão próximos da costa? Ela sentia que não tinha se distanciado tanto dela assim, mas deixou passar, porque outro grande questionamento que tinha era a cadeia que eles se encaixavam, provavelmente grandes predadores estariam por perto. Foi então que se lembrou, ainda era manhã, precisava manter os olhos abertos, porque esses eram um dos piores horários para se nadar, ainda bem que, assim como outros seres, ela era uma das maiores predadoras de lá.

  Depois de algumas nadadas, conseguiu achar a presa perfeita, um grupo bom de robalos prontos para lutarem por suas vidas. "Que azar para esses peixinhos, mas a morte de um é a vida de outro." - e assim, preparando para entrar como um míssil pra cima do cardume, comprimiu sua cauda e a disparou, indo em sua máxima velocidade para cima deles. Os danados eram difíceis de se pegar, mas com sua experiência foi o suficiente para pegar um dos do grupo, até que...
  Uma imensa boca cheia de dentes afiados como navalhas apareceram em sua frente! Eram uma das coisas mais sinistras de se enxergar naquele oceano frio e azul. De primeira mão, Hokori tomaria um grande susto, tendo duas reações possíveis. Caso o tubarão visse com tudo, atacando-a logo de cara, ela tentaria rotacionar o seu corpo para a direita, usando da cauda para movimentar-se, e tentar esquivar do ataque. Assim, poderia lançar um ataque leve com a palma da mão nas brânquias do animal, buscando dar um aviso de que não era comida. Se não desse certo, teria que bloquear a criatura, buscando posicionar suas mãos e tentáculos na frente do animal, na altura do nariz, longe da boca, para que pudesse então golpeá-lo com um soco fechado e atordoá-lo por curto período. Se fosse suficiente, tentaria pegar mais alguns peixes para levar ao balde, buscando sair dali com pelos menos 10 robalos médios, podendo usar de algum de seus tentáculos para segura-los, tendo menos limitações do que somente com suas mãos. Porém, se não fosse o suficiente, teria que confrontar o contra-ataque do tubarão, podendo ser uma mordida rápida depois que teriam se separado no primeiro confronto. Da mesma forma, ela tentaria desviar, mas dessa vez, grudaria em seu pescoço, usando dos seus tentáculos para tampar sua respiração. Se desse certo, sentia que seria necessário somente para atordoá-lo, afinal o casal não iria querer um peixe daquele tamanho. Ela também não se sentiria bem de retirar um predador tão raro e importante do ecossistema marinho.
  Durante o combate, se chegasse a acontecer, evitaria a boca do animal ao máximo, mas se ela não pudesse evitar alguma mordida, fosse por falta de bloqueio ou esquiva, priorizaria algum de seus braços, buscando usa-lo como escudo. Rapidamente, depois da mordida ela tentaria agarrar um de seus olhos e apertá-lo, para que o tubarão soltasse. Assim, prosseguiria com seu primeiro plano, a não ser que a ferida fosse muito ruim, então teria que nadar de volta o mais rápido que podia com o que tinha. Sabia que, se permanecesse, teria que agir muito mais rápido que o normal, afinal, outros tubarões podem sentir o cheiro de sangue.
  Entretanto, se não tivesse reações agressivas no momento, somente tentaria usar de sua aceleração para movimentar-se para uma distância segura do animal. Se conseguísse, olharia em volta, buscando analisar a situação. "É possível que ainda tenham mais tubarões por aqui, aquele grupo de atuns é realmente tentador a eles.". Na hipótese disso ser verdade, teria que tomar mais cautela ainda, estava em ambiente de pesos pesados, não poderia vacilar nem uma vez. Seu plano seria manter respeito e distância deles, talvez nadar um pouco mais próximo da costa, onde eles não tem tanta liberdade para nadar. Contudo, se não observasse mais nenhuma criatura perigosa a sua volta, iria voltar a sua atenção rapidamente ao tubarão, tentando não o perder de vista. Usaria de sua habilidade comunicativa para tentar compreende-lo, dizendo: "Não sei o seu nome, nem a sua vontade por aqui, mas não quero problemas. O que você procura aqui? Se quiser, podemos trabalhar juntos para pegar alguns peixes, afinal, dois são sempre melhores do que um pescando.". Por isso, se sua reação fosse receptiva, iria tentar dialogar com ele sobre isso, mas se não quisesse formar uma aliança, teria que pedir uma trégua a curto prazo, ou que eles pelo menos mantivessem distância segura para ambos. Se, por outro lado, não fosse tão bem sucedida assim, ela tentaria persuadi-lo, dizendo que nenhum dos dois teria vantagens em algum confronto, isso, é claro, se estivesse apenas com ele e mais nenhum tubarão.
  De qualquer maneira, se sentiria nervosa, mas feliz de enxergar um predador tão magnífico de perto, eles realmente eram lindos. Os grandes tubarões brancos sempre tiveram um preconceito forte por parte dos terrenos e algumas outras criaturas do mar, dizendo que eles eram criaturas insensíveis de matar, prontas para causar o maior estrago possível. Mas para Hokori não, tudo dependia da comunicação e respeito com o animal.

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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyQui 03 Maio 2018, 13:41


NARRAÇÃO
Everybody can be nice
A água fria trazia uma sensação estranha na pele da sereia. O local em que estava era desconhecido, um mar assim podia ser perigoso, mas ela estava decidida a ajudar o jovem casal do restaurante, pois eles haviam sido legais com ela. Algo estranho, humano e legal não eram muito bom de misturar em um mesmo pensamento.

Suas habilidades e os anos de vida e experiência foram de grande ajuda para identificar os peixes que passavam por si. A sensação de pegar um peixe com as mãos era normal para ela, familiar e até gostava disso, mas a experiência de ser atacada por um tubarão não era nada, nada agradável. O pequeno robalo se debateu de medo na mão da garota quando o grande predador se aproximava.

A bocarra cheia de dentes que avançou para cima da sereia logo fora surpreendido com um soco no meio do ‘’nariz’’. Hokori largou o peixe de suas mãos e usou sua velocidade para se afastar do tubarão. Enquanto observando o grande peixe, percebeu que o animal nadava da maneira estranha, sem uma direção ou rumo certo. Olhou brevemente ao seu redor, poderia haver outros tubarões pela área, mas nada que seus olhos enxergassem a não ser o grandalhão que havia lhe atacado.

Fixando os olhos nele, a sereia notara que o animal, grande e impiedoso era cego e logo começara a ‘’chorar’’ por ter levado uma forte porrada da Sereia. - Oh vida, eu não fiz nada para você me bater… Quem ta ai? - Dissera o tubarão, virando a cabeça para os lados, nadando quase em círculos até ouvir a voz da mulher em sua mente. - Meu nome é Bruce, eu te assustei moça? Desculpe, eu sou cego e ando de boca aberta na esperança de algo cair dentro dela… Ultimamente não tem sido muito fácil sabe. - Ele dissera se aproximando da garota, nadando lentamente. - Ah não sei como posso te ajudar, mas se puder, adoraria comer hoje, faz um tempo que não como. - Hokori analisou o animal, sua aparência mesmo que magnífica não era uma das melhores, estava um pouco magro e tinha um aspecto doente. O tubarão lhe parecia velho, um idoso e sendo cego, sua dificuldade de sobreviver era bem alta.

- Se você me ajudar, garanto que posso te mostrar um lugar bem bacana... Embora eu seja cego agora, eu nem sempre fui assim sabe. O que me diz? Me ajuda que eu te ajudo. - Hokori podia jurar que havia visto um sorriso na bocarra do tubarão. Os robalos continuavam a nadar perto dali, despreocupados como se nada de ruim fosse lhes acontecer.




Off:
 

Histórico Hokori:
 



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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptySex 04 Maio 2018, 17:33


