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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Critical Acclaim

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MensagemAssunto: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQui 01 Fev 2018, 14:49

Relembrando a primeira mensagem :

Critical Acclaim

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hari Nnoitra. A qual não possui narrador definido.


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Katsu
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyTer 06 Fev 2018, 23:54

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


Era um tanto quanto decepcionante ver que maioria massante das embarcações ali eram pequenos barquinhos pesqueiros, apesar da decepção eu não estava surpreso, era de se esperar que em uma ilha sem um QG da marinha não houvesse muito movimento de barcos para tripulações, provavelmente maioria dos piratas roubavam barcos da marinha para utilizar, acredito que são os mais bem preparados, e com certeza os mais úteis no começo das aventuras de cada um.

Como diz o ditado - Se não tem tu, vai tu mesmo - Eu não podia me dar ao luxo de rejeitar qualquer outro barco que pudesse existir ali, bom o suficiente para nos abrigar numa fuga, caso necessário, apesar de ainda achar bem dificíl que alguém pudesse criar confusão numa ilha tão cheia de nada quanto Dawn, porém, eu estaria sendo otimista demais em acreditar que Nirvana não encontraria uma maneira de se divertir e nos colocar em algum problema, bom, isso se ela continuasse sendo a louca selvagem que era, um reflexo de Winter.

Então, sem ter escolhas eu me aproximava do senhor que provavelmente era o comandante daquele barco, para minha surpresa o homem parecia ser sabido das coisas ao notar que eu não era comum naquela ilha... Ou talvez ele só conhecesse todo mundo ali, por passar a pobre vida toda ali. Com um sorriso no rosto ao ouvir o adjetivo que o senhor me dera eu assoprava minhas mãos com luvas e após começava a minha elaborada resposta.

- Realmente senhor, eu vim do Novo Mundo, já esteve por lá?

Tentaria demonstrar o máximo de simpatia que eu pudesse, juntamente com uma boa utilização de lábia para que pudesse desenvolver uma conversa saudavel e aparentemente sem nenhuma segunda intenção.

- Meu nome é Hari, e estou atrás apenas de um bom papo, há tempos não velejo, o senhor gosta do que faz? Vi as caixas. Claro se não for falta de respeito minha em lhe perguntar sobre, eu chutaria que o senhor transporta frutos do mar para outras ilhas, eu soube que Dawn tem uma ótima pesca.


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Shiro L. Walker
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQua 07 Fev 2018, 00:25







The Unseen Blade is The Deadliest




A shade of me is enough to defeat you


A neve servia como uma estrela guia. Sua beleza preenchia cada pedra do caminho em pequenos flocos gelados que me lembravam de Winter, uma mulher que sempre havia feito jus ao nome que carregava.  Era fria, como se um dia nevado, tão linda quanto o cair dos cristais de gelo e igualmente traiçoeira. Com os anos havia aprendido a respeitar Winter e, assim como nosso pai, ama-la a mesma maneira que amava seu outro lado. Afinal, havia sido ela quem tanto havia ensinado a mim sobre a voz que ouvimos no fundo de nossas cabeças. Aquela cujo chamado não deveria ser respondido.

Temia que Nirvana o tivesse ouvido, que já não fosse mais a mesma garota doce que havia crescido comigo. Seria capaz de cuidar e de ama-la não importando o que ela tivesse virado? Francamente, era assustador. Cada possível mudança fazia com que ficasse tonto em meio as probabilidades, sentia como se o estomago girasse ao seu redor. Ainda tinha tempo para repensar aquilo. Podia colocar uma maquiagem ainda mais pesada, uma peruca talvez, me esconderia e então iria os acompanhar por tempo o bastante para decidir. Isso se eles realmente se lembrassem da promessa.

Podia ter uma milhão de simulações disparadas na cabeça, mas todas eram interrompidas quando ouvia aquela voz falando claramente comigo. Havia sido reconhecido e aquilo bastava para fazer cada fibra ser congelada onde estava. Aquela voz soava estranha dentro de meus ouvidos, como se estranhasse não a ter ouvido por tantos anos. Poderia até mesmo tentar um palpite e raciocinar para descobrir quem falava comigo, ainda que não era capaz de manter a curiosidade controlada. Com olhos arregalados me virava lentamente para a dona da voz.

- Pelo contrário. Esperava encontrar vocês aqui, jurava que iriam se esquecer de comprar suas armas. – O sorriso falso dava lugar a uma sombra do verdadeiro quando encarava a loira. Um par de safiras emolduravam seus olhos, rodeados por uma cascata de cabelo grosso que parecia feito por nuvens. Retribuía o abraço caloroso da garota muito mais velha do que me lembrava, ainda que mais baixa do que eu havia me tornado.  – Não se pode esperar muito de um bando de crianças, mas olhe só pra você Ada. Quanto você mudou – Transbordava alegria a cada palavra que era dita para a loira. Sentindo a imensidão do alivio após ter encontrado alguém que mesmo tão mudado, não parecia exatamente mudado.

Com uma mão começava a esfregar a maquiagem do rosto, decidido a não precisar mais daquilo. Com rosto descolado e frente a recém encontrada amiga. Indicava a porta batendo levemente nela antes de abri-la com seu peso. – Com licença, estamos procurando alguns itens.





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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptySex 09 Fev 2018, 18:10


Alguém viu uma piriguete?!

Ao querer ter uma verdadeira noite de despedida, antes de partir para uma aventura que iria mudar minha vida. Acabei por perder a hora com as moças e Ada partiu em minha frente. O sonho dela de desbravar o mundo é perfeitamente entendível, quem sou eu para negá-la essas tentações?! Então tratei de me preparar para ir junto e sentar a "bulacha" em qualquer marmanjo que venha se meter a engraçadinho com minha querida irmãzinha.

