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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Critical Acclaim

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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Créditos : 62
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Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
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MensagemAssunto: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQui 01 Fev 2018, 14:49

Relembrando a primeira mensagem :

Critical Acclaim

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hari Nnoitra. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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AutorMensagem
GM.Alipheese
Comodoro
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQui 05 Abr 2018, 07:59

Quarto post narração



Shiro
A frustração do rapaz talvez não tenha se mostrado uma boa professora a ele e talvez isso tenha acontecido devido a ausência de uma consequência além da vergonha ao qual talvez pudesse ter sentido pelo olhar sobre os outros em sua direção, estava determinado a acabar com a idéia de revolução do Herfesto, sua idéia não era de se colocar contra os nobres mas, sim de fazer uso de uma aproximação a eles, para que os pescadores acabassem sendo usados como bodes expiatórios, para que o seu bando pudesse desfrutar de dinheiro e de uma boa embarcação para que seguissem seus caminhos de forma mais confortável. Sua idéia, passava longe de ser ruim para os fins que ele buscava, uma vez que pouco se importava com a vida dos pescadores ou de suas famílias que poderiam ser afetadas o único problema no entanto era que ele não tinha as ferramentas para que pudesse colocar o seu plano em prática, ele havia juntado informação o suficiente para que se ele virasse as costas nesse momento e decidisse tentar unir-se ao seu grupo ou a Herfesto, provavelmente eles conseguiriam invadir a área nobre sem que houvessem perdas significativas e talvez, seus companheiros veriam não só muito mais dinheiro do que poderiam sonhar, como também poderiam desfrutar da fama pelo grande ato ao qual o bando havia sido capaz de realizar em sua primeira vez junto. No entanto, mesmo que buscasse uma aproximação não combativa e que pudesse não colocar seus companheiros em risco, suas ações seguiram por um rumo arriscado.

Com a idéia de que com suas vestes atuais ele não teria sucesso em persuadir alguém, Shiro seguiu um caminho arriscado, havia muitos guardas que guardavam a entrada mas, ainda que não se movessem ou se comunicassem, tinham uma grande força numérica e estavam devidamente armados para uma ameaça, no entanto o rapaz ao menos teria o cuidado para esperar o momento que lhe fosse mais oportuno e com isso um bom tempo havia se passado até que a escuridão da noite começaria a dar as caras. Para que fosse furtivo, não havia oportunidade melhor para um ataque, seria mais difícil para que ele fosse avistado e talvez, até pudesse durante uma troca de turnos, atacar um guarda pelas costas e talvez se ele tivesse conhecimento em anatomia humana, poderia ter feito um assassinato extremamente rápido, eficaz ao cortar-lhe a jugular, enquanto poderia tapar a sua boca para evitar qualquer resquício de barulho mas a sua decisão novamente era estranha, aproximou-se como um moribundo leproso, esperando pelo que ele esperava ser a oportunidade perfeita a um guarda que estava plenamente com seus olhos em sua direção, poderia ter aproveitado de sua capacidade furtiva mas, ainda assim um ataque de frente lhe pareceu o mais eficaz e assim o fez.

- GOLPE SURPRESA DE ASSASSINATO DO BLACK STAR YAHOOOOO
Shiro, tinha sucesso em esconder a sua lâmina mas ele havia atacado um guarda escalado para proteger a alta nobreza do local, um cargo que por mais que houvessem muitos a ocupar a mesma função, tinham um processo e um treinamento que não o fariam deixar de reagir a uma ameaça como talvez um civil poderia fazer, para a sorte de Shiro a reação do homem havia sido atrasada, fazendo com que quando ele pudesse sacar a própria espada para se defender, seu braço fosse ferido, antes que ele pudesse contra-atacar o garoto, que com total fé em seu movimento, sequer havia se preparado para a possibilidade  de ser bloqueado e ainda pior, ele não estava preparado para um oponente que poderia atacar  de volta.  A faca De shiro, havia entrado de forma profunda no braço do homem e isso o fazia gritar de dor, fazendo com que várias luzes focais fossem jogadas na direção em que estava o rapaz e o guarda ferido. O guarda com a outra mão levou ao coldre em sua cintura, retirando uma espécie de pistola, atirando contra o ombro do garoto, o acertando em cheio devido a pouca distância e  como segurava sua arma firmemente, quando seu corpo foi jogado para trás, com a força do disparo, ele teria a possibilidade de continuar empunhando sua arma ao invés de a perder.


Ainda que tivesse golpeado com sucesso o homem, ele não conseguiu tornar o golpe em algo letal e ainda havia recebido um tiro que a essa altura lhe fazia sentir uma dor imensa. Quando a situação parecia não ser capaz de piorar um alarme começaria a tocar em uma altura ensurdecedora.



O desespero que o rapaz poderia sentir nesse momento poderia ser grande, quando mais e mais holofotes de luz eram jogados em sua direção, fazendo com que fosse difícil até para que ele mantivesse os olhos totalmente abertos devido a força da luz mas, em meio a tudo aquilo ele seria capaz de notar que o portão para área dos nobres se fechava rapidamente, enquanto pelo menos 29 guardas começavam a avançar em sua direção, tentando o cercar. O rapaz tinha a chance de tentar continuar o combate, mas certamente seria capturado se o fizesse ou ele poderia tentar fugir, o ferimento que ele tinha no braço não o atrapalharia a correr, mas se havia alguma chance da invasão e da rebelião dar certo, ao menos isso era um plano perfeitamente executado, pois  também era possível ver que devido a proximidade uma parte considerável das forças policiais começavam a se movimentar em sua direção, dando a ele apenas duas rotas de fuga caso ele optasse por fugir, poderia correr reto, onde eventualmente ele poderia levar parte da força policial consigo,  uma vez que os guardas não se afastariam muito das muralhas da parte nobre, ou poderia ir para a região portuária, onde poderia levar a confusão a Herfesto e todos que estivessem no barco.



Hari e Ada

Após o reencontro e a separação que houve entre o grupo e ao modo como eles tentaram limpar os rastros ao jogar os homens que já estivessem mortos ou que já não apresentassem mais um meio de lutar ao mar, mesmo com a palavra do homem, a decisão que haviam tomado é de que deveriam manter o perigo ao seu lado como uma certeza ao invés de deixá-lo apenas como uma dúvida e com isso o moreno de cabelos alvos se colocou a conversar com o capitão de modo a tentar convencê-lo de que era uma boa idéia que eles levassem para dentro do barco o homem, que aparentemente já estava rendido e uma vez que ele tivesse pego a espada de volta, completamente desarmado. Parecia que ele poderia ser uma moeda de troca, por mais que os métodos de Herfesto e do capitão Turner não fossem exatamente ligados a negociação e sim de uma total rebelião através de um poder militar para que pudesse mudar a ilha e o seu futuro para a sua própria visão. Hari havia articulado a sua idéia, enquanto Ada havia cuidado para que o homem pudesse ser levado de forma moderadamente restringida e sem que pudesse ver bem para onde estava indo. Uma vez que o homem estivesse à frente de Herfesto e de capitão Turner, imediatamente reconhecendo a figura a frente deles exclamaram:

Cap Turner e Hefesto- Vocês capturaram o  capitão da força policial? Ele deve ter informações interessantes… Vocês fizeram um bom trabalho, vamos levá-lo para interrogar e ver o que conseguimos tirar dele.


Era uma situação completamente estranha para ambos que presenciavam a cena, não só a voz e a fala eram perfeitamente sincronizadas, mas o modo como cada um carregou pegando o velho pelo ombro e o  levando para fora da vista deles também poderia dar até mesmo arrepios aos mais observadores. O barco não iria zarpar para fora do porto, a urgência com que a informação era necessária se fazia maior do que a segurança para os dois homens e junto a eles haviam mais duas tripulantes, que naquela situação, pelo tempo que durasse o interrogatório, poderiam ensinar a Hari e a Ada assuntos que fossem de seus interesses.

O tempo se passaria a um ponto que a luz do dia se deu lugar pela luz do luar, a temperatura abaixou ainda mais durante a noite, o que fazia com que ficasse difícil permanecer na parte exterior do navio caso ainda estivessem lá, eles poderiam concluir após tantas horas sem que alguém tivesse os incomodado de que talvez o homem tivesse blefado para poder salvar a sua própria vida e a tranquilidade aparente poderia ser até mesmo a eles perturbadora, no entanto a calmaria que existiu até a poucos momentos atrás, parecia se desfazer, quando uma fumaça negra poderia ser vista se espalhar por todo o navio, parecendo ter como ponto de origem uma sala que ficava bem ao fundo do navio, tornava-se difícil permanecer naquele ambiente e o cheiro da madeira sendo queimada tornou-se um pesadelo quando um putrido odor começou a invadir as narinas de ambos, que poderiam lacrimejar pela irritação profunda, se eles tivessem um passado feliz, dificilmente poderiam reconhecer sem que pudessem ver a cena com os próprios olhos, haviam corpos de outros integrantes da embarcação caídos em meios as chamas que começavam a engolir cada vez mais o navio, havia marcas de punhos em suas faces, nem todos já estavam mortos quando começaram a queimar, e isso os faria presenciar alguns homens que estavam nocauteados que se levantaram  e tentaram correr, antes que as chamas terminassem de consumir suas vidas, uma cena que não só era visualmente impactante, como também inebriou seus olfatos e era ainda pior a sua audição, que ouviu os gritos de agonia.

Caso um dos dois ou os dois decidiram investigar a sala onde  Herfesto e capitão Turner estavam, poderiam ver seus corpos em um estado que indicava que a morte deles já havia acontecido a horas, no entanto o velho homem não estava mais lá.

Aos poucos o barco começaria a despencar sobre suas cabeças e a saída estaria difícil para que eles alcançassem sem que pelo menos pudessem ter a fuligem a sujar seus corpos, mas o pior ainda estava por vir.  A luz do farol se colocou sobre aqueles que saiam do navio, além de Hari e Ada, apenas uma moça havia saido, segurando um pedaço de vivre card e um som infernal começava a ser emitido, nesse momento eles poderiam sentir como se a morte pudesse chamá-los.

Dezenas de soldados estavam espalhados pela área portuária, porém mesmo que eles não soubessem o único motivo pelo qual havia uma abertura dentro da força militar desproporcional ao qual se colocava a sua frente, se creditava a Shiro, que em sua decisão havia dividido a força militar da ilha, a situação era desesperadora e a primeira a correr havia sido a moça com o vivre card na mão no entanto ela não foi muito longe pela rota  que ela escolheu para correr, várias balas perfuraram seu corpo a fazendo cair imediatamente ao chão, já sem vida. O papel no entanto voaria na direção de Hari e Ada e qualquer um dos dois poderia pegar. A decisão de manter o  homem, não só tinha causado a morte dos “líderes” da rebelião, como afundaram o principal navio que poderia ser usado como um ponto de fuga caso o plano de todos ali envolvidos na rebelião falhasse.
Caso Shiro tivesse escolhido ir pela região portuária, nesse momento ele se veria sem escapatória e acabaria sendo capturado, se quisesse manter sua vida, assim como inviabilizaria a fuga de Ada e  Hari, no entanto caso não fosse essa a escolha de Shiro, a garota e o rapaz poderiam ver a esperança em uma pequena escuna que aportava, que eles poderiam tentar invadir e forçar as pessoas que estavam na pequena embarcação a dirigir na direção apontada pelo Vivre Card, na esperança de que pudessem garantir que não só eles pudessem escapar, a confusão que eles haviam causado, certamente havia tirado toda a paz da ilha.




Nirvana,Leon,Hikari

Nirvana, Leon e Hikari haviam encontrado um lugar que em meio a ilha poderia parecer até mesmo um paraíso, não só tinham acesso a comida e bebida a vontade, como também teriam ali pessoas amigáveis e as ferramentas e informações para quase todo o tipo de informação ao qual poderiam precisar, o clima tornou-se ainda mais festivo, quando Hikari começou a tocar, tornando o ambiente já agradável em um ambiente ainda mais belo de se olhar, algumas pessoas começavam a dançar, enquanto algumas faziam brindes e comemoravam.
Se passaria um tempo até que Nirvana pudesse se juntar a todos que estivessem no salão, uma vez que seu tratamento ainda estava sendo feito naquele momento,de certa forma a garota contava com a participação do grupo na revolução que planejavam fazer como algo certo e sabendo da competência dos dois lideres que se encontravam com os demais amigos próximos a ruiva, como um modo de talvez tentar tranquilizar durante o processo teria dito:
- Não se preocupe com aqueles que estão no navio, estão em boas mãos e logo devem se juntar a todos nós no mais tardar ao começo da noite,então se concentre em se recuperar, aproveite o que o local tem a te oferecer que vocês devem se reunir, para que todos possamos ter sucesso em nossos objetivos individuais.

Concluindo o tratamento e o que tinha a falar, Nirvana estaria livre para se juntar aos demais,Teresa poderia vir um tempo após a ruiva, com uma feição cansada, o processo cirúrgico havia sido muito menos dolorido ou traumático do que a garota havia sugerido a Nirvana, com o uso de um anestésico local, o processo havia sido indolor, com exceção da aplicação da  anestesia, por mais que fosse um processo bem desconfortável, devido a ela sentir a retirada da bala, mesmo que fosse incapaz de sentir a dor. Durante mais algum tempo, eles teriam todo o espaço a seu dispor, inclusive uma forja acabaria por chamar atenção de Nirvana, caso ela olhasse para o local onde os seus demais companheiros haviam pego seus equipamentos, caso fosse de sua vontade, ela teria oportunidade de atender ao pedido do moreno de cabelos brancos pois ali havia o material e o tempo para que ela fizesse isso, para além disso agora ela também tinha a disposição o conhecimento fosse através do ensino ou através do dinheiro caso ali ainda fosse necessário. Teresa se aproximaria de Leon, com um tom de voz cansado e uma feição pouco animada acabaria por suspirar, enquanto se apoiaria sobre o rapaz com um dos braços, deixando seu peso cair.
-É um lugar maravilhoso né? Eu mesma organizei com os fundos que Herfesto conseguiu levantar, essa deveria ser a realidade de todos, não só de poucos… Vê como estão festivos? Estão todos bebendo, comendo e aproveitando das coisas boas, pois durante a noite vai acontecer a invasão, esse pode ser o ultimo dia de cada uma das pessoas aqui, mas ninguém esta triste, pelo contrário, eles estão comemorando um futuro melhor.