The Kraken

A fish in the sea

  "U-UM TU-TU-TUBARÃO!!" - pensou a sirena, tomando um grande susto vendo aquela boca gigante de dentes partindo pra cima da menina, que, com um soco, conseguiu desviar do "golpe" e nadar para longe.
   Hokori ficou impressionada do tubarão ter dado uma brecha daquele jeito, geralmente essas criaturas são responsáveis por investidas fatais e muito velozes, mas esse não parecia estar tão bem assim, suas escamas tocavam a cartilagem de seu corpo. Assim, ele era um pouco magro para os demais tubarões brancos, mesmo sendo bem grande. Afinal, em sua terra natal uma de suas melhores amigas tinha essas características, com uma parte cinza em cima da cauda e branca embaixo, sendo bem aerodinâmica, uma das poucas a apostar corrida com ela.
   Observando bem o animal, ela não sabia muito bem o que pensar, até que entendeu o problema. "Ele é cego!", pensou. E, realmente, podia-se ver claramente que ele não possuía uma direção precisa de por onde nadar. Depois do choro do tubarão, uma dor assolou seu coração, não era justo golpear uma criatura debilitada assim, sentindo-se triste por não ter sido mais corajosa. Talvez, se tivesse sido, não teria causado nenhum mal injustamente a essa criatura. De qualquer forma, sentiu-se na obrigação de tentar ajuda-lo de alguma forma, vendo que era o mínimo que podia fazer depois de dar-lhe um soco daquele jeito.
   Com as palavras do tubarão, ela responderia: "Sou eu, a futura Deusa do Mar, mas também conhecida Hokori Umi para os íntimos." riria logo após, tentando amenizar a situação. Depois de sua segunda pergunta, a menina falaria - Uma boca cheia de dentes vindo em minha direção inesperadamente não é lá agradável, mas está tudo bem agora.". Com isso, seria capaz de realizar a sua proposta ao animal, podendo resolver a sua culpa e ainda ajudar um possível idoso, nada melhor! Entretanto, outra ideia lhe foi dada em troca, o tubarão propôs leva-la a algum lugar que ele considerava interessante, mas seria isso uma armadilha? Estava desconfiando muito daquilo tudo, um tubarão cego ainda vivo, um lugar estranho, mas o que poderia dar errado? Olhando para ele, pode perceber um sorriso vindo da criatura, mas como os tubarões sempre ficam de boca aberta, não julgaria a ação.
   Por um momento, ela lembraria de sua promessa a menina e o casal, sabendo que não poderia demorar mais, mas nada que uma boa desculpa sobre tubarões não fosse suficiente. Sabia que poderia se atrasar uma meia hora ou até uma hora a mais, contanto que fosse para pagar a dívida que tinha consigo mesma e o animal debilitado.
   - Por quê não? Eu aceito a sua proposta, mas precisamos pensar em um plano primeiro.." - colocando a mão no queixo, de forma a deixar seu polegar embaixo do mesmo e os seu dedo indicador tocando em seus lábios, ela pararia e refletiria rapidamente, até ter a brilhante ideia.
   - Já sei! Eu vou assustar os peixes para cima de você, gritarei "BRUCE!" para te dar uma ideia de onde estou vindo, fazendo-os desviar do caminho ou entrarem em sua boca e você só precisa virar para o som e abrir a bocarra! Aqueles que fugirem terão que enfrentar meus tentáculos! Posso tentar ataca-los com a minha cauda quando encurralá-los para sua boca, como os polvos fazem na natureza, muito provavelmente conseguiremos pegar boas quantidades com isso! - assim, a menina já estava toda empolgada para realizar a sua hipótese, seria isso suficiente? Era a hora de testar! Mas antes disso..
   - Ah, sim, tenho mais uma coisa para te pedir. Além de ficar aqui, nadando em circulos, preciso perguntar, você pode me esperar aqui depois que pegarmos alguns peixinhos? Tenho que entregar esses peixes a uma pessoas, mas não queria de deixar de ir com você.. - Caso ele pudesse esperar, iria o mais rápido que pudesse entregar ao casal os peixes e voltar a praia. Obviamente, teria que conversar rapidamente com eles, mas não seria problema, provavelmente eles poderiam entender sua pressa. Porém, se não tivesse jeito, iria guardar os peixes no balde nas pedras e os deixariam ali, indo rapidamente com o tubarão ao lugar que ele tinha comentado.
  - Bem, está na hora de começar! Quando ouvir o sinal já sabe o que fazer! - sairia então de perto do tubarão em direção ao cardume de robalos, nadando para se posicionar atrás dos peixes em uma reta que levasse ao tubarão. Caso conseguisse passar e chegar a manter a posição, iria tentar espanta-los a uma velocidade alta o suficiente para estarem a, pelo menos, 2 metros de Bruce. Com isso, gritaria o sinal combinado e mudaria a forma que seu corpo estaria se impulsionando assim que completasse por volta de 1 metro de distância dele e o cardume. Ao invés de ir com a cabeça para a direção que estivesse nadando, colocaria seus tentáculos para frente, girando o quadril e o tronco para trás, diminuindo um pouco a velocidade, mas garantindo uma forma rápida de agir ao contorno que alguns peixes pudessem fazer. Antes de se chocar com o grande peixe, tentaria desacelerar para a outra direção, garantindo que não houvesse choque entre eles.
  Se a tentativa falhasse, seja por falta de velocidade, coordenação de Bruce, ou coisa parecida, tentaria garantir os peixes de outra forma. Falaria para o tubarão ficar parado ali mesmo e que ela sozinha pegaria os peixes, talvez fosse a forma mais rápida de se fazer. Passaria a fazer o mesmo movimento que antes com seu corpo, virando sua cauda para a direção do movimento, mas usaria da superfície para encurrala-los, levando-os para o nível do mar. Repetiria essa ação se estivesse sendo efetiva, já que muitos animais já usaram dessa estratégia para capturar suas presas, mesmo que em grupo. Mesmo assim, se não desse certo, teria que pega-los um a um até completar pelo menos 20 peixes, usaria de seus tentáculos para prende-los e daria um a um primeiro para o tubarão, já que seria mais fácil para pegar os seus depois. Se, mesmo assim não desse certo, tentaria parar e pedir a opinião de Bruce, falando: "Poxa, não estamos dando sorte.. Como você fazia para pegar um cardume assim?". Se ele tivesse alguma opinião sobre o assunto, tentaria aplicar a dica dele. Se não, teria que continuar tentando usar uma de suas estratégias para pegar os peixes, afinal, já tinha conseguido um naquele dia, mesmo que tivesse fugido.
  Depois, se conseguisse reunir uma quantidade boa de peixes, nessa média de 10 pra 15 para colocar no balde, estaria pronta para iniciar sua próxima aventura. Dependendo do Bruce, ela iria até o casal que tinha prometido os peixes, ou deixaria-os dentro do balde de sal, indo com ele para o lugar prometido. Em nenhum momento abaixaria sua guarda em relação aos seus arredores, independente dos resultados, tudo parecia ainda muito estranho, e precisaria ter certeza que o peixe não estava levando ela para uma enrascada. Se ele não tivesse tempo, tendo que deixar os peixes na costa, tentaria recolher algumas algas para cobrir o balde antes de voltar ao mar, já que varias gaivotas poderiam tentar pegar sua mercadoria, afinal elas são os ratos do mar! Se não conseguisse recolher, iria apenas colocar sua canga por cima dele, buscando camuflar um pouco para passageiros infortunosos. Lembrando que, na hipótese de não conseguir um numero alto de peixes, ela se sentiria forçada a continuar tentando, mesmo que gastasse mais tempo para isso, não conseguiria aceitar deixar a sua promessa incompleta.
  Em qualquer uma das situações, a não ser que tivesse de se despedir de Bruce ou não o encontrasse mais, iria se dirigir a ele e falar:
  - Muito bem! Agora que está tudo certo, leve-me, senhor tubarão, a minha próxima aventura! - riria também, já que sentiria-se em um filme clichê de exploração.

Ilustração do movimento:
 
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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptySeg 07 Maio 2018, 22:00


NARRAÇÃO
Work for Money!
Os olhos brancos do tubarão, sem vida e sem sentimentos pareciam sempre encarar a sereia, mas ela sabia que o velho Bruce, um dia um predador magnífico e exuberante, estava findando sua vida. As marcas do tempo em seu corpo, cicatrizes de dias gloriosos agora não eram nada ao velho peixe, que com a bocarra cheia de dentes, concordou com a sereia e seu plano.

Estava faminto demais para recusar uma ajuda de uma boa alma e Hokori sentia que o que estava fazendo era a coisa certa, mesmo desconfiando um pouco do peixe. Bruce virou na direção dela e disse:- Hokori ahm… Nunca ouvi esse nome por aqui, deve ser uma viajante pelo jeito… Essas águas calmas já foram mais quentes… Agora com esse frio os peixes foram para outro lugar, os poucos que sobraram são espertos demais para caírem em minha boca. Farei como pediu, estarei no aguardo do seu retorno da terra, sem problemas minha jovem. - Ele se posicionava esperando o aviso que a garota transmitirá em breve.

Um tubarão daquele tamanho precisava de uma boa quantia de peixes para se alimentar, a sereia sabendo disso, focou mais em quantidade que qualidade, os peixes feridos ou doentes serviriam de alimento no momento também. Com os tentáculos fortes, Hokori conseguiu um bom impulso na água para nadar em direção ao cardume. Os robalos que haviam se afastados um pouco se assustaram com a movimentação rápida da sereia e logo começaram a nadar em retirada. Hokori sabia o que precisava fazer, precisava encurrala-los

Os peixes iam a norte enquanto Bruce aguardava nadando em círculos ao sul de sua posição. Os pequenos peixes não eram páreos para a velocidade da Sirena e logo se viram em apuros. Em uma curva rápida em uma pedra, os pequenos começaram a nadar na direção contrária, indo de cara a cara com Bruce. Hokori com seu grito, chamou a atenção do Tubarão que logo se posicionou e abriu bem a boca, conseguindo abocanhar uma quantidade suficiente de peixes enquanto Hokori se aproximava, abrindo os grandes tentáculos como uma rede de pesca, conseguindo pegar mais peixes abaixo de si e prendê-los.

Animada com a conquista, a sereia logo se voltou a Bruce, que comia satisfeito a sua nova refeição. - Hmm muito… Obrigado...Menina. ‘’Glup’’ Ahhh você realmente me ajudou muito. - Dissera enquanto mastigava e engolia os peixes. O tubarão parecia animado e Hokori aproveitando que o mesmo estava alimentado, nadou até o balde de sal que havia deixado nos rochedos. Usava só as mãos para nadar, deixando os peixes que havia pego bem presos entre seus tentáculos. Chegando aos rochedos, podia ver que a maré estava subindo aos poucos, mas graças aos deuses dos mares, suas coisas ainda estava ali, mas era por pouco tempo.