Minha cabeça doía? Doía! Meus olhos se incomodavam com a luminosidade daquele dia? Se incomodavam! Mas eu tinha coisas para fazer e bocejando me colocaria de pé, tomando cuidado para não acordar minhas companhias, essas moças tão formosas de quadris largos e seios fartos, sentiria saudade dessas namoradas - Mas fazer o que?! Não posso negar esses meus dotes para o resto das mulheres bonitas desse mar a fora! Haha - Falaria comigo mesmo, com cuidado para não acordá-las - Até qualquer dia e acompanhem os jornais... Vocês vão ouvir muito de mim ainda! - E aquela era minha despedida a minha velha vida e agora... Agora onde diabos eu deveria achar Ada e o resto da pirralhada?!

Partiria ali nas ruas de Dawn Island, logo após sair da hospedaria, a procura de minha irmã. Como não conhecia os outros, não tinha como saber quem eram, por isso vez ou outra perguntava para as pessoas por ali, se haviam visto uma garota pequena, em forma e com uma boina... será que ela estava usando a boina?! Não sabia, mas uma hora acabaria encontrando com ela. Até por que, alguém com cara de poucos amigos como ela não passaria despercebida... Ainda mais com aquela roupa de "piriguete".



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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptySab 10 Fev 2018, 16:45

Ada, Shiro and Nirvana


A garota não podia estar mais errada em seus pensamentos acerca dos moradores da ilha, pois eram poucos os que podiam usufruir de regalias como uma grande lareira ou algo parecido. No máximo eles tinham fogões a lenha que quando ligados ajudavam um pouco a esquentar a casa, mas no geral eram os cobertores grossos que os salvaram da temperatura estranhamente amena que fazia no lugar. Mas mesmo assim aquela fantasia acabou servindo bem para para consolá-la um pouco.

O trabalho contínuo do ferreiro mesmo naquele dia frio dava-se pelo fato da forja talvez ser o lugar mais agradável de se estar, já que as fornalhas e o contato próximo ao ferro incandescente que as vezes eram tão desgastantes acabavam sendo até agradáveis com aquele clima atípico da ilha. Quando Ada chegou perto do estabelecimento viu um garoto familiar de cabelos esbranquiçados que pensava em como todos podiam ter mudado com o passar de tantos anos. Ele torcia para que a irmã mantivesse o seu jeito, se perguntando se seria capaz de amá-la a depender do quanto ela poderia ter mudado. E o que para eles parecia ser tão difícil a princípio se tornou fácil. Parecia até que o destino estava dando uma mãozinha para tornar os reencontros possíveis.

“Não acredito hahaha.” Pensava Ada ao chegar mais perto do seu amigo de criação. Ela continuou a andar até chegar perto o suficiente para poder surpreendê-lo, estando preparada para qualquer coisa que ele fizesse, inclusive se o garoto lançasse algum ataque no calor do momento.

— Se esqueceu de comprar uma arma para nosso encontro Shiro? Achei que ninjas fossem mais bem preparados. — Acabou dando certo, aquilo pegou-o completamente de surpresa, fazendo o ninja gelar por outros motivos além da neve. A voz parecia de certo modo familiar para o garoto, como um eco de lembranças vividas a muito tempo. Pensou em palpitar, mas sua curiosidade excedia a necessidade de tal procedimento, fazendo-o virar para ver quem o questionava. E a surpresa foi mais do que bem vinda.

— Pelo contrário, esperava encontrar vocês aqui, jurava que iriam se esquecer de comprar suas armas. — A visão daquele rosto, cabelos, olhos fez Shiro abrir um largo e verdadeiro sorriso, não roubado, mas de certa forma o mesmo que a garota levava consigo, um sorriso de reencontro.

— Nós devíamos ter marcado um lugar específico para o grupo se encontrar! Quanto tempo! — Dizia a garota completamente nostálgica. Ambos estavam visivelmente felizes com aquele reencontro, e como não estariam? O alvo a olhava da cabeça aos pés, vislumbrando o quanto a garota mudou com o tempo e percebendo pelo jeito dela que mesmo tão diferente em aparência continuava a mesma menina que ele conviveu quando criança.

— Não se pode esperar muito de um bando de crianças, mas olhe só para você Ada. Quanto você mudou. — O clima estava muito bom entre eles, mas como o objetivo de ambos era comprar suas respectivas armas Shiro tomou a dianteira e apontou para frente fazendo um sinal para que entrassem na loja. Anunciou sua presença enquanto entrava na loja em busca de seu dono que estava.

Algumas horas antes a hiperativa Nirvana caminhava agitada pelas ruas praticamente vazias da cidade. Sua animação era tanta que por um bom tempo mal sentira as presas gélidas do clima mais ameno que assolava aquela terra que ,acostumada com a primavera, se desdobrava para suportar aquela variação tão incomum da temperatura. Moleca do jeito que era, aproveitava para capturar em sua boca alguns flocos que caíam periodicamente ao seu redor. Um deles pousou em seu nariz e causou-lhe um espirro que reverberou por aquelas ruas desertas.

As batidas quase rítmicas do ferreiro da cidade também ganhavam uma boa proporção, sendo bem simples de ser seguido pela ruiva. Chegando lá o ferreiro ouviu os pedidos da moça e por motivos ocultos não demorou muito pensando para enfim aceitá-lo. Ela adorou aquilo e não ligou para o fato dele ter pedido para olhá-la trabalhar, tomando o comentário sobre a força das mulheres praticamente como um desafio e ela adoraria prová-lo do contrário.

— Ojii, não se deve subestimar nunca a força de uma mulher. Minha mãe sempre dizia que uma mulher é dois lados de uma mesma moeda: um você vê, outro não.