Caso decidissem continuar ali, para ouvir os planos e ajudar a invasão ou acabassem ocupando seus tempos ao aprender alguma coisa ou fazer algo, após algumas horas eles seriam apresentados ao plano de invasão, apresentado surpreendentemente por uma pessoa conhecida por alguns dos recem chegados a base. E essa era Teresa, que subiu sobre uma cadeira e verbalmente repassaria o plano.

[b]-Estaremos marchando em direção a parte nobre da cidade, nós temos  o número e o poder militar para que possamos entrar diretamente pelos portões abertos, devido ao horário a segurança deve ser mais baixa e com isso vamos conseguir completar nossos objetivos fácilmente se seguirmos pelos caminhos já designados a cada líder de esquadrão, hoje nenhuma mulher ou homem vai morrer em vão, nós planejamos isso por anos e por fim vamos mudar o futuro de nossa nação!


Quando Teresa terminasse seu discurso, ela seria ovacionada pelos demais membros da resistência, onde ela tomaria a liderança e a frente, junto a incontáveis outros membros de todos os tamanhos  e de diversas raças, onde Nirvana, Hikari e Leon poderiam acompanhá-los, pela promessa de roubarem as infinitas riquezas armazenadas pelos nobres em troca de suas próprias forças serem emprestadas, ou poderiam ficar ali, sozinhos na base sem ninguém e sem saber como abrir a porta de entrada, caso quisessem sair. A falta de luz fazia com que o grupo pudesse caminhar, quase despercebido, no entanto algo inesperado aconteceu.



Shiro, Nirvana, Leon, Hikari

Quando chegassem próximos da entrada dos nobres, caso fosse da escolha de Shiro seguir em frente, ele poderia reencontrar parte de seu grupo, porém ainda estaria sendo perseguido e dessa vez seria possível notar que não só homens armados corriam, atirando em sua direção, como haviam também cães de grande porte latindo, gerando uma cena genuinamente assustadora ao rapaz e aqueles que não  tinham como saber como lidar com aquela situação, que fugiu completamente dos planos. Alguns tiros perdidos que tinham Shiro como alvo acabavam fazendo com que alguns membros da resistência acabassem tendo seu fim precoce e a confusão tornou-se em caos, quando tentando evitar a força policial, Teresa acabou os guiando para mais próximos do portão, na esperança de que eles pudessem se aproveitar do numero e do possível caos, para que pudessem despistar aqueles que agora os perseguiriam,enquanto lutam pelo seu objetivo. Porém novamente, algo aterrador aconteceria  os portões estavam fechados e a segurança nunca esteve mais forte. Vários disparos eram realizados na direção do exercito da resistência, que parecia não ter tempo de reagir, um a um os homens e mulheres começavam a cair, como um verdadeiro massacre e agora,  Nirvana, Leon e Hikari estavam  rodeados de um cenário aterrorizante, a morte estava ao seu redor e em breve os abraçaria se eles não procurassem um meio de fugir daquele lugar, para piorar a situação, conforme o número de pessoas diminuisse, caso Shiro tivesse escolhido fugir para o caminho onde ele havia chances de realmente correr e estivesse ao lado de seus companheiros, uma voz, de um homem com o braço ferido apontaria para o rapaz e diria.

- São eles homens! Esses que cercam o rapaz com roupas rasgadas devem fazer parte de sua força principal, eles são uma ameaça a paz!

O número de soldados que agora faziam frente aos portões era algo irreal para o que era esperado, aos poucos parte da policia, que não estava diretamente ligada a guarda dos nobres começava  a fechar o cerco e as rotas de fuga, o que fariam agora nessa situação? Procurariam um caminho para a salvação ou  ficariam para serem capturados ou mortos? Alguns poderiam se lembrar do navio que estava no porto, assim como poderiam talvez pensar que a rota de fuga que eles tinham através do navio também poderia estar comprometida, uma vez que parecia que eles haviam mantido o líder que havia oferecido um meio, para que a força policial não tivesse se juntado a guarda dos nobres e os colocasse em uma situação como essas. Não poderiam  voltar a base da resistência e a cada segundo a morte ali pareceu mais real, pois em questão de segundos, Shiro, Nirvana, Leon, Hikari e Teresa eram os únicos que ainda estavam em pé.


Ferimentos:
 

Considerações:
 


Última edição por Alipheese em Dom 08 Abr 2018, 16:06, editado 1 vez(es) (Razão : Erro de formatação)
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Akuma Nikaido
Pirata
Pirata
Akuma Nikaido

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQui 05 Abr 2018, 23:52

Dança da morte


À medida que ia tocando e cantando, ia observando mais pessoas se juntarem às mesas e brindarem. Não entendia bem o que estava acontecendo, mas era bonito de ver tanta gente assim reunida. Em meio às pessoas, algumas começavam a dançar. Ficava admirada com os movimentos fluidos e coreográficos feitos. Eu mesma não havia pensado em nada para acompanhar o ritmo, mas o trabalho ali era, sem dúvidas, muito bom.


~ Uau! Que passos fantásticos! Parecem combinar perfeitamente com a música! ~


Não conseguia tirar os olhos da execução, pensando que queria aprender a fazer movimentos assim. E não demorou para que terminasse de tocar a música, parando e indo em direção a meu novo alvo..


INÍCIO DO APRENDIZADO


— Nossa, você dança muito bem! Como consegue encaixar um passo ao próximo tão bem? Parece quase como se não tivesse peso!


Exclamava, realmente admirada. A garota, uma menina alta, magra e com feições bem delicadas, ria ao ouvir meu elogio e me respondia com um sorriso no rosto.


— Obrigada, pequenina, sua música que me contagiou para dançar assim haha. Não tem muito segredo. A dança é uma forma de expressão do corpo, a reação dos sentimentos à aquilo que está sendo sentido no momento. É, portanto, algo completamente natural.


Acho que minha cara de confusa ficou muito evidente, pois logo a loira soltava uma breve gargalhada e continuava sua explicação.:


— Pense assim. Quando sentimos algo que nos deixa feliz, rimos, não é mesmo? Quando estamos tristes, choramos… A dança não é muito diferente, mas, em vez de trabalhar com somente uma pequena parte do corpo, deixamos todo nosso corpo fluido, manifestando-se espontaneamente. Pelo menos é assim que eu penso.


Conseguia entender um pouco o que a garota explicava, mas era um conceito muito mais filosófico do que prático. Eu deveria então simplesmente não pensar, para poder conseguir dançar?


— Acho que entendi o que quis dizer, -neesan. Mas como faço para me soltar assim?.


Vendo que eu realmente desejava aprender, a garota mudava um pouco sua postura, pensando em como me ensinar. Com um estalo de dedos, então, dizia sua ideia a mim..


— Comece a tocar uma música animada, uma que conheça e saiba tocar de cor e que seja contagiante, vamos lá!


Imediatamente comecei a arranhar alguns acordes, logo se transformando em um ritmo animado típico das melhores tavernas (e não, nunca entrei em uma, mas sempre ouvia a música do lado de fora, quando estava voltando com meu pai à noite do trabalho dele). À medida que ia deixando o ritmo me levar, comecei a bater o pé, acompanhando o tocar das notas, junto com o balançar de cabeça.


— Isso! Está vendo como seu pé e sua cabeça se movem com a música? Isso já é dança! Por ser uma musicista, você já tem certa facilidade em perceber os ritmos e acompanhá-los, seja com o ouvido, seja com batidas ritmadas.


Ela tinha razão no raciocínio dela, mas havia uma diferença muito grande entre bater os pés e fazer movimentos como os dela.  


— Ei, mas não é bem assim também! Seus movimentos são muito mais elaborados e muito bonitos. Não sou capaz de fazer algo assim, né!


A garota agora se sentava, pensativa, como se escolhesse as palavras para me explicar. Alguns segundos se passavam, tempo esse que usava para finalizar a música e voltar a observá-la bem.


— Não é que você não consiga fazer, é só que é um pouco mais difícil. Como explicar… Hmmm…. Veja bem. Você consegue fazer melhor com a cabeça e os pés porque são extremidades do corpo. Qualquer movimento que você fizer com eles fica bem saliente, e então fica fácil destacar. Quanto mais próximo do nosso centro de gravidade, maior a amplitude do movimento para que ele “ganhe vida”, por assim dizer. Além disso, quanto mais você mexe com seu centro de gravidade, mais você acaba tendo medo de cair e se travando. Com isso o movimento perde a naturalidade e a fluidez. O segredo é exagerar no movimento e não ter medo de cair, deixar com que ele seja natural.


Refletia no que ela falava e, de certa forma, me fazia sentido, apesar de não entender completamente alguns conceitos. Se eu travava meu movimento era porque iria cair se continuasse, então como poderia não fazer isso? E como eu iria achar meu centro de gravidade exatamente? Não sabia muito sobre isso, se não que era onde o nosso corpo ficava melhor equilibrado.


— Mas como saber que não vou cair?


Não queria parecer que estava duvidando da palavra dela, então fazia realmente uma cara de confusa, buscando demonstrar não entender bem o raciocínio.


— Falar não vai servir de muito para isso. Guarde seu violino. Para sua sorte, também toco um pouco de gaita. Vamos fazer então uma música, para que você dance. Lembre-se dos passos para uma boa dança! Primeiro, esvazie sua mente! Segundo, permita-se sentir ao máximo. Se tiver com dificuldade, feche os olhos, que vai te fazer ignorar todo o resto ao seu redor e focar no ritmo e no sentimento que aquele som te passa. Terceiro e mais importante, faça aquilo que lhe parecer natural. Não pense sobre, ou acabará perdendo o primeiro passo!


Sem me dar nem tempo de pestanejar, a garota tirava uma gaita de sua bolsa e punha na boca, iniciando uma melodia lenta e triste. Guardava rapidamente o violino e então punha-me de pé, fechava os olhos e respirava fundo.


~ Não pense em nada… Pera, droga, to pensando! Calma, Hikari, esvazie a mente… Conte até dez… Um, dois, três...


Tentava me concentrar mas só me distraía cada vez mais. A moça parava de tocar antes mesmo que eu sequer fizesse algum movimento.


— Você está ficando tensa, tentando concentrar no som. Relaxe, pequena. Isso não é uma ordem. É apenas um conselho. Deixe-se levar, não se preocupe.


Com a chamada de atenção, ficava um pouco vermelha, mas entendia o que ela queria dizer. Se ficasse pensando demais, agiria de menos. E a dança era exatamente o contrário. Respirava fundo mais uma vez e fazia um sinal com o polegar para cima, dizendo:


— Ok, ok, pode começar de novo. Agora vai!


Novamente a mesma música começou. Minha primeira reação foi de pensar em esvaziar a mente, mas, dessa vez, mais focada no agir do que no pensar, começava por onde eu sabia: mexer os pés e a cabeça. Balançava ambos lentamente, seguindo o ritmo da música. O sentimento triste que ela trazia passava-me uma sensação de saudade de meus pais, do conforto de minha casa. Naturalmente, quase sem perceber, juntei as duas mãos, levando-as ao coração. Meu tronco começava a balançar em conjunto, liberando-me completamente. Estava longe de uma verdadeira dança, mas agora já movia-me mais livremente…. até cair no erro de abrir os olhos e ver tantos outros pares focados em mim. Imediatamente corei, soltando um gritinho:


— Kyaaaah!


A vergonha tomava conta de mim e me desconcentrava totalmente, fazendo-me perder o ritmo adquirido. Alguns risinhos vinham da minha “plateia”, mas não eram de zombaria. Pareciam mais aquele riso de reconhecimento, sentindo que compartilhavam do meu sentimento.


— Você está indo bem. No começo é assim mesmo, mas já está tendo certa fluidez em seu movimento. Vamos trocar agora para um ritmo alegre, para ver como se sai. Tente se mover do lugar também, como se fosse andando para um lado, depois para o outro, e por aí vai.


Concordava e logo começava um ritmo mais animado, algo quase como se um calor subisse por meu corpo, trazendo uma sensação reconfortante de esperança. Era quase como se pudesse ouvir uma história, contando de toda luta e todo o esforço, mas que eram recompensados com boas memórias e risos. Meu corpo naturalmente começava a se mover, inicialmente pés, mãos e cabeça, e, à medida que ia me sentindo mais empolgada com o ritmo, começava com movimentos mais complexos, dando alguns passos para o lado, girando e jogando meu corpo para trás, dando outro passo, jogando a cabeça para frente e para trás… E assim fui seguindo, até que, por fim, estava ofegante e precisei parar.


— Con...segui!?


Exclamava, arfando. Sabia que estava muito aquém ainda da moça, mas sentia que, ao menos, podia chamar aquilo que fiz de dança.


