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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Le voleur de coeurs - Un conte

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MensagemAssunto: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyQui 07 Dez 2017, 21:50

Relembrando a primeira mensagem :

Le voleur de coeurs - Un conte

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Oskar von LaMartine. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyQua 20 Nov 2019, 01:37

Avançava diretamente contra aquele filho da puta, certo de que ele já era meu. Essa expressãozinha de desdém lhe custaria a vida, sem dúvidas... Aliás, só pelo fato de ser marinheiro, haveria de pagar.

Já estava quase perto o suficiente para acabar com esse infeliz. Ia preparando a foice, como se pudesse enviar para tal toda a minha sede por vingança na mesma intensidade que a descarga de um raio o faria. Quanto mais me aproximava, mais sentia a sensação por antecedência... O sangue jorrando pelas entranhas pútridas daquele canalha, o líquido escarlate adornando a lâmina da minha arma, o resto dos patifes morrendo de medo... ”Que coisa... maravilhosa”. Me sentia mais vivo só de imaginar essa cena.      

Finalmente era a tão desejada ora. Podia sentir as últimas súplicas por sangue daquela foice e... Uma clava. Sim, uma clava... e um porrete de ferro. Filhos de uma puta. Estava tão focado em trucidar o outro babaca que não percebi esses dois merdas se aproximando. ”Não vai dar tempo... Caralho!”

Parecia ser tarde demais. As duas armas diminuíam cada vez mais a distância entre estas e a minha inaceitável derrota. ”Essa velocidade, duas armas... Se eu realmente for acertado, dificilmente ficarei consciente... Essa vaca não vai conseguir matar todos eles sozinha. Não pode... acabar assim... Droga”. Pura sorte. Os dois imbecis só conseguiram tal vantagem por terem me alcançado enquanto eu estava em posição desfavorável: estava a correr justamente na direção daquele maldito com o chicote, que também era a mesma direção que aquela dupla de retardados se fazia oriunda. Me pegaram de contrapé e estava certo de que não havia tempo para uma reação adequada... Bosta. Assim que será o meu fim? Imagens de toda minha vida se apresentavam a minha frente num flash veloz, como um tiro de informações, desde os dias de traquinagens naquela ilha friorenta até a tragédia... Espero ver aquela mulher e aquele homem do outro lado...

Enquanto dramaticamente aceitava o resultado que se desenhava pelo ambiente – como um marica, diga-se de passagem –, a azulada lançava uma faca que rumava em um curso muito próximo a mim. Sua navalha cortava o ar por onde passava com uma rapidez absurda. ”Quase me esqueci de você, vagabunda. Ainda bem que serve para algo! Hahahaha!”. Era tudo o que conseguia pensar no intervalo daqueles curtos instantes. Como mágica, a adaga perfurava o pescoço do cara da clava como se fosse um suculento pedaço de bife. ”HAHAHAHA! ATÉ QUE ESSA VADIA MANDA BEM!”, comemorava mentalmente ao mesmo tempo em que se abria a possibilidade de reação, golpeando a barriga do outro imbecil com um chute, possivelmente no último milésimo. Quase podia sentir a leve brisa gerada pela tentativa falha do golpe do bastão passar pela minha face enquanto o autor de tal ataque era arremessado para trás por culpa de meu pontapé. ”O jogo virou, malditos!”, zombava.

O idiota da clava provavelmente já estava nas últimas. Uma faca no pescoço... Se esse canalha sobrevivesse, provavelmente só estaria pronto pra porrada novamente daqui a um bom tempo. ”Se fodeu! Hahaha!”, escarnecia. Com os dois retardados que antes me impediram fora do caminho, era o momento perfeito para estraçalhar o outro mongoloide.

Como planejado, seguia rumo àquele lixo o qual havia almejado anteriormente. Mirava em sua mão, que era coberta pela outra antes que eu a alcançasse, atravessando-a com a lâmina. ”Patético... Nem pra me deixar amputar a mão que serve pra alguma coisa! Hahaha!”, zombava. Ainda assim, aparentava ser um avanço considerável na batalha.

O homem parecia enraivecido com o que acabara de ocorrer; e eu adorava isso. ”A moça vai chorar?”, era o que percorria minha mente, no ápice de meu sadismo. Seus olhos se assemelhavam aos de um cão raivoso, quase espumante... e, sinceramente, observando mais de perto, algo me incomodava profundamente na cor daqueles olhos. Tudo naquele infeliz era intragável, mas havia algo de pior naquela tonalidade de merda, algo que não sabia descrever... Haveria de matá-lo. Isto ou arrancar os dois olhos deste ser desprezível.

Infelizmente haveria de aguardar até uma nova brecha, pois o grandessíssimo filho da puta, em um movimento extremamente veloz, laçava meu pescoço com o chicote numa voracidade animalesca, provavelmente por culpa de um desejo de vingança provocado pelo ódio que sentira ao me ver esfolando sua mão. Detestável. Minha visão tornava-se turva e a mente começava a se entorpecer, ambos gradualmente. Bosta... Enquanto era brutalmente enforcado, conseguia, ainda que porcamente, notar que a azulada estava tomando uma surra daquele outro escravo da marinha. ”Tsc... Bem que ela estava demorando muito para tomar outra atitude... Eu queria poder zoar com a cara dela, mas eu estou tão na merda quanto...”, constatava. Cada vez mais o cenário ao meu redor se desfocava, levando-me a certo desespero e, por conta deste último, me proporcionando ironicamente um plano para ter o joguinho ao meu favor de novo.

Respiraria profundamente, como se fosse a última oportunidade que teria de fazê-lo, e partiria para a minha salvação, tentando decepar aquele maldito chicote com a minha foice, mirando no ponto médio da distância entre a parte que envolvia meu pescoço e o cabo da arma. Caso por algum motivo não fosse possível ou eu não conseguisse decepar aquilo, intentaria golpear vigorosamente meu agressor com minha lâmina quantas vezes fossem necessárias, apenas tentando acertá-lo na região de seu corpo que me fosse mais próxima até que este afrouxasse a firmeza que tinha no chicote o suficiente para que eu me afastasse para me recompor.

