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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Espadachim Carmesim

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptyQui 19 Abr 2018, 23:58





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 5 - Medo






O que é o medo? Medo é o único sentimento em comum entre todos os humanos, e mentiroso é aquele que diz ser um homem sem medo. Mesmo o mais poderoso Yonkou teme por algo, pode isso ser a sua queda do topo ou algo banal como um pequeno inseto. Medo é algo individual, o que pode ser assustador para um pode ser prazeroso para outro, porém a razão dele é a mesma para todos; o medo é um instinto de sobrevivência, é um alerta de sua mente para algo que ela considera uma ameaça, ele nada mais é do que um mecanismo natural de tudo aquilo que está vivo. Mas como surge o medo? Cada pessoa desenvolve seus medos de sua maneira, não existe um padrão para a origem todos os tipos de medo, você pode ter medo de cobras por já ter sido trancado em uma sala cheia delas ou mesmo nunca tendo visto uma você pode ter inconscientemente ao longo dos seus anos desenvolvido a ideia de que elas são mais assustadoras do que qualquer outro animal. Muitas vezes as pessoas sentem medo mesmo que não exista uma origem para ele, por exemplo, o escuro, por que tantos o temem? Uma criança que passa a vida inteira debaixo das luzes e uma que convive apenas com a luz natural, ambas podem vir a desenvolver o mesmo medo, nenhuma delas teve um trauma relacionado ao escuro, porém para ambas ele representa a mesma coisa: o desconhecido.

Não saber o que te espera é uma causa comum para se sentir medo, você nunca sabe o que a escuridão pode estar escondendo e dentro dela pode estar qualquer um dos nêmesis de sua mente. Sabe qual é o medo mais comum entre todos os seres vivos? Acertou se respondeu a morte, pois tudo que está vivo nasceu com o propósito de crescer, sobreviver e procriar, uma gazela foge ao ver um leão pois sabe que poderá morrer, seu instinto grita para que ela se afaste o mais rápido possível, então esse é o motivo para nós, raças desenvolvidas, temermos a morte? A princípio sim, seria fácil responder dessa forma, mas o que nos difere de uma gazela que foge do leão para não morrer é a nossa capacidade de pensar, pensar além da morte, pensar além do nosso propósito, pois se o medo da morte existe por que precisamos sobreviver para viver, então porque idosos que já viveram tudo que precisavam ainda continuam a temer a morte? E a resposta novamente é: o desconhecido.

Desconhecer é temer, desconhecer é odiar, desconhecer é evitar, e por desconhecer nossas próprias capacidades, por não saber se somos ou não hábeis para enfrentar aquilo que não conhecemos o suficiente é que nós sentimos medo. Então ter medo é um sinal de fraqueza? Não, às vezes o medo é um sinal de sagacidade, pois é aquilo que lhe faz sobreviver, é aquilo que te faz fugir do que você não é capaz de vencer.

---/Flash Back/---

O cenário era o dojo de treino que havia dentro do navio ao qual Zed havia passado a maior parte de sua vida. Ele segurava uma enorme espada de madeira e logo a frente dele estava Akamio, sua mãe, segurando uma espada também de madeira só que muito menor do que a dele. O suor e a respiração ofegante de Zed, alguns anos mais jovem, indicavam que ele já estava treinando há algum tempo, enquanto sua mestre não demonstrava nenhum sinal de cansaço.

- Assim você nunca vai conseguir derrubar a minha espada. - Disse a mãe sobre o treinamento que estavam fazendo, aquele que derrubasse a espada do outro primeiro era o vencedor. - Em uma luta real você sabe o que acontece com o espadachim que perde a sua espada?

- Na maioria das vezes é a morte…

- Então me diga, Zed, você está com medo de perder? - Perguntou ela ao filho ofegante.

- Não, você é minha mãe… Por que eu deveria ter medo de você em um treinamento? - Respondeu ele logo dando uma pausa para devolver a ela outra pergunta.

- Entendo… Então se você não conseguir derrubar a minha espada você ficará o resto do mês sem comer qualquer tipo de carne. - Ameaçou ela abrindo um sorriso malvado no rosto. - E agora, está com medo?

- Não! To com raiva! - Disse irritado fechando a cara para ela. - Por que você tá fazendo isso?

- Ouça, filho, sempre que entrar em um combate você precisa enxergar seu adversário como alguém mais forte do que você, pois muitas vezes ele será e você não terá outra opção a não ser enfrentá-lo. - Explicou ela para tentar fazer o aluno entender a proposta deste treinamento. - Já vi grandes guerreiros perdendo batalhas fáceis por excesso de confiança, por acharem que seus adversários eram fracos demais para lhe oferecer qualquer perigo, perderam por não terem medo.

- Então você está querendo que eu me torne um covarde? - Perguntou o aprendiz em um tom de indignação.

- Não, um covarde é aquele que foge quando tem medo, mas eu quero que você lute quando estiver com medo. Quero que use o medo para agir com cautela em cada movimento que você faz, quero que tema a capacidade desconhecida do seu oponente, quero que sempre espero o pior, quero que ao atacar já espere que o seu inimigo será bom o bastante para desviar e lhe contra-atacar, pois se realmente acontecer, você já estará preparado, exatamente o que aqueles que lhe subestimam não são capazes de enxergar. Não estou pedindo para você não acreditar na sua força, você sempre pode vencer, apenas quero que entenda que se você não temer o potencial de seus adversários, mesmo quando sabe que você é mais forte que eles, isso pode lhe trazer a derrota.

- Mas como eu terei coragem para enfrentar um inimigo mais forte se estiver com medo dele? - Perguntou Zed com seu tom ingênuo do início da adolescência.

- Talvez você tenha entendido errado, Zed…

---/Fim do Flash Back/---

Quando viu as queimaduras que subiam pelo braço de Hana e o comportamento dela perante o fogo, Zed logo entendeu que ela era o seu oposto, enquanto ela teme o incontrolável poder que o fogo carrega, ele vê isso como algo fascinante. O poder divino que há dentro das chamas não é algo que meros mortais são capazes de suportar, para Zed, temer o fogo significa não ter fé na proteção dos deuses, não ter fé em Amaterasu, por isso que ele entendia o medo de Hana, por isso cabia a ele como um representante da deusa na terra, proteger aquela garota assustada de todo esse poder que ela não tem como enfrentar.

Quando desafiou o Sargento Ao para um combate, o jovem loiro já tinha noção de que provavelmente era mais fraco que ele, por isso ao ver que o marinheiro havia aceitado seu desafio a adrenalina explodiu em seu interior percorrendo cada centímetro do seu corpo e fazendo seu coração bater tão forte que parecia estar usando seu peito de tambor. Nesse momento Zed sabia que estava com medo, e por isso ele sorriu, encarando Ao nos olhos sem demonstrar a intenção de recuar.

Era tão insano a proposta de um recruta enfrentar um sargento que Hana, agora ainda mais assustada, tentava convencer seu superior a desistir da ideia de enfrentá-lo, foi nesse instante que ela recebeu um tapa no rosto dado por Ao, tapa este que jogou-a no chão e a fez calar a boca na mesma hora. O marinheiro disse algumas palavras que envolviam saber respeitar e aprender uma lição, mas Zed nem prestou atenção, seu punho havia se fechado com tanta força na sua espada que se não fosse madeira maciça provavelmente teria quebrado. Como se já não estivesse com raiva antes, agora Zed estava quase explodindo de dentro pra fora, controlando-se para não partir para cima de um oponente que conhece tão pouco. Ele estava tremendo, mas não sabia por que motivo, se era a adrenalina, se era o medo do combate ou se era de raiva. Talvez fossem os três.

- Bata nela de novo e eu juro que só saio daqui pro necrotério ou pra prisão… - Falou Zed em um tom de ameaça enquanto controlava sua voz para não explodir em gritos.

Acertar um golpe era tudo que ele precisava para sua admissão na Marinha, mas a essa altura ele já havia até se esquecido que o objetivo principal do combate era esse, ele queria arrebentar a cara desse desgraçado e nada mais importava. Com base nos treinamentos que já tivera com Akamio, esse sargento não chegava nem perto, mas não sabia até onde sua mãe estava pegando pesado quando treinava com ela, e essa falta de informação trazia a insegurança a Zed se seria ou não capaz de vencê-lo.

Assim que ergueu sua enorme espada de madeira em posição de combate, o garoto observou a postura do adversário para saber por onde atacar. Tentava ignorar também todos os ruídos das conversas de quem também estava ali no local observando tudo, era óbvio que ninguém apostaria suas berries no underdog, todos ali sabiam que o sargento era mais forte, e era exatamente por isso, que Zed sabia que podia vencer.

Da mesma forma que faria se tivesse realizado aquele ataque contra Hana, o espadachim aparentemente tendo a oportunidade de dar a iniciativa, tentaria correr em linha reta fazendo uso da sua Aceleração para desferir um corte horizontal com a espada à uma média-distância, abusando do limite do tamanho de sua arma. O corte seria feito na altura do peito do sargento e da esquerda para a direita, sendo a mão direita a usada por Zed para tal movimento. Na sequência do ataque, o loiro já estaria na expectativa de uma esquiva e uma reação do adversário, por isso tentaria também desviar pulando para trás ao mesmo tempo que colocaria a ponta da espada no chão para poder ter um apoio para um segundo movimento, dessa vez tentaria usar a perna esquerda para dar um chute de baixo para cima que se desse certo poderia ser mirado tanto na espada do marinheiro como no rosto. Se tivesse sucesso nesse movimento ou não, Zed sabia que estaria em maus lençóis por estar posicionado no ar e isso dava uma chance para Ao lhe acertar, por conta disso já imaginando que o oponente também pensaria nisso, Zed assim que tivesse realizado o chute com a perna esquerda já estaria preparado para girar seu corpo ainda usando a espada como apoio para assim tentar um chute giratório com a parte da frente da sua perna direita, onde esse chute iria acertar não importava, pois era apenas uma forma de forçar o inimigo a desviar ou bloquear, pois assim quando sua perna esquerda voltasse a tocar o chão, poderia então se impulsionar para trás e recuar de forma defensiva para pensar em um novo ataque ou um possível defesa.

No caso de todas as suas esquivas terem dado errado desde o seu primeiro ataque, então Zed não teria muito o que fazer, apenas resistiria ao máximo possível de dano tentando uma defesa com o braço usando seu reflexo ou então usando a espada como escudo para bloquear um segundo ataque do sargento depois que o primeiro já havia acertado. Como não tinha ainda muita noção do quão veloz e forte era seu inimigo, todos os seus primeiros movimentos eram apenas para estudar como o marinheiro lutava, podendo talvez achar uma possível abertura no estilo de combate dele.

Certamente Zed tinha noção de que isso não seria fácil, era muito melhor para ele ter enfrentando a Hana super tiltada por conta do seu medo de fogo e conseguido uma admissão tranquila do que ter que passar por esse combate que independente do resultado seria comentado por todo o QG pelo resto da semana. Qualquer pessoa consciente dos seus limites saberia que isso é loucura e nem pensaria em desafiar um superior, então seria Zed alguém que não tem medo de perder? Não, ele tem medo sim, e é por ter medo que ele tem confiança total para enfrentar de frente essa batalha.

No momento que aquela batalha havia se iniciado, Zed ouviu a voz de sua mãe ecoar em sua cabeça: “Só quem tem medo conseguirá ter coragem.”



Histórico:
 


Última edição por Shinsuke em Qua 25 Abr 2018, 12:16, editado 6 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptySex 20 Abr 2018, 21:36


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Através do fogo e das chamas: O Quinto passo

 

Zed havia compreendido a situação por completo em relação a garota que até agora o ajudou no processo de admissão, eles eram quase completos opostos pois se fossem totais não estariam no mesmo lugar, tão pouco poderiam ter tido uma boa experiência para ambos os lados na medida do possível, o rapaz loiro sem dúvidas tinha uma atitude mais selvagem e agressiva e isso se refletia em seus atos mas em sua natureza, seria difícil acreditar que não havia bondade e a sua empatia com a garota era a maior prova de que ele tinha sim um senso de certo e errado apesar de suas próprias  excentricidades e de seu modo de agir que muitas vezes passava uma imagem agressiva ou perigosa de  si e seus olhos por si só também refletiam isso.

Estava em frente de um oponente que ele sabia que era mais forte, uma vez que dificilmente poderia acreditar que poderia levantar homens como sacos de batata como o próprio sargento havia feito mais cedo mas temer o seu oponente não significava que ele era um covarde, pelas suas próprias memórias ali ele poderia aplicar por completo o que quando era mais novo talvez não entendesse, o homem bravo não é aquele que tem o medo, mas sim aquele que mesmo com medo é capaz de enfrentar o obstáculo a sua frente.Não subestimar seu oponente e esperar mais dele era uma mentalidade inteligente pela parte de Zed. As palavras de Zed eram fortes, mas também era a sua determinação e convicção de que estava fazendo o certo, o homem havia o provocado a um ponto que já o fez próximo de passar dos limites do que acreditou ser possível sentir raiva e sua atitude covarde não seria melhor para o seu coração que naquele momento clamava pela justiça e a sua justiça viria na forma de punição.
A garota havia se levantado e o observava, talvez  o rapaz não pudesse ver mas mesmo que houvessem lágrimas em seu rosto nesse momento, ela tentou enxugá-las com as mãos, enquanto manteve seus olhos bem fixos em cada movimentação que eles pudessem fazer, caso houvesse algo como uma aura a partir dela sem dúvidas emanava positividade, não queria ver o rapaz se machucar e nesse momento o que restou a ela seria confiar que ele conseguiria passar, pessoas com ideais fortes que pudessem colocá-los acima de si era exatamente o que a garota acreditava como o melhor que um marinheiro poderia ter como característica, independente do resultado ela o respeitará.


O aspirante a marinheiro, mesmo que não tivesse um porte físico que pudesse precedê-lo tinha experiência com a espada, lembrando-se da mulher que uma vez ele pensou ser a mais forte espadachim do mundo e talvez para ele mesmo que lembrasse disso com rancor, essa fosse a realidade até o dia que ele pudesse derrotá-la. As dúvidas em sua mente poderiam existir, mas sem dúvidas as chamas que eram formadas por seus sentimentos o fizeram fazer arder qualquer distração que sua cabeça pudesse lhe impor, estava focado no combate e seu primeiro movimento fez perfeito uso da vantagem de se ter uma arma de longo alcanc.Sua aceleração fazia com que ele pudesse perceber que os olhos do sargento de imediato se arregalaram, ao se surpreender com a velocidade que o rapaz tinha, mas caso continuasse a olhar seu rosto, seria possível ver que ali também havia um sorriso, como se ele estivesse tendo prazer com o confronto.

Talvez com um único movimento ele tivesse terminado o combate, se fossem armas de verdade e se o seu oponente tivesse um nível similar de força, mas não era o que aconteceu, o homem respondeu a aceleração do rapaz com a própria, quando optou por desviar e contra-atacar com uma estocada e pensar um passo a frente para Zed naquele momento era uma vantagem, pois mesmo que houvesse uma diferença entre a velocidade que ambos tinham, naquele momento o loiro tinha duas vantagens, seu oponente o subestimava e ele estava um passo a frente, pelo menos naquele movimento, onde com um movimento acrobático usando sua espada de apoio, não só evitou que o golpe o acertasse como também teria sucesso em realizar o seu chute, que apesar de ser bloqueado pelo Sargento, havia ganhado pequenos segundos a Zed, segundos que seriam preciosos.

A posição de ambos naquele momento era desfavorável o modo como Zed encontrava-se em meio ao ar, teria dado tempo para o Sargento o golpear de forma que realmente lhe seria dolorosa, se não fosse pelo chute ter criado o espaço de tempo necessário para que Zed conseguisse começar o seu próximo movimento, em um movimento giratório com suas pernas Zed havia ali acertado um chute em cheio em sua face tendo como saborear por completo o golpe que havia aplicado com sucesso naquele momento, talvez uma boa espadada ou um soco na cara poderiam tê-lo satisfeito mais naquele momento, mas não havia nada mais degradante ao homem do que ter o pé de outra pessoa sobre sua face no entanto a alegria de Zed teria durado pouco, pois o chute era forte o suficiente para deixa-lo zonzo, mas não para derrubá-lo, e com isso o homem rapidamente lhe retribuiu com um golpe usando a espada de madeira contra  as suas costas, movimento esse que fez com que o aspirante a marinheiro acabasse se vendo obrigado a soltar a sua própria espada para que não deslocasse o próprio ombro naquele momento, batendo com força contra o chão de modo que ele até mesmo quicou no chão devido a força do impacto do golpe que havia sofrido o ar por um momento havia saído de seus pulmões e ele poderia sentir um ardor na região atingida como se houvesse uma barra de ferro quente sobre ela o pressionando contra o chão.  Mas o pior viria quando ele ouviu um barulho de algo se quebrando, quando havia sido golpeado e poderia facilmente pensar pela dor insana que estava sentindo que ele havia quebrado algum osso ou tido algum grave ferimento interno, só então um barulho oco de madeira pôde ser ouvido e ele poderia ver que a espada que havia o golpeado havia estourado com o golpe, se havia alguma dúvida em relação ao quanto sua mãe poderia ter pego leve com ele em sua infância, era bem provável que a resposta pudesse lhe trazer ódio ou até mesmo fazê-lo ser grato naquela situação, pois a sensação que ele sentiu nesse momento poderia muito bem tê-lo feito lembrar de alguma situação de seu passado onde até mesmo levantar parecia uma piada de mal gosto, como se houvesse um abismo de força ao qual não pareceu diminuir ao enfrentar um homem que era claramente mais forte que ele para se testar contra outro espadachim.

-Você passou na merda do teste, vá pra enfermaria… Na verdade… Hana! Você que trouxe esse menino pra cá, faça algo de útil e o carregue, quero vê-lo até o fim da tarde no campo de treinamento  para fazer o mesmo que os outros recrutas e oficiais, quero ver se ele vai ter fibra para encarar o ultimo processo para a sua admissão. E vocês seus bostas estão fazendo o que? O show acabou, voltem pros seus postos.

