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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Blue Rondo à la Turk

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MensagemAssunto: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyQui 14 Dez 2017, 18:36

Relembrando a primeira mensagem :

Blue Rondo à la Turk

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Axell Belmont. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptySeg 23 Jul 2018, 18:40


Aparentemente o plano mestre dos revolucionários tinha uma falha e ela era minha clara falta de habilidade em pilotar em patos. Com as rédeas firmes e um receio gigante de cair dali de cima a viagem continuava, ou melhor, a fuga continuava. Mas bastou um leve deslize e uma dose de desatenção para que todo o controle fosse perdido de vez. Como uma aeronave abatida eu ia ao chão, e dessa vez era grato por toda aquela quantidade de areia fofa me abraçando.

- Arghh.. – Coçava a cabeça empanada de areia enquanto realinhava as linhas que antes rodavam. – Acho que eu perdi as aulas de direção zihehaha – Riria baixo, praticamente pra mim mesmo.

Jasmine tirava o mapa de minhas mãos e o analisava, de fato ela poderia ser mais útil do que eu que estava a tão pouco tempo na ilha. Ouvia suas palavras atentamente enquanto abria o mapa a minha frente, e mesmo com a noite escura tentava enxergar seus detalhes. – Se o porto de Nanohana for a melhor opção para darmos o fora daqui... hmm. -  Me levantaria e apontaria com o dedo, traçando o caminho ao qual eu acreditava ser a melhor opção. – Não vamos por cima, passar perto de uma cidade grande sem saber quem é amigo e quem é inimigo pode ser uma roubada, as coisas estão confusas por aqui. Eu acho que nossa melhor jogada é ir para Yuba e conseguir alguém lara nos atravessar pro outro lado do canal. O punho árido pode nos ajudar.

Apesar de passar todo o plano nós dois sabíamos que aquilo era uma decisão unilateral, ela funcionaria mais como uma consultora a partir daqui. Aproveitando que estavamos em terra firme abriria o saco e veria qual a quantidade de dinheiro que haviam me dado. Em seguida, pegaria a bússola e tentaria marcar mais o menos em qual direção teria de seguir, tinha o mapa, as estrelas e o objeto, com os três e mesmo com pouco conhecimento, provavelmente acharia o lado certo. Em seguida colocaria a bússola no bolso da calça e o mapa na parte de trás, escondido pela camisa.

Pegaria a rédea de suas mãos. – Tem algum truque pra não despencar desse bicho? – Daria um leve sorriso labial e subiria no meu pato, passaria a mão gentilmente no topo de sua cabeça e diria com suavidade. – Não me derrube mais, maldito. Vamos!

Primeiramente precisávamos nos distanciar o máximo possível das ruínas e chegar o quanto antes na outra cidade. Durante todo esse processo me manteria atento se estávamos sendo seguidos ou se encontraríamos alguém numa rota futura, caso sim, tentaria evitar fazendo um sinal para Jasmine e assim ambos contornarmos com nossos patos. Agora a noite e sua escuridão eram nossos aliados. .




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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyTer 24 Jul 2018, 18:12

- Certo, mas eles são confiáveis? Ouvi dizer que são radicais a favor de usarem o Pó da Chuva, Noel sempre falava deles... – Apesar da dúvida obvia, ela repassava a rédea para Axell após ele acabar de checar a direção em que deveriam ir e guardar o mapa e bússola.

Alem do mapa e da bussola ele calculava que haviam cerca de vinte milhões de berries ali, e provavelmente Isis tinha a mesma quantidade no pato dela. Parecia que o Exercito tinha pagado todos os salários atrasados com juros e correção monetária.

- Hihi, acho que apenas pratica, mas esses animais são bem inteligentes e dóceis, é só tomar cuidado que vai dar tudo certo. – Cobrindo a boca com a mão, a mulher ria levemente e falava achando graça de Axell.

- QWAAAACK!! – O pato em questão também dava sua contribuição à conversa após o comentário final de Axell.

Disparando pela escuridão do deserto, parecia que estavam sozinhos no mundo. As horas passavam e o sol raiava, espantando o frio e iluminando aquela extensão arenosa. Felizmente não encontravam animais, pessoas e nem tempestades de areia. Cerca de duas horas depois, lá estavam eles, vendo de longe a cidade Oasis de Yuba, que apesar de não estar em tão mal estado quanto Erumalu, também não parecia muito bem.

Pessoas estavam por todas as partes removendo areia das ruas, construindo ou remendando algo, e até mesmo vendendo coisas. Alguns soldados também podiam ser vistos aqui e ali. O lago de agua potável também podia ser visto, e os patos olhavam intensamente para ele.

- Acho que devem estar sedentos após uma noite dessas. – Dizia Jasmine acariciando o animal em que estava montada. Ela mesma tinha um cansaço no rosto que era impossível de disfarçar.

De onde estavam, os dois não podiam ouvir nada por não terem adentrado a cidade ainda, mas o fato é que nas ruas só se falava em três coisas, a tempestade de areia de dois dias atrás e os danos que tinha feito no local, a ascensão da princesa ao trono e sua política de abolição da escravidão. Desnecessário dizer que a maioria desaprovava tal mudança, e apenas a presença dos guardas impedia que falassem com mais fervor sobre o assunto.

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyQua 25 Jul 2018, 15:50


A viagem no deserto era sempre mística, uma sensação de liberdade e solidão incomparável durante o tempo todo. ~ Como será crescer em um lugar como esse? ~ Pensava ao tentar enxergar o mais longe possível na escuridão e não ver nada além de alguns borrões. O céu estrelado compensava a falta de iluminação, e pela primeira vez uma noite tranquila nos acompanhava, sem oponentes, tempestade de areia ou veneno no meu corpo. Enchia o pulmão com o ar gelado e continuava a seguir em frente.

O sol aparecia e junto dele uma paisagem recompensadora. Meus olhos dourados levavam alguns segundos até se adequarem a claridade e aos novos elementos, a cidade de Yuba se apresentava, não tão bela, admito, mas ainda importante para nós.  – Só mais um pouco e talvez possamos descansar. – Diria em tom firme para Jasmine enquanto descia do meu pato, deixava minha mão escorrer pela sua cabeça fazendo mais um breve afago, agradecendo a minha maneira pela viagem.

- Eles merecem. – Falava já no chão e com as rédeas de meu pato em mãos. – Vamos prende-los no lago perto de outros animais enquanto resolvemos nossa vida.