Assim que o material se arrebentasse por minha interferência ou o retardado cedesse o suficiente, tentaria ganhar distância dele em qualquer sentido que fosse contrário a um embate até que meus sentidos recuperassem a plenitude, tencionando me esquivar de possíveis ataques que viessem neste intervalo com saltos curtos e rápidos para a direção que dispusesse de menores riscos de dano e de encontros indesejados com quaisquer outros combatentes.  

Se na possibilidade de arrebentamento da arma do adversário sua extensão permanecesse presa em meu pescoço, tencionaria retirá-la rapidamente com a mão que estivesse livre, arremessando-a para o mais longe que pudesse.

Uma vez com a capacidade mental restaurada, me prontificaria para novas investidas por parte do inimigo, buscando reanalisá-lo, intentando desviar de golpes com pequenos e constantes pulos em orientação oposta à do que estivesse vindo.

Todos eles haveriam de pagar. A memória daquele dia... ainda é tão viva quanto este mesmo ódio que agora me percorre o corpo e bombeia pelas veias. Cachorros sarnentos. Ainda que eu os esfole até a morte, não será o suficiente. A humilhação precisa ser maior. Grande, gigantesca! A ponto de limpar o nome daqueles que me fizeram e criaram. Eu vou exibir estes vermes em praça pública... e talvez chegue a redimir metade do que devem.



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Takamoto Lisandro
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyQua 27 Nov 2019, 22:33

Takamoto Lisandro Melhor ajeitar o histórico ein.



O quanto de azar um homem pode ter na vida, uma aura de desprezo e magoa pelo mundo sempre enrolou o corpo do pobre Oskar que só podia lidar com seus ressentimentos e perdas com a raiva. Seu folego se esvazia gradualmente junto com sua força, resistir era sua única opção, seus olhos pesavam e embaçavam-se bêbados pela fadiga. Apertava sua foice, mas levantar gastaria de seu último suspiro e apenas este poderia salva-lo da morte. Ele visava o chicote do agressor, o fio da arma estava estendido até seu pescoço, porém não precisou lidar diretamente com seus problemas, pois a solução acabava de chegar. Destruindo uma parede com um enorme escudo surgia um grande homem bigodudo e um sorriso marcante, seus olhos eram quase escondidos pelo excesso de fios de suas sobrancelhas. – Eu te protejo, na próxima você me protege. – O escudo batia de frente ao inimigo de Oskar que era jogado para longe e seu chicote caia no chão perdendo toda a força que existia para estrangular o pirata. – Vamos garoto, não há tempo, ahá! – Seu braço era musculoso e quase do tamanho do prateado que se assustava com toda confusão gerada.

A poeira gerada pela parede ainda atrapalhava a visão de todos no recinto, o homem gigante puxava o ceifador e apertando bem seu torso, segurava ele. – Hora de descer! – Dizia pulando do buraco que tinha feito, estavam no segundo andar do bar, mas mesmo assim aterrissavam com sucesso, a força exalada pelo bigodudo era tremenda. – Ah! – Ele lembrava de algo. – Meu nome é Braum, qualquer coisa chame Braum! – Soltava sua risada característica. – Hora de correr! – Ele ainda segurava o marinheiro, mas agora com os dois braços, havia colocado seu grande escudo sem suas costas e batia em retirada segurando o pirata como se fosse uma princesa sendo resgatada.

A corrida era bem lenta, mas na madrugada e entrando em ruelas para se esconder depois de todo aquele alvoroço não foi tão difícil se esconder, não havia ninguém na cola deles naquele momento mesmo. – Devemos descansar! – Tudo que saia de sua boca sempre parecia um conselho, talvez por ele ser mais velho, não trajava nenhuma vestimenta além de calção de couro e um cinto reforçado. – O capitão está esperando, não podemos ficar muito por aqui. Apena siga Braum!



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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyQui 05 Dez 2019, 20:42

Já era quase certo que o filho da puta ganharia a luta: aquele chicote de merda pacientemente sufocava-me, avançando contra minha garganta como uma hiena zombeteira enquanto eu desesperadamente intentava ganhar fôlego para reagir, como se quisesse criar, de alguma maldita maneira, algum espaço entre aquela merda e o meu pescoço, ao passo que gradualmente ia perdendo meus sentidos. ”B-BOSTA!”, gritava no interior de minha mente, profundamente... puto. Se ainda possuísse forças suficientes – o que não era o caso – certamente estaria urrando na mais pura demonstração de ódio. A raiva me consumia como um incêndio generalizado na mesma velocidade em que desfalecia. Aquele desgraçado pagaria por isso; e caro.

O tempo se esvaía na mesma proporção que ironicamente parecia ficar mais lento: cada segundo sendo enforcado por aquele infeliz mais se assemelhava a uma ou duas horas. Haveria de estraçalhar logo aquele maldito pedaço de corda antes que ele o fizesse primeiro. ”A-acaba... AGORA!”, ordenava-me.

Recebia a última carga de energia, advinda da fungada mais profunda que havia conseguido fisgar, agarrava firmemente a foice com a mão em seguida – ou o que o resto de minha visão havia apontado como foice –, como se aquele pedaço de metal fosse meu último resquício de consciência, e me preparava para uma tentativa desesperada, tudo isso enquanto meus sentidos se lançavam na mais completa desordem. Vergonhoso...

Tentava aprumar a vista para o melhor estado possível para a próxima ação, fazia os últimos cálculos mentais, me certificava da firmeza na empunhadura da lâmina e... um estrondo. Inesperadamente, no exato momento em que golpearia aquela arma de bosta, outro brutamontes destroçava uma das paredes daquela espelunca e seguia avançando, como se a estrutura que simplesmente demolira fosse uma formiga. Rapidamente atropelava aquele merdinha que estava a me sufocar, consequentemente me proporcionando a melhor sensação de alívio que tive nos últimos meses. ”HAHAHAHA! Outro armário nessa merda! E DO NADA! Pelo menos esse me salvou... Ok, certo, contanto que me sirva pra algo, tudo bem...”, eu já estava farto desses armários, sem dúvidas. De uma forma ou de outra, o retardado me livrava daquela patifaria toda, permitindo-me sentir o ar fresco mais uma vez. Tudo estaria pendendo para o meu lado – pela primeira vez nessa luta, diga-se de passagem –, não fosse pela bosta que o idiota faria em seguida.

