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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 [Mini-Camila] Às margens do rio

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MensagemAssunto: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyTer 27 Mar 2018, 19:12

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyQua 28 Mar 2018, 04:14

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: https://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

Dicas e Orientações:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyQua 28 Mar 2018, 20:46

Sentada estaria Camila ao lado da janela por onde, de tempos em tempos, furtaria olhadelas da paisagem branca. A prancheta em suas coxas mostraria alguns rabiscos confusos que não demorariam muito para serem apagados e redesenhados. Alguns poucos ganhariam alguns instantes a mais no papel, porém seriam apagados mesmo assim. O padrão se repetiria algumas vezes até a jovem se notar vendo uma página em branca pela terceira ou quarta vez.

Um suspiro fugiria dos lábios dela. De testa franzida, bagunçaria o próprio cabelo com esfregadas agressivas na cabeça como para estimular o surgimento de ideias. Pelo roncar do estômago, Camila mediria seu tempo desperdiçado sem produtividade alguma, tinha começado a rabiscar quando comeu pela última vez afinal. Frustrada, atiraria a prancheta no chão e concluiria: Não dá. Não importa o quanto eu tente, nunca consigo desenhar algo decente.

A garota observaria um pouco a neve fora. Aquela cor neutra contribuiria para a retenção de suas memórias, fazendo a imagem daquela mulher sentada em um caixote lhe aparecer tão vívida como se estivesse do outro lado da janela. Enquanto recobrava a forma como a moça desenhava, Camila a invejaria, cerrando seus dentes conforme cada traço convergia para um novo desenho incrível. Seja uma árvore, seja um urso, seja um iglu. As representações por aquela desenhista produzidas eram fotografias.

Então, quando o sono começaria a afetar a jovem, seus próprios desenhos reproduzir-se-iam no branco da neve. Ela quebraria sua própria catatonia com um súbito soco contra o vidro.

Se eu desenhasse que nem ela, seria bem mais fácil de me expressar para os outros...

Seus pensamentos seriam cortados por um segundo roncar do estômago. Com um estalo de língua, Camila decidiria ir comer fora para não se dar o trabalho de preparar nada.

No caminho para a porta, seu pé encontraria a prancheta que arremessara. Mordendo os lábios inferiores, a garota a olharia silenciosamente. Em meio às duvidas, enfim, a necessidade impulsiva de catar a prancheta do chão a movimentaria.

Correndo para a porta, já com a prancheta em mãos, meter-se-ia em um casaco para se proteger do fio. O novo objetivo era encontrar a desenhista que vira na rua e observá-la o suficiente para aprender as suas técnicas... isso depois de achar um lugar para comer algo, é claro.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyQui 29 Mar 2018, 19:07

~~ Orientação ~~


A ilha de Fernand Ice era extremamente fria. Tanto é que, a população era extremamente reduzida. Poucos viajantes apareciam naquela região, principalmente por não ter nada de útil, a não ser seus blocos de gelos que poderia ser utilizado para revendedoras. Mas não era como se existisse alguma empresa que fizesse isso.

Não existia casas como habitualmente as cidades possuem, havia apenas Igloos e neve por toda parte. Camila uma jovem adolescente de coração mole, poderia notar que o frio estava tão gélido como o inverno passado. Talvez até mais. Perdida em seus pensamentos, sem qualquer inspiração artística para modelar seus desenhos em sua prancheta, decidia por sair de seu igloo ao vestir seu grosso casaco de pele. A garota estava em busca de uma artista ao qual havia visto outrora. Queria ter o mesmo dom par criar desenhos como a desconhecida mulher. Camila já se contentaria em apenas aprender com a mesma.

Ao sair pela neve, percebeu que não havia ninguém a sua volta, a não ser a aglomeração de neve e flocos de gelo. A cerca de alguns metros mais adiante, poderia avistar outros igloos, talvez em algum deles ela pudesse encontrar a pessoa que desejava ser sua mestra.


Dicas do Monstrão:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyQui 29 Mar 2018, 23:37

Spoiler:
 

Camila esfregaria constantemente o seu casaco de pele enquanto prosseguia através dos outros iglus. Às vezes, assopraria suas palmas para aquecê-las, expelindo uma baforada opaca que de pouco lhe serviriaa. Sua carranca deslizaria pelo ambiente e, com os olhos semicerrados, analisaria minuciosamente cada direção em busca da famigerada desenhista. Infelizmente, a neve e os flocos gelo eram sua única companhia.