Andaria com calma pela cidade, tentaria evitar principalmente os soldados, sem saber qual deles estavam totalmente a favor da princesa e quais eram controlados pelo governo o melhor era só se distanciar. Tomaria o maior caminho se necessário, andaria com calma, mas sem demonstrar relaxamento. Se guardas se aproximassem demais pegaria na mão de Jasmine e me aproximaria. – Temos que ser discretos. – Sussurraria em seu ouvido e então sorriria, aproveitando sua companhia. Durante todo o percurso manteria meus sentidos abertos, ouvindo o que os moradores estavam dizendo e talvez até alguma pista, se estavam ou não atrás de nós por aqui.

Quando sentisse que estava livre de olhares iria em direção ao esconderijo do Punho Árido, já havia estado lá a algum tempo atrás, na verdade foi uma das últimas coisas a qual tinha feito junto da Red Legion. Entraria com cautela e esperaria encontrar rostos conhecidos, se não, só revelaria algo quando tivesse certeza que eram mesmo os integrantes verdadeiros, até lá me passaria apenas como um viajante em busca de reabastecimento. Quando tivesse certeza que se tratavam dos membros da organização, diria com objetividade. – Preciso de uma carona até Nanohana, pago bem.  – E colocaria a sacola de dinheiro sobre a mesa. Claro que só teria metade da quantia, um total de 10 milhões de berries.

Em seguida deixaria claro do que realmente estvámos enfrentando. - Já ajudei vocês. Se a princesa está no poder hoje meus amigos e eu temos nossa parcela de participação. - Olharia aos presentes com franqueza. - Agentes do governo estão atrás de nós e o motivo não importa. Só precisamos chegar em Nanohana inteiros. Não preciso de um favor, preciso de lealdade, sei que o dinheiro vai ajudar na reconstrução e na manutenção da cidade. Temos um acordo?





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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyQui 26 Jul 2018, 18:46

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
"...Se Axell parasse para pensar, perceberia que era estranho ter tantos revolucionários ali. Eles corriam pelas sombras e ele até mesmo reconhecia o rosto de algumas pessoas do Punho Árido.

Mas a batalha que ele via tinha proporções maiores do que poderia imaginar. E tudo isso por conta de uma única pessoa. Jasmine. De alguma forma o exército revolucionário soube dela, assim como dos feitos de Axell a resgatando, e aqueles que estavam na ilha vieram em peso, junto de seus aliados, tentar extrair a garota da ilha..."

- Un. – Acenando com a cabeça, Jasmine concordava com aquilo que Axell propunha, caminhando ao seu lado primeira para perto do lago onde prenderam os animais, depois para o interior da cidade, onde ouviram sobre as notícias mais recentes. Apesar de atraírem um olhar ou outro, ninguém os incomodou e os guardas não olharam duas vezes para eles. Aparentemente estavam ali para aplicar o decreto da rainha, garantir que ninguém ainda mantinha escravos.

O clima não era de satisfação na cidade, e sim de tensão. Para aquele povo apenas desastres haviam acontecido nos últimos dias, primeiro mais uma tempestade de areia, e depois tiveram de libertar seus escravos, que na maioria das vezes não quiseram ficar ali para trabalhar na reconstrução da cidade.

Em um certo momento guardas passaram por perto e o revolucionário pegou na mão de Jasmina a aproximando para si, o que fez a menina quase parar de andar, e mesmo que sua pele fosse bem morena, não era difícil perceber o quão sem graça estava, o corpo até tremendo levemente. Apesar disso, apenas acenou e seguiu, aos poucos se acalmando.

Se dirigindo até o local que sabia ser o esconderijo do Punho Árido, Axell entrava no lugar esperando encontrar rostos conhecidos, mas para sua decepção o lugar estava praticamente deserto, a não ser por uma senhora em uma cadeira de balanço que aparentava estar tirando um cochilo.

Axell fingia ser um viajante em busca de reabastecimento ao simplesmente ficar ali... parado sem dizer nada. Jasmine olhava ao redor com curiosidade, já ouvira falar daquele grupo extremista algumas vezes, mas era difícil associar qualquer coisa ali à eles. Após algum tempo nesse silencio esquisito, a senhora aparentava estar acordando abrindo os olhos lentamente, mas não havia sono algum em seu olhar.

Ao ver o casal ali de pé, era como se ela tivesse tomado um choque, esbugalhando a vista e até mesmo emanando uma certa hostilidade e sede de sangue que era tão palpável que Jasmine chegava a dar um passo para trás. Mas em seguida a velha apenas os fechava novamente, balançando negativamente a cabeça e suspirando fundo, enquanto puxava dos peitos um papel amassado e o abria, olhando para a imagem nele, mais uma vez para o casal a sua frente, e uma ultima vez para a imagem.

- Kikikiki! – Apesar de estar rindo era obviamente uma risada amargurada, cheia de ironia. Se levantando ela dava as costas para os dois, dizendo apenas –  Sigam-me. – Avançando sem dizer mais nada ela chegava a um pátio onde uma jovenzinha estava lavando uma camisa em uma fonte.

- Anika, vá avisar as outras que precisamos ir para o local dois com urgência. Apaguem os traços que já estivemos aqui. Em seguida vá até Calisto e avise que temos um pacote para ele pegar no lugar de custume. – Sucinta, a velha passava suas ordens e a jovenzinha após fazer uma expressão de incompreensão por um momento, parecia entender tudo no seguinte, saindo em disparada.

Se Axell tinha duvidas que aquelas pessoas faziam parte do Punho Arido, agora era difícil não ser convencido. – Preciso de uma carona até Nanohana, pago bem.  – Dizia ele para a senhora colocando uma quantia de dinheiro a sua frente.

- Sim, sim, eu sei bem do que vocês precisam. – Havia uma rispidez obvia em suas palavras, assim como antipatia, no entanto suas mãos pegavam o dinheiro mostrando que tinham um acordo.

- Já ajudei vocês. Se a princesa está no poder hoje meus amigos e eu temos nossa parcela de participação. -

- E o que isso nos trouxe de vantagem? Ela liberou o uso do Pó da Chuva por acaso para que tentássemos combater a essas tempestades de areia e esse clima seco? Não garoto, o que ela fez foi libertar escravos prejudicando a restauração da cidade, sem não mover um dedo que fosse para nos auxiliar. Então sinceramente espero que vocês e sua princesa vão todos para a p... – Sem papas na língua, a velha disparava seu veneno naquele casal a sua frente, e só não completava a frase porque a jovenzinha voltava correndo.