Ainda atordoado, visto o considerável período que tinha passado sufocado, e com uma cortina de fumaça encobrindo todo o ambiente, provavelmente por culpa do esfacelamento daquele muro, minha capacidade de percepção se encontrava notadamente debilitada. ”Tsc... Se algum cachorro da marinha aproveitar pra me atacar agora, eu não vou ter muito o que fazer... É melhor vazar dessa bagunça”, deduzia. Ainda que aquela puta tenha me ordenado a lutar – sinceramente, eu odeio ter de admitir que recebi ordens – e provavelmente fique louca de raiva se eu simplesmente for embora, corro sérios riscos em permanecer nesse muquifo de bosta. Além disso, essa vaca dificilmente vai sobreviver à essa confusão, o que significa que não existirão reclamações depois. A melhor opção é... dar no pé.
   
Aprontava-me para pôr o que fora planejado em prática da maneira que me era possível naquele momento. ”Francamente, até no meu estado normal haveria certa dificuldade em escapar, desse jeito então... Tsc”, constatava. De fato, com estas complicações, as coisas ficariam um pouco mais difíceis, mas não impossíveis.

Antes que pudesse me rastejar para longe ou qualquer outra merda do tipo, o brutamontes me apanhava do solo, carregando-me para longe dali enquanto falava de um jeito... estranho. Eu estava realmente certo: ele era um retardado. ”QUE PORRA É ESSA?!”, era tudo o que conseguia pensar, ainda perplexo com tudo o que estava acontecendo. Um maluco grande pra caralho arrombando uma parede com um escudo, me resgatando de um chicoteador e me carregando com os braços ao mesmo tempo que falava asneiras aleatórias... Tsc.

Simplesmente anunciando que era “hora de descer”, saltava em direção à cratera que o próprio havia formado enquanto eu assistia diretamente daquela posição maravilhosa, se é que a ironia me é permitida. O homem aterrissava, fazendo-me sentir o impacto junto a ele. ”Essa posição, ainda por cima me segurando com força, que viadagem..., denunciava a mim mesmo, profundamente incomodado. ”Que se foda o fato deste babaca ter me defendido, tenho que parar com essa palhaçada que ele está fazendo. A foice está em minhas mãos e o estúpido não deve estar esperando por um ataque”. Estava realmente puto com aquela situação ridícula.

Contava-me seu nome, como se eu me importasse com essa idiotice. ”Foda-se, caralho. É melhor você me colocar logo na merda do chão”, xingava, me certificando de que tais palavras não fugissem pela boca. Um braço desse tamanho me quebraria ao meio com facilidade; é melhor esperar pelo efeito surpresa... ”Assim que eu tiver certeza que ele se distraiu... Eu meto a lâmina no pescoço dele”, arquitetava. O bombado seguia, realocando seu escudo nas costas e correndo – que nem uma tartaruga, mas ainda correndo – pelas ruas daquela porcaria de cidade. ”BABACA! OS MARINHEIROS AINDA EST...”, desesperava-me precipitadamente, pois, ao olhar os arredores, não notava sequer um otário perambulando. ”Que... porra é essa?”, me perguntava, surpreso; estava certo de que havia muitos cães me procurando por aí. Pararam simplesmente porque... anoiteceu? Essa instituição é mesmo uma piada. De qualquer forma, bom pra mim.

O imbecil parecia estar tão certo de que eu não o faria mal algum que até mesmo guardara o escudo, em um claro sinal de guarda baixa. ”Está ficando cada vez melhor...”, comemorava. Agora era só apunhalar. ”Ele pode até mesmo ser algum subordinado daquela organização maldita, quem sabe nessa porra? Esses lixos podem estar competindo pra ver quem me captura primeiro pro chefe deles. Patético”, protestava. Estava pronto para golpear quando, inusitadamente, dentre as bobagens que o armário insistia em repetir, escutava a frase:

- O capitão está esperando, não podemos ficar muito por aqui. Apenas siga Braum! – dizia daquela maneira retardada de sempre.

Capitão... Do jeito que esse cara disse, não pareceu que se tratava de um capitão da marinha. ”Pensando melhor, esse doente mental é uma porta, não conseguiria enganar ninguém também...”, averiguava. Realmente acreditava nessa hipótese. Qualquer porcaria vai ser melhor que a marinha neste momento... Dependendo de quem for e, com o papo certo, posso até mesmo conseguir escapar desse inferno de ilha; minha movimentação vai continuar limitada demais se esses porcos azuis continuarem a me perseguir. ”Tsc... Espero que esteja certo sobre essa anta musculosa”, não deixava de tirar sarro, ainda que preocupado.

Permaneceria com a cabeça inclinada para baixo, de maneira que a identificação fosse dificultada por qualquer um que nos avistasse. Desta forma, decidia prosseguir sendo levado pelo brutamontes... pelo menos por ora.

Se chegássemos ao local que o idiota queria, tentaria me dispor na melhor forma possível, intentando me desvencilhar dos braços do maluco e me colocando de pé, esperando ouvir o que o tal capitão tinha para falar.

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyDom 08 Dez 2019, 20:56

Takamoto Lisandro Oloko



É isso ai garoto! HAHAHA! Venha com Braum! – Ele segurava o torso do rapaz com facilidade, sua força era tremenda, seu corpo era grande e espaçoso, parecia ser quase um gigante, mas se tratava apenas de um meio gigante. O sangue humano foi mais presente em sua linhagem, porém não tira o fato que o grandalhão é em sua essência um escudo parrudo gigante de pura massa muscular. Ele aguardava um pouco, alguns esquadrões de marinheiros passavam por perto daquele mesmo beco. – Olhem em volta! Não podem estar muito longe! – Um dos superiores que comandavam um desses grupos gritava para seus subordinados. – Como podem ter fugido assim tão fácil? Quando estávamos cercando esses piratas.. Surge alguma coisa pra salvar a pele deles. Isso que é o foda. – Reclamava um dos marinheiros transitando rapidamente pelo beco sem nem mesmo olhar aquela ruela. – Não tem como eles nos achar, estou camuflado! – Dizia Braum sorrindo confiante que ninguém conseguiria notar um quase gigante andando pelas ruas segurando um homem quase morto cheio de ferimentos.