Havia ódio na voz do homem orgulhoso, que simplesmente deu as costas a ele ali, em meio a multidão que se formava era possível ouvir vários comentários impressionados que logo eram interrompidos pelo comando do sargento, mesmo que Zed tentasse não conseguiria ali se levantar sozinho, mas rapidamente ali pôde ver que a ajuda viria até ele e talvez em meio a imensa dor que sentia, talvez emocionalmente isso pudesse lhe trazer algum conforto, pois ele poderia ver que mesmo que ainda não tivesse  parado totalmente suas lágrimas um lindo sorriso por vê-lo bem, com isso talvez ali ele também tivesse uma pista de que o que havia acontecido com ele não era tão grave, mas precisaria certamente de tratamento. O que era de se esperar de Hana naquele momento seria que ela simplesmente o ajudasse a se levantar e fosse gentil ao levá-lo até a enfermaria de forma doce e amável, mas  o rapaz talvez a essa altura poderia esperar uma atitude excêntrica de sua parte.  A garota abaixou-se e aplicou a Zed um pequeno cascudo no topo de sua cabeça mas aquilo poderia apenas irritá-lo uma vez que ela não tinha força o suficiente para que aquilo pudesse doer.

-Idiota, você me deixou preocupada! Eu… Eu fico feliz que você tenha o enfrentado para que pudesse proteger a mim e ao que você acredita… Mas não me faz feliz te ver nesse estado, se fosse uma luta de verdade você poderia ter morrido… Pois ele te golpeou com a espada e você com um chute… Sinceramente … Zed, vou ter que cuidar e você sempre? Haha

Por mais que pudesse em um primeiro momento se irritar com a atitude e as palavras da garota, eram palavras gentis, assim como o seu tom também apresentou certa ternura que provavelmente o faria se sentir acolhido, como se pudesse ter encontrado um lugar em que pudesse pertencer, principalmente pelas palavras da garota envolverem ali o futuro, como se contasse com outras vezes e talvez fosse um detalhe que ele não tivesse reparado mas, era a primeira vez que ela havia o chamado pelo nome. Antes que ele pudesse formular alguma resposta, a mão da garota que estava em formato de punho se abriu e ela ainda com a mão na cabeça do rapaz bagunçou rapidamente um pouco do cabelo do rapaz, lhe trazendo uma sensação boa, antes que ela tirasse a mão e começasse a fazer força para ajudá-lo a se erguer, agora que estivesse mais ereto poderia ver que o rosto da garota havia corado um pouco com as próprias palavras, dando ao garoto uma visão mais fofa sobre um lado menos zombeteiro da mesma, mas qualquer pensamento bonitinho que ele pudesse ter nesse momento era interrompido pela dor que se intensificou, quando ambos já estavam de pé, Hana mesmo que Zed pudesse tentar não pesar sobre o corpo da garota ali seria responsável por ser capaz de ajudá-lo ao aguentar grande parte de seu peso sobre si
enquanto caminhavam até a enfermaria, apesar do casaco ter parcela do crédito por poder ajudá-lo a não sofrer tanto com o golpe, a maior parte se dava a resistência natural do garoto e talvez ele pudesse perceber isso, devido ao homem ter estourado, literalmente uma espada de madeira em suas costas.

eles passariam pelo mesmo corredor que haviam passado antes, entrando em uma sala que era azulejada por completo em uma tonalidade branca, haviam macas e médicos e enfermeiros cuidando de outros marinheiros ou aspirantes a marinheiros no local, era um local muito limpo e agradável, para quem trabalhava no local. Assim que chegassem eles seriam prontamente atendidos por  um dos médicos que os instruiu para que se sentassem em uma mesma maca,  nenhum dos dois tinham ferimentos que justificassem que precisassem de dois lugares. A garota o ajudou a se sentar e por fim, sentou-se, no momento que ela deixasse de ajudá-lo a sustentar o próprio peso, mesmo sentado ele sentiria uma dor imensa pelas costas que lhe percorreria todo o corpo, fazendo com que Hana o olhasse, em todo momento que demonstrasse algum sinal de dor, fosse verbalmente ou por meio de feições. O tratamento de ambos era simples de ser tratado, a garota havia apenas recebido uma gaze com um pequeno curativo na bochecha e Zed teria o seu curativo removido, revelando que não havia nada além de um forte arroxeamento na região o médico responsável lhe diria palavras rápidas, antes que fosse ao próximo paciente.

-  Menina, pegue uma bolsa de gelo na outra mesa e peça para que ele segure sobre onde há dor, se ele não conseguir o ajude... O número de aspirantes que precisam de atendimento parece estar em recorde, hoje.

A garota havia se levantado de forma enérgica, antes que Zed pudesse reclamar para pegar a bolsa de gelo para ajudar a Zed, fazendo a ele uma oferta que talvez fosse recusada pelo rapaz, era notável que ela falava um pouco sem jeito devido a forma como ela mexeu nos cabelos por trás da cabeça, como se estivesse coçando, seu olhar se dirigia aos olhos de Zed e um sorriso um pouco tímido poderia ser visto na garota.
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-Você quer que eu te ajude ou você consegue segurar sozinho? De qualquer forma... Novamente obrigada pelo que fez... Principalmente por não me obrigar a ficar mais tempo naquela gaiola de fogo... Sabe, aquele lugar nunca teve esse propósito mas, desde que o Sargento Ao veio para essa cidade devido a uma missão, esse tipo de coisa tem acontecido bastante... Quando você estiver melhor, vamos para a ultima etapa da sua admissão, então trate de descansar e se curar até o fim da tarde, como ainda é cedo acho que você deve ficar melhor até o fim da tarde...Apesar de que  eu estou com isso na cabeça Zed-chan, do que você é feito? Eu nunca vi estourarem uma espada de madeira em alguém e ele ficar tão bem como você ficou! É incrível haha, eu espero que caso você já esteja admitido, a altura de que eles passem as missões aos oficiais, você já possa me mostrar um pouco mais de como você luta... Apesar de torcer para que não precise... O que me faz lembrar que depois do treino, você tem que lembrar de levar a arma que você escolheu, ela é sua... Considerando que você já passou pela parte mais difícil.

A garota mesmo que tenha começado tímida, havia passado a um tom mais animado, era possível que  Zed pudesse notar que ela acabava passando o olho, pela parte superior de seu corpo uma vez, antes que voltasse a olhar em seus olhos, Hana era uma garota estranha, havia muita vida no seu jeito de falar e de agir e mesmo em seus olhos azuis ali havia algo que a destacava do comum, ele aceitasse ou não a ajuda dela, ela iria o esperar até que desse o sinal para que voltassem para o campo de treinamento para a ultima parte da admissão do rapaz antes que pudesse se dizer que era um oficial da marinha. Por mais resistente que fosse ele ficaria dolorido por um tempo, mas isso ele teria de sobra até que começasse a parte onde ele deveria estar melhor para continuar.








Histórico:
 

Considerações:
 

____________________________________________________


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Última edição por Alipheese em Sab 21 Abr 2018, 00:13, editado 3 vez(es) (Razão : Errei alguns codes)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptySex 20 Abr 2018, 23:41





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 6 - Honra, Orgulho e Glória






Algumas pessoas acreditam que espadachins são viciados em enfrentar outros espadachins. O som de quando as espadas se chocam, o cheiro de sangue, a adrenalina por tentar e conseguir desviar de um ataque, a sensação de ter a sua lâmina deslizando sobre a pele do oponente e a dor de ter o seu corpo cortado por ele. Para alguns espadachins tudo isso é prazeroso, um prazer que se manifesta no instante que ele ergue a espada e que acaba apenas quando volta a guardá-la.

Quando perguntam a um espadachim o porquê dele gostar de lutar, geralmente eles respondem de maneira bem simples “porque eu gosto de vencer”, sim, a vitória é o que compensa tudo, o esforço, o cansaço, a dor, então por que mesmo após uma derrota o prazer deles continua? Até quando estão sangrando no chão e com risco de morte eles pensam em como será a sua próxima luta, pensam no que fazer para não perder mais. Um espadachim que foge de um combate não é um espadachim medroso, mas sim um espadachim que não ama lutar, alguém sem ambição de ser o melhor.

Ninguém entra em uma batalha com a intenção de perder, principalmente quando a derrota pode significar a sua morte, ao menos que a pessoa tenha tendências suicidas. Vencer é mostrar que você é bom, significa que todo seu esforço rendeu alguma coisa, é uma conquista, é um sonho. Ninguém almeja a derrota, ninguém treina para perder, ninguém sonha com o dia que conseguirá ser derrotado por aquela pessoa e adquirir o título de pior do mundo. A derrota é indesejada mesmo para aqueles espadachins que não querem ser o melhor, isto porque a única coisa em comum entre todos que carregam uma espada, é não ser o pior.

Vencer não é só uma questão de poder, também é status, honra, orgulho. A vitória contra um oponente poderoso lhe traz status, todos vão lhe valorizar mais após derrotar alguém com nome maior que o seu. Uma vitória digna contra alguém mantém a sua honra intacta, mostra que você não foi superado ou burro de ter encarado alguém que não podia vencer. E por fim a vitória também lhe dá orgulho, orgulho unicamente de vencer, de se sentir superior a alguém. Vencer traz alívio, alívio de saber que pelo menos não é o pior naquilo que faz.

Tanto Zed tanto o Sargento Ao tinham no rosto o mesmo sorriso durante o confronto, o sorriso de quem sente prazer em lutar, ambos carregavam no rosto a expressão de quem deseja vencer. Quando o mais jovem correu para atacar o marinheiro dando início ao combate, seu primeiro movimento de ataque foi muito bem executado, porém não teve sucesso. Na vez de atacar do sargento, Zed conseguiu escapar dele por pouco graças ao seu preparo do movimento anterior que já previa essa possibilidade, com isso criou na sequência uma acrobacia em conjunto com a sua esquiva para tentar acertar um chute no marinheiro, falhando novamente. Foi nesse instante que o loiro visualizou a chance de acertar um golpe em Ao, girando seu corpo no ar para aplicar um chute bem no rosto do desgraçado. A sensação da bicuda encaixando perfeitamente no rosto dele era uma explosão de prazer tão grande que só seria superada se ao invés do chute tivesse o queimado.

Já era uma vitória para Zed conseguir atingir o sargento com aquele chute, sua admissão estava garantida, porém não era exatamente isso que ele estava querendo naquele momento, um golpe apenas não era suficiente para ele saciar sua raiva e vontade de encher a cara do marinheiro de soco… E foi aí que Zed cometeu o maior erro do combate. Se tivesse recuado após o chute, aproveitando do breve instante que o adversário estava atordoado pelo golpe, ele provavelmente teria conseguido sair ileso, conquistando a glória de ter acertado o sargento, preservando sua honra por ter tido a coragem para enfrentá-lo e vencê-lo no desafio proposto, e o mais importante, lhe traria orgulho do seu próprio potencial, da sua própria força.

Acontece que ao se deixar influenciar pela raiva do momento, Zed não recuou quando deveria, mantendo-se próximo do sargento após acertá-lo com o chute no rosto, pois acreditava que essa era uma boa oportunidade para encaixar um segundo golpe, porém foi aí que a diferença de força pesou, e com uma rápida movimentação o marinheiro golpeou Zed em seu ombro forçando-o a largar a própria espada para que não sofresse danos maiores, em seguida, perdendo parte da sua concentração do que deveria fazer, o loiro foi surpreendido pelo ataque do sargento em suas costas, um golpe dado com tanta força que além de quebrar a espada de madeira do mesmo, também causou um impacto que jogou o garoto no chão com tamanha violência que chegou até a fazê-lo quicar e soltar um guincho de dor.

Depois de cair no chão, Zed não teve mais forças para voltar a se levantar, estava tonto por conta da batida que sofreu, e mesmo seus braços ainda sendo capazes de o levantar, ele preferiu por não fazer, sabia que ali a batalha já havia acabado… Se fossem armas reais provavelmente teria morrido.

Zed havia vencido a batalha, como dito pelo sargento tudo que ele precisava fazer era lhe acertar um golpe, e ele fez, portanto conseguiu concluir o objetivo, era pra ele estar feliz com isso, porém não estava, o jovem loiro havia sido completamente destruído, por quê? Porque nenhum espadachim gosta de perder. No instante que Zed acertou o chute, Ao deveria ter parado a luta e aceitado a derrota no desafio proposto, mas ele não o fez, pois se tivesse feito sairia dali entregando toda a honra, orgulho e glória para Zed, por isso ele continuou o ataque, por isso ele deixou o garoto caído no chão, pois somente assim ele conseguiria se sentir superior ao adversário. No fim da batalha, nenhum dos dois saiu satisfeito com o resultado, pois hoje nenhum dos dois saiu realmente vitorioso.

Ouviu o sargento dizer com ódio que ele havia passado e que deveria ir para a enfermaria, ordenando Hana que o levasse até lá. Enquanto o marinheiro afastava-se do círculo de fogo (acredito eu que teria sido apagado em seguida), a garota se aproximava do jovem caído, ainda com lágrimas ela sorriu para ele e lhe deu um cascudo seguido de um sermão.

Zed sentiu toda a energia positiva que ela lhe passava naquele momento, viu que mesmo após toda essa situação ela ainda conseguia abrir um belo sorriso no rosto, e ele a inveja por isso. Ele queria sorrir, queria agradecê-la, mas ele não era capaz disso, não conseguiria ser como ela.

- Da próxima vez eu não irei perder…

Foram essas as únicas palavras que ele conseguiu dizer até chegarem na enfermaria. Mesmo que Hana pudesse estar contente por Zed ter avançado para a fase final após enfrentar um sargento, o mesmo não conseguia ver isso da mesma forma, não conseguia enxergar o ocorrido de outra maneira senão humilhante. Mesmo que sua cabeça estivesse sendo afetada por um turbilhão de emoções, ele não pode deixar de notar o esforço de Hana em ajudá-lo, a garota se usou de apoio para que ele pudesse chegar até a enfermaria, só que não conseguia entender o porquê dela estar fazendo tanto por alguém que conheceu há uma hora atrás.

Já na enfermaria, Zed recebeu ajuda para ter seus ferimentos tratados, de acordo com o médico apenas gelo e repouso seria suficiente, enquanto para o ferimento no rosto de Hana só uma gaze já bastava. Claro que o aspirante a marinheiro não iria deixar seu orgulho de lado para admitir a dor que estava sentindo após receber um único golpe do seu oponente, mas a verdade é que doía pra caralho, e ele nem conseguia acreditar que Ao tinha uma força tão grande para conseguir lhe causar tanta dor assim.

Após buscar a bolsa de gelo, Hana de forma um pouco tímida perguntou se ele queria que ela segurasse para ele, mas dessa vez ele recusou a proposta e fez isso por conta própria botando o gelo nas costas. Ela continuou a falar sobre o sargento e a chegada dele ao QG, aparentemente ele era o principal culpado pela enfermaria estar tão cheia recentemente. Até Hana havia reparado na resistência do garoto que aguentou tão bem ter uma espada de madeira estourada em suas costas, ela ficou admirada com tamanho vigor.

- Devo isso aos deuses, eles protegem meu corpo quando cometo erros como esse… Mesmo que eles não possam me ensinar a vencer, tenho apenas que agradecê-los por tudo que me oferecem. - Explicou à marinheira sobre sua resistência.

Após mais alguma conversa com Hana, os dois concluíram que o melhor a se fazer seria esperar ali até o fim da tarde onde poderia prosseguir para o teste final de admissão já melhor recuperado. Ainda que a enfermaria fosse um lugar tranquilo que transmite boas energias por conta de seu cenário silencioso de cor branca, Zed se sentiria bastante desconfortável por ter que ficar ali tantas horas paradas, algo que para ele seria um grande saco, principalmente quando não tinha muito papo para puxar com Hana, alguém que ele havia acabado de conhecer, e bem, ele nunca foi muito bom em criar amizades, por isso sua habilidade em criar assunto era horrível.

- Sua espada, ela tem nome? Conseguiu ela aqui ou já tem alguma história com ela? - Perguntou ele logo depois que a marinheira disse a respeito da espada que havia ganhado da marinha e que já poderia usá-la caso fosse admitido.

Tentar conversar com Hana seria a melhor forma para passar o tempo, e acreditando que nenhum dos dois venha a tocar nos assuntos traumáticos de cada um, pode ser que eles consigam sobreviver a tarde inteira ali dentro, mesmo que para Zed fosse bem melhor se conseguisse sair dali pra fazer alguma coisa antes do horário estimado. Ainda que conversar fosse uma boa distração para a sua cabeça, o espadachim não conseguiria aliviar o estresse tão facilmente assim, ele ainda estava incomodado com o fato de ter perdido, já que para ele desde o começo não se tratava de passar ou não na admissão. Pior do que perder era começar a duvidar da sua própria força, duvidar da sua capacidade, duvidar do treinamento que tivera todo esse tempo com sua mãe, será que ele havia realmente sido bem treinado? Seria ele o pior espadachim do mundo? Era realmente horrível pensar nisso, tanto que sequer conseguia se concentrar no que Hana poderia estar falando com ele, e caso a garota percebesse o quão incomodado Zed estava, o rapaz responderia para ela quase como se fosse um pedido:

- Puta que pariu, eu realmente preciso botar fogo em alguma coisa...

E por hora, apenas assim ele conseguiria se sentir bem novamente.

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptySab 21 Abr 2018, 17:45


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Através do fogo e das chamas: O Sexto passo

 

O sentimento de insatisfação pareceu percorrer zed, que mesmo que tivesse sido capaz de conquistar um objetivo primário de conquistar a sua vaga dentro da marinha, dentro do embate que havia acontecido ali aquilo era insatisfatório, era longe demais do que ele precisava para saciar a própria necessidade para acalmar a chama da cólera que havia dentro de si, ambos os lados  acabaram sendo derrotados de sua própria maneira, uma vez que Ao queria humilhar por completo o rapaz e Zed queria dar muito mais do que um simples chute no Sargento mas no fim os deuses estavam ao seu favor, por mais que talvez ali não parecesse o resultado que ele obteve ali, pelas consequências e ferimentos que ali habitavam o seu corpo, não poderiam ter outra palavra para definir melhor do que “milagre”. Por algum motivo ainda havia estranheza por parte do loiro, talvez devido a vida ter sido cruel demais para que ele pudesse reconhecer a gentileza pura, ou talvez simplesmente por se recusar que isso poderia se apresentar para ele, ainda mais quando ainda carregava fortes dúvidas sobre o seu passado.

