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 Blue Rondo à la Turk

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MensagemAssunto: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyQui 14 Dez 2017, 18:36

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) Revolucionário Axell Belmont. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptySex 15 Dez 2017, 02:43



FALTA INTRÍNSECA


Muita coisa havia mudado desde que eu tinha saído de minha ilha natal, ainda bem. A cada amanhecer eu agradecia a mim mesmo por ter tido a iniciativa de ter deixado aquela vida rebuscada para trás e procurado ares aventureiros. Não existe mais tédio no meu vocabulário, só algo entre tensão e euforia extrema, e isso é exatamente o que eu sempre quis. Entretanto, isso teve um preço, a falta de reflexão. E hoje, bem nesse exato momento, eu me pego pensando que é a primeira vez em muitos anos que eu fico completamente sozinho. Sem o Vermelho, sem o Frisk e estranhamente até sem meu irmão. Estar sem a companhia desses caras é como estar sem sua própria sombra, ou então quando você sente ser vigiado mesmo sem ter ninguém no cômodo, é algo intrínseco, que não tem explicação e que não te abandona.

- Vivendo o sonho… - Diria com a voz fraca e rouca.

Agachado, sentado sobre minhas próprias pernas eu tiraria só um pequeno trecho de minha meitou da bainha. A deixaria ali, com seu estranho brilho enferrujado me encarando. Enquanto isso jogaria todo meu cabelo para o lado esquerdo de meu ombro, minha mão correria pelos fios azuis e contornaria a trança mal feita, um afago que mais parecia um abraço de despedida. Fecharia os olhos e deixaria o ciclo de minha respiração se contemplar… Inspirar… Expirar… E então o corte. Com delicadeza dividiria em dois e deixaria boa parte do cabelo para trás, em seguida e em velocidade mais rápida cortaria trechos cada vez mais rentes a cabeça deixando tudo o mais uniforme possível (apesar de saber que não vai). A ideia, além da clara simbologia de vida, era trazer algum disfarce, mesmo que mínimo, afinal, ainda sou um procurado.

Me ergueria, bateria o pó de minha roupa. - Chega dessa merda sentimental. Já passou da hora de arrumar alguma confusão. - Me chacoalharia igual um cachorro para jogar o máximo de cabelo para longe, arregaçaria as mangas e prenderia bem a bainha de minha meitou nas costas. A inquietação de ficar parado já estava começando a me contagiar. Encararia o horizonte e partiria em direção do lugar que parecesse ter mais civilização, se não houvesse nenhum eu apenas seguiria em frente, sem pensar ou refletir, só caminharia. Seria assim que eu regeria minha vida a partir de agora, espírito livre.



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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyTer 19 Dez 2017, 16:29

Era a primeira vez que aquele homem se via sozinho no mundo, e apesar de um pouco de tristeza, tal solidão tambem lhe trazia um certo senso de liberdade. Ao andar pelas dunas daquele deserto suas pegadas se apagavam rapidamente graças ao vento forte, vento esse que não trazia conforto nenhum naquele meio de tarde. Era seco. Quente. O sol estava em seu auge no céu e brilhava intensamente.

O calor, vento e areia eram uma combinação mortífera para alguem que ficasse muito tempo sem água naquele lugar. Durante o dia seria como se ondas de calor estivessem atacando constantemente a pessoa. Após quatro horas andando, as pegadas de Axell continuavam desaparecendo enquanto a visibilidade ia caindo, não pela chegada da noite, mas pela areia que se erguia e era carregada pelo vento. Seria aquilo o prelúdio de uma tempestade de areia?

Mais dez minutos, com a situação piorando ainda mais, a poeira e areia estava por toda parte e ameaçavam sufocar o Cachorro Louco. Foi nesse momento ele acabou por finalmente avistar algo de diferente. Alguns vultos surgiam e ele poderia perceber que eram em grande quantidade, talvez uns quarenta ou cinquenta?

Enquanto Axell estava a meio caminho de subida de uma duna, eles estavam no topo de uma outra grande duna na sua lateral esquerda, abaixados em um circulo fechado, com a maioria no centro. A distancia era de aproximadamente vinte metros.

- PARADO! QUEM VEM AÍ?? – Veio um grito abafado do grupo em questão.


Off: Cara postei pelo cel pq o Rick me avisou. Mil desculpas pela demora, sexta bebi mto e esqueci de postar no sabado. Domingo foi aniversario de namoro e fiquei em funçao. Ontem só tive tempo pra fzr um. Chegando em casa dou uma formatada no post se precisar, e se até mais tarde tu postar, faço outro hj mesmo. Uahauaha. Se quiser passa o skype por mp, q ai agente mantem mais contato e esse tipo de coisa nao tem risco de acontecer mais uahaua.  Novamente, foi mal.  