Finalmente saindo daquele beco escuro e fedorento, o escudeiro andava com cuidado e alerta sabendo que se o pegassem diretamente não tinha como se esconder mais. O resultado foi passar alguns minutos andando por ai, outro parado sem fazer barulho, mais uma vez caminhando pela cidade e se escondendo, um bom tempo havia se passado, porém a espera valeu a pena, ambos tinham saídos ilesos das garras da marinha. – Foi quaase! – Passa a mão em sua testa jogando as gotas de suor no chão, levantando sua cabeça podia observar que estavam perto dos portos da ilha. Ele se dirigia a uma casa meio que abandonada, sem resquícios de luz em seu recinto, ele batia uma, duas, três vezes. E nada acontecia. – Eh.. Esqueci a senha secreta. – Ele olhava para o prateado buscando alguma solução, a porta era aberta devagar sem fazer barulho, o grandalhão de abaixava para entrar e jogava o corpo do rapaz no chão sem qualquer cuidado. – Capitão! – O tom era bem alto, nem parecia que queria esconder o fato de estarem em um esconderijo. Velas eram acesas e o ceifador finalmente se deparava com o tal capitão de Braum. – Ora, ora.. Faz um bom tempo. – Os olhos do homem a sua frente tinham certo tom de nostalgia, a sua voz era rouca desgastada pelo tempo. – Não acho que irá me reconhecer, faz um tempo que venho te procurando.. – Quanto mais ele olhava para o homem a sua frente e escutava sua voz, lembranças eram atiçadas. – Você está igualzinho ao seu pai ein, copiou até mesmo sua burrice.

O pirata se levantava esticando sua mão ao Jin. – Levanta garoto. – Atrás do capitão tinham mais quatro figuras. Duas mulheres e dois homens, estavam encarando o jovem. Uma garota com quase a mesma idade dele com cabelos roxos, uma mulher mais velha de longos cabelos negros, um careca e um velho. – É ele senhor? – Indagava o careca. – Não há duvidas.. É meu sobrinho.


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Os piratão da massa:
 

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySex 13 Dez 2019, 03:01

O percurso continuava, aparentemente sem sinais de problemas. Ainda bem. Sinceramente, no ritmo que as coisas estão indo, trarão um batalhão inteiro quando me encontrarem da próxima vez. Lixos da marinha são sempre covardes desgraçados. Longe disso, o motivo de minha irritação agora era outro: francamente, a lentidão daquele idiota me levava a pensar que talvez ele não se lembrasse do caminho ou pior: nunca o tivesse conhecido. ”Não deveria ter confiado nesse infeliz. Arrombado do caralho...”, espraguejava, gradualmente me arrependendo da decisão que tinha tomado. Tsc.

Inesperadamente, o bombado pausava, como se estivesse a esperar por algo. ”Mas que porra, seu arrombado?! Eu sabia que você não sabia o cami...”, cessava ao perceber os passos afobados logo à frente. Pelo conteúdo dos gritos que eram atirados ao ambiente, provavelmente eram aqueles cães sarnentos de novo... Merda. Como havia previsto, o número de debiloides parecia ter aumentado. ”Ainda bem que parou, brutamontes...”, constatava, ainda que relutante. O fato de serem marinheiros me deixava mais calmo; eram burros demais para perceberem a nossa presença.

Era realmente incrível a doença mental dos marinheiros: não conseguiam localizar... um GIGANTE. ”Eu deveria mesmo levar esses caras a sério?”, escarnecia. De fato, o imbecil conseguia se esconder bem enquanto me carregava, surpreendentemente. ”Que merda está acontecendo nesta cidade?”, me perguntava, incrédulo com todas aquelas bostas que ocorreram. ”Um idoso lutador, os dois brutamontes de antes, uma... aberração taverneira e  agora essa outra montanha de músculos sem cérebro... Que porra é essa?”, recordava-me enquanto escarnecia. O puro-músculo seguia, falando merda, correndo na velocidade de uma maldita tartaruga e parando a cada vez que identificava a presença daqueles insetos, não necessariamente nesta ordem.

Não tardou muito até que chegasse ao tal local, me tranquilizando. ”Hmpf... Pelo menos ele realmente sabia onde era...”. Dizia mais algumas bobagens aleatórias; parecia ter esquecido o passe para entrar no... lugar secreto. Aquela cena parecia brincadeira de criança... Tsc. A porta se abria vagarosamente, como se esta estivesse desesperadamente tentando transmitir algo próximo de terror; não que eu tenha me amedrontado, obviamente.

Era arremessado casa adentro sem a menor cerimônia, da mesma forma que se trata uma prostituta. ”Verme, lixo, escória, desgraçado, retardado, imbecil, filho da puta do caralho...”, xingava mentalmente, como uma metralhadora de ódio. Somente desta forma conseguia me conter o suficiente para não estraçalhar a cara de imbecil daquele filho da puta.

De qualquer forma, havia de prestar atenção no que estava ao meu redor. Logo descobrirei o que o gigante realmente queria comigo; sem duplo-sentido, é claro. A voz do armário novamente se fazia presente, clamando pelo tão esperado capitão, o que surpreendentemente fazia com que as luzes se acendessem – ou pelo menos era o que eu presumia ser o motivo da repentina iluminação –, subitamente revelando o que um homem como eu certamente chamaria de... pesadelo.

O blá-blá-blá ia e vinha, como numa conversa de comadres. “Espero que alguém me conte logo que merda que tá acontecen...”, paralisava ao ouvir falar do... meu pai. Uma tensão esmagadora tomava conta de meu corpo, revivendo memórias antigas. “Pai...”, meu cérebro forçava-me a recordar a cena daquela tragédia... O corpo morto aos meus braços, mamãe me salvando, a neve... Sim, a neve... O que quer que seja, a neve nunca esteve igual àquele dia... Encobrindo a imagem daquele cão maldito da marinha...

Ávido para saber o que aquele infeliz queria ao falar do meu pai, atentava-me a figura deste, ainda que me deixasse puto de uma forma que ainda não conhecia. Não me era uma figura estranha... Talvez já o tivesse visto, deixando tudo mais aterrorizante. O tremendo nervosismo me arrepiava a espinha... como pode? ”E como este homem chamou meu pai... de burro? Ele o... conhecia?”, indagava-me, relevando o xingamento, ainda que muito contrariado, em prol das informações. Eu necessitava ouvir, e assim o farei; nem que seja a última coisa que eu faça.

Estenderia minha mão que estava livre em direção à ajuda para erguer-me que fora oferecida, cada vez mais apreensivo... consideravelmente atônito. Podia notar a existência de mais alguns seres por detrás do misterioso homem, até que recebia o baque final.  