Se apressou retirando os peixes de sua armadilha de tentáculos e logo os colocou no balde de sal. Os peixes tentavam pular para fora, mas aos poucos, sem ar, começavam a sufocar fora da água. Era uma cena triste, mas a cadeia alimentar era assim, um morria para dar a vida a outro, o ciclo da vida não para por nada nem por ninguém.

Saiu da água do mar e logo vestiu a sua canga. O corpo molhado fez o tecido bonito ficar muito rente ao seu corpo, forçando-a a andar de maneira estranha até chegar no restaurante. Os cabelos molhados traziam as gotas salgadas do mar e ao entrar no estabelecimento do talvez futuro casal, se deparou com os dois discutindo sobre algo, conversando pacificamente até Samantha notar a presença de Hokori.

- Oh nossa, você já voltou! Ahhh porque está toda molhada?!!? Venha eu vou pegar uma toalha pra você. - A garota foi em direção ao vestiário do local, pegou uma toalha branca e felpuda e entregou a sereia.

A sensação do pano macio sobre a pele deixava Hokori curiosa e ao mesmo tempo, feliz por ver algo novo. Não havia toalhas no fundo do mar, obviamente. Da janela da cozinha, O cozinheiro Louis logo olhou para a sereia. - Ooh que bom que voltou, espero que não tenha sido tão difícil assim achar esses peixes. - Dizia se aproximando do balcão ao lado de fora da cozinha. - Aqui, seu pagamento pelo trabalho duro. - O homem estendeu a mão e entregou a Hokori uma quantia de 5 mil berries, um valor bem simbólico mas que deixara um sorriso no rosto da garota.

Louis pegou o balde e logo voltou a cozinha, tinha muito o que fazer ainda enquanto Samantha agradecia novamente atrás do balcão, com um lindo sorriso no rosto. Hokori podia sentir que aquele humanos eram bons e que talvez um dia, Samantha pudesse ser uma boa amiga. A sereia deixou o estabelecimento sorridente, estava feliz por cumprir uma tarefa aos humanos e ganhar por isso, agora precisava voltar ao mar para encontrar Bruce.

Em passos lentos e cautelosos, Hokori tropeçou apenas uma única vez, batendo do corpo em um poste ao invés de ‘’beijar o chão’’ diretamente. Andar em terra era uma experiência interessante mas também sofrida, a canga estava muito justa em seu corpo, pois ainda estava molhada. Ao se direcionar a praia, avistou um píer ali e mais a frente um barco.

Um barco não era nada demais em uma ilha, se não fosse pelo pobre Bruce, pendurado dentro daquele barco, se debatendo enquanto a boca sangrava. Haviam capturado o tubarão que agora agonizava de dor por ter seu peso apoiado em um arpão, preso em sua boca, cortando-lhe a carne. Hokori pode ouvir um lamento, o tubarão chorava baixinho de dor enquanto aguardava a sua sina. Três pescadores tentavam tirar o animal dali, iriam descê-lo ao convés. A vida de Bruce agora estava na mão daqueles pescadores.




Histórico Hokori:
 



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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyQui 10 Maio 2018, 22:33


The Kraken

The Goddess

   Depois de receber um pagamento amigo, feito apenas para agradecer formalmente a ajuda da sirena, ela se sentia triste de ter que deixar o casal fofo ao lado e partir para sua nova aventura. Isso seria comum na vida de um pirata, na verdade, até pior. Afinal, o pirata é livre para fazer o que bem entender, sem ligar para o que os outros vão fazer ou pensar a respeito. De qualquer forma, se despediu de sua amiga Samantha, uma pessoa muito gentil, e se dirigiu ao encontro de Bruce.
   Com um sorriso esplandecente no rosto, a menina saiu do estabelecimento. "Eu devia ter pensado melhor em vir aqui nas pressas, andar com a roupa molhada é pior do que eu pensava." - Sentiu a menina, sentindo a viscosidade do mar fora da água, com aquilo que os seres humanos chamavam de "roupa". Era um pouco ruim, ela não gostava muito de coisas que prendessem seus movimentos, mas tudo que podia fazer era seguir em frente, alguém estava esperando por ela. Até que... Tropeçou uma vez na rua e - pow! - bateu em um poste que estava perto. Por sorte, esse foi seu único acidente, não dando aparente preocupação a ninguém.
    Ao retornar da cidade, a praia era novamente um lugar que lhe lembrava de casa, mas as areias na neve lhe davam aquele calafrio de sair da cama quentinha para o vento gelado da manha. Era diferente, mas lhe indicava o começo de uma nova era, uma nova história pra contar. Entretanto, essa sensação de ânimo desapareceu rápido, avistando seu amigo Bruce dentro de um barco agonizando de dor, depois de ter sido pego pelo anzol de alguns pescadores.
  Não ouse morrer agora, seu maldito! - pensou a menina, que correria o mais rápido possível para a água da praia, pelo caminho mais próximo. Durante o percurso, amarraria a canga o mais firme possível na cintura e entraria dentro d'água, ignorando o que qualquer outra pessoa em volta poderia ver ou pensar.
  Passando por aquela situação, ela não saberia em que outra forma reagir se não se aproximar o mais rápido que pudesse, usando de sua aceleração e supervelocidade aquática, do pier. Pensaria em uma estratégia que pudesse usar para salvar o pobre tubarão, com poucos dias de vida. "O que fazer? Como posso ajudá-lo?!.. Já sei!" - pensaria a sirena.
   Primeiro, seu plano seria persuadir os pescadores com sua beleza, oferecendo uma troca justa pela vida do tubarão. Afinal eles também tinham seus problemas para tratar. Sairia o mais rápido possível na direção de outros peixes que pudesse pegar, tentando capturar pelo menos um, não teria tempo o suficiente para pescar mais, a vida de Bruce dependia disso. Usaria a técnica mais promissora até agora, o movimento com os tentáculos ou com as próprias mãos mesmo. Retornaria para o barco e tentaria surgir perto dos lados dele, de preferência o que Bruce estava perto. Ela iria se apoiar na lateral, usando de seus braços para ficarem cruzados enquanto sua cauda permanecia em contato com a água. Com isso, falaria:
   - Muito bem, marinheiros! Vejo que pegaram um grande tubarão branco, grande conquista! Ou será que não? Esse ai parece um pouco fraquinho, doente e cego.. Eu me chamo Hokori, a futura Deusa do Oceano, e lhes ofereço uma troca! A vida desse animal, pela a de 15 peixes robalos ou o peixe de sua preferência." - Jogaria o peixe que pegou no barco, se tivesse capturado um. - "Podemos fazer um acordo?" - tentaria parecer firme e decidida, usando de seus cabelos e rosto para atrair os homens e faze-los escuta-la. Caso ficassem confusos, diria apenas que "Fui a enviada dos oceanos, como pode pensar não sou humana.", evitando falar a palavra "sereia" dentro do contexto, dando apenas essa informação. Aceitando a oferta, ela pediria que deixassem o animal dentro da água novamente, e que retornaria com o prometido assim que terminasse seus assuntos com o peixe:
- Como podem ver, tenho muitos assuntos para tratar com esse tubarão, mas em troca de sua confiança, deixarei minha canga aqui, para que não se preocupem em receber o que negociamos. - assim, falaria a sirena buscando uma confiança dos senhores, já que não precisaria da roupa no seu assunto no mar, seria até vantajoso a menina. Se tudo desse certo, conseguiria seguir com Bruce para o mar, perguntando-o "Está tudo bem, meu querido Bruce?! Fiquei com muito medo de perde-lo, não assim, não agora.. Você já está pronto para prosseguir, posso te ajudar a nadar um pouco se precisar. e então iria para sua próxima aventura.
   Entretanto, sempre haveria a possibilidade de não ter uma recepção tão boa assim, seja por cobiça dos pescadores para sequestra-la, devido a sua raridade e aparência, ou por questões de descaso mesmo. Nesse caso, teria que utilizar de métodos um pouco mais violentos, tentando atrair um deles para perto de seu corpo. Se conseguisse, diria "Pois bem, então vamos fazer uma troca um pouco melhor!", tentaria então agarrar a pessoa próxima, levando-a para dentro do mar. Se ela tivesse alguma reação de ataque direto, usaria seu próprio ataque para impulsioná-lo para dentro das águas, esquivando para o lado oposto do golpe, por exemplo, se fosse um soco, corte ou apunhalada com a mão direita, tentaria se esquivar para o lado direito do indivíduo, com o tórax virado para ele, e assim puxá-lo para dentro do oceano. Se ele se segurasse em algum lugar do barco, algum de seus tentáculos entraria em ação, para ajuda-la a segurá-lo melhor e puxar na direção mais vantajosa para a pessoa soltar. Entretanto, se a sua reação não fosse rápida o suficiente para agarrar o indivíduo tão rapidamente a ponto de fazer outro pescador ir em sua direção, usaria de sua tinta para esguichar nos olhos da vítima, fazendo-a mais vulnerável a tentativa. Levando-a para as águas, estaria em seu reino, sentindo-se confortável para segurá-lo de frente, finalmente dizendo:
  - Agora que estamos conversando, que tal a vida de seu companheiro pelo meu? Me parece algo justo de se pedir, uma vida preciosa por outra, assim como a morte de um pela outra. O que me dizem? - falaria a menina, não sentindo remorso por nada disso, afinal a vida no mar é assim, dente por dente. Os humanos também não lhe davam muitas alegrias, sentindo-se normal na hipótese de matar um deles. Se questionassem seu trato, seria preciso uma confiança de ambos, ela também diria "Eu sou uma deusa, minha palavra é o maior bem que poderia vos dar. Para a segurança dele e de meu tubarãozinho, podemos solta-los juntos. Eu deixo o seu amigo na praia e o meu vocês deixam no mar.. Na possibilidade deles tentarem fingir ou enganá-la, ela sempre garantiria que um de seus tentáculos estivesse sempre em contato com a pessoa que raptou, para que tivesse um plano B e pudesse recuperar sua ameaça. Iria segurá-lo novamente, e arrasta-lo para dentro da água novamente, tentaria segurá-lo com 3 de seus tentáculos e suas duas mãos, tentaria evitar perder o seu controle, já que poderia contra-atacar. Se o fizesse, teria que desviar somente o corpo, puxaria novamente com o tentáculo e prosseguiria o plano, já que ela e ele ainda estariam parcialmente na água. Se o acordo desse certo, ela iria soltar o ser humano e diria:
  - Muito bem, humanos, sua escolha foi certa, nos vemos de novo mar a dentro. A Deusa dos Oceanos aguarda vocês!" - mergulharia e iria direto na direção de Bruce, caso o enxergasse. Se não nadaria perto do barco e do pier para encontrá-lo. Assim, seguiria o mesmo plano da primeira possibilidade, ajudando-o a nadar e seguir com ele para o local desejado, sem precisar trazer peixes em seu retorno.
   Porém, na hipótese de total fracasso, não importando suas tentativas, mergulharia para dentro do mar, soltando o indivíduo e começando a preparar seus golpes no casco da embarcação. Procurando uma forma de amedrontar os pescadores e faze-los soltar o tubarão, ou até mesmo rompe-lo e fazer a água começar a fluir dentro dos interiores ocos do transporte.  


Off:
 
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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyTer 15 Maio 2018, 09:57


NARRAÇÃO
Shark Sushi
A capacidade de manter a cabeça erguida em meio às dificuldades da vida é uma coisa admirável para muitas pessoas. Hokori era uma delas, que mesmo enfrentando a dura tarefa de manter-se em pé como os humanos, andar como eles, estava decidida a seguir em frente e nenhuma pedra, poste ou pessoas em seu caminho a fariam parar de seguir seu destino.

Seus tentáculos rápidos jogaram seu corpo magro em direção ao mar novamente, a canga bem amarrada em sua cintura para não ser perdida ficava mais solto e esvoaçante dentro da água. Pensava num plano, precisava resgatar o velho tubarão dos pescadores, mas não sabia exatamente como até que, em um clarão de certezas teve uma ideia. Poderia pescar mais Robalos e oferecer uma troca, mas seu plano havia sido frustrado, pois o cardume que nadava ali anteriormente já havia atravessado a ilha depois de seu ataque anterior junto a Bruce.

Sem nada em mãos a não ser a sua vontade, ela se aproximou mais do barco, o suficiente para falar com os três pescadores que haviam ali, rodeando o grande peixe que um dia fora majestoso. Seu rosto, bonito e atraente foi tocado pelo vento frio que havia fora da água. Deixando a mostra seu corpo sem exibir seus tentáculos, logicamente, a sereia sorria para os marinheiros, mas ao mesmo tempo que tentava ser cortês e parabenizá-los por tamanha façanha, os ofendia pelo fato do tubarão ser apenas uma presa fácil.

-Hey garota você vai congelar ai nessa água! Está louca? - Diserra um dos pescadores que estava mais próximo a sereia com as correntes do arpão em mãos. O homem usava um chapéu vermelho e seu bigode grisalho indicava que já tinha uma certa idade. A frente dele estava um jovem pescador, que aparentemente estava na casa dos 20 e tantos anos de idade, sua pele morena de sol era bonita e ele ficou encantado ao ver Hokori - Nossa, que linda... Ahhh, é vai acabar se resfriando!- A voz do rapaz era preocupada e gentil, Hokori era bonita, mais do que o normal e os homens ficavam geralmente encantados com isso.

O terceiro pescador era um senhor de mais idade, estava quieto colocando um gancho na cauda de Bruce, enquanto preparava para pendurá-lo, sussurrava baixinho para si: - Finalmente te pesquei seu velho peixe. Agora terei minha vingança… - O sorriso no rosto do homem era um tanto macabro, não estava fazendo aquilo por esporte, era um acerto de contas.

Bruce estava no chão, sua voz era fraca mas Hokori conseguia ouvir suas palavras: - ...Menina, eu vivi o bastante até agora e cometi muitos erros, acho que chegou a hora de pagar por eles... - O grande peixe estava ainda no chão quando Hokori se apresentara como a deusa do mar para os pescadores, que riram incansavelmente, exceto pelo mais jovem, que a observava com uma expressão confusa. - Deusa do mar? A conta outra, essa coisa não existe, deuses são apenas desculpas para as pessoas aceitarem atrocidades naturais como ''algo de causa maior''.- Dissera o pescador mais idoso do grupo.

Deusa do oceano? Que papo era aquele? O jovem se aproximou mais ainda da Sereia, estendendo a mão para ela subir ao barco. - Meu nome é Steven, não sei que assuntos tem com o tubarão moça, mas meu avô e meu pai não vão deixá-lo escapar… Essa criatura matou a minha mãe a muito anos atrás e estávamos a sua procura desde então… - Os olhos do rapaz eram tristes e ele sorria de canto para a Sereia. - Suba a bordo, você deve estar com frio ai não é? Não tenha medo, não vamos machucá-la.



Off:
 


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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptySex 18 Maio 2018, 18:15


The Kraken

The Goddess

   É da natureza humana querer se vingar por assuntos envolvendo o amor, seja familiar ou por um cônjuge, afinal o mundo foi moldado pelas emoções das experiências que sentimos, e a sirena sabia disso, bem de perto, na verdade. "A realidade é bruta para aqueles que tem uma dívida a pagar, não cabe a mim decidir por esses homens, a luta deve ser do tubarão e eles." A menina entendia da situação agora, tudo estava mais claro, não se tratava de recursos, raridade ou troféus, mas de uma vingança pessoal dos pescadores com o peixe.
   Olharia para o animal, sem saber se deveria interferir, seria a coisa certa a fazer? Os homens não apresentavam nenhuma ameaça aparente a ela, seria injusto ataca-los de forma desprevenida. Olhando o sofrimento do tubarão, seus pensamentos tomaram conta de sua mente, seria ele culpado por tudo que fez? As vezes um animal só está agindo pelos seus próprios instintos.. Infelizmente, toda atitude e escolha tem uma consequência, e ele escolheu, essa é uma das maiores regras da vida, principalmente no oceano.


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   Estranhamente, os pescadores pareciam estar mais receptivos que o normal, já que uma menina dentro da água gelada não parecia algo normal de se acontecer. Mas, ela deveras sabia que seria por sua aparência, a maioria das pessoas a tratou melhor que seus amigos por causa disso durante a sua vida inteira, por que seria diferente agora? Observaria os pescadores do barco, vendo a feição e geração de cada um. Era uma família inteira ali, ao menos pareciam.
   Ouvindo as palavras geladas de Bruce, já sabia que faltavam poucos minutos até que sua vida fosse retirada pela morte. Os olhos sem esperança e brancos do animal abriam um buraco vazio em seu peito, não havia nada que ela pudesse fazer para mudar aquela situação.. De repente, o humano, chamado Steven aproximou-se a garota, estendendo a mão e falando de sua triste história sobre sua mãe, parecia que até as criaturas terrenas sofriam com as marítimas. Ao ouvir tudo, sentiu-se até mais relacionada a eles, já que sua mãe também tinha sido levada covardemente pelo destino.
   - Meus pêsames, eu sei como é perder uma pessoa insubstituível na sua vida. Me desculpem pela forma que abordei vocês, não os julgo. - diria a sirena, sentindo-se triste pelos homens. - Entretanto, como podem ter certeza de que foi esse o animal que matou a mãe e esposa de vocês? Talvez possa ser um engano.. - dependendo da explicação, essa era uma das formas que tinha para tentar libertar Bruce, porém sabia que  provavelmente não resolveria o problema, mas não custava tentar. Observando as mãos do rapaz, pensaria duas vezes antes de aceitar subir, afinal estava de canga e ainda poderia tentar enganá-los conforme sua identidade. "Armas? Não aparentes. Redes? Somente um arpão. Por mim parece tudo bem.".
   - Antes de mais nada, quero lhes dizer que sim deuses são usados para explicar fenômenos, mas eles certamente existem. Se não, da onde surgiriam tantas lendas e tantas relações? Podem apostar, um dia ouvirão falar da "Deusa dos Oceanos". - assim, usaria de um de seus tentáculos para acenar sorrateiramente para Bruce tentando chamar-lhe a atenção, se conseguisse, sussurraria para ele - É verdade? Você realmente matou essa pessoa que eles falaram? - se a resposta fosse "Sim" ela não poderia fazer mais nada, apenas perguntaria - Pois bem meu amigo, não há nada que eu possa fazer por você agora, a luta é sua. Sinto-me triste de vê-lo assim, mas você escolheu, não posso machucar esses homens por algo que não tenho envolvimento. Mas antes de partir, não poderia me dizer por onde você iria me levar? - Mas caso sua resposta fosse negativa, não desistiria do animal e ainda tentaria convencer aqueles homens.
   Sem enrolar mais, seguraria na mão do rapaz, tentando parecer uma pessoa comum a subir abordo. Olharia diretamente nos olhos do menino, tentando flertar fantasiosamente com ele, apenas para que pudesse manipula-lo mais facilmente, as relações amorosas não a interessavam a muito tempo. Se subisse no barco, perguntaria para o rapaz - Então vocês são nativos desta ilha? Justamente o que eu precisava, estou um pouco perdida por aqui. Gostaria saber se existe algum professor ou pessoa experiente em pilotagem que vocês conhecem. Estou precisando aprender sobre, mas estou um pouco sem dinheiro também. Aliás, onde é o banco dessa cidade? - diria rindo, mas pensando seriamente em alguma forma maior de ganhar dinheiro, fosse pegando "emprestado" ou através de serviços que pudesse prestar.
   Se a reação fosse negativa, e eles não quisessem dizer nada, nem mesmo de brincadeira, ela iria somente conversar com Bruce, se já não tivesse partido, perguntando a ele se sentiria-se bem de morrer ali e daquele jeito. Se não, tentaria evitar conflitar com os homens e apenas achar uma forma de resgatá-lo, caso ele confirmasse que não tinha assunto com a história deles. Iria assim, tentar pedir para se aproximar da pesca para "examiná-lo" e então segurá-lo, usando de sua aceleração e saltar para dentro d'água, buscando desviar de golpes como socos ou imobilizações, mostrando evidentemente seus tentáculos.
   Porém, se eles a respondessem bem, caso não tivesse motivos para continuar a conflitar com a ideia de soltar o tubarão, se não tivesse conseguido falar com Bruce antes, perguntaria a eles se podia ter umas ultimas palavras com o peixe, agradecendo as informações. Dependendo da resposta, iria se aproximar do animal e ter  suas ultimas palavras com ele. Ouvindo o que for que ele lhe falasse, fecharia seus olhos e diria - Foi bom te conhecer, pequeno peixe, espero que sua vida tenha sido sem arrependimentos, a Deusa dos Oceanos lhe saudará no oceano novamente, mesmo que em outra forma.
   Enfim, olharia novamente para os pescadores e se afastaria do tubarão. - O que vocês esperam matando esse animal, vocês sentem que a mulher que tanto falam se sentiria orgulhosa disso? Não quero que parem o que estejam pensando, mas isso não vai traze-la de volta, eu bem sei.. - não querendo discutir com os homens, mas entender seus planos, ela observaria calmamente o que eles teriam a dizer, mesmo que lhe custasse mais tempo.


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   Ver aquele animal majestoso morrer seria muito triste para ela, mas a dádiva deveria ser paga, e agora era a sua vez de ser cobrado. Lágrimas escorreriam de seus olhos, não muitas, mas o suficiente para a morte do animal, caso ele partisse na sua frente. Portanto, olharia para os pescadores e agradeceria a tudo que lhe falaram, se realmente tivessem ajudado ela. - Muito obrigado por tudo, a Deusa dos Oceanos se lembrará disso. Agora, temo que nossos caminhos se separarão, tenho muitas coisas para fazer. Quem sabe um dia não nos veremos novamente. - se não fosse interrompida, mostraria sua verdadeira forma, afim de mostra-los a verdade e saltaria imediatamente para dentro da sua casa, o mar. Mas se falassem algo antes que partisse, diria - É a verdade, eu serei a futura lenda deste mar.- para que pudesse enfim se jogar ao abraço macio e gelado das águas. Entretanto, caso descobrissem sua identidade antes e tivessem atitudes negativas sobre isso, querendo captura-la ou escravizá-la, tentaria esquivar de ataques frontais, desviando seu corpo para o lado do movimento do ataque, usando de seus tentáculos para dar uma rasteira no agressor, procurando evitar combate, a não ser que fosse extremamente necessário.
   Na possibilidade de conseguir saltar da embarcação, se não mudasse de ideia durante o processo, caso eles lhe falassem algo muito interessante antes, como algum tesouro, aventura ou formas de conseguir dinheiro com serviços aos próprios pescadores, iria se dirigir a próxima rota, alguma das coisas que conseguiu absorver da interação com eles, buscando ter mais dinheiro para que pudesse seguir na sua jornada, ou uma forma de aprender a próxima perícia que procurava. Se não lhe fosse dita nada de útil, partiria novamente a cidade, junto com seus pertences, querendo entrar na primeira taverna mais cheia que pudesse encontrar. Perguntaria para pessoas que encontrasse na rua, se houvesse alguma, sobre informações sobre isso, se ela não tivesse obtido alguma até o momento. Entretanto, se obtivesse alguma coisa do tubarão sobre o lugar que ele a levaria, iria priorizá-lo, estava realmente curiosa sobre tudo.

  "A vida é o movimento, e eu devo continuar me movendo. "Camarão que dorme a onda leva.." como costumava dizer a mamãe... - uma pontada viria em seu coração, dando a ela a motivação que tinha lhe trazido até ali até agora. Ela precisava fazer de tudo para que pudesse orgulhar a si mesma e a sua mãe. Seu sonho possivelmente teria a ver com a GL, afinal, ela já ouviu tantos grandes nomes vindo de lá. Seria uma boa forma de começar a crescer gradualmente.

Off:
 
Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyQua 23 Maio 2018, 22:04


NARRAÇÃO
Bullet Time
A desconfiança era alarmante em seu ser. Hokori sabia muito bem que aceitar aquela mão estendida para si poderia ser um grave problema, mas o que seriam três marinheiros vingativos para a deusa do oceano? Seus braços debruçado sobre a madeira escura do navio, olhando para os três homens ali, todos eles com seus motivos particulares de uma boa vingança, mas o coração do mais jovem dentre os três ainda seria capaz de perdoar atrocidades e falhas alheias. As condolências da sereia fizera o rapaz sorrir a ela. De fato a vingança não era a melhor mediadora de conflitos como muito bem entendia, mas para corações aflitos e idosos pelo tempo, poderia significar mais do que qualquer coisa, uma vida de significado, mesmo que para alcançá-lo, tivesse de fazer algo ‘’errado’’, o que de fato para os homens, não era nem um pouco.

- Vingança contra um tubarão? Bem… Soa estranho né, mas olha, ele vai dar um bom cozido no final do dia haha. - As palavras do rapaz soaram calmas, para ele era mais um peixe abatido, mesmo tendo consciência que sua mãe jamais voltaria, comer a carne daquele que devorou sua própria mãe não era uma ideia ruim.

A indignação da sereia ao ouvir a respeito dos deuses era transparecido em seu olhar e tom de voz. Deuses deveriam ser respeitados, seguidos e adorados, não criticados por criaturas menores. E ao final da suas palavras o pescador mais velho dentre os três riu com mais ânimo enquanto terminava de amarrar algumas amarras do barco. Todos pareciam animados pela captura do animal, mas o mais jovem ao perceber uma ponta de tentáculo subindo pelo externo do navio, tomou um belo de um susto e ao se aproximar, pode ver bem quem Hokori era. - Uma sereia?!!? Caramba! - Sua expressão era uma mistura de euforia com surpresa. Não era uma reação negativa, estava mais para algo incrível, uma admiração, empolgação.

O jovem nunca havia visto uma sereia antes e tal fato culminou na chamada de atenção dos outros dois pescadores. Bruce continuava quieto, estava vivo mas cansado demais para dizer uma só palavra, para pensar em algo a dizer a sereia, que tentava falar com ele de todas as maneiras. A insistência da sereia e seu pedido a respeito da localização de seu prometido ‘’local interessante’’ fez o tubarão se lembrar, ainda estava em débito com a sereia e não podia partir sem o devido pagamento desse débito.

As guelras ressecando fora da água era um sinal de que estava ficando sem tempo, que sufocava. O tubarão precisava de água para poder falar novamente. Suas palavras, curtas e de um tom rouco sufocante: - Mee… Tire,... Água...precis…. - Peixes respiram pela água e somente por ela e ao ouvir seu amigo agonizando, Hokori tomou a iniciativa de subir ao barco. Suas palavras, direcionadas a todos os marinheiros sobre se a mulher que havia sido morta teria orgulho deles tocou o coração do mais jovem, que olhava para Hokori de maneira envergonhada, mas não era por sua aparência e sim pelas suas próprias atitudes egoístas que o fizera estar ali com o pai e o avô.

Hokori estava firme em seu lugar mas seu discurso fizera-a perceber que havia algo faltando, sua canga havia caído de sua cintura, ficando preso em apenas um de seus tentáculos. Estava exposta perante a aqueles homens e a visão dela fez o avô sacar de seu bolso uma pistola e apontar diretamente a sereia. - SAI DO MEU BARCO DEMÔNIO! - O homem parecia assustado e foi abordado pelo neto, que tentou de todas as maneiras acalmar o avô. - Vovô é apenas uma sereia, ela não vai fazer nada, abaixe essa arma! - A sensatez da voz do rapaz não foi convincente o suficiente para parar o velho.