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyQua 20 Dez 2017, 01:14


ROASTED TURKEY


A liberdade parecia se materializar naquele cenário, desolação em sua forma mais primária, antes mesmo até da vida ter seu lugar. ~ Só areia, pó e calor. ~ Pra qualquer lado que eu olhasse não encontrava nada de diferente além da mesma paisagem e seus tons contínuos, e apesar do que todos os indicadores demonstravam eu não estava me sentindo ameaçado, na verdade eu estava me sentimento extremamente revigorado. Desde algum tempo atrás eu havia desenvolvido uma relação única com desertos, como se fossem a casa que eu nunca tive, de fato.

Até parecia que tinha sido ontem que tinha vivido toda aquela epopeia em Cactus Island. As cicatrizes por toda a extensão do meu corpo latejavam levemente ao me lembrar das balas do Xerife Eagle, o único homem que já me derrotou em toda minha vida. Levava minha mão até minha omoplata e massageava levemente um dos buracos já curados, ao mesmo tempo eu sentia a estranha conexão neural com minha espada, Chaos tentava dizer algo como, “aquele desgraçado era realmente forte” ou “descanse em paz Eagle”.

O clima piorava, além do calor e da desolação uma possível tempestade de areia parecia se aproximar. Meus joelhos se firmavam enquanto meus pés buscavam equilíbrio na areia disforme, o importante agora era não parar de caminhar e não se afobar, ninguém poderia me tirar dali se não eu mesmo, e se uma tempestade viesse eu não teria outra opção além de lidar. Tentando ignorar o sopro quente eu continuava a andar. Até que algo me chamava atenção.

Meus olhos se estreitavam enquanto eu tentava focar na duna vizinha. - Que porra é essa? - Quando se está em um clima como esse uma das únicas coisas que não se espera são multidões. Não tinha muita opção, se a tempestade realmente chegasse eu precisaria de abrigo, ou ao menos de alguns utensílios me ajudar a passar por isso. Por isso, quando algum deles gritou para mim eu apenas abriria meus braços e continuar caminhando na mesma direção, com um sorriso forçado no rosto.

- Apenas um viajante! Apenas um viajante… hehe – Deixaria os ombros levemente arqueados, tentando mostrar uma certa vulnerabilidade, provavelmente essa seria a melhor abordagem por agora. Entretanto, manteria meus olhos bem abertos para algum tipo de símbolo que os identificassem ou se eram guerreiros e quanto de armamento tinham.

- Me chamo Axell, é um prazer ver algo com vida por aqui. - Olharia para todos por mais tempo que  uma apresentação comum pedia. - Estava com alguns amigos na ilha, mas tomamos caminhos distintos. Acho que eu não tomei o certo… não faço ideia da onde estou. - Coçaria o queixo enquanto olharia o horizonte. - Se importam de deixar eu acompanhar vocês até algum lugar com o mínimo de civilização? Posso ajudar em algo se precisarem.

Apesar do tom de voz calmo eu não deixaria ninguém passar por mim, nunca deixava. Se alguém me encarasse com hostilidade eu retribuiria numa moeda ainda maior. Se alguém se aproximasse com o intuito de me ameaçar eu assumiria posição de defesa e desembainharia minha meitou imediatamente, e quando a fizesse deixaria claro que o intuito seria de uma luta de vida e morte, nem menos nem mais. Caso um ataque viesse em minha direção eu o rebateria para baixo e já contra atacaria o membro do atacante, porém se fosse um disparo de longa distante eu apenas tentaria defender com minha lâmina.



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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyQua 20 Dez 2017, 15:09



Um homem comum já estaria sentindo dificuldades naquela situação. Boca e narinas ressecadas, dificuldade de se mover, de ver, e muitos outros perigos como ser soterrado e até mesmo, acredite se quiser, se afogar em um alagamento. No deserto. Numa tempestade de areia. Que doideira. Mas voltando, muitos estariam passando por dificuldade mesmo que a tempestade ainda estivesse em seu início e longe de seu pico, mas não o Cavalo Louco. Ao menos não ainda.

Ao invés de parar em seus passos, ele seguiu em direção ao grupo tentando passar uma sensação de fragilidade. Mas dentre aqueles moradores de Alabasta, qual deles não sabia dos perigos de uma tempestade de areia? E ainda assim aquele estranho estava andando como se estivesse no quintal de sua casa.