”T-tio. Tio... TIO?!”, era tudo o que conseguia pensar, se é que isso tinha algum nexo; um parente vivo? Não me recordo com total exatidão de alguém como ele, talvez pelo choque que aquele maldito evento me causara, mas se realmente tiver o meu sangue, se realmente tiver o meu sangue... As coisas nunca mais... serão as mesmas. Ainda haveria... alguém para se preocupar. ”Família... morta. Agora... vivo. Alguém... vivo. Alguém está vivo. Da minha família...”, quase alucinava, perplexo.

Retomava minha quase morta racionalidade – vítima do que acabara de acontecer, sem sombra de dúvidas – e notava que só poderia tirar conclusões depois que o homem provasse ser quem alega ser; e eu sabia exatamente como tirar tal prova.


- Certo, certo... – começaria, visivelmente... alterado, mesmo que falsamente buscando transparecer sinais de calmaria. – Então... se é mesmo... – pausaria, retomando o fôlego para poder continuar com o que estava prestes a falar. - Meu tio... – cessaria mais uma vez, tentando me acostumar com tamanho impacto. – Me diga... Como os meus pais... morreram? – dispararia, encarando-o com um olhar profundamente vidrado.

A família sempre foi importante para mim... Desde criança aqueles eram meus protetores e eternos... amores. Perdê-los foi o começo da desgraça... As ruas me fizeram abandonar qualquer resquício de moralidade, ética ou valor... Como poderia ser diferente disso? Meu norte... havia simplesmente desaparecido. Eu dormi no chão das ruas, comi do lixo, apanhei por pedir comida, fui tratado pior do que se trata um pedaço de bosta, tudo isso enquanto crescia, sem contar com a imagem da catástrofe que havia ocorrido em Fernand Ice Island sempre a ecoar em minha mente... Como resultado, a rua me criou, e daquele jeito jeito que só ela sabe criar. Como poderia ser diferente disso? Porém, se este homem realmente for... se este homem realmente for meu... tio... Então ainda haverá algum resto do sonho que eu vivi naqueles dias...

Divagava em pensamentos, entrando em conflito com o que havia me forçado a acreditar; se não houvesse passado a crer nisto... como teria sobrevivido até aqui?  

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Tio do Oskar:
 

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySex 20 Dez 2019, 15:27

Takamoto Lisandro Oloko



É realmente disso que quer falar? Nada mais? – Seu olhar era sério e trazia consigo uma amargura profunda. – Seus pais? Meu irmão foi morto pela sua própria idiotice, não recebi nenhuma informação sobre sua mãe.. – Entrelaçava seus dedos e observava a reação de Oskar. – Pode ficar com raiva, espernear e chorar. Nada vai mudar. Eu amava meu irmão, prometi que cuidaria dele desde que nasceu, mas ele sempre foi um cabeça oca pensando que o mundo era um lugar livre que poderíamos fazer de tudo e sempre escapar das consequências..

Ele se levantava, sua aura imponente transitava por todo o recinto atiçando cada fio de cabelo do rapaz lhe dizendo que este homem era poderoso. – Foi seu pai que me fez decidir o rumo de minha vida, e irei devolver o favor trazendo para você uma direção, serei sua bússola garoto. – Ele começava a andar até Oskar. – Sinto muito se fui rude. Ele teve uma morte desnecessária, seu assassino era um agente do governo conhecido por fazer a limpeza na marinha. Sua mãe era o verdadeiro alvo. – Sua boca estava seca, suas palavras eram tão ríspidas como uma porta de aço. – Vou esclarecer algumas coisas Oskar. Serei breve; - Virava suas costas para o garoto e retornava ao seu assento, todos ali não ousavam dizer algo e nem mesmo respirar alto, todo o clima era tenso. – Sou um revolucionário, decidi seguir esse caminho ainda jovem, chamei seu pai, porém não queria seguir por este caminho. Suas encrencas o levaram até sua mãe, eu o apenas visitei duas vezes quando era um pequenino bebê. Mas não podia ser um tio, tinha meu dever com o mundo.

Quando soube da morte de seu pai, procurei por você ou sua mãe. Não havia nada, como se todas as informações tivessem sido excluídas do mundo. Tudo que senti era que estava sozinho no mundo, sem meu irmão e sobrinho. Tinha perdido minha família, mas quem diria.. Que você estava todo esse tempo nesta ilha, Shells Town, o quão longe tinha chegado para sobreviver.. – Ele passava seus dedos em seus olhos e franzindo sua testa conseguia reter o choro. – Você é como seu pai, foi por todo o alvoroço que havia feito na ilha que pude te encontrar. Suas ações irritaram um peixe grande da marinha, reconheci seu perfil após imaginar o perfil do filho de meu irmão após todos esses anos, poderia ser apenas um tiro no escuro, mas sempre senti que ao menos você estivesse vivo. Foi graças aos revolucionários e sua rede que pude ter este encontro, eu sou grato.

Sua rigidez e seriedade desmanchava-se, abria um pequeno sorriso e encostando sua testa em sua palma e inclinando seu corpo como se quase fosse cai, ele concluía. – Eu sou grato. – Oskar podia ver pela expressão de seu tio e em seu olhar que ele sentia um alivio profundo e assim como o ceifador, ele se sentia que não estava mais sozinho no mundo. – Não cometerei o mesmo erro duas vezes, você deve ser juntar a mim. – Ele lançava seu braço em direção ao rapaz e estirava sua mão. – Você não está mais sozinho.


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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySab 18 Jan 2020, 17:02

Sem cerimônia alguma, as palavras daquele homem eram mais cortantes do que qualquer outra lâmina que pudesse ter penetrado minha carne nessa jornada por essa terra maldita. Ele sabia o que havia acontecido; sabia daquela tragédia toda, aquela mesma que ainda me provoca a indignação mais cruel que já tive a infelicidade de sentir...  Ao mesmo tempo, a declaração revelava o que eu temia: desconsiderando os xingamentos do velho e seu tom autoritário, se fazia claro o que o destino havia reservado para mim... ”Não estava mais sozinho.”

Numa das poucas ocasiões em que o sarcasmo me é arrancado, em meu coração – sinceramente, como odeio admitir que algo havia me impactado emocionalmente –, aqueles frígidos e agora saudosos flocos de gelo de Fernand Ice Island nevavam uma vez mais...