Mesmo que o rapaz tivesse ali em um primeiro momento recusado a ajuda de Hana, ela se faria presente ali, talvez se aproveitasse do fato de acompanhá-lo a enfermaria para que não tivesse de voltar às  suas funções ou talvez estivesse genuinamente preocupada com o estado e a recuperação de Zed, pelo pouco que ele havia visto da garota, não seria errado assumir que havia um pouco de cada um desses elementos para formar a realidade, não só se preocupava com a recuperação e desejava que o rapaz tivesse sucesso em ingressar, como também era conveniente para ela que pudesse passar esse tempo junto ao rapaz, que se mostrou uma companhia muito mais agradável, por mais que ele se apresentasse muito como uma rosa cheia de espinhos, sendo alguém difícil para se aproximar de verdade, sabiam ali muito pouco um sobre o outro e talvez isso fosse positivo até determinado momento, Zed não queria ali ser invasivo, mas o mesmo aplicou-se a garota e a garota ao ouvir novamente um sinal da fé do garoto se interessou sobre do que se tratava a religião de Zed, não havia uma religião por parte da garota que ela pudesse dizer seguir, mas acreditava que ao ouvir e entender melhor sobre o que outra pessoa tinha como sua crença, poderia entender um pouco mais sobre como era a pessoa de forma mais íntima do que geralmente é revelado. Mas, no momento em que foi perguntada sobre sua espada, foi possível ver que a garota por um momento abaixou os olhos e de canto surgiu um sorriso de canto, por mais que não fosse difícil para que ele pudesse ver a garota demonstrar esse lado mais dócil, nesse momento poderia sentir vindo dela pelo conjunto de sua expressão corporal e facial que aquele era um assunto que a fazia ter boas memórias, uma espada que tinha um nome, tinha um significado assim como também fazia parte do espadachim que a levava aos eu lado, como uma extensão de si.


-Minha espada? Você pode rir, mas Kaguya é seu nome… Sim o mesmo nome da princesa...Essa era a espada da minha família, não tinha um valor maior do que o sentimental e o seu nome acabou a vir de modo a honrar minha família e ao fato de eu hoje estar aqui, lutando para fazer com que minha vida ter continuado tenha feito algum sentido… Não é bem uma história tão bonita e talvez seja íntima demais, eu não lembro de ter contado para alguém...Mas não é como se alguém tivesse perguntado...Eu não sou nativa de Shells town e talvez por isso meu jeito de falar ou até mesmo de agir seja estranho, não era incomum de onde eu vim que espadas pudessem ser a representação de uma família, você se surpreenderia de fato do quão longe venho, mas essa é história para outro dia...A minha casa foi uma de várias outras da região que sofreram com o ataque de uma arma incendiária de um pirata ao qual sequer sou capaz de lembrar o nome apropriadamente… Eu fui a única sobrevivente, por algum motivo os deuses acabaram por decidir que eu continuasse a viver, mesmo que todo mundo que eu conhecia, sendo minha família ou os amigos que eu tinha já não estavam mais ao meu lado, tudo o que havia sobrado para que eu me lembrasse de quem eu era, havia sido a espada e nesse momento eu lembrei do conto que uma vez eu havia ouvido, quando a pessoa que me resgatou em meio aos escombros me perguntou o nome da espada, ao me ver tentando a proteger com meu pequeno corpo e esse foi o nome...Hoje eu penso que faz muito mais sentido, já que eu me recusei a partir…Como se eu tivesse ainda um propósito na terra que me impediu de ascender aos céus… É estranho né? Mas hoje eu sou feliz por estar aqui, muito tempo se passou e… Por mais que eu realmente não goste do fogo, ainda acabei aprendendo a me virar bem na cozinha e me alistei na marinha, onde eu posso ajudar para que outras crianças não tenham que passar pelo mesmo hahaha… Eu gostaria de ouvir um pouco mais sobre você, seus olhos parecem demais aos de alguém com dor… Peço perdão se o sufoquei um pouco.



A garota de cabelos castanhos, por mais que fizesse muitos rodeios, acabava revelando muito sobre si a Zed, talvez tivesse sentido ali a segurança para que pudesse conversar ou talvez algo nela tivesse feito com que fosse importante para que ela pudesse tirar isso do próprio peito, pelo seu tom de voz e a forma como ela contou, parecia que era algo que por mais que tivesse se passado um bom tempo, ainda era dolorido e para que ela pudesse assim lhe contar sua história, muita força foi necessária para que suas palavras sempre soassem como uma doce lembrança, ao invés de uma tragédia, por mais que fossem muito diferentes, em suas histórias havia algo em comum, haviam perdido o que consideravam o seu lar e as pessoas amadas ao seu redor, haviam ali achado que a morte havia os abraçado, quando os deuses lhe deram outra oportunidade de mudar o próprio futuro ao escolher uma direção para seguir, Hana poderia devotar-se a fazer a diferença na vida das pessoas através da marinha, mas qual seria a resposta de Zed? Teriam os deuses apenas o salvado para que ele pudesse encontrar sua vingança contra sua mãe? Muitos pensamentos poderiam vir a lhe acometer naquele momento, mas a dúvida havia vindo como várias portas para os mais diversos caminhos que o rapaz poderia ali escolher para o próprio futuro. O que não faltava a eles era tempo, de fato havia muito tempo para que conversassem até que Zed pudesse melhorar o suficiente para que pudesse prosseguir com seu último teste e por fim que tivesse delegada a ele alguma função.
No entanto, mesmo que houvesse dúvida, a frustração  parece ainda existir dentro do rapaz de olhos vermelhos e naquele momento sua compulsão parecia gritar dentro de si, como se precisasse extravasar aquele sentimento de alguma forma, e não poderia ser outra senão queimar algo, não seria difícil pensar que o Sargento Ao seria o melhor combustível possível, mas era difícil pensar que pudesse fazer algo do tipo, havia passado-se algum tempo e Zed já poderia caminhar sozinho, por mais que não pudesse fazer muito esforço físico e ao ver o pedido do rapaz, mesmo sem entender direito, Hana acabou por respirar fundo, enquanto tentou levar aquilo como se fosse um meio do garoto se livrar do sentimento ruim.

-Ok… Venha comigo, se isso vai te fazer se sentir melhor… Mesmo que eu não ache que seja algo saudável, vou te ajudar, mas você vai ter de me contar mais sobre os deuses que você acredita, se formos colocados em um mesmo esquadrão, combinado?

Era estranho como a garota poderia ainda passar uma imagem tão iluminada de si, mesmo depois do que havia dito, havia ali provavelmente uma força  mental imensa, para que ela pudesse tentar iluminar os outros, quando ela mesma poderia estar abalada, não esperando muito pela resposta do garoto ela o puxou pela mão, o loiro poderia ali com sua força física impedir que ela o levasse, mas sem que houvesse algo ruim que a garota pudesse a lhe oferecer naquele momento, na melhor das situações ela conseguiria algo para que ele queimasse e pudesse sentir-se melhor.Sendo guiado novamente pela garota, ele teria a visão das costas da garota e de seus longos cabelos que esvoaçavam com o movimento, seus passos não eram rápidos, respeitando o limite da dor do rapaz para que não fosse difícil ou pudesse atrapalhá-lo em sua recuperação e não demorou muito para que chegassem ao local onde a garota parou de puxá-lo, tendo uma noção melhor sobre o ambiente que o cercava, poderia ver que era uma região também azulejada, com uma coloração também branca, assim como da enfermaria, no entanto a umidade ali era notável, fazendo com que ele não precisasse muito para concluir que estava em um dos vestiários, não havia outro lugar para que ele pudesse saciar a sua vontade que não fosse aquele lugar, não havia o risco de ativar alarmes de incêndio e pelo próprio ambiente não havia como ele causar mais do que um incêndio controlado, a garota não precisava dizer muito para que ele pudesse saber o que deveria fazer, mas havia ali ainda um obstáculo, como ele iria fazer isso?

-Espere aqui,Zed-chan… Vou ver se consigo um fósforo...P-por favor, não faça algo tão grande…


Era notável o desconforto da garota ao ajudar com aquilo, para alguém que tinha tanto medo do fogo, ajudar para que ele pudesse saciar sua compulsão, mesmo sem entender era notavelmente algo difícil. Zed teria pelo menos um minuto sozinho, desde que a viu entrar na sala do armazém a sua frente e quando a garota havia retornado, ela entregou em suas mãos uma caixa de fósforos onde havia apenas um único palito de fósforo e um jornal, que continha a foto do Sargento Ao, por mais inocente que parecesse a garota ali havia fornecido a ele não só o material para que ele pudesse queimar com prazer, mas também o meio para que o fizesse, talvez  ela tivesse entendido que ele ainda guardava rancor, ou talvez ela mesma guardasse, Zed só saberia se perguntasse a garota então faria um sinal de joinha para Zed, enquanto se virava de costas, tanto em sua expressão, como pelo tremer de seu corpo era notável que aquela era uma posição muito ruim para ela, onde ela ficaria de sentinela para que ele pudesse usar uma das latas de lixo para botar fogo no jornal.






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Assim que Zed tivesse terminado, ela os guiaria para o campo de treinamento, onde Zed iria enfrentar sua última etapa, a garota parecia disponível para perguntas caso ele tivesse em meio ao caminho se mostrou a ele um livro aberto, revelando muito sobre si. Algo que poderia parecer idiota para Zed é como a garota havia sido amigável a esse ponto com ele, por mais que ela pudesse ali expressar admiração rapaz como uma forma de amizade, talvez a idéia de seguir a vida como marinheiro não soasse tão ruim se tivesse amizades do tipo ou pudesse compartilhar de seus ideais, o rapaz não tinha para onde voltar, mas tinha muitos lugares para onde poderia ir. Quando chegaram ao campo de batalha, Ao não estava mais ali, mas sim uma figura muito conhecida pelos habitantes de Shells Town, segurando uma folha de formulário em suas mãos e com um martelo preso a cintura, para qualquer um que tivesse alguma informação, saberia que aquele era o Sargento Hamaku Thor, lider do QG e responsável pela proteção da ilha, Zed ainda não sabia o que era o papel na mão do homem e talvez não fosse capaz de identificar quem era, apenas tinha pistas pelo seu uniforme cheio de medalhas e condecorações que ele era alguém acima do Sargento que ele havia lidado mais cedo.

- Oh, Hana… Esse é o Senhor Explode-e-Queima-Tudo-Zed? HAHAHAHA, que modo genial de preencher a ficha! Peguem seus equipamentos e comecem o treinamento, vocês devem dar dez voltas em torno do campo de batalha, carregando suas armas em suas cinturas, terminando eu quero vinte flexões e vinte abdominais de cada, se o rapaz for capaz de acompanhar o seu ritmo e aguentar até o fim, não vejo porque não dar-lhe um uniforme e uma missão.


O homem falava alto, chamava muita atenção para si e se fazia sentir que era o líder do local, Zed estava a frente de seu último desafio antes de adentrar a marinha. O que faria o rapaz dali pra frente?







Histórico:
 

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptyTer 24 Abr 2018, 19:04





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 7 - O propósito de cada um






Por mais estranho que para ele fosse, passar aquele tempo com Hana era algo bom, lembrava a ele seus tempos de criança quando conseguia fazer amizade com alguém depois de tentar ajudá-la a se defender de um valentão e acabar apanhando por isso. A diferença entre o passado e o agora é que Zed dessa vez não tinha a intenção de se aproximar de Hana, não fazia parte do seu objetivo criar amizades aqui, por isso era uma sensação estranha para ele ver a garota entrando assim na sua vida, ao mesmo tempo que gostava da presença dela e se sentia agradecido por tudo que ela estava fazendo, outro lado de Zed, porém, achava a garota invasiva e chata por não lhe deixar em paz desde que botou os pés no QG.

Respondendo a pergunta que lhe foi feita, Hana começou a contar a história de sua vida, explicando mais sobre a sua espada Kaguya e também da origem de suas queimaduras, que surgiram devido a um ataque pirata à região onde ela morava. Ela acredita que deveria ter morrido no ocorrido, mas teve a sorte de ter sido salva por alguém e assim se tornar a única sobrevivente do ataque incendiário daquele dia. O fogo lhe tirara tudo, casa, amigos, família, só não conseguiu lhe tirar a vida, deixando-a sobre a terra por mais um tempo, mas semelhante a visão que a garota tinha, Zed pensou que talvez os deuses teriam a salvo para dar a ela a chance de cumprir uma missão, mas se eles fariam mesmo isso por uma infiel era algo que o deixaria se questionando.

Contudo, Zed não poderia deixar de comparar a semelhança na história dos dois, ainda que as causas fossem diferentes, as consequências eram as mesmas, haviam perdido tudo e agora carregam cicatrizes do passado acreditando no propósito de que permaneceram vivos para concluir algo maior. Ainda que estivesse ali se criando uma empatia pela menina, Zed não conseguia se sentir totalmente bem ao lado dela, talvez Hana não fosse capaz de perceber isso, porque de certa forma isso também era natural da personalidade do jovem loiro. Não é como se ele fosse uma pessoa solitária, muitas vezes quando navegava com sua mãe ele interagia com os tripulantes dela por algumas vezes gostar de se socializar, só que mais ainda ele também era muito bom apreciador da solidão, gostando de usá-la a seu favor para refletir, estudar e treinar, coisas que muitas vezes não consegue fazer tão bem quando acompanhado de outra pessoa.

Quando a garota disse que queria saber mais sobre ele, Zed sentiu-se pressionado a contar para ela o que lhe aconteceu no passado assim como ela fizera, porém ele se manteve calado, Zed não era bom em abrir seus sentimentos dessa maneira, e com o seu trauma ainda fresco na sua cabeça como um acontecimento tão recente, era pedir demais para que ele conseguisse se abrir assim para uma estranha. Certamente não era culpa de Hana, afinal ela não teria como adivinhar que ele teria passado por algo tão pesado e que para a cabeça de Zed seria como se tivesse acontecido ontem.

Por um momento ele sentiu vontade de gritar para que ela fosse embora, deixá-lo em paz, sozinho, mas não gritou, pensou também em começar a chorar, abaixar a cabeça, esconder o rosto, mas não chorou, ao invés disso, ele permaneceu em silêncio. O que ele falaria a seguir era unicamente para mudar de assunto, ainda que houvesse um pouco de curiosidade na sua pergunta.

- Para alguém que tem medo do fogo você cozinha muito bem, seu bentou estava maravilhoso, o que mais você consegue fazer? Seria interessante saber quais são as suas comidas preferidas caso queira mesmo que eu lhe pague um almoço… Não seria nem um pouco divertido se você gostasse de comer caviar.

Zed seguiria com os assuntos de forma tão natural que a marinheira provavelmente nem perceberia que ele fizera isso para evitar o assunto sobre seu passado, pois de forma muito inteligente o garoto usava as suas perguntas como uma forma de dar a Hana aquilo que era parecia buscar, que era descobrir mais sobre ele. No assunto da comida, logo após a resposta da garota, Zed revelaria sua paixão pela comida apimentada e o calor que ela é capaz de transmitir ao corpo de quem come de forma tão mágica, já no assunto que puxaria a seguir, livros, Zed mostraria seu lado mais intelectual e seu prazer pela leitura, tendo grande facilidade em ler livros de temas diversos, mesmo que seu foco de treino seja o corpo e não a mente. Com o passar do tempo na enfermaria, os dois iriam se conhecendo melhor, mesmo que tudo tivesse início apenas para que Zed evitasse um assunto, no fim, o resultado era bastante satisfatório para ambos.

Mais tarde, após muito assunto trocado, Hana pediu para que Zed, agora já um pouco melhor das dores, a acompanhasse até um local mais reservado para que pudessem fazer aquilo que iria deixar o garoto mais relaxado. Era visível que ela se sentia um pouco insegura com essa ideia, até porque havia acabado de conhecer Zed e para ela isso deve ser um grande passo em um relacionamento. Depois de tanto conversarem ela já sabia que ele tinha um gosto peculiar, mas ainda assim ela estava disposta a dar esse prazer a ele, mesmo sabendo a dor que isso poderia lhe trazer. Quando chegou a hora, ela virou de costas, era possível ver pelo seu corpo tremendo o quanto estava nervosa, provavelmente ela nunca havia feito isso com outra pessoa, era sua primeira vez, mas Zed não se importou, ele precisava muito disso depois de tanto tempo sem. Assim que começou, ele já conseguiu sentir o quão quente era, relembrou como é gostoso fazer isso e ter novamente essa sensação única de calor se espalhando por todo seu corpo, e mesmo quando terminava ele ainda sentia os efeitos do prazer permanecerem por mais um tempo dentro de seu corpo suado. Queimar era realmente maravilhoso.

- Aaaaaaaah. - Gemeu Zed quando o calor do fogo quase queimou suas mãos por ter se aproximado demais. - Hana, isso é muito bom, eu realmente precisava disso, obrigado… Desculpe se não foi bom pra fazer, posso te recompensar outro dia, além de lhe contar um pouco mais sobre os meus deuses.

Se antes ele tivera vontade de expulsar Hana de perto dele, agora ele se sentia completamente arrependido de ter pensado nisso, afinal a garota havia lhe dado aquilo que ele mais queria no momento: algo pra queimar. A ideia de ter sido uma foto do Sargento Ao apenas melhoraram as coisas, de fato Hana havia entendido bem sobre a pessoa de Zed, mesmo que até então só tenha mostrado a ela seu lado superficial.

Ainda antes de ter botado fogo na foto e se possível também no restante dos papéis do jornal onde ela se encontrava, Hana se ausentou por um breve minuto do vestiário para buscar por fósforos, quando ela retornou se deparou com Zed ajoelhado no chão do vestiário diante do que iria vir a se tornar a sua oferenda. O cenário branco e tranquilo do vestiário, parecido com o da enfermaria, trouxeram para o devoto tudo que ele precisou para aquele momento especial.