- Está feito vovó! – Arfando um pouco, ela tinha claramente corrido a toda velocidade para fazer o que lhe foi dito.

Ignorando o retorno da menina, e a rispidez da velha, o Cavalo Louco continuava - Agentes do governo estão atrás de nós e o motivo não importa. Só precisamos chegar em Nanohana inteiros. Não preciso de um favor, preciso de lealdade, sei que o dinheiro vai ajudar na reconstrução e na manutenção da cidade. Temos um acordo?

- Você vem me falar de lealdade?? Meus filhos foram pra uma guerra que não pertence a eles, a pedido de “aliados” que até agora só lhes trouxeram dor de cabeça, ajudar a resgatar uma mulher que nunca tinham visto antes. No entanto aqui vocês e estão, e cadê minhas crianças hein?? Ao menos ainda estão vivos??? Eu não os vejo aqui com vocês!!!E você quer me falar de LEALDADE????

A senhora estava obviamente perdendo o controle, sua mão apontando tremula para o revolucionário, e uma aura de energia começava até mesmo a emanar dela, mas a menina corria até ela a abraçando. – Vovó, vovó! Acalme-se vovó! – Tais suplicas pareciam retornar alguma calma aos olhos da velha, mas não reduzia a mágoa neles.

- Eles nunca deveriam ter ido. Eu os avisei isso. E vocês deveriam ser deixados aqui para serem encontrados e capturados, mas sim, senhor Axell Belmont, nós somos leais. Vá até o Píer número 9 no lago, um homem capaz de tira-los dessa ilha estará os esperando. Seu nome é Calisto. Estou na expectativa do dia onde toda essa lealdade será retribuída. Humph.

Pegando nas mãos da jovenzinha, ela dava as costas indo embora dali, a última frase que o casal conseguia escutar era um – Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha!


---

No lago, píer nove, um homem envolvido em roupas negras mexia no motor de uma espécie de bote com asas. Havia espaço para duas, talvez três pessoas se alguém se sentasse no colo, e com uma chave inglesa em mãos e a língua para fora, de lado, ele conversava com o próprio barco. – Vamos lá chuchuzinho, nós temos clientes e não podemos deixa-los na mão. Funciona pro papai, vamos voar sobre essas areias e mostrar a todos quão maravilhoso você é.

---

Já de volta à Axell e Jasmine, tendo sido deixados sozinhos ali, a moça tinha um rosto meio espantado, e a única coisa que passava pela sua cabeça era o que perguntou em um cochicho para o homem aproximando a cabeça perto da dele - Mas o que acabou de acontecer aqui? Quem era essa senhora para te odiar tanto?


Exemplo de planador:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyQui 26 Jul 2018, 21:55


Não esperava esse tipo de reação, ao tocar Jasmine seu corpo inteiro se retraía, causando o oposto do que eu imaginava que era simplesmente passar naturalidade. Claramente ela não tinha a desenvoltura que sua irmã tinha, por céus, parecia que toda a situação com Isis tinha acontecido a alguns minutos... De fato algumas traições eram difíceis de serem engolidas e deviam ficar como lição para o futuro. Nunca fui nenhum ator, mas o que fiz ali trouxe resultado e não fomos incomodados até o esconderijo. – Desculpe. – Dizia enquanto soltava sua mão.

Chegando no recinto um desconforto anormal tomava conta do ambiente, por sorte, eu não dava a mínima pra isso, tinha certeza que aquele era o lugar certo. Ficávamos ali então, em um jogo de quem pisca primeiro. A senhora com seu balançar suave na cadeira e eu com meu corpo exausto, respirando profundamente enquanto a mirava de cima para baixo. Até que subitamente ela parecia ter nos notado, o olhar veio seguido de um rancor e ódio genuíno que eu conhecia bem, já havia sido tomado por esse tipo de sentimento muitas vezes, ele era o mais comum de meus combustíveis.

Nós a seguíamos e em pouco tempo ficava mais do que confirmado de que ela era realmente uma figura importante na organização, talvez algum tipo de matriarca ou algo assim. Atento eu tentava decifrar seus movimentos, a criança saindo, as pessoas e nomes novos que ela falava, mas alheio a tudo isso era difícil. Em outa sala a negociação começava, a senhora aceitava o dinheiro, mas nada além disso.

- E o que isso nos trouxe de vantagem? Ela liberou o uso do Pó da Chuva por acaso para que tentássemos combater a essas tempestades de areia e esse clima seco? Não garoto, o que ela fez foi libertar escravos prejudicando a restauração da cidade, sem não mover um dedo que fosse para nos auxiliar. Então sinceramente espero que vocês e sua princesa vão todos para a p...

Me preparava para revidar cada uma de suas palavras, o peito se enchia de ar, porém, com a entrada da criança nós dois engolíamos nosso orgulho.

Ela voltava a falar, a cuspir suas incertezas e frustrações e logo eu percebia que sua raiva contra mim significava amor por sua família e por sua causa. Sem abaixar meu queixo por um segundo eu continuava a ouvir suas palavras, a encarando de cima para baixo com meu peito estufado. Se eu era homem para lutar em uma guerra também teria de ser para aguentar golpes duros como esse. E por mais que no fundo eu estremecesse e meus punhos cerrados tremessem eu manteria minha pose e respeitaria minha patente e minha missão. ~ Não há o que ser dito aqui. ~

Rapidamente prensaria cada mão na respectiva lateral de meu corpo e me dobraria em uma reverência formal, firme, forte e rápida, quase que num ângulo de 45 graus. – Obrigado! – E permaneceria assim até que ela saísse. Não deixaria que nem ela nem Jasmine vissem meus dentes trincados e minha total insatisfação com como tudo aquilo estava se desenrolando.

Me ergueria de uma vez e respiraria fundo, só então percebia Jasmine se aproximando... demais. No meio de tanta correria e com a vida sempre por um fio não havia dado a devia atenção que sua beleza merecia, a mulher era realmente deslumbrante, deslumbrante igual uma miragem. – Hã... – Meus olhos semicerravam. – Ah, sim. A senhora. Acho que é só alguém que tem muito a perder aqui, coisas que não se podem recuperar quando perdidas. – Apontaria meu polegar para meu dorso enquanto que os outros dedos se fechavam em um punho. – Eu mereci ouvir cada palavra que ela disse, é parte do meu papel.