Assim, alcançaria o iglu mais próximo. Suas mãos quase se encontrariam em um bater de palmas forte para ser sua campainha, porém parariam pouco antes de se encostarem.

Respiraria fundo e começaria a ensaiar seu semblante ali mesmo antes de chamar os moradores. O rancor de antes desmanchar-se-ia em uma expressão séria com o mínimo de expressões desnecessárias possíveis; para isso, Camila tentaria manter a concentração em sua linguagem corporal, desde o mais sutil tremelique na pálpebra aos mais notáveis gestos de mão apressados. Imaginando como se um cabo de vassoura estivesse colada às suas costas, manteria a coluna ereta e os ombros rígidos.

Todo aquele ritual sempre se demonstrou bastante natural para a jovem desde a idade mais tenra. Tudo vinha de uma habilidade de liderança cuja origem para ela nunca foi de interesse. "É inteligência. Apenas isso. Inteligência é inata, não precisa de um treinamento precedente", era uma de suas frases favoritas que repetia ao menos uma vez por mês de si para si e, com essa repetição, acabaria de exceder a cota daquele mês.

Por fim, pigarrearia e bateria palmas duas vezes, assegurando-se de que elas soariam alto o suficiente para chamar atenção de quem estivesse dentro da casa.

— Ô de casa! Tem alguém aí? — Colocaria as mãos ao redor da boca para intensificar a voz. — Será que alguém daí pode me ajudar com comida?
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptySex 30 Mar 2018, 12:57

~~ Orientação ~~


O vento gélido e nervoso possuía seus altos e baixos. Umas horas estava mais forte e outras mais fraco, quase que inexistindo. Camila havia saído em busca de encontrar a mulher que tanto idolatrava, de certa forma.

Ao caminhar vagarosamente devido os elevados tufos de neve, quase que sendo sugada para dentro das fissuras, Bittencourt já estava acostumada a esse tipo de situação. Ao chegar no Iglu mais próximo, percebeu que em seu interior estaria uma jovem mulher de um lado para o outro. – Ele ainda não voltou, será que está bem? Aim meu santo... não deixe nada acontecer com ele. Estava aflita e bem nervosa. Demorou alguns segundos quando notou a presença da jovem atiradora. – Ah é você Camila! Ainda bem que veio... chegou a ver algum homem vindo para cá? Sabe meu marido, saio desde ontem e até agora não deu notícias, estou apavorada e não sei o que fazer? Lágrimas percorriam sua face conforme suas palavras eram expressadas para a garota.

– Comida? Acho que tem pão caseiro ainda na mesa! Ela terminava de falar ao mostrar logo alguns metros o móvel. Quando Bittencourt havia chegado, o vento estava bem calmo, mas foi chegar no iglu vizinho que; uma onda forte de nevada começou a se ouvir do lado de fora. Aquilo fazia ainda mais a mulher a sua frente, chamava-se Kokori, ficar ainda mais nervosa devido o sumiço de seu marido. Dentro do iglu não havia nenhuma extravagancia, era relativamente normal. Móveis meia boca, enfeites meia boca, porém, muitos casacos, cobertores e toalhas feitos de pelo animal.


Dicas do Monstrão:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptySab 31 Mar 2018, 10:10

Através do umbral do iglu, Camila pôde notar uma mulher murmurando e andando de um lado para o outro, frenética.

— Ele ainda não voltou. Será que está bem? Ah, meu santo... não deixe nada acontecer com ele. — E foi num de seus passos agitados quando finalmente apercebeu-se da jovem. — Ah, é você, Camila! — Assustou-se. — Ainda bem que veio... chegou a ver um homem vindo para cá? Sabe, meu marido saiu desde ontem e até agora não deu notícias. Estou apavorada e não sei o que fazer.

Sem lhe conferir nenhuma palavra em primeira instância, Camila se sentiria convidada a entrar na casa daquela mulher. Abaixar-se-ia para passar pelo umbral e, conforme sua visão do lugar se ampliava, notável se mostrariam os utensílios produzidos a partir de pele animal, dentre eles casacos, toalhas e cobertores. Além disso, os móveis eram bastante simplórios como os quais se viam em diversos outros iglus. Em uma mesa, a garota pôde detectar uma porção de pão caseiro que, curiosamente, não lhe chamava mais a atenção como tinha feito até então.

