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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptyQua 25 Abr 2018, 23:57





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 10 - Confiança






Pessoas que confiam demais nas outras são tolas ou otimistas? É difícil criar essa coragem para depositar suas esperanças em alguém, quando mal conseguimos lidar com nossos erros, como poderíamos lidar com o erro do próximo? A confiança em alguém pode ser complicada de se ganhar, mas a autoconfiança pode sempre estar lá. Sua autoestima determina se você é capaz de confiar em você mesmo, te deixa confiante de que pode conseguir conquistar o que deseja, mas e quando seu sucesso depende também do sucesso de outro? É fácil assim acreditar de forma otimista que a outra pessoa fará tão bem quanto você no momento que for preciso? “Eu teria conseguido se fosse eu a fazer” um pensamento comum de se ter logo após fracassar por culpa do erro do outro, portanto a resposta é não, o mais fácil é acreditar apenas em você, fazer apenas por você e lidar apenas com seus próprios erros, mas se esse é o caminho fácil, então por que todo mundo não o faz?

Quando Zed se viu obrigado a aceitar trabalhar ao lado de Hana para conseguir parte de seu conhecimento em rastreio e até mesmo do mapa local, ele não foi capaz de evitar ter parte do seu orgulho ferido por ter que estar dependendo de alguém para conseguir ter sucesso, ele precisava acreditar que Hana realmente era boa naquilo em que estava se propondo a ajudar, ele precisava confiar nela. O medo de vir a se arrepender no futuro existia, mas no momento ele estava sendo abafado pelos sucessos que a dupla vinha tendo ao conseguir recolher informações sobre o possível paradeiro do ex-sargento. Logo após o planejamento básico de como agiriam quando chegassem ao local onde poderiam encontrar Ao/Mine, os dois seguiram para fora do QG confiando um na palavra do outro de que aquilo poderia funcionar, fosse o destino escolhido por Hana ou a maneira de atacar de Zed.

- Não sou um cavalheiro, tsc. - Reclamou Zed assim que Hana começou a zoar a forma como decidiu montar o plano.

Certamente usar os outros de isca não era algo que Zed se orgulha em fazer, ainda mais quando a isca é mulher, só que mais uma vez voltamos a questão da confiança, ele não pediu para que Hana fosse uma isca porque considera ela descartável e fraca, muito pelo contrário, ele estava confiando que ela honrasse a espada que carregava na cintura e se mostrasse capaz de segurar Mine pelo tempo necessário até que conseguisse uma brecha para atacar, claro que se ela falhasse nisso, todo o plano seria jogado fora e Zed passaria a carregar nos ombros o peso da culpa. Ao fim de suas palavras, Hana completando seu tom irônico se jogaria na direção do garoto confiando que ele a segurasse em seus braços, e para a sorte dela era isso que ele fazia, apesar de ter no rosto uma expressão de tédio por estar participando disso em um momento tão sério.

- Tem que ser muito abençoado pra aguentar você. - Respondeu ele continuando a implicância. - Da próxima vez eu deixo você cair no chão, donzela indefesa.

Dando sequência a caminhada pela cidade e sendo guiado totalmente por Hana, o jovem espadachim passava boa parte do trajeto viajando no cenário bem iluminado da cidade durante a noite e a neve que agora caia de forma mais fraca, ainda assim o que mais tirou a atenção de Zed durante esses minutos foi a presença da lua cheia no céu, isso poderia significar não ter mais toda a energia de Amaterasu, mas por outro lado tinha agora o poder total de Tsukuyomi sobre ele.

Outrora os irmãos e deuses do sol e da lua já foram muito próximos, diferente da relação com o terceiro irmão, Susanoo, os dois, Amaterasu e Tsukuyomi eram quase inseparáveis, o que fazia muitos acreditarem que os dois sustentavam um romance. Acontece que certo dia, Amaterasu fora convidada por Ukemochi, a deusa dos alimentos, para um banquete, ela que não poderia comparecer, enviou seu irmão Tsukuyomi em seu lugar. Durante a celebração, o deus da lua se irritou com Ukemochi e desembainhou sua espada contra ela, assim matando-a. Quando Amaterasu ficou sabendo do crime que seu irmão cometeu, sentindo-se traída por aquele que mais confiava, ela recusou-se a voltar a vê-lo e mudou-se para outra parte do céu, criando aquilo que hoje podemos chamar de dia e noite, pois nunca mais os dois irmãos estiveram juntos novamente.

E assim que já estivessem no local do tal Zepelin, Zed contaria a Hana esta história, uma história sobre a quebra de confiança e a suas consequências eternas. Todo o contexto da lua cheia, o clima de estarem um confiando no outro e também o pedido que a garota já havia feito para ele acabariam por disfarçar o que aquela história realmente significava para Zed. Para Hana essa história era uma metáfora sobre eles dois, era uma tentativa de fazê-la enxergar como o garoto enxergava uma traição, o que aconteceria se os dois acabassem traindo a confiança um do outro, mas para ele, essa história significava mais do que uma mera metáfora, ela era também um paralelo.

- Conquistar a confiança de alguém não é uma tarefa difícil, muitas vezes fazendo isso de forma natural… Mas uma vez que ela se é quebrada, ela não voltará mais a ser como era. - Falava ele depois de um bom tempo encostado em um apoio próximo.

Podemos dizer que a confiança em alguém é como uma xícara, caso ela se quebre, com esforço ainda é possível reconstruí-la juntando e colando os pedaços, mas durante a quebra pedaços muito pequenos dela se perderam no ambiente criando assim as rachaduras que não podem ser preenchidas como antes, ou seja, mesmo que se tente muito e por mais perfeita que seja a reconstrução, a xícara nunca mais voltará a ser como antes foi. Alguém pouco curioso poderia facilmente associar isso ao fato de que o Ex-Sargento Ao havia enganado a todos, incluindo Zed, ao renegar seu cargo revelando-se como um membro do Exército Revolucionário, logo todo esse assunto de confiança pode ser explicado com a traição dele, mas para aqueles personagens que gostam de pensar um pouco mais, não é difícil concluir que Zed já havia tido sua confiança em alguém quebrada por alguém mais importante para ele do que um sargento que conheceu hoje, o que realmente seria difícil de imaginar por agora é a enorme gravidade da traição que havia sofrido, algo que ele até então se esforçava para não deixar transparecer nem metade.

- Já está quase na hora marcada para ele aparecer. - Comentou Zed sabendo que horas eram e então partindo para um local que fosse melhor para o seu posicionamento. - Tome cuidado com os ataques dele, acho que você mais do que eu sabe do que ele é capaz… E eu mais do que você sei o quanto dói, portanto não seja atingida, mesmo que para isso você tenha que fugir. - E após uma breve pausa, ele olhou para ela e completou: - Estou confiando em você.

Sem deixar que Hana o tocasse ou sem até mesmo ver o sorriso que ela mostrava para ele, o garoto deu as costas para ela e se escondeu nas sombras do cenário onde estavam, tendo plena visão do espaço onde a garota estava em pé e também da área onde Ao poderia vir a aparecer. Quando ele finalmente chegou, trajando suas novas vestes negras e com seu cabelo agora de mesma cor, ele mostrou-se surpreso ao ver Hana ali esperando por ele, talvez aquilo não fosse de fato uma armadilha… É, parte de Zed ainda guardava dentro de si a possibilidade de que o ex-sargento teria montado todo o esquema para levá-los até ali de propósito longe da proteção da marinha, e por incrível que pareça também não descartava a chance de Hana estar trabalhando junto com ele para levar Zed até ali como um grande idiota por ter confiado demais em alguém.

Quando o babaca do Mine começou a fazer seu discurso de vilão, Zed nem se importou com as palavras que ali estavam sendo ditas a seu respeito, temia que Hana se deixasse abalar por elas, mas de sua parte era quase como uma decepção, pois se ele estava se referindo a ele daquela maneira talvez os motivos para ter três X na sua ficha seja apenas um rancor infantil de quem tomou um chute na cara… Talvez esse revolucionário de merda, seja realmente um revolucionário de merda e não lhe sirva para porra nenhuma, ainda assim não poderia perder a oportunidade de interrogá-lo, por isso precisava que Hana conseguisse, por isso no instante que a garota segurou o cabo da sua espada, Zed começou a rezar, não para ele, mas para ela.

Zed nunca foi muito próximo de Tsukuyomi, não por ele ser a contraparte de Amaterasu, mas sim pelo seu conceito obscuro e seu poder que se fortalece nas sombras, por isso ele era o deus de sua mãe, não o seu. Rezar para Tsukuyomi agora lhe trazia um grande desconforto, chegando quase que ao ódio, mas ele não podia odiá-lo, não podia ter raiva de seus deuses pelas ações cometidas por seus seguidores. Quem tem fé tem confiança, e se existe alguém além dele mesmo que Zed se sente seguro em confiar, esse alguém são os seus deuses.

“Pai da Noite que do escuro nos protege
Iluminada seja a nossa lua
E ameaçada sejam as trevas que me perseguem
Venha a mim através da sua luz
Tire de mim os temores da escuridão
Traga até mim um caminho com visão
Na escuridão chamo por seu nome, Tsukuyomi!”


Assim que terminou de recitar sua oração e abriu os olhos, Zed já se deparou com Ao avançando na direção de Hana para atacá-la com um corte de sua própria espada, nesse instante talvez por consequência da sua oração, o garoto conseguiu enxergar uma oportunidade para atacar em seguida, já dando início a sua próxima oração enquanto colocava a mão na espada em suas costas e avançava pelas sombras em direção ao seu alvo marcado.

- ...Susano’o! - Gritou em meio ao calor do momento no mesmo instante que terminava sua oração para o deus mencionado e também desferia um belo corte nas costas de Ao/Mine com sua enorme espada recém adquirida e agora recém estreada ao cortar sua primeira vítima.

A satisfação de ver o sangue jorrar pelo ferimento que havia acabado de fazer era quase orgásmica, a sensação que tivera era de que já estava a anos sem cortar ninguém. Zed não pode negar que se empolgou um pouco na hora de realizar o movimento de ataque, uma vez que havia prometido a ele mesmo que deixaria Ao vivo, se não fosse pela capacidade do próprio em conseguir desviar alguns milímetros, talvez sua cabeça estivesse rolando agora sobre a neve manchada de vermelho.

- Eu ficaria realmente decepcionado se tivesse conseguido te matar com um único golpe… Era o mínimo que esperava de você, e ah, isso foi pelo que fez nas minhas costas, seu merda. - Disse ele de forma provocativa logo depois do corte. Havia um sorrisinho em seu rosto. - Ui, olha só, Hana, ta revoltado o metido a piratinha. - Completou ele com mais provocações enquanto se aproximava mais da sua parceira para ficar lado a lado com ela.

Nesse instante a garota aproveitou a distração causada por Zed para avançar contra o ex-sargento e golpeá-lo com um corte de sua espada, é certo de que seria subestimá-lo demais acreditar que ele seria atingido por tal golpe, por isso não houve surpresas quando ele desviou da lâmina de Hana e contra-atacou com a própria, talvez por sorte do reflexo ou pela própria habilidades de bloqueio, a garota conseguiu defender a tempo, sendo jogada para trás pelo impacto, mas graças a Zed que havia antes se movido na direção dela, conseguia assim segurá-la no ar antes que caísse no chão. Depois de ajudá-la a voltar a ficar de pé, a batalha era resetada e os três ali voltavam a suas posições de combate.

- Tenha calma, Hana, mesmo que ele já esteja ferido, isso não muda o fato de que ele ainda é mais forte que a gente… - Disse o garoto não muito satisfeito em admitir isso em voz alta, mas sabia que era preciso dizer para deixar a informação fresca na mente da marinheira. - Acho que eu tive uma ideia, mas para ela dar certo precisarei da sua ajuda… Posso confiar em você de novo? - Perguntou ele olhando para ela com uma expressão que mostrava bem o quanto estava seguro de si. Independente da resposta dela, ele continuaria a falar. - Siga meus movimentos e ataque assim que eu der o sinal… Mas lhe peço que independente do quanto você deseja descontar a sua raiva dele, por favor, não o mate.

“Droga, se ao menos eu tivesse usando uma espada maior eu poderia tentar usar uma das técnicas de minha mãe, tsc, talvez o peso da lâmina não seria problema se eu fosse mais forte”, pensou Zed a respeito da arma que estava utilizando não ser exatamente a mais apropriada para o seu estilo de combate, que pelo que foi ensinado até então por sua mãe deveria ser utilizado com espadas pelo menos duas vezes maior do que a que tinha em sua mão agora, por isso todas as técnicas que aprendera com Akamio não poderiam ser usadas, ou se tentasse seriam tão fracas que seriam quase que um corte normal, o que não valeria a pena nem arriscar. Não, no seu estado psicológico atual, Zed sabia que sua insegurança perante o uso de suas técnicas não era por conta da sua espada ou da sua força… Ele teria que voltar a treinar se quisesse ter todo esse controle novamente.

E dito isso, o garoto corria em direção a Ao/Mine abusando da sua aceleração para ganhar velocidade e distância de Hana, que para melhor visualização do que ele queria fazer era ideal que ela estivesse um pouco mais afastada. Durante a corrida, Zed seguraria sua espada para trás em uma posição clara de que iria realizar uma movimentação vinda de baixo para cima, porém não era o objetivo dele fingir que não pretendia fazer esse tipo de ataque, pois assim que encurtou a distância cerca de quatro metros, o loiro ergueu a espada arrastando-a pelo chão com força para que junto com o seu movimento a neve no chão fosse também arremessada para cima, sua intenção ali nunca foi acertar Ao, na realidade ele queria que o ex-sargento soubesse que tipo de ataque viria e já se preparasse para desviar ou bloquear. Em ambas as situações, Zed daria o sinal gritando para Hana atacar, e com a neve recém erguida a visão do adversário deles estaria debilitada, com isso a garota poderia atacar por um ponto cego e assim causar mais um dano ao Revolucionário. No cenário onde ele escolheu desviar do ataque, Hana precisaria depender mais das suas habilidades ofensivas para se mover na direção certa e conseguir acertar com eficácia, já no cenário onde Ao/Mine resolveu bloquear o golpe, então Hana teria uma abertura ainda maior para conseguir atacar o alvo sem visão, uma vez que Zed teria se certificado de mover a espada um pouco mais para trás na hora do movimento para que ela nem sequer chegasse perto de atingir seu adversário, por isso sua espada não poderia ter sido bloqueada a menos que Ao/Mine fosse para frente… E se ele realmente fizesse essa terceira opção, então Hana estaria ainda mais feliz com a facilidade que poderia realizar seu ataque.

Mesmo tendo sucesso ou não na tentativa de ataque, haveria ainda a possibilidade de Mine contra-atacar, sabendo que estava na mesma situação que ele com a neve tampando sua visão, Zed estaria ao menos mais preparado por já saber disso, portanto entraria em posição de defesa logo após erguer a neve, tentando assim bloquear possíveis ataques de Ao vindo por detrás da neve. Nessa oportunidade ainda de defesa, caso conseguisse bloquear o ataque, Zed tentaria agarrar Ao/Mine pela camisa, tendo preferência pelo lado já ferido para que assim causasse ainda mais dor, e então tentaria em seguida acertar uma cabeçada contra o nariz do ex-sargento, conseguindo ou não, esperaria que Hana fosse capaz de fazer algo com o tempo que havia criado ali. Por fim, se Zed não fosse o alvo dele após a subida da neve, então ele atacaria a marinheira ao seu lado, não poderia fazer a defesa pela garota, mas poderia fazer o contra-ataque, movendo-se na direção do sargento para atacá-lo com um corte diagonal de cima para baixo mirando o lado não ferido dele.

“Se esse é o caminho fácil, então por que todo mundo não o faz?” Porque trabalhando em equipe e confiando em seus parceiros, não há obstáculos que não possam ser superados.



Histórico:
 



Última edição por Shinsuke em Qui 03 Maio 2018, 09:04, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptyQui 03 Maio 2018, 08:20


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Através do fogo e das chamas: O décimo passo

 

Para Zed se ver obrigado a confiar novamente  nas habilidades de alguém era difícil,  como se apontasse sua grande espada contra o próprio orgulho mas havia ali opção melhor? Dificilmente ele encontraria uma resposta concreta para isso a garota definitivamente era a sua melhor chance, por mais que admitir isso fosse algo que o incomodasse. Estavam definitivamente indo na direção do que poderia ser a morte deles se não tomassem cuidado, Hana não era besta e sabia das intenções de Zed antes que ele tivesse a pedido para ser a isca mas, seu humor parecia não desaparecer em momento algum, sua positividade em momentos como esses poderiam ser tão irritantes quanto necessários para que a pressão não fosse ainda maior. Em meio a uma de suas brincadeiras, Zed felizmente havia agido como esperado em relação a segurá-la, mas definitivamente seu humor estava aZEDo e sua expressão não era algo divertido o que fez com que a garota deixa-se de importuná-lo diretamente, as pessoas reagem de formas diferentes quando estão tensas e seu bom senso a mandou respeitar isso, fazendo com que seu comentário fosse mais simples em resposta a ele, antes que pudesse se erguer.