— Muito bem! Continue praticando e vai se tornar uma dançarina cada vez melhor, não tenho dúvidas! Ah, e só para te ajudar um pouco mais, seu centro de gravidade deve estar mais perto do seu quadril. Quanto mais alto for, mais próximo do umbigo ele está localizado. Se quiser achar certinho, tente equilibrar seu corpo em um pedaço de pau fincado no chão. O ponto onde se sentir estável, sem achar que vai cair, é o seu centro de gravidade. Saber onde ele está vai te facilitar bastante, ao forçar a musculatura próxima a ele para te ajudar a sustentar seu peso em posições pouco convencionais.


Com meu novo conhecimento adquirido, agradecia a moça e me retirava, violino em mãos, indo procurar por Nirvana e por Leon, que, a essa hora, esperava já estarem bem e descansados. Especialmente Nirvana. Ainda preocupava-me com os ferimentos da garota.


FIM DO APRENDIZADO


Era nesse momento que via a moça que nos trouxera subir em uma cadeira e começar a discursar. Ouvindo suas falas, minha ficha começava a cair.


~ Pera…! Onde encontrei Ada e o pessoal, além dos ferimentos, haviam várias manchas de sangue, não haviam? Não prestei atenção na hora, mas sem dúvida tinham manchas vermelhas no chão.... Agora essas falas… Ninguém vai MORRER em vão? Como assim vão morrer? Que diabos…!


Mal tinha tempo de raciocinar e via a multidão (eram tantos assim lá dentro? Não havia reparado o tamanho do local) ovacioná-la e se preparar para sair. Suando frio, com um sentimento de desespero, começava a correr atrás de Nirvana e de Leon.


— NY-CHAN! LEON-KUN! RAUL-KUN! CADÊ VOCÊS!?????.


Gritava, procurando por eles. Seguiria andando até achá-los, e então começaria a falar:


— Por favor, não participem disso! Convençam os outros a não irem também! Não quero que ninguém se machuque! Não!


Dizia, com lágrimas nos olhos e um bolo na garganta. Até dizer algo era difícil e não tinha certeza se minha voz se fazia tão encantadora assim no momento. Que eu não era uma lutadora era fácil de se dizer, até porque o que eu tinha em mãos era um violino, e não uma arma. Mas ainda assim não podia aceitar lutas desnecessárias assim. Já havia ouvido falar sobre essas guerras e revoluções. E o resultado geralmente era pavoroso. Não queria, ou melhor, não podia pensar em perder meus amigos assim. Ou mesmo vê-los matando outras pessoas por quaisquer que fossem os motivos.


Sentia-me, contudo, impotente. Tinha ciência de que não conseguiria parar uma revolução que já estava tão bem arquitetada assim. Mas ao menos podia garantir que meus amigos não se envolvessem nisso. Ou melhor, não se envolvessem mais, porque claramente já estavam metidos nessa história.


— Por favor, por favor, por favor!.... Não posso aguentar imaginar vocês feridos!


Abraçava Nirvana, em uma esperança de convencê-la a deixar essa história de lado.


— Prometo que podemos conseguir o que você quer de outra forma! Eu ajudo, juro!




Tentava barganhar, mesmo sabendo que não daria em nada. Por fim, incapaz de modificar o pensamento do pessoal, simplesmente iria segui-los. Não havia outra opção, eu não tinha para onde ir e não conseguiria relaxar e explorar a ilha, conforme queria, estando preocupada com eles. Além do mais, não sabia mais onde Ada estava, o que me fazia preocupar com ela também. Aceitaria a sina e pegaria um casaco no esconderijo, aceitando o que mais me entregassem. Estava simplesmente aérea demais, incrédula com o que estava acontecendo ao meu redor, incapaz de reagir apropriadamente. Mal eu sabia que, daquela tormenta, nem havíamos visto o olho ainda.



~ NÃO… NÃO…. NÃO!!!!!




A cena de terror começava com muitos e muitos barulhos. A multidão marchando, cães latindo, barulhos de tiros. E então a cacofonia piorava com berros de dor, soluços, choro e desespero. A cena, tão trágica quanto, mostrava corpos empilhando-se, tingindo de rubro o chão, refletindo o luar quase como uma verdadeira história de horror. Com a diferença que, dessa vez, tudo era muito real, assim como o risco de morrer.


E o pesadelo chegava em seu ápice quando via Raul cair no chão, seu rosto tornando-se apático e sem vida, o brilho se esvaindo de seus olhos. Como que em ressonância, sentia minha garganta secar, assim como a dele; minha visão anuviar-se, mimetizando a sua; minha audição não mais funcionar, os sons sumindo a meu redor.




— NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!




O grito de horror, puro, simples e concreto terror. Congelava no tempo, assim como o ar parecia também ficar mais gélido. Estacava onde estava, empacando como uma verdadeira mula. Uma mula que acreditou que conheceria o mundo. Uma mula que foi parar no inferno.




Objetivos:
 

Contagem de posts:
 

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptySex 06 Abr 2018, 03:56


☠️
Ada Spice Rock

We Are Pirates




"O que? Não, não é assim!" Pensava com raiva ao ver os homens levarem o velhote para dentro de uma sala com eles, sem sequer importarem-se em tirar o navio dali onde apareceriam diversos soldados em pouco tempo. De fato, uma estratégia um tanto quanto arriscada demais para duas pessoas que haviam passado tanto tempo planejando uma revolução debaixo do nariz da polícia, um ato um tanto quanto desesperado que eu definitivamente não esperava ver daquelas pessoas em uma situação tão favorável.

Infelizmente, sem uma voz ativa com os outros dois tripulantes que sobravam conosco, eu simplesmente dava de ombros e suspirava, indo até a borda do navio enquanto dizia ao meu companheiro de tapa olho - Se isso demorar, estaremos mais mortos que os caras que atiramos ao mar... Fique de olhos abertos! - Só então reparava na condição de Hari, que usava um tapa-olho, e dizia um pouco constrangida, mas também com um leve tom de sarcasmo -Olho... aberto... - Me segurava para não deixar escapar uma risadinha naquele momento, focando minha atenção na movimentação do lado de fora do navio e sentindo certo alívio momentâneo ao perceber que mais nenhum inimigo se aproximava... A verdade era que já estava cansada de ter que pensar rápido naquele dia, ficava feliz em ter aquele tempo livre para descansar um pouco disso... Ou era o que eu pensava.


Aprendizado - Atuação

APRENDIZADO DO BARULHO MUITO LOUCO MESMO



Estava feliz com o que havia aprendido, por mais que quisesse um descanso sabia que atuação e improviso poderiam vir a ser uteis mais cedo ou mais tarde. Aqueles caras, Andy e seus dois irmãos eram com certeza bem divertidos também, era uma pena que houvessem ido embora. No momento eu estava em um dos quartos, havia decidido após uma exploração de exatos dois minutos que aquele com certeza seria o lugar onde eu dormiria. Era aconchegante, e com certeza bem mais quente do que no lado de fora. A demora daquele interrogatório de fato me incomodava, mas ali com uma boa coberta e tomando uma boa bebida quente eu fazia questão de ser paciente com aquelas pessoas. Por algum tempo, toda aquela calmaria me trazia uma felicidade que nunca havia trazido antes, perguntava-me se Nirvana e Hikari estariam tão bem quanto eu, quanto a Leon, conhecia meu irmão bem o suficiente para saber o que ele estaria fazendo. Hari provavelmente já havia se acomodado também, mas e quanto a Shiro? O que havia acontecido com o membro da tripulação? Por não saber onde Nirvana foi com Teresa ele não deveria ter voltado para o navio?

Infelizmente meu tempo para teorizar se acabava quando um leve cheiro de fumaça alcançava minhas narinas, despertando-me de meus devaneios sobre uma vida pacífica. Rapidamente aquela fumaça se tornava mais densa e negra, fazendo com que meu senso de urgencia apitasse ao máximo. Levantando-me e pegando de volta minhas armas, a unica coisa que eu teria tempo de fazer seria buscar e vestir um casaco ali onde eu estava, e assim o faria caso encontrasse algum. A busca não poderia levar mais do que rápidos trinta segundos, sendo que depois disto eu sairia com ou sem casaco.

- Hari! O que está... - Felizmente encontrava meu companheiro assim que saía de meu quarto, infelizmente não tinha tempo nem de terminar a minha pergunta antes que minha visão captasse o massacre, o fogo e toda aquela fumaça, me devolvendo agora totalmente a realidade - Mas que merda... - Exclamava para mim mesma, logo depois enchendo os pulmões para gritar ao tapa olho - O que foi que esses idiotas fizeram? - Dizia sem saber se com "idiotas" me referia à Herfesto e seus comparsas ou aos policiais que poderiam ter realizado um ataque surpresa... Mas as marcas de soco nos cadáveres pareciam deixar bem óbvio o que havia acontecido.

Via os homens correndo e sendo consumidos pelas chamas, sentindo meu estômago embrulhar quando o cheiro detestável de carne queimada misturada com sabe-se lá o que alcançavam minhas narinas... Os gritos de agonia a medida que aqueles homens iam sendo carbonizados também tomavam meus ouvidos... Eu me sentia mal por eles, mas não era só isso... Como podiam ser tão burros? Malditos desgraçados, e ainda dizem querer trazer uma revolução. Deveria matar cada um deles! Todos eles! Mas no momento precisava me focar, respirar fundo o máximo que aquela fumaça permitia e pensar em um plano de ação. Primeiro, precisávamos garantir o que havia acontecido com Herfesto e seu namorado naquela maldita sala -Vamos! - Bradava para Hari enquanto começava a correr com cuidado na direção do lugar onde haviam entrado com o capitão da polícia. Alguns homens ainda davam seus ultimos gritos de agonia enquanto o fogo os consumia, mas naquele momento meus objetivos iam além de alguns meros peões. Assim como eu havia decidido arriscar minha vida tornando-me uma pirata, eles haviam decido arriscar a deles a uma morte horrível como esta ao planejarem aquela revolução.

Não era nenhum desafio entrar, a porta da sala onde Herfesto havia entrado estava agora escancarada, e ele estava ali junto com Turner... Bom... Mais ou menos - No fim era só isso que você aguentava velhote? Que piada! Vocês só tinham que levar o maldito barco para alto mar! - Dizia furiosa com o que estava acontecendo, mas no fundo sentia um certo aperto em meu coração... Eu confesso, ver todo aquele sonho de revolução morrer assim... Todos os homens deveriam ter a chance de lutar por sua liberdade, era realmente uma pena que a luta de Herfesto tivesse acabado de forma tão idiota... Talvez fosse o que ele merecesse por não me ouvir.

Apenas olhava para Hari sinalizando que deveríamos continuar, e assim fazíamos. A tosse me acompanhava junto de toda aquela fuligem, e quando finalmente saíamos do navio sentia o arrepio na espinha acompanhar aquele alarme ensurdecedor e aquela sensação de urgência que não parava de aumentar. Dez? Vinte? Não adiantava contar quantos inimigos haviam ali, o fato é que eram muito mais do que eu sonhava poder enfrentar naquele nível. O velhote havia jogado bem, mas eu podia garantir que não perderia junto com Herfesto.

O som dos tiros que alvejavam a mulher que corria a nossa frente acompanhavam a ideia, o ultimo fio de esperança que vinha na forma de uma escuna que provavelmente era usada por alguns pescadores. Mais uma vez eu precisava pensa rápido, e mesmo sem saber qual destino os três irmãos tiveram, eu deveria agradecer a eles pelo que estava por vir. Tiraria cem por cento de proveito mesmo de uma situação caótica como aquela, como? Simples, improviso! Havia feito aquilo o dia inteiro, e aquilo seria apenas o meu teste final. Olhava para Hari e depois para a escuna, tentando passar minha ideia, e depois me preparava:

-HAHAHAHAHAHAHHAHA! - Usando de toda a força de meus pulmões, gargalhava ensandecidamente, como se houvesse realmente enlouquecido ou acabado de concluir um plano malígno - Viram só? Como a paz nessa pequena ilhazinha de vocês é fraca? Bastaram algumas palavras para que eu, Ada Spice Rock e meu parceiro Hari Nnoitra pudéssemos espalhar o caos e jogar todos os seus cidadões patéticos contra vocês, escória! - Sacava minhas duas espadas, com o olhar mais sanguinário que podia ter, a medida que finalmente começava a correr na direção da embarcação sem olhar para trás -Agora vocês terão que cuidar de todo o caos que nós dois instauramos! E espero que toda esta maldita ilha de fracassados afunde no oceano e se torne o próprio inferno!

Continuaria correndo para a escuna, tentando posicionar a espada na frente de possíveis projéteis que pudessem ser disparados. Caso algum inimigo se colocasse a minha frente, eu simplesmente me moveria bruscamente para a diração oposta ao mar, e continuaria correndo, usaria minha espada para tentar uma estocada na garganta do inimigo, pouco antes de puxá-la de volta e sem nunca parar de correr. Caso não fosse possível puxar a espada de volta, eu simplesmente a abandonaria ali visto que ainda possuia outra. Na possibilidade de ser impossivel desviar do ataque, eu usaria minha espada (ou as duas caso ainda possuisse ambas) e bloquearia o ataque colocando-as em diagonal (formando um X), na frente do ataque inimigo. Em seguida simplesmente usaria de toda minha força enquanto deslizaria as espadas pela arma do inimigo para jogá-lo na direção do mar. Todas essas seriam formas de defesa que eu usaria a qualquer momento durante a fuga, mesmo se fossem necessárias mais de uma vez. Continuaria sempre a correr, sem nunca parar. Jogando pragas de tempos em tempos, e vez ou outra algumas maldições. Ao menos poderíamos sair dali como piratas temidos, e eu esperava que Hari talvez entrasse na minha improvisação - Fracotes! - Gritava algumas vezes - Idiotas! - Gritava outras vezes - Fracassados de merda! Jamais me pegarão! - Bradava todo o tempo, irritantemente.