Não poderia acreditar que aquela bosta toda estava violentamente caindo contra minha cabeça, mas tinha de admitir: realmente havia alguém... em quem confiar. Neste mundo infernal onde vivo, havia alguém, pelo menos um ser humano, a se contar; não estava mais sozinho... Não estava mais... sozinho...

Em meio às minhas emoções, sentia como se estivesse flutuando, sendo brutalmente transportado para o local mais inabitável e escondido de minha corrompida mente; e talvez exatamente por ter se tornado corrompida que o tal lugar havia se tornado inabitável. ”Pai, mãe, tio, marinha, Oskar...”, os pensamentos insistentemente se repetiam. Que merda.


~ Início do Flashback ~

Era fim de tarde naquele pedaço de terra glacial; não que desse para perceber, afinal, nesta época do ano, o dia é dominado por uma noite eterna. Vestido com um longo e aveludado sobretudo preto, caminhava pelo deserto branco, apressado. Minhas botas negras contrastavam com a alta neve acumulada por cima do solo. Talvez eu aguentasse mais alguns minutos, não tinha certeza, mas estava determinado a ver os rostos de meus pais mais uma vez... Somente mais uma... É tudo o que peço a Deus...    

- Coff! Coff, coff, coff! – tossia, inutilmente tentando conter tal reação física frente ao frio impiedoso. Deveria ser o dia mais inóspito do ano...

A neve parecia engrossar mais e mais, caindo em uma velocidade preocupante... Meus passos aparentavam ficar mais lentos, mas não estava certo sobre o motivo disso: simples cansaço pela caminhada ou... meus últimos momentos. As coisas pareciam extremamente confusas; sequer podia enxergar mais de um metro e meio ao meu redor, o que infelizmente me garantia incerteza quanto a direção a ser seguida, mesmo tendo começado o treinamento de navegação com meu pai há pouco tempo...

Minha visão começava a enturvecer, piorando mais um pouco a situação. ”Só... mais um pouco...”, determinava-me, já com dificuldades para respirar, andar e até mesmo pensar. O ambiente ao meu entorno aparentava girar infinitamente... Era o meu fim. Conseguia desferir mais três passos contra os amontoados daquela substância clara, até desfalecer e cair perante estes...

Já não sentia mais a temperatura gélida proveniente do solo, tampouco os danos que meu corpo permanecia sofrendo... ”É assim que é morrer?”, pensava, desiludido. ”Papai, mamãe... Espero que tenha sido um bom filho.”, imaginava minhas últimas palavras, incapaz de dizê-las. Minha visão clareava mais ainda, mais clara do que a própria neve... Com certeza, nunca havia visto tal tonalidade. Minhas pálpebras começavam a se fechar provavelmente pela última vez, quando algo bruscamente me capturava, não me permitindo sequer saber o que ou quem era; desmaiava, exausto.


- Acorda, Oskar! – dizia a poderosa voz de minha mãe, despertando-me do sono profundo.

Já deitado em minha cama, erguia levemente a cabeça, consequentemente sentindo as dores. Olhava os arredores, assustado, e percebia que meus pais, juntos a outros cinco vizinhos, me observavam atenciosamente, completamente vidrados; eu estava vivo. Mamãe me abraçava com força, fazendo com que meu já maltratado corpo doesse ainda mais, mas o aconchego certamente valia cada pontada.


- Eu pensei que tivesse morrido! Se eu não tivesse chegado a tempo, seu pirralho... – berrava, afastando-se subitamente de meu corpo. ”Mas não estava me dando carinho?”, pensava, ironizando a brusca mudança de humor.

Logo se derramava em lágrimas, previsivelmente pondo sua mão direita sobre a face; ela odiava que a vissem chorando. Punha-se dramaticamente ao canto de meu quarto enquanto meu pai e os vizinhos me envolviam num acalentador abraço...


~ Fim do Flashback ~

A cena passava pelos meus olhos como uma vívida e saudosa lembrança... Filho da puta. Como aquele homem poderia me fazer... sentir dessa forma? Deveria conter essas porcarias de emoções e me colocar no lugar que sempre me pertenceu: o de um criminoso contra toda essa merda de sociedade e comprometido apenas com os meus interesses, porra! É só isso que realmente importa nesse lixo de mundo. ”Por que você precisava aparecer agora, infeliz?!”, se perguntava minha mente, indignada. Um tio... um... tio... Francamente, sequer sei como deveria – ou poderia, não me esquecendo de manter minha dignidade como um bandido – chamar aquele ser à minha frente.

Aquela conversa continuava, apontando fatos sobre o que havia acontecido. De maneira brusca, nevoeiros misteriosos e esquecidos indicavam a verdade; meu coração palpitava, ávido, mas também apavorado  pelas declarações que se sucediam. ”Não sabe o que aconteceu com a mamãe... Ela realmente pode estar viva...”, constatava, ainda confuso, mas percebendo uma antiga esperança se reacendendo em algum lugar profundo de minha consciência, ao passo que o ódio contra o assassino de meu pai se alimentava, ainda mais inflamado. "Me pagará da pior forma possível, canalha...", jurava. Logo após, ele revelava-se um revolucionário, aparentemente com um forte ideal... Tsc. ”Por que essas coisas sempre reaparecem na minha vida?! PORRA!”, irritava-me, recusando fortemente qualquer noção de justiça. ”Não vou parar com o meu caminho, mas... eu preciso estar próximo a ele. Preciso... Preciso do... meu tio...”, cedia, mesmo que com certas restrições.

Ao final, como se numa última tacada, o irmão de meu pai arrebentava minhas últimas resistências: visivelmente emocionado, convidava-me a juntar-se a ele, estendendo sua mão em direção a mim. ”Eu... Eu não sei que porra que tá acontecendo na bosta da minha cabeça, mas eu... Preciso ir com ele...”, concluía, irritado com a minha própria desorientação. Que seja.

Em resposta, ofereceria minha mão desocupada em troca, visando completar aquele emotivo aperto de mão. ”Mas que merda...”, protestava, incomodado com os sentimentos que aquilo me trazia; tentaria segurar ao máximo o choro, afinal, não é coisa de um homem de verdade. Mesmo assim, caso involuntariamente chorasse, tentaria esconder as lágrimas ao forçar a palma da mão direita contra o meu rosto.