- Felizmente você é haha.

Seu tom de voz continuava doce, não haviam palpitações em sua voz, ainda que fosse claro pelo seu olhar que ela estava séria mesmo que fosse difícil a ver dessa forma, a caminhada  havia sido tranquila para os dois e o local onde se encontravam os Zepelins não demorou muito para que chegassem graças as melhores rotas usadas, em frente a história de Zed, por um tempo o olhar que ela dirigiria a ele seria no mínimo curioso, uma vez que era difícil para que ele pudesse decifrar o que se passava na cabeça dela, até que quando o rapaz havia lhe dito que tinha confiança em sua performance, um sorriso acabou se abrindo, onde ela acabaria por suspirar, ela queria falar muito algo no momento, era possível até mesmo ver seus lábios tremerem tensionando dizer algo, mas ela escolheu não o fazer, tomando sua posição de isca, de forma que os pensamentos do loiro poderiam ter ficado confusos em relação a sua atitude, chegando a até mesmo pensar que ela poderia ser ali uma inimiga possível, resultado de como sua confiança nas pessoas estava abalada, seria possível curar ou ao menos amenizar um pouco dessa dor que o rapaz carregava no peito que o impedia de seguir em frente? Talvez fosse a pergunta que se passasse na cabeça de Hana no momento, não demorou muito tempo para que Ao/Mine aparecesse e o plano  que eles haviam formulado não poderia ter resultado mais expressivo, uma vez que não pareceu ser da intenção de Zed eliminar o homem, que provava-se apesar de forte fisicamente um completo inútil para seus planos de descobrir mais sobre sua mãe, seu ódio e o seu respeito por ela automáticamente eram capazes de separar o nível gigante que havia entre eles, mesmo que não tivesse muita noção sobre o cargo de sua mãe no exército revolucionário definitivamente se Amaterasu pudesse estar lhe virando as costas o mesmo não se aplicou a Tsukuyomi, por mais que pudesse atribuir ele como o Deus de sua mãe a vantagem que eles haviam conquistado ali certamente eram quase como um milagre.


A provocação mesmo que não fosse intenção do Zed mexer com o raciocínio do revolucionário pareceu ali agir como um golpe super efetivo contra seu grande ego que sofreu muito mais impacto do que o seu corpo, ou ao menos assim pareceu a ele e definitivamente para ele não seria possível deixar que o loiro pudesse sair ali com vida, era para ele inadmissível. Mesmo que tivesse sido ali um golpe decisivo e Hana tentasse aproveitar para realizar um ataque de oportunidade criado por Zed, era impressionante como ele havia se movido e a jogado longe com um movimento tão veloz e difícil de se ver. O oficial havia segurado a garota a impedindo que ambos acabassem trombando e caissem juntos, se isso ocorrese sem dúvidas seria o fim para a dupla antes que pudessem sonhar em se levantar. Percebendo que a luta havia voltado para o ponto de partida a experiência do rapaz não lhe traiu quando ele soube admitir que estava em uma situação desigual mesmo com a vantagem enorme que eles haviam garantido e de certa forma, ficou claro para ele que as suas palavras a fizeram ali voltar a si e focar-se no que havia acontecido, sua aparência ainda parecia um pouco atordoada e frente a pergunta do rapaz a resposta não poderia ser outra.

- Você pode confiar em mim! Estarei confiando em você!


Era um tom alto, claro  e cheio de energia, algo que poderia fazer bem para o espírito do rapaz que havia ali mais uma vez provado que ele não era qualquer um, como havia de ser? Um guerreiro formado pela própria proteção dos deuses, não poderia ser de outra forma. Era possível notar que Hana havia arregalado um pouco os olhos, quando ouviu da boca do rapaz que não pretendia matar Ao/Mine, por mais que isso desse ao homem uma vantagem a mais naquele combate o coração da garota pareceu se acalmar mais ao ouvir essas palavras do rapaz E dessa vez ela arrumando sua postura apenas concordou com a cabeça.


Aquele que havia sobrevivido questionava-se sobre a possibilidade de uma arma que não lhe era confortável havia sido o motivo de seu fracasso mas, a conclusão mais honesta que ele poderia chegar consigo mesmo é que talvez se ele não poderia usar tudo o que havia treinado por toda a sua vida, não poderia atribuir isso a um pedaço de metal e sim ao seu estado mental e espiritual naquele momento, sua fé em momento algum havia diminuído, por mais que questões pudessem ser levantadas e o rapaz pudesse se sentir talvez menos agraciado pela glória das divindades as quais acreditava, deveria ele provar-se digno novamente de suas atenções? Seria o fato de ele estar tão preso pelas correntes que o amarram ao chão da dor de seu passado que não poderia se fazer ouvido por aqueles que tinha fé? Eram todas questões válidas que talvez se ele tivesse mais tempo para ponderar poderiam aparecer.



Quando Zed avançou contra Ao/Mine ele poderia ver algo diferente no homem, a postura do homem estava completamente desleixada, segurava sua espada com uma das mãos, debruçado a frente em uma posição que parecia a ele extremamente confortável. Em seu rosto havia um sorriso sádico melhor descrito como maníaco, se a vontade que ele tinha de matar ambos ali fosse densa, talvez mesmo uma espada grande como a do marinheiro não fosse capaz de atravessar.
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Estava ali inerte, mas pareceu a todo momento que tinha algo de errado naquela postura, era bizarra demais para que ele pudesse se colocar naquele modo de propósito sem um plano, ainda assim  o movimento de Zed era executado, com um golpe de baixo pra cima de modo que a própria neve levantada lhe daria uma cobertura extra por poder afetá-lo, por mais que agora fosse um marinheiro no combate não havia limites para o que ele poderia ali usar como uma ferramenta e como previsto o homem havia se esquivado, porém diagonalmente a frente, fazendo com que a Neve e a espada lhe passasse reto, os braços do homem se moviam de forma estranha e quase hipnótica e o seu corpo acompanhava de uma forma assustadora, onde ali ele havia aplicado uma estocada contra Zed mesmo que o rapaz fosse forte e o homem a sua frente tivesse seu potencial completamente comprometido, seria naquele momento que ele poderia ver a diferença da velocidade que tinham, desde que havia entrado naquela postura estranha era difícil para que ele pudesse sequer seguir o homem com os olhos.

Para a sorte de Zed a estocada não se concluiu, pois o ponto cego criado por esse movimento, havia permitido que a garota rapidamente aplicasse o seu movimento que se fez longo quando ela esticou rapidamente os braços para estocar a perna direita de  Ao/Mine, com a intenção de diminuir sua mobilidade que só poderia perceber que estava prestes a trocar sua vida por um ferimento não fatal no loiro quando a lamina já estava a milímetros de sua carne, em uma reação desumana o homem planejou virar-se para evitar a investida  da garota e completar o seu próprio movimento mas algo o travou. Suas pernas não se moveram o tanto que ele havia planejado devido a como Zed havia ali o segurado pela gola, permitindo o golpe da garota se conectar por completo na parte do joelho do homem, sendo possível ver a lâmina da garota sair pelo outro lado mas ainda que tivesse um corte limpo o homem ali não havia sido derrubado, era tudo muito rápido mas a dor atrapalhou demais o revolucionário a ter uma reação digna de sua força, levando uma cabeçada no  nariz que imediatamente começou a sangrar, pareceu completamente atordoado   e nesse momento, deslizando a espada por entre o corte que havia feito para aumentar ainda mais a gravidade do ferimento em sua perna em um movimento centrípeto a garota visaria ali atingir por cima de vez o lado machucado do revolucionário que provavelmente iria cair com aquele movimento, Zed ainda segurava o homem pela gola, tinha a plena ilusão de que o homem não se moveria com a sua força o impedindo e só então que era surpreendido pela força imensa do homem, que daria um passo para trás com sua perna boa de modo a deixar com que a mão do marinheiro que ficasse ali exposta para o golpe que a garota havia feito, tudo  ocorria de forma tão rápida que era fácil ver o seu destino, caso a garota não fosse capaz de mudar a rota de sua espada.

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Era um movimento sujo que aproveitava-se do fato de estar contra uma dupla ao seu favor, mas a poucos centímetros de cortar a mão de Zed fora a garota havia parado o seu movimento e aproveitando-se da brecha criada pela sinergia de ambos ser usada contra eles mesmos o homem rapidamente levantou o braço que segurava a espada em um movimento grotescamente veloz para que o loiro tivesse alguma reação diante da estocada que estava sendo feita ali, sendo obrigado a largar o homem para que o ferimento pudesse atingi-lo na menor parte possível, a garota não havia ficado parada, assim como Zed também não ficaria,  e o golpe diagonal de Zed seguido de Hana o complementando quando ele havia ali recuado em seu momento de aceleração zero ali haviam possibilitado que o homem  penetrasse apenas parte do golpe que planejou, era visível como o homem estava sendo pressionado pelo trabalho em equipe que eles demonstraram ali, mas em momento algum poderiam sentir-se seguros por completo, pois mesmo que o homem já estivesse com praticamente metade de seu corpo inutilizado, ele não pareceu disposto a cair.

A dor que Zed sentia era lacerante nos primeiros momentos  mesmo que o corte não fosse profundo e só então algo estranho aconteceu, a região subitamente deixou de ter sensibilidade e naquele momento o rapaz poderia sentir-se até mesmo desesperado, pois seu braço direito não respondia, era como se ele nunca o tivesse, fazendo com que fosse fácil para o marinheiro pensar que algum veneno ou ponto de pressão havia sido usado contra ele, fazendo com que ele precisasse segurar com seu braço esquerdo apenas sua espada, se ainda quisesse usá-la.

O silêncio era extremamente barulhento naquela situação onde apenas o som do sangue a pingar e tingir a neve poderia ser ouvido, uma vez que os ventos cessaram por completo, sendo possível que a respiração de todos ali ofegantes pela intensa troca de golpes pudesse ser ouvida, o homem que parecia gostar tanto de cantar vitória, tinha seu olhar claro sobre a garota e suas intenções não pareciam boas, se ele fosse capturado, queria levar pelo menos mais um marinheiro para o cemitério e com isso, por mais que parecesse impossível o homem havia “ desaparecido” por um segundo do campo de vista dos dois, quando abaixou sua postura e avançou rapidamente contra a moça, dando a impressão de que a velocidade era tanta que até mesmo uma aura poderia se formar ao seu redor, por mais que fosse apenas a neve caindo que havia lhe dado esse efeito.
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Zed não estava distante da garota, porém tinha um braço para contar apenas parecia impossível para que a garota fosse capaz de defender-se sozinha ali, assim como parecia quase impossível parar o homem sem que ele usasse a parte não cortante da espada para rebate-lo no momento perfeito, mas deveria seguir esse plano? A sinergia de ambos já havia sido provada ser usada como uma vantagem pelo oponente, que por mais que não estivesse em condições boas para o combate, ainda com todos os ferimentos se mostrava um desafio a eles.
Uma coisa era certa, o movimento certo o traria a glória e o movimento errado era quase como selar o destino da garota o loiro tinha pouco tempo para agir e deveria planejar o que fazer com o homem caso ele caísse, assim como deveria planejar-se também para o caso do homem continuar de pé e lutando.








Histórico:
 

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptyQui 03 Maio 2018, 19:41





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 11 - Onde ela está?






Zed nunca foi o tipo de pessoa que trabalha em equipe, tirando as vezes que lutou ao lado de sua mãe, ele jamais enfrentou alguém lutando em conjunto com mais alguém, portanto fazer isso ao lado de Hana era uma experiência nova e que mesmo sendo praticamente a sua primeira vez, ele parecia estar se saindo muito bem no combate em dupla, principalmente quando o adversário que estavam enfrentando era mais forte e experiente que eles.

Após a execução do seu movimento de levantar a neve como artifício para bloquear a visão de Ao/Mine, o espadachim de cabelo loiro se viu obrigado a colocar a espada em frente ao corpo para tentar bloquear a estocada que seu oponente mirava contra ele, esta que por sua vez não se completou graças a Hana, que usou de toda a situação para tentar perfurar o joelho do seu ex-sargento com a espada, ela também teria errado, se Zed não tivesse sido rápido o bastante para segurar o homem pela gola e travar sua movimentação para que o joelho dele fosse atingido. Como era de se esperar de um mero humano, ter a sua carne perfurada lhe causava dor, e isso criava mais uma abertura para Zed atacar, dessa vez usando uma movimentação simples e rápida que era a sua própria cabeça, atingindo o nariz do Revolucionário com a sua testa e provavelmente quebrando-o com o poder de impacto. Uma coisa que Akamio sempre ensinou para Zed é que sua espada é uma extensão de seu braço, e que mesmo sendo chamado de espadachim, em uma batalha todo seu corpo pode ser a sua espada.

O fim parecia próximo quando tinha o inimigo atordoado em suas mãos, bastaria Hana finalizá-lo com mais um corte para que vencessem, mas foi esse pensamento ingênuo que fez Zed abaixar a guarda quando o ex-sargento com o peso do próprio corpo e sua força superior puxou o corpo do loiro para trás botando seu braço na frente do ataque que a marinheira estava realizando, e para a sorte do garoto, sua aliada conseguiu parar a sua lâmina a tempo de evitar um “friendly fire”. Pela primeira vez no combate os dois perderam completamente as rédeas da situação, Ao havia usado a sinergia deles a seu favor e por muito pouco não fez disso a eliminação de Zed da batalha, ainda assim, o jovem espadachim ainda se recuperando do choque do que quase aconteceu, mostrou-se aberto para um ataque do oponente, que com grande velocidade moveu sua espada para tentar perfurar o loiro com violência.

- Merda! - Xingou Zed deixando a palavra escapar de sua boca quando viu que talvez seria tarde demais para conseguir fugir da lâmina.

Ainda que tivesse conseguido se movimentar para longe da espada de Mine, ele não conseguiu impedir que ela penetrasse por parte do seu ombro direito, fazendo-o soltar um breve resmungo de dor enquanto recuava, foi nesse momento que ele se viu obrigado a soltar a gola do Revolucionário se quisesse poupar grandes estragos ao seu braço favorito. O desgraçado havia escapado de suas mãos e ainda lhe deixou um ferimento no ombro que começou a reagir de forma estranha deixando todo o restante do seu braço direito dormente, naquele instante se perguntou se seria efeito de algum tipo de veneno ou uma área específica do seu corpo que havia sido danificada e gerado essa sensação, mas no final ele sabia que teria que passar a espada para sua mão esquerda, pois a direita parecia estar com a movimentação debilitada.

- Hana, ele paralisou meu braço! - Disse para a companheira, talvez ela soubesse de algo no estilo de luta do ex-sargento que pudesse acalmar o garoto com relação a movimentação do seu braço. - SE VOCÊ FUDEU MEU BRAÇO EU VOU ROUBAR O SEU, VERME IMUNDO! - Gritou para o Revolucionário mostrando-se um pouco alterado emocionalmente com a situação, provavelmente uma das coisas que Mine queria ver durante o combate. - Droga, Hana, tome cuidado, eu sou destro, não poderei ser muito útil…

Com essa declaração, Zed acabava por criar um clima de tensão para o lado deles, era quase que dizer que com isso ele havia sido derrotado e que Hana teria que lutar sozinha a partir de agora. O desespero poderia ser tanto que até um silêncio se formou entre eles a partir dali, o sangue pingando e o vento correndo eram as únicas coisas que eles escutavam depois das atividades fisiológicas de seus corpos. Agora a bola estava na mão de Ao/Mine, e com a vantagem que ele havia conseguido partir pro ataque seria fácil, se o cenário fosse uma quadra de esporte, o Revolucionário seria um atacante e os dois marinheiros a defesa, sendo que um deles já estava lesionado e portanto só precisaria passar por um deles para marcar o ponto.

Quando o ex-sargento deu seu primeiro passo, era surpreendente a velocidade que ele atingia de forma tão rápida, alguém distraído poderia dizer que ele havia desaparecido, acontece que Zed, mesmo não sendo tão rápido quanto Ao/Mine e incapaz de ver os movimentos dele com perfeição, já imaginava que o alvo que ele iria escolher para atacar seria Hana, ela era a única que ainda não havia sido atingida e também aquela que ele considerava o alvo mais fácil de se abalar psicologicamente com a diferença de forças, e claro, com Zed dizendo que não seria mais muito útil na batalha, ele acreditou que o seu oponente passaria a ignorá-lo no seu próximo ataque… E teria sido coincidência ou não, Zed estava certo, e esse acerto seria o que poderia dar a ele a vantagem de alcançar Ao antes dele atingir Hana, a qual ele não sabia se estaria ou não preparada para defender ou esquivar do ataque.