Ao finalmente chegar na escuna apontaria uma das espadas para o primeiro tripulante que estivesse em minha frente e diria -Mudança de planos! Zarpando para longe daqui! Agora! Antes que o meu parceiro te mate, ou eu mesma faça isso! - Dizia expressando um claro tom de seriedade e ameaça. Apesar de todo o teatro, não poderíamos demorar ali e por isso eu ajudaria em tudo o que fosse necessário e possível para que a escuna zarpasse rápido dali. Durante a fuga, bradaria aos malditos policiais:

- Lembrem-se desses nomes! Ada Spice Rock e Hari Nnoitra! Aqueles que trouxeram o inferno a sua querida Dawn Island! HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHA



Post: 011~ Rename: -X- ~ Location: Dawn Island - East Blue

Notes: •Ganhos: 2 Katanas // Perícias: Luta de Rua e Atuação

•Perdas: 35 Mil Berries

Legenda: -falas-
"pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptySex 06 Abr 2018, 15:44

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


Tudo certo até então, o policial capturado era carregado para o barco e só o que tínhamos que fazer era ficar de olho nele, havia sido fácil demais convencer Turner de levar o homem como um refém e agora eu entendia o motivo, pelo visto Hefesto e Turner tinham algum interesse até estranho no policial, provavelmente aquele velhote era realmente importante para a policial local, o sincronismo que os revolucionários tinham para falar chegava a ser bizarro, porém como eu não tinha habilidades com interrogatório não havia motivos para que eu discordasse daquela decisão.

Agora o policial estava sendo interrogado e eu estava ali de bobeira aguardando o desenrolar daquela história, Ada se mostrava preocupada com a situação, mas demonstrava para mim de um péssimo jeito, fazendo uma piada, eu apenas balançava minha cabeça negativamente sorrindo, não me importava que comentassem sobre minha visão, não o suficiente para me estressar.

- Vamos ver.

Respondia com as palavras saindo calmamente. Passava a mão por entre meus cabelos e olhava ao redor buscando alguma fonte de informação, se eu tinha algum tempo livre utilizaria-o para aprender um pouco mais.

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                                  ~ APRENDIZADO METEOROLOGIA ~

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O frio já chegava a incomodar, apesar das roupas de manga comprida, minhas vestes não eram dos tecidos mais grossos, na verdade até leves demais para facilitar meus movimentos. Ainda estava na proa do barco quando subitamente sentia algo me aquecendo, não dava para imaginar que esse algo seria a merda do barco.

Sério? O que diabos havia acontecido? Só uma coisa poderia passar pela minha cabeça, o prisioneiro havia ateado fogo no barco e conseguido escapar de alguma forma, o cara teria que ser muito foda para conseguir uma proeza dessas.. Se eu fosse religioso começaria a rezar para que aquele cheiro de fumaça estivesse vindo da cozinha e algum mal cozinheiro havia deixado o peixe queimar.

- Por favor deus.. Que seja isso.

Corria para dentro do barco afim de encontrar Ada, claramente minha maior preocupação no momento era a garota. Acelerava já esperando vê-la carbonizada na cozinha próxima ao peixe, enquanto eu tentava lutar bravamente contra a cruel realidade Ada aparecia, aparentemente um pouco desnorteada sem saber o que estava acontecendo, ambos estávamos. Não conseguia responder a garota, toda aquela fumaça, os gritos, o cheiro, atentavam em mim um instinto puro de sobrevivência, quando Ada ameaçava ir mais afundo do barco em busca do capitão eu a segurava com muita força, provavelmente deixaria uma marca de meus dedos em seu braço. Minha mão esquerda segurava forte a espada que outrora eu havia retomado do policial, não era exatamente desespero que passava pela minha cabeça, eu conseguia raciocinar, conseguia perceber tudo que estava acontecendo ali e tinha certeza que nossas vidas eram mais importantes do que a de qualquer um naquele barco. Corria puxando o braço de Ada, mesmo que esta corresse junto a mim eu não a largaria, não deixaria de senti-la com o sentido do tato, uma vez que minha visão estava focada na rota de fuga. Prendia a respiração e corria sem olhar para trás, tentando ignorar todos aqueles gritos de pessoas sendo consumidas pelas chamas.

Finalmente podia respirar, um ar não muito puro, mas ainda agradável em relação a aquela fumaça, soltaria então o braço de Ada e reparava que além de nós apenas uma outra mulher havia escapado. Merda, olha só o que a incompetência causa, o capitão levara todos os seus subordinados junto pra morte, será que haviam soltado o policial por algum motivo? Não tinha como saber.

Mas só tinha tempo para um respiro aliviado, logo estávamos cercados e o barulho de um alarme assustador ecoava pela ilha, dezenas de soldados a nossa frente. Pobre mulher, tomava a pior decisão que podia diante daquela situação. Via o vivre card que a mulher segurava voar em nossa direção, esticaria minha mão para pegá-lo e logo tinha uma surpresa, Ada em toda a sua glória fazia o impensável, eu podia chorar de orgulho agora dessa garota.

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Minhas palmas eram sinceras, pareciam na verdade parabenizar os policiais por destruírem nossos planos, mas na verdade elas eram para Ada que fazia um digno papel.

Por mais que tivéssemos ali uma rota de fuga, os homens poderiam ainda vir atrás de nós, então eu finalizaria numa mistura perfeita de Lábia e Intimidação, deixaria ambas soarem em perfeita harmonia como o doce gosto de uva e fermento e um bom vinho.

- Parabéns, vocês tem duas horas para desarmar a bomba plantada em seu quartel.

Diria com toda convicção para convencer os homens ali, nem que eles ficassem em dúvida sobre o que fazer, no fim de minhas palavras daria um sorriso e correria em explosão de velocidade, não me importaria com quem estivesse a minha frente, não me daria ao luxo de atacar alguém, só esquivaria se fosse necessário, mas sempre em alta velocidade. A escuna estava próxima de nós, não demoraria para que eu entrasse na mesma e assim que fizesse já gritaria para os tripulantes dela, enquanto Ada gritava com os policiais.

- Vamos! Zarpem essa escuna! Vamos para alto mar! Se ainda não entenderam, façam isso ou eu matarei cada homem neste barco!!

Me mantinha abaixado dentro da escuna para evitar ser atingido por balas enquanto bradava em intimidação, caso qualquer um ali tentasse alguma gracinha eu o atacaria com a espada ainda embainhada, esquivaria com um passo leve para o lado e direcionaria a bainha na direção do abdômen do pescador corajoso que tentava me enfrentar.

Esperava que minha intimidação fosse o suficiente para que o capitão daquela escuda a retirasse da proa, manteria minha atenção para as bordas da mesma aguardando caso algum policial resolvesse entrar ali seria abatido com um golpe surpresa direcionado a sua cabeça, sem piedade alguma.

Se conseguíssemos sair do porto eu finalmente respiraria aliviado pela fuga e então diria para os homens no barco.

- Pronto, conseguimos, vocês são demais!

Diria sorrindo, mesmo que todos ali provávelmente estivessem com bastante medo.

- Podem ficar tranquilos que ninguém aqui vai ser morto se seguir minhas ordens. Vamos para o lado oposto da ilha atracar em algum lugar escondido. Capitão pode guiar.

Tentava usar todo o encanto de minha voz e lábia para convencer aquelas pessoas que o perigo havia abaixado para que ficassem com menos medo. Caso eu ou Ada tivéssemos sido baleados, ou qualquer outra pessoa naquela escuna, eu completaria.

- Algum médico aqui?

O sorriso estampado em meu rosto era evidente para qualquer um, adrenalina era uma sensação maravilhosa, estando ferido ou não. Finalmente me aproximaria de Ada após toda aquela confusão, ficaria de frente para a mesma, colocaria minhas mãos sobre seus ombros e então contemplaria.

- Garota você é G E N I A L! HAHAHA!





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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptySex 06 Abr 2018, 17:17


Olha o mendigo vindo! Eita porra, mete o pé, loco! Mete o pé!!


Leon estava mais do que satisfeito com aquele lugar, não sabia direito sobre que rebelião estavam falando até o momento, sendo que foi apenas seguindo uma série de acontecimentos, sem uma verdadeira explicação. Porém,não apenas havia encontrado com sua irmã e seus futuros companheiros, como conseguiu alguns equipamentos, uma baita namorada em potencial (Teresa), que até estava disposto a levar junto de si em sua jornada. E não para por aí, agora aprendia habilidades que o fariam útil para todos, mesmo que para isso precisasse da ajuda de alguém com os livros. O rapaz começava a perceber como fazia falta saber ler, não era algo que o atrapalhava antigamente, tendo sempre uma vida muito mais simplista, mas livros podiam ser muito informativos para ele "Talvez eu deva aprender a ler, mapas mesmo não vão ser muito úteis se não conseguir lê-los... Enquanto isso preciso ter um jeito de poder me guiar sem depender das letras e palavras!" Pensava convicto.


~Aprendizado Astronomia~


Leon se levantou da mesa onde estava, deixando a mulher chamada Myra sem dizer nada. Foi apressado até as pilhas dos livros, podia até mesmo parecer uma criança entusiasmada naquele momento, enquanto foliava na maior liberdade os livros, observando as imagens a procura de algo. Retornou a mesa com um bem largo em suas mãos, a capa estava meio velha, porém o interior estava em excelente estado. O jovem rapaz abriu em um local que ambas páginas se desdobravam, um mapa celeste bem completo, com desenhos das constelações e tudo mais - Você poderia me ajudar com esse também, Myra?! - A mulher, já com idade um pouco mais avançada, sorria e achava graça, enquanto assentia com a cabeça positivamente.

Tomando o livro em suas mãos e redobrando as páginas cuidadosamente em sua posição original, ela fechava o livro e abria nas primeiras páginas - Já que é um entusiasta em astronomia, vamos começar do começo! Para entender melhor o que você me mostrou, ou mesmo ao olhar nos céus límpidos durante a noite e se guiar pelas estrelas! Você precisa aprender sobre os principais pontos de referência no céu! - Conforme ela falava, ela ia apontando para as imagens e deslizando sobre as páginas, como uma verdadeira professora ou contadora de histórias.

- O primeiro grande marco a se achar nos céus é Polaris, a "estrela do Norte" ou comumente conhecida como "A estrela polar"! Esta é uma estrela que dificilmente não é visível nos céus! Ela é a ultima estrela ultima estrela da constelação de Ursa menor, sendo a ponta de sua cauda! Aqui veja bem! Esta estrela em particular não se move quase nada com o passar da noite e se você descer dela até o horizonte, estará apontando para o norte! Simples não?! - Ela dizia gesticulando e demonstrando na imagem.


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- Apesar de Polaris ser sempre visível, nem sempre é fácil de achar Ursa menor, então para encontrá-la, sempre procure por ursa maior, suas imagens são parecidas veja! Porém Ursa maior é constituída de estrelas com um brilho mais forte e é mais fácil de se localizar! Uma vez que a achar, é só seguir a direção da "cabeça" da ursa maior, que aponta para Polaris! -


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Leon absorvia cada parte das informações, não era tão difícil ao ver alguém demonstrando, mas depois teria que ver na prática, algo que poderia tornar um costume para o homem, observar as estrelas nas noites límpidas. Ela continuava e agora começava a explicar sobre a principal referência do sul. - Já o marco do sul, é uma das constelações mais proeminentes dos céus, o reluzente Cruzeiro do sul! Diferente de Ursa menor, todas as estrelas do cruzeiro do sul são bem visíveis, assim como Polaris, então não é difícil localizá-lo nos céus! Uma vez que o ache, é só seguir uma linha de sua parte debaixo do cruzeiro, até uma estrela bem forte, "O Polo Sul Celeste", a chamada estrela Sigma de Octante! Dele é só descer ao horizonte verticalmente, que você estará olhando para o Sul! -


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- Então sabendo onde é o norte, e onde é o sul... Já da pra saber onde é o Leste e o Oeste, não?! - Dizia Leon com os dedos ao redor de seu queixo, mas Myra apenas sorria e continuava - Mais ou menos isso, mas não apenas direção nós conseguimos com os céus, como também podemos descobrir o horário! Em verdade, existem mais alguns marcos das posições da rosa dos ventos, mas eles se movem com o passar da noite, então para se guiar com maior exatidão! Muitas vezes você precisará saber em que período da noite está! Assim como Sol nasce no Leste e se põe no Oeste, a eterna caçada de Orion à sua jurada presa Escorpião, também começa no Leste! Quando o Sol se põe, Orion começa sua caçada partindo do Leste! Com o decorrer da noite ele percorre os céus em um arco, assim como o próprio Sol, até que no fim da noite ele termina sua caçada sumindo no Horizonte do Oeste! O pobre coitado, sempre a procura de escorpião, mas fadado a nunca encontrá-lo! Se seguir a direção da seta de Orion, em um formato e arco, você perceberá que chegará a Escorpião, que sempre consegue fugir do caçadorse pondo a Oeste antes que o homem o alcance! Se você encontrar Orion, encontrará Escorpião, até metade do horário noturno, depois disso escorpião já terá desaparecido no Oeste! Para achar òrion só é preciso encontrar seu famoso cinturão, conhecido também como "As três Marias"! -


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A mulher parou por um tempo e levou Leon até um canto mais escuro do lugar, enquanto a cantoria e dança tomavam conta da parte principal do salão. Por um segundo Leon engoliu a seco, não que a idade importasse, mas com certeza aquela seria uma baita lição para o rapaz mulherengo ele pensou brevemente. Mas não era nada disso. Ela tomou em mãos algo que parecia com um globo terrestre, mas não havia desenhos nele, somente diversos buracos. Ela então retirou essa parte esférica e acendeu uma vela, recolocando o "casco sobre ela. A iluminação escapava pelos furinhos e Leon pode ver então no teto do lugar, a imagem das estrelas, um tanto impressionado.