O velho ferreiro ria da resposta da garota, ficando em silêncio e deixando-a trabalhar em sua criação. A garota achava aquele povo fraco e omisso. Mal sabia ela que as coisas não eram tão preto no branco como pensava, havia muito mais naquele homem de olhos dourados e naquele povo acuado do que ela podia ver no momento. Chegou uma hora que a garota parecia querer testar o ferreiro que a observava calmamente de um canto da sala. Chamou-o para segurar uma das placas enquanto ela modelava aquela que seria uma arma bem brutal quando terminada. Ele rapidamente aceitou e para brincar um pouco com a garota, segurou a pinça com apenas uma das mãos, nem se abalando com as fortes marteladas da bárbara. O braço do velho parecia mais resistente que o metal ali presente, mas aquilo só podia ser impressão, tinha que ser…

Enquanto isso o tempo se passava e Nirvana, concentrada em seu trabalho, não sentia o tempo passar. O velho olhava atentamente cada parte da criação da moça e mesmo que não aparentasse, se espantava com a qualidade do armamento que surgia diante de seus olhos. Com orgulho genuíno de si mesma, a garota mostrava a arma pronta para o ferreiro:

— E é assim que eu faço Ojii. Te apresento minha sedenta. — A garota segurava o machado de lâmina dupla como se fosse um troféu e isso divertia o velho de certa forma. — Eeeh, você é realmente uma ferreira de mão cheia. Cobrarei-lhe 35.000 pelo metal e empréstimo do meu estabelecimento. Só tenho a agradecer por ter visto uma pessoa como você trabalhando aqui. Me lembra muito a minha neta…

Sua aura mudou um pouco depois de falar disso e uma tristeza profunda pode ser sentida pela garota. Algo com certeza havia acontecido, mas o velho fez questão de não dizer nem mais uma palavra sobre o assunto. Nirvana tinha perdido a noção do tempo de tão animada que esteve para forjar com suas próprias mãos seu armamento. Sua reação, por ser tão espontânea, acabou cortando em pedaços o clima pesado que ali se instaurava.

— Acalme-se, se eles estiverem nessa ilha você vai encontrá-los mais cedo ou… — Era interrompido por batidas na porta e um anúncio de novos clientes. Ele gritou para eles entrarem e eles eram nada mais nada menos do que Ada e Shiro. Os garotos acabaram encontrando Nirvana ali, com martelo em mãos e uma cara preocupada que possivelmente se desmantelava ao perceber quem estava diante dela. Por obra do acaso estavam todos reunidos ali naquela loja, mas nenhum dos 4 ali presentes sabiam, e como poderiam saber, que com aquela reunião dava-se o início de um requiem de morte e carnificina.



Hari


O moreno de cabelos brancos parecia meio desapontado ao vislumbrar o porto da ilha de Dawn Island. Em sua grande maioria, os barcos eram impossíveis de serem usados em uma eventual fuga caso o grupo resolvesse causar algum problema e precisassem sair da ilha rapidamente. Mas havia um barco dentre os vários pesqueiros velhos da ilha que poderia ser utilizado e foi dele que o garoto se aproximou.

O capitão do navio não conhecia tanto as pessoas da ilha e não foi por isso que identificou Hari como forasteiro ou simplesmente alguém que normalmente não estaria ali. O povo que morava naquela cidade não tinha muito poder aquisitivo, eles apenas sobreviviam, não tinha como ter alguém que morasse ali realmente vestindo um terno ou algo do gênero. Quando o garoto falava do novo mundo o velho capitão abria um sorriso com um ou outro desfalque.

— Naveguei por toda a minha vida filho e sim, já dei uma ou outra passada no Novo Mundo, mas prefiro ficar por aqui e comercializar entre as ilhas, trabalho mais calmo.

O garoto começava a conversar com o capitão, que não percebia as segundas intenções do garoto mesmo estando alerta. Mas Hari tinha que entender que estava pisando em ovos e uma palavra errada faria o experiente homem se retrair e acabar rapidamente a conversa, talvez chamando o grandalhão que guardava as caixas para ajudá-lo.

— O meu é Turner e sim, são bons pescados. É uma pena que o povo não vê nem a cor do ouro deles. Eu sou contratado pela realeza que fica com todo o lucro da venda. Já foi um pouco melhor, mas faz tanto tempo que não acontece uma revolta que os ricos parecem estar querendo provocar para ver até onde eles aguentam.— Então, vindo de um ponto cego, dois policiais do porto apareciam, ambos com espadas nas mãos e um olhar de que não importa como explicassem, nada daria muito certo. O primeiro, o maior dos dois, com cabelos loiros, um físico invejável e uma claymore nas costas chegava falando:

— O que você está falando Turner? Falou em revolta? Como ousa! — Ele tirava a grande espada das costas enquanto estava cada vez mais próximo. — Por sua causa seu amiguinho vai pagar também! — O segundo, um ruivo esquio com longos cabelos atados num rabo de cavalo, ficava apenas olhando, sabia que seu companheiro era esquentado e seria muito difícil pará-lo. Resolveu apenas esperar para ver o que aconteceria.





Shimizu


Ansiedade era a palavra que definia Shimizu naquele momento. Ela não parava de perguntar ao capitão quando chegaria a ilha. Mas ele já era avô, tinha criado os filhos e netos dentro de um barco, então não se importava muito com aquilo, respondendo à garota toda a vez que ela perguntava, sempre com um sorriso no rosto. Ela já tinha feito tudo o que podia fazer estando dentro de um barco, incluindo andar por ele de ponta a ponta e outras coisas também pouco produtivas.

Chegando na ilha a jovem garota se perguntava se o lugar era desabitado, como visto anteriormente, ali havia apenas alguns barcos de pesca e apenas um barco de comércio, com o clima bem mais ameno que o normal, as pessoas estavam preferindo ficar mais em casa, tirando os trabalhadores do porto e alguns poucos policiais. Ela foi a única a descer naquela ilha, então o barco apenas recolheu a rampa e saiu dali.