O pai estava em choque, mas se preparava pegando o arpão que havia usado em Bruce, segurando como se fosse uma lança na direção da sereia. O neto estava ao lado de Hokori, suplicando para os dois se acalmarem quando de repente. ‘’Pow’’. Um estouro, que ecoava naquela baía que geralmente era bem calma, tranquila. A bala atingira a sereia de raspão em um de seus tentáculos e ao olhar para o velho, pode ver que ele tremia de medo dela.

Traumas profundos não são fáceis de se superar e o medo da tera da qual a maioria dos seres do mar tinham, também podia ser levado ao contrário. O mar é cheio de perigos, mistérios e somente um homem que vive ao mar sabe muito bem o quanto os encantos de uma sereia podem destruir embarcações inteiras.



Off:
 

Histórico Hokori:
 



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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptySex 25 Maio 2018, 22:03


The Kraken

The Goddess

  A vida é uma coisa muito frágil, um dia pode estar ali, no outro pode simplesmente deixar de existir, se esvaindo como a água faz pelas suas mãos. Para Hokori, de todos os pescadores presentes, o menino era o que parecia mais confuso em relação as suas decisões, não sabendo o que realmente estava fazendo. Já os mais velhos, tinham praticamente certeza daquilo, em seus olhos era possível que ela sentisse o prazer que sentiam em realizar as suas vinganças. Ouvindo o que o menino tinha falado sobre servir Bruce para que eles pudessem devorá-lo depois a fez questionar um pouco o espírito dos seres humanos. - Muito estranho, eles ainda pretendem comer o animal que matou e se alimentou da mãe deles? Não seria isso, de certa forma, canibalismo? - Ela simplesmente não conseguia compreender.
  Ouvindo o caçoar dos deuses e de suas histórias, a menina conseguia entender o porquê daquilo tudo. Os humanos perderam o respeito pelos grandes feitos, até mesmo pelo antigo Rei dos Piratas, que era um mortal se comparado as outras histórias, todas essas grandes lendas esquecidas e ridicularizadas a contos de fadas. Mal sabem eles, que os grandes e gloriosos feitos dessas divindades tem sempre um pouco de verdade, e que de fato é inegável que o poder desses seres era tão grande que foram capazes de serem imortalizados em histórias e rumores. Para ela, os verdadeiros deuses não se transformam a partir do nascimento, na verdade, seriam aqueles que através de suas próprias vontades conseguiram chegar a essa transcendência, tornando o que era pensando ser impossível em realidade. Aquilo realmente era algo que poderia ser apelidado de divino, e não o simples nascer ou título de hierarquia como a maior parte das pessoas acredita.
  Ao subir na pequena embarcação, Hokori notou que o menino havia ficado um pouco espantado com ela, muito mais surpreso do que assustado, demonstrando ânimo em finalmente ver uma sereia, parecendo que nunca tinha encontrado uma até agora. - Acho que ele já sabe... Coitadinho, mal viu uma parte do oceano e já está todo inspirado. Mar calmo nunca fez bom marinheiro.. - No mesmo instante, conseguiu avistar Bruce, sem movimentos e nenhuma fala, estava a beira da morte, praticamente sufocando com as próprias ações que o levaram aquele destino.
   Mesmo sentindo que não deveria interferir no julgamento dos pescadores, ela sabia que precisava dar mais tempo ao peixe. De acordo com as histórias que sua mãe a contava, uma alma pode vagar a eternidade no mundo mortal se sentir que não completou o seu dever na terra, ou até mesmo algo que ela se sentia no dever de fazer. Por isso, tinha decidido, precisava ajudar o seu amigo a pelo menos lhe falar o que ele tinha prometido. Olharia ao redor e buscaria alguma forma de trazer a água ao animal, sem ter que tira-lo do navio. - Um balde talvez? Pescadores geralmente carregam um com eles. - Observaria os arredores do barco, tentando achar algum que pudesse ajuda-la com seu objetivo. Caso houvesse algum, guardaria a sua localização na sua cabeça, pois antes que pudesse pedir um grito do pescador mais velho invadiu seus pensamentos. - SAI DO MEU BARCO DEMÔNIO! - Caso não tivesse sinal de algum balde, caneca, cuia ou coisa do gênero, teria que achar outra solução ou procurar por dentro de algum compartimento do navio depois.
   PPOOOOW! - e um disparo havia sido feito. Mesmo com seu neto do lado da sirena, o senhor mais idosos não conseguiu conter seus sentimentos, disparando com um revolver que guardava em seu bolso, expressando um medo terrível da menina em seu rosto. Por sorte, ou talvez falta de prática do velho, o disparo passou de raspão por um dos seus tentáculos, acertando levemente a sua pele, não causando danos letais em nenhum dos dois, o menino ou a sereia. Entretanto, ela finalmente havia sentido alguma dor desde que tinha saído de sua terra natal. Nunca tinha levado um tiro antes, mesmo que parcialmente, sentindo a dor e sangue escorrerem do ferimento lentamente. Para ela, tudo foi que nem um flash, ela não conseguiu prever esse tipo de coisa. - Estou desatenta? Nada do meu treinamento serviu para alguma coisa? - Começou a entrar em tristeza, ao mesmo tempo que se sentia frágil, pensou no que havia acontecido com sua mãe a muito tempo, com a mesma ação. Ela tinha sido baleada nas costas, covardemente, e provavelmente sentiu muito mais dor do que Hokori estava tendo naquele momento. - Então foi assim, mãe? Esse foi o sentimento que você sentiu quando te levaram? - Uma lágrima sairia de seu olho direito, somente uma, descendo calmamente enquanto a reação da cena passaria, ela sentiu-se ainda mais motivada para melhorar, e aquela gota de água foi a sua única forma de expressar isso, mesmo que de uma forma inconvencional.
   Saindo do choque e entrando na realidade, ela conseguia ver que estava cercada. Não pelos homens, já que o mais novo parecia querer ajudá-la, mas pela situação em que tinha se metido. Ela prometeu a si mesma que não deixaria Bruce morrer em angústia, fazendo o que pudesse para salva-lo momentaneamente. Olhando para os homens, podia deduzir somente que estava em desvantagem numérica e de equipamento. Ambos parcialmente armados, um com um revolver e o outro com um arpão, sendo manejado como uma espécie de lança. - Para converter isso preciso pensar na melhor maneira de desarma-los, afinal estão somente com medo e não parecem querer me matar realmente. - Utilizando suas habilidades temporais, tentaria saber em qual horário do dia se encontravam, já que, as horas foram postas inicialmente pelo movimento do sol. Assim, se não fosse meio dia, já que suas sombras não poderiam ser vistas devido a luz incidente de 90 graus, tentaria analisar se a luz do dia estaria no rosto dela ou dos pescadores, principalmente o armado. Caso estivesse, ela manteria sua posição, garantindo uma vantagem visual sobre os homens, permitindo que não tivessem tanta chance de acertá-la tão facilmente. Porém, se não fosse o caso, ela tentaria utilizar de um movimento circular lento em volta dos pescadores, tentando persuadi-los a se moverem para a direção oposta, graças ao medo deles por sua verdadeira forma. Para garantir que não houvesse confronto antes que ela chegasse nessa posição de vantagem, iria falar algumas coisas até o momento exato de tentar utilizar uma investida, dizendo - Não se preocupe, vovô. As sereias de hoje em dia nem se comparam as antigas. Sua fúria e raiva, por muitas décadas esquecidas, agora são somente lendas. Lembre-se que, o mar se comporta da forma que você reage a ele, não espere coisa diferente da Deusa que o controla. Por isso, não tenho nada contra vocês ainda, vejo que tudo pode parecer um pouco confuso a vocês. - diria enquanto caminharia, ou até mesmo se já estivesse na posição desejada. - Não estou aqui para lutar com pessoas que não fizeram nada contra mim, mesmo que tenham me atacado por um medo incontrolável. Se me permitirem que eu salve a vida deste animal, só com um pouco de água, para que eu possa conversar com ele temporariamente, irei embora e não farei mal nenhum a ninguém, esse é meu único pedido. Como já devem pensar, eu consigo me comunicar com outros seres marinhos, e este tem uma dívida a pagar comigo. - diria ela, somente se já estivesse contra a luz do sol, se houvesse alguma.
  Caso a reação de ambos e do mais novo fosse como esperado, deixando-a realizar todas essas ações e liberando-a para utilizar de alguma coisa para dar a Bruce mais um tempo de vida, ela iria andar calmamente até o objeto e pegá-lo, andaria mais um pouco até a borda do navio e passaria a recolher a água para passar pelas brânquias do animal. Se não tivesse como recolher com um objeto, usaria de suas mãos e tentáculos juntos, para formar uma espécie de mão grande, usando 3 deles em uma forma curva e juntos com suas mãos, para que pudesse caminhar até o animal sem perder muito do que já teria recolhido. Passando por isso, caso mais nada fosse falado ou feito, ouviria o que o tubarão teria a dizer, buscando ouvir sobre o local que ele prometeu leva-la e se era totalmente verdade o fato deles dizerem que ele matou a mulher citada.
  Entretanto, os pescadores poderiam ter uma reação negativa em relação aos seus pedidos, buscando confrontá-la em suas atitudes, fazendo impossível ela levar água até o animal, de qualquer forma que fosse, sem ter que passar por eles. Com isso, ela olharia para o menino mais novo, dizendo - Eu não machucarei seus parentes por causa da gentileza que você teve comigo. Mas se você tentar me parar, não poderei deixar de considerá-lo um inimigo também. - se sua reação fosse positiva, dizendo que não interferiria, ela o ignoraria parcialmente, se preocupando apenas com os homens armados. Porém, caso ele não pudesse prometer isso a ela, suas atenções seriam direcionadas a todos os presentes no barco. Como eles não a permitiriam realizar seu desejo de forma pacífica, Hokori sentiria que não seria justo machuca-los seriamente, apenas desarma-los.
  Considerando que o menino havia se aliado aos outros pescadores, ela começaria suas ações disparando para longe dele, tentando usar de sua aceleração para ir rapidamente para perto do senhor mais velho. Caso ele conseguisse reagir a esse movimento, teria que se preocupar com seu contra-ataque, provavelmente utilizando de uma esquiva diferente para cada tipo de golpe. Se fosse um soco, giraria seu centro de massa para o lado que foi realizado, girando para a direita do garoto se fosse usado a sua mão destra ou para o lado esquerdo se fosse com a sua canhota. Assim, tentaria desviar do ataque e oferecer uma abertura para realizar um golpe leve, um soco centrado em empurrar o adversário, somente para questões de defesa e não ofensiva. Entretanto, se fosse um chute lateral ou vertical, acompanharia o movimento do golpe, se agachando ou movendo seu corpo lateralmente. No caso do chute vertical, usaria como contra golpe uma rasteira rápida com um de seus tentáculos, e se fosse o lateral utilizaria do mesmo, mas sem se agachar.
  Na hipótese dela ter conseguido passar do mais jovem, continuaria partindo para cima do senhor mais velho, usando de sua aceleração para correr na direção dele. Seus tentáculos poderiam enfim usufruir de uma movimentação livre, eles evitariam ter que se desequilibrar muito pelos passos de duas pernas que usava anteriormente.  Porém, se o homem com o arpão decidisse atacá-la durante o processo, ela também tentaria aproveitar a oportunidade para desarmá-lo. Utilizaria de um contra ataque diferente para cada situação. Em uma estocada, direcionaria seu corpo frontalmente com o ataque, procurando deslizar por baixo do mesmo. Assim, poderia usar de um de seus tentáculos para acompanhar o arpão e segurá-lo, enquanto outros dois ficavam responsáveis por desequilibrar as pernas do atacante e, finalmente, usaria de um de seus punhos para acertá-lo no peito e outro para tentar segurar e puxar a arma. Caso fosse um chute, procuraria falar enquanto corria - Não me machuque, por favor! - tentando seduzi-lo para cancelar seu ataque e abrir uma outra brecha a menina. Se fosse bem sucedida, tentaria usar uma de suas mãos para segurar a perna do atacante com uma de suas mãos, ao mesmo tempo, tentaria utilizar de dois de seus tentáculos para tirar a outra perna do chão, golpeando lateralmente, e então usaria o outro para ajudá-la a lançá-lo para trás, procurando distanciá-lo dela. Se não desse certo, iria tentar se esquivar do golpe usando de uma rotação lateral ou agachamento e segurar o cabo do arpão com suas duas mãos. Enquanto isso, um de seus tentáculos estaria sendo controlado para ir diretamente ao encontro do rosto do homem, para aplicar uma força parecia a um soco de suas mãos. Com isso, ela esperava poder contundir o homem por um tempo, para que pudesse tirar a arma mais letal das mãos do velho, sem ter que causar graves danos.
  Na hipótese de ter conseguido executar seus movimentos por enquanto, partiria no seu objetivo principal, utilizando ainda o sol em suas costas se tivesse conseguido obter essa vantagem anteriormente. Assim, impulsionaria o seu corpo o mais rápido possível para cima do homem, para que pudesse agarra-lo e cair em cima dele. Durante esse movimento, ela estaria esperando um contra-ataque, como uma coronhada ou um chute/soco, para isso usaria de um impulso extra para cima da direção do ataque do chute usando um ou dois tentáculos, se não fosse vertical, para conseguir se esquivar. Mas se fosse um soco ou coronhada, usaria 3 de seus tentáculos para bloquear enquanto pularia em cima do homem. Um disparo também poderia acontecer, e para isso usaria da ofensiva para se defender, posicionando dois de seus tentáculos no braço do homem, tentando virar a sua mão para o lado antes do tiro. Se ela sofresse um golpe direto do tiro antes de chegar perto o suficiente do homem, iria posicionar seus tentáculos na frente do seu corpo e rosto, pelo menos 3 deles, para que pudesse evitar um ataque letal. Se conseguisse alcançar o homem, caindo em cima dele, usaria de 4 de seus tentáculos, enquanto se posicionaria em cima de sua cintura com o seu corpo, para segurar as suas duas mãos contra o chão, para que tentasse retirar o seu revolver usando os seus braços. Caso ele não soltasse, apertaria seu braço com os dois tentáculos enquanto usava de suas mãos para retira-la e jogá-la no oceano.
  Se tudo ocorresse de forma parcialmente planejada, ela poderia finalmente parar de lutar e resolver o seu problema. - Vocês pescadores não são fáceis, teimosos como um mexilhão... - diria a sirena ao final da luta. Assim, poderia seguir conforme o planejado e ajudar o seu amigo peixe a manter a consciência. Caso ele morresse antes dela conseguir terminar a luta, nada mais poderia ser feito. Entretanto, a menina teria outro objetivo, jogar o corpo do animal para a água, o lugar que ele pertence, independente do que os pescadores tinham falado anteriormente, já que a vingança estaria paga, mas o espírito preso.. - Adeus, Bruce.. Que o seu espírito possa encontrar a paz no oceano. - falaria olhando para o horizonte, triste por ter falhado com o que prometera a si mesma. Um sentimento de desprezo entraria em seu coração, sua palavra não teria valido de nada, e toda aquela confusão teria sido em vão. - Como posso fazer isso? Prometer e não cumprir? Acho que realmente não valo nada a ninguem.. - pensando no ocorrido, a sirena sentiria que a unica coisa a se fazer então era pedir desculpas aos pescadores, - Não queria ter causado tudo isso, mas nada mais importa agora.. Desculpem-me - e se jogaria no mar, precisando nadar um pouco antes de voltar aos seus objetivos. Não deixaria também sua canga a onde quer que estivesse agora, seja no seu corpo ou no barco, indo buscá-la antes de sair.
  Se, em qualquer que seja a parte onde seu plano não tenha acontecido como o previsto por ela, teria que lidar com a adversidade de alguma forma nova, já que seu objetivo principal era dar mais tempo ao animal.
 