- Bonito, não?! Agora vamos ver se você estava me ouvindo esse tempo todo! - Ela rodou o globo, ao ponto que o céu se mexia no teto e disse - Agora me mostre para onde fica o sudeste! - Exclamou a mulher. Leon parou e observou por um tempo, procurou ursa maior e encontrou ursa menor, assim a estrela Polar Polaris. Agora precisava achar o Cruzeiro do sul e em poucos instantes o fez, analisando e logo apontou - Fica para lá! - afirmou o rapaz convicto, achando que aquilo era simples, mas... - Hohoho! Errrou! O Cruzeiro do sul não é a direção do sul, ele aponta para a estrela que marca o sul celeste, a direção que você apontou na verdade era noroeste! Vamos tente de novo e lembre do que acabamos de ver no livro, tome, dessa vez deixo você usar as imagens como cola! - disse entregando o livro na mão do rapaz, rodopiando novamente o aparato e terminando - Agora me mostre para onde iria, se quisesse voltar para casa (East Blue), vou lhe dar uma dica, você não precisa achar o norte e o sul, pode ir mais rápido se apenas prestar atenção na grande caçada! -

Leon parou um tempo e matutou o que ela havia dito, antes de começar a apontar para as coisas. Então se levantou, olhou para o teto de um lado para o outro, até que encontrou as três Marias. Apontou para elas, achou a inteira constelação de Órion dizendo - A grande caçada nunca tem seu fim, ao seguir a mira de Órion, chegamos a escorpião, mas... Escorpião já não está no céu, então já se passou da metade da noite! Hmm! - tomou mais um tempo para completar o raciocínio, se lembrando das palavras de Myra e das imagens que havia visto "a caçada sempre começa no leste, sempre começa em casa!" - E assim ele sabia como chegar a resposta, sem precisar achar norte e sul - Seguindo em arco na direção oposta a seta de Órion, acharemos sua trilha de volta para casa, até chegar ao leste! Aqui está, esse é o caminho para casa! - disse percorrendo com o dedo o caminho todo até a direção e esperou a resposta de sua instrutora. A mulher sorriu e tinha uma feição como a de uma mãe orgulhosa, não que Leon conhecesse essa feição, mas de alguma maneira se sentia feliz.

- Você foi muito bem, meu jovem! Teresa achou um dos bons dessa vez, mas cuide bem dela, não é todo mundo que aguenta! Hohoho! Eu era assim quando mais nova! - completou a mulher enquanto acenava para o homem ao balcão que lhes entregava duas canecas - Agora bebamos, pois essa noite vai ser gloriosa, mudaremos a realidade dessa ilha! Mas lembre-se, eu apenas lhe ensinei a ler as estrelas, as histórias escondidas nos céus, você mesmo que tem que descobrir agora! - disse mulher toma do umas goleadas das grandes. Leon sorriu junto é assim bebeu seu cabeco, aproveitando a cena se Hikari se divertindo enquanto dançava.

~Fim do aprendizado~

Leon sentiu o braço de Teresa sobre si e consequentemente seu peso, entendia que ele não apenas servia como apoio físico naquele momento, mas talvez algo mais. Sorriria de forma sincera e puxou uma cadeira para ela a seu lado, depois que ela sentou, a puxando para mais perto ainda é a acolheu passando um de seus braços ao sobre seus ombros - Vejo que terminou de tratar de Nirvana, ela deve ter te dado trabalho! Hahaha! Mas agora que está comigo, tente relaxar um pouco, acredito que mais tarde vamos ter mais trabalho, então tome um gole disso e aproveite o tempo como todos! Vamos, me conte mais sobre você! Quem é essa intrigante e sensual mulher chamada Teresa Vanderwell? - diria para a fazer relaxar e aproveitar o tempo. Jogaria bastante papo fora, principalmente para conhecer melhor Teresa, observando seus trejeitos, sua risada, seu entusiasmo ao contar suas aventuras passadas. Estava aproveitando o tempo que tinha e a companhia "Realmente... Mulheres são uma maravilha, é ótimo poder me cercar delas!" pensava satisfeito ao tomar mais uma golada.

Então chegou a hora em que Teresa subiu em seu improvisado palanque e discursou para todos ali, Leon finalmente entendia direito sobre o que se tratava. Apartamento o povo mais simples de Dawn Island havia se cansado de apenas aceitar a injustiça que acontecia ali e Teresa era uma das cabeças dessa rebelião. O rapaz não via por que não ajudar nessa investida e tirar proveito da situação, iria estar fazendo o bem e ainda acabaria me dando bem, seria unir o útil ao agradável. Ao término do discurso, Leon apenas sorriu e acebtiu com a cabeça, enquanto os animos ao máximo tomavam conta do lugar. Porém, em meio a todo aquele barulho, havia uma voz em distonia com as demais, algo singelo e e tomado por emoções muito diferentes das demais. Hikari tomada por olhos cheios de lágrimas e o peito cheio de angústia e preocupação, atraia o rapaz e pelo jeito Nirvana também. Falava rapidamente e visivelmente com um nó na garganta. Leon no fundo achava graça, mas entendia que para uma criança aquilo poderia realmente ser fora da compreensão, já que nem todo mundo havia crescido como ele as margens dessa realidade é sempre metido em confusão ao ponto de ter que correr atrás do que é seu. Ele sorriu calmamente e afagou a cabeça da menina, enquanto se colocava abaixado de maneira que ficasse com o rosto na altura do dela é diria para a garota.

- Calma pequenina, calma! Existem dois tipos de pessoa no mundo, as que aceitam e as que se rebelam! As que aceitam acabam tendo uma atitude mais amena e sempre sofrem pelas mãos de pessoas como os nobres dessa ilha, que enquanto enchem seus bolsos, deixam os restos para que os pescadores vivam com quase nada! Já as que se rebelam, são as que se levantam e correm atrás de seus sonhos, esmurrando a cara de qualquer vagabundo que tente impedi-lo! É claro que há várias maneiras de se percorrer esse caminho, mas muitas vezes é preciso lutar para conseguir as coisas! Veja essas pessoas, elas cansaram de aceitar as tijoladas dos nobres e essa é a única maneira que puderam achar de reivindicar seus sonhos! A esse ponto não podemos impedi-los! Quanto a nós, eu, você, Nirvana mesmo! Estamos prestes a desbravar os mares em busca de nossos sonhos, mas já que estamos aqui, por que não ajudá-los um pouco e aproveitar pra conseguir um bônus?! Não se preocupe, que nos sabemos nos virar! Não é Nirvana? Esses furinhos aí não passaram de um arranhão, não? - diria para a garotinha e esperando que Nirvana o ajudasse a convencê-la.

- Agora venha, tome a arma que mais se adeque a você, mas não pense nela como uma arma para ferir pessoas, pense num jeito de evitar isso! Aqui... Que tal essa besta com esses dardos? Se você usar deles mais essas cordas, podem servir para inúmeras coisas, como para escalada, ou para amarrar inimigos, ao invés de acerta-los em cheio! Não parece uma opção melhor?! - Leon não fazia ideia se estava lidando da forma certa com ela, por se tratar de uma criança, nunca havia pensado em ter filhos até o momento e muito menos em como cria-los. Estaria ele sendo um mau exemplo?! Ele fez o que julgava ser melhor naquela hora e se preparou também para partir junto de Teresa e os rebeldes, esperava que tanto Nirvana, quanto Hikari o acompanhasse, para que depois Ada não viesse lhe encher o saco, aquela lá às vezes sabe como o tirar do sério.

Ele seguia com os rebeldes, acompanhando Teresa e as demais, por um momento ficava impressionado, pois não sabia que haviam juntado tantas fileiras para essa revolta, mal sabia o rapaz que aquelas pobre almas estavam fadas a ser dizimadas apenas por um mal gosto do destino. A primeira surpresa vinha em um mendigo fugindo de policiais e cachorros, tiros eram dados em sua direção e logo começavam a derrubar um por um dos rebeldes. Teresa os guiou para mais próximo do portão, na esperança de conseguir uma melhor posição para o combate, mas aquilo nunca viria a acontecer. "Aquele mendigo era um dos rebeldes?! Como diabos os policiais sabiam da rebelião? Do jeito que as coisas andam, anos de planejamento foram jogados no lixo! Espero que a alma de Teresa não se despedace tanto ao ponto de eu não conseguir mais juntar os cacos!" pensava o rapaz, surpreso com oque estava acontecendo e se preocupando com tudo que ocorria, eles estavam indo de mau a pior.

Se estivesse sozinho e não se importasse com ninguém ali, talvez fosse fácil escalar algum muro ou ir ao telhado de uma das casas para fugir, os tratando como aqueles maridos raivosos que costumavam o perseguir, mas ali não era o caso. Leon percebeu que aquilo não teria jeito, ao ver Hikari tão abalada como criança nenhuma deveria chegar a tal ponto, enfim percebendo que aquilo era devido a Raul. Pobre Raul, Leon e o músico poderiam ter virado bons amigos se ele não terminasse daquela maneira. O rapaz cerrou os dentes, seu semblante fechou e novamente seu sangue ferveu ao ouvir aquela mesma voz que havia ferido seu ego antes, ao ponto que quando seus olhos chegaram a fonte do som, ele sentia o sangue pulsar forte em suas veias e não podia deixar de apontar para aquele velho maldito - Eu devia ter acabo com você usando tive a chance! - bravejaria o rapaz. Mas que diabos haveria de ter acontecido no porto?! Estariaam bem Ada e os demais?! Muitas perguntas passavam por sua cabeça, mas a urgência em que se encontravam não o dariam tempo de refletir sobre elas. Precisava fugir, mas não podia voltar ao porto, só levaria aquela bagunça ao encontro de sua irmã, se é que ela estava bem. Não. Devia fugir para outro lugar e depois ver o que faria, pela segunda vez se desencontrava dela, pela segunda vez dava merda.

Percebendo o estado em que Hikari se encontrava, Leon a tomaria no colo, passando o braço ao redor de sua cintura. Olharia para Teresa, talvez ele pudesse estar em estado parecido, torcia para que não fosse o caso, mas com certeza estaria abalada naquele momento. A agarra pelo pulso e dizendo - Temos que sair daqui, AGORA!! - Diria com firmeza e começaria a correr por onde houvesse menos deles e fosse a melhor chance de fuga para o pequeno grupo. De fugir o rapaz entendia, mas não estava só para que tivesse tanta confiança do sucesso de todos, por isso a cada passo rezava em sua mente, não sabia nem exatamente para quem ou oque rezava, mas naquele momento em que engolia a seco de preocupação pelas vidas dele e das moças, era o que podia fazer. - Essa luta acabou, o importante agora é viver para outro dia se levantar! - reforçaria para Teresa se necessário. Procuraria fugir por becos e vielas que dificultasseque fossem seguidos, tentando sair da cidade e usar da vegetação de cobertura para irem a alguma parte litorânea da ilha, mais afastada, esperava que conseguissem, mas se fosse preciso, tomaria a frente e lutaria para garantir que elas fugissem.



OFF:
 


Histórico:
 

Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyDom 08 Abr 2018, 16:41







Baby let’s go. I won’t take it slow.




What do you think we're made of?


“Piri?” Estreitou os olhos para Leon por um instante, primeiro em interrogação sobre quem diabos ele estava se referindo desse jeito; depois, por incredualidade quando entendia se tratar de Ada. Ada era piriguete?! O que isso significava?! Sentiu-se desacreditada, era o irmão da espadachim que falava afinal, provavelmente estava falando besteira. Sim, preferia acreditar nisso, mesmo que as roupas da espadachim pudessem dizer o contrário. Bom, se fosse esse o caso a ruiva nem ligaria, só precisava certificar-se de matar quem mais olhasse.
Isso, era uma ótima solução.

Apenas sorriu com o elogio do outro, jogando os ombros para trás e colocando ambas mãos atrás da cabeça.

- Heh, você entende como as coisas funciona. Ao contrário de uns “um–olho” por aí – Disse olhando de soslaio para Hari com uma expressão de desagrado. Ainda estava bastante revoltada com a decisão do outro no momento anterior. Era o tipo de coisa que poderia significar a derrota ou a vitória de um grupo inteiro. Estalou a língua, continuando seu caminho junto do quarteto para cuidar da suas feridas.

A ruiva achava graça da pirralha preocupada com a pequena ferida em sua mão e  o jeito que bancava a misteriosa com o motivo de estar lá. A princípio a selvagem acreditou até que poderia ter ficado pronta cedo de mais, visto ser era filha de Nikaido, mas as próximas palavras da barda fazia com que Nirvana a olhasse de forma cética. Aquela pirralha... ainda não havia sequer desmamado. Que merda ela estava fazendo ali? Que tipo de bosta Akuma, o braço direito de sua mãe, tinha na cabeça de mandar uma garota dessa pro mar? Não luta de forma alguma? Não gosta da ideia de ferir alguém?

Essa garota estava morta se eles não a protegessem. Pera. Ela havia fugido? Os ombros da bárbara pesava, e chegou a erguer o braço pra dar um puta cocão na cabeça guria e dar uma surra pra ver se aprendia algo, mas sua mão doía de forma latente e a visão de Tereza tirava seu foco, combando com a percepção de Leon sobre ela mesma.

Suas bochechas coraram levemente, e com seu jeito teimoso e orgulhoso a bárbara cruzou os braços em frente ao peito, tentando disfarçar a falta de jeito e certa satisfação:

- Preocupar com o quê? Se alguém chegar perto dela eu fatio em pedaços. – Abriu um dos olhos, sorrindo agora para o moreno em resposta a piscadela dele. – Então acho que temos um acordo. – Foram as últimas palavras de Nirvana para Leon, que parecia firmar uma espécie de companheirismo naquele trato de monopolização da espadachim, antes de entrar na sala de cirurgia, acenando para os dois companheiros.