Sem perder mais tempo iria junto de Jasmine em direção ao tal píer. Novamente tomaria cuidado para não chamar mais atenção do que o necessário, ainda mais agora que estávamos saindo do esconderijo do Punho Árido. Daria mais voltas se necessário e evitaria a mesma rota com qualquer sujeito que chamasse atenção dentre os demais. Se necessário, correria junto da moça.

- Eu sou Axell, você deve ser Calisto. – Diria jogando minhas coisas dentro do planador. – Espero que já esteja tudo acordado, temos que chegar o quanto antes no porto de Nanohana. – Sorriria e já me prepararia para pular bote a dentro quando notava o tamanho da embarcação. – Cadê o resto do seu bote? – Olharia para Jasmine e nervoso, lamberia os lábios, esse não era o tipo de problema que esperava lidar agora. – Ok, vamos logo com isso. Jasmine, sente-se nos meus joelhos se segure firme aqui e aqui. – Olharia com franqueza para a garota, era o que tínhamos no momento e precisávamos sair rápido daqui.

Também me manteria firme e se necessário seguraria a garota pela cintura, querendo ou não tinha que evitar deixar que minha missão voasse pelo deserto. E claro também me importava com o bem estar da mulher. Dentro do bote tentaria enxergar sempre o horizonte em busca de algo que me chamasse atenção e se percebesse ou sentisse algum perigo não perderia tempo e alertaria Calisto. Também procuraria por possíveis pontos em que pudéssemos ser encurralados. Minha espada ficaria sempre próxima e preparada para defender e desviar qualquer ataque, para isso me levantaria, deixando Jasmine no banco, e segurando nas cordas do bote faria o que tivesse de ser feito para que não nos parassem.

Se o caminho estivesse tranquilo eu indagaria Calisto. – Escuta, se conseguir alguém que possa nos transportar para Pindorama eu te pago diretamente 2 milhões.




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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptySab 28 Jul 2018, 03:49



Com um olhar de quem compreendia, mas não compreendia ao mesmo tempo, Jasmine acenava após a explicação do revolucionário e na realidade tirava completamente o ocorrido de sua cabeça, indo junta de Axell até o local indicado, onde encontravam Calisto.

- Haha. Sim! Sim! Claro, claro! A minha pequena Dama dos Ventos aqui já está prontinha e já me passaram o que preciso fazer. – Dando uma leve risadinha, o homem magrelo que tinha um bigode fino e um projeto de cavanhaque fazia uma vênia para os dois, dobrando o tronco para a frente e apontando para a pequenina embarcação. – Sintam-se à vontade na minha rainha. Essa belezinha pode leva-los para qualquer lugar do mundo hehe, e não se deixem enganar pelo seu tamanho, ouso dizer que é a mais capaz de todas as embarcações! Projetada e montada pelas mãos do excelentíssimo eu!! Calisto!!! Jafar Calisto!!!!

A medida que falava o homem parecia se empolgar, e de uma vênia com o corpo dobrado, agora fazia uma pose com o peito estufado, nariz apontado para o céu, e uma mão para o alto, como se estivesse esperando por aplausos, que claro, nunca chegaram. Sem se deixar abater, ele se dirigia ao banco frontal, completando baixinho. – Só preciso ligar esse motor primeiro... –

Vendo que só havia uma cadeira restante, Jasmine dava um passo para trás enquanto Axell já se sentava nela chamando a moça para sentar em seu colo. – M-mas isso não é um pouco... errr... e como vamos fazer para sair do lago e chegar lá? Isso parecem asas, você n-não quer voar at-té lá não é mesmo, porque se a gente c-cair... – A moça parecia um gato assustado em quem alguém pisou no rabo, olhando para os lados como se buscasse uma saída para aquela situação.

- Ah não não, não se preocupe, o Calisto aqui garante, sem problemas, sem problemas nenhum. É completamente seguro... desde que não encontremos uma tempestade no meio do caminho. – Tentando acalmar a menina, Jafar inadvertidamente a deixava ainda mais amedrontada, e percebendo isso tentava contornar. – Mas olhe esse tempo, as chances de nos depararmos com uma são mínimas, e vou procurar voar baixo, numa altitude que mesmo que você caia na areia fofa, não vai se machucar hahahaha!!

No fim, não havia mais nada que podia ser feito. Sentando no colo de Axell sem jeito, ela fechava os olhos para tentar não ver o que ocorreria a seguir, mas assim que após o quinto puxão de uma corda o motor era ligado e a embarcação começava a se mover, ela os entreabria para espiar.

Deslizando pelo lago, Calisto dava uma, duas, três voltas por sua expansão. – é só pegar a corrente correta que... – E enquanto ele falava, acontecia. Aos poucos o bote se inclinava para cima, e os três decolavam. Mexendo em instrumentos diferentes dos de um navio comum, como alavancas e pedais, de alguma forma Calisto controlava o bote fazendo com que voasse um pouco acima do nível das dunas.

E surpreendentemente, ele o fazia bem. Tirando um ou dois momentos onde a embarcação estremecia e um estouro “POW POW” era ouvido, o que fez Jasmine se agarrar completamente em Axell o abraçando e quase o sufocando contra sua pele cheirosa e macia.

- Eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer, eu não vou morrer... – No entanto o revolucionário também tinha que lidar com esse mantra que a moça começou a sussurrar sem parar após o primeiro estouro.

Eventualmente eles saíram do deserto e entraram no espaço aéreo acima do rio. Alguns tripulantes de embarcações mais abaixo apontavam para eles, mas nada além disso acontecia. Felizmente Axell e Jasmine não podiam ouvir o que era dito a respeito deles... - Hey, aquele não é o Barqueiro da Morte? Pelo visto vaso ruim não quebra fácil mesmo hein, como que esse cara ainda tá vivo? E ousa continuar tentando essas maluquices?!

E então finalmente, uma cidade aparecia nas margens do rio. Era Nanohana. Baixando aos poucos a altitude, Calisto aterrissava no rio e recolhia as “asas” da Dama dos Ventos.

- Mais uma viagem segura e completada pela invenção do genial eu! Calisto!! Jafar Calisto!!! Hahahahaha! – Se vangloriando e com uma felicidade que contagiava até Jasmine que batia palmas, satisfeita de não estar mais nos ares e nem morta, Axell era só negócios.

– Escuta, se conseguir alguém que possa nos transportar para Pindorama eu te pago diretamente 2 milhões.

- Pindorama hein? Bom, existem duas formas de chegar lá, a primeira é adquirir um eternal pose e um navio, que deve te custar uns cem milhões no mínimo além da minha parte. Se não tiver isso, pegar um expresso é muito mais barato, mas todo tipo de gente pode estar lá, por esse preço posso te levar até a estação também.

Enquanto ele falava isso o bote estacionava em um pequeno píer que aparentemente era utilizado por pescadores de pequenas embarcações. À frente do grupo Nanohana se erguia em toda sua glória, e mesmo dali já era possível ouvir o zumbido provocado por muitas pessoas falando de uma só vez, e sentir o odor que era um misto de esgoto com os perfumes que eram vendidos em todo lugar.

Soldados assim como em Yuba estavam presentes, indo para cima e para baixo, normalmente em grupos de três ou cinco, mas nenhum parava para prestar atenção naquelas pequenas embarcações. Estavam ali para garantir a segurança geral, e claro, exercer o decreto da rainha.


Jafar Calisto:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptySeg 30 Jul 2018, 02:15


- Então vamos ver o que essa banheira pode fazer. -  Disse ingenuamente.

E então a partida foi dada, seguida de Calisto e seus inúmeros instrumentos aos quais eu não fazia ideia para que serviam, pedais e maçanetas diversas por toda parte, algumas que nem se quer pareciam dever estar ali. Sem espera as asas mostravam o motivo óbvio de estarem ali, o bote começava a ganhar altitude e sem jeito e um pouco nervoso eu deixava algo escapar. – Parece que enfim faremos uma viagem pelo alto há há há – Com um sorriso amarelo segurava em qualquer estrutura próxima.

A viagem não melhorava, não era o tipo de situação que fica mais fácil depois de um tempo, e quando o motor fez um estouro suspeito Jasmine me apertou tão forte que eu entrei em dúvida se a garota precisava mesmo de alguém a protegendo. – Ninguém vai morrer, Jasmine. – Minha voz prensada e abafada contra sua pele. Com um puxão, uma leve respirada e um apoio e algo minimamente firme, continuava: - Eu espero que não.

E em pouco tempo a vista área foi se perdendo e o chão foi tomado novamente, era incrível como já tinha visto Alabasta de tantas maneiras em tão pouco tempo, com neve, com sol, de noite, de dia, e agora até pelo alto. A ilha com certeza já tinha ficado marcada em minha vida. – Tenho que dar o braço a torcer, isso saiu melhor do que eu esperava. -  Olharia primeiro pra Jarfar e em seguida pra Jasmine fazendo uma cara como quem diz “podia ser pior”.

Sem perder tempo já fazia minha próxima proposta ao piloto, afinal, a missão só estaria completa quando Jasmine estivesse em segurança em outra ilha, até lá tudo poderia ir por água abaixo. – Certo. Vamos fazer isso então. – Olharia em volta, o clima era o outro, os barcos de pesca calmos e lentos, não poderíamos chamar atenção daqui pra frente. – Eu preciso que me deixe o mais próximo do expresso, mas se formos chamativos desse jeito é certeza que vai dar merda cedo ou tarde. Preciso que seja discreto Jafar, você consegue? – Pegaria o dinheiro e colocaria na frente de meu cinto, dessa vez do lado de fora da camisa e a mostra ao piloto.

As coisas agora teriam de ser diferentes a partir de agora, a cidade parecia nos trazer vantagem, nos escondendo de agentes, mas o mesmo acontecia do outro lado, eles também estavam no meio da multidão e não seria tão simples saber quem era quem. ~ Melhor trabalhar com o pior. ~ Observando os grandes prédios que se erguiam minha mente fervilhava cada vez mais, quase do jeito que ficava quando estava em batalha, isso era bom, era o que eu tinha de melhor a oferecer.

- Nós vamos sair rápido do bote Jasmine, mas sem parecer apressados. Vamos parar na frente da primeira loja de roupas que vermos e depois que você apontar para algo eu vou sorrir e nós vamos entrar e comprar alguma coisa. Vamos fingir que gostamos e vamos sair usando-as. Eu preciso de algo que esconda principalmente meu pescoço, a cicatriz deve ser um elemento chave para me localizarem. – Pensativo meus olhos iam de um ponto a outro sem parar. – Acho que isso é o melhor que a gente pode fazer na nossa posição, vamos parecer mais um casal dentro da multidão. Quando sairmos desse bote vamos ser pessoas comuns, ok?

E esse seria o plano. Antes de sair do bote passaria o dinheiro sutilmente para Jafar, talvez aquela quantia chamasse atenção, talvez não, o fato é que o homem teria seu pagamento. Em seguida agradeceria pela viagem e a hospitalidade como um cliente satisfeito faria, sairia do bote e daria a mão para Jasmine se apoiar e sair também. Varreria o perímetro rapidamente, tão analítico quanto contra todo o finado exército de Noel.  Procuraria por guardas, pessoas que parecessem procurar outras pessoas e por lojas de roupas comuns. – Acho que essa vai ser nossa melhor viagem hahaha. – Diria em um tom único para a mulher. Tentaria traçar uma rota em que pudesse evitar a maioria das pessoas suspeitas, era melhor evitar elas do que os guardas até, que pareciam saber pouco. Usaria do alto tráfego de pessoas e das muitas lojas para driblar suspeitos, as pessoas para sair de algum lugar e sumir na multidão e as barracas para olhar e deixar que passassem por nós.

Na loja de roupas tentaria ser o mais comum possível e por isso deixaria que Jasmine falasse mais, e quando ela olhasse para mim acanhada eu apenas balançaria minhas mãos e apontaria para roupas, a incentivando como um marido amoroso faria. A realidade é que não saberia como me portar igual a ela nessa ilha. Já sobre a escolha das roupas eu optaria por algo básico, sem cores chamativas, de preferência cinza ou bege e que cobrisse boa parte do meu corpo, se tivesse uma túnica ou um chapéu seria ainda melhor. As únicas peças que eu realmente queria para usar além desse caos todo seria um lenço, na cor preta, e um óculos com lentes largas e elástico atrás, do tipo que é perfeito em tempestades de areia. O óculos eu manteria escondido no meio do lenço, ambos no meu pescoço.