Ela se perguntava por que o pai dela havia indicado aquela ilha. Porém a garota conhecia bem o suficiente seu pai para saber que ele sempre tinha um plano. Enquanto pensava consigo mesma, um homem muito bravo passava por ela, quase esbarrando na pequena garota, indo em direção a um jovem moreno de cabelos esbranquiçados e lindos olhos castanho-claros, ela conhecia aquele garoto, ele estava em algum lugar de suas lembranças do passado, parecia que o pai dela realmente pensava em tudo.





Leon Rock


Por curtir uma noite um tanto quanto divertida, Leon acabou se separando da Ada. E eu nem consideraria como um erro, já que na mesma situação eu com certeza preferiria o mesmo que ele. Ciumento, estava preocupado com a quantidade de caras que poderiam se aproximar dela. A garota era linda e ele sabia disso. Toda aquela coisa de irmão protetor era praticamente mais um pacote que a moça teria que carregar em sua jornada, querendo ou não.

De ressaca, ele se despedia das garotas que partilhavam sua cama e saia em busca de sua irmã pelas ruas da cidade. Naquele momento o sol já estava a pino, tornando o clima um pouco mais quente, mesmo com a neve que caía incessantemente, mesmo que em uma quantidade pequena. As ruas começavam a se encher de pessoas em seus afazeres diários, porém ninguém que passava por ali tinha visto uma garota com uma boina ou coisa parecida. Ela parecia não estar pelas ruas. Então uma mulher sentada sozinha num barquinho de esquina começou a acenar em sua direção:

— Ei, você ai fortão, senta aqui comigo. Estou tão sozinha. — Aquilo parecia ser no mínimo suspeito, mas será que o “garanhão” resistiria ao chamado de uma mulher tão bela?


Mulher:
 




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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyTer 13 Fev 2018, 10:16

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


Um velho pescador que já havia passado pelo novo mundo, isso era no minimo interessante, com certeza esse senhor tinha contatos para realizar tal ato, e com certeza ele não tinha usado essa embarcação barata para viajar até lá, talvez eu tenha encontrado o tio certo.

Aparentemente o homem era pro-revolução e só quando ele falava dos nobres que uma luz acendia na minha cabeça, uma lamparina posicionada bem ali em cima que eu poderia ter acendido sozinho, afinal, não era dificil de se imaginar que se alguém tinha bons barcos ali, esse alguém eram os nobres, então por que eu tinha vindo no porto todo esperançoso? Roubar dos ricos é sempre mais interessante, muito mais justo tomar de quem tem muito, do que de quem tem pouco, apesar da vida não ser justa.

Após a luz acender em minha cabeça eu já estava para finalizar minha conversa com o tio do peixe, tinha que conquistar a realeza, mas era impedido.

- Chegue para trás senhor, esse homem fez uma péssima escolha.

Diria enquanto o grandalhão sacava sua grande espada para vir nos confrontar, enquanto eu já sondava ao meu redor em busca de algo para utilizar como arma. Pra minha sorte, eu havia crescido aprendendo a lutar com os mais variados tipos de armas, isso me dava um ótimo conhecimento sobre a utilização básica de cada uma, a arte do improviso.

Sempre alerta para com o primeiro movimento do policial, buscaria me esquivar da melhor maneira possível de modo que eu pudesse avançar nessa esquiva em direção ao objeto que utilizaria como arma, como algum pedaço de madeira para fazer de porrete, indo para trás tentando fugir do alcance da grande espada daquele sujeito esquentadinho.

Após armado ficaria esperto para me esquivar avançando em direção ao homem apenas em hora oportuna para conseguir atingir com força a barriga deste, na intenção de fazê-lo se curvar um pouco, deixando assim o seu queixo em posição perfeita para um uper com seja lá o que eu arrumasse de arma para brigar (mesmo que fosse um peixe). Claro que ambos os golpes seriam utilizando de minha mão boa, por isso eu precisava ser rápido afim de completa-los com eficiência. Logo que o primeiro fosse realizado, não perderia tempo para dar o segundo.

Se eu conseguisse realizar com sucesso minha jogada, diria em claro tom de superioridade enquanto passaria a mão esquerda em minha cabeleira para certificar de que estava ainda penteada para trás.

- Sabe qual o problema de espadas grandes? Elas te deixam lento demais.

Obviamente, minha guarda não estava baixa, ficaria de olho em ambos os homens, tanto o esquentadinho quanto o quieto.

Engraçado, eles pareciam até Nirvana e Shiro.

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Última edição por Katsu em Qui 15 Fev 2018, 16:36, editado 2 vez(es)
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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQua 14 Fev 2018, 00:39

It's a new day


- Arigatou gosaimasu! -


Agradecia o capitão quando finalmente chegávamos, saindo em seguida e prosseguindo minha caminhada pela ilha. Parecia que nada aconteceria ali, mas por pouco não esbarrava em um homem e, naquele instante, sentia um estalido. Eu conhecia esse cara. Mas de onde? Eu nunca tivera muito contato com diferentes pessoas, ficando mais restrita aos poucos habitantes do lugarejo onde cresci. Coincidência? Até podia ser, mas acreditava que não. Agora quem seria ele?


~ Será que pergunto? Ou apenas sigo ele? ~


A feição de bravo dele acabou por me inibir um pouco de pará-lo, mas não pude deixar de segui-lo com o olhar. Se se afastasse, o seguiria, mas se ficasse por ali, apenas manteria meu olhar nele, tentando puxar de minhas memórias quem seria ele.



— Otou-san, isso é obra sua?


Murmurava, questionando as decisões. Estava curiosa sobre o que se desenrolaria por ali.




