One Piece RPG
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» O vagabundo e o aleijado
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Tensei Hoje à(s) 22:11

» V - Into The Void
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor GM.Alipheese Hoje à(s) 17:09

» A Aparição de Mais Um Meio a Tantos
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Vincentão Hoje à(s) 15:32

» Unbreakable
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Ainz Hoje à(s) 11:23

» O Ronco do Bárbaro
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor West Hoje à(s) 11:11

» [mini-nickgames1234] *East Blue*
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Hoje à(s) 06:18

» [Fiction] — The Legend
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor GM.Noskire Ontem à(s) 21:46

» [Mini-Rosinante-san] O homem que quer ser livre
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Rosinante-san Ontem à(s) 20:23

» Mini - Serana
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Serana Ontem à(s) 19:42

» Bizarre Adventure: Smooth Criminal
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Achiles Ontem à(s) 12:37

» [Ficha] Pandora
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor ADM.Senshi Ontem à(s) 00:20

» ~ Mudanças Importantes ~
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor DEV.Ryan Sex 15 Nov 2019, 23:45

» Cap. 1: Laços entrelaçados, as chamas da revolução se erguem!
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Wesker Sex 15 Nov 2019, 22:54

» Apenas UMA Aventura
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Van Sex 15 Nov 2019, 22:00

» De pernas pro ar! A revolução de Yumi
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Akuma Nikaido Sex 15 Nov 2019, 16:00

» Cap I: Veneno de dois Gume
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor Noelle Sex 15 Nov 2019, 15:12

» Retornando para a aventura
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor rafaeliscorrelis Qui 14 Nov 2019, 23:00

» [Mini - Asin] - Seja o Equilíbrio
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor TheJoker Qui 14 Nov 2019, 14:44

» Desventura 3.5: O treino para Grand Line
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor TheJoker Qua 13 Nov 2019, 18:54

» MEP Serana
Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Emptypor TheJoker Qua 13 Nov 2019, 17:49



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG

Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


Compartilhe
 

 Capítulo I - Em busca da sereia perdida

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte
AutorMensagem
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 26/02/2018

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptySex 27 Abr 2018, 16:23

Capítulo I  - Em busca da Sereia Perdida
Os olhos são a janela da alma, e Cris ao ver aquele sorriso maldoso e o olhar cruel de Lázaro, sentiu um breve arrepio em suas costas. Uma ovelha prestes a ser atacada por um lobo, era como ela se sentia. Reparou nos olhares do casal, era como se pudessem ler a mente um do outro, Cris não entendeu a intenção daquilo, mas sabia que um sorriso daquele não era coisa boa.

A ruiva explicava a respeito do menino que podia estar com o seu dinheiro até que fora interrompida no meio da conversa. As bochechas de Cris ficaram coradas de vergonha por tal ato, e logo ela se encostou na cadeira, com um bico nos lábios. Não gostava de ser repreendida e as palavras do homem soaram como uma ordem. ’’- Quem você pensa que é para mandar em mim?’’ - Pensou enquanto observava Lázaro chamar um de seus funcionários. Enquanto Lázaro se enrolava para lembrar o nome de seu funcionário, Cris observava o seu redor, procurando algum baleiro, algo de comer por perto, estava com fome e ao ver o Sr. e a Sra. Duval saírem do recinto e o mordomo pedir para esperar, era a sua chance de conseguir algo. Olharia em volta da sala, procuraria algum doce primeiro.

Tinha sido recebida na casa pelo seu dono, mas fora muito mal tratada, nem lhe ofereceram um copo de água, inadmissível. Cris se conseguisse a bala, iria observar mais do ambiente ao seu redor, procurando se no mesmo havia documentos, alguma janela, aquele recinto poderia ser um escritório? Procuraria saber. Andaria pela sala, olhando as coisas até o retorno do mordomo com um homem alto, de cabelos castanhos e cavanhaque.

Cris o cumprimentaria de maneira educada com um sorriso. Embora fosse mais velho que ela, o homem tinha um certo charme que Cris apreciava e como de costume, as bochechas rosadas e o gaguejar em sua fala, exibindo sua aparente timidez estariam presentes mais uma vez. Ela explicou toda a história desde o começo, que estava andando e trombou com o menino chamado Andrew, não contou toda a história, somente o necessário que o homem precisava saber e ao final, ouvira o suspiro do homem à sua frente, estava decepcionado.

A voz do homem comoveu Cris, que por um instante se sentirá culpada por estar atrás de seu dinheiro. Ela precisava dele, precisava comprar os itens para sua viagem para salvar Mirana. Ela acenou com a cabeça de maneira negativa. - N-N-Não se preocupe, ele apenas encontrou algo, não o roubou. - Ela dera uma leve piscada com o olho direito para o rapaz, sinalizando que o menino não tinha culpa aos olhos dela. Realmente, Cris era muito boazinha as vezes, o que podia irritar certas pessoas mas, a maior verdade era que pessoas boas às vezes fazem coisas ruins não por maldade, mas por não saberem o que fazer e esse era um dos casos. Logo o homem pedira para ela o seguir, Cris o fez, andando ao seu lado, um passo atrás dele.

Passaram pela mansão até chegarem ao seu exterior, que, diga-se de passagem, era tão bonito quanto o interior. Os dois andavam, Cris aproveitou a oportunidade para perguntar: -  A q-quanto tempo você trabalha para L-Lázaro? - Esperaria a resposta enquanto ia em direção aos fundos da mansão, avistando novamente o casebre de antes.

A estrutura era pequena se comparada ao restante da mansão, não parecia um lugar ruim por fora, mas por dentro era muito pequeno. Os quartos que haviam nos 3 andares da estrutura eram minúsculos, a cozinha do local era única e Cris deduziu que os funcionários compartilham a mesma. Notou que havia mais de um banheiro enquanto seguia Franklin até o segundo andar. Logo o homem abrira a porta de um dos quartos e Cris avistou o garotinho que havia esbarrado em si a mais de uma hora atrás.

O rosto rosado do menino havia ficado branco ao notar Cris ao lado de seu pai. Havia sido pego no pulo do gato! As palavras de seu pai soaram firmes. Crisbella colocaria a mão no ombro de Franklin e diria com um sorriso gentil: - Posso conversar com ele por um minuto? - Se o homem permitisse, aproximar-se ia de Andrew. Se ele estivesse sentado a cama, sentaria ao lado dele, se não, o convidaria a se sentar e independente de como estivesse, o olharia nos olhos, com um sorriso. Cris gosta de crianças e tem facilidade para com os pequenos pelo seu jeito amoroso e maternal de ser. De maneira simpática diria: - Seu nome é Andrew não é? Me chamo Crisbella. Foi bem difícil encontrar você, na verdade eu nem esperava ver seu rostinho de novo, mas era preciso. - Pegaria a mão do menino e diria: - Escuta, sei que ama seu pai e que quer ajudá-lo. Mas fazer isso dessa forma deixa o coração dele muito triste… Você pode me devolver o que deixei cair? Sua voz suave e tranquila tentaria passar a sensação de conforto ao garoto.

Mesmo que o garoto se esquivasse da tentativa de aproximação,  continuaria falando calmamente, só que agora para com os dois. - A situação de vocês e dos outros empregados não é nada boa... Poderia me explicar melhor tudo o que está acontecendo? Sei que o seu patrão é... Uma pessoa terrível, mas algo pode ser feito, sempre há uma maneira. Por favor Franklin me conte tudo o que sabe.- Seus olhos seriam confiantes e se o homem aceitasse contar a ela o que estava acontecendo, ouviria atentamente, bolando algum plano em sua cabeça enquanto ele o fazia.

Lázaro, como Tom havia dito. Fez sua fortuna em cima de mentiras e da inocência de seus empregados. Mentiras possuem verdades. precisava descobrir a verdade e revelá-la ao mundo para que todos tivessem a certeza de que ele era um homem corrupto. Mesmo que o Governo soubesse, seriam capazes de derrubar um peão para manterem seu sistema. Cris sabia que o Governo jamais admitiria que estava por trás dos panos daquele circo e Cris, esperava que se fosse necessário, o próprio Governo deixaria de apoiar um homem como Lázaro para preservar sua integridade. ''Os peões sempre caem antes da rainha.''

- Existe algum cofre na casa? Sabe se Lázaro costuma deixar seus negócios e documentos tudo na residência? Coisas erradas sempre estão escondidas, se pudermos revelar tudo o que há de errado, talvez consigamos fazer com que o próprio Governo para Lázaro. - Seu olhar confiante seguia para ambos. - Meus amigos e eu podemos ajudar, mas preciso da ajuda de vocês, de todos vocês... Isso é algo importante, só pessoas de confiança devem saber disso. Não contem a ninguém, é questão de vida ou morte. - As chamas do coração de Cris se acendiam. Não importava os motivos de Lázaro, não podia deixar aquelas pessoas ali. Procuraria saber se os



-x-



Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Off:
Spoiler:
 



Father and Son
It's a cruel, cruel world. No mercy left, yeah it's a cruel, cruel world. It'll break your heart and burn you down, down, down. Don't ever doubt that it's a cruel, cruel world

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]



Voltar ao Topo Ir em baixo
Ceji
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
Ceji

Créditos : 2
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 04/02/2013

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyQua 02 Maio 2018, 16:45

Hora Do Plano

Cris questionava Franklin sobre o tempo que trabalhava com Lazaro com o gosto meio azedo da bala de tamarindo que pegara na sala de estar dos Duval - A cerca de dois anos - Dizia ele, com os dois já no casebre. Assim que entraram no quarto, o homem começou a tirar satisfações com seu filho - E-eu não sei de n-nada...! - Afirmava para seu pai, bem receoso - Andrew Ewing, eu estou falando sério. Eu já te disse que quando se acha algo na rua, você precisa procurar o dono, não simplesmente presumir que o dono o abandonou e pegar - A voz dele era firme, mas também terna. Era como se ele fosse abraçar seu filho assim que terminasse de falar. Andrew pareceu supreso com a fala de seu pai, e não era surpresa, já que... diferia um pouco da realidade. Ele tentou responder, mas a surpresa tirou as palavras da sua boca. Franklin não foi contra quando Cris pediu para falar com seu filho, e o mesmo a ouviu meio recolhido - E-eu... Não sei d-do que está falando... - Respondia o garoto, desviando o olhar.

Vendo que a aproximação não estava dando certo, Cris passou a se dirigir aos dois, perguntando com relação à Lázaro - Hmm... tudo bem, você me parece confiável - Ele então se sentiu na cama e sinalizou para Cris fazer o mesmo - Cerca de 70% dos empregados que trabalham aqui estão endividados com o Sr.Duval. Eu não sei muito bem quanto aos outros, mas no meu caso foi um suposto vaso de luxo. A dois anos atras eu havia sido contratado por ele para ajudar na limpeza da casa, estava tentando juntar algum dinheiro extra e estava fazendo alguns bicos aqui e ali. No meio do expediente ele me chamou e me mostrou um vaso quebrado em uma sala no qual já havia limpando, e me acusou de ter o quebrado. Eu tinha limpando a sala e o vaso, mas tinha deixando ele intacto quando sai de lá, não tinha como ter sido eu... Mas o agente do banco mundial não entendeu isso e se manteve do lado de Lázaro, e estipulou o jarro custando B$30.000.000,00... Óbvio que eu não tinha como pagar, e aqui estou - Ele falava com um tom melancólico. A história batia com o que Tom havia dito, e aquelas coisas eram absurdas demais para serem obra do acaso. Cris tentou saber sobre a existência de algum cofre ou coisa parecida na mansão de Lázaro, mas aquela não parecia uma informação fácil de se conseguir - Cofre? Não sei muito sobre isso, eu trabalho nos jardins. Se tem alguém que sabe, é a Joanne. Eu te levo até ela.

Guiada ao lado de fora por Franklin e com Andrew seguindo, a garota foi até os fundos da casa, onde uma bonita moça de pele escura limpava a porta. O homem deu uma rápida olhada no interior para ter certeza que nenhum dos dois patrões estavam ali, e então se dirigiu a ela - Joanna, essa pergunta pode parecer estranha, mas você sabe se tem algum cofre na casa? - Ela arqueou as sobrancelhas e pensou por um instante - Cofre? Até aonde sei, não. O mais perto disso que sei é uma escrivaninha com a gaveta trancada no segundo andar - Assim que ela se pronunciou, outra serviçal apareceu de repente - Pessoal, vocês viram uma moça por aqui? Tem um garoto na entrada querendo saber de uma tal de Cris que... - E então viu Cris - Ah, é a senhorita? Melhor ir lá atender seu amigo - E voltou a se afastar. Indo em direção a entrada, Cris sentiu um peso em sua bolsinha. Quando foi verificar, se deparou com sua bolsinha de moedinhas ainda cheia e com um bilhetinho com os dizeres "Desculpe :(". Parecia que a mão leve dele não servia só para pegar coisas. Na entrada, a garota se deparou com Léo sozinho ao lado do portão, sem os guardas - Cris, porque simplesmente sumiu assim? Enfim, vem aqui - A puxou para um canto, e começou a sussurrar - A chefa disse que precisamos dar um jeito de tirarmos aquelas pessoas dali. Precisamos destruir os registros de Lázaro ou algo do gênero para podermos ajuda-los a fugir sem complicações. A saida do navio foi alterada para o meio dessa noite, para não corrermos risco, e ela ficou lá para acelerar as coisas e teminar os preparativos até de noite. Já que ficou aqui avaliando a situação, algum plano?







Spoiler:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

R.I.P. Lars:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptySab 05 Maio 2018, 17:31

Capítulo I  - Em busca da Sereia Perdida
A bala de tangerina dançava dentro da boca de Cris, o amargor da mesma era gostoso  para ela, gostava de coisas amargas assim como as doces… Ou seria de comer em geral? Escutava atentamente as palavras do homem e vê-lo com seu filho abriu um sorriso singelo em sua face. Cris assim como muitas outras crianças no mundo, cresceu sem um pai, porém recebeu todo o amor e carinho no mundo de sua mãe. Ao ver os dois, lembrou de algumas situações que já havia passado na vida.

Nunca havia roubada nada de ninguém antes, mas também nunca foi uma santinha.De todas as broncas que tomará na vida, a maior fora quando quase se afogou no mar, no mesmo dia que conhecera Mirana. A bronca que tomou de Elizabeth foi grande, mas assim como aqueles dois, no final o amor de uma pai ou mãe para com o filho, supera todas as dores.

Cris escutou todas as palavras do homem atentamente. Confirmava a veracidade dos fatos que Tom havia exposto. Realmente esse Lázaro não era boa pessoa e com a ajuda do banco, estava encoberto de suas falcatruas contra pessoas inocentes. Com o queixo apoiado sobre a mão direita, de maneira pensativa, refletia o que poderia ser feito quando teve a ideia do cofre, mas infelizmente o homem não sabia de nada sobre o assunto.

Ouvia as palavras do homem, a tal de Joanne se soubesse de algo poderia ajudar muito em sua procura de mais respostas. Logo começou a seguir Franklin enquanto Andrew estava atrás de si. Cantarolava em sua mente, enquanto encarava as cotas do homem. Andaram até chegarem em um jardim e Cris avistou a bela mulher ali. Franklin olhou ao redor e quando se sentiu seguro, perguntou a mulher sobre o cofre.

A mulher avisara a respeito de uma escrivaninha trancada no segundo andar e quando menos esperavam, foram surpreendidos por um homem que buscava Cris. A ruiva tomou um susto ao vê-la, e acenou positivamente com a cabeça, indicando que era ela a quem procurava. -  Obrigada pela ajuda de todos, qualquer coisa eu converso mais com você Franklin. - Logo se voltou ao garotinho e apenas bagunçou o cabelo dele com um sorriso amigável antes de seguir a empregada que a procurava.

Andava calmamente, brincando com a bala na boca que já estava quase no fim. ’’- Ahh eu devia ter enchido a mão naquele baleiro…’’ - Pensou enquanto em uma espreguiçada sentiu o bolso esquerdo mais pesado. Os dedos finos pegaram o gatinho rosa novamente e como um milagre, estava com todo seu dinheiro ali de volta e junto um bilhetinho. Os olhos da garota eram singelos, estava em uma encruzilhada. Ficar feliz por ter de volta o que era seu de volta era bom, mas sabia que aquele dinheiro poderia ter ajudado os dois… Mas não ao longo prazo. Respirou fundo - ’’ Não se preocupem… Eu vou ajudá-los de outra maneira… Como eu puder… - ‘’ Sorriu levemente de canto.

Andava calmamente e ao chegar no portão de entrada viu que os guardas não estavam mais ali, somente Leo. Ela sorriu para o rapaz que em um movimento rápido a puxou para um canto e sussurrou. O toque firme da mão dele e o jeito baixo de falar despertaram as bochechas coradas de Cris e a fez desviar o olhar dele o tempo todo enquanto o ouvia. - E-Eu não sumi… Apenas vim na frente… - a voz dela soava baixinho enquanto entrelaçou os dedos das mãos e mexia o corpo em um balanço suave.

Ela voltaria o olhar ao rapaz, ainda envergonhada pela proximidade e diria: - Lázaro possí aparentemente um escritório situado no segundo andar, uma das empregadas me dissera que lá tem uma escrivaninha trancada, e não há cofre na casa, pensei que esse móvel possa ter alguns registros de tudo o que as pessoas ‘’devem’’ a ele. -

Diria a ele os caminhos e as coisas que notara dentro da mansão, as possíveis rotas de fuga e a respeito do casebre em que as pessoas viviam, seu tamanho, sobre os quartos que vira, as condições que aquelas pessoas viviam. - Eu soube que 70% de seus empregados estão submetidos a esses maus tratos… Existe o filho de um dos funcionários, o mesmo que roubou minha bolsa de dinheiro… Ele tem a mão muito leve para pegar coisas, não sei se ele aceitaria nos ajudar… A não ser que você seja bom em arrombar coisas sem destruí-las Leo. - Sorriria para ele de canto.

’’ - A melhor maneira seria investigar esses registros, destruí-los ou alterá-los para libertar todos…’’ - Pensaria. Olharia para Leo, se ele concordasse em ajuda-la e tivesse a confirmação de que ele poderia abrir fechaduras sem levantar pistas, pediria a ele para segui-la e encontrar com Franklin e Andrew. Se Leo também não soubesse tais façanhas, pediria para segui-la da mesma maneira.

- Quero que conheça alguém, se for preciso tirar todos daqui nessa noite, precisamos avisá-los… Eu tenho um plano, mas será preciso da ajuda de todos… - Levaria Leo ao encontro de Andrew e Franklin, sendo cuidadosa para que ambos não fossem vistos pelos donos da casa ou outros guardas que poderiam estar fazendo ronda.

Se avistasse alguma pessoa suspeita antes de chegar ao casebre, tentaria se esconder em qualquer estrutura ou planta que tivesse a disposição, se não, seguiria com Leo, ou não, para avisar pai e filho sobre os planos de fuga. Se avistasse um dos dois, ou mesmo a mulher de antes, Joanne, pediria para reunir os funcionários, atrás do casebre para uma reunião, pediria discretamente que ela somente chamasse pessoas que possuíam dívidas com o patrão e que eles fossem discretos caso fossem a reunião.

Apresentaria Leo para Franklin e Andrew com um sorriso no rosto se os encontra-se em segurança. Se por obra do destino encontra-se o Sr. ou a Sra. Duval no meio do caminho, ou algum guarda e não conseguisse se esconder, sorriria dizendo: - Ah esse é meu amigo Leo, ele disse que queria trabalhar aqui, ele é muito forte! Olha esses músculos! - Diria pegando no braço de Leo, mostrando a quem estivesse a sua frente o braço forte do rapaz. O rosto corado estaria presente, sempre estava ao tocar um homem.

O guarda ou os proprietários que vissem isso poderiam mandá-los embora, o fariam se fosse preciso e procuraria uma outra maneira de entrar, seja pelos muros do fundo da casa ou por algum portão se este existisse. Evitaria de entrar dentro da casa por hora, precisava primeiro falar com os funcionários sobre seus planos.


-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Lets make a plan
It's a cruel, cruel world. No mercy left, yeah it's a cruel, cruel world. It'll break your heart and burn you down, down, down. Don't ever doubt that it's a cruel, cruel world

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ceji
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
Ceji

Créditos : 2
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 04/02/2013

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyDom 06 Maio 2018, 17:02

Reunião: Parte I

Novamente os dois revolucionários se encontravam, e logo a garota aproveitava para deixar Leo a par da situação, incluindo as rotas de fuga que viu do lado de dentro da casa. O garoto ouvia atentamente o que Cris relatava, com um olhar pensativo, e ao final, se pronunciou - Não, eu não tenho esse tipo de conhecimento. Tem um problema nesse plano todo, como autenticariamos a alteração das dívidas? Veja, mesmo que destruissemos ou alterarmos os registros do Lázaro, esse tipo de coisa fica arquivada no governo mundial. A menos que alguém de lá consiga falsificar a assinatura dele vendo os registros anteriores, teríamos que forçar o próprio Lázaro a assinar, e se fizéssemos isso ele pode tentar algum truque para anular a assinatura e mandar o governo atrás de nós. Mas se conseguirmos falsificar a assinatura, podemos simplesmente mandar a versão alterada para o banco mundial, e ele não poderá reverter isso. Por mais que ele possa quitar as dívidas, ele provavelmente não pode simplesmente as fazer surgir, senão não teria o trabalho todo de acusar seus funcionários - Ao que indicava, Leo parecia confiar mas informações de Cris, mas só aquilo não era o bastante. Eles precisavam fazer o próprio governo aprovar a alteração das dívidas, senão os funcionários seriam tratados como simples criminosos por destruição de propriedade.

Eles ja possuíam parte do plano formado, mas não adiantaria de nada se não falassem com os endividados, e estavam se dirigindo ao casebre quando um dos guardas do portão voltou - Ei, aonde pensam que estão indo? - Cris então tentou enganar o guarda dizendo que Leo estava interessado em um emprego, e este sussurrou um "Boa ideia" antes de levar adiante o que ela disse. A garota aproveitou o momento de distração do guarda para fingir que ia embora, mas dar a volta em uma árvore ali e voltar a ir para o casebre. Lá, Cris pediu para Franklin chamar os endividados - Acho melhor esperar o horário da janta. Todos comemos juntos o que Bianca e Eduardo preparam, mas eles precisam fazer a comida cedo, porque logo depois precisam ir fazer o jantar dos Duval. Nesse horário você pode aproveitar para dizer o que quiser - Eram por volta das 17h30, e a menção ao jantar fez a garota perceber que não almoçara no dia, e que estava faminta. O lado bom era que os dois mencionados ja estavam preparando a comida, e com sorte sobraria um pouco para ela. Pouco depois, Leo apareceu - Lázaro não quis me contratar, mas consegui um serviço pra concertar um encanamento do banheiro de uma das suítes do segundo andar. Ele disse que não quer o barulho incomodando sua refeição, e que era para eu ir depois do seu jantar, as 19h30. Esse vai ser o melhor momento para por o plano em ação - Sussurrou ele para a garota. Logo os dois cozinheiros terminaram de preparar a comida e distribuir entre si, sobrando um bocado para os dois revolucionários. Lá estavam Franklin, Andrew, Joanna, os dois cozinheiros e mais quatro pessoas, provavelmente moradores dos outro quatro quartos do casebre. Aquele era o momento de falar.



Spoiler:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

R.I.P. Lars:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptySeg 07 Maio 2018, 23:54

Capítulo I  - Em busca da Sereia Perdida
A ruiva, mesmo não sendo tagarela, sabia que as informações que havia conseguido eram importantes. Ao terminar de falar, Leo voltara-se a ela e a respondeu. Cris por um instante pensou sobre o plano e nas suas falhas, realmente Leo tinha razão do que falava e a melhor maneira de alterar os documentos era com uma assinatura do Sr. Duval. Uma carta de quitação de débitos talvez? Seria uma boa conseguir falsificar a assinatura do homem mas ela não era apta a isso, do mesmo jeito que Leo não era bom em arrombamento. Ao terminar de falar, ambos se dirigiram para o casebre, sendo barrados por um dos guardas do portão que havia voltado.

Sua língua mentirosa havia funcionado e dessa vez, Leo havia comprado a ideia dela, diferente do que acontecera na taverna de Tom. A garota já havia conseguido adquirir um pouco mais de confiança nele, era só questão de tempo para acostumar-se com o rapaz a ponto de não corar as bochechas para ele.

Os dois se separaram e rapidamente Cris aproveitou para despistar o guarda e ir na direção do casebre. Leo acompanhava o guarda e a garota esperava poder vê lo em breve. Com passos largos mas cautelosos, Cris encontrou Franklin novamente, e ao dizer a ele que precisava reunir todos, a ideia do homem de fazer isso na hora do jantar fez o estômago faminto de Cris grunhir. Precisava comer algo pois a bala que havia ingerido não fez nem cócegas em sua barriga.

Faminta e esperançosa, a garota tinha de se concentrar no que iria falar aos outros funcionários, o que seria muito complicado, afinal não lida muito bem com o público e falar a frente de pessoas desconhecidas era aterrorizante. Iria para fora do Casebre, na parte dos fundos, sozinha refletiria o que falaria as pessoas sentadas à mesa, pensando no discurso e articulando as palavras para parecer convincente. Respiraria fundo, relaxando o máximo que conseguisse. ‘’- Calma Cris… Eles são boas pessoas, lembre-se de respirar fundo, de falar pausadamente, de ser gentil… Seja você mesma, mas evite a timidez, você precisa se controlar… Precisa se controlar... - ‘’ As palavras viriam em sua mente, acalmando e se preparando para o que viria a seguir.

Não demorou muito até ouvir a voz de Leo novamente, levou um pequeno susto ao ver o rapaz, pois estava concentrada em seu discurso. Com o coração acelerado, se aproximou do rapaz que dissera que Lázaro precisava de seus serviço como encanador. - Encanamento? Ora, e-espero que dê certo… Não podemos causar nenhum distúrbio ou impressão errada se quisermos sair dessa limpos…C-Conto com você L-Leo.- Dissera com o rosto corado antes de adentrar a casa novamente.

O jantar estava pronto e sendo servido a todos, Cris ficaria parada, olhando as pessoas ali por um momento, reparando em suas feições físicas, seus comportamentos perante a mesa e se eram amistosos uns com os outros, mas não de maneira analítica e estranha, apenas tímida. Sorriria agradecendo a comida e buscando um lugar à mesa com todos. Sorrindo de maneira alegre, tentaria se sentar ao lado de Leo, embora ainda fosse tímida, o rapaz era quem ela melhor conhecia entre todos ali.

Comeria devagar e esperaria as pessoas começarem a comer um pouco de seus pratos, chamaria atenção de todos a mesa com uma falsa tosse alta vinda da garganta, quando conseguisse a atenção de todos, levantaria-se para finalmente falar: - B-Bem, primeiramente, muito obrigada pelo convite para me juntar a vocês, não conheço todos vocês e gostaria de me apresentar. M-Meu nome é Cris e esse é meu amigo Leo. Nós dois hoje a tarde sofremos um imprevisto que nos trouxe informações tristes a respeito do senhorio e sua esposa… - Respiraria fundo, precisava se acalmar mais, pois os primeiros passos eram sempre os mais difíceis para ela. Olharia para Leo, buscando nele um pouco de conforto para que pudesse continuar. - Viemos aqui no intuito de ajudá-los, da maneira que for possível a recuperar a dignidade que aquele homem roubou de vocês… - Usaria toda a sua voz charmosa para convencer as pessoas da mesa que o que estava acontecendo era errado e precisava mudar.

- Uma casa para cada pessoa… Um lar confortável com vista para seu próprio jardim… Sem um patrão e uma patroa que mentem, que lhes usam, que sugam suas forças, sua vida e sua esperança em prol de que? V-Vaidade… - Diria de maneira mais firme. - Vocês, todos vocês… São escravos legalizados dele… O que é inaceitável! - Sua raiva faria apertar os dedos das mãos, cerrando os punhos, sentia que algumas lágrimas queriam sair de seus olhos, mas não iria chorar, não ali, não agora. - Todo homem é livre… Para amar, sonhar, trabalhar com o que gostariam… Se pudessem, aposto que fariam outras coisas do que aturar aquele homem… Você por exemplo. - Apontaria para alguém na mesa que não fosse conhecido dela, procurando fazer uma pergunta a pessoa, de maneira que não a constrange se. - Está feliz em ser uma escrava de um sistema sujo, corrupto que só quer ver quem é ruim acima das pessoas boas e dignas? Você acha que isso é realmente viver? - Teria uma expressão séria, mas ainda gentil enquanto sua face corada tomasse conta.

Se a resposta fosse positiva, continuaria: - Isso, não é vida… É sobrevivência. Aposto que todos querem um futuro melhor, um futuro que não seja esses cubículos a quais vocês vivem… Um futuro onde as mentiras de um homem cruel e rico não sejam melhores que as verdades de pessoas simples e humildes… Um futuro melhor, para vocês, para seus filhos. - Olharia para Andrew e sorriria para ele de maneira carinhosa e gentil. Ficaria feliz, se no final tudo desse certo, especialmente pelo menino, que poderia ter uma vida melhor do que apenas roubar para ajudar o pai.

Se recebesse uma resposta negativa da pessoa, a indagaria a mesma, tentando tirar a verdade dela da maneira que podia. - Sério que você acha que morar em um quarto minúsculo, trabalhar para uma pessoa ruim e que nem te vê como gente é algo bom? Não é! Talvez você tenha medo de se levantar contra ele, por coisas que pode ter acontecido… Mas não perca a esperança... Estamos aqui para ajudar, todos vocês… Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade... A liberdade não é um fim, e sim uma consequência de nossos atos agora.. - Falaria de maneira suave e serena no final, deixando a força nos pulsos de lado e relaxando mais o corpo.

Estaria aberta a perguntas, como ‘’Como conseguiremos nos livrar da dívida?’’. Cris explicaria o que fariam a seguir e pediria ajuda caso todos na mesa concordassem em ajudar e estivessem motivados a realmente dar um fim em tudo aquilo que estava havendo naquela residência.

- Bem, Leo e Eu estamos cientes em parte do problema. Sr. Duval e sua esposa endividaram vocês com mentiras, o problema é que essas mentiras possuem um cúmplice, alguém do Governo Mundial está tão errado quanto o patrão de vocês. Eu e Leo chegamos a conclusão que a maneira mais fácil de conseguir que suas dívidas sejam sanadas, é falsificando uma assinatura de Lázaro, em uma carta ao próprio governo mundial, pedindo o perdão de todas as dívidas que os funcionários teriam com ele. - Respiraria fundo antes de continuar, deixaria um espaço a Leo, caso ele quisesse falar algo, se não se manifestasse, continuaria. - Preciso de alguém, capaz de falsificar uma assinatura, que saiba escrever uma boa carta e que talvez também possa abrir a escrivaninha trancada do escritório de Lázaro… Algum de vocês é capaz disso? - Perguntaria e aguardaria a resposta.

As pessoas a mesa podiam desconfiar de Cris e se perguntassem: ‘’Mas como você sabe dessas coisas’’, responderia: - Bem, hoje a tarde encontrei com Tom o taverneiro, ele me contou a respeito da situação aqui, e devido a um pequeno mal entendido com o pequeno Andrew, acabei vindo parar aqui e me deparando com toda a situação. - Diria de maneira firme, cruzando os braços enquanto falava. - Eu não sou o tipo de pessoa que vê algo errado e deixo ‘’quieto’’. Se há chances de ajudá-los, farei o que for possível, mas vocês também precisam querer isso. O apego de vocês é a maior escravidão, se deixarem esse apego a vida atual de vocês, poderão encontrar outra maneira de contornar as coisas. - Tombaria a cabeça para o lado e daria uma leve risadinha fofa, sabia que aquelas pessoas precisavam de coragem, de força de vontade para mudarem, mas isso não era fácil de conseguir em algumas horas...

Se alguém se manifestasse de maneira positiva, diria: - Obrigada… Você(s) gostaria(m) de nos ajudar nessa empreitada? Seria de grande valor para todos. - Diria sorrindo de maneira gentil enquanto abaixava a cabeça em sinal de agradecimento.

Se ninguém na mesa pudesse ajudar, seja com a falsificação ou de alguma maneira não estivessem interessados nas palavras da garota, procuraria olhar para Franklin, com o olhar que poderia ser traduzido como um ‘’me ajude aqui’’, algo do gênero. Não estaria esperando tanta recusa dos funcionários, afinal a condição em que viviam era desrespeitosa e nenhum ser humano decente aceitaria aquilo.

Se tudo ocorresse bem e as pessoas ali tivessem sido convencidas a mudarem suas vidas, Cris explicaria o plano, contando que Leo faria um trabalho de encanamento e que ela junto a um ou dois funcionários iriam preparar toalhas, ferramentas e material escondido para falsificar o documento. Poderiam usar uma máquina de escrever se houvesse uma, Cris lembrava mais ou menos como funcionava a máquina, pois aprendera na escola, mas já fazia muito tempo, levaria alguns minutos para pegar no ritmo.

Felizmente ainda tinha um bom tempo até o Sr. Duval terminar de jantar, e se alguma pessoa indagasse mais alguma coisa, responderia na medida do possível, de maneira sorridente como sempre, se não, discutira sobre o plano com os outros para evitar falhas e brechas no mesmo. Lázaro era uma raposa esperta, sabia o que fazia qualquer erro poderia colocar tanto Cris quanto Leo em risco, fora os próprios funcionários.

Aproveitaria para perguntar a relação de Lázaro com sua esposa, qualquer informação que algum empregado tivesse, qualquer coisa poderia ser útil no futuro e Cris estava ciente disso. - Se tiverem algo a dizer, por favor, digam… Agora é a hora. - Esperaria ainda em pé, apoiando as mãos sobre a mesa, encarando as pessoas com um sorriso gentil mas ao mesmo tempo, confiante enquanto seu rosto todo estava avermelhado.


-x-



Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 

Off:
Spoiler:
 


Winds of Freedom
It's a cruel, cruel world. No mercy left, yeah it's a cruel, cruel world. It'll break your heart and burn you down, down, down. Don't ever doubt that it's a cruel, cruel world

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ceji
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
Ceji

Créditos : 2
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 04/02/2013

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyTer 08 Maio 2018, 22:15

Reunião: Parte II

O nervosismo de Cris ia crescendo a cada segundo que passava. Por mais que ela tivesse um objetivo em mente, por mais que as chances deles se recusassem a saírem de lá, o nervosismo e timidez da garota falavam mais alto. Logo os pratos foram distribuídos e as pessoas começaram a jantar; era a hora, e Cris sabia que não teria outro momento. Lutando contra a timidez, ela se levantou e levantou a voz para seu discurso.

Todos ouviam as palavras da garota com atenção, e conforme ela falava, ficava claro, como ja era obvio, que nenhum deles queria continuar ali, mas o clima de receio pairava na sala. Quando Cris começou a procurar aqueles que pudessem cumprir os papéis no plano, o silêncio reinou. Por mais que eles sentissem que a vontade de ajudar dela fosse sincera, haviam muitos poréns. Depois de alguns segundos, a mulher que Cris havia se dirigindo pessoalmente se pronunciou - ...É como você mesma disse, o governo está do lado de Lázaro... Mesmo que façamos algo, podemos simplesmente sermos considerados criminosos... - Só aquilo não parecia ser o suficiente para erguer a moral daquelas pessoas, pois para elas Cris era só uma pessoa comum tentando fazer o que achava certo. Léo, que até aquele momento estava quieto, percebeu a dificuldade que estava sendo convencer as pessoas, e se levantou também - Não, vocês não vão. Nós não iríamos vir propor algo tão difícil a vocês se não tivéssemos garantia. Mais do que pessoas bem intencionadas, estamos aqui por outro motivo. Nós somos revolucionários - Os olhos de todos se arrecadaram - Simplesmente não podemos deixar vocês aqui. Nós possuímos reforços na cidade; no pior dos casos, caso Lázaro descubra tudo e mande os prender, podemos tirar vocês daqui e arranjamos novos registros para vocês. Para que possam recomeçar uma nova vida. Eu não quero que o pior caso aconteça, mas para isso precisamos unir.

Com aquela revelação, os funcionários começaram a cochichar entre si, com uma atmosfera mais surpresa do que melancólica - Será que eu não deveria ter feito isso? - Sussurrou Leo para Cris. Os funcionários ainda estavam cochichando quando um deles se ergueu - Querem saber? Por causa de Lázaro, eu não mais nada, nada a perder. Podem contar comigo. Antigamente eu costumava pintar como lazer, modéstia a parte, meu trabalho era ótimo. Se eu puder analisar a caligrafia do Sr.Duval, talvez consiga reproduzir. Mas precisaria de tempo - O homem disse, e logo os outros foram tomados por uma onda de entusiasmo gerada por ele. Logo Andrew se aproximou dos dois - Eu posso tentar abrir a fechadura, mas considerando como Lázaro é, não posso dar certeza. Nunca tentei em fechaduras tão complex_ - Mas foi interrompido por seu pai - Nunca tentou em fechaduras tão...? - O garoto começou a olhar pra seu pai, calado, suando frio, até este voltar a falar - Garoto... Quando sairmos daqui você vai ficar de castigo - Franklin então se abaixou, ficando na mesma altura do seu filho - Mas agora essas pessoas precisam de você. Promete que vai ficar bem? - Ele abraçou Andrew, e este retribuiu - Prometo.

Logo Bianca e Eduardo foram fazer o jantar de Lázaro, e o resto ficou para terminar de ouvir o plano dos dois. Querendo juntar informações sobre os Duval para caso possa usar algo contra eles, Cris perguntou sobre a relação dos dois, e Poul, o dito artista, respondeu - O que eu sei é que eles não se dão tão bem assim. Os dois casaram por interesse, para poder aumentar suas influências unindo suas empresas, mas mesmo assim Vera sente muitos ciúmes de Lázaro - E logo em seguida, Leo começou a organizar as pessoas para terminar de fórmula o plano - Vamos ter que nos separar em dois grupos. Poul e Andrew virão comigo para a mansão, para resolver a papelada; Lázaro provavelmente não irá para o segundo andar até eu supostamente terminar o serviço, então só preciso fazer barulho lá, mas não tanto a ponto dele vir verificar o que estava havendo. O segundo grupo precisa arranjar um jeito de distrair os Duval e os guardas para que possamos sair da propriedade sem sermos vistos, pois precisamos estar em alto mar quando Lázaro descobrir sobre a carta. Alguém tem alguma sugestão de como deveríamos fazer isso?
Spoiler:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

R.I.P. Lars:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyQui 10 Maio 2018, 15:49

Capítulo I  - Em busca da Sereia Perdida
O coração de Cirs acelerava conforme as palavras saíam de sua boca, mas tudo que anda rápido e sem precisão constante, tende a cair. Foi assim que se sentira antes de Leo levantar-se ao seu lado. As palavras do rapaz, firmes, concretas e bem convincentes fez o coração de Cris se aquecer por um instante antes de se derreter por completo. Ele era sincero e a lembrou de seu real propósito. Não era mais uma civil comum, estava aos poucos caminhando por uma trilha escura e cheia de espinhos, indo contra uma fera, armada apenas de seu coração bondoso e sua força de vontade, era uma revolucionária e se não conseguisse mexer e transformar o coração das pessoas de que adiantaria seu esforço?

A proximidade de Leo fez um longo arrepio passar por sua espinha, poderia jurar que seus cabelos ruivos estavam em pé e que suas bochechas ardiam como chamas. - A-A-Acho que não tí-tínhamos escolha né? Hehe..hehehehehe. - A risada sem graça que escapara de seus lábios assim como as mãos trêmulas eram diferentes, mas seu rosto vermelho de vergonha ainda era familiar para quem a conhecia. Estava muito encabulada e aos poucos sua mente era tomada por alguns pensamentos não muito convencionais e nada ortodoxos, o que deixava-a ainda mais constrangida. ’’ - O que pensa que está fazendo Cris? Ele é seu aliado, provavelmente seu superior... Não confunda as coisas… - ‘’ Segurando as próprias mãos, apertando-as com um pouco de força, sentindo a soqueira que ainda estava entre seus dedos, dando pequenas olhadas para Leo e virando os olhos para fazer com que ele não notasse que ela estava reparando em várias coisas nele.

Sua concentração fora quebrada após ouvir a voz de um homem. Suas palavras abriram um sorriso animado na face da ruiva e ela agradeceu com a cabeça em um sinal positivo. - O-Obrigada por nos ajudar. - Todos pareciam mais animados com a ideia e ter alguém para falsificar a assinatura de Lázaro era excelente. Logo o pequeno Andrew também se manifestou, Cris observou o pai abraçar o filho e dar a ele um aviso, a cena fez Cris lembrar-se de si mesma quando criança e da mãe dando-lhe uma bronca ao fazer alguma bagunça. Não é fácil ser pai e muito menos ser filho. Uma tristeza súbita abateu seu coração ao ver a cena, era uma mistura de sentimentos, estava feliz pelo plano finalmente ganhar forma, mas sentia um aperto no peito.

Medo? Não, era angústia. Sabia que como revolucionária, sua vida dependeria da constante mudança e deixar a sua mãe para trás sozinha seria cruel demais para seu coração. Precisava resolver isso também após terminar o que havia começado afinal, abandonar as pessoas não era de seu feitio.

Andrew ajudaria a abrir a tranca da escrivaninha e tanto o garoto quanto o homem precisariam de tempo para fazer isso. Os minutos iam passando e dois dos funcionários foram fazer o jantar de seus patrões. Cris tentava conseguir informações com as pessoas restantes e o pintor de nome Poul logo explicou a relação do Sr. e da Sra. Duval. Um casamento por interesse podia ser mantido por dinheiro, mas dificilmente por amor. Com a mão direita sobre o queixo pensava: ’’ - Se ela sente ciúmes pode ser que ela realmente goste dele… Ou ache que ele seja mais uma de suas posses e não quer perdê-lo…. - ‘’ Mordeu o canto dos lábios antes de falar baixinho para si mesma em um sussurro. - Acho que aquele olhar dela tinha algo a ver com isso…Hmm - Seu pensamento fora cortado por Leo, que começava a explicar seu plano.

Cris olhou para ele e começou a ouvi-lo. Tentaria se concentrar no que o rapaz falava, era algo importante e após o término das palavras do rapaz, Cris sentaria-se novamente, cruzaria os braços e relaxaria encostando na cadeira enquanto pensava. - Uma distração… Eu tenho uma ideia… - Olharia para todos na cozinha com uma expressão neutra e pensativa. - Franklin, você cuida dos jardins certo? Conhece alguma planta capaz de causar uma boa coceira em alguém? Posso tentar usar isso nos guardas e os dois na cozinha podem ajudar a burlar aquele jantar, algo que de sono dentro da comida… Se tiverem remédio para dormir, poderíamos moer ou dissolver e colocar na comida dos Duval, o que acham? - Com um sorriso diria enquanto se levantava. - Então, quem de vocês irá me ajudar na distração? Se acharem melhor eu posso cuidar dos guardas sozinha… De algum modo… Afinal quantos eles são? Não sei se o que tenho aqui seria útil, mas esse pacote de giz aqui pode ajudar vocês.- Sorriria de canto para todos, mas ao fitar Leo, desviaria o olhar dele, corando as bochechas.

Caso a ideia do sonífero desse certo, pediria para alguém entregar o remédio para Bianca na cozinha e diria para a pessoa instruir-la para colocar na comida e em hipótese alguma comê-la depois de colocar o remédio. Cris se fosse aceita para distrair os guardas, sozinha ou acompanhada, iria se dirigir a eles com ou sem a substância que pedira a Franklin. Observaria seus arredores e se estivesse acompanhada puxaria um papo, perguntando o nome da pessoa e o que Lázaro a havia acusado.

Se estivesse sozinha, analisaria todos os arredores, procurando os postos de vigia dos guardas, se algum se aproximasse e perguntasse o que ela estava fazendo, conversaria normalmente.  - Ah desculpe meu amigo está lá em cima reparando o encanamento, eu fui levar para ele isso aqui.   - Mostraria o saquinho ou potinho contendo a substância que causava coceira ou alergia e ofereceria para ele usar também.  - É bom para dor muscular, quer usar um pouco? Ficar de vigia é cansativo não é?. - Diria com um sorriso amigável e gentil.

Se não tivesse a substância em mãos e estivesse acompanhada, apenas conversaria com o guarda, dizendo que estava aguardando Leo retornar enquanto observava os jardins da casa junto a pessoa que fora encarregada de acompanhá-la. Olharia ao redor e tentaria criar um padrão para a vigia dos guardas. Se estivesse sozinha, iria conversar com o/a guarda, sendo simpática e tímida normalmente. - N-Não cansa muito ficar em pé tanto tempo? E-Eu estaria morta! - Encostaria em alguma árvore e convidaria o/a guarda a fazer o mesmo. tentaria estabelecer uma relação de amizade e perguntaria o que ele achava a respeito do emprego e de tudo que acontecia na casa. Ficaria atenta para caso alguém a chamasse, se este fosse Leo ou algum outro funcionário que estivesse na reunião anteriormente.

Se a sua ideia de distração não funcionasse e Leo ou alguém pensasse em algo melhor, ouviria atentamente antes de se manifestar, pois para ela era importante dar um jeito de distrair os guardas para que o grupo na casa pudesse conseguir falsificar o documento sem levantar suspeitas.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 



Could it be…?
When I see your face there's not a thing that I would change 'cause girl you're amazing! Just the way you are!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ceji
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
Ceji

Créditos : 2
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 04/02/2013

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptySeg 14 Maio 2018, 22:06

Invasão: Parte I

Enfim a dupla de revolucionários conseguiu o apoio dos funcionários endividados, tudo o que precisavam para prosseguir com o plano. A "equipe de falsificação" já estava formada, e restava decidirem quem causaria as distrações. Essa era uma parte também importantíssima do plano, pois não adiantaria nada conseguirem falsificar a carta se fossem pegos pelos Duval, ou se fossem barrados pelos guardas na saída. Era uma situação com uma única saída, e eles precisavam orquestrar tudo com precisão e perfeição para que nenhuma falha desmoronasse todo o plano. Cris sabia o qual importante aquela etapa era, e foi logo dando suas sugestões. Felizmente ela se lembrava das funções de alguns ali, e logo pensou em usar plantas que causavam reações alérgicas para distrair os guardas - Hmm... Acho que sei uma que pode servir, dessa vez temos que agradecer ao senso de decoração de Lázaro. Ele possui algumas mudas de bico-de-papagaio, uma planta com folhas vermelhas lindíssimas, mas que podem causar muita irritação e coceira na pele se manuseadas de forma errada. Espere um instante, vou buscar algumas folhas - E então partiu.

Enquanto esperavam pelo retorno de Franklin, Joanna rapidamente subiu para o segundo andar, e retornou com um potinho desgastado e um vidrinho, o primeiro com algo parecido com hidratante dentro, e o segundo com um líquido - Acho que sei o que pretende. Misture as folhas trituradas aqui para não ficar tão visível. E sobre o remédio, eu sofro de insônia, então tomo remédio para dormir. Ele é bem suave, mas deve os derrubar depois de alguns minutos - Então Franklin voltou e, assim como a mulher sugeriu, trituraram a planta. As três folhas vermelhas que ele trouxe, misturadas ao creme, deram uma cor rosada ao mesmo. Agora só faltava repassar os respectivos frascos - So debo avisar que Lázaro tem um sono muito leve. Não sei por quanto tempo o remédio vai deixar ele dormindo, mas precisam ser rápidos. Se ele acordar e se der conta do que houve, vai ser muito ruim, e vai ser ainda pior se ainda estivermos aqui quando isso acontecer.

Após os últimos avisos, Joanna seguiu para a mansão para, sorrateiramente, entregar o remédio aos cozinheiros. Ao mesmo tempo, Cris ia pelo lado de fora da casa, e logo avistava novamente os dois guardas vigiando a entrada. Ela se aproximou, e logo eles a viram, e se aproximaram ao mesmo tempo confusos e irritados. Cris começou a falar sobre levar a pomada para dor muscular para o companheiro. Mas antes que ela pudesse oferecer, um dos dois arrebatou o pote de sua mão e a interrompeu - O que acha que está fazendo na propriedade do Sr.Duval? Se bem me lembro, ele já havia terminado os assuntos com você e já a havíamos te tirado daqui. Acho melhor sair antes que chamemos a marinha por sua invasão à propriedade provada. Vai, sai logo - Diziam, a emburrado para fora. Sem opção, ela foi conduzida novamente a rua, e de longe pode ver os dois conversando com um deles segurando o pote. Ela não conseguia ouvir muito bem por causa da distância, mas logo viu o segundo guarda dando de ombros, e o primeiro abrindo o pote e pegando um pouco do creme e passando na batata da perna após levantar as pernas da calça. O segundo fez o mesmo, e logo pareciam irritados por não ter surtido muito efeito. Cerca de um minuto se passou até que o primeiro começasse a coçar levemente a perna, e aos poucos os dois começaram a se coçar bastante, até que levantaram as pernas das calças novamente e se depararam com as pernas vermelhas. Eles e desesperaram, deixaram o pote cair, e saíram da propriedade correndo, provavelmente é, busca de alguma coisa para aliviar a queimação. Com os guardas fora do caminho, restava apagar os Duval e falsificar a carta.
Bico-De-Papagaio:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

R.I.P. Lars:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Sagashi
Designer
Designer
Sagashi

Créditos : 3
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 3010
Masculino Data de inscrição : 17/01/2014
Idade : 17

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyTer 15 Maio 2018, 15:18

 

28:06:42:12
 
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ele sabia que não eram assim. Não todos, pelo menos. Humanos só mostram quem realmente são quando submetidos à situações de perigo, e cabia a ele fazer com que mostrem sua verdadeira natureza, e, assim como Procusto um dia fez em seus dias de liberdade, moldar o caráter das más índoles na ponta da lâmina. Há de ser alguém que mudará o mundo, nem que pra isso tivesse de fazer com que todos aqueles que se dizem dignos da liberdade e emissários da moral implorar por misericórdia. Mas não, não poderia mudar o mundo sozinho: haveria de ter alguém que pensasse o mesmo do que ele. Existiria alguém assim? Alguém lúcido o suficiente para entender o ponto de vista do oprimido coelho? Era de se indagar. Pelo menos, para Asterix, isso parecia deveras utópico. Afinal, não são todos os dias que se vê alguém que participou de um circo de horrores, não é mesmo?
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] Erguia seu rosto — não muito, talvez, por medo de que alguém visse o quão monstruoso era a criatura, por maior que fosse a estrutura onde se localizava. Afagava seus ombros e peito com uma das mãos, assustado por sentir o quão profundas eram as feridas físicas em seu corpo e satisfeito por lembrar do quão pior poderia ser se não fosse hábil o suficiente para escapar daquela jaula. Com a outra mão, apoiava-se para não cair para frente, visto que a gravidade não é tão gentil com pesados coelhos de três metros. Seu corpo era coberto por um grande manto que ainda usava desde o momento em que pisou na ilha, para que não enxergassem sua feiura. Algumas tentativas anteriores de comprar comida foram falhas, alguns vendedores o expulsaram, outros imaginavam que Golias os assaltava, e ainda outros pensavam ser uma fantasia, por conta de sua pele totalmente descuidada e murcha. Por isso, até então vivera de pequenos furtos. Nunca foi pego.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] Doía muito para ele lembrar de tudo isso. Tentava sublimar todo seu desgosto em viver, usando de sua fervorosa vontade de mudança. Seu mundo se recusava a morrer, por mais que terceiros apoiassem a ideia. Em um movimento brusco de pescoço e maxilar para a esquerda, parecia jogar as dores para fora e retomar à dura realidade. Uma boa fantasia não é tão boa quanto uma dura realidade, por mais que possa parecer o contrário. Não conseguia enxergar direito o que vinha abaixo dele, por estar recentemente retomando seu foco. — Mundo melhor. Liberdade. Empatia. — Parecia dizer para si mesmo, em voz regular, e isso lhe enchia os olhos e peito de esperança. Conseguiria ele encontrar sua chance de alterar a realidade? Ninguém sabe. As coisas não são impossíveis — claro, há certo grau de dificuldade — mas não são.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] Desceria de onde quer que estivesse. Claro, sem dar uma boa olhada no que há abaixo. Se a estrutura fosse muito alta, buscaria por uma forma de descer escadas, ou pular para estruturas menores, qualquer coisa que lhe tirasse do alto, contanto que não revelasse seu rosto para ninguém. Ao fazê-lo, isto é, se encontrasse um meio para tal, caminharia dentro de Shells Town em busca de alguma placa com símbolo de armas. Não escrito, mas desenhado. Nunca fora alfabetizado, coisa que o envergonhava ao lembrar, por ter 33 anos, mas logo lembrava que tinha mais do quíntuplo da idade que um coelho genérico teria, então se sentia especial de toda forma. Jamais revelaria seu rosto para as possíveis massas que encontrasse.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] Ao chegar na loja de armas  — que subentende-se que seja o símbolo das armas — se aproximaria de um balcão e vasculharia com os olhos por adagas. Encontrando ou não, se houvesse um atendente, aproximaria-se dele e daria sua voz, calmo como sempre. — Adagas. O preço. — Aguardaria pela resposta do atendente. Se fossem mais de cinquenta mil berries, juntaria as mãos como um "por favor", por menos efetivo que isso obviamente fosse. Novamente, não reduzindo sua oferta, sairia da loja e iria em busca de qualquer oportunidade para roubar uma. Caso contrário, isto é, se fossem cinquenta mil ou menos, pagaria de bom grado e tomaria as adagas para si, revelando somente o sorriso dentro daquele grande manto. Conseguindo a adaga, aproximaria-se das partes escuras de Shells Town, como forma de abrigo, e caminharia por elas em busca de algo ou alguém que visualmente parecesse digno de seu plano de justiça.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] Na possibilidade de não haver loja de armas, tomaria a mesma decisão de procurar por uma oportunidade de furto, nem que para isso tivesse que revelar a si mesmo. A todo momento, usufruiria dos seus sentidos para se locomover a para procurar, em especial, sua audição, que poderíamos aqui coloca-la como abençoada. As armas eram fundamentais para seu objetivo, em sua concepção.




OFF: Olá Norio espero que me perdoe por esse primeiro post estar esburacado, mas é que é o primeiro e não tenho muita abertura. Obrigado por estar OK com a invasão, estou hypado pra começar a aventura. Fu feliz




Histórico:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Meu amor:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Luizatomita
Revolucionário
Revolucionário
Luizatomita

Créditos : 30
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Feminino Data de inscrição : 26/02/2018
Idade : 26

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptyQua 16 Maio 2018, 09:12

Capítulo I  - Em busca da Sereia Perdida
O sorriso calmo, gentil e aliviado ao ouvir a voz de Franklin dizendo que poderia preparar algo que a ajudasse a distrair os guardas a deixava mais tranquila. Uma planta da qual ela nunca ouvira falar assim como seu efeito estranho de causar coceira. Surpresa pelas palavras do homem, ela esperou seu retorno enquanto Joanna também saíra do recinto para pegar um pote de creme e um remédio para dormir. Cris sorrindo de felicidade pois ambas suas ideias tinham dado certo. Ela ouviu atentamente as instruções de Joana enquanto Franklin triturava as folhas vermelhas e misturava ao creme da mulher.

O remédio era fraco, mas se ao menos tivesse tempo de causar uma boa distração não precisaria se preocupar com lázaro de tão imediato. - Certo, após eles comerem o jantar, volte e arrume suas coisas, ninguém  pode ficar para trás e precisamos ser rápidos, lembrem-se, peguem só o necessário, bens materiais fúteis só vai atrasá-los… - Embora suas palavras fossem sérias, soariam de forma gentil para a mulher.

Seus passos na direção da entrada foram rápidos e lá ela encontrou novamente os dois guardas que a trataram de forma rude, fazendo a garota ficar indignada pela grosseria. - Que inferno… - Disse para si mesma ao ver o pote com o creme na mão dos guardas e após passarem sobre a pele, ficaram assustados com a vermelhidão sobre a mesma. Cris massageava o braço que havia sido segurado pelo guarda, aqueles homens eram fortes e  agora sabia que não importava para eles se ela era uma dama, iriam machucá-la se fossem capazes, não daria essa chance a eles.

Se estivesse para fora do portão, abriria o mesmo, se estivesse trancado, daria um jeito de pular a estrutura para adentrar a mansão novamente, ou então apenas entraria novamente se estivesse aberto. Não deixaria o pote de creme para trás, indo na direção a onde os guardas estavam anteriormente, pegaria o pote e a tampa com cuidado para não tocar o creme, afinal, não queria ficar com uma coceira tremenda em seu corpo, usaria a barra de seu vestido como uma luva se fosse necessário para não tocar a substância pastosa. Independentemente se conseguisse ou não, voltaria na direção da casa, buscando coberturas de plantas, estruturas para caso algum outro guarda a avistasse.

Se fosse pega novamente, tentaria a mesma estratégia, oferecendo o creme se estivesse com ele, se não tentaria persoadir o guarda com a história de ''aguardar o namorado fazer reparos no encanamento''. Mas caso seu caminho fosse tranquilo e aqueles dois fossem os únicos guardas, voltaria a mansão, procuraria algum dos funcionários que estavam a mesa anteriormente. Precisava ajudar Leo e o pessoal da cozinha a botar os Duval para dormir. Andaria de maneira rápida mas ainda sim cautelosa. Seu coração disparado estaria sendo sentido em sua garganta, a situação era crítica para si e estava ansiosa pelo desfecho de tudo.

Se conseguisse chegar a cozinha, ajudaria com o que fosse necessário, mas caso sua presença não fosse de grande ajuda, tentaria obter mais informações, indagaria aonde era o escritório de Lázaro e como chegar lá mais rapidamente. - Como faço para subir até o escritório da maneira mais rápida? - Tentaria chegar até Leo de maneira discreta, se tivesse de passar perto dos Duval, tentaria desviar o caminho, evitando encontrar alguém que já soubesse de sua identidade. Se fosse preciso, esperaria na cozinha ou em algum lugar seguro fora da casa pelo tempo necessário para o remédio de dormir de Joanna fazer efeito, tinha uma noção boa da passagem do tempo em seu ser e isso não seria problema a ela.

Caso seus passos até Leo em segurança fossem feitos em segurança, sem ser vista, notada ou atrapalhada, abriria um sorriso a ele. - B-Bem, consegui tirar os guardas da entrada da frente, mas temo que eles voltem em breve, o que p-posso ajudar? Sou boa em decorar coisas… E-E… Se preciso consigo ler várias coisas r-rápido também. - Diria a Leo ou ao pintor. Sorriria para o pequeno Andrew e se ele já tivesse aberto a gaveta como planejado, parabenizaria o menino, bagunçando seu cabelo de maneira gentil. - Sabia que conseguiria fofinho! - Se o menino estivesse com dificuldade e ainda não tivesse aberto tal fechadura, tentaria ajudá-lo como fosse possível, analisando o padrão de seus movimentos sobre a fechadura.

-x-

Histórico:
Spoiler:
 

Dados:
Spoiler:
 



You can't steal me!
When I see your face there's not a thing that I would change 'cause girl you're amazing! Just the way you are!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ceji
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
Ceji

Créditos : 2
Warn : Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 04/02/2013

Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 EmptySab 19 Maio 2018, 23:05

Luizatomita

Depois de conseguir resolver o problema dos guardas, Cris decidiu voltar para tentar auxiliar os outros em suas respectivas tarefas. Ela parecia não ter muito medo de ser vista por Lázaro e acabar estragando o plano, já que se dirigiu à mansão, mas especificamente a sua cozinha. Ela pode ver Eduardo e Bianca, os mesmos que prepararam a janta aos funcionários e a ela antes. Dessa vez trabalhando com alimentos de muito mais qualidade e quantidade. Mais do que um jantar, aquilo que haviam preparado era um banquete, e com certeza possuía mais coisas do que os dois conseguiriam comer. Como eles já haviam acabado de terminar de preparar a refeição, não havia motivos para a garota se propor a ajudar, e assim os dois ouviram a pergunta dela - Acho melhor não ir para lá agora. Seu amigo só iria com Poul após os Duval comerem sua refeição, então ainda sequer foram - Disse Eduardo, enquanto pegava uma forma com dois bolinhos do forno, e injetava o remédio em pequenas quantidades em cada um - Estamos pondo na sobremesa para não parecer suspeito, e para não haverem evidências na comida principal - Bianca comentou, e logo os dois foram levar os pratos a mesa.

Os dois estavam comendo satisfeitos com o resultado; com voracidade, mas ao mesmo tempo educados um na frente do outro como que em um jantar de negócios. Ao final, Eduardo levou os dois bolinhos, mas algo inesperado ocorreu - Não quero, já estou cheio - Disse Lázaro, enojando sua esposa dava a primeira mordida do bolinho. Cris conseguia ver Bianca suando frio ao seu lado, e ela sabia porque: se apenas um deles comesse o bolinho e dormisse, o outro iria automaticamente saber que algo de estranho ocorria. Em um momento de desespero, a mulher foi apressada até a Sra.Duval - Sra.Duval, mil desculpas, eu acabei de constar que o bolinho não foi assado por tempo suficiente, a massa não está devidamente pronta - E está, após a segunda mordida, ouviu e fez uma expressão de desgosto ao jogar o resto do bolinho em cima da mesa, sem remorso nenhum - Estou farta de tantas decepções hoje. Já vou me deitar, estou com um pouco de sono depois de comer tanto - Dizia, embora mal tivesse tocado na maioria das coisas ali - Tem certeza? Não vai se importar com o som da tubulação do banheiro durante o concerto? - Mas esta revelou não se importar muito e subiu para o segundo andar. Mesmo que a mulher estivesse sonolenta pelo pouco do remédio que ingeriu, eles ainda precisavam de um meio de passar por aquele empecilho.
Sagashi

Há tempos Asterix havia notado que nenhuma pousada da ilha apreciava sua presença, era irônico como a criatura feita para agradar o público agregava tanto ódio do mesmo fora das jaulas. Pois mais que preferisse uma cama macia, um luxo que nunca realmente teve, ele acabou tendo que ir morar em uma casa abandonada do subúrbio antes usada como morada para mendigos e drogados. Onde eles havia ido parar? Ninguém sabia, mas o que importava era que o "doce lar" estava inteiramente disponível a lebre sem iluminação eletrica, as vezes era difícil o horário quando acordava, ainda mais durante a noite; visto que o hábito noturno ainda tinha força nele mesmo que agora fosse livre. Ao olhar uma janela a distância, o mink constou que deveriam serem entre 17h e 21h, e logo pegou seu manto e seguiu pelas ruas pelas sombras.

Os carácteres das lojas eram confusos e sem sentido para ele, e a loja de armas que ele buscava pareciam não se preocupar com os analfabetos. Logo desistiu de tentar a encontrar e passou para o plano B: o furto. Não era comum encontrar pessoas andando com armas pela cidade, muito menos com adagas, mas deveria ser menos cansativo do que tentar procurar a loja pelo nome. O mink rodou a cidade por um tempo, e estava quase desistindo quando viu um homem de pele escura e cabelos claros falando com um pequeno e estranho caracol. Mesmo com sua audição excepcional, o mesmo só conseguia ouvir algumas palavras jogadas do que ele falava, como "suprimentos", "viajem" e "endividados". Não parecia ter muita lógica, mas não era quilo que chamava sua atenção, e sim a adaga presa a sua cintura. Ele estava recostado a uma parede ao lado de um beco, mas sua falta de atenção parecia o tornar um alvo fácil. O mink se aproximou calmamente, e quando estava próximo, usou o grande alcance de sua mão graças a proporção de seu corpo para puxar a adaga, mas a mesma travou. Ao olhar para trás, ele pode ver o homem segurando sua mão, enquanto guardava o caracol no bolso com a outra mão, e a última coisa que viu foi o mundo ficar escuro.

Quando acordou, Asterix logo percebeu estar novamente em um lugar fechado, e infelizmente não era o casebre de sempre. O quarto era bem menor, e iluminado por uma única e potente lâmpada no meio da sala. Quando recobrou seus sentidos, viu uma figura sentada em uma cadeira do outro lado do comodo, uma mulher humana de cabelos rosados lhe olhando com um ar de impassividade. Pelo ângulo em que se encontrava, Asterix sabia que, a não ser que houvessem verificado ele antes, a mulher própria ainda não ter visto seu rosto, e antes que ele pudesse se levantar, ela se pronunciou - Você está no meio navio, então sugiro que não tente nenhuma gracinha. Meu subordinado me repassou que você tentou roubar algo importante que ele carregava, explique-se.
Homem de pele escura:
 

Mulher de cabelos rosados:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

R.I.P. Lars:
 
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: Capítulo I - Em busca da sereia perdida   Capítulo I - Em busca da sereia perdida - Página 4 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Capítulo I - Em busca da sereia perdida
Voltar ao Topo 
Página 4 de 9Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: East Blue :: Shells Town-
Ir para: