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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyQui 01 Fev 2018, 14:49

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Hari Nnoitra. A qual não possui narrador definido.


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Katsu
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptySex 02 Fev 2018, 19:32

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


- Aah... Quantos anos se passaram desde a última vez que os vi?

Falava sozinho, refletindo sobre o quanto todos estariam mudados, eu mesmo estava bem diferente de quando era apenas um adolescente no novo mundo, me intrigava um pouco imaginar como eles estariam, será que Nirvana tinha mudado aquele jeito selvagem de ser? Se não tivesse, seria bem possível que fôssemos completamente opostos agora, já que eu não tinha nada de selvagem em minha aparência, creio que muito pelo contrário.

Já estava acostumado com Porto Branco, tinham alguns dias que eu estava naquela ilha que sinceramente não me parecia ter absolutamente nada, era apenas uma vila cercada por muros e envolta a mato e mais mato, portanto nos poucos dias que eu havia ficado ali já conhecia grande parte das ruas sem muitos problemas, visto que a cidade era grande demais para que eu pudesse ver tudo.

- Como será que está aquele zé ruela do shiro?

Não tinha muita certeza sobre o que faríamos ali, com esse pessoal eu sempre acabava deixando a onda me levar e apenas segurando um pouco para que eles não fizessem merda, provavelmente continuaria assim, mas mesmo sem saber o que faríamos, eu podia afirmar com toda certeza que envolveria muita confusão, então era bom eu ficar preparado. Logo, precisava primeiramente de encontrar um barco, um que tivesse forja dentro, conhecia bem Nirvana e sabia que ela gostava de fazer as próprias armas, além do que precisávamos sair daquela ilha alguma hora e seria bom ter um plano de fuga. Caminharia em direção ao porto e lá procuraria por pessoas que estivessem mexendo nas embarcações, ou que estivesse próximo a elas para que conversássemos, logo puxaria um "oi" simpático à quem fosse meu alvo.
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Última edição por Katsu em Sab 03 Fev 2018, 18:17, editado 1 vez(es)
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Ashrya L. Winter
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptySab 03 Fev 2018, 18:04







Baby let’s go. I won’t take it slow.




O Reencontro!


Um corpo delicado e alvo estava estirado em meio a palha. Os cabelos vermelhos como o fogo caiam desgrenhados, longos, entorno do corpo e rosto da jovem deitada em um celeiro fora da cidade. Ela apertava os olhos, fazendo uma careta enquanto esticava os braços e pernas o máximo que conseguia em um longo espreguiçar. Empurrava o corpo para trás e erguia as pernas ao ar, antes de se lançar para frente de forma a estar de pé em um salto, com os olhos dourados semiabertos em uma expressão sonolenta.

Nirvana saía do celeiro onde havia se hospedado, alongando-se preguiçosamente em direção a cidade. Não se despedia da velha dona do lugar. Bom, quem se importava afinal? Não havia pedido permissão, só ficado ali sem problemas, ela era tão cega que não via dois palmos a sua frente, então assim Nirvana havia aproveitado e arranjado uma estadia de graça e comido sem problemas durante os dias enquanto a velha tricotava uma blusa que era para ser uma meia. O tempo parecia ter rastejado até que chegasse finalmente hoje.

Este é o dia do reencontro, e a medida que despertava o estômago da garota começava a formigar de ansiedade. Jamais admitiria que sentira falta dos outros, mas havia, e agora após dez anos iriam se reencontrar. As perguntas eram várias e enchiam sua mente de agitação e empolgação: Hari teria ficado forte? Será que Shiro havia ficado mais alto do que ela? Sempre havia sentido esse receio. Hikari ainda devia ser um nené, queria ver se ela conseguia erguer uma arma; e Ada? Aaah ela costumava dar uma grande disputa na queda de braço. O caminho de aventuras e seu trilhar para a glória finalmente iria começar, e com essa constatação ela se abaixava, jogando o balde d'água fria do poço próximo ao celeiro em seu rosto.

- UHHHHHU!

Em uma mudança completa de atitude, ela sacudia os cabelos jogando água para todos os lados, esfregando o rosto e tirando a expressão de sono da cara. A ruiva batia a roupa tirando a poeira e passava os dedos pelos cabelos vermelhos molhados, tirando a palha e o prendendo alto em um rabo de cavalo como podia, já que acabavam sempre com fios rebeldes apontando para todas as direções por mais que tentasse mantê-los controlados. Agora, indo em direção a cidade, um sorriso selvagem se desenhava em seu rosto enquanto olhava afiada para os muros e as construções da cidade, e parando seu olhar no porto do lugar: o ponto de encontro. Era o ponto de partida, o início de tudo! A empolgação fazia com que ela batesse um punho no outro, sorrindo sozinha de forma entusiasmada até se dar conta de algo: Havia perdido seu machado na viagem até a ilha.

- MERDA. EU NÃO TENHO UMA ARMA.

Como que em um lapso, ela dava um tapa na própria cara com a própria estupidez, mais forte do que planejara. Em agitação e euforia, a garota saía correndo pelas ruas da cidade, "aquecendo-se" enquanto procurava desesperadamente por uma forja, carregando a marca da própria mão na bochecha esquerda.

Logicamente sua arma tinha que ser feita por ELA, e nos últimos dias ela não teve muita oportunidade de arranjar uma forja no meio do mato enquanto lutava contra javalis para fazer seu jantar. Encontraria todos no porto depois que fizesse seu brinquedinho, seria até bom ser a última chegar: Uma entrada triunfal da estrela, isso aí. Shiro ficaria surpresa com o como ela estava forte e diferente, e com certeza os outros também. Esse era seu plano, hoho nice plan! Ela ria sozinha curtamente, com o quão maquiavélica podia ser enquanto corria pela cidade.

Se encontrasse, já entraria procurando o dono:

- OJIISAN, Preciso usar sua forja! Se me deixar usar eu compro uma arma tua e recomendo pros meus companheiros também. Hã, bom negócio hein? Fechou então? Garanto mais duas compras!

Sua forma de falar era extravagante e de aspecto rústico, da mesma forma que seu visual. Mal terminava de chamar o homem, e mesmo sem a resposta já iria sair olhando as ferramentas que tivesse lá e fazendo-se em casa, não queria se atrasar.



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Última edição por Ashrya L. Winter em Seg 05 Fev 2018, 12:19, editado 1 vez(es)
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Shiro L. Walker
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptySab 03 Fev 2018, 22:38







The Unseen Blade is The Deadliest




A shade of me is enough to defeat you


Faziam tantos anos desde que os tinha visto que eu francamente não sabia o que esperar. Quase torcia, ainda que secretamente, para que todos os outros tenham se esquecido da promessa. Que vivessem vidas felizes e cheias de dias chatos, eu pensava. Não podia ser o único a pensar que a morte pela idade era preferível aquela pela forca. Nada de dor ou de enfrentar o que estaria vindo a frente, apenas precisaria se deixar levar como se tragado para mar aberto enquanto boia na calmaria. Poderia aceitar que todos tivessem escolhido viver em paz, mas, infelizmente, eu os conhecia bem o bastante para saber que não seria assim.

Sorria com um sorriso que não era meu. Emprestado de um homem que havia visto algumas ilhas atrás, de rosto redondo e olhos verdes, com o cabelo preto preso em um rabo de cavalo. Um disfarce comum, como qualquer outro dos incontáveis que já havia usado, que havia me ajudado a comprar a passagem com o trabalho dentro do navio que aportava.

Podia parecer bobo estar disfarçado já que estava prestes a encontrar a única família que já tive. Porém, não podia deixar de ter medo. Medo de que todos tivesse mudado já não sendo mais os mesmos com que aprendi tanto. O mesmo temor que corrompe as pessoas quando elas percebem a possibilidade de terem de ficar sozinhas para o resto de suas vidas. Duvidava da morte de até mesmo o mais idiota deles e também duvidava que houvessem esquecido o pacto. Mas não ousava duvidar de que agora eram apenas memórias de um tempo já passado.

Infelizmente eu precisava de alguma certeza antes de poder fazer qualquer coisa. Precisava ter certeza de que os dez anos passados haviam servido para algo. Talvez fosse por isso que me escondesse, ou talvez só estivesse com vergonha de reencontra-los depois de tanto tempo e não quisesse admitir para mim mesmo. Quem sabe era por isso que meu rosto aquecia à medida que chegávamos ao porto, ou eu podia apenas ter ficado doente. Não queria dizer com certeza.

De toda forma, sentia que o encontro seria repleto de confusão. Gostaria de encontra-los enquanto tinha algum tipo de arma em mãos, algo que sentia falta faziam alguns dias. Este era o foco que buscava ao sair do barco, encontrar na cidade alguma pequena loja onde pudesse comprar meu armamento. O dia prometia ser no mínimo longo já que nenhum de nós sequer tinha cogitado um ponto de encontro, pensar tão afundo estava longe demais de nossa mente infantil. No mínimo teria de varrer toda ilha se quisesse uma chance de encontra-los.




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Wesker
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptySeg 05 Fev 2018, 22:20


☠️
Ada Spice Rock

We Are Pirates




Pela primeira vez em algumas horas eu soltava as mãos do casaco velho que havia conseguido naquele navio. O fato é que desde que aquele maldito Supernova havia aparecido querendo bancar de fodão no novo mundo as coisas tinham começado a esfriar, e eu torcia muito para que algum Yonkou desse logo um bom soco na cara dele para que esse frio finalmente acabasse. No momento, focava-me na ilha a minha frente, havíamos finalmente aportado em Dawn Island, a ilha do encontro. Me perguntava como todos haviam crescido, lembrava-me de um pesadelo onde Shiro era uma garota loira que vivia desmaiando e Hari era um idiota que andava por aí com uma coroa... Também tinha um padre e um ruivo grandão, talvez ele fosse Nivy já que o irmão também havia trocado de sexo. E Hikari, ainda parecia um bebê.

"Ah, espero que não tenham ficado tão chatos quanto no sonho" Pensava comigo mesma enquanto encarava o horizonte da cidade. Quando crianças não haviamos tido a esperteza de marcar o local de nosso encontro naquela ilha, ao menos não que eu me lembrasse. Talvez fosse uma busca que durasse algum tempo, mas sabia que os encontraria por ali. Espreguiçava-me a medida que andava para fora daquele navio, seguindo para adentrar a cidade em busca de meus futuros companheiros, aqueles que me ajudariam em minha jornada para me tornar a melhor espadachim do mundo, e chutar a bunda daquele velhote abandonador de filhas.

Sabia do meu primeiro objetivo ali. Antes de mais nada, o que seria de uma espadachim sem a sua preciosa espada? Meu avô no ultimo dia de treinamento havia dito que eu deveria conseguir a minha própria, e por isso ele não me daria nenhuma de presente. Algo sobre a espada escolher seu portador, e não o contrário. Tudo bem, era um bom modo de se pensar... Ou de ser um belo de um pão duro e largar a própria neta no mundo com apenas cinquenta mil berries. Bom... É um Rock, o que se poderia esperar? Caminharia pela cidade sem uma direção exata, mas prestando atenção em meus arredores para encontrar e adentrar na primeira loja de armas que encontrasse no caminho.


Post: 001~ Rename: -X- ~ Location: Dawn Island - East Blue

Notes: •Ganhos:
•Perdas:

Legenda: -falas-
"pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars

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Nolan
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyTer 06 Fev 2018, 17:57

Hari Nnoitra



Um sentimento de nostalgia parecia se apoderar de Hari enquanto caminhava pelas ruas de Dawn Island. Aquele sentimento era completamente normal, já que o momento do reencontro com seus amigos de infância estava próximo. Porém, o tempo parecia não estar em sintonia com o jovem garoto de olhos claros. Pequenos flocos de neve caiam de maneira frequente e aquilo poderia causar-lhe certo estranhamento. Na maior parte de sua estadia na ilha um sol brilhante e acolhedor banhava a ilha de norte a sul, mas a mais ou menos vinte e quatro horas a neve começou a cair incessantemente, tornando o clima da ilha bem mais frio que o comum.

Os próprios moradores que ele encontrava na rua pareciam estranhar o tempo e cochichos podiam ser ouvidos por todos os lados e eram sobre o mesmo assunto, o que estaria acontecendo para estar nevando na ilha? O povo mais pobre não tinha tanto acesso a informação e não sabia realmente o que estava acontecendo e mesmo os nobres só tinham uma ideia por alto da confusão que se instaurou na Grand Line. Mesmo que Hari tivesse ouvido algo em sua viagem de volta ao Blue, aquilo não importava muito, já que tinha outros assuntos em mente.

Ele podia não saber realmente, mas conhecia bem o suficiente seus amigos de infância para ter quase certeza de que aquela reunião ou atrairia problemas ou iria por eles mesmos em busca dele. Então, como a pessoa mais pé no chão do grupo, decidiu ir em busca de uma embarcação para ter como alvo, caso precisassem fugir rapidamente da ilha. Mesmo sem seus amigos presentes ele pensava em seus gostos pessoais para escolher um barco que se adequasse a todos, ou pelo menos à Nirvana, já que ele procurava um barco com uma forja para a garota trabalhar em suas criações.

Porém, ao chegar no porto, suas esperanças se provaram infundadas, já que a grande maioria das embarcações presentes eram pesqueiros de pequeno porte, velhos demais para se afastar da ilha. Aquele porto era usado na maior parte do tempo pelas pessoas simples da ilha tirar seu sustento. O mar ao redor da ilha era cheio de peixes saborosos e para muitos que ali viviam significavam de setenta a oitenta por cento de sua alimentação. Dos seis barcos arpoados, apenas um era voltado para o locomoção à grandes distâncias e este era o único barco com algum movimento visível.

Um homem corpulento levava caixa atrás de caixa para dentro do barco enquanto um velho corpulento, beirando os 50 anos com cabelos e barba grisalhos parecia mandar-lhe para dentro com a mercadoria. Era uma pequena Escuna com um peixe-espada esculpido em madeira na sua dianteira. Um barco até bem cuidado que destoava das outras embarcações presentes, parecia um diamante no meio de um monte de bosta.

Hari decidia se aproximar, já que não havia escolha. Se fosse pensar em uma fuga e tivesse o mínimo de inteligência, aquele era o único barco que a tornaria possível.Quando chegou perto da prancha logo chamou a atenção do velho homem do mar, que calejado pela sua grande e longa história no mar, ficou atento, mesmo com o garoto soltando-lhe um oi amistoso.

— O que você quer garoto. Com essas roupas e todo pomposo você não parece um morador daqui. Que assuntos têm a tratar comigo? — Hari devia escolher bem as suas palavras, já que o velho experiente tinha toda a sua atenção voltada para ele agora. O porto tinha pouco policiamento, mas todo cuidado era necessário.



Nirvana Lawliet Walker



Parecia que de certa forma Hari não havia sido o único a chegar na ilha algum tempo antes. Nirvana descansava nas proximidades do Vilarejo de Fushin em uma pequena fazenda. As acomodações eram simples, mas boas o suficiente para causar-lhe uma certa dificuldade para se levantar. O clima meio ameno talvez não ajudasse tanto tal despertar, mas uma boa enxaguada na cara limpou um pouco a mente da garota hiperativa. Como Hari também o fez, ela estranhava aquele clima incondizente com suas experiências na ilha. A neve não caia com uma frequência muito forte, tornando a diminuição de temperatura quase inexistente.

Era um dia importante para ela e o motivo era meio obvio. Como falado anteriormente, este era o dia que ela reencontraria seus amigos e começaria sua tão esperada jornada. Mesmo com certa resistência a principio, ela não via a hora de ver todo mundo outra vez e se perguntava mentalmente como todos estavam depois de tanto tempo separados. As perguntas eram tantas que quase explodiram a cabeça da garota e talvez a expectativa só fosse superada pelo reencontro em si.

Toda essa ansiedade servia como combustível para Nirvana que terminava de enxaguar rapidamente, ajeitando o melhor que podia seu cabelo rebelde e prendendo-o num rabo de cavalo. O feno se impregnava não só por ele, mas pelas suas roupas também, o que fazia a garota demorar um pouco mais neste ritual de limpeza. Dali era possível ver o muro que separava os ricos e bem nascidos dos pobres que subsistiram ao longo da história. Mas não era só por isso que a garota estava ali. Mesmo que distante, embriagava-se talvez da visão mais importante para ela. O porto que encontraria todo mundo em pouco tempo. Só que antes de ir para lá, ela precisava ir na cidade, estava em busca de uma forja para trabalhar.

Entenda, Nirvana adorava forjar suas próprias armas, então para ela era essencial ter esta arma em mãos antes de encontrar os outros. A garota hiperativa se atrasaria um pouco, mas para ela era uma boa oportunidade de surpreender os amigos no porto que poderiam estar se perguntando onde ela estava depois de esperar por aquele reencontro por tanto tempo. Tendo aquilo como prioridade, a garota com os cabelos de fogo corre para a cidade em busca de algum ferreiro, precisava de um lugar para trabalhar.

Felizmente para ela não foi tão difícil assim de achar uma forja ativa. Chegando na cidade era fácil de perceber um clima meio pesado. Poucas pessoas caminhavam pelas ruas, tornando o barulho do martelo com a forja um dos sons mais audíveis daquele lugar. Seguindo o som das batidas rítmicas do martelo no metal incandescente Nirvana chega na frente de uma loja meio decadente. Não que houvesse alguma casa melhor ao redor. Aquelas pessoas eram exploradas pela nobreza de Dawn Island que deixava-os com poucas regalias, das quais viver e subsistir faziam parte.

A garota parecia achar que todos os ferreiros eram velhos, chamando-o desta forma ao chegar na loja. E por mais incrível que aquilo podia parecer, o ferreiro daquela loja realmente era velho. Tinha cabelos e uma grande barba grisalha, um nariz cheio e uma expressão forte, além de ter olhos de um belíssimo castanho claro que iluminado pelo fogo das forjas parecia ser de ouro puro. Ele escutava o que a garota tinha para dizer e se interessava pelo trato.

— Minha oficina é simples, mas deve te servir para alguma coisa. — Ele havia aberto as portas da loja para a garota entrar. Haviam trabalhos simples que o ferreiro havia feito. Eram mais ferramentas para agricultura do que armas em si e ele fazia questão de explicar o porque:

— Não há necessidade de fazer armas normalmente já que a polícia dos nobres faz a nossa segurança normalmente. Então para não perder uma cliente, vou te deixar minha forja a disposição, mas traga seus amigos aqui depois por favor. Se me permitir, gostaria de olhar como uma garota tão franzina trabalha.

O velho homem que ainda não havia dito o seu nome pegava uma cadeira e se sentava no canto da oficina. Alí a garota tinha tudo o que um ferreiro precisava e teria tempo o suficiente para forjar o que bem quisesse, se a garota não achasse as coisas, sempre teria a opção de perguntar ao dono do estabelecimento onde estaria, já que ele não arredaria o pé dali até a garota terminar seu trabalho.

Ferreiro:
 




Shiro Lawliet Walker



Por um lado, Shiro torcia para que fosse o único a se lembrar daquela promessa que fizeram quando criança, já que preferia saber que os amigos escolheram outra vida à vida incerta de pirataria que os aguardava. Porém, outro lado de sua alma ansiava pelo reencontro e mesmo ele estava meio nervoso em ver todos outra vez depois de tanto tempo afastados. Não sabia como todos estavam, se tinham mudado e aquilo o assustava um pouco.

Usava um sorriso que não era o dele, surrupiou-o de um homem corpulento que a algum tempo passou por ele, um disfarce completamente comum, já que apenas suas expressões mudaram. Ele não sabia o porque de estar se disfarçando, iria encontrar as únicas pessoas que algum dia considerou como família. Nervosismo fazia parte daquele reencontro, mas ainda sim nada o impediria de se reunir com eles mais uma vez. E algo lhe dizia que todos estavam bem e que estariam todos juntos em pouco tempo. Não era possível que algum deles pudesse ter morrido ou algo do tipo, ele confiava neles mais do que podia entender.

Talvez fosse intuição ou apenas pensavam de maneiras parecidas, pois quis o destino que um certo encontro ocorresse antes de todos se reunirem no porto. Shiro, andando pelas mesmas ruas que sua irmã passara pouco tempo atrás, mas dessa vez o cenário era um pouco diferente. O silêncio fazia os passos do jovem rapaz criar ecos pelos becos escuros que  eram proveniente dos espaçamentos das casas. Em pouco tempo de caminhada encontrou uma loja onde claramente um ferreiro trabalhava, já que havia em sua frente uma placa de madeira com uma bigorna pintada no topo. Nenhum barulho era ouvido ali, mas mal sabia ele que sua irmã estaria lá dentro se preparando para por a mão na massa. O que ele faria a seguir? Bateria na porta e se pronunciaria ou esperaria alguém aparecer?





Ada Spice Rock



Para a sorte de Ada, o clima ali era com certeza melhor do que ela enfrentou na viagem de volta, mas ainda sim nevava por toda a ilha. Ela se perguntava como todos estavam e isso era comum, já que tanto tempo se passou desde a separação e a promessa de um dia se reencontrarem. Aquilo parecia não sair facilmente de sua cabeça, já que teve pesadelos estranhos que envolvia aparencias completamente diferentes e inversões de gênero. Ela torcia para que eles não estivessem tão chatos como no sonho e naquele caso a realidade com certeza era bem melhor do que aquele sonho.

Basicamente ninguém sabia o local de encontro, mas não dá para cobrar isso de algo planejado por crianças a tanto tempo atrás. Porém ela tinha certeza que mesmo demorando um pouco ela encontraria todos. Porém a garota não sabia que pelo menos uma parte do encontro aconteceria bem antes do que planejara. Ada era uma espadachim e o que seria um espadachim sem a sua espada? Este questionamento e outros foram gravados por seu avô em sua mente. Sua existência parecia incompleta sem uma espada a tiracolo, então seguiu o caminho dos outros dois que diferente do Hari, foram direto a procura de comprar seus armamentos.

Andando pelas ruas do Vilarejo de Frushin Ada encontra a mesma coisa que todos os que passaram por ali encontraram. Ruas quase vazias, neve caindo pelo céu e basicamente a única loja que funcionava naquele dia. Uma bigorna era estampada num letreiro acima da porta, então aquela só podia ser a loja de armas da ilha. Parado em frente à porta havia um garoto de rosto familiar e cabelos brancos, mas aquilo parecia coincidência demais. Era impossível não reconhecê-lo, obviamente estava crescido, mas não tinha dúvidas que aquele era o Shiro. Porém o garoto não a notou, o que ada faria a seguir?



Para todos:
 

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Última edição por Nolan em Ter 06 Fev 2018, 18:14, editado 2 vez(es)
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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyTer 06 Fev 2018, 18:06

It's a new dawn


- Já chegamos? -


Mesmo antes de aportarmos na ilha, minha agitação fazia com que perguntasse a cada 2 minutos se faltava muito. Tinha um pouco de dó do capitão, mas a empolgação me consumia por dentro. Mesmo não sendo uma fã muito grande de exercícios físicos, não pude deixar de andar de um lado a outro. Afinal essa fora uma viagem sem escalas e já havia conhecido tudo do barco depois do terceiro dia. E, em segundo lugar, mas nem por isso menos importante, estava pronta para começar a explorar novos lugares. Seria meu primeiro destino fora da ilha onde nasci ou de algum barco. Após ter sido deixada na ilha de Dawn Island — havia ouvido meu pai comentar esse nome com o capitão do navio no qual entrei — a primeira coisa que pude reparar era como era na região portuária. Apesar de toda a minha animação para explorar o local, confesso que me senti um pouco decepcionada com a vista.


~ Não tem quase nada por aqui. Será que a ilha é praticamente desabitada? ~


Eu conhecia meu pai bem o bastante para saber que, com certeza, havia algum motivo por trás de sua escolha. Sempre havia uma razão, dizia ele. Então agora eu realmente matutava, a fim de tentar descobrir o motivo pelo qual ele escolhera esse lugar. Eu ansiava em conhecer as grandes cidades, aqueles reinos imensos nos quais as histórias contavam. Mas, ao que parecia, nada disso era possível. Bastante animada, arriscava passos largos em direção a cidade, confiante de que manter meu corpo em movimento era o melhor possível para diminuir a sensação de inquietude que percorria meu corpo.


- O que será que me aguarda? -




Objetivos:
 

Contagem de posts:
 

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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyTer 06 Fev 2018, 20:26


☠️
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As ruas naquele vilarejo estavam vazias e silenciosas, talvez se devesse a neve que eu sabia ser estranha naquela parte do mundo. De certa forma naquele momento eu invejava os aldeões que moravam ali, imaginava que provavelmente estariam quentes e confortáveis em suas casas, bebendo algo bem quente e adocicado, ao lado de suas calorosas lareiras. Aquele pensamento me dava um certo conforto que vinha até minha mente mais como uma forma desesperada de combater o frio.

A loja com a bigorna no letreiro parecia ser o unico estabelecimento comercial aberto em meio a toda aquela neve. Fazia sentido, perto do calor de uma forja eu duvidava muito que toda aquela neve fizesse alguma diferença para os trabalhadores daquele lugar. A sua porta havia um homem maior e aparentemente alguns anos mais velho que eu, cabelos brancos e um rosto estranhamente familiar... Quais as chances de encontrá-lo ali? Pensava que aquela altura os outros estariam mais preparados para nosso encontro que eu, e não indo também até a loja de um ferreiro para se armar. Aquela situação era engraçada, mas ao ver os olhos avermelhados eu sabia que não havia como ser outra pessoa, havia encontrado o primeiro de meus companheiros.

"Não acredito hahaha" Em minha cabeça sentia-me realmente aliviada por não ter sido a unica de nós a deixar para conseguir sua arma no ultimo segundo, e sentia-me mais feliz ainda por já ter concluído a busca por um de meus companheiros de forma tão desproposital. Lembrava-me de como, apesar de um dos mais velhos, Shiro também foi sempre um dos mais tímidos de nós, e pensava que por isso talvez pudesse ser engraçado surpreendê-lo, divertia-me com o fato de que o necessário para isso seria meramente uma simples interação social.

- Se esqueceu de comprar uma arma para nosso encontro Shiro? Achei que ninjas fossem mais bem preparados. - Dizia aquilo com um rosto claramente sorridente e receptivo ao chegar atrás de meu companheiro, mas ainda assim sem revelar meu rosto a menos que ele se virasse de costas. Estava preparada para qualquer tipo de reação, até mesmo um ataque surpresa e instintivo caso e se sentisse ameaçado, e nesse caso eu rapidamente pularia para trás para esquivar-me. Em todo caso, meu rosto sorridente se manteria mesmo depois que ele se virasse de costas, quando eu diria - Nós devíamos ter marcado um lugar específico para o grupo se encontrar! Hahaha! Quanto tempo! - Depois disso lhe daria um breve mas caloroso abraço, afastando-me em seguida para deixar o outro se pronunciar. Imaginava que ele poderia querer continuar a conversa de dentro daquela loja, claramente um lugar mais quente que ali, por isso o seguiria se fosse necessário e perguntaria ao lojista sobre as espadas.  


Post: 002~ Rename: -X- ~ Location: Dawn Island - East Blue

Notes: •Ganhos:
•Perdas:

Legenda: -falas-
"pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars



Obs: Se possível eu queria a oportunidade de aprender luta de rua em algum ponto da aventura

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Ashrya L. Winter
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyTer 06 Fev 2018, 20:59







Baby let’s go I won’t take it slow.




The passion of the forge


O calor do momento fazia com que, por algum tempo, Nirvana sequer desse atenção para a sensação gélida que ia contra sua pele pontuamente e o cenário completamente incomum. Em fato, apenas quando um floco caiu em seu nariz, a fazendo soltar um espirro escandaloso que a garota parou seu caminho, olhando para o fenômeno estranho e que com certeza era motivo da falta de alvoroço no lugar. Ela, entretanto, apenas abria a boca para cima, colocando a língua para fora e capturava um floco, rindo sozinha com a graça da neve, pensando que sua mestra estava olhando por ela naquele exato instante: era sua benção. Independente do motivo real, para ela era um grande foda-se para aquilo, no fim era apenas mais uma comprovação de que aquele dia seria o ÉPICO, e se tudo desse certo, maculando a neve pura de vermelho do jeito que gostava. Com esse pensamento em mente, a mulher de cabelos de fogo sorria sozinha, enquanto um brilho afiado reluzia nos seus olhos ambares.

Ela continuava seu caminho em sua correria, seguindo a canção do ferro sem problemas, correndo e deixando a neve se acumular em seu cabelo sem se incomodar, afinal o martelar e tinir que a chamava era apenas uma canção de entrada para a sua glória e caminho de lutas, que esperava começar naquele dia: quase hipnótico.

Ao ser recebida pelo ferreiro, Nirvana entrava como se já fosse de casa. Os cabelos vermelhos e as chamas da forja poderiam ser confundidos enquanto ela se movia como um furacão pelo local, separando tudo o que precisava: Pinça longa, Martelos com diferentes cabeças (chatas, de bico e arredondadas), lixa, giz e couro para fazer a marcação, um estilete afiado para o corte da marcação e uma peça de ferro que pegava: uma placa metálica grossa: suficiente para uma lâmina dupla de tamanho médio. Ela não tinha interesse na pobreza que as pessoas passavam na ilha, e na visivel falta de armas para serem autosuficientes que notava no ambiente e no embaraço que o ferreiro tinha - ao seu ver - e que para ela deveria ter mesmo: aquilo só a confirmava o quanto eram fracos e deixavam que outros os dominassem, algo vergonhoso para um mestre das armas em sua forte opinião.

Afinal, o mundo era assim, os fracos pereciam e os fortes dominavam, se não tinham forças para lutar e conquistar seus próprios direitos, era porque não queriam. Sempre é possível mudar o seu próprio destino, mas se aquele povo não tinha forças para isso, problema deles. Bom, apesar da contastação mental que fazia sobre tudo aquilo em meio a sua organização, a mulher limitava-se a ignorar isso e seguir com seu plano, afinal cada um vive do jeito que quer, alguns como ratos e outros como leões.

A ruiva ria com o comentário do homem, limpando a mesa e colocando tudo que precisava em ordem, tirando a própria jaqueta e jogando em um canto e esfregando uma mão na outra em ansiedade. Era quase uma piada ele duvidar de sua força, bastante AUDAZ de seu ponto de vista também, mas um leão não se incomoda com o comentário de um velho derrotado:

- Ojii, não se deve subestimar nunca a força de uma mulher. Minha mãe sempre dizia que uma mulher é dois lados de uma mesma moeda: um você vê, o outro não.