— O que aconteceu, senhora Kokori? Seu marido saiu. Essa parte eu entendi. Mas você sabe pra quê e pra onde? — Questionaria Camila, aproximando-se da senhora.

Na mais perfeita compostura por ela apresentável, Camila agora contemplava os prantos de Kokori. As feições da mulher eram distorcidas pelas lágrimas de desespero. A jovem evitaria por pouco ser contagiada, um nó se formaria em sua garganta e, de braços cruzados, apertaria forte os cotovelos.

— Comida? Acho que tem pão caseiro em cima da mesa. — Lembrou-se a mulher, mostrando à menina o pão.

Por aqueles instantes, a jovem esquecera que estava faminta. O roncar do seu estômago se abafara pelo choro de Kokori, fazendo Camila hesitar um pouco em comer, mas a situação a obrigava. Era bem possível que, caso continuasse observando a angústia da senhora diretamente, ela também não conteria as próprias lágrimas. Portanto, caminharia até a mesa, certificando-se de estar de costas para a mulher.

Seria aí que perceberia o rugir da nevada começar no exterior, reverberando para dentro do iglu e intensificando ainda mais os prantos de Kokori. Camila deixaria sua prancheta na mesa e rasgaria o pão com os dedos inquietos enquanto a interrogaria:

— Então... — Forçar-se-ia a controlar o tom trêmulo. — Você pode me dizer para onde ele foi? Talvez eu possa ir lá ver se ele está bem.

A princípio, retiraria do pão uma porção pequena. Descontaria nele sua própria aflição ao mastigá-lo com força exagerada, tudo como forma de reter seu próprio choro. Conforme a senhora explicaria os detalhes sobre seu marido, Camila deduziria o gasto calórico necessário para viajar aonde o homem possivelmente se perdera e compensá-lo-ia com mais mordidas ao pão.

Por fim, quando possuísse informações e energia suficientes, a garota retornaria o pão para onde ele estava antes. Coçando o queixo, selecionaria dentre os casacos vistos anteriormente algum capaz de se encaixar por cima de seus trajes. Sua lógica era, quanto mais coberta estivesse, menos o frio a afetaria. Além disso, era possível que o homem perdido também precisasse de agasalhos extras.

— Vou pegar um desses aqui, tá certo? Esse aqui é pra mim e esse aqui são alguns extras para o seu marido.

Caso nada a atrapalhasse, sairia em direção em busca do marido de Kokori. Pela primeira vez naquele dia, formar-se-ia um sorriso paradoxal em seu rosto, lubrificado por lágrimas veementes. "Droga. Eu as contive muito."

A prancheta jazeria na mesa, abandonada.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyDom 01 Abr 2018, 21:45

~~ Orientação ~~


A jovem moradora respondia de forma educada, mostrando empatia pela sua vizinha. Enquanto comia e questionava o paradeiro do marido da Kokori, a mulher parou por um momento e respondeu a jovem. – Ele saiu para pescar, não sei o motivo de ele ter ido para longe, já que tem alguns buracos de pesca perto daqui. Ela terminava de falar ao gesticular mostrando o lado do local.

O coração mole de Camila se via necessitado em ajudar a sua vizinha que se mostrava nervosa e sem condições de sair em busca de seu marido. – Ir procura-lo? Você faria isso por mim, Camila? Seria de grande ajuda mesmo! Ela terminava de falar ao se aproximar e pegar nas mãos da jovem atiradora e agradecer já mostrando um pequeno sorriso. – Maol havia me dito que iria com um amigo até a fissura da divisa de nossa região... aquela que sempre dizemos aos nossos filhos nunca irem. Fica próximo dos cubos colossais gêmeos. Ela terminava de falar ao apontar, algo sem necessidade, pois, Bittencourt lembrará do local, apesar de poucos irem até o território.

Camila respondia de forma afirmativa e pegará alguns casacos extra tanto para ela quanto para o marido de Kokori caso houvesse necessidade. Em seguida saia do iglu e começava a caminhar até a divisa. O vento gélido que pareciam lâminas vivas aumentava e diminuía constantemente. Mas a temperatura do corpo da atiradora mantinha-se elevada devido os casacos que a mesma usufruía.