- É difícil encontrar pessoas andando sozinhas no deserto. É um local bem perigoso... – Naquele ponto Axell já estava subindo a duna onde o grupo se encontrava. De imediato quatro homens que estavam ajoelhados puxaram suas lanças e apontaram para ele em formação.

- Me chamo Axell, é um prazer ver algo com vida por aqui. – Apesar dele dizer isso e dar uma coçadinha no queixo, seus olhos estreitos estavam tentando analisar a situação a sua frente. Agora que estava mais próximo poderia ver que o grupo era muito maior do que imaginara. Mas o que mais chamaria a atenção é que só as pessoas na extremidade do círculo estavam armadas. Lanças, espadas, chicotes. E mesmo que Axell só pudesse ver uma parte delas, nove ou dez pessoas armadas, seria possível calcular que não haveriam menos de trinta ao todo. Já no interior, mesmo que de relance, o revolucionário poderia reparar que as pessoas estavam malvestidas e com algemas e correntes os prendendo. Essas eram a maioria.

- Oh, eu vejo, eu vejo. É uma pena realmente. – Dizia um homem com roupas brancas finas e um dente de ouro entre os normais.

- Se importam de deixar eu acompanhar vocês até algum lugar com o mínimo de civilização? Posso ajudar em algo se precisarem.

- Mas é claro meu amigo. O destino nos trouxe juntos não é mesmo. Passar por uma tempestade de areia sozinho é algo terrível e com poucas chances de sobrevivência. Venha, venha. – O homem do dente de ouro erguia uma mão cheia de anéis para ordenar os lanceiros a se acalmarem e abaixarem as armas, e com a outra fazia sinais para que Axell se aproximasse. A tempestade se intensificava e aquele grupo desaparecia rapidamente da frente de Axell até que apenas o homem luxuoso que lhe chamava com um sorriso amigável no rosto continuasse no seu campo de visão em meio a toda areia. Um farol na noite escura.
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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyQui 21 Dez 2017, 03:32


DUNA


Algumas coisas ficavam mais claras que o próprio sol que queimava minha pele. Sem mudar meu semblante eu continuava a subir aquela duna. Meu olhos iam sutilmente do homem a minha frente até as pessoas acorrentadas logo atrás. As lanças apontadas para mim não me despertavam reação nenhuma, o brilho do metal no punho dos escravos sim. Trazia fúria em sua forma mais orgânica, como homem e como revolucionário eu não poderia deixar que algo do tipo acontecesse bem na minha frente. Se existe algo para se lutar além de mim mesmo, é a liberdade.

A cada passo dado minha mente trabalhava ainda mais rápido, contava quantos eram, suas posições, suas armas, o clima piorando, minha desvantagem em relação a altura do morro, em relação ao reconhecimento do terreno, ao número. Já tinha lutado batalhas mais desfavoráveis por muito menos, e essa seria no mínimo interessante.

Agora, mais perto, meu par de olhos dourados encontrava um brilho similar, um dente de ouro, uma mão estendida cheia de joias. Eu sorri.

- Sim, ele me trouxe aqui, até você. - Levaria minha mão direita até minha cabeça e bateria a areia de meu cabelo de forma descompromissada. Eu mirava seu corpo como um grande alvo, a areia encobrindo meu campo de visão não era um problema, eu iria até ele, de fato. - E agora é só eu, vocês e o deserto. - Meu rosto finalmente seria sincero.

Ao fim de minha frase minha mão próxima a cabeça faria um movimento que ela conhecia muito bem, rapidamente iria até o cabo de minha espada. Ao mesmo tempo eu daria um rápido passo para frente e sacaria minha meitou já fazendo o movimento de corte em direção ao pulso estendido do homem a minha frente. A ideia era separar aquelas joias de seu corpo. Assim que o golpe fosse executado eu jteria em mente que uma guerra tinha sido comprado e era hora de arcar com as consequências. Sendo assim, em vez de fugir eu me aproximaria do homem logo após de o golpear, e usando minha força passaria meu braço esquerdo por sua garganta e o prenderia em um mata leão.  Agora eu teria um refém. Se ele resistisse eu o golpearia com o cabo da espada ou com um soco contra o rosto, o importante era ter ele sob minha posse, exatamente como ele fazia com os escravos.

Colocaria ele a minha frente em relação a posição antiga de seus homens, como um escudo. Deixaria minha espada a média altura próxima a meu corpo e também a garganta do refém, evitando assim um golpe de chicote e uma possível situação em que eu ficasse sem minha arma. Agora era só me concentrar, manteria meus sentidos abertos, se eles viessem de uma vez seria melhor, era o que eu queria, mas se não, eu teria que me concentrar e esperar que viessem até mim. De qualquer forma eu caminharia lentamente para frente, morro a cima em direção aos escravos, precisava ganhar altura e cada centímetro valeria.