Seu sorriso perpetuava mais com a piada interna, com um olhar de soslaio selvagem para o homem: ela estava de bom humor com o dia, e por isso apenas virava-se para a forja, vestindo o avental grosso e prendendo-o um pouco mais alto devido à sua altura. Mal se via de frente com seu ambiente de trabalho, e seus olhos simplesmente não viam mais o velho sentado ali. Hioru havia a ensinado a direcionar seu entusiasmo em batalha para seu trabalho, assim como seu foco, não era atoa o seu nível de disciplina e paixão por seu trabalho.

Começando o trabalho, Nirvana reabastecia a forja com madeira, pisava no assoprador várias vezes até que a temperatura estivesse alta e correta para o trabalho. As chamas que por vezes chegavam perto de lamber sua pele faziam com que algumas gotas de suor descessem por seu rosto, enquanto a neve em seu cabelo derretia e escorria por seu corpo.

Quando o calor do forno atingia o ponto certo, os olhos ambares mostraram o encanto pelo trabalho em seu brilho. Ela pegava com a pinça a placa de ferro, já com o tipo de arma que queria em mente, e colocava para aquecer, usando o soprador para continuar aquecendo-o até ver o ferro pegar o tom amarelo-brilhante que poderia moldar. Era algo de ferreiro, ela conseguia enxergar e sentir o ponto em que o seu material estava pronto para levar uns tapas de martelo, pela experiência na forja.

Nirvana puxava a pinça para fora, colocando a placa sobre a bigorna e agarrando com a intimidade de uma bárbara o martelo, e batendo-o com os olhos de um ferreiro para modelar o ferro que seria sua lâmina. Começava com o lado chato do martelo, empurrando o ferro das extremidades para o centro da placa e dando o formato de arco em ambas extremidades do ferro, onde seriam as lâminas. Após uma sucessão de golpes precisos e fortes com o martelo, a placa tomava o formato bruto da lâmina-dupla desejada, e mais uma vez Nirvana levava-a ao fogo.

Na segunda parte da modelagem, Nirvana agora focava-se em afinar a parte da lâmina, martelando e, em seguida, fazia um "vem" para o ferreiro com uma das mãos, passando para ele a pinça a fim de que ele segurasse bem a placa:

- Segura isso aí Ojii, vamo ver se além de tamanho você também tem força..

Ria com a própria provocação, e quando o velho corpulento ia até lá segurar a placa, ela pegava uma "estaca" de metal com a ponta fina, e apoiava-a contra o ferro segurado pelo ferreiro, de forma calculada, e batia o martelo contra a estaca. Dessa forma, Nirvana "cortava" da maneira desejada o formato da lâmina, tirando os excessos da placa e dando o formato exato em sua forma mais bruta. Assim que conseguia a forma que havia mentalizado, após algumas aquecidas e resfriadas do material, ela colocava as ferramentas em cima da mesa e pegava a pinça da mão do velho, rapidamente mergulhando a placa no barril de água. O vapor quente subia, suando seu rosto e seu cabelo. Três vezes ela repetiu o processo até ter o que havia mentalizado e desejava para sua criação.

Com o formato bruto e cego da lâmina feito, segurada por sua mão protegida com luvas grossas, Nirvana pegava a lixa e começava agora seu trabalho em polir o ferro manualmente, sem cansar-se com a atividade que tanto amava, deslizando a lixa com esmero pela extensão do ferro com firmeza e cuidado em cada passada. Cada vez que a lixa deslizava pela lâmina seu sorriso aumentava de forma selvagem, enquanto podia ver o reluzir de sua futura parceira refletindo sua própria imagem e tomando a própria forma. A mulher parava apenas quando estava plenamente polida, colocando sua lâmina na mesa e pegando o cabo de igual material que havia separado.

Com o giz e o couro, Nirvana tirava as medidas necessárias para fazer do cabo o suficiente para um machado de dois lados de tamanho médio, desenhando o protótipo que ela mesma iria criar. Fazia ainda alguns cálculos, considerando o peso da lâmina, para garantir o equilíbrio da sua arma, passando a mão no rosto para tirar algumas mechas que caiam e colavam em sua face, jogando-as para trás: ato que sujava sua testa de carvão.

Com o protótipo do cabo pronto, Nirvana agora levava o cabo ao fogo da forja, quente o suficiente agora para fazer com que suasse por inteiro, fazendo com que sua pele reluzisse em frente às chamas, e seu cabelo encharcasse de suor. O cabo não precisava ser muito trabalhado, ali haviam vários modelos de cabos de ferro já projetados. Nirvana apenas pegou um destes e terminou de moldá-lo no tamanho correto, afiando a ponta para que ficasse em formato afiado e não pesasse tanto na parte da lâmina, batendo com o martelo para deixar a parte de baixo mais grossa, a fim de contrapor o peso e equilibrá-lo. Após feito isso, ela cortou o ferro onde havia marcado no protótipo para dar o tamanho correto da extensão de seu machado, utilizando uma tesoura de forja para tal após amolecer o ferro no calor, e terminando de martelar e moldar para assim manter o equilíbrio da arma.