Objetivos:
 

Citação :
ao narrador: Shimizu é o sobrenome da personagem. O nome é Hikari

Contagem de posts:
 

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Shiro L. Walker
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQua 14 Fev 2018, 10:13







The Unseen Blade is The Deadliest




A shade of me is enough to defeat you


Movia a maçanete com a resposta do homem. A voz retumbava grave, como o grito feito pelo balançar dos martelos em sua forja, perfeitamente alinhada com sua aparência rústica. Mesmo que já fosse um homem grisalho ainda tinha vigor em seu corpo, presente não apenas na juba cinzenta, mas, como também, nos músculos saltados dos braços, a semelhança dividida por todos da profissão.

Não seria possível não encontrar diversão na pequena Nirvana em uma situação como aquelas. Franzina, como uma garotinha, com apenas um de seus braços duro como se feito de aço. O membro musculoso em nada lhe favoreceria, na verdade, algo assim poderia até mesmo aterroriza-la. A ruiva podia não admitir, mas sempre havia encontrado o mesmo lado vaidoso, possuído por nossa mãe, dentro de si.

Foi pensar em Nirvana que fez com que meus olhos saltassem de um ponto para o outro. Do velho para a garota. A visão fazia com que todo meu corpo congelasse, estancado em meio a porta.

O cabelo da garota era banhado pelo fogo, trazia consigo a memória da discórdia por uma briga já esquecida. Seus olhos eram iluminados pelo fogo da forja, lembravam-me duas orbes de âmbar, a cor que era inesquecível. Como se fosse uma criança, que se esquecesse do casaco antes de sair para um dia frio, ela estava lá. Nirvana Lawliet Walker. Seria impossível que a confundisse.

Meu corpo, amarrado pela surpresa do reencontro, demorou a entender o que devia ser feito. Ao perceber, saltou em direção a garota. Ignorava a presença de Ada, ou da porta entreaberta. Tampouco ligava para o ferreiro, para o calor do fogo ou para a arma que Nirvana tinha em mãos. Tudo se tornava um imenso borrão, por detrás de olhos que começavam a lacrimejar de alegria. Antes que percebesse teria Nirvana ao redor de um abraço apertado. As mãos pousando em sua cabeça e ao redor dos ombros, alinhando-a contra o peito enquanto apoiava minha cabeça sobre a sua.

- Senti tanto....a sua falta. – Palavras morriam pela língua entorpecida. Queria dizer tanto. Perguntar sobre cada pequenina experiência sofrida pela garota, sobre cada nova cicatriz que havia sido conquistada por ela. Mas sabia que palavras não seriam o bastante. Não podiam ser o suficiente para falar sobre tudo que tinha guardado dentro do peito. Apenas a abraçava forte e longamente. Finalmente a tinha reencontrado.




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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQua 14 Fev 2018, 18:58


Não era bem essa pirigute...

- Uffa... - Exclamava para mim mesmo, surpreendido pelo tempo doido que havia tomado a ilha esses tempos. Nunca imaginei que nevaria pra esses lados. Por conta disso assoprava o interior das mãos a frente de meus rosto, na tentativa de aquecê-las, quando algo me chamou atenção. Uma voz feminina, que já fazia minha imaginação fervilhar ao imaginar de quem seria. Correndo os olhos pelo lugar, parando na imagem de uma moça acenando , uma voz interior já começava a me incomodar como um zumbido de abelha. "Não dê atenção a isso! Você tem que achar sua irmã! Acabou de deixar duas mulheres em seu leito e já vai atrás de outra?!" Tenho certeza de que seria o lado bom e correto de minha consciência , tentando me levar pelo caminho direito e honesto, porém... E se aquela moça estivesse realmente precisando de alguma coisa?!

Não pense que sou burro ou algo do gênero, é claro que aquela situação era muito conveniente, talvez fosse até mesmo uma prostituta querendo meu dinheiro. Se for... sinto muito, ela que deveria pagar para ter essa belezura aqui. Mas e se... Mais discreta que a primeira voz de minha consciência, era a que pulsava pelo meu corpo desde de lá debaixo, se é que me entende. Olharia ao redor, fingindo não entender que ela falava comigo e analisando tudo para não ter surpresas indesejáveis, se fosse a mulher de outro cara, agora eu não tinha tempo para me meter em mais confusão... Não era essa piriguete que eu realmente procurava.

Caminharia em sua direção calmamente, sorriso largo no rosto, peito estufado e postura ereta como sempre - Não sei se você está com sorte ou azar aqui! Uma moça como você nesse tempo frio, realmente deve estar sozinha... Então venha se esquentar comigo, mas temos que continuar andando, por que tenho alguém que preciso encontrar! - Diria estendendo a mão para ajudá-la a se levantar - Você é bem bonita! Será minha namorada também! - completava.

De fato a escolha agora era dela se me seguiria ou não, preferia que o fizesse, para conhecê-la melhor e quem sabe namorar mais um pouco antes de partir de vez. Era uma escolha que dava a todas na verdade, nos últimos dias... Podiam ficar ali ou velejar mundo a fora comigo, antes só precisava saber se seriam de alguma utilidade, pois não escolheria como minhas companhias quem não provasse seu valor, por mais deliciosa que fosse - Como se chama?! - Perguntaria antes de partir, se assim o fosse,
para apenas saber como chamá-la - Por acaso não viu uma piriguete de cabelas brancos como os meus por aí? -



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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQui 15 Fev 2018, 17:46







Baby let’s go I won’t take it slow.




Blood is always important


A pressa e a inquietude de Nirvana pelo possível atraso fazia com que não prestasse muita atenção na lástima do ferreiro, pegando de forma inquieta do seu bolso os 35.000$ e batendo contra a mesa de forma estrondosa, sem sequer entender o nível da delicadeza daquilo que o homem falava – e talvez fosse bom que não entendesse, afinal não gostaria de ser comparada com um dos ratos da cidade:

– 35.000 redondos, velho. E eu sou única, sacô? Não sou parecida com ninguém.