Estava pronta para enfrentar a dor e o inferno na cirurgia, mas Tereza enfiava uma anestesia que fazia com que não sentisse nada. Era fichinha, até meio decepcionante visto o que estava acostumada com os tratamentos de Winter e Hioru.  Mas bah, se assim era mais rápido e menos penoso, que fosse. Cuspiu a madeira que havia posto na boca para morder, e mexeu levemente os dedos enquanto ouvia as palavras da atiradora. Tinha certo desconforto em seguir as palavras de um estranho, desconfiança de estranhos era algo comum para alguém como ela, mas como um agradecimento pelo cuidado e por tê-la cumprido, a ruiva apenas assentiu antes de sair novamente para o salão de festa.

A música, o cheiro de bebida e suor das pessoas dançando, e todo o clima que tinha naquele local fazia com que o peito da ruiva se enchesse de uma certa nostalgia. Era divertido ficar na ilha com o bando e todo mundo quando eram crianças. Eram bons tempos, tempos que planejavam o exato momento em que se  encontrariam novamente para formar o próprio bando: o hoje.

Viu a forja, o pedido de Hari veio a sua mente, mas apenas virou o rosto e seguiu para perto de um grupo de jovens que treinavam acrobacias estranhas pelo bar de forma divertida e que ela mesma achava que poderia ser muito útil para atacar ou se mover sem precisar usar uma das mãos. Não sentia vontade alguma de fazer uma foice para Hari após o episódio anterior, sentia que era uma ofensa a sua mãe que havia ensinado tudo o que sabia e o treinado. Poupar um inimigo e dar-lhe a arma... Franziu o nariz enquanto pensava nisso, em desgosto, ela iria realmente testar ELA MESMA Hari depois disso. Não forjaria para ovelhas, e esperava muito que seu companheiro não fosse uma.
Dispersou o pensamento quando um dos jovens treinando apoiou seu braço contra o escudo do outro, girando por cima dele e o golpeando pelas costas. Ela REALMENTE ia aprender aquilo:

-  EI!

~ Perícia Acrobacia ~

Era hora da ação. O sangue da ruiva aquecia, um sorriso nascia em seus lábios com a animação da batalha iminente que chegava, o campo de batalha onde encontraria com Ada e Hari para começarem. A ausência de Shiro era algo que estranhava, mas o idiota com certeza acabaria surgindo quando ela menos esperasse, era de praxe. Era a hora de começarem, de saquearem, de lutar e rasgar o tanto quanto poderia e conseguisse. Segurava a Sedenta na mão esquerda, com ela apoiada sobre o ombro.  Não dava a mínima para o discurso, não dava a mínima para a ilha, mas o início _deles_ era agora.

A noite do lado de fora e a brisa gélida pareciam acordá-la ainda mais quando saíam do esconderijo. Os gritos desesperados de Hikari pareciam acordá-la daquela sensação, como se a lembrasse da garota que não queria “machucar ninguém”. A súplica da garota com o violino fazia com que Nirvana olhasse para o outro lado, dando um passo à frente, ficando com as costas para ela: desapontada. Ela não parecia filha da mão negra de Winter. As palavras de Leon eram doces com a garota que, apesar de tudo, tinha a idade de Nirvana quando ela matou todos os seus colegas de classe. Estalou a língua, tombando a cabeça por cima do ombro e olhando para trás:

- Se você não buscar e proteger o que é teu, você vai virar ração, Hikari. Ou vai fazer com que as pessoas que se importam com você virem, tentando te proteger.  MEZAMERU!

Finalizou de forma energética e rígida, a encarando nos olhos sem mostrar qualquer pena do estado da garota. Nirvana não era o tipo de pessoa que passava a mão na cabeça.
E era como se o destino quisesse colocar mais força no que havia dito, e uma serena começava a ecoar pela cidade, ensurdecedora. Não, ela não via sombra de Ada e Hari. Não, não havia vindo com os outros dois do porto, não estavam em lado nenhum.
Soldados surgiam correndo atrás de um mendigo, tiros vinham de todos os lados fazendo com que um a um aquelas ovelhas que tentaram ser algo a mais caíssem e espalhassem aquela cor vermelha para todos os lados.

Sentia sede de sangue, mas mais do que isso tinha certeza da situação da garota ao seu lado, que embora verde, ainda era uma deles. A ruiva corria ao lado de Hikari, guiando-a e seguindo Teresa, colocando sua confiança parcialmente naquela mulher ainda na esperança de encontrar com Ada e com Hari.

Portões. Fechados.

Os olhos ambares se desesperaram, alternando de um lado ao outro sem ver seus companheiros, enxergando apenas aquelas tropas e todos os homens mortos: Eram os únicos sobreviventes. Seu lado instintivo ia a loucura, seus olhos ficavam mínimos, precisava agir.

A ruiva pegaria algum escudo que estivesse no chão, se estivesse em um fácil e rápido alcance para ela, e prenderia em sua mão esquerda, colocando-o para proteger parte das suas costas e correndo junto ao moreno. Meio que protegendo-o dos tiros por sua própria preocupação com Hikari, que visivelmente havia quebrado naquela cena. Mas os ouvidos da bárbara não ouviam os gritos dela, não ouviam o desespero de Leon, apenas os tiros e seus oponentes que vinham atrás dele em uma completa reviravolta. Onde estava Ada e Hari? ONDE ESTAVAM ADA E HARI?!

A fúria começava a crescer em seu peito, sua respiração estava pesada por mais controlada que estivesse e era possível ver os nós brancos dos seus dedos com a força que segurava o machado e, se tivesse pego, o escudo. As palavras de Teresa pareciam alimentar um rancor em seu peito que era imensurável, e as palavras que vinha do homem que haviam “mantido como refém” apenas a incendiava mais. Independente do desfecho, aquilo não acabaria assim.

Na corrida, variava sua atenção com o caminho e os soldados atrás deles. Tentaria se esquivar dos tiros quando notasse algum  soldado começar a mirar em sua direção, dando um impulso para o lado no momento em que visse que ele apertaria o gatilho ou parasse para mirar por tempo de mais. Em caso de ver ser mais de um tiro, além de tentar se esquivar dessa maneira também tentaria juntar o escudo ao corpo para bloquear o tiro de atingir-lhe o tronco, mesmo não sabendo bem como usar o mesmo, apenas o firmaria junto ao corpo.

- Leon... precisamos despistá-los e nos reunirmos com os outros. Teresa, PENSE EM UMA ROTA!

Sua voz tremulava rouca, cheia de ódio e visivelmente se contendo de virar e lutar até morrer naquela batalha, mas ainda assim seguia em frente. Correria seguindo a dupla, seguindo Teresa se ela mostrasse saber o que estava fazendo, guiando-os por alguma rota que fizesse-os despistar os guardas. Mas se notasse o desespero e a apaticidade em seu rosto pelo o ocorrido anteriormente, tomaria a frente. Havia chegado na cidade antes do encontro, então havia caminhado por ela anteriormente. Não que conhecesse-a bem, mas certificaria-se de guiar o grupo por entre os becos e vielas que conhecesse, tentando despistar os guardas que viessem, jogando o que tivesse no caminho para atrasá-los se houvesse algo. O objetivo era atraí-los para longe do porto, fazendo uma parábola pela cidade até chegar em um ponto extremo da praia, para que pudessem tentar localizar Ada e Hari. Não acreditava que poderiam ter caído, algo deve ter acontecido, algo que fizesse com que não chegassem lá. Seus companheiros não cairiam fácil assim, e não poderiam chegar com um exército nas costas sem ter um navio decente para uma fuga dessa proporção
.

Se notasse cansaço por parte de Leon por estar carregando Hikari, procuraria encontrar alguma viela ou beco que pudessem se ocultar fora da visão dos policiais, testando cada porta que passasse para tentar entrar e esconder com o grupo, ou mesmo janelas grandes o bastante. Se o povo estava tão cansado da opressão, eles não iriam querer chamar a atenção para si e terem o risco de serem acusados de serem cúmplices.

Conseguindo entrar, indicaria caminho para Leon e Hikari passarem, para que se escondessem, e se algum civil mostrasse indícios de que iria gritar, antes mesmo ela avançaria com um golpe em arco horizontal na direção do pescoço com seu machado. Homem sem cabeça, não grita.

Se nenhuma abrisse, não teria escolha a não ser continuar correndo com o grupo tentando despistar a maior quantia de policiais que conseguisse, para que, quando fossem encurralados ou não aguentassem mais correr, pudessem lutar levando-os para um local fora do alcance dos olhos dos outros.

Era a última esperança, a única, porque se não estivessem lá, se não encontrassem, a bárbara não se seguraria mais... seria a hora de destroçar cada filho de puta até que não pudesse mais respirar.




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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptySeg 09 Abr 2018, 04:45

Quinto post Narração

Nucleo  do barco:
A situação em que haviam sido deixados era complicada, estavam em menor número e a fumaça que haviam inalado mesmo que não tivesse sido em grande quantidade, certamente havia os afetado o barulho que as chamas faziam ao consumir o navio e os pobres tripulantes que ali jaziam poderia ser ouvido ao fundo mas, tanto aquilo que vivenciaram ao estar em um incêndio, quanto ao fuzilamento que aconteceu a frente de seus olhos, não pareceram  os abalar de forma impactante o suficiente para que seus próprios instintos de sobrevivência naquele momento não pudessem guiá-los para fora da situação, Hari e Ada formavam uma dupla interessante, já que seus propósitos em meio a suas ações para que pudessem prolongar suas próprias vidas pareciam diferentes.

Enquanto Ada espalhava seus nomes como se procurasse por uma recompensa sobre a sua cabeça e a do  Rapaz que encontrava-se ao seu lado, Hari focou-se em usar de sua inteligência para tentar diminuir o número de possíveis perseguidores naquele local o que provou ser um bom trunfo a ser usado naquele momento, não seriam todos os convencidos pela idéia, mas a “ pouca sanidade” naquela situação de anunciar seus nomes a todos, como Ada fazia, havia feito com que até mesmo os mais céticos ali acabassem com pelo menos uma pulga atrás da orelha, sendo a combinação talvez não intencional da razão de ambos o fruto de um efeito devastador nos números de policiais. Um número grande deles, ainda estava avançando dessa vez contra a dupla, no entanto talvez fosse fácil para eles verem que pelo menos metade do grande exército havia ido checar se estava realmente tudo certo, um detalhe que poderiam talvez notar nesse momento é que mesmo que tanto Herfesto quanto O capitão Turner tenham apontado o misterioso velho como líder da policia, não parecia haver um rastro dele em meio a multidão, o que talvez pudesse levantar várias dúvidas a ambos ou não.

Vendo na Escuna a oportunidade de sua salvação logo renderam os tripulantes que ali haviam, os fazendo de reféns, em um primeiro momento até pensou ver resistência no olhar daqueles pobres mercadores mas, a covardia era maior, ainda mais se acompanhada a conversa que era usada para que pudesse dar a eles um falso senso de segurança, quando entraram na escuna, poderiam ver o que parecia ser uma cabine ao qual deveria ter um quarto ou dois, escadas que indicavam que havia um nível inferior que fazia um barulho de maquinário, ao qual poderia ser facilmente compreendido por eles caso vissem um cano que saia uma fumaça negra, algo que talvez os fizessem pensar que aquele barco era movido através de um motor movido com o calor da queima de carvão ou algum material similar. Entre os três homens que eles viam, o primeiro se dirigiu ao leme, rapidamente fazendo uma manobra ao qual poderia fazer com que pudessem perder o equilíbrio por um breve momento mas não o suficiente para que algum dos dois pudesse cair. Este homem tinha a pele negra, um bigode rústico e uma barba por fazer, tanto os seus pelos faciais como o seu cabelo tinham uma tonalidade puxada para a cor preta e seus traços eram fortes e nada delicados, completamente diferente de um dos rapazes que rapidamente se dirigiu para ir controlar a propulsão da escuna, que tinha traços tão finos e delicados que talvez pudesse ser confundido com uma moça de cabelos curtos em uma espécie de penteado que remete muito ao estilo chanel, usava luvas a parecia que um sopro forte poderia derrubá-lo, dos três era o que mais rapidamente correu para que ficasse longe de seus olhos, por mais covarde que fosse talvez levantasse a suspeita apesar de que ele só queria evitar ser pego em meio a tiros que não tinham a ele como seu alvo principal. Quando o rapaz desceu, era possível ver que mais fumaça negra sai pelo cano ao qual eles poderiam ver anteriormente e finalmente começavam a ter uma movimentação naval em um forte tranco ao qual sem dúvidas os fariam cair se eles não se apoiassem em algo naquele momento, alguns tiros iriam ir em sua direção, mas nenhum deles parecia poder ameaçar diretamente a vida de nenhum deles, o que não tornava menos assustadora a sensação de eles passarem terrivelmente perto. O último dos três homens, diferente dos outros dois que se colocaram a cooperar de prontidão pelo medo, mantinha uma postura ereta, seus traços eram quadrados e seu cabelo era cortado lateralmente, seus olhos eram azulados e uma singular sobrancelha em formato  do “símbolo da nike” invertido chamava a atenção em seu rosto, seu rosto estava firme, como o de uma estátua, sua mão estava no peito, como se estivesse cantando um hino, com as mãos fechadas em forma de punho, ele não parecia piscar a um tempo e caso algum dos dois da dupla pudesse lhe dar um forte susto, talvez ele poderia se colocar como mais ativo, caso ficassem curiosos antes que tomassem uma atitude, talvez pudessem ver que com o susto o homem de aparência viril, na verdade parecia ter travado em uma espécie de
“Piripaque”. Dentro do navio suas opções de ação naquele momento eram limitadas, talvez pudessem ajudar ou acelerar o garoto que cuidava do motor ou mesmo observar a posição em que os policiais se encontravam ou qualquer outra idéia que pudesse vir a cabeça deles naquele momento, como até mesmo tentar conversar com os tripulantes, quem sabe não pudessem lhe responder? Em um momento em que tinha mais tempo para analisar o vivre card, Hari poderia ver um nome escrito nele: Tinteiro
Um nome que talvez pudesse levantar mais perguntas do que respostas, iriam eles seguirem na direção do Tinteiro, alguém que parecia a esperança da garota que havia sido fuzilada a frente deles?