E revelando ser mentira o fato de ser destro, Zed cravou a sua espada no chão para ganhar sustentação e usou a força do seu braço esquerdo para se impulsionar no ar em direção a Hana e Mine, se tivesse conseguido realizar o seu movimento com perfeição e mais importante que isso, a tempo, então aplicaria ainda no ar um chute bem dado no rosto de Ao, dando a ele um flashback do que havia acontecido mais cedo. Caso não conseguisse acertar o chute, ao menos esperava que isso fosse suficiente para impedir que o homem acertasse sua aliada, dando tempo para ela recuar e se preciso defendê-lo de uma tentativa de contra-ataque.

Por outro lado, se seu chute acertasse, tendo em mente a tentativa de que atingisse o nariz já quebrado de Ao, então seria possível que ele acabasse voltando a ficar atordoado com o golpe, dando a Zed a chance de tentar após botar os pés no chão, se jogar em direção ao ex-sargento para levá-lo ao chão em uma tentativa de imobilização e desarmamento. Para isso ele teria que largar a sua espada e usar o peso de suas pernas para prender o braço direito e o corpo do homem, visto que o ferimento que havia causado anteriormente deixava o braço esquerdo dele inutilizado. Com o sucesso, diria a seguinte frase:

- Antes de mais nada, isso são por todas as merdas que você disse para ela. - E com isso já começou aplicando um soco na boca do homem, que quem sabe assim começasse a repensar em tudo que havia dito para insultar Hana. - Agora me diga, seu desgraçado, onde está a Akamio? Ela ainda está na ilha? - E ao realizar as perguntas, Zed puxaria a gola de Mine com a sua mão esquerda, pois assim se fosse necessário ainda poderia usar a cabeça para atingi-lo, já que seu outro braço não estava respondendo aos seus comandos.

Naquele momento Zed havia se esquecido por completo que ali com eles também tinha a presença de Hana, seguindo os padrões de captura de oficiais da marinha, a garota deveria se aproximar dos dois para auxiliar na imobilização completa do criminoso, talvez até com o uso de algemas, por conta disso o jovem loiro acabaria por perceber que não poderia ir muito a fundo nesse interrogatório com relação aos informações que poderia dar sobre si.

Caso a resposta de Ao seja positiva e responda corretamente a pergunta de Zed sobre a localização de sua mãe:

- E como eu sei que você não está mentindo? - Perguntaria ele preparado para tentar achar alguma brecha em uma possível mentira sobre a informação passada.

Mas como provavelmente a resposta dada não será tão fácil assim, Zed já estaria preparado para acertar mais um soco no rosto do Revolucionário, a força desse seria proporcional a quão ruim seja a resposta dada pelo homem.

- Não me faça ter que te perguntar uma terceira vez, onde ela está? Quero ao menos uma pista do destino dela, sei que ela saiu daqui tem pouco tempo, então você deve saber de alguma coisa.

Se Zed conseguisse apenas com isso extrair alguma informação, então ele deixaria que Hana terminasse de imobilizá-lo para que pudessem assim seguir de volta para o QG com o criminoso capturado, mas ainda considerando a possibilidade de que o homem não revelasse nada, ou até mesmo não soubesse nada a respeito do nome Akamio, ele não poderia continuar ali o interrogatório sem revelar o que não queria, ou então sem ter que torturá-lo na frente de Hana… Mas a verdade é que Zed nem mesmo sabia como fazer um bom interrogatório.

- Hana, como eu disse para você antes de virmos para cá… Não faça nenhuma pergunta. - Falaria direcionando a voz para a companheira, ainda que não tirasse seus olhos vermelhos de cima de Ao/Mine, e quem sabe agora, ouvindo o nome dela e olhando para os olhos de Zed, ele não chegasse a concluir por conta própria a relação entre os dois. Mas acima de tudo, para finalizar esse diálogo, o loiro daria mais um soco na cara de Mine. - E esse é pelas merdas que falou de mim… E agradeça por eu não ter como te queimar agora, desgraçado.

E desistindo de tentar conseguir mais informações, Zed deixaria o restante da captura nas mãos de Hana e levantaria para buscar a sua espada, esperando que a curiosidade da garota não fosse maior do que a sua palavra, evitando assim responder perguntas envolvendo seu passado durante todo o caminho de volta em que estariam juntos carregando o corpo imobilizado de Ao.



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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptyQui 03 Maio 2018, 21:16


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Através do fogo e das chamas: O décimo  primeiro passo

 

Mine provou-se ser um oponente assustador, mesmo quando ferido daquela forma que por muitos poderia ser considerada desleal ainda era capaz de não só aguentar bem ambos os oponentes, como ainda aplicar um golpe perfurante em Zed, golpe este que faria com que certo desespero pudesse correr pelo seu corpo, se aquilo era uma espécie de veneno ou toxina anestésica talvez não fosse tão preocupante, no entanto a preocupação real era de que o revolucionário tivesse levado como recompensa o seu braço de forma permanente, a fúria tomou o lugar dos sentimentos mais fracos, como um homem louco havia ameaçado roubar o braço do homem, caso o seu fosse avariado para sempre e no mínimo isso poderia ser visto de  duas formas, como algo cômico ou como algo assustador, dependendo de quem visualizava a situação.

No entanto, algo que talvez fosse um diferencial naquele momento era a incapacitação ao qual supostamente havia sofrido, afirmando ser destro, aquilo fez com que a garota se atentasse a protegê-lo, ou ao menos era isso que ela tinha em mente, quando em meio a toda aquela situação acabaria por cair por completo na mentira contada pelo loiro, algo que fez toda a diferença para que Ao/Mine também pudesse ter a perfeita fé de que era a verdade, ao ver como a garota estava desconfortável.

-Não se preocupe Zed-chan, eu não vou deixar que ele te machuque mais!

Era uma frase dita em alto e bom som pela garota que realmente acreditava na própria capacidade de proteger o rapaz, mesmo que frente a inimigo tão poderoso mal pudesse garantir a própria segurança, faria tudo ao seu alcance para que ela se tornasse o alvo do homem ao invés de Zed e o homem que até então estava calado não resistiu em comentar enquanto gargalava.

-Arrancar o meu braço? Proteger alguém? Vocês não sabem onde se meteram, vocês vão ter um encontro direto com o cemitério, logo você vai se juntar a cada um dos marinheiros que já foram seus amigos no passado, que morreram pelas minhas mãos hAHHAHAHA

A podridão seria o melhor a se pensar naquele momento, quanto as palavras ao tom de voz ou mesmo a postura do homem que era infantil e convencido demais para o próprio bem, para o homem se aquilo fosse uma quadra de esportes, Hana e Zed sequer seriam a ele considerados como a defesa, enquanto ele era o atacante, era absurdo pensar que sequer poderiam subir ao mesmo nível que ele, em seu modo de ver, não havia algo além do objetivo do esporte a sua frente, completamente desprotegido, quando havia visto que Hana havia se abalado por suas palavras. Como havia ela de não ser afetada? Aquela ainda era uma memória recente e perder alguém nunca seria fácil a ninguém, em especial a alguém que não transformava a própria dor em fúria ou combustível para que a própria determinação queimasse, como era o caso de Zed.
A própria força do homem que se colocava contra eles ali havia se mostrado também a sua maior fraqueza, por acreditar plenamente em suas habilidades ele havia recebido muito mais ferimentos do que deveria caso respeitasse a força de quem era mais fraco do que ele. Uma fraqueza que Zed por mais que pudesse odiar, havia aprendido com a sua mãe, tendo em mente inclusive essa mesma situação a não muito tempo atrás, onde poderia ver a si mesmo indisciplinado a questionar a idéia de respeitar a força alheia. O homem havia avançado rapidamente contra Hana, de modo que não seria exagero comparar a um lobo caçando uma lebre, era desigual, injusto mas  em momento algum a garota parecia intimidada, por mais que o medo fosse sim muito real, sua força vinha da estabilidade que ela era capaz de manter em paralelo ao seu emocional para que pudesse permanecer firme, pensou que Zed não poderia mais ajudá-la até que se recuperasse, acreditando nas palavras que o rapaz havia usado para ganhar vantagem, Ao pareceu tão concentrado em sua presa que ali ficou completamente exposto ao marinheiro.

Então um movimento muito belo havia se formado ao usar sua espada de base de apoio para impulsionar-se Zed havia sido atirado na direção do homem de forma a acertar em cheio o rosto de Ao/Mine que imediatamente acabou por deixar sua espada cair sendo levado ao chão com a força do impacto que havia se aplicado sobre seu corpo, usando do seu próprio conhecimento em luta de rua havia tornado ali a espada uma extensão de seu corpo, algo que muitos espadachins negligenciaram.  O loiro cairia ao chão após aplicar o seu golpe, mas poderia aproveitar durante a queda a visão do revolucionário que era atirado a pelo menos três metros de distância, ele havia caído em uma posição sobre o próprio braço de modo que até mesmo um ignorante ao ver deveria saber dizer que um braço não deveria curvar-se tanto.

Sem dar tempo para que seu oponente se levanta-se Zed se colocaria acima de Ao e lhe aplicaria  o “ soco da justiça”, de modo que cada castigo a face do homem era como se uma sentença fosse atribuida, seu rosto estava ensanguentado, porém  ele não conseguiu parar de rir. Quando perguntado por um nome de mulher, inclusive naquela situação a beira do colapso por não acreditar estar nessa situação ele responderia da forma mais grotesca possível.

-Akamio? Você acha que eu frequento algum prostíbulo ou algo do tipo? Eu sou um cabo da força revolucionária garoto! Não um cafetão!
Não matar o homem seria extremamente difícil para Zed naquele momento, que lhe atribuiria força equivalente ao insulto no próximo golpe. E naquele momento Hana olhava para Zed, seu olhar não era o de alguém assustado, mas de alguém que não estava entendendo a situação, não havia caído sua ficha ainda que haviam derrubado um homem tão imponente quanto Ao, tão pouco poderia entender a importância daquela pergunta ao marinheiro, ligando os pontos de como ele era sensível com seu passado, só pôde imaginar que ela era alguma irmã perdida sua ou talvez alguém no mínimo com algum laço afetivo, mesmo que não fosse o familiar. Diante da pergunta se não estava mentindo, o sorriso nojento de Ao/mine continuaria sobre seu rosto, cada palavra sua fazia com que o sangue quase o fizesse broncoaspirar com o próprio sangue, o forçando a tossir sem qualquer preocupação se isso poderia respingar em Zed ou não.

-Ai que esta a parte divertida, você não vai saber hahaahahaHAHA

A vontade de continuar a surrá-lo era grande e talvez fosse o que ele quisesse naquele momento, pois inconsciente não teria como passar informações, mas dessa resposta Zed notaria que havia uma diferença absurda no tom de voz do homem, que se afinava quando ele mentia, era surpreendente como ele havia enganado por tanto tempo, quando era um péssimo mentiroso. O marinheiro Indagou mais uma vez o homem que pela primeira vezabriu a boca para falar algo útil.

-Akame, Akamio, que seja a merda do nome que você quer saber, eu não faço idéia de quem você está falando, se ela é uma pirata ou mesmo alguém da célula revolucionária eu não faria idéia de como afirmar algo a você, sou apenas um cabo que tem uma missão e não recebo informação sobre possíveis outros revolucionários que atuem na ilha, não é do meu interesse, se você quer um nome eu te darei, Crasus. É o meu maior exemplo e a pessoa com o maior cargo que eu conheço dentre os revolucionários!


Para a sorte do rapaz  ele era um péssimo mentiroso, era fácil identificar que o que ele havia dito agora era uma realidade, se levar em conta ao que ele falou anteriormente, habilidades para interrogatório nunca pareceram tão charmosas, apenas para que pudesse garantir, mas não o faria na frente da garota. O soco então faria com que o homem por fim, perdesse a consciência, Hana olhava para ambos, não era capaz  de julgar o jovem de cabelos loiros, apenas poderi pensar novamente o quanto essa pessoa pareceu importante para Zed, pois no momento em que ela foi ofendida o garoto respondeu de maneira hostil ela havia se aproximado e restringido o homem para que pudessem levá-lo mas, antes que pudesse pedir a ajuda para levantar o homem desmaiado, assim que o rapaz voltasse a se aproximar, ela se levantaria, da perspectiva de Zed era possível ver que os olhos da garota estavam irritados e o seu beiço e bochechas levemente cheias de ar mostravam que ela estava brava, talvez ali não tivesse resistido, quando ela tivesse pegado na mão que ainda estava dormente do rapaz com uma das mãos e ergueria  para que pudesse ver melhor onde ele havia sido perfurado, não tinha noção alguma médica, mas queria ver se estava tudo bem.

-Obrigada novamente Zed-chan… Mas não vou respeitar seu pedido, pelo menos não totalmente. Como está o braço? Dói muito? Acha que pode me ajudar a levá-lo? Realmente foi descuidado de nossa parte, mesmo que o plano tenha dado certo… Não, não vou admitir que no futuro você acabe se machucando novamente assim por minha causa então a partir de hoje, vou tentar ser mais atenta em futuras batalhas que lutarmos um ao lado do outro…


Era claro que ela estava um pouco frustrada, mas talvez fosse em relação a sua própria falta de força ali, havia visto o homem lutar mais vezes, e nem de perto aquela era a sua força total, não havia usado a sua técnica que conduzia seu estilo de batalha ao botar chamas em suas espadas devido ao ferimento inicial, mas para isso só poderia ser grata. A garota por fim respiraria fundo  e ajudaria Zed a carregar o homem, ela estava curiosa e por vezes isso se fez notável quando ela durante o caminho tivesse olhado a ele mas não completado uma sentença, deixando escapar um forte suspiro. A noite estava começando a ficar mais agradável e todo o cenário de Shells town continuava a mostrar seu charme para ambos, alguns olhares se dirigiram a  dupla que carregava o homem restringido na direção do Qg, pelo uniforme claramente notando que aquele homem era um  criminoso e que eles haviam privado a ilha de algum mal como esse. Por mais que o caminho que tivessem usado para chegar ao Qg o mais rápido possível fosse usado a dupla que carregava Ao/Mine que tinha agora seu rosto completamente inchado, eles eram pegos  de surpresa por uma garotinha de cabelos dourados e olhos castanhos que segurava algumas flores que havia se colocado a frente da dupla, em seus olhos castanhos era possível notar um brilho de admiração, como se ali estivessem a frente seus ídolos, seus heróis com a mais pura percepção e inocência infantil que se poderia ter ela entregaria uma flor pra cada um e em um tom super fofo diria.
imagem da criança:
 
-Obrigada por manter nossa cidade segura!

Era um gesto tão simples mas com tanto significado que talvez fizesse a completa diferença no clima que havia ali, que poderia imperar era o senso de recompensa, a garota caminharia até outra moça de cabelos similares aos dela, pela idade poderia supor que fosse sua irmã mais velha, deixando de obstruir o caminho dos dois. Como Zed se sentiria no papel de Herói, no papel de que suas ações haviam feito despertar o brilho do olhar de uma criança? O sentimento bom poderia envolvê-lo por completo em um momento e caso olhasse para Hana, poderia ver que ela estava profundamente feliz, pela pequena recompensa, atrair a admiração não era algo que fosse algo que se acostumasse da noite por dia, havia ali o sentimento de missão cumprida que a fazia a até mesmo corar um pouco as bochechas, quando pensou no sucesso em que haviam alcançado juntos.

-É incrível não Zed-chan? Não é sempre que temos esse reconhecimento, mas por pequenos detalhes como esses que eu decidi seguir esse caminho, ser capaz de proteger esses sorrisos, mesmo que o seu motivo pra entrar possa ser outro, não deixe de aproveitar esses momentos.

Em toda aquela situação, não poderia imaginar outra situação que não fosse a garota estar febril ou cansada demais para que completasse mais uma sentença de forma séria, mas poderia também ver que a  emoção havia tomado conta. Até o resto do Qg eles teriam uma caminhada tranquila, não havia mais crianças ou adultos que os parassem, mas era possível que durante o bom tempo que caminhavam que alguns aplausos pudessem ser ouvidos a gratificação não era algo que faltou.

Quando chegaram levando o corpo do homem, prontamente outros marinheiros vieram ajudá-los a levar o homem para uma das celas, enquanto eles eram instruídos a irem  reportar ao Thor. Ambos seguiriam na direção da mesma sala anterior e de dentro dela saia o Sargento que tinha um olhar furioso.

-Qual era a missão de vocês? Procure informações, não enfrente o inimigo, simples não? Mas, hoje vocês fizeram bem, eu quero um relatório completo da situação, não só de como foi o combate, mas também de todo o trajeto que você puder me contar  do inicio do seu ingresso para a marinha até este momento, eu preciso reportar isso e fazer os preparativos, não temos condições de manter um criminoso como ele aqui na cidade… Parabéns pela captura oficial Hana, Oficial Zed, essas são suas condecorações e este é o papel que vocês devem levar ao banco. Vocês estão liberados… Mas antes, eu preciso fazer a vocês uma pergunta. Vocês estão interessados em completar mais uma missão? O prisioneiro que vocês capturaram precisa ser transportado para loguetown, é provável que sua nova alocação seja para lá também. De qualquer forma, vocês podem dormir em um dos dormitórios, assim como fazer uso das instalações do Qg, ou voltarem para suas próprias casas, vocês precisam me dar a resposta até amanhã as 11h.