- Queria poder lhe oferecer algo melhor, mas com tudo que me restou isso é o máximo que consigo por agora… - Falou Zed com os olhos fechados e as mãos sobre os joelhos. - Ainda não descobri porque me deixaram aqui ou porque me tiraram tudo, sei que vocês devem achar que eu tenho um propósito a cumprir aqui, mas se não me mandarem forças para isso, não sei se irei conseguir… - Enquanto falava tudo isso, Zed não sabia se Hana já havia ou não retornado, e em seguida, recitou:

“Entrego a ti que estás no céu junto ao sol. Mãe da luz que nos ilumina, dona do dia que nos traz vida, aceite de bom grado aquilo que queimarei por ti para que a escuridão afaste de mim. Pelo fogo me abençoa, pelo fogo eu lhe agradeço. Pelo sol que sempre queima, bendita seja a sua chama, Amaterasu.”

Ao fim da oração, pegou o fósforo dado a Amaterasu e o acendeu levando-o em direção ao papel à sua frente, queimando-o no mesmo instante. Na sequência, Zed fechou as duas mãos em um sinal de prece e permaneceu observando o fogo arder adiante, ajoelhado, concentrado e em silêncio. Após alguns segundos ele levantou, agora com as chamas um pouco maiores e fazendo o calor já se espalhar pelo local, fora nesse instante que o rapaz perdeu seu lado sério e abriu um sorriso de prazer no rosto, erguendo as mãos até o fogo para sentir o calor mais de perto.

Quando anunciou para Hana que havia terminado, Zed não fez nenhum esforço para ajudar a garota a apagar o fogo, mesmo que para ela fosse muito mais difícil fazer essa ação. “Desculpe, seria desrespeitoso da minha parte apagar o fogo da oferenda”, diria para ela caso pedisse por ajuda. Ao fim, tudo daria certo e com isso Hana guiaria Zed até o local onde faria a última etapa do seu teste de alistamento na Marinha. Durante o trajeto, pensar sobre o alistamento fez passar pela cabeça do loiro uma pergunta, a mesma que a jovem marinheira já havia lhe feito no início do dia.

- Qual foi o motivo para você querer entrar na marinha? - Perguntou de forma bem direta, sem nem ao menos puxar um assunto antes para preparar a pergunta. - Com o talento que você tem com comida eu vejo a sua entrada na marinha quase como um desperdício, dedicando-se na profissão de cozinheira você poderia crescer mais rápido e mais fácil do que por esse ninho de cobra do governo onde estamos.

Era uma pergunta que queria fazer, uma pergunta que precisava fazer, mas que também não iria impedir o caminho deles de volta ao campo de treinamento. Quando viu que o Sargento Ao não estava mais ali, Zed não sabia se sentia-se aliviado ou enfurecido por não poder ter uma revanche contra ele, que certamente é um pensamento estúpido já que mal havia se recuperado da dor em suas costas. Ao invés de Ao, estava ali outro marinheiro, ele segurava uma folha nas mãos que poderia chutar ser o seu formulário, mas o que lhe chamava atenção mesmo era o martelo que ele tinha preso na cintura e o grande número de medalhas que ele carregava em seu uniforme, mostrando que provavelmente estava acima do Ao dentro do QG.

- Haha, obrigado, cara, digo, senhor! - Agradeceu ele depois de ser elogiado, então ao perceber que poderia estar falando com alguém muito importante, corrigiu a maneira como se referiu a ele e fez uma continência.

Quando o Sargento Hamuku Thor explicou o que seria o seu teste final, Zed deixou escapar um guincho de espanto, ok, correr pelo campo fazendo alguns exercícios era moleza… Para pessoas que não estão com uma lesão em recuperação nas costas! Como se não fosse suficiente dar as dez voltas e fazer as vinte flexões e vinte abdominais, ele também precisaria carregar com ele a sua arma, que talvez o sargento não tenha lido direito no formulário, mas espada G.p.C significa GRANDE PRA CARALHO.

- Ok, eu aguento fazer isso… - Disse Zed convencido de que poderia suportar a dor restante mesmo carregando sua mais nova espada ao fazer todos esses exercícios. - Espero que pelo menos no final disso tudo eu não receba uma missão dizendo pra sei lá, limpar uma bosta gigante que tá a 20 anos entupindo o vaso de um banheiro.

Seguindo as ordens do Sargento responsável pelo QG de Shells Town, Zed começou primeiro a correr pelo campo de treinamento, que para relembrar era uma área aberta onde a neve continuava a cair, ou seja, nosso jovem esquentadinho não era muito familiarizado com esse clima.

- Neve de merdaaaaaaaaaaaaa! - Gritou ele enquanto corria pelo campo balançando a mão no rosto para evitar a neve de cair sobre ele. - Vou correr isso aqui tão rápido que o calor do meu corpo vai te evaporar antes de encostar em mim!

E com essa motivação, Zed permaneceu correndo e correndo até perder as contas de quantas voltas já havia dado, sendo provavelmente instruído por outra pessoa a parar de correr e começar os abdominais, que tirando a parte de deitar na neve fria não era nada demais, o loiro conseguiria fazer até que rápido, o problema mesmo começava quando era a hora das vinte flexões, pois depois de ter corrido mais que o necessário e ter feito os abdominais, ele começava a sentir que estava ficando cansado, talvez estava um pouco enferrujado e precisava voltar a treinar mais. Quando se abaixou para fazer as flexões, Zed sentiu o peso da grande espada em suas costas pressionar seu ferimento, mesmo que já estivesse bem recuperado, todo o contexto acabava fazendo a dor lhe atrapalhar mais do que deveria, por isso cada uma das vinte flexões era uma luta contra seu próprio limite.

- Eu não vou perder o teste de admissão para mim mesmo… - Falou enquanto estava subindo para sua décima sexta flexão e seus braços tremiam mais do que o normal.

“Ele não vai aguentar”, “nossa que fraco”, “o que esse cara tá fazendo querendo entrar na marinha?”, essas provavelmente eram as frases que estavam sendo dita por aqueles que o observavam no campo de treinamento. Quando terminou a décima sétima até mesmo ele pensou que talvez não fosse conseguir mais três, mas qual seria o seu propósito se chegasse até aqui e fosse embora por que não conseguiu fazer mais três flexões? E então foram dezoito quando se lembrou do porquê de estar ali, ele precisava desse emprego, ele precisava se alistar na marinha para conseguir poder de maneira simples, ele precisava da marinha para conseguir sair dali e encontrá-la. Ele nem estava mais sentindo seus braços quando chegou na décima nona, quando desceu os membros para realizar a flexão por muito pouco ele não cedeu e deixou o corpo cair por completo no chão, estava apertando seus dentes com tanta força um contra o outro que pensou até que poderia precisar ir ao dentista depois disso, o suor quente escorria por seu corpo e pingava na neve gelada fazendo pequenas quantidades de vapor subir. Estava ultrapassando seu limite, mas mesmo assim ele não desistiu, faltava apenas uma, faltava apenas a vigésima, mas o que parecia ser apenas uma flexão, para Zed significava muito mais.

- Eu vou passar… - Disse ele com o nariz quase tocando o chão, seus braços tremiam e seus músculos pareciam se romper dentro de sua pele. - Vou te superar me tornando o melhor marinheiro dessa merda… - E então começou a usar toda a força que ainda tinha para conseguir erguer novamente o corpo e completar a flexão. - E depois eu vou te caçar, e te matar! - E foi aos poucos conseguindo desdobrar os braços. - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

E junto com o seu grito, Zed conseguiu concluir sua vigésima flexão, definitivamente a flexão mais difícil que já fez ou faria em toda a sua vida. Após a conclusão, não aguentando mais mover nenhum músculo do corpo, o garoto jogaria-se para o lado e cairia de costas no chão gelado, respirando ofegante enquanto ficaria olhando para o céu esperando o resultado do seu teste de admissão.

- Vai precisar se esforçar mais se não quiser ter a patente ultrapassada por mim. - Diria Zed caso Hana viesse o ajudar depois do seu esforço, já considerando também que com isso o Sargento iria aprovar sua entrada na marinha.

Falando em sargento, Zed seguiria as instruções seguintes dadas por ele, onde deveria ir, o que precisava assinar, se haviam mais testes que precisavam ser feitos, tipo aqueles pra saber se ele é ou não um psicopata, mas tanto faz, ele nem se importava com o que fosse precisar fazer desde que ouvisse a confirmação do seu alistamento... Porém ele pediria que lhe dessem dez minutos pra descansar e recuperar os movimentos do seu braço, pois temia que fosse começar sua carreira sendo conhecido como o espadachim sem braços, o que não é impossível, se não usasse uma espada que tem quase o seu tamanho em comprimento.

E após tudo isso, os deuses já sabiam que aquele era o momento do nascimento do marinheiro que explodirá o mundo.

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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptyTer 24 Abr 2018, 22:14


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Através do fogo e das chamas: O Sétimo passo

 

O modo de agir de Hana ainda era algo muito estranho para Zed, diferente dos ferimentos do corpo que com sua resistência logo poderiam curar, os ferimentos que estavam gravados em sua mente, em sua alma e em seu coração não seriam facilmente superados, ainda era um sentimento que ali queimava em seu peito e talvez, mesmo a gentileza e a bondade genuína teriam dificuldade para sobreviver em meio ao inferno que se proliferava dentro de Zed,  como a única flor ousada o suficiente a tentar surgir no jardim infernal. Tinham muito em comum, talvez até de uma forma irritante, visto que ambos lidaram com a própria dor de formas diferentes, enquanto uma floresceu com a gentileza, no outro ainda habitava a destruição no entanto era importante citar que Hana teve muito mais tempo do que o loiro para lidar com o que havia passado, assim como também não tinha uma pessoa para atribuir a culpa, Zed por outro lado conhecia muito bem quem havia lhe causado tanta dor em sua vida.

Os olhos da garota se direcionavam aos olhos de Zed e mesmo que ela tivesse ali sentindo segurança o suficiente para que pudesse contar sua própria história, talvez tivesse sido muito inocente ao pensar que poderia saber mais sobre o garoto em tão pouco tempo e naquele momento, ela tentou não fazer com que ele entrasse em um território que o deixaria desconfortável, talvez estivesse sendo invasiva demais, sufocante e isso a incomodou por não saber como poderia lidar melhor, em frente  a pergunta do garoto, acabou tendo de respirar fundo para que não pudesse rir e soar mal educada em relação ao rapaz, afinal o término de sua frase, quase havia montado uma piada pronta.

-Bom, Zed-chan essa é uma pergunta bem comum, para os poucos que descobrem que eu tenho esse problema com fogo… Eu geralmente sou melhor fazendo sobremesas ou pratos que não precisam tanto do uso de fogo, o calor na comida pode ser realçado de outras formas com o uso de temperos e pimentas, para que se possa aquecer alguém… Por mais que um prato frio seja estranho haha.... Bom, talvez eu pudesse enfeitar e dizer que aprendi por uma boa causa mas, eu aprendi porque é mais barato para viver se eu mesma comprar e cozinhar, o salário de oficial não é muito alto, já vou logo te avisando… O que eu gosto de comer? Em especial eu gosto mais dos doces que vem depois da refeição do que ela em si, mas não pensei que você havia me levado tão a sério Zed-chan mesmo que pareça ser tão agressivo é um cavalheiro por dentro haha? Você não precisa me pagar um almoço se não quiser, eu geralmente faço a minha própria comida, mas a comida do refeitório também é muito boa, você se surpreenderia o quantos marinheiros existem que poderiam deixar chefs boquiabertos! Caso você queira mesmo me compensar pelo café da manhã, você pode comprar um sorvete pra mim ou algo do tipo, não quero que gaste seu primeiro salário inteiro comigo. Até porque, já passou um pouco da hora do almoço, não? Quando você for um marinheiro de verdade, como eu, você vai sentar comigo no refeitório e eu não quero desculpas.

Seu tom de voz durante toda a conversa era algo firme e havia pausas em seu monólogo onde ela olhava para cima, como se consultasse um balão de falas ou de pensamentos para que se lembrasse de como seguir com a conversa ao fim do que ela tinha a falar ela levou uma das mãos aos ouvidos, como se esperasse uma resposta dele, e finalizaria com um sorriso capaz de aquecer até mesmo o mais frio coração ao rapaz.
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A forma como ela havia lhe respondido de fato faria difícil acreditar que ela não teria mais pensamentos em sua cabeça sobre ele tentar evitar a deixar que ela  pudesse se aprofundar mais em sua vida, mas seu interesse no garoto cresceu um pouco, quando ele revelou sobre o tipo de comida que gostava, mesmo que não fosse muito boa no uso de pimentas, sabia usar algumas e talvez um dia pudesse até fazer um bento ao garoto se ele lhe ajudasse a comprar os ingredientes, mas o que a surpreendeu de forma positiva, talvez não pudesse esperar que ele teria a calma para que pudesse desfrutar de um bom livro, prosseguiria o ajudando a saciar a vontade que o seu corpo tinha pelo calor e ao presenciar de longe o rapaz rezando, ali teve uma melhor compreensão sobre o que se tratava, a garota teve o cuidado e a sensibilidade para ali não se fazer notada ou atrapalhá-lo, mas no momento em que ele botava o fogo, era inevitável que fosse possível ver o medo, por mais que ela estivesse de costas. Frente as palavras de Zed de agradecimento ela poderia apenas responder com uma voz um pouco trêmula e frágil, para a garota que a todo momento parecia ter uma força mental incrível.

-N… Não se preocupe com isso Zed-chan… Quanto ao fogo se apagar… Assim que acabar de queimar o papel… Não  há o risco de que ele continue a viver, não há outras coisas inflamáveis…

Quando estivessem mais afastados do local ao pouco a garota pareceu recobrar a sua postura e frente ao comentário de Zed, ela acabaria rindo, com suas palavras e sua pergunta, o loiro ainda era um infinito poço de mistérios para ela, era difícil decifrar, por mais que fosse incisiva e insistente no que muitos talvez não fossem.

-Obrigada pelas palavras gentis, um dia eu quero saber a sua real resposta… Quando você puder me ver como uma amiga e não só como a garota estranha que  é invasiva haha… Bom, eu me juntei por acreditar que eu poderia ajudar mais as pessoas, de forma direta...Eu sou só uma oficial, algo que em breve você também será quando passar pelo último teste, então minhas missões não foram grandiosas mas, eu já fiz a diferença na vida de algumas pessoas, o salário como oficial não é muito alto mas, você ver o sorriso de uma criança que achou seu caminho de volta pra casa ou mesmo o olhar de alguém que teve um item de imenso valor sentimental recuperado, valem mais do que berrys. Talvez você me ache meio brega por isso, mas é essa a maior razão, eu poderia ter me juntado como uma agente do governo mas, assim eu só ajudaria os nobres ou aqueles no poder e talvez seja por isso que você também tenha procurado entrar, mesmo que exponha seus espinhos, eu consigo ver que no fundo há um coração gentil… Talvez beeeem lá no fundo haha.


 A garota continuou a olhar em frente, até que ao final voltou a um tom zombeteiro mostrando de leve a língua ao rapaz como uma atitude infantil para provocar um pouquinho e ver qual seria a sua reação, o treino se revelaria um desafio incrível a Zed, pois a sua espada que ele mesmo classificou como GCP tornava cada uma das tarefas muito mais desafiadora, no entanto a sua determinação queimava de uma forma que muitos oficiais poderiam se sentir intimidados durante a corrida, mesmo que seu corpo estivesse debilitado, talvez a excitação fosse tanta no momento que ali os números pareciam apenas detalhes, sendo Hana aquela que se esforçou para alcançá-lo  para que ele parasse, pois já havia dado ali três voltas a mais do que o necessário. Sua determinação afastava muita gente de sequer treinar ao seu lado, eram palavras violentas e que eram expressadas de forma intensa e o sargento naquele momento só poderia rir de como era excêntrico esse candidato ao invés de reprimi-lo, sua autoridade por si só se auto-afirmava, não precisava reprimir alguém para que soubesse que estava no comando.

Ele havia feito ali os demais passos para a sua admissão, mas em especial ali havia se provado um desafio amaldiçoado as flexões, o peso da espada fazia uma diferença enorme e talvez pudesse estar um pouco enferrujado, não sabia quanto tempo seu corpo havia passado deitado, mas sabia que não poderia ser derrotado por si mesmo, não ali. Apesar das maldições que saiam pela sua boca, naquele local ele havia passado os limites de seu próprio corpo, sendo obrigado a ofegante descansar um pouco, assim como recobrar o ar, não havia dúvidas de seu sucesso mas a confirmação a ele seria muito esperada. Uma sombra se fazia sobre sua cabeça e esta era do sargento.

- Haha, você é forte rapaz, sinceramente não esperava que você fosse completar o circuito com essa arma enorme em suas costas, até mesmo eu talvez tivesse dificuldades. Você passou rapaz, como você e Hana parecem ter se dado bem, vou deixar com ela a prova de sua marca de admissão para que assim que você conseguir se erguer possa usar para ir ao almoxarifado pegar seu uniforme, tome um banho, coma alguma coisa e me encontre em minha sala, a esta altura os demais testes já devem ter terminado e eu estarei lá, para atribuir a você sua primeira missão. Me de licença que irei acompanhar o resto dos candidatos de hoje.


O homem então se afastaria de Zed, entregando a garota uma pequena medalha para que ela  entregasse ao loiro, quando ele se levantasse, a mesma havia se aproximado do rapaz que continuava deitado, a visão que ele tinha dela quando lhe estendeu a mão era o que muitos poderiam dizer que era privilegiada e o grande sorriso em seu rosto era claro, mesmo que as palavras do rapaz dessa vez a provocassem, como se houvesse uma rivalidade saudável entre os dois.
-Bom, podemos dizer que estamos em uma posição justa então haha, bem vindo a marinha Zed-chan, eu não sou mais a sua superior, no entanto não reclamaria  caso você quisesse ainda me reconhecer como sua senpai hahaha, vamos lá, eu não vou facilitar para que você passe a minha patente, mas ficaria orgulhosa de te ver lá de qualquer forma haha. O vestiário, provavelmente você sabe como chegar, é o mesmo local onde eu te dei aquela pequena ajuda, se você quiser eu posso te levar diretamente para o almoxarifado para que você pegue as suas roupas antes de entrar no banho ou eu mesma posso pegar pra você e deixar em um lugar acessível a você para que você se troque a vontade para que me acompanhe até o refeitório, não vou jantar sozinha, então vou te esperar viu?