Após isso, pôs-se a polir e deixar seu equipamento em estado decente, antes de levar a parte do centro das lâminas ao fogo, para assim amolecer a parte que seria fundida com o cabo, colocando-a rapidamente em cima do cabo para que não quebrasse, e martelando com maior delicadeza para que o ferro dos dois materiais se fundisse e finalmente completasse sua arma, repetindo o processo algumas vezes com maior delicadeza para que essa parte não ficasse quebradiça ou fraca. Ao final, desceu uma última vez sua criação no barril de água, molhando-se com o vapor da forja uma última vez.

Por fim, quando tinha tudo pronto, polia com a lixa cada cantinho com o esmero que um artista pintava sua obra-prima, partindo para a parte final onde ela cortava o couro preto em tiras com o estilete, enrolando-o no cabo com o cuidado para não deixar nenhuma parte levantada e sim perfeitamente encaixadas, a fim de amortecer a parte onde ela segurava a arma e ela não tivesse problemas da mesma escorregar pelo suor da batalha ou sangue dos inimigos. Quando acabava, Nirvana pegava um metal menor, com a ponta afiada, e o esquenta, utilizando-o apenas como uma caneta para desenhar na parte central da lâmina pequenos detalhes a fim de deixar, agora, sua arma com um toque exclusivo seu.

Quando terminava o desenho, ela largava o pedaço de metal e, com orgulho, erguia o resultado final para cima com apenas uma das mãos, e sorria:

Spoiler:
 

- E é assim que eu faço, Ojii. Te apresento minha SEDENTA..

Ela deixava a arma erguida por um tempo, a forja se refletindo na lâmina polida do machado-duplo que havia criado, sua: Sedenta. Por fim, a descia, apoiando-a em um dos ombros, e amarrava a jaqueta na cintura. Estava suada, com o cabelo colado em seu rosto e dando alguns tapinhas no ombro do velho muito maior do que ela, ainda com a sujeita de carvão na testa.

- Hehehe valeu pelo empréstimo da forja, eu vou trazer os meninos aqui para eles comprarem as armas deles, aposto que o senhor deve ter algumas coisinhas na manga aí né? O metal é quanto, trinta mil? Peguei um mas deu para fazer meu machado de boas, fazendo os dois lados de lâmina um pouco menor pra dar o material. .

Ela dizia, chutando o preço enquanto namorava sua criação, escorando o próprio corpo na mesa de material. Sedenta estava perfeita, do jeito que desejava, era ótima para um início. Com certeza ainda faria algo melhor do que aquilo, faria obras-primas geniais, mas essa...essa era a primeira que fazia para si mesma manejar, e o sorriso selvagem e orgulhoso era refletido mesmo no olhar cheio de soberba, antes de, mais uma vez, se dar conta do encontro. Ela dava um pulo, batendo a mão na testa mais uma vez:

- FOCK eu vou me ATRASAR! QUANTO TEMPO 'TÔ AQUI? .

Atropelava a fala que o homem viesse a fazer, com um rosto alarmado.



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Spoiler:
 

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Última edição por Ashrya L. Winter em Qua 07 Fev 2018, 14:59, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Critical Acclaim   Critical Acclaim EmptyTer 06 Fev 2018, 23:54

Hari

You can try...
but you will end up

d-e-a-d

PROLOGO


Era um tanto quanto decepcionante ver que maioria massante das embarcações ali eram pequenos barquinhos pesqueiros, apesar da decepção eu não estava surpreso, era de se esperar que em uma ilha sem um QG da marinha não houvesse muito movimento de barcos para tripulações, provavelmente maioria dos piratas roubavam barcos da marinha para utilizar, acredito que são os mais bem preparados, e com certeza os mais úteis no começo das aventuras de cada um.

Como diz o ditado - Se não tem tu, vai tu mesmo - Eu não podia me dar ao luxo de rejeitar qualquer outro barco que pudesse existir ali, bom o suficiente para nos abrigar numa fuga, caso necessário, apesar de ainda achar bem dificíl que alguém pudesse criar confusão numa ilha tão cheia de nada quanto Dawn, porém, eu estaria sendo otimista demais em acreditar que Nirvana não encontraria uma maneira de se divertir e nos colocar em algum problema, bom, isso se ela continuasse sendo a louca selvagem que era, um reflexo de Winter.

Então, sem ter escolhas eu me aproximava do senhor que provavelmente era o comandante daquele barco, para minha surpresa o homem parecia ser sabido das coisas ao notar que eu não era comum naquela ilha... Ou talvez ele só conhecesse todo mundo ali, por passar a pobre vida toda ali. Com um sorriso no rosto ao ouvir o adjetivo que o senhor me dera eu assoprava minhas mãos com luvas e após começava a minha elaborada resposta.

- Realmente senhor, eu vim do Novo Mundo, já esteve por lá?

Tentaria demonstrar o máximo de simpatia que eu pudesse, juntamente com uma boa utilização de lábia para que pudesse desenvolver uma conversa saudavel e aparentemente sem nenhuma segunda intenção.

- Meu nome é Hari, e estou atrás apenas de um bom papo, há tempos não velejo, o senhor gosta do que faz? Vi as caixas. Claro se não for falta de respeito minha em lhe perguntar sobre, eu chutaria que o senhor transporta frutos do mar para outras ilhas, eu soube que Dawn tem uma ótima pesca.


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