Não importava se era um revolucionário; eu poderia seguir meus próprios passos com ele, e acredito que este aceitaria minhas atitudes... Não sei ao certo. Mas eu quero... o resto de família que me restou...


- Vamos, tio. – diria com a voz embargada. – Mas... qual o seu nome? – questionaria, retornando à uma dúvida que havia surgido durante aqueles instantes, ansiosamente esperando por uma resposta; tanto por pura curiosidade tanto pela expectativa do nome reavivar alguma informação já descartada pela minha sobrecarregada – pelo menos naquele momento – memória.

Seguiria-os para onde quer que fossem, objetivando camuflar-me de acordo com os elementos que o ambiente dispusesse, seja em sombras, por trás de estruturas próximas ou agachando, esta última quando nenhuma das duas primeiras alternativas fossem possíveis.

Agora, tendo encontrado meu tio, as coisas subitamente pareciam ter ganhado um sentido maior; mais único, mais especial. Havia alguém para se lutar, e eu não largaria isso nem na pior das hipóteses... Ele é sangue do meu sangue, parte da luta que minha família passou, e eu o honrarei como tal. Neste dia, uma parte de mim morre para a ressurreição de outra.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptyTer 21 Jan 2020, 23:02

Takamoto Lisandro Revo?



Mal podia esconder seus sentimentos, apertava a mão de seu tio que tirava aquela cara ranzinza e séria e trocava por um sorriso acalentador. – Esqueci do mais importante não é mesmo, me chamo Leon. O sobrenome você já deve saber. – Ele batia uma pequena palma e era como se toda a sala se iluminasse, porém, não era isso, era como se toda a sala tivesse voltado a sua iluminação padrão e seus sentidos que estivessem obscurecidos por assim dizer, o seu tio não podia deixar de perceber sua reação. – Eu comi uma das famosas akumas no mi, a fruta do senso. É basicamente a fruta dos sentidos que me permite retirar, dobrar ou como pode sentir, reduzir os cinco sentidos das pessoas. – Akumados eram raros nos Blues, mas existiam e ainda mais secretos se forem revolucionários. – Desculpe por usa-la em você, mas como regra devo usar em todos os recém-chegados.

A sala era bem maior e agora podia ver com clareza, não eram apenas aquelas pessoas ali, tinham mais e um entrada profunda embaixo da terra com uma escada, se tratava de uma entrada secreta para uma pequena base revolucionaria. Tinha mais pessoas transitando por aquele local que o pirata podia perceber desde o início. – Você deve ter conhecido Braum, ele será seu guia por aqui, peço que me desculpe, mas tenho pouco tempo com você por agora devo resolver alguns assuntos. – Ele parece meio perdido, não passou nem mesmo uma hora com seu sobrinho direito e já tinha que retornar aos seus deveres. – Não se preocupe, teremos bastante tempo para conversar depois. – Ele afirmava deixando que o meio gigante desse os primeiros ensinamentos para o novato. – Haha! Nunca tinha visto Leon tão sentimental, até mesmo ele tem um coração assim como Braum! – O escudeiro ajudava a recompor o garoto que via a sua frente. – Você parece ter concordado em se juntar a causa revolucionária, deve saber que terá todo o governo, marinha e o mundo contra você mesmo que busque pela justiça verdadeira, tem ciência disso? – O grandalhão coçava sua barba esperando pela resposta do escudeiro.

Esperando uma resposta de alguma forma positiva. – Hahaha! Braum sabia que você era uma pessoa de alma justa. Temos algumas pessoas por aqui que querem sua ajuda, sendo um novato sua primeira missão será busca de conhecimentos, nada melhor para um revolucionário do que informações! Não sou bons com elas, mas Leon consegue fazer milagres ao tê-las em suas mãos por isso ele é nosso capitão comandante! – Ele se orgulhava de falar sobre seu líder. – Se quiser começar, conhecer todos aqui é um requisito para cumprir a missão... Vá fazer amigos!


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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySeg 10 Fev 2020, 21:09

”Akuma no... mi...”, pensava, distante. ”Além de toda essa merda, o desgraçado ainda tem esse troço? Pensei que fossem só... boatos...”, escarnecia, num misto entre o choque pelo que me fora comunicado – se é que a bosta de um poder sobre-humano poderia ser descrita assim – e um alívio cômico pela mesma cena que havia acontecido há alguns poucos instantes... Afinal, quem diria? Um... tio... ”Tio...”, repetia, ainda com dificuldades em me acostumar com aquilo. Era ainda mais inexplicável para um sujeito como eu. Entre todos os golpes que a porcaria da vida me deu, esse foi o mais doloroso... Depois daquele maldito dia, é claro.

De qualquer forma, assim que este restabelecia meus sentidos por completo e contava-me os detalhes, sentia as informações me perfurarem como tiros – e francamente, qualquer nova informação recebida após a porra do impacto de saber que não estou sozinho no mundo seria, no mínimo, exigir demais da merda do meu cérebro –, revelando a suspeita que fora posta sobre mim desde minha entrada naquele lugar, o verdadeiro espaço que o ambiente possuía e o real número de pessoas transitando por ali. ”Quando foi que eu fiquei tão retardado a ponto de não notar essa galera toda?”, apontava, longe de perder meu espírito zombador. Até parece que algo me faria perdê-lo...

Poderia até fingir que seguiria a tal causa da revolução à risca, mas jamais realmente o faria; eu quero e vou destruir a marinha, vingar meus pais e ficar poderoso pra porra, mas com certeza não irei seguir porra de código de justiça nenhum... Esses ideais não passam de hipocrisia. ”Tenho meus próprios passos, meu próprio caminho... É só... pelo meu tio”, convencia-me uma vez mais, reforçando o que já havia decidido. Tsc.

O encontro havia durado pouco, mas meu... tio – sinceramente, vou demorar pra caralho pra me habituar com isso – já parecia desejar partir, indicando como guia o armário que anteriormente havia me resgatado.

De alguma forma, sentia uma estranha sensação no peito... ”Não pode ser isso...”, constatava, incrédulo com aquela merda; em uma proporção radicalmente reduzida, podia sentir aquele sensação de... saudade... Saudade despertada pela simples partida daquele homem. Tsc. Mesmo que extremamente menor, era aquela mesma emoção que percebia em meu íntimo ao lembrar de meus pais. ”Puta que pariu... PARA COM ESSA MERDA!”, xingava-me, raivoso. Não poderia ter aquele coração mole...

