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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyTer 08 Maio 2018, 21:51





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 15 - Gêmeos a Bordo





De acordo com o Sargento Hamuku Thor, Crasus era um criminoso que havia sido recém capturado em Loguetown. Apesar dele já estar capturado e de fácil acesso, isso também dificultava um pouco as coisas para Zed, que precisaria de permissão para entrar em contato com o homem, e sendo um mero soldado poderia não ter muita influência para isso. O lado bom é que diferente de Mine ele já é alguém conhecido, talvez mais pessoas saibam a respeito dele e possam lhe dar informações, como o próprio responsável do QG de Loguetown ou os marinheiros responsáveis pela sua captura, por isso pegaria o jornal para ver quem foram os responsáveis por isso antes de partir para o seu navio de viagem e mostrá-lo para Hana quando já estivessem dentro de seu quarto.

- Mais uma missão de transporte? Hmmm, é possível, então estamos totalmente dependentes da possibilidade dele ainda estar ou não preso em Loguetown. - Ao dizer isso Zed fechava os punhos mostrando-se um pouco ansioso com a situação. - Se eu perder essa oportunidade não sei quando terei outra chance de conseguir uma pista sobre Akamio.

Na sequência ele seria tranquilizado por Hana, que conseguia lhe distrair a mente até que o Capitão Dick chegasse no seu quarto para lhes dar algumas tarefas no navio. A princípio sentiu-se incomodado com o fato de não ter sido chamado corretamente pelo seu respeitoso nome “Explode-E-Queima-Tudo”, mas preferiu não questionar o capitão e se levantou para começar a se preparar para realizar as suas tarefas.

- Já bêbada a essa hora do dia? Que feio Srta Hana. - Brincou ele a respeito da falta de equilíbrio da garota dentro da embarcação, Zed por outro lado havia passado a sua vida inteira dentro desses veículos marítimos, então sabia muito bem como era a sensação e já estava mais do que acostumado, ainda que não pudesse considerar algo chato e desagradável. - Ajudar a carregar caixas é ainda mais interessante que ficar parado olhando pro mar, enfim, nos vemos por aí, e vê se ajuda esses cozinheiros a fazerem uma boa comida, não quero ter que comer merda aqui dentro. - Mas antes dela sair, Zed complementou. - E ah, Hana, você que é melhor do que eu com isso, tenta conseguir pra mim alguma concha ou item originário de Shells Town, queria guardar como lembrança, o certo seria eu ter comprado, mas como fiquei sem dinheiro,sabe como é né… Se descobrir alguém que tenha, posso eu mesmo tentar negociar o objeto.

Sem muita noção de para onde tinha que ir, Zed apenas foi seguindo o fluxo de marinheiros que carregavam caixas para lá e para cá e assim conseguiu encontrar o tal armazém onde gastaria bons minutos ou talvez horas ajudando seus companheiros de viagem com o trabalho. Não era como se Zed estivesse fazendo isso com a maior motivação do mundo, por isso quando viu dois garotos trabalhando na mesma velocidade que ele, isso logo lhe chamou a atenção, principalmente quando o visual deles se destacava dentre os demais marinheiros “padrãozinho”. Os dois eram loiros e tinham a aparência física muito semelhante mesmo cada um tendo um sexo diferente do outro, era fácil afirmar que os dois eram irmãos, ou até mesmo gêmeos se quisesse ser ainda mais ousado.

- Hey, vocês… - Diria Zed se aproximando dos dois irmãos. - Sabem me dizer quanto tempo demora até chegarmos em Loguetown? - Depois de todo esse tempo, Zed se deu conta de que não havia perguntado a ninguém o tempo de viagem, ainda mais para ele que era tão fissurado com o assunto, isso apenas mostrava o quão distraída estava a sua cabeça no momento.

Enquanto ouvia a resposta, Zed mordeu uma maçã que havia pegado de uma das caixas que carregou do armazém e começou a ter uma ideia do que fazer para passar o tempo, apesar de não ser muito sociável, ele era bastante competitivo, e lembrando um pouco do que havia visto no convés do navio, cogitou a possibilidade de abrir ali uma jogatina com os dois irmãos.

- Me chamo Zed, Explode-E-Queima-Tudo Zed. - Apresentou-se acenando com dois dedos de uma das mãos enquanto a outra segurava a maçã. - Fui responsável pela captura do agente do Revolucionário que se infiltrou em Shells Town como sargento, hehe, em breve devem ouvir falar de mim no jornal. - Disse se gabando para os dois, sem nem ao menos saber se eles já haviam realizado alguma missão mais incrível do que essa. - Tem bastante caixas para transportarmos ainda, que tal fazermos um jogo? Podemos apostar caixas a serem carregadas… No momento é a única coisa que tenho a oferecer. A menos que tenham uma ideia melhor, acho que algo simples como jogo da velha me parece uma boa forma de gastar tempo, o que me dizem?

Feito a proposta, Zed se sentaria em uma das caixas e permaneceria encarando os dois irmãos com seus olhos vermelhos enquanto continuava a comer a sua maçã. Caso os garotos recusassem a ideia, ele balançaria os ombros e continuaria seu trabalho normalmente, não é como se fizesse muita questão de se socializar com alguém. O problema talvez ocorre se os dois lhe tratassem de alguma forma com ignorância ou deboche, isso poderia irritar Zed o que resultaria em uma possível confusão: “SÓ PRECISO DE UM BRAÇO PRA ACABAR COM VOCÊS, CAI PRA CIMA!”, diria ele sacando a espada das costas e dando início a briga que poderia ser ouvida pelos corredores.

Histórico:
 


Última edição por Shinsuke em Qua 09 Maio 2018, 15:35, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQua 09 Maio 2018, 00:18


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Através do fogo e das chamas: O décimo quinto passo

 
Para alguém que viveu a maior parte da vida no mar, talvez aquilo pudesse lhe trazer memórias de um passado não tão distante, fossem elas boas ou ruins era difícil para que ele pudesse negar a própria essência no entanto, para a garota que mesmo que tivesse se alistado na marinha nunca havia encarado o balanço do mar em outra oportunidade da vida, pela primeira vez era ela que poderia estar em uma situação mais desconfortável e fácil para que fosse feita de piada, no entanto Hana não era uma pessoa amarga, seu humor mesmo que se tratasse de si mesma.

-Isso é muito assustador, mas também é muito divertido haha, parece que eu estou andando em uma gelatina, que balança de um lado para o outro, um lado pro outro…


A garota falava em um tom animado, enquanto mexeu seus dedos para gesticular os movimentos, acompanhando a repetição de sua voz de forma quase hipnótica ou, no mínimo irritante sua postura no entanto se ajeitou quando o superior a eles havia chegado, apesar de que a cada balanço do navio fosse possível ver ela tentando se manter em pé com certa dificuldade, não demoraria para seguir suas ordens, ou pelo menos esse era o plano, até que ela aprendesse a caminhar ali dentro direito seria um desafio chegar sem se segurar a qualquer lugar, tinha até mesmo medo do que poderia acontecer na cozinha. Frente a tanto o comentário do rapaz, como ao seu pedido a garota o responderia de uma vez só.

-Não se preocupe, não vou deixar nada aconteceer, desde que eu aprenda a como andar direito sem cair haha, mas acho que isso é parte da diversão! Hm… Eu posso conseguir pra você, ainda não faço idéia de como, mas eu consigo, no entanto o que eu ganho em troca, em Zed-chan? Hehe brincadeira, eu não quero nada, só vamos almoçar juntos, sim? Se você terminar de guardar essas caixas rápido talvez até tenha tempo livre para ler o seu livro ou tomar um banho, eu mesma não sei o que escolheria no seu lugar… Hm… É  melhor eu ir andando, antes que eu leve bronca, até Zed-chan!

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A garota  ao inicio da sua frase conversava de forma espirituosa e cheia de energia como sempre, alongando algumas palavras quando quase perdia o equilíbrio, buscando o apoio em algum objeto ou no próprio Zed  para não cair na pior das situações, conforme a frase foi se passando a sua própria frase, em meio a brincadeira, acabaria por  piscar levemente, dando  sinal de que poderia confiar nela para a tarefa o marinheiro poderia até não saber mas, aquilo havia se tornado a quest pessoal dela.

Com a garota se afastando, talvez fosse a primeira vez que deveria depender de suas próprias habilidades de socialização, poderia ter perguntado a alguém ou até ao próprio capitão mas não se fez necessário, seguindo o próprio fluxo para  que pudesse terminar a sua tarefa o mais rápido possível, no entanto marinheiros que pareciam ser uma dupla de irmãos chamavam sua atenção e com isso ele acabava tentando puxar assunto, porém todo o seu jeito de falar pareceu a eles meio agressivo, por isso em um primeiro momento era possível ver que eles haviam reagido com uma expressão facial desse tipo, assim como o clássico pulo de susto ao qual poderia ser impagável.
Era possível ver que ambos estavam um pouco nervosos, mas se entre olharam e a garota acabou abrindo a boca para  responder.

-E… Eu nunca fiz esse trajeto mas, quando eu perguntei ao capitão ele havia dito que certa de 22 horas se não houver nenhum imprevisto, então devemos chegar por volta das 9 horas do dia seguinte.

Mesmo que estivesse com medo, algo peculiar poderia ser notado em sua voz, desde a entonação até mesmo na maneira que a garota falava, o som que saia parecia quase uma música agradável, era realmente uma voz encantadora. Era possível que ele notasse que ambos o olhavam de maneira curiosa, quase como uma presa olharia para um predador se alimentando de outra coisa que não fosse deles. Frente a apresentação, ambos se apresentavam quase de forma simultânea se havia alguma dúvida sobre serem gêmeos, talvez agora já não houvesse mais.


-Eu sou  Lin Kagamine[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]- Eu sou Len Kagamine


A forma como ambos falavam juntos era bem peculiar, mas o mais incrível era o que a combinação de seus timbres geravam era como se ambas as vozes já fosse por si só angelicais mas juntos, pudessem ser realmente uma benção para aqueles que pudessem ouvi-los. Quando o rapaz falasse de seus feitos, era possível vê-los levando a mão a boca, impressionados, mal sabia Zed nesse momento que tudo o que os irmãos tinham feito eram patrulhas pela cidade, sendo essa a sua maior missão até então. Quanto a proposta de aposta, eles se entre olhavam e acabavam por concordar.

-Parece divertido. Que tal Jo ken po?

Caso Zed aceitasse a idéia, o trio acabaria por jogar algumas partidas, fazendo com que no fim mesmo que alguns carregassem mais caixas do que outros com que a competitividade de cada um pudesse tornar aquela experiência de trabalho em algo mais divertido. Mesmo que fossem covardes, a dupla de irmãos havia ajudado o loiro a se entreter então não eram de todo mal assim, no entanto assim que o trabalho acabava, eles se despediam de forma simples com as mãos e seguiram para parte dos dormitórios, talvez quisessem tirar um cochilo ou algo que não parecia vir a ser do interesse do rapaz. Agora estava livre por algum tempo, sem tarefas até segunda ordem o que faria o rapaz? Aceitaria o conselho de Hana e tentaria poupar um pouco o corpo e aproveitaria para ler? Ou tinha ele outras idéias em mente? Havia pelo menos 4 horas até que fosse chamado para o almoço, ao qual ele tinha como tempo livre, mesmo que ele não soubesse que esse era o seu tempo até lá.











Histórico:
 

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQua 09 Maio 2018, 15:34





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 16 - Jo Ken Po





Lin e Len eram os nomes dos gêmeos a bordo e de acordo com a garota o trajeto de Shells Town até Loguetown durava cerca de 22 horas, e com sua noção de tempo ele sabia que ainda faltavam boas horas para a conclusão da viagem. Zed não pode deixar de notar a personalidade assustada dos dois irmãos, pareciam dois ratinhos assustados quando ele se aproximou para fazer as perguntas, logo em seguida pareciam ficar bastante surpresos com as revelações do espadachim sobre sua captura, algo que aumentava seu ego como era o objetivo desde o início.

- Jo Ken Po é ótimo, treinei oito anos de Jo Ken Po e não perco pra qualquer um. - Diria ele de forma a tentar intimidar os adversários com sua confiança.

Mas não era uma mentira, ele realmente havia treinado muito Jo Ken Po com a sua mãe durante os intervalos que eles tinham dos treinos de espada, de acordo com ela esse jogo era bom para entrar na mente do adversário e saber o que ele iria fazer. Quando as batalhas começaram e as caixas a serem apostadas foram divididas para cada um, Zed poderia acabar passando por um dos maiores plot twist da sua vida....

- Não! Tesoura corta pedra, é uma lâmina, minha mãe já me mostrou isso. - Diria ele após perder para um dos gêmeos que jogou pedra em cima da sua tesoura. - Olha aqui, eu uso uma espada e eu sei que pedra não resiste a lâmina!

- Vocês são malucos????? O papel tá pegando fogo, essa regra é clara, se tá pegando fogo a tesoura não vence. Caralho, quem ensinou vocês a jogar? - Falaria quando algum dos dois tentasse vencer seu papel usando tesoura.

- Puta que pariu não é possível que vocês são tão ruins assim, é um jogo tão simples! Mas é ÓBVIO que pedra ganha de papel, já falei que o papel tá pegando fogo, é só jogar a pedra em cima que vai apagar. - Seria o que ele falaria caso jogasse pedra e os gêmeos papel.

Se os gêmeos ficassem com medo de insistir demais em tentar provar a Zed que seu modo de jogar estava errado, então eles iriam perder a aposta e carregar a caixa da rodada, caso contrário, se conseguissem convencer o espadachim de que ele estava errado, então ele aceitaria a derrota, mesmo que resmungando o tempo inteiro sobre a regra estar errada. Não era difícil perceber que quem ensinou Zed a jogar Jo Ken Po o enganou para conseguir vencer todas as vezes, acontece que mesmo depois de crescer, o rapaz não se deu conta de que as regras estavam errada ou não fez questão de ir atrás de saber mais a respeito. Por isso se Lin e Len conseguissem de alguma forma se dedicar ao ponto de fazerem Zed entender as verdadeiras regras do jogo e que esse tempo todo viveu uma mentira, ele cairia no chão com uma aura pesada rodeando seu corpo que mergulharia em uma depressão profunda.

- Minha vida é uma mentira… - Diria ele em posição fetal após descobrir a verdade. Cena que lembrava um pouco o dia em que descobriu a origem de como surgem os bebês, pois até aquele dia ele acreditava que era um arroz abençoado por Izanami que ao ser comido por uma mulher fazia uma vida crescer em sua barriga.

No final das apostas era bem provável que ou Zed acabasse carregando todas as caixas apostadas, ou então não carregasse nenhuma, já que os gêmeos poderiam não ter coragem para ir contra a opinião do espadachim intimidador. Existe também a possibilidade das apostas não servirem de nada e os três trabalharem juntos para levar as caixas, visto que no fim acabaria cumprindo o objetivo de divertí-los e gastar o tempo que queriam gastar. Ao se despedir dos irmãos na área dos quartos, Zed seguiria também para o seu, onde começaria a ler o seu livro de Física para gastar parte do tempo até ser chamado para almoçar.

- Wow, mas esse livro é incrível! - Exclamou ele ao começar a ler o livro.

Era incrível a qualidade das informações contidas ali, Zed nem mesmo precisava ler duas vezes para entender perfeitamente os conceitos físicos que abrangem o nosso planeta, era tudo tão bem explicado que entrava em sua mente com tamanha perfeição que quando terminou a última página sentiu como se fosse um completo perito no assunto. E por mais absurdo que pareça o mesmo aconteceu quando começou a ler o livro de anatomia humana.

- Ahh, então são essas coisas brancas que fazem os bebês… Agora faz bem mais sentido. - Comentaria ele enquanto lia mais sobre as funções de cada órgão do corpo.

A partir de hoje Zed poderia começar a se chamar de expert em física e anatomia, poderia começar a dar aula ali mesmo no navio se lhe perguntassem, é, realmente valeu a pena gastar todo aquele dinheiro nisso. Já conseguia compreender com maior perfeição a forma como sua mãe executava suas técnicas de espada, conseguia até mesmo pensar em criar a partir disso técnicas mais desenvolvidas do que aquelas que sua mãe um dia tentou lhe ensinar. Sentindo-se uma pessoa muito mais culta e revigorada, Zed sairia do seu quarto quando a hora do almoço já estivesse pronta e seguiria para a cozinha do navio onde almoçaria junto com aqueles que estivessem por lá, além é claro de contar algumas das coisas que aprendeu para Hana.

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQua 09 Maio 2018, 17:05


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Através do fogo e das chamas: O décimo sexto passo

 
Mesmo dentro de um jogo simples como jokempo o peculiar rapaz dava um jeito de tornar aquela experiência única, introduzindo aos gêmeos uma forma completamente nova de se jogar algo que de inicio havia trazido a eles estranheza e levou um tempo até que algum deles tivesse coragem de tentar explicar como normalmente as pessoas jogavam, algo que para Zed  seria o suficiente para que ele pudesse perceber que aquele jogo ao qual ele jogou por tantos anos pensando ser excelente não passava de ilusão, quase como se o tratassem como “café com leite” uma vez que se ele achava que essas regras eram as reais e se tratava como um bom jogador, era fácil de se concluir que ele havia apenas perdido durante todo esse tempo.
A mente do rapaz ia ainda mais longe sobre como foi a ele uma decepção saber como era a real concepção de bebês.

O trabalho acabava sendo  bem dividido, pois mesmo que  Zed tivesse perdido muitas vezes devido a não ter se adaptado ainda as regras no fim a diversão se sobressai sobre a aposta e trabalharam todos de forma equivalente. Com o tempo livre a auto-educação pareceu ser o melhor caminho e era incrível como rapidamente ele poderia entender o que havia lhe sido dito  mais cedo, os livros poderiam ser facilmente ligados a idéia de grimórios por qualquer um que gostasse mais de gêneros lúdicos e fantásticos, a forma como o conhecimento lhe abriu os olhos e o fez ter uma melhor compreensão de mundo, pareceu ao rapaz impagável.