A mulher de cabelos de fogo estalava a língua, fazendo um “Tsh” e erguendo o queixo de forma arrogante. Ela erguia uma das mãos acenando para o ferreiro já começando a andar em direção a saída, até a própria porta se abrir e uma silhueta alta de um homem surgir em sua frente. Ela reclamaria, mandaria sair da porra do caminho, mas quando seus olhos se encontraram com os olhos em tom ametistas do mesmo, sua postura mudava completamente.

Os olhos ambares se arregalavam por um instante, e a mão erguendo a Sedenta descia de forma involuntária, encostando a arma no balcão. A expressão desarmada e surpresa de Nirvana não era algo que pudesse ser visto normalmente, não combinavam com seu estilo usual e sua postura selvagem, e como se ela mesma se lembrasse disso, ela desviava os olhos abrindo um amplo sorriso e pondo as mãos na cintura, engolindo em seco o próprio turbilhão de perguntas e emoções que vinham ao encontrar seu irmão novamente.

– Heeeeeh, Nii-chan, seu maldito você ficou maior do que eu! Mas garanto que eu sou m-

A frase era interrompida quando, subitamente, era envolvida no abraço do maior, quase desaparecendo alinhada ao seu peito de forma tão carinhosa que fazia suas bochechas tomarem o mesmo tom vermelho que seus cabelos raivosos. Por um instante, Nirvana se enrubesceu com o carinho e cuidado do mais velho, que sempre a acalentava tanto, esquecendo qualquer discussão que poderiam ter tido no passado visto suas próprias escolhas e a incompreensão do outro pelos seus métodos, apenas sentindo aquele aperto no peito. Seus braços ficavam desajeitados ao lado de seu corpo, sem saber o que fazer, até ouvi-lo, rindo baixinho e abrindo um sorriso terno, antes de envolver o mesmo em um abraço... e espremê-lo até ouvir os ossos trincando:

– AHHH SHIRO-NII-CHAN SEU DESGRAÇADO, EU TAMBÉM SENTI SUA  FALTA!!!

A voz de Nirvana ecoava pelo lugar, enquanto apertava o abraço com saudades, tinha coisa mais fofa que aquele idiota?! Ela afrouxaria quando percebesse ele demonstrar alguma dor, soltando um “hehehe” no final e passando a mão nos fios soltos do cabelo vermelho, jogando para trás com um enorme sorriso e uma postura irreverente como sempre:

– SABIA que não iria esquecer! Espero que o restante também não, se não sairei caçando cada um e espremer aquelas cabeças até estourarem feito tripas, antes de socar todos em um navio!

O soco de uma mão contra a palma da outra fazia um som estrondoso com o gesto que acompanhava a fala de Nirvana. Os olhos ambares estavam estreitos como se jurassem vingança para fantasmas do passado, antes de se lembrar de Sedenta ao seu lado, pegando-a alegremente e mostrando para o irmão:

– Olha essa belezinha que eu fiz!... Vê os detalhes laterais? Minha assinatura. Ótima ‘pra começar nossa jornada, hã? Hã? Vou destruir com essa bonitinha e conquistar todos os mares que possam existir.

Girava o machado feito, mostrando para ele os detalhes de sua criação cheia de orgulho. Simultaneamente, Nirvana olhava para Shiro de cima a baixo, analisando suas vestimentas e procurando pela arma do mesmo. Arqueava uma sobrancelha:

– Ué, cadê sua arma? Vai me dizer que deixou pra última hora? Ojii, tá aí um dos compradores que prometi. A não ser que já tenha encontrado os outros e deixado a arma lá, foi isso Shiro-nii? Como eles estão?!

Suas palavras se atropelavam em uma maré de ansiedade, alternando sua entonação a medida que, sem pudor, suas mãos passavam pelo corpo do irmão, vasculhando suas roupas a procura pela arma do mesmo e por pistas:

– Eta, essa parte não era assim antes não. Cruuzes. Não me deixe tocar aí novamente.

Parava ao final, olhando-o interrogativamente com os braços cruzados, como se esperasse a resposta para as mil perguntas feitas e não houvesse feito nada.



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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptySex 16 Fev 2018, 11:04


☠️
Ada Spice Rock

We Are Pirates




O reencontro com Shiro era caloroso como o esperado. Naquele momento percebia que realmente havia sentido saudades de meus companheiros de infância, e me alegrava muito aquele reencontro. Mesmo Shiro sendo mais velho, sempre esteve presente em todas as brincadeiras acompanhando principalmente Nirvana com quem era tão grudado. Era bom ver que, mesmo em meio a toda aquela neve, o calor da amizade e do reencontro aqueceria nossos corações.

Ver tudo aquilo fazia com que eu me lembrasse de Leon, meu meio irmão. Será que já havia acordado? Ou eu teria conseguido me livrar dele usando aquelas duas mulheres na noite anterior? Até poucos anos atrás eu sequer sabia de sua existência, nem mesmo meu pai sabia disso de fato, apenas descobriu sobre o filho bastardo após receber uma carta de meu avô que lhe contava sobre isso. Ao lembrar de Shiro e Nirvana juntos eu me perguntava como seria se ele tivesse passado a infância conosco, mas no momento a minha maior esperança era de que consequissemos partir antes que ele desse por minha falta.

Shiro abria a porta daquele estabelecimento, e logo éramos recebidos pelo calor da fornalha que deixava bem claro o motivo de aquela ser uma das poucas lojas funcionando na cidade em meio a todo aquele clima atipico no East Blue. Surpreendentemente, por mais que eu quisesse me aquecer lá dentro, Shiro parava e ficava estático na porta me deixando do lado de fora, fazendo com que eu tivesse que me dobrar para ver por baixo de seus braços o que acontecia ali dentro que havia causado nele esta reação.