De lá manteria a mesma estratégia de disfarce e iria em direção ao expresso em busca de uma passagem para Pindorama, pagaria o valor necessário para duas pessoas com o meu dinheiro ou com o de Jasmine, tudo com calma e tranquilidade. Obviamente que no fundo só queria resolver tudo isso do jeito mais fácil, mas dessa vez a missão exigia um caminho muito peculiar, mas que com certeza traria uma maturidade para minha carreira como revolucionário.






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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptySeg 30 Jul 2018, 19:48



Ouvindo a pergunta de Axell e vendo o saquinho de dinheiro sendo exposto à sua frente, os olhos de Jafar brilhavam e um sorriso amplo surgia em seu rosto. – MA... mas é claro meu amigo, mas é claro, completamente discreto. Não precisa se preocupar, um jeito o Jafar dará hehehe. – De início o homem até erguia os braços e começava falando alto para dar mais ênfase nas suas palavras, mas ao perceber o que estava fazendo os baixando de repente e reduzindo o tom enquanto olhava para os lados comicamente verificando se alguém havia percebido.

- Volto logo. – E dizendo isso Jafar saltava no píer, mas não saia de vista, apenas indo até um outro homem ali que parecia estar amarrando seu bote no local, enquanto Axell e Jasmine conversavam, ele parecia argumentar algo com o homem, e depois mais um pouco até finalmente tirar uma certa quantia de berries do bolso e passar para ele. E assim, por 65.000 berries, Jafar Calisto se tornava o mais novo proprietário de um bote de pescador.

Já Jasmine, ao ouvir o que ele falava acenava, respondendo como se estivesse com a mente distante, um misto de tristeza e algo mais difícil de identificar. – Um casal eh? Você é um homem corajoso Major. Eu nunca pensei que teria a chance de estar com alguém, que seria livre, muito menos que sairia dessa ilha. Mesmo quando Noel soube que o governo de alguma forma soube sobre mim e resolveu fugir, eu ainda seria sua escrava, e não sou completamente idiota, por mais que eles tenham me prometido liberdade lá trás, sei bem que eu só estaria trocando um mestre por outro. Nenhum deles ousaria me tocar realmente, afinal de contas você viu em primeira mão o que aconteceu com Samir. –

Vendo que Jafar estava retornando, ela fazia um breve silencio para encerrar rapidamente antes que o barqueiro os alcançasse e ouvisse – Enfim, sinto que estou perdendo o fim da meada, mas o ponto é que apesar de eu ter aproveitado a chance quando Samir entrou na tenda pedindo para concerta-lo e fugi, no fim teria caído nas mãos do governo se não fosse você. Mesmo agora ainda está tentando me ajudar, e sei que é apenas por causa de suas ordens, e pode ser que não consigamos, mas mesmo assim... muito obrigada!

Ela tinha dado uma volta enorme, mas no fim, se levantando, curvando o tronco e baixando a cabeça, ela falava as palavras que realmente queria. Independentemente do que acontecesse dali para frente, ela queria agradecer pelo que ele já tinha feito, e pelo que estava fazendo agora.

- Huh? To interrompendo alguma coisa? Posso voltar depois... –
Falava Jamal ao chegar nesse momento, olhando de lado e fazendo biquinho, tentando não parecer um tarado enquanto espiava os peitões da moça quase saltando para fora enquanto ela fazia aquela pose.

- Ahh não! Vamos lá! Estamos prontos haha. – Se erguendo completamente a moça respondia com uma risadinha nervosa se sentindo sem graça, enquanto coçava a cabeça inconscientemente, sem perceber que essa mera ação, somada sua beleza... ela era encantadora demais.

Revirando os olhos e com um olhar de tristeza para os céus, se perguntando o porque ele não tinha uma mulher daquelas ao seu lado, ele logo balançava a cabeça negativamente afastando esses pensamentos e criando uma justificativa pelos deuses. “Porque com uma mulher dessas eu certamente iria acabar preso ou morto. Chave de cadeia. Esse é o nome de gente como ela hunf, mas não com o Jafar aqui. Não com o Jafar aqui.”

Se recuperando do seu momento de fraqueza, ele segurava as mãos juntas olhando para Axell e focando nele. – Pelo bem da discrição arranjei um bote comum, vou deixa-los tão perto da estação quanto possível, ela fica na costa então vamos ter que sair do rio e entrar no mar para chegar até lá. Me acompanhem até o outro barco.

E de uma forma simples, Jafar após abrir a pequena vela do bote, auxiliava remando de costas para o “casal” de forma que não ficasse se distraindo constantemente com a beldade ali presente, afinal de contas a espada do companheiro dela parecia ser demasiadamente perigosa.

Apesar de terem passado por navios que tinham até mesmo soldados, o máximo que faziam era encarar fixamente o bote ou soltarem assovios até que não conseguissem ver mais Jasmine direito, muitas vezes recebendo puxões de orelha de superiores. Ogros...

A pororoca veio e foi, e o mar azul se estendia contra o horizonte. Navegando paralelamente a costa, Jafar cantarolava uma musiquinha, e eles avistaram o porto, depois mais construções, uma praia e era para ela que o barqueiro se dirigia. – Se vocês seguirem essa praia para esquerda vão chegar a uma rua de orla bem movimentada, muitos perfumes sendo vendidos. A senhorita certamente vai gostar. Só continuar na mesma direção que após uns cem metros vão ver a estação.

Não havia sido curto o tempo que ele ficara remando, e ainda assim não havia um traço de cansaço em sua voz ou respiração. Erguendo a mão para Axell e abrindo um sorriso, apenas após ser pago ele se aproximava da areia.

- Se cuide Jafar, obrigada pela viagem segura haha. – Agradecia Jasmine. – Err... você se incomoda em me levar no colo até a areia, prefiro não molhar os pés... – Falava ela um pouco nervosa para Axell em seguida ao vê-lo erguendo a mão para si. Não é que ela não queria, e sim que não podia se não quisesse ficar fraca e cair com tudo na água, mas achou melhor deixar essa parte pra lá.

- Boa sorte para vocês! E lembrem-se de fazer propaganda sobre o grandiosa Calisto! Jafar Calisto e seu barco voador!!! HAAHAHAHA!! – Se despedia o barqueiro deles ao vê-los se afastar.

As coisas estavam correndo bem. Muito bem. Eles fugiram da batalha com sucesso, conseguiram atravessar o rio, chegaram em uma praia perto da estação do Expresso Oceânico, caminharam por ela em silencio, aproveitando a companhia um do outro, o sol era quente mas a brisa do mar ajudava refrescar. Chegaram na rua falada por Calisto, entraram em uma loja e trocaram de roupas que Jasmine pagou.