O homem havia ali entregado um papel a cada um deles, visando sua parte da recompensa e duas medalhas,  uma delas tinha uma caveira ao centro com detalhes dourados e a segunda seria uma espécie de estrela de bronze ao qual orgulhosamente poderiam exibir em seus uniformes. O homem havia dado uma escolha para ambos, Hana parecia em dúvida em relação a sua escolha, mas poderia ser completamente influenciada pelas palavras do rapaz se iriam ou não dar um passo grande como deixar a ilha. Era por volta de  23 H, como Zed prosseguiria durante o tempo livre que tinha até o possível embarque? Caso Zed ainda se lembrasse da casa que ele tinha vontade de queimar, talvez pudesse perguntar se ele poderia acessar o armazém podendo explicar ou não a garota suas intenções caso o fizesse ele teria acesso a materiais inflamáveis o suficiente e não mais para que pudesse realizar o seu desejo. Mas talvez o mais importante fosse procurar a enfermaria, antes de qualquer coisa.








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As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 12 - Através do fogo e das chamas





Quando conseguiu levar Ao/Mine ao chão deixando-o desarmado e imobilizado, Zed sabia que a vitória havia chegado. No estado de saúde que o ex-sargento se encontrava mesmo com toda a força que ele já havia apresentado seria quase impossível para ele conseguir levantar todo o peso do espadachim em cima dele. Enquanto o loiro ficava cada vez mais enfurecido e sério com o decorrer da batalha, Ao ia para o lado contrário, assim que percebeu a derrota o homem começou a gargalhar, uma risada até que comum em algumas pessoas quando estão em desespero.

Após a primeira pergunta sobre sua mãe e a resposta ofensiva de Mine, Zed lhe acertou um soco tão forte que provavelmente precisaria ter que pedir a um médico para dar uma olhada, mas a satisfação de sentir tanta dor após um soco vem ao pensar que se está doendo nele, na cara do outro deve ter doído o dobro. Foi preciso algum esforço de sua parte para não matar o Revolucionário ali mesmo, mas ele precisava de alguma resposta, por isso insistiu em continuar perguntando, logo percebeu que Ao afinava a voz quando estava mentindo, e puta que pariu, como esse imbecil enganou todo o QG durante meses?

Ainda que também não fosse um bom interrogador, Zed conseguiu que o Mine lhe soltasse uma informação útil e aparentemente verdadeira, ok, não era lá grandes coisas, ele não tinha um cargo muito alto no exército para ter informações privilegiadas como onde está atuando cada membro, mas ele lhe deu um nome, Crasus. Mesmo tendo crescido todo esse tempo ao lado de uma Revolucionária, Zed não sabia muito a respeito deles, por isso o nome Crasus não lhe trazia nenhuma lembrança. “Mas já é alguma coisa”, pensou ele aceitando que aquilo querendo ou não já era uma boa forma de começar, só precisava descobrir onde encontrar esse tal de Crasus e tentar tirar dele alguma informação mais direta a respeito da localização de Akamio.

Foda-se, esse merda do Mine não teria coisa melhor para lhe passar do que isso, portanto Zed não perdeu tempo em finalizá-lo com mais um soco só pra descontar o restante da raiva que tinha por este homem asqueroso, inclusive tinha sangue babado dele por todo seu peito o que o deixava com ainda mais raiva dele. Assim que se levantou para buscar sua espada, Hana veio na direção para avaliar seus ferimentos e lhe encher com todo esse carinho e afeição que no momento lhe irritavam mais do que ajudava, porém, o rapaz respirou fundo e tentou se livrar de toda essa tensão que estava passando para tentar assim não agir de forma grosseira com sua companheira de trabalho.

- Eu estou bem, não vou morrer por causa desses ferimentos… Seria muita ironia dos deuses se depois do que eu passei eles me deixassem morrer apenas com isso. - Respondeu Zed também aproveitando o momento para avaliar melhor os ferimentos que havia recebido, ou melhor, o ferimento, já que foi atingido apenas no ombro e que ocasionou a dormência do mesmo.

Quando a garota disse que prestaria mais atenção durante as próximas batalhas que fizerem lado a lado, Zed pensou em responder que talvez não houvessem mais essas batalhas, que ele iria partir dali e não voltar mais, porém, preferiu não tocar no assunto por agora já que não estava em um bom clima para ter que se explicar ou ouvir a garota se lamentar por já ter que se despedir dele. Ele então ajudou Hana a carregar o corpo ensanguentado de Ao/Mine de volta para o QG, e ficou até surpreso ao ver que ela realmente não havia lhe feito nenhuma pergunta como assim tinha prometido, mesmo que fosse evidente a vontade dela em lhe perguntar alguma coisa a respeito durante o percurso de volta para casa.

Mas a maior surpresa daquela noite para Zed foi quando uma pequena menina apareceu diante deles com um belo e gratificante sorriso no rosto e lhes entregou flores, agradecendo a eles por fazerem o trabalho de proteger a cidade. Ainda que reprovasse a ideia de receber algo tão inútil como flores, Zed sabia que para a garota, e talvez para Hana, aquilo era uma mensagem simbólica que representava um sentimento maior do que só um presente físico (mas ele ficaria muito mais feliz se estivesse recebendo um galão de gasolina pra poder botar fogo em alguma coisa como comemoração). Deixaria as flores para que Hana segurasse, já que seu único braço utilizável já estava ocupado, então antes que a garota corresse para perto da mais velha que a acompanhava, Zed sorriria para ela com suas expressões não muito populares com crianças e se forçaria ao máximo para conseguir erguer pelo menos o polegar da mão direita para lhe dar um joinha.

- Obrigado criança, e limpe a bunda sempre que fizer cocô! - Agradeceu o espadachim dando para ela um conselho idiota mostrando o quão ruim ele era para esse tipo de coisa, principalmente com crianças, só que a verdade é que isso não era só um conselho, mas sim palavras simbólicas que (para ele) representavam um sentimento maior.

E Hana estava certa, ser reconhecido era incrível, mesmo que nunca tenha se importado com o sorriso dos outros, ver que estava criando ali um caminho limpo para a próxima geração conseguir seguir com tranquilidade, isso era ainda mais gratificante do que atingir um soco na cara de um filho da puta. Ainda que receber aplausos seja algo de se elevar o ego, Zed não demonstrava perder a seriedade enquanto andava de volta para o QG com Ao/Mine entre os braços, pois não queria deixar de transparecer a imagem de que foi uma batalha épica contra um criminoso mais poderoso do que ele.

Era óbvio que quando chegassem na sala do Sargento Hamuku Thor receberiam o sermão da parte dele por terem ido sozinhos enfrentar um inimigo perigoso, mas também era certo de que não poderiam ficar sem o mérito de seus atos. Assim que Zed terminou de dar o relatório completo sobre todo o ocorrido, o sargento presenteou os dois com duas medalhas especiais pelos serviços prestados à Marinha, entregou também um papel para cada um dando a eles o direito de retirar no banco a recompensa pela captura de Mine, e além disso disse que se quiserem também poderão realizar uma nova missão amanhã, transportando o prisioneiro em um navio até a prisão de Loguetown. Para o loiro, não poderia ter sido mais perfeito que isso.

Relatório:
 

Assim que foram liberados da sala do sargento, Zed pediu para que Hana o acompanhasse até a ala hospitalar do QG para ter seus ferimentos devidamente tratados, durante esse tempo o garoto faria alguns pedidos a ela, primeiro pedia a ela que durante a manhã fosse junto com ele até o banco para sacarem o dinheiro da recompensa ou pelo menos ver o que deveriam fazer a respeito dele, segundo pediria a ela que lhe ajudasse a encontrar uma boa quantidade de gasolina/álcool e fósforos para realizar um desejo pessoal, e terceiro pediria a ela maiores informações sobre a questão dos dormitórios, pois se conseguisse fazer o que queria ele certamente não teria mais lugar para dormir.

Se tudo ocorresse bem e o médico do QG lhe desse alta logo após tratar sua mão esquerda e o ferimento em seu ombro, então Zed seguiria junto com Hana em busca de algum líquido inflamável, caso ela não pudesse lhe ajudar ele tentaria conseguir isso de alguma forma indo até o armazém da marinha. Sua vontade de pôr fogo em alguma coisa já era grande o bastante para até mesmo roubar um pouco de gasolina do QG se fosse preciso, visto que não era algo que faria falta para eles, Zed não se sentiria culpado por tal ato.

- Hana, o que eu pretendo queimar é algo grande… Não sei se faria bem pra você, porém eu não poderei seguir em frente se não fizer isso. Sei o quanto é difícil para você, por isso se quiser ficar aqui eu te entenderei, mas caso vá, não poderia mais deixar de responder você sobre as dúvidas a meu respeito. - Diria o loiro para ela sobre sua missão pessoal.

Caso conseguisse todo o material necessário, o espadachim seguiria em direção a área mais isolada de Shells Town onde estava localizada a casa onde ele, sua mãe e parte do bando dela haviam escolhido para passar os dias na ilha. Assim que chegasse lá o garoto logo passaria os olhos pelo cenário escuro, e caso ela tivesse decidido ir com ele, pediria a que Hana segurasse um lampião (apenas se chamas pequenas não a assustarem) para iluminar o caminho, caso estivesse sozinho, ele daria um jeito de fazer isso por ele mesmo, tomando cuidado para na hora de espalhar o álcool pela casa não acabar iniciando o incêndio antes da hora.

- Talvez você deva estar se perguntando, quem é Akamio… - Diria Zed caso Hana estivesse ali. - Ela é a minha mãe, e ela é uma revolucionária.

Naquele instante ele não saberia se Hana ficaria assustada, surpresa, ou se ela já imaginava essa revelação, querendo ou não para alguém com a habilidade de rastreio ele também não ficaria muito chocado caso ela já tivesse alguma ideia dessa possibilidade. Antes de continuar a falar, Zed já acenderia um fósforo.

- Passei a minha vida inteira dentro de navios, indo de ilha em ilha pelos oito mares enquanto minha mãe realizava suas missões secretas contra o Governo Mundial… Eu nunca me interessei pelo seu trabalho, mas ainda assim ela já me disse podres a respeito dos nossos governadores que cidadãos comuns nem imaginam. Posso não ter escolhido o caminho de me tornar um revolucionário como a minha mãe, mas sinto que a revolução é algo que está no meu sangue, é o legado da família… - E então jogaria o fósforo no chão para que ele seguisse a trilha de fogo dali até a casa e aos poucos dar início ao incêndio. - Não estou te contando isso com a intenção de te pedir que guarde segredo, se me considerar uma ameaça a Marinha pode fazer o que quiser com essa informação, foi bastante óbvio que eu não entrei nesse trabalho com a intenção de salvar o mundo ou coisa parecida, o único motivo para eu estar aqui é o interesse de me aproveitar dos benefícios que a Marinha pode me oferecer… Pois é o caminho mais fácil para que eu consiga juntar pistas sobre a minha mãe.

E nesse momento onde as chamas poderiam já ter começado a se espalhar rapidamente pela casa de madeira, ele não sabia como estava o estado psicológico de Hana, mas ele continuaria a explicar para ela o motivo para estar procurando por sua mãe, sobre quem era Callie, sobre a forma como morreu em seus braços, sobre o combate que teve com sua mãe e por fim a forma como acordou na cama dentro dessa casa, a casa que significava o seu fim, mas também significava o seu começo, por isso queimá-la significava o desligamento total do seu passado, a única coisa que ainda tinha que o ligava ao passado. Zed então tirou a espada das costas e a cravou no chão a sua frente usando-a de apoio para começar a rezar, não era uma oração padrão para os seus deuses, mas sim uma oração simples de um homem que estava pedindo aos divinos que lhe dessem a paz que ele queria encontrar.

- Callie, eu juro aqui diante do fogo e dos deuses que eu irei matá-la… - E ali o garoto começou a chorar, um choro tímido, mas ainda um choro, que aos poucos ia ficando cada vez mais intenso. - Os deuses ainda não me responderam o porquê para eu ainda estar aqui, mas se o meu propósito por continuar vivo é para conseguir vingança, então farei de tudo para conseguir. Não pude fazer o seu funeral, mas espero que através do fogo e das chamas, minhas palavras e sentimentos alcance a sua alma. Por favor, espere por mim!

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Queimar esta casa tinha uma enorme quantidade de significados, era o fim do seu passado, mas também era uma homenagem a Callie, um funeral improvisado. Hana talvez fosse capaz de entender o peso de tudo isso, a dor da perda, o sentimento de luto, e o quanto isso ficava pior quando se encarava sozinho, mas diferente dela, Zed tinha a chance de enfrentar isso com o apoio de alguém… O apoio dela.

Independente do que Hana dissesse para ele ali, o garoto seguiria o resto do seu luto sem dizer uma palavra, apenas soluçando com o choro que estava deixando extravasar. Caso a garota estivesse com ele, Zed não esperaria o fogo da casa se apagar (a menos que ela insista em ficar) e voltaria para o QG pouco antes dela desmoronar, caso estivesse sozinho, ficaria ali quase que até todas as chamas se apagarem, não importasse o tempo que aquilo fosse levar. Mas o final seria o mesmo, ele retornaria para os dormitórios do QG para poder tirar o resto da noite de sono e descansar para por volta das 9 horas da manhã ir até o banco de Shells Town retirar o dinheiro que ganhou pela captura de Mine, com a ajuda de Hana, deixaria que ela o guiasse no que deveria dizer ou fazer para esse tipo de situação que para ele era completamente inédita.

- Resista ao impulso de botar fogo no dinheiro da cidade… - Repetiria ele a cada dez segundos que estaria dentro do banco.

Apesar de ter queimado a casa que representava o seu passado, havia ainda algo em Zed que ele não foi capaz de descartar… O casaco que sua mãe lhe deixara, ainda estava a aquecer seu corpo.

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Última edição por Shinsuke em Ter 08 Maio 2018, 22:47, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptySex 04 Maio 2018, 19:31


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Através do fogo e das chamas: O décimo  segundo passo

 
Para Zed se havia como descrever como seria um esgoto-humano, certamente  teria Mine em sua mente, em todos os sentidos o homem havia ali se demonstrado muito abaixo do que ele poderia ver como aceitável em um ser humano, mesmo em sua função havia demonstrado uma incompetência em um nível ao qual ele questionaria-se como seria possível que alguém como ele tivesse enganado o Qg por tanto tempo, em especial porque literalmente ele havia apenas pintado o próprio cabelo ou talvez não fosse tão estranho assim, uma vez que para o alistamento não eram exigidos documentos ou qualquer outra coisa que testasse a índole da pessoa ao adentrar a organização. A fúria que sentia queimava dentro dele de um modo que para que ele pudesse ser fiel aos seus princípios em não  destratar da garota, havia sido necessário que ele respirasse fundo.

Quando olhou para os próprios ferimentos ele poderia ver ali que a perfuração havia sido bem limpa, considerando a situação em que o homem se encontrava e talvez pudesse agradecer aos deuses pela idéia que mais cedo ele havia executado, um combate sobre condições justas, mesmo com duas pessoas talvez não fosse possível para ele naquele momento. No entanto, mesmo com as palavras doces de Hana, era difícil para que ele pudesse ver totalmente naquele momento que aquele seria o seu caminho, talvez a garota tivesse fé demais nele, apesar de talvez o rapaz não ter essa percepção ou esperar menos de si. Em meio a volta para o Qg o silêncio havia prevalecido, mas muito mais pelo respeito do que pela vontade, que estava estampada na cara da garota, para Zed ter o reconhecimento talvez lhe fosse algo estranho, talvez fosse a primeira vez que ele guiava a luz de seu próprio caminho e seria isso algo tão ruim assim? Hana segurou as flores para Zed e durante todo o processo era notável como havia um brilho no olhar dela por ver uma reação positiva do garoto a aquilo, talvez sim, ele havia salvado o futuro de alguém que poderia vir a ser vítima dos atos vis do revolucionário ou de sua causa, mas aos olhos da marinheira quem havia sido salvo de si mesmo naquela situação era Zed, ver uma reação positiva, mesmo que atrapalhada a fez acabar soltando um pequeno e simpático riso que talvez fosse sutil ao ponto de que o rapaz sequer notasse, suas bochechas levavam um pouco de cor. Talvez devido ao acontecido Zed tenha até mesmo ajeitado sua postura ao andar, para que passasse a epicidade e o respeito de seu feito e não há como negar que sua chegada causou impacto, muitos que talvez o tivessem visto mais cedo poderiam estar boquiabertos, ainda que houvessem poucos marinheiros que não estivessem a essa hora já no dormitório, em suas próprias casas ou ainda a procura, na esperança de encontrar o homem que já havia sido capturado. A bronca existiu, quando eles conversaram com Thor, mas o mérito era maior do que o pequeno ato de rebeldia por parte do recruta e talvez Zed não conhecesse bem sobre o quanto a medalha que eles haviam ganhado mas a garota pareceu que alcançaria o teto quando as recebeu, por mais que mantivesse a postura, era possível ver como seus delicados dedos estavam agitados e o quanto de força ela havia feito para manter os braços e pernas juntos para que segurasse a empolgação no momento, estava verdadeiramente radiante e isso era claro quando ele a pedia para que lhe mostrasse a enfermaria ao qual Zed já conhecia, mas pareceu que a companhia lhe seria algo agradável para o momento, ainda mais pois provavelmente poderia se passar pela sua cabeça que teria de levar alguns pontos.