Assim que eu percebesse o primeiro uma série de acontecimentos seriam feitos em sequência. Se viesse em um só e em minha direção eu largaria o refém (se o tivesse) e arrancaria com toda minha aceleração em sua direção. Tentaria defender seu ataque do modo mais breve possível, só desviando para o lado e lançaria meu ombro em sua direção, assim que o contato fosse feito eu tentaria lançá-lo por cima de meu ombro duna abaixo, como em um golpe de judô improvisado.

Caso fossem vários inimigos de uma única vez eu mostraria que a melhor defesa é o próprio ataque,  usaria de um golpe ascendente da direita para esquerda junto com todo o peso do giro do meu corpo para demonstrar todo o poder de minha meitou. Se isso não bastasse eu trocaria golpes rápidos e breves, fazendo cortes secos a medida que trocaria de posição a cada impacto, sempre usando de meu estilo de combate, o Fullmetal Jacket, em que o foco estava na defesa e em seguida o contra ataque com movimentação acrobática.

Se conseguisse me livrar por alguns momentos voltaria a subir a duna enquanto começaria a carregar minha energia pelo meu corpo e canalizá-la em direção a minha arma. Ganharia mais terreno para cima já esperando o próximo oponente e assim que ele aparecesse eu ficaria atento a sua posição e a de outros inimigos. Com a energia flor da pele eu liberaria tudo de uma única vez pela minha meitou – OOOOOoooAAAAAARGH – Urrando como um verdadeiro bárbaro eu golpearia o próximo oponente em direção aos outros, quantos mais deles eu acertasse melhor.

Continuaria correndo, pularia os corpos se necessário. Se conseguisse chegar ao topo junto aos escravos golpearia rapidamente suas correntes e libertaria o máximo possível antes que os inimigos me alcançassem. - Quem conseguir lutar pegue uma arma. - Procuraria mais oponentes e assumiria uma posição de defesa em relação a eles.

Caso eu não conseguisse chegar no topo e tivesse que me defender eu presaria pela movimentação entre os inimigos. Para golpes de espadas eu faria as lâminas se encontrarem e deixaria minha meitou escorregar por elas ao mesmo tempo que as desviasse para baixo. Para ataque de lança eu bloquearia os golpes com ataques em ângulos contrários, tentando romper a lançar logo abaixo de sua ponta afiada. E para ataques de chicote, que eram minha principal preocupação, eu tentaria os evitar, ficando sempre em ângulos que os próprios inimigos acabassem bloqueando a visão. Mas se não tivesse opção eu ergueria meu punho e aceitaria o golpe, reuniria toda minha força e tentaria puxá-lo com um grande tranco em minha direção.



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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptyQui 21 Dez 2017, 17:42



- E agora é só eu, vocês e o deserto. –

No momento em que ouviu essa frase Jamal soube que havia algo de errado. Mas era tarde demais. Antes que pudesse reagir, sua mão esquerda estava voando, solta de seu corpo. O grito só saiu de sua boca quando o braço musculoso do estranho estava em volta de sua garganta. Sentiu uma pancada na parte de trás de sua cabeça e quase desmaiou. Isso o fez se calar. Por ironia, seu olhar parou em um brilho na areia. Os anéis de sua mão decepada.

Sentia o fio de uma espada contra a sua garganta e sentiu suas pernas amolecerem. Outra espada apareceu em seu campo de visão, vindo contra ele em uma estocada. Isso fez seu sangue gelar enquanto ele sentia o beijo da morte roçar em sua face. Claro que o golpe não estaria sendo mirado contra ele, mas em um momento daqueles, qualquer vestígio de racionalidade haviam desaparecido de si. Só restava medo.

De repente foi jogado para o lado, caindo no chão. Novamente, a primeira coisa que lhe chamou a atenção foi sua mão decepada a alguma distancia de si. Em seguida foi a cena do adversário defendendo o golpe e lançando um dos guardas duna a baixo usando os ombros.

Em seguida o homem de olhos dourados deu mais um passo a frente e foi encontrado por um ataque conjunto dos três lanceiros, apenas para que ele quebrasse as três lanças de vez em um golpe ascendente com sua espada. Jamal quase cuspiu sangue quando viu isso. Quem diabos era esse homem? Ele tinha dito um nome... Axell! Era esse.