Andaram de mãos dadas, e por mais que Axell procurasse, nada parecia suspeito, ou todos talvez parecessem. Realmente ninguém parecia ligar para eles, tirando alguns vendedores que tentavam chamar sua atenção mostrando seus produtos. Mais um dia comum em Nanohana.

Eles chegaram na estação e pegaram seus bilhetes até Pindorama, se sentariam na cabine 36, vagão 7, cada um pagando seis milhões e meio por eles. E como um casal comum caminharam para esperar o trem que chegaria em meia hora, ficaria parado por mais meia hora, e depois partiria. Tudo lindo. Tudo belo. Tirando outro casal usando terno e gravata ali no local.

Ao verem Axell e Jasmine se aproximando, os dois pares de olhos se voltaram para eles, mas nenhum se moveu. Não, na verdade o homem abriu um leve sorriso irônico e deu uma acenadinha com a mão como quem estivesse dizendo, olá! E apesar de Axell nunca ter visto seu rosto, a sensação de familiaridade não era pequena. Os olhos do homem cheios de raiva pareciam até com os de um lobo. Ou quem sabe um chacal...

A mulher de terno ao ver isso dava um leve pescotapa em seu companheiro. – Quer parar com isso? Tudo tem sua hora, ou quer perde-los novamente? – Sussurrava, mas sem fazer questão que Axell e Jasmine ouvissem. Na verdade, ela mesmo estava com as mãos coçando para partir pro ataque, ainda mais depois que havia falhado na última operação e visto o Duque Azul escapando por entre suas mãos duas vezes, e ainda viu seu líder morrer.

Ontem eles falharam em capturar outro maldito revolucionário, e mais importante o “pacote” que estava com ele. Eram muitas falhas seguidas e isso era inaceitável. O contra-ataque começava agora, e eles não tinham ideia do inferno que os esperava.

Vendo aqueles dois de terno, Jasmine sentia um calafrio lhe percorrer o corpo, e intuitivamente agarrava o braço de Axell abraçando o membro, buscando se sentir segura.

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyTer 31 Jul 2018, 00:13


O caminho era tranquilo, digo, realmente tranquilo, tudo estava tão fácil e pacífico que quase aproveitamos o tempo juntos andando por Nanohana e fazendo compras como um casal comum. Mas não éramos pessoas comuns, nosso passado nunca permitiria isso e sinceramente eu nem queria. Apesar da facilidade eu me mantinha atento durante todo o percurso, observando as pessoas, lendo o máximo possível de suas fisionomias em instantes sem parecer suspeito.

As coisas se desenrolavam bem e as compras eram feitas. Vestidos a caráter e minimamente disfarçados continuávamos a avançar com feições hora alegres hora indiferentes. As passagens iriam ser compradas, se algo fosse dar errado era pra ser agora. Meu coração batia forte e meus olhos saltavam de suspeito a suspeito com a leveza de uma folha caindo. Com o braço dado junto a Jasmine eu tentava não passar a tensão de meus músculos para seu corpo delicado. Até que... Conseguimos.

O ar escapava de meu peito. – hpmfh... – Talvez tudo aquilo fosse realmente dar certo, o que seria extremamente estranho, nada funcionava de primeira, tudo era difícil na Grand Line desde o começo, era isso que a tornava tão desafiadora.

Parados esperando o expresso eu sentia o puxão da garota, próxima a meu corpo como se eu pudesse fazer nós dois sumirmos dali. Eu sabia do que se tratava. ~ Também os vi. ~ Minha cabeça baixa não permitia que meu olhar fosse enxergado, as roupas largas não mostravam minhas mãos tremendo de raiva e minha respiração cada vez mais rápida. ~ Eu tentei, eu realmente tentei... A gente tava tão perto... mas agora chega dessa merda, só tem um jeito disso acabar de logo. ~ Afastava o braço da garota e dava um passo a frente.

Foi quando notei o número de pessoas que haviam ali, Nanohana era  provavelmente a cidade mais movimentada da ilha. Meus olhos dourados enxergavam as pessoas de um modo diferente desde que tinha chegado aqui, não como objetos a serem usados como disfarce ou como potenciais inimigos, e sim como pessoas, pessoas de verdade sabe? De carne e osso e com sonhos e aspirações.

Pararia novamente, a nem menos de 1 metro de Jasmine.

Lembrava do encontro com o comboio de Noel, dos muitos soldados que eu havia tirado a vida, de partir o líder deles ao meio. Em seguida fui recompensado pelos gritos de felicidades de homens e mulheres que tiverem sua liberdade privada e aquilo significou o mundo para mim. ~ É por isso que eu luto. Eu não vou machucar ninguém sem necessidade. ~

Com olhos marejados, o queixo tremendo e uma veia pulsando a ponto de explodir na testa eu pegaria gentilmente o braço de Jasmine novamente. Ao seu lado eu ergueria minha cabeça e olharia em frente, não para seu rosto, em frente. – Quase cometi um erro. – Respiraria fundo, precisava parar de tremer de raiva. – Nós não vamos lutar Jasmine. Não posso por você ou todas essas pessoas em perigo. Vamos para Pindorama, tenho amigos que podem nos ajudar lá. Tidus Belmont, Frisk Dreemurr e Elza Volkerball, guarde esses nomes e se acontecer algo comigo é eles que você tem de buscar. Eles são invencíveis.

Olharia para ela e com um misto de tristeza e decepção eu tentaria sorrir com o meu coração. – É o melhor que eu posso fazer agora.

A apertaria firme contra meu corpo. Não sabia bem o porque, mas estava me apegando a mulher, provavelmente por compartilharmos tantas experiências fortes juntos em tão pouco e por ter uma personalidade bondosa. O que importava é que apesar da situação caótica eu estava feliz em estar ali com ela, estava feliz de ser eu ali ao invés de qualquer outra pessoa.

Esperaria pelo expresso e não faria nada diferente do que qualquer cidadão comum faria. Sentaria na cabine 36 no vagão 7 e esse seria o meu maior ato de heroísmo. Além disso apenas me manteria atento nos dois agentes até aonde eu pudesse, quando eles saíssem do meu alcance eu deixaria por isso mesmo.