Uma espécie de Sino tocou de forma audível a todos dentro do navio, para avisar que o almoço seria servido e mesmo antes de se levantar, Zed poderia ouvir um grande barulho de passos que corriam na direção de onde era a cozinha a essa hora era bem provável que mesmo que tivesse saciado parte de sua fome com maçãs que ele também tivesse uma grande fome e não teria muito mistério em relação a como chegar no local, Zed poderia simplesmente correr em meio a todos e até mesmo derrubando alguém pela pressa de ser um dos primeiros da fila ou até mesmo esperar a confusão passar e seguir normalmente como um ser humano civilizado o rapaz encontraria os dois tipos de pessoa no caminho, sendo assim caso se envolvesse na idéia de chegar a frente de todos, poderia tanto derrubar como ser derrubado várias vezes, não parecia ter alguém que estava disposto a arrumar confusão mesmo que fosse derrubado, portanto sua escolha poderia ser irrelevante. Quando estivesse próximo do refeitório uma mistura de fragrâncias invadiam imediatamente suas narinas de forma a causar ali um grande impacto, quase como se fosse empurrado, se a comida do refeitório do QG era boa a do navio parecia ser de outro mundo. Quando adentrou o refeitório, poderia ver uma fila bem grande, mesmo que ele jurasse que poderia ter tido alguma vantagem, caso tivesse escolhido a selvageria anteriormente. Mesmo com pessoas a sua frente a fila não demoraria muito para andar e ainda na fila ele poderia ver Hana acenando para ele.

-Zed-chan, guardei um lugar pra você!


A garota acenou de forma energética assim como sua voz, era possível que ele pudesse ver não só um prato com alguns bolinhos de chocolate como também havia ali panquecas, Waffles, uma jarra de suco, uma de leite e uma de mel, Zed poderia até se perguntar para onde diabos ia tudo aquilo, mas fácilmente seria respondido pelo quanto de energia que a criatura parecia esbanjar, caso pensasse mais a fundo. Quando olhasse mais de perto e pudesse pegar sua bandeja, poderia ver que havia a sua disposição diversos tipos de proteína, preparados de formas diversificadas, havia também frutas, legumes e alguns tipos de arroz preparados de formas adversas, haviam condimentos a disposição para quem quisesse temperar a própria comida, mas sem dúvida o que mais poderia chamar a atenção de Zed seria a disposição de pimentas que estavam mais a sua frente ao qual poderia ser a melhor parte, talvez até mesmo tirando a atenção que dessa vez havia um balcãozinho de sobremesas com alguns tipos de bolo diferentes o mais incrível era que mesmo quando algo acabava, não demorava muito para que pudessem repor.

Caso exagerasse na pimenta, poderia sem dúvida chamar a atenção enquanto andava, em especial por ele se sentar perto da garota que carregava mais doce do que uma formiga consigo. Assim que sentasse a garota abriria um sorriso e abriria espaço para que ele pudesse se sentar, caso quisesse sentar-se ao seu lado, ou simplesmente o olharia caso quisesse sentar de frente a ela, de toda forma caso Zed não fosse o primeiro a falar tomaria a iniciativa.

-Olá Zed-chan, como foi o dia? Nossa ter de preparar tantos pratos foi realmente difícil, ainda mais porque eu tive de seguir a chef em suas receitas e modos de preparo, tive de carregar algumas caixas pesadas também e por fim correr até o lugar onde armazenavam os alimentos algumas vezes, depois que disseram que estava tudo lá! Ah, e eu consegui o que você me pediu!


A garota então segurava uma espécie de chaveiro em formato de concha, era algo bem simples mas  a concha era bem bonita e sem dúvida seria um souvenir muito bom para a cidade de Shells Town. Seu tom de voz era animado, vívido e frente a tanta coisa que ela havia feito era de se espantar que pudesse falar tanto sem pausa para respirar. A garota olharia o rapaz intrigada e o ouviria de forma a complementar sua própria empolgação, caso ele viesse a conversar com ela sobre os livros, pois ficaria feliz em ver que aos poucos o garoto se adaptava aos poucos a nova vida. Assim que fosse perguntada ou pedida pela nova lembrança a garota acabaria o respondendo.

-Bom Zed-chan, não foi fácil conseguir, você lembra que eu tive de carregar MUUUITAS caixas pesadas ? Então, em troca da lembrancinha eu acabei topando trazer todos os mantimentos que fossem ser usados para o almoço sozinha, talvez esperassem que eu provavelmente iria cansar na metade do que seria usado como mercado de troca, assim já evitando o trabalho daqueles que tem mais conhecimento sobre culinária do que eu, acho que sequer planejavam me dar a lembrancinha, mas eu fui mais esperta hahahaha! Eu peguei todas as caixas e fiz todo o trabalho pesado e consegui… Espera! Agora que eu falei em voz alta parece que eu ainda fui passada pra trás, não é justo… De qualquer forma eu pensei em um jeito legal se você aceitar um desafio meu para te dar a lembrancinha.


A garota esbanjava a animação, em especial poderia se ver no brilho de seu olhar como ela realmente havia acreditado que havia sido esperta, quando acabou tendo de fazer muito mais trabalho do que devia por uma lembrancinha que por mais bela que fosse  ainda era simples. Caso Zed aceitasse seu desafio, seria possível vê-la tiras ambas as luvas e pegar  o jarro de mel, que olhando de perto seria fácil para que se pudesse acreditar que aquilo teria pelo menos dois litros, despejando a maior parte sobre o prato, era possível ver que ela tinha um pequeno pratinho separado com um singelo bolo que pela cor poderia parecer bolo de milho, mas até que provasse era difícil de determinar, colocava então o pratinho a frente de zed e explicaria a sua idéia.

- Como faz tempo que eu não dou risadas, vou lhe propor um desafio, esse pedaço de bolo é perfeitamente normal, pra falar a verdade ele é até um pouco insosso, sem muito açúcar, eu quero que você tempere ele para mim, com condimentos claro! Sem porquisse, por favor. E eu irei fazer o mesmo, a sua frente com esse outro pedaço aqui,e no fim vamos dar o bolo na boca um do outro ao mesmo tempo, você vai ganhar a lembrancinha de qualquer jeito, mas pra tornar isso uma competição e ser mais divertido, aquele que sofrer menos é o vencedor!


A garota o olharia, era uma brincadeira bem infantil mas o que poderia esperar da garota que apenas queria dar algumas risadas? A garota colocava uma quantidade exorbitante de açúcar e mel no próprio bolinho de modo que seus dedos ficaram levemente grudentos, então aproxima-se de Zed e com a boca faria um sinal de “ A” com a boca abrindo a própria enquanto levaria o bolo a boca do garoto, enquanto poderia experimentar a iguaria criada pelo mesmo, por mais fofa que fosse ou por mais que ao fazer isso acabasse tendo contato físico até demais, os hormônios de ambos os lados não poderiam agir por muito tempo.

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Era quase como uma troca de venenos, Zed poderia se sentir extremamente enjoado com tamanha doçura, assim como a garota ficaria extremamente vermelha de modo que sua garganta chegava a quase fechar, nenhum dos dois lados se daria bem nessa brincadeira mas, a garota tinha uma arma secreta e logo se explicou o motivo dela ter pego a jarra de leite, como uma estrategista vil ela havia antecipado-se nessa incrível batalha de paladar que ambos tinham no momento, logo tomando para si e tomando uma grande quantia, era desnecessário dizer que qualquer coisa que eles usassem para aliviar os próprios sintomas fariam com que eles pudessem chamar muita atenção no refeitório mas, ao fim era provável que quando pudessem respirar  normalmente novamente e pudessem olhar um pra cara do outro, ambos os lados pudessem se sentir vencedores, já que a garota por mais acabada que estivesse acabaria gargalhando pelo rapaz ter topado a sua ideia, algo que mesmo com os cabelos bagunçados e lábios levemente  avermelhados devido a pimenta geraria uma cena fofa, quando ela deitasse sobre seu ombro a cabeça e olhasse para cima, dando a visão do rapaz de seus belos olhos azuis.

A própria garota já estava totalmente avermelhada devido a pimenta, então mesmo que esse momento pudesse parecer durar mais, logo se levantou e começou a ventilar-se e sentar-se no seu próprio lugar para completar sua própria refeição, o espírito diferente que ambos tinham de certa forma poderiam se equilibrar se havia algo que os deuses poderiam ter feito ali era dar não só a Zed um caminho para estar sobre a luz e a diversão que a garota trazia, mas também a própria garota que parecia ter alguns parafusos a menos algumas vezes ao lado de alguém mais sério, eram muito diferentes em sua personalidade mas a combinação de quando ambos estavam juntos até então só havia se provado algo, traria a ambos os lados o melhor de si como pessoas.

A garota caso ainda não tivesse tido de si tomado o souvenir pelo garoto, acabaria se dirigindo para que pudesse lavar as mãos antes que pudesse entregar-lhe o pequeno presente, mas dessa vez talvez soasse como se ela tivesse esquecido ou talvez como um passo que para a garota era muito difícil de fazer, pois o momento em que ela havia entregado, ela estaria sem vestir suas luvas fazendo com que o calor de sua mão assim como sua maciez pudessem ser sentidos pelo marinheiro, eram mãos delicadas e pequenas se comparadas às suas e era possível que ele pudesse ver melhor as marcas de queimadura que ali haviam, algo que a garota se sentia extremamente insegura de mostrar a outras pessoas mas ao fazer isso havia dado um grande passo, seria possível que caso ele a olhasse nesse momento seus olhares se cruzassem e uma risada sem graça pudesse vir por parte da garota, antes de desviar o olhar para o lado, algo que não era comum da parte dela, ela vestiria as luvas assim que terminasse de entregar ao rapaz o chaveiro ou assim que sua mão estivesse livre, novamente o sino percorreu a todos e um anúncio se fez de forma audível através dos dendenmushis espalhados que agiam como alto-falante.