Um sorriso surgia a medida que meus olhos logo encontravam uma garota ruiva, que pelas vestimentas provavelmente já estava dentro daquela loja há algum tempo. Aquela cor de cabelos, e a reação do alvo, a garota a nossa frente não podia ser outra que não Nirvana. De certa forma era surpreendida pela reação do ninja que subitamente corria em direção a sua irmã para dar-lhe um abraço, esquecendo-se completamente de todo o resto. Não sentia rancor alguma por ser ignorada naquela situação, sabia bem de como os dois irmãos sempre foram grudados, e só conseguia imaginar a saudade que sentiam um do outro e a alegria que tinham no reencontro daquele momento.

Tinha que me espremer para passar do lado dos dois sem que fosse percebida, mas a verdade é que a faladeira Nirvana roubava toda a atenção do irmão e de si mesma com todas as coisas que perguntava. Timidamente eu me virava para o lojista e lhe acenava com um tímido "olá", perguntando bem baixinho próxima ao balcão - Por acaso você vende espadas? - Exibia um belo sorriso de canto de boca ao término da pergunta, e logo virava-me novamente para ouvir o monólogo de minha amiga.

Era incrível como ela estava tão entretida em seu reencontro com o irmão que ainda não havia percebido minha presença ali, mesmo quando perguntava a Shiro sobre os outros integrantes do bando sem dar-lhe tempo de responder. Ao fim de todo aquele falatório da ruiva eu envolvia seus ombros com meu braço direito, e com um sorriso verdadeiro em meu rosto eu olhava para ruiva para dizer em alto e bom tom - Vergonhoso, não é? Típico Shiro se esquecendo de comprar suas armas. - Fazia uma breve pausa e voltava a dizer -Senti saudades Nivi. Pode não estourar minha cabeça? - E abraçava a garota, sabendo que seria capaz de devolver qualquer força que ela aplicasse em seu abraço.


Post: 003~ Rename: -X- ~ Location: Dawn Island - East Blue

Notes: •Ganhos:
•Perdas:

Legenda: -falas-
"pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars

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Nolan
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim - Página 2 EmptyQua 21 Fev 2018, 04:12

Ada, Shiro e Nirvana


O ferreiro achava graça da indisposição da jovem garota ao ser comparada com outra pessoa, abrindo um largo sorriso as reações adversas da menina. “Essa tem fogo correndo pelas veias, talvez sirva a nossa causa”. Ela pagava ao homem que nem conferia o valor, já que confiava na palavra da mesma, eram companheiros de profissão e ele nunca desconfiaria de outro ferreiro. Ela se preparava para sair do estabelecimento quando novos compradores chegavam no local. Para a surpresa de ambos, o reencontro que deveria acontecer no porto acabou acontecendo ali da forma mais inesperada de todas.

A fraternidade e o tempo apagavam toda e qualquer picuinha que os irmãos podiam ter e eles se abraçavam. Estavam claramente com saudades e isso era um sentimento que todos daquele grupo partilhavam. A ruiva mostrava com muito orgulho o belíssimo machado de batalha que fizera ao irmão e acabou se tocando que ele não havia trazido nenhuma com si. Bem… ela tanto tateou que acabou encontrando uma, mas que de nada serviria para as lutas que estariam por vir. A bem da verdade, até poderia ser de alguma serventia, mas isso é conversa para outra história.

Ada por outro lado, discretamente passou por aquele caloroso (e meio estranho no final…)reencontro dos irmãos e perguntou ao ferreiro que estava sorrindo para a situação se ele vendia espadas também. Como ele estava distraído tomou um susto com a loira que até então não havia sido percebida nem pela Nirvana. Ele se recompõe rápido e responde:

— Sim, tenho todo tipo de armas. Pensava que vocês poderiam ser infiltrados vindos a mando dos nobres, mas percebo que era besteira minha. Aproveite seu reencontro primeiro, quando acabarem mostrarei-lhes algo realmente bom.

Os irmãos estavam tão entretidos com o reencontro que a loira foi facilmente ignorada, tendo que chamar a atenção para que ao menos lembrassem que ela estava ali. Ela se dirigia a Nirvana que chamava carinhosamente de Nivi, brincando com as ameaças que a garota fez aos que ousassem discumprir a promessa e com o fato do Shiro não ter lembrado de comprar armas até o dia do reencontro, mesmo ela mesma tendo esquecido. Por fim, também abraçaria a ruiva, claramente com saudade da garota que conhecia desde pequena.

— Coff, Coff. — Tossia o ferreiro para tentar chamar a atenção para si. — Bom, agora que sei que é impossível vocês serem espiões dos nobres deste maldito local, que tal verem o meu verdadeiro estoque de armas, acho que tenho algo que possa servir a vocês.

Ele ia na direção da forja e apertava num botão escondido que fazia a parede se mover em uma passagem que dava para uma escada que descia até o subsolo. Quase sumindo pelas escadas, o ferreiro se virava para o grupo e falava:

— Estão prontos? Podem me seguir! Ah, e antes que eu me esqueça, meu nome é Hefesto Bradox.

Se os garotos o seguissem pelas escadas veriam uma sala ampla cheia de armas decorando todas as paredes, tinha de tudo, realmente tudo o que você podia imaginar. Mosquetes, simples pistolas, claymores, katanas, lanças de todos os tipos e armas de todos os estilos. O velho Bradox exibia um sorriso meio doentio no rosto e falava:

— Estas são minhas belezinhas, mudou sua opinião sobre mim garota dos cabelos de fogo? Estão prontos para ouvir a história desta ilha?