Sendo lançados para trás pelo impacto, os lanceiros esbarraram nas pessoas que estavam atrás de si e caíram em meio aos escravos. Axell deu mais um passo naquela direção mas antes que pudesse alcançar os cativos de fato foi interrompido por mais uma leva de inimigos. Duas espadas vindas de lados opostos tentavam golpeá-lo, e atrás de seus donos haviam dois homens com lança e dois com chicotes. Ou seja, o Cavalo Louco estava sendo flanqueado por dois times de três.

Apesar de bloquear um golpe com sucesso, o segundo o atingiu em cheio, um corte no antebraço. Infelizmente para o atacante, foi um corte bem raso. A mesma coisa não ocorreu quando os lanceiros atacaram, já que Axell simplesmente não ficou parado no lugar enquanto bloqueava as estocadas. No entanto quando os chicotes vieram contra si, ele acabou recebendo ambos em cheio. Um No peitoral direito e o outro em seu braço de forma proposital.

Puxando o chicote que havia segurado, ele fez com que o chicoteador “voasse” em cima do lanceiro e do espadachim a sua frente, fazendo com que se desequilibrassem e caíssem na areia. Não estavam derrotados, mas ficaram em uma posição de fraqueza. Em seguida o revolucionário bloqueou mais um golpe de espada a sua direita e se moveu de forma a dificultar o lanceiro. Canalizando suas energias, soltou um berro – OOOOOoooAAAAAARGH – para em seguida lançar um golpe brutal que empurrou para longe, duna abaixo, não apenas os três adversários impertinentes, mas tambem um quarto que acabara de chegar atrás deles. O destino deles desconhecido.

Tentando chegar até as pessoas acorrentadas, Axell deu um passo a frente e um pequeno salto para pular os corpos dos três caídos que ainda tentavam se levantar novamente. Porem, nesse momento enquanto estava no ar, em meio ao salto, um homem com uma grande alabarda surgiu do meio da areia realizando um corte horizontal. O golpe foi bloqueado com sucesso, mas empurrou Axell para longe em uma linha reta, e depois para baixo devido a inclinação da duna.

Estava novamente na base dela. E na sua frente aparecia correndo contra si não o homem da alabarda, mas o primeiro espadachim que enfrentou e jogou duna abaixo.

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptySab 23 Dez 2017, 00:57


DUNA II



Frenético, agindo somente por instinto. As coisas aconteciam mais rápidas do que minha mente era capaz de refletir e as decisões tinham de ser tomadas imediatamente. Lapsos mentais iam e vinham frente a minha retina na mesma velocidade que armas e corpos se encontravam, que posições eram trocadas e que feridas eram abertas. E agora, no ar, eu só conseguia me imaginar em uma pose heroica como nas histórias em quadrinhos que eu lia quando mais novo, eram momentos como esse que faziam eu me apaixonar por essa vida. O campo de batalha parecia uma obra de arte sob a minha visão.

Toda essa epifania foi cortada subitamente quando as duas armas se encontraram. O impacto entre as lâminas foi tão forte que meu corpo foi lançado para trás. No ar eu já tentava organizar minha postura para fazer uma queda suave, e assim se fez. - Merda. - Deixei escapar com o peito arfando ao ver que tinha descido toda a duna. Como em um jogo de tabuleiro, voltei ao início.

- Segundo round. - Relaxei os ombros com movimentos circulares enquanto via o mesmo espadachim correndo em minha direção. Respirei fundo e comecei com um trote, que logo viraria uma corrida, e que em seguida viraria uma explosão de fúria, como um animal enfurecido. - PENSEI QUE TIVESSE ENTENDIDO…  - Jogaria minha espada da mão direta para esquerda rapidamente, e aproveitando de minha posição eu defenderia seu ataque usando minha espada, o levando da minha direita para a esquerda, isso seria feito do jeito mais rápido possível e somente o necessário de espaço seria aberto, porque com a minha mão direita já engatilhada eu empurraria sua cabeça para trás, como um soco com a mão aberta, mass ao invés do impacto eu enterraria sua cabeça na areia. - O RECADO!

Sem parar nem por um segundo continuaria avançando morro acima, dessa vez em direção ao guerreiro da alabarda. Jogaria minha espada de volta para a mão direita e voltaria a canalizar minha energia, como antes eu conseguia a sentir passar por todo meu corpo e se acumular em meu antebraço, e com um pouco de concentração eu conseguia fazer ela ir direto para Chaos. Assim que me aproximasse o suficiente de meu oponente eu ergueria minha espada, seguraria firme no cabo e -  OOOOOOoooooAARRGH!!! - Outro golpe, outra explosão de energia, no chão! Golpearia a superfície da duna e jogaria uma onda de areia em cima dele. Ainda correndo eu faria uma finta com as minhas pernas e mudaria de direção abruptamente, e vindo da diagonal eu tentaria cravar minha espada em seu peito, e junto com o peso de meu próprio corpo, derrubá-lo no chão.