-Oficial Hana, sua presença é requisitada na sala de navegação. Aos demais oficiais que terminarem de almoçar, vocês devem se dirigir ao armazém e pegar as ferramentas para que a parte superior do navio seja limpo, não teremos um jantar hoje, então assim que estiver limpo, vocês estão livres para que possam descansar até o amanhecer, onde haverá o café da manhã.

A garota então, ouvindo seu nome sendo chamado de forma imediata, levantou-se e se despediu de Zed.


-Até mais tarde Zed-chan, caso eu te veja lá da janela eu aceno pra você, qualquer coisa haha, de qualquer forma, não esqueça de quando terminar de  descansar direitinho, eu vou direto pra cama depois de terminar minhas funções, então a menos que nos cruzemos na hora de ir ao dormitório, até de manhã!



A garota andava de forma saltitante até a saída deixando a vista do rapaz e o deixando livre para que pudesse seguir a nova tarefa ou outra coisa que tivesse em mente.




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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQua 09 Maio 2018, 21:17





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 17 - Não acho que quem ganhar ou perder vai realmente ganhar ou perder, vai todo mundo perder




A genialidade de Zed era colocada a prova no momento em que conseguiu ler aqueles dois livros com perfeição em tão pouco tempo e ainda aprender tudo que eles podiam oferecer. Era impossível ele dizer que não estava empolgado com o fato de ter adquirido conhecimento, pois mesmo sendo um guerreiro combatente, ele sabia dar valor a sabedoria, mesmo que não tivesse tanto tempo assim para desenvolver a sua própria como gostaria de um dia vir a desenvolver.

Quando o sino tocou para indicar que o almoço estava pronto, Zed se apressou para seguir até o refeitório, este que ele demorou um tempinho para achar, o que acabou fazendo ser um dos últimos da fila quando chegou ao local. Normalmente ele ficaria impaciente e até arrumaria confusão pela demora que a fila poderia estar andando, mas ele realmente estava se sentindo muito bem por agora poder dizer que era um perito em anatomia humana e física, isso o deixava sereno por alguns bons minutos.

Quando foi sua vez de montar o prato, abusou na quantidade de carnes, pois estava realmente faminto e o cheiro que elas espalhavam pelo refeitório não ajudavam muito a parar a sua gula. Terminando de pegar tudo que desejava, certamente foi até a área de condimentos e abusou das pimentas e molhos, fazendo seu prato se tornar uma espécie de mar vermelho com algumas ilhas que eram as carnes mergulhadas.

- Ei, Hana, você nem vai acreditar no que eu aprendi. - Comentou ele assim que se sentou no lugar guardado para ele pela amiga. - Uhh, de novo esses doces, como você consegue ter estômago pra isso? Eu passaria a noite no banheiro se comesse tanto açúcar. - Falou ao ver o prato dela, mas novamente tudo que ele falava para criticá-la podia ser muito bem aplicado a ele, o que dava a graça à sua fala.

Em seguida ela começaria a falar sobre o seu dia, e o garoto ouviria com prazer, novamente os efeitos de ter lido aqueles livros parecia lhe tornar uma outra pessoa. Como havia pedido para ela anteriormente, a garota trazia para ele um souvenir de Shells Town, nesse caso ela havia conseguido um chaveiro de concha, explicou que precisou carregar algumas caixas para conseguir isso e durante a conversa aproveitou para falar sobre o seu dia carregando caixas e também do Jo Ken Po com os gêmeos Lin e Len.

- Acho que não demos muita sorte nesses trabalhos de carregar caixas… Tenho certeza que eles me passaram a perna também. - Falou de forma desconfiada ainda tendo dificuldades em acreditar nas verdadeiras regras do Jo Ken Po que os dois irmãos haviam lhe ensinado.

Zed balançava os ombros a respeito do desafio, para ele tanto fazia, já não havia se dado bem mais cedo com os gêmeos e não estava com tanta empolgação assim para mais alguma coisa, porém seguiria a ideia de Hana para não deixá-la chateada caso recusasse. A proposta da marinheira era interessante e fazia o rapaz abrir um sorriso maldoso no rosto, eles deveriam temperar o bolinho do outro da forma que achassem mais gostoso, para eles, só que nós sabemos que cada um deles tem um gosto muito peculiar.

- Não vá se arrepender, hein… MWAHAHAHAHA! - Diria ele rindo de forma maléfica enquanto começava a jogar pimenta em cima do bolinho que Hana lhe entregou.

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Pimenta em pó dos quatro mares e até da Grand Line estariam sendo jogadas por cima do alimento como se fossem um açúcar refinado ou um granulado, mas o toque principal estava no grande e vermelho fruto de pimenta que ele colocava no topo como se fosse a cereja do bolo. Era visível em seus olhos e face a forma demoníaca que ele fazia isso, como se estivesse com prazer de ver Hana cuspir fogo pela boca como se tivesse acabado de comer a Mera Mera no Mi ou outra fruta do gênero… E o pior de tudo é que o maldito do espadachim comeria essa bomba de ardência sem reclamar.

Quando foram colocar o bolinho na boca do outro, Zed não pode deixar de notar que era uma atitude meio que íntima demais, e acabou se dando conta do que os demais marinheiros poderiam começar a pensar sobre os dois a partir disso. Acontece que não teve muito tempo para gastar com isso, assim que o doce veneno de Hana era sentido pela suas papilas gustativas, o estômago do loiro se fechou de uma forma que pensou que iria vomitar ali mesmo… ERA DOCE DEMAIS! Os dois começaram a sentir o efeito da comida do outro e era quase como se tivessem aceitado receber tortura, só era um pouco injusto o fato de que Hana havia trazido com ela uma jarra de leite, o que ajudava nos efeitos colaterais da pimenta.

- Hey, isso é trapaça! - Disse ao ver a garota bebendo leite enquanto ele tinha que pôr a mão na boca pra não vomitar.

Ainda que Zed se sentisse injustiçado, ele se esforçou ao máximo para conseguir comer o bolinho inteiro, imaginando que talvez sua adversária não conseguisse fazer o mesmo, sua vontade de sair dali podendo ser chamado de vencedor era tanta que nem se importava com as consequências que isso poderia lhe trazer mais tarde… Onde perderia a batalha para o vaso sanitário. A verdade é que nenhum dos dois que ganhar ou perder vai de fato ganhar ou perder, os dois vão perder.

Diferente de Hana que sofreria por um breve momento devido a pimenta debruçando-se sobre a mesa, Zed provavelmente passaria o resto do dia se sentindo enjoado pela quantidade de açúcar que comeu, então era realmente difícil dizer se ele havia vencido essa, algo semelhante ao que havia acontecido entre ele e o Ex-Sargento Ao quando lutaram no campo de batalha. Depois de protagonizarem essa cena que provavelmente chamava a atenção da tripulação de marinheiros presente, Hana entregaria para Zed o chaveiro como prometido, ao fazer isso ele notou que a garota não realizava a ação de forma muito confortável devido às marcas de queimadura que escondia por debaixo de suas luvas, mas que agora estavam expostas.

- Não sinta vergonha disso… - Diria Zed segurando a mão dela na hora de pegar o chaveiro. - Suas cicatrizes mesmo que lhe tragam lembranças ruins, são também o símbolo de que você conseguiu sobreviver, mostra que você é forte o bastante para ainda estar aqui. - Ele olhava nos olhos azuis dela enquanto segurava sua mão. - Não deixe que as marcas do seu passado assombrem o seu futuro.

E dito isso, Zed pegaria o chaveiro e guardaria em seu bolso, agradecendo a ela pelo presente momentos antes dos Den Den Mushi nas paredes anunciarem que Hana deveria comparecer a sala de navegação e que os demais oficiais ao terminarem de almoçar deveriam auxiliar na limpeza da parte superior do navio. Hana seguiria seu caminho como solicitado e se despediria de Zed, que partiria para o seu caminho talvez oposto ao dela.

Sem muito mistério, Zed pegaria os itens de limpeza que encontrasse no armazém e partiria para o trabalho na parte superior do navio. Passaria boa parte do tempo observando o mar enquanto realizava a tarefa, mesmo que aquele cenário não lhe fosse agradável, não podia negar para si que lhe traziam lembranças de toda sua vida passada. Provavelmente o pôr-do-sol estaria prestes a acontecer ou então já acontecendo, o que tornaria a cena muito bonita de se observar, principalmente para aqueles marinheiros que nunca havia presenciado a cena diretamente do mar.