As lagrimas do enorme coração da garota quase congelavam enquanto a mesma continuava seu percurso até o local. Ao chegar pode notar duas varas de pescas há alguns metros e ado lado havia um buraco com proporção circular e imenso, típico local dos pescadores. Entretanto, poucos iam naquela região, pois sabiam dos riscos.

Se Camila observasse todo o local, poderia notar os colossais cubos de gelos idênticos que permaneciam um em frente ao outro. Seu nome era sem dúvidas bem especifico. Uma enorme fissura em linha reta percorria toda a lateral dos enormes cubos. Alguns metros adiante daquele buraco que havia as varas, dois homens corriam em euforia, apesar de lentamente devido a neve. Infelizmente a neve naquela região era mais baixa e alguns metros a frente de Camila existia apenas um tipo de lago congelado e escorregadio.

Os dois sujeitos pegavam as varas e percebiam a presença da garota e se dirigiam até se aproximar de Bittencourt. – Camila? O que está fazendo aqui? Um dos homens dizia enquanto parecia estar amedrontado. – Isso não importa Maol! Temos que fugir de uma vez... o outro dizia ao lado quando puxou seu ombro expressando tanto medo quanto o marido de Kokori. – É verdade! Aquele urso não para de nos seguir! Ele dizia quando olhou para trás e percebeu um brame furioso.


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- Rrrrrrrrghhhhhh.

Camila pode notar um urso medindo dois metros e meio ao estar ereto e mostrando seus dentes afiados. Já poderia deduzir que os dois homens estavam fugindo da criatura. – Eu não sei como ele cruzou a fissura, mas desde ontem estamos fugindo dele! Fiquei com medo de ir para a aldeia e ele atacar todos lá! Por isso eu e Fogi tentamos despista-lo, porém fracassamos. Já não sabemos mais o que fazer! Fogi usou o arco e flecha, mas não é muito habilidoso. Sem contar que estamos muito cansados também. Ele terminava de falar ao tomar folego no momento. Camila poderia decidir leva-los de volta, mas arriscaria a vida dos moradores? Poderia tentar enfrenta-lo, mas conseguiria mata-lo? O que a jovem atiradora faria a seguir?


Dicas do Monstrão:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptySeg 02 Abr 2018, 00:30

Spoiler:
 

A fúria da nevada estourava contra o solo e reverberava em rugidos estrondosos pelos bosques congelados como tempestades funestas das profundezas do inferno. Os pés de Camila eram sugados para dentro da neve e era necessário utilizar-se de certo ímpeto para emergi-los novamente. O frio gélido a penetrava amiúde pelos casacos e impregnava-se nos seus mais ignotos nervos, assolando-a com esfregões débeis de uma mão com a outra para reter o mínimo possível de temperatura. Praguejava baixinho conforme suas lágrimas antes regozijantes ousavam se cristalizarem à sua pele, pois destas nem mesmo o maior número de casacos por ela disponível seria capaz de afugentá-la.

Por fim, o ambiente descortinou-se em um panorama maior, revelando-a seu destino onde dois imensos cubos de gelo refletiam-se um de frente pro outro, adjacentes a uma imensa fissura responsável por delimitar o aqui e acolá da ilha. Uma imensa falha circular descrevia o local onde Camila deduziu ser o último local onde Maol, o marido de Kokori, fora visto. O suspiro denso soprou-se por entre seus lábios ao notar duas varas de pesca abandonadas perto do buraco e, ainda mais além, testemunhou os dois homens correndo à velocidade em que o tapete nevado os permitia.

— Camila, o que está fazendo aqui? Bradou Maol enquanto ele e o amigo reaviam suas varas de pesca do chão.

— Isso não importa, Maol! Temos que fugir de uma vez! — Sugeriu o companheiro.

— É verdade! Aquele urso não para de nos seguir!

Ambos aproximaram-se de Camila sem pararem de falar. A jovem, no entanto, já não lhes prestaria atenção, pois seus olhos fixar-se-iam no monstro estupendo. As presas repugnantes por pouco discriminavam-se da neve pelas manchas rubras que alastravam-se até os entornos de sua boca. Ao urrar, cuspiu de sua boca e narinas um pútrido sopro fumacento, embebido de saliva animal. O corpo, estendendo-se em duas patas, na menina eliciaram sensações conflitantes cuja descrição ela nem era capaz de racionalizar no momento.