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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyQui 31 Maio 2018, 00:37


NARRAÇÃO
10 arms, bitch
O sol encontrava-se escondido, tímido pelas nuvens cinzas que tomavam os céus para si. Hokori não tinha nenhuma vantagem eminente perante aos homens naquele navio, assim como o sol, suas palavras eram encobertas pelo medo frio do desconhecido.

O avô, apavorado ao ver a sereia, teve  lembranças de suas navegações. O mar era cruel, temido e respeitado, uma dádiva da vida e da morte de todos que ousavam tirar seu pés da areia e embarcar rumo às águas. Diferente do velho, o neto estava aflito, mas não tinha a vivência de seu pai e avô, isso fazia de si mesmo, um pouco ingênuo por acreditar nas palavras da bela sereia.  Hokori desejava salvar seu amigo Bruce e sabia que o tubarão necessitava de água para poder respirar e, infelizmente nada ao seu redor lhe seria útil em um momento tão crucial, precisava se focar no seu objetivo principal do momento que era não se machucar.

Seu coração estava triste e uma lágrima escorreu em seu rosto ao lembrar-se de sua mãe e como havia sido capturada naquele dia fatídico. Não podia dar-se o luxo de morrer, de sofrer e como um choque que correu por suas veias, voltou a realidade, observando ao redor, o garoto continuava ali e o pouco sangue que saia de seu tentáculo também. Não era nada demais, nem ardia direito, já havia sofrido coisas bem piores e sabia que aquilo não daria em nada.

Dirigiu a palavra ao rapaz ao seu lado, ela que queria controlar a situação, mas sabia que seu maior problema seria o velho armado da pistola. Tomou uma decisão, o diálogo não resolveria nada contra um homem apavorado, sendo assim, deslizou seu corpo na maior velocidade que pudera em direção ao velho avô. Um homem com uma pistola era a prioridade. Hokori utilizou de sua velocidade e rapidez para segurar as mãos do velho e levar seu corpo ao chão.

O Avô tentou um segundo disparo contra a sereia, mas sua mira já desgastada com o tempo e os tentáculos fortes da sereia fizeram o tiro ir para longe, sem machucar ninguém. Hokori abaixou-se, pegou a arma e a jogou ao mar, evitando que o velho fizesse alguma besteira maior enquanto ele se esperneava, tentando sair de seu ''abraço''. Um homem estava sob seu controle e ao olhar para o lado, viu o Pai segurando a lança, indo em sua direção. O homem parecia zangado e preocupado até seu filho entrar na frente da sereia, protegendo-a.