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQui 10 Maio 2018, 00:11


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Através do fogo e das chamas: O décimo sétimo passo

 
A experiência que o rapaz de cabelos loiros estava tendo no barco até então poderia ser bem diferente de quando ele costumava navegar, era bem provável que não o colosassem para fazer trabalhos braçais como ali colocavam, uma vez que dentro daquele navio ele era um dos oficiais de cargo mais baixo, situação essa que poderia mudar caso fosse capaz de concluir sua segunda missão que por sinal era até que bem tranquila, visto que o homem estava bem preso e ele não havia sido o responsável por fazer rondas ou nada que pudesse envolver diretamente o prisioneiro, algo que poderia ali ser bom ou ruim, dentro do refeitório a dupla sem dúvidas chamaria atenção para sil, não só Hana tinha hábitos alimentares peculiares, como também era assim para Zed, em que ambos pareciam querer punir os próprios corpos com o excesso de coisas que se ingeridos por uma pessoa normal poderia garantir boas horas no banheiro.

Frente ao desafio proposto pela própria garota, era possível ver que ambos os lados se divertiriam de suas próprias formas a garota que parecia soltar fogo pela boca devido ao excesso de pimenta e Zed que se segurava com forças para não vomitar instantaneamente, impulsionados pela competição e pela diversão de ver o outro sofrer naquele momento ser maior do que o próprio sofrimento, ambos os lados concluíram o desafio, por mais que a preparação da garota pudesse ter ajudado muito para que ela pudesse concluir sua própria missão, frente às acusações de trapaça a garota não conseguiria fazer mais do que rir, com dificuldade devido aos efeitos da pimenta que mesmo com leite ainda tinham efeito sobre seu corpo. Era difícil que os marinheiros ali não acabassem pensando neles como um casal, por mais que naquele momento fossem apenas amigos e Hana tinha grande parte da culpa pela forma como ela se sentia à vontade ao lado do rapaz e a forma como sua personalidade poderia ser mal interpretada, se Zed tinha algum pingo de incômodo em relação a isso, era notável que a garota não se intimidava nem um pouco com a opinião alheia ali, desde que ela pudesse se divertir um pouquinho.

O mais incrível no entanto se aplicaria às palavras de Zed quando conversando com a garota ali, era profundamente gentil e empático e até ela mesma se surpreenderia com tal gesto de forma que estava sem palavras justamente por ser pega desprevenida, em relação a gentileza do rapaz tudo que ela pôde fazer para respondê-lo a altura foi naquele momento deixar que seus delicados dedos pudessem ali segurar a mão do rapaz, enquanto lhe olharia profundamente em seus olhos, enquanto um sorriso de formou em seus lábios e a outra mão se colocou a  ajeitar o cabelo de modo a tirar um pouco da frente do rosto o tornando mais visível, por mais que não houvesse proferido algo talvez Zed pudesse ter a sensibilidade de entender de que ele havia dito a coisa certa no entanto o que talvez ele não fosse capaz de notar é o quanto suas palavras seriam perfeitas para que ele mesmo pudesse ouvir. A garota havia sido solicitada em uma área e Zed teria de ir para outra, novamente seriam separados o que normalmente fazia com que ambos os lados pudessem se divertir um pouco menos, tão pouco saberia o rapaz o poder que suas palavras tinham no momento certo pois mesmo que estivesse longe a garota não se sentiria mais só em meio uma multidão, ser aceita quando é tão difícil se auto-aceitar talvez fosse como uma redenção a ela e mesmo que fosse bem desligado era bem provável que pelo modo como ela segurou sua mão ou te olhou naquele momento de que ele poderia fazer a diferença, talvez se ela não estivesse parecendo um oni vermelho naquela situação devido a pimenta fosse possível ver um leve rubor ou algo que pudesse ser ainda mais claro o sentimento adorável que era direcionado a ele mas, era pouco provável que ele já não pudesse pensar em algo do tipo, mesmo Hana sendo bem diferente da maior parte das pessoas, ele nunca teria visto ela com as mesmas liberdades, mesmo que auto-concedidas com outras pessoas, pra falar a verdade ela era até que bem comportada como profissional.

Estivesse agora ele sendo capaz de pensar em algo que não fosse a situação que ele mesmo causou ou até mesmo em como seu estômago poderia se comportar pela bomba de açúcar o seu caminho até a sua nova tarefa era bem tranquilo, poderia achar os materiais com facilidade e poderia ver que não estava sozinho naquela tarefa, talvez até pudesse procurar por alguém conhecido ali como os gêmeos mas talvez se decepcionasse um pouco ao não encontrá-los, fosse por não poder tentar fazer com que eles pudessem fazer a sua parte ou fosse por acreditar que eles haviam o enganado, se eram irmãos era fácil pensar que um seria cúmplice do outro em uma mentira. Assim como o garoto com uma noção excepcionalmente anormal poderia esperar aos poucos poderia ver o pôr do sol se formando em meio ao mar talvez não houvesse visão mais bela do que ver a grande esfera de fogo parecer ser engolida pelas águas  de forma a trazer um tom alaranjado que era muito belo aos olhos. Havia uma brisa leve pelo local ao qual poderia ser revigorante e ele tinha certa liberdade para como ele faria o próprio trabalho, não haviam superiores mas era algo necessário para a manutenção do barco, por isso ali seria bem possível que ele não pudesse ver ninguém reclamando ou se opondo a executar as tarefas, caso o rapaz permanecesse fielmente até o término do trabalho algumas horas se passariam e um céu estrelado poderia ser visto com uma grandiosa lua cheia em uma noite sem nuvens o cansaço físico provavelmente lhe seria bem grande e naquele momento talvez o melhor que pudesse fazer fosse tomar um bom banho e descansar, no entanto ele era livre, para ficar ali e observar o mar ou qualquer outra coisa que pudesse lhe vier à cabeça, não parecia que haveria ali alguém com muita disposição para ficar do lado de fora e tão pouco pareciam estar muito afim de uma conversa, caso o garoto quisesse falar com alguém ali provavelmente teria de segurar ou gritar. Independente da situação onde ele iria fazer algo com o tempo livre ou fosse direto para o quarto, ele não iria se cruzar com a garota no corredor, pois ela já estava deitada, se Zed estava cansado por dormir mal, mesmo a garota estaria ainda pior por não ter pregado os olhos e até mesmo ela precisava de uma boa noite de sono, do lado de fora, no momento em que ele resolvesse se deitar, se ele se desse um tempo poderia ouvir a respiração do quarto ao lado onde a garota se encontrava  de forma nítida devido ao silêncio que havia no corredor, que aos poucos  teriam suas luzes colocadas com menor intensidade.





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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQui 10 Maio 2018, 01:36





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 18 - Vai dar merda




- Ah, não… - Soltou Zed em voz baixa deixando o escovão cair no chão.

Já havia terminado boa parte da sua tarefa de limpar o convés do navio, quando começou a correr para o interior da embarcação desesperado. Seu objetivo era encontrar o banheiro, e por sinal esse trajeto ele já sabia muito bem fazer para justamente situações como essa… Como ele já havia imaginado, comer aquela quantidade de doce lhe trazia maus resultados, e a dor de barriga era certa. Assim que adentrou no local desejado, correu para uma das cabines e já foi abaixando as calças sem se importar se alguém estava ali, tudo que ele queria era sentar para soltar tudo de ruim que parecia estar lhe destruindo por dentro.

- Puta merda… - Literalmente.

Ao se sentir mais leve e aliviado por ter liberado o que lhe incomodava, Zed começou a pegar o papel higiênico para se limpar, e assim que terminou, sua mente foi consumida pela vontade compulsiva de pegar um daqueles rolos de papel de botar fogo. Assim como o demônio que havia acabado de expulsar de seu corpo, o demônio da compulsão, que provavelmente era enviado até ele pela própria Amaterasu, lhe possuiu fazendo-o puxar o isqueiro do bolso e incendiar ali mesmo dentro do banheiro o rolo de papel que segurava.

- Queima, queima! Hahahaha. - Exclamou ele sentindo cada célula do seu corpo vibrar com as chamas se propagando em sua mão.

Movido pela insanidade da compulsão e sem saber a merda que estava fazendo (apesar de já ter feito uma agora pouco), Zed arremessou o rolo flamejante em direção a lixeira principal do banheiro que provavelmente já tinha dentro dela alguns outros papéis e com isso era possível que as chamas aumentassem e na pior das hipóteses o fogo se espalharia pelas paredes do banheiro e começaria um incêndio generalizado por todo o navio.

- Agradeço a ti por me permitir essa cena majestosa, Amaterasu. - Diria Zed ajoelhando-se diante do fogo e começando a sua oração de oferenda para a deusa do sol.

“Entrego a ti que estás no céu junto ao sol. Mãe da luz que nos ilumina, dona do dia que nos traz vida, aceite de bom grado aquilo que queimarei por ti para que a escuridão afaste de mim. Pelo fogo me abençoa, pelo fogo eu lhe agradeço. Pelo sol que sempre queima, bendita seja a sua chama, Amaterasu.”

E para o bem da vida de Zed e de todos ali dentro do navio, era melhor que alguém aparecesse para parar o incêndio antes que fosse tarde demais.

Ainda que alguém aparecesse para salvar o navio da propagação do fogo, essa pessoa (talvez com exceção de Hana) acharia que Zed era um grande retardado por ficar parado ajoelhado diante do fogo ao invés de fazer alguma coisa, ou isso, ou ele estaria tentando causar um incêndio de forma proposital ao navio da Marinha, o que o tornaria algum tipo de criminoso ou espião infiltrado.