A garota oferecia a Zed a total escolha de como os próximos passos de Zed seriam feitos, Zed teria acesso ao seu uniforme e a medalha de admissão para que pudesse ele mesmo colocar em seu uniforme a água quente que poderia ser maravilhoso para a fatiga muscular que sentia e para que pudesse por fim também analisar melhor o estado do próprio corpo. Quando por fim terminasse seu banho, tenha ele aceitado a oferta da garota ou não, ela estaria à sua espera e caso o cabelo de Zed estivesse mais arrumado ou seu cheiro estivesse melhor, a garota provavelmente brincaria com ele, ao vê-lo vestido com o uniforme.

- Oh, olá senhor oficial, você viu por acaso meu amigo Zed-chan? Ele tinha um rosto parecido com o seu, mesma altura e uma atitude bem forte! HAHAHA, você ficou ótimo Zed-chan, quem diria que quando falam que a roupa faz o homem, eles tinham razão. Vamos, vamos, antes que tenhamos de pegar uma fila!

A garota dizia de forma vívida, oferecendo a ele a mão para guiá-lo, sua atitude energética poderia fazê-lo pensar se a pilha da garota acabava alguma hora, pois agir com tanto entusiasmo por tanto tempo sem dúvida seria cansativo. Quando chegaram ao refeitório, Zed poderia sentir suas narinas serem invadidas por diversos aromas maravilhosos, havia uma fila pequena e de longe ele poderia ver alguns marinheiros e marinheiras, trajando uniforme similar ao dele com toucas de cozinha no lugar do cap para impedir que o cabelo caísse na comida e luvas plásticas descartáveis para evitar a contaminação do ambiente, os azulejos das paredes variam entre as colorações azul marinha e azul celeste, tornando o ambiente bem bonito, em especial quando o símbolo da marinha era formado em alguns trechos pelo modo como eram posicionados os azulejos, tanto no piso quanto nas paredes. Se destacava em meio a fila um canto onde havia bandejas de coloração marrom, com pratos brancos ao lado e talheres à disposição, haviam diversos alimentos dispostos, frutas que  atraiam de longe os olhos, diversos tipos de proteínas a disposição, haviam condimentos para caso as pessoas quisessem adicionar o tempero a próprio gosto, assim como também haviam waffles e mel, que estava em uma garrafa de vidro, pela coloração era possível ver que cada um dos produtos era muito bem selecionado e que os pratos que tinham a disposição, como o arroz, o curry e a maionese que requerem um trabalho maior por parte dos cozinheiros, estavam todos com uma aparência muito boa. A garota de cabelos castanhos correu  frente e formaria seu prato, com brócolis, waffles e algumas salsichas, mas o que mais era surpreendente ao loiro, era que ela literalmente havia pego a garrafa de mel e levaria consigo para a mesa, quando o loiro tivesse terminado de se servir, onde ela se sentava de frente a ele, e uma coisa, que talvez Zed pudesse ter reparado era que Hana não havia pegado talheres, mas o que era mais surpreendente era o fato de que ela despejava todo o mel por cima de sua própria refeição, onde ela depois retiraria a própria luva para que pudesse pegar o waffles e comer, a cena por si só enojava alguns que poderiam ver a mistureba e o excesso de doce em seu prato, mostrando uma parte mais excêntrica de si, caso pudesse reparar, naquele momento eram possíveis ver com mais clareza as marcas de queimadura que haviam sobre sua mão descoberta.

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A garota se mostraria aberta a conversar, inclusive seria fácil entender o motivo do porque ela sentava sozinha, mesmo que as pessoas parecessem gostar muito dela, não só ela não se sentia confortável em expor suas mãos, como seus hábitos eram no mínimo peculiares na hora de comer, quando ambos tivessem terminado suas devidas refeições, hana procuraria lavar as mãos antes de vestir novamente suas luvas e acompanharia Zed até a sala de Hamaku Thor, porém, antes que pudessem adentrar,  o homem havia saido esbaforido da sala segurando um cartaz alcançando um den den mushi que havia em seu bolso e fez um anúncio.
Cartaz:
 


-Todos aqueles que tiverem alguma informação sobre o paradeiro do “ Sargento” Ao devem relatar a mim, foi descoberta a informação de que ele se trata na verdade de um agente revolucionário violento chamado Mine, que estava infiltrado a fim de eliminar as forças da marinha por dentro, todos aqueles que estiverem dentro do quartel tem como instrução e missão de trazer informações sobre o seu paradeiro, antes que ele possa deixar a ilha, não o enfrentem, a missão de vocês é apenas recolher informação. Se separem em duplas e caso cruzarem com ele fujam. Ele é um homem com o preço de 5 milhões de berrys sobre sua cabeça.




O homem então bateria a porta, e uma movimentação grande pode ser ouvida, quando a sua voz reverberou através de altos falantes que estavam espalhados pela base, muitos colocavam a oportunidade de crescer acima da própria segurança e a recompensa havia feito com que a ganância fosse ainda maior, em meio a isso a dupla que se colocava a sua frente poderia estar  um pouco sem reação, como seguiriam os dois naquele momento com sua nova missão? Para Zed a oportunidade de dar uma real lição ao homem parecia quase um presente divino, mas ele teria de ser mais cauteloso, não sabia o nível de sua parceira e deveria se preocupar em protegê-la também em combate, caso fossem forçados ou fosse da escolha de Zed seguir por esse caminho, a decisão cabia a ele, Oficial explode-e-queima-tudo Zed.








Histórico:
 

Considerações:
 

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Última edição por Alipheese em Qua 25 Abr 2018, 14:06, editado 1 vez(es) (Razão : errei contagem de posts e só vi agora, perdoa a burra)
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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptyTer 24 Abr 2018, 23:52





As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 8 - Vermelho e Azul






É como dizem por aí, cair é fácil, difícil é se levantar. Zed havia dado tudo de si para conseguir completar os exercícios do Sargento Thor, desgastou tanto seu corpo que se não fosse pela ajuda de Hana talvez ele ainda estaria deitado no chão, mas antes da garota aparecer, o Sargento Hamuku apareceu para lhe dar os parabéns e confirmar sua admissão na marinha, além de lhe dar umas sugestões do que fazer em seguida, como por exemplo tomar um banho, já que o suor que impregnou pelo seu corpo tava fazendo suas roupas federem como um cachorro depois de pegar chuva.

- Ok, senpai, hahaha. - Repetiu Zed ao ouvir a brincadeira da garota em chamá-la de senpai, mesmo que fosse bem possível que ele realmente fizesse isso como uma zoeira daqui pra frente.

O jovem loiro preferiu primeiro pegar a sua medalha de admissão e o uniforme, para assim ficar livre para ir direto ao banho. Apesar de não achar que fique bem dentro das cores branca e azul da marinha, o sentimento de conquista ao segurar aqueles dois itens era maior do que ele esperava. Quando chegasse no vestiário, Zed procuraria por uma toalha limpa que geralmente ficam guardadas ali para uso, achando ou não, em seguida iria direto para o chuveiro mais distante possível, evitando ficar próximo de outros possíveis marinheiros tomando banho. Atitude comum para pessoas que não se sentem bem em mostrar o próprio corpo em público, que para Zed não era o caso, seu motivo para se afastar tanto era diferente.

Assim que entrou no chuveiro e deixou a água quente cair por todo seu corpo, depois olhou para cima com os olhos fechados para que as gotas d’água caíssem diretamente sobre seu rosto, para então jogar o seu corpo em direção a parede e dar um soco nela, onde permaneceu apoiado enquanto a água continuava a cair sobre suas costas. Quando abriu os olhos, viu a água em suas mãos com a cor de sangue, olhou para baixo e havia mais sangue, olhou para o seu peito e onde estava sua cicatriz havia novamente um ferimento com sangue, em segundos o vermelho havia tomado o branco dos azulejos do vestiário e a cabeça de Zed tomada pelas palavras “não era”, mas toda vez que elas pareciam que iam dizer uma terceira palavra, mais sangue cobria sua mente. Zed desabou-se de joelhos no chão começando a chorar, um choro silencioso que não demonstrava o tamanho da sua dor, um choro com lágrimas invisíveis que se misturavam junto a água do banho. Desde que acordara, finalmente havia conseguido chorar.

Ao fim do banho, agora tanto fisicamente quanto mentalmente recuperado, Zed vestiu seu mais novo uniforme, optando pelo uso da camisa regata e colocando seu casaco vermelho por cima, certamente a falta de combinação das cores faria o garoto se destacar como o pontinho vermelho no meio dos marinheiros. Assim que conseguiu prender sua enorme espada em suas costas, Zed seguiu em direção ao refeitório onde encontraria Hana no caminho e assim poderia comer junto dela pela primeira vez como ambos marinheiros.

- Hahaha. - Riu de forma forçada fazendo uma careta após a piadinha feita por ela Hana quando o encontrou. - E não me chame de Zed-chan enquanto eu estou com esse cabelo molhado de mauricinho, tsc.

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Se Zed tivesse toda essa energia de Hana ele provavelmente se tornaria uma bomba atômica impulsiva, porque a garota parecia que não parava um segundo, levando-o com empolgação para o refeitório. Chegando lá o cheiro que adentrava suas narinas era tão bom que seu estômago roncava na mesma hora, implorando-o por mais comida. Talvez as pessoas que estavam ao redor olhassem para ele devido a sua espada ou sua cor forte, se fosse o caso, Zed iria se controlar ao máximo para não mandar alguém que o observava tomar no cu e olhar pra outro lado… Mas a verdade é que talvez estivessem olhando para ele por causa do seu penteado ridículo.

Zed seguiria com calma em direção a fila, sendo deixado para trás por Hana que havia corrido para montar seu prato, é, talvez ela estivesse com fome já que ele comeu o café da manhã dela e já estamos na janta. Chegando no final da fila, Zed pegaria uma das bandejas marrom e um prato limpo, decorando-o com arroz, carne de frango, bovina, suína e pra parecer mais saudável colocava um brotinho de brócolis. Por cima das carnes ele jogava um molho de curry vermelho que esperava muito que fosse apimentado e antes de ir para mesa onde a companheira estava, ele pegava um potinho de pimenta em pó.

- TÁ OLHANDO O QUE SEU MERDA? ENFIO ESSE PRATO NA SUA BOCA SE CONTINUAR ME ENCARANDO! - Gritaria com raiva já perdendo a paciência caso mais alguém ficasse o encarando enquanto ia sentar junto com Hana.

Após se sentar, Zed achou estranho a garota ter trazido junto com ela uma garrafa inteira de mel, bem, ok, tinha waffles junto com o restante da comida dela e… Pera aí, tem waffles no prato de comida dela? Ficava ainda mais bizarro quando a doce (e bota doce nisso) garota despejava o mel por cima não só dos waffles como também das salsichas, do brocólis e do resto da porra toda que não faz o menor sentido, isso vai além de qualquer apreciação de comida agridoce. Se já não fosse esquisito o bastante ela fazer isso, no momento que ela começou a tirar as luvas e o loiro percebeu que ela não tinha consigo nenhum talher, é, já da pra imaginar onde isso vai chegar.

- Ok, me desculpe, mas isso é demais pra mim. - Diria Zed pegando seu vidro de pimenta em pó e começando a jogar sobre a comida. - Como você consegue comer essa nojeira doce e salgada? Cacete, mas não sai nada dessa merda. - Irritado com a velocidade que a pimenta caia, Zed removia a tampa do vidrinho e jogava o pó de uma vez no prato. - Já vi gente dizer que gosta de coisa agridoce, mas isso? Mas já acabou? Puta merda, vai ter que ser só isso mesmo. - Concluiu ele misturando o pó com seu molho vermelho e o restante das carnes. - Você devia se preocupar mais com a sua saúde, comer tanto doce assim junto com a janta pode te fazer mal. - E dito isso ele pegava uma boa garfada do seu prato de comida e levava pra boca, fazendo a quantidade de pimenta arder sua língua com tanta força que ele saia atirando fogo para cima. - CACETE! ISSO TÁ MUITO BOM!

Depois da dupla com os pratos de comida mais bizarros do refeitório terminaram suas refeições, eles seguiram juntos até onde seria a sala do Sargento Hamuku Thor para poderem pegar a primeira missão de Zed após a sua admissão. Acontece que antes mesmo de entrarem na sala, o sargento já saía às pressas dela e seguia pelo corredor carregando em mãos um cartaz de procurado. Como ele estava em movimento, não foi possível ver com clareza o rosto estampado no cartaz, mas logo na sequência, quando o sargento anunciou em seu Den Den Mushi, não seria preciso ver a foto para saber de quem se tratava.

Aquele que havia conhecido como Sargento Ao na realidade era um agente do Exército Revolucionário, ninguém ali naquele QG saberia o impacto que isso teria para Zed, que na mesma hora que ouviu as palavras de Hamuku ficou parado em estado de choque. Havia ainda um Revolucionário na ilha, o que isso significava? Haviam outros com ele? Seria ele o motivo para sua mãe ter vindo para cá? Poderia ele lhe dizer onde sua mãe poderia estar agora? Era tanta informação passando pela sua cabeça que Zed nem conseguia ouvir o que estava acontecendo “do lado de fora”. Não importava mais quem aquele cara era ou fingia ser, não importava mais ter perdido para ele, não importava mais nada, tudo que importava agora era que Zed precisava encontrá-lo se quisesse ter alguma pista de onde poderia achar sua mãe, mas para isso ele precisava capturar o Sargento Ao, ou melhor, ex-sargento, e interrogá-lo.

O grande problema dessa missão pessoal de Zed é que a partir do momento que foi anunciado por todos os alto-falantes do QG que Ao deveria ser capturado, isso deixava de ser uma simples missão e passava a ser uma corrida contra o tempo, uma competição pela qual Zed se necessário teria que passar até mesmo por cima de seus novos companheiros de trabalho para conseguir capturar Ao/Mine antes de todo mundo, além também de não poder deixar que ninguém cumpra a parte do cartaz que diz “vivo ou MORTO”. O sargento foi claro quando disse para que não o enfrentar, mas mesmo que Zed ignore seu desejo de vingança, conseguir o que ele queria seria impossível sem lutar mais uma vez contra ele… Era como se tudo que poderia acontecer para tornar as coisas mais difíceis para Zed acontecessem.

Thor mencionou que deveriam fazer as patrulhas em duplas, ok, ele poderia fazer isso com Hana, mas não sabia até onde a marinheira iria concordar com suas escolhas, não sabia até onde ela poderia saber sobre seu passado e sua relação familiar… Até onde ele poderia confiar em Hana? Essa pergunta ficaria sem resposta por enquanto, mas de uma coisa ele tinha certeza, não teria qualquer tipo de pena em atacá-la caso ela decidisse ir contra os seus planos e atrapalhá-lo.

- Hana, eu preciso ir atrás dele, agora! - Disse Zed apressando seus passos para fora do QG e sem nem mesmo prestar atenção no que ela poderia ter dito antes disso ou no caminho. - Talvez você não se sinta bem em sair assim para esse trabalho, por isso não irei te forçar a ir comigo, se quiser ficar, fique.

E dito isso, sem nem mesmo olhar para trás, Zed partiria em direção às ruas de Shells Town antes que a noite levasse todos os civis para a cama e complicasse ainda mais tentar conseguir informações de onde estaria o antigo Sargento Ao. Certamente a atitude impulsiva de Hana seria lida como um desejo muito grande de vingança, algo que dessa forma ela poderia desaprovar, já que ela mais do que ele sabe o quão grande era a diferença de força entre os dois e correr assim para tentar enfrentá-lo de novo não era uma atitude inteligente… Acontece que Zed não estava nem aí se iria ou não apanhar para ele mais uma vez, pois quando se tratava de encontrar sua mãe, ele não se importaria com as consequências. Em contra partida, o garoto não recusaria a ajuda da marinheira, se ela tivesse algo para lhe oferecer que fosse benéfico, então ele não negaria o apoio daquela que poderia já começar a chamar de amiga.



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MensagemAssunto: Re: O Espadachim Carmesim   O Espadachim Carmesim - Página 2 EmptyQua 25 Abr 2018, 14:05


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Através do fogo e das chamas: O Oitavo passo

 

As coisas pareciam começar a dar certo para o loiro, uma vez que seu último teste havia sido concluído o esforço que ele havia feito, poderia ser proporcional ao sentimento de recompensa e se assim fosse, Zed sem dúvidas teria esse sentimento de forma intensa demais para descrever-se em palavras.Parecia até mesmo que seu humor havia mudado um pouco, pois ele era capaz de devolver a brincadeira de Hana ao ponto que até mesmo ela ficaria um pouco vermelha na hora, não imaginaria que ele pudesse chamá-la ou reagir desse jeito, mas com seu jeito de ser isso não iria durar tanto. Havia respeitado a escolha do rapaz em já pegar diretamente sua medalha e sua roupa e como era esperado, mesmo que talvez azul e branco não fossem a sua cor, ele havia batalhado por isso e  ali poderia sentir um grande sentimento de satisfação e orgulho de si, pelo que havia conquistado com seu próprio esforço. Como  o rapaz não havia demorado para que pudesse pegar as roupas e novos recrutas no geral ainda estivessem em treinamento, o vestiário acabou se tornando um lugar bem tranquilo para que ele pudesse tomar um banho tranquilo e sem que fosse perturbado, achar uma toalha limpa ou mesmo acessórios para a própria higiene que ele pudesse fazer uso, como algum sabonete que estava selado e mesmo sachês de shampoo e condicionador, poderiam ser facilmente encontrados e poderia ali ter feito uso de forma tranquila, em meio ao momento para que pudesse fazer com que seu corpo pudesse sentir o alívio, enquanto a água quente percorreu seu corpo, sozinho com seus pensamentos naquele lugar vazio, acabou ali deixando-se entregar aos fantasmas de seu passado, sem que percebesse as lágrimas haviam o tomado como se finalmente pudesse colocar isso para fora sua própria mente poderia se sentir mais aliviada.