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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyTer 31 Jul 2018, 02:25

A escolha que Axell tomava ali teria sido a mais sábia? A mais segura? Se lutasse ali certamente civis seriam feridos, se a batalha ocorresse no trem, o mesmo e eles não teriam mais para onde fugir caso não fosse possível vencer, mas se chegassem em Pindorma... a situação poderia se reverter completamente. Ou não.

Quando ele deu um passo à frente afastando o braço de Jasmine, a moça estremeceu um pouco prevendo o que iria acontecer, o agente expandiu seu sorriso maldoso e sua companheira deu de ombros começando a se virar para Axell. Mas então o revolucionário desistiu e recuou.

Surpresos, os dois agentes pararam por um instante sem saber direito como reagir, e depois do homem bufar e a mulher dar de ombros, voltaram a esperar o trem.

Ouvindo as palavras de Axell e o vendo com olhos marejados, Jasmine sorria para ele de forma doce. – Está tudo bem. Vamos dar um jeito. Estou ansiosa para que você nos apresente se forem como você. - E dessa vez quando Axell a apertava contra si, não havia resistência alguma, apenas aceitação.

---

O embarque foi tranquilo, e os agentes não estavam nem no mesmo vagão. A viagem duraria por quatro dias, e por isso existiam cabines com tamanhos variados indo de duas até seis camas. A de Axell e Jasmine era a para apenas dois, com uma cama de casal, onde a privacidade do casal que o atendente assumira que fossem seria protegida.

Com vinte e cinco vagões, o decimo primeiro era o bar e restaurante, e a partir do decimo sexto era espaço para mercadorias e cabines maiores para aqueles que pagassem mais. Cada vagão tinha um banheiro e um corredor central, de forma que cabines ficavam uma de frente para a outra, e deles por exemplo ficava no lado direito, de frente para a cabine 37.

Assim que estavam abrindo a porta da cabine com a chave que estava na maçaneta, os dois puderam ouvir dois homens falando da cabine na frente, que tinha a porta aberta. – É disso que eu to falando, cada um nasce com certas capacidades, feitos para um certo tipo de coisa Tiny, e você não foi feito para isso. Não importa o quanto eu tente, você é incapaz de intimidar uma mosca. Quer ver só?

E como se quisesse comprovar seu ponto a voz dava uma pausa, trocando o alvo de suas palavras. – Hey, hey vocês dois. É vocês, os pombinhos. Me digam uma coisa, o Tiny aqui conseguiria assustar alguém?

Os dois pombinhos em questão eram Axell e Jasmine. Agora na porta da cabine 37 tinha um velho com camisa havaiana e óculos escuros, enquanto sentado atrás dele em uma cama um anão tonaka de aparência inofensiva.

- Eu venho dizendo para ele que é melhor usar a aparência dele para sua vantagem. Mas o garoto é cabeça dura, o que vocês acham?


Jasmine estava um pouco espantada e só falava um – Errrr... – Principalmente por saber que haviam agentes naquele trem. Tiny tinha a cabeça pra baixo em desanimo puro, e o Mestre Kami baixava os óculos enquanto, sem que percebesse, seu nariz começava a sangrar um pouco...

“Essa visão... essa visão... isso é demais pro meu coração!! Quem é essa deusa??” Pensava ele enquanto por fora mantinha a cara de quem queria ouvir a resposta.

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk - Página 6 EmptyTer 31 Jul 2018, 15:21


O amadurecimento de emoções e postura talvez fosse o meu maior desafio a partir de agora, e com certeza só conseguiria alcançar objetivos maiores quando ele fosse completo. Hoje negar uma batalha tinha sido de grande importância e dificuldade, mas mesmo contrariado e frustrado eu tinha certeza que era a decisão correta, afinal, as pessoas ainda estavam bem e não estava tudo em chamas, não é?

Meus pensamentos eram levados com uma imagem um tanto peculiar... uma única cama de casal no quarto. Estático e fingindo uma falsa naturalidade eu colocava minhas coisas ao lado da cama. O excesso de roupas não era necessário já que sabiam quem nós éramos e onde estávamos, talvez colocasse de novo quando chegasse em Pindorama, mas provavelmente se vestiam diferente lá, enfim. Talvez fosse melhor relaxar um pouco, fazia quanto tempo que não tinha uma noite de sono decente.  

- São 4 dias de viagem, vamos ter uma pausa em todo esse caos. – Diria dobrando as peças. Também poderia dizer que provavelmente quando chegássemos ao nosso destino seria o inferno na terra ou o nosso fim. Apenas sorriria, ela deveria saber também.

Aos poucos minha atenção era capturada pela conversa na cabine a frente, e do modo nada discreto que falavam não teria como ser diferente. Provavelmente deixaria por isso mesmo, os ignorando pelos 4 dias até chegar em Pindorama, e com certeza ficar a sós com Jasmine não seria uma má ideia.

Porém, quando Jasmine caiu sobre a visão do velho eu tinha que fazer algo. Me posicionaria no batente da porta de nossa cabine, encostado no mesmo, tampando a visão para dentro de nosso quarto e consequentemente para a mulher. – Eu acho que qualquer um pode causar medo.

- Vou entender o que esses idiotas estão falando, estou bem aqui na frente, qualquer coisa me chama. – Falaria baixo para ela, de costas para os homens. Ao sair daria uma leve piscadela e encostaria a porta.

- Ok, senhores, tenho tempo livre e o assunto me interessa, então vamos lá...

E começaria a falar dali mesmo do corredor, durante todo o tempo deixaria a conversa em volta do assunto intimidação, era algo a qual sempre me envolvia, principalmente por estar sempre em combate ou à beira de um. Os homens aqui apesar de excêntricos pareciam saber algo sobre a vida e não faria mal algum escutar o que eles tinham a dizer e absorver um pouco disso. De vez em quando questionaria o que tornava uma pessoa assustadora, sua presença? Sua aparência? Seus atos conhecidos? Também revelaria um pouco de minha perspectiva, me passando como um soldado mercenário, para assim justificar tal interesse no assunto.

Se a conversa se prolongasse muito e já estivesse perto da hora da próxima refeição eu daria um tempo e convidaria Jasmine para comer algo, também me prepararia para tomar um banho e arrumar as coisas para dormir se fosse o caso. Era estranho fazer esse tipo de coisa com tanto conforto, estava habituado a rotina de um navio e um monte de pessoas desleixadas por toda parte, tipo, minha última cama tinha sido uma rede, entende?






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