Puxaria minha espada com firmeza e daria um tranco no final do movimento para tirar o excesso de sangue.  A guardaria na bainha brevemente e pegaria a alabarda. Deslizaria a mão rapidamente pelo cabo, aquela conexão quase sexual que eu tinha com todas as armas poderia ser sentida novamente. A balançaria levemente, e a quicaria algumas vezes em minhas mãos, seria o suficiente para me habituar ao seu peso e formato. - VENHAM! - Gritaria em posição de defesa. Minha cabeça seguiria qualquer movimentação estranha enquanto que meus ouvidos estariam atentos a qualquer ruído externo.

O primeiro que viesse eu viraria em direção com tanta fúria  e ameaçaria uma estocada, mas o movimento não sairia, esperaria uma reação de meu oponente, mesmo que miníma, daria um passo calculado para trás e então usaria toda a extensão de minha arma, fazendo-a deslizar pelas minhas mãos até encontra a garganta de meu inimigo e voltar.

Em seguida, me prepararia para uma situação em que eu abateria um de cada vez ou que teria de lidar com uma supressão massiva. A tática seria simples, com movimentos acrobáticos e ariscos eu manteria meu perímetro de segurança. Giraria a arma, faria firulas passando-a pelo meu ombro e girando o cabo por cima de minha cabeça, daria passos para trás, para os lados e curtos saltos, mas sempre demonstrando que se qualquer um entrasse naquele espaço poderia ser acertado por um pedaço de metal afiado e acabar sem cabeça. O importante seria manter um raio, e qualquer um que ficasse nele seria atingido. De maneira imprevisível eu emendaria uma firme estocada sempre que notasse que alguém não estava tento o suficiente, vacilasse em sua posição, se destacando da formação ou simplesmente não parecesse confiante o suficiente ao meu julgamento. Como um bote de uma cobra, no peito, garganta, ou cabeça. Um a um eu abateria todos.

Se todos viesse ao mesmo tempo e eu ficasse sem amplitude para usar minha arma eu me aproximaria do inimigo mais próximo, cravaria a base de minha alabarda no chão, ao mesmo tempo  que jogaria o oponente para cima da parte pontiaguda, algo similar a um empalamento. Sacaria minha meitou de minhas gostas num giro e assumiria a posição do abatido na formação deles. Trocaria golpes de defesa e ataques com os que estivessem mais próximos e tentaria trocar de posição com os derrotados, fazendo assim com que os vivos se atrapalhassem com seus próprios números.



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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptySeg 25 Dez 2017, 22:00



Post de Natal

  Apesar de ter sido jogado para longe, de volta ao ponto de partida, o Cachorro Louco não desanimava e enfrentava com ainda mais agressividade o oponente que aparecia na sua frente, iniciando assim o segundo round do combate.

- PENSEI QUE TIVESSE ENTENDIDO... O RECADO!! – Trocando a espada de mãos e bloqueando o ataque adversário, Axell golpeava de volta com a mão pura e enterrava a cabeça do oponente na areia. Sem esperar por alguma reação, seguia duna acima.

“Dois minutos. Vou ficar aqui só por dois minutos, depois vejo como que tá a situação. Isso, dois minutos. Deixa os outros lidarem com esse djin.”

Samir estava com os olhos certados enquanto prestava atenção na sua frente. Um pingo de suor corria por sua testa e suas mãos pressionavam a lança com força. – Fiquem atentos. Esse homem é forte! – Atrás de si estavam mais seis guardas, e apesar de nenhum deles ser mais forte que ele, juntos eram uma ameaça a se considerar.

Um urro vindo da frente chamou sua atenção enquanto o homem de cabelos azulados aparecia entre as areias. Sua espada estava erguida e Samir conseguia enxergar uma energia negra correndo pela lâmina. – Ele está aqui! – Avisou rapidamente enquanto erguia sua lança para bloquear o golpe.

Mas o impacto esperado não chegou. O que chegou foi uma onda de areia que ameaçava enterra-lo e o forçou a fechar seus olhos.  “Nada bom!” Pensou ao perceber o que estava acontecendo e se movimentando da forma defensiva que mais cobria suas bases. Girando a lança a sua frente. O movimento saiu rente ao corpo devido a pressa com que era realizado, mas foi o que deu para fazer.