O vestimento fora do padrão ao colocar o agasalho vermelho por cima acabaria fazendo com que ali dentro ele fosse um chamariz como um ponto vermelho em meio a vários azuis e brancos, mas visto a temperatura que se encontrava pela cidade, seria difícil reprimi-lo por usar vestes mais adequadas. A garota de longas madeixas o esperou e talvez isso pudesse despertar diversos sentimentos em seu peito, mas a própria maneira que a garota não havia resistido em fazer graça da situação, acabava por tornar todo e qualquer clima ali mais descontraído. A surpresa foi positiva, quando Zed havia aceitado a oferta de dar-lhe a mão, mesmo que houvesse uma luva impedindo que ambas as mãos pudessem sentir diretamente o calor da outra, a sensação no toque não deixava de ser boa, pois ali a mão da garota havia envolvido a do rapaz e com aquilo, ela quis acreditar de que ele havia aceitado um pouco mais a idéia de que poderiam ser parceiros dali pra frente. Como haviam chegado até o refeitório com ela segurando suas mãos, além de ser literalmente um pontinho vermelho em meio a população, seria difícil que não pudesse atrair olhares, que logo pareciam desviar ou disfarçar melhor pelo menos, frente a abordagem agressiva que poderia botar medo ou no mínimo receio. O mais engraçado viria depois  pois, não poderia ali formar dupla mais improvável em relação a hábitos alimentares estranhos, mesmo que Hana fosse uma excelente cozinheira, quando se dava a forma como ela se servia com o excesso de doce em meio a coisas que sequer combinavam, certamente denotavam sua falta de habilidade nutricional, assim como a fazia se destacar ali, mas não de uma forma positiva. Porém o mesmo poderia-se dizer de Zed e sua pimenta, sem dúvida o mais assustador seria imaginar como é que aquilo sairia ao invés de saber como aquilo poderia se manter em seu estômago. Frente aos comentários de Zed e como ele tinha uma intensa batalha com o pote de pimenta, Hana acabaria rindo um pouco, e com um pouco do mel que havia em  seu indicador acabou o levando a sua boca, acabou inclinando levemente sua cabeça, enquanto seus olhos  iriam na direção de Zed, dando a ele uma visão que poderia acabar sendo agradável até demais para os olhos, algo que talvez poderia ser um veneno para a mente.
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-Hmm...Zed-chan, você não devia fazer comentários assim, quando coloca tanta pimenta no prato, eu não quero nem imaginar como isso vai sair… De qualquer forma não é sempre que eu como algo do tipo, é que como eu não tomei café ou almocei eu precisei compensar um pouco… Mas… Mas não se culpe por isso!


Sua voz acabaria naquele momento soando mais arrastada, enquanto o movimento se seus lábios sem que ela retirasse parte do indicador de sua boca poderia acabar fazendo com que grande parte se sua frase soasse mais como um “ miado”, sendo agradável aos ouvidos e em momento algum passando a idéia de que ela estava chateada com a agressividade de Zed ou do fato de ele ter comido sozinho o que ela planejava ter comido durante o dia, em meio ao sofrimento e a alegria do rapaz ao comer a comida apimentada ali ela acabaria depois retirando o dedo da boca e rindo de uma forma que era adorável, enquanto fechou seus olhos e acabou ajeitando a própria postura, mesmo que houvesse uma pequena brincadeira por parte de ambos, nenhum dos dois ali realmente parecia acabar ofendido e a liberdade que ambos tinham de fazer isso um ao outro, poderia atrair inveja ao olhar de possíveis admiradores secretos que ali haviam, fossem eles antigos admiradores de Hana ou até mesmo novos admiradores de Zed, que havia ali ganhado um grande destaque por ter sido “o cara que chutou o general Ao e saiu vivo para contar a história”.

Até então o clima tranquilo, daria sentido para a frase que melhor descreveria essa situação que seria de a calmaria que antecede a tempestade. Haviam ali feito os procedimentos padrões ao devolverem suas bandejas e até mesmo ao lavarem suas mãos e rostos antes que pudessem ir até a sala do Sargento que comandava a base. Quando se deparou com Thor e a informação que ele havia trazido ali, pôde ver que no cartaz Ao/Mine tinha cores de cabelo diferentes e talvez isso fosse parte do disfarce que o permitiu entrar como alguém parecido, mas o seu comportamento ao ferir tantos novatos e aspirantes em seus exames de admissão o faziam ser alguém temido por muitos dentro do Qg, desde que rapidamente ele havia ascendido ao cargo de Sargento. Aquilo poderia mexer de forma profunda com Zed, o homem fazia parte do exército revolucionário e isso por si só, talvez pudesse lhe garantir alguma informação para a sua própria Vendeta pessoal, ele não precisava dizer algo, sua própria expressão corporal acabava por demonstrar uma forma agressiva de lidar com aquilo ao qual Hana que estava ao seu lado logo notou. Esta era uma corrida contra o tempo e o marinheiro sabia disso, assim como também todos que tinham intenção de achá-lo tinham e prevendo a atitude impulsiva de Zed, quando o rapaz a olhou e começou a pronunciar seu nome, também em uma atitude impulsiva a garota ali antes que ele pudesse minar as próprias chances de fazer algo o forçou contra a parede usando do próprio antebraço de forma um pouco bruta, contra o seu peito, algo que poderia ali surpreendê-lo e talvez até deixá-lo sem palavras por um momento, no entanto ela não manteve a pressão e mesmo que fosse de forma abrupta, aquilo não deveria causar dor ao rapaz, frente a qualquer tentativa de continuar sua frase ali, a garota havia colocado seu indicador sobre a boca de Zed e olhando em seus olhos, ela diria com um olhar firme e penetrante, sua expressão era séria e diferente do que o rapaz havia visto até o momento.


- Não me diga para que eu lhe deixe ir só ou sugira que de algum modo eu deixaria você ir sozinho com essa expressão terrível em seus olhos, confie em sua senpai, poxa… Não adianta sair correndo do QG às pressas como a maior parte dos oficiais está fazendo… Diferente deles eu passei por um treinamento para melhorar minhas habilidades de rastreio e… Só me acompanhe que você vai entender melhor… Não me faça te puxar junto comigo, eu sei que há alguma coisa pessoal nessa caçada e não é só porque você é um belo cavalheiro, mas ele é forte… Assim como você  e… Eu não quero deixar  o meu único Zed-chan se colocar em risco sozinho, não não, você ouviu, somos uma D-U-P-L-A, entendeu? Hunf

O tom da garota era um pouco alto e tinha uma firmeza bem grande, mas visto a forma como ela falava não pareceu um tom de raiva, mas um tom de apreensão, não parecia prepotência ao se colocar como acima dele, mas de alguém que não queria perder mais ninguém, a garota acabaria por descer o dedo da boca do rapaz, a colocando sobre o coração do mesmo, dessa vez com a palma aberta de modo que ali ele poderia entender o melhor o porque a garota fazia aquilo, não era um mistério de sete cabeças e o marinheiro era bem inteligente se comparado a pessoas comuns e mesmo diante da adorável frase que a garota havia dito, era pouco provável que ele entendesse de forma errada. Era possível ver que ela abaixou um pouco a cabeça e seu olhar aos poucos havia perdido um pouco da firmeza e da força que ela se viu necessária naquele momento aplicar. A mão dela, naquele momento então deixou de tocá-lo e ela começou a virar-se de costas, deixando a mão esticada para caso Zed pudesse lhe dar esse voto de confiança mais uma vez, se essa fosse sua escolha, no lugar de rondar aleatoriamente como todos os outros oficiais em shells town sem saber realmente como localizar o seu alvo eles iriam diretamente procurar pelo armário do Sargento, para que pudessem ter informações sólidas.

Hana poderia abrir ou não sozinha o armário através do uso de sua espada no cadeado, mas Zed poderia ter se oferecido para fazer isso, mesmo que tivesse de tomar cuidado com sua espada não estragar toda e qualquer pista que houvesse ali. Quando o armário se abrisse, seria possível ver que vários papéis haviam caído ao chão, eram todas fichas com uma marcação de círculo grande feito provavelmente com tinta azul em todas as fichas que tinham nomes de novatos ou aspirantes que tinham um carimbo vermelho dizendo algo como: Morto em combate ou permanentemente inválido. E havia uma letra X naquelas que não haviam sido carimbadas e dentre essas fichas, era possível ver que não havia só uma letra X em uma das fichas, mas um triplo X, que naquele momento tornou-se claro que eram seus alvos de eliminação. Caso Zed pudesse se aproximar mais da ficha, ele veria que aquela era a uma cópia da ficha que ele havia preenchido mais cedo, o homem queria muito eliminá-lo. Hana demoraria um tempo para que pudesse perceber isso por si só pois procurava no restante do armário outras pistas que pudessem ajudá-los a descobrir qual deveria ser o próximo passo deles e era naquele momento que ela achou ali uma nota fiscal com um símbolo de maçã não demorou muito para que ela entendesse o que significava aquilo, ela havia descoberto para onde havia ido o homem.

- Zed-chan! Eu sei onde ele está eu achei essa nota fiscal que indica não só  que ele vai tentar fugir usando um Zepelin, como também há o horário se formos rápidos podemos até mesmo armar uma emboscada, o vôo está marcado para às 22 horas.

A voz da garota era bem animada em relação a descoberta, por sua noção exata de tempo, seria possível que Zed naquele momento soubesse que ainda era por volta de 20:30, se eles saíssem dali com a melhor rota possível, eles poderiam chegar por volta das 21:30 no local, mas no pior dos casos eles chegariam lá depois do Zepelin ter partido. Ao  entender o padrão das fichas marcadas, Hana reconheceu diversos nomes de amigos, dentre os alvos com um círculo e isso visivelmente a abalou e talvez Zed pudesse notar isso, talvez não fosse difícil para ele ligar os pontos, principalmente em relação ao cuidado quase maternal que a garota tinha em relação a ele, ela havia sofrido perdas, muitas perdas provavelmente pelo mesmo homem que estavam indo atrás, mas a garota se faria de forte , finalizaria com uma frase novamente o olhando no fundo dos olhos, se havia algo que Zed não estava acostumado seria a alguém que o olhasse dessa forma em seus olhos de forma direta, sem se intimidar, era possível ver que os lábios da garota tremiam um pouco, mas pela sua frase seria claro que seria por hesitação e não por medo

-Zed-chan… Assim como o rastreio, eu também tenho um conhecimento geográfico que posso me orgulhar como um dos melhores do QG, eu posso fazer isso dar certo… Mas preciso que você confie em mim, todos tem seus fantasmas do passado e eu não quero forçá-lo a me revelar algo que não seja de sua vontade revelar mas somos parceiros e a partir do momento que estivermos lá fora, sua vida vai estar parte em minhas mãos, assim como a minha vai estar nas suas… Eu não quero morrer e também não quero que  isso aconteça a você… Eu já perdi muito. Então, por favor deposite a mesma confiança que deposito em você agora, pois eu irei a luta ao seu lado e eu preciso que você possa confiar em mim como confiou agora a pouco, para que possamos voltar juntos e ver  o sol nascer mais uma vez… Amaterasu não gostaria que você perdesse o seu esplendor, certo?


A garota então havia dado a ele um dos sorrisos mais bonitos aos quais ele já pôde presenciar na vida, suas palavras soavam quase como uma música aos ouvidos devido ao tom doce, mesmo em meio a amargura que havia em meio às perdas, um detalhe poderia ser percebido pelo rapaz é, que ela havia o ouvido rezar e minimamente algum conhecimento ela tinha, para atribuir Amaterasu ao sol, poderia não parecer mas a garota era bem danada de esperta para pescar os detalhes, algo que poderia ser agradável ou não a ele no momento, mas em momento algum ele teria ali motivos para suspeitar dela e talvez não devesse, como ele seguiria a partir disso? Confiaria na garota ali ou desperdiçaria a chance de encontrar mais pistas sobre sua mãe, sobre seu passado?









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As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 9 - Tempo






Tempo: série ininterrupta e eterna de instantes; medida arbitrária da duração das coisas; época determinada; prazo, demora; tudo isso pode ser usado para definir o que é o tempo, mas em outras palavras o tempo nada mais é do que o infinito. O tempo já existia antes mesmo do surgimento do universo e antes mesmo do nascimento dos deuses, pois tudo que existe, já existiu ou virá a existir está sobre o controle do tempo.

O mais ambicioso dos homens não é aquele que deseja enriquecer ou encontrar o One Piece, o mais ambicioso dos homens é aquele que deseja controlar o tempo, pois controlando o tempo, você controla tudo, você se torna infinito. Controlando o tempo você não erra, não espera, não acaba. Um poder que está acima da compreensão humana até mesmo para o maior dos sonhadores, um o poder que sobrepõe até mesmo o mais poderoso dos deuses. Isto que é o tempo.

Se isso não era uma mensagem dos deuses, Zed não saberia o que mais é. Rezou para Amaterasu pedindo por respostas, então pouco tempo depois lhe foi revelado que o Sargento Ao na realidade é um agente do Exército Revolucionário e que está infiltrado no mesmo QG em que decidiu se alistar.

Descobrir que alguém em Shells Town pode lhe dar pistas sobre o paradeiro de sua mãe, poderia essa pessoa ser o Sargento Hamuku ou a própria Hana, Zed agiria da mesma forma, por isso o fato dessa pessoa em específico ser o homem que atualmente mais desejava enfrentar, não afetava em nada seu psicológico ou sua ansiedade para encontrá-lo.

A pressa de Zed em querer correr para fora do QG nada mais era que uma atitude impulsiva de alguém que estava com medo, medo de não ser o primeiro a encontrar Ao, medo de não conseguir ter um momento a sós com ele para poder fazer as perguntas sobre sua mãe que os demais marinheiros não poderiam saber. Então quanto tempo ainda lhe restava?

Se você achou que Hana iria deixar Zed fazer tudo sozinho, achou errado, otário! No instante que o loiro disse que iria sair a procura do ex-sargento fosse Hana com ele ou não, ela o jogou contra a parede e o pressionou com o antebraço contra o seu peito para mantê-lo parado. A marinheira levou o dedo até a boca de Zed para fazê-lo calar enquanto ela lhe dizia as palavras que precisavam ser ditas mantendo firme o seu olhar nos olhos do rapaz. De acordo com ela, o melhor que Zed poderia fazer era acompanhá-la, não só pelo laço que ela estava criando para os dois, como também pelas próprias habilidades dela ao qual parecia estar bastante segura.

A princípio o garoto permaneceu não botando muita confiança de que levar Hana com ele fosse a melhor das opções, além de arriscado demais para ela, também era arriscado demais para ele por conta do seu histórico familiar… Mas acima de tudo, a mão de Hana sobre seu peito parecia lhe transmitir mais conforto do que as próprias palavras dela, era quase como se os olhos dela, em oposto aos seus, pudessem deixá-lo mais calmo. Mais uma vez, Hana estendeu a mão para Zed segurá-la, e mais uma vez ele se recusou a agarrá-la, mesmo que não discordasse em seguí-la.

- Aceitarei sua ajuda, Hana, contanto que não faça perguntas sobre os meus motivos para minhas ações… - Explicou inicialmente, era notável que mesmo concordando em tê-la como dupla, ele ainda estava diferente do Zed habitual. Ele estava sério demais. - Seguiremos o seu plano, me leve para o caminho que ache mais apropriado e rápido para encontrá-lo, temo que não tenhamos muito tempo.

Acompanhando os passos da garota, ela o levava até onde ficava o armário de Ao/Mine, que seria facilmente aberto com um golpe bem calculado de Zed usando de sua enorme espada. Com o armário aberto alguns papéis caíram sobre o chão, logo que bateu o olho nelas compreendeu que se tratavam das fichas dos marinheiros do QG, algumas estavam carimbadas corretamente, mas outras haviam sido riscadas com um X em vermelho que Zed supôs que não era algo bom, e ficou pior ao ver que na ficha que se referia a ele mesmo, não havia apenas um X, mas sim três.

- Desgraçado, o que é que você sabe sobre mim? - Se perguntou surrando para ele mesmo ao ver que era o principal alvo do ex-sargento, fazendo seu ego acreditar que deveria ser unicamente pelo motivo de ser um marinheiro diferente dos demais por conta do seu passado.

Percebendo que Hana ainda não havia notado o diferencial de sua ficha por estar procurando no armário alguma pista sobre onde Ao poderia estar, Zed dobrou o papel do seu formulário e guardou no bolso para que a sua companheira não percebesse, em seguida tentou auxiliá-la a procurar e entender melhor qual poderia ser o objetivo dele no QG. Quando Hana revelou ter encontrado uma nota fiscal para um Zepelin, ela logo concluiu que esse era o ponto de fuga do ex-sargento, e de acordo com a nota ele sairia dali exatamente as 22 horas.

- Certo, isso nos dá exatas uma hora e vinte sete minutos para montar um plano de emboscada e ir até o local indicado para uma tentativa de captura. - Diria Zed usando da sua noção exata do tempo para junto de Hana começarem a pensar em algo.

Se havia algo além do fogo e dos deuses que Zed poderia admirar tanto, esse algo era o tempo. Desde criança ele possui esse talento com as horas que lhe permite ter completa precisão do horário atual mesmo sem sequer antes ter olhado em um relógio ou o posicionamento do sol. Nunca soube se tal habilidade teria sido conquistada graças a sua enorme quantidade de tédio acumulada onde contar as horas era uma das poucas coisas que podia fazer ou se por algum motivo havia sido escolhido pelo divino para herdar esse talento… Seu ego de protagonista tendia a fazê-lo sempre a acreditar na segunda opção.

De acordo com a garota, saindo dali agora pela melhor rota possível eles chegariam lá em uma hora, mas como marinheiros em uma missão eles não poderiam ignorar as possibilidades de encontrarem obstáculos pelo caminho que pudessem atrasá-los, por isso ao montarem o ideal de trajeto seria importante que pensassem em saídas alternativas para planos B ou C, e conhecendo quase nada a respeito de Shells Town, Zed ficaria completamente dependente de sua parceira para chegar até o local… Que por sinal ele não faz a menor ideia de onde fica.