- Se eu quisesse botar fogo nessa merda eu não faria isso começando por uma lixeira em um banheiro onde a água é facilmente acessível… - Responderia caso fosse acusado de estar tentando prejudicar a embarcação. - Se Amaterasu quiser que o navio inteiro se torne a oferenda, não haverá nada que a gente possa fazer para impedir isso. Apenas agradeça aos deuses por terem lhe dado a oportunidade de impedir que nossas vidas fossem consumidas pelas chamas da purificação divina.

Dependendo da patente da pessoa que apagou o fogo, o espadachim poderia ainda se meter em alguma encrenca maior como ter que sofrer alguma punição ou ouvir algum sermão maior, ainda assim essa possibilidade não estava muito distante uma vez que era total escolha da pessoa contar para o restante do navio, visto que Zed não faria nada para impedir que a notícia se espalhasse. Visto que provavelmente não haveria provas para usar contra ele em possíveis delações ao Capitão Dick, o delator tinha mais chances de se ferrar do que ele por estar indo falar com ele sobre um incêndio que sequer aconteceu e ele nem mesmo pode provar quem teria feito isso, era a palavra de Zed contra a dele. Talvez tivesse mais problemas se fossem duas pessoas a aparecer no banheiro, nesse caso ele aceitaria as consequências e ouviria tudo que o Capitão poderia dizer e até mesmo faria as punições que lhe fossem dadas… Mas em momento algum ficaria arrependido do que fez, uma oferenda à Amaterasu pode trazer consequências, mas a bênção é sempre maior.

Depois que tudo estivesse sob controle (e a merda vai ser muito grande se não estiver rs), Zed tomaria o seu banho noturno para limpar o corpo e seguiria tranquilamente para o seu quarto. O espadachim tentaria dormir o mais rápido possível, e de preferência queria ser acordado apenas na hora que o navio atracasse em Loguetown. Comparado ao dia anterior, hoje foi tudo bem tranquilo, ficou cansado por conta das tarefas, mas não sofreu nenhum ferimento ou um stress grave, até mesmo seus ferimentos já estavam cicatrizados e por conta disso nem se importou em pôr de volta as ataduras de volta.

Ao fechar os olhos no final desse dia sereno, Zed rezou de forma simples para que seus deuses lhe entregassem um descanso ideal e uma boa noite de sono. O mínimo que ele esperava era que seu pedido fosse ouvido e entregue, mas será que os deuses dariam esse presente a ele?

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQui 10 Maio 2018, 10:56


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Através do fogo e das chamas: O décimo oitavo passo

 
Já em meio a sua tarefa ao qual exigia muito de seu corpo uma necessidade fisiológica se apresentava, como previsto o “ veneno” em formato de doce havia finalmente começado a mostrar suas garras o forçando a correr na direção do banheiro, tarefa que não se provaria fácil devido ao desespero e a necessidade ao qual dificultava a sua chegada imediata, já que precisava de ler placas e ter o mínimo senso de direção coisas que não eram tão fáceis mas, sendo eficiente ou não o rapaz havia conseguido chegar a tempo para manter a própria integridade. Ainda no banheiro a sua compulsão começou a clamar pelas chamas, quando o papel higiênico parecia clamar ao rapaz para que fosse queimado, algo que não seria recusado pelo rapaz.

A ação que talvez fosse bem incoerente por parte do rapaz era enfim realizada havia colocado fogo não só em um dos papéis como em todos que haviam na lixeira por tabela o que fazia uma fumaça negra começar a sair do local e chamar muita atenção, um detalhe ao qual talvez o rapaz loiro se lembrasse apenas quando seu olfato fosse atacado é, que diferente dele que havia botado fogo em um papel limpo, na lixeira do banheiro masculino seria difícil esperar outro resultado pois o cheiro dos restos fecais encontrados nos papéis começavam a fazer com que fosse praticamente inabitável, algo que era bem diferente de quando ele havia feito algo similar no QG, pois havia mais pessoas e o cheiro de espalhava com velocidade pelos corredores o que não deu muito tempo para que o garoto pudesse executar a sua reza antes que alguém pudesse chegar com um balde de água para apagar antes que algo pior pudesse acontecer, quando se virasse para ver quem havia apagado a sua oferenda, Zed poderia ver um homem alto e musculoso,  com o cabelo que com o cap da marinha era difícil de determinar, mas podia pressupor que era um corte militar, o homem tinha uma expressão furiosa por ter sido obrigado a lidar com uma “situação de merda” como aquela do rapaz botando fogo no banheiro.

-Você é retardado? Não só botou fogo na merda como está rezando por ela? Se você quer fazer uma oferenda  ao seu deus, deusa ou seja lá o que for, pelo menos use papel limpo! Ninguém é obrigado a aguentar esse cheiro no ar, limpe essa merda antes de sair pelo menos que eu não levo isso para algum superior.

O  rapaz abanava com as mãos a frente do nariz com frequência, sua voz era furiosa e talvez ele não tivesse poder ali para que pudesse puni-lo diretamente o que por tabela o classificaria como um oficial de patente tão baixa quanto a dele, no entanto o que o rapaz havia feito havia o colocado em risco, se precisava saciar sua vontade deveria ser mais cuidadoso ao fazer isso de modo a pelo menos não entregar sua posição tão fácilmente. O homem não arrumava confusão desde que o rapaz naquele momento pelo menos fosse capaz de limpar o que ele havia começado e assim que o fizesse o homem levaria o balde consigo e o deixaria em paz. O jovem havia decidido então que tomaria um banho e naquele local ele poderia encontrar tudo o que fosse necessário para a própria higiene, shampoo, condicionador e sabonete para uso único embalado para que não tivessem de usar algo sujo por outra pessoa. Além disso seu próprio uniforme que estava sujo, poderia ser possível ver que um rapaz com roupas brancas com o símbolo do governo, porém diferente da farda da marinha acabava passando por ali ao ouvir o barulho do chuveiro, deixando um uniforme com as mesmas medidas limpo ao lado do local onde estava a sua farda ao qual ele teve o cuidado de retirar as medalhas e colocar no bolso do uniforme ao qual o rapaz de cabelos loiros poderia vestir posteriormente, era possível ver que o homem fazia isso para todos os boxes onde havia alguém tomando banho, algo que com o tempo que estava no chuveiro não era de se espantar o homem então jogaria todos os uniformes sujos dentro de um carrinho ao qual ele foi empurrando até sumir de vista, seria fácil pensar no homem como responsável pela lavanderia ou pelo menos parte dela. Uma vez que pudesse sair do chuveiro o rapaz teria o trabalho apenas de arrumar suas medalhas novamente no novo uniforme que tinha um cheiro muito agradável e fresco como se tivesse sido recém lavado, algo que poderia agora também em seu corpo limpo lhe trazer conforto para que pudesse ir descansar de forma tranquila e assim como ele desejava após se secar, ele poderia encerrar o dia indo em direção ao seu quarto, por ter decidido tomar banho, poderia ver alguns rapazes e também algumas moças aos quais tinham quartos em um mesmo corredor adentrarem em seus devidos quartos para descansar, talvez o cansaço sobre o seu corpo naquele momento fosse tanto que a  cama naquele momento era a mais sedutora de suas amantes, pois o rapaz ali havia adentrado seu próprio quarto  e naquela que agora poderia parecer a cama mais confortável do mundo, devido a sua necessidade de descansar poderia ser onde os deuses poderiam dar-lhe agora a dádiva do sonhar.





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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptyQui 10 Maio 2018, 18:01





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Capítulo 19 - Camélia




A escuridão havia tomado conta de tudo, seu quarto e sua cama não estavam mais ali, sentiu seu corpo afundar em uma água gelada e escura, seus pulmões pareciam parar de trabalhar, não conseguia mais puxar o ar, não conseguia respirar nada, poderia o navio estar afundando enquanto dormia? Zed olhava para todos os lados enquanto agitava os braços e as pernas em uma tentativa desesperada de começar a nadar, de alcançar a superfície novamente, porém não importava o quanto ele tentasse, ele continuava a cair.

Percebendo que não havia como lutar contra aquilo, Zed parou de tentar lutar e entregou-se a escuridão, entregou-se a morte. Quando a água parou de se agitar, o espadachim conseguiu ver que não estava sozinho ali, conseguia sentir a presença de outros passando por ele através de feixes de luz branca. De forma súbita, ele sentiu seu corpo ser puxado para baixo, aparentemente ele havia chegado ao limite da água escura e por isso sofria os efeitos da gravidade. Diferente da água, ele não caiu por muito tempo, já conseguia respirar e suas costas se chocavam com aquilo que parecia ser um chão.

“Onde estou?”, se perguntou Zed olhando para cima e vendo que o céu estava escuro e bastante estrelado, teria ele caído dali? Apesar de ter saído daquela água, o local permanecia frio, tão frio que sentia seu corpo tremer e se arrepiar da cabeça aos pés. Quando começou a se levantar, o rapaz percebeu que estava em um campo florido, mas por alguma razão não conseguia identificar que flores eram essas. Pensou por um momento que estaria sozinho, mas ali com ele também estava uma mulher pálida de longos cabelos lisos e negros, vestindo um kimono branco com um único lenço vermelho passando por seus braços, ele sabia que essa era Izanami.