Hari


O capitão do barco de comércio nem estava incitando a revolução ou algo do gênero, mas os ânimos na ilha estavam tão acalorados que a polícia, a mando dos nobres da ilha, repreendiam ao menor sinal do assunto. Mal sabia o grupo que se reunia que estavam não em uma ilha, mas num formigueiro prestes a explodir. Enquanto Hari ia ao encontro de seu agressor, o capitão Turner entrava no barco para chamar seu assistente. Enquanto isso o loiro bombado ia na direção do jovem com a sua grande espada em punhos, demonstrando toda a sua intenção assassina. Seu companheiro ruivo achava aquilo uma grande besteira, já que não haviam ouvido nada demais:

— Se acalme Max, não precisa fazer isso, deixe de ser cabeça dura. — Mas o grandalhão já havia se decidido e ele sabia que quando o retardado botava algo na cabeça ele iria até o fim. Jax Coolway sabia que o reino preferia policiais assim como aquele brutamontes, burros e cegos que seguiam as ordens sem questionar e com violência excessiva. Esse tipinho era o que ele mais odiava.

Max, o espadachim movia sua arma em um ataque em arco que era facilmente esquivado por Hari que pegava um pedaço de madeira que devia ser de alguma caixa que havia sido descartada para tentar golpear seu agressor na barriga, mas infelizmente ele era mais resistente do que o jovem pensara. Ao ter contato com a barriga do loiro, o pedaço de madeira se espatifou e não causou basicamente nenhum ferimento no corpo blindado do homem. Ele sorria e num movimento circular girava a espada e com a parte achatada lançava o garoto em cima das caixas cheia de peixes que ainda estavam para ser carregadas no barco.

— Relaxe Jax, não vou matar esse fedelho. Eu quero a cabeça daquele capitão de merda. — Num movimento de extrema velocidade o homem de ombros largos que guardava as caixas no navio voa na direção de Max e com uma força surpreendente levantava o homem do chão como se ele fosse uma criança. Max tentava gritar, mas o som saia abafado pela mão do seu agressor. Logo atrás vinha Turner com um sorrisinho desdenhoso acenando para Jax.

— Olá meu velho amigo, você arranjou um parceiro meio complicado para trabalhar, ele vai ter que ser eliminado. — Jax dava de ombros, o que só fazia o terror do homem aumentar enquanto começava a sufocar com o aperto em seu rosto. Turner assobiou e seu assistente com um único movimento do seu braço direito quebrou o pescoço do policial e o jogou no mar. O ruivo suspirou vendo que aquele era o único jeito, mesmo sendo problemático para ele.

— Pode ficar tranquilo, direi que ele não apareceu para o turno. Estamos tão perto de concluir nosso trabalho, este idiota poderia atrapalhar tudo. As correntes vão tirar o corpo de perto da ilha. — Então ele se virava para o garoto que estava rodeado por peixes e meio desacordado. — E esse ai, ele é testemunha. O que vai fazer? Mandar o Josef aqui dar cabo dele também?

— Não, vou explicar-lhe a situação quando ele acordar. Josef, leve-o para dentro e deixe-o descansando na minha cabine, tenho muito a explicar para esse jovem. — Eles entravam no barco, Josef carregando Hari. Quando o jovem acordasse, veria que estava num quarto bem luxuoso, mas sem a presença de nenhuma alma viva além da dele. A única certeza era que o capitão estava em algum canto daquele navio e eles tinham que conversar.




Hikari e Leon


A jovem garota acabava decidindo que seguiria aquela pessoa e de alguma forma ela lhe parecia familiar. Ele carregava um estojo que era facilmente reconhecível para qualquer músico. Foi daí que ela percebeu quem era, já que havia visto aquele rosto diversas vezes nos jornais em sua viagem. Ele era um violinista renomado que iria se apresentar para a nobreza da ilha em poucos dias e era normal que ele estivesse irritado. Boatos corriam que caso o músico não fosse bem ele não sobreviveria um outro dia para cantar e convenhamos, a perspectiva de deixar de existir não era a melhor de todas para alguém.
Além dos cabelos brancos, ele tinha um porte atlético e vestia um smoking preto. A garota o seguiu até o centro da cidade que começava a ficar movimentado. Ali várias esquinas se encontravam numa fonte mal cuidada que servia de palco para músicos itinerantes que ganhavam algum dinheiro dos clientes dos vários bares se posicionavam nas esquinas. Ele botava os seu estojo no chão e começava a tocar uma melodia triste para tentar prender a atenção dos clientes que começavam a se acumular em tais bares.

Entre eles estavam Leon e a garota que o chamou para conversar. Bem, ela queria conversar, mas ele talvez quisesse outra coisa. Ele era bem convencido de sua beleza, mas achava a situação estranha demais. Uma mulher assim do nada chamando-o. Talvez fosse uma mulher da vida em busca de um cliente do seu gosto. Só que este não era o caso. Quando ele chegava perto a garota o puxava para uma cadeira e não dava chances dele sair:

— Se fosse outro dia eu até sairia com você bonitão. Mas me ajude hoje e você pode ter isso tudo — e apontava para o corpo dela, com suas mãos passando dos seus seios até sua bunda — Está vendo aquele homem? — apontava para o violinista que se apresentava na fonte. — Ele é nossa isca, pessoas irão atacá-lo e teremos que defendê-lo.

Um barulho do engatilhar de uma arma era ouvido apenas pelos dois. A garota estava armada. Ela vira para o homem e beija sua boca, surpreendendo-o. — Meu nome é Teresa Vanderwell e aqueles — Apontava para dois homens com roupas da polícia, que se aproximavam da fonte. — São as pessoas que você tem que lutar. Não quero matar eles assim no meio de todo mundo. Se você me ajudar nessa, além do meu corpo, você terá a informação que quer sobre sua irmã. — O que ele fará a seguir? E Hikari, como reagirá diante de tudo o que se seguiria.





Off:
 

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