Um impacto finalmente veio e mostrou que seus anos de experiência como soldado não foram em vão. Agora que trabalhava como guarda particular buscando maior retorno financeiro, aqueles anos lhe salvaram. No entanto antes que a alegria pudesse inundar seu coração,  Samir percebeu algo de errado. A força por detrás da espada era maior que a sua, e assim, apesar de conseguir desviar a espada de seu alvo, ele a sentiu penetrando no seu ombro esquerdo quase arrancando seu braço fora.

Com um jogo de pés foi para a lateral e evitou cair ao chão quando o corpo do inimigo se chocou com o seu. Mas devido a ferida, o braço esquerdo perdera a força e estava inutilizado, assim quando sua arma foi puxada, lutou brevemente antes de decidir larga-la e se abaixar dando um passo para trás. Agora estava um nível abaixo do inimigo na duna. Puxando rapidamente uma adaga recurva do cinto, golpeou a perna mais próxima daquele demônio das areias acertando sua panturrilha e abrindo um grande talo. Em seguida recuou o mais rápido que pode e se escondeu na tempestade para evitar um contra ataque.

- Filho da puta! – xingou baixinho enquanto arrancava o cinto e tentava prende-lo em volta da ferida para estancar o sangue. Com sua audição tentava entender a situação da batalha esperando a oportunidade certa para contra atacar.

Já Axell ainda estava trocando golpes atrás de golpes sem ter descanso. Após pegar a alabarda ele foi atacado por três guardas enquanto se adaptava a ela. Um corte de espada na altura das costelas direitas, um chute no peitoral e um chicote que não o feriu mas se enrolou em seu calcanhar esquerdo.

Como resposta Axell fez uma finta com a alabarda, enganando com sucesso o espadachim e cravando a arma em sua garganta. Em seguida ao girar a arma e passa-la sobre os ombros enquanto saltava para frente, conseguiu ferir gravemente o homem que lhe chutara. Os outros três iniciaram seus ataques, mais dois lanceiros e um espadachim. Enquanto eles não conseguiam ferir o revolucionário, o mesmo era verdade para o Cachorro Louco. Sempre que saltava para atacar, o chicoteador mudava de posição e puxava sua perna o desequilibrando e quebrando o seu timing.

Junto aos escravos, sete guardas chegavam correndo subindo a duna de várias direções e se ajoelhavam perante uma figura. – Confirmado senhor. O inimigo está agindo sozinho. Não há sinal de outros atacantes.

- Interessante. Interessante. Hohoho. Será que ele foi enviado por alguém ou tudo isso não passa de um encontro ao acaso? – Quem falava era uma figura idosa, com cabelos e barba brancas como a neve. Seu rosto envelhecido era a única parte descoberta de seu corpo, o que era estranho, pois mesmo naquele calor infernal, o velho usava roupas vermelhas de inverno com detalhes brancos. Um gorro e um saco da mesma cor completavam o visual. Da parte de baixo da sacola saíam lâminas de várias armas diferentes. – Parece que o Papai aqui vai ter que ir resolver isso por conta própria. Afinal de contas, não posso deixa-lo roubar meus presentes. Fiquem aqui de olho neles, estou indo.

- Sim, senhor Noel!

Sacando um bastão com um tipo de perola polida na ponta ele desapareceu da vista dos seus homens enquanto descia a duna em direção a batalha que ocorria.
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MensagemAssunto: Re: Blue Rondo à la Turk   Blue Rondo à la Turk EmptySex 29 Dez 2017, 17:54

DUNA III



Meus dentes se apertavam em resposta a dor lancinante vinda  de diferentes partes. A situação atual era delicada, três haviam me acertado suscetivamente e pela primeira vez na batalha eu tinha sofrido dano de verdade. ~ Atenção, Axell. Atenção. ~ Refletia ao ver minha própria posição na duna. Quatro homens me cercavam, minha movimentação estava debilitada graças a um deles, diferentes armas com diferentes alcances. A resposta vinha instantaneamente junto com o plano de ataque, tudo se formava na minha cabeça com único estalo.

Pararia e me manteria em posição de defesa por alguns instantes. Queria mostrar pra eles que estava apreensivo, formulando um plano, mas antes que eu pudesse transparecer alguma conclusão eu apenas aceleraria em direção ao chicoteador. Correr e me movimentar era fácil pra mim, e alcançar o máximo de minha velocidade logo de cara não era nada demais. O ataque seria simples, usaria minha técnica Rumble Tumble para eliminar o chicoteador em um ou dois tempos. Como estaria me movimentando rapidamente em sua direção ele não teria como puxar minha perna e seu chicote estaria inutilizado por, pelo menos, algum instante. Seria nessa lacuna que eu agiria.