Izanami:
 

Em uma explicação simples, Izanami já foi uma das criadoras do mundo, mas após a sua morte, tornou-se encarregada do inferno, por isso Zed não demorou muito para associar as coisas, se Izanami estava ali, então ele estava no inferno, e se estava no inferno então ele estava morto.

- Não, você não está morto, minha criança. - Respondeu ela já tirando a sua dúvida.

- Então o que faço aqui? - Perguntou ele ainda confuso.

- Buscando respostas. - Falou a deusa de maneira simples enquanto deslizava seus pés em direção a Zed como se nem estivesse tocando o chão.

Respostas, sim, era isso que Zed procurava, era isso que vinha pedindo aos deuses desde o momento em que sobreviveu, eram perguntas demais que não conseguia encontrar uma resposta, um motivo.

- Por que me tiraram tudo? - Começou perguntando de forma bem direta, tentando manter o tom de voz respeitoso perante a deusa.

- Lhe tiramos tudo? Mas é possível tirar de de um homem aquilo que ele nunca teve? - Disse a deusa enquanto passava a mão sobre o rosto de Zed.

- Está querendo dizer que tudo que eu tive era uma mentira? Meus pertences eram uma mentira? Minha família era uma mentira? Meu amor era uma mentira? Minhas memórias eram uma mentira? - Questionou ele cerrando os punhos e dando um ênfase maior na sua última pergunta.

- Tudo que tinha era real, mas não o ideal. - Falou a mulher afastando-se do garoto um pouco, mas ainda olhando para ele.

- Como podem saber o que era o ideal para mim? Como podem me tirar tudo e ainda me forçar a continuar lá? - Perguntou novamente, seu tom de voz estava no limite entre a fala e o grito, algo que talvez não passaria disso enquanto estivesse tendo esse diálogo.

- Não culpe a nós por não ter coragem para o seppuku, não há ninguém lhe forçando a viver com o resto dos mortais. - E ela voltou a se aproximar dele deslizando seus pés, Zed não podia deixar de negar que o comportamento de Izanami era um pouco assustador. - Diz que lhe tiramos tudo, mas não percebe que ainda possui o mais precioso dos bens de um mortal… - Quando ela disse isso, Zed abaixou os olhos, mas ela tocou seu queixo e ergueu seu rosto novamente. - Conheço milhões que fariam de tudo para ter novamente isso que você ainda tem, e você acha que eles se importam em continuar tendo bens materiais, família e amor?

- Mas você poderia ainda assim ter me levado… Já vi homens morrerem por muito menos, então por quê? - Perguntou ele encarando os olhos da deusa com seriedade.

- Sim, eu poderia tê-lo levado, eu até deveria tê-lo levado... - Disse a deusa afastando-se novamente de Zed, começando a circulá-lo lentamente. - Mas as vezes nós gostamos de apostar.

- E o que vocês apostaram de mim? O que vocês esperam que eu faça? - Perguntou voltando a ficar tão confuso quanto no começo desse diálogo.

- Apenas viva, minha criança.

- Disso eu sei, eu já entendi, mas eu quero saber o porquê! Qual é o propósito para eu continuar a viver?

- Essa resposta sempre esteve à sua frente. - E ao dizer isso, ela foi deslizando para trás ficando mais distante aos poucos. Nesse momento o garoto já sabia o que iria acontecer, e mesmo que ainda não estivesse claro para ele, ainda havia mais uma coisa que precisava pedir.

- Não, espera! Izanami, me deixe falar com ela! Por favor! - Pediu Zed correndo pelo campo florido em direção a deusa que se afastava cada vez mais rápido. - Eu preciso saber…

- O final daquelas palavras sempre serão o que você quiser acreditar. - E então ela começou a desaparecer. - Pois para suas boas memórias, nenhuma diferença fará.

E assim que ela desapareceu, Zed caiu de joelhos no chão socando o solo com ambas as mãos. Todo esse diálogo não havia sido claro como ele queria, de acordo com Izanami, sua vida nada mais era do que uma aposta divina, mas no que eles estavam apostando? Eles esperavam que ele se tornasse alguém grandioso assim como eles, ou será que era apenas uma peça qualquer que no futuro poderia ter alguma importância para esse jogo dos deuses? Independente de qual das duas respostas era, ele precisaria jogar para descobrir, e assim como Izanami havia dito, para isso ele precisava viver.

Quando olhou novamente para as flores ao seu redor, percebeu que todas elas eram orquídeas roxas, exceto por uma que tinha uma coloração rosada e ainda não havia desabrochado suas pétalas. Rapidamente o céu que até agora estava escuro como a noite, começava a se tornar claro, uma luz semelhante a do sol começava a percorrer o campo florindo trazendo brilho para cada uma das orquídeas, até atingir a flor à sua frente e esta ia abrindo lentamente as suas pétalas, mostrando toda a sua beleza. Mesmo diante de todas aquelas belas orquídeas, a camélia que ali desabrochou sob a luz do amanhecer era a mais brilhante de todas as flores.

A essa altura, Zed já sabia que se tratava de um sonho, quando abriu os olhos e se deparou com seu simplório quarto do navio, ele já saberia que horas eram apenas olhando a luz do sol que atravessava a janela mais próxima, talvez tivesse alguma pequena em seu quarto. Se fosse um horário próximo das nove, ele sabia que estariam quase chegando a Loguetown, portanto se arrumaria o mais rápido possível para sair e fazer suas necessidades matinais, depois buscaria se alimentar de alguma forma, nem que para isso tivesse que pegar uma fruta escondido no armazém.

Contudo, era inevitável que hora ou outra ele iria acabar encontrando Hana dentro da embarcação, ao vê-la mais uma vez, Zed abriria um sorriso com o canto da boca. A resposta dos deuses já havia ficado clara.

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptySex 11 Maio 2018, 03:41


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Através do fogo e das chamas: O décimo nono passo

 
Zed havia se transportado para o reino dos sonhos, um lugar onde seu subconsciente tentou trabalhar tanto os seus problemas passados como também como poderia ser o seu futuro, uma manifestação que devido a própria fé do rapaz não poderia vir de outra forma senão através do contato divino mais íntimo através de seus sonhos para que pudesse representar suas próprias dúvidas e o que sua própria consciência tentou fazê-lo entender melhor. Seu despertar era suave, visto que a transição entre o sonho e a realidade havia sido difícil para que ele pudesse discernir, seu quarto tinha uma pequena janela ao qual era possível que ele pudesse ver o sol e ter noção que eram aproximadamente  8:55 da manhã e uma grande agitação poderia ser ouvida do lado de fora, algo que pelo horário não era de se estranhar, não só por maior parte do trabalho já ter começado bem cedo, como também devido ao fato de que se a garota loira tivesse razão, não deveria faltar muito para que eles pudessem aportar. Havia feito as suas necessidades físicas e de higiene matinais de forma tranquila, uma vez que não parecia haver muitas pessoas naquele momento que já não estivessem do lado de fora. Queria comer alguma coisa antes que pudesse desembarcar e isso o levaria na direção do refeitório em meio a curvatura das escadas algo o surpreenderia, entrando em seu campo de visão de forma súbita de modo que ambos quase trombaram um no outro, bastou um olhar para que ele pudesse ver que era a garota de cabelos castanhos que estava a sua frente talvez fosse influência de seu sonho ou mesmo de sua razão agindo mas naquele momento pareceu ter encontrado uma resposta, um motivo para que ele continuasse vivo. Diferente dele que poderia notá-la de forma veloz a garota demorou mais um tempo para que pudesse notar que tratava-se do loiro, se espantando um pouco quando havia o visto, nesse momento era possível reparar que na mão da garota havia dois pedaços de pão recheados, um em cada mão com diversos frios

-Z-Zed-chan! Eu pensei que você já estava do lado de fora junto aos demais oficiais, parece que estamos chegando ou algo assim… Aliás, está servido? O refeitório está fechado, já que todos estão se preparando para o desembarque, você dormiu bem, teve bons sonhos? Ah, eu tive um sonho incrível! Você não vai acreditar… É meio vergonhoso mas eu sou uma garota saudável, é normal ter sonhos assim não é? Eu sonhei com você, estávamos em um lugar escuro e bem aconchegante, não havia nada nem ninguém ali que pudesse se intrometer no que estávamos fazendo… Nós dois não vestíamos muita roupa e naquele momento, enquanto eu olhei para você,eu senti uma espécie de líquido percorrer por entre minhas pernas e foi então que você com intensidade veio por trás de mim… Era a minha primeira vez em um tobogã… e PA! Você trombou comigo pois eu havia ficado entalada por tentar inventar um novo jeito de descer hahaha! Por algum motivo eu demorei para entender onde estávamos e o que eu estava fazendo porque era escuro no sonho, então nós quase morremos afogados em uma piscina colorida que era muito estranha hahaha, mas essa nem foi a melhor parte, a melhor parte do sonho foi descobrir quando quase nos afogamos que estávamos nadando em uma piscina que não tinha água, mas suco! Foi o sonho mais divertido que eu tive em tempos