- Hana, sei que esse cara é o tipo de pessoa que não lhe faz bem por diversos motivos, por isso relutei tanto em envolvê-la nisso. Não gosto de ter que depender dos outros e muito menos de ter que pedir ajuda, mas nessa situação eu não poderei fazer de outra forma que não essa… - Começaria a dizer assim que percebesse que a garota estava ficando um pouco abalada ao olhar as fichas do armário de Ao/Mine. - Eu não conheço as localidades dessa ilha, e tão pouco tenho talento para rastreio, tudo que eu posso fazer no momento é cortar, e mesmo que eu me orgulhe da minha capacidade de aprender e da mente rápida que tenho, eu preciso de você para encontrá-lo a tempo. Dessa vez não é aos deuses que estou pedindo, mas sim a você.

E após dizer isso, Hana olhou para seus olhos vermelhos com determinação, e mesmo que ainda fosse possível sentir ali um certo ar de medo, ela lutava para passar por cima dele e não se deixar abalar. Tudo que ela queria era que Zed confiasse nela para fazerem isso, então bastou um sorriso do garoto e um acenar de cabeça para que os dois estivessem prontos para partir dali e conquistarem o mérito de completar essa missão.

- Quando eu o enfrentei sozinho, perdi mais rápido do que eu podia imaginar, mas acredito que juntos nós podemos abusar das aberturas dele… - Disse já considerando a possibilidade de um combate. - Mas antes disso acho que talvez a melhor maneira de começarmos a abordá-lo seria com a sua aparição isolada, dessa forma ele por te subestimar tanto poderia entrar de guarda aberta para um possível ataque surpresa. Obviamente não conheço o ambiente onde iremos esperar por ele, isso é se chegaremos lá antes dele, mas no pior dos casos onde não tenhamos tempo de nos preparar, apenas tenha em mente que não poderemos ser justos e deixá-lo que nos enfrente no um contra um. - Falava Zed durante o percurso até o local onde Hana acreditava que poderia se encontrar com ele. - Assim que chegarmos ao local permanecerei escondido no que julgar o melhor esconderijo possível, fique em uma posição que favoreça a minha visão para você e o nosso alvo, apenas tome cuidado durante o tempo que servir de isca, pois só poderei sair do meu posicionamento quando eu encontrar a melhor hora para atacar.

Caso conseguissem a tempo chegar ao local indicado e se posicionar conforme o planejado sem nenhuma interrupção, Zed ficaria à espera em seu esconderijo torcendo para que Hana estivesse certa e Ao aparecesse por ali. Caso os deuses realmente estivessem lhes favorecendo, o ex-sargento iria dar as caras e assim a garota poderia ali servir-se de isca para distrair o Revolucionário para que Zed estudasse o melhor momento para se revelar e atacar de surpresa, escolhendo tentar um corte nas costas dele estreando assim a sua mais nova espada. Em cenários alternativos onde Ao/Mine perceba a movimentação de Zed ou o até mesmo encontre seu esconderijo antes dele se revelar, então o espadachim nessa situação tentaria ser rápido o bastante para bloquear o ataque inimigo abusando da sua enorme espada para favorecer seus pontos de defesa. Ainda na possibilidade de que não encontre a tempo uma boa hora para atacar Ao de surpresa, sendo obrigado a se revelar para proteger Hana de algum ataque perigoso dele, Zed faria o mesmo movimento de ataque mirando cortá-lo nas costas com sua espada, ainda que as chances de sucesso fossem menores, teria como prioridade impedir que o ex-sargento ferisse gravemente a marinheira - nesse cenário, Zed não iria entregar sua posição a menos que Hana estivesse em extremo risco de vida. Por fim, caso nada disso aconteça pela simples questão de que Ao não apareceu até o prazo das 22 horas, então o loiro voltaria a se reunir com sua parceira para estudarem um novo planejamento para tentar encontrar o sargento procurado.

Sem muitas informações sobre o cenário para onde estava indo, Zed não poderia montar um plano de combate muito mais trabalhado do que esse, principalmente também por sua falta de experiência nesse tipo de assunto, afinal desde sempre tudo que precisou fazer foi cortar e queimar o que estava na sua frente, algo que não precisa de tanto preparo assim. Mas em momento algum isso fez com que ele se sentisse menos seguro do potencial que tinham de capturar o ex-sargento se lutasse ao lado de Hana, seu único medo, porém, era daquilo que nenhum dos dois podia controlar… E infelizmente quando se tratava do tempo, nem os deuses podiam lhes ajudar.



Histórico:
 



Explicação:
 

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Última edição por Shinsuke em Qui 26 Abr 2018, 00:26, editado 2 vez(es)
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Através do fogo e das chamas: O Nono passo

 

A atitude de Zed, havia ali obrigado Hana a tomar uma postura diferente, a urgência que havia a ele em resolver as coisas, talvez ali se provasse um obstáculo, mas como poderia alguém julga-lo? Frente a tudo que se passou, era surpreendente que Zed ainda pudesse sorrir e ter momentos tão bons ao lado de alguém novamente e se a vida repetidamente tentou jogá-lo na escuridão, repetidamente a luz tentava voltar a ela e talvez Zed pudesse atribuir a pessoa que havia conhecido nesse momento ao trabalho de alguma divindade, pois parecia a pessoa perfeita para ajudá-lo a colocar a cabeça no lugar e quanto mais tempo pudesse passar ao lado da garota mais tempo o significado ou tradução literal de seu nome parecia fazer sentido, como uma flor tinha uma bela aparência e era capaz de adocicar a vida de outra pessoa através de seu aroma, de sua presença mas, também como uma flor ela tinha espinhos Zed havia a forçado a mostrá-los para que ele pudesse ser protegido de si mesmo.

Talvez fosse o que Zed precisava, apenas palavras não poderiam tê-lo parado daquela forma, uma atitude energética havia sido necessária e a reação de Zed, diferente do que era esperado a um garoto de sua idade que havia sido colocado contra a parede por outra garota atraente de mesma idade a fúria pareceu ser maior do que seus hormônios, ainda estava agitado devido a realmente querer buscar qualquer chave do que poderia resolver o fragmento perdido que pudesse revelar mais sobre as dúvidas que habitavam seu passado, mas apenas quando ela tocou em seu peito e através de suas mãos ela pôde sentir um pouco do ritmo do coração do garoto diminuir com leveza, ela viu que ele estava racional o suficiente para que ambos pudessem prosseguir juntos, frente a condição do rapaz, mesmo que a visível contra gosto ela acabaria soltando um pouco de ar, no fim entendia que as pessoas às vezes precisavam manter seus passados para si, desde que havia descoberto que o sargento tinha ligação com o exército revolucionário ela acabaria por pensar no que pra ela era mais lógico devido a vontade intensa do rapaz de ir até o homem custe o que custasse, com um olhar tão assustador, para Hana, Zed havia perdido alguém muito importante para ele na mão de revolucionários. De fato sua própria conclusão não estava muito longe da realidade, mas a forma como ela havia imaginado se diferenciava completamente da realidade que Zed vivia.

-Eu vou respeitar o que me pedir para que eu respeite, não farei perguntas e esperarei o seu tempo para que eu ganhe ou não sua confiança…


 Quando seguiram pelo caminho sugerido pela garota, resultados apareceram de forma muito veloz, estavam dezenas de passos a frente de qualquer um que fosse procurar de forma aleatória, a menos que a sua sorte ou melhor, seu azar pudesse guia-lo para o Zepelin. Eles tinham o local e o horário, pareciam as ferramentas perfeitas para que pudessem agir de antemão, pareceu tão esclarecedor  que por um momento poderia ter soado até mesmo uma armadilha, será  mesmo que o homem que havia se infiltrado na marinha era assim tão burro? Se a resposta fosse positiva, teria ele as respostas que  Zed procurava? Eram dúvidas que seriam válidas permear a cabeça do rapaz. Hana havia lhe dado um ultimato, ambos iriam arriscar as suas vidas e era essencial que confiassem um no outro, pois do contrário estavam fadados a derrota. Diante do orgulhoso rapaz que havia se colocado a sua disposição para que ambos pudessem ter sucesso, naquele momento seu pensamento rápido para brincar com ele a fez pensar em mil e um comentários, mas dessa vez a garota escolheu o silêncio, deixando que o seu olhar acabasse  a fixar-se nos de Zed que com seu sorriso havia ali dado uma resposta melhor do que a garota havia procurado, estavam prontos, eram isso que ali eles sentiram.

Quando sairam do Qg, eles puderam notar que ainda que houvesse neve  o vento havia diminuído bastante e a neve que caía do céu era menos espessa e derretia as vezes até antes de chegar a tocálos, ainda estava muito frio mas era notável a mudança da sensação térmica que anteriormente devido ao vento parecia bem pior. A garota andava ao lado de Zed e  era difícil para que ele pudesse dizer o que se passava na cabeça dela, enquanto ela caminhava ao seu lado, ela sempre parecia prestar muito a atenção quando Zed lhe dirigia a palavra, assim como não pareceu perder a atenção no caminho, evitando que Zed pudesse pisar em lugares que pudesse pisar em algum tipo de excremento o puxando levemente e apontando ou que ele pudesse cair em algum bueiro aberto que devido a neve fosse difícil para que ele pudesse notar.

-Oh, o cavalheiro Zed-chan planeja me usar de isca? Oh céus, isso explica a neve! Haha, bom, eu não tenho um plano melhor, então eu vou ser honesta com você em te dizer que um golpe surpresa pode fazer toda a diferença, eu não sou uma boa atriz, na verdade eu minto muito mal mas acho que se eu tiver de encará-lo sozinha, a tensão da situação por si só deve ser capaz de evitar que eu possa estragar tudo… O lugar deve ter um ou dois lugares que possam permitir que você se esconda e eu ficarei bem atenta a sua aproximação, no melhor dos casos que eu puder notá-lo e ele me notar o próprio destino tomará conta para que você tenha uma oportunidade e… Eu confio que você não ira desperdiçá-la. Há a possibilidade de que ele me surpreenda ao vir por uma direção que eu posso acabar não o vendo e eu conto para que você evite que eu seja aquela que irá cair. Eu já o vi lutando contra alguns outros aspirantes a marinheiros antes de você, então uma investida direta não me assusta… Tanto. O que eu quero dizer é, eu confio em você. Oh cavaleiro do cavalo branco


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Ainda que o tom de sua voz começasse como de uma brincadeira, aos poucos era possível ver que a garota havia gostado do plano, diferente de uma investida direta, uma abordagem como essa era inteligente, por mais que fosse um plano extremamente simplório.  Havia finalizado com uma brincadeira, enquanto fingiu que despencaria aos braços de Zed para que ele a segurasse, caso não o fizesse ela acabaria por cair no chão de forma vergonhosa, mas seria o rapaz capaz de deixar uma garota cair só por umas risadas? No caso de Hana talvez ali ele até fosse por ela o provocar um pouquinho demais, mas talvez a idéia de que ela poderia se machucar não fosse agradável a Zed, se ela acabasse caindo, ela se levantaria e faria um biquinho

- Isso não é justo Zed-chan, eu não te deixaria cair desse jeito, sorte que a Neve é macia.

Mas, caso Zed seguisse seu código a risca, ele acabaria a confortando sobre suas mãos, antes que ela pudesse usa-lo de apoio para se erguer, era possível que o loiro pudesse sentir a maciez e a adorável sensação que os cabelos da garota traziam sobre suas mãos, assim como poderia a ver  " de ponta cabeça" pela sua perspectiva, em uma situação que mesmo pelos pesares era  realmente adorável e a própria interação não lhe custaria muito tempo, por mais que fosse possível ao rapaz irritar-se levemente, por mais que a fofura pudesse desarma-lo um pouco.Viver lhe trouxa a oportunidade de novamente passar por momentos mais descontraídos, rir novamente e aproveitar novamente a companhia de outra pessoa, lhe dava a oportunidade de ter um futuro e descobrir mais sobre si, sobre o que aconteceu e se a sua vida seria sempre guiada pelo seu passado, os deuses haviam sido gentis a Zed e talvez com a forte luz que tentava adentrar seu coração através das ações boas ou até mesmo as estupidas da garota, o pudesse fazer pensar sobre o assunto.

 Eles caminhariam próximos um do outro sendo guiados pela garota, Zed poderia ver na como era bela a iluminação da cidade pela noite, haviam alguns postes de luz que os ajudavam a ver o que se estava a frente, devido ao horário e a temperatura, havia ali pouca ou quase nenhuma movimentação, mas era clara a paz ao qual a cidade ali se encontrava, a luz natural da lua que havia sido revelada em meio as nuvens poderia fazer com que ambos pudessem contemplar a glória de uma bela lua cheia. Talvez se Amaterasu estava um pouco acuada, Tsukuyomi mostrava todo o seu esplendor e a sua glória, algo que talvez pudesse ser um sinal de boa sorte a Zed, que poderia acreditar estar coberto pelo véu de sua fé. Era possível notar que a garota o olhava as vezes, e seria fácil para ele concluir que ela queria ver como estava sua reação, fosse pelo que iriam enfrentar ou fosse ali o rapaz se deixando levar pela beleza local, estavam em um bom ritmo e não precisavam correr, na verdade poderia dizer até mesmo que teriam de esperar um longo tempo pela chegada de Mine, porque iriam chegar mais cedo que o previsto. O que talvez pudesse fazer com que o garoto entendesse ali também era que talvez, ela ainda se lembrasse do que ele havia dito, que contaria mais sobre a sua fé, quando saíssem em sua primeira missão, mas não pareceu que ela ali o cobraria, pela própria situação. Se o rapaz quisesse  conversar a garota seria receptiva em lhe responder com cordialidade e gentileza, no entanto o silêncio seria possível se ele quisesse mantê-lo.


Eles haviam chegado ao local por volta das 21 h, tinham quase uma hora até que o homem chegasse e talvez pudesse acontecer alguma interação antes que cada um assumisse seu lugar e caso o rapaz não lhe falasse nada antes de Hana agir como a isca, ela diria.

- Bom… É isso, esteja pronto… Talvez ele chegue mais cedo… Seja qual for o motivo para que isso seja tão importnte pra você, farei a minha parte para que dê certo.

A garota sorriria e se o garoto a permitisse levaria a mão aos cabelos do rapaz e os bagunçava de leve, como se ali o tratasse de uma forma um pouco infantil, ainda que fosse carinhosa. Fosse ela permitida ou não, um longo periodo de espera se deu a ambos, a garota olhava e mantinha sua mão próxima a sua bainha, pronta para sacá-la, esperar escondido não era  a atividade mais divertida, assim como ser a isca também não era, quando acharam que haviam seguido a pista errada, o homem apareceu, seu cabelo não estava mais azul, mas em uma coloração negra, similar ao cartaz, suas roupas não eram mais da marinha, mas um casaco negro que não era muito grosso.  Hana engoliu seco e não demorou para que ele a notasse o esperando.

- Ora, Ora veja só quem me aparece! É um presente de despedida por acaso? Que eu possa ao menos ter o prazer de eliminar o cão mais adorado do quartel? Você foi tola garota, assim como todos os seus amigos ou fãs que eu durante esses 6 meses eliminei, o barulho de seus ossos se quebrando, o grito de agonia de cada um deles, ainda ressoa sobre a minha mente como uma adorável sintonia. Você vai fazer como os outros? Implorar por misericórdia? Onde esta o seu novo fã?  Se cansou de você ou você se cansou dele? Não importa, é uma pena que eu não possa matar o filho da puta que me deu um pisão na cara, não faço de idéia de que buraco saiu um retardado que coloque o nome de explode-e--queima-tudo, mas bem que eu queria mostrar onde ele pode chegar.


As palavras de Mine eram cruéis, desprezíveis e ele visava abalar psicologicamente a garota antes que pudesse atacá-la, Zed poderia pescar mais sobre o passado da garota, assim como poderia ver muito bem o motivo de ele ser o alvo, não estar relacionado a ele ter algum tipo de informação relevante sobre quem ele era, e fazia sentido, se ele conhecesse sua mãe ou quem ele era, teria ele diifcultado para que ele entrasse na marinha? Teriam eles lutado? Era possível que Zed pudesse ver a garota respirar fundo, estava concentrada e ali se fez forte o suficiente para que sua postura , quando inclinou-se levemente para a frente, colocando uma das mãos no cabo, enquanto posicionou a outra apropriadamente sobre a bainha parecesse assustadoramente forte. Zed  como espadachim poderia reconhecer o uso de iaijutsu, mesmo que não fosse usuário era bem provável que ele já tivesse visto como deveria ser uma postura perfeita para que uma técnica tão simples quanto aquela fosse eficaz e ali, a frágil garota pareceu ter pelo menos dez vezes seu tamanho e perigo devido ao perigo que seria se aproximar dela. Mine sorriu de uma forma que poderia enausear aquele de estomago mais forte, estav estasiado com a idéia de torturar e matar a garota a sua frente e ainda mais por saber que ela tentaria resistir. Em um movimento veloz ele avançou contra Hana com a espada levantada para lhe fazer um corte de  cima para baixo, vertical,  o movimento da garota era ali extremamente perigoso, o saque da garota havia sido ali tão delicado e leve, que como se pressentisse a própria morte se continuasse sua investida, Ao se viu obrigado a recuar, e quando sua aceleração havia o feito recuar a toda a velocidade que o simples plano teria sua total efetividade, Zed havia aproveitado a oportunidade criada pela garota para aplicar um corte nas costas do homem.

O sangue jorrou e a sensação de penetrar a carne com sua espada poderia ser sentida pelo loiro, Mine teve o reflexo para mudar levemente sua trajetória e evitar que sua própria cabeça tivesse sido acertada, mas ele não tinha olhos nas costas e a aceleração não o favoreceu, Zed havia sido inteligente em aproveitar a oportunidade que lhe foi criada e nesse momento devido a força aplicada pelo golpe, era possível que Zed pudesse ver o resultado do estrago que havia feito, sua espada havia o cortado de forma irregular no ombro, devido ao movimento que o homem fez para que não ficasse para dar a oportunidade de ser cortado em dois, mas o que aconteceu não era longe disso, parte da metade direita do homem parecia se descolar  e o seu braço, estava completamente inutilizado, a dor que ele havia sentido ali teria feito qualquer homem ir a loucura, mas Mine não era qualquer um, não poderia ser derrotado pro alguém que não fosse ele mesmo, esse era o seu mantra.

-Filho da p…. Eu vou acabar com vocês dois, mas não vou matá-los, eu vou faze-lo olhar enquanto eu a machuco, até que eu me enjoe e corte a sua cabeça, foda-se o vôo, você vai pagar por sua ousadia!