Aquele que permanecesse na parte superior da embarcação poderia ver a polícia se dividindo mais uma vez, uma grande parte começou a se mover por terra, enquanto alguns seguiam até uma embarcação ainda menor do que a deles com a marca da policia e começavam a dar partida em seus motores, para tentar uma perseguição naval.
Spoiler:
 


Nucleo do bairro nobre:



Ainda dentro do bar, Leon faria algumas perguntas a Teresa, que mesmo que tivesse uma aparência um pouco tensa e claramente cansada ainda poderia parecer aos seus olhos como uma verdadeira valquíria e este sentimento talvez fosse ainda mais intensificado, quando ela havia tomado da mão do rapaz o que quer que ele tivesse bebendo, dando uma longa golada antes que pudesse respondê-lo diretamente, o calor de seu corpo em contato com o do rapaz talvez naquele momento fosse capaz da atiça-lo por completo, mas o que talvez naquele momento mais lhe chamasse atenção seria como rapidamente as bochechas da garota tomavam um tom mais rosado, como um efeito da bebida, entregando novamente a bebida ao rapaz,  ao aninhar-se em meio aos seus braços depositando o peso de seu corpo sobre o do rapaz ele poderia ver que os olhos da garota estavam a frente, enquanto seus lábios se moviam de forma intencionalmente provocante para lhe responder

-Certamente deve ser uma bela moça hahaha…. Bem, não é exatamente uma garotinha indefesa, os subúrbios acabam tornando a vida de pessoas menos afortunadas em um verdadeiro inferno e bem… Não fui sempre uma guerreira,minha má fama talvez me preceda ao conquistar através dos meus dotes físicos aquilo que eu quero mas, não é como se uma garota pudesse falar disso com orgulho… Eu queria evitar que novas Teresas pudessem surgir… E por isso me juntei a essa revolução, pra ser parte de algo maior do que a minha pequena vida… Meio idiota né? Talvez eu tenha bebido demais.

Havia um certo peso em suas palavras, em especial naquilo que ela sentia vergonha do que havia sido necessário para que ela sobrevivesse, talvez ali Leon pudesse até mesmo jurar que havia visto o rosto da garota lacrimejar, mas  ela se colocava em pé de forma muito veloz, para que ele pudesse confirmar com total certeza, se afastando um pouco, deixando talvez mais dúvidas do que ele tinha no começo sobre a garota, certamente deveria saber que não havia sido o alcool que havia a feito falar, mas a aproximação que aos poucos tornava-se mais do que apenas a história da “garota esperta que usava do garoto babão”. Com o plano apresentado, Hikari prontamente havia se colocado contra uma idéia de violência como essa, para aquilo que ela acreditava, parecia absurda a idéia desses meios serem usados como a solução para o problema, no entanto enquanto Nirvana tinha uma reação mais agressiva em relação as idéias apresentadas pela garota, Leon parecia ser a pessoa perfeita ali para mostrar que a realidade nem sempre poderia ter  o diálogo como uma saída e quando menos se viram, todos estavam no que era pra ser o cenário perfeito da revolução, que rapidamente se tornou o palco para um massacre, tal qual sequer parecia haver uma reação  efetiva pela maior parte dos soldados da resistência, não tinham um treinamento militar, eram pescadores, cozinheiros , pertencentes de todo tipo de profissão comum contra militares treinados, quando seu plano ruiu, assim também haviam ruído, dando espaço para que o combate fosse completamente unilateral.



Frente ao cenário de morte, três perspectivas se davam através do modo como cada um dos “protagonistas”, Hikari havia ficado chocada ao encarar a morte tão de perto, talvez nem em seus piores pesadelos pudesse se ver nessa situação, dada a inocência apresentada pela garota que parecia inocente de tudo em meio ao banho de sangue que era feito, talvez ali a sua reação fosse a mais humana ao entrar em um estado de choque profundo. Leon por outro lado mais uma vez havia mostrado uma força grande para trabalhar em grupo ao colocá-los em seus pensamentos antes que pudesse agir, sendo este o principal responsável por permitir a garota uma chance de fugir. Nirvana havia  dado um choque em Teresa que parecia abalada por um momento, mas logo se colocaria a frente do grupo para que pudesse guiá-los, de dentro de seus calçados ao qual ela abaixou rapidamente para pegar, ela havia pego um pequeno papel que talvez eles pudessem reconhecer como um vivre card. A garota o segurava como se aquela fosse a certeza de que poderiam ter a chance de se salvarem em meio ao fracasso, caso alguém se aproximasse mais dela, talvez pudesse ver um nome escrito: Tinteiro.
Teresa mordeu o lábio inferior com força o suficiente para que ele sangrasse levemente, enquanto respirou fundo e bradou.


- Ainda há mais uma esperança! Precisamos despistar os perseguidores.


A voz da garota tornou-se forte, mesmo que completamente aflita. Hikari seria carregada por Leon, o que seria um transporte pouco confortável, uma vez que balançaria bastante, mas daria a ela tempo para pensar muito mais no que havia visto, no que estava sentindo e no que ela poderia fazer ou não em uma situação como essa, a perda havia a impactado de forma profunda de modo que o trauma talvez pudesse mudar sua doce essência, ou não. Em sua cabeça apenas ela poderia determinar como estava o real estrago que ali havia sido feito.

Nirvana havia tomado uma atitude inteligente ao procurar um escudo, mesmo que não fosse uma escudista perita no uso do escudo em momento algum poderia ser chamada menos do que genial, por ter pensado em um meio de proteger não só suas costas como a de todos que corriam com eles de eventuais tiros que poderiam ter como alvo o escudo metálico que a garota havia conseguido em meio aos mortos.
Spoiler:
 

       Pela rota que Teresa havia os guiado, a maior parte dos esquadrões que os perseguiam acabavam não  os acompanhando por entre o uso dos becos e caminhos incomuns a maior parte deles, no entanto o cansaço em especial de Leon havia feito com que eles diminuíssem o ritmo, precisavam recuperar o fôlego, não poderiam correr para sempre, em um pensamento rápido ao ver esse tipo de situação, devido a visão privilegiada que tinha sobre o estado do rapaz que era bem maior do que ela, Nirvana fazia uma decisão importante ao forçar que  eles acabassem por entrar em um dos becos de forma tão súbita ao qual não parecia que algum policial ou guarda havia os percebido diretamente. O local era apertado e seria ali um cenário perigoso para que fossem encurralados, devido a pouca possibilidade de esquiva, a iluminação ali era precária e naquele momento tornava-se algo assustador mas ao mesmo tempo vantajoso a eles. Eles poderiam notar naquele momento que pudessem parar para tomar fôlego e respirar um pouco que o “ mendigo” havia os acompanhado e talvez ali percebessem que aquele garoto era Shiro, do contrário caso seu disfarce no local mal iluminado pudesse ser inconveniente o suficiente para o rapaz, talvez devido a situação, Nirvana ou Leon pudessem tomar uma abordagem mais agressiva, caso ele não se apresentasse a eles de imediato. No beco, talvez eles tivessem ali um tempo para se recuperar, mas certamente não parecia muito, já que ouviam os passos de homens se aproximando de um dos lados do beco, em um número que parecia muito menor pelo som dos passos. Um número ao qual eles poderiam abrir um caminho, caso lutassem. Havia a possibilidade de tentar correr, ou mesmo esperar se misturar a escuridão e deixar com que esse esquadrão pudesse passar. A decisão que eles tomariam poderia ditar a velocidade com que se aproximariam de um ponto que mesmo que não soubessem, poderia ser ligado como um ponto em comum o misterioso Tinteiro.
Spoiler:
 

Ferimentos:
 

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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptySeg 09 Abr 2018, 21:51

Waiting for the end to come


De uma coisa eu estava certa desde o início: seria impossível dissuadir o pessoal dessa revolução. Leon e Nirvana explicavam, cada um a seu jeito, seus pontos de vista. O raciocínio de Leon era simples, mas justo. Eu entendia o conceito de injustiças no mundo. Meu pai mesmo sofrera várias ao longo da vida, e por isso escolhera a vida pirata. Não era o meu caso, mas não podia julgá-los. Talvez fosse melhor morrer livre a viver enjaulado? Essa era uma filosofia que eu podia aceitar, mesmo que a contragosto. As palavras de Nirvana eram bem mais ríspidas, mas passavam a mesma mensagem. Eu podia não aceitar muito bem, mas não aceitaria ficar para trás. Mesmo a contragosto, acatava a ideia de Leon, de usar cordas para ajudar com fugas e/ou prender os alvos. Pegava, então, uma besta, dardos e corda.


~ Espero não precisar usá-los… Tomara que dê tudo certo ~


Meu pensamento logo revelava-se infantil, com toda aquela carnificina se passando, minha mente pueril se quebrando frente a tudo que acontecia.


Em estase, não tinha pensamentos. Apenas o horror se passava em meus olhos. Se deixava-os abertos, via a enorme quantidade de corpos caídos em meio à fuga. Eu não era muito diferente. O coração pulsava, a respiração existia, mas só. Estava tão morta quanto aqueles cujo sangue fora derramado. Se, por outro lado, fechava-os, negando-me a visualizar o horror, a imagem de Raul perdendo seu fogo voltava-me à cabeça com força total, o que era ainda pior. Queria dizer algo, falar que sentia muito por não conseguir correr, mas as palavras engasgavam em minha boca. Ou talvez fossem as lágrimas escorrendo por meus olhos e afogando-me lentamente ao entrarem por meus lábios e caírem em minha garganta. Não chorava propriamente falando, mas as lágrimas caíam passivamente, copiosamente.


~ Q-Que...


Tentava formular algum raciocínio, mas parecia-me completamente perdida. Mesmo minha mente, sempre brilhante, estava tão lentificada a ponto de ser inútil. Em estado de choque, não conseguia fazer absolutamente nada no momento. Precisava urgentemente focar-me em algo, estabelecer um norte para onde pudesse convergir. Sem isso, estaria perdido nos labirintos do caos em que mergulhara.




Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQua 11 Abr 2018, 22:36

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


Agora com tudo um pouco mais calmo, me vinha em mente sobre o policial velho que não parecia estar junto ao esquadrão de fuzilamento que nos recepcionou após fugirmos do barco em chamas, eu só podia imaginar que ele estava no minimo ferido o suficiente para estar deitado em uma cama, pelo menos um estado desse tinham que ter deixado ele, ou realmente Hefesto e Turner eram muito mais palavras do que ações.

Finalmente abria o vivre card, e podia ler ali o nome Tinteiro, nem se eu tivesse um milhão de chances conseguiria chutar e acertar quem era essa pessoa, passava pela minha cabeça que poderia ser aquele cara estranho do cabelo branco, a unica hipótese na verdade era essa, só saberia se seguisse o curso rumo a direção do vivre, mas uma coisa poderia atrapalhar imensamente a nossas chances de fugir, uma perseguição, na verdade ser bombardeado em alto mar era sempre uma péssima coisa para alguém que não sabe nadar, além de que não estavamos num barco de guerra, muito menos em um barco com qualquer artilharia, um confronto devia ser evitado, para o bem de todos ali.

- Parem o barco e rezem!

Minha voz saía de forma firme, como um verdadeiro mandante, queria que todos ali me obedecessem, tentaria uma manobra arriscada, porém ao meu ver, a mais eficaz.

A ideia seria deixar os homens se aproximarem, duvidava que eles atirariam contra o barco, afinal tinham civis ali e seriam eles que me garantiriam a fuga. Desde o inicio da fuga até então, eu me mantinha ainda em guarda, sabia da possibilidade de algum refém louco tentar alguma gracinha e obviamente seria revidado sem piedade, logo, agora não seria diferente, tendo o barco da policia se aproximando cada vez mais, eu o deixaria chegar em uma boa distancia, suficiente para que eu pudesse ser ouvido, mas é claro que me manteria ainda com algum cobertura, e essa seria um refém, pegaria o primeiro que eu visse e seguraria a minha frente, deixaria a espada desembainhada e colocaria a lamina no pescoço do mesmo, se houvesse alguma resistência, daria um belo golpe na barriga do refém utilizando o cabo da arma. Agora, de pé tendo um verdadeiro escudo de carne eu diria para os policiais.

- Aconselho vocês a irem embora e parar de nos seguir, assim deixamos os reféns vivos em algum lugar desta ilha.

Eram homens da lei, destemidos, talvez eles não ficariam afugentados, mas todos tinham algo em comum, o dever de proteger inocentes, certo? Ao menos era isso que a policia deveria fazer, então essa seria minha arma agora. Minhas próximas palavras não seriam carregadas de intimidação, seriam ditas sorrindo de forma descontraída, de maneira despreocupada, porém levando uma frase que mostrava total certeza e confiança de mim mesmo.

- Ou eu darei uma surra em todos vocês...