— Fogi usou o arco e flecha, mas não é muito habilidoso. Sem contar que estamos feridos também. — Maol explicou em meio a arfares.

Com um "Ah!", Camila retirar-se-ia de seu nervosismo inerte. Tornar-se-ia para Maol, a inquietação manifestava-se no tremer de suas sobrancelhas.

— Vocês tem um arco? Rápido, me dá logo isso! — Ao dar suas ordens, utilizar-se-ia da sua aptidão de liderança. — Não é possível que vocês não pescaram nenhum peixe nem trouxeram algo pra comer, certo? Joguem algo no chão pra atrasar o bicho e cubram-se de neve para tentarem se camuflar!

Recuaria olhando para o chão de tempos em tempos a fim de afundar-se na neve. Entendendo o braço para Fogi, não pararia de encarar com suas pupilas dilatadas o monstro.

Caso a entregassem o arco, ela o apontaria para o urso. O frio e a ansiedade contribuíam para sua imprecisão. Porém, mesmo se conseguisse colocar a flecha no ângulo propício para acertá-la no animal, a garota hesitaria. Fecharia os olhos por vezes, esperando que quando os abrisse, a flecha já não mais estaria em suas mãos e a criatura, deitada em poça de seu próprio sangue. Nenhuma vez aquilo se concretizaria.

Ao invés de acertá-lo diretamente, optaria primeiro por disparar contra o chão próximo às patas dianteiras do urso. Para calibrar corretamente a flecha, prenderia a própria respiração. Com o intuito de perfurar a neve próxima do inimigo e assustá-lo. Tinha ciência de que aquilo possivelmente apenas irritaria o animal ainda mais.

Na ocasião do urso apenas se assustar momentaneamente, continuaria a atirar contra o chão em ponto similar para causar o mesmo efeito, visando atrasá-lo enquanto recuavam mais e mais. Obviamente, racionaria suas flechas adequadamente, sempre mantendo o número remanescente em sua consciência.

Se o urso não se assustasse, chegasse muito perto ou as flechas estiverem perto de acabar, Camila escolheria a última e mais infeliz opção: Tentaria acertar uma flecha em uma das patas dianteiras do inimigo. Como não possuía conhecimento nenhum da anatomia do urso, poderia apenas torcer para não acertar em nenhum ponto vital.

Caso qualquer uma das estratégias funcione, a garota giraria nos calcanhares e correria de volta para a vila.

— Rápido! Agora!

Caso tudo falhasse, a menina não teria escolhas em se meter num ato impulsivo na direção do urso, utilizando sua própria vida para ganhar tempo para aqueles dois homens.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Camila] Às margens do rio   [Mini-Camila] Às margens do rio EmptyQui 05 Abr 2018, 20:09

~~ Orientação ~~


A jovem comaçava a lidar com a situação apesar de seu subito nervosismo, o que era bem compreendivel. A extraordinaria liderança de Camila fazia com que os homens logo começassem a seguir suas ordens, nao ligando para sua idade juvenil.

Bittencourt pegará o arco-fecha do pescador e instruia os mesmos a jogarem isca para distrair o urso. – Não temos muitos peixes, jogamos anteriormente para tentar despista-lo. Nos restou apenas dois! Ele dizia ao pegar de sua bolsa feita de couro e jogar para fazer o urso recuar em seu avanço, o que ocorria. O urso devora agilmente aquele pequeno peixe e em seguida em carava o trio.

A jovem atiradora disparava a flecha contra o urso, apesar do vento e do frio, a maestria da garota era sem duvidas excepcional. Tanto é que: acertava a flecha no urso. No entanto era insuficiente para parar aquela aberração, parecia mais um rinoceronte com pelos do que um urso. Sua debandada era furiosa e seguia até colidir com o trio que pouco conseguira evitar o ataque. Ambos os pescadores eram arremessados para longe e Camila conseguia evitar por pouco devido o acumulo de neve que amortecia seu impacto.

O urso urrava de furia e dor. A flecha ainda estava penetrada em seu couro, proximo do pescoço, mas não havia penetrado totalmente a carne do animal, devido sua esperrura. Os pescadores pareciam ter desmaiado, ja que, haviam recebido grande parte do dano na hora da colisao. Principalmente Maol, pois, com intuito de proteger a jovem garota, havia se intrometido na frente e protegido a moça.


Dicas do Monstrão:
 

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~Fala / Narração

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