O homem cuspia sangue enquanto falava, sua postura de combate ao usar o único braço que ainda lhe era funcional era forte e eles haviam ganhado ali uma vantagem absurda sobre o homem com aquele movimento, ele ainda não parecia disposto a cair, sequerr poderiam pensar em algo do tipo, o vigor do homem era assustador. Mas Zed ali poderia sentir uma justiça poética, se Ao/Mine havia estourado a espada nas costas de Zed, o garoto havia devolvido ao estourar as costas do homem com a sua espada. Ao estava atento demais  a Zed e nesse momento, vendo uma oportunidade Hana havia o golpeado com um corte de baixo acima e o homem, mesmo que tivesse percebido quando estava prestes a levar o golpe, teve o reflexo não só para desviar, como para contra atacá-la, com um golpe  diagonal da direita para a esquerda, como reflexo a garota colocou sua espada a frente para evitar o golpe e o som do choque entre espadas poderia ali ser ouvido, Hana  era empurrada para trás em alta velocidade, onde poderia se chocar contra Zed se ele não a parasse coma s mãos, conseguiria fazer isso sem dificuldades caso fosse do seu desejo não se machucar junto a ela e se essa fosse a sua decisão a garota o agradeceria, e dessa vez teria um sorriso no rosto, por estar lutando ao seu lado, por mais que não fosse mais que um simples “ obrigada”, seria possível como um espadachim que lutava ao lado do outro que o “ espirito de suas “laminas” se comunicassem e a sinergia seria boa, desde que ele assumisse o papel que os deuses haviam lhe reservado como direito, o de protagonista.


O cenário da luta iria se resetar e estavam a pelo menos cinco metros um do outro, dessa vez, tanto Hana quanto Zed estaam próximos e o homem tinha o olhar atento aos dois, no cenário da batalha, haviam algumas pedrinhas e a própria neve que poderia ser usada como uma ferramenta no combate, o cenário era algo que poderia ser usado pelos dois lados. Caso Zed tomasse a iniciativa, Hana agiria para complementar seus movimentos, desde que ele lhe desse espaço para tal, da mesma forma suas falhas poderiam ser salvas pela garota,desde que também ele tornasse isso possível, assim como o inverso também poderia acontecer e ela ser salva ou complementada com um movimento do rapaz, mas tudo isso dependeria de como Zed agiria, agora era a hora da verdade.











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As Crônicas de Fogo e Sangue - Livro 1




Capítulo 10 - Confiança






Pessoas que confiam demais nas outras são tolas ou otimistas? É difícil criar essa coragem para depositar suas esperanças em alguém, quando mal conseguimos lidar com nossos erros, como poderíamos lidar com o erro do próximo? A confiança em alguém pode ser complicada de se ganhar, mas a autoconfiança pode sempre estar lá. Sua autoestima determina se você é capaz de confiar em você mesmo, te deixa confiante de que pode conseguir conquistar o que deseja, mas e quando seu sucesso depende também do sucesso de outro? É fácil assim acreditar de forma otimista que a outra pessoa fará tão bem quanto você no momento que for preciso? “Eu teria conseguido se fosse eu a fazer” um pensamento comum de se ter logo após fracassar por culpa do erro do outro, portanto a resposta é não, o mais fácil é acreditar apenas em você, fazer apenas por você e lidar apenas com seus próprios erros, mas se esse é o caminho fácil, então por que todo mundo não o faz?

Quando Zed se viu obrigado a aceitar trabalhar ao lado de Hana para conseguir parte de seu conhecimento em rastreio e até mesmo do mapa local, ele não foi capaz de evitar ter parte do seu orgulho ferido por ter que estar dependendo de alguém para conseguir ter sucesso, ele precisava acreditar que Hana realmente era boa naquilo em que estava se propondo a ajudar, ele precisava confiar nela. O medo de vir a se arrepender no futuro existia, mas no momento ele estava sendo abafado pelos sucessos que a dupla vinha tendo ao conseguir recolher informações sobre o possível paradeiro do ex-sargento. Logo após o planejamento básico de como agiriam quando chegassem ao local onde poderiam encontrar Ao/Mine, os dois seguiram para fora do QG confiando um na palavra do outro de que aquilo poderia funcionar, fosse o destino escolhido por Hana ou a maneira de atacar de Zed.

- Não sou um cavalheiro, tsc. - Reclamou Zed assim que Hana começou a zoar a forma como decidiu montar o plano.

Certamente usar os outros de isca não era algo que Zed se orgulha em fazer, ainda mais quando a isca é mulher, só que mais uma vez voltamos a questão da confiança, ele não pediu para que Hana fosse uma isca porque considera ela descartável e fraca, muito pelo contrário, ele estava confiando que ela honrasse a espada que carregava na cintura e se mostrasse capaz de segurar Mine pelo tempo necessário até que conseguisse uma brecha para atacar, claro que se ela falhasse nisso, todo o plano seria jogado fora e Zed passaria a carregar nos ombros o peso da culpa. Ao fim de suas palavras, Hana completando seu tom irônico se jogaria na direção do garoto confiando que ele a segurasse em seus braços, e para a sorte dela era isso que ele fazia, apesar de ter no rosto uma expressão de tédio por estar participando disso em um momento tão sério.

- Tem que ser muito abençoado pra aguentar você. - Respondeu ele continuando a implicância. - Da próxima vez eu deixo você cair no chão, donzela indefesa.

Dando sequência a caminhada pela cidade e sendo guiado totalmente por Hana, o jovem espadachim passava boa parte do trajeto viajando no cenário bem iluminado da cidade durante a noite e a neve que agora caia de forma mais fraca, ainda assim o que mais tirou a atenção de Zed durante esses minutos foi a presença da lua cheia no céu, isso poderia significar não ter mais toda a energia de Amaterasu, mas por outro lado tinha agora o poder total de Tsukuyomi sobre ele.

Outrora os irmãos e deuses do sol e da lua já foram muito próximos, diferente da relação com o terceiro irmão, Susanoo, os dois, Amaterasu e Tsukuyomi eram quase inseparáveis, o que fazia muitos acreditarem que os dois sustentavam um romance. Acontece que certo dia, Amaterasu fora convidada por Ukemochi, a deusa dos alimentos, para um banquete, ela que não poderia comparecer, enviou seu irmão Tsukuyomi em seu lugar. Durante a celebração, o deus da lua se irritou com Ukemochi e desembainhou sua espada contra ela, assim matando-a. Quando Amaterasu ficou sabendo do crime que seu irmão cometeu, sentindo-se traída por aquele que mais confiava, ela recusou-se a voltar a vê-lo e mudou-se para outra parte do céu, criando aquilo que hoje podemos chamar de dia e noite, pois nunca mais os dois irmãos estiveram juntos novamente.

E assim que já estivessem no local do tal Zepelin, Zed contaria a Hana esta história, uma história sobre a quebra de confiança e a suas consequências eternas. Todo o contexto da lua cheia, o clima de estarem um confiando no outro e também o pedido que a garota já havia feito para ele acabariam por disfarçar o que aquela história realmente significava para Zed. Para Hana essa história era uma metáfora sobre eles dois, era uma tentativa de fazê-la enxergar como o garoto enxergava uma traição, o que aconteceria se os dois acabassem traindo a confiança um do outro, mas para ele, essa história significava mais do que uma mera metáfora, ela era também um paralelo.

- Conquistar a confiança de alguém não é uma tarefa difícil, muitas vezes fazendo isso de forma natural… Mas uma vez que ela se é quebrada, ela não voltará mais a ser como era. - Falava ele depois de um bom tempo encostado em um apoio próximo.

Podemos dizer que a confiança em alguém é como uma xícara, caso ela se quebre, com esforço ainda é possível reconstruí-la juntando e colando os pedaços, mas durante a quebra pedaços muito pequenos dela se perderam no ambiente criando assim as rachaduras que não podem ser preenchidas como antes, ou seja, mesmo que se tente muito e por mais perfeita que seja a reconstrução, a xícara nunca mais voltará a ser como antes foi. Alguém pouco curioso poderia facilmente associar isso ao fato de que o Ex-Sargento Ao havia enganado a todos, incluindo Zed, ao renegar seu cargo revelando-se como um membro do Exército Revolucionário, logo todo esse assunto de confiança pode ser explicado com a traição dele, mas para aqueles personagens que gostam de pensar um pouco mais, não é difícil concluir que Zed já havia tido sua confiança em alguém quebrada por alguém mais importante para ele do que um sargento que conheceu hoje, o que realmente seria difícil de imaginar por agora é a enorme gravidade da traição que havia sofrido, algo que ele até então se esforçava para não deixar transparecer nem metade.

- Já está quase na hora marcada para ele aparecer. - Comentou Zed sabendo que horas eram e então partindo para um local que fosse melhor para o seu posicionamento. - Tome cuidado com os ataques dele, acho que você mais do que eu sabe do que ele é capaz… E eu mais do que você sei o quanto dói, portanto não seja atingida, mesmo que para isso você tenha que fugir. - E após uma breve pausa, ele olhou para ela e completou: - Estou confiando em você.

Sem deixar que Hana o tocasse ou sem até mesmo ver o sorriso que ela mostrava para ele, o garoto deu as costas para ela e se escondeu nas sombras do cenário onde estavam, tendo plena visão do espaço onde a garota estava em pé e também da área onde Ao poderia vir a aparecer. Quando ele finalmente chegou, trajando suas novas vestes negras e com seu cabelo agora de mesma cor, ele mostrou-se surpreso ao ver Hana ali esperando por ele, talvez aquilo não fosse de fato uma armadilha… É, parte de Zed ainda guardava dentro de si a possibilidade de que o ex-sargento teria montado todo o esquema para levá-los até ali de propósito longe da proteção da marinha, e por incrível que pareça também não descartava a chance de Hana estar trabalhando junto com ele para levar Zed até ali como um grande idiota por ter confiado demais em alguém.

Quando o babaca do Mine começou a fazer seu discurso de vilão, Zed nem se importou com as palavras que ali estavam sendo ditas a seu respeito, temia que Hana se deixasse abalar por elas, mas de sua parte era quase como uma decepção, pois se ele estava se referindo a ele daquela maneira talvez os motivos para ter três X na sua ficha seja apenas um rancor infantil de quem tomou um chute na cara… Talvez esse revolucionário de merda, seja realmente um revolucionário de merda e não lhe sirva para porra nenhuma, ainda assim não poderia perder a oportunidade de interrogá-lo, por isso precisava que Hana conseguisse, por isso no instante que a garota segurou o cabo da sua espada, Zed começou a rezar, não para ele, mas para ela.

Zed nunca foi muito próximo de Tsukuyomi, não por ele ser a contraparte de Amaterasu, mas sim pelo seu conceito obscuro e seu poder que se fortalece nas sombras, por isso ele era o deus de sua mãe, não o seu. Rezar para Tsukuyomi agora lhe trazia um grande desconforto, chegando quase que ao ódio, mas ele não podia odiá-lo, não podia ter raiva de seus deuses pelas ações cometidas por seus seguidores. Quem tem fé tem confiança, e se existe alguém além dele mesmo que Zed se sente seguro em confiar, esse alguém são os seus deuses.

“Pai da Noite que do escuro nos protege
Iluminada seja a nossa lua
E ameaçada sejam as trevas que me perseguem
Venha a mim através da sua luz
Tire de mim os temores da escuridão
Traga até mim um caminho com visão
Na escuridão chamo por seu nome, Tsukuyomi!”


Assim que terminou de recitar sua oração e abriu os olhos, Zed já se deparou com Ao avançando na direção de Hana para atacá-la com um corte de sua própria espada, nesse instante talvez por consequência da sua oração, o garoto conseguiu enxergar uma oportunidade para atacar em seguida, já dando início a sua próxima oração enquanto colocava a mão na espada em suas costas e avançava pelas sombras em direção ao seu alvo marcado.

- ...Susano’o! - Gritou em meio ao calor do momento no mesmo instante que terminava sua oração para o deus mencionado e também desferia um belo corte nas costas de Ao/Mine com sua enorme espada recém adquirida e agora recém estreada ao cortar sua primeira vítima.

A satisfação de ver o sangue jorrar pelo ferimento que havia acabado de fazer era quase orgásmica, a sensação que tivera era de que já estava a anos sem cortar ninguém. Zed não pode negar que se empolgou um pouco na hora de realizar o movimento de ataque, uma vez que havia prometido a ele mesmo que deixaria Ao vivo, se não fosse pela capacidade do próprio em conseguir desviar alguns milímetros, talvez sua cabeça estivesse rolando agora sobre a neve manchada de vermelho.

- Eu ficaria realmente decepcionado se tivesse conseguido te matar com um único golpe… Era o mínimo que esperava de você, e ah, isso foi pelo que fez nas minhas costas, seu merda. - Disse ele de forma provocativa logo depois do corte. Havia um sorrisinho em seu rosto. - Ui, olha só, Hana, ta revoltado o metido a piratinha. - Completou ele com mais provocações enquanto se aproximava mais da sua parceira para ficar lado a lado com ela.

Nesse instante a garota aproveitou a distração causada por Zed para avançar contra o ex-sargento e golpeá-lo com um corte de sua espada, é certo de que seria subestimá-lo demais acreditar que ele seria atingido por tal golpe, por isso não houve surpresas quando ele desviou da lâmina de Hana e contra-atacou com a própria, talvez por sorte do reflexo ou pela própria habilidades de bloqueio, a garota conseguiu defender a tempo, sendo jogada para trás pelo impacto, mas graças a Zed que havia antes se movido na direção dela, conseguia assim segurá-la no ar antes que caísse no chão. Depois de ajudá-la a voltar a ficar de pé, a batalha era resetada e os três ali voltavam a suas posições de combate.

- Tenha calma, Hana, mesmo que ele já esteja ferido, isso não muda o fato de que ele ainda é mais forte que a gente… - Disse o garoto não muito satisfeito em admitir isso em voz alta, mas sabia que era preciso dizer para deixar a informação fresca na mente da marinheira. - Acho que eu tive uma ideia, mas para ela dar certo precisarei da sua ajuda… Posso confiar em você de novo? - Perguntou ele olhando para ela com uma expressão que mostrava bem o quanto estava seguro de si. Independente da resposta dela, ele continuaria a falar. - Siga meus movimentos e ataque assim que eu der o sinal… Mas lhe peço que independente do quanto você deseja descontar a sua raiva dele, por favor, não o mate.

“Droga, se ao menos eu tivesse usando uma espada maior eu poderia tentar usar uma das técnicas de minha mãe, tsc, talvez o peso da lâmina não seria problema se eu fosse mais forte”, pensou Zed a respeito da arma que estava utilizando não ser exatamente a mais apropriada para o seu estilo de combate, que pelo que foi ensinado até então por sua mãe deveria ser utilizado com espadas pelo menos duas vezes maior do que a que tinha em sua mão agora, por isso todas as técnicas que aprendera com Akamio não poderiam ser usadas, ou se tentasse seriam tão fracas que seriam quase que um corte normal, o que não valeria a pena nem arriscar. Não, no seu estado psicológico atual, Zed sabia que sua insegurança perante o uso de suas técnicas não era por conta da sua espada ou da sua força… Ele teria que voltar a treinar se quisesse ter todo esse controle novamente.

E dito isso, o garoto corria em direção a Ao/Mine abusando da sua aceleração para ganhar velocidade e distância de Hana, que para melhor visualização do que ele queria fazer era ideal que ela estivesse um pouco mais afastada. Durante a corrida, Zed seguraria sua espada para trás em uma posição clara de que iria realizar uma movimentação vinda de baixo para cima, porém não era o objetivo dele fingir que não pretendia fazer esse tipo de ataque, pois assim que encurtou a distância cerca de quatro metros, o loiro ergueu a espada arrastando-a pelo chão com força para que junto com o seu movimento a neve no chão fosse também arremessada para cima, sua intenção ali nunca foi acertar Ao, na realidade ele queria que o ex-sargento soubesse que tipo de ataque viria e já se preparasse para desviar ou bloquear. Em ambas as situações, Zed daria o sinal gritando para Hana atacar, e com a neve recém erguida a visão do adversário deles estaria debilitada, com isso a garota poderia atacar por um ponto cego e assim causar mais um dano ao Revolucionário. No cenário onde ele escolheu desviar do ataque, Hana precisaria depender mais das suas habilidades ofensivas para se mover na direção certa e conseguir acertar com eficácia, já no cenário onde Ao/Mine resolveu bloquear o golpe, então Hana teria uma abertura ainda maior para conseguir atacar o alvo sem visão, uma vez que Zed teria se certificado de mover a espada um pouco mais para trás na hora do movimento para que ela nem sequer chegasse perto de atingir seu adversário, por isso sua espada não poderia ter sido bloqueada a menos que Ao/Mine fosse para frente… E se ele realmente fizesse essa terceira opção, então Hana estaria ainda mais feliz com a facilidade que poderia realizar seu ataque.

Mesmo tendo sucesso ou não na tentativa de ataque, haveria ainda a possibilidade de Mine contra-atacar, sabendo que estava na mesma situação que ele com a neve tampando sua visão, Zed estaria ao menos mais preparado por já saber disso, portanto entraria em posição de defesa logo após erguer a neve, tentando assim bloquear possíveis ataques de Ao vindo por detrás da neve. Nessa oportunidade ainda de defesa, caso conseguisse bloquear o ataque, Zed tentaria agarrar Ao/Mine pela camisa, tendo preferência pelo lado já ferido para que assim causasse ainda mais dor, e então tentaria em seguida acertar uma cabeçada contra o nariz do ex-sargento, conseguindo ou não, esperaria que Hana fosse capaz de fazer algo com o tempo que havia criado ali. Por fim, se Zed não fosse o alvo dele após a subida da neve, então ele atacaria a marinheira ao seu lado, não poderia fazer a defesa pela garota, mas poderia fazer o contra-ataque, movendo-se na direção do sargento para atacá-lo com um corte diagonal de cima para baixo mirando o lado não ferido dele.

“Se esse é o caminho fácil, então por que todo mundo não o faz?” Porque trabalhando em equipe e confiando em seus parceiros, não há obstáculos que não possam ser superados.



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