Quando adentraram a enfermaria um médico que estava sentado sobre uma das bancadas pediria para que ambos sentassem em uma maca para que ele pudesse analisar os ferimentos. O homem era bem alto, tinha olhos azuis e um cabelo preto, com corte de cabelo padrão militar, usava óculos bem redondos e uma luva azulada que fazia suas mãos parecerem levemente maiores, seu rosto tinha traços firmes e não transmitiam muita emoção, seu estetoscópio estava sobre seus ombros.
Imagem do médico.:
 
Hana não conseguia conter a empolgação e por fim, mesmo que não fosse ali um pedido, quando subiu  sobre a maca enquanto observava Zed havia retirado suas botas para que pudesse se sentir mais confortável enquanto esperava e nenhum odor ruim viria de seus pés ou de suas botas quando ela o fez o médico a encarou de forma que pareceu que iria lhe dar uma bronca, quando ela começou a se mexer de um lado para o outro com um sorriso no rosto, claramente agitada, mas não o fez, não havia pacientes além deles no local e era melhor que ela gastasse a energia ali do que em um dos dormitórios. O homem imediatamente notou que Zed tinha a perfuração causada pelo corte de espada e com isso pegou um pouco de álcool hospitalar, deixando sobre uma bancada próxima da mesa de Zed, com um olhar sério  ao loiro ele diria

-Isso vai doer garoto, não durante o tratamento, mas após, quero que você evite esforço com esse braço para que os pontos não se abram.

Seu sotaque era bem peculiar e chamativo e sua voz era bem firme. O homem deixou ele e Hana a sós por um tempo, para que pudesse juntar o restante dos materiais e a visão que Zed teria parecia a de uma criança que estava animada demais para ir a uma excursão escolar ou algo do tipo, era profundamente adorável e puro e esse sentimento poderia aumentar no momento em que ela abrisse a boca.
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-Eu adorei fazer algo tão rebelde hahaha! Zed-chan, você é realmente terrível, levando uma moça para o mau caminho. Mas estou feliz, de verdade, eu não me divertia assim a muuuito tempo. Aliás, você sabe que essas medalhas são muito especiais? Talvez seja a primeira vez que eu vejo alguém com o nosso cargo as vestindo, não tanto pela medalha mais chamativa, com a marca de caveira, mas essa estrela de bronze significa muito. O nome dela é potential, sendo uma condecoração dada apenas para aqueles que são vistos como pessoas com muito potencial, ou seja somos beem especiais!

A forma como ela continuava a se balançar de um lado para outro, de forma quase hipnótica poderia novamente fazer com que Zed se perguntasse se a bateria da garota teria um limite, pois diante de tudo que acabaram de enfrentar e do dia cheio, era realmente anormal que alguém conseguisse ainda ter tanta animação. O médico voltou com o restante dos equipamentos e no geral, a garota ficaria quieta, pelo menos verbalmente. O médico puxou a mão de Zed e colocou um saquinho de plástico com dois analgésicos.

-Quero que você tome caso possa sentir dor ou dificuldade para dormir, quando sair daqui, não mais do que um por vez e apenas se estiver realmente muito difícil, se você for dormir aqui, logo a frente do dormitório masculino tem um bebedouro com copos descartáveis para que você possa por água para ajudar a tomar o remédio. Bom… Vamos começar seu tratamento.



O médico primeiro passou uma espécie de pomada esverdeada sobre o ombro de Zed, uma sensação gelatinosa e gélida poderia ser sentida mas não era dolorido, bem pelo contrário a dor diminuía conforme ele espalhava com o indicador sobre a área até que ele não pudesse mais sentir nada, o médico então pegou algumas hastes flexíveis com algodão e mergulhou no álcool para que pudesse limpar o ferimento, graças a pomada que o homem havia aplicado, ele não sentiria a ardência naquele momento e o progresso se seguiu para suturar e fechar o ferimento, o homem mesmo com mãos grandes era bem cuidadoso no processo e em momento algum o loiro poderia sofrer durante o processo. Quando terminou o homem examinou os braços e mãos do rapaz e passou levemente um pouco da pomada sobre a parte dos punhos do rapaz ao qual ele havia usado para socar Ao/Mine  que pudessem ainda estar doloridas.

Você está liberado, a linha que eu usei é uma tecnologia nova do North blue, que eu mesmo importei usando do meu salário, assim como essa pomada, que realmente faz milagres. As linhas  contem algumas propriedades analgésicas, mas não descarto a possibilidade de que você ainda sinta dor, quando forçar o braço e devem acelerar o processo de cicatrização, você não vai ter sequelas e não vai ter uma cicatriz, eventualmente seu corpo vai consumir a linha, quando você se recuperar ou ela simplesmente deve cair, então não há necessidade de que você volte pra tirar os pontos.

Hana colocaria as próprias botas, ficando rapidamente de pé, enquanto esperou para que Zed pudesse também ficar de pé. Em meio a saida, ouvindo o pedido do rapaz, ela não teria como negar e com um grande sorriso responderia.


-Sim, vamos ao banco juntos amanhã cedinho, assim  eu te ensino como funciona para receber o salário de cada missão, também. Quanto ao seu segundo pedido… É realmente importante para você isso né? Bom…  A recompensa do Mine era alta… Não acho que desde que eu possa repor o estoque vá dar algum problema… Eu vou te ajudar, se é algo realmente grande e não vai ferir ninguém, não posso te deixar carregar peso ou correr o risco de desmaiar no meio… Mesmo que eu tenha medo… Eu vou.



A garota o acompanharia, levando dois galões que pareciam pesados, contendo um líquido inflamável e se recusaria qualquer ajuda do garoto em relação a carregá-los até o local, porém o permitiria levar um pequeno isqueiro que ela havia arrumado sabe-se lá aonde no quartel, pois ela havia voltado  de forma tão veloz para reunir o que havia sido pedido, que Zed provavelmente se surpreenderia com sua eficiência. Ela andaria sempre ao lado do rapaz, enquanto caminhavam pelas ruas gélidas de Shells Town, era notável o olhar curioso da garota sobre o local, parecia ser bem afastado de outras residências e usando da carga do pequeno isqueiro, o rapaz acendeu um lampião ao qual convenientemente estava próximo do local, para que a garota o segurasse, era uma chama fraca e contida, mas ainda assim era possível ver certo desconforto para a garota em segurar.

Enquanto espalhava o conteúdo dos galões de líquido inflamável sobre o chão da casa começou a contar mais sobre si e sobre quem era Akamio. Era possível ver na expressão de Hana certa surpresa, ela era capaz de pensar que ela tinha alguma ligação com o loiro, pelo modo como ele questionou o revolucionário mais cedo,  mas havia pensado em algo como uma irmã, não como sua mãe. Sem que tivesse um fósforo,  o loiro foi obrigado a pegar o lampião da mão da garota para que pudesse usar de suas chamas enquanto continuou a contar sua história, enquanto jogou o lampião e as  chamas começaram a  consumir a casa, Hana recuou alguns passos e tentou manter seus olhos em Zed, para não olhar as chamas era possível, ainda assim ver a garota segurando as próprias mãos e suas pernas bambearem, estava vulnerável mas ainda assim queria parecer forte, como quisesse provar-se digna da confiança do rapaz. O que poderia fazer com que o rapaz pensasse o porque ela continuava a ir tão longe, havia se revelado como um possível inimigo como se quisesse testar algo mas a garota nada disse ali, até que ele pudesse terminar a sua oração o peso que Zed carregava sobre suas costas era muito maior e mais pesado do que uma espada gigante os sentimentos, arrependimentos a dúvida e o conflito interno que ele vivia eram vívidos e foi difícil para que ela mesma não derramasse lágrimas naquela situação, apesar de ser possível ver que seus olhos azuis estavam úmidos.
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Era estranho o silêncio que ela tinha, e isso poderia levantar muitas perguntas, enquanto ele começava a dirigir-se para o QG e nesse momento a garota o puxou com força pelo braço que não estava ferido e com uma reação rápida, ali o teria abraçado, deixando com que sua cabeça ficasse sobre o ombro da garota, pela forma como ela havia o segurado, talvez mais do que palavras aquele ato fosse necessário para o garoto, mas talvez ele não soubesse que ela precisava também de fazer aquilo, diante da dor ao qual foi capaz de se colocar no lugar e frente ao próprio medo das chamas que não estavam tão distantes. O abraço era inocente, apertado e profundamente caloroso, de modo que sensações muito boas poderiam correr pelo rapaz que poderia sentir-se profundamente acolhido. A garota tinha os olhos agora fechados, e algumas lágrimas poderiam ser sentidas ou vistas, caso Zed forçasse sua cabeça para cima.

-Zed-chan, eu sinto muito… Sinto muito por não poder fazer mais por ti eu...Já perdi tudo uma vez e tudo que eu posso fazer por alguém que também perdeu muito é me colocar ao seu lado, ser a chata que lhe perturba e por vezes tenta lhe fazer enxergar que na vida, mesmo com a dor, ainda vale a pena sorrir, ainda vale a pena viver e peço perdão se isso pode ofendê-lo de alguma forma, mas eu preciso dizer. Eu respeito o desejo do seu coração pela justiça daquela que você perdeu, mas nunca, nunca deixe que a dor tome de ti o coração bom que você tem, não viva só pela vingança, pois ela pode alimentar o fogo que há dentro de seu coração que clama por ela mas, não só essa pessoa especial a você, provavelmente não queria, como eu também, não quero ver você ser consumido por completo por esse desejo. Não fale coisas idiotas como você ser uma ameaça para a marinha, quando a pessoa que mais está sofrendo com isso é você. Se você for aceitar esse caminho na marinha, eu vou estar ao seu lado, mesmo que eu tenha de abandonar a cidade que eu conheço, eu não posso abandonar você desse jeito, eu não seria capaz de negar aquilo que eu mais gostaria de ter, quando eu estive em seu lugar… Então não faça pouco de ti, eu posso não ter a mesma fé que você, mas estou disposta a aprender mais, mas mesmo que eu esteja falando besteira, eu não acho que eles tenham escolhido te salvar se não vissem em você algo muito maior do que isso que você me disse, você viu o que suas mãos são capazes de causar, você salvou vidas, você conseguiu informações sobre tudo que é importante para ti e se você não é capaz de salvar a si mesmo, eu irei.

A garota tinha uma voz que mesmo envolta do choro e de longas pausas para respirar um poder incrível sobre o rapaz, que poderia ter sido profundamente tocado pelas palavras da garota, assim como pela sua atitude, ela demoraria o tempo necessário até que ela pudesse dizer tudo o que sentia o abraçando, para só assim soltá-lo. Era possível ver que a garota ainda estava soluçando um pouco pela profunda empatia que era capaz de sentir e que seus olhos estavam inchados, ela não recusaria qualquer ato benevolente fosse por meio de falas ou ações, mas se o silêncio fosse a escolha, ela simplesmente caminharia à frente dele na direção do QG, onde ela lhe mostraria seu dormitório se despedindo.

-Z.. Zed-chan até amanhã.

Aquela noite poderia ser difícil para Zed dormir e talvez ele optasse por fazer o uso de um dos analgésicos que haviam sido dados a ele para ajudá-lo a dormir, talvez não devido a dor, mas por sua cabeça provavelmente estar a mil.  A garota havia saído, ficando longe de sua vista pelo restante da noite, o dormitório estava bem escuro, mas estava repleto de beliches as quais zed poderia escolher se dormiria na parte superior ou inferior, havia poucos soldados ali dormindo, mas todos pareciam dormir como pedras.

O amanhecer chegaria e logo cedo a garota o chamaria após ambos terem feitos suas rotinas de higiene e necessidade básicas  para que fossem ao banco, seus olhos não estavam mais inchados e o espirito da garota parecia estar a toda, quase como se ela fosse capaz de dormir em uma dimensão alternativa, para que pudesse acordar com tanta energia assim, mas quando o rapaz se aproximasse mais, provavelmente veria que haviam olheiras leves, indicando que a garota havia dormido muito mal ou sequer havia dormido, de fato a marinheira parecia ter comido a Duracel-Duracel no mi. Enquanto caminhavam naquela manhã fria a garota conversou normalmente com ele, a menos que ele tivesse algo para sobrepor sua voz.

-Você dormiu bem Zed-chan? Faz realmente um tempo que eu não vou ao banco, é provavelmente a maior quantia de dinheiro que eu já recebi, você chegou a ver o seu papelzinho? São 2 milhões e 20 mil bellys, 20 mil pela missão e 2 milhões pela captura, como somos marinheiros, por termos o entregado com vida para que ele seja julgado pelos seus crimes recebemos 80% do valor de sua recompensa, e os 20 mil bellys são  pela missão concluída, reconhecida pelo sargento Hamaku thor. Não é muito se comparada a captura, mas é com isso que nós oficiais vivemos normalmente, quando as patentes subirem o nosso salário por  missão também vai aumentar, vamos lá. Lembre da promessa, antes de irmos para o navio, caso você aceite a missão, quero passar em um lugar com você, pode ser?


A garota falaria de forma bem animada enquanto caminhavam e finalmente haviam chegado ao banco mundial, uma estrutura com uma grande escadaria branca que poderia levá-los até o interior do banco, sua estrutura  tinha vigas de coloração branca e detalhes dourados bem chamativos do lado de fora, havia uma bandeira hasteada do governo mundial em um dos postes e caso adentrassem, seriam prontamente recebidos, o interior tinha azulejos de coloração azulada e paredes douradas, havia um balcão protegido por um vidro onde havia alguns funcionários se movendo e a movimentação que não fosse dos funcionários era completamente inexistente. Era um lugar belo que passava a sensação de riqueza por si só, como faria Zed dali pra frente?







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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptySeg 07 Maio 2018, 16:42





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 13 - O caminho certo






Assim que saíram da sala do sargento, Hana e Zed foram até a enfermaria para tratar de seus ferimentos, comparada ao garoto, ela não tinha nada para ser tratado, mas permaneceu na enfermaria mesmo assim junto com ele lhe fazendo companhia. O caso de Zed não era tão grave, o médico deu alguns pontos no ombro ferido do loiro e também fez uso dos procedimentos básicos de limpeza. Enquanto estava sendo tratado, Hana, ainda demonstrando estar super empolgada com tudo que aconteceu, explicou para ele o significado das medalhas, dando ênfase a estrela de bronze que é dada os marinheiros de maior potencial.

Antes de sair da enfermaria o médico deu ao garoto uns comprimidos analgésicos para usar caso sentisse dores e também passou uma pomada anestésica sobre os ferimentos, após agradecer o médico, Zed saiu pela porta da enfermaria às pressas, esperando que Hana pudesse lhe ajudar a conseguir o que havia lhe pedido. Graças aos deuses ela conseguiu retornar com dois galões de um líquido inflamável que julgava ser gasolina ou algum outro tipo combustível, e ainda que não concordasse muito com isso, ela não deixou Zed ajudá-la a carregá-los, pois de acordo com o médico ele não podia fazer força com o braço ferido e por isso deixou na mão dele apenas um isqueiro.

“Ao menos não vai precisar treinar os braços essa semana”, comentou a respeito do peso que a garota se forçava a carregar até a casa localizada nos arredores de Shells Town onde Zed havia acordado mais cedo. Vale lembrar que a escolha de acompanhar o loiro até o local foi uma completa escolha de Hana, uma vez que ele já havia deixado claro que ela não precisava fazer isso se não quisesse. Assim que chegaram lá, Zed seguiu com o procedimento de espalhar o líquido pela casa para logo em seguida jogar o fogo do lampião sobre ele para dar início ao incêndio.

Enquanto as chamas se espalhavam e queimavam suas ligações com o passado, Zed rezava para seus deuses, rezava para Callie e também explicava para Hana o resumo da sua história, do que tinha acontecido e também dos seus motivos para estar ali, deixando claro quem era sua mãe e que o perigo que ela oferece ao mundo também corre pelas suas veias, mas a garota não ligava para isso, quando ele começou a seguir o caminho de volta para o QH, ela abraçou Zed com força e lhe disse palavras de apoio que não faziam apenas ela chorar, como também levavam o espadachim a voltar a derramar suas lágrimas. Hana acreditava em Zed, acreditava que ele era bom o bastante para esse trabalho, para essa vida, ele tinha um coração que mesmo com tanto sofrimento ainda era um bom coração.

- Obrigado por tudo, Hana. - Agradeceu ele com essas poucas palavras, mas que saídas da boca orgulhosa dele, a garota sabia que elas tinham um peso muito maior do que parecia.

O loiro retribuiu o abraço da garota, parte dele se sentia acolhido e muito agradecido, mas a outra parte, a mais escura e profunda, lutava para fazê-lo se sentir culpado tentando mostrar a ele o futuro obscuro que ele teria ao conquistar a sua vingança, e o pior, é que ele se sentia bem ao visualizar esse caminho trágico… Ali ele sabia que se um dia viesse a honrar o sangue problemático que tinha, esse seria o momento em que Hana teria se arrependido de não ter lhe delatado para a marinha.

Quando retornaram para o QG, Hana levou Zed até os dormitórios masculinos e se despediu do garoto, era visível o quanto os dois estavam emotivos com todo o ocorrido. Com as vestes e o corpo sujos de sangue e fedendo a fumaça, o loiro preferiu ir até os banheiros para tomar um banho antes de dormir, após o banho ele iria silenciosamente até o estoque de uniformes usando apenas a toalha ao redor da cintura e se possível tentaria pegar mais um uniforme do seu tamanho para trocar pelo velho, feito isso ou não ele retornaria para o quarto já vestido com as roupas limpas e deitaria em uma cama da parte de baixo do beliche para tentar começar a dormir.

Pouco antes de deitar na cama, Zed não tomaria apenas um, mas dois analgésicos de uma vez, as dores de seus ferimentos estavam até suportáveis, só que o que lhe incomodava mesmo era a sua mente mais inquieta que a personalidade de Hana. Sem dúvida esse foi um dia muito complicado para o garoto, durante todo esse tempo ele apenas fingiu estar conseguindo lidar com tudo, mas a verdade é que não estava sendo tão fácil assim para ele. Puxaria do bolso o isqueiro que Hana havia lhe entregado e começaria a abrí-lo e fechá-lo para que a sua chama ficasse acendendo e apagando, para ele aquilo era como algo relaxante, uma hipnose para conseguir dormir, só que se os marinheiros que dormiam ali com ele não estivessem realmente em um sono pesado, talvez algum deles acordasse com o som da tampa do isqueiro abrindo e fechando.

“Se você é uma ameaça àquilo que nos protege, então você é uma ameaça à segurança mundial, o que é que você quer? Acabar com o governo?” - Ouviu a própria voz em uma lembrança sua.

“As pessoas não são como você acha que são, as pessoas que você acha que são boas podem não ser tão boas assim e as pessoas que você acha que são más podem não ser tão más assim. O mundo não é dividido apenas no preto e no branco.” - Lembrou em seguida das palavras de sua mãe.

Enquanto tentava dormir, Zed se perguntava se realmente estaria no lugar certo, se durante todos esses anos sua própria mãe estava lutando contra as pessoas que agora havia aceitado se unir, estaria ele realmente escolhendo o lado certo? Os deuses pareciam não querer lhe dar muitas respostas ultimamente, não que ele seja contra o livre-arbítrio, mas pelo menos uns conselhos eles nunca se recusaram a lhe dar. Se estava completamente sozinho para decidir o caminho que deveria seguir, então talvez os deuses já estivessem confiantes de que ele faria a escolha certa, talvez os deuses estejam manipulando suas escolhas através dos acontecimentos ao seu redor. Ele queria uma forma de conseguir dinheiro e transporte para sair da ilha, e eles lhe mostraram a opção da marinha; ele queria uma forma de encontrar pistas sobre Akamio, e eles lhe entregaram Ao/Mine, que lhe falou o nome Crasus; ele queria alguém que pudesse ajudá-lo com o vazio que estava sentindo, e eles lhe deram Hana. Mesmo que não estivesse disposto a ser um marinheiro fiel ao Governo Mundial, Zed já sabia que aqui era o lugar certo para ele estar.

Não foi uma noite muito boa de sono, para Zed noites assim eram aquelas que ele acordava sem se lembrar do que havia sonhado, pois para ele os seus sonhos são um mecanismo dos deuses para entrar em contato com os seus fiéis. Logo depois de levantar da cama, Zed seguiria para o banheiro para fazer suas necessidades e higiene básica, ele sabia que eram exatamente 8:07 e por isso não tinha muita pressa, visto que o sargento Hamuku Thor pediu para que estivesse em sua sala às 11 horas. Sem malas para arrumar, Zed vestiu seu casaco, prendeu a espada nas costas e botou o isqueiro no bolso junto com os papéis que recebeu do sargento, partindo depois em direção ao corredor para ir tomar café da manhã e respirar um pouco de ar fresco, alguns minutos depois ele se encontraria com Hana para que pudessem ir ao banco como haviam combinado na noite anterior.

- Que tipo de droga você usa pra ter esse espírito pela manhã? - Perguntou Zed invejando a disposição da garota e sentindo até um pouco de raiva por conta disso. - E não, eu não dormi bem, com o dia de merda que eu tive se eu conseguisse dormir bem eu seria anormal igual você. - Respondia ele com um mau humor matinal básico. - Ainda tinha um filho da puta peidando a noite toda, fiquei tentando acender o isqueiro pra ver se explodia o dormitório, mas nem isso eu consegui. Enfim, 2 milhões é bastante coisa, acho que não precisarei de tudo isso por enquanto, mas já tenho uma ideia do que gastar com parte desse dinheiro… E sim, eu não me esqueci da promessa.

Quando chegassem no banco, Zed deixaria Hana fazer as apresentações básicas e daria início ao processo de criação de conta para que pudesse ter onde guardar o seu dinheiro a partir de agora. Assim que conseguisse concluir isso, e era bom o banco fazer isso de forma rápida se não quisesse ver um marinheiro ameaçando explodir a porra toda “CHAMA A MARINHA ENTÃO DESGRAÇADO, AH É, EU SOU DA MARINHA!!!” seria mais ou menos o que ele diria se os bancários estivessem consumindo muito do seu tempo com burocracias. Se tudo ocorresse bem e nada explodisse dentro do banco, então Zed pediria para guardar 500 mil na sua conta e sacaria os outros 1 milhão e meio para carregar consigo, de preferência em uma sacola especial dada por eles.

- Essas paredes iam deixar de ser brancas em dois segundos se eles tivessem me enchido mais o saco. - Comentou para Hana enquanto deixavam a bela estrutura do banco para trás.

Dependendo da hora que saíssem do banco, e Zed saberia exatamente qual era, se estivessem com tempo sobrando ele usaria isso para dar uma volta com Hana pela cidade, ver umas lojas de Shells Town e quem sabe comprar algumas coisas, como por exemplo alguma lembrancinha da ilha ou livros que Zed poderia ler enquanto estivesse no mar, visto que perdera todos os que tinha e já sabia o quão chato era estar navegando no meio do nada. Caso já estivessem sem muito tempo até as 11 horas, então Zed seguiria para a sala do sargento para pegar a missão que o levaria até Loguetown, e como em momento algum falou com Hana a respeito do assunto dela ir ou não, provavelmente ela permaneceria indecisa, pois talvez o que ela realmente queira é que Zed a convide para ir, e não que ela tenha que segui-lo de uma forma indesejada.


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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptySeg 07 Maio 2018, 22:12


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Através do fogo e das chamas: O décimo  terceiro passo

 
Dentro de toda a situação ao qual o jovem espadachim havia vivenciado desde que havia acordado, talvez fosse capaz de ver ali novas cores para um mundo que poderia pensar que seria eternamente cinzento pela perda, não só de sua amada como da base ao qual uma vez ele teve, mesmo os deuses pareciam agir de forma mais distante ou tímida perante suas orações, suas oferendas mas a fé era algo que parecia lhe guiar pelas suas escolhas até aquele momento. Seu caminho ainda era difícil de se determinar, mesmo a vida ou os deuses, caso ele preferisse acreditar dessa forma tivessem lhe  apresentado Hana para que tentasse encontrar um caminho em meio a luz, as trevas de seu coração criadas pela dor ainda dividiam espaço entre suas tendências. Era ainda muito cedo para que ele pudesse seguir fielmente pela idéia de ser um marinheiro, por mais que tudo pudesse ter até então colaborado para que ele pudesse tentar olhar que em sua vida havia mais de uma porta a se seguir.

Sua noite havia sido conturbada, mesmo com o uso de analgésicos para ajudá-lo a dormir, seus pensamentos e questionamentos ainda assim eram um grande obstáculo para que ele descansasse bem e pior que isso, um dos marinheiros flatulentos parecia a ele ser bem perturbador, uma vez que a possibilidade de usar do gás aparentemente inacabável que saia por meio de flatos para que pudesse explodir o local lhe parecia extremamente tentadora. Após o começo de uma rotina matinal novamente o rapaz havia encontrado ali a jovem marinheira ao qual agia como guia para ele, mesmo que muitas vezes não fosse solicitada seu animo como sempre era espantoso pela manhã, mesmo que ela não tivesse dormido muito bem, se é que havia dormido, detalhe que a cada segundo ao lado de Zed poderia ser mais fácil para que ele reparasse. Frente a pergunta do loiro, seguida de seu comentário ela não conseguiu resistir em dar uma sonora risada, pelo absurdo ao qual ele havia sugerido, ao invés de tomar como uma ofensa.

-Hã? Que coisa feia para se dizer Zed-chan, eu sou animada porque eu estou viva! E… Não é como se eu fosse capaz de dormir bem olha, olha!... Infelizmente mesmo que eu pareça durona eu ainda não lido bem com meus medos… Mas, mas não é culpa sua! Não fique rabugento, eu que quis ir.

A garota respondia em um tom que variou bastante, suas mãos pareciam até difíceis de se acompanhar pela forma articulada como ela dava vida a cada palavra, era até mesmo engraçado, como desde ela mostrando as próprias olheiras para zed até mesmo quando ela acabava falando sem pensar ao balançar bem as mãos, para alguém que não havia dormido bem até mesmo a movimentação excessiva da garota poderia parecer cansativa.

A  conversa continuou por mais um tempo e pelo olhar da garota era bem claro que ela estava bem interessada nas palavras do rapaz, mesmo que ele não fosse exatamente um cavalheiro todo o tempo devido a sua personalidade abrasiva e pouco convidativa, era possível ver como a garota chegou a por a mão acima do próprio abdome após dar ainda mais risadas em relação ao conto do menino gás.

-Hahaha, sério Zed-chan? Assim você me mata, não acredito! Hahaha.. Sim é realmente muuito dinheiro, eu acho que eu nunca tive tanto mesmo se eu juntasse todos os meus salários até então. E que bom que você planeja cumprir sua promessa, um marinheiro deve ser capaz de cumprir suas promessas.

O tempo se passou até que eles pudessem chegar ao banco e felizmente para eles não demorou muito mais do que poucos minutos para que eles pudessem resolver tudo que eles tinham de resolver lá dentro, o processo de criação de conta, assim como possíveis perguntas não eram chamativas, uma vez que quando entregaram seus papeis, tudo o que tiveram de fazer era esperar até que o caixa pudesse fazer algumas anotações e entregar para outro funcionário ao qual trouxe o dinheiro que ambos desejavam manter consigo naquele momento, era algo tão robótico e eficiente que os “cinzas”  que Zed até se surpreenderia com a falta de graça ou vida naquela ação, fazendo com que Zed acabasse por soltar o seu desejo de como ele faria caso ficasse preso ali por muito tempo. Novamente frente ao seu comentário a garota acabou sorrindo, mas desta vez preferindo o silêncio, o que se passava em sua cabeça parecia um mistério, talvez ele pudesse ter a impressão de que ela não o levava muito a sério quando fazia esse tipo de comentário maldoso encarando como uma piada, ou simplesmente havia criado uma imagem boa do rapaz a um ponto de achar absurda a idéia de que ele poderia fazer algo do tipo,  qualquer opção de ambas, poderia fazê-lo concluir que talvez ela tivesse uns parafusos a menos, já que muitas vezes mesmo que orgulhoso sequer ele poderia por tanta fé em si mesmo, quanto ao futuro que seguiria, seus caminhos ainda eram muito abertos e talvez rogasse para que no fim, a garota de cabelos castanhos tivesse razão. Ainda era cedo, por volta de 9:10 da manhã, e a garota correndo até o fim da escadaria de forma infantil de braços abertos acabaria ali por girar e olhar para o rapaz, que se não a convidasse para que dessem uma volta pela cidade, acabaria tomando a atitude o chamando para acompanhá-la, caso fosse convidada era notável como seu ânimo e vida durante o tempo em que caminhariam juntos até a cidade seria maior e claro que não seria a Hana se ela ficasse quieta, no caso de um convite.

-Oh, Zed-chan, esta me chamando para um encontro? Eu sabia que você gostava de pimenta, mas apimentar tanto assim a relação apenas no segundo dia? HAhaha, estou brincando com você, eu adoraria dar uma volta, ainda temos um tempo, caso você ainda queira embarcar. Vamos, eu te mostro alguns locais onde você pode achar algo que lhe interesse a um bom preço.


A garota durante as primeiras palavras colocava o dedo indicador no lábio inferior, enquanto seu braço fosse intenção dela ou não acabava por pressionar levemente a própria vestimenta valorizando as próprias curvas pela forma comoa  roupa se amarrotou levemente, sua voz se afinava e mesmo que fosse uma brincadeira, poderia despertar pensamentos juvenis ao rapaz, por mais que logo ela simplesmente colocasse ambas as mãos a frente  da boca e abaixasse a postura para rir e toda a sensualidade acabasse por talvez se manifestar como outra emoção, pela garota tentar brincar para ver que tipo de reação ele teria e sem dúvidas a raiva seria a mais divertida delas, ela ganharia pontos extras consigo mesma caso pudesse ver em qualquer momento o rapaz ruborizar ou ficar sem jeito, mesmo que por breves momentos.

Em uma das ruas de Shells town que Hana havia os guiado estava tendo o que parecia ser uma feira ou evento similar, já que várias barracas estavam espalhadas com comerciantes ali e muito movimento de pessoas, mesmo que fosse ali um dia de frio e ainda fosse bem cedo, felizmente para a dupla não tiveram inconvenientes de alguém trombando ou lhes tirando a paz, a garota caso não fosse empurrada entralaçaria no braço mais próximo de zed o seu próprio para que pudesse puxá-lo com a ajuda de outra mão sem que tivesse de puxá-lo com força, seu movimento era pensando em não forçar muito o braço  do rapaz caso tivesse de puxá-lo.  Na possibilidade dele ter deixado que ela seguisse conforme sua vontade talvez fosse possível que ele notasse alguns olhares, em especial de casais mais idosos, não eram olhares maldosos, por mais que fosse fácil pensar que usavam a dupla de marinheiros ali para que pudessem se lembrar de bons tempos quando ainda eram mais jovens.O local havia os mais variados aromas de comida para agradar os mais diversos paladares, havia algumas barracas de livros, das quais  quase qualquer tipo de livro para aprendizado poderia ser encontrado, algumas lembranças como conchas bem bonitas, assim como miçangas feitas a partir de materiais encontrados na região praiana aos quais talvez não fossem tão chamativos aos olhos de Zed, a garota o esperaria e se deixaria ser puxada na direção que ele forçasse caso ele tivesse interesse em algo, algo peculiar parecia acontecer, quando ela finalmente pareceu ter encontrado a barraca que procurava e ali seria o local da promessa.

Era uma barraca de doces grande, talvez a maior da feira e havia algo muito singular na fila para que pudessem ver melhor o que havia para se vender, era possível ver que exclusivamente duplas de pessoas estavam a sua frente e não eram só casais, havia ali claramente pais e filhos, professores e alunos e até mesmo irmãos mais velhos e mais novos um ao lado do outro, algo que poderia levá-lo longe na imaginação em relação a o que se destinava aquela barraca em especial, mas sabia que não havia visto uma única pessoa indo sozinha, sendo inclusive possível que quando se aproximasse mais de ser atendido, pudesse ver uma pequena plaquinha indicando que apenas produtos para mais de uma pessoa ali seriam vendidos. Quando finalmente chegavam a sua vez, notavam que havia um senhor alto com sobrancelhas tão grossas que faziam difícil para que se pudesse ver seus olhos, assim como um grande bigode que quase era capaz de cobrir sua boca, era calvo e tinha um pequeno macaco de olhos alaranjados em seu ombro, não tinha cabelos em sua cabeça e em outras situações, pareceria mal encarado mas, na barraca era possível ouvi-lo ser bem atencioso, em especial com a dupla quando havia chegado a sua vez.
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-Olá, como posso ajudar a adorável dupla de jovens?


Diria o homem em um tom profundamente acolhedor, por mais que sua voz fosse bem grave.