Quando tivesse o alcance necessário, pularia com meu corpo girando e deixaria minha meitou pegar toda a força de meu corpo e do movimento. - Ruuuumble! - Um golpe giratório na altura do peito. Era agora que as coisas ficariam interessantes. Se ele se esquivasse ou defendesse eu giraria novamente em sua direção, como dois ataques contínuos, tudo parte do mesmo movimento. Se ele esquivasse eu daria outro giro na mesma direção, se ele defendesse eu usaria isso para defletir minha movimentação e ir na direção contrário, dessa vez, na altura da garganta. - TUMBLE! - Se ainda assim eu não o tivesse derrotado, contaria que estaria próximo o suficiente, e aplicaria uma forte cabeçada bem no meio de seu rosto.

Entretanto, se conseguisse abater ou inutilizar o braço do chicoteador com a primeira parte de minha técnica eu aproveitaria minha movimentação e saltaria na direção dos dois lanceiros, tentando golpear não seus corpos, e sim suas lanças, partindo-as logo abaixo de suas pontas. - TUMBLE!

De qualquer forma, eu me prepararia para lutar com os três que o sobraram. Se a situação permitisse eu reiniciaria a luta. Giraria minha espada com um movimento suave e completo a medida que flexionava meus joelhos e assumia posição de combate. Meus olhos encarariam cada um deles até parar no que estivesse mais próximo. - Eu já matei quantos de vocês? - Queria que viessem pra cima de mim. - Acho que mais que meus dedos podem contar. - Sorriria com malícia e sadismo forçado, e então, esperaria eles virem.

Se a luta continuasse em seu ápice eu não só acompanharia o ritmo como deixaria tudo ainda mais frenético. Me movimentaria alinhando minha posição com o que estivesse mais próximo, esperaria ele se aproximar e então correria em sua direção, se fosse o espadachim, eu tentaria o acertar antes que ele conseguisse fazer o mesmo em mim, uma batalha de amplitude, e pra isso eu esticaria todo meu braço, costas, ombros e abdômen. E com um golpe rápido de esgrima eu acertaria uma estocada em sua barriga. Se fosse um dos lanceiros eu mudaria minha posição no último instante e então atacaria. Assim que minha espada atingisse seu corpo eu me aproximaria de minha arma ainda fincada e empurraria o corpo de meu inimigo apoiando a sola de meu pé em seu peito na direção do próximo que estivesse mais perto. Seguraria minha espada nessa ação, deixando ela firme na minha mão enquanto o corpo iria por si só. Enquanto ela saísse do corpo eu atacaria o próximo com toda minha força, praticamente um golpe clássico de samurai, desembainhando minha espada e já golpeando no mesmo movimento. A diferença é que a bainha seria um cadáver.

Se o segundo oponente ainda estivesse no chão eu me adiantaria e chutaria a mão de sua arma o quanto antes e sem demora o finalizaria fincando minha espada de cima para baixo. No caso de ainda puderem batalhar eu lutaria de modo objetivo. Indo para cima de meus oponentes, os encurralando e obrigando que recuassem. Defenderia com firmeza, tentando os desarmar ou quebrar suas posições defensivas, e quando conseguisse contra atacaria com solidez, sempre tentando um único golpe para matar.

Durante toda a luta um alerta estaria ligado na minha cabeça, era como se minha visão periférica estivesse ligada em 200% o tempo todo. O homem da alabarda, ele era forte, isso era claro, pra sobreviver ao meu ataque ele não deveria ser qualquer um. Eu estava esperando que ele aparecesse a qualquer momento, provavelmente quando tudo estivesse embolado ou quanto eu vacilasse. Ficaria atento a isso, se ele me atacasse eu não tentaria defender, e sim golpear sua mão de ataque. Olho por olho. Uma vez que eu fizesse isso iria pra cima dele com tudo, intercalando ataques com minha espada com chutes e joelhadas, quando ele vacilasse eu o finalizaria antes que sumisse de novo.

Quando esses inimigos fossem derrotados eu já esperaria os próximos erguendo novamente minha espada. Se possível eu tentaria subir mais a duna, mas se avistasse alguém vindo eu apenas me manteria na mesma posição tentaria fazer a melhor leitura possível do cenário. Casso fosse atacado por novos oponentes eu tentaria me defender o melhor que pudesse, usando e todo meu bloqueio e extensão de minha arma para isso. Me aproximaria do oponente para diminuir o poder de seu golpe, o empurraria, e torceria minha arma na sua, qualquer coisa para o desestabilizar.  A medida que o conflito se desenrolasse eu mudaria minha posição, tentando ao menos sair da desvantagem de altura em relação a duna.



Rumble - Tumble:
 

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