A lança serviu para um bom ataque contra o próprio filho, que caiu no chão após o golpe. Não estava ferido e sim chocado pelo seu próprio pai tomar tal atitude contra ele. O rapaz saiu da frente da sereia e se arrastou até perto das amarras de Bruce antes de se levantar.

O pai se aproximou da garota rapidamente com a sua lança. Dando-lhe uma estocada. Hokori ao ver o homem, conseguiu desviar da estocada, girando o corpo para a esquerda e agarrando a lança com as mãos. Ela era menos forte que o homem à sua frente e não poderia perder tempo ali, foi quando ela viu o neto, libertando o tubarão. O rapaz estava revoltado por ter apanhado daquela maneira. -  Puta merda Pai! Ela não fez nada de errado! - Ele gritou após ver o corpo do grande peixe tocar a água do mar. Bruce estava a salvo mas a sereia ainda corria perigo.

Hokori sorriu ao ver que o rapaz havia conseguido ajudá-la e, aproveitando-se da distração do pai, usou todo o peso de seu corpo e sua força para empurrá-lo, fazendo-o cambalear para trás antes de perder o equilíbrio e cair de bunda no chão. Assim que ela vira que o mesmo demoraria a ficar de pé, soltou o avô que estava abaixo de si mesma, preso pelos seus tentáculos, pegou a canga que estava no chão e se jogou ao mar. Bruce nadava ali perto, seu senso de direção já ruim estava ainda pior pelo trauma e a perda de sangue, não tinha muito tempo e antes de sumir dali de perto, Hokori pediu perdão ao jovem que a ajudara antes de adentrar embaixo da água.

- Hokori.... Obrigado por me salvar.. Embora eu acho que.. Meu tempo esteja acabando...- O tubarão dizia a ela, afundando ainda próximo ao navio. - Ao norte, existe um navio afundado... O local é cheio de peixes, tubarões, mas aquele navio... É a fonte de muitos tesouros humanos... - O corpo do grande peixe tocou a areia do fundo do mar. - Os humanos... Querem tudo...S-Sempe quiseram tudo... Mas pelo menos a mim, jamais terão...Obrigado. - Um calmo e rápido adeus de um ser do mar, Bruce morreu com paz, e Hokori podia jurar que o vira sorrindo.



Histórico Hokori:
 



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MensagemAssunto: Re: Capt 1 - Terra Firme   Capt 1 - Terra Firme - Página 2 EmptyQui 31 Maio 2018, 13:26


The Kraken

Goodbye, friend

  Infelizmente, o clima do local não estava favorecendo a sereia, que não conseguiu aproveitar nenhuma das vantagens que um feixe de luz poderia causar naquele momento. O frio gelado daquele dia ainda permeava seu corpo, fazendo-a sentir-se como se realmente pudesse desaparecer ali, em uma fração de segundos, e falhar na promessa que fez a si mesma a alguns meses atrás. – Morrer não é uma opção, não agora, não ainda... -
   Durante o conflito com os humanos, a sirena podia sentir a adrenalina correndo em suas veias durante poucos segundos. Tudo foi muito mais rápido do que a primeira vez, como se suas ações tivessem consequências instantâneas, assim como aconteceu uma vez a muito tempo, que esqueceu de prestar atenção no tempo e acabou nadando em mar aberto durante a noite. Um dos dias mais sinistros da sua vida, onde sentia-se sozinha e tudo parecia poder acontecer em segundos, a morte nunca tinha revelado sua face até aquele momento. Por isso, não ficou tão assustada ou desesperada como seria esperado. Entretanto, quando o plano parecia estar funcionando perfeitamente, ela conseguiu sentir a gentileza de alguns dos seres terrenos. O menino, que parecia inocentemente acreditar em suas palavras e histórias tinha se jogado na sua frente, para tentar impedir que seu pai a acertasse com um ataque de investida.
  Inevitavelmente, ele não foi suficiente para parar o homem, que agora podia ver seu pai debaixo de uma das criaturas mais lendárias das histórias marinhas. O pavor nele podia ser, talvez, o responsável por ações tão egoístas, batendo de frente com seu próprio filho sem hesitar. Por causa disso, o menino pareceu chocado e demonstrou raiva sobre ele, libertando o tubarão que Hokori queria ajudar como um ato de rebeldia as atitudes de seus familiares. – Menino interessante, vai ver os seres humanos não são tão ruins assim.. – uma breve pausa ocorreu em seu pensamento graças ao segundo ataque do homem a sereia, que desviou lateralmente dele e segurou sua lança cara a cara com o agressor. – Ou não... – Ao tentar realizar suas ações, a força dos braços e do tronco do pescador pareciam mais poderosos que os dela. – Ainda estou fraca, e ele ainda tem o peso emocional. Não posso vencer esta luta, mas um dia não terei que recuar. Esse dia chegará! – Seus olhos encaravam o homem com fúria e força, ela não podia deixar de escapar dali.
  Por um momento, a distração dele foi o que ela precisava. – AGORA!! – E usando de sua força, ela tentava empurra-lo, usando de todo o seu esforço para isso. Flashbacks da luta de sua mãe com os homens na ilha do tritão percorriam a sua mente, fazendo-a não recuar na sua ação, parecendo que estava extraindo uma pequena parte dessa memória para lhe impulsionar mais do que conseguiria aguentar. – EU VOU, NÃO IMPORTA COMO, SUPERAR OS MEU LIMITES! – Até que, finalmente, o homem cambaleou e caiu de bunda no chão dando-a a satisfação que procurava. – Eu sou capaz, eu acredito na minha força – e assim, saiu em disparada ao mar, sorrindo ao menino como uma forma de agradecimento, já que tinha lhe possibilitado ser sucedida nos seus planos.
Antes de sair sussurrou para o garoto - Não queria ter causado tudo isso, mas nada mais importa agora... Desculpe-me – pedindo perdão por suas ações e tudo que foi causado a eles. O seu ferimento não parecia ser nada demais para ela, já que não era nem sério o suficiente para doer muito ou, talvez, causar uma cicatriz. Pegando sua canga e saltando no oceano, ela podia se sentir segura novamente. – Finalmente retornei, já estava sentindo saudade de você – Falando com ele como se fosse algo vivo, ou uma entidade.
  Olhando aos arredores, Hokori pode encontrar Bruce, nadando o mais rápido que conseguia para conversar com ele e lhe dar ajuda. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa ou segurá-lo para ajudar-lhe a nadar e conseguir mais oxigênio, ela olhou para seu estado físico e percebeu que as coisas não pareciam boas. – Um peixe deixado fora d’água por muito tempo precisa de muita força para conseguir se recuperar no mar, geralmente é assim na pesca, porque seria diferente com ele? Talvez ele tenha perdido muito sangue, o que só dificulta as coisas... – e então Bruce imediatamente falou, afundando lentamente até o fundo, indo de encontro com o substrato da costa.
  As palavras do tubarão afetavam muito o emocional da menina, não sendo o suficiente para faze-la chorar, mas para não sorrir em nenhum momento durante suas palavras. Tocando o chão arenoso, sua vida parecia se esvair cada vez mais. – Os humanos realmente parecem querer mais do que possuem, na maior parte das vezes... Descanse em paz, meu amigo. No mar não poderão te pegar, o oceano será a única coisa que eu lutarei para que eles não possuam. Ninguém pode... Afinal, estamos todos só de passagem. – Enquanto sua vida se esvaia, ela pode jurar que ele estava sorrindo. Seu rosto imediatamente sairia do sério, e ela involuntariamente daria um sorriso leve, até o último suspiro do animal.
  - Está decidido, eu devo me dirigir ao norte daqui e encontrar o navio que Bruce me indicou. Só espero que a sorte esteja ao meu lado e que não me falte forças para lutar. – A menina olharia ao seu redor antes de sair, para que pudesse de lembrar da geografia do lugar antes de partir. Com isso, usaria de sua perícia em navegação para saber a onde seguir, por onde estaria o norte de lá. Antes de tomar essas ações, tentaria ter certeza que nada mais estaria faltando para sua jornada, se podia aguentar mais um tempo sem comer e se estava com todos os seus equipamentos. Caso fosse afirmativo, nadaria na direção que precisaria indo pelo fundo perto da areia, para que pudesse evitar ser surpreendida com algum ataque de tubarão vindo debaixo de seu corpo, já que Bruce tinha claramente avisado dos perigos com outras criaturas marinhas. Assim, seu corpo da cintura para baixo mudaria de cor involuntariamente para se camuflar um pouco com a areia, já que ela estava com intenções de passar despercebida pelo mar, pelo menos por enquanto. Mas caso chegasse a um ponto em que não pudesse evitar o mar aberto, ela teria que se mover por ele, mas sempre buscando ir o mais perto do fundo possível, já que o navio não estaria flutuando pelo oceano. Caso ela tivesse algum problema antes de sair, como um equipamento faltando ou fome, daria sua atenção ao problema antes de sair, buscando alimento pela região – Outro peixe, talvez? – ou tentaria lembrar de onde tinha visto pela última vez o equipamento que estivesse faltando. Precisaria se apressar, pois a luz uma hora acaba e ela não teria nenhuma forma aparente de enxergar o fundo do mar ou por dentro do navio, se chegasse até ele, já que o fogo não brilha dentro da água e ela não tem nenhuma vantagem para isso.
Off:
 
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