Em resposta Hana seria aquela a falar, ela sabia exatamente o que queria e este era o item mais popular da loja, algo que talvez o marinheiro pudesse supor ao ver tantas pessoas carregando o mesmo pacote ao qual ela pegaria pela dupla após o jovem pagar o preço no entanto era exatamente de 20 mil bellys, o que iria todo o salário de Zed, caso ele não tivesse capturado Mine, caso tivesse comprado livros para tentar se especializar em alguma área, provavelmente seria o fim do dinheiro que carregava consigo. Conforme fossem se afastando a garota então tiraria do pacote o que se revelou ser um sorvete com dois palitos de coloração azul ao qual ela ali partiria em dois, dando uma metade a Zed.
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-Esse é provavelmente o item mais popular do senhor Dias é bem raro que ele apareça com sua misteriosa receita de sorvete, ela é bem peculiar e sempre reúne uma grande fila quando ele aparece, ele só vende um deles por dupla de pessoas, mesmo que lhe ofereça mais dinheiro, não só casais  como você viu mas os mais diversos tipos de pessoas vêm comprar por dois motivos. O primeiro motivo é o óbvio do sabor, mesmo no frio, todo mundo que eu já vi comprando diz sentir o gosto daquilo que estava com mais vontade de degustar naquele momento e o segundo é o que se diz como o maior motivo, as pessoas dividem essa alegria ao lado de pessoas em que elas confiam ou tem grandes expectativas e por isso que eu resolvi te trazer pra cá, eu mesma poderia ter pagado,  inclusive o faria se você não cumprisse sua promessa para que nos encontrassemos nessa mesma situação haha.

A garota então olharia pra cima, observando o céu, enquanto a  mordidas acabava rapidamente a sua parte, era provável que ela fosse permanecer por ali caso não houvesse um convite do rapaz para que ela fosse junto dele e mesmo que ele soubesse que ela tinha vontade, ela só o acompanharia se fosse chamada…


Caso fosse chamada pelo rapaz, logo mais estariam em frente ao navio onde um homem fardado de cabelos negros e uma mascara negra se colocou a frente deles seu uniforme era cheio de medalhas, inclusive as que eles haviam conquistado e um longo manto branco com os kanjis de justiça se destacavam.
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-Vejo que vocês são os recrutas que irão ajudar no transporte do prisioneiro até loguetown, certo? Eu sou o Capitão Dick Grayson e vocês são bem vindos ao meu navio, os quartos de vocês são o número 01 e 02, deixo a cargo de vocês decidirem entre si qual ficará com cada quarto, as chaves estarão na parte interna de suas portas e não será permitido que vocês a retirem por qualquer motivo, ninguém mexerá em suas coisas enquanto estiverem em serviço, o navio é bem sinalizado para que não se percam e não preciso dizer que não é uma colônia de férias, certo? O barco partirá assim que vocês embarcarem e vocês são livres até que sejam chamados para alguma tarefa.


Caso resolvesse ali subir junto a hana, poderia ver que o navio era grande, havia vários marinheiros e alguns se destinaram a limpar o convés e havia até mesmo uma pequena mesa improvisada com caixas onde alguns marinheiros jogavam cartas, não haviam sinais do prisioneiro ali, próxima da porta para a parte interna do navio havia um pequeno mapa e em todos corredores haveriam placas indicando como se mover dentro do navio, como era um navio grande, haviam pelo menos dois andares, sendo um deles destinados aos dormitórios individuais e o andar superior onde encontravam-se a enfermaria o refeitório e os vestiários que diferente dos quartos, tinham uma separação para cada gênero. Teriam ali a liberdade até que fossem chamados, o que faria Zed nesse caso?










Histórico:
 

Considerações:
 

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As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 14 - O Espadachim Carmesim e a Flor do Alvorecer






Zed já tinha ouvido algumas pessoas dizendo que ir ao banco era algo chato, mas só hoje ele descobriu o quanto isso era verdade, por sorte conseguiu sair de lá sem explodir nada e ainda carregando boa parte do seu dinheiro. Com tudo ocorrendo como planejado e ainda com tempo sobrando, Zed chamou Hana para acompanhá-lo em umas compras pela cidade, fazendo a garota começar a insinuar que teriam um encontro e zoar com isso.

- Não eleve tanto assim o seu ego, só preciso de ajuda para encontrar as lojas certas, grrr. - Respondeu ele rosnando devido a provocação dela.

Após a garota confirmar que iria ajudá-lo a turistar pelos comércios da cidade, os dois seguiram caminhando pelas ruas frias de Shells Town observando as lojas uma a uma, Hana entrelaçou seu braço ao de Zed para que pudesse guiar o garoto com mais facilidade para onde ela queria, mas o loiro não permaneceria assim por muito tempo, pois assim que avistou a primeira barraca de livros ele rapidamente se desvinculou da marinheira e andou com pressa para lá.

- Ahh, isso é ótimo, vou precisar de novos livros para a viagem já que perdi todos os meus. - Falou enquanto folheava as páginas dos livros a disposição. - Vou querer esse livro de física e esse aqui de anatomia humana. Quanto custa? - E após ouvir a resposta, Zed arregalou os olhos e gritou para o vendedor. - O QUE? ISSO É PRATICAMENTE TODO O MEU DINHEIRO, ONDE JÁ SE VIU ESSE PREÇO PARA DOIS LIVROS? EU SALVEI ESSA CIDADE DE UM CRIMINOSO PROCURADO E VOCÊS SUGAM QUASE METADE DO VALOR DELE EM DOIS LIVRINHOS? - A essa altura o vendedor poderia estar tentando justificar os preços para acalmar Zed ou então xingando-o de volta criando naquela barraca o famoso “barraco”. - VAI TOMAR NO CU VOCÊ! EU SOU DA MARINHA, EU VOU MANDAR TE PRENDER, SEU LADRÃO! LADRÃO!

Caso Hana fizesse alguma coisa para impedir a confusão de se propagar, ela tentaria puxar Zed para longe da barraca, mas o garoto enquanto fosse puxado levaria junto com ele os livros escolhidos, sem pagar, obviamente. Se Hana não fizesse nada, talvez por não estar perto ou por opção, Zed sairia de perto carregando os livros para longe, também sem pagar, por isso o valor da compra independente da situação teria que ser dado ao dono da barraca por Hana, que poderia pegar o valor com Zed antes ou depois de fazer o pagamento.

- Isso é um absurdo, as coisas não podem ser tão caras assim! - Reclamava Zed, um adolescente que até hoje nunca precisou gastar do seu próprio dinheiro para comprar nada e não fazia a menor ideia de como funcionava o mundo financeiro capitalista. - Como dois livros de merda como esses podem custar isso tudo? - Resposta simples, talvez fossem livros de alta qualidade escrito por um físico ou um médico renomado… Ou então é só o preço inflacionado do produto mesmo.

Talvez por Zed estar muito esquentadinho, Hana sugeriu levá-lo até uma barraca de doces onde poderia comprar para os dois um sorvete especial que era vendido com dois palitos, este podendo ser partido ao meio para que assim as duplas que o compravam pudessem dividi-lo. Era visível a popularidade da barraca que mesmo pela manhã já estava bem movimentada, principalmente quando ela parecia só vender comidas para duas pessoas. Mesmo com uma grande variedade de alimentos coloridos e apetitosos, doces não chamavam muita atenção de Zed, que precisou ficar segurando o riso durante todo o tempo que passou na fila, pois a cara peluda do dono da barraca era estranhamente muito engraçada para ele.

- E ae, tiozão, me vê um desses sorvetinhos aí que se partem em dois. Quanto custa? - Diria ele de forma simpática tentando manter seu sorriso no rosto não parecer ofensivo… Até ouvir a resposta do homem e seu rosto simpático se transformar em uma expressão agressiva de um demônio, jogando contra o vendedor toda sua habilidade de intimidação que da última vez havia se controlado para não usar. - VOCÊ TÁ MALUCO, FILHO DE UMA PUTA? 20 MIL? SÓ SE FOR 20 MIL SOCOS QUE EU VOU DAR NESSA SUA CARA DE DEDÃO DO PÉ! - Gritou já querendo partir para cima da barraca, mas muito provavelmente Hana não deixaria isso acontecer, então tentaria jogar a sacola com o restante do seu dinheiro na cara do vendedor, deixando assim a compra paga, mas também se sentindo um pouco triste por ter gasto todo seu dinheiro e não conseguiu nem mesmo comprar uma lembrancinha de Shells Town.

Zed estava começando a entender os motivos da sua mãe de se voltar contra o Governo Mundial… OLHA O PREÇO DESSAS MERDAS! Um sorvetinho desses era exatamente todo o valor do seu primeiro salário, isso era um absurdo, como um marinheiro de sua patente poderia sobreviver ganhando uma mixaria dessas? É por isso que os piratas entram para a vida do crime e começam a roubar, por não terem condições justas de conseguirem se sustentar com salários medíocres, para fugir da fome eles preferem se arriscar pelo mar apelando para atitudes desesperadas onde saqueiam para conseguir ter o que comer… Ou então são apenas um bando de vagabundos safados que não querem trabalhar de forma honesta e preferem roubar dos outros por ser mais fácil do que se esforçar todos os dias para conseguir fodidos 20 mil berries. Meh, foda-se, Zed não ligava de verdade para essa merda.

- Hmmm, entendi, é realmente gostoso, mas não é o meu tipo de comida favorito. - Falou Zed após provar o seu sorvete e devorá-lo lentamente. - Mas reparando melhor no que você me disse, notei que as pessoas chegam aqui em duplas para dividir esse sorvete, que é entregue para elas como uma coisa só, mas na hora que vão comer, aquilo que estava unido é precisa ser separado e entregue para cada um como uma coisa só, bem, ao meu ver se fosse algo para realmente simbolizar a união e o compartilhamento de um sentimento, as duas pessoas deveriam dividir o mesmo palito, e não separar aquilo que estava junto para que cada um tenha a mesma experiência de forma isolada… - Explicou Zed de forma reflexiva enquanto terminava de comer o seu sorvete e lamber todo o palito. - Não sei se viajei demais no que disse, mas foi algo que acabei pensando enquanto comia. Mas enfim, como você já sabe, tá quase dando 11 horas, então é melhor eu ir até o Sargento pegar a minha missão para Loguetown… Você não disse nada se iria, pretende continuar em Shells Town então? - E provavelmente após a triste resposta da garota confirmando que ela continuaria na cidade, Zed fez uma cara pensativa e continuou: - Entendo, então me espere aqui, não irei demorar muito para voltar.

E como o sorvete que os dois haviam acabado de comer… Eles se separavam.

Assim que chegou na sala do Sargento Hamuku Thor, Zed perguntaria ao seu superior se ele conhecia alguém chamado Crasus, poderia ser um membro da marinha, um agente do Governo Mundial ou até mesmo um criminoso procurado, mas dependendo da resposta que ele desse, isso mudaria completamente suas escolhas a partir dali. Se o Sargento lhe dissesse que Crasus era algum morador ou alguém que está atualmente em Shells Town, então ele se recusaria a partir da ilha naquele momento. Caso contrário, se não lhe fosse dada nenhuma informação extra a respeito desse nome, então Zed seguiria normalmente com seus preparativos para a viagem à Loguetown, mesmo que o Sargento lhe falasse a ilha exata onde esse homem estava ele não mudaria seu trajeto.

- Ouvi Mine dizer o nome dele em um momento quando estávamos o capturando… - Explicaria Zed caso o Sargento o questionasse a respeito de como conhecia o nome “Crasus”. - Desculpa, acho que esqueci de mencionar isso no relatório, mas preferi não dizer nada já que não tenho certeza se foi realmente isso que ele disse com a boca toda arrebentada.

Seguindo com a possibilidade de que o tal homem não estava em Shells Town, Zed terminaria tudo que precisava fazer para seguir com seu plano de ir até a próxima ilha no navio que transportará Mine e se possível em Loguetown arrumar uma forma de rastrear melhor esse o nome Crasus, o que não seria uma tarefa fácil para ele que não tem habilidade alguma nisso. Com tudo certo, o jovem espadachim seguiria de volta para onde estava Hana e dali seguiria junto dela até o porto onde embarcaria no navio da marinha. O clima era de despedida.

- Não poderia ser diferente… Se eu quiser encontrá-la não poderei ficar aqui em Shells Town. - Explicou Zed olhando para o navio, então andou até a “corda escada” que geralmente é usada para facilitar o embarque das pessoas em navios. - Os deuses me mostraram um caminho que eu devo seguir, um nome que preciso encontrar, continuar aqui seria o mesmo que jogar fora o que eles me entregaram. - E segurou a corda com sua mão esquerda, botando em seguida ambos os pés na escada preparando-se para subir, mas antes de completar a ação, virou-se para Hana e olhou-a nos olhos. - Assim como seria se eu te deixasse aqui. Os deuses uniram nossos caminhos por um motivo, você é aquela que eles me enviaram para me ajudar a seguir em frente, para me ajudar a alcançar meu objetivo, para mostrar o meu propósito em continuar aqui… Não sei o porquê de você ainda estar aqui, mas eu sei que essa ilha não é o seu lugar, você merece muito mais, por isso... - E dito isso, Zed estendeu sua mão direita para a garota, ainda mantendo-se pendurado na corda-escada do navio. - Venha comigo para o mar, Hana, e seja aquela que estará ao meu lado no dia em que eu terminar a minha nova história, assim como esteve aqui no dia em que a recomecei.

O capitão da embarcação talvez não fosse tão generoso assim para ver Zed se despedindo enquanto estava se segurando na corda ao invés de embarcar logo. Quem sabe a essa altura o navio já começasse a partir, afastando-se lentamente do porto e assim distanciando cada vez mais os dois. Devido a surpresa do convite, Hana não teria tempo para ir buscar as suas coisas caso escolhesse entrar no navio também, se ela aceitasse o chamado de Zed, ela teria que abandonar Shells Town por completo, largar todos os seus pertences e começar do zero, assim como ele estava fazendo… Porém, eles estariam começando isso juntos e um ao outro seria o que eles teriam.

Caso Hana escolhesse ir com ele, ela precisaria correr pelo porto e saltar em direção a mão estendida do garoto, que a agarraria e ajudaria a se segurar na escada junto com ele. Essa seria a primeira vez que a mão dos dois jovens se tocaria dessa maneira, seria como se fosse a primeira vez que os dois estavam realmente unindo-se não só como parceiros de trabalho, mas como amigos.

Quando subissem para o navio e recebessem as instruções do Capitão Dick Grayson, Zed chamaria Hana para que conhecessem melhor a parte interna, onde escolheria o quarto de número um para ser o seu, já também convidando a garota para entrar e assim poder dar a ela algumas explicações, como dizer que teria pedido ao Sargento Thor que lhe desse a permissão para ela seguir na missão com ele, então ela não estaria ali como uma intrusa, mas principalmente porque ali estariam mais reservados e poderia assim falar a ela sobre “Crasus” e como a habilidade de rastreio dela poderia lhe ajudar nisso.

- Isso é tudo que eu sei sobre ele… - Diria acrescentando o que Hamuku poderia ter lhe contado de extra. - Mas sem a sua ajuda eu não sei nem mesmo por onde começar. Não quero ter que te envolver nisso se for contra a sua vontade, mas eu preciso de você para conseguir, e se esse for o início da nossa história, então precisamos fazer isso juntos.

Era como se Hana e Zed estivessem entrando em uma missão secreta para buscar descobrir quem, ou o que, era Crasus, só que ao embarcar nessa aventura eles não fazem ideia dos perigos que podem os aguardar ou dos inimigos que podem precisar enfrentar sendo ainda meros recém formados soldados da marinha... Mas quem sabe no futuro esse seja o momento que os livros contariam como o início da história do Espadachim Carmesim e a Flor do Alvorecer.

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 3 EmptyTer 08 Maio 2018, 21:34


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Através do fogo e das chamas: O décimo quarto passo

 
Como era de se esperar o temperamento de Zed acabava por fazer com que a garota que o acompanhava tivesse se divertido mais do que ela poderia esperar na situação em que havia ali sido chamada para que pudessem passear um pouco, mas o que parecia que seriam apenas risadas, para a garota logo provou-se um desafio, Zed parecia uma criança que nunca havia visto o real custo de vida que as pessoas tinham e a sua reação havia sido bem feia em relação a tentar simplesmente pegar os livros, quando os preços lhe assustaram, afinal havia acabado de conquistar uma respeitável quantia e era compreensível que ele não quisesse gastar tudo em um só lugar. A garota ali acabou cruzando os braços e dando uma bronca em Zed.

- Não, não Zed-chan, que feio. Você não pode simplesmente pegar as coisas sem pagar, vamos, eu sei que você quer os livros mas, você tem de pensar que o dono da loja também tem uma família que depende do dinheiro que ele faz com as vendas, esses livros que você escolheu são caríssimos por um motivo que eu tenho certeza de que você vai entender quando parar para lê-los e ver que não vai precisar reler uma outra vez para compreender profundamente o assunto.

A garota então esticou a mão para o garoto que provavelmente entregaria a muito contragosto o dinheiro para que ela pudesse entregar ao vendedor de livros, a voz da garota ao lhe dar bronca não diferenciava muito de seu tom comum e sua expressão facial e até a forma como ela havia lidado com ele, pela primeira vez parecia a fazer como se ele realmente estivesse naquela situação sendo tratado como uma criança, inclusive o modo como ela pediu desculpas em seu lugar talvez tivesse sido um pouco vergonhoso. Sem que houvesse muito tempo para que ele pudesse maturar toda a raiva que sentia, a garota simplesmente o levou para a barraca onde ela mais queria ir, era possível caso Zed tivesse olhado para o lado que os olhos da garota brilhavam e que ela estava claramente ansiosa pela oportunidade de visitar aquele estabelecimento, talvez ela não tivesse alguém com quem pudesse vir ou pelo menos que ela quisesse vir até então no entanto a natureza imprevisível do loiro o fez novamente ser bem agressivo, só não partindo para a violência devido a marinheira que o segurava e dessa vez ele atraiu vários olhares negativos pela sua própria atitude e isso fez com que Hana se apressasse para puxá-lo para longe antes que alguma confusão pudesse se formar, era possível ver ela suspirar com força como se estivesse aliviada, quando viu que a situação acabou mais tranquila do que ela havia pensado.

Quando ela dividiu e contou a história daqueles tipo de sorvete, assim como sua tradição notou como Zed havia questionado aquilo e fazia sim até certo sentido, talvez isso se devesse ao fato de ele não ser habituado a cultura local e por isso não havia o julgado, no lugar tentou conversar com ele para que ele pudesse entender melhor, até mesmo para referências futuras quanto ao seu modo de lidar com dinheiro, uma vez que ele parecia revoltado em ter de usá-lo mesmo tendo acabado de recebe-lo, no olhar da garota havia certa ternura, assim como teria sua voz, sendo que era possível que ela corasse um pouco em suas primeiras palavras.

-Zed-chan, nós só separamos os palitos porque não somos um casal… Sabe, se nós fossemos dividir com os palitos grudados… Eventualmente… Ou será que você realmente tem esse tipo de pensamento sobre mim haha? Não fique bravo, estou brincando com você, não é que você não seja um bom projeto de bom partido, desde que esfrie um pouco seu temperamento mas, ainda é cedo para pensar sobre esse tipo de coisa. De qualquer forma, sobre o sorvete há um valor simbólico por dividir algo com alguém, no caso dividir um momento, uma boa memória e é por isso que tantas pessoas procuram, eu admito que o preço é um pouco mais caro que um sorvete comum, mas ele vale a pena… De qualquer forma, quanto ao dinheiro, você não pode agir dessa forma, o nosso salário é baixo porém é atribuído a cada tarefa e não a todo o mês, além disso nós marinheiros temos acesso a estadia e alimentação sem que precise gastar um único belly e  você viu que não é uma comida ruim, muitas vezes as pessoas que trabalham nas cozinhas ou em outros tipo de serviço para a marinha ganham melhor do que em grandes restaurantes e o processo é rigoroso, então não se sinta assim por ter de gastar em algo diferente que vá lhe trazer alegria, você sempre vai ter um teto sobre a sua cabeça, água energia e comida, tudo que pode vir além disso cada trabalho seu irá pagar...  E com os seus feitos eu não duvido que demore muito para que você seja promovido na verdade… Como nós  executamos essa mesma missão, é bem provável que eu também seja promovida… Quanto a minha permanência, eu sinceramente não sei, não pensei muito sobre o assunto…

Se havia alguém dentro da marinha que parecia saber ou pelo menos tentar conduzir os pensamentos de alguém para um caminho errado, essa era Hana que por meio de seu senso de humor duvidoso onde ela era a pessoa que mais se divertia ou talvez a única. A forma como ela lhe explicou era extremamente atenciosa e seu tom de voz era bem tranquilo, mesmo que ela estivesse tendo de ensinar algo que talvez fosse básico a qualquer um, porém a garota por saber sobre a origem de Zed, poderia entender bem o motivo de talvez não haver uma base tão sólida assim sobre como ele lida com a sociedade como um todo, no entanto uma coisa ficava no ar de forma intensa, mesmo que disesse que não queria ir, a garota demonstrou muito através de como ela havia inclinado levemente o seu corpo em direção ao garoto enquanto moveu um pouco o cabelo de modo a deixar seu rosto mais visível, ela definitivamente queria que ele a convidasse, porém rapidamente a confusão tomou sua feição, quando ele simplesmente partiu, dizendo que voltaria, sem saber como reagir a garota esperaria.


Nada durante o caminho até o Qg parecia ser capaz de fazer com que o garoto pudesse desviar a sua atenção e como Shells Town era uma ilha tranquila, não seria de se espantar que nada de anormal ali havia acontecido no trajeto, direcionou-se ao escritório de Hamaku Thor, onde pediu por informações sobre Crasus, revelando que Mine tinha algum tipo de ligação com esse nome, já que ele havia falado esse nome. O homem arrumou a própria postura em sua cadeira e jogou dois papéis sobre a mesa, um continha um cartaz Do Crasus, com um carimbo vermelho marcando Capturado e o outro com uma notícia sobre sua captura sobre o jornal seagulls.


- Bom, o homem que você procura informações foi capturado em Loguetown, ou ao menos é isso que eu posso pressupor, visto que a notícia não diz o seu nome. Se é algo importante para você, por mais que seja uma pena perder um oficial tão promissor, talvez você descubra mais ao conversar com o próprio responsável pelo QG de lá, infelizmente não posso te entregar um cartaz que já foi marcado como capturado, no entanto, acho que você já tem uma boa noção do que procura, certo? Não vou segurá-lo, se isso é tudo, está dispensado.



O rapaz tinha agora uma nova pista sobre a pessoa que procurava, ele era um criminoso capturado e talvez com sorte, pudesse chegar a loguetown antes que ele pudesse ser levado a outro lugar e se isso tivesse acontecido, ele só teria um único caminho para descobrir, ele deveria crescer dentro da marinha para ter acesso a esse tipo de informação. Seguiu novamente até o local onde Hana o esperava, era possível ver que a garota tinha um olhar um pouco distante e que mexia com o indicador em seus cabelos, como se os enrolasse, de longe parecia até mesmo uma boneca com seus olhos azuis agora distantes. Sem que dissesse nada, o garoto simplesmente dessa vez pareceu guiá-la até o porto e era inevitável a surpresa por parte da garota, assim como o sorriso em ver que ele realmente havia voltado por ela, no entanto, ali ele pareceu embarcar no navio, dando um tom de despedida e a feição da garota não poderia ser mais clara, quando seu sorriso quase se transformou em uma feição de choro, ou pelo menos era isso que pareceu. No entanto as palavras de Zed pela primeira vez quando se dirigiam a ela pareciam ser exatamente aquelas que ela queria ouvir ou talvez fossem até melhores, não era do conhecimento de Zed mas o coração da moça certamente havia acelerado, seu rosto havia tomado cor de um modo ao qual nunca havia tomado antes e o seu sorriso faria o mais cético acreditar que havia algo além daquele planeta, pois aquele sorriso definitivamente não era deste mundo. Ela correu rapidamente  e esticou a mão a Zed e ele poderia sentir que ela estava levemente trêmula, mesmo que agisse muitas vezes de maneira brincalhona até demais, ela ainda era tão jovem quanto o marinheiro e até mesmo ela era capaz de ter pensamentos que eram fora de seu controle. Era até incrível como ela não havia pensado mais de uma vez, pela velocidade de sua resposta a garota acabou aproximando-se mais de Zed para que pudessem subir juntos, uma vez que ele era toda a base que ela teria para se apoiar, seus corpos acabavam ficando bem próximos, de modo que o tronco da garota se pressionou levemente ao tronco do rapaz de modo que ele poderia sentir melhor a respiração acelerada da garota, assim como seu acelerado coração e o próprio calor de seu corpo, a garota tentou evitar olhá-lo diretamente nos olhos, pois havia feito ali uma decisão impensada, baseada unicamente na emoção, se ela se arrependeria ou não, esta havia sido a sua opção.

Já dentro do navio, era possível que ambos pudessem ver aos poucos a cidade se afastando e era engraçado para Zed talvez como a garota tinha dificuldades para manter o equilíbrio com o movimento do barco e das ondas, o que a forçava a apoiar-se um pouco no rapaz para se manter em pé, algo que era bem engraçado de se ver, pois se o garoto a soltasse era bem provável que ela pudesse cair de bumbum no chão, em frente a pergunta dele, Hana lhe responderia da forma como achava que fosse mais eficiente de acordo com seu próprio conhecimento em rastreio.

Bom ao que parece estamos indo na direção de onde podemos realmente ter alguma pista, sabemos que ele é alguém com provavelmente uma patente maior no exército revolucionário ou pelo menos que atua a mais tempo, se ele realmente foi capturado isso pode facilitar as coisas pois há a chance inclusive de sermos responsáveis eventualmente pelo seu transporte, se é que outra equipe já não o transportou...De qualquer forma, não deixe que isso o tire o sono, a viagem pelo que eu me lembro é longa e é bem provável que nos coloquem para fazer tarefas até quase a exaustão.




E era nesse momento que Dick delegaria algumas funções dentro do barco para ambos, quando ali se aproximou da dupla.

-Oficial Zed, uma vez que você não tenha nada constando como um ofício, eu quero que você ajude os rapazes a carregar os mantimentos para a viagem, Oficial Hana, eu quero que você primeiro vá a sala dos navegadores e veja se eles precisam de alguma ajuda e depois ajude na cozinha, quando terminarem suas funções, estarão livres para transitar pelo navio o almoço sai tarde, então aguentem firme até o sinal, é isso dispensados.



Com isso, rapidamente Hana levantaria a mão direita e acenaria a Zed, enquanto  fez duas “ arminhas” com as mãos apontando com o indicador que iria seguir as setas para que pudesse chegar a tal sala dos atiradores e assim, logo ela acabaria por sair da vista do rapaz, enquanto isso Zed só teria de seguir o fluxo dos marinheiros que estavam carregando caixas de madeira, caso adentrasse o mesmo caminho que eles faziam poderia ver todo o caminho até o armazém, que felizmente apenas o faria ter de seguir reto até o final do corredor o chão não diferenciava do material ao qual era feito o návio, e as paredes eram todas de uma colocação branca o interior havia ali várias possíveis entradas fazendo parecer que era muito maior por dentro do que parecia por fora,  no entanto haviam pequenas placas grudadas na parede que indicavam o caminho para o armazem, algo que ele só precisaria caso corresse a frente dos demais segurando uma caixa, algo que no mínimo poderia resultar em uma cena engraçada caso ele acabasse caindo, haviam muitas caixas e o trabalho seria cansativo, poderia tentar conversar com qualquer um dos marines que pareciam ter um ritmo similar ao seu, um rapaz de cabelos loiros e olhos verdes e uma garota de cabelos curtos que tinha uma aparência muito similar ao garoto, por mais que fosse bem feminina, não precisava ser um grande gênio para perceber que eles eram irmãos, até mesmo pelo modo como um ajudava o outro. No entanto interagir era algo opcional, caso quisesse o rapaz poderia simplesmente fazer seu trabalho quieto e até talvez com sorte acabar no armazém acabando por achar alguma maçã ou outra fruta ao qual pudesse lhe chamar atenção para que ele pudesse aguentar até a hora do almoço, desde que ele não pegasse uma quantia exagerada e não fosse porco, era pouco provável que lhe chamassem atenção, até porque essa  idéia poderia ter vindo justamente por ele ver que alguns marinheiros que o ajudavam fariam o mesmo.











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As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 15 - Gêmeos a Bordo





De acordo com o Sargento Hamuku Thor, Crasus era um criminoso que havia sido recém capturado em Loguetown. Apesar dele já estar capturado e de fácil acesso, isso também dificultava um pouco as coisas para Zed, que precisaria de permissão para entrar em contato com o homem, e sendo um mero soldado poderia não ter muita influência para isso. O lado bom é que diferente de Mine ele já é alguém conhecido, talvez mais pessoas saibam a respeito dele e possam lhe dar informações, como o próprio responsável do QG de Loguetown ou os marinheiros responsáveis pela sua captura, por isso pegaria o jornal para ver quem foram os responsáveis por isso antes de partir para o seu navio de viagem e mostrá-lo para Hana quando já estivessem dentro de seu quarto.

- Mais uma missão de transporte? Hmmm, é possível, então estamos totalmente dependentes da possibilidade dele ainda estar ou não preso em Loguetown. - Ao dizer isso Zed fechava os punhos mostrando-se um pouco ansioso com a situação. - Se eu perder essa oportunidade não sei quando terei outra chance de conseguir uma pista sobre Akamio.

Na sequência ele seria tranquilizado por Hana, que conseguia lhe distrair a mente até que o Capitão Dick chegasse no seu quarto para lhes dar algumas tarefas no navio. A princípio sentiu-se incomodado com o fato de não ter sido chamado corretamente pelo seu respeitoso nome “Explode-E-Queima-Tudo”, mas preferiu não questionar o capitão e se levantou para começar a se preparar para realizar as suas tarefas.

- Já bêbada a essa hora do dia? Que feio Srta Hana. - Brincou ele a respeito da falta de equilíbrio da garota dentro da embarcação, Zed por outro lado havia passado a sua vida inteira dentro desses veículos marítimos, então sabia muito bem como era a sensação e já estava mais do que acostumado, ainda que não pudesse considerar algo chato e desagradável. - Ajudar a carregar caixas é ainda mais interessante que ficar parado olhando pro mar, enfim, nos vemos por aí, e vê se ajuda esses cozinheiros a fazerem uma boa comida, não quero ter que comer merda aqui dentro. - Mas antes dela sair, Zed complementou. - E ah, Hana, você que é melhor do que eu com isso, tenta conseguir pra mim alguma concha ou item originário de Shells Town, queria guardar como lembrança, o certo seria eu ter comprado, mas como fiquei sem dinheiro,sabe como é né… Se descobrir alguém que tenha, posso eu mesmo tentar negociar o objeto.

Sem muita noção de para onde tinha que ir, Zed apenas foi seguindo o fluxo de marinheiros que carregavam caixas para lá e para cá e assim conseguiu encontrar o tal armazém onde gastaria bons minutos ou talvez horas ajudando seus companheiros de viagem com o trabalho. Não era como se Zed estivesse fazendo isso com a maior motivação do mundo, por isso quando viu dois garotos trabalhando na mesma velocidade que ele, isso logo lhe chamou a atenção, principalmente quando o visual deles se destacava dentre os demais marinheiros “padrãozinho”. Os dois eram loiros e tinham a aparência física muito semelhante mesmo cada um tendo um sexo diferente do outro, era fácil afirmar que os dois eram irmãos, ou até mesmo gêmeos se quisesse ser ainda mais ousado.

- Hey, vocês… - Diria Zed se aproximando dos dois irmãos. - Sabem me dizer quanto tempo demora até chegarmos em Loguetown? - Depois de todo esse tempo, Zed se deu conta de que não havia perguntado a ninguém o tempo de viagem, ainda mais para ele que era tão fissurado com o assunto, isso apenas mostrava o quão distraída estava a sua cabeça no momento.

Enquanto ouvia a resposta, Zed mordeu uma maçã que havia pegado de uma das caixas que carregou do armazém e começou a ter uma ideia do que fazer para passar o tempo, apesar de não ser muito sociável, ele era bastante competitivo, e lembrando um pouco do que havia visto no convés do navio, cogitou a possibilidade de abrir ali uma jogatina com os dois irmãos.

- Me chamo Zed, Explode-E-Queima-Tudo Zed. - Apresentou-se acenando com dois dedos de uma das mãos enquanto a outra segurava a maçã. - Fui responsável pela captura do agente do Revolucionário que se infiltrou em Shells Town como sargento, hehe, em breve devem ouvir falar de mim no jornal. - Disse se gabando para os dois, sem nem ao menos saber se eles já haviam realizado alguma missão mais incrível do que essa. - Tem bastante caixas para transportarmos ainda, que tal fazermos um jogo? Podemos apostar caixas a serem carregadas… No momento é a única coisa que tenho a oferecer. A menos que tenham uma ideia melhor, acho que algo simples como jogo da velha me parece uma boa forma de gastar tempo, o que me dizem?

Feito a proposta, Zed se sentaria em uma das caixas e permaneceria encarando os dois irmãos com seus olhos vermelhos enquanto continuava a comer a sua maçã. Caso os garotos recusassem a ideia, ele balançaria os ombros e continuaria seu trabalho normalmente, não é como se fizesse muita questão de se socializar com alguém. O problema talvez ocorre se os dois lhe tratassem de alguma forma com ignorância ou deboche, isso poderia irritar Zed o que resultaria em uma possível confusão: “SÓ PRECISO DE UM BRAÇO PRA ACABAR COM VOCÊS, CAI PRA CIMA!”, diria ele sacando a espada das costas e dando início a briga que poderia ser ouvida pelos corredores.

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