Envolto em pensamentos, era trazido de volta à realidade pelas asneiras daquele retardado gigante à minha frente; que merda... ”Que filho da puta inconveniente...”. Como já havia certificado anteriormente, mentir para aquele imbecil não era a coisa mais difícil do mundo...


- Sim, sem dúvidas... – responderia, tentando esboçar um leve sorriso e imprimir um tom ameno e seguro à minha fala, Mesmo que dificilmente conseguisse o fazer com perfeição. Que seja.    

Acatando àquele pedido de bosta – infelizmente haveria de agradá-los caso desejasse continuar próximo ao meu parente – dele, buscaria descer pela escadaria e, no andar inferior, perguntaria aos indivíduos próximos:


- Olá, senhor(a)... Como se chama? – diria, tentando simular algum carisma. Assim que ouvisse a resposta, anunciaria meu nome:

- Meu nome é Oskar, prazer em conhecê-lo(a). Há quanto tempo e por que decidiu entrar nesta organização? – questionaria, ainda intentando aparentar a expressão de certa simpatia. Já que é para socializar, que seja reunindo a maior quantidade de dados... Podem me ser úteis em alguma hora oportuna...

Repetiria o processo caso algum lixo me ignorasse ou se recusasse a responder. Caso a conversa fosse adiante, permaneceria atento às possíveis próximas falas.  

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySab 15 Fev 2020, 00:07

Takamoto Lisandro Revo?



Passando a atender o pedido de Braum, o novato não podia lidar com o fato que teria que conversar mesmo que meia boca com as pessoas dali, mesmo parecendo rude e tendo em sua cara uma expressão estampada de fingimento, as pessoas tentavam passar para ele como era ser um revolucionário, os problemas de ser um e como ser um, todos tinham seus próprios sensos de justiça e jeito de pensar, porém mesmo entrevistando diversas pessoas uma coisa sempre saia da boca deles, era unanime, toda que que chegavam no motivo deles terem se tornado o que são sempre respondem que “para tornar o mundo melhor”. É sempre esta fala que acaba saindo, entendia um pouco daquelas pessoas e como a hierarquia naquela organização funcionava, tinha vários setores organizados e centros de informações regidos por esquadrões para que tudo fosse feito nos mínimos detalhes de forma coesa que nada passasse em branco.

Voltando ao Braum e tendo aprendido um pouco mais sobre a instituição que acabara por se juntar, o escudeiro já saia falando. – Hooh! Aprendeu com todos? Esta primeira missão realmente foi fácil, nem sei se conta como missão mesmo, depois vou ver com o capitão! Sabe, os superiores que cuidam dessas coisas, mas posso dizer que você se esforçou até agora e finalmente pode ficar ao lado do seu tio. Deve ter sido difícil sem Braum ao seu lado ou qualquer parente.. Até fico um pouco triste.. – Ele derramava lágrima de tristeza, mas logo sua cara mudava para alegria. – Agora estamos juntos! Não deixaria nada nos separar! Você agora está com BRAUM!

Devemos aguardar a missão! Teremos ajuda! Vamos mostrar que você não é só parente do capitão, mas também uma força a se espelhar! – Este era o conselho do meio gigante, por hora, o rapaz estava livre pra fazer o que quisesse.


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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 8 EmptySab 28 Mar 2020, 22:24

Aqueles seres me pareciam extremamente indissolúveis, notavelmente determinados; seja lá a merda que fosse a justiça para essa gente. Enquanto a porcaria da minha expressão facial se esforçava para se manter minimamente crível, pude perceber que todos eles desejavam um mundo melhor; não somente isso: estavam dispostos a renunciar partes de suas vidas, se submeter a hierarquia daquela organização, executar tudo nos mínimos detalhes e mais outras coisas que não consigo sequer imaginar... Balela. Apenas uma hipocrisia maldita... Uma mentira infeliz. Humanos não são capazes de alcançar uma justiça verdadeira; bastaria olhar para trás, na porra da minha tragédia, que notariam que esta ideia não passa de um grande sonho infantil, quando não a bosta de um lixo humano se disfarçando por trás dessa ingenuidade...  ”Jamais entenderão... Esse inferno de mundo é e sempre será governado pelas vontades dos filhos da puta que o habitam...”, constatava, imerso num já amadurecido ódio...

De qualquer forma, farto daquelas ladainhas, seguia em direção ao grandalhão – como se aquilo fosse me livrar de ouvir bosta –, este que balbuciava alguma baboseira sobre missões e mais outras porcarias irrelevantes... Mas algo se destacava: demonstrava certa empatia por mim e pela história que tenho – pelo menos a parte que ele deve conhecer –, derramando uma lágrima. Não esperava receber este tipo de... demonstração. Faz muito tempo desde que não recebo algo... assim de um desconhecido... Em todos esses anos nessa vida de merda... Uma lágrima... Tsc. ”Foda-se. Acorde, Oskar, PORRA!”, chamava minha própria atenção.


- Sim... – diria, vagarosamente buscando em minha mente o nome daquele brutamontes, ainda consideravelmente... impactado. Braum... – pausaria novamente. – É assim mesmo que acontece... – finalizaria, numa espécie de lamentação misturada com apreensão, distante do que quer que aquele armário tivesse feito ou dito após aquilo. E pensar que algo assim pudesse me abalar... Patético.

Um flashback lentamente se formava em minha mente, rememorando minha tragédia; ainda era incrivelmente difícil de se acostumar – ou até mesmo compreender – com o choque que os últimos instantes me causaram... Desde a morte dos meus pais, nos momentos que fui tratado pior que um cão, comendo do lixo, assaltando pequenos lugares para sobreviver, batendo e apanhando... Não poderia esperar algo assim.

Tentando me afastar daqueles pensamentos e atentar-me ao fato de que provavelmente ainda haviam hordas de cães da marinha ao encalço, esperaria por meu tio para saber que medida tomar; francamente, desejo do fundo do meu coração que tenhamos de lutar contra aqueles lixos daquela instituição maldita, afinal, algumas cabeças desses vermes nojentos seriam uma ótima comemoração por ter reencontrado meu parente...

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