A garota contava sua história com certa empolgação após entregar ao rapaz um dos lanches, enquanto eles poderiam descer as escadas a caminho do lado de fora, o tom de voz da garota era realmente agradável e a sua história até certo ponto poderia ser entendida de forma muito errada, era difícil naquela altura do campeonato não imaginar que era uma brincadeira da parte da garota para tentar provocá-lo e guiá-lo pela história para ver onde sua imaginação o levaria mas, de fato não era e talvez ele percebesse isso pela forma como ela mesma ficava levemente corada enquanto contava e pela forma como seu riso era sincero, a garota as vezes tinha alguns parafusos a menos, então não era de se estranhar um sonho tão peculiar. Quando juntos alcançaram o lado de fora a garota pegou sua mão e rapidamente o puxou para próximo de uma das pontas, era surpreendente como ela andava tão rápido sem cair, uma vez que ontem mesmo ela quase não conseguia se manter em pé no navio era possível ver do horizonte as inscrições  do porto de loguetown, assim como aos poucos a cidade iria se formando aos olhos dos dois em uma visão que era realmente paradisíaca. Era possível para Zed perceber que em meio a toda aquela beleza natural que as vezes a garota acabava a tentar ver como era a visão do mundo pelos olhos vermelhos ao qual ele possuía e era possível ver que ela disfarçava, muito mal por sinal no caso de ser pega no ato. Mas antes que Zed pudesse falar algo naquele momento em específico um anúncio por parte do Capitão Dick Grayson era feito assim que ele havia chegado ao centro do navio, algo que era bem incrível uma vez que a maior parte dos marinheiros não poderiam tê-lo percebido chegar ali.

-Estamos aportando em Loguetown! A todos, um excelente trabalho nessa missão de transporte, assim que o navio aportar os oficiais devem ajudar a descarregar o navio, enquanto aqueles com a patente de sargento ou superior, devem ajudar na escolta do homem até a prisão, todos os nomes dos envolvidos receberão seus devidos pagamentos, onde poderão retirar através do banco mundial caso precise, com isso homens cada um em sua função!


O homem dizia de forma eloquente movimentando todo o navio, era possível ver que mais e mais o barco se aproximava da região portuária, sendo possível ver diversos navios e pessoas no porto, onde eles logo atracaram de forma tão rápida e natural que só poderia fazer pensar que a dupla de navegador e timoneiro deveria ser muito valorizada. A maior parte dos homens começou a se movimentar e ajudar a carregar algumas caixas para fora do navio, assim que a ponte para o desembarque foi colocada, enquanto a outra parte se dirigiria para a parte inferior do navio, provavelmente para que pudessem fazer os preparativos para levar o prisioneiro para a prisão de Loguetown em meio a aquilo Hana acabaria a falar com Zed mais uma vez.

- Podemos descarregar as caixas juntos? Meus braços estão um pouco doloridos pela mudança do clima e se você fosse visto me ajudando seria muito melhor visto do que se eu ficasse parada devido a isso… Além disso poderíamos ter um pouquinho menos de esforço envolvido haha.

A garota o olhava com seus grandes olhos azuis de modo que lembrava muito o olhar do gato de botas em um pedido que era razoável e difícil de recusar,  aceitando ele a oferta ou não estavam frente a uma nova ilha, uma emoção que talvez não fosse tão intensa para Zed anteriormente, mas para um homem que pensava ter perdido a sua vida, encontrando nela uma nova razão para seguir na direção do amanhã, seria ele capaz de pensar da mesma maneira? O futuro de Zed mesmo que incerto parecia ser guiado por uma intensa luz, fosse a luz do destino ou a luz do caminho que os deuses haviam pavimentado a ele, ele havia para onde ir, fosse uma aposta ou um motivo maior ele estava ali e não poderia ter se sentido mais vivo do que no momento em que a brisa salina misturava-se a sensação agradável ao qual a cidade e a sua parceira naquele momento o trariam.





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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 4 EmptySex 11 Maio 2018, 14:06





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 20 - O marinheiro que explodirá o mundo




Quando andava pelos corredores rumo ao refeitório onde tentaria comer alguma coisa o mais rápido possível, Zed se depararia com Hana, na realidade quase trombou com ela no caminho, apenas o perfume já muito familiar para ele era suficiente para reconhecê-la, ainda que o brilho de seu cabelo castanho fosse inconfundível dentre as demais marinheiras. Ela trazia em suas mãos pedaços de pão recheados sabe-se lá com o que, pois Zed não perdeu tempo em puxar um desses da mão dela e começar a comer desesperadamente, sim, não foi muito educado da sua parte, mas se os dois estavam com pressa, Hana não veria problema na velocidade que o rapaz fazia tal ação.

- Desculpa, pegar assim, mas precisamos ir depressa. - Falou de boca cheia enquanto se desculpava e se justificava. - Inclusive obrigado. - Agradeceria já imaginando que ela estaria com dois pães justamente porque um ela já iria oferecer a ele, ainda mais já sabendo que o refeitório estava fechado.

Zed quase engasgava quando a garota começava a contar seu sonho, a princípio pensou que se tratava de outra coisa, o que era até estranho isso passar pela sua cabeça, pois em todas as vezes que a relação entre os dois parecia insinuar outra coisa, Zed ou ignorava ou realmente não percebia, então por que agora isso havia sido diferente? Teria algo a ver com o sonho que os deuses lhe deram? O fato de estar reparando demais nos detalhes da garota era algo natural devido a frequência em que estavam se vendo ou teria ali um motivo um pouco mais sentimental? Mesmo que se negasse a procurar responder essas perguntas, Zed se preocupava mais com a que diz respeito a sua capacidade de lidar com isso, estaria ele mais uma vez pronto para ter esses sentimentos?

O espadachim havia comido tão rápido aquele pão que quando chegou no convés do navio tudo que restou dele eram os farelos. Provavelmente todos os tripulantes da viagem estavam ali esperando as palavras do Capitão Dick Grayson, e assim como os demais ali, Zed entraria em uma das filas de marinheiros e ficaria em posição de sentido para ouvir as palavras do superior. Eram palavras simples que indicavam a chegada deles a Loguetown e também o sucesso da missão, lhes dando a autorização para poderem ir ao banco retirar o dinheiro do pagamento se desejassem.

No horizonte, Loguetown ia se tornando cada vez mais perto, a cidade que antes estava pequena, aos poucos ia se tornando cada vez maior. A ansiedade tomou conta do seu corpo ao ver que estava chegando, ao saber que ali poderia descobrir mais sobre onde está sua mãe, bastava de alguma forma conseguir encontrar onde Crasus estava sendo mantido aprisionado. Seria uma boa perguntar ao Capitão se ele sabia de alguma coisa, mas deixaria para fazer isso depois de já estarem todos na nova ilha.

A pedido de Hana, Zed a ajudou a carregar as caixas para fora, naquele momento ele não se importava muito em fazer esse tipo de serviço, mas olhando para a marinheira ainda mais perto e podendo trocar algumas palavras com ela, o jovem espadachim foi compreendendo cada vez mais as palavras de Izanami e a intenção dos deuses.Todas as perguntas que alguns dias atrás ele fazia em sua mente pareciam ir se respondendo sozinhas, e era como se Hana fosse a luz que deixava isso claro para ele, como o sol que dá fim a escuridão com o alvorecer.

Suas roupas, seus pertences, seus bens materiais, para Zed isso sempre foi o mais perto que teve de amigos, passou mais tempo brincando com seus bonecos de madeira do que com outras crianças; os deuses lhe deixaram sem apego material para que nessa nova vida consiga se apegar a amizades de verdade. Sua espada (dada por sua mãe) era o símbolo de seu treinamento de espadachim (feito por sua mãe) e foi usada por ele pouquíssimas vezes (somente quando lutava ao lado de sua mãe); os deuses quebraram sua arma para que nessa vida consiga crescer sozinho como espadachim. Seu grande amor, Callie, aquela que ele tinha certeza de que passaria junto o resto da vida, foi a única pessoa que sentiu que o amava de verdade, mesmo que da parte dela já não soubesse se era sincero; os deuses lhe deixaram longe dela para que nessa nova vida consiga superar essa dor de um coração partido podendo até encontrar um novo amor.

Zed ainda está vivendo porque os deuses queriam que ele evoluísse, ele ainda está vivendo porque os deuses acreditam nele, pois os deuses querem vê-lo chegar longe! Eles não realizaram seu desejo de morrer, mas lhe deram a chance de começar de novo, a chance de decidir o seu novo futuro. Mas para se desligar por completo do seu passado, Zed precisa também romper por completo o laço que ainda tem com sua mãe, e para ele não há outra maneira de fazer isso sem ser com uma última batalha entre os dois, por isso ele precisa continuar sobrevivendo, precisa continuar se fortalecendo, para assim conseguir mostrar aos deuses que estavam certos ao apostarem nele, e talvez o mais importante, conseguirá provar a Akamio que sim, ele foi capaz de superá-la.

Agora com os pés em Loguetown, Zed olharia para o céu e mostraria o seu sorriso confiante para os deuses, pois para ele talvez o mundo fosse pequeno demais para a explosão que o seu nome um dia causará…


As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1
“O Espadachim Carmesim”




~FIM~





Histórico:
 

Considerações Finais:
 

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