Por fim o cheque mate, meu sorriso rapidamente mudaria para uma feição diabólica, sem piedade alguma e seria nessa hora que eu mudaria meu tom de voz novamente, sem o sorriso no rosto e com um olhar sanguinário, ameaçaria.

- Mas até chegarem aqui terei decapitado todos os reféns.

Seria a melhor carta na manga que eu poderia ter. Se os policiais policiais ignorassem meu simpático pedido, começaria degolando o refém que estava em meus braços, e logo buscaria alguma cobertura para evitar de levar tiros. Sabia que Ada era uma boa lutadora, então por mais que estivesse em maior número, nós tínhamos a vantagem de tê-los vindo em nossa direção, portanto abateria um a um os que subissem à nossa escuna roubada. Visaria sempre atacar os braços dos oponentes, afim de incapacitá-los de utilizar armas.

Em contra partida, se os policiais mostrassem aceitar meus termos, eu de certo modo ficaria aliviado de não precisar matar ninguém, mesmo que eu não me importasse de fato em ter que fazer isso, mas diria para todos ali com um belo sorriso no rosto.

- Vocês tem sorte! Iremos para aquela direção.

Apontaria para o lado que o vivre card estivesse mostrando, se ele pertencesse a quem eu achava que fosse, estaríamos indo em direção ao restantes de nossos companheiros.

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Ashrya L. Winter
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQui 12 Abr 2018, 09:57







Baby let’s go. I won’t take it slow.




What do you think we're made of?


Respirava de forma ofegante com o escudo ainda junto ao corpo e as costas na parede do beco escuro. A mente da bárbara funcionava em um estado automático para sobreviver, sua expressão era arisca e parecia que explodiria com o primeiro que viesse a falar com ela qualquer coisa, e o motivo era óbvio. Nirvana tremia de raiva, os nós dos seus dedos continuavam brancos enquanto segurava o escudo e o machado, que agora usava como um espelho, estendendo-o em sua frente com um ângulo para que pudesse ver rapidamente se alguém vinha pelo caminho do qual haviam saído.

O fazia de forma rápida, para que não pudesse ser vista também em contrapartida do uso do espelho, apenas para notar que o famigerado mendigo seguia o mesmo caminho que eles. Abaixou o machado e começou a controlar a própria respiração, parando para ouvi-lo se aproximar mais. Não sabia quem era, mas o cara tinha que ter feito alguma merda muito grande pra atrair o exército inteiro, o que particularmente ela achava que exigia muitos culhões para simplesmente não parar e se entregar, mas não era seu reconhecimento em jogo naquele momento... mas sim que dependendo da situação anterior, aquele cara poderia ter notícias sobre Ada e Hari, que poderiam ter sido interrompidos ou abordados antes do grupo.

A ruiva tencionou as pernas, pendendo o corpo levemente para o lado de onde o homem vinha e segurou o machado com ambas mãos, recuando-o levemente para seu movimento. Virou-o de lado para checar uma última vez a aproximação do mendigo, e era nessa segunda vez os olhos ambares, ariscos até aquele momento, se abriam em surpresa e atenuavam a agressividade por uma chama branda: Era Shiro!

Um sorriso mínimo se formou no canto dos seus lábios, e quando o mendigo se aproximou da viela em que estavam, nirvana esperou que ele passasse para avançar e agarrar o irmão pelo braço e cintura, o puxando em um solavanco rápido para dentro do beco. Tão súbito quanto eles entraram ali, ela o fazia para puxar o ninja, já o escorando na parede do beco para que voltassem a se misturar com as sombras. As perguntas e a vontade de esmagar o maior era muita, mas a admiração e alívio que sentia naquele instante faziam com que seu peito se tornasse mais leve, como se sua mente se clareasse. Levava o dedo indicador em frente aos lábios, mostrando para que ele fizesse silêncio e sorriu largamente do seu jeito selvagem de sempre.

- Shiro-nii, você viu Ada ou Hari? Ouviu algo sobre eles ou qualquer coisa assim? Talvez em direção ao porto? Era para nos encontrarmos, mas eles não apareceram. – Indagou rapidamente, apenas para saber se ele tinha alguma informação ou direção que deveriam tomar depois para se encontrarem. Mas não era hora de hesitação, embora seu fôlego voltasse com o pequeno tempo que tinham e suas próprias ideias clareassem, podiam ouvir os soldados se aproximando. Um grupo menor.

Aah... havia cansado de só fugir, e por mais que a presença de Shiro a fizesse acreditar que Ada e Hari também teriam tomado o próprio rumo, ainda queria matar aqueles desgraçados. Ficou séria:


- Podemos matar esses agora, estamos em um número bom. Pegamos as roupas e jogamos os corpos nos lixos, pode ser útil depois, e vou adorar vê-los sangrar um pouco...

Rosnou, basicamente, mas alterou seu olhar para Hikari e a preocupação bateu. Ela não seria capaz de lutar ou sequer se defender, não sabia até que ponto Teresa aguentaria também, e um tiro poderia dedurá-los. Estalou a língua baixo, em desaprovação pelo o que iria falar, mas fazia parte do seu treinamento por Winter:

- Escolha suas batalhas, não é? Vamos ver se eles não nos notam. O mínimo movimento que eles fizerem... vão sentir o gosto do ferro. – A ira pareceu voltar ao seu rosto, tanto por desgosto de não poder lutar, pela situação, quanto pelos seus companheiros desaparecidos e o estado vegetal de Hikari. Ela mesma levaria a pirralha de volta para o Mão Negra se ela não se recuperasse. Fugiu é? Fugiu verde de mais!

Entrava em um dos vãos de portas para as casas que estivesse escuro. Se necessário, iria tentar desativar a fonte de luz que iluminasse mais o grupo ali: fosse apagando a chama de uma das luminárias ou girando a lâmpada para dar mal contato. Se não alcançasse, usaria das suas manobras de acobracia para pegar impulso em uma das paredes ou ponto que tivesse mais próximo da sua “iluminação alvo” para que a apagasse. Evitaria quebrar a luminária para não fazer barulho.

A bárbara tentaria então se ocultar nas sombras, indo para um ponto que seus próprios olhos não conseguissem enxergar tão bem e se abaixando. Seu machado ficava encostado no chão, oculto do lado oposto do qual os soldados vinham por suas próprias pernas flexionadas, e segurava o escudo com a mão ferida, apenas para que ele não atrapalhasse ela a usar sua Sedenta.

Manteria sua respiração baixa, apenas pelo nariz, mas a adrenalina poderia começar a traí-la e, então, quando eles estivessem para passar por eles, seguraria a respiração.  Se demorassem de mais para passar, levaria lentamente a mão com o escudo para frente do nariz, a fim de soltar o ar que segurava lentamente para não chamar atenção, e repetiria o processo.

Mas se eles mostrassem notar a presença deles ali, ou simplesmente avançassem contra eles, precisaria acabar com aquilo rapidamente.

Nirvana tentaria se esquivar de golpes que pudessem vir em sua direção jogando seu corpo para o sentido contrário de onde ele viria, em um avanço rápido com ambos pés. Usaria de seus conhecimentos de acrobacia, que envolviam flexibilidade e reações corporais, para caso um golpe viesse já esperando este avanço para o outro lado, apoiasse na ponta de um dos pés e girasse seu corpo em direção a parede, na qual ela apoiaria o outro pé para se lançar por cima do golpe, saltando e girando o corpo no ar, já descendo com o machado da mão esquerda em um golpe diagonal de cima para baixo, aproveitando da velocidade e do seu próprio movimento, em direção ao pescoço do soldado mais próximo. Miraria no meio do pescoço, com o intuito de tentar decapitá-lo ou, minimamente, fazer com que não conseguisse gritar.

Mesmo que não houvesse um segundo golpe, repetiria o movimento, mas dessa vez na direção de quem houvesse a atacado anteriormente, fazendo-o de forma rápida para aproveitar de uma possível brecha que ele desse com o primeiro golpe, o escudo da mão direita por baixo do corpo (em relação ao salto e rotação no ar), colado ao corpo por não se arriscar a usar algo que não conhecia tão bem no combate.

Se eles não avançassem e meramente mostrassem que revelariam o paradeiro do grupo (seja erguendo uma arma para dar um tiro ao céu, alguém enchendo o pulmão para gritar ou virar e sair correndo, ou o que fosse), seria o grupo que precisaria avançar, e Nirvana o faria.

A ruiva contaria com o fato do seu grupo também avançar, e faria uma manobra que chamaria maior parte da atenção para si. Avançaria contra o grupo, de frente, e aproveitando da sua aceleração que conseguia atingir rapidamente, usava da velocidade para pegar um apoio na parede com seus conhecimentos acrobáticos, e em seguida em um dos homens, para então se lançar em um salto por cima do grupo de forma que eles não pudessem fugir recuando. Com dois apoios antes do salto, pegaria uma altura aceitável para não ser atingida, caindo no chão da forma correta que havia aprendido e com o escudo, durante o salto, colado junto ao corpo para proteger-se de possíveis tiros ou golpes que pudessem alcançá-la.

Do outro lado, ela já cairia descendo o machado em um golpe vertical no centro do crânio de um dos soldados, antes de se deixar alcançar o chão, tentando matá-lo em uma e aproveitando da velocidade da queda para ajudar a tirar sua arma de meio aos ossos, girando o corpo no ar antes de cair, para que quando atingisse o chão estivesse de frente com o esquadrão.

Não permitiria nenhum deles correr, ela ficaria atenta para caso precisasse esquivar-se de golpes, fosse em estocadas ou verticais girando o corpo para o lado de forma a sair da reta, ou em um impulso para trás a fim de sair de um golpe horizontal ou em arco. Mas caso tentassem passar, ela atacaria novamente, mesmo que fosse depois de uma de suas esquivas, avançando contra o alvo e girando o machado para acertá-lo em um arco no centro das costas, ou atrás, já se jogando para trás do mesmo caso ele caísse para continuar naquela posição de manter o alvo como refém.

Caso o esquadrão simplesmente passasse, assim que pegassem distância a bárbara seguiria o grupo para o rumo que fossem seguir, mantendo cautela. Manteria-se atrás do grupo com o mesmo papel anterior, de protege-los com o escudo e a si mesma ao manter o equipamento colado ao corpo, mas olhava principalmente para baixo, tomando todo o cuidado para não pisar em nada que fizesse barulho, chutasse algum mendigo que não fosse seu irmão ou tropeçasse em qualquer coisa. Precisavam ficar quietos, e naquele momento era o que tentava fazer.




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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 8 EmptyQui 12 Abr 2018, 21:38







The Unseen Blade is The Deadliest




A shade of me is enough to defeat you


Sangrava feito um porco. A dor que irradiava de meu ombro era tamanha que tinha certeza de ter quebrado alguma coisa. Ou de, pelo menos, ter acontecido alguma coisa parecida. Doía como se a bala se mexesse um pouco cada vez que puxava ar, mas pelo menos não tinha sido atingido nas pernas. Dar as costas aos guardas e ao som ensurdecedor foi a parte fácil. Correr por meio ilha até avistar aquele grupo de imbecis, tinha sido muito pior.

Claro que reconheci Nirvana à primeira vista. Estava esvoaçando junto de uma criança que, mais uma vez, reconhecia assim que batia os olhos. Hikari. Tinham também um casal de desconhecidos, mas estes eu apenas passava os olhos, ainda que um deles fosse estranhamente semelhante a alguém que conhecesse, apesar de não saber dizer exatamente quem. O problema de tudo era justamente a ruiva. Por que ela estava na cidade? Gostaria de saber o que se passava na cabeça de minha querida irmã para não ser capaz de ficar parada em um único lugar por um só dia. Ela tinha que sempre fazer algo, não é mesmo?

Quase os perdia em meio à confusão. Até que era puxado para dentro de um beco. Arrastado e sendo bombardeado por perguntas de Nirvana, que me reconhecia assim que me encontrava. Nem ao menos esperaria ela terminar seu discurso sadista quando a interromperia. O que diabos se passava na cabeça daquela garota? Lutar? Contra uma ilha, cheia de guardas loucos para capturarem qualquer um que apresentasse ameaça? O quão louca ela podia estar?

- Bom número, você endoidou de vez? Enfiava a mão por sobre a boca da garota, cortando o discurso pela raiz. – Eu não levei um tiro e acabei com essa droga de revolução para você tentar ir se matar. E por que VOCÊ não está na droga do barco em que te deixei? Revirava os olhos completamente exausto daquele impulso megalomaníaco. – Tem guardas por todos os cantos da cidade. Estamos em um beco. Se formos cercados, com sorte somos só presos. Então você não vai sair por aí dando uma de maluca. Temos a Hikari e temos que encontrou outro barco antes que eles cheguem a droga do porto. Entendidos?

Sim. Havia explodido. Mas convenhamos ela havia pedido por aquilo. Que tipo de maluca iria colocar a uma criança em risco, só para sair por aí girando um machado. Junto do restante do grupo me esconderia em meio as sombras. Esperando com todos para que os guardas saíssem logo do local, para podermos continuar nossa ida até o o porto em busca de um novo navio.

Teria a arma em punho, caso encontrado. Ainda que a prioridade seria sair da frente de prováveis ataques, esquivando-me como as condições estreitas do beco permitisse, seja jogando o peso para baixo para fugir de algum ataque, ou jogando-o para trás, para sair do alcance de algum outro. Tentaria manter-me longe da zona de perigo iminente, apenas atacando caso pudesse fazê-lo sem retaliação.

Para isso golpearia sempre baixo, mirando alvos fáceis como pernas e a parte inferior do tronco. Cada golpe seria leve e seguido do retorno a posição defensiva assim que fosse possível. Sempre atacando com estocadas, a fim de evitar bater a arma nas paredes do beco em que estava tão terrivelmente preso junto